Johann Sebastian Bach (1685-1750): As Seis Partitas para Cravo (versão de Andras Schiff)

Será que eu definitivamente passei a amar apenas as interpretações originais? Pois ao ouvir a versão de Schiff para as mesmas Partitas de ontem, meu coração não bateu muito mais forte. Falta ritmo, pulso, ousadia e alegria. Martins e Schiff são enormes pianistas, mas não chegaram àquele nível que os fariam first choices. Dentre os pianistas, ainda fico com Tatiana Nikolayeva e Angela Hewitt. Melhor ainda é ouvir Trevor Pinnock ao cravo. A versão presente aqui no PQP Bach e da qual devemos fugir é a de Scott Ross, que é realmente péssima.

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750) — As Seis Partitas para Cravo

Partita No.1 in B flat, BWV 825
1 1. Praeludium [2:04]
2 2. Allemande [2:56]
3 3. Corrente [2:53]
4 4. Sarabande [4:35]
5 5. Menuet I [1:20]
6 6. Menuet II [1:25]
7 7. Giga [2:14]

Partita No.2 in C minor, BWV 826
8 1. Sinfonia (Grave adagio – Andante) [4:39]
9 2. Allemande [4:21]
10 3. Courante [2:08]
11 4. Sarabande [3:00]
12 5. Rondeaux [1:41]
13 6. Capriccio [3:25]

Partita No.6 in E minor, BWV 830
14 1. Toccata [7:37]
15 2. Allemande [3:46]
16 Corrente – Air [6:28]
17 5. Sarabande [6:10]
18 6. Tempo di gavotta [2:13]
19 7. Gigue [5:59]

Partita No.3 in A minor, BWV 827
1 1. Fantasia [1:55]
2 2. Allemande [2:56]
3 3. Corrente [2:47]
4 Sarabande – Burlesca [5:27]
5 6. Scherzo [1:02]
6 7. Gigue [3:03]

Partita No.4 in D , BWV 828
7 1. Overture [6:05]
8 2. Allemande [8:03]
9 3. Courante [3:25]
10 4. Aria [2:17]
11 5. Sarabande [5:50]
12 6. Menuet [1:35]
13 7. Gigue [3:42]

Partita No.5 in G, BWV 829
14 1. Praeambulum [2:10]
15 2. Allemande [4:07]
16 3. Corrente [1:31]
17 4. Sarabande [4:04]
18 5. Tempo di minuetto [2:36]
19 6. Passepied [1:42]
20 7. Gigue [3:59]

András Schiff, piano

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Schiff: cara de quem tomou um baile da Angela Hewitt
Schiff: cara de quem tomou um baile da Angela Hewitt

PQP

18 comments / Add your comment below

  1. Que felicidade! Pensei que não haveria postagens neste último dia do ano, que todos estariam felizes na praia, mesmo com chuva, só eu aqui no meu vício de buscar preciosidades na internet. Este mesmo cd já baixei neste blog, em mp3 de 192 de bitrate. Se este estiver em qualidade melhor (vi que ultimamente 320 está ficando mais popular) baixo de novo, mas para mim 192 está de bom tamanho. Obrigada por todos esses anos de maravilhosas postagens. E feliz Ano Novo para todos!

  2. Ontem mesmo eu tinha ouvido em sequencia as versões de João Carlos Martins e de Andras Schiff para as Partitas 1 e 4. Prefiro não comparar interpretações e atribuir notas como se houvesse uma competição entre os pianistas. São apenas visões diferentes de personalidades diferentes. Sempre competentes.

    Chamo a vossa atenção para o vigor nervoso de JCM, principalmente na Giga da Partita n.4. E me impressionou a habilidade de Andras Schiff em “plasmar” as notas e transformá-las em uma unidade coerente e etérea.

    Essa Giga é um belo exemplo de como interpretações de dois pianistas podem ser tão diferentes entre sí.

  3. Eu sou do pensamento que, antes das interpretações contemporâneas, devemos conhecer as de instrumentos de época. Não desmereço as primeiras, mas já são distorcidas da ideia do compositor, vamos respeitar o que ele criou! Alguns dirão que é mais assimilável as versões adaptadas para grande coro e orquestra, eu vou concordar, mas tenho feito esse exercício de ir ao original, como um dever de casa. Deem uma olhada nos vídeos abaixo, que beleza:

    http://www.youtube.com/watch?v=A4vSH7KW7Yc&feature=mfu_in_order&list=UL
    http://www.youtube.com/watch?v=NhGd8Oj9Snk&feature=BFa&list=ULA4vSH7KW7Yc&lf=mfu_in_order

  4. Bela apresentação da Nona Sinfonia com o Jansons. Seguro, sem muitas firulas na regência, manteve a sobriedade e o resultado foi excelente, com uma orquestra e um coral que dispensam comentários e solistas idem. Belo programa para um último dia de semana. Eu iria gravar, mas como ia ter a corrida de São Silvestre, e sabendo que minha esposa iria querer ver a corrida, desisti.

  5. Ontem à noite, fuçando os canais da tv a cabo, cheguei na Deutsche Welle e, surpresa, mais uma apresentação da Nona de Beethoven, desta vez com uma orquetra menor, a Deutsche Kammerphilharmonie, de Bremen, dirigida pelo jovem Paavo Järvi, filho do ótimo Neeme Järvi. A vantagem destas orquestrações mais enxutas é que a gente ouve instrumentos que ficam abafados no meio de um monstrengo de cento e poucos músicos como a Orquestra do Concertgebow de Amsterdam, comentada acima.
    Tenho a integral das sinfonias de Beethoven que o jovem Järvi lançou há pouco tempo atrás pela RCA, com esta mesma orquestra, e o resultado ficou muito bom. Qualquer hora destas posto aqui.
    PQP, o Schiff lançou uma série de cds com obras de Bach pelo nosso tão estimado selo ECM, garantia de qualidade.

  6. Pois é, pro meu azar, em vez de Clássicos teve o programa do Irinieu Gasparetto na Cultura. Já faz um certo tempo que os programas dele pegaram o lugar do “Clássicos”, mas pensei que agora tudo voltaria ao “normal”. Que decepção!
    FDP, acho meio interessante que as versões do Järvi, apesar de serem mais “pobrezinhas”, por assim dizer, têm uma boa qualidade. Essas versões “pobrezinhas” seriam aquelas com menos instrumentos (não que a quantidade não valha mais que a qualidade, claro), intérpretes não tão ouvidos, sem aquela interpretação que mais esperaríamos e, consequentemente, é claro, não as nossas prediletas. Dessas que a gente ouve quando está com vontade mesmo de ouvir a tal obra, mas daí pega a primeira versão que encontra, ouvindo mais por ouvir. Mas mesmo assim, sempre achei um deleite ouvir as versões dele, ele e a Kammerphilharmonie fazem um trabalho legal. Também assino embaixo do que você disse sobre performances com menos músicos na orquestra.

  7. Uma curiosidade: até que ponto um Beethoven está sendo distorcido pelas orquestrações excessivas, heim? Penso que mais uma vez, a fidelidade à partitura é essencial, embora nesse ponto eu vou necessariamente me dividindo e aceitando a evolução característica do último século…

  8. Ahora hablo de violín…que te parecen la versión de las sonatas y partitas para violín de Christine Busch? A mí me parecen especiales y profundas

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