Já há algum tempo que eu estava organizando esta postagem do compositor tcheco Bohuslav Martinu. Somente agora tomei a atitude de fazê-lo. Fiquei com dúvida sobre qual versão postar. Tenho uma outra gravação dessas mesmas sinfonias com Neeme Järvi. O fato é que escolhi esta gravação com Vaclav Neumann de modo instintual. Achei necessário que ela aparecesse primeiro. Explicação? Nenhuma. Apenas o fato de talvez eu ter ouvido primeiro a gravação com o Neumann, patrício de Martinu, morto no ano de 1995. Não deixe de ouvir. Boa apreciação!
Bohuslav Martinu (1890-1959): Sinfonias completas de 1 a 5 e Fantasia Sinfônica (Sinfonia Nº 6)
DISCO 1
Symphony No. 1, H. 289 37min22
01. Moderato
02. Allegro.Poco moderato. Allegro come prima
03. Largo
04. Allegro non troppo
Symphony No. 2, H. 295 23min40
05. Allegro moderato
06. Andante moderato
07. Poco allegro
08. Allegro
DISCO 2
Symphony No. 3, H. 299 28min36
01. Allegro poco moderato
02. Largo
03. Allegro
Symphony No. 4, H. 305 33min29
04. Poco moderato. Poco allegro 00:07:00
05. Allegro vivo. Moderato (Trio). Allegro vivo 00:08:59
06. Largo 00:10:03
07. Poco allegro 00:07:11
Um dos grandes momentos da discografia de Claudio Abbado foi a gravação da integral das sinfonias de Mendelssohn frente à Sinfônica de Londres. A cumplicidade entre a orquestra e o maestro era muito grande, e essas leituras que ele realizou das sinfonias e aberturas do grande compositor de Leipzig mostram isso claramente nesta gravação que ora vos trago, que tem a Sinfonia n°3, conhecida como “Escocesa” além de algumas aberturas.
Já comentei anteriormente como gosto destas sinfonias de Mendelssohn. São alegres, espirituosas, me deixam de bem com a vida. Este fantástico compositor viveu pouco mas nos legou uma quantidade de obras de altíssimo nível.
Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847): Symphony N°3 / The Fair Melusina / Trumpet Overture / Ruy Blas
1 Sym No 3 in A minor Op 56 ‘Scottish’ – 1 Andante con moto_ Allegro un poco agitato
2 Sym No 3 in A minor Op 56 ‘Scottish’ – 2 Vivace non troppo
3 Sym No 3 in A minor Op 56 ‘Scottish’ – 3 Adagio
4 Sym No 3 in A minor Op 56 ‘Scottish’ – 4 Allegro vivacissimo_ Allegro maestoso assai
5 The Fair Melusina Overture Op 32
6 Trumpet Overture – Op 101
7 Ruy Blas – Op 95
London Symphony Orchestra
Claudio Abbado – Conductor
Uma importante gravação do passado. Ultra-romântico, o violinista de lentes grossas Wolfgang Schneiderhan carregava em cores pouco utilizadas em nossos dias. O cara foi spalla da Orquestra Filarmônica de Viena e mantinha, paralelamente, uma carreira solo.. Esqueçamos seu passado no Partido Nazista. Afinal, entrou na coisa aos 15 anos, em 1940. Engraçado como, em outra gravação, Ferenc Fricsay deixou Schneiderhan mais calmo do que ele aparece aqui, fazendo berrar seu violino com a utilização de uma força descomunal. Devia ter calosidades nas mãos. Mas o resultado é bom, mas só depois que paramos de rir de certos exageros.
Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Violino (completas)
1 Brahms: Sonata for Violin and Piano No.1 in G, Op.78 – 1. Vivace ma non troppo 10:39
2 Brahms: Sonata for Violin and Piano No.1 in G, Op.78 – 2. Adagio 7:47
3 Brahms: Sonata for Violin and Piano No.1 in G, Op.78 – 3. Allegro molto moderato 7:55
4 Brahms: Sonata for Violin and Piano No.2 in A, Op.100 – 1. Allegro amabile 8:01
5 Brahms: Sonata for Violin and Piano No.2 in A, Op.100 – 2. Andante tranquillo – Vivace – Andante – Vivace di più – Andante vivace 5:46
6 Brahms: Sonata for Violin and Piano No.2 in A, Op.100 – 3. Allegretto grazioso (Quasi andante) 5:06
7 Brahms: Sonata for Violin and Piano No 3 in D minor, Op.108 – 1. Allegro 7:28
8 Brahms: Sonata for Violin and Piano No 3 in D minor, Op.108 – 2. Adagio 4:50
9 Brahms: Sonata for Violin and Piano No 3 in D minor, Op.108 – 3. Un poco presto e con sentimento 2:37
10 Brahms: Sonata for Violin and Piano No 3 in D minor, Op.108 – 4. Presto agitato 5:40
11 Brahms: Scherzo in C minor for violin & piano (from the FAE-Sonata) 5:28
Um gravação decepcionante do grande Dudamel. Um Brahms frouxo e bastante sem graça este realizado pela orquestra norte-americana do venezuelano. Ficou tudo muito parecido com o time do Inter, que ronda a área adversária sem penetrar. Deixemos estas lentidões para quem sabe, alguém tipo Celibidache ou Ademir da Guia. Na boa, não me caiu bem esta versão.
Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonia Nº 4
1 Brahms: Symphony No.4 In E Minor, Op.98 – 1. Allegro non troppo 14:02
2 Brahms: Symphony No.4 In E Minor, Op.98 – 2. Andante moderato 12:15
3 Brahms: Symphony No.4 In E Minor, Op.98 – 3. Allegro giocoso – Poco meno presto – Tempo I 6:22
4 Brahms: Symphony No.4 In E Minor, Op.98 – 4. Allegro energico e passionato – Più allegro 11:46
Esse não é o Jazz Contemporaries que Freddie Hubbard montou em 1957 com James Spaulding e Larry Ridley. É o grupo cujo único rastro é esse raríssimo disco, uma gravação ao vivo no Village Vanguard em 13/02/1972, lançado pela lendária Strata-East. Rip de vinil, fora de catálogo (como a maioria das edições da Strata).
E, por pura falta de informações disponíveis, isso é tudo* que eu tenho a dizer sobre a postagem de hoje.
Ah! Embora os discos da Strata-East tenham forte relação com o soul jazz (spiritual, afro etc), esse é um caso de “aumenta que isso aí é post-bop”. Aproveite a oportunidade de ouvir Watkins e seu french horn — e Coleman tem tanto fôlego que não só derrubaria a casa dos porquinhos como os sopraria a 3km de distância. O lado B é absolutamente fantástico. Não sei porque permitem que esse disco permaneça esquecido.
Jazz Contemporaries – Reasons In Tonality (1972)
Lado A: Reasons In Tonality 24:00
Composed By – Julius Watkins
Lado B: 3-M.B. 22:45
Composed By – Keno Duke
Bass – Larry Ridley
Drums – Keno Duke
French Horn – Julius Watkins
Piano – Harold Mabern
Saxophone [Tenor] – Clifford Jordan, George Coleman
Um disco de música sacra desta que é uma das maiores estrelas do canto lírico atual. Ela canta maravilhosamente peças que, na verdade, tira de letra. É uma utilidade, pois raramente um duo de voz e órgão é gravado, ainda mais neste nível. Aqui, ela passa por Franz Schubert, Johann Sebastian Bach, Hugo Wolf, Maurice Ravel, Bizet, Verdi, Purcell… e outros compositores dos quais a gente nem sabia de momentos carolas. Sabiam que ela vai gravar todas as canções de Schubert em uma série de recitais no Wigmore Hall? Ah, pois é, as pessoas têm de se informar. Vai gravar, sim..
Prayer: Música para Voz e Órgão com Magdalena Kozena e Christian Schmitt
Franz Schubert (1797-1828)
1. Totengräbers Heimweh, D 842 05:42
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
2. Komm, süßer Tod, komm, sel’ge Ruh!, BWV 478 03:16
Hugo Wolf (1860-1903)
3. Karwoche 03:54
Maurice Ravel (1875-1937)
4. Kaddisch 04:34
Georges Bizet (1838-1875)
5. Agnus Dei 03:08
Franz Schubert (1797-1828)
6. Ellens Gesang III (Hymne an die Jungfrau), D 839 05:44
Hugo Wolf (1860-1903)
7. Mühvoll komm ich und beladen 04:42
Henry Purcell (1659–1695)
8. Tell Me, Some Pitying Angel (The Blessed Virgin’s… 07:15
Antonin Dvorak (1841-1904)
9. Ave Maria, Op.19b 03:01
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
10. So gibst du nun, mein Jesu, gute Nacht!, BWV 501 02:10
Franz Schubert (1797-1828)
11. Himmelsfunken, D 651 02:54
Hugo Wolf (1860-1903)
12. Zum neuen Jahr 01:43
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
13. Die güldne Sonne, BWV 451 01:13
Franz Schubert (1797-1828)
14. Vom Mitleiden Mariä, D 632 03:46
Hugo Wolf (1860-1903)
15. Schlafendes Jesukind 03:11
Franz Schubert (1797-1828)
16. Litanei auf das Fest Allerseelen, D 343 04:41
Giuseppe Verdi (1813–1901)
17. Ave Maria 05:03
Hugo Wolf (1860-1903)
18. Gebet 02:02
Franz Schubert (1797-1828)
19. Der Leidende, D 432 01:52
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
20. Mein Jesu, was für Seelenweh, BWV 487 02:32
Maurice Duruflé
21. Notre Père, Op.14 01:25
Johann Sebastian Bach (1685-1750)
22. Kommt, Seelen, dieser Tag, BWV 479 01:06
Petr Eben (1929-2007)
23. Die Hochzeit zu Kana 06:54
Leos Janacek (1854-1928)
24. Glagolitic Mass – 7. Varhany Solo 02:53
Magdalena Kozena, mezzo-soprano
Christian Schmitt, órgão
Eu, PQP Bach, estava em férias e voltei hoje. Sou uma humilde pessoa que não ganha muito, mas que guarda algum. Então, estive em Londres, Roma e Praga, onde — adivinhem? — assisti um monte de concertos. O Rudolfinum de Praga à beira do Moldávia… A Saint-Martin-in-the-fields… O Queen Elisabeth Hall… O Royal Festival Hall… O Barbican Hall… O festival The Rest is Noise, baseado na obra de Alex Ross no Southbank Center…
Então, ainda sob a influência destes 20 maravilhosos dias, deixo para vocês um CD espetacular e cheio de prêmios Diapason d`Or, Choc, etc.
O Quarteto Schumann interpreta dois Quartetos para Piano, um melhor do que o outro. É música da melhor qualidade e a interpretação é sensacional.
Ernest Chausson (1855-1899) / Gabriel Fauré (1845-1924): Quartetos para Piano
Ernest Chausson (1855-1899)
Piano Quartet in A major Op.30
1. Piano Quartet in A major Op.30 : Animé 11:55
2. Piano Quartet in A major Op.30: Très calme 10:07
3. Piano Quartet in A major Op.30: Simple et sans hâte 4:05
4. Piano Quartet in A major Op.30: Animé 12:19
Gabriel Fauré (1845-1924)
Piano Quartet no.1 in C minor Op.15
5. Piano Quartet N°1 in C minor Op.15 : Allegro molto moderato 9:57
6. Piano Quartet N°1 in C minor Op.15 : Scherzo (Allegro vivo) 5:40
7. Piano Quartet N°1 in C minor Op.15 : Adagio 7:18
8. Piano Quartet N°1 in C minor Op.15 : Allegro molto 8:11
Poucas vezes ouvi um CD original e AO VIVO de Charlie Mingus com tamanha qualidade de som. É espantosa a gravação do som daquele Festival de Antibes de 1960. Não é uma gravação de rádio como tantas. Sua qualidade é notável. Este ESPETACULAR CONCERTO, gravado em Paris na década de 60, apresenta Charlie Mingus e Eric Dolphy junto com o baterista e melhor amigo Dannie Richmond, o saxofonista Booker Ervin e o trompetista Ted Curson. Charles Mingus toca o solo de piano em “Better Git Hit In Your Soul” e há uma aparição — em “I’ll Remember April” — do pai do bebop, na época residente em Paris, Bud Powell.
Enormes composições e interpretações de artistas em seu auge. Ervin é sensacional, mas quando Dolphy entra, ele nos fala com outro sotaque e numa língua familiaríssima à da nossa sempre efêmera felicidade.
Que GRANDE CD!!!
Charles Mingus & Eric Dolphy – Immortal Concerts (1960)
1. Better Git Hit In Your Soul
2. Wednesday Night Prayer Meeting
3. Prayer For Passive Resistance
4. I’ll Remember April
5. What Love?
6. Folk Forms No. 1
Para tirar o gosto do Maazel de ontem, um álbum indiscutível: Canções de Mahler com regência de Pierre Boulez, a Filarmônica de Viena e os cantores Thomas Quasthoff, Violeta Urmana e Anne Sofie von Otter. Meio besta ficar comentando. Mesmo assim, alguns detalhes: são três ciclos de completos Mahler, interpretados por três cantores e um só regente e orquestra. É inacreditavelmente belo. Ouça ou ouça.
Gustav Mahler – Mahler Lieder
Lieder eines fahrenden Gesellen
1) Wenn mein Schatz Hochzeit macht [4:12]
2) Ging heut’ morgen übers Feld [3:53]
3) Ich hab’ ein glühend Messer [3:09]
4) Die zwei blauen Augen von meinem Schatz [5:37]
Thomas Quasthoff
Wiener Philharmoniker
Pierre Boulez
Rückert-Lieder
5) Blicke mir nicht in die Lieder [1:18]
6) Ich atmet’ einen linden Duft [2:37]
7) Liebst du um Schönheit [2:45]
8. Ich bin der Welt abhanden gekommen [7:02]
9) Um Mitternacht [5:54]
Violeta Urmana
Wiener Philharmoniker
Pierre Boulez
Kindertotenlieder
10) Nun will die Sonn’ so hell aufgeh’n [5:44]
11) Nun seh’ ich wohl, warum so dunkle Flammen [4:51]
12) Wenn dein Mütterlein [4:57]
13) Oft denk’ ich, sie sind nur ausgegangen [3:01]
14) In diesem Wetter [6:08]
Anne Sofie von Otter
Wiener Philharmoniker
Pierre Boulez
Qual foi o melhor compositor de Portugal? Não tenho ideia, pois pouco sei sobre os compositores portugueses. Mas parece ser comum por lá a afirmação que o maior sinfonista foi Joly Braga Santos. Nascido em Lisboa em 1924, Joly teve duas fases na sua vida: a primeira foi regionalista, misturada com influências inúmeras (Sibelius, Vaughan Williams, etc.), e uma segunda fase mais modernista. A sua obra foi resgatada no início do século pela gravadora Marco Polo. Todas suas sinfonias foram finalmente gravadas.
Em poucas palavras, adorei o que ouvi. Sua sinfonia Nº 4 (1950), dedicada à juventude musical portuguesa, tem a clássica estrutura com quatro movimentos, mas os movimentos estão bem mais interligados, como se fosse uma super-rapsódia. A obra é do final da fase regionalista, mas não é uma peça de louvor folclórico. Há muito mais aqui. A sinfonia não é original, mas é brilhante. O quarto movimento empolga do começo ao fim, uma das peças mais bem orquestradas que ouvi.
A obra que abre o disco são as variações sinfônicas sobre uma canção do Alentejo (1949) que é absolutamente encantadora.
1 Symphonic Variations on a popular song from the Alentejo 14:54
2 Symphony No. 4: Lento 13:48
3 Symphony No. 4: Andante 12:19
4 Symphony No. 4: Allegro tranquillo 11:03
5 Symphony No. 4: Lento 16:05
National Symphony Orchestra of Ireland
Alvaro Cassuto
Brahms era muito jovem quando escreveu seu Op. 5. Tinha 20 anos. Imagino que esta notável obra tenha sido mostrada ao casal Clara e Robert Schumann, os quais o chamaram de gênio logo no primeiro encontro. Schumann foi o maior divulgador do jovem Brahms, um compositor que parece já ter nascido maduro, como prova esta obra de arquitetura clássica e espírito romântico. Grimaud também era jovem quando gravou a Sonata. Tinha 23 anos. Ora, alguns precisam de amadurecimento maior, outro não. Grimaud precisou. Hoje, ainda jovem aos 45 anos, a pianista francesa poderia enfrentar muito melhor o Op. 3 do que quando o fez, há mais de 20 anos. Mas vale a audição.
Ah, para esta Sonata, indico Radu Lupu.
Johannes Brahms (1833-1897): Sonata para Piano Nº 3, Op. 5 / 6 Peças para piano, Op. 118
1 Sonata For Piano No. 3 in F Minor, Op. 5: I. Allegro maestoso 9:40
2 Sonata For Piano No. 3 in F Minor, Op. 5: II. Andante espressivo 10:56
3 Sonata For Piano No. 3 in F Minor, Op. 5: III. Scherzo: Allegro energico 4:42
4 Sonata For Piano No. 3 in F Minor, Op. 5: IV. Intermezzo: Andante molto 3:32
5 Sonata For Piano No. 3 in F Minor, Op. 5: V. Finale: Allegro moderato ma rubato 7:22
6 6 Klavierstucke, Op. 118 – I. Intermezzo in A Minor 1:56
7 6 Klavierstucke, Op. 118 – II. Intermezzo in A Major 5:57
8 6 Klavierstucke, Op. 118 – III. Ballade in G Minor 3:27
9 6 Klavierstucke, Op. 118 – IV. Intermezzo in F Minor 2:32
10 6 Klavierstucke, Op. 118 – V. Romanze in F Major 3:58
11 6 Klavierstucke, Op. 118 – VI. Intermezzo in E-Flat Minor 5:01
Este é o sensacional registro da participação de Carla Bley no Umbria Jazz Festival de 1996. Levei alguns dias para conseguir chegar à faixa 2 do CD tal é o entusiasmo que me causa a aula de arranjo que Carla nos demonstra nos 24 minutos do esplêndido blues de abertura: Setting Calvin’s Waltz. O título do CD é uma piada. Sabendo que sua apresentação seria na Igreja de San Francesco Al Prato em Perugia, Bley usou e abusou de sonoridades e timbres pouco usuais que soaram espetacularmente. Também pegou emprestado os gospels Exaltation / Religious Experience / Major de Carl Ruggles. O restante são composições — incluindo Setting Calvin’s Waltz — de Bley. Goes to Church está longe de ser um álbum religioso, é apenas um álbum que se utiliza da especial sonoridade de uma igreja, algo que talvez só pudesse ser fruído adequadamente em Perugia, entre os dias 19 e 21 de julho de 1996.
Carla Bley Big Band Goes to Church
1. Setting Calvin’s Waltz 23:52
2. Exaltation / Religious Experience / Major 9:33
3. One Way 8:29
4. Beads 8:27
5. Permanent Wave 10:07
6. Who Will Rescue You? 7:52
Carla Bley Big Band (17 músicos):
Lew Soloff (trumpet); Guy Barker (trumpet); Claude Deppa (trumpet); Steve Waterman (trumpet); Gary Valente (trombone); Pete Beachill (trombone); Chris Dean (trombone); Richard Henry (bass trombone); Roger Jannotta (soprano and alto saxophones, flute); Wolfgang Puschnig (alto saxophone); Andy Sheppard (tenor saxophone); Jerry Underwood (tenor saxophone); Julian Argüelles (baritone saxophone); Karen Mantler (organ, harmonica); Carla Bley (piano); Steve Swallow (bass); Dennis Mackrel (drums)
Pois é, posso dizer algo que parece louco? Esta gravação de Chang e Pappano vence o clássico registro de Rostropovich e Ozawa. Antes que você comece a espernear me chamando de insensato, não custa dar uma espreitadinha no CD deste post, um verdadeiro milagre. Com isso, não digo que Chang seja uma violoncelista nem um ser humano maior do que o lendário russo, apenas digo que ela, anos depois, venceu-o num terreno inusitado, onde Rostrô é Rei: o da esplêndida Sinfonia Concertante de Prokofiev. É uma pena, gente, mas a fila anda e nossas certezas vão embora como lágrimas na chuva.
Han-na Chang com seu violoncelo
Serguei Prokofiev (1891-1953): Sinfonia Concertante, Op. 125 / Sonata para Violoncelo e Piano, Op. 119
Sinfonia concertante, Op.125
1. I. Andante 10:07
2. II. Allegro giusto 16:46
3. III. Andante con moto 10:08
Cello Sonata, Op.119
4. I. Andante grave – Moderato animato – Andante grave, come prima – Allegro animato 11:40
5. II. Moderato – Andante dolce – Moderato primo 4:48
6. III. Allegro, ma non troppo – Andantino – Allegro, ma non troppo 8:09
Han-Na Chang, violoncelo
London Symphony Orchestra
Antonio Pappano, regência e piano
Este disco é uma grande realização artística. Vocês não podem imaginar o que canta esta turma do Anthony Rooley. Especialmente Emma Kirkby dá um show nessas canções do nosso inventor da ópera. Creio que os pequenos madrigais de Monteverdi jamais receberam tratamento tão luxuoso, tão sensível. Porém, para o gosto estragado de PQP Bach, dez minutos dos madrigais de Monteverdi servem para que ele caia irremediavelmente nos braços de Morfeu. Então, ele ouviu o CD em várias sessões curtas. E sempre dormiu embalado e apaixonado por vozes celestiais.
Claudio Monteverdi (1567-1643): Madrigais — Livros 4 e 5
CD 1
1. Book 4, SV 75-93: 1. Ah dolente partita!
2. Book 4, SV 75-93: 2. Cor mio, mentre vi miro
3. Book 4, SV 75-93: 3. Cor mio, non mori?
4. Book 4, SV 75-93: 4. Sfogava con le stelle
5. Book 4, SV 75-93: 5. Volgea l’anima mia
6. Book 4, SV 75-93: 6. Anima mia perdona. Prima parte
7. Book 4, SV 75-93: 7. Che se tu se’il cor mio. Seconda parte
8. Book 4, SV 75-93: 8. Luci serene e chiare
9. Book 4, SV 75-93: 9. La piaga c’ho nel core
10. Book 4, SV 75-93: 10. Voi pur da me partite
11. Book 4, SV 75-93: 11. A un giro sol de’ begl’occhi
12. Book 4, SV 75-93: 12. Ohimè, se tanto amate
13. Book 4, SV 75-93: 13. “Io mi son giovinetta”
14. Book 4, SV 75-93: 14. Quel augellin che canta
15. Book 4, SV 75-93: 15. Non più guerra pietate
16. Book 4, SV 75-93: 16. Sì ch’io vorrei morire
17. Book 4, SV 75-93: 17. Anima dolorosa
18. Book 4, SV 75-93: 18. Anima del cor mio
19. Book 4, SV 75-93: 19. Longe da te cor mio
20. Book 4, SV 75-93: 20. Piagn’ e sospira
21. Con che soavità, labbra odorate (from Book 7), SV 139
22. Mentre vaga Angioletta ogn’anima gentil cantando alletta (from Book 8), SV 157
23. Tempro la cetra (from Book 7), SV 117
CD 2
24. Book 5, SV 94-106: 1. Cruda Amarilli
25. Book 5, SV 94-106: 2. O Mirtillo, Mirtill’, anima mia
26. Book 5, SV 94-106: 3. Era l’anima mia
27. Book 5, SV 94-106: 4. Ecco, Silvio
28. Book 5, SV 94-106: 5. Ma se con la pietà
29. Book 5, SV 94-106: 6. Dorinda, ah! dirò
30. Book 5, SV 94-106: 7. Ecco, piegando
31. Book 5, SV 94-106: 8. Ferir quel petto
32. Book 5, SV 94-106: 9. Ch’io t’ami
33. Book 5, SV 94-106: 10. Deh! Bella e cara
34. Book 5, SV 94-106: 11. Ma tu, più che mai dura
35. Book 5, SV 94-106: 12. Che dar più vi poss’io
36. Book 5, SV 94-106: 13. M’è più dolce il penar
37. Book 5, SV 94-106: 14. Ahi, come a un vago sol
38. Book 5, SV 94-106: 15. Troppo ben può
39. Book 5, SV 94-106: 16. Amor, se giusto sei
40. Book 5, SV 94-106: 17. “T’amo mia vita!”
41. Book 5, SV 94-106: 18. E così a poc’ a poco
42. Book 5, SV 94-106: 19. Questi vaghi concenti
43. Ogni amante è guerrier (from Book 8), SV 151
Emma Kirkby, Poppy Holden, Evelyn Tubb (sopranos)
Cathy Cass, Mary Nichols (altos)
Joseph Cornwell, Paul Elliott, Andrew Lawrence-King (tenors)
Richard Wistreich, John Milne, David Thomas (basses)
Este é um grande candidato a melhor CD da obra pianística de Satie. Com boa seleção de obras, fraseado perfeito — na medida certa, entre a melancolia, a fragilidade e a ironia típicas do compositor –, Pascal Rogé da um show nesta gravação clássica dos anos 80. As Gymnopedies e Gnossiennes de Rogé são ainda as melhores interpretações disponíveis. Ele tem o espírito de Erik Satie. O mesmo vale para os 4 Prelúdios Flácidos e para os Embriões Dissecados. São 62 minutos perfeitos, você não se arrependerá de conhecê-los.
Erik Satie (1866-1925): 3 Gymnopedies e outras peças para piano
Quantz foi um grande flautista. Em 1728, tornou-se flautista na capela de Dresden. Lá, durante um concerto, conheceu o príncipe Frederico da Prússia, mais tarde conhecido como Frederico, o Grande, que logo se tornou seu aluno particular de flauta. Quando o príncipe chega a ser proclamado rei, Quantz passa às ordens diretas do novo monarca e passa a ministrar aulas diárias de flauta e composição. Inclusive, acompanha-o em suas campanhas militares. Quantz permaneceu como compositor da corte e músico de câmara de Frederico II para o resto de sua vida, intepretando suas próprias composições, assim como as do rei. Somente ele tinha o privilégio de criticar o rei, em sentido positivo ou negativo.
E, olha, o cara era bom mesmo! E este CD é uma joia ao trazer excelentes interpretações para a obra do notável Quantz. Seu estilo é o barroco, influenciado pelo estilo italiano, especialmente o de Antonio Vivaldi. Quantz também publicou vários tratados sobre interpretação de flauta no final do período Barroco, entre eles o Versuch einer Anweisung die Flöte traversiere zu spielen (“Tentativa de orientação para tocar flauta transversal”, 1752), que se tornou referência fundamental para conhecer a interpretação musical (e não somente a da flauta do século XVIII). Paralelamente, também fabricou flautas e trouxe melhorias técnicas e sonoras ao instrumento. Johann Sebastian Bach e Georg Philipp Telemann conheceram esses instrumentos e adaptaram algumas de suas composições a suas novas possibilidades técnicas.
Johann Joachim Quantz (1697-1773): Concertos para Flauta
1. Flute Concerto in A major No 256: Allegro di molto
2. Flute Concerto in A major No 256: Arioso ma con tenerezza
3. Flute Concerto in A major No 256: Presto
4. Flute Concerto in B minor No 5: Larghetto
5. Flute Concerto in B minor No 5: Allegro
6. Flute Concerto in B minor No 5: Adagio
7. Flute Concerto in B minor No 5: Allegro
8. Flute Concerto in C minor No 216: Allegro
9. Flute Concerto in C minor No 216: Affetuoso ma un poco lento
10. Flute Concerto in C minor No 216: Presto
11. Flute Concerto in G major No 29: Allegro assai
12. Flute Concerto in G major No 29: Lento – Andante – Lento
13. Flute Concerto in G major No 29: Vivace
14. Flute Concerto in G minor No 290: Allegro di molto
15. Flute Concerto in G minor No 290: Affetuoso
16. Flute Concerto in G minor No 290: Presto
Rachel Brown, flute
The Brandenburg Consort
Roy Goodman
Em 1950, Poulenc foi chamado por um crítico de “meio monge, meio mau rapaz”. Era um artificioso e preconceituoso comentário acerca da homossexualidade do grande compositor francês. Talvez a clareza e a dignidade com que Poulenc ostentava sua sexualidade fosse determinante para este gênero de comentário. Tendo nascido e sido educado na religião católica, Poulenc debatia-se. “Sabes que sou sincero na minha fé, sem excessos de messianismo, tanto como sou sincero na minha sexualidade. Mas nada disso interessa para nós. Este é um maravilhoso CD com alguma coisa de sua produção sinfônica. O Concerto para Órgão é absolutamente incontornável para alguém de queira conhecer a música do início do Século XX. Isoir, Colomer e sua turma dão-nos uma bela versão da obra.
Francis Poulenc (1899-1963): Organ Concerto / Sinfonietta / Suite Francaise
1. Concerto for organ, strings & timpani in G minor, FP 93: Andante
2. Concerto for organ, strings & timpani in G minor, FP 93: Allegro giocoso
3. Concerto for organ, strings & timpani in G minor, FP 93: Subito andanate moderato
4. Concerto for organ, strings & timpani in G minor, FP 93: Tempo allegro. Molto agitato
5. Concerto for organ, strings & timpani in G minor, FP 93: Très calme. Lent
6. Concerto for organ, strings & timpani in G minor, FP 93: Tempo de l’allegro initial
7. Concerto for organ, strings & timpani in G minor, FP 93: Tempo introduction. Largo
8. Sinfonietta, for chamber orchestra, FP 141: No. 1, Allegro con fuoco
9. Sinfonietta, for chamber orchestra, FP 141: No. 2, Molto vivace
10. Sinfonietta, for chamber orchestra, FP 141: No. 3, Andante cantabile
11. Sinfonietta, for chamber orchestra, FP 141: No. 4, Final (Prestissimo et tres gai)
12. Suite française (d’après Claude Gervaise), for winds, percussion & harpsichord, FP 80: No 1, Bransle de Bourgogne
13. Suite française (d’après Claude Gervaise), for winds, percussion & harpsichord, FP 80: No 2, Pavane
14. Suite française (d’après Claude Gervaise), for winds, percussion & harpsichord, FP 80: No 3, Petite marche militaire
15. Suite française (d’après Claude Gervaise), for winds, percussion & harpsichord, FP 80: No 4, Complainte
16. Suite française (d’après Claude Gervaise), for winds, percussion & harpsichord, FP 80: No 5, Bransle de Champagne
17. Suite française (d’après Claude Gervaise), for winds, percussion & harpsichord, FP 80: No 6, Sicilienne
18. Suite française (d’après Claude Gervaise), for winds, percussion & harpsichord, FP 80: No 7, Carillon
André Isoir, orgue Henri Didier (1899) de la cathédrale de Laon
Orchestre de Picardie
Edmon Colomer
Este é um CD da organista uruguaia Cristina García Banegas. Apesar de ela ser bastante conhecida na Europa, suas primeiras gravações, realizadas quando jovem — como esta que ora apresento –, eram coisas meio obscuras, não obstante o bom nível artístico. Este disco não está na Amazon e as referências acerca dele foram disponibilizadas por um site russo… Ouvi ontem e gostei bastante. Ela não é um Walcha, nem um Koopman, mas a coisa vai bem. O repertório não é óbvio, como vocês podem conferir abaixo.
J. S. Bach (1685-1750): Fantasias para Órgão
01. Toccata und Fuga d moll BWV 565 9:02
Fantasia Concerto in G BWV 571
02. Allegro 3:36
03. Adagio 1:58
04. Allegro 2:14
05. Fantasia C Dur BWV 570 2:28
06. Fantasia und Fuga a moll BWV 561 8:17
07. Fantasia con imitazione in h BWV 563 3:38
08. Fantasia in c moll BWV 562 6:08
Fantasia und Fuga in c BWV 537
09. Fantasia 5:00
10. Fuga 4:22
11. (Fantasia) Pièce d’orgue BWV 572 9:17
12. Passacaglia und Fuga in c moll BWV 582 13:39
13. Choral ”Liebster Jesu, wir sind hier…” 3:01
Cristina García Banegas, orgel, der grossen Silbermannorgel des Freiberger Doms
Um CD incrível, diferente, ótimo. Gulda, Chick Corea e Harnoncourt fazem um trio fabuloso nestes concertos de grande magnitude e versatilidade. Clássico e jazzístico se fundem – se é que devemos utilizar esta classificação. Chick Corea é um jazzista americano polivalente. Suas habilidades com o repertório erudito são fato patente desde a mais tenra infância do moço. Dizem que aprendeu a tocar piano aos 4 anos. Suas primeiras lições foram com obras de Bach, Mozart, Chopin, Beethoven, Scarlatti e outros. Cresceu com propensões para as fusões musicais. Tocou com Miles Davis, Gillespie, Hancock, Burton. Chegou a tocar em bandas de jazz-rock. Como se pode ver, o homem é um excursionista musical. Um David Bowie do jazz. Isso apenas realça o grande músico que é. Neste CD, Chick (apelido que ganhou da tia enquanto era menino ainda – “bochechudo”), está ao lado de Gulda, outra figura da versatilidade. Ao final da obra de Mozart, temos duas peças, uma do Chick e outra do Gulda. Um registro imperdível. A regência na obra de Mozart, como antecipei, é do grande Nikolaus Harnoncourt, maestro que ao meu modo de ver, dispensa maiores apresentações pela competência que lhe é peculiar. Uma boa apreciação!
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Concertos para dois pianos e orquestra No. 10 em E bemol maior, KV 365 (316a), Chick Corea (1941 -) – Fantasia para dois pianos, Friedrich Gulda (1930-2000) – Ping Pong
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Concertos para dois pianos e orquestra No. 10 em E bemol maior, KV 365 (316a)
01. Allegro [10:15]
02. Andante [8:00]
03. Rondeaux: Allegro [6:48]
Chick Corea (1941-2021) –
Fantasia para dois pianos
04. Fantasia para dois pianos [11:46]
Friedrich Gulda (1930-2000) – Ping Pong [9:56]
Concertgebouw Orchestra, Amsterdam
Nikolaus Harnoncourt, regente
Friedrich Gulda, piano
Chick Corea, piano
O Klez-Edge é a versão instrumental do Klezmokum. O grupo foca-se em músicas folclóricas semitas dos Balcãs. A ênfase é em improvisações baseadas em uma ampla variedade de material: arranjos de clássicos atemporais judaicos e originais de Burton Greene baseado no klezmer, sefardita e tradições dos Balcãs. O Klez-Edge também faz arranjos modernos de peças tradicionais do jazz com base em modos judeus (muitas vezes de compositores que desconhecem que estavam usando esses modos em sua músicas). O grupo é internacional, sendo formado por um polonês, um líbio, um sérvio, dois norte-americanos, etc.
Ancestors Mindreles NaGila Monsters
1. Mindrele 8:14
2. Odessa On The Hudson 6:01
3. Ancestral Folk Song 7:34
4. Funk Tashlikh 7:25
5. Prelude In D Minor For Andrzej 4:55
6. Oy Joy 4:45
7. Bagdad 6:36
8. Moldavian Blues 7:55
9. Have Another Nagila Monster 6:21
Um CD alegre, verdadeiramente luminoso, de música barroca italiana. Daquelas coisas para se ouvir e ficar feliz. Vale muito a pena ouvir esta estreia de dois novos compositores no PQP: Monza e Demachi. A participação de Vivaldi não é muito grande, mas talvez fosse importante para dar uma grife ao disco… São 53 minutos de boa e colorida música, com baixos pesados e muito ritmo. A Europa Galante é um tremendo conjunto e você deveria ouvir este Improvisata, principalmente se gostar do barroco italiano.
Antonio Vivaldi (1678-1741)
1. Sinfonia (Improvvisata) in C major: I Allegro 2:40
2. Sinfonia (Improvvisata) in C major: II Menuet – Allegro assai 0:42
Giovanni Battista Sammartini (1700/01-1775)
3. Overture (Sinfonia) in G minor (J-C 57): I Allegro 1:58
4. Overture (Sinfonia) in G minor (J-C 57): II Andante 3:24
5. Overture (Sinfonia) in G minor (J-C 57): III Allegro 3:47
Carlo Monza (c.1735-1801)
6. Sinfonia in D major (detta La tempesta di mare) (Ed. Biondi): I Allegro 2:31
7. Sinfonia in D major (detta La tempesta di mare) (Ed. Biondi): II Andante 1:54
8. Sinfonia in D major (detta La tempesta di mare) (Ed. Biondi): III Allegro assai 1:18
Luigi Boccherini (1743-1805)
9. Sinfonia No.6 in D minor, G 506 (La Casa del Diavolo)/rev. Antonio de Almeida: I Andante sostenuto 1:25
10. Sinfonia No.6 in D minor, G 506 (La Casa del Diavolo)/rev. Antonio de Almeida: II Allegro assai 4:24
11. Sinfonia No.6 in D minor, G 506 (La Casa del Diavolo)/rev. Antonio de Almeida: III Andantino con moto 5:27
12. Sinfonia No.6 in D minor, G 506 (La Casa del Diavolo)/rev. Antonio de Almeida: IV Andante sostenuto 1:20
13. Sinfonia No.6 in D minor, G 506 (La Casa del Diavolo)/rev. Antonio de Almeida: V Allegro con molto 6:37
Giuseppe Demachi (1732-af.1791)
14. Sinfonia in F major (Le campane di Roma): I Allegro assai 7:05
15. Sinfonia in F major (Le campane di Roma): II Andante 5:20
16. Sinfonia in F major (Le campane di Roma): III Presto 3:35
Frederico II foi um rei da Prússia (1740-1786). Ele ficou conhecido como Frederico, o Grande (Friedrich der Große). Quando não estava matando seus inimigos em guerras, era um músico talentoso que tocava flauta transversa. Ele compôs 100 sonatas para flauta, bem como quatro sinfonias. Não era grande coisa, mas mantinha a dignidade. Ao mesmo tempo em que se ocupava de seus interesses na literatura e na arte da guerra, Frederico também foi capaz de transformar a Prússia em uma potência econômica. Por esse vasto leque de sucessos dentro e fora dos campos de batalha, Frederico foi apelidado de “o Grande”. Amigo das letras, culto, grande colecionador de arte francesa, escritor com prosápias de filósofo, atraiu Voltaire à Prússia, além de numerosos sábios franceses. Foi o tipo perfeito do déspota esclarecido do século XVIII. Deixou Memórias, em francês.
Friedrich der Grosse (1712-1786): Sonatas para Flauta (15 faixas)
Alfred Deller foi o dono de uma das belas vozes que já existiram. O extraordinário contra-tenor inglês foi, praticamente sozinho, o responsável pelo renascimento da música para contra-tenor no século XX . Também foi um pioneiro na popularização da prática da música antiga com instrumentos originais. Durante os primeiros anos de sua carreira, Deller concentrou-se sobre o barroco inglês, principalmente em Purcell (de quem foi o maior divulgador) e Dowland. Sua enorme erudição e musicalidade trouxeram-lhe muitos admiradores. Em 1950, Deller formou seu próprio conjunto vocal e instrumental, o Deller Consort. De 1955 a 1979, o grupo trouxe a música da Renascença e do Barroco a um novo público que simplesmente desconhecia aquele gênero. Durante este período, Deller e seu grupo fizeram mais de 50 gravações para a Harmonia Mundi. Graças a estas gravações, sua voz excepcionalmente expressiva ainda pode ser apreciada.
Alfred Deller, Solo Songs
Anon.: Twelfth night, V, 1
1 The Wind and the Rain (When that I was)
Thomas Morley: As you like it, V, 3
2 It was a lover and his lass
Thomas Morley: Twelfth night or what you will, II,3
3 O mistress mine
Anon.: Othello, IV, 3
4 Willow song
Anon.: Henry V, mentioned at IV, 4
5 Caleno custure me
Anon., 17th c.:
6 Miserere my Maker
Thomas Campion:
7 I care not for these ladies
John Bartlett:
8 Of all the birds
Philip Rosseter:
9 What then is love
John Blow:
10 The Self-banished
Jeremiah Clarke:
11 The glory of the Arcadian groves
John Dowland:
12 Fine knacks for ladies
13 Flow my tears
Henry Purcell
14 If music be the food of love (Z 379a)
Henry Purcell: The Comical History of Don Quixote (Z 578)
15 (Act V) From rosy bow’rs
Jacqueline Du Pré (1945-1987) foi uma lenda. Talentosa desde a infância, teve sua carreira tragicamente encurtada em razão de uma esclerose múltipla, que a forçou deixar os palcos aos vinte e oito anos de idade. Em 1971, aos 26 anos, Jacqueline du Pré começou um irreversível declínio, com a perda de sensibilidade nos dedos e outras partes de seu corpo. Ela foi diagnosticada com esclerose múltipla em outubro de 1973. Seu último álbum é exatamente este que temos aqui, de sonatas de Chopin e Franck, gravadas em dezembro de 1971. Em janeiro de 1973, ela retomou seus concertos e fez uma turnê pela América do Norte. Seu último concerto em Londres aconteceu em fevereiro de 1973, com a Orquestra Nova Philharmonia, sob regência de Zubin Mehta. Suas últimas apresentações públicas foram em Nova Iorque, em fevereiro de 1973, tocando o Concerto Duplo de Brahms, com Pinchas Zukerman e a Filarmônica de Nova Iorque, sob a regência de Leonard Bernstein. No entanto, ela tocou em apenas três das quatro récitas previstas, cancelando a última. No início da década de 1980, seu marido, Daniel Barenboim, iniciou uma relação amorosa com a pianista russa Elena Bashkirova, com quem viria a ter dois filhos, ambos nascidos em Paris: David Arthur (n. 1983) e Michael Barenboim (n. 1985). Ele tentou ocultar esse romance de Jacqueline e acredita ter conseguido. Em 1988, ele e Bashkirova se casaram. A Fundação Vuitton leiloou seu Stradivarius Davidov por um milhão de libras, sendo arrematado pelo também violoncelista Yo-Yo Ma. A violoncelista russa Nina Kotova é a atual dona de seu Stradivarius 1673. O cello Peresson, de 1970, foi emprestado por Daniel Barenboim ao violoncelista Kyril Zlotnikov, do Jerusalem Quartet.
Frédéric Chopin (1810-1849) – Sonata In G Minor
01. I. Allegro Moderato [11:08]
02. II. Scherzo [05:20]
03. III. Largo [04:01]
04. IV. Finale [06:47]
César Franck (1822-1890) – Sonata In A Major
05. I. Allegro Ben Moderato [06:24]
06. II. Sonata In A Major II Allegro [08:45]
07. III Recitativo-Fantasia [07:38]
08. IV Allegretto Poco Mosso [06:52]