Ludwig van Beethoven (1770-1827): Os Últimos Quartetos (Takács) #BTHVN250

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Os Últimos Quartetos (Takács) #BTHVN250

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Uma gravação daquelas imbatíveis, de referência. Ouçam! Verdadeiros monumentos humanistas, os últimos quartetos de Beethoven têm que ser conhecidos por todos aqueles que desejam ser algo mais do que um saco vazio de conteúdo. Ouvi-los é como conhecer Mann e Kafka, Joyce e Proust. Os húngaros do Takács — formado em 1975, atualmente com dois norte-americanos no grupo — enfrentam estes difíceis quartetos com naturalidade e fluência. Engraçado que uma outra gravação de referência é a do Kodály Quartet, outro grupo húngaro, este fundado em 1965. Os húngaros parecem ter invadido esta área… O Takács não é mole. São artistas associados ao Southbank Centre, receberam em maio a Wigmore Hall Medal e estiveram dia desses com Merl Streep homenageando Philip Roth. Tais posturas podem ser ouvidas nestes CDs, acreditem.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Os Últimos Quartetos

CD1

String Quartet in E Flat, Op.127
01. I. Maestoso-Allegro
02. II. Adagio, Ma Non Troppo e Molto Cantabile-Andante
03. III. Scherzo.Vivace
04. IV. Allegro-Allegro Comodo

String Quartet in C Sharp Minor, Op.131
05. I. Adagio ma non troppo e molto espressivo
06. II. Allegro Molto Vivace
07. III. Allegro Moderato
08. IV. Andante Molto Cantabile-Più Mosso-Andante Lusinghiero
09. V. Presto
10. VI. Adagio Quasi un Poco Andante
11. VII. Allegro

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CD2

String Quartet in A Minor, Op.132
01. I. Assai Sostenuto-Allegro
02. II. Allegro Ma Non Tanto
03. III. Holy Songs. Andante-Molto Adagio
04. IV. Alla Marcia, Assai Vivace-Piu Allegro
05. V. Allegro Appassionato-Presto

String Quartet in F Major, Op.135
06. I. Allegretto
07. II. Vivace
08. III. Lento Assai, Cantante e Tranquillo
09. IV. Der schwer gefaßte Entschluß.Grave, Ma Non Troppo Tratto-Allegro

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CD3

String Quartet in F Minor, Op.95
01. I. Allegro Con Brio
02. II. Allegretto Ma Non Troppo
03. III. Allegro Assai Vivace Ma Serioso
04. IV. Larghetto Espressivo-Allegretto Agitato-Allegro

String Quartet in B Flat, Op.130
05. I. Allegro Ma Non Troppo-Allegro
06. II. Presto
07. III. Andante Con Moto, Ma Non Troppo
08. IV. Alla Danza Tedesca.Allegro Assai
09. V. Cavatina.Adagio Molto Espressivo

Grosse Fuge, Op.133
10. Grosse Fuge, Op.133
11. VI. Finale.Allegro

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Takács Quartet

Obra retratando Beethoven em Bonn: de alguns ângulos a coisa é quase incompreensível
Obra retratando Beethoven em Bonn: de alguns ângulos a coisa é quase incompreensível
Mas, olhando bem de frente...
Mas, olhando bem de frente…

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Os Últimos Quartetos (Brodsky) #BTHVN250

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Os Últimos Quartetos (Brodsky) #BTHVN250

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este repertório é uma irrepetível mistura de profundidade e sofisticação, de comunicação e transcendência. Muitos quartetos o enfrentaram, mas poucos se saem realmente bem neste cânone da música.

O Quarteto Brodsky dedicou bastante de seu tempo aos quartetos de Beethoven. Em 2006, eles lançaram um disco com dois dos quartetos Rasumovsky, Op. 59 Nº 2 e 3, e seguiram dois anos depois com o conjunto dos seis Op. 18. Somente agora, no início do ano do 250º aniversário de Beethoven, eles enfrentaram os últimos quartetos. O conjunto inclui também o Op. 95, bem como, é claro, as obras geralmente consideradas como parte do cânone tardio: os Op. 127, 130 (com os dois finais, Grande Fuga, bóbvio), 131, 132 e 135. As gravações foram feitas antes da saída do primeiro violino do grupo, David Rowland, no ano passado. Ele foi substituído por Gina McCormack.

Não faltam gravações dessas obras máximas, desse verdadeiro Olimpo do repertório para quartetos de cordas. As mais famosas são a do Quarteto de Budapeste e do Busch nos anos 70, a do Italiano nos 80,  e a do Takács, do Kodály e do Alban Berg na era digital. Todos estão disponíveis em CD. O aniversário trará, sem dúvida, outras gravações. Embora as versões de Brodsky não possam ameaçar as posições de nenhum dos grandes conjuntos citados, elas certamente têm suas próprias virtudes, e seus destaques são muito altos.

Em primeiro lugar, a serenidade e a abordagem estranhamente antiquada. Tecnicamente, essas performances são imaculadas, então tudo se resume a questões de gosto pessoal. Para mim, o Quarteto Op. 132 está esplêndido, aqui com seu lindíssimo Adagio levado tão lentamente quanto qualquer um poderia desejar.  A intensidade de seu final cresce com perfeita segurança. Mas, como um todo, o quarteto final, o Op. 135, parece um pouco relaxado demais. No Op. 131, o desdobramento da fuga de abertura é muito bem feito, mesmo que o seu Presto pareça Mendelssohn, enquanto que no Op 130 a Cavatina parece evitar a profundidade do sentimento que alguns grupos — o Busch e o Kodály Quartet, principalmente — encontraram nela.

Como em qualquer ciclo dessas obras inesgotáveis, a gente têm que escolher o que prefere, mas não há dúvida de que são performances muito boas de algumas das melhores músicas já escritas.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Os Últimos Quartetos

Beethoven: String Quartet No. 11 in F minor Op. 95 ‘Serioso’ 22:11
I. Allegro con brio 4:26
II. Allegretto ma non troppo 7:59
III. Allegro assai vivace ma serioso 4:35
IV. Larghetto espressivo. Allegretto agitato 5:11

Beethoven: String Quartet No. 13 in B flat major, Op. 130 42:45
I. Adagio ma non troppo. Allegro 13:08
II. Presto 2:00
III. Andante con moto ma non troppo 7:02
IV. Alla danza tedesca. Allegro assai 3:12
V. Cavatina. Adagio molto espressivo 7:40
VI. Finale. Allegro 9:43

Beethoven: Grosse Fuge in B flat major, Op. 133 15:02

Beethoven: String Quartet No. 12 in E flat major, Op. 127 39:45
I. Maestoso. Allegro 6:47
II. Adagio ma non troppo e molto cantabile 16:55
III. Scherzando vivace 8:41
IV. Finale. Allegro 7:22

Beethoven: String Quartet No. 14 in C sharp minor, Op. 131 38:43
I. Adagio ma non troppo e molto espressivo 7:22
II. Allegro molto vivace 2:58
III. Allegro moderato 0:42
IV. Andante ma non troppo e molto cantabile 14:29
V. Presto 4:46
VI. Adagio quasi un poco andante 2:22
VII. Allegro. Poco adagio 6:04

Beethoven: String Quartet No. 15 in A minor, Op. 132 47:07
I. Assai sostenuto. Allegro 9:47
II. Allegro ma non tanto 8:57
III. Molto adagio. Andante 19:43
IV. Alla marcia, assai vivace 2:01
V. Allegro appassionato 6:39

Beethoven: String Quartet No. 16 in F major, Op. 135 24:27
I. Allegretto 6:20
II. Vivace 3:17
III. Lento assai, cantante e tranquillo 8:12
IV. Grave, ma non troppo tratto. Allegro 6:38

Brodsky Quartet
Daniel Rowland
Ian Belton
Paul Cassidy
Jacqueline Thomas

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O Quarteto Brodsky chegando na sede porto-alegrense da PQP Bach Corp.

PQP

Heinrich Ignaz Franz von Biber (1644-1704): Un Carnaval en Kremsier

Heinrich Ignaz Franz von Biber (1644-1704): Un Carnaval en Kremsier

Um bom, leve e divertido disco de danças com a música do grande Biber, um dos compositores mais talentosos do barroco.

Heinrich Ignaz Franz von Biber foi um compositor e violinista do período barroco. Pouco se sabe de sua educação, além de que pode ter estudado num colégio jesuíta em Opava, na Boêmia, e que possivelmente recebeu alguma educação musical de um organista local. Antes de 1668, Biber trabalhou na corte do Príncipe Johann Seyfried von Eggenberg, em Graz, e depois foi empregado pelo príncipe-bispo de Olomouc, Karl II von Liechtenstein-Kastelkorn , em Kroměříž. Biber tinha boa reputação, e suas habilidades no violino eram altamente apreciadas.

No verão de 1670, Karl II enviou Biber a Absam, perto de Innsbruck, para adquirir novos violinos, feitos pelo luthier Jacob Stainer, para a Kapelle, porém Biber nunca retornou e, em vez disso, começou a trabalhar para o Arcebispo de Salzburg, Maximilian Gandolph von Kuenburg. Como Karl e Maximilian eram amigos, o antigo empregador não tomou nenhuma atitude… Biber permaneceu em Salzburg pelo resto de sua vida.

Em 1684, foi nomeado Kapellmeister (mestre de capela) em Salzburg. Sua vasta produção musical foi recuperada e é interpretada até hoje. Biber serviu à nobreza com afinco, provavelmente sem participar de turnês. Foi inovador, trazendo para o repertório de violinos, inovações técnicas e estéticas. São relevantes as pitorescas e virtuosísticas Sonatas de Biber, com destaque para as Mystery Sonatas, que inclui novas técnicas e tonalidades incomuns.

Heinrich Ignaz Franz von Biber (1644-1704): Un Carnaval En Kremsier

Trombet-undt Musicalischer Taffeldienst A 4
1 Intrada 0:58
2 Sonata, Allamanda, Courante, Allamanda 4:55
3 Intrada 1:07
4 Gavotte, Gigue 2:41
5 Sonatina (Ciacona) 3:10

Arien A 4
6 Allegro – Adagio, Allamanda 2:12
7 Amoresca, Giga, Sonatina 3:33

Harmonia Romana
8 Sonata, Presto, Courante, Fuga 6:16
9 Passagio 3:19
10 Saltarello, Allemanda, Gigue 5:53

Balletti
11 (Intrada), Ballo (Trezza), Aria, Die Werber, (Aria), Allemanda 6:42
12 Ciacona 2:10

Arien A 4
13 Intrada (Allegro-Adagio), Aria, Aria, Gigue (Prestissimo) 5:03

Balletti
14 Aria 1ª (Barbaresca), Aria 2ª, Intrada – Aria 2ª 2:02
15 (Aria) 2, (Aria) 3 2:09
16 (Aria) 4, (Aria) 5 2:08
17 (Aria) 6, (Aria) 7 2:45
18 (Aria) 8, Campanas 3:27

Balletti Lamentabili A 4
19 Sonata 3:10
20 Allamanda 2:43
21 Sarabande 2:25
22 Gavotte 0:49
23 Gigue 3:25
24 Lamenti (Adagio) 1:30

Conductor – Gunar Letzbor
Orchestra – Ars Antiqua Austria

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Dança de casamento ao ar livre (1607, detallhe), de Pieter Brueghel, o Jovem

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Gottfried August Homilius (1714-1785): A Paixão Segundo Mateus

Gottfried August Homilius (1714-1785): A Paixão Segundo Mateus

Gottfried August Homilius foi um Konzertmeister, compositor e organista alemão. Gottfried August Homilius não tinha o talento de J. S. Bach nem de seus filhos. Então sua Mateus não se compara com esta aqui que postamos na última sexta-feira. Mas Gottfried August Homilius era bom. Ele é considerado um dos compositores de igrejas mais importantes da geração pós-Bach. Homilius nasceu em Rosenthal, na Saxônia, filho de um pastor luterano. Foi educado em Dresden. Ele estudou Direito na Universidade de Leipzig e órgão com APENAS Johann Sebastian Bach. Desde 1742, ele foi organista na Dresden Frauenkirche e, de 1755 até sua morte, cantor no Kreuzkirche em Dresden, com a responsabilidade associada do diretor de música na Kreuzkirche , na Sophienkirche e na Frauenkirche. Após a destruição do Kreuzkirche durante a Guerra dos Sete Anos, ele trabalhou principalmente na Frauenkirche.

Homilius compôs predominantemente música da igreja. Escreveu mais de 10 paixões. A Paixão Segundo  Mateus foi escrita em 1775 e é bem no estilo pré-clássico de CPE Bach. Mas Homilius é um sucessor digno da obra de JS Bach. Também escreveu um Oratório de Natal e um da Páscoa, mais de 60 motets, 150 cantatas, corais e prelúdios. Também compôs música para órgão. Suas composições vocais desfrutaram de grande popularidade até o século XIX, como testemunha o grande número de cópias ainda existentes.

Gottfried August Homilius (1714-1785): A Paixão Segundo Mateus

1-1-42 Part I (Compact Disc 1) 74:23
2-1-43 Part II (Compact Disc 2) 56:41

Alto Vocals – Ulla Groenewold
Bass Vocals – Hans-Georg Wimmer, Klaus Mertens
Chorus – Cappella Vocale Leverkusen
Chorus Master – Christoph Schoener
Composed By – Gottfried August Homilius
Concertmaster – Bernhard Forck
Conductor – René Jacobs
Ensemble – Akademie Für Alte Musik Berlin
Liner Notes – Henrike Koerth
Soprano Vocals – Ann Monoyios
Tenor Vocals – Gerd Türk

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PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750): A Paixão Segundo Mateus, BWV 244 (Herreweghe, 1985)

Johann Sebastian Bach (1685-1750): A Paixão Segundo Mateus, BWV 244 (Herreweghe, 1985)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Esta foi a primeira gravação da Paixão Segundo Mateus que Herreweghe realizou. É de 1985, dos tempos do vinil. A segunda está neste link. Afirmo que a segunda gravação — do link recém colocado em negrito — é melhor, mas aqui temos um maior sabor de juventude e René Jacobs barbarizando.

A Paixão Segundo Mateus BWV 244 (em latim: Passio Domini nostri Jesu Christi secundum Evangelistam Matthaeum; em alemão: Matthäus-Passion), mais conhecida em países católicos como A Paixão Segundo Mateus, é um oratório de Johann Sebastian Bach, que representa o sofrimento e a morte de Cristo a partir do Evangelho de Mateus, com libreto de Picander (Christian Friedrich Henrici). Com uma duração de mais de duas horas e meia (em algumas interpretações, mais de três horas) é a obra mais extensa do compositor. Trata-se, sem dúvida alguma, de uma das obras mais importantes de Bach e uma das obras-primas da música ocidental. Esta e A Paixão Segundo João são as únicas Paixões autênticas do compositor conservadas em sua totalidade. A Paixão Segundo Mateus consta de duas grandes partes constituídas de 68 números, em que se alternam coros, corais, recitativos, ariosos e árias.

A obra foi escrita, provavelmente, em 1727. Apenas duas das quatro (ou cinco) composições sobre a Paixão de Cristo, que Bach escreveu, subsistiram integralmente; a outra é A Paixão Segundo João, como dissemos. A peça completa foi apresentada pela primeira vez na Sexta-feira da Paixão de 1727 ou na Sexta-feira da Paixão de 1729 na Thomaskirche (Igreja de São Tomás) em Leipzig, onde Bach era o Kantor. Ele a revisou em 1736, apresentando-a novamente em março desse mesmo ano, incluindo dessa vez dois órgãos na instrumentação.

A Paixão Segundo Mateus não foi ouvida fora de Leipzig até 1829, quando Felix Mendelssohn apresentou uma versão abreviada em Berlim e foi vivamente aclamado. A redescoberta da obra através de Mendelssohn expôs a música de Bach — principalmente suas grandes obras — à atenção pública e acadêmica que persiste até os dias atuais.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): A Paixão Segundo Mateus (Herreweghe, 1985)

Erster Teil
1-1 Chorus : Kommt, Ihr Töchter, Helft Mir Klagen
1-2 (Evangelista, Jesus) : Da Jesus Diese Rede Vollendet Hatte
1-3 Choral : Herzliebster Jesu, Was Hast Du Verbrochen
1-4a (Evangelista) : Da Versammleten Sich Die Hohenpriester
1-4b (Chori) : Ja Nicht Auf Das Fest
1-4c (Evangelista) : Da Nun Jesus War Zu Bethanien
1-4d (Chorus) : Wozu Dienet Dieser Unrat
1-4e (Evangelista, Jesus) : Da Das Jesus Merkete
1-5 Recitativo : Du Lieber Heiland Du
1-6 Aria (Alto) : Buß Und Reu
1-7 (Evangelista, Judas) : Da Ging Hin Der Zwölfen Einer,
1-8 Aria (Soprano) : Blute Nur, Du Liebes Herz
1-9a (Evangelista) : Aber Am Ersten Tage Der Süßen Brot
1-9b (Chorus) : Wo Willst Du, Daß Wir Dir Bereiten
1-9c (Evangelista, Jesus) : Er Sprach : Gehet Hin In Die Stadt
1-9d (Evangelista) : Und Sie Wurden Sehr Betrübt
1-9e (Chorus) : Herr, Bin Ich’s
1-10 Choral : Ich Bin’s, Ich Sollte Büßen
1-11 (Evangelista, Jesus) : Er Antwortete Und Sprach
1-12 Recitativo : Wiewohl Mein Herz In Tränen Schwimmt
1-13 Aria (Soprano) : Ich Will Dir Mein Herze Schenken
1-14 (Evangelista, Jesus) : Und Da Sie Den Lobgesang Gesprochen Hatte
1-15 Choral : Erkenne Mich, Mein Hütter
1-16 (Evangelista, Jesus, Petrus) : Petrus Aber Antwortete Und Sprach Zu Him
1-17 Choral : Ich Will Hier Bei Dir Stehen
1-18 (Evangelista, Jesus) : Da Kam Jesus Mit Ihnen Zu Einem Hofe
1-19 Recitativo : O Schmerz ! Hier Zittert Das Gequälte Herz
1-20 Aria (Tenore) : Ich Will Bei Meinem Jesu Wachen
1-21 (Evangelista, Jesus) : Und Ging Hin Ein Wenig
1-22 22 Recitativo : Der Heiland Fällt Vor Seinem Vater Nieder
1-23 Aria (Basso) : Gerne Will Ich Mich Bequemen
2-1 24 (Evangelista, Jesus) : Und Er Kam Zu Seinem Jüngern
2-2 25 Choral : Was Mein Gott Will, Das Gscheh Allzeit
2-3 26 (Evangelista, Jesus, Judas) : Und Er Kam Und Fand Sie Aber Schlafend
2-4a 27a Aria (Soprano, Alto E Choro): So Ist Mein Jesus Nun Gefangen
2-4b 27b (Chori) : Sind Blitze, Sind Donner In Wolken Verschwunden
2-5 28 (Evangelista, Jesus) : Und Siehe, Einer Aus Denen
2-6 29 Choral : O Mensch, Bewein Dein Sünde Groß

Zweiter Teil
2-7 30 Aria (Alto E Coro) : Ach, Nun Ist Mein Jesus Hin
2-8 31 (Evangelista) : Die Aber Jesum Gegriffen Hatten
2-9 32 Choral : Mir Hat Die Welt Trüblich Gericht’
2-10 33 (Evangelista, Pontifex, Testis I, II) : Un Wiewohl Viel Falsche Zeugen Herzutraten
2-11 34 Recitativo : Mein Jesus Schweigt Zu Falschen Lügen Stille
2-12 35 Aria (Tenore) : Geduld
2-13a 36a (Evangelista, Pontifex, Jesus) : Und Der Hohepriester Antwortete Und Sprach Zu Him
2-13b 36b (Chori) : Er Ist Des Todes Schuldig
2-13c 36c (Evangelista) : Da Speieten Sie Aus
2-13d 36d (Due Chori) : Weissage Uns, Christe
2-14 37 Choral : Wer Hat Dich So Geschlagen
2-15a 38a (Evangelista, Ancilla I, II, Petrus) : Petrus Aber Saß Draußen Im Palast
2-15b 38b (Chorus) : Wahrlich, Du Bist Auch Einer Von Denen
2-16 39 Aria (Alto) : Erbarme Dich
2-17 40 Choral : Bin Ich Gleich Von Dir Gewichen
2-18a 41a (Evangelista, Judas) : Des Morgens Aber Hielten Alle Hohepriester
2-18b 41b (Chori) : Was Gehet Uns Das An
2-18c 41c (Evangelista, Pontifex I, II) : Und Er Warf Die Silbberlinge In Den Tempel
2-19 42 Aria : Gebt Mir Meinem Jesum
2-20 43 (Evangelista, Pilatus, Jesus) : Sie Hielten Aber Einen Rat
2-21 44 Choral : Befiehl Du Deine Wege
2-22a 45a (Evangelista, Pilatus, Uxor Pilati, Chori) : Auf Das Fest Aber Hatte Der Landpfleger Gewohnheit
2-22b 45b (Due Chori) : Laß Ihn Kreuzigen
2-23 46 Choral : Wie Wunderbarlich Ist Doch Diese Strafe
2-24 47 (Evangelista, Pilatus) : Der Landpfleger Sagte
3-1 48 Recitativo : Er Hat Uns Allen Wohlgetan
3-2 49 Aria : Aus Liebe Will Mein Heiland Sterben
3-3a 50a (Evangelista) : Sie Schrieen Aber Noch Mehr
3-3b 50b (Due Chori) : Laß Ihn Kreuzigen
3-3c 50c (Evangelista, Pilatus) : Da Aber Pilatus Sahe
3-3d 50d (Chori) : Sein Blut Komme Über Uns
3-3e 50e (Evangelista) : Da Gab Er Ihnen Barrabam Los
3-4 51 Recitativo : Erbarm Es Gott
3-5 52 Aria : Können Tränen Meiner Wangen
3-6a 53a (Evangelista) : Da Nahmen Die Kriegsknechte
3-6b 53b (Chori) : Getrüßet Seist Du, Jüdenkönig
3-6c 53c (Evangelista) : Und Speieten Ihn An
3-7 54 Choral : O Haupt Voll Blut Und Wunden
3-8 55 (Evangelista) : Und Da Sie Ihn Verspottet Hatten
3-9 56 Recitativo :Ja Freilich Will In Uns Das Fleisch Und Blut
3-10 57 Aria Komm, Süßes Kreuz, So Will Ich Sagen
3-11a 58a (Evangelista) : Und Da Sie An Die Stätte Kamen
3-11b 58b (Chori) : Der Du Den Tempel Gottes Zerbrichst
3-11c 58c (Evangelista) : Desgleichen Auch Die Hohenpriester
3-11d 58d (Chori) : Andern Hat Er Geholfen
3-11e 58e (Evangelista) : Desgleichen Schmäheten Ihn Auch Die Mörder
3-12 59 Recitativo : Ach Golgatha
3-13 60 Aria : Sehet, Jesus Hat Die Hand
3-14a 61a (Evangelista, Jesus) : Und Von Der Schsten Stunde An
3-14b 61b (Chorus) : Der Rufet Dem Elias
3-14c 61c (Evangelista) : Und Bald Lief Einer Unter Ihnen
3-14d 61d (Chorus) : Halt ! Laß Sehen
3-14e 61e (Evangelista) : Aber Jesus Schriee Abermal
3-15 62 Choral : Wenn Ich Einmal Soll Scheiden
3-16a 63a (Evangelista) : Und Siehe Da, Der Vorhang Im Tempel Zerriß
3-16b 63b (Due Chori In Unisono) : Wahrlich, Dieser Ist Gottes Sohn Gewesen
3-16c 63c (Evangelista) : Und Es Waren Viel Weiber Da
3-17 64 Recitativo : Am Abend, Da Es Kühle War
3-18 65 Aria : Mache Dich, Mein Herze, Rein
3-19a 66a (Evangelista) : Und Joseph Nahm Den Leib
3-19b 66b (Due Chori) : Herr, Wir Haben Gedacht
3-19c 66c (Evangelista, Pilatus) : Pilatus Sprach Zu Ihnen
3-20 67 Recitativo : Nun Ist Der Herr Zur Ruh Gebracht
3-21 68 Chorus : Wir Setzen Uns Mit Tränen Nieder

Alto Vocals [Alto Solo, Testis 1] – René Jacobs
Baritone Vocals [Judas] – Renaud Machart
Baritone Vocals [Petrus, Pontifex 1] – Marc Meersman
Bass Vocals [Bass Solo, Pilatus, Pontifex 2] – Peter Kooy
Bass Vocals [Jesus] – Ulrik Cold
Choir – Chœur D’Enfants «In Dulci Jubilo»
Choir [Chorus 1] – Ensemble Vocal Européen De La Chapelle Royale
Choir [Chorus 2] – Collegium Vocale
Soprano Vocals [Ancilla 2] – Catherine Bignalet
Soprano Vocals [Soprano Solo, Ancilla 1, Uxor Pilati] – Barbara Schlick
Tenor Vocals [Evangelista] – Howard Crook
Tenor Vocals [Tenor Solo, Testis 2] – Hans Peter Blochwitz
Orchestra – La Chapelle Royale
Conductor – Philippe Herreweghe

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Rogier van der Weyden, A Descida da Cruz, c. 1435, Museu do Prado, Madrid

PQP

Krzysztof Penderecki (1933-2020): Credo

Vejam bem, meus amigos, nada tenho contra CDF Bach, muito pelo contrário! Só que costumo postar o que ouço e estou em pleno período — alguns diram crise — moderno. Espero não provocar a ira cedeefiana.

Um comentarista escreveu algo muito interessante sobre o Credo de Penderecki: aqui, ele não utiliza estilos de empréstimo de outros compositores; aqui, é a própria voz de Penderecki numa composição que une coral e solistas de forma absolutamente natural. O compositor teve a fortuna de contar com Helmuth Rilling e um notável grupo de solista na estreia que apresentamos, mas o que interessa realmente é a espetacular música de indiscutível religiosidade que nos faz pensar em alguns grandes autores do passado, como nosso papai.

Deixo-vos com o entusiasmado comentário de um músico:

A masterpiece for this century in a superb recording

In June 1999 I had the privelege of performing a recently written work by Polish composer Krzysztof Penderecki, under his direction. By that time I had no idea who was Penderecki, but as soon as I heard that piece I was enchanted by his music: the piece was Credo. Since then, I have been studying his art and atracted even more to his music. Credo is definitely a masterpiece for this century, from the beginning till the end. As soon as it begins, with the choir, in the powerful main theme it captures all your attention. Particularly expressive is the place where the theme comes back, with the soloists. The second movement is very beautifull and rich in textures and solo melodies that express the happening of the Lord’s birth. But the focus point should be the third movement, with it’s Latin, Polish and German interpolations. The quasi aria Pangue Lingua (Mz) is rich in power and virtuosity, but it is enriched by the glorious appearance of the hymn Ludu moj ludu, for me, the most beautiful moment in the whole piece. The 4th movement is incredibly dramatic and rhythmic. The 5th, brings again the main theme with virtuoso parts for the soloists. I must take notice of the powerful harmonies in the brasses in “visibilium omnium” and the beautiful melody in the choir in “unum Dominum…” After a big dramatic section, it begins to push toward the ending, only interrupted by an Alleluia in the children’s choir that resembles the Gregorian chant. The finale is amazing: three big Amens, but…, wait…, a soft chord in the offstage brass remind us that Credo is supposed to be part of a BIG Mass to be completed soon. So this is not really THE END. This recording is great: the choirs, the orchestra, the soloists, the CONDUCTOR, but the one who should REALLY be praised is the composer. Bravi!

F.J. Rivera

Penderecki – Credo

1. Credo: I. Credo In Unum Deum
2. Credo: II. Qui Propter Nos Homines – III. Et Incarnatus Est
3. Credo: IV. Crucifixus
4. Credo: V. Et Resurrexit Tertia Die
5. Credo: VI. Et In Spiritum Sanctum – VII. Et Vitam Venturi Saeculi

Juliane Banse, Soprano / Milagro Vargas, Mezzosoprano / Marietta Simpson, Mezzosoprano / Thomas Randle, Tenore / Thomas Quasthoff, Basso
Helmuth Rilling, conductor
Oregon Bach Festival Orchestra and Choir

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Descanse em paz!

PQP (2008) / Pleyel (2020)

J. S. Bach (1685-1750): Violin & Voice

J. S. Bach (1685-1750): Violin & Voice

Este é um CD apenas OK, nada mais. A ideia foi boa, mas a escolha das árias parece ter passado por cima do conceito de beleza para abraçar outros critérios. O critério comercial? Sei lá. Como filho de Bach, tenho coleções de árias na minha cabeça e acho que este CD apenas acertou em 50% das tentativas. Ah, o disco é uma seleção de árias de Cantatas e Paixões que incluem voz e violino, certo? Pois é como ia dizendo, há dezenas delas, mas a escolha foi assim assim. Quem rouba o disco é o sensacional Matthias Goerne, que é um barítono alemão realmente maravilhoso. Já Christine Schafer é apenas aceitável. Não curti muito a cantora. Acho que foi isso. Paciência.

O disco costuma ser muito elogiado. Vai ver estou errado…

J. S. Bach (1685-1750): Violin & Voice

1. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.51 Aria (Bass): ”Gebt Mir Meinen Jesum Wieder” 2:59
2. Wachet Auf, Ruft Uns Die Stimme Cantata, BWV 140 – Arie (Duett): ”Wann Kommst Du, Mein Heil?” 5:44
3. Cantata, BWV 204 ”Ich Bin Vergnügt” – Aria ”Die Schätzbarkeit Der Weiten Erde” 4:13
4. Liebster Jesu, Mein Verlangen Cantata, BWV 32 – 3. Aria: Hier, In Meines Vaters Stätte 7:09
5. Zerreißet, Zersprenget, Zertrümmert Die Gruft Dramma Per Musica, BWV 205 – 9. Aria Soprano: ”Angenehmer Zephyrus” 3:29
6. Mass In B Minor, BWV 232/Gloria – Laudamus Te 3:50
7. Ich Lasse Dich Nicht, Du Segnest Mich Denn (Cantata BWV 157) – Ja, Ja Ich Halte Meinen Jesum Fest 6:18
8. Cantata ”Wer Mich Liebet, Der Wird Mein Wort Halten” BWV 59 – 4. Aria: ”Die Welt Mit Allen Königreichen” 3:06
9. Cantata, BWV 58 ”Ach Gott, Wie Manches Herzeleid” – Aria ”Ich Bin Vergnügt In Meinem Leiden” (Soprano) 3:44
10. Cantata, BWV117 – 6. Wenn Trost Und Hülf’ Ermangeln Muß 4:03
11. Der Friede Sei Mit Dir: Cantata, BWV 158 – 2. Aria & Choral: Welt, Ade, Ich Bin Dein Müde 5:49
12. St. Matthew Passion, BWV 244 / Part Two – No.39 Aria (Alto): ”Erbarme Dich” 6:29

Hilary Hahn
Matthias Goerne
Christine Schafer

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PQP gosta
Não funcionou, Hahn

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Bennet / Browne / Coleman / Pearce / Purcell / Ravenscroft: Purcell in The Ale House

Bennet / Browne / Coleman / Pearce / Purcell / Ravenscroft: Purcell in The Ale House

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A part song é uma forma de canção coral secular organizada em várias partes vocais. Essas canções são comumente cantadas por um coral de soprano-contralto-tenor-barítono ou por um conjunto masculino ou feminino. O Pro Cantione Antiqua é masculino. Criada no período elisabetano, essa música geralmente é homofônica — o que significa que a parte mais aguda carrega a melodia e as outras vozes ou partes fornecem as harmonias que a acompanha — mas também podem ser altamente polifônicas, como a maioria das deste disco. São cantadas sempre a cappella, isto é, sem acompanhamento. Esta música foi criada na Grã-Bretanha e pode ser muito divertida, cantando piadas, amores, poemas líricos ou satíricos. O Pro Cantione Antiqua é um conjunto especialista neste gênero de repertório e, bem, eles dão um show pra nós.

Já sei que vai ter um monte de gente pedindo as Lute Songs. Não adianta pedir. É só conseguir que eu acrescento aqui. Este é um blog colaborativo, não temos SAC ou Central de Atendimento. Temos um Setor de Foda-se que está 24h à disposição de vocês. Quando algum de vocês quiserem pedir algo, façam-no com muitos elogios, salamaleques, agrados e bombons. Ou fodam-se.

Bennet / Browne / Coleman / Pearce / Purcell / Ravenscroft: Purcell in The Ale House
Part Songs
1 Hey Ho, To The Greenwood
Written-By – Thomas Ravenscroft
1:06
2 Luer Falconers
Written-By – John Bennet
1:37
3 Hey Trola, Trola
Written-By – Edward Pearce
3:08
4 We Cats When Assembled
Written-By – Richard Browne (2)
2:20
5 Round About In A Fair Ring
Written-By – John Bennet
1:06
6 Yonder Comes
Written-By – Thomas Ravenscroft
6:25
7 Since Time So Kind
Written-By – Henry Purcell
1:23
8 I Cannot Come Every Day
Written-By – Thomas Ravenscroft
2:57
9 Once, Twice, Thrice
Written-By – Henry Purcell
1:43
10 Tomorrow The Fox Will Come
Written-By – Thomas Ravenscroft
2:09
11 Canst Thou Love
Written-By – Thomas Ravenscroft
2:11
12 Celia Learning On A Spinnet
Written-By – Henry Purcell
1:44
13 Who Liveth So Merry
Written-By – Thomas Ravenscroft
1:51
14 Long Have We Bin Perplext
Written-By – Thomas Ravenscroft
2:03
15 Hey Ho, Nobody At Home
Written-By – Thomas Ravenscroft
1:03
16 Give Us Once A Drink
Written-By – Thomas Ravenscroft
2:58
17 Would You Know
Written-By – Henry Purcell
1:14
18 The Glories Of Our Birth
Written-By – Edward Coleman
4:04
19 Under This Stone
Written-By – Henry Purcell
1:55
20 Who’s The Fool Now?
Written-By – Thomas Ravenscroft
1:42

Pro Cantione Antiqua

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Quem ouvir o CD entenderá

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Jan Dismas Zelenka (1679-1745): Hipocondrie à 7 Concertanti / Alcune Arie (Virtuosi di Praga, Vlcek)

Jan Dismas Zelenka (1679-1745): Hipocondrie à 7 Concertanti / Alcune Arie (Virtuosi di Praga, Vlcek)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

(Em razão do repertório).

Sim, um excelente, um lindíssimo disco pelo repertório. Já a execução é antiguinha, naquele estilo cravo + instrumentos modernos de Karl Richter. Só que as músicas são tão boas que tudo vale a pena. Nada vale a pena, ó meu amor longínquo, senão o saber como é suave saber que nada vale a pena… (Fernando Pessoa)

Este CD traz uma peça instrumental — a sensacional Hipocondrie à 7 Concertanti e algumas esplêndidas árias. Tudo, olha, tudo MUITO BOM.

Bem, Jan Dismas Zelenka foi um compositor barroco boêmio.  Ele escreveu música instrumental e vocal, embora a maior parte de sua obra seja dedicada à música religiosa. Sua música é pouco convencional e de grande originalidade. Apesar disso, e pelo fato de Zelenka ser considerado um compositor muito conservador em sua época (tal como Johann Sebastian Bach), a maior parte de sua obra caiu no esquecimento após sua morte, e não foi antes do fim do século XX que algumas de suas obras voltaram a ser interpretadas. A maior parte de sua música religiosa foi escrita para a corte de Dresden, que se convertera ao catolicismo por questões políticas. Nesse tipo de música, Zelenka une as técnicas de composição antigas, baseadas sobre um contraponto muito estrito, conseguindo desta maneira obras de grande expressividade. Conhecem-se cerca de 20 missas, fragmentos de missas, responsórios, dois Magnificats, numerosos salmos, e três oratórios: Gesù al Calvario, Il Serpente de bronzo e I penitente al Sepolcro.

Jan Dismas Zelenka (1679-1745): Hipocondrie à 7 Concertanti / Alcune Arie (Virtuosi di Praga, Vlcek)

1 Hipocondrie à 7 Concertanti (ZWV 187)
2 Alcune Arie (ZWV 176) IV
3 Alcune Arie VI
4 Alcune Arie V
5 Alcune Arie III
6 Alcune Arie VIII

Zdena Kloubova (S)
Marta Benackova (A)
Ivan Kusnjer (B)
Five arias of eight: no. 3 (for A), 4 (for S), 5 (for S), 6 (for A) and 8 (for B).
Virtuosi di Praga
Oldrich Vlcek

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Zelenka: homens mais bonitos já passaram pelo PQP Bach

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): As Três Últimas Sonatas para Piano (2020) #BTHVN250

Ludwig van Beethoven (1770-1827): As Três Últimas Sonatas para Piano (2020) #BTHVN250

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Os melhores pianistas vivos em nosso planeta são Maurizio Pollini, Martha Argerich, Grigory Sokolov e Angela Hewitt. Dito assim como se fosse uma lei — e para mim é –, escrevamos um pouco sobre o último CD deste semideus. É que Pollini acaba de regravar as 3 últimas sonatas para piano de Beethoven. Ele gravara as 5 últimas em 3 lendários discos de vinil nos anos 70, após transformados em um CD duplo. Estas foram gravações ultrapremiadas — campeoníssimas mesmo! — que se tornaram referência absoluta.

De qualquer modo, a DG tinha uma dívida no ciclo Beethoven de Maurizio Pollini, lançado em 2014 e que continha gravações que vinham desde o final da década de 1970 até a de 2010. As últimas sonatas para piano, nº 28-32, eram as únicas que estavam em gravação analógica, enquanto que algumas das outras sonatas tinham sido regravadas em formato digital antes do lançamento do ciclo completo. É que havia o consenso geral — se isso é possível no mundo das críticas da música clássica –, de que simplesmente não havia necessidade de regravar algumas das performances mais destacadas de Beethoven no catálogo, especialmente o “Hammerklavier” e o Op. 111, tal a perfeição do que Pollini fez nos anos 70. Seria impossível superar aquilo. Mas o evento dos 250 anos de Beethoven falou mais alto, e aqui temos novas performances ao vivo e digitais das três últimas sonatas para piano.

Aqui, nesta gravação ao vivo de 2020, Pollini está soltíssimo e, inclusive, canta à bocca chiusa consigo mesmo algumas vezes. E volta a prestar um ótimo serviço apresentando as sonatas da maneira mais precisa e limpa possível, sem efeitos grandiosos. Suas performances são lúcidas e fluidas, especialmente nas muitas passagens contrapontísticas que aparecem regularmente como características dessas obras. Antigamente, alguns acusavam Pollini de ser cerebral demais, mas quaisquer dúvidas sobre seu envolvimento emocional podem ser descartadas quando se ouve os movimentos lentos dos Op. 109 e 111. São performances sublimes.

E o que ele faz novamente na Arietta? Meu deus é Pollini!

Ludwig van Beethoven (1770-1827): As Três Últimas Sonatas para Piano

Piano Sonata No. 30 in E Major, Op. 109
1.1 1. Vivace, ma non troppo – Adagio espressivo 3:20
1.2 2. Prestissimo 2:15
1.3 3a. Gesangvoll, mit innigster Empfindung (Andante molto cantabile ed espressivo) 1:50
1.4 3b. Variation I: Molto espressivo 1:35
1.5 3c. Variation II: Leggiermente 1:27
1.6 3d. Variation III: Allegro vivace 0:25
1.7 3e. Variation IV: Etwas langsamer als das Thema 2:08
1.8 3f. Variation V: Allegro, ma non troppo 0:50
1.9 3g. Variation VI: Tempo I del tema 2:55

Piano Sonata No. 31 in A-Flat Major, Op. 110
1.10 1. Moderato cantabile molto espressivo 5:28
1.11 2. Allegro molto 1:53
1.12 3a. Adagio ma non troppo 3:11
1.13 3b. Fuga (Allegro ma non troppo) 6:05

Piano Sonata No. 32 in C Minor, Op. 111
1.14 1. Maestoso – Allegro con brio ed appassionato 7:40
1.15 2a. Arietta. Adagio molto semplice e cantabile 2:14
1.16 2b. Variation I 1:49
1.17 2c. Variation II 1:48
1.18 2d. Variation III 1:50
1.19 2e. Variation IV 4:17
1.20 2f. Variation V 3:10

Total Playing Time 56:10

Maurizio Pollini, Piano

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Pollini, Martha e aquele metido.

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.: interlúdio :. Duke Ellington: Paris, March 1964

.: interlúdio :. Duke Ellington: Paris, March 1964

A(s) big band(s) formadas por Duke Ellington são inacreditáveis. Todos parecem ser grandes solistas e ninguém erra. E a banda se transmuta de grande em pequena, quando quer, atuando em perfeitos subconjuntos. O som deste CD não é  o melhor, mas na terceira faixa já esquecemos disso, tal a qualidade da música e dos músicos. Ellington foi grande compositor e arranjador. Nada parece ser ocioso ou fora do lugar.

Depois de uma longa excursão pela Ásia, incluindo o Sri Lanka, e depois de duas semanas no Reino Unido, de 15 de fevereiro a 1 de março, a orquestra desembarcou no continente no dia 2, em Stuttgart, viajando por várias cidades até o dia 23, data do último concerto em Limoges. Acrescente a essa agenda estonteante o fato de que a banda costumava dar dois shows por dia e que alguns músicos às vezes realizavam sessões de gravação à tarde… Entre outras maravilhas, temos aqui cinco extratos (faixas 2 a 5 e 13) do que se tornaria em 1966 a Far East Suite, que ouvimos aqui pela primeira vez.

Duke Ellington: Paris, March 1964

1 Take The ”A” Train
2 Amad
3 Agra
4 Bluebird Of Delhi (Minah)
5 Depk
6 The Opener
7 Happy Reunion
8 Blow By Blow
9 Harmony In Harlem
10 Stompy Jones
11 Caravan
12 Tutti For Cootie (Fade Up)
13 Isfahan
14 Things Ain’t What They Use To Be
15 Banquet
16 Skillipoop (Jungle Triangle)
17 Satin Doll

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Ellington na banheira da Suíte Ducal do Palácio PQP Bach

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.: interlúdio :. Duke Ellington: Les Girls! (The Girls Suite & Toot Suite Premieres) 1958-1963

.: interlúdio :. Duke Ellington: Les Girls! (The Girls Suite & Toot Suite Premieres) 1958-1963

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Gente, que CD! Se ele contivesse apenas a Toot Suite já seria imperdível, mas ele tem muito mais. Tem até Ella e Dinah em duas faixas. Uma coisa de louco!

Edward Kennedy “Duke” Ellington (Washington, 29 de Abril de 1899 — Nova Iorque, 24 de Maio de 1974) foi um compositor de jazz, pianista e líder de orquestra estadunidense eternizado com a alcunha de “The Duke” e distinguido com a Presidential Medal of Freedom (condecoração americana) em 1969 e com a Legião de Honra (condecoração francesa) em 1973, sendo ambas as distinções as mais elevadas que um civil pode receber. Foi ainda o primeiro músico de jazz a entrar para a Academia Real de Música de Estocolmo, e foi honoris causa nas mais importantes universidades do mundo.

A música de Duke Ellington foi uma das maiores influências no jazz desde a década de 1920 até à de 1960. Ainda hoje suas obras têm influência apreciável e é, por isso, considerado o maior compositor de jazz americano de todos os tempos. Entre os seus muitos êxitos encontram-se “Take the A Train” (letra e música por Billy Strayhorn), “Satin Doll”, “Rockin’ in Rhythm”, “Mood Indigo”, “Caravan”, “Sophisticated Lady”, e “It Don’t Mean a Thing (If It Ain’t Got that Swing)”. Durante os anos 20 e 30, Ellington partilhava frequentemente seus créditos de compositor com seu manager Irving Mills, até que no final dos anos 30 desentenderam-se. Billy Strayhorn passou a ser o colaborador de Ellington (nem sempre creditado como tal) desde 1940 até à sua morte nos anos 70.

Ellington tinha a preocupação de adaptar as suas composições de acordo com o talento dos músicos que compunham a sua orquestra, entre eles estiveram Johnny Hodges, Bubber Miley, Joe “Tricky Sam” Nanton, Barney Bigard, Ben Webster, Harry Carney, Sonny Greer, Otto Hardwick, e Wellman Braud. Muitos músicos permaneceram ao lado de Ellington durante décadas.

Durante toda a sua vida gostou de fazer música experimental (em busca de novas sonoridades), gravou com John Coltrane e Charles Mingus e ainda com a sua dotada orquestra. Nos anos 40 e 50, a banda atingiu um pico criativo, quando escreveu para orquestra a várias vozes com grande criatividade.

Duke Ellington: Les Girls! (The Girls Suite & Toot Suite Premieres) 1958-1963

NBC Telecast, “Bell Telephone Hour-American Festival”, New York, February 10, 1959
1 –Duke Ellington With Ella Fitzgerald Medley: Satin Doll – Don’t Get Around Much Anymore – Caravan – Mood Indigo – I’m Just A Lucky-So-And-So – Caravan – Do Nothing Till You Hear From Me – I’m Beginning To See The Light 11:15

Monterey Jazz Festival, Fair Grounds, Monterey, Cal., September 23, 1961
“The Girls Suite”
2 –Duke Ellington And His Orchestra Girls 3:46
3 –Duke Ellington And His Orchestra Sarah 2:00
4 –Duke Ellington And His Orchestra Lena 3:14
5 –Duke Ellington And His Orchestra Mahalia 3:53
6 –Duke Ellington And His Orchestra Dinah 4:26

State Fair Grounds, Detroit, Mich., August 26, 1963
7 –Duke Ellington And His Orchestra With Dinah Washington Spoken Introduction By Duke Ellington 1:24
8 –Duke Ellington And His Orchestra With Dinah Washington Do Nothing Till You Hear From Me 2:57
9 –Duke Ellington And His Orchestra With Dinah Washington Evil Gal Blues 2:39

Same Date, Dinah Washington
10 –Duke Ellington And His Orchestra Jam With Sam 5:37

Sheraton Hotel, French Lick, Ind., August 15, 1958
“Toot Suite”
11 –Duke Ellington And His Orchestra Red Garter 4:53
12 –Duke Ellington And His Orchestra Red Shoes 4:46
13 –Duke Ellington And His Orchestra Red Carpet 8:30
14 –Duke Ellington And His Orchestra Ready Go 4:06

Track 1:
DUKE ELLINGTON AND ELLA FITZGERALD
Ella Fitzgeral (voc) – Duke Ellington (p) – Jim Hall (g) – Wilfred Middlebrooks (b) – Gus Johnson (b) + studio orchestra.
NBC telecast, “Bell Telephone Hour-American Festival”, New York, February 10, 1959

Tracks 2-6:
DUKE ELLINGTON AND HIS ORCHESTRA
Willie Cook, Ed Mullens, Cat Anderson, Ray Nace (tp) – Lawrence Brown, Lou Blackburn (tb) – Chuck Connors (btb) – Johnny Hodges (as) – Russell Procope (cl, as) – Jimmy Hamilton (cl, ts) – Paul Gonsalves (ts) – Harry Carney (bar) – Duke Ellington (p, cond) – Aaron Bell (b) – Sam Woodyard (d)
Monterey Jazz Festival, Fair Grounds, Monterey, Cal., September 23, 1961
“The Girls Suite” (D. Ellington, B. Strayhorn)

Tracks 7-9:
DUKE ELLINGTON AND HIS ORCHESTRA WITH DINAH WASHINGTON
Willie Cook, Rolf Ericson, Cat Anderson, Cootie Williams, That Jones (tp) – Lawrence Brown, Buster Cooper (tb) – Chuck Connors (btb) – Johnny Hodges (as) – Hilton Jefferson (as) – Jimmy Hamilton (cl,ts) – Harry Carney (bar) – Duke Ellignton (p, cond) – Ernie Shepard (b) – Sam Woodyard (d) – Dinah Washington (voc).
State Fair Grounds, Detroit, Mich., August 26, 1963

Track 10:
DUKE ELLINGTON AND HIS ORCHESTRA
Same date, Dinah Washington out.

Tracks 11-14:
DUKE ELLINGTON AND HIS ORCHESTRA
Haold Baker, Cat Anderson, Clark Terry, Ray Nance (tp) – Britt Woodman, Quentin Jackson (tb) – John Sanders (v-tb) – Johnny Hodges (as) – Russel Procope (cl, as) – Jimmy Hamilton (cl, ts) – Paul Golsalves (ts) – Harry Carney (bar) – Duke Ellington (p, cond) – Jimmy Weoode (b) – Sam Woodyard (d).
Sheraton Hotel, French Lick, Ind., August 15, 1958
“Toot Suite” (D. Ellington, B. Strayhorn)

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J. S. Bach (1685-1750) & C.P.E. Bach (1714-1788): Magnificat

J. S. Bach (1685-1750) & C.P.E. Bach (1714-1788): Magnificat

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O repertório deste disco é extraordinário. Johann Sebastian foi um barroco tardio e maior gênio musical de todos os tempos. Já seu filho mais talentoso, Carl Philipp Emanuel, tinha ares muito mais modernos, beethovenianos. Nestas duas obras sacras de primeiríssima linha, isso fica muito claramente demonstrado.

Bem, mudando de assunto — até porque há vasta bibliografia sobre os Magnificats do CD –, se há um grupo há décadas extinto e que ainda amo apaixonadamente, este é o Collegium Aureum de Franzjosef Maier (1925-2014). Eles foram um dos pioneiros da música historicamente informada. Mas recusavam a coisa matemática dos primeiros grupos e faziam REALMENTE MÚSICA num tempo em que o pessoal dos instrumentos originais fazia apenas coisas insossas e prevaleciam verdadeiros monstrengos como Karl Richter e a sua Orquestra Bach de Munique, movida a romantismo e instrumentos modernos. Grande Franzjosef Maier!, cujos discos pela Harmonia Mundo alemã eram caçados — com sucesso — por mim na periférica e provinciana Porto Alegre. Esta gravação, de 1995, já não tem Maier na regência — ele estava se aposentando –, mas ele ainda era diretor do Collegium Aureum. Pouco tempo depois, ainda nos anos 90, o conjunto dissolveu-se. Sabem quem tocou na orquestra? Bob van Asperen, Gustav Leonhardt, Hans-Martin Linde, Barthold Kuijken, Helmut Hucke, Reinhard Goebel…

Franzjosef Maier aprendeu piano, violino e viola em tenra idade. Desde 1938, frequentava o Conservatório de Augsburg, depois a Academia de Munique e, finalmente, de 1940 a 44, frequentou a escola musical de Frankfurt com Wilhelm Isselmann (1902-1987) e Kurt Thomas. Imediatamente após a guerra e a prisão, ele estudou, de 1946 a 1948, na Universidade de Música de Colônia, incluindo composição com Philipp Jarnach. Em 1948, ele co-fundou o Collegium Musicum de Música Antiga da Rádio do Noroeste da Alemanha. Ao mesmo tempo, tocou em vários conjuntos de câmara. Foi 2º violinista do Quarteto Schäffer, com o qual gravou todos os quartetos de Mozart e Beethoven.

De 1949 a 1959, lecionou no Conservatório Robert Schumann, em Düsseldorf. De 1959 a 1992, Maier foi professor de violino na Universidade de Música de Colônia. Em 1964, ele montou um estúdio para música antiga lá, autodidata que era no violino barroco .

Maier desempenhou um papel significativo no desenvolvimento da cena musical de Colônia desde a metade dos anos 50. Seus alunos foram violinistas barrocos conhecidos como Reinhard Goebel (Musica Antiqua Köln), Werner Ehrhardt, (Concerto Köln, L’arte del mondo), Manfredo Kraemer (Le concert des Nations e The Rare Fruits Council), Gustavo Zarba (Orchestra of the Eighteenth Century), etc.

Em 1964, como Konzertmeister, ele assumiu a direção do Collegium Aureum, fundado pela gravadora Deutsche Harmonia Mundi, que fazia gravações inovadoras para a prática histórica da performance na época. Maier optou pelo uso de instrumentos barrocos originais e um estilo de interpretação apropriado à época respectiva.

Franzjosef Maier morreu em 16 de outubro de 2014 em Bergisch Gladbach.

É alguém para não ser esquecido.

J. S. Bach (1685-1750), C.P.E. Bach (1714-1788) : Magnificat

Magnificat In D Major, BWV 243
1 Magnificat Anima Mea 3:14
2 Et Exsultavit Spiritus Meus 2:35
3 Quia Respexit Humilitatem 2:23
4 Omnes Generationes 1:23
5 Quia Fecit Mihi Magna 2:12
6 Et Misericordia 3:58
7 Fecit Potentiam 1:47
8 Deposuit Potentes 2:26
9 Esurientes Implevit Bonis 3:14
10 Suscepit Israel 1:57
11 Sicut Locutus Est 1:31
12 Gloria Patri 1:56

Magnificat Wq. 215
13 Magnificat Anima Mea 3:03
14 Quia Respexit Humilitatem 6:15
15 Quia Fecit Mihi Magna 4:27
16 Et Misericordia 5:24
17 Fecit Potentiam 4:25
18 Deposuit Potentes 6:38
19 Suscepit Israel 4:18
20 Gloria Patri 1:58
21 Sicut Erat 6:17

Alto Vocals – Andreas Stein (2) (tracks: 1 to 12)
Bass Vocals – Roland Hermann (tracks: 13 to 21)
Bass Vocals, Baritone Vocals – Siegmund Nimsgern (tracks: 1 to 12)
Choir – Tölzer Knabenchor
Conductor of the Choir- Gerhard Schmidt-Gaden
Conductor – Kurt Thomas
Contralto Vocals – Maureen Lehane (tracks: 13 to 21)
Director – Franjosef Maier
Ensemble – Collegium Aureum
Soprano Vocals – Elly Ameling (tracks: 13 to 21), Peter Hinterreiter (tracks: 1 to 12), Walter Gampert (tracks: 1 to 12)
Tenor Vocals – Theo Altmeyer

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O grande e genial Franzjosef Maier (1925-2014)

PQP

.: interlúdio :. Duke Ellington – Stockholm, June 1963

.: interlúdio :. Duke Ellington – Stockholm, June 1963

O ano de 1963 foi lotado de compromissos para a orquestra de Ellington, entre uma longa turnê europeia de 9 de janeiro a 4 de março e uma excursão não menos longa ao Oriente Médio e Ásia, de 6 de setembro a 22 de novembro, de Damasco a Bombaim, via Bagdá, Teerã e Cabul… Sim, parecia o time do Santos com Pelé. Menos conhecido é o fato de que a orquestra viajou à Europa no verão de 63 e passou a maior parte de junho na Suécia. Incrível a naturalidade e a atmosfera calorosa, descontraída e informal destes concertos dos quais oferecemos aqui trechos. É o exemplo acabado do que gostaríamos de ouvir com mais frequência em disco. Música tocada com alegria e entusiasmo, às vezes com erros, mas cheia de surpresas e momentos de pura loucura…

Duke Ellington – Stockholm, June 1963

1 Take The “A” Train
2 Jeep’s Blues
3 Rose Of The Rio Grande
4 Kinda Dukish / Rockin’ In Rhythm
5 In A Sentimental Mood
6 Mr Gentle And Mr Cool
7 I Let A Song Go Out Of My Heart / Don’t Get Around Much Anymore
8 Entr’acte
9 I Didn’t Know About You
10 Suite Thursday, 1st Mouv.: Misfit Blues
11 Suite Thursday, 2nd Mouv.: Schwiphti
12 Suite Thursday, 3rd Mouv.: Sweet Zurzday
13 Suite Thursday, 4th Mouv.: Lay-By
14 Laura
15 Afro-Bossa

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Assim como Pelé em 1963, Duke Ellington não parava de viajar e de fazer gols.

PQP

Purcell / Mancini / Frescobaldi: Amour et Mascarade – Música Barroca Inglesa e Italiana

É difícil entender a motivação deste disco, mas que ele é sensacional, é. Trata-se de uma coleção de obras barrocas que inclui músicas de compositores ingleses e italianos, instrumentais e vocais, seculares e sagrados, executadas pelo grupo francês Ensemble Amarillis com a soprano Patricia Petibon e o tenor Jean- François Novelli. Para o ouvinte que procura uma variedade geral de peças da época barroca, executadas com energia animada, ele é a pedida certa. Destacam-se as faixas vocais com Petibon e Novelli. Petibon, a brilha na música de Purcell e de Mancini, é um prazer ouvi-la. Seu tom é absolutamente puro e seguro. As obras de Purcell, em particular, oferecem a ela a oportunidade de exibir uma notável variedade de cores tonais e sombras dramáticas sutilmente diferenciadas; sua apresentação do lamento The Plaint é uma maravilha de expressividade musical e dramática. Ela está igualmente em casa no alegre e sexy Sound the trumpet, no qual ela se junta à Novelli. Eles (com a assistência de Purcell) transformam o texto em uma metáfora erótica, cheia de provocações que não são de todo claras na partitura, mas que, nessa performance, saltam com alegria maliciosa. As faixas instrumentais não são, em geral, tão bem sucedidas quanto as árias. As performances são animadas, e o repertório é agradável e muitas vezes divertido, mas falta algo. As deliciosas performances vocais mais do que compensam quaisquer ressalvas, e fazem deste um disco que você não pode perder.

1 The Furies
Composed By – Anonymous
1:30
2 Bid The Virtues
Composed By – Henry Purcell
3:35
3 Canzon Terza
Composed By – Girolamo Frescobaldi
3:40
4 Canzon Quinta
Composed By – Girolamo Frescobaldi
5:00
5 Canzon Prima
Composed By – Girolamo Frescobaldi
3:41
6 Canzon Sesta
Composed By – Girolamo Frescobaldi
3:06
7 O Dive Custos
Composed By – Henry Purcell
7:47
8 The Fairey Masque
Composed By – Anonymous
2:49
9 Cupararee Or Graysin
Composed By – Anonymous
2:04
10 The Plaint
Composed By – Henry Purcell
8:11
11 The Ladies Masque
Composed By – Anonymous
1:47
12 Sound The Trumpet
Composed By – Henry Purcell
2:25
13 The Coates Masque
Composed By – Anonymous
1:50
14 The Second Witches Dance
Composed By – Anonymous
1:37
15 Quanto Dolce e Quell Adore – Largo
Composed By – Francesco Mancini
6:29
16 Quanto Dolce e Quell Adore – Recitatif
Composed By – Francesco Mancini
0:48
17 Quanto Dolce e Quell Adore – Allegro
Composed By – Francesco Mancini
4:18

Ensemble Amarillis:
Heloise Gaillard (flutes a bec et hautbois baroque),
Violaine Cochard (clavecin orgue),
Ophelie Gaillard (violoncelle),
Richard Myron (contrebasse).
Patricia Petibon (Soprano) e
Jean-Francois Novelli (Tenor)

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PQP

C. Franck (1822-1890) & D. Shostakovich (1906-1975): Sonatas para Violino

C. Franck (1822-1890) & D. Shostakovich (1906-1975): Sonatas para Violino

Um disco apenas bom da dupla de irmãos armênios Lusine e Serguey Khachatryan. Este CD apresenta sonatas para violino de Franck e Shostakovich. A Sonata de César Franck foi escrita em 1886 e, como sua sinfonia, tem seus movimentos unidos pelo uso cíclico de um mesmo tema que os conecta. Tornou-se um dos trabalhos de câmara mais populares do repertório para piano e violino. Acho que esta gravação da soneta é bem superior. A Sonata para violino de Dmitri Shostakovich foi escrita em 1969 e é uma obra de extraordinária intensidade. O piano geralmente é um parceiro igual na peça e não acompanha tanto o violino. Toca junto. A melodia serpenteante que abre a peça foi uma das primeiras incursões de Shostakovich no método de Schoenberg e o sentimento inquieto e irônico que ela introduz é mantido por toda a peça. Mas não é das principais peças do russo.

C. Franck (1822-1890) & D. Shostakovich (1906-1975): Sonatas para Violino

Violin Sonata In A Major
Composed By – César Franck
1 Allegro Ben Moderato 6:15
2 Allegro 9:12
3 Recitativo Fantasia, Ben Moderato 7:37
4 Allegro Poco Mosso 6:39

Violin Sonata Opus 134
Composed By – Dmitri Shostakovich
5 Andante 10:08
6 Allegretto 6:08
7 Largo 14:14

Piano – Lusine Khachatryan
Violin – Sergey Khachatryan

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Serguey e Lusine

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Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 5

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 5

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Muito famosa em razão do Adagietto — utilizado por Luchino Visconti em A Morte em Veneza — a Sinfonia Nº 5 é muito bela e também difícil de ser tocada. As interpretações de Mahler a cargo de Sir Simon Rattle são amplamente reconhecidas com elogios da crítica mundial. Muitas delas estão entre as melhores versões disponíveis. De fato, a maioria recebeu prêmios de algumas das organizações e publicações musicais mais prestigiadas do mundo, entre elas o Gramophone no Reino Unido; Diapason na França, Grammy nos EUA, além de prêmios da Alemanha, Holanda, Canadá e República Tcheca.

A 5ª é marcadamente diferente de suas antecessoras. A capacidade de renovação de Mahler é surpreendente e não há duas sinfonias iguais, sendo que nenhum dos cinquenta movimentos nessas sinfonias segue o mesmo padrão. Esta sinfonia é puramente instrumental e segue uma forma sinfônica mais convencional, apesar de suas dificuldades.

A última gravação da 5ª de Mahler que ouvi foi a de Abbado e certamente há uma grande diferença. A perspectiva de Rattle sobre Mahler é muito diferente. Talvez Abbado fosse um otimista, enquanto Rattle é pessimista. Fico com o inglês. Onde Abbado dá um grande suspiro de alívio e esperança, Rattle estremece em desespero. A semelhança entre as duas leituras também é clara, não apenas porque Abbado e Rattle compartilharam a mesma orquestra, mas também porque ambos estão de olho nos detalhes.

Destaque para a fantástica participação do trompista Stephan Dohr no terceiro movimento.

Esta gravação é e permanecerá como uma das principais performances da Quinta de Mahler. Ela tem tempi vibrantes e permite que os detalhes da orquestração brilhem. Uma joia!

Symphony No. 5 In C-Sharp Minor (69:07)

1-1 I: Trauermarsch (In Gemessenem Schritt. Streng. Wie Ein Kondukt) 13:04
1-2 II: Stürmisch Bewegt (Mit Größter Vehemenz) 14:24
1-3 III: Scherzo (Kräftig, Nicht Zu Schnell) 16:56
1-4 IV: Adagietto (Sehr Langsam) 9:33
1-5 V: Rondo — Finale (Allegro) 15:02

Orquestra Filarmônica de Berlim
Sir Simon Rattle

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Mahler perdeu-se no Grande Lago dos Melômanos da Sede Rural da PQP Bach Corp.

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.: interlúdio :. Duke Ellington — 2nd Sacred Concert [Live]

.: interlúdio :. Duke Ellington — 2nd Sacred Concert [Live]

OK, é Duke Ellington, mas também é aquela babação àquele amigo imaginário. Mas é Ellington. E há uma big band. E há um coral. E há uma boa cantora. Sueca. Mas há uma narração de Duke que é bem chatinha. Mas é Ellington. Supreeeeeeeme Beeeeeeing. Ouvir as orquestrações, o som inimitável de Ellington… A gente suporta até o terror da louvação.

O 2º Concerto Sacro foi registrado em 22 de janeiro e 19 fevereiro de 1968 em Nova York e foi originalmente lançado como um LP duplo da Prestige Records e relançado em CD simples. É a primeira vez que a sueca Alice Babs grava com a Orquestra de Ellington. Ela cantou “Heaven” e o vocal sem palavras “T.G.T.T. (Too Good To Title)”. Cootie Williams rosna seu trompete em “The Shepherd (Who Watches Over The Night Flock). Lindo! Esta peça é dedicada ao Rev. John Garcia Gensel, um pastor luterano que enrolava a comunidade do jazz. O final “Praise God And Dance ” vem do Salmo 150 e é muito legal. É meio jazz, meio mainstream popular dos anos 60.

Duke Ellington — 2nd Sacred Concert [Live]

1. Praise God 3:09
2. Supreme Being 11:46
3. Heaven 4:54
4. Something About Believing 8:12
5. Almighty God 6:32
6. The Shepherd (Who Watches Over The Night Flock) 7:10
7. It’s Freedom 13:00
8. Meditation 3:08
9. The Biggest And Busiest Intersection 3:58
10. T.G.T.T. 2:25
11. Praise God And Dance 10:57

Músicos:
Duke Ellington – piano, narration
Cat Anderson, Mercer Ellington, Money Johnson, Herb Jones, Cootie Williams – trumpet
Lawrence Brown, Buster Cooper, Bennie Green – trombone
Chuck Connors – bass trombone
Russell Procope – alto saxophone, clarinet
Johnny Hodges – alto saxophone
Jimmy Hamilton – clarinet, tenor saxophone
Paul Gonsalves – tenor saxophone
Harry Carney – baritone saxophone
Jeff Castleman – bass
Sam Woodyard, Steve Little – drums
Alice Babs, Devonne Gardner, Trish Turner, Roscoe Gill – vocals
The AME Mother Zion Church Choir, Choirs Of St Hilda’s and St. Hugh’s School, Central Connecticut State College Singers, The Frank Parker Singers – choirs

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O duque na antessala da Capela Ateia do Grand Hall do PQP Bach

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Antonio Vivaldi (1678-1741): Concertos para Viola d`Amore

Antonio Vivaldi (1678-1741): Concertos para Viola d`Amore

Não chega a ser um disco de levantar poeira, mas que entra no barracão no Andante do Concerto RV 396, por exemplo. Pois vocês conhecem Vivaldi — o padre vem na banguela e de repente engata a marcha e só vai e a gente acaba feliz. É o que acontece aqui. A Orchestra Of The Age Of Enlightenment, dirigida e solada por Catherine Mackintosh, formam um extraordinário conjunto, sempre competente e feliz, dentro espírito do veneziano.

A viola d’amore é um instrumento musical de cordas friccionadas. Tem 6 ou 7 cordas simpáticas, o que a faz ter de 12 a 14 cordas no total, e foi usado sobretudo no período barroco. É tocada sob o queixo do mesmo modo que o violino. O instrumento foi especialmente popular no final do século XVII, embora um especialista em viola de amor fosse raro, já que era costume um músico profissional tocar uma série de instrumentos, particularmente da família do instrumento principal desse músico. Mais tarde, o instrumento caiu em desuso, com o volume e pujança da família do violino a serem preferidos face à delicadeza e suavidade da família da viola. Todavia, houve interesse renovado pela viola d’amore no século XX: os violistas Henri Casadesus e Paul Hindemith tocaram ambos viola de amor no início do século XX, e o compositor de bandas sonoras Bernard Herrmann fez uso dela em várias obras. De notar que, tal como outros instrumentos da família do violino, a moderna viola d’amore foi alterada em estrutura face à versão do Barroco, sobretudo para suportar a tensão adicional das cordas metálicas. Leoš Janáček planeou usar a viola d’amore no seu quarteto de cordas n.º 2, “Cartas Íntimas”. O uso do instrumento era simbólico, pela natureza da sua relação com Kamila Stösslová, relação essa que inspirou a obra. Porém, a versão com a viola d’amore veio a ser impraticável nos ensaios e Janáček adaptou a obra para uma viola convencional. O bailado Romeu e Julieta de Sergei Prokofiev tem uma viola de amor.

Antonio Vivaldi (1678-1741): Concertos para Viola d`Amore

Concerto In D Major, RV 392 (11:12)
1 Allegro 4:28
2 Largo 3:25
3 Allegro 3:19

Concerto In D Minor, RV 395 (14:02)
4 Allegro 4:20
5 Andante 1:55
6 Allegro 3:47
7 Largo 4:00

Concerto In D Minor, RV 393 (9:39)
8 Allegro 3:35
9 Largo 2:26
10 Allegro 3:38

Concerto In A Minor, RV 397 (10:35)
11 Allegro 3:59
12 Largo 3:11
13 Allegro 3:25

Concerto In D Minor, RV 394 (9:53)
14 Allegro 4:23
15 Largo 1:56
16 Allegro 3:34

Concerto In A Major, RV 396 (10:47)
17 Allegro 3:21
18 Andante 4:03
19 Allegro 3:23

Orchestra – Orchestra Of The Age Of Enlightenment
Viola d’Amore, Soloist, Directed By – Catherine Mackintosh

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Jan Dismas Zelenka (1679–1745): Il Serpente Di Bronzo

Jan Dismas Zelenka (1679–1745): Il Serpente Di Bronzo

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Il Serpente di Bronzo, ZWV 61 é uma belíssima cantata sacra composta pelo tcheco Jan Dismas Zelenka (1679-1745). Foi escrita em 1730 e apresentada pela primeira vez em Dresden. O libreto usado é uma história bíblica ligeiramente modificado por Zelenka. É cantada em italiano e não é tradicional pelo fato de que Deus tem várias passagens na cantata. A história é a do povo judeu que viaja do Egito para a Terra Prometida. Três judeus — Azaria, Egla e Namuel — estão cansados ​​por terem que fazer uma jornada tão longa e começam a reclamar. Isso irrita Deus, que envia mil cobras para atormentar os blasfemadores. Moisés pede perdão e Deus manda que se lance uma serpente de bronze, daí o nome Il Serpente di Bronzo. Quem é mordido por uma cobra e vê a serpente de bronze será salvo. O fim da cantata é uma repetição do início.

Zelenka foi contratado como contrabaixista na capela da corte de Dresden em 1710, e estudou com o maestro da corte imperial Johann Joseph Fux em Viena de 1716 a 1719, depois retornando à sua posição em Dresden. Ele assumiu cada vez mais os cultos da igreja e também emergiu como compositor. Em 1730, entregou seu oratório (ou cantata) Il serpente di bronzo para a Semana Santa. Em 1736 ele foi nomeado “Kirchen-Compositeur”.

Aqui, são particularmente impressionantes a ária de Deus (cantada por Peter Kooij) e a oração de Moisés, a quem o tenor Jaroslav Brezina empresta sua voz. O Inégal, sob a condução de Adam Viktora, demonstra o mais alto nível na prática da música historicamente informada.

Jan Dismas Zelenka (1679–1745): Il Serpente Di Bronzo

1 Coro 4:40
2 Recitativo (Azaria, Namuel) 1:06
3 Aria (Namuel) 9:44
4 Recitativo (Egla) 0:34
5 Aria (Egla) 4:35
6 Recitativo Accompagnato (Dio) 1:35
7 Aria (Dio) 5:53
8 Recitativo (Azaria, Egla, Namuel) 1:26
9 Aria (Azaria) 5:54
10 Recitativo (Egla,Namuel) 1:01
11 Aria A Due (Egla, Namuel) 6:19
12 Recitativo (Mose) 1:35
13 Aria (Mose) 6:45
14 Recitativo Accompagnato (Dio) 1:15
15 Recitativo (Egla) 1:49
16 Arietta Con Recitativo (Egla, Azaria) 2:45
17 Aria (Azaria) 5:37
18 Recitativo (Mose) 1:31
19 Coro 3:13

Alto Vocals – Alex Potter, Petra Noskaiová
Bass Vocals – Peter Kooy*
Libretto By – Stefano Benedetto Palvicini*
Soprano Vocals – Hana Blažíková
Tenor Vocals – Jaroslav Březina
Ensemble – Ensemble Inégal
Conductor – Adam Viktora

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Acontece sempre.

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Philippe Verdelot (c. 1480-c. 1530): A Renaissance Songbook – The Complete Madrigal Book of 1536

Philippe Verdelot (c. 1480-c. 1530): A Renaissance Songbook – The Complete Madrigal Book of 1536

Um disco tranquilo e bonito do compositor renascentista. Philippe Verdelot foi um compositor francês da Renascença que, como tantos outros, passou a sua vida na Itália. Verdelot nasceu Les Loges, Seine-et-Marne, França. Provavelmente chegou a Itália numa idade precoce, em algumas cidades no norte da Itália, provavelmente incluindo Veneza. Verdelot é conhecido por ter sido mestre di cappella no Baptisterium San Giovanni, em Florença 1523-1525. Em 1526 colaborou com Niccolò Machiavelli, numa produção de famosa comédia A Mandrágora. Verdelot, junto com Costanzo Festa, é considerado o pai do madrigal, uma forma vocal a cappella que surgiu no final da década de 1520 a partir de uma convergência de várias correntes musicais anteriores. Os madrigais de Verdelot eram imensamente populares, como pode ser deduzido por sua frequência de reimpressão e ampla disseminação por toda a Europa no século XVI. Ele também compôs motetos e missas.

Philippe Verdelot (c. 1480-c. 1530): A Renaissance Songbook – The Complete Madrigal Book of 1536

1. Quanto sia lieto il giorno
2. Quando amor i begli occhi
3. Donna leggiadr’ et bella
4. Madonna, qual certezza
5. Madonna, qual certezza
6. Con lagrime et sospir
7. Fuggi, fuggi, cor mio
8. Dormend’un giorno a Baia
9. Igno soave
10. Amor se d’hor in hor
11. Donna che seta tra le belle bella
12. Se mai provasti donna
13. Con lagrime et sospir
14. Afflitti spirti mei
15. Ben che’l misero cor
16. Madonna il tuo bel viso
17. Divini occhi sereni
18. Se lieta e grata morte
19. Vita de la mia vita
20. Vita de la mia vita
21. Gloriar mi poss’io donne
22. Gloriar mi poss’io donne
23. Piove da gli occhi della donna ia
24. Con l’angelisco riso
25. S’io pensasse madonne
26. Madonna io sol vorrei
27. Madonna per voi ardo
28. Maddona per voi ardo

Catherine King, mezzo-soprano
Charles Daniels, tenor
Jacob Heringman, alaúde

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Esta é a única imagem que ficou de Verdelot.

PQP

Johann Georg Albrechtsberger (1735-1809): Concertos para Marranzano, Mandora e Orquestra (Stadlmair)

Johann Georg Albrechtsberger (1735-1809): Concertos para Marranzano, Mandora e Orquestra (Stadlmair)

POSTADO POR PQP BACH EM 14/4/2008, REVALIDADO POR VASSILY EM 28/1/2020, REVALIDADO POR VASSILY EM 2/2/2024.

Por que repostar esta gravação? Porque Albrechtsberger foi professor de Beethoven. Porque amanhã começaremos a postar a obra completa do aluno mais famoso de Albrechstberger neste blog. Porque Albrechtsberger certamente será mencionado nas postagens sobre Beethoven, e nós obviamente lembraremos que ele é autor desses inesquecíveis concertos. Porque nunca houve, nem haverá, um CD mais hilariante neste blog – quiçá nem na história da música de concerto. E porque nenhum blog que se preze deve ficar sem esta gravação no acervo – e, como o PQP Bach preza muito por seus pundonores, ei-la aqui de novo. Alerto para que a ordem dos concertos no novo link é diferente, e que este apresenta peças adicionais para marranzano, também com seu virtuose, o habilidoso Fritz Mayr – talvez para a orquestra poder costurar as hérnias abdominais agudas advindas das crises histéricas de gargalhadas, entre um concerto e outro [Vassily]

POSTAGEM ORIGINAL DE PQP BACH

Este disco do professor de Beethoven é sério candidato ao título de CD erudito mais engraçado de todos os tempos. Mas o humor do trabalho de Albrechtsberger é inteiramente involuntário, o que torna as coisas ainda mais… engraçadas. A Jew’s harp, instrumento conhecido no Brasil por Marranzano, foi inventado na China e é um dos mais antigos da humanidade, tendo sido inventando por volta de 300 A.C. Apesar do nome, nada tem a ver com judeus.

A cadenza do Andante (faixa 5) é das coisas mais hilariantes que já ouvi.

Johann Georg Albrechtsberger (Klosterneuburg, 3 de Fevereiro de 1735 – Viena, 7 de Março de 1809) foi um músico e compositor austríaco. Foi mestre de Beethoven, Johann Nepomuk Hummel, Ignaz Moscheles e Josef Weigl. Exerceu os cargos de organista de corte (1722) e de de mestre de capela na catedral de Santo Estêvão (1792). Compôs prelúdios, fugas e sonatas para piano e órgão. Por volta de 1765, escreveu pelo menos sete concertos para marranzano e mandora/lutina, um tipo de alaúde.

Johann Georg Albrechtsberger (1735-1809): Concertos para Marranzano, Mandora e Orquestra (Stadlmair)

1. Konzert in E major: Tempo moderato
2. Konzert in E major: Adagio
3. Konzert in E major: Finale – Tempo di menuetto

4. Konzert in F major: Allegro moderato
5. Konzert in F major: Andante
6. Konzert in F major: Menuetto – Moderato
7. Konzert in F major: Finale – Allegro molto

Fritz Mayr, Jew’s Harp
Dieter Kirsch, Mandora
Munich Chamber Orchestra
Hans Stadlmair, regência.

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LINK PARA O ARQUIVO ORIGINAL DE 2008… 

Alain Delon

G. F. Handel (1685-1759): Concerti Grossi Op. 3 Nr. 1- 6

G. F. Handel (1685-1759): Concerti Grossi Op. 3 Nr. 1- 6

Este entusiasmado CD da Kammerorchester Basel, dirigido por Julia Schröder, é realmente muito bom! Um Händel alegre e convincente! Gostei muito!

Os Concerti Grossi, Op. 3 , HWV 312-317, são seis concertos grossos de Händel compilados em conjunto e publicados por John Walsh em 1734. Hoje, os musicólogos concordam que Handel não tinha conhecimento inicial da publicação. Em vez disso, Walsh, buscando tirar proveito do sucesso comercial do Op. 6 de Corelli, simplesmente combinou várias das obras já existentes de Händel e as agrupou em seis “concertos”. A malandragem deu super certo. A estrutura do Op. 3 é um tanto incomum. Os seis concertos têm algo entre três e cinco movimentos, e apenas dois deles contém os quatro movimentos usuais. Só ocasionalmente as forças instrumentais são estabelecidas da maneira tradicional de concerto grosso.

O concerto grosso é uma forma de música barroca na qual o material musical é passado de um pequeno grupo de solistas — primeiro e segundo violinos, primeiro viola e violoncelo (o concertino) — a uma orquestra completa (o ripieno ou concerto grosso). Isso é diferente do concerto solo, que apresenta um único instrumento solo acompanhado pela orquestra.

G. F. Handel (1685-1759): Concerti Grossi Op. 3 Nr. 1- 6

Concerto Grosso B Flat Major, Op. 3/2, HWV 313
1 Vivace 1:46
2 Largo 2:46
3 Allegro 1:46
4 Menuet 1:21
5 Gavotte 2:37

Concerto Grosso B Flat Major Op. 3/1 HWV 312
6 Allegro 2:23
7 Largo 4:16
8 Allegro 1:19

Concerto Grosso G Major, Op. 3/3, HWV 314
9 Largo E Staccato 0:27
10 Allegro 2:17
11 Adagio 0:52
12 Allegro 3:11

Concerto Grosso F Major, Op. 3/4, HWV 315
13 Andante-Allegro 6:02
14 Andante 2:22
15 Allegro 1:20
16 Minuetto Alternativo 2:18

Concerto Grosso D Major, Op. 3/6, HWV 317
17 Vivace 2:40
18 Adagio 1:16
19 Allegro 4:19

Concerto Grosso D Mino, Op. 3/5, HWV 316
20 Largo 1:26
21 Allegro 2:06
22 Adagio 1:56
23 Allegro Ma Non Troppo 1:35
24 Allegro 2:31

Orchestra – Kammerorchester Basel
Directed By – Julia Schröder

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Membras da Kammerorchester Basel na Sala de Afinação e Atonalização da PQP Bach Corp.

PQP

Johannes Brahms (1833-1897) & Paul Hindemith (1895-1963): Quintetos para Clarinete

Johannes Brahms (1833-1897) & Paul Hindemith (1895-1963): Quintetos para Clarinete

Apenas 30 anos separam os quintetos de clarinete de Brahms e Hindemith. No entanto, as diferenças não são apenas nos temperamentos dos dois artistas, nem somente na diferença dos conceitos e das estéticas. O que os separa é todo o mundo que há entre a harmonia e a desordem. Mas não pense assim, apressado leitor, amo a ambos.

O quinteto para clarinete mais popular é o de Mozart (104 gravações), seguido pelo de Brahms (87), que é baseado no primeiro. Nenhuma outra peça nessa formação rivaliza com essa dupla em popularidade, embora a literatura inclua joias como os quintetos de Weber e Reger.

Assim como eu, Erico Verissimo amava o quinteto de Brahms, tanto que chamou sua autobiografia de Solo de Clarineta. Há toda uma lenda em torno da obra. É obra belíssima.

Já Hindemith nunca derreterá corações como Brahms, e, na verdade, seu quinteto coloca-se contra a tradição musical do pré-guerra. Ele é contemporâneo de vários dos concertos da série Kammermusiken, mas não tão bons. Longe de ser uma homenagem a Brahms, o trabalho parece exorcizar o mestre mais velho.

Brahms & Hindemith: Quintetos para Clarinete

Johannes BRAHMS (1833-1897)
Clarinet Quintet in B minor, op. 115 (1891) [37:48]
I. Allegro 13:29
II. Adagio 10:29
III. Andantino 4:28
IV. Con moto 9:21

Paul HINDEMITH (1895-1963)
Clarinet Quintet, op. 30 (1954 version) (1923/1954) [19:45]
I. Sehr lebhaft 2:12
II. Ruhig 6:35
III. Schneller Ländler 5:42
IV. Arioso. Sehr ruhig 2:55
V. Sehr lebhaft, wie im ersten Satz 2:19

Raphaël Sévère (clarinet)
Pražák Quartet

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Paul Hindemith e Darius Milhaud em uma daquelas coisas de “enfie a cabeça e tire uma foto”.

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Rachmaninov / Scriabin / Ligeti / Prokofiev: The Berlin Recital (Yuja Wang)

Rachmaninov / Scriabin / Ligeti / Prokofiev: The Berlin Recital (Yuja Wang)

Yuja Wang e Khatia Buniatishvili são livres para se vestirem como quiserem. É justo. Mas boa parte do público as conhecem mais através das pernas de uma e dos seios e costas da outra do que por suas qualidades musicais. É injusto. Wang é efetivamente uma tremenda pianista, mas creio que o mesmo não se possa dizer de Buniatishvili, uma instrumentista que aposta apenas na emoção. Para comprovar o que digo, este CD da DG venceu vários prêmios de melhor disco erudito solo de 2019. Isto é, Wang merece ser ouvida. O Ligeti e o Prokofiev dela são sensacionais. Já Rachmaninov e Scriabin são compositores tão estranhos a meu gosto que não vou falar. A 8ª Sonata de Prokofiev é notavelmente interpretada. Como Sviatoslav Richter, ela consegue integrar o poder e o lirismo que caracterizam os longos movimentos externos. Ao manter o Andante sognando estável, elegante e discreto, os toques expressivos de Wang tornam-se ainda mais significativos. Dos três Estudos de Ligeti, o Vertige é o melhor, e raramente soou tão suave e transparente.

Rachmaninov / Scriabin / Ligeti / Prokofiev: The Berlin Recital (Yuja Wang)

Sergey Vasil’yevich Rachmaninov (1873 – 1943)
1.Prelude in G Minor, Op. 23, No. 5 3:53
Études-Tableaux, Op. 39
2.No. 1 in C Minor 3:25
Études-Tableaux, Op. 33
3.No. 3 in C Minor 4:15
4.Prelude in B Minor, Op. 32, No. 105:32

Alexander Scriabin (1872 – 1915)
5.Piano Sonata No. 10, Op. 70 11:44

György Ligeti (1923 – 2006)
Études pour piano
6.No. 3 “Touches bloquées” 1:53
Études pour piano
7.No. 9 “Vertige” 2:39
Études pour piano
8.No. 1 “Désordre” 2:35

Sergei Prokofiev (1891 – 1953)
Piano Sonata No. 8 in B-Flat Major, Op. 84
9.1. Andante dolce 13:49
10.2. Andante sognando 4:39
11.3. Vivace 10:46

Yuja Wang, piano

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Yuja Wang: excelente pianista que aposta no seu par de pernas

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