The Real Chopin, Epílogo (1 de 2)

The Real Chopin, Epílogo (1 de 2)

18043_3_0_0Antes de tocar meu barco para outras praias e prosseguir com a desova do bocado de música que creio ter a compartilhar convosco, volto brevemente para mais dois rápidos estrebuchos que concluirão a série “The Real Chopin”, cuja maior parte já foi publicada em duas mamúticas postagens feitas pelo patrão PQP – a primeira aqui, a segunda ali.

Na ocasião, alertei que muito conteúdo fora propositalmente deixado de fora, uma vez que este arbitrário curador que vos fala atentou tão só a seu gosto pessoal e prestou contas somente à coerência (não muita) que cabe em seu matutante melão. E, antes que sobre ele chovam tomates, lembro os resmungões de que os 21 discos da coleção, na maioria em forma de recitais, foram reorganizados gratuita e abnegadamente por mim de acordo com gênero musical, tarefa que facilita bastante a vida dos melômanos e que, se não exatamente hercúlea, me queimou alguma pestana.

No entanto, diante da boa repercussão das postagens originais, e de alguns pedidos de leitores do PQP Bach, revi minha posição enfastiada. Assim, os venerandos pianos Pleyel e Érard voltam a este blogue para completar a série em duas prestações.

A primeira delas deverá atender, entre vós outros, somente aqueles colecionadores obsessivos, os que fazem absoluta questão do completo, do integral, do inteirinho, compasso por compasso, colcheia por colcheia, sem perder uma só fermata. Esses tipos, garanto, poderão em breve repousar sob o dossel da serenidade, mesmo que isto signifique ter que escutar, por exemplo, alguns compassos escritos para os cachorros de George Sand, amante do compositor.

Diferentemente de Beethoven, que volta e meia vendia alguma bobagem escrita em dois toques para não terminar o mês no vermelho, Chopin foi mais criterioso quanto ao que submetia à publicação. De sua primeira obra-prima consumada (os Estudos Op. 10) até a última obra publicada em vida (a Sonata Op. 65 para violoncelo e piano), foram poucos os passos em falso que levou para a prensa. Muito o que cai fora desse intervalo – obras infantojuvenis, exercícios para conservatório, peças de ocasião e esboços deixados de lado – aparece nas gravações a seguir.

ooOoo

FRYDERYK FRANCISZEK CHOPIN (1810-1849)

THE REAL CHOPIN – RONDOS

A despeito do título, o volume inclui também a curiosa Sonata em Dó menor, exercício de composição dos tempos de Conservatório de Varsóvia. Nela, originalidade do compositor aparece em lampejos, sufocada pelas exigências da forma-sonata. Tem-se a sensação de se ouvir Chopin brigando para romper uma dura carapaça que, estranhamente, me soa como um pastiche de Hummel

1 – Rondó em Dó menor, Op. 1 – Nikolai Demidenko [P]
2 – Rondó à la Mazur em Fá maior, Op. 5 – Tatiana Shebanova [E]
3 – Rondó em Mi bemol maior, Op. 16 – Nikolai Demidenko [P]
4 – Rondó em Dó maior para dois pianos, Op.73 – Tatiana Shebanova [E] e Jarosław Drzewiecki [P]
5 – Rondó em Dó maior, Op. 73 [versão preliminar para piano solo] – Tatiana Shebanova [E]

E = piano Érard, 1849
P = piano Pleyel, 1848

6 – Sonata no. 1 em Dó menor, Op. 4 – Allegro maestoso
7 – Sonata no. 1 em Dó menor, Op. 4 – Minuetto. Allegretto
8 – Sonata no. 1 em Dó menor, Op. 4 – Larghetto
9 – Sonata no. 1 em Dó menor, Op. 4 – Finale. Presto

Ewa Pobłocka, piano Pleyel (1848)

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THE REAL CHOPIN – VARIATIONS – MINIATURES

Esse volume é um balaio de gatos que começa com as interessantes variações sobre “Là ci darem la mano”, em versão para piano solo (o original para piano e orquestra, com Nelson Goerner e Frans Brüggen, foi postado aqui), e termina com o bizarro Gallop em Lá bemol, que é a tal da peça escrita para os dois cachorros da amante: o primeiro, chamado Dib, que é citado numa anotação sobre a pauta do manuscrito; e o outro, Marquis, certamente o preferido, que deu o título à composição.

Digna de nota, em meio ao balaião, é a variação que Chopin escreveu para a obra coletiva “Hexaméron”, coordenada por Liszt, e que contou também com colaborações de Thalberg, Pixis, Czerny e Herz – praticamente o panteão pianístico da época. Entre uma bobagenzinha e outra, também se encontra a única fuga escrita pelo compositor, a duas vozes e em Lá menor. Produto de sua última década de vida, foi publicada postumamente. Talvez Chopin pretendesse prestar com ela uma modesta homenagem a Bach, a quem venerava, e cujo “Cravo bem Temperado” era a base das lições ministradas a seus alunos.

01 – Variações em Si bemol maior sobre “Là ci darem la mano”, da ópera “Don Giovanni” de Mozart, para piano solo, Op. 2 – Introdução [Allegro]
02 – Variações em Si bemol maior sobre “Là ci darem la mano”, da ópera “Don Giovanni” de Mozart, para piano solo, Op. 2 – Tema [Allegretto]
03 – Variações em Si bemol maior sobre “Là ci darem la mano”, da ópera “Don Giovanni” de Mozart, para piano solo, Op. 2 – Variação I [Brillante]
04 – Variações em Si bemol maior sobre “Là ci darem la mano”, da ópera “Don Giovanni” de Mozart, para piano solo, Op. 2 – Variação II [Veloce, ma accuratamente]
05 – Variações em Si bemol maior sobre “Là ci darem la mano”, da ópera “Don Giovanni” de Mozart, para piano solo, Op. 2 – Variação III [Sempre sostenuto]
06 – Variações em Si bemol maior sobre “Là ci darem la mano”, da ópera “Don Giovanni” de Mozart, para piano solo, Op. 2 – Variação IV
07 – Variações em Si bemol maior sobre “Là ci darem la mano”, da ópera “Don Giovanni” de Mozart, para piano solo, Op. 2 – Variação V [Adagio]
08 – Variações em Si bemol maior sobre “Là ci darem la mano”, da ópera “Don Giovanni” de Mozart, para piano solo, Op. 2 – Finale – Alla Polacca

Nikolai Demidenko, piano Pleyel (1848)

09 – Variações em Si bemol maior sobre “Je vends des escapulaires” da ópera “Ludovic” de Hérold, Op. 12
10 – Variações em Mi maior sobre a canção alemã “Der Schweizerbulb”, B. 14
11 – “Souvenir de Paganini”, Variações em Lá maior sobre “O Carnaval de Veneza”, B. 37
12 – Variações sobre uma canção irlandesa de Thomas Moore, para piano a quatro mãos, B12A †
13 – Variação em Mi maior sobre a marcha da ópera “I Puritani” de Bellini, para o “Hexaméron”
14 – Peças para piano, Op. 72 – no. 3: Três Escocesas – no. 1 em Ré menor
15 – Peças para piano, Op. 72 – no. 3: Três Escocesas – no. 2 em Sol maior
16 – Peças para piano, Op. 72 – no. 3: Três Escocesas – no. 3 em Ré bemol maior
17 – Peças para piano, Op. 72 – no. 2: Marcha Fúnebre em Dó menor
18 – Contradança em Sol bemol maior ††
19 – Cantabile em Si bemol maior ††
20 – Largo em Mi bemol maior
21 – Moderato em Mi maior, “Feuille d’Album”
22 – Allegretto em Fá sustenido maior, “Mazurka”
23 – Canções Polonesas, Op. 74 – No. 2: “Wiosna” (versão para piano solo)
24 – Fuga em Lá menor
25 – Gallop em Lá bemol maior, “Marquis”

Tatiana Shebanova, piano Érard (1849)
† Tatiana Shebanova e Stanisław Drzewiecki, piano Érard (1849)
†† Ewa Pobłocka, piano Pleyel (1848)

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Uma das duas únicas fotografias conhecidas de Chopin, tomada por L. A. Bisson com um daguerreótipo em 1849, ano da morte do compositor. O desconforto em seu semblante me é perturbador.
Uma das duas únicas fotografias conhecidas de Chopin – e, de longe, a mais famosa – tomada por L. A. Bisson em 1849, ano da morte do compositor. Acho fascinante como este retrato destoa das poses caprichadas (até porque o tempo de exposição dos daguerreótipos era muito longo!) da época. Parece quase um instantâneo. O olhar de Chopin é inquisitivo, mesmo penetrante, e o desconforto em seu semblante, pelo menos para mim, perturbador.

Vassily

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Piano

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Piano

Beethoven Foldes

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Andor Foldes (1913-1992) foi um daqueles húngaros notáveis do início do século passado. Fricsay, Reiner, Dorati, Solti, Ormandy, Kodály, Bartók, Anda, Cziffra… Quem mais, dentro os pequenos países, teve uma geração como essa? E ela seguiu com brilho na segunda metade do século XX. Aqui, direto dos tesouros da Deutsche Grammophon, temos Foldes esmerilhando algumas Sonatas de Beethoven. Raramente pude ouvir gravações melhores, principalmente das primeiras Sonatas. Foldes esteve sempre muito próximo à música de seu contemporâneo Béla Bartók, então achei que ia gostar mais das Sonatas mais modernas de Beethoven. Mas não, admirei as primeiras. É que depois de ouvir Pollini nas últimas Sonatas não tem mais jeito. Mas Foldes foi um monstro!

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Piano

CD 1
1 Piano Sonata No.8 in C minor, Op.13 -“Pathétique”: 1. Grave – Allegro di molto e con brio
2 Piano Sonata No.8 in C minor, Op.13 -“Pathétique”: 2. Adagio cantabile
3 Piano Sonata No.8 in C minor, Op.13 -“Pathétique”: 3. Rondo (Allegro)

4 Piano Sonata No.15 In D, Op.28 -“Pastorale”: 1. Allegro
5 Piano Sonata No.15 In D, Op.28 -“Pastorale”: 2. Andante
6 Piano Sonata No.15 In D, Op.28 -“Pastorale”: 3. Scherzo. Allegro vivace
7 Piano Sonata No.15 In D, Op.28 -“Pastorale”: 4. Rondo. Allegro ma non troppo

8 Piano Sonata No.17 In D Minor, Op.31 No.2 -“Tempest”: 1. Largo – Allegro
9 Piano Sonata No.17 In D Minor, Op.31 No.2 -“Tempest”: 2. Adagio
10 Piano Sonata No.17 In D Minor, Op.31 No.2 -“Tempest”: 3. Allegretto

11 Piano Sonata No.21 in C, Op.53 -“Waldstein”: 1. Allegro con brio
12 Piano Sonata No.21 in C, Op.53 -“Waldstein”: 2. Introduzione (Adagio molto)
13 Piano Sonata No.21 in C, Op.53 -“Waldstein”: 3. Rondo (Allegretto moderato – Prestissimo)

CD2
1 Piano Sonata No.23 in F minor, Op.57 -“Appassionata”: 1. Allegro assai
2 Piano Sonata No.23 in F minor, Op.57 -“Appassionata”: 2. Andante con moto
3 Piano Sonata No.23 in F minor, Op.57 -“Appassionata”: 3. Allegro ma non troppo

4 Piano Sonata No.26 In E Flat, Op.81a -“Les adieux”: 1. Das Lebewohl (Adagio – Allegro)
5 Piano Sonata No.26 In E Flat, Op.81a -“Les adieux”: 2. Abwesenheit (Andante espressivo)
6 Piano Sonata No.26 In E Flat, Op.81a -“Les adieux”: 3. Das Wiedersehen (Vivacissimamente)

7 Piano Sonata No.28 in A, Op.101: 1. Etwas lebhaft und mit der innigsten Empfindung (Allegretto ma non troppo)
8 Piano Sonata No.28 in A, Op.101: 2. Lebhaft, marschmäßig (Vivace alla marcia)
9 Piano Sonata No.28 in A, Op.101: 3. Langsam und sehnsuchtsvoll (Adagio ma non troppo, con affetto)
10 Piano Sonata No.28 in A, Op.101: 4. Geschwind, doch nicht zu sehr und mit Entschlossen- heit (Allegro)

11 Piano Sonata No.30 in E, Op.109: 1. Vivace, ma non troppo – Adagio espressivo – Tempo I
12 Piano Sonata No.30 in E, Op.109: 2. Prestissimo
13 Piano Sonata No.30 in E, Op.109: 3. Gesangvoll, mit innigster Empfindung (Andante molto cantabile ed espressivo)

Andor Foldes, piano

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Grande Foldes!!!
Grande Foldes!!!

PQP

Antonin Dvorák – Violin Concerto In A Minor, Op.53, Max Bruch: Violin Concerto No.1 In G Minor, Op.26, Alexander Konstantinovich Glazunov (1835-1936) – Violin Concerto In A Minor, Op.82 – Martzy, Morini, RIAS Symphony Orchestra Berlin

cover

LINK ATUALIZADO !!!

Ferenc Fricsay viveu pouco mas intensamente. Tinha o toque de Midas, tudo o que gravou é valioso demais, é ouro puro. E este CD que ora vos trago não poderia deixar de ser uma gema, devidamente lapidada pelo talento e virtuosismo não apenas do maestro, mas também de suas duas incríveis solistas, Johanna Martzy e Erika Morini. Da primeira eu já ouvira falar, algumas citações e alguns cds na internet. Erika Morini me era uma perfeita desconhecida até então.
Começando por Johanna Martzy, o que ela faz com o Concerto de Dvorák é algo de outro mundo. Mesmo tendo sido gravada em Mono, esta foi a melhor versão que ouvi nos últimos tempos. Era húngara, nascida em 1924, mas morreu jovem, meros 54 anos de idade,  (o que diabos tem na água que se toma na Hungria para terem tantos talentos por lá?). A paixão com que ela toca este concerto é de arrepiar.
Erica Morini era austríaca, nascida em 1904, filha de músico, e cedo se revelou uma grande musicista. O velho caso de talento precoce.
Mas vamos ao que viemos. Um CDzaço, daqueles que merecem ter um lugar de destaque na prateleira.

01 – Violin Concerto in A minor, op. 53- 1. Allegro ma non troppo – Quasi moderato
02 – Violin Concerto in A minor, op. 53- 2. Adagio, ma non troppo
03 – Violin Concerto in A minor, op. 53- 3. Finale (Allegro giocoso, ma non troppo)

Johanna Martzy – Violin
RIAS Symphony Orchestra Berlin
Ferenc Fricsay – Conductor

04 – Violin Concerto no. 1 in G minor, op. 26- 1. Vorspiel (Allegro moderato)
05 – Violin Concerto no. 1 in G minor, op. 26- 2. Adagio
06 – Violin Concerto no. 1 in G minor, op. 26- 3. Finale (Allegro energico)
07 – Violin Concerto in A minor, op. 82- 1. Moderato
08 – Violin Concerto in A minor, op. 82- 2. Andante sostenuto
09 – Violin Concerto in A minor, op. 82- Tempo I
10 – Violin Concerto in A minor, op. 82- Cadenza
11 – Violin Concerto in A minor, op. 82- 3. Allegro

Erika Morini – Violin
Radio-Symphonie-Orchester Berlin
Ferenc Fricsay – Conductor

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Shostakovich (1906-1975): Symphony No. 10 / Wagner (1813-1883): Prelude & Liebestod from Tristan und Isolde

Shostakovich (1906-1975): Symphony No. 10 / Wagner (1813-1883): Prelude & Liebestod from Tristan und Isolde

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IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu tinha 16 anos e simplesmente precisava ouvir a Sinfonia Nº 10 de Shostakovich. Era o inverno de 1973. Como o PQP Bach não existia, escrevi uma carta — sim, papel, correio, envelope — para a Rádio da Universidade, dirigida ao programa Atendendo o Ouvinte. Duas semanas depois, pude ouvir esta maravilha. E ouvi exatamente esta legendária gravação de Mravinsky com a espetacular orquestra de Leningrado. Mrava e Shosta foram grandes colaboradores até a 13ª Sinfonia, quando o primeiro teve medo de regê-la. Sim, vá pesquisar!

Eu não sabia que o Allegro da décima era “dedicado” a Stalin, que morrera um ano antes após torturar minuciosamente Shostakovich e nem da sequência de notas D-S-C-H, apresentadas pela primeira vez no Allegretto e que eram uma afirmação do compositor: eu ainda estou aqui. A décima é uma obra genial e pessoalíssima, que todos devem conhecer.

O Wagner é uma bela sobremesa com espresso.

Symphony No. 10 in E minor, Op. 93
1 Moderato 22:03
2 Allegro 3:59
3 Allegretto 10:56
4 Andante – Allegro 11:07

Tristan und Isolde, opera, WWV 90
5 Prelude & Liebestod

Leningrad Philharmonic Orchestra
Evgeny Mravinsky

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Mravinsky: fera
Mravinsky: fera

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Complete Partitas – Richard Egarr

FrontEste cd duplo foi recém lançado pela Harmonia Mundi, ainda agora em março. Richard Egarr é um dos principais intérpretes de Bach da atualidade e suas gravações sempre são impecáveis, com um respeito profundo pela obra do genial alemão. Alguns ouvidos mais apurados podem achar que Egarr está um pouco lento demais, mas isso não tira a qualidade da interpretação. Na verdade, creio que faz algum tempo que não trazemos as partitas tocadas no cravo, então, nestes tempos de Angela Hewitt no topo das paradas bachianas com seu piano, nada como retornarmos ao bom e velho instrumento.

01 – Partita No. 1 in B-Flat Major, BWV 825; I. Praeludium
02 – Partita No. 1 in B-Flat Major, BWV 825; II. Allemande
03 – Partita No. 1 in B-Flat Major, BWV 825; III. Corrente
04 – Partita No. 1 in B-Flat Major, BWV 825; IV. Sarabande
05 – Partita No. 1 in B-Flat Major, BWV 825; V. Menuets I & II
06 – Partita No. 1 in B-Flat Major, BWV 825; VI. Gigue
07 – Partita No. 2 in C Minor, BWV 826; I. Sinfonia
08 – Partita No. 2 in C Minor, BWV 826; II. Allemande
09 – Partita No. 2 in C Minor, BWV 826; III. Courante
10 – Partita No. 2 in C Minor, BWV 826; IV. Sarabande
11 – Partita No. 2 in C Minor, BWV 826; V. Rondeaux
12 – Partita No. 2 in C Minor, BWV 826; VI. Capriccio
13 – Partita No. 4 in D Major, BWV 828; I. Ouverture
14 – Partita No. 4 in D Major, BWV 828; II. Allemande
15 – Partita No. 4 in D Major, BWV 828; III. Courante
16 – Partita No. 4 in D Major, BWV 828; IV. Aria
17 – Partita No. 4 in D Major, BWV 828; V. Sarabande
18 – Partita No. 4 in D Major, BWV 828; VI. Menuet
19 – Partita No. 4 in D Major, BWV 828; VII. Gigue

CD 2

01 – Partita No. 3 in A Minor, BWV 827; I. Fantasia
02 – Partita No. 3 in A Minor, BWV 827; II. Allemande
03 – Partita No. 3 in A Minor, BWV 827; III. Corrente
04 – Partita No. 3 in A Minor, BWV 827; IV. Sarabande
05 – Partita No. 3 in A Minor, BWV 827; V. Burlesca
06 – Partita No. 3 in A Minor, BWV 827; VI. Scherzo
07 – Partita No. 3 in A Minor, BWV 827; VII. Gigue
08 – Partita No. 3 in A Minor, BWV 827; VIII. Gigue (alternative version)
09 – Partita No. 5 in G Major, BWV 829; I. Praeambulum
10 – Partita No. 5 in G Major, BWV 829; II. Allemande
11 – Partita No. 5 in G Major, BWV 829; III. Corrente
12 – Partita No. 5 in G Major, BWV 829; IV. Sarabande
13 – Partita No. 5 in G Major, BWV 829; V. Tempo di Minuetta
14 – Partita No. 5 in G Major, BWV 829; VI. Passepied
15 – Partita No. 5 in G Major, BWV 829; VII. Gigue
16 – Partita No. 6 in E Minor, BWV 830 I. Toccata
17 – Partita No. 6 in E Minor, BWV 830; II. Allemande
18 – Partita No. 6 in E Minor, BWV 830; III. Corrente
19 – Partita No. 6 in E Minor, BWV 830; IV. Air
20 – Partita No. 6 in E Minor, BWV 830; V. Sarabande
21 – Partita No. 6 in E Minor, BWV 830; VI. Tempo di Gavotta
22 – Partita No. 6 in E Minor, BWV 830; VII. Gigue

Richard Egarr – Harpsichord

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.: interlúdio :. Chick Corea ‎– My Spanish Heart

.: interlúdio :. Chick Corea ‎– My Spanish Heart

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este disco me foi apresentado por um amigo no início dos anos 80. Adorei, curti, ouvi muito, nossa, mas acho que fazia uns 20 anos que não o fazia. Peguei o vinil hoje e vi quão anos 70 ele é. Uma confusão de gêneros e uma instrumentação que jamais Corea utilizaria se fossem outros os tempos, só que há um talento e uma juventude embutidos nele que o torna uma obra-prima daquelas indiscutíveis. O pianista, compositor e arranjador Chick Corea é mais conhecido por seus grupos de fusion Return to Forever e Chick Corea’s Elektrik Band, mas tem um pé na salsa que tocava com Mongo Santamaria no início de carreira. Se o jazz norte-americano é óbvio e principal ao longo de sua carreira, seu interesse pelo derramamento lírico espanhol também é. Este ambicioso trabalho — disco do ano de 1976 em quase todas as publicações — traz boa parte da herança cultural de sua família. além de ser uma reminiscência da colaboração entre Miles Davis e Gil Evans em Sketches of Spain e da pesquisa de Charles Mingus em Tijuana Moods. Já postamos estas duas outras obras-primas?

Chick Corea ‎– My Spanish Heart

1 Love Castle 4:46
2 The Gardens 3:12
3 Day Danse 4:27
4 My Spanish Heart 1:38
5 Night Streets 6:02
6 The Hilltop 6:16
7 The Sky 4:58
8 Wind Danse 4:55
9 Armando’s Rhumba 5:19
10 Prelude To El Bozo 1:34
11 El Bozo, Part I 2:52
12 El Bozo, Part II 2:04
13 El Bozo, Part III 4:59
14 Spanish Fantasy, Part I 6:06
15 Spanish Fantasy, Part II 5:15
16 Spanish Fantasy, Part III 3:06
17 Spanish Fantasy, Part IV 5:06
18 The Clouds 4:33

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O meu vinil fazendo pose para vocês
O meu vinil fazendo pose para vocês

PQP

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Concerto para Violino Nº 1 / Alexander Glazunov (1865-1936): Concerto para Violino, Op.82

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Concerto para Violino Nº 1 / Alexander Glazunov (1865-1936): Concerto para Violino, Op.82

A escocesa Nicola Benedetti (sim, escocesa) faz parte daquele time de instrumentistas que aposta na beleza. Mas nem precisaria. Ela é muito boa violinista. Antes, ela tinha gravado o difícil Concerto de Szymanowski e agora demonstra novamente que não tem medo de desafios. Sua gravação do ultra-exigente Concerto para Violino Nº 1 de Shosta, aqui junto do Concerto para Violino de Glazunov, maravilhosamente outonal, é boa. Ela tem técnica soberba, mas faltou-lhe maturidade para encarar Shostakovich. Este Concerto alterna momentos de profunda melancolia com episódios rápidos que trazem a marca única da ironia do compositor. Ainda ficamos com clássica gravação dos deuses David Oistrakh, com regência de Dmitri Mitropoulos e a Filarmônica de Nova Iorque, ou com a dupla Mullova-Previn. Mas quem não conhece o Concerto de Shosta deve ouvir esta gravação. Benedetti não tem culpa por Oistrakh e Mullova. A menina de 29 anos é ótima!

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Concerto para Violino Nº 1 / Alexander Glazunov (1865-1936): Concerto para Violino, Op.82

Shostakovich Violin Concerto No.1 In A Minor, Op.99 (Formerly Op.77)
01. 1. Nocturne (Moderato)
02. 2. Scherzo (Allegro)
03. 3. Passacaglia (Andante)
04. 3a Cadenza
05. 4. Burlesque (Allegro con brio – Presto)

Glazunov Violin Concerto In A Minor, Op.82
06. 1. Moderato
07. 2. Andante
08. 3. Allegro

Nicola Benedetti, violino
Bournemouth Symphony Orchestra
Kirill Karabits

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Nicola Benedetti
Nicola Benedetti

PQP

Camille Saint-Säens (1835-1921): Sinfonia nº 3 “do Órgão” / Symphony in A major / Le rouet d’Omphale

Camille Saint-Säens (1835-1921): Sinfonia nº 3 “do Órgão” / Symphony in A major /  Le rouet d’Omphale

Não dá para falar mal do altamente erudito e grande viajante tiozão que CS-S foi. Imaginem que ele tinha impulsos súbitos de viajar (wanderlust) e ia para os lugares mais malucos de um dia para outro, isso numa época em que fazê-lo era complicado. Ele conheceu o Sri Lanka, a Indochina, o Egito e lugares tão exóticos e bisonhos quanto Rio de Janeiro e São Paulo! E isso em 1899! Pior, vocês não acreditar, mas ele foi aos Estados Unidos! Morreu em Argel numa dessas viagens. A Sinfonia do Órgão é sensacional — o tema final é o de Babe, o porquinho atrapalhado, lembram? –, a interpretação dos suecos é notável, mas o mesmo não se pode dizer do restante do CD, que é apenas mais ou menos em razão de Saint-Saens estar pensando em seu próximo destino..

Camille Saint-Säens (1835-1921): Sinfonia nº 3 “do Órgão” / Symphony in A major / Le rouet d’Omphale

Sinfonia nº 3 “do Órgão”
01. I. Adagio – Allegro moderato
02. I. Poco adagio
03. II. Allegro moderato – Presto –
04. II. Maestoso – Allegro

Symphony in A major
05. I. Poco adagio – Allegro vivace
06. II. Larghetto
07. III. Scherzo Allegro vivace
08. IV. Allegro molto – Presto

Le rouet d’Omphale, Op. 31
09. Le rouet d’Omphale, Op. 31

Carl Adam Landström, órgão
Malmo Symphony Orchestra
Marc Soustrot

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Camille Saint-Saens: "Me convidem que estou com o pé que é um leque"
Camille Saint-Saens: “Me convidem que estou com o pé que é um leque”

PQP

Vários compositores: Piano Rarities · Vol. 1 Transcriptions

Vários compositores: Piano Rarities · Vol. 1 Transcriptions

Um disco gentil e agradável. Nada demais, mas também nada indigno. Chama a atenção, é claro, as transcrições para piano do lied An Sylvia, de Schubert, e do Adagietto da Quinta Sinfonia de Mahler. Cyprien Katsaris é um virtuose daqueles que fazem uma brilhatura e sorriem. Ele ama transcrições, tanto que já gravou a integral das Sinfonias de Beethoven transcritas por Liszt. Mas sua maior aventura foi ter gravado uma rara versão para piano de A Canção da Terra, de Gustav Mahler com Brigitte Fassbaender e Thomas Moser. Em registros mais sérios, está gravando todos os Concertos para Piano de Mozart. Olha, com o espírito que ambos têm, Mozart e Katsaris, acho que deve ser uma boa ouvir. É um sujeito peculiar esse pianista.

Vários compositores: Piano Rarities · Vol. 1 Transcriptions

1 Fritz Kreisler (1875-1962) · Praeludium and Allegro in the style of Pugnani
2 Robert Schumann (1810-1856) · MondNacht, op. 39 no. 5
3 Franz Schubert (1797-1828) · Gesang (An Sylvia), op. 106 no. 4, D. 891
4 Richard Wagner (1813-1883) · Der Engel (no. 1 from Wesendonck-Lieder)
5 Richard Strauss (1864-1949) · Zueignung, op. 10 no. 1
6 Gustav Mahler (1860-1911) · Adagietto (from Symphony no. 5)
7 Federico Mompou (1893-1987) · Damunt de tu només les flors
8 Francisco Táregga (1852-1909) · Recuerdos de la Alhambra
9 Agustín Barrios Mangoré (1885-1944) · Chôro Da Saudade
10 Georges Bizet (1838-1875) · Adieux de l’Hôtesse arabe
11 Gabriel Fauré (1845-1924) · Nell, op. 18 no. 1
12 Léo Delibes (1836-1891) · Valse (from Coppélia ou la Fille aux yeux d’émail)
13 Stanislaw Moniuszko (1819-1872) · Gwiazdka
14 Sergei Rachmaninov (1873-1943) · Vocalise
15 Reinhold Glière (1875-1956) · Valse (from The Bronze Horseman)

Cyprien Katsaris, piano

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Cyprien Katsaris: a cara deste CD
Cyprien Katsaris: a cara deste CD

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg / Keith Jarrett

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg / Keith Jarrett

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Esta é 13ª gravação das Variações Goldberg que postamos aqui no PQP Bach. E aqui não há nenhuma derrapada (ver post anterior). Temos uma grande Goldberg! O registro de Jarrett pode estar abaixo do Grande Campeão Pierre Hantaï, de Gustav Leonhardt e das célebres gravações de Glenn Gould, mas está à frente de muita gente boa. Alguém com a técnica, a inteligência musical e sensibilidade de Jarrett não decepcionaria numa obra tão fundamental do repertório barroco. Com ornamentações contidas e algumas surpresas que remetem à gravação de Karl Richter, que não tenho em CD, só em vinil, Jarrett enfrenta as Goldberg com grande categoria. E no cravo.

Nosso fiel ouvinte-leitor FM, o número 7, completa:

Tem uma claridade sonora muito interessante, é super-preciso e com uns ornamentos bem colocados. Cadências fortes, bem fluidas, bem marcadas.

Acho que a principal marca que o KJ leva do piano jazz para o Bach é a consistência do andamento.

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg

1. Goldberg-Variationen – Aria 2:36
2. Goldberg-Variationen – Variatio 1 a 1 Clav. 1:17
3. Goldberg-Variationen – Variatio 2 a 1 Clav. 2:17
4. Goldberg-Variationen – Variatio 3 Canone all’Unisono. a 1 Clav. 2:43
5. Goldberg-Variationen – Variatio 4 a 1 Clav. 1:19
6. Goldberg-Variationen – Variatio 5 a 1 ovvero 2 Clav. 1:05
7. Goldberg-Variationen – Variatio 6 Canone alla Seconda. a 1 Clav. 1:42
8. Goldberg-Variationen – Variatio 7 a 1 ovvero 2 Clav. Al tempo di Giga 1:11
9. Goldberg-Variationen – Variatio 8 a 2 Clav. 1:12
10. Goldberg-Variationen – Variatio 9 Canone alla Terza. a 1 Clav. 2:23
11. Goldberg-Variationen – Variatio 10 Fughetta. a 1 Clav. 1:05
12. Goldberg-Variationen – Variatio 11 a 2 Clav. 1:24
13. Goldberg-Variationen – Variatio 12 Canone alla Quarta. (a 1 Clav.) 1:47
14. Goldberg-Variationen – Variatio 13 a 2 Clav. 2:57
15. Goldberg-Variationen – Variatio 14 a 2 Clav. 1:19
16. Goldberg-Variationen – Variatio 15 Canone alla Quinta. a 1 Clav. Andante 2:07
17. Goldberg-Variationen – Variatio 16 Ouverture. a 1 Clav. 3:10
18. Goldberg-Variationen – Variatio 17 a 2 Clav. 1:16
19. Goldberg-Variationen – Variatio 18 Canone alla Sesta. a 1 Clav. 0:55
20. Goldberg-Variationen – Variatio 19 a 1 Clav. 0:49
21. Goldberg-Variationen – Variatio 20 a 2 Clav. 1:14
22. Goldberg-Variationen – Variatio 21 Canone alla Settima. (a 1 Clav.) 2:58
23. Goldberg-Variationen – Variatio 22 a 1 Clav. Alla breve 0:53
24. Goldberg-Variationen – Variatio 23 a 2 Clav. 1:15
25. Goldberg-Variationen – Variatio 24 Canone all’Ottava. a 1 Clav. 1:44
26. Goldberg-Variationen – Variatio 25 a 2 Clav. Adagio 7:20
27. Goldberg-Variationen – Variatio 26 a 2 Clav. 1:18
28. Goldberg-Variationen – Variatio 27 Canone alla Nona. a 2 Clav. 1:22
29. Goldberg-Variationen – Variatio 28 a 2 Clav. 1:23
30. Goldberg-Variationen – Variatio 29 a 1 ovvero 2 Clav. 2:35
31. Goldberg-Variationen – Variatio 30 Quodlibet. a 1 Clav. 2:09
32. Goldberg-Variationen – Aria 2:34

Keith Jarrett, cravo

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Keith Jarrett à vontade no cravo
Keith Jarrett à vontade no cravo

PQP

Robert Schumann (1810-1856): The Violin Sonatas

Robert Schumann (1810-1856): The Violin Sonatas

Um excelente disco! Nestas sonatas, parece que Schumann esqueceu um pouco do piano e escreveu música para um instrumento de cordas, não para algo próximo do piano. Explico: suas sinfonias têm fraseados e estilos pianísticos, coisa inadequada e desconfortável para a orquestra. Nas sinfonias, ele escrevia para orquestra, mas ouvia um piano… A violinista alemã Widmann e o pianista húngaro Varjon demonstram notável entendimento e musicalidade. Para meu gosto, a Sonata Nº 2 fica muito acima das outras, com um primeiro e terceiro movimentos de arrancar nosso coração. É puro romantismo na veia, véio.

Robert Schumann (1810-1856): The Violin Sonatas

Sonata no.1 for Violin and Piano in A minor, Op.105
1. Mit leidenschaftlichem Ausdruck 8:03
2. Allegretto 3:54
3. 3. Lebhaft 5:37

Sonata for Violin and Pianoforte in A Minor, WoO 2
4. I. Ziemlich langsam – (Lebhaft) 7:15
5. II. Intermezzo. Bewegt, doch nicht zu schnell 3:14
6. III. Lebhaft 3:14
7. IV. Finale. Markiertes, ziemlich lebhaftes Tempo 6:31

Sonata no.2 for Violin and Piano in D minor, op.121
8. I. Ziemlich langsam – Lebhaft 13:43
9. II. Sehr lebhaft 4:08
10. III. Leise, einfach 6:32
11. IV. Bewegt 9:31

Carolin Widmann, violino
Dénes Varjon, piano

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A excelente Carolin Widmann
A excelente Carolin Widmann

PQP

Shostakovich / Prokofiev: Concertos para Violino

Shostakovich / Prokofiev: Concertos para Violino

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um CD espetacular. O dilacerante Concerto Nº 1 para Violino e Orquestra de Shosta e o belíssimo Concerto Nº 2 de Prokofiev com solos de Viktoria Mullova. Ou seja, é uma espécie de The best of the best gravada em 1989. Três russos da gema, por assim dizer. Shostakovich e Prokofiev viveram durante o auge da União Soviética, que era tão paranoica que controlava compositores e sua música. Shostakovich foi criticado na imprensa nacional e formalmente censurado várias vezes na União Soviética, o que significava que suas obras não poderiam ser tocadas em público, seus baixos rendimentos foram reduzidos, e ele foi forçado a pedir desculpas publicamente. Serge Prokofiev deixou a Rússia antes de se tornar URSS e viveu nos EUA e na Europa, mas voltou para o seu país natal justo quando a URSS estava reprimindo os artistas, exigindo obediência e fidelidade. Viktoria Mullova, por outro lado, nasceu perto de Moscou, e como um jovem violinista globetrotter, já teve outra vida. E quanto talento havia e há nesses três! Disco sensacional!

Shostakovich / Prokofiev: Concertos para Violino

Dmitri Shostakovich – Violin Concerto No. 1 In A Minor, Op. 99
1 Nocturne (Moderato) 10:50
2 Scherzo (Allegro) 6:25
3 Passacaglia (Andante) 11:47
4 Burlesque (Allegro Con Brio – Presto) 4:43

Serge Prokofiev – Violin Concerto No. 2 In G Minor, Op. 63
5 Allegro Moderato 10:39
6 Andante Assai 9:43
7 Allegro, Ben Marcato 6:18

Viktoria Mullova, violino
Royal Philharmonic Orchestra
André Previn

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Na boa, com Mullova, são diminutas as chances de Previn sair na foto.
Na boa, com Mullova, são diminutas as chances de Previn sair na foto.

PQP

Brahms / Schubert: Sonatas para Violoncelo

Brahms / Schubert: Sonatas para Violoncelo

A violoncelista não é um Lynn Harrel e nem o pianista é um Ashkenazy, também não são Rostropovich e Serkin (nas Sonatas de Brahms, lembram?), nem Rostropovich e Britten (na Arpeggione), mas vá lá, porque o repertório é absolutamente esplêndido. Estas são Sonatas que estão no centro do repertório camarístico do violoncelo. Trazem extraordinária beleza, romantismo, lirismo, danças, agressividade, tudo. As duas Sonatas de Brahms são extraordinárias em seus temas e estruturas. Já a Arpeggione é o Schubert que canta, canta e canta. A violoncelista Chiesa parece saiu-se melhor no Schubert, mais italiano, mas não decepciona no Brahms, não.

Brahms / Schubert: Sonatas para Violoncelo

Johannes Brahms
Sonata for Cello and Piano No.1 in E minor, Op.38
1. I – Allegro non troppo
2. II – Allegretto quasi Menuetto
3. III – Allegro

Sonata for Cello and Piano No.2 in F, Op.99
4. I. Allegro vivace
5. II. Adagio affettuoso
6. III. Allegro passionato
7. IV. Allegro molto

Franz Schubert
Sonata for Arpeggione and Piano in A minor, D.821
5. I. Allegro moderato 11:42
6. II. Adagio – 4:10
7. III. Allegretto 8:45

Silvia Chiesa, cello
Maurizio Baglini, piano

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Brahms

PQP

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – The Symphonies – Cds 3 e 4 de 11 – Levine, Wiener Philharmoniker

51TXyNdecfLFeliz com a recepção desta série, resolvi traze-la na íntegra. Serão onze cds ao todo. Mas peço paciência, pois a velocidade de upload de minha internet é ridícula, e demoro em média de 40 minutos a uma hora para subir cada cd.

Então mais dois cds, o terceiro e o quarto. É delicioso ouvir o Mozart da infância e da adolescência. Por vezes a obra soa por demais ingênua, mas de repente, o gênio se manifesta e nos apresenta alguma passagem absolutamente fantástica. Vale cada minuto de audição.

CD 3

01 – Mozart – Symphony No.10 In G, K.74 – 1. (Allegro)
02 – Mozart – Symphony No.10 In G, K.74 – 2. (Andante)
03 – Mozart – Symphony No.10 In G, K.74 – 3. (Allegro)
04 – Mozart – Symphony No.11 In D, K.84 – 1. Allegro
05 – Mozart – Symphony No.11 In D, K.84 – 2. Andante
06 – Mozart – Symphony No.11 In D, K.84 – 3. Allegro
07 – Mozart – Symphony No.12 In G, K.110 – 1. Allegro
08 – Mozart – Symphony No.12 In G, K.110 – 2. Andante
09 – Mozart – Symphony No.12 In G, K.110 – 3. Menuetto
10 – Mozart – Symphony No.12 In G, K.110 – 4. Allegro
11 – Mozart – Symphony No.13 In F, K.112 – 1. Allegro
12 – Mozart – Symphony No.13 In F, K.112 – 2. Andante
13 – Mozart – Symphony No.13 In F, K.112 – 3. Menuetto
14 – Mozart – Symphony No.13 In F, K.112 – 4. Molto Allegro

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CD 4

01 – Mozart – Symphony No.14 In A, K.114 – 1. Allegro Moderato
02 – Mozart – Symphony No.14 In A, K.114 – 2. Andante
03 – Mozart – Symphony No.14 In A, K.114 – 3. Menuetto
04 – Mozart – Symphony No.14 In A, K.114 – 4. Allegro Molto
05 – Mozart – Symphony No.15 In G, K.124 – 1. Allegro
06 – Mozart – Symphony No.15 In G, K.124 – 2. Andante
07 – Mozart – Symphony No.15 In G, K.124 – 3. Menuetto
08 – Mozart – Symphony No.15 In G, K.124 – 4. Presto
09 – Mozart – Symphony No.16 In C, K.128 – 1. Allegro Maestoso
10 – Mozart – Symphony No.16 In C, K.128 – 2. Andante Grazioso
11 – Mozart – Symphony No.16 In C, K.128 – 3. Allegro
12 – Mozart – Symphony No.17 In G, K.129 – 1. Allegro
13 – Mozart – Symphony No.17 In G, K.129 – 2. Andante
14 – Mozart – Symphony No.17 In G, K.129 – 3. Allegro

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Wiener Philharmoniker
James Levine – Conductor

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg

Já postei mais de dez versões das Goldberg nos últimos anos e não me canso de fazê-lo. Simone Dinnerstein (1972) é uma pianista norte-americana. Ele se tornou célebre, tanto crítica  quanto comercialmente, com esta gravação autofinanciada das Variações Goldberg, de 2007. Esta versão, poética e pessoal demais, talvez não seja a melhor porta de entrada para a obra, mas é um biscoito fino para conhecedores e bom assunto para brigas intermináveis. O grande problema está justamente no coração das Goldberg, a Variação 25, que Dinnerstein transforma numa pavana sem maior significado ou profundidade. É uma redução chocante que tem de ser compensada pela delicadeza do conjunto. Ouçam e julguem!

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg

1. Goldberg Variations: Aria – Goldberg Variations: Aria 5:39
2. Goldberg Variations: Variation 1 – Goldberg Variations: Variation 1 1:47
3. Goldberg Variations: Variation 2 – Goldberg Variations: Variation 2 2:35
4. Goldberg Variations: Variation 3 (Canone all’Unisono) – Goldberg Variations: Variation 3 (Canone all’Unisono) 3:24
5. Goldberg Variations: Variation 4 – Goldberg Variations: Variation 4 1:10
6. Goldberg Variations: Variation 5 – Goldberg Variations: Variation 5 1:23
7. Goldberg Variations: Variation 6 (Canone alla Seconda) – Goldberg Variations: Variation 6 (Canone alla Seconda) 1:22
8. Goldberg Variations: Variation 7 – Goldberg Variations: Variation 7 2:32
9. Goldberg Variations: Variation 8 – Goldberg Variations: Variation 8 1:53
10. Goldberg Variations: Variation 9 (Canone alla Terza) – Goldberg Variations: Variation 9 (Canone alla Terza) 1:53
11. Goldberg Variations: Variation 10 (Fughetta) – Goldberg Variations: Variation 10 (Fughetta) 1:31
12. Goldberg Variations: Variation 11 – Goldberg Variations: Variation 11 1:58
13. Goldberg Variations: Variation 12 (Canone alla Quarta) – Goldberg Variations: Variation 12 (Canone alla Quarta) 2:59
14. Goldberg Variations: Variation 13 – Goldberg Variations: Variation 13 5:15
15. Goldberg Variations: Variation 14 – Goldberg Variations: Variation 14 2:02
16. Goldberg Variations: Variation 15 (Canone alla Quinta) – Goldberg Variations: Variation 15 (Canone alla Quinta) 2:54
17. Goldberg Variations: Variation 16 – Goldberg Variations: Variation 16 1:59
18. Goldberg Variations: Variation 17 – Goldberg Variations: Variation 17 1:36
19. Goldberg Variations: Variation 18 (Canone alla Sesta) – Goldberg Variations: Variation 18 (Canone alla Sesta) 1:36
20. Goldberg Variations: Variation 19 – Goldberg Variations: Variation 19 1:49
21. Variation 20 – Goldberg Variations: Variation 20 1:48
22. Goldberg Variations: Variation 21 (Canone alla Settima) – Goldberg Variations: Variation 21 (Canone alla Settima) 4:20
23. Goldberg Variations: Variation 22 – Goldberg Variations: Variation 22 2:26
24. Goldberg Variations: Variation 23 – Goldberg Variations: Variation 23 1:58
25. Goldberg Variations: Variation 24 (Canone all’Ottava) – Goldberg Variations: Variation 24 (Canone all’Ottava) 2:15
26. Goldberg Variations: Variation 25 – Goldberg Variations: Variation 25 4:38
27. Goldberg Variations: Variation 26 – Goldberg Variations: Variation 26 1:44
28. Goldberg Variations: Variation 27 (Canone alla Nona) – Goldberg Variations: Variation 27 (Canone alla Nona) 2:05
29. Goldberg Variations: Variation 28 – Goldberg Variations: Variation 28 1:45
30. Goldberg Variations: Variation 29 – Goldberg Variations: Variation 29 2:17
31. Goldberg Variations: Variation 30 (Quodlibet) – Goldberg Variations: Variation 30 (Quodlibet) 2:00
32. Goldberg Variations: Aria – Goldberg Variations: Aria 3:29

Simone Dinnerstein, piano

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Simone Dinnerstein: grave acidente no Km 25
Simone Dinnerstein: grave acidente no Km 25

PQP

Béla Bartók, Peter Eötvös e György Ligeti: Concertos para Violino e Orquestra

Béla Bartók, Peter Eötvös e György Ligeti: Concertos para Violino e Orquestra

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este CD duplo recebeu o Prêmio de Gravação do Ano de 2013 da Revista Gramophone. E, olha, é bom demais mesmo.

Patricia Kopatchinskaja nasceu em 1977 na Moldávia. Aqui, ela executa três concertos de primeira linha de compositores nascidos ali do lado, na Hungria, mais exatamente na Transilvânia, com um brio e um elã que vou lhes contar. Ou não, melhor vocês ouvirem. Não nego a importância da orquestra regida por Peter Eötvös, mas o destaque é o desempenho de — diga rápido! — Kopatchinskaja. Ela tem fantasia e fluidez ímpares. E mais não escrevo.

E o Concerto de Bartók? Uma obra-prima indiscutível, né?

Bela Bartók, Peter Eötvös e György Ligeti: Concertos para Violino e Orquestra

Bartók: Violin Concerto No. 2, Sz 112
1 Violin Concerto N°2: I. (Allegro non troppo) 16:57
2 Violin Concerto N°2: II. (Andante tranquillo) 10:01
3 Violin Concerto N°2: III. (Allegro molto) 12:07

Peter Eötvös: Seven
4 Seven: I. (First Cadenza) 1:29
5 Seven: II. (Second Cadenza) 0:47
6 Seven: III. (Third Cadenza) 2:55
7 Seven: IV. (Fourth Cadenza) 5:44
8 Seven: V. (Part II) 12:02

Ligeti: Violin Concerto
1 Violin concerto: I. (Praeludium: Vivacissimo luminoso) 3:57
2 Violin concerto: II. (Aria – Hoquetus – Choral: Andante con moto) 7:13
3 Violin concerto: III. (Intermezzo: Presto fluido) 2:24
4 Violin concerto: IV. (Passacaglia: Lento intenso) 7:06
5 Violin concerto: V. (Appassionato: Agitato molto) 7:05

Patricia Kopatchinskaja, violino
Frankfurt Radio Symphony Orchestra
Ensemble Modern (no Ligeti)
Peter Eötvös

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Patricia Kopatchinskaja: gênia total
Patricia Kopatchinskaja: gênia total

PQP

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Symphonies – Wiener Philharmoniker, James Levine

51TXyNdecfLNão lembro de termos feito alguma homenagem aos 260 anos de nascimento de Mozart ano passado. Enfim, como ele está sempre presente por aqui, então não vejo maiores problemas em prestar-lhe uma singela homenagem, mesmo pouco mais de um ano depois.
A imensa discografia do maestro norte americano James Levine traz alguns tesouros, entre eles esta integral das sinfonias de Mozart, gravadas com a mítica Filarmônica de Viena. Vou trazer alguns volumes para os senhores poderem apreciar o talento deste maestro, que curiosamente apareceu muito pouco aqui no PQPBach, mas sempre lembrando que o foco sempre será Mozart.
Gosto de ouvir estas sinfonias na sequência, para entender e identificar a evolução de Mozart enquanto compositor. Nesta primeira postagem vou então trazer então os dois primeiros cds da coleção.
Espero que apreciem.

CD 1

001 – Mozart – Symphony No.1 In E Flat, K.16 – 1. Molto Allegro
002 – Mozart – Symphony No.1 In E Flat, K.16 – 2. Andante
003 – Mozart – Symphony No.1 In E Flat, K.16 – 3. Presto
004 – Mozart – Symphony No.4 In D, K.19 – 1. Allegro
005 – Mozart – Symphony No.4 In D, K.19 – 2. Andante
006 – Mozart – Symphony No.4 In D, K.19 – 3. Presto
007 – Mozart – Symphony In F, K.App.223 – 1. Allegro Assai
008 – Mozart – Symphony In F, K.App.223 – 2. Andante
009 – Mozart – Symphony In F, K.App.223 – 3. Presto
010 – Mozart – Symphony No.5 In B Flat, K.22 – 1. Allegro
011 – Mozart – Symphony No.5 In B Flat, K.22 – 2. Andante
012 – Mozart – Symphony No.5 In B Flat, K.22 – 3. Molto Allegro
013 – Mozart – Symphony No.7a In G, K.App. 221, Alte Lambacher – 1. Allegro Maestoso
014 – Mozart – Symphony No.7a In G, K.App. 221, Alte Lambacher – 2. Andante
015 – Mozart – Symphony No.7a In G, K.App. 221, Alte Lambacher – 3. Presto

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 2
016 – Mozart – Symphony No.6 In F, K.43 – 1. Allegro
017 – Mozart – Symphony No.6 In F, K.43 – 2. Andante
018 – Mozart – Symphony No.6 In F, K.43 – 3. Menuetto
019 – Mozart – Symphony No.6 In F, K.43 – 4. Allegro
020 – Mozart – Symphony No.7 In D, K.45 – 1. Overture
021 – Mozart – Symphony No.7 In D, K.45 – 2. Andante
022 – Mozart – Symphony No.7 In D, K.45 – 3. Menuetto
023 – Mozart – Symphony No.7 In D, K.45 – 4. Molto Allegro
024 – Mozart – Symphony No.8 In D, K.48 – 1. (Allegro)
025 – Mozart – Symphony No.8 In D, K.48 – 2. Andante
026 – Mozart – Symphony No.8 In D, K.48 – 3. Menuetto
027 – Mozart – Symphony No.8 In D, K.48 – 4. Molto Allegro
028 – Mozart – Symphony No.9 In C, K.73 – 1. Allegro
029 – Mozart – Symphony No.9 In C, K.73 – 2. Andante
030 – Mozart – Symphony No.9 In C, K.73 – 3. Menuetto
031 – Mozart – Symphony No.9 In C, K.73 – 4. Molto Allegro

CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Wiener Philharmoniker
James Levine – Conductor

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Violino, Op. 61 / Romances

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Violino, Op. 61 / Romances

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Posso ser polêmico? Pois, para mim, esta gravação ao vivo é a melhor deste célebre concerto. Mas talvez não deva ser a primeira versão a ser ouvida por um jovem ouvinte. A interpretação pessoalíssima vem de uma Mutter madura e ousada, que tem desagradado os conservadores em função da “jazzificação” de seus solos. Sim, sua interpretação desta grande obra-prima está a léguas da ortodoxia. Eu entendo essas pessoas em seu desconforto. Elas querem mais do mesmo e cada vez mais perfeito, tudo bem longe de quaisquer riscos. Aí aparece Mutter e vira tudo de cabeça para baixo. E tais ouvintes parecem não captar a diferença entre uma improvisação altamente artística e a vulgaridade. Beethoven era uma alma romântica presa em uma moldura clássica e, se voltasse hoje, acho que adoraria ouvir as improvisações da genial Mutter. O que Mutter fez foi projetar uma peça de música celestial para a paisagem onde nós, mortais, vivemos. Sou muito grato.

Beethoven: Violin Concerto In D, Op.61
1 Allegro ma non troppo – Cadenza: Fritz Kreisler 27:08
2 Larghetto 10:58
3 Rondo. Allegro (Cadenza: Fritz Kreisler) 10:10

4 Beethoven: Violin Romance No.1 In G Major, Op.40 7:10
5 Beethoven: Violin Romance No.2 In F Major, Op.50 8:22

Anne-Sophie Mutter
New York Philharmonic
Kurt Masur

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Anne Sophie Mutter, muito obrigado.
Anne Sophie Mutter, muito obrigado.

PQP

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Piano Concertos Nos. 1 & 2, Cello Concerto No. 1

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Piano Concertos Nos. 1 & 2, Cello Concerto No. 1

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um disco de gravações antigas e muito boas. Shostakovich escreveu o seu segundo concerto para piano para seu filho Maximilian em meio a uma enorme sensação de alívio com a morte de Stalin. O movimento lento é sem dúvida um dos mais belos já escritos para o piano — maravilhosamente romântico, nada sentimental. Os primeiro e terceiro movimentos são de pura alegria para o solista e a orquestra. Difícil ficar parado com eles. Bernstein sola e rege. Um espanto.

O concerto primeiro para piano é um Shosta absolutamente sarcástico. Já vimos tanta gente sofrendo com ele em Porto Alegre que é uma alegria ver Previn tirando um sarro. Para ser irônico e debochado na música há que saber ser deste modo na vida, creio. Os últimos fiascos deste concerto em Porto Alegre foram constrangedores. Não me refiro à boa versão de Catarina Domenici, mas àqueles meninos simples que o tocaram no Theatro São Pedro nos últimos anos. Um deles foi este ano. O outro suava horrivelmente e errava mais e mais. Eu, que amo Shosta e penso que a tortura seja crime hediondo, fiquei nervosíssimo. E o maestro ainda chamou um bis do movimento final!

O concerto para violoncelo é uma das grandes obras para esse instrumento. É a única gravação digital do CD. Yo-Yo Ma está soberbo. Sua cadenza são dez sessões psiquiátricas a menos para pagar, chega a ser uma perversão. É uma versão de absurda beleza e fidelidade ao espírito do russo. Destaque para o sensacional trompista.

Um disco deslumbrante.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Piano Concertos Nos. 1 & 2, Cello Concerto No. 1

Concerto No. 1 for Piano and Orchestra, Op. 35
1 I – Allegretto – Allegro Vivace 5:54
2 II – Lento 7:45
3 III – Moderato 1:57
4 IV – Allegro Con Brio 6:26

Conductor – Leonard Bernstein
Orchestra – The New York Philharmonic Orchestra
Piano – André Previn
Trumpet – William Vacchiano

Concerto No. 2 for Piano and Orchestra No. 2, Op. 102
5 I – Allegro 7:08
6 II – Andante 6:36
7 III – Allegro 5:24

Orchestra – The New York Philharmonic Orchestra
Piano, Conductor – Leonard Bernstein

Concerto No. 1 in E-flat Major for Cello and Orchestra, Op. 107
8 I Allegretto 6:17
9 II – Moderato 11:06
10 III – Cadenza 5:24
11 IV – Allegro Con Moto 4:40

Cello – Yo-Yo Ma
Conductor – Eugene Ormandy
Orchestra – The Philadelphia Orchestra

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Yo-Yo Ma: economia no psiquiatra
Yo-Yo Ma: economia no psiquiatra

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Tchaikovsky (1840-1893): Concerto para Violino, Op. 35 / Sibelius (1865-1957): Concerto para Violino, Op. 47

Tchaikovsky (1840-1893): Concerto para Violino, Op. 35 / Sibelius (1865-1957): Concerto para Violino, Op. 47

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Primeiro: estes concertos fazem parte daquilo que é imprescindível conhecer em música erudita. Os Concertos para Violino e Orquestra de Tchai e Sibelius fazem parte do repertório básico e ponto. São obras de primeiríssima linha. Segundo: Viktoria Mullova e Seiji Ozawa sempre serão referência. Então…

O disco é realmente um primor. Mullova e Ozawa estavam em seus auges e é ocioso encher este disco de elogios. Ouçam e fim. Beijos.

(O pequepiano RN completa nos comentários: “Uma curiosidade:este disco de 1985 foi o primeiro que a violinista gravou após a sua fuga da Rússia em 1983”.)

Tchaikovsky (1840-1893): Concerto para Violino, Op. 35 / Sibelius (1865-1957): Concerto para Violino, Op. 47

Tchaikovsky – Violin Concerto in D, Op. 35
01. I Allegro moderato
02. II Canzonetta
03. III Finale

Sibelius – Violin Concerto in D minor, Op. 47
04. I Allegro moderato
05. II Adagio di molto
06. III Allegro ma non tanto

Victoria Mullova, violino
Boston Symphony Orchestra
Seiji Ozawa

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Mullova, que não gosta?
Mullova, quem não gosta?

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Béla Bartók (1881-1945): Concerto para Orquestra + Suíte de Danças + Música para Cordas, Percussão e Celesta (com Solti)

Béla Bartók (1881-1945): Concerto para Orquestra + Suíte de Danças + Música para Cordas, Percussão e Celesta (com Solti)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Para mim, mais do que a variedade, a grande qualidade deste blog (entre tantas!) é nos dar a possibilidade de comparar diferentes interpretações, diferentes olhares sobre as mesmas obras.

Do ouvinte-leitor Martini

Obrigado, Martini.

Afinal, peguemos como exemplo a Chacona de Bach: a música partiu da imaginação de meu pai para o violino (1), no qual foi “testada”, e daí para o papel (2). Anos depois, foi copiada (3) e publicada (4). Hoje, o violinista lê a Chacona (5) e de seus olhos passa aquela música para o violino (6). Do violino a música chega ao ouvinte (7). Quando colocamos um CD, temos de acrescentar ainda um engenheiro de som (7) para só então podermos nos desminliguir com a música (8). Na variação entre estas passagens, leituras, comunicações, etc. está o que tanto nos compraz: a infindável diversidade das interpretações. Há mais: E a qualidade do violino? E se ele for um instrumento original barroco? E se for moderno? E o calibre do violinista? E seu senso de estilo e vivência? Não acaba mais!

É nesta série de diálogos e comunicações que está uma infindável fonte de diversão e reflexão. Mas voltemos a nosso amigo Bartók.

Como vocês viram, nós demos uma chance àquele menino Celibache. Quem pensou que a gravação de Celi não poderia ser superada talvez tome um susto com este petardo desferido por Sir Georg Solti (1912-1997), nascido em Budapeste, aliás. Para melhorar a coisa, a DG ainda acrescentou ao CD a Suíte de Danças e a Música para Cordas, Percussão e Celesta. A orquestra de Chicago tem tão bons instrumentistas em seu naipe de metais que… Olha, não vou dar a bunda praqueles negões (até por não ser meu estilo), mas que eles são bons pra caralho, são.

Ah, virão mais Concertos para Orquestra por aí…

Vamos a mais um pouco da vida de Bartók? Roubei daqui, ó.

A partir de 1907, Bartók assumiu a cadeira de professor de piano da Real Academia de Música de Budapest, onde lecionaria por trinta anos. Além de compositor, foi um magnífico pianista, sendo considerado um virtuose.

O legado musical de Béla Bártok é bastante diversificado, bem como seu estilo. A partir de 1905 ele começou a exorcizar as influências românticas de Wagner, Brahms, Liszt e Strauss e mergulhou no mundo dos sons das músicas folclóricas. Em 1911 ele escreveu sua única ópera em um ato, o Castelo do duque Barba Azul, seguida de dois balés, O príncipe de madeira e O mandarim miraculoso. Sua concepção de música nacionalista húngara está presente na ópera Barba Azul; esta e Pelléas et Mélisande de Debussy são consideradas as mais impressionantes óperas escritas no início do século XX.

No outono de 1940, Bartók e sua esposa migraram para os Estados Unidos, fugindo do regime nazista. Sua fama já era internacional, e entre suas várias obras, se destacavam os Seis quartetos para cordas, os dois primeiros Concertos para piano, o Concerto nº2 para violino e orquestra, além de várias bagatelas, suítes, e estudos para piano, com destaque para as improvisações sobre Canções Húngaras de Camponeses.

Assim que chegou aos Estados Unidos, Bartók sentiu-se só e abandonado, vivendo em um país de sociedade e língua diferente. Foram anos difíceis de penúria, quando ele e sua família sobreviveram graças às aulas de piano e à regência de alguns concertos. Em fevereiro de 1943, Bartók enfrentou seu pior momento: sofreu um colapso e foi hospitalizado, sendo diagnosticada uma leucemia.

Béla Bartók (1881-1945): Concerto para Orquestra + Suíte de Danças + Música para Cordas, Percussão e Celesta

1. Concerto for Orchestra, Sz. 116 – 1. Introduzione (Andante non troppo – Allegro vivace 9:06
2. Concerto for Orchestra, Sz. 116 – 2. Giuoco della coppie (Allegretto scherzando) 6:11
3. Concerto for Orchestra, Sz. 116 – 3. Elegia (Andante, non troppo) 6:33
4. Concerto for Orchestra, Sz. 116 – 4. Intermezzo interrotto (Allegretto) 4:03
5. Concerto for Orchestra, Sz. 116 – 5. Finale (Pesante – Presto) 9:32

6. Dance Suite, Sz. 77 – 1. Moderato 3:30
7. Dance Suite, Sz. 77 – 2. Allegro molto 2:12
8. Dance Suite, Sz. 77 – 3. Allegro vivace 2:43
9. Dance Suite, Sz. 77 – 4. Molto tranquillo 2:35
10. Dance Suite, Sz. 77 – 5. Comodo 0:58
11. Dance Suite, Sz. 77 – 6. Finale (Allegro) 3:55

12. Music for Strings, Percussion and Celesta, Sz. 106 – 1. Andante tranquillo 6:34
13. Music for Strings, Percussion and Celesta, Sz. 106 – 2. Allegro 7:23
14. Music for Strings, Percussion and Celesta, Sz. 106 – 3. Adagio 6:51
15. Music for Strings, Percussion and Celesta, Sz. 106 – 4. Allegro molto 6:35

Chicago Symphony Orchestra
Georg Solti

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Uma rara foto de Bartók sorrindo
Uma rara foto de Bartók sorrindo

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Georg Friedrich Händel (1685-1759): Opera Arias & Cantatas

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Opera Arias & Cantatas

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Esta é uma notável seleção de árias esplendidamente interpretadas pelo soprano espanhol María Bayo. Tais seleções montadas por cantores podem ser lamentáveis ou excelentes. Emma Kirkby, por exemplo, montou duas coletâneas de árias de Handel cheias de raridades sem graça. Aqui, Bayo equilibra peças conhecidas com outras desconhecidas e atira-se a elas com grande musicalidade e compreensão do autor. A turma que a acompanha — Skip Sempe e seu Capriccio Stravagante — leva a coisa com grande categoria. Se alguém ainda acha as óperas de Handel algo de segunda linha, melhor rever seus conceitos.

Handel (1685-1759): Opera Arias & Cantatas

1. Giulio Cesare: Da Tempeste
2. Giulio Cesare: V’adoro, Pupille
3. Rinaldo: Lascia Ch’io Pianga
4. Cantate HWV 170: Aria & Recitativo: ‘Tra Le Fiamme…’
5. Cantate HWV 170: Aria & Recitativo: ‘Pien Di Nuovo…’
6. Cantate HWV 170: Aria & Recitativo: ‘Voli Per L’aria…’
7. Giulio Cesare: Che Sento? Oh Dio!
8. Giulio Cesare: Se Pieta
9. Cantate HWV 140: Aria & Recitativo: ‘No Se Emendara Jamas…’
10. Cantate HWV 140: Aria: ‘Dicente Mis Ojos…’
11. Alcina: Torna Mi A Vagheggiar
12. Alcina: Si, Son Quella!
13. Alcina: Mi Restano Le Lagrime

María Bayo, soprano
Capriccio Stravagante
Skip Sempe

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Que linda gravação, María Bayo!
Que linda gravação, María Bayo!

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Sinfonia Concertante K. 364, Concertone K. 190 – Smithsonian Chamber Orchestra, Jaap Schröeder

coverEsta com certeza é uma das melhores gravações que já ouvi da Sinfonia Concertante. Jaap Schröeder é bem conhecido daqui do PQPBach, com sua contribuição com a Academy of Ancient Music, nos tempos em que era dirigida por Christopher Hogwood, e com quem realizou gravações históricas.
Aqui neste CD ele se junta a Orquestra do Instituto Smithsonian, e dá um show de competência e eficiência, principalmente na Sinfonia Concertante. Uma belezura, com certeza. Bela música, tocada por quem conhece bem o assunto.

1 Sinfonia concertante KV 364 Es-Dur I. Allegro maestoso
2 II. Andante
3 III. Presto
4 Concertone KV 190 C-Dur I. Allegro spiritoso
5 II. Andante grazioso
6 III. Vivace

Jaap Schroeder – Violin
Marilyn McDonald – Violin
Stephen Hammer – Oboe
Kenneth Slowik – Cello

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Krzysztof Penderecki (1933): Concerto for Violin & Orchestra No. 2 “Metamorphosen” / Béla Bartók (1881-1945): Sonata for Violin & Piano No. 2

Krzysztof Penderecki (1933): Concerto for Violin & Orchestra No. 2 “Metamorphosen” / Béla Bartók (1881-1945): Sonata for Violin & Piano No. 2

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Penderecki dedicou seu Concerto Nº 2 para violino e orquestra para Anne-Sophie Mutter. Fez mais: regeu esta gravação. Sem exageros, é uma das melhores peças escritas no século XX. É um concerto em seis movimentos, com um tema de abertura bem definido que é repetido no movimento final. É tudo muito intenso e belo. Mutter escreve no encarte que a peça termina “com uma cena de enterro”. É verdade, mas há um Scherzando engraçadíssimo bem no coração do concerto. O violino de Mutter é intimista e frágil. A orquestra é dialógica, nunca esmagando o solista. Uma composição notável que ganha vida por meio de um desempenho incrível. A Sonata pata Violino e Piano de Béla Bartók é tonal, mas altamente dissonante, utilizando o piano de forma percussiva. Suas melodias são folclóricas, o meio escolhido por Bartók para dar vazão a seu avançado pensamento musical. A Sonata foi escrita no “Ano do Piano” de Bartók, 1926.

Mutter é a deusa do violino da música moderna.

(Esqueçam a mancada no nome do arquivo. O Penderecki é a principal peça deste CD.)

Krzysztof Penderecki: Concerto for Violin & Orchestra No. 2 “Metamorphosen” (1992-95) / Béla Bartók: Sonata for Violin & Piano No. 2, Sz 76 (1922)

1. Penderecki: Metamorphosen, Konzert für Violine und Orchester Nr. 2 – 1. Allegro ma non troppo 14:22
2. Penderecki: Metamorphosen, Konzert für Violine und Orchester Nr. 2 – 2. Allegretto 3:21
3. Penderecki: Metamorphosen, Konzert für Violine und Orchester Nr. 2 – 3. Molto 4:32
4. Penderecki: Metamorphosen, Konzert für Violine und Orchester Nr. 2 – 4. Vivace 2:06
5. Penderecki: Metamorphosen, Konzert für Violine und Orchester Nr. 2 – 5. Scherzando 5:07
6. Penderecki: Metamorphosen, Konzert für Violine und Orchester Nr. 2 – 6. Andante con moto 8:34

7. Bartók: Sonata No.2 for violin & piano, Sz.76 – 1. Molto moderato 8:03
8. Bartók: Sonata No.2 for violin & piano, Sz.76 – 2. Allegretto 11:43

Anne-Sophie Mutter, violino
London Symphony Orchestra
Krzysztof Penderecki, regente
Lambert Orkis, piano

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Não sou mais aquela menininha, mas ouve só como eu toco.
Não sou mais aquela menininha, mas ouve só como eu toco.

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Serguey Prokofiev – Violin Concertos – Ithzak Perlman, BBC Symphony Orchestra Gennady Rozhdestvensky

51UEm5a2ofLEis um CD que por algum motivo que ninguém pode explicar nunca apareceu por aqui, pelo menos eu procurei e não achei. Mas de qualquer forma, ei-lo aqui.

Perlman como sempre, é até redundante falar isso, mas enfim, ele dá um show. E muito mais não preciso falar. Os senhores façam o favor de ouvi-lo e tirem suas opiniões. O lendário maestro Gennady Rozhdestvensky é um espetáculo a parte ao conduzir a Sinfônica da BBC, mostrando o porque até hoje é considerado um dos maiores maestros da segunda metade do século XX.

01. Prokofiev – Violin Concerto No. 1 in D Major, Op. 19 I. Andantino
02. Prokofiev – Violin Concerto No. 1 in D Major, Op. 19 II. Scherzo
03. Prokofiev – Violin Concerto No. 1 in D Major, Op. 19 III. Moderato
04. Prokofiev – Violin Concerto No. 2 in G Minor, Op. 63 I. Allegro moderato
05. Prokofiev – Violin Concerto No. 2 in G Minor, Op. 63 II. Andante assai – Al
06. Prokofiev – Violin Concerto No. 2 in G Minor, Op. 63 III. Allegro ben marca

Itzhak Perlman – Violin
BBC Symphony Orchestra
Gennady Rozhdestvensky – Conductor

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