Ginastera / Dvorak / Shostakovich: Quartetos de Cordas

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Os violinistas Alejandro Carreno e Boris Suarez, o violista Ismel de Campos e o violoncelista Aimon Mata são spallas da Orquestra Sinfônica Simón Bolívar e, neste CD da DG, interpretam espetacularmente três extraordinárias composições do repertório para quarteto de cordas.

Nem Hugo Chávez, nem José Antonio Abreu imaginaram que El Sistema daria neste vendaval, pois nos últimos anos a Venezuela tornou-se um dos mais importantes centros da música erudita mundial. E nem precisamos de Gustavo Dudamel para comprovar o fato.

O particularmente difícil Quarteto de Cordas Nº 1 do argentino Alberto Ginastera, foi inspirado nos ritmos de danças hermanas. Depois temos uma interpretação perfeita do belo “Quarteto Americano” de Dvorak, escrito quando de sua visita aos EUA. (Atenção à interpretação dada ao movimento Lento!) O CD é finalizado pelo quarteto profundamente pessoal que Shostakovich dedicou às vítimas do fascismo e da guerra.

Audição obrigatória!

Ginastera / Dvorak / Shostakovich: Quartetos de Cordas

1. Ginastera: String Quartet No. 1, Op.20 – 1. Allegro violento ed agitato 4:21
2. Ginastera: String Quartet No. 1, Op.20 – 2. Vivacissimo 3:32
3. Ginastera: String Quartet No. 1, Op.20 – 3. Calmo e poetico 8:54
4. Ginastera: String Quartet No. 1, Op.20 – 4. Allegramente rustico 3:59

5. Dvorák: String Quartet No.12 in F major, Op.96 – “American” B.179 – 1. Allegro ma non troppo 9:30
6. Dvorák: String Quartet No.12 in F major, Op.96 – “American” B.179 – 2. Lento 8:18
7. Dvorák: String Quartet No.12 in F major, Op.96 – “American” B.179 – 3. Molto vivace 3:47
8. Dvorák: String Quartet No.12 in F major, Op.96 – “American” B.179 – 4. Finale (Vivace ma non troppo) 5:09

9. Shostakovich: String Quartet No.8 in C minor, Op.110 – 1. Largo 5:34
10. Shostakovich: String Quartet No.8 in C minor, Op.110 – 2. Allegro molto 2:30
11. Shostakovich: String Quartet No.8 in C minor, Op.110 – 3. Allegretto 4:17
12. Shostakovich: String Quartet No.8 in C minor, Op.110 – 4. Largo 4:56
13. Shostakovich: String Quartet No.8 in C minor, Op.110 – 5. Largo 4:02

Simon Bolivar String Quartet

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Melhor respeitar essa turma.
Melhor respeitar essa turma.

PQP

Joseph Haydn (1732-1809) – String Quartets opp. 76-77 e 103

51lLvtjwqIL._SL500_AA280_Os senhores já perceberam que tenho uma predileção por gravações históricas, antigas, com músicos que já nos deixaram há muito tempo. Não sei se devido ao fato de que comecei a ouvir música clássica com eles, então meus ouvidos se acostumaram à sua sonoridade, ao timbre de seus instrumentos, sei lá. Claro que também ouço coisas recentes, com músicos novos, basta acompanharem minhas postagens.
É o caso do Amadeus Quartet. Não tenho lembranças de quando foi que os ouvi pela primeira vez, talvez ainda naquela fase de transição entre infância e adolescência, graças ao programa matinal “Concertos para a Juventude”, que foi minha introdução à este universo tão amplo da música clássica, afinal de contas, era díficil e caro conseguir os LPs, ainda mais morando no interior. Foi neste programa que conheci Arthur Rubinstein, Amadeus Quartet, Karajan, Böhm, entre tantos outros.
É muito grande a quantidade de quartetos de corda que Haydn compôs, 83 para ser mais exato, compostos num período de 40 anos. A caixa com  a integral destas obras que tenho com o The Angeles String Quartet tem vinte e dois cds, que não pretendo postar aqui. É fácil de conseguir, o Bibixi o disponibilizou em seu excelente blog “Brainle de Champaigne”. Resolvi trazer esta caixa com três cds da DG, com gravações realizadas entre 1964 e 1981. Outra excelente gravação foi realizada pelo ótimo selo Naxos com o Kódaly Quartet, que tive a oportunidade de assistir há muitos anos, interpretando exatamente um destes quartetos do op. 76, não lembro qual. Só sei que foram entusiasticamente aplaudidos, pela qualidade da obra, e claro, da interpretação. A certeza que tenho é que estas obras do op.76 são consideradas a apoteose do gênero que Haydn aparentemente “criou”. Depois veio Beethoven e aí a história é outra.
Como comentado acima, então temos aqui os seis quartetos de op. 76, os dois de op. 77, e o último deles, inacabado, de op. 103. Nem preciso falar da qualidade da interpretação deste conjunto, talvez o melhor Quarteto de Cordas de todos os tempos.

CD 1

1 – String Quartet in G major, op.76 no.1 – Allegro con spirito
2 – String Quartet in G major, op.76 no.1 – Adagio sostenuto
3 – String Quartet in G major, op.76 no.1 – Menuet. Presto
4 – String Quartet in G major, op.76 no.1 – Finale. Allegro ma non troppo
5 – String Quartet in D minor, op.76 no.2 ‘Fifths’ – Allegro
6 – String Quartet in D minor, op.76 no.2 ‘Fifths’ – Andante o più tosto Allegretto
7 – String Quartet in D minor, op.76 no.2 ‘Fifths’ – Menuetto
8 – String Quartet in D minor, op.76 no.2 ‘Fifths’ – Finale. Vivace assai
9 – String Quartet in C major, op.76 no.3 ‘Emperor’ – Allegro
10 – String Quartet in C major, op.76 no.3 ‘Emperor’ – Poco Adagio. Cantabile. Variazioni I-IV
11 – String Quartet in C major, op.76 no.3 ‘Emperor’ – Menuetto
12 – String Quartet in C major, op.76 no.3 ‘Emperor’ – Finale. Presto

CD 2

1 – String Quartet in B flat major, op.76 no.4 ‘Sunrise’ – Allegro con spirito
2 – String Quartet in B flat major, op.76 no.4 ‘Sunrise’ – Adagio
3 – String Quartet in B flat major, op.76 no.4 ‘Sunrise’ – Menuet. Allegro
4 – String Quartet in B flat major, op.76 no.4 ‘Sunrise’ – Finale. Allegro ma non troppo
5 – String Quartet in D major, op.76 no.5 – Allegretto – Allegro
6 – String Quartet in D major, op.76 no.5 – Largo cantabile e mesto
7 – String Quartet in D major, op.76 no.5 – Menuetto
8 – String Quartet in D major, op.76 no.5 – Finale. Presto
9 – String Quartet in E flat major, op.76 no.6 – Allegretto – Allegro
10 – String Quartet in E flat major, op.76 no.6 – Fantasia. Adagio
11 – String Quartet in E flat major, op.76 no.6 – Menuetto
12 – String Quartet in E flat major, op.76 no.6 – Finale. Allegro spirituoso

CD 3

1 – String Quartet in G major, Op. 77 No. 1 (Hob. III_ 81)_ Allegro moderato
2 – String Quartet in G major, Op. 77 No. 1 (Hob. III_ 81)_ Adagio
3 – String Quartet in G major, Op. 77 No. 1 (Hob. III_ 81)_ Menuet. Presto
4 – String Quartet in G major, Op. 77 No. 1 (Hob. III_ 81)_ Finale. Presto
5 – String Quartet in F major, Op. 77 No. 2 (Hob. III_ 82)_ Allegro moderato
6 – String Quartet in F major, Op. 77 No. 2 (Hob. III_ 82)_ Menuet. Presto
7 – String Quartet in F major, Op. 77 No. 2 (Hob. III_ 82)_ Andante
8 – String Quartet in F major, Op. 77 No. 2 (Hob. III_ 82)_ Finale. Vivace assai
9 – String Quartet in D minor, Op. 103 (unfinished) (Hob. III_ 83)_ Andante grazioso
10 – String Quartet in D minor, Op. 103 (unfinished) (Hob. III_ 83)_ Menuetto ma non troppo Presto

Amadeus Quartet:
Norbert Braini – Violin I
Siegmund Nissel – Violin II
Peter Schiodlof – Viola
Martin Lovett – Cello

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

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Amadeus Quartet
Amadeus Quartet

Antonin Dvorak (1841-1904) – Piano Trios – Beaux Arts Trio

frontVamos deixar por um tempo as grandes orquestras, com seus trocentos músicos, e vamos explorar um pouco mais o mundo da Música de Câmara, com seu número reduzido de músicos. Já comecei com o Mozart da última sexta feira. Algumas das peças que vou trazer já foram postadas anteriormente, mas os links se apagaram com o tempo. Afinal, são quase sete anos de PQPBach. Vixe…. parece que foi ontem que nosso mentor PQPBach convidou-me a fazer parte deste seleto grupo de apaixonados por música.

Vamos começar então com este cd duplo da Phillips, que traz um dos melhores conjuntos do seu staff, digamos assim, o divino Beaux Arts Trio. E com um compositor que muitos admiram, Antonin Dvorák. Estas gravações foram realizadas em 1969. Música de primeira qualidade com um dos grandes conjuntos de câmara do século XX.

CD 1
01 – 01. Piano Trio in B flat, Op. 21, I. Allegro molto
02 – 02. Piano Trio in B flat, Op. 21, II. Adagio molto e mesto
03 – 03. Piano Trio in B flat, Op. 21, III. Allegretto scherzando
04 – 04. Piano Trio in B flat, Op. 21, IV. Finale (Allegro vivace)
05 – 05. Piano Trio in G minor, Op. 26, I. Allegro moderato
06 – 06. Piano Trio in G minor, Op. 26, II. Largo
07 – 07. Piano Trio in G minor, Op. 26, III. Scherzo (Presto – Poco meno mosso)
08 – 08. Piano Trio in G minor, Op. 26, IV. Finale (Allegro non tanto)

CD 2

01 – 01. Piano Trio in F minor, Op. 65, I. Allegro ma non troppo – Poco piú mosso, quase vivace
02 – 02. Piano Trio in F minor, Op. 65, II. Allegro grazioso – Meno mosso
03 – 03. Piano Trio in F minor, Op. 65, III. Poco adagio
04 – 04. Piano Trio in F minor, Op. 65, IV. Finale (Allegro con brio – meno mosso, Vivace)
05 – 05. Piano Trio in E minor, Op. 90 ‘Dumky’, I. Lento maestoso – Allegro vivace, quasi doppio movimento – Tempo I – Allegro molto
06 – 06. Piano Trio in E minor, Op. 90 ‘Dumky’, II. Poco adagio – Vivace non troppo
07 – 07. Piano Trio in E minor, Op. 90 ‘Dumky’, III. Andante – vivace non troppo, Andante – Allegretto
08 – 08. Piano Trio in E minor, Op. 90 ‘Dumky’, IV. Andante moderato (quasi tempo de marcia)
09 – 09. Piano Trio in E minor, Op. 90 ‘Dumky’, V. Allegro
10 – 10. Piano Trio in E minor, Op. 90 ‘Dumky’, VI. Lento maestoso – Vivace, quasi movimento – Lento – Vivace

Beaux Arts Trio:
Menahem Pressler – Piano
Isidore Cohen – Violin
Bernard Greenhouse – Cello

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Beaux+Arts+Trio
Beaux Arts Trio

Gustav Mahler (1860-1911) – Symphony n°9 – Gergiev, LSO

frontVamos então acabar com esta integral trazendo a Nona Sinfonia de Mahler, sua derradeira sinfonia. Para variar, ando meio sem tempo, por isso a demora, por isso as postagens sem maiores textos e explicações.
Existe muito material disponível na internet sobre essa obra, que Mahler conseguiu completar, mas que nunca a ouviu, ou dirigiu, pois morreu logo após sua conclusão.
Entre tantas gravações existentes no mercado, destacando Abbado e Karajan entre as minhas favoritas, posso dizer sem medo que esta do Gergiev é uma das melhores. Não é obra fácil de se ouvir, seus longos movimentos lentos criam uma atmosfera pesada, densa, e por vezes etérea, como se Mahler pudesse pressentir a próximidade da morte. Quando a ouço muitas vezes sinto-me em um campo de trigo em uma tarde de primavera, com uma leve brisa soprando, provocando como que um bailado da plantação. Sei lá, vá entender.
Me servindo de uma expressão típica do colega Carlinus, tenham todos uma boa apreciação desta monumental obra. Escolham um bom vinho e sentem-se em sua melhor poltrona para melhor poderem desfrutar …

01 – I. Andante comodo
02 – II. Im Tempo eines gemächlichen Länders
03 – III. Rondo-Burleske_ Allegro assai. Sehr trotzig
04 – IV. Adagio. Sehr langsam und noch zurückhaltend

London Symphony Orchestra
Valery Gergiev – Conductor

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Dvořák: Stabat Mater; Suk Asraël Symphony [link atualizado 2017]

Mais algumas pérolas da gravação, desta vez vindas do leste europeu. O Stabat Mater de Dvořák é uma de suas raras inclusões no campo da música sacra, e foi motivada primeiramente pela morte de sua filha mais velha, ainda na infância. No período em que se sucedeu a composição, seus outros dois filhos também faleceram num curto espaço de tempo, e assim o Stabat Mater acabou tendo um tom bastante trágico, apesar do aparente otimismo de certas passagens. E, para constar, o casal Dvořák teve mais 6 filhos posteriormente.

Interessante é que uma das filhas de Dvořák, Otilie, casou-se com outro compositor, Josef Suk, que admirava profundamente a música de seu sogro. Quando Dvořák faleceu, em 1904, Suk também foi motivado a escrever um réquiem em sua homenagem, que chamou de “Asrael”, o anjo que acompanha as almas até o paraíso. Só que durante a composiçao do 4o. movimento, Otilie ficou doente e também faleceu, e ele acabou rasgando o adágio e substituindo por um novo: para Otilie.

O resultado é que são obras de um grande poder dramático, motivadas por sentimentos fúnebres angustiantes mas que se recusam a permanecer na desgraça e acabam por revelar sentimentos de esperança e triunfo, talvez remanescentes do amor que sentiam pelos entes representados.

Este CD reúne justamente estas duas obras que tem muito a dizer uma para a outra. A gravação é de 1952, e foi incluída por Norman Lebrecht no seu rol de “obras-primas: 100 marcos do século da gravação”, muito por conta do grande maestro Vaclav Talich, que conduz a obra num clima de guerra fria que muitos não ousariam enfrentar. A força e a esperança das obras foram traduzidas como poucas, e acabaram representando, também um grito de liberdade frente à política opressiva que os tchecos viviam.

É coisa realmente fina!

Václav Talich Special edition vol.10:
Dvořák: Stabat Mater; Suk: Asraël

DISC 1
Dvorák, Stabat Mater, Op.58 (B71, 1876-77)
1. Stabat Mater dolorosa. Andante con moto
2. Quis est homo, qui non fleret. Andante sostenuto
3. Eia, Mater, fons amoris. Andante con moto
4. Fac, ut ardeat cor meum. Largo
5. Tui nati vulnerati. Andante con moto, quasi allegretto
6. Fac me vere tecum flere. Andante con moto
7. Virgo virginum praeclara. Largo
8. Fac, ut oortem Christi mortem. Larghetto
9. Inflammatus et accensus. Andante maestoso
DISC 2
10. Quando Corpus Morietur
Suk: Asrael, Op. 27 –
1. Andante Sostenuto
2. Andante
3. Vivace
4. Adagio
5. Adagio E Maestoso
6. Václav Talich Speaks During The Recording Session On May 28, 1952

Drahomíra Tikalová,
Marta Krásová,
Beno Blachut,
Karel Kala?,
Czech Philharmonic Orchestra,
Prague Philharmonic Choir,
Václav Talich

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Chucruten

Repostado por Bisnaga

Johannes Brahms (1833-1897) – Violin Sonatas – Szering, Rubinstein

img054Fala sério, este cd com certeza estaria na minha relação de cds que eu levaria para uma ilha deserta: um primor de técnica, sensibilidade, genialidade, enfim, aliados às mais belas peças escritas para violino e piano do Romantismo.
Juntar dois medalhões do porte de Henryik Szeryng e Arthur Rubinstein poderia oferecer riscos à gravadora, afinal eram verdadeiras lendas vivas naquele momento, dois monstros consagrados. Claro que ainda existia o fator idade, Rubinstein já era septuagenário nesta época, enquanto que Szeryng estava com seus quarenta e poucos anos. Mas quando se trata de músicos deste nível isso não é problema.
Este Cd faz parte da coleção RCA Red Seal Best 100, que traz as cem principais gravações realizadas por este tradicional selo norte-americano. Também faz parte da Rubinstein Collection.
Mas chega de falar e vamos ao que interessa, afinal, não é todo dia que trarei uma verdadeira jóia da indústria fonográfica como este cd.

01 – Brahms Violin Sonata No.1 in G, Op.78 – I. Vivace ma non troppo
02 – Brahms Violin Sonata No.1 in G, Op.78 – II.

Adagio
03 – Brahms Violin Sonata No.1 in G, Op.78 – III. Allegro molto moderato
04 – Brahms Violin Sonata No.2 in A, Op.100 – I. Allegro amabile
05 – Brahms Violin Sonata No.2 in A, Op.100 – II. Andante tranquillo
06 – Brahms Violin Sonata No.2 in A, Op.100 – III. Allegretto grazioso (quasi Andante)
07 – Brahms Violin Sonata No.3 in D minor, Op.108 – I. Allegro
08 – Brahms Violin Sonata No.3 in D minor, Op.108 – II. Adagio
09 – Brahms Violin Sonata No.3 in D minor, Op.108 – III. Un poco presto e con sentimento
10 – Brahms Violin Sonata No.3 in D minor, Op.108 – IV. Presto agitato

Arthur Rubinstein – Piano
Henryk Szeryng – Violino

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Brahms faz uma pose especial para o PQP

FDP Bach

Tributo a Sir Colin Davis – parte 2

Te Deum

berlioz_tedeumAgora, um pouco da música sacra de Hector Berlioz: o Te Deum, op.22, sob a inspirada batuta de Colin Davis em mais um volume do ciclo completo de suas obras, editado pela Philips nos anos 90.

O próprio Berlioz deu a dica sobre o caráter da obra, escrevendo a Liszt quando terminou a composição: “o Réquiem tem um irmão”. Como não poderia deixar de ser, obra grandiosa do pai da orquestração moderna, é escrita para coro triplo, órgão, tenor solista e grande orquestra, o que suscita no ouvinte, à primeira vista, a ideia costumeira em Berlioz de uma orquestração desmedida e exagerada, a exemplo de seu Réquiem. Ledo engano.

A obra é uma das mais bem equilibradas de Berlioz, tanto em inventividade temática quanto em requintes de orquestração. Berlioz, finalmente, conseguiu estabelecer um convívio harmônico entre a massa instrumental, vocal e a diversidade de timbres da grande orquestra.

Muito deste preconceito quanto ao exagero  do tamanho da orquestra vem de seu “Tratado de instrumentação e orquestração”, o primeiro do gênero, em que sugere uma orquestra ideal para fins festivos com nada menos que 456 músicos, incluindo 120 primeiros violinos, 12 fagotes, 12 trombones, 30 harpas e 30 pianos. É de se perguntar se o tal preconceito tem ou não fundamento… mesmo Strauss, Mahler e Schoenberg não chegaram perto de tamanho delírio. Mas felizmente, ele nunca chegou a escrever efetivamente para este conjunto, até porque trata-se de uma triplicação para ser exibida em festivais.

No fim das contas, dos grandes delírios orquestrais de Berlioz, esse é um dos melhores.

Em tempo: quando Colin Davis resolveu gravar a obra completa de Berlioz com uma orquestra tipicamente britânica, perguntaram a ele porque os franceses não o fizeram, ele respondeu: os franceses não gostam de Berlioz.

Berlioz: Te Deum, Op. 22
I.Te Deum
II.Tibi omnes
III.Dignare
IV.Christe, rex gloriae
V.Te ergo quaesumus
VI.Judex crederis

London Symphony Orchestra & Chorus
Wandsworth School Boys´Choir
Franco Tagliavini, tenor
Nicolas Kynaston, organ
Sir Colin Davis

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Chucruten

Gustav Mahler (1860-1911) Symphony n°8 – Viktoria Yastrebova, Ailish Tynan, Liudmila Dudinova, et. alli, Choir if Eitham College, Chorus Arts Society of Washington, London Symphony Chorus, LSO, Gergiev

frontA famosa “Sinfonia dos Mil” talvez seja a obra mais pretensiosa de Mahler, muito devido ao seu gigantismo e à quantidade de músicos necessários. Já desde o primeiro coral, “Veni, creator spiritus”, ela já mostra a que vem.
Para esta gravação Gergiev aqui se utilizou de três corais. Não sei quantos músicos participam desta gravação, quem quiser contar, está tudo lá no booklet que estou fornecendo. Só de cantores solistas temos oito. Ou seja, tudo em enormes proporções. Mas a música é absolutamente intensa, fortemente emotiva. Para se ouvir com atenção, sentado em sua melhor poltrona, sempre apreciando um bom vinho.

1. Part 1. Hymnus: Veni, creator spiritus. 1. Veni, creator spiritus
2. Part 1. Hymnus: Veni, creator spiritus. 2. Imple superna gratia
3.  Part 1. Hymnus: Veni, creator spiritus. 3. Infirma nostri corporis
4.  Part 1. Hymnus: Veni, creator spiritus. 4. Accende lumen sensibus
5.  Part 1. Hymnus: Veni, creator spiritus. 5. Veni, creator spiritus
6.  Part 1. Hymnus: Veni, creator spiritus. 6. Gloria Patri Domino
7.  Part 2. Final Scene from Goethe’s Faust. 1. Poco adagio
8.  Part 2. Final Scene from Goethe’s Faust. 2. Ewiger Wonnerbrand
9.  Part 2. Final Scene from Goethe’s Faust. 3. Wie Felsenabgrund mir zu Füßen
10. Part 2. Final Scene from Goethe’s Faust. 4. Gerettet ist das edle Glied
11. Part 2. Final Scene from Goethe’s Faust. 5. Uns bleibt ein Erdenrest
12. Part 2. Final Scene from Goethe’s Faust. 9. Neige, neige, du Ohnegleiche
13. Part 2. Final Scene from Goethe’s Faust. 11. Blikket auf

Viktoria Yastrebova – Soprano
Ailish Tynan – Soprano
Liudmila Dudinova – Soprano
Lilli Paasikivi – Mezzo Soprano
Zlata Bulycheva – Mezzo Soprano
Sergey Semishkur – Tenor
Alexey Markov – Baritone
Evgeny Nikitin – Bass
Choir of Eitham College
Choral Arts Society of Washington
London Symphony Chorus
London Symphony Orchestra
Valery Gergiev – Conductor

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BOOKLET 

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Complete String Trios & Duos – Grumiaux Trio, SMF Chamber Essemble, Arrigo Pellicia

41MCZGRTGELDe vez em quando mexo no fundo do baú do meu acervo e encontro maravilhas como essa. Um primor estas gravações do Grumiaux Trio, com obras que creio que nunca foram postadas aqui no PQPBach. Vou tentar cobrir esta lacuna, trazendo outras destas pérolas desconhecidas, fugindo um pouco do repertório tradicional.
O violinista belga Arthur Grumiaux foi um dos maiores intérpretes de Mozart. Dono de uma técnica apuradíssima, com tremenda sensibilidade artística, realizou gravações antológicas do repertório tradicional do violino. Estas gravações que ora vos trago foram realizadas na década de 60.
O Primeiro cd traz o belíssimo Divertimento pra Trio de Cordas, K.563 e dois Duos para violino e Viola, K. 423 e K. 424, nos quais Grumiaux faz parceria com o violista Arrigo Pelliccia. Belíssima música, com músicos no apogeu de suas carreiras. Para ouvir diversas vezes, sem se cansar. O segundo CD traz peças desconhecidas de Mozart, também escritas para esta formação incomum de violino, viola e violoncelo.
Tenho certeza de que os senhores irão gostar.

CD1
01 – Divertimento (String Trio) in Eb KV563 – Allegro
02 – Divertimento (String Trio) in Eb KV563 – Adagio
03 – Divertimento (String Trio) in Eb KV563 – Menuetto (Allegretto)-Trio
04 – Divertimento (String Trio) in Eb KV563 – Andante
05 – Divertimento (String Trio) in Eb KV563 – Menuetto (Allegretto)-Trio I-II
06 – Divertimento (String Trio) in Eb KV563 – Allegro

Arthur Grumiaux – Violino
Georges Janzer – Viola
Eva Czako – Cello

07 – Duo for Violin and Viola in G KV423 – Allegro
08 – Duo for Violin and Viola in G KV423 – Adagio
09 – Duo for Violin and Viola in G KV423 – Rondeau (Allegro)
10 – Duo for Violin and Viola in Bb KV424 – Adagio-Allegro
11 – Duo for Violin and Viola in Bb KV424 – Andante cantabile
12 – Duo for Violin and Viola in Bb KV424 – Tema con variazioni (Andante grazioso-Allegretto-Allegro)

Arthur Grumiaux – Violino
Arrigo Pelliccia – Viola

CD 2

01 – Sonata (Trio) in Bb KV266 – Adagio
02 – Sonata (Trio) in Bb KV266 – Menuetto (Allegretto)

Kenneth Sillito – Violino I
Malcolm Latchem – Violino II
Stephen Orton – Cello

03 – 6 Preludes and Fugues KV404a No 1 in D min – Adagio
04 – 6 Preludes and Fugues KV404a No 1 in D min – Fuga
05 – 6 Preludes and Fugues KV404a No 2 in G min – Adagio
06 – 6 Preludes and Fugues KV404a No 2 in G min – Fuga
07 – 6 Preludes and Fugues KV404a No 3 in F – Adagio
08 – 6 Preludes and Fugues KV404a No 3 in F – Fuga
09 – 6 Preludes and Fugues KV404a No 4 in F – Adagio
10 – 6 Preludes and Fugues KV404a No 4 in F – Fuga
11 – 6 Preludes and Fugues KV404a No 5 in Eb – Largo
12 – 6 Preludes and Fugues KV404a No 5 in Eb – Fuga
13 – 6 Preludes and Fugues KV404a No 6 in F min – Adagio
14 – 6 Preludes and Fugues KV404a No 6 in F min – Fuga

Arthur Grumiaux – Violino
Georges Janzer – Viola
Eva Czako – Cello

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GRIUMO_Artur7
Arthur Grumiaux (1921-1986) – Com certeza um dos maiores intérpretes de Mozart, e um dos grandes violinistas do século XX.

Gustav Mahler (1860-1911) – Symphony n° 7 – LSO – Gergiev

frontPela constante ausência, e demora nas postagens, os senhores já devem ter sentido que os membros deste blog andam à mil, sem tempo para se dedicar ao que mais gostam de fazer. Os motivos são vários, desde fatores de cunho pessoal, falta de ânimo, doenças, etc. Eu particularmente, tenho ficado um tanto quanto longe do computador de casa, principalmente nos finais de semana, quando tenho de ceder ás suplicas de minha esposa, assoberbada com os trabalhos finais de sua faculdade (TCC, relatório de estágio, enfim, quem já viveu este drama sabe do que estou falando). Como o meu computador tem tela grande, ela dá preferência a ele, é claro, na hora de escrever, ao invés de usar seu netbook.
Mas mesmo aos trancos e barrancos, vamos continuar com essa saga mahleriana, já quase no final, pois agora vem pela frente só peso pesadíssimo. Hoje vamos com a exuberante Sétima Sinfonia.
E como o tempo urge, vamos ao que interessa.
P.S. Ainda não sei se vou viajar neste feriadão… se não for, vou tentar completar a série até o domingo.

01 – Symphony No. 7 in E minor (-Song of the Night-)- Langsam (Adagio) – Allegro con fuoco
02 – Symphony No. 7 in E minor (-Song of the Night-)- Nachtmusik- Allegro moderato
03 – Symphony No. 7 in E minor (-Song of the Night-)- Scherzo- Schattenhaft
04 – Symphony No. 7 in E minor (-Song of the Night-)- Nachtmusik- Andante amoroso
05 – Symphony No. 7 in E minor (-Song of the Night-)- Rondo – Finale- Allegro ordinario – Allegro moderato ma energetico

London Symphony Orchestra
Valery Gergiev – Conductor

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Gustav Mahler (1860-1911) – Symphony n°6 – Gergiev, LSO

frontOutra postagem feita a toque de caixa, sem tempo disponível e precisando liberar o computador pra esposa … redundante seria falar qualquer coisa a mais sobre a Sexta Sinfonia, talvez a mais emblemática entre as sinfonias mahlerianas. Além disso, os senhores que estão acompanhando esta integral já tomaram suas opiniões a respeito de Gergiev. Por este motivo, fico por aqui. Um bom domingo…

01 – Symphony No. 6 in A minor (-Tragic-)- Allegro energico, ma non troppo
02 – Symphony No. 6 in A minor (-Tragic-)- Andante moderato
03 – Symphony No. 6 in A minor (-Tragic-)- Scherzo- Wuchtig
04 – Symphony No. 6 in A minor (-Tragic-)- Finale- Allegro moderato

London Symphony Orchestra
Valery Gergiev – Conductor

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Gustav Mahler (1860-1911) – Symphony n°5 C Sharp minor – Valery Gergiev, LSO

frontPosso estar enganado, mas creio que a sinfonia mais conhecida de Mahler seja esta Quinta Sinfonia, que ele começou a escrever em 1901, ano fundamental em sua vida, pois foi o ano em que conheceu o grande amor de sua vida, Alma Schindler, e também foi o ano em que perdeu seu emprego na Filarmônica de Viena, após seríssimos problemas de saúde.
Por vezes trágica, de uma dramaticidade tremenda, tanto que começa com uma marcha fúnebre, às vezes de um lirismo pungente, vide o maravilhoso Adagietto, esta sinfonia está marcada por diversos momentos que de certa forma mostram o estado de espírito em que o compositor se encontrava. Um turbilhão de sentimentos aflorando.
Acho que Gergiev tirou um pouco da dramaticidade da obra nesta sua leitura e deu ênfase à melodia. Questão de escolha, de qualquer forma, ele não perde o foco.
No YOUTUBE os senhores podem encontrar diversos vídeos do Gergiev em ação. E para os que nunca tiveram a oportunidade de vê-lo regendo, observem a sua expressividade, a economia dos gestos, muitas vezes apenas o mover dos olhos orientando seus músicos. É comovente, um grande, mas um grande maestro, com certeza.
Mais um CD facilmente classificável como IM-PER-DÍ-VEL !!!

01 – I. Trauermarsch
02 – II. Stürmich bewegt, mit grösseter Vehemsnz
03 – III. Scherzo
04 – IV. Adagietto
05 – V. Rondo – Finale

London Symphony Orchestra
Valery Gergiev – Conductor

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Gustav Mahler (1860-1911) – Simphony n°4 – Laura Claycomb, LSO, Gergiev

frontPosso estar enganado, mas creio que foi com a Quarta Sinfonia que conheci Mahler. Em um primeiro momento, já fiquei impressionado com a orquestração, com a riqueza de timbres, e com as inúmeras possibilidades que Mahler consegue extrair de uma orquestra. Depois, com o tempo, fui conhecendo as outras. Mas com certeza foi uma grande introdução ao grande compositor austríaco, assim como o são tanta a Primeira quanto a Quinta Sinfonia.
Novamente temos Valery Gergiev a frente da Sinfônica de Londres, acompanhando a soprano Laura Claycomb. Uma excelente gravação. Sugiro a leitura do booklet que também estou disponibilizando, que vai lhes dar uma noção das idéias contidas nesta obra aparentemente simples, mas de uma complexidade típicamente mahleriana.

01 – Symphony No. 4 in G major- Bedächtig. Nicht eilen
02 – Symphony No. 4 in G major- In gemächlicher Bewegung. Ohne Hast
03 – Symphony No. 4 in G major- Ruhevoll (Poco adagio – Allegretto subito – Allegro subito
04 – Symphony No. 4 in G major- Sehr behaglich (‘Wir genießen die himmlischen Freuden

Laura Claycomb – Soprano
London Symphony Orchestra
Valery Gergiev

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Franz Schubert – Trio in B Flat major for piano, Violin and Violoncello, D. 898 (op post. 99) – Trio in E-Flat major for Piano, Violin and Violoncello, D. 929 (op. 100) – Immerseel, Beths, Bylsma

front

Postagem antiga, lá de 2013, mas com um CD belíssimo, o que não poderia deixar de ser diferente, visto o nível dos músicos reunidos. Esta série Vivarte do selo da Sony nos brindou com diversos discos de belíssima interpretação, sempre seguindo a linha do Historicamente Informado. 

Faz algum tempo que estes Trios com Piano de Schubert não apareciam aqui no PQPBach. Lembro de tê-los postado nos primórdios do blog com o Beaux Arts Trio. Eu diria que é lamentável deixar essas obras obrigatórias do repertório para Trios com Piano longe do alcance do pessoal que nunca teve oportunidade de ouvi-las. Elas são absolutamente maravilhosas, e, volto a insistir, obrigatórias em qualquer CDteca.
Essa gravação que ora vos trago é magnífica, com três excepcionais músicos, sendo que dois deles creio que dispensem apresentações, o pianista e regente Jos van Immerseel e o violoncelista Anner Bylsma. Para os que costumam acompanhar as gravações de Immerseel o nome Vera Beths não é desconhecido, sempre está presente de alguma forma, basta lembrarmos de suas gravações que o mesmo Immerseel realizou das sinfonias e concertos de Beethoven. Ela estava sempre lá, fiel companheira.
Ah, Schubert, que compositor magnífico que você foi! Imagine se tivesse vivido mais, o que não poderia ter produzido… mas com certeza, durante os trinta e um anos em que vocês viveu produziu tantas obras imortais que com certeza escreveu seu nome em letras garrafais na História da Música.
Ah, nem preciso dizer de que este CD é IM-PER-DÍ-VEL!!!

01 F. Schubert – Trio in B flat major D 898 (Op. post.99) -part1 Allegro moderato
02 F. Schubert – Trio in B flat major D 898 (Op. post.99) -part2 Andante un poco mosso
03 F. Schubert – Trio in B flat major D 898 (Op. post.99) -part3 Scherzo; Allegro – Trio
04 F. Schubert – Trio in B flat major D 898 (Op. post.99) -part4 Rondo; Allegro vivace – Presto
05 F. Schubert – Trio in E flat major D 929 (Op. post.100) -part1 Allegro
06 F. Schubert – Trio in E flat major D 929 (Op. post.100) -part2 Andante con moto
07 F. Schubert – Trio in E flat major D 929 (Op. post.100) -part3 Scherzando; Allegro moderato – Trio
08 F. Schubert – Trio in E flat major D 929 (Op. post.100) -part4 Allegro moderato

Jos van Immerseel – Fortepiano
Vea Beths – Violin
Anner Bylsma  – Cello

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Gustav Mahler (1860-1911) – Symphony n°3 – Larsson, Tiffing Boys Choir, LSO, Gergiev

Valery Gergiev - Mahler - Symphony No. 3 - Gergiev (Disc 1)Após uns bem merecidos dias de folga, volto ao batente de baterias renovadas. Minha viagem foi muito agradável e apesar de algum estresse no trânsito, correu tudo bem.

Creio que a Terceira Sinfonia de Mahler seja a maior delas, com mais de 1 hora e meia de duração. E com certeza, a mais ousada, tendo causado muita polêmica quando estreou em Viena, em 1904, sendo Mahler acusado por um crítico de ter insultado os ouvidos da platéia.

Lembro de ter assistido um vídeo do Bernstein regendo essa sinfonia. No final da hora e meia, quando tudo silencia e iniciam os aplausos, o grande maestro norte americano abaixa a cabeça, suspira e fecha os olhos por alguns instantes. O esgotamento é mais que visível, mas a sensação de dever cumprido aparece quando ele reabre os olhos e sorri para seus músicos e pede para eles se levantarem para receberem os aplausos.

CD 1

01 – Symphony No. 3 in D minor_ Part 1. I. Kräftig. Entschieden

CD 2

01 – 02 – Symphony No. 3 in D minor_ Part 2. II. Tempo di Menuetto. Grazioso
02 – 03 – Symphony No. 3 in D minor_ Part 2. III. Comodo. Scherzando. Ohne Hast
03 – 04 – Symphony No. 3 in D minor_ Part 2. IV. Sehr langsam. Misterioso
04 – 05 – Symphony No. 3 in D minor_ Part 2. V. Lustig im Tempo und keck im Ausdruck
05 – 06 – Symphony No. 3 in D minor_ Part 2. VI. Langsam. Ruhevoll. Empfunden

Anna Larsson – Alto
Tiffin Boys´ Choir
Ladies of the London Symphony Chorus
London Symphony Orchestra
Valery Gergiev – Conductor

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Gustav Mahler (1860-1911) – Symphony n°2 in C Minor “Resurrection” – Symphony n°10 – Adagio

frontUma postagem feita meio que a toque de caixa, mas de uma obra que dispensa apresentações, a gigantesca Sinfonia n°2 de Mahler. Assim, dou prosseguimento à sua integral nas mãos deste grande maestro, Valery Gergiev, que desde 2002 está a frente da Sinfônica de Londres. Para completar este cd duplo, temos a décima sinfonia e seu único movimento, um belíssimo Adágio.

Como sou funcionário público, segunda feira, dia 28, estou de folga, pois é o nosso dia. Para aproveitar melhor este feriadão, já estou pegando a estrada amanhã, sábado, de manhã. Ou seja, estarei longe do computador, apenas acompanharei os comentários pelo celular.

 

CD 1

01 – Symphony No.2 – I. Allegro maestoso

CD 2

01 – Symphony No. 2 in C minor (-Resurrection-)- 2. Andante moderato
02 – Symphony No. 2 in C minor (-Resurrection-)- 3. In ruhig fliessender Bewegung
03 – Symphony No. 2 in C minor (-Resurrection-)- 4. ‘Urlicht’- Sehr feierlich, aber schlicht
04 – Symphony No. 2 in C minor (-Resurrection-)- 5. Im Tempo des Scherzo

Elena Mosuc – Soprano
Zlata Bulycheva – Mezzo-Soprano
London Symphony Chorus
London Symphony Orchestra
Valery Gergiev – Conductor

05 – Symphony No. 10 in F sharp minor (incomplete)- Adagio

London Symphony Orchestra
Valery Gergiev – Conductor

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Gustav Mahler (1860-1911) – Symphony n° 1 Valery Gergiev – London Symphony Orchestra

frontPois é, eis que volto novamente às integrais, depois de prometer que ia fugir delas por um bom tempo. Mas trata-se de uma nobre causa, e creio que os senhores não irão reclamar.
Valery Gergiev com certeza é o grande nome da regência deste novo século. O homem é um fenômeno, e para se conseguir espaço em sua agenda internacional de concertos não é fácil. Eu particularmente espero ansiosamente seus novos cds. E fiquei muito contente quando finalmente consegui completar esta sua integral das sinfonias de Mahler, frente à Sinfônica de Londres, em gravações realizadas ao vivo, no Barbican Center, em Londres.
Já temos outras integrais, e gravações avulsas das sinfonias de Mahler aqui no PQPBach, então os senhores terão várias opções para as devidas comparações. A minha favorita, já há muitos anos, ainda é a de Bernstein, mas existem diversas outras opções tão boas quanto, e esta incursão de Gergiev ao universo mahleriano não fica longe.
Mas vamos ao que interessa: Mahler, nas mãos de Valery Gergiev. Para os fãs do russo, nem preciso dizer que é Imperdível!, e para os que ainda não o conhecem, com certeza esta Primeira Sinfonia de Mahler é uma bela apresentação para poderem apreciar o talento desse maestro.

P.S. – Ainda estou experimentando servidores. Desta vez, por insistência do Monge Ranulfus, retorno ao Mega, que tem oferecido boas velocidades mesmo para os que não tem assinatura premium (eu não tenho assinatura premium, e mesmo assim consegui upar o arquivo com a velocidade máxima que a minha conexão de internet oferece).

01 – Symphony No. 1 in D major (‘Titan’)_ Langsam. Schleppend – Im Anfang gemächlich
02 – Symphony No. 1 in D major (‘Titan’)_ Kräftig bewegt, doch nicht zu schnell – Trio: Recht gemälich – Tempo primo
03 – Symphony No. 1 in D major (‘Titan’)_ Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen
04 – Symphony No. 1 in D major (‘Titan’)_ Stürmisch bewegt

London Symphony Orchestra
Valery Gergiev – Conductor

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Valery Gergiev com certeza é um dos maiores regentes da atualidade

Desabafo

Curioso como são algumas pessoas que frequentam esse blog. São incapazes de escrever uma linha sequer para agradecer o trabalho que temos para subir os CDs, mas se não conseguem baixar um arquivo, já chegam chutando o pau da barraca. Eles tem acesso de graça a um material que de outra forma não conseguiriam, e ainda reclamam. Com raras exceções, os únicos comentários que recebemos é “rapidshare é uma merda, bitshare é uma bosta, mega é uma bosta…”, nunca estão satisfeitos. E nem oferecem opções ou sugestões.

Vou ser sincero com vocês: quem está de saco cheio sou eu. São sete anos de PQPBach, e não entendi ainda porque perco tempo com isso. E perdi completamente o tesão que tinha de postar. Já fico com medo das pedradas que receberei.

Vou lhes dar uma sugestão para os seus problemas com estes servidores acabarem: comprem uma conta Premium… exemplo: no site www.hipercontas.com.br os senhores poderão assinar três servidores por meros R$18,00, e não precisam ter cartão de crédito internacional. Tenho assinatura do uploaded, do bitshare e do filefactory e estou entupindo meus hds baixando em média 5 gb de música por dia, além de filmes, concertos e shows, sem maiores problemas. O rapidshare é mais caro, creio que custe uns R$23,00 por mês.

A equipe do PQPBach atualmente se restringe à mim, FDPBach,ao PQPBach, que anda assoberbado de serviço, inclusive falei com ele rapidamente indagorinha e ele confessou que estava trabalhando, ao Avicenna, que por problemas de saúde está afastado, e ao Bisnaga, que também está com a corda no pescoço para entregar sua Tese de Doutoramento no prazo, por isso suas postagens reduziram tanto. O Monge Ranulfus também tem seus problemas pessoais e de trabalho. Ou seja, todos temos nossos compromissos profissionais, nossas famílias… fazemos o que fazemos porque amamos a música, e queremos que vocês compartilhem esse gosto conosco. Não ganhamos nada com isso.

Schubert & Schoenberg: Quinteto D. 956 e Noite Transfigurada

Schubert & Schoenberg: Quinteto D. 956 e Noite Transfigurada

Excelente interpretação da Noite de Schoenberg e um pouco de falta de charme no Schubert. É um problema. Sabe-se tocar bem o moderno mas depois entra duro demais no melodismo extremo de Schubby. Acho que assim dá para resumir este CD cuja estrela maior é a bela Janine Jansen. Mas o repertório é extraordinário. O Quintetão de Schubert é uma coisa e a Noite então?

Schubert & Schoenberg: Quinteto D. 956 e Noite Transfigurada

1. Schoenberg: Verklärte Nacht, Op.4 – 1. Sehr langsam (bar 1) 6:41
2. Schoenberg: Verklärte Nacht, Op.4 – 2. Breiter (bar 200) 6:27
3. Schoenberg: Verklärte Nacht, Op.4 – 3. Schwer betont (bar 201) 2:36
4. Schoenberg: Verklärte Nacht, Op.4 – 4. Sehr breit und langsam (bar 229) 9:40
5. Schoenberg: Verklärte Nacht, Op.4 – 5. Sehr ruhig (bar 370) 4:22

6. Schubert: String Quintet in C, D.956 – 1. Allegro ma non troppo 19:39
7. Schubert: String Quintet in C, D.956 – 2. Adagio 14:09
8. Schubert: String Quintet In C, D.956 – 3. Scherzo (Presto) – Trio (Andante sostenuto) 9:34
9. Schubert: String Quintet in C, D.956 – 4. Allegretto 9:49

Janine Jansen
Boris Brovtsyn
Amihai Grosz
Maxim Rysanov
Torleif Thedeen
Jens Peter Maintz

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Janine Jansen, Violine

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Georges Bizet (1838-1875) – Carmen ( Highlights) – Price, Corelli, Merril, Freni, Karajan, WPO

img058Não resisti e resolvi trazer novamente aos senhores essa deliciosa ópera, mas infelizmente não em sua íntegra, apenas melhores momentos. A gravação está a cargo de Herbert von Karajan, e traz no elenco nomes de peso, como Leontyne Price, Franco Corelli e Robert Merril e foi realizada em 1963. Alguns podem achar certas passagens mais lentas que outras versões, mas Price era uma excepcional cantora, e Franco Corelli, bem esse cara foi apenas um dos maiores tenores da história.
Antes que me perguntem, não tenho essa gravação em sua íntegra. Aceito colaborações, pois Leontyne Price me ganhou com sua Carmen. Eis alguns comentários de clientes da amazon:

“A very grand Carmen”
“A Must-Have Carmen”,
“Leontyne Price is Carmen” .

Espero que apreciem. Eu adorei.

01 – Prélude
02 – Act I Choeur de gamins_ Avec la garde montante
03 – Act I habanera_ L’amour est un oiseau rebelle
04 – Act I Duo Parle-moi de ma m¨¨re
05 – Act I Séguedille et duo_ Prés des remparts de Séville
06 – Act I Entr’acte
07 – Act II Chanson bohéme_ Les tringles des sisters tintaient
08 – Act II Air de toréador_ votre toast, je peux vous le rendre
09 – Act II Quintette_ Nous avons en tete une affaire
10 – Act II Air de fleur_ La fleur que tu m’avais jetée
11 – Act II Entr’acte
12 – Act III Trio des cartes_ Mlons! Coupons!
13 – Act III Air De Micaela_ Je Dis, Que Rien Ne M’¨¦pouvante
14 – Act III Entr’acte
15 – Act IV Duo et choeur final_Cest toi! C’est moi!

Carmen – Leontyne Price
Don José – Franco Corelli
Escamillo – Robert Merrill
Micaela – Mirela Freni

Viena State Opera Chorus
Viena Boys Choir
Vienna Philharmonic Orchestra
Herbert Von Karajan – Conductor

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FDPBach

William Russo (1928-2003): 3 Pieces for Blues Band and Orchestra – Street Music – Gershwin (1898-1937): An American in Paris / Ozawa, Siegel-Schwall

Seiji Ozawa San Francisco Symphony Bill Russo Street Music + Three Pieces Gershwin An American in ParisO vigor e atualidade do blues não cessam de me fascinar. Faz 45 anos que Seiji Ozawa e a banda Siegel-Schwall estrearam as Três Peças para Blues Band e Orquestra Sinfônica de Bill Russo – e 40 que a Deutsche Grammophon as lançou num vinil com capa como à esquerda, embora sem o “blues concerto” Street Music do próprio Russo, e com as Danças Sinfônicas de West Side Story, de Bernstein, no lugar do “Americano em Paris” de Gershwin.

Foi naquele vinil que o Monge Ranulfus, então adolescente, entrou pela primeira vez em contato com esse gênero de som, com impacto só comparável a, na mesma época, o das Vésperas de Monteverdi: embora separadas por uns 360 anos, as duas obras representaram a descoberta de inteiros universos sonoros “novos”, luxuriantes, viciantes, hallucinantes.

Outra coisa que me impressiona até hoje é a consistência da síntese de tradições alcançada por esse Russo estadunidense: não se trata de blues edulcorados, melecados, por violininhos de salão – nem naufragados naquelas massas sinfônicas que mais parecem tropas de ocupação anglogermânicas: temos é uma orquestra sinfônica autêntica, e isso para os padrões do ousado século XX, dialogando com um som de blues também autêntico, numa alegria de compadres chegados e brincalhões mas que acalentam um baita respeito mútuo.

Bom, não sei se é todo mundo que acompanha essa viagem: meu pai, grande ouvinte de Bach e Beethoven, para quem Ravel parecia o limite do moderno suportável, me pegou ouvindo os gemidos da “blues harp” com lágrimas nos olhos e perguntou: “que Katzenjammer é essa?” (choradeira de gatos) – e ainda agora, ao preparar esta postagem, um amigo confessou que ao chegar à minha porta esteve a ponto de perguntar, a sério: “você agora tem gato?”… (Blues harp é apelido para gaita de boca, ou harmônica – estranhamente, pois não é de cordas, mas com força poética – não duvido que relacionado às harpas que os hebreus penduravam nos salgueiros junto aos rios de Babilônia para lamentar seu exílio, segundo o famoso salmo que acabou emprestando também ao salgueiro o apelido de “chorão”).

Já o American in Paris, de 1928, é um registro de sensações de Gershwin dos tempos que passou por lá bicando aulas de Nadia Boulanger e Ravel, entre outros – sua terceira obra sinfônica, depois do Concerto em Fá (1925) e da Rhapsody in Blue (1924) – ou talvez primeira ou segunda, já que pelo menos a rapsódia foi orquestrada por Ferde Grofé. Legalzinha – mas é a mesma sonoridade orquestral que ainda predominava no rádio nos primeiros anos de vida do Monge Ranulfus, de modo que nunca lhe chegou a soar como descoberta de universo novo. Gershwin inovou, renovou, mas não transgrediu. Russo, eu acho que sim. Como Monteverdi.

Vai aí pra vocês uma palhinha da terceira das “Três Peças para Blues Band…”, com Corky Siegel na gaita mas com outro regente. Aliás, eu se fosse vocês ouviria primeiro essa obra (faixas 5-6-7): a outra, Street Music (faixas 1 a 4) tem sua força, mas não me parece ter a mesma unidade das Três Peças. (Paradoxo? Uai, se a religião pode, porque nós não podemos descobrir unidade no três?!)

William Russo: Street Music – a blues concerto
. . Corky Siegel: gaita (harmonica) e piano
. . faixas 1-2-3-4
William Russo: Three Pieces for Blues Band and Symphony Orchestra
. . Corky Siegel: gaita (harmonica) e piano
. . Jim Schwall, violão eletrificado (blues guitar)
. . faixas 5-6-7
George Gershwin: An American in Paris
. . faixa 8
San Francisco Symphony Orchestra
Seiji Ozawa, regente

Tá, mas vocês querem BAIXAR, fazer DOWNLOAD, né?
Desta vez tem opção entre  MP3  –  FLAC

Ranulfus

Georges Bizet (1838-1875): “L´Arlèsienne” Suites n° 1 e 2, Carmem, Suites n°1 e 2 – Orchestra de Paris, Bichkov

417XDAECQ1LUm belo CD para os fãs de Georges Bizet. A ópera “Carmen” é e favorita de muita gente, e estas suítes que Bizet compôs para apresentar estas obras com certeza estão entre as obras mais executadas pelas orquestras do mundo inteiro. De fácil assimilação, traz belas melodias que já fazem parte do inconsciente coletivo daqueles que ouvem música clássica.
A orquestra é a excelente Orchestre de Paris, dirigida por Semyon Bychkov. Excelente trilha sonora.

01. L’Arlésienne Suite No.1 Prélude
02. Minuetto
03. Adagietto
04. Carillon
05. L’Arlésienne Suite No.2 Pastorale
06. Intermezzo
07. Menuet
08. Farandole
09. Carmen Suite No.1 Prélude
10. Argonaise
11. Intermezzo
12. Les dragons d’ Alcala
13. Les toréadors
14. Carmen Suite No.2 Marce des contrebandiers
15. Habanera
16. Nocturne
17. La garde montane
18. Danse bohème

Orchestre de Paris
Semyon Bychkov – Conductor

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Feldman, Zimmermann, Schoenberg, Xenakis: Phantasy of Spring — Works for Violin and Piano

Um CD ouvido com pouca atenção por este que vos escreve. Mas acho que ele vale pelas obras de Zimmermann e Xenakis, assim como pelo lindo som extraído pela ruiva Carolin Widmann de seu violino. O repertório é raro, coerente e a ECM não costuma perder a viagem.

Aliás, vejo agora que o The Guardian elogiou muito o CD, conforme vocês podem ler a seguir:

Carolin Widmann follows her impressive survey of Schumann’s violin sonatas last year with something completely different and, in its own way, equally outstanding. These four 20th-century works for violin and piano are sharply contrasted from each other, too, and it’s a measure of Widmann’s excellence, and that of the pianist Simon Lepper, that they all ­receive performances of such idiomatic understanding. If Bernd Alois Zimmermann’s early, rather Bartók-like and ­Bartók-lite sonata is the least memorable of the pieces, Widmann presents the best case I’ve heard on disc for the ­communicative power of Schoenberg’s sometimes dry and forbidding Phantasy for violin with piano accompaniment. She makes light of the technical ­challenges of Xenakis’s rebarbative ­Dikthas, while at the other end of the postwar stylistic spectrum she and ­Lepper produce a beautifully voiced performance of Morton Feldman’s Spring of Chosroes. A very fine collection.

Feldman, Zimmermann, Schoenberg, Xenakis: Phantasy of Spring — Works for Violin and Piano

Morton Feldman
Spring of Chosroes, for violin and piano Work
1 Spring of Chosroes, for violin and piano 14:09

Bernd Alois Zimmermann
Sonate für Violine und Klavier
2 1.Sonata 4:32
3 2.Fantasia 5:39
4 3.Rondo 4:43

Arnold Schoenberg
5 Fantasy for Violin and Piano, Op.47 10:02

Iannis Xenakis
6 Dikhthas, for violin and piano 12:50

Carolin Widmann, violin
Simon Lepper, piano

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Carolin Widmann
Carolin Widmann. PQP Bach está, pessoalmente, em fase puramente violinística

PQP

Brazilian Dances and Inventions – Jovino Santos Neto (1954), César Guerra Peixe (1914-1993), Pixinguinha (1897-1973), Oscar Lorenzo Fernandez (1897-1948), Jacob do Bandolim (1918-1969), Milton Nascimento (1942), José Siqueira (1907-1985), Luiz Otávio Braga (1953) e Luiz Gonzaga (1912-1989) [link atualizado 2017]

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Hmmm. Americanos se aventurando a tocar música brasileira, será que dá certo?

Nossa! Dá muito certo!
A prova disso é este Cd de hoje, que o colega Strava (ô, senhor Marcelo Stravinsky, estamos com saudades dos seus posts, filhote) nos enviou ao grupo.
Pessoal pra lá de competente. Aquele gingado que achamos que só nós temos e que os gringos não conseguem ter, Janet Grice, Sarah Koval e Kevin Willois conseguem, e muito bem!

Além de tudo, a seleção de compositores dessas Brazilian Dances and Inventions é especialíssima, passando por caras da MPB (Pixinguinha, Milton Nascimento, Jacob do Bandolim e Luiz Gonzaga), por um jazzista (Jovino Santos Neto), e contemplando também os eruditos (José Siqueira, Guerra Peixe, Lorenzo Fernandez e Luís Otávio Braga) que, claro, vão fazer aquela mistura dos ritmos populares com a elaboração técnica de quem tanto estuda as notas musicais. Repito: deu muito certo!

Nem vou falar mais, melhor ouvir. Ouça, ouça! Deleite-se!

Vento Trio
Brazilian Dances and Inventions

Jovino Santos Neto (Rio de Janeiro, RJ, 1954)
01. Mar Fim
César Guerra Peixe (Petrópolis, RJ, 1914 – Rio de Janeiro, RJ, 1993)
02. Trio No. 2 Para Sopros, I. Polca
03. Trio No. 2 Para Sopros, II. Dança dos Caboclinhos
04. Trio No. 2 Para Sopros, III. Canção
05. Trio No. 2 Para Sopros, IV. Frevo
Pixinguinha (Alfredo da Rocha Vianna Jr. – Rio de Janeiro, RJ, 1897 – 1973)
06. Carinhoso
Oscar Lorenzo Fernandez (Rio de Janeiro, RJ, 1897 – 1948)
07. Duas Invenções Seresteiras, I. Allegro
08. Duas Invenções Seresteiras, II. Ben Allegro
Jacob do Bandolim (Jacob Pick Bittencourt – Rio de Janeiro, RJ, 1918 – 1969)
09. Doce De Coco
César Guerra Peixe (Petrópolis, RJ, 1914 – Rio de Janeiro, RJ, 1993)
10. Trio Nº 1, I. Andante
11. Trio Nº 1, II. Allegro Moderato
12. Trio Nº 1, III. Lento
Milton Nascimento (Rio de Janeiro, RJ, 1942)
13. Ponta De Areia
José Siqueira (Conceição, PB, 1907 – Rio de Janeiro, RJ, 1985)
14. Três Invenções Para Flauta, Clarinete E Fagote, I. Allegro
15. Três Invenções Para Flauta, Clarinete E Fagote , II. Andante
16. Três Invenções Para Flauta, Clarinete E Fagote , III. Moderato
Pixinguinha (Alfredo da Rocha Vianna Jr. – Rio de Janeiro, RJ, 1897 – 1973)
17. Naquele Tempo
Luiz Otávio Braga (Belém, PA, 1953)
18. Micro Suíte, I. Pequena Polka
19. Micro Suíte, II. Valsa Pequena
20. Micro Suíte, III. Pequeno Choro
Luiz Gonzaga (Exu, PE, 1912 – Recife, PE, 1989)
21. Asa Branca – Assum Preto

Vento Trio:
Janet Grice, fagote
Sarah Koval, clarinete
Kevin Willois, flauta
Estados Unidos, 2006

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE  (62Mb)

Partituras e outros que tais? Clique aqui

Entendeu, né? Então, comente. É legal. Me deixa contente!

Strava (arquivo)
Bisnaga (texto e blablablá)

500 anos de Brasil – Quarteto Egan interpreta 10 compositores brasileiros [Acervo PQPBach] [link atualizado 2017]

Lá nos idos anos 2000, houve uma batelada de comemorações pelos 500 anos do “descobrimento” do Brasil. Aliás, nosso descobrimento é bem interessante: ocorreu em 1500, quatro anos depois do Tratado de Tordesilhas, que dividiu a América entre Portugal e Espanha. Os portugueses dividiram o que nem tinham descoberto ainda, claro… Sei… História bem contada essa…

Bom, apesar da estranheza dos dados históricos e do questionamento da data e das comemorações, os festejos foram responsáveis pela produção de muito material cultural de alta qualidade até em anos posteriores. Uma dessas produções foi este álbum de hoje: 500 anos do Brasil. Assim, ele acaba sendo um apanhado bem legal da música brasileira, desde o período do Reino Unido a Portugal até os dias atuais, interpretada ou reinterpretada (algumas peças foram arranjadas para esta gravação) para quarteto de cordas, com o pernambucano Quarteto Egan.
O passeio musical que os músicos propõem começa no Brasil Colônia e chega até dias recentes, com um percurso cronológico das músicas que contempla três Estados brasileiros, conforme o local onde as peças foram compostas: começam pelo século XIX no Rio de Janeiro (Padre José Maurício) e São Paulo (Carlos Gomes), voltam para o Rio no início do século XX (Chiquinha Gonzaga, Alberto Nepomuceno e Sérgio Bittencourt) e chegam à sua terra, Pernambuco, na segunda metade do século (Clóvis Pereira, Luiz Gonzaga, Capiba, Guerra Peixe e Mestre Duda). A organização das faixas do CD acaba tornando-se até didática, pois mostra a música brasileira se soltando, ganhando cada vez mais síncopas, cadências e malemolência conforme o tempo passa e ela se permite ser seduzida pela riqueza popular.

Putz! Muito bom! Ouça! Ouça! Deleite-se!

500 anos de Brasil
Quarteto Egan

Padre José Maurício Nunes Garcia (Rio de Janeiro, RJ, 1767 – 1830)
01. Abertura em Ré
Antonio Carlos Gomes (Campinas, SP, 1836 – Belém, PA, 1896)
02. Quem sabe?
03. Sonata em Ré, IV. Vivace: “O burrico de pau”
Chiquinha Gonzaga (Francisca Edwiges N. Gonzaga – Rio de Janeiro, RJ, 1847 – 1935)
04. Lua Branca
Alberto Nepomuceno (Fortaleza, CE, 1864 – Rio de Janeiro, RJ, 1920)
05. Serenata
Sérgio Bittencourt (Rio de Janeiro, RJ, 1941 – 1979)
06. Modinha
Clóvis Pereira (Caruaru, PE, 1932)
07. Aboio
08. Galope
Luiz Gonzaga (Exu, PE, 1912 – Recife, PE, 1989)
09. Assum Preto
Capiba (Lourenço da Fonseca Barbosa – Surubim, PE, 1904 — Recife, PE, 1997)
10. Valsa Verde
César Guerra Peixe (Petrópolis, RJ, 1914 – Rio de Janeiro, RJ, 1993)
11. Mourão
Capiba (Lourenço da Fonseca Barbosa – Surubim, PE, 1904 — Recife, PE, 1997)
12. Recife, cidade lendária
Mestre Duda (José Ursicino da Silva – Goaiana, PE, 1935);
13. Rafael Bis

Marie-Savine Egan, violino
Raphaëlle Egan, violino
Elyr Alves, viola
Fabiano Menezes, violoncelo
gravado em São Paulo, lançado no Recife, 2001

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Bisnaga