Livro “Uma grande glória brasileira: José Maurício Nunes Garcia”, de Alfredo Taunay (Visconde de Taunay)

rhtwrhtrJOSÉ MAURÍCIO POR ALFREDO TAUNAY

Alfredo Maria Adriano d’Escragnolle Taunay (Rio de Janeiro, 22/02/1843 – 25/01/1899), mais conhecido como Visconde de Taunay, foi o escritor responsável pelo primeiro livro dedicado a um dos mais significativos compositores brasileiros: o Padre José Maurício Nunes Garcia (Rio de Janeiro, 22/09/1767 – 18/04/1830). Mas foi uma longa história até esse livro chegar às lojas e até nós.

Alfredo Taunay não conheceu Nunes Garcia, pois nasceu 13 anos após o falecimento desse compositor sacro, mas vivenciou um período no qual sua música ainda era bastante executada nas cerimônias religiosas nas igrejas do Rio de Janeiro. Encantado com as composições do padre mestre, Taunay empreendeu várias iniciativas para tentar salvá-la do esquecimento, entre elas uma campanha para tentar imprimi-las, na década de 1890, mas que resultaram apenas na impressão de seu Requiem de 1816, pela Casa Bevilacqua, em 1897.

Mas essa campanha teve alguns outros resultados: outra das importantes ações de Alfredo Taunay foi a realização de intensas pesquisas biográficas sobre José Maurício Nunes Garcia, que resultaram em vários artigos publicados no Rio de Janeiro, especialmente na Revista Brasileira, entre 1895-1896, e no Jornal do Comércio, entre 1896-1898.

Três décadas após o falecimento do Visconde de Taunay, seu filho, o historiador catarinense Afonso d’Escragnolle Taunay, resolveu organizar os inúmeros artigos do pai sobre José Maurício Nunes Garcia, para publicá-los em um único volume, por ocasião do centenário do falecimento do compositor carioca, em 1830. O enorme trabalho de Afonso Taunay, que requereu ainda a consulta de outros textos sobre o assunto, para completar lacunas e corrigir imprecisões, resultou no livro Uma grande glória brasileira: José Maurício Nunes Garcia (São Paulo: Melhoramentos, 1930).

No mesmo ano, Afonso Taunay e o editor Walther Weiszflog também uniram a esse livro os textos que Alfredo Taunay havia escrito sobre o compositor de óperas Antônio Carlos Gomes (Campinas, 11/07/1836 – Belém, 16/09/1896), para lançar, no mesmo ano, o livro Dois artistas máximos: José Maurício e Carlos Gomes (São Paulo: Melhoramentos, 1930). Esses dois livros ajudaram a reacender o interesse sobre Nunes Garcia e Carlos Gomes, demonstrando que somente as ações apaixonadas de homens como os que trabalharam nessas edições são capazes de preservar a memória musical brasileira do esquecimento, pois quase nenhum setor nos nossos sistemas de governo são conscientes da importância dessa preservação.

Uma grande raridade, o livro Uma grande glória brasileira: José Maurício Nunes Garcia, de Alfredo Taunay (Visconde de Taunay), organizado por seu filho Afonso Taunay em 1930, foi digitalizado pela primeira vez pelo Avicenna do PQP Bach, a partir do seu exemplar pessoal, e agora disponibilizado online, em um mais um gesto característico do seu altruísmo e interesse na difusão do patrimônio histórico-musical brasileiro. Com isso podemos usufruir um raro texto escrito no final do século XIX sobre o compositor brasileiro José Maurício Nunes Garcia, que requereu muitas mãos e muita dedicação para chegar até nossa casa como um presente.

Valeu, Seu Alfredo, Seu Afonso e Seu Avicenna, os três grandes ‘A’s que nos ajudaram a manter vivo no Brasil o interesse pela música de José Maurício Nunes Garcia, um dos maiores compositores brasileiros e latino-americanos de nossa história, e um dos mais importantes autores de música sacra em todo o mundo!

Prof. Paulo Castagna
[email protected]

_----------hklhjkhLivro “Uma grande glória brasileira: José Maurício Nunes Garcia”

Autor: Alfredo Maria Adriano d’Escragnolle Taunay (Rio de Janeiro,1843-1899), mais conhecido como Visconde de Taunay.

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Saiba muito mais sobre a vida e obra de José Mauricio no site www.josemauricio.com.br/

Avicenna

PS: –  Personagem importante desta história é o nosso amigo e colega Bisnaga. Ele comprou este livro num sebo online e deu como endereço o da minha casa !  Valeu, Seu Bisnaga!!!

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Weinachtsoratorium, BWV 248 – Gardiner, Rolfe Johnson, Holton, Pringle, Bär, Argenta, von Otter, Blochwitz, Monteverdi Choir, Englisch Baroque Soloists,

Box FrontEntão vamos continuar trazendo belissimos cds para os senhores. Na verdade, podemos dizer que é o que tem de melhor em se tratando de Bach.
John Elliot Gardiner antes de ser cavalheiro da rainha Elizabeth já era o melhor intérprete de Bach, isso lá pelos anos 80.
Vou trazer para senhores uma coleção com 9 cds, que traz três oratórios e uma Missa, mas não é qualquer missa, e sim a imortal Missa em Si Menor.
Mas vamos começar com o Oratório de Natal. Gardiner se juntou a um grupo de solistas absolutamente fantáticos, sem contar sua English Baroque Soloits, e o primeiro e único Monteverdi Choir, o melhor conjunto coral que já ouvi. Von Otter, Anthony Rolfe Johnson, Nanci Argenta estáo no apogeu de suas carreiras.

Provavelmente estas gravações já apareceram por aqui, mas isoladamente. Agora vai estar tudo junto.

CD 1
01. Part One – Jauchzet, frohlocket, auf, preiset die Tage (Chorus)
02. Part One – Es begab sich aber zu der Zeit (Recitative)
03. Part One – Nun wird mein liebster Bräutigam (Recitative)
04. Part One – Bereite dich, Zion, mit zärtlichen Trieben (Aria)
05. Part One – Wie soll ich dich empfangen (Chorale)
06. Part One – Und sie gebar ihren ersten Sohn (Recitative)
07. Part One – Er is auf Erden kommen arm (Chorale); Wer will die Liebe recht erh
08. Part One – Großer Herr und starker König (Aria)
09. Part One – Ach mein herzliebes Jesulein (Chorale)
10. Part Two – Sinfonia
11. Part Two – Und es waren Hirten in derselben Gegend (Recitative)
12. Part Two – Brich an, o schönes Morgenlicht (Chorale)
13. Part Two – Und der Engel sprach zu ihnen Angel – Fürchtet euch nicht (Recitat
14. Part Two – Was Gott dem Abraham verheißen (Recitative)
15. Part Two – Frohe Hirten, eilt, ach eilet (Aria)
16. Part Two – Und das habt zum Zeichen (Recitative)
18. Part Two – So geht denn hin (Receitative)
19. Part Two – Schlafe, mein Liebster, genieße der Ruh (Aria)
20. Part Two – Und alsobald war da bei dem Engel (Recitative)
21. Part Two – Ehre sei Gott in der Höhe (Chorus)
22. Part Two – So recht, ihr Engel, jauchzt und singet (Recitative)
23. Part Two – Wir singen dir in deinem Heer (Chorale)
24. Part Three – Herrscher des Himmels, erhöre das Lallen (Chorus)
25. Part Three – Und da die Engel von ihnen gen Himmel fuhren (Recitative)
26. Part Three – Lasset uns nun gehen gen Bethlehem (Chorus)
27. Part Three – Er hat sein Volk getröst’ (Recitative)
28. Part Three – Dies hat er alles uns getan (Chorale)
29. Part Three – Herr, dein Mitleid, dein Erbarmen (Duet)
30. Part Three – Und sie kamen eilend (Recitative)
31. Part Three – Schließe, mein Herze, dies selige Wunder (Aria)
32. Part Three – Ja, ja, mein Herz soll es bewahren (Recitative)
33. Part Three – Ich will dich mit Fleiß bewahren (Chorale)
34. Part Three – Und die Hirten kehrten wieder um (Recitative)
35. Part Three – Seid froh dieweil (Chorale)
36. Part Three – Herrscher des Himmels, erhöre das Lallen (Chorus da capo)

CD 2

01. Part IV. For the Feast of the Circumcision ‘Fallt mit Danken, fallt mit Loben’
02. ‘Und da acht Tage um waren’
03. ‘Immanuel, o süßes Wort’ – ‘Jesu, du mein liebstes Leben’
04. ‘Flößt, mein Heiland, flößt dein Namen’
05. ‘Wohlan, dein Name soll allein’ – ‘Jesu, meine Freud und Wonne’
06. ‘Ich will nur dir zu Ehren leben’
07. ‘Jesus richte mein Beginnen
08. Part V. For the First Sunday in the New Year ‘Ehre sei dir, Gott, gesungen’
09. ‘Da Jesu geboren war zu Bethlehem’
10. ‘Wo ist der neugeborene König der Jüden’ – ‘Sucht ihn in meiner Brust’
11. ‘Dein Glanz all Finsternis verzehrt’
12. ‘Erleucht auch meine finstre Sinnen’
13. ‘Da das der König Herodes hörte’
14. ‘Warum wollt ihr erschrecken’
15. ‘Und liess versammlen alle Hohepriester’
16. ‘Ach, wenn wird die Zeit ercheinen’
17. ‘Mein Liebster herrschet schon’
18. ‘Zwar ist solche Herzensstube’
19. Part VI. For the Feast of Epiphany ‘Herr, wenn die stolzen Feinde schnauben’
20. ‘Da berief Herodes die Weisen heimlich’ – ‘Ziehet hin und forschet fleißig’
21. ‘Du Falscher, suche nur den Herrn zu fällen’
22. ‘Nur ein Wink von seinen Handen’
23. ‘Als sie nun den König gehöret hatten’
24. ‘Ich steh’ an deiner krippen hier’
25. ‘Und Gott befahl ihnen im Traum’
26. ‘So geht! Genug, mein Schatz geht nicht von hier’
27. ‘Nun mögt ihr stolzen Feinde schrecken’
28. ‘Was will der Höllen Schrecken nun’
29. ‘Nun seid ihr wohl gerochen’

Anthony Rolfe Johnson – Nancy Argenta – Anne Sofie von Otter – Hans Peter Blochwitz – Olaf Bär
The Monteverdi Choir
The English Baroque Soloists
Sir John Eliot Gardiner

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Il diario di Chiara – Music from La Pietà in Venice in the 18th Century

Il diario di Chiara – Music from La Pietà in Venice in the 18th Century

Este é um disco de música barroca italiana que se baseia em três concertos escritos para Chiara, mas também para outras destacadas violinistas do Ospedale della Pieta, com os quais Vivaldi esteve especialmente associado. Há dois concertos de Vivaldi aqui, mas também de vários outros compositores. Chiara coletou essas peças em seu diário – daí o título do disco. O que torna este CD especial é a Europa Galante e Fabio Biondi. Eles são sensacionais. Brilham nos movimentos mais vivos, mas também trazem beleza e emoção nos movimentos mais lentos. A interpretação é vigorosa, apaixonado e reflexiva, conforme o apropriado em cada momento.

Mas quem eram estas meninas do Ospedale? O Ospedale della Pietà é uma casa fundada em 1346 pelo governo de Veneza a fim de receber meninas órfãs ou abandonadas, que muitas vezes lá permaneciam por toda a vida, caso não fossem adotadas. Meninos eram aceitos apenas temporariamente, devendo partir aos 16 anos após aprenderem ofícios simples como carpintaria.

A Roda dos Expostos

A Roda dos Expostos

O Ospedale tinha a chamada Roda dos Expostos ou Roda dos Enjeitados. Tais mecanismos ficavam nas fachadas de instituições religiosas, embutidas na parede, dando para a rua. Consistiam em mecanismos utilizados para abandonar os recém-nascidos indesejados, que assim ficavam ao cuidado da instituição. O mecanismo era uma caixa cilíndrica que girava sobre um eixo vertical com uma portinhola ou apenas uma abertura. Quem desejava abandonar um recém-nascido, colocava ali seu filho e girava o cilindro, dando meia volta. Desta forma, quem abandonava a criança não era visto por quem a recebia. As rodas também serviam para que pessoas piedosas oferecessem anonimamente alimentos e medicamentos a tais casas. As crianças eram normalmente filhas de pessoas pobres, para quem seria um peso receber mais uma boca para alimentar, ou filhas de mães solteiras, nobres ou burguesas, que não desejavam ver descoberta sua gravidez.

A imagem clássica de Vivaldi

A imagem clássica de Vivaldi

Muitas mães que entregavam seus filhos a tais instituições ofereciam-se depois como amas-de-leite e talvez amamentassem a própria filha ou filho.

As meninas eram abandonadas em maior número do que os meninos. A causa é bastante óbvia. Os meninos representariam uma força futura de trabalho produtivo e possibilidade de lucro, enquanto a ideia do sexo feminino como investimento ou lucro não existia. Tais instituições eram planejadas como moradias temporárias, mas frequentemente tornavam-se lugar definitivo. No orfanato, havia a garantia de alimentação, educação e cama.

Como o Ospedale della Pietà era um convento, orfanato e escola musical para mulheres, lá havia uma orquestra. A fama da orquestra de meninas era imensa e os concorridos concertos eram assistidos pela aristocracia veneziana e estrangeira. Havia todo um mistério, pois os concertos eram realizados atrás de um biombo que impedia que a plateia visse as intérpretes. Jean-Jacques Rousseau, de passagem por Veneza, assim descreveu sua impressão dos concertos e das intérpretes. Peço-vos que perdoem a falta de correção política do parágrafo de Rousseau.

Concerto no Ospedale

Concerto no Ospedale

“Não posso conceber nada mais voluptuoso, nada mais emocionante do que esta música. Desejava ver quem eram estas meninas exiladas, de quem apenas sua música atravessava as grades, as quais certamente ocultavam anjos adoráveis. Um dia comentei o fato na casa de um rico senhor veneziano. ‘Se estais tão curioso para ver estas mocinhas, posso facilmente satisfazer-vos a vontade. Sou um dos administradores da casa, e vos convido a lanchar com elas’, disse-me. Quando me dirigia com ele à sala que abrigava as desejadas beldades, senti tamanha agitação de amor como jamais experimentara. Meu guia apresentou-me uma após outra àquelas afamadas cantoras e instrumentistas, cujas vozes, sons e nomes já me eram todos conhecidos. ‘Vem, Sofia’… Ela era horrenda. ‘Vem, Cattina’…. Ela era cega de um olho. ‘Vem, Bettina’… A varíola a havia desfigurado. Mal haveria uma ou outra sem qualquer defeito considerável. Duas ou três eram apresentáveis. Fiquei desolado. Durante o encontro, elas se alegraram. Encontrei charme em algumas delas. Finalmente minha maneira de as considerar mudou tanto que quase me enamorei daquelas meninas disformes.”

Sim, é claro que as famílias também colocavam na Roda dos Expostos alguns de seus filhos que tivessem nascido com alguma deformidade física, mas o mais importante é acentuar o fato de que Vivaldi, projetava e providenciava instrumentos especiais para que estas meninas pudessem tocar.

Il diario di Chiara – Music from La Pieta in Venice in the 18th Century

Giovanni Porta
Sinfonia in D Major (rev. F. Biondi)
1 I. Allegro 1:38
2 II. Largo 1:49
3 III. Allegro 1:24

Antonio Vivaldi
Sinfonia for Strings in G Major, RV 149
4 I. Allegro molto 1:54
5 II. Andante 1:35
6 III. Allegro 3:01

Nicola Porpora
Sinfonia da camera in G Major, Op. 2, No. 1
7 I. Adagio 1:49
8 II. Allegro 4:17

Antonio Vivaldi
Oboe Concerto in F Major, RV 457 (arr. for violin and orchestra)
9 I. Allegro 4:42
10 II. Andante 3:45
11 III. Allegro 3:55

Antonio Martinelli
Concerto for Viola d’amore and Strings in D Major, “Per la S.ra Chiaretta”
12 I. Allegro assai 4:14
13 II. Adagio 3:06
14 III. Allegro 3:58

Antonio Martinelli
Violin Concerto in E Major, “Dedicato all S.ra Chiara” (rev. F. Biondi)
15 I. Maestoso 6:30
16 II. Grave 3:06
17 III. Allegro spiritoso 4:40

Gaetano Latilla
Sinfonia in G Major (rev. F. Biondi)
18 I. Allegro 2:11
19 II. Mezza voce andantino 3:06
20 III. Presto 4:40

Fulgenso Perotti
Grave for Violin and Organ in G Minor (from “Il Diario di Chiara”)
21 I. Adagio 2:56

Andrea Bernasconi
Sinfonia in D Major (rev. F. Biondi)
22 I. Allegro 2:09
23 II. Andantino 2:59
24 III. Presto assai 1:43

Europa Galante
Fabio Biondi

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PQP

Alma Latina: Roque Ceruti (c.1685-1760) – Vêpres Solennelles de Saint-Jean Baptiste – La Plata

Captura de Tela 2017-09-25 às 14.15.40Roque Ceruti (c.1685-1760)
Vêpres Solennelles de Saint-Jean Baptiste
La Plata

Los salmos de vísperas

Este programa es mucho más que las “vísperas de Ceruti”, pero las obras de este compositor forman la columna dorsal del proyecto. Ceruti viajó a Lima como parte del séquito del virrey marqués de Castelldosrius en 1707. Llegó para quedarse. Fue maestro de capilla en Trujillo, al norte del Perú, de donde fue llamado para suceder a Tomás de Torrejón y Velazco en el magisterio de capilla de Lima (1728). Permaneció al frente de la capilla de la catedral hasta su muerte en 1760.

Su música influenció decisivamente la de Lima y los otros centros coloniales: el maestro italiano la distribuyó por correo, enviándola a los principales centros virreinales, a cambio de otras piezas o para obtener un dinero extra de la venta. A partir de Ceruti, el estilo italiano del Barroco Tardío fue paulatinamente aceptado, y terminó por convertirse en el principal y más prestigioso referente musical durante la segunda mitad del siglo XVIII.

Los salmos y Magnificat de estas vísperas son un buen ejemplo del arte del italiano: música efectiva, brillante y adecuada a la liturgia que sigue las convenciones italianas de c. 1710. Tipico del compositor – que era violonista- es un empleo más interesante de los violines que de las voces. De vez en cuando, su inspiración está a la altura de su técnica, y resultan movimientos excepcionalmente atractivos: así ocurre, por ejemplo, con el verso Judica bit in nationibus, del Dixit Dominus.

Ceruti, dijimos, no es la única personalidad relacionada con las vísperas. Los manuscritos revelan el modus operandi habitual del maestro de capilla local de la época, Eustaquio Franco Revollo. Franco era mejor cantante que compositor: prefirió adquirir piezas ajenas y arreglar repertorio más antiguo que componer obras nuevas. Las vísperas caen dentro de la segunda categoría. Por lo menos el Magnificat de este juego ya pertenecía al repertorio de la catedral, por cuanto dos de sus movimientos fueron utilizados por Blas Tardío (m. 1762) para compilar un villancico a la Virgen (Naced antorcha brillante); es posible que los tres salmos también hubieran sido incorporados al repertorio antes de que Franco asumiera el cargo.

Captura de Tela 2017-09-25 às 14.16.37El juego parece, en realidad, fruto de reunir obras originalmente separadas. Uno de los salmos, el Beatur vir, aparece también en el Archivo del Seminario de San Antonio Abad de Cusco, mismo archivo de Sucre, en una copia anterior a la de las vísperas. El juego mismo fue copiado en dos etapas distintas (el Dixit Dominus antes, el resto de los número después): así lo prueban, sin lugar a dudas, los detalles de caligrafía y papel de las particelas del único juego que tenemos. La copia fue concluida en julio de 1775, cuando la catedral pagó nueve pesos por resma y media de papel y 25 pesos al copista Matías de Baquero y Aguilar por su trabajo en “los Salmos y tonos”.

Pero Franco no se limitó a copiar juntas obras que pueden haber estado separadas, sino que las amplificó. Los originales pueden haber sido a dos y tres coros. La versión a cuatro coros parece fruto de una delicada operación quirúrgica, por la cual se le añadieron voces a obras ya completas para agrandar su sonoridad hasta extremos nunca escuchados en la catedral. El cuarto coro presenta disonancias y errores en la conducción de las voces en cantidad tal, que delata la intervención de una mano distinta a la del compositor. Que se trate de errores de copia queda descartado por la seguridad que en general exhiben los copistas en el resto de las obras. Ahora bien, el mismo tipo de problemas aparece en la música conocida de Franco, lo cual lo señala como autor del arreglo.

La ambición sonora de Franco probó ser demasiada para las posibilidades del medio local. A poco tiempo de realizadas las copias, hubo otra revisión de los manuscritos, esta vez por medio de parches de papel y agregados en los espacios en blanco, con versiones alternativas. Se trata de modificaciones en las partes de violines, por las cuales se agregó música para que tocaran en lugar del coro 4. La caligrafía delata al autor de este segundo arreglo: Manuel Mesa y Carrizo, el más importante de los compositores locales del momento.

Copias de fines de siglo XVIII, del Beatus vir y del Laudate Dominum, cada uno por separado, revelan que el reemplazo del cuarto coro por los violines fue definitiva, y que por lo menos estos salmos eran utilizados fuera del juego compilado por Franco. Todavía a principios del siglo XIX, el maestro de capilla Matías de Baquero y Aguilar -quien treinta años antes había actuado como copista del juego- continuaba utilizando el juego completo: de su puño y letra se conserva una indicación en la portada con una lista de seises o niños de coro que corresponde a 1804, el año en que ganó el cargo.

(extraido do encarte)

Palhina: ouça 04. Ex utero senectutis / Beatus vir

Roque Ceruti – Vepres Solennelles de Saint-Jean Baptiste
Anónimo – Missions jésuites de Juli (Pérou)
01. Deus in adjutorium
Cathédrale de Sucre / Roque Ceruti (Milan, ca. 1685 – Lima, 1760) & Eustaquio Franco Rebollo (Revollo) (?-1786)
02. Ipse praebit ante illum / Dixit Dominus
Antonio Martín y Coll (Espagne, died c. 1734)
03. Joannes est nomen eius / Confiteor tibi Domine
Roque Ceruti (Milan, ca. 1685 – Lima, 1760) & Eustaquio Franco Rebollo (Revollo) (?-1786)
04. Ex utero senectutis / Beatus vir
Jose Elias (Madrid, ?)
05. Iste puer magnus / Laudate Pueri Dominum
Roque Ceruti (Milan, ca. 1685 – Lima, 1760) & Eustaquio Franco Rebollo (Revollo) (?-1786)
06. Nazareus vocabitur / Laudate Dominum
Juan de Araujo (Villafranca, Spain 1646 – Chuquisaca, Bolívia 1712)
07. Ut queant laxis
Roque Ceruti (Milan, ca. 1685 – Lima, 1760) & Eustaquio Franco Rebollo (Revollo) (?-1786)
08. Ingresso Zacharia / Magnificat
Roque Jacinto de Chavarría (1688-1719) & Blas Tardío de Guzmán (Bolívia, c.1750)
09. Afuera densas sombras
10. Benedicamus Domino Deo Gratias
Anónimo – Cathédrale de Sucre
11. Salve Regina

Roque Ceruti – Vepres Solennelles de Saint-Jean Baptiste – 1998
Coro de Niños Cantores de Córdoba
Ensamble Louis Berge
Ensemble Elyma
Maestro Gabriel Garrido

Festival Internacional de Música Renacentista y Barroca Americana
Misiones de Chiquitos

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
XLD RIP | FLAC 376,7 MB | HQ Scans 11,6 MB |

BAIXE AQUI– DOWNLOAD HERE
MP3 320 kbps 189.5 MB | HQ Scans 11,6 MB | 1,3 h |
powered by iTunes 11.0.3

Outro CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!

Boa audição.

Catedral da Sé, São Paulo, SP, Brasil
Catedral da Sé, São Paulo, SP, Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

.: interlúdio :. The Rat Pack (Frank Sinatra, Dean Martin & Sammy Davis Jr.)

ratpack Certa vez Lauren Bacall, irritada com os constantes bebuns que seu marido, Humphrey Bogart, tomava com os amigos, principalmente com Frank Sinatra, Dean Martin e Sammy Davis Jr., exclamou: “Vocês parecem um maldito bando de ratos” (You look like a goddamn rat pack).

Pronto, foi o estopim para a formação do famoso grupo vocal “The Rat Pack”, e a Lauren Bacall ficou sendo a madrinha.

Gravaram bem humorados LPs, filmes e apresentaram shows inesquecíveis.

A seguir, algumas apresentações do “The Rat Pack”, celebrando o 100º aniversário do unforgettable Ol’ Blue Eyes.

Mais sobre Frank Sinatra, AQUI.

The Rat Pack
01. I Left My Heart in San Francisco
02. I’ve Got You Under My Skin
03. That Old Black Magic
04. Night And Day
05. What Kind Of Fool Am I
06. Sam’s Song
07. Oo-Shoo-Be-Doo-Be
08. Dream A Little Dream Of Me
09. The Lady is a Tramp
10. Bewitched, Bothered and Bewildered
11. Let’s Fall in Love
12. Come fly with me
13. You’re Nobody Till Somebody Loves You
14. Mack The Knife
15. My Funny Valentine
16. That’s Amore
17. Volare
18. You’ll never get rid of me

https://youtu.be/wz1DPR5EDqM

The Rat Pack (Frank Sinatra, Dean Martin & Sammy Davis Jr.) – anos 60

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
MP3 +/- 192 kbps | 57 MB

Powered by iTunes 12.3.1 | 54 min |

Boa audição.

Frank_Sinatra_100

Avicenna

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Symphony No. 9 / Piano Concerto No. 1 / 2 Choruses After A. Davidenko

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Symphony No. 9 / Piano Concerto No. 1 / 2 Choruses After A. Davidenko

ABSOLUTAMENTE IM-PER-DÍ-VEL !!!

Hoje, 25 de setembro de 2017, 111 anos de nascimento de Shostakovich!

Este CD é inteiramente focado na face mais leve de Shostakovich. A neoclássica e sarcástica Sinfonia Nº 9 — tão odiada por Stalin, que sentiu-se traído por ela — e o alegre e jovem Concerto para piano e trompete estão ao lado da música escrita para a comédia cinematográfica As Aventuras de Korzinkina e de dois corais. A breve suite de 9 minutos de música do filme de 1940 deixa um gosto de quero mais e nos dois corais Op. 124, contribuição de Shostakovich para uma cantata escrita com outros compositores celebrando o 10º aniversário da Revolução, há ecos claros da Sinfonia Nº 13 e de A Execução de Stepan Razin. Claro que este grande CD tem seus pontos altos na Sinfonia e no Concerto.

Divirtam-se!

Shostakovich: Symphony No. 9 / Piano Concerto No. 1 / 2 Choruses After A. Davidenko

Symphony No. 9, Op. 70 in E flat major – in Es-Dur – en mi bémol majeur
1 I Allegro 5:17
2 II Moderato 7:57
3 III Presto – 2:54
4 IV Largo – 3:56
5 V Allegretto 6:26
Valeri Popov bassoon

Two Choruses after A. Davidenko, Op. 124* for chorus and orchestra
6 At ten versts from the capital 4:20
7 The street is in turmoil 4:07

Concerto No. 1, Op. 35 for Piano, Trumpet and String Orchestra in C minor – in c-Moll – en ut mineur
8 I Allegro moderato 5:54
9 II Lento 7:28
10 III Moderato – 1:25
11 IV Allegro brio 7:12
Tatiana Polyanskaya piano
Vladimir Goncharov trumpet

The Adventures of Korzinkina, Op. 59 — Suite from music to the film
12 1 Overture 0:33
13 2 March 2:01
14 3 The Chase 2:43
15 4 Music at the restaurant 2:13
16 5 Finale (Yanya)* 1:37
Tatiana Polyanskaya piano
Elena Adamovich piano

Total: 66:28

Russian State Symphonic Cappella
Russian State Symphony Orchestra
Valeri Polyansky

Recorded in: Grand Hall of Moscow Conservatory – June 2003

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Valeri Polyansky não tem nenhuma calma, que bom!
Valeri Polyansky não tem nenhuma calma, que bom!

PQP

Alma Latina: Segundo Festival de Música Renacentista y Barroca Americana, Misiones de Chiquitos vol. II

Capa-solo-WEBSegundo Festival de Música Renacentista y Barroca Americana
Misiones de Chiquitos
vol. II
1998

El material aquí presentado es tan solo una pequeña muestra de lo que fue el II Festival “Misiones de Chiquitos”. Las obras seleccionadas para los dos CDs sirven para documentar el desarrollo de música occidental en todos los mayores centros de su presencia en la Américas, desde los primeros años de su establecimiento hasta bien estrado siglo XIX.

La contribución del ambiente en la formación y desarrollo de los estilos musicales ha sido abundante. Una de las cosas sobresalientes en este documento es el spectrum y la originalidad del material incluído. Al lado de las tradiciones catedralicias, misionales o monásticas contamos con una impresionante contribución del medio de donde proviene la música.

Hablando tan solo de la letra de las obras, hay textos no solo en latín y español (propios al ambiente urbano) sino que muchos de ellos se sirvieron de lenguas originarias (ambiente de las misiones), como por ejemplo: maya, qheshwa, chiquitano, moxo o mapuche.

Los conciertos del Festival incluyeron obras de los múltiples archivos musicales americanos que poseen la música de la época de la Colonia: Puebla, Oaxaca, México, Guatemala (San Juan Ixcoi, la Catedral), Cuba, Santa Fé de Bogotá, Lima, Cuzco, Trujillo, La Plata (hoy Sucre), Tarija, las misiones de Chiquitos, Moxos, Guarayos y Mapuches, Minas Gerais, Rio de Janeiro y Bahía. Además, se presentaron, también, cantos de los anónimos sefardíes, un corpus de música instrumental y obras de los compositores de España, Italia, Alemania e Inglaterra.

El arreglo de los 2 CDs refleja la riqueza de estos programas, aunque no todo ha sido posible encerrar en ellos. Las grabaciones se las hizo en vivo, sin posibilidad alguna de repetición o corrección. El fin que hemos buscado ha sido producir un documento sonoro del Festival.

(Piotr Nawrot s.v.d. Festival “Misiones de Chiquitos” Director Artístico)

Ensemble Louis Berger. Maestro Ricardo Massun (Argentina)
Fray Esteban Ponce de León (Perú, ca.1692-175¿?)
01. Veni, venid Deidades (Opera – Serenata)

De Profundis Ensemble Vocal e Instrumental & Marcela Redalli. Maestrina Cristina Garcia Banegas (Uruguay)
Fr. Juan Pérez de Bocanegra (Cusco, ca. 1610)
02. Hanac Pachap Cussi Cuinin (A felicidade dos céu) – Himno procesional a la Virgen en lengua quechua
Anónimo, España
03. Con qué la lavaré
Anónimo
04. Diferencias
Manuel José de Quirós (Guatemala, ? – 1765)
05. Luzid, fragante Rosa

Capilla Virreinal de la Nueva España. Director: Aurelio Tello (México)
Gaspar Fernández (Portugal, 1570?- Puebla, Mexico, 1629)
06. Eso rigor e repente (Oaxaca)
Manuel de Sumaya (Manuel de Zumaya) (Mexico, c.1678-1755)
07. Como aunque culpa (Oaxaca)
Alfonso Mallén (? – ?)
08. Como chamorro es el alcaide (Puebla)

Grupo Vocal Contrapunto (Bolivia)
Tomás Luis de Victoria (Spain, 1548-1611)
09. Ave Maria

Música Ficta. Mastro Carlos Serrano (Colombia)
Manuel Blasco (Ecuador, Quito c1628 – c1696)
10. Versos al órgano con dúo para chirimías
Juan Antonio Vargas y Guzmán (México, 1776)
11. Sonata no. 1 em La mayor

Grupo Zarabanda. Maestro Alvaro Marías (España)
Georg Philipp Telemann (Alemanha, 1681-1767)
12. Trío en Fa mayor 1. Vivace
13. Trío en Fa mayor 2. Maesto
Anónimo. Sonata no. 4
14. Sonatas ‘Chiquitanas’, AMCH 264 – Allegro
Georg Philipp Telemann (Alemanha, 1681-1767)
15. Dúo en Re menor 1. Largo
16. Dúo en Re menor 2. Vivace

Carlos Enrique Marchena, guitarra (Perú)
Anónimo, Lima, siglo XVIII
17. Giga en Re mayor
Anónimo
18. Cuaderno de Música para Vihuela

Segundo Festival de Música Renacentista y Barroca Americana, Misiones de Chiquitos vol. II
Santa Cruz de la Sierra, Bolivia, 1998

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MP3 | 320 kbps | 154,8 MB

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Um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. ¡¡¡ Gracias !!!

Boa audição.

rezar antes de comer

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

Alma Latina: Musiques pour Aréquipa – L’Orchestre et les Chœurs de l’Ecole Municipale de Musique de Sarrebourg

Capa-Solo-WEBMusiques pour Aréquipa, Perou
L’Orchestre et les Chœurs de l’Ecole Municipale de Musique de Sarrebourg
France, 1997

A primeira sensação que marca o visitante europeu que desembarca em Cuba, no México ou na Bolívia, diz respeito à música. Uma música não confinada a raros lugares de expressão para públicos especializados, mas onipresente: nas praças, nas boates ou nas esplanadas de cafés e, claro, nas igrejas onde o som dos mariachis muitas vezes conseguiu suceder antigas missas polifônicas.

mapaA América Latina é primordialmente uma enorme paisagem sonora que combina legados distantes do entrelaçamento cultural que este continente hospeda desde o século XV. E o interesse desta gravação, fugindo da especialização, é na verdade oferecer algumas das facetas desse mundo de riqueza incomparável, agrupadas em duas rubricas de música sacra e de música tradicional secular. (extraído e traduzido do encarte)

 

 

 

Musiques pour Aréquipa
Compositeur indigene/Bolivie (atrib. siècle XVIII)
01. Misa apostoles – 1. Kyrie
02. Misa apostoles – 2. Gloria
03. Misa apostoles – 3. Credo
04. Misa apostoles – 4. Sanctus
Domenico Zipoli (Prato, Itália, 1688 – Córdoba, Argentina 1726)
05. Beatus vir (Psalme 111)
José Francisco Velásquez “El Viejo” (Caracas, 1755- 1805)
06. Nino Mio (tono de Navidad)
Guillermo Graetzer (nacido Wilhelm Grätzer, Viena 1914 – Buenos Aires 1993 )
07. Musique folklorique – La chombita se murio (Mexique)
08. Musique folklorique – En el nombre de Jose (Venezuela)
09. Musique folklorique – Yo soy la blanca paloma (Argentine)
10. Musique folklorique – Ojos azules (Chili)
11. Musique folklorique – Un negrito (Chili)
12. Musique folklorique – Soy tolimense (Colombie)
René Rojas Lucambio (Venezuela, 1928 – 2000)
13. Chansons populaires – Canto triste
14. Chansons populaires – De qué vale decirlo
Joaquín Silva-Díaz (Venezuela, 1886-1977)
15. Serenata pour violoncelle et piano
Jaime Mirtenbaum Zenamon (Bolivia, 1953)
16. Tango pour violon et guitare
Moisés Moleiro (Venezuela, 1904–1979)
17. Piano solo – Contradanza venezolana
18. Piano solo – Canción de Cuna
19. Piano solo – Tocata en do sostenido menor

Musiques pour Aréquipa – 1997
L’Orchestre et les Chœurs de l’Ecole Municipale de Musique de Sarrebourg, France
Maestro Jean-Franck Anselme

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Um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Merci !!!

Boa audição.

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Avicenna

Jean-Marie Leclair (1697–1764): Sonatas para Violino

Jean-Marie Leclair (1697–1764): Sonatas para Violino


IM-PER-DÍ-VEL !!!

Jean-Marie Leclair é considerado o fundador da escola de violino francesa. E que fundador! Bem, finalizando nosso improvisado Festival do Barroco Francês — o qual visa (?) demonstrar que antigamente se fazia música de verdade na França — apresentamos um CD absolutamente fantástico com o genial  violinista inglês Simon Standage. Porém, antes leiam a tese de nosso comentarista Haya de La Torre:

Eu acho que o que matou a vida musical francesa foi a inveja. Bem, ao menos a se julgar pela trajetória de Rameau, que parece ter sido vítima, junto com sua música, de todo tipo de difamação e intriga no meio intelectual francês de sua época, que por fim deu pra proclamar que Rameau não poderia escrever música boa visto que só os italianos sabiam fazer isso. Em todo caso, o declínio da produção musical francesa entre o desaparecimento de Rameau e o surgimento de Frank serviu para alimentar o mito de que só a Alemanha era capaz de fazer boa música, e eu desconfio que esse declínio francês e a supremacia alemã tem muito que ver com a situação política desses dois países, que não é nada relativo ao “DNA” cultural deles. Em todo caso, a música francesa com seus altos e baixos deve ser a segunda em importância no continente (ou será a da Rússia?). A Inglaterra, por ex…

Pois eu concordo e defendo a tese do empate entre a Rússia e a França como segundos lugares em termos de países em importância musical no continente. O primeiro, obviamente, é a Alemanha. Os barrocos franceses mais Ravel, Debussy, Franck, Fauré, os operistas, Poulenc, Messiaen, Boulez, etc. ganham em número dos russos, mas o politburo russo é foda de enfrentar, mesmo em minoria.

Mas tergiverso em vez de falar que as esplêndidas composições de Leclair e o incrível som e fraseado alcançados por Standage fazem este CD absolutamente necessário aos apaixonados pelo barroco.

Jean-Marie Leclair (1697–1764): Sonatas para Violino

Sonata for violin & continuo in A major, Op. 9/1
Jean-Marie Leclair
1 Adagio 4:32
2 Allegro assai 3:18
3 Andante. Arpeggio sempre 2:48
4 Minuetto. Allegro moderato 5:43

5 La Superbe, ou La Forqueray, for harpsichord (Pièces de clavecin, III, 17e ordre) 4:40
François Couperin

Sonata for violin & continuo in D major, Op. 9/3
Jean-Marie Leclair
6 Un poco andante 3:43
7 Allegro 3:01
8 Sarabanda. Largo 2:34
9 Tambourin. Presto 3:47

10 La Leclair (from Pièces de viole, Deuxième Divertissement) 3:24
Jean-Baptiste Forqueray

Sonata for violin & continuo in A minor, Op. 9/5
Jean-Marie Leclair
11 Andante 6:11
12 Allegro assai 4:14
13 Adagio 3:21
14 Allegro ma non troppo 2:22

15 La Forqueray, rondeau for harpsichord (from Pièces de Clavicin, Book 3) 6:24
Jacques Duphly

Sonata for violin & continuo in C major, Op. 9/8
Jean-Marie Leclair
16 Andante ma non troppo 3:42
17 Allegro assai 5:25
18 Andante 2:52
19 Tempo di Ciaccona 7:27

Simon Standage, violino
Nicholas Parle, cravo

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Que sofrimento esses concertos, né, Simon?
Graaande disco, Simon!

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Partitas Corais BWV 766 e 767, Tocata e Fuga BWV 565, Prelúdios e Fugas BWV 546 a 548, etc

Grandes órgãos holandeses – parte 1 de 4
Leonhardt e o órgão Müller da Waalse Kerk, Amsterdam

Os Países-Baixos, (popularmente: Holanda), em uma superfície menor do que a do estado do Rio de Janeiro e um pouco maior do que a de Alagoas, possuem uma quantidade de órgãos dos séculos 16, 17 e 18 sem comparação com nenhum país no mundo. Talvez por não terem sido tão destruídos nas Guerras Mundiais, talvez por não terem tido uma grande revolução como a de 1789 que destruiu igrejas na França e sua vizinha Bélgica, talvez por terem dinheiro para manter os órgãos em bom estado, o fato é que a quantidade de órgãos da época de Buxtehude e Bach que ainda funcionam é impressionante. Por isso inicio hoje essa série com um dos músicos holandeses mais famosos. O repertório será sempre focado na dupla Bux-Bach.

Richard Egarr disse na ocasião da morte de Gustav Leonhardt:
Tanto ele como a esposa Marie foram verdadeiros pioneiros no campo da performance historicamente informada. Eles seguiram seus ideais de pesquisa, juntamente com (mais importante) uma aplicação profundamente musical e prática desse conhecimento. Ele era um homem aristocrático, demonstrando contradições meio estranhas. Seu ambiente de vida era o século XVIII – um CD player e uma máquina de fax destoavam do resto da casa. Ao mesmo tempo, ele tinha paixão por carros rápidos. Lembro-me de fazer uma viagem com ele e Marie para ver alguns órgãos antigos na Holanda, andando extremamente depressa na auto-estrada holandesa em seu Alfa. Depois de ver o segundo órgão em algum subúrbio pequeno, era tarde e escuro e ficamos um tanto perdidos. Sem GPS, é claro. Gustav olhou para o céu para se achar a partir da Estrela do Norte…

Leonhardt, que fez muita gente olhar o cravo com outros olhos, também foi um grande organista. Aqui ouvimos o mestre no órgão onde ele foi titular de 1959 a 1982. Entre as obras, destaco as Partitas Corais BWV 766 e 767. A wikipédia explica e eu traduzo:
Partita coral é uma peça musical em vários movimentos baseada em um coral e escrita para um instrumento de teclado. Ela representa a fusão de duas formas de música para teclado: o coral (ou chorale prelude) alemão e a canzona com variações (ou capriccio sopra un soggeto solo) italiana. O primeiro movimento é uma harmonização do coral, enquanto os movimentos seguintes são variações usando uma variedade de texturas e figurações. A partita coral foi popular no barroco médio e tardio. Georg Böhm é considerado seu inventor e J. Pachelbel e J.S. Bach também escreveram muitas dessas obras.

CD 1
1. Prelude And Fugue in C Major, BWV 547: Prelude
2. Prelude And Fugue in C Major, BWV 547: Fugue
3-7. Canonic Variations On “Vom Himmel hoch, da komm’ ich her”, BWV 769
8. Organ Works: Fuga sopra il Magnificat, BWV 733
9. From 18 Chorales: “Allein Gott in der Höh’ sei Ehr”, BWV 663
10. From 18 Chorales: “Jesus Christus, unser Heiland”, BWV 665
11. From 18 Chorales: “Jesus Christus, unser Heiland”, BWV 666
12. From 18 Chorales: “Vor deinen Thron tret ich hiermit”, BWV 668
13. Prelude And Fugue In E Minor, BWV 548: Prelude
14. Prelude And Fugue In E Minor, BWV 548: Fugue

CD 2
1. Toccata And Fugue In D Minor, BWV 565: Toccata
2. Toccata And Fugue In D Minor, BWV 565: Fugue
3. From The Orgelbuchlein: “O Lamm Gottes, unschuldig”, BWV 618
4-10. Partite diverse sopra “Christ, der du bist der helle Tag”, BWV 766
11. Prelude And Fugue In C Minor, BWV 546: Prelude
12. Prelude And Fugue In C Minor, BWV 546: Fugue
13. Chorale Prelude: “Wir Christenleut”, BWV 710
14. Chorale Prelude: “Valet will ich dir geben”, BWV 736
15-23. Partite diverse sopra “O Gott, du frommer Gott”, BWV 767
24. Fantasia in C Minor, BWV 562
25. Fantasia in G Major, BWV 572

Gustav Leonhardt – organista
Nicolaas Langlez / Christian Müller organ, 1680/1734, Waalse Kerk, Amsterdam, Netherlands

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Os dois teclados onde Leonhardt tocava antes da fama internacional
Os dois teclados onde Leonhardt tocava antes da fama internacional

Pleyel

Stephen Storace (1762-1796) : Trios for Violin, Cello and Fortepiano

Trios For Violin, Cello and Fortepiano

Stephen Storace
Primeira gravação mundial

Este CD coloca pela primeira vez à disposição do público uma parte da produção musical de Stephen Storace (1762-1796). Natural da Inglaterra, ele teve um desenvolvimento lento de sua carreira, que foi tragicamente interrompida com sua morte precoce, aos 33 anos de idade.

A maior parte de suas obras consiste em música vocal, ópera, muito especialmente, com fortes influências dos modelos italianos e alemães. Seus três únicos trios, aqui presentes, são compostos por três movimentos, modelo geralmente utilizado para obras de caráter doméstico. Contemporâneo de Mozart, com quem se especula que tenha tido aulas regularmente, Storace criou estas obras e deixou-nos a forte impressão de um traço efetivamente “mozarteano”, pelo tratamento estrutural que aplicou a elas.

Formado por Max Barros, Christine Grummere e Stephanie Chase, o Barros Classical Consort é reconhecido pelas suas apresentações dos trios tradicionais de Haydn, Mozart e Beethoven, além de interpretar obras “injustamente negligenciadas”, como as de Storace. (http://www.paulus.com.br/trios-para-violino-violoncelo-e-fortepiano-stephen-storace_p_2123.html)

Stephen Storace (England, 1762 – 1796)
Trios For Violin, Cello and Fortepiano
01. Trio Nº. 1 in D Major, 1. Allegro
02. Trio Nº. 1 in D Major, 2. Larghetto con expressione
03. Trio Nº. 1 in D Major, 3. Rondo: Allegro
04. Trio Nº. 2 In C major 1. Allegro con spirito
05. Trio Nº. 2 In C major 2. Largo con espressione
06. Trio Nº. 2 In C major 3. Rondo: Allegretto
07. Trio Nº. 3 In E flat major 1. Allegro
08. Trio Nº. 3 In E flat major 2. Adagio
09. Trio Nº. 3 In E flat major 3. Rondo: Allegro con spirito

Trios For Violin, Cello and Fortepiano – 1997
Barros Classical Consort
Stephanie Chase, violin
Christine Gummere, cello
Max Barros, fortepiano

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XLD RIP | FLAC 197,1 MB | HQ Scans 42,3 MB |

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MP3 320 kbps – 122,7 + 42,3 MB – 50,6 min
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Boa audição.

Captura de Tela 2017-09-23 às 22.05.36

 

 

 

 

 

 

Avicenna

Historic Organ (1765) São Vicente de Fora, Lisbon – João Vaz, organista

Capa Solo WEBÓrgão de 1765
Mosteiro de São Vicente de Fora
Alfama, Lisboa, Portugal

João Vaz
Organista

João Vaz é actualmente professor de órgão da Escola Superior de Música de Lisboa. Foi assistente convidado da Universidade de Évora e na Universidade Católica Portuguesa no Departamento de Artes, no polo do Porto. É consultor permanente para o restauro do conjunto de seis órgãos da Basílica de Mafra. Organista da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa, desde 1986, foi nomeado, em 1997, titular do órgão histórico da Igreja de São Vicente de Fora. Tem realizado recitais de órgão na Europa, e na América do Sul.
(Wikipedia)

O Mosteiro de São Vicente de Fora remonta a uma igreja, principiada em 1582 no local onde D. Afonso Henriques havia mandado construir um primitivo templo também sob a invocação de São Vicente. Esse santo foi proclamado padroeiro de Lisboa em 1173, quando as suas relíquias foram transferidas do Algarve para uma Igreja fora das muralhas da cidade.

A construção só se inicia em 1590 pela mão do arquiteto e engenheiro Filippo Terzi (1520 – 1597) e arquiteto Baltasar Álvares. Este último leva consigo uma aprendizagem erudita do Maneirismo romano adquirida através de seu tio arquiteto e engenheiro português Afonso Álvares (15??-1580). Nasce assim um novo estilo arquitetónico em Portugal que viria a servir como modelo nas seguintes construções religiosas. A obra foi concluída em 1627. A igreja de São Vicente de Fora, localizada na zona de Alfama, uma zona que identifica o contexto da envolvente medieval da cidade de Lisboa no século XVI.

É um exemplo do Maneirismo em Portugal. É possível identificar nesta igreja a presença dos estilo Góticos e Barroco. Devido à forte presença militar e religiosa a arquitetura portuguesa, em certa medida terá sido censurada, mantendo os princípios de estilos anteriores.

É considerada a grande obra arquitetónica da Dinastia Filipina e serviu como modelo nas seguintes construções religiosas. Foi mandada construir fora das muralhas, e por esse motivo surge o nome de São Vicente de Fora.

A igreja e o mosteiro contam com um notável recheio artístico do século XVII, época de D. Pedro II e de D. João VI, reconhecido por um período que foi rico para as artes. Contém peças de azulejaria barroca com mais de 100 mil azulejos do período barroco, fábulas de La Fontaine e algumas pinturas de renome desde o século XVII até finais do século XVIII.
(Wikipedia)

Historic Organ (1765) São Vicente de Fora, Lisbon
António Carreira (Lisboa, c.1530-c.1594)
01. Fantasia em Ré
02. Fantasia em Lá-Ré
Pe. Manuel Rodrigues Coelho (Portugal, ca. 1555 -1635)
03. Kirios de 1º tom
Frei Diogo da Conceição (Séc. XVII)
04. Batalha de 5º Tom
05. Meio registo de 2º Tom accidental
Pe. Manuel Rodrigues Coelho (Portugal, ca. 1555 -1635)
06. Segundo tento de 2º Tom
Pedro de Araujo (Portugal, 1633-1664)
07. Meio registo (de dois tiples) de 3º Tom
08. Obra de passo solto de 7º Tom
Frei Pedro de San Lorenzo (fl. ca. 1650)
09. Obra de 1º tono de registro de mano ysquierda
José António Carlos de Seixas, (Coimbra, 1704 – Lisboa, 1742)
10. Sonata para órgão em Sol maior
11. Sonata em Dó menor – 1. Moderato in tempo di siciliano
12. Sonata em Dó menor – 2. Minuet
13. Sonata para órgão em Lá menor
Frei Jacinto do Sacramento (Portugal, séc. XVIII)
14. Sonata em Ré menor
Frei Francisco de S. Boaventura (Portugal, séc. XVIII)
15. Sonata em Sol maior
Anônimo (Portugal, séc. XVIII/XIX)
16. Sonata para órgão em Dó maior

Historic Organ (1765) São Vicente de Fora, Lisbon – 2014
João Vaz, organista
Órgão de 1765, por João Fontanes de Maqueira

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XLD RIP | FLAC 324,4 MB

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MP3 320 kbps | 165,2 MB

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Obrigado ao amigo Paulo Sala que me presenteou este CD quando veio de Lisboa.

Boa audição.

MoMA-collection-mr. bean
– Beanthoven

 

 

 

 

 

 

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Avicenna

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Händel Goes Wild

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Händel Goes Wild

A austríaca Christina Pluhar tem um longo histórico na música antiga. Toca alaúde e tiorba, ganhou prêmios por suas interpretações de música antiga, etc. Em 2000, fundou o grupo L’Arpeggiata e a liberdade que passou a sentir foi, literalmente, impressionante. Após o excelente CD que postamos ontem e que é de 2014, ela reaparece com uma bordagem respeitosa e originalíssima de Händel. Na companhia do soprano Nuria Rial, do contratenor Valer Sabadus e do saxofonista e clarinetista de jazz Gianluigi Trovesi, ela aborda Händel. Não curti tanto quando o Purcell de 2014, mas é um CD que não deve passar em branco. Tem de tudo nele, inclusive e principalmente bom gosto. O wild é só para causar.

Händel Goes Wild

1 Handel / Arr Pluhar: Alcina, HWV 34, Act 3: Sinfonia (Arr. Pluhar) – Christina Pluhar
2 Handel / Arr Pluhar: Rinaldo, HWV 7b, Act 1: “Venti, turbini” (Rinaldo) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
3 Handel / Arr Pluhar: Semele, HWV 58, Act 2: “O sleep, why dost thou leave me” (Semele) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
4 Vivaldi / Arr Pluhar: Improvisation on Concerto for Strings in G Minor, RV 157: I. Allegro (Arr. Pluhar) – Christina Pluhar
5 Handel: Rinaldo, HWV 7b, Act 1: “Cara sposa” (Rinaldo) – Christina Pluhar
6 Handel / Arr Pluhar: Semele, HWV 58, Act 2: “Where’er you walk” (Semele) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
7 Handel / Arr Pluhar: Solomon, HWV 67, Act 3: The Arrival of the Queen of Sheba (Arr. Pluhar) – Christina Pluhar
8 Handel / Arr Pluhar: Amadigi di Gaula, HWV 11, Act 2: “Pena tiranna” (Dardano) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
9 Handel / Arr Pluhar: Giulio Cesare in Egitto, HWV 17, Act 3: “Piangerò la sorte mia” (Cleopatra) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
10 Kapsberger: Canario (Arr. Pluhar) – Christina Pluhar
11 Handel / Arr Pluhar: Alcina, HWV 34, Act 2: “Verdi prati” (Ruggiero) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
12 Handel / Arr Pluhar: Il trionfo del Tempo e della Verità, HWV 46b, Part 2: “Tu del Ciel ministro eletto” (Belezza) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
13 Handel: Alcina, HWV 34, Act 2: “Mi lusinga il dolce affetto” (Ruggiero) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
14 Handel: Rinaldo, HWV 7, Act 2: “Lascia ch’io pianga” (Improvisations by Josep Maria Martí Duran and Turrisi) – Christina Pluhar
15 Handel: Serse, HWV 40, Act 1: “Ombra mai fu” (Serse) – Christina Pluhar

L’Arpeggiata
Christina Pluhar

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Christina Pluhar, uma figura muito interessante
Christina Pluhar, uma figura muito interessante

PQP

The Lord’s Prayer: Mormon Tabernacle Choir & The Philadelphia Orchestra – 1957

The-Lord's-PrayerThe Lord’s Prayer
Mormon Tabernacle Choir
The Philadelphia Orchestra
Dir. Eugene Ormandy
1957

Esta é uma gravação de 1957, digitalizada de uma fita mini K-7 que comprei em 1970, portanto sejam generosos ao avaliar a qualidade do som.

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Palhinha: ouça 02. Come, come ye saints

01. The Lord’s Prayer (from the “Oratorio from the Book of Mormon”
02. Come, come ye saints
03. Blessed are they that mourn (Brahms, from “A German Requiem”)
04. O, my Father
05. How great the wisdom and the love
06. Messe solennelle en l’honneur de Sainte-Cécile: Holy, Holy, Holy (Gounod)
07. 148th Psalm
08. David’s lamentation (II Samuel 18:33)
09. Londonderry air
10. Battle hymn of the Republic
11. Messiah, HWV 56: Halellujah (Händel)
12. Messiah, HWV 56: For unto us a child is born (Isaiah 9:6-7) (Händel)

The Lord’s Prayer – 1957
Mormon Tabernacle Choir & The Philadelphia Orchestra
Dir. Eugene Ormandy

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MP3 |192 kbps | 72,7 MB | 52 min
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Boa audição.

 

Captura de Tela 2017-09-22 às 16.49.51

 

 

 

 

 

 

 

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.Avicenna

Alma Latina: Cristina García Banegas y el Órgano Schnitger (1701) de la Sé de Mariana, Minas Gerais, Brasil

Capa-Solo-WEBAmérica Século XVIII
Órgano Schnitger (1701) de la Sé de Mariana, Minas Gerais, Brasil

Cristina García Banegas, órgano

Alumna de Renée Bonnet y de Renée Pietrafesa, Cristina García Banegas es actualmente profesora de la Cátedra de órgano en la Escuela Universitaria de Música de Montevideo.

Directora del Ensemble Vocal “De Profundis” y Directora artística del Festival Internacional de Organo del Uruguay, comparte su actividad de concertista con la investigación de instrumentos de teclado antiguos y de manuscritos vocales e instrumentales (S. XVI-XVIII) de nuestro continente (Perú, Ecuador, Colombia, México y Bolivia).

Su proyecto de “Catalogación y Restauración de Organos Sudamericanos” fue publicado en el libros de los mejores proyectos de la “Rolex Awards for Enterprise” en Suiza 11 el año 1990.

Entre los reconocimientos obtenidos: Primer Premio de virtuosismo en el conservatorio de Ginebra (Suiza) en la clase de Lionel Rogg, Primer Premio de Excelencia con Felicitaciones del jurado en el conservatorio de Rueil-Malmaison (Paris) en la clase de Marie-Claire Alain (1982), Premio Organo Echeverría (Concurso Internacional de Toledo, España en 1981), segundo Premio en el Concurso Internacional de Avila en 1982, Premio Fraternidad 1993 otorgado por la institución B’NAI B ‘RITH del Uruguay comprendiendo un viaje a Israel y Europa.

Se ha perfeccionado en diversos cursos de interpretación con los siguientes maestros: Monserrat Torrent, Guy Bovet, Luigg Ferdinando Tagliavini, Ton Koopman, Stefano Innocenti, Gertrud Mersiovsky, Adelma Gómez, Héctor Zeoli, Jesús Gabriel Segade, etc.

América Século XVIII
Cristina García Banegas, órgano
Joseph de Torres y Vergara (México, 1661 – 1727)
01. Batalla
02. Partido De 2º Tono
03. Partido De 6º Tono
04. Partido 1º Alto
05. Obra De Mano Derecha (Despacio – Andante-Grave – Allegro)
Manuel Blasco (Ecuador, Quito c1628 – c1696)
06. ‘Versos Al Órgano En Dúo, Para Chirimías’ (5 Versos)
Luis Álvares Pinto (Recife, Brasil 1719 – 1789)
07. 4 Lições De Solfejo
Reducciones Jesuíticas del Paraguay, Misiones de Chiquitos y Virreinato del Perú
08. Francesa – ‘Sones De Órgano Del Año De 1743’
09. Obra En Re (Zipoli) – ‘Sones De Órgano Del Año De 1743’
10. Has Me Reír – ‘Sones De Órgano Del Año De 1743’
11. Lagrimas – ‘Sones De Órgano Del Año De 1743’
12. Tocada – Grave – Allegro – ‘Sones De Órgano Del Año De 1743’
13. Reina De Ungria – ‘Sones De Órgano Del Año De 1743’
14. Sones Mo Órgano Violinito – ‘Sones De Órgano Del Año De 1743’
15. Veranillo – ‘Sones De Órgano Del Año De 1743’
16. Al Nacimento Del Archedug – ‘Sones De Órgano Del Año De 1743’
17. Quitapesares – ‘Sones De Órgano Del Año De 1743’

América Século XVIII – 1998
Cristina García Banegas, órgano
Órgano Schnitger (1701) de la Sé de Mariana, Minas Gerais, Brasil

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Mais outro CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. ¡¡¡ Gracias!!!!

Boa audição.

Disposição

 

 

 

 

 

 

 

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.Avicenna

Henry Purcell (1659-1695): Music for a While – Improvisations on Purcell

Henry Purcell (1659-1695): Music for a While – Improvisations on Purcell

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este é um disco inacreditável. Um grupo de música antiga reuniu-se a um grupo de jazz (piano, baixo e bateria) para tocar algumas obras do imenso compositor inglês Henry Purcell. Quando comecei a ouvir, detestei a primeira faixa, mas depois fui inteiramente tomado pelo bom gosto do grupo organizado por Christina Pluhar. Os arranjos para Music for a whileWhen I am laid in earth, Here the deities approve e O let me weep, por exemplo, são espetaculares. Os cantores são todos eruditos, mas tratam de amenizar a empostação. A partir da faixa dois, tudo funciona maravilhosamente neste disco, até a faixa bônus, com uma incompreensível canção de Leonard Cohen. Eu gosto de Cohen, mas por quê?

E, bem, Purcell é o cara, né?

Henry Purcell (1659-1695): Music for a While – Improvisations on Purcell (2014)

01. The Mock Marriage, Z. 605/2: “Twas within a furlong” 2:54
02. Oedipus, King of Thebes, Z. 583/2: “Music for a while” 5:54
03. Come, ye sons of art away (Birthday Ode for Queen Mary), Z. 323/5: “Strike the viol” 3:58
04. “Now that the sun hath veiled his light” (An Evening Hymn on a Ground), Z. 193 6:06
05. Hail! bright Cecilia (Ode for St. Cecilia’s Day), Z. 328/10: “In vain the am’rous flute” 4:34
06. Who can from joy refrain? (Birthday Ode for the Duke of Gloucester), Z. 342/3: “A prince of glorious race descended” 4:40
07. “O solitude, my sweetest choice”, Z. 406 5:24
08. Dido and Aeneas, Z. 626/38: “When I am laid in earth” 5:03
09. Hail! bright Cecilia (Ode for St Cecilia’s Day), Z. 328/8: “Wondrous machine” 3:42
10. Welcome to all the pleasures (Ode for St Cecilia’s Day), Z. 339/3: “Here the deities approve” 4:48
11. Dido and Aeneas, Z. 626/3: “Ah! Belinda” 4:10
12. Timon of Athens, Z. 632/2: “Hark! how the songsters of the grove” 2:49
13. Secresy’s Song, from The Fairy Queen, Z. 629/13: “One charming night” 4:40
14. The Mock Marriage, Z. 605/3: “Man is for the woman made” 1:18
15. The Fairy Queen, Z. 629/40: “O let me weep” (The Plaint) 7:19
16. Timon of Athens, Z. 632/13: “Curtain Tune on a Ground” 2:56
17. Leonard Cohen: Hallelujah 6:04

Philippe Jaroussky, countertenor
Dominique Visse, countertenor
Raquel Andueza, soprano
Vincenzo Capezzuto, alto

L’Arpeggiata
Christina Pluhar

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L`Arpeggiata em ação em Music for a While
L`Arpeggiata em ação em Music for a While

PQP

Aniversário do Pe. José Maurício Nunes Garcia (250 anos! é hoje!!)

Retrato_de_José_Maurício_Nunes_Garcia_-_detalhePe. José Maurício Nunes Garcia
Rio de Janeiro, 1767 – 1830

O Pe. José Maurício nasceu em 22 de setembro de 1767, viveu no Rio de Janeiro e faleceu em 1830. Foi um padre católico, professor de música, maestro, multi-instrumentista e compositor.

Foi talvez o compositor brasileiro mais prolífico de sua época, e hoje é considerado um dos nomes mais representativos da música brasileira de todos os tempos e sem dúvida o mais importante compositor de sua geração.

Referências

1 – A Wikipédia possui uma página dedicada à sua vida e obra. Tão completa, que foi “eleita como um artigo destacado no dia 14 de dezembro de 2015, o que significa que foi considerada como um dos melhores trabalhos da Wikipédia lusófona” Veja AQUI.

2 – O Pe. José Maurício possui também um site na internet, talvez o mais completo repositório digital de sua vida e obra. Pode ser encontrado em www.josemauricio.com.br. Este site foi construído em 1999 pelo competente Antonio Campos Monteiro Neto. Escrito em português e inglês, continua sendo atualizado cotidianamente.

3 – A extraordinária maestrina Cleofe Person de Mattos (1913 – 2002) dedicou grande parte de sua vida pesquisando, catalogando e disponibilizando a obra do Padre J. Maurício. Escreveu o importante Catálogo Temático das Obras do padre José Maurício Nunes Garcia e possui um site na internet com a sua obra. Veja em www.acpm.com.br/.

4 – A maioria absoluta das obras gravadas do Pe. José Maurício pode ser baixada e ouvida aqui no PQPBach! Um privilégio que somente nossos amigos leitores possuem. Todas podem ser encontradas AQUI.

5 – Algumas obras primas:

Abertura em Ré Maior s.d.:  Orquestra Barroca de Juiz de Fora (2007)

Missa de Requiem de 1816: 5. Ingemisco – Associação de Canto Coral (1958)

Creator Alme – Coro & Orquestra Domine Maris (2005)

Missa de Santa Cecília – 1. Kyrie – Orquestra Sinfonica Brasileira & Associação de Canto Coral (1959)

 

Parabéns mestre José Maurício!

Avicenna

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Symphonies – CDs 9, 10 e 11 de 11 – Levine, WPO

51TXyNdecfLEntão vamos concluir esta coleção. Levine, WPO, Mozart, que mais podemos querer?

CD 9

1. Symphony No.32 In G, K.318 (Overture In G) Allegro Spiritoso –
2. Symphony No.32 In G, K.318 (Overture In G) Andante
3. Symphony No.32 In G, K.318 (Overture In G) Primo Tempo
4. Symphony No.33 In B Flat, K.319 1. Allegro Assai
5. Symphony No.33 In B Flat, K.319 2. Andante Moderato
6. Symphony No.33 In B Flat, K.319 3. Menuetto
7. Symphony No.33 In B Flat, K.319 4. Finale (Allegro Assai)
8. Symphony No.34 In C, K.338 1. Allegro Vivace
9. Symphony No.34 In C, K.338 2. Andante Di Molto Più Tosto Allegretto
10. Symphony No.34 In C, K.338 3. Allegro Vivace
11. Symphony No.35 In D, K.385  ‘Haffner’ 1. Allegro Con Spirito
12. Symphony No.35 In D, K.385  ‘Haffner’ 3. Menuetto
13. Symphony No.35 In D, K.385  ‘Haffner’ 4. Finale (Presto)

CD 10

1. Symphony No.36 In C, K.425 – ‘Linz’ 1. Adagio – Allegro Spiritoso
2. Symphony No.36 In C, K.425 – ‘Linz’ 2. Andante
3. Symphony No.36 In C, K.425 – ‘Linz’ 3. Menuetto
4. Symphony No.36 In C, K.425 – ‘Linz’ 4. Finale (Presto)
5. Symphony No.38 In D, K.504 ‘Prague’ 1. Adagio – Allegro
6. Symphony No.38 In D, K.504 ‘Prague’ 2. Andante
7. Symphony No.38 In D, K.504 ‘Prague’ 3. Finale (Presto)

CD 11

1. Symphony No.40 In G Minor, K.550 1. Molto Allegro
2. Symphony No.40 In G Minor, K.550 2. Andante
3. Symphony No.40 In G Minor, K.550 3. Menuetto (Allegretto)
4. Symphony No.40 In G Minor, K.550 4. Finale (Allegro Assai)
5. Symphony No.41 In C, K.551 – ‘Jupiter’ 1. Allegro Vivace
6. Symphony No.41 In C, K.551 – ‘Jupiter’ 2. Andante Cantabile
7. Symphony No.41 In C, K.551 – ‘Jupiter’ 3. Menuetto (Allegretto)
8. Symphony No.41 In C, K.551 – ‘Jupiter’ 4. Molto Allegro

James Levine – Conductor
Wiener Philharmoniker

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Scott Joplin ‘o rei do ragtime’ (1867-1917), post 2/2: ópera Treemonisha (1910)

Dou continuidade aqui ao diálogo transcrito e explicado em post anterior:

… Não posso dizer que minha vida em Nova York tenha sido ruim. Não faltou sucesso pra meus ragtimes, nem um casamento novo e melhor. O problema foi minha ópera, Treemonisha, que ninguém queria ouvir.

… Foram anos e anos de composição. Não era ragtime, não era comédia: era uma ópera séria, com grandes partes de coro escritas no melhor contraponto… e ninguém queria ouvir. Um negro podia compor ragtime, diziam; que quisesse escrever ópera era muita pretensão.

… Todos os meus esforços foram em vão. O desgosto apertou o gatilho da doença, e fui perdendo a razão. Fui internado, e morri sem ouvir Treemonisha soando no ar nem ao menos uma vez.

Músicos que eram, os membros do grupo compreendiam bem. Por uns instantes só alguns suspiros furaram o silêncio, até que o próprio Scott Joplin sorriu e disse:

– Mas no fundo estou vingado. Sessenta anos depois de minha morte Treemonisha foi montada, e com sucesso. Foi gravada em disco, e o mundo todo pôde conhecer.

– E é uma bela ópera, posso garantir – disse um dos músicos. – Seu estilo é único; não há no mundo obra que se pareça com ela.

Já outro deles falou assim:

– Sou amigo de Gunther Schuller, o musicólogo que recuperou a partitura e regeu a montagem. Como se vê no nome, é de origem alemã, como seu primeiro professor. Não lhe parece curioso?

– Sem dúvida. É um traço bem curioso do meu destino.

– Isso não rouba a pureza negra da sua música?

– Esse tipo de idéia é uma grande bobagem. Neste mundo há lugar pra tudo:
Scott Joplin http://i52.tinypic.com/2vcsz7q.jpgpara a expressão de todas as culturas “em estado puro”, e também pra todas as combinações que se possa imaginar.

… As coisas mais ricas, que abrem caminhos novos para a humanidade, acontecem onde os diferentes se encontram e, em vez de brigar ou de um calar a boca do outro, resolvem cantar juntos, com diferença e tudo. E aí, de repente, sem que ninguém possa prever como será, um caminho novo nasceu!

“Bravo, isso mesmo, é isso aí!”, aplaudiu todo o grupo – e nossos amigos sentiram que era hora de prosseguir.

Como dito no post anterior, o diálogo procede do livro O dia em que Túlio descobriu a África (R.Rickli, 1997, esgotado, disponível em PDF AQUI). Cabe registrar que a orquestração realizada pelo próprio Scott Joplin nunca foi encontrada, apenas a redução para piano cuja impressão ele pagou do próprio bolso. Gunther Schuller, autor de estudos clássicos e aprofundados sobre as origens do jazz, foi o primeiro a orquestrá-la e regeu sua estréia em 1972 – produção que foi lançada em vinil em 1976, e é a reproduzida aqui. De lá para cá foram feitas outras orquestrações e gravações, mas não cheguei a conhecer.

O arquivo postado inclui reprodução de capas e o libreto completo da ópera – também da autoria de Joplin, e por isso não vejo necessidade de maiores detalhes aqui.

Scott Joplin: Treemonisha – ópera em 3 atos (1910)
para solistas, coro, orquestra e ballet.
Gunther Schuller regendo o coro e orquestra da Houston Grand Opera Production
Carmen Balthrop, Betty Allen, Curtis Rayam: solistas principais
Gravação original: Deutsche Grammophon, 1976

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LINK ALTERNATIVO

Ranulfus
publicação original: 31.08.2010

Alma Latina: La España antigva en la mvsica oriental venezolana

Ensamble-Música-DistintaEnsemble Música Distinta

Venezuela

O Ensamble Música Distinta foi criado em janeiro de 2012 por Geraldine Henriquez Bilbao (piano, projetos musicais, metodologista), Oscar Battaglini Suniaga (alaúde renascentista cuatro venezolano, musicólogo, violão solo), Emilio Jimenez Jimenez (cuatro acompanhante, harpa, voz, luteria), Fabiana Henriquez (voz, projetos cênicos, flauta), e desde abril de 2014, Victor Urrieta (barítono, harpa, baixo, luteria).

Integram seus repertórios música antiga Europeia com música tradicional venezuelana. Essa proposta visa expor como alguns elementos do espanhol renascentista e música barroca foram incorporados durante o período colonial e ainda é mantido vivo nas tradições musicais do nosso país, através de processos de inculturação operados durante a nossa longa evolução histórica, e reavaliar a essência da música, suas origens, evolução e desenvolvimento, nomeadamente a música tradicional venezuelana. Suas pesquisas, exposições e mostras musicais já foram apresentadas no leste da Venezuela, em Caracas e na Andaluzia (Espanha), tanto como experiências acadêmicas e de pesquisa in situ, como em tarefas de extensão comunitária, recitais didáticos e concertos homenagem. E sempre com a presença e colaboração de músicos e devotos dos locais onde essas atividades foram realizadas.

http://otilca.org/2015/11/09/ensamble-musica-distinta/

O verdadeiro título deste CD é: “Livro de cifra nveva para el Viejo Mvndo intitvlado La España antigva en la mvsica oriental venezolana”.

Oscar Battaglini, laúd renacentista
Alfonso X, El Sabio (1221-1284)
01. Cantiga I a la Virgen María “Des oge mais quer’ eu trovar pola Sennor onrrada”

Luis de Narvaéz (España, 1490 – 1547)
02. Diferencias sobre el romance “Guárdame las vacas”

Geraldine Henríquez Bilbao, piano
Luis de Narvaéz (España, 1490 – 1547)
03. Diferencias sobre el romance “Guárdame las vacas”

Ensemble Entramao & Ensemble vocal Filarmonía & Oscar Battaglini, laúd renacentista
Gilberto Mejías Palazzi (Venezuela, 1917 – 2002)
04. Mar de la Virgen Bonita

Oscar Battaglini, laúd renacentista
Josquin Desprez (Franco-Flamenco, c.1450 – 1521)/ Luis de Narvaéz (España, 1490 – 1547)
05. Mille Regretz de vous abandonner (Mil pesares por abandonaros)

Oscar Battaglini, cuatro venezolano
Alonso de Mudarra (España, c.1510-1580)
06. Piezas para guitarra renacentista: Fantasía del Primer Tono
07. Piezas para guitarra renacentista: Pavana
08. Piezas para guitarra renacentista: Romanesca o Guárdame las vacas

Miguel de Fuenllana (España, 1500 – 1579)
09. Piezas para guitarra renacentista: Fantasía

Adrian Le Roy (Francia, 1520 – 1598)
10. Piezas para guitarra renacentista: Branle de Bourgongne

Beatriz Bilboa, teclado con el timbre de clavecin
Antonio de Cabezón (España, 1510-1566)
11. Diferencias sobre las Vacas

Oscar Battaglini, laúd renacentista
Luis de Narvaéz (España, 1490 – 1547)
12. Igno de Nuestra Señora O Gloriosa Domina excelsa supra sidera del Primer Tomo (o modo)

Beatriz Bilboa, piano
Antonio de Cabezón (España, 1510-1566)
13. Otras diferencias de Vacas

Ensemble Entramao & Ensemble vocal Filarmonía & Oscar Battaglini, laúd renacentista
Luis de Narvaéz (España, 1490 – 1547)
14. Guardame las Vacas / Polo Margariteño

Oscar Battaglini, laúd renacentista
Luis de Narvaéz (España, 1490 – 1547)
15. Fantasía XIV del primer tono (o modo)

Francesco Canova da Milano “Il Divino” (Itália, 1497 – 1543)
16. Fantasía XXXXII del primer tono (o modo)

Alexander Lugo, bandola oriental & Oscar Battaglini, laúd renacentista y guitarra clásica
Luis de Narvaéz (España, 1490 – 1547)
17. Guardame las vacas (Canon)

Alexander Lugo, bandola oriental y mandolina & Rigoberto Fernández, mandolina & Oscar Battaglini, guitarra clásica & Emilio Jiménez, cuatro venezolano y voz
Folklore s. XV
18. Variaciones sobre la Jota margariteña (La caída de Alhama) – romance español s. XV

Emílio Jiménez, cuatro venezolano y voz
Folklore / letra original de Vicente Gómez Martínez-Espinel (España 1550 – 1624)
19. Gaitón y Punto del Navegante

Alberto “Beto” Válderrama, bandola oriental & Lucianne Sanabria, voz
En vivo, 2012
20. Potpourri oriental: jota, punto, malagueña y polo

La España antigva en la mvsica oriental venezolana – 2013
Ensemble Música Distinta

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Um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Gracias!!!!

Boa audição.

cordas-andinas

 

 

 

 

 

 

 

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Avicenna

Alma Latina: Tupasi Maria. Chant sacré des indiens Guarani, Chiquitos & Moxos

Capa-Solo-WEB Tupasi Maria
Chant sacré des indiens Guarani, Chiquitos & Moxos
Siglo XVIII

Com instrumentos de época – on period instruments

Como “Os caminhos do barroco na América Latina” revelou em 1992, começou a primeira revolução, obrigando-nos a repensar tudo o que pensávamos e que sabíamos da música sacra ocidental nos séculos XVII e XVIII. E com esta gravação é um novo passo. De fato, para Ricardo Massun e músicos do Ensemble Louis Berger, é ilusório ressuscitar a música que nasceu nas reduções jesuíticas da Amazônia, sem retornar simultaneamente a todo instrumentarium indígena-jesuítico. Após uma extensa pesquisa, os nossos músicos tornaram-se assim artesãos e luthiers. A trompa incrível, a harpa, o quarteto de cordas nasceram de suas mãos e do vibrar de seus dedos. O som resultante é incrível, surpreendente e comovente. Estreia mundial em gravação em instrumentos barrocos da série K617.

Domenico Zipoli (Prato, Itália, 1688 – Córdoba, Argentina 1726)
01. Chapie Zuichupa
Anónimo
02. Ane Nupaqsuîma Suchetaña
Domenico Zipoli (Prato, Itália, 1688 – Córdoba, Argentina 1726)
03. Sonata Trio: Grave
04. Sonata Trio: Allegro
05. Sonata Trio: Minuet
06. Sonata Trio: Presto
Anónimo
07. Cánite Pláudite
08. Tupâsy Maria
09. Letania
10. Tata guasu Aña Retamenguâ
11. Hara Vale Hava
Domenico Zipoli (Prato, Itália, 1688 – Córdoba, Argentina 1726)
12. In hoc mundo
Giovanni Battista Bassani (Italia, ca. 1650-1716)
13. Misa a la Fuga: Kyrie – Christe
14. Misa a la Fuga: Gloria
15. Misa a la Fuga: Credo
16. Misa a la Fuga: Crucifixus
17. Misa a la Fuga: Sanctus
18. Misa a la Fuga: Benedictus
19. Misa a la Fuga: Agnus Dei
Domenico Zipoli (Prato, Itália, 1688 – Córdoba, Argentina 1726)
20. Yai Jesuchristo (Dulce Jesus mío)

Tupasi Maria. Chant sacré des indiens Guarani, Chiquitos & Moxos – 2002
Ensemble Louis Berger.
Maestro Ricardo Massun

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Outro CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Obrigado !!

Boa audição.

Screen Shot 2015-12-09 at 22.48.32
Bronze. Força da Natureza

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Avicenna

Scott Joplin ‘o rei do ragtime’ (1867-1917), post 1/2: Piano Rags com Jeremy Rifkin

Scott Joplin ‘o rei do ragtime’ (1867-1917), post 1/2: Piano Rags com Jeremy Rifkin

Para apresentar este post e o seguinte, permitam-me transcrever aqui um diálogo ficcional entre um grupo de músicos e dois personagens reais de diferentes séculos: o Chevalier de Saint-George (de quem postei aqui 6 CDs não faz muito tempo) e o estadunidense Scott Joplin (1867-1917), de um livro com intenções paradidáticas (mais detalhes no final).

– … permita-me dizer, Monsieur le Chevalier: a fama é uma senhora muito injusta. Escolhe alguns nomes para perpetuar, e deixa outros iguais ou melhores no esquecimento. É uma barbaridade que seus concertos sejam tão pouco executados nos tempos modernos, pois não são em nada inferiores aos de Mozart e Haydn.

Mais non, Monsieur! Agradeço sua intenção de me consolar, mas evidentemente o que o senhor diz não pode ser verdade! – protestou o Cavaleiro.

– Jamais buscaria consolá-lo com falsidades, Chevalier! É minha opinião sincera, e quem é do ofício e conhece sua música só pode concordar, estou certo.

“Sim, sim, é verdade”, apoiaram vários dos presentes, para evidente alegria do Cavaleiro. Era porém muito educado para permitir que a própria glória ocupasse mais que um momento na roda de amigos, de modo que logo desviou:

– Mas parece que a sua vida também foi das mais interessantes, Mr. Joplin! Gostaríamos muito de ouvi-lo!

– Nem de longe tão interessante como a sua, Chevalier. E, sinto dizer, não muito feliz.

– Ora – interveio um músico moderno – sua música teve grande sucesso popular, tanto na sua época quanto anos mais tarde. Quem não conhece a famosíssima The Entertainer, pelo menos da trilha sonora do filme Golpe de Mestre? – Cantarolou:

– Justamente: todo mundo conhece meus “ragtimes”, alegres, dançantes, mas a música de maior fôlego, quem conhece? Minhas óperas, quem quis ouvir?

– Fale um pouco da sua vida, Mr. Joplin. Assim poderemos entender melhor.

– Está bem, já que insistem…

… Nasci em 1868 no interior do Texas, respirando música: meu pai, ex-escravo, tocava violino – country music, bem entendido – enquanto minha mãe tocava banjo e cantava. Desde o início, porém, foi o teclado que me fascinou: onde existisse um piano na vizinhança, lá ia eu investigar.

… Minha mãe dava todo apoio que podia. Quando ficou sozinha e teve de se empregar em casas de família pra nos sustentar, pedia licença pra eu estudar no piano da patroa…

Por um instante tremulou na lembrança de Túlio a figura de sua própria mãe, Dona Aurora, e os olhos ameaçaram se molhar.

– E parece que o barulho de minhas experiências chamou atenção, e foi assim que o Professor apareceu. Era um alemão excêntrico que vivia lá em Texarkana, e me ofereceu aulas de piano e harmonia. Na verdade deu mais: deu pistas em todas as áreas do mundo do conhecimento, explodindo os limites do acanhado horizonte de Texarkana.

… Não que minha vida tenha ficado cosmopolita da noite pro dia! Adolescente, saí tocando pelos bares, às vezes pelos piores lugares, para ter o que comer.

Túlio ouviu na cabeça a voz de Milton Nascimento cantando: “foi nos bailes da vida, ou num bar em troca de pão / que muita gente boa pôs o pé na profissão / de tocar um instrumento e de cantar / não se importando se quem pagou quis ouvir…”

– De vila em vila, cidade em cidade, fui chegando às maiores: Saint Louis, Chicago… Em Sedalia fiquei alguns anos e consegui me matricular em cursos de harmonia avançada e composição. Vendia aqui e ali meus ragtimes, até que em 1899 o Maple Leaf Rag explodiu no mundo todo. Virei o “Rei do Ragtime”. Casei, podia estar tranqüilo pra sempre.

… Mas eu queria mesmo era escrever para o palco, realizar coisas de fôlego. Achei que agora as portas estariam abertas, mas… mesmo sendo o Rei do Ragtime, de todos os lados só ouvia “não”.

… A muito custo montei uma pequena ópera-rag, cujo manuscrito depois se perdeu. Minha filha morreu, meu casamento acabou, saí pelo mundo de novo, fui parar em Nova York, onde vivi até 1917 – quer dizer, pelo resto da vida.

O diálogo (do livro O dia em que Túlio descobriu a África, de R.Rickli, 1997, esgotado, disponível em PDF AQUI) prosseguirá no post seguinte. Por enquanto deixo vocês com uma seleção de “piano rags”, ou ragtimes, tocados por Joshua Rifkin – mas não sem advertir que tenho certeza de que a música do “Ernesto Nazareth dos Estadis Unidos” pode ser tocada com muito mais bossa.

Não se trata da velocidade: Scott Joplin passou a vida advertindo os compradores de suas partituras contra a tentação de tocar acelerado; “o tempo do ragtime não é rápido”, insistia sempre. O branco Rifkin segue o conselho de Joplin quanto a isso, mas afora isso toca tudo inacreditavelmente igual. Só que essa é a única versão que consegui, e quero crer que “ruim com ela, pior sem ela”, espero que vocês concordem.

Joshua Rifkin plays Scott Joplin’a piano rags
01 Maple leaf rag
02 The entertainer
03 The ragtime dance
04 Gladiolous rag
05 Fig leaf rag
06 Scott Joplin’s new rag
07 Euphonic sounds
08 Elite syncopations
09 Bethena
10 Paragon rag
11 Solace
12 Pineapple rag
13 Weeping willow rag
14 The cascades
15 Country club
16 Stoptime rag
17 Magnetic rag

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O grande Scott Joplin
O grande Scott Joplin

Ranulfus

Pe. João de Deus de Castro Lobo e as Matinas de Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo (Acervo PQPBach)

2q8zekw Matinas de Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo

Pe. João de Deus de Castro Lobo

Coral Porto Alegre e Orquestra

O Padre João de Deus de Castro Lobo é aquele que, junto com o Padre José Maurício Nunes Garcia (1767-1830), praticamente encerra o ciclo de compositores brasileiros do período colonial. Nasceu em Vila Rica (atual Ouro Preto) no ano de 1794, em uma família de músicos. Seu pai, Gabriel de Castro Lobo, foi regente na Irmandade do Santíssimo Sacramento na Freguesia do Pilar, de 1787 à 1816. Seu irmão Carlos de Castro Lobo foi exímio organista, e transferiu-se para o Rio de Janeiro para trabalhar na Capela Imperial. Pouco se sabe, entretanto sobre a vida de João de Deus.

Sua primeira atuação registrada como músico profissional foi em 1811 quando, aos 17 anos, fez parte do grupo de músicos que atuou na temporada da Casa de Ópera de Vila Rica. Ordenou-se Padre em 1821, recebendo sua formação religiosa no Seminário de Mariana. Na mesma cidade foi mestre-de-capela da Sé e organista da Ordem 3ª da Penitência. Atuou ainda, segundo registros, como organista da Ordem 3ª de N. Sra. do Monte do Carmo de Ouro Preto. Faleceu precocemente em Mariana no ano de 1832, deixando incompletos os “Responsórios fúnebres”, sua última obra.

As obras que chegaram aos nossos dias – pouco mais de 40 – consistem quase integralmente de peças sacras destinadas aos diversos serviços religiosos. Uma única exceção é a “Abertura em Ré M”. Das obras sacras destacam-se “Te Deum em Lá m”, a “Missa em Ré M”, o “Credo em Fá M” e, principalmente, a “Missa e Credo a 8 vozes” onde, em seu estilo pré-romântico, nota-se a influência da ópera italiana. O ousado contorno das melodias, o virtuosismo vocal e instrumental e o brilhantismo da orquestração distinguem o compositor de seus contemporâneos.O oficio de “Matinas” é a mais longa das horas do Ofício Divino e é cantado durante a madrugada. É dividido em três Noturnos, cada um deles composto por três Responsórios, que são numerados de I a IX, consecutivamente. O Responsório IX (3º do Noturno III) pode ser substituido por um Te Deum, em ocasiões solenes. É o caso das “Matinas de Natal” do Padre João de Deus, que possuem apenas oito responsórios.

No Brasil, durante o século XVIII, os responsórios I, III, VI e VIII eram cantados repetindo-se a segunda parte, normalmente um alegro, após o verso e o gloria patri, o que dava a esses responsórios a seguinte forma: a/b/c/b/d/b. Atualmente, e também nesta gravação, omite-se a repetição intermediária do allegro, após o verso.

Nos arquivos musicais brasileiros são encontradas um número enorme de Matinas “postas em música” pelos mais diversos compositores dos séculos XVIII e XIX, a maior parte delas dedicadas à Semana Santa. Outras tantas foram compostas em honra a um determinado Santo ou para outro período do calendário litúrgico. De Castro Lobo são conhecidas três Matinas: as de São Vicente, as de Natal e as de N. Sra. da Conceicão. Nas duas primeiras o compositor aproveitou trechos com a mesma música, modificando o texto e adequando a prosódia. Assim, o Responsório VIII da de São Vicente tem a mesma música do Responsório VII das Matinas de Natal. A música das Matinas de N. Sra. da Conceição é, na verdade, aproveitamento de trechos de outras obras, levantando a hipótese de não ser trabalho original do compositor, mas um “arranjo” posterior feito para homenagear a Santa.

As “Matinas de Natal” de João de Deus de Castro Lobo foram escritas para solistas, coro a 4 vozes e orquestra, composta de duas flautas, duas trompas e o quinteto de cordas. O tratamento dado aos instrumentos é bastante idiomático. Nos sopros, as trompas limitam-se ao reforço harmônico. As flautas são tratadas com mais desenvoltura, dobrando os violinos ou atuando como solista (verso do Responsório VII). Nas cordas, os violinos têm uma função concertante, costurando as frases do coro, que recebe um tratamento mais homofônico. Os solos vocais, bastante ornamentados, exigem cantores de sólidos recursos e revelam a influência do “bel canto”.

A gravação aqui registrada é a segunda de uma série que começou com as “Novenas” do Padre José Maurício. A partitura das “Matinas de Natal” de João de Deus de Castro Lobo foi montada a partir dos manuscritos da partes vocais e instrumentais depositados no arquivo da Lira Sanjoanense, por Aluizio Viegas e teve no Maestro Ernani Aguiar seu primeiro intérprete em tempos modernos.
(André Cardoso, Regente e Professor na Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, extraído do encarte)

Palhinha: ouça o 5º Responsório – 1. O Magnum Mysterium

Matinas do Natal
Pe. João de Deus de Castro Lobo (Vila Rica, 1794 – Mariana, 1832)
01. Matinas do Natal – 1º Invitatório – Christus Natus Est
02. Matinas do Natal – 2º Responsório – 1. Hodie Nobis Caelorum Rex
03. Matinas do Natal – 2º Responsório – 2. Gaudet Exercitus Angelorum
04. Matinas do Natal – 2º Responsório – 3. Gloria in Excelsis Dei
05. Matinas do Natal – 2º Responsório – 4. Gloria Patri
06. Matinas do Natal – 2º Responsório – 5. Gaudet Exercitus Angelorum
07. Matinas do Natal – 3º Responsório – 1. Hodie Nobis de Caelo Pax Vera
08. Matinas do Natal – 3º Responsório – 2. Hodie per Totum Mundum
09. Matinas do Natal – 3º Responsório – 3. Hodie Illuxit Nobis
10. Matinas do Natal – 3º Responsório – 4. Hodie per Totum Mundum
11. Matinas do Natal – 4º Responsório – 1. Quem Vidistis Pastores
12. Matinas do Natal – 4º Responsório – 2. Natum Vidimus
13. Matinas do Natal – 4º Responsório – 3. Dicite Quidnam Vidistis
14. Matinas do Natal – 4º Responsório – 4. Gloria Patri
15. Matinas do Natal – 4º Responsório – 5. Natum Vidimus
16. Matinas do Natal – 5º Responsório – 1. O Magnum Mysterium
17. Matinas do Natal – 5º Responsório – 2. Beata Virgo
18. Matinas do Natal – 5º Responsório – 3. Ave Maria
19. Matinas do Natal – 5º Responsório – 4. Beata Virgo
20. Matinas do Natal – 6º Responsório – 1. Beata Dei Genitrix
21. Matinas do Natal – 6º Responsório – 2. Hodie Genuit Salvatorem Saeculi
22. Matinas do Natal – 6º Responsório – 3. Beata Quae Credidit
23. Matinas do Natal – 6º Responsório – 4. Hodie Genuit Salvatorem Saeculi
24. Matinas do Natal – 7º Responsório – 1. Sancta et Immaculata
25. Matinas do Natal – 7º Responsório – 2. Quia Quem Caeli
26. Matinas do Natal – 7º Responsório – 3. Benedicta Tu in Mulieribus
27. Matinas do Natal – 7º Responsório – 4. Gloria Patri
28. Matinas do Natal – 7º Responsório – 5. Quia Quem Caeli
29. Matinas do Natal – 8º Responsório – 1. Beata Viscera
30. Matinas do Natal – 8º Responsório – 2. Quia Hodie Pro Salute Mundi
31. Matinas do Natal – 8º Responsório – 3. Dies Santificatus
32. Matinas do Natal – 8º Responsório – 4. Quia Hodie Pro Salute Mundi
33. Matinas do Natal – 9º Responsório – 1. Verbum Caro Factum Est
34. Matinas do Natal – 9º Responsório – 2. Et Vidimus Gloriam Ejus
35. Matinas do Natal – 9º Responsório – 3. Omnia per Ipsum
36. Matinas do Natal – 9º Responsório – 4. Gloria Patri
37. Matinas do Natal – 9º Responsório – 5. Et Vidimus Gloriam Ejus

Este CD é mais uma colaboração do maestro, compositor e musicólogo Harry Crowl Jr. Não tem preço!

Pe. João de Deus de Castro Lobo: Matinas de Natal – 2001
Coral Porto Alegre e Orquestra
Direção: Ernani Aguiar

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• Vida e obra de Castro Lobo, por Paulo Castagna: AQUI

• Partituras de autores brasileiros: AQUI

Boa audição.

Captura de Tela 2017-09-19 às 16.20.15

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

Alma Latina: Música en las misiones jesuítas de la araucanía en el siglo XVIII – El Cancionero Chilidúgú del Padre Havestadt

Capa-solo-WEB Música en las misiones jesuítas en Chile
Región de la araucanía
Siglo XVIII
Syntagma Musicum

Em 1777, dez anos após a expulsão dos jesuítas das colônias espanholas, foi publicado na Alemanha a obra Chilidúgú, sive Res chilenses vel descriptio status tum naturalis, tum civilis, cum moralis Regni populique Chilensis inserta suis locis perfectæ ad Chilensem Limguam Manuductioni deo O.M. multis ac miris modis Juvante, do SJ Havestadt Bernardo (1714-1781), que serviu como missionário no Chile entre os anos 1748 e 1767, participando em mais de uma ocasião em incursões aos territórios indígenas localizados ao sul do rio Bio Bio.

O padre cruzou sozinho as montanhas para visitar os nativos localizados no lado leste dos Andes, na área de Neuquén. Este trabalho, escrito em latim e composto por sete partes, corresponde a uma revisão cuidadosa da língua e da cultura dos habitantes da região de Araucanía.

El Cancionero Chilidúgú é composto por 19 partituras que Havestadt Bernardo incorporou ao volume 2 do seu trabalho, com as respectivas letras das canções, um compêndio completo dos princípios da fé católica adaptado à língua Mapuche.

Chilidúgú: (Chili=Chile, Dúgú=fala, idioma => O idioma do Chile, em Mapuche).

El Cancionero Chilidúgú del Padre Havestadt
01. Quiñe Dios
02. Duamtunm Vill
03. Jesus Cad
04. A Señor Dios
05. Dios Ñi Votm
06. Aiubige
07. Huera Que Che
08. Ventenlu
09. Duamtunm
10. Ufchigepe
11. Quiñe Dios
12. Santo Angel Em
13. Vau Mlei
14. Acui
15. Cume Que Che Ñi
16. Cad Burenieve
17. Mari Mari
18. Ayueimi
19. Vill Dgu Mo

Música en las misiones jesuítas de la araucanía en el siglo XVIII – 1998
El Cancionero Chilidúgú del Padre Havestadt
Syntagma Musicum de la Universidad de Santiago de Chile
Coro de Niños de la Comunidade Huilliche de Chiloé
Maestro Gabriel Coddou Espejo

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Mais um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!

Boa audição.

Região de Araucanía, Chile

 

 

 

 

 

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Avicenna

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – The Symphonies – CDs 7 e 8

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Cd 7

1. Symphony No.27 In G, K.199 1. Allegro
2. Symphony No.27 In G, K.199 2. Andantino Grazioso
3. Symphony No.27 In G, K.199 3. Presto
4. Symphony No.28 In C, K.200 1. Allegro Spiritoso
5. Symphony No.28 In C, K.200 2. Andante
6. Symphony No.28 In C, K.200 3. Menuetto (Allegretto)
7. Symphony No.28 In C, K.200 4. Presto
8. Symphony No.29 In A, K.201 1. Allegro Moderato
9. Symphony No.29 In A, K.201 2. Andante
10. Symphony No.29 In A, K.201 3. Menuetto
11. Symphony No.29 In A, K.201 4. Allegro Con Spirito

CD 8

1. Symphony No.26 In E Flat, K.184 Molto Presto –
2. Symphony No.26 In E Flat, K.184 Andante –
3. Symphony No.26 In E Flat, K.184 Allegro
4. Symphony No.30 In D, K.202 1. Molto Allegro
5. Symphony No.30 In D, K.202 2. Andantino Con Moto
6. Symphony No.30 In D, K.202 3. Menuetto – Trio
7. Symphony No.30 In D, K.202 4. Presto
8. Symphony No.31 In D, K.297 – ‘Paris’ 1. Allegro Assai
9. Symphony No.31 In D, K.297 – ‘Paris’ 2. Andante
10. Symphony No.31 In D, K.297 – ‘Paris’ 3. Allegro
11. Symphony No.39 In E Flat, K.543 1. Adagio – Allegro
12. Symphony No.39 In E Flat, K.543 2. Andante Con Moto
13. Symphony No.39 In E Flat, K.543 3. Menuetto (Allegretto)

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CD 8 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

James Levine
Wiener Philharmoniker