Franz Liszt (1811-1886) – Orchesterwerke – Werk für Klavier & Orchester – CD 2 de 7 – Kurt Masur, Gewandhausorchester Leipzig

Neste segundo CD da saga lisztiana temos uma de minhas obras favoritas deste compositor, a ‘Mazeppa’, que conheci em tenra idade, em um velho LP que pertencia a uma tia, intitulado ‘Músicas Ligeiras’. Nunca entendi muito bem esse conceito mas,enfim, ele me apresentou Liszt. Posteriormente Herbert von Karajan me fez admirar ainda mais essa obra em um LP dedicado ao compositor. As informações abaixo foram tiradas da Wikipedia:

“Mazeppa S.100 é um dos treze poemas sinfónicos de Franz Liszt, composto em 1851. É o número 6 dos seus poemas sinfônicos, escritos durante o seu período em Weimar. Conta a história da vida da personagem homónima, Ivan Mazepa, um sedutor de uma nobre dama da Polónia que foi amarrado nu a um cavalo selvagem, que o transportou até à Ucrânia. Aí os cossacos libertaram-no e fizeram dele o seu hetman (titulo dado a oficial de alta patente dos exércitos poloneses e posteriormente, cossacos).
O compositor segue a narrativa huguiana para descrever a cavalgada do herói através das imensas estepes no primeiro andamento. As cordas abordam o tema principal, que se transforma e distorce com seis batidas dos timbales, que evocam a queda do cavaleiro. Após um silêncio, as cordas, o fagote e uma trompa solo traduzem o estupor do acidentado, ressuscitado pelos trompetes em Allegro marziale. Os cossacos colocam Mazeppa à frente do seu exército (ouve-se uma marcha) e o tema do herói desdobra-se para concluir em glória.”

Gosto muito da dinâmica destes Poemas Sinfônicos. Eles são muito intensos, com melodias quase pegajosas, que nos fazem sair assobiando-as posteriormente. E além disso, Liszt era inegavelmente um grande orquestrador. Mas vamos ao que viemos.

01. Prometheus
02. Mazeppa
03. Festklange
04. Heroide Funebre
05. Mephisto Waltz No.2

Gewandhausorchester Leipzig
Kurt Masur – Conductor

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Postagem restaurada – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Symphonies Nos. 7 & 8 – Bruno Walter – Leslie Howard #BTHVN250

61+AufDLfcLPUBLICADA ORIGINALMENTE POR FDP BACH EM 28/5/2014, RESTAURADO POR VASSILY EM 1/4/2020

Já declarei aqui mesmo no PQPBach que a sétima sinfonia de Beethoven é uma de minhas obras favoritas. A sinto como uma obra que me deixa bem, ela tem um alto astral, talvez pelo fato de não ter um movimento mais lento, como um adagio, e ser em um tom maior, Lá maior, enfim, não sei, só sei que ela me deixa de bem com a vida. Mesmo ouvindo-a em uma sexta feira chuvosa nossos ânimos ficam lá em cima. Para entender essa sensação fui atrás de meu biógrafo favorito de Beethoven, Maynard Solomon. Em um primeiro momento, Solomon cita um crítico do século XIX, que vê esta Sétima Sinfonia como uma segunda Sinfonia Pastoral, completa com casamento na aldeia e danças camponesas, e outro crítico famoso, Ernest Newman, a descreve como “um surto de um poderoso impulso dionisíaco, uma divina intoxicação do espírito”. Solomon continua com sua análise:
front“Por mais singulares ou exóticas que essas interpretações possam agora parecer, vale a pena procurar algum denominador comum subjacente nas opiniões de um tão eminente grupo de críticos. Claramente, uma obra que simboliza tão poderosamente o ato de transcendência, com seus sentimentos concomitantes de júbilo e libertação, pode ser representada em linguagem por uma infinidade de imagens transcendentes específicas – as quais podem explicar-nos muita coisa tanto acerca das livre associações de seus autores quanto a respeito de Beethoven e sua música. (Solomon, p. 286).
Em outra passagem inspirada, Solomon no brinda com essa belíssima análise:
“Ambas as sinfonias (sétima e oitava) omitem o tradicional movimento lento – isto é, o movimento da mágoa e contemplação, de luto de tragédia – presente em todas as outras Sinfonias de Beethoven. Com efeito, a oitava, como seu Minueto e seu Allegretto Scherzando, vai ainda mais longe nesse aspecto do que a Sétima, já que esta possui uma longa e lenta introdução para o primeiro movimento e um Allegretto onírico que, pelo menos, parece lento em contraste com os seus movimentos vizinhos Vivace e Presto. (Solomon, p 287)”.
Enfim, duas obras primas de Beethoven, e nesta postagem também temos a Oitava Sinfonia, que coloco na mesma situação da Quarta, no sentido de ser um tanto quanto negligenciada, ainda mais depois de refletirmos sobre essa análise de Solomon.
A leitura de Walter para a Sétima Sinfonia me pareceu mais reflexiva, diferente de outros regentes, como Kleiber e o próprio Karajan, que seguem mais uma linha de acordo com a visão de Solomon, “(essas sinfonias) transportam-nos para uma esfera lúdica, de risos e folguedos, de exuberante descarga de energia contida”. (Solomon, p. 287).
Mas vamos ao que viemos. Bruno Walter e sua Columbia Symphony Orchestra e a versão transcrita para piano por Liszt nas mãos muito seguras e competentes de Leslie Howard.

Symphony No.7 in A Major, Op. 92
I. Poco Sostenuto-Vivace
II. Allegretto
III. Presto
IV. Allegro Con Brio

Leslie Howard – Piano
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Columbia Symphony Orchestra
Bruno Walter – Conductor
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Symphony No.8 in F major, Op. 93
I. Allegro vivace e con brio
II. Allegretto scherzando
III. Tempo di menuetto
IV. Allegro vivace

Leslie Howard – Piano
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Columbia Symphony Orchestra
Bruno Walter – Conductor
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Franz Liszt (1811-1886) – Orchesterwerke – Werk für Klavier & Orchester – CD 1 de 7 – Kurt Masur, Gewandhausorchester Leipzig

Teremos uma overdose de Franz Liszt durante essa semana. Em conversa com outros colegas, comentei que tinha esta caixa que começo a postar hoje, com a obra orquestral do compositor e imediatamente o colega Ammiratore se entusiasmou dizendo que sempre quis conhecer estas gravações do Kurt Masur. Então me propus a postar mais uma coleção. Serão sete volumes, e vou postar um por dia, para fechar uma semana e claro, para os senhores melhor degustarem o material.
Os quatro primeiros CDs se intitulam ‘Weimarer Sinfonische Dichtungen’, os Poemas Sinfônicos de Weimar”, e trazem os doze poemas sinfônicos, além da Sinfonia Faust.
Kurt Masur e a magnífica Orquestra do Gewandhaus de Leipzig dão um show de interpretação, como não poderia deixar de ser, em se tratando de músicos deste nível.
Este primeiro CD já traz uma obra prima indiscutível, ‘Les Preludes’, uma verdadeira aula de orquestração. Creio que seu genro Wagner tenha se inspirado bastante com essa obra.

01. Ce qu’on entend sur la montagne
02. Tasso. Lamento e Trionfo
03. Les Preludes
04. Orpheus

Gewandhausorchester Leipzig
Kurt masur – -Conductor

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Postagem restaurada – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Symphonies Nos. 5 & 6 – Bruno Walter – Leslie Howard #BTHVN250

61+AufDLfcLPUBLICADA ORIGINALMENTE POR FDP BACH EM 23/5/2014, RESTAURADO POR VASSILY EM 31/3/2020

Às vezes forço minha memória para tentar lembrar quando foi que ouvi os acordes iniciais da Quinta Sinfonia pela primeira vez, mas não consigo. Lembro de ter ouvido a Sétima Sinfonia pela primeira vez num radinho de pilha, nos tempos em que era um jovem adolescente ainda conhecendo o mundo. A memória nos prega peças, e neste caso específico, insiste em esconder esta informação. Não que isso fosse mudar alguma coisa na minha vida. Ao contrário. Talvez por isso mesmo não consigo lembrar.

frontJá com relação à Sexta Sinfonia, não tenho dúvidas que foi com o filme “Fantasia” da Disney, em alguma longínqua Sessão da Tarde global, lá nos idos dos anos setenta, em alguma tarde de minha infância ou adolescência. Só mais tarde apareceu o vídeo cassete, e então pude rever aquela animação, que marcou tantas gerações.

Enfim, mais dois monumentos da criatividade humana. Ah, antes que me esqueça, essa versão da Sexta Sinfonia nas mãos de Bruno Walter é considerada uma das melhores de toda a história da indústria fonográfica. Ouçam e tirem suas próprias conclusões.

Symphony No.5 in C minor, Op. 67
I. Allegro Con Brio
II. Andante Con Moto
III. Allegro
IV. Allegro

Leslie Howard – Piano
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Columbia Symphony Orchestra
Bruno Walter – Conductor
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Symphonie Nr. 6 F-dur «Pastorale», Op. 68
I. Erwachen heiterer Empfindungen bei der
II. Szene am Bach (Andante molto mosso)
III. Lustiges Zusammensein der Landleute (Allegro)
IV. Gewitter. Sturm (Allegro)
V. Hirtengesang. Frohe und dankbare

Leslie Howard – Piano
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Columbia Symphony Orchestra
Bruno Walter – Conductor
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FDPBach

Nicolo Paganini (1782-1840) -Violin Concertos No.3, 4, 5 e 6 – Accardo, Dutoit, LPO

accardopaganini

REPOSTAGEM !!! NOVOS LINKS !

Vou encerrar a série dos Concertos em um arquivo só, para poder dar andamento às minhas outras postagens.

Enjoy it.

1. Violin Concerto No.3 in E – 1. Introduzione (Andante) – Allegro marziale – cadenza: Salvatore Accardo
2. Violin Concerto No.3 in E – 2. Adagio (Cantabile spianato)
3. Violin Concerto No.3 in E – 3. Polacca (Andantino vivace)

4. Violin Concerto No.4 In D Minor, MS. 60 1. Allegro maestoso-Cadenza Salvatore Accardo
5. Violin Concerto No.4 In D Minor, MS. 60 2. Adagio flebile con sentimento
6. Violin Concerto No.4 In D Minor, MS. 60 3. Rondo galante (Andantino gaio)

7. Violin Concerto No. 5 In A Minor, MS. 78 1. Allegro maestoso-Cadenza Remy Principe Salvatore Accardox
8. Violin Concerto No. 5 In A Minor, MS. 78 2. Andante, un poco sostenuto-attacca
9. Violin Concerto No. 5 In A Minor, MS. 78 3. Finale-Rondo. Andantino quasi Allegretto

10. Violin Concerto No.6 In E Minor, MS. 75-Orchestrated By Federico Mompellio 1. Risoluto-Cadenza Salvatore Accardo
11. Violin Concerto No.6 In E Minor, MS. 75-Orchestrated By Federico Mompellio 2. Adagio-Cadenza Salvatore Accardo
12. Violin Concerto No.6 In E Minor, MS. 75-Orchestrated By Federico Mompellio 3. Rondò ossia Polonese

Salvatore Accardo – Violin
London Philarmonic Orchestra
Charles Dutoit – Director

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Postagem restaurada – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Symphonies Nos. 3 & 4 – Bruno Walter – Leslie Howard #BTHVN250

61+AufDLfcLPUBLICADA ORIGINALMENTE POR FDP BACH EM 21/5/2014, RESTAURADO POR VASSILY EM 30/3/2020

Mais duas sinfonias de Beethoven, em sua versão original para orquestra e na versão transcrita para piano por Liszt. Desta vez temos a monumental Sinfonia nº 3, uma das mais belas páginas da história da música ocidental, que dispensa apresentações. Mesmo depois de tantos anos ouvindo-a constantemente, não me canso jamais de ouvi-la. Sua Marcha Fúnebre está com certeza entre as mais belas páginas já escritas na história da música.

frontA outra sinfonia é a de nº 4, um tanto quanto menosprezada, afinal estaria entre duas obras primas absolutas de Beethoven, a terceira e a quinta. Mas trata-se obviamente de um equívoco considerá-la uma obra menor do repertório sinfônico do gênio de Bonn. Não tem o mesmo impacto das acima citadas, mas precisamos colocá-la como uma obra de transição, um estudo que o compositor realizou para testar os limites do que poderia ser feito até chegar à uma fórmula ideal. Seu denso adagio inicial em um primeiro momento consegue esconder o que virá pela frente e sua explosão em um allegro vivace sempre me surpreende.

Symphony No.3 in E-flat Major, Op. 55 ‘Eroica’
I. Allegro con brio
II. Marcia funebre. Adagio assai
III. Scherzo. Allegro vivace
IV. Finale. Allegro molto

Leslie Howard – Piano
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Columbia Symphony Orchestra
Bruno Walter – Conductor
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01 – Symphonie Nr. 4 B-dur, Op. 60
I. Adagio. — Allegro vivace
II. Adagio
III. Allegro vivace. — Un poco meno allegro
IV. Allegro ma non troppo

Leslie Howard – Piano
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Columbia Symphony Orchestra
Bruno Walter – Conductor
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FDPBach

Niccolò Paganini (1782-1840) – Violin Concerto No.1 in D, Op.6, Violin Concerto No.2 in B minor, Op.7

accardopaganini

Provavelmente essa integral deve ser a campeã de repostagens daqui do PQPBach. A primeira vez foi lá nos primórdios do blog, entre 2007 e 2009, depois novamente ali no começo da década passada, repetindo a dose em 2016 e agora, em 2020.

Eram outros tempos, com certeza. A internet era estupidamente lenta, adsl com incríveis 1,5 mb/s de velocidade, cada upload demorava em média 30 minutos, nos dias de boa vontade da operadora. Eu morava em um sítio, hoje  vivo em um apartamente onde a operadora me entrega 240 mb/s … subo um cd em alguns segundos.  Baixo um arquivo de 7 gb em alguns minutos … enfim, tudo evolui.

Andei pesquisando, e não consegui encontrar outra gravação integral dos concertos de Paganini. Se alguém conhecer, me avisa.  Salvatore Accardo sempre será o meu favorito nesse repertório.

Devido ao tremendo sucesso dos Duos para guitarra e violino que postei semana passada (123 downloads indagorinha, em uma semana de postagem, um recorde do blog, creio), vou postar a partir de hoje a integral dos concertos para violino, de Nicolo Paganini.

A interpretação estará sempre a cargo do grande Salvatore Accardo, em minha modesta opinião o maior intérprete destes concertos dos últimos 20 ou 30 anos. A familiaridade que Accardo tem com estes concertos é impressionante, e sua interpretação beira as raias do absurdo. Reza a lenda que o um dos violinos de Accardo (obviamente Stradivarius) pertencera ao próprio Paganini, não sei se essa história é real, mas não importa. O que importa é como ele é tocado.

Muitos consideram Paganini vazio, sem conteúdo, sua orquestração serviria apenas de fundo para a performance do solista. Sua vida, na verdade, era nas salas de concerto, onde reinava absoluto na sua época. Mas não podemos negar que ele desenvolveu uma nova forma de tocar violino, explorando todos os recursos do instrumento ao máximo.

O primeiro cd da série traz os concertos nº 1 e 2.  Accardo é acompanhado pela Filarmônica de Londres, regida por Charles Dutoit.

 Niccolò Paganini (1782-1840) – Violin Concerto No.1 in D, Op.6, Violin Concerto No.2 in B minor, Op.7

1. Violin Concerto No.1 in D, Op.6 – 1. Allegro maestoso
2. Violin Concerto No.1 in D, Op.6 – 2. Adagio
3. Violin Concerto No.1 in D, Op.6 – 3. Rondo (Allegro spirituoso)
4. Violin Concerto No.2 in B minor, Op.7 – 1. Allegro maestoso – Cadenza: Salvatore Accardo
5. Violin Concerto No.2 in B minor, Op.7 – 2. Adagio
6. Violin Concerto No.2 in B minor, Op.7 – 3. Rondo à la clochette, ‘La campanella’

Salvatore Accardo – Violin
London Philarmonic Orchestra
Charles Dutoit – Conductor

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Postagem restaurada – Ludwig Van Beethoven (1770-1827): Symphonies – Klemperer CD 6 de 6 – Symphony n°9, in D Minor, “Choral” op. 125 – Klemperer, Ludwig, Philharmonia

PUBLICADO ORIGINALMENTE POR FDP BACH EM 16/11/2012, RESTAURADO POR VASSILY EM 28/3/2020 e 06/05/2022

Então chegamos no momento culminante, a maior de todas as sinfonias. Esta sinfonia é tão grandiosa que dispensa maiores comentários. Ela fala por si própria. Basta a mencionarmos que o tema do Ode à Alegria nos vem a mente. É a celebração maior da vida, a culminação da carreira de um dos maiores gênios que a humanidade produziu. Só temos de render-lhe graças e apreciarmos cada detalhe, cada momento, e a termos sempre conosco, para nos alegrar nos momentos de tristeza, para sabermos que ainda existe esperança no final do túnel. Volto a repetir, antes de tudo, a Nona Sinfonia de Beethoven é uma celebração à vida.
Otto Klemperer morreria dois anos depois de realizar esta gravação, e com a certeza de dever cumprido. Foi um dos gigantes da regência do século XX.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Symphonies – CD 6 de 6 –
Symphony n°9, in D Minor, “Choral” op. 125 –
Klemperer, Ludwig, Philharmonia

01. 1. Allegro non troppo, un poco maestoso
02. 2. Molto vivace – Presto
03. 3. Adagio molto e cantabile – Andante moderato
04. 4. Finale
05. Prometheus, Op.43

Aase Nordmo Løvberg – Soprano
Christa Ludwig – Mezzo Soprano
Waldemar Kmentt – Tenor
Hans Hotter – Baixo
Philharmonia Orchestra & Chorus
Otto Klemperer

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FDP

Carl Phillip Emanuel Bach (1714-1788) – CPE Bach Project 2 – Ophélie Gaillard – Pulcinella Orchestra

Por muitos anos, os filhos compositores de Johann Sebastian Bach eram vistos apenas como epígonos pálidos e distantes de suas pai, sem genialidade — uma visão sem sentido que pode somente ser explicado pelo conhecimento inadequado de suas obras.

Hoje, com melhor acesso às suas composições, podemos ter um melhor entendimento de seu verdadeiro valor, principalmente de seus dois filhos mais velhos, Wilhelm Friedemann e Carl Philipp Emanuel. É claro que a única opção deles era escapar da sombra gigantesca lançada sobre eles devido a grandeza de seu pai. Johann Nikolaus Forkel, o primeiro biógrafo de Johann Sebastian, que os conhecia pessoalmente, escreveu em 1802:

‘Tanto ele [C. P. E. Bach] e seu irmão mais velho admitiram que eles foram levados a adotar um estilo próprio pois desejam evitar a comparação com o pai incomparável”. Carl Philipp Emanuel Bach, que era um admirador forte da genialidade de seu pai e um ardente propagandista de sua obras, abriu um novo caminho para si mesmo nessa nova era de sensibilidade vibrante. Altamente admirado em seu próprio século por Haydn, Gluck e Mozart, ele se destaca hoje como um brilhante e compositor altamente original.”

O texto acima foi livremente traduzido por mim, com ajuda do Google Translator, porém é bem maior. Pode ser lido em sua íntegra no booklet que segue em anexo.

Sinfonia No. 3 in C major, Wq. 182/3 (H. 659)
1. Allegro assai
2. Adagio
3. Allegretto

Cello Concerto No. 2 in B-flat major, Wq. 171 (H. 436)
4. Allegro
5. Adagio
6. Allegro assai

Sinfonia in E minor, Wq. 178 (H. 653)
7. Allegro assai
8. Andante moderato
9. Allegro

Piccolo Cello Sonata in D major, Wq. 137 (H. 559)
10. Adagio, ma non tanto
11. Allegro di molto
12. Arioso

Harpsichord Concerto in D minor, Wq. 17 (H. 420)
13. Allegro
14. Un poco adagio
15. Allegro

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BOOKLET – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDP

Postagem restaurada – Ludwig Van Beethoven (1770-1827): Symphonies – Klemperer (5/6)

PUBLICADO ORIGINALMENTE POR FDP BACH EM 9/11/2012, RESTAURADO POR VASSILY EM 27/3/2020 e 6/5/2022

Neste volume Klemperer nos traz a 8ª Sinfonia, outro caso de uma obra de Beethoven pouco interpretada e até mesmo pouco gravada. O que é uma pena, pois ela é uma bela introdução para o que virá pela frente com todo o gigantismo da Nona Sinfonia.
Para completar o CD, temos as três aberturas Leonore e a abertura Coriolan, op. 72.

01. 1. Allegro vivace con brio
02. 2. Allegretto scherzando
03. 3. Tempo di Menuetto
04. 4. Allegro vivace
05. Leonore No.1, Op.138
06. Leonore No.2, Op.72
07. Leonore No.3, Op.72a
08. Coriolan, Op.62

Philharmonia Orchestra
Otto Klemperer – Conductor

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FDPBach

Bedřich Smetana (1824-1884): Minha Pátria (Má Vlast) – Harnoncourt

Bedřich Smetana (1824-1884): Minha Pátria (Má Vlast) – Harnoncourt

Minha Pátria é um conjunto de seis poemas sinfônicos escritos por Bedřich Smetana. De inspiração nacionalista, este poema tem por objetivo retratar cenas da região da Boêmia, de onde o compositor era oriundo.

Smetana passou a vida defendendo a libertação de sua querida pátria das mãos do poderoso Império Austro-Húngaro.  Também é conhecido como o pai da música tcheca.  Talvez ele tenha sido o primeiro compositor a se utilizar dos elementos do folclore e da música popular de seu país. Foi um grande amigo e maior influenciador de Antonín Dvořák, que é o compositor tcheco mais conhecido.

Nikolaus Harnoncourt dispensa apresentações. Com uma carreira internacional reconhecida já há mais de 50 anos, tornou-se um dos grandes regentes do século XX e deste início do século XXI. Suas gravações são sempre reconhecidas como de excepcional qualidade. E nesta sua leitura de Smetana não é diferente.

Convenhamos que com uma orquestra do nível da Filarmônica de Viena as coisas até se tornem um pouco mais fáceis, mas claro que ele impõe sua marca, utilizando um tempo mais cadenciado. Alguns comentaristas se enfureceram com isso. Não vou perder tempo com estas considerações, deixo para os senhores tirarem suas próprias conclusões depois de lerem o excelente booklet assinado pelo próprio Harnoncourt.

(PQP achou o disco sensacional).

Bedřich Smetana (1824-1884): Minha Pátria (Má Vlast) – Harnoncourt

1-1 Vyšehrad 15:55
1-2 Vltava 12:54
1-3 Šárka 10:41
2-1 Z Českých Luhů A Hájů 13:52
2-2 Tábor 14:25
2-3 Blaník 15:28

Wiener Philharmoniker
Nikolaus Harnoncourt – Director

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FDPBach (com PQP)

Sergei Vasilievich Rachmaninoff (1873-1943): Destination Rachmaninov Arrival – Pianos Concertos nº 1 e 3, The Bells, Vocalise

Daniil Trifonov desembarca em grande estilo de sua aventura rachmaninoviana tocando o Primeiro e o Terceiro Concertos para Piano. Trifonov ainda é jovem, e acredito que vai voltar a estes concertos em alguns anos, mais experiente e maduro. Técnica ele tem sobrando. Falta talvez um pouco de maturidade e experiência, que os senhores vão encontrar sobrando com o Horowitz / Ormandy e com outra gravação histórica que o René Denon irá postar logo, logo, com Sviatoslav Richter.

Não poderia afirmar que estas gravações de Daniil Trifonov são as minhas favoritas, mas, repito, ele tem a juventude a seu favor. Lembro de outras duas gravações sensacionais destes Concertos de Rachmaninov, com os solistas ainda jovens: Ashkenazy / Previn, lá dos anos 70, e a incrível gravação de Martha Argerich do Terceiro Concerto, com o Chailly. São com certeza duas gravações históricas para serem usadas como comparação. Então vamos ao que viemos?

Sergey Vasil’yevich Rachmaninov (1873 – 1943)
The Bells, Op. 35
Arr. Trifonov for Piano
1.1. Allegro ma non tanto (The Silver Sleigh Bells)

Daniil Trifonov – Piano

Piano Concerto No. 1 in F-Sharp Minor, Op. 1
2.1. Vivace
3.2. Andante
4.3. Allegro vivace

Daniil Trifonov
The Philadelphia Orchestra
Yannick Nézet-Séguin

5.Vocalise, Op. 34, No. 14 (Arr. Trifonov for Piano)

Daniil Trifonov

Piano Concerto No. 3 in D Minor, Op. 30
6.1. Allegro ma non tanto

7.2. Intermezzo (Adagio)
8.3. Finale (Alla breve)

Daniil Trifonov
The Philadelphia Orchestra
Yannick Nézet-Séguin

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Postagem restaurada – Ludwig Van Beethoven (1770-1827): Symphonies – Klemperer (4/6)

PUBLICADO ORIGINALMENTE POR FDP BACH EM 1/11/2012, RESTAURADO POR VASSILY EM 26/3/2020 e 6/5/2022

Uma sinfonia não tão badalada e outra badaladíssima, então aqui temos a 4ª e a 7ª sinfonias.
O curioso da 4ª sinfonia é que Beethoven retorma à forma clássica em sua abertura, num  adagio tipicamente haydniano mas logo após a sisudez o que temos é um belo exemplo de como a escrita beethoveniana estava se aperfeiçando. A utilização de sopros para introduzir temas já tem ecos da 6ª sinfonia, e o tema desenvolvido se torna alegre, solto, festivo em alguns momentos. E curiosamente lembra também a 7ª, esta sim, entre as duas aqui postadas, um exemplo de maturidade e total domínio da orquestra. Comparações são inevitáveis, e para mim, a gravação definitiva da 7ª Sinfonia sempre será a de Carlos Kleiber, mas gosto é gosto, e até pode se discutir, mas mudá-lo já é outra história.
Pois bem, neste primeiro dia de feriadão (ao menos para mim) nem vou me prolongar muito, e deixarei que Otto Klemperer e sua excepcional Philharmonia Orchestra digam ao que vieram e lhes proporcionem 74 minutos de prazer e emoção.
Bom feriadão para todos. Como 70 % da população de minha cidade, amanhã de manhã pego a estrada e volto apenas no domingo. Eu mereço. Ou pelo menos fiz por merecer.

01. 1. Symphony n° 4, op. 60 – Adagio – Allegro vivace
02. 2. Adagio
03. 3. Menuetto. Allegro vivace – Trio. Un poco meno allegro
04. 4. Allegro ma non troppo
05. 1. Symphony n° 7, op. 92 – Poco sostenuto – Vivace
06. 2. Allegretto
07. 3. Presto – Assai meno presto
08. 4. Allegro con brio

Philharmonia Orchestra
Otto Klemperer – Conductor

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Sergei Vasilievich Rachmaninoff (1873-1943): Destination Rachmaninov – Departure – Daniil Trifonov, The Philadelphia Orchestra Yannick Nézet-Séguin

Nascido em 1991, ou seja, meros 29 anos de idade, Daniil Trifonov vem se afirmando como um dos grandes pianistas do novo século. Vencedor de inúmeras competições, recebeu elogios de Martha Argerich, que o considerou um fenômeno, afirmando que é ‘tudo e mais ‘. e “o que suas mãos fazem é tecnicamente incrível.” Acho que Martinha sabe do que fala, não acham?

Aqui neste CD embarca no que ele chama de ‘Destino Rachmaninov’, projeto no qual ele gravou os quatro Concertos do compositor russo, além de outras obras. É acompanhado por outro jovem músico, que também vem se destacando nos últimos anos, o ótimo maestro  Yannick Nézet-Séguin, que dirige a tradicional Orquestra da Filadélfia.

Aí alguém pode me questionar, poxa, Rachmaninov novamente? Não creio que se trate apenas de postar novamente Rachaminov, mas sim de mostrar os novos talentos que surgem. E Daniil Trifonov não é apenas o futuro, ele já é o presente. Tenho certeza de que ainda iremos ouvir falar muito dele.

Sergey Vasil’yevich Rachmaninov (1873 – 1943)
Piano Concerto No. 2 in C Minor, Op. 18
1.1. Moderato
2.2. Adagio sostenuto
3.3. Allegro scherzando

Daniil Trifonov
The Philadelphia Orchestra
Yannick Nézet-Séguin

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Partita for Violin Solo No. 3 in E Major, BWV 1006
Arr. Piano by Rachmaninov
4.1. Preludio3:48
5.3. Gavotte2:45
6.6. Gigue1:42

Daniil Trifonov

Sergey Vasil’yevich Rachmaninov (1873 – 1943)
Piano Concerto No. 4 in G Minor, Op. 40
7.1. Allegro vivace (Alla breve)
8.2. Largo
9.3. Allegro vivace

Daniil Trifonov
The Philadelphia Orchestra
Yannick Nézet-Séguin

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Postagem restaurada – Ludwig Van Beethoven (1770-1827): Symphonies – Klemperer (3/6)

PUBLICADO ORIGINALMENTE POR FDP BACH EM 24/11/2012, RESTAURADO POR VASSILY EM 25/3/2020 e 6/5/2022

ARQUIVO CORRIGIDO COM NOVO LINK !!!!!!!!!!

Os números dos downloads dos primeiros dois cds são motivadores quando se trata de uma postagem tão longa quanto esta (220 downloads cada cd). Ainda mais morando longe dos grandes centros, com uma estrutura de internet precária como a minha, é preciso paciência para subir tantos cds assim, por isso invejo o colega Bisnaga, que está botando no ar uma coleção imensa como a da Callas.
Mas Beethoven é Beethoven, e por isso preciso dar continuidade na coleção.
Este terceiro CD traz duas sinfonias diferentes em sua concepção. A Quinta Sinfonia dispensa comentários. E adoro o tom haydniano-mozartiano tardio empregado na Segunda Sinfonia. Já comentei em outra integral destas sinfonias que postei que os dois gênios do classicismo são facilmente identificáveis nesta sinfonia mas também já é possível reconhecer a linguagem beethoveeniana se estruturando, criando vida própria, e se impondo. Citando Maynard Ferguson, “a Segunda Sinfonia, op. 36, já é obra de um mestre maduro que está liquidando contas – ou fazendo a paz – com a tradição sinfônica clássica antes de embarcar numa viagem musical sem precedentes. É uma obra que tem características retrospectivas e prospectivas: está firmemente enraizada nas últimas sinfonias de Mozart e Haydn, ao mesmo tempo que prenuncia os desenvolvimentos subsequentes de Beethoven por seus contrastes dinâmicos, modulações inesperadas e movimento propulsivo, tudo controlado por um confiante e fluente classicismo”.
Klemperer continua com total domínio da excepcional Philharmonia Orchestra, e mostra toda sua categoria e maturidade com uma Quinta Sinfonia que pode assustar alguns karajanmaníacos, como eu próprio, mas depois de um tempo entendemos sua proposta e então nos deliciamos com uma das melhores gravações desta sinfonia que já tive a oportunidade de ouvir.

01 Symphony n° 2, op. 36 – 1. Adagio molto – Allegro con brio
02. 2. Larghetto
03. 3. Scherzo and Trio. Allegro
04. 4.  Allegro molto
05. 1. Symphony n°5, em C Minor, op. 67 – Allegro con brio
06. 2. Andante con moto – Piu mosso – Tempo I
07. 3. Allegro –
08. 4. Allegro – Presto

Philharmonia Orchestra
Otto Klemperer – Conductor

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FDPBach

 

G. F. Handel (1685-1759): As Cantatas Italianas, Vol. VI – Olinto Pastore

G. F. Handel (1685-1759): As Cantatas Italianas, Vol. VI – Olinto Pastore

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Após um hiato entre estas postagens handelianas, volto para postar mais um cd dessa coleção maravilhosa. Reconheço que desconhecia uma boa parte destas peças, e elas são realmente espetaculares. Além da qualidade da música, lindíssima, a interpretação também é excelente.

Não sei o por quê, mas sempre acabo me envolvendo com estas coleções, e dentre os outros membros do blog, minha internet deve ser a pior e mais lenta. É o preço por viver “afastado” da civilização, em um sítio, onde mal chega a linha telefônica. Afastado em termos, pois moro ao lado de uma Rodovia Federal que dá acesso à minha cidade, e os engarrafamentos são constantes nos horários de pico. Digamos que a tranquilidade venha apenas nos finais de semana.

G. F. Handel (1685-1759): As Cantatas Italianas, Vol. VI – Olinto Pastore

Olinto, Pastore Arcade (Oh! Come Chiare E Belle), HWV 143
1 Sonata: (Allegro) 1:08
2 Aria: Oh! Come Chiare E Belle [R1] 3:17
3 Recitativo: Ma Quel Che Più D’ogn’altro [R1, RB]] 1:05
4 Aria: Chi Mi Chiama? [RB] 2:58
5 Recitativo: Dell’arcadi Foreste [R1, RB] 1:02
6 Aria: Più Non Spero [RB] 0:20
7 Recitativo: Per Te Non Più Rubella [R1, RB] 1:37
8 Aria: Caro Tebro [YAF] 3:46
9 Recitativo: Si, La Gloria Son Io [YAF] 0:44
10 Aria: Tornami A Vagheggiar [YAF] 2:29
11 Recitativo: Tebro, Tu Non Respondi? [R1] 0:32
12 Aria: Al Suon Che Destano [R1] 1:32
13 Recitativo: Di Stupor, Di Diletto [RB, YAF] 1:03
14 Aria: Io Torno A Sperare [RB] 2:44
15 Recitativo: Di Si Giuste Speranze [YAF] 0:41
16 Aria: Astro Clemente [YAF] 1:58
17 Recitativo: Tebro, Ti Dissi Il Vero [R1, RB] 1:06
18 Aria: Alle Voci Del Bronzo Guerriero [R1] 2:47
19 Coro: Viva, Viva! 0:27

Duello Amoroso (Amarilli Vezzosa), HWV 82
20 Sonata: (Allegro) 1:33
21 Menuetto 0:50
22 Recitativo: Amarilli Vezzosa [RB] 0:35
23 Aria: Pieto Sguardo [RB] 3:08
24 Recitativo: Dunque Tanto S’avanza [YAF] 4:24
25 Aria: Piacer Che Non Si Dona [YAF] 4:05
26 Recitativo: Si, Si, Crudel, Ti Accheta [RB, YAF] 0:40
27 Aria: Quel Nocchiero [YAF] 2:13
28 Recitativo: Amarilli, Amarilli [RB] 0:33
29 Aria: È Vanità D’un Cor [RB] 4:40
30 Or Su, Giacché Ostinato [YAF, RB] 1:47
31 Aria: Si, Si, Lasciame, Ingrate [YAF, RB] 2:00

Alpestre Monte, HWV 81
32 Accompagnato: Alpestre Monte [YAF] 0:49
33 Aria: Io So Ben [YAF] 5:01
34 Recitativo: Quindi Men Vengo A Voi [YAF] 1:05
35 Aria: Almen Dopo Il Fato Mio [YAF] 5:18

Cello – Caterina Dell’Agnello
Double Bass – Davide Nava
Ensemble – La Risonanza
Soprano Vocals – Roberta Invernizzi
Violin – Carlo Lazzaroni, Elena Telò, Leila Schayegh, Raffaello Negri, Rossella Borsoni, Silvia Colli

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Ainda há vida do banquete, Adriaen van Utrecht, 1644

FDPBach (revalidado por PQP)

Carl Phillip Emanuel Bach (1714-1788) – CPE Bach Project 1 – Ophélie Gaillard – Pulcinella Orchestra

AP080 - sleeve

Quando fiz a postagem deste primeiro CD ainda não conhecia muito bem esta excepcional instrumentista, arranjadora, violoncelista, musicóloga, e sei lá quantos mais adjetivos poderia acrescentar. Recentemente Gaillard concluiu o que intitulou de CPE Bach Project, lançando o segundo CD. Mas antes de apresentá-lo, precisamos atualizar esta postagem, trazendo novo link e maiores informações sobre o projeto. E é a própria Ophelie Gaillard quem se encarrega disso:

“Depois de dedicar um primeiro álbum às sonatas para violoncelo de Antonio Vivaldi, em 2005, em seguida homenageando em 2009 ao mais brilhante dos violoncelistas, Luigi Boccherini, cruzamos, com meus cúmplices do conjunto Pulcinella, o universo das cantatas de Johann Sebastian Bach via violoncelo piccolo. Além de sua sexta suíte, o Kantor confiou nada menos que nove árias a esse instrumento ao longo de seus diferentes períodos criativos. E foi dentro deste curso de explorar o repertório concertante com violoncelo na última década, um compositor conseguiu nossa atenção e continuamente voltava sob nossos dedos: Carl Philipp Emanuel Bach.

Longe de ser um epígono pálido de seu pai, a quem ele tanto admirava, sendo um de seus defensores mais ardentes e também muito longe da estética galante de sua Berlim do seu colega flautista Quantz, realizada a esse respeito por Frederico II da Prússia, Carl Philipp Emanuel de fato revelou-se em toda a sua singularidade e literalmente reinventou todos os gêneros que ele tocou. Ele revolucionou o trio sonata tanto quanto o concerto ou sinfonia, derrubou formulários e códigos até modificar a posição do solista em relação à orquestra. Aqui o violoncelo não é mais um baixo contínuo ou mesmo parte do tecido orquestral, mas realmente incorpora a alteridade, posicionando-se radicalmente de frente para a orquestra e criando um diálogo que às vezes é violento, às vezes extremamente sensual. Anuncia assim as horas de glória do violoncelo nos repertórios clássico e romântico, de Haydn a Schumann. Mozart não se enganou quando ele falou sobre C.P.E: ‘é o pai, nós somos seus filhos’. Que reviravolta no destino desse “filho de …”!
Há nove anos, estamos em companhia deste gênio surpreendente. Isso é longo ainda, ao mesmo tempo, não há muito para fazer um balanço dessa revolução. Precisamos de mais tempo para elaborar o tecido orquestral, para trabalhar no arranjo do discurso, para domesticar as eruptivas nuances de sua linguagem muitas vezes desconcertante e sua dramaturgia e lirismo poderosamente eficazes. E tempo também para absorver os conselhos do próprio compositor, que recomenda total emoção e envolvimento sensível por parte do músico, ao contrário de seu amigo Diderot em seu “Paradoxe du comédien”. Assim, ele escreveu: “Você deve primeiro sentir a emoção que você despertará no ouvinte ”
P.S. Livre tradução deste que vos escreve, com uma pequena ajuda do Google Translator.

Mais um belo CD que mostra o talento desta excepcional voloncelista, Ophélie Gaillard. Já postei outros cds com algumas destas obras, com músicos igualmente excepcionais, e lhes garanto que a francesa está no mesmo nível. Oferece uma leitura mais crua, eu diria, e o excelente conjunto Pulcinella é um destaque à parte. Sugiro aos senhores que ouçam esse CD com fones de ouvido, para melhor poder apreciar os timbres dos instrumentos, principalmente do violoncelo solista.

O segundo CD desse projeto já está sendo providenciado.

01 – Concerto pour violoncelle en La Mineur, Wq 170-I. allegro assai
02 – Concerto pour violoncelle en La Mineur, Wq 170-II. andante
03 – Concerto pour violoncelle en La Mineur, Wq 170-III. allegro assai
04 – Sinfonia No. 5 en Si Mineur, Wq 182-I. allegretto
05 – Sinfonia No. 5 en Si Mineur, Wq 182-II. larghetto
06 – Sinfonia No. 5 en Si Mineur, Wq 182-III. presto
07 – Concerto pour violoncelle en La Majeur, Wq 172-I. allegro
08 – Concerto pour violoncelle en La Majeur, Wq 172-II. largo
09 – Concerto pour violoncelle en La Majeur, Wq 172-III. allegro assai

Ophélie Gaillard
Pulcinella Orchestra

10 – Sonate en Ut Mineur pour deux violons et basse ”Sanguineus & Melancholicus”, Wq 161-I. allegretto
11 – Sonate en Ut Mineur pour deux violons et basse ”Sanguineus & Melancholicus”, Wq 161-II. adagio
12 – Sonate en Ut Mineur pour deux violons et basse ”Sanguineus & Melancholicus”, Wq 161-III. allegro

Thibault Noally, violin – violon I
Nicolas Mazzoleni, violin – violon II
Ophélie Gaillard, cello – violoncelle
Francesco Corti, fortepiano – pianoforte

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Postagem restaurada – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sonatas Opp. 81a, 90, 101, 106, 109, 110 – Emil Gilels #BTHVN250

PUBLICADO ORIGINALMENTE POR FDP BACH EM 25 DE OUTUBRO DE 2008, RESTAURADO POR VASSILY EM 22/3/2020 (ReRestaurado por RD em 11/11/2020)

Muito bem, para encerrar mais esta saga, eis os dois últimos cds da série de Sonatas de Beethoven gravadas pelo grande pianista russo Emil Gilels. Sei que várias outras versões foram postadas, mas sempre partimos do seguinte princípio: qualidade, ao invés de quantidade. E não quero crer que alguém não goste desta variedade saudável.

Tenho estado ocupado nos últimos tempos, sem poder me dedicar muito ao blog, mas sei que ele está em boas mãos. A variedade que está sendo oferecida me deixa feliz, assim como os comentários. E claro, os números… média de 2000 acessos diários.. isso sim é um sucesso… o mano pqp soube escolher muito bem os colaboradores, e cada vez mais me surpreendo com a qualidade das postagens, e os textos que as apresentam.

Enfim, agora temos 6 peso pesados do repertório pianístico, entre elas a sensível “Les Adieux”, op. 81a, e a poderosa “Hammerklavier”, de op. 106, todas conhecidas dos senhores, por isso nem preciso entrar em maiores detalhes.

Musical and wise Beethoven, Exceptional recording, são alguns dos adjetivos aplicados pelos clientes da amazon para estas gravações de Gilels. Aliás, o adjetivo inteligente é muito bem aplicado, pois a técnica de Gilels permite identificar a genialidade beethoviniana por trás de cada nota, ainda mais quando se trata destes últimos opus. Como salientou nossa querida Clara Schumann, antes de tudo, o que temos aqui é um pianista preocupado com a clareza de seu fraseado. E creio que ela saiba do que está falando, afinal de contas, já foi considerada uma das grandes pianistas de seu tempo, e seu marido era outro mestre do instrumento.

Em outra ocasião postarei a versão de Wilhelm Kempff, outro monstro neste repertório,  para as devidas “comparações”, já que este é um dos objetivos do blog.

Pois então, conituemos com esta “overdose” pianística.

Ludwig van Beethoven – Sonatas Opp. 81a, 90, 109 & 110, Sonatas Opp. 101 & 106

CD 8 – Sonatas Opp. 81a, 90, 109 & 110 – Gilels

01 – Sonate No.26 Es-dur op.81a ‘Les Adieux’ – 1. Das Lebewohl Adagio – Allegro
02 – Sonate No.26 Es-dur op.81a ‘Les Adieux’ – 2. Abwesenheit Andante espressivo
03 – Sonate No.26 Es-dur op.81a ‘Les Adieux’ – 3. Das Wiedersehen Vivacissimamente
04 – Sonate No.27 e-moll op.90 – 1. Mit Lebhaftigkeit und durchaus mit Empfindung
05 – Sonate No.27 e-moll op.90 – 2. Nicht zu geschwind und sehr singbar vorzutragen
06 – Sonate No.30 E-dur op.109 – 1. Vivace ma non troppo – Adagio espressivo
07 – Sonate No.30 E-dur op.109 – 2. Prestissimo
08 – Sonate No.30 E-dur op.109 – 3. Gesangvoll, mit innigster Empfindung
09 – Sonate No.30 E-dur op.109 – 4. Variation I molto espressivo
10 – Sonate No.30 E-dur op.109 – 5. Variation II Leggiermente
11 – Sonate No.30 E-dur op.109 – 6. Variation III Allegro vivace
12 – Sonate No.30 E-dur op.109 – 7. Variation IV Etwas langsamer als das Thema
13 – Sonate No.30 E-dur op.109 – 8. Variation V Allegro, ma non troppo
14 – Sonate No.30 E-dur op.109 – 9. Variation VI Tempo I del tema
15 – Sonate No.31 As-dur op.110 – 1. Moderato cantabile molto espressivo
16 – Sonate No.31 As-dur op.110 – 2. Allegro molto
17 – Sonate No.31 As-dur op.110 – 3. Adagio ma non troppo – Fuga

CD 9 –  Sonatas Opp. 101 & 106

01 – Sonata No.28 in A, Op.101 – 1. Allegretto ma non troppo
02 – Sonata No.28 in A, Op.101 – 2. Vivace alla Marcia
03 – Sonata No.28 in A, Op.101 – 3. Adagio ma non troppo, con affetto
04 – Sonata No.28 in A, Op.101 – 4. Allegro
05 – Sonata No.29 in B flat, Op.106 Hammerklavier – 1. Allegro
06 – Sonata No.29 in B flat, Op.106 Hammerklavier – 2. Scherzo. Assai vivace
07 – Sonata No.29 in B flat, Op.106 Hammerklavier – 3. Adagio sostenuto
08 – Sonata No.29 in B flat, Op.106 Hammerklavier – 4. Largo – Allegro risoluto

Emil Gilels – Piano

CD 8 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

MP3 320 | KBPS | 170 MB

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MP3 320 | KBPS | 61 MB

Postagem restaurada – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sonatas Opp. 31, 49, 53, 57 & 79 – Emil Gilels #BTHVN250

PUBLICADO ORIGINALMENTE POR FDP BACH EM 22 DE OUTUBRO DE 2008, RESTAURADO POR VASSILY EM 21/3/2020

Dando prosseguimento à saga Gilels/Beethoven, venho com dose dupla. As sonatas op. 31, e as 2 Sonatas Op. 49, além das de Opp. 53, 57 & 79. Isso mesmo, dois cds de uma só vez.

Destaques? Tanto a “Waldstein” quanto a “Apassionata” deixarão os senhores satisfeitos. Mas no conjunto, são dois cds excepcionais, sem dúvida alguma. Gilels sabe exatamente o que está fazendo, e conhece muito bem do assunto.

Deixarei programada para a sexta feira a postagem dos últimos dois cds da série, pois estarei ocupado na sala de aula.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – 3 Sonatas op. 31, 2 Sonatas Op. 49, Opp. 53, 57 & 79

CD 6

01 – Sonate No.16 G-dur op.31 No.1 – 1. Allegro vivace
02 – Sonate No.16 G-dur op.31 No.1 – 2. Adagio grazioso
03 – Sonate No.16 G-dur op.31 No.1 – 3. Rondo (Allegretto)
04 – Sonate No.17 d-moll op.31 No.2 ‘Der Sturm’ – 1. Largo – Allegro
05 – Sonate No.17 d-moll op.31 No.2 ‘Der Sturm’ – 2. Adagio
06 – Sonate No.17 d-moll op.31 No.2 ‘Der Sturm’ – 3. Allegretto
07 – Sonate No.18 Es-dur op.31 No.3 – 1. Allegro
08 – Sonate No.18 Es-dur op.31 No.3 – 2. Scherzo (Allegretto vivace)
09 – Sonate No.18 Es-dur op.31 No.3 – 3. Menuetto (Moderato e grazioso) & Trio
10 – Sonate No.18 Es-dur op.31 No.3 – 4. Presto con fuoco

CD 7

01 – Sonate No.19 g-moll op.49 No.1 – 1. Andante
02 – Sonate No.19 g-moll op.49 No.1 – 2. Rondo (Allegro)
03 – Sonate No.19 G-dur op.49 No.2 – 1. Allegro ma non troppo
04 – Sonate No.19 G-dur op.49 No.2 – 2. Tempo di Menuetto
05 – Sonate No.21 C-dur op.53 ‘Waldstein’ – 1. Allegro con brio
06 – Sonate No.21 C-dur op.53 ‘Waldstein’ – 2. Introduzione (Adagio molto)
07 – Sonate No.21 C-dur op.53 ‘Waldstein’ – 3. Rondo-Allegretto moderato
08 – Sonate No.23 f-moll op.57 ‘Appassionata’ – 1. Allegro assai
09 – Sonate No.23 f-moll op.57 ‘Appassionata’ – 2. Andante con moto
10 – Sonate No.23 f-moll op.57 ‘Appassionata’ – 3. Allo. ma non troppo – Presto
11 – Sonate No.25 G-dur op.79 – 1. Presto alla tedesca
12 – Sonate No.25 G-dur op.79 – 2. Andante
13 – Sonate No.25 G-dur op.79 – 3. Vivace

Emil Gilels – Piano

CD 6 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 7 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDP Bach

The 20th-Century Piano Concerto, Vol.2 – Vários compositores e artistas

O segundo CD desta curiosa série traz ao menos dois registros memoráveis, a saber, o Segundo Concerto de Prokofiev com Alexander Toratze acompanhado pelo então jovem Valery Gergiev, e a histórica gravação do Segundo Concerto de Béla Bártok com Stephen Kovacevich.
Para muitos essa mistura pode soar estranha, afinal o CD termina com o Concerto para Piano de Schönberg, cmo ninguém mais ninguém menos que Alfred Brendel. O ultra romântico Terceiro Concerto de Rachmaninoff ao lado de Bártok e de Prokofiev… enfim, escolhas do produtor. Mas o que vale realmente é audição destas gravações.

Disc 1
Piano Concerto No. 2 In G minor, Op. 16
Composed By – Prokofiev*
Conductor – Valery Gergiev
Orchestra – Kirov Orchestra
Piano – Alexander Toradze
1.1 I. Andantino
1.2 II. Scherzo. Vivace
1.3 III. Intermezzo. Allegro Moderato
1.4 IV. Finale. Allegro Tempesto
Piano Concerto No.3 In D Minor, Op. 30
Composed By – Rachmaninoff*
Conductor – Edo de Waart
Orchestra – The San Francisco Symphony Orchestra
Piano – Zoltán Kocsis
1.5 I. Allegro Ma Non Tanto
1.6 Intermezzo (Adagio)
1.7 III. Finale (Alle Breve)
Disc 2
Piano Concerto In G major
Composed By – Ravel*
Conductor – Ivan Fischer
Orchestra – Budapest Festival Orchestra
Piano – Zoltán Kocsis
2.1 I. Allegramente
2.2 II. Adagio Assai
2.3 III. Presto
Piano Concerto No. 2, BB 75
Composed By – Bartók*
Conductor – Sir Colin Davis
Orchestra – BBC Symphony Orchestra
Piano – Stephen Kovacevich*
2.4 I. Allegro
2.5 II. Adagio – Presto – Adagio
2.6 III. Allegro Molto
Piano Concert, Op. 42
Composed By – Schoenberg*
Conductor – Rafael Kubelik
Orchestra – Bavarian Radio Symphony Orchestra*
Piano – Alfred Brendel
2.7 I. Andante
2.8 II. Molto Allegro (Bar 176)
2.9 III. Adagio (Bar 264)
2.10 IV. Giocoso (Moderato) (Bar 329)

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Postagem restaurada – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sonatas opp. 27 & 28 – Emil Gilels #BTHVN250

PUBLICADO ORIGINALMENTE POR FDP BACH EM 19 DE OUTUBRO DE 2008, RESTAURADO POR VASSILY EM 20/3/2020

A falta de tempo, aliada a clássica preguiça, além de um péssimo serviço prestado nas últimas semanas pelo rapidshare, são os atuais responsáveis pela minha falta de postagens. Ah também não posso esquecer de mencionar a chuva que cai insistentemente nos últimos dias. E estes dias úmidos nos deixam deprimidos. Não podemos fazer nada. O que realmente importa nesta altura do campeonato é que tenho ainda pouco menos de 20 dias de ano letivo.. depois disso, as tão esperadas e sonhadas férias.

Mais três obras primas do repertório pianístico nas mãos de Gilels… sem dúvida, uma excelente companhia para este final de semana chuvoso e sem graça que está fazendo.O destaque é a magnífica “Sonata ao Luar”. Conheci poucas versões tão inspiradas quanto esta. Gilels em seu apogeu.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – CD5 – Beethoven – 2 Sonatas Op. 27, Op. 28 – Gilels

01 – Sonate No.13 Es-dur op. 27 No.1 – 1. Andante – Allegro – Tempo I
02 – Sonate No.13 Es-dur op. 27 No.1 – 2. Allegro molto e vivace
03 – Sonate No.13 Es-dur op. 27 No.1 – 3. Adagio con espressione
04 – Sonate No.13 Es-dur op. 27 No.1 – 4. Allegro vivace – Presto
05 – Sonate No.14 cis-moll op. 27 No.2 ‘Mondschein’ – 1. Adagio sostenuto
06 – Sonate No.14 cis-moll op. 27 No.2 ‘Mondschein’ – 2. Allegretto
07 – Sonate No.14 cis-moll op. 27 No.2 ‘Mondschein’ – 3. Presto agitato
08 – Sonate No.15 D-dur op.28 ‘Pastorale’ – 1. Allegro
09 – Sonate No.15 D-dur op.28 ‘Pastorale’ – 2. Andante
10 – Sonate No.15 D-dur op.28 ‘Pastorale’ – 3. Scherzo. Allegro vivace
11 – Sonate No.15 D-dur op.28 ‘Pastorale’ – 4. Rondo. Allegro ma non troppo

Emil Gilels – Piano

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The 20th-Century Piano Concerto, Vol.1 – Vários compositores e artistas

A Coleção Philips DUO era uma espécie de Best of do selo Philips, e sempre tive um sonho de completá-la, pois foi graças a estas gravações que tive acesso a muita coisa boa. Felizmente, nos últimos anos acho que consegui alcançar meu objetivo de ter todos os volumes. E volto a repetir, tem muita coisa boa.

O Volume que ora vos trago (na verdade, serão dois volumes com dois cds cada) traz o que os produtores consideram os Melhores Concertos para Piano do Século XX, com toda a gama de artistas que tinham contratos com aquela gravadora. Alguns mais conhecidos, outros menos conhecidos, enfim, é uma boa oportunidade para conhecermos um pouco a produção do Século XX. Para quem gosta de gravações antigas, principalmente realizadas entre os anos 50, 60 e 70, é um prato cheio.

Neste primeiro volume teremos desde Prokofiev até De Falla, passando, é claro, por Bártok, Stravinsky, Gershwin e Ravel. Temos aqui intérpretes como Clara Haskill, Steven Kovacevich, Zóltan Kóscis, dentre outros. Gostei muito da escolha do repertório e dos músicos envolvidos. Para pincelar um panorama do piano no século XX creio que todos estão muito bem representados. Na sequência trarei o segundo volume. Vamos, no momento, nos degustar com o Bártok de Kovacevich, o Prokofiev de Byron Janis, e o magnífico De Falla de Clara Haskill. Só tem fera aqui.

CD 1

Piano Concerto No. 3 In C
Composed By – Prokofiev*
Conductor – Kiril Kondrashin
Orchestra – Moscow Philharmonic Orchestra
Piano – Byron Janis
1.1 1. Andante – Allegro
1.2 2. Tema Con Variazione
1.3 3. Allegro Ma Non Tropo
Nights In The Gardens Of Spain
Composed By – De Falla*
Conductor – Igor Markevitch
Orchestra – Orchestre Des Concerts Lamoureux
Piano – Clara Haskil
1.4 1. En El Generalife
1.5 2. Danza Lejana
1.6 3. En Los Jardines de la Sierra de Córdoba
Piano Concerto In F
Composed By – Gershwin*
Conductor – Howard Hanson
Orchestra – Eastman-Rochester Orchestra
Piano – Eugene List
1.7 1. Allegro
1.8 2. Adagio
1.9 3. Allegro Agitato

Piano Concerto No. 3
Composed By – Bartók*
Conductor – Sir Colin Davis
Orchestra – The London Symphony Orchestra
Piano – Stephen Kovacevich*
2.1 1. Allegretto
2.2 2. Adagio Religioso
2.3 3. Allegro Vivace
Concerto For Piano And Wind Instruments
Composed By – Stravinsky*
Conductor – Sir Colin Davis
Orchestra – BBC Symphony Orchestra
Piano – Stephen Kovacevich*
2.4 1. Largo – Allegro – Più Mosso – Maestoso
2.5 2. Largo
2.6 3. Allegro
Rhapsody In Blue
Composed By – Gershwin*
Conductor – Howard Hanson
Orchestra – Eastman-Rochester Orchestra
Piano – Eugene List
2.7 Rhapsody In Blue
Piano Concerto In D For The Left Hand
Composed By – Ravel*
Conductor – Ivan Fischer
Orchestra – Budapest Festival Orchestra
Piano – Zoltán Kocsis
2.8 1. Lento
2.9 2. Allegro
2.10 3. Tempo I

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CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Postagem restaurada – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sonatas opp. 22 & 26, Variações “Eroica”, Op. 35 – Emil Gilels #BTHVN250

PUBLICADO ORIGINALMENTE POR FDP BACH EM 15 DE OUTUBRO DE 2008, RESTAURADO POR VASSILY EM 19/3/2020

Trago mais um cd da “integral” incompleta de Beethoven na interpretação de Emil Gilels.

Com esta overdose pianística, pretendo apenas colocar a disposição de nossos leitores / ouvintes, principalmente àqueles que estão começando agora a “penetrar” neste mundo maravilhoso da música chamada clássica, interpretações de qualidade, com músicos de altíssimo nível, sempre ressaltando que minha preocupação antes de tudo é com a qualidade, e não a quantidade.

Gilels interpreta aqui as sonatas No.11 B-dur op.22, No.12 As-dur op.26, e as 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’, e como sempre, com competência de sempre.

Enjoy it.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Sonatas nºs 11, op.22, nº 12, op.26, 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’

01 – Sonate No.11 B-dur op.22 – 1. Allegro con brio

02 – Sonate No.11 B-dur op.22 – 2. Adagio con molta espressione

03 – Sonate No.11 B-dur op.22 – 3. Memuetto

04 – Sonate No.11 B-dur op.22 – 4. Rondo. Allegretto

05 – Sonate No.12 As-dur op.26 – 1. Andante con Variazioni

06 – Sonate No.12 As-dur op.26 – 2. Scherzo. Allegro molto

07 – Sonate No.12 As-dur op.26 – 3. Marcia funebre

08 – Sonate No.12 As-dur op.26 – 4. Allegro

09 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Introduzione

10 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Tema

11 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation I

12 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation II

13 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation III

14 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation IV

15 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation V

16 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation VI

17 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation VII

18 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation VIII

19 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation IX

20 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation X

21 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation XI

22 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation XII

23 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation XIII

24 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation XIV

25 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Variation XV

26 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Coda

27 – 15 Variationen mit Fuge Es-dur op.35 ‘Eroica’ – Finale alla Fuga

Emil Gilels – Piano

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Anton Bruckner – Sinfonias 7, 8 e 9 – Eugen Jochum, Staatskapelle Dresden

Agora o bicho pega. Só tem peso pesado nesta conclusão de mais uma integral, desta vez, das Sinfonias de Bruckner, este compositor tão único dentro do universo de grandes compositores contemporâneos seus, como Brahms, Schumann, Wagner, Tchaikovsky, entre tantos outros. Mais do que nunca, nestas últimas três sinfonias é mais que nítida a influência da música de Wagner, a quem reverenciava.

Eugen Jochum como sempre reina soberano neste repertório, e a Staatskapelle Dresden sob seu comando dispensa comentários.

01. Symphony No.7 in E Major, WAB 107, 1. Allegro moderato
02. Symphony No.7 in E Major, WAB 107, 2. Adagio (Sehr feierlich und sehr langsam)
03. Symphony No.7 in E Major, WAB 107, 3. Scherzo (Sehr schnell)
04. Symphony No.7 in E Major, WAB 107, 4. Finale (Bewegt, doch nicht schnell)

01. Symphony No.8 in C Minor, WAB 108, 1. Allegro moderato
02. Symphony No.8 in C Minor, WAB 108, 2. Scherzo (Allegro moderato) –
03. Symphony No.8 in C Minor, WAB 108, 3. Adagio (Feierlich langsam)
04. Symphony No.8 in C Minor, WAB 108, 4. Finale (Feierlich)

01. Symphony No. 9 In D Minor, WAB 109, 1. Feierlich. Misterioso
02. Symphony No. 9 In D Minor, WAB 109, 2. Scherzo (Bewegt lebhaft) –
03. Symphony No. 9 In D Minor, WAB 109, 3. Adagio (Langsam, feierlich)

Staatskapelle Dresden
Eugen Jochum – Conductor

 

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Postagem restaurada – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sonatas Op. 10 – Emil Gilels #BTHVN250

PUBLICADO ORIGINALMENTE POR FDP BACH EM 12 DE OUTUBRO DE 2008, RESTAURADO POR VASSILY EM 18/3/2020

Estou muito feliz com a receptividade de meus últimos posts. No Chopin de Kristian Zimerman já tivemos 271 downloads e com o Beethoven do Gilels já foram quase 100 downloads em menos de 3 dias. Com o Listz de Andsnes, tivemos 111 downloads em menos de três dias. Média excelente. Uma curiosidade: tentei baixar o cd duplo deste norueguês tocando Schubert (as últimas quatro sonatas) do avaxhome, no dia segunte à sua apresentação aqui em minha cidade: pois o rapidshare não havia apagado seus links, sendo que dois dias antes eu os testei e estavam todos funcionando perfeitamente? Coincidência ou dedo durismo, não sei…Enfim, mais chato que isso é o problema que estou tendo com o teclado de meu notebook, que comprei há pouco menos de dois meses.. o cursor insiste em pular para outro lugar enquanto estou escrevendo alguma coisa. Irritante, para não dizer outra coisa.

Pois então, eis mais três sonatas de Beethoven interpretadas pelo grande Emil Gilels. Muitos foram os elogios que ouvi sobre este pianista, um dos maiores de sua geração: sua interpretação é limpa, sem exageros, não se importa com performances mirabolantes e sim procura tirar da música sua essência: a melodia.  Minha colega de blog, Clara Schumann, elogiou a clareza de seu fraseado. Pelo que li, o supra sumo desta “integral” é sua Hammerklavier. Veremos… dia destes ainda ouvi esta sonata interpretada por uma jovem pianista russa (jovem à época em que gravou), Galina alguma coisa (desculpem, me atrapalho um pouco com os sobrenomes russos). A juventude desta moça atrapalhou um pouco a interpretação, que achei um tanto quanto abafada, talvez problemas de gravação, mas em certos momentos a achei meio apática, e isso não creio que algum engenheiro de som consiga resolver.

Mas estas 3 sonatas op. 10 trazem um pouco mais da genialidade beethoveniana, nesta fase já começando a tomar forma, tal qual um diamante bruto sendo lapidado. E Emil Gilels, do alto de sua experiência, e claro, talento, dá forma à estas obras primas do repertório pianístico.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – 3 Sonatas op. 10 – Emil Gilels

01 – Sonate No.5 c-moll op.10 No.1 – 1. Allegro molto e con brio
02 – Sonate No.5 c-moll op.10 No.1 – 2. Adagio molto
03 – Sonate No.5 c-moll op.10 No.1 – 3. Finale. Prestissimo
04 – Sonate No.6 F-dur op.10 No.2 – 1. Allegro
05 – Sonate No.6 F-dur op.10 No.2 – 2. Allegretto
06 – Sonate No.6 F-dur op.10 No.2 – 3. Presto
07 – Sonate No.7 D-dur op.10 No.3 – 1. Presto
08 – Sonate No.7 D-dur op.10 No.3 – 2. Largo e mesto
09 – Sonate No.7 D-dur op.10 No.3 – 3. Menuetto (Allegro) & Trio
10 – Sonate No.7 D-dur op.10 No.3 – 4. Rondo (Allegro)

Emil Gilels – Piano

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FDP Bach