Händel / Bach / Telemann: Sonatas para Flauta e Contínuo

Händel / Bach / Telemann: Sonatas para Flauta e Contínuo

Sharon Bezaly é uma excelente flautista que já demonstrou seus dotes em várias gravações da BIS, seja em concertos escritos para ela por renomados compositores contemporâneos, incluindo Sofia Gubaidulina e Kalevi Aho, seja em clássicos da literatura de flauta, como os concertos para flauta de Mozart. Ao longo do caminho, gravou uma grande variedade de discos que são recitais imaginativamente programados, com foco nas grandes sonatas de flauta, bem como na tradição da flauta francesa. Neste disco, Bezaly visita o período em que a flauta transversa se estabeleceu como instrumento solo por si só. Foi apenas no século XVIII que os músicos começaram a se especializar em flauta transversa, em vez de ficarem só no oboé ou na flauta doce. Este disco reflete este desenvolvimento do gosto musical com um programa de seis sonatas para flauta e cravo, com e sem o apoio de um instrumento de baixo. Uma joia!

Händel / Bach / Telemann: Sonatas para Flauta e Contínuo

1. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: I. Largo (2:06)
2. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: II. Vivace (3:02)
3. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: III. Andante (1:50)
4. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: IV. Presto (1:13)
5. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: V. Adagio (1:41)
6. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: VI. Alla Breve (2:34)
7. Georg Friedrich Händel – Sonata in B Minor for Flute and Continuo, HWV 367b: VII. A Tempo Di Minuet (1:42)

8. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Minor for Flute and Continuo, BWV 1034: I. Adagio Ma Non Tanto (2:40)
9. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Minor for Flute and Continuo, BWV 1034: II. Allegro (2:39)
10. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Minor for Flute and Continuo, BWV 1034: III. Andante (3:17)
11. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Minor for Flute and Continuo, BWV 1034: VI. Allegro (4:37)

12. Johann Sebastian Bach – Sonata In A Major for Flute and Harpsichord, BWV 1032: I. Vivace (5:09)
13. Johann Sebastian Bach – Sonata In A Major for Flute and Harpsichord, BWV 1032: II. Largo e Dolce (2:47)
14. Johann Sebastian Bach – Sonata In A Major for Flute and Harpsichord, BWV 1032: III. Allegro (4:26)

15. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Major for Flute and Continuo, BWV 1035: I. Adagio Ma Non Tanto (2:16)
16. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Major for Flute and Continuo, BWV 1035: II. Allegro (2:55)
17. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Major for Flute and Continuo, BWV 1035: III Siciliano (3:08)
18. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Major for Flute and Continuo, BWV 1035: IV. Allegro Assai (3:12)

19. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Flat Major for Flute and Harpsichord, BWV 1031: I. Allegro Moderato (3:35)
20. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Flat Major for Flute and Harpsichord, BWV 1031: II. Siciliano (2:09)
21. Johann Sebastian Bach – Sonata In E Flat Major for Flute and Harpsichord, BWV 1031: III. Allegro (4:43)

22. Georg Philipp Telemann – Sonata In F Major for Flute and Continuo, TWV 41:F4: I. Vivace (2:10)
23. Georg Philipp Telemann – Sonata In F Major for Flute and Continuo, TWV 41:F4: II. Largo (1:32)
24. Georg Philipp Telemann – Sonata In F Major for Flute and Continuo, TWV 41:F4: III. Allegro (2:12)

Sharon Bezaly – flute
Terence Charlston – harpsichord
Charles Medlam bass – viol

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Sharon Bezaly fazendo um solo especial para os pequepianos
Sharon Bezaly fazendo um solo especial para os pequepianos

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Georg Friedrich Händel (1685-1759): Anthems (Hinos)

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Anthems (Hinos)

Este Händel dá uma boa ideia dos corais (com orquestra) criados pelo compositor. Mas tudo parece um sub-Messias, meio sem graça, na minha opinião. O Oratório foi um gênero que Händel consolidou na Inglaterra a partir da tradição dos anthems (hinos), textos sacros postos em música com solos e coros usados no culto anglicano, como se percebe nos Chandos Anthems e em vários outros. Sua estrutura e escala eram bastante semelhantes aos oratórios que ele desenvolveu mais tarde, introduzindo um dramatismo e pujança que os anthems desconheciam e dando-lhes independência da liturgia. Mas as motivações de Händel para se dedicar ao gênero não são claras. É possível que fosse uma tentativa de contornar a proibição de música operística durante a Quaresma, mas representações de dramas sacros faziam parte também de uma tradição de educação moral e religiosa estabelecida por Racine entre famílias ricas e piedosas na França.

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Anthems (Hinos)

1. Sonata (Largo) (Allegro) (Chandos Anthem No 8 O come, let us sing unto the Lord)
2. O come, let us sing unto the Lord
3. O come, let us worship
4. Glory and worship are before him
5. Tell it out among the heathen that the Lord is King
6. O magnify the Lord
7. The Lord preserveth the souls of the saints
8. For look as high as the heaven is
9. There is sprung up a light for the righteous
10. Sonata (Larghetto)- Allegro (Chandos Anthem No 6a As pants the hart)
11. As pants the hart for cooling streams
12. Tears are my daily food
13. Now when I think thereupon
14. In the voice of praise and thanksgiving
15. Why so full of grief, O my soul?
16. Put thy trust in God
17. Sonata Andante-Allegro (Chandos Anthem No 5a I will magnify thee, O God)
18. I will magnify thee, O God
19. Ev’ry day will I give thanks unto thee
20. One generation shall praise thy works unto another
21. The Lord preserveth all them that love him
22. The Lord is righteous in all his ways
23. Happy are the people that are in such a case
24. My mouth shall speak the praise of the Lord

Susan Gritton, soprano
Iestyn Davies, contratenor
Thomas Hobbs, tenor
The Choir of Trinity College Cambridge
Orchestra of the Age of Enlightenment
Stephen Layton

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Um Handel mais jovem para vocês. Esta pintura a óleo é conhecida como The Chandos Portrait of Georg Friedrich Händel.
Um Handel mais jovem para vocês. Este óleo é conhecido como The Chandos Portrait of Georg Friedrich Händel.

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.: interlúdio :. Cecile McLorin Salvant: Dreams And Daggers (2017)

.: interlúdio :. Cecile McLorin Salvant: Dreams And Daggers (2017)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A ascensão de Cecile McLorin Salvant (1989) é irresistível. WomanChild, o primeiro álbum da cantora foi indicado ao Grammy de 2014 como melhor álbum de jazz vocal. O segundo, For One to Love, levou para casa o Grammy de 2016 na mesma categoria. Após sua vitória no Grammy, McLorin Salvant lançou seu terceiro álbum na Mack Avenue Records, chamado Dreams and Daggers, um disco duplo gravado principalmente ao vivo com sua banda durante várias noites no Village Vanguard — o venerável clube de jazz do Greenwich Village. Outras faixas na coleção de 23 foram posteriormente gravadas em estúdio com um quarteto de cordas

Aqui, ela retrabalha alguns standards com audácia, imaginação e tempo dramático infalível. Alguns dizem que Salvant evita modelos de jazz, mas a grande Betty Carter é uma influência significativa, mesmo que Salvant e seu ótimo pianista Aaron Diehl planejem as músicas muito mais meticulosamente. As canções contemporâneas também são excelentes.

Cecile McLorin Salvant será muito conhecida no mundo inteiro. Anotem aí.

Cecile McLorin Salvant: Dreams And Daggers (2017)

01 – And Yet
02 – Devil May Care
03 – Mad About the Boy
04 – Sam Jones’ Blues
05 – More
06 – Never Will I Marry
07 – Somehow I Never Could Believe
08 – If a Girl Isn’t Pretty
09 – Red Instead
10 – Runnin’ Wild
11 – The Best Thing for You (Would Be Me)
12 – You’re My Thrill
13 – I Didn’t Know What Time It Was
14 – Tell Me What They’re Saying Can’t Be True
15 – Nothing Like You
16 – You’ve Got to Give Me Some
17 – The Worm
18 – My Man’s Gone Now
19 – Let’s Face the Music and Dance
20 – Si j’étais blanche
21 – Fascination
22 – Wild Women Don’t Have the Blues
23 – You’re Getting to Be a Habit with Me

Produced by Al Pryor & Cécile McLorin Salvant.
Recorded live at the Village Vaguard and the DiMenna Centre.

Musicians:
Cécile McLorin Salvant – vocals
Aaron Diehl – piano
Paul Sikivie – double bass
Lawrence Leathers – drums
+ CATALYST QUARTET – strings

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Vocês não imaginam como canta Cécile McLorin Salvant. Ela é um absoluto espanto.
Vocês não imaginam como canta Cécile McLorin Salvant. Ela é um absoluto espanto.

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Gabriel Fauré (1845-1924): Trabalhos Completos para Violoncelo

Gabriel Fauré (1845-1924): Trabalhos Completos para Violoncelo

Um CD de alta temperatura romântica que fui ouvindo sem maior interesse até que chegaram a meus ouvidos uma maravilhosa Siciliana (faixa 8), um irresistível Andante (Sonata Nº 2) e outro belíssimo Andante acompanhado por órgão (faixa 13). Ou seja, o CD não passou em branco, pois seus picos de qualidade são realmente admiráveis. Me agrada muito a forma com Fauré ligou seu romantismo com o modernismo nascente. O cara nasceu com Chopin ainda vivo e morreu ouvindo jazz e atonalismo. Não foi fácil, mas ele permaneceu em pé.

Gabriel Fauré (1845-1924): Trabalhos Completos para Violoncelo

1 Romance, Op. 69 3:26
2 Elégie, Op. 24 6:50

Sonata No. 1, Op. 109 in D Minor (17:48)
3 I. Allegro 5:13
4 II. Andante 6:54
5 III. Final: Allegro commodo 5:35

6 Allegro moderato for two cellos 0:51
Cello [2nd Cello] – David Waterman
7 Sérénade, Op. 98 3:00
8 Sicilienne, Op. 78 3:47
9 Papillon, Op. 77 2:40

Sonata No. 2, Op. 117 in G Minor (18:45)
10 I. Allegro 6:10
11 II. Andante 8:00
12 III. Allegro vivo 4:28

13 Andante (original version of Romance, Op. 69) 4:33
Organ – Francis Grier

Cello – Steven Isserlis
Piano – Pascal Devoyon

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Fauré jovem, com cara de quem tá pensando nas mina.
Fauré jovem, com cara de quem tá pensando nas mina.

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W. A. Mozart (1756-1791): Grande Missa K. 427 / Exsultate, Jubilate

W. A. Mozart (1756-1791): Grande Missa K. 427 / Exsultate, Jubilate

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Mozart foi um dos maiores autores de música para a voz humana, mas seu talento neste quesito manifestou-se mais na ópera do que na música sacra. De qualquer forma, ele deixou duas grandes obras-primas na música sacra: o Réquiem que ficou incompleto e esta Grande Missa K. 427. Infelizmente ambas permaneceram incompletas. A Große Messe K. 427 foi composta em Viena em 1782 e 1783. Há duas solistas sopranos, mais um tenor e um baixo, além de coral e grande orquestra. Permaneceu inacabada, faltando grandes partes do Credo e do Agnus Dei. Fazer o quê? O que nos chegou, assim como no caso do Réquiem, é maravilhoso. Suzuki e sua turma bachiana deitam e rolam com categoria nas águas mozartianas.

W. A. Mozart (1756-1791): Grande Missa K. 427 / Exsultate, Jubilate

Mass In C Minor K 427
1 Kyrie Eleison 7:35
2 Gloria In Excelsis Deo 2:22
3 Laudamus Te 4:35
4 Gratias Agimus Tibi 1:22
5 Domine Deus 2:38
6 Qui Tollis Peccata Mundi 5:32
7 Quoniam Tu Solus Sanctus 3:32
8 Jesu Christe 0:40
9 Cum Sancto Spiritu 3:36
10 Credo In Unum Deum 3:26
11 Et Incarnatus Est 8:13
12 Sanctus – Hosanna 3:34
13 Benedictus – Hosanna 5:00

Exsultate, Jubilate K 165
14 I. Exsultate, Jubilate 4:22
15 II. Fulget Amica Dies 0:45
16 III. Tu Virginum Corona 6:15
17 IV. Alleluja 2:28
18 I. Exsultate, Jubilate (Salzburg Version) 4:24

Baritone Vocals – Christian Immler (tracks: 1 to 13)
Mezzo-soprano Vocals – Olivia Vermeulen (tracks: 1 to 13)
Soprano Vocals – Carolyn Sampson
Tenor Vocals – Makoto Sakurada (tracks: 1 to 13)
Orchestra, Chorus – Bach Collegium Japan
Conductor – Masaaki Suzuki

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Mozart, parece.
Mozart, parece.

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Georg Philipp Telemann (1681-1767): Suite In A Minor & Double Concertos

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Suite In A Minor & Double Concertos

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um grande disco com algumas das melhores obras de Telemann. E Oberlinger é um show absoluto. Aqui, temos a melhor das Suítes e três dos mais famosos e incontornáveis concertos de Telemann. Os concertos têm aquele esquema de 4 movimentos: lento – rápido – lento – rápido. Telemann foi um dos caras que fizeram o “enganche” entre o barroco e o clássico, o que lhe garantiu a fama de moderninho e o tornou mais famoso do que Bach entre seus contemporâneos. Um baita CD que fará a alegria de cada um dos pequepianos amantes do barroco

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Suite In A Minor & Double Concertos

Suite in A Minor, For Recorder, Strings & Continuo, TWV 50:A3
1 Ouverture 9:18
2 Les Plaisirs 3:22
3 Air À L’Italien 5:42
4 Menuet I & II 3:28
5 Réjoussance 2:24
6 Passepied I & II 1:44
7 Polonaise 3:24

Concerto In E Minor For Recorder, Traverso, Strings & Continuo, TWV 52:E1
8 Largo 3:49
9 Allegro 3:55
10 Largo 2:59
11 Presto 2:29

Concerto In F Major For Recorder, Bassoon, Stings & Continuo, TWV 52:F1
12 Largo 3:27
13 Vivace 5:35
14 Grave 4:07
15 Allegro 3:27

Concerto In A Minor For Recorder, Viol, Strings & Continuo, TWV 52:A1
16 Grave 3:41
17 Allegro 3:58
18 Dolce 3:13
19 Allegro 4:06

Dorothee Oberlinger, flauta
Ensemble 1700

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Quem seria além de Georg Philipp Telemann?
Quem seria além de Georg Philipp Telemann?

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Johannes Brahms (1833-1897): Serenatas

Johannes Brahms (1833-1897): Serenatas

Serenata é uma sequência livre de movimentos de estilo leve e comunicativo. Porém o início deste disco é absolutamente furioso. Depois acalma. As duas serenatas Op. 11 e 16, representam são duas das primeiras tentativas de Johannes Brahms de escrever música orquestral. Ambas datam da década de 1850, especificamente do período em que ele trabalhou na corte de Detmold. Segundo seus biógrafos, esse período era tranquilo e repousado, e embora ao mesmo tempo compusesse o primeiro concerto para piano — sim, aquele meio diabólico –, compôs algumas peças de coral e o lindo sexteto de cordas, Op. 18. Agora, o Quasi Menuetto da Serenata Nº 2 é irresistível em sua sensibilidade e elegância.

Johannes Brahms (1833-1897): Serenatas

Serenade No. 1 In D Major, Op. 11
1 Allegro Molto 13:01
2 Scherzo. Allegro Non Troppo – Trio. Poco Più Moto 7:21
3 Adagio Non Troppo 13:10
4 Menuetto I – Manuetto II 3:52
5 Scherzo. Allegro – Trio 2:41
6 Rondo. Allegro 4:59

Serenade No. 2 For Small Orchestra In A Major, Op. 16
7 Allegro Moderato 9:20
8 Scherzo. Vivace – Trio 3:07
9 Adagio Non Troppo 9:10
10 Quasi Menuetto – Trio 5:32
11 Rondo. Allegro 6:11

Gewandhausorchester Leipzig
Conductor – Riccardo Chailly

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O jovem Brahms.
O jovem Brahms.

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Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 7 / Richard Wagner (1813-1883): Marcha Funeral de Siegfried (Nelsons, Gewandhausorchester)

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 7 / Richard Wagner (1813-1883): Marcha Funeral de Siegfried (Nelsons, Gewandhausorchester)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um disco realmente espetacular. É a única gravação que conheço da 7ª de Bruckner que pode ombrear com o registro de Bernard Haitink. Não é pouca coisa. A música é lindíssima, plenamente melodiosa e forte. Casualmente, a estreia desta sinfonia ocorreu em 30 de dezembro de 1884, em Leipzig, com a mesma Gewandhausorchester desta gravação. Durante a vida do compositor, a 7ª foi a mais elogiada de suas sinfonias. Ela ainda é considerada por muitos autores como a grande obra‑prima de Bruckner. O Adagio, escrito quando o compositor recebeu a notícia da morte de Wagner, é normalmente tido como o ponto culminante de toda a sua obra e um dos elogios fúnebres mais belos de todo o repertório orquestral. Diz a lenda que o tema do trompete do Scherzo foi cantado para Bruckner por um galo que o acordava todas as manhãs em Saint-Florian. Porém, na minha opinião, o principal movimento desta sinfonia é o primeiro — alta, elegante e dignamente lírico. A sinfonia termina com uma coda triunfante. Obrigatório ouvir.

Richard Wagner (1813-1883)

Götterdämmerung, WWV 86D / Act 3
1. Siegfried’s Funeral March 09:12

Anton Bruckner (1824-1896)

Symphony No.7 In E Major, WAB 107 – Ed. Haas
2. 1. Allegro moderato 21:41
3. 2. Adagio. Sehr feierlich und sehr langsam 23:07
4. 3. Scherzo. Sehr schnell – Trio. Etwas langsamer 09:43
5. 4. Finale. Bewegt, doch nicht schnell 13:04

Gewandhausorchester
Andris Nelsons, conductor

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Gordão talentoso, querido! Meu carola preferido!
Bruckner: gordão talentoso, querido! Meu carola preferido!

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.: interlúdio :. John Coltrane & Frank Wess: Wheelin’ & Dealin’ (1957)

.: interlúdio :. John Coltrane & Frank Wess: Wheelin’ & Dealin’ (1957)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Certa vez, num bar, após um concerto daqueles gloriosos, estávamos num grupo de umas 15 pessoas, entre os músicos que se apresentaram e outras pessoas, todas bastante qualificadas do ponto de vista de formação, digamos assim. Uma delas, uma escritora chilena, pontificou:

Para identificarmos um mau caráter, basta observar como ele trata as crianças. Se ele as despreza ou humilha, não é incontestável, mas o cara tem boas possibilidades de ser um deles.

Até hoje, pude comprovar a lei. Parece ser verdadeira, ao menos na amostragem disponível a mim. Mas houve uma resposta paralela de um excepcional violoncelista uruguaio, infelizmente já falecido:

Concordo contigo, e adendo outra lei. Um cara pode não gostar de música erudita ou de jazz: OK. Um cara pode não gostar de eruditos, mas gostar de jazz: OK, até porque um dia ele chegará a nós de alguma forma. Um cara pode gostar de ambos: OK. Mas se o cara gostar de eruditos e não gostar de jazz, ele será ou racista ou da direita troglodita. Cuidem bem, não há erro.

Tinha esquecido desta declaração, mas lembrei dela ontem, quando ouvi três pessoas mal disfarçando seu racismo numa loja de CDs eruditos. Se denunciados, mesmo informalmente e de brincadeira, negariam. Mas, nossa, que nojo, que nojo. Será que o uruguaio tinha razão?

John Coltrane & Frank Wess: Wheelin’ & Dealin’ (1957)

01. Things Ain’t What They Used To Be
02. Wheelin’ (Take 2)
03. Wheelin’ (Take 1)
04. Robbins Nest
05. Dealin’ (Take 2)
06. Dealin’ (Take 1)

John Coltrane (tenor saxophone)
Frank Wess (tenor saxophone, flute)
Paul Quinichette (tenor saxophones)
Mal Waldron (piano)
Doug Watkins (bass)
Art Taylor (drums)

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Coltrane gênio!
Coltrane gênio!

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Manuel de Falla (1876-1946): El sombrero de tres picos / Amor brujo

Manuel de Falla (1876-1946): El sombrero de tres picos / Amor brujo

Não sou um apaixonado pelo nacionalismo espanhol, mas a qualidade deste CD me dobrou. Dutoit, ex-aluno de Ansermet, trouxe consigo o amor pelas nuances de seu mestre e realiza aqui um admirável trabalho. A sonoridade geral é encorpada, porém clara. Os solistas vocais de fala francesa mandam bala bem no espanhol. Se você estiver procurando os dois grandes balés de de Falla em um só disco, acaba de encontrar. Grande CD!

Manuel de Falla (1876-1946): O chapéu de três bicos + El amor Brujo

1. The Three Cornered Hat, Intro: Part I: Afternoon/Dance Of The Miller’s Wife/The Grapes – Colette Boky/Richard Hoenich
2. The Three Cornered Hat, Part II: The Neighbours’ Dance/The Miller’s Dance/The Corregidor’s… – Colette Boky/Richard Hoenich
3. Love, The Magician – Huguette Tourangeau

Colette Boky soprano
Richard Hoenich basson
Orchestre Symphonique de Montréal
Charles Dutoit

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Manuel de Falla mostra o esplendor de seu bigode para os pequepianos.
Manuel de Falla mostra o esplendor de seu bigode para os pequepianos.

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Carl Nielsen (1865–1931): Integral das Sinfonias – Sinfonias Nº 4 e Nº 6 (final)

Carl Nielsen (1865–1931): Integral das Sinfonias – Sinfonias Nº 4 e Nº 6 (final)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Ai, os discos de Karajan…! Grandes gravações, grandes fracassos, o cara não se contentava com nada comum! Mediocridade não era com ele. A primeira vez que vi a Inextinguível à venda foi num lançamento da DG sob a batuta do HvK. A capa era tão espetacular, com um sol vermelho no horizonte, mais arco-íris e silhueta de montanhas e aquele enorme Inextinguishable de lado a lado com o nome do regente em letras um pouco menores, que era impossível não comprar. Mas que bosta de disco! Como ele teve a coragem de gravar aquilo? Mas tudo muda nesta gravação da Chandos.

Não é a minha sinfonia preferida de Nielsen. Esta 4ª, escrita em 1916, me parece dotada de um senso de estilo um tanto vacilante, apesar de vários bons momentos. De indiscutível mesmo, há o quarto movimento, absolutamente arrebatador nesta gravação e mesmo com Karajan. É obra desigual, em minha opinião.

Já a 6ª Sinfonia, “Simples”, escrita às portas da morte, é sensacional. Cheia de sarcasmo, antecipa em poucos anos o que faria Dmitri Shostakovich em seus momentos de humor mais dantesco. A intenção de Nielsen, em muitos momentos, parece ser a de chocar. Ele anuncia que fará, a gente fica meio na dúvida, mas ele faz até mais do que se espera. Sempre dou risadas quando volto a ouvi-la após algum tempo. O tema de abertura não pode ser mais Shosta e Nielsen não estava brincando quando chamou o segundo movimento de Humoreske. Mais: Nielsen devia estar dando barrigadas de riso quando criou o Thema med Variationer, que acaba com um fagote meio incerto, sei lá. Há casos assim: o sujeito está doente, sabe que vai morrer e solta a franga. Novamente, o trabalho da orquestra escocesa faz jus tanto a gritos de Bravo! quanto aos melhores uísques.

Baita CD!

Carl Nielsen (1865 – 1931): Integral das Sinfonias – Sinfonias Nº 4 e Nº 6 (final)

Symphony No. 4, ‘Det Uundslukkelige’, ‘The inextinguishable’, Op. 29 (FS 76)
1. I Allegro
2. II Poco allegretto
3. III Poco adagio quasi andante
4. IV Allegro – glorioso – Tempo giusto

Symphony No. 6, ‘Sinfonia semplice’ Op. 116 (FS 116)
5. I Tempo giusto – Allegro passionato – Lento, ma non troppo – Tempo 1 (giusto)
6. II Humoreske. Allegretto
7. III Proposta Seria. Adagio
8. IV Thema med Variationer. Allegro – Tema: Allegretto un poco – Variations I-IX – Fanfare

Royal Scottish National Orchestra
Bryden Thomson

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E daí se eu gosto do meu cabelo pra cima?
E daí se eu gosto do meu cabelo pra cima?

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Carl Nielsen (1865–1931): Integral das Sinfonias – Sinfonias Nº 3 e Nº 5

Carl Nielsen (1865–1931): Integral das Sinfonias – Sinfonias Nº 3 e Nº 5

 IM-PER-DÍ-VEL !!!

Mais 10 anos e, em 1911, apareceu a “Espansiva”. Meu conhecimento de Nielsen deu-se através das muitas emissões que a rádio da UFRGS fazia desta extraordinária obra. Hoje, talvez eu não dissesse que é a melhor de todas, diria que é a mais alegre, espetacular e contrastante. O movimento inicial é arrebatador com seus momentos de valsa e otimismo. É exuberante e contrasta fortemente com o idílico segundo movimento, onde os cantores parecem desejar o paraíso. A “Espansiva” finaliza com um belíssimo Allegro de tema majestoso e grudante.

A 5ª Sinfonia pertence a outro mundo. Escrita entre 1921 e 1922 mostra o mundo e a linguagem musical desintegrando-se. Homem de seu tempo, Nielsen provocou irritação, principalmente pelo trecho onde indica que a percussão deve fazer barulho sem especificar de que tipo… Ou melhor, Nielsen instrui literalmente a percussão a tentar parar a progressão da música a qualquer custo, sem ter explicado o que deviam fazer… Os bagunceiros escoceses da orquestra de Thomson, acostumados às brigas de rua e ao quebra-quebra de bêbados, fazem grandes esforços. O originalíssimo primeiro movimento divide-se em 2 partes e 3 planos tonais; o ritmo é monótono, militaresco e torna-se aterrorizante, ainda mais quando os percussionistas decidem acabar com a música (há algo mais óbvio para 1922?); há um Andante que possui duas fugas, uma lenta e outra rápida; o primeiro movimento retorna menos agressivo ao final, mas ameaçador. Vale a pena conhecer esta obra curiosíssima e ultra-clara em sua determinação de mostrar o ambiente político que se criava. Destaque para os percussionistas da orquestra: era para eles darem um show e eles não se fizeram de salames.

Duas esplêndidas obras num só CD.

Carl Nielsen (1865 – 1931): Integral das Sinfonias – Sinfonias Nº 3 e Nº 5

Symphony No. 3, Op 27/FS 60 “Sinfonia espansiva”
1. I Allegro espansivo
2. II Andante pastorale
3. III Allegretto un poco
4. IV Finale. Allegro

Catherine Bott, soprano
Stephen Roberts, baixo
Royal Scottish National Orchestra
Bryden Thomson

Symphony No. 5, Op 50/FS 97
5. I Tempo giusto
6. I Tempo giusto – Adagio non troppo
7. II Allegro
8. II Allegro – Presto
9. II Allegro – Andante un poco tranquillo
10. II Allegro – Allegro

Royal Scottish National Orchestra
Bryden Thomson

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Carl Nielsen vale muito
Carl Nielsen vale muito

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Carl Nielsen (1865–1931): Integral das Sinfonias – Sinfonias Nº 1 e Nº 2

Carl Nielsen (1865–1931): Integral das Sinfonias – Sinfonias Nº 1 e Nº 2

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Já que nos fizeram um monte de pedidos nas últimas semanas, pincei cuidadosamente algo que ninguém pedira, mas que é esplêndido. O quase desconhecido — ao menos sob minha perspectiva — Bryden Thomson opera um verdadeiro milagre nestas suas notáveis interpretações das sinfonias de Nielsen para a Chandos. Meus amigos, que discos! Comprei-os há 22 anos. No álbum triplo — existe a versão em 3 CDs avulsos –, está escrito meu nome acompanhado do ano: 1993.

Gosto muito da Sinfonia Nº 1 e ainda mais das outras. Esta sinfonia foi escrita entre os anos de 1890 e 1892 e já mostra um compositor pronto. Não é obra de ensaio. Perguntei a um professor do Instituto de Música (Belas Artes) da UFRGS sobre o que ele achava das sinfonias de Nielsen, sobre sua evolução compositor, a qualidade musical das peças, essas coisas, e ele me replicou mui doutamente: “Olha, PQP, todas são do caralho”. Então tá, quem sou eu para contestar uma autoridade com doutorado na Alemanha? Gosto muito do primeiro movimento. Tenho uma certa resistência ao Andante, mas o resto é mesmo duca.

A Sinfonia Nº 2 tem cada movimento representando um dos 4 temperamentos (colérico, fleumático, melancólico e sanguíneo). Sim, foi uma boa ideia esta de transformar os 4 movimentos clássicos da sinfonia em características das personalidades humanos. O resultado é excelente. Foi escrita nos anos de 1901 e 1902, 10 anos após a primeira, portanto. O primeiro movimento é colérico, mas há espaço para se ouvir oboés, clarinetes, fagotes e outros instrumentos ruins de berro. É sensacional. Oxalá todas as cóleras fossem assim. O fleugmático é perfeito não tanto por sua exatidão programática, mas pela qualidade musical: é belíssimo. O melancólico me parece mais dramático ou desesperado do que propriamente melancólico, mas valeu pela tentativa. E o sanguíneo último movimento é um consistente e bom rondó.

Carl Nielsen (1865 – 1931): Integral das Sinfonias – Sinfonias Nº 1 e Nº 2

Symphony No. 1 in G minor, Op 7/FS 16
1. Allegro orgoglioso
2. Andante
3. Allegro comodo
4. Finale: Allegro con fuoco

Symphony No. 2 (“The Four Temperaments”), Op. 16 (FS29)
5. Allegro collerico
6. Allegro comodo e flemmatico
7. Andante malincolico
8. Allegro sanguineo – Marziale

Royal Scottish National Orchestra
Bryden Thomson

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Gênio
Gênio

PQP

The Club Album (Live From Yellow Lounge) com Anne-Sophie Mutter

The Club Album (Live From Yellow Lounge) com Anne-Sophie Mutter

Pois é. Dizer o quê? A grande discussão lá em casa era se este CD era melhor ou pior que os de André Rieu ou que as incursões populares de Mullova. Eu acho que Mutter vence seus concorrentes, mas houve opiniões contrárias. No que todos concordaram é no fato de Mutter ter desejado tornar-se popular ou ter decidido ganhar dinheiro. Como não creio que grandes haja rombos em sua conta bancária, talvez a moça tenha apenas desejado ser (ainda mais) reconhecida nas ruas. Este é um mal que atinge muitas carreiras. Chega o momento em que alguns artistas dizem: “não quero mais ser moderno, quero ser eterno”. Este CD de Mutter nem é tão bem interpretado, é um CD de brilhaturas pessoais e de abordagens para atingir o grande público. Apesar de eu achá-lo superior aos de Rieu e àquele de música brasileira de Mullova, dou-lhe a nota 1, com louvor.

The Club Album (Live From Yellow Lounge) com Anne-Sophie Mutter

1 Vivaldi: The Four Seasons – Concerto In G Minor, RV 315, “The Summer” – 3. Presto 2:40
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi

2 Gershwin: Three Preludes – 1. Allegro ben ritmato e deciso 1:43
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
3 Gershwin: Three Preludes – 2. Andante con moto e poco rubato 3:13
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
4 Gershwin: Three Preludes – 3. Allegro ben ritmato e deciso 1:34
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

5 J.S. Bach: Double Concerto For 2 Violins, Strings, And Continuo In D Minor, BWV 1043 – 3. Allegro 4:34
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi and Noa Wildschut

6 Tchaikovsky: Souvenir d’un lieu cher, Op. 42 – Mélodie 4:31
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

7 Vivaldi: The Four Seasons – Concerto In F Minor, RV 297, “The Winter” – 1. Allegro non molto 3:34
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi

8 J.S. Bach: Double Concerto For 2 Violins, Strings, And Continuo In D Minor, BWV 1043 – 1. Vivace 3:30
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi and Nancy Zhou

9 Brahms: Hungarian Dance No.1 In G Minor, WoO 1 3:56
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

10 Debussy: Children’s Corner, L. 113 – 6. Golliwogg’s Cakewalk 3:08
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

11 Saint-Saëns: Introduction et Rondo capriccioso, Op. 28 9:24
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

12 Debussy: Suite bergamasque, L. 75 – 3. Clair de lune 5:00
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

13 Copland: Rodeo – 4. Hoe-Down 3:11
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

14 Gounod / J.S. Bach: Ave Maria 5:08
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

15 Benjamin: Jamaican Rumba 1:49
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

16 Williams: Schindler’s List – Original Motion Picture Soundtrack – Theme 4:43
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis

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Anne-Sophie-Mutter: com muita vontade de ganhar dinheiro
Anne-Sophie-Mutter: com muita vontade de ser ainda mais popular

PQP

.: interlúdio :. Charlie Mingus: The Complete Town Hall Concert

.: interlúdio :. Charlie Mingus: The Complete Town Hall Concert

1962. Charlie Mingus reuniu uma banda imensa que incluía Clark Terryn, Eric Dolphy, Jaki Byard e o amigo de sempre Dannie Richmond. Um disco estranho, muito livre e surpreendente. Destaque para a música preferida de meu filho, a visceral e poética Freedom, escrita sobre poema de Mingus contra o racismo. E há únicos trechos gravados por Mingus de sua obra-prima “Epitaph” (uma das maiores peças de jazz já escritas, com mais de duas horas de música e que já foi gravada em DVD. Sim, tenho. Ganhei… do meu filho). Atenção para My Search e Portrait. O que me surpreende é que a maioria dos fãs de Mingus rejeitam este disco. Não entendo. Gostar de Mingus e ter problemas com modernagens? Não, né?

Charlie Mingus: The Complete Town Hall Concert

1. Freedom (Part 1) (Live) (Digitally Remastered) 3:47
2. Freedom (Part 2) (aka Clark In The Dark) (1994 Digital Remaster) 3:14
3. Osmotin’ (Live) (Digitally Remastered) 2:50
4. Epitaph (Part 1) (Live) (Digitally Remastered) 7:03
5. Peggy’s Blue Skylight (Live) (Digitally Remastered) 5:21
6. Epitaph (Part 2) (Live) (Digitally Remastered) 5:10
7. My Search (Live) (Digitally Remastered) 8:09
8. Portrait (Live) (1994 Digital Remaster) 4:34
9. Duke’s Choice (aka Don’t Come Back) (Digitally) (Live) (1994 Digital Remaster) 5:12
10. Please Don’t Come Back From The Moon (Live) (Digitally Remastered) 7:24
11. In A Mellow Tone (AKA Finale) (Live) (Digitally Remastered) 8:21
12. Epitaph (Part 1-Alt. Take) (Live) (Digitally Remastered) 7:23

Músicos:
Snooky Young, Ernie Royal, Richard Williams, Clark Terryn, Eddie Armour, Lonnie Hillyer, Rolf Ericson (trompete)
Quentin Jackson, Britt Woodman, Jimmy Cleveland, Willie Dennis, Eddie Bert, Paul Faulise
(trombone)
Eric Dolphy, Charles McPherson, Charlie Mariano, Buddy Collette (sax alto)
Romeo Penque (oboe)
Zoot Sims, George Berg (sax tenor)
Jerome Richardson, Pepper Adams (sax barítono)
Danny Bank (clarineta baixo e clarineta)
Jaki Byard, Toshiko Akiyoshi (piano)
Les Spann (guitarra)
Charles Mingus, Milt Hinton (baixo)
Dannie Richmond (bateria)
Warren Smith (vibrafone, percussão)
Grady Tate (percussão)
Melba Liston, Bob Hammer, Gene Roland (arranjos)

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Era bom ser Charlie Mingus, mas dava trabalho.
Era bom ser Charlie Mingus, mas dava trabalho.

PQP

Shostakovich, Liszt, Prokofiev: Concertos para Piano Nº uns

Shostakovich, Liszt, Prokofiev: Concertos para Piano Nº uns

A pianista Lise de la Salle (1988) está entre as novas estrelas da música erudita. É daquelas mais ou menos bonitinhas. As gravadoras que exploram a imagem dos artistas devem ficar meio decepcionadas com a excelente Lise. Ela se sai muito bem no Shosta e no Liszt, mas não vai tão bem assim no Prokofiev. Não adianta, a gravação que o FDP postou com a integral dos concertos do ucraniano é muito melhor. O legal do CD é o programa. Dois excelentes concertos com um Liszt bem ruinzinho no meio. É um refresco meio sem gosto entre os russos (ou entre o russo e o ucraniano, ambos soviéticos). Funciona como um adágio fraquinho entre dois movimentos rápidos e cheios de vida. Bem, não gosto de quase nada de Liszt e alguns podem discordar fortemente de mim. Todos os concertos são Nº 1… Na boa, por que ela não colocou Primeiro Concerto para Piano do Tchai, muito melhor que o do Liszt? Seria uma estupenda trinca!

Shostakovich, Liszt, Prokofiev: Concertos para Piano Nº uns

1. Shostakovich: Concerto No. 1 for piano, trumpet and strings in C minor, opus 35 – Allegro
2. II Lento
3. III Moderato
4. IV Allegro con brio

5. Liszt: Piano Concerto No.1 in E flat major, s.124 – Allegro maestoso
6. II Quasi adagio
7. III Allegro vivace – allegro animato
8. IV Allegro marziale animato

9. Prokofiev: Piano Concerto No.1 in D flat major, opus 10 – Allegro brioso
10. II Andante assai
11. III Allegro scherzando

Lise de la Salle, piano
Libson Gulbenkian Foundation Orchestra
Lawrence Foster

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Tava guardando o de Tchai para depois, PQP...
Tava guardando o de Tchai para depois, PQP…

PQP

.: interlúdio :. Horace Silver: Blowin’ the Blues Away (1959)

.: interlúdio :. Horace Silver: Blowin’ the Blues Away (1959)

Um excelente disco, infelizmente curto. A banda de Silver tem uma sonoridade tão parruda que chega a ser curioso ouvir e pensar que se trata de um quinteto. Não há faixas ruins neste álbum, todas elas são superlativas, e por isso cometerei uma injustiça se escolher uma delas, deixando de fora outra que o pequepiano eventualmente ame. Eu chamaria este disco de quente. Há faixas lentas, mas Silver parece gostar mais das pauleiras. Mas suas pauleiras não são amargas, são expressão de pura felicidade.

Horace Silver era Horace Ward Martin Tavares Silva (1928-2014), pianista e compositor de jazz norte-americano. Era filho de João Tavares Silva, de Cabo Verde, e Gertrude, uma norte-americana. Destacou-se nos estilos hard bop e soul jazz. Silver começou sua história musical no sax-tenorista e, mais tarde, voltou-se para o piano. Lançou grande parte de seus discos pela gravadora Blue Note, com a qual é bastante identificado.

Horace Silver: Blowin’ the Blues Away (1959)

1 Blowin’ The Blues Away 4:43
2 The St. Vitus Dance 4:09
3 Break City 4:56
4 Peace (Rudy Van Gelder Edition) 6:02
5 Sister Sadie 6:19
6 Baghdad Blues 4:53
7 Melancholy Mood 7:08

Horace Silver – piano
Blue Mitchell – trumpet (tracks 1, 3-6 & 8)
Junior Cook – tenor saxophone (tracks 1, 3-6 & 8)
Gene Taylor – bass
Louis Hayes – drums

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As fotos de Silver são como sua música.
As fotos de Silver são como sua música.

PQP

.: interlúdio :. Jaco Pastorius: Jaco Pastorius (1976)

.: interlúdio :. Jaco Pastorius: Jaco Pastorius (1976)

É consenso. Jaco Pastorius foi o maior virtuose do baixo elétrico em todos os tempos. Este é seu primeiro disco solo. Antes, em 1974, ele tinha gravado o CD Jaco com Pat Metheny. Sua habilidade é algo arrebatador. Esta não é a melhor amostra de Pastorius, muito melhor é esta, mas mesmo assim este álbum é hoje um clássico intocável. Segundo o próprio Pastorius, suas principais influências musicais foram: “James Brown, The Beatles, Miles Davis, e Stravinsky, nessa ordem.”  O baixista morreu de forma estúpida. Após ter provocado uma briga na porta de um bar, Jaco tomou uma surra de um segurança, vindo a falecer após longo período de coma. Tinha 35 anos…

Jaco Pastorius: Jaco Pastorius (1976)

1 Donna Lee 2:28
2 Come On, Come Over
Vocals – David Prater, Sam Moore
3:52
3 Continuum 4:33
4 Kuru/Speak Like A Child 7:42
5 Portrait Of Tracy 2:22
6 Opus Pocus 5:29
7 Okonkole Y Trompa 4:25
8 (Used To Be A) Cha-Cha 8:57
9 Forgotten Love 2:14
10 (Used To Be A) Cha-Cha (Alternate Take – Previously Unreleased) 8:49
11 6/4 Jam (Previously Unreleased) 7:45

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Só rindo mesmo.
Com toda esta categoria, só rindo mesmo.

PQP

Maurice Ravel (1875-1937): The Piano Concertos / Miroirs

Maurice Ravel (1875-1937): The Piano Concertos / Miroirs

Este é mais um disco de Aimard do que de Boulez. O regente está burocrático, o pianista está demais. Raramente se ouve uma versão do concerto para piano (duas mãos) tão bem tocada, principalmente no Adagio Assai, típico movimento que parece simples, mas onde é fácil cair no precipício da vulgaridade. Pierre-Laurent Aimard é aquele tipo de músico que só grava quando tem a compreensão completa da peça. Ele busca a intimidade e apenas vai para o estúdio quando a obra está completamente analisada em cada detalhe dentro de sua concepção. Vi-o uma vez no Cadogan Hall em Londres. O cara é extraordinário.

Maurice Ravel (1875-1937): The Piano Concertos / Miroirs

1 Piano Concerto For The Left Hand In D – Lento – Andante – Allegro – Tempo 1 18:51

2 Piano Concerto In G – 1. Allegramente 8:30
3 Piano Concerto In G – 2. Adagio Assai 9:28
4 Piano Concerto In G – 3. Presto 4:24

5 Miroirs, M.43 – 1. Noctuelles 4:53
6 Miroirs – 2. Oiseaux Tristes 4:09
7 Miroirs – 3. Une Barque Sur L’océan 7:38
8 Miroirs – 4. Alborada Del Gracioso 6:31
9 Miroirs – 5. La Vallée Des Cloches 6:08

Pierre-Laurent Aimard
The Cleveland Orchestra
Pierre Boulez

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Pierre-Laurent Aimard: a safra de 1957 foi a melhor do século.
Pierre-Laurent Aimard: a safra de 1957 foi a melhor do século.

PQP

.: interlúdio :. Paolo Fresu Devil Quartet – Carpe Diem

.: interlúdio :. Paolo Fresu Devil Quartet – Carpe Diem

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um lindíssimo CD do trompetista italiano Paolo Fresu. Como disse um amigo, talvez o jazz europeu esteja produzindo melhor do que o norte-americano. Fresu é um dos amores de Carla Bley e foi através dos elogios dela que o descobri. Se fosse possível inserir o Miles Davis do período cool na cena do jazz contemporâneo, talvez ele soasse muito parecido com Fresu. Mas enquanto Miles se preocupava com um som urbano, Fresu oferece um cool cheio de romance. Pense no Mediterrâneo ao pôr do sol, um copo de Chianti na mão, olhando profundamente nos olhos de seu parceira(o), sentindo a brisa salgada flutuando na pele. É essa a magia. Carpe Diem, com o Paolo Fresu Devil Quartet, oferece músicas espaçosas, radicais e melódicas, com um ritmo que se desdobra lentamente, envolvendo o ouvinte em felicidade. E a visão romântica de Fresu é habilmente apoiada pro um grupo fantástico de italianos formado por Bebo Ferra no violão, Paolino Dalla Porta no baixo e Stefano Bagnoli na bateria. Grande parte do álbum consiste de baladas lindamente escritas e construídas. Home, In minore, Enero, Ballata per Rimbaud, Ottobre, Giulio libano e a impressionante Human Requiem são exemplos primordiais. Um grande CD!

Paolo Fresu Devil Quartet – Carpe Diem

01. Home
02. Carpe Diem
03. In minore
04. Enero
05. Dum loquimur, fugerit invida aetas
06. Lines
07. Secret Love
08. Ballata per Rimbaud
09. Ottobre
10. Un tema per Roma
11. Human Requiem
12. Quam minimum credula postero
13. Giulio libano
14. Un posto al sole

Personnel:

Paolo Fresu – trumpet and fluglehorn
Bebo Ferra – acoustic guitar
Paolino Dalla Porta – doublebass
Stefano Bagnoli – drums

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Paolo Fresu Devil Quartet: Bando de espetaculares instrumentistas
Paolo Fresu Devil Quartet: um bando de espetaculares instrumentistas

PQP

Claudio Monteverdi (1567-1643) e Sigismondo d’India (1582-1629): Olympia’s Lament e outras árias

Claudio Monteverdi (1567-1643) e Sigismondo d’India (1582-1629): Olympia’s Lament e outras árias

IM-PER-Dí-VEL !!!

Eis um CD que provoca paixões. Desde seu lançamento, em 1994, é saudado como uma grande realização. Ohime ch’io cado e Maladetto sia l’aspetto são obras primas sensacionais. FDP Bach é tarado por Emma Kirkby, sabiam? Pois é, mas fui eu quem entrevistou ela. Toma! Mas leiam o apaixonado e descontrolado abaixo que encontrei no Google:

I love Emma Kirkby — too bad she’s married to Anthony Rooley. My dark, secret fantasy is to kidnap her and force her to sing for me whenever I want. But since I’m not into anti-social acts, this recording will have to do. It does very nicely indeed. Beautiful material and lovely sonics make this recording a definite Record to Die For for anyone but the Beavis and Butt-head crowd. The opening selection, “Quel Sguardo Sdegosetto,” is just too beautiful for words.

Olympia’s Lament

Claudio Monteverdi (1567-1643)
1. Quel sguardo sdegnosetto
2. Ohime ch’io cado
3. Lamento d’Olimpia
4. Voglio di vita uscir
5. Maladetto sia l’aspetto

Sigismondo d’India (1582-1629)
6. Diana ( Questo dardo, quest’ arco)
7. Amico hai vint’io
8. Piangono al pianger mio
9. Lamento d’Olimpia
10. Torna il sereno zefiro
11. Sfere fermate

Emma Kirkby, soprano;
Anthony Rooley, chitarrone

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Emma Kirkby: a ruiva que provoca paixões.
Emma Kirkby: a ruiva que provoca paixões.

PQP

Dieterich Buxtehude (1637-1707): Sonatas Op. 2

Como já disse tantas vezes, Buxtehude é o compositor com a sintaxe mais parecida com a de Bach que conheço. Isso não significa, é claro, que o dinamarquês possua algum percentual significativo do talento do alemão, mas é mesmo assim é muito bom ouvi-lo. Estas sonatas revelam um Bux alegre e influente. Tanto que se notam ecos seus em outros compositores posteriores do barroco. É que, em diversas ocasiões, ele foi visitado por compositores promissores da época, como Georg Friedrich Händel e Johann Mattheson, que o procuraram principalmente para aprender os segredos do órgão. Porém, de todas as visitas, a mais notável foi a de Johann Sebastian Bach, grande admirador de sua obra. Bach prorrogou a estada inicialmente planejada de quatro semanas para quatro meses. Os intérpretes são notáveis. Observando a discografia do L’Estravagante está cheia de Buxtehude. Não dá para competir com os caras. São os especialistas em Bux.

Dieterich Buxtehude (1637-1707): Sonatas Op. 2

1 Sonata No. 1 in B flat major, BuxWV 259: Allegro 1:20
2 Sonata No. 1 in B flat major, BuxWV 259: Adagio – Allegro 2:28
3 Sonata No. 1 in B flat major, BuxWV 259: Grave – Vivace – Lento 3:19
4 Sonata No. 1 in B flat major, BuxWV 259: Poco Adagio – Presto 1:58

5 Sonata No. 2 in D major, BuxWV 260: Adagio – Allegro – Largo 3:22
6 Sonata No. 2 in D major, BuxWV 260: Arietta 6:35
7 Sonata No. 2 in D major, BuxWV 260: Largo – Vivace 2:21

8 Sonata No. 3 in G minor, BuxWV 261: Vivace – Lento 2:52
9 Sonata No. 3 in G minor, BuxWV 261: Allegro – Lento 1:35
10 Sonata No. 3 in G minor, BuxWV 261: Andante – Grave 4:33
11 Sonata No. 3 in G minor, BuxWV 261: Gigue 2:00

12 Sonata No. 4 in C minor, BuxWV 262: Poco Adagio 1:39
13 Sonata No. 4 in C minor, BuxWV 262: Allegro 1:27
14 Sonata No. 4 in C minor, BuxWV 262: Lento – […] – Vivace 4:30

15 Sonata No. 5 in A major, BuxWV 263: Allegro 0:58
16 Sonata No. 5 in A major, BuxWV 263: Solo 1:19
17 Sonata No. 5 in A major, BuxWV 263: Concitato 2:11
18 Sonata No. 5 in A major, BuxWV 263: Adagio (solo) 1:18
19 Sonata No. 5 in A major, BuxWV 263: Allegro – Adagio 1:22
20 Sonata No. 5 in A major, BuxWV 263: […] – Poco Presto 2:09

21 Sonata No. 6 in E major, BuxWV 264: Grave – Vivace 3:46
22 Sonata No. 6 in E major, BuxWV 264: Adagio – Poco Presto – Lento 4:01
23 Sonata No. 6 in E major, BuxWV 264: Allegro 1:33

24 Sonata No. 7 in F major, BuxWV 265: Adagio – […] 3:00
25 Sonata No. 7 in F major, BuxWV 265: Lento – Vivace 2:42
26 Sonata No. 7 in F major, BuxWV 265: Largo – Allegro 2:47

L’Estravagante

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O pessoal do L'Estravagante.
O pessoal do L’Estravagante.

PQP

.: interlúdio:. Invisible Threads: John Surman, Nelson Ayres & Rob Waring

.: interlúdio:. Invisible Threads: John Surman, Nelson Ayres & Rob Waring

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O último CD do extraordinário John Surman tinha sido Saltash Bells, de 2012, um álbum solo que foi considerado um de seus melhores trabalhos. Invisible Threads marca a estreia de um novo trio que inclui o pianista, arranjador e compositor brasileiro Nelson Ayres e o percussionista norte-americano Rob Waring (que mora na Noruega desde 1981). Surman (que também mora lá) conheceu Ayres enquanto eles trabalhavam no disco Fala de Bicho, de Marlui Miranda, no Brasil. Depois, eles tocaram alguns shows juntos. A dupla seguiu caminhos separados com a intenção de voltar. Enquanto compunha ideias para enviar ao pianista, Surman continuava ouvindo o toque de Waring em sua cabeça. Então enviou arquivos de som com suas ideias também para Waring. Estava formado o trio sem bateria. Gravaram rapidamente e, nossa!, o resultado vale a pena ouvir. 

O disco é de uma fineza só. Tranquilo e de belos temas, melodias e timbres.

Invisible Threads: John Surman, Nelson Ayres & Rob Waring

1. At First Sight (02:33)
2. Autumn Nocturne (06:52)
3. Within the Clouds (04:48)
4. Byndweed (05:11)
5. On Still Waters (04:45)
6. Another Reflection (01:33)
7. The Admiral (05:15)
8. Pitanga Pitomba (07:06)
9. Summer Song (05:22)
10. Concentric Circles (06:32)
11. Stoke Damerel (03:37)
12. Invisible Threads (05:39)

Personnel:
John Surman, soprano and baritone saxophones, bass clarinet
Nelson Ayres, piano
Rob Waring, vibraphone, marimba

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Waring, Ayres e Surman: mestres
Waring, Ayres e Surman: mestres

PQP

Henryk Górecki (1933-2010): Symphony No. 3, Op. 36 (“Symphony of Sorrowful Songs”) / 3 Olden Style Pieces (Kilanowicz, Wit)

Henryk Górecki (1933-2010): Symphony No. 3, Op. 36 (“Symphony of Sorrowful Songs”) / 3 Olden Style Pieces (Kilanowicz, Wit)

Há coisas que são difíceis de entender ou que, decididamente, não dão para entender. Estranho que o mesmo mundo que privilegia autores como Glass em detrimento de outros muito superiores, pesque justo Górecki, dentre um imenso cardume de bons compositores, muitos deles banhando-se no Mar Báltico. Por que a surpresa? Ora, a surpresa deve-se a que Górecki é bom. Quando do lançamento pela Nonesuch (1992, com Dawn Upshaw e a London Sinfonietta sob a direção de David Zinman), a Sinfonia Nº 3 vendeu inacreditáveis 5 milhões de cópias no mundo. Tenho uma, claro. O CD esteve no topo da venda de discos no Reino Unido. Segundo a gravadora, vendeu quatrocentas vezes a expectativa de vendas de uma sinfonia de um compositor relativamente desconhecido no séc XX.

E é boa música. E, para gáudio dos pequepianos, este registro de Antoni Wit, feito para a Naxos em 1994, é ainda melhor. Ocorre algo semelhante com Penderecki (talvez com todos de todas as etnias): sua música soa melhor quando poloneses a interpretam. Aqui repete-se o fenômeno. Esta gravação eclipsa o esforço de americanos e ingleses. Há muito mais profundidade e força. Cada movimento cresce lenta e poderosamente. O engenheiro de som também deu mais atenção ao piano — e o resultado é uma peça muito mais marcante e comovente.

Henryk Górecki (1933-2010): Symphony No. 3, Op. 36 (“Symphony of Sorrowful Songs”)

Movement 1 – Lento sostenuto tranquillo ma cantabile
Movement 2 – Lento e largo – tranquillissimo
Movement 3 – Lento cantabile semplice

3 Olden Style Pieces

4. I
5. II
6. III

Zofia Kilanowicz, soprano
Polish National Radio Symphony Orchestra
Antoni Wit

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Graaaaande Górecki!!!
Graaaaande Górecki!!!

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Peças para teclado com Nelson Freire

J. S. Bach (1685-1750): Peças para teclado com Nelson Freire

Nerso, nerso, mineirim danado, para quê? Acho que todo artista, ainda mais um do calibre de Nelson Freire, tem o direito de dar a sua interpretação da música do passado. Afinal, Freire fez isso a vida inteira tocando maravilhosamente o repertório romântico e tornando-se um dos melhores pianistas do planeta. Mas nós temos o direito de gostar ou não. Ao completar 70 anos, nosso querido pianista resolveu dar uma viradim — ou assinou um contratim — e dirigiu-se a deus, ou seja, a Bach. Pollini já tinha feito o mesmo anos atrás com excelente resultado. Só que Freire ficou oscilando em termos estilísticos. Sua Partita 4 é romântica, é Schumann tocando Bach. Já a Suíte Inglesa 3 e a Cromática são quase simulações de cravo — e, olha, ficaram bem interessantes. Mas nos números finais, talvez por serem peças soltas e ideais para funcionar como bis em concertos, Freire se deu a liberdade de mostrar toda a sua intimidade com… o romantismo. Se eu fosse o grilo falante conselheiro de Freire — e não me considero maior do que um grilo em relação a ele –, pousaria sobre seu ombro esquerdo e diria: parta do romantismo em direção ao futuro, queridim. Nada de baquear nesta altura da vida.

J. S. Bach (1685-1750): Peças para teclado com Nelson Freire

01. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 1. Overture
02. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 2. Allemande
03. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 3. Courante
04. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 4. Aria
05. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 5. Sarabande
06. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 6. Menuet
07. J.S. Bach: Partita No.4 in D , BWV 828 – 7. Gigue
08. J.S. Bach: Toccata in C Minor, BWV 911

09. J.S. Bach: English Suite No.3 in G minor, BWV 808 – 1. Prélude
10. J.S. Bach: English Suite No.3 in G minor, BWV 808 – 2. Allemande
11. J.S. Bach: English Suite No.3 in G minor, BWV 808 – 3. Courante
12. J.S. Bach: English Suite No.3 in G minor, BWV 808 – 4. Sarabande
13. J.S. Bach: English Suite No.3 in G minor, BWV 808 – 5. Gavotte I – Gavotte II ou la musette
14. J.S. Bach: English Suite No.3 in G minor, BWV 808 – 6. Gigue

15. J.S. Bach: Chromatic Fantasia and Fugue in D minor, BWV 903 – 1. Fantasia
16. J.S. Bach: Chromatic Fantasia and Fugue in D minor, BWV 903 – 2. Fugue

17. J.S. Bach: Concerto in D Minor, BWV 974 – for Harpsichord/Arranged by Bach from: Oboe Concerto in D minor by Alessandro Marcello (1685-1750) – 2. Andante

18. J.S. Bach: Choral: “Ich ruf zu dir, Herr Jesu Christ”, BWV 639

19. J.S. Bach: Choral: “Komm Gott Schopfer heiliger Geist”, BWV 667

20. J.S. Bach: Choral: “Nun komm der Heiden Heiland”, BWV 659

21. J.S. Bach: Prelude in G Minor, BWV 535

22. J.S. Bach: Jesu, Joy Of Man’s Desiring, BWV 147

Nelson Freire, piano

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Na boa, eu vou matar esse tal de PQP.
Na boa, eu vou matar esse tal de PQP.

PQP