O Concerto para Violino foi umas das últimas — e melhores — obras escritas por Alban Berg. Composto entre a primavera e o verão de 1935, o concerto resultou de uma encomenda do então jovem violinista americano Louis Krasner. Nessa época, a ascensão do nazismo limitou a carreira de muitos músicos de ascendência judaica, entre os quais Alban Berg. Vivendo um período de dificuldades financeiras, o compositor aceitou a encomenda. Pouco tempo após a aceitação, Berg recebeu a notícia da morte de Manon Gropius, filha do arquiteto Walter Gropius e de Alma Mahler. Manon faleceu aos 18 anos, vítima de poliomielite. O Concerto para Violino transformou-se então num tributo à memória da adolescente e também em um réquiem para si mesmo, que morreria logo depois de compô-lo. Berg criou um concerto programático de grande intensidade expressiva. A obra foi estreada em Barcelona, a 19 de Abril de 1936, pela Orquestra Pablo Casals sob a direção de Hermann Scherchen e contando com Krasner como solista.
Alban Berg (1885–1935): Concerto para Violino “À Memória de um Anjo” / 3 Peças Orquestrais
Violin Concerto, To The Memory Of An Angel
1. Andante – Allegretto 11:51
2. Allegro – Adagio 16:32
As tais Variações sobre Campos Asiáticos marca a primeira vez que o clarinetista Louis Sclavis, o violinista Dominique Pifarély eo violoncelista Vincent Courtois gravaram como um trio. Sclavis convocou o projeto, mas o grupo é democrático: “Eu propus que fizéssemos um coletivo real, e cada um de nós compôs para o programa.” O “novo grupo” tem bastante pré -história: Sclavis e Pifarély têm tocado juntos em diversos contextos há 35 anos, Sclavis e Courtois há 20 anos, mas eles efetivamente mantêm a capacidade de surpreender uns aos outros como improvisadores. “Estamos redesenhando nossa forma de interagir e estamos continuamente trazendo novas coisas para o projeto”. O álbum tem produção de Manfred Eicher.
Louis Sclavis, Dominique Pifarély, Vincent Courtois: Asian Fields Variations
Há um bando de loucos que gosta de me ouvir falar ou escrever sobre música. Bem, tem gosto para tudo. Isto foi lentamente se acentuando após o nascimento do PQP Bach, lá no longínquo ano de 2006. Pois agora, a cada duas semanas, estarei no StudioClio, em Porto Alegre, na série de palestras Almoço Clio Musical. Abordarei sobre obras fundamentais da música erudita, algo como “o imprescindível em música”, devidamente contextualizadas e com o apoio de vídeos que apresentarão trechos ou obras completas.
Durante cada palestra, haverá a apresentação didática de fundamentos, explicações sobre a terminologia, comentários sobre a estrutura da obra, instrumentação, gênero e estilo. A função começa dia 23 de maio, às 12h20, com os Concertos de Brandenburgo, de J. S. Bach. Acho que vou apresentar 4 dos 6 concertos, com comentários sobre o autor e os concertos, na verdade chamados originalmente de Concertos para Diversos Instrumentos.
O tom será o habitual, bem-humorado e procurando utilizar as curiosidades que cercam cada obra. Afinal minha ideologia é a de que a arte é filha da criatividade, da habilidade, do conhecimento, da inteligência e do artifício. E todos estes itens guardam parentesco maior com a alegria do que com a sisudez.
Grande PQP, tudo bem? Tenho um presentinho pra você: o novo disco onde minha esposa toca: Gewandhaus, Andris Nelsons, Bruckner 3 + Abertura Tannhäuser. Foi gravado ao vivo em junho, acabou de sair pela Deutsche Grammophon. Curioso para ouvir suas impressões depois. Abraços pra você e pra X! Ouvi hoje com a Y., soa muito bem… Eu vi um dos concertos na época (em junho/16). Eles gravaram o ensaio geral e os dois concertos. Tempos depois teve um dia para gravar pequenas passagens (por exemplo, por causa de uma tosse). Anteontem vi ele regendo a Quarta do Bruckner. Maravilhoso, cheio de detalhes, mas com uma paisagem bem definida… A Y. conta que com ele nunca é igual. Ele sempre faz algumas coisas inesperadas, o que exige um nível alto de atenção. Acho que essa é uma das razões pelas quais ele é sempre muito querido pelos músicos que rege. Sexta por exemplo teve uns pianíssimos que meu deus do céu.
Z.
Puxa vida, meu caro, muito obrigado pelo belo presente! Fico comovido. “Nosso Homem em Leipzig” é demais, não? Vi Nelsons em janeiro com a Philharmonia Orchestra em Londres na 9ª de Bruckner e num Concerto de Mozart com Paul Lewis… Realmente, é um sujeito magnético, todos os olhos grudam nele, que rege sorrindo e incentivando, muitas vezes somente com o braço direito, apoiando-se no esquerdo. É de uma exatidão no gesto que acho difícil que alguém erre, ainda com a qualidade de músicos que ele conduz, caso certamente da mulher de meu amigo.
O que dizer desta gravação ao vivo? Sem exagero, não lembro de melhor interpretação da 3ª de Bruckner. Perfeito senso de estilo e condução. E que orquestra! Em 1873, Bruckner enviou as partituras de sua segunda e terceira sinfonias para Wagner, pedindo-lhe para escolher uma a fim dedicá-la a ele. Diz a lenda que Bruckner visitou Wagner para perguntar-lhe qual tinha sido a escolhida, mas, depois de tanta cerveja, Bruckner não conseguia lembrar qual tinha sido. Então, enviou um bilhete a Wagner perguntando “A terceira, onde o trompete começa a melodia?”. Wagner respondeu: “Sim.”. Desde então, Wagner se referiu a ele como “Bruckner do trompete”. Na dedicatória, Bruckner refere-se a Wagner como “o mundialmente famoso, inatingível e nobre professor de poesia e de música.”
A estreia da sinfonia aconteceu em Viena em 1877, regida por Bruckner. O concerto foi um desastre absoluto. Embora tenha sido um bom diretor do corais, Bruckner era um mau maestro. O público vienense, que já não gostava muito de suas sinfonias, foi saindo aos poucos, em meio à execução da sinfonia. Dizem que até mesmo um membro da orquestra deixou o palco. Apenas alguns fiéis, como o jovem Gustav Mahler, ficaram. Isto deixou Bruckner maluco. Ele passou a revisar e revisar e revisar para melhorar a obra, coisa que, aliás, fazia sempre. Mas o problema era sua condução. A música é uma obra-prima. Confiram.
MUITO OBRIGADO, Z. !!!
Bruckner: Symphony No.3 In D Minor, WAB 103 – 1888/89 Version, Edition: Leopold Nowak
1 – 1. Mehr langsam. Misterioso (Live) 23:49
2 – 2. Adagio, bewegt, quasi Andante (Live) 16:42
3 – 3. Ziemlich schnell – Trio (Live) 7:02
4 – 4. Allegro (Live) 13:08
Dizer o quê? Não sei tanto assim sobre meu irmão mais velho Wilhelm Friedemann Bach. Sei que era talentosíssimo — dá para ouvir neste CD –, que era alcoólatra e que perdeu cerca de 100 Cantatas de meu pai, de quem era o filho predileto. Originalmente escritos para duas flautas, os seis duetos para flauta estão aqui interpretados por flauta e oboé. Este disco é maravilhosamente bem tocado pelos alemães Wolfgang Schultz e Hansjorg Schellenberger, que captam as nuances dos movimentos lentos e as danças dos rápidos. A realização é notável, pois os dois dançam sem o auxílio do baixo contínuo. Altamente recomendável.
Wilhelm Friedemann Bach (1710-1784): Os Duetos para Flauta
1. Duet No.1 in e: I. Allegro
2. Duet No.1 in e: II. Larghetto
3. Duet No.1 in e: III. Vivace
4. Duet No.2 in G: I. Allegro Ma Non Troppo
5. Duet No.2 in G: II. Cantabile
6. Duet No.2 in G: III. Allabreve
7. Duet No.2 in G: IV. Gigue (Allegro)
8. Duet No.3 in E flat: I. Allegro
9. Duet No.3 in E flat: II. Adagio Ma Non Molto
10. Duet No.3 in E flat: III. Presto
11. Duet No.4 in F: I. Allegro E Moderato
12. Duet No.4 in F: II. Lamentabile
13. Duet No.4 in F: III. Presto
14. Duet No.5 in E flat: I. Un Poco Allegro
15. Duet No.5 in E flat: II. Largo
16. Duet No.5 in E flat: III. Vivace
17. Duet No.6 in f: I. Un Poco Allegro
18. Duet No.6 in f: II. Largo
19. Duet No.6 in f: III. Vivace
Wolfgang Schulz, flauta
Hansjorg Schellenberger, oboé
Um disco que envelheceu, mas ainda está em bom estado… Acostumamo-nos a ouvir os discos de barrocos e de suas margens com instrumentos originais, a chamada Música Historicamente Informada, mas a Academy of St. Martin in the Fields de Neville Marriner passou ao largo destas tendências. Sem problemas, porque a orquestra sempre foi um portento em termos de competência. Aqui há uma boa mistura entre os filhos de Bach — meus irmãos — e o londrino Thomas Arne. Apesar da sonoridade algo pesada, vale a pena tomar contato com o trabalho de Marriner. Afinal, não há nenhuma lei que proíba a contemporaneidade e seus instrumentos de interpretarem a música do passado, ainda mais com esta qualidade.
Thomas Arne (1710-1778) / CPE Bach (1714-1788) / JC Bach (1735-1782): Concertos para Cravo
01] Arne: Harpsichord Concerto No.5 in G minor-1. Largo-Allegro con spirito
02] Arne: Harpsichord Concerto No.5 in G minor-2. Adagio
03] Arne: Harpsichord Concerto No.5 in G minor-3. Vivace
04] Arne: Sonata No.1 in F Major-1. Andante
05] Arne: Sonata No.1 in F Major-2. Adagio
06] Arne: Sonata No.1 in F Major-3. Allegro
07] Arne: Overture No.1 in E minor
08] C.P.E. Bach: Sinfonia in B flat, Wq 182 No.2-1. Allegro di molto
09] C.P.E. Bach: Sinfonia in B flat, Wq 182 No.2-2. Poco adagio
10] C.P.E. Bach: Sinfonia in B flat, Wq 182 No.2-3. Presto
11] C.P.E. Bach: Variations on Les Folies d’Espagne
12] C.P.E. Bach: Harpsichord Concerto in C minor Wq.43 no.4-1. Allegro assai
13] C.P.E. Bach: Harpsichord Concerto in C minor Wq.43 no.4-2. Poco adagio-Tempo di Minuetto
14] C.P.E. Bach: Harpsichord Concerto in C minor Wq.43 no.4-3. Allegro assai
15] J.C. Bach: Harpsichord Concerto in A Major-1. Allegro
16] J.C. Bach: Harpsichord Concerto in A Major, T297/l(ii)-2. Andante ma non troppo
17] J.C. Bach: Harpsichord Concerto in A Major, T297/l(ii)-3. Allegro
George Malcolm, harpsichord
Academy of St. Martin in the Fields
Sir Neville Marriner, conductor
Grande CD de 1999 que traz uma espécie de apanhado, na verdade, da segunda metade do século XX. Para comprovar, basta notar que a maioria dos compositores da “mostra” ainda está viva em 2017. Claro que o destaque fica com Fratres, obra de Pärt (diga Piárt) tão famosa que já foi utilizada em mais de dez filmes, sendo os mais famosos Sangue Negro (There Will Be Blood), de Paul Thomas Anderson e Amor Pleno (To the Wonder), de Terrence Malick. O restante das peças também são excelentes. Um Penderecki da fase radical, uma Gubaidulina sensacional e um Schnittke, ah, Schnittke.
Transformations 20th Century Works Violin & Piano (com Roman Mints e Evgenia Chudinovich)
Artem Vassilev
1. Pieces (5) for violin & piano
2. Pieces (5) for violin & piano
3. Pieces (5) for violin & piano
4. Pieces (5) for violin & piano
5. Pieces (5) for violin & piano
Arvo Pärt
6. Fratres, for violin & piano
Krzysztof Penderecki
7. Miniatures (3) for violin & piano: Movement 1
8. Miniatures (3) for violin & piano: Movement 2
9. Miniatures (3) for violin & piano: Movement 3
Elena Langer
10. Transformations for violin & piano
11. Transformations for violin & piano
Witold Lutoslawski
12. Subito, for violin & piano
Sofia Gubaidulina
13. Dancer on a Tightrope, for violin & piano
Alfred Schnittke
14. Silent Night (Stille Nacht), for violin & piano
Aqui, estamos em terreno de obras-primas. Dois concertos absolutamente selvagens e percussivos, acompanhados de um terceiro muito tranquilo. Não tenho preferência, apesar de minha queda pelo Allegretto do terceiro concerto. São daquelas obras que ouço sob permanente tensão, aguardando o momento seguinte, torcendo para que o pianista use o fraseado que gosto com a agressividade adequada. Ou não. O mesmo vale para a orquestra. Esta gravação não é a campeã, mas, olha, é muito boa! Sim, sou totalmente apaixonado pelos Concertos para Piano de Bartók. E pelos outros também… E pelos 6 quartetos… E a música orquestral… E todo o resto.
Béla Bartók (1881-1945): Os 3 Concertos para Piano
Piano Concerto No. 1, Sz 83
1 Allegro Moderato 9:02
2 Andante 8:21
3 Allegro Molto 7:07
Piano Concerto No. 2, Sz 95
4 Allegro 10:05
5 Adagio – Più Adagio – Presto 12:24
6 Allegro Molto 6:22
Os dois extraordinários concertos para violoncelo de Shostakovich foram compostos praticamente em parceria com Mstislav Rostropovich, de quem o compositor era grande amigo. Shosta escrevia um trecho e chamava Rostrô para dar uma experimentada. Não chega a ser surpresa o fato de Rostropovich ter realizado gravações sensacionais de ambos os concertos sob a regência de Seiji Ozawa. Mas outros violoncelistas também tentam e fazem bonito. Das que conheço, as mais belas tentativas foram as da argentina Sol Gabetta e as duas de Truls Mørk — a primeira gravação de 1996 com Jansons e a segunda agora com Petrenko. O resultado é muito bom. Parece que, desta vez, Mørk captou não apenas a música mas a altíssima potência e ELETRICIDADE de ambos, escritos na época mais difícil da vida do compositor.
Dmitri Shostakovich (1906-1975): Cello Concertos Nos. 1 & 2
Konzert F.Violoncello & Orch.Nr.1 Es-Dur Op.107
1. I. Allegretto
2. II. Moderato
3. III. Cadenza
4. IV. Finale: Allegro Con Moto
Konzert F.Violoncello & Orch.Nr.2 Es-Dur Op.126
5. I. Largo
6. II. Scherzo: Allegretto
7. III. Finale: Allegretto
Truls Mørk
Oslo Philharmonic Orchestra
Vasily Petrenko
Eu não sou tarado por essas sonatas de Beethoven — prefiro as sonatas mais, digamos, novas — , mas a grande estrela da Hyperion Angela Hewitt as toca tão bem que permaneci ouvindo o CD mesmo durante o jogo do Inter no fim-de-semana. Fiquei com o CD Player ligado ouvindo a Hewitt enquanto via o Inter na TV montar sua pilhinha de gols no Grêmio. A A TV sem som, claro, para não ouvir as imbecilidades dos comentaristas. Nos dois casos houve vitória, aqui bem mais fácil do que em campo, pois Angie não foi obrigada — ainda bem — a bater pênaltis.
Mesmo com um olho no jogo, pude notar o senso de estilo de uma pianista tão afeita aos barrocos quanto a Ravel. Sua Patética, olha, saiu boa demais. Ouvi duas vezes as duas primeiras sonatas; na terceira já estava mais preocupado com a partida. Mas confiram porque é biscoito fino!
Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Piano — Op.2 No.3, Op.13 Pathétique, Op.28 Pastoral
1. No.15 in D, Op.28 ‘Pastoral’: I. Allegro
2. No.15 in D, Op.28 ‘Pastoral’: II. Andante
3. No.15 in D, Op.28 ‘Pastoral’: III. Scherzo: Allegro vivace
4. No.15 in D, Op.28 ‘Pastoral’: IV. Rondo: Allegro ma non troppo
5. No.8 in c, Op.13 ‘Pathétique’: I. Grave – Allegro di molto e con brio
6. No.8 in c, Op.13 ‘Pathétique’: II. Adagio cantabile
7. No.8 in c, Op.13 ‘Pathétique’: III. Rondo: Allegro
8. No.3 in C, Op.2/3: I. Allegro con brio
9. No.3 in C, Op.2/3: II. Adagio
10. No.3 in C, Op.2/3: III. Scherzo: Allegro
11. No.3 in C, Op.2/3: IV. Allegro assai
Um bom disco, discreto e delicado, muito especialmente pela presença de Giuseppe Zambon como contratenor. Classificamos o CD como de autoria anônima porque não há certeza de nada. Pode ser de autoria da lista abaixo, pode não ser. Era o Século de Ouro em Veneza. Na época, o alaúde era o parceiro ideal da voz, cumprindo a parte das outras vozes para que um diletante pudesse executar, com o acompanhamento, uma peça polifônica, dando origem a um novo tipo de repertório, para voz solo e alaúde, em que Dowland, na Inglaterra, por exemplo, se torna especialista. Mas tudo começou em Veneza. A parte instrumental passa a ser um personagem musical que concerta com a voz, como fará o piano no lied romântico.
Alaúde e Voz na Veneza do Século XVI
1 –Francesco Spinacino Recercar
2 –Bartolomeo Tromboncino Or Che ´l Ciel E la Terra
3 –Francesco Spinacino Recercar
4 –Vincenzo Capirola Ti(entalora) Baleto Da Balar Bello
5 –Bartolomeo Tromboncino Su,su,leva,alza Le Ciglia
6 –Joan Ambrosia Dalza Tartar de Corde Recercar
7 –Paulo Scotti* O Tempo, O Ciel Volubil
8 –Franciscus Bossinensis Sotto Un Verde Alto Cupresso
9 –Franciscus Bossinensis Io Non Compro Piu Speranza
10 –Peregrinus Cesena Recercar Primo
11 –Peregrinus Cesena Non Posso Abandinarte
12 –Joan Maria Da Crema* Recercar Undecimo
13 –Joan Maria Da Crema* Recercar Tredecimo
14 –P. Verdelot / A. Willaert Madonna Per Voi Ardo
15 –P. Verdelot / A. Willaert Quando Amor I Belli Occhi
16 –Petro Paulo Borrono* Fantasia
17 –Petro Paulo Borrono* Pescatore Che Va Cantando
18 –P. Verdelot / A. Willaert Amor Se D´hor In Hor
19 –P. Verdelot / A. Willaert Quanto Sia Lieto Il Giorna
20 –Francesco Da Milano* Cecercar
21 –Francesco Da Milano* Cecercar
22 –Jacques Arcadelt Il Bianco E Dolce Cigno
23 –Cipriano De Rore Ancor Che Col Partire
Giuseppe Zambon, contra-tenor
Massimo Lonardi, alaúde
Esta caixinha de 5 CDs é uma joia lançada pela Virgin Records em 2002. Comprei-a imediatamente. Aqui, talvez o mais xiíta dos regentes da música com instrumentação original demonstra toda sua austeridade e radicalismo ao enfrentar a Paixão segundo João, que a meu ver não fica nada a dever à Mateus, os oratórios da Páscoa e da Ascensão e, como se não bastasse, a Missa em Si Menor já aqui postada nesta versão.
Mais Bach talvez seja difícil, pois Andrew Parrott realmente tratou de obedecer meu pai. Seus registros são muito emocionantes, prova de que também os xiítas são suscetíveis de nos arrancar lágrimas furtivas. Em minha opinião, Bach aprovaria o uso do menino contralto que ouvimos aqui. Apesar dos instrumentos soarem rarefeitos, o resultado é poderoso. Parrott parece ter encontrado uma fórmula para adequar sua magreza instrumental a tempi sutilmente diferentes dos que ouvimos habitualmente. E arrasa.
J. S. Bach (1685-1750): Paixão segundo João (BWV 245), Oratório da Páscoa (BWV 249), Oratório da Ascensão (BWV 11), Missa em Si Menor (BWV 232) (Andrew Parrott)
John Passion, BWV 245
Part 1. No. 1. Herr, unser Herrscher
Part 1. No. 2a. Jesus ging mit seinen Jüngern
Part 1. No. 3. Choral. O große Lieb
Part 1. No. 4. Auf dass das Wort erfüllet würde
Part 1. No. 5. Choral. Dein Will gescheh, Herr Gott, zugleich
Part 1. No. 6. Die Schar aber und der Oberhauptmann
Part 1. No. 7. Aria. Von den Stricken meiner Sünden
Part 1. No. 8. Simon Petrus aber folgte Jesum nach
Part 1. No. 9. Aria. Ich folge dir gleichfalls
Part 1. No. 10. Derselbige Jünger war dem Hohenpriester bekannt
Part 1. No. 11. Choral. Wer hat dich so geschlagen
Part 1. No. 12a. Und Hannas sandte ihn gebunden
Part 1. No. 13 Aria. Ach, mein Sinn
Part 1. No. 14. Choral. Petrus, der nicht denkt zurück
Part 2. No. 15. Choral. Christus, der uns selig macht
Part 2. No. 16a. Da führeten sie Jesum
Part 2. No. 17. Choral. Ach, großer König
Part 2. No. 18a. Da sprach Pilatus zu ihm
Part 2. No. 19. Arioso. Betrachte, meine Seel
Part 2. No. 20. Aria. Jesu, ach!
Part 2. No. 21a. Und die Kriegsknechte flochten
Part 2. No. 22. Choral. Durch dein Gefängnis, Gottes Sohn
Part 2. No. 23a. Die Juden aber schrien
Part 2. No. 24. Aria – Choral. Eilt, ihr angefocht’nen Seelen
Part 2. No. 25a. Allda kreuzigten sie ihn
Part 2. No. 26. Choral. In meines Herzens Grunde
Part 2. No. 27a. Die Kriegsknechte aber
Part 2. No. 28. Choral. Er nahm alles wohl in acht
Part 2. No. 29. Und von Stund an nahm sie
Part 2. No. 30. Aria. Es ist vollbracht
Part 2. No. 31. Und neigte das Haupt und verschied
Part 2. No. 32. Aria – Choral. Mein teurer Heiland
Part 2. No. 33. Und siehe da, der Vorhang im Tempel zerriss
Part 2. No. 34. Arioso. Mein Herz, in dem die ganze Welt
Part 2. No. 35. Aria. Zerfließe, mein Herze
Part 2. No. 36. Die Juden aber, dieweil es der Rüsttag war
Part 2. No. 37. Choral. O hilf, Christe, Gottes Sohn
Part 2. No. 38. Darnach bat Pilatum Joseph von Arimathia
Part 2. No. 39. Choral. Ruht wohl, ihr heiligen Gebeine
Part 2. No. 40. Choral. Ach Herr, lass dein’ leib’ Engelein
Easter Oratorio, BWV 249
Sinfonia
Adagio
Chorus. Kommt, eilet und laufet
Recitativo. O kalter Männer Sinn!
Aria. Seele, deine Spezereien
Recitativo. Hier ist die Gruft
Aria. Sanfte soll mein Todeskummer
Recitativo. Indessen seufzen wir
Aria. Saget, saget mir geschwinde
Recitativo. Wir sind erfreut
Chorus. Preis und Dank
Ascension Oratorio, BWV 11
Chorus. Lobet Gott in seinen Reichen
Recitativo. Der Herr Jesus hub seine Hände auf
Recitativo. Ach, Jesu, ist dein Abschied schon so nah?
Aria. Ach, bleibe doch, mein liebstes Leben
Recitativo. Und ward aufgehoben zusehens
Choral. Nun lieget alles unter dir
Recitativo. Und da sie ihm nachsahen
Aria. Jesu, deine Gnadenblicke
Choral. Wenn soll es doch geschehen
Mass in B minor, BWV 232
Kyrie. Coro. Kyrie eleison
Kyrie. Duetto. Christe eleison
Kyrie. Coro. Kyrie eleison
Gloria. Coro. Gloria in excelsis Deo
Gloria. Coro. Et in terra pax
Gloria. Aria. Laudamus te
Gloria. Coro. Gratias agimus tibi
Gloria. Duetto. Domine Deus
Gloria. Coro. Qui tollis peccata mundi
Gloria. Aria. Qui sedes ad dextram Patris
Gloria. Aria. Quoniam tu solus Sanctus
Gloria. Coro. Cum Sancto Spirito
Symbolum nicenum. Coro. Credo in unum Deum
Symbolum nicenum. Coro. Patrem omnipotentem
Symbolum nicenum. Duetto. Et in unum Dominum
Symbolum nicenum. Coro. Et incarnatus est
Symbolum nicenum. Coro. Crucifixus
Symbolum nicenum. Coro. Et resurrexit
Symbolum nicenum. Aria. Et in Spiritum Sanctum
Symbolum nicenum. Coro. Confiteor
Symbolum nicenum. Coro. Et expecto
Coro. Sanctus
Coro. Osanna in excelsis
Aria. Benedictus
Coro. Osanna in excelsis
Aria. Agnus Dei
Coro. Dona nobis pacem
Emma Kirkby, Evelyn Tubb, Emily Van Evera (sopranos)
Margaret Cable, Panito Iconomou, Caroline Trevor (altos)
Rogers Covey-Crump, Charles Daniels, Wilfried Jochens (tenors)
Stephen Charlesworth, Peter Kooy, David Thomas (basses)
Andrew Parrott (Regente)
Solisten des Tölzer Knabenchors
Taverner Consort & Players
Total playing time: 278:48
Recorded 1985-1994 | Released 2002
A Sinfonia Nº 14 – espécie de ciclo de canções – foi dedicada a Britten, que estreou-a em 1970 na Inglaterra. É a menos casual das dedicatórias. Seu formato e sonoridade é semelhante à Serenata para Tenor, Trompa e Cordas, Op. 31, e à Les Illuminations para tenor e orquestra de cordas, Op. 18, ambas do compositor inglês. Os dois eram amigos pessoais; conheceram-se em Londres em 1960, e Britten, depois disto, fez várias visitas à URSS. Se o formato musical vem de Britten, o espírito da música é inteiramente de Shostakovich, que se utiliza de poemas de Lorca, Brentano, Apollinaire, Küchelbecker e Rilke, sempre sobre o mesmo assunto: a morte.
O ciclo, escrito para soprano, baixo, percussão e cordas, não deixa a margem à consolação, é música de tristeza sem esperança. Cada canção tem personalidade própria, indo do sombrio e elegíaco em A la Santé, An Delvig e A Morte do Poeta, ao macabro na sensacional Malagueña, ao amargo em Les Attentives, ao grotesco em Réponse des Cosaques Zaporogues e à evocação dramática de Loreley. Não há música mais direta e que trabalhe tanto para a poesia, chegando, por vezes, a casar-se com ela sílaba por sílaba para tornar-se mais expressiva. Há uma versão da sinfonia no idioma original de cada poema, mas sempre a ouvi em russo. Então, já que não entendo esta língua, tenho que ouvi-la ao mesmo tempo em que leio uma tradução dos poemas. Posso dizer que a sinfonia torna-se apenas triste se estiver desacompanhada da compreensão dos poemas – pecado que cometi por anos! Ela perde sentido se não temos consciência de seu conteúdo autenticamente fúnebre. Além do mais, os poemas são notáveis.
Possui indiscutíveis seus méritos musicais mas o que importa é sua extrema sinceridade. Me entusiasmam especialmente a Malagueña, feita sobre poema de Lorca e a estranha Conclusão (Schluss-Stück) de Rilke, que é brevíssima, sardônica e – puxa vida – muito, mas muito final.
Symphony No. 14, for Soprano, Bass, Strings & Percussion, Op. 135
1. De profundis (Bass; Carcia Lorca) 4:23
2. Malaguena (Soprano; Carcia Lorca) 2:50
3. Lorelei (Soprano & bass; Apollinaire) 8:00
4. The Suicide (Soprano; Apollinaire) 6:13
5. On Watch (Soprano; Apollinaire) 2:59
6. Madam, look! (Sorprano & bass; Apollinaire) 1:32
7. In Prison, at the Sante Jail (Bass, Apollinaire) 8:20
8. The Zaporozhian Cossack’s answer to the Sultan of Constantinople (Bass; Apollinaire) 2:07
9. O Delvig, Delvig (Bass; Küchelbecker) 3:44
10. The Death of the Poet (Soprano: Rilke) 4:23
11. Conclusion (Soprano & bass; Rilke) 1:04
Alla Simoni, soprano
Vladimir Vaneev, bass
WDR Sinfonieorchester
Rudolf Barshai
A Sinfonia Nº 15 está entre as maiores do mestre russo e possui grande alegria e desespero sob sua aparente tranqüilidade. É uma obra consistente, com movimentos melodiosos apoiando-se harmonicamente um no outro. Não há nada sobrando nem faltando. O primeiro movimento é felicíssimo e aparentado com a Sinfonia Nº 9 e com o primeiro movimento do Concerto Nº 2 para piano e orquestra. Ele evoca os brinquedos infantis e possui em seu cerne um dos temas da Guilherme Tell, de Rossini.
O Adagio é belo e triste com longos solos de violoncelo e também do trombone e da tuba; há a inserção do Tema do Destino (ou da Morte) que Wagner escreveu para seu Nibelungo. O Alegretto, em tom de deboche, é levado pelo clarinete.
O movimento final é o mais longo de todos: há evocações ao compositor — o motivo DSCH reaparece acompanhado pelo Tema do Destino em clara alusão às doenças e à morte próxima de Shostakovich –, mas a sinfonia é finalizada serenamente após várias intervenções de cantabiles violinos. O final, quase todo a cargo da percussão, é delicado. Um verdadeiro achado. Um despedida sem desespero, um aceno algo irônico, de um grande mestre.
Mas o que queria mesmo dizer é que esta sinfonia exerce um efeito magnético (palavras de Lauro Machado Coelho) sobre os ouvintes. É impossível não ceder a ela, ouvindo e reouvindo. Tenho vários amigos que concordam: há algo nela que nos instiga, anima, estimula, incita, algo que espicaça nossa curiosidade. O que será?
Symphony No. 15 in A major Op. 141
1. Allegretto 8:19
2. Adagio-largo-adagio-allegretto 11:43
3. Allegretto 3:53
4. Adagio-allegretto-adagio-allegretto 13:58
Achei fantástico que os russos tenham colocado nesta coleção dois CDs completos com as transcrições de 4 quartetos para orquestra sinfônica. Há anos me divirto com eles. São bons pra caraglio. Ouçam aí!
Chamber Symphony Op. 73a (Arrangement of String Quartet No.3)
1. Allegretto 2:20
2. Moderato con moto 5:26
3. Allegro non troppo 4:41
4. Adagio 5:14
5. Moderato 10:48
Um bom CD sobre a (boa) fama dos mestres italianos do barroco. O grupo The Parley of Instruments — incluindo Alison Balsom e Crispian Steele-Perkins nos trompetes — é um especialista na área e dá um verdadeiro espetáculo na sua caminhada de Lazzari e Cazzati até Alessandro Scarlatti e Vivaldi. Apesar de ser um grupo inglês, o espírito da bota está mantido com toda sua alegria e timbres. Não vai mudar a vida de ninguém, mas é um disco agradabilíssimo para se ouvir bem alto porque os trompetes, sabe-se, costumam ser ensurdecedores. E futebol é bola na rede.
The fam’d Italian Masters: Música Barroca Italiana para 2 Trompetes
Sonata a 6 in D major[5’43] Ferdinando Lazzari (1678-1754)
1 Presto e spicco[1’58]
2 Grave[0’35]
3 Canzona[0’59]
4 Grave[0’31]
5 Presto[1’40]
6 Sonata a 4 in G minor ‘La sampiera'[3’36] Maurizio Cazzati (1620-1677)
Sonata a 5 in D major Op 3 No 10[5’29] Andrea Grossi (fl1680-1690)
7 Vivace[1’11]
8 Adagio[2’06]
9 Grave[0’59]
10 Presto[1’13]
Sonata a 5 in D major[4’08] Giuseppe Maria Jacchini (c1663-1727)
11 Grave – Allegro[1’08]
12 Grave[0’38]
13 Allegro[1’06]
14 Grave – Allegro[1’16]
15 Sonata in A minor ‘La sassatelli’ Op 5 No 10[3’06] Giovanni Vitali (1632-1692)
Sonata a 5 in C major[10’19] Alessandro Melani (1639-1703)
16 Adagio – Allegro[2’01]
17 Allegro[3’14]
18 Canzona – Grave[2’42]
19 Vivace[2’22]
20 Sonata in E minor Op 10 No 17[5’15] Giovanni Legrenzi (1626-1690)
Il barcheggio [6’01] Alessandro Stradella (1639-1682)
21 Sinfonia in D major Movement 1: [Allegro][0’56]
22 Sinfonia in D major Movement 2: Andante[2’13]
23 Sinfonia in D major Movement 3: Allegro ma non troppo[1’16]
24 Sinfonia in D major Movement 4: Allegro[1’36]
Sonata a 5 in D major G7[5’23] Giuseppe Torelli (1658-1709)
25 Grave – Allegro[1’02]
26 Adagio[1’26]
27 Allegro[1’11]
28 Grave – Allegro[1’44]
Sonata a 4 No 1 in F minor[5’46] Alessandro Scarlatti (1660-1725)
29 Grave[0’51]
30 Allegro[1’38]
31 Larghetto[2’09]
32 Allemanda[1’08]
Concerto in C major RV537[6’41] Antonio Vivaldi (1678-1741)
33 Vivace[2’52]
34 Largo[0’33]
35 Allegro[3’16]
The Parley of Instruments
Crispian Steele-Perkins: trumpet
Alison Balsom: trumpet
Judy Tarling: violin
Theresa Caudle: violin
Tassilo Erhardt: viola
Mark Caudle: cello
Peter Holman: organ
Digamos que eu seja conhecido aqui no blog por algumas declarações bombásticas. Pois, desta vez, não creio que vá ser muito discutida a afirmativa de que os Quartetos de Béla Bártok sejam a mais importante obra do século XX, até porque esta frase é meio consenso, meio convenção. Ora próximo ao Stravinsky da “fase russa”, ora próximo ao Beethoven dos últimos quartetos de Beethoven, Bartók casualmente distribuiu a composição dos mesmos de forma a traduzir as etapas de sua evolução artística — 1908, 1917, 1927, 1928, 1934 e 1939. O calhamaço História da Música Ocidental, de Jean e Brigitte Massin (1255 páginas), propõe que se ouça os último quartetos de Beethoven, emendando-os imediatamente com os de Bartók. A mesma força, a mesma nobreza, o mesmo espírito no tratamento das massas sonoras. Não que Bartók tenha imitado o mestre — ao contrário, Bartók não apenas tinha voz própria como bebeu nas mais diversas fontes: música folclórica, Debussy, Brahms, russos, Bach, etc.
Curiosa mistura de profunda erudição e absoluto “visceralismo”, os quartetos me chamaram a atenção durante a adolescência, por serem citados por todos os grandes escritores que gostavam de música: Erico Verissimo fala no Nº 3 e vários romancistas do pós-guerra citam o Nº 5 como uma obra inigualável, produzida pelo ódio ao nazismo que o fez exilar-se em 1940 nos EUA, já minado pela leucemia.
A interpretação desta integral pelo Tokyo String Quartet é muito boa, mas inferior a esta aqui.
Não há como falar dos quartetos de Bartók de forma não apaixonada. É a maior música de nossa época e este é talvez o segundo ou terceiro CD que posto e que estão naquela categoria dos “dez mais” de minha discoteca/cedeteca.
Béla Bartók (1881-1945): Os 6 Quartetos de Cordas
CD1
1. String Quartet No.1, Sz. 40 (Op.7) – 1. Lento
2. String Quartet No.1, Sz. 40 (Op.7) – 2. Allegretto
3. String Quartet No.1, Sz. 40 (Op.7) – 3. Introduzione. Allegro – Allegro vivace
4. String Quartet No.3, Sz. 85 – 1. Prima parte (Moderato)
5. String Quartet No.3, Sz. 85 – 2. Seconda parte (Allegro)
6. String Quartet No.3, Sz. 85 – 3. Ricapitolazione della prima parte (Moderato)
Não chego a ser um apaixonado pelo Quinteto para Piano em fá maior, Op. 34, dedicado a Sua Alteza Real, a princesa Anne de Hesse-Darmstadt. Como quinteto para piano, está escrito para piano e quarteto de cordas (dois violinos, viola e violoncelo). Desde minha juventude, acho que há algo problemático em seu desbragado romantismo, não obstante o convincente melodismo do mesmo. A mim, parece Schumann. Este Quinteto conheceu várias formas e feitios até chegar à versão definitiva em 1865. Começou, entre 1861 e 1862, por ser um quinteto de cordas (que teve uma recepção fria), passou depois para uma obra para dois pianos (com uma estreia desastrosa), e só a partir do verão de 1864 é que o compositor pegou de novo na partitura e a transformou numa obra para piano e quarteto de cordas. Houve uma primeira audição privada com a presença da a princesa Anna de Hesse (1843-1865) e a estreia pública, finalmente com sucesso, teve lugar no dia 22 de Julho de 1866.
Johannes Brahms (1833-1897): Quinteto para Piano Op.34 (Maurizio Pollini, Quartetto Italiano)
1. Allegro Non Troppo
2. Andante, Un Poco Adagio
3. Scherzo (Allegro)
4. Finale (Poco Sostenuto – Allegro Non Troppo)
Bach não especificou a instrumentação de sua última obra; desta forma, não chega a ser um abuso tocá-la com o quarteto de cordas que seria inventado anos depois por Haydn, nem interpretá-la ao cravo, ao órgão, com metais ou orquestra. É uma obra de estudo, complexa, pouco sedutora e para muitos inacessível. Aqui temos o Loeki Stardust Quartet interpretando A Arte da Fuga com uma variedade de flautas doces que vão desde a sopranino até as mais graves. É curioso e bonito. A gravação é excelente. Os microfones estão tão próximos que podemos ouvir o som da saliva e do ar no bocal de alguns instrumentos, principalmente os graves.
J. S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga (Loeki Stardust Quartet)
01. Contrapunctus 1 3:14
02. Contrapunctus 3 3:04
03. Contrapunctus 2 3:01
04. Contrapunctus 4 5:07
05. Canon Alla Duodecima in Contrapunto Alla Quinta 4:16
06. Contrapunctus 5 3:36
07. Contrapunctus 6 A 4 in Stylo Francese 3:22
08. Contrapunctus 7 a 4 Per Augment Et Diminut 4:50
09. Contrapunctus 8 A 3 6:33
10. Contrapunctus 9 A 4 Alla Duodecima 2:26
11. Contrapunctus A 3 c 2:18
12. Contrapunctus Inversus A 3 c 2:20
13. Contrapunctus 10 a 4 Alla Decima 4:22
14. Contrapunctus Inversus 12 A 4 2:30
15. Contrapunctus Inversus 12 a 4 2:10
16. Contrapunctus 11 a 4 6:53
17. Canon Alla Ottava 4:11
18. Fuga A 3 Soggetti 8:46
Um ESPLÊNDIDO CD da dupla Gergiev-Matsuev. O regente e o pianista têm grande intimidade musical e demonstram isso no extraordinário Concerto Nº 3 de Prokofiev. Já a Sinfonia Nº 5 é levada com categoria por Gergiev e a Mariinsky Orchestra, da bela São Petersburgo. Se você não conhece essas obras, está mais do que na hora de preencher esta lacuna em sua vida. É curioso notar a evolução do compositor entre o concerto de 1917 e a sinfonia de 1944. O mundo girou e, mesmo que as duas obras sejam absolutamente brilhantes, Prokofiev mudou muito entre uma obra e outra. Ouçam e confiram!
Serguei Prokofiev (1891-1953): Piano Concerto No.3 / Symphony No.5
Piano Concerto No. 3 in C major, Op. 26
1 1. Andante – Allegro 9:04
2 2. Tema con variazioni 8:48
3 3. Allegro, ma non troppo 8:57
Excelente CD com a música de Telemann. Um disco com uma estrutura que não chega a surpreender na sua alternância entre Cantatas, Quartetos e Aberturas, mas sim pela qualidade musical e pelo grupo de solistas e orquestra. Dorothee Mields é realmente uma espantosa cantora, um soprano que transpira musicalidade. Recomendo incondicionalmente o disco para quem quiser saber do multi-facetado artista que foi Telemann. E, pasmem, essas são obras gravadas que aparecem pela primeira vez em disco. A Cantata TWV 1:795 é uma joia muito especial.
Hier ist mein Herz, geliebter Jesu, sacred cantata for 2-part chorus, strings & continuo, TWV 1:795
1 Hier ist mein Herz, geliebter Jesu 4:26
2 Ich war ein Sklavenkind 0:29
3 Wollten doch die Augen brechen 2:37
4 Indessen leg ich mich vor deine Füße 0:28
5 Du willst ein Opfer haben 1:17
6 So nimm mein Opfer hin 0:48
7 Ach mein Gott 2:47
Quartet for flute, violin, viola & continuo in G minor, TWV 43:g4
8 Allegro 2:09
9 Adagio 1:52
10 Allegro 4:29
Weiche Lust und Fröhlichkeit, sacred cantata for 2 solo voices, unison violins, solo viola & continuo, TWV 1:1536
11 Weiche, Lust und Fröhlichkeit 3:36
12 Bedenk, o Mensch! 0:34
13 Um uns Verfluchte zu erlösen 3:24
14 Bedenk hiernächt sein treues Lieben 1:12
15 Herz und Seele sind erfreut 4:04
Quartet for flute, oboe, violin & continuo in A minor, TWV 43:a3
16 Adagio 2:44
17 Allegro 1:30
18 Adagio 1:28
19 Vivace 4:04
Ach Herr, strafe mich nicht (Psalm 6; II), psalm setting for voice, oboe, bassoon, strings & continuo, TWV 7:2
20 Ach Herr, strafe mich nicht 2:54
21 Herr, sei mir gnädig 1:24
22 Wende dich, Herr 1:23
23 Denn im Tode gedenkt man 0:34
24 Ich bin so müde vom Seufzen 4:17
25 Weichet von mir, ihr Übeltäter 1:07
26 Es müssen alle meine Feinde 1:10
Overture: Perpetuum mobile, suite for strings & continuo in D major, TWV 55:D12
27 Ouverture 6:05
28 Perpetuum mobile 1:33
29 Sarabande 2:05
30 Bourée 1:03
31 Menuet I und II 3:46
32 Tourbilon 1:33
33 Gigue 1:06
Balthasar-Neumann-Ensemble
Dorothee Mields
Benoît Haller
Han Tol
Bem, há duas gravações dos Concertos para Violino de Shostakovich que parecem ser inalcançáveis por pobres e simples MORTAES. São as de Maxim Vengerov e a lendária de David Oistrakh. O jovem armênio Sergey Khachatryan faz uma boa tentativa de se ombrear aos citados gênios, mas fica ali pela cintura deles. Porém, de qualquer maneira, é uma boa introdução de a este concertos. A famosa e VISCERABILÍSSIMA Passacaglia do Concerto Nº 1 recebeu cuidadoso tratamento de Khachatryan, mas não transcende, entende? Pois é, é foda, mas faltou maturidade ao rapaz que certamente vai tentar novamente no futuro. Bonne chance!
D. Shostakovich (1906-1975): Os Concertos para Violino Nº 1 e 2
1. Violin Concerto No. 1 in A minor, Op. 77 (published as Op. 99): Nocturne. Moderato
2. Violin Concerto No. 1 in A minor, Op. 77 (published as Op. 99): Scherzo. Allegro
3. Violin Concerto No. 1 in A minor, Op. 77 (published as Op. 99): Passacaglia. Andante
4. Violin Concerto No. 1 in A minor, Op. 77 (published as Op. 99): Burlesque. Allegro con Brio
5. Violin Concerto No. 2 in C sharp minor, Op. 129: Burlesque. Allegro con Brio
6. Violin Concerto No. 2 in C sharp minor, Op. 129: Adagio
7. Violin Concerto No. 2 in C sharp minor, Op. 129: Adagio – Allegro
Sergey Khachatryan
Orchestre National de France
Kurt Masur
Samuel Scheidt foi um organista alemão, professor de música e compositor do período da Renascença. Foi um dos mais completos compositores de sua geração. Organista, compôs música sacra e instrumental que faz intersecção entre a tradição polifônica luterana e todas as influências da música italiana e do estilo de Monteverdi. As danças e a canzoni contidas em seu Ludi Musici (1621) demonstram esta mistura de estilos, sendo tanto o legado dos modelos tardio-renascentistas quanto o reflexo do novo virtuosismo iniciado pelos italianos. Estas peças são de fato destinadas à viola da gamba, que ainda gozava de sucesso considerável na Alemanha na época.
Samuel Scheidt (1587-1654): Ludi Musici – Hamburg 1621
1. Ludi Musici: Paduan a 4 voc. Cantus IV
2. Ludi Musici: Galliard a 4 voc. Cantus VIII
3. Ludi Musici: Courant a 4 voc. Cantus XI
4. Ludi Musici: Courant a 4 voc. Cantus XIX
5. Ludi Musici: Canzon a 5 voc. ad imitationem Bergamas, angl. Cantus XXVI
6. Ludi Musici: Courant a 4 voc. Cantus XXIII
7. Ludi Musici: Galliard a 5 voc. Cantus XXV
8. Ludi Musici: Courant a 4 voc. Cantus XVII
9. Ludi Musici: Galliard Battaglia a 5 voc. Cantus XXI
10. Ludi Musici: Paduan a 4 voc. Cantus VI
11. Ludi Musici: Galliard a 4 voc. Cantus VII
12. Ludi Musici: Alamande a 4 voc. Cantus XVI
13. Ludi Musici: Canzon a 5 voc. super Cantionem Gallicam Cantus XXIX
14. Ludi Musici: Paduan a 4 voc. Cantus V
15. Ludi Musici: Courant Dolorosa a 4 voc. Cantus IX
16. Ludi Musici: Courant a 4 voc. Cantus XIII
17. Ludi Musici: Canzon a 5 voc. super o Nachbar Roland. Cantus XXVIII
e, como se não bastasse, EM-BAS-BA-CAN-TE, indo direto para a Galeria Especial de Mais Amados e Louvados. É por essas e outras que Sir Simon Rattle acabou em Berlim.
Estou meio sem palavras após ouvir este disco por inteiro três vezes consecutivas, assim de enfiada. (Nada de piadinhas, sou gaúcho mas não pratico). Então, faço a seguir uma meia tradução daquilo que o também embasbacado crítico da Gramophone escreveu.
Este registro dos concertos para piano de Bartók está entre os melhores. O entendimento entre Peter Donohoe, Simon Rattle e a CBSO é fantástico. Como disse na Gramophone, eles fazem o Primeiro Concerto para Piano parecer pura diversão. O Primeiro e o Segundo concertos são obras formidáveis, com o piano sendo tratado como um instrumento de percussão. Certamente, não são trabalhos fáceis de ouvir. Eles são tocados aqui com uma sensibilidade que traz à luz cada detalhe de sombreamento e textura. O Andante do Segundo (uma música norturna) é de meus favoritos e é aqui executado com todas as nuances. O terceiro concerto é absolutamente luminoso. O segundo movimento, com seus sons de natureza, está particularmente perfeito.
Para os fãs da música de Bartók, este disco é uma obrigação.
Obs. típica: nunca digo o nome de Bartók como ele deve ser pronunciado. Lembrete: o acento em húngaro não é tônico. Impossível dizer Bártok… A sonoridade de Bartók em português é muito mais bonita. E o mesmo vale para Ligeti. O correto é Lígeti.
IM-PER-DÍ-VEL !!!
Béla Bartók (1881-1945): Os 3 Concertos para Piano
Piano Concerto No. 1 in A major, Sz. 83, BB 91
1. I: Allegro Moderato – Allegro – Allegro Moderato
2. II: Andante
3. III: Allegro Molto
Piano Concerto No. 2 in G major, Sz. 95, BB 101
4. I: Allegro
5. II: Adagio – Presto – Adagio
6. III: Allegro Molto
Piano Concerto No. 3 in E major, Sz. 119, BB 127 (completed by Tibor Serly)
7. I: Allegretto
8. II: Adagio Religioso – Poco Piu Mosso – Tempo I
9. III: Allegro Vivace
Peter Donohoe, piano
City of Birmingham Symphony Orchestra
Simon Rattle, conductor
Curioso, talvez esse disco seja bom para o sexo. Ou para elevadores ou aeroportos. Mas dizem que também serve para crianças. Não sei bem, só sei que é new age e que é relaxante no início, mas depois, se prestarmos atenção, irrita. Melhor deixá-lo como música de fundo para as primícias de uma noite de sexo ou para trilha sonora de um longo banho de espuma. (Por algum motivo, pensei em um cara velho tomando banho de espuma com uma jovem mulher, enquanto bebem champanhe e sorriem um para o outro. Não, não eram Michel e Marcela, eram coisa melhor). Serviria também para a ioga, para ler um livro mais ou menos, para meditar doce e equivocadamente ou para a contação de histórias infantis.
Trata-se do disco independente de estreia do trio feminino Angels of Venice. Os tais anjos são a loiríssima harpista texana Carol Tatum, a violoncelista Sarah O’Brein e a flautista e percussionista Suzanne Teng. O grupo foi formado em 1993 e toca tudo o que é açucarado. São arranjos de música medieval, barroca e neoclássica. É um som romântico, bonitinho, macio e bem feitinho. Há uma faixa que tem fontes murmurantes e passarinhos ao fundo. Me senti mal.
Angels of Venice: Music For Harp, Flute And Cello
01 – Pachelbell’s Canon
02 – Little Angels
03 – Dragonfly
04 – Crystal Tears
05 – An English Garden
06 – Greensleeves
07 – Sara’s Dream
08 – Night Spirits
09 – Luna Mystica
10 – A time For Dreams
11 – The Enchanted Forest
12 – Lover’s Requiem
13 – The Reflecting Pool
14 – Dreamcatcher
Angels of Venice:
Cello – Sarah O’Brein
Flute – Suzanne Teng
Harp – Carol Tatum
Ah, há um erro perfeitamente suportável no Moderato da Sonata para Piano N° 2 e o Quarteto Nº 9 comento mais quando chegarmos ao 10º e ao 11º.
CD 22
Sonata para Violoncelo e Piano, Op. 40 (1934)
A Sonata em Ré Menor Op. 40 foi composta em 1934, no período em que Shostakovitch apaixonara-se por uma jovem estudante, o que ocasionou um efêmero divórcio de sua esposa Nina. O compositor dedicou esta sonata ao violoncelista Victor Lubatski e ambos a estrearam em Moscou, no dia 25 de dezembro de 1934.
O primeiro movimento (Allegro non troppo) é escrito em forma sonata. O primeiro tema, bastante extenso, é apresentado pelo violoncelo, acompanhado por arpeggios do piano e depois desenvolvido por este até seu clímax; o segundo tema, muito mais delicado, é, contrariamente, apresentado pelo piano e imitado pelo violoncelo. Durante o desenvolvimento o primeiro tema ganha motivos rítmicos, mas logo o afetuoso segundo tema reaparece. Tudo parece em ordem, encaminhando-se para o final do movimento, mas Shostakovitch nos surpreende ao inserir alguns acordes em staccato do piano, acompanhados por notas sustentadas pelo violoncelo, o que faz com que a música torne-se quase estática. É uma estranha preparação para o que se ouvirá no segundo movimento (Allegro) o qual é um scherzo típico de Shostakovitch. Trata-se de um frenético ostinato que é interrompido por um tema apresentado pelo piano que, apesar de mais tranqüilo, é também muito pouco contemplativo. O terceiro movimento (Largo) faz-lhe intenso contraste, pois é uma melodia tranquila e vocal, acompanhada pelo piano de forma introspectiva, dissonante e um tanto fúnebre. O Allegro final é um rondó bastante irônico no qual o tema principal é apresentado três vezes, ligados, a cada intervalo, por estranhas e vertiginosas cadenzas.
Cello Sonata in D minor Op. 40
1. Allegro non troppo 11:18
2. Allegro 3:14
3. Largo 7:00
4. Allegro 3:49
5. Piano Sonata No. 1 Op. 12 12:24
Piano Sonata No. 2 Op. 61
6. Allegretto 7:31
7. Largo 7:22
8. Moderato 11:55
Total: 64:23
Timora Rosler, cello
Klára Würtz, piano (1-4)
Colin Stone, piano (5-8)
CD 23
Quarteto de Cordas Nº 2, Op. 68 (1944)
Este trabalho em quatro movimentos foi escrito em menos de três semanas. A abertura é uma melodia de inspiração folclórica, tipicamente russa. O grande destaque é o originalíssimo segundo movimento, Recitativo e Romance: Adagio. O primeiro violino canta (ou fala) seu recitativo enquanto o trio restante o acompanha como se estivessem numa ópera ou música sacra barroca. O Romance parece música árabe, mas não suficientemente fundamentalista a ponto que a Al Qaeda comemore. Segue-se uma pequena valsa no mesmo estilo. O quarto movimento é um Tema com variações que fecha brilhantemente o quarteto.
É curioso que neste quarteto, talvez por ter sido composto rapidamente, há uma musicalidade simples, leve e nada forçada. Talvez nem seja uma grande obra como os Quartetos Nros. 8 e 12, mas é dos que mais ouço. Afinal, esta é uma lista pessoal e as excentricidades valem, por que não?
Quarteto de Cordas Nº 8, Op. 110 e Sinfonia de Câmara, Op. 110a – Arranjo de Rudolf Barshai (1960)
Na minha opinião, o melhor quarteto de cordas de Shostakovich. Não surpreende que tenha recebido versões orquestrais que até hoje são gravadas, como a que coloco à disposição abaixo. Trata-se de uma obra bastante longa para os padrões shostakovichianos de quarteto; tem cinco movimentos, com a duração total ficando entre os 20 minutos (na versão para quarteto de cordas) e 26 (na versão orquestral). O quarteto abre com um comovente Largo de intenso lirismo, o qual é seguido por um agitado Allegro molto, de inspiração folclórica e que fica muito mais seco na versão para quarteto. O terceiro movimento (Allegretto) é uma surpreendente valsinha sinistra a qual é respondida por outra valsa, muito mais lenta e com um acompanhamento curiosamente desmaiado. O quarteto é finalizado por dois belos ; o primeiro sendo pontuado por agressivamente por um motivo curto de três notas e o segundo formado por mais uma fuga a quatro vozes utilizando temas dos movimentos anteriores.
Quarteto Nº 13, Op. 138 (1970)
Um pouco menos funérea que a Sinfonia Nº 14, este quarteto foi escrito nos intervalos do tratamento ortopédico que conseguiu devolver-lhe do parte do movimento das mãos e antes do segundo ataque cardíaco. O décimo-terceiro quarteto é um longo e triste adagio de cerca de vinte minutos. O quarteto foi dedicado ao violista Vadim Borisovsky, do Quarteto Beethoven, e a viola não somente abre o quarteto como é seu instrumento principal. Trata-se de um belo quarteto em que a tranqüilidade só é quebrada por um pequeno scherzando estranhamente aparentado do bebop (sim, isso mesmo).
String Quartet No. 2 in A major Op. 68 (1944)
1. Overture (moderato con moto) 8:03
2. Recitative & Romance (adagio) 10:53
3. Waltz (allegro) 5:59
4. Theme & variations (adagio) 10:47
String Quartet No. 8 in C minor Op. 110 (1960)
5. Largo 4:40
6. Allegro molto 2:45
7. Allegretto 4:16
8. Largo 4:33
9. Largo 4:04
String Quartet No. 13 in B flat minor Op. 138 (1970)
10. Adagio 20:44
Total: 77:05
Rubio Quartet
Dirk van de Velde, violin I
Dirk van den Hauwe, violin II
Marc Sonnaert, viola
Peter Devos, cello
CD 24
Quarteto de Cordas Nº 7, Op. 108 (1960)
Mais um quarteto de Shostakovich com um lindíssimo movimento lento, desta vez baseado no monólogo de Boris Godunov (ópera de Mussorgski baseada em Puchkin), e mais um finale construído em forma de fuga, utilizando temas do primeiro movimento. Uma pequena e curiosa joia de onze minutos.
String Quartet No.3 in F major Op.73 (1946)
1. Allegretto 6:40
2. Moderato con moto 4:54
3. Allegro non troppo 4:01
4. Adagio 5:41
5. Moderato 10:40
String Quartet No.7 in F sharp monor Op.108 (1960)
6. Allegretto 3:33
7. Lento 3:36
8. Allegro 6:03
String Quartet No.9 in E flat major Op.117 (1964)
9. Moderato con moto 4:20
10. Adagio 4:34
11. Allegretto 3:47
12. Adagio 3:32
13. Allegro 9:54
Total: 71:38
Rubio Quartet
Dirk van de Velde, violin I
Dirk van de Hauwe, violin II
Marc Sonnaert, viola
Peter Devos, cello
Nos comentários ao post anterior, de FDP Bach, alguém ficou cantando as maravilhas de Helmuth Rilling. E eu respondi que tinha a Coleção Completa de Cantatas Sacras e Seculares de Bach sob a regência do dito cujo. Dá 77 CDs. Então, no entusiasmo e por acaso, peguei o Vol. 49. Agora, ouçam que CD espetacular! A 164 pode ser meia-boca, mas o resto é lindo, de uma felicidade total. É a perfeição! Muita atenção às Sinfonias e principalmente à Ária para contralto da 33.
J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 35, 33 e 164 (Vol. 49 da coleção completa de Rilling)
1. Soul With Spirit Is Bewildered, Cantata BWV 35: 1. Sinf – Helmuth Rilling
2. Soul With Spirit Is Bewildered, Cantata BWV 35: 2. Aria – Julia Hamari
3. Soul With Spirit Is Bewildered, Cantata BWV 35: 3. Recitative – Julia Hamari
4. Soul With Spirit Is Bewildered, Cantata BWV 35: 4. Aria – Julia Hamari
5. Soul With Spirit Is Bewildered, Cantata BWV 35: 5. Sinf – Helmuth Rilling
6. Soul With Spirit Is Bewildered, Cantata BWV 35: 6. Recitative – Julia Hamari
7. Soul With Spirit Is Bewildered, Cantata BWV 35: 7. Aria – Julia Hamari
8. Alone To Thee, Lord Jesus Christ, Cantata BWV 33: 1. Chor (Verse 1) – Helen Watts/Frieder Lang/Philippe Huttenlocher
9. Alone To Thee, Lord Jesus Christ, Cantata BWV 33: 2. Recitative – Philippe Huttenlocher
10. Alone To Thee, Lord Jesus Christ, Cantata BWV 33: 3. Aria – Hele Watts
11. Alone To Thee, Lord Jesus Christ, Cantata BWV 33: 4. Recitative – Frieder Lang
12. Alone To Thee, Lord Jesus Christ, Cantata BWV 33: 5. Aria – Freider Lang/Philippe Huttenlocher
13. Alone To Thee, Lord Jesus Christ, Cantata BWV 33: 6. Chor – Helen Watts/Frieder Lang/Philippe Huttenlocher
14. Ye Who The Name Of Christ Have Taken, Cantata BWV 164: 1. Aria – Lutz-Michael Harder
15. Ye Who The Name Of Christ Have Taken, Cantata BWV 164: 2. Recitative – Walter Heldwein
16. Ye Who The Name Of Christ Have Taken, Cantata BWV 164: 3. Aria – Julia Hamari
17. Ye Who The Name Of Christ Have Taken, Cantata BWV 164: 4. Recitative – Lutz-Michael Harder
18. Ye Who The Name Of Christ Have Taken, Cantata BWV 164: 5. Aria – Edith Wiens/Walter Heldwein
19. Ye Who The Name Of Christ Have Taken, Cantata BWV 164: 6. Chor – Edith Wiens/Julia Hamari/Lutz-Michael Harder