Johann Sebastian Bach — 332 anos amanhã. Comemore com cerveja. Ele adorava!
IM-PER-DÍ-VEL !!!
Muitos compositores posteriores a Bach utilizaram-se do quarteto de cordas para seus voos mais experimentais. Nascido antes da invenção de Haydn, Bach dava seus voos mais originais no atualmente fora de moda órgão. Esta é uma gravação lá dos anos 80, com Simon Preston jovem inteiramente à vontade. A maior parte da produção organística de Bach data da primeira parte de sua carreira, quando ocupou vários postos como organista. Depois de 1717 essa função não foi mais exercida oficialmente, ainda que seu interesse pelo instrumento jamais desaparecesse. Boa parte parece ter sido música de ocasião, dada a maneira dispersa que chegou a nós, sem circunstâncias claras, datas exatas ou maiores indicações. Chegaram a nós em cópias de baixa qualidade, para divertimento de estudiosos. Somente no final de sua vida ele se preocupou em revisar, organizar e publicar diversos trabalhos em coleções. Convencionou-se dividir em dois grupos principais essa parte de sua produção: um de peças baseadas em hinos luteranos, e outro de peças de livre inspiração, mas isso não implica a separação entre o seu uso litúrgico e não-litúrgico, havendo sobreposição neste aspecto. As peças de livre inspiração ocupam um lugar importante no conjunto de sua produção, compreendendo os tipos tocata, canzona, passacalha, fantasia, prelúdio e fuga e outros. De modo geral apresentam um estilo rapsódico típico dos mestres alemães da geração anterior a ele. São obras exuberantes e de grande efeito. Confiram!
Orgelkonzert Nr.2 A-Moll BWV 593 (sobre o Concerto de Vivaldi Op. 3 Nº 8)
9 1. Ohne Tempobezeichnung
10 2. Adagio
11 3. Allegro
Choralvorspiele
12 Wachet Auf, Ruft Uns Die Stimme BWV 645
13 Kommst Du Nun, Jesus, Vom Himmel Herunter BWV 650
14 Schmücke Dich, O Liebe Seele BWV 654
15 Nun Danket Alle Gott BWV 657
Johann Sebastian Bach — 332 anos amanhã. Comemore com cerveja. Ele adorava!
Bem, é o Concerto Italiano, a Fantasia e Fuga Cromática e a integral das Suítes Francesas. É óbvio que você deve ouvir tudo isso e ainda conhecer bem, muito bem. Wolfgang Rübsam é um pianista e organista com mais de 130 registros em CD, incluindo duas integrais da obra para órgão de Bach, a obra completa de Dietrich Buxtehude, Felix Mendelssohn-Bartholdy, César Franck e Louis Vierne para órgão. Como se não bastasse gravou boa parte das obras para cravo de meu pai em pianos modernos da marca Bösendorfer. Estas gravações são decididamente boas. O melhor de tudo são alguns andamentos realmente surpreendentes, que chamam a atenção do ouvinte. Baita CD duplo da Naxos!
J.S.Bach – Italian Concerto, Chromatic Fantasia & Fugue, French Suites Nos. 1 to 6
Apesar dos longos bigodes que nos fazem pensar em alguém muito expansivo e escandaloso, Wolfgang Rübsam leva as Inglesas dum jeito low profile que me agrada em alguns momentos e me desagrada em outros. Sugiro que os próprios pequepianos façam seus julgamentos. Seria demais pedir que comentem algo após a audição?
J. S. Bach (1685-1750): As Suítes Inglesas
CD1
01. Suite No1 A-Dur BWV806 – 1. Prelude
02. Suite No1 A-Dur BWV806 – 2. Allemande
03. Suite No1 A-Dur BWV806 – 3. Courante I
04. Suite No1 A-Dur BWV806 – 4. Courante II
05. Suite No1 A-Dur BWV806 – 5. Double I
06. Suite No1 A-Dur BWV806 – 6. Double II
07. Suite No1 A-Dur BWV806 – 7. Sarabande
08. Suite No1 A-Dur BWV806 – 8. Bourree I & II
09. Suite No1 A-Dur BWV806 – 9. Gigue
10. Suite No2 A-Dur BWV807 – 1. Prelude
11. Suite No2 A-Dur BWV807 – 2. Allemande
12. Suite No2 A-Dur BWV807 – 3. Courante
13. Suite No2 A-Dur BWV807 – 4. Sarabande
14. Suite No2 A-Dur BWV807 – 5. Bourree I & II
15. Suite No2 A-Dur BWV807 – 6. Gigue
16. Suite No3 G-Moll BWV808 – 1. Prelude
17. Suite No3 G-Moll BWV808 – 2. Allemande
18. Suite No3 G-Moll BWV808 – 3. Courante
19. Suite No3 G-Moll BWV808 – 4. Sarabande
20. Suite No3 G-Moll BWV808 – 5. Gavotte I & II
21. Suite No3 G-Moll BWV808 – 6. Gigue
CD2
01. Suite No4 in F Maj BWV 809 – 1. Prelude
02. Suite No4 in F Maj BWV 809 – 2. Allemande
03. Suite No4 in F Maj BWV 809 – 3. Courante
04. Suite No4 in F Maj BWV 809 – 4. Sarabande
05. Suite No4 in F Maj BWV 809 – 5. Menuet 1 and 2
06. Suite No4 in F Maj BWV 809 – 6. Gigue
07. Suite No5 in E Min BWV 810 – 1. Prelude
08. Suite No5 in E Min BWV 810 – 2. Allemande
09. Suite No5 in E Min BWV 810 – 3. Courante
10. Suite No5 in E Min BWV 810 – 4. Sarabande
11. Suite No5 in E Min BWV 810 – 5. Passepied 1 and 2
12. Suite No5 in E Min BWV 810 – 6. Gigue
13. Suite No6 in D Min BWV 811 – 1. Prelude
14. Suite No6 in D Min BWV 811 – 2. Allemande
15. Suite No6 in D Min BWV 811 – 3. Courante
16. Suite No6 in D Min BWV 811 – 4. Sarabande
17. Suite No6 in D Min BWV 811 – 5. Double
18. Suite No6 in D Min BWV 811 – 6. Gavotte 1 and 2
19. Suite No6 in D Min BWV 811 – 7. Gigue
Dizer que Pierre Hantaï é um excepcional músico é chover no molhado. O mano PQP baba com a gravação deste francês para as Variações Goldberg, e não lhe tiro a razão. Mas o que este jovem instrumentista faz aqui neste CD está além de nossa capacidade de compreensão.
Tudo bem, ele foi aluno do mestre Leonhardt, mas ouso dizer que em alguns momentos ele superou o mestre, e a prova maior é com estas gravações dos Concertos para Cravo. Desde os primeiros dedilhados do Concerto BWV 1044 a gente já sente o que pode esperar: puro virtuosismo aliado à uma baita compreensão da obra de Bach, em todas as suas minúcias e detalhes. Usando sem temor o velho clichê, podemos dizer que ele tira leite da pedra, trazendo á tona uma sonoridade que dificilmente encontramos em outras gravações, mesmo as com o seu mestre Leonhardt, além de outras gravações históricas, como as de Karl Richter ou Trevor Pinnock.
O pequeno conjunto que lhe acompanha tem apenas sete músicos, mas vale por uma grande orquestra. Quando contei para o mano PQP o tamanho da “orquestra” ele respondeu: mas pra que mais?
Johann Sebastian Bach (1675-1750) – Concerti pour Clavecin – BWVs 1044, 1052 e 1054
01 – Concerto pour clavecin et cordes en ré majeur, BWV 1054 – I. Allegro
02 – Concerto pour clavecin et cordes en ré majeur, BWV 1054 – II. Adagio
03 – Concerto pour clavecin et cordes en ré majeur, BWV 1054 – III. Allegro
04 – Prélude et fugue en si majeur, BWV 892 – I. Prélude
05 – Prélude et fugue en si majeur, BWV 892 – II. Fugue
06 – Concerto pour clavecin et cordes en ré mineur, BWV 1052 – I. Allegro
07 – Concerto pour clavecin et cordes en ré mineur, BWV 1052 – II. Adagio
08 – Concerto pour clavecin et cordes en ré mineur, BWV 1052 – III. Allegro
09 – Prélude et fugue en fa majeur, BWV 880 – I. Prélude
10 – Prélude et fugue en fa majeur, BWV 880 – II. Fugue
11 – Triple concerto en la mineur, BWV 1044 – I. Allegro
12 – Triple concerto en la mineur, BWV 1044 – II. Adagio ma non tanto, e dolce
13 – Triple concerto en la mineur, BWV 1044 – III. Alla breve
Pierre Hantaï – Clavecin et Direction
Le Concert Français
Preciso dizer alguma coisa sobre estes extraordinários seis concertos para os mais diversos instrumentos, cada um com sua própria cara, estilo e personalidade, cujas partituras serviram para enrolar carne no dia seguinte à sua primeira execução? Preciso dizer que é uma das maiores obras escritas pelo homem em todos os tempos? Não, né?
A gravação da Orchestra of the Age of Enlightenment não chega ao nível do Collegium Aureum, do Giardino Armonico ou do Café Zimmermann, mas está longe de ser uma mera second choice. É boa pra cacete e apenas perde para os citados.
J. S. Bach (1685-1750): Os Concertos de Brandenburgo (Orchestra of the Age of Enlightenment)
1. Brandenburg Concerto No. 1 in F BWV1046: I. [Allegro] Catherine MacKintosh/Paul Goodwin/Timothy Brown/Susan Dent/Orchestra Of The Age Of Enlightenment 4:04
2. Brandenburg Concerto No. 1 in F BWV1046: II. Adagio Catherine MacKintosh/Paul Goodwin/Timothy Brown/Susan Dent/Orchestra Of The Age Of Enlightenment 3:44
3. Brandenburg Concerto No. 1 in F BWV1046: III. Allegro Catherine MacKintosh/Paul Goodwin/Timothy Brown/Susan Dent/Orchestra Of The Age Of Enlightenment 4:13
4. Brandenburg Concerto No. 1 in F BWV1046: IV. Menuet – Trio I – Menuet – Polonaise – Menuet – Trio II – Menuet Catherine MacKintosh/Paul Goodwin/Timothy Brown/Susan Dent/Orchestra Of The Age Of Enlightenment 7:35
5. Brandenburg Concerto No. 2 in F BWV1047: I. [Allegro] Mark Bennett/Rachel Beckett/Paul Goodwin/Monica Huggett/Orchestra Of The Age Of Enlightenment 5:07
6. Brandenburg Concerto No. 2 in F BWV1047: II. Andante Mark Bennett/Rachel Beckett/Paul Goodwin/Monica Huggett/Orchestra Of The Age Of Enlightenment 3:44
7. Brandenburg Concerto No. 2 in F BWV1047: III. Allegro assai Mark Bennett/Rachel Beckett/Paul Goodwin/Monica Huggett/Orchestra Of The Age Of Enlightenment 2:47
8. Brandenburg Concerto No. 3 in G BWV1048: I. [Allegro] Orchestra Of The Age Of Enlightenment/Alison Bury 5:36
9. Brandenburg Concerto No. 3 in G BWV1048: II. Adagio – III. Allegro Orchestra Of The Age Of Enlightenment/Alison Bury 5:00
10. Brandenburg Concerto No. 4 in G BWV1049: I. Allegro Monica Huggett/Rachel Beckett/Marion Scott/Orchestra Of The Age Of Enlightenment 7:23
11. Brandenburg Concerto No. 4 in G BWV1049: II. Andante Monica Huggett/Rachel Beckett/Marion Scott/Orchestra Of The Age Of Enlightenment 3:41
12. Brandenburg Concerto No. 4 in G BWV1049: III. Presto Monica Huggett/Rachel Beckett/Marion Scott/Orchestra Of The Age Of Enlightenment 4:31
13. Brandenburg Concerto No. 5 in D BWV1050: I. Allegro Elizabeth Wallfisch/Lisa Beznosiuk/Malcolm Proud/Orchestra Of The Age Of Enlightenment 9:22
14. Brandenburg Concerto No. 5 in D BWV1050: II. Affettuoso Elizabeth Wallfisch/Lisa Beznosiuk/Malcolm Proud/Orchestra Of The Age Of Enlightenment 6:10
15. Brandenburg Concerto No. 5 in D BWV1050: III. Allegro Elizabeth Wallfisch/Lisa Beznosiuk/Malcolm Proud/Orchestra Of The Age Of Enlightenment 5:12
16. Brandenburg Concerto No. 6 in B flat BWV1051: I. [Allegro] Orchestra Of The Age Of Enlightenment/Monica Huggett 5:24
17. Brandenburg Concerto No. 6 in B flat BWV1051: II. Adagio ma non tanto Orchestra Of The Age Of Enlightenment/Monica Huggett 4:30
18. Brandenburg Concerto No. 6 in B flat BWV1051: III. Allegro Orchestra Of The Age Of Enlightenment/Monica Huggett 5:29
Orchestra of the Age of Enlightenment
Paul Goodwin
Catherine Mackintosh
Rachel Beckett
Mark Bennett
Monica Huggett
Alison Bury
Marion Scott
Lisa Beznosiuk
Malcolm Proud
Elizabeth Wallfisch
Pavlo Beznosiuk
Richard Campbell
Sarah Cunningham
William Hunt
John Toll
Richard Tunnicliffe
Timothy Brown
Susan Dent
Não sabia muito sobre Christine Busch e achei monumental seu desempenho nestas obras de Bach. Ela as tornou novas e atraentes. Sua técnica é impecável, com frases fluídas e sem esforço, ritmos perfeitamente escolhidos e o um belo som de violino. Tendo trabalhado muitos anos com Nikolaus Harnoncourt e o Vienna Concentus Musicus, bem como com a Orquestra Barroca de Freiburg e a Orquestra de Câmara da Europa, Christine Busch está em casa tanto com violinos barrocos quanto com modernos. Nesta gravação de Sonatas e Partitas para violino solo de Bach, Busch toca um instrumento do século XVIII. O CD é maravilhoso. Ela sustenta um diálogo eloquente e suave — sim, é possível –, com grande charme expressivo. Recomendo fortemente este CD ao lado dos de Amandine Beyer e John Holloway nestas obras.
Johann Sebastian Bach (1685-1750): Sonatas e Partitas para Violino Solo
01. Sonata No. 1 in G Minor BWV 1001 – I. Adagio
02. Sonata No. 1 in G Minor BWV 1001 – II. Fuga – Allegro
03. Sonata No. 1 in G Minor BWV 1001 – III. Siciliana
04. Sonata No. 1 in G Minor BWV 1001 – IV. Presto
05. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – I. Allemanda
06. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – II. Double
07. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – III. Corrente
08. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – IV. Double – Presto
09. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – V. Sarabande
10. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – VI. Double
11. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – VII. Tempo di Borea
12. Partita No. 1 in B Minor BWV 1002 – VIII. Double
13. Sonata No. 2 in A Minor BWV 1003 – I. Grave
14. Sonata No. 2 in A Minor BWV 1003 – II. Fuga
15. Sonata No. 2 in A Minor BWV 1003 – III. Andante
16. Sonata No. 2 in A Minor BWV 1003 – IV. Allegro
CD 2
01. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – I. Allemanda
02. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – II. Corrente
03. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – III. Sarabanda
04. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – IV. Giga
05. Partita No. 2 in D Minor BWV 1004 – V. Ciaconna
06. Sonata No. 3 in C Major BWV 1005 – I. Adagio
07. Sonata No. 3 in C Major BWV 1005 – II. Fuga
08. Sonata No. 3 in C Major BWV 1005 – III. Largo
09. Sonata No. 3 in C Major BWV 1005 – IV. Allegro assai
10. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – I. Preludio
11. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – II. Loure
12. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – III. Gavotte En Rondeau
13. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – IV. Menuet I
14. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – V. Menuet II
15. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – VI. Bourrée
16. Partita No. 3 in E Major Bwv 1006 – VII. Gigue
Como disse PQPBach dia destes em uma postagem sua, o último que baixar esta gravação é mulher do padre. Sim senhores, finalmente o Café Zimmermann gravou os Concertos de Brandenburgo, e o resultado não podia ser diferente: com certeza ele leva o selo de qualidade de IM-PER-DÍ-VEL !!! do PQPBach.
E aqueles que forem ouvir este CD um aviso: esqueçam seus paradigmas relacionados à interpretação destas obras. Os músicos do Café Zimmermann subvertem alguns tempos, fazem algumas escolhas radicais com relação ao tempo, enfim, uma delícia.
Espero que apreciem. Ouço este CD há alguns dias, sem parar.
CD 1
1 Brandenburg Concerto No. 1 in F Major, BWV 1046: I. –
2 Brandenburg Concerto No. 1 F Major, BWV 1046: II. Adagio
3 Brandenburg Concerto No. 1 F Major, BWV 1046: III. Allegro
4 Brandenburg Concerto No. 1 F Major, BWV 1046: IV. Menuetto – Trio – Menuetto – Polacca – Menuetto- Trio – Menuetto
5 Brandenburg Concerto No. 2 in F Major, BWV 1047: I. [Allegro]
6 Brandenburg Concerto No. 2 in F Major, BWV 1047: II. Andante
7 Brandenburg Concerto No. 2 in F Major, BWV 1047: III. Allegro assai
8 Brandenburg Concerto No. 3 in G Major, BWV 1048: I. Allegro – II. Adagio
9 Brandenburg Concerto No. 3 in G Major, BWV 1048: III. Allegro
Disc 2
1 Brandenburg Concerto No. 4 in G Major, BWV 1049: I. Allegro
2 Brandenburg Concerto No. 4 in G Major, BWV 1049: II. Andante
3 Brandenburg Concerto No. 4 in G Major, BWV 1049: III. Presto
4 Brandenburg Concerto No. 5 in D Major, BWV 1050: I. Allegro
5 Brandenburg Concerto No. 5 in D Major, BWV 1050: II. Affettuoso
6 Brandenburg Concerto No. 5 in D Major, BWV 1050: III. Allegro
7 Brandenburg Concerto No. 6 in B-Flat Major, BWV 1051: I. –
8 Brandenburg Concerto No. 6 in B-Flat Major, BWV 1051: II. Adagio ma non tanto
9 Brandenburg Concerto No. 6 in B-Flat Major, BWV 1051: III. Allegro
Este é um CD com belas interpretações de Cantatas menores de J. S. Bach. Kuijken e sua turma — onde está a notável e bela mezzo-soprano Magdalena Kožená — Lady Simon Rattle desde 2008 — saem-se conforme o esperado, mas, pô, podiam ter colocado ao menos uma cantatinha de primeira linha, né? Ao menos esta é a opinião de PQP Bach, a qual vale pouco. Eu baixaria o CD. Sua sonoridade é majestosa e deixa a gente feliz só pelos timbres e competência dos envolvidos. Sigiswald Kuijken é um mestre absoluto.
(1-7) Kantate / Cantata Bwv 9: Es Ist Das Heil Uns Kommen Her
(8-15) Kantate / Cantata Bwv 94: Was Frag Ich Nach Der Welt
(16-22) Kantate / Cantata Bwv 187: Es Wartet Alles Auf Dich
Midori Suzuki (soprano)
Magdalena Kožená (mezzo-soprano)
Knut Schoch (tenor)
Jan Van der Crabben (baritone)
La Petite Bande
Sigiswald Kuijken
Excelente este registro realizado por dois pioneiros da interpretação de barrocos por instrumentos originais. O som delicado dos instrumentos é bastante amplificado por um engenheiro indignado e sem noção, que desejava ouvir tudo bem alto. Mas não é nada que seja suficiente para destruir a bela concepção destas obras pelos dois monstros Kuijken e Leonhardt. Destaco a Sonata BWV 1016 para que nossos leitores-ouvintes se apaixonem de vez por esta coleção de obras. Uma gravação legendária que vale a pena conhecer.
J. S. Bach (1685-1750): Sonatas Completas para Violino e Cravo
Sonata h-Moll BWV 1014
01. I. Adagio
02. II. Allegro
03. III. Andante
04. IV. Allegro
Sonata E-Dur BWV 1016
05. I. Adagio
06. II. Allegro
07. III. Adagio ma non tanto
08. IV. Allegro
Sonata G-Dur BWV 1019
09. I. Allegro
10. II. Largo
11. III. Allegro
12. IV. Adagio
13. V. Allegro
Sonata f-Moll BWV 1018
01. I. Largo
02. II. Allegro
03. III. Adagio
04. IV. Vivace
Sonata A-Dur BWV 1015
05. I. (Andante)
06. II. Allegro assai
07. III. Andante un poco
08. IV. Presto
Sonata c-Moll BWV 1017
09. I. Siciliano_ Largo
10. II. Allegro
11. III. Adagio 12.
IV. Allegro
Sigiswald Kuijken, violino
Gustav Leonhardt, cravo
POSTAGEM ORIGINAL DE FDP BACH, REVALIDADA PELO PQP, ESCAFEDIDA NO COLAPSO DO RAPIDSHARE E REVALIDADA POR VASSILY, PERDIDA NO PQPSHARE E RECUPERADA AGORA POR PQP, DENTRO DA SÉRIE SOBRE AS SUÍTES PARA VIOLONCELO DE J. S. BACH
Muito interessante este CD. O violonista alemão Andreas von Wangenheim é um cabra macho: são dele mesmo as transcrições para violão das Suítes para Violoncelo de papai. E o resultado é muito bom. O editorialista da amazon diz o seguinte: Bach’s famous suites for cello solo from a different perspective: in order to emphasize the polyphonic structure of this marvelous music, Andreas von Wangenheim has transcribed them for guitar. The Six Suites for Violoncello Solo put the instrument through its paces in the same way as the Six Sonatas and Partitas for Violin Solo. A closer look at these works reveals a fascinating element of Bach’s compositional art: the polyphony that is concealed in almost all of his solo lines. Andreas von Wangenheim is considered one of the finest guitarists of the younger generation. He won the 1987 Bach Prize at the International Guitar Competition for Students in Europe.
A comparação com Segovia é inevitável, afinal, o mestre espanhol também transcreveu obras de papai para o violão. Mas Wangenheim é ainda jovem, apesar de já ter uma carreira consolidada como solista e professor.
Sem mais delongas, vamos ao que interessa.
Johann Sebastian Bach – Six Cello Suites (transcribed for Guitar) – Andreas von Wangenheim
Disco 1
1. Suite for solo cello No. 3 in C major, BWV 1009: Prélude
2. Suite for solo cello No. 3 in C major, BWV 1009: Allemande
3. Suite for solo cello No. 3 in C major, BWV 1009: Courante
4. Suite for solo cello No. 3 in C major, BWV 1009: Sarabande
5. Suite for solo cello No. 3 in C major, BWV 1009: Bourrée
6. Suite for solo cello No. 3 in C major, BWV 1009: Gigue
7. Suite for solo cello No. 1 in G major, BWV 1007: Prélude
8. Suite for solo cello No. 1 in G major, BWV 1007: Allemande
9. Suite for solo cello No. 1 in G major, BWV 1007: Courante
10. Suite for solo cello No. 1 in G major, BWV 1007: Sarabande
11. Suite for solo cello No. 1 in G major, BWV 1007: Menuet 1 & 2
12. Suite for solo cello No. 1 in G major, BWV 1007: Gigue
13. Suite for solo cello No. 4 in E flat major, BWV 1010: Prélude
14. Suite for solo cello No. 4 in E flat major, BWV 1010: Allemande
15. Suite for solo cello No. 4 in E flat major, BWV 1010: Courante
16. Suite for solo cello No. 4 in E flat major, BWV 1010: Sarabande
17. Suite for solo cello No. 4 in E flat major, BWV 1010: Bourrée 1 & 2
18. Suite for solo cello No. 4 in E flat major, BWV 1010: Gigue
Disco 2
1. Suite for solo cello No. 2 in D minor, BWV 1008: Prélude
2. Suite for solo cello No. 2 in D minor, BWV 1008: Allemande
3. Suite for solo cello No. 2 in D minor, BWV 1008: Courante
4. Suite for solo cello No. 2 in D minor, BWV 1008: Sarabande
5. Suite for solo cello No. 2 in D minor, BWV 1008: Menuet 1 & 2
6. Suite for solo cello No. 2 in D minor, BWV 1008: Gigue
7. Suite for solo cello No. 6 in D major, BWV 1012: Prélude
8. Suite for solo cello No. 6 in D major, BWV 1012: Allemande
9. Suite for solo cello No. 6 in D major, BWV 1012: Courante
10. Suite for solo cello No. 6 in D major, BWV 1012: Sarabande
11. Suite for solo cello No. 6 in D major, BWV 1012: Gavotte 1 & 2
12. Suite for solo cello No. 6 in D major, BWV 1012: Gigue
13. Suite for solo cello No. 5 in C minor, BWV 1011: Prélude
14. Suite for solo cello No. 5 in C minor, BWV 1011: Allemande
15. Suite for solo cello No. 5 in C minor, BWV 1011: Courante
16. Suite for solo cello No. 5 in C minor, BWV 1011: Sarabande
17. Suite for solo cello No. 5 in C minor, BWV 1011: Gavotte 1 & 2
18. Suite for solo cello No. 5 in C minor, BWV 1011: Gigue
Gustav Leonhardt foi um monstro, um gênio e o pequepiano ouvinte-leitor André X. nos enviou este CD duplo para polinizarmos sua arte. Não lembro de Arte da Fuga melhor do que esta. Também penso não existir melhor Prelúdio, Fuga e Allegro, do qual ouvi uma versão atropelada, dia desses em Porto Alegre. Ah, e o CD ainda traz o Concerto Italiano e a Abertura Francesa. Ou seja, só obras-primas, nada além de obras-primas de Bach. Aproveitem porque a qualidade deste trabalho não se encontra rotineiramente por aí.
Será que eu definitivamente passei a amar apenas as interpretações originais? Pois ao ouvir a versão de Schiff para as mesmas Partitas de ontem, meu coração não bateu muito mais forte. Falta ritmo, pulso, ousadia e alegria. Martins e Schiff são enormes pianistas, mas não chegaram àquele nível que os fariam first choices. Dentre os pianistas, ainda fico com Tatiana Nikolayeva e Angela Hewitt. Melhor ainda é ouvir Trevor Pinnock ao cravo. A versão presente aqui no PQP Bach e da qual devemos fugir é a de Scott Ross, que é realmente péssima.
Johann Sebastian Bach (1685 – 1750) — As Seis Partitas para Cravo
Partita No.1 in B flat, BWV 825
1 1. Praeludium [2:04]
2 2. Allemande [2:56]
3 3. Corrente [2:53]
4 4. Sarabande [4:35]
5 5. Menuet I [1:20]
6 6. Menuet II [1:25]
7 7. Giga [2:14]
Obrigado, Sydnei Leal pelo belíssimo e-mail. Repassei-o a todos os membros (ui) do PQP. Dizer que ficamos felizes é pouco.
Realmente satisfeito com o feriado que me permite uma pausa necessária e recém vindo de uma bela visita ao Mercado Público, brindo-vos — por pura e autêntica felicidade — com as Partitas para teclado de papai na belíssima gravação de Angela Hewitt para a Hyperion. Essa gravação ganhou uns premiozinhos por aí, a começar por um Editor`s Choice da Gramophone, o que sempre bom para um lançamento. Olha, vale a pena ouvir. Os dois CDs estão num só arquivo e viva Tiradentes!
(Um feriado muito mais consistente do que as merdas da Sexta Santa e do Domingo dos Chocólatras.).
J. S. Bach – As 6 Partitas, com Angela Hewitt
Track listing:
CD 1
1. Partita No. 1 in B flat major, BWV 825 (BC L1): Praeludium
2. Partita No. 1 in B flat major, BWV 825 (BC L1): Allemande
3. Partita No. 1 in B flat major, BWV 825 (BC L1): Courante
4. Partita No. 1 in B flat major, BWV 825 (BC L1): Sarabande
5. Partita No. 1 in B flat major, BWV 825 (BC L1): Menuet I / Menuet II
6. Partita No. 1 in B flat major, BWV 825 (BC L1): Gigue
7. Partita No. 2 in C minor, BWV 826 (BC L2): Sinfonia. Grave Adagio… Andante
8. Partita No. 2 in C minor, BWV 826 (BC L2): Allemande
9. Partita No. 2 in C minor, BWV 826 (BC L2): Courante
10. Partita No. 2 in C minor, BWV 826 (BC L2): Sarabande
11. Partita No. 2 in C minor, BWV 826 (BC L2): Rondeau
12. Partita No. 2 in C minor, BWV 826 (BC L2): Capriccio
13. Partita No. 4 in D major, BWV 828 (BC L4): Overture
14. Partita No. 4 in D major, BWV 828 (BC L4): Allemande
15. Partita No. 4 in D major, BWV 828 (BC L4): Courante
16. Partita No. 4 in D major, BWV 828 (BC L4): Aria
17. Partita No. 4 in D major, BWV 828 (BC L4): Sarabande
18. Partita No. 4 in D major, BWV 828 (BC L4): Menuet
19. Partita No. 4 in D major, BWV 828 (BC L4): Gigue
CD 2
1. Partita No. 3 in A minor, BWV 827 (BC L3): Fantasia
2. Partita No. 3 in A minor, BWV 827 (BC L3): Allemande
3. Partita No. 3 in A minor, BWV 827 (BC L3): Courante
4. Partita No. 3 in A minor, BWV 827 (BC L3): Sarabande
5. Partita No. 3 in A minor, BWV 827 (BC L3): Burlesca
6. Partita No. 3 in A minor, BWV 827 (BC L3): Scherza
7. Partita No. 3 in A minor, BWV 827 (BC L3): Gigue
8. Partita No. 5 in G major, BWV 829 (BC L5): Praeambulum
9. Partita No. 5 in G major, BWV 829 (BC L5): Allemande
10. Partita No. 5 in G major, BWV 829 (BC L5): Courante
11. Partita No. 5 in G major, BWV 829 (BC L5): Sarabande
12. Partita No. 5 in G major, BWV 829 (BC L5): Tempo di Minuetto
13. Partita No. 5 in G major, BWV 829 (BC L5): Passepied
14. Partita No. 5 in G major, BWV 829 (BC L5): Gigue
15. Partita No. 6 in E minor, BWV 830 (BC L6): Toccata
16. Partita No. 6 in E minor, BWV 830 (BC L6): Allemande
17. Partita No. 6 in E minor, BWV 830 (BC L6): Courante
18. Partita No. 6 in E minor, BWV 830 (BC L6): Air
19. Partita No. 6 in E minor, BWV 830 (BC L6): Sarabande
20. Partita No. 6 in E minor, BWV 830 (BC L6): Tempo di Gavotta
21. Partita No. 6 in E minor, BWV 830 (BC L6): Gigue
Angela Hewitt: piano
Total playing time: 143:22
Recorded 1996-97 | Released 1997
Recording: 24–26 June 1996 (CD1) & 6–8 January 1997 (CD2), Beethovensaal, Hannover
Como já fui acusado por “beneficiar” belas instrumentistas no PQP Bach, ou seja, como já fui chamado machista (idem para petralha e stalinista, tudo coisa de gente que não conhece minhas posições e independência), venho em minha defesa afirmar que antes ouvi o CD por duas vezes, apaixonei-me pela sonoridade da moça, fiz o upload do arquivo e apenas agora busquei sua imagem. O nome da violinista é Alina Ibragimova. Ela é linda, russa e reside na cidade da música: Londres.
O disco é uma maravilha, inicia com uma orquestra nervosa na Suíte (ou Abertura) Nº 3 para orquestra de Bach — a da maravilhosa ária, que nos chega aqui de forma aceleradinha e belíssima — , depois passa por dois concertos para violino de papai e finaliza deixando-nos a sós com a moça de 30 anos, recém completados. Entre nós dois, apenas a Chaconne, que é algo que não atrapalha nem impede nada. São utilizados instrumentos originais, nada de intermediários.
(suspiro)
Pasmem, Alina Ibragimova nasceu em 1985!
Johann Sebastian Bach (1685 – 1750) Orchestral Suite Nº 3 in D major BWV 1068
1) Ouverture [5:59]
2) Air [4:17]
3) Gavotte I – II [3:24]
4) Bourrée [1:07]
5) Gigue [2:41] Violin Concerto No. 1 in A minor BWV 1041*
6) Allegro moderato [3:40]
7) Andante [5:06]
8. Allegro assai [3:26] Violin Concerto No. 2 in E major BWV 1042*
9) Allegro [7:09]
10) Adagio [6:05]
11) Allegro assai [2:29]
12) Chaconne from Partita No. 2 in D minor BWV 1004* [14:37]
BBC Scottish Symphony Orchestra Alina Ibragimova, violin * Nicholas Kraemer, harpsichord / director
Confesso minha decepção. Adorava, amava e fantasiava com estas Partitas — as obras para teclado que mais gosto de Bach ao lado das Goldberg, do Concerto Italiano e dos Cravos Bem Temperados — tocadas pelo João Carlos Martins. Eu as tenho em vinil, mas por pura preguiça sempre as “tocava” dentro de minha cabeça mesmo. Talvez por ouvir tantas outras versões, não mantive intacta a interpretação de Martins na minha jukebox privada, antes deixei-a mais viva e melhor. Era a gravação ideal. Ledo engano. Agora, hoje, voltando à realidade, ouvi uma boa gravação, consistente e nada mais. Digo tudo isso sem o menor revanchismo contra o amigo de Paulo Maluf cuja prisão um dia foi decretada por crimes contra a ordem tributária.
Ah, na Sarabanda da Suíte Nº 6 há um problema qualquer, em um minuto passa. Tenho também desconfianças sobre a ordem dos movimentos desta mesma suíte, mas não revisei. Mesmo assim, vale tranquilamente o download.
Sobre estas Partitas, repito: dentre os pianistas, ainda fico com Tatiana Nikolayeva e Angela Hewitt. Melhor ainda é ouvir Trevor Pinnock ao cravo. A versão presente aqui no PQP Bach e da qual devemos fugir é a de Scott Ross, que é realmente péssima.
As Seis Partitas para Cravo – Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
No.1 BWV 825 in B flat Major
01 – Praeludium
02 – Allemande
03 – Corrente
04 – Sarabande
05 – Menuet I & II
07 – Gigue
No.2 BWV 826 in C minor
01 – Sinfonia
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Sarabande
05 – Rondeaux
06 – Capriccio
No.3 BWV 827 in A minor
01 – Fantasia
02 – Allemande
03 – Corrente
04 – Sarabande
05 – Burlesca
06 – Scherzo
07 – Gigue
No.4 BWV 828 in D Major
01 – Ouverture
02 – Allemande
03 – Courante
04 – Aria
05 – Sarabande
06 – Menuet
07 – Gigue
No.5 BWV 829 in G Major
01 – Praeambulum
02 – Allemande
03 – Corrente
04 – Sarabande
05 – Tempo di Minuetto
06 – Passepied
07 – Gigue
No.6 BWV 830 in E minor
01 – Toccata
02 – Allemande
03 – Corrente
04 – Air
05 – Sarabande
06 – Tempo di Gavotta
07 – Gigue
Este álbum duplo que me caiu nas mãos é algo bastante original. In Memory Of… Classics for Funerals é uma série de highlights lentos, tristes e pouco barulhentos. A respeitada gravadora Chandos resolver perder o pudor e chamou a coletânea de Clássicos para Funerais, ou seja, se algum familiar seu morrer e você quiser colocar uma música culta e digna em honra a seu morto, aí está! Lembrem do PQP quando ouvirem a trilha no velório, por favor. É o mínimo.
A primeira faixa do disco, a Marcha Fúnebre de Chopin é tocada com orquestra e isso me incomodou. Depois, o nível da coisa sobe muito e o morto pode seguir de forma decorosa para o vazio. Há belas lembranças de obras que não relaciono com a morte — como se fizéssemos alguma coisa neste mundo que não tivesse relação com a morte! –, mas que agora, sei lá, talvez passe a relacionar. Apesar de ser uma incrível colcha de retalhos, misturando, épocas e gêneros, gostei de ouvir o disco de mais de 150 minutos.
Boa morte a todos! Coloquem música no lugar do padre! Basta de recaídas religiosas na hora da morte! É de péssimo gosto!
In Memory Of… Classics for Funerals (Sugestões de Repertório para seu Velório)
1.Frédéric Chopin Piano Sonata No. 2 in B flat minor, Op. 35, CT. 202 : Funeral March 7:05
2.Giuseppe Verdi Requiem Mass, for soloists, chorus & orchestra (Manzoni Requiem) : Agnus Dei 5:23
3.Johann Sebastian Bach Komm, süsser Tod, for voice & continuo (Schemelli Gesangbuch No. 868), BWV 478 (BC F227) 5:07
4.Gabriel Fauré Requiem, for 2 solo voices, chorus, organ & orchestra, Op. 48 : Pie Jesu 3:24
5.Edward Elgar Enigma Variations, for orchestra, Op. 36 : Nimrod 3:31
6.George Frederick Handel Messiah, oratorio, HWV 56 : I know that my redeemer liveth 6:01
7.Johann Sebastian Bach Concerto for 2 violins, strings & continuo in D minor (“Double”), BWV 1043 : Largo 6:56
8.Gabriel Fauré Pavane, for orchestra & chorus ad lib in F sharp minor, Op. 50 6:24
9.Sergey Rachmaninov Vocalise, transcription for orchestra, Op. 34/14 4:29
10.Henry Purcell Dido and Aeneas, opera, Z. 626 : When I am laid in earth 3:26
11.Jules Massenet Thaïs, opera in 3 acts : Méditation 4:51
12.Maurice Ravel Pavane pour une infante défunte, for piano (or orchestra) 6:25
13.Percy Grainger Irish Tune from County Derry (Londonderry Air), folk song for string orchestra with 2 horns ad lib. (BFMS 15) 4:22
14.Samuel Barber Adagio for strings (or string quartet; arr. from 2nd mvt. of String Quartet), Op. 11 8:25
15.Wolfgang Amadeus Mozart Requiem for soloists, chorus, and orchestra, K. 626 : Introitus 5:20
16.Jules Massenet La Vierge, sacred legend in 4 acts : Le dernier sommeil de la Vierge 3:31
17.César Franck Panis angelicus for tenor, organ, harp, cello & bass 3:47
18.Gustav Mahler Adagietto, for orchestra (from the Symphony No. 5) 10:51
19.George Frederick Handel Saul, oratorio, HWV 53 : Dead March 5:20
20.Johann Sebastian Bach St. John Passion (Johannespassion), BWV 245 (BC D2) : Ruht wohl, ihr heiligen Gebeine 6:56
21.Arvo Pärt Cantus in Memory of Benjamin Britten, for string orchestra & bell 6:18
22.Gabriel Fauré Requiem, for 2 solo voices, chorus, organ & orchestra, Op. 48 : Agnus Dei 5:49
23.William Walton Henry V, film score : Touch her soft lips and part 1:37
24.Edvard Grieg Peer Gynt Suite for orchestra (or piano or piano, 4 hands) No. 1, Op. 46 : Death of Åse 4:11
25.Johann Sebastian Bach Cantata No. 147, “Herz und Mund und Tat und Leben,” BWV 147 (BC A174) : Jesu, Joy of Man’s Desiring 3:02
26.Edward Elgar Sursum Corda, elévation for brass, organ, strings & 2 timpani in B flat major, Op. 11 7:11
27.Ludwig van Beethoven Symphony No. 3 in E flat major (“Eroica”), Op. 55 : Marcia funebre 15:05
A relação com os artistas envolvidos:
Disc: 1
1. Funeral March From Op.35 – BBC Philharmonic
2. Agnus Dei – Richard Hickox
3. Komm Susse Tod – BBC Philharmonic
4. Pie Jesu – Libby Crabtree
5. ‘Nimrod’ – Alexander Gibson
6. ‘I Know That My Redeemer Liveth’ – Joan Rodgers
7. Largo – Simon Standage
8. Pavane – BBC Philharmonic
9. Vocalise – Detroit Symphony Orchestra
10. ‘When I Am Laid In Earth’ – Emma Kirby
11. ‘Meditation’ – Yuri Torchinsky
12. Pavane Pour Une Infante Defunte – Louis Lortie
13. Irish Tune – BBC Philharmonic
14. Adagio For Strings, Op.11 – Neeme Jarvi
Disc: 2
1. Introitus – Choir Of Saint John’s College
2. ‘Le Dernier Sommeil De La Vierge – BBC Philharmonic
3. Panis Angelicus – BBC Philharmonic
4. Adagietto – Neeme Jarvi
5. ‘Dead March’ – BBC Philharmonic
6. ‘Ruht Wohl, Ihr Heiligen Gebeine’ – Harry Christophers
7. Cantus-In Memory Of Benjamin Britten – Neeme Jarvi
8. Agnus Dei – City Of Birmingham Symphony Chorus
9. ‘Touch Her Soft Lips And Part’ – Richard Hickox
10. ‘Death Of Ase’ – Vernon Handley
11. ‘Jesu, Joy Of Man’s Desiring’ – Michael Austin
12. Sursum Corda, Op.11 – Bournemouth Sinfonietta
13. Marcia Funebre – Walter Weller
Claro que a versão de Steven Isserlis é boa, mas o problema é que lhe falta aquela dose de transcendência difícil de se caracterizar e que nos é passada através de pequenos detalhes de fraseado e acentuação. Com uma interpretação menos profunda e concentrada do que a de, por exemplo, Queyras e Cocset, Isserlis toca todas as notas, mas sua versão ainda parece estar aquém da maturação. Porém, posso estar errado, talvez muito errado. Então, digo para os pequepianos ouvirem esta gravação das Suítes de Bach a fim de formarem suas próprias opiniões.
J. S. Bach (1685-1750): As Suítes para Violoncelo (Isserlis)
Disc: 1
1. Prelude (Suite #1 in G major)
2. Allemande
3. Courante
4. Sarabande
5. Menuet I – Menuet II
6. Gigue
7. Prelude (Suite # 2 in D minor)
8. Allemande
9. Courante
10. Sarabande
11. Menuet I – Menuet II
12. Gigue
13. Prelude (Suite # 3 in C major)
14. Allemande
15. Courante
16. Sarabande
17. Bouree I – Bouree II
18. Gigue
19. Prelude (Suite # 4 in E flat major)
20. Allemande
21. Courante
22. Sarabande
23. Bourree I – Bourree II
24. Gigue
Disc: 2
1. Prelude (Suite # 5 in C minor)
2. Allemande
3. Courante
4. Sarabande
5. Gavotte I – Gavotte II
6. Gigue
7. Prelude (Suite # 6 in D major)
8. Allemande
9. Courante
10. Sarabande
11. Gavotte I – Gavotte II
12. Gigue
13. The Song of the Birds (Catalan folksong- arranged by Sally Beamish)
14. Prelude from Suite # 1 (from Anna Magdalena manuscript)
15. Prelude from Suite # 1 (from the John Peter Kellner manuscript)
16. Prelude from Suite # 1 (from the collection of Johann Christoph)
Mais um bom disco dedicado a transcrições. A novidade é que as transcrições aqui apresentadas são de papai. Sim, ele adaptou alguns de seus concertos para violino e cravo e algumas coisas de sua cantatas para gáudio de uns instrumentistas de sopro aê. É um bom CD, consistente e bem interpretado, vale sua audição, porém desta vez permitam-me ficar com os originais, está bem?
Bach: Concertos “redescobertos” para instrumentos de sopro
1. Concerto For 2 Oboes, Bassoon And B.C. (After BWV 42 & BWV 249)a/I. Ohne Bezeichnung 6:16
2. Concerto For 2 Oboes, Bassoon And B.C. (After BWV 42 & BWV 249)a/II. Adagio 5:52
3. Concerto For 2 Oboes, Bassoon And B.C. (After BWV 42 & BWV 249)a/III. Ohne Bezeichnung 3:43
4. Concerto For 2 Oboes, Bassoon And B.C. (After BWV 42 & BWV 249)a/IV. Adagio (Alternative Version Of Movement II) 6:06
5. Concerto For Bassoon, Strings, Oboe D’amore Di Ripieno And B.C. (After BWV 169, BWV 49 & BWV 1053)/I. Ohne Bezeichnung 8:05
6. Concerto For Bassoon, Strings, Oboe D’amore Di Ripieno And B.C. (After BWV 169, BWV 49 & BWV 1053)/II. Siciliano 5:50
7. Concerto For Bassoon, Strings, Oboe D’amore Di Ripieno And B.C. (After BWV 169, BWV 49 & BWV 1053)/III. Allegro 6:18
8. Concerto For Oboe, Strings And B.C. (After BWV 1056 & BWV 156)/I. Ohne Bezeichnung 3:22
9. Concerto For Oboe, Strings And B.C. (After BWV 1056 & BWV 156)/II. Adagio 2:38
10. Concerto For Oboe, Strings And B.C. (After BWV 1056 & BWV 156)/III. Presto 3:23
11. Instrumental Piece (Instrumentalsatz) For Violin, Oboe And B.C., BWV 1040
Comprei este CD lá na loja da Margarida (a saudosa Sala dos Clássicos Eruditos – Rua dos Andradas, 1444 conj. 26 / Galeria Chaves, Porto Alegre – RS) em 1994. Não conhecia o cravista e, como sempre, ele entrou na minha fila de CDs para serem ouvidos (a fila na verdade é uma montanha). Fui ouvi-lo uns quatro meses depois e não entendi nada. Meus ouvidos diziam que era a melhor versão que já tinha ouvido. Não havia a Internet e procurei referências em publicações como a Diapason e a Gramophone. Por pura sincronicidade, era a revista dos melhores CDs de 1994. Na categoria Baroque Non-Vocal, o CD vencedor era Bach, Goldberg Variations, Pierre Hantaï (Opus 111). Dei os parabéns a meus ouvidos e fui ler: o crítico da revista — normalmente cuidadoso — dizia apenas isso: é a melhor versão até hoje gravada. Um dia será superada por outra, claro, mas ninguém até hoje alcançou tamanha perfeição e compreensão da obra.
Será mesmo?
J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg (com Pierre Hantaï)
1. Goldberg Variations, BWV 988: Aria 4:40
2. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 1 a 1 Clav. 2:17
3. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 2 a 1 Clav. 1:50
4. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 3 Canone All’unisono 2:02
5. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 4 a 1 Clav. 1:08
6. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 5 a 1 Ovvero 2 Clav 1:41
7. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 6 Canone Alla Seconda 1:54
8. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 7 a 1 Ovvero 2 Clav. 1:51
9. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 8 a 2 Clav. 2:22
10. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 9 Canone Alla Terza a 1 Clav. 2:37
11. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 10 Fughetta a 1 Clav. 1:38
12. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 11 a 2 Clav. 2:28
13. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 12 Canone Alla Quarta In Moto Contrario 3:19
14. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 13 a 2 Clav. 5:37
15. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 14 a 2 Clav. 2:08
16. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 15 Canone a la Quinta In Moto Contrario a 1 Clav., Andante 2:59
17. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 16 Ouverture a 1 Clav. 2:55
18. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 17 a 2 Clav. 1:50
19. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 18 Canone Alla Sesta a 1 Clav. 1:30
20. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 19 a 1 Clav. 1:39
21. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 20 a 2 Clav. 1:58
22. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 21 Canone Alla Settima 3:23
23. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 22 Alla Breve a 1 Clav. 1:33
24. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 23 a 2 Clav. 2:20
25. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 24 Canone All’Ottava a 1 Clav. 3:16
26. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 25 a 2 Clav. 4:09
27. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 26 a 2 Clav. 1:53
28. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 27 Canone Alla Nona 1:50
29. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 28 a 2 Clav. 2:25
30. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 29 a 1 Ovvero 2 Clav. 2:06
31. Goldberg Variations, BWV 988: Variatio 30 Quodlibet a 1 Clav. 2:16
32. Goldberg Variations, BWV 988: Aria Da Capo e Fine
Só para irritar o Conde Keyserling: Charles Auguste Emile Carolus-Duran “Sleeping Man” (1861)
Eu nunca tive insônia. Talvez, em razão de alguma dor ou febre, não tenha dormido repousadamente apenas uns dez dias em minha vida. Não é exagero. Quando me deprimo, durmo mais ainda e acordar é ruim, péssimo. O sono é meu refúgio natural. Mas há pessoas que reclamam (muito) da insônia. Saul Bellow escreveu que ela o teria deixado culto, mas que preferiria ser inculto e ter dormido todas as noites — discordo do grande Bellow, acho que ele deveria ter ficado sempre acordado, escrevendo, vivendo e escrevendo para nós. Também poucos viram Marlene Dietrich na posição horizontal, adormecida. Kafka era outro, qualquer barulho impedia seu descanso, devia pensar no pai e passava suas noites acordado, amanhecendo daquele jeito… Groucho Marx, imaginem, era insone, assim como Alexandre Dumas e Mark Twain. Marilyn Monroe sofria muito e Van Gogh acabou daquele jeito não por ser daltônico, característica que apenas gerainteligência e genitália avantajadas.
O Conde Keyserling sofria de insônia e desejava tornar suas noites mais agradáveis. Ele encomendou a Bach, Johann Sebastian Bach, algumas peças que o divertissem durante a noite. Como sempre, Bach fez seu melhor. Pensando que o Conde se apaziguaria com uma obra tranquila e de base harmônica invariável, escreveu uma longa peça formada de uma ária inicial, seguida de trinta variações e finalizada pela repetição da ária. Quod erat demonstrandum. A recuperação do Conde foi espantosa, tanto que ele chamava a obra de “minhas variações” e, depois de pagar o combinado a Bach, deu-lhe um presente adicional: um cálice de ouro contendo mais cem luíses, também de ouro. Era algo que só receberia um príncipe candidato à mão de uma filha encalhada.
O Conde tinha a seu serviço um menino de quinze anos chamado Johann Gottlieb Goldberg. Goldberg era o melhor aluno de Bach. Foi descrito como “um rapaz esquisito, melancólico e obstinado” que, ao tocar, “escolhia de propósito as peças mais difíceis”. Perfeito! Goldberg era enorme e suas mãos tinham grande abertura. O menino era uma lenda como intérprete e o esperto Conde logo o contratou para acompanhá-lo não somente em sua residência em Dresden como em suas viagens a São Petersburgo, Varsóvia e Postdam. (Esqueci de dizer que o Conde Keyserling era diplomata). Bach, sabendo o intérprete que teria, não facilitou em nada. As Variações Goldberg, apesar de nada agitadas, são, para gáudio do homenageado, dificílimas. Nelas, as dificuldades técnicas e a erudição estão curiosamente associadas ao lúdico, mas podemos inverter de várias formas a frase. Dará no mesmo.
O nome da obra — Variações Goldberg, BWV 988 — é estranho, pois pela primeira vez o homenageado não é quem encomendou a obra, mas seu primeiro intérprete.
O princípio de quase toda obra de variações consiste em apresentar um tema e variá-lo. (Lembram que Elgar fez uma obra de variações sem apresentar o tema, chamando-a de Variações Enigma?). Assim, o ouvinte tem a impressão de estar ouvindo sempre algo que lhe é familiar e, ao mesmo tempo, novo. A escolha de Bach por esta forma mostrou-se adequada às pretensões do Conde. E a realização não poderia ser melhor, é uma das maiores obras disponibilizadas pela e para a humanidade pelo mais equipado dos seres humanos que habitou este planeta, J. S. Bach. O jogo criado pelo compositor irradia livre imaginação e enorme tranquilidade. A Teoria Geral das Belas-Artes, espécie de Bíblia artística goethiana de 1794, diz o seguinte sobre as Goldberg: “em cada variação, o elemento conhecido está associado, quase sem exceção, a um canto belo e fluido”. E está correto. Só esqueceu de dizer que tudo isso tinha propósito terapêutico.
É muito provável que o enfermo Conde concordasse com a Theorie para descrever seu prazer de ouvir aquela música, mas diria mais. Seus efeitos fizeram que Goldberg a tocasse centenas de vezes para ele. O cálice repleto de ouro significava gratidão pela diversão emocional e intelectual. Dormimos por estarmos calmos e felizes, talvez.
Não posso distribuir cálices de ouro por aí, mas talvez devesse dar alguma coisa a Pierre Hantaï, o maior intérprete da obra. (Por favor, neste momento não me venham com Gould; afinal, o som do cravo é fundamental e só aceito fazer a final contra o grande Gustav Leonhardt. Gould ficou lá pelas quartas-de-final).
Aqui nós temos uma derrapada. A culpa não é de Jarrett, mas da viola de Kashkashian. Kim é impecável, coloca as notas todas em seus lugares, mas não faz mágica e aqui nós estamos em terreno de deuses; ou seja, é requerida a magia. Nós temos muitíssimas gravações melhores do que esta com na duplas de cravo e gamba ou piano e violoncelo. Acho que a escolha da viola foi fatal. Além da sonoridade alienígena, também há um sotaque moderno na viola de Kim que não combina com o cravo de Jarrett. Parece um registro… transdisciplinar (?). O cravo e a viola (por que tal escolha?) e, porra, Shosta, Bartók, Carter, Berio, Schnittke, Kodály, Hindemith… — estes parecem ser compositores bem mais Kashkashian-like, not Bach. A qualidade da música é extraordinária, por isso é que esperávamos um extraordinário CD.
J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola Da Gamba e Cravo
1. Sonata in G BWV 1027 – Adagio
2. Allegro ma non tanto
3. Andante
4. Allegro moderator
5. Sonata in D BWV 1028 – Adagio
6. Allegro
7. Andante
8. Allegro
9. Sonata in G minor BWV 1029 – Vivace
10. Adagio
11. Allegro
Esta é a milésima vez que posto as Variações Goldberg. Já postei até em versão para metais, acordeón e quarteto de vielas de rodas. Não, não, a última foi mentira. É a obra que mais amo neste mundo. Então, foda-se, azar é o do goleiro, vai mais um post. A gravação da bonitinha Christine Schornsheim fica no nível da primeira gravação que ouvi, a de Karl Richter. Coincidentemente, ambos a fazem em duplos, Richter num álbum de 2 LPs e Christine num duplo CD, pois ultrapassou o número mágico dos 80 minutos. Boa gravação? Sim sem dúvida um belo registro, mas que não chega aos pés do campeão absoluto.
Por uma dessas coisas inexplicáveis, a obra para órgão de Bach está fora de moda. Algumas pessoas acham que o som do órgão é tão irritante quanto os padres pedófilos de Ratzinger, mas é bem no órgão que Bach realiza suas maiores experimentações. (Ah, acharam que eu ia fazer uma piada com o órgão sequiçual, né?) Mas retornemos ao que interessa: o que há de peças amalucadas na Orgelwerke é uma grandeza! E eu gosto. Muito! Este CD é sensacional por diversas razões.
(1) O organista é do caralho (ou do órgão, como queiram);
(2) O repertório, apesar de evitar os experimentalismos, está longe dos lugares-comuns;
(3) A produção da Hyperion é fodal;
(4) O CD está fora de catálogo até em Marte e
(5) Fique tranquilo, você não terá de ouvir a Toccata e Fuga em Ré Menor novamente.
E ah, vocês sabem como era a nossa família. Vinte filhos e aquele entra e sai de alunos, todos interpretando peças de sua preferência e criando outras. Então, alguns historiadores de ejaculação precoce pegaram tudo isso e disseram que era de Johann Sebastian, mas nem sempre era… Neste disco há peças de vários Bachs, de outros agregados que tentavam comer minhas irmãs e de todo o tipo de gente que queria a cerveja de meu pai. Bem, era uma zona e até isso se reflete neste baita CD.
J. S. Bach (1685-1750): Bach Attributions
Johann Sebastian Bach:
1. Prelude & Fugue No.1 in C major, BWV 553 <— Sensacional
Gottfried August Homilius
2. ‘Schmücke Dich, O Liebe Seele’, BWV 759
Johann Sebastian Bach:
3. Prelude & Fugue No.2 in D minor, BWV 554
4. ‘Jesu, Der Du Meine Seele’, BWV 752
5. ‘Wie Schön Leuchtet Der Morgenstern’, BWV 763
6. ‘O Herre Gott, Die Göttlich’s Wort’, BWV 757
7. Prelude & Fugue No.3 in E minor, BWV 555
8. ‘Ach Gott Und Herr’, BWV 692
9. ‘Ach Gott Und Herr’, BWV 693
10. Prelude & Fugue No.4 in F major, BWV 556
Georg Boehm
11. ‘Vater Unser Im Himmelreich’, BWV 760 <— Genial! Esse merecia uma das minhas irmãs púberes
12. ‘Vater Unser Im Himmelreich’, BWV 761
Johann Sebastian Bach
13. Prelude & Fugue No.5 in G major, BWV 557 <— quasi scherzando
Carl Philipp Emanuel Bach
14. ‘Aus Der Tiefe Rufe Ich’, BWV 745 <— Prêmio Ademir da Guia de “Quem sai aos seus não degenera”
Johann Caspar Fischer
15. ‘Christ Ist Erstanden’, BWV 746 <— Por esta composição recebeu a punição máxima de meu pai: uma hora de costas na frente de um clérigo ‘celibatário’ católico
Johann Sebastian Bach
16. Prelude & Fugue No.6 in G minor, BWV 558
17. ‘Auf Meinen Lieben Gott’, BWV 744 <— Sofrível, pai. O que houve?
Johann Gottfried Walther
18. ‘Gott Der Vater Wohn Uns Bei’, BWV 748 <— Tão bom quanto o jovem atacante do Inter! No ângulo, Walther! Podes escolher qualquer das púberes do harém bachiano!
Johann Sebastian Bach
19. Fugue in G major, BWV 581 <— A recuperação do véio
20. ‘Nun Ruhen Alle Wälde’, BWV 756
21. Prelude & Fugue No.7 in A minor, BWV 559
22. ‘Herr Jesu Christ, Dich Zu Uns Wend’, BWV 749 <— Simplesinho, mas bonitinho
23. ‘Herr Jesu Christ, Meines Lebens Licht’, BWV 750
Johann Michael Bach
24. ‘In Dulci Jubilo’, BWV 751 <— Esse aí era o tio, pai da Maria Bárbara, primeira mulher de meu pai. Péssimo, coitado
Johann Sebastian Bach
25. Prelude & Fugue No.8 in B-flat major, BWV 560
26. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 1 <— Vcs já viram uma obra de variações de meu pai que fosse ruim? Não existe!
27. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 2
28. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 3
29. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 4
30. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 5
31. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 6
32. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 7
33. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 8
34. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 9
35. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 10
36. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 11
37. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 12
38. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 13
39. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 14
40. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 15
41. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 16
42. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 17
Trevor Pinnock tem cada gravação… O Messias dele… O que é aquilo? E as 6 Partitas de Bach? Aqui, ele resolveu fazer um disco-ostentação explorando 200 anos da história do cravo, entre 1550 e 1750, mais ou menos. O resultado é esplêndido de cabo a rabo, dando um pouquinho mais de espaço para meu pai, além de Handel e Scarlatti, o filho. Eu quase não consegui chegar ao Frescobaldi, tão boa achei sua interpretação da Suíte Francesa Nº 6. Longa vida para Pinnock que, de Pinóquio, só tem o narigão!
Cabezón / Byrd / Tallis / Bull / Sweelinck / Bach / Frescobaldi / Handel: Journey – 200 anos de música para cravo
1. Cabezón Diferencias sobre ‘El canto del caballero’
2. Byrd The Carman’s Whistle
3. Tallis O ye tender babes
4. Bull The King’s Hunt
5. Sweelinck Variations on ‘Mein junges Leben hat ein End’, SwWV 324
J.S. Bach French Suite No. 6 in E major, BWV 817
6. Prélude
7. Allemande
8. Courante
9. Sarabande
10. Gavotte
11. Polonaise
12. Bourée
13. Menuet
14. Gigue
15. Frescobaldi Toccata Nona
16. Frescobaldi Balletto primo e secondo
17. Handel Chaconne in G major, HWV 435
Scarlatti Three Sonatas in D major, K. 490-492
18. Sonata, K. 490: Cantabile
19. Sonata, K. 491: Allegro
20. Sonata, K. 492: Presto
Nos comentários a um post anterior, alguém ficou cantando as maravilhas de Helmuth Rilling e de sua integral de Cantatas. E eu respondi que tinha a Coleção Completa de Cantatas Sacras e Seculares de Bach sob a regência do dito cujo. Dá 77 CDs. Então, no entusiasmo e por acaso, peguei o Vol. 38. Ouçam que CD espetacular! O final da 75 pode ser meia-boca, mas o resto é lindo, de uma felicidade total. Minha preferência total é pela 175. Confiram aí!
J. S. Bach (1685-1750): Cantatas 175, 165, 75 (Vol. 38 da coleção completa de Rilling)
Um extraordinário álbum triplo. O russo Igor Levit interpreta três obras de variações de diferentes épocas com galhardia e categoria. As Goldberg todo mundo conhece, as Diabelli são imerecidamente menos conhecidas, mas é uma das principais obras pianísticas de Beethoven. O povo unido jamais será vencido! (The People United Will Never Be Defeated!), escritas sobre uma canção do chileno Sergio Ortega torna espetacular, esquerdista e multinacional este trabalho. A propósito, Levit é um jovem de 28 anos que sabe escolher repertório.
E ele vem cheio de recomendações. Com seu disco de 2013, onde tocava as Últimas Sonatas de Beethoven, ele ganhou o prêmio maior do BBC Music Magazine e o Echo 2014 como melhor gravação do ano. Sua segunda gravação, as Seis Partitas de J.S. Bach recebeu Gramophone’s Disc of the Month. Respeitem Igor Levit.
Goldberg Variations, Bwv 988 – Aria With 30 Variations
A1 Aria 4:25
A2 Var. 1 a 1 Clav. 1:55
A3 Var. 2 a 1 Clav. 1:50
A4 Var. 3 – Canone all’ Unisono a 1 Clav. 1:57
A5 Var. 4 a 1 Clav. 1:06
A6 Var. 5 a 1 ovvero 2 Clav. 1:20
A7 Var. 6 – Canone alla Seconda a 1 Clav. 1:22
A8 Var. 7 a 1 ovvero 2 Clav. Al tempo di Giga 1:51
A9 Var. 8 a 2 Clav. 1:52
A10 Var. 9 – Canone alla Terza a 1 Clav. 2:07
A11 Var. 10 – Fughetta a 1 Clav. 1:40
A12 Var. 11 a 2 Clav. 1:44
A13 Var. 12 – Canone alla Quarta 2:05
A14 Var. 13 a 2 Clav. 5:36
A15 Var. 14 a 2 Clav. 2:02
A16 Var. 15 – Canone alla Quinta a 1 Clav. Andante 4:17
A17 Var. 16 – Ouverture a 1 Clav. 2:55
A18 Var. 17 a 2 Clav. 1:48
A19 Var. 18 – Canone alla Sesta a 1 Clav. 1:27
A20 Var. 19 a 1 Clav. 1:25
A21 Var. 20 a 2 Clav. 1:48
A22 Var. 21 – Canone alla Settima 2:43
A23 Var. 22 a 1 Clav. Alla breve 1:37
A24 Var. 23 a 2 Clav. 2:05
A25 Var. 24 – Canone all’ Ottava a 1 Clav. 2:34
A26 Var. 25 a 2 Clav. 8:00
A27 Var. 26 a 2 Clav. 2:01
A28 Var. 27 – Canone alla Nona a 2 Clav. 1:34
A29 Var. 28 a 2 Clav. 2:13
A30 Var. 29 a 1 ovvero 2 Clav. 1:53
A31 Var. 30 – Quodlibet a 1 Clav. 1:45
A32 Aria da capo 4:29
Diabelli Variations – 33 Variations on a Waltz by Anton Diabelli, Op. 120
B1 Tema. Vivace 0:47
B2 Var. 1 – Alla Marcia maestoso 1:52
B3 Var. 2 – Poco allegro 0:49
B4 Var. 3 – L’istesso tempo 1:32
B5 Var. 4 – Un poco piu vivace 0:59
B6 Var. 5 – Allegro vivace 0:52
B7 Var. 6 – Allegro ma non troppo e serioso 1:41
B8 Var. 7 – Un poco piu allegro 1:00
B9 Var. 8 – Piu vivace 1:34
B10 Var. 9 – Allegro pesante e risoluto 1:59
B11 Var. 10 – Presto 0:33
B12 Var. 11 – Allegretto 1:04
B13 Var. 12 – Un poco piu moto 0:47
B14 Var. 13 – Vivace 1:05
B15 Var. 14 – Grave e maestoso 5:01
B16 Var. 15 – Presto scherzando 0:34
B17 Var. 16 – Allegro 0:54
B18 Var. 17 0:58
B19 Var. 18 – Poco moderato 1:58
B20 Var. 19 – Presto 0:42
B21 Var. 20 – Andante 2:24
B22 Var. 21 – Allegro con brio, Meno allegro, Tempo 1:22
B23 Var. 22 – Allegro molto (alla ‘Notte e giorno faticar’ di Mozart) 0:50
B24 Var. 23 – Allegro assai 0:51
B25 Var. 24 – Fughetta. Andante 2:44
B26 Var. 25 – Allegro 0:45
B27 Var. 26 0:56
B28 Var. 27 – Vivace 0:53
B29 Var. 28 – Allegro 0:55
B30 Var. 29 – Adagio ma non troppo 1:18
B31 Var. 30 – Andante, sempre cantabile 2:14
B32 Var. 31 – Largo, molto espressivo 5:18
B33 Var. 32 – Fuga. Allegro, Poco adagio 3:11
B34 Var. 33 – Tempo di Menuetto moderato (ma non tirarsi dietro) 3:31
The People United Will Never Be Defeated! – 36 Variations on ¡El pueblo unido jamás sera vencido!
C1 Thema. With determination 1:30
C2 Var. 1 – Weaving, delicate but firm 1:01
C3 Var. 2 – With firmness 0:57
C4 Var. 3 – Slightly slower, with expressive nuances 1:10
C5 Var. 4 – Marcato, with determination 0:59
C6 Var. 5 – Dreamlike, frozen, a little slower, Tempo 1:39
C7 Var. 6 – Same tempo as beginning, Slower, Tempo, Slower 1:14
C8 Var. 7 – Tempo (Lightly, impatiently) 0:53
C9 Var. 8 – With agility, not too much pedal, crisp 1:15
C10 Var. 9 – Evenly 1:30
C11 Var. 10 – Comodo, recklessly 1:12
C12 Var. 11 – Tempo I. Like fragments of an absent melody, in strict time 1:05
C13 Var. 12 1:32
C14 Var. 13 2:18
C15 Var. 14 – A bit faster, optimistically 1:15
C16 Var. 15 – Flexible, like an improvisation 1:47
C17 Var. 16 – Same tempo as preceding, with fluctuations, much pedal, expansive, with a victorious feeling 1:42
C18 Var. 17 – Left hand strictly. Right hand freely, roughly in space 1:23
C19 Var. 18 1:46
C20 ar. 19 – With energy 0:39
C21 Var. 20 – Crisp, precise 0:34
C22 Var. 21 – Relentless, uncompromising 0:49
C23 Var. 22 – Very expressionate 0:44
C24 Var. 23 – As fast as possible, with some rubato 0:25
C25 Var. 24 3:12
C26 Var. 25 2:39
C27 Var. 26 – In a militant manner 1:15
C28 Var. 27 – Tenderly, with a hopeful expression, Cadenza, Fiercely 5:35
C29 Var. 28 1:22
C30 Var. 29 0:32
C31 Var. 30 2:55
C32 Var. 31 1:00
C33 Var. 32 1:00
C34 Var. 33 1:13
C35 Var. 34 1:00
C36 Var. 35 1:02
C37 Var. 36 – Improvisation 6:44
C38 Thema. Tempo I