Festival Preisner: Zbigniew Preisner (1955) – Trilha sonora original para “Trois Couleurs: Blanc”, de Krzysztof Kieślowski

Festival Preisner: Zbigniew Preisner (1955) – Trilha sonora original para “Trois Couleurs: Blanc”, de Krzysztof Kieślowski

Inaugurar a Trilogia das Cores com um filme tão soberbo quanto “Azul” trouxe uma imensa expectativa sobre como seria em seu ato seguinte. Surpreendentemente, Krzysztof Kieślowski serviu ao público, ainda assoberbado pelo grande drama cerúleo, uma comédia que teve recepção morna, e não sem “nhés” de decepção.
Explicar-lhes por que adorei este filme sucinto e ácido, algo como um “Andantino semplice” inserido entre dois suntuosos movimentos sinfônicos, foge ao escopo deste blogue, mas não me furto a afirmar-lhes que trilha sonora que Zbigniew Preisner lhe compôs é tão essencial à trama quanto a do primeiro filme.  Não cabe à música, aqui, o protagonismo que tivera em “Azul”, como força condutora a sublinhar os longos close-ups da personagem da divina Juliette Binoche e entrecortar-lhe os doídos silêncios. O que ouvimos, reiteradamente, é um tango – o gênero tragipatético por excelência – a acompanhar o protagonista em sua volta do exílio, seu reencontro humilhante com o rincão e suas tentativas de recomeço (e, enquanto escrevo isso, dou-me conta de que no tango, assim como em “Branco”, o homem conduz os passos, enquanto “Azul” e “Vermelho” são conduzidos por mulheres). Não haveria espaço, entre tanta neve e bruscos diálogos em polonês, para as grandes massas sonoras da trilha sonora anterior. Assim, Preisner limita-se a comentar cameristicamente, e com modos eslavos bem apropriados à desolação do inverno em Varsóvia, o tema comum a todos os filmes da trilogia: o trôpego caminhar de uma criatura rumo ao que pensa ser sua redenção.

TROIS COULEURS – BLANC 
Trilha sonora original do filme
Música composta por Zbigniew Preisner

1 – The Beginning
2 – The Court
3 – Dominique tries to go home
4 – A Chat in the Underground
5 – Return to Poland
6 – Home at last
7 – On the Wisla
8 – First Job
9 – Don’t fall asleep
10 – After the first transaction
11 – Attempted Murder
12 – The Party on the Wisla
13 – Don Karol I
14 – Phone Call to Dominique
15 – Funeral Music
16 – Don Karol II
17 – Morning at the Hotel
18 – Dominque’s Arrest
19 – Don Karol III
20 – Dominique in Prison
21 – The End

Mariusz Pedzialek, oboé
Jan Cielecki, clarinete
Zbigniew Preisner Light Orchestra
Zbigniew Paleta, violino e regência

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Julie Delpy

Vassily

.: interlúdio :. Brenda Boykin – All the Time in the World

Hoje vou mudar um pouco minhas postagens, e trazer para os senhores algo muito atual, apesar da cantora já ter adentrado em seus 60 e poucos anos de idade. Trata-se da cantora de jazz californiana Brenda Boykin, dona de um belíssimo timbre de voz, com muito suíngue, latin jazz na alma, blues, funk (calma, falo da música tocada nos bairros novaiorquinos) e música eletrônica.  E não podemos esquecer o timaço de músicos que a acompanham, todos músicos de estúdio, porém com muita experiência em um estilo que se convencionou chamar de nu-jazz. E dirigidos pelo incrível Bepo Best, baixista, tecladista, produtor, com um faro incrível para criar verdadeiras obras primas, como a magnífica faixa ‘I´ll Be With You’. O que Brenda Boykin faz com sua voz aqui é algo assombroso.

Esse é outro disco que fará os senhores afastarem os móveis da sala para saírem dançando. Bom gosto, sofisticação, talento, tudo reunido em um baita CD, facilmente classificável como ‘IM-PER-DÍ-VEL !!!

P. S. A lista dos músicos envolvidos é um pouco extensa, e estou com preguiça em digitá-la, então estou deixando para os senhores o booklet para poder tirar estas informações.
P.S. 2 Encontei no site do Mozarteum Brasileiro está pequena biografia de Brenda Boykin. Vale a leitura.

01. Feel Me
02. Mambo Jambo
03. This Maybe Game
04. Don’t Take My Love Away
05. Where Is It Written
06. I’ll Be With You
07. Stone Mad
08. El Ritmo
09. Pa-Pade Swing (Koko Chanel Club Mix)
10. Dancing All Night
11. All the Time in the World
12. La Diva
13. Ninety Nine ‘n a Half
14. U Don’t Love Me (I Don’t Care)
15. And You Know How

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Brenda Boykin – Que voz, senhores !!!

Edvard Grieg – Piano Concerto in A minor, op. 16, Robert Schumann – Piano Concerto in A Minor, op. 54 – Radu Lupu, London Symphony Orchestra, André Previn

Volto ao feijão com arroz hoje, trazendo uma gravação estupenda deste fenomenal pianista chamado Radu Lupu, que infelizmente pouco aparece aqui no PQPBach, em um registro antológico e histórico, ao lado de André Previn e da Sinfônica de Londres, dos batidíssimos Concertos de Schumann e de Grieg. Mas quem importa se existem um milhão de gravações destas obras? Cada uma tem suas características e peculiaridades. e Radu Lupu dá um show aqui, ao mostrar porque estas obras são tão fundamentais no repertório pianístico.
Rubinstein tem dois registros magníficos do Concerto de Grieg e até hoje não consigo definir qual o meu favorito. Martha Argerich e Claudio Abbado tem a melhor gravação do Concerto de Schumann que já ouvi, mas este aqui da dupla Lupu/Previn está entre as top five, com certeza, ou até mesmo entre as top three, como disse um comentarista da amazon.

1. Piano Concerto in A minor, Op.54 1. Allegro affettuoso
2. Piano Concerto in A minor, Op.54 2. Intermezzo (Andantino grazioso)
3. Piano Concerto in A minor, Op.54 3. Allegro vivace
4. Piano Concerto in A minor, Op.16 1. Allegro molto moderato
5. Piano Concerto in A minor, Op.16 2. Adagio
6. Piano Concerto in A minor, Op.16 3. Allegro moderato molto e marcato – Quasi presto – Andante maestoso

Radu Lupu – Piano
London Symphony Orchestra
André Previn

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Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): The Symphonies for Strings

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): The Symphonies for Strings

Sem dúvida, Carl Philipp Emanuel foi meu irmão mais talentoso. Era assim: eu, PQP, era o mais bonito e burro — e também tinha um pau maior que os dos outros — ; WF era o predileto; JC era um grande filho da puta e CPE era o que  mais tinha herdado de nosso pai em termos de capacidade musical. Sério, é só consultar por aí. E ele demonstra sua categoria neste sensacional CD com suas sinfonias para cordas.  O Presto da Sinfonia Wq 182 No.5 foi meu toque de celular por anos. É uma bela ideia, viram? Podem adotar, não me importo!

Grande música com Pinnock e o English Concert afiadíssimos!

Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788): The Symphonies for Strings

1. Sinfonia in G, Wq 182 No.1 – 1. Allegro di molto 3:42
2. Sinfonia in G, Wq 182 No.1 – 2. Poco adagio 4:03
3. Sinfonia in G, Wq 182 No.1 – 3. Presto 3:50

4. Sinfonia in B flat, Wq 182 No.2 – 1. Allegro di molto 3:20
5. Sinfonia in B flat, Wq 182 No.2 – 2. Poco adagio 3:37
6. Sinfonia in B flat, Wq 182 No.2 – 3. Presto 5:05

7. Sinfonia in C, Wq 182 No.3 – 1. Allegro assai 2:43
8. Sinfonia in C, Wq 182 No.3 – 2. Adagio 3:17
9. Sinfonia in C, Wq 182 No.3 – 3. Allegretto 3:36

10. Sinfonia in A, Wq 182 No.4 – 1. Allegro ma non troppo 4:24
11. Sinfonia in A, Wq 182 No.4 – 2. Largo ma inocentemente 3:28
12. Sinfonia in A, Wq 182 No.4 – 3. Allegro assai 4:01

13. Sinfonia in B minor Wq 182 No.5 – 1. Allegretto 4:17
14. Sinfonia in B minor Wq 182 No.5 – 2. Larghetto 2:37
15. Sinfonia in B minor Wq 182 No.5 – 3. Presto 3:49

16. Sinfonia in E major Wq 182 No.6 – 1. Allegro di molto 2:26
17. Sinfonia in E major Wq 182 No.6 – 2. Poco andante 3:08
18. Sinfonia in E major Wq 182 No.6 – 3. Allegro spiritoso 3:12

The English Concert
Trevor Pinnock

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Pinnock e o The English Concert em ação

PQP

Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847) – Complete Symphonies – CDs 5 e 6 de 6 – Thomas Fey, Heidelberger Sinfoniker

Concluindo mais uma série, antes tarde que nunca, mais Mendelssohn para os senhores, nas mãos muito competentes do maestro Thomas Fey, que dirige a Sinfonica de Heildelberg. Produção nota dez, que mantém o padrão de qualidade da gravadora Hänssler, como não poderia deixar de ser.

Destaque para as Sinfonias de nº 2, um primor de composição com um coral fantástico e solistas idem. Volto a repetir, seria interessante os senhores compararem estas gravações com a versão de Sawalisch, que postei dia destes.

Lamentavelmente, há alguns anos, Thomas Fey sofreu uma queda em sua casa, que causou um grave dano cerebral, o que o afastou dos palcos, e consequentemente, dos estúdios.

CD 5

1. Symphony No. 3 in A Minor, Op. 56, MWV N18 Scottish I. Allegro un poco agitato – Andante come prima
2. Symphony No. 3 in A Minor, Op. 56, MWV N18 Scottish II. Vivace non troppo
3. Symphony No. 3 in A Minor, Op. 56, MWV N18 Scottish III. Adagio
4. Symphony No. 3 in A Minor, Op. 56, MWV N18 Scottish IVa. Allegro vivacissimo –
5. Symphony No. 3 in A Minor, Op. 56, MWV N18 Scottish IVb. Allegro maestoso assai
6. String Symphony No. 11 in F Major, MWV N11 I. Adagio – Allegro molto
7. String Symphony No. 11 in F Major, MWV N11 II. Scherzo. Comodo (Schweizerlied)
8. String Symphony No. 11 in F Major, MWV N11 III. Adagio
9. String Symphony No. 11 in F Major, MWV N11 IV. Menuetto. Allegro moderato
10. String Symphony No. 11 in F Major, MWV N11 V. Allegro molto

CD 6

1. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang Ia. Sinfonia. Maestoso con moto – Allegro
2. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang Ib. Allegretto un poco agitato
3. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang Ic. Adagio religioso
4. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang IIa. Alles was Odem hat
5. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang IIb. Lobe den Herrn meine Seele
6. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang IIIa. Recitative. Saget es, die ihr erlöst seid
7. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang IIIb. Er zählet unsre Tränen
8. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang IV. Sagt es, die ihr erlöset seid
9. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang V. Ich harrete des Herrn
10. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang VI. Stricke des Todes hatten uns umfangen
11. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang VII. Die Nacht ist vergangen
12. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang VIII. Chorale. Nun danket alle Gott
13. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang IX. Drum sing’ ich mit meinem Liede
14. Symphony No. 2 in B-Flat Major, Op. 52, MWV A18 Lobgesang X. Ihr Völker, bringet her dem Herrn

Eleonore Malguerre – Soprano
Ulrika Strömstedt – Mezzo – Soprano
Markus Schäfer – Tenor
Heidelberger Sinfoniker
Deutscher Kammerchor
Thomas Fey – Conductor

CD 5 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Musica Antiqua Bohemica – Josef Mysliveček (1737-1781): Seis Sonatas para dois violoncelos e baixo – Jan e Radomír Širc

51WXkwPugrLNossa série antiga e boêmia prossegue com outro compositor que, embora já não seja estranho ao PQP Bach, é muito pouco tocado.

Josef Mysliveček (1737-1781), natural de Praga, produziu música copiosamente durante sua carreira, boa parte da qual passou na Itália a compor óperas. Foi bastante amigo de Leopold e Wolfgang Mozart, que o menciona dezenas de vezes em sua correspondência. O jovem gênio foi provavelmente influenciado por Mysliveček, dado o número de arranjos e anotações de trechos de suas obras encontrados nos alfarrábios de Amadeus, juntamente com comentários preocupados (ou, talvez, invejosos) acerca do que chamava de “devassidão” do músico mais velho. Apesar de ter feito fortuna, o boêmio, ahn, “boêmio” morreu só e desfigurado, provavelmente pelos efeitos tardios da sífilis.

Quase todas as gravações da obra de Mysliveček incluem excertos de suas vinte e tantas óperas, a maioria delas em italiano, mas entre uma ejaculação e outra o sujeito conseguiu compor cerca de oitocentas obras. Há várias sinfonias, muito bem escritas, e os primeiros quintetos de cordas com duas violas da história. As sonatas para duo de violoncelos, que apresentamos aqui, são italianizadas, bastante agradáveis, ao menos para mim, dão uma boa ideia de como soariam obras do jovem Mozart para violoncelo, se o prodígio se tivesse importado, uma vez que fosse, em escrever qualquer obra solo para o instrumento.

MYSLIVEČEK – SEIS SONATAS PARA DOIS VIOLONCELOS E BAIXO

Josef MYSLIVEČEK (1737-1781)

Seis Sonatas para dois violoncelos e baixo contínuo

Sonata no. 1 em Lá maior
01 – Andante
02 – Allegro
03 – Presto

Sonata no. 2 em Ré maior
04 – Allegretto
05 – Andante
06 – Presto assai

Sonata no. 3 em Sol maior
07 – Allegro
08 – Andante
09 – Presto

Sonata no. 4 em Fá maior
10 – Allegretto
11 – Andante
12 – Allegro

Sonata no. 5 em Dó maior
13 – Andante
14 – Allegro
15 – Presto

Sonata no. 6 em Si maior
16 – Andante
17 – Allegro
18 – Tempo di menuetto

Jan Širc e Radomír Širc, violoncelos
Václav Hoskovec, contrabaixo
Robert Hugo, cravo

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Uma solista que, acho, cairia nas graças de Mysliveček
Uma solista que, acho, cairia nas graças de Mysliveček

Vassily Genrikhovich

Felix Mendelssohn Bartholdy – Complete Symphonies – CDs 3 e 4 de 6 – Thomas Fey, Heidelberger Sinfoniker

Mais Mendelssohn, sim, senhores. Estou aqui cobrindo uma falta de minha parte, pois esqueci de concluir esta excepcional série. Me obriguei a continuar pois não gosto de deixar as coisas pela metade.
Então mais dois volumes, com as magníficas Sinfonias para Cordas, obras de juventude do compositor, mas que, apesar da idade, mostram um compositor maduro, totalmente ciente de seu talento. Interessante ouvir esta gravação para poderem comparar com a versão de Sawalisch que postei recentemente.

CD 3

1. String Symphony No. 1 in C Major, MWV N1 I. Allegro
2. String Symphony No. 1 in C Major, MWV N1 II. Andante
3. String Symphony No. 1 in C Major, MWV N1 III. Allegro
4. String Symphony No. 2 in D Major, MWV N2 I. Allegro
5. String Symphony No. 2 in D Major, MWV N2 II. Andante
6. String Symphony No. 2 in D Major, MWV N2 III. Allegro
7. String Symphony No. 3 in E Minor, MWV N3 I. Allegro di molto
8. String Symphony No. 3 in E Minor, MWV N3 II. Andante
9. String Symphony No. 3 in E Minor, MWV N3_III. Allegro
10. String Symphony No. 4 in C Minor, MWV N4 I. Grave – Allegro
11. String Symphony No. 4 in C Minor, MWV N4 II. Andante
12. String Symphony No. 4 in C Minor, MWV N4 III. Allegro vivace
13. String Symphony No. 9 in C Major, MWV N9 I. Grave – Allegro
14. String Symphony No. 9 in C Major, MWV N9 II. Andante
15. String Symphony No. 9 in C Major, MWV N9 III. Scherzo
16. String Symphony No. 9 in C Major, MWV N9 IV. Allegro vivace

CD 4

1. Symphony No. 5 in D Major, Op. 107, MWV N15 Reformation I. Andante – Allegro con fuoco
2. Symphony No. 5 in D Major, Op. 107, MWV N15 Reformation II. Allegro vivace
3. Symphony No. 5 in D Major, Op. 107, MWV N15 Reformation III. Andante
4. Symphony No. 5 in D Major, Op. 107, MWV N15 Reformation IV. Andante con moto – Allegro vivace
5. String Symphony No. 5 in B-Flat Major, MWV N5 I. Allegro vivace
6. String Symphony No. 5 in B-Flat Major, MWV N5 II. Andante
7. String Symphony No. 5 in B-Flat Major, MWV N5 III. Presto
8. String Symphony No. 6 in E-Flat Major, MWV N6 I. Allegr
o9. String Symphony No. 6 in E-Flat Major, MWV N6 II. Menuetto
10. String Symphony No. 6 in E-Flat Major, MWV N6 III. Prestissimo
11. String Symphony No. 10 in B Minor, MWV N10

Heildelberger Sinfoniker
Thomas Fey – Conductor

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Ainda mais Cordas: a Harpa (Jan Křtitel Krumpholc (1742-1790) – Sonatas para harpa – Hana Müllerová)

MI0000984030Tão logo iniciamos esta série sobre os instrumentos de cordas, já fomos questionados sobre quando a harpa faria sua aparição. Chegou, então, sua hora, com essas sonatas do boêmio Jan Křtitel Krumpholc – ou, como queiram, “Johann Baptist Krumpholz” em alemão, ou, ainda, “Jean-Baptiste Krumpholtz” no idioma da França, onde viveu e se afogou, jogando-se ao Sena após uma crise grave daquilo a que, lá no meu pago austral, damos o nome de “dor de guampa”.

Seja lá como o chamemos, Krumpholc/z/tz (a pronúncia é a mesma) foi um dos primeiros virtuoses da harpa a constituir carreira internacional com recitais solo, colaborou estreitamente com luthiers e fabricantes para aprimorar o instrumento, ampliou seu repertório e fundou, com seus tratados e intensa atividade como professor, as importantes escolas francesa e boêmia de harpistas.

Hana Müllerová é muito boa, e a gravação certamente satisfará os fanáticos por esse mais formoso entre os instrumentos. As Sonatas Op. 13 são agradáveis, embora nelas Herr Krump não pareça muito disposto a aventurar-se além de clichês batidíssimos do rococó – e o fato dessas sonatas terem sido compostas para “harpa OU pianoforte”, conforme o frontispício, tampouco ajuda. A coisa melhora bastante nas Sonatas Op. 14, que decididamente não podem ser executadas ao piano, pelos efeitos inerentes aos novos pedais da harpa, em cujo desenvolvimento o infeliz Krumpholc teve participação decisiva.

KRUMPHOLZ – SIX SONATES POUR LA HARPE OP. 13 & 14

Jan Křtitel KRUMPHOLC [Jean-Baptiste Krumpholtz] (1742-1790)

Quatro Sonatas para harpa, Op.13

No. 1 em Si bemol maior:
01 – Allegretto
02 – Romance
03 – Rondo. Allegretto.

No. 2 em Mi bemol maior:
04 – Allegro vivace
05 – Andante
06 – Rondo. Allegro

No. 3 em Dó maior
07 – Allegretto
08 – Andante
09 – Scherzo. Allegretto

No. 4 em Sol maior:
10 – Presto
11 – Andante
12 – Prestissimo

Duas Sonatas para harpa, Op. 14

No. 1 em Mi bemol maior:
13 – Largo – Allegro molto/attacca
14 – Poco adagio/attacca
15 – Allegro molto agitato/attacca
16 – Recitatif. Moderato. Allegro

No. 2 em Dó menor:
17 – Adagio avec expression
18 – Allegro molto
19 – Rondeau. Allegro

Hana Müllerová, harpa

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Pobre Krumpholz!
Pobre Krumpholz!

 

Vassily Genrikhovich

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano Nº 3 #BTHVN250

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano Nº 3 #BTHVN250

Ontem, ao procurar por Mendelssohn no micro, encontrei este concerto assim dando sopa, avulso. Gosto demais desta gravação ao vivo onde Michelangeli dá um banho de interpretação no belíssimo terceiro concerto. Esta gravação do terceiro concerto é tão arrebatadora que agora desejaria ouvi-lo. Não adianta, cada vez que ouço uma gravação ao vivo como esta, mais me convenço de que a música vive mais no palco do que em estúdios. Se Bakhtin demonstrou que a ideia tinha natureza dialógica — pois seu habitat seria a expressão e o confronto com outras idéias –, digo que o habitat da música é a interação com os ouvintes. Ali, ganha sentido e magia, como aliás Emma Kirkby confirmou nesta entrevista.

Imperdível!

Beethoven: Concerto para Piano Nº 3

1. Piano Concerto No.3 in C minor, Op.37 – 1. Allegro con brio – Cadenza 17:24
2. Piano Concerto No.3 in C minor, Op.37 – 2. Largo 11:15
3. Piano Concerto No.3 in C minor, Op.37 – 3. Rondo (Allegro) 9:35

Arturo Benedetti Michelangeli, piano
Vienna Symphony Orchestra (Sinfônica de Viena)
Carlo Maria Giulini

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Michelangeli foi profe de Pollini, só por isso tem que respeitar!

PQP

Cesar Franck (1822–1890) – Sonata for Violin and Piano , Edvard Grieg (1843–1907) – Sonata for Violin and Piano no. 3 Op. 45 , Antonín Dvořák (1841–1904) – Romantic Pieces Op. 75 (B 150) – Renaud Capuçon, Khatia Buniatishvili

Esse com certeza é  um belo CD para iniciarmos o ano. Três peças que representam bem o Romantismo, belamente interpretadas por dois dos principais músicos da atualidade, Renaud Capuçon & Khatia Buniatishvili. Muitos podem argumentar, poxa, já existem tantas gravações destas Sonatas de Cesar Franck, há a necessidade de mais uma? Bem, fica a seu critério conhecer o que a nova geração tem a apresentar sobre uma obra tão conhecida.

A química entre os dois músicos existe, isso é inegável. Khátia é uma pianista muito expressiva, sem dúvidas, exala sensualidade em suas apresentações, e sabe como transferir essa expressividade para o piano. Ouçam a Sonata de Grieg, um dos melhores momentos do CD. Renaud Capuçon é o garoto de ouro da veterana Martha Argerich, com que já realizou diversas apresentações, inclusive desta mesma Sonata de Franck. Obviamente Khatia Buniatishvili não é nenhuma Martha Argerich, mas dá conta do recado com sobra.

A dupla encerra o CD com as belíssimas peças românticas de Dvorák. Um belíssimo CD, sem dúvidas.

César Franck – Sonata for Violin and Piano in A major
[1] I Allegretto ben moderato
[2] II Allegro
[3] III Recitativo-Fantasia. Ben moderato – Molto lento – a tempo moderato
[4] IV Allegretto poco mosso 6:04

Edvard Grieg – Sonata for Violin and Piano no. 3 Op. 45 in C minor
[5] I Allegro molto ed appassionato
[6] II Allegretto espressivo alla Romanza
[7] III Allegro animato 7:52

Antonín Dvořák – Romantic Pieces Op. 75 (B 150)
[8] I Allegro moderato
[9] II Allegro maestoso
[10] III Allegro appassionato
[11] IV Larghetto

Renaud Capuçon violin
Khatia Buniatishvili piano

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A Família das Cordas: Antonio Vivaldi (1678-1741) – Concertos para viola d’amore – Rachel Barton Pine

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Começamos pelos mais velhos, seguimos pela primogênita vítima de bullying, passamos pelo pequeno notável, pelo robusto e pelo brutamontes.

Terminamos?

Claro que não!

Continuamos nossa minissérie sobre a família das cordas abordando aqueles primos afastados, meio esquecidos, de quem quase nunca se ouve falar e dos quais, apesar de nos parecerem esquisitos, sempre tem quem goste.

viola d’amore já tinha quase saído de voga quando Vivaldi escreveu estes concertos que hoje são o cerne de seu repertório. Suas seis a sete cordas tocadas com o arco, e outras tantas ressonando por simpatia sob elas, garantem-lhe um timbre rico e algo, digamos, anasalado, que foi gradualmente preterido em favor daquele mais brilhante do violino.

Em primeiro plano, as sete cordas principais da viola d'amore, que são tocadas com o arco. Sob elas, as sete cordas que ressoam por simpatia.
Em primeiro plano, as sete cordas principais da viola d’amore, que são tocadas com o arco. Sob elas, as sete cordas que ressoam por simpatia.

A violinista Rachel Barton Pine, uma apaixonada pela viola d’amore, esperou muito tempo para finalmente por suas mãos num desses instrumentos, como conta nessa entrevista (em inglês). Depois de muito estudo, e de breves experimentos com o repertório, que incluíram alguns bis de viola d’amore em recitais dedicados ao violino, ela resolveu estrear com a gravação que ora lhes apresento, lançada no mês passado. A discografia desses concertos de Vivaldi, que já contava com ótimas versões de Fabio Biondi e Catherine Mackintosh, enriqueceu sobremaneira com este CD, particularmente pelo adorável, elegante uso que Pine faz do rubato.

VIVALDI – THE COMPLETE VIOLA D’AMORE CONCERTOS
RACHEL BARTON PINE – ARS ANTIQUA

Antonio Lucio VIVALDI (1678-1741)

Concerto em Ré maior para viola d’amore, orquestra de cordas e baixo-contínuo, RV 392
01 – Allegro
02 – Largo
03 – Allegro

Concerto em Ré menor para viola d’amore, orquestra de cordas e baixo-contínuo, RV 393
04 – Allegro
05 – Largo
06 – Allegro

Concerto em Fá maior para viola d’amore, orquestra de cordas e baixo-contínuo, RV 97
07 – Largo – Allegro
08 – Largo
09 – Allegro

Concerto em Ré menor para viola d’amore, orquestra de cordas e baixo-contínuo, RV 394
10 – Allegro
11 – Largo
12 – Allegro

Concerto em Ré menor para viola d’amore, orquestra de cordas e baixo-contínuo, RV 395
13 – Allegro
14 – Andante
15 – Allegro

Concerto em Lá maior para viola d’amore, orquestra de cordas e baixo-contínuo, RV 396
16 – Allegro
17 – Andante
18 – Allegro

Concerto em Lá menor para viola d’amore, orquestra de cordas e baixo-contínuo, RV 397
19 – Vivace
20 – Largo
21 – Allegro

Concerto em Ré menor para viola d’amore, alaúde, orquestra de cordas e baixo-contínuo, RV 540*
22 – Allegro
23 – Largo
24 – Allegro

Rachel Barton Pine, viola d’amore
*Hopkinson Smith
, alaúde
Ars Antiqua

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Vassily Genrikhovich

Rachel e seu instrumento: "amore" antigo.
Rachel e seu instrumento: “amore” antigo.

 

.: interlúdio :. Freddie Mercury, Montserrat Caballé: Barcelona

.: interlúdio :. Freddie Mercury, Montserrat Caballé: Barcelona

Um trabalho de Freddie Mercury (1946-1991) jamais seria totalmente ruim. Tudo o que ele produziu sempre teve alto capricho e acabamento. E suas qualidades vocais e afinação são um milagre. Mas neste Barcelona (1988), sua ego trip com Montserrat Caballé (1933-2018) não vai muito além de duas ou três boas faixas, como Barcelona, How can I go on e Overture Piccante. Se o Queen já era operístico, aqui Mercury aparece livre da influência roqueira de May, Deacon e Taylor. Uma pena, porque as coisas pioram bastante quando ele decididamente se coloca no crossover. A presença de Caballé é perfeita, só que o ego de Mercury tira-lhe espaço. O disco não é um fiasco e aprecio bastante de sua perfeição técnica e a atuação de todo mundo, apesar da música ser só mais ou menos.

Freddie Mercury, Montserrat Caballé: Barcelona

1 Barcelona 5:38
2 La Japonaise 4:49
3 The Fallen Priest 5:45
4 Ensueño 4:20
5 The Golden Boy 6:04
6 Guide Me Home 2:41
7 How Can I Go On 3:59
8 Overture Piccante 6:40

Cello – Deborah Ann Johnston
Horns – Barry Castle
Percussion – Frank Ricotti
Violin – Homi Kanga, Laurie Lewis
Backing Vocals – Carol Woods, Debbie Bishop, Lance Ellington, Madeline Bell, Mark Williamson, Miriam Stockley, Peter Straker
Lyrics By – Tim Rice
Bass – John Deacon

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Caballé & Mercury: dueto de peso.

PQP

Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847) – Sinfonias – Wolfgang Sawalisch, The New Philharmonia Orchestra

Estes CDs me foram repassados gentilmente por nosso colaborador Rene Denon, quando lhe perguntei qual era o seu maestro favorito em se tratando de Mendelssohn. Ele nem pestanejou quando respondeu Wolfgang Sawalisch. Fiquei curioso então em conhecer estas gravações. Conhecia este maestro regendo principalmente Schubert e Brahms, e foi com grande satisfação e prazer que os ouvi atentamente. Lembro sempre do então jovem Claudio Abbado frente a Sinfônica de Londres quando falamos em Mendelssohn, integral que já trouxemos algumas vezes aqui no PQPBach.

Mendelssohn foi um fenômeno, um novo Mozart, e assim como esse, nos deixou muito cedo, meros 38 anos de idade, mas sua contribuição foi fundamental na história da música ocidental, com certeza foi um dos pilares do Romantismo. E estas suas sinfonias com certeza estão inscritas na categoria de obras primas daquele período tão importante da História da Cultura Ocidental. Sei que os senhores irão apreciar.

Cd 1

01. Symphonie Nr.1 c-Moll, Op.11 I. Allegro di molto
02. Symphonie Nr.1 c-Moll, Op.11 II. Andante
03. Symphonie Nr.1 c-Moll, Op.11 III. Menuetto, allegro molto
04. Symphonie Nr.1 c-Moll, Op.11 IV. Allegro con fuoco
05. Symphonie Nr.3 a-Moll, Op.56“Schottische” I. Andante con moto–Allegro un poco
06. Symphonie Nr.3 a-Moll, Op.56“Schottische” II. Vivace non troppo
07. Symphonie Nr.3 a-Moll, Op.56“Schottische” III. Adagio
08. Symphonie Nr.3 a-Moll, Op.56“Schottische” IV. Allegro vivacissimo

The New Philharmonia Orchestra
Wolfgang Sawallisch – Conductor

CD 2

01. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Sinfonia. Maestoso con moto – Allegr
02. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Alles was Odem hat lobe den Herrn
03. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Saget es, die ihr erlost seid – Er z
04. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Saget es, die ihr erlost seid
05. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Ich harrte des Hern
06. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Stricke des Todes hatten uns umfangen
07. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Die Nacht ist vergangen
08. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Nun danket alle Gott
09. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Drum sin ich mit meinem Liede
10. Symphonie Nr. 2 B-dur op. 52 ‘Lobgesang’ Ihr Volker! bringet her dem Herrn

Rotraud Hansmann – Soprano
Helen Donath – Soprano
Waldemar Kment – Tenor
The New Philharmonia Chorus & Orchestra
Wolfgang Sawalisch – Conductor

CD 3

01. Symphonie Nr. 4 A-dur op. 90 ‘Italienische’ 1. Allegro vivace
02. Symphonie Nr. 4 A-dur op. 90 ‘Italienische’ 2. Andante con moto
03. Symphonie Nr. 4 A-dur op. 90 ‘Italienische’ 3. Con moto moderato
04. Symphonie Nr. 4 A-dur op. 90 ‘Italienische’ 4. Saltarello. Presto
05. Symphonie Nr. 5 D-dur op. 107 ‘Reformation’ 1. Andante – Allegro con fuoco
06. Symphonie Nr. 5 D-dur op. 107 ‘Reformation’ 2. Allegro vivace
07. Symphonie Nr. 5 D-dur op. 107 ‘Reformation’ 3. Andante
08. Symphonie Nr. 5 D-dur op. 107 ‘Reformation’ 4. Choral ‘Ein’ feste Burg ist un

The New Philharmonia Orchestra
Wolfgang Sawallisch – Conductor

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Musica Antiqua Bohemica – Pavel Josef Vejvanovský (1633/39 -1693): Sonatas – Miroslav Kejmar e Zdeněk Šedivý

61lJSyUZrnL._SS280Se fôssemos puristas, não poderíamos incluir esta gravação numa série de música antiga da Boêmia. Afinal, Pavel Vejvanovský era morávio da gema: nasceu no mesmo vilarejo de Hukvaldy onde, mais de dois séculos depois, Leoš Janáček encontraria a luz; passou boa parte da vida em Olomouc (para cujo príncipe-bispo trabalhou no auge da carreira) e morreu em (tente pronunciar isso sem deglutir a própria língua) Kroměříž – todos eles logradouros da Morávia. No entanto, se os próprios boêmios da Supraphon resolveram incluir Vejvanovský na série Musica Antiqua Bohemica, quem sou eu, com meu pobre nome sem diacríticos, para contestá-los?

Vejvanovský foi um trompetista virtuoso que sabia escrever brilhantemente para seu instrumento, sem saber lá dotar de muita espessura ou profundidade suas obras. A oportunidade de escutar solistas tão bons quanto Miroslav Kejmar e Zdeněk Šedivý – distintos ocupantes, cada um a seu tempo, do posto de primeiro trompete da Filarmônica Tcheca – garante uma experiência agradável, ainda mais após a overdose de cordas com que entupimos os martelos, as bigornas e os estribos de nossos leitores-ouvintes nas últimas semanas. Quem não for lá tão fã de metais quererá, provavelmente, passar esse naco em nosso rodízio.

PAVEL JOSEF VEJVANOVSKÝ – SONATAS

Pavel Josef VEJVANOVSKÝ (1633/39-1693)

01 – Serenada, MAB 49/27
02 – Sonata venatoria em Ré maior, MAB 36
03 – Sonata secunda a 6, MAB 47/7b
04 – Sonata vespertina a 8, MAB 47/1
05 – Sonata a 4, MAB 36
06 – Sonata a 5, MAB 49/27
07 – Serenada em Dó maior, MAB 36

Miroslav Kejmar e Zdeněk Šedivý, trompetes
Orquestra de Câmara de Praga (ou, para quem gosta de diacríticos e encontros consonantais: Pražský komorní orchestr)
Libor Pešek, regência

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KRO-MNER-JISH - mas cuidado com a língua!
KRO-mner-jish – mas cuidado com a língua!

Vassily Genrikhovich

Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonias Nº 1 e 3

Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonias Nº 1 e 3

Uma excelente gravação para este esplêndido repertório. Talvez a Sinfonia Nº 1 de Brahms seja a que eu mais goste dentre todas. Sim, dentre todas as centenas de sinfonias que já ouvi. E é um registro de respeito! O inglês Edward Gardner demonstra a força e a extrema competência do naipe de cordas da orquestra de Bergen. É um conjunto excepcional como um todo. Maestro titular da Filarmônica de Bergen desde outubro de 2015, Edward Gardner liderou a orquestra em várias turnês internacionais, incluindo performances em Berlim, Munique e Amsterdam e no BBC Proms e no Festival Internacional de Edimburgo. Gardner foi recentemente nomeado titular Orquestra Filarmônica de Londres, com seu mandato iniciando em setembro de 2021. O cara é ótimo e vocês podem comprovar ouvindo o CD. Um bom 2020 para todos nós!

Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonias Nº 1 e 3

Brahms: Symphony No. 1 in C minor, Op. 68 45:38
I. Un poco sostenuto – Allegro 16:01
II. Andante sostenuto 8:43
III. Un poco allegretto e grazioso 4:53
IV. Adagio – Allegro non troppo 16:01

Brahms: Symphony No. 3 in F major, Op. 90 35:43
I. Allegro con brio 12:45
II. Andante 8:28
III. Poco allegretto 5:56
IV. Allegro 8:34

Bergen Philharmonic Orchestra
Edward Gardner

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Edward Gardner na Sala de Fantasmagoria e Concepção Melódica da PQP Bach Corp.

PQP

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Sinfonias Nº 38, 39, 40 e 41 (Karl Böhm, WPO)

Esta deve ser a terceira ou quarta vez que estou repostando estes CDs que considero imprescindíveis em qualquer CDteca. Karl Böhm foi um dos maiores especialistas em Mozart do Século XX, e mesmo hoje, com tantos CDs sendo lançados com registros historicamente informados, ainda considero estes CDs “IM-PER-DÍ-VEIS”.

Este foi o disco que me apresentou estas duas sinfonias, quando eu era apenas um pré adolescente morando no interior do Paraná. Claro que minha vida nunca mais foi a mesma. Foi um choque. A suavidade da interpretação magistral de Karl Böhm contrastava com a sisudez do senhor de óculos quadrados que aparecia na capa do LP, assustador por vezes. Os primeiros compassos da Sinfonia n° 40 me comoveram desde a primeira audição e não preciso dizer que aquele LP se tornou um de meus favoritos. Ouvi tanto que o risquei, afinal meu velho 3×1 não era lá grandes coisas, mas era o que meus pais conseguiram comprar. E o usei exaustivamente até pedir arrego. Mas o LP com o selo amarelo estava sempre lá, rodando, enchendo o espaço com a beleza da música mozartiana. Creio que ainda o tenha.

Karl Böhm já havia gravado uma integral das sinfonias de Mozart, porém com a Berliner Philharmoniker, gravações estas consideradas definitivas. Só muito mais tarde tive acesso a elas e também me encantei. Mas esta última gravação de Böhm, realizada poucos anos antes de sua morte, ainda é a minha favorita. E Karl Böhm, difinitivamente, foi um dos maiores intérpretes da obra de Mozart. E a Filarmônica de Viena é minha orquestra favorita para este repertório.

Espero que os senhores gostem. Eu simplesmente adoro…
IM-PER-DÍ-VEL !!!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Sinfonias Nº 38, 39, 40 e 41- Karl Böhm, WPO

Symphony nº 38 in D Major, “Prague” K. 504
01. 1 Adagio Allegro
02. 2 Andante
03. 3 Finale Presto

Symphony nº 39 in E Flat major K. 543
04. 1 Adagio Allegro
05. 2 Andante con moto
06. 3 Menuetto Allegretto Trio
07. 4 Finale Allegro

Symphony Nº 40 in G minor
1 Molto allegro
2 Andante
3 Menuetto – Allegretto – Trio
4 Allegro assai

Symphony No 41 in C major ‘Jupiter’
5 1 Allegro vivace
6 2 Andante cantabile
7 3 Menuetto – Allegretto – Trio
8 4 Molto allegro

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Rarities #BTHVN250

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Rarities #BTHVN250

Senhoras e senhores: é com imensa satisfação, dir-se ia prazer quase libidinoso (quase) que iniciamos nosso ANO BEETHOVEN, no qual celebraremos o ducentésimo quinquagésimo aniversário de nosso preclaro Lud Van, a apresentar-lhes a OBRA COMPLETA DE BEETHOVEN PARA BANDOLIM – tão imensa, verão os senhores, que não ocupa sequer um terço de um CD.

É interessante matutar o que deve ter levado um renano de sangue belga radicado em Viena a escrever algo para um instrumento mediterrâneo como o bandolim – algum amador talentoso e/ou rico, talvez, ou mais provavelmente um rabo de saia por quem, para variar, nutria sentimentos inconfessos que lhe alargavam as úlceras e o catapultavam para as tabernas mais pulguentas da capital austríaca. Já as obras que completam o álbum, que incluem algumas das numerosas “Árias Nacionais” arranjadas por Beethoven para duos e trios no final de sua vida, essas tiveram a vil inspiração do ouro: pagavam contas como ninguém, quanto mais em tempos de Guerras Napoleônicas, nas quais os patronos do “Espanhol Louco” se viam em maus lençóis e tinham que escolher entre cortar da própria carne e racionar o caviar, ou suspender as remessas de dinheiro para o apartamento mais caótico de Viena.

Nada há aqui de muito importante, embora eu ache muito simpáticas as diminutas peças para bandolim e piano. Entendam esta postagem, por favor, como uma caixa de bombons – aquelas que têm cada vez menos guloseimas interessantes, e cada dia mais renegados como o Smash e o Milkybar – que lhes ofereço para que  possa ter tempo de tomar um cafezinho.

A propósito: podem me passar o Sensação?

BEETHOVEN – RARITIES

Ludwig van BEETHOVEN (1770-1827)

01 – Adágio em Mi bemol maior para bandolim e piano, WoO 43/2
02 – Sonatina em Dó maior para bandolim e piano, WoO 44/1
03 – Sonatina em Dó menor, WoO 43/1

Andante e variações para bandolim e piano, WoO 44/2
04 – Andante
05 – Variazioni I-VI

Lájos Mayer, bandolim
Imre Rohmann, piano

Seis Árias Nacionais com variações para violino e piano, Op. 105
06 – Ária escocesa – Andantino quasi allegretto
07 – Ária escocesa – Allegretto scherzoso
08 – Ária austríaca – Andantino
09 – Ária escocesa – Andante espressivo assai
10 – Ária escocesa – Allegretto spiritoso
11 – Ária escocesa – Allegretto più tosto vivace

12 – Seis Danças Alemãs para violino e piano, WoO 42

Béla Bánfalvi, violino
Sándor Falvai, piano

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Nem venham: o Sensação é meu!

Vassily Genrikhovich

Silvius Leopold Weiss (1687-1750): Música para Alaúde

Silvius Leopold Weiss (1687-1750): Música para Alaúde

Um bonito e tranquilo disco — com momentos lindos e outros nem tanto, mas que jamais chegam a ser maus — adequado para as horas de reflexão ou quando se quer algo culto, de nível, que não incomode muito. Weiss foi um dos compositores mais importantes e mais prolíficos da música alaúde da história e um dos alaudistas mais conhecidos em sua época. Ele escreveu cerca de 600 peças para alaúde, a maioria delas agrupadas em ‘sonatas’ (para não confundir com a sonata clássica posterior, baseada na forma da sonata) ou suítes, que consistem principalmente em peças de dança barroca. Como as deste disco. Weiss também escreveu originalmente um extenso repertório de música de câmara, duetos alaúde e concertos, mas apenas as partes solo sobreviveram. Setenta suítes, no entanto, são conhecidas em sua totalidade; a maioria dura cerca de 20 a 25 minutos. A música de Weiss é caracterizada pela compreensão única das capacidades de seu instrumento, seus pontos fortes e fracos. Weiss também era procurado como professor. Seus muitos alunos aristocráticos incluíam o jovem Frederico, o Grande, e suas irmãs Wilhelmena (mais tarde Margravine de Bayreutlt) e Anna Amalia, princesa da Prússia.

Silvius Leopold Weiss (1687-1750): Música para Alaúde

Suite D-moll
1 Preludio 2:42
2 Fantasia 3:12
3 Sonata 3:17
4 Sarabande 4:55
5 Gique 2:15

Suite A-moll
6 Capricio 1:56
7 Allemande En Double 3:51
8 Courante 2:40
9 Fantasia 3:05
10 Gique 2:41
11 Capricio F-dur 3:08
12 Gique 2:21
13 Menuet 1:48

Suite D-moll
14 Prelude 0:58
15 Allamande 5:34
16 Courante 2:51
17 Gavotte 1:51
18 Sarabande 4:49
19 Menuet 2:05
20 Gique 2:58

Suite C-moll
21 Fantasia 2:03
22 Courante 2:18
23 Menuet I, II 3:06
24 Gique 2:50

Michael Freimuth, alaúde

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Silvius Leopold Weiss dá um sorrido maroto e despede-se deste horrível 2019

PQP

KAISERWALTZ – Waltz and Polkas – Wiener Philharmoniker, Karl Böhm

Agora sim, encerro os trabalhos de 2019 em grande estilo. Uma magnífica orquestra, um excepcional regente e um repertório, bem, esse repertório dispensa apresentações. Separem os móveis da sala, façam os pares e saiam valsando para saudar o novo ano. Não temam serem felizes. Precisamos de alegria e esperança neste ano que se inicia.

Karl Böhm regendo a Filarmônica de Viena, podermos assisti-los ao vivo, isso sim seria um sonho de consumo, impossível de ser realizado, infelizmente, afinal o grande maestro austríaco já nos deixou há bastante tempo. Mas esta excepcional Orquestra está lá, firme e forte, mesmo depois de 177 após sua fundação. Lhes garanto que se eu for o sortudo a ganhar os 300 milhões da Mega Sena da virada farei o possível para vê-los tocando.

Meus queridos e pacientes leitores – ouvintes deste longevo blog, já se vão treze anos desde que iniciamos este projeto utópico de levar-lhes música de alta qualidade. Passamos por diversos momentos críticos, e com certeza outros virão, não podemos garantir se ainda estaremos no ar, o mundo dá muitas voltas, mas garanto que faremos o possível estaremos continuarmos lhes proporcionando o prazer da boa música.

Como comentei acima, podem separar os móveis da sala, façam seus pares e podem sair valsando, para saudar o novo ano.

FELIZ 2020 !!!

Johann Strauss II (1825-1899)

01. An der schönen, blauen Donau, Op 314
02. Tritsch-Tratsch Polka, Op 214
03. Kaiserwalzer, Op 437
04. Unter Donner und Blitz Polka, Op 324
05. Rosen aus dem Süden, Op 388

Johann Strauss II & Josef Strauss (1827-1870)
06. Pizzicato Polka

Johann Strauss II

07. Annen-Polka, Op 117
08. Perpetuum mobile, Op 257

Wiener Philharmiker
Karl Böhm – Conductor

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Otto Nicolai (1810-1849) – Johann Strauss (1804-1849) – Josef Strauss (1827-1870) – Johann Strauss Filho (1825-1899) – Concerto de Ano Novo em Viena – Carlos Kleiber (1992)

61-QS8JumFLORIGINALMENTE PUBLICADO EM 31/12/2015, LINK REVALIDADO EM 31/12/2019 COM OS MESMÍSSIMOS PLANOS DE FOLGA PARA O ANO VINDOURO

Já imagino a claque tomateira rugindo:

– Pô, Vassily: VALSAS DE STRAUSS?
– Daqui a pouco tu tá postando André Rieu!
– Tá achando que o PQP Bach é lugar pra pai de debutante achar valsinha de quinze anos?
– Que chavãozinho, hein, postar concertinho de ano novo no Ano Novo?
– Você já ouviu música de verdade, Sr. Vassily Genrikhovich???

Ao que replico:

– Mas peraí, gurizada: já viram QUEM ESTÁ REGENDO???

Respeito, senhores: trata-se de Carlos Kleiber, figura enigmática e polêmica, mas – e isso ninguém discute – um dos maiores regentes do século XX. Crescentemente avesso a apresentações e gravações (o que, pressupomos, é bastante inconveniente para um regente), já estava bastante afastado dos palcos quando retornou (porque ele já o tinha feito em 1989) à Grande Sala do Musikverein (Associação de Música) de Viena para conduzir a Filarmônica daquela cidade no tradicional Concerto de Ano Novo de 1992. O ensaio meticuloso e o tremendo comando de Carlos sobre a orquestra garantem que estas peças bastante batidas, mas muito atraentes, soem como se as ouvíssemos pela primeira vez na vida – uma das características do “Estilo Kleiber”.

Sobre o final do ano, sou realmente meio cabreiro acerca das grandes mudanças que todos esperam para os trezentos e sessenta e poucos próximos dias do calendário. Não deixo aqui meus votos, portanto, mas antecipo uma resolução (mais que isso: uma autoimposição!) de Ano Novo: terei que reduzir a frequência de minhas postagens e resenhá-las, se tanto, mais sucintamente. Não que não tenha apreciado demais a oportunidade de postar quase diariamente desde meu ingresso na ademais fabulosa equipe do PQP Bach e de interagir com os poucos de vocês que se dispuseram, além de acessar o que lhes disponibilizo, a deixar-me um “joinha”, um resmungo ou algum pedido. Se desfrutaram de meus esforços um naquinho que seja do que eu desfrutei ao empenhá-los, imagino então que se divertiram.

1992 NEW YEAR’S CONCERT of the 150th Jubilee Year of the WIENER PHILARMONIKER – CARLOS KLEIBER

Carl Otto Ehrenfried NICOLAI (1810-1849)
01 – Die Lustigen Weiber Von Windsor: Abertura

Johann STRAUSS II (1825-1899)
02 – Stadt und Land, Polka Mazur, Op. 322

Josef STRAUSS (1827-1870)
03 – Dorfschwalben aus Österreich, Valsa Op. 164

Johann STRAUSS II
04 – Vergnügungzug, Polca Rápida Op. 281
05 – Der Zigeunerbaron: Abertura
06 – Tausend und Eine Nacht, Valsa Op. 346
07 – Neue Pizzicato-Polka, Op. 449
08 – Persischer Marsch, Op. 289
09 – Tritsch-Tratsch-Polka, Op. 214

Josef STRAUSS
10 – Sphärenklänge, Valsa Op. 235

Johann STRAUSS II
11 – Unter Donner und Blitz, Polca Rápida Op. 324
12 – An der Schöner Blauen Donau, Valsa Op. 314

Johann Baptist STRAUSS (1804-1849)
13 – Radetzky-Marsch, Op. 228

Wiener Philarmoniker
Carlos Kleiber, regência

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thats_all_folks_wallpaperVassily Genrikhovich

G. F. Händel (1685-1759): Süße Stille, sanfte Quelle (Neun deutsche Arien / Music For The Royal Fireworks)

G. F. Händel (1685-1759): Süße Stille, sanfte Quelle (Neun deutsche Arien / Music For The Royal Fireworks)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Que baita, tremendo CD! Que cantora é Nuria Rial e que maravilhosa é a Austrian Baroque Company! As Neun deutsche Arien (Nove árias alemãs) foram escritas entre 1724 e 1727. São lindas árias aparentemente simples para uma voz solo, um instrumento melódico que o acompanha e um baixo contínuo. Até os títulos das árias revelam que Händel — famoso como criador de óperas e oratórios suntuosos — está disposto ao intimismo e ao espírito do pietismo primitivo. Do poeta hamburguês Barthold Heinrich Brockes, ele pega textos calmos e sensíveis que não eram nem do italiano do início da carreira nem do inglês que usaria no futuro. Eles foram são retirados da coleção de poesia de Brockes, Prazeres terrenos em Deus, que apareceu em 1721. Seu humor terno, frugal e despretensioso permitiu a Handel expressar na música íntima o mesmo domínio que demonstrou nas paixões palpitantes ou emoções virtuosísticas de outros trabalhos. Tanto a letra quanto o cenário de Händel são característicos da mudança do barroco, no sentido mais restrito, para a Era do Iluminismo: o homem descobre o traço de Deus na beleza independente da natureza e agradece a ele, Criador, com louvores, às vezes alegres, às vezes íntimos. As Nove árias alemãs incomuns permaneceriam isoladas no trabalho de Handel mesmo depois de 1727, pois logo o compositor voltou a formas mais tonitruantes. Mas fica clara uma coisa: que compositor foi Händel!

Já a redução da Música para os Reais Fogos de Artifício, apesar de estar muito abaixo das árias, é uma gracinha.

G. F. Händel (1685-1759): Süße Stille, sanfte Quelle

Neun deutsche Arien
1 Künft’Ger Zeiten, Eitler Kummer, HWV 202 7:02
2 Das Zitternde Glänzen Der Spielenden Wellen, HWV 203 5:24
3 Süsser Blumen Ambraflocken, HWV 204 7:45
4 Süße Stille, Sanfte Quelle, HWV 205 4:53
5 Singe, Seele, Gott Zum Preise, HWV 206 4:44
6 Meine Seele Hört Im Sehen, HWV 207 6:09
7 Die Ihr Aus Dunklen Grüften, HWV 208 4:39
8 In Den Angenehmen Büschen, HWV 209 3:21
9 Flammende Rose, Zierde Der Erden, HWV 210 6:04

Music For The Royal Fireworks, HWV 351
Arranged By [Chamber Version] – Michael Oman

10 Ouverture 7:17
11 Bourée 1:06
12 La Paix 3:55
13 La Réjouissance 2:24
14 Menuet 0:51
15 Bourée 0:55

Bassoon – Wolfgang Heiler
Cello – Balázs Máté
Conductor, Recorder – Michael Oman
Guitar, Lute – Daniel Oman
Guitar, Theorbo – Thomas C. Boysen*
Harpsichord, Organ – Jeremy Joseph (3)
Oboe – Paolo Grazzi
Organ – Martina Schobersberger
Soprano Vocals – Nuria Rial (tracks: 1 to 9)
Violin – Riccardo Minasi

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Nuria dando um rolê pela Adega Inebriante de Vinhos da PQP Bach Corporation

PQP

Musica Antiqua Bohemica – Jan Křtitel Vaňhal (1739-1813): Sonatas para viola – Špelina – Hála

61gvLv85bLL._SS280Gostei dessa estratégia de postagens em série, pois ajuda este colecionador compulsivo a orientar-se em meio à sua Babilônia de gravações e deixa alguns de vocês (calculo que uns três ou quatro) na expectativa sobre o que mais virá.

Ao longo dessa semana, postaremos obras de compositores tchecos, alguns muito pouco conhecidos. Aliás, antes que perguntem: “tcheco” deriva de “Čech”, que quer dizer “boêmio” – o natural da Boêmia, uma das três regiões históricas que formam a atual República Tcheca, correspondendo aproximadamente às terras do antigo Reino da Boêmia que, desde sempre, foi centrado em Praga (as outras regiões são a Morávia, centrada em Brno, e a parte tcheca da Silésia, centrada em Ostrava).

Um dos incontáveis prazeres de se viver em Praga (o que fiz por sete meses, em tempos imemoriais) é desfrutar da grande música feita por excelentes músicos, e na maioria das vezes em joias arquitetônicas de extraordinária acústica. De quebra, ainda se encontram gravações baratíssimas (menos que um lanche lá naquele palácio da gordura trans e dos arcos dourados), em CD e vinil, do ótimo selo Supraphon, cujo catálogo parece um poço sem fundo donde não para de se encontrar coisa boa.

Uma das séries do Supraphon, “Musica Antiqua Bohemica” (da qual já postamos, na semana passada, a gravação com as sonatas para harpa solo de Krumpholz), aborda justamente tesouros pouco tocados, ou recém redescobertos, da música daquela região. É impressionante a quantidade de bons compositores cujas obras volumosas jazem nas bibliotecas da Boêmia. Os músicos daquela época não se enxergavam como gênios que compunham para eras vindouras, mas sim como artífices que trabalhavam para cumprirem seus deveres laborais. Dessa feita, eles compunham obras para alguma ocasião ou intérprete e, uma vez executadas, elas perdiam sua razão de ser e acabavam, muitas vezes vendidas pelo preço de papel velho, nalguma estante poenta.

Jan Křtitel Vaňhal, também conhecido como Johann Baptist Wanhal – a versão alemã, com menos diacríticos e muito mais amistosa de seu nome – já estreou no PQP numa postagem de nosso patrão. O que trago hoje para vocês é uma gotícula no verdadeiro manancial que é a sua obra: sonatas escritas para a viola com acompanhamento de cravo e piano. A essas cinco sonatas juntar-se-ão pelo menos outras oito, redescobertas e reconstruídas por uma querida violista e musicóloga de Brno que pretende fazer sua primeira gravação tocando-as ela mesma, com acompanhamento deste que vos fala.

Já pensaram? Uma estreia mundial, aqui neste eudaimônico blogue? Se o improvável encontro for gravado, e se talvez eu beber MUITO – quiçá uns Keep Coolers a mais no Ano Novo -, prometo postar a gravação aqui no PQP!

VAŇHAL – SONATAS FOR VIOLA AND HARPSICHORD (PIANO)

Jan Křtitel VAŇHAL (1739-1813)

Quatro Sonatas para viola e cravo, com baixo ad libitum, Op. 5

Sonata no. 4 em Dó maior
01 – Allegro moderato
02 – Adagio
03 – Finale con variazioni

Sonata no. 2 em Ré maior
04 – Allegretto moderato
05 – Arieta
06 – Finale. Andante

Sonata no. 3 em Fá maior
07 – Allegreto moderato
08 – Adagio
09 – Allegreto

Sonata no. 1 em Dó maior
10 – Allegro moderato
11 – Minuetto
12 – Rondo. Allegro.

Karel Špelina, viola
Josef Hála, cravo
Ladislav Pospíšil, violoncelo

Sonata em Mi bemol maior para viola e piano
13 – Allegro vivace
14 – Poco adagio
15 – Rondo. Allegretto.

Karel Špelina, viola
Josef Hála,
piano

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Vassily Genrikhovich

Agulhas em palheiros: a biblioteca do Clementinum de Praga (foto do autor)
Agulhas em palheiros: a biblioteca do Clementinum de Praga (foto do autor)

Cazzati / Grossi / Jacchini / Lazzari / Melani / Scarlatti / Stradella / Torelli / Vitali / Vivaldi: Music for Trumpets and Strings from the Italian Baroque

Cazzati / Grossi / Jacchini / Lazzari / Melani / Scarlatti / Stradella / Torelli / Vitali / Vivaldi: Music for Trumpets and Strings from the Italian Baroque

Um excelente disco do tempo em que Alison Balsom ainda não era a grande estrela que é hoje – com total merecimento. Até meados do século XVII, o trompete era essencialmente um instrumento cerimonial, tocado por soldados e atendentes da corte. Era normalmente utilizado em bandas de trompetes e bateria, nas quais fanfarras e músicas populares eram tocadas. No entanto, compositores alemães como Michael Praetorius e Heinrich Schütz começaram a experimentar o uso de trompetes em concertos por volta de 1620, e logo após 1650 os compositores começaram a escrever muitas peças para uma ou duas trombetas com órgão e com cordas e continuo. Este é o repertório que é explorado neste disco. Pensa-se normalmente que as primeiras sonatas da trompete foram escritas em Bolonha. E, com efeito, as primeiras sonatas de trompete impressas foram publicadas em 1665 por Maurizio Cazzati, maestro di capella em San Petronio, em Bolonha. No entanto, existem sonatas para trompete em manuscritos nas bibliotecas do norte da Europa que são mais antigas. Um exemplo disso é a sonata do compositor e cantor romano Alessandro Melani. Ela pode ser encontrada em manuscritos de Uppsala, na Suécia, provavelmente copiada nas décadas de 1680 ou 90, embora uma versão mais curta para uma única trombeta em um manuscrito de Oxford possa remontar à metade do século.

Music for Trumpets and Strings from the Italian Baroque

Sonata a 6 in D major[5’43] Ferdinando Lazzari (1678-1754)
1 Presto e spicco[1’58]
2 Grave[0’35]
3 Canzona[0’59]
4 Grave[0’31]
5 Presto[1’40]

6 Sonata a 4 in G minor ‘La sampiera'[3’36]Maurizio Cazzati (1620-1677)

Sonata a 5 in D major Op 3 No 10[5’29] Andrea Grossi (1680-1690)
7 Vivace[1’11]
8 Adagio[2’06]
9 Grave[0’59]
10 Presto[1’13]

Sonata a 5 in D major[4’08] Giuseppe Maria Jacchini (c1663-1727)
11 Grave – Allegro[1’08]
12 Grave[0’38]
13 Allegro[1’06]
14 Grave – Allegro[1’16]
15 Sonata in A minor ‘La sassatelli’ Op 5 No 10[3’06]Giovanni Vitali (1632-1692)

Sonata a 5 in C major[10’19] Alessandro Melani (1639-1703)
16 Adagio – Allegro[2’01]
17 Allegro[3’14]
18 Canzona – Grave[2’42]
19 Vivace[2’22]
20 Sonata in E minor Op 10 No 17[5’15]Giovanni Legrenzi (1626-1690)

Il barcheggio[6’01] Alessandro Stradella (1639-1682)

21 Sinfonia in D major Movement 1: [Allegro][0’56]
22 Sinfonia in D major Movement 2: Andante[2’13]
23 Sinfonia in D major Movement 3: Allegro ma non troppo[1’16]
24 Sinfonia in D major Movement 4: Allegro[1’36]

Sonata a 5 in D major G7[5’23] Giuseppe Torelli (1658-1709)
25 Grave – Allegro[1’02]
26 Adagio[1’26]
27 Allegro[1’11]
28 Grave – Allegro[1’44]

Sonata a 4 No 1 in F minor[5’46] Alessandro Scarlatti (1660-1725)
29 Grave[0’51]
30 Allegro[1’38]
31 Larghetto[2’09]
32 Allemanda[1’08]

Concerto in C major RV537[6’41] Antonio Vivaldi (1678-1741)
33 Vivace[2’52]
34 Largo[0’33]
35 Allegro[3’16]

Crispian Steele-Perkins (trumpet)
Alison Balsom (trumpet)
The Parley of Instruments

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Vocês pensam que Vermeer não gostava de trompete?

PQP

André Danican Philidor L’Aisné (c1652-1730): Recueil De Plusieurs Airs

André Danican Philidor L’Aisné (c1652-1730): Recueil De Plusieurs Airs

André Danican Philidor, o velho [em francês: l’aîné] foi um membro da família de músicos franceses Philidor, conhecido também como André Danican Philidor le père depois de 1709. Ele era um bibliotecário musical, instrumentista e compositor. É conhecido principalmente como organizador e o principal copista do que hoje é conhecido como partituras manuscritas da Coleção Philidor de barroco francês. Philidor l’aîné foi nomeado para um cargo anteriormente ocupado por seu tio, Michel Danican, nos fuzileiros navais de Cromornes et Trompettes em 1659. Ele tocou oboé nos mosqueteiros reais de 1667 a 1677. Aparece em libretos dos balés e óperas de Lully como instrumentista de sopros e percussão. Ele tocava 33 instrumentos (!!!), incluindo oboés, flautas, flautas doces, fagotes e todo tipo de percussão. Compôs peças ocasionais ao longo de sua carreira e começou a escrever para o palco (óperas-ballets) após a morte de Lully, em 1687.

André Danican Philidor L’Aisné (c1652-1730): Recueil De Plusieurs Airs

Musiques De L’Enfance Du Dauphin
1 Pavane Pour La Petite Guaire, Fait Pour Les Cornetz En 1601 (MS Philidor Pag. XXVI) 2:19
2 Gaillarde, En Suitte (MS Philidor Pag. XXVII) 1:46
3 Muzette “Ma Mignone” 1:31
4 Pavane Fait Au Mariage De Mr. Vandosme En 1609 (MS Philidor Pag. XVI) 2:38
5 Branle En Faubourdon (Fait En 1540) (MS Philidor Pag. XXXI) 0:36
6 Gaillarde En Suitte (MS Philidor Pag. XXXII) 0:34

Musiques Pour Le Sacre Du Roy Faites Le 17 Octobre 1610
7 Pavanne Pour Les Hautbois Fait Au Sacre Du Roy (MS Philidor Pag. XVIII) 1:33
8 2e Air En Suitte (MS Philidor Pag. XIX) 0:42
9 3e Air En Suitte (MS Philidor Pag. XX) 0:57

Musiques Pour Le Mariage Du Roy Louis XIII Faites En 1615
10 Pavanne Du Mariage De Louis XIII, 1615 (MS Philidor Pag. 120) 3:29
11 Bourée D’Avignonez (MS Philidor Pag. XXII) 1:59
12 Ballet A Cheval Pour Le Grand Carousel, Fait A La Place Royale Pour Le Mariage De Louis XIII, Joué Par Les Grands Hautbois, 1615 (MS Philidor Pag. 106) 0:59
13 2e Air En Suitte (MS Philidor Pag. 108) 0:36
14 3e Air En Suitte (MS Philidor Pag. 108) 0:17
15 4e Air En Suitte (MS Philidor Pag. 109) 0:53

Concert Donné A Louis XIII En 1627 Par Les 24 Viollons Et Les 12 Grands Hautbois
16 Les Ombres (MS Philidor Pag. 1) 3:13
17 2e. Air Pour Les Mesmes (MS Philidor Pag. 2) 1:34
18 Charivaris Pour Les Hautbois (MS Philidor Pag. 4) 0:50
19 Gavotte En Suite (MS Philidor Pag. 6) 0:41
20 Les Suisses, Air Pour Les Viollons (MS Philidor Pag. 9) 2:25
21 Les Suissesses (MS Philidor Pag. 11) 1:58
22 Les Gascons (MS Philidor Pag. 13) 2:36
23 Entrée De Mr. De Liancourt (MS Philidor Pag. 14) 1:51
24 Les Ballets De La Faiste (MS Philidor Pag. 15) 2:18
25 Les Nimphes De La Grenouillere (MS Philidor Pag. 17) 2:47
26 Les Bergers (MS Philidor Pag. 20) 2:32
27 Les Ameriquains (MS Philidor Pag. 22) 3:00

Les Musiques Royales De 1634 À 1650
28 Fanfare (Improv.) 0:39
29 Intrada – Gavotte – Sarabande, Vers 1648 (Cassel) 2:31
30 Charivaris Pour Les Hautbois, 1648 (Mr. Dumanoir) (MS Philidor Pag. 26) 1:18
31 Courante De La Reine D’Anglaterre, 1634 (MS Philidor Pag. 117) 2:23
32 Gavotte, Vers 1648 (Cassel) 1:06
33 Fantaisie “Les Pleurs D’Orphée”, 1648 (L. Rossi) (Cassel) 3:40
34 Libertas (MS Philidor Pag. 113) 1:55
35 Sarabandes & Tambourin (Cassel) 2:13
36 “A L’Impero D’Amore” (Sarabande Italienne) (MS Philidor Pag. 116)

Conductor [Direction] – Jordi Savall
Ensemble [Ensemble Des 24 Violons 1615-1650], Concertmaster [Concertino] – Manfredo Kraemer (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36)
Ensemble [Ensemble Des 24 Violons 1615-1650], Double Bass [Basses De Violon] – Bruno Cocset (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Claire Giardelli (tracks: 29, 32), Laura Folch (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Tamas Varga* (tracks: 29, 32)
Ensemble [Ensemble Des 24 Violons 1615-1650], Viola [Hautes-contre De Violon] – Angelo Bartoletti (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Giovanni de Rosa (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Judit Földes (tracks: 29, 32), Martin Barrera* (tracks: 29, 32), Natan Paruzel (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36)
Ensemble [Ensemble Des 24 Violons 1615-1650], Viola da Gamba [Violes De Gambe] – Eunice Brandao (tracks: 33, 36), Sergi Casademunt (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Sophie Watillon (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36)
Ensemble [Ensemble Des 24 Violons 1615-1650], Violin [Violons] – David Plantier (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Davide Amodio (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Isabel Serrano (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Lydia Cevidalli (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Mauro Lopes* (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Pablo Valetti (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Santi Aubert (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36), Sílvia Mondino* (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36)
Ensemble [Ensemble Des 24 Violons 1615-1650], Violone – Richard Myron (tracks: 29,32), Xavier Puertas (tracks: 10, 16, 17, 20 to 27, 29, 31 to 36)
Ensemble [Ensemble Des Cornets Et Grands Hautbois 1601-1632], Bassoon [Bassons] – Barbara Sela* (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19), Claude Wassmer (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19), Jean-Noël Catrice (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19), Josep Borràs (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19)
Ensemble [Ensemble Des Cornets Et Grands Hautbois 1601-1632], Concert Flute [Flûte Traversière] – Marc Hantaï (tracks: 5, 6)
Ensemble [Ensemble Des Cornets Et Grands Hautbois 1601-1632], Cornet – Jean-Pierre Canihac (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19), Marie Garnier* (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19)
Ensemble [Ensemble Des Cornets Et Grands Hautbois 1601-1632], Musette – Jean-Christoph Maillard* (tracks: 3)
Ensemble [Ensemble Des Cornets Et Grands Hautbois 1601-1632], Oboe [Hautbois] – Alfredo Bernardini, Béatrice Delpierre, Marcel Ponseele (tracks: 3, 5, 6)
Ensemble [Ensemble Des Cornets Et Grands Hautbois 1601-1632], Sackbut [Sacqueboutes] – Daniel Lassalle (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19), Elies Hernándis (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19), Harry Ries (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19), Nicolas Vallade (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19), Stephan Legée* (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19)
Ensemble [Ensemble Des Cornets Et Grands Hautbois 1601-1632], Trumpet [Trompettes] – Guy Ferber (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19), Roland Callmar (tracks: 1 to 9, 11 to 15, 18, 19)
Ensemble [Ensemble Des Grands Hautbois 1634-1650], Bassoon [Bassons] – Claude Wassmer (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35), Josep Borràs (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35)
Ensemble [Ensemble Des Grands Hautbois 1634-1650], Flute [Flûtes Traversières] – Charles Zebley (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35), Marc Hantaï (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35)
Ensemble [Ensemble Des Grands Hautbois 1634-1650], Oboe [Hautbois] – Alessandro Pique (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35), Ann Vanlancher* (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35), Marcel Ponseele (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35), Paolo Grazzi (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35), Taka Kitazato (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35)
Ensemble [Ensemble Des Grands Hautbois 1634-1650], Trumpet [Trompettes] – Jean-Marc Imbert* (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35), Stephen Keavy (tracks: 28 to 30, 32, 34, 35)
Ensemble [Les Basses Continues Et Percussions 1601-1650], Guitar, Theorbo [Théorbe] – Rolf Lislevand (tracks: 3, 5, 6, 29, 35), Xavier Díaz*
Ensemble [Les Basses Continues Et Percussions 1601-1650], Harpsichord [Clavecin], Organ [Organo Di Legno] – Carlos García Bernal*, Luca Guglielmi, Michael Behringer
Ensemble [Les Basses Continues Et Percussions 1601-1650], Percussion – Marc Clos (tracks: 1, 2, 4, 7 to 9, 10 to 15), Michèle Claude (tracks: 28, 29, 35), Pedro Estevan
Ensemble [Les Basses Continues Et Percussions 1601-1650], Theorbo [Théorbes] – Eduardo Egüez, Mathias Spaeter*
Ensemble, Orchestra – Le Concert Des Nations

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André Danican Philidor em quadro da Pinacoteca PQP Bach

PQP

Sergey Rachmaninov – Piano Concerto nº 3 – Horowitz, Reiner, Ormandy

O Rach 3, como é mais conhecido, é um dos mais difíceis concertos para Piano já compostos. Que o diga o pianista australiano David Helfgott, menino prodígio, que encarou o desafio de tocá-lo em um concurso, porém, devido a um esgotamento mental devido às horas de ensaio, e a esquizofrênia ainda não diagnosticada, e e também à pressão do pai, que queria que fosse tudo perfeito, veio a sofrer um colapso mental no dia da sua apresentação. Está tudo retratado no belíssimo filme intitulado ‘Shine, Brilhante”, com o ótimo ator australiano Geoffrey Rush. Quem ainda não viu, não sabe o que perdeu.

Wladimir Horowitz foi um dos maiores pianistas do século XX, e este Concerto fazia parte de seu repertório. Tenho dois registros dele, o primeiro lá dos anos 50, 1951, para ser mais exato, onde ele é acompanhado por Fritz Reiner. Já em idade avançada, 75 anos, veio a gravar novamente, nas comemorações de seu Jubileu, com o grande Eugène Ormandy. São com certeza dois registros históricos, estou trazendo para os senhores poderem fazer as devidas comparações. Divirtam-se. São dois momentos únicos, vale a pena conhecer.

 

Sergey Rachmaninov (1873-1943) – Piano Concerto No. 3, In D Minor, Op. 30 (Gravação de 1951)

01. Allegro ma non tanto
02. Intermezzo Adagio
03. Finale. Alla breve

Wladimir Horowitz – Piano
RCA Victor Symphony Orchestra
Fritz Reiner – Conductor

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Sergey Rachmaninov (1873-1943) – Piano Concerto No. 3, In D Minor, Op. 30 (Gravação de 1978)

01. Allegro ma non tanto
02. Intermezzo Adagio
03. Finale. Alla breve

Wladimir Horowitz
Nwe York Philharmonic Orchestra
Eugene Ormandy – Conductor

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