.:interlúdio:. – Wynton Marsalis Septet – Citi Movement

Esta postagem é em homenagem ao Milton Ribeiro (que fez aniversário semana passada), e que recomendou um cd deste mesmo Wynton Marsalis Septet em seu blog, “In This House, In this Morning”. Na verdade, estou arriscando com esta postagem, sem saber se ele possui esse CD, mas deixo ao critério dos senhores a devida apreciação, que posso definir da seguinte forma, sendo curto e grosso: é do caralho, com o perdão da expressão. Impossível ficar indiferente com esse tour de force, já que a obra é tocada em um fôlego só, sem pausas.

O texto abaixo foi tirado do encarte do CD:

“Citi Movement was written by Wynton Marsalis for Griot New York, a modern ballet choreographed by Garth Fagan. Its premier performance at the Brooklin Academy of Music in 1991 was received by cheering audiences and drew praising rewiews. With this recording the music stands quite tall alone and now does its own dances. The three-part composition uses jazz to render the feeling of a city, the waves and wages of history, and the emotional references connected to styles and rythmic grooves.

In keeping with the leasury, sequestered situations in wich jazz composers do their work, free of intrusians from the external world, this extended piece was written in a month, while the Marsalis band was on the road, performing every night and giving master classes in the daytime. Herb Harris was playing soprano anda tenor saxophones while Citi Movement was composed: ‘It was crazy. Amazing. We were working all these gigs and Wynton was giving this talks and instructions to students musicians during the day, running to get some food before the concert anda going into this room every night to compose. It shocked all of us. With all he had to do, you wouldn´t have expected him to come up with this kind of music. But there it is’. “

Bem, trata-se de música extremamente elaborada, pensada em cada detalhe,  que mostra um compositor ciente de sua capacidade e profundo conhecimento da linguagem jazzistica, e claro, musical, sem esquecer, seu profundo conhecimento da própria história do jazz. Como o Milton comenta em seu blog, o Septeto é simplesmente perfeito.

Não estou exagerando quando afirmo que se trata de um dos melhores cds de jazz que já tive a oportunidade de ouvir. Se fosse para escolher uma faixa com certeza ficaria com a última do primeiro CD, “Spring Yaoundé”, que traz Eric Reed ao piano e o próprio Marsalis num dueto de arrepiar…

Interlúdio – Wynton Marsalis Septet – Citi Movement

CD 1
1. Hustle Bustle
2. City Beat
3. Daylight Dinosaurs
4. Down The Avenue
5. Stop And Go
6. Nightlife-Highlife (Yas, Yas)
7. How Long?
8. I See The Light (Vocal Version)
9. I See The Light (Instrumental Version)
10. Duway Dialogue
11. Dark Heart Beat
12. Cross Court Capers
13. Bayou Baroque
14. Marthaniel
15. Spring Yaoundé

CD 2
1. The End
2. The Legend Of Buddy Bolden
3. Swingdown, Swingtown
4. Highrise Riff
5. Modern Vistas (As Far As The Eye Can See)
6. Curtain Call

Wynton Marsalis – Trumpet
Todd Williams – Tenor & Soprano Saxophones
Wes Anderson – Alto Saxophone
Wycliffe Gordon – Trombone
Reginald Veal – Bass
Herlin Riley – Drums
Eric Reed – Piano
Herb Harris – tenor sax in “I see the Light (Instrumental) and “Curtain Call
Marthaniel Roberts – Piano on “Marthaniel”, “The End”, “Swingdown, Swintown” and “Curtan Call”.

CD 1 – BAIXE AQUI – DONWLOAD HERE

CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDP Bach

Philip Glass (1937) – White Raven, ópera de 1991

Sei lá como esta gravação chegou até mim. Parece registro de um concerto gravado por um espectador na terceira fila, meio escondido. Pura pirataria, coisa que detesto. A música é legítimo Glass; ou seja, é um ventilador legalzinho, mas só serve para dias muito quentes. A curiosidade é que é falada em português de Portugal. Os caras falam de navegações, mares, etc. Uma curiosidade. Quem são os executantes? Ah, meu amigo…

Philip Glass – White Raven (ópera)

01 – Knee Play 1 (El Escritor con los dos Cuervos)
02 – Acto I, 1 (Corte Portuguesa)
03 – Knee Play 2 (El Escritor con los dos Cuervos)
04 – Acto I, 2 (El Viaje)
05 – Acto I, 3 (Africa)
06 – Acto I, 4 (India)
07 – Acto II, 1 (Exploracao Submarina)
08 – Acto II, 2 (Exploracao de Agujeros Negros en el Cielo)
09 – Acto III (Prologo)
10 – Acto III, 1 (Corte Portuguesa)
11 – Knee Play 3 (El Escritor Como Cuervo)
12 – Acto III, 2 (Visiones Nocturnas)
13 – Acto IV (Scherzo)
14 – Knee Play 4 (El Escritor con una Mesa de Agua y una Pluma Voladora)
15 – Act V (Brasil)
16 – Epilogo

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PQP

.: interlúdio :. Keith Jarrett Trio – At the Blue Note – CD 3

Este terceiro cd da série do Keith Jarrett Trio tocando na Blue Note é um dos mais inspirados da série, apesar de ser complicado afirmar isso, devido à qualidade dos outros cds.

Adoro Autumm Leaves, e não sei quantas versões já ouvi, mas devo confessar que Keith Jarrett se supera nesta sua leitura mais do que pessoal. Vinte e seis minutos e quarenta e três minutos de pura inspiração, de puro improviso, e os  méritos claro que não são só dele. Jack DeJohnette e Gary Peacock para variar estão perfeitos, e o que estes três excepcionais músicos fazem com o tema principal de Autumm Leaves é de arrepiar. Abafa o resto do cd, que tem outro clássico logo em seguida, “Days of Wine and Rose”. Quando ouvi esse cd pela primeira vez, o repeti por umas três ou quatro vezes, e uma centena de audições depois, continuo fascinado e impressionado. Um absurdo.

Chega de repetir o óbvio, e vamos ao que interessa.

Interlúdio – Keith Jarrett Trio – At the Blue Note – CD 3

1 Autumn Leaves
2 Days Of Wine And Roses
3 Bop-Be
4 You Don’t Know What Love IsMuezzin
5 When I Fall In Love

Keith Jarrett – Piano
Gary Peacock – Double Bass
Jack DeJohnette – Drums

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Wind Concertos – Wind Concertos Serenades & Divertimenti – CD 3-7

Mais uma postagem feita a toque de caixa. Enquanto mano PQPBach tem postado música russa, sem nenhum motivo aparente, estou postando Mozart, também sem nenhum prévio planejamento.

Mais três obras primas mozartianas nas excepcionais mãos desta excepcional orquestra, Orpheus Chamber Orchestra. São obras que não precisam apresentação, são conhecidíssimas, e além disso, existem diversas gravações delas. Aqui mesmo no blog já devem ter sido postadas umas três ou quatro versões, mas quem se importa? É Mozart. E para este sábado frio, pelo menos aqui pelo Vale do Itajaí, nada como Mozart para aquecer o espírito e alma. Claro que com a ajuda de um bom vinho.

Um bom domingo para todos.

Wolfgang Amadeus Mozart – Wind Concertos Serenades & Divertimenti – CD 3-7

01 – Konzert fur Oboe und Orchester C-dur KV 314 – Allegro aperto
02 – – Adagio no troppo
03 – – Rondo Allegretto
04 – Konzert fur Flote und Orchester Nr
05 – – Adagio ma non troppo
06 – – Rondo Tempo di Menuetto
07 – Konzert fur Flute, Harfe und Orchester C-dur KV 299 – Allegro
08 – – Andantino
09 – – Rondeau Allegro

Randall Wolfgang – Oboe
Susan Palma-Nidel – Flute
Nancy Allen – Harp
Orpheus Chamber Orchestra

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Nicolai Rimsky-Korsakov (1844-1908): Scherazade e A Grande Páscoa Russa

Sem planejamento nenhum, estou promovendo um verdadeiro Festival Russo no blog. Como disse, é casual; deve ser uma fase.

Na casa de meu pai, o toca-discos estava sempre ligado. Como mais ouvidos estavam Chopin, Concertos para Piano de Mozart, o Beethoven da middle age e duas músicas que meu amava loucamente: Quadros de uma Exposição e Scherazade. É absolutamente alto o número de vezes que ouvi esta obra do grande compositor e maior ainda orquestrador Rimsky-Korsakov em várias gravações, pois meu pai comprava discos como garrafas de leite. Por isso, talvez possa garantir que Ozawa trata muito bem uma das histórias da princesa que narrava para não morrer.

Lembrei que ainda não postei um disco espetacular de outro do Grupo dos Cinco: um de quartetos de Borodin. Os membros do nacionalista Grupo dos Cinco eram Rimsky-Korsakov, Mily Balakirev, Borodin, César Cui e Modest Mussorgsky. Acho que tanto Rimsky-Korsakov como Borodin era militares… É um mundo estranho e morto…

Grande CD!

Scheherazade, Op. 35

1. Rimsky-Korsakov – The sea and Sindbad’s ship (9:52)
2. Rimsky-Korsakov – The story of the Calendar Prince (11:34)
3. Rimsky-Korsakov – The young prince and the young priness (9:21)
4. Rimsky-Korsakov – Festival at Bagdad – The sea – The ship goes to pieces against a rock surmounted by a bronze warrior (The shipwreck) (12:33)

Russian Easter Festival Overture, Op. 36
5. Rimsky-Korsakov – Russion Easter, Op. 36 – Overture on sacred Russian themes (14:58)

Rainer Honeck, violin
Wiener Philharmoniker
Seiji Ozawa

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PQP

Maurice Ravel (1875-1937) – Piano Concerto in G major, Piano Concerto in D major (for the left hand) – Achille-Claude Debussy (1862-1918) – Fantasy for Piano and Orchestra

Faz tempo que não se faz uma postagem de obras de Maurice Ravel, por isso resolvi trazer este belo cd com os concertos para piano do compositor francês, em uma excelente interpretação do sempre inspirado Zoltán Kocsis, acompanhado pela excelente Budapest Festival Orchestra dirigida por Iván Fischer.
Este Concerto em Sol Maior já foi postado aqui no blog, assim como o Concerto para a Mão Esquerda, mas vai aí uma outra gravação.
A curiosidade do cd fica por conta de uma obra de Debussy da qual nem eu nem mano PQPBach tinhamos ouvido falar, uma Fantasia para Piano e Orquestra. Procurei outra gravação para essa obra mas não encontrei. Se alguém tiver, me avise.

Maurice Ravel – Piano Concerto in G major, Piano Concerto in D major (for the left hand) – Achille-Claude Debussy – Fantasy for Piano and Orchestra
01. Ravel Piano Concerto in G major 1. Allegramente
02. Ravel Piano Concerto in G major 2. Adagio assai
03. Ravel Piano Concerto in G major 3. Presto
04. Ravel Piano Concerto in D major (for the left hand) Lento
05. Ravel Piano Concerto in D major (for the left hand) Allegro
06. Ravel Piano Concerto in D major (for the left hand) Tempo I
07. Debussy Fantasy for Piano and Orchestra 1. Andante ma non troppo – Allegro giusto
08. Debussy Fantasy for Piano and Orchestra 2. Lento e molto espressivo
09. Debussy Fantasy for Piano and Orchestra 3. Allegro molto

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1796) – The Wind Concertos – CD 2-7

Depois de toda a polêmica sobre a postagem do colega Marcelo Stravinsky, trago mais um belo cd com obras de Mozart.

O segundo cd da coleção da Orpheus Chambers Orchestra dedicada às obras para sopro de Mozart traz os belíssimos concertos para Trompa e Orquestra.  São peças conhecidas e muito gravadas, e a Orpheus mantém a tradição das grandes interpretações para estas obras.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791)

Bassoon Concerto in B flat, K.191

Cadenza by Frank Morelli
1 1. Allegro – Cadenza: Frank Morelli
2 2. Andante ma adagio – Cadenza: Frank Morelli
3.3  Rondo. Tempo di Menuetto – Cadenza: Frank Morelli

Frank Morelli, Orpheus Chamber Orchestra

Horn Concerto No.2 in E flat, K.417
Cadenza by William Purvis
4 1. Allegro maestoso
5 2. Adagio
6 3. Rondo. Allegro – Cadenza: William Purvis

William Purvis, Orpheus Chamber Orchestra

Allegro in D for Horn and Orchestra, K.412
7 1. Allegro
8 2. Rondo:Allegro

Orpheus Chamber Orchestra, David Jolley

Horn Concerto No.3 in E flat, K.447
Cadenza by William Purvis
9 1. Allegro – Cadenza: William Purvis
10 2. Romanze (Larghetto)
11 3. Allegro

William Purvis, Orpheus Chamber Orchestra

Horn Concerto No.4 in E flat, K.495

Cadenz by David Jolley after Dennis Brain
12 1. Allegro maestoso
13 2. Romanza (Andante)
14 3. Rondo (Allegro vivace)

David Jolley, Orpheus Chamber Orchestr

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Alfred Schnittke (1934-1998): Concerto Grosso Nº 1, Quasi una sonata, Moz-Art à la Haydn

No tempo em que comprei este CD, em 1991, Schnittke era “o mais celebrado compositor soviético”. Assim como seu país mudou, Schnittke mudou muito como compositor ao longo da vida. Antes influenciado por Shostakovich, depois adotou o poli-estilismo — uma coisa divertidíssima que pode ser ouvida neste Concerto Grosso de cordas enlouquecidamente vivaldianas e tangos de um Piazzolla que veio do frio — e depois adotou um estilo bem mais tímido e sério.

O carro-chefe do CD é o Concerto Grosso — casualmente, o Avicenna irá dançar um tango barenboiniano amanhã –, mas Quasi una sonata e Moz-Art à la Haydn são de primeira linha. Há um certo parentesco, nada mais do que isso, entre Quasi una sonata e Sonâncias III, de Marlos Nobre, obra que não lembro ter sido postada aqui. Daqui alguns dias, postarei a ópera Life with an Idiot, de Schnittke. Aguardem com a habitual paciência.

Schnittke: Concerto Grosso Nº 1, Quasi una sonata, Moz-Art à la Haydn

Concerto Grosso No.1, for 2 violins, harpsichord, prepared piano & 21 strings (1976-77)
1. Prelude: Andante
2. Toccata: Allegro
3. Recitativo: Lento
4. Cadenza [without tempo marking]
5. Rondo. Agitato
6. Postludio. Andante – Allegro – Andante
Tatjana Grindenko e Gidon Kremer, violinos
Yuri Smirnov, cravo e piano preparado
Heinrich Schiff, regência

7. Quasi una sonata, for violin & chamber orchestra (1987)
Yuri Smirnov, piano
Gidon Kremer, violino e regência

8. Moz-Art à la Haydn, for 2 violins & 11 strings (1987)
Tatjana Grindenko, violino
Gidon Kremer, violino e regência

Chamber Orchestra of Europe (nas 3 obras)

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PQP

Antonio Vivaldi (1678-1741) & Johann Sebastian Bach (1685-1750): The Bach-Vivaldi Concertos

Ao menos de minha parte, fecho a temporada de transcrições com uma curiosidade: transcrições escritas por Bach para o cravo sobre Concertos de Vivaldi. Robert Woolley vai muito bem, dando-nos um excelente recital deste Johann Sebastian Vivaldi. Há também transcrições para o órgão, provas da enorme admiração que meu pai tinha pelo Padre Tonho, o Vermelho.

Bach-Vivaldi Concertos

Concerto No 1 in D major, BWV972
1 Movement 1: [Allegro] [2’20]
2 Movement 2: Larghetto [3’48]
3 Movement 3: Allegro [2’19]

Concerto No 2 in G major, BWV973 Antonio Vivaldi (1678-1741) & Johann Sebastian Bach (1685-1750)
4 Movement 1: [Allegro assai] [2’41]
5 Movement 2: Largo [2’28]
6 Movement 3: Allegro [2’23]

Concerto No 5 in C major, BWV976 Antonio Vivaldi (1678-1741) & Johann Sebastian Bach (1685-1750)
7 Movement 1: [Allegro] [3’48]
8 Movement 2: Largo [3’31]
9 Movement 3: Allegro [3’08]

Concerto No 4 in G minor, BWV975 Antonio Vivaldi (1678-1741) & Johann Sebastian Bach (1685-1750)
10 Movement 1: [Allegro] [3’10]
11 Movement 2: Largo [3’47]
12 Movement 3: Giga. Presto [1’46]

Concerto No 9 in G major, BWV980 Antonio Vivaldi (1678-1741) & Johann Sebastian Bach (1685-1750)
13 Movement 1: [Allegro] [3’52]
14 Movement 2: Largo [4’05]
15 Movement 3: Allegro [3’47]

Concerto No 7 in F major, BWV978 Antonio Vivaldi (1678-1741) & Johann Sebastian Bach (1685-1750)
16 Movement 1: Allegro [2’24]
17 Movement 2: Largo [2’47]
18 Movement 3: Allegro [2’28]

Robert Woolley (harpsichord)

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PQP

Interlúdio – Keith Jarrett at Blue Note – CD 2

Uma postagem feita a toque de caixa, são quase dez horas da noite, estou acordado desde as 6 da manhã, e amanhã terei de acordar novamente nesta hora. Enfim, coisas dessa nossa vida maluca.

Keith Jarrett, Gary Peacock e Jack De Johnette. Nada mais preciso falar… apenas ouçam, ouçam, ouçam, e não se cansem de ouvir. É um santo remédio para esses dias de tédio. Impossível ficarmos indiferentes para estes três grandes músicos. Divirtam-se. Ah, antes que perguntem, o CD 1 já foi postado, basta procurá-lo…

Keith Jarrett – At Blue Note – CD 2

1. I’m Old Fashioned
2. Everything Happens to Me
3. If I Were a Bell
4. In the Wee Small Hours of the Morning
5. Oleo
6. Alone Together
7. Skylark
8. Things Ain’t What They Used to Be

Keith Jarrett – Piano
Gary Peacock – Bass
Jack DeJohnette – Drums

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – The Winds Concertos – Serenades – Divertimenti – CD 1-7 – Orpheus Chamber Orchestra

E porque hoje é domingo, dia dos pais, resolvi postar mais um cd, o terceiro neste final de semana, que vai deixá-los satisfeitos, ajudando a tornar a semana mais tolerável.

Pois bem, esta série da Orpheus Chamber Orchestra é de uma beleza sem par. Vou começar trazendo o primeiro CD, que tem a Sinfonia Concertante para Oboe, Clarinete, Trompa e Fagote (ufa). Eu nem lembrava mais que tinha subido este cd para o rapidshare já há alguns meses.

Para quem não conhece, a Orpheus Chamber Orchestra é uma orquestra norte americana, mais especificamente de Nova York. A história deles pode ser encontrada aqui . Se caracteriza por não possuir um regente fixo, existe um revezamento entre os músicos, que ocupam o cargo por um determinado período.Ah, nestas gravações os solistas são músicos da própria orquestra.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791) -Sinfonia concertante in E flat for Oboe, Clarinet, Horn, Bassoon, Orch., K.297b, Clarinet Concerto in A, K.622, Andante for Flute and Orchestra in C, K.315

Sinfonia concertante in E flat for Oboe, Clarinet, Horn, Bassoon, Orch., K.297b
1.1   Allegro
2.2 Adagio
3.3 Andantino con variazioni

Stephen Taylor, David Singer, William Purvis, Steven Dibner, Orpheus Chamber Orchestra

Clarinet Concerto in A, K.622
4.1. Allegro
5.2. Adagio
6.3. Rondo (Allegro)

Charles Neidich, Orpheus Chamber Orchestra

7. Andante for Flute and Orchestra in C, K.315

Cadenz by Susan Palma

Orpheus Chamber Orchestra, Susan Palma

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Chick Corea (1941) – Corea.concerto – Spain for Sextet – Piano Concerto nº1

Minhas próximas postagens serão dedicadas a dois gênios do piano no jazz, Chick Corea e Keith Jarrett, dois intrumentistas que, no correr das 4 décadas de suas carreiras, quebraram barreiras e rótulos, e mostraram a que vieram em discos memoráveis, verdadeiros clássicos do Jazz. Mas também excursionaram pela música clássica, e são alguns destes discos que pretendo mostrar, para fechar com duas séries únicas, imbatíveis no meu entender.
Mas comecemos com Chick Corea. Este cd tem uma proposta interessantíssima, e muito bonita. Começa com o grande clássico do pianista, “Spain”, em uma versão para Sexteto de Jazz e Orquestra, e conclui com seu Primeiro Concerto para Piano e Orquestra. Eu sou fascinado por “Spain” desde os tempos do Return to Forever, e esta versão está muito interessante, eletrizante na verdade, e mostra toda a versatilidade de Corea e Origin , o super sexteto que o acompanha  desde os anos 90. Aguardem pois trarei mais material dessa turma no correr destes dias.Eis o comentário do editorialista da amazon.com sobre esse cd:

Amazon.com
The resurgence of pianist Chick Corea in the 1990s seemingly knows no bounds, as is demonstrated by his
Corea.Concerto. Blending Corea’s thrilling regular jazz sextet, Origin, with the London Philharmonic Orchestra, this disc is Corea’s second journey into classical music, after The Mozart Sessions with conductor and vocalist Bobby McFerrin. But Corea.Concerto is Corea’s first original symphonic work and it’s a mightily impressive debut. The disc is split into two major pieces: a bombastic, new arrangement of Corea’s classic “Spain,” first recorded in 1972 with Return to Forever and here featuring lengthy showcases for the members of Origin, and Corea’s new “Piano Concerto No. 1,” modeled after Mozart’s piano concertos and featuring the Philharmonic with Origin bassist Avishai Cohen and drummer Jeff Ballard. Of the two, “Spain” is perhaps more satisfying, only because it gives more room for the members of Origin to shine and because the unusual blend of jazz sextet and symphony orchestra is achieved here to a greater effect. There are moments in Spain’s “Opening and Introduction” when Corea attains a wonderful fusion of Latin rhythms, big orchestral blocks of sound that recall composers like Edgar Varese and have a jazz harmonic sensibility. The “Piano Concerto” is a more strictly classical piece that wears its Mozart influence on its sleeve, with melodies spun back and forth between piano and orchestra. –Ezra Gale

Chick Corea (1941) – Corea.concerto – Spain for Sextet – Piano Concerto nº1

(01) Spain- opening and introduction
(02) Spain- theme
(03) Spain- conclusion
(04) Concerto #1 part one
(05) Concerto #1 part two
(06) Concerto #1 part three

Performed by London Philharmonic Orchestra
with Original Dixieland Jazz Band, Armando Anthony (“Chick”) Corea
Conducted by Steven Mercurio

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FDP Bach

Manuel de Falla (1876 — 1946) – Obras Para Piano [link atualizado 2017]

 

Sabemos que Manuel de Falla foi um gênio da música erudita espanhola, mas o que muitos não sabem é que ele foi extremamente severo consigo mesmo, quer dizer, com sua obra. Falla se cansava com facilidade e seu perfeccionismo, além de fazê-lo perder muito tempo, causando-lhe desgaste de energia, foi motivo para a destruição de muitas de suas partituras, por estas não estarem dentro de seu padrão pessoal de estética.

O propósito desta postagem é compartilhar, principalmente o concerto, que na minha opinião, é um dos mais espetaculares já compostos, o Concerto para Cravo, Flauta, Oboé, Clarineta, Violino e Violoncelo. O cd traz também uma versão para piano do mesmo concerto.

.oOo.

Manuel de Falla: Obras Para Piano

01 Nocturno (1896) 4:12

02 Vals-capricho (1900) 3:25

Piezas españolas 16:04
03 Aragonesa 3:09
04 Cubana 4:02
05 Montañesa (Paisaje) 4:55
06 Andaluza 3:58

07 Fantasía Bætica (1909) 13:04

09 Homenage (1920) 2:50
Pieza para guitarra escrita para “Le Tombeau de Debussy”, en arreglo para piano del autor

10 Pour Le Tombeau de Paul Dukas (1935) 3:45

Concerto Per Clavicembalo, Flauto, Oboe, Clarinetto, Violino e Violoncello (1926) 13:17
11 Allegro 3:09
12 Lento 5:59
13 Vivace 4:07

Concerto Per Piano, Flauto, Oboe, Clarinetto, Violino e Violoncello (1926) 14:39
14 Allegro 3:37
15 Lento 6:41
16 Vivace 4:20

Joaquín Achúcarro, piano y clave
Miembros de la Orquesta Sinfónica de Londres
Eduardo Mata, director

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Marcelo Stravinsky
Repostado por Bisnaga

J. S. Bach (1685-1750): Greatest Hits, Vol. I [link atualizado 2017]

Continuando com as transcrições e arranjos de obras de Bach, apresento-lhes este é cd, que aparentemente, não se dá muita coisa por ele, porém olhando-o com mais calma, podemos verificar que, apesar de um repertório óbvio, o álbum só traz duas obras tocadas da forma tradicional/original. As outras são arranjos/transcrições que ficaram muito interessantes, como as transcrições para orquestra, da Tocata e Fuga em Ré Menor feita por Eugene Ormandy e das mais populares peças do Pequeno Livro dedicado a Anna Magdalena, orquestradas por Thomas Frost. O cd traz ainda o inusitado Movimento Final do Concerto Brandenburguês, tocado em um Sintetizador Moog por Wendy Carlos.
Singelo, mas vale a pena baixar e deliciar-se com estas pequenas jóias!                                    .oOo.

J. S. Bach: Greatest Hits, Vol. I

01 Preludium In E Major (3:35)
(Arr.: Fritz Kreisler – William Smith)
Philadelphia Orchestra – Eugene Ormandy

02 Air On The G String (4:51)
Marlboro Festival Orchestra – Pablo Casals

03 Sleepers Awake (3:58)
(Arr.: Eugene Ormandy)
Philadelphia Orchestra – Eugene Ormandy

04 Little Suite (from The Anna Magdalena Notebook) (7:27)
(Arr.: Thomas Frost)
Philadelphia Orchestra – Eugene Ormandy

05 Toccata And Fugue In D Minor (9:10)
(Transcribed by Eugene Ormandy)
Philadelphia Orchestra – Eugene Ormandy

06 Jesu, Joy of Man’s Desiring (3:10)
E. Power Biggs, Organ
Columbia Chamber Symphony – Zoltan Rozsnyai

07 A Mighty Fortress Is Our God (2:22)
(Arr.: Arthur Harris)
Philadelphia Orchestra – Eugene Ormandy

08 Final Movement from Brandenburg Concerto Nº 3 In G Major (5:05)
Realized and Performed by Wendy Carlos on the Moog Synthesizer, with the assistance of Benjamim Folkman

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Marcelo Stravinsky
Repostado por Bisnaga

J. S. Bach (1685-1750): Bach / Busoni – Piano Transcriptions

Eu esperei anos por este disco, lançado em 2000. Afinal, Ferruccio Busoni (1866-1924) foi o maior “transcritor” da obra de Bach para o piano. Busoni tem uma obra, foi um bom compositor, etc., mas creio que alcançou a imortalidade ao transcrever, sempre com brilhantismo, peças e mais peças de Bach. Ouçam este CD. As obras não foram recriadas com enorme talento? É espantosa a “recriação” para o piano de uma das mais radicais obras de papai: a Toccata BWV 564. E a Chaconne? Ouvir esse disco me deixa feliz.

De resto, um repertório cheio de charme, longe da obviedade de repalmilhar pela nonagésima vez as peças mais conhecidas. O excelente Kun-Woo Paik fez escolhas muito particulares e sensíveis, coisa de conhecedor. Um feliz sábado para todos nós.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Bach / Busoni – Piano Transcriptions

– Toccata in C Major for Organ, BWV 564
1. Preludio, quasi improvisando – Tempo moderato
2. Intermezzo – Adagio
3. Fuga – Moderatamente scherzando, un poco umoristice

– Chorale Preludes for Organ
4. Komm, Gott Schopfer, Heiliger Geist, BWv 667
5. Wachet auf, ruft uns die Stimme, BWv 645
6. Nun komm, der Heiden Heiland, BWV 659
7. Nun freut euch, lieben Christen gmein, BWV 734
8. Ich ruf’ zu dir, Herr Jesu Christ, BWV 639
9. Jesus Christus, unser Heiland, BWV 665
10. In dir ist Freude, BWV 615
11. Herr Gott, nun schleuss den Himmel auf, BWV 617
12. Durch Adam’s Fall ist ganz verderbt, BWV 637
13. Durch Adam’s Fall ist ganz verderbt, BWV 705

14. Chaconne from Partita No. 2 for Violin, BWV 1004

Kun-Woo Paik, piano

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PQP

French opera overtures

Não, isso não é um repeteco. Marcelo Stravinsky, que posta CDs “na doida” (ele é mais o imprevisível de nós todos, pois não é comprometido com um estilo, época ou lugar, feito os demais), me legitimou a aparecer do nada e compartilhar este outro CD bacana de aberturas de óperas/operetas francesas que possuo há uns 15 anos. Se não fosse por minha conexão ruim, atualmente, estaria postando outras coisas boas de surpresa, fora música clássica brasileira pós-colonial.

Espero o quanto antes postar Le bal masqué, de Poulenc, em retribuição ao mano CDF.

***

French opera overtures

1. Bizet – Abertura de Carmen – Sinfônica de Bratislava – Ondrej Lénard
2. Offenbach – Abertura de A vida parisiense – London Festival Orchestra – Alfred Scholz
3. Auber – Abertura de Fra diavolo – Sinfônica de Nuremberg – Hanspeter Gmür
4. Adam – Abertura de Se eu fosse rei – LFS – Scholz
5. Berlioz – Abertura de O carnaval romano – Filarmônica Eslovaca – Ludovit Rajter
6. Boieldieu – Abertura de A dama branca – Sinfônica de Bratislava – Lénard
7. Offenbach – Abertura de Orfeu nos infernos – LFS – Scholz
8. Auber – Abertura de O dominó negro – Philharmonia Slavonica – Scholz
9. Boieldieu – Abertura de O califa de Bagdá – Sinfônica de Bratislava – Lénard

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CVL

J. S. Bach (1685-1750): Transcriptions [link atualizado 2017]

Quero, também, homenagear Johann Sebastian Bach. Trago-lhes Bach em algumas roupagens diferentes. Orquestrações e arranjos de obras do gênio alemão feitas por compositores consagrados e em várias épocas distintas. Tudo isso sob a batuta de Esa-Pekka Salonen frente a Los Angeles Philharmonic. O cd inclui o espetacular arranjo orquestral de Stokowski para a Tocata e Fuga em Ré Menor e os arranjos de Gustav Mahler para algumas partes das Suites Orquestrais 2 e 3.

Um cd IM-PER-DÍ-VEL®!

.oOo.

Bach: Transcriptions

01 Toccata and Fugue for Organ in D minor, BWV 565 (10:07)
Orchestrated: Leopold Stokowski

02 Fantasie and Fugue for Organ in C minor, BWV 537 (9:10)
Orchestrated: Edward Elgar

03 Musikalisches Opfer, BWV 1079: Ricercare (8:39)
Orchestrated: Anton Webern

04 Prelude and Fugue for Organ in E flat major, BWV 552 “St. Anne” (15:24)
Arranged: Arnold Schoenberg

05 Fugue in G minor, BWV 578 “Little G minor” (3:57)
Orchestrated: Leopold Stokowski

Suite For Organ, Harpsichord & Orchestra
(Selections from Orchestral Suites 2 & 3)
Arranged: Gustav Mahler

Orchestral Suite No.2 BWV 1067
06 Overture (7:47)
07 Rondeau and Badinerie (3:20)

Orchestral Suite No.3 BWV 1068
08 Air (5:31)
09 Gavotte I and Gavotte II (3:44)

Los Angeles Philharmonic
Esa-Pekka Salonen

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Marcelo Stravinsky
Repostado por Bisnaga

J. S. Bach (1685-1750): Capricci, Toccata, Little Preludes

Vou tomar uma atitude profilática. Estou mandando tomar no cu quem reclamar que este CD tem apenas uma faixa. Bom, ele é uma conversão de um antigo LP de 1986 da Melodija soviética que nunca tornou-se CD e que é tão bom, tão bom, mas tão bom que é melhor calar e ouvir. (Explico melhor: mandarei tomar aqueles não leem o que estão baixando. Você, meu dedicado leitor que chegou a esta linha, é amado por mim).

Eu não sei quem foi este Lubimov, eu só sei que o cara amava Bach, tocava demais e seu LP/CD/mp3 é de se ouvir de joelhos. Ajoelhei ou tremei, infiéis! (Querem ver como alguém vai reclamar que está tudo numa só faixa? Não me chamo P.Q.P. Bach se alguém não reclamar!)

IM-PER-DÍ-VEL!!!

Ah, som de boa qualidade!

J. S. Bach – Capricci, Toccata, Little Preludes

Capriccio in B flat major “Sopra la lontananza del suo fratello dilettissimo” BWV 992 – 10.15
01. 1. Arioso. Adagio
02. 2. (Andante)
03. 3. Adagissimo
04. 4. (Andante con moto)
05. 5. Aria di Postiglione. Allegro poco
06. 6. Fuga all’ imitazione della cornetta di postiglione

07. Capriccio in E major “In honorem Joh. Christoph. Bachii”, BWV 993 – 5.51

Toccata in E minor, BWV 914 – 7.09
08. 1. –
09. 2. Un poco Allegro
10. 3. Adagio
11. 4. Fuga. Allegro

Twelve Little Preludes, – 11.35
12. 1. in C major, BWV 924
13. 2. in C major, BWV 939
14. 3. in C minor, BWV 999
15. 4. in D major, BWV 925
16. 5. in D minor, BWV 926
17. 6. in D minor, BWV 940
18. 7. in E minor, BWV 941
19. 8. in F major, BWV 927
20. 9. in F major, BWV 928
21. 10. in G minor, BWV 929
22. 11. in G minor, BWV 930
23. 12. in A minor, BWV 942

Six Little Preludes – 10.46
24. 1. in C major, BWV 933
25. 2. in C minor, BWV 934
26. 3. in D minor, BWV 935
27. 4. in D major, BWV 936
28. 5. in E major, BWV 937
29. 6. in E minor, BWV 938

Alexei Lubimov – “Tschudi” harpsichord, London 1766
Conversão feita a partir de um LP

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PQP

E ainda nem respondi ao e-mail…

… apesar de estar louco de orgulho!

Assunto: O Pensador Selvagem: CD de composições do Compomus da UFPB

Boa tarde!

Venho aqui atender ao pedido dos compositores do Laboratório de Composição Musical da UFPB (COMPOMUS) que desejam ter o conteúdo do seu CD mais recente (BRASSIL Interpreta Compositores da Paraíba, patrocinado pela Petrobrás) disponibilizado para download em seu blog, PQP Bach. Todos os compositores envolvidos no projeto concordaram com a disponibilização gratuita do disco.
Aguardo seu retorno para saber como devemos proceder.

Rafael Laurindo

Podem usar e abusar do PQP Bach. Procedam primeiramente chutando a porta. A casa é de vocês! Por favor, enviem o link do mp3 convertido em 320 KB — acompanhado de comentários e notícias biográficas de cada autor — para o e-mail [email protected] .

Nós é que agradecemos a cada um de vocês!

PQP

Schnittke (1934 -1998): Symphony no.1

Depois de 1970, com as barreiras destruídas, o mundo da música clássica não experimentou algo que pudéssemos chamar de “nova escola”. Pelo menos não tão significativa como o classicismo, romantismo ou serialismo. Como não há escola, podemos dizer que a liberdade é máxima. Por outro lado, o compositor não tem uma estrutura onde se amparar. Diferente de um Beethoven ou Wagner que expandiram o classicismo e o romantismo até a última fronteira, o compositor contemporâneo não tem base onde se fundamentar e nem o que desenvolver, tudo é vácuo.
E porque fui escolher esse ano, 1970? Pois nesse período nascia uma obra que define bem esse período de desamparo e esgotamento que viviam os novos compositores – a Sinfonia n.1 de Alfred Schnittke. Essa obra também é conhecida com a “sinfonia esquizofrênica”. Ela tem a estrutura clássica de 4 movimentos e depois…loucura. Ela tem similaridades com a Sinfonia de Berio, nas inúmeras citações de obras clássicas, no fechamento de um ciclo e a procura de um outro; mas Schnittke também vai ao submundo, “suja” sua obra com temas vulgares, não faz vistas grossas ao mundo que o cercava. A obra é “feia” mesmo, mas não podemos escapar, é de fundamental importância.
A sinfonia n.1 é uma caricatura do mundo esquizofrênico de Schnittke…e do nosso.

CDF

Faixas:
1. I. Senza tempo – Moderato – Allegro – Andante
2. II. Allegretto
3. III. Lento
4. IV. Lento
5. V. Aplause

Performed by Royal Stockholm Philharmonic Orchestra
with Carl-Axel Dominique
Conducted by Leif Segerstam

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Carlo Gesualdo da Venosa (1566-1613): Livro I dos Madrigais

Texto de Milton Ribeiro. Retirado daqui.

Quem leu Cortázar direitinho sabe quem é Gesualdo da Venosa. Aquele pessoal da Renascença não era mole. Passei grande parte da segunda e terça-feira com o iPod ligado, ouvindo Gesualdo, um sujeito nascido em 1566 que merecia ser conhecido por sua música e não apenas por ter cometido um espetacular assassinato.

Gesualdo casou-se aos 26 anos com sua prima, Maria d`Avalos. Dois anos de casamento feliz — provavelmente só na opinião do marido — e Maria começou um caso com Fabrizio Carafa, Duque de Andria. Como quase sempre acontece, o corno é o último a saber; ou seja, toda cidade sabia, menos o proprietário das frondosas peças. Talvez fosse esperado que, ao descobrir com quem sua Maria se deitava, o Príncipe da Venosa tivesse uma reação blasé, mais ou menos como um nobre francês… Nada disso! Gesualdo deve ter pensado que “Corno que sabe e consente, bem age quem lhe acrescente…”, e tratou de vingar-se. Vamos ver o que fez Gesualdo.

Num belo dia de outono, ele preparou algo que lhe servisse como aquecimento: uma caçada com amigos. Nada melhor que um pouco de sangue para alguém quem traz um desejo de morte na alma. Então, em meio à caçada, Gesu resolveu ver como andavam as coisas em casa, digo, no Palazzo San Severo. Severo? Severíssimo! Testemunhas disseram que Gesualdo pediu que os empregados segurassem Fabrizio, dando-lhe um lugar confortável onde pudesse ver o primeiro ato da cena. Então, dedicou-se à mulher, enfiando-lhe a espada diversas vezes. Como Maria custasse a morrer, ele berrava “Ainda não?, Ainda não?” e seguia perfurando a pobre adúltera. Na segunda parte, ministrou tratamento semelhante à Fabrizio, com resultado análogo. Contudo, antes, fez o Duque de Andria trajar um vestido de noite de Maria. As roupas de Fabrizio foram encontradas limpas e sem marcas de violência.

Completou a obra deixando os corpos bem na frente de seu castelo, de forma a mostrar como se faz à cidade de Nápoles. Tal atitude foi cantada em versos por Tasso e admirada em toda a Europa. Virou tema de ópera, poemas e peças teatrais.

Mas voltemos ao caso. Vocês estão pensando que ele foi preso, não? Nada disso, os nobres nunca eram presos; havia para eles uma pizza institucionalizada. Porém (ah, porém…), um outro nobre podia vingar-se dele numa boa. Após o crime, Gesualdo arranjou outra mulher e isolou-se, compondo sua maravilhosa (mesmo!) obra musical. Aquele aristocrático napolitano só foi reconhecido nos primeiros anos do século XX. Tinha uma linguagem avançada que incluia dissonâncias, progressões harmônicas, ritmos contrastantes, passagens diatônicas, cromatismo, etc. Stravinski erigiu-lhe um monumento musical — o Monumentum pro Gesualdo (1960) –, Julio Cortázar dedicou-lhe com conto; Anatole France, um romance (Le puits de Sainte-Claire); e Aldous Huxley várias páginas de seu As Portas da Percepção (The Doors of Perception).

Só que eu escrevi um “ah, porém” ao estilo de Paulinho da Viola. O motivo é que, vinte anos depois da morte da mãe, o segundo filho do casal Gesualdo e Maria d`Avalos resolveu vingar-se, matando o pai que assassinara sua mãe quando era bebê. A vingança é um prato que se come frio e, com mais esta morte, pegamos um dos pingos do sangue de Gesualdo para pormos um ponto final a este post.

Gesualdo (1566-1613): Livro I dos Madrigais

1 Baci Soavi E Cari
2 Il Parte – Quanto Ha Di Dolce
3 Madonna Io Ben Vorrei
4 Come Esser Può
5 Gelo Ha Madonna Il Seno
6 Mentre Madonna Il Lasso
7 Il Parte – Ahi Troppo Saggia
8 Se Da Sì Nobil Mano
9 II Parte – Amor Pace Non Chero
10 Sì Gioioso Mi Fanno I Dolor Miei
11 O Dolce Mio Martire
12 Tirsi Morir Volea
13 II Parte – Frenò Tirsi Il Desio
14 Mentre Mia Stella Miri
15 Non Mirar Di Questa Bella Imago
16 Questi Leggiadri Adorosetti
17 Felice Primavera
18 II Parte – Danzan Le Ninfe Oneste
19 Son Sì Belle Le Rose
20 Bella Angioletta

Conductor, Harpsichord – Sergio Vartolo
Ensemble – Concerto Delle Dame Di Ferrara

Harp – Loredana Gintoli
Vocals [Alto] – Gabriella Martellacci
Vocals [Bass] – Walter Testolin
Vocals [Soprano I] – Lisa Serafini
Vocals [Soprano Ii] – Angela Bucci
Vocals [Tenor I] – Makoto Sakurada
Vocals [Tenor Ii] – Giampaolo Fagotto

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PQP

Arcangelo Corelli (1653-1713) – Concerti Grossi, Op.6 (Completo) – LINK RESTAURADO

Um acepipe de primeira categoria para o numeroso grupo de adoradores do barroco que vem a este blog cuja modéstia ruborizou-se após a premiação referida por mim no antepenúltimo post e que só meu pudor impede de citar novamente… (Sim, sem vírgulas! Espero não ter roubado muito ar dos leitores.)

Adianto que o Op.6 de Corelli é grande música, aqui interpretada pelo sempre escandaloso Fabio Biondi, o qual costuma tomar algumas liberdades que, ao menos a mim, são bem-vindas. Ouvi os dois CDs ontem à noite, enquanto preparava-se o dia gris de hoje e, puxa, fui dormir o sono dos justos. Não vou escrever mais porque o livro que estou lendo é muito bom (Istambul, de Orham Pamuk) e está me chamando. Assim sendo, deixo vocês livres de minha verborragia sem direção.

Antes copio aqui uma nota biográfica de Coreli retirada deste barulhento site. Notem como toda a pequena obra de Corelli está no repertório barroco atual. Prova de sua imensa qualidade.

Arcangelo Corelli nasceu no dia 17 de fevereiro de 1653 em Fusignano, cidade localizada entre Bolonha e Ravena. Descendia de uma das mais ricas e tradicionais famílias da região.
Foi enviado muito cedo para Faenza onde recebeu educação básica e onde teria recebido as primeiras lições de música de um padre. Continuou os estudos em Lugo e, depois mudou-se para Bolonha, em 1666.

Em Bolonha o jovem Corelli se familiarizou com o violino e resolveu dedicar-se inteiramente a ele. Com Giovanni Benvenuti e Leonardo Brugnoli ele adquiriu os elementos essenciais da técnica violinística. Após quatro anos de estudos, Corelli foi admitido na Academia Filarmônica de Bolonha.

Em 1675, ele já estava em Roma. Nesta época, os nobre de Roma rivalizavam-se em pompa ao patrocinar apresentações artísticas. Entre os grandes mecenas, destacava-se Cristina Alexandra, que se fixara em Roma depois de abdicar de seu trono na Suécia, em 1659. Músicos, poetas, filósofos reuniam-se ao redor dela em seu palácio, e era uma honra ser convidado para suas festas. Cristina fundou a Academia da Arcádia – a sociedade musical mais fechada da Itália – onde Corelli seria recebido em 1709.

Aos 36 anos, e após a morte de Cristina da Suécia, Corelli passou a trabalhar para o Cardeal Ottoboni, seu maior protetor e grande amigo. Homem liberal e apaixonado pelas artes, Ottoboni possibilitou livre trânsito a seu protegido, fornecendo-lhe o tempo e as condições necessárias para que ele elaborasse suas obras com absoluta tranqüilidade.

Sua fama se expandia e estudantes de música vinham de longe para aprender com ele. Corelli já se firmara como um dos nomes importantes da música instrumental.

Corelli morreu durante a noite de 8 de janeiro de 1713. Estava só. Desolado, o Cardeal Ottoboni mandou embalsamá-lo e colocá-lo em um triplo ataúde, feito de chumbo, de cipreste e de castanheiro, e enterrou-o no panteão de Roma, reservado apenas aos pintores, arquitetos e escultores, membros da Artística Congregazione dei Virtuosi al Pantheon.

Sua Obra

Contrariamente à maioria dos grandes nomes da música barroca, Corelli produziu pouco, abordando apenas poucas formas de expressão musical existente em seu tempo. Jamais escreveu para voz. Sua glória repousa inteiramente em seis coletâneas de música instrumental, todas elas dedicadas aos instrumentos de arco.

As quatro primeiras delas dedica-se aos trios, a quinta é o famoso livro de sonatas para violino solo e baixo; e a sexta obra, os doze Concertos Grossos.

A Corelli pertence, entre outros, o mérito de ter favorecido a expansão do concerto grosso e contribuído de modo decisivo para o enobrecimento do violino. Derivado da viola, o violino surgiu em meados do século XIV, sempre relegado às festas populares e à idéia de vagabundagem e ao gosto duvidoso. Timidamente introduzido nos salões do início do século XVII, recebeu depois, com Corelli, brilhante tratamento técnico e conquistou definitivamente a corte.

Corelli – Concerti Grossi, Op.6 (Completo)

CD1:
1. Concerto N 2 In Fa Maggiore : Vivace, Allegro, Adagio, Vivace, Allegro…
2. Concerto N 2 In Fa Maggiore : Allegro
3. Concerto N 2 In Fa Maggiore : Grave, Andante Largo
4. Concerto N 2 In Fa Maggiore : Allegro
5. Concerto N 4 In Re Maggiore : Adagio, Allegro
6. Concerto N 4 In Re Maggiore : Adagio
7. Concerto N 4 In Re Maggiore : Vivace
8. Concerto N 4 In Re Maggiore : Allegro
9. Concerto N 5 In Si Bemolle Maggiore : Adagio, Allegro, Adagio
10. Concerto N 5 In Si Bemolle Maggiore : Adagio
11. Concerto N 5 In Si Bemolle Maggiore : Allegro, Adagio
12. Concerto N 5 In Si Bemolle Maggiore : Largo, Allegro
13. Concerto N 3 In Do Minore : Largo
14. Concerto N 3 In Do Minore : Allegro, Adagio
15. Concerto N 3 In Do Minore : Grave
16. Concerto N 3 In Do Minore : Vivace
17. Concerto N 3 In Do Minore : Allegro
18. Concerto N 1 In Re Maggiore : Largo, Allegro, Largo, Allegro
19. Concerto N 1 In Re Maggiore : Largo
20. Concerto N 1 In Re Maggiore : Allegro
21. Concerto N 1 In Re Maggiore : Allegro
22. Concerto N 6 In Fa Maggiore : Adagio
23. Concerto N 6 In Fa Maggiore : Allegro
24. Concerto N 6 In Fa Maggiore : Largo
25. Concerto N 6 In Fa Maggiore : Vivace
26. Concerto N 6 In Fa Maggiore : Allegro

CD2:
27. Concerto N 7 In Re Maggiore : Vivace, Allegro, Adagio
28. Concerto N 7 In Re Maggiore : Allegro
29. Concerto N 7 In Re Maggiore : Andante Largo
30. Concerto N 7 In Re Maggiore : Allegro
31. Concerto N 7 In Re Maggiore : Vivace
32. Concerto N 8 In Sol Minore : Vivace, Grave
33. Concerto N 8 In Sol Minore : Allegro
34. Concerto N 8 In Sol Minore : Adagio, Allegro, Adagio
35. Concerto N 8 In Sol Minore : Vivace
36. Concerto N 8 In Sol Minore : Allegro
37. Concerto N 8 In Sol Minore : Pastorale Largo
38. Concerto N 9 In Fa Maggiore : Preludio : Largo
39. Concerto N 9 In Fa Maggiore : Allemanda : Allegro
40. Concerto N 9 In Fa Maggiore : Corrente : Vivace
41. Concerto N 9 In Fa Maggiore : Gavotta : Allegro
42. Concerto N 9 In Fa Maggiore : Adagio
43. Concerto N 9 In Fa Maggiore : Minuetto : Vivace
44. Concerto N 10 In Do Maggiore : Preludio : Andante Largo
45. Concerto N 10 In Do Maggiore : Allemanda : Allegro
46. Concerto N 10 In Do Maggiore : Adagio
47. Concerto N 10 In Do Maggiore : Corrente : Vivace
48. Concerto N 10 In Do Maggiore : Allegro
49. Concerto N 10 In Do Maggiore : Minuetto : Vivace
50. Concerto N 11 In Si Bemolle Maggiore : Preludio : Andante Largo
51. Concerto N 11 In Si Bemolle Maggiore : Allemanda : Allegro
52. Concerto N 11 In Si Bemolle Maggiore : Adagio, Andante Largo
53. Concerto N 11 In Si Bemolle Maggiore : Sarabanda : Largo
54. Concerto N 11 In Si Bemolle Maggiore : Giga : Vivace
55. Concerto N 12 In Fa Maggiore : Preludio : Adagio
56. Concerto N 12 In Fa Maggiore : Allegro
57. Concerto N 12 In Fa Maggiore : Adagio
58. Concerto N 12 In Fa Maggiore : Sarabanda : Vivace
59. Concerto N 12 In Fa Maggiore : Giga : Allegro

Europa Galante (Ensemble),
Fabio Biondi (Violino e Regência),
Antonio Fantinuoli (Violoncelle),
Silvia Cantatore (Violon), et al.

BAIXE AMBOS AQUI – DOWNLOAD BOTH HERE

PQP