Marc-Antoine Charpentier (France, 1643-1704) à la Chapelle Royale de Versailles: Canticum ad Beatam Virginem Mariam & Missa Assumpta est Maria & Concert pour 4 parties de violes – Le Concert des Nations, dir. Jordi Savall

Marc-Antoine Charpentier à la Chapelle Royale de Versailles

Canticum ad Beatam Virginem Mariam
Missa Assumpta est Maria
Concert pour 4 parties de violes

Le Concert des Nations
dir. Jordi Savall

Jordi Savall

Montserrat Figueras, soprano
Gerard Lesne, counter-tenor
John Elwes, tenor
Josep Cabré, baritone
Jordi Savall, Sergi Casademunt, dessus de viole
Eunice Brandão, basse de viole
Lorenz Duftschmid, violone

2014

 

Para comemorar o 25º aniversário da fundação do Le Concert des Nations por Montserrat Figueras e eu, Jordi Savall, em 1989, estamos felizes em poder lançar no selo Alia Vox uma versão SACD do Charpentier ‘Canticum ad Beatam Virginem Mariam’ no que foi a primeira gravação do conjunto. Este relançamento é acompanhado por um DVD (formato PAL) da gravação do concerto em 9 de outubro de 2004, na Capela Real em Versalhes, e um segundo SACD com a gravação ao vivo de ‘Missa Assumpta est Maria’, bem como o interlúdio instrumental ‘Nuit’ retirado da ‘Pastorale In nativitatem Domini canticum’ e a nova gravação do ‘Concerto para os quatro partidos de Violes’ na igreja de Cardona em 7 de maio de 2013.

Isto também é uma oportunidade para nós homenagearmos um dos maiores músicos de sua geração por ocasião do 310º aniversário de sua morte. Não esqueçamos que, junto com Purcell na Inglaterra, Charpentier promoveu a transição da modalidade para a tonalidade, enriquecendo seus trabalhos com cromático pungente, falsas relações e dissonâncias, que na maioria das vezes surgiram desse mesmo conflito entre tonalidade e modalidade. Assim, o gênio de Charpentier mantém sua relevância e eloquência hoje, graças à sua maneira altamente individual de incorporar certas influências transalpinas na tradição francesa; Tudo isto, juntamente com a sua profunda espiritualidade, faz da sua música um exemplo perfeito do goûts réunis. JORDI SAVALL, Seul, 29 de abril de 2014

Marc-Antoine Charpentier
Disco 1 – Canticum ad Beatam Virginem Mariam
01. Canticum ad Beatam Virginem Mariam:Canticum in honorem Beate Virginis Mariae inter homines et angelos, H. 400
02. Canticum ad Beatam Virginem Mariam:Symphonie devant Regina Coeli. Prélude à 3 voix, H.509
03. Canticum ad Beatam Virginem Mariam:Pour la conception de la Vierge, H.313
04. Canticum ad Beatam Virginem Mariam:Nativité de la Vierge, H.309
05. Canticum ad Beatam Virginem Mariam:Prélude pour le Salve Regina, H.23a
06. Canticum ad Beatam Virginem Mariam:Salve Regina à trois voix pareilles, H.23
07. Canticum ad Beatam Virginem Mariam:Pour la fête de l’Epiphanie, H.395
08. Canticum ad Beatam Virginem Mariam:Prélude pour le Magnificat à quatre voix, H.533
09. Canticum ad Beatam Virginem Mariam:Magnificat, H.80
10. Canticum ad Beatam Virginem Mariam: Stabat Mater Dolorosa pour les religieuses, H.15
11. Canticum ad Beatam Virginem Mariam:Litanies de la Vierge à six voix et deux dessus de violes, H. 83

Palhinha: ouça: 10. Stabat Mater Dolorosa pour les religieuses, H.15

Marc-Antoine Charpentier
Disco 2 – Missa Assumpta est Maria & Concert pour 4 parties de violes
01. Missa Assumpta est Maria H. 11a – Sinfonie devant le Kyrie I
02. Missa Assumpta est Maria H. 11a – Kyrie I
03. Missa Assumpta est Maria H. 11a – Sinfonie devant le Christe
04. Missa Assumpta est Maria H. 11a – Christe
05. Missa Assumpta est Maria H. 11a – Sinfonie devant le Kyrie II
06. Missa Assumpta est Maria H. 11a – Kyrie II
07. Missa Assumpta est Maria H. 11a – Gloria
08. Missa Assumpta est Maria H. 11a – Et in terra pax hominibus
09. Missa Assumpta est Maria H. 11a – Laudamus Te
10. Missa Assumpta est Maria H. 11a – Domine Deus, Rex cælestis
11. Missa Assumpta est Maria H. 11a – Qui tollis
12. Missa Assumpta est Maria H. 11a – Quoniam tu solus Sanctus
13. Missa Assumpta est Maria H. 11a – Credo in unum Deum
14. Missa Assumpta est Maria H. 11a – Patrem omnipotentem
15. Missa Assumpta est Maria H. 11a – Et in unum Dominum Jesum Christum Filium Dei
16. Missa Assumpta est Maria H. 11a – Et incarnatus
17. Missa Assumpta est Maria H. 11a – Crucifixus
18. Missa Assumpta est Maria H. 11a – Et resurrexit
19. Missa Assumpta est Maria H. 11a – Et in Spiritum Sanctum Dominum
20. Missa Assumpta est Maria H. 11a – Confiteor unum baptisma in remissionem peccatorum
21. Missa Assumpta est Maria H. 11a – Et vitam venturi sæculi. Amen
22. Missa Assumpta est Maria H. 11a – Sinfonie devant le Sanctus
23. Missa Assumpta est Maria H. 11a – Sanctus
24. Missa Assumpta est Maria H. 11a – Sinfonie derrière le Sanctus
25. Missa Assumpta est Maria H. 11a – Sinfonie devant l’Agnus
26. Missa Assumpta est Maria H. 11a – Agnus Dei
27. Missa Assumpta est Maria H. 11a – Sinfonie derrière l’Agnus
28. Domine salvum à 6 H. 303
29. Concert pour 4 parties de violes H. 545 – Prélude
30. Concert pour 4 parties de violes H. 545 – Allemande
31. Concert pour 4 parties de violes H. 545 – (Sarabande) Rondeau
32. Concert pour 4 parties de violes H. 545 – Gigue anglaise
33. Concert pour 4 parties de violes H. 545 – Gigue française
34. Concert pour 4 parties de violes H. 545 – Passecaille
35. In Nativitatem Domini Canticum H. 416 – 3. Nuit

Marc-Antoine Charpentier à la Chapelle Royale de Versailles – 2014
Missa Assumpta est Maria
Concert pour 4 parties de violes

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Avicenna

Igor Stravinsky (1882-1971): Concerto para Piano & Sopros / Capricho para Piano & Orquestra / Movimentos para Piano & Orquestra / Sinfonias para Sopros

Igor Stravinsky (1882-1971): Concerto para Piano & Sopros / Capricho para Piano & Orquestra / Movimentos para Piano & Orquestra / Sinfonias para Sopros

A inteligente e agradável música neoclássica de Stravinsky pelas mãos de dois especialistas, Salonen e Crossley. Por neoclassicismo entende-se um retorno à música do passado, particularmente à música dos séculos XVII e XVIII, através de seus modelos formais e estruturas melódicas e rítmicas. Mas isso se dá não como imitação ou recriação, mas com a criação de novos modelos a partir de referências passadas. O neoclassicismo surge como uma reação ao carácter exacerbadamente emocional da música do século XIX, buscando o caráter mais racional nos períodos clássico e barroco. As obras de Stravinsky entre 1920 e 1952 fazem uma revisitação destes períodos, aos quais junta as influências da música popular como o jazz, o ragtime e ainda de compositores do séc. XIX. (Parcialmente copiado daqui).

Capriccio For Piano & Orchestra (1949 Version)
1 I – Presto 6:39
2 II – Andante Rapsodico 5:11
3 III – Allegro Capriccioso Ma Tempo Giusto

4 Symphonies Of Wind Instruments (1947 Version) 8:41

Concerto For Piano & Wind Instruments (1950 Version)
5 I – Largo; Allegro 7:07
6 II -Largo 7:02
7 III – Allegro 4:56

Movements For Piano & Orchestra
8 I – ♪=110 2:49
9 II – ♩=52 1:20
10 III – ♪=72 0:57
11 IV = ♪=80 1:49
12 V – ♪=104 1:52

Orchestra – London Sinfonietta
Piano – Paul Crossley
Conductor – Esa-Pekka Salonen

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Stravinsky acordando para você

PQP

Yo-Yo Ma: Simply Baroque & Simply Baroque II Remastered – The Amsterdam Baroque Orchestra (Yo-Yo Ma, baroque cello; Ton Koopman, conductor, organ, harpsichord)

Simply Baroque

The Amsterdam Baroque Orchestra

Yo-Yo Ma, baroque cello

Ton Koopman, conductor, organ, harpsichord

1999

 

Tocando no violoncelo barroco (equipado com cordas de intestinos e sem um espigão, fazendo com que o artista tenha que segurar o instrumento entre suas pernas), Yo-Yo Ma oferece uma música clássica calorosa e amigável. Com o apoio do maestro Ton Koopman, na época da Orquestra Barroca de Amsterdã, Ma apresenta uma interpretação totalmente incomum de algumas das obras barrocas mais conhecidas de Bach, bem como algumas peças menos conhecidas do compositor italiano Luigi Boccherini.

O som do violoncelo barroco muda o clima de cada peça familiar para algo mais quente e mais íntimo. A composição das cordas tem um tom menos seco do que a corda enrolada usual, e a ausência do endpin significa que não há som viajando pelo chão, portanto todo o som vem diretamente do corpo do instrumento. O manuseio habilidoso das peças de Ma evolui simplesmente em Simply Baroque, além de um experimento interessante e em uma bela experiência auditiva. (Internet)

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CD 1 – Simply Baroque
Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750)
01. Cantata, BWV 167: Sei Lob und Preis mit Ehren
02. Matthaus-Passion, BWV 244: Erbarme dich mein Gott
03. Cantata, BWV 147: Jesus bleibet meine Freude
04. Cantata, BWV 22: Ertot’ und durch dein’ Gute
05. Ich ruf’ zu dir, Herr Jesu Christ, BWV 639
06. Kommst du nun, Jesu, vom Himmel herunter, BWV 650
07. Cantata, BWV 163: Lass mein Herz die Munze sein
08. Cantata, BWV 136: Dein Blut, der edle Saft
09. Orchestral Suite No. 3 in D Major, BWV 1068: II. Air
Luigi Rodolfo Boccherini (Itália, 1743 – Espanha, 1805)
10. Concerto for Cello and String Orchestra in G Major, G. 480: I. Allegro
11. Concerto for Cello and String Orchestra in G Major, G. 480: II. Adagio
12. Concerto for Cello and String Orchestra in G Major, G. 480: III. Allegro
13. Cello Concerto in D Major, G. 478: I. Allegro con spirito
14. Cello Concerto in D Major, G. 478: II. Larghetto
15. Cello Concerto in D Major, G. 478: III. Rondo
16. Cello Concerto in D Major, G. 478: IV. Rondo comodo assai

…oOo…


Simply Baroque II Remastered

The Amsterdam Baroque Orchestra

Yo-Yo Ma, baroque cello

Ton Koopman, conductor, organ, harpsichord

2000

Como sequência de um filme, esta continuação do “Simply Baroque” do ano passado adere à fórmula original – transcrições para violoncelo e orquestra de música principalmente vocal de Bach, com dois concertos de violoncelo de Boccherini para uma boa medida.

Mas ao contrário da maioria das seqüências de filmes, este disco não faz a pergunta “Por que se incomodar?” Yo-Yo Ma não apenas arranhou a superfície da prática de performance barroca historicamente informada. Com sua costumeira curiosidade e dedicação, ele se aprofundou nesse mundo sonoro especializado.

Ele reconfigurou seu violoncelo Stradivarius de 1712 para remover elementos tão modernos como cordas de metal, adotou um autêntico arco barroco e, com efeito, reaprendeu a tocar o instrumento, reduzindo o vibrato e o fraseado expansivo.

Aficionados por instrumentos de época podem debater se Ma realmente se transformou em um especialista barroco, e os puristas barrocos podem se opor a deixar Bach fora de contexto, como ele faz em ambos os discos, ou ao emparelhar Bach com o Boccherini essencialmente pós-barroco.

Mas a eficácia da produção musical tende a tornar as objeções sem sentido. Uma razão para essa eficácia é o notável artista barroco Ton Koopman, que providenciou os cuidadosos arranjos das peças de Bach para essas gravações e cuja Orquestra Barroca de Amsterdã apóia o violoncelista.

Em “Simply Baroque II”, esses arranjos mais uma vez revelam novas cores, novos sentimentos nos itens de Bach. Um excelente exemplo aqui é uma perspectiva improvável de transcrição – a ária das Variações Goldberg.

Tratando a música original com o maior respeito, Koopman tomou a designação de “ária” literalmente, transformando a peça em uma espécie de vocalização para violoncelo com acompanhamento de órgão sutil.

Yo-Yo Ma molda a linha melódica como um cantor refinado, em frases requintadas de longa respiração, que têm um ar de espontaneidade e poesia sobre elas. O trabalho de teclado de Koopman é igualmente sensível. (Internet)

CD 2 – Simply Baroque II (Remastered)
Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750)
01. Cantata, BWV 75: Was Gott tut, das ist wohlgetan
02. Goldberg Variations, BWV 988: Aria
03. Wachet auf, ruft uns die Stimme, BWV 645
04. Wer nur den lieben Gott lasst walten, BWV 647
05. Cantata, BWV 186: Die Hoffnung wart’ der rechten Zeit
06. Chorale Prelude, BWV 648, “Meine Seele Erhebet Den Herren”
07. Cantata #208, BWV 208, “Schafe Können Sicher Weiden” (Sheep May Safely Graze)
08. Cantata #76, BWV 76, “Es Danke, Gott, Und Lobe Dich Das Volk In Guten Taten”
09. Chorale Prelude, BWV 649, “Ach Bleib Bei Uns, Herr Jesu Christ”
Luigi Rodolfo Boccherini (Itália, 1743 – Espanha, 1805)
10. Concerto in B-Flat Major for Cello & Orchestra, G. 482: I. Allegro moderato
11. Concerto in B-Flat Major for Cello & Orchestra, G. 482: II. Andante grazioso
12. Concerto in B-Flat Major for Cello & Orchestra, G. 482: III. Rondo – Allegro
13. Cello Concerto in D Major, G. 476: I. Allegro
14. Cello Concerto in D Major, G. 476: II. Largo
15. Cello Concerto in D Major, G. 476: III. Allegro piacere

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Boa audição!

Avicenna

Robert Schumann – Piano Quintet in E-flat major, Op.44, Piano Quartet in E-flat major, Op.47 – Beaux Arts Trio

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O TEMPO PASSA, O TEMPO VOA, E ESSA GRAVAÇÃO CONTINUA IMBATÍVEL E IMPERDÍVEL !!! NOVOS LINKS !!!

Mais uma vez vos trago uma gravação histórica do Beaux Arts Trio. Começa com o magnífico Quinteto op. 44, que considero uma das mais belas obras escritas para esta formação, e logo em seguida encaram outra obra prima, o Quarteto op. 47. Em seguida, os três encaram os três trios que Schumann escreveu. Lhes garanto que vale cada minuto dedicado à audição destes CDs.
Já comentei anteriormente que provavelmente o Op. 44 foi a primeira obra de câmara que ouvi em minha vida, há pelo menos uns quarenta anos, em uma rádio que só tocava música clássica. Claro que não vou me lembrar de quem eram os intérpretes, mas a música ficou gravada em minha cabeça, principalmente a marcha do segundo movimento. Um primor de concisão e explosão emocional, em um dos momentos mais criativos da vida de Schumann. Podem-se ouvir ecos de Brahms se refletindo neste movimento, ou vice versa.

01. PIANO QUINTET in E-flat major, Op.44 I. Allegro brillante
02. II.  In modo d’una marcia. Un poco largamente
03. III. Scherzo. Molto vivace
04. IV. Allegro, ma non troppo
05. PIANO QUARTET in E-flat major, Op.47 I. Sostenuto assai–Allegro ma non troppo
06. II.  Scherzo. Molto vivace
07. III. Andante cantabile
08. IV.  Finale. Vivace
09. PIANO TRIO No.1 in D minor, Op.63 I. Mit Energie und Leidenschaft
10. II.  Lebhaft, doch nicht zu rasch

Beaux Arts Trio
Dolf Betelheim, Samuel Rhodes

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CD 2

01. (cont.) PIANO TRIO No.1 in D minor, Op.63 III. Langsam, mit inniger Empfindung
02. IV.  Mit Feuer
03. PIANO TRIO No.2 in F major, Op.80 I. Sehr lebhaft
04. II.  Mit innigem Ausdruck
05. III. In M..iger Bewegung
06. IV.  Nicht zu rasch
07. PIANO TRIO No.3 in G minor, Op.110 I. Bewegt, doch nicht zu rasch
08. II.  Ziemlich langsam
09. III. Rasch
10. IV.  Kr.ftig, mit Humor

Beaux Arts Trio

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Clara Schumann (1819-1896) – Piano Concerto A Moll, op. 7, Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Concerto nº 4, G Dur,, op. 58 – Ragna Schirmer, Staatskapelle Halle, Ariane Mattiakh

Não consigo me lembrar de onde foi que consegui este CD, mas trata-se de uma grata surpresa. Claro que estou falando do Concerto para Piano de Clara Schumann, a eterna sra Robert Schumann. Aqui, apesar do peso do nome de Beethoven no CD, é ela quem dita as regras.
No booklet em que apresenta o CD, a pianista Ragna Schirmer explica o por que de seu interesse e sua dedicação e esta pessoa tão impar e tão talentosa, mas que resolveu viver à sombra de seu eterno amor, o compositor Robert Schumann.
Ai fica a curiosidade: mas por que temos Beethoven Nesse CD? Em um primeiro momento, podemos pensar, ah, é para completar o CD, mas queridos, as cadenzas desta gravação foram escritas por Clara, simples assim.  Entenderam?
Eu particularmente conhecia Ragna Schirmer como excelente intérprete de Bach e Haendel, e fui surpreendido nesta sua incursão no romantismo.  Vale a pena ouvirmos este CD para podermos conhecer mais um pouco desta grande mulher, a grande Clara Schumann.

01. Piano Concerto in A Minor, Op. 7 I. Allegro Maestoso
02. Piano Concerto in A Minor, Op. 7 II. Romanze. Andante non troppo, con Grazia
03. Piano Concerto in A Minor, Op. 7 III. Finale. Allegro non troppo-Allegro Molto
04. Piano Concerto No.4 in G Major, Op. 58 I. Allegro Moderato
05. Piano Concerto No.4 in G Major, Op. 58 II. Andante con Moto
06. Piano Concerto No.4 in G Major, Op. 58 III. Rondo. Vivace

Ragna Schirmer – Piano
Sttatskapelle Halle
Ariane Matiakh – Conductor

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.: interlúdio :. Charlie Haden: The Montreal Tapes I (com Joe Henderson & Al Foster)

.: interlúdio :. Charlie Haden: The Montreal Tapes I (com Joe Henderson & Al Foster)

Aqui, toda a série e mais um baita CD de brinde.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Em 1989, o Festival Internacional de Jazz de Montreal comemorou seu décimo aniversário. O Festival se instalou no centro da cidade, bloqueando as ruas da rua St. Catherine, perto da Place des Arts. São loucos estes quebequenses, bloqueiam o centro da cidade para um festival de jazz! Mas também houve outra novidade: permitiram que um artista realizasse várias noites seguidas com músicos de sua escolha. O primeiro beneficiário desta carta branca foi Charlie Haden (1937-2014), que se apresentou cada vez com diferentes cúmplices. Entre essas noites, a primeira é particularmente mágica: Charlie convida o saxofonista tenor Joe Henderson (1937-2001) e o baterista Al Foster (1944), dois músicos com quem gravara um álbum ao vivo na Itália dois anos antes, An Evening With Joe Henderson.

Este novo encontro acontece longe da multidão, em uma sala mais íntima, diante de um público particularmente atento e receptivo. Joe, de camisa amarela e gravata marrom se move para frente e ataca uma longa e empolgante introdução de “Round Midnight”, a que se juntaram seus dois colegas depois. Então eles atacam “All The Things You Are”. A terceira parte é mais livre, um campo onde Charlie sente-se muito bem. São 4 logas faixas, de 12 a 21 minutos. Cada uma das 4 passa rapidamente, porque todas são belas histórias.

Este álbum é um grande momento, um momento de enorme empatia. O público não se engana, saboreando com prazer este grande momento de criação.

Charlie Haden: The Montreal Tapes I (com Joe Henderson & Al Foster)

1-1 ‘Round Midnight
1-2 All The Things You Are
1-3 In The Moment
1-4 Passport

Charlie Haden, baixo
Joe Henderson, sax tenor
Al Foster, bateria

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Não foi mole.

PQP

Sol Gabetta – Schumann

Eu aguardava ansioso o momento em que  a violoncelista argentina Sol Gabetta iria encarar o maravilhoso Concerto para Violoncelo de Schumann. Acompanho há algum tempo sua carreira, e sei que cada gravação sua é muito bem pensada, elabora, articulada, produzida e tremendamente bem interpretada, e em cada novo CD podemos acompanhar e identificar sua evolução e maturidade enquanto instrumentista.
Este CD foi recém lançado pelo selo Sony, e aqui ela vem muito bem acompanhada de dois velhos amigos e parceiros, o pianista Bertrand Chamayou e o maestro Giovanni Antonini, que aqui dirige a Orquestra de Câmara da Basiléia.

1 5 Stücke im Volkston, Op. 102: I. Mit Humor
2 5 Stücke im Volkston, Op. 102: II. Langsam
3 5 Stücke im Volkston, Op. 102: III. Nicht schnell, mit viel Ton zu spielen
4 5 Stücke im Volkston, Op. 102: IV. Nicht zu rasch
5 5 Stücke im Volkston, Op. 102: V. Stark und markiert
6 Adagio und Allegro, Op. 70: I. Adagio
7 Adagio und Allegro, Op. 70: II. Allegro
8 Fantasiestücke, Op. 73: I. Zart und mit Ausdruck
9 Fantasiestücke, Op. 73: II. Lebhaft leicht
10 Fantasiestücke, Op. 73: III. Rasch und mit Feuer
11 Cello Concerto in A Minor, Op. 129: I. Nicht zu schnell
12 Cello Concerto in A Minor, Op. 129: II. Langsam
13 Cello Concerto in A Minor, Op. 129: III. Sehr lebhaft

Sol Gabetta – Cello
Bertrand Chamayou – Piano
Kammerorchester Basel
Giovanni Antonini

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Giovanni Pierluigi da Palestrina (Itália,1525-1594): Canticum Canticorum – Ensemble William Byrd. Maestro Graham O’Reilly – 1995

Canticum Canticorum

Giovanni Pierluigi da Palestrina
Itália,1525-1594
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Ensemble William Byrd
Maestro Graham O’Reilly

1995

 

Esta versão do Ensemble William Byrd é provavelmente a mais bela disponível cantada por um conjunto vocal a cappella (com uma voz por parte). Poucos grupos franceses conseguiram o equilíbrio que encontramos aqui entre a beleza vocal e uma interpretação rigorosamente pensada. A equipe que Graham O’Reilly reuniu em torno dele são todos músicos irrepreensíveis, e são especialmente sortudos em incluir Brigitte Vinson, uma das melhores sopranos disponíveis no momento: a sutileza de seu fraseado traz uma dimensão “psicológica” ao conjunto, enquanto mantendo o mais nobre dos legatos. No outro extremo da estrutura, Philip Morley é igualmente preciso, embora sem peso, e apoia um grupo de timbres variáveis.

Uma das melhores qualidades da interpretação é a forma como trata o ciclo como um todo – os episódios vêm e vão, mas mantêm uma relação com o que aconteceu antes, com certos detalhes revelados à medida que se repetem ao longo do ciclo. Acima de tudo, o último motivo é convincente como o intenso resumo do ciclo como um todo. (Marc Desmet, Choc du Monde de la Musique)

Canticum Canticorum
01. Osculetur Me
02. Trahe Me Post Te
03. Nigra Sum
04. Vineam Meam
05. Si Ignoras Te
06. Pulchræ Sunt
07. Fasciculus Myrrhæ
08. Ecce Tu Pulcher
09. Tota Pulchra Es
10. Vulnerasti Cor Neum
11. Sicut Lilium
12. Introduxit Me
13. Læva Eius
14. Vox Dilecti Mei
15. Surge, Propera
16. Surge, Amica Mea
17. Dilectus Meus
18. Surgam, Et Circuibo
19. Adiuro Vos
20. Caput Eius
21. Dilectus Meus
22. Pulchra Es
23. Quæ Est Ista
23. Descendi In Hortum
24. Quam Pulchri Sunt
25. Duo Ubera Tua
26. Quam Pulchra Es
27. Guttur Tuum
28. Veni, Dilecte Mi

Canticum Canticorum – 1995
Ensemble William Byrd
Maestro Graham O’Reilly
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Avicenna

Claudio Merulo (1533-1604): Obras Completas para Órgão

Claudio Merulo (1533-1604): Obras Completas para Órgão

Este é mais um arquivo que nos foi repassado pelo pequepiano WMR.

Claudio Merulo foi um compositor, editor e organista italiano do final da Renascença, conhecido por sua música inovadora para órgão. Ele nasceu em Correggio e morreu em Parma. Nascido Claudio Merlotti, ele latinizou seu sobrenome (que significa pequeno melro) quando se tornou famoso em clubes culturais de Veneza. Suas Toccatas, em particular, são inovadoras. Muitas vezes, suas peças começam como se fossem uma transcrição de polifonia vocal, mas gradualmente adicionam ornamentos até chegarem a passagens de considerável virtuosismo. Às vezes, ele desenvolve acompanhamentos que adquirem o status de temas. Isso antecipa o barroco. Muitas vezes, Merulo ignora a voz principal, dando à música uma intensidade expressiva mais associada à escola tardia de madrigalistas do que à música de sua época. Sua música para órgão foi extremamente influente e suas idéias podem ser ouvidas na música de Sweelinck, Frescobaldi e outros.

Claudio Merulo (1533-1604): Obras Completas para Órgão

CD1
1 Toccate d’intavolatura d’organo, Book 1: Toccata prima 5:23
2 Ricercari d’intavolatura d’organo, Book 1: Ricercar del secondo tuono 8:28
3 Canzoni d’intavolatura d’organo fatte alla francese, Book 1: La Gratiosa 4:11
4 Canzoni d’intavolatura d’organo fatte alla francese, Book 1: Petit Jacquet 4:54
5 Canzoni d’intavolatura d’organo fatte alla francese, Book 1: La Leonora 3:04
6 Toccate d’intavolatura d’organo, Book 1: Toccata terza 4:56
7 Toccate d’intavolatura d’organo, Book 2: Toccata terza 4:50
8 Ricercari d’intavolatura d’organo, Book 1: Ricercar dell’ottavo tuono 6:53
9 Canzoni d’intavolatura d’organo fatte alla francese, Book 1: La Cortese 4:03
10 Toccate d’intavolatura d’organo, Book 1: Toccata quinta 3:33
11 Canzoni d’intavolatura d’organo fatte alla francese, Book 2: La Seula 4:45
12 Canzoni d’intavolatura d’organo fatte alla francese, Book 2: La Pazza 2:50
13 Toccate d’intavolatura d’organo, Book 2: Toccata prima 5:51

CD2
1 Toccate d’intavolatura d’organo, Book 2: Toccata quarta 6:26
2 Canzoni d’intavolatura d’organo fatte alla francese, Book 2: La Radivila 4:14
3 Ricercari d’intavolatura d’organo, Book 1: Ricercar del terzo tuono 8:47
4 Canzoni d’intavolatura d’organo fatte alla francese, Book 2: L’Arconadia 2:53
5 Canzoni d’intavolatura d’organo fatte alla francese, Book 2: La Palma 2:33
6 Canzoni d’intavolatura d’organo fatte alla francese, Book 2: La Scarampa 3:26
7 Toccate d’intavolatura d’organo, Book 2: Toccata settima 7:41
8 Toccate d’intavolatura d’organo, Book 1: Toccata nona 5:36
9 Canzoni d’intavolatura d’organo fatte alla francese, Book 3: Content 6:07
10 Canzoni d’intavolatura d’organo fatte alla francese, Book 3: Languissans 8:03
11 Ricercari d’intavolatura d’organo, Book 1: Ricercar del settimo tuono 7:59
12 Canzoni d’intavolatura d’organo fatte alla francese, Book 2: La Pargoletta 3:18
13 Toccate d’intavolatura d’organo, Book 1: Toccata ottava 6:32

CD3
1. Toccate d’intavolatura d organo, Book 2: Toccata nona
2. Ricercari d’intavolatura d’organo, Book 1: Ricercar dell’undecimo tuno
3. Canzoni d’intavolatura d’organo fatte alla francese, Book 3: Onques amour
4. Canzoni d’intavolatura d’organo fatte alla francese, Book 1: La Rolanda
5. Canzoni d’intavolatura d’organo fatte alla francese, Book 2: La Ironica
6. Toccate d’intavolatura d organo, Book 2: Toccata quinta
7. Toccate d’intavolatura d’organo, Book 1: Toccata quarta
8. Canzoni d’intavolatura d’organo fatte alla francese, Book 2: La Jolette
9. Canzoni d’intavolatura d’organo fatte alla francese, Book 1: La Zambeccara
10. Toccata del terzo tuono
11. Canzoni d’intavolatura d’organo fatte alla francese, Book 1: La Benvenuta
12. Ricercari d’intavolatura d’organo, Book 1: Ricercar dell duodecimo tuono
13. Toccate d’intavolatura d organo, Book 2: Toccata decima
14. Toccate d’intavolatura d organo, Book 2: Toccata sesta
15. Canzoni d’intavolatura d’organo fatte alla francese, Book 1: L’Alberagata
16. Ricercari d’intavolatura d’organo, Book 1: Ricercar del primo tuono
17. Toccate d’intavolatura d’organo, Book 1: Toccata seconda
18. Canzoni d’intavolatura d’organo fatte alla francese, Book 2: La Rosa

CD4
1. Toccate d’intavolatura d organo, Book 2 (excerpts)
2. Toccata seconda
3. Toccata ottava
4. Canzoni d’intavolatura d’organo fatte alla francese, Book 1: La Bovia
5. Ricercari d’intavolatura d’organo, Book 1: Ricercar del quarto tuono
6. Toccate d’intavolatura d’organo, Book 1: Toccata sesta
7. Canzoni d’intavolatura d’organo fatte alla francese, Book 2: Petite Camusette
8. Canzoni d’intavolatura d’organo fatte alla francese, Book 3: Susanne un jour
9. Toccate d’intavolatura d’organo, Book 1: Toccata settima

Stefano Molardi, órgão

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Claudio Merulo dá um oi pra turma do PQP

PQP

Love & Lament: Italian Early Baroque – Choir of the Netherlands Bach Society & Ensemble Cappella Figuralis. Maestro Jos van Veldhoven – 2001

Love & Lament: Italian Early Baroque

Choir of the Netherlands Bach Society
Ensemble Cappella Figuralis

Maestro Jos van Veldhoven

2001

 

Italian Early Baroque

Desde o início do século 17, compositores na Itália e muito além de suas fronteiras descobriram o poder dramático de pequenos conjuntos, na maior parte abandonando o tradicional estilo a cappella polifônico. A riqueza da linguagem verbal apontou o caminho para novos modos de expressão. A canção monódica desempenhou um papel central neste desenvolvimento: em essência, consistia em uma única voz cantada acompanhada pelo novo estilo de “baixo contínuo”. O texto foi apoiado e seguido palavra por palavra, fazendo uso do “affetti”, uma nova liberdade no tratamento da dissonância, bem como contrastantes tratamentos melódicos e rítmicos.

Naturalmente, qualquer número de novas formas musicais e gêneros também se desenvolveu, um dos quais foi o diálogo – um gênero que tem sido repetidamente recebido atenção por Cappella Figuralis nos últimos anos – e sua versão mais expansiva, o oratório. Um diálogo pode ser melhor descrito como uma conversa cantada, em que cada uma das pessoas participantes é representada por uma única voz e um grupo por um conjunto vocal. Além disso, o “elenco” às vezes inclui um narrador, cuja parte pode ser de uma única voz ou de muitas vozes. (…)
(Pieter Dirksen)

 
Love & Lament: Italian Early Baroque
Claudio Giovanni Antonio Monteverdi (Cremona, 1567- Veneza, 1643)
01. Lamento della Ninfa (from Madrigali Guerrieri et amorosi, 1638)
Girolamo Frescobaldi (Italy, 1583-1643)
02. Toccata 2a in F (from Suonate d’intavolatura del Sig. Girolamo Frescobaldi)
Domenico Mazzocchi (Italy, 1592-1665)
03. Lamento di David (from Sacrae Concertationes)
Johann Hieronymus Kapsberger (Italy, 1580 – 1651)
04. Toccata Settima (from Libro quarto di chitarrone, 1640)
Allesandro Della Ciaia (Italy, c. 1605-c. 1670)
05. Lamentatio Virginis in dispositione Filii de cruce (from Sacri modulatus, 1666)
Michelangelo Rossi (Italy, 1602 – 1656)
06. Settima Toccata (from Toccate e correnti d’intavolatura d’organo e cimbalo, 1640)
Giacomo Carissimi (Italy, 1605 – 1674)
07. Historia di Jephte (1650)
.
Love & Lament: Italian Early Baroque – 2001
Choir of the Netherlands Bach Society
Ensemble Cappella Figuralis
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Boa audição!

Avicenna

W. A. Mozart (1756-1791): Trios para Piano K. 502, 542 & 564

W. A. Mozart (1756-1791): Trios para Piano K. 502, 542 & 564

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O Rautio Piano Trio é especializado em performances de época e foi criado na Royal Academy of Music, de Londres, um dos melhores lugares do mundo para se estar. Esta é sua gravação de estreia. O pianista Jan Rautio toca pianoforte, enquanto a violoncelista Adi Tal e a violinista Jane Gordon usam cordas de tripa e arcos mais leves e curtos. O resultado é uma música de grande agilidade e bela sonoridade, o que dá novo equilíbrio aos trios de Mozart. Os trios são excelentes, todos do período de maturidade do compositor. É um disco surpreendente, leve e com belos momentos do mais puro espírito mozartiano.

W. A. Mozart (1756-1791): Trios para Piano K. 502 542 & 564

1 Piano Trio in B-flat major, KV 502: I. Allegro 8:24
2 Piano Trio in B-flat major, KV 502: II. Larghetto 7:28
3 Piano Trio in B-flat major, KV 502: III. Allegretto 6:21

4 Piano Trio in E major, KV 542: I. Allegro 7:40
5 Piano Trio in E major, KV 542: II. Andante grazioso 4:45
6 Piano Trio in E major, KV 542: III. Allegro 7:07

7 Piano Trio in G major, KV 564: I. Allegro 5:03
8 Piano Trio in G major, KV 564: II. Andante 5:47
9 Piano Trio in G major, KV 564: III. Allegretto 4:30

Rautio Piano Trio

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O Rautio faz uma pose mozartiana para o PQP enquanto fala das IHI (Interpretações historicamente informadas).

PQP

William Byrd (Inglaterra, 1540 – 1623) – Cantiones Sacrae (1575) + Cantiones Sacrae (1589) – The Choir of New College, Oxford. Maestro Edward Higginbottom

Cantiones Sacrae (1575)
1994

William Byrd (Inglaterra, 1540 – 1623)

The Choir of New College, Oxford
Maestro Edward Higginbottom

.
…..oOo…..

Cantiones Sacrae (1589)
1983

William Byrd (Inglaterra, 1540 – 1623)

The Choir of New College, Oxford
Maestro Edward Higginbottom

 

 

William Byrd (1539 ou 1540 a 1623) nasceu Protestante, mas depois se tornou Católico. O Cantiones Sacrae 1575 foi uma associação com seu professor Thomas Tallis. A Rainha Elizabeth deu a Tallis e a Byrd uma patente exclusiva que lhes permitiu dominar a impressão de canções por 21 anos. Este conjunto também inclui algumas das músicas de teclado de Byrd tocadas no órgão. Esses motetos foram dedicados a Elizabeth I.

Os Cantiones Sacrae de 1589 e 1591 vêm após a morte de Tallis. Grande parte do texto narra as provações e atribulações de Jerusalém e pode representar a situação pobre dos católicos romanos ingleses da época.

Os textos são todos em latim com uma tradução em inglês incluída no livreto. O som é excelente no Choir of New College Oxford. (internet)

Cantiones Sacrae 1575 – 01 – Tribue Domine
Cantiones Sacrae 1575 – 02 – Siderum Rector
Cantiones Sacrae 1575 – 03 – Domine Secundum Actum Meum
Cantiones Sacrae 1575 – 04 – Fantasia in D minor
Cantiones Sacrae 1575 – 05 – Attolite Portas
Cantiones Sacrae 1575 – 06 – Miserere mihi Domine
Cantiones Sacrae 1575 – 07 – Fantasia in C
Cantiones Sacrae 1575 – 08 – Aspice Domine quia Facta Est
Cantiones Sacrae 1575 – 09 – Peccantem me Quotidie
Cantiones Sacrae 1575 – 10 – Salvator Mundi II
Cantiones Sacrae 1575 – 11 – O Lux Beata Trinitas

Cantiones Sacrae 1589 – 01 – In Resurrectione tua
Cantiones Sacrae 1589 – 02 – Aspice Domine de sede
Cantiones Sacrae 1589 – 03 – Vide Domine afflictionem
Cantiones Sacrae 1589 – 04 – Domine tu jurasti
Cantiones Sacrae 1589 – 05 – Vigilate
Cantiones Sacrae 1589 – 06 – Domine secundum multitudinem
Cantiones Sacrae 1589 – 07 – Tristitia et anxietas
Cantiones Sacrae 1589 – 08 – Ne irascaris Domine
Cantiones Sacrae 1589 – 09 – O quam gloriosum

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MP3 | 320 KBPS | 149 MB

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powered by iTunes 12.8.1 | 1 h 54 min

Boa audição!

Avicenna

F. J. Haydn (1732-1809): As Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz (Quartetos de cordas, Op. 51)

F. J. Haydn (1732-1809): As Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz (Quartetos de cordas, Op. 51)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Esta obra foi originalmente composta para orquestra, porém, em 1795-96, Haydn adicionou movimentos corais tornando-a um oratório e, posteriormente, publicou a versão para quarteto de cordas, que se tornou a mais utilizada. A música é composta por uma introdução e sete meditações sobre as últimas palavras de Jesus Cristo e foi encomendada em 1787 para o serviço de Sexta-Feira Santa na Gruta Santa Cueva, perto de Cádiz, no sul de Espanha. O trabalho existe em várias versões, incluindo o original para orquestra, um oratório com coral e solistas, e uma transcrição para quarteto de cordas. Trata-se de uma belíssima obra e merece o imperdível acima.

Excelente o quarteto montado por Gidon Kremer.

Haydn: The Seven Last Words From The Cross (String Quartets Op. 51)

1. Introduction (Maestoso ed adagio)
2. I: Largo – “Pater, dimitte illis; non enim sciunt, quid faciunt”
3. II: Grave e cantabile – “Amen dico tibi: hodie mecum eris in paradiso”
4. III: Grave – “Mulier, ecce filius tuus, et tu, ecce mater tua!”
5. IV: Largo – “Eli, Eli, lama asabthani?”
6. V: Adagio – “Sitio”
7. VI: Lento – “Consumatum est”
8. VII: Largo – “Pater, in tuas manus commendo spiritum meum”

Gidon Kremer: violin
Kathrin Rabus: violin
Gerard Caussé: viola
Ko Iwasaki: violoncello

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Gidon Kremer em 2008

PQP

Johann Sebastian Bach – Weihnachts Oratorium – Münchener Bach-Orchester – Karl Richter

Covers WeinachtLINK REVALIDADO PELA QUARTA VEZ !! UM CLÁSSICO ABSOLUTO, IMPRESCINDÍVEL EM QUALQUER CDTECA !!!

Postei este cd pela primeira vez no Natal de 2010, porém como os links eram do Megaupload, foram para o espaço, juntamente com o mesmo.
Não posso admitir nem aceitar que tal gravação esteja fora do PQPBach. Trata-se de uma gravação histórica, e a considero obrigatória em qualquer cdteca. Eu, FDPBach, enquanto filho bastardo de Johann Sebastian, não posso aceitar tal falha em nosso acervo. Acervo modesto, porém honesto, lhes garanto. 
Fica aqui meu desejo de Feliz Natal e um excelente 2019 para todos vocês que nos acompanham fielmente !!!

De todas as versões que já tive a oportunidade de ouvir do Oratório de Natal de Bach esta ainda é a minha favorita, apesar do peso que Richter imprime à obra. Sua abertura, o magnífico coro “Jauchzet, frohlocker, auf, preiser die Tage” já mostra a que veio. Pauleira pura… e os solistas são excelentes, no apogeu de suas carreiras.
Já discutimos bastante sobre Karl Richter aqui no blog. O mano PQP tem suas ressalvas com relação às suas interpretações, ainda mais depois que grandes maestros se especializaram na obra de papai e mostraram coisas até então desconhecidas, como Harnoncourt, e mais atualmente, Jacobs e Herreweghe.
Mas a importância de Richter é enorme na história da música. O simples fato de dedicar-se tanto tempo à obra de Bach, criando inclusive uma orquestra especializada no repertório já nos dá uma prova do fato.
Muito se fala e se comenta, e vários são os lançamentos da indústria fonográfica com gravações de época, ou históricas. Existem inclusive selos exclusivos com gravações feitas a partir de pesquisas históricas sobre a instrumentação, estilo de interpretação, etc. Todas são belíssimas, e todas tem suas qualidades. Eu particularmente sou fã de alguns destes selos, e de alguns destes intérpretes. Mas por algum motivo, é esta gravação do Oratório de Natal do Richter, realizada em 1965, ano de meu nascimento, a que mais me emociona. Creio que seja a favorita porque é a que ouço há mais tempo. Foi ela quem me ajudou a definir os parâmetros de interpretação para esta obra. Meu cérebro assimilou suas nuances, suas sutilezas, enfim, enquanto para alguns Richter é um romântico inveterado tocando música barroca, para mim até pouco tempo atrás era exatamente este o Bach que eu queria ouvir.
Só depois de conhecer aqueles intérpretes citados acima foi que reparei que haviam diferenças, e elas não são poucas, nem pequenas. E as ouço, até que com certa frequência, porém sempre retorno ao bom e velho Karl Richter.
Com esta postagem só posso desejar a todos os nossos amigos, leitores-ouvintes, e colaboradores um Feliz Natal e um 2019 cheio de realizações. E espero continuar este nosso trabalho de formiguinha, de trazer música de qualidade para vocês, sempre primando pela qualidade e não pela quantidade.

Agora recolham-se à sua poltrona favorita, abram uma garrafa de um bom vinho, e apreciem a magnificiência da obra de Johann Sebastian Bach com um de seus melhores intérpretes. Se quiserem, podem se ajoelhar, e dependendo de suas crenças religiosas, rezem ao céus agradecendo por terem existido estas pessoas únicas, geniais que, dotadas de um talento único, nos proporcionam tanto prazer e emoção.

FELIZ NATAL PARA TODOS !!!!!!!!!

Johann Sebastian Bach – Weihnachts Oratorium – Münchener Bach-Orchester – Karl Richter

CD 1

1.No.1 Chorus: “Jauchzet, frohlocket” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
2. No.2 Evangelist: “Es begab sich aber zu der Zeit” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
3.No.3 Rezitativ (Alt): “Nun wird mein liebster Bräutigam”
4. No.4 Aria (Alto): ” Bereite dich, Zion” Christa Ludwig, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
5.No.5 Choral: “Wie soll ich dich empfangen” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
6.No.6 Evangelist: “Und sie gebar ihren ersten Sohn” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
7.No.7 Chorale: “Er ist auf Erden kommen arm”, Recitativ (Bass): Wer will die Liebe recht erhöhn” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Members of the Münchener Bach-Chor
8.No.8 Aria (Baß): “Großer Herr, o starker König” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
9. No.9 Choral: “Ach mein herzliebes Jesulein” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor

Part Two – For the second Day of Christmas

10. No.10 Sinfonia Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
11. No.11 Evangelist: “Und es waren Hirten in derselben Gegend” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
12. No.12 Chorale: “Brich an, o schönes Morgenlicht” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
13. No.13 Evangelist, Engel: “Und der Engel sprach zu Ihnen” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
14. Rezitativ (Baß): “Was Gott dem Abraham Verheißen”
15. No.15 Aria (Tenor): “Frohe Hirten, eilt, ach eilet”
16. No.16 Evangelist: “Und das habt zum Zeichen” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
17. No.17 Chorale: “Schaut hin, dort liegt im finstern Stall” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
18. No.18 Rezitativ (Baß): “So geht denn hin, ihr Hirten, geht” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
19. No.19 Aria (Alto): “Schlafe, mein Liebster, geniesse der Ruh” Christa Ludwig, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter

CD 2:

Part Two – For the second Day of Christmas

1.No.20 Evangelist: “Und alsbald war da bei dem Engel” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
2.No.21 Chor: “Ehre sei Gott in der Höhe” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
3.No.22 Rezitativ (Baß): “So recht, ihr Engel, jauchzt und singet” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
4.No.23 Chorale: “Wir singen dir in deinem Heer”

Part Three – For the third Day of Christmas

5. No.24 Chor: “Herrscher des Himmels, erhöre das Lallen” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
7.No.26 Chor: “Lasset uns nun gehen gen Bethlehem” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
8. No.27 Rezitativ (Baß): “Er hat sein Volk getröst” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
9.No.28 Choral: “Dies hat er alles uns getan” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
10. No.29 Duett (Sopran, Baß): “Herr, dein Mitleid, dein Erbarmen” Gundula Janowitz, Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
11. No.30 Evangelist: “Und sie kamen eilend” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
12. No.31 Aria (Alt): “Schließe, mein Herze, dies selige Wunder”
13. No.32 Recitativ (Alt): “Ja, ja, mein Herz soll es bewahren” Christa Ludwig, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
14. No.33 Choral: “Ich will dich mit Fleiß bewahren” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
15. No.34 Evangelist: “Und die Hirten kehrten wieder um” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
16. No.35 Choral: “Seid froh dieweil”
17. No.24 Chor (da capo): “Herrscher des Himmels, erhöre das Lallen”

Part Four – For New Year’s Day

18. No.36 Chor: “Fallt mit Danken, fallt mit Loben” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
19. No.37 Evangelist: “Und da acht Tage um waren” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
20. No.38 Rezitativ (Baß): “Immanuel, o süßes Wort” Arioso (Chor-Sopran, Baß): “Jesu, du mein liebstes Leben”-“Komm ich will dich mit Lust umfassen” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Members of the Münchener Bach-Chor
21. No.39 Aria (Soprano, Echo-soprano): “Flösst, mein Heiland, flösst dein Namen” Gundula Janowitz, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
22. No.40 Rezitativ (Baß): “Wohlan, dein Name soll allein” Arioso (Chor-Sopran): “Jesu mein Freud und Wonne” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Members of the Münchener Bach-Chor
23. No.41 Aria (Tenor): “Ich will nur dir zu Ehren leben” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
24. No.42 Choral: “Jesus richte mein Beginnen” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor

CD 3: Bach: Christmas Oratorio

Part Five – For the 1st Sunday in the New Year

1. No.43 Chor: “Ehre sei dir, Gott, gesungen” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
2. No.44 Evangelist: “Da Jesu geboren war zu Bethlehem” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
3. No.45 Chor: “Wo ist der neugeborne König der Juden?” – Rezitativ (Alt): “Sucht ihn in meiner Brust”Christa Ludwig, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
4. No.46 Choral: “Dein Glanz all Finsternis verzehrt” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
5. No.47 Aria (Bass): “Erleucht auch meine finstre Sinnen” Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
6. No.48 Evangelist: “Da das der König Herodes hörte” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
7. No.49 Rezitativ (Alt): “Warum wollt ihr erschrecken?” Christa Ludwig, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
8. No.50 Evangelist: “Und ließ versammeln alle Hohepriester” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
9. No.51 Terzetto (Soprano, Alto, Tenor): “Ach, wann wird die Zeit erscheinen?” Gundula Janowitz, Christa Ludwig, Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
10.No.52 Rezitativ (Alt): “Mein Liebster herrschet schon” Christa Ludwig, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
11.No.53 Choral: “Zwar ist solche Herzensstube”

Part Six – For the Feast of Epiphany

12. No.54 Chor: “Herr, wenn die stolzen Feinde schnauben” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor
13. No.55 Evangelist: “Da berief Herodes die Weisen heimlich” – Herodes: “Ziehet hin und forschet fleißig” Fritz Wunderlich, Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
14. No.56 Rezitativ (Sopran): “Du Falscher, suche nur den Herrn zu fällen”
15. No.57 Aria (Sopran): “Nur ein Wink von seinen Händen” Gundula Janowitz, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
16. No.58 Evangelist: “Als sie nun den König gehöret hatten” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
17. No.59 Chorale: “Ich steh an deiner Krippen hier” Münchener Bach-Chor, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
18. No.60 Evangelist: “Und Gott befahl ihnen im Traum”
19. No.61 Rezitativ (Tenor): “So geht! Genug, mein Schatz geht nicht von hier” Fritz Wunderlich, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
20. No.62 Aria (Tenor): “Nun mögt ihr stolzen Feinde schrecken” Fritz Wunderlich, Karl Richter, Münchener Bach-Orchester
21. No.63 Rezitativ (Sopran, Alt, Tenor, Baß): “Was will der Hölle Schrecken nun?” Gundula Janowitz, Christa Ludwig, Fritz Wunderlich, Franz Crass, Münchener Bach-Orchester, Karl Richter
22. No.64 Choral: “Nun seid ihr wohl gerochen” Münchener Bach-Orchester, Karl Richter, Münchener Bach-Chor

Gundula Janowitz – Soprano
Christa Ludwig  – Contralto
Fritz Wunderlich – Tenor
Franz Crass – bass
Münchener Bach-Chor
Münchener Bach-Orchester
Karl Richter – Conductor

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FDPBach

 

Harald Bergmann (1963): Trilha sonora de Scardanelli

Harald Bergmann (1963): Trilha sonora de Scardanelli

Scardanelli, com textos e músicas do aclamado filme homônimo de Harald Bergmann, é apresentado aqui como um “áudio-livro” em língua alemã, sobre os últimos anos da vida do poeta Friedrich Hölderlin. Mas não sem enganem, é um CD da ECM da mais alta qualidade; o que me interessou mesmo no CD foram as intervenções musicais de conhecidas obras explodindo aqui e ali.

Bergmann parece observar Hölderlin que, na segunda metade de sua vida, passou 36 anos aos cuidados do carpinteiro Zimmer em sua torre de Tübingen a escrever poemas, desenhar e tocar piano. Chamou-se “Scardanelli” e este era o nome com que assinava os poemas que dava aos visitantes. O ator Walter Schmidinger, conhecido por seus papéis com Ingmar Bergmann (“Da Vida das Marionetes” e “O Ovo da Serpente” é muito convincente no papel-título, trazendo tons de perturbação, irritabilidade e de sofrimento para a leitura dos poemas. A música? Bem, há um pouco de cada coisa aí, mas principalmente Schubert.

Gostei muito de ouvir, apesar de minha compreensão bem capenga sobre o que é dito.

Harald Bergmann: Trilha sonora de Scardanelli

1. Ich Heibe Scardanelli !
2. Der Frühling (Wenn neu das Licht…)
3. Der Mame ist gefälscht
4. Vorgeschichte
5. An Zimmern
6. Walzer
7. Zeugenberichte
8. Das Angenehme dieser Welt
9. Der Frühling (Der Mensch vergibt die Sorgen…)
10. Der Frühling (Die Sonne kehrt zu neuen Freudem…)
11. Die Aussicht (Der off’ne Tag…)
12. Der Herbst (Die Sagen, die der Erde…)
13. Der Winter (Wenn sich das Jahr geändert…)
14. Der Winter (Wenn sich der Tag des Jahres…)
15. Larghetto
16. Lieber Bellarmin !
17. Aber dreifach fühlt’ich ihn
18. Besuch Christoph Schwab
19. Seine unheimlich langen Fingernägel
20. In lieblicher Bläue I
21. In lieblicher Bläue II
22. In lieblicher Bläue III
23. Seit derer Nacht
24. Dr. Gmelins Sektionsbericht
25. Der Herbst (das Glänzen der Natur…)
26. Liebste Mutter !
27. Die Aussicht (Wenn in die Ferne…)
28. Schlubszene
29. Lottes Todesbericht
30. Epilog

Harald Bergmann: Konzeption und Montage

Walter Schmidinger: Scardanelli-Gedichte
Peter Schneider: Scardanelli-klavier
Noel Lee, Christian Ivaldi: Klavier
Heinrich Schiff: Cello

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Harald Bergmann

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Violin Sonatas – Henryk Szeryng, Ingrid Haebler

Das diversas gravações que já tive a oportunidade de ouvir destas sonatas, esta aqui com a dupla Szeryng / Haebler está entre as minhas favoritas. Desde a primeira vez que a ouvi, tive imediata compreensão que aqui a coisa era muito séria, que esta dupla funcionava tão bem junta que até pareciam estar fundidos em um só. Adoro a dinâmica destes dois juntos, da profunda compreensão que eles tem da música de Beethoven, da coesão em sua interpretação.
Existem diversas gravações destas sonatas, inclusive o próprio Henryk Szeryng tem outra gravação desta integral, com a pianista Clara Haskil, considerada por muitos a melhor gravação já realizada destas obras. Questão de opinião e gosto, claro.

P.S. Como bônus, temos nestes CDs os ‘Romances para Violino’, e Henryk Szeryng está muito bem acompanhado pela Royal Concertgebow Orchestra, dirigida pelo imortal Bernard Haitink. Vamos combinar, que baita presente de Natal que estou lhes trazendo, não acham?

CD 1

01. Sonata No.1 in D, Op.12 No.1 – 1. Allegro con brio
02. Sonata No.1 in D, Op.12 No.1 – 2. Tema con variazioni. Andante con motto
03. Sonata No.1 in D, Op.12 No.1 – 3. Rondo. Allegro
04. Sonata No.2 in A, Op.12 No.2 – 1. Allegro vivace
05. Sonata No.2 in A, Op.12 No.2 – 2. Andante piu tosto allegretto
06. Sonata No.2 in A, Op.12 No.2 – 3. Allegro piacevole
07. Sonata No.3 in E flat, Op.12 No.3 – 1. Allegro con spirito
08. Sonata No.3 in E flat, Op.12 No.3 – 2. Adagio con molt’ espressione
09. Sonata No.3 in E flat, Op.12 No.3 – 3. Rondo. Allegro molto

CD 10

01. Sonata No.4 in A minor Op.23 – 1. Presto
02. Sonata No.4 in A minor Op.23 – 2. Andante scherzoso, piu allegretto
03. Sonata No.4 in A minor Op.23 – 3. Allegro molto
04. Sonata No.5 in F, Op.24 ‘Spring’ – 1. Allegro
05. Sonata No.5 in F, Op.24 ‘Spring’ – 2. Adagio molto espressivo
06. Sonata No.5 in F, Op.24 ‘Spring’ – 3. Scherzo. Allegro molto
07. Sonata No.5 in F, Op.24 ‘Spring’ – 4. Rondo. Allegro ma non troppo
08. Violin Romance No.1 in G, Op.40
09. Violin Romance No.2 in F, Op.50

CD 3

01. Sonata No.6 in A, Op.30 -1, I – Allegro
02. II – Adagio
03. III – Allegretto con variazioni
04. Sonata No.7 in C minor,Op. 30-2, I – Allegro con brio
05. II – Adagio cantabile
06. III – Scherzo. Allegro
07. IV- Finale. Allegro
08. Sonata No.8 in G, Op.30-3, I-Allegro assai
09. II – Tempo di menuetto ma molto moderato e grazioso
10. III – Allegro vivace

CD 4

01. Sonata No.9 in A, Op.47 -Kreutzer I – Adagio sostenuto – Presto
02. II – Andante con variazioni
03. III – Finale, Presto
04. Sonata No.10 in G, Op.96, I – Allegro moderato
05. II – Adagio espressivo
06. III – Scherzo. Allegro
07. IV Poco allegretto

Royal Concertgebow Orchestra
Bernard Haitink – Conductor
Ingrid Haebler – Piano
Henryk Szeryng – Violin

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 4 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Coro do Mosteiro de São Bento, São Paulo – Cantos Gregorianos de Natal

Coro do Mosteiro de São Bento

Cantos Gregorianos de Natal

1998

Uma seleção cuidadosa dos melhores cantos gregorianos de Natal pelo já tradicional coro do Mosteiro de São Bento de São Paulo.

Já é uma tradição em São Paulo a Missa do Galo, à meia-noite, no Mosteiro de São Bento. A Missa do Galo inicia com um badalar dos sinos e termina com outra sequência. Compensa ir e participar pelo menos uma vez. 

Coro do Mosteiro de São Bento, São Paulo
01. Missa da Meia Noite – Sinos
02. Entrada
03. Gradual
04. Aleluia
05. Ofertorio
06. Comunhão
07. Missa do Dia – Entrada
08. Gradual
09. Ofertorio
10. Comunhão
11. Hino – A Solis Ortus Cardine
12. Quem Vidistis
13. Genuit
14. Angelus
15. Facta Est
16. Parvulus
17. Hino – Christe Redemptor Omnium
18. Tecum Principium
19. Redemptionem
20. Exortum Est
21. Apud Dominum
22. De Fructu
23. Magnificat: Hodie Christus
24. Ecce Nomem Domini
25. Sinos

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MP3 | 320 KBPS | 91 MB

Boa audição!

Avicenna

Serguei Prokofiev – Sinfonias 5 & 7 – Klaus Tenstedt, SOBR

Problemas técnicos tem deixado minha internet instável, por isso tenho realizado minhas postagens meio que apenas de vez em quando. Acho que vai demorar mais alguns dias para o problema ser resolvido.

Klaus Tenstedt foi um dos grandes maestros alemães do final do século XX e encara neste CD aqui duas obras primas de Prokofiev, as sinfonias de nº 5 e 7, frente à poderosa Orquestra da Rádio Bávara. Pesquisei  e descobri que este CD está esgotado, é difícil de encontrar. Então resolvi trazer para os senhores um grande maestro, frente a uma orquestra espetacular e interpretando compositor genial … é um CD para se apreciar com calma, tranquilidade, afinal, trata-se de Prokofiev, e sabemos que ele não é compositor fácil.
Espero que apreciem.

Serguei Prokofiev – Sinfonias 5 & 7 – Klaus Tenstedt, SOBR

1.01. Symphony No. 5 in B-Flat Major, Op. 100 I. Andante
1.02. Symphony No. 5 in B-Flat Major, Op. 100 II. Allegro marcato
1.03. Symphony No. 5 in B-Flat Major, Op. 100 III. Adagio
1.04. Symphony No. 5 in B-Flat Major, Op. 100 IV. Allegro giocoso
1.05. Symphony No. 7 in C-Sharp Minor, Op. 131 I. Moderato
1.06. Symphony No. 7 in C-Sharp Minor, Op. 131 II. Allegretto
1.07. Symphony No. 7 in C-Sharp Minor, Op. 131 III. Andante espressivo
1.08. Symphony No. 7 in C-Sharp Minor, Op. 131 IV. Vivace

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Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunk
Klaus Tenstedt – Conductor

 

 

Marc-Antonie Charpentier (França, 1643-1704) – Messe de minuit pour Noel & Francis Poulenc (Paris, 1899 – 1963) – Quatre Motets pour le temps de Noel + Quatre Motets pour un temps de penitence – Choir of St. John’s College Cambridge; City of London Sinfonia; dir. George Guest – 1988

Marc-Antonie Charpentier
(França, 1643-1704)
Messe de minuit pour Noel

Francis Poulenc (Paris, 1899 – 1963)
Quatre Motets pour le temps de Noel
Quatre Motets pour un temps de penitence

Choir of St. John’s College Cambridge
City of London Sinfonia
dir. George Guest

………………………………………………………..1988

Postagem natalina dedicada a todos os amigos leitores e leitoras que nos deram a honra de suas companhias durante mais uma jornada em 2018! Muito obrigado!

Marc-Antonie Charpentier (França, 1643-1704)
01. Messe de minuit pour Noel – I. Kyrie
02. Messe de minuit pour Noel – II. Gloria
03. Messe de minuit pour Noel – III. Credo
04. Messe de minuit pour Noel – IV. Sanctus and Benedictus
05. Messe de minuit pour Noel – V. Agnus Dei
Francis Poulenc (Paris, 1899 – 1963)
06. Quatre Motets pour le temps de Noel – O magnum mysterium
07. Quatre Motets pour le temps de Noel – Quem vidistis pastores dicite
08. Quatre Motets pour le temps de Noel – Videntes stellam
09. Quatre Motets pour le temps de Noel – Hodie Christus natus est
10. Salve Regina
11. Quatre Motets pour un temps de penitence – Timor et tremor
12. Quatre Motets pour un temps de penitence – Vinea mea electa
13. Quatre Motets pour un temps de penitence – Tenebrae factae sunt
14. Quatre Motets pour un temps de penitence – Tristis est anima mea

Charpentier, Poulenc – Messe and Motets – 1988
Choir of St. John’s College Cambridge
City of London Sinfonia
dir. George Guest

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Boas festas e muita Paz, Saúde e Din-Din no próximo ano!

 

 

 

 

 

 

Avicenna

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 9 (Nézet-Séguin)

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 9 (Nézet-Séguin)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O famoso e já citado Manual do Blefador ensina-nos a respeito de Bruckner:

É costume dizer que Bruckner foi um homem muito simples — praticamente um menino natural, falam alguns. Se, depois de ouvir uma de suas sinfonias, você ainda achar que ele era simples, então você não é o tipo de pessoa que deveria estar lendo este livro. De fato, Bruckner era profundo como o oceano. Era também organista e organistas estão longe de ser homens simples. Outro erro comum a seu respeito é equipará-lo a Mahler. A única coisa que tinham em comum era o gosto pelas sinfonias longas. Enquanto Mahler queria realmente que as pessoas gostassem e desfrutassem de suas sinfonias, Bruckner não poderia ter se importado menos com isso. Em meio a toda a grana que rolava em Viena no meio musical em fins do século XIX, Bruckner silenciosamente gostava de escrever sinfonias imensas e inacessíveis, e não poupava esforços para não parecer artista — usava cabelo curto e bigodinho. Só Elgar conseguia parecer menos músico.

(E segue, terminando assim…)

Desista, Bruckner simplesmente não compôs pequenas peças recomendáveis.

Lembro de como meu filho, aos três anos de idade, dançava loucamente com o Scherzo desta 9ª Sinfonia. Eu dizia a meus amigos músicos:

– Ele não ouve Xuxa nem Eliana, só quer saber de Bruckner…

Abraço, filho!

Imperdível esta gravação menos intensa e marcada de  Yannick Nézet-Séguin. Vale a pena ouvir.

E aumente BASTANTE o volume, senão não funciona! Se os vidros não tremerem com os baixos, ainda não estará no volume adequado, OK?

Symphony No. 9 em Ré Menor de Anton Bruckner (Ed. Nowak)

1. Symphonie Nr. 9 d-moll: 1. Feuerlich, misterioso 26`50
2. Symphonie Nr. 9 d-moll: 2. Scherzo. Bewegr, lebhaft – Trio, Schnell 10`25
3. Symphonie Nr. 9 d-moll: 3. Adagio. Langsam, feierlich 29`48

Orchestre Métropolitain du Grand Montréal
Yannick Nézet-Séguin

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Otto Bohler: silhueta de Anton Bruckner

PQP

Christoph Willibald Gluck – Orfeo ed Euridice – Sylvia McNair & Cyndia Sieden & Derek Lee Ragin & The Monteverdi Choir & English Baroque Soloists & John Eliot Gardiner

Ainda não consigo acreditar que esta ópera nunca havia sido postada aqui no PQPBach. Provavelmente foi por esquecimento. Todos achavam que ela já havia aparecido por aqui, porém nunca nenhum dos colegas postou.
Vamos suprir esta falha. Uma obra prima desta envergadura é obrigatória na CDteca de qualquer fã da boa música. E como ando bonzinho ultimamente por ter conseguido consertar meu computador, vou lhes antecipar o presente de Natal, com direito a libreto e tudo.
O verbete sobre Gluck em português na Wikipedia é um dos mais completos que já tive a oportunidade de ler. Bem pesquisado, amparado em boa bibliografia, pode-se identificar que quem o escreveu conhece o assunto. Por isso lhes passo o link. O texto abaixo foi tirado de lá:

A ocasião para levar à cena a sua primeira ópera reformada ocorreu em 5 de outubro de 1762 por ocasião dos festejos em homenagem ao imperador Francisco I. A coreografia foi de Gasparo Angiolini e a cenografia de Giovanni Maria Quaglio. O libreto de Calzabigi para Orfeo ed Euridice era radical. Ao contrário de todas as versões anteriores da lenda grega levadas aos palcos, a ação começa com Euridice já morta. Os personagens são reduzidos a três: Orfeu, que domina a cena na maior parte do tempo, Euridice e o deus Amor, além de um coro que assume várias funções. A poesia é simples, leve e nobre e o coro desempenha papel fundamental em toda a trama. A inspiração principal do libretista foi o teatro clássico; dizia: “Reduzido à forma da tragédia grega, o drama [cantado] tem o poder de despertar a piedade e o terror e atuar sobre a alma da mesma forma que as tragédias faladas”. Apesar disso, ele rejeitou o cânone aristotélico da unidade de ação e deu liberdade ao desenvolvimento. Em termos musicais, Gluck baniu a ária da capo (AABBAA), inibindo os excessos de virtuosismo dos cantores. Não há espaço para improvisações e os recitativos acompanhados se tornaram tão importantes para a evolução do enredo quanto as árias, bailados e coros. A história dos amantes é narrada muito direta e intensamente, inserida em uma arquitetura integrada e contínua, sem as repetições e interrupções que caracterizavam a ópera italiana. Foi essencial para o sucesso a extraordinária performance do castrato Gaetano Guadagni no papel de Orfeu. Dono de uma voz poderosa e treinado pelo ator David Garrick, levou para a caracterização do personagem um profundo entendimento da proposta de Gluck e um vasto repertório de movimentos e gestos que enfatizavam o texto e aproveitavam a dinâmica da música.[12][13]
Na versão francesa de 1774, estreada em 2 de agosto no Palais Royal e intitulada Orphée et Eurydice, várias coisas importantes foram modificadas. Orfeu foi cantado por um tenor e teve sua parte rearranjada, a orquestração mudou e foram acrescentadas várias árias e cenas de dança. O efeito não se perdeu: artigos na imprensa parisiense louvaram a obra entusiasticamente dizendo que ela exibia o poder prodigioso que a Antiguidade atribuía à Música: o poder de tocar as almas, e registros do público se multiplicavam dizendo-se “transportados para o coração de um templo grego”, ou “imersos no tempo das antigas tragédias”. Outros diziam-se perturbados e iam às lágrimas, “tomados das mais violentas emoções”.
Embora no mito original Orfeu no fim perca sua Eurídice para sempre por violar um voto feito aos deuses, e ao contrário de outras versões de outros autores, na sua ópera o final é feliz, o erro de Orfeu é perdoado pelo Amor e o herói é recompensado por sua fidelidade à amada, que lhe é restituída, encerrando a obra com um alegre bailado. Após as dificuldades o bem é recompensado e o equilíbrio é restaurado. Isso significava que o destino não era pré-determinado, ou pelo menos não tão absolutamente como no drama grego, e sua música inovadora provava que a mudança era possível, apelando a uma sensibilidade emergente em um público novo, que buscava uma âncora para anseios difusos. A proposta de Gluck e seus amigos era a proposta de uma revolução moral e social, tanto quanto estética, como foi reconhecido ainda em sua geração, especialmente pelos franceses. Orfeo é a obra mais popular de Gluck, uma de suas realizações mais importantes e um marco na história da música ocidental. Berlioz fez uma adaptação pesadamente rearranjada da versão francesa, muito estimada no século XIX e ainda executada.”

1. Orfeo ed Euridice, Wq. 30 – Overtura
2. Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 1 – “Ah, se intorno a quest’urna funesta”
3 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 1 – “Basta, basta, o compagni!”
4 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 1 – Ballo (Larghetto)
5 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 1 – “Ah, se intorno a quest’urna funesta”
6 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 1 – “Chiamo il mio ben così”
7 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 1 – “T’assiste Amore!”
8 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 1 – “Gli sguardi trattieni”
9 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 1 – “Che disse? che ascoltai?”
10 Orfeo ed Euridice, Wq. 30 / Act 2 – Ballo (Maestoso) – “Chi mai dell’Erebo”
11 Orfeo ed Euridice, Wq. 30 / Act 2 – “Deh! placatevi con me”
12 Orfeo ed Euridice, Wq. 30 / Act 2 – “Misero giovane”
13 Orfeo ed Euridice, Wq. 30 / Act 2 – Ballo (Andante)
14 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 2 – “Che puro ciel, che chiaro sol”
15 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 2 – “Vieni a’ regni del riposo”
16 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 2 – Ballo (Andante)
17 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 2 – “Anime avventurose”

Disc 2
1 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 3 – “Vieni, segui i miei passi”
2 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Sung in Italian/Vienna version (1762) – Act 3 – “Vieni, appaga il tuo consorte!”
3 Orfeo ed Euridice, Wq. 30 / Act 3 – “Qual vita è questa mai”
4 Orfeo ed Euridice, Wq. 30 / Act 3 – “Che fiero momento”
5 Orfeo ed Euridice, Wq. 30 / Act 3 – “Ecco un nuovo tormento”
6 Orfeo ed Euridice, Wq. 30 / Act 3 – “Che farò senza Euridice?”
7 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 3 – “A finisca e per sempre”
8 Orfeo ed Euridice (Orphée et Euridice) – Act 3 – Maestoso – Ballo: 1. (Grazioso) 2. Allegro 3. Andante 4. Allegro
9 Orfeo ed Euridice, Wq. 30 / Act 3 – “Trionfi Amore!”

Derek Lee Ragin (mez) Orfeo
Sylvia McNair (sop) Euridice
Cyndia Sieden (sop) Amore
Monteverdi Choir
English Baroque Soloists
John Eliot Gardiner Conductor

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[mp3-320 kbps] – 2 CDs – 301 MB

Link restaurados em 28 de Dezembro de 2023 por RD

Jean-Philippe Rameau (França, 1683-1764) – Les fêtes d’Hébé ou Les talens lyriques – Les Arts Florissants, dir. William Christie, Daneman, Connolly, Fouchécourt, Agnew, Félix – 1997

Jean-Philippe Rameau
França, 1683-1764

Les fêtes d’Hébé ou Les talens lyriques

Les Arts Florissants
dir. William Christie

Daneman, Connolly, Fouchécourt
Agnew, Félix

1997

Les fêtes d’Hébé, ou Les talens lyriques é uma opera-ballet com um prólogo e três entradas (atos) do compositor francês Jean-Philippe Rameau. O libreto foi escrito por Antoine Gautier de Montdorge (1707-1768). O trabalho foi realizado pela primeira vez em 21 de maio de 1739 pela Académie Royale de Musique em seu teatro no Palais Royal em Paris.

Les fêtes d’Hébé toma a forma de uma típica ópera-ballet: uma série de atos autônomos vagamente baseados em torno de um tema, neste caso as “artes líricas” da poesia, da música e da dança.

Les fêtes d’Hébé foi a segunda ópera-balé de Rameau; seu primeiro, Les Indes galantes, apareceu em 1735. Foi apresentado pela primeira vez na Opéra de Paris em 21 de maio de 1739. A famosa dançarina Marie Sallé apareceu como Terpsichore na terceira entrada. Montdorge era amigo do patrono de Rameau, Alexandre Le Riche de La Poupelinière. Seu libreto foi alvo de pesadas críticas e a segunda entrada teve que ser revisada com a ajuda de Simon-Joseph Pellegrin, que escrevera as palavras para a primeira ópera de Rameau, Hippolyte et Aricie. Apesar do libreto fraco, o trabalho foi um sucesso imediato e se tornou uma das óperas mais populares de Rameau, desfrutando de 80 apresentações em seu primeiro ano. Foi revivido em 1747, 1756 e 1764 (com projetos de conjuntos supervisionados por François Boucher e o papel de Iphise assumido por Sophie Arnould). Posteriormente, as produções do século XVIII deram apenas versões parciais do trabalho. (Wikipedia)

Depois do escândalo de criar Hippolyte et Aricie e de representações tempestuosos e controversas como Les Indes galantes, Jean-Philippe Rameau finalmente adquire uma fama inegável com a ópera-ballet Les Fêtes d’Hebe ou Les talens lyriques.

Criado na Royal Academy of Music em Paris 21 de maio de 1739, o trabalho será repetido com sucesso consistente até 1770. O prólogo retrata Hebe, deusa da juventude, assediada por prazeres e forçada a fugir para o Olimpo para encontrar sua salvação nos braços do Amor. Um espetáculo traça as vitórias deste deus através de três entradas, intituladas “Poesia”, “Música” e “Dança”.

Com um livreto projetado principalmente para brilhar, cantar e dançar em tons sucessivamente épicos, líricos e pastorais, Rameau pode dar livre curso à sua genialidade. O coreógrafo Thomas Lebrun faz uma leitura resolutamente contemporânea do ballet de ópera de Rameau.(https://www.operadeparis.fr/saison-16-17/opera/les-fetes-dhebe-ou-les-talens-liriques)

As 80 faixas podem ser encontradas aqui.

Les fêtes d’Hébé ou Les talens lyriques – 1997
Les Arts Florissants
dir. William Christie

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XLD RIP | FLAC | 720 MB

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Boa audição!

Avicenna

 

 

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas e Partitas para Violino Solo & Suítes para Violoncelo Solo transcritas para o Cravo por Gustav Leonhardt

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas e Partitas para Violino Solo & Suítes para Violoncelo Solo transcritas para o Cravo por Gustav Leonhardt

Uma interessantíssima curiosidade este CD triplo. Trata-se da primeira gravação completa das Sonatas e Partitas (para violino) e Suites para Violoncelo Solo de Bach na transcrição para cravo de Gustav Leonhardt. Ou, melhor dizendo, a gravação tem tudo aquilo que Leonhardt transcreveu, que não foram todas as 12 peças, OK? A transcrição dessas obras, originalmente escritas para um instrumento solo de cordas requeria a mão de um mestre e aqui Gustav Leonhardt certamente comprova sua profunda percepção do mundo sonoro de Bach e das possibilidades do cravo nessas transcrições, que apresentam contraponto e harmonias complexas. O próprio Bach transcreveu muitos de seus próprios trabalhos e os de outros para diferentes instrumentos. Ou seja, estamos no barroco e a postura não é abusiva, tá?

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas e Partitas para Violino Solo & Suítes para Violoncelo Solo transcritas para o Cravo

1. Sonata in D Minor, BWV 1001: I. Adagio 03:37
2. Sonata in D Minor, BWV 1001: II. Fuga allegro 04:48
3. Sonata in D Minor, BWV 1001: III. Siciliana 02:40
4. Sonata in D Minor, BWV 1001: IV. Presto 02:59

5. Partita in E Minor, BWV 1002: I. Allemanda 03:49
6. Partita in E Minor, BWV 1002: II. Double 02:13
7. Partita in E Minor, BWV 1002: III. Corrente 02:38
8. Partita in E Minor, BWV 1002: IV. Double. Presto 03:14
9. Partita in E Minor, BWV 1002: V. Sarabande 02:21
10. Partita in E Minor, BWV 1002: VI. Double 02:06
11. Partita in E Minor, BWV 1002: VII. Tempo di borea 02:03
12. Partita in E Minor, BWV 1002: VIII. Double 02:14

13. Partita in G Minor, BWV 1004: I. Allemanda 04:41
14. Partita in G Minor, BWV 1004: II. Corrente 02:55
15. Partita in G Minor, BWV 1004: III. Sarabanda 03:54
16. Partita in G Minor, BWV 1004: IV. Giga 04:56
17. Partita in G Minor, BWV 1004: V. Ciaccona 13:57

18. Sonata in G Major, BWV 1005: I. Adagio, BWV 968 03:14
19. Sonata in G Major, BWV 1005: II. Fuga 09:32
20. Sonata in G Major, BWV 1005: III. Largo 02:20
21. Sonata in G Major, BWV 1005: IV. Allegro assai 05:23

22. Partita in A Major, BWV 1006: I. Preludio 04:23
23. Partita in A Major, BWV 1006: II. Loure 02:28
24. Partita in A Major, BWV 1006: III. Gavotte en rondeau 02:54
25. Partita in A Major, BWV 1006: IV. Menuet I 01:03
26. Partita in A Major, BWV 1006: V. Menuet II 01:38
27. Partita in A Major, BWV 1006: VI. Bourrée 01:43
28. Partita in A Major, BWV 1006: VII. Gigue 02:05

29. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: I. Praeludium 03:52
30. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: II. Allemande 04:55
31. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: III. Courante 03:13
32. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: IV. Sarabande 03:46
33. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: V. Bourrée I 01:53
34. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: VI. Bourrée II 00:49
35. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: VII. Bourée I 01:34
36. Suite in E-Flat Major, BWV 1010: VIII. Gigue 02:57

37. Suite in C Minor, BWV 1011: I. Prelude 05:44
38. Suite in C Minor, BWV 1011: II. Allemande 05:11
39. Suite in C Minor, BWV 1011: III. Courante 02:10
40. Suite in C Minor, BWV 1011: IV. Sarabande 03:15
41. Suite in C Minor, BWV 1011: V. Gavotte I 01:49
42. Suite in C Minor, BWV 1011: VI. Gavotte II en rondeau 00:50
43. Suite in C Minor, BWV 1011: VII. Gavotte I 58
44. Suite in C Minor, BWV 1011: VIII. Gigue 02:16

45. Suite in D Major, BWV 1012: I. Prelude 04:09
46. Suite in D Major, BWV 1012: II. Allemande 04:21
47. Suite in D Major, BWV 1012: III. Courante 03:31
48. Suite in D Major, BWV 1012: IV. Sarabande 03:44
49. Suite in D Major, BWV 1012: V. Gavotte I 01:27
50. Suite in D Major, BWV 1012: VI. Gavotte II 01:16
51. Suite in D Major, BWV 1012: VII. Gavotte I 00:45
52. Suite in D Major, BWV 1012: VIII. Gigue 04:05

53. Allemande in A Minor, BWV 1013 04:52
54 Sarabande in C Minor, BWV 997 04:18

Roberto Loreggian, cravo

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Muito interessante, signore Roberto.

PQP

Jean-Philippe Rameau (França, 1683-1764) – Les Boréades – English Baroque Soloists, dir. John Eliot Gardiner

Jean-Philippe Rameau

Les Boréades

English Baroque Soloists
dir. John Eliot Gardiner

Jennifer Smith
Philip Langridge
1990

A surpreendente obra final de Rameau foi ensaiada pela Opéra de Paris em 1764, mas abandonada após sua morte. Permaneceu sem apresentação até que John Eliot Gardiner conduziu sua própria edição em Aix-en-Provence em 1982. Graças à garantia de caracterização rítmica de Gardiner, texturas elegantes dos solistas barrocos ingleses, precisão elegante do Coro de Monteverdi e um excelente elenco liderado por Jennifer Smith e Philip Langridge, esta gravação permanece como uma conquista seminal. (Gramofone)

Les Boréades (Os Descendentes de Boreas) ou Abaris é uma ópera em cinco atos de Jean-Philippe Rameau. Foi a última das cinco tragédias musicais de Rameau. O libreto, atribuído a Louis de Cahusac (1706–1759), é vagamente baseado na lenda grega de Abaris, o hiperbóreo, e inclui elementos maçônicos.

Não houve performances conhecidas desta ópera durante a vida de Rameau. O trabalho estava em ensaio em 1763 na Ópera de Paris, provavelmente para uma apresentação privada na corte de Choisy. Não se sabe por que a apresentação foi abandonada, embora muitas teorias tenham sido apresentadas, incluindo que facções no corte lutaram por ela, a música era muito difícil, havia elementos de enredos subversivos, e que a Opéra foi incendiada no mês de ensaios. A primeira performance conhecida do trabalho foi em 1770 em uma performance de concerto em Lille. J. J. M. Decroix havia coletado os trabalhos de Rameau após a morte do compositor, e assim garantiu a sobrevivência desse escore. A Bibliothèque Nationale abrigou as obras coletadas, incluindo vários manuscritos relacionados a esta ópera.

A primeira apresentação moderna da obra foi realizada pela Office de Radiodiffusion Télévision Française em 16 de setembro de 1964 (celebrando o 200º aniversário da morte de Rameau) na Maison de la Radio, em Paris, gravada para transmissão no mês seguinte; o elenco incluiu Christiane Eda-Pierre e Andre Mallabrera.

Deve seu renascimento moderno ao maestro John Eliot Gardiner, que deu uma versão de concerto da peça (na qual Trevor Pinnock tocou cravo continuo) no Queen Elizabeth Hall, em Londres, em 14 de abril de 1975, para o qual ele havia preparado o material orquestral dos manuscritos originais no ano anterior. Em julho de 1982, Gardiner fez a primeira performance completa com Catherine Turocy, coreógrafa e sua companhia de dança barroca nova-iorquina no Festival de Aix-en-Provence. Desde então, a reputação e a popularidade da ópera cresceram consideravelmente. (Wikipedia)

As 58 faixas podem ser encontradas aqui.

Palhinha: ouça: Acte 3; Scène IV – “Regnez, belle Alphise” (Chœur, Calisis, Borilée)

Les Boréades – 1990
English Baroque Soloists
dir. John Eliot Gardiner

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Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos.

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Boa audição!

Avicenna

Richard Wagner (1813-1883): Parsifal

Richard Wagner (1813-1883): Parsifal

“Esse é o mais lindo monumento erigido para a eterna glória da música”, assim declarou Debussy, que sempre foi um grande crítico da música de Richard Wagner, a respeito da ópera Parsifal, a última ópera composta pelo mestre alemão, sendo considerada por muitos críticos o ápice do cenário wagneriano. Tá bom…. “o mais lindo…” é muito, mas entre as 5 melhores obras, acho que aí sim fica mais coerente.

Na prazerosa busca em melhor informar aos leitores do PQP acabamos aprendendo muito com a experiência dos outros. Começamos com o que sabemos, partimos para a pesquisa em bibliografias que possuímos e, tendo um esqueleto do que pretendemos, partimos para a pesquisa na Internet. Até aí nada original. O que é interessante é chegar a algum site que já tenha pesquisado sobre o assunto sobre o qual pretendemos escrever e obter subsídios valiosos para adicionar ao nosso esqueleto. Hoje pela manhã, estava dando tratos à bola de como seria a abordagem da ópera Parsifal, para aqueles que não têm conhecimento da obra e resolvi pesquisar o fundamento histórico que Wagner musicou. Nesta ópera em particular existem diversos sites com as mais diferentes opiniões, misticismo, esoterismo, influências, simbolismos… e tantos outros “ismos”.

Vamos lá então: A ópera de Richard Wagner, “Parsifal”, tem sido, desde sua primeira apresentação no Festival de Bayreuth em 1882, um objeto de imensa fascinação para músicos, intelectuais e simples admiradores apaixonados pela música. Para os primeiros, o trabalho antecipa os desenvolvimentos do compositor desde “Tristão e Isolda”, e atinge um nível de complexidade além de qualquer composição anterior. Para os intelectuais, a mistura de várias teologias e filosofias de Wagner cria um esoterismo irresistível. A longa partitura é envolvida por uma mística incomparável e é, em uma palavra, sublime. Para os admiradores de música um monumento a beleza.
Na abertura do libreto de sua última obra, Richard Wagner escreveu as seguintes instruções: “A ação da ópera Parsifal se passa no território dos guardiões do Graal, o castelo de Monsalvat, situado nas montanhas ao norte da Espanha Gótica”. A localização geográfica escolhida por Wagner não foi fruto de fantasia. Sua decisão foi tomada após uma série de pesquisas baseadas em fatos históricos (é baseada em Parzival, atribuído a Wolfram von Eschenbach (~1170 – ~1220)). Quem se deslocar de Barcelona em direção ao noroeste, após quarenta quilômetros de viagem irá divisar a montanha de Montserrat. Trata-se, sem dúvida alguma, da paisagem natural mais impressionante da Catalunha. Diz a lenda que São Pedro depositou em uma das centenas de cavernas que existem no maciço rochoso de Montserrat, uma estátua de madeira da virgem Maria, esculpida por São Lucas. A imagem foi descoberta no século VII e recebeu o nome de Virgem de Montserrat. No ano 976, foi construída uma pequena igreja perto do topo da montanha. Com o passar dos anos, começaram a se multiplicar uma série de milagres provocados por intermediação da virgem. Isto motivou as autoridades religiosas a construir em 1027, o mosteiro beneditino de Nossa Senhora de Montserrat. Hoje ele é considerado, após Santiago de Compostela, o segundo maior centro de peregrinações da Espanha. Em 1811, o mosteiro e a biblioteca foram saqueados e incendiados pelas tropas napoleônicas. Durante os trabalhos de restauração foi construído em um anexo, o museu de Montserrat, que possui em seu acervo obras de Caravaggio e El Greco. A ordem militar dos cavaleiros templários foi fundada na época das cruzadas, para defender o Santo Sepulcro. Sua primeira sede foi na mesquita al-Aqsa situada no monte do Templo, em Jerusalém. Com o passar dos anos, a ordem se transformou no mais poderoso braço militar dos cruzados, espalhando-se por toda a Europa. Dezenas de castelos dos templários foram construídos na Inglaterra, França, Alemanha, Portugal e Espanha, além daqueles espalhados pelo oriente médio. A ordem passou a ser indispensável ao governo pontifício e recebia total apoio dos papas. No século XIV, o Papa Clemente V e o rei da França, Felipe o Belo, se aliaram para destruir os templários e se apossar de suas imensas riquezas. Em 1307, Clemente V editou a Bula Pastoralis praeeminentiae ordenando a prisão de todos os membros da ordem. Acusados de heresia, os templários foram detidos, torturados e tiveram suas propriedades e bens confiscados. Seu líder máximo, Jacques de Molay foi queimado vivo. Antes de sua execução, protestando inocência perante os membros da inquisição, ele implorou a Deus para que no prazo de um ano, o Papa e o rei fossem chamados aos céus para se submeterem ao julgamento divino. A prece de Molay foi atendida. Em menos de um ano tanto Clemente V como Filipe IV morreram. Após a execução do Grão-Mestre do Templo, a Inquisição intensificou a perseguição dos membros remanescentes da ordem. Os últimos sobreviventes foram os templários da Catalunha, que receberam a proteção dos monges beneditinos e se refugiaram no mosteiro de Montserrat. Diz a lenda que o Santo Graal foi levado para este refúgio e escondido numa das grutas da montanha. Baseado nesses fatos, Richard Wagner foi buscar inspiração na história da Abadia de Montserrat, para criar o fictício castelo de Monsalvat, último território dos guardiões do Santo Graal. Até os dias de hoje, Wagner é um dos compositores mais apreciados na Catalunha e todas suas óperas foram traduzidas para idioma catalão.

Wagner concebeu a ideia de escrever “Parsifal” em 1857, mas tal como o ciclo do “Anel”, passou por um período de amadurecimento de 25 anos, tendo sido finalizada somente em janeiro de 1882. Vários críticos de arte inibem o público, desencorajando-o a assistir ou ouvir a ópera, ao afirmarem que a obra é tão séria e solene que apenas os entusiastas por Wagner conseguem apreciá-la. Na verdade, para quem gosta do gênero, e ignora as mensagens subliminares (criadas pelos tais e criativos intelectuais aproveitando os ganchos que o Wagner deixou), o enredo se torna simples e agradável, abordando conhecidas lendas e mitos medievais da época das Cruzadas. Mas gosto muito de enxergar o “algo além”, aquela dúvida que diz: “será que é isso” ? Acredito que o drama Parsifal ensina suas lições de vida. No entanto pelo que pesquisamos vamos dar algumas sugestões de interpretação do poema que podem não estar tão erradas, pois Parsifal é uma das mais místicas óperas. Podemos enxergar simbolismos por toda parte. A lenda pode ser considerada como representação da luta entre o paganismo e o cristianismo nos primeiros séculos da Igreja, os poderes da magia e as quentes paixões do coração humano lutando contra o poder crescente da verdade cristã e o poder vitorioso da pureza como retratado no herói inocente. Ou pode ser considerado como representando em uma lenda mística a história espiritual de Cristo vindo em presença posterior entre os filhos dos homens e imaginada no Parsifal místico. Wagner menciona que esta Escritura estava sempre em sua mente ao escrever Parsifal: “Porventura não fez Deus tola a sabedoria deste mundo? A loucura de Deus é mais sábia que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte que os homens”. Ou além disso, pode representar, de maneira marcante e inspiradora, que os puros de coração obtenham as vitórias na vida; que os inocentes são os valentes filhos de Deus; que o coração que resiste à paixão do mal e é tocado pela piedade é o coração que

Estreia Parsifal 1882 Amalie Materna, Emil Scaria and Hermann Winkelmann

reencarna a pureza apaixonada do Cristo e pode revelar novamente o poder de cura, o Santo Graal de Deus. “Por mais medieval que a linguagem e o simbolismo de Parsifal possam ser”, diz um crítico moderno, “não podemos deixar de reconhecer a simplicidade e o poder da história. Seu significado espiritual é universal. Qualquer que seja o significado disso, vemos claramente que o cavaleiro inocente é Pureza, Kundry é a Maldade do mundo expressa em sua forma mais sedutora, e o Rei Amfortas sofrendo com sua ferida aberta é a Humanidade. Não se pode ler o drama sem emoção, sem se agarrar ao coração, em seu maravilhoso significado, lições edificantes e enobrecedoras “. Nas “Wagner’s Letters”, 1880, páginas 270, 365, 339 o mestre comenta: “O fundador da religião cristã não era sábio: Ele era divino. Acreditar Nele é imitá-lo e buscar a união com Ele … Em conseqüência de Sua morte expiatória, tudo o que vive e respira pode conhecer a si mesmo redimido … Somente o amor enraizado na simpatia e expresso em ação ao ponto de uma completa destruição da auto-vontade, é o amor cristão “. A ideia dominante em Parsifal é a compaixão como a essência da santidade, pode também sugerir que todas as grandes religiões em sua essência de paz e amor são semelhantes…. eita, chega…. !!! Vamos à música, podemos ficar filosofando aqui por muitas e muitas páginas, o mar de informação desta obra na net é incrível. Quem se interessar pode viajar por horas lendo e se divertindo.

Curiosidades e esquisitices: Quando de sua estreia no ano de 1882, as 16 apresentações foram regidas por Hermann Levi, filho de um importante rabino da cidade de Karlsruhe, que, apesar da insistência de Wagner para que se convertesse ao cristianismo antes do começo dos Festivais, permaneceu fiel ao judaísmo. Por coincidência, a regência do “Parsifal” no ano de seu centenário foi entregue por Wofgang Wagner, neto do compositor, ao maestro judeu James Levine. Outra curiosidade que envolve “Parsifal”, diz respeito aos aplausos: por ocasião da estréia, Wagner estabeleceu que ao final do 1º e 2º atos, o público deveria se abster de aplaudir, a fim de que fosse mantido o clima provocado pela música. O reconhecimento aos cantores e músicos seria reservado para o final do 3º ato. Com a morte de Wagner, sua família e seus admiradores quiseram ser mais exigentes que o falecido e ficou decidido que a ópera não seria aplaudida nem em seu encerramento. Esta tradição foi mantida até 1965, e atualmente existe o compromisso tácito da platéia de não aplaudir somente o final do 1º ato. Portanto, se um dia você tiver o privilégio de assistir Parsifal, não cometa o sacrilégio de aplaudir o final do primeiro ato. Nem respire.

Hermann Levi

Resumo (extraído do site: www.barroconabahia.com.br/parsifal/default.asp)

Parsifal foi estreada em 26 de julho de 1882 em Bayreuth. Tem 3 atos e 5 cenas

O Santo Graal, cálice com o qual Cristo celebrou a última ceia e com o qual José de Arimatéia recebeu o sangue derramado abaixo da cruz, e a Lança Santa com que o soldado romano feriu o Crucificado, foram entregues, por anjos que desceram à terra, para o puro e justo cavaleiro Titurel. Para guardar esta Santa Relíquia, ele construiu um castelo e fundou uma irmandade com outros cavaleiros puros, para defender as relíquias na terra. Foi também consagrado como o primeiro rei do Santo Graal e em todas as vezes que ele, com a irmandade, revelaram o Graal para celebrar os Santos Mistérios, uma força divina fortalecia os cavaleiros. Após a morte de Titurel, o filho deste, Amfortas, foi o sucessor como rei do Santo Graal. Mesmo morto, Titurel ainda vivia na cova, graças à força divina. Klingsor, um antigo candidato a membro da irmandade, e que não foi aceito por falta de pureza e capacidade moral, tornou-se inimigo da irmandade, um demônio. Amparado pelas forças do mal, ele tenta destruir a irmandade e, para isso, está procurando roubar e abusar das Santas Relíquias. Muitos cavaleiros já caíram nas armadilhas de Klingsor. Para acabar com a perseguição, Amfortas foi, um dia, para o jardim encantado, lutar contra o inimigo, Klingsor. Porém, aconteceu que mesmo o rei do Santo Graal foi vítima de sua maldade. Kundry, uma bruxa, amiga de Klingsor, incorporando uma personagem de belíssima mulher, roubou a consciência de Amfortas e, desta forma, ele caiu nos braços dela. Klingsor então pode roubar a Lança Santa e, com ela, ferir Amfortas. Somente graças à ajuda de Gurnemanz, um nobre cavaleiro, o rei conseguiu escapar no último momento, mas sua chaga foi grave e não quer se cicatrizar. A chaga traz dores e terríveis sofrimentos para Amfortas. Ele deseja a salvação, preferindo morrer a continuar com uma vida de sofrimentos. Mas a força do Santo Graal, a cada vez que Amfortas celebra os mistérios, fortalece-o, ainda que não o cure, uma vez que ele recebeu a chaga por força do pecado que cometeu com Kundry, contra sua própria natureza. Toda a irmandade perdeu força, acompanhando a fraqueza do rei, sendo o roubo da Lança Santa um sinal preocupante. Nas orações de Amfortas apareceu-lhe, certa vez, uma profecia do Santo Graal: “um dia aparecerá um tolo inocente que irá trazer a salvação e ser o novo rei.”

Parsifal e os Cavaleiros do Graal

Primeiro Ato: Gurnemanz, o mais velho cavaleiro da irmandade, ensina aos jovens escudeiros o serviço dos cavaleiros do Graal. Kundry, como bruxa selvagem, aparece trazendo um bálsamo para Amfortas, que ela conseguiu na Arábia. Durante o caminho para banhar-se em um lago na floresta, o rei Amfortas aparece carregado em uma cadeira de arruar, acompanhado por alguns cavaleiros. No banho, ele procura aliviaras dores da chaga. Gurnemanz e Amfortas contam a origem do Santo Graal e as circunstâncias do roubo trágico, por Klingsor, aos escudeiros e cavaleiros, que se admiram. Após o retorno de Amfortas para o castelo, um cisne branco cai do céu. Os cavaleiros e escudeiros ficam escandalizados: “Quem cometeu um crime deste na floresta do Graal, onde todos os animais são considerados santos?” Logo os cavaleiros encontram o delinquente, o jovem que atirou a flecha improvisada no cisne branco. Durante o interrogatório do jovem atirador, Gurnemanz percebe que Parsifal nem sabe seu próprio nome, nem sua origem, nem tem noção da culpa por ter atirado no cisne na floresta santa. Gurnemanz tem a primeira noção de que este jovem poderia ser o anunciado tolo inocente. Desse modo, convida o jovem Parsifal para acompanhá-lo até o castelo do Graal, onde serão, naquele dia, celebradas as cerimônias da revelação do Graal. Em um cortejo solene, os cavaleiros entram, acompanhados por anjos, no templo do Graal. Parsifal, acompanhado por Gurnemanz, entra no templo e testemunha uma cerimônia grandiosa. Ele não demonstra reação alguma, permanecendo mudo e quieto em um canto. Amfortas entra, trazido em seu trono de arruar, pelos cavaleiros. Titurel, o pai de Amfortas e antigo rei que ainda vive na cova, pela força do Santo Graal, pede ao filho para iniciar a celebração. Mas Amfortas, fraco e cansado, sofrendo pela chaga, recusa celebrar a cerimônia. Os cavaleiros não se importam com isso e insistem, novamente, no início da celebração. Isolado e sofrendo as maiores dores, Amfortas finalmente cumpre sua função como rei do Graal, que coros de anjos acompanham solenemente. Parsifal permanece impassível em um canto, até o fim da cerimônia. Certamente Parsifal não pode ser a pessoa anunciada: mesmo um tolo completo, ele não demonstrou um único sinal de compaixão. Decepcionado, Gurnemanz expulsa Parsifal do templo do Graal.

Parsifal no jardim das Donzelas

Segundo ato: O que Gurnemanz ainda não descobriu é que Parsifal pode ser, de fato, o anunciado tolo inocente, o que o feiticeiro Klingsor já percebeu. Para acabar com Parsifal, Klingsor prepara as mais fortes armadilhas contra ele: mulheres sedutoras e a bruxa Kundry, incorporando a linda mulher, para fazê-lo também cair em tentação. Parsifal, que depois de expulso do Castelo do Graal já andou o mundo todo e aprendeu bastante, chega ao jardim encantado de Klingsor. Muitas mulheres, de beleza excepcional, tentam seduzi-lo, mas ele, inexperiente, pensa que são lindas flores. Kundry, a mais bela de todas, aparece e pede que as outras se retirem. Ela lança, agora, sua mais forte arma: ela chama Parsifal pelo seu nome, pois havia dois dias que ele não ouvia sua mãe o chamar e tinha-o esquecido. Parsifal lembra-se de seu nome e da própria mãe que o chamava, sempre, pelo nome. Recordações e muitas emoções inundam sua mente. Assim, Parsifal começa a compreender a vida, e tem início um processo de maturação. Kundry não consegue seduzir Parsifal, mas um único beijo que ela soltou foi suficiente para ele acordar: Parsifal começa a ter noção do que era o amor de sua mãe, do sofrimento e das dores que ele deu a ela através da fuga sem motivo. Parsifal agora entende as dores e os sofrimentos de Amfortas, como Rei do Graal de um lado, e pecador de outro. Entende, também, Kundry, que está querendo seduzi-lo, porém procura a libertação da possessão do demônio. Compreende a paixão do Salvador para a salvação de todos os homens. Depois dessa transformação de Parsifal, Klingsor não consegue nada contra ele. A Lança Santa que Klingsor joga, com toda raiva, contra Parsifal, para milagrosamente em pleno vôo, acima da cabeça deste. Assim ele pega a Lança Santa e, com ela, faz o sinal da cruz. Imediatamente Klingsor e o jardim desaparecem.

Tradicional encerramento da ópera

Terceiro ato: Por muito tempo a irmandade do Santo Graal vive sem a força sagrada, porque Amfortas foi fraco demais para cumprir a função da celebração do Graal. A irmandade está muito triste e Titurel morreu definitivamente. Naquela Sexta-feira Santa, a irmandade irá se reunir pela última vez para celebrar o funeral de Titurel. Gurnemanz vive perto do Castelo do Graal, como eremita. Nesta Sexta-feira-Santa, pela manhã bem cedo, Gurnemanz encontra Kundry, perto da casa dele, no meio da mata. Mas desta vez Kundry parece bem diferente, não há mais a mulher selvagem e bruxa como antes: ela mudou. Está vestida como uma penitente. Gurnemanz interpreta essa mudança como um bom sinal. Logo após, aparece mais alguém, um cavalheiro estranho, com um capacete fechado e armado, com uma lança. Quando o cavalheiro abre finalmente o capacete, Gurnemanz reconhece o que Kundry sentira antes: o estranho cavaleiro é Parsifal. E logo depois ele reconhece, também, a Lança Santa que Klingsor roubou e que Parsifal traz de volta. Assim, Gurnemanz descobre que Parsifal é, realmente, o anunciado redentor que trará a salvação para Amfortas. Como o cavaleiro mais nobre da irmandade do Santo Graal, Gurnemanz consagra Parsifal, com óleo, como novo rei do Graal. Como primeira tarefa, ele batiza a convertida Kundry, que lava os pés dele, seguindo o exemplo de Maria Madalena. Gurnemanz acompanha, novamente, Parsifal, agora como o novo rei, para a cerimônia no castelo, onde as últimas celebrações do Santo Graal, em homenagem a Titurel, falecido, irão acontecer. Amfortas, sofrendo muito, não quer saber da celebração do Graal, desejando apenas a morte. Recusa-se, veementemente, realizar a cerimônia, desejando ver-se livre do seu sofrimento. Naquele momento, quando a irmandade estava prestes a forçar Amfortas a cumprir sua função, Parsifal aparece com a Lança Santa. Ele toca com a lança a chaga de Amfortas e imediatamente a chaga se cicatriza. A anunciada salvação para Amfortas chegou. Como novo rei do Santo Graal, Parsifal preside a Santa Cerimônia, elevando o Santo Graal, abençoando toda a irmandade, anunciando que nunca mais deverá ser coberto o Santo Graal, e que todos tenham acesso a sua força. Coros de anjos cantam o apoteótico final: “Salvação para o Redentor”.

Para finalizar, Parsifal é pai de Lohengrin, um individuo que também teve direito a uma ópera de Wagner quando este era um rapazinho mais novo, ópera essa que futuramente postaremos !

Pessoal, o poema em português e a história “passo a passo” com fotos dos encartes originais estão junto no arquivo de download com as faixas, o resumo da ópera foi extraído do livro “As mais Famosas Óperas”, Milton Cross (Mestre de Cerimônias do Metropolitan Opera). Editora Tecnoprint Ltda., 1983.

PARSIFAL Opera em três atos de Richard Wagner, libreto do compositor.

PARSIFAL com M. Callas, B. Christoff, Vittorio Gui
Anos atrás, quando ouvi pela primeira vez essa apresentação de Parsifal , achei muito estranho ser cantada em italiano e ao mesmo tempo curioso. Após algumas outras audições, descobri um excelente desempenho tanto da adaptação para o italiano como dos cantores. A intensidade, o comprometimento e os momentos fascinantes que Callas, então com 27 aninhos, nos proporcionam particularmente em seu monólogo do ato II, “Grausamer”, no qual ela descreve o sucedido depois de ter rido de Cristo na cruz, é notável, a diva interpreta Kundry como uma pantera escura e neurótica, encantadora e antipática, sobretudo muito bem cantada. Baldelli, tenor, tem uma interpretação mediana, as vezes acho que grita demais. Já Christoff, que é abençoado com sua bela voz trovejante, parece um padre guardião ainda mais pontificável. Panerai, pinta Amfortas com muita gentileza, nobreza e grande força. Modesti é um Klingsor frio e calculista. Gui e a Orquestra Sinfonica Della Rai estão um pouco lento mas competentes. Não é exatamente uma gravação ao vivo esta feita entre 20 e 21 de novembro de 1950, mas uma gravação para rádio, que é muito diferente.

Kundry – Maria Callas
Parsifal – Africo Baldelli
Gurnemanz – Boris Christoff
Amfortas – Rolando Panerai
Titurel – Dimitri Lopatto
Klingsor – Giuseppe Modesti
Cavaleiros do Santo Graal – Aldo Bertocci e Mario Frosini
Escudeiros do Graal – Silvana Tenti, Miti Truccato Ritmo, Franco Baldaccini, Aldo Bertocci
Donzelas das Flores – Lina Pagliughi, Renata Broilo, Anna María Canali, Liliana Rossi, Silvana Tenti, Miti Truccato Pace

Orquestra sinfônica e coro do Rai de Roma
Gaetano Riccitelli, maestro do coro

Vittorio Gui, Maestro

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PARSIFAL com Placido Domingo, Jessye Norman, James Levine
Sem dúvida Plácido Domingo se encaixou muito bem no papel de Parsifal, ele não se arrisca muito, mas exige exatamente o tipo de tons médios e baixos, ricos e poderosos, característicos do Placidão. Lembrando que ele é um “Jovem Tolo” de meia-idade. Kundry de Jessye Norman, retratando a sedutora enlouquecida figura, sugere credibilidade a psique torturada por trás dos gritos de cortar a respiração, tradicionais de Kundry. Gurnemanz, em muitos aspectos, o personagem mais interessante do trabalho, parece exatamente assim na performance ricamente peculiar de Robert Lloyd. Franz Mazura, um veterano Klingsor, competente, sua voz gotejando o mal, ele conspirou com amargura compreensível como o vilão. Ekkehard Wlaschiha era um Amfortas bastante sonoro, melodramático ! A regência de James Levine, um modelo de arrebatamento concentrado durante o período de cinco horas, colocou justamente a ênfase na partitura orquestral. Seus andamentos em seu estado mais lânguido dramatizam mais ainda esta ópera wagneriana. Gravação 01 de Junho de 1994.

Kundry – Jessye Norman
Parsifal – Placido Domingo
Amfortas – Ekkehard Wlaschiha
Gurnemanz – Robert Lloyd
Titurel – Paul Plishka
Klingsor – Franz Mazura
The Metropolitan Opera Orchestra and Chorus
James Levine, Maestro

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PARSIFAL com Peter Hofmann, Dunja Vejzovic, Karajan
Parsifal de Karajan parece crescer em estatura como uma interpretação em cada nova audição; ouvi há um tempão atrás, na época do vinil , esta versão que ora posto foi gentilmente cedida pelo FDPBach e ouvindo de novo na sua remasterização para o CD, parece ter adquirido uma nova profundidade, em termos de som, devido ao maior alcance da gravação e à maior presença de cantores e orquestra. Como em praticamente todos os casos, o CD oferece uma experiência mais imediata. A leitura de Karajan, um pouco distante no Ato 1, cresce em intensidade e sentimento com o próprio trabalho, alcançando uma força quase aterrorizante no Prelúdio para o Ato 3, que é sustentado até o fim da ópera. O Gurnemanz de Moll é uma performance profundamente expressiva e suavemente moldada de notável beleza. Vejzovic, cuidadosamente construída por Karajan, dá a performance de sua vida como Kundry. O tom de Hofmann como Parsifal descreve a angústia e a eventual serenidade do personagem em sua interpretação sincera e interior. Van Dam é um tanto plácido como Amfortas, mas seu canto exibe poder admirável e boa estabilidade. Nimsgern é malícioso como Klingsor. Eu gosto muito do tom sensual de Barbara Hendricks como a primeira donzela de flores. Os efeitos dos sinos e do coro distante dos meninos no domo da abadia são extraordinariamente belos e há vários momentos de arrepiar nesta leitura que são inigualáveis. A Filarmônica de Berlim é magnífica. Das gravações comerciais, a de 1979-80 de Herbert von Karajan para a Deutsche Grammophon é para mim a melhor gravação de “Parsifal”. Segundo comentários da Amazon nenhuma partitura se adequava às predileções de von Karajan mais do que essa ópera. Este é o maior Parsifal já registrado. Na minha opinião quando se trata de escolher uma gravação para viver numa ilha deserta essa seria uma das primeiras a levar, Karajan fodástico nesta gravação de março de 1981. A melhor de todas !!!!

Parsifal – Peter Hofmann
Amfortas – José van Dam
Gurnemanz – Kurt Moll
Kundry – Dunja Vejzovic
Klingsor – Siegmund Nimsgern
Titurel – Victor von Halem
Donzelas das Flores – Barbara Hendricks, Janet Perry, Inga Nielsen, Audrey Michael.

Berlin Deutsche Oper Chorus
Berlin Philharmonic Orchestra

Herbert von Karajan , Maestro

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Boas festas com muita música ! Divirtam-se !

Wagnão posando para o PQP com o gorrinho do Papai Noel !

Ammiratore