Maurice Ravel (1875-1937) – The Complete Edition – CDs 4 e 5 de 14 – Chamber Music – Rogé, Juillet, Truls Mork, etc .

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Continuando a saga !!! Novos Links !!

Estes dois cds com a produção de música de câmara de Ravel são belíssimos, não apenas pela qualidade da música, mas principalmente pelos músicos e opções escolhidas.
Começando pela famosa “Tzigane”, onde a violinista Chantal Juillet, desconhecida por mim até agora, dá um show, acompanhada por Pascal Rogé, que toca uma espécie de piano chamado Lutheal. Detalhe: a Tzigane foi originalmente composta por Ravel para o violino ser acompanhado exatamente por um Luthéal Piano. Maiores detalhes sobre esse instrumento os senhores podem encontrar na Wikipedia. A participação da violinista Chantal Juillet é um detalhe a parte. Sua técnica é impecável, que nos mostra uma instrumentista madura, segura de sua capacidade e virtuosismo.
A “Sonata Posthume pour Violin et Piano” também é lindíssima, Novamente a parceria Juillet / Rogé funciona perfeitamente, assim como na pouquíssimo gravada “Sonate pour Violin et Violoncello”, onde Chantal junta-se ao violoncelista Truls Mork, um dos grandes nomes do instrumento de sua geração.

O segundo CD também é belíssimo, mas ali a coisa engrossa mesmo, com a presença do Melos Quartet e do Beaux Ars Trio. Gente grande tocando música de gente grande.

CD 4

01 – Tzigane
02 – Pièce en forme de habanera
03 – Sonate posthume pour violin et piano  [1897]
04 – Berceuse sur le nom de Gabriel Fauré
05 – Sonate pour violon et violoncelle – I. Allegro
06 – Sonate pour violon et violoncelle – II. Très vif
07 – Sonate pour violon et violoncelle – III. Lent
08 – Sonate pour violon et violoncelle – IV. Vif, avec entrain
09 – Kaddish  (transcr. Lucien Garban)
10 – Sonate pour violin et piano – I. Allegretto  [1927]
11 – Sonate pour violin et piano – II. Blues; Moderato
12 – Sonate pour violin et piano – III. Perpetuum mobile; Allegro

Chantal Juillet – Violin
Pascal Rogé – Piano, Piano Luthéal
Truls Mork – Cello

CD 4 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 5

01. Ravel String Quartet In F Major (1903) 1. Allegro Moderato. Très Doux
02. Ravel String Quartet In F Major (1903) 2. Assez Vif. Très Rythmé
03. Ravel String Quartet In F Major (1903) 3. Très Lent
04. Ravel String Quartet In F Major (1903) 4. Vif Et Agité

Melos Quartet

05. Ravel Introduction And Allegro
Osian Ellis – Harp
Melos Quartet

06. Ravel Piano Trio In A Minor 1. Modéré
07. Ravel Piano Trio In A Minor 2. Pantoum (Assez Vif)
08. Ravel Piano Trio In A Minor 3. Passacaille (Très Large)
09. Ravel Piano Trio In A Minor 4. Final (Animé)

Beaux Arts Trio

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.: interlúdio :. Bjørnstad, Darling, Rypdal & Christensen: The Sea II

.: interlúdio :. Bjørnstad, Darling, Rypdal & Christensen: The Sea II

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O quarteto do pianista e escritor Ketil Bjørnstad com o violoncelista David Darling, o guitarrista Terje Rypdal e o baterista Jon Christensen é quase um estereótipo dos discos médios da ECM. Os dez temas originais deste CD têm um humor introspectivo e sombrio. Na verdade, os temas são menos importantes do que a atmosfera que eles criam, assim como os solos individuais dos músicos são menos significativos do que o som do conjunto. A coisa toda é um pouco sonolenta e o desenvolvimento das músicas é bem lento, embora haja alguns solos de fogo e rock do guitarrista Rypdal.

Bjørnstad, Darling, Rypdal & Christensen: The Sea II

1 Laila
2 Outward Bound
3 Brand
4 The Mother
5 Song for a Planet
6 Consequences
7 Agnes
8 Mime
9 December
10 South

Ketil Bjørnstad, piano
David Darling, cello
Jon Christensen, drums
Terje Rypdal, guitars

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Bjornstad, Darling, Rypdal & Christensen
Bjornstad, Darling, Rypdal & Christensen

PQP

Johannes Brahms (1833-1897): Trios Op. 8 (Nro, 1) e Op. 87 (Nro. 2) (Storioni Trio)

Johannes Brahms (1833-1897): Trios Op. 8 (Nro, 1) e Op. 87 (Nro. 2) (Storioni Trio)

folder (1)O Trio Op. 8 é algo tão impressionante que vale ser ouvido em todas as versões possíveis, apesar de que a a concorrência é muito grandeParece que Brahms encontrava sempre uma forma acertar tudo de primeira. Independentemente do gênero —  sinfonias, concertos, serenatas, sonatas para violino ou sextetos de cordas — Brahms consegue ser melhor e mais expressivo em suas primeiras tentativas. Tal é certamente o caso do seu primeiro trio de piano, que embora tenha sido substancialmente revisto décadas após a sua composição original, ainda se apresenta como uma obra-prima de contorno melódico, complexidade harmônica e forma. Compara aí com o segundo e veja se eu não tenho razão!

O Op. 87 é ótimo, é Brahms, mas o 8…

Johannes Brahms (1833-1897): Trios Op. 8 (Nro, 1) e Op. 87 (Nro. 2)

01. Piano Trio No. 1 in B, Op. 8 – Allegro con brio
02. Piano Trio No. 1 in B, Op. 8 – Scherzo (Allegro molto)
03. Piano Trio No. 1 in B, Op. 8 – Adagio
04. Piano Trio No. 1 in B, Op. 8 – Allegro

05. Piano Trio No. 2 in C, Op. 87 – Allegro
06. Piano Trio No. 2 in C, Op. 87 – Andante con moto
07. Piano Trio No. 2 in C, Op. 87 – Scherzo (Presto)
08. Piano Trio No. 2 in C, Op. 87 – Finale (Allegro giocoso)

Storioni Trio

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O Storioni Trio
O Storioni Trio em azul, preto e branco, como o indigno e nojento time do Grêmio

PQP

.: interlúdio :. Tigran Hamasyan: For Gyumri

.: interlúdio :. Tigran Hamasyan: For Gyumri

R-11641506-1519903149-9815.jpegUma pequena joia. Este CD — cujo lançamento foi preferencialmente em vinil — traz poucos e deliciosos minutos com Tigran Hamassyan. Gyumri foi onde o nasceu este pianista armênio. Embora focado principalmente no universo do jazz, suas composições integram melodias e tradições armênias com ruídos ambientes e até mesmo heavy metal. Tudo com uma abordagem composicional de mente aberta e cheia de nuances. As melodias são bem concebidas, orientadas para o vocal e para as sofisticadas variações. Fica evidente que o pianista tem grande sutileza e escreve temas cheios de belos ganchos melódicos.

Tigran Hamasyan: For Gyumri

A1 Aragatz
A2 Rays Of Light
A3 The American
B1 Self-Portrait 1
B2 Revolving – Prayer

Tigran Hamasyan: piano, voz, pós-produção

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Hamasayan coçando o próprio ouvido.
Hamasyan apura o ouvido para os sons de sua Armênia.

Maurice Ravel (1875-1937) – The Complete Edition – Vols 1 a 3 de 17 – Thibaudet, Argerich, Rogé, et. all

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Novos Links !!! RECOMPACTEI O CD 3  E SUBI NOVAMENTE PARA O MEGA. ESPERO QUE AGORA ESTEJA OK !

Já ensaiei postar essa coleção há um tempo atrás, mas desisti. Vamos ver se agora vai.
A proposta da gravadora  DECCA é interessante, e traz todas as gravações realizadas por esse selo das obras do genial compositor francês. Entre os intérpretes, figurinhas carimbadas desse repertório, como os maestros Charles Dutoit e Ernest Ansermet, e pianistas do nível de Martha Argerich, Jean-Ives Thibaudet e Pascal Rogé.
Começamos então com uma postagem tripla, trazendo os três cds com as obras para piano. Destaques? Thibaudet arrasando na “Pavane pour une infante defunte” e na “Sonatine”, e claro, Martha Argerich inspiradíssima nas “Valses nobles et sentimentales”.

CD 1

01 – Serenade grotesque
02 – Menuet antique
03 – Pavane pour une infante defunte
04 – Jeux d’eau
05 – Sonatine – I. Modere
06 – Sonatine – II. Mouvement de menuet
07 – Sonatine – III. Anime
08 – Menuet sur le nom de Haydn
09 – Prelude
10 – A la maniere de Borodine
11 – A la maniere de Chabrier
12 – Le Tombeau de Couperin- I. Prelude
13 – Le Tombeau de Couperin- II. Fugue
14 – Le Tombeau de Couperin- III. Forlane
15 – Le Tombeau de Couperin- IV. Rigaudon
16 – Le Tombeau de Couperin- V. Menuet
17 – Le Tombeau de Couperin- VI. Toccata

Jean-Yves Thibaudet – Piano

18 – La Parade

François-Joël Thiollier – Piano

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CD 2
01 – Valses Nobles Et Sentimentales _ 1. Modéré – Très Franc
02 – Valses Nobles Et Sentimentales _ 2. Assez Lent – Avec Une Expression
03 – Valses Nobles Et Sentimentales _ 3. Modéré
04 – Valses Nobles Et Sentimentales _ 4. Assez Animé
05 – Valses Nobles Et Sentimentales _ 5. Presque Lent – Dans Un Sentiment
06 – Valses Nobles Et Sentimentales _ 6. Assez Vif
07 – Valses Nobles Et Sentimentales _ 7. Moins Vif
08 – Valses Nobles Et Sentimentales _ 8. Epilogue (Lent)

Martha Argerich – Piano

09 – Miroirs _ 1. Noctuelles
10 – Miroirs _ 2. Oiseaux Tristes
11 – Miroirs _ 3. Une Barque Sur L’océan
12 – Miroirs _ 4. Alborada Del Gracioso
13 – Miroirs _ 5. La Vallée Des Cloches

Pierre-Laurent Aimard

14 – Gaspard De La Nuit _ Ondine
15 – Gaspard De La Nuit _ Le Gibet
16 – Gaspard De La Nuit _ Scarbo

Ivo Pogorelich

CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 3

01 – Ma Mère L’oye – For Piano Duet _ 1. Pavane De La Belle Au Bois Dormant
02 – Ma Mère L’oye – For Piano Duet _ 2. Petit Poucet
03 – Ma Mère L’oye – For Piano Duet _ 3. Laideronnette, Impératrice Des Pa
04 – Ma Mère L’oye – For Piano Duet _ 4. Les Entretiens De La Belle Et De
05 – Ma Mère L’oye – For Piano Duet _ 5. Le Jardin Féerique

Pascal & Denise-Françoise Rogé – Pianos

06 – Frontispice For Two Pianos
Alfons & Aloys Kontarsky – Piano

07 – Sites Auriculaires _ Habanera
08 – Sites Auriculaires _ Entre Cloches

Jacques Février – Piano

09 – Rapsodie Espagnole – Arr. 2 Pianos By Ravel _ 1. Prélude À La Nuit
10 – Rapsodie Espagnole – Arr. 2 Pianos By Ravel _ 2. Malagueña
11 – Rapsodie Espagnole – Arr. 2 Pianos By Ravel _ 3. Habanera
12 – Rapsodie Espagnole – Arr. 2 Pianos By Ravel _ 4. Feria
13 – La Valse

Vladimir & Vovka Ashkenazy

14 – Debussy – Nocturnes – Transcription For Piano Duet By Maurice Ravel
15 – Debussy – Nocturnes – Transcription For Piano Duet By Maurice Ravel
16 – Debussy – Nocturnes – Transcription For Piano Duet By Maurice Ravel

Anne Shasby & Richard McMahon – Pianos

CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Arrigo Boito (1842-1918): Mefistofele

Arrigo Boito (1842-1918): Mefistofele

Mefistofele CapaNeste post compartilho com vocês a ópera Mefistofele de Arrigo Boito (24 de fevereiro de 1842 – 10 de junho de 1918) e um pouquinho da história resumida e inspirada do encarte dos Cd’s feito pelo Sr. Barrymore Scherer. Arrigo Boito começou a conceber uma obra inspirada em Goethe (1749 – 1832) durante uma viagem pela França e Alemanha nos idos de 1862, viagem essa concedida por uma bolsa de estudos governamental após conquistar o diploma do conservatório de Milão. Boito era dotado de uma forte inclinação literária, exemplo são seus libretos feitos para Verdi (Otello e Falstaff) ou para Ponchielli (La Gioconda). Ao longo da história ele foi considerado por muitos um compositor mais por vontade do que por inspiração (será?). Mefistofele teve sua estréia no Scala em 5 de março de 1868 e se revelou um dos maiores insucessos da história do teatro. Várias foram as razões para o êxito negativo, naquela época Boito fazia parte de um grupo de artistas que tencionava revolucionar as artes italianas do marasmo em que haviam caído, e em nome de uma afinidade com a cultura alemã, prometiam a tal revolução cultural. Foi feita uma propaganda antecipada de que a obra iria sacudir a Itália, foi fácil então predispor divisões entre os italianos, salientando o racha entre o público, e no dia da estréia muitos já esperavam por brigas e torcendo pelo fracasso. O prólogo, o quarteto no jardim e o Sabá clássico fizeram boa impressão; mas o resto foi vaiado. Boito retirou a partitura profundamente humilhado e desiludido. Por muitos anos ele ganhou a vida escrevendo e traduzindo libretos para publicações italianas de óperas estrangeiras. Entrementes, aplicava-se com toda calma à revisão de Mefistofele. Então o sucesso dessa nova versão estreada em Bolonha em 1875 contribuiu muito para devolver a confiança em si mesmo, assim como a edição sucessiva em Veneza em 1876, para a qual ele preparou posteriores modificações. Daí em diante só alegrias, Mefistofele passou a cumprir o giro nos teatros italianos e no circuito internacional começado no início dos idos de 1881, todavia foi o triunfal retorno da obra ao Scala em 25 de maio de 1881, com direção cênica de Boito e regência de Faccio, que assinalou o resgate definitivo. Por ser um compositor italiano do último terço do século dezenove, ele foi um anticonformista, ligado a linguagem musical de Berlioz. A influência deste é particularmente pronunciada na eletrizante majestosidade do prólogo e do epílogo, com seu acurado cromatismo orquestral, as fortes e agudas fanfarras e a absoluta predominância dos sons. A inspiração melódica de Boito é de um nível surpreendentemente alto nesta ópera não raro considerada de gélida grandeza. Motivos famosos como “Dai campi, dai prati”(CD1 faixa 13) e “Lontano Lontano, lontano”(CD2 faixa 11) são igualados à área invocação de Fausto e Margarida “Calma il tuo cor” (CD1 faixa 19), com a sua deliciosa cadência de sextas paralelas; tembém admirável o estupendo Sabá clássico, “Firma ideal puríssima” (CD2 faixa 19) que conduz ao apaixonado dueto de Fausto e Helena.

A lenda de Fausto tem sido um tema que se repete desde o século dezesseis no folclore e na literatura, naqueles tempos acreditava-se sinceramente na magia negra e no interminável choque entre o Poder dos Céus e as Potências das trevas, seres repugnantes dotados de botas e chifres…. Em 1509 a Universidade de Neidelberg, conferiu a láurera de doutor em teologia a um certo Johannes Faust, nascido em Knittlingen, no antigo território do reino de Württemberg, pelo ano de 1480. Conta-se que também estudara magia na universidade de Cracóvia (interessante dizer que na época esta disciplina era tão comum como Administração de Empresas nos dias de hoje). Conta a lenda oral que Faust poderia predizer o futuro, evocava heróis mitológicos em suas aulas, era tido como um pérfido dado a travessuras de extraordinária malignidade. Acabando por ir a prisão. Depois da misteriosa morte de Faust, por volta de 1540, quando ensinava a arte de voar, tornou-se comum a opinião que ele tivesse recebido seus ímpios poderes do próprio Demônio em troca de sua alma. Embora nebulosas historietas já houvessem aparecido durante a agradável vida do doutor, a oralidade logo se transformou em uma tradição escrita que do ponto de vista comercial demonstrou ser uma mina de ouro. O primeiro Faustbuch foi publicado na Alemanha em 1587 e pretendia ser uma assustadora advertência aos que se sentiam superiores às convenções religiosas. O Fausto de Goethe (1749 – 1832), é considerado uma das obras-primas da literatura universal e Boito escreveu seu libreto final dividindo da seguinte maneira: um prólogo, quatro atos e epílogo. Boito baseou o seu libreto em ambas as partes da obra de Goethe e esforçou-se por lhe dar o substrato da filosofia sobre o qual o mestre alemão criou a sua estrutura dramática, uma das mais belas partituras de ópera italiana, apesar de ser tão raramente ouvida e interpretada. Desta vez a sinopse foi copiada 100% do encarte:

Lugar: Alemanha e Grécia Antiga
Época: Idade Média e Antiguidade
Primeira apresentação: Teatro La Scala , Milão, 5 de março de 1868
Idioma original: italiano

Prólogo: Em algum lugar sem tempo definido, na nebulosa infinidade do espaço o som das trombetas e os raios rompem a névoa, seguidos de um grande hino de louvor entoado pelas invisíveis Falanges celestes. Quando cessam, aparece Mefistófeles, ironiza quanto a bondade do Céu, o poder de Deus e a debilidade do gênero humano. Perguntam-lhe se conhece o filósofo Fausto; responde saber bem quem seja e dele se ri porque dedica toda sua vida a indagar qual o sentido da fé. Neste ponto Mefistófeles desafia Deus a apostar se não conseguirá empurrar Fausto para o pecado. As vozes celestes aceitam o desafio, querendo oferecer um divertimento ao Demônio, mas quando um enxame de querubins levanta vôo, Mefistófeles sai inquieto. Os penitentes sobre a terra unem então suas vozes às das Falanges celestes em um cântico final de louvor.

Ato 1: Um domingo de Páscoa em Frankfurt no século 16; estudantes e camponeses comem e bebem numa atmosfera alegre. Fausto, entediado e cansado de sua vida de filósofo, passeia com seu discípulo Wagner. Ao crepúsculo observam um franciscano de ar sinistro que os seguiu durante todo o dia. Fausto acredita tratar-se do demônio mas Wagner repele a idéia. Todavia, procuram desorientar o frade, voltando ao estúdio de Fausto, onde o velho entoa uma apóstrofe à beleza da natureza. Sem ser visto, o franciscano seguiu Fausto e com um grito amedrontador salta para o interior da sala. Jogando fora o hábito cinzento, o frade revela ser Mefistófeles, nas vestes elegantes de um cavalheiro. Depois de se ter apresentado com um canto de zombaria, o Demônio oferece um pacto a Fausto: em troca da sua alma ele garantirá a juventude ao ancião e o servirá na terra. Fausto aceita com a condição de experimentar uma hora de completa satisfação espiritual. Firmado o pacto, Mefistófeles estende seu manto e voa para fora, juntamente com Fausto.

Ato 2, cena 1: Em um jardim, Fausto – sob o nome de Enrico – corteja ardentemente Margarida, uma jovem ingênua, da qual está enamorado. Entrementes, Mefistófeles entretém Marta, servindo-se para distraí-la de uma grande quantidade de tolices e brincadeiras. Fausto quer fazer amor com Margarida. Mas isso é impossível, desde que ela divide o quarto de dormir com a mãe, que tem sono leve. Fausto lhe dá uma poção sonífera, assegurando-lhe que apenas três gotas bastarão para assegurar-lhes toda a tranquilidade de que precisam sem molestar a mãe. Depois de uma viva sequência no jardim, os quatro se dispersam.

Ato2, cena 2: Mefistófeles leva fausto ao passo de Brocken, onde o folósofo é feito testemunhade todos os depravados festejos do inferno durante uma celebração da Noite de Valpurgis, o Sabá romântico. Enquanto as chamas iluminam o ar sulfuroso, bruxas e Samuel Rameybruxos dançam furiosamente em selvagem abandono. As criaturas infernais proclamam Mefistófeles seu mestre e o homenageiam numa esfera de cristal que simboliza a Terra. Depois de ter jogado com ela, pondo em relevo a fragilidade dos seus habitantes, ele estilhaça a esfera por entre a zombaria geral. A orgia continua, mas quando ela atinge sua culminância Fausto é aterrorizado por uma visão de Margarida acorrentada. Não obstante a repugnância de Mefistófeles, ele insiste para ser levado a ela.

Ato 3: Na cela de uma prisão, Margarida jaz sobre um leito de palha murmurando aflita de si para si. Abandonada por Fausto, foi julgada culpada do assassinato do seu próprio filho (fruto de seu amor por Fausto) e do envenenamento da mãe (o sonífero era muito forte). A prova áspera a tornou demente, mas na expectativa da execução roga pelo perdão divino. Fausto chega em companhia de Mefistófeles, que lhe dá as chaves da prisão e recomenda que se apresse para fugir com a jovem. Fausto consegue acalmá-la, descrevendo-lhe a ilha distante na qual poderiam viver felizes se ela fugisse com ele. Mefistófeles interrompe esse sonho para lhe avisar quer o dia está chegando. Mas quando reconhece Fausto, Margarida começa a delirar. Margarida fica aterrorizada com a presença do maligno e, com uma última expressão de desgosto ante o outrora amante, morre entre os braços de Fausto, no momento mesmo em que o carrasco entra na cela. Mefistófeles pronuncia sua condenação, mas um coro angélico anula a sentença; o Demônio voa para fora com o seu protegido.

Ato 4: Grécia Antiga. Mefistofele leva Fausto às margens do Vale do Templo. Fausto é arrebatado com a beleza da cena enquanto Mefistofele descobre que as orgias do Brocken eram mais do seu gosto. “É a noite do clássico Sabá”. Um bando de jovens donzelas aparece, cantando e dançando. Mefistofele, irritado e confuso, se retira. Helena entra em coro e, absorvida por uma visão terrível, ensaia a história da destruição de Tróia. Fausto entra, ricamente vestido com o traje de um cavaleiro do século XV, seguido por Mefistofele, Nereno, Pantalis e outros, com pequenos faunos e sirenes. Ajoelhando-se diante de Helena, ele se dirige a ela como seu ideal de beleza e pureza. Assim, prometendo um ao outro seu amor e devoção, eles vagam pelos castelos e se perdem de vista. A ode de Helena, “La luna imóvel inonda l’etere” (Flutuando imóvel, a lua inunda a cúpula da noite); seu sonho da destruição de Tróia; o dueto de amor por Helena e Fausto, “Ah! Amore! misterio celeste” (“Tis amor, um mistério celestial”); e a o hábil fundo musical na orquestra e coro, são as principais características da partitura deste ato.

Epílogo: encontramos Fausto em seu laboratório mais uma vez – um homem idoso, com a morte se aproximando rapidamente, lamentando sua vida passada, com o volume sagrado da Bíblia aberto diante dele. Temendo que Fausto ainda possa escapar dele, Mefistofele espalha seu manto, e instiga Fausto a voar com ele pelo ar. Apelando ao Céu, Fausto é fortalecido pelo som das canções angélicas e resiste. Enfraquecido em seus esforços, Mefistofele evoca uma visão de belas sereias. Fausto hesita um momento, volta para o volume sagrado e grita: “Aqui, finalmente, encontro a salvação”; depois cair de joelhos em oração, supera eficazmente as tentações do maligno. Ele então morre em meio a uma chuva de pétalas rosadas e à música triunfante de um coro celestial. Mefistofele perdeu sua aposta e as influências sagradas prevaleceram.

Eu tenho este ábum há 28 anos, e essa gravação com o Placidão (1941), Samuel Ramey (1942) e com a Eva Marton (1943) é difícil de bater, foi a primeira gravação que ouvi da obra, tornou-se referência. Samuel Ramey é um dos maiores Barítonos e na época ele simplesmente fez Mefistofele reviver nos palcos, impressionante, é um papel feito sob medida para ele. E a dupla com Placido Domingo ai vira um bálsamo para os sentidos. Ouvimos um canto envelhecido e vacilante de Sergio Tedesco (1921 – 2012) como Wagner. Ele pode ter tido no passado uma voz de Tarzan, mas aqui com sessenta anos de idade, fica a desejar. Eva Marton convence como Margarida e canta lindamente como Helena, apesar dos seus conhecidos vibratos. Mas os verdadeiros superstars desta gravação são A Orquestra Estadual Húngara e o Coro da Ópera Húngara. Sob a direção de Guiseppe Patane (1932 – 1989), a orquestra e o coro tornam esta gravação excepcional (uma curiosidade é que o Maestro não chegou a ver a obra produzida, faleceu pouco tempo após o final das gravações). Então vamos ao que viemos (licença poética PQP) esta onda de esplendor musical se eleva nesta grandiosa gravação com Samuel Ramey, Placido Domingo, Eva Marton sob a batuta de Giuseppe Patané, compraz esperar que o espírito de Boito possa ouví-la e ter enfim a confirmação de que suas intermináveis fadigas não foram vãs.

A história “passo a passo” com fotos do encarte original do CD estão junto no arquivo de download com as faixas, o resumo da ópera foi extraído do livro “As mais Famosas Óperas”, Milton Cross (Mestre de Cerimônias do Metropolitan Opera). Editora Tecnoprint Ltda., 1983. Desta vez fiquei com preguiça e digitalizei as páginas do livro.

Pessoal, abrem-se as cortinas e deliciem-se com a magnífica obra de Arrigo Boito !

CD1: 1
1. Mefistofele: Prologue In Heaven – Preludio
2. Mefistofele: Prologue In Heaven – ‘Ave Signor’ (Coro)
3. Mefistofele: Prologue In Heaven – Scherzo instrumentale
4. Mefistofele: Prologue In Heaven – ‘Ave Signor’ (Mefistofele)
5. Mefistofele: Prologue In Heaven – ‘T’e noto Faust?’ (Coro, Mefistofele)
6. Mefistofele: Prologue In Heaven – ‘Siam nimbi volanti’ (Coro, Mefistofele)
7. Mefistofele: Prologue In Heaven – ‘Salve Regina!’ (Coro)
8. Mefistofele: Act One – ‘Perche di la?’ (Coro)
9. Mefistofele: Act One – ‘Qua il bicchier!’ (Coro)
10. Mefistofele: Act One – ‘Al soave raggiar’ (Faust)
11. Mefistofele: Act One – ‘ Movere a diporto’ (Wagner, Coro)
12. Mefistofele: Act One – ‘Sediam sovra quel sasso’ (Faust, Wagner, Coro)
13. Mefistofele: Act One – ‘Dai campi, dai prati’ (Faust)
14. Mefistofele: Act One – ‘Ola! Chi urla?’ (Faust, Mefistofele)
15. Mefistofele: Act One – ‘Son lo Spirito’ (Mefistofele)
16. Mefistofele: Act One – ‘Strano figlio del Caos’ (Faust, Mefistofele)
17. Mefistofele: Act One – ‘Se tu mi doni un’ora’ (Faust, Mefistofele)
18. Mefistofele: Act Two ‘Cavaliero illustre e saggio’ (Margherita, Faust, Mefistofele, Marta)
19. Mefistofele: Act Two – ‘Colma il tuo cor’ (Faust, Margherita, Mefistofele, Marta)

Disc: 2
1. Mefistofele: Act Two – ‘Su, cammina’ (Mefistofele, Coro)
2. Mefistofele: Act Two – ‘Folletto!’ (Faust, Mefistofele)
3. Mefistofele: Act Two – ‘Ascolta. Si’agita il bosco’ (Mefistofele, Coro)
4. Mefistofele: Act Two – ‘Largo, largo a Mefistofele’ (Mefistofele, Coro)
5. Mefistofele: Act Two – Danza di streghe – ‘Popoli!’ (Mefistofele, Coro)
6. Mefistofele: Act Two – ‘Ecco il mondo
7. Mefistofele: Act Two – ‘Riddiamo!’ (Coro, Faust, Mefistofele)
8. Mefistofele: Act Two – ‘Ah! Su! Riddiamo’ (Coro)
9. Mefistofele: Act Three – ‘L’altra notte in fondo’ (Margherita, Faust, Mefistofele)
10. Mefistofele: Act Three – ‘Dio di pieta!’ (Margherita, Faust)
11. Mefistofele: Act Three – ‘Lontano, lontano, lontano’ (Margherita, Faust)
12. Mefistofele: Act Three – ‘Sorge il di!’ (Mefistofele, Margherita, Faust)
13. Mefistofele: Act Three – ‘Spunta l’aurora pallida’ (Margherita, Faust, Mefistofele)
14. Mefistofele: Act Four – ‘La luna immobile’ (Elena, Pantalis, Faust)
15. Mefistofele: Act Four – ‘Ecco la notte del classico Sabba’ (Mefistofele, Faust)
16. Mefistofele: Act Four – Andantino danzante
17. Mefistofele: Act Four – ‘Ah! Trionfi ad Elena’ (Coro, Elena)
18. Mefistofele: Act Four – ‘Chi Vien? O strana’ (Coro)
19. Mefistofele: Act Four – ‘Forma ideal’ (Faust, Elena, Mefistofele, Pantalis, Nereo, Coro)
20. Mefistofele: Epilogue – ‘Cammino, cammina’ (Mefistofele, Faust)
21. Mefistofele: Epilogue – ‘Giunto sul passo estremo’ (Faust, Mefistofele)
22. Mefistofele: Epilogue – ‘Ecco la nuova turba’ (Faust, Mefistofele)
23. Mefistofele: Epilogue – ‘Vien! Io distendo questo mantel

Gravação em estúdio, lançado em 1990 pelo selo Sony Music
Mefistofele: Samuel Ramay, baixo
Fausto: Placido Domingo, tenor
Margarida / Helena: Eva Marton, soprano
Wagner: Sergio Tedesco, tenor
Marta: Tamara Tacáks, contralto
Pantalis: Éva Farkas
Nereo: Antal Pataki

Hungaroton Opera Chorus – Piergiorgio Morandi
Orquestra do Estado Húngaro – Giuseppe Pantané

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Samuel Ramey: Que voz !
Samuel Ramey: Que voz !

Ammiratore

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Six Partitas, BWV 825-830 – Scott Ross

41AleYs2-zLO cravista norte americano Scott Ross apareceu muito pouco aqui no PQPBach, umas duas ocasiões, talvez, no máximo. E em nenhuma delas ela tocava Bach. Talvez seja a hora de suprir esta falta.
Gosto do som que emana do instrumento, talvez em alguns momentos prefira Gustav Leonhardt, por exemplo, ou até mesmo Glenn Gould, mas Ross me satisfaz plenamente na maior parte do tempo.
Scott Ross morreu muito jovem, meros trinta e seis anos de idade, vítima de complicações causadas pelo vírus do HIV. Mas produziu bastante, e se tornou um grande nome do instrumento, principalmente no repertório dos franceses, como Couperin e Rameau.
Estas Partitas abrem uma série de postagens que pretendo trazer com alguns CDs dedicados a Bach. Espero que apreciem.

01. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – I.Praeludium
02. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – II.Allemande
03. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – III.Corrente
04. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – IV.Sarabande
05. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – V.Menuet I
06. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – VI.Menuet II
07. Partita No.1 B-Dur BWV 825 – VII.Giga
08. Partita No.2 c-moll BWV 826 – I.Sinfonia
09. Partita No.2 c-moll BWV 826 – II.Allemande
10. Partita No.2 c-moll BWV 826 – III.Courante
11. Partita No.2 c-moll BWV 826 – IV.Sarabande
12. Partita No.2 c-moll BWV 826 – V.Rondeaux
13. Partita No.2 c-moll BWV 826 – VI.Capriccio
14. Partita No.3 a-moll BWV 827 – I.Fantasia
15. Partita No.3 a-moll BWV 827 – II.Allemande
16. Partita No.3 a-moll BWV 827 – III.Corrente
17. Partita No.3 a-moll BWV 827 – IV.Sarabande
18. Partita No.3 a-moll BWV 827 – V.Burlesca
19. Partita No.3 a-moll BWV 827 – VI.Scherzo
20. Partita No.3 a-moll BWV 827 – VII.Gigue
21. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – I.Ouverture
22. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – II.Allemande

CD 2

01. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – III.Courante
02. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – IV.Aria
03. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – V.Sarabande
04. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – VI.Menuet
05. Partita No.4 D-Dur BWV 828 – VII.Gigue
06. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – I.Praeambulum
07. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – II.Allemande
08. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – III.Corrente
09. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – IV.Sarabande
10. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – V.Tempo di Minuetto
11. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – VI.Passepied
12. Partita No.5 G-Dur BWV 829 – VII.Gigue
13. Partita No.6 e-moll BWV 830 – I.Toccata
14. Partita No.6 e-moll BWV 830 – II.Allemande
15. Partita No.6 e-moll BWV 830 – III.Corrente
16. Partita No.6 e-moll BWV 830 – IV.Air
17. Partita No.6 e-moll BWV 830 – V.Sarabande
18. Partita No.6 e-moll BWV 830 – VI.Tempo di Gavotta
19. Partita No.6 e-moll BWV 830 – VII.Gigue

Scott Ross – Harpsichord

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Karlheinz Stockhausen (1928-2007): Prozession

Karlheinz Stockhausen (1928-2007): Prozession

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IM-PER-DÍ-VEL !!!

Eu adorei este disco da música eletrônica do Stock. Posso não ter entendido nada, mas ouvi tudinho com rara atenção. Ouvi deitado num confortável sofá, ligadíssimo, gostando. Acho que não faz sentido fruí-lo sem um bom som estereofônico — fujam do som de um micro ou de um note sem boas caixas –, pois as massas sonoras andam da esquerda para a direita e vice-versa. O disco é de 1975 e a gravação de 1971, então podem imaginar o trabalho que deu botar no chinelo aquele tal rock progressivo. Prozession (procissão), foi escrita para tantam, viola, electronium, piano, microfones, filtros e potenciômetros em 1967. É o número 23 no catálogo das obras do compositor. A obra separa “forma” e “conteúdo”, apresentando aos artistas uma série de sinais de transformação que devem ser aplicados a materiais que podem ser alterados consideravelmente de uma performance para outra. Em Prozession, os artistas escolhem materiais de composições anteriores de Stockhausen, jogando e brincando com elas.

Karlheinz Stockhausen (1928-2007): Prozession

Piano – Aloys Kontarsky
Recorded By – WDR, Cologne*
Synthesizer [Electrochord With Synthesizer] – Peter Eötvös
Synthesizer [Electronium] – Harald Bojé
Tam-tam – Christoph Caskel

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Deu trabalho, né Stock?
Deu trabalho, né Stock?

PQP

Nielsen (1865-1931), Gade (1817-1890), Syberg (1904-1955), Nørgård (1932): Commotio e outras obras dinamarquesas para órgão

Nielsen (1865-1931), Gade (1817-1890), Syberg (1904-1955), Nørgård (1932): Commotio e outras obras dinamarquesas para órgão

CommotioEste é um belo disco, mas tenho discordâncias com os produtores. OK, Commotio é uma obra do maior compositor dinamarquês, Carl Nielsen, porém para meu gosto, a composição mais satisfatória do CD é a Partita Concertante de Nørgård, cujo segundo movimento é absolutamente sublime e o restante não fica abaixo. Os donos do disco — cliquem na imagem ao lado —  eliminaram da capa (de mau gosto) qualquer referência que não fosse a Nielsen. Tudo bem, Commotio é ótima, mas pobres dos outros. Eu acho que vale a pena baixar o CD, viram?

Nielsen (1865-1931), Gade (1817-1890), Syberg (1904-1955), Nørgård (1932): Commotio e outras obras dinamarquesas para órgão

Niels W. Gade
1. Tre Tonestykker, Op. 22: I Moderato 5:27
2. Tre Tonestykker, Op. 22: II Allegretto 2:32
3. Tre Tonestykker, Op. 22: III Allegro con fucco 4:11

Franz Syberg
4. Präludium, Intermezzo og Fugato: I Präludium – Allegro Moderato 5:58
5. Präludium, Intermezzo og Fugato: II Intermezzo – Adagio 5:03
6. Präludium, Intermezzo og Fugato: III Fugato 6:10

Per Nørgård
7. Partita Concertante, Op. 23: I Fantasia – Allegro vigoroso 7:06
8. Partita Concertante, Op. 23: II Canto variato 5:56
9. Partita Concertante, Op. 23: III Toccata – Allegro 6:42

Carl Nielsen
10. Commotio, Op. 58: Commotio 21:09

Kevin Bowyer, órgão

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Per Nørgård
Per Nørgård

PQP

Serguei Prokofiev (1891-1953) e Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Concertante para Violoncelo e Orquestra, Op. 125, e Concerto Nº 1 para Violoncelo e Orquestra, Op. 107 (Rostropovich / Ozawa)

Serguei Prokofiev (1891-1953) e Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Concertante para Violoncelo e Orquestra, Op. 125, e Concerto Nº 1 para Violoncelo e Orquestra, Op. 107 (Rostropovich / Ozawa)

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IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um dos discos que eu certamente levaria para a Ilha Deserta. Este CD da Erato, há anos fora do catálogo, é uma das melhores gravações de Rostropovich (1927-2007). Ele já tinha um longo histórico de colaborações com o maestro Seiji Ozawa e, aqui, eles decidiram interpretar dois concertos para violoncelo que foram dedicados ao russo. Na verdade, ambos os compositores contaram com sugestões de Rostrô durante o processo de composição. Foram obras-primas criadas quase a quatro mãos, entre amigos, por assim dizer. E que obras-primas! Você simplesmente não pode seguir vivendo sem conhecê-las. Não pode e não pode!

Serguei Prokofiev (1891-1953) e Dmitri Shostakovich (1906-1975): Concertos para Violoncelo

Sergei Prokofiev (1891-1953)
Sinfonia Concertante para Violoncelo e Orquestra, Op. 125
1. Andante
2. Allegro giusto
3. Andante con moto

Dmitri Shostakovich (1906-1975)
Concerto Nº 1 para Violoncelo e Orquestra, Op. 107
4. Allegretto
5. Moderato
6. Cadenza
7. Allegro con moto

Mstislav Rostropovich, violoncelo
London Symphony Orchestra
Seiji Ozawa

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Seiji Ozawa com Rostropovich: daria tudo para falar com esses dois!
Ozawa com Rostropovich: daria tudo para falar com esses dois!

PQP

Franz Schubert (1787-1828) – The Complete Impromptus, D. 899 & 935 – Alfred Brendel

FrontSempre associei os Impromptus de Schubert com Alfred Brendel, seu maior intérprete, me perdoem os fãs ardorosos do Jurássico Wilhelm Kempff ou mais recentemente da divina Maria João Pires. Talvez seja influência de uma de nossas primeiras colaboradoras, que se denominava Clara Schumann e que tinha verdadeira veneração por seu “Brendelzinho”. Reconheço que a partir daquele momento comecei a ouvir este pianista com maior atenção.
Mais de quarenta anos se passaram desde que Brendel sentou-se em frente ao piano  Stenway & Sons da gravadora Philips e realizou esta gravação impecável, e digo mais: poucos atingiram seu nível de excelência na interpretação destas pequenas jóias entre as diversas obras primas que Schubert compôs para piano.
Lembro de que meu primeiro contato com estas obras foi com Murray Perahia, nos bons tempos deste outro grande instrumentista. Se tratava de uma fita cassete que dei de presente para a minha mãe, que adorava estas obras.

01. Impromptus D.899 – 1 in C minor
02. Impromptus D.899 – 2 in E flat
03. Impromptus D.899 – 3 in G flat
04. Impromptus D.899  – 4 in A flat
05. Impromptus D.935 – 1 in F minor
06. Impromptus D.935 – 2 in A flat
07. Impromptus D.935 – 3 in B flat
08. Impromptus D.935 – 4 in F minor
09. 16 German Dances, D.783

CD 2

01. Impromptus D. 946 – 1 in E flat minor
02. Impromptus D. 946 – 2 in E flat major
03. Impromptus D. 946 – 3 in C major
04. Moments musicaux D. 780 – 1 in C major
05. Moments musicaux D. 780 – 2 in A flat major
06. Moments musicaux D. 780 – 3 – in F minor
07. Moments musicaux D. 780 – 4 in C sharp minor
08. Moments musicaux D. 780 – 5 in F minor
09. Moments musicaux D. 780 – 6 in A flat major
10. 12 German Dances D. 790

Alfred Brendel – Piano

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Edvard Grieg (1843-1907): Sonatas para Violino

Edvard Grieg (1843-1907): Sonatas para Violino

61qh4kvOeKLOlha, você pode até não gostar de Grieg — não é o meu caso –, mas garanto que dificilmente encontrará interpretação melhor deste repertório do que esta, a cargo de Augustin Dumay e Maria João Pires. O tom delicado e colorido de Dumay é ideal para essas peças deliciosas. É curioso que as ousadias estruturais impediam que as Sonatas para Violino de Grieg fossem consideradas obras-primas. Por exemplo, como temas contrastantes saltavam de um para outro sem transição suave, alguns comentaristas ciosos das regras ficavam nervosos. Mas, gente, garanto-lhes que estas Sonatas estão entre os pratos mais saborosos da música romântica para violino.

Só não entendo porque o engenheiro de som insistiu tanto em gravar a respiração de Dumay!

Edvard Grieg (1843-1907): Violin Sonatas

Grieg: Sonata For Violin And Piano In F Major, Op.8 (1865)
1. Allegro con brio 9:33
2. Allegretto quasi Andantino – Più vivo – Tempo I 4:45
3. Allegro molto vivace 9:59

Grieg: Sonata For Violin And Piano In G Major, Op.13 (1867)
4. Lento doloroso – Poco allegro – Allegro vivace 9:46
5. Allegretto tranquillo 6:29
6. Allegro animato 5:33

Grieg: Sonata For Violin And Piano No.3 In C Minor, Op.45
7. Allegro molto ed appassionato 9:35
8. Allegretto espressivo alla Romanza 6:28
9. Allegro animato 7:55

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Dumay e Pires formam uma dupla frequente e matadora
Dumay e Pires formam uma dupla frequente e matadora

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Carl Phillipp Emanuel Bach – Flute Concertos, Oboe Concertos, etc. – Nicolet, Holliger, Zinman, Leppard, English Chamber Orchestra

51NmF+IErzL._SS500Belo CD duplo este da Philips, que traz os Concertos para Flauta e para Oboé do filho de Johann Sebastian, o Carl Phillip. A interpretação está em ótimas mãos, com Aurèle Nicolet no auge de sua carreira e de seu talento, entre os anos 60 e 70.  A orquestra que o acompanha é a Netherlands Chamber Orchestra, dirigida pelo então jovem David Zinman. O maior dos oboístas, Heinz Holliger, é o responsável pelos concertos para o seu instrumento, também acompanhado pela tradicional English Chamber Orchestra, que aqui é dirigida por Raymond Leppard, um especialista na música do período barroco e clássico.

Espero que apreciem. Eu particularmente não canso de ouvir estas obras.

CD 1

01. Flute Concerto in A minor, Wq 166 1. Allegro assai
02. Flute Concerto in A minor, Wq 166 2. Andante
03. Flute Concerto in A minor, Wq 166 3. Allegro assai
04. Flute Concerto in B flat, Wq 167 1. Allegretto
05. Flute Concerto in B flat, Wq 167 2. Adagio
06. Flute Concerto in B flat, Wq 167 3. Allegro assai

Aurèle Nicolet – Flute
Netherlands Chamber Orchestra
David Zinman – Conductor

07. Oboe Concerto in E flat, Wq 165 1. Allegro
08. Oboe Concerto in E flat, Wq 165 2. Adagio ma non troppo
09. Oboe Concerto in E flat, Wq 165 3. Allegro ma non troppo

Heinz Holliger
English Chamber Orchestra
Raymond Leppard – Conductor

10. Solo in G minor, Wq 135 for oboe and continuo 1. Adagio
11. Solo in G minor, Wq 135 for oboe and continuo 2. Allegro
12. Solo in G minor, Wq 135 for oboe and continuo 3. Vivace

Heinz Holliger
Ursula Holliger – Harp

CD 2

01. Flute Concerto in A, Wq 168 1. Allegro
02. Flute Concerto in A, Wq 168 2. Largo con sordini, mesto
03. Flute Concerto in A, Wq 168 3. Allegro assai
04. Flute Concerto in G, Wq 169 1. Allegro di molto
05. Flute Concerto in G, Wq 169 2. Largo
06. Flute Concerto in G, Wq 169 3. Presto

Aurèle Nicolet – Flute
Netherlands Chamber Orchestra
David Zinman – Conductor

07. Oboe Concerto in B flat, Wq 164 1. Allegretto
08. Oboe Concerto in B flat, Wq 164 2. Largo e mesto
09. Oboe Concerto in B flat, Wq 164 3. Allegro moderato

Heinz Holliger – Oboe
English Chamber Orchestra
Raymond Leppard – Conductor

10. Solo in G, Wq 139 for harp 1. Adagio un poco
11. Solo in G, Wq 139 for harp 2. Allegro
12. Solo in G, Wq 139 for harp 3. Allegro

Ursula Leppard – Harp

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John Dowland (1563-1626): Lachrimæ, Or Seven Teares

61eOgdDt5rL._SS500

IM-PER-DÍ-VEL !!!

John Dowland foi um compositor e alaudista inglês do período renascentista, contemporâneo de William Shakespeare. Dizem que morreu uma grave crise de diarreia, coitado. Os discos que trazem música de Dowland costumam ser incrivelmente monótonos. NÃO É O CASO DESTE. Na verdade, suas canções são bastante repetitivas para meu ouvido, porém aqui temos música instrumental. Ignoro de quem é o mérito: se do repertório escolhido, se da extraordinária Capella de ministrers, se da notável qualidade de som do CD, se da minha idade — o fato é que me apaixonei por este disco e, sem a menor dúvida, pespego-lhe o selo de

IM-PER-DÍ-VEL !!!

(Estranhamente, não o encontrei para venda na Amazon).

John Dowland (1563-1626): Lachrimæ, Or Seven Teares (1604)

01. Lachrimae Antiquae
02. The King of Denmark’s Galiard
03. Lachrimae Antiquae Novae
04. The Earle of Essex Galiard
05. Lachrimae Gementes
06. Sir John Souch his Galiard
07. Lachrimae Tristes
08. M. Henry Noel his Galiard
09. Lachrimae Coactae
10. M. Giles Hobies his Gailard
11. Lachrimae Amantis
12. M. Nichols Gryffith his Gailard
13. Lachrimae Verae
14. M. Thomas Collier his Galiard
15. Semper Dowland semper dolen
16. Captaine Digiorie Piper his Galiard
17. Sir Henry Umpton’s Funerall
18. M. Buctons Galiard
19. Mistresse Nichols Almand
20. M. John Langston’s Pavan
21. M. George Whitehead his Almand

Capella de Ministrers

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A Capella de Ministrers em ação
A Capella de Ministrers em ação

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J S Bach – Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Le Consort de violes des Voix humaines

Bach, J S - The Art of Fugue, BWV1080Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue)

Johann Sebastian Bach (1685-1750)

Le Consort de violes des Voix humaines

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A presente postagem, áudio e texto, é uma colaboração do nosso ouvinte Aristarco. 

 

A Arte de Fuga (Die Kunst der Fuge), de Johann Sebastian Bach, um dos picos do estilo contrapontístico barroco, também é uma das obras mais enigmáticas da história da música. Embora composta como uma série de fugas sobre o mesmo tema, JS Bach não especificou os instrumentos que deveriam tocá-los. Les Voix humaines viol consort registrou sua própria versão do trabalho final inacabado de JS Bach.

Desde 2001, algumas das melhores gambistas de Montreal juntam-se regularmente ao dueto de violas Les Voix humaines para formar o Voix Humaines Consort, especializado no vasto repertório do século XVII para consorte de violas. O quarteto regular é composto por Margaret Little, Mélisande Corriveau, Felix Deak e Susie Napper.

Les Voix humaines gravou cerca de quarenta discos, principalmente na etiqueta ATMA, que recebeu aclamação da crítica e prêmios de prestígio (Diapason D’or, Choc du Monde de la Musique, Repertório-Classica 10, Goldberg 5, Classics Today 10/10, Prix Opus, etc). Eles incluem vários discos com o soprano Suzie LeBlanc e o contratenor Daniel Taylor, um disco de Telemann com o renomado flautista belga Barthold Kuijken, um disco de Marin Marais com o mundialmente famoso Wieland Kuijken e as Fantasias completas de Purcell para violas. A sua gravação dos concertos completos a deux violes esgales de Sainte-Colombe (4 CDs duplos) foi a estreia mundial, e o quarto volume foi premiado com um Diapason D’or. (Aristarco)

Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
01. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus I

02. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus II
03. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus III
04. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus IV
05. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus V
06. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus VI a 4 in Stylo Francese
07. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus VII a 4 per Augmentationem et Diminutionem
08. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus VIII a 3
09. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus IX a 4 alla Duodecima
10. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus X a 4 alla Decima
11. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus XI a 4
12. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus XII a 4
13. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus inversus XII a 3
14. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus XIII a 4
15. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Contrapunctus inversus XIII a 4
16. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Canon per Augmentationem in contrario motu
17. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Canon alla Ottava
18. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Canon alla Decima in Contrapunto alla Terza
19. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Canon alla Duodecima in Contrapunto alla Quinta
20. Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – Fuga a 3 Soggetti (Contrapunctus XIV) .
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Die Kunst der Fuge (The Art of Fugue), BWV 1080 – 2012
Le Consort de violes des Voix humaines
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Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.
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When you have trouble unzipping files longer than 256 characters, for Windows, please try 7-ZIP, at https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ and for Mac, try Keka, at http://www.kekaosx.com/, to unzip, both at no cost.

Boa audição.

Avicenna

Bizet, de Falla, Granados, Rodrigo, Romero, Torroba, Vivaldi: Los Romeros — Celebração do Jubileu de Ouro

Bizet, de Falla, Granados, Rodrigo, Romero, Torroba, Vivaldi: Los Romeros — Celebração do Jubileu de Ouro

frontAndrés Segovia, Narciso Yepes, etc. Os espanhóis e o violão. Há que igualmente colocar no Olimpo Los Romeros, também chamada de A Família Real do Violão. O quarteto foi fundado em 1960 por Celedonio Romero. Três de seus filhos, Angel, Celin e Pepe tocavam com o pai desde os sete anos, formando o Quarteto. Então, eles desenvolveram certa experiência… Em 1957, já tinham ido para os EUA. Não gostavam muito de Franco. Moram lá até hoje. Em 1990, Angel deixou o quarteto, sendo substituído pelo filho de Celin, Celino. Celedonio Romero morreu em 1996. Entrou em seu lugar o filho de Angel, Lito.

Vamos à música. O Quarteto é requintado. São donos de uma habilidade e de uma competência extraordinária. Neste post temos a formação original, ainda com Celedonio. O fato é que é um CD muito bom. O repertório é maravilhoso — Vivaldi, Torroba, Scarlatti, Rodrigo (Concerto de Aranjuez e etc), Bizet (Carmen) entre outros, com obras originais para violão (ou violões) e transcrições. Boa apreciação!

Los Romeros – Celebração do Jubileu de Ouro

DISCO 01

Antonio Lucio Vivaldi (1678-1741)
Concerto para 4 violões in B menor, RV 580
*
01. Allegro
02. Largho Larghetto
03. Allegro

Celedonio Romero (1913-1996)
Noche en Málaga

04. Noche en Málaga
Romantic Prelude
05. Romantic Prelude

Francisco Moreno Torroba (1891-1982)
Sonatina trianera

06. Torroba – Sonatina trianera

Domenico Scarlatti (1685-1757)
Sonata in G major, Kk 391

07. Sonata in G major, Kk 391

Antonio Lucio Vivaldi (1678-1741)
Concerto em C maior para violão, RV 425*
08. Allegro
09. Largo
10. Allegro

Enrique Granados (1867-1916)
Intermezzo (Goyescas)

11. Intermezzo (Goyescas)

Joaquín Rodrigo (1901-1999)
Concerto Madrigal
**
12. Fanfarre (Allegro marziale)
13. Madrigal (Andante nostálgico)
14. Entrada (allegro vivace)
15. Pastorcito (Allegro vivace)
16. Girardilla (Presto)
17. Pastoral (Allegro)
18. Fandango
19. Arieta (andante nostálgico)
20. Zapateado (Allegro vivace)
21. Caccia a la española ( Allegro…)

DISCO 02

Antonio Lucio Vivaldi (1678-1741)
Concerto para 2 violões em G maior, RV 532*
01. Allegro
02. Andante
03. Allegro

Manuel de Falla (1876-1946) El Sombrero de tres picos
04. Danza del corregidor
05. Danza del molinero

Joaquín Rodrigo (1901-1999)
Concerto de Aranjuez*
06. Allegro con spirito
07. Adagio
08. Allegro gentile

Georges Bizet (1838-1875)
Suíte da Ópera Carmen

09. Prélude
12. Séguedille
13. Chanson bohème
14. Entr’acte
15. Chanson du toreador

Joaquín Rodrigo (1901-1999)
Concerto Andaluz**
16. Tiempo de Bolero
17. Adagio
18. Allegretto

* San Antonio Symphony Orchestra
Victor Alessandro, regente
** Academy of St Martin in the Fields
Sir Neville Marriner, regente

Angel Romero, violão
Caledonio Romero, violão
Celin Romero, violão
Pepe Romero, vilão
Angelita Romero castanhetas in
Sonatine trianera, El sombrero de tres picos and Carmen Suite

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Uma das várias formações da Família Romero
Uma das várias formações da Família Romero

Carlinus / PQP

.: interlúdio :. Stratégie de la Rupture – Wim Mertens

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Stratégie de la Rupture

Wim Mertens

Em um laureado CD, produzido em 1991 e aplaudido pela crítica internacional, Wim Mertens apresenta suas composições nas quais procura encontrar o insondável sentido da alma.

Estas músicas constituem a trilha sonora do consagrado filme “Nós que aquí estamos, por vós esperamos”, de Marcelo Mazagão, de 1999.

Mertens, seu piano e sua voz, entregam uma mensagem de inquietação e expectativa sobre um futuro incerto …

Palhinha: ouça 01. Darpa

Stratégie de la Rupture
01. Darpa
02. Wia
03. Jaat
04. Houfnice
05. Hufhuf
06. Iris
07. Humvee
08. Kanaries
09. Awol

Stratégie de la Rupture
Wim Mertens (1953, Bélgica)
 
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MP3 | 320 kbps | 111 MB
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powered by iTunes 12.8.0 | 48 min
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Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.
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When you have trouble unzipping files longer than 256 characters, for Windows, please try 7-ZIP, at https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ and for Mac, try Keka, at http://www.kekaosx.com/, to unzip, both at no cost.

 

Boa audição.

Avicenna

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Os Concertos para Violoncelo (Mørk / Jansons / London Philharmonic)

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Os Concertos para Violoncelo (Mørk / Jansons / London Philharmonic)

51NSBOR-poLPois é. Esta gravação é de 1995 e o mesmo Truls Mørk a refez em 2014 com resultados ainda melhores, acompanhado do maestro Vasily Petrenko e a Filarmônica de Oslo. O registro que apresentamos neste post está longe de ser insatisfatório, apenas é inferior ao do link acima. Sobre a qualidade de ambos os concertos, vocês sabem — são obras primas. Shostakovich dedicou os dois concertos que escreveu para violoncelo ao seu ex-aluno do Conservatório de Moscou, o promissor Mstislav Rostropovich. Quando Shostakovich enviou a partitura do primeiro, dedicada ao amigo, este compareceu quatro dias depois na casa do compositor com a partitura decorada… Bem diferente foi o caso do segundo concerto, que foi composto praticamente a quatro mãos. Shostakovich escrevia uma parte, e ia testá-la na casa de Rostropovich; lá, mostrava-lhe as alternativas, os rascunhos ao violoncelista, que sugeria alterações e melhorias. Amizade.

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Os Concertos para Violoncelo

Cello Concerto No. 1 Op. 107 In E Flat Major
1 I Allegretto 6:04
2 II Moderato 12:323
3 III Cadenza 6:47
4 IV Finale: Allegro Con Moto 4:47

Cello Concerto No. 2 Op. 126
5 I Largo 14:37
6 II Scherzo: Allegretto 4:21
7 III Finale (Allegretto) 16:46

Cello – Truls Mørk
Conductor – Mariss Jansons
Orchestra – The London Philharmonic

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Truls Mørk: explicação é pra porteiro
Truls Mørk: explicação é pra porteiro

PQP

Nicolo Paganini – Works for Violin & Guitar – Luigi Alberto Bianchi e Maurizio Preda

coverAdoro estas peças para Violão e Violino de Paganini. Já postei algumas com solistas do nível de Itzak Perlman e John Williams. Curiosamente, não sei onde está este CD. Perdeu-se no meio de meu acervo.

Aqui temos dois ilustres desconhecidos, mas talentosos, o violinista Luigi Alberto Bianchi e Maurizio Preda.

Como não poderia deixar de ser, o violino é o instrumento líder aqui, o violão serve como acompanhamento. Bianchi é um instrumentista de muito talento, sabe explorar todas as nuances do instrumento, e não se deixa cair em tentações com excessos de virtuosismo e malabarismos pirotécnicos, comuns em se tratando de Paganini.  esta coleção é muito grande, 9 cds ao todo, não sei se irei postar todos, talvez uns dois ou três para mostrar do se que trata.

CD 1

1 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 1 in A minor: I. Introduzione – Allegro maestoso – Tempo di marcia
2 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 1 in A minor: II. Rondoncino: Allegro
3 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 2 in D major: I. Adagio cantabile
4 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 2 in D major: II. Rondoncino andantino – Tempo di polacca
5 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 3 in C major: Centone di sonate, Op. 64: Sonata No. 3 in C major
6 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 4 in A major: I. Adagio cantabile
7 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 4 in A major: II. Rondo: Andantino allegretto
8 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 5 in E major: I. Allegro assai
9 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 5 in E major: II. Andantino vivace, 3 variazioni
10 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 6 in A major: I. Larghetto cantabile
11 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 6 in A major: II. Rondo: Allegro assai
12 Cantabile in D major, Op. 17, MS 109 (arr. for violin and guitar)

Disc 2

1 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 7 in F major: I. Allegro giusto
2 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 7 in F major: II. Polacca: Andantino allegretto
3 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 8 in G major: I. Andante cantabile
4 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 8 in G major: II. Rondo: Allegretto
5 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 9 in A major: I. Allegro maestoso – Tempo di marcia
6 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 9 in A major: II. Tema: Andante placido
7 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 9 in A major: II. Variazione 1
8 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 9 in A major: II. Variazione 2
9 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 9 in A major: II. Variazione 3, piu mosso
10 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 10 in C major: I. Allegro risoluto
11 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 10 in C major: II. Rondo: Andantino vivace, tempo di pastorale
12 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 11 in A minor: I. Cantabile, andante appassionato, con flessibilita
13 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 11 in A minor: II. Tema: Allegro moderato
14 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 11 in A minor: II. Variazione 1
15 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 11 in A minor: II. Variazione 2, minore
16 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 11 in A minor: II. Finale: Tempo di valtz
17 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 12 in D major: I. Andante cantabile
18 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 12 in D major: II. Rondo: Allegretto

Disc 3

1 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 13 in E major: I. Introduzione: Maestoso
2 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 13 in E major: II. Larghetto – Cantabile
3 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 13 in E major: III. Rondo Allegretto: Con brio
4 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 14 in G major: I. Andante Adagetto
5 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 14 in G major: II. Rondo: Allegro molto vivace
6 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 15 in A major: I. Introduzione: Maestoso
7 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 15 in A major: II. Tema: Andante moderato
8 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 15 in A major: Variation 1
9 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 15 in A major: Variation 2: Minore
10 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 15 in A major: Variation 3: Maggiore
11 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 15 in A major: IV. Rondo: Allegretto
12 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 16 in E major: I. Allegro vivace
13 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 16 in E major: II. Minuetto a valtz: Allegro vivo
14 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 17 in A major: I. Introduzione: Andante – Corrente
15 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 17 in A major: II. Andante – Cantabile
16 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 17 in A major: III. Rondo: Allegro vivo
17 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 18 in C major: I. Allegro – Presto
18 Centone di sonate, Op. 64, MS 112: Sonata No. 18 in C major: II. Rondo – Balletto: Allegro vivissimo

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

José Antônio Rezende de Almeida Prado (1943-2010): Rios

José Antônio Rezende de Almeida Prado (1943-2010): Rios

24xo2vrAqui está a minha obra favorita do Almeida Prado, Rios, para piano, escrita em 1976 e dedicada ao pianista que a grava aqui, Antonio Guedes Barbosa, nome pelo qual tenho um carinho enorme. Existe uma outra gravação da peça, com o Sérgio Monteiro, muito mais rápida e visivelmente virtuosística. Gostaria de postá-la também para comparações, mas notei anteontem que a perdi (encontrei a gravação no MBC. Quem quiser, pode baixar o cd de lá). De qualquer forma, ela me anima bem menos. A peça é muito inquieta, densa, mas não faz uso com frequência de recursos que indicam isso. Ao contrário, parece guardar uma adorável placidez. Abaixo segue o texto do vinil, escrito pelo próprio Almeida Prado (foi lançado em 1981, junto com a Bachianas 4 do Villa):

Ao Antonio Guedes Barbosa – obra encomendada pela Divisão de Difusão Cultural do Ministério das Relações exteriores- Itamaraty. Campinas, 1976.

Pequena nota:

Quando li o livro sobre os mitos dos índios do Xingu, dos irmãos Villas Boas, fiquei fascinado sobretudo pela magia telúrica contida no texto.

O mito de “Iamulumulu: a formação dos rios” me deu sobretudo inúmeras idéias e emoções que resolvi então transformar em música.

Assim nasceu a idéia da obra “Rios” – para piano, dedicada ao grande artista que é Antonio Guedes
Barbosa.

A obra se divide em três partes:

I. As águas de Canutsipém
II. Jakui Katu, Mearatsim, Ivat, Jakuiaep, os espíritos que habitam o fundo das águas.
III. A descida das águas, e a formação dos Rios Ronuro, Maratsauá e Paranajuva.

Não procurei o caminho da música descritiva, nem da impressionista. Longe disso.

A magia telúrica desse texto me motivou emocionalmente a entrar no mundo do mistério e da encantação, e me deixar envolver impressionado e totalmente, realizando a minha expressão sonora, dentro do mundo mítico do Xingu.”

Almeida Prado (1943-2010)

Rios (1976), para piano
I. As águas de Canutsipém
II. Jakui Katu, Mearatsim, Ivat, Jakuiaep, os espíritos que habitam o fundo das águas.
III. A descida das águas, e a formação dos Rios Ronuro, Maratsauá e Paranajuva.

Antonio Guedes Barbosa, piano

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itadakimasu

History of the Sacred Music vol 05/06: The Polyphonic Mass from the Middle Ages to the Renaissance- (c.1300-c.1600)

cd5Harmonia Mundi: História da Música Sacra
vol 05/06: A missa polifônica, da Idade Média à Renascença (c.1300-c.1600)

Repostagem para incluir a versão em  FLAC do CD # 5, gentilmente cedida pelo nosso estimado ouvinte Wagner Matos Ribeiro. Não tem preço !!!

A Missa era a forma musical mais importante para os compositores da Ars Nova e Renascença.

Durante a Idade Média, a música tinha evoluído da monodia gregoriana para a polifonia vocal e instrumental. Em termos modernos, diríamos que a missa era o contexto onde os compositores aplicavam mais significativamente os seus esforços criativos. Algumas missas caracterizavam-se por usarem um tema base – o cantus firmus – geralmente tomado de empréstimo, e que funcionava como uma espécie de viga melódica sobre a qual se construía o edifício polifônico.

A fonte podia ser sagrada ou profana; depois era isorritmicamente tornada irreconhecível e colocada, com o texto litúrgico, nas vozes interiores (tenor e alto) ao longo da missa, unificando assim as várias partes: Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus & Agnus Dei.

Guillaume Dufay, um dos primeiros grandes mestres franco-flamengos, foi pioneiro no uso decanções populares em missas de cantus firmus, como a missa L’Homme Armé, obra que sobreviveu através de livros iluminados. Mas cinqüenta anos de pois, já na era da música impressa, Josquin Desprez – “o príncipe dos compositores” – inovou a tradição, alargando o cantus firmus às outras vozes, em missas como L’Homme Armé, publicada em 1502 pelo editor Petrucci de Veneza.

O Renascimento trouxe uma expressiva evolução tanto para a música sacra quanto para a secular. Na música sacra os compositores concentravam seus esforços em missas e motetos. As melodias do Canto Gregoriano tinham-se constituído no material básico das primeiras composições polifônicas das missas, porém Guillaume Dufay (c. 1400-1474) e outros usaram canções seculares com a mesma finalidade.

Músicos dos Países Baixos dominaram o cenário musical europeu durante a segunda metade do séc. XV. O estilo polifônico estabelecido por Johannes Ockeghem (1425-1495) e Josquin des Près (1440-1521) ampliou a dimensão sonora e persistiu até o início do séc. XVI; gradualmente, porém, diversos estilos e formas nacionais começaram a surgir. Na Alemanha, o coral luterano estabeleceu suas raízes, enquanto na Inglaterra o hino (o equivalente protestante do moteto latino) assumiu seu lugar na liturgia da Igreja Anglicana.

CD06_FRONTA missa polifônica alcançou seu apogeu através da obra de três grandes compositores: o italiano Giovanni Palestrina (1525-1584), o espanhol Luis de Victoria (1548-1611) e o flamengo Orlando de Lassus (1532-1594). Em Veneza, um estilo multicoral mais rebuscado foi desenvolvido por Andrea Gabrieli (1510-1586) e seu sobrinho e aluno Giovanni Gabrieli (1557-1612).

Giovani Pierluigi da Palestrinha indica os rumos da música na Igreja Católica, organizando e simplificando o contraponto. No ambiente da Contra Reforma, Palestrina foi incumbido de escrever uma música que buscasse uma maior compreensão do texto litúrgico
(http://www.dellisola.com.br/musica/MISSA.pdf)

Palhinha: ouça a integral de Messe “La Bataille”

History of the Sacred Music vol. 05: The Polyphonic Mass from the Middle Ages to the Renaissance (c.1300-c.1600)-1
Guillaume de Machaut (sometimes spelled Machault) (France, c.1300-April 1377)
Estonian Philharmonic Chamber Choir, Maestro Paul Hillier
01. Messe de Notre Dame – 1. Kyrie
02. Messe de Notre Dame – 2. Gloria
03. Messe de Notre Dame – 3. Credo
04. Messe de Notre Dame – 4. Sanctus
05. Messe de Notre Dame – 5. Agnus Dei
06. Messe de Notre Dame – 6. Ite, missa est
Josquin Desprez (Franco-Flemish, c.1450 to 1455 – 1521)
Ensemble Clément Janequin & Dominique Visse (countertenor)
07. Missa Pange lingua – 1. Kyrie
08. Missa Pange lingua – 2. Gloria
09. Missa Pange lingua – 3. Credo
10. Missa Pange lingua – 4. O Salutaris
11. Missa Pange lingua – 5. Agnus
Clément Janequin (France, c.1485 – 1558)
Ensemble Clément Janequin & Dominique Visse (countertenor)
12. Messe “La Bataille” – 1. Kyrie
13. Messe “La Bataille” – 2. Gloria
14. Messe “La Bataille” – 3. Credo
15. Messe “La Bataille” – 4. Sanctus
16. Messe “La Bataille” – 5. Agnus Dei

History of the Sacred Music vol. 05: The Polyphonic Mass from the Middle Ages to the Renaissance-1 – 2009

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XLD RIP | FLAC | 309,0 MB

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MP3 320 kbps | 155,4 MB

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History of the Sacred Music vol. 06: The Polyphonic Mass from the Middle Ages to the Renaissance (c.1300-c.1600) – 2
Orlande de Lassus (also Orlandus Lassus, Orlando di Lasso, Roland de Lassus, or Roland Delattre) (Franco-Flemish, 1532/1530-1594)
Huelgas-Ensemble. Maestro Paul Van Nevel
01. Missa ‘Tous les regretz’ – 1. Kyrie
02. Missa ‘Tous les regretz’ – 2. Gloria
03. Missa ‘Tous les regretz’ – 3. Credo
04. Missa ‘Tous les regretz’ – 4. Sanctus
Giovanni Pierluigi da Palestrina (Italy,1525-1594)
La Chapelle Royale & Ensemble Organum. Maestro Philippe Herreweghe
06. Missa ‘Viri Galilaei’ – 1. Kyrie
07. Missa ‘Viri Galilaei’ – 2. Gloria
08. Missa ‘Viri Galilaei’ – 3. Credo
09. Missa ‘Viri Galilaei’ – 4. Sanctus
10. Missa ‘Viri Galilaei’ – 5. Benedictus
11. Missa ‘Viri Galilaei’ – 6. Agnus Dei – I
12. Missa ‘Viri Galilaei’ – 7. Agnus Dei – II
William Byrd (England, 1540 – 1623)
Pro Arte Singers. Maestro Paul Hillier
13. Mass for 4 Voices – 1. Kyrie
14. Mass for 4 Voices – 2. Gloria
15. Mass for 4 Voices – 3. Credo
16. Mass for 4 Voices – 4. Sanctus
17. Mass for 4 Voices – 5. Benedictus
18. Mass for 4 Voices – 6. Agnus Dei

History of the Sacred Music vol. 06: The Polyphonic Mass from the Middle Ages to the Renaissance (c.1300-c.1600) – 2

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Encarte e letras dos 30 CDs – AQUI – HERE

Boa audição.

 

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Avicenna, com um empurrão do FDP!

Carl Philipp Emanuel Bach / Johann Christian Bach / Wilhelm Friedemann Bach: Concertos Duplos de filhos de Johann Sebastian Bach

Carl Philipp Emanuel Bach / Johann Christian Bach / Wilhelm Friedemann Bach: Concertos Duplos de filhos de Johann Sebastian Bach

Clipboard01Um bom disco com a música composta por meus irmãos gravada pelo Leonhardt-Consort, isto é, por um dos grupos fundadores em tocar tudo com instrumentos originais, os que são chamamos modernamente de historicamente informados. O CD tem a criatividade e o ímpeto de C.P.E., o convencionalismo chato de J.C. e a estranheza das obras do provavelmente alcoolista W.F. Alguns dizem que W.F. Bach é o único dos filhos de J.S. a escrever trabalhos que se aproximam da densidade estrutural do pai. O que este CD mostra é que todos os três eram fortemente influenciados com o estilo mais simples e posterior do rococó / classicismo e que W.F. só se aproxima da densidade do pai em sonhos. Mas há que considerar que C.P.E. foi um tremendo compositor — incisivo e muito inspirado — e que Beethoven deve alguns centavos a ele.

Carl Philipp Emanuel Bach / Johann Christian Bach / Wilhelm Friedemann Bach: Concertos Duplos de filhos de Johann Sebastian Bach

Composed By – Carl Philipp Emanuel Bach
1 Allegro Di Molto 6:58
2 Larghetto 5:09
3 Presto 4:28

Sinfonia Concertante In F Major, T.VIII/6
Composed By – Johann Christian Bach
4 Allegro Moderato 7:33
5 Tempo Di Minuetto 3:17

Double Concerto In E Flat Major, F46
Composed By – Wilhelm Friedemann Bach
6 Un Poco Allegro 11:20
7 Cantabile 2:54
8 Vivace 7:35

Conductor – Gustav Leonhardt
Ensemble – Concentus Musicus Wien, Leonhardt-Consort
Violoncello – Nikolaus Harnoncourt

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O Leonhardt-Consort sem Gustav Leonhardt: sim, esta gravação é bem mais nova, mas o conjunto já existia em 1959.
O Leonhardt-Consort sem Gustav Leonhardt: sim, esta gravação é bem mais nova, mas o conjunto já existia em 1959.

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto Nº 5 para piano e orquestra, Op. 73, “Imperador” & 32, 12 e 6 Variações para Piano Solo

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto Nº 5 para piano e orquestra, Op. 73, “Imperador” & 32, 12 e 6 Variações para Piano Solo

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Vamos ao último concerto para piano e orquestra de Beethoven com o Gilels. Uma beleza! O concerto número 5 de Beethoven é conhecido também como “Imperador”. Essa designação não foi dada pelo próprio Beethoven. O compositor Johann Baptist Cramer teria sido o responsável por assim denominá-lo. Ficou primeiramente conhecido com esse epíteto nos países de língua inglesa e logo em seguida tornou-se comum chamar o concerto de “Imperador”. Certo mesmo é que a obra foi escrita entre os anos de 1809 e 1811 em homenagem ao arquiduque Rodolfo, mecenas e aluno de Beethoven. O concerto número 5 é uma peça possuidora daquela beleza idealista de Beethoven. Nele percebemos os sonhos, esperanças e reflexões do grande mestre. Aparecem ainda três variações impelidas pelas mãos geniais de Emil Gilels.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Concerto No. 5 para piano e orquestra in E flat, Op. 73 – “Imperador”, 32 Variations in C minor on an Original Theme, Wo080, 12 Variations in A on Russian Theme from Wranitzky’s ‘Das Waldmädchen’, Wo071 e 6 Variations in D on a Turkish March from “The Ruins of Athens”, Op. 76

Concerto No. 5 para piano e orquestra in E flat, Op. 73 – “Imperador”
01. I – Allegro
02. II – Adagio un poco mosso
03. III – Rondo, Allegro

Cleveland Orchestra
Geroge Szell, regente
Emil Gilels, piano

32 Variations in C minor on an Original Theme, Wo080
04. 32 Variations in C minor on an Original Theme, Wo080

12 Variations in A on Russian Theme from Wranitzky’s ‘Das Waldmädchen’, Wo071
05. 12 Variations in A on Russian Theme from Wranitzky’s ‘Das Waldmädchen’, Wo071

6 Variations in D on a Turkish March from “The Ruins of Athens”, Op. 76
06. 6 Variations in D on a Turkish March from “The Ruins of Athens”, Op. 76

Emil Gilels, piano

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Gilels: uma autoridade em Beethoven
Gilels: uma autoridade em Beethoven

Carlinus

Gustav Mahler (1860-1911): Das Lied von der Erde – Fritz Wunderlich, Christa Ludwig, Philharmonia Orchestra, Otto Klemperer

FrontEstive atrás desta gravação nas últimas duas semanas como um doido. Finalmente a encontrei, e não posso deixar de traze-la novamente para os senhores. Lá em 2010 nosso colaborador Carlinus a trouxe, e claro que depois de tanto tempo o link já expirou. Então trago novamente esta que considero uma das melhores gravações já realizadas desta obra prima mahleriana, gravada no apogeu da carreira dos solistas, e com Otto Klemperer já em seus últimos de vida, com toda a maestria de sua regência.

Mas volto a destacar os solistas, o tenor Fritz Wunderlich e a magnífica mezzo soprano Christa Ludwig.  Esta foi uma das últimas gravações que Wunderlich realizou, pois veio a falecer precocemente, aos 36 anos de idade, após cair de uma escada. Funciona tudo perfeitamente aqui. A precisão de Klemperer, a voz angustiante de Wunderlich, como se prenunciando sua morte próxima, a dor na voz de Christa Ludwig, que vinha se consolidando com uma das maiores mezzo – sopranos de todos os tempos. Aliás, ela viria a gravar esta obra novamente, alguns anos mais tarde, com Herbert von Karajan e René Kollo, mas isso é assunto para outra postagem.

Ouçam, ouçam novamente, e não se preocupem em ouvir de novo. Podem ouvir sem moderação. Não se esqueçam do lenço, pois tenho certeza que em certos momentos uma lágrima vai brotar em seus olhos. Esta obra é o ápice da vida de Gustav Mahler.
Maiores informações sobre a obra os senhores encontram aqui mesmo no PQPBach

P.S. Contribuição de nosso querido Mario Oliveiro:

“Parabéns pela postagem. Eu tenho uma queda por esta peça e tenho inúmeras gravações, esta entre elas. Realmente, a contribuição dos solistas, combinada com a regência (como foi propriamente observado no texto) do Herr Klemperer torna o disco muito especial. No entanto, gostaria de mencionar que a gravação ocorreu em um momento turbulento da vida dos artistas envolvidos. Há dois nomes para a orquestra: Philharmonia e New Philharmonia, nos créditos do disco. Isso porque a gravação foi feita assim: primeiro um dos solistas (confesso não saber qual foi primeiro) gravou sua parte. Então, Walter Legge, que era o general da banda, o produtor kaiser (apesar de inglês) da EMI, desmantelou a orquestra. A orquestra se tornou então uma instituição auto-gerenciada, Klemperer assumiu o papel de diretor geral. Só então, com o novo nome, foram ao estúdio com o outro solista e gravaram o resto do disco. E o disco se apresenta com uma unidade perfeita, não revelando a turbulência que se passava nos bastidores. Eita profissionalismo…”

01. Das Trinklied vom Jammer der Erde
02. Der Einsame im Herbst
03. Von der Jugend
04. Von der Schnheit
05. Der Trunkene im Frühling
06. Der Abschied

Christa Ludwig – Mezzo Soprano
Fritz Wunderlich – Tenor
Philharmonia Orchestra
New Philharmonia Orchestra
Otto Klemperer – Conductor

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Otto Klemperer regendo com cachimbo…

FDP Bach

György Kurtág (1926): Grabstein für Stephan op.15c & Stele op.33 / Karlheinz Stockhausen (1928 – 2007): Gruppen für drei Orchester – Werk Nr.6

György Kurtág (1926): Grabstein für Stephan op.15c & Stele op.33 /  Karlheinz Stockhausen (1928 – 2007): Gruppen für drei Orchester – Werk Nr.6

51Htqti-DNLAssistir Gruppen, de Stockhausen, numa sala de concertos — ou na televisão, como no filme do Channel 4 da performance de 1996 da CBSO — sublinha a separação espacial dos três grupos orquestrais e seus três maestros. No disco, com o maravilhoso som da DG, é a interdependência desses corpos instrumentais o que fica mais aparente. O que ouvimos é menos uma questão de três camadas musicais distintas e superpostas como um discurso de três vias em torno de material compartilhado. É uma emocionante viagem de descobertas, durante a qual a separação conta menos do que o propósito comum de explorar as mesmas premissas essenciais sob diferentes ângulos. A maior virtude dessa performance é que ela consegue preservar a excitação de exploração que a música possui, ao lado de uma preocupação adequada com precisão e clareza. Gruppen não é um mero exercício técnico, é uma peça de exibição maravilhosa. São os metais, as madeiras e a percussão da Filarmônica de Berlim que têm a maior parte dos holofotes, sob a orientação e boa preparação de Abbado, Goldmann e Creed.

Este disco tem outro bom par de ases na manga, com as primeiras gravações de duas obras de György Kurtág. Ambas são muito diferentes. Grabstein für Stephan é como um eco fantasmagórico de uma marcha fúnebre de Mahler quase inaudível, com um par de explosões no centro para intensificar o desespero e o arrependimento.

Stele é mais monumental. Sua abertura beethoveniana tem uma grandeza e determinação que transcende a dor e reafirma valores humanos duradouros. Stele pode não ter um final feliz, mas sua força de caráter e poder de expressão permitem que ela funcione como uma celebração da humanidade, bem como uma profunda meditação sobre a mortalidade.

György Kurtág (1926): Grabstein für Stephan op.15c & Stele op.33 /  Karlheinz Stockhausen (1928 – 2007): Gruppen für drei Orchester – Werk Nr.6

György Kurtág (1926 – )
Grabstein für Stephan op.15/c

1) Fassung für grosses Orchester und Solo-Gitarre [9:19]
Jurgen Ruck
Berliner Philharmoniker
Claudio Abbado

Karlheinz Stockhausen (1928 – 2007)
2) Gruppen für drei Orchester – Werk Nr.6 [22:34]
Berliner Philharmoniker
Friedrich Goldmann
Claudio Abbado
Marcus Creed

György Kurtág (1926 – )
Stele op.33
3) 1. Adagio [2:45]
4) 2. Lamentoso – disperato, con moto [4:07]
5) 3. Molto sostenuto [5:55]

Berliner Philharmoniker
Claudio Abbado

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Ah, vocês pensavam que Stockhausen era simples?
Ah, vocês pensavam que Stockhausen era simples?

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