F. J. Haydn (1732-1809): Concertos para Violoncelo

F. J. Haydn (1732-1809): Concertos para Violoncelo

Um bom disco, mas achei destituído do charme habitual do compositor. Bailey e O`Neill tocam todas as notas, mas sem a mágica que tantos já conseguiram.

O Concerto Nº 1 foi escrito entre 1761 e 1765 e estava perdido até 1961, quando o musicólogo Oldřich Pulkert descobriu uma cópia da partitura no Museu Nacional de Praga. O Nº 2 foi escrito em 1783. Sua autenticidade foi posta em dúvida até que foi descoberta uma versão rabiscada e corrigida — típica do compositor — com a letra de Haydn em 1951. Ambos concertos são belíssimos, sendo que o Nº 2 é mais relaxado e lírico do que seu antecessor, apesar de ser difícil para o solista. Imaginem que um de meus primeiros contatos com o Concerto Nº 1 foi assistindo Rostropovich no Colón…

Eu ficaria com esta gravação.

F. J. Haydn (1732-1809): Concertos para Violoncelo

1 Cello Concerto No. 1 in C Major, Hob. VIIb:1: I. Moderato 9:33
2 Cello Concerto No. 1 in C Major, Hob. VIIb:1: II. Adagio 7:55
3 Cello Concerto No. 1 in C Major, Hob. VIIb:1: III. Finale. Allegro molto 6:26

4 Cello Concerto No. 2 in D Major, Hob. VIIb:2: I. Allegro moderato 14:47
5 Cello Concerto No. 2 in D Major, Hob. VIIb:2: II. Adagio 5:04
6 Cello Concerto No. 2 in D Major, Hob. VIIb:2: III. Rondo. Allegro 4:37

Cello: Zuill Bailey
Conductor: Robin O’Neill
Orchestra/Ensemble: Philharmonia Orchestra

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Vocês acham que as gravadoras só investem na beleza feminina? Ah, tá.

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Trios “The Ghost” & “Archduke” #BTHVN250

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Trios “The Ghost” & “Archduke” #BTHVN250

Os irmãos Renaud e Gautier Capuçon e mais o pianista Frank Braley estão há tempo estabelecidos como parceiros de música de câmara. Aqui, eles tocam dois dos maiores trios para piano de Beethoven, o ‘Ghost’ e o ‘Arquiduque’. “Juntos, os três músicos têm a qualidade mais valiosa de todas na música de câmara”, escreveu The Guardian quando os Capuçons e Braley tocaram o ‘Arquiduque’ no Wigmore Hall: “eles ouvem atentamente um ao outro”. O relato que jornal dá da interpretação é que o Trio tinha um tremendo senso de coerência orgânica. Não entendo muito bem a palavra orgânica, mas OK. O comumente chamado Trio Arquiduque foi dedicado ao Arquiduque Rudolph da Áustria, o caçula de doze filhos de Leopoldo II. Rudolf era um pianista amador e patrono, amigo e aluno de composição de Beethoven. Beethoven dedicou um total de catorze composições ao arquiduque, que em troca dedicou uma de sua autoria a Beethoven. Grande coisa… O trio finaliza o chamado “período intermediário” de Beethoven. Ele começou a compor no verão de 1810 e o completou em março de 1811. Depois deste Trio, tudo virou um vendaval maravilhoso. E moderno.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Trios “The Ghost” & “Archduke”

Piano Trio No. 5 in D Major, Op. 70 No. 1, “Ghost”:
1 I. Allegro vivace e con brio 6:52
2 II. Largo assai ed espressivo 9:52
3 III. Presto 8:17

Piano Trio No. 7 in B-Flat Major, Op. 97, “Archduke”:
4 I. Allegro moderato 13:08
5 II. Scherzo. Allegro 11:27
6 III. Andante cantabile ma però con moto 12:57
7 IV. Allegro moderato 7:11

Gautier Capuçon, violoncelo
Frank Braley, piano
Renaud Capuçon, violino

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Não há nada como um pôr do sol na sede campestre do PQP Bach Musicians Resort.

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 13 e 15 (Op. 132 e 130) / Grande Fuga Op. 133 (Tetzlaff) #BTHVN250

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 13 e 15 (Op. 132 e 130) / Grande Fuga Op. 133 (Tetzlaff) #BTHVN250

Esta é uma gravação novíssima, lançada no dia 2 de abril de 2020. E olha… Já ouvi melhores. Achei a coisa meio grossa. Muita gente gritando num conjunto que às vezes parece não estar bem ajustado. Cheguei a desconfiar de mim como ouvinte. Afinal, adoro o violinista Christian Tetzlaff e sua irmã Tanja. A comprovação de minha impressão veio fácil. Logo em seguida, ouvi todos os últimos quartetos com o Ébène e depois com o Mosaïques e… Quanta diferença! Ali sim manda o estilo, ali manda Beethoven. Como já disse várias vezes, aqui no PQP costumamos estar no Olimpo das interpretações, quase nada é ruim. O Tetzlaff Quartett é extraordinário, claro — se eles dessem um Concerto em Porto Alegre eu correria a vê-los –, mas, creiam, suas interpretações destas super peças do melhor repertório de todos os tempos têm adversários bem superiores. Fazer o quê?

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 13 e 15 (Op. 132 e 130) / Grande Fuga Op. 133

Beethoven: String Quartet No. 15 in A minor, Op. 132 42:36
I. Assai sostenuto – Allegro 9:18
II. Allegro ma non tanto 8:42
III. Molto adagio 15:55
IV. Alla marcia, assai vivace 2:09
V. Allegro appassionato 6:32

Beethoven: String Quartet No. 13 in B flat major, Op. 130 29:38
I. Adagio ma non troppo 12:45
II. Presto 2:03
III. Andante con moto ma non troppo 6:25
IV. Alla danza tedesca. Allegro assai 2:54
V. Cavatina. Adagio molto espressivo 5:31

Beethoven: Grosse Fuge in B flat major, Op. 133 14:33

Tetzlaff Quartett:
Christian Tetzlaff – first violin
Elisabeth Kufferath – second violin
Hanna Weinmeister – viola
Tanja Tetzlaff – cello

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Dá pra ver que os dois à direita são irmãos, né?

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 3, Op. 18 e 15, Op. 132 (Ébène/Paris) #BTHVN250 — Integral (7/7)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 3, Op. 18 e 15, Op. 132 (Ébène/Paris) #BTHVN250 — Integral (7/7)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Que coisa mais linda esta série que finalizamos hoje! O Ébène fecha sua integral de quartetos de Beethoven com o maravilhoso Op. 132, aqui interpretado — surpreendentemente — com lentidão digna de Celibidache.  Parece há uma competição entre os quartetos: quem toca o Molto Adagio mais lentamente? Acho que o Ébène tem a liderança provisória com mais de um minuto de vantagem. Beethoven escreveu este movimento depois de se recuperar de uma doença grave que ele temia ser fatal porque havia sofrido com uma desordem intestinal durante todo o inverno de 1824. Ele escreveu na partitura: “Heiliger Dankgesang eines Genesenen et die Gottheit, in der lydischen Tonart ” (“Canção sagrada de ação de graças de um convalescente à Deidade, no modo lídio”). Após ouvir este Op. 132 por mais de quarenta anos, ele permanece assustadoramente bonito para mim. Ainda sou fascinado por sua construção e ainda me emociono com a oração do terceiro movimento, mesmo sendo ateu. Seus cinco movimentos em conjunto só se tornam mais intrigantes com o tempo.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 3, Op. 18 e 15, Op. 132 (Ébène/Paris)

1 String Quartet No. 3 in D Major, Op. 18 No. 3: I. Allegro 7:40
2 String Quartet No. 3 in D Major, Op. 18 No. 3: II. Andante con moto 8:19
3 String Quartet No. 3 in D Major, Op. 18 No. 3: III. Allegro 2:51
4 String Quartet No. 3 in D Major, Op. 18 No. 3: IV. Presto 6:17

5 String Quartet No. 15 in A Minor, Op. 132: I. Assai sostenuto – Allegro 9:55
6 String Quartet No. 15 in A Minor, Op. 132: II. Allegro ma non tanto 8:35
7 String Quartet No. 15 in A Minor, Op. 132: III. Molto adagio 20:59
8 String Quartet No. 15 in A Minor, Op. 132: IV. Alla marcia, assai vivace 2:12
9 String Quartet No. 15 in A Minor, Op. 132: V. Finale (Allegro appassionato) 6:40

Quatuor Ébène:
Pierre Colombet, violin
Gabriel Le Magadure, violin
Marie Chilemme, viola
Raphaël Merlin, violoncelo

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

(aplausos)

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 7 e 8, Op. 59, 1 e 2 (Ébène/Viena) #BTHVN250 — Integral (6/7)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 7 e 8, Op. 59, 1 e 2 (Ébène/Viena) #BTHVN250 — Integral (6/7)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Os três quartetos Razumovsky, Op. 59, são obras que Ludwig van Beethoven escreveu em 1806, como resultado de uma encomenda do embaixador russo em Viena, o conde Andreas Razumovsky. Neste Disco, estão os dois primeiros e o terceiro está aqui. O único pedido específico feito pelo conde Razumovsky era que as músicas folclóricas russas fossem apresentadas de maneira significativa na música. Beethoven atendeu a esse pedido em dois dos três quartetos, mas com melodias que são, como ele disse, temas russos “reais ou imitados”. Com a publicação dos quartetos Op. 59, Beethoven transformou o gênero do quarteto de cordas para fora do cenário de “câmara” para um palco maior. Cada um dos quartetos Op. 59 se destaca como um trabalho individual monumental, tanto em termos de tamanho literal quanto de alcance dramático.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 7 e 8, Op. 59, 1 e 2

[10:43] 01. Quatuor Ébène – Beethoven: String Quartet No. 7 in F Major, Op. 59 No. 1, “Razumovsky”: I. Allegro
[09:01] 02. Quatuor Ébène – Beethoven: String Quartet No. 7 in F Major, Op. 59 No. 1, “Razumovsky”: II. Allegretto vivace e sempre scherzando
[14:12] 03. Quatuor Ébène – Beethoven: String Quartet No. 7 in F Major, Op. 59 No. 1, “Razumovsky”: III. Adagio molto e mesto
[08:05] 04. Quatuor Ébène – Beethoven: String Quartet No. 7 in F Major, Op. 59 No. 1, “Razumovsky”: IV. Allegro (Russian Theme)
[09:58] 05. Quatuor Ébène – Beethoven: String Quartet No. 8 in E Minor, Op. 59 No. 2, “Razumovsky”: I. Allegro (SHRM 96/24)
[13:14] 06. Quatuor Ébène – Beethoven: String Quartet No. 8 in E Minor, Op. 59 No. 2, “Razumovsky”: II. Molto adagio
[06:59] 07. Quatuor Ébène – Beethoven: String Quartet No. 8 in E Minor, Op. 59 No. 2, “Razumovsky”: III. Allegretto
[05:42] 08. Quatuor Ébène – Beethoven: String Quartet No. 8 in E Minor, Op. 59 No. 2, “Razumovsky”: IV. Finale – Presto

Quatuor Ébène:
Pierre Colombet, violin
Gabriel Le Magadure, violin
Marie Chilemme, viola
Raphaël Merlin, violoncelo

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Só faltam os Quartetos Nº 3 e 15!!!

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 4, Op. 18, Nº 5, Op. 18 e Nº 16, Op. 135 (Ébène/Nairobi) #BTHVN250 — Integral (5/7)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 4, Op. 18, Nº 5, Op. 18 e Nº 16, Op. 135 (Ébène/Nairobi) #BTHVN250 — Integral (5/7)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Aqui, só alegrias. Dois quartetos da época classicista de Beethoven e o último, quando ele já estava transformando o romantismo em algo muito pessoal. O Op. 18, publicado em 1801, são dois livros de três quartetos cada. São os primeiros seis quartetos de cordas de Beethoven. Eles foram compostos entre 1798 e 1800 por encomenda do príncipe Joseph Franz Maximilian Lobkowitz, que era o empregador de um amigo de Beethoven, o violinista Karl Amenda. Pensa-se que demonstrem seu domínio total do quarteto de cordas clássico desenvolvido por Joseph Haydn e Wolfgang Amadeus Mozart. Já o Op. 135 foi escrito em outubro de 1826 e foi o último grande trabalho que ele completou, o último dos últimos quartetos e a última grande obra de Beethoven. O 135 foi estreado pelo quarteto Schuppanzigh em março de 1828, um ano após a morte do compositor. O trabalho é menor em tempo do que os outros quartetos tardios. Sob os acordes lentos introdutórios do último movimento, Beethoven escreveu no manuscrito “Muß es sein?” (Deve ser?) Ao qual ele responde, com o tema principal mais rápido do movimento, “Es muß sein ” (Deve ser!). Todo o movimento é intitulado ” Der schwer gefaßte Entschluß ” (“A decisão difícil”).

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 4, Op. 18, Nº 5, Op. 18 e Nº 16, Op. 135

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827): Beethoven: String Quartet No. 4 in C Minor, Op. 18 No. 4:
1 Beethoven: String Quartet No. 4 in C Minor, Op. 18 No. 4: I. Allegro ma non tanto
2 Beethoven: String Quartet No. 4 in C Minor, Op. 18 No. 4: II. Scherzo (Andante scherzoso quasi allegretto)
3 Beethoven: String Quartet No. 4 in C Minor, Op. 18 No. 4: III. Menuetto (Allegretto)
4 Beethoven: String Quartet No. 4 in C Minor, Op. 18 No. 4: IV. Allegro

Beethoven: String Quartet No. 5 in A Major, Op. 18 No. 5:
5 Beethoven: String Quartet No. 5 in A Major, Op. 18 No. 5: I. Allegro
6 Beethoven: String Quartet No. 5 in A Major, Op. 18 No. 5: II. Menuetto
7 Beethoven: String Quartet No. 5 in A Major, Op. 18 No. 5: III. Andante cantabile
8 Beethoven: String Quartet No. 5 in A Major, Op. 18 No. 5: IV. Allegro

Beethoven: String Quartet No. 16 in F Major, Op. 135:
9 Beethoven: String Quartet No. 16 in F Major, Op. 135: I. Allegretto
10 Beethoven: String Quartet No. 16 in F Major, Op. 135: II. Vivace
11 Beethoven: String Quartet No. 16 in F Major, Op. 135: III. Lento assai, cantate et tranquillo
12 Beethoven: String Quartet No. 16 in F Major, Op. 135: IV. Grave ma non troppo tratto – Allegro

Quatuor Ébène:
Pierre Colombet, violin
Gabriel Le Magadure, violin
Marie Chilemme, viola
Raphaël Merlin, violoncelo

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

O concerto em Nairobi foi na nada modesta sede da Aliança Francesa de lá.

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 2, Op. 18, Nº 11, Op. 95 e Nº 10, Op. 74 (Ébène/Melbourne) #BTHVN250 — Integral (4/7)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 2, Op. 18, Nº 11, Op. 95 e Nº 10, Op. 74 (Ébène/Melbourne) #BTHVN250 — Integral (4/7)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Mais um ótimo CD desta série, este com quartetos das fases inicial e “middle” de Beethoven. Para este concerto em Melbourne, foram escolhidas três obras bastante contrastantes que permitiram ao quarteto explorar a notável amplitude e profundidade da escrita para cordas de Beethoven. No Op. 18, nº 2, há notável energia em todos os detalhes da música. Os episódios contrastantes do segundo movimento receberam bastante acentuados pelo primeiro violino, Pierre Colombet, enquanto a jocosidade haydniana do final foi perfeitamente realizada, com um toque esplêndido do violoncelista Raphaël Merlin.

O Op. 95, conhecido como “Serioso” tem uma arquitetura incomum. Destaca-se a ferocidade da abertura e a mudança de humor do final e seu fim abrupto foram muito bem trabalhados.

Para finalizar, temos o conhecido e amado Quarteto “Harp”, Op. 74. Numa palavra: o Ébène nos dá uma soberba execução desta linda peça.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 2, Op. 18, Nº 2, Nº 11, Op. 95 e Nº 10, Op. 74

Ludwig van Beethoven (1770 – 1827): Beethoven: String Quartet No. 2 in G Major, Op. 18 No. 2:
1 Beethoven: String Quartet No. 2 in G Major, Op. 18 No. 2: I. Allegro
2 Beethoven: String Quartet No. 2 in G Major, Op. 18 No. 2: II. Adagio cantabile – Allegro – Tempo I
3 Beethoven: String Quartet No. 2 in G Major, Op. 18 No. 2: III. Scherzo (Allegro)
4 Beethoven: String Quartet No. 2 in G Major, Op. 18 No. 2: IV. Allegro molto, quasi presto

Beethoven: String Quartet No. 11 in F Minor, Op. 95, “Quartetto serioso”:
5 Beethoven: String Quartet No. 11 in F Minor, Op. 95, “Quartetto serioso”: I. Allegro con brio
6 Beethoven: String Quartet No. 11 in F Minor, Op. 95, “Quartetto serioso”: II. Allegretto ma non troppo
7 Beethoven: String Quartet No. 11 in F Minor, Op. 95, “Quartetto serioso”: III. Allegro assai vivace, ma serioso
8 Beethoven: String Quartet No. 11 in F Minor, Op. 95, “Quartetto serioso”: IV. Larghetto espressivo – Allegretto agitato – Allegro

Beethoven: String Quartet No. 10 in E-Flat Major, Op. 74, “Harp”:
9 Beethoven: String Quartet No. 10 in E-Flat Major, Op. 74, “Harp”: I. Poco adagio – Allegro
10 Beethoven: String Quartet No. 10 in E-Flat Major, Op. 74, “Harp”: II. Adagio ma non troppo
11 Beethoven: String Quartet No. 10 in E-Flat Major, Op. 74, “Harp”: III. Presto
12 Beethoven: String Quartet No. 10 in E-Flat Major, Op. 74, “Harp”: IV. Allegretto con variazioni

Quatuor Ébène:
Pierre Colombet, violin
Gabriel Le Magadure, violin
Marie Chilemme, viola
Raphaël Merlin, violoncelo

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

O Quarteto Ébène em Schwarzenberg, mais exatamente na Angelica Kauffmann Saal, em 25 de agosto de 2018

PQP

Il Fasolo? — Música Italiana de Carnaval no Século XVII

Il Fasolo? — Música Italiana de Carnaval no Século XVII

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Fazia muito tempo que o PQP Bach não postava algo tão divertido como este Il Fasolo? Houve um tempo em que a EMI lançava a coleção REFLEXE, que tenho em discos de vinil. A REFLEXE consistia em uma sucessão de obras-primas — sublimes ou divertidas. Com o tempo, o pessoal da música antiga foi ficando mais sisudo, obscuro e impopular. Parece que a academia, com seu sem-gracismo, tinha tomado conta do campinho. Agora, a maravilhosa gravadora Alpha tem aparecido com uma série de discos que resgatam a alegria e a espontaneidade das ruas. Este Il Fasolo? é uma espetacular surpresa. Ouçam e comprovem.

Il Fasolo? — Música Italiana de Carnaval no Século XVII

1. La Barchetta passaggiera, bergamasca
2. Lamento di Madama Lucia, con la riposta di Cola
3. Chi non sà come amor, for voice & continuo
4. Son ruinato, appassionato
5. Sguardo lusinghiero, canzonetta
6. O dolorosa sorte, madrigal
7. Aria alla napolitana, jacarà
8. Serenata in lingua lombarda che fa Madonna Gola, à Messir Carnevale: Primo Interlocutore
9. Serenata in lingua lombarda che fa Madonna Gola, à Messir Carnevale: Madonna Gola
10. Serenata in lingua lombarda che fa Madonna Gola, à Messir Carnevale: Baccho
11. Serenata in lingua lombarda che fa Madonna Gola, à Messir Carnevale: Primo Interlocutore
12. Serenata in lingua lombarda che fa Madonna Gola, à Messir Carnevale: Choro: Mentre per bizzaria
13. Serenata in lingua lombarda che fa Madonna Gola, à Messir Carnevale: Ballo di trè Zoppi
14. Serenata in lingua lombarda che fa Madonna Gola, à Messir Carnevale: Sguazzata di Colasone
15. Serenata in lingua lombarda che fa Madonna Gola, à Messir Carnevale: Non pensar Clori crudel
16. Serenata in lingua lombarda che fa Madonna Gola, à Messir Carnevale: Morescha de Schiavi
17. Acceso mio core, ciaccona

Le Poeme Harmonique
Vincent Dumestre

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Olhando assim não parece, mas esse pessoal faz uma bagunça...
Le Poeme Harmonique: olhando assim não parece, mas esse pessoal faz uma bagunça…

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 9, Op. 59, Nº 3, 13, Op. 130 e Grosse fuge, Op. 133 (Ébène/Tóquio) #BTHVN250 — Integral (3/7)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nº 9, Op. 59, Nº 3, 13, Op. 130 e Grosse fuge, Op. 133 (Ébène/Tóquio) #BTHVN250 — Integral (3/7)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Mais um baita disco. Vou ter que procurar sinônimos para meus elogios a fim de não cansar vocês, meus tesouros. O Ébène é sensacional e as obras… O que dizer? O Razumovsky Nº 3 era o quarteto de Beethoven preferido de meu pai. É lindo mesmo. O que são o segundo e quarto movimentos? E o Op. 130, ainda acompanhado pela Grosse fuge da qual jamais deveria ter se separado? Um disco incrível. O Op. 130 foi estreado lançado em março de 1826 pelo Quarteto Schuppanzigh e dedicado a Nikolai Galitzin em sua publicação em 1827, ano da morte de Beethoven.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nros. 9, Op. 59, Nº 3, 13. Op. 130 e Grosse fuge Op. 133

1. Beethoven: String Quartet No. 9 in C Major, Op. 59 No. 3, “Razumovsky”: I. Introduzione (Andante con moto – Allegro vivace) (11:15)
2. Beethoven: String Quartet No. 9 in C Major, Op. 59 No. 3, “Razumovsky”: II. Andante con moto quasi allegretto (9:26)
3. Beethoven: String Quartet No. 9 in C Major, Op. 59 No. 3, “Razumovsky”: III. Minuet. Grazioso – Trio (5:16)
4. Beethoven: String Quartet No. 9 in C Major, Op. 59 No. 3, “Razumovsky”: IV. Allegro molto (5:49)

5. Beethoven: String Quartet No. 13 in B-Flat Major, Op. 130: I. Adagio ma non troppo – Allegro (13:33)
6. Beethoven: String Quartet No. 13 in B-Flat Major, Op. 130: II. Presto (1:53)
7. Beethoven: String Quartet No. 13 in B-Flat Major, Op. 130: III. Andante con moto, ma non troppo. Poco scherzando (7:02)
8. Beethoven: String Quartet No. 13 in B-Flat Major, Op. 130: IV. Alla danza tedesca (Allegro assai) (3:12)
9. Beethoven: String Quartet No. 13 in B-Flat Major, Op. 130: V. Cavatina (Adagio molto espressivo) (8:37)

10. Beethoven: Grosse fuge in B-Flat Major, Op. 133 (16:21)

Quatuor Ébène:
Pierre Colombet, violin
Gabriel Le Magadure, violin
Marie Chilemme, viola
Raphaël Merlin, violoncelo

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

O Ébène adentrando o Palácio Chiyoshi, sede do PQP Bach em Tóquio.

PQP

 

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nros. 6, Op. 18 & 12, Op. 127 (Ébène/São Paulo) #BTHVN250 — Integral (2/7)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nros. 6, Op. 18 & 12, Op. 127 (Ébène/São Paulo) #BTHVN250 — Integral (2/7)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Mais um maravilhoso CD desta série do Ébène, desta vez advindo de um registro colhido na querida Sala São Paulo. Da ultra sofisticada série de últimos quartetos de Beethoven, o Op. 127 é aquele de que menos gosto. Ele foi concluído em 1825 e é o primeiro dos quartetos tardios. Mas gosto demais do Op. 18, Nº 6, uma peça com o toque de Haydn. O primeiro movimento é poderoso, o Scherzo é surpreendente com suas alterações rítmicas e interrupções (o que ocorre também no movimento inicial). A introdução lenta do quarto movimento, ‘La Malinconia’, é cheia de mudanças ousadas de harmonia e textura. É uma das passagens mais famosas do Beethoven inicial e ele pede que seja tocada com a maior delicadeza. Um discaço! O que dizer o Quarteto  Ébène? Olha, são estupendos!

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nros. 6, Op. 18 & 12, Op. 127 (Ébène)

1 String Quartet No. 6 in B-Flat Major, Op. 18 No. 6: I. Allegro con brio 6:24
2 String Quartet No. 6 in B-Flat Major, Op. 18 No. 6: II. Adagio ma non troppo 8:16
3 String Quartet No. 6 in B-Flat Major, Op. 18 No. 6: III. Scherzo (Allegro) 3:27
4 String Quartet No. 6 in B-Flat Major, Op. 18 No. 6: IV. La Malinconia 9:16

5 String Quartet No. 12 in E-Flat Major, Op. 127: I. Maestoso – Allegro 7:16
6 String Quartet No. 12 in E-Flat Major, Op. 127: II. Adagio ma non troppo e molto cantabile 17:01
7 String Quartet No. 12 in E-Flat Major, Op. 127: III. Scherzando vivace 8:22
8 String Quartet No. 12 in E-Flat Major, Op. 127: IV. Finale (Allegro) 6:51

Quatuor Ébène:
Pierre Colombet, violin
Gabriel Le Magadure, violin
Marie Chilemme, viola
Raphaël Merlin, violoncello

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

O Ébène chegando no Carlin-Avicenna Palace Concerts Center, sede paulista do PQP Bach

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nros. 1, Op. 18 & 14, Op. 131 (Ébène/Filadélfia) #BTHVN250 — Integral (1/7)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nros. 1, Op. 18 & 14, Op. 131 (Ébène/Filadélfia) #BTHVN250 — Integral (1/7)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Os 16 quartetos de cordas de Beethoven ocupam um lugar de honra no repertório de câmara e, com suas nove sinfonias e 32 sonatas para piano, traçam a progressão de uma vida criativa. 2020 marca o 250º aniversário do nascimento do compositor, e Quatuor Ébène estava realizando uma extensa turnê, intitulada Beethoven Around the World, que iria desde meados de 2019 a dezembro de 2020. Mas aí veio a pandemia… Durante esse período, o grupo francês faria mais de 120 apresentações num total de 21 países, com foco nos ciclos completos dos quartetos a partir de fevereiro de 2020. Beethoven Around the World abrange gravações ao vivo que constituem um ciclo completo, feito em sete das grandes cidades do mundo: Viena (no Konzerthaus); Filadélfia (Kimmel Center); Tóquio (Suntory Hall); São Paulo (Sala São Paulo); Melbourne (Centro de Recitais de Melbourne); Nairobi e Paris (Philharmonie de Paris). A interpretação do Ébène ficará como referência e o calor das apresentações ao vivo são apreciadíssimas por este que vos escreve. Vida longa ao Ébène! E que só voltem após a pandemia, tá?

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos Nros. 1 & 14 (Ébène)

1 String Quartet No. 1 in F Major, Op. 18 No. 1: I. Allegro con brio 9:32
2 String Quartet No. 1 in F Major, Op. 18 No. 1: II. Adagio affettuoso ed appassionato 11:14
3 String Quartet No. 1 in F Major, Op. 18 No. 1: III. Scherzo. Allegro molto 3:17
4 String Quartet No. 1 in F Major, Op. 18 No. 1: IV. Allegro 6:37

5 String Quartet No. 14 in C-Sharp Minor, Op. 131: I. Adagio ma non troppo e molto espressivo 7:35
6 String Quartet No. 14 in C-Sharp Minor, Op. 131: II. Allegro molto vivace 3:12
7 String Quartet No. 14 in C-Sharp Minor, Op. 131: III. Allegro moderato – Adagio 0:49
8 String Quartet No. 14 in C-Sharp Minor, Op. 131: IV. Andante ma non troppo e molto cantabile – Allegretto 14:35
9 String Quartet No. 14 in C-Sharp Minor, Op. 131: V. Presto 5:13
10 String Quartet No. 14 in C-Sharp Minor, Op. 131: VI. Adagio quasi un poco andante 2:25
11 String Quartet No. 14 in C-Sharp Minor, Op. 131: VII. Allegro 7:05

Quatuor Ébène:
Pierre Colombet, violin
Gabriel Le Magadure, violin
Marie Chilemme, viola
Raphaël Merlin, violoncello

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Os Ébène chegando no Salão Negro da sede de Filadélfia do PQP Bach

PQP

Prokofiev / Nielsen: Concerto para Violino Nº 1 / Concerto para Violino Op. 33

Prokofiev / Nielsen: Concerto para Violino Nº 1 / Concerto para Violino Op. 33

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Liya Petrova venceu o Concurso Internacional de Violino Carl Nielsen em 2016, o que tornou inevitável este disco do único concerto para violino da Nielsen. Há alguns anos, essa peça era tão rara no catálogo gravado que era preciso procurar muito para encontrar algo realmente bom. Hoje, pode-se escolher entre trinta ou quarenta gravações, incluindo algumas das principais celebridades. Sendo assim, Liya Petrova devia justificar a recomendação, né? E justifica. O primeiro ponto a seu favor é o som maravilhoso que ela produz. Esta é realmente uma das interpretações mais belas que se pode encontrar, algo que combina técnica aparentemente ilimitada com musicalidade de primeira. E isto tanto no Nielsen quando no extraordinário Concerto Nº 1 de Prokofiev. A Odense Symphony Orchestra também faz um trabalho espetacular. A búlgara Liya Petrova é uma estrela em ascensão, com a agenda lotada. Merece.

Prokofiev / Nielsen: Concerto para Violino Nº 1 / Concerto para Violino Op. 33

Prokofiev: Violin Concerto No. 1 in D major, Op. 19 23:19
I. Andantino 10:03
II. Scherzo. Vivacissimo 4:02
III. Moderato 9:14

Nielsen: Violin Concerto, Op. 33 (FS61) 38:25
I. Prelude. Largo – Allegro cavalleresco 20:40
IIa. Poco adagio 7:02
IIb. Rondo. Allegretto scherzando 10:43

Liya Petrova (violin)
Odense Symphony Orchestra
Kristiina Poska

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Liya Petrova está feliz por estrear no PQP Bach. Nós também.

PQP

.: interlúdio :. Pat Metheny (1954): Orchestrion

.: interlúdio :. Pat Metheny (1954): Orchestrion

Em 2020, Orchestrion poderia se chamar Quarantine por ser um trabalho absolutamente individual de Metheny. Ele tocou todos os instrumentos e o resultado foi bom. O álbum, obviamente de estúdio, foi lançado pela Nonesuch em janeiro de 2010. A orquestra de Metheny foi construída pelo engenheiro Eric Singer e a Liga de Robôs Urbanos Musicais Eletrônicos (LEMUR), Ken Caulkins em Ragtime West, Mark Herbert, Cyril Lance e Peterson Electro-Musical Products . O conjunto inclui pianos, marimba, vibrafone, sinos de orquestra, baixos, GuitarBots, percussão, pratos e tambores, garrafas sopradas e outros instrumentos mecânicos, acústicos e personalizados.

Desde criança, Metheny passava os verões mexendo e alterando coisas no piano de seu avô. Ele sempre foi fascinado pela mecânica de fazer música. Com Orchestrion, ele arrasta sua obsessão infantil para o século XXI. Orchestrions eram mini-orquestras tocadas mecanicamente do século XIX, geralmente construídas em torno do piano, e a capa do álbum ilustra a interpretação moderna de Metheny do orchestrion. Ele fica pequeno ao lado dos imensos racks de mecanismos, instrumentos de percussão personalizados, guitarbots, pianos e garrafas Disklavier, todos controláveis ​​através de seu violão através de solenóides e MIDI. Embora seja tocada por máquinas, essa música soa surpreendentemente humana. Há batimentos cardíacos na percussão, vozes zumbindo nas cordas e músicas sem palavras de garrafas sopradas. A faixa-título é otimista, com um aceno para o povo irlandês e a consonância e dinâmica que você espera da música de Metheny. Há percussão densa em todos as faixas e o álbum inteiro está mergulhado em lirismo, com linhas de guitarra pungentes patinando sobre belas mudanças harmônicas. 

Peças introspectivas como o Entry Point e o Soul Search não funcionam tão bem assim. A falta de um toque humano no piano é perceptível. Ao contrário de Tubular Bells ,de Mike Oldfield, Orchestrion não desfila cada instrumento numa passarela. É o violão ou o piano que lideram em cada faixa, enquanto os outros instrumentos fornecem textura. A dinâmica é impressionante e os instrumentos parecem naturais, mas falta a excitação de um ego humano real disparando sobre outro. Apesar das algumas deficiências, Orchestrion é Pat Metheny. Afinal, ele compôs, tocou e improvisou todos os sons que você ouve. E chegou perto do seu objetivo de tornar este álbum mais do que uma curiosidade, mas o impacto real seria certamente o de ver seu Orchestrion ao vivo.

Parte de geringonça está aqui, ó:

.: interlúdio :. Pat Metheny (1954): Orchestrion

01. Orchestrion 15:52
02. Entry Point 10:28
03. Expansion 8:37
04. Soul Search 9:20
05. Spirit Of The Air 7:45

Pat Metheny – Guitar and Orchestrionics

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Pat Metheny na Sala de Descarte Instrumental da PQP Bach Corp.

PQP

Corelli / Marais / Scarlatti / Vivaldi / CPE Bach / Geminiani: Variações sobre La Folia

Corelli / Marais / Scarlatti / Vivaldi / CPE Bach / Geminiani: Variações sobre La Folia

IM-PER-DÍ-VEL !!!

E aqui termina esta coleção de Hyperion, gravada pelo Purcell Quartet e Purcell Band, dedicada aos trabalhos de diversos compositores que escreveram variações sobre o famoso tema português. Postamos os seis CDs nos últimos seis dias. No disco deste post estão as seis Folias e apenas elas. Uma joia! Na verdade, mas de 150 compositores fizeram variações sobre este tema e aqui estão somente alguns dos principais. Acho que as melhores variações são as de Marais, Scarlatti e CPE Bach, mas todo mundo pode discordar.

O tema conhecida como ‘La Folia’ fascinou muitos compositores desde o século XVII. De origem portuguesa, a palavra significa ‘louco’ ou ‘cabeça vazia’ e até a década de 1670 indicava uma dança rápida e barulhenta, na qual os participantes pareciam estar ‘fora de si’. No final do século, uma forma nova, mais lenta, se desenvolveu. Também foi ajustada a estrutura harmônica para formar a simetria perfeita que inspirou Corelli a usá-la na 12ª de suas Sonatas para Violino, Op 5.  Aquela famosa obra inspirou Vivaldi, CPE Bach, Alessandro Scarlatti e outros compositores a escreverem variações sobre ‘La Folia’ — incluindo até Rachmaninov, embora o título ‘Variações sobre um tema de Corelli’ pareça indicar que ele pensasse que a música era do compositor. Bem, o que esperar de Rachmaninov, né?

Este CD reúne obras inspiradas em ‘La Folia’ de seis compositores, começando com a Sonata original de Corelli e finalizando com o arranjo orquestral de Geminiani. As obras de CPE Bach e Scarlatti são para teclado solo. As seis peças foram retiradas da série de CDs da Hyperion que postei nos seis dias anteriores. É só conferir.

Corelli / Marais / Scarlatti / Vivaldi / CPE Bach / Geminiani: Variações sobre La Folia

1 Violin Sonata in D minor ‘La Folia’ Op 5 No 12 [9’58] Arcangelo Corelli (1653-1713)
Elizabeth Wallfisch (violin), Richard Boothby (cello), Robert Woolley (harpsichord)

2 Les Folies d’Espagne [16’23] Marin Marais (1656-1728)
The Purcell Quartet, William Hunt (viola da gamba)

3 Primo e Secondo Libro di Toccate Alessandro Scarlatti (1660-1725)
Toccata No 7: La Folia [13’08]
Robert Woolley (harpsichord)

4 Trio Sonata in D minor ‘Variations on La Folia’ RV63 [9’29] Antonio Vivaldi (1678-1741)
The Purcell Quartet

5 12 Variationen über die Folie d’Espagne H263 Wq118/9 [7’58] Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788)
Robert Woolley (harpsichord)

6 Concerto grosso ‘La Folia’ [10’53] Francesco Geminiani (1687-1762)
The Purcell Quartet, The Purcell Band

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

PQP

Antonio Vivaldi (1678-1741): Variações sobre La Folia e Outras Sonatas

Antonio Vivaldi (1678-1741): Variações sobre La Folia e Outras Sonatas

Curioso, este é um disco diferente de Vivaldi, totalmente fora do habitual. Em vez do compositor solar e expansivo, temos um Vivaldi mais concentrado e íntimo. Mas bom, muito bom. As Trio Sonatas (Op. 1) de Antonio Vivaldi são suas obras iniciais, o deslumbrante cartão de visitas do padre vermelho. Por outro lado, são uma homenagem à tradição, em particularmente ao pai de todos: Arcangelo Corelli. Mas existe um porém: Vivaldi faz de fato uma homenagem reverente e sincera ao seu grande antecessor, mas ele faz à sua maneira, isto é, afirmando a novidade de sua arte. O CD é muito bom e a Sonata Op. 1 Nº 12 são as variações compostas pelo mestre sobre La Folia. Nestas, o Quarteto Purcell toca com equilíbrio e segurança. Eles apreciam as sonoridades inerentes à escrita e não têm medo de manda bala, empregando ornamentos de bom gosto. Há muito contraste dinâmico entre as 20 seções curtas e fiquei impressionado com a excelência da interpretação. 

Antonio Vivaldi (1678-1741): Variações sobre La Folia e Outras Sonatas

Trio Sonata In G Minor, RV74
1 Andante 4:04
2 Allegro 2:58
3 Andante 3:18
4 Allegro Assai 1:43

Sonata In C, RV754
5 Preludio (Largo) 2:04
6 Allemanda (Allegro) 3:08
7 Sarabanda (Largo) 2:10
8 Corrente (Allegro) 2:54

9 Trio Sonata In D Minor, RV63 (Op 1 No 12) (Variations On ‘La Folia’) 9:29

Sonata In A Major, RV758
10 Preludio (Largo) 3:00
11 Corrente (Allegro) 2:14
12 Andante 2:02
13 Corrente (Presto) 2:22

Trio Sonata In C Major, RV60
14 Allegro 1:54
15 Allegro – Adagio 1:56
16 Adagio 2:18
17 Allegro 2:48

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

PQP

Alessandro Scarlatti (1660-1725): La Folia e Duas Cantatas

Alessandro Scarlatti (1660-1725): La Folia e Duas Cantatas

O destaque disparado deste CD são as lindíssimas Variações sobre La Folia (faixa 12), escritas para cravo e sem mostrar o tema claramente. Um espanto que talvez vença Marais em nossa grande final de Folias. As duas cantatas são mais ou menos. Muitos recitativos pro meu gosto.

Alessandro Scarlatti, cujo nome verdadeiro era Pietro Alessandro Gaspari, foi um compositor italiano de grande importância para a música lírica do período barroco. Seu trabalho foi fundamental para o desenvolvimento da ópera séria e da ópera bufa (ópera cômica) do seu tempo. Ele é considerado o pai da escola napolitana de ópera, a qual contou, mais tarde, com membros como Leonardo Leo, Leonardo Vinci, Giovanni Pergolesi e Johann Adolfo Hasse, entre outros.

Dentre as obras principais de Scarlatti merecem destaque as óperas Carlo, Re d’Allemagna (1716), Telemaco (1718) e La Griselda (1721). Além das óperas, Alessandro Scarlatti também ficou famoso por suas cantatas de câmara. Foi pai de dois outros compositores, Domenico Scarlatti (1685-1757) e Pietro Filippo Scarlatti (1679-1750), e irmão mais velho de Francesco Scarlatti (1666-1741), também compositor, ainda que de menor expressão em comparação com Alessandro e Domenico.

As óperas de Alessandro Scarlatti são dotadas de alto nível musical e influenciaram compositores dos mais variados países. Do ponto de vista da ação dramática, porém, ficam a dever para as composições de autores que o sucederam, como Händel e Vivaldi. As aberturas das óperas de Alessandro Scarlatti, chamadas sinfonias, consistiam geralmente de três movimentos: rápido, lento e rápido. Essa forma se tornou de grande importância na criação posterior da sinfonia clássica para orquestra.

Alessandro Scarlatti foi um compositor de extraordinário talento criativo. Sua obra compreende nada menos que 115 óperas, 150 oratórios e mais de 500 cantatas, além de composições instrumentais. A música de Scarlatti forma um importante elo entre a música vocal do início do barroco italiano do século XVII, centrada em Florença, Veneza e Roma, e a escola clássica do século XVIII, que culmina em Haydn (1732-1809) e Mozart (1756-1791).

Alessandro Scarlatti (1660-1725): La Folia e Duas Cantatas

Correa Nel Seno Amato, Cantata (23:51)
1 Sinfonia And Balletto 2:26
2 Recitativo, Correa Nel Seno Amato 5:12
3 Aria, Ombre Opache Che Il Chiarore 3:19
4 Recitativo, Curilla, Anima Mia 0:45
5 Ritornello And Aria, Fresche Brine Che Pitose 1:51
6 Recitativo, Piante Insensate E Fide 0:59
7 Aria, Idolo Amato, Tormento Del Core 1:43
8 Recitativo, Ma Voi, Occhi Dolenti 1:50
9 Aria, Onde Belle, Che Pietose Questri Prati Rinfrescate 2:12
10 Recitativo, Curilla, Anima Mia 2:20
11 Recitativo Accompagnato, Volea Più Dir Daliso 1:14

12 Variations On La Folia, Solo Harpsichord 13:12

Già Lusingato Appieno, Cantata (14:41)
13 Sinfonia 3:23
14 Recitativo, Già Lusingato Appieno 1:56
15 Aria, Cara Sposa 1:36
16 Recitativo, Cada, Cada Sù L’empie Schiere 1:07
17 Aria, Sento L’aura Che Fedele 1:44
18 Recitativo, Al Trono, Al Trono Si Noi Nella Prole 0:39
19 Aria, Se V’è Mai Chi Fissi Il Ciglio Nel Mio Figlio 2:05
20 Recitativo, Disse, Disse E Baciò La Sposa 2:08

Harpsichord – Robert Woolley
Soprano Vocals – Lynne Dawson
Viola da Gamba – Richard Boothby
Violin – Catherine Mackintosh, Elizabeth Wallfisch

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

epa03111742 A carnival goer wearing a costume poses on San Marco Square during the Carnival in Venice, 18 February 2012. EPA/ANDREA MEROLA

PQP

Marin Marais (1656-1728): La Folia e Outras Peças

Marin Marais (1656-1728): La Folia e Outras Peças

Talvez seja esta a melhor versão de La Folia que postamos até o momento. Marin Marais foi grande! Suas variações valem a pena de serem ouvidas.

Marin Marais estudou composição com Jean-Baptiste Lully e frequentemente regia as óperas do mestre. Estudou viola da gamba com Monsieur de Sainte-Colombe por seis meses e depois foi contratado como músico do Palácio de Versailles em 1676. Teve sucesso como músico da corte e, em 1679, foi indicado ordinaire de la chambre du roy pour la viole, título que manteve até 1725. Logo ingressou na orquestra da Ópera de Paris, destacando-se como virtuose da gamba — ficou conhecido internacionalmente pela sonoridade e técnica soberbas — e compositor. Escreveu quatro óperas, mas ficou mais conhecido por sua imaginativa música instrumental, que abrange desde peças breves e simples a experimentos virtuosísticos em que faz uso de todos os tons. A partir de 1709, Marais retirou-se da vida pública.

Marin Marais (1656-1728): La Folia e Outras Peças

Pièces En Trio In C Major
1 Prelude 2:05
2 Sarabande 1:37
3 Sarabande 1:38
4 Fantaisie 1:56
5 Gavotte 1:26
6 La Bagatelle 0:55
7 Rondeau 1:15
8 Chaconne 8:23

Suite In D Major
9 Prelude 1:31
10 Fantaisie 0:43
11 Allemande 2:32
12 Plainte 4:20
13 Charivary 2:39

Pièces En Trio In E Minor
14 Prelude 2:50
15 Rondeau 1:54
16 Sarabande En Rondeau 1:52
17 Menuet 0:41
18 Caprice 2:42
19 Pasacaille 3:32

20 Les Folies D’Espagne 16:23

The Purcell Quartet

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

PQP

Francesco Geminiani (1687-1762): La Folia e Outros Concertos e Sonatas

Francesco Geminiani (1687-1762): La Folia e Outros Concertos e Sonatas

Dos sete discos de folias, este talvez seja o mais fraco. Pobre Geminiani! É excelente compositor, mas a escolha dos extras não foi muito feliz. Seu Concerto Grosso La Folia (faixa 4) é maravilhoso, mas o repertório do restante do disco não é tudo aquilo. Geminiani foi aluno de Alessandro Scarlatti e Arcangelo Corelli. A partir de 1711 foi maestro em Nápoles. Em 1714 foi a Londres para dar concertos como violinista, onde recebeu a proteção de William Capel, conde de Essex. Em 1715 se apresentou em duo com Haendel diante do rei Jorge I. Nesse país estabeleceu residência, compôs e deu aulas, além de reunir uma coleção de obras de arte. Em sua obra se destacam suas sonatas para violino e baixo contínuo e seus concerti grossi, onde introduziu a viola como parte do concertino. Para este estilo ele também adaptou algumas sonatas para violino e baixo de seu mestre Corelli. Escreveu um tratado sobre a arte do violino em 1751, Art of Playing the Violin, que sumariza a prática do instrumento no século XVIII, sendo uma referência até os dias de hoje. Seu Guida harmonica (c. 1752) é um dos mais originais tratados de harmonia, dando instruções detalhadas para a realização do baixo continuo. Outras de suas obras teóricas são Art of Accompaniment on the Harpsichord, Organ, etc. (1754), Lessons for the Harpsichord, e Art of Playing the Guitar (1760).

Resumindo, o cara foi genial, mas o repertório escolhido só pode ser fruído por fãs.

Francesco Geminiani (1687-1762): La Folia e Outros Concertos e Sonatas

Sonata No.3 In F Major
1 Largo 3:16
2 Andante 2:12
3 Allegro 3:23

4 Concerto Grosso “La Folia” 10:53

Sonata No.3 In E Minor Op 1 No 3
5 Adagio – Allegro – Adagio 1:36
6 Tempo Giusto – Adagio 1:32
7 Allegro 2:44

Sonata No.5 In A Minor
8 Spiritoso 1:40
9 Andante 2:05
10 Allegro 2:27

Sonata No.6 In D Minor
11 Andante 2:02
12 Allegro 2:09
13 Allegro 2:05

Sonata In A Major Op 4 No 12
14 Adagio – Presto 1:53
15 Presto 1:38
16 Presto 1:20

Concerto Grosso In G Minor Op 7 No 2
17 Grave – Allegro 4:16
18 Andante 1:24
19 Allegro 3:03

Ensemble – The Purcell Band, The Purcell Quartet
Cello [The Purcell Quartet] – Richard Boothby
Harpsichord [The Purcell Quartet] – Robert Woolley
Organ [The Purcell Band] – Lucy Carolan
Viola [The Purcell Band] – Alan George, Risa Browder (tracks: 17 to 19)
Violin [The Purcell Band] – Catherine Weiss, Francis Turner*, Henrietta Wayne, Pavlo Besnosiuk*
Violin [The Purcell Quartet] – Catherine Mackintosh, Elizabeth Wallfisch
Violone [The Purcell Band] – Barry Guy

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

PQP

C. P. E. Bach (1714-1788): La Folia e Outras Peças

C. P. E. Bach (1714-1788): La Folia e Outras Peças

Este é um excelente disco. Não somente a faixa 4, 12 Variationen über die Folie d’Espagne, é muito boa, como as duas últimas sonatas, Wq 137 e 158, são obras-primas.

.oOo.

O texto abaixo foi copiado do blog Tendências do Imaginário, mais exatamente daqui:

Hoje, vou falar da folia, um produto criativo de sucesso, mas pouco conhecido, de origem nacional.

“A história da folia reparte-se por dois períodos. A primeira folia, de origem portuguesa, caracterizada por Salinas em 1577, adquire popularidade em Espanha, e é exportada para Itália por volta de 1600” (Hudson, Richard, The Folia Melodies, Acta Musicologica, Vol. 45, Fasc. 1 (Jan. – Jun., 1973), pp. 98-119, p. 98).

A folia, “um dos fenómenos mais notáveis da história da música” (La Folia- A Musical Cathedral: http://www.folias.nl/html1.html), remonta a finais do século XV. Com raízes campestres ligadas a rituais de fertilidade, a folia, música e dança, estende-se a outros públicos: tanto ocorre nos ajuntamentos populares como nas festas da corte. Garcia de Resende, na Crónica do Rei D. João II, de 1545, refere várias vezes a folia:

“E toda a gente da cidade foi posta com muita brevidade em danças e folias, com infindas tochas na praça e no Terreiro dos Paços, e por todas as ruas principaes, e tanta gente honrada e nobre, e assi a do povo, que não cabia, nem se viu nunca tanto alvoroço e alegria, e muitos velhos e velhas honradas com sobejo prazer foram juntos cantar e bailar diante de El-Rei e a Rainha, cousa de que suas edades os bem escusavam” (Chronica de ‘L Rei D. João II, Bibliotheca de Classicos Portuguezes, Lisboa, 1902, p. 64).

Gil Vicente foi o primeiro escritor a mencionar a folia. O Auto da Sibila Cassandra, de 1511, inclui a letra de uma folia cantada por quatro figuras bíblicas:

“Traz Salomão Esaias e Moyses e Abrahão , cantando todos quatro de folia a cantiga seguinte:

Que sañosa está la niña!
Ay Dios, quien le hablaria!
En la sierra anda la niña
Su ganado á repastar;
Hermosa como las flores,
Sañosa como la mar.
Sañosa como la mar
Está la niña;
Ay Dios, quien le hablaria!”

(Gil Vicente, Auto de Sibila Cassandra, Obras de Gil Vicente, Tomo I, Officina Typográphica de Langhoff, Hamburgo, 1834, p. 46).

Em pleno reinado dos Filipes, Sebastián de Covarrubias define, no Tesoro de la lengua castellana (Madrid, 1611), a folia nos seguintes termos:

“é uma certa dança portuguesa, muito barulhenta; porque comporta muitas figuras a pé com chocalhos e outros instrumentos, homens mascarados carregam aos ombros rapazes vestidos de mulher, que com as manlgas de ponta se contorcem e, às vezes, dançam. E também tocam pandeiros: e é tão grande o ruído e o som tão apressado, que parecem estar uns e outros sem juízo. E assim deram à dança o nome de folia, da palavra toscana ‘folle’, que significa oco, louco, insano, aquele que tem a cabeça vazia”.

No livro De Musica libri septem (Salamanca, 1577), Francisco de Salinas, cego desde os dez anos, organista e catedrático da Universidade de Salamanca, caracteriza a composição das “canções populares que os portugueses chamam Folias”. Apesar do amplo reconhecimento da origem portuguesa das folias, em vários países, são conhecidas por folias de Espanha. Por exemplo, em França e, pelos vistos, no Brasil. Uma tese de doutoramento em música, defendida por Flávio Apro, em 2009, na Universidade de São Paulo, tem o seguinte título: Folias de Espanha: O Eterno Retorno. Para esta deslocação da “patente” contribuiu, porventura, a contingência de a expansão das folias na Europa ter coincidido com o eclipse da nossa independência nacional entre 1580 e 1640.

“O padrão musical da Folia ibérica consistia numa linha de baixo ostinato (ou ground), sobre a qual se escreviam discantus e improvisavam-se variações, chamadas na época de diminuições (…) A moldura harmónica (…) costuma ser apresentada no tom de Ré menor.

“A melodia fácil e as possibilidades que oferecia à improvisação foram qualidades que não passaram desapercebidas entre os músicos instrumentistas do barroco” (Juan Luis de la Montaña Conchina, Apuntes sobre “las folias de España”: http://filomusica.com/filo7/cdm.html). A folia distingue-se como uma composição que, embora de raiz popular, conseguiu conquistar a corte. Estes dois traços, a adopção pela corte e a abertura ao improviso e a variações, concorreram tanto para o seu sucesso como para a sua longevidade.

A folia não se resume à música e à dança, comporta texto e animação. Estes quatro  elementos dotam a folia de uma carga envolvente vertiginosa que raia a loucura. É uma prática típica do grotesco carnavalesco de raiz medieval (Mikhail Bakhtin, A Cultura Popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais, São Paulo/Brasília, Hucitec/Editora Universidade de Brasília, 2008).

A popularidade da folia era tal o que próprio Dom Quixote bailou esta dança em Barcelona, em casa de D. António Moreno (Miguel Guerol Galvadá, La música en la obra de Cervantes, Madrid, Ediciones del Centro de Estudios Cervantinos, Madrid, 2005, p. 140). Em Portugal, a folia mantém-se, séculos a fio, como uma das principais atracções da procissão do Corpo de Deus. Não é raro uma procissão incorporar várias folias (Francisco Marques de Sousa Viterbo, Artes e Artistas em Portugal, Lisboa, Livraria Ferin, 2ª  ed., 1920).

A partir do séc. XVI, muitos músicos compuseram folias, ou as inseriram nas suas obras: Arcangelo Corelli (vídeo 2), Jean Baptiste Lully, Marin Marais, Antonio Vivaldi, Domenico Scarlatti, Antonio Salieri, Niccolò Paganini, Hector Berlioz, Franz Liszt, Sergei Rachmaninov… Trata-se apenas de uma pequena amostra. A página La Folia – A Musical Cathedral (http://www.folia.tk/), que procede a um inventário de folias, estima que “mais de 150 compositores em mais de 330 anos conceberam inúmeras variações brilhantes”.

Nas sociedades ditas pós-modernas ou líquidas, ainda há lugar para a folia? “No presente, as Folias continuam a assombrar o nosso imaginário musical” (Lutin d’Ecouves: http://fr.wikipedia.org/wiki/Discussion:Folia). O cruzamento de géneros tem sido uma propensão das últimas décadas. E a folia alinha. No cinema, consta da banda sonora de filmes tais como Barry Lyndon (1975), de Stanley Kubrick, ou 1492 A Conquista do Paraíso (1992), de Ridley Scott. Karl Jenkins (Adiemus) compôs uma La Folia (http://www.youtube.com/watch?v=UIHHT0NXdsw). O jazz, a seu jeito, também se deixou tentar. Vários grupos e artistas tocam folias. Permito-me relevar Jan Johansson, pianista expoente do jazz sueco, falecido em 1968 (ver vídeo 3; Sinclairvisan – La Folia). Inesperada é porventura a presença da foliano mundo dos videojogos. Final Fantasy, distinta referência no género, inclui, na banda sonora do Final Fantasy IX, uma folia, composta por Nobuo Uematsu (Vamo’ Alla Flamenco, vídeo 4).

Os espanhóis prestam atenção e dão valor à folia. O mundo, também. E nós, os portugueses seus criadores? Deparei-me com uma obra notável: um cd intitulado O Lusitano – Portuguese Vilancetes, Cantigas e Romances, pelo ensemble Circa 1500 e Gérard Lesne, com direção de Nancy Hadden, impresso na Alemanha pela Virgin Classics,em 1992. Tudo nomes aparentemente estrangeiros… Tropecei com o seguinte comentário sobre este cd no blogue Assédio: “Se nós não investimos e não investigamos a nossa música, há quem o faça e lhe dê o real valor que tem, e que é muito! Aqui está a prova: a nossa música do século XVI” (http://assedio.blogspot.pt/2006/04/portugal-circa-1500.html). Foi, contudo, neste cd, O Lusitano, que ouvi pela primeira vez a folia de minha eleição: La Folia Dos Estrellas le Siguen, do português Manuel Machado (c. 1590-1646), compositor que se formou em Lisboa, mas que migrou, como muitos conterrâneos, em 1610, para Madrid, onde foi músico, primeiro, da Capela Real e, em seguida, no palácio de Filipe IV de Espanha. Quase  todas as partituras que compôs foram destruídas pelo terramoto de 1755.

Nós, portugueses, sabemos o que valemos?

C. P. E. Bach (1714-1788): La Folia e Outras Peças

Sinfonia a tre voci in D major H585 [9’32]
1 Allegro moderato [5’04]
2 Andantino [2’20]
3 Tempo di minuetto[ 2’08]

4 12 Variationen über die Folie d’Espagne H263 Wq118/9 [7’58]
Robert Woolley (harpsichord)

Trio Sonata in C minor ‘Sanguineus and Melancholicus’ H579 Wq161/1[14’10]
5 Allegretto – Presto [4’50]
6 Adagio [4’21]
7 Allegro [4’59]

Viola da gamba Sonata in D major H559 Wq137 [11’48]
Richard Boothby (viola da gamba), Robert Woolley (harpsichord)
8 Adagio ma non tanto [3’14]
9 Allegro di molto [5’03]
10 Arioso [3’31]

Trio Sonata in B flat major H584 Wq158 [13’10]
11 Allegretto [4’28]
12 Largo con sordini [4’03]
13 Allegro [4’39]

The Purcell Quartet

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

PQP

Arcangelo Corelli (1653-1713): La Folia e Outras Sonatas

Arcangelo Corelli (1653-1713): La Folia e Outras Sonatas

Interessante projeto do Quarteto Purcell: são sete CDs de diferentes compositores que escreveram variações sobre o tema La Folia. Mas esta é apenas a (sensacional) faixa 20 deste CD. As peças restantes são outras excelentes sonatas de Corelli. Eu amo o barroco e Corelli é um de meus campeões. E o Purcell dá um verdadeiro show neste repertório.

Mas o que é La Folia? La Folia é uma melodia e dança surgida no século XV cujo esquema harmônico-melódico foi, desde então, utilizado em variações escritas por mais 150 compositores, de Lully a Rachmaninov. É um dos mais antigos e recorrentes temas musicais europeus. O primeiro registro do termo “folia” aparece no Auto da Sibila Cassandra, uma das peças que compõem o teatro castelhano do dramaturgo português Gil Vicente, escrita por volta de 1513, na qual se menciona a folia como uma dança interpretada por pastores. Por sua forma musical, estilo e etimologia da palavra, supõe-se que a melodia surgiu como uma dança em meados ou no final do século XV, em Portugal ou no antigo Reino de Leão (zona de influência galícia) ou no Reino de Valência. Sebastián de Covarrubias, no Tesoro de la lengua castellana (1611), descreve a folia como uma dança portuguesa, rápida e confusa, na qual os bailarinos carregavam sobre os ombros homens vestidos de mulher.

Arcangelo Corelli (1653-1713): La Folia e Outras Sonatas

Sonata Da Chiesa In G, Op 1 No 9
1 Allegro – Adagio 1:16
2 Allegro 1:15
3 Adagio 1:34
4 Allegro – Adagio 1:16

Violin Sonata In C, Op 5 No 3
5 Adagio 2:09
6 Allegro 2:05
7 Adagio 2:48
8 Allegro 1:03
9 Allegro 2:37

Sonata Da Camera In A, Op 4 No 3
10 Preludio (Largo) 2:35
11 Corrente (Allegro) 1:26
12 Sarabanda (Largo) 1:36
13 Tempo Di Gavotta (Allegro) 1:19

Viola Da Gamba Sonata In D (Anonymous Arrangement Of Violin Sonata In E, Op 5 No 11)
14 Preludio (Adagio) 1:43
15 Allegro 2:42
16 Adagio 0:45
17 Vivace 1:44
18 Gavotta (Allegro) 0:45

19 Sonata Da Camera In G (Ciaccona), Op 2 No 12 2:54

20 Violin Sonata In D Minor ‘La Folia’, Op 5 No 12 9:58

Sonata Da Camera In E Minor, Op 2 No 4
21 Preludio (Adagio) 2:21
22 Allemanda (Presto) 1:00
23 Grave – Adagio 1:38
24 Giga (Allegro) 1:39

Sonata Da Chiesa In A, Op 3 No 12
25 Grave – Allegro – Adagio 2:10
26 Vivace 1:01
27 Allegro 0:58
28 Allegro 1:23
29 Allegro 1:04

The Purcell Quartet:
Cello – Richard Boothby (tracks: 5 to 9, 20), Richard Campbell (tracks: 14 to 18)
Harpsichord, Organ [Chamber Organ] – Robert Woolley (tracks: 5 to 9, 14 to 18, 20)
Viol [Viola Da Gamba] – Richard Boothby (tracks: 14 to 18)
Violin – Catherine Mackintosh (tracks: 5 to 9), Elizabeth Wallfisch (tracks: 20)

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

PQP

Tchaikovsky (1840-1893) / Grieg (1843-1907): Cordas e mais cordas (Serenata, Souvenir, Holberg)

Tchaikovsky (1840-1893) / Grieg (1843-1907): Cordas e mais cordas (Serenata, Souvenir, Holberg)

Um excelente repertório numa interpretação que está fora de moda, mas que foi de alto nível em sua época. Também não sei porque Grieg ficou fora da capa — ou se esta é realmente a capa do CD. Sua Suíte Holberg é belíssima e não merece este descaso…

Sobre a Serenata para Cordas de Tchai: ele pretendia que o primeiro movimento fosse uma imitação do estilo de Mozart, e foi baseado na forma da sonatina clássica, com uma introdução lenta. A agitada introdução do Andante é marcada como “sempre marcatissimo”. A introdução é reafirmada no final do movimento, e depois reaparece, transformada, no quarto movimento, unindo toda a obra. Na segunda página da partitura, Tchaikovski escreveu: “Quanto maior o número de músicos na orquestra de cordas, mais isso estará de acordo com os desejos do autor.” O segundo movimento, Valse, tornou-se uma peça popular por si só.

Souvenir de Florence, também de Tchai, é originalmente um sexteto, mas não chega aos pés da Serenata.

Já a Suíte Holberg, de Grieg, é demais! A Suíte Holberg, op. 40, mais propriamente “Da época de Holberg”, com o subtítulo “Suite in olden style” é uma suíte de cinco movimentos baseados nas formas de dança do século XVIII, escritos por Edvard Grieg em 1884 para celebrar o 200º aniversário do nascimento do dramaturgo humanista Ludvig Holberg. Ela foi originalmente composta para piano, mas um ano depois foi adaptada pelo próprio Grieg para orquestra de cordas. A suíte consiste em uma introdução e um conjunto de danças. É um ensaio inicial do neoclassicismo, uma tentativa de ecoar tanto quanto se sabia no tempo de Grieg da música da época de Holberg. Embora não seja tão famosa quanto a música incidental de Grieg de Peer Gynt, muita gente boa consideram ambas como obras como de igual mérito.

É claro que as interpretações modernas da Holberg são muito melhores.

Tchaikovsky (1840-1893) / Grieg (1843-1907): Cordas e mais cordas (Serenata, Souvenir, Holberg)

Tchaikovsky (1840-1893): Serenade for strings in C major, Op.48
01. I. Pezzo in forma di sonatina_ Andante non troppo — Allegro moderato
02. II. Walzer_ Moderato, tempo di valse
03. III. Elégie_ Larghetto elegiaco
04. IV. Finale (Tema russo)_ Andante — Allegro con spirito

Tchaikovsky (1840-1893): Souvenir de Florence, Op.70
05. I. Allegro con spirito
06. II. Adagio cantabile e con moto
07. III. Allegro moderato
08. IV. Allegro vivace

Edvard Grieg (1843-1907): Holberg Suite, Op.40

09. I. Praeludium_ Allegro vivace
10. II. Sarabande_ Andante
11. III. Gavotte_ Allegretto — Musette_ Poco più mosso
12. IV. Air_ Andante religioso
13. V. Rigaudon_ Allegro con brio

Academy of St. Martin in the Fields
Sir Neville Marriner

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Tchai

PQP

John Adams (1947): Must the Devil Have All the Good Tunes? / China Gates (Wang/Dudamel)

John Adams (1947): Must the Devil Have All the Good Tunes? / China Gates (Wang/Dudamel)

Uma das coisas mais legais a respeito de John Adams é que, apesar de todos os elogios e honras acumuladas, ele mantém um ânimo leve e bem humorado. Isso se reflete nos títulos irreverentes de suas composições: “Gnarly Buttons”, “Son of Chamber Symphony”, “Roll Over Beethoven”, “American Berserk”, “Short Ride in a Fast Machine”, dentre outros. Então, quando foi anunciado que Adams escreveria uma peça para a pianista Yuja Wang e a Filarmônica de Los Angeles em uma estreia mundial no Walt Disney Concert Hall já dava para prever. Seria a composição uma sucessora tardia de “Eros Piano”, de “Century Rolls” ou seria seu Concerto para Piano No. 3? Nada disso: a peça se chama “Must the Devil Have All the Good Tunes?” (“O diabo deve ter todas as boas músicas?”). Como em um concerto convencional para piano, Devil se divide em três partes rápido-lento-rápido, mas as semelhanças param aí. Num ambiente ágil e muito percussivo, Adams nos agarra desde o início, com Wang tocando acordes pesados ​​que lembram instantaneamente o tema estrondoso de “Peter Gunn” (Henry Mancini). O piano fica constantemente ocupado ao longo dos mais de 25 minutos, e mesmo no lento movimento contemplativo, acariciado pelas cordas sustentadas típicas de Adams, há uma tensão subjacente e um desejo impaciente de ligar novamente os motores. Eles acabam fazendo um ritmo pontilhado que sugere rock ‘n’ roll. Um baixo elétrico fornece sustentação sutil. Bem, Devil é sensacional e só poderia ter vindo da parte de um compositor com um olho na cultura popular. Como bis, a esplêndida pianista Wang toca o lindo, breve e murmurado “China Gates”, lá do início da carreira de Adams (1977), mostrando quão longe ele foi desde aqueles dias minimalistas. Gustavo Dudamel conduz a turma com verve adequada. Tudo perfeito.

Grande John Adams!

John Adams (1947): Must the Devil Have All the Good Tunes? / China Gates (Wang/Dudamel)

Must the Devil Have All the Good Tunes?

1 I. Gritty, Funky, But in strict Tempo; Twitchy, Bot-Like 11:31
2 II. Much Slower; Gently, Relaxed 7:07
3 III. Piú mosso: Obsession / Swing 7:41
Yuja Wang
Los Angeles Philharmonic
Gustavo Dudamel

4 China Gates 4:39
Yuja Wang

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Wang, Adams e Dudamel comemorando a estreia

PQP

Anton Rubinstein (1829-1894): Solo Piano Music

Anton Rubinstein (1829-1894): Solo Piano Music

Um disco elegante e nobre de um compositor que foi soterrado por contemporâneos melhores. Mas trata-se de um bom compositor e o trabalho do pianista Leslie Howard é notável aqui.

O russo Anton Grigorevich Rubinstein, nasceu em Vikhvatinets (atual Moldávia) e fazia uma música bonita e sossegada — com algumas exceções onde a tensão está presente –, que certamente agradará quem ouve música como calmante. Ele foi professor de Tchaikovsky em São Petersburgo e crítico do movimento nacionalista. Ele escreveu sobre si mesmo:

Os russos me chamam de alemão, os alemães me chamam de russo, os judeus me chamam de cristão, os cristãos me chamam de judeu. Os pianistas me chamam de compositor, os compositores me chamam de pianista. Os classicistas imaginam em mim um futurista, e os futuristas me chamam de reacionário. Minha conclusão é que não sou nem peixe nem ave — mas um indivíduo lamentável.

Não exagera, Anton.

Depois da morte de Rubinstein, seus trabalhos começaram a ser ignorados, embora o seu concerto para piano perdurasse na Europa até a primeira guerra mundial. Fora do nacionalismo, e talvez faltando um pouquinho de individualidade, a música de Rubinstein era simplesmente incapaz de competir com os clássicos estabelecidos como bons ou com o novo estilo russo de Stravinsky e de Prokofiev. Rubinstein tinha-se identificado consistentemente com as tradições mais conservadoras na música europeia de seu tempo. Teve pouco tempo para a música de Richard Wagner e outros radicais musicais. Mendelssohn foi um ídolo durante toda sua vida. Ele executava frequentemente sua música em seus recitais. Sua música solo para piano contém muitos ecos de Mendelssohn, de Chopin e de Robert Schumann.

Recentemente, seu trabalho voltou a ser tocado um pouco mais freqüentemente na Rússia e no exterior, e teve críticas positivas.

Anton Rubinstein (1829-1894): Solo Piano Music

Deux Mélodies Op 3[8’03]
1 No 1 in F major: Melody in F[4’20]
2 No 2 in B major: Andante[3’43]

Deux morceaux Op 30[10’39]
3 No 1 in F minor: Première Barcarolle. Moderato[5’36]
4 No 2 in D minor: Allegro appassionato[5’03]

Trois Barcarolles[15’26]
5 Deuxième Barcarolle in A minor, Op 45bis: Moderato assai[6’32]
6 Troisième Barcarolle in G minor, Op 50 No 3bis: Moderato con moto[3’43]
7 Quatrième Barcarolle in G major: Allegretto con moto[5’11]

Fantaisie in E minor Op 77[44’43]
8 Adagio – Allegro con fuoco[13’50]
9 Moderato assai[7’08]
10 Allegro molto – Moderato – Allegro molto – Poco meno mosso – Presto[7’07]
11 Molto lento – Vivace assai – Tempo rubato – Quasi presto[16’38]

Trois Caprices Op 21[13’35]
12 F sharp major: Allegretto scherzando[2’34]
13 D minor: Andante – Allegro[5’53]
14 E flat major: Allegro risoluto – Andante – Tempo I[5’08]

Trois Sérénades Op 22[19’39]
15 F major: Moderato assai[4’34]
16 G minor: Moderato assai[6’21]
17 E flat major: Allegretto con moto[8’44]

Thème et variations Op 88[42’01]
18 Theme in G major: Lento – Allegro moderato[2’13]
19 Variation 1 in G major: Allegro[1’29]
20 Variation 2 in E minor: Andante con moto[3’13]
21 Variation 3 in C major: Moderato con moto[2’14]
22 Variation 4 in C minor: Moderato[3’25]
23 Variation 5 in G major: Moderato[3’12]
24 Variation 6 in G minor: Allegro non troppo[1’37]
25 Variation 7 in E flat major: Moderato assai[2’32]
26 Variation 8 in E flat minor: Moderato assai[4’45]
27 Variation 9 in B major: Moderato[4’20]
28 Variation 10 in B minor: Moderato[2’20]
29 Variation 11 in D major: Allegro[1’57]
30 Variation 12 in G major: Allegro moderato[8’44]

Leslie Howard (piano)

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Anton Rubinstein, romantismo nobre e elegante

PQP

Charles Wuorinen (1938-2020): Scherzo / String Quartet No. 1 / Viola Variations / Piano Quintet No. 2

Charles Wuorinen (1938-2020): Scherzo / String Quartet No. 1 / Viola Variations / Piano Quintet No. 2

Charles Peter Wuorinen (9 de junho de 1938 – 11 de março de 2020) foi um compositor de música clássica contemporânea. Era também pianista e maestro. Compôs quase 300 peças, incluindo obras para orquestra, óperas como Brokeback Mountain e Haroun e o Mar de Histórias, música de câmara, além de trabalhos instrumentais e vocais solo. Salman Rushdie e Annie Proulx colaboraram com ele. O trabalho de Wuorinen foi descrito como serialista , mas ele depreciou esse termo como sem sentido. Ele recebeu o prêmio Pulitzer de Music for Time’s Encomium, sua única peça puramente eletrônica . Wuorinen também foi professor acadêmico em várias instituições, incluindo a Columbia University e a Manhattan School of Music.

Eu gostei bastante deste disco no qual a música de Wuorinen me foi apresentada. Ouvi tudo duas vezes por puro prazer, me diverti e tals.

Charles Wuorinen (1938): Scherzo / String Quartet No. 1 / Viola Variations / Piano Quintet No. 2

1. Scherzo 00:10:58
Scherzo: Serkin, Peter, piano

String Quartet No. 1:
2. I. quarter note = 60 00:05:53
3. II. [stesso tempo] 00:11:10
4. III. quarter note = 60, Allegramente 00:05:29
Macomber, Curtis, violin
Mills, Jesse, violin
Martin, Lois, viola
Sherry, Fred, cello

5. Viola Variations 00:13:59
Martin, Lois, viola

Piano Quintet No. 2:
6. I. quarter note = 120 00:01:38
7. II. quarter note = 60 – 64 00:06:59
8. III. half note = 96 (quarter note = 192) 00:02:05
9. IV. — 00:11:24
10. III. (Resumed) 00:03:03
Serkin, Peter, piano
Brentano String Quartet

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

O compositor com um amigo.

PQP

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Early Concertos & Sonatas (Ensemble Cordia, Veggetti)

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Early Concertos & Sonatas (Ensemble Cordia, Veggetti)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Os trabalhos neste CD representam um aspecto desconhecido do trabalho de Telemann. Eles datam do início de sua carreira, quando ele estava experimentando as diferentes influências musicais e estilísticas que conhecia. Foi durante seu tempo como Kapellmeister em Eisenach que ele iniciou sua incrível produção de sonatas e concertos para diversos grupos de instrumentos. Ele achou inicialmente o estilo italiano moderno muito superficial e foi o estilo francês que mais o atraiu, tanto que ele disse que seus concertos acabavam “com cheiro de França”. (Cá entre nós, tudo me pareceu bem barroco tardio alemão, quase já clássico, louco para desistir de vez do baixo contínuo. Sim, Telemann não tinha o talento de Bach, mas era mais moderninho). Depois, sua opinião sobre  a música italiana melhorou, principalmente quando viu o que seu amigo, violinista e compositor J.G Pisendel tinha trazido de Veneza. Acontece que Pisendel conhecera Vivaldi.

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Early Concertos & Sonatas

1 Concerto in D Major, TWV 53:3, à Tromba, Violino Concertato, 3 Violini, 2 Viole, Violoncello Obbligato e Basso: I. Vivace 3:46
2 Concerto in D Major, TWV 53:3, à Tromba, Violino Concertato, 3 Violini, 2 Viole, Violoncello Obbligato e Basso: II. Adagio 4:42
3 Concerto in D Major, TWV 53:3, à Tromba, Violino Concertato, 3 Violini, 2 Viole, Violoncello Obbligato e Basso: III. Allegro 5:43

4 Concerto in D Minor, TWV 43:2, à 4, per 2 Violini, Viola e Cembalo: I. Largo 2:08
5 Concerto in D Minor, TWV 43:2, à 4, per 2 Violini, Viola e Cembalo: II. Allegro 2:23
6 Concerto in D Minor, TWV 43:2, à 4, per 2 Violini, Viola e Cembalo: III. Andante 1:46
7 Concerto in D Minor, TWV 43:2, à 4, per 2 Violini, Viola e Cembalo: IV. Presto 3:12

8 Concerto in D Major, TWV 43:4, a Viola da Braccio Concertata, 2 Violini, Viole e Cembalo: I. Largo 3:07
9 Concerto in D Major, TWV 43:4, a Viola da Braccio Concertata, 2 Violini, Viole e Cembalo: II. Allegro 2:37
10 Concerto in D Major, TWV 43:4, a Viola da Braccio Concertata, 2 Violini, Viole e Cembalo: III. Andante 3:27
11 Concerto in D Major, TWV 43:4, a Viola da Braccio Concertata, 2 Violini, Viole e Cembalo: IV. Presto 3:32

12 Sonata in E Minor, TWV 44:5, a 2 Violini, 2 Viole e Continuo: I. Adagio 2:24
13 Sonata in E Minor, TWV 44:5, a 2 Violini, 2 Viole e Continuo: II. Allegro 2:23
14 Sonata in E Minor, TWV 44:5, a 2 Violini, 2 Viole e Continuo: III. Grave 1:56
15 Sonata in E Minor, TWV 44:5, a 2 Violini, 2 Viole e Continuo: IV. Allegro 1:45

16 Concerto in D Major, TWV 51:8, a Corno da Caccia, Violini, 2 Viole e Cembalo: I. Vivace 1:59
17 Concerto in D Major, TWV 51:8, a Corno da Caccia, Violini, 2 Viole e Cembalo: II. Largo 3:01
18 Concerto in D Major, TWV 51:8, a Corno da Caccia, Violini, 2 Viole e Cembalo: III. Allegro 3:51

19 Concerto in D Major, TWV 43:4, à 4, per 2 Violini, Viola e Cembalo: I. Largo 1:54
20 Concerto in D Major, TWV 43:4, à 4, per 2 Violini, Viola e Cembalo: II. Allegro 2:05
21 Concerto in D Major, TWV 43: 4, à 4, per 2 Violini, Viola e Cembalo: III. Adagio 1:12
22 Concerto in D Major, TWV 43:4, à 4, per 2 Violini, Viola e Cembalo: IV. Presto 2:15

Ensemble Cordia
Stefano Veggetti

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Em registro pré-coronavírus, o Ensemble Cordia aquece as turbinas antes de arrasar em mais um Telemann.

PQP