J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Gould, 1981)

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Gould, 1981)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

É inacreditável que esta gravação de 1981 — a segunda de Gould para as Variações Goldberg, de Bach –, jamais tenha passado pelo PQP Bach. E que a de 1955 esteja sem link… Mas é da vida. O blog é desprogramado mesmo… Em 1955, Glenn Gould surpreendeu os executivos da Columbia Masterworks ao escolher as Variações Goldberg de J. S. Bach para sua gravação de estreia. Sua performance foi rápida, fluida, brilhante e deliciosa, e foi um sucesso de vendas surpreendentemente grande. Em 1981, Gould fechou o círculo e gravou as Goldberg novamente. Foi sua última gravação de estúdio. Essa segunda tentativa não poderia ser mais diferente da primeira: implacavelmente intelectual, percussiva, insistente. E melhor. Gould não tinha o hábito de regravar, mas um crescente desconforto com aquela performance anterior o fez voltar-se mais uma vez para uma obra-prima atemporal e tentar, por meio de uma perspectiva radicalmente alterada, um relato mais definitivo. Por sua própria admissão, ele havia, durante aqueles anos intermediários, descoberto a “lentidão” ou uma qualidade meditativa muito distante dos dedos brilhantes e da glória pianística. E é esse “repouso outonal” que adiciona uma dimensão tão profundamente imaginativa à clareza desimpedida e à definição precisa de Gould. A Ária agora é hipnotizantemente lenta. As confidências trêmulas da Variação 13 na performance de 1955 dão lugar a algo mais direto, mais incisivo e determinado, enquanto as medidas leves e dançantes da Var. 19 são humoristicamente lentas e precisas. O retorno da Ária também é avassalador em seu profundo senso de consolo e resolução. Pessoalmente, eu não gostaria de ficar sem nenhuma das gravações de Gould, mas devo dizer que a segunda é certamente a melhor. A gravação é soberba e é notável que os dois maiores discos de Gould sejam seu primeiro e seu último.

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg (Gould, 1981) — Goldberg Variations, BWV 988 – 1981 Recording

1 Aria 3:05
2 Variatio 1 a 1 Clav. 1:10
3 Variatio 2 a 1 Clav. 0:49
4 Variatio 3 a 1 Clav. Canone All’Unisono 1:31
5 Variatio 4 a 1 Clav. 0:50
6 Variatio 5 a 1 Ovvero 2 Clav. 0:37
7 Variatio 6 a 1 Clav. Canone Alla Seconda 0:40
8 Variatio 7 a 1 Ovvero 2 Clav. 1:16
9 Variatio 8 a 2 Clav. 0:54
10 Variatio 9 a 1 Clav. Canone Alla Terza 0:59
11 Variatio 10 a 1 Clav. Fughetta 1:04
12 Variatio 11 a 2 Clav. 0:54
13 Variatio 12 Canona Alla Quarta 1:38
14 Variatio 13 a 2 Clav. 2:38
15 Variatio 14 a 2 Clav. 1:04
16 Variatio 15 a 1 Clav. Canone Alla Quinta. Andante 5:00
17 Variatio 16 a 1 Clav. Ouverture 1:38
18 Variatio 17 a 2 Clav. 0:54
19 Variatio 18 a 1 Clav. Canone Alla Sesta 1:03
20 Variatio 19 a 1 Clav. 1:03
21 Variatio 20 a 2 Clav. 0:50
22 Variatio 21 Canone Alla Settima 2:13
23 Variatio 22 a 1 Clav. Alla Breve 1:03
24 Variatio 23 a 2 Clav. 0:58
25 Variatio 24 a 1 Clav. Canone All’Ottova 1:42
26 Variatio 25 a 2 Clav. 6:03
27 Variatio 26 a 2 Clav. 0:52
28 Variatio 27 a 2 Clav. Canone Alla Nona 1:21
29 Variatio 28 a 2 Clav. 1:03
30 Variatio 29 a 1 Ovvero 2 Clav. 1:02
31 Variatio 30 a 1 Clav. Quodlibet 1:28
32 Aria Da Capo 3:45

Glenn Gould, piano

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(*) Bit rate baixinho, mas só tenho assim.


[Incursão não autorizada do chapeiro-sênior na postagem do Comandante Supremo:

Ei, chefinho!

Primeiramente, bonita camisa!

Em seguida, queria dizer que aqui estão as Goldberg de Gould em 1981 com um bitrate mais altinho:

BAIXE AQUI COM QUALIDADE MELHOR QUE O LINK DO CHEFINHO

Aproveito a petulante invasão de seu sacrossanto espaço para comunicar – antes da merecida advertência – que a postagem da gravação de 1955 está com links novos.

Caso espirrar, saúde!

Vassily]


 

Meio louquinho, mas tudo certo.

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Suítes para violoncelo solo, BWV 1007-1012, nas três gravações de Antonio Meneses

Antonio Meneses em 2010 (https://flickr.com/photos/tvbrasil/5257503493/, CC BY-NC-SA 2.0)

I
Grand Théâtre de Genève, Suíça, década de 90

Antonio Meneses [em inglês]: Oi! Para quem é o autógrafo?
Vassily Genrikhovich [em português]: Olá, Antonio! É para [o nome do impostor que está em meu RG], por favor.
AM: Rapaz, eu nunca diria que você é brasileiro! [sorri enquanto autografa o CD do Don Quixote com os filarmônicos de Berlim sob Karajan]
VG: Às vezes até eu tenho dúvidas.
AM [em inglês, dirigindo-se à então esposa, a pianista filipina Cecile Licad, que o acompanhara no recital]: Eu achei que ele era filipino.
Cecile Licad [interessadíssima, em tagalog]: Você é pinoy? [termo tagalog para “filipino”]
VG [em inglês, porque fala lhufas de tagalog] Sou brasileiro.
CL [sem mais qualquer interesse no semblante]:
AM [em português, rindo]: Acho que ela não gosta de brasileiros [devolvendo-me o CD autografado] Ainda bem que ela me abriu uma exceção…

II
Philharmonie de Colônia, Alemanha, primeira década do século XXI

VG [em português]: Olá, Antonio! Para [o nome do impostor, novamente], por favor.
AM [sorrindo]: Brasileiro tem todas as caras, mesmo! [autografa o programa, em que tocara o primeiro concerto de Haydn]
VG: Há uns dez anos, em Genebra, você achou que eu fosse filipino.
AM: É mesmo? Hoje eu diria que você é japonês!
VG [rindo]: Fui rebaixado?
AM [com um sorriso maroto]: Foi promovido!

[a ficha só cairia depois do Google me contar que Antonio, divorciado de Cecile, se casara com a japonesa Satoko]

III
Sala São Paulo, exatamente cinco 3-de-agostos antes deste último e tão triste 3 de agosto

AM: Oi!
VG: Olá, Antonio! Sou [nome do impostor, uma vez mais].
AM [autografando o programa do concerto da Osesp com a estreia mundial do Concerto para violoncelo de Marlos Nobre, dedicado a ele próprio]: Gostou do concerto?
VG: Adorei!
AM: O Marlos não teve pena de mim, não.
VG: Sou seu fã há décadas, desde que ouvi seu Don Quixote com Karajan.
AM: Que bacana! Obrigado por vir!
VG: Fico imaginando o que era tocar com Karajan.
AM: Karajan era tranquilo. Mas o…
VG: ?
AM [gargalhando e devolvendo o programa autografado]: Deixa quieto…


Não conseguirei escrever seu obituário. Partiu cedo demais e com muito ainda a oferecer ao Som. E, porque eu o sinto vivo, farei com que ele viva também entre os leitores-ouvintes através das três gravações que nos deixou das eudaimônicas suítes do Demiurgo da Música, cada uma delas mais ou menos contemporânea das breves janelas que se me abriram para ele e que me deram a medida da falta que o virtuose da Música e das panelas, professor zeloso e querido amigo fará aos que lhe foram próximos.

Em memória de Antonio Meneses Neto (23 de agosto de 1957, Recife – Basileia, 3 de agosto de 2024).

Johann Sebastian BACH (1685-1750)
Suítes para violoncelo solo, BWV 1007-1012 

No. 1 em Sol maior, BWV 1007
Prélude
Allemande
Courante
Sarabande
Menuets I & II
Gigue

No. 2 em Ré menor, BWV 1008
Prélude
Allemande
Courante
Sarabande
Menuets I & II
Gigue

No. 3 em Dó maior, BWV 1009
Prélude
Allemande
Courante
Sarabande
Bourrées I & II
Gigue

No. 4 em Mi bemol maior, BWV 1010
Prélude
Allemande
Courante
Sarabande
Bourrées I & II
Gigue

No. 5 em Dó menor, BWV 1011
Prélude
Allemande
Courante
Sarabande
Gavottes I & II
Gigue

No. 6 em Ré maior, BWV 1012
Prélude
Allemande
Courante
Sarabande
Gavottes I & II
Gigue

Antonio Meneses, violoncelo


Primeiro registro:

Gravado na Sala Casals em Tokyo, Japão,
de 14 a 16 de outubro e em 18 e 19 de dezembro de 1993.

Lançado em 25 de abril de 1994 pelo selo Philips, somente no mercado japonês.

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Segundo registro:

Gravado na Igreja Saint Martin, East Woodhay, Hampshire, Reino Unido, de 2 a 5 de junho de 2004.

Lançada em 2004 pelo selo Avie.

 

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Terceiro registro:

Gravado no Estúdio Arsis de São Paulo (SP) em 2023.

Lançado em 15 de dezembro de 2023 – seu canto do cisne discográfico – pelo selo Azul.

 

OUÇA NO TIDAL – LISTEN ON TIDAL
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Recomendo fortemente que, ao ouvirem estas gravações, escutem também as seis primeiras faixas do álbum a seguir, que servem como preâmbulos às Suítes do Maior de Todos:

Antonio Meneses – Suítes brasileiras

Do saudoso Antonio vocês já me viram postar aqui:

Richard Strauss (1864-1949) – Don Quixote – Till Eulenspiegel – Meneses – Karajan

BTHVN250 – A Obra Completa de Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sonatas para violoncelo e piano, Op. 102 [Beethoven – Complete Works for Cello and Piano – Meneses – Pressler]

AM e VG em São Paulo, no último encontro que tiveram

Vassily

Johann Sebastian Bach (1675-1750): Goldberg Variations (Gould, 1955)

Johann Sebastian Bach (1675-1750): Goldberg Variations (Gould, 1955)

Minha cara colega Clara Schumann já deixou mais do que claro sua paixão por Schubert. Seus textos de apresentação são verdadeiros poemas, demonstrando toda sua sensibilidade de poetisa. PQP Bach e eu, FDP Bach, não possuímos esta qualidade de texto. Somos mais sintéticos, digamos assim. Apresentamos a obra, fazemos alguma análise histórica, e ponto final. FDP resolveu escolher esta gravação histórica das Variações Goldberg de nosso pai Johann S. Bach por diversas razões. Como sabemos que existem razões que nem a própria razão explica, esta gravação se tornou a favorita de muitos, inclusive, é claro, deste que vos escreve. Já apresentamos Glenn Gould em outra ocasião, inclusive emprestamos um texto de nosso amigo Milton Ribeiro para ilustrar. Aliás, Milton comentou dia destes com FDP que estava preparando um texto sobre as Variações Goldberg. O blog aguarda ansiosamente. Mas chega de falar. Quem quiser saber mais sobre este pianista único pode procurar nas boas livrarias a biografia que Otto Friderich escreveu sobre ele, e nas locadoras de dvd, um “documentário” chamado “32 Short Films About Glenn Gould” . Ah, a biografia do Friederich foi publicada pela Ed. Record. Mas vamos ao que interessa.

Johann Sebastian Bach (1675-1750): Goldberg Variations (Gould, 1955)

Glenn Gould – Piano

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FDP / Vassily

 

J. S. Bach (1685-1750): Oratório da Páscoa, BWV 249 & Cantata BWV 6 (Rilling)

J. S. Bach (1685-1750): Oratório da Páscoa, BWV 249 & Cantata BWV 6 (Rilling)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Vou contar um segredo para vocês. Eu estou ouvindo todos os meus CDs. Um a um, um por um. Alguns eu jogo fora ou dou depois de uma decepção. Mas às vezes bato de cara com algo excelente de que tinha esquecido. É o caso deste Vol. 11 de minhas queridas Cantatas de Bach por Helmuth Rilling. Ganhei a enorme Caixa de Cantatas de uma namorada faz uns 35 anos. 53 CDs! Minha capa é menos carnavalesca do que a que apresento, mas foi o que encontrei. Rilling estava no limite entre a música historicamente informada e o horrível passado das gravações barrocas. Adorei o mimo quando ganhei! Muito obrigado! A maturidade me ensinou que ex-mulher é cargo de confiança e que não se fala mal de nenhuma. Ainda mais eu, que casei tantas vezes até finalmente encontrar meu primeiro amor… Bem, ouçam tudo porque vale a pena. A sonhadora ária Sanfte soll mein Todeskummer (faixa 7) está de arrancar o coração, de tão linda. E o que dizer de Ach bleib bei uns, Herr Jesu Christ (faixa 14)?

J. S. Bach (1685-1750): Oratório da Páscoa, BWV 249 & Cantata BWV 6 (Rilling)

BWV 249 Osteroratorium Kommt, Eilet Und Laufet (40:53)
1 Sinfonia 4:01
2 Adagio 4:16
3 Duetto E Coro 4:41
4 Recitativo 1:06
5 Aria 8:19
6 Recitativo 0:47
7 Aria 6:08
8 Recitativo 0:55
9 Aria 6:57
10 Recitativo 0:42
11 Coro 2:45

BWV 6 Bleib Bei Uns (19:06)
12 Coro 5:37
13 Aria 4:04
14 Choral 4:25
15 Recitativo 1:00
16 Aria 3:04
17 Choral 0:47

Alto Vocals – Carolyn Watkinson (tracks: 12 to 17), Julia Hamari (tracks: 1 to 11)
Bass Vocals – Philippe Huttenlocher (tracks: 1 to 11), Walter Heldwein (tracks: 12 to 17)
Choir – Gächinger Kantorei Stuttgart
Conductor – Helmuth Rilling
Orchestra – Bach-Collegium Stuttgart
Soprano Vocals – Arleen Augér* (tracks: 1 to 11), Edith Wiens (tracks: 12 to 17)
Tenor Vocals – Adalbert Kraus

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Coelhinho da Páscoa, o que trazes pra mim?

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas 51, 56 e 82 (Rilling)

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas 51, 56 e 82 (Rilling)

Meus astutos e ínclitos pequepianos, esta é uma gravação mezzo antiquada, com vibratões e instrumentos modernos, mas há algo de especial nela. Além do repertório LINDO, VERDADEIMENTE EXTRAORDINÁRIO, além do talento de Rilling, há Dietrich Fischer-Dieskau cantando. Só esta versão da Cantata BWV 82 é superior a todas as gravações de Karl Richter somadas, apenas para citar um contemporâneo de Rilling. Pois Rilling não é um romântico de Bach. E acreditem, ele está vivo até hoje. Ele é bem conhecido por suas performances da música de Bach e seus contemporâneos. Foi o primeiro a ter gravado duas vezes (em instrumentos modernos) as obras vocais completas de Bach, uma tarefa monumental envolvendo mais de 1.000 peças musicais — abrangendo 170 CDs. Ele também gravou muitas obras corais e orquestrais românticas e clássicas, incluindo as obras de Johannes Brahms.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas 51, 56 e 82 (Rilling)

Cantata No. 51, “Jauchzet Gott In Allen Landen,” BWV 51 (BC A134)
1 Aria 4:37
2 Recitativo 2:36
3 Aria 4:35
4 Choral 3:42
5 Aria 2:23

Cantata No. 56, “Ich Will Den Kreuzstab Gerne Tragen,” BWV 56 (BC A146)
6 Ich Will Denn Kreuzstab Gerne Tragen 8:08
7 Mein Wandel Auf Der Welt 2:22
8 Endlich, Endlich Wird Mein Joch 6:27
9 Ich Stehe Fertig Und Bereit 2:07
10 Komm, O Tod, Du Schlafes Bruder 1:42

Cantata No. 82, “Ich Habe Genug,” BWV 82 (BC A169)
11 Aria 7:39
12 Recitativo 1:34
13 Aria 9:17
14 Recitativo 54:03
15 Aria 4:02

Bass Vocals – Dietrich Fischer-Dieskau (tracks: 6 to 15)
Chorus – Gächinger Kantorei Stuttgart (tracks: 6 to 10)
Conductor – Helmuth Rilling
Orchestra – Bachcollegium Stuttgart (tracks: 6 to 15), Württembergisches Kammerorchester (tracks: 1 to 5)
Soprano Vocals – Arleen Auger (tracks: 1 to 5)

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Em 1967, uma foto de Helmuth e Martina Rilling em Nova York com Leonard Bernstein

PQP

J. S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga (Glenn Gould)

J. S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga (Glenn Gould)

Glenn Gould era um original. No auge da carreira, abandonou os concertos pelas gravações, cantava durante as mesmas, era um mago no estúdio e corrigia seu som quando isto era “roubar no jogo”, fazia entrevistas consigo mesmo, produzia notáveis programas radiofônicos. Era um gênio e um gênio do piano, mas… preferiu tocar A Arte da Fuga, ou metade dela, ao órgão. Claro, vocês sabem que Glenn Gould era dado a estranhas opções de andamentos e brigava com muita gente boa, como Lenny Bernstein. Mas eu aprovo este CD, apesar de alguns críticos atacarem a digitação muito pouco “organística” de GG. Se o CD é estranho pela utilização de órgão por parte de Gould, ele é absolutamente sensacional a partir da faixa 10, onde retorna definitivamente o piano. Ele acentua tudo de forma demasiada no órgão — não sei explicar — é também muito bonito.

Tudo bem, sei que A Arte da Fuga pode ser interpretada em qualquer instrumento ou grupo deles, não ignoro que alguns pensam tratar-se de obra para leitura, mas ouçam a faixa 10, quando Gould entra tocando (e cantando, como sempre) o Contrapunctus I… É muito bom, né? Apenas acho um pouco discutível a forma como ele finalizou a fuga inacabada. Ficou um pouco romântica, com intenção pouco clara, sei lá.

(ALÔ, PRÍNCIPE SALINAS! Ao ouvir Andras Schiff, senti falta de… Gould cantando. Como pode meu ouvido ter se acostumado desta forma à cantoria de Gould?)

J. S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga (Glenn Gould)

1. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 1
2. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 2
3. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 3
4. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 4
5. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 5
6. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 6 (a 4, im Stile francese)
7. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 7 (a 4, per Augmentationem et Diminutionem)
8. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 8 (a 3)
9. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 9 (a 4, alla Duodecima)
10. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 1
11. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 2
12. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 4
13. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 9 (a 4, alla Duodecima)
14. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 11 (a 4)
15. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 13 (a 3)
16. Die Kunst der Fuge (The Art of the Fugue), for keyboard (or other instruments), BWV 1080 Contrapunctus 14 (Fuga a 3 Soggetti) unfinished
17. Prelude and Fugue on the name of “B-A-C-H,” for keyboard in B flat major (doubtful; perhaps by J.C. Kittel), BWV 898

Glenn Gould, órgão, piano

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Gould no Café da PQP Bach Corp. de Toronto

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Suítes Inglesas BWV 806-811 (Glenn Gould)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Suítes Inglesas BWV 806-811 (Glenn Gould)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Meu irmão PQP Bach já postou uma bela versão destas mesmas Suítes Inglesas, com o grande Gustav Leonhardt, com certeza um dos maiores intérpretes que nosso pai já teve. Mas os gouldmaníacos logo se manifestaram, e começaram a pedir mais gravações do canadense. Fucei, então, meus cds de mp3, e logo encontrei essas gravações. Somos todos gouldmaníacos, com certeza. Essa sua versão das Suítes Inglesas é magnífica, e não canso de ouvi-la. Ainda tenho meu LP com essa gravação, aliás, e fiquei muito feliz quando consegui a versão em mp3. Mas vamos ao que interessa.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Suítes Inglesas BWV 806-811 (Glenn Gould)

Suite No. 1 In A Major, BWV 806 = A-dur = En La Majeur = In La Maggiore
1-1 I. Prélude 2:45
1-2 II. Allemande 2:10
1-3 III. Courante I 1:47
1-4 IV. Courante II 2:11
1-5 V. Double I 2:06
1-6 VI. Double II 1:59
1-7 VII. Sarabande 4:07
1-8 VIII. Bourrée I 1:16
1-9 IX. Bourrée II – Bourrée I Da Capo 2:14
1-10 X. Gigue 2:00

Suite No. 2 In A Minor, BWV 807 = A-moll = En La Mineur = In La Mineur
1-11 I. Prélude 4:31
1-12 II. Allemande 1:34
1-13 III. Courante 1:11
1-14 IV. Sarabande – Les Agréments De La Même Sarabande 3:03
1-15 V. Bourrée I 1:26
1-16 VI. Bourrée II – Bourrée I Da Capo 2:00
1-17 VII. Gigue 2:17

Suite No. 3 In G Minor, BWV 808 = G-moll = En Sol Mineur = In Sol Mineur
1-18 I. Prélude 2:53
1-19 II. Allemande 1:44
1-20 III. Courante 1:20
1-21 IV. Sarabande – Les Agréments De La Même Sarabande 3:19
1-22 V. Gavotte I (Ou La Musette) 0:50
1-23 VI. Gavotte II – Gavotte I Da Capo 1:10
1-24 VII. Gigue 1:52

Suite No. 4 In F Major, BWV 809 = F-dur = En Fa Majeur = In Fa Maggiore
2-1 I. Prélude 4:25
2-2 II. Allemande 2:46
2-3 III. Courante 0:54
2-4 IV. Sarabande 3:01
2-5 V. Menuett I 1:20
2-6 VI. Menuett II – Menuett I Da Capo 1:57
2-7 VII. Gigue 2:15

Suite No. 5 In E Minor, BWV 810 = E-moll = En Mi Mineur = In Mi Mineur
2-8 I. Prélude 4:43
2-9 II. Allemande 2:58
2-10 III. Courante 1:51
2-11 IV. Sarabande 1:59
2-12 V. Passepied I (En Rondeau) 1:06
2-13 VI. Passepied II – Passepied I Da Capo 1:37
2-14 VII. Gigue 2:04

Suite No. 6 In D Minor, BWV 811 = D-moll = En Ré Mineur = In Re Mineur
2-15 I. Prélude 8:25
2-16 II. Allemande 3:11
2-17 III. Courante 2:46
2-18 IV. Sarabande 3:07
2-19 V. Double 2:15
2-20 VI. Gavotte I 1:34
2-21 VI. Gavotte II – Gavotte I Da Capo 2:19
2-22 VIII. Gigue 2:56

Glenn Gould – Piano

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PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantata BWV 80, Magnificat (Herreweghe, Collegium Vocale Gent)

Duas das obras vocais mais conhecidas de Bach: não só pelas incomparáveis melodias em coros e árias belíssimas, mas também por serem obras grandiosas, celebratórias, com grandes efetivos orquestrais – para o período – incluindo três trompetes (referência bíblica). Ao contrário das Paixões de Cristo e outras várias obras compostas para momentos de seriedade, tristeza, fé e resignação – pois na Leipzig e Weimar de Bach havia forte respeito à quaresma e ao luto após a morte de duques e reis – estas duas obras se destinam a festas, comemorações: a gravidez de Maria (2 de julho no calendário luterano) e o dia da reforma protestante (31 de outubro).

Nessa gravação lançada em 1990 dificilmente algo poderia dar errado: o grupo belga Collegium Vocale Gent e seu maestro Philippe Herreweghe já tinham alguns anos de estrada, desde os tempos em que Gustav Leonhardt os convidara para participar da pioneira gravação integral das cantatas. Os solistas também são de altíssimo nível: especialmente o baixo Peter Kooy é um especialista em Bach, com uma ampla discografia com Herreweghe, Suzuki e outros (em certos lugares ele assina Peter Kooij: como vocês sabem, os holandeses e flamencos adoram vogais dobradas). Mais recentemente, Herreweghe e o Collegium Vocale abandonaram o selo Harmonia Mundi e seguiram gravando cantatas, inclusive com uma 2ª gravação da BWV 80 que eu ouvi mas sigo preferindo esta primeira gravação.

Johann Sebastian Bach (1685-1750):
Magnificat em ré maior, BWV 243
1. “Magnificat anima mea Dominum” [Coral] 2:58
2. “Et exultavit spiritus meus” [Aria – Soprano 2] 2:27
3. “Quia respexit humilitatem” [Aria – Soprano 1] 2:42
4. “Omnes generationes” [Coral] 1:18
5. “Quia fecit mihi magna” [Aria – Baixo] 2:01
6. “Et misericordia eius” [Duo – Alto, Tenor] 3:38
7. “Fecit potentiam” [Coral] 1:48
8. “Deposuit potentes” [Aria – Tenor] 1:57
9. “Esurientes” [Aria – Alto] 3:12
10. “Suscepit israel” [Trio – Sopranos 1 e 2, Alto] 1:48
11. “Sicut locutus est” [Coral] 1:36
12. “Gloria” [Coral] 2:09

Cantata “Ein Feste Burg Ist Unser Gott”, BWV 80
13. “Ein feste Burg ist unser Gott” [Coral] 4:54
14. “Alles, was von Gott geboren” [Aria – Baixo + Coral] 3:53
15. “Erwäge doch” [Recitativo – Baixo] 1:56
16. “Komm in mein Herzenshaus” [Aria – Soprano] 3:07
17. “Und wenn die Welt voll Teufel wär” [Coral] 3:30
18. “So stehe dann” [Recitativo – Tenor] 1:29
19. “Wie selig sind doch die” [Duetto – Alto, Tenor] 4:04
20. “Das Wort sie sollen lassen stahn” [Coral] 1:25

Collegium Vocale Gent (coro), La Chapelle Royale (orquestra)
Solistas: Agnès Mellon, Barbara Schlick (soprano), Gérard Lesne (alto), Howard Crook (tenor), Peter Kooy (baixo)
Regente: Philippe Herreweghe

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Pleyel

J. S. Bach (1685-1750): Alio Modo – Obras para Órgão e Cravo transcritas para “consort of viols” (Fretwork)

J. S. Bach (1685-1750): Alio Modo – Obras para Órgão e Cravo transcritas para “consort of viols” (Fretwork)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Alio modo é uma expressão latina que significa apenas de outro modo. Sim, e é de outro modo que ouvimos essas excelentes peças para órgão e teclado de Bach. Este CD é uma joia do Fretwork. Eles têm produzido gravações excelentes há quase 30 anos, e esta está entre as melhores  — apesar de não ser um CD para neófitos, creio. Como disse antes, o repertório aqui apresentado é um programa de transcrições de algumas obras para teclado de Bach, algumas para órgão e outras para cravo. As transcrições para três, quatro e cinco violas foram feitas por Richard Boothby e funcionam muito bem. O próprio Bach era um reciclador e transcritor inveterado, então a transcrição faz parte da linguagem do próprio compositor, mesmo que um conjunto de violas não seja algo para o qual o próprio Bach teria composto. As peças de órgão, especialmente, dão a mim uma sensação de extrema naturalidade e coerência. A versão da Passacaglia é belíssima, para se ouvir de joelhos. A execução é, como sempre, brilhante. Os Fretwork são um conjunto de técnica soberba e têm um magnífico som. Eles trazem significado real a cada peça deste programa bastante variado.

J. S. Bach (1685-1750): Alio Modo – Obras para Órgão transcritas para “consort of viols” (Fretwork)

1 Pièce D’Orgue In G Major BWV 572 5:44
2 Wenn Wir In Höchsten Nöten Sein BWV 641 1:54
3 Prelude & Fugue XVI In G Minor BWV 885 4:45
4 Passacaglia In C Minor BWV 582 11:15
5 Kyrie, Gott Vater In Ewigkeit 0:55
6 Christe, Aller Welt Trost 1:32
7 Kyrie, Gott Heiliger Geist BWV 671 4:41
8 Die Sind Die Heiligen Zehen Gebot BWV 678 4:01
9 Dies Sind Die Heiligen (Alio Modo) BWV 679 1:54
10 Prelude & Fugue XXII In A Minor BWV 867 5:03
11 Aus Tiefer Not Schrei Ich Zu Dir BWV 686 4:38
12 Fugue In E Flat Major, “St. Anne” BWV 552.2 6:34
13 Vor Deinen Thron Tret Ich Hiermit BWV 668 4:31
14 Prelude & Fugue XI In F Major BWV 880 5:36
15 Wir Gläuben All An Einen Gott BWV 680 2:42
16 Fugue IV I D Minor BWV 849 3:27
17 The Musical Offering : Ricercar BWV 1079 6:52
18 Canon Triplex BWV 1076 1:09

Fretwork:
Richard Boothby, Richard Campbell, Wendy Gillespie, Julia Hodgson, William Hunt, Susanna Pell

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O grupo sueco ABBA, é claro

PQP

J. S. Bach (1685-1750): 5 Concertos para piano, BWV 1052 a 1056 – Ramin Bahrami (piano) – Gewandhausorchester Leipzig & Riccardo Chailly ֍

J. S. Bach (1685-1750): 5 Concertos para piano, BWV 1052 a 1056 – Ramin Bahrami (piano) – Gewandhausorchester Leipzig & Riccardo Chailly ֍

BACH

Concertos BWV 1052 a 1056

Ramin Bahrami (piano)

Gewandhausorchester Leipzig

Riccardo Chailly

 

Pode baixar que é só música boa! Cinco maravilhosos concertos para piano (ou cravo) dos tantos que Bach arranjou para tocar às sextas-feiras no Café Zimmermann, na charmosa Katharinenstraße, em Leipzig.

Bahrami depois de tomar um bom café com a turma do PQP Bach

Ramin Bahrami é iraniano e estudou no Conservatório Verdi, em Milão, depois em Imola e na Hochschule für Musik, em Stuttgart. Entre os grandes intérpretes de Bach ao piano ele estudou com Alexis Weissenberg, Charles Rosen, András Schiff, Robert Levin e Rosalyn Tureck.

Aqui ele interpreta ao piano esses maravilhosos concertos de Bach acompanhado apropriadamente pela Orquestra do Gewandhouse, de Leipzig, regida pelo ótimo Riccardo Chailly.

Sobre o Café Zimmermann: Em 1729, Bach foi nomeado diretor do Collegium Musicum de Leipzig, uma associação musical municipal de estudantes e músicos profissionais, fundada por Georg Philipp Telemann. Bach dava concertos com esta associação todas as sextas-feiras à noite no Zimmermannsche Kaffeehaus, na Katharinenstraße, que era a rua mais elegante de Leipzig na época. O dono da badalada cafeteria, Gottfried Zimmermann, não cobrava aluguel dos músicos e o público tinha entrada gratuita. Zimmermann ganhou dinheiro vendendo café, que ainda era uma iguaria rara e exótica naquela época. Este café foi o local onde Bach executou obras como o Kaffee-Kantate, bem como seus Concertos para Violino e peças de compositores como Handel e seu bom amigo Telemann.

Sobre o Bahrami: Ramin Bahrami é considerado um dos mais interessantes intérpretes da música para piano de Johann Sebastian Bach. Depois dos concertos de Bach em Leipzig em 2009 com a Gewandhausorchester dirigida por Riccardo Chailly, os críticos alemães aclamaram-no como “um mago do som, um poeta do teclado… um artista extraordinário que tem a coragem de enfrentar Bach de uma forma verdadeiramente pessoal”. Leipziger volkszeitung

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Keyboard Concerto No. 1 in D minor, BWV1052

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro

Keyboard Concerto No. 2 in E major, BWV1053

  1. Allegro
  2. Siciliano
  3. Allegro

Keyboard Concerto No. 3 in D major, BWV1054

  1. Allegro
  2. Adagio e piano sempre
  3. Allegro

Piano Concerto No.4 in A, Bwv 1055

  1. Allegro
  2. Larghetto
  3. Allegro ma non tanto

Keyboard Concerto No. 5 in F minor, BWV1056

  1. Allegro
  2. Largo
  3. Presto

Ramin Bahrami (piano)

Gewandhausorchester Leipzig

Riccardo Chailly

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MP3 | 320 KBPS | 171 MB

Eu adoro esses concertos, mas tenho uma queda ainda maior pelo movimento lento do Concerto No. 5. Veja lá e diga-me se não é uma belezura…

Aproveite!

René Denon

O pessoal do Departamento de Artes do PQP Bach Co sempre solicito enviou essa ilustração do (outro) famoso Bahrami…

J. S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga (Münchinger / Orq de Câmara de Stuttgart)

J. S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga (Münchinger / Orq de Câmara de Stuttgart)

Uma Arte da Fuga à antiga, com instrumentos modernos e o grande Karl Münchinger à frente da Orquestra de Câmara de Stuttgart. Uma gravação fatalmente fora de moda, demodê para mais de metro, porém aceitável. Não consigo lembrar de uma época em que tantas gravações diferentes de A Arte da Fuga de Bach estivessem disponíveis. Tenho defendido o direito dos intérpretes de escolherem que tipo de abordagem instrumental adotar neste trabalho musicalmente profundo e científico. Podemos estar razoavelmente certos de que o próprio Bach pretendia que fosse uma obra para teclado solo e isso foi demonstrado de forma competente e convincente, por exemplo, por Gustav Leonhardt e Davitt Moroney, ambos tocando cravo solo, e por Herbert Tachezi que preferiu o órgão. Mas há uma vantagem nas versões para vários instrumentos, pois ao ouvinte mais inexperiente é permitido distinguir mais facilmente todos os fios da textura de Bach. E dá-lhe complexidade!

J.S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga (Münchinger / Orq de Câmara de Stuttgart)

1. The Art of Fugue, BWV 1080 – – – No.1 Contrapunctus I Karl Münchinger 4:17
2. The Art of Fugue, BWV 1080 – – – No.2 Contrapunctus II Karl Münchinger 2:44
3. The Art of Fugue, BWV 1080 – – – No.3 Contrapunctus III Karl Münchinger 4:13
4. The Art of Fugue, BWV 1080 – – – No.4 Contrapunctus IV Karl Münchinger 3:20
5. The Art of Fugue, BWV 1080 – – – No.5 Contrapunctus V Karl Münchinger 4:55
6. The Art of Fugue, BWV 1080 – – – No.6 Contrapunctus VI Karl Münchinger 3:30
7. The Art of Fugue, BWV 1080 – – – No.7 Contrapunctus VII Karl Münchinger 2:54
8. The Art Of Fugue, Bwv 1080 – – – No.8 Contrapunctus VIII Karl Münchinger 6:08
9. The Art of Fugue, BWV 1080 – – – No.9 Contrapunctus IX Karl Münchinger 2:36
10. The Art of Fugue, BWV 1080 – – – No.10 Contrapunctus X Karl Münchinger 4:46
11. The Art of Fugue, BWV 1080 – – – No.11 Contrapunctus XI Karl Münchinger 7:07
12. The Art of Fugue, BWV 1080 – – – No.15 Fuga per canonem Karl Münchinger 2:45
13. The Art of Fugue, BWV 1080 – – – No.17 Fuga per canonem Karl Münchinger 2:39
14. The Art of Fugue, BWV 1080 – – – No.16 Fuga per canonem Karl Münchinger 4:01
15. The Art of Fugue, BWV 1080 – – – No.14a Fuga per canonem Karl Münchinger 4:45
16. The Art of Fugue, BWV 1080 – – – No.13a Karl Münchinger 2:28
17. The Art of Fugue, BWV 1080 – – – No.13b Karl Münchinger 2:27
18. The Art of Fugue, BWV 1080 – – – No.19a Karl Münchinger 2:32
19. The Art of Fugue, BWV 1080 – – – No.19b Karl Münchinger 2:38
20. The Art of Fugue, BWV 1080 – – – No.12a Karl Münchinger 3:17
21. The Art of Fugue, BWV 1080 – – – No.12b Karl Münchinger 3:05
22. The Art of Fugue, BWV 1080 – – – No.18. Chorale: “Wenn wir in höchsten Nöten sein” Karl Münchinger 14:23

Karl Münchinger
Orquestra de Câmara de Stuttgart

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A Lição de Música – Johannes Vermeer
Year c. 1662–1665

PQP

J. S. Bach (1685-1750): A Oferenda Musical (Münchinger / Orq de Câmara de Stuttgart)

J. S. Bach (1685-1750): A Oferenda Musical (Münchinger / Orq de Câmara de Stuttgart)

Minha mulher perguntou se isso era um arranjo ou se apenas era uma gravação antiquada e romântica de Bach. Respondi: segunda opção. Mas eu não ousaria falar mal deste disco. E ele é bom. Numa época em que eu tinha condições de comprar apenas um ou dois discos por mês, adquiri esta Oferenda. Não sei como o vinil não furou. Devo ter ouvido esta gravação centenas de vezes e a Oferenda tornou-se uma de minhas obras prediletas. É até hoje. Não me importa que a orquestra pareça ser movida a energia atômica, tal sua potência; aqui, o que me importa são as lembranças de um adolescente que estava tendo seus primeiros contatos com Bach. CD sensacional. Sem discussões! :¬)))

J.S. Bach (1685-1750): A Oferenda Musical (Münchinger / Orq de Câmara de Stuttgart)

4. Musical Offering, BWV 1079 – Ricercar a 3 Karl Münchinger 7:25
5. Musical Offering, BWV 1079 – Canon perpetuus a 2 Karl Münchinger 1:34
6. Musical Offering, BWV 1079 – Canon a 2 violini in unisono Karl Münchinger 0:47
7. Musical Offering, BWV 1079 – Canon a 2 per motum contrarium Karl Münchinger 0:50
8. Musical Offering, BWV 1079 – Canon a 2 per augmentationem, contrario motu Karl Münchinger 2:19
9. Musical Offering, BWV 1079 – Canon a 2 Karl Münchinger 0:46
10. Musical Offering, BWV 1079 – Canon a 2 Karl Münchinger 1:56
11. Musical Offering, BWV 1079 – Canon a 2 per tonos Karl Münchinger 2:24
12. Musical Offering, BWV 1079 – Canon perpetuus contrario motu Karl Münchinger 1:20
13. Musical Offering, BWV 1079 – Canon a 4 Karl Münchinger 5:10
14. Musical Offering, BWV 1079 – Fuga canonica Karl Münchinger 1:56
15. Musical Offering, BWV 1079 – Sonata a 3 – I Largo Karl Münchinger 4:55
16. Musical Offering, BWV 1079 – Sonata a 3 – II Allegro Karl Münchinger 6:16
17. Musical Offering, BWV 1079 – Sonata a 3 – III Andante Karl Münchinger 2:55
18. Musical Offering, BWV 1079 – Sonata a 3 – IV Allegro Karl Münchinger 3:13
19. Musical Offering, BWV 1079 – Ricercar a 6 Karl Münchinger 9:12

Karl Münchinger
Orquestra de Câmara de Stuttgart

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As the Old Sing, So Pipe the Young, by Jan Steen, c. 1688-70, via Mauritshuis Museum, The Hague

PQP

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado I (Maurizio Pollini)

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado I (Maurizio Pollini)

A Fundação para a Divulgação e Inevitável Imortalização do Guia Genial dos Pianistas Maurizio Pollini fundada por Lais Vogel e P.Q.P. Bach sempre defendeu a tese — que hoje é opinião geral — de que os maiores gênios da humanidade foram William Shakespeare, Johann Sebastian Bach, Ludwig van, Charles Darwin, Karl Marx, Sigmund Freud, James Joyce e Maurizio Pollini. O resto está sob o topo daquilo que de mais alto o ser humano alcançou. Humano?, eu disse humano? Pois quando soube que Pollini lançara o Volume I do CBT, achei que ele estava fazendo o que não precisava. Claro que a gravação é excelente e dá importante contribuição à farta discografia bachiana. E oh, OK, ele está ficando velho e quis meter sua colher em Bach, quis deixar sua visão de uma obra fundamental para a arte pianística? Sem dúvida, eu o compreendo perfeitamente e só o lado técnico da interpretação já justifica tudo, mas o CBT não é o topo de Pollini como pianista, é apenas uma das melhores gravações em piano que ouvi de uma obra que prefiro ouvir no cravo. Pollini novamente não se deixa dominar por sua assombrosa técnica e insiste em fazer música. É uma gravação para rivalizar com Gould, mas nunca de forma hostil. Em alguma fugas, ouve-se não apenas a respiração como alguns gemidos a la Gould. Pollini não é um pianista vaidoso e bobo como tantos, é um intelectual ao qual se poderia atribuir a frase de Newton “Se eu vi mais longe, foi por estar em pé sobre ombros de gigantes”, ou seja, em sua gravação há ênfases de Gould, fraseados de Leonhardt e surpresas típicas de Pollini, como o súbita agressividade demonstrada no Prelúdio BWV 855, tudo dentro do maior equilíbrio e bom gosto. Mas ainda que, apesar de toda a qualidade do pianista e de seu direito de criar uma interpretação do século XXI para a obra (pós-Gould e até pós-Schiff em termos de concepção), acho que a contribuição maior de Pollini está lá adiante, a partir de Beethoven. Não fiquei decepcionado, até pelo contrário, mas prefiro os cravistas e, na verdade, lá no fundo, acho que as incensadas gravações de Bach realizadas por Gould são expressões importantes e ultra-elaboradas de uma “arte menor”, pois ele senta frente a um piano. Um purista? Talvez. Sei que estou sendo polêmico onde talvez não devesse, mas meus ouvidos há anos dizem que Leonhardt e Hantaï, em Bach, dão de dez em Gould e, agora, em Pollini.

Mas é uma tremendo CD e você deve ouvi-lo.

Johann Sebastian Bach: Das Wohltemperierte Klavier: Book 1, BWV 846-869

CD 1:
1) Prelude in C major BWV 846 [1:52]
2) Fugue in C major BWV 846 [1:56]
3) Prelude in C minor BWV 847 [1:30]
4) Fugue in C minor BWV 847 [1:40]
5) Prelude in C sharp major BWV 848 [1:13]
6) Fugue in C sharp major BWV 848 [2:14]
7) Prelude in C sharp minor BWV 849 [2:43]
8 ) Fugue in C sharp minor BWV 849 [4:47]
9) Prelude in D major BWV 850 [1:11]
10) Fugue in D major BWV 850 [1:47]
11) Prelude in D minor BWV 851 [1:25]
12) Fugue in D minor BWV 851 [1:58]
13) Prelude in E flat major BWV 852 [3:58]
14) Fugue in E flat major BWV 852 [1:39]
15) Prelude in D sharp minor/E flat minor BWV 853 [3:24]
16) Fugue in D sharp minor/E flat minor, BWV 853 [5:59]
17) Prelude in E major BWV 854 [1:23]
18) Fugue in E major BWV 854 [1:11]
19) Prelude in E minor BWV 855 [2:18]
20) Fugue in E minor BWV 855 [1:10]
21) Prelude in F major BWV 856 [0:54]
22) Fugue in F major BWV 856 [1:14]
23) Prelude in F minor BWV 857 [2:02]
24) Fugue in F minor BWV 857 [3:57]

CD 2:
1) Prelude in F sharp major BWV 858 [1:15]
2) Fugue in F sharp major BWV 858 [1:52]
3) Prelude in F sharp minor BWV 859 [1:03]
4) Fugue in F sharp minor BWV 859 [3:28]
5) Prelude in G major BWV 860 [0:56]
6) Fugue in G major BWV 860 [2:52]
7) Prelude in G minor BWV 861 [2:00]
8 ) Fugue in G minor BWV 861 [2:19]
9) Prelude in A flat major BWV 862 [1:33]
10) Fugue in A flat major BWV 862 [2:21]
11) Prelude in A flat minor/G sharp minor BWV 863 [1:33]
12) Fugue in A flat minor/G sharp minor BWV 863 [2:36]
13) Prelude in A major BWV 864 [1:14]
14) Fugue in A major BWV 864 [2:18]
15) Prelude in A minor BWV 865 [1:02]
16) Fugue in A minor BWV 865 [3:47]
17) Prelude in B flat major BWV 866 [1:11]
18) Fugue in B flat major BWV 866 [1:32]
19) Prelude in B flat minor BWV 867 [3:00]
20) Fugue in B flat minor BWV 867 [3:33]
21) Prelude in B major BWV 868 [1:19]
22) Fugue in B major BWV 868 [2:05]
23) Prelude in B minor BWV 869 [5:08]
24) Fugue in B minor BWV 869 [7:03]

Maurizio Pollini, piano

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Maurizio Pollini
Maurizio Pollini

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Peças para Violino e Baixo Contínuo (Schmitt, Gervreau, Jansen)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Peças para Violino e Baixo Contínuo (Schmitt, Gervreau, Jansen)

Este é aquele cantinho de Sonatas de Bach com alguns patinhos feios. Mas mesmo sendo patinhos feios, é Bach e Bach sempre vale a pena. Tanto que damos de cara com alguns movimentos de fazer cair os butiá do bolso de tão belos e bem escritos. As sonatas para violino e cravo de Johann Sebastian Bach são obras em forma de trio sonata, com as duas partes superiores no cravo e violino sobre uma linha de baixo fornecida pelo cravo e uma viola da gamba opcional. Ao contrário das sonatas barrocas para instrumento solo e contínuo, em que a realização do baixo figurado foi deixada ao critério do intérprete, a parte do teclado nas sonatas foi quase inteiramente especificada por Bach. Provavelmente, a maioria deles foi composta durante os últimos anos de Bach em Köthen entre 1720 e 1723, antes de ele se mudar para Leipzig.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Peças para Violino e Baixo Contínuo (Schmitt, Gervreau, Jansen)

Sonate Pour Violon & Basse Continue En La Majeur, BWV Anhang II 153
Composed By – Johann Sebastian Bach
1 Andante 3:06
2 Allegro 2:00
3 Adagio 3:32
4 Allegro 2:09
5 Fuga 2:24

Sonate Pour Violon & Basse Continue En Mi Mineur, BWV 1023
Composed By – Johann Sebastian Bach
6 – 1:14
7 Adagio Ma Non Tanto 3:39
8 Allemanda 4:31
9 Gigue 2:56

Sonate Pour Violon & Basse Continue En Do Mineur, BWV 1024
Composed By – Johann Sebastian Bach
10 Adagio 2:40
11 Presto 3:45
12 Affetuoso 2:24
13 Vivace 4:14

14 Fugue Pour Violon & Basse Continue, BWV 1026
Composed By – Johann Sebastian Bach
4:35

Sonate Pour Violon & Clavecin Obligé En La Majeur, BWV 1025
Composed By – Johann Sebastian Bach, Sylvius Leopold Weiss
15 Fantasia 2:43
16 Courante 4:11
17 Entrée 3:45
18 Rondeau 4:02
19 Sarabande 3:59
20 Menuet 2:48
21 Allegro 4:00

Harpsichord – Jan Willem Jansen
Violin – Hélène Schmitt
Violoncello – Alain Gervreau

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WILLEM VAN HERP, CELEBRATING COMPANY IN INTERIOR, 1613/14-1677: Pole dancing no século XVII.

PQP

J. S. Bach (1685-1750): 8 Cantatas Seculares (Profanas), BWV 201 a 207 + Quodlibet BWV 524 (Rilling) 4 CDs

J. S. Bach (1685-1750): 8 Cantatas Seculares (Profanas), BWV 201 a 207 + Quodlibet BWV 524 (Rilling) 4 CDs

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Publiquei há poucas semanas a segunda parte dessa maravilha. Ela está neste link, ó. E esta aqui é a primeira parte. O primeiro dos 4 CDs não é tão bom, mas os outros três são impressionantes. É notável o entusiasmo da turma de Rilling nestas Cantatas às vezes negligenciadas. As cantatas seculares foram escritas (tanto os textos como a música) para eventos especiais do calendário familiar, social, acadêmico ou político — um casamento, uma festa de aniversário, uma cerimônia acadêmica ou uma homenagem a um príncipe. Embora normalmente fossem tocadas apenas uma vez em sua forma original, Bach fez questão de reutilizar o material delas, se surgisse a oportunidade. Os exemplos mais conhecidos do uso de árias e coros seculares com novos textos sagrados são encontrados no Oratório de Natal, para o qual Bach baseou-se extensivamente em três cantatas festivas escritas para o Príncipe Eleitor da Saxônia e sua família.

J. S. Bach (1685-1750): 8 Cantatas Seculares (Profanas), BWV 201 a 207 + Quodlibet BWV 524 (Rilling) 4 CDs

Disk 1 von 4 (CD)

Geschwinde, ihr wirbelnden Winde BWV 201 (Der Streit zwischen Phoebus und Pan) (Kantate)
1 1: Chor: Geschwinde, ihr wirbelnden Winde
2 2: Rezitativ: Und du bist doch so unverschämt und frei
3 3: Arie: Patron, das macht der Wind
4 4: Rezitativ: Was braucht ihr euch zu zanken
5 5: Arie: Mit Verlangen drück ich deine zarten Wangen
6 6: Rezitativ: Pan, rücke deine Kehle nun
7 7: Arie: Zu Tanze, zu Sprunge
8 8: Rezitativ: Nunmehro Richter her
9 9: Arie: Phoebus, deine Melodie
10 10: Rezitativ: Komm, Midas, sage du nun an
11 11: Arie: Pan ist Meister, laßt ihn gehen
12 12: Rezitativ: Wie, Midas, bist du toll
13 13: Arie: Aufgeblasne Hitze
14 14: Rezitativ: Du guter Midas, geh nun hin
15 15: Chor: Labt das Herz, ihr holden Saiten

Disk 2 von 4 (CD)

Weichet nur, betrübte Schatten BWV 202 (Hochzeits-Kantate)
1 1: Arie: Weichet nur, betrübte Schatten
2 2: Rezitativ: Die Welt wird wieder neu
3 3: Arie: Phoebus eilt mit schnellen Pferden
4 4: Rezitativ: Drum sucht auch Amor sein Vergnügen
5 5: Arie: Wenn die Frühlingslüfte streichen
6 6: Rezitativ: Und dieses ist das Glücke
7 7: Arie: Sich üben im Lieben
8 8: Rezitativ: So sei das Band der keuschen Liebe
9 9: Gavotte: Sehet in Zufriedenheit

Amore traditore (Cupido, du Verräter) BWV 203 (Kantate)
10 10: Arie:Amore traditore
11 11: Rezitativ: Voglio provar
12 12: Arie: Chi in amore ha nemica la sorte

Ich bin in mir vergnügt (Von der Vergnügsamkeit) BWV 204 (Kantate)
13 13: Rezitativ: Ich bin in mir vergnügt
14 14: Arie: Ruhig und in sich zufrieden
15 15: Rezitativ: Ihr Seelen, die ihr außer euch stets in die Irre lauft
16 16: Arie: Die Schätzbarkeit der weiten Erden
17 17: Rezitativ: Schwer ist es zwar, viel Eitles zu besitzen
18 18: Arie: Meine Seele sei vergnügt
19 19: Rezitativ: Ein edler Mensch ist Perlenmuscheln gleich
20 20: Arie: Himmlische Vergnügsamkeit

Disk 3 von 4 (CD)

Zerreißet, zersprenget, zertrümmert die Gruft (Der zufriedengestellte Aeolus) BWV 205 (Kantate)
1 1: Chor der Winde: Zerreißet, zersprenget, zertrümmert die Gruft
2 2: Rezitativ: Ja, ja! Die Stunden sind nunmehro nah
3 3: Arie: Wie will ich lustig lachen
4 4: Rezitativ: Gefürcht’ter Äolus
5 5: Arie: Frische Schatten, meine Freude
6 6: Rezitativ: Beinahe wirst du mich bewegen
7 7: Arie: Können nicht die roten Wangen
8 8: Rezitativ: So willst du, grimmger Äolus
9 9: Arie: Angenehmer Zephyrus
10 10: Rezitativ: Mein Äolus, Ach!
11 11: Arie: Zurücke, zurücke, geflügelten Winde
12 12: Rezitativ: Was Lust! Was Freude! Welch Vergnügen!
13 13: Arie: Zweig und Äste
14 14: Rezitativ: Ja, ja! Ich lad euch selbst zu dieser Feier ein
15 15: Chor der Winde: Vivat! August, August vivat!

16 16: Quodlibet (Was sind das für große Schlösser) BWV 524 (Fragment für 4 Soli und Basso continuo)

Disk 4 von 4 (CD)

Schleicht, spielende Wellen BWV 206 (Glückwunsch-Kantate)
1 1: Chor: Schleicht, spielende Wellen, und murmelt gelinde!
2 2: Rezitativ: O glückliche Veränderung!
3 3: Arie: Schleuß des Janustempels Türen
4 4: Rezitativ: So recht! beglückter Weichselstrom!
5 5: Arie: Jede Woge meiner Wellen
6 6: Rezitativ: Ich nehm zugleich an deiner Freude teil
7 7: Arie: Reis von Habsburgs hohem Stamme
8 8: Rezitativ: Verzeiht, bemooste Häupter starker Ströme
9 9: Arie: Hört doch! der sanften Flöten Chor
10 10: Rezitativ: Ich muß, ich will gehorsam sein
11 11: Chor: Die himmlische Vorsicht der ewigen Güte

Auf, schmetternde Töne der muntern Trompeten BWV 207a (Kantate)
12 12: Chor: Auf, schmetternde Töne der muntern Trompeten
13 13: Rezitativ: Die stille Pleiße spielt
14 14: Arie: Augustus’ Namenstages Schimmer
15 15: Marsch
16 16: Rezitativ: Augustus’ Wohl ist der treuen
17 17: Arie: Mich kann die süße Ruhe laben
18 18: Ritornello
19 19: Rezitativ: Augustus schützt die frohen Felder
20 20: Arie: Preiset, späte Folgezeiten
21 21: Marsch
22 22: Rezitativ: Ihr Fröhlichen, herbei
23 23: Chor: August lebe, lebe König

Vereinigte Zwietracht der wechselnden Saiten BWV 207 (Kantate) (Auszug)
24 24: Rezitativ: Wen treibt ein edler Trieb
25 25: Rezitativ: Dem nur allein soll meine Wohnung offen sein
26 26: Rezitativ: Es ist kein leeres Wort

Alto Vocals – Ingeborg Danz
Bass Vocals – Andreas Schmidt, Dietrich Henschel
Choir – Gächinger Kantorei
Conductor – Helmuth Rilling
Orchestra – Bach-Collegium Stuttgart*
Soprano Vocals – Sibylla Rubens
Soprano Vocals – Christine Schäfer
Tenor Vocals – Markus Ullmann*, Markus Schäfer

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Rilling mandando o desprefeito bolsonarista de Porto Alegre calar a boca.

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Flötensonaten – Flute Sonatas / Triosonate – Trio Sonata BWV 1038 (Ensemble Trazom)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Flötensonaten – Flute Sonatas / Triosonate – Trio Sonata BWV 1038 (Ensemble Trazom)

Um disco bem antigo, com interpretações atualmente apenas aceitáveis, mas que vale pela Trio Sonata que abre o CD. Se você quiser ouvir uma grande versão das outras obras que figuram no CD, a provável campeã é esta aqui. Meus ouvidos garantem veementemente que a BWV 1038 é de Bach, mas… A Trio Sonata BWV 1038 de Bach para Flauta, Violino e Continuo propõe um enigma. Ele sobreviveu como um conjunto de peças escritas por Johann Sebastian Bach – mas a fonte não fornece um compositor. Assim, sua autenticidade tem sido questionada repetidas vezes. De acordo com as pesquisas mais recentes, entretanto, presume-se que esta bela sonata seja uma obra original de Bach.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Flötensonaten – Flute Sonatas / Triosonate – Trio Sonata BWV 1038 (Ensemble Trazom)

Trio Sonata In G Major BWV 1038 For Traverso, Violin And Basso Continuo
1 Largo 3:14
2 Vivace 1:01
3 Adagio 1:58
4 Presto 1:22

Flute Sonata In E Flat Major BWV 1031 For Traverso And Obl. Fortepiano
5 Allegro Moderato 3:17
6 Siciliano 2:18
7 Allegro 4:25

Flute Sonata In G Minor BWV 1020 For Traverso And Obl. Fortepiano
8 Allegro 3:37
9 Adagio 3:16
10 Allegro 5:00

Flute Sonata In E Major BWV 1035 For Traverso And Basso Continuo
11 Adagio Ma Non Tanto 2:22
12 Allegro 3:06
13 Siciliano 3:11
14 Allegro Assai 3:12

Flute Sonata In E Minor BWV 1034 For Traverso And Basso Continuo
15 Adagio Ma Non Tanto 3:08
16 Allegro 2:39
17 Andante 3:24
18 Allegro 4:36

Cello – Stefan Fuchs (2)
Ensemble – Ensemble Trazom
Flute [Traverso] – Julia Dickson
Harpsichord, Fortepiano – Urte Lucht
Violin – Susanne von Bausznern

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Hendrick ter Brugghen: O Tocador de Flauta

PQP

Bach / Jiří Benda / Händel / Sarasate / Vivaldi / Wieniawski: Obras para Violino(s) com David & Igor Oistrakh

Bach /  Jiří Benda / Händel / Sarasate / Vivaldi / Wieniawski: Obras para Violino(s) com David & Igor Oistrakh

A série The Originals, da DG, costuma ser tiro certo. Apesar da absoluta confusão do repertório, este CD é maravilhosamente bem interpretado pelos Oistrakh em diversas formações orquestrais. As obras são tão díspares entre si que dá vontade de ouvir tudo separadamente. Mas, enfim, eram outros tempos e ninguém morria por falta de coerência. Posto este CD por ele ter sido uma audição habitual na casa de meus pais (os outros). É um disco muito alegre do começo ao fim. De certa forma, proporciona um contraste muito caloroso com a preferência contemporânea por performances de época para a maioria destas peças. (Nota: eu AMO e PREFIRO performances de época!). Prezo especialmente os duetos de Wieniawski porque raramente são gravadas. O que é mais legal é que muitas dessas peças são populares entre estudantes de violino, e ter dois violinistas estelares tocando-as é muito gostoso de ouvir.

Bach / Jiří Benda / Händel / Sarasate / Vivaldi / Wieniawski: Obras para Violino(s) com David & Igor Oistrakh

Obras para Violino(s) com David & Igor Oistrakh

Antonio Vivaldi:
1. Concerto grosso for 2 violins, strings and continuo in A minor, Op.3/8 , RV 522 – 1. Allegro 3:58
2. Concerto grosso for 2 violins, strings and continuo in A minor, Op.3/8 , RV 522 – 2. Larghetto 4:24
3. Concerto grosso for 2 violins, strings and continuo in A minor, Op.3/8 , RV 522 – 3. Allegro 4:00

J. S. Bach:
4. Sonata in C, BWV 1037 Anh.III 187 – 1. Adagio 4:29
5. Sonata in C, BWV 1037 Anh.III 187 – 2. Allabreve 2:53
6. Sonata in C, BWV 1037 Anh.III 187 – 3. Alla breve 2:35
7. Sonata in C, BWV 1037 Anh.III 187 – 4. Presto 4:56

G.F. Handel:
8. Trio Sonata for 2 Flutes and Continuo in G minor, Op.2, No.6, HWV 391 – 1. Andante – Allegro 5:12
9. Trio Sonata for 2 Flutes and Continuo in G minor, Op.2, No.6, HWV 391 – 2. Arioso 3:36
10. Trio Sonata for 2 Flutes and Continuo in G minor, Op.2, No.6, HWV 391 – 3. Allegro 2:01

J. G. Benda:
11. Trio Sonata in E major for 2 violins and piano – 1. Moderato 6:37
12. Trio Sonata in E major for 2 violins and piano – 2. Largo 5:27
13. Trio Sonata in E major for 2 violins and piano – 3. Allegro 2:42

H. Wieniawski:
14. Etudes-Caprices for 2 violins, Op.18 – No.2 in E flat major 5:14
15. Etudes-Caprices for 2 violins, Op.18 – No.5 in E major 1:55
16. Etudes-Caprices for 2 violins, Op.18 – No.4 in A minor 1:31

P. de Sarasate:
17. Navarra for two violins, Op.33

David Oistrakh (Conductor, Violin),
Igor Oistrakh (Violin)
Franz Konwitschny (Conductor),
Gewandhaus Orchestra
Royal Philharmonic Orchestra e outros

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Filho e pai, bem felizinhos.

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – O Cravo Bem Temperado – Masaaki Suzuki

Mesmo já tendo passado vinte e sete anos de sua realização, essa gravação de Masaaki Suzuki continua atual, se comparada com outras mais recentes. O cravista e maestro japonês dá um show de interpretação, com uma técnica apuradíssima e uma sensibilidade única. Não temos aqui aquelas interpretações mecânicas, por demais técnicas e virtuosísticas. Não por acaso, Suzuki é um dos maiores intérpretes da obra de Bach nesse século. Com seu conjunto Bach Collegium Japan vem se dedicando a gravar a obra do gênio de Leipzig em sua integra. Quem viver, verá.

Mesmo sendo considerada uma obra fundamental no repertório, “O Cravo Bem Temperado” só foi publicado 51 anos após a morte de Bach, porém cópias manuscritas por seus alunos e discípulos circularam por toda a Europa, tendo chegado às mãos de Beethoven, Mozart e Haydn, que a estudaram com atenção. O famoso maestro Hans von Bülow considerava a obra ‘O Velho Testamento do Piano’, e Schumann o considerava ‘o pão do dia a dia do pianista‘. Não por acaso, até hoje os prelúdios e fugas do Cravo são utilizados na educação musical.

Temos várias gravações de excelente qualidade dessas obras aqui no PQPBach, destacaria a recém lançada pelo lendário maestro e cravista Trevor Pinnock, que o colega René Denon postou há não muito tempo. Interpretadas ao piano, a gravação de Glenn Gould continua sendo referência dentre os ‘jurássicos’, e András Schiff dentre as gravações atuais. Vale a pena serem baixadas para as devidas comparações. Suzuki segue a linha da interpretação historicamente informada, sendo um pouco mais criterioso e detalhista em sua abordagem, se podemos falar assim.

Espero que apreciem, pretendo trazer outras gravações desse incrível músico japonês, como já comentei anteriormente, uma referência em se tratando de Bach neste século XXI.

CD 1 – Das wohltemperierte Klavier, Buch I
1 – 24 – Praeludium und Fuge, BWVs 846 a 857

 

CD 2 Das wohltemperierte Klavier, Buch I

1 – 24 – Praeludium und Fuge, BWVs 858 a BWV 869

 

CD 3 – Das Wohltemperierte Klavier Book II 

1 – 24 Praeludium und Fuge BWV 870 a BWV 882

 

CD 4 – Das Wohltemperierte Klavier Book II 

1 – 24 BWV 883 a BWV 893

Masaaki Suzuki – Cravo

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J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado Completo (Dantone)

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado Completo (Dantone)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Dantone começou a gravar muito jovem e era um cravista muito enfeitado. Suas ornamentações pesavam. Conheço umas gravações onde ele deveria fazer o contínuo, mas não havia o que o segurasse. Ele queria viver, sonhar, amar e aparecer mais do que o solista. Argh! Porém… Seja porque Bach não lhe dá espaço, seja porque meu pai impõe o mesmo respeito que impunha a mim, a WF e CPE em casa, o fato é que esta gravação do Cravo Bem Temperado é uma joia que você deve ouvir. Sim, você. Estou falando com quem, caralho? Aqui, Dantone está saudavelmente contido dentro da música de papai, o que é uma maravilha porque é um baita instrumentista. Ou então Tavinho cresceu, ficou um homenzinho, passou a cumprir funções táticas e deixou de ser aquele peladeiro ao estilo de Guiñazu, que está em todos os lugares do campo menos onde deve.

J.S. Bach: The Well Tempered Clavier. Book I (2001) 2CD

CD1:
01. Praeludium & Fuga BWV 846 04:16
02. Praeludium & Fuga BWV 847 03:23
03. Praeludium & Fuga BWV 848 04:26
04. Praeludium & Fuga BWV 849 06:45
05. Praeludium & Fuga BWV 850 03:40
06. Praeludium & Fuga BWV 851 04:10
07. Praeludium & Fuga BWV 852 06:14
08. Praeludium & Fuga BWV 853 08:31
09. Praeludium & Fuga BWV 854 02:56
10. Praeludium & Fuga BWV 855 03:49
11. Praeludium & Fuga BWV 856 02:25
12. Praeludium & Fuga BWV 857 07:07

CD2:
01. Praeludium & Fuga BWV 858 04:01
02. Praeludium & Fuga BWV 859 04:36
03. Praeludium & Fuga BWV 860 04:09
04. Praeludium & Fuga BWV 861 05:13
05. Praeludium & Fuga BWV 862 04:53
06. Praeludium & Fuga BWV 863 04:55
07. Praeludium & Fuga BWV 864 03:44
08. Praeludium & Fuga BWV 865 05:39
09. Praeludium & Fuga BWV 866 03:25
10. Praeludium & Fuga BWV 867 05:57
11. Praeludium & Fuga BWV 868 04:20
12. Praeludium & Fuga BWV 869 14:15

J.S. Bach: The Well Tempered Clavier. Book II (2001) 2CD

CD3:
01. Praeludium & Fuga BWV 870 05:01
02. Praeludium & Fuga BWV 871 05:34
03. Praeludium & Fuga BWV 872 04:00
04. Praeludium & Fuga BWV 873 06:18
05. Praeludium & Fuga BWV 874 06:43
06. Praeludium & Fuga BWV 875 03:41
07. Praeludium & Fuga BWV 876 04:36
08. Praeludium & Fuga BWV 877 07:35
09. Praeludium & Fuga BWV 878 06:47
10. Praeludium & Fuga BWV 879 06:46
11. Praeludium & Fuga BWV 880 05:15
12. Praeludium & Fuga BWV 881 06:36

CD4:
01. Praeludium & Fuga BWV 882 05:52
02. Praeludium & Fuga BWV 883 06:32
03. Praeludium & Fuga BWV 884 04:15
04. Praeludium & Fuga BWV 885 06:19
05. Praeludium & Fuga BWV 886 07:29
06. Praeludium & Fuga BWV 887 09:00
07. Praeludium & Fuga BWV 888 03:33
08. Praeludium & Fuga BWV 889 06:47
09. Praeludium & Fuga BWV 890 08:33
10. Praeludium & Fuga BWV 891 07:15
11. Praeludium & Fuga BWV 892 06:37
12. Praeludium & Fuga BWV 893 04:05

Ottavio Dantone, cravo

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PQP

.: interlúdio :. D’Elboux / Beethoven / Bruckner / Borodin / Bach: Meus Dois Mundos (Tau Ceti)

.: interlúdio :. D’Elboux / Beethoven / Bruckner / Borodin / Bach: Meus Dois Mundos (Tau Ceti)

José Eduardo D’Elboux é um pequepiano. Volta e meia ele comenta algum post, está sempre por aí. Há poucos anos, ele me mandou este CD que eu ouvi e deixei de lado por estar passando uma fase meio anti-rock progressivo. Mas hoje o peguei gostei muito do que ouvi. Os clientes da Livraria Bamboletras (2 links) também. As pergutavam o que era aquilo e o José Eduardo ficaria feliz porque um deles perguntou se era o ELP. Achei ótimo e muito divertido. Ele é dividido em duas partes: a primeira composta por D’Elboux sozinho ou com parceiros e a segunda com arranjos de eruditos de outrem ou par D’Elboux.

Como disse, às vezes, D’Elboux soa muito como o grupo que mais admira, o Emerson, Lake & Palmer, mas sua voz natural me parece mais tranquila do que com a fúria habitual dos ingleses. Gostei muito dos arranjos de eruditos. Seu Coriolano e o início da Sinfonia Nº 4, Romântica, de Bruckner, ficaram excelentes, assim como a Toccata e Fuga em Ré Menor, BWV 565, de Bach.

D’Elboux fez sua vida como engenheiro. Foi uma opção consciente. “Especialmente no Brasil, onde o tipo de música que gosto é pouco divulgada, preferi ter uma carreira como profissional de engenharia (o que também gosto) e levar o lado musical como hobby – mas fazendo exatamente o que eu queria em Música, sem concessões, uma vez que não iria depender financeiramente disso. (…) Foi minha “cabeça-dura”, de insistir no que acredito, que fez, desde meu início em 1982 com as primeiras tentativas de bandas, até formar o Tau Ceti em 1988 (cuja semente já estava em minha banda anterior, o Antares, de 1985), e lançar o primeiro álbum em 1995… Depois de um longo tempo parado, retomando a Música ainda insisti e lancei mais um álbum em 2019, mais de 20 anos depois do primeiro. E, neste, já sem outros músicos que topassem a empreitada, fiz um álbum solo onde me responsabilizei por tudo, desde composições e tocar os teclados, como programar os demais instrumentos, arranjos, produção, etc.”.

Para quem chegou da Lua ontem, o rock progressivo (também abreviado por prog rock ou prog) é um gênero que se desenvolveu na Inglaterra e nos EUA em meados da década de 1960, atingindo o pico no início da década de 1970. O estilo foi uma consequência das bandas psicodélicas que abandonaram as tradições padrão em favor de instrumentação e técnicas de composição mais frequentemente associadas ao jazz ou à música clássica. Elementos adicionais contribuíram para o rótulo de “progressivo”: as letras eram mais poéticas, a tecnologia era aproveitada para novos sons, a música se aproximava da condição de “arte” e o estúdio, mais do que o palco, tornou-se o foco da atividade musical, que muitas vezes envolvia criar música para ouvir em vez de dançar.

.: interlúdio :. D’Elboux / Beethoven / Bruckner / Borodin / Bach: Meus Dois Mundos

Parte 1 — Mundo Prog
1. Prelúdio para Sintetizador (D’Elboux) 1:23
2. D’Elboux is on the Table (D’Elboux) 3:17
3. Boto (D’Elboux / Iantorno) 2:21
4. Tempestades Noturnas (D’Elboux / Cesarino) 2:52
5. Reflexões Ectoplasmáticas (D’Elboux) 4:55
6. Prelúdio-Improviso para Piano (D’Elboux) 5:16

Parte 2 — Mundo Clássico
7. Coriolano (Beethoven / arr. D’Elboux) 5:07
8. Prelúdio para Orquestra (D’Elboux) 1:17
9. Romântica (Bruckner / arr. D’Elboux) 5:12
10. Prelúdio para Órgão (D’Elboux) 1:41
11. Épica (Borodin / arr. D’Elboux) 1:58
12. Antares (D’Elboux) 4:49
13. Toccata (Bach / arr. D’Elboux) 3:36

José Eduardo D’Elboux: teclados e programação

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J. S. Bach (1685-1750): Missae Breves, BWV 234 & 235 (Pygmalion)

J. S. Bach (1685-1750): Missae Breves, BWV 234 & 235 (Pygmalion)

Como vocês sabem, sofro de hipobachemia, mal que aflige algumas pessoas que ficam muito tempo longe de J.S. Bach. Durante as crises causadas pela síndrome, ficamos trêmulos, irritadiços como se fôssemos menstruar e não conseguimos ouvir compositores que desperdiçam notas como se estivessem bebendo água na torneira da praça. Então, sempre PRECISO voltar a ele como a um barco seguro. Este repertório é algo raro, apesar de sua alta qualidade. OK, não falemos em qualidade, é sinônimo de Bach.

J. S. Bach (1685-1750): Missae Breves, BWV 234 & 235 (Pygmalion)

1. Motet: “Der Gerechte kommt um” 6:23

2. Messe Brève en Sol Mineur, BWV 235: I. Kyrie 5:35
3. Messe Brève en Sol Mineur, BWV 235: II. Gloria 2:57
4. Messe Brève en Sol Mineur, BWV 235: III. Gratias 3:11
5. Messe Brève en Sol Mineur, BWV 235: IV. Domine fili 4:54
6. Messe Brève en Sol Mineur, BWV 235: V. Qui tollis peccata mundi 4:07
7. Messe Brève en Sol Mineur, BWV 235: VI. Cum sancto spiritu 4:07

8. Messe Brève en La Majeur, BWV 234: I. Kyrie 5:42
9. Messe Brève en La Majeur, BWV 234: II. Gloria 5:41
10. Messe Brève en La Majeur, BWV 234: III. Domine Deus 5:37
11. Messe Brève en La Majeur, BWV 234: IV. Qui tollis peccata mundi 6:53
12. Messe Brève en La Majeur, BWV 234: V. Quoniam tu solus 3:09
13. Messe Brève en La Majeur, BWV 234: VI. Cum sancto spiritu 3:14

Pygmalion
Raphaél Pichon, regente

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E aí está o pessoal do Pygmalion.

PQP

J.S. Bach (1685-1750): 300 anos da Johannes-Passion (A Paixão Segundo João) – Dunedin Consort & John Butt ֎

J.S. Bach (1685-1750): 300 anos da Johannes-Passion (A Paixão Segundo João) – Dunedin Consort & John Butt ֎

Homenagem aos 300 anos da estreia da Paixão segundo João de Johann Sebastian Bach

7/4/1724 – 7/4/2024

 

Nesta obra de Fra Angelico João está representado

O dia 7 de abril de 1724 foi a sexta-feira da Semana Santa daquele ano e as pessoas que estiveram na Igreja de São Nicolau voltaram para casa com a sensação de terem presenciado algo muito especial. Durante o serviço religioso a música, composta pelo novo Cantor da Igreja de Santo Tomás, fora especialmente maravilhosa.

Bach havia sido nomeado recentemente para o cargo, substituindo o grande músico Johann Kuhnau. O cargo oferecido pela Igreja Protestante era muito prestigiado, mas demandava muito trabalho. As tarefas incluíam tocar órgão, ensinar Latim e Música na escola da igreja, compor a música para as igrejas de Santo Tomás e de São Nicolau, reger música e treinar os músicos de duas outras igrejas. Bach foi o terceiro candidato a ser escolhido para o cargo e possivelmente relutou em aceitá-lo, mas em casa havia muitas bocas para serem alimentadas.

Quando Bach se pôs a escrever sua Johannes Passion, conhecia alguns modelos antigos e outros contemporâneos. Os oratórios da Paixão apresentam a narrativa da morte de Jesus intercalada por árias refletivas, coros e corais. Seu antecessor Kuhnau teve uma obra desse tipo apresentada em 1721 e havia um libreto escrito por Barthold Heinrich Brockes (1680-1747) com o título Jesus torturado e morto pelos pecados deste mundo que havia sido musicado por Handel e por Telemann. Havia também uma Paixão segundo João, com libreto de J. G. Postel, que fora musicada pelo jovem Handel aos 19 anos.

John Butt

Bach estava com 39 anos, no auge de sua profissão e certamente queria mostrar aos conselheiros e aos fiéis que fazia jus ao cargo. Além disso, esse gênero tinha um apelo especial sobre a comunidade pelo fato de que a ópera de Leipzig havia colapsado um pouco antes da chegada de Bach. É verdade que o oratório é bem diferente de uma ópera, especialmente esse que já vem com spoiler, mas a expectativa devia ser grande, o que deve ter dado a João Sebastião motivação mais que suficiente para tratar a empreitada com grande cuidado e originalidade.

A versão ouvida naquela ocasião, há 300 anos atrás, foi modificada e reapresentada em 1725, depois mais uma vez em 1732. A versão que conhecemos é uma revisão que Bach fez em 1749, mas que não chegou a ser apresentada por Bach, que morreria pouco depois. Veja mais informações aqui e aqui.

O que se pode esperar da obra? Veja a tradução de um texto que poder ser encontrado na íntegra aqui, feita com a ajuda do Chat PQP: Na verdade, a Paixão de João contém vários ousados traços imaginativos aos quais Bach não voltaria na Paixão segundo São Mateus. O belo e plangente refrão de abertura, um exórdio dirigido a Jesus, é surpreendentemente dissonante e dá o tom para uma composição ousada de uma aparente espontaneidade que desmente sua cuidadosa construção. A parte 2 também começa com uma passagem particularmente memorável, embora por razões muito diferentes: é aqui que o coro realmente mostra seus dentes. Retratando a multidão que clamava pela execução de Jesus, o coro recebe uma música particularmente cruel e rancorosa com escalas cromáticas ascendentes e um turbilhão de cordas. Mesmo momentos suaves, como a ária soprano ‘Ich folge dir gleichfalls’, são frequentemente assombrados por seções cromáticas sutis e escuras.

As últimas fases da obra têm um notável sentido de impulso, sintetizado pela ária de baixo ‘Eilt, ihr angefocht’nen Seelen’ que é pontuada pelo coro que pergunta urgentemente ‘Wohin?’. Após a morte de Jesus, há uma seção reflexiva mais prolongada do que na Paixão de São Mateus, incluindo o terno “Ruht wohl”, uma peça de encerramento para coro (antes de um coral final) que forma um paralelo estrutural com a abertura da obra. Talvez como o próprio Evangelho de João, o que falta à partitura de Bach na lógica convencional e na transparência narrativa, compensa com uma beleza sobrenatural, convicção e um forte sentido poético.

John e sua turma na entrada do PQP Bach Theater em Edinburgh

A gravação escolhida para essa postagem especial é liderada por John Butt que já apareceu algumas vezes no blog e é um excelente músico. (John Butt é professor de música na Universidade de Glasgow, diretor musical da Dunedin Consort e artista principal da OAE. Sua carreira começou com sua nomeação como acadêmico de órgão no King’s College Cambridge, e isso levou a vários cargos acadêmicos e de desempenho (incluindo Organista da Universidade da Califórnia, Berkeley, 1989-97). Seu trabalho, como músico e estudioso, gravita em torno da música dos séculos 17 e 18, mas ele também está preocupado com as implicações do passado em nossa cultura atual).

O que ela tem diferente de outras recentes gravações é que a Paixão é apresentada em um contexto litúrgico, como poderá ser observado nos números extra de música ao início e ao fim dos arquivos. Essas partes assim como os detalhes das faixas da gravação estão nos arquivos no formato pdf.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Johannes Passion

Nicholas Mulroy, Evangelista e tenor
Matthew Brook, Jesus e baixo
Robert Davies, Pedro e Pilatos
Joanne Lunn, soprano
Clare Wilkinson, contralto

Dunedin Consort

John Butt

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FLAC | 623 MB

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

MP3 | 320 KBPS | 366 MB

John Butt treinando o coro dos aspirantes a contribuintes do blog do PQP Bach…

The recording was named a Gramophone Award Finalist, ‘Recording of the Month’ by three separate publications and topped the UK Specialist Chart upon its release in 2013.

Aproveite!

René Denon

Não deixe de visitar essa outra postagem com algumas informações sobre a obra e uma gravação também primorosa…

Johann Sebastian Bach (1685-1750): A Paixão Segundo São João, BWV 244 (Herreweghe, 2020) ֍

J. S. Bach (1685-1750): 6 Partitas, BWV 825-830 (Pinnock – Archiv)

J. S. Bach (1685-1750): 6 Partitas, BWV 825-830 (Pinnock – Archiv)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Vamos às explicações. Trevor Pinnock fez uma bela gravação das Partitas para o selo Archiv na década de 1980 — é esta que ora vos posto –, mas há uma gravação mais recente que é uma melhoria significativa tanto em termos do som gravado, quanto no que diz respeito à interpretação, que subiu vários degraus. Trata-se da gravação de Hänssler. O PQPBach tem ambas. Pinnock é sempre bom, mas ele parece estar no topo na outra versão. Os trinados e ornamentos são relaxados e uniformes, seu toque legato é incomparável. Os movimentos de dança são perfeitos, sem serem apressados ​​ou frenéticos. Tudo parece mais simples sem ser superficial. Mas esta versão aqui é também sensacional, é o trampolim para a outra. E é muito bom ver um grande artista evoluir. A competição é obviamente acirrada neste repertório e não farei nenhuma comparação com versões para piano. Huguette Dreyfus é uma concorrente, embora eu ache Pinnock mais flexível, mais interessante musicalmente e com melhor qualidade de som. Masaaki Suzuki é bom se você quiser tempos mais relaxados e um pouco mais de ar entre você e o instrumento. Aos meus ouvidos, Suzuki é menos “parecido com Bach” do que Pinnock. É elegante, mas de alguma forma um pouco distante e enigmático. Scott Ross é péssimo.  Excetuando Ross, eu viveria feliz com qualquer versão para cravo, mas estas duas de Pinnock moram no meu ventrículo esquerdo, que é onde o coração bate mais forte.

J. S. Bach (1685-1750): 6 Partitas, BWV 825-830 (Pinnock – Archiv)

Partita No. 1 In B Flat Major, BWV 825 = B-dur = En Si Bémol Majeur
1-1 1. Praeludium 1:57
1-2 2. Allemande 4:12
1-3 3. Corrente 2:50
1-4 4. Sarabande 4:09
1-5 5. Menuet I/II 2:35
1-6 6. Gigue 2:27

Partita No. 2 In C Minor, BWV 826 = C-moll = En Ut Mineur
1-7 1. Sinfonia. Grave Adagio 4:34
1-8 2. Allemande 5:30
1-9 3. Courante 2:00
1-10 4. Sarabande 2:48
1-11 5. Rondeaux 1:27
1-12 6. Capriccio 3:34

Partita No. 4 In D Major, BWV 828 = D-dur = En Ré Majeur
1-13 1. Ouverture 6:37
1-14 2. Allemande 5:37
1-15 3. Courante 2:28
1-16 4. Aria 1:33
1-17 5. Sarabande 4:28
1-18 6. Menuet 1:26
1-19 7. Gigue 4:04

Partita No. 5 In G Major, Bwv 829 = G-dur = En Sol Majeur
2-1 1. Praeambulum 2:50
2-2 2. Allemande 4:05
2-3 3. Corrente 1:53
2-4 4. Sarabande 3:49
2-5 5. Tempo Di Minuetto 1:15
2-6 6. Passepied 1:43
2-7 7. Gigue 4:18

Partita No. 3 In A Minor, BWV 827 = A-moll = En La Mineur
2-8 1. Fantasia 2:15
2-9 2. Allemande 3:22
2-10 3. Corrente 1:56
2-11 4. Sarabande 3:49
2-12 5. Burlesca 1:55
2-13 6. Scherzo 1:14
2-14 7. Gigue 3:31

Partita No. 6 In E Minor, BWV 830 = E-moll = En Mi Mineur
2-15 1. Toccata 7:41
2-16 2. Allemanda 3:03
2-17 3. Corrente 3:12
2-18 4. Air 1:43
2-19 5. Sarabande 4:17
2-20 6. Tempo Di Gavotta 1:24
2-21 7. Gigue 5:06

Harpsichord – Trevor Pinnock

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O grande Trevor Pinnock em foto atual.

PQP

Bach (1685-1750): Matthäus-Passion (Paixão segundo Mateus) – Solistas, Thomanerchor Leipzig, Tölzer Knabenchor, Gewandhausorchester Leipzig – Riccardo Chailly ֍

Bach (1685-1750): Matthäus-Passion (Paixão segundo Mateus) – Solistas, Thomanerchor Leipzig, Tölzer Knabenchor, Gewandhausorchester Leipzig – Riccardo Chailly ֍

BACH

Paixão segundo Mateus

Thomanerchor Leipzig

Gewandhausorchester Leipzig

Riccardo Chailly

 

Mais uma vez temos a oportunidade de propriamente ouvir a apaixonante obra prima do padroeiro do blog, a Paixão segundo Mateus. Longe vão os dias nos quais dispúnhamos apenas dos LPs da Abril Cultural com trechos da gravação de Eugen Jochum. Agora, com os muitos CDs coletados ao longo de décadas, com os arquivos musicais mais as plataformas de streaming, fico atarantado com a imensa possibilidade de escolha.

As dores do mundo persistem…

Eu costumo ouvir essa obra nesses dias, por gosto da música, mas também como uma maneira de me elevar espiritualmente, se me permitem. Dito ainda de outra forma, de fazer um esforço para me distanciar das coisas terrenas, que são importantes, mas que têm a terrível tendência de nublar nossa perspectiva de buscar algo mais perene, mais etéreo e mais elevado. Nada como arte, em todas as suas formas, musical, plástica, em palavras, para nos colocar a caminho dessa busca de algo mais divino do que apenas humano.

Além disso, essa grande obra que retrata a redenção, o perdão, a esperança, obtidas de um sobre-humano sacrifício, me faz refletir nas grandes dores pelas quais passam hoje tantos de nossos semelhantes. Vários conflitos, plenos de injustiça, desamor e desrespeito, estão indo e vindo no noticiário, alguns temerosamente perto de nós mesmos.

Mas como o papel do blog é chamar sua atenção para a música, aqui está ela, mais uma gravação da Paixão do Outro Evangelista, aquele que nasceu em 1685…

Aqui o ótimo maestro Ricardo Chailly dirige um conjunto espetacular, com imensa tradição. A orquestra e os coros são de Leipzig, lugar no qual o grande compositor passou seus últimos anos, de 1723 até 1750. Claro que a abordagem é tradicional, nada de instrumentos de época, mas algumas lições do movimento HIP aparecem, especialmente no andamento geral da música.

Eu não consigo deixar de me emocionar naqueles momentos cruciais, que sempre demandam um disfarçado levar de mãos e dedos as olhos…

O coro de abertura, aqui tocado com mais energia do que com doloridas notas. As árias Buss und Reu, para contralto, e Blute nur, du liebes Herz!, para soprano, são de ouvir com lencinhos nas mãos. No outro disco há a sublime Erbame dich, mein Gott, com violino obligato, para contralto e a ária Aus Liebe will mein Heiland sterben, para soprano.

A ária Erbame dich é realmente muito especial. Yehudi Menuhin amava esta peça e há algumas gravações com ele acompanhando a cantora da ocasião disponíveis no Youtube. Eu gosto de algumas dessas gravações avulsas, como essa e essa aqui .

Há também alguns momentos nos recitativos que são espetaculares e que desaguam em belíssimos corais ou árias. Como exemplo temos a cena da última ceia, o momento que a turba opta por Barrabás e o momento que na cruz, Jesus clama pelo Pai – Eli, Eli, lemá sabactâni. Mas não vou ficar aqui a dar spoilers, vá logo ouvir a música.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Paixão segundo Mateus

Johannes Chum, tenor [Evangelista]

Hanno Müller-Brachmann, baixo [Cristo]:

Christina Landshamer, soprano

Marie-Claude Chappuis, mezzo-soprano

Maximilian Schmitt, tenor

Thomas Quasthoff, barítono

Klaus Häger, baixo [Pilatos, Pedro, Judas]

Thomanerchor Leipzig

Tölzer Knabenchor

Gewandhausorchester Leipzig

Riccardo Chailly

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MP3 | 320 KBPS | 408 MB

Espero que a postagem lhe dê uma oportunidade de, ao ouvir a divina música do Sr. João Sebastião Ribeiro, refletir sobre coisas mais elevadas.

Aproveite!

René Denon

J. S. Bach (1685-1750): Toccatas – Claire Haungci (piano) ֎

J. S. Bach (1685-1750): Toccatas – Claire Haungci (piano) ֎

 

BACH

Toccatas

Claire Huangci, piano

 

 

Uma música sublime aliada à imagem criada pelos retratos de um rechonchudo senhor com sua peruca reforça uma imagem de Bach como um homem maduro, já depois de seus sessenta anos, genial em sua consumada arte de compor obras primas perfeitas.

Claire Huangci

Mas houve um jovem Johann Sebastian que explorava seus talentos e sua virtuosidade nos teclados diversos, apossando-se das obras estabelecidas nas gerações precedentes e ensaiando suas próprias criações. As peças desse disco – toccatas – são desses anos de juventude. Veja o que diz sobre elas o ótimo Karl Geringer: Entre as obras que Bach produziu em seus anos de formação merecem menção uma fantasia e um grupo de toccatas. Ele sentia-se atraído pelo caráter livre e rapsódico dessas formas, que lhe ofereciam uma boa oportunidade para contrastes espetaculares entre as seções individuais. A lógica inflexível e as proporções bem equilibradas de composições ulteriores estão ausentes na maioria dessas peças, mas [elas] exibem o ardor e a fértil imaginação características do jovem gênio.

Como prelúdio ao conjunto das sete toccatas deixadas pelo jovem Bach, a ótima e também bastante jovem pianista Claire Huangci interpreta o arranjo para piano da famosa Toccata e fuga em ré menor feito por Ferruccio Busoni.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Toccata e Fuga em ré menor, BWV565 (Arr. F. Busoni for piano)

  1. Toccata
  2. Fuga

Toccata em sol menor, BWV915

  1. Introdução – Adagio
  2. Allegro
  3. Adagio
  4. Fuga

Toccata em mi menor, BWV914

  1. Introdução – Un poco allegro
  2. Adagio
  3. Allegro

Toccata em dó menor, BWV911

  1. Introdução – Adagio
  2. (Allegro)

Toccata em sol maior, BWV916

  1. Introdução
  2. Adagio
  3. Allegro e presto

Toccata em ré menor, BWV913

  1. Introdução – Presto
  2. Tema – Presto
  3. Allegro

Toccata em fá sustenido menor, BWV910

  1. Introdução
  2. (Adagio)
  3. Presto e staccato

Toccata em ré maior, BWV912

  1. Introdução
  2. Allegro
  3. Adagio
  4. Presto – Fuga

Claire Huangci, piano

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FLAC | 226 MB

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MP3 | 320 KBPS | 164 MB

O álbum começa com a tocata mais famosa da história da música, embora não seja o tipo de obra que estamos acostumados a ouvir tocada em uma gravação de piano solo. A transcrição de Ferruccio Busoni da mundialmente famosa Tocata de Ré menor de Bach, que pega a obra normalmente ouvida em um poderoso órgão barroco e a toca de maneira romantizada em um teclado de piano, fornece um início cativante, parecendo soprar as teias de aranha das teclas, aguçando o nosso apetite pelo Bach original e as suas sete tocatas. Todas foram escritas durante os anos de Bach em Weimar e dão-lhe vida como um compositor bem versado na arte séria do contraponto barroco, mas que contrasta esta maestria com execuções virtuosas e improvisadas e passagens lentas e sonhadoras. [tradução feita com a ajuda do Chat PQP]

Aproveite!

René Denon

Veja também essa postagem:

J S Bach (1685-1750): Toccatas – Stepan Simonian, piano