ATENÇÃO, VEJAM ISSO: Lord of the Vibrato – the return of ultimate vibration

ATENÇÃO, VEJAM ISSO: Lord of the Vibrato – the return of ultimate vibration

No filme abaixo, o violinista porto-alegrense Lavard Skou Larsen — amigo pessoal de PQP Bach — tira um sarro dos vibratos da insuportável e incompreensível violinista polonesa Anna Karkowska, espécie de Florence Foster Jenkins do instrumento. Lavard Skou Larsen é professor de violino na Universidade Mozarteum, em Salzburg, e da cadeira de prática de orquestra. Desde 1991, é fundador, maestro e diretor artístico da excelente Salzburg Chamber Soloists, de grande sucesso no mundo inteiro. Grava regularmente para os selos Naxos, Denon, CPO, Marco Polo, Stradivarius e Coviello Classics e, em 2004, assumiu o cargo de maestro titular da Deutsche Kammerakademie Neuss am Rhein (Alemanha).

No final do filme, vale a pena ouvir a versão vibrato (sic) da Noite Transfigurada, de Arnold Schoenberg…

Por Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21
Por Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21

PQP

Fréderic Chopin – The 3 Piano Sonatas – Cyprien Katsaris

51AY2erVGFLAté agora, tinha pouca coisa desse impressionante pianista franco-cipriota (?) chamado Cyprien Katsaris. Sabia que ele gravou a integral das sinfonias de Beethoven em sua versão de Liszt para Piano, entre outras gravações elogiadas. Mas não conhecia o seu Chopin.
Não consegui ainda ter uma opinião formada, pois só tive acesso a esse material há pouco tempo atrás. Mas eu facilmente classificaria Katsaris, ao menos nas duas primeiras sonatas, como um Tsunami. A calmaria, e de repente, a agitação culminando com gigantes ondas, inundando tudo, não deixando pedra sobre pedra. Deixem um pouco de lado a emotividade a flor da pele da nossa querida e delicadíssima Khatia Buniatshivilli. Com Katsaris as emoções são mais fortes, diria até mesmo mais explícitas.
Na Terceira Sonata parece que ele se acalma um pouco, com um terceiro movimento, um Largo, quase perfeito.
Então, para os fãs de Chopin, e de que também gostam de fortes emoções, Cyprien Katsaris é o intérprete perfeito.

01 Chopin Piano Sonata No. 1 – I. Allegro maestoso
02 II. Menuetto
03 III. Larghetto
04 IV. Finale- Presto
05 Chopin Piano Sonata No. 2 – I. Grave – Doppio movimento
06 II. Scherzo
07 III. Marche funebre
08 IV. Finale- Presto
09 Chopin Piano Sonata No. 3 – I. Maestoso
10 II. Scherzo
11 III. Largo
12 IV. Finale- Presto, non tanto

Cyprien Katsaris – Piano

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Cyprien Katsaris – Dás um banho em Chopin, hein, meu querido??

 

Bohuslav Martinu (1890-1959): Sinfonias Completas de 1 a 5 e Fantasias Sinfônicas (Sinfonia Nº 6)

Bohuslav Martinu (1890-1959): Sinfonias Completas de 1 a 5 e Fantasias Sinfônicas (Sinfonia Nº 6)

martinu

Na Amazon.

Já há algum tempo que eu estava organizando esta postagem do compositor tcheco Bohuslav Martinu. Somente agora tomei a atitude de fazê-lo. Fiquei com dúvida sobre qual versão postar. Tenho uma outra gravação dessas mesmas sinfonias com Neeme Järvi. O fato é que escolhi esta gravação com Vaclav Neumann de modo instintual. Achei necessário que ela aparecesse primeiro. Explicação? Nenhuma. Apenas o fato de talvez eu ter ouvido primeiro a gravação com o Neumann, patrício de Martinu, morto no ano de 1995. Não deixe de ouvir. Boa apreciação!

Bohuslav Martinu (1890-1959): Sinfonias completas de 1 a 5 e Fantasia Sinfônica (Sinfonia Nº 6)

DISCO 1

Symphony No. 1, H. 289 37min22
01. Moderato
02. Allegro.Poco moderato. Allegro come prima
03. Largo
04. Allegro non troppo

Symphony No. 2, H. 295 23min40
05. Allegro moderato
06. Andante moderato
07. Poco allegro
08. Allegro

DISCO 2

Symphony No. 3, H. 299 28min36
01. Allegro poco moderato
02. Largo
03. Allegro

Symphony No. 4, H. 305 33min29
04. Poco moderato. Poco allegro 00:07:00
05. Allegro vivo. Moderato (Trio). Allegro vivo 00:08:59
06. Largo 00:10:03
07. Poco allegro 00:07:11

DISCO 3

Symphony No. 5, H. 310 29min48
01. Adagio
02. Larghetto
03. Lento. Allegro

Fantaisies symphoniques (Symphony No. 6), H. 343 27min41
04. Lento. Allegro. Lento
05. Poco allegro
06. Lento

Czech Philharmonic Orchestra
Václav Neumann, regente

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De Martinu para você
De Martinu para você

Carlinus

.: interlúdio .: Larry Coryell – Bolero

folderUé, o FDPBach tá ficando louco? Postando o mesmo cd duas vezes seguidas …
Não, meus queridos, aqui é outra coisa. Deixe-me explicar: Coryell lançou sua primeira “versão” do “Bolero” de Ravel em LP em 1981, que foi o disco que postei ontem.
Dois anos depois ele voltou a encarar o desafio, mas desta vez, deixou que a improvisação corresse solta, não que ele não tenha improvisado no LP, mas aqui o próprio nome da faixa dá a dica: “Improvisations on ‘Bolero'” . E foi essa a “versão” que tive o privilégio de assistir ao vivo, em 1994.
Aqui a coisa é mais solta. Munido novamente de um violão com cordas de aço, ele descontrói a peça clássica de Ravel, dá um nó, bate no liquidificador, enfim, tudo o que um grande improvisador pode e deve fazer. Em Floripa, ouvi alguns comentários vindos de poltronas atrás de mim que diziam que aquilo que ele estava tocando não era o “Bolero”. Claro que são pessoas que não tinham muita familiaridade com a proposta do músico, nem tinham o costume de ouvir Jazz.

01 – Improvisation on ‘Bolero’
02 – Nothing Is Forever
03 – Something for Wolfgang Amadeus
04 – Prelude from ‘Tombeau de Couperin’
05 – Elegancia del Sol
06 – Fancy Frogs
07 – 6 Watch Hill Road
08 – Blues in Madrid
09 – Motel Time
10 – At the Airport
11 – Brazilia
12 – A Piece for Larry
13 – La Pluie
14 – Waltz No. 6
15 – Patty’s Song

Larry Coryell – Guitar, Guitar (12 String), Guitar (12 String Electric), Guitar (Acoustic), Guitar (Electric), Keyboards, Bass
Diego Cortez – Guitar (Nylon Strings)
Brian Keane – Guitar (12 String Electric), Guitar (Acoustic), Guitar (Electric)

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Larry Coryell na época em que tocava o Bolero de Ravel.

 

.: interlúdio .: Larry Coryell – Boléro

FolderE já que estamos falando de adaptações, variações, músicos tocando fora de sua praia, resolvi trazer essa impressionante leitura do tradicional Bolero de Ravel por um dos maiores mestres da guitarra no jazz, Larry Coryell. De quebra, ele ainda encara “Noches En Los Jardines De Espana”.Um espanto esse cara.
Fazem vinte e um anos, se não estou enganado, quando tive a oportunidade de vê-lo tocando ao vivo em Floripa. Uma tradicional rádio da cidade promoveu sua vinda, e tivemos uma amostra do MÚSICO que Larry Coryell é, assim mesmo escrito, em letras maiúsculas. Tocou com músicos brasileiros, baianos, na época ele andava muito pelo Brasil, mas na maior parte do tempo, esteve sentado em um banquinho, tendo seu violão com cordas de aço como companhia. Também tocou uma das mais belas versões de “Roun´ Midnight” que já tive a oportunidade de ouvir. Quem esteve presente naquela noite jamais esquecerá.
Na verdade, Coryell gravou alguns discos tocando adaptações de peças clássicas, como “Petrouchka”, de Stravinsky e “Sherazade” do Rimsky-Korsákov, e até mesmo “As Quatro Estações”, que já postei por aqui, mas devido a problemas de ordem técnica, o link se perdeu.
O único defeito desse disco que ora vos trago é sua curta duração, pouco mais de meia hora. Mas lhes garanto que serão trinta e poucos minutos de puro virtuosismo e amor ao instrumento.

Deliciem-se.

01 Bolero
02 Noches En Los Jardines De Espana
03 Zapateado, Op.23 No.2

Larry Coryell – Acoustic Guitar

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Goldberg Variations BWV 988 (Karl Richter)

51BSixtI4TLMais uma gravação das Goldberg para a minha coleção, dessa vez com um dos ídolos do blog, o cara que apresentou Bach para muita gente, ainda nos anos cinquenta, sessenta e setenta. Enfim, Karl Richter foi um dos grandes nomes quando se fala em interpretação da obra de Johann Sebastian Bach. Podemos até não concordar com algumas leituras, mas ninguém é doido a ponto de negar a importância dele na divulgação da obra de Papai Bach.
Estas Variações Goldberg que ora vos trago podem parecer pesadas para alguns ouvidos mais acostumados com outras gravações, entre tantas existentes no mercado. Gustav Leonhardt, que foi um dos maiores intérpretes de Bach de todos os tempos, e mais recentemente Pierre Häntai são os meus favoritos, sem esquecer de Ralph Kirpatrick, que me apresentou estas obras, em um belíssimo LP da Arkiv, e que ouvi primeiramente ainda na minha infância. Glenn Gould causou alvoroço quando gravou essas variações lá em 1955, mas no piano. Ao cravo, os três nomes citados acima são os meus favoritos.
Então, mortais, deleitem-se com Karl Richter tocando as Variações Goldberg.

01. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Aria
02. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 1 a 1 Clav.
03. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 2 a 1 Clav.
04. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 3 Canane all’Unisono a 1 Clav.
05. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 4 a 1 Clav.
06. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 5 a 1 ovvero 2 Clav.
07. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 6 Canone alla Seconda a 1 Clav.
08. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 7 a 1 ovvero 2 Clav. Al temp…
09. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 8 a 2 Clav.
10. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 9 Canone alla Terza a 1 Clav.
11. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 10 Fugetta a 1 Clav.
12. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 11 a 2 Clav.
13. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 12 Canone alla Quarta (a 1 C…
14. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 13 a 2 Clav.
15. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 14 a 2 Clav.
16. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 15 Canone alla Quinta in mot…
17. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 16 Ouverture a 1 Clav. Andante
18. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 17 a 2 Clav.
19. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 18 Canone alla Sesta a 1 Clav.
20. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 19 a 1 Clav.
21. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 20 a 2 Clav.
22. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 21 Canone alla Settima (a 1…
23. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 22 a 1 Clav. Alla breve
24. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 23 a 2 Clav.
25. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 24 Canone all’Ottava a 1 Clav.
26. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 25 a 2 Clav. Adagio
27. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 26 a 2 Clav.
28. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 27 Canone alla Nona a 2 Clav.
29. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 28 a 2 Clav.
30. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 29 a 1 ovvero 2 Clav.
31. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Variatio 30 Quodlibet a 1 Clav.
32. J.S. Bach Goldberg Variations BWV 988 – Aria da Capo

Karl Richter – Harpsichord

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Karl Richter

 

Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847): Symphony N°3 / The Fair Melusina / Trumpet Overture / Ruy Blas

Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847): Symphony N°3 / The Fair Melusina / Trumpet Overture / Ruy Blas

61F24sj7vEL._SL500_AA280_Um dos grandes momentos da discografia de Claudio Abbado foi a gravação da integral das sinfonias de Mendelssohn frente à Sinfônica de Londres. A cumplicidade entre a orquestra e o maestro era muito grande, e essas leituras que ele realizou das sinfonias e aberturas do grande compositor de Leipzig mostram isso claramente nesta gravação que ora vos trago, que tem a Sinfonia n°3, conhecida como “Escocesa” além de algumas aberturas.

Já comentei anteriormente como gosto destas sinfonias de Mendelssohn. São alegres, espirituosas, me deixam de bem com a vida. Este fantástico compositor viveu pouco mas nos legou uma quantidade de obras de altíssimo nível.

Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847): Symphony N°3 / The Fair Melusina / Trumpet Overture / Ruy Blas

1 Sym No 3 in A minor Op 56 ‘Scottish’ – 1 Andante con moto_ Allegro un poco agitato
2 Sym No 3 in A minor Op 56 ‘Scottish’ – 2 Vivace non troppo
3 Sym No 3 in A minor Op 56 ‘Scottish’ – 3 Adagio
4 Sym No 3 in A minor Op 56 ‘Scottish’ – 4 Allegro vivacissimo_ Allegro maestoso assai
5 The Fair Melusina Overture Op 32
6 Trumpet Overture – Op 101
7 Ruy Blas – Op 95

London Symphony Orchestra
Claudio Abbado – Conductor

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Abbado, esse sabia
Abbado, esse sabia

FDP (revalidado por PQP)

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino (completas) (Schneiderhan, Seeman)

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino (completas) (Schneiderhan, Seeman)

Uma importante gravação do passado. Ultra-romântico, o violinista de lentes grossas Wolfgang Schneiderhan carregava em cores pouco utilizadas em nossos dias. O cara foi spalla da Orquestra Filarmônica de Viena e mantinha, paralelamente, uma carreira solo.. Esqueçamos seu passado no Partido Nazista. Afinal, entrou na coisa aos 15 anos, em 1940. Engraçado como, em outra gravação, Ferenc Fricsay deixou  Schneiderhan mais calmo do que ele aparece aqui, fazendo berrar seu violino com a utilização de uma força descomunal. Devia ter calosidades nas mãos. Mas o resultado é bom, mas só depois que paramos de rir de certos exageros.

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino (completas)

1 Brahms: Sonata for Violin and Piano No.1 in G, Op.78 – 1. Vivace ma non troppo 10:39
2 Brahms: Sonata for Violin and Piano No.1 in G, Op.78 – 2. Adagio 7:47
3 Brahms: Sonata for Violin and Piano No.1 in G, Op.78 – 3. Allegro molto moderato 7:55

4 Brahms: Sonata for Violin and Piano No.2 in A, Op.100 – 1. Allegro amabile 8:01
5 Brahms: Sonata for Violin and Piano No.2 in A, Op.100 – 2. Andante tranquillo – Vivace – Andante – Vivace di più – Andante vivace 5:46
6 Brahms: Sonata for Violin and Piano No.2 in A, Op.100 – 3. Allegretto grazioso (Quasi andante) 5:06

7 Brahms: Sonata for Violin and Piano No 3 in D minor, Op.108 – 1. Allegro 7:28
8 Brahms: Sonata for Violin and Piano No 3 in D minor, Op.108 – 2. Adagio 4:50
9 Brahms: Sonata for Violin and Piano No 3 in D minor, Op.108 – 3. Un poco presto e con sentimento 2:37
10 Brahms: Sonata for Violin and Piano No 3 in D minor, Op.108 – 4. Presto agitato 5:40

11 Brahms: Scherzo in C minor for violin & piano (from the FAE-Sonata) 5:28

Wolfgang Schneiderhan, violino
Carl Seeman, piano

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Wolfgang Schneiderhan: enxergava mal, mas era romântico pra caralho.
Wolfgang Schneiderhan: enxergava mal, mas era romântico pra caralho.

PQP

Fréderic Chopin (1810-1849) – Piano Concertos nº 1 e 2 – Rubinstein, LSO, Symphony of the Air

booklet1Para não me alongar demais, esse CD com a gravação dos concertos para piano de Chopin com o Rubinstein me acompanha há mais de 30 anos, e pretendo que me acompanhe até o final de meus dias. Trata-se de um daqueles cds que com certeza iria me acompanhar se eu fosse para uma ilha deserta.
Vão surgir,e já surgiram outros grandes pianistas que gravaram estes concertos, ou que vão gravar, em gravações memoráveis, mas, assim como o Segundo de Brahms com o Kovacevich, para mim essas são as gravações definitivas destas obras primas. Rubinsten nasceu com um dom absoluto, capaz de transformar notas musicais em poesia, e assim como um bom vinho, quanto mais velho ficava, melhor tocava. Conhecia estas obras de cor, e com sua postura impecável, seu fraseado elegante e sempre com olhos fechados, sentia cada nota, cada silëncio. Um fenômeno da natureza. E tenho dito.

1 Piano Concerto nº 1 – 01 – Allegro maestoso
2 2 – Romance
3 3  Rondo

Arthur Rubinstein
New Symphony Orchestra of London
Stanislaw Skrowaczewski – Condutor

4  Piano Concerto nº 2 01 – Maestoso
5 2 Larghetto
6 3  Allegro vivace

Arthur Rubinstein  – Piano
Symphony of the Air
Alfred Wallenstein – Conductor

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Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonia Nº 4

Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonia Nº 4

Um gravação decepcionante do grande Dudamel. Um Brahms frouxo e bastante sem graça este realizado pela orquestra norte-americana do venezuelano. Ficou tudo muito parecido com o time do Inter, que ronda a área adversária sem penetrar. Deixemos estas lentidões para quem sabe, alguém tipo Celibidache ou Ademir da Guia. Na boa, não me caiu bem esta versão.

Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonia Nº 4

1 Brahms: Symphony No.4 In E Minor, Op.98 – 1. Allegro non troppo 14:02
2 Brahms: Symphony No.4 In E Minor, Op.98 – 2. Andante moderato 12:15
3 Brahms: Symphony No.4 In E Minor, Op.98 – 3. Allegro giocoso – Poco meno presto – Tempo I 6:22
4 Brahms: Symphony No.4 In E Minor, Op.98 – 4. Allegro energico e passionato – Più allegro 11:46

Los Angeles Philharmonic
Gustavo Dudamel

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Um Brahms meio caído, né, Dudamel?
Um Brahms meio caído, né, Dudamel?

PQP

George Friedrich Händel (1685-1759) – Music For The Royal Fireworks, Water Music – Robert King, King´s Consort

Cover FrontJá ouvi estas duas obras em mais de uma dúzia de versões, mas estas aqui do Robert King estão entre as melhores. São absolutamente espetaculares. Nem vou falar muito, apenas recomendar a leitura do booklet que anexei ao arquivo compactado, que lhes darão todas as informações necessárias.

Enquanto subo o arquivo para o pqpshare vou aumentar o volume e ir ali fora apreciar o nascer da lua sob os morros que cercam minha casa. Um espetáculo dessa natureza tem direito a uma trilha sonora a altura.

01 – Musick For The Royal Fireworks – 1. Ouverture
02 – Musick For The Royal Fireworks – 2. Bourrée
03 – Musick For The Royal Fireworks – 3. La Paix
04 – Musick For The Royal Fireworks – 4. La Réjouissance
05 – Musick For The Royal Fireworks – 5. Menuet I & II
06 – Water Music, Suite In F, HWV348 – 1. Ouverture
07 – Water Music, Suite In F, HWV348 – 2. Adagio & Staccato
08 – Water Music, Suite In F, HWV348 – 3. Allegro; Andante; Allegro
09 – Water Music, Suite In F, HWV348 – 4. Menuet
10 – Water Music, Suite In F, HWV348 – 5. Air
11 – Water Music, Suite In F, HWV348 – 6. Menuet
12 – Water Music, Suite In F, HWV348 – 7. Bourrée
13 – Water Music, Suite In F, HWV348 – 8. Hornpipe
14 – Water Music, Suite In F, HWV348 – 9. Andante
15 – Water Music, Suite In D-G, HWV349-50 – 01. Ouverture
16 – Water Music, Suite In D-G, HWV349-50 – 02. Alla Hornpipe
17 – Water Music, Suite In D-G, HWV349-50 – 03. Menuet
18 – Water Music, Suite In D-G, HWV349-50 – 04. Rigaudon
19 – Water Music, Suite In D-G, HWV349-50 – 05. Lentement
20 – Water Music, Suite In D-G, HWV349-50 – 06. Bourrée
21 – Water Music, Suite In D-G, HWV349-50 – 07. Menuet I
22 – Water Music, Suite In D-G, HWV349-50 – 08. Menuet II
23 – Water Music, Suite In D-G, HWV349-50 – 09. Country Dance I & II
24 – Water Music, Suite In D-G, HWV349-50 – 10. Trumpet Menuet

The King´s Consort
Robert King – Conductor

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Antonio Salieri (1750-1825) – Concerto para pianoforte em Si bemol maior, Concerto para flauta e oboé em Dó maior (REVALIDADO)

617birm6BaLREVALIDADO POR VASSILY  EM 4/8/2015

Em mais uma ação surpreendentemente ágil de nosso SAC, eis o CD com obras de Antonio Salieri cujos links tinham sido perdidos no naufrágio do Megaupload. A verve de Claudio Scimone e seus Solisti Veneti valoriza as obras desse bom compositor. Paul Badura-Skoda, como esperado, brilha ao pianoforte e mostra que merece outras aparições aqui no PQP Bach. Lembro, aliás, duma aparição sua com a Orquestra Sinfônica de Dogville, nos idos anos 80: uma ave-do-paraíso solando com javalis.

Ah, o tal Francesco Salieri que compõs a Tempesta del Mare que completa o álbum foi o irmão mais velho de Antonio e, também, seu primeiro professor.

Vassily

POSTAGEM ORIGINAL DE CARLINUS EM 30/8/2010

Salieri foi um importante músico à sua época. Cabe ainda ao compositor a honra de ter sido professor de Liszt, de Schubert e Beethoven. Reinou absoluto em seus dias. Suas peças tomaram os salões da Europa. Foram reverenciadas, apreciadas. Era o compositor oficial da Corte do príncipe José II da Áustria. Hoje, não se dá o mesmo crédito a Salieri como se dá a Mozart ou a Haydn, por exemplo. Em torno do compositor gravitam as mais questionáveis fábulas. Após o filme Amadeus (1984), que ganhou 7 oscares, há a retratação de um Salieri invejoso do génio de Mozart e medíocre musicalmente. Tal imagem é resultante da liberdade ficcional dos realizadores do filme, não correspondendo à figura histórica do compositor. Potocas à parte, o fato é que ainda não conhecia as obras deste delicioso CD. Aparece ainda o desconhecido Francesco Salieri. Boa apreciação!

Antonio Salieri (1750-1825) – Concerto para pianoforte e Orquestra in B flat major, Concerto para flauta, oboé e orquestra em C maior

Concerto for Fortepiano and Orchestra, B-flat major
1. Allegro moderato
2. Adagio
3. Tempo di Minuetto

Concerto for Flute, Oboe, and Orchestra, C major
4. Allegro spirituoso
5. Largo
6. Allegretto

Francesco Salieri (1741-?) – Sinfonia “Tempesta di Mare” em B flat maior

Sinfonia “La Tempesta di Mare”, B-flat major

7. Allegro
8. Andante
9. Allegro assai

I Solisti Veneti & Claudio Scimone, Director
Paul Badura-Skoda, pianoforte
Clementine Hoogendoorn, flute
Pietro Borgonovo, oboe

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Carlinus

George Friedrich Handel (1685-1759) – Chamber Music – CD 3 de 6 – Trio Sonatas, op. 2 – Holloway, Preston, Wooley, et. all

Box FrontA natureza tem sido generosa conosco nestes últimos dias cá pras bandas do sul do país, e está nos proporcionando um veranico de julho, com dias belíssimos, surpreendentemente quentes, e noites iluminadas por uma Lua Cheia magnífica. Ontem, inclusive tivemos a famosa Lua Azul, ou Blue Moon.
Então, em homenagem a estes belos dias, nada como belíssimas obras para servirem de trilha sonora para a nossa desgastante rotina. Portanto, dou prosseguimento ao Festival Händel, voltando hoje à obra de câmara do genial compositor, que nunca me decepciona. E a prova disso está nestas obras que estão gravadas neste terceiro CD, desta preciosíssima caixa, que traz as Trio Sonatas, op. 2, e novamente o destaque fica por conta deste excepcional músico que é John Holloway.

Deleitem-se, mortais.

1 Trio Sonata in B minor for Flute, Violin and bc (Op – 21) HWV386b
2 Trio Sonata in G minor for 2 Violins and bc (Op – 22) HWV387
3 Trio Sonata in B flat major for 2 Violins and bc (Op – 23) HWV388
4 Trio Sonata in F major for Recorder, Violin and bc (Op – 24) HWV389
5 Trio Sonata in G minor for 2 Violins and bc (Op – 25) HWV390
6 Trio Sonata in G minor for 2 Violins and bc (Op – 26) HWV391

John Holloway – Violin
Micaela Comberti – Violin
Stephen Preston – Flute
Philip Pickett – Recorder
Susan Sheppard – Cello
Robert Wolley – Harpsichord
John Toll – Harpsichord

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Frederic Chopin (1810-1849) – Chopin – Khatia Buniatishvili, Järvi, Orchestre de Paris

P1Um enorme talento aliado a uma sensualidade à flor da pele, assim eu poderia descrever a georgiana Khatia Buniatishvili. Já nos seus vinte e oito anos de idade, ela continua desfilando talento pelos palcos e nos cds, quando se entrega de corpo e alma à música. Sua descrição da música de Chopin meio que traduz o que pretendo dizer:
“Chopin´s music is like a breath of a young soul, with no time to be indifferent to love”.
Detalhe: este é apenas o segundo CD da moça, lançado em 2002. Mas mesmo tão jovem, se entrega como gente grande à profundidade da música de Chopin. Extrava-se não apenas uma sensualidade inerente á idade, mas principalmente, uma sensibilidade única, e isso é um dom, não apenas técnica e talento, que transmite à sua interpretação uma maturidade única para alguém tão jovem.
Lembro que todos os grandes músicos sempre retornaram a estas obras para, depois de anos de estrada, de prática e principalmente de maturidade, reforçarem o que tem efetivamente a expressar a respeito, acrescentando todos estes anos de maturidade à sua técnica e sensibilidade.
Khatia Buniatischvili tinha vinte e cinco anos de idade quando gravou este CD, e já se expressava como alguém com anos de estrada, de experiência, de maturidade. Imagina o que vai fazer quando estiver mais adentrada em anos, como dizia minha mãe, e encarar essas obras primas chopinianas.
O CD é impecável, mas meu destaque fica com a minha amada Balada nº 4, cujo antigo LP de Arthur Rubinstein riscou de tanto que ouvi na minha adolescência e início de vida adulta.
Sem mais, vamos ao que viemos.

01 – Waltz  in C sharp minor Op.64 No.2 Tempo giusto
02 – Sonata No.2 in B flat minor Op.35 I. Grave-Doppio movimento
03 – Sonata No.2 in B flat minor Op.35 II. Scherzo
04 – Sonata No.2 in B flat minor Op.35 III. Marche funebre. Lento
05 – Sonata No.2 in B flat minor Op.35 IV. Finale. Presto
06 – Ballade No.4 in F minor Op.52 Andante con moto
07 – Piano Concerto No.2 in F minor Op.21 I. Maestoso
08 – Piano Concerto No.2 in F minor Op.21 II. Larghetto
09 – Piano Concerto No.2 in F minor Op.21 III. Allegro vivace
10- Mazurka in A minor Op.17 No.4 Lento ma non troppo

Khatia Buniatishvili – Piano
Orchestre de Paris
Paavo Järvi – Conductor

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https://youtu.be/GdlLDEh59JY

 

Dmitri Shostakovich (1906-1975) – Complete Symphonies – Cds 10 e 11 de 11 – Kondrashin, MPSO

CD10 (1)Então vamos acabar essa coleção, trazendo os dois últimos cds, com as duas últimas sinfonias compostas por esse incrível compositor.
A sinfonia nº14 foi composta para uma orquestra de câmara, que consiste apenas de cordas e percussão, e vozes solistas, aqui com uma soprano, Yevgenia Tselovalnik,  e um incrível baixo, Yevgeni Nesterenko. O adagio inicial, baseado em um poema de Lorca, é uma loucura. Enfim, cada movimento da sinfonia é baseada em um poema, devidamente descritos abaixo, na relação das faixas.
CD11 (1)A Sinfonia nº 15, ao contrário da anterior, pede uma orquestra completa, foi a última que Shostakovich compôs, em 1971, e sua estréia ocorreu em 1971, sob a direção de Maxim Shostakovich, filho do compositor. A gravação que ora vos trago, continua sobe a batuta competentíssima de Kirill Kondrashin.
Ah, de bônus os senhores terão apenas o Segundo Concerto para Violino, com ninguém mais ninguém menos que David Oistrakh. É mole, ou tá bom assim?

CD 10

01. Symphony No. 14, Op. 135 – Adagio. “De profundis” (Federico García Lorca)
02. Symphony No. 14, Op. 135 – Allegretto. “Malagueña” (Federico García Lorca)
03. Symphony No. 14, Op. 135 – Allegro molto. “Loreley” (Guillaume Apollinaire)
04. Symphony No. 14, Op. 135 – Adagio. “Le Suicidé” (Guillaume Apollinaire)
05. Symphony No. 14, Op. 135 – Allegretto. “Les Attentives I” (On watch) (Guillaume Apollinaire)
06. Symphony No. 14, Op. 135 – Adagio. “Les Attentives II” (Madam, look!) (Guillaume Apollinaire)
07. Symphony No. 14, Op. 135 – Adagio. “À la Santé” (Guillaume Apollinaire)
08. Symphony No. 14, Op. 135 – Allegro. “Réponse des Cosaques Zaporogues au Sultan de Constantinople” (Guillaume Apollinaire)
09. Symphony No. 14, Op. 135 – Andante. “O, Del’vig, Del’vig!” (Wilhelm Küchelbecker)
10. Symphony No. 14, Op. 135 – Largo. “Der Tod des Dichters” (Rainer Maria Rilke)
11. Symphony No. 14, Op. 135 – Moderato. “Schlußstück” (Rainer Maria Rilke)

Yevgenia Tselovalnik – Soprano
Yevgeni Nesterenko – Bass
Essemble of Soloists of the Moscow Philharmonics Symphony Orchestra
Kirill Kondrashin – Conductor

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CD 11

01. Symphony No. 15 in A major, Op. 141 I. Allegretto
02. Symphony No. 15 in A major, Op. 141 II. Adagio
03. Symphony No. 15 in A major, Op. 141 III. Allegretto
04. Symphony No. 15 in A major, Op. 141 IV. Adagio – Allegretto

Moscow Philharmonics Symphony Orchestra
Kirill Kondrashin – Conductor

05. Concerto for Violin and Orchestra No. 2 in C-sharp minor, Op. 129 I. Moderato
06. Concerto for Violin and Orchestra No. 2 in C-sharp minor, Op. 129 II. Adagio
07. Concerto for Violin and Orchestra No. 2 in C-sharp minor, Op. 129 III. Adagio – Allegro

David Oistrakh – Violin
Moscow Philharmonics Symphony Orchestra
Kirill Kondrashin – Conductor

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.: intermezzo :. Jazz Contemporaries ‎– Reasons In Tonality (1972)

.: intermezzo :. Jazz Contemporaries ‎– Reasons In Tonality (1972)

jazz contemporaries

Esse não é o Jazz Contemporaries que Freddie Hubbard montou em 1957 com James Spaulding e Larry Ridley. É o grupo cujo único rastro é esse raríssimo disco, uma gravação ao vivo no Village Vanguard em 13/02/1972, lançado pela lendária Strata-East. Rip de vinil, fora de catálogo (como a maioria das edições da Strata).

E, por pura falta de informações disponíveis, isso é tudo* que eu tenho a dizer sobre a postagem de hoje.

Ah! Embora os discos da Strata-East tenham forte relação com o soul jazz (spiritual, afro etc), esse é um caso de “aumenta que isso aí é post-bop”. Aproveite a oportunidade de ouvir Watkins e seu french horn — e Coleman tem tanto fôlego que não só derrubaria a casa dos porquinhos como os sopraria a 3km de distância. O lado B é absolutamente fantástico. Não sei porque permitem que esse disco permaneça esquecido.

Jazz Contemporaries – Reasons In Tonality (1972)

Lado A: Reasons In Tonality 24:00
Composed By – Julius Watkins
Lado B: 3-M.B. 22:45
Composed By – Keno Duke

Bass – Larry Ridley
Drums – Keno Duke
French Horn – Julius Watkins
Piano – Harold Mabern
Saxophone [Tenor] – Clifford Jordan, George Coleman

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Blue Dog

Revalidado – Niccolò Paganini – 24 Caprices – Shlomo Mintz

0001381706_350REVALIDADO POR VASSILY em 31/7/2015 e, novamente, em 6/6/2020

Apesar das intrigas dos infieis, nosso pachorrento SAC (Serviço de Atendimento ao Chororô) não é nem a casa de tolerância, nem o balde de estrume que alguns dizem ser, não.

Provo: anteontem um pessoal pediu para revalidar os links dessa baita gravação dos Caprichos de Paganini com Shlomo Mintz e – voilà – eis que eles ressurgem aqui sob a guarda do ultraconfiável servidor PQPShare  – não, não há servidor confiável.

Faço minhas as palavras do camarada FDP: a gravação é um banquete pantagruélico de dificuldades de arrepiar os cabelos. O israelense Mintz – apesar de já ter as madeixas ruivas naturalmente arrepiadas – tira de letra, sem arrepios adicionais, as velhaquices propostas por Paganini. Os contemporâneos acreditavam que o legendário violinista e compositor, distinto tanto pelo virtuosismo quanto pelo que chamaram de “fealdade fascinante”, estudara violino com o Cramulhão. Mintz logra uma proeza inatingível a uma boa parte dos intérpretes, com ou sem a mãozinha do Canhoto: fazer estas peças horrendamente difíceis soarem como música, que chega até – como no célebre Capricho no.24 – a ser muito boa.

A impressão que realmente se tem é de que as possibilidades técnicas do instrumento estejam todas exploradas, tocadas e exauridas – ainda que nessa obra, estranhamente, o cadavérico genovês não tenha lançado mão dos célebres harmônicos duplos (efeitos semelhantes a silvos, muito agudos e de difícil execução) de que tanto abusou em seus concertos.

Vassily Genrikhovich

————

POSTAGEM ORIGINAL DE FDP BACH, EM 7/5/2013

O cara tem de ter um pé na insanidade para encarar a gravação destes 24 caprichos de Paganini, porque o negócio não é brincadeira não. Não conheço o linguajar técnico do violino, mas acho que todas as possibilidades do instrumento foram exploradas nestas pequenas peças para violino solo. Reconheço que ainda prefiro seus concertos para violino de Paganini e que esse excesso de técnica e virtuosismo me cansa por vezes, mas não seria louco a ponto de dizer que Shlomo Mintz não dá um show de interpretação e de virtuosismo neste CD e que não tem uma  técnica apuradíssima. O ruivinho mata a pau… Divirtam-se…

01. Capriccio 1 – Andante en mi major
02. Capriccio 2 – Moderato en si minor
03. Capriccio 3 – Sostenuto – Presto – Sostenuto en mi minor
04. Capriccio 4 – Maestoso en do minor
05. Capriccio 5 – Agitato en la minor
06. Capriccio 6 – Lento en sol minor/
07. Capriccio 7 – Posato en la minor
08. Capriccio 8 – Maestoso en mi bemol major
09. Capriccio 9 – Allegretto en mi minor
10. Capriccio 10 – Vivace en sol minor
11. Capriccio 11 – Andante – Presto – Tempo I en do major
12. Capriccio 12 – Allegro en la bemol major
13. Capriccio 13 – Allegro en si bemol major
14. Capriccio 14 – Moderato en mi bemol major
15. Capriccio 15 – Posato en mi minor
16. Capriccio 16 – Presto en sol minor
17. Capriccio 17 – Sostenuto – Andante en mi bemol major
18. Capriccio 18 – Corrente – Allegro en do major
19. Capriccio 19 – Lento – Allegro assai en mi bemol major
20. Capriccio 20 – Allegretto en re major
21. Capriccio 21 – Amoroso – Presto en la major
22. Capriccio 22 – Marcato en fa major
23. Capriccio 23 – Posato en mi bemol major
24. Capriccio 24 – Tema, Quasi Presto – Variazioni – Finale en la minor

Shlomo Mintz – Violin

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Shlomo+Mintz
Mas esse guri toca muito esse violino…!!!

Prayer: Música para Voz e Órgão com Magdalena Kozena e Christian Schmitt

Prayer: Música para Voz e Órgão com Magdalena Kozena e Christian Schmitt

Um disco de música sacra desta que é uma das maiores estrelas do canto lírico atual. Ela canta maravilhosamente peças que, na verdade, tira de letra. É uma utilidade, pois raramente um duo de voz e órgão é gravado, ainda mais neste nível. Aqui, ela passa por Franz Schubert, Johann Sebastian Bach, Hugo Wolf, Maurice Ravel, Bizet, Verdi, Purcell… e outros compositores dos quais a gente nem sabia de momentos carolas. Sabiam que ela vai gravar todas as canções de Schubert em uma série de recitais no Wigmore Hall? Ah, pois é, as pessoas têm de se informar. Vai gravar, sim..

Prayer: Música para Voz e Órgão com Magdalena Kozena e Christian Schmitt

Franz Schubert (1797-1828)
1. Totengräbers Heimweh, D 842 05:42
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
2. Komm, süßer Tod, komm, sel’ge Ruh!, BWV 478 03:16
Hugo Wolf (1860-1903)
3. Karwoche 03:54
Maurice Ravel (1875-1937)
4. Kaddisch 04:34
Georges Bizet (1838-1875)
5. Agnus Dei 03:08
Franz Schubert (1797-1828)
6. Ellens Gesang III (Hymne an die Jungfrau), D 839 05:44
Hugo Wolf (1860-1903)
7. Mühvoll komm ich und beladen 04:42
Henry Purcell (1659–1695)
8. Tell Me, Some Pitying Angel (The Blessed Virgin’s… 07:15
Antonin Dvorak (1841-1904)
9. Ave Maria, Op.19b 03:01
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
10. So gibst du nun, mein Jesu, gute Nacht!, BWV 501 02:10
Franz Schubert (1797-1828)
11. Himmelsfunken, D 651 02:54
Hugo Wolf (1860-1903)
12. Zum neuen Jahr 01:43
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
13. Die güldne Sonne, BWV 451 01:13
Franz Schubert (1797-1828)
14. Vom Mitleiden Mariä, D 632 03:46
Hugo Wolf (1860-1903)
15. Schlafendes Jesukind 03:11
Franz Schubert (1797-1828)
16. Litanei auf das Fest Allerseelen, D 343 04:41
Giuseppe Verdi (1813–1901)
17. Ave Maria 05:03
Hugo Wolf (1860-1903)
18. Gebet 02:02
Franz Schubert (1797-1828)
19. Der Leidende, D 432 01:52
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
20. Mein Jesu, was für Seelenweh, BWV 487 02:32
Maurice Duruflé
21. Notre Père, Op.14 01:25
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
22. Kommt, Seelen, dieser Tag, BWV 479 01:06
Petr Eben (1929-2007)
23. Die Hochzeit zu Kana 06:54
Leos Janacek (1854-1928)
24. Glagolitic Mass – 7. Varhany Solo 02:53

Magdalena Kozena, mezzo-soprano
Christian Schmitt, órgão

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A Sr.a Rattle sabe o que faz. Canta demais!
A Sra. Rattle sabe o que faz. Canta demais!

PQP

Ernest Chausson (1855-1899) / Gabriel Fauré (1845-1924): Quartetos para Piano

Ernest Chausson (1855-1899) / Gabriel Fauré (1845-1924): Quartetos para Piano

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu, PQP Bach, estava em férias e voltei hoje. Sou uma humilde pessoa que não ganha muito, mas que guarda algum. Então, estive em Londres, Roma e Praga, onde — adivinhem? — assisti um monte de concertos. O Rudolfinum de Praga à beira do Moldávia… A Saint-Martin-in-the-fields… O Queen Elisabeth Hall… O Royal Festival Hall… O Barbican Hall… O festival The Rest is Noise, baseado na obra de Alex Ross no Southbank Center…

Então, ainda sob a influência destes 20 maravilhosos dias, deixo para vocês um CD espetacular e cheio de prêmios Diapason d`Or, Choc, etc.

O Quarteto Schumann interpreta dois Quartetos para Piano, um melhor do que o outro. É música da melhor qualidade e a interpretação é sensacional.

Ernest Chausson (1855-1899) / Gabriel Fauré (1845-1924): Quartetos para Piano

Ernest Chausson (1855-1899)
Piano Quartet in A major Op.30
1. Piano Quartet in A major Op.30 : Animé 11:55
2. Piano Quartet in A major Op.30: Très calme 10:07
3. Piano Quartet in A major Op.30: Simple et sans hâte 4:05
4. Piano Quartet in A major Op.30: Animé 12:19

Gabriel Fauré (1845-1924)
Piano Quartet no.1 in C minor Op.15
5. Piano Quartet N°1 in C minor Op.15 : Allegro molto moderato 9:57
6. Piano Quartet N°1 in C minor Op.15 : Scherzo (Allegro vivo) 5:40
7. Piano Quartet N°1 in C minor Op.15 : Adagio 7:18
8. Piano Quartet N°1 in C minor Op.15 : Allegro molto 8:11

Quatuor Schumann

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quatuor-schumann

PQP

George Frideric Handel (1685-1759) – Complete Chamber Works -Cd 2 de 5 – Violin Sonatas, Oboe Sonatas – L’Ecole D´Orphé

Box FrontO segundo cd da coleção de música de câmara de Handel traz sonatas para violino e para oboé. O violinista é o John Holloway, que já passou aqui pelo PQPBach diversas vezes. É figurinha carimbada quando se trata de interpretações históricas, um dos pioneiros da área e um grande especialista em violino barroco.
Gosto de trazer estas coleções para os senhores poderem entender o processo de evolução criativa do compositor. Quando se trata de Handel, estamos falando de um dos principais compositores da história da música ocidental, um gênio do barroco, contemporâneo de Bach, inclusive nasceram no mesmo ano, e que assim como o gênio de Leipzig, foi fundamental no desenvolvimento da própria escrita musical, desenvolvendo estilos, criando novas possibilidades para os mais diversos instrumentos.

1 – Violin Sonata in A major, HWV361
2 – Violin Sonata in G minor, HWV364a
3 – Oboe Sonata in B flat major, HWV357
4 – Violin Sonata in D minor, HWV 359a
5 – Oboe Sonata in C minor, HWV366
6 – Violin movement in A minor
7 – Violin movement (allegro) in C minor, HWV 408
8 – Oboe Sonata in F major, HWV 363a
9 – Violin Sonata in D major, HWV371

John Holloway – Violin
Davi Reichenberg – Oboe
Susan Sheppard – Cello
Lucy Carolan – Harpsichord

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George Frideric Händel (1685-1759) – Complete Chamber Music – CD 1 de 6 – L´Ecole d´Orphée

Box FrontNão sei o que aconteceu com os colaboradores do PQPBach ! verifiquei agora que já algum tempo ignoramos totalmente George Frideric Haendel, um dos maiores compositores do barroco, e um gênio da mesma estatura de nosso pai musical, Johann Sebastian.
Vou tentar suprir essa falta tremenda, trazendo algumas preciosidades que tenho em meu acervo. Começo com essa coleção, que lembro de já ter começado há algum tempo atrás. Trata-se da obra de câmara dele, pouquíssimo gravada e divulgada, e não entendo o porque, já que existem verdadeiras jóias escondidas ali. Essa caixa é uma pequena maravilha, e traz músicos do nível de John Holloway, um dos principais nomes do violino barroco, do flautista Stephen Preston, do cravista Robert Wooley, entre outros, não tão conhecidos, mas igualmente brilhantes.
O primeiro CD traz as Sonatas para flauta, magnificamente interpretadas por Preston.
Espero que apreciem, pois eu já sou suspeito para falar qualquer coisa, temendo ser repetivo ou óbvio.

01 – Flute Sonata in E minor (Op.11a), HWV 379
02 – Flute Sonata in A minor (Halle Sonata No.1), HWV 374 (possibly spurious)
03 – Flute Sonata in E minor (Halle Sonata No.2), HWV 375 (possibly spurious)
04 – Flute Sonata in B minor (Halle Sonata No.3), HWV 376 (possibly spurious)
05 – Flute Sonata in D major, HWV 378
06 – Flute Sonata in G major (Op.15), HWV 363b
07 – Flute Sonata in B minor (Op.19b), HWV 367b
08 – Flute Sonata in E minor (Op.11b) HWV 359b

Stephen Preston – Flute
Susan Sheppard – Cello
John Toll – Harpsichord
Lucy Carolan – Harpsichord

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Sacra Vox – Música coral sacra contemporânea brasileira

Sacra Vox – Música coral sacra contemporânea brasileira

sacra voxPelo título do CD, percebe-se o nicho de repertório no qual o grupo coral carioca Sacra Vox é especializado. Estive no concerto de lançamento deste álbum – em junho de 2007, na Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro – e fiquei contentei por um segmento tão específico ter conseguido fazer florescer obras tão boas quanto as deste disco. Se seus ouvidos são abertos às linguagens contemporâneas, quando bem utilizadas, eis uma boa experiência à qual você pode se lançar sem receios.

Porém, se você acha que tudo que se faz aqui no Brasil é reciclagem do que se faz no resto do mundo, que as gravações sempre deixam a desejar, que as interpretações idem etc. etc. não discordo totalmente – apenas lamento que isso seja muitas vezes um ponto de partida para não se experimentar a música clássica brasileira. Fiz esse adendo porque, por exemplo, ainda me surpreendo com a relativamente baixa quantidade de downloads dos concertos para violino de Guarnieri ou das obras de Amaral Vieira em geral (ainda que este tenha uma claque fiel no blog). Se não consigo ser persuasivo o suficiente pra quebrar uma resistência irracional ou pelo menos para fazer alguém experimentar e me dizer “não gostei” (no caso do Concerto para piano de Hekel Tavares), só me resta forjar dados nas próximas postagens, tal qual: José Siqueira com a Filarmônica de Berlim, Radamés Gnatalli por Maurizio Pollini ou Francisco Mignone nas mãos de Martha Argerich (risos).

***

Sacra Vox – Música coral sacra contemporânea brasileira

1-2. Kyrie & Gloria – Rodrigo Cicchelli
3. Árvore da vida – Eduardo Biato
4-7. Atalanta Fugiens II – Pauxy Gentil Nunes
8. Buscando a Cristo – Marcos Vinicio Nogueira
9-12. Missa Brevis in honorem Sancti Francisci Assisiensis – Ernani Aguiar
13. Glória – Roberto Macedo Ribeiro
14-18. Sacra Cantilena – João Guilherme Ripper
19. Ave Maria – Jorge Armando

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Sacra Vox: alto nível de interpretação
Sacra Vox: alto nível de interpretação

CVL

Dmitri Shostakovich (1906-1975) – Complete Symphonies – CD 8 de 11 – Symphony nº 12 in G Minor, “1917” – Op. 112- Kondrashin, MPSO

CD8 (1)Mais um volume desta série incrível, longa, porém altamente recomendável, com as sinfonias de Shostakovich, interpretadas pelo seu amigo pessoal, Kirill Kondrashin.
Aqui temos a sinfonia que o compositor fez em homenagem à Revolução de 1917 e é dedicada à memória de Lenin.
Como já comentei anteriormente, nosso querido mentor PQPBach está trazendo outra série de gravações de Shostakovich, e, como especialista que é na obra do russo, descreve com maiores detalhes essa sinfonia. Sugiro sua leitura.

01. Symphony No. 12 in D minor, Op. 112 ‘1917’ I. Revolutionary Petrograd Moderato – Allegro
02. Symphony No. 12 in D minor, Op. 112 ‘1917’ II. Razliv (The Flood) Allegro – Adagio
03. Symphony No. 12 in D minor, Op. 112 ‘1917’ III. ‘Aurora’ L’istesso tempo – Allegro
04. Symphony No. 12 in D minor, Op. 112 ‘1917’ IV. The Dawn of Humanity L’istesso tempo – Allegretto
05. The Execution of Stepan Razin, Poem, Op. 119

Vitaly Gromadski – Bass
Russian State Choral Chapel
Moscow Philharmonic Symphony Orchestra
Kirill Kondrashin – Conductor

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.: intermezzo :. Marcondes Falcão Maia (1957): A besteira é a base da sabedoria (1995)

.: intermezzo :. Marcondes Falcão Maia (1957): A besteira é a base da sabedoria (1995)

Bem, caros visitantes. O CD ora postado possui uma importância tão capital no contexto da música clássica brasileira contemporânea que nem sei.

A besteira é a base da sabedoria (1995) – terceiro álbum do cantor e compositor cearense Falcão, preconceituosamente intitulado de “brega” – talvez seja um dos mais ricos em elementos de paráfrase e paródia na década de 90, não só partindo da música popular, mas (inconscientemente ou não) também da música erudita.

Uma análise das referências musicais do disco pode, sem titubeios, auxiliar a compreender a síntese de várias correntes estéticas que emergiram ao longo do século XX, e ali presentes. Em Esculhambação, sim. Frescura, não, por exemplo, evidencia-se a mensagem de cunho político, influenciada por obras como a Sinfonia das Diretas de Jorge Antunes ou Mamãe, eu quero votar de Gilberto Mendes, porém dentro da verve satírica peculiar a Falcão (“Será o caralho?!”)

Sem precedentes pode considerada a concepção de um moteto responsorial para um réquiem em A terra há de comer (já que eu não comi), enquanto Homem é homem teve de mudar seu subtítulo original, Hommage (ou Femmage) pour Britten, por conta da previsível falta de conhecimento do público sobre o compositor britânico.

Porém nada supera a genial transformação de My world dos Guns N’Roses num minicompêndio da música de concerto do século XX, o Concerto em qualquer tom para triângulo e roi-roi. Em nenhuma outra composição brasileira dos últimos tempos é possível achar um entrecruzamento de matizes estéticos tão díspares quanto o deboche à la Satie; o percussionismo de Edgard Varèse e Amadeo Roldan; a sobreposição da própria voz gravada em diferentes canais, como Ute Lemper ao gravar canções de cabaré de Spoliansky; a utilização estilizada do rap e da polifonia semifalada, tal qual – respectivamente – em O anjo esquerdo da história e Beba Coca-Cola de Gilberto Mendes; a predominância do minimalismo e a marca stravinskiana nos poucos acordes bitonais sampleados.

***

A Besteira é a base da sabedoria

1.”Esculhambação sim. Frescura, não!”  3:39
2.”A terra há de comer (já que eu não comi)”  3:07
3.”Lends picantis in anus autrem q’sucus est”  4:41
4.”A besteira é a base da sabedoria”  3:22
5.”Caubói do Ceará”  3:13
6.”Mais antes mamãe não tivesse me(n)tido”  3:42
7.”Confesso que fresquei”  3:13
8.”Se eu morrer sem gozar do seu amor, minha alma lhe persegue de pau duro”  3:12
9.”Todo castigo pra corno é pouco”  3:25
10.”Não tem jeito que dê jeito”  3:59
11.”Holliday foi muito”  3:26
12.”Concerto em qualquer tom para triângulo e roe-roe”  2:24

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PS 1: Este post é dedicado aos ouvintes puristas e carracudos deste blog.
PS 2: Licença, que tá na hora de tomar meu comprimido de Zyprexa.

Elegância
Elegância

CVL

.: interlúdio :. Dinah Washington sings the Blues, 1954-61

Publicado originalmente em 12.08.2012

Acho que conheci o nome Dinah Washington lendo James Baldwin, nos anos 70 – a década onde, sinceramente, parece terminar toda cultura estadunidense que agrada & interessa o monge Ranulfus.

Mas em qual livro desse tremendo prosador que foi Baldwin, nem sempre condignamente traduzido em português? Quero crer que foi em Numa Terra Estranha (Another Country), dignissimamente traduzido por Érico Veríssimo, e escrito em 1962, um ano antes da morte de Dinah aos 39. Se a memória não está a fantasiar, em mais de uma ocasião algum personagem sentia que as letras cantadas por Dinah dialogavam com suas situações de vida, o que contribuiu para a sensação de identificação existencial, pois também nós, no Brasil, costumamos (ou costumávamos?) levar nosso cotidiano como que em diálogo com letras do nosso cancioneiro popular.

Porém, apesar de a prosa de Baldwin ser certamente a que mais me arrastou, entre todos os autores dos EUA que eu tenha lido, foi só dois anos atrás que ouvi Dinah Washington pela primeira vez. Afinal, nos anos 70 o acesso a música era bem mais limitado; eu já gastava quase integralmente meus parcos ganhos em LPs (traduzindo para as novas gerações: vinis), mas não conseguia adquirir nem 20% do que queria conhecer. Tristes tempos em que não havia mp3… nem (para mim) o Avicenna, que em março de 2010 me postou aqui uma coleção de suas badaladas baladas.

Na ocasião Ranulfus ainda nem era oficialmente da gang, mas tramou-se num vasto papo sobre como a voz da moça lhe agradava, mas não os arranjos violinosos das baladas, que lhe soavam como vinho adoçado, quando seus ouvidos costumam preferir bebida seca… E através desse papo acabou adquirindo este Dinah Washington sings the Blues, bem mais ao seu gosto.

Dia desses, então, uma amiga andava à procura de Dinah e eu recomendei que baixasse os dois discos do PQP, o das baladas e o dos blues. E aí pra minha surpresa ela me revelou que não havia nenhum disco da Dinah cantando blues no PQP – quer dizer: de onde foi que eu baixei?

Ora, o que menos importa é como a coisa baixou, desde que esteja lá em cima quando se precisar dela – e foi assim que o monge Ranulfus decidiu fazer esta pequena contribuição para o enriquecimento do repertório dinahwashingtoniano do PQP.

Quem foi Dinah Washington? Como viveu? Qual sua importância e diferencial entre as divas do jazz e do blues? Ora, para isso vocês têm o Google, seus preguiçosos! Se eu procurei e achei em minutos, por que não vocês? – hehehe. Mas compartilho – por que não? – algumas expressões que me pareceram especialmente pertinentes: “fantástico senso de fraseado e de ataque”, “voz aguda arenosa, salgada, marcada por uma clareza de dicção absoluta, e por um fraseado em recortes (clipped), tipicamente blues”.

De resto, encontrei também que as dezesseis faixas desta seleção foram gravadas entre 1954 e 1961, com músicos como Charlie Shavers, Clark Terry, Urbie Green, Lucky Thompson, Milt Hinton e Wynton Kelly, sendo muitas delas arranjadas e produzidas pelo onipresente Quincy Jones.

E agora chega de fala e vamos ao canto, né?

DINAH WASHINGTON SINGS THE BLUES

1. Show Time 2:55
2. Time Out For Tears 2:54
3. Trouble In Mind 2:22
4. A Bad Case Of The Blues 2:36
5. Is You Is Or Is You Ain’t My Baby? 2:42
6. Bad Luck 2:50
7. You Don’t Know What Love Is 3:59
8. Trouble In The Lowlands (Back Water Blues) 9:10
9. Blue Gardenia 5:15
10. Soft Winds 3:00
11. Somewhere Along The Line 2:38
12. Salty Papa Blues 2:27
13. Make The Man Love Me 5:30
14. Lingering 2:24
15. Since I Fell For You 3:14
16. No More 3:18

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Ranulfus