Mademoiselle: Primeira Audição – A Música Desconhecida de Nadia Boulanger

Mademoiselle: Primeira Audição – A Música Desconhecida de Nadia Boulanger

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

No século XX, a maior grife que um compositor ou músico erudito podia ostentar era o de poder dizer: “Fui (ou sou) aluno de Nadia Boulanger”. Este é o primeiro álbum dedicado às composições da própria Nadia, verdadeiramente um lançamento de grande importância histórica. Compreendo que alguém que tenha passado a vida moldando autores e intérpretes tenha cuidado em lançar obras — que têm um ar de despretensão e diletantismo. Além disso, ela foi uma mulher num campo QUE ERA decididamente masculino. Mas, mesmo com a despretensão, a qualidade é muito alta.

Dentre todos, Boulanger foi de longe o professor de composição mais influente do século XX. No entanto, “Mademoiselle”, como ela é conhecida no mundo da música, descartou suas próprias obras como “inúteis”. O resultado é que elas são quase completamente desconhecidas do público musical de hoje. Porém, agora podemos agora ouvir seus trabalhos completo, incluindo 13 estreias mundiais, nos gêneros da canção, piano solo, violoncelo e piano e órgão. São 37 joias.

Nadia Juliette Boulanger (1887-1979) foi professora de:

  • Aaron Copland
  • Albert Alan Owen
  • Almeida Prado
  • Astor Piazzolla
  • Burt Bacharach
  • Charles Strouse
  • Cláudio Santoro
  • Clifford Curzon
  • Daniel Barenboim
  • David Conte
  • David Diamond
  • David Ward-Steinman
  • David Wilde
  • Diane Bish
  • Dinu Lipatti
  • Douglas Stuart Moore
  • Easley Blackwood Jr.
  • Egberto Gismonti
  • Elie Siegmeister
  • Elliott Carter
  • Gian Carlo Menotti
  • Ginette Neveu
  • Harold Shapero
  • Henryk Szeryng
  • Howard Swanson
  • Idil Biret
  • Igor Stravinsky
  • Jean Françaix
  • Kazimierz Serocki
  • John Eliot Gardiner
  • Lennox Berkeley
  • Leonard Bernstein
  • Marcelle de Manziarly
  • Marc Blitzstein
  • Mozart Camargo Guarnieri
  • Ned Rorem
  • Quincy Jones
  • Ralph Kirkpatrick
  • Peter Hill
  • Philip Glass
  • Richard Stoker
  • Robert Russell Bennett
  • Roy Harris
  • Stanislaw Skrowaczewski
  • Walter Piston
  • William Sloane Coffin
  • Witold Lutoslawski
  • Wojciech Kilar
  • Virgil Thomson

Tá bom? Entenderam porque ela é tão importante?

Mademoiselle: Primeira Audição – A Música Desconhecida de Nadia Boulanger

CD 1 (54:12)

SONGS

Versailles* (3:05)
J’ai frappé (1:59)
Chanson* (1:26)
Chanson (2:02)
Heures ternes* (2:49)
Le beau navire* (3:04)
Mon coeur* (3:05)
Doute (2:47)
Un grand sommeil noir* (2:02)
L’échange (3:24)
Soir d’hiver (3:40)
Ilda* (3:29)
Prière (3:38)
Cantique (2:03)
Poème d’amour* (3:50)
Extase* (2:36)
La mer* (2:53)
Aubade* (2:00)
Au bord de la route (2:18)
Le couteau (1:57)

CD 2 (54:15)

Soleils couchants (2:24)
Élégie (3:30)
O schwöre nicht* (2:03)
Was will die einsame Thräne? (2:32)
Ach, die Augen sind es wieder* (2:09)
Écoutez la chanson bien douce (6:03)

WORKS FOR PIANO

Vers la vie nouvelle (4:30)
Trois pièces pour piano* (3:22)

Pièce No. 1 in D Minor (1:05)
Pièce No. 2 in D Minor (1:26)
Pièce No. 3 in B Minor (0:51)

WORKS FOR CELLO AND PIANO
Trois pièces (8:33)

Modéré (3:14)
Sans vitesse et à l’aise (2:21)
Vite et nerveusement rythmé (2:58)

WORKS FOR ORGAN
Trois Improvisations (11:11)

Prélude (5:22)
Petit Canon (2:32)
Improvisation (3:57)
Pièce sur des airs populaires flamands (7:18)

* World Premiere Recording

Nicole Cabell
Edwin Crossley-Mercer
François-Henri Houbart
Lucy Mauro
Amit Peled
Alek Shrader

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Nadia Boulanger: a maior das professoras em 1925
Nadia Boulanger: a maior das professoras em 1925

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Béla Bartók (1881-1945): Os Quartetos de Cordas (Végh)

Béla Bartók (1881-1945): Os Quartetos de Cordas (Végh)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Quando o Doutor me manda e-mail dizendo “Para tudo o que estás fazendo para ouvir isso!”, é bom parar mesmo. E ele me mandou estes quartetos com tal recomendação. Como não sou tão bom menino, prezo meu emprego comedor de tempo e houve a Greve Geral do dia 28, ouvi só dois dias depois. E, olha, não lembro de versão que possa superá-la. Acho que o Végh nos passa uma “sensação mais húngara” de que qualquer outra gravação dos quartetos, além de uma imaginação e autenticidade surpreendentes. Ao lado deles, o Emerson soa acadêmico e olha que eu amo o Emerson. As gravações foram feitas em 1972. Na minha humilde (ou nem tanto) opinião, estes quartetos são a maior música do século XX e é ouvi-los por talentosíssimos artistas amigos de Bartók é um privilégio incalculável.

Estão vendo Bartók ali de papo com aquela senhora de costas?
Estão vendo Bartók ali de papo com aquela senhora de costas?

Béla Bartók (1881-1945): Os Quartetos de Cordas (completos)

1 String Quartet No. 1, Op. 7, Sz. 40 29:59

2 String Quartet No. 2, Op. 17, Sz. 67: I. Moderato 10:25
3 String Quartet No. 2, Op. 17, Sz. 67: II. Allegro molto capriccioso 7:56
4 String Quartet No. 2, Op. 17, Sz. 67: III. Lento 8:40

5 String Quartet No. 3, Sz. 85 15:12

6 String Quartet No. 4, Sz. 91: I. Allegro 5:58
7 String Quartet No. 4, Sz. 91: II. Prestissimo, con sordino 2:59
8 String Quartet No. 4, Sz. 91: III. Non troppo lento 5:05
9 String Quartet No. 4, Sz. 91: IV. Allegretto, pizzicato 2:43
10 String Quartet No. 4, Sz. 91: V. Allegro molto 5:14

11 String Quartet No. 5, Sz. 102: I. Allegro 7:16
12 String Quartet No. 5, Sz. 102: II. Adagio molto 6:15
13 String Quartet No. 5, Sz. 102: III. Scherzo: alla bulgarese 5:02
14 String Quartet No. 5, Sz. 102: IV. Andante 5:10
15 String Quartet No. 5, Sz. 102: V. Finale: allegro

16 String Quartet No. 6, Sz. 114: I. Mesto – Più mosso, pesante – Vivace 7:18
17 String Quartet No. 6, Sz. 114: II. Mesto – Marcia 8:06
18 String Quartet No. 6, Sz. 114: III. Mesto – Burletta 7:23
19 String Quartet No. 6, Sz. 114: IV. Moderato, mesto 6:05

Quatuor Végh

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Vocês pensam que pesquisar folclore não dá trabalho. Aí está Bartók (de presto) numa de suas viagens.
Vocês pensam que pesquisar folclore não dá trabalho? Aí está Bartók (de preto) numa de suas viagens.

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G. P. Telemann (1681-1767): Três Suítes Orquestrais

G. P. Telemann (1681-1767): Três Suítes Orquestrais

Carin van Heerden é uma das fundadoras da excelente L’Orfeo Barockorchester (geralmente sob a liderança do violinista Michi Goigg, que aqui ocupa a posição de spalla do grupo) e nesta gravação toma para si múltiplas tarefas: é regente e solista da primeira e terceira Suítes. A única Suíte bem conhecida por mim é a terceira (TWV 55:a2 – 1), que já recebeu várias gravações. Mas a primeira me deixou muito impressionado — principalmente pela irresistível Bouree I & II. É música luminosa e matinal, pura alegria do barroco tardio e verdadeira porta de entrada para as Suítes e Aberturas de Telemann. Gostei muito.

G. P. Telemann (1681-1767): Três Suítes Orquestrais

01. Ouverture in E Flat major for Flute pastorelle, Strings & B. c. – TWV 55:Es2 – 1. Ouverture 08:42
02. Ouverture in E Flat major for Flute pastorelle, Strings & B. c. – TWV 55:Es2 – 2. Menuet I & II 02:34
03. Ouverture in E Flat major for Flute pastorelle, Strings & B. c. – TWV 55:Es2 – 3. Sarabande 01:51
04. Ouverture in E Flat major for Flute pastorelle, Strings & B. c. – TWV 55:Es2 – 4. Bouree I & II 02:53
05. Ouverture in E Flat major for Flute pastorelle, Strings & B. c. – TWV 55:Es2 – 5. Passepied 01:23
06. Ouverture in E Flat major for Flute pastorelle, Strings & B. c. – TWV 55:Es2 – 6. Gavotte 00:45
07. Ouverture in E Flat major for Flute pastorelle, Strings & B. c. – TWV 55:Es2 – 7. Gigue 02:20

08. Ouverture in F major for 2 Oboes, Strings & B. c. – TWV 55:F14 – 1. Ouverture 06:08
09. Ouverture in F major for 2 Oboes, Strings & B. c. – TWV 55:F14 – 2. Passetemps. Vivement 01:16
10. Ouverture in F major for 2 Oboes, Strings & B. c. – TWV 55:F14 – 3. Sarabande 01:09
11. Ouverture in F major for 2 Oboes, Strings & B. c. – TWV 55:F14 – 4. Rigaudon I & II 01:31
12. Ouverture in F major for 2 Oboes, Strings & B. c. – TWV 55:F14 – 5. Rondeau 01:33
13. Ouverture in F major for 2 Oboes, Strings & B. c. – TWV 55:F14 – 6. Polonoise 01:42
14. Ouverture in F major for 2 Oboes, Strings & B. c. – TWV 55:F14 – 7. Chasse 01:40
15. Ouverture in F major for 2 Oboes, Strings & B. c. – TWV 55:F14 – 8. Menuet 01:53

16. Ouverture in A minor for Recorder, Strings & B. c. – TWV 55:a2 – 1. Ouverture 11:21
17. Ouverture in A minor for Recorder, Strings & B. c. – TWV 55:a2 – 2. Les Plaisirs 02:52
18. Ouverture in A minor for Recorder, Strings & B. c. – TWV 55:a2 – 3. Air a l’Italien. Largo-Allegro-Largo 06:37
19. Ouverture in A minor for Recorder, Strings & B. c. – TWV 55:a2 – 4. Menuet I alternativement-Menuet II 03:13
20. Ouverture in A minor for Recorder, Strings & B. c. – TWV 55:a2 – 5. Rejouissance. Viste 02:25
21. Ouverture in A minor for Recorder, Strings & B. c. – TWV 55:a2 – 6. Passepied I & II 02:07
22. Ouverture in A minor for Recorder, Strings & B. c. – TWV 55:a2 – 7. Polonoise 02:54

Carin van Heerden
L’Orfeo Barockorchester

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Estátua de Telemann em Żary (Polônia)
Estátua de Telemann em Żary (Polônia)

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André Previn (1929) / Leonard Bernstein (1918-1990): Concerto para Violino “Anne-Sophie” / Serenata

André Previn (1929) / Leonard Bernstein (1918-1990): Concerto para Violino “Anne-Sophie” / Serenata

51cwtrPhhVLO amor estava no ar e este disco é permeado por ele. A Serenata de Bernstein foi inspirada pelo Simpósio de Platão, uma série de hinos ao amor em suas mais variadas vertentes, por assim dizer. Já o Concerto de André Previn foi inspirado e composto para Anne-Sophie Mutter, com quem se casou pouco depois. (Eles foram casados entre 2002 e 2006. Homem de sorte e certamente sedutor, antes de Mutter, Previn fora casado com Mia Farrow, dentre outras…) Muitos dos grandes compuseram para Anne-Sophie. Penderecki, Lutoslawski, Currier e Rihm escreveram concertos e outras obras destinadas a Mutter, mas esta foi certamente especial, tanto que a obra se chama “Anne-Sophie”. Ela foi projetada para mostrar o virtuosismo impressionante e os puros e belos timbres de Mutter. O Concerto não é magnífico, mas é muito digno. Bernstein se vale de sua enorme versatilidade e estilística eclética na Serenade. Seus quatro movimentos se assemelham vagamente a um concerto. Depois de um sensacional solo de violino, o primeiro movimento deriva para uma valsa; o segundo movimento é lento e sensual; o terceiro é um divertido Scherzo e o último é bem jazzy e tem um final empolgante. Aqui, Mutter está no seu auge. Seu desempenho é uma coisa anormal.

André Previn (1929) / Leonard Bernstein (1918-1990): Concerto para Violino “Anne-Sophie” / Serenata

Previn: Violin Concerto “Anne-Sophie”
1 1. Moderato 9:48
2 2. Cadenza – Slowly 13:26
3 3. Andante 16:20
Anne-Sophie Mutter
Boston Symphony Orchestra
André Previn

Bernstein: Serenade (1954) after Plato’s “Symposium”
4 1. Phaedrus – Pausanias: Lento – Allegro marcato 6:41
5 2. Aristophanes: Allegretto 4:26
6 3. Erixymachus: Presto 1:27
7 4. Agathon: Adagio 7:56
8 5. Socrates – Alcibiades: Molto tenuto – Allegro molto vivace 10:39
Anne-Sophie Mutter
London Symphony Orchestra
André Previn

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Ah, o amor
Ah, o amor

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Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonias Nº 7 e 10 (Svetlanov)

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonias Nº 7 e 10 (Svetlanov)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Como de costume, Svetlanov cria uma incrível textura orquestral, com cores e momentos mágicos em cada trecho, permitindo a cada instrumento cantar e expressar-se em toda a extensão. Que contraste com a versão calculada e artificial de Gergiev! A Sinfonia Nº 7 tem uma estrutura simétrica mais ou menos assim: um belíssimo e dançante Scherzo envolvido por duas ma-ra-vi-lho-sas “Músicas da Noite”, as quais são antecedidas e sucedidas por dois movimentos tipicamente mahlerianos, um sombrio e outro luminoso. Fazendo um esquema bem precário, é assim:

Sombras / Música da Noite 1 / Scherzo / Música da Noite 2 / Alegria

Costumo ouvir a sétima sinfonia retirando o primeiro e o último movimento. Fico apenas com as duas Nachtmusiken e com o Scherzo, que me é particularmente sedutor. Ouvindo Svetlanov, este esquema revelou-se em toda sua imbecilidade.

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonias Nº 7 e 10

Symphonie N °7 En Mi Mineur ” Chant De La Nuit
1-1 1. Adagio. Allegro Con Fuoco 22:53
1-2 2. 1ste Nachtmusik : Allegro Moderato 18:52
1-3 3. Scherzo: Schattenhaft 9:43
1-4 4. 2te Nachtmusik : Andante Amoroso 15:43
2-1 5. Rondo: Allegro Ordinario 17:52

Symphonie N° 10 En Fa Dièse Majeur
2-2 Adagio 31:46

The Russian State Symphony Orchestra
Evgeni Svetlanov
Recording: Moscow, Large Hall of the Conservatory, 1992

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Freud and Mahler, de Edward Sorel
Freud and Mahler, de Edward Sorel

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Felix Mendelssohn (1809-1847): Symphony No. 5 & Overtures

Felix Mendelssohn (1809-1847): Symphony No. 5 & Overtures

Na minha opinião, a Sinfonia Nº 5, A Reforma, é uma obra-prima. É bachiana, luteraníssima e decididamente antiquada para o jovem romantismo vivido na época de Mendessohn. Ela foi composta em 1830 e estreada em novembro de 1832 em Berlim. A sinfonia foi composta em homenagem ao tricentenário da apresentação da Confissão de Augsburgo. Tal Confissão constitui a primeira exposição oficial dos princípios da luteranismo ou do protestantismo, e sua apresentação ao Imperador Carlos V, em junho de 1530, foi o ponto de início da Reforma Protestante. Na verdade, é a segunda de suas cinco sinfonias, mas foi publicada apenas em 1868, 21 anos após a morte de Mendelssohn. Por isso, ganhou o número 5. Muito interpretada, atualmente goza de maior popularidade do que durante a vida do compositor.

Felix Mendelssohn (1809-1847): Symphony No. 5 & Overtures

1 Overture: Ruy Blas 7:17
2 Overture: Calm Sea And Prosperous Voyage 11:48

Symphony No 5, ‘Reformation’ (28:04)
3 i. Andante – Allegro Con Fuoco 11:00
4 ii. Allegro Vivace 4:46
5 iii. Andante 3:36
6 iv. Choral: Ein’ feste Burg Ist Unser Gott: Andante Con Moto – Allegro Maestoso 8:42

London Symphony Orchestra
Sir John Eliot Gardiner

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Martinho Lutero traduzindo a Bíblia do Latim para o Alemão, de Gustav König (1808-1869).
Martinho Lutero traduzindo a Bíblia do Latim para o Alemão, de Gustav König (1808-1869).

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Béla Bartók (1881-1945): O Castelo do Barba Azul

Béla Bartók (1881-1945): O Castelo do Barba Azul

Alguns de vocês sabem de meu bloqueio com óperas. na verdade, gosto das modernas Wozzeck, Lulu, das surpresas de Stockhausen e desta pequena ópera de Béla Bartók “O Castelo do Barba Azul”. Gosto muito de ouvi-la (*). Eu gostaria de ter tempo e conhecimento para tentar escrever algo no estilo do genial Euterpe a respeito, mas não vai dar, peçam para eles lá.

Esta gravação de 1965 tem uma qualidade de som absolutamente inesperada para a época e, se foi relançada em 2004, foi por sua estupenda qualidade. Não hesitaria em abraçar a histeria de alguns comentaristas da Amazon que a consideram um dos maiores registros realizados em todos os tempos. Christa Ludwig e Walter Berry conseguem ser perfeitos e emocionais, técnicos e comoventes. Algo realmente raro que chamou a atenção deste que costuma torcer o nariz para óperas.

Confiram, confiram.

(*) Na verdade, acho que as óperas são para ser vistas e ouvidas. Apenas ouvi-las é perder grande parte. Óperas são berro, luz, cenografia e atuação. Ficar só com a música é empobrecê-la. Estou muito errado?

Béla Bartók (1881-1945): O Castelo do Barba Azul

1. Bluebeard’s Castle, Sz. 48 (Op.11) – Opening Scene. “Megérkeztünk” 14:27
2. Bluebeard’s Castle, Sz. 48 (Op.11) – Door 1. “Jaj!” “Mit látsz? Mit látsz?” “Láncok, kések” 4:18
3. Bluebeard’s Castle, Sz. 48 (Op.11) – Door 2. “Mit látsz?” “Százkegyetlen szörnyü fegyver” 4:12
4. Bluebeard’s Castle, Sz. 48 (Op.11) – Door 3. “Oh, be sok kincs! Oh, be sok kincs!” 2:29
5. Bluebeard’s Castle, Sz. 48 (Op.11) – Door 4. “Oh! virágok! Oh! ilatoskert!” 5:03
6. Bluebeard’s Castle, Sz. 48 (Op.11) – Door 5. “Ah!” “Lásdez az én birodalmam” 6:54
7. Bluebeard’s Castle, Sz. 48 (Op.11) – Door 6. “Csendes fehér tavat látok” 12:39
8. Bluebeard’s Castle, Sz. 48 (Op.11) – Door 7. “Lásd a régi aszszonyokat” 9:31

Bluebeard____________________ Walter Berry
Judith______________________Christa Ludwig

London Symphony Orchestra
István Kértész, conductor

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E ninguém invocava a Maria da Penha
Uma montagem do Barba Azul de Bartók. E ninguém invocava a Maria da Penha.

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Sonatas & Partitas para Violino Solo (Ibragimova)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Sonatas & Partitas para Violino Solo (Ibragimova)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Vamos fechar os trabalhos de hoje com a estupenda violinista russa Alina Ibragimova interpretando as Sonatas e Partitas para Violino Solo de meu pai. Música insondável, de profunda sutileza, virtuosismo impressionante e beleza arquitetônica, estas peças tem um grau de abstração inteiramente adequada para que o cérebro possa renascer depois da ressaca de ontem à noite. Inacreditável interpretação da jovem russa e gravação monumental da Hyperion. Tudo do bom e do melhor pra gente desintoxicar.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Sonatas & Partitas para Violino Solo (Ibragimova)

CD 1:
Sonata No 1 in G minor, BWV1001
1) Adagio [4’32]
2) Fuga. Allegro [5’04]
3) Siciliana [3’29]
4) Presto [3’18]

Partita No 1 in B minor, BWV1002
5) Allemanda [5’11]
6) Double [2’27]
7) Corrente [3’27]
8) Double [3’18]
9)Sarabande [3’36]
10) Double [3’34]
11) Tempo di borea [3’18]
12) Double [3’08]

Sonata No 2 in A minor, BWV1003
13) Grave [4’34]
14) Fuga [7’46]
15) Andante [5’34]
16) Allegro [5’28]

CD2:
Partita No 2 in D minor, BWV1004
1) Allemanda [5’17]
2) Corrente [2’26]
3) Sarabanda [4’19]
4) Giga [3’26]
5) Ciaccona [14’10]

Sonata No 3 in C major, BWV1005
6) Adagio [4’11]
7) Fuga [10’39]
8) Largo [3’20]
9) Allegro assai [4’19]

Partita No 3 in E major, BWV1006
10) Preludio [3’14]
11) Loure [4’10]
12) Gavotte en rondeau [2’59]
13) Menuet 1 – Menuet 2 [4’58]
14) Bourrée [1’16]
15) Gigue [1’40]

Alina Ibragimova, violino

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Béla Bartók (1881-1945): O Mandarim Miraculoso e Dois Retratos / Leoš Janáček (1854-1928): Sinfonietta

Béla Bartók (1881-1945): O Mandarim Miraculoso e Dois Retratos / Leoš Janáček (1854-1928): Sinfonietta


IM-PER-DÍ-VEL !!!

Seguindo nesta minha fase compulsiva, vamos a mais um Bartók. O húngaro não é para diletantes, então observem ao lado o nome do regente. Abbado interpreta maravilhosamente tanto o Mandarim quanto a Sinfonietta de Janáček, que tantos admiradores possui aqui no blog. Esta versão do Mandarim é a melhor que já ouvi até hoje. A história é a seguinte:

O ballet-pantomima O Mandarim Miraculoso narra uma curiosa história. Sons precipitados e tumultuados de rua apresentam três vagabundos que coagindo uma jovem mulher a fazer o papel de prostituta a fim de atrair homens a seu quarto para que eles pudessem roubá-los. (O chamado sedutor é soado três vezes pelo clarinete.) Primeiro, a jovem atrai a atenção de um senhor de idade. Mas seu interesse por ela é subitamente interrompido quando os três cúmplices o escorraçam porque ele não tem dinheiro. O chamado sedutor soa de novo, desta vez alcançando um jovem tímido. A jovem se sente atraída por ele e os dois dançam. Mas quando descobrem que ele também tem pouco dinheiro, é igualmente posto para fora.

O terceiro chamado traz à cena o macabro Mandarim. Os olhos traem-lhe os desejos. A jovem começa a dançar para ele- uma valsa que lentamente começa a se delinear – excitando-o ainda mais. No clímax da dança ela se lança a seus joelhos. Apaixonadamente, ele a abraça. A jovem, aterrorizada, foge dele quando um forte toque de trombone anuncia frenética perseguição em ostinado. O Mandarim a persegue e, quando alcança a mulher, os três delinqüentes saltam de seu esconderijo e tentam asfixiá-lo sob uma pilha de almofadas. Mas o mandarim consegue se reerguer e com os olhos fixos ainda mais apaixonadamente sobre a jovem. Os homens o atravessam com uma espada enferrujada, mas o Mandarim não sangra. Enforcam-no num candelabro mas ele não morre. Finalmente, sua cabeça é decepada e a jovem, chorando toma-o nos braços. Só então começam a ferir as feridas do Mandarim e ele consegue morrer.

Béla Bartók (1881-1945): O Mandarim Miraculoso e Dois Retratos /
Leoš Janáček (1854-1928): Sinfonietta

1. The Miraculous Mandarin op.19: Beginning
2. The Miraculous Mandarin op.19: The curtain rises
3. The Miraculous Mandarin op.19: First seduction game: the shabby old rake
4. The Miraculous Mandarin op.19: Second seduction game
5. The Miraculous Mandarin op.19: The shy youth appears at the door
6. The Miraculous Mandarin op.19: Third seduction game
7. The Miraculous Mandarin op.19: The Mandarin enters-Encounter with the girl
8. The Miraculous Mandarin op.19: The girl’s dance
9. The Miraculous Mandarin op.19: She flees from him; he chases her wildly
10. The Miraculous Mandarin op.19: The Mandarin stumbles, but catches the girl; they fight. The…
11. The Miraculous Mandarin op.19: Suddenly the Mandarin’s head Appears. The Tramps drag him out,…
12. The Miraculous Mandarin op.19: They drag the Mandarin to the centre of the room and hang him on a…
13. The Miraculous Mandarin op.19: The tramps take him down. He falls to the floor and at once leaps…
14. The Miraculous Mandarin op.19: His longing stilled, the Manadrin’s wounds begin to bleed; he…

London Symphony Orchestra
Ambrosian Singers
Claudio Abbado

15. Two Portraits op.5: 1. One Ideal: Andante – Shlomo Mintz/LSO/Abbado
16. Two Portraits op.5: 2. One Grotesque: Presto – Shlomo Mintz/LSO/Abbado

London Symphony Orchestra
Shlomo Mintz
Claudio Abbado

17. Sinfonietta: 1. Allegretto-Allegro-Maestoso – Berlin PO/Abbado
18. Sinfonietta: 2. Andante-Allegretto – Berlin PO/Abbado
19. Sinfonietta: 3. Moderato – Berlin PO/Abbado
20. Sinfonietta: 4. Allegretto – Berlin PO/Abbado
21. Sinfonietta: 5. Andante con moto – Berlin PO/Abbado

Berlin Philharmonic Orchestra
Claudio Abbado

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Quem desenhou esta ilustração presente em programas do Mandarim?
Quem desenhou esta ilustração presente em programas do Mandarim?

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Dario Castello (1590–1630) & Giovanni Battista Fontana (1571-1630): Sonate Concertate in Stil Moderno

Dario Castello (1590–1630) & Giovanni Battista Fontana (1571-1630): Sonate Concertate in Stil Moderno

Os italianos e o violino, o violino e os italianos. Castello e Fontana foram compositores do barroco inicial italiano. Sabe-se pouco sobre Castello. Suas datas de nascimento e morte são aproximações. Pensa-se que ele possa ter morrido durante a grande praga de 1630, pois não publicou nenhuma música nova após esta data. Já Fontana morreu certamente em Padova durante a mesma praga. John Holloway é um mestre do barroco e interpreta essas obras com o habitual senso de estilo. As obras são solos de violino bem acompanhados pelo cravo e, às vezes, também pelo fagote. Mas é um disco de violino, violino e mais violino. Vale a pena conferir.

Dario Castello (1621-1658) & Giovanni Battista Fontana (1571-1630): Sonate Concertate in Stil Moderno

1 Castello: Sonate concertate in stil moderno à 2 e 3 voci, Libro primo – Sonata Settima 5:13
2 Castello: Sonate concertate in stil moderno per sonar nel organo overo spineta o clavicembalo con diversi instrumenti à 1, 2, 3 e 4 voci, Libro secondo – Sonata Prima 4:40
3 Castello: Sonate concertate in stil moderno à 2 e 3 voci, Libro primo – Sonata Ottava 4:54

4 Fontana: Sonate à 1. 2. 3. per il violino, o cornetto, fagotto, chitarone, violoncino o simile altro istromento – Sonata Seconda 6:12
5 Fontana: Sonate à 1. 2. 3. per il violino, o cornetto, fagotto, chitarone, violoncino o simile altro istromento – Sonata Nona 5:56
6 Fontana: Sonate à 1. 2. 3. per il violino, o cornetto, fagotto, chitarone, violoncino o simile altro istromento – Sonata Terza 4:35
7 Fontana: Sonate à 1. 2. 3. per il violino, o cornetto, fagotto, chitarone, violoncino o simile altro istromento – Sonata Decima 6:12
8 Fontana: Sonate à 1. 2. 3. per il violino, o cornetto, fagotto, chitarone, violoncino o simile altro istromento – Sonata Quinta 5:09
9 Fontana: Sonate à 1. 2. 3. per il violino, o cornetto, fagotto, chitarone, violoncino o simile altro istromento – Sonata Duodecima 5:30
10 Fontana: Sonate à 1. 2. 3. per il violino, o cornetto, fagotto, chitarone, violoncino o simile altro istromento – Sonata Sesta 6:06

11 Castello: Sonate concertate in stil moderno per sonar nel organo overo spineta o clavicembalo con diversi instrumenti à 1, 2, 3 e 4 voci, Libro secondo – Sonata Settima 6:13
12 Castello: Sonate concertate in stil moderno per sonar nel organo overo spineta o clavicembalo con diversi instrumenti à 1, 2, 3 e 4 voci, Libro secondo – Sonata Seconda 4:49
13 Castello: Sonate concertate in stil moderno per sonar nel organo overo spineta o clavicembalo con diversi instrumenti à 1, 2, 3 e 4 voci, Libro secondo – Sonata Ottava 4:46

John Holloway, violino
Lars Ulrik Mortensen, cravo
Jane Gower, fagote

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Orazio Gentileschi (1563-1639), Jovem mulher tocando violino
Orazio Gentileschi (1563-1639), Jovem mulher tocando violino

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Leoš Janáček (1854-1928): Sinfonietta for Orchestra e Preludes to Operas

Leoš Janáček (1854-1928): Sinfonietta for Orchestra e Preludes to Operas

Nestes dias em que as comportas da música erudita foram abertas e jorra música por todos os lados é preciso se disciplinar. Tenho música para ouvir pelos próximos 20 anos. E acredito que esta não seja apenas a minha condição. Há outros com este mesmo “problema”. Geralmente posto aquilo que ouço. Isso me disciplina a ouvir aquilo que está em minhas mãos. Se assim não proceder, o prejuízo torna-se imenso. Foi assim que eu procedi para postar este CD com o compositor tcheco Leoš Janáček, patrício de Dvorak. A música de Janáček está repleta de um forte tom folclórico. Janáček pertence a uma geração de compositores que procuraram um maior realismo e uma maior conexão com a vida cotidiana, combinada com uma utilização mais abrangente de recursos musicais. Neste magnífico CD temos a Sinfonieta para Orquestra e Prelúdios de suas principais óperas. A Sinfonieta em particular foi feita em homenagem às Forças Armadas da Checoslováquia. Após ouvir uma banda de metais, Janáček encontrou uma tema motivador para compor a peça. Segundo Janáček, a obra enfatizava “o homem livre contemporâneo, a beleza, alegria, determinação e força para lutar pela vitória”. Uma boa apreciação desse importante material!

Leoš Janáček (1854-1928) – Sinfonietta for Orchestra e Preludes to Operas

Sinfonietta for Orchestra
01. I. Allegretto-Allegro-Maestoso
02. II. Andante-Allegretto-Maestoso
03. III. Moderato-con moto-Tempo primo-Prestissimo-Moderato
04. IV. Allegretto
05. V. Andante con moto-Maestoso-Allegretto-Allegro-Maestoso-Adagio

Prelude to The Makropulos Affair
06. Prelude to The Makropulos Affair

Prelude to Katya Kabanova
07. Prelude to Katya Kabanova

Prelude to The House of the Dead
08. Prelude to The House of the Dead

Prelude to Jealousy (Jenufa)
09. Prelude to Jealousy (Jenufa)

The Pro Arte Orchestra
Charles Mackerras, regente

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Leos Janacek
Leoš, poderia pentear o cabelo antes de tomar café?

Carlinus

.: interlúdio :. François Couturier (1950): Nostalghia – Song For Tarkovsky

.: interlúdio :. François Couturier (1950): Nostalghia – Song For Tarkovsky

Música composta por François Couturier tendo por inspiração os filmes de Andrei Tarkovsky, seus atores favoritos e a forma como ele jogava com cor e som. Couturier é louco por Tarkovsky. Bem, eu também sou louco por Tarkovsky. O compositor reuniu um grupo pouco ortodoxo de músicos para o projeto. Anja Lechner, mais conhecida nos círculos clássicos, já demonstrou em Chants, Hymns and Dances (ECM, 2004) do que é capaz. O acordeonista Jean-Louis Matinier trabalha com Couturier no trio de Anouar Brahem. O saxofonista soprano Jean-Louis Marché é o novo nome aqui, embora tenha trabalhado com Couturier e Matinier no passado. A química do grupo inequivocamente funciona.

François Couturier (1950): Nostalghia – Song For Tarkovsky

1 Le Sacrifice 8:59
2 Crépusculaire 13:20
3 Nostalghia 8:27
4 Solaris I
Composed By – Lechner*, Couturier*, Larché*
3:19
5 Miroir 3:21
6 Solaris II
Composed By – Lechner*, Couturier*, Larché*
2:47
7 Andreï 7:05
8 Ivan
Composed By – Couturier*, Larché*
6:14
9 Stalker 7:01
10 Le Temps Scellé 5:02
11 Toliu 8:24
12 L’Éternel Retour 3:46

Accordion – Jean-Louis Matinier
Piano – François Couturier
Soprano Saxophone – Jean-Marc Larché
Violoncello – Anja Lechner

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QUARTET-CONCERT-COULEUR-2

PQP

Gabriel Fauré (1845-1924): Sonatas para Violoncelo e Trio para Piano

Gabriel Fauré (1845-1924): Sonatas para Violoncelo e Trio para Piano

As obras deste disco foram tardias. Fauré estava na casa dos 70 anos e estava já surdo. Mas não via sentido em viver sem compor, então, mesmo que não pudesse ouvir o resultado, seguia escrevendo. As Sonatas são mais ou menos, o Trio é melhor. Cada uma das peças tem três movimentos, cada por volta de 19 minutos. Nas sonatas para violoncelo, Poltera e Stott, excelentes instrumentistas, parecem concordar que o impulso melódico é levado pelo violoncelo, às vezes perturbado ou acentuado pelo piano. O violoncelo fala de tristeza e consolo, mas o efeito geral é sereno. A primeira sonata, escrita antes do final da Primeira Guerra Mundial, é um pouco mais agitada do que a segunda. O Trio é mais interessante — o terceiro instrumento, o violino, bem tocado por Priya Mitchell, aprofunda a textura e complica a escrita para torná-la mais interessante. O movimento lento é uma beleza e o final tem um verdadeiro “Vivo”. O disco também inclui uma bela performance do último Noturno de Fauré para piano solo.

Gabriel Fauré (1845-1924): Sonatas para Violoncelo e Trio para Piano

1. Cello Sonata No. 1, Op. 109, I. Allegro
2. Cello Sonata No. 1, Op. 109, II. Andante
3. Cello Sonata No. 1, Op. 109, III. Finale. Allegro Commodo

4. Cello Sonata No. 2, Op. 117, I. Allegro
5. Cello Sonata No. 2, Op. 117, II. Andante
6. Cello Sonata No. 2, Op. 117, III. Allegro Vivo

7. Nocturne N° 13 En Si Mineur, Op. 119

8. Piano Trio, Op. 120, I. Allegro Ma Non Troppo
9. Piano Trio, Op. 120, II. Andantino
10. Piano Trio, Op. 120, III. Allegro Vivo

Kathryn Stott: piano
Christian Poltéra: cello
Priya Mitchell: violin

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Ei, tá me ouvindo?
Ei, Gabi, tá me ouvindo?

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Tigran Mansurian (1939): Requiem

Tigran Mansurian (1939): Requiem

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um disco absolutamente notável. Tigran Mansurian criou seu Réquiem dedicado à memória das vítimas do genocídio armênio que ocorreu na Turquia de 1915 a 1917. Concilia o som e a sensibilidade das tradições do seu país com o texto do Réquiem latino numa composição contemporânea profundamente comovedora e iluminada. O trabalho é um marco para Mansurian, amplamente reconhecido como o maior compositor da Armênia. O Los Angeles Times descreveu sua música como aquela “em que a dor cultural profunda é acalmada através de uma beleza estranhamente tranquila, avassaladora.” 

Tigran Mansurian (1939): Requiem

1.REQUIEM AETERNAM 8:22
2.KYRIE 6:06
3.DIES IRAE 2:46
4.TUBA MIRUM 5:07
5.LACRIMOSA 5:51
6.DOMINE JESU CHRISTE 8:04
7.SANCTUS 5:22
8.AGNUS DEI 3:41

Anja Petersen Soprano
Andrew Redmond Baritone
RIAS Kammerchor
Münchener Kammerorchester
Alexander Liebreich

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Genocídio Armênio: sim, aconteceu, apesar dos turcos jamais terem admitido. Pior, serviu de "inspiração" para Hitler.
Genocídio Armênio: sim, aconteceu, apesar dos turcos jamais terem admitido. Pior, serviu de “inspiração” para Hitler.

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Gustav Mahler (1860-1911): A Canção da Terra (Nott)

Gustav Mahler (1860-1911): A Canção da Terra (Nott)

Só de ver o título A Canção da Terra ou Das Lied von der Erde eu já fico feliz, mas alguma coisa não deu certo neste CD. A primeira surpresa é que o notável tenor Jonas Kaufmann canta todas as seis partes. Ora, esta obra é considerada uma espécie Sinfonia para tenor e contralto (ou mezzo ou barítono) e tradicionalmente duas vozes cantam os seis movimentos. As performances com um barítono ao invés de um mezzo ou contralto como segundo solista parecem ter se tornado mais comuns na última década, seguindo o exemplo criado há meio século por Dietrich Fischer-Dieskau (com James King, tenor), Thomas Hampson (com Peter Seiffert, tenor) e Christian Gerhaher (com Klaus Florian Vogt, tenor). As gravações citadas demonstraram quão eficaz uma segunda voz masculina pode ser nesta peça. Mas, embora a voz de Kaufmann seja regularmente descrita como tendo qualidades de barítono, ele não é um barítono, e há momentos em que parece estar lutando para reunir o suficiente peso para suportar a linha vocal. Foi uma experiência… que talvez não devesse ser registrada em disco, considerando-se que Kaufmann costuma ser espetacular.

Gustav Mahler (1860-1911): A Canção da Terra

1 Mahler: Das Lied von der Erde: Mahler: Das Lied von der Erde: I. Das Trinklied vom Jammer der Erde 8:06
2 Mahler: Das Lied von der Erde: Mahler: Das Lied von der Erde: II. Der Einsame im Herbst 9:57
3 Mahler: Das Lied von der Erde: Mahler: Das Lied von der Erde: III. Von der Jugend 3:08
4 Mahler: Das Lied von der Erde: Mahler: Das Lied von der Erde: IV. Von der Schönheit 6:56
5 Mahler: Das Lied von der Erde: Mahler: Das Lied von der Erde: V. Der Trunkene im Frühling 4:25
6 Mahler: Das Lied von der Erde: Mahler: Das Lied von der Erde: VI. Der Abschied 28:33

Jonas Kaufmann, tenor
Wiener Philharmoniker
Jonathan Nott

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Jonas, veja bem...
Jonas, veja bem…

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Johann David Heinichen (1683-1729): Concertos & Sonatas

Johann David Heinichen (1683-1729): Concertos & Sonatas

Belíssimo disco deste compositor recém retirado do limbo. Heinichen merece estar na segunda linha dos grandes compositores barrocos. Sua música está desfrutando de um rápido ressurgimento, com muitos de seus concertos e missas recebendo recitais e gravações. Seus Dresden Concerti, gravado pela Musica Antiqua Köln, já são um clássico da discografia erudita. Heinichen estudou Direito na Universidade de Leipzig, mas acabou mesmo dedicando-se à música, tanto que depois passou sete anos estudando em Veneza. Seu estilo, aliás, é muito italiano. Após Veneza, trabalhou em Dresden como Kapellmeister do Eleitor da Saxônia. Grande Heinichen!

Johann David Heinichen (1683-1729): Concertos & Sonatas

1. Concerto a 4 in G major, for oboe, bassoon, cello & harpsichord: Andante
2. Concerto a 4 in G major, for oboe, bassoon, cello & harpsichord: Vivace
3. Concerto a 4 in G major, for oboe, bassoon, cello & harpsichord: Adagio
4. Concerto a 4 in G major, for oboe, bassoon, cello & harpsichord: Allegro

5. Sonata for oboe, viola da gamba & continuo in C minor: Affetuoso
6. Sonata for oboe, viola da gamba & continuo in C minor: Allegro
7. Sonata for oboe, viola da gamba & continuo in C minor: Adagio
8. Sonata for oboe, viola da gamba & continuo in C minor: Vivace

9. Sonata a 2, for oboe & bassoon in C minor: Grave
10. Sonata a 2, for oboe & bassoon in C minor: Allegro
11. Sonata a 2, for oboe & bassoon in C minor: Larghetto e cantabile
12. Sonata a 2, for oboe & bassoon in C minor: Allegro

13. Concerto a 4 in D major, for violin, viola da gamba & basso continuo: Andante
14. Concerto a 4 in D major, for violin, viola da gamba & basso continuo: Vivace
15. Concerto a 4 in D major, for violin, viola da gamba & basso continuo: Adagio
16. Concerto a 4 in D major, for violin, viola da gamba & basso continuo: Allegro

17. Sonata a 3, for oboe, violin & basso continuo in C minor: Vivace
18. Sonata a 3, for oboe, violin & basso continuo in C minor: Largo
19. Sonata a 3, for oboe, violin & basso continuo in C minor: Presto

20. Sonata a 2, for oboe & basso continuo in G minor: Largo
21. Sonata a 2, for oboe & basso continuo in G minor: Allegro
22. Sonata a 2, for oboe & basso continuo in G minor: Lamentabile et appogiato
23. Sonata a 2, for oboe & basso continuo in G minor: Allegro

24. Sonata a 3, for violin, oboe & bassoon in B major: Andante
25. Sonata a 3, for violin, oboe & bassoon in B major: Allegro
26. Sonata a 3, for violin, oboe & bassoon in B major: Larghetto
27. Sonata a 3, for violin, oboe & bassoon in B major: Vivace

Epoca Baroca

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Loose Company -- Dirck van Baburen
Loose Company — Dirck van Baburen

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Antonio Vivaldi (1678-1741): Concertos para Violoncelo

Antonio Vivaldi (1678-1741): Concertos para Violoncelo

Bom CD, nada de excepcional. Culpa mais de Vivaldi do que de Wispelwey e turma. Tento explicar: o repertório de Concertos para Violoncelo do Padre Rosso não é lá essas coisas. Tal opinião não inclui as notáveis 6 Sonatas para Violoncelo, claro. Já o Florilegium — chefiado pela grande Rachel Podger — e o violoncelista são sensacionais. Então, fica aquela coisa dos executantes tentarem melhorar desesperadamente uma música apenas razoável. Virou um disco de gatinhos, concertos completos entremeados de melhores lances. Porém, quem gosta demais do barroco ouvirá este CD com deleite. Recomendo com reservas.

Antonio Vivaldi (1678-1741): Concertos para Violoncelo

01 Larghetto in d minor, from F Major violin concerto RV 295

02 Concerto in a minor, Allegro, from RV 421
03 Concerto in a minor, Siciliano, from RV 415 (orig. G Major)
04 Concerto in a minor, Allegro, from RV 421

05 Largo in F Major, from violin concerto RV 190 (orig. C Major)

06 Concerto in F Major, Allegro, from RV 410
07 Concerto in F Major, Largo, from RV 407 (orig g minor)
08 Concerto in F Major, Allegro molto, from RV 411

09 Adagio in C Major, from concerto for strings RV 109

10 Allegro Vivace in D Major, from RV 404 (3rd movement)

11 Largo in D Major, from violin concerto RV 226

12 Concerto in b minor RV 424; I. Allegro non molto
13 Concerto in b minor RV 424; II. Largo
14 Concerto in b minor RV 424; III. Allegro

15 Largo in C Major, from violin concerto RV 383 (orig. B flat Major)

16 Concerto for Cello in G major, RV 413; I. Allegro
17 Concerto for Cello in G major, RV 413; II. Largo
18 Concerto for Cello in G major, RV 413; III. Allegro

19 Largo in G Major, from violin concerto RV 341 (orig, A Major) (violoncello picollo)

20 Concerto in a minor RV 422 (single strings); I. Allegro non troppo
21 Concerto in a minor RV 422 (single strings); II. Largo
22 Concerto in a minor RV 422 (single strings); III. Allegro

23 Alla Breve in G Major, from violoncello concerto RV 415 ( 3rd Movement) (violoncello picollo)

Pieter Wispelwey, violoncello
Florilegium

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Pieter Wispelwey dando uma jam em sua biblioteca
Pieter Wispelwey dando uma jam em sua biblioteca

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.: interlúdio :. Chick Corea — Children`s Songs

.: interlúdio :. Chick Corea — Children`s Songs

IM-PER-DÍ-VEL !!!

As famosas Children`s Songs, de Chick Corea, foram originalmente lançadas em 1984, no vinil cuja capa colocamos ao lado. Corea diz que Béla Bartók foi uma de suas maiores influências e, pô, está na cara. Suas Canções Infantis são breves e tranquilas. São também líricas e de estrutura nem tão simples assim (imagina se a 11ª pode ser chamada de simples?!). Elas são uma espécie de versão de Corea para os Mikrokosmos de Bartók. Ele apredeu piano com eles. As 153 pequenas peças de Bartók foram escritas como um crescente desafio para jovens estudantes de piano. Já as 20 de Corea são miniaturas altamente melódicas que refletem um certo ar brincalhão — em alguns casos, naïve. É aquele tipo de música enganadora: parece simples, mas sofre terrivelmente na mão de pianistas fracos. Não é o caso do grande virtuose Chick Corea.

Chick Corea — Children`s Songs

1 No. 1 1:47
2 No. 2 0:53
3 No. 3 1:23
4 No. 4 2:14
5 No. 5 1:07
6 No. 6 2:38
7 No. 7 1:37
8 No. 8 1:39
9 No. 9 1:11
10 No. 10 1:29
11 No. 11 0:38
12 No. 12 2:33
13 No. 13 1:21
14 No. 14 1:58
15 No. 15 1:08
16 No. 16 + 17 1:55
17 No. 18 1:47
18 No. 19 2:26
19 No. 20 1:20
20 Addendum

Piano – Chick Corea
Cello – Fred Sherry (no Addendum)
Violin – Ida Kavafian (no Addendum)

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Piano 1

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Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 10 / Passacaglia de Lady Macbeth

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 10 / Passacaglia de Lady Macbeth

Este monumento da arte contemporânea mistura música absoluta, intensidade trágica, humor, ódio mortal, tranquilidade bucólica e paródia. Tem, ademais, uma história bastante particular.

Em março de 1953, quando da morte de Stalin, Shostakovich estava proibido de estrear novas obras e a execução das já publicadas estava sob censura, necessitando de autorizações especiais para serem apresentadas. Tais autorizações eram, normalmente, negadas. Foi o período em que Shostakovich dedicou-se à música de câmara e a maior prova disto é a distância de oito anos que separa a nona sinfonia desta décima. Esta sinfonia, provavelmente escrita durante o período de censura, além de seus méritos musicais indiscutíveis, é considerada uma vingança contra Stalin. Primeiramente, ela parece inteiramente desligada de quaisquer dogmas estabelecidos pelo realismo socialista da época. Para afastar-se ainda mais, seu segundo movimento – um estranho no ninho, em completo contraste com o restante da obra – contém exatamente as ousadias sinfônicas que deixaram Shostakovich mal com o regime stalinista. Não são poucos os comentaristas consideram ser este movimento uma descrição musical de Stálin: breve, é absolutamente violento e brutal, enfurecido mesmo, e sua oposição ao restante da obra faz-nos pensar em alguma segunda intenção do compositor. Para completar o estranhamento, o movimento seguinte é pastora, contendo um enigma musical do mestre: a orquestra para, dando espaço para a trompa executar o famoso tema baseado nas notas DSCH (ré, mi bemol, dó e si, em notação alemã) que é assinatura musical de Dmitri SCHostakovich, em grafia alemã. Para identificá-la, ouça o tema executado trompa em solo. Ele é repetido quatro vezes. Ouvindo a sinfonia, chega-nos sempre a certeza de que Shostakovich está dizendo insistentemente: Stalin está morto, Shostakovich, não. O subtítulo deste disco — Under Stalin`s Shadow — é totalmente justificado. O mais notável da décima é o tratamento magistral em torno de temas que se transfiguram constantemente.

A gravação de Andris Nelsons é bastante boa, mas nada como um russo para colocar tudo no lugar certinho.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 10 / Passacaglia de Lady Macbeth

1. Passacaglia de Laydi Macbeth

Sinfonia Nº 10
2. 1. Moderato
3. 2. Allegro
4. 3. Allegretto
5. 4. Andante Allegro

Boston Symphony Orchestra
Andris Nelsons

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Obrigações da guerra: Shostakovich toca para pilotos de bombardeiros durante a Segunda Guerra sob a imagem de Stalin
Obrigações de guerra: Shostakovich toca para pilotos de bombardeiros durante a Segunda Guerra sob a imagem de Stalin

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Bartók (1881-1945): Sonata for Solo Violin / Janáček (1854-1928): Violin Sonata / Debussy (1862-1918): Violin Sonata / Prokofiev (1891-1953): Violin Sonata Nros 1 e 2 / Stravinsky (1882-1971): Divertimento (Mullova, Anderszewski, Canino)

Bartók (1881-1945): Sonata for Solo Violin / Janáček (1854-1928): Violin Sonata / Debussy (1862-1918): Violin Sonata / Prokofiev (1891-1953): Violin Sonata Nros 1 e 2 / Stravinsky (1882-1971): Divertimento (Mullova, Anderszewski, Canino)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Viktoria Mullova é um das preferências absolutas deste filho de Bach. A sonoridade e a classe desta moscovita é uma coisa de louco.

A peça de Bartók é uma peça de Bartók, isto, é, é esplêndida e o mantém entre os 3 maiores Bs da música erudita, os quais permanecem como os maiores mesmo quando se usa todas as outras letras do alfabeto. Quem são os três? Ora, Bach, Brahms, Beethoven e Bartók.

A peça de Janáček é igualmente sensacional. Música bem eslava, sanguínea e cheia de surpresas e belas melodias, combinando perfeitamente com Bartók.

Depois a gente brocha. Debussy… Debussy… Debbie…, o que dizer? Claude, apesar do tremendo esforço que fez para movimentar-se no primeiro movimento, é um gordo. Portanto, é meio estático. Para piorar, é também extático. Bem, hoje faz um lindo dia e dizem que é o Dia do Beijo, o que significa que eu deveria ir para a rua ver o que consigo. (Mas, olha, foi das melhores coisas que já ouvi do gordo Debbie).

Prokofiev! Ah, Serguei é outro papo. Já de cara ele mostra quão fodão é naquele tranquilo Andante assai e no furioso Allegro brusco que o segue. Sem dúvida, é um cara que valoriza o contraste… Nós também detestamos o total flat, a gente gosta tanto dos mares piscininha quanto das descidas vertiginosas; afinal, os acidentes geográficos é o que faz a beleza da paisagem, né? As duas Sonatas de Prokofiev são notáveis.

Stravinsky… Sei que meus pares aqui no blog são admiradores do anão russo e adoro provocar, só que não dá, o cara é bão demais, raramente erra. Será que o gordo Debbie escreveu alguma coisa chamada “Divertimento”? Ele se divertia com o quê?

Bartók: Sonata for Solo Violin / Janáček: Violin Sonata / Debussy: Violin Sonata / Prokofiev: Violin Sonata Nros 1 e 2 / Stravinsky: Divertimento

CD 1
1. Bartok Sonata for Solo Violin – I. Tempo di ciaccona
2. Bartok Sonata for Solo Violin – II. Fuga. Risoluto, non troppo vivo
3. Bartok Sonata for Solo Violin – III. Melodia. Adagio
4. Bartok Sonata for Solo Violin – IV. Presto agitato

5. Janacek Violin Sonata – I. Con moto
6. Janacek Violin Sonata – II. Ballada. Con moto
7. Janacek Violin Sonata – III. Allegretto
8. Janacek Violin Sonata – IV. Adagio

9. Debussy Violin Sonata – I. Allegro vivo
10. Debussy Violin Sonata – II. Intermede. Fantasque et leger
11. Debussy Violin Sonata – III. Finale. Tres animé

CD 2
1. Prokofiev Violin Sonata No.1 in F minor, Op.80 – I. Andante assai
2. Prokofiev Violin Sonata No.1 in F minor, Op.80 – II. Allegro brusco
3. Prokofiev Violin Sonata No.1 in F minor, Op.80 – III. Andante
4. Prokofiev Violin Sonata No.1 in F minor, Op.80 – IV. Allegrissimo

5. Prokofiev Violin Sonata No.2 in D major, Op.94a – I. Moderato
6. Prokofiev Violin Sonata No.2 in D major, Op.94a – II. Scherzo. Presto
7. Prokofiev Violin Sonata No.2 in D major, Op.94a – III. Andante
8. Prokofiev Violin Sonata No.2 in D major, Op.94a – IV. Allegro con brio

9. Stravinsky Divertimento – I. Sinfonia
10. Stravinsky Divertimento – II. Danses suisses
11. Stravinsky Divertimento – III. Scherzo
12. Stravinsky Divertimento – IV. Pas de deux. Adagio – Variations – Coda

Viktoria Mullova: violin
Piotr Anderszewski: piano
Bruno Canino: piano

Recording:
June 1987, Utrecht (Bartók)
April 1989, London (Prokofiev No.2, Stravinsky)
July 1994, Forde Abbey, Chard, England (Janácek, Debussy, Prokofiev No.1)

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Mullova quando jovem: sei de vários que enlouqueceram.
Mullova quando jovem: sei de vários que enlouqueceram.

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Dmitri Shostakovich (1906-1975): String Quartets Nos. 4, 11 & 14

Dmitri Shostakovich (1906-1975): String Quartets Nos. 4, 11 & 14

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Tive a sorte de, há dois anos, ver o Hagen Quartett no Southbank Center de Londres. Foi um grande concerto dedicado a Brahms e Bartók. Eles são excelentes mesmo. Aqui, eles dão um show em três quartetos de Shostakovich. E mais não escrevo porque estou atrasado. Só garanto: baita CD!

Dmitri Shostakovich (1906-1975): String Quartets Nos. 4, 11 & 14

01. Quartett No.4 D-dur op. 83 – 1. Allegretto
02. Quartett No.4 D-dur op. 83 – 2 – Andantino
03. Quartett No.4 D-dur op. 83 – 3 – Allegretto – attacca
04. Quartett No.4 D-dur op. 83 – 4 – Allegretto

05. Quartett No.11 f-moll op. 122 – 1. Introduktion. Andantino – attacca
06. Quartett No.11 f-moll op. 122 – 2 – Scherzo. Allegretto – attacca
07. Quartett No.11 f-moll op. 122 – 3 – Rezitativ. Adagio – attacca
08. Quartett No.11 f-moll op. 122 – 4 – Etüde. Allegro – attacca
09. Quartett No.11 f-moll op. 122 – 5 – Humoreske. Allegro – attacca
10. Quartett No.11 f-moll op. 122 – 6 – Elegie. Adagio – attacca
11. Quartett No.11 f-moll op. 122 – 7 – Finale. Moderato

12. Quartett No.14 Fis-dur op. 142 – 1. Allegretto
13. Quartett No.14 Fis-dur op. 142 – 2 – Adagio – attacca
14. Quartett No.14 Fis-dur op. 142 – 3 – Allegretto

Hagen Quartett

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PQP tem saudades de vocês!
PQP tem saudades de vocês!

PQP

Franz Schubert (1797-1828): Quinteto de Cordas, D. 956 (Melos)

Franz Schubert (1797-1828): Quinteto de Cordas, D. 956 (Melos)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Sem dúvida, um dos dez discos que levaria para a ilha deserta. Uma coisa espantosa! Se o Melos Quartett já era maravilhoso sozinho, imaginem-no acrescido de um Rostropovich em plena forma, no ano de 1977. E o repertório? O que há que não seja perfeito no Quinteto com duplo violoncelo de Schubert?

Em um jantar muito pouco sério na última terça-feira com um grupo de velhos amigos, um deles disse que jamais, de modo algum, alguém que tenha sofrido uma recente desilusão amorosa deveria ouvir o Adágio deste Quinteto. Cortaria os pulsos. Wittgenstein, que conhecia bem esta música, certa vez se referiu a um “tipo fantástico e único de grandeza” que ela representa. Aqui, a linguagem não faltou ao autor do Tractatus Logico-Philosophicus. O trabalho de Schubert data dos últimos meses de sua curta vida, quando o compositor estava criando enorme música a um ritmo inacreditável. Bem, como já disse, esta versão do grande Quinteto para cordas D. 956 é extraordinária. Excelente som, excelente conjunto e uma profundidade sem precedentes. A revista Gramophone garante: “Provavelmente, a melhor versão. O Melos Quartet Stuttgart era um dos melhores conjuntos de câmara de sua época e o envolvimento do mítico Rostropovich no segundo violoncelo teve um resultado que as palavras não acompanham. Um CD que deve ser conhecido. O segundo movimento (Adágio) é simplesmente mágico”.

Franz Schubert (1797-1828): Quinteto de Cordas, D. 956

[01] I. Allegro ma non troppo
[02] II. Adagio
[03] III. Scherzo: Presto – Trio: Andante sostenuto
[04] IV. Allegretto

Melos Quartett
Mstislav Rostropovich, cello

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Mstislav Rostrpovich
Mstislav Rostropovich | Gravura de William Perriam

PQP

 

J. S. Bach (1685-1750): As “Missas Brevis” Completas

J. S. Bach (1685-1750): As “Missas Brevis” Completas
Nancy Argenta à época desta gravação
Nancy Argenta à época desta gravação

A Missa Brevis é, literalmente, uma missa breve, curta. As quatro de Bach são compostas de seis movimentos — o formato usual é de cinco. Com pequenas variações uma para outra, são eles Kyrie, Gloria, Domine Deus, Qui tollis, Quoniam e Cum sancto Spiritu. O grupo inglês, chefiado pelo The Purcell Quartet, dá um banho de bola neste repertório pouco divulgado. Destaque máximo para Nancy Argenta e Michael Chance.

Lutheran Masses Vol. 1

Tracklist:
01-06. Missa Brevis, BWV235
07-12. Missa Brevis, BWV234

Com:
Susan Gritton, soprano
Robin Blaze, countertenor
Mark Padmore, tenor
Peter Harvey, bass
The Purcell Quartet

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Lutheran Masses Vol.  2

Tracklist:
01-03. Trio Sonata, BWV529
04-09. Missa Brevis, BWV236
10-15. Missa Brevis, BWV233

Com:
Nancy Argenta, soprano
Michael Chance, countertenor
Mark Padmore, tenor
Peter Harvey, bass
The Purcell Quartet

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O Purcell Quartet descansando.
O Purcell Quartet descansando.

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg transcritas pelo e para o Fretwork (consort of viols)

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg transcritas pelo e para o Fretwork (consort of viols)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Altíssima concentração de musicalidade, por assim dizer. O Fretwork é aquele típico consort of viols que toca desde a música veneziana do século XVI e que pode dar uma chegadinha a Bach e, talvez ir adiante. Soube que já tocaram Shostakovich! Sua abordagem às Goldberg é maravilhosa. Além disso, o CD é tem um som exuberante e a interpretação / arranjo para sexteto de violas faz inteira justiça à composição. Encantado, aprovei mais esta versão da obra que, provavelmente, mais postamos no PQP Bach desde a abertura do blog. O arranjo foi escrito por Richard Boothby e quem estiver em Cambridge no próximo dia 26 de maio poderá vê-los na nova versão de quarteto com A Arte da Fuga, de Bach. Favor enviar passagens e ingressos para minha residência.

O nova-iorquino Fretwork
Os ingleses do Fretwork

J. S. Bach: Variações Goldberg transcritas pelo e para o Fretwork (conjunto de violas da gamba)

Disc 1:
1. Goldberg Variations, BWV 988: Aria 4:56
2. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 1. 2:38
3. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 2. 1:31
4. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 3. Canone all’Unisono 2:24
5. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 4. 1:19
6. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 5. 1:55
7. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 6. Canone alla Seconda 1:34
8. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 7. Al tempo di Giga 1:57
9. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 8. 2:00
10. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 9. Canone alla Terza 2:12
11. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 10. Fughetta 1:32
12. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 11. 2:40
13. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 12. Canone alla Quarta 2:52
14. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 13. 6:31
15. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 14. 2:30
16. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 15. Canone alla Quinta: Andante 4:52

Disc 2:
1. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 16. Ouverture 3:01
2. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 17. 2:50
3. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 18. Canone alla Sesta 1:29
4. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 19. 1:06
5. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 20. 2:53
6. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 21. Canone alla Settima 3:39
7. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 22. Alla breve 1:35
8. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 23. 2:14
9. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 24. Canone all’Ottava 2:46
10. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 25. Adagio 7:40
11. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 26. 2:23
12. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 27. Canone alla Nona 2:22
13. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 28. 2:36
14. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 29. 2:41
15. Goldberg Variations, BWV 988: Var. 30. Quodlibet 1:55
16. Goldberg Variations, BWV 988: Aria 5:22

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Éramos 6, hoje somos 4.
Éramos 6, hoje somos 4.

PQP

.: interlúdio :. Racconti Mediterranei — Pieranunzi, Johnson, Mirabassi

.: interlúdio :. Racconti Mediterranei — Pieranunzi, Johnson, Mirabassi

Um bom disco de jazz. Melodioso, tranquilo, educado. PQP Bach prefere coisas mais viscerais, mas o CD de Enrico Pieranunzi (piano), Marc Johnson (baixo acústico) e Gabriele Mirabassi (clarinete) agradou por sua simplicidade e calma. Foi bom ouvi-lo no calor insuportável de Porto Alegre durante o último fim-de-semana. Ajudou a manter a cabeça no lugar. Indicado para quem está em férias. Os clarinetistas costumam babar por Mirabassi, atenção!

Racconti Mediterranei

1. The Kingdom (Where Nobody Dies) 6:58
2. Les amants 4:34
3. Canto nascosto 3:47
4. Il canto delle differenze 5:48
5. Una piccola chiave dorata 4:40
6. O toi dèsir 5:45
7. Lighea 6:10
8. Coralie 5:39
9. Un’alba dipinta sui muri 4:16
10. Stefi’s Song 4:56
11. Canzone di Nausicaa 7:34

Enrico Pieranunzi, piano
Marc Johnson, contra-baixo
Gabriele Mirabassi, clarinete

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Enrico Pieranunzi: uma companhia agradável
Enrico Pieranunzi: uma companhia agradável

PQP