Johann David Heinichen (1683-1729): Lamentationes, Passionsmusik

Johann David Heinichen (1683-1729): Lamentationes, Passionsmusik

Biber, Fasch e Heinichen, Biber, Fasch e Heinichen. Talvez estes sejam os compositores barrocos que mais subiram no conceito deste que vos escreve nos últimos anos. A música vocal de Heinichen não me pareceu tão boa quanto a instrumental, mas mesmo assim estes discos deste desconhecido são digníssimos de serem conhecidos pelos pequepianos. Heinichen foi não só um contemporâneo de Bach, como também ambos circulavam no mesmo ambiente. O principal interesse deste CD duplo, é o oratório Nicht das Band, das dich bestricket, que foi estreada em Dresden no domingo mesmo de 1724 em que Bach estreava sua Paixão de São João, em Leipzig. Um grande dia, sem dúvida. O oratório é tão bom quanto alguns de Telemann ou até mesmo quanto algumas obras sacras menores de Bach.

Johann David Heinichen (1683-1729): Lamentationes, Passionsmusik

Disc: 1
1. Lamentationes Jeremiae prophetae: Lamentatio I: Incipit lamentatio Jeremiae (Seibel 71)
2. Lamentationes Jeremiae prophetae: Lamentatio II: Vau. Et egressus est (Seibel 72)
3. Lamentationes Jeremiae prophetae: Lamentatio III: Jod. Manum suam misit hostis (Seibel 73)

4. Beatus Vir: Beatus vir (Seibel 26)

5. Alma mater redemptoris: Alma mater redemptoris (Seibel 22: 1726)

6. Nisi Dominus aedificaverit: Nisi Dominus aedificaverit (Seibel 99: 1723)

7. De Profundis: De profundis (Seibel 35)

Disc: 2
1. Nicht das Band, das dich bestricket (Oratorio tedesco al sepolcro santo): 1. Aria : Nicht das Band, das dich bestricket
2. Nicht das Band, das dich bestricket: 2. Recitativo : So schleppt man dich zum richthaus fort
3. Nicht das Band, das dich bestricket: 3. Coro : Kommt, Schauet Petrus’ Tranen an
4. Nicht das Band, das dich bestricket: 4. Recitativo : Ruchloser Geist. verraterischer Sinn
5. Nicht das Band, das dich bestricket: 5. Aria : Ach mein Mund, ach meine Zunge
6. Nicht das Band, das dich bestricket: 6. Recitativo Was nutzt mir’s nun , dass ich so rein an fussen
7. Nicht das Band, das dich bestricket: 7. Aria Mein Herze, quille Blut
8. Nicht das Band, das dich bestricket: 8. Recitativo : O weh! Die ganze Schar schnaubt voller Grimm
9. Nicht das Band, das dich bestricket: 9. Aria : Die Sporne, die meinen Erloser durchstechen
10. Nicht das Band, das dich bestricket: 10. Recitativo : Jetzt lozen sie dich auf
11. Nicht das Band, das dich bestricket: 11. Aria : Der Abgrund muss erzittern
12. Nicht das Band, das dich bestricket: 12. Recitativo : So leidet selbst die Unschuld so viel Qualen
13. Nicht das Band, das dich bestricket: 13. Coro : Ich wunsche mir, Jesu, dir einzig zum ruhme

14. Warum toben die Heiden: Warum toben die Heiden (Seibel 39: 1715)

15. Pastorale A-dur In A Major: Pastorale A-dur (Seibel 242)

Musica Antiqua Koln
Reinhard Goebel

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Heinichen: eu simpatizei
Heinichen: eu simpatizei

PQP

Bella Terra: Arianna Savall, canto y arpa

capaBella Terra

Arianna Savall
Dimitris Psonis
Pedro Estevan
JulioAndrade

2002

Música sefardita tradicional

Na internet, o significado da palavra ‘sefardita’ é: Sefarditas (em hebraico ספרדים, sefardi; no plural, sefardim) é o termo usado para referir aos descendentes de judeus originários de Portugal e Espanha. A palavra tem origem na denominação hebraica para designar a Península Ibérica (Sefarad, ספרד ). Utilizam a língua sefardi, também chamada judeu-espanhol e “ladino”, como língua litúrgica.

Arianna Savall, filha de Montserrat Figueras e Jordi Savall, herdou os dons musicais de seus pais. Exímia harpista, cantora, compositora e poetisa, espalha harmoniosamente sua voz de soprano neste belo e interessante album.

Além de interpretarem algumas músicas sefarditas tradicionais, Arianna e seu grupo cantam e tocam antigas poesias sefarditas, graciosamente musicadas por Arianna. E, como acontece quando ouvimos música antiga em gravações recentes, muitos instrumentos musicais desconhecidos do grande público são utilizados nesta gravação, tais como: saz, buzuki, oud, bendir, palos de agua, caxixi.

Curiosamente, o encarte informa que o caxixi utilizado é um instrumento tradicional brasileiro, feito em Sao Paulo, Brasil, em 1993, e que o palos de agua é um tradicional instrumento brasileiro, do ‘Matogroso’. Devem ter sido adquiridos em uma das inúmeras apresentações que Arianna Savall fez no Brasil.

Bella Terra – Arianna Savall
Text: Miquel Martí i Pol (España, 1929-2003); Music: Arianna Savall
01. L’Amor
Text: Anónimo Sefardí; Music: Arianna Savall
02. Yo m’enamori d’un aire
Text: Joan Salvat-Papasseit (Barcelona, 1894-1924); Music: Arianna Savall
03. Dóna’m la mà
04. Mester d’amor
Text: Popular catalana; Adjustments: Arianna Savall
05. El mariner
Text: Antonio Machado (Sevilla, 1875-França, 1939); Music: Arianna Savall
06. El viaje
Text: Tomàs Garcés (Barcelona, 1901-1993); Music: Arianna Savall
07. Els ulls
Text: Omar Jayyam, Robaiyyat, Persia S. XII; Adjustments: Arianna Savall
08. Apreciemos el instante
Cantar de los Cantares; Music: Arianna Savall
09. Yo soy de mi amado
Text: Josep Carner (España, 1884-Bruselas, 1970;) Music: Arianna Savall
10. Aquest cami tan fi
Text: Salvador Espriu (Santa Coloma de Farners, España, 1912-Barcelona, 1985); Music: Arianna Savall
11. Per a ser cantada en la meva nit
Text: Miquel Martí i Pol (España, 1929-2003); Music: Arianna Savall
12. Hi ha un remoli

Bella Terra – 2003
Arianna Savall

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Avicenna

 

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Integral das Suítes para Teclado (Ragna Schirmer)

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Integral das Suítes para Teclado (Ragna Schirmer)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

333 anos de Händel!

Georg Friedrich Händel (Halle an der Saale, 23 de fevereiro de 1685 — Londres, 14 de abril de 1759)

Vamos começar falando GROSSO: este CD triplo é IM-PER-DÍ-VEL !!!!. Ouvir este CD da talentosíssima pianista alemã Ragna Schirmer (1972) é como pegar uma pedra do chão e atirá-la contra o muro onde está escrito que Händel era um compositor estritamente vocal. Apesar do muro permanecer sólido, vemos cair boa parte do reboco.

As obras de Handel para teclado solo receberam a enorme sombra da inatingível produção de meu pai e são raramente ouvidas. É uma pena, porque há muita música do caralho nestas obras. Frau Schirmer interpreta-as num piano moderno e produz, aparentemente sem esforço, performances da maior elegancia e sensibilidade. São três horas e meia de uma música onde não se encontra um momento chato. A clareza da pianista é algo de deixar encantado o mais exigente dos pequepianos.

Altamente recomendado aos numerosos amantes do barroco de nosso blog!

(Comparar esta versão com a interpretação medíocre de Scott Ross é proibido, tá?)

Georg Friedrich Händel (1685 – 1759): Integral das Suítes para Teclado

CD 1:
Suite for keyboard, Vol.2, No.1 in B flat major, HWV 434
1) Prélude
2) Sonata. Allegro
3) Aria con variazioni

Suite for keyboard, Vol.2, No.3 in D minor, HWV 436
4) Allemande
5) Allegro
6) Air. Lentement
7) Gigue
8. Menuett

Suite for keyboard, Vol.2, No.8 in G major, HWV 441
9) Allemande Listen
10) Allegro
11) Courante
12) Aria. Presto
13) Menuett
14) Gavotte – Double
15) Gigue

Suite for keyboard, Vol.1, No.3 in D minor, HWV 428
16) Prélude
17) Allegro
18) Allemande
19) Courante
20) Air
21) Double
22) Presto

23) Chaconne for harpsichord in G major, HWV 435

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CD 2:
Suite for keyboard, Vol.1, No.2 in F major, HWV 427
1) Adagio
2) Allegro
3) Adagio
4) Allegro

Suite for keyboard, Vol.2, No.4 in D minor, HWV 437
5) Prélude
6) Allemande
7) Courante
8. Sarabande
9) Gigue

Suite for keyboard, Vol.2, No.6 in G minor, HWV 439
10) Allemande
11) Courante
12) Menuett (HWV 434/4)
13) Gigue

Suite for keyboard, Vol.2, No.5 in E minor, HWV 438
14) Allemande
15) Sarabande
16) Gigue

Suite for keyboard, Vol.1, No.5 in E major (‘The Harmonious Blacksmith’), HWV 430
17) Prélude
18) Allemande
19) Courante
20) Air – Double

Suite for keyboard, Vol.1, No.8 in F minor, HWV 433
21) Prélude. Adagio Listen
22) Allegro
23) Allemande
24) Courante
25) Gigue

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CD 3:
1. Suite for keyboard, Vol.1, No.1 in A major, HWV 426
1) Prélude
2) Allemande
3) Courante
4) Gigue

Suite for keyboard, Vol.1, No.6 in F sharp minor, HWV 431
5) Prélude
6) Largo
7) Allegro
8. Gigue. Presto

Suite for keyboard, Vol.1, No.4 in E minor, HWV 429
9) Allegro
10) Allemande
11) Courante
12) Sarabande
13) Gigue

Suite for keyboard, Vol.2, No.7 in B flat major, HWV 440
14) Allemande
15) Courante
16) Sarabande
17) Gigue

Suite for keyboard, Vol.1, No.7 in G minor, HWV 432
18) Ouverture. Largo
19) Andante
20) Allegro
21) Sarabande
22) Gigue
23) Passacaille

Ragna Schirmer, piano

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Ragna Schirmer: aula de Händel
Ragna Schirmer: aula de Händel

PQP

Miguel de Cervantes – Don Quijote de la Mancha, Romances y Músicas – Jordi Savall

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Montserrat Figueras

Hespèrion XXI

La Capella Reial de Catalunya

Jordi Savall, director

2005

Don Quixote é uma obra musical que narra as batalhas do romance de Miguel de Cervantes. 

A ideia original, seleção dos textos e versões musicais ficaram a cargo de Jordi Savall e a dramaturgia e adaptação dos textos, a cargo de Manuel Forcano. Esta obra musical demandou dos autores um estudo intensivo e profundo e certamente deverá demandar dos ouvintes mais atentos uma elaboração não menos estudada.

“Retocar, adaptar e amarrar em alguns parágrafos antes de cada melodia a maravilhosa abundância de palavras que compõem Dom Quixote não foi fácil. Nós abordamos esse texto já clássico e imponente com a mesma reverência que os antigos se aproximaram das estátuas dos deuses: com medo de profetizá-lo, com medo de manchá-lo, pânico que cada modificação poderia perder a aura de autoridade tão merecidamente adquirido desde a sua publicação em 1605. “

[…] Estes discos são um convite para descobrir o tesouro musical desta grande obra literária. O rastro de textos e peças musicais é o mapa que indica passo a passo o caminho que há para viajar para a cofre aberto e transbordando de riquezas. “(Manuel Forcano)

Palhinha: ouça o ‘trailer’:

 

PRIMERA PARTE
I – Yo soy la locura – Capitulo I
01. Fanfarra (instrumental)
02. Recitado: En un lugar de la Mancha…
03. La Folia: Yo soy la locura
II – Primeras Andanzas – Capitulo II
04. Cuatro diferencias sobre las vacas
05. Romance de Moriana: Con pavor recordo el moro
06. Recitado: Estaban en la puerta dos mujeres…
07. Romance viejo de Lanzarote: Nunca fuera caballero
III – Primeros Entuertos – Capitulos IV a V
08. Recitado: A la vista de unos mercaderes…
09. Recitado: Un mozo de mulas
10. Sospirastes Valdovinos
11. Recitado: Ese labrador procuro…
12. Romance de Abindarraez: Al campo sale…
IV – Arde la Biblioteca – Capitulos V e VI
13. Diferencias sobre guardame las vacas – Recitado: Entraron el ama…
14. Romance de Don Beltron: Los Doce Pares…
15. Recitado: Por tomar muchos juntos…
16. Adoramus te Domine (organo) – Tirant lo Blanc: Oh, sacratissima Trinitat…
V – Por Los Montes Y Selvas – Capitulo XI
17. Recitado: Cenaron Don Quijote y Sancho…
18. Antonio: Cancion para Olalla
VI – Alli Sosegados a la Sombra – Capitulo XXVII
19. Recitado: Estando, pues, el cura y el barbero alli…
20. Canción pastoril: Quien menoscaba mis bienes?
21. Recitado: La hora, el tiempo, la soledad…
22.Soneto: Santa amistad que con ligeras alas
VII – Una Voz Canta y Encanta – Capitulos XLII a XLIII
23. Recitado: Como ya la noche iba…
24. Canción: Marinero soy de amor

SEGUNDA PARTE
I – Llegada al Toboso – Capitulo IX
25. Recitado: Media noche era por filo…
26. Romance del Conde Claros: Media noche…
27. Pavana I (arpa)
28. Recitado: Estando los dos en estas platicas…
29. Romance de Guarinos: Mala la hubistes…
30. Recitado: Si oigo -respondio Sancho-…
31. Romance de Calainos: Ya cabalga…
II – Romances Vivos – Capitulos XXIII a XXVI
32. Recitado: Las cuatro de la tarde serian…
33. Romance del Llanto de Belerma por Durandarte: Sobre el coracon difunto
34. Romanesca I (arpa) – Recitado: Asistieron don Quijote y Sancho Panza…
35. Romance de Don Gayferos: Si d amor…
III – Las Cuitas de Duena Dolorida – Capitulo XXXVIII
36. Recitado: Detras de los tristes musicos…
37. Villancico: De la dulce mi enemiga
38. Recitado: Y de este mismo jaez…
39. Seguidillas en eco: De tu vista celoso
IV – Altisidora – Capitulos XLIV a XLVI
40. Recitado: Don Quijote mato las velas…
41. Romance de Altisidora: Oh tu que estas…
42. Recitado: Llegadas las once horas de la noche…
43. Romance: Suelen las fuerzas de amor
44. Gallarda – Recitado: Ya le parecio a don Quijote…
45. Lamento de Altisidora: Escucha mal caballero…
V – En la Entrada de Barcelona – Capitulos LXI a LXII
46. Conde Claros – Recitado: En fin, por caminos desusados…
47. El Villano (instrumental)
48. Recitado: Llego la noche…
49. Un sarao de la Chacona (Danza cantada)
VI – En la Arcadia – Capitulos LXVII a LXIX
50. Recitado: Era la noche algo escura…
51. Canción: Amor, cuando yo pienso
52. Recitado: En esto comenzo a salir…
53. Canción: En tanto que en si vuelve…
VII – Morir Cuerdo y Vivir Loco – Capitulo LXXIV
54. Circundederum me (organo) – Recitado: Como las cosas humanas no sean eternas…
55. Requiem: Lacrimosa dies illa
56. Epitafio: Yace aqui el hidalgo fuerte…
57. Requiem: Pie Jesu Domine

Miguel de Cervantes – Don Quijote de la Mancha – Romances y Musicas – 2005
Montserrat Figueras
Hespèrion XXI
La Capella Reial de Catalunya
Jordi Savall, director

CD1
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Avicenna

Giovanni Battista Sammartini (1700-1775) e Giuseppe Sammartini (1695-1750): Concerti & Sinfonie

Giovanni Battista Sammartini (1700-1775) e Giuseppe Sammartini (1695-1750): Concerti & Sinfonie

Giovanni Battista e Giuseppe Sammartini não foram uma dupla caipira, nem algo como Simon e Garfunkel. Mas eram irmãos como Sandi e Junior — passei quase uma década pensando que S & J eram uma só pessoa chamada Sandy Junior, acho que até hoje nunca os ouvi, vi apenas fotos. Bem, Giovanni Battista Sammartini foi um violinista e compositor italiano do maravilhoso período de entre o barroco e o clássico. Não deve ser confundido com seu irmão Giuseppe, oboísta e igualmente compositor. GB foi professor de Gluck e era muito considerado pelos compositores mais jovens, incluindo Johann Christian Bach. Também pode ser observado que muitas estilizações em composições de Haydn e Mozart são semelhantes às dos Sammartini, embora não se possa falar em influência. A dupla milanesa era muito menor. GB viajou muito mas nunca se afastou muito de Milão. Já seu irmão foi muito mais longe, ao menos geograficamente. Mudou-se para Londres com seu irmão Giovanni Battista Sammartini, mas este voltou logo para Milão. Já Giuseppe ficou em Londres ocupando o cargo de oboísta na Orquestra da Ópera a partir de 1727. Ele morreu em Londres em 1750. Seu irmão morreu na Itália. O bom do disco é a orquestra. Que maravilha é o Ensemble 415 de Chiara Banchini!

G.B. Sammartini & G. Sammartini – Concerti & Sinfonie

1 G.B. Sammartini– Sinfonia En Sol Majeur 9:54
2 G. Sammartini — Concerto Pour Flûte À Bec En Fa Majeur 12:20
3 G.B. Sammartini — Sinfonia En Ré Majeur 6:00

4 G. Sammartini — Concerto Grosso Nº 6 En Mi Mineur 8:01
5 G.B. Sammartini — Quintetto Nº 3 En Sol Majeur 15:43
6 G. Sammartini — Concerto Grosso Nº8 En Sol Mineur 10:30

Soloist [flúte á bec] – Conrad Steinmann
Ensemble 415
Chiara Banchini

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Chiara Banchini: competência num repertório raro
Chiara Banchini: competência num repertório raro

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Johannes Brahms (1833-1897): Sonata Op. 5 / Intermezzo / Capriccio / 5 Danças Húngaras

Johannes Brahms (1833-1897): Sonata Op. 5 / Intermezzo / Capriccio / 5 Danças Húngaras

Não se pode dizer que Brahms tenha sido um compositor precoce como Mendelssohn, mas, quando apareceu, chegou pronto. Sua Sonata Op. 5 é algo como escrever Os Buddenbrook aos 25 anos. Ela é a peça central deste CD, composta quando Johannes tinha 20 anos de idade. Tem 38 minutos, é um grande trabalho em cinco movimentos, sinfônico em complexidade e formato. O virtuosismo de Kissin é enorme, mas acho que ele perde para a velha versão de Radu Lupu. Kissin exagera nos sussurros românticos em nossos ouvidos. As duas peças da Op. 76 –compostas 22 anos após a sonata — expressam sabor popular e um anseios sentimentais, respectivamente. Já as cinco breves Danças Húngaras todo mundo conhece.

Johannes Brahms (1833-1897): Sonata Op. 5 / Intermezzo / Capriccio / 5 Danças Húngaras

Sonata, Op. 5 In F Minor
1 I Allegro Maestro 9:53
2 II Andante Espressivo 12:29
3 III Scherzo: Allegro Energico 4:30
3 IV Intermezzo: Andante molto 3:48
5 V Finale: Allegro Moderato Ma Rubato 6:47

6 Intermezzo, Op.76 No.7, In A Minor 3:25

7 Capriccio, Op. 76 No.2, In B Minor 3:10

Five Hungarian Dances
8 No. 1 In G Minor 2:36
9 No. 3 In F 2:02
10 No. 2 In D Minor 2:39
11 No. 7 In F 1:32
12 No. 6 In D-flat 2:50

Piano – Yevgeny Kissin

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Kissin olhando o som do seu piano.
Kissin olhando o som do seu piano.

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Heinrich Schütz (1585-1672): Geistliche Chormusik – Motets

Heinrich Schütz (1585-1672): Geistliche Chormusik – Motets

IM-PER-DÍ-VEL !!!

(Principalmente para quem deseja conhecer o barroco). Philippe Herreweghe e seu Collegium Vocale fazem um belíssimo trabalho neste CD. Jamais dê importância a uma História da Música que não diga que os mais maiores compositores que morreram antes de Bach não foram Monteverdi e Schütz. É o que penso. A música de Schütz — o compositor tinha uma bela voz e tal fato lhe deu a porta de entrada para a música — é de principalmente de caráter religioso (era inevitável na época) e de grande capacidade de expressão emocional. Escrevia para grandes grupos tão bem quanto para os reduzidos, e suas Paixões, para pequenos conjuntos, talvez estejam entre suas obras mais impressionantes. A influência da arte musical italiana está em toda sua obra, embora a tenha adaptado de uma forma altamente pessoal. Foi um mestre no estilo concertato, no contraponto e na oratório musical, com uma maravilhosa capacidade de interpretação expressiva dos textos num ritmo coerente com a prosódia e ao mesmo tempo desenhando as linhas vocais em melodias da mais alta musicalidade. Foi um dos primeiros grandes compositores alemães a se dedicar ao oratório, destacando-se História da RessurreiçãoSete Palavras de Jesus na Cruz, e História do nascimento de Jesus Cristo Nosso Senhor (oratório de Natal). Os Salmos de David, as Symphoniae Sacrae e as Cantiones Sacrae também são obras-primas do gênero. Embora sua imensa produção — a maioria sacra — fosse fortemente influenciada pelos estilos italianos, suas obras dramáticas corais, inspiradas pelos ideais de Lutero, puseram a música alemã no mapa. Schütz gozou de vida longa e frutífera, apesar da morte precoce de sua mulher e filho.

Heinrich Schütz (1585-1672): Geistliche Chormusik – Motets

1 Herr, Auf Dich Traue Ich 3:12
2 O Lieber Herre Gott 3:13
3 Schaffe In Mir, Gott, Eine Reines Herz 2:52
4 Die Mit Tränen Säen 3:56
5 Der Herr Schauet von Himmel 2:33
6 Wann Unsre Augen Schlafen Ein 2:47
7 Eile, Mich, Gott, Zu Erretten 3:39
8 So Fahr Ich Hin Zu Jesu Christ 3:09
9 Die Himmel Erzählen Die Ehre Gottes 4:03
10 Unser Wandel Ist Im Himmel 3:34
11 Ich Bin Eine Rufende Stimme 4:03
12 O Süsser, O Freundlicher 4:23
13 Herzlich Lieb Und Schlafe 5:56
14 Ich Liege Und Schlafe 3:06
15 Selig Sind Die Toten 4:33
16 Das Ist Je Gewisslich Wahr 4:21

Bass Vocals – Peter Kooij
Soprano Vocals – Agnès Mellon
Tenor Vocals – Mark Padmore
Collegium Vocale
Philippe Herreweghe

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Heinrich Schütz: essa cara...
Heinrich Schütz: essa cara… Não sei vocês, mas eu receitaria um antidepressivo.

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El Barroco Español – Hespèrion XX – Jordi Savall – 1978

El Barroco EspanolMontserrat Figueras

Jordi Savall

Ton Koopman

Hespèrion XX

1978

Gravado em 1978, este album registra a primeira gravação que Montserrat Figueras e Jordi Savall fizeram juntos.
 
Diz a Wikipedia: 
 
Música profana de cámara en el siglo XVII: los tonos humanos

Diversas publicaciones impresas y, sobre todo, recopilaciones manuscritas (cancioneros, como el de la Sablonara) recogen un gran número de tonos humanos (canciones profanas) de la primera mitad del XVII, bien en forma de villancico (con estribillo y coplas) o bien de romance, estrófico. Escritos para entre dos y cuatro voces, dan testimonio de una tradición improvisatoria que permitía armonizar (voces y, sobre todo, acompañamiento instrumental con guitarra o arpa) sobre melodías conocidas.

El género, bajo la denominación de tono humano o de tonada, adoptó textos de los mejores poetas del momento, y en la segunda mitad del siglo, ya como canción a solo con acompañamiento (equiparable al bajo continuo) desde la corte madrileña se difundió por las cortes europeas y la América española. Cabe citar a Juan Hidalgo, José Marín y Sebastián Durón entre sus autores.

TONOS HUMANOS A SOLO CON INSTRUMENTOS
De Milanes (siglo XVII)
01. Dexa la aljava
Jose Marin (España, 1619 – 1699)
02. Aquella Sierra Nevada
Juan Hidalgo (Madrid, 1614 – 1685)
03. Peyandose Estaba Un Olmo
Antonio Martin Y Coll (España, 2ª mitad del siglo XVII)
04. Diferencias Sobre Las Folias (instr.)
05. La Chacona (instr.)
06. Canarios (instr.)

TONOS HUMANOS
Juan Hidalgo (Madrid, 1614 – 1685)
07. Atiénde y da
08. Ay Corazón Amante

SOLO HUMANO
Sebastian Durón (España, 1660 – 1716)
09. Sosieguen, Descansen (de la zarzuela ‘Salir El AMor Del Mundo’)
Juan Cabanilles (España, 1644 – 1712)
10. Toccata (instr.)
11. Gallarda (instr.)

TONOS HUMANOS A SOLO
Juan Hidalgo (Madrid, 1614 – 1685)
12. Con tanto Respecto
Juan del Vado (2ª. mitad del siglo XVII)
13. No Te Embarques
Juan Hidalgo (Madrid, 1614 – 1685)
14. Ay Que Me Rio De Amor

El Barroco Español – 1978
Hespèrion XX
Jordi Savall, dir.

Montserrat Figueras (Chant)
Jordi Savall (Viola da gamba)
Ton Koopman (Harpsichord)
Christophe Coin (Bass de Violon)
Hopkinson Smith (Guitarra & Tiorba)

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Avicenna

Aram Khachaturian (1903-1978): Sinfonia Nº 2 / 4 Danças de Gayaneh

Aram Khachaturian (1903-1978): Sinfonia Nº 2 / 4 Danças de Gayaneh

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Aram Khachaturian não era dono de uma arte discreta. Sua música é esparramada e barulhenta, mas não pensem que não possa ser boa e sutil. Contemporâneo de Shostakovich e Prokofiev, ele, porém, é muito mais “étnico” do que os outros dois. Sua música nunca deixou a região onde nasceu. Os compositores têm uma capacidade única de refletir a história, as tradições, as dores e os momentos alegres de seus povos em sua música. No entanto, apenas alguns deles ganham reconhecimento mundial. Khachaturian foi um destes. A Sinfonia Nº 2 talvez seja a menos luminosa — tanto em humor como em colorido orquestral — de suas sinfonias. Não é para menos: ela foi escrita em 1943, no meio da Segunda Guerra Mundial. É música para ser ouvida com o som bem alto. Neeme Järvi é um mestre neste tipo de repertório. E dá um show na agitação das quatro peças do balé Gayaneh. É para tirar o fôlego. O Ministério da Saúde adverte: se você inventar de dançar Gayaneh em casa, antes afaste tudo de seu caminho. Senão, pode acabar em despesa.

Aram Khachaturian (1903-1978): Sinfonia Nº 2 / Gayaneh

1. Symphony No. 2 (Original Version): I Andante Maestoso
2. Symphony No. 2 (Original Version): II Allegro Risoluto
3. Symphony No. 2 (Original Version): III Andante Sostenuto
4. Symphony No. 2 (Original Version): IV Andante mosso – Allegro Sostenuto

5. Gayaneh: Four Movements From Ballet Suite No. 1: 1 Sabre Dance
6. Gayaneh: Four Movements From Ballet Suite No. 1: 3 Dance Of The Rose Maidens
7. Gayaneh: Four Movements From Ballet Suite No. 1: 5 Lullaby
8. Gayaneh: Four Movements From Ballet Suite No. 1: 8 Lezghinka

Royal Scottish National Orchestra
Neeme Järvi

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Khachaturian: o campeão da Armênia é o Nº 3 da URSS
Khachaturian vendo o Jornal Nacional sem entender nada

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Beethoven Complete Masterpieces – Cds 19 e 20 de 60 – Cello Sonatas – Bilsma, Immerseel

81qUOSQaXZL._SL1500_As sonatas para violoncelo e piano de Beethoven estão em muito boas mãos nestes dois cds da coleção ‘Beethoven Complete Masterpieces’ da Sony. Bylsma é um grande músico, e Immerseel idem. São dois especialistas em música do barroco e do período Clássico. Estes dois CDs faziam parte da ótima coleção Vivarte da Sony, de onde de vez em quando trazemos alguma gravação.
Rostropovich / Richter fizeram um registro histórico destas obras, já postamos por aqui, só não sei se os links ainda estão ativos. Mas ouçam o violoncelo de Bylsma e me digam se não é um grande instrumentista. Já trouxe gravações de Immerseel tocando Mozart em um pianoforte, sua especialidade, e tive bons números de downloads quando postei. Espero que aconteça o mesmo por aqui.

CD 19
01. Violoncello Sonata Op.69 in A Major – Allegro ma non tanto
02. Violoncello Sonata Op.69 in A Major – Scherzo. Allegro molto
03. Violoncello Sonata Op.69 in A Major – Adagio cantabile
04. Violoncello Sonata Op.69 in A Major – Allegro vivace
05. Violoncello Sonata Op.5 No.1 in F Major – Adagio sostenuto
06. Violoncello Sonata Op.5 No.1 in F Major – Allegro
07. Violoncello Sonata Op.5 No.1 in F Major – Rondo. Allegro vivace
08. Violoncello Sonata Op.5 No.2 in G Minor – Adagio sostenuto e espressivo
09. Violoncello Sonata Op.5 No.2 in G Minor – Allegro molto piu tosto presto
10. Violoncello Sonata Op.5 No.2 in G Minor – Rondo. Allegro

CD 20

01. Violoncello Sonata Op.102 No.1 in C Major – Andante
02. Violoncello Sonata Op.102 No.1 in C Major – Allegro vivace
03. Violoncello Sonata Op.102 No.1 in C Major – Adagio – Tempo d’Andante
04. Violoncello Sonata Op.102 No.1 in C Major – Allegro vivace
05. Violoncello Sonata Op.102 No.2 in D Major – Allegro con brio
06. Violoncello Sonata Op.102 No.2 – Adagio con molto sentimento d’affetto
07. Violoncello Sonata Op.102 No.2 in D Major – Allegro fugato
08. Variations on ‘Die Zauberflote’ for Piano and Violoncello Op.66 in F Major

Anner Bylsma – Cello
Jos van Immerseel – Piano

CD 19 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 20 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

G. F. Händel (1685-1759) : Opera Seria (Árias)

G. F. Händel (1685-1759) : Opera Seria (Árias)

O que existe de CDs com árias de Händel poderia pavimentar o chão de todo o andar onde me encontro e ainda sobraria alguma coisa para as reformas. Cada bom cantor ou cantora lírica tem o seu, quase sempre acompanhado de excelentes orquestras historicamente informadas. E, caramba, é o caso deste! Só que as escolhas da francesa Piau e de Christophe Rousset estão muito acima do normal. É claro que as interpretações de ambos também. Fugindo das óbvias árias habituais, Piau dá um banho de talento. É uma especialista em música barroca que colaborou com Koopman na integral de Cantatas e Paixões de Bach. Imaginem que entrou no Conservatório de Paris para tocar harpa… Então, por puro acaso, William Christie ouviu-a cantarolando e…

G. F. Händel (1685-1759) : Opera Seria (Árias)

01. Scoglio d’immota fronte (Scipione), 4:57.69
02. Verdi piante (Orlando), 6:19.44
03. Che sento..Oh Dio! (Giulio Cesare), 1:07.02
04. Se pieta (Giulio Cesare), 7:43.25
05. L’amor ed il destin (Partenope), 2:59.43
06. Ah spietato (Amadigi), 5:25.25
07. Brilla nell’alma (Alessandro), 5:20.14
08. Ombre piante (Rodelinda), 5:45.51
09. Combattuta da due venti (Faramondo), 5:54.74
10. Cor di padre (Tamerlano), 8:16.41
11. M’ai resa infelice (Deidamia), 3:52.28
12. Son qual stanco (Arianna in Creta), 9:24.73

Sandrine Piau, soprano
Les Talens Lyriques
Christophe Rousset

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Piau: cabelos curtos, Handel muito acima da média
Piau: cabelos curtos, Händel muito acima da média

PQP

Edvard Grieg (1843-1907): Peer Gynt, Op. 23 e Sigurd Jorsalfar, Op. 22

Edvard Grieg (1843-1907): Peer Gynt, Op. 23 e Sigurd Jorsalfar, Op. 22

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este post está sendo realizado graças à solidariedade do FDP, que me ofereceu a possibilidade de ter acesso a este monumental CD duplo. A princípio gostaria de dizer que sou apaixonado pela obra incidental Peer Gynt de Grieg. Ela é de uma beleza triste, agreste. Todas as vezes que a escuto fico com a sensação de que fui atropelado por uma tropa de anjos tristes. Sensações à parte, Peer Gynt, baseado numa obra de Henrik Ibsen, é uma obra extraordinária. É uma sátira sobre a fraqueza humana. O protagonista, um aventureiro atrevido, arrogante e sonhador, possui uma fértil imaginação para dizer mentiras. Porém, Ibsen não quis mostrá-lo como alguém pérfido mas sim contraditório, com um misto de força e debilidade, ao mesmo tempo rude e carinhoso. Para alguns, a personagem representa a Noruega, que à época procurava definir a sua personalidade enquanto nação — apesar de estar unida à Suécia, o povo ambicionava a independência. Peer Gynt pode também ser visto como uma alegoria poética do ser humano, uma trajetória de vida em que um homem percorre o seu caminho desde o berço até o túmulo, empreendendo uma aprendizagem acerca de si próprio jamais concluída.

Edvard Grieg (1843-1907) – Peer Gynt, Op. 23 e Sigurd Jorsalfar, Op. 22

Peer Gynt, Op. 23 (*)

DISCO 1

01 – Im Hochzeitshof
02 – Halling
03 – Springar
04 – Der Brautraub-Ingrids Klage
05 – Peer Gynt und die Säterinnen
06 – Peer Gynt und die Grüngekleidete
07 – Am Reitzeug erkennt man die fürnehmen Leute
08 – In der Halle des Bergkönigs
09 – Tanz der Bergkönigstochter
10 – Peer Gynt von Trollen gejagt
11 – Peer Gynt und der Krumme
12 – Ases Tod
13 – Vorspiel zu Akt III
14 – Morgenstimmung
15 – Dieb und Hehler
16 – Arabischer Tanz
17 – Anitras Tanz
18 – Peer Gynts Serenade
19 – Peer Gynt und Anitra

DISCO 2

01 – Solveigs Lied
02 – Peer Gynt vor der Memnonsäule
03 – Peer Gynts Heimkehr
04 – Der Schiffbruch
05 – Solveig singt in der Hütte
06 – Nachtszene
07 – Pfingstlied O Morgenstunde
08 – Solveigs Wiegenlied

(*) Música Incidental para o drama de Henrik Ibsen

Sigurd Jorsalfar, Op. 22 (**)

09 – Fanfaren
10 – Vorspiel zu Akt I
11 – Borghilds Traum
12 – In der Königshalle
13 – Das Nordlandvolk
14 – Huldigungsmarsch
15 – Zwischenspiel I
16 – Zwischenspiel II
17 – Königslied

(**) Música incidental para a obra de Bjornstjerne Bjornson

Göteborgs Symfoniker
Gösta Ohlin’s Vocal Ensemble

Pro Musica Chamber Choir

Neeme Järvi, regente
Barbara Bonney, soprano
Marianne Eklöf, mezzo-soprano
Urban Malmberg, barítono
Carl Gustaf Holmgren, barítono
Kjell Magnus Sandve, tenor

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Nove entre dez discos de Grieg trazem esta foto.
Nove entre dez discos de Grieg trazem esta foto.

Carlinus

Katia e Marielle Labèque – Sisters – CD 5 de 6 – Éric Alfred Leslie Satie (1866-1925) – 3 Gymnopédies, Trois morceaux en forme de poire, 3 Gnossiennes etc.

Katia & Marielle Labèque - Sisters (2016)O quinto CD das Irmãs Labèque é dedicado ao genial Erick Satie, compositor francês que revolucionou a escrita pianística já no final do século XIX, e inovou dando de certa forma origem ao movimento minimalista de compositores como Phillip Glass e John Cage.

Alguns acham essa música chata e repetitiva. Satie foi contemporâneo de Ravel e Debussy e exerceu forte influência sobre estes compositores. São peças curtas, muitas vezes com um minuto ou menos de duração, por isso a quantidade enorme de faixas que tem neste CD (39 ao todo).

1. Satie 3 Gymnopédies – No.1 Lent et douloureux
2. Satie 3 Gymnopédies – No.2 Lent et triste
3. Satie 3 Gymnopédies – No.3 Lent et grave
4. Satie Trois morceaux en forme de poire – Manière de commencement
5. Satie Trois morceaux en forme de poire – Prolongation du même. Au pas
6 Satie Trois morceaux en forme de poire – No.1 – Lentement
7. Satie Trois morceaux en forme de poire – No.2 – Enlevé
8. Satie Trois morceaux en forme de poire – No.3 – Brutal
9. Satie Trois morceaux en forme de poire – En plus
10. Satie Trois morceaux en forme de poire – Redite
11. Satie 3 Gnossiennes – No.1
12. Satie 3 Gnossiennes – No.2
13. Satie 3 Gnossiennes – No.3
14. Satie 6 Gnossiennes – No. 4
15. Satie 6 Gnossiennes – No. 5
16. Satie 6 Gnossiennes – No. 6
17. Satie Trois Petites Pièces montées – 1. De l’enfance de Pantagruel (Rêverie)
18. Satie Trois Petites Pièces montées – 2. Marche de Cocagne (Démarche)
19. Satie Trois Petites Pièces montées – 3. Jeux de Gargantua (Coin de Polka)
20. Satie Embryons desséchés – 2. D’Édriophtalma
21 Satie Avant-dernières pensées – 1. Idylle, à Debussy5.087. Satie Sports et Divertissements – Choral inappétissant
22. Satie Sports et Divertissements – La chasse
23. Satie Sports et Divertissements – La comédie italienne
24. Satie Sports et Divertissements – Le réveil de la mariée
25. Satie Sports et Divertissements – Colin-maillard
26. Satie Sports et Divertissements – La pêche
27. Satie Sports et Divertissements – Le yachting
28. Satie Sports et Divertissements – Le bain de mer
29. Satie Sports et Divertissements – Le carnaval
30. Satie Sports et Divertissements – Le golf
31. Satie Sports et Divertissements – La pieuvre5.099. Satie Sports et Divertissements – Les courses
32. Satie Sports et Divertissements – Les quatre-coins
33. Satie Sports et Divertissements – Le pique-nique
34. Satie Sports et Divertissements – Le water-chute
35. Satie Sports et Divertissements – Le tango perpétuel
36. Satie Sports et Divertissements – Le traîneau
37. Satie Sports et Divertissements – Le flirt
38. Satie Sports et Divertissements – Le feu d’artifice
39. Satie Sports et Divertissements – Le tennis5.108. Satie Véritables préludes flasques (pour un chien) – 1. Sévère réprimande

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FDP

Música Barroca Española – Montserrat Figueras com Jordi Savall e Ton Koopman (1975)

Música Barroca Española - Figueras y Savall (Das Alte Werk, 1975)

FATO RELEVANTE !

Uma alma bondosa da Espanha, “drivers66”, informa-nos que o presente LP foi digitalizado para CD em 1992 e, para completar a gentileza, ripou o CD e nos enviou os links. Repostamos, pois, o álbum com novos e excelentes links e com a faixa 6 completa. ¡Gracias!

Ao que tudo indica esta gravação, realizada em 22 e 23 de abril de 1975 e lançada pela Telefunken alemã, nunca foi relançada em CD – o que é espantoso, pois parece ter sido a primeira a chamar ampla atenção mundial para um certo casal de músicos catalães: Montserrat Figueras, soprano especializada em técnicas de canto anteriores ao bel canto padronizado dos 1700 e 1800, e Jordi Savall, violista da gamba que, como todos sabem, no início do século XXI estaria consagrado como um dos maiores regentes mundiais de música antiga. Em 1975 os dois estavam casados havia 7 anos – como permaneceriam até a morte de Montserrat em 2011, com 69 anos – e há um ano haviam fundado o Grupo Hespèrion XX (depois Hespèrion XXI).

Além do casal, participaram da gravação Janneke van der Meer ao violino, Pere Ros ao violone (espécie de contrabaixo), e ao cravo ninguém menos que Ton Koopman, que também viria a ser um dos mais respeitados regentes de música antiga do início do século XXI, além de renomado organista.

A esta altura vocês devem estar doidos para baixar e ouvir, portanto faço só mais uma observação: quem está acostumado a associar a palavra “barroco” a Vivaldi, Handel e J.S. Bach pode estranhar esta música e pensar que os espanhóis estavam barbaramente defasados em relação ao resto da Europa… Acontece que esse rótulo cobre um período bastante amplo – equivalente ao decorrido entre 1850 e 2000, pra terem ideia. Nesta analogia, a música deste disco teria sido toda composta até 1880, enquanto Bach ou Vivaldi estariam no auge da sua atividade por volta de 1980: um intervalozinho desprezível em que a música não mudou nada, como podem ver… Enfim: o barroco antigo deste disco ainda é quase renascença – e sendo assim atinge em cheio a sensibilidade deste arcaico monge que vos escreve.

Junto aos arquivos de áudio vocês encontrarão, em baixa e em alta definição (jpg e tiff), o escaneamento da capa e contracapa da edição brasileira do disco, e na contracapa um erudito texto de um certo Karl Ludwig Nikol sobre o repertório. Remeto os interessados ao arquivo Contra-capa.tiff para não sobrecarregar o texto aqui –

sobretudo porque ainda é preciso apresentar os créditos ao nosso grande e querido Avicenna, que foi quem resgatou magistralmente o som desta gravação do velho vinil em que se encontrava aprisionado. Só não conseguiu com os últimos 24 segundos da faixa A.6, irremediavelmente perdidos num defeito de fabricação do único exemplar desse LP a que tivemos acesso. Estou seguro de que vocês concordarão que a omissão desses 24 segundos é desprezível diante do valor do conjunto.

E, como diz Lope de Vega na faixa 2 (num dos pares de versos mais belos que já conheci):
               Já é tempo de recolher,
               soldados da minha memória!

MUSICA BARROCA ESPAÑOLA

  • 01 – Autor desconhecido (entre 1580 e 1650):
    O, que bien que baila Gil (romance de Lope de Vega – 1562-1630)
  • 02 – Autor desconhecido (1628):
    Ya es tiempo de recoger (romance de Lope de Vega – 1562-1630)
  • 03 – Bartolomé de Selma y Salaverde (?-~1640):
    Canzona a due nº XIII
  • 04 – Mateo Romero (?-~1647):
    Romerico florido (folia a 2)
  • 05 – Mateo Romero (?-~1647):
    Hermosas y enojadas (romance a 3)
  • 06 – Bartolomé de Selma y Salaverde (?-~1640):
    Corrente I y II a 2
  • 07 – Juan Hidalgo (1612-1685):
    Cuydado, pastor
  • 08 – Juan Hidalgo (1612-1685):
    Trompicávalas, amor
  • 09 – Bartolomé de Selma y Salaverde (?-~1640):
    Fantasía sobre El Canto del Caballero (1638)
  • 10 – Juan Hidalgo (1612-1685):
    Crédito es de mi decoro
  • 11 – Juan Hidalgo (1612-1685):
    Tonante Diós! 
  • 12 – Juan Hidalgo (1612-1685):
    De las luces que el mar (recitativo e solo de Minerva)
  • 13 – Bartolomé de Selma y Salaverde (?-~1640):
    Canzona a due nº XI
  • 14 – Miguel Martí Valenciano (17..):
    Ay del amor
  • 15 – Juan de Navas (17..):
    La Rosa que reyna

Montserrat Figueras – soprano
Janneke van der Meer – violino
Jordi Savall – viola da gamba
Pere Ros – violone
Ton Koopman – cravo
Gravado em Amsterdã em 22 e 23/04/1975

. . . . . . . BAIXE AQUI – download here – FLAC 234 MB

. . . . . . . BAIXE AQUI – download here – MP3 109 MB

- Capa do CD editado em 1992.
– Capa do CD editado em 1992.

 

 

 

 

 

 

 

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Texto e aquisição do vinil nos anos 70: Ranulfus
Engenharia de som: Avicenna drivers66

Alessandro Marcello (1668-1747): Concertos e Cantatas

Alessandro Marcello (1668-1747): Concertos e Cantatas

Digo para quem gostou ou não da postagem de ontem que este disco é ainda melhor. Além de novos e bons concertos — dentre eles está a mais famosa peça de Marcello, o Concerto para Oboé, Cordas e Contínuo em Ré Menor que abre os trabalhos, com seu belo Adágio — há duas curiosas e excelentes cantatas: La Lontananza e Irene Sdegnata. A Orquestra Barroca de Veneza (que saudades!) e Andrea Marcon tem senso de estilo e matam a pau. Gosta de barrocos? Então pode baixar de olhos fechados.

Alessandro Marcello (1668-1747) : Concertos and Cantatas

1. Concerto Per Oboe, Archi E Continuo In Re Minore: I. Andante Spiccato 3:11
2. Concerto Per Oboe, Archi E Continuo In Re Minore: II. Adagio 3:14
3. Concerto Per Oboe, Archi E Continuo In Re Minore: III. Presto 3:26

4. Concerto Decimo Con L’Eco, B Dur: I Andante 3:06
5. Concerto Decimo Con L’Eco, B Dur: II. Larghetto 3:32
6. Concerto Decimo Con L’Eco, B Dur: III. Spiritoso 1:36

7. Concerto XVI In Fa Maggiore, Per Due Oboi, Archi E Continuo: I. Allegro 2:16
8. Concerto XVI In Fa Maggiore, Per Due Oboi, Archi E Continuo: II. Larghetto 2:13
9. Concerto XVI In Fa Maggiore, Per Due Oboi, Archi E Continuo: III. Andante Ma Non Presto 2:48

10. La Lontananza: Aria: Lontananza Crudel 9:05
11. La Lontananza: Recitativo: Poiche Chi Troppo Tempo 0:27
12. La Lontananza: Aria: Chi Troppo Tempo 1:36

13. Concerto XIV In La Maggiore, Per Due Oboi, Archi E Continuo: I. Andante Spiritoso-Adagio 2:18
14. Concerto XIV In La Maggiore, Per Due Oboi, Archi E Continuo: II. Allegro 1:42
15. Concerto XIV In La Maggiore, Per Due Oboi, Archi E Continuo: III. Presto 2:13

16. Irene Sdegnata: Ouverture: Allegro 1:11
17. Irene Sdegnata: Lento Spiritoso 3:02
18. Irene Sdegnata: Adagio 0:22
19. Irene Sdegnata: Recitativo: Contra L’Empio Fileno – Andante 1:35
20. Irene Sdegnata: Aria: Ingrato. Spietato – Moderato 4:54
21. Irene Sdegnata: Recitativo: Va Tiranno – Andante 0:45
22. Irene Sdegnata: Aria: Si, Va Pur – Allegro 3:28

Sylva Pozzer
Roberto Balconi
Paolo Grazzi
Venice Baroque Orchestra
Andrea Marcon

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Ele não melhorou de ontem para hoje.
Ele não adquiriu beleza física de ontem para hoje.

PQP

Katia & Marielle Labèque – Sisters – Igor Stravinsky – CD 4 de 6 – Concerto pour 2 pianos solo, 5 Easy Pieces for Piano Duet, etc. – Claude Debussy – En blanc et noir, L.134

Katia & Marielle Labèque - Sisters (2016)Vamos dar prosseguimento a esta bela caixa das Irmãs Labèque, intitulada ‘Sisters’, desta vez com Stravinsky e Debussy. Curiosamente não temos ‘A Sagração da Primavera”, geralmente presente nestas gravações de obras de Stravinsky para dois pianos. Não lembro se elas gravaram essa obra.
Sempre é bom ouvir Stravinsky, não acham? Mas achei que o pessoal da Deutsche Grammophon foi um tanto quanto displicente nesta coleção. As coisas estão meio misturadas, parecem estar ali aleatoriamente . Olhem o caso do CD anterior, onde tem a versão para dois pianos da ‘Rhapsody in Blue’, do Gershwin, gravação esta que me apresentou as irmâs Labèque há trinta anos atrás, enfim, esta gravação encerra um CD dedicado a Ravel. Como não tenho o booklet original, não consigo identificar os critérios e seleção, se é que existiu algum.

1. Stravinsky Concerto pour 2 pianos solo – 1. Con moto
2. Stravinsky Concerto pour 2 pianos solo – 2. Notturno
3. Stravinsky Concerto pour 2 pianos solo – 3. Quattro Variazioni. Variation I
4. Stravinsky Concerto pour 2 pianos solo – 4. Quattro Variazioni. Variation II
5. Stravinsky Concerto pour 2 pianos solo – 5. Quattro Variazioni. Variation III
6. Stravinsky Concerto pour 2 pianos solo – 6. Quattro Variazioni. Variation IV
7. Stravinsky Concerto pour 2 pianos solo – 7. Prélude
8. Stravinsky Concerto pour 2 pianos solo – 8. Fugue
9. Debussy En blanc et noir, L.134 – 1. Avec emportement
10. Debussy En blanc et noir, L.134 – 2. Lent. Sombre
11. Debussy En blanc et noir, L.134 – 3. Scherzando
12. Stravinsky 5 Easy Pieces for Piano Duet – 1. Andante
13. Stravinsky 5 Easy Pieces for Piano Duet – 2. Española
14. Stravinsky 5 Easy Pieces for Piano Duet – 3. Balalaïka
15. Stravinsky 5 Easy Pieces for Piano Duet – 4. Napolitana
16. Stravinsky 5 Easy Pieces for Piano Duet – 5. Galop
17. Stravinsky Three Easy Pieces (for Piano Four-Hands) – I. March
18. Stravinsky Three Easy Pieces (for Piano Four-Hands) – II. Waltz
19. Stravinsky Three Easy Pieces (for Piano Four-Hands) – III. Polka
20. Stravinsky Ragtime
21. Stravinsky Les cinq doigts – Eight Very Easy Pieces on Five Notes – 4. Larghetto
22. Stravinsky Les cinq doigts – Eight Very Easy Pieces on Five Notes – 5. Moderato
23. Stravinsky Les cinq doigts – Eight Very Easy Pieces on Five Notes – 6. Lento
24. Stravinsky Valse des fleurs, pour piano 4 mains
25. Stravinsky Tango, pour deux pianos

Katia & Marielle Labèque – Pianos

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Igor Stravinsky por Pablo Picasso

Ad Vesperum Assumptionis Sanctae Mariae Virginis – Monteverdi – 1640

Captura de Tela 2018-02-15 às 11.41.35Cappella Musicale della Basilica di San Marco.

Reconstituição de um serviço Vesper de 1640.

A Capela de Música da Basílica de San Marco em Veneza celebra o 450º aniversário do nascimento de seu antigo mestre Claudio Monteverdi.
 
Definitivamente, uma das melhores gravações de Monteverdi do ano! Apresenta um coro masculino adulto e maduro, e um livreto apenas em italiano.
 
É, em suma, a reconstituição de um serviço Vesper realizado em San Marco (Veneza) em 1640, quando Monteverdi era ali maestro di cappella. Foi realizado pela Cappella Marciana (ou seja, a orquestra oficial da Basílica de San Marco) e gravado na própria Basílica. Então, isso é o mais fiel possível do evento real.

Vejam o ‘trailer’ oficial da obra:

Monteverdi, Claudio Giovanni Antonio (Cremona, 1567- Veneza, 1643)
01. Dominus ad adiuvandum
02. Maria Virgo semper laetare
03. Dixit Dominus a 8
04. Ego dormio a 2
05. O gloriosa genitrix
06. Laudate pueri alla quarta bassa
07. O quam pulcra es
08. Sancta Maria Virgo intercede
09. Laetatus sum
10. Sancta Maria succurre a 7 voci – Duo cantus
11. Oculi tui, sancta Dei genitrix
12. Nisi Dominus a 5
13. Ego flos campi
14. In prole mater, in partum virgo
15. Lauda Ierusalem a 5
16. Salve Regina – con dentro un Eco
17. Hodie Maria Virgo caelos ascendit
18. Magnificat primo a 8 voci et due violini

Ad Vesperum Assumptionis Sanctae Mariae Virginis – 2017
Cappella Musicale della Basilica di San Marco
Marco Gemmani, dir.

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XLD RIP | FLAC 385 MB

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MP3 320 kbps – 164 MB

powered by iTunes 12.7.2 | 1h 30 min

Boa audição.

Avicenna

Robert Schumann (1810-1856) – Piano Concerto, Arabesque et. all – Yevgeny Kissin, Wiener Philarmoniker, Giulini

CoverO belissimo Concerto para Piano de Schumann está em muito boas mãos neste CD, que traz além do concerto, outras obras para piano, de Schubert e Grieg,
Apesar de ter pouca idade na época desta gravação, Euvgeny Kissin já era um veterano dos palcos e dos estúdios de gravação. E teve a colaboração apenas de Carlo Maria Giulini regendo a Filarmônica de Viena. É mole ou querem mais? Detalhe importante: esse registro foi realizado ao vivo, com direito a palmas no final
Para alegrar sua terça feira de Carnaval, nada como um pouco de romantismo. Principalmente para aqueles que não curtem estes dias de folia.

01. Schumann, Concerto for Piano & Orch in Am Op.54, 1. Allegro affettuoso
02. Schumann, Concerto for Piano & Orch in Am Op.54, 2. Intermezzo, Andantino
03. Schumann, Concerto for Piano & Orch in Am Op.54, 3. Allegro vivace

Yevgeny Kissin – Piano
Wiener Philharmoniker
Carlo Maria Giulini – Conductor

04. Schumann, Arabeske Op.18, for Klavier
05. Schubert, arr. Liszt, Die Forelle (The Trout),
06. Schubert, arr. Liszt, Erlkonig (The Erl-King)
07. Grieg, Aus dem Karnevalm, Carnival Scene, Op.19 No.3
08. Grieg, Ich liebe dich, I love you, Op.41 No.3Kissin
09. Liszt, Soirees de Vienne, Valse caprice No.6

Yevgeny Kissin – Piano

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Rovetta: Messe pour la naissance de Louis XIV

91f6c4TQ2nL._SL1400_Missa pelo nascimento de Luis XIV
1638

Galilei Consort
Benjamin Chénier (dir.)

Foi somente após 23 anos de casamento que Luis XIII conseguiu produzir um herdeiro em 1638, e o alívio foi tão grande que uma enorme celebração de quatro dias foi montada em Veneza. Na liderança estava Giovanni Rovetta, vice-maestro em São Marcos, que executou as músicas na basílica de San Giorgio. 

Verdade seja dita, sua música não é a mais inventiva aqui, embora haja um credo em grande escala impressionante. Giovanni Rigatti fornece outras partes da missa, e o show é roubado pelo Adoramus te, Christe de Monteverdi. A acústica da Chapelle Royale em Versailles é um bom cenário para os cantores de Benjamin Chénier. (The Guardian)

Giovanni Gabrieli (Veneza, 1554-1612)
01. Il Transilvano, Girlamo Diruta, Venezia, 1625 – Toccata del secundo tuono
Giovanni Rovetta (Padova?, 1596 – Veneza, 1668)
02. Messa e salmi concertati, Venezia 1639 – Kyrie, a 5
03. Messa e salmi concertati, Venezia 1639 – Gloria, a 6
Giovanni Antonio Rigati (Veneza, c1613-1648)
04. Messa e salmi parte concertati (Nisi Dominus), Venezia 1640 – Canzona
Giovanni Rovetta (Padova?, 1596 – Veneza, 1668)
05. Ghirlanda sacra, Leonardo Simonetti, Venezia 1625 – O Maria, quam pulchra es
06. Messa e salmi concertati, Venezia 1639 – Credo, a 7
07. Salmi concertati, con motetti, et alcune canzoni per sonar, Venezia 1626 – Salve Regina
Giovanni Antonio Rigati (Veneza, c1613-1648)
08. Messa e salmi parte concertati, Venezia 1639 – Sanctus, a 8
09. Messa e salmi parte concertati, Venezia 1639 – Sonata per l’elevatio
10. Messa e salmi parte concertati, Venezia 1639 – Agnus Dei, a 8
Claudio Giovanni Antonio Monteverdi (Cremona, 1567- Veneza, 1643)
11. Libro primo de motetti, Giulio Bianchi, Venezia 1620 – Christe adoramus te, a 5 (per stromenti)
12. Libro primo de motetti, Giulio Bianchi,Venezia 1620 – Adoramus te, Christe, a 6
Giovanni Rovetta (Padova?, 1596 – Veneza, 1668)
13. Seconda raccolte de sacri canti, Lorenzo Calvi, Venezia 1624 – In caelis hodie jubilant sancti
Giovanni Bassano (Veneza, c1558-c1617)
14. Concerti ecclesiastici, Venezia 1599 – Omnes gentes plaudite manibus, a 8

Messe pour la naissance de Louis XIV – 2015
Galilei Consort.
Benjamin Chénier (dir.)


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Boa audição.

Avicenna

Robert Schumann (1810-1856): Konzertstück para 4 trompas e orquestra, Op. 86 / Sinfonia Nº 3, Op. 97, Renana / Sinfonia Nº 4, Op. 20 (1851 Version)

Robert Schumann (1810-1856): Konzertstück para 4 trompas e orquestra, Op. 86 / Sinfonia Nº 3, Op. 97, Renana / Sinfonia Nº 4, Op. 20 (1851 Version)

Esta gravação valoriza o trabalho sinfônico de Schumann, que deve ser conferido e apreciado. O fato é que durante muito tempo, as sinfonias de Schumann tiveram muito má repercussão. Dizia-se que eram mal construídas, mal orquestradas e que eram um híbrido entre a sinfonia e o poema sinfônico. Aparecem nesta postagem, o Konzertstück para 4 Horns e Orquestra in F major Op. 86, uma obra demasiado curta, mas bastante boa. Aparece, ainda, a Sinfonia No. 3 em Mi bemol maior, Op. 97 – “Renana”, uma obra pela qual possuo grande admiração. Está repleta de uma sofisticação ensolarada. O título “Renana” supõe, mais que um preciso programa musical, um testemunho de fidelidade ao Romantismo alemão, para qual a figura do Reno tinha um valor simbólico fundamental; e surge ainda a Sinfonia No. 4 em D menor, Op. 120 que já apareceu aqui na última postagem. Fica aqui a certeza de um notável, um excelente registro, digno da magnitude do compositor alemão. Aprecie sem moderação!

Gente, eu não tenho os dois primeiros CDs desta coleção. Se alguém tiver e quiser mandar, basta avisar nos comentários, tá?

Robert Schumann (1810-1856): Konzertstück para 4 trompas e orquestra, Op. 86 / Sinfonia Nº 3, Op. 97, Renana / Sinfonia Nº 4, Op. 20 (1851 Version)

Konzertstück for 4 Horns and Orchestra in F major Op. 86*
01. I. Lebhaft = Vivo
02. II. Romanze – Ziemlich langsam, doch nicht schleppend = Bem lento, mas sem se arrastar
03. III. Sehr lebhaft = Muito vivo

Sinfonia No. 3 in E flat major Op. 97 – “Renana”
04. I. Lebhaft = Vivo
05. II. Scherzo – Sehr maessig = Muito moderado
06. III. Nicht schnell = Moderado, andante
07. IV. Feierlich = Majestoso
08. V. Lebhaft = Vivo

Sinfonia No. 4 in D minor Op. 120 (1851 Version)
09. I. Ziemlich langsam – Lebhaft = Bastante lento – Vivo
10. II. Romanza – Ziemlich langsam = Bastante lento
11. III. Scherzo – Lebhaft = Vivo
12. IV. Etwas zurueckhaltend = Contido
13. V. Lebhaft = Vivo

Roger Montgomery, Gavin Edwards, Susan Dent, Robert Maskell, trompas
Orchestre Révolutionaire et Romantique
John Eliot Gardiner, regência

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Schumann: doido como só ele
Schumann: doido como só ele

Carlinus / PQP

Katia & Marielle Labèque – Sisters – 3 de 6 – Ravel

Katia & Marielle Labèque - Sisters (2016)Retomo esta coleção depois de um ano pelo simples motivo de ter perdido o acesso a estes CDs . Reencontrei-os hoje, por acaso, quando procurava outra coisa. É sempre assim, né?

As irmãs Labèque encaram Ravel neste CD. A maravilhosa ‘Pavane pour une infante défunte, M.19’  ainda me emociona, mesmo depois de tanto ouvindo-a, tanto na versão orquestral quanto na versão para um ou dois pianos. Acho fantástica a naturalidade com que elas tocam, parece que nasceram tocando juntas.

Espero que apreciem.

1. Ravel Rapsodie espagnole, M.54 – Arr. 2 Pianos by Ravel – 1. Prélude à la nuit
2. Ravel Rapsodie espagnole, M.54 – Arr. 2 Pianos by Ravel – 2. Malagueña
3. Ravel Rapsodie espagnole, M.54 – Arr. 2 Pianos by Ravel – 3. Habanera
4. Ravel Rapsodie espagnole, M.54 – Arr. 2 Pianos by Ravel – 4. Feria
5. Ravel Ma mère l’oye, M.60 – For Piano Duet, M.60 – 1. Pavane de la Belle au bois dormant
6. Ravel Ma mère l’oye, M.60 – For Piano Duet, M.60 – 2. Petit poucet
6. Ravel Ma mère l’oye, M.60 – For Piano Duet, M.60 – 3. Laideronnette, Impératrice des Pagodes
7. Ravel Ma mère l’oye, M.60 – For Piano Duet, M.60 – 4. Les entretiens de la Belle et de la Bête
8. Ravel Ma mère l’oye, M.60 – For Piano Duet, M.60 – 5. Le jardin féerique
9. Ravel Pavane pour une infante défunte, M.19 – Transcr. for Piano Four-Hands – Pavane pour une infante défunte, M.19
10. Ravel Prélude en la mineur (1913), M.65

Katia & Marielle Labèque – Pianos

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FDP

Bach, Ysaÿe, Bartók: Partita Nº 2 e Sonatas para Violino Solo

Bach, Ysaÿe, Bartók: Partita Nº 2 e Sonatas para Violino Solo

Um bom disco. Este foi o primeiro de Baiba Skride. É de 2004. O folheto proclama que essas três obras seriam “manifestos solo”, não só para Skride mostrar suas credenciais ao mundo, mas também para os próprios compositores. Mais ou menos, né? Na verdade, há uma conexão que liga as três obras, sendo Bach o suporte tanto para Ysaÿe quanto Bartók. Baiba gravou este CD quando tinha apenas 23 anos. Suas abordagens são ótimas, mas ainda ficam longe de Beyer e Podger. Sobra técnica, falta emoção, tanto no Bach quanto no Ysaÿe. Ela não chega ao coração, fica só rondando. Maturidade vem com o tempo, né? Ela vai melhor no Bartók, talvez mais próximo da origem eslava (Riga, Letônia) da violinista. Por exemplo, Skride toca a Sonata de Bartók melhor do que David Grimal, postado ontem. Mas perde fácil para Frang. Confiram! Baiba toca um Stradivarius “Wilhelmj” de 1725.

Bach, Ysaÿe, Bartók: Partita Nº 2 e Sonatas para Violino Solo

Johann Sebastian Bach
1. Allemanda – Partita No. 2 in D minor For Violin Solo, BWV 1004 (5:15)
2. Corrente – Partita No. 2 in D minor For Violin Solo, BWV 1004 (2:47)
3. Sarabanda – Partita No. 2 in D minor For Violin Solo, BWV 1004 (4:21)
4. Giga – Partita No. 2 in D minor For Violin Solo, BWV 1004 (4:07)
5. Ciaconna – Partita No. 2 in D minor For Violin Solo, BWV 1004 (16:30)

Eugène Ysaÿe
6. Grave – Sonata No. 1 In G minor For Violin Solo, Op. 27\1 (5:39)
7. Fugato – Sonata No. 1 In G minor For Violin Solo, Op. 27\1 (4:37)
8. Allegretto poco scherzoso – Sonata No. 1 In G minor For Violin Solo, Op. 27\1 (4:29)
9. Finale con brio – Sonata No. 1 In G minor For Violin Solo, Op. 27\1 (2:36)

Béla Bartók
10. Tempo di ciaconna – Sonata For Violin Solo (1944) (10:05)
11. Fuga – Sonata For Violin Solo (1944) (4:49)
12. Melodia – Sonata For Violin Solo (1944) (7:30)
13. Presto – Sonata For Violin Solo (1944) (5:12)

Baiba Skride, violino

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Baiba Skride
Baiba Skride

PQP

Ein feste Burg ist unser Gottt – Luther and the music of the Reformation

cover

Lutero e a música da Reforma

Vox Luminis
Lionel Meunier, director

Bart Jacobs, organ

A música e seu significado para Lutero

Para o reformador, a música é um dom de Deus e tem um significado transcendental no ministério.

O próprio Lutero declarou: “A nobre arte da música é, como diz a Palavra de Deus, o mais precioso dos tesouros terrestres. Ela domina todos os pensamentos e sentidos, o coração e o espírito. Queremos confortar o aflito, acalmar o imprudente e torná-lo dócil? O que seria melhor para isso do que a nossa elevada, admirável, bonita e nobre arte? O próprio Espírito Santo a tem na mais alta estima, porque através dela afastou o espírito maligno de Saul, quando Davi fez música com a sua harpa. Da mesma forma, quando Eliseu queria profetizar, pediu que a harpa fosse tocada. Portanto, não foi sem razão que os pais da Igreja e os profetas sempre quiseram unir intimamente a igreja e a música, e é por isso que temos tantos hinos e tantos salmos. É por esse dom precioso, oferecido exclusivamente ao ser humano, que cada homem se lembra de seu dever de sempre louvar e glorificar a Deus”.

Em outras ocasiões, ele mesmo deu as seguintes recomendações aos seus seguidores: “Eu gostaria de ter mais hinos para que o povo pudesse cantar durante o culto e para acompanhar as nossas celebrações religiosas. Decidimos seguir o exemplo dos profetas e dos pais da igreja ao escrever hinos em alemão para o povo alemão”.

Em 1538, ele escreveu: “Quando a música natural é aperfeiçoada e refinada pela arte, em seguida começa-se a perceber a sabedoria perfeita de Deus em sua maravilhosa obra musical. Quando uma voz assume uma melodia e em torno dela cantam três, quatro, cinco ou mais vozes, interagindo, dialogando, embelezando e ornamentando de maneira bela a melodia original, então se escuta uma antecipação da música celestial”.

O hinário protestante

Uma das primeiras publicações do protestantismo foi um livro de canto. Isso é uma forte evidência da importância dada à música nas igrejas da Reforma.

O crescimento do hinário protestante ocorreu rapidamente e não se deteve com Lutero. As melhores melodias sempre desempenharam um papel de destaque no repertório da música protestante. Ao mesmo tempo, novas canções foram elaboradas e muitos outras adaptadas para o canto dos fiéis. (http://music.sdarm.org/2017/08/30/os-principios-musicais-da-reforma-protestante/)

Heinrich Scheidemann (Alemanha, 1595 – 1663)
01. Praeambulum in D Minor, WV 34
Paul Siefert (Polônia, 1586 – 1666)
02. Puer natus in Bethlehem – Puer natus in Bethlehem
Delphin Strungk (Alemanha, 1600 ou 1601 – 1694)
03. Lass mich dein sein und bleiben
Michael Praetorius (Alemanha, c. 1571 – 1621)
04. Choral Fantasy “Ein feste Burg ist unser Gott”
Hieronymus Praetorius (Alemanha, 1560- 1629)
05. Christ unser Herr zum Jordan kam
Johann Steffens (Alemanha, 1560 – 1616)
06. Jesus Christus, unser Heiland, der von uns den Gotteszorn wandt
Samuel Scheidt (Alemanha, 1587 – 1654)
07. Da Jesus am dem Creuze stund, SSWV 453
08. Fantasia, Ich ruffe zu dir Herr Jesu Christ, SSWV 114
Michael Altenburg (Alemanha,1584 – 1640)
09. Nun komm der Heiden Heiland
Andreas Hammerschmidt (Rep. Checa, ca.1611 – Alemanha, 1675)
10. Freude, Freude, grosse Freude
Michael Praetorius (Alemanha, c. 1571 – 1621)
11. Es ist ein Ros’ entsprungen
Samuel Scheidt (Alemanha, 1587 – 1654)
12. Cantiones sacrae – No. 117 Das alte Jahr vergangen ist, SSWV 117
Johann Hermann Schein (Alemanha, 1586 – 1630)
13. O Jesulein, mein Jesulein
Michael Praetorius (Alemanha, c. 1571 – 1621)
14. Herr, nun lassest du deinen Diener
Caspar Othmayr (Alemanha, 1515 – 1553)
15. O Mensch, bewein dein Sünde groß
Samuel Scheidt (Alemanha, 1587 – 1654)
16. Cantiones sacrae – No. 22. Christ lag in Todesbanden, SSWV 22 (arr. for vocal ensemble)
17. Christ ist erstanden – Christ ist erstnden
18. Cantiones sacrae – No. 9. Ascendo ad patrem meum, SSWV 9
Thomas Selle (Alemanha, 1599 – 1663)
19. Veni Sancte Spiritus
Bartholomäus Gesius (Alemanha c. 1562 – 1613)
20. Der du bist drei in Einigkeit
Melchior Franck (Alemanha, c. 1579 – 1639)
21. Ein feste Burg ist unser Gott
Heinrich Schütz (Alemanha, 1585-1672)
22. Meine Seele erhebt den Herren, SWV 494, “Teutsch Magnificat” (arr. for vocal ensemble)
Christoph Bernhard (Pomerânia, 1628 – Alemanha, 1692)
23. Missa “Christ unser Herr zum Jordan kam” – Missa super «Christ unser Herr» Kyrie
24. Missa “Christ unser Herr zum Jordan kam” – Missa super «Christ unser Herr» Gloria 
Heinrich Schütz (Alemanha, 1585-1672)
25. Aus tiefer Not schrei ich zu dir, SWV 235
Joachim a Burck (Alemanha, 1546 – 1610)
26. Die deutsche Passion – Johannes-Passion Erster Teil
27. Die deutsche Passion – Johannes-Passion Zweiter Teil
28. Die deutsche Passion – Johannes-Passion Dritter Teil
Johann Hermann Schein (Alemanha, 1586 – 1630)
29. Dies sind die heiligen zehn Gebot – Dies sind die heiligen zehn Gebot V. 1
Martin Luther (Alemanha, 1483- 1546)
30. Dies sind die heiligen zehn Gebot – Dies sind die heiligen zehn Gebot V. 12
Johann Walter (Alemanha, 1496 – 1570)
31. Wir glauben all an einen Gott
Balthasar Resinarius (Rep. Checa, 1486 – 1544 ou 1546)
32. Vater unser der du bist im Himmel
Thomas Selle (Alemanha, 1599 – 1663)
33. Die mit Tränen säen
Andreas Hammerschmidt. (Rep. Checa, ca.1611 – Alemanha, 1675)
34. Wie lieblich sind deine Wohnungen
Heinrich Schütz (Alemanha, 1585-1672)
35. Selig sind die Toten, SWV 281
Caspar Othmayr (Alemanha, 1515 – 1553)
36. Mein himmlischer Vater


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Boa audição.

Avicenna

Debussy, Ravel: Sonatas para Violino e Piano / Bartók: Sonata para Violino Solo

Debussy, Ravel: Sonatas para Violino e Piano / Bartók: Sonata para Violino Solo

O recital de David Grimal e Georges Pludermacher começa com a Sonata de Debussy. Não sou apaixonado por ela, mas Grimal me convenceu, o que acontece raramente em um ouvinte como eu, que tem dificuldades com este compositor. Mas Debussy teve grande influência no início da carreira de um dos caras que mais amo, Bartók. A Sonata Para Violino Solo do húngaro é uma obra-prima que foi escrita de encomenda para Yehudi Menuhin. Acho que Grimal poderia ter sido mais agressivo, mas OK. (Creio que Vilde Frang tenha se saído melhor do que Grimal na obra. Aliás, amanhã postaremos uma versão também superior a de David, mas inferior à de Frang). E realmente gostei muito, muito mesmo, de sua interpretação da Sonata de Ravel, que me pareceu, secundado por Bartók, os filés do CD.

Debussy, Ravel: Sonatas para Violino e Piano / Bartók: Sonata para Violino Solo

Claude Debussy
Sonate Pour Violon Et Piano

1 Allegro Vivo 5:00
2 Intermède. Fantasque Et Leger 4:10
3 Finale Très Animé 4:09

Béla Bartok
Sonata For Solo Violin SZ 117

4 Tempo Di Ciaccona 9:53
5 Fuga 4:18
6 Melodia 6:14
7 Presto 5:00

Maurice Ravel
Sonate Nº2 Pour Violon Et Piano

8 Allegreto. Andante 7:45
9 Blues, Moderato 5:04
10 Perpetuum Mobile 3:31

Violin – David Grimal
Piano – Georges Pludermacher

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David Grimal felizinho
David Grimal todo felizinho

PQP

Grieg (1843-1907), Bartók (1881-1945), R. Strauss (1864-1949): Sonatas para Violino

Grieg (1843-1907), Bartók (1881-1945), R. Strauss (1864-1949): Sonatas para Violino

IM-PER-DÍ-VEL !!!

De todas essas belas violinistas de menos de 40 anos que surgiram nos últimos anos, creio que apenas a norueguesa Vilde Frang possa ficar tranquilamente, sem sentimentos de inferioridade, junto às hoje veteranas Mullova e Mutter. Dona de extraordinária musicalidade, talvez ela exagere no perfume jogado sobre Strauss, mas não creio ter ouvido melhores versões do que as que Frang comete nas sonatas de Grieg (violino e piano) e na TREMENDA OBRA-PRIMA DE BARTÓK (para violino solo).

Esta Sonata foi composta a pedido Yehudi Menuhin em 1943. Bartók era um compositor totalmente sem dinheiro, exilado nos EUA e extremamente doente. Tinha já diagnosticada a leucemia que iria matá-lo. A situação era realmente difícil. Menuhin pediu-lhe a Sonata não apenas porque considerava Bartók um compositor genial, mas também para lhe dar um trabalho e meios. Também, foi, aparentemente, um caso de bondade. Desde o primeiro momento, Menuhin e os primeiros ouvintes deram-se conta que tratava-se de uma obra-prima. Com a pretensão de homenagear as sonatas e partitas para violino solo de Bach, Bartók alcançou um equivalente moderno em termos de paixão, rigor e contínua invenção. E, nela, Frang consegue o milagre de enfatizar o parentesco com Bach. No Grieg, é importante ressaltar que é uma norueguesa interpretando um norueguês, o que é uma raridade em termos de sotaque e compreensão. Seu Allegretto quasi andantino é quasi de sair dançando pela sala.

Para terminar, revelo que Vilde Frang nasceu num 19 de agosto. É, sem dúvida alguma, a melhor, a mais perfeita e mais distinta data para alguém nascer!

Grieg (1843-1907), Bartók (1881-1945), R. Strauss (1864-1949): Sonatas para Violino

Grieg: Violin Sonata No. 1, Op. 8
1 Sonata in F major, Op.8: I – Allegro con brio 9:24
2 Sonata in F major, Op.8: II – Allegretto quasi andantino 5:24
3 Sonata in F major, Op.8: III – Allegro molto vivace 7:14

Bartók: Sonata for Solo Violin, Sz. 117
4 Sonata for solo violin: I. Tempo di ciaccona 9:26
5 Sonata for solo violin: II. Fuga – Risoluto, non troppo vivo 5:01
6 Sonata for solo violin: III. Melodia – Adagio 7:15
7 Sonata for solo violin: IV. Presto 5:35

Strauss: Violin Sonata, Op. 18
8 Sonata in E Flat major, Op. 18: Allegro, ma non troppo 11:41
9 Sonata in E Flat major, Op. 18: Improvisation (Andante cantabile) 8:12
10 Sonata in E Flat major, Op. 18: Finale (Andante – Allegro) 9:32

Vilde Frang, violino
Michail Lifits

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Vilde Frang nasceu na melhor das datas | Foto: Marco Borggreve
Vilde Frang nasceu na melhor das datas | Foto: Marco Borggreve

PQP