.: interlúdio :. Joshua Redman: Beyond

.: interlúdio :. Joshua Redman: Beyond

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Grande CD de Redman, apenas com temas originais. Reclamam que Redman é muito delicado e tradicional, mas que diabos, ele é muito bom! O disco foi gravado no ano de 2000, quando ele recém completara 30 anos. São 73 minutos de grande música com um grupo pra lá de competente onde se destacam o pianista Goldberg e o segundo sax de Turner. Destaques para Belonging e Neverend.

Joshua Redman: Beyond

1. Courage (Asymmetric Aria) 7:34
2. Belonging (Lopsided Lullaby) 5:50
3. Neverend 4:27
4. Leap Of Faith 9:06
5. Balance 9:05
6. Twilight…And Beyond 11:00
7. Stoic Revolutions 6:13
8. Suspended Emanations 6:22
9. Last Rites Of Rock ‘n’ Roll 7:05
10. A Life? 6:51

Joshua Redman – Tenor Saxophone
Mark Turner – Tenor Saxophone
Aaron Goldberg – Piano
Reuben Rogers – Bass
Gregory Hutchinson – Drums

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Joshua Redman
Joshua Redman

PQP

.: interlúdio :. SaGrama – Tenha modos [link atualizado 2017]

.: interlúdio :. SaGrama – Tenha modos [link atualizado 2017]

sagc

Dia desses postei um CD do Mawaca, um dos dois grupos mais originais que vi aparecer no Brasil nos últimos anos. O outro é o SaGrama, que assinou a trilha sonora do filme e seriado O Auto da Compadecida e já lançou sete CDs. O sexto deles é este daqui, misturando composições de músicos pernambucanos e do próprio grupo [o conjunto é formado por músicos recifenses e nasceu no Conservatório Pernambucano de Música] relacionadas ao rico carnaval de Pernambuco.

Achei uma matéria do dia do lançamento do CD, para maiores informações.

Quinta-feira, 19 de Abril de 2007
Sa Grama faz concerto aberto
Michelle de Assumpção
Da equipe do Diário

O teatro Santa Isabel recebe esta noite um grupo mais que sintonizado com os ensinamentos da música folclórica de leitura erudita. Um representante armorial, digamos, mesmo que seus integrantes não vistam essa bandeira de forma a sintonizar com a política cultural do governo do estado de Pernambuco. O fato é que, formado por professores e músicos eruditos em sua maioria, o Sa Grama montou seu repertório a partir de releituras do cancioneiro popular. O CD mais recente, Tenha modos, traz muitas composições próprias do flautista Sérgio Campelo, que foram baseadas nesse universo, mais voltado especificamente para o carnaval. O grupo também contextualiza este momento reeditando alguns clássicos da música carnavalesca, como Evocação nº 1, de Nelson Ferreira, Último dia, de Levino Ferreira, além de músicas contemporâneas, como o afoxé Olinda, de Alceu Valença e o Frevo centenário, de Luiz Guimarães.

O show contará com os convidados especiais que fizeram parte do CD, tais como Spok (nos frevos-de-rua), Maciel Salu (com a rabeca, nos bois de carnaval), Maíra Macedo (bandolim e bandola nos frevos de bloco), Nilsinho Amarante (trombone), Quebra-Baque (grupo do percussionista do Sa Grama, Tarcísio Rezende, que encerra o espetáculo) e da Cia. de Dança Perna de Palco. “A gente já tinha feito exploração de outros gêneros, como do círculo junino e natalino, então resolvemos concentrar no disco o frevo, o maracatu e o afoxé, porque tem gêneros bem interessantes. Pegamos la ursa, boi de carnaval, samba de terreiro – fizemos um samba de terreiro bem rústico, que é de onde vem o samba pernambucano – caboclinhos, frevos de rua e de bloco”, diz Campelo.

Sérgio afirma que o show no Santa Isabel é natural pela origem do próprio Sa Grama, já que dos nove integrantes do grupo, cinco são da Sinfônica do Recife, que tem o teatro como sede. Sobre estarem em sintonia com o movimento armorial, o líder do grupo não acredita que isso possa ser visto como uma conveniência, na era Ariano Suassuna. “Nós temos influência quase que direta do armorial. O Sa Grama passa pelas músicas modais, que é uma característica maior da música armorial, a escala nordestina, a gente passa por esse lado, mas a gente não é um grupo essencialmente armorial, fazemos frevo e isso não está no contexto, Mas somos fãs, somos influenciados”, confessa.

SaGrama
Tenha modos

01. Matruá – Sérgio Campelo
02. Limpa de Cacimba – Cláudio Moura
03. Samba Caboclo – Roberto J Silva, Sérgio Campelo
04. Boi Cipó – Sérgio Campelo
05. Evocação nº1 – Nelson Ferreira
06. Maracatu Nassau – Sérgio Campelo
07. Cintura Amarrada – Sérgio Campelo
08. Olinda – Alceu Valença
09. Banzo Maracatu – Dimas Sedícias
10. Frevo Centenário – Luiz Guimaraes
11. Mordido – Alcides Leão
12. Último Dia – Levino Ferreira
13. Tenha Modos – Sergio Campelo

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

sagr

CVL
Repostado por PQP
Trepostado e tetrapostado por Bisnaga

Franz Schubert – Symphonies nº8 & 9 – Leonard Bernstein, Concertgebow Amsterdam

Leonard_Bernstein-Schubert_Mendelssohn_SchumannDuvido que alguém em sã consciência não tenha especial predileção por estas duas obras primas de Schubert, as sinfonias de nº 8 e 9.  Particularmente, tenho verdadeira adoração pela oitava, principalmente devido ao seu misterioso primeiro movimento, denso, angustiante por vezes, e de uma beleza ímpar. Já ouvi diversas interpretações, todas excelentes, e já declarei aqui mesmo minha veneração pela gravação que o bom velhinho Güenther Wand realizou. Está ali tudo o que quero destas sinfonias.
Já no final de sua vida, Lenny Bernstein realizou uma série de gravações pela DG, com diversas orquestras, e essas leituras de Schubert que ora vos trago com certeza estão entre as melhores que já tive a oportunidade de ouvir. Além de ser um maestro sempre inovador, ele contou com a parceria da Orquestra do Concertgebow de Amsterdam, o que por si só já é uma referência. O som das cordas desta orquestra sempre me deixa arrepiado.
Esse cd faz parte de uma coleção recentemente lançada pela DG, que traz exatamente estas últimas gravações do mítico maestro norte americano. São dezenas de cds, e vou trazer alguns de vez em quando. Vale cada centavo gasto em sua aquisição. Mostra um maestro em sua plenitude e maturidade, com identidade própria, e que nunca temeu as dificuldades que apareceram a sua frente.

1. Symphonie nº 8 – 01-1 Allegro moderato
2. Andante con moto
3. Symphonie nº 9 – 1 Andante-Allegro ma non troppo
4. 2 Andante con moto
5. 3 Scherzo Allegro vivace
6. 4_Allegro_vivace

Concertgebow Amsterdam Orchestra
Leonard Bernstein – Conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

1097881583_850215_0000000000_sumario_normal
Leonard Bernstein – Um grande maestro, sem dúvida alguma

 

The Debussy Edition – Cds 15 e 16 – Pelléas et Mélissande – Ewing, LeRoux, Van Dam, Ludwig, Wiener Philharmoniker

box frontPelléas et Méllisande foi a única ópera que Debussy compôs. E Claudio Abbado conseguiu reunir um elenco também único para gravá-la. Juntou a juventude de François Le Roux com a experiência de Maria Ewing, Jose van Dam e Christa Ludwig e realizou um dos principais registros já feitos desta obra. “Imense”, “Delicious”, “Ephemeral raindrops in the forest”, “Too deep for tears”, são alguns dos adjetivos utilizados pelos comentaristas e clientes da amazon. Realmente, um primor, em todos os sentidos.
Como a pressa é grande e o tempo urge, como sempre, na Wikipedia os senhores irão encontrar maiores informações sobre a obra, com direito a links para o libretto. Divirtam-se.

CD 1

01. Premier Act – Je ne pourrai plus sortir de cette foret
02. Pourquoi pleures-tu
03. Je suis perdu aussi
04. Voici ce qu’il ecrit son frere Pelleas
05. Qu’en dites-vous
06. Interlude
07. Il fait sombre dans les jardins
08. Hoe! Hisse Hoe!
09. Deuxiéme Act – Vous ne savez pas ou je vous ai menee
10. C’est au bord d’une fontaine
11. Interlude
12. Ah! Ah! Tout va bien
13. Voyons, donne-moi ta main
14. Interlude
15. Oui, c’est ici, nous y sommes
16. Troisième Act – Mes longs cheveux descendent jusqu’au seuil de la tour
17. Je les tiens dans les mains
18. Que faites-vous ici
19. Prenez garde; par ici, par ici

CD 2

01. Interlude – Ah! Je respire enfin!
02. Interlude
03. Viens, nous allons nous asseoir ici, Yniold
04. Qu’ils s’embrassent, petit pere
05. Quatrième Act – Ou vas-tu
06. Maintenant que le pere de Pelleas est sauve
07. Pelleas part ce soir
08. Ne mettez pas ainsi votre main a la gorge
09. Interlude
10. Oh! Cette pierre est lourde
11. C’est le dernier soir
12. Nous sommes venus ici il y a bien longtemps
13. On dirait que ta voix a passe sur la mer au printemps
14. Quel est ce bruit
15. Cinquième Act – Ce n’est pas de cette petite blessure qu’elle peut mourir
16. Attention; je crois qu’elle s’eveille
17. Melisande, as-tu pitie de moi comme j’ai pitie de toi
18. Non, non, nous n’avons pas ete coupables
19. Qu’avez-vous fait
20. Qu’y a-t-il
21. Attention… attention. Il faut parler a voix basse, maintenant

Méllisande – Maria Ewing
Pelléas – François Le Roux
Golaud – Jose van Dam
Geneviève – Christa Ludwig
Arkel – Jean-Phillipe Curtis
Yniold – Patrizia Pace

Konzertvereinigung Wiener Staatsopernchor
Wiener Philharmoniker
Claudio Abbado

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

Cussy de Almeida (1936 -2010), Clóvis Pereira (1932), César Guerra-Peixe (1914-1993), Waldemar de Almeida (1904-1975), Luiz Gonzaga (1912-1989) e Humberto Teixeira (1915-1979) – Orquestra Armorial (1994) [link atualizado 2017]

Cussy de Almeida (1936 -2010), Clóvis Pereira (1932), César Guerra-Peixe (1914-1993), Waldemar de Almeida (1904-1975), Luiz Gonzaga (1912-1989) e Humberto Teixeira (1915-1979) – Orquestra Armorial (1994) [link atualizado 2017]

ORQ aRMORIALMUITO BOM !!!

Pra quem se lembra do CD com a Grande Missa Armorial de Capiba [calma, calma que o Bisnaga está preparando a repostagem da missa, que sai no domingo – UPDATE: já saiu faz tempo], aqui vai outro CD lançado pela Orquestra Armorial revival em 1994, sob regência de Cussy de Almeida.
Disco obrigatório para compreender melhor o movimento armorial e sua proposta musical.

Sivuca (1897-1986)

Orquestra Sinfônica da Paraíba & Sivuca (1999)

Cussy de Almeida (1936 -2010)
1. Aboio
Clóvis Pereira (1932)
2. Cantiga
Luiz Gonzaga (1912-1989) e Humberto Teixeira (1915-1979)
3. Asa Branca – Arr. Cussy de Almeida
César Guerra-Peixe (1914-1993) e Clóvis Pereira (1932)
4. Mourão
Cussy de Almeida (1936 -2010)
5. Kyrie, da Missa Nordestina
6. Gloria, da Missa Nordestina
7. Reino da Pedra Verde
Waldemar de Almeida (1904-1975)
8. Dança de índios
César Guerra-Peixe (1914-1993)
9. Galope, no estilo de cantoria
Cussy de Almeida (1936 -2010)
10. Cipó branco de Macaparana
César Guerra-Peixe (1914-1993)
11. Velame
Cussy de Almeida (1936 -2010)
12. Cirandância
César Guerra-Peixe (1914-1993)
13. Terno de pífanos
Capiba (1904 -1997)
14. Suíte sem lei nem rei – I. Chamada (moderato)
15. Suíte sem lei nem rei – II. Aboio (Largo)
16. Suíte sem lei nem rei – III. Galope esporeado (Allegro)

(Solistas não identificados no Kyrie e no Gloria)
Orquestra e Coro Armorial
Cussy de Almeida, regente

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Já viu nossos mais de 100 endereços para baixar partituras? Clique aqui

CVL
Repostado/recauchutado por Bisnaga

.: interlúdio :. Stradivarius in Rio – Viktoria Mullova

.: interlúdio :. Stradivarius in Rio – Viktoria Mullova


A garota alta, moscovita, meio russa, meio tártara, gosta de música brasileira. E não é proibido que ela dê sua interpretação para aquilo que gosta. Só que a garota alta, moscovita, meio russa, meio tártara, não consegue alcançar nosso sotaque, nem nossas formas de improviso e acaba dando um pequeno vexame, mas um vexame que talvez apenas os brasileiros possam identificar. É uma lição cultural ouvi-la em dificuldades, pensando que está no Brasil, sob o sol, com as favelas em torno. Só que a grande e genial violinista Viktoria Mullova, mesmo sob o sol e com as favelas em torno, quando toca MPB, é apenas uma garota alta, moscovita, meio russa, meio tártara, que gosta de música brasileira, não uma menina do Rio.

Stradivarius in Rio – Viktoria Mullova

1. Toada 2:32
2. Linda Flor 5:14
3. Segue teu destino 4:21
4. Vilarejo 4:25
5. Luz do sol 3:09
6. Brasileirinho 2:20
7. Dindi 5:33
8. Chovendo na roseira 4:14
9. Balada de um Louco 4:29
10. Tico-Tico-no-Fubá 4:03
11. Falando de amor 3:05
12. Rosa 2:40
13. Por toda minha vida 2:14

Viktoria Mullova
Matthew Barley
Paul Clarvis
Luis Guello
Carioca Freitas

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Retrato da violinista quando jovem: uma garota alta, moscovita, meio russa, meio tártara, gosta de música brasileira.
Retrato da violinista quando jovem: uma garota alta, moscovita, meio russa, meio tártara, gosta de música brasileira.

PQP

.: interlúdio :. Keep Me In Your Heart For A While: The Best Of Madeleine Peyroux

.: interlúdio :. Keep Me In Your Heart For A While: The Best Of Madeleine Peyroux

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Conheci Madeleine Peyroux há mais de dez anos. Ela  se achegou com uma bela voz de Billie Holiday, perfeita afinação e os enlouquecedores pés descalços da foto abaixo, que era a capa do CD que eu comprara. Não sou exatamente um podólatra, mas achei-a linda. A coisa ainda melhorava quando colocávamos o CD para rodar. Pois agora o álbum duplo ao lado vem passar uma régua na carreira da cantora. São sete discos desde 1996. Então, como este álbum é duplo, ele contém quase 30% do que ela gravou. Vale a pena ouvir, como não? Eu gosto muito e tenho certeza de que ela fará sucesso entre os pequepianos.

Keep Me In Your Heart For A While: The Best Of Madeleine Peyroux

01. Don’t Wait Too Long (3:11)
02. You’re Gonna Make Me Lonesome When You Go (3:27)
03. (Getting Some) Fun Out Of Life (3:14)
04. Between The Bars (3:46)
05. I’m All Right (3:30)
06. La Vie En Rose (3:22)
07. Half The Perfect World (4:23)
08. Dance Me To The End Of Love (3:58)
09. Smile (4:01)
10. Once In A While (4:02)
11. The Summer Wind (3:58)
12. Careless Love (3:53)
13. Guilty (3:55)
14. Desperadoes Under The Eaves (Extended Version) (5:21)
15. Changing All Those Changes (3:11)
16. J’Ai Deux Amours (2:57)
17. River Of Tears (5:22)
18. The Things I’ve Seen Today (3:44)
19. Damn The Circumstances (4:39)
20. La Javanaise (4:12)
21. The Kind You Can’t Afford (4:00)
22. Bye Bye Love (3:29)
23. Walkin’ After Midnight (4:50)
24. Standing On The Rooftop (5:47)
25. Instead (5:14)
26. Keep Me In Your Heart (3:35)
27. This Is Heaven To Me (3:11)

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Madeleine Peyroux: bela mulher, belos pés, belíssima cantora
Madeleine Peyroux: bela mulher, belos pés, belíssima cantora

PQP

Johannes Brahms (1833-1897): Trio para Violino, Trompa e Piano / Trio para Clarinete, Violoncelo e Piano

Johannes Brahms (1833-1897): Trio para Violino, Trompa e Piano / Trio para Clarinete, Violoncelo e Piano

Se você ama Brahms, já deve ter visto algum CD ou vinil com este repertório. Eles costumam andar juntos. Esta não é a gravação que eu levaria para a ilha deserta — alguns andamentos do Horn Trio estão muito lentos para meu gosto –, mas é de respeito. Este Op. 40 é uma elegia dedicada à memória da mãe de Brahms — que também recebeu a dedicatória de Um Réquiem Alemão — e reúne uma combinação incomum de piano, violino e trompa. É de calma beleza. O Trio para clarinete , violoncelo e piano, Op. 114, foi uma das quatro notáveis obras de câmara para clarinete compostas de enfiada por Johannes Brahms já no final de sua vida. É uma música onde parece que todos os instrumentos e toda a humanidade está apaixonada. A obra, assim como todas as que compôs para clarinete na época, foi dedicada ao clarinetista Richard Mühlfeld. Em novembro de 1891, Mühlfeld estreou a peça com Robert Hausmann ao violoncelo e o próprio Brahms ao piano.

Johannes Brahms (1833-1897): Horn Trio / Clarinet Trio

1. Trio for Violin, Horn and Piano in E-Flat Major, Op. 40: I. Andante – Poco piu animato 9:09
2. Trio for Violin, Horn and Piano in E-Flat Major, Op. 40: II. Scherzo: Allegro – Molto meno allegro – Allegro 8:13
3. Trio for Violin, Horn and Piano in E-Flat Major, Op. 40: III. Adagio mesto 8:27
4. Trio for Violin, Horn and Piano in E-Flat Major, Op. 40: IV. Finale: Allegro con brio 6:47

5. Clarinet Trio in A Minor, Op. 114: I. Allegro 8:48
6. Clarinet Trio in A Minor, Op. 114: II. Adagio 8:22
7. Clarinet Trio in A Minor, Op. 114: III. Andantino grazioso 5:08
8. Clarinet Trio in A Minor, Op. 114: IV. Allegro 4:55

The Borodin Trio:
Luba Edlina, piano
Rostilav Dubinsky, violino
Yuli Turovsky, cello
Michael Thompson, horn
James Campbell, clarinete

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

O Trio Borodin
O Trio Borodin

PQP

Piotr Ilich Tchaikovsky (1840-1893): Symphonie nº1, g-moll, op. 13, Claude Debussy (1862-1918) – Images pour Orchestre – Tilson Thomas, BSO

511BFmMux3L._SL500_AA280_Michael Tilson Thomas anda em alta aqui no PQPBach, suas leituras de Mahler que o nosso mentor vem postando nos últimos dias está deixando o pessoal bem satisfeito.
Por este motivo resolvi trazer esse CD com a assinatura “The Originals” da DG onde o norte americano realiza um belíssimo trabalho com a Boston Symphony Orchestra. Sua leitura da primeira sinfonia de Tchaikovsky é um primor. Apaixonada, emocionada, nada deixa a dever a outras leituras de maior sucesso.

Curiosa foi a segunda opção da gravadora, ou de seu produtor, ao escolher a outra obra para completar o CD. Mas as “Images” debussynianas são a cereja do bolo, o toque de refinamento necessário para tornar esse cd perfeito. Ah, importante salientar que essas gravações foram realizadas em 1971, quando Tilson Thomas tinha apenas 27 anos de idade. Um assombro, portanto, conseguir um resultado destes com essa idade.

Não posso deixar de citar que conheci Michael Tilson Thomas quando, frente a Sinfônica de Londres, gravou um disco fundamental na minha discoteca (lembrando dos LPs), e que abriu ainda mais minhas percepções musicais, o “Apocalipse” da Mahavishnu Orchestra, que tinha a frente o genial guitarrista inglês John McLaughin.

Piotr Ilich Tchaikovsky (1840-1893): Symphonie nº1, g-moll, op. 13, Claude Debussy (1862-1918) – Images pour Orchestre

1. Tchaikovsky – Symphony No. 1 in G Minor, op. 13 – Daydreams on a Wintry Road
2. O land of gloom, O land of mist!
3 Scherzo
4. Finale
5. Debussy – 1,Images pour orchestre –  I. Gigues
6. II. Iberia – 1. Par les rues et par les chemins
7. 2. Les parfums de la nuit
8. 3. Le matin d’un jour de fete
9. III. Rondes de printemps

Boston Symphony Orchestra
Michael Tilson Thomas – Conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

Helena Tulve (1972-): Arboles Lloran Por Lluvia

Helena Tulve (1972-): Arboles Lloran Por Lluvia

Uma excelente amostragem da obra da estoniana Helena Tulve. Aqui, nota-se claramente que ela estudou como poucos o canto gregoriano e que foi aluna de György Ligeti. As obras de Tulve dão uma ideia justa da riqueza de sua vasta experiência cultural: a escola francesa, Saariaho, música oriental, canto gregoriano, etc. A música de Tulve é refinadíssima, sofisticada e requer um pouco de trabalho do ouvinte. É como se precisássemos cavar sob a superfície beleza os fascinantes timbres desta música finamente trabalhada. Tulve tem uma voz distinta e vale muito a exploração de seu mundo. Recomendo a audição. Gravação da ECM.

Helena Tulve (1972-): Arboles Lloran Por Lluvia

1. Reyah hadas ‘ala (2005)
2. silences/larmes (2006)
3. L’Équinoxe de l’âme (2008)
4. Arboles lloran por lluvia (2006)
5. Extinction des choses vues (2007)

Arianne Savall, soprano e harpa
Charles Barbier e Taniel Krirkal, contratenores

Estonian National Symphony Orchestra
Olari Elts

Ensemble Vox Clamantis
Jaan-Eik Tulve

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Tulve: sonoridades limpas | Foto: Tarvo Hanno Varres
Tulve: sonoridades limpas | Foto: Tarvo Hanno Varres

PQP

Antonin Dvorák – Slavonic Dances, op. 46 & 72 – Kubelik, Symphonieorchester Bayerischen Rundfunk

617k3toB0+LChove lá fora e aqui dentro de casa ouço uma das mais belas gravações já realizadas das Danças Eslavas de Dvorák. que recém postei em sua versão para dois pianos com as Irmãs Labèque. Trovoadas e raios caem inclementes sobre minha cidade, e lembro que daqui a pouco preciso ir trabalhar. Não será fácil. Minha cidade pára quando chove, aliás, como qualquer outra cidade de médio ou grande porte. A galera tem medo da chuva e tira seus carros da garagem.
Mas voltemos a esse primor de gravação. Rafael Kubelik foi um dos grandes intérpretes da obra de Dvorák, um especialista na verdade, e neste repertório específico, as Danças Eslavas, continua imbatível. Contando com a ajuda e cumplicidade da fantástica Orquestra da Rádio Bávara trouxe frescor e rejuvenescimento a estas obras, pouco interpretadas e gravadas, infelizmente. Reza a lenda que o maestro Kubelik teve de se virar nos trinta para mostrar aos músicos da orquestra como deveria se tocar as obras, afinal se tratavam de peças baseadas em danças folclóricas, e creio que os alemães eram meio duros para entender o que se pedia. Mas conseguiram. São obras alegres e divertidas e é impossível não imaginarmos aqueles belos grupos de danças folclóricas com seus trajes típicos, bailando no palco.
Enfim, outro CD facilmente classificável como IM-PER-DÍ-VEL !!!

1 – 8 – Slawische Tänze, op 46
9 – 16 – Slawische Tänze, op. 72

Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks
Rafael Kubelik – Conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
FDPBach

maxresdefault
Rafael Kubelik foi um dos grandes maestros do século XX e um dos principais intérpretes da obra de Dvorák

Dvorák: Danças Eslavas – Katia & Marielle Labèque – Piano Fantasy – Music for 2 pianos – CD 2 de 6

Dvorák: Danças Eslavas – Katia & Marielle Labèque – Piano Fantasy – Music for 2 pianos – CD 2 de 6

41x6CKN3V5L._SY450_Dando continuidade a essa bela caixa das Irmãs Labèque, temos agora as Danças Eslavas de Dvorák. Outro show de interpretação das irmãs, donas de um talento inquestionável.

A comparação destas danças com as Danças Húngaras de Brahms é inevitável, e realmente elas tem certas semelhanças em sua estrutura básica. Dvorák teria se inspirado em Brahms, um compositor já consagrado naquele momento, enquanto que Dvorák ainda tentava se tornar mais conhecido. Assim como Brahms, ele também as escreveu primeiramente para piano a quatro mãos, tendo depois realizado sua orquestração.

Tenho certeza de que algumas destas melodias lhes serão conhecidas. Espero que apreciem.

Dvorák: Danças Eslavas

01 – 08  – Slavonic Dances, Op.46
09 – 16 –  Slavonic Dances, Op.72

Katia & Marielle Labèque – Pianos

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Katia e Marielle Labèque: beleza e talento a serviço da música
Katia e Marielle Labèque: beleza e talento a serviço da música

FDP

Frédéric Chopin (1810-1849): Polonaises

Frédéric Chopin (1810-1849): Polonaises

Minha conexão está judiando de mim esta noite. Não consigo fazer nada. Tinha planos nobres para hoje à noite, mas estou sendo acanalhado pelos influxos da virtulidade. Felizmente, havia enviado este bom registro com a pianista russa Elisabeth Leonskaja. Ela interpreta as memoráveis Polonaises de Chopin. Polonaise é o termo que os franceses usam para denominar “polaco” (se não estou equivocado!) A Polonaise é uma dança lenta de origem polonesa. Mas Chopin soube imprimir feições pianísticas a essa dança da sua terra. Ouçamos mais este bom registro em homenagem aos 200 anos do nascimento de Chopin. Boa apreciação!

Frédéric Chopin (1810-1849) – Polonaises

Deux Polonaises Op. 26
01. No. 1 in C sharp minor – Allegro appassionato
02. No. 2 in E flat minor – Maestoso

Deux Polonaises Op. 40
03. No. 1 in A major – Allegro con brio
04. No. 2 in C minor – Allegro maestoso

Polonaise, Op. 44 in F sharp minor
05. Tempo di polacca doppio movimento, Tempo de mazurka – Tempo I

Polonaise, Op. 33 in A flat major
06. Maestoso

Polonaise-fantaisie, Op. 61 in A flat major
07. Allegro maestoso

Elisabeth Leonskaja, piano

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

fbbfbbb
Elisabeth Leonskaja

Apoie os bons artistas, compre suas músicas.
Apesar de raramente respondidos, os comentários dos leitores e ouvintes são apreciadíssimos. São nosso combustível.
Comente a postagem!

Carlinus

The Debussy Edition – Mélodies – CDs 13 e 14 de 17 – Dietschy, Strosser

box frontMais dois volumes com as belíssimas canções que Debussy compôs baseado em letras dos  grandes poetas franceses do século XIX e início do século XX. Aqui encontramos novamente Verlaine, Gautier e as maravilhosas “Ballades de François Villon”, entre outros não tão conhecidos.
A magnífica voz de Véronique Dietschy se encaixa como uma luva nesse repertório tão pouco executado, e os pianistas Philip Cassard e Emanuel Strosser a acompanham com maestria, dando o toque de requinte e sofisticação que a interpretação exige. Coisa finíssima mesmo. Espero que gostem.

 

01. Trois Mélodies de Verlaine – I. La mer est plus belle
02. Trois Mélodies de Verlaine – II. Le son du cor s’afflige
03. Trois Mélodies de Verlaine – III. L’echelonnement des haies
04. La Belle au Bois dormant
05. Proses lyriques – I. De rêve
06. Proses lyriques – II. De frève
07. Proses lyriques – III. De fleurs
08. Proses lyriques – IV. De soir
09. Sept Poèmes de Banville – I. Rêverie
10. Sept Poèmes de Banville – II. Souhait
11. Sept Poèmes de Banville – III. Triolet à Phillis
12. Sept Poèmes de Banville – IV. Le lilas
13. Sept Poèmes de Banville – V. Aimons-nous et doemons
15. Sept Poèmes de Banville – VII. Les Roses
16. Flots, palmes, sables
17. L’Archet
18. Tragédie
19. En sourdine
20. Clair de lune
21. Fêtes galantes – I. Les ingénus
22. Fêtes galantes – II. Le Faune
23. Fêtes galantes – III. Colloque sentimental

Véronique Dietschy – Soprano
Emmanuel Strosser – Piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

.: interlúdio: Charlie Parker & Stars of Modern Jazz at Carnegie Hall (Christmas 1949) :.

.: interlúdio: Charlie Parker & Stars of Modern Jazz at Carnegie Hall (Christmas 1949) :.

Link revalidado por PQP

Na Amazon —-> Carnegie Hall: X-Mas ’49 <—-

Este seria um disco obrigatório na coleção de qualquer jazzófilo, não estivesse esgotado há tanto tempo e se perdido no catálogo da Jass Records. Há 60 anos, numa noite de natal, Charlie Parker reuniu os maiores nomes do bebop no Carnegie Hall para um grande concerto. Adequadamente chamado de Charlie Parker & Stars of Modern Jazz, o evento tornou-se uma bela fotografia do estado do jazz no final da década de 40: Parker, Powell e Getz estabelecidos, Davis chegando, Sarah Vaughan com sua classe espontânea, e mais alguns nomes que a história ainda não louvou como deveria — como Lennie Tristano, brilhante pianista de Chicago, cego desde criança e um dos maiores tutores da época, incluindo Mingus; e Kai Winding, trombonista dinamarquês de toque bastante refinado, que fez seu nome na era do swing e, depois de passar pelo antológico Miles Davis Nonet (assim como Lee Konitz), montou um grupo com quatro trombones.

Apesar do clima descontraído, que inclui duas jam sessions, quem inflama a apresentação é mesmo o quinteto de Bird, esbanjando técnica. O trumpetista Red Rodney parece ameaçar Parker constantemente em seus solos; seja em números velozes como “Koko”, ou cadenciados como “Bird of Paradise”, seus improvisos rivalizam com a técnica do band leader e promovem equilíbrio — o que é um feito pra quem toca ao lado de Charlie Parker.

Coberto pela baixa fidelidade e camada de chiados que uma gravação ao vivo de 1949 deve trazer, esse disco é um grande e raro registro histórico. Não deixem passar!

Charlie Parker & Stars of Modern Jazz at Carnegie Hall (Christmas 1949) (256)

01 Bud Powell Trio – All God’s Chillun Got Rhythm (Jurman, Kahn, Kaper)
02 Miles Davis – Move (Best)
03 Jam Session – Hot House (Dameron)
04 Jam Session – Ornithology (Harris, Parker)
05 Stan Getz/Kai Winding – Always (Berlin)
06 Stan Getz/Kai Winding – Sweet Miss (Garren, Winding)
07 Stan Getz Quartet – Long Island Sound (Getz)
08 Sarah Vaughan – Once in a While (Edwards, Green)
09 Sarah Vaughan – Mean to Me (Ahlert, Turk)
10 Lee Konitz Sextet/Lennie Tristano – You Go to My Head (Coots, Gillespie)
11 Lee Konitz Sextet/Lennie Tristano – Sax of a Kind (Tristano)
12 Charlie Parker Quintet – Ornithology (Harris, Parker)
13 Charlie Parker Quintet – Cheryl (Parker)
14 Charlie Parker Quintet – Koko (Parker)
15 Charlie Parker Quintet – Bird of Paradise (Parker)
15 Charlie Parker Quintet – Now’s the Time (Parker)

Charlie Parker Quintet (Charlie Parker, alto sax; Red Rodney, trumpet; Al Haig, piano; Tommy Potter, bass; Roy Haynes, drums). Bud Powell Trio (Bud Powell, piano; Max Roach, drums; Curly Russell, bass). Miles Davis, trumpet; Stan Getz, tenor sax; Kai Winding, trombone; Serge Chaloff, baritone sax; Bennie Green, trombone; Jimmy Jones, piano; Lee Konitz, alto sax; Wayne Marsh, tenor sax; Jeff Morton, drums; Joe Shulman, bass; Sonny Stitt, alto sax; Lennie Tristano, piano; Sarah Vaughan, vocals

download parte1/88MB + parte2/45MB

Boa audição!

Charlie Parker
Charlie Parker

Blue Dog

The Debussy Edition – Mélodies – CDs 11 e 12 de 17 – Dietschy, Strosser

box frontEstou naquela fase do ano em que falta tempo para tudo, inclusive para postar aqui no PQP. Mas vou dar um jeitinho para não sobrecarregar o resto do pessoal.
Vamos voltar um pouco para a “Debussy Edition”, trazendo desta vez as canções debussynianas, muitas delas desconhecidas para mim e para muitos.
Os que conhecem e admiram a poesia francesa, irão reconhecer alguns nomes, como Verlaine, Loüis, Mallarmé entre outros, poemas dos quais Debussy musicou.
Tratam-se de obras menos conhecidas do francês. Acho que quem gosta da música de Debussy e aprecia a voz feminina irá se encantar com as sutilezas e delicadezas da língua francesa.

CD 11

01. Verlaine – C’est l’extase langoureuse
02. Verlaine – Il pleure dans mon coeur
03. Verlaine – L’ombre des arbres
04. Verlaine -Chevaux de bois
05. Verlaine – Green
06. Verlaine – Spleen
07. Baudelaire – Le Balcon
08. Baudelaire – Harmonie du Soir
09. Baudelaire -Le jet d’Eau
10. Baudelaire – Recueillement
11. Baudelaire – La Mort des Amants
12. Jane – Le Conte de Lisle
13. Caprice – Theodore de Banville
14. Verlaine – En Sourdine
16. Verlaine – Clair de Lune

Veronique Dietschy – Soprano
Philippe Cassard – Piano

CD 12

01. Chansons de Bilitis – La fûte de Pan
02. Chansons de Bilitis – La chevelure
03. Chansons de Bilitis – La tombeau des Naïdes
04. Beau soir (Paul Bourget)
05. Mandoline (Paul Verlaine)
06. Romance
07. Les cloches
08. Aparition (Stèphane Mallermé)
09. Trois Poèmes de Stéphane Mallarmé – I. Soupir
10. Trois Poèmes de Stéphane Mallarmé – II. Placet futile
11. Trois Poèmes de Stéphane Mallarmé – III. Eventail
12. Nuit d’Etoiles (Theodore de Banville)
13. Paysage sentimentan (Paul Bourget)
14. La Damoiselle Elue (Dante Gabriel Rossetti)

Veronique Dietschy – Soprano
Doris Lamprecht – Mezzo Soprano
Philippe Cassard – Piano
Solistes des Choers de Lyon (voix de femmes)
Bernard Tétu

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Iánnis Xenákis (1922-2001): Orchestral Works, Vol.1

Iánnis Xenákis (1922-2001): Orchestral Works, Vol.1

Talvez seja cedo falar sobre quem fica e quem sai do cenário musical nos próximos anos. Mas das injustiças cometidas no passado, já melhoramos muito. Quem ainda a pouco duvidava da excelência de um Haydn, hoje quebra a cara. Em qualquer lugar sério, sua maestria é reconhecida. São inúmeros os concertos e gravações em sua homenagem. Vivaldi também passou por situação semelhante. Telemann é outro mestre que sofreu muito pela maldita comparação com Bach, mas hoje há vastíssima discoteca dedicada a ele. Enfim, estamos falando da redenção de compositores bem antigos. E o que acontecerá com a música dos compositores pós-1945? Acho que todos concordam que ela nunca será popular, pois exige do ouvinte uma participação muitas vezes extenuante e pouco recompensadora. Toda vez que ouço Pli Selon Pli de Boulez perco alguns quilos. Como disse, ainda é cedo.

No entanto, não podemos dizer que este cenário pós-1945 foi homogêneo. Trago Xenakis para provar que sua música lembra muito a impetuosidade de um Beethoven, não é necessário pensar muito em ritmo ou texturas (apesar da música ser riquíssima nesse quesito), é como pular no precipício, você não tem muito o que fazer, mas nunca irá bocejar. Acredito que Xenakis vai permanecer conosco para sempre.

Iánnis Xenákis (1922-2001) – Orchestral Works, Vol.1

1 – Aïs, for amplified baritone, solo percussion & orchestra
2 – Tracées, for 94 musicians
3 – Empreintes, for 85 musicians
4 – Noomena, for 103 musicians
5 – Roáï, for 90 musicians

with Beatrice Daudin
Luxembourg Philharmonic Orchestra
Conducted by Arturo Tamayo

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Xenákis
Xenákis: impetuosidade e permanência

CDF Bach

I Festival de Música Erudita Capixaba [Acervo PQPBach] [link atualizado 2017]

SHOW DE BOLA (2) !!!

É preciso denunciar sempre e de forma obstinada, que a memória cultural brasileira não tem merecido dos governos de nosso Pais, atenção respeitosa. O Departamento Estadual de Cultura do Espirito Santo, através da Divisão de Música Erudita, dá seu grito de alerta com o I Festival de Música Capixaba. Nas noites do Festival, o Teatro Carlos Gomes, acolheu variadas formações instrumentais. Juri e Povo puderam ouvir e avaliar a potencialidade das vinte e seis obras selecionadas. Os prêmios de 1° lugar e de público obtiveram os compositores Carlos Cruz, com a sonatina para piano, e Mauricio de Oliveira, com o concerto para piano e orquestra, respectivamente. O prémio de melhor intérprete capixaba, ficou com o jovem pianista Manolo Cabral. Inteligentemente, o DEC, via Divisão de Música Erudita, cuidou de preservar e documentar esta manifestação cultural Capixaba, editando a obra premiada de Carlos Cruz e registrando em disco as doze obras finalistas. Ai está, um exemplo a ser imitado pelos demais órgãos oficiais de outros Estados da Federação.

MÚSICA É ARTE, É DESENVOLVIMENTO
Desenvolvimento e um processo. e também produto, que transcende o simples acumulo material, envolvendo e requerendo o concurso das diferentes áreas da atividade humana, sendo a expressão objetiva daquilo que chamamos civilização Dai que o apoio a iniciativa ligadas a criação, de um modo geral. e à criação artistica em particular, é próprio de um banco que pretende ser ‘de desenvolvimento’
Entende o BANDES que eventos como esse I Festival de Música Erudita Capixaba estimulam a criação musical do Espirito Santo e propiciam o surgimento/valorização de compositores, intérpretes e regentes. Entende. também, que o alcance sócio-cultural da criação musical, a exemplo do que ocorre com o conhecimento humano de um modo geral, só se concretiza quando ela é posta à disposição dos seus consumidores: interpretes e ouvintes.
Ao participar desse acontecimento o BANDES esta atuando nas matrizes próprias do processo social que chamamos desenvolvimento’
(Extraído do encarte do álbum)

Ouça! Ouça! Deleite-se!

I Festival de Música Erudita Capixaba
.

Terezinha Dora Abreu de Carvalho
01. Tema Capixaba
Carlos Cruz
02. 3 peças para violão
Alceu Camargo
03. Estudo Seresteiro
Carlos Cruz
04. Invenções a 2 vozes
Alceu Camargo
05. Valsa da Saudade
Maurício Rodrigues de Oliveira
06. Preludio n° 1, Angústia
Alceu Camargo
07. Nostalgia
Carlos Cruz
08. Sonatina
09. Igreja dos Negros
Alceu Camargo
10. Caprichosa
11. Estudo em Si Menor
Terezinha Dora Abreu de Carvalho
12. Dissonâncias e Consonâncias

01. Coral do DEC, Cláudio Modesto dos Reis, Regente
02. Hélio Rodrigues, violão
03. Lia Leal Barbosa, piano
04. Antônio Pádua dos Reis, flauta / António Paulo Filho, Clarinete
05 e 06. Manolo Cabral, piano
07. Ignácia Nogueira, canto / Laudelina Marreco Pádua, piano
08. Carla Dietze, piano
09. Carla Dietze, piano / Ernesto dos Santos Silva Filho, piano
10, 11, e 12. Célia Nascimento Ottoni, piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

MP3  (211Mb)
FLAC  (131Mb)

Partituras e outros que tais? Clique aqui

Sabe aquela coisa de fazer um comentário? Eu ainda gosto. Pode comentar, pessoal!

Bisnaga

Ernst Widmer (1927-1990), Hans Jürgen Ludwig (1952), Alfredo Esteban Rey (1938) – Conjunto Música Nova da UFBA [Acervo PQPBach] [link atualizado 2017]

SHOW DE BOLA (1) !!!

As três obras foram gravadas ao vivo. Compostas para os Concursos Latino-Americanos de 1978 e 1979, respectivamente, elas têm em comum o envolvimento com material preexistente. Assim, RELAX-REQUIEM origina-se no Choral da Cantata nº 60 de J.S.Bach, TRUNCA DINÂMICA nasce de um módulo rítmico extraído da chacarera, música popular argentina e, em ASFALTANDO O NORDESTE emergem e submergem melodias características nordestinas. Todavia não se trata de paródias.

ERNST WIDMER atua na Universidade Federal da Bahia desde 1956. É Professor Titular e, atualmente,Coordenador Central de Extensão. É membro fundador do “Grupo de Compositores da Bahia” e, com Piero Bastianelli, do Conjunto “Música Nova” da URBA. Foi Diretor dos Seminários de Música e, posteriormente da Escola de Música e Ar-tes Cênicas. Dirigiu o “Madrigal da UFBA” de 1958 a 1969. Coordenou os “Cursos de Música Nova”, as “Apresentações de Compositores da Bahia” e, desde 1974 os “Festivais de Artes Bahia”. Foi distinguido como compositor em numerosos concursos nacionais e internacionais: Com RELAX-REQUIEM, composto em 1978, obteve o 1º Prêmio. As variações sobre o Choral de J. S Bach não obedecem à forma tradicional, mas com exceção do movimento central, Memoria, cada um dos demais movimentos varia apenas um trecho do Choral: o 1º, Requiem, baseia-se nas primeiras 3 frases, o 2º, Dies Irae e o 4º, Lacrimosa, na seguinte e o último, Lux Aeterna, na frase final. O movimento central, Memoria, simétrico numa obra simetricamente concêntrica, expõe o Choral na sua íntegra evocando o passado: o canto fúnebre que vira levitação do Requiem o andar sobre águas revoltas do Dies Irae, e prepara o futuro: o pranto do Lacrimosa e a lucidez do Lux Aeterna.

HANS JÜRGEN LUDWIG iniciou seus estudos de música na sua cidade natal, formando-se Compositor em 1981, pela Escola de Música e Artes Cênicas da UFBA. Seus proessores de orquestração e composição foram Agnaldo Ribeiro, Fernando Cerqueira e Ernst Widmer. A peça ASFALTANDO O NORDESTE foi selecionada e estreada em 1979, no Concurso Latino-Americano de Composição. A obra dispensa maiores comentários podendo ser entendida como denúncia de choque ecológico.

ALFREDO ESTEBAN REY fez seus estudos musicais com Edgar Spinassi, Eduardo Frazon, Haydée Gerardi e Rodolfo Achourron. TRUNCA DINÂMICA, da série “3 TRUNCAS para pequenos grupos instrumentais”, foi igualmente selecionada e estreada em 1979, no Concurso Latino-americano de Composição. Esta peça apresenta-se com a rudeza e a ingenuidade próprias da origem geográfica da chacarera, a província de Santiago del Estero. O termo “trunca” deriva de uma das características próprias desse ritmo folclórico: suas frases terminam no último tempo fraco do compasso 3/4 [6/8]. Os seguidos trechos de silêncio lhe conferem uma arritmia contrastante. O piano aparece como austero personagem principal. A sua utilização resume-se frequentemente no puramente rítmico. Sendo uma obra que nasce de um ritmo definido, exclui instrumentos de percussão e adota uma misteriosa série de clusters.

CONJUNTO MÚSICA NOVA DA UFBA, 10 ANOS (1973-1983)
Avançando sobre as idéias iniciais formuladas como ponto de partida para os trabalhos de ensino e extensão da Escola de Musica e Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia, o Conjunto Música Nova consolidou sua imagem no cenário nacional e internacional, como componente especializado de uma época musical. Idealizado em 1973, tem o Conjunto exercido sua missão com sucesso ao longo desses 10 anos, apoiando a geração dos novos compositores brasileiros, ao mesmo tempo em que estabeleceu um envolvimento maior no estímulo à criatividade, na inovação do conhecimento e, até na reformulação de modelos didáticos, fatores que representam hoje o esteio da cultura musical contemporânea. Participou dos mais significativos eventos artísticos do país e do exterior, tais como: “II e III Bienais de Música Brasileira Contemporânea” (Rio de Janeiro, 1977 e 1979), tendo na oportunidade três obras gravadas em discos e video-tape; “Música Brasileira Hoje” (São Paulo, 1976); “Begegnung mit Brasilien” (Colônia, Bonn e Frankfurt, 1980);”Festivais de Arte*Bahia”(Salvador, 1975/82), realizando três concurso nacionais e dois latinoamericanos de composição; tournês de concertos no país e no exterior. E se não existissem outras razões para justificar sua presença, bastaria considerar a obra que, brotando espontaneamente, foi surgindo aos poucos e materializada em resulta dos que em termos de concepção apresentam hoje dimensões de inegável relevância.
(texto extraído do encarte)

Ouça! Ouça! Deleite-se!

Conjunto Música Nova da UFBA
Widmer * Ludwig * Rey

Ernst Widmer (Aarau, suíça, 1927-1990)
Relax – Requiem em forma de variações sobre um Choral de J.S.Bach
01.Requiem
02. Dies Irae
03. Memoria
04. Lacrimosa
05. Lux Aeterna
Hans Jürgen Ludwig (São Paulo, 1952)
07. Asfaltando o Nordeste
Alfredo Esteban Rey (Argentina, 1938)
08. Trunca Dinámica

Conjunto Música Nova da UFBA
Piero Bastianelli, Regente
Universidade Federal da Bahia, Salvador, 1983

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

MP3  (98Mb)
FLAC  (160Mb)

Partituras e outros que tais? Clique aqui

Sabe aquela coisa de fazer um comentário? Eu ainda gosto. Pode comentar, pessoal!

Bisnaga

Erkki-Sven Tüür (1959): Symphony Nº 4 (Magma)

Erkki-Sven Tüür (1959): Symphony Nº 4 (Magma)

Sobre a polêmica, erudito e popular, que também lembra um pouco a relação ateu e teísta, não há muito que dizer, é mesmo um assunto interminável e muito controverso. Mas é inegável a coexistência entre aquele que afirma e o que nega. Por isso, nos assuntos musicais, só conheço Música e musiquinha; e nos assuntos religiosos, sou pós-teísta, aquele que não vê relevância no assunto. Mas é óbvio que certas “categorias” de músicos vivem na sombra dos grandes mestres, transformando belezas e inovações em clichês, e raramente fogem do meu padrão de musiquinha.

Sou extremamente crítico com relação às “misturas”. Não pela tentativa de encontrar uma linguagem inusitada, mas utilizar esse fato, o de misturar rock e clássico ou rock e jazz, como o principal elemento da obra musical; o que é um absurdo. No recife, o fator mais importante é misturar, mesmo que o resultado, na maioria das vezes, seja de uma mediocridade só. Temos um pianista famoso por aqui, que usa como logotipo – “quem disse que o erudito e o popular não podem se casar?” Claro que pode. Quem é um apaixonado por Villa, sabe que essa mistura funciona muito bem. Mas no caso particular do referido pianista, vejo apenas uma sombra distante de “erudito” (aliás, termo pedante que só existe no Brasil. Certo é música clássica ou Música, como costumo chamar).

Trago para vocês uma interessante tentativa. A sinfonia n.4, Magma, de 2002 escrita pelo compositor nascido na Estônia – Erkki-Sven Tüür (quem se habilita a pronunciá-lo?) . O cara tinha uma banda de rock, no fim dos anos de 1970, chamada “In Spe”, que já misturava elementos da música barroca. Na sinfonia ou sinfonia concertante para percussão é visível a forte influência do Rock e Jazz. Eu acho que ele foi bem sucedido, a peça é envolvente; apesar de certas passagens pouco inspiradas, levando minha concentração a se perder. Mas dessa nossa geração de “misturas”, poucos tem a competência de Tüür.

P.S.:A percussionista Evelyn Glennie é absolutamente incrível, e acreditem, a moça é surda.

Erkki-Sven Tüür (1959): Symphony Nº 4 (Magma)

Faixas:

1. – Igavik (Eternity) for male choir & orchestra (in memoriam Lennart Meri, 2006)
2. – Inquiétude du fini for chamber choir & orchestra (dedicated to Arvo Pärt, 1992)
3. – Symphony No.4 Magma for solo percussion & symphony orchestra (dedicated to Evelyn Glennie, 2002)
4. – The Path and the Traces for strings (2005)

Estonian National Symphony Orchestra
Conducted by Paavo Järvi

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Tüür
Tüür

CDF

Arnold Schoenberg (1874-1951): Weihnachtsmusik & Transcriptions

Arnold Schoenberg (1874-1951): Weihnachtsmusik & Transcriptions

Link revalidado por PQP

Volto com 3 belos discos. O primeiro disco foi uma agradável surpresa. Traz uma pequena peça para o Natal e transcrições feitas por Schoenberg. Todas as peças são miniaturas transcritas para um pequeno quinteto às vezes com violinos, clarinete ou flauta, mas sempre com a presença marcante do harmonium (um tipo de sanfona avantajada) e piano. A peça que abre o disco, Weihnachtmuzik, é melódica e despretensiosa, para ouvir com toda a família perto da árvore de Natal. A transcrição do Lieder eines fahrenden gesellen de Mahler é a jóia do disco, neste caso para ouvir sozinho. Berceuse élégiaque de Busoni também recebe uma transcrição excelente, parece um Arvo Part melhorado. No final temos uma justa homenagem ao Strauss II, que fazia uma música ligeira de altíssima qualidade. Duas adoráveis transcrições das famosas Rousen aus de Sudem e Kaisewalser. Todas as obras do disco foram escritas por volta de 1920. Claro que a motivação maior dessa postagem é para lavar a alma e prepará-la … (continua)

Faixas:

1. Weihnachtsmusik (Musique de Noël), for 2 violins, cello, piano & harmonium
2. Transcription ‘Lieder eines fahrenden Gesellen’: Wenn mein Schatz Hochzeit macht
3. Transcription ‘Lieder eines fahrenden Gesellen’: Ging heut’ Morgen übers Feld
4. Transcription ‘Lieder eines fahrenden Gesellen’: Ich hab’ ein glühend Messer
5. Transcription for voice & chamber ensemble of Mahler’s ‘Lieder eines fahrenden Gesellen’: Die zwei
6. Transcription for piano quintet, flute, clarinet, piano & harmonium of Busoni’s ‘Berceuse elegiaque’
7. Transcription for string quartet, flute, clarinet & piano, of Johann Strauss’ ‘Emperor Waltz’
8. Transcription for string quartet, harmonium & piano of Johann Strauss’ ‘Rosen aus dem Suden’

Performed by Paul Meyer, Michel Moragues, Isabelle Berteletti, Louise Bessette, Jean-Luc Chaignaud

Conductor by Michel Béroff

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Transcreve, Arnold, transcreve...
Transcreve, Arnold, transcreve…

CDF Bach

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Violin Sonatas nº 17 in C, K. 296, nº 21, in E minor, K. 304, Ludwig van Beethoven – Violin Sonata nº 5, in F op 24, “Spring”, nº9, op. 47, in A “Kreutzer” – Milstein, Pommers, Balsam

712QKjNkUFL._SL1500_Às vezes fico pensando com meus botões como seria a nossa vida sem a internet. Meu questionamento deve ser o de muita gente. Se não fosse essa genial invenção do intelecto humano como iríamos conseguir ter acesso a jóias como essas que temos postado nos últimos anos, e que outros blogs também disponibilizam no universo virtual?
Para aqueles que vivem e respiram música vinte e quatro horas por dia seria um desespero, ainda mais morando no interior do país, onde dificilmente teríamos acesso a essas caixas que as gravadoras tem lançado no mercado, trazendo grandes intérpretes do passado, com gravações remasterizadas, dando a impressão de que mesmo sessenta anos depois, nos parece que os intérpretes a realizaram há algumas semanas. Peço perdão pelo tamanho da frase, mas ela sintetiza o que sinto ao ouvir esse primor de caixa lançada pela série ICON da EMI, que traz Nathan Milstein, conhecido como o “Aristocrata do Violino”, ou o que quer se isso signifique. Truque de marketing, com certeza, para vender a imagem desse gigante do violino do século XX, um músico que rivalizou com outros gigantes na mesma época, como Jascha Heifetz, David Oistrakh, Yehudi Menuhin, ou Isaac Stern. Lembram de seu Bach que eu trouxe há pouco tempo atrás?
Esse cd que ora vos trago faz parte da coleção, e traz Milstein no apogeu de sua carreira, interpretando Mozart e Beethoven. Um Mozart espetacular é seguido por uma das melhores versões que já ouvi da “Sonata Primavera”. Um primor de execução. Sensibilidade e técnica a serviço de nossos ouvidos. Que época maravilhosa essa que vivemos,que pode nos dar acesso a essas pérolas até então escondidas em porões ou sótãos das gravadoras, e que a tecnologia recupera para o nosso prazer !

Deleitem-se, caros mortais.

01 – W. A. Mozart_ Violin Sonata No.17 in C K296_ I.Allegro vivace
02 – II. Andante sostenuto
03 – III. Rondeau – Allegro
04 – Violin Sonata No.21 in E minor K304_ I. Allegro
05 – II. Tempo di menuetto

Nathan Milstein – Violin
Leon Pommers – Piano

06 – L.v Beethoven_ Violin Sonata No.5 in F op.24 ‘Spring’_ I. Allegro
07 – II. Adagio molto espressivo
08 – III. Scherzo_ Allegro molto

Nathan Milstein – Violin
Rudolf Firkusny – Piano

09 – IV. Rondo_ Allegro ma non troppo
10 – Violin Sonata No.9 in A  Op.47 ‘Kreutzer’_ I. Adagio sostenuto
11 – II. Andante con variazioni I-IV
12 – III. Finale presto

Nathan Milstein – Violin
Artur Balsam – Piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Wolfgang Rihm (1952) e Alfred Schnittke (1934 -1998): String Quartets Nros. 4

Wolfgang Rihm (1952) e Alfred Schnittke (1934 -1998): String Quartets Nros. 4

Post revalidado por PQP Bach.

É com grande alegria que termino o delicioso livro do Arthur Nestrovski – Outras Notas Musicais. O livro é um compilação dos últimos dez anos da vida musical desse crítico, músico, poeta e agora, diretor artístico da Osesp. Mais ou menos 95% das críticas foram impressões vividas nas salas de concertos de São Paulo. Os progressos da Osesp, as tentativas operísticas no Municipal (muitas falhas e sucessos), os célebres convidados (Barenboim, Masur, Gidon Kremer,…), a Cultura Artística,… A descrição de Nestrovski é, na medida do possível, completa e detalhada. Só quando a clareza não é mais possível, a poesia de Nestrovski contorna essa dificuldade. Um livro sobre música e como escrever sobre música. Assim como algum de nós, Nestrovski é um entusiasta da música moderna, em especial Alfred Schnittke. Seu relato do concerto do Alban Berg Quartett na sala Cultura Artística (2003) é invejável, nos apresenta a natureza do quarteto de cordas n.4 de Schnittke, às vezes com simplicidade e noutras, em detalhes quase audíveis (ex: “Final do terceiro movimento: primeiro violino entoa uma melodia cromática, dobrada em oitavas pelo violoncelo sul ponticello…o segundo violino sustenta uma nota longa. Viola pontuando em pizzicato…”). Para compensar a frustração de não ter ido a este concerto, deixo com vocês uma gravação ao vivo do Alban Berg Quartett interpretando a mesma obra de Schnittke – o quarteto de cordas n.4. Não posso esquecer de mencionar o excelente quarteto de Wolfgang Rihm que abre o disco. Pode não ser genial como Schnittke, mas é extremamente empolgante. Comprem esse livro e ouçam essa música do outro mundo.

Wolfgang Rihm (1952) e Schnittke (1934 -1998): String Quartets Nros. 4

Wolfgang Rihm

1 – String Quartet No. 4: I. Agitato – 6:07

2 – Con Moto, allegro – andante – allegro molto – 6:50

3 – Adagio – 6:56

Alfred Schnittke

4 – String Quartet No. 4: I. Lento – 7:59

5 – String Quartet No. 4: II. Allegro – 8:00

6 – String Quartet No. 4: III. Lento – 6:10

7 – String Quartet No. 4: IV. Vivace – 3:49

8 – String Quartet No. 4: V. Lento – 10:39

Alban Berg Quartet

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Schnittke: o homem do poliestilismo
Schnittke: o homem do poliestilismo

CDF

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Symphonies nº 5 & 7 – Carlos Kleiber, WPO

511546-q-hL._SX300_Falar o que dessa gravação, cara pálida? Que é a melhor gravação destas sinfonias? Para não repetir o óbvio, só direi que com certeza este cd está entre os Top Ten de minha lista, e na lista de muita gente. Esqueça Karajan, esqueça Jochum, esqueça Celibidache, esqueça qualquer outro que lhe venha a cabeça. Carlos Kleiber é o nome a ser batido nesse repertório.

Carlos Kleiber não era uma pessoa de fácil convivência. Segundo relatos de músicos que estiveram sob sua direção, ele chegava a ser tirânico, humilhando seus músicos, para que se atingisse o seu ideal de perfeição. E isso dirigindo orquestras do nível da Filarmônica de Viena, de Berlim, do Concertgebow de Amsterdam …

E a sonoridade que ele conseguiu extrair da Filarmônica de Viena ao executarem esses dois pilares da música ocidental até hoje ninguém conseguiu.
Ouçam e tirem suas conclusões.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Symphonies nº 5 & 7 – Carlos Kleiber, WPO

01. Carlos Kleiber – Symphony No.5 – I. Allegro con brio
02. Carlos Kleiber – Symphony No.5 – II. Andante con moto
03. Carlos Kleiber – Symphony No.5 – III. Allegro
04. Carlos Kleiber – Symphony No.5 – IV. Allegro
05. Carlos Kleiber – Symphony No.7 – I. Poco sostenuto – vivace
06. Carlos Kleiber – Symphony No.7 – II. Allegretto
07. Carlos Kleiber – Symphony No.7 – III. Presto
08. Carlos Kleiber – Symphony No.7 – IV. Allegro con brio

Wiener Philharmoniker
Carlos Kleiber – Conductor

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

Pierre Boulez (1925-): Sur Incises

Pierre Boulez (1925-): Sur Incises

Não podemos ser felizes. Não é possível a felicidade num ambiente hostil. E enquanto estivermos vivos, acabaremos cedendo, mais cedo ou mais tarde, aos ataques inusitados, às angustiantes sensações e o depressivo tédio. Então pra quê se enganar com a vida, se morrer é a melhor opção contra a infelicidade? Resposta simples, o homem é medroso, prefere sofrer, pois se acostuma com o sofrimento. Já na morte, o homem não sabe o que encontrará. Para os ateus é óbvio, tutto è finito. E para qualquer religioso de verdade, a morte o melhor caminho, a única saída para felicidade, por isso não podemos negar que os grandes homens de fé da atualidade são os suicidas.

Depois dessa introdução revigorante, gostaria de salientar certos pontos na música de Pierre Boulez que me fizeram pensar sobre esse assunto. O desconhecido é o que o homem mais teme. Não é surpresa, portanto, descobrir que a música do francês é tão pouco atrativa para o ouvinte temente. Ela foge completamente da percepção natural de um ser humano, que na maioria das vezes é acostumado à linearidade da vida, a um destino certo e um final de glória no reino divino. Mas este mesmo ser doutrinado, que sabe o certo e errado, cai na armadilha de sua própria natureza complexa e fascinante. Por mais que ele tente, a sua mediocridade não será bastante para mudar isso. Só a mediocridade máxima levará o homem à felicidade plena.

Bastam segundos de Sur Incises para percebermos que estamos perdidos. No belo livro “A música desperta o tempo” de Daniel Barenboim, há uma passagem sobre a importância da memória auditiva. Quando ouvimos música, “o ouvido lembra-se do que já percebeu e, por meio disso, volta ao passado ou pode até ter consciência dele e do presente ao mesmo tempo…o ouvido cria a conexão entre o presente e o passado e envia sinais ao cérebro quanto ao que esperar do futuro”. Algo absolutamente impossível na música de Boulez. Assim como na pintura abstrata, onde o espaço parece não ter início ou fim, na música de Boulez, a idéia de passado e futuro é inexistente. Ou seja, uma dificuldade incrível para o homem moderno que tem sempre como guia o tempo. Eis o paradoxo, a música moderna não foi feita para o homem moderno.

O sofrimento escurece os objetivos que levam à felicidade. E nesse caminho tortuoso, o som do ponteiro do relógio é ensurdecedor. Já com Boulez, aprendemos que a questão do sofrimento e felicidade é irrelevante, assim como o bendito tempo. O homem é catapultado ao espaço onde não há pontos de referências. A música de Boulez é música de contemplação.

Faixas:

1. Sur Incises (1996/1998) pour trois pianos, trois harp, trois percussion-claviers – Moment I

2. Sur Incises (1996/1998) pour trois pianos, trois harp, trois percussion-claviers – Moment II

3 – 6. Messagequisse (1976/77) pour violoncelle solo et six violoncelles

7 – 15. Anthèmes 2 (1997)

Performed by Jean-Guihen Queyras, Ensemble InterContemporain

Conducted by Pierre Boulez

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Boulez:
Boulez: o anti-medíocre

CDF