Serguei Prokofiev (1891-1953): Todas as peças para Violoncelo e Piano (Ivaskin, Lazareva)

Serguei Prokofiev (1891-1953): Todas as peças para Violoncelo e Piano (Ivaskin, Lazareva)

Não me apaixonei por este disco, mas é surpreendente encontrar num lugar só representados tantos aspectos do estilo do compositor. Desde o romantismo da balada, passando pelas dissonâncias pontiagudas de Chout até a elegíaca e inacabada Sonata Solo. Porém, mesmo que auxiliado por uma boa pianista, Tatyana Lazareva, o recital de Ivashkin não me seduziu muito. Começa com a familiar Sonata para violoncelo e piano, tocada de forma altamente sentida, com Lazareva fornecendo um acompanhamento pesado e autenticamente russo. A Ballade é certamente uma das melhores versões para esta obra cada vez mais popular. O tratamento lúdico de Ivashkin para a seção central semelhante a uma gavota nos lembra que Prokofiev sabe fazer humor. Ou seja, duas boas peças logo de cara e depois o repertório cai de qualidade, não obstante a categoria de Ivashkin e Lazareva.

Serguei Prokofiev (1891-1953): Todas as peças para Violoncelo e Piano (Ivaskin, Lazareva)

Sonata For Cello And Piano, Op. 119 (23:58)
1 I Andante Grave 11:24
2 II Moderato 4:37
3 III Allegro Ma Non Troppo 7:57

4 Ballade, Op. 15 13:12

5 Adagio From The Ballet Cinderella, Op 97 Bis 4:31

6 Andante – Second Movement From The Unfinished Cello Concertino, Op. 132 5:57

Fragments From The Ballet ‘Chout’, Op. 21
Arranged By – Roman Sapozhnikov
(7:23)
7 Chout And Choutika (The Buffoon And Buffooness) 1:40
8 The Merchant Is Dreaming 1:44
9 Choutika 0:50
10 The Merchant In Despair 2:04
11 Dance Of The Buffoons’ Daughters 1:02

12 Sonata For Solo Cello, Op. 134 (Unfinished)
Score Editor [Completed By] – Vladimir Blok*
12:23

Cello – Alexander Ivashkin
Piano – Tatyana Lazareva

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Prokofiev nos advertiu que não aceitaria brincadeiras na legenda da foto.

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Clavierfantasien (Staier)

J. S. Bach (1685-1750): Clavierfantasien (Staier)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Sem muito medo de errar, posso dizer que um dos principais campos de experimentação de meu pai eram suas composições para órgão e as Fantasias. Se vocês querem ouvir um Bach diferente, é aí que ele está. Aliás, o nome “fantasia” diz tudo, não? O termo foi aplicado pela primeira vez em música durante o século XVI, para se referir a uma ideia musical imaginativa e não a um gênero de composição específico. Desde o início, a fantasia teve o sentido de “invenção”, particularmente em composições para alaúde. Algumas composições do barroco trazem esse nome e reafirmam a ideia do gênero como uma obra livre, sem laços estreitos com as formas estabelecidas, como Fantasia Cromática e Fuga BWV 903 para cravo, aqui presente (faixa 8), Fantasia e Fuga em Sol menor BWV 542 e a Fantasia e Fuga em Dó menor BWV 537 para órgão. Este disco é uma joia. Staier está tão à vontade quando na foto abaixo. Um disco sensacional.

J. S. Bach (1685-1750): Clavierfantasien (Staier)

1 Fantasia In A Minor BWV 922 6:38
2 Fantasia And Fugue In A Minor BWV 904 8:56
3 Fantasia In C Minor BWV 921 3:10
4 Fantasia In C Minor BWV 919 1:28
5 Prelude And Fugue In A Minor BWV 894 9:37
6 Prelude And Fughetta In G BWV 902 9:20
7 Prelude Anf Fugue In F BWV 901 2:20
8 Chromatic Fantasia And Fugue In D Minor BWV 903 11:58
9 Fantasia “Duobus Subiectis” in G Minor BWV 917 2:12
10 Fantasia And Unfinished Fugue In C Minor BWV 906 7:02

Andreas Staier, cravo

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O sorriso de Staier ao adentrar o Museu Histórico Instrumental J.S. Bach da PQP Bach Corp.

PQP

J. S. Bach: As Seis Suítes para Violoncelo Solo + As Três Sonatas para Viola da Gamba e Cravo (W. Kuijken/ P. Kuijken)

J. S. Bach: As Seis Suítes para Violoncelo Solo + As Três Sonatas para Viola da Gamba e Cravo (W. Kuijken/ P. Kuijken)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Difícil imaginar uma versão das Suítes para Violoncelo melhor do que esta. O Olimpo é completado por Bruno Cocset e Paolo Pandolfo. Dia desses, liguei a TV e lá estava Yo-Yo Ma tocando as Suítes de Bach. Meu deus, que coisa mais sem graça! Não dá para comparar a interpretação de grandes celistas românticos e modernos — mas que são meros diletantes em Bach, como também era Rostropovich –, com a de caras que vivem e comem diariamente o barroco. Estes têm uma abordagem muito mais profunda, compreendem muito melhor o que pretendia Bach. Kuijken, nesta reedição da gravação feita em 2001-02, faz uma interpretação muito pessoal, relaxada e reflexiva dessas obras. Allemandes e sarabandes são especialmente calmas, embora os courantes e outros movimentos subsequentes mantenham seu espírito de dança.  Uma joia que merece ser ouvida.

J. S. Bach: As Seis Suítes para Violoncelo Solo + As Três Sonatas para Viola da Gamba e Cravo (W. Kuijken/ P. Kuijken)

CD1:
Suite No. 1 in G major, BWV 1007
1. 1. Prelude
2. 2. Allemande
3. 3. Courante
4. 4. Sarabande
5. 5. Menuet 1re – Menuet 2re
6. 6. Gigue

Suite No. 2 in D minor, BWV 1008
7. 1. Prelude
8. 2. Allemande
9. 3. Courante
10. 4. Sarabande
11. 5. Menuet 1re – Menuet 2re
12. 6. Gigue

Suite No. 3 in C major, BWV 1009
13. 1. Prelude
14. 2. Allemande
15. 3. Courante
16. 4. Sarabande
17. 5. Bouree 1re – Bouree 2de
18. 6. Gigue

CD2:
Suite No. 4 in E flat major, BWV 1010
1. 1. Preludium
2. 2. Allemande
3. 3. Courante
4. 4. Sarabande
5. 5. Bouree 1re – Bouree 2de
6. 6. Gigue

Suite No. 6 in D major, BWV 1012
7. 1. Prelude
8. 2. Allemande
9. 3. Courante
10. 4. Sarabande
11. 5. Gavotte 1re – Gavotte 2re
12. 6. Gigue

CD3:
Suite No. 5 in C minor “Discordable accord”, BWV 1011
1. 1. Prelude
2. 2. Allemande
3. 3. Courante
4. 4. Sarabande
5. 5. Gavotte 1re – Gavotte 2re
6. 6. Gigue

Sonata No. 1 in G major, BWV 1027
7. 1. Adagio
8. 2. Allegro ma non tanto
9. 3. Andante
10. 4. Allegro moderato

Sonata No. 2 in D major, BWV 1028
11. 1. Adagio
12. 2. Allegro
13. 3. Andante
14. 4. Allegro

Sonata No. 3 in G minor, BWV 1029
15. 1. Vivace
16. 2. Adagio
17. 3. Allegro

Wieland Kuijken, violoncelo, viola da gamba
Piet Kuijken, cravo

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Wieland Kuijken após bebedeira com PQP Bach, ou Bar.

PQP

Arvo Pärt (1935) / Philip Glass (1937) / Vladimir Martynov (1946): Silencio (Kremer)

Arvo Pärt (1935) / Philip Glass (1937) / Vladimir Martynov (1946): Silencio (Kremer)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um disco muito bom. Se já conhecíamos as outras obras — as duas de Pärt (ambas excelentes!) e a de Glass –, desconhecíamos a que nos causou a maior das surpresas. Com minuciosa insistência, Martynov acaba por nos atingir mortalmente o coração. Come in! é uma obra para violino e cordas de 1988, que é maravilhosamente solada pela esposa do compositor, Tatiana Grindenko.

Vários dos meus amigos pensam que eu tenho algo contra Glass. Mas, pô, ouçam este disco. Há um abismo qualitativo entre as peças de Pärt e Martynov e a de Glass. OK, eu permito que ele engraxe os sapatos do estoniano e do russo. Mas que deixe tudo brilhando. E limpo! Vai ter lobby poderoso assim no PQP!

Arvo Pärt (1935) / Philip Glass (1937) / Vladimir Martynov (1946): Silencio (Kremer)

Arvo Pärt (1935) – Tabula Rasa
1. Tabula Rasa: I. Ludus – Con Moto
2. Tabula Rasa: II. Silentium – Senza Moto

Philip Glass (1937) – Company for String Orchestra
3. Company: Movt I – Kremerata Baltica
4. Company: Movt II – Kremerata Baltica
5. Company: Movt III – Kremerata Baltica
6. Company: Movt IV – Kremerata Baltica

Vladimir Martynov (1946) – “Come in!”
7. Come In!: Movt I
8. Come In!: Movt II
9. Come In!: Movt III
10. Come In!: Movt IV
11. Come In!: Movt V
12. Come In!: Movt VI

Arvo Pärt (1935) – Darf Ich…
13. Darf Ich…

Tatiana Grindenko, violino
Kremerata Baltica
Gidon Kremer

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Martynov, quando soube que ia aparecer no PQP Bach

PQP

.: interlúdio :. National Youth Jazz Orchestra (NYJO): Cookin’ With Gas

.: interlúdio :. National Youth Jazz Orchestra (NYJO): Cookin’ With Gas

Um bom disco, tecnicamente perfeito, impecável mesmo, mas ninguém vai roubar ou matar por ele. É uma big band jovem muito competente e só.

A National Youth Jazz Orchestra (NYJO) é uma orquestra de jazz britânica fundada em 1965 por Bill Ashton. Em 2010, Mark Armstrong assumiu o cargo de Diretor Musical da principal banda de atuação e Diretor Artístico da organização. Assim sendo, o fundador Bill Ashton tornou-se presidente vitalício.

Com sede em Westminster, Londres, a NYJO começou como London Schools’ Jazz Orchestra e evoluiu para se tornar uma orquestra nacional. Seu objetivo é o de oferecer uma oportunidade para jovens músicos talentosos do Reino Unido. Eles se apresentam nas principais salas de concerto, teatros, rádio e televisão, fazem gravações, encomendam novas obras a compositores e arranjadores britânicos e apresentam seu o amor pelo jazz para um considerável público. Enfim, coisa de primeiro mundo.

A NYJO é selecionada por audição e convite e tem idade máxima de 25 anos. Ela realiza cerca de 40 shows por ano, a grande maioria envolvendo oficinas educacionais para crianças em idade escolar. Ela ensaia todos os sábados no London Centre of Contemporary Music, perto da London Bridge, em Londres.

.: interlúdio :. National Youth Jazz Orchestra (NYJO) – Cookin’ With Gas

1.Beyond the Hatfield Tunnel 6:37
2.Hot Gospel 6:57
3.Step on the Gas 2:54
4.Mr. B. G. 4:07
5.Be Gentle 4:44
6.Behind the Gasworks 6:06
7.Cookin’ with Gas 5:57
8.S’wonderfuel 7:18
9.We Care for You 5:28
10.Big Girl Now 3:54
11.Gasanova 4:05
12.Afterburner 3:36
13.The Water Babies 9:02
14.The Heat of the Moment 3:29

Total time 70:40

Trumpets: Ian Wood, Mark Cumberland, Olly Preece, Gerard Presencer, Fred Maxwell, Neil Yates, Paul Cooper, Martin Shaw, Graham Russell, Mark White.
Trombones: Dennis Rollins, Pat Hartley, Winston Rollins, Tracy Holloway, Richard Henry, Mark Nightingale, Brian Archer.
Saxophones: Michael Smith, Howard, McGill, Scott Garland, Adrian Revell, Pete Long, Melanie Bush, Richard Williams, Nigel Crane.
Horn: Clare Lintott
Flute: Julie Davis
Piano: Steve Hill, Clive Dunstall.
Guitar: Paul Hudson, James Longworth.
Bass: Mark Ong
Drums: Chris Dagley
Percussion: Steve smith and John Robinson.
Vocals: Jacqui Hick.

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Às vezes fica difícil de ilustrar

PQP

Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840-1893): Placido Domingo sings and conducts Tchaikovsky

Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840-1893): Placido Domingo sings and conducts Tchaikovsky

Dei algumas risadas lendo as avaliações deste velho disco de 1993 de Domingo regendo Tchaikovsky. Como eram textos escritos no século passado e no início do XXI, não creio que já houvesse problemas em relação às acusações de assédio que o cantor-regente colecionou, mas puro preconceito contra alguém que rege e canta. Parecia ser proibido, sei lá… As pessoas escreviam só procurando defeitos, é cômico. Eu ouvi atentamente o CD e achei bem acima da média. É bem produzido, bem dirigido por Domingo, a orquestra é ótima e o repertório é bom. Está tudo a little bit mais lento? Sim, mas tal postura revela outras belezas das obras que não a pura energia. Os russos sempre reclamam dos ocidentais que tratam Tchai como naïve, como alguém pouco sofisticado… Bem, tudo o que o Domingo faz é respeitar profundamente o gajo russo.

Mesmo sem saber quem está empunhando a batuta, você não pode deixar de se surpreender com a forma operística da primeira melodia do Capricho Italiano (logo após as fanfarras de abertura). A peça se desenvolve com inúmeros toques afetuosos que garantem nosso sorriso e não tapas na mesa ou saltos da sacada, como acontece ao ouvirmos Karajan. A Abertura 1812 vem ousadamente ampla. A gente percebe os motivos pelos quais o hino de abertura retorna quase em câmera lenta, acrescido de sinos de igreja, cordas, metais e órgão para uma cena de clamor épico e cerimonial sem precedentes, na minha opinião.

Mas é em Romeu e Julieta que Domingo dá um show. Sejam quais forem as reservas que o povo manifestou, o calor, o caráter e a força de Domingo prevalecem. A nota do libreto declara a intenção de Domingo de reger em tempo integral quando seus dias de canto acabarem, mas as duas árias que ele canta no disco são a prova de que ele, em 1993, estava longe de ter que virar as costas para o seu público. A não ser que este lhe tenha virado pelos motivos conhecidos. Eu é que não vou me meter nesse assunto, deusolivre. Eu respeito as mina e a música.

Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840-1893): Placido Domingo Sings And Conducts Tchaikovsky

1 Fantasy Overture: Romeo And Juliet 22:06
2 None But The Lonely Heart 3:18
3 Capriccio Italien, Op. 45 16:35
4 Lensky’s Aria 6:17
5 Cerimonial Overture: 1812, Op. 49 17:47

Placido Domingo, tenor e regência
Ofra Harnoy, violoncelo
The Philharmonia
Randall Behr, regência nas canções (faixas 2 e 4)

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Apesar da falta do sotaque russo, acho que o véio Tchai aprovaria as ousadias do Domingão.

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Concertos para Oboé (Hommel / Cologne)

J. S. Bach (1685-1750): Concertos para Oboé (Hommel / Cologne)

Um bom disco de concertos originais, transcritos ou reconstruídos de Bach para oboé e orquestra. Bach certamente amava o som do oboé. São inúmeras as árias de Cantatas e outras obras vocais cujos temas são introduzidos pelo instrumento. Não chega a ser um abuso transcrever alguns de seus concertos para o instrumento. Christian Hommel não nega suas origens. Ele estudou oboé em Freiburg com Heinz Holliger e este parece ser mesmo seu modelo. Tem pedigree, portanto. Helmut Muller-Bruhl rege de uma maneira muito direta todos os cinco concertos. Ele fica na mesma linha Gardiner e Herreweghe: é genuinamente barroco do começo ao fim. O som claro e distinto, a execução boa e cheia de espírito bachiano me causaram uma boa dose de felicidade em meio a esta pandemia — a qual é tão apreciada por nosso governo.

J. S. Bach (1685-1750): Concertos para Oboé (Hommel/Cologne)

Concerto In A Major, BWV 1055, For Oboe D’amore, Strings And Basso Continuo (Reconstruction) (14:00)
1 Allegro 4:22
2 Larghetto 5:14
3 Allegro Ma Non Tanto 4:24

Concerto In G Minor, BWV 1056, For Oboe, Strings And Basso Continuo (Reconstruction) (9:26)
4 Allegro 3:10
5 Largo 2:48
6 Presto 3:29

Concerto In D Minor, BWV 1059, For Oboe, Strings And Basso Continuo (Reconstruction) (13:20)
7 Allegro 5:52
8 Adagio 4:10
9 Presto 3:18

Concerto In D Major, BWV 1053, For Oboe D’amore, Strings And Basso Continuo (Reconstruction) (18:34)
10 Allegro 7:54
11 Siciliano 4:15
12 Allegro 6:25

Concerto In C Minor, BWV 1060, For Oboe, Violin, Strings And Basso Continuo (Reconstructed) (12:52)
13 Allegro 4:40
14 Adagio 4:52
15 Allegro 3:20

Conductor – Helmut Müller-Brühl
Oboe, Oboe d’Amore – Christian Hommel
Orchestra – Cologne Chamber Orchestra*
Violin – Lisa Stewart

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Christian Hommel praticando na sala de espera da PQP Bach Corp. de Niterói (RJ). Após duas horas, ele conseguiu seu objetivo: o de beber uma cerveja com René Denon.

PQP

Conrad Steinmann (1951): Música da Grécia Antiga (Melpomen)

Conrad Steinmann (1951): Música da Grécia Antiga (Melpomen)

Pela primeira vez, tenta-se fazer reviver a música da era clássica grega, através de pesquisas e reconstruções do período (5 e 6 AC). Com o uso dos instrumentos e suas técnicas originais de execução, além da língua grega antiga, o cotidiano musical da Grécia Antiga volta a ser audível, embora a música original daquela época tenha se perdido. Por quase vinte anos, o músico e arqueólogo musical Conrad Steinmann e o fabricante de instrumentos Paul J. Reichlin trabalharam juntos na reconstrução de instrumentos musicais e músicas do período clássico da Grécia Antiga. O estudo meticuloso de instrumentos antigos originais nos museus de Londres, Paestum, Copenhague, Atenas, Korinth, Vravróna, Polýgyros e Thessaloniki formam a base para a reconstrução dos instrumentos. Também pinturas em vasos da época por volta de 500 AC fornecem uma quantidade significativa de material ilustrado para a análise desses instrumentos. Outra fonte importante na porta de entrada para os sons é a língua grega. Suas características com acentos e rítmos nos permitem tirar conclusões sobre como deve ter sido a forma e moldagem da música. Esses elementos são alinhados com as possibilidades e tonalidades dos instrumentos utilizados. Embora a música tenha sido criada por Conrad Steinmann, seus elementos se alinham tanto quanto possível aos fatos históricos.

Conrad Steinmann (1951): Música da Grécia Antiga (Melpomen)

1 Akoésate / Argos 3:44
2 Mélomai 2:25
3 Sáppho 2:34
4 Eros 0:45
5 Máter 3:07
6 Nomos M 1:14
7 Tenge pleúmonas Oino 3:10
8 Dithyrambos 4:54
9 Gaia 3:21
10 Dáktylos Améra 2:39
11 Makrótatos 2:57
12 Anakreon 2:07
13 Perikleitos 1:42
14 Agallís 2:31
15 Dialogos 1:21
16 Mona 2:02
17 Prótos 2:55
18 Ekleipsis 4:50
19 Próteron 1:04
20 Hypne Anax 3:40
21 Kretikos 2:43

Ensemble Melpomen
Arianna Savall
Luiz Alves da Silva
Massimo Cialfi
Conrad Steinmann

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Os gregos e…
…o Conrad.

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W. A. Mozart (1756-1791): Os Quintetos de Cordas Completos + Divertimento para Trio K. 563 (Grumiaux)

W. A. Mozart (1756-1791): Os Quintetos de Cordas Completos + Divertimento para Trio K. 563 (Grumiaux)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Estas gravações de Arthur Grumiaux são consideradas referências para os Quintetos de Cordas de Mozart. E não é para menos! Se gosto mais de um detalhe deste ou daquele outro registro, a gravação do belga sempre paira acima ou ao lado. Sinto nos meus ouvidos a atenção especial que Mozart dava a estes Quintetos com duas violas. O musicólogo Charles Rosen chamou a atenção para o fato de que os quintetos sempre surgiram logo após a conclusão de uma série de quartetos, como se o meio representasse uma realização mais ideal e final do pensamento musical do compositor. É curioso. Mesmo o K. 174 inicial possui uma complexidade marcante. Os quintetos empregam uma grande variedade de texturas: diálogos entre dois instrumentos com acompanhamento dos outros, a alternância de dois trios de cordas (dois violinos e viola ou duas violas e violoncelo), ou duetos de violino, ao lado de duetos de viola, acompanhados pelo violoncelo. É tudo muito bonito. As performances dessas intrincadas obras-primas de Mozart aqui recebem tratamento de luxo.

Então, temos um álbum triplo todo bom — os Quintetos K. 515, 516  e 614 são obras-primas — e que ainda tem de bônus o extraordinário Trio K. 563.

W. A. Mozart (1756-1791): Os Quintetos de Cordas Completos (Grumiaux)

CD1
String Quintet No. 1 In B Flat, K. 174
1. Allegro Moderato 8:47
2. Adagio 5:31
3. Menuetto Ma Allegretto 3:52
4. Allegro 5:44

String Quintet No. 4 In C Minor, K. 406 (516b)
5. Allegro 8:05
6. Andante 4:11
7. Menuetto In Canone 4:39
8.  Allegro 6:23

String Quintet No. 5 In D, K. 593
9. Larghetto – Allegro 10:15
10. Adagio 7:21
11. Menuetto. Allegretto 5:20
12. Allegro 5:15

CD2
String Quintet No. 2 In C, K. 515
1. Allegro 14:26
2. Andante 8:25
3. Menuetto. Allegretto 5:58
4. Allegro 7:35

String Quintet No. 3 In G Minor, K. 516
5. Allegro 10:44
6. Menuetto. Allegretto 5:09
7. Adagio Ma Non Troppo 7:20
8. Adagio – Allegro 9:44

CD3
String Quintet No. 6 In E Flat, K. 614
1. Allegro Di Molto 7:13
2. Andante 7:10
3. Menuetto. Allegretto 4:20
4. Allegro 5:30

Divertimento In E Flat For Violin, Viola And Cello, K.563
5. Allegro
6. Adagio
7. Menuetto (Allegretto) Trio
8. Andante
9. Menuetto (Allegretto) Trio I-II
10. Allegro

Violin [I] – Arthur Grumiaux
Violin [Il] – Arpad Gérecz
Viola [I] – Georges Janzer
Viola [Il] – Max Lesueur
Cello – Eva Czako

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Arthur Grumiaux (1921-1986)

PQP

Richard Strauss (1864-1949): Romance, Cello Sonata / Max Reger (1873-1916): Cello Sonata, Kleine Romanze

Richard Strauss (1864-1949): Romance, Cello Sonata / Max Reger (1873-1916): Cello Sonata, Kleine Romanze

Uma joia inesperada! Estas são sonatas do início da carreira de Strauss e Reger. Claramente influenciadas por Brahms e Mendelssohn, estas duas sonatas cujas primeiras performances estão separadas por vinte e três anos, demonstram milagrosa criatividade e equilíbrio. O estranho é todas as composições presentes no CD foram repudiadas por seus respectivos compositores e agora são picos incontestáveis de seus repertórios. Emmanuelle Bertrand é um tremendo violoncelista. É membro do Carpe Diem. A competência do pianista Amoyal já é nossa velha conhecida. Sugestão: aumente o volume para ouvir o cello como se este estivesse na sua frente.

Richard Strauss (1864-1949): Romance, Cello Sonata /
Max Reger (1873-1916): Cello Sonata, Kleine Romanze

1 Richard Strauss: Romance for cello & orchestra in F major, o.Op. 75 (TrV 118, AV 75) 10:30

Richard Strauss: Sonata for cello & piano in F major, Op. 6 (TrV 115)
2 Allegro con brio 9:28
3 Andante ma non troppo 9:16
4 Finale. Allegro vivo 8:42

Max Reger: Sonata for cello & piano No. 2 in G minor, Op. 28
5 Agitato 9:28
6 Prestissimo assai 3:20
7 Intermezzo. Poco sostenuto 5:23
8 Allegretto con grazia 7:06

9 Max Reger: Kleine Romanze for cello & piano, Op. 79e/2 2:09

Emmanuelle Bertrand, violoncelo
Pascal Amoyel, piano

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Max Reger prende as mãos, enquanto Richard Strauss pensa em soltar as suas sobre o piano
Max Reger prende as mãos, enquanto Richard Strauss pensa em soltar as suas sobre o piano

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Ferruccio Busoni (1866-1924): Quartetos de Cordas Nros 1 e 2 (Pellegrini)

Ferruccio Busoni (1866-1924): Quartetos de Cordas Nros 1 e 2 (Pellegrini)

Busoni é mais conhecido por suas belas transcrições de Bach. Quando vi este CD por aí, logo fiquei espicaçado pela curiosidade. Pois gostei do que ouvi. Música bem escrita, de alta qualidade, de um estilo discreto e bonito. O nome completo de Busoni é apenas Dante Michaelangelo Benvenuto Ferruccio Busoni. É claro que sua admiração por Bach aparece em suas obras. A música de Busoni é de grande complexidade contrapontística, ou, dito de outra forma, ela é feita de diversas linhas melódicas entremeadas.

Este quartetos me deixaram com vontade de conhecer mais da obra deste italiano-europeu, que nasceu em Empoli, mas viveu também em Berlim, Moscou, Bolonha, Graz, Leipzig, Helsinque, etc. Ah, o Quarteto Pellegrini é ótimo.

Ferruccio Busoni (1866-1924): Quartetos de Cordas Nros 1 e 2 (Pellegrini)

String Quartett Op. 19 In C Major
1 Allegro Moderato, Patetico 8:46
2 Andante 5:35
3 Menuetto 5:11
4 Finale. Andante Con Moto, Alla Marcia 7:07

String Quartett Op. 26 In D Minor
5 Allegro Energico 8:44
6 Andante Con Moto 5:55
7 Vivace Assai 5:03
8 Andantino-Allegro Con Brio 6:47

Pellegrini-Quartett:
Cello – Helmut Menzler
Viola – Charlotte Geselbracht
Violin – Antonio Pellegrini, Thomas Hofer

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Busoni, ao ouvir de PQP Bach um relato sobre a situação política do Brasil atual e sua enorme vulgaridade

PQP

W. A. Mozart (1756-1791): Quintetos de Cordas K. 515 e 516 (Alban Berg Qt.)

W. A. Mozart (1756-1791): Quintetos de Cordas K. 515 e 516 (Alban Berg Qt.)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Como já disse num post anterior, eu gosto muito destas duas obras de Mozart. Sou apaixonado por elas desde que as ouvi num velho vinil da velha Historical Antology Of Music — The Bach Guild, com o Quarteto Griller. Realmente acredito estão entre as (muitas) melhores composições do Wolfgango. E acho que o Alban Berg Quartett sai-se muito melhor na empreitada do que a rapaziada do post anterior. O quinteto 515 inspirou Schubert a escrever seu próprio quinteto de cordas na mesma tonalidade (o de Schubert envolve dois violoncelos em vez de duas violas, como no quinteto de Mozart). O tema de abertura da obra de Schubert reteve muitas das características do primeiro movimento de Mozart. O 516 fazia Tchai chorar, como escrevi no texto do outro post.

W. A. Mozart (1756-1791): Quintetos de Cordas. K. 515 e 516 (Alban Berg Qt.)

String Quintet No. 3 In C Major, K.515
A1 Allegro 13:05
A2 Andante 8:24
A3 Menuetto & Trio (Allegretto) 5:04
A4 Allegro 7:20

String Quintet No. 4 In G Major, K.516
B1 Allegro 10:15
B2 Menuetto & Trio (Allegretto) 4:45
B3 Adagio Ma Non Troppo 8:24
B4 Adagio – Allegro 10:27

Alban Berg Quartett + Markus Wolf, viola

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Benjamin Britten (1913-1976): Symphonic Suite From ‘Gloriana’ / Cello Symphony / Four Sea Interludes From ‘Peter Grimes’ (Gardner)

Benjamin Britten (1913-1976): Symphonic Suite From ‘Gloriana’ / Cello Symphony / Four Sea Interludes From ‘Peter Grimes’ (Gardner)

Achei um bom disco. Só. Sem entusiasmo. Engraçado que a excelente Chandos dá maior destaque à Cello Symphony — peça que avalio como bem chatinha, ainda mais se comparada com os Four Sea Interludes —, do que às duas restantes. Cello Symphony  é uma música forte e áspera, às vezes impossível de separar da personalidade do violoncelista para quem foi escrita, Mstislav Rostropovich, embora a abordagem de Watkins seja mais introspectiva do que a do grande russo.  Os Sea Interludes de Peter Grimes são tocados com grande sutileza orquestral, e a suíte menos ouvida de Gloriana consegue um equilíbrio perfeito entre o próprio mundo musical de Britten e o elizabetano que evoca. O trabalho de Gardner e da BBC Philharmonic é sensacional, quem não ajuda é Britten. Há grande equilíbrio orquestral e clareza de cada seção da orquestra. Um trabalho notável sobre músicas mais ou menos.

Benjamin Britten (1913-1976): Symphonic Suite From ‘Gloriana’ / Cello Symphony / Four Sea Interludes From ‘Peter Grimes’ (Gardner)

Symphonic Suite From ‘Gloriana’, Op. 53a 25:19
1 I. The Tournament. Very Lively – Slowly 4:11
2 II. The Lute Song. Very Freely 4:24
3 III. The Courtly Dances. March – Coranto – Pavane – 9:26
4 IV. Gloriana Moritura. Quick – Very Slow 7:17

Symphony For Cello And Orchestra, Op. 68 34:48
5 I. Allegro Maestoso 12:31
6 II. Presto Inquieto 3:49
7 III. Adagio – Cadenza Ad Lib 10:42
8 IV. Passacaglia. Andante Allegro 7:26

Four Sea Interludes From ‘Peter Grimes’, Op. 33a 16:05
9 I. Dawn. Lento E Tranquillo 3:29
10 II. Sunday Morning. Allegro Spiritoso 3:36
11 III. Moonlight. Andante Comodo E Rubato 4:24
12 IV. Storm. Presto Con Fuoco 4:35

Cello – Paul Watkins (3) (tracks: 5 to 8)
Conductor – Edward Gardner
Orchestra – BBC Philharmonic
Tenor Vocals – Robert Murray (6) (tracks: 1 to 4)

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Dizer o que desta foto?

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J. S. Bach (1685-1750): Partitas Nos. 1, 5 & 6 (Murray Perahia)

J. S. Bach (1685-1750): Partitas Nos. 1, 5 & 6 (Murray Perahia)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um grande disco! Com seu estilo cerebral e discreto, Murray Perahia dá um banho de alta categoria musical. A notável qualidade do repertório o ajuda, é claro. Exatamente como outros dois outros grupos de suítes prévias, as Francesas e Inglesas, as Partitas seguem o esquema básico da suíte: “Allemande-Courante-Sarabanda-Giga”. Neste esqueleto — cada Partita é diferente da outra –, Bach introduz um movimento de abertura distinto que determina a caráter de cada uma. Ele também acrescenta algumas danças diferentes ao modelo básico. As 6 Partitas, BWV 825–830 foram publicadas entre 1726 e 1730, em Leipzig.

J. S. Bach (1685-1750): Partitas Nos. 1, 5 & 6 (Murray Perahia)

Partita No. 1 In B Flat Major, BWV 825
1 I. Praeludium 1:59
2 II. Allemande 3:07
3 III. Corrente 2:52
4 IV. Sarabande 5:02
5 V. Menuet I & II 3:17
6 VI. Gigue 2:08

Partita No. 5 In G Major, BWV 829
7 I. Praeambulum 2:15
8 II. Allemande 4:30
9 III. Corrente 1:43
10 IV. Sarabande 4:20
11 V. Tempo Di Minuetto 2:01
12 VI. Passepied 1:44
13 VII. Gigue 3:55

Partita No. 6 In E Minor, BWV 830
14 I. Toccata 8:07
15 II. Allemande 3:10
16 III. Corrente 4:24
17 IV. Air 1:32
18 V. Sarabande 5:33
19 VI. Tempo Di Gavotta 1:56
20 VII. Gigue 5:51

Murray Perahia, piano

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Murray Perahia na assim chamada “Stairway to Heaven” da sede novaiorquina da PQP Bach Corp.

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W. A. Mozart (1756-1791): Quintetos de Cordas K. 515 e 516 (Van Kuijk)

W. A. Mozart (1756-1791): Quintetos de Cordas K. 515 e 516 (Van Kuijk)

Acho lindos vários dos Quartetos de Cordas de Mozart, mas não há o que se compare aos Quintetos de Cordas K. 515 e 516. Sei que vai ter gente dizendo que há violistas demais, só que nem Rex Stout escreveu sobre. Os Quintetos de Cordas K. 515 e 516 em boa escala dominam a produção instrumental de Mozart no ano de 1787, o qual terminou com a estreia de Don Giovanni. É claro que a velocidade de composição era a de Mozart, mas mesmo assim ele trabalhou bastante neles. Tchaikovski chorava escondido quando ouvia o K. 516. É das mais sublimes músicas de câmara que existem. O 515 é longo e transmite afirmação, vontade de viver; o 516 é mais triste. O Adagio do 516, tocado com surdina, não convida à contemplação ou enlevo. O clima é de pressentimento, inquietação e isto emocionava muito Tchaikovski. Estes quintetos nos mostram o compositor no auge de suas faculdades criativas, em um gênero ao qual não retornava há quatorze anos e que aqui trouxe a um alto grau de perfeição formal.

O Van Kuijk é bom, mas peca justamente nos movimentos lentos. Falta-lhe um pouco do charme, da concentração e da maturidade que outros conseguiram imprimir. Logo, logo a gente posta outras versões melhores, vocês ouvirão!

Trecho da biografia de biografia de Tchaikovski, de Alexandr Poznansky.

W. A. Mozart (1756-1701): Quintetos de Cordas. K. 515 e 516 (Van Kuijk)

1. String Quintet No. 3 in C Major, K. 515: I. Allegro (12:41)
2. String Quintet No. 3 in C Major, K. 515: II. Andante (08:45)
3. String Quintet No. 3 in C Major, K. 515: III. Menuetto. Allegretto (04:59)
4. String Quintet No. 3 in C Major, K. 515: IV. Allegro (07:17)

5. String Quintet No. 4 in G Minor, K. 516: I. Allegro (10:08)
6. String Quintet No. 4 in G Minor, K. 516: II. Menuetto and Trio. Allegretto (04:47)
7. String Quintet No. 4 in G Minor, K. 516: III. Adagio ma non troppo (07:55)
8. String Quintet No. 4 in G Minor, K. 516: IV. Adagio – Allegro (10:27)

Quatuor Van Kuijk & Adrien La Marca

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.: interlúdio :. Journal Intime Joue Jimi Hendrix: Lips on Fire

.: interlúdio :. Journal Intime Joue Jimi Hendrix: Lips on Fire

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Uma abordagem à altura do grande homenageado, Jimi Hendrix. Um disco excepcional não só pela qualidade, mas também pela qualidade dos instrumentistas — ouçam a sensacional Angel! O Journal Intime é um trio (às vezes quarteto e até quinteto) de metais que emula o mítico trio de Hendrix usando extrema criatividade. Lips on Fire mostra a personalidade musical única de Hendrix, sua técnica tão pessoal, o ecletismo dos seus gostos, e sua particularíssima noção de ritmo. É uma forma vanguardista e também psicodélica de iluminar e prolongar este grande artista. O grupo consegue capturar os gestos, as distorções e o espírito de nossa querida Voodoo Child.

Journal Intime Joue Jimi Hendrix — Lips on Firee

1 Foxy People
Written-By – F. Gastard*
2 Lover Man
Written-By – J. Hendrix*
3 Viens !
Written-By – F. Gastard*
4 If 6 Was 9
Written-By – J. Hendrix*
5 Angel
Written-By – J. Hendrix*
6 Odysseus Praeludium
Written-By – F. Gastard*
7 Lips On Fire
Written-By – Journal Intime (2)
8 Hey Baby
Written-By – J. Hendrix*
9 All Along The Watchtower
Written-By – B. Dylan*
10 Little Blowing
Written-By – M. Mahler*
11 1983… (A Merman I Should Turn To Be)
Written-By – J. Hendrix*
12 Villanova Junction
Written-By – J. Hendrix*

Bass Saxophone, Tenor Saxophone, Soprano Saxophone, Piano, Keyboards [Ms10 Korg & Fender Bass Rhodes] – Frédéric Gastard
Drums, Percussion, Shaker – Denis Charolles
Trombone – Matthias Mahler
Trumpet, Bugle – Sylvain Bardiau
Vocals, Electric Guitar – Rodolphe Burger

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Journal Intime: olho no olho com Jimi Hendrix

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Telemann (1681-1767): Cantatas para Soprano & Flauta Doce (Mields, Temmingh)

Telemann (1681-1767): Cantatas para Soprano & Flauta Doce (Mields, Temmingh)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu sou um cara perdidamente apaixonado pela voz de Dorothee Mields. Bem, talvez não apenas pela voz. Chego a ter ciúmes da foto à esquerda. Bem, mas vamos tentar ser pragmáticos. Há alguns anos, o flautista sul-africano Stefan Temmingh e a soprano alemã — a minha amada é especialista em música antiga — Dorothee Mields formam uma dupla artística de respeito. Agora, estes  dois extraordinários artistas estão se concentrando na obra de Telemann, que foi um dos compositores mais famosos de seu tempo e escreveu um número incrível de obras em muito ampla variedade de estilos e gêneros. Sua coleção Harmonischer Gottesdienst contém encantadoras Cantatas Sacras para soprano com flauta obbligato, três das quais são apresentadas neste CD. Stefan Temmingh combina as cantatas com três sonatas para flauta da obra de Telemann. O disco todo é muito bom, mas o que me encanta mesmo é Dorothee Mields.

Deixo vocês com a voz de Mields numa obra espetacular de Bach, a Cantata BWV 202:

Telemann (1681-1767): Cantatas para Soprano & Flauta Doce (Mields, Temmingh)

01. Recorder Sonata in A Minor, TWV 41:a4: I. Andante
02. Recorder Sonata in A Minor, TWV 41:a4: II. Allegro
03. Recorder Sonata in A Minor, TWV 41:a4: III. Andante
04. Recorder Sonata in A Minor, TWV 41:a4: IV. Presto

05. Du bist verflucht, o Schreckensstimme, TWV 1:385: I. Du bist verflucht, o Schreckensstimme
06. Du bist verflucht, o Schreckensstimme, TWV 1:385: II. So ist’s. Seitdem bei Edens Baum
07. Du bist verflucht, o Schreckensstimme, TWV 1:385: III. Frohlocket, ihr seligen Kinder

08. Trio Sonata in D Minor, TWV 42:d7: I. Andante
09. Trio Sonata in D Minor, TWV 42:d7: II. Vivace
10. Trio Sonata in D Minor, TWV 42:d7: III. Adagio e dolce
11. Trio Sonata in D Minor, TWV 42:d7: IV. Allegro

12. Locke nur, Erde, mit schmeichelndem Reize, TWV 1:1069: I. Locke nur, Erde, mit schmeichelndem Reize
13. Locke nur, Erde, mit schmeichelndem Reize, TWV 1:1069: II. Verstummet nur, verkehrte Lehrer
14. Locke nur, Erde, mit schmeichelndem Reize, TWV 1:1069: III. Verlass den Bau der ird’schen Hütte

15. Trio Sonata in F Major, TWV 42:F3: I. Vivace
16. Trio Sonata in F Major, TWV 42:F3: II. Mesto
17. Trio Sonata in F Major, TWV 42:F3: III. Allegro

18. In gering und rauhen Schalen, TWV 1:941: I. In gering und rauhen Schalen
19. In gering und rauhen Schalen, TWV 1:941: II. O Eitelkeit, du kluger Sterblicher
20. In gering und rauhen Schalen, TWV 1:941: III. Nicht uns, nein, nein

21. Trio Sonata in G Minor, TWV 42:g9: I. Suave mà non adagio
22. Trio Sonata in G Minor, TWV 42:g9: II. Vivace
23. Trio Sonata in G Minor, TWV 42:g9: III. Largo
24. Trio Sonata in G Minor, TWV 42:g9: IV. Allegro

Dorothee Mields, soprano,
Stefan Temmingh, flauta doce
Daniel Rosin, violoncelo barroco
Domen Marinčič, viola da gamba
Wiebke Weidanz, cravo

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Mields e Temmingh chegando na sede de Morungava da PQP Bach Corp.

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Georg Friedrich Händel (1685-1759): Suítes para Cravo (Hantaï)

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Suítes para Cravo (Hantaï)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Faz algum tempo que postamos coleções de Suítes de Handel para cravo solo. Nos últimos anos postamos com Scott Ross… Na minha opinião, aquilo era um desastre artístico. Depois, a coisa só melhorou com Ragna Schirmer e sua integral, Murray Perahia e Kenneth Gilbert. Agora, sob o comando de Pierre Hantaï, o nível permanece altíssimo. O CD é esplêndido. PH nos passa um Handel belo e convincente.

Quando publicou sua primeira coleção de suítes para cravo, em 1720, Handel parecia mais preocupado com a música vocal. Porém, assim que foi publicado, o conjunto encantou os amantes da música e se tornou um campeão de vendas em toda a Europa. Foi um sucesso tão grande que foi reimpresso várias vezes. Alternando entre os estilos francês e italiano, Handel não respeita a sequência costumeira das suítes de dança da época. Mas toca o coração. Seu encanto direto e poder imaginativo garantem a essas peças, hoje injustamente negligenciadas, um lugar de luxo no panteão da música para cravo.

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Suítes para Cravo (Hantaï)

1. Handel: Suite in a Major HWV 426 – Praelude
2. Handel: Suite in a Major HWV 426 – Allemande
3. Handel: Suite in a Major HWV 426 – Courante
4. Handel: Suite in a Major HWV 426 – Gigue

5. Handel: Suite in F Major HWV 427 – Adagio
6. Handel: Suite in F Major HWV 427 – Allegro
7. Handel: Suite in F Major HWV 427 – Adagio
8. Handel: Suite in F Major HWV 427 – Allegro (Fugue)

9. Handel: Suite in D minor HWV 428 – Praeludium, Allegro (Fugue)
10. Handel: Suite in D minor HWV 428 – Allemande
11. Handel: Suite in D minor HWV 428 – Courante
12. Handel: Suite in D minor HWV 428 – Air ; 5 Variations
13. Handel: Suite in D minor HWV 428 – Presto

14. Handel: Fugue in C minor HWV 610

15. Handel: Suite in E minor HWV 429 – Allegro (Fugue)
16. Handel: Suite in E minor HWV 429 – Allemande
17. Handel: Suite in E minor HWV 429 – Courante
18. Handel: Suite in E minor HWV 429 – Sarabande
19. Handel: Suite in E minor HWV 429 – Gigue

Pierre Hantaï, cravo

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Handel (1727), por Balthasar Denner

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J.S. Bach (1685-1750): The Toccatas (Hewitt)

J.S. Bach (1685-1750): The Toccatas (Hewitt)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Nosso amigo FDP Bach me enviou um belo presente. Um pen drive. Dentro dele, apenas maravilhas. Está é a primeira delas. Nossa!, tenho especialíssima predileção pelas Toccatas de Bach e aqui as temos notavelmente interpretadas por Angela Hewitt, agora não mais em registro pirata mas em gloriosa gravação da Hyperion. Hewitt regravou tudo o que tinha feito de Bach. Antes utilizara um Steinway e agora usa um Fazioli. Muito melhor, segundo ela. Não discutiria depois de ouvir isto.

J.S. Bach (1685-1750): The Toccatas

1. Toccata for keyboard in C minor, BWV 911 (BC L142) (12:12)
2. Toccata for keyboard in G major, BWV 916 (BC L147) (7:27)
3. Toccata for keyboard in F sharp minor, BWV 910 (BC L146) (10:22)
4. Toccata for keyboard in E minor, BWV 914 (BC L145, 163) (6:49)
5. Toccata for keyboard in D minor, BWV 913 (BC L144) (11:41)
6. Toccata for keyboard in G minor, BWV 915 (BC L148) (9:00)
7. Toccata for keyboard in D major, BWV 912 (BC L143) (11:22)

Angela Hewitt, piano

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Daí, ó, eu gravo tudo de novo no piano Fazioli
Daí, ó, eu gravo tudo de novo no piano Fazioli

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Johannes Brahms (1833-1897): Todos os Quartetos para Piano (Ax, Laredo, Ma, Stern)

Johannes Brahms (1833-1897): Todos os Quartetos para Piano (Ax, Laredo, Ma, Stern)

Este é um repertório de câmara absolutamente sublime. As três peças estão no coração da obra e dos admiradores de Brahms. Ax, Laredo, Ma e Stern fazem um bom trabalho, mas não são um grupo estabelecido. Há gravações melhores — de maior entrosamento, principalmente — de trios que convidaram um violista e de quartetos que desconvidaram seu segundo violino para chamar um pianista.

Brahms tinha 31 anos quando escreveu o primeiro Quarteto para Piano, Op. 25, que teve sua primeira apresentação em Hamburgo em 1861 com nada menos que a própria Clara Schumann ao piano e Joseph Joachim no violino. Ele é sensacional. O último movimento, Rondo alla Zingarese, têm ímpeto e delicadeza sem igual. Este quarteto é uma das peças de música de câmara mais inusitadas e exitosas, não só do período romântico, mas de toda a música ocidental.

Embora o segundo Quarteto para Piano, Op. 26, tenha sido escrito apenas um ano após o primeiro, ele cai em um período completamente diferente da vida do compositor, que agora já estava em Viena, onde conheceu Josef Hellmesberger. Membros do Quarteto Hellmesberger assumiram as cordas na estreia, na qual o próprio Johannes Brahms atuou como pianista. Este quarteto, influenciado por Schumann e Schubert, tem uma duração invulgarmente longa, São 50 minutos e ele acabou ficando sozinho no segundo CD deste álbum.

O terceiro quarteto de piano, o de Op. 60, foi finalizado em 1875 e é também belíssimo. No entanto, seus dois primeiros movimentos permaneceram na gaveta por 20 anos, até que Brahms encontrou coragem para terminar a obra. A razão para isso foi a confusão de sua relação com Clara Schumann, dizem. Às vezes é chamado de Quarteto Werther, em homenagem ao romance de Goethe… Brahms era furiosamente autocrítico. Então, suas obras incluem várias revisões. Por exemplo, o notável Trio para Piano, Op. 8, foi revisado mais de 30 anos depois de aparecer em 1854. Este último dos três quartetos para piano, publicado em 1875, foi na verdade sua primeira tentativa na forma, que data de meados da década de 1850, quando Brahms tinha 20 anos e se apaixonou pela pianista Clara Schumann.

Johannes Brahms (1833-1897): Todos os Quartetos para Piano (Ax, Laredo, Ma, Stern)

Piano Quartet, Op. 25 (G Minor)
1-1 I. Allegro 13:38
1-2 II. Intermezzo: Allegro, ma non troppo; Trio: Animato 8:05
1-3 III. Andante con moto 10:13
1-4 IV. Rondo alla Zingarese: Presto 8:05

Piano Quartet, Op. 60 (C Minor)
1-5 I. Allegro non troppo 10:55
1-6 II. Scherzo: Allegro 4:12
1-7 III. Andante 9:09
1-8 IV. Finale: Allegro comodo 10:57

Piano Quartet, Op. 26 (A Major)
2-1 I.. Allegro non troppo 16:46
2-2 II. Poco adagio 12:51
2-3 III. Scherzo; Trio: Poco allegro 11:40
2-4 IV. Finale: Allegro 10:55

Cello – Yo-Yo Ma
Piano – Emanuel Ax
Viola – Jaime Laredo
Violin – Isaac Stern

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Ah, pois é…

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Jacobus Vaet (1529-1567) & Jacob Clemens Non Papa (1510-1555): Missa Ego Flos Campi

Podemos dizer que esses caras são representantes da geração entre Josquin Des Prés e Giovanni Pierluigi da Palestrina. Escreviam suaves e eufônicas polifonias e eram amigos de Roland de Lassus. O disco é agradabilíssimo de se escutar. O Cinquecento é sensacional!

Vaet escreveu nove missas completas que sobreviveram, incluindo um Réquiem. Escreveu música sacra e secular.

Jacobus Clemens non Papa foi um compositor flamengo do Renascimento. Prolífico, compôs em grande número de estilos e foi célebre principalmente por suas harmonizações polifônicas de salmos. O epíteto “non Papa” aparece da partir de 1546, notadamente na coletânea de motetos publicada por Tielman Susato. Há várias hipóteses sobre esse acréscimo ao nome do compositor: segundo uma delas, teria sido uma ideia de Susato, para distinguir o compositor do seu contemporâneo, o Papa Clemente VII. Segundo uma outra hipótese, a intenção era evitar confusão com o poeta Jacobus Papa. Especula-se também que a adição reflita simpatias pelo protestantismo.

Jacobus Vaet (1529-1567): Missa Ego Flos Campi

1 Antevenis Virides 4:49

Missa Ego Flos Campi 30:43
2 Kyrie 4:35
3 Gloria 5:59
4 Credo 7:54
5 Sanctus And Benedictus 6:57
6 Agnus Dei 8vv 5:11

7 Ecce Apparebit Dominus 4:28
8 Magnificat Octavi Toni 7:42
9 Miserere Mei, Deus 5:35
10 Filiae Jerusalem 3:04
11 Spiritus Domini 5:16
12 Musica Dei Donum 3:16
13 Salve Regina 6:41

Jacob Clemens Non Papa (1510-1555)

14 Ego Flos Campi 3:37

Bass Vocals – Simon Whiteley (tracks: 6), Ulfried Staber
Composed By – Jacob Clemens Non Papa* (tracks: 14), Jaconus Vaet* (tracks: 1 to 13)
Countertenor Vocals – Jakob Huppmann, Terry Wey
Ensemble – Cinquecento
Tenor Vocals – Bernd Oliver Fröhlich* (tracks: 6, 14), Thomas Künne, Tore Tom Denys

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Outra do Giuseppe Arcimboldo (1527-1593) pra vocês. Olha a capa CD, meu jovem!

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.: interlúdio :. Duke Ellington: Jazz Moods | Hot

.: interlúdio :. Duke Ellington: Jazz Moods | Hot

Este volume da série Jazz Moods, da Legacy, mostra a big band de Duke Ellington durante suas três primeiras décadas. O CD vai desde os primeiros dias da carreira do grande band leader e compositor em 1927, até o ano de 1941. Todas as faixas aqui são clássicas de Ellington e foram gravadas muitas vezes, mas essas versões, em quase todos os casos, são as originais. Há a gravação original de It Don’t Mean a Thing (If It Ain’t Got That Swing) com a vocalista Ivie Anderson à frente da banda — o outro vocalista nessas sessões de 1932 era um cara chamado Bing Crosby. Cotton Tail, de 1940, apresenta um solo sensacional de saxofone do grande Ben Webster. Também está incluída a versão de 1928 de The Mooche. E há um belo solo de trompete de Juan Tizol na gravação de Caravan em 1937, e 11 outros clássicos “quentes” de Ellington. Embora não haja nada de novo neste disco, o som é mais do que digno e é bom ter tantos originais de um período tão fértil em um só lugar. Aproveitem!

Duke Ellington ‎– Jazz Moods | Hot

1 Hot And Bothered 2:52
2 It Don’t Mean A Thing (If You Ain’t Got That Swing) 3:08
3 Coton Tail 3:03
4 The Mooche (78rpm Version) 3:14
5 Battle Of Swing 2:57
6 Rockin’ In Rhythm 3:14
7 Braggin’ In Brass 2:43
8 Caravan 3:05
9 Ring Dem Bells 2:48
10 Merry-Go-Round 2:57
11 East St. Louis Toodle-Do 3:04
12 In A Jam 2:58
13 Take The “A” Train 2:53
14 Tootin’ Through The Roof 2:52

O disco original não informa as várias formações das big bands de Ellington nas faixas.

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Duke Ellington e sua turma dando uma canja na sede municipal da PQP Bach Corp. em Faxinal do Soturno

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Hugo Alfvén (1872-1960): Rapsódias Suecas – Uma lenda de Skerries – Elegia de ‘Rei Gustavo Adolfo II’ (Sakari)

Hugo Alfvén (1872-1960): Rapsódias Suecas –  Uma lenda de Skerries – Elegia de ‘Rei Gustavo Adolfo II’ (Sakari)

Apesar de suas ótimas orquestras, a Suécia tem apenas Berwald e Roman como bons compositores. Alfvén é romântico de dar nó nas tripas — mesmo tendo sua vida ativa no século XX — e os outros bons compositores escandinavos são noruegueses, finlandeses e dinamarqueses. Azar, né? Alfvén também é muito ufanista e nacionalista. Não é nada vulgar, mas também não é bom. Nasceu em Estocolmo, estudou no Conservatório de Música de 1887 a 1891, com o violino como seu principal instrumento. Tocou violino na Ópera Real de Estocolmo. Morreu em 1960 em Falun (Suécia), aos 88 anos. Foi também escritor e pintor. Sua música é ultrarromântica e, neste CD, a influência do folclore sueco está em primeiro plano nas cinco obras: nas três rapsódias suecas, na Lenda de Skerries e na Elegia. A Orquestra Sinfônica da Islândia, comandada por Petri Sakari, é exuberante. O som da Chandos é caloroso e todas as vozes da orquestra falam muito claramente.

Hugo Alfvén (1872-1960): Rapsódias Suecas – Uma lenda de Skerries – Elegia de ‘Rei Gustavo Adolfo II’ (Sakari)

1 Swedish Rhapsody No. 1, Op. 19 ‘Midsommarvaka’ 13:31
2 Swedish Rhapsody No. 2 , Op. 24 ‘Uppsalarapsodi’ 10:41
3 Swedish Rhapsody No. 3, Op. 47 ‘Dalarapsodi’ 21:51
4 A Legend Of The Skerries, Op. 20 18:23
5 Elegy From ‘King Gustav Adolf II’, Op. 49 5:31

Iceland Symphony Orchestra
Petri Sakari

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Alfvén, indignado com as críticas que recebeu acima.

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Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736): Messa Romana / Alessandro Scarlatti (1660-1725): Messa per il Natale

Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736): Messa Romana / Alessandro Scarlatti (1660-1725): Messa per il Natale

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A Missa de Pergolesi é uma obra de exuberante fantasia. A de Scarlatti é uma obra de beleza e mistério insondáveis. Se eu tivesse que escolher uma peça de Alessandro Scarlatti para dar provas de sua estatura como compositor no mesmo nível de Vivaldi e Handel, ficaria entre  Il Primo Omicidio e esta Messa per il Natale.

Alessandro Scarlatti (1660-1725) compôs apenas dez missas. O conservadorismo litúrgico de sua época evitou a moda das massas inovadoras, postas de lado pelas formas quase operísticas da cantata e do oratório, nas quais Scarlatti se destacou. Por volta de 1707, no entanto, em razão dos gosto dos patrões de Scarlatti, especialmente os cardeais da Academia Arcadiana, Scarlatti mudou para uma espécie de simplicidade pastoral, estilo que aperfeiçoou em sua Cantata per la Notte di Natale de 1705. Em 1707, no entanto, Scarlatti já era ‘maestro di capella’ — capo di all capo, por assim dizer — na basílica de Santa Maria Maggiore em Roma. Como tal, ele poderia escrever o que quisesse, e é claro que o que ele queria uma obra que exibisse toda sua habilidade em polifonia e inovação harmônica,

A missa de Natal de Scarlatti foi uma dessas composições, escrita para coros totalmente independentes, mais dois violinos obligatti que embelezam a polifonia independentemente de qualquer coro. O clima dessa missa é serenamente comemorativo — uma música como a que um coro de anjos poderia ter cantado. Mesmo o Agnus Dei é menos um apelo por misericórdia do que uma canção de afeto para o Santo Menino. O tratamento de Scarlatti do espaço acústico entre os dois coros é espetacular; certifique-se de configurar seu sistema de som para maximizar a separação e sentar-se com atenção entre os alto-falantes, balançando a cabeça para a esquerda e para a direita como se estivesse assistindo a uma partida de tênis.

Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736) foi contratado para escrever sua Missa pelos padres da cidade de Nápoles, após o terrível terremoto em 1731, para solicitar a atenção de Santo Emigdius,  “para que ele pudesse protegê-los de tais flagelos no futuro, fazendo intercessão com Deus”. Aparentemente, os terremotos têm o poder de inspirar uma criatividade bizarra na música; a missa do terremoto de 12 vozes de Antoine Brumel vem à mente, além desta fantasticamente colorida ‘missa breve’ de Pergolesi, em que o Kyrie dura apenas 4 minutos, mas o Gloria representa as maravilhas da natureza por 24 minutos completos. Este também é um trabalho cheio de artifícios acústicos espaciais, com fragmentos de música e texto explodindo à esquerda e à direita e, aparentemente acima, atrás, abaixo e dentro de seus ouvidos. Os patronos devem ter ficado encantados com ele, já que o trabalho foi apresentado três vezes, cada uma com orquestras maiores. Posteriormente, a Missa foi apresentada anualmente em setembro em Nápoles e em Roma — “com todos os músicos e violinistas de Roma”, segundo um memorialista contemporâneo — em homenagem a São João Nepomuceno, o santo favorito dos Habsburgos.

Pergolesi viveu apenas 26 anos, o que o tornou uma perda precoce para a música tão trágica quanto Mozart. Esta missa e seu famoso Stabat Mater são músicas de suprema arte e beleza.

O Concerto Italiano, liderado por Rinaldo Alessandrini, canta e toca essas duas músicas incríveis da maneira que merecem. Isso é um grande elogio. O CD mereceu o Diapason d`Or.

—-> ATENÇÃO: No nome do arquivo está Palestrina em vez de Pergolesi. Mas é Pergolesi, tá? Tive um surtinho de Alzheimer, só isso.

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Giovanni Battista Pergolesi: Messa Romana / Alessandro Scarlatti: Messa per il Natale

Messa Di S. Emidio (Missa Romana)
Composed By – Giovanni Battista Pergolesi
1 I. Kyrie Eleison 0:41
2 II. Christe Eleison 2:41
3 III. Kyrie Eleison 0:58
4 IV. Gloria In Excelsis Deo 2:35
5 V. Laudamus Te 2:00
6 VI. Gratias Agimus Tibi 3:55
7 VII. Dominus Deus 4:07
8 VIII. Qui Tollis Peccata Mundi 2:30
9 IX. Qui Tollis Peccata Mundi 4:07
10 X. Qui Sedes Ad Dexteram Patris 2:28
11 XI. Quoniam Tu Solus Sanctus 1:59
12 XII. Cum Sancto Spirito 2:33

Messa Per Il Santissimo Natale
Composed By – Alessandro Scarlatti
13 I. Kyrie eleison 4:08
14 II. Gloria In Excelsis Deo 10:30
15 III. Credo 7:38
16 IV. Sanctus 1:10
17 V. Agnus Dei 4:28

Conductor – Rinaldo Alessandrini
Orchestra, Choir – Concerto Italiano

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Roma não tem arte sacra.

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Johann Mattheson (1681-1764): Der Brauchbare Virtuoso (Baroni-Valetti-Skalka-Börner)

Johann Mattheson (1681-1764): Der Brauchbare Virtuoso (Baroni-Valetti-Skalka-Börner)

Um bom disco do pouco divulgado Mattheson, com a luminosa presença do excelente Pablo Valetti. Mattheson era amigo próximo de Handel, embora quase tenha-o matado numa repentina briga, após uma apresentação da ópera Cleópatra de Mattheson em 1704. Handel foi salvo apenas por um grande botão de metal que serviu de escudo para a espada de Mattheson. Os dois depois reconciliaram-se. Filho de um cobrador de impostos, Johann Mattheson recebeu ampla educação em artes liberais no Johanneum, estudando inglês, francês e italiano e receber instruções gerais de música do cantor Joachim Gerstenbüttel. Aos 6 anos, ele teve aulas particulares em instrumentos de teclado e composição, bem como de canto e violino lições de um músico local. Aos nove anos de idade ele era um prodígio, cantando e tocando órgão em igrejas de Hamburgo, bem como atuava no coro da ópera de Hamburgo. Depois de se formar no Johanneum em 1693, Johann Mattheson serviu com pajem na corte do Graf von Güldenlöw, em seguida, fez sua estreia solo com a ópera de o Hamburgo em 1696 em papéis femininos. Depois de sua voz mudou, ele atuou como tenor de ópera. Ele conheceu G.F. Handel em 1703 e os dois tornaram-se amigos, viajando juntos para Lübeck naquele ano para se candidatar ao cargo de organista na Marienkirche desocupado pela aposentadoria de Dietrich Buxtehude, mas ambos recusaram o cargo. Os dois permaneceram próximos, apesar de uma violenta discussão em 1704, que levou a um duelo. A principal ocupação de Johann Mattheson em 1706 foi como um diplomata profissional. Ele tinha estudado inglês na escola e falava-o fluentemente. Em 1704 tornou-se tutor de Cyrill Wich, filho do embaixador britânico em Hamburgo, Sir John Wich. Sir John nomeou Mattheson seu secretário pessoal em 1706, uma posição de estatuto e salário considerável, o qual que ocupou durante a maior parte de sua vida, servindo Cyrill quando este sucedeu seu pai em 1715. Ele participou de missões diplomáticas no exterior representando o embaixador. Em 1709, casou com uma inglesa. Em 1718 Mattheson se tornou diretor musical da Hamburg Catedral, para o qual ele compôs a música sacra, mas ele desistiu do cargo em 1728 por causa da surdez. Em 1719 ele foi nomeado mestre de capela do duque de Holstein, mais tarde tornando-se secretário de legação (1741) e advogado (1744) para o duque. Johann Mattheson é principalmente famoso como um teórico da música. Ele foi o escritor mais completo sobre a performance prática, estilo teatral, e harmonia do barroco alemão. Além de algum trabalho original — especialmente sobre a relação das disciplinas de retórica e música — ele era um compilador da maior parte das ideias correntes na época. Seus escritos literários constituem um grande corpo de trabalho, que comenta sobre quase todos os aspectos de composição do seu tempo.

Johann Mattheson (1681-1764): Der Brauchbare Virtuoso (12 Sonate Per Violono Overo Flauto Solo Col Continuo)

Sonate I, Ré Majeur (11:29)
1-1 Intrada 3:02
1-2 Tempo Di Gavotta 0:37
1-3 Adagio 0:35
1-4 Allegro 2:46
1-5 Adagio 1:57
1-6 Aria 2:32

Sonate II, Sol Majeur (7:58)
1-7 (A Tempo) 1:59
1-8 Allegro 2:18
1-9 Tempo Di Corrente 1:37
1-10 Tempo Di Giga 2:04

Sonate III, La Majeur (6:32)
1-11 Adagio 1:19
1-12 Allegro 1:33
1-13 Grave 1:42
1-14 Giga 1:58

Sonate IV, Ré Majeur (6:55)
1-15 Adagio 0:51
1-16 Allegro 0:52
1-17 Aria 0:58
1-18 Premier Double 0:52
1-19 Deuxième Double 0:54
1-20 Troisième Double 0:57
1-21 Giga 1:30

Sonate V, Sol Majeur (9:08)
1-22 Adagio 2:57
1-23 Allemande 2:51
1-24 Adagio 1:14
1-25 Giga 2:02

Sonate VI, Mi Mineur (7:53)
1-26 Andante 1:49
1-27 Corrente 1:33
1-28 Giga 1:31
1-29 Aria 2:28
1-30 Menuet 0:32

Sonate VII, La Majeur (5:43)
2-1 Andante E Cantabile 1:42
2-2 Presto 1:41
2-3 Loure 1:57
2-4 Gavotta 0:22

Sonate VIII, Si Mineur (11:24)
2-5 Adagio 2:24
2-6 Allemande 2:35
2-7 Largo 4:54
2-8 Giga 1:30

Sonate IX, Mi Mineur (8:09)
2-9 Adagio 2:13
2-10 Allegro 1:44
2-11 Adagio 2:57
2-12 Giga 1:13

Sonate X, La Majeur (7:32)
2-13 Vivace 0:50
2-14 Adagio 2:01
2-15 Allemande 1:45
2-16 Corrente 1:51
2-17 Giga 1:04

Sonate XI, Ré Mineur (7:31)
2-18 Adagio 4:02
2-19 Presto 1:03
2-20 Adagio 0:49
2-21 Allegro 1:35

Sonate XII, Si Mineur (8:16)
2-22 Alla Corelli 2:45
2-23 Corrente 1:58
2-24 Sarabanda 1:59
2-25 Giga 1:36

Flute [Traverso Flute] – Diana Baroni
Harpsichord – Dirk Börner
Violin – Pablo Valetti
Violoncello – Petr Skalka

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Mattheson foi compositor, escritor, lexicógrafo, diplomata e teórico musical, mas estava mesmo era louco para aparecer no PQP Bach

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