BTHVN250 – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Concertos nº 1 & nº 3 – Leon Fleisher, Cleveland Orchestra, George Szell

 

FrontHoje trago para os senhores uma repostagem para continuar com minha contribuição às comemorações dos 250 anos do nascimento de Beethoven. E com uma turminha muito especial: Leon Fleischer e George Szell, nos áureos deste com a Orquestra de Cleveland. 

O norte-americano Leon Fleischer (californiano, para ser mais exato), foi um fenômeno do piano que apareceu nas paradas ali em meados dos anos 50. O rapaz foi aluno de Arthur Schabel, quiçá o maior intérprete de Beethoven da primeira metade do século XX. Participou de diversas gravações com George Szell e sua Cleveland Orchestra, incluindo aí uma turnê até na Rússia. Ah, com meros 16 anos de idade se apresentou com a New York Philharmonic sob a direção de Pierre Monteux. tem currículo o rapaz… mas continuarei a dar detalhes autobiográficos dele nas postagens que concluirão esta série. 

Não sei quantas versões tenho dos concertos para piano de Beethoven, nem quantas já ouvi. Tenho algumas versões favoritas, enquanto que outras se encontram naquela lista para se ouvir com mais atenção, pois tem alguma coisa que se destaca.

Talvez estas gravações de Leon Fleischer se encontrem nesta categoria, pois não as tenho há muito tempo. Claro que os nomes envolvidos chamam a atenção, ainda mais depois da formidável leitura que este mesmo trio, Fleischer / Szell / CO, fez dos concertos de Brahms. Confesso, portanto, que ouvi poucas vezes estes CDs, e deixo a seu cargo a responsabilidade de classificá-los.

Minhas postagens tem sido feitas a toque de caixa, devido a eterna falta de tempo. E aqui novamente não vai ser diferente. Um cd por dia, certo?

01 Piano Concerto #1 In C, Op. 15 – Allegro Con Brio
02 Piano Concerto #1 In C, Op. 15 – Largo
03 Piano Concerto #1 In C, Op. 15 – Allegro Scherzando
04 Piano Concerto #3 In C Minor, Op. 37 – Allegro Con Brio
05 Piano Concerto #3 In C Minor, Op. 37 – Largo
06 Piano Concerto #3 In C Minor, Op. 37 – Allegro

Leon Fleischer – Piano
Cleveland Orchestra
George Szell – Conductor

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FDP

Richard Strauss (1864-1949) – Also Sprach Zarathustra, Vier Letzte Lieder – Janowitz, Karajan, BPO

Com certeza um dos temas mais marcantes já compostos na história da música é o tema inicial de “Also Sprach Zarathustra”, do compositor  alemão Richard Strauss. Minha geração (nasci em 1965) teve a oportunidade de ouvi-la em diversas ocasiões, mas com certeza o tema ficou imortalizado com o clássico de Stanley Kubrick, “2001 Uma Odisséia no Espaço”, com certeza um dos filmes mais importantes da história do cinema. Sim, eu sei, estou exagerando nos superlativos. Mas com certeza é assim mesmo. Acredito que todos que acompanham esse Blog conhecem a obra, se não inteira, pelo menos seu primeiro movimento.

Esse poema sinfônico foi composto em 1896 e estreado naquele mesmo ano. É livremente baseado na obra prima do filósofo alemão Friedrich Nietszche. Mas isso todo mundo sabe.

Herbert von Karajan está em casa com este repertório. O conhecia perfeitamente e deve ter regido a obras inúmeras vezes. Para os interessados, no Youtube se encontra uma entrevista com um especialista em Strauss que relata o encontro do jovem maestro com o veterano compositor e também maestro, lá no começo da década de 40.  Sugiro assistirem.

A segunda parte do CD traz as “Vier letzte lieder”, as ‘Quatro Últimas Canções’. e como o próprio nome diz, foi a última obra composta por Strauss. Foi composta sobre poemas de Hermann Hesse. Sua estréia só ocorreu após a morte do compositor, e os intérpretes então foram a soprano Kirsten Flagstad dirigida por Wilhem Fürtwangler. A gravação mais famosa dessa obra provavelmente é de Elizabeth Schwarskopf com George Szell. Aqui Karajan chamou uma de suas sopranos favoritas, com quem gravou inúmeros discos, Gundula Janowitz.

P.S. Antes que eu esqueça, minha gravação não é a da capa aí acima, ou seja, sem o “Till Eulenspiegel” e sem o “Don Juan”, que trarei em outra ocasião.

Como diria nosso saudoso colega Carlinus, uma boa audição.

01. Also sprach Zarathustra, op. 30 ; Einleitung
02. Also sprach Zarathustra, op. 30 ; Von den Hinterweltlern
03. Also sprach Zarathustra, op. 30 ; Von der grossen Sehnsucht
04. Also sprach Zarathustra, op. 30 ; Von den Freuden und Leidenschaften
05. Also sprach Zarathustra, op. 30 ; Das Grablied
06. Also sprach Zarathustra, op. 30 ; Von der Wissenschaft
07. Also sprach Zarathustra, op. 30 ; Der Genesende
08. Also sprach Zarathustra, op. 30 ; Das Tanzlied
09. Also sprach Zarathustra, op. 30 ; Das Nachtwandlerlied
10. Vier letzte lieder AV150 I. Frühling10. Richard Strauss Vier letzte lieder AV150 I. Frühling
11. Vier letzte lieder AV150 II. September
12. Vier letzte lieder AV150 III. Beim Schlafengehen
13. Vier letzte lieder AV150 IV. Im Abendrot

Gundula Janowitz – Soprano
Berliner Philharmoniker
Herbert von Karajan – Conductor

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Karajan ao lado de Richard Strauss

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Johannes Passion – René Jacobs, RIAS Kammerchor, Akademie für Alte Musik Berlin

Não vou me extender em maiores considerações sobre essa obra, já temos postagens dela bem descritivas, inclusive a recém postada pelo colega René Denon. Pretendo apenas dar a minha colaboração para com a ocasião da Páscoa. Não sou cristão praticante, de vez em quando acompanho minha esposa nos cultos da Igreja Luterana, comunidade da qual ela faz parte. Mas a música de Bach ultrapassa essas barreiras, ela é atemporal.
Estou trazendo para os senhores uma belíssima gravação de René Jacobs, gravada recentemente. É tudo tão magnífico, belo, perfeito, que me faltam adjetivos para classificá-la. Ouçam com atenção, leiam o texto do booklet, imprescindível para quem quer se aprofundar mais na obra, e assistam ao vídeo do ensaio que disponibilizo junto aos links dos CDs. René Jacobs gravou essa obra anteriormente, como contratenor, e conhece muito bem a obra.
IM-PER-DÍ-VEL !!! Assim como outras gravações desta obra que já disponibilizamos aqui.

CD 1

01. JOHANNES-PASSION, BWV 245 – ERSTER TEIL. Nr. 1. Exordium “Herr, unser Herrscher”
02. Nr. 2a. Evangelist, Jesus “Jesus ging mit seinen Jüngern über den Bach Kidron” – Nr. 2b. Turba “Jesum von Nazareth!” – Nr. 2c. Evangelist, Jesus – Nr. 2d. Turba – Nr. 2e. Evangelist, Jesus
03. Nr. 3. Choral “O große Lieb, o Lieb ohn’ alle Maße”
04. Nr. 4. Evangelist, Jesus “Auf daß das Wort erfüllet würde”
05. Nr. 5. Choral “Dein Will gescheh, Herr Gott, zugleich”
06. Nr. 6. Evangelist “Die Schar aber und der Oberhauptmann”
07. Nr. 7. Arie (Alt) “Von den Stricken meiner Sünden”
08. Nr. 8. Evangelist “Simon Petrus aber folgete Jesu nach”
09. Nr. 9. Arie (Sopran) “Ich folge dir gleichfalls mit freudigen Schritten”
10. Nr. 10. Evangelist, Ancilla, Petrus, Jesus, Servus “Derselbige Jünger”
11. Nr. 11. Choral “Wer hat dich so geschlagen”
12. Nr. 12a. Evangelist “Und Hannas standte ihn gebunden” – Nr. 12b. Turba “Bist du nicht seiner Jünger einer” – Nr. 12c. Evangelist, Petrus, Servus
13. Nr. 13. Arie (Tenor) “Ach, mein Sinn, wo willst du endlich hin”
14. Nr. 14. Choral “Petrus, der nicht denkt zurück”
15. ZWEITER TEIL. Nr. 15. Choral “Christus, der uns selig macht”
16. Nr. 16a. Evangelist, Pilatus “Da führeten sie Jesum von Kaiphas vor das Richthaus” – Nr. 16b. Chorus – Nr. 16c. Evangelist, Pilatus – Nr. 16d. Turba – Nr. 16e. Evangelist, Pilatus, Jesus
17. Nr. 17. Choral “Ach großer König, groß zu allen Zeiten”
18. Nr. 18a. Evangelist, Pilatus, Jesus “Da sprach Pilatus zu ihm” – Nr. 18b. Turba “Nicht diesen, sondern Barrabam!” – Nr. 18c. Evangelist
19. Nr. 19. Arioso (Baß) “Betrachte, meine Seel, mit ängstlichem Vergnügen”
20. Nr. 20. Arie (Tenor) “Erwäge, wie sein blutgefärbter Rücken”
21. Nr. 21a. Evangelist “Und die Kriegsknechte flochten eine Krone von Dornen” – Nr. 21b. Turba – Nr. 21c. Evangelist, Pilatus – Nr. 21d. Turba “Kreuzige, kreuzige!” – Nr. 21e. Evangelist, Pilatus – Nr. 21f. Turba – Nr. 21g. Evangelist, Pilatus, Jesus
22. Nr. 22. Choral “Durch dein Gefängnis, Gottes Sohn”
23. Nr. 23a. Evangelist “Die Jüden aber schrieen und sprachen” – Nr. 23b. Turba – Nr. 23c. Evangelist, Pilatus – Nr. 23d. Turba – Nr. 23e. Evangelist – Nr. 23f. Turba – Nr. 23g. Evangelist
24. Nr. 24. Arie (Baß) – Chor “Eilt ihr angefochtnen Seelen – Wohin”

CD 2

01. Nr. 25a. Evangelist “Allda kreuzigten sie ihn” – Nr. 25b. Turba “Schreibe nicht der Jüden König” – Nr 25c. Evangelist, Pilatus
02. Nr. 26. Choral “In meines Herzens Grunde”
03. Nr. 27a. Evangelist “Die Kriegsknechte aber, da sie Jesum gekreuziget hatten” – Nr. 27b. Turba – Nr. 27c. Evangelist
04. Nr. 28. Choral “Er nahm alles wohl in acht”
05. Nr. 29. Evangelista, Jesus “Und von Stund an nahm sie der Jünger zu sich”
06. Nr. 30. Arie (Alt) “Es ist vollbracht!”
07. Nr. 31. Evangelist “Und neiget das Haupt und verschied”
08. Nr. 32. Arie (Baß) “Mein teurer Heiland, laß dich fragen” – Choral “Jesu, der du warest tot”
09. Nr. 33. Evangelist “Und siehe da, der Vorhang im Tempel zerriß”
10. Nr. 34. Arioso (Tenor) “Mein Herz, indem die ganze Welt”
11. Nr. 35. Arie (Sopran) “Zerfließe, mein Herze”
12. Nr. 36. Evangelist “Die Jüden aber, dieweil es der Rüsttag war”
13. Nr. 37. Choral “O hilf, Christe, Gottes Sohn”
14. Nr. 38. Evangelist “Darnach bat Pilatum Joseph von Arimathia”
15. Nr. 39. Conclusio “Ruht wohl, ihr heiligen Gebeine”
16. Nr. 40. Schlußchoral “Ach Herr, laß dein lieb Engelein”
17. APPENDIX (Zusätze der Fassung von 1725) I. Exordium “O Mensch, bewein dein Sünde groß” (Choralfantasie) (replaced Exordium from 1724 “Herr, unser Herscher” [nr. 1])
18. APPENDIX (Zusätze der Fassung von 1725) II. Arie (Baß) “Himmel reiße, Welt erbebe” – Choral “Jesu, deine Passion” (additionally inserted between nos. 11 & 12)
19. APPENDIX (Zusätze der Fassung von 1725) III. Arie (Tenor) “Zerschmettert mich, ihr Felsen und ihr Hügel” (replaced Arie from 1724 “Ach, mein Sinn” [nr. 13])
20. APPENDIX (Zusätze der Fassung von 1725) IV. Arie (Tenor) “Ach windet euch nicht so, geplagte Seelen” (replaced nr. 19 Arioso (Baß) nr. 20 Arie (Tenor) from 1724)
21. APPENDIX (Zusätze der Fassung von 1725) V. Schlußchoral “Christe, du Lamm Gottes” (replaced Schlußchoral from 1724 [nr. 40])

Sunhae Im – Soprano
Werner Güra – Tenor
Sebastian Kohlhepp – Contratenor
Johannes Weisser – Bass
RIAS Kammerchor
Akademie für Alte Musik Berlin
René Jacobs – Conductor

CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
VÍDEO COM ENSAIO – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – J. S. Bach – Julian Bream

Um gigante do violão é o adjetivo mínimo que conseguir encontrar para descrever Julian Bream. E este CD aqui é ainda mais obrigatório, é uma verdadeira aula de como tocar Bach neste instrumento tão peculiar e único. Lembro de ouvir o nome de Bream por um conhecido, que tinha o incrível dom de tirar estas músicas de ouvido, era autodidata, não sabia ler partitura. Ouvia os discos com muita atenção, e depois se dedicava durante horas, ou até mesmo dias, a repetir aquelas músicas. Aliás, este conhecido faleceu já há muito tempo, muito jovem, por sinal, começo dos anos 90, mas nunca esqueço de sua dedicação e paixão pela música.

Enfim, falar sobre Julian Bream é chover no molhado, portanto, sugiro que para quem não o conhece, procure informações na internet. Vale a pena.

01. Prelude Fugue and Allegro BWV 998 – I. Prelude
02. Prelude Fugue and Allegro BWV 998 – II. Fugue
03. Prelude Fugue and Allegro BWV 998 – III. Allegro
04. Suite BWV 996 – I. Prelude
05. Suite BWV 996 – II. Allemande
06. Suite BWV 996 – III. Courante
07. Suite BWV 996 – IV. Sarabande
08. Suite BWV 996 – V. Bourree
09. Suite BWV 996 – VI. Gigue
10. Parita No.2 BWV 1004 – Chaconne
11. Partita No.3 BWV 1006a – I. Prelude
12. Partita No.3 BWV 1006a – II. Loure
13. Partita No.3 BWV 1006a – III. Gavotte en Rondeau
14. Partita No.3 BWV 1006a – IV. Menuett I – Menuett II – Menuett I
15. Partita No.3 BWV 1006a – V. Bourree
16. Partita No.3 BWV 1006a – VI. Gigue

Julian Bream – Violão

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French Cello Concertos – Hee-Young Lim, London Symphony Orchestra, Scott Yoo

Trago mais uma jovem musicista sul coreana, Hee-Young Lim, em outro belo CD da Sony, lançado no final de 2018. Como o próprio nome diz, aqui teremos apenas obras compostas por franceses para o violoncelo. Uma proposta interessante, assim podemos sair um pouco do repertório tradicional.
Saint-Säens e seu Primeiro Concerto talvez seja a obra mais conhecida deste CD, claro que ao lado da indefectível ‘Meditation de Thais’, de Massenet. Lalo também está presente, com seu Concerto para Cello, e entrando no século XX, Darius Milhaud.
Os clientes da amazon foram unânimes em dar 5 estrelas a este CD. E ele tem várias qualidades, entre elas, é óbvio, a excelente solista Hee-Young Lim. Nascida em 1987, curiosamente seus pais não são músicos, ela já tem uma carreira consolidada, apesar deste aqui ser seu primeiro CD. Tem um considerável currículo, atuando como solista, líder dos violoncelos da Filarmônica de Rotterdam, nos tempos de Yannick Nézet-Séguin, além de dar aulas e masterclasses ao redor do planeta. Sugiro darem uma olhada no site da moça. Tem muitas informações interessantes ali. O endereço é https://heeyounglim.com/.
Espero que apreciem. Trata-se de um belo CD, muito bem gravado e interpretado. Tenho certeza de que ainda falaremos muito sobre essa musicista.

01. Concerto for Cello and Orchestra No. 1 in A Minor, Op. 33 I. Allegro non troppo
02. Concerto for Cello and Orchestra No. 1 in A Minor, Op. 33 II. Allegretto con moto
03. Concerto for Cello and Orchestra No. 1 in A Minor, Op. 33 III. Tempo I – Un peu moins vite – Molto allegro
04. Concerto for Cello and Orchestra in D Minor, Op. 37 – Prelude Lento – Allegro maestoso
05. Concerto for Cello and Orchestra in D Minor, Op. 37 – Intermezzo Andantino con moto – Allegro presto
06. Concerto for Cello and Orchestra in D Minor, Op. 37 – Introduction Andante – Allegro vivo
07. Cello Concerto No. 1, Op. 136 – Nonchalant
08. Cello Concerto No. 1, Op. 136 – Grave
09. Cello Concerto No. 1, Op. 136 – Joyeux
10. Les larmes de Jacqueline
11. Meditation From Thais

Hee-Young Lim
London Symphony Orchestra
Scott Yoo – Conductor

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Antonin Dvorak – Violin Concerto, Romance for Violin & Orchestra, Humoureske – Dami Kim, SPO

NOVO LINK !!! 

Este belo concerto para violino e orquestra de Dvorák acabou ficando ofuscando pelo Concerto para Violoncelo, e foi meio que relegado a segundo plano, o que é uma pena. É muito bonito, tem belas passagens, não sou músico mas não consigo identificar passagens muito técnicas ou difíceis, se estiver errado por favor me corrijam. Reza a lenda que em um primeiro momento, o compositor pensou em dedicar a obra a Joseph Joachim, que conhecera alguns anos antes, o grande virtuose da época, e grande amigo de Brahms, mas o violinista se mostrou cético com a obra, e teceu alguns comentários críticos, o que magoou Dvorák, que no final das contas, não lhe fez a dedicatória. O CD ainda traz dois momentos muito delicados, com o Romance para Violino e Orquestra e a conhecidíssima “Humouresque”.
Uma curiosidade: a jovem violinista sul coreana Dami Kim em 2012 ganhou o prestigioso Concurso Joseph Joachim em Hanover, entre diversos outros prêmios em outras competições. Neste CD ela enfrenta a obra com louvor, mostrando uma segurança muito grande e uma técnica muito apurada, mesmo nos momentos mais técnicos. No Romance, por exemplo, não se deixa cair nas armadilhas sentimentais da obra.
Vale a pena ouvir, ainda mais nestes tempos de isolamento, quando estamos em casa, longe do convívio social. Ah, quem não lembra do “Humouresque, nº 7, op. 101, última faixa do CD? Está sempre naquelas coletâneas de música clássica. Claro que isso não lhe tira a qualidade e a beleza da peça.

01. Violin Concerto in A Minor, Op. 53, I Allegro ma non troppo
02. Violin Concerto in A Minor, Op. 53, II Adagio ma non troppo
03. Violin Concerto in A Minor, Op. 53, III Finale Allegro giocoso, ma non troppo
04. Romance for Violin and Orchestra in F Minor, Op. 11
05. Humoresque, Op. 101, No. 7

Dami Kim – Violin
Slovak Philharmonic Orchestra
Damian Iorio

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Igor Stravinsky – The Rite of Spring, Concerto for two piano solos, etc. – Leif Ove Andsnes, Marc-André Hamelin

A obra prima de Stravinsky dispensa apresentações. A novidade aqui é esta fantástica versão para dois pianos, com arranjo do próprio compositor, que, segundo seus biógrafos, primeiro escrevia as peças para o piano e depois a transcrevia para a orquestra. O piano era seu principal instrumento de trabalho. Ah, creio que tanto o Concerto para dois piano solos quanto as outras obras estão estreando aqui no PQPBach.
Dois grandes pianistas da atualidade se encarregam de interpretá-las nesta gravação, Leif Ove Andsnes, norueguês, e o canadense Marc-André Hamelin, que conhecemos por suas incursões na obra de Haydn e de Mozart. Com certeza, dois dos maiores pianistas da atualidade, músicos experientes, pois esta empreitada é para poucos. O criterioso trabalho de produção do excelente selo Hyperion torna tudo ainda mais especial.
Sim, eu sinto falta do barulho da orquestra, dos efeitos especiais, daquele caos sonoro. Mas lembro os senhores que o arranjo é do próprio compositor. Ouçam com atenção, e depois podem fazer as devidas comparações com sua versão orquestral favorita. A ‘Sagração da Primavera’ é uma das maiores composições do século XX, e vale a pena conhecer todas as possibilidades de interpretação. Lembro de ter trazido para os senhores a impressionante transcrição que o músico de jazz Larry Coryell fez para violão com cordas de aço. Quando puder, reposto este CD.

01 The Rite of Spring – Part 1, Introduction
02 The Rite of Spring – Part 1, Augurs of Spring (Dances of the Young Girls)
03 The Rite of Spring – Part 1, Game of Abduction
04 The Rite of Spring – Part 1, Spring Rounds
05 The Rite of Spring – Part 1, Game of the Two Rival Tribes
06 The Rite of Spring – Part 1, Procession of the Oldest and Wisest One
07 The Rite of Spring – Part 1, The Kiss of the Earth
08 The Rite of Spring – Part 1, Dancing Out of the Earth
09 The Rite of Spring – Part 2, Introduction
10 The Rite of Spring – Part 2, Mystic Circle of the Young Girls
11 The Rite of Spring – Part 2, Glorification of the Chosen One
12 The Rite of Spring – Part 2, Evocation of the Ancestors
13 The Rite of Spring – Part 2, Ritual Action of the Ancestors
14 The Rite of Spring – Part 2, Sacrificial Dance
15 Concerto for Two Solo Pianos – Con moto
16 Concerto for Two Solo Pianos – Notturno. Adagietto
17 Concerto for Two Solo Pianos – Quattro variazioni
18 Concerto for Two Solo Pianos – Preludio e fuga
19 Madrid
20 Tango
21 Circus Polka

Leif Ove Andnes, Marc-André Hamelin – Pianos

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MP3 | 320 KBPS | 189 MB

Link renovado por RD em 27/11/2025

Aproveite!

Franz Liszt (1811-1886) – Orchesterwerke – Werk für Klavier & Orchester – CD 7 de 7 – Kurt Masur, Michel Béroff, Gewandhausorchester Leipzig

A magistral ‘Totendanz” encerra essa série dedicada a Franz Liszt com chave de ouro, com uma interpretação segura e extremamente virtuosística de Michel Béroff.
Além dessa obra, o CD traz outras transcrições de Liszt, baseadas ou em sua própria obra, ou então de Beethoven e de Berlioz. Aliás, dentro desta série dedicada a este compositor, pretendo repostar as incríveis transcrições para piano das sinfonias de Beethoven.
Fico entre cético e maravilhado com a capacidade criativa deste compositor único. Venerado por muitos, provavelmente o maior pianista do século XIX, segundo relatos, dedicou sua vida a explorar todas as possibilidades do instrumento. Como comentei anteriormente, existe uma coleção do selo inglês Hyperion, que tem 99 CDs com sua obra pianística! É algo impressionante. Talvez apenas C.P.E. Bach tenha se dedicado tanto a este instrumento anteriormente.
Vamos então encerrar mais uma coleção?

01. Fantasie uber ungarische Volksmelodien
02. Fantasie uber Motiven aus Beethovens Ruinen von Athen
03. Grande Fantaisie symphonique uber Themen aus Berlioz’s Lelio
04. Malediction
05. Totentanz

Michel Béroff – Piano
Gewandhausorchester Leipzig
Kurt Masur – Conductor

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Franz Liszt (1811-1886) – Orchesterwerke – Werk für Klavier & Orchester – CD 6 de 7 – Kurt Masur, Michel Béroff, Gewandhausorchester Leipzig

Então encerramos esta coleção dedicada a Franz Liszt com as obras orquestrais, Poemas Sinfônicos e as duas Sinfonias. Nos dois últimos CDs traremos a obra composta para Piano e Orquestra. Antes que perguntem, as Rapsódias Hungaras já estão programadas, tanto a versão para piano quanto a versão para orquestra, mas com outra orquestra e outro maestro.

Liszt compôs apenas dois concertos para piano e orquestra, o que é interessante, considerando a monumental obra pianística do compositor. O pianista inglês Leslie Howard, associado ao selo inglês Hyperion, lançou 99 Cds com o que seria toda essa obra. Nosso colega Ammiratore tem esta coleção, e dise que quem sabe um dia, talvez, traga para os senhores. Eu diria que seria um projeto de aposentadoria do colega, pois atualmente ele se encontra totalmente atarefado com outros compromissos. Mas vamos aos Concertos.

O Concerto nº 1 tem meros 20  minutos de duração, mas é muito intenso e conciso, com temas bem desenvolvidos pelo solista e pela orquestra. Os rascunhos iniciais datam de 1830, porém ele só completou a obra em 1849, fez alguns ajustes em 1853 e finalmente a estreou em 1855, atuando como solista e tendo seu amigo Berlioz como regente. Bártok a descreveu como “a primeira realização perfeita da forma de sonata cíclica, com temas comuns sendo tratados com base no princípio da variação “.  Adoro o tema do Segundo Movimento, um “Quasi adagio” o considero uma das mais belas passagens da história da música. E que bela transição para o terceiro movimento, um “Alegretto vivace” !!! O Concerto termina em um Allegro marziale animato, onde alguns temas anteriores são repetidos com variações, até seu final. Um belíssimo concerto, sem dúvidas.

No Segundo Concerto Liszt nos traz novas idéias e possibilidades, e novamente dá muito trabalho ao solista, em uma obra que praticamente não tem intervalo entre seus seis movimentos. Aliás, nos rascunhos, o compositor dizia que se tratava de um “Concerto Sinfônico”. ele intercala movimentos lentos, líricos, delicados, para depois se tornar uma explosão de virtuosismo e técnica.  O grande pianista Alfred Brendel assim analisa a obra de Franz Liszt:

“Há algo fragmentário no trabalho de Liszt; seu argumento musical, talvez por sua natureza, muitas vezes não é levado a uma conclusão. Mas o fragmento não é a forma mais pura e legítima de romantismo? Quando a utopia se tornar o objetivo principal, quando for feita uma tentativa de conter o ilimitado, o formulário deverá permanecer “aberto” para que o ilimitado possa entrar. Cabe ao intérprete nos mostrar como uma pausa geral pode se conectar ao invés de separar dois parágrafos, como uma transição pode transformar misteriosamente o argumento musical. Esta é uma arte mágica. Por algum processo incompreensível para o intelecto, a unidade orgânica se estabelece, a “forma aberta” chega a suas conclusões no infinito.”

Os senhores conhecem a magnífica obra de Franz Schubert intitulada “Wanderer Fantasy”? Já a trouxemos aqui algumas vezes. Pois o inquieto Liszt transcreveu a obra para Piano e Orquestra. O resultado? Bem, os senhores julgam. Até adquirir esta coleção eu não fazia idéia que existisse tal obra.Outra novidade para mim foi outra transcrição, desta vez baseada na obra Carl Maria von Weber, a ‘Polonaise Brillante’.

Todos os grandes pianistas mais cedo ou mais tarde precisam encarar estes dois petardos. Os primeiros nomes que me vem a mente são os de Kristian Zimerman, que me apresentou estas obras há uns trinta anos, ao lado de Seiji Ozawa, Alfred Brendel, com certeza, na histórica gravação ao lado de Bernard Haitink frente a Filarmônica de Londres, Sviatoslav Richter com Kiril Kondrashin com a Sinfônica de Londres, Claudio Arrau com Colin Davis também frente a Sinfônica de Londres, e muitos outros. Algumas destas gravações já apareceram por aqui, mas não creio que ainda tenham seus links ativos.

Michel Béroff é um eximio pianista, com uma técnica apuradíssima e que não se deixa cair nas armadilhas destas obras, que são muitas. E conta com a cumplicidade de uma das principais orquestras alemãs, a do Gewandhaus de Leipzig, nos áureos tempos de Kurt Masur.

01. Piano Concerto No.1 in E flat major – I. Allegro maestoso
02. Piano Concerto No.1 in E flat major – II. Quasi adagio
03. Piano Concerto No.1 in E flat major – III. Allegretto vivace
04. Piano Concerto No.1 in E flat major – IV. Allegro marziale animato
05. Piano Concerto No.2 in A major – I. Adagio sostenuto assai
06. Piano Concerto No.2 in A major – II. Allegro agitato assai
07. Piano Concerto No.2 in A major – III. Allegro moderato
08. Piano Concerto No.2 in A major – IV. Allegro deciso
09. Piano Concerto No.2 in A major – V. Marziale un poco meno allegro
10. Piano Concerto No.2 in A major – VI. Allegro animato
11. Schubert. Wanderer Fantasy
12. Weber. Polonaise brillante

Michel Béroff – Piano
Gewandhausorchester Leipzig
Kurt Masur – Conductor

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Franz Liszt (1811-1886) – Orchesterwerke – Werk für Klavier & Orchester – CD 5 de 7 – Kurt Masur, Gewandhausorchester Leipzig

Em Zwei Episoden Von Lenaus Faust Liszt retoma a clássica história imortalizada por Goethe. Os episódios intitulam-se “Der nächtliche Zug” e a famosa ‘Mephisto Waltz No.1’, uma das mais conhecidas obras de Listz. Posteriormente as duas obras seriam transcritas para piano.
Encontrei essa descrição para cada um dos movimentos:

“Der nächtliche Zug”
“É uma noite quente de primavera, escura e sombria, mas os rouxinóis estão cantando. Faust entra a cavalo, deixando o cavalo passear silenciosamente. Logo, luzes são vistas através das árvores, e uma procissão religiosa se aproxima, cantando … A procissão passa e Faust, deixado sozinho, chora amargamente na crina de seu cavalo.

“Mephisto Waltz No.1”
Fausto e Mefistófeles entram na estalagem em busca de prazer; os camponeses estão dançando, e Mephisto apreende o violino e intoxica a platéia com sua execução. Abandonam-se a fazer amor e, duas a duas, saem para a noite estrelada, Faust com uma das meninas; então o canto do rouxinol é ouvido através das portas abertas.

Em “Eine Sinfonie Zu Dantes Divina Commedia” (Uma Sinfonia sobre a Divina Comédia de Dante), como o próprio nome diz, Liszt novamente dá asas à sua imaginação para compor uma Sinfonia baseada em outra obra prima da literatura, A Divina Comédia, de Dante Alighieri. Especialistas, entretanto, divergem sobre esta obra ser uma Sinfonia, dizem que na verdade tratam-se de dois Poemas Sinfônicos.  E como não poderia deixar de ser, seus dois movimentos se intitulam “Inferno” e “Purgatório”. Originalmente, Liszt compôs um movimento baseado no “Paraíso” mas foi desaconselhado pelo seu genro, Richard Wagner, vindo então a retirar o movimento da obra.

Uma interessante descrição, por sinal, desta Sinfonia pode ser encontrada na Wikipedia, com maiores detalhes.

01. Zwei Episoden Von Lenaus Faust – I. Der Nachtliche Zug
02. Zwei Episoden Von Lenaus Faust – II. Mephisto Waltz No.1
03. Eine Sinfonie Zu Dantes Divina Commedia – I. Inferno
04. Eine Sinfonie Zu Dantes Divina Commedia – II. Purgatorio

Volker Arndt – Knabenasoprano
Frauenchor des Thomanerchors Leipzig
Gewandshausorchester Leipzig
Kurt Masur – Conductor

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Dante Alighieri

 

Franz Liszt (1811-1886) – Orchesterwerke – Werk für Klavier & Orchester – CD 4 de 7 – Kurt Masur, Gewandhausorchester Leipzig

“Von Der Wiege Bis Zum Grabe” é o último dos treze poemas sinfônicos de Liszt. De acordo com informações, foi livremente inspirado em um tríptico do pintor húngaro  Michaël Zichy.
Se compõe de três movimentos: O Berço (Die Wiege) , O Combate pela Existência (Der Kampf ums Dasein)  e Rumo ao Túmulo, Berço da Vida Futura (Zum Grabe, die Wiege des zukunftigen Lebens).
A segunda parte do CD traz a Sinfonia Fausto, uma leitura pessoal da obra prima de Goethe. Divide-se em três movimentos, cada um deles identificado com o nome de um personagem do livro: do próprio personagem que dá título a obra, Fausto, de sua amada Gretchen e Mephistopheles.

01. Von Der Wiege Bis Zum Grabe – I. Die Wiege
02. Von Der Wiege Bis Zum Grabe – II. Der Kampf Um’s Dasein
03. Von Der Wiege Bis Zum Grabe – III. Zum Grabe
04. Ein Faust-Sinfonie in Drei Charakterbildern – I. Faust
05. Ein Faust-Sinfonie in Drei Charakterbildern – II. Gretchen
06. Ein Faust-Sinfonie in Drei Charakterbildern – III. Mephistopheles

Klaus König – Tenor
Männerchor des Rundfunkchors Leipzig
Gewandhausorchester Leipzig
Kurt Masur

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Johann Wolfgang von Goethe

Johannes Brahms (1830-1897) – Sinfonia nº 2, in D, op. 73 – Carlos Kleiber, Wiener Philharmoniker.

Uma repostagem diferente, para nosso amigo Gerardo… não tenho mais esse CD, provavelmente está em um HD externo que está com defeito, não consigo acessá-lo. Mas como o Gerardo queria conhecer essa leitura, ofereço esse vídeo que está disponível no YOUTUBE, enquanto tento recuperar o HD. 

FDP Bach ficou muito satisfeito com a recepção ao cd do grande Carlos Kleiber que postou ontem. Foram 82 downloads em menos de 24 horas, um dos recordes do blog, se não estou enganado.

Por este motivo, então, tirarei de minha cartola outro momento glorioso deste grande regente, desta vez um registro ao vivo da Sinfonia nº 2 de Brahms, em minha modesta opinião, uma das mais sensíveis do mestre alemão. De um romantismo arrebatador, ela nos conquista pela beleza da melodia, e Kleiber já no primeiro movimento nos mostra a que veio.

Malcolm MacDonald, em sua biografia de Brahms, faz a seguinte colocação sobre esta sinfonia:

” Convencionalmente, ela (a segunda sinfonia) é considerada a mais luminosa e genial de Brahms, uma perspectiva cheia do mais tocante e sereno refrigério quando contrastada com o arrojo do dó menor da Primeira: de vez em quando ela tem sido apelidada sua “Pastoral”. (…) O op. 73, pelo menos em seus dois primeiros movimentos, sempre me tem parecido uma das mais escuras das sinfonias em tonalidade maior. Realmente, é uma escuridão rica e introspectiva (parcialmente produzida pela riqueza da harmonia, tingida de simbolismos da natureza, romântico), mas sua gravidade não é menor por isso. Os planos muito largos da Sinfonia, não obstante intrincadamente se bifurcando em caminhos de desenvolvimento, permitem um constante jogo de luz e sombra. E vislumbramos a luz como se do meio de uma floresta, onde forçosamente devemos nos perder em meio a algumas regiões muito tenebrosas.”

Bela descrição, e dificilmente alguém irá discordar dela. Ainda mais depois de ouvir esta interpretação de Carlos Kleiber.

Esta gravação foi extraída de um DVD.

Johannes Brahms (1830-1897) – Sinfonia nº 2, in D, op. 73

1 Symphony No.2 in D, Op.73 – 1. Allegro non troppo
2.Symphony No.2 in D, Op.73 – 2. Adagio non troppo – L’istesso tempo, ma grazioso
3.Symphony No.2 in D, Op.73 – 3. Allegretto grazioso ( Quasi andantino) – Presto ma non assai
4.Symphony No.2 in D, Op.73 – 4. Allegro con spirito

Wiener Philarmoniker

Carlos Kleiber – Conduktor

 

Franz Liszt (1811-1886) – Orchesterwerke – Werk für Klavier & Orchester – CD 3 de 7 – Kurt Masur, Gewandhausorchester Leipzig

Nestes tempos de pandemia, nada como a música para nos confortar e ajudar a preencher aquele tempo ocioso que o isolamento social provoca. E estes poemas sinfônicos se encaixam como luva, não acham?
Franz Liszt não frequenta muito o PQPBach. Recentemente o colega Ammiratore postou dois CDs do pianista Claudio Arrau dedicados ao compositor, mas reconheço que temos pouca coisa dele. A postagem desta série de Cds dedicados a sua obra orquestral ajuda a cobrir um pouco essa lacuna.
Este terceiro CD traz algumas peças não tão conhecidas, mas graças ao brilhantismo desta incrível Orquestra de Leipzig podemos conhece-las melhor. Talvez a mais conhecida seja ‘Hamlet’, baseado na peça homônima de Shakespeare.
Sem mais delongas, vamos ao que viemos.

01. Hungaria
02. Hamlet
03. Hunnenschlacht
04. Die Ideale

Gewandhausorchester Leipzig
Kurt Masur – Conductor

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Postagem restaurada – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Symphony No.9 – Bruno Walter – Leslie Howard

61+AufDLfcLPUBLICADA ORIGINALMENTE POR FDP BACH EM 31/5/2014, RESTAURADO POR VASSILY EM 02/4/2020

Eis finalmente a nossa mui amada, salve, salve, Nona Sinfonia, in D Minor, de Beethoven, outro monumento da música ocidental, uma das mais importantes obras da criação humana. E mais não tenho o que dizer.
Confesso que fiquei um pouco decepcionado com a falta de comentários sobre esse projeto. Com raríssimas exceções, o silêncio dominou o campo dos comentários. Tivemos a grata satisfação de conhecermos o Beto, que nos deu uma verdadeira aula sobre as transcrições que Liszt realizou. frontAgradeço imensamente a ele, que mostrou como o PQPBach pode ser coletivo. Ninguém aqui é dono absoluto da razão, ou sabe tudo sobre tudo e todos.
Bruno Walter foi um dos maiores maestros do século XX, foi um regente que atravessou o século XX trazendo na bagagem uma vasta experiência nos palcos. Foi contemporâneo e amigo pessoal de Mahler, e só isso já seria um grande diferencial, mas sua arte ultrapassou barreiras. Beethoven, Brahms e Bruckner, sem contar obviamente Mahler, foram suas especialidades, mas também são memoráveis suas gravações das sinfonias de Mozart. Felizmente a tecnologia conseguiu nos trazer esses seus registros, que oferecemos aos senhores com o maior prazer, para mostrar os tesouros que existem no passado. E espero poder trazer mais dessas maravilhosas gravações.
Leslie Howard ainda frequenta os palcos. Esse excepcional pianista, talvez o maior especialista vivo em Liszt, com toda a sua versatilidade, nos mostrou um Beethoven diferente, sob a visão de um visionário, e não podemos negar que Liszt o fosse. Um compositor além de seu tempo, que mostrou um respeito muito grande pelo gênio de Bonn quando realizou essas transcrições.

01 – Symphony No.9 in D minor, Op. 125 ‘Choral’ – I. Allegro ma non troppo, un poco maestoso
02 – II. Molto vivace
03 – III. Adagio molto e cantabile
04 – IV. Presto
05 – Rezitativo O Fewunde, nicht diese Tone! Allegro assai

Leslie Howard – Piano
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Emilia Cundari – Soprano
Nell Rankin – Mezzo Soprano
Albert da Costa – Tenor
William Wildermann – Bass
Westminster Symphonic Choir
Columbia Symphony Orchestra
Bruno Walter – Conductor
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FDPBach

Franz Liszt (1811-1886) – Orchesterwerke – Werk für Klavier & Orchester – CD 2 de 7 – Kurt Masur, Gewandhausorchester Leipzig

Neste segundo CD da saga lisztiana temos uma de minhas obras favoritas deste compositor, a ‘Mazeppa’, que conheci em tenra idade, em um velho LP que pertencia a uma tia, intitulado ‘Músicas Ligeiras’. Nunca entendi muito bem esse conceito mas,enfim, ele me apresentou Liszt. Posteriormente Herbert von Karajan me fez admirar ainda mais essa obra em um LP dedicado ao compositor. As informações abaixo foram tiradas da Wikipedia:

“Mazeppa S.100 é um dos treze poemas sinfónicos de Franz Liszt, composto em 1851. É o número 6 dos seus poemas sinfônicos, escritos durante o seu período em Weimar. Conta a história da vida da personagem homónima, Ivan Mazepa, um sedutor de uma nobre dama da Polónia que foi amarrado nu a um cavalo selvagem, que o transportou até à Ucrânia. Aí os cossacos libertaram-no e fizeram dele o seu hetman (titulo dado a oficial de alta patente dos exércitos poloneses e posteriormente, cossacos).
O compositor segue a narrativa huguiana para descrever a cavalgada do herói através das imensas estepes no primeiro andamento. As cordas abordam o tema principal, que se transforma e distorce com seis batidas dos timbales, que evocam a queda do cavaleiro. Após um silêncio, as cordas, o fagote e uma trompa solo traduzem o estupor do acidentado, ressuscitado pelos trompetes em Allegro marziale. Os cossacos colocam Mazeppa à frente do seu exército (ouve-se uma marcha) e o tema do herói desdobra-se para concluir em glória.”

Gosto muito da dinâmica destes Poemas Sinfônicos. Eles são muito intensos, com melodias quase pegajosas, que nos fazem sair assobiando-as posteriormente. E além disso, Liszt era inegavelmente um grande orquestrador. Mas vamos ao que viemos.

01. Prometheus
02. Mazeppa
03. Festklange
04. Heroide Funebre
05. Mephisto Waltz No.2

Gewandhausorchester Leipzig
Kurt Masur – Conductor

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Postagem restaurada – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Symphonies Nos. 7 & 8 – Bruno Walter – Leslie Howard #BTHVN250

61+AufDLfcLPUBLICADA ORIGINALMENTE POR FDP BACH EM 28/5/2014, RESTAURADO POR VASSILY EM 1/4/2020

Já declarei aqui mesmo no PQPBach que a sétima sinfonia de Beethoven é uma de minhas obras favoritas. A sinto como uma obra que me deixa bem, ela tem um alto astral, talvez pelo fato de não ter um movimento mais lento, como um adagio, e ser em um tom maior, Lá maior, enfim, não sei, só sei que ela me deixa de bem com a vida. Mesmo ouvindo-a em uma sexta feira chuvosa nossos ânimos ficam lá em cima. Para entender essa sensação fui atrás de meu biógrafo favorito de Beethoven, Maynard Solomon. Em um primeiro momento, Solomon cita um crítico do século XIX, que vê esta Sétima Sinfonia como uma segunda Sinfonia Pastoral, completa com casamento na aldeia e danças camponesas, e outro crítico famoso, Ernest Newman, a descreve como “um surto de um poderoso impulso dionisíaco, uma divina intoxicação do espírito”. Solomon continua com sua análise:
front“Por mais singulares ou exóticas que essas interpretações possam agora parecer, vale a pena procurar algum denominador comum subjacente nas opiniões de um tão eminente grupo de críticos. Claramente, uma obra que simboliza tão poderosamente o ato de transcendência, com seus sentimentos concomitantes de júbilo e libertação, pode ser representada em linguagem por uma infinidade de imagens transcendentes específicas – as quais podem explicar-nos muita coisa tanto acerca das livre associações de seus autores quanto a respeito de Beethoven e sua música. (Solomon, p. 286).
Em outra passagem inspirada, Solomon no brinda com essa belíssima análise:
“Ambas as sinfonias (sétima e oitava) omitem o tradicional movimento lento – isto é, o movimento da mágoa e contemplação, de luto de tragédia – presente em todas as outras Sinfonias de Beethoven. Com efeito, a oitava, como seu Minueto e seu Allegretto Scherzando, vai ainda mais longe nesse aspecto do que a Sétima, já que esta possui uma longa e lenta introdução para o primeiro movimento e um Allegretto onírico que, pelo menos, parece lento em contraste com os seus movimentos vizinhos Vivace e Presto. (Solomon, p 287)”.
Enfim, duas obras primas de Beethoven, e nesta postagem também temos a Oitava Sinfonia, que coloco na mesma situação da Quarta, no sentido de ser um tanto quanto negligenciada, ainda mais depois de refletirmos sobre essa análise de Solomon.
A leitura de Walter para a Sétima Sinfonia me pareceu mais reflexiva, diferente de outros regentes, como Kleiber e o próprio Karajan, que seguem mais uma linha de acordo com a visão de Solomon, “(essas sinfonias) transportam-nos para uma esfera lúdica, de risos e folguedos, de exuberante descarga de energia contida”. (Solomon, p. 287).
Mas vamos ao que viemos. Bruno Walter e sua Columbia Symphony Orchestra e a versão transcrita para piano por Liszt nas mãos muito seguras e competentes de Leslie Howard.

Symphony No.7 in A Major, Op. 92
I. Poco Sostenuto-Vivace
II. Allegretto
III. Presto
IV. Allegro Con Brio

Leslie Howard – Piano
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Columbia Symphony Orchestra
Bruno Walter – Conductor
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Symphony No.8 in F major, Op. 93
I. Allegro vivace e con brio
II. Allegretto scherzando
III. Tempo di menuetto
IV. Allegro vivace

Leslie Howard – Piano
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Columbia Symphony Orchestra
Bruno Walter – Conductor
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Franz Liszt (1811-1886) – Orchesterwerke – Werk für Klavier & Orchester – CD 1 de 7 – Kurt Masur, Gewandhausorchester Leipzig

Teremos uma overdose de Franz Liszt durante essa semana. Em conversa com outros colegas, comentei que tinha esta caixa que começo a postar hoje, com a obra orquestral do compositor e imediatamente o colega Ammiratore se entusiasmou dizendo que sempre quis conhecer estas gravações do Kurt Masur. Então me propus a postar mais uma coleção. Serão sete volumes, e vou postar um por dia, para fechar uma semana e claro, para os senhores melhor degustarem o material.
Os quatro primeiros CDs se intitulam ‘Weimarer Sinfonische Dichtungen’, os Poemas Sinfônicos de Weimar”, e trazem os doze poemas sinfônicos, além da Sinfonia Faust.
Kurt Masur e a magnífica Orquestra do Gewandhaus de Leipzig dão um show de interpretação, como não poderia deixar de ser, em se tratando de músicos deste nível.
Este primeiro CD já traz uma obra prima indiscutível, ‘Les Preludes’, uma verdadeira aula de orquestração. Creio que seu genro Wagner tenha se inspirado bastante com essa obra.

01. Ce qu’on entend sur la montagne
02. Tasso. Lamento e Trionfo
03. Les Preludes
04. Orpheus

Gewandhausorchester Leipzig
Kurt masur – -Conductor

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Postagem restaurada – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Symphonies Nos. 5 & 6 – Bruno Walter – Leslie Howard #BTHVN250

61+AufDLfcLPUBLICADA ORIGINALMENTE POR FDP BACH EM 23/5/2014, RESTAURADO POR VASSILY EM 31/3/2020

Às vezes forço minha memória para tentar lembrar quando foi que ouvi os acordes iniciais da Quinta Sinfonia pela primeira vez, mas não consigo. Lembro de ter ouvido a Sétima Sinfonia pela primeira vez num radinho de pilha, nos tempos em que era um jovem adolescente ainda conhecendo o mundo. A memória nos prega peças, e neste caso específico, insiste em esconder esta informação. Não que isso fosse mudar alguma coisa na minha vida. Ao contrário. Talvez por isso mesmo não consigo lembrar.

frontJá com relação à Sexta Sinfonia, não tenho dúvidas que foi com o filme “Fantasia” da Disney, em alguma longínqua Sessão da Tarde global, lá nos idos dos anos setenta, em alguma tarde de minha infância ou adolescência. Só mais tarde apareceu o vídeo cassete, e então pude rever aquela animação, que marcou tantas gerações.

Enfim, mais dois monumentos da criatividade humana. Ah, antes que me esqueça, essa versão da Sexta Sinfonia nas mãos de Bruno Walter é considerada uma das melhores de toda a história da indústria fonográfica. Ouçam e tirem suas próprias conclusões.

Symphony No.5 in C minor, Op. 67
I. Allegro Con Brio
II. Andante Con Moto
III. Allegro
IV. Allegro

Leslie Howard – Piano
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Columbia Symphony Orchestra
Bruno Walter – Conductor
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Symphonie Nr. 6 F-dur «Pastorale», Op. 68
I. Erwachen heiterer Empfindungen bei der
II. Szene am Bach (Andante molto mosso)
III. Lustiges Zusammensein der Landleute (Allegro)
IV. Gewitter. Sturm (Allegro)
V. Hirtengesang. Frohe und dankbare

Leslie Howard – Piano
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Columbia Symphony Orchestra
Bruno Walter – Conductor
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FDPBach

Nicolo Paganini (1782-1840) -Violin Concertos No.3, 4, 5 e 6 – Accardo, Dutoit, LPO

accardopaganini

REPOSTAGEM !!! NOVOS LINKS !

Vou encerrar a série dos Concertos em um arquivo só, para poder dar andamento às minhas outras postagens.

Enjoy it.

1. Violin Concerto No.3 in E – 1. Introduzione (Andante) – Allegro marziale – cadenza: Salvatore Accardo
2. Violin Concerto No.3 in E – 2. Adagio (Cantabile spianato)
3. Violin Concerto No.3 in E – 3. Polacca (Andantino vivace)

4. Violin Concerto No.4 In D Minor, MS. 60 1. Allegro maestoso-Cadenza Salvatore Accardo
5. Violin Concerto No.4 In D Minor, MS. 60 2. Adagio flebile con sentimento
6. Violin Concerto No.4 In D Minor, MS. 60 3. Rondo galante (Andantino gaio)

7. Violin Concerto No. 5 In A Minor, MS. 78 1. Allegro maestoso-Cadenza Remy Principe Salvatore Accardox
8. Violin Concerto No. 5 In A Minor, MS. 78 2. Andante, un poco sostenuto-attacca
9. Violin Concerto No. 5 In A Minor, MS. 78 3. Finale-Rondo. Andantino quasi Allegretto

10. Violin Concerto No.6 In E Minor, MS. 75-Orchestrated By Federico Mompellio 1. Risoluto-Cadenza Salvatore Accardo
11. Violin Concerto No.6 In E Minor, MS. 75-Orchestrated By Federico Mompellio 2. Adagio-Cadenza Salvatore Accardo
12. Violin Concerto No.6 In E Minor, MS. 75-Orchestrated By Federico Mompellio 3. Rondò ossia Polonese

Salvatore Accardo – Violin
London Philarmonic Orchestra
Charles Dutoit – Director

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Postagem restaurada – Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Symphonies Nos. 3 & 4 – Bruno Walter – Leslie Howard #BTHVN250

61+AufDLfcLPUBLICADA ORIGINALMENTE POR FDP BACH EM 21/5/2014, RESTAURADO POR VASSILY EM 30/3/2020

Mais duas sinfonias de Beethoven, em sua versão original para orquestra e na versão transcrita para piano por Liszt. Desta vez temos a monumental Sinfonia nº 3, uma das mais belas páginas da história da música ocidental, que dispensa apresentações. Mesmo depois de tantos anos ouvindo-a constantemente, não me canso jamais de ouvi-la. Sua Marcha Fúnebre está com certeza entre as mais belas páginas já escritas na história da música.

frontA outra sinfonia é a de nº 4, um tanto quanto menosprezada, afinal estaria entre duas obras primas absolutas de Beethoven, a terceira e a quinta. Mas trata-se obviamente de um equívoco considerá-la uma obra menor do repertório sinfônico do gênio de Bonn. Não tem o mesmo impacto das acima citadas, mas precisamos colocá-la como uma obra de transição, um estudo que o compositor realizou para testar os limites do que poderia ser feito até chegar à uma fórmula ideal. Seu denso adagio inicial em um primeiro momento consegue esconder o que virá pela frente e sua explosão em um allegro vivace sempre me surpreende.

Symphony No.3 in E-flat Major, Op. 55 ‘Eroica’
I. Allegro con brio
II. Marcia funebre. Adagio assai
III. Scherzo. Allegro vivace
IV. Finale. Allegro molto

Leslie Howard – Piano
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Columbia Symphony Orchestra
Bruno Walter – Conductor
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01 – Symphonie Nr. 4 B-dur, Op. 60
I. Adagio. — Allegro vivace
II. Adagio
III. Allegro vivace. — Un poco meno allegro
IV. Allegro ma non troppo

Leslie Howard – Piano
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Columbia Symphony Orchestra
Bruno Walter – Conductor
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FDPBach

Niccolò Paganini (1782-1840) – Violin Concerto No.1 in D, Op.6, Violin Concerto No.2 in B minor, Op.7

accardopaganini

Provavelmente essa integral deve ser a campeã de repostagens daqui do PQPBach. A primeira vez foi lá nos primórdios do blog, entre 2007 e 2009, depois novamente ali no começo da década passada, repetindo a dose em 2016 e agora, em 2020.

Eram outros tempos, com certeza. A internet era estupidamente lenta, adsl com incríveis 1,5 mb/s de velocidade, cada upload demorava em média 30 minutos, nos dias de boa vontade da operadora. Eu morava em um sítio, hoje  vivo em um apartamente onde a operadora me entrega 240 mb/s … subo um cd em alguns segundos.  Baixo um arquivo de 7 gb em alguns minutos … enfim, tudo evolui.

Andei pesquisando, e não consegui encontrar outra gravação integral dos concertos de Paganini. Se alguém conhecer, me avisa.  Salvatore Accardo sempre será o meu favorito nesse repertório.

Devido ao tremendo sucesso dos Duos para guitarra e violino que postei semana passada (123 downloads indagorinha, em uma semana de postagem, um recorde do blog, creio), vou postar a partir de hoje a integral dos concertos para violino, de Nicolo Paganini.

A interpretação estará sempre a cargo do grande Salvatore Accardo, em minha modesta opinião o maior intérprete destes concertos dos últimos 20 ou 30 anos. A familiaridade que Accardo tem com estes concertos é impressionante, e sua interpretação beira as raias do absurdo. Reza a lenda que o um dos violinos de Accardo (obviamente Stradivarius) pertencera ao próprio Paganini, não sei se essa história é real, mas não importa. O que importa é como ele é tocado.

Muitos consideram Paganini vazio, sem conteúdo, sua orquestração serviria apenas de fundo para a performance do solista. Sua vida, na verdade, era nas salas de concerto, onde reinava absoluto na sua época. Mas não podemos negar que ele desenvolveu uma nova forma de tocar violino, explorando todos os recursos do instrumento ao máximo.

O primeiro cd da série traz os concertos nº 1 e 2.  Accardo é acompanhado pela Filarmônica de Londres, regida por Charles Dutoit.

 Niccolò Paganini (1782-1840) – Violin Concerto No.1 in D, Op.6, Violin Concerto No.2 in B minor, Op.7

1. Violin Concerto No.1 in D, Op.6 – 1. Allegro maestoso
2. Violin Concerto No.1 in D, Op.6 – 2. Adagio
3. Violin Concerto No.1 in D, Op.6 – 3. Rondo (Allegro spirituoso)
4. Violin Concerto No.2 in B minor, Op.7 – 1. Allegro maestoso – Cadenza: Salvatore Accardo
5. Violin Concerto No.2 in B minor, Op.7 – 2. Adagio
6. Violin Concerto No.2 in B minor, Op.7 – 3. Rondo à la clochette, ‘La campanella’

Salvatore Accardo – Violin
London Philarmonic Orchestra
Charles Dutoit – Conductor

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Postagem restaurada – Ludwig Van Beethoven (1770-1827): Symphonies – Klemperer CD 6 de 6 – Symphony n°9, in D Minor, “Choral” op. 125 – Klemperer, Ludwig, Philharmonia

PUBLICADO ORIGINALMENTE POR FDP BACH EM 16/11/2012, RESTAURADO POR VASSILY EM 28/3/2020 e 06/05/2022

Então chegamos no momento culminante, a maior de todas as sinfonias. Esta sinfonia é tão grandiosa que dispensa maiores comentários. Ela fala por si própria. Basta a mencionarmos que o tema do Ode à Alegria nos vem a mente. É a celebração maior da vida, a culminação da carreira de um dos maiores gênios que a humanidade produziu. Só temos de render-lhe graças e apreciarmos cada detalhe, cada momento, e a termos sempre conosco, para nos alegrar nos momentos de tristeza, para sabermos que ainda existe esperança no final do túnel. Volto a repetir, antes de tudo, a Nona Sinfonia de Beethoven é uma celebração à vida.
Otto Klemperer morreria dois anos depois de realizar esta gravação, e com a certeza de dever cumprido. Foi um dos gigantes da regência do século XX.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Symphonies – CD 6 de 6 –
Symphony n°9, in D Minor, “Choral” op. 125 –
Klemperer, Ludwig, Philharmonia

01. 1. Allegro non troppo, un poco maestoso
02. 2. Molto vivace – Presto
03. 3. Adagio molto e cantabile – Andante moderato
04. 4. Finale
05. Prometheus, Op.43

Aase Nordmo Løvberg – Soprano
Christa Ludwig – Mezzo Soprano
Waldemar Kmentt – Tenor
Hans Hotter – Baixo
Philharmonia Orchestra & Chorus
Otto Klemperer

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FDP

Carl Phillip Emanuel Bach (1714-1788) – CPE Bach Project 2 – Ophélie Gaillard – Pulcinella Orchestra

Por muitos anos, os filhos compositores de Johann Sebastian Bach eram vistos apenas como epígonos pálidos e distantes de suas pai, sem genialidade — uma visão sem sentido que pode somente ser explicado pelo conhecimento inadequado de suas obras.

Hoje, com melhor acesso às suas composições, podemos ter um melhor entendimento de seu verdadeiro valor, principalmente de seus dois filhos mais velhos, Wilhelm Friedemann e Carl Philipp Emanuel. É claro que a única opção deles era escapar da sombra gigantesca lançada sobre eles devido a grandeza de seu pai. Johann Nikolaus Forkel, o primeiro biógrafo de Johann Sebastian, que os conhecia pessoalmente, escreveu em 1802:

‘Tanto ele [C. P. E. Bach] e seu irmão mais velho admitiram que eles foram levados a adotar um estilo próprio pois desejam evitar a comparação com o pai incomparável”. Carl Philipp Emanuel Bach, que era um admirador forte da genialidade de seu pai e um ardente propagandista de sua obras, abriu um novo caminho para si mesmo nessa nova era de sensibilidade vibrante. Altamente admirado em seu próprio século por Haydn, Gluck e Mozart, ele se destaca hoje como um brilhante e compositor altamente original.”

O texto acima foi livremente traduzido por mim, com ajuda do Google Translator, porém é bem maior. Pode ser lido em sua íntegra no booklet que segue em anexo.

Sinfonia No. 3 in C major, Wq. 182/3 (H. 659)
1. Allegro assai
2. Adagio
3. Allegretto

Cello Concerto No. 2 in B-flat major, Wq. 171 (H. 436)
4. Allegro
5. Adagio
6. Allegro assai

Sinfonia in E minor, Wq. 178 (H. 653)
7. Allegro assai
8. Andante moderato
9. Allegro

Piccolo Cello Sonata in D major, Wq. 137 (H. 559)
10. Adagio, ma non tanto
11. Allegro di molto
12. Arioso

Harpsichord Concerto in D minor, Wq. 17 (H. 420)
13. Allegro
14. Un poco adagio
15. Allegro

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BOOKLET – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDP

Postagem restaurada – Ludwig Van Beethoven (1770-1827): Symphonies – Klemperer (5/6)

PUBLICADO ORIGINALMENTE POR FDP BACH EM 9/11/2012, RESTAURADO POR VASSILY EM 27/3/2020 e 6/5/2022

Neste volume Klemperer nos traz a 8ª Sinfonia, outro caso de uma obra de Beethoven pouco interpretada e até mesmo pouco gravada. O que é uma pena, pois ela é uma bela introdução para o que virá pela frente com todo o gigantismo da Nona Sinfonia.
Para completar o CD, temos as três aberturas Leonore e a abertura Coriolan, op. 72.

01. 1. Allegro vivace con brio
02. 2. Allegretto scherzando
03. 3. Tempo di Menuetto
04. 4. Allegro vivace
05. Leonore No.1, Op.138
06. Leonore No.2, Op.72
07. Leonore No.3, Op.72a
08. Coriolan, Op.62

Philharmonia Orchestra
Otto Klemperer – Conductor

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FDPBach

Bedřich Smetana (1824-1884): Minha Pátria (Má Vlast) – Harnoncourt

Bedřich Smetana (1824-1884): Minha Pátria (Má Vlast) – Harnoncourt

Minha Pátria é um conjunto de seis poemas sinfônicos escritos por Bedřich Smetana. De inspiração nacionalista, este poema tem por objetivo retratar cenas da região da Boêmia, de onde o compositor era oriundo.

Smetana passou a vida defendendo a libertação de sua querida pátria das mãos do poderoso Império Austro-Húngaro.  Também é conhecido como o pai da música tcheca.  Talvez ele tenha sido o primeiro compositor a se utilizar dos elementos do folclore e da música popular de seu país. Foi um grande amigo e maior influenciador de Antonín Dvořák, que é o compositor tcheco mais conhecido.

Nikolaus Harnoncourt dispensa apresentações. Com uma carreira internacional reconhecida já há mais de 50 anos, tornou-se um dos grandes regentes do século XX e deste início do século XXI. Suas gravações são sempre reconhecidas como de excepcional qualidade. E nesta sua leitura de Smetana não é diferente.

Convenhamos que com uma orquestra do nível da Filarmônica de Viena as coisas até se tornem um pouco mais fáceis, mas claro que ele impõe sua marca, utilizando um tempo mais cadenciado. Alguns comentaristas se enfureceram com isso. Não vou perder tempo com estas considerações, deixo para os senhores tirarem suas próprias conclusões depois de lerem o excelente booklet assinado pelo próprio Harnoncourt.

(PQP achou o disco sensacional).

Bedřich Smetana (1824-1884): Minha Pátria (Má Vlast) – Harnoncourt

1-1 Vyšehrad 15:55
1-2 Vltava 12:54
1-3 Šárka 10:41
2-1 Z Českých Luhů A Hájů 13:52
2-2 Tábor 14:25
2-3 Blaník 15:28

Wiener Philharmoniker
Nikolaus Harnoncourt – Director

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