Um amigo meu diz que Dave Brubeck (1920-2012) fazia “jazz para médicos”. É que vários destes profissionais o procuram angustiados para aulas. O maior desejo deles é o de aprender a tocar Take Five… (Que, aliás, é de autoria de Paul Desmond). Brubeck é um merecido sucesso. Seu quarteto — de várias formações, mas solidificado a partir do grande sucesso do disco de 1959, Time Out — não é espetacular. Suas improvisações – de partituras! — não chegam a impressionar. Mesmo Brubeck não é um virtuose. Porém, não se pode estender tais críticas aos temas de seu quarteto. Além de excelentes composições próprias, a escolha das músicas de outros é de muito bom gosto. Há verdadeiras obras-primas nesta seleção. Acho que vocês vão gostar, mesmo que não sejam médicos. Bem, o conjunto de comentários deste post está realmente muito bom. Deem uma olhada.
Dave Brubeck – The Very Best Of (2015)
01. Take Five
02. Three To Get Ready
03. Perdido (Live)
04. It’s A Raggy Waltz
05. Blue Moon
06. Camptown Races
07. The Trolley Song
08. Tea For Two
09. Bossa Nova U.S.A.
10. Take The A Train
11. Unsquare Dance
12. There’ll Be Some Changes Made
13. The Duke
14. These Foolish Things
15. Out Of Nowhere
16. I Feel Pretty
17. Tonight
18. Over The Rainbow
19. Blue Rondo A La Turk
20. In Your Own Sweet Way
21. Maria
22. Stardust
23. Jeepers Creepers
24. Somewhere
25. Let’s Fall In Love
26. You Go To My Head
27. Indiana
O quarteto básico da maioria das faixas:
Dave Brubeck, piano
Paul Desmond, sax
Joe Morello, bateria
Gene Wright, baixo
Tomás Luis de Victoria Sacred Works . Liturgia de Pascua en el Madrid de los Austrias, ca. 1600
Ensemble Plus Ultra; dir. Michael Noone His Majestys Sagbutts & Cornetts Schola Antiqua, Juan Carlos Asensio, dir.
cd 7/10
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Gramophone Awards 2012
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IM-PER-DÍ-VEL
His Majestys Sagbutts & Cornetts é um grupo britânico de música antiga fundado em 1982. O conjunto atualmente consiste em três cornetts e quatro sackbuts, com órgão de câmara ou cravo. O grupo frequentemente colabora com outros instrumentistas e cantores, e tem uma extensa discografia na Hyperion Records e em outros selos.
Um sagbutt ou sackbut é um tipo de trombone das épocas renascentista e barroca, caracterizado por uma vara telescópica que é usada para variar o comprimento do tubo para alterar o tom. Ao contrário do antigo trompete, a partir do qual evoluiu, o sackbut possui uma vara em forma de U, com dois tubos deslizantes paralelos, o que permite tocar escalas em um intervalo mais baixo. (internet)
Tomás Luis de Victoria (Spain, 1548-1611) – CD 7/10 01. Laetatus sum a 12 02. Laudate pueri a 8 03. Magnificat sexti toni a 12 04. Resurrexi et adhuc tecum sum 05. Missa Laetatus sum a 12 – Kyrie 06. Missa Laetatus sum a 12 – Gloria 07. Missa Laetatus sum a 12 – Credo 08. Missa Laetatus sum a 12 – Sanctus – Benedictus 09. Missa Laetatus sum a 12 – Agnus Dei 10. Alleluia. Angelus Domini 11. Victimae paschali laudes a 8 12. Ad cenam Agni providi a 4 13. Ecce nunc benedicite Dominum a 8 14. Regina caeli laetare a 8
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Tomás Luis de Victoria Sacred Works – CD 07/10 – 2011
Ensemble Plus Ultra; dir. Michael Noone
His Majestys Sagbutts & Cornetts
Schola Antiqua, Juan Carlos Asensio, dir.
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Um pouco antes de sofrer a trombose cerebral que o matou, Piazzolla se apresentou no Brasil, mas infelizmente não tive a oportunidade de vê-lo no Teatro Municipal de São Paulo pelo simples fato de já se terem esgotados os ingressos. Uma curiosidade: no dia desta apresentação, no final de 1989, ocorreu um eclipse lunar. Nunca esqueci deste detalhe, e hoje, ou melhor, nesta madrugada de 20 para 21 de dezembro de 2010, início de verão no hemisfério sul, teremos novamente um eclipse lunar. Uma amiga jornalista teve a oportunidade de assistir a este espetáculo. Contou no dia seguinte que quando acabou a apresentação, ao sair do Teatro, viu o eclipse ocorrendo. Ela e diversos outros espectadores, ainda anestesiados pelo magnífico espetáculo que tinham assistido, sentaram-se nas escadarias do Teatro e ficaram olhando para o céu, observando aquele outro espetáculo, desta vez da natureza.
Minha relação com a música de Astor Piazzolla é de longa data. Meu primeiro contato foi com um disco absolutamente magnífico, no qual interpreta a inesquecível “Balada para un Loco”, cantada por sua eterna musa, Amelita Baltar. Posteriormente tive acesso a outros discos, e a admiração só cresceu.
Este disco que ora posto não é o melhor, nem a interpretação é das melhores, apesar das 4 estrelas e meia dadas pela Amazon. Mas é Piazzolla. Particularmente prefiro ele mesmo interpretando sua obra, mas vamos dar chance aos outros. Eles também tem o direito de explorar a genialidade de sua música, de tentar buscar no fundo de suas almas a emoção que ela exige ao ser interpretada. Em minha opinião, falta a alma latina na interpretação desta Orquestra de Nashville.
Mas há curiosidades nos arranjos para As 4 Estações Portenhas: há refrescantes citações de Vivaldi em cada movimento. Assim, os verões e invernos e primaveras e outonos de ambos os compositores se misturam. Fica bonito.
Assim que possível trago mais música deste monstro sagrado da música do século XX. Não posso apenas rotulá-lo como um músico de tango. Ele foi muito mais do que isso.
Astor Piazzolla (1921-1992): Sinfonia Buenos Aires, Concierto para Bandoneón, Las Cuatro Estaciones Porteñas
1. Sinfonía Buenos Aires, for orchestra: 1. Moderato – Allegretto
2. Sinfonía Buenos Aires, for orchestra: 2. Lento, con anima
3. Sinfonía Buenos Aires, for orchestra: 3. Presto marcato
4. Concerto for bandoneón & orchestra: 1. Allegro marcato
5. Concerto for bandoneón & orchestra: 2. Moderato
6. Concerto for bandoneón & orchestra: 3. Presto
7. Cuatro estaciónes porteñas (The Four Seasons), tango cycle: Otoño Porteno (Autumn)
8. Cuatro estaciónes porteñas (The Four Seasons), tango cycle: Inviero Porteño (Winter)
9. Cuatro estaciónes porteñas (The Four Seasons), tango cycle: Primavera Porteña (Spring)
10. Cuatro estaciónes porteñas (The Four Seasons), tango cycle: Verano Porteño (Summer)
Daniel Binelli – Bandoneón
Tianwa Yang – Violin
Nashville Symphony Orchestra
Giancarlo Guerrero – Conductor
Tomás Luis de Victoria Sacred Works . Missa O Quam Gloriosum Hymns Motets
Ensemble Plus Ultra
dir. Michael Noone
cd 6/10
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Gramophone Awards 2012
As técnicas da “missa de paródia”(*) tinham mais de cem anos quando foram ensinadas ao jovem Tomás Luis de Victoria. Desde as obras da geração de Josquin, até o início do século XVI, os compositores usaram os motetos (e também a música secular) para unificar suas configurações dos cinco movimentos do Ordinário da Missa. Seções principais da Missa deveriam começar citando a frase de abertura do modelo, e motivos internos semelhantes deveriam tecer ainda mais a Missa. Mas a publicação de nove missas de Victoria em 1583 incluiu várias que dobraram as “regras” da paródia quase ao ponto de ignorá-las. Sua Missa de 1583, no moteto O quam gloriosum, embora claramente unificada no mundo sonoro dos cinco movimentos, trata seu modelo de maneira tão frouxa que parece às vezes ser livremente composta.
Esta Missa, embora baseada no próprio moteto de 1572 de Victoria, O quam gloriosum (para o Dia de Todas as Almas), nem usa a frase de abertura do moteto, como seria de esperar na tradição da paródia; em vez disso, trata a segunda incisão do texto, in quo cumChristo como o motivo principal do modelo que aparece à frente de vários (mas não todos) movimentos. A poderosa e alegre série de acordes no moteto pode parecer muito distinta, ou muito limitada aos movimentos de missa resultantes.
Em vez disso, Victoria compõe cinco movimentos que compartilham vários motivos menores derivados de outras partes do moteto. Os mais comuns são um par de motivos – um subindo por um quarto melódico, o outro descendo um terço e subindo até uma tônica – que juntos definem o texto final do modelo, quocumque ierit. Ele também faz excelente uso de uma série de suspensões descendentes que no moteto evocam a penúltima frase, sequntur Agnum: as vozes literalmente “seguem” uma a outra para formar a frase musical. Esta passagem memorável aparece várias vezes na missa, chegando mesmo a dominar toda a composição, sendo citada quase literalmente para fechar tanto o Kyrie quanto o Agnus Dei, o primeiro e o último.
(*)Missa de paródia é um arranjo musical da missa, tipicamente do século XVI, que usa múltiplas vozes de outra música pré-existente, como um fragmento de um moteto ou um canto secular, como parte de seu material melódico. Distingue-se dos dois outros tipos mais proeminentes de composição de missa durante o Renascimento, o cantus firmus e a missa de paráfrase. “Paródia” muitas vezes não tem nada a ver com humor, como no sentido moderno da palavra; enquanto, em alguns casos, canções seculares maliciosas eram de fato usadas na composição de missas, igualmente a música sagrada não-litúrgica, como os motetos, formavam a base para as missas de paródia. Em vez de chamar de “missa de paródia”, o termo “missa de imitação” tem sido sugerido como mais preciso e mais próximo do uso original, já que o termo “paródia” é baseado em uma leitura errada de um texto do final do século XVI. (internet)
Tomás Luis de Victoria (Spain, 1548-1611) – CD 6/10 01. Tu es Petrus a 6 02. Christe, Redemptor omnium a 4 03. Doctor bonus a 4 04. Tibi Christe a 4 05. Descendit Angelus a 5 06. O Doctor optime a 4 07. O quam gloriosum – motet a 4 08. Missa O quam gloriosum a 4 – Kyrie 09. Missa O quam gloriosum a 4 – Gloria 10. Missa O quam gloriosum a 4 – Credo 11. Missa O quam gloriosum a 4 – Sanctus 12. Missa O quam gloriosum a 4 – Benedictus 13. Missa O quam gloriosum a 4 – Agnus Dei 14. Lauda mater ecclesia a 4 15. O decus apostolicum a 4 16. Aurea luce et decore a 4
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Tomás Luis de Victoria Sacred Works – CD 06/10 – 2011
Ensemble Plus Ultra
dir. Michael Noone
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Este é um excelente disco. Pierre Amoyal e Frederic Chiu desenvolveram uma parceria equilibrada, alegre e espontânea em sua expressão. Chiu é um pianista espetacular e Amoyal responde à altura. Mesmo! A Sonata para Violino nº 1, escrita entre 1938 e 1946, é uma das mais sombrias e melancólicas das obras do compositor. Prokofiev recebeu o prêmio Stalin de 1947 por essa composição. O mesmo não se pode dizer da feliz Sonata Nº 2. Ela foi baseada na Sonata para Flauta do compositor, escrita em 1942, mas arranjada para violino em 1943, quando Prokofiev vivia em Perm, nos Montes Urais, um abrigo remoto para artistas soviéticos durante a Segunda Guerra Mundial. Prokofiev transformou o trabalho em uma Sonata de Violino por sugestão de seu amigo David Oistrakh. Foi estreada em 17 de junho de 1944 por David Oistrakh e Lev Oborin.
S. Prokofiev (1891-1953): Sonatas para Violino
1. Violin Sonata #1 in Fm Op. 80 – i. Andante assai 38-46 (6:34)
2. Violin Sonata #1 in Fm Op. 80 – ii. Allegro brusco (7:11)
3. Violin Sonata #1 in Fm Op. 80 – iii. Andante (7:44)
4. Violin Sonata #1 in Fm Op. 80 – iv. Allegrissimo (7:28)
5. March from The Love for Three Oranges, arr Heifetz (1:41)
6. Violin Sonata #2 in D Op. 94 – i. Moderato 44 (8:23)
7. Violin Sonata #2 in D Op. 94 – ii. Scherzo (4:39)
8. Violin Sonata #2 in D Op. 94 – iii. Andante (4:02)
9. Violin Sonata #2 in D Op. 94 – iv. Allegro con brio (6:56)
10. Five Melodies Op. 35bis – i. Andante (To Pawel Kochanski) 25 (2:22)
11. Five Melodies Op. 35bis – ii. Lento, ma non troppo To Cecilia Hansen) (2:47)
12. Five Melodies Op. 35bis – iii. Animato, ma non allegro (To Pawel Kochanski) (4:21)
13. Five Melodies Op. 35bis – iv. Allegretto leggero e scherzando (To Pawel Kochanski) (1:25)
14. Five Melodies Op. 35bis – v. Andante non troppo (To Joseph Szigeti) (3:25)
Tomás Luis de Victoria Sacred Works . Missa Alma Redemptoris Mater Magnificats Marian Motets
Ensemble Plus Ultra
dir. Michael Noone
cd 5/10
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Gramophone Awards 2012
Victoria (1548-1611), nasceu na Espanha, e foi educado pelos jesuítas em Ávila. Ele estudou para o sacerdócio em Roma começando em 1567, e até quando ele mudou-se para Madrid em 1586, teve motetos, missas e Magnificats publicados em Veneza e Roma.
Em Madri, em 1600, Victoria compôs 14 grandes novas obras, para oito ou mais vozes, para serem cantadas na Catedral de Salamanca, cujo manuscrito gerou um grande livro separado, de um estilo musical que nunca tinha sido ouvido antes. Este apontou o caminho para o barroco tardio como o de nenhum outro compositor.
Muitas dessas obras estão tendo suas gravações de estréia, o que torna esta coleção muito especial. A gravação é nítida e limpa, com bom e bonito equilíbrio. As vozes são maravilhosos, e não há um eco que possa estar desproporcional. Esta é uma visão maravilhosa para um grande compositor que liderou o caminho no século 17 à era barroca. (internet)
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Tomás Luis de Victoria (Spain, 1548-1611) – CD 5/10 01. Magnificat primi toni a 8 02. Alma Redemptoris Mater – antiphon a 8 03. Missa Alma Redemptoris Mater a 8 – Kyrie 04. Missa Alma Redemptoris Mater a 8 – Gloria 05. Missa Alma Redemptoris Mater a 8 – Credo 06. Missa Alma Redemptoris Mater a 8 – Sanctus 07. Missa Alma Redemptoris Mater a 8 – Benedictus 08. Missa Alma Redemptoris Mater a 8 – Agnus Dei 09. Ut queant laxis a 4 10. Magnificat quatri toni a 4 11. Vadam et circuibo civitatem a 6 12. Pange lingua (‘more hispano’) a 4
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Tomás Luis de Victoria Sacred Works – CD 05/10 – 2011
Ensemble Plus Ultra
dir. Michael Noone
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Este CD faz parte de uma coleção da gravadora EMI intitulada “Les Introuvables”. Como o meu conhecimento da língua francesa é precário, recorri a meus colegas colaboradores daqui do PQPBach. O monge Ranulfus, ainda em retiro espiritual em uma paradisíaca praia do litoral brasileiro, tradutor da bela língua durante muitos anos, e o russo naturalizado gaúcho (ou seria o contrário?) Vassily Grienrikovich (sim, ele está voltando, depois de alguns anos meditando, em viagens pela África e pela Europa do Leste e também por alguns rincões distantes do nosso país) me ofereceram então uma bela opção para a tradução desta palavra que não teria similar em português: Inencontráveis. Interessante levando em consideração a proposta da EMI: gravações raras, pouco ou talvez nunca comercializadas. “Tesouros” poderia ser uma opção, mas esta palavra pode ter outras possibilidades de entendimento. Por isso então fico com ‘Inencontráveis’ .
Enfim, este CD traz algumas pérolas discográficas deste grande violinista francês que suicidou-se antes de completar os cinquenta anos de idade.
Começa com a Sonata de Cesar Frank, uma joia do romantismo, talvez a principal obra deste compositor. Em seguida, temos outra pérola, a Sonata de Gabriel Fauré, para concluir com a “Symphonie Espagnole” de Lalo. Ou seja, um repertório basicamente francês.
Espero que os senhores apreciem. Eu gostei muito, principalmente da Sonata de Frank, uma das mais belas e intensas interpretações que já ouvi.
01 – Sonate pour violon & piano en la majeur – 1. Allegretto ben moderato
02 – Sonate pour violon & piano en la majeur – 2. Allegro
03 – Sonate pour violon & piano en la majeur – 3. Recitativo-Fantasia
04 – Sonate pour violon & piano en la majeur – 4. Allegretto poco mosso
05 – Sonate pour violon & piano no.1 en la majeur, Op.13 – 1. Allegro molto
06 – Sonate pour violon & piano no.1 en la majeur, Op.13 – 2. Andante
07 – Sonate pour violon & piano no.1 en la majeur, Op.13 – 3. Allegro vivo
08 – Sonate pour violon & piano no.1 en la majeur, Op.13 – 4. Allegro quasi presto
Christian Ferras – Violin
Pierre Barbizet – Piano
09 – Symphonie espagnole pour violon & orchestre en re mineur, Op.21 – 1. Allegro
10 – Symphonie espagnole pour violon & orchestre en re mineur, Op.21 – 2. Scherzan
11 – Symphonie espagnole pour violon & orchestre en re mineur, Op.21 – 3. Andante
12 – Symphonie espagnole pour violon & orchestre en re mineur, Op.21 – 4. Rondo (allegro)
Christian Ferras – Violin
Philharmonia Orchestra
Walter Süskind – Conductor
Anton Bruckner (Ansfelden, 4 de setembro de 1824 — Viena, 11 de outubro de 1896).
Não pensem que eu enlouqueci, é que meu HD está explodindo. Subi todos os CDs ao mesmo tempo. Temos aí mais de 1 Giga da poderosa música de Bruckner. Ainda não ouvi o Celibidache que o Carlinus tem postado, mas garanto que a versão de Solti rivaliza com a melhor que conheci até hoje, a de Wand. Sim, acho que Nelsons, que ora está lançando sua versão, vencerá a todos! É tanta coisa para dizer que estou até atrapalhado. Ouçam!
Anton Bruckner (1824-1896): Integral das Sinfonias com Solti e a Chicago Symphony Orchestra (10 CDs)
Symphony No. 0 In D Minor – Ré Mineur – D-Moll – Re Minore 38:13
1-1 Allegro 12:38
1-2 Andante 10:26
1-3 Scherzo: Presto 6:01
1-4 Finale: Moderato 8:48
Symphony No. 2 In C Minor (Ed. Nowak) – Ut Mineur – C-Moll – Do Minore
3-1 Moderato 18:09
3-2 Andante: Feierlich, Etwas Bewegt 16:48
3-3 Scherzo: Massig Schnell 6:05
3-4 Finale: Mehr Schnell 14:32
3-5 Symphony Nr. 5 In B Flat Major – Si Bémol Majeur – B-Dur – Si Bemolle Maggiore: 1. Introduction (Adagio) – Allegro (Mäßig) 20:25
Symphony Nr. 5 In B Flat Major – Si Bémol Majeur – B-Dur – Si Bemolle Maggiore
4-1 Adagio, Sehr Langsam 21:37
4-2 Scherzo: Molto Vivace (Schnell) 13:25
4-3 Finale: Adagio 23:48
Symphony No. 4 In E Flat Major (Ed Nowak) – Mi Bémol Majeur – Es-Dur – Mi Bemolle Maggiore 63:07
6-1 Bewegt, Nicht Zu Schnell 17:57
6-2 Andante Quasi Allegretto 14:44
6-3 Scherzo: Bewegt 10:03
6-4 Finale: Bewegt, Doch Nicht Zu Schnell 20:13
Symphony No. 6 In A Major – La Majour – A-Dur – La Maggiore 61:15
7-1 Majestoso 17:41
7-2 Adagio: Sehr Feierlich 19:22
7-3 Scherzo: Nicht Schnell 8:52
7-4 Finale: Bewegt, Doch Nicht Zu Schnell 15:14
Symphony No. 7 I E Major – Mi Majeur – E-Dur – Mi Maggiore 68:36
8-1 Allegro Moderato 21:27
8-2 Adagio: Sehr Feierlich Und Sehr Langsam 25:12
8-3 Scherzo: Sehr Schnell 10:10
8-4 Finale: Bewegt, Doch Nicht Zu Schnell 11:45
Tomás Luis de Victoria Sacred Works . Missa de Beata Virgine Magnificat Primi Toni Marian Motets
Ensemble Plus Ultra
dir. Michael Noone
cd 4/10
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Gramophone Awards 2012
Muitos compositores durante o Renascimento escreveram a Missa de Beata Virgine (Missa da Santíssima Virgem). Alguns dos mais famosos incluem: Josquin; La Rue; Palestrina; Morales; Brumel e Victoria. (internet)
Tomás Luis de Victoria (Spain, 1548-1611) – CD 4/10 01. Ave Maria a 8 02. Vidi speciosam a 6 03. Gaude Maria virgo a 5 04. Missa De Beata Maria Vergine a 5 – Kyrie 05. Missa De Beata Maria Vergine a 5 – Gloria 06. Missa De Beata Maria Vergine a 5 – Credo 07. Missa De Beata Maria Vergine a 5 – Sanctus 08. Missa De Beata Maria Vergine a 5 – Benedictus 09. Missa De Beata Maria Vergine a 5 – Agnus Dei 10. Quam pulchri sunt a 4 11. Sancta Maria a 4 12. Trahe me post te a 6 13. Magnificat primi toni a 4 14. Beata es a 6
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Tomás Luis de Victoria Sacred Works – CD 04/10 – 2011
Ensemble Plus Ultra
dir. Michael Noone
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Ué, de novo? Alguns irão perguntar, mas responderei: Ontem trouxe a versão de John Williams com o Eugene Ormandy, e hoje vos trago outro mestre do violão, Pepe Romero, tocando estas duas obras primas de Rodrigo. Não quero estabelecer um ranking para decidir de quem é a melhor versão, senão teria que trazer Narciso Yepes e Andrés Segovia para tornar a disputa mais acirrada. Mas enfim, vos trago as versões que melhor conheço, as ouço há mais de quarenta anos, principalmente a do John Williams, como bem descrevi no texto de ontem.
Não preciso tecer maiores comentários aqui. São duas escolas diferentes, um australiano e um espanhol, mas igualmente excepcionais músicos, acompanhados por magníficas orquestras e maestros idem. Não quero estabelecer parâmetros, nem rankings. Apenas peço para os senhores ouvirem, só isso.
01. Rodrigo Concierto de Aranjuez – I Allegro con spirito
02. Rodrigo Concierto de Aranjuez – II Adagio (Christine Pendrill cor anglais)
03. Rodrigo Concierto de Aranjuez – III Allegro gentile
04. Rodrigo Fantasia para un gentilhombre – I. Andante moderato
05. Rodrigo Fantasia para un gentilhombre – II. Adagio – Allegretto –
06. Rodrigo Fantasia para un gentilhombre – III. Allegro con brio
07. Rodrigo Fantasia para un gentilhombre – IV Canario Allegro ma non troppo
08. Rodrigo Canconeta
09. Rodrigo Invocacion y danza (Homenaje a Manuel de Falla) – Moderato
10. Rodrigo Invocacion y danza (Homenaje a Manuel de Falla) – Allegro moderato
11. Rodrigo Tres pequenas piezas – I Ya se van los pastores
12. Rodrigo Tres pequenas piezas – II Por caminos de Santiago
13. Rodrigo Tres pequenas piezas – III Pequena sevillana
Pepe Romero – Violão
Academy of Saint Martin in the Fields
Sir Neville Marriner – Conductor
Tomás Luis de Victoria Sacred Works Missa Gaudeamus Magnificat octavi toni Missa Ave maris stella.
Ensemble Plus Ultra
dir. Michael Noone
cd 3/10
Gramophone Awards 2012
Uma das características mais agradáveis da música coral ibérica deste período é a perspectiva de que Victoria e seus contemporâneos tinham as regras da polifonia que, pela referência de Palestrina, eram sagradas e absolutas: é essa variedade e imprevisibilidade que mantém essa música envolvida o suficiente para apoiar 10 discos e 90 peças pelo mesmo compositor em um só lugar.
Mas a menos que um coro abraçe a música com o mesmo espírito de insubordinação, muitos de seus ritmos, harmonias e audazes dissonâncias passarão despercebidas. Esta é uma das grandes forças do Ensemble Plus Ultra, que abraça as performances de todas essas peças com um senso entusiástico de que tudo é possível. Em última análise, porém, é apenas a música profundamente humana e emocional que eles executam não apenas com grande ternura, mas tão simplesmente que uma pessoa é atingida toda vez – como se pela primeira vez – por sua beleza cristalina e descomplicada. Review Record / Caroline Hill, Gramophone (Londres) / 01 de outubro de 2012
Tomás Luis de Victoria (Spain, 1548-1611) – CD 3/10 01. Missa Gaudeamus a 6 – Kyrie 02. Missa Gaudeamus a 6 – Gloria 03. Missa Gaudeamus a 6 – Credo 04. Missa Gaudeamus a 6 – Sanctus 05. Missa Gaudeamus a 6 – Benedictus 06. Missa Gaudeamus a 6 – Agnus Dei 07. Magnificat octavi toni a 4 08. Vidi aquam a 4 09. Missa Ave maris stella a 4 – Kyrie 10. Missa Ave maris stella a 4 – Gloria 11. Missa Ave maris stella a 4 – Credo 12. Missa Ave maris stella a 4 – Sanctus 13. Missa Ave maris stella a 4 – Benedictus 14. Missa Ave maris stella a 4 – Agnus Dei
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Tomás Luis de Victoria Sacred Works – CD 03/10 – 2011
Ensemble Plus Ultra
dir. Michael Noone
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A música contemporânea é muito interessante. Não há estilo comum, todo compositor tem que encontrar seu próprio caminho. Styx foi escrito por Giya Kancheli em 1999 para Yuri Bashmet. É uma bela peça que nos obriga a mais de uma audição. Um dos principais componentes estruturais são as enormes mudanças dinâmicas. Se você — como eu — gosta disso, vai adorar. A gravação de Rysanov é espetacular e foi feita em uma igreja. O eco acrescenta muito à experiência. Já The Myrrh-Bearer (1993), de John Tavener, não me impressionou tanto. Os contrastes dinâmicos também são enormes aqui, mas para mim a música é chatinha. A parte da viola é exigente, só que os ritmos e temas repetitivos da orquestra e do coro me cansaram. Fazer o quê?
Giya Kancheli (1935), John Tavener (1944-2013): Styx / The Myrrh-Bearer
Styx 35:46
1 I 6:20
2 II 4:08
3 III 4:28
4 IV 4:59
5 V 6:27
6 VI 4:22
7 VII 5:07
The Myrrh-Bearer 41:56
8 I 8:30
9 II 8:16
10 III 6:27
11 IV 6:16
12 V 8:43
13 VI 3:53
Choir – Men Of The State Choir Latvija (tracks: 8 to 13)
Conductor – Māris Sirmais
Orchestra – Liepaja Symphony Orchestra
Percussion – Rihards Zaļupe (tracks: 8 to 13)
Viola, Executive Producer – Maxim Rysanov
Após alguns dias do computador de casa e de meu acervo resolvi fuçar meus HDs externos e encontrei esta excelente gravação com um timaço de italianos tocando Beethoven: duas lendas, na verdade, o violinista Salvatore Accardo e o maestro italiano Carl o Maria Giulini regendo a Orquestra do teatro Scala de Milão, lá em 1994.
A maturidade desta dupla e seu profundo conhecimento da obra em si talvez explique a leitura que fazem do Concerto de Beethoven: tranquila, apaixonada, sem pressa … e muito romântica. Nada de arroubos virtuosísticos, de explosões emotivas, apenas uma sensibilidade muito aguçada, contando com a cumplicidade da excelente orquestra italiana. Accardo ainda é vivo, está com setenta e seis anos, enquanto que Carlo Maria Giulini infelizmente já nos deixou em 2005, com noventa e um anos de vida, muito bem vividos, diga-se de passagem.
O Concerto para Violino de Beethoven é uma obra única, em minha modesta opinião o melhor, mais belo e mais completo concerto para este instrumento já escrito, e provavelmente jamais será batido. Sim, eu sei, existe o Concerto de Brahms, que é páreo duro, cabeça a cabeça … mas isso é assunto para outro momento.
01. Concerto for Violin and Orchestra in D major,Op.61, I. Allegro ma non troppo
02. Concerto for Violin and Orchestra in D major,Op.61, II. Larghetto
03. Concerto for Violin and Orchestra in D major,Op.61, III. Rondo. Allegro
04. Romance for Violin and Orchestra No.1 in D major,Op.40
05. Romance for Violin and Orchestra No.2 in F major,Op.50
Salvatore Accardo – Violin
La Scala Philharmonic Orchestra
Carlo Maria Giulini – Conductor
Tomás Luis de Victoria Sacred Works Lamentationes Jeremiae
Ensemble Plus Ultra
dir. Michael Noone
cd 2/10
Gramophone Awards 2012
Tomás Luis de Victoria (às vezes italianizado como da Vittoria; 1548 – 27 de agosto de 1611) foi o compositor mais famoso da Espanha do século XVI, e foi um dos mais importantes compositores da Contra-Reforma, juntamente com Giovanni Pierluigi da Palestrina. e Orlando di Lasso. Victoria não era apenas um compositor, mas também um organista e cantor bem-sucedido, além de sacerdote católico. No entanto, ele preferiu a vida de um compositor ao de um performer.
Em 1585, escreveu o seu Officium Hebdomadae Sanctae (Serviço para a Semana Santa), uma coleção que incluí 37 peças que fazem parte das celebrações da Semana Santa na liturgia católica. (internet)
Encontramos a íntegra do Officium Hebdomadæ Sanctæ aqui no PQPBach, ou em https://pqpbach.ars.blog.br/2017/12/11/tomas-luis-de-victoria-officium-hebdomadae-sanctae-1585/
Tomás Luis de Victoria (Spain, 1548-1611) – CD 2/10 01. Vere languores nostros a 4 02. Pueri Hebraeorum a 4 Lamentationes Jeremiae 03. Officium Hebdomadae Sanctae I. Incipit lamentatio Jeremiae a 4 04. Officium Hebdomadae Sanctae II. Vau. Et egressus est a 4 05. Officium Hebdomadae Sanctae III. Jod. Manum suam misit hostis a 5 06. Officium Hebdomadae Sanctae IV. O Domine Jesu Christe a 6 07. Officium Hebdomadae Sanctae V. Heth. Cogitavit Dominus a 4 08. Officium Hebdomadae Sanctae VI. Lamed. Matribus suis dixerunt a 4 09. Officium Hebdomadae Sanctae VII. Aleph. Ego vir videns a 5 10. Officium Hebdomadae Sanctae VIII. O vos omnes a 4 11. Officium Hebdomadae Sanctae IX. Heth. Misericordiae Domini a 4 12. Officium Hebdomadae Sanctae X. Aleph. Quomodo obscuratum a 4 13. Officium Hebdomadae Sanctae XI. Incipit oratio Jeremiae a 6
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Tomás Luis de Victoria Sacred Works – CD 02/10 – 2011
Ensemble Plus Ultra
dir. Michael Noone
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Disco luminoso, ensolarado, alegre e feliz. Aliás…
A série de livros de “Manual do Blefador” (Ediouro) dá dicas a pessoas que não querem passar vergonha entre entendidos. Há vários desses livrinhos: sobre música, vinhos, literatura, arte moderna, filosofia, teatro, etc. Eles são ótimos, engraçadíssimos, como demonstra este verbete sobre Haydn:
Haydn.
O pai da sinfonia. Ao contrário do normal, ninguém soube quem foi sua mãe. Haydn decidiu que as sinfonias deviam ter princípio, meio e fim, primeiros movimentos nas sonatas, nas missas e nos trios. Beethoven, em seu estilo grosseiro, desconsiderou e estragou esse belo modelo convencional.
O sentimento geral é de que Haydn podia ser tão bom quanto Mozart se não tivesse sido tão incuravelmente feliz durante a vida. Esse espírito de contentamento insinuou-se por toda sua música e diluiu-se. As últimas sinfonias foram compostas em Londres para ganhar dinheiro vivo, e a sombra do contrato que pairava sobre ele acrescentou-lhe aquela pitadinha de desgraça que tanto lhe faltara antes. Talvez somente um homem verdadeiramente sem coração poderia ter composto algo tão assombrosamente feliz quanto o final da Sinfonia Nº 88.
Existem muitas e muitas sinfonias que praticamente não são tocadas e que você pode considerar suas favoritas, mas o excelente comentário sobre Haydn é afirmar que o melhor de suas músicas foram as missas — e não haverá necessidade de falar sobre isso.
Peter Gammond — Manual do Blefador: Música
F. J. Haydn (1732-1809): Haydn in London — Trios & Symphony No. 94
Haydn: Trio in D major Hob. XV 16 16:25
1 Allegro 7:15
2 Andantino più tosto Allegretto 4:45
3 Vivace assai 4:25
Haydn: Trio in G Major Hob. XV 15 18:53
4 Allegro 8:31
5 Andante 5:15
6 Finale, Allegro moderato 5:07
Haydn: Trio in F Major Hob. XV 17 12:00
7 Allegro 6:33
8 Finale, Tempo di Menuetto 5:27
Haydn: The Surprise Symphony No. 94 in G Major 16:48
9 Adagio cantabile, Vivace assai 8:00
10 Andante 4:47
11 Finale, Allegro molto 4:01
La Gaia Scienza:
Marco Brolli: traverse flute
Stefano Barneschi: violin
Paolo Beschi: cello
Federica Valli: fortepiano
Tomás Luis de Victoria Sacred Works Veni Sancte Spiritus Missa Pro victoria Missa Pro defunctis
Ensemble Plus Ultra
dir. Michael Noone
cd 1/10
Gramophone Awards 2012
Esta coleção monumental foi lançada em 2011 para celebrar o 400º aniversário da morte de Victoria. A coleção de dez discos oferece performances de mais de 90 obras do maior dos polifonistas espanhóis, muitos dos quais nunca foram gravados antes.
O Ensemble Plus Ultra não é um coro, mas um consórcio de músicos de câmara – uma abordagem muito diferente de outros grupos de música antigos. Também se beneficia de uma associação próxima com um grupo de estudiosos especializados em música vocal da Renascença, permitindo-lhe recorrer à mais recente pesquisa musicológica e assegurando que seu repertório seja sempre interessante e incomum e muitas vezes inédito.
Exemplos de composições descobertas pelo Ensemble Plus Ultra incluem os trabalhos de Cristóbal de Morales (c. 1500–53), o foco da aclamada gravação de estréia do grupo no selo Glossa, ‘Morales en Toledo’. Este projeto foi seguido pela primeira gravação dedicada exclusivamente à música de Fernando de las Infantas (1534-c. 1610), o compositor e teólogo nascido na Espanha que se estabeleceu em Roma na década de 1560.
Enquanto a música espanhola tem sido o sustentáculo do repertório do Ensemble Plus Ultra, o grupo está igualmente em casa tocando música de outras nações. Gravações recentes incluem composições do teórico musical italiano do século XVI Gioseffo Zarlino, do médico, alquimista e músico alemão Michael Maier e do célebre compositor inglês William Byrd.
O Ensemble Plus Ultra visitou amplamente a Europa e a América do Norte. O grupo realizou recentemente concertos em toda a Espanha (Madri, Granada, Cuenca, Santander, León), em festivais em Regensburg, Utrecht, Londres e Cambridge, e fez sua estréia nos EUA em outubro de 2011, com apresentações em Boston e Nova York. (internet)
Tomás Luis de Victoria (Spain, 1548-1611) – CD 1/10 01. Veni Sancte Spiritus a 8 02. Missa Pro victoria a 9 – Kyrie 03. Missa Pro victoria a 9 – Gloria 04. Missa Pro victoria a 9 – Credo 05. Missa Pro victoria a 9 – Sanctus & Benedictus 06. Missa Pro victoria a 9 – Agnus Dei 07. Super flumina Babylonis a 8 08. Missa Pro defunctis a 4 – Introitus 09. Missa Pro defunctis a 4 – Kyrie 10. Missa Pro defunctis a 4 – Graduale 11. Missa Pro defunctis a 4 – Offertorium 12. Missa Pro defunctis a 4 – Sanctus & Benedictus 13. Missa Pro defunctis a 4 – Agnus Dei 14. Missa Pro defunctis a 4 – Communio 15. Responsorium: Libera me 16. Peccantem me 17. Credo quod Redemptor
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Tomás Luis de Victoria Sacred Works – CD 01/10 – 2011
Ensemble Plus Ultra
dir. Michael Noone
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Um belo disco de canções levadas pelo trompete de Belmondo e o piano de Terrasson. São 14 faixas: três composições de Terrasson (Hand in hand, Mother e Fun Keys), uma de Belmondo (Souvenirs), duas curtas de improviso (Pic Saint-Loup, Pompignan), clássicos (Lover Man, In Your Own Sweet Way,You Don’t Know What Love Is e, para começar o CD com uma nota cheia de emoção a First Song de Charlie Haden. Também temos mais duas músicas de filme (Les Valseuses de Grapelli e a bela La Chanson d’Hélène composta por Philipe Sarde), além de outras. Bem, tudo isso para dizer que são canções avulsas que recebem lindo tratamento jazzístico da dupla. Destaque para a qualidade de som. Fantástica. Ouçam porque vale a pena.
Jacky Terrasson & Stéphane Belmondo: Mother
1 First Song 3:16
2 Hand In Hand 4:42
3 Lover Man 4:52
4 La Chanson d’Hélène 3:47
5 In Your Own Sweet Way 5:22
6 Pic Saint-Loup 0:42
7 Mother 5:30
8 Fun Keys 2:30
9 Les Valseuses 1:16
10 Souvenirs 3:47
11 You Don’t Know What Love Is 4:36
12 Pompignan 0:54
13 You Are The Sunshine Of My Life 4:53
14 Que Reste-t-il de Nos Amours 2:06
Stéphane Belmondo: flugelhorn, trumpet
Jacky Terrasson: piano
Acho que esses três CDs trazem algumas das obras que alguns dos senhores estão aguardando ansiosamente .
Começando por “Daphnis Et Chloé”, na premiada versão de Charles Dutoit lá no início dos anos 70, e considerada uma da melhores versões dessa obra, passando pela “Pavane pour une infante défunte”, uma das mais belas obras de Ravel, obviamente o “Bolero” está presente, assim como o “Concerto para Piano”, com a jovem Martha Argerich e seu fiel colaborador Claudio Abbado, ah, os anos 70 … enfim, são três CDs absolutamente “IM-PER-DÍ-VEIS !!!
Estamos entrando na reta final desta caixa. Sei que os senhores estão gostando pelo número de downloads. Mas dá trabalho postar tanto CD assim, viu? Esse material está guardado me um HD externo que de vez em quando resolve não querer trabalhar, então de vez em quando a coisa é meio tensa..
Mas vamos ao que viemos.
CD 9
01 – Daphnis et Chloé – 1ère Partie – I. Introduction et Danse religieuse
02 – Daphnis et Chloé – 1ère Partie – II. Danse générale
03 – Daphnis et Chloé – 1ère Partie – III. Danse grotesque de Dorcon
04 – Daphnis et Chloé – 1ère Partie – IV. Danse légère et gracieuse de Daphnis
05 – Daphnis et Chloé – 1ère Partie – V. Danse de Lycéion
06 – Daphnis et Chloé – 1ère Partie – VI. Danse lente et mystérieuse
07 – Daphnis et Chloé – 2ème Partie – I. Introduction
08 – Daphnis et Chloé – 2ème Partie – II. Danse guerrière
09 – Daphnis et Chloé – 2ème Partie – III. Danse suppliante de Chloé
10 – Daphnis et Chloé – 3ème Partie – I. Lever du jour
11 – Daphnis et Chloé – 3ème Partie – II. Daphne et Chloé miment l’aventure de Pan
12 – Daphnis et Chloé – 3ème Partie – III. Danse générale
13 – Pavane pour une infante défunte
14 – La Valse
Orchestre Symphonique de Montréal
Charles Dutoit
CD 10
01. Ravel Piano Concerto In G 1. Allegramente
02. Ravel Piano Concerto In G 2. Adagio Assai
03. Ravel Piano Concerto In G 3.Presto
Martha Argerich – Piano
04. Ravel Piano Concerto For The Left Hand In D
Michel Beroff
05. Ravel Menuet Antique – For Orchestra Maestoso
06. Ravel Le Tombeau De Couperin – Orchestral Version 1. Prélude
07. Ravel Le Tombeau De Couperin – Orchestral Version 2. Forlane
08. Ravel Le Tombeau De Couperin – Orchestral Version 3. Menuet
09. Ravel Le Tombeau De Couperin – Orchestral Version 4. Rigaudon
10. Ravel Valses Nobles Et Sentimentales 1. Modéré – Très Franc
11. Ravel Valses Nobles Et Sentimentales 2. Assez Lent – Avec Une Expression
12. Ravel Valses Nobles Et Sentimentales 3. Modéré
13. Ravel Valses Nobles Et Sentimentales 4. Assez Animé
14. Ravel Valses Nobles Et Sentimentales 5. Presque Lent – Dans Un Sentiment
15. Ravel Valses Nobles Et Sentimentales 6. Assez Vif
16. Ravel Valses Nobles Et Sentimentales 7. Moins Vif
17. Ravel Valses Nobles Et Sentimentales 8. Epilogue (Lent)
London Symphony Orchestra
Claudio Abbado
CD 11
01. Fanfare pour ‘L’Eventail de Jeanne’ (1927)
02. Bolero (1928)
03. Alborada del gracioso (1905, orch. 1918)
04. Ma Mere L’Oye, Complete ballet – Prélude
05. Ma Mere L’Oye, Complete ballet – Danse du rouet et Scène
06. Ma Mere L’Oye, Complete ballet – Pavane de la Belle aus bois dormant
07. Ma Mere L’Oye, Complete ballet – Les Entretiens de La Belle et de la Bête
08. Ma Mere L’Oye, Complete ballet – Petit Poucet
09. Ma Mere L’Oye, Complete ballet – Laideronnete, impératrice des pagodes – Aphotéose: Le Jardin féerique
10. Une barque sur l’ocean
11. Rapsodie espagnole (1908) – Prelude a la nuit, Malaguena, Habanera, Feria
Vou encerrar minha homenagem a Leonard Bernstein com mais uma sensacional gravação realizada em seus tempos de Nova York, desta vez com dois solistas de primeira linha, o barítono Walter Berry e a mezzo – soprano Christa Ludwig cantando Gustav Mahler, ‘Des Knaben Wunderhorn’.
Gustav Mahler – Des Knaben Wunderhorn – Christa Ludwig, Walter Berry, Leonard Bernstein, New York Philharmonic
01. Lieder Aus ‘Des Knaben Wunderhorn’ – Der Schildwache Nachtlied
02. Lieder Aus ‘Des Knaben Wunderhorn’ – Wer Hat Dies Liedlein Erdacht
03. Lieder Aus ‘Des Knaben Wunderhorn’ – Der Tamboursg’sell
04. Lieder Aus ‘Des Knaben Wunderhorn’ – Rheinlegendchen
05. Lieder Aus ‘Des Knaben Wunderhorn’ – Lied Des Verfolgten Im Turm
06. Lieder Aus ‘Des Knaben Wunderhorn’ – Urlicht
07. Lieder Aus ‘Des Knaben Wunderhorn’ – Revelge
08. Lieder Aus ‘Des Knaben Wunderhorn’ – Des Antonius Von Padua Fischpredig
09. Lieder Aus ‘Des Knaben Wunderhorn’ – Verlor’ne Muh’
10. Lieder Aus ‘Des Knaben Wunderhorn’ – Wo Die Schonen Trompeten Blasen
11. Lieder Aus ‘Des Knaben Wunderhorn’ – Lob Des Hohen Verstandes
12. Lieder Aus ‘Des Knaben Wunderhorn’ – Das Irdische Leben
13. Lieder Aus ‘Des Knaben Wunderhorn’ – Trost Im Ungluck
14. Lieder Eines Fahrenden Gesellen – 1. Wenn Mein Schatz Hochzeit Macht
15. Lieder Eines Fahrenden Gesellen – 2. Ging Heut Morgen Ubers Feld
16. Lieder Eines Fahrenden Gesellen – 3. Ich Hab’ Ein Gluhend Messer
17. Lieder Eines Fahrenden Gesellen – 4. Die Zwei Blauen Augen
Christa Ludwig – Mezzo Soprano
Walter Berry – Baritone
New York Philharmonic
Leonard Bernstein – Conductor
Menahen Pressler (1923) tem uma carreira gloriosa, marcada pelos 53 anos como líder do esplêndido Beaux Arts Trio (1955 – 2008), certamente o melhor trio de todos os tempos. Pois agora, aos 94 anos, Pressler vem com sua extrema classe lançar seu sexto disco solo. Aliás, todos os seus discos solo foram elogiadíssimos — e gravados após os 90 anos do pianista. Curta com todo o cuidado o mestre. Não precisa mexer no volume, deixe Pressler agir. Aos 94 anos, ele está no auge, desfilando enorme sensibilidade num repertório nada simples. Se você tiver alguma dúvida, ouça as peças mais famosas do CD. Clair de Lune reaparece belíssima com uma dinâmica única. Já a Pavana para uma Infanta Morta, transformada em peça kitsch por alguns abusadores de melodias — principalmente jazzmen –, resplandece renascida, novinha, digna e linda nas mãos deste mágico. Acho que é obrigatório ouvir — e provavelmente curvar-se a — Pressler. Uma aula de estilo e sutileza.
Debussy / Fauré / Ravel: Várias Peças com Menahem Pressler
Debussy
1 Arabesque No.1 (From Deux Arabesques, L. 66) 5:27
2 Rêverie, L. 68 5:24
3 Clair De Lune (From Suite Bergamasque, L. 75) 6:14
4 The Little Shepherd (From Childrens’s Corner, L. 113) 3:15
5 La Plus Que Lente, L. 121 5:53
Préludes Book I, L. 117
6 Danseuses De Delphes 3:49
7 Voiles 5:01
8 La Fille Aux Cheveux De Lin 3:11
9 La Cathédrale Engloutie 7:33
10 Minstrels 2:33
Fauré
11 Barcarolle No. 6 In E Flat Major, Op. 70 5:30
Ravel
12 Pavane Pour Une Infante Défunte, M. 19 7:45
13 Oiseaux Tristes (From Miroirs, M. 43) 5:13
Nesta homenagem aos 100 anos de seu nascimento, talvez tenhamos centralizado muito as postagens de Bernstein com cds dos últimos anos de sua vida, e esquecemos de trazer sua produção dos anos 60, importantíssima, quando se firmou como o grande maestro que era, dirigindo a New York Philharmonic e gravando muito pelo selo CBS, que posteriormente foi adquirido pela Sony.
A postagem anterior que trouxe, com sua histórica performance com Rudolf Serkin do Concerto Imperador de Beethoven é uma pequena amostra daqueles áureos tempos.
Esta gravação dos Concertos para Flauta e para Clarinete de Carl Nielsen são também daquela época. Ele também gravou a integral das sinfonias deste compositor, não lembro se já a trouxemos.
P.S. Uma curiosidade a respeito desta gravação: ambos os solistas, Julius Baker e Stanley Drucker, são músicos da própria Orquestra, primeiro flautista e primeiro clarinetista, respectivamente.
01. Concerto for Flute and Orchestra [Baker, fl] , I. Allegro moderato
02. Concerto for Flute and Orchestra [Baker, fl], II. Allegretto
03. Concerto for Clarinet and Orchestra [Drucker, cl]
Julius Baker – Flute
Stanley Drucker – Clarinet
New York Philharmonic Orchestra
Leonard Bernstein – Conductor
Um disco dos mais agradáveis com a baita cantora que é Diane Schuur. Ninguém que goste de grandes cantoras deve deixar de ouvir este CD. Aqui, Diane saúda sua heroína, a deusa Dinah Washington. As músicas são lindamente arranjadas. O resultado final é muito musical e sexy. Algumas das canções são curtas, o próprio CD mal passa de meia hora, deixando a gente com vontade de ouvir mais. Todas as músicas são boas e é muito difícil escolher uma. Eu escolheria How Deep Is The Ocean, Love walked in e Time after time. Mas Sunday kind of love… Enfim, as outras também são demais!
Diane Schuur: Love Walked In
1 Love Walked In 2:14
2 Time After Time 3:20
3 Say It Isn’t So 4:04
4 Blue Gardenia 3:05
5 Never Let Me Go 4:50
6 Nothing Ever Changes My Love For You 3:51
7 Sunday Kind Of Love 4:00
8 How Deep Is The Ocean 3:36
9 You’re A Sweetheart 2:37
10 I Wanna Be Loved 4:36
John Guerin – drums
Assa Drori – concert master
Wayne Bergeron – trumpet
John Patitucci – bass
Andrew Martin – trombone
Richard Todd – French horn
Gary Foster – saxophone
Diane Schuur – vocals
Philip Upchurch – guitar
John T. Johnson – tuba
Michael Wofford – piano
Para muitos, este é o maior de todos os concertos para piano já composto, e me incluo entre eles. Tudo aqui funciona com a precisão de um relógio suíço, nada falta, nada sobra. Começa com a espetacular abertura, que a transforma em quase uma sinfonia, em que a Orquestra assume o papel principal, para aos poucos dar voz ao piano, que chega calmo, tranquilo, para logo em seguida mostrar ao que veio e equiparar sua voz à orquestra. A partir de então não temos um embate, mas um diálogo que por vezes se torna fervoroso, em outros, apaixonado, em outros discordante …
Rudolf Serkin aqui tem outra companhia, o nosso aniversariante do mês, Lenny Bernstein em seus áureos tempos de New York Philharmonic.
Preciso dizer que esta gravação é IM-PER-DÍ-VEL !!! ??
01. Concerto No. 5 in E-flat Major for Piano and Orchestra, Op. 73 ‘Emperor’ I
02. Concerto No. 5 in E-flat Major for Piano and Orchestra, Op. 73 ‘Emperor’ II
03. Concerto No. 5 in E-flat Major for Piano and Orchestra, Op. 73 ‘Emperor’ III
04. Choral Fantasy in C minor for Piano, Chorus & Orchestra, Op. 80
Rudolf Serkin – Piano
New York Philharmonic
Westminster Choir
Leonard Bernstein – Conductor
O cara viveu 31 anos, escreveu uma obra enorme e cheia de luminosidade. Onde teria parado Schubert são não tivesse morrido tão jovem? Na verdade, eu sei que todos vocês gostariam de fazer esta pergunta. Então eu a farei novamente. Onde acabaria Schubert se não tivesse morrido aos 31 anos? Após compor os maravilhosos Quartetos 13, 14 e 15, como seria o 16° e os seguintes? E os Trios, Lieder, etc.? Por que nos deixou tão cedo, carajo? E peças como este belo Octeto 803, quantas mais teríamos? Eu sei lá. Só sei que Schubert é uma de minhas mais caras preferências neste mundo.
Franz Schubert (1797-1828): Octetos, D. 803 e D. 72
Octet in F Major, D. 803, Op. Post. 166
1. I. Adagio – Allegro 00:10:57
2. II. Adagio 00:11:25
3. III. Allegro vivace – Trio 00:06:14
4. IV. Andante with variations 00:11:52
5. V. Menuetto: Allegretto 00:07:23
6. VI. Andante molto – Allegro 00:09:51
Octet in F Major, D. 72
7. Menuetto: Allegretto – I. Trio II. Trio 00:05:23
8. Allegro 00:04:39
Um brinde à vida! Um brinde à música! Um brinde às nossas raízes! Um brinde aos semi-novos!
John Alvin Ray (1927 – 1990) foi um cantor, compositor e pianista americano. Extremamente popular durante a maior parte dos anos 50, Ray foi citado pela crítica como um dos principais precursores do que viria a ser o rock and roll, pela sua música influenciada pelo jazz e pelo blues e pela sua personalidade de palco animada. Tony Bennett chamou Ray de “pai do rock and roll”, e os historiadores o consideraram uma figura pioneira no desenvolvimento do gênero.
O British Hit Singles & Albums observou que Ray foi “uma sensação na década de 1950, a entrega vocal violenta de ‘Cry’ influenciou muitos atos, incluindo Elvis e foi o principal alvo para a histeria entre adolescentes nos dias pré-Presley”. As performances teatrais dramáticas de Ray e as canções melancólicas foram creditadas pelos historiadores da música como precursoras para artistas posteriores, variando de Leonard Cohen a Morrissey. (Wikipedia)
Além de tudo acima descrito, Johnnie Ray foi um homem de sorte: cantando em pequenas casas noturnas predominantemente afro-americanas em Detroit, onde foi descoberto em 1951 e posteriormente contratado pela Columbia Records, subiu rapidamente da obscuridade nos Estados Unidos com o lançamento de seu álbum de estréia, Johnnie Ray (1952), bem como com um single de 78 rpm, cujos lados alcançaram as canções Top Hot 100 da revista Billboard de 1952: “Cry” e “The Little White Cloud That Cried“.
No encarte tem mais informações interessantes.
Palhinha: ouça19. Cry, hino dos Anos Dourados, minha geração! ‘This is the record that catapulted Johnnie Ray into the stratosphere of the big musical stars, and became his signature song. It was recorded October 16, 1951 in New York at the Columbia Recording Studios and produced by Mitch Miller. The Four Lads provided inspired support as did Mundell Lowe on guitar and Buddy Weed on piano. This record sold in the multi-millions, and is forever associated with Johnnie.’ (internet)
01. As Time Goes By 02. Miss Me Just A Little 03. Walkin´ My Baby Back Home 04. If You Believe 05. Pretty-Eyed Baby 06. You`re All That I Live For 07. I´ve Got So Many Million Years 08. All Of Me 09. Just Walking In The Rain 10. Hey There 11. Lotus Blossom 12. Somebody Stole My Gal 13. Alexander´s Ragtime Band 14. Shake A Hand 15. Song Of The Dreamer 16. Don´t Blame Me 17. Hernando´s Hideaway 18. I´ll Never Fall In Love Again 19. Cry
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