Hille Perl é uma instrumentista de mão cheia, e cada gravação sua é aguardada com atenção e curiosidade. E aqui nessa sua incursão na música de Bach novamente o que temos é uma musicista completa, que tem total controle sobre o instrumento e conhece a fundo a música que está interpretando.
Acompanham a moça a excelente cravista Christine Schornsheim, que já apareceu aqui pelo PQPBach, outra especialista em barroco, e o alaudista Lee Santana, que mais parece um guitarrista de bandas de Southern Rock tipo Almann Brothers, Lynyrd Skynyrd ou Eagles.
Esta postagem é um presente para nosso mentor, PQPBach, que dia destes postou um cd magnífico com a mesma Hille Perl tocando Teleman e outros compositores menos conhecidos. Sei que ele é um fã da moça, por isso trouxe este CD, acho que ele não vai negar o presente.
Comentei dia destes em uma postagem que o ideal para se ouvir estas obras é com um fone de ouvido de qualidade, pois só assim conseguimos ouvir com atenção a obra executada. Os detalhes, nuances, até mesmo a respiração do instrumentista é captado, e isso se incorpora á própria música. E como aqui temos uma gravação da gravadora alemã ‘Harmonia Mundi’ sabemos de sua qualidade superior. É impressionante, quase que como se estivéssemos ouvindo aquela música pela primeira vez, ou como se estivessemos presentes no estúdio de gravação.
Então, como diria nosso querido e saudoso Carlinus, desejo a todos uma feliz audição.
P.S. Recomendo fortemente a leitura do booklet, assinado pela própria Hille: além de ser uma excepcional instrumentista, a moça escreve tremendamente bem.
Johann Sebastian Bach (1685-1770) – Sechs Sonaten für Viola da Gamba und Obligates Cembalo BWV 525-530 – Hille Perl, Christine Schornshein, Lee Santana
01. Trio Sonata No. 1 in E flat major, BWV 525 – I. Ohne Satzbezeichnung
02. Trio Sonata No. 1 in E flat major, BWV 525 – II. Adagio
03. Trio Sonata No. 1 in E flat major, BWV 525 – III. Allegro
04. Trio Sonata No. 2 in C minor, BWV 526 – I. Vivace
05. Trio Sonata No. 2 in C minor, BWV 526 – II. Largo
06. Trio Sonata No. 2 in C minor, BWV 526 – III. Allegro
07. Trio Sonata No. 3 in D minor, BWV 527 – I. Andante
08. Trio Sonata No. 3 in D minor, BWV 527 – II. Adagio e dolce
09. Trio Sonata No. 3 in D minor, BWV 527 – III. Vivace
10. Trio Sonata No. 4 in E minor, BWV 528 – I. Adagio
11. Trio Sonata No. 4 in E minor, BWV 528 – II. Andante
12. Trio Sonata No. 4 in E minor, BWV 528 – III. Un poco Allegro
13. Trio Sonata No. 5 in C major, BWV 529 – I. Allegro
14. Trio Sonata No. 5 in C major, BWV 529 – II. Largo
15. Trio Sonata No. 5 in C major, BWV 529 – III. Allegro
16. Trio Sonata No. 6 in G major, BWV 530 – I. Vivace
17. Trio Sonata No. 6 in G major, BWV 530 – II. Lento
18. Trio Sonata No. 6 in G major, BWV 530 – III. Allegro
Hille Perl – Viola da Gamba
Christine Schornsheim – Harpsichord
Lee Santana – Lute
Mozart foi um dos maiores autores de música para a voz humana, mas seu talento neste quesito manifestou-se mais na ópera do que na música sacra. De qualquer forma, ele deixou duas grandes obras-primas na música sacra: o Réquiem que ficou incompleto e esta Grande Missa K. 427. Infelizmente ambas permaneceram incompletas. A Große Messe K. 427 foi composta em Viena em 1782 e 1783. Há duas solistas sopranos, mais um tenor e um baixo, além de coral e grande orquestra. Permaneceu inacabada, faltando grandes partes do Credo e do Agnus Dei. Fazer o quê? O que nos chegou, assim como no caso do Réquiem, é maravilhoso. Suzuki e sua turma bachiana deitam e rolam com categoria nas águas mozartianas.
W. A. Mozart (1756-1791): Grande Missa K. 427 / Exsultate, Jubilate
Mass In C Minor K 427
1 Kyrie Eleison 7:35
2 Gloria In Excelsis Deo 2:22
3 Laudamus Te 4:35
4 Gratias Agimus Tibi 1:22
5 Domine Deus 2:38
6 Qui Tollis Peccata Mundi 5:32
7 Quoniam Tu Solus Sanctus 3:32
8 Jesu Christe 0:40
9 Cum Sancto Spiritu 3:36
10 Credo In Unum Deum 3:26
11 Et Incarnatus Est 8:13
12 Sanctus – Hosanna 3:34
13 Benedictus – Hosanna 5:00
Exsultate, Jubilate K 165
14 I. Exsultate, Jubilate 4:22
15 II. Fulget Amica Dies 0:45
16 III. Tu Virginum Corona 6:15
17 IV. Alleluja 2:28
18 I. Exsultate, Jubilate (Salzburg Version) 4:24
Baritone Vocals – Christian Immler (tracks: 1 to 13)
Mezzo-soprano Vocals – Olivia Vermeulen (tracks: 1 to 13)
Soprano Vocals – Carolyn Sampson
Tenor Vocals – Makoto Sakurada (tracks: 1 to 13)
Orchestra, Chorus – Bach Collegium Japan
Conductor – Masaaki Suzuki
O belíssimo Oratório ‘Juditha Triumphans’ é o único que se conhece de Vivaldi. É baseado no livro bíblico de Judith, do Velho Testamento. Conta como Juditha, uma viúva, enfrenta o poderoso exército assírio de Nabucodonosor, liderado pela figura de seu principal general, Holofernes.
Robert King se utiliza apenas de mulheres nos papéis principais. O booklet em anexo aos arquivos traz o libretto da obra. Maiores detalhes no excelente texto de apresentação presente no mesmo.
Nem preciso dizer o quão boa é esta gravação, e leva o selo de qualidade do PQPBach de ‘IM-PER-DÍ-VEL’ !!!
01. Overture. Allegro
02. Largo
03. Pars prior. Coro Assyrian Soldiers Arma, caedes, vindictae, furores
04. Recitativo Holofernes Felix en fausta dies
05. Aria Holofernes Nil arma, nil bella
06. recitativo Vagaus Mi Dux, Domine mi
07. Aria Vagaus Matrona inimica
08. Recitativo Holofernes Huc accedat Matrona
09. Aria Juditha Quo cum Patriae me ducit amore
10. Recitativo Abra Ne timeas non
11. Aria Abra Vultus tui vago splendori
12. Recitativo Abra Vide, humilis prostrata
13. Coro Vagaus Assyrian Soliders O quam vaga, venusta, o quam
14. Recitativo Vagaus Quem vides prope, asp
15. Aria Vagaus Quamvis ferro et ense gravi
16. Recitativo Holofernes Quid cerno! Oculi mei
17. Aria Juditha Quanto magis generosa
18. Recitativo Holofernes Magna, o foemina, pet
19. Aria Holofernes Sede, o cara
20. Recitativo Juditha Tu Judex es, tu Dominnus, tu potens
21. Aria Juditha Agitata infido flatu
22. Recitativo Holofernes In tentorio supernae
23. Aria con Coro Vagaus Servants O servi, volate
24. Recitativo Vagaus Tu quoque hebraica an
25. Aria Juditha Veni, veni, me sequere fida
26. Recitativo Abra Venio, Juditha, venio; animo fave
27. Aria Abra Fulgeat sol frontis decorae
28. Recitativo Abra In Urbe intermi pia
29. Coro Bethulians Mundi Rector de Caelo micanti
CD 2
01. Pars altera. Recitativo Ozias Summi Regis in mente
02. Aria Ozias O Sydera, o stellae
03. Recitativo Ozias Iam saevientis in hostem
04. Recitativo Holofernes Nox in umbra dum surgit
05. Aria Holofernes Nox obscura tenebrosa
06. Recitativo Holofernes Belligerae meae sorti
07. Aria Juditha Transit aetas
08. Recitativo Holofernes Haec in crastinum serva Ah, nimis vere
09. Aria Holofernes Noli, o cara, te adorantis
10. Recitativo Juditha Tibi dona salutis
11. Coro Assyrian Soldiers Plena nectare non mero
12. Recitativo Holofernes Tormenta mentis tuae fugiant a corde
13. Aria Juditha Vivat in pace, et pax regnet sincera
14. Recitativo Juditha Sic in pace inter hostes
15. Aria Vagaus Umbrae carae, aurae adoratae
16. Recitativo Vagaus Quae fortunata es tu vaga Matrona
17. Aria Abra Non ita reducem
18. Recitativo Abra Jam pergo, postes claudo
19. Accompagnato Juditha Summe Astrorum Creator
20. Aria Juditha In somno profundo
21. Accompagnato Juditha Impii, indigni Tiranii
22. Recitativo Juditha Abra, Abra, accipe munus
23. Aria Abra Si fulgida per te propitia caeli fax
24. Recitativo Vagaus Iam non procul ab axe
25. Aria Vagaus Armatae face, et anguibus
26. Recitativo Ozias Quam insolita luce
27. Aria Ozias Gaude felix
28. Accompagnato Ozias Ite decreto aeterno
29. Coro Judeans Salve, invicta Juditha, formosa
ANN MURRAY Juditha mezzo-soprano
MARIA CRISTINA KIEHR Vagaus soprano
SUSAN BICKLEY Holofernes mezzo-soprano
SARAH CONNOLLY Abra mezzo-soprano
JEAN RIGBY Ozias mezzo-soprano
THE KING’S CONSORT
THE CHOIR OF THE KING’S CONSORT
ROBERT KING conductor
200 Anos de Música em Versailles Uma viagem ao coração do Barroco Francês
CD7/20: Os “prazeres” de Versailles durante o reinado de Luis XIV: A Capela Real no Tempo de Luis XIV.
O grand motet de Versailles, que se desenvolveu na década de 1660, foi sem dúvida o gênero musical mais ambicioso do Período Barroco na França. Normalmente é uma composição tipo cantata para vozes solo, petit choer (um pequeno coro composto de solistas) e grand choer (grande coro), mais uma portentosa orquestra, além da força do órgão da Capela Real.
Apesar de ser vista como uma arte tipicamente francesa, os primeiros trabalhos dos primeiros compositores da Capela do jovem Luís XIV no Louvre, Pierre Robert e Henry Dumont foram inspirados em obras italianas. Mais tarde no século XVII, Lully, Desmarest e alguns outros estabeleceram o moteto de Versailles na sua forma definitiva, que foi seguida pelas gerações seguintes, de Lalande a Giroust.
200 Anos de Música em Versailles A Capela Real no Tempo de Luis XIV.
Henry Dumont (Bélgica, 1610 – França, 1684) 1. Exultat animus 2. Magnificat Jean-Baptiste Lully (Italy, 1632-France, 1687) 3. Miserere 1. Miserere mei Deus 4. Miserere 2. Amplius lava me 5. Miserere 3. Tibi soli peccavi 6. Miserere 4. Ecce enim veritatem dilexisti 7. Miserere 5. Asperges me 8. Miserere 6. Averte faciem tuam 9. Miserere 7. Ne projicias me a facie tua 10. Miserere 8. Docebo iniquos vias tuas 11 Miserere 9. Domine labia mea aperies 12 Miserere 10. Sacrificium Deo spiritus contribulatus 13. Miserere 11. Benigne fac Domine 14. Miserere 12. Tunc acceptabis Henry Desmaret (France, 1661-1741) 15. De Profundis 1. De Profundis 16. De Profundis 2. Fiant aures 17. De Profundis 3. Si iniquitates 18. De Profundis 4. Quia apud te 19. De Profundis 5. Sustinuit anima mea 20. De Profundis 6. A custodia matutina 21. De Profundis 7. Quia apud Dominum 22. De Profundis 8. Et ipse redimet 23. De Profundis 9. Requiem aeternam 24. De Profundis 10. Et lux perpetua
200 Anos de Música em Versailles CD7/20: Os “prazeres” de Versailles durante o reinado de Luis XIV: A Capela Real no Tempo de Luis XIV.
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Um grande disco com algumas das melhores obras de Telemann. E Oberlinger é um show absoluto. Aqui, temos a melhor das Suítes e três dos mais famosos e incontornáveis concertos de Telemann. Os concertos têm aquele esquema de 4 movimentos: lento – rápido – lento – rápido. Telemann foi um dos caras que fizeram o “enganche” entre o barroco e o clássico, o que lhe garantiu a fama de moderninho e o tornou mais famoso do que Bach entre seus contemporâneos. Um baita CD que fará a alegria de cada um dos pequepianos amantes do barroco
Georg Philipp Telemann (1681-1767): Suite In A Minor & Double Concertos
Suite in A Minor, For Recorder, Strings & Continuo, TWV 50:A3
1 Ouverture 9:18
2 Les Plaisirs 3:22
3 Air À L’Italien 5:42
4 Menuet I & II 3:28
5 Réjoussance 2:24
6 Passepied I & II 1:44
7 Polonaise 3:24
Concerto In E Minor For Recorder, Traverso, Strings & Continuo, TWV 52:E1
8 Largo 3:49
9 Allegro 3:55
10 Largo 2:59
11 Presto 2:29
Concerto In F Major For Recorder, Bassoon, Stings & Continuo, TWV 52:F1
12 Largo 3:27
13 Vivace 5:35
14 Grave 4:07
15 Allegro 3:27
Concerto In A Minor For Recorder, Viol, Strings & Continuo, TWV 52:A1
16 Grave 3:41
17 Allegro 3:58
18 Dolce 3:13
19 Allegro 4:06
Serenata é uma sequência livre de movimentos de estilo leve e comunicativo. Porém o início deste disco é absolutamente furioso. Depois acalma. As duas serenatas Op. 11 e 16, representam são duas das primeiras tentativas de Johannes Brahms de escrever música orquestral. Ambas datam da década de 1850, especificamente do período em que ele trabalhou na corte de Detmold. Segundo seus biógrafos, esse período era tranquilo e repousado, e embora ao mesmo tempo compusesse o primeiro concerto para piano — sim, aquele meio diabólico –, compôs algumas peças de coral e o lindo sexteto de cordas, Op. 18. Agora, o Quasi Menuetto da Serenata Nº 2 é irresistível em sua sensibilidade e elegância.
Johannes Brahms (1833-1897): Serenatas
Serenade No. 1 In D Major, Op. 11
1 Allegro Molto 13:01
2 Scherzo. Allegro Non Troppo – Trio. Poco Più Moto 7:21
3 Adagio Non Troppo 13:10
4 Menuetto I – Manuetto II 3:52
5 Scherzo. Allegro – Trio 2:41
6 Rondo. Allegro 4:59
Serenade No. 2 For Small Orchestra In A Major, Op. 16
7 Allegro Moderato 9:20
8 Scherzo. Vivace – Trio 3:07
9 Adagio Non Troppo 9:10
10 Quasi Menuetto – Trio 5:32
11 Rondo. Allegro 6:11
200 Anos de Música em Versailles Uma viagem ao coração do Barroco Francês
CD6/20: Os “prazeres” de Versailles durante o reinado de Luis XIV: O Triunfo da Expressão Religiosa na Música Barroca.
A expressão religiosa na música barroca triunfou não apenas nos grandes motetos que foram compostos para a Capela Real em Versalhes, mas também nas composições ambiciosas que foram escritas por mestres de capela de toda a França.
O repertório menos grandiloquente do petit motet inclui também alguns trabalhos notavelmente originais e expressivos. Escrito para poucos cantores, continuo e (às vezes) alguns instrumentos, o petit motet era um dos gêneros mais modernos do início do século XVIII. Seus expoentes eram Morin, Bernier, Couperin e, acima de tudo, Charpentier. Este último foi, sem dúvida, o maior compositor de obras sacras na época de Luís XIV. A maior parte de seu trabalho foi executada fora de Versalhes e, não tendo acesso aos recursos musicais disponíveis na corte real, ele redobrou seus esforços para encontrar motivação dramática que não fosse a pompa e um grande número de cantores e instrumentistas.
Em suas configurações de missa e motetos, que exigem uma grande variedade de recursos musicais, as combinações vocais e instrumentais que ele usa são bastante surpreendentes. Os motetos de 6 partes escritos para Mademoiselle de Guise, por exemplo, exigem um pequeno coro, dois instrumentos musicais e o baixo contínuo.
Finalmente, Leçons de Ténèbres de François Couperin estão entre as mais belas que foram compostas na época do Rei Sol.
200 Anos de Música em Versailles O Triunfo da Expressão Religiosa na Música Barroca.
François Couperin (France, 1668 – 1733) 01. Troisième Leçon de Ténèbres 1. YOD – Manum suam misit 02. Troisième Leçon de Ténèbres 2. CAPH – Omnis populus 03. Troisième Leçon de Ténèbres 3. LAMED – O vos omnes 04. Troisième Leçon de Ténèbres 4. MEM – De excelso misit 05. Troisième Leçon de Ténèbres 5. NUN – Vigilavit jugum iniquitatum 06. Troisième Leçon de Ténèbres 6. Jerusalem, Jerusalem Marc-Antonie Charpentier (France, 1643-1704) 07. Litanies de la Vierge (H83) 1. Kyrie eleison 08. Litanies de la Vierge (H83) 2. Speculum justitiae 09. Litanies de la Vierge (H83) 3. Salus infirmorum 10. Litanies de la Vierge (H83) 4. Aguns Dei 11. Miserere (H193) 1. Miserere mei, Deus 12. Miserere (H193) 2. Averte faciem tuam 13. Miserere (H193) 3. Ne projicias me 14. Miserere (H193) 4. Libera me 15. Miserere (H193) 5. Sacrificium Deo 16. Miserere (H193) 6. Benigne fac Domine 17. Miserere (H193) 17. Tunc acceptabis sacrificium
200 Anos de Música em Versailles CD6/20: Os “prazeres” de Versailles durante o reinado de Luis XIV: O Triunfo da Expressão Religiosa na Música Barroca. – 2007
Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.
When you have trouble unzipping files longer than 256 characters, for Windows, please try 7-ZIP, at https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ and for Mac, try Keka, at http://www.kekaosx.com/, to unzip, both at no cost.
‘Il Guarani” não é apenas a mais conhecida e apreciada ópera brasileira, mas também uma das poucas óperas latino-americana que de quando em vez é representada nos teatros europeus. Antônio Carlos Gomes nasceu a 11 de julho de 1836, em Campinas, então Vila de São Carlos, no Estado de São Paulo. Morreu a 16 de setembro de 1896 em Belém do Pará. Em 1864, com uma bolsa de estudos oferecida pelo Imperador Dom Pedro II, segue para Milão, Itália, onde vai estudar com o maestro Lauro Rossi. Sua obra-prima, “Il Guarani”, foi a primeira produção na Itália. Com libreto de Antonio Scalvini, vem diretamente do famoso romance homónimo de José de Alencar (1829 – 1877). A estreia de “Il Guarany” ocorreu a 19 de março de 1870 no Teatro Scala de Milão, e foi um triunfo. O compositor recebeu a Ordem da Coroa do Rei Vítor Manuel, e a Casa Lucca comprou a partitura, no mesmo dia da estreia, por três mil liras (um dinheirão na época). A estreia nacional da Ópera ocorreu no Teatro Lírico Provisório do Rio de Janeiro a 2 de dezembro de 1870, no dia do 45.° aniversário do Imperador Dom Pedro II, que prestigiou o acontecimento, e concedeu, após o triunfo, a Ordem da Rosa a Carlos Gomes.
Na classificação do autor, “O Guarani” se intitula ópera-baile. O libreto de Antonio Scalvini possui a seguinte advertência inicial: “Este drama foi baseado no estupendo romance de mesmo título do célebre escritor brasileiro José de Alencar. Os nomes guaranis e aimorés são os de duas das tantas tribos indígenas que ocupavam as várias partes do território brasileiro antes que os portugueses introduzissem ali a civilização europeia. Segundo o autor do romance, Peri era o chefe dos guaranis. Esta tribo tinha índole mais dócil do que as outras, ao contrário dos Aimorés, que sempre foram os mais implacáveis inimigos dos brancos. Dom Antônio de Mariz, personagem histórico e não fictício, foi um dos primeiros que governaram o lugar em nome do Rei de Portugal, e que tombou vítima dos conflitos com os nativos”.
Nas duas estreias (europeia e brasileira), a ópera ainda não tinha sua famosa “Protofonia”, só escrita em 1871, e que era substituída por um simples Prelúdio. A belíssima página aproveita temas folclóricos, como “Eu fui no Tororó”, repetido, depois, na ópera, de maneira e tratamento magistrais. Na “Protofonia” há a síntese dos principais motivos.
Nesta gravação reedição (compilada de quatro noites de performance ao vivo em 1994), o dueto “Sento una forza indomita” surge de forma atraente nas mãos de Placido Domingo (1941) e Veronica Villaroel e termina em aplausos explosivos e arrebatadores do público. Mas o verdadeiro prazer da platéia vai para a heroína – C’era una volta un principe; Gentile di cuore. A gravação é boa para uma apresentação ao vivo – e tosses e solavancos foram poucos ou principalmente editados. Todos os cantores parecem fazer bem os papéis, nada de extraordinário e Villaroel é a estrela do show e não Plácido Domingo. Il Guarany é o trabalho mais importante de Carlos Gomes e é bom vê-lo gravado por um elenco de primeira linha em um selo internacional.
Nesta gravação da Sony, o barítono Carlos Alvarez (como Gonzales) dá um excelente desempenho no segundo ato com “Senza tetto, sensa cuna” (Sem abrigo, sem refúgio) (ver Faixa 9 a partir de 1:22 minutos). Além disso, eu gostei do primeiro ato dueto Pery / Cecilia (Plácido Domingo / Verónica Villaroel) que é dramático, bem como encantador: “Sento una forza indomita” (Eu sinto uma força irresistível) (ver Faixa 5 a partir de 1:58 minutos). A soprano Verónica Villaroel é muito boa em: “Gentile di cuore” ( Tender-hearted) (ver Faixa 3 a partir de 6:39 minutos), e “C’era una volta un principe” (Houve uma vez um príncipe) (ver Faixa 10 a partir de 3:50 minutos). A qualidade dramática e voz poderosa de Plácido Domingo é evidente no segundo ato na ária de Pery: “Vanto oi pur superba cuna” (eu sou de alto nascimento).
Enquanto a história, essa se passa no Brasil do século XVI (sobre o amor da nobre Cecília portuguesa e do nobre nativo Pery) no litoral do Rio de Janeiro, onde os índios aimorés e guaranis estão em guerra. Cecília, filha de Dom Antônio de Mariz, velho fidalgo português e chefe dos caçadores de uma colônia lusitana, está comprometida a casar-se com Dom Álvaro, um aventureiro português, que por sua vez, está prometido a uma índia aimoré. Mas Cecília apaixona-se pelo índio Peri, líder da tribo guarani, que por corresponder ao amor da menina, resolve apoiar os caçadores em sua luta contra os aimorés. Gonzales, outro aventureiro português, hóspede de Dom Antônio, planeja trair os companheiros, sequestrando Cecília, mas Peri descobre o plano e impede a tentativa. Pouco depois, Peri é aprisionado pelos guerreiros.
Ciente do amor entre Peri e Cecília, o cacique resolve sacrificá-los. Com a repentina chegado do velho Dom Antônio e seus companheiros, tudo se acalma, mas uma nova traição de Gonzales faz com que Dom Antônio e Cecília sejam encarcerados em seu próprio castelo. Peri vai em busca da amada, pois sabe que D. Antônio pretende matar-se e levá-la consigo. Peri implora para salvar Cecília e o pai dela, emocionado com o amor entre os dois, batiza Peri, tornando-o cristão. Cecília e Peri fogem e, ao longe, vêem a explosão do castelo com D. Antônio, que sacrificou a vida para salvar a da filha, ao lado dos inimigos.
Sob o ponto de vista romântico, portanto, “O Guarani” narra uma história de amor, os dois quase adolescentes – Cecília tem 16 anos e Peri, 18 -, é a descoberta do amor de forma pura, que começa com a amizade e se desenvolve de forma arrebatadora, transpondo as diferenças étnicas e culturais do casal. A ópera evidencia a vida difícil dos primeiros colonizadores portugueses em terras brasileiras e relata, através da personagem Cecília, o vertiginoso processo de amadurecimento que os jovens estrangeiros eram obrigados a enfrentar. Cecília, que no primeiro ato mostra-se uma adolescente frágil, amadurece durante o espetáculo. Convivendo com perdas, medos, insegurança, transforma-se numa mulher forte, capaz de tomar decisões difíceis e disposta a enfrentar qualquer dificuldade. Seu desenvolvimento é proposto claramente pelo compositor também no amadurecimento musical das peças cantadas pela personagem.
Há pouco no material musical que sugere a nacionalidade do compositor. O estilo é mais ou menos italiano e a obra soa em grande medida como Verdi no período intermediário. Ainda assim, embora não seja uma obra-prima, ela contém alguns números agitados e melodias poderosas (contendo, em particular, uma série de duetos memoráveis), e é bem construída e espetacularmente marcada. Em suma, não há como duvidar do nível de inspiração de Carlos Gomes, e no geral é uma ópera muito satisfatória que pode ser recomendada aos amantes de Verdi até com algum entusiasmo. Aliás tem uma lenda que conta que o grande Verdi já glorioso e consagrado, teria dito de Carlos Gomes: “Questo giovane comincia dove finisco io!” (“Este jovem começa de onde eu termino!”). Mostra o quanto acreditava no seu potencial como compositor.
O Regente John Neschling nasceu no Rio de Janeiro, em 1947. Sobrinho-neto do compositor Arnold Schoenberg e do maestro Arthur Bodanzky, muito cedo começou a estudar piano e seguiu a vocação para regência com Hans Swarowsky, em Viena, e com Leonard Bernstein, em Tanglewood. Na minha modesta opinião um grande maestro (apesar da política sempre estragar tudo, mas isso não vem ao caso agora).
Escrever sobre o Sr. José Plácido Domingo Embil é fácil, ele é o tenor que mais representou papéis na história, são mais de 135 personagens operísticos, o cara é fodástico. Imagina decorar 135 óperas em italiano, alemão, inglês, francês, espanhol…. etc. Participou com protagonista em filmes como do diretor Franco Zefirelli (Otello, Cavalleria Rusticana e Pagliacci). Carismático, um artista verdadeiro.
O libreto em “pdf” e a história “passo a passo” com fotos do encarte original da Sony está junto no arquivo de dawnload com as faixas, extraído do livro “As mais Famosas Óperas”, Milton Cross (Mestre de Cerimônias do Metropolitan Opera). Editora Tecnoprint Ltda., 1983.
Pessoal, abrem-se as cortinas e deliciem-se com a bonita música de Carlos Gomes !
Disc: 1
1. Il Guarany: Sinfonia
2. Il Guarany: Act One: Scorre Il Cacciator (Coro, Gonazles, Alvaro, Ruy, Alonso)
3. Il Guarany: Act One: L’iadalalgo Vien -‘Gentile di cuore’ (Ruy, Alonso, Coro, Alvaro ,Gonzales, Antonio, Pery,Cecilia)
4. Il Guarany: Act One: ‘Cecilia, esulta. Reso ai nostri lari’ – ‘Salve, possente Vergine’ (Antonio, Cecilia, Alvaro, Gonzales, Ruy, Alonso, Coro, Pery)
5. Il Guarany: Scena E Duetta ‘Perry!’ – ‘Che brami?’ – ‘Sneto una forza indomita’ (Cecilia, Pery)
6. Il Guarany: Act Two: ‘Son Giunto In Tempo!’ – ‘Vanto Io Pur Superba Cuna’ – (Pery)
7. Il Guarany: Act Two: ‘Ecco la grotta del convegno’ – ‘Serpe vil’ (Gonzales, Alfonso, Ruy, Pery)
8. Il Guarany: Act Two: ‘Udiste?’ – ‘L’oro e un ente si giocondo’ (Alonso, Ruy, Coro)
9. Il Guarany: Act Two: ‘Ebben, miei fidi’ – ‘Senza tetto, senza cuna’ (Gonzales, Ruy, Alonso, Coro)
10. Il Guarany: Act Two: ‘Oh, come e bello il ciel!’ – ‘C’era una volta un principe’ (Cecilia)
Disc: 2
1. Il Guarny: Act Two: ‘Tutto e silenzio’ – ‘Donna, tu foresel’unica’ (Gonzales, Cecilia, Coro, Alvaro)
2. Il Guarny: Act Two: ‘Miei fedeli’ – ‘Vedi quel volto livido’ (Gonzales, Alvaro, Antonio, Pery, Cecilia, Coro, Ruy, Alonso, Pedro)
3. Il Guarny: Act Three: ‘Aspra, crudel, terribil’ (Coro)
4. Il Guarny: Act Three: ‘Canto di guerra’ – ‘Giovinetta, nello sguardo’ (Cacico, Coro, Cecilia)
5. Il Guarny: Act Three: ‘Qual rumore’ – ‘Or bene, insano’ (Cacico, Coro, Cecilia, Pery)
6. Il Guarny: Act Three: ‘Tu, gentil regina’ – ‘Il passo estremo omai s’appresta’ (Cacico, Coro)
7. Il Guarny: Act Three: ‘Ebben, che fu’ – ‘Perche di meste largrime’ (Cecilia, Pery)
8. Il Guarny: Act Three: ‘Morte!’ – ‘O Dio deglil Aimore’ (Cacico, Coro)
9. Il Guarny: Act Three: ‘Che fia?’ – ‘Sorpresi siamo’ (Cacico, Coro, Cecilia, Antonio)
10. Il Guarny: Act Four: ‘Ne torna ancora?’ – ‘In quest’ora suprema’ (Coro, Alonso, Ruy, Gonzales)
11. Il Guarny: Act Four: ‘No, traditori’ – ‘Gran Dio, che tutto vedi’ (Antonio, Pery)
12. Il Guarny: Act Four: ‘ Padre!’ – ‘Con te giurai di vivere’
– Don Antonio de Mariz, velho fidalgo português, baixo – Hao Jiang Tian
– Cecília (Ceci), sua filha, soprano – Verónica Villarroel
– Pery, cacique dos guaranis, tenor – Plácido Domingo
– Dom Alvaro, aventureiro português, tenor – Marcus Haddock
– Gonzales, aventureiro espanhol, barítono – Carlos Álvares
– Ruy Bento, aventureiro espanhol, tenor – Graham Sanders
– Alonso, aventureiro espanhol, baixo – John-Paul Bogart
– O Cacique dos Aimorés, baixo ou barítono – Boris Martinovic
– Pedro, homem de armas de Don Antonio, tenor – Pieris Zarmas
– Aventureiros de diversas nacionalidades, homens e mulheres da colónia portuguesa, selvagens Aimorés
Chor und Extrachor der Oper der Stadt Bonn
Orchester der Beethovenhalle Bonn
Conductor :John Neschling
Gravado ao vivo entre os dias 5 e 14 de junho de 1994 na “Oper der Stadt Bonn” Alemanha
A coleção entre em sua reta final. Ainda tendo o piano como instrumento principal, teremos aqui as Bagatelles, algumas Variações, tendo como destaque as Variações Diabelli, uma das obras favoritas de nosso mentor PQPBach, que as consideram uma das melhores obras compostas pelo gênio de Bonn.
Novamente teremos pianistas desconhecidos, como Olli Mustonen, responsável pelas ‘Diabelli’. O japonês YokioYokoyma retorna com as Variações Eroica e as Bagatelles.
CD 51
1 – 7 Bagatelles Op.33
8-18 11 Bagatelles Op.119
18-24 – 6 Bagatelles Op.126
25. Fantasie G minor B Major Op.77
26. Polonaise C Major Op.89
Yukio Yokyoama – Piano
Cd 52
1 – 8 6 Variations Op.34
9 – 26 15 Variations Op.35
27 – 33 6 Variations Op.76
34. Rondo C Major Op.51,1
35. Rondo G Major Op.51,2
36. Rondo a capriccio G Major Op.129 ‘Die Wut uber den verlorenen Groschen’
Yukio Yokyoama – Piano
CD 53
1- 34 33 Variations on a Waltz by Diabelli Op.120 in C Major
35. String Quintet in C Major (fragment) Hess 41
36. Allegretto in C minor WoO S3
37. Bagatelle in C minor WoO S2
38. Allegretto in C minor Hess 69
39. Klavierstuck ‘Lustig – Traurig’ WoO S4
Um disco realmente espetacular. É a única gravação que conheço da 7ª de Bruckner que pode ombrear com o registro de Bernard Haitink. Não é pouca coisa. A música é lindíssima, plenamente melodiosa e forte. Casualmente, a estreia desta sinfonia ocorreu em 30 de dezembro de 1884, em Leipzig, com a mesma Gewandhausorchester desta gravação. Durante a vida do compositor, a 7ª foi a mais elogiada de suas sinfonias. Ela ainda é considerada por muitos autores como a grande obra‑prima de Bruckner. O Adagio, escrito quando o compositor recebeu a notícia da morte de Wagner, é normalmente tido como o ponto culminante de toda a sua obra e um dos elogios fúnebres mais belos de todo o repertório orquestral. Diz a lenda que o tema do trompete do Scherzo foi cantado para Bruckner por um galo que o acordava todas as manhãs em Saint-Florian. Porém, na minha opinião, o principal movimento desta sinfonia é o primeiro — alta, elegante e dignamente lírico. A sinfonia termina com uma coda triunfante. Obrigatório ouvir.
Symphony No.7 In E Major, WAB 107 – Ed. Haas
2. 1. Allegro moderato 21:41
3. 2. Adagio. Sehr feierlich und sehr langsam 23:07
4. 3. Scherzo. Sehr schnell – Trio. Etwas langsamer 09:43
5. 4. Finale. Bewegt, doch nicht schnell 13:04
Considero esta espetacular coleção com a produção sacra de Vivaldi um item fundamental na discoteca de qualquer admirador do padre ruivo. É espetacular, volto a salientar. Os músicos do ‘The King´s Consort’, grupo dirigido pelo maestro inglês Robert King, estavam muito inspirados quando realizaram estas gravações.
Volto a salientar que estes CDs tem momentos sublimes, com solistas, corais e o próprio conjunto orquestral impecáveis, nos trazendo interpretações magníficas. É coisa para se guardar com carinho e ouvir á exaustão dezenas de vezes.
Vamos então ao que viemos, com os três primeiros cds, onde teremos a ‘Magnificat’, o ‘Dixit Dominus’ e uma de minhas obras favoritas de Vivaldi, ‘Lauda Jerusalem’.
Susan Gritton, Lisa Milne – Sopranos
Cartherine Denley – Contralto
Lynton Atkinson – Tenor
David Wilson- Johnsn – Bass
The Choristes and Choir of The King´s Consort
The King´s Consort
Robert King – Conductor
Certa vez, num bar, após um concerto daqueles gloriosos, estávamos num grupo de umas 15 pessoas, entre os músicos que se apresentaram e outras pessoas, todas bastante qualificadas do ponto de vista de formação, digamos assim. Uma delas, uma escritora chilena, pontificou:
Para identificarmos um mau caráter, basta observar como ele trata as crianças. Se ele as despreza ou humilha, não é incontestável, mas o cara tem boas possibilidades de ser um deles.
Até hoje, pude comprovar a lei. Parece ser verdadeira, ao menos na amostragem disponível a mim. Mas houve uma resposta paralela de um excepcional violoncelista uruguaio, infelizmente já falecido:
Concordo contigo, e adendo outra lei. Um cara pode não gostar de música erudita ou de jazz: OK. Um cara pode não gostar de eruditos, mas gostar de jazz: OK, até porque um dia ele chegará a nós de alguma forma. Um cara pode gostar de ambos: OK. Mas se o cara gostar de eruditos e não gostar de jazz, ele será ou racista ou da direita troglodita. Cuidem bem, não há erro.
Tinha esquecido desta declaração, mas lembrei dela ontem, quando ouvi três pessoas mal disfarçando seu racismo numa loja de CDs eruditos. Se denunciados, mesmo informalmente e de brincadeira, negariam. Mas, nossa, que nojo, que nojo. Será que o uruguaio tinha razão?
John Coltrane & Frank Wess: Wheelin’ & Dealin’ (1957)
01. Things Ain’t What They Used To Be
02. Wheelin’ (Take 2)
03. Wheelin’ (Take 1)
04. Robbins Nest
05. Dealin’ (Take 2)
06. Dealin’ (Take 1)
John Coltrane (tenor saxophone) Frank Wess (tenor saxophone, flute) Paul Quinichette (tenor saxophones) Mal Waldron (piano) Doug Watkins (bass) Art Taylor (drums)
Ao menos por um tempo não terei maiores problemas com o meu servidor de armazenamento, então continuo com o Mega. Esse foi o motivo pelo qual parei com minhas postagens por um tempo, principalmente com essa coleção de Beethoven e a de Música Sacra de Vivaldi, à qual retornarei com arquivos em melhor qualidade.
Vou trazer hoje então o restante dos volumes dedicados às sonatas para piano. Devido a um erro de digitação, coloquei o CD 45 na postagem anterior, mas na verdade ele entra aqui e agora.
CD 45
01. Piano Sonata No.16 in G Major Op.31 No.1 – Allegro vivace
02. Piano Sonata No.16 in G Major Op.31 No.1 – Adagio grazioso
03. Piano Sonata No.16 in G Major Op.31 No.1 – Rondo – Allegretto
Yukio Yokohama – Piano
04. Piano Sonata No.17 in D minor Op.31 No.2 ‘Der Sturm’ – Largo – Allegro
05. Piano Sonata No.17 in D minor Op.31 No.2 ‘Der Sturm’ – Adagio
06. Piano Sonata No.17 in D minor Op.31 No.2 ‘Der Sturm’ – Allegretto
Gehard Oppitz – Piano
CD 46
01. Piano Sonata No.18 Op.31 No.3 in E-flat Major – Allegro
02. Piano Sonata No.18 Op.31 No.3 in E-flat Major – Scherzo – Allegretto vivace
03. Piano Sonata No.18 Op.31 No.3 in E-flat Major – Menuetto – Moderato e grazioso
04. Piano Sonata No.18 Op.31 No.3 in E-flat Major – Presto con fuoco
05. Piano Sonata No.19 Op.49 No.1 in G minor – Andante
06. Piano Sonata No.19 Op.49 No.1 in G minor – Rondo – Allegro
07. Piano Sonata No.20 Op.49 No.2 in G Major – Allegro ma non troppo
08. Piano Sonata No.20 Op.49 No.2 in G Major – Tempo di menuetto
Yukio Yokohama – Piano
09. Piano Sonata No.21 Op.53 in C Major ‘Waldstein’ – Allegro con brio
10. Piano Sonata No.21 Op.53 in C Major ‘Waldstein’ – Adagio molto
11. Piano Sonata No.21 Op.53 in C Major ‘Waldstein’ – Allegretto moderato
Vladimir Horowitz – Piano
CD 47
01. Piano Sonata No.22 in F Major Op.54 – In Tempo d’un menuetto
02. Piano Sonata No.22 in F Major Op.54 – Allegretto
Yukio Yokohama – Piano
03. Piano Sonata No.23 in F minor Op.57 ‘Appassionata’ – Allegro assai
04. Piano Sonata No.23 in F minor Op.57 ‘Appassionata’ – Andante con moto
05. Piano Sonata No.23 in F minor Op.57 ‘Appassionata’ – Allegro ma non troppo
Justus Frantz
06. Piano Sonata No.24 Op.78 ‘A Therese’ – Adagio cantabile – Allegro ma non troppo
07. Piano Sonata No.24 in F-sharp Major Op.78 ‘A Therese’ – Allegro vivace
Robert Casadesus – Piano
08. Piano Sonata No.25 in G Major Op.79 ‘Kuckuck’ – Presto alla tedesca
09. Piano Sonata No.25 in G Major Op.79 ‘Kuckuck’ – Andante
10. Piano Sonata No.25 in G Major Op.79 ‘Kuckuck’ – Vivace
Yukio Yokohama – Piano
CD 48
01. Piano Sonata No.26 Op.81a ‘Les Adieux’ – Das Lebewohl – Adagio – Allegro
02. Piano Sonata No.26 Op.81a ‘Les Adieux’ – Abwesenheit – Andante espressivo
03 Piano Sonata No.26 Op.81a ‘Les Adieux’ – Das Wiedersehen – Vivacissimo
Gerhard Oppitz
04. Piano Sonata No.27 – Mit Lebhaftigkeit und durchaus mit Empfindung und Ausdruck
05. Piano Sonata No.27 Op.90 – Nicht zu geschwind und sehr singbar vorgetragen
06. Piano Sonata No.28 Op.101 – Etwas lebhaft und mit der innigsten Empfindung
07. Piano Sonata No.28 in A Major Op.101 – Lebhaft, marschmabig (Vivace alla marcia)
08. Piano Sonata No.28 – Langsam und sehnsuchtsvoll (Adagio ma non troppo, con affetto)
09. Piano Sonata No.28 – Geschwinde, doch nicht zu sehr und mit Entschlossenheit(Allegro)
Charles Rosen – Piano
CD 49
01. Piano Sonata No.29 in B-flat Major Op.106 ‘Hammerklavier’ – Allegro
02. Piano Sonata No.29 Op.106 ‘Hammerklavier’ – Scherzo – Assai vivace
03. Piano Sonata No.29 – Adagio sostenuto – Appassionato e con molto sentimento
04. Piano Sonata No.29 Op.106 ‘Hammerklavier’ – Largo – Allegro risoluto
Charles Rosen – Piano
CD 50
01. Piano Sonata No.30 in E Major Op.109 – Vivace ma non troppo
02. Piano Sonata No.30 in E Major Op.109 – Prestissimo
03. Piano Sonata No.30 in E Major Op.109 – Andante molto cantabile ed espressivo
04. Piano Sonata No.31 in A-flat Major Op.110 – Moderato cantabile molto espressivo
05. Piano Sonata No.31 in A-flat Major Op.110 – Allegro molto
06. Piano Sonata No.31 Op.110 – Adagio ma non troppo – Fuga – Allegro ma non troppo
07. Piano Sonata No.32 Op.111 – Maestro – Allegro con brio ed appassionato
08. Piano Sonata No.32 Op.111 – Arietta – Adagio molto semplice e cantabile
Não sou um apaixonado pelo nacionalismo espanhol, mas a qualidade deste CD me dobrou. Dutoit, ex-aluno de Ansermet, trouxe consigo o amor pelas nuances de seu mestre e realiza aqui um admirável trabalho. A sonoridade geral é encorpada, porém clara. Os solistas vocais de fala francesa mandam bala bem no espanhol. Se você estiver procurando os dois grandes balés de de Falla em um só disco, acaba de encontrar. Grande CD!
Manuel de Falla (1876-1946): O chapéu de três bicos + El amor Brujo
1. The Three Cornered Hat, Intro: Part I: Afternoon/Dance Of The Miller’s Wife/The Grapes – Colette Boky/Richard Hoenich
2. The Three Cornered Hat, Part II: The Neighbours’ Dance/The Miller’s Dance/The Corregidor’s… – Colette Boky/Richard Hoenich
3. Love, The Magician – Huguette Tourangeau
Colette Boky soprano
Richard Hoenich basson
Orchestre Symphonique de Montréal
Charles Dutoit
Costumava achar que as obras-primas dentre as Sinfonias de Bruckner estavam entre as de numero 4 a 9, mas a 3ª também é extraordinária. É música grandiosa e difícil, que vale todo o investimento cerebral que você fizer para ouvi-la. Celibidache esmerilha. Mas passemos a palavra ao Carlinus.
Passei muito tempo alimentando o intento de iniciar uma integral com as sinfonias de Anton Bruckner. A princípio a tarefa me pareceu difícil, estava com preguiça. Hoje, após ter tomado a resolução de forma intempestiva, resolvi-me pela condução de Sergiu Celibidache. E por quê? Primeiro, porque as sinfonias de Bruckner são trabalhos densos, enormes; repletas de um espírito de onipotência. Após ouvirmos Bruckner ficamos com aquela sensação de que fomos visitados por um evento ascético, divino. Segundo, gosto da condução de Celibidache. Ainda não ouvi a caixa com os 12 CDs, mas acredito que um Bruckner denso, enorme, sendo conduzido por um Celibidache, deve resultar num casamento interessante. Então está justificado o porquê de minha escolha. Curiosamente, a caixa com 12 CDs começa pela Sinfonia No. 3, também conhecida como Sinfonia Wagner. O trabalho é do ano de 1873. Não deixe de ouvir, de apreciar este extraordinário post. Bom deleite!
Anton Bruckner (1824-1896) – Sinfonia No. 3 em Ré menor – “Sinfonia Wagner”
01 – I. Mehr langsam. Misterioso
02 – II. Adagio, bewegt, quasi Andante
03 – III. Ziemlich schnell
04 – IV. Allegro
05 – Applaudissements
Ai, os discos de Karajan…! Grandes gravações, grandes fracassos, o cara não se contentava com nada comum! Mediocridade não era com ele. A primeira vez que vi a Inextinguível à venda foi num lançamento da DG sob a batuta do HvK. A capa era tão espetacular, com um sol vermelho no horizonte, mais arco-íris e silhueta de montanhas e aquele enorme Inextinguishable de lado a lado com o nome do regente em letras um pouco menores, que era impossível não comprar. Mas que bosta de disco! Como ele teve a coragem de gravar aquilo? Mas tudo muda nesta gravação da Chandos.
Não é a minha sinfonia preferida de Nielsen. Esta 4ª, escrita em 1916, me parece dotada de um senso de estilo um tanto vacilante, apesar de vários bons momentos. De indiscutível mesmo, há o quarto movimento, absolutamente arrebatador nesta gravação e mesmo com Karajan. É obra desigual, em minha opinião.
Já a 6ª Sinfonia, “Simples”, escrita às portas da morte, é sensacional. Cheia de sarcasmo, antecipa em poucos anos o que faria Dmitri Shostakovich em seus momentos de humor mais dantesco. A intenção de Nielsen, em muitos momentos, parece ser a de chocar. Ele anuncia que fará, a gente fica meio na dúvida, mas ele faz até mais do que se espera. Sempre dou risadas quando volto a ouvi-la após algum tempo. O tema de abertura não pode ser mais Shosta e Nielsen não estava brincando quando chamou o segundo movimento de Humoreske. Mais: Nielsen devia estar dando barrigadas de riso quando criou o Thema med Variationer, que acaba com um fagote meio incerto, sei lá. Há casos assim: o sujeito está doente, sabe que vai morrer e solta a franga. Novamente, o trabalho da orquestra escocesa faz jus tanto a gritos de Bravo! quanto aos melhores uísques.
Baita CD!
Carl Nielsen (1865 – 1931): Integral das Sinfonias – Sinfonias Nº 4 e Nº 6 (final)
Symphony No. 4, ‘Det Uundslukkelige’, ‘The inextinguishable’, Op. 29 (FS 76)
1. I Allegro
2. II Poco allegretto
3. III Poco adagio quasi andante
4. IV Allegro – glorioso – Tempo giusto
Symphony No. 6, ‘Sinfonia semplice’ Op. 116 (FS 116)
5. I Tempo giusto – Allegro passionato – Lento, ma non troppo – Tempo 1 (giusto)
6. II Humoreske. Allegretto
7. III Proposta Seria. Adagio
8. IV Thema med Variationer. Allegro – Tema: Allegretto un poco – Variations I-IX – Fanfare
200 Anos de Música em Versailles Uma viagem ao coração do Barroco Francês
CD5/20: Os “prazeres” de Versailles durante o reinado de Luis XIV: Concertos e Sinfonias para o Rei.
Em 1683, Luís XIV introduziu os “soirées d’appartement” em Versalhes: três noites por semana, jogos e música para o entretenimento dos cortesãos. No Mars Salon, onde as atividades musicais aconteciam, os virtuosos músicos do rei eram ouvidos, incluindo os Couperins, d’Anglebert, Marais, Hotteterre, La Barre e outros. Compostos no final do reinado de Luis XIV, os Concerts royaux de Francois Couperin estão entre as obras mais refinadas e mais pessoais já apresentadas na corte do Rei Sol. Em sua velhice, Luis XIV os ouvia todos os dias para alegrar sua solidão.
Em dias especiais, quando havia celebrações de algum tipo em Versalhes, o protocolo da corte exigia que a orquestra de câmara de Luís XIV, a 24 Violons du Roi, tocasse durante a Ceia do Rei, em uma sala conhecida como Antichambre du Grand Couvert. Ali, durante três quartos de hora (a duração da refeição), a orquestra tocava peças instrumentais, com o Surintendant de la Musique de la Chambre marcando o compasso. Estas Symphonies pour le Souper du Roi eram de fato suítes de dança, com as danças tiradas de óperas que estavam então na moda e organizadas para a ocasião. Mas alguns músicos, incluindo Lalande e Jean-Baptiste Lully (filho), compuseram peças especialmente para esse fim.
200 Anos de Música em Versailles Concertos e Sinfonias para o Rei.
François Couperin (France, 1668 -1733) 01. Premier Concert royal1. Prelude 02. Premier Concert royal2. Allemande 03. Premier Concert royal3. Sarabande 04. Premier Concert royal4. Gavotte 05. Premier Concert royal5. Gigue 06. Premier Concert royal6. Menuet 07. Deuxième Concert royal1. Prelude 08. Deuxième Concert royal2. Allemande fugue 09. Deuxième Concert royal3. Air tendre 10. Deuxième Concert royal4. Air contre-fugue 11. Deuxième Concert royal5. Echos Les Folies Françoises, Patrick Coën-Akenine, violon et dir.
Michel Richard de Lalande (France, 1657-1726) 12. Symphonies pour les Soupers du Roi1. Ouverture 13. Symphonies pour les Soupers du Roi2. Prelude 14. Symphonies pour les Soupers du Roi3. Marche des Candiots 15. Symphonies pour les Soupers du Roi4. Air des Candiots 16. Symphonies pour les Soupers du Roi5. Air des Combattants 17. Symphonies pour les Soupers du Roi6. Chaconne 18. Symphonies pour les Soupers du Roi7. Air d’Ancelade Jean-Baptiste Lully Fils (França, 1665-1743) 19. Concert donné au souper du Roi 1. Ouverture 20. Concert donné au souper du Roi 2. Sarabande 21. Concert donné au souper du Roi 3. Bourree 22. Concert donné au souper du Roi 4. Quatrième Air en suite 23. Concert donné au souper du Roi 5. Loure 24. Concert donné au souper du Roi 6. Premier et deuxième Rigaudon 25. Concert donné au souper du Roi 7. Grand Air en suite 26. Concert donné au souper du Roi 8. Rondeau en suite 27. Concert donné au souper du Roi 9. Grand Air en fanfare 28. Concert donné au souper du Roi 10. Passacaille Musica Florea. Marek Štrynel, dir.
200 Anos de Música em Versailles CD5/20: Os “prazeres” de Versailles durante o reinado de Luis XIV: Concertos e Sinfonias para o Rei. – 2007
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Mais 10 anos e, em 1911, apareceu a “Espansiva”. Meu conhecimento de Nielsen deu-se através das muitas emissões que a rádio da UFRGS fazia desta extraordinária obra. Hoje, talvez eu não dissesse que é a melhor de todas, diria que é a mais alegre, espetacular e contrastante. O movimento inicial é arrebatador com seus momentos de valsa e otimismo. É exuberante e contrasta fortemente com o idílico segundo movimento, onde os cantores parecem desejar o paraíso. A “Espansiva” finaliza com um belíssimo Allegro de tema majestoso e grudante.
A 5ª Sinfonia pertence a outro mundo. Escrita entre 1921 e 1922 mostra o mundo e a linguagem musical desintegrando-se. Homem de seu tempo, Nielsen provocou irritação, principalmente pelo trecho onde indica que a percussão deve fazer barulho sem especificar de que tipo… Ou melhor, Nielsen instrui literalmente a percussão a tentar parar a progressão da música a qualquer custo, sem ter explicado o que deviam fazer… Os bagunceiros escoceses da orquestra de Thomson, acostumados às brigas de rua e ao quebra-quebra de bêbados, fazem grandes esforços. O originalíssimo primeiro movimento divide-se em 2 partes e 3 planos tonais; o ritmo é monótono, militaresco e torna-se aterrorizante, ainda mais quando os percussionistas decidem acabar com a música (há algo mais óbvio para 1922?); há um Andante que possui duas fugas, uma lenta e outra rápida; o primeiro movimento retorna menos agressivo ao final, mas ameaçador. Vale a pena conhecer esta obra curiosíssima e ultra-clara em sua determinação de mostrar o ambiente político que se criava. Destaque para os percussionistas da orquestra: era para eles darem um show e eles não se fizeram de salames.
Duas esplêndidas obras num só CD.
Carl Nielsen (1865 – 1931): Integral das Sinfonias – Sinfonias Nº 3 e Nº 5
Symphony No. 3, Op 27/FS 60 “Sinfonia espansiva”
1. I Allegro espansivo
2. II Andante pastorale
3. III Allegretto un poco
4. IV Finale. Allegro
Catherine Bott, soprano
Stephen Roberts, baixo
Royal Scottish National Orchestra
Bryden Thomson
Symphony No. 5, Op 50/FS 97
5. I Tempo giusto
6. I Tempo giusto – Adagio non troppo
7. II Allegro
8. II Allegro – Presto
9. II Allegro – Andante un poco tranquillo
10. II Allegro – Allegro
Já que nos fizeram um monte de pedidos nas últimas semanas, pincei cuidadosamente algo que ninguém pedira, mas que é esplêndido. O quase desconhecido — ao menos sob minha perspectiva — Bryden Thomson opera um verdadeiro milagre nestas suas notáveis interpretações das sinfonias de Nielsen para a Chandos. Meus amigos, que discos! Comprei-os há 22 anos. No álbum triplo — existe a versão em 3 CDs avulsos –, está escrito meu nome acompanhado do ano: 1993.
Gosto muito da Sinfonia Nº 1 e ainda mais das outras. Esta sinfonia foi escrita entre os anos de 1890 e 1892 e já mostra um compositor pronto. Não é obra de ensaio. Perguntei a um professor do Instituto de Música (Belas Artes) da UFRGS sobre o que ele achava das sinfonias de Nielsen, sobre sua evolução compositor, a qualidade musical das peças, essas coisas, e ele me replicou mui doutamente: “Olha, PQP, todas são do caralho”. Então tá, quem sou eu para contestar uma autoridade com doutorado na Alemanha? Gosto muito do primeiro movimento. Tenho uma certa resistência ao Andante, mas o resto é mesmo duca.
A Sinfonia Nº 2 tem cada movimento representando um dos 4 temperamentos (colérico, fleumático, melancólico e sanguíneo). Sim, foi uma boa ideia esta de transformar os 4 movimentos clássicos da sinfonia em características das personalidades humanos. O resultado é excelente. Foi escrita nos anos de 1901 e 1902, 10 anos após a primeira, portanto. O primeiro movimento é colérico, mas há espaço para se ouvir oboés, clarinetes, fagotes e outros instrumentos ruins de berro. É sensacional. Oxalá todas as cóleras fossem assim. O fleugmático é perfeito não tanto por sua exatidão programática, mas pela qualidade musical: é belíssimo. O melancólico me parece mais dramático ou desesperado do que propriamente melancólico, mas valeu pela tentativa. E o sanguíneo último movimento é um consistente e bom rondó.
Carl Nielsen (1865 – 1931): Integral das Sinfonias – Sinfonias Nº 1 e Nº 2
Symphony No. 1 in G minor, Op 7/FS 16
1. Allegro orgoglioso
2. Andante
3. Allegro comodo
4. Finale: Allegro con fuoco
200 Anos de Música em Versailles Uma viagem ao coração do Barroco Francês
CD4/20: Os “prazeres” de Versailles durante o reinado de Luis XIV: Lully e seus sucessores na Académie Royale de Musique.
A morte de Lully, em 1687, pôs fim ao monopólio da produção operística de quase quinze anos, de modo que, finalmente, outros compositores puderam apresentar seus trabalhos no palco da prestigiada Academia Royale de Musique.
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Colasse, Desmarest, Charpentier, Destouches, Marais e outros compuseram obras que mostram força e personalidade. Dramaturgos, sinfonistas e melodistas apareceram. Nunca a ópera francesa viu tanta variedade quanto na época – para o deleite do público!
200 Anos de Música em Versailles Lully e seus sucessores na Académie Royale de Musique
Andre Cardinal Destouches (França, 1672 – 1749) 01. Callirhoé (extraits) – 1. Ouverture 02. Callirhoé (extraits) – 2. O nuit temoin des mes soupirs 03. Callirhoé (extraits) – 3. Air Regnez a jamais 04. Callirhoé (extraits) – 4. Premier air 05. Callirhoé (extraits) – 5. Deuxieme air 06. Callirhoé (extraits) – 6. Air Le Tendre Amour 07. Callirhoé (extraits) – 7. Troisieme air 08. Callirhoé (extraits) – 8. Quatrieme air 09. Callirhoé (extraits) – 9. Reprise troisieme air Pascal Colasse (França, 1649 – 1709) 10. Achille & Polyxène (extraits) – 1. Ouverture 11. Achille & Polyxène (extraits) – 2. Gavotte Jean-Baptiste Lully (Italy, 1632-France, 1687) 12. Persée (extraits) – 1. Jeux junoniens – premier et deuxieme air 13. Persée (extraits) – 2. Entrée des Cyclopes 14. Persée (extraits) – 3. Entrée des Nymphes guerrieres 15. Persée (extraits) – 4. O Mort! Venez finir mon destin deplorable Marin Marais (France, 1656-1728) 16. Chaconne de Sémélé Marc-Antonie Charpentier (France, 1643-1704) 17. Médée (extraits) – 1. Rondo pourles Corinthiens 18. Médée (extraits) – 2. Air pour les Argiens 19. Médée (extraits) – 3. Quel prix de mon amour _ 20. Médée (extraits) – 4. Croiras-tu mon malheur _ 21. Médée (extraits) – 5. Noires filles du Styx 22. Médée (extraits) – 6. Intermede
Stéphanie d’Oustrac, bas-dessus (mezzo-soprano) Le Concert Spirituel (Hervé Niquet) Alice Piérot, violon & dir.
200 Anos de Música em Versailles CD4/20: Os “prazeres” de Versailles durante o reinado de Luis XIV: Lully e seus sucessores na Académie Royale de Musique – 2007
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Pois é. Dizer o quê? A grande discussão lá em casa era se este CD era melhor ou pior que os de André Rieu ou que as incursões populares de Mullova. Eu acho que Mutter vence seus concorrentes, mas houve opiniões contrárias. No que todos concordaram é no fato de Mutter ter desejado tornar-se popular ou ter decidido ganhar dinheiro. Como não creio que grandes haja rombos em sua conta bancária, talvez a moça tenha apenas desejado ser (ainda mais) reconhecida nas ruas. Este é um mal que atinge muitas carreiras. Chega o momento em que alguns artistas dizem: “não quero mais ser moderno, quero ser eterno”. Este CD de Mutter nem é tão bem interpretado, é um CD de brilhaturas pessoais e de abordagens para atingir o grande público. Apesar de eu achá-lo superior aos de Rieu e àquele de música brasileira de Mullova, dou-lhe a nota 1, com louvor.
The Club Album (Live From Yellow Lounge) com Anne-Sophie Mutter
1 Vivaldi: The Four Seasons – Concerto In G Minor, RV 315, “The Summer” – 3. Presto 2:40
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi
2 Gershwin: Three Preludes – 1. Allegro ben ritmato e deciso 1:43
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
3 Gershwin: Three Preludes – 2. Andante con moto e poco rubato 3:13
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
4 Gershwin: Three Preludes – 3. Allegro ben ritmato e deciso 1:34
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
5 J.S. Bach: Double Concerto For 2 Violins, Strings, And Continuo In D Minor, BWV 1043 – 3. Allegro 4:34
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi and Noa Wildschut
6 Tchaikovsky: Souvenir d’un lieu cher, Op. 42 – Mélodie 4:31
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
7 Vivaldi: The Four Seasons – Concerto In F Minor, RV 297, “The Winter” – 1. Allegro non molto 3:34
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi
8 J.S. Bach: Double Concerto For 2 Violins, Strings, And Continuo In D Minor, BWV 1043 – 1. Vivace 3:30
by Anne-Sophie Mutter and Mahan Esfahani and Mutter’s Virtuosi and Nancy Zhou
9 Brahms: Hungarian Dance No.1 In G Minor, WoO 1 3:56
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
10 Debussy: Children’s Corner, L. 113 – 6. Golliwogg’s Cakewalk 3:08
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
11 Saint-Saëns: Introduction et Rondo capriccioso, Op. 28 9:24
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
12 Debussy: Suite bergamasque, L. 75 – 3. Clair de lune 5:00
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
13 Copland: Rodeo – 4. Hoe-Down 3:11
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
14 Gounod / J.S. Bach: Ave Maria 5:08
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
15 Benjamin: Jamaican Rumba 1:49
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
16 Williams: Schindler’s List – Original Motion Picture Soundtrack – Theme 4:43
by Anne-Sophie Mutter and Lambert Orkis
1962. Charlie Mingus reuniu uma banda imensa que incluía Clark Terryn, Eric Dolphy, Jaki Byard e o amigo de sempre Dannie Richmond. Um disco estranho, muito livre e surpreendente. Destaque para a música preferida de meu filho, a visceral e poética Freedom, escrita sobre poema de Mingus contra o racismo. E há únicos trechos gravados por Mingus de sua obra-prima “Epitaph” (uma das maiores peças de jazz já escritas, com mais de duas horas de música e que já foi gravada em DVD. Sim, tenho. Ganhei… do meu filho). Atenção para My Search e Portrait. O que me surpreende é que a maioria dos fãs de Mingus rejeitam este disco. Não entendo. Gostar de Mingus e ter problemas com modernagens? Não, né?
Charlie Mingus: The Complete Town Hall Concert
1. Freedom (Part 1) (Live) (Digitally Remastered) 3:47
2. Freedom (Part 2) (aka Clark In The Dark) (1994 Digital Remaster) 3:14
3. Osmotin’ (Live) (Digitally Remastered) 2:50
4. Epitaph (Part 1) (Live) (Digitally Remastered) 7:03
5. Peggy’s Blue Skylight (Live) (Digitally Remastered) 5:21
6. Epitaph (Part 2) (Live) (Digitally Remastered) 5:10
7. My Search (Live) (Digitally Remastered) 8:09
8. Portrait (Live) (1994 Digital Remaster) 4:34
9. Duke’s Choice (aka Don’t Come Back) (Digitally) (Live) (1994 Digital Remaster) 5:12
10. Please Don’t Come Back From The Moon (Live) (Digitally Remastered) 7:24
11. In A Mellow Tone (AKA Finale) (Live) (Digitally Remastered) 8:21
12. Epitaph (Part 1-Alt. Take) (Live) (Digitally Remastered) 7:23
Músicos:
Snooky Young, Ernie Royal, Richard Williams, Clark Terryn, Eddie Armour, Lonnie Hillyer, Rolf Ericson (trompete)
Quentin Jackson, Britt Woodman, Jimmy Cleveland, Willie Dennis, Eddie Bert, Paul Faulise
(trombone)
Eric Dolphy, Charles McPherson, Charlie Mariano, Buddy Collette (sax alto)
Romeo Penque (oboe)
Zoot Sims, George Berg (sax tenor)
Jerome Richardson, Pepper Adams (sax barítono)
Danny Bank (clarineta baixo e clarineta)
Jaki Byard, Toshiko Akiyoshi (piano)
Les Spann (guitarra)
Charles Mingus, Milt Hinton (baixo)
Dannie Richmond (bateria)
Warren Smith (vibrafone, percussão)
Grady Tate (percussão)
Melba Liston, Bob Hammer, Gene Roland (arranjos)
200 Anos de Música em Versailles Uma viagem ao coração do Barroco Francês
CD3/20: Os “prazeres” de Versailles durante o reinado de Luis XIV: Lully, o criador da ópera francesa
Com o poeta Quinault e a pedido de Louis XIV, Lully criou as primeiras óperas francesas com um gênero que deveria ter um futuro brilhante: a tragédia e a música. Todos os anos, de 1673 a 1686, Lully apresentou um novo trabalho desse tipo durante o período do carnaval.
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Em treze anos, o estilo do compositor evoluiu consideravelmente: seus últimos trabalhos, Roland, Amada e Arrnick, mostram-no no auge de sua realização. Todos os meios possíveis foram usados para entreter o público, incluindo intensas e expressivas árias, coros fortes, uma rica orquestra tocando ao longo do trabalho e diversões festivas e coloridas. Suas óperas não eram apenas divertidas, mas também apresentavam representações sutis de paixões humanas violentas e contrastantes, como em algumas das árias de Oriane e Arcabonne em Amadis (1684) e o lamento tocante de Pan em Ísis (1677).
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200 Anos de Música em Versailles Lully, o criador da ópera francesa
Jean-Baptiste Lully (Italy, 1632-France, 1687) 01. Isis (excerpts) _ Ouverture 02. Isis (excerpts) _ Publions en tous lieux 03. Isis (excerpts) _ L’ hyver qui nous tourmente 04. Isis (excerpts) _ Tot, tot, tot 05. Isis (excerpts) _ Liberte, liberte 06. Isis (excerpts) _ Aimons sans cesse 07. Isis (excerpts) _ Helas! Quel bruit!
Barbara Kusa, dessus
Jean-Francis Lombard, haute-contre
Marc Mauillon, taille
Edwin Crossley-Mercer, baritone
Les Pages et les Chantres du Centre de Musique Baroque de Versailles
Musica Florea (Mark Štrynel)
Olivier Schneebeli, dir.
08. Amadis _ Ouverture 09. Amadis _ Marche pour le combat de la barriere 10. Amadis _ Premier air, les combattants 11. Amadis _ Second air 12. Amadis _ Amour que veux-tu de moi_ 13. Amadis _ Toi qui dans ce tombeau 14. Amadis _ Prelude 15. Amadis _ Ciel ! finissez nos peines 16. Amadis _ A qui pourrai-je avoir recours_ 17. Amadis _ Que vois-je_ 18. Amadis _ Fermez-vous pour jamais, mes yeux 19. Amadis _ Je soumets a mes lois l’enfer, la terre et l’ onde 20. Amadis _ Chaconne
Véronique Gens, dessus
Benoît Porcherot, haute-countre
David Witczak, basse-taille
Les Chantres du Centre de Musique Baroque de Versailles
Musica Florea (Marek Štrynel)
Olivier Schneebeli, dir.
200 Anos de Música em Versailles CD3/20: Os “prazeres” de Versailles durante o reinado de Luis XIV: Lully, o criador da ópera francesa- 2007
Estes concertos de Schumann e de Grieg parecem ser siameses, não acham? É quase impossível encontrar um longe do outro, a maioria dos pianistas optam em gravá-los juntos. Claro, são dois pilares do romantismo, ambos são escritos em Lá Menor, etc.
O experiente pianista e condutor Howard Shelley (seria um descendente do poeta inglês Percy Shelley?) faz algumas travessuras por aqui, os mais puristas vão ficar de cabelos em pé. Afinal, para que mais do mesmo? Vamos mudar algumas coisas por aqui. Então foi lá e alterou radicalmente os tempos do Concerto de Schumann, parece que está com pressa de chegar em algum lugar, tipo, vamos acabar isso logo, tenho hora no dentista.
Mas estamos em pleno século XXI então vamos curtir novidades, mesmo em um repertório tão batido e gravado. E vamos dar voz a quem entende do assunto, a saber, a revista britânica Grammophone:
What a good idea to add to that favourite among LP couplings Saint-Saëns’s most Bachian concerto, No 2. And the pleasure doesn’t stop there. Howard Shelley is one of those musicians who quietly goes about his pianistic (and now conductorly) business without grabbing the limelight except for the odd award, but who is consistently impressive, unfailingly musical and only goes into the studio when he has something to say about a work. That is certainly the case here. It’s a particular delight to hear a reading of the Schumann as fleet and joyous as this one. These are intimate performances, an effect no doubt enhanced by the fact that Shelley directs from the piano. Intimate but also sharply characterised. And when virtuosity is required, Shelley provides it in spades. Take the finale of the Schumann: textures are wonderfully transparent, the dotted rhythms are perky and precise, and there are plenty of striking colours from the orchestra (which throughout the disc proves itself a fine ensemble, with some particularly outstanding wind-players). Shelley is just as persuasive in the Grieg, coaxing from the orchestra a real sense of narrative, some lovely oboe-playing and allowing the big tunes due space but never over-indulging them. The concerto’s irresistible yearning quality is well caught too, particularly in the central movement, where he is almost a match for Lipatti. Again, tempi are generally fleet, and Shelley pays attention both to the marcato marking of the finale and its folk tinges without overstatement. These are certainly performances to put alongside the classics.
Technically, the Saint-Saëns is an ideal vehicle for Shelley’s fingery kind of pianism and he is exceptional in the Allegro scherzando, the movement that out-Mendelssohns Mendelssohn. Again, the orchestra is utterly focused. The recorded quality here, as elsewhere, is exemplary.
Então, tá. E vamos ao que viemos.
01. Piano Concerto in A Minor, op. 54 – 1 – Allegro affettuoso
02. Piano Concerto in A Minor, op. 54 – 2 – Intermezzo. Andantino grazioso
03. Piano Concerto in A Minor, op. 54 – 3 – Allegro vivace
04. Piano Concerto in A Minor, op. 16 – 1 – Allegro molto moderato
05. Piano Concerto in A Minor, op. 16 – 2 – Adagio
06. Piano Concerto in A Minor, op. 16 – 3 – Allegro moderato molto e marcato
07. Piano Concerto No. 2 in G Minor, op. 22 – 1 – Andante sostenuto
08. Piano Concerto No. 2 in G Minor, op. 22 – 2 – Allegro scherzando
09. Piano Concerto No. 2 in G Minor, op. 22 – 3 – Presto
Orchestra of Opera North
Howard Shelley – Piano & Conductor
A pianista Lise de la Salle (1988) está entre as novas estrelas da música erudita. É daquelas mais ou menos bonitinhas. As gravadoras que exploram a imagem dos artistas devem ficar meio decepcionadas com a excelente Lise. Ela se sai muito bem no Shosta e no Liszt, mas não vai tão bem assim no Prokofiev. Não adianta, a gravação que o FDP postou com a integral dos concertos do ucraniano é muito melhor. O legal do CD é o programa. Dois excelentes concertos com um Liszt bem ruinzinho no meio. É um refresco meio sem gosto entre os russos (ou entre o russo e o ucraniano, ambos soviéticos). Funciona como um adágio fraquinho entre dois movimentos rápidos e cheios de vida. Bem, não gosto de quase nada de Liszt e alguns podem discordar fortemente de mim. Todos os concertos são Nº 1… Na boa, por que ela não colocou Primeiro Concerto para Piano do Tchai, muito melhor que o do Liszt? Seria uma estupenda trinca!
Shostakovich, Liszt, Prokofiev: Concertos para Piano Nº uns
1. Shostakovich: Concerto No. 1 for piano, trumpet and strings in C minor, opus 35 – Allegro
2. II Lento
3. III Moderato
4. IV Allegro con brio
5. Liszt: Piano Concerto No.1 in E flat major, s.124 – Allegro maestoso
6. II Quasi adagio
7. III Allegro vivace – allegro animato
8. IV Allegro marziale animato
9. Prokofiev: Piano Concerto No.1 in D flat major, opus 10 – Allegro brioso
10. II Andante assai
11. III Allegro scherzando
Lise de la Salle, piano
Libson Gulbenkian Foundation Orchestra
Lawrence Foster