J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e Cravo / Kim Kashkashian e Keith Jarrett

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola da Gamba e Cravo / Kim Kashkashian e Keith Jarrett

Aqui nós temos uma derrapada. A culpa não é de Jarrett, mas da viola de Kashkashian. Kim é impecável, coloca as notas todas em seus lugares, mas não faz mágica e aqui nós estamos em terreno de deuses; ou seja, é requerida a magia. Nós temos muitíssimas gravações melhores do que esta com na duplas de cravo e gamba ou piano e violoncelo. Acho que a escolha da viola foi fatal. Além da sonoridade alienígena, também há um sotaque moderno na viola de Kim que não combina com o cravo de Jarrett. Parece um registro… transdisciplinar (?). O cravo e a viola (por que tal escolha?) e, porra, Shosta, Bartók, Carter, Berio, Schnittke, Kodály, Hindemith… — estes parecem ser compositores bem mais Kashkashian-like, not Bach. A qualidade da música é extraordinária, por isso é que esperávamos um extraordinário CD.

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Viola Da Gamba e Cravo

1. Sonata in G BWV 1027 – Adagio
2. Allegro ma non tanto
3. Andante
4. Allegro moderator
5. Sonata in D BWV 1028 – Adagio
6. Allegro
7. Andante
8. Allegro
9. Sonata in G minor BWV 1029 – Vivace
10. Adagio
11. Allegro

Kim Kashkashian, viola
Keith Jarrett, cravo

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Kim Kaskashian: um pontinho a menos numa carreira espetacular.
Kim Kaskashian: um pontinho a menos numa carreira espetacular.

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.: interlúdio :. Paul Bley / Gary Peacock / Tony Oxley / John Surman: In The Evenings Out There

.: interlúdio :. Paul Bley / Gary Peacock / Tony Oxley / John Surman: In The Evenings Out There

Paul Bley estava em turnê pela escandinávia com seu velho companheiro Gary Peacock no baixo e dois brilhantes jazzistas ingleses, o baterista Tony Oxley e o sax barítono e o clarone de John Surman, quando Manfred Eicher interrompeu a excursão chamando-os para gravar em Oslo. Era o ano de 1991. O CD é muito bom, consistindo de sete solos de puro improviso, três duetos e duas faixas onde toca o quarteto completo. Os temas são lentos, quase solenes. Olha, só músicos excepcionais como estes podem manter um disco interessante com tão alto grau de improvisação. Nada parece ter sido programado e, no entanto, são mostradas profundidades vertiginosas.

Paul Bley / Gary Peacock / Tony Oxley / John Surman: In The Evenings Out There

Afterthoughts 4:04
Portrait Of A Silence 5:55
Soft Touch 3:38
Speak Easy 2:44
Interface 5:19
Alignment 3:47
Fair Share 6:01
Article Four 8:26
Married Alive 4:14
Spe-cu-lay-ting 1:24
Tomorrow Today 2:15
Note Police 7:54

Baritone Saxophone, Bass Clarinet – John Surman
Bass – Gary Peacock
Drums – Tony Oxley
Piano – Paul Bley

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Il capo Bley.
Il capo Bley.

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Paul Hindemith (1895–1963): Sonatas for… (Várias Sonatas para alguma coisa e piano)

Paul Hindemith (1895–1963): Sonatas for… (Várias Sonatas para alguma coisa e piano)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Hindemith compôs mais de 30 sonatas para os mais diversos instrumentos e, vejam bem, ele podia tocar todas elas!!! Esta fascinante seleção de obras escritas entre 1935 (quando se tornou persona non grata na Alemanha nazista) e 1948 (a brilhante sonata de violoncelo para Piatigorsky) é interpretada por alguns dos melhores solistas de hoje, com o grande Alexander Melnikov ao piano. Quantas vezes alguém ouve uma Sonata para Althorn (uma trompa diferente, variando em forma, algo não muito agudo, mas não tão grave quanto um cello ou fagote), publicada junto com um poema escrito pelo compositor? Aqui temos também as notáveis Sonatas para Violino e para trompete. Felicidade completa.

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Paul Hindemith (1895–1963): Sonatas for… (Várias Sonatas para alguma coisa e piano)

Sonata for Althorn and Piano
01. I. Ruhig bewegt (02:05)
02. II. Lebhaft (03:30)
03. III. Sehr langsam (02:04)
04. IV. Das Posthorn (04:00)

Sonata for Violoncello and Piano
05. I. Pastorale (06:34)
06. II. Moderately fast – Slow – Tempo I (06:16)
07. III. Passacaglia (08:42)

Sonata for Trombone and Piano
08. I. Allegro moderato maestoso (02:54)
09. II. Allegretto grazioso (03:11)
10. III. Lied des Raufbolds (02:10)
11. IV. Allegro moderato maestoso (02:52)

Sonata for Violin and Piano
12. I. Ruhig bewegt (03:57)
13. II. Langsam – Sehr lebhaft – Langsam – Wieder lebhaft (06:34)

Sonata for Trumpet and Piano
14. I. Mit Kraft (05:22)
15. II. Mässig bewegt – Lebhaft – Wie zuerst (02:19)
16. III. Trauermusik (08:31)

Alexander Melnikov, piano
Teunis van der Zwart, althorn (1-4)
Alexander Rudin, violoncello (5-7)
Gérard Costes, trombone (8-11)
Isabelle Faust, violin (12-13)
Jeroen Berwaerts, trumpet (14-16)

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Hindemith não era nazista, mas apreciava torturar pianistas.
Hindemith não era nazista, mas apreciava torturar pianistas.

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.: interlúdio :. Vienna Art Orchestra: All that Strauss

.: interlúdio :. Vienna Art Orchestra: All that Strauss

Um CD bem humorado de improvisações e brincadeiras sobre a música do ultra vienense Strauss. Pegue uma valsa de Strauss, adicione algumas expressões jazzísticas, técnica, improvisação, e você saberá o que é este All that Strauss. Claro que a projeto representava um desafio. Neste caso, o tratamento dado pelos arranjos foi muito bem concebido a fim de ficar bem longe dos conceitos sinfônicos. A coesão da Vienna Art Orchestra é notável. Acho que Strauss ficaria feliz de ouvir a loucura que esses vienenses fizeram com ele. Se o compositor tivesse vivido mais 25 anos, ouviria o jazz.

A Vienna Art Orchestra
A Vienna Art Orchestra

Vienna Art Orchestra: All that Strauss

01. Wein, Weib und Gesang (09:12)
02. Process-Plolka (02:04)
03. Ein Morgen, ein Mittag, ein Abend in Wien (07:58)
04. Mit Extrapost (03:29)
05. Albion-Polka (03:52)
06. Gruss an Prag (03:16)
07. Lagunen-Walzer (09:00)
08. Persischer Marsch (03:20)
09. Hellenen Polka (04:40)
10. Marienklange walzer (07:09)
11. Eljen a Magyar (04:10)
12. Czardas (04:51)
13. Donauwalzer (10:51)

Vienna Art Orchestra

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Vienna Art Orchestra all that Strauss

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Giacomo Facco (1676–1753): Pensieri Adriarmonici / Antonio Vivaldi (1678-1741): Concerto RV 157

Giacomo Facco (1676–1753): Pensieri Adriarmonici / Antonio Vivaldi (1678-1741): Concerto RV 157

Giacomo Facco foi um violinista, maestro e compositor barroco italiano. Mesmo sendo um dos mais famosos compositores italianos de sua época, foi completamente esquecido até 1962, quando seu trabalho foi redescoberto. O ciclo de concertos Pensieri Adriarmonici — para violino, cordas e órgão — são suas obras mais importantes. Facco também compôs cantatas e outras obras sacras. O curioso é que ele mesmo escrevia os textos. Era respeitado também como poeta. Facco é bom, mas lembra Vivaldi e isto é péssimo para o primeiro. Sem a inspiração de Totonho, Giacomo tem a leveza, o estilo e o som do mestre veneziano. Só que é muito inferior. A L’arte dell’arco e Federico Guglielmo dão mais uma demonstração de sua altíssima qualidade. O disco finaliza com Vivaldi, o que é uma tremenda sacanagem com Facco.

Giacomo Facco (1676–1753): Pensieri adriarmonici / Antonio Vivaldi (1678-1741): Concerto RV 157

1 Concerto in E Minor, Op. 1, No. 1: I. Allegro 3:38
2 Concerto in E Minor, Op. 1, No. 1: II. Adagio 3:20
3 Concerto in E Minor, Op. 1, No. 1: III. Allegro 2:43

4 Concerto in B flat major, Op. 1/2: Allegro assai (I) 3:31
5 Concerto in B flat major, Op. 1/2: Grave staccato (II) 2:39
6 Concerto in B flat major, Op. 1/2: Allegro assai (III) 1:55

7 Concerto in E major, Op. 1/3: Allegro assai (I) 2:05
8 Concerto in E major, Op. 1/3: Adagio (II) 1:49
9 Concerto in E major, Op. 1/3: Allegro assai (III) 2:05

10 Concerto in C minor, Op. 1/4: Allegro (I) 4:46
11 Concerto in C minor, Op. 1/4: Grave (II) 4:27
12 Concerto in C minor, Op. 1/4: Allegro (III) 3:15

13 Concerto in A major, Op. 1/5: Allegro (I) 2:57
14 Concerto in A major, Op. 1/5: Grave (II) 4:03
15 Concerto in A major, Op. 1/5: Allegro (III) 2:21

16 Concerto in F major, Op. 1/6: Allegro (I) 4:23
17 Concerto in F major, Op. 1/6: Adagio cantabile (II) 3:44
18 Concerto in F major, Op. 1/6: Allegro (III) 2:58

19 Concerto in G minor, RV 157: Allegro (I) 2:02
20 Concerto in G minor, RV 157: Largo (II) 1:27
21 Concerto in G minor, RV 157: Allegro (III) 1:56

L’arte dell’arco
Federico Guglielmo

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My name is Facco, Giacomo Facco.
My name is Facco, Giacomo Facco.

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Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840-1893): Concerto para Violino

Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840-1893): Concerto para Violino

Mais um do repertório básico. Como concerto sinfônico para violino, esta obra-prima de Tchaikovsky só pode ombrear-se com outros gigantes como o concerto de Brahms, o de Beethoven, o de Sibelius, o de Berg e o segundo de Bartók. O resto fica atrás. A gravação de Mutter e Karajan não é uma referência. A gravação é de 1988, com HvK já com 80 anos e os tempos utilizados podem ser discutidos. Mutter está dramática, tentando dar expressividade à monotonia de Karajan. Os campeões estão, em sua maioria, mais ao oriente, o que é compreensível: procure por Oistrakh, Stern, Heifetz, Mullova e Ferras. Esses são os caras do concerto para violino de Tchai. O FDP Bach deve ter quase todos. O homem tem tudo. Peçam para ele e vocês tomarão um susto com a qualidade que este concerto pode ter.

Violin Concerto in D, Op.35
1) opening applause [0:23]
2) 1. Allegro moderato [19:19]
3) 2. Canzonetta (Andante) [7:18]
4) 3. Finale (Allegro vivacissimo) [10:09]
5) closing applause [1:18]

Anne-Sophie Mutter
Wiener Philharmoniker
Herbert von Karajan

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Tchaikovsky
Tchaikovsky

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Georg Philipp Telemann (1681-1767): Suites & Concertos para Flauta Doce

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Suites & Concertos para Flauta Doce

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A Amazon resolveu mostrar este baita disco de costas, vá entender! E é um tremendo CD. Vim trabalhar hoje com ele nos ouvidos. Impossível não chegar feliz ao local da tortura diária. O desigual Telemann é maravilhoso e cheio de bom humor aqui. (Basta ouvir o final da Abertura Hamburger Ebb und Flut para comprovar!). Mesmo quando Steger se entusiasma, não deixa de ser musical (e barroco). E o som da Akademie Fur Alte Musik Berlin é, como sempre, impecável. Um disco que recomendo sem medo para os pequepianos de todas as latitudes e longitudes.

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Suites & Concertos para Flauta Doce

1 Suite in A- Minor: Ouverture
2 Les Plaisirs
3 Air a l’Itailien
4 Menuett 1/ Meneutt 2
5 Rejouissance
6 Passepied 1/ Passepied 2
7 Polonoise

8 Concerto In C Major: Allegretto
9 Allegro
10 Andante
11 Tempo di Minuet

12 Overture in C Major ( “Hamburger Ebb und Flut”): Grave
13 Sarabande Thetis Asleep
14 Bourree Thetis Awakening
15 Loure Neptune in Love
16 Grave Naiads at play
17 Harlekinade Triton making merry
18 Der sturmende Aeolus (Blustery Aeolus
19 Minuet Pleasant Zephyrus
20 Gigue Ebb and Flow
21 Canaire Jolly Sailors

Maurice Steger, flauta doce
Akademie Fur Alte Musik Berlin

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A capa do CD
A capa do CD

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Saint-Saens, Massenet, Wieniawski, Sarasate, Ravel, Chausson: Bohemian Rhapsodies

Saint-Saens, Massenet, Wieniawski, Sarasate, Ravel, Chausson: Bohemian Rhapsodies

Raramente postamos esses discos de clássicos populares e este é um deles. Não sei se a boa violinista Leila Josefowicz quis ou foi a gravadora que exigiu, mas garantimos que a moça divertiu-se bastante com toda a função. Estava animada. O programa não exigiu nada de seu intelecto, foi só trabalho para os dedos e braços. Como ocorre nestes trabalhos, o som do violino soa muito alto em relação à orquestra. Parece que estamos a um metro de Leila. A coisa vai indo mais ou menos até que… Bem, lembro de uma aluna de minha mulher que foi tocar a Meditação de Thais num recital da escola. A professora tinha-lhe dito — delicadamente, com outras palavras — para não cometer vulgares excessos melodramáticos. Mas a menina resolveu expressar-se… Calma, Leila não comete os mesmos erros. Curti mesmo foi a Tzigane de Ravel. O Poema de Chausson quase me matou.

Saint-Saens, Massenet, Wieniawski, Sarasate, Chausson, Ravel: Bohemian Rhapsodies

1. Carmen Fantasy, Op. 25 – Sarasate
2. Introduction And Rondo Capriccioso, Op. 28 – Saint-Saens
3. Zigeunerweisen, Op. 20 – Sarasate
4. Polonaise No. 1 In D, Op. 4 – Wieniawski
5. Meditation de Thais – Massenet
6. Tzigane – Ravel
7. Poeme, Op. 25 – Chausson

Leila Josefowicz
Academy of the St Martin-in-the-Fields
Sir Neville Marriner

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Desta vez, foi "sem penso" mesmo.
Desta vez, foi “sem penso” mesmo.

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano Nº 5 ‘Imperador’ / Sonata para Piano Nº 28

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano Nº 5 ‘Imperador’ / Sonata para Piano Nº 28

Para surpresa de todos, inclusive minha, não sou exatamente um admirador do Concerto Imperador — parei na discussão entre Isak Dinesen (Karen Blixen) e Denys Finch-Hatton no meio da Africa, se me entendem –, mas Grimaud nos convence nesta gravação de sua grandiosidade. Sua abordagem é poética e poderosa. Gostei muito de ouvir. A Staatskapelle Dresden também é maravilhosa. Já a Sonata Op. 101 de Grimaud faz com que eu sinta saudades de Maurizio Pollini. Contrariamemte ao Concerto, na Sonata parece que ouvimos mais Grimaud do que Beethoven e sua interpretação pessoal não me agradoiu muito.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano Nº 5 ‘Imperador’ / Sonata para Piano Nº 28

Concerto For Piano And Orchestra No. 5 In E Flat Major, Op. 73 “Emperor” (38:18)
1 1. Allegro 20:09
2 2. Adagio Un Poco Mosso – Attacca: 8:05
3 3. Rondo. Allegro 10:04

Piano Sonata No. 28 In A Major, Op. 101 (20:58)
4 1. Allegretto, Ma Non Troppo 4:11
5 2. Vivace Alla Marcia 5:59
6 3. Adagio, Ma Non Troppo, Con Affetto 3:21
7 4. Allegro 7:27

Hélène Grimaud
Staatskapelle Dresden
Vladimir Jurowski

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Grimaud, musa de PQP
Grimaud, musa de PQP

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Georg Philipp Telemann (1681-1767): Les plaisirs de la table (Vol.1)

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Les plaisirs de la table (Vol.1)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este é o começo de uma caixa de sete CDs. Não tenho certeza se tenho os outros, mas o primeiro é tão, mas tão bom, que vale a postagem. A Tafelmusik (Música de mesa), de Telemann, é composta por uma série de obras-primas do prolífico compositor barroco alemão. E, neste primeiro volume, há várias delas. O Concerto para Flauta Doce e Flauta Transversa é extraordinário — ouçam o que é aquele Presto final! — e a famosa Abertura (Suíte) para Flauta e Orquestra merece ser a obra mais divulgada de Telemann. Um baita CD barroco.

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Les plaisirs de la table (Vol. 1)

1 Concerto for Recorder and Viola da Gamba in A Minor, TWV 52:a1: I. Grave 3:36
2 Concerto for Recorder and Viola da Gamba in A Minor, TWV 52:a1: II. Allegro 4:02
3 Concerto for Recorder and Viola da Gamba in A Minor, TWV 52:a1: III. Dolce 3:08
4 Concerto for Recorder and Viola da Gamba in A Minor, TWV 52:a1: IV. Allegro 3:43

5 Concerto for Recorder and Bassoon in F Major, TWV 52:F1: I. Largo 4:20
6 Concerto for Recorder and Bassoon in F Major, TWV 52:F1: II. Allegro 5:11
7 Concerto for Recorder and Bassoon in F Major, TWV 52:F1: III. Grave 4:28
8 Concerto for Recorder and Bassoon in F Major, TWV 52:F1: IV. Allegro 3:53

9 Concerto for Recorder and Flute in E Minor, TWV 52:e1: I. Largo 3:38
10 Concerto for Recorder and Flute in E Minor, TWV 52:e1: II. Allegro 4:10
11 Concerto for Recorder and Flute in E Minor, TWV 52:e1: III. Largo 3:16
12 Concerto for Recorder and Flute in E Minor, TWV 52:e1: IV. Presto 2:38

13 Overture (Suite) in A Minor for Recorder and Strings, TWV 55:a2: I. Overture 6:58
14 Overture (Suite) in A Minor for Recorder and Strings, TWV 55:a2: II. Les plaisirs 2:48
15 Overture (Suite) in A Minor for Recorder and Strings, TWV 55:a2: III. Air a l’Italienne 7:02
16 Overture (Suite) in A Minor for Recorder and Strings, TWV 55:a2: IV. Menuet I-II 3:12
17 Overture (Suite) in A Minor for Recorder and Strings, TWV 55:a2: V. Rejouissance 2:13
18 Overture (Suite) in A Minor for Recorder and Strings, TWV 55:a2: VI. Passepied I-II 1:56
19 Overture (Suite) in A Minor for Recorder and Strings, TWV 55:a2: VII. Polonaise 3:27

Ricercar Consort

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É bom comer.
É bom comer.

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Michael Haydn (1737-1806): Sinfonias

Michael Haydn (1737-1806): Sinfonias

Rapaz, este é um bom disco. Interpretação segura, belíssimo som e, ah, se Michael fosse como seu brother Franz Josef ou como o contemporâneo Mozart… Mas o disco não decepciona de forma alguma. A propósito, Michael Haydn foi vítima de um caso de póstuma identidade confundida. Durante muitos anos, a obra que hoje conhecemos como a sua Sinfonia Nº 26 foi considerada como a Sinfonia Nº 37 K.444 de Mozart. A confusão ocorreu porque descobriu-se um autógrafo de Mozart no movimento inicial da sinfonia. O resto não se parecia com a caligrafia de Mozart. Hoje considera-se que Mozart tinha composto um novo movimento lento para o início da sinfonia por razões ainda desconhecidas, mas sabe-se que o resto da obra é de Michael Haydn. A obra, que foi amplamente executada como sinfonia de Mozart, foi tocada consideravelmente menos desde esta descoberta em 1907. Por isso, Mozart não tem uma Sinfonia Nº 37. Pula da 36ª para a 38ª. Essa é uma boa pegadinha. “Admiro muito a 37ª de Mozart!’.

Michael Haydn (1737-1806): Sinfonias

Symphony P6 In A Major 14:24
1 I. Allegro Molto 3:54
2 II. Menuetto – Trio 3:42
3 III. Andante – 3:44
4 IV. Finale: Allegro Molto 3:01

Symphony P9 In B Flat Major 14:06
5 I. Allegro Assai 3:57
6 II. Andantino 2:40
7 III. Menuet – Trio 3:27
8 IV. Finale: Allegro Molto 3:55

Symphony P16 In G Major 16:03
9 I. Allegro Con Spirito 5:10
10 II. Andante Sostenuto 5:54
11 III. Finale: Allegro Molto 4:55

Symphony P26 In E Flat Major 9:00 <—
12 I. Allegro Con Brio 3:07
13 II. Adagietto – 2:44
14 III. Finale – Fugato: Allegro 3:07

Symphony P32 In F Major 15:22
15 I. Allegro Molto 5:56
16 II. Adagio Ma Non Troppo 4:57
17 III. Rondeau. Vivace

London Mozart Players
Matthias Bamert

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Já sei, PQP, vais dizer que meu irmão mais velho era mais bonito, né?
Já sei, PQP, vais dizer que meu irmão mais velho era mais bonito, né? Sim, ia dizer.

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Giuseppe Tartini (1692-1770): Concertos

Giuseppe Tartini (1692-1770): Concertos

Tartini não tem a alegria de Vivaldi nem a categoria de Corelli. Está no segundo escalão do barroco italiano, mas de modo algum deve ser desconsiderado pelos melômanos, principalmente por aqueles que sofrem, como eu, de hipobarroquemia, isto é, de baixo teor de música barroca nos ouvidos, o que causa tremores, suores frios e profunda irritação. A interpretação dos solistas e do Ensemble 415 é uma coisa de louco. Mesmo! Vale a pena ouvir este disquinho!

Giuseppe Tartini (1692-1770): Concertos

1. Concerto grosso No.3 en – C Major: Grave
2. Concerto grosso No.3 en – C Major: Allegro – Adagio
3. Concerto grosso No.3 en – C Major: Allegro assai

4. Concerto pour violon et orchestra en – A Minor ‘Lunardo Venier’: Andante cantabile – Allegro assai
5. Concerto pour violon et orchestra en – A Minor ‘Lunardo Venier’: Andante cantabile
6. Concerto pour violon et orchestra en – A Minor ‘Lunardo Venier’: Presto

7. Concerto pour violoncelle et orchestre en – D Major: Largo
8. Concerto pour violoncelle et orchestre en – D Major: Allegro (assai)
9. Concerto pour violoncelle et orchestre en – D Major: Grave
10. Concerto pour violoncelle et orchestre en – D Major: Allegro

11. Concerto pour violon et orchestre en – G Major: Allegro
12. Concerto pour violon et orchestre en – G Major: Largo – Andante
13. Concerto pour violon et orchestre en – G Major: Presto

14. Concerto grosso No.5 en – E Minor: Largo
15. Concerto grosso No.5 en – E Minor: Allegro – Adagio
16. Concerto grosso No.5 en – E Minor: Allegro assai

Chiara Banchini e Enrico Gatti, violinos
Roel Dieltiens, violoncelo
Ensemble 415

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O homem tem até ESTÁUTA!
O homem tem até ESTÁUTA!

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Béla Bartók (1881-1945): Concerto para Orquestra & Leoš Janáček (1854-1928): Sinfonietta (ambas com Seji Ozawa)

Béla Bartók (1881-1945): Concerto para Orquestra & Leoš Janáček (1854-1928): Sinfonietta (ambas com Seji Ozawa)

ozawaIM-PER-DÍ-VEL !!!

Mais um CD que não se encontra na Amazon. Um absurdo, pois é uma gravação que jamais deveria se tornar indisponível. Para meu gosto, Ozawa é um dos grandes mestres da regência e aqui nos dá um show de categoria em ambas as obras. Talvez esta seja a melhor gravação do Concerto para Orquestra que eu tenha ouvido.

Bem, vocês vão me permitir transcrever apenas no próximo post aqui a parte final daquela pequena biografia que estou postando, OK? Por quê? Ora, porque ao lado de uma das maiores obra-primas do século passado está a sensacional Sinfonietta de Janáček.

A Sinfonietta (com o subtítulo “Sinfonietta Militar” ou “Sokol Festival ‘) é um ultra expressivo e festivo trabalho escrito para grande orquestra (com 25 metais). Começou por Janáček ouvindo uma banda militar; daí, veio-lhe a vontade de escrever algumas fanfarras e… putz, saíram boas. Quando os organizadores do Festival de Ginástica de Sokol encomendaram-lhe uma obra bem escandalosa para o evento, ele desenvolveu o restante do material para a Sinfonietta. Mais tarde, ele tascou um “militar” no título, mas não pegou. Os militares perderam muito prestígio no decorrer do século… A primeira apresentação foi em Praga, em 26 de junho de 1926 sob a regência de Václav Talich.

Os fantásticos negrões dos metais da Orquestra Sinfônica de Chicago (devem ter tocado jazz desde crianças; aliás, vale a pena ouvir Bernstein falando sobre o naipe de metais de Chicago) dão mais uma demonstração absurda de sua competência — e isso nas duas obras. Vale a pena enfiar som na caixa.

Bèla Bartók (1881-1945): Concerto para Orquestra & Leoš Janáček (1854-1928): Sinfonietta (ambas com Seji Ozawa)

1. Concerto for Orchestra, Sz. 116 – 1. Introduzione (Andante non troppo – Allegro vivace
2. Concerto for Orchestra, Sz. 116 – 2. Giuoco della coppie (Allegretto scherzando)
3. Concerto for Orchestra, Sz. 116 – 3. Elegia (Andante, non troppo)
4. Concerto for Orchestra, Sz. 116 – 4. Intermezzo interrotto (Allegretto)
5. Concerto for Orchestra, Sz. 116 – 5. Finale (Pesante – Presto)

6 I. Allegretto (Fanfare)
7.II. Andante (The Castle, Brno)
8.III. Moderato (The Queen’s Monastery, Brno)
9. IV. Allegretto (The Street Leading to the Castle)
10. V. Andante con moto (The Town Hall, Brno)

Chicago Symphony Orchestra
Seiji Ozawa

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George Philipp Telemann (1681-1767): Concertos for Recorder & Harpsichord

George Philipp Telemann (1681-1767): Concertos for Recorder & Harpsichord

coverTelemann foi um compositor absolutamente prolífico. Compôs muita coisa boa, mas também entregava encomendas vazias de qualidade. Este disco de 2002 da combativa Hungaroton é da parte boa do compositor, trazendo quatro “concertos” — são sonatas — retirados de uma coleção de 1734. A dupla Boeke e Spányi está totalmente à vontade entre peças onde é fundamental a vivência com a coisa Barroca. Sem o charme dos executantes, o CD não iria nem até a esquina.

George Philipp Telemann (1681-1767): Concertos for Recorder & Harpsichord

Concerto for flute, violin (or harpsichord) & continuo in D major (Concerts & Suites No. 1), TWV 42:D6
1 1. Piacevole 2:22
2 2. Allegro 2:54
3 3. Largo 3:55
4 4. Vivace 6:08

Concerto for flute, violin (or harpsichord) & continuo in E minor (Concerts & Suites No. 4), TWV 42:e3
5 1. Largo 3:08
6 2. Vivace 6:11
7 3. Dolce 3:30
8 4. Vivace 3:19

Concerto for flute, violin (or harpsichord) & continuo in G minor (Concerts & Suites No. 2), TWV 42:g2
9 1. Largo 3:58
10 2. Vivace 3:14
11 3. Soave 3:06
12 4. Vivace 3:38

Concerto for flute, violin (or harpsichord) & continuo in A major (Concerts & Suites No. 3), TWV 42:A3
13 1. Tempo giusto 2:43
14 2. Vivace 3:15
15 3. Adagio 3:28
16 4. Presto 2:56

Anneke Boeke, flauta
Miklós Spányi, cravo

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Anneke Boeke dando uma aulinha
Anneke Boeke dando uma aulinha

PQP

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg

Esta é a milésima vez que posto as Variações Goldberg. Já postei até em versão para metais, acordeón e quarteto de vielas de rodas. Não, não, a última foi mentira. É a obra que mais amo neste mundo. Então, foda-se, azar é o do goleiro, vai mais um post. A gravação da bonitinha Christine Schornsheim fica no nível da primeira gravação que ouvi, a de Karl Richter. Coincidentemente, ambos a fazem em duplos, Richter num álbum de 2 LPs e Christine num duplo CD, pois ultrapassou o número mágico dos 80 minutos. Boa gravação? Sim sem dúvida um belo registro, mas que não chega aos pés do campeão absoluto.

J. S. Bach (1685-1750): Variações Goldberg

CD 1:
1. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Aria
2. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 1
3. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 2
4. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 3. Canone all’Unisono
5. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 4
6. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 5
7. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 6. Canone alla Seconda
8. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 7
9. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 8
10. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 9. Canone alla Terza
11. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 10. Fughetta
12. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 11
13. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 12. Canone alla Quarta
14. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 13
15. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 14
16. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 15. Canone alla Quinta. Andante

CD 2:
1. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 16. Ouverture
2. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 17
3. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 18. Canone alla Sesta
4. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 19
5. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 20
6. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 21. Canone alla Settima
7. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 22. Alla breve
8. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 23
9. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 24. Canone all’Ottava
10. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 25
11. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 26
12. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 27. Canone alla Nona
13. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 28
14. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 29
15. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Variation 30. Quodlibet
16. Goldberg Variations, for keyboard (Clavier-Übung IV), BWV 988 (BC L9): Aria

Christine Schornsheim, cravo

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Christine Schornsheim
Christine Schornsheim

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Johannes Brahms (1833-1897): The Piano Concertos (Live)

Johannes Brahms (1833-1897): The Piano Concertos (Live)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este CD vai direto para o rol das gravações clássicas. Dia desses estive criticando Dudamel na Sinfonia Nº 4 de Brahms, mas o que dizer desta associação com Barenboim? Ora, que é perfeita, impecável, sensível, musical e arrasadora. O senso de estilo demonstrado aqui foi poucas vezes alcançado. O curioso é que Barenboim é o regente titular da Staatskapelle Berlin e, nestes concertos, ele desce do pódio, senta no piano, e dá lugar a Dudamel. E o resultado é estupendo.

Johannes Brahms (1833-1897): The Piano Concertos (Live)

Brahms: Piano Concerto No.1 In D Minor, Op.15
1 – 1. Maestoso – Poco più moderato (Live) 23:24
2 – 2. Adagio (Live) 14:25
3 – 3. Rondo (Allegro non troppo) (Live) 13:20

Brahms: Piano Concerto No.2 In B Flat, Op.83
4 – 1. Allegro non troppo (Live) 18:40
5 – 2. Allegro appassionato (Live) 9:45
6 – 3. Andante – Più adagio (Live) 12:31
7 – 4. Allegretto grazioso – Un poco più presto (Live) 9:57

Daniel Barenboim, piano
Staatskapelle Berlin
Gustavo Dudamel

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Barenboim + Dudamel: dois craques e fácil entendimento
Barenboim + Dudamel: entendimento fácil entre dois supercraques

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D. Shostakovich (1906-1975): Trios Nros. 1 e 2 e Sonata para Viola

D. Shostakovich (1906-1975): Trios Nros. 1 e 2 e Sonata para Viola

IM-PER-DÍ-VEL !!!

As três obras deste álbum abrangem uma vida inteira. E tudo é de primeira linha. É incrível a qualidade deste repertório. O primeiro trio de piano foi escrito por Shostakovich aos 17 para uma namorada. Era o ano de 1923. O domínio dos meios já era inegável e as impressões digitais de Shosta são instantaneamente reconhecíveis: o ceticismo, o sarcasmo e a justaposição de opostos. Esta não é a maneira como a maioria de nós iria cortejar uma moça, mas Shostakovich foi sempre um original e eclético. Tudo o que ele escreve pode ser interpretado igualmente como seu oposto, um dispositivo que se tornou a chave para a sobrevivência do compositor na Rússia Soviética.

O segundo trio de piano, escrito em 1943, aos 37 anos do compositor, é finalizado por uma dança klezmer muito mórbida que alguns consideram o reflexo dos assassinatos de judeus na Alemanha de Hitler, enquanto outros a entendem como um protesto contra o crescente anti-semitismo stalinista. Independentemente da forma como você se aproxima dele, os ritmos cáusticos grudam na consciência do ouvinte. Esta composição está evidentemente ao lado das vítimas.

A Sonata para Viola, opus 147, é um trabalho escrito no leito de morte, em julho de 1975. Shosta tinha 69 anos. Inesperadamente, dadas as alternâncias de tristeza e agitação de seu quarteto de cordas final, a sonata emana uma tranquila beleza que cita a Sonata ao Luar de Beethoven. Cada seção termina com a palavra ‘morendo’ na partitura. É uma música estarrecedora, por assim dizer.

O pianista nesta gravação, Vladimir Ashkenazy, tocou para Shostakovich e cresceu em seu mundo. Os outros artistas são húngaro (Zsolt-Tihamér Visontay), sueco (Mats Lidström) e norueguês (Ada Meinich). A mistura de conhecimentos subjetivos e objetivos funciona bem. Há tensão. Como deve ser.

De Norman Lebrecht, com pequenas adições. Traduzido livremente por PQP.

Dmitri D. Shostakovich (1906-1975): Trios Nros. 1 e 2 e Sonata para Viola

1. Piano Trio No. 1 in C minor Op. 8 13:08

Piano Trio No.2, Op.67
2. 1. Andante – Moderato – Poco più mosso 7:13
3. 2. Allegro con brio 2:52
4. 3. Largo 5:22
5. 4. Allegretto – Adagio 10:15

Vladimir Ashkenazy, Zsolt-Tihamér Visontay, Mats Lidström

Sonata for Viola and Piano, Op.147
6. 1. Moderato 9:50
7. 2. Allegretto 7:33
8. 3. Adagio 15:31

Vladimir Ashkenazy, Ada Meinich

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Shostakovich, música de três fases diferentes da vida e fumadinha com Bernstein
Shostakovich, música de três fases diferentes da vida e fumadinha com Bernstein

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.: intermezzo :. The Gary Burton Quartet — Live In Tokyo

.: intermezzo :. The Gary Burton Quartet — Live In Tokyo

Um belo CD de jazz. Gravado durante um show em 1971, o quarteto de Burton aparece com um guitarrista de peso roqueiro, antecipando um pouco do que seria o fusion. O som é bem mais encorpado do que o do também extraordinário quarteto formado por Burton em 1967, com Larry Coryel na guitarra e o grande Steve Swallow no baixo. Mas não se apavore: não há excessos nem mau gosto, apenas um bom perfume setentista. Eu botei para ouvir no mp3 sem saber da data do CD. Logo comecei a achar que, puxa esses jazzistas também morrem de saudades dos anos 70 e querem refazer aquele som. Foi mesmo uma época muito criativa para a música. Logo depois consultei e soube que a origem do CD era um LP de 41 minutos. Um LP glorioso, acreditem.

The Gary Burton Quartet — Live In Tokyo

1 Ballet
2 On The Third Day
3 Sunset Bell
4 The Green Mountains
5 African Flower
6 Portsmouth Figurations

The Gary Burton Quartet:
Drums – Bill Goodwin
Electric Bass – Tony Levin
Guitar – Sam Brown
Vibraphone – Gary Burton

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A contracapa do LP/CD: bem 1971
A contracapa do LP/CD: bem 1971

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Heinrich Schütz (1585-1672): Italian Madrigals (Il primo libro de madrigali, Op. 1, SWV 19)

Heinrich Schütz (1585-1672): Italian Madrigals (Il primo libro de madrigali, Op. 1, SWV 19)

Heinrich Schütz foi foda. Músico e compositor, é geralmente considerado o mais importante compositor alemão antes de Johann Sebastian Bach e também considerado um dos mais importantes compositores do século XVII junto com Claudio Monteverdi. Iniciou sua carreira musical quando foi selecionado, ainda menino, por sua bela voz, para o coro do Landgrave Maurício de Hesse-Kassel, e ali recebeu seu primeiro treinamento. Mais tarde seu patrono o matriculou na Universidade de Marburg, e depois o enviou para estudar com Giovanni Gabrieli, na Itália. Ao retornar, em 1613, com os ensinamentos recebidos, introduziu importantes inovações no vocabulário musical da Alemanha. Passou os quatro anos seguintes exercendo a função de organista em Kassel, e foi liberado deste serviço para assumir a posição de Kapellmeister na corte de Dresden. Ali casou-se e se tornou amigo de Johann Hermann Schein. Em 1629 voltou para a Itália a fim de comprar instrumentos e estudar a música teatral de Monteverdi. Como a Guerra dos Trinta Anos estava devastando Alemanha, Schütz foi obrigado, em seu retorno, a buscar colocação em outro local, e encontrou emprego em Hamburgo, e depois em Copenhagen. Terminada a guerra, reassumiu suas funções em Dresden, onde se aposentou em 1651, retirando-se para sua casa de campo, onde faleceu. A música de Schütz é de predominantemente religiosa, mas de grande capacidade de expressão emocional. Dominou a escrita para grandes grupos tão bem quanto para os reduzidos, e suas Paixões, para pequenos conjuntos, talvez estejam entre suas obras mais impressionantes. A influência da arte musical italiana perpassa toda sua obra, embora a tenha adaptado para o caráter germânico de uma forma altamente pessoal. Foi ele quem colocou a música alemã no mapa.

Este disco é notavelmente delicado e demonstra toda a influência da música italiana em sua obra. É coisa da juventude de Schütz, cheia de alegria, sol e doçura.

Heinrich Schütz (1585-1672): Italian Madrigals

1. Part One: O Primavera, SWV 1
2. Part Two: O Dolcezze Amarissime, SWV 2
3. Selve Beate, SWV 3
4. Alma Afflita, SWV 4
5. Cosi Morir Debb’io, SWV 5
6. D’orrida Selce Alpina, SWV 6
7. Ride La Primavera, SWV 7
8. Fuggi O Mio Core, SWV 8
9. Feritevi, Ferite, SWV 9
10. Flamma Ch’allacia, SWV 10
11. Quella Dama Son Io, SWV 11
12. Mi Saluta Costei, SWV 12
13. Io Moro, Eccho Ch’io Moro, SWV 13
14. Sospir Che Del Bel Petto, SWV 14
15. Dunque Addio, SWV 15
16. Tornate, O Cari Baci, SWV 16
17. Di Marmo Siete Voi, SWV 17
18. Giunto E Pur, Lidia, SWV 18
19. Vasto Mar, SWV 19

Capella Lipsiensis
Dietrich Knothe

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Heinrich Schütz, com essa carinha pernóstica, ele viveu 87 anos
Heinrich Schütz, com essa carinha pernóstica, ele viveu 87 anos

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The Spirit of Gambo – English consort and solo viol music (1570-1680)

The Spirit of Gambo – English consort and solo viol music (1570-1680)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O que dizer dos discos de Jordi Savall? Talvez o mais sensato seja logo falar que são excepcionais, necessários mesmo. E o mais razoável seria falar deles na forma de um poema. Ele é artista de tal qualidade que não saiu de moda, apesar de a música antiga ser hoje pouco ouvida em comparação com o que era nos anos 70, por exemplo. Ele nos prova que o conhecimento histórico é tão importante quanto o conhecimento científico e, quando ouço suas aulas sobre nosso passado musical, ganhou alguns centímetros.

The Spirit of Gambo – English consort and solo viol music (1570-1680)

1. Tye – Sit Fast a 3 (1570) 7:35
2. Dowland – Lacrimae Gementes a 5 4:25
3. Dowland – The Earl of Essex Galiard 1:31
4. Hume – Harke, harke (Bass-Viol) 2:05
5. Hume – A Souldiers Resolution 4:02
6. Coprario – Fantasia V a 3 3:37
7. Coprario – Almaine III (3 Lyra-Viols) 3:12
8. Coprario – Coranto (3 Lyra-Viols) 2:20
9. Gibbons- Fantasie X a 3 4:34
10. Gibbons – In Nomine a 4 2:20
11. Ferrabosco II – Almaine (Lyra-Viol) 4:06
12. Ferrabosco II – Coranto I 1:29
13. Ferrabosco II – Coranto II 1:46
14. Jenkins – The bell Pavan 5:53
15. Corkine – Walsingham (Lyra-Viol) 3:18
16. Corkine – The Punckes delight 1:45
17. Locke – Fantazie 3:30
18. Locke – Courante 1:03
19. Locke – Ayre 3:17
20. Locke – Saraband 1:22
21. Anonyme – The Lancashire Pipes (Lyra-Viol) 6:03
22. Purcell – Fantasia IX a 4 (23 June 1680) 5:08
23. Purcell – Fantasia upon one note a 5 3:03

Hespèrion XX
Jordi Savall

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Jordi-Savall_1

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Wagenseil / Monn / Albrechtsberger / Starzer / Dittersdorf / Vanhal / Zimmermann / Salieri: A Música Vienense Pré-Clássica — Sinfonias e Concertos

Wagenseil / Monn / Albrechtsberger / Starzer / Dittersdorf / Vanhal / Zimmermann / Salieri: A Música Vienense Pré-Clássica — Sinfonias e Concertos

A Primeira Escola de Viena é o nome usado principalmente para se referir a três compositores do período clássico da música ocidental do final do século XVIII: Wolfgang Amadeus Mozart, Joseph Haydn e Ludwig van Beethoven — Franz Schubert é ocasionalmente é adicionado à lista. A sacada do CD ao lado é a de explorar o som de Viena antes de sua Primeira Escola. São obras daquele período dos filhos de Bach — não são mais barrocas, mas também não são clássicas. Fico especialmente grato por este grupo de registros que fornece o contexto em que nasceu a música daqueles três grandes mestres. Além disso, a maior parte das obras são altamente atraentes e interessantes. Eu gostei muito de Monn — um compositor estimado por Schoenberg, o mestre da Segunda Escola de Viena — e de Salieri.

CD 1: The Early Viennese School: Symphonies and Concertos

Georg Matthias Monn (1717 – 1750)
Sinfonia in B mayor
1. 1. (Allegro) 4:43
2. 2. Andante 4:23
3. 3. Presto 1:31

Josef Starzer (1726 – 1787)
Divertimento in C major
4. 1. Allegro non troppo 4:52
5. 2. Menuetto I/II 2:15
6. 3. Larghetto 6:02
7. 4. Allegro 3:14

Carl Ditters von Dittersdorf (1739 – 1799)
Sinfonia in A minor
8. 1. Vivace 5:32
9. 2. Larghetto 6:52
10. 3. Minuetto I/II 3:31
11. 4. Finale. Prestissimo 3:18

Johann Georg Albrechtsberger (1736 – 1809)
Fugue for Quartet in C major
12. 1. Andantino 2:53
13. 2. Fuga: Allegro moderato 3:23
Camerata Bern, Thomas Füri

Carl Ditters von Dittersdorf (1739 – 1799)
Concerto for Oboe and Orchestra in G major
14. 1. Maestoso 5:31
15. 2. Adagio 5:12
16. 3. Allegro 4:16
Heinz Holliger, Camerata Bern, Thomas Füri

Georg Christoph Wagenseil (1715 – 1777)
Sinfonia in D major
17. 1. Allegro 4:06
18. 2. Andante 4:09
19. 3. Allegro assai 2:24
Camerata Bern, Thomas Füri
Total Playing Time 1:18:07

CD 2: The Early Viennese School: Symphonies and Concertos

Antonio Salieri (1750 – 1825)
Concerto in D major for Violin, Oboe, Violoncello and Orchestra
1. 1. Allegro moderato 9:28
2. 2. Cantabile 7:52
3. 3. Andantino 8:04
Heinz Holliger, Thomas Demenga, Camerata Bern, Thomas Füri

Georg Matthias Monn (1717 – 1750)
Concerto for Violin and Orchestra in B flat major
4. 1. Allegro 7:48
5. 2. Largo 4:14
6. 3. Allegro 3:28

Anton Zimmermann (1741 – 1781)
Sinfonia in C major
7. 1. Adagio – Allegro assai 6:02
8. 2. Andante cantabile 6:31
9. 3. Finale. Allegro moderato 4:21

Johann Baptist Vanhal (1739 – 1813)
Sinfonia in G minor
10. 1. Allegro moderato 4:42
11. 2. Andante cantabile 5:30
12. 3. Menuetto 3:57
13. 4. Finale. Allegro 4:03
Camerata Bern, Thomas Füri

Heinz Holliger
Thomas Demenga
Camerata Bern
Thomas Füri

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Wien 1750

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Steve Reich (1936): Third Coast Percussion

Steve Reich (1936): Third Coast Percussion

IM-PER-Dí-VEL !!!

Esse disco de 2016 vai direto para a galeria de obras-primas. Foi de dentro das comemorações dos 80 anos de Steve Reich (3 de outubro de 1936) que veio esta gravação fenomenal. Aguardamos outras! Com enorme cultura e sensibilidade, Reich vai fazendo o que nunca devia ter sido deixado de lado. Desde sempre a música erudita bebeu na fonte popular e vice-versa e a música de Reich tem, nos últimos anos, construído curiosas pontes entre os dois mundos. Não pense que você vai ouvir trabalhos condescendentes — o que Reich faz é absolutamente erudito –, mas ele leva e traz, leva e traz, fato reconhecido por Beck, Eno, Prince e tantos outros que o procuram. Este é um disco de percussão. Não esqueça que o piano, o vibra e o xilofone são instrumentos de percussão… A música é de uma elegância impar. O Third Coast Percussion — cujo núcleo é formado por David Friend, Oliver Hagen e Matthew Duvall — é extremamente musical e preciso. Além disso, tem encomendado obras a diversos compositores. Eu estou de boca aberta, ouvindo o disco pela terceira vez e pensando em cancelar compromissos. E você, meu caro pequepiano, dispa-se dos preconceitos contra o contemporâneo (rimou!) e babe.

Steve Reich (1936): Third Coast Percussion

1. Fast (6:39)
2. Slow (3:16)
3. Fast (5:03)
4. Fast (11:17)
5. Moderate (4:23)
6. Slow (2:33)
7. Moderate (3:36)
8. Fast (6:34)
9. Nagoya Marimbas (4:48)
10. Music For Pieces Of Wood (feat. Matthew Duvall) (14:20)

Third Coast Percussion

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Reich, talento para todos os lados
Reich, espalhando talento para todos os lados

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.: interlúdio :. Keith Jarrett – A Multitude of Angels (4 CDs)

.: interlúdio :. Keith Jarrett – A Multitude of Angels (4 CDs)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Parte da inesgotável criatividade de Keith Jarrett está aqui. Essa multidão de anjos é um conjunto de 4 CDS com gravações de uma série de concertos solo realizados na Itália em outubro de 1996, documentando a conclusão dos experimentos de Jarrett com improvisações de longa duração. Os concertos ocorreram em Modena, Ferrara, Turim e Gênova. Depois, Jarrett adoeceu e prometeu a si mesmo abandonar as longas improvisações sem pausas. Estava sofrendo de Síndrome de Fadiga Crônica. Cada concerto é muito diferente do outro. A música é muito abrangente: o jazz está por todo lado, mas acompanhado da enorme proximidade de Jarrett com a música clássica (moderna e antiga, Bach, Debussy, Bartók, Ives, etc.). Um álbum belíssimo.

Keith Jarrett – A Multitude of Angels (4 CDs)

CD1
1 Part I (Live At Teatro Comunale, Modena / 1996) 34:18
2 Part II (Live At Teatro Comunale, Modena / 1996) 31:20
3 Danny Boy (Live At Teatro Comunale, Modena / 1996) 5:00

CD2
4 Part I (Live At Teatro Comunale, Ferrara / 1996) 43:48
5 Part II (Live At Teatro Comunale, Ferrara / 1996) 29:58
6 Encore (Live At Teatro Comunale, Ferrara / 1996) 3:26

CD3
7 Part I (Live At Teatro Regio, Torino / 1996) 42:23
8 Part II (Live At Teatro Regio, Torino / 1996) 31:35

CD4
9 Part I (Live At Teatro Carlo Felice, Genova / 1996) 31:41
10 Part II (Live At Teatro Carlo Felice, Genova / 1996) 31:43
11 Encore (Live At Teatro Carlo Felice, Genova / 1996) 5:52
12 Over The Rainbow (Live At Teatro Carlo Felice, Genova / 1996) 6:03

Keith Jarrett, piano

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Keith Jarrett aos 70
Keith Jarrett aos 70

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J. S. Bach (1685-1750): Bach Attributions

J. S. Bach (1685-1750): Bach Attributions

IM-PER-DÍVEL !!!

Por uma dessas coisas inexplicáveis, a obra para órgão de Bach está fora de moda. Algumas pessoas acham que o som do órgão é tão irritante quanto os padres pedófilos de Ratzinger, mas é bem no órgão que Bach realiza suas maiores experimentações. (Ah, acharam que eu ia fazer uma piada com o órgão sequiçual, né?) Mas retornemos ao que interessa: o que há de peças amalucadas na Orgelwerke é uma grandeza! E eu gosto. Muito! Este CD é sensacional por diversas razões.

(1) O organista é do caralho (ou do órgão, como queiram);
(2) O repertório, apesar de evitar os experimentalismos, está longe dos lugares-comuns;
(3) A produção da Hyperion é fodal;
(4) O CD está fora de catálogo até em Marte e
(5) Fique tranquilo, você não terá de ouvir a Toccata e Fuga em Ré Menor novamente.

E ah, vocês sabem como era a nossa família. Vinte filhos e aquele entra e sai de alunos, todos interpretando peças de sua preferência e criando outras. Então, alguns historiadores de ejaculação precoce pegaram tudo isso e disseram que era de Johann Sebastian, mas nem sempre era… Neste disco há peças de vários Bachs, de outros agregados que tentavam comer minhas irmãs e de todo o tipo de gente que queria a cerveja de meu pai. Bem, era uma zona e até isso se reflete neste baita CD.

J. S. Bach (1685-1750): Bach Attributions

Johann Sebastian Bach:
1. Prelude & Fugue No.1 in C major, BWV 553 <— Sensacional

Gottfried August Homilius
2. ‘Schmücke Dich, O Liebe Seele’, BWV 759

Johann Sebastian Bach:
3. Prelude & Fugue No.2 in D minor, BWV 554
4. ‘Jesu, Der Du Meine Seele’, BWV 752
5. ‘Wie Schön Leuchtet Der Morgenstern’, BWV 763
6. ‘O Herre Gott, Die Göttlich’s Wort’, BWV 757
7. Prelude & Fugue No.3 in E minor, BWV 555
8. ‘Ach Gott Und Herr’, BWV 692
9. ‘Ach Gott Und Herr’, BWV 693
10. Prelude & Fugue No.4 in F major, BWV 556

Georg Boehm
11. ‘Vater Unser Im Himmelreich’, BWV 760 <— Genial! Esse merecia uma das minhas irmãs púberes
12. ‘Vater Unser Im Himmelreich’, BWV 761

Johann Sebastian Bach
13. Prelude & Fugue No.5 in G major, BWV 557 <— quasi scherzando

Carl Philipp Emanuel Bach
14. ‘Aus Der Tiefe Rufe Ich’, BWV 745 <— Prêmio Ademir da Guia de “Quem sai aos seus não degenera”

Johann Caspar Fischer
15. ‘Christ Ist Erstanden’, BWV 746 <— Por esta composição recebeu a punição máxima de meu pai: uma hora de costas na frente de um clérigo ‘celibatário’ católico

Johann Sebastian Bach
16. Prelude & Fugue No.6 in G minor, BWV 558
17. ‘Auf Meinen Lieben Gott’, BWV 744 <— Sofrível, pai. O que houve?

Johann Gottfried Walther
18. ‘Gott Der Vater Wohn Uns Bei’, BWV 748 <— Tão bom quanto o jovem atacante do Inter! No ângulo, Walther! Podes escolher qualquer das púberes do harém bachiano!

Johann Sebastian Bach
19. Fugue in G major, BWV 581 <— A recuperação do véio
20. ‘Nun Ruhen Alle Wälde’, BWV 756
21. Prelude & Fugue No.7 in A minor, BWV 559
22. ‘Herr Jesu Christ, Dich Zu Uns Wend’, BWV 749 <— Simplesinho, mas bonitinho
23. ‘Herr Jesu Christ, Meines Lebens Licht’, BWV 750

Johann Michael Bach
24. ‘In Dulci Jubilo’, BWV 751 <— Esse aí era o tio, pai da Maria Bárbara, primeira mulher de meu pai. Péssimo, coitado

Johann Sebastian Bach
25. Prelude & Fugue No.8 in B-flat major, BWV 560
26. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 1 <— Vcs já viram uma obra de variações de meu pai que fosse ruim? Não existe!
27. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 2
28. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 3
29. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 4
30. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 5
31. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 6
32. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 7
33. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 8
34. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 9
35. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 10
36. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 11
37. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 12
38. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 13
39. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 14
40. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 15
41. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 16
42. Partita ‘Allein Gott In Der Höh Sei Ehr’, BWV 771: Var 17

Christopher Herrick, organ

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Herrick parece normal, mas não esqueçam que os organistas são pessoas bastante estranhas.
Herrick parece normal, mas não esqueçam que os organistas são pessoas bastante estranhas.

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The Dmitri Shostakovich Edition – CDs 19, 20 e 21 de 27

The Dmitri Shostakovich Edition – CDs 19, 20 e 21 de 27

SÉRIE IM-PER-DÍ-VEL!!!

CD 19

Concerto Nº 1 para Violoncelo e Orquestra, Op. 107 (1959)

Shostakovich e o grande violoncelista Mstislav Rostropovich eram amigos, tendo, muitas vezes, viajado juntos fazendo recitais que incluíam entre outras obras, a Sonata para violoncelo e piano, opus 40, já comentada nesta série. Desde que se conheceram, o compositor avisara a Rostropovich que ele não deveria pedir-lhe um concerto diretamente, que o concerto sairia ao natural. Saíram dois. Quando Shostakovich enviou a partitura do primeiro, dedicada ao amigo, este compareceu quatro dias depois na casa do compositor com a partitura decorada. (Bem diferente foi o caso do segundo concerto, que foi composto praticamente a quatro mãos. Shostakovich escrevia uma parte, e ia testá-la na casa de Rostropovich; lá, mostrava-lhe as alternativas, os rascunhos ao violoncelista, que sugeria alterações e melhorias. Amizade.)

Estilisticamente, este concerto deve muito à Sinfonia Concertante de Prokofiev – também dedicada a Rostropovich — e muito admirada pelos dois amigos. É curioso notar como os eslavos têm tradição em música grandiosa para o violoncelo. Dvorak tem um notável concerto, Tchaikovski escreveu as Variações sobre um tema rococó, Kodaly tem a sua espetacular Sonata para Cello Solo e Kabalevski também tem um belo concerto dedicado a Rostropovich. O de Shostakovich é um dos de um dos maiores concertos para violoncelo de todo o repertório erudito e minha preferência vai para a imensa Cadenza de cinco minutos (3º movimento) e para o brilhante colorido orquestral do Allegro com moto final.

Concerto para Violoncelo e Orquestra Nº 2, Op. 126 (1966)

Uma obra-prima, produto da estreita colaboração entre Shostakovich e Rostropovich, a quem o concerto é dedicado. A tradição do discurso musical está aqui rompida, dando lugar a convenções próprias que são “aprendidas” pelo ouvinte no transcorrer da música. Não há nada de confessional ou declamatório neste concerto. Há arrebatadores efeitos sonoros que são logo propositadamente abandonados. A intenção é a de ser música absoluta e lúdica, mostrando-nos temas que se repetem e separam momentos convencionalmente sublimes ou decididamente burlescos. Nada mais burlesco do que a breve cadenza em que o violoncelo é interrompido pelo bombo, nada mais tradicional do que o tema que se repete por todo o terceiro movimento e que explode numa dança selvagem, acabando com o violoncelo num tema engraçadíssimo – como se fosse um baixo acústico –, para depois sustentar interminavelmente uma nota enquanto a percussão faz algo que nós, brasileiros, poderíamos chamar de batucada. Esta dança faz parte de uma longa preparação para um gran finale que não chega a acontecer. Um concerto espantoso, original, capaz de fazer qualquer melômano feliz ao ver sua grande catedral clássica virada de ponta cabeça e, ainda assim, bonita.

Cello Concerto No. 1 Op. 107
1. Allegretto  6:15
2. Moderato  11:33
3. Cadenza  5:52
4. Allegro con moto  4:39

Cello Concerto No. 2 Op. 126
5. Largo  15:44
6. Allegretto  4:20
7. Allegretto  16:18

Total:  64:41

Alexander Ivashkin, cello
Moscow Symphony Orchestra,
Valeri Polyansky

CD 20

Quinteto para piano, Op. 57 (1940)

A música perfeita. Irresistível quinteto escrito em cinco movimentos intensamente contrastantes. Seu estilo é clássico, porém raramente todos os integrantes tocam juntos, a não ser no agitado scherzo central. O prelúdio inicial estabelece três estilos distintos que voltarão a ser explorados adiante: um dramático, outro neo-clássico e o terceiro lírico. Todos os temas que serão ouvidos nos movimentos seguintes apresentam-se no prelúdio em forma embrionária. Segue-se uma rigorosa fuga puxada pelo primeiro violino e demais cordas até chegar ao piano. Sua melodia belíssima e lírica que é seguida por um scherzo frenético. É um choque ouvir chegar o intermezzo que traz de volta a seriedade à música. Apesar do título, este intermezzo é o momento mais sombrio do quinteto. O Finale, cujo início parece uma improvisação pura do pianista, fará uma recapitulação condensada do prelúdio inicial. O Quinteto para piano recebeu vários prêmios que não vale a pena referir aqui, mas o mais importante para Shostakovich foi a admiração que Béla Bartók dedicou a ele.

Ah, muita atenção àquele último movimento do Trio Nº 2!

Piano Quintet in G minor Op.57
1. Prelude: Lento- Poco piu mosso  4:30
2. Fugue: Adagio  9:01
3. Scherzo: Allegretto  3:20
4. Intermezzo: Lento  6:11
5. Finale: Allegretto  7:04

Piano Trio No. 2 in E minor Op. 67
6. Andante- Moderato  7:11
7. Allegro non troppo  3:03
8. Largo  4:28
9. Allegretto  10:24

Total:  55:43

Edward Auer, piano
Christiaan Bor, violin
Paul Rosenthal, violin (1-5)
Marcus Thompson, viola (1-5)
Godfried Hoogeveen, cello (1-5)
Nathaniel Rosen, celo (6-9)

CD 21

Sonata para Viola e piano, Op. 147 (1975) – A Última Composição

Esta é a última composição de Shostakovich e uma de minhas preferidas. Ele começou a escrevê-la em 25 de junho de 1975 e, apesar de ter sido hospitalizado por problemas no coração e nos pulmões neste ínterim, terminou a primeira versão rapidamente, em 6 de julho. Para piorar, os problemas ortopédicos voltaram: “Eu tinha dificuldades para escrever com minha mão direita, foi muito complicado, mas consegui terminar a Sonata para Viola e Piano”. Depois, passou um mês revisando o trabalho em meio aos novos episódios de ordem médica que o levaram a falecer em 9 de agosto. Sentindo a proximidade da morte, Shostakovich escreveu que procurava repetir a postura estóica de Mussorgski, que teria enfrentado o inevitável sem auto-comiseração. E, ao ouvirmos esta Sonata, parece que temos mesmo de volta alguma luz dentro da tristeza das últimas obras. A intenção era a de que o primeiro movimento fosse uma espécie de conto, o segundo um scherzo e o terceiro um adágio em homenagem a Beethoven. O resultado é arrasadoramente belo com o som encorpado da viola dominando a sonata.

Os primeiros compassos da Sonata ao Luar, de Beethoven, uma obra que Shostakovich freqüentemente executava quando jovem pianista, é citada repetidamente no terceiro movimento, sempre de forma levemente transformada e arrepiante, ao menos no meu caso… O scherzo possui uma marcha e vários motivos dançantes, retirados de uma outra ópera baseada em Gógol – seria sua segunda ópera composta sobre histórias do ucraniano, pois, na sua juventude ele já escrevera O Nariz (1929) – que tinha sido abandonada há mais de trinta anos. Outras alusões são feitas nesta sonata. Há pequenas citações da 9ª Sinfonia (de Shostakovich), da 4ª de Tchaikovski, da 5ª de Beethoven, da Sonata Op.110 de Beethoven, de Stravinski, Mahler e Brahms. E a abertura da Sonata utiliza trecho do Concerto para Violino de Alban Berg, também conhecido pelo nome de “À memória de um anjo”, e é dedicado à filha de Alma Mahler, Manon, morta aos 18 anos, com poliomielite.

Creio não ser apenas invenção deste ouvinte – há uma constante interferência do inexorável nesta música, talvez sugerida pela intromissão de temas de outros compositores na partitura, talvez sugerida pela atmosfera melancólica da sonata, talvez por meu conhecimento de que ouço um réquiem. O fato é que Shostakovich estava esperando.

Shostakovich morreu sem ouvir a obra, que foi estreada num concerto privado no dia 25 de setembro de 1975, data em que faria 69 anos.

Sonata for violin and piano Op. 134
1. Andante  9:24
2. Allegretto  6:10
3. Largo  12:34

Sonata for viola and piano Op. 147
4. Moderato  8:23
5. Allegretto  6:56
6. Adagio  11:50

Total:  55:41

Isabelle van Keulen, violin and viola
Ronald Brautigam, piano

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Shostakovich: devolvendo todas
Shostakovich: devolvendo todas

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