Confesso que a primeira vez em que tive em mãos um disco das Irmãs Labèque, me apaixonei. Pelas duas. E pelo LP, que comprei e tenho até hoje, no qual elas tocam a maravilhosa Rapshody in Blue do Gershwin, a quatro mãos. Depois também fiquei sabendo que a Kátia Labèque, a irmã mais velha, é casada com o John McLaughlin, guitarrista inglês de jazz e fusion, um dos maiores nomes do instrumento, e do qual também sou fã há incontáveis eras.
Bem, já se passaram umas duas décadas e meia desde aquele primeiro encontro, e continuo um grande fã delas, lamentando apenas que não gravam com tanta frequência quanto eu gostaria de ouvi-las, e são muito discretas em suas vidas pessoais. Até onde sei, Kátia ainda é casada com o McLaughlin, e Mariele, não sei nada a seu respeito. Só sei que continuam lindas e deslumbrantes no palco, e tocando como nunca.
Neste cd que ora vos trago, elas unem forças com o maestro Semyon Bychkov e com a Philharmonia Orchestra para encararem dois concertos para dois pianos e orquestra, de dois gigantes do romantismo, Mendelssohn e Max Bruch. Como é característico em seu repertório, são duas obras pouco gravadas e interpretadas, e creio que desconhecidas para muita gente. Só tenho a dizer o seguinte: vale muito a pena conhecer, principalmente para aqueles que nunca tiveram a oportunidade de ouvirem as irmãs Labèque tocando: é impressionante a sincronia que existe entre elas, parece realmente que tocam como se fossem uma só.
1 Mendelssohn – Concerto for 2 Pianos in E. I. Allegro Vivace
2 Concerto. for 2 Pianos in E. II. Adagio non troppo
3 Concerto for 2 Pianos in E. III. Allegro
4 Bruch Concerto for 2 Pianos Op. 88a I. Andante sostenuto
5 Concerto. for 2 Pianos Op. 88a II. Andante con moto – Allegro molto vivace
6 Concerto for 2 Pianos Op. 88a III. Adagio ma non troppo
7 Concerto for 2 Pianos Op. 88a IV. Andante – Allegro
Os senhores já perceberam que tenho uma predileção por gravações históricas, antigas, com músicos que já nos deixaram há muito tempo. Não sei se devido ao fato de que comecei a ouvir música clássica com eles, então meus ouvidos se acostumaram à sua sonoridade, ao timbre de seus instrumentos, sei lá. Claro que também ouço coisas recentes, com músicos novos, basta acompanharem minhas postagens.
É o caso do Amadeus Quartet. Não tenho lembranças de quando foi que os ouvi pela primeira vez, talvez ainda naquela fase de transição entre infância e adolescência, graças ao programa matinal “Concertos para a Juventude”, que foi minha introdução à este universo tão amplo da música clássica, afinal de contas, era díficil e caro conseguir os LPs, ainda mais morando no interior. Foi neste programa que conheci Arthur Rubinstein, Amadeus Quartet, Karajan, Böhm, entre tantos outros.
É muito grande a quantidade de quartetos de corda que Haydn compôs, 83 para ser mais exato, compostos num período de 40 anos. A caixa com a integral destas obras que tenho com o The Angeles String Quartet tem vinte e dois cds, que não pretendo postar aqui. É fácil de conseguir, o Bibixi o disponibilizou em seu excelente blog “Brainle de Champaigne”. Resolvi trazer esta caixa com três cds da DG, com gravações realizadas entre 1964 e 1981. Outra excelente gravação foi realizada pelo ótimo selo Naxos com o Kódaly Quartet, que tive a oportunidade de assistir há muitos anos, interpretando exatamente um destes quartetos do op. 76, não lembro qual. Só sei que foram entusiasticamente aplaudidos, pela qualidade da obra, e claro, da interpretação. A certeza que tenho é que estas obras do op.76 são consideradas a apoteose do gênero que Haydn aparentemente “criou”. Depois veio Beethoven e aí a história é outra.
Como comentado acima, então temos aqui os seis quartetos de op. 76, os dois de op. 77, e o último deles, inacabado, de op. 103. Nem preciso falar da qualidade da interpretação deste conjunto, talvez o melhor Quarteto de Cordas de todos os tempos.
CD 1
1 – String Quartet in G major, op.76 no.1 – Allegro con spirito
2 – String Quartet in G major, op.76 no.1 – Adagio sostenuto
3 – String Quartet in G major, op.76 no.1 – Menuet. Presto
4 – String Quartet in G major, op.76 no.1 – Finale. Allegro ma non troppo
5 – String Quartet in D minor, op.76 no.2 ‘Fifths’ – Allegro
6 – String Quartet in D minor, op.76 no.2 ‘Fifths’ – Andante o più tosto Allegretto
7 – String Quartet in D minor, op.76 no.2 ‘Fifths’ – Menuetto
8 – String Quartet in D minor, op.76 no.2 ‘Fifths’ – Finale. Vivace assai
9 – String Quartet in C major, op.76 no.3 ‘Emperor’ – Allegro
10 – String Quartet in C major, op.76 no.3 ‘Emperor’ – Poco Adagio. Cantabile. Variazioni I-IV
11 – String Quartet in C major, op.76 no.3 ‘Emperor’ – Menuetto
12 – String Quartet in C major, op.76 no.3 ‘Emperor’ – Finale. Presto
CD 2
1 – String Quartet in B flat major, op.76 no.4 ‘Sunrise’ – Allegro con spirito
2 – String Quartet in B flat major, op.76 no.4 ‘Sunrise’ – Adagio
3 – String Quartet in B flat major, op.76 no.4 ‘Sunrise’ – Menuet. Allegro
4 – String Quartet in B flat major, op.76 no.4 ‘Sunrise’ – Finale. Allegro ma non troppo
5 – String Quartet in D major, op.76 no.5 – Allegretto – Allegro
6 – String Quartet in D major, op.76 no.5 – Largo cantabile e mesto
7 – String Quartet in D major, op.76 no.5 – Menuetto
8 – String Quartet in D major, op.76 no.5 – Finale. Presto
9 – String Quartet in E flat major, op.76 no.6 – Allegretto – Allegro
10 – String Quartet in E flat major, op.76 no.6 – Fantasia. Adagio
11 – String Quartet in E flat major, op.76 no.6 – Menuetto
12 – String Quartet in E flat major, op.76 no.6 – Finale. Allegro spirituoso
CD 3
1 – String Quartet in G major, Op. 77 No. 1 (Hob. III_ 81)_ Allegro moderato
2 – String Quartet in G major, Op. 77 No. 1 (Hob. III_ 81)_ Adagio
3 – String Quartet in G major, Op. 77 No. 1 (Hob. III_ 81)_ Menuet. Presto
4 – String Quartet in G major, Op. 77 No. 1 (Hob. III_ 81)_ Finale. Presto
5 – String Quartet in F major, Op. 77 No. 2 (Hob. III_ 82)_ Allegro moderato
6 – String Quartet in F major, Op. 77 No. 2 (Hob. III_ 82)_ Menuet. Presto
7 – String Quartet in F major, Op. 77 No. 2 (Hob. III_ 82)_ Andante
8 – String Quartet in F major, Op. 77 No. 2 (Hob. III_ 82)_ Finale. Vivace assai
9 – String Quartet in D minor, Op. 103 (unfinished) (Hob. III_ 83)_ Andante grazioso
10 – String Quartet in D minor, Op. 103 (unfinished) (Hob. III_ 83)_ Menuetto ma non troppo Presto
Amadeus Quartet:
Norbert Braini – Violin I
Siegmund Nissel – Violin II
Peter Schiodlof – Viola
Martin Lovett – Cello
Vamos deixar por um tempo as grandes orquestras, com seus trocentos músicos, e vamos explorar um pouco mais o mundo da Música de Câmara, com seu número reduzido de músicos. Já comecei com o Mozart da última sexta feira. Algumas das peças que vou trazer já foram postadas anteriormente, mas os links se apagaram com o tempo. Afinal, são quase sete anos de PQPBach. Vixe…. parece que foi ontem que nosso mentor PQPBach convidou-me a fazer parte deste seleto grupo de apaixonados por música.
Vamos começar então com este cd duplo da Phillips, que traz um dos melhores conjuntos do seu staff, digamos assim, o divino Beaux Arts Trio. E com um compositor que muitos admiram, Antonin Dvorák. Estas gravações foram realizadas em 1969. Música de primeira qualidade com um dos grandes conjuntos de câmara do século XX.
CD 1
01 – 01. Piano Trio in B flat, Op. 21, I. Allegro molto
02 – 02. Piano Trio in B flat, Op. 21, II. Adagio molto e mesto
03 – 03. Piano Trio in B flat, Op. 21, III. Allegretto scherzando
04 – 04. Piano Trio in B flat, Op. 21, IV. Finale (Allegro vivace)
05 – 05. Piano Trio in G minor, Op. 26, I. Allegro moderato
06 – 06. Piano Trio in G minor, Op. 26, II. Largo
07 – 07. Piano Trio in G minor, Op. 26, III. Scherzo (Presto – Poco meno mosso)
08 – 08. Piano Trio in G minor, Op. 26, IV. Finale (Allegro non tanto)
CD 2
01 – 01. Piano Trio in F minor, Op. 65, I. Allegro ma non troppo – Poco piú mosso, quase vivace
02 – 02. Piano Trio in F minor, Op. 65, II. Allegro grazioso – Meno mosso
03 – 03. Piano Trio in F minor, Op. 65, III. Poco adagio
04 – 04. Piano Trio in F minor, Op. 65, IV. Finale (Allegro con brio – meno mosso, Vivace)
05 – 05. Piano Trio in E minor, Op. 90 ‘Dumky’, I. Lento maestoso – Allegro vivace, quasi doppio movimento – Tempo I – Allegro molto
06 – 06. Piano Trio in E minor, Op. 90 ‘Dumky’, II. Poco adagio – Vivace non troppo
07 – 07. Piano Trio in E minor, Op. 90 ‘Dumky’, III. Andante – vivace non troppo, Andante – Allegretto
08 – 08. Piano Trio in E minor, Op. 90 ‘Dumky’, IV. Andante moderato (quasi tempo de marcia)
09 – 09. Piano Trio in E minor, Op. 90 ‘Dumky’, V. Allegro
10 – 10. Piano Trio in E minor, Op. 90 ‘Dumky’, VI. Lento maestoso – Vivace, quasi movimento – Lento – Vivace
Beaux Arts Trio:
Menahem Pressler – Piano
Isidore Cohen – Violin
Bernard Greenhouse – Cello
Vamos então acabar com esta integral trazendo a Nona Sinfonia de Mahler, sua derradeira sinfonia. Para variar, ando meio sem tempo, por isso a demora, por isso as postagens sem maiores textos e explicações.
Existe muito material disponível na internet sobre essa obra, que Mahler conseguiu completar, mas que nunca a ouviu, ou dirigiu, pois morreu logo após sua conclusão.
Entre tantas gravações existentes no mercado, destacando Abbado e Karajan entre as minhas favoritas, posso dizer sem medo que esta do Gergiev é uma das melhores. Não é obra fácil de se ouvir, seus longos movimentos lentos criam uma atmosfera pesada, densa, e por vezes etérea, como se Mahler pudesse pressentir a próximidade da morte. Quando a ouço muitas vezes sinto-me em um campo de trigo em uma tarde de primavera, com uma leve brisa soprando, provocando como que um bailado da plantação. Sei lá, vá entender.
Me servindo de uma expressão típica do colega Carlinus, tenham todos uma boa apreciação desta monumental obra. Escolham um bom vinho e sentem-se em sua melhor poltrona para melhor poderem desfrutar …
01 – I. Andante comodo
02 – II. Im Tempo eines gemächlichen Länders
03 – III. Rondo-Burleske_ Allegro assai. Sehr trotzig
04 – IV. Adagio. Sehr langsam und noch zurückhaltend
London Symphony Orchestra
Valery Gergiev – Conductor
Fala sério, este cd com certeza estaria na minha relação de cds que eu levaria para uma ilha deserta: um primor de técnica, sensibilidade, genialidade, enfim, aliados às mais belas peças escritas para violino e piano do Romantismo.
Juntar dois medalhões do porte de Henryik Szeryng e Arthur Rubinstein poderia oferecer riscos à gravadora, afinal eram verdadeiras lendas vivas naquele momento, dois monstros consagrados. Claro que ainda existia o fator idade, Rubinstein já era septuagenário nesta época, enquanto que Szeryng estava com seus quarenta e poucos anos. Mas quando se trata de músicos deste nível isso não é problema.
Este Cd faz parte da coleção RCA Red Seal Best 100, que traz as cem principais gravações realizadas por este tradicional selo norte-americano. Também faz parte da Rubinstein Collection.
Mas chega de falar e vamos ao que interessa, afinal, não é todo dia que trarei uma verdadeira jóia da indústria fonográfica como este cd.
01 – Brahms Violin Sonata No.1 in G, Op.78 – I. Vivace ma non troppo
02 – Brahms Violin Sonata No.1 in G, Op.78 – II.
Adagio
03 – Brahms Violin Sonata No.1 in G, Op.78 – III. Allegro molto moderato
04 – Brahms Violin Sonata No.2 in A, Op.100 – I. Allegro amabile
05 – Brahms Violin Sonata No.2 in A, Op.100 – II. Andante tranquillo
06 – Brahms Violin Sonata No.2 in A, Op.100 – III. Allegretto grazioso (quasi Andante)
07 – Brahms Violin Sonata No.3 in D minor, Op.108 – I. Allegro
08 – Brahms Violin Sonata No.3 in D minor, Op.108 – II. Adagio
09 – Brahms Violin Sonata No.3 in D minor, Op.108 – III. Un poco presto e con sentimento
10 – Brahms Violin Sonata No.3 in D minor, Op.108 – IV. Presto agitato
Arthur Rubinstein – Piano
Henryk Szeryng – Violino
A famosa “Sinfonia dos Mil” talvez seja a obra mais pretensiosa de Mahler, muito devido ao seu gigantismo e à quantidade de músicos necessários. Já desde o primeiro coral, “Veni, creator spiritus”, ela já mostra a que vem.
Para esta gravação Gergiev aqui se utilizou de três corais. Não sei quantos músicos participam desta gravação, quem quiser contar, está tudo lá no booklet que estou fornecendo. Só de cantores solistas temos oito. Ou seja, tudo em enormes proporções. Mas a música é absolutamente intensa, fortemente emotiva. Para se ouvir com atenção, sentado em sua melhor poltrona, sempre apreciando um bom vinho.
1. Part 1. Hymnus: Veni, creator spiritus. 1. Veni, creator spiritus
2. Part 1. Hymnus: Veni, creator spiritus. 2. Imple superna gratia
3. Part 1. Hymnus: Veni, creator spiritus. 3. Infirma nostri corporis
4. Part 1. Hymnus: Veni, creator spiritus. 4. Accende lumen sensibus
5. Part 1. Hymnus: Veni, creator spiritus. 5. Veni, creator spiritus
6. Part 1. Hymnus: Veni, creator spiritus. 6. Gloria Patri Domino
7. Part 2. Final Scene from Goethe’s Faust. 1. Poco adagio
8. Part 2. Final Scene from Goethe’s Faust. 2. Ewiger Wonnerbrand
9. Part 2. Final Scene from Goethe’s Faust. 3. Wie Felsenabgrund mir zu Füßen
10. Part 2. Final Scene from Goethe’s Faust. 4. Gerettet ist das edle Glied
11. Part 2. Final Scene from Goethe’s Faust. 5. Uns bleibt ein Erdenrest
12. Part 2. Final Scene from Goethe’s Faust. 9. Neige, neige, du Ohnegleiche
13. Part 2. Final Scene from Goethe’s Faust. 11. Blikket auf
Viktoria Yastrebova – Soprano
Ailish Tynan – Soprano
Liudmila Dudinova – Soprano
Lilli Paasikivi – Mezzo Soprano
Zlata Bulycheva – Mezzo Soprano
Sergey Semishkur – Tenor
Alexey Markov – Baritone
Evgeny Nikitin – Bass
Choir of Eitham College
Choral Arts Society of Washington
London Symphony Chorus
London Symphony Orchestra
Valery Gergiev – Conductor
De vez em quando mexo no fundo do baú do meu acervo e encontro maravilhas como essa. Um primor estas gravações do Grumiaux Trio, com obras que creio que nunca foram postadas aqui no PQPBach. Vou tentar cobrir esta lacuna, trazendo outras destas pérolas desconhecidas, fugindo um pouco do repertório tradicional.
O violinista belga Arthur Grumiaux foi um dos maiores intérpretes de Mozart. Dono de uma técnica apuradíssima, com tremenda sensibilidade artística, realizou gravações antológicas do repertório tradicional do violino. Estas gravações que ora vos trago foram realizadas na década de 60.
O Primeiro cd traz o belíssimo Divertimento pra Trio de Cordas, K.563 e dois Duos para violino e Viola, K. 423 e K. 424, nos quais Grumiaux faz parceria com o violista Arrigo Pelliccia. Belíssima música, com músicos no apogeu de suas carreiras. Para ouvir diversas vezes, sem se cansar. O segundo CD traz peças desconhecidas de Mozart, também escritas para esta formação incomum de violino, viola e violoncelo.
Tenho certeza de que os senhores irão gostar.
Arthur Grumiaux – Violino
Georges Janzer – Viola
Eva Czako – Cello
07 – Duo for Violin and Viola in G KV423 – Allegro
08 – Duo for Violin and Viola in G KV423 – Adagio
09 – Duo for Violin and Viola in G KV423 – Rondeau (Allegro)
10 – Duo for Violin and Viola in Bb KV424 – Adagio-Allegro
11 – Duo for Violin and Viola in Bb KV424 – Andante cantabile
12 – Duo for Violin and Viola in Bb KV424 – Tema con variazioni (Andante grazioso-Allegretto-Allegro)
Arthur Grumiaux – Violino
Arrigo Pelliccia – Viola
CD 2
01 – Sonata (Trio) in Bb KV266 – Adagio
02 – Sonata (Trio) in Bb KV266 – Menuetto (Allegretto)
Kenneth Sillito – Violino I
Malcolm Latchem – Violino II
Stephen Orton – Cello
03 – 6 Preludes and Fugues KV404a No 1 in D min – Adagio
04 – 6 Preludes and Fugues KV404a No 1 in D min – Fuga
05 – 6 Preludes and Fugues KV404a No 2 in G min – Adagio
06 – 6 Preludes and Fugues KV404a No 2 in G min – Fuga
07 – 6 Preludes and Fugues KV404a No 3 in F – Adagio
08 – 6 Preludes and Fugues KV404a No 3 in F – Fuga
09 – 6 Preludes and Fugues KV404a No 4 in F – Adagio
10 – 6 Preludes and Fugues KV404a No 4 in F – Fuga
11 – 6 Preludes and Fugues KV404a No 5 in Eb – Largo
12 – 6 Preludes and Fugues KV404a No 5 in Eb – Fuga
13 – 6 Preludes and Fugues KV404a No 6 in F min – Adagio
14 – 6 Preludes and Fugues KV404a No 6 in F min – Fuga
Arthur Grumiaux – Violino
Georges Janzer – Viola
Eva Czako – Cello
Pela constante ausência, e demora nas postagens, os senhores já devem ter sentido que os membros deste blog andam à mil, sem tempo para se dedicar ao que mais gostam de fazer. Os motivos são vários, desde fatores de cunho pessoal, falta de ânimo, doenças, etc. Eu particularmente, tenho ficado um tanto quanto longe do computador de casa, principalmente nos finais de semana, quando tenho de ceder ás suplicas de minha esposa, assoberbada com os trabalhos finais de sua faculdade (TCC, relatório de estágio, enfim, quem já viveu este drama sabe do que estou falando). Como o meu computador tem tela grande, ela dá preferência a ele, é claro, na hora de escrever, ao invés de usar seu netbook.
Mas mesmo aos trancos e barrancos, vamos continuar com essa saga mahleriana, já quase no final, pois agora vem pela frente só peso pesadíssimo. Hoje vamos com a exuberante Sétima Sinfonia.
E como o tempo urge, vamos ao que interessa.
P.S. Ainda não sei se vou viajar neste feriadão… se não for, vou tentar completar a série até o domingo.
01 – Symphony No. 7 in E minor (-Song of the Night-)- Langsam (Adagio) – Allegro con fuoco
02 – Symphony No. 7 in E minor (-Song of the Night-)- Nachtmusik- Allegro moderato
03 – Symphony No. 7 in E minor (-Song of the Night-)- Scherzo- Schattenhaft
04 – Symphony No. 7 in E minor (-Song of the Night-)- Nachtmusik- Andante amoroso
05 – Symphony No. 7 in E minor (-Song of the Night-)- Rondo – Finale- Allegro ordinario – Allegro moderato ma energetico
London Symphony Orchestra
Valery Gergiev – Conductor
Outra postagem feita a toque de caixa, sem tempo disponível e precisando liberar o computador pra esposa … redundante seria falar qualquer coisa a mais sobre a Sexta Sinfonia, talvez a mais emblemática entre as sinfonias mahlerianas. Além disso, os senhores que estão acompanhando esta integral já tomaram suas opiniões a respeito de Gergiev. Por este motivo, fico por aqui. Um bom domingo…
01 – Symphony No. 6 in A minor (-Tragic-)- Allegro energico, ma non troppo
02 – Symphony No. 6 in A minor (-Tragic-)- Andante moderato
03 – Symphony No. 6 in A minor (-Tragic-)- Scherzo- Wuchtig
04 – Symphony No. 6 in A minor (-Tragic-)- Finale- Allegro moderato
London Symphony Orchestra
Valery Gergiev – Conductor
Posso estar enganado, mas creio que a sinfonia mais conhecida de Mahler seja esta Quinta Sinfonia, que ele começou a escrever em 1901, ano fundamental em sua vida, pois foi o ano em que conheceu o grande amor de sua vida, Alma Schindler, e também foi o ano em que perdeu seu emprego na Filarmônica de Viena, após seríssimos problemas de saúde.
Por vezes trágica, de uma dramaticidade tremenda, tanto que começa com uma marcha fúnebre, às vezes de um lirismo pungente, vide o maravilhoso Adagietto, esta sinfonia está marcada por diversos momentos que de certa forma mostram o estado de espírito em que o compositor se encontrava. Um turbilhão de sentimentos aflorando.
Acho que Gergiev tirou um pouco da dramaticidade da obra nesta sua leitura e deu ênfase à melodia. Questão de escolha, de qualquer forma, ele não perde o foco.
No YOUTUBE os senhores podem encontrar diversos vídeos do Gergiev em ação. E para os que nunca tiveram a oportunidade de vê-lo regendo, observem a sua expressividade, a economia dos gestos, muitas vezes apenas o mover dos olhos orientando seus músicos. É comovente, um grande, mas um grande maestro, com certeza.
Mais um CD facilmente classificável como IM-PER-DÍ-VEL !!!
01 – I. Trauermarsch
02 – II. Stürmich bewegt, mit grösseter Vehemsnz
03 – III. Scherzo
04 – IV. Adagietto
05 – V. Rondo – Finale
London Symphony Orchestra
Valery Gergiev – Conductor
Posso estar enganado, mas creio que foi com a Quarta Sinfonia que conheci Mahler. Em um primeiro momento, já fiquei impressionado com a orquestração, com a riqueza de timbres, e com as inúmeras possibilidades que Mahler consegue extrair de uma orquestra. Depois, com o tempo, fui conhecendo as outras. Mas com certeza foi uma grande introdução ao grande compositor austríaco, assim como o são tanta a Primeira quanto a Quinta Sinfonia.
Novamente temos Valery Gergiev a frente da Sinfônica de Londres, acompanhando a soprano Laura Claycomb. Uma excelente gravação. Sugiro a leitura do booklet que também estou disponibilizando, que vai lhes dar uma noção das idéias contidas nesta obra aparentemente simples, mas de uma complexidade típicamente mahleriana.
01 – Symphony No. 4 in G major- Bedächtig. Nicht eilen
02 – Symphony No. 4 in G major- In gemächlicher Bewegung. Ohne Hast
03 – Symphony No. 4 in G major- Ruhevoll (Poco adagio – Allegretto subito – Allegro subito
04 – Symphony No. 4 in G major- Sehr behaglich (‘Wir genießen die himmlischen Freuden
Laura Claycomb – Soprano
London Symphony Orchestra
Valery Gergiev
Postagem antiga, lá de 2013, mas com um CD belíssimo, o que não poderia deixar de ser diferente, visto o nível dos músicos reunidos. Esta série Vivarte do selo da Sony nos brindou com diversos discos de belíssima interpretação, sempre seguindo a linha do Historicamente Informado.
Faz algum tempo que estes Trios com Piano de Schubert não apareciam aqui no PQPBach. Lembro de tê-los postado nos primórdios do blog com o Beaux Arts Trio. Eu diria que é lamentável deixar essas obras obrigatórias do repertório para Trios com Piano longe do alcance do pessoal que nunca teve oportunidade de ouvi-las. Elas são absolutamente maravilhosas, e, volto a insistir, obrigatórias em qualquer CDteca.
Essa gravação que ora vos trago é magnífica, com três excepcionais músicos, sendo que dois deles creio que dispensem apresentações, o pianista e regente Jos van Immerseel e o violoncelista Anner Bylsma. Para os que costumam acompanhar as gravações de Immerseel o nome Vera Beths não é desconhecido, sempre está presente de alguma forma, basta lembrarmos de suas gravações que o mesmo Immerseel realizou das sinfonias e concertos de Beethoven. Ela estava sempre lá, fiel companheira.
Ah, Schubert, que compositor magnífico que você foi! Imagine se tivesse vivido mais, o que não poderia ter produzido… mas com certeza, durante os trinta e um anos em que vocês viveu produziu tantas obras imortais que com certeza escreveu seu nome em letras garrafais na História da Música.
Ah, nem preciso dizer de que este CD é IM-PER-DÍ-VEL!!!
01 F. Schubert – Trio in B flat major D 898 (Op. post.99) -part1 Allegro moderato
02 F. Schubert – Trio in B flat major D 898 (Op. post.99) -part2 Andante un poco mosso
03 F. Schubert – Trio in B flat major D 898 (Op. post.99) -part3 Scherzo; Allegro – Trio
04 F. Schubert – Trio in B flat major D 898 (Op. post.99) -part4 Rondo; Allegro vivace – Presto
05 F. Schubert – Trio in E flat major D 929 (Op. post.100) -part1 Allegro
06 F. Schubert – Trio in E flat major D 929 (Op. post.100) -part2 Andante con moto
07 F. Schubert – Trio in E flat major D 929 (Op. post.100) -part3 Scherzando; Allegro moderato – Trio
08 F. Schubert – Trio in E flat major D 929 (Op. post.100) -part4 Allegro moderato
Jos van Immerseel – Fortepiano
Vea Beths – Violin
Anner Bylsma – Cello
Após uns bem merecidos dias de folga, volto ao batente de baterias renovadas. Minha viagem foi muito agradável e apesar de algum estresse no trânsito, correu tudo bem.
Creio que a Terceira Sinfonia de Mahler seja a maior delas, com mais de 1 hora e meia de duração. E com certeza, a mais ousada, tendo causado muita polêmica quando estreou em Viena, em 1904, sendo Mahler acusado por um crítico de ter insultado os ouvidos da platéia.
Lembro de ter assistido um vídeo do Bernstein regendo essa sinfonia. No final da hora e meia, quando tudo silencia e iniciam os aplausos, o grande maestro norte americano abaixa a cabeça, suspira e fecha os olhos por alguns instantes. O esgotamento é mais que visível, mas a sensação de dever cumprido aparece quando ele reabre os olhos e sorri para seus músicos e pede para eles se levantarem para receberem os aplausos.
CD 1
01 – Symphony No. 3 in D minor_ Part 1. I. Kräftig. Entschieden
CD 2
01 – 02 – Symphony No. 3 in D minor_ Part 2. II. Tempo di Menuetto. Grazioso
02 – 03 – Symphony No. 3 in D minor_ Part 2. III. Comodo. Scherzando. Ohne Hast
03 – 04 – Symphony No. 3 in D minor_ Part 2. IV. Sehr langsam. Misterioso
04 – 05 – Symphony No. 3 in D minor_ Part 2. V. Lustig im Tempo und keck im Ausdruck
05 – 06 – Symphony No. 3 in D minor_ Part 2. VI. Langsam. Ruhevoll. Empfunden
Anna Larsson – Alto
Tiffin Boys´ Choir
Ladies of the London Symphony Chorus
London Symphony Orchestra
Valery Gergiev – Conductor
Uma postagem feita meio que a toque de caixa, mas de uma obra que dispensa apresentações, a gigantesca Sinfonia n°2 de Mahler. Assim, dou prosseguimento à sua integral nas mãos deste grande maestro, Valery Gergiev, que desde 2002 está a frente da Sinfônica de Londres. Para completar este cd duplo, temos a décima sinfonia e seu único movimento, um belíssimo Adágio.
Como sou funcionário público, segunda feira, dia 28, estou de folga, pois é o nosso dia. Para aproveitar melhor este feriadão, já estou pegando a estrada amanhã, sábado, de manhã. Ou seja, estarei longe do computador, apenas acompanharei os comentários pelo celular.
CD 1
01 – Symphony No.2 – I. Allegro maestoso
CD 2
01 – Symphony No. 2 in C minor (-Resurrection-)- 2. Andante moderato
02 – Symphony No. 2 in C minor (-Resurrection-)- 3. In ruhig fliessender Bewegung
03 – Symphony No. 2 in C minor (-Resurrection-)- 4. ‘Urlicht’- Sehr feierlich, aber schlicht
04 – Symphony No. 2 in C minor (-Resurrection-)- 5. Im Tempo des Scherzo
Elena Mosuc – Soprano
Zlata Bulycheva – Mezzo-Soprano
London Symphony Chorus
London Symphony Orchestra
Valery Gergiev – Conductor
05 – Symphony No. 10 in F sharp minor (incomplete)- Adagio
London Symphony Orchestra
Valery Gergiev – Conductor
Pois é, eis que volto novamente às integrais, depois de prometer que ia fugir delas por um bom tempo. Mas trata-se de uma nobre causa, e creio que os senhores não irão reclamar.
Valery Gergiev com certeza é o grande nome da regência deste novo século. O homem é um fenômeno, e para se conseguir espaço em sua agenda internacional de concertos não é fácil. Eu particularmente espero ansiosamente seus novos cds. E fiquei muito contente quando finalmente consegui completar esta sua integral das sinfonias de Mahler, frente à Sinfônica de Londres, em gravações realizadas ao vivo, no Barbican Center, em Londres.
Já temos outras integrais, e gravações avulsas das sinfonias de Mahler aqui no PQPBach, então os senhores terão várias opções para as devidas comparações. A minha favorita, já há muitos anos, ainda é a de Bernstein, mas existem diversas outras opções tão boas quanto, e esta incursão de Gergiev ao universo mahleriano não fica longe.
Mas vamos ao que interessa: Mahler, nas mãos de Valery Gergiev. Para os fãs do russo, nem preciso dizer que é Imperdível!, e para os que ainda não o conhecem, com certeza esta Primeira Sinfonia de Mahler é uma bela apresentação para poderem apreciar o talento desse maestro.
P.S. – Ainda estou experimentando servidores. Desta vez, por insistência do Monge Ranulfus, retorno ao Mega, que tem oferecido boas velocidades mesmo para os que não tem assinatura premium (eu não tenho assinatura premium, e mesmo assim consegui upar o arquivo com a velocidade máxima que a minha conexão de internet oferece).
01 – Symphony No. 1 in D major (‘Titan’)_ Langsam. Schleppend – Im Anfang gemächlich
02 – Symphony No. 1 in D major (‘Titan’)_ Kräftig bewegt, doch nicht zu schnell – Trio: Recht gemälich – Tempo primo
03 – Symphony No. 1 in D major (‘Titan’)_ Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen
04 – Symphony No. 1 in D major (‘Titan’)_ Stürmisch bewegt
London Symphony Orchestra
Valery Gergiev – Conductor
Curioso como são algumas pessoas que frequentam esse blog. São incapazes de escrever uma linha sequer para agradecer o trabalho que temos para subir os CDs, mas se não conseguem baixar um arquivo, já chegam chutando o pau da barraca. Eles tem acesso de graça a um material que de outra forma não conseguiriam, e ainda reclamam. Com raras exceções, os únicos comentários que recebemos é “rapidshare é uma merda, bitshare é uma bosta, mega é uma bosta…”, nunca estão satisfeitos. E nem oferecem opções ou sugestões.
Vou ser sincero com vocês: quem está de saco cheio sou eu. São sete anos de PQPBach, e não entendi ainda porque perco tempo com isso. E perdi completamente o tesão que tinha de postar. Já fico com medo das pedradas que receberei.
Vou lhes dar uma sugestão para os seus problemas com estes servidores acabarem: comprem uma conta Premium… exemplo: no site www.hipercontas.com.br os senhores poderão assinar três servidores por meros R$18,00, e não precisam ter cartão de crédito internacional. Tenho assinatura do uploaded, do bitshare e do filefactory e estou entupindo meus hds baixando em média 5 gb de música por dia, além de filmes, concertos e shows, sem maiores problemas. O rapidshare é mais caro, creio que custe uns R$23,00 por mês.
A equipe do PQPBach atualmente se restringe à mim, FDPBach,ao PQPBach, que anda assoberbado de serviço, inclusive falei com ele rapidamente indagorinha e ele confessou que estava trabalhando, ao Avicenna, que por problemas de saúde está afastado, e ao Bisnaga, que também está com a corda no pescoço para entregar sua Tese de Doutoramento no prazo, por isso suas postagens reduziram tanto. O Monge Ranulfus também tem seus problemas pessoais e de trabalho. Ou seja, todos temos nossos compromissos profissionais, nossas famílias… fazemos o que fazemos porque amamos a música, e queremos que vocês compartilhem esse gosto conosco. Não ganhamos nada com isso.
Não resisti e resolvi trazer novamente aos senhores essa deliciosa ópera, mas infelizmente não em sua íntegra, apenas melhores momentos. A gravação está a cargo de Herbert von Karajan, e traz no elenco nomes de peso, como Leontyne Price, Franco Corelli e Robert Merril e foi realizada em 1963. Alguns podem achar certas passagens mais lentas que outras versões, mas Price era uma excepcional cantora, e Franco Corelli, bem esse cara foi apenas um dos maiores tenores da história.
Antes que me perguntem, não tenho essa gravação em sua íntegra. Aceito colaborações, pois Leontyne Price me ganhou com sua Carmen. Eis alguns comentários de clientes da amazon:
“A very grand Carmen” “A Must-Have Carmen”, “Leontyne Price is Carmen” .
Espero que apreciem. Eu adorei.
01 – Prélude
02 – Act I Choeur de gamins_ Avec la garde montante
03 – Act I habanera_ L’amour est un oiseau rebelle
04 – Act I Duo Parle-moi de ma m¨¨re
05 – Act I Séguedille et duo_ Prés des remparts de Séville
06 – Act I Entr’acte
07 – Act II Chanson bohéme_ Les tringles des sisters tintaient
08 – Act II Air de toréador_ votre toast, je peux vous le rendre
09 – Act II Quintette_ Nous avons en tete une affaire
10 – Act II Air de fleur_ La fleur que tu m’avais jetée
11 – Act II Entr’acte
12 – Act III Trio des cartes_ Mlons! Coupons!
13 – Act III Air De Micaela_ Je Dis, Que Rien Ne M’¨¦pouvante
14 – Act III Entr’acte
15 – Act IV Duo et choeur final_Cest toi! C’est moi!
Carmen – Leontyne Price
Don José – Franco Corelli
Escamillo – Robert Merrill
Micaela – Mirela Freni
Viena State Opera Chorus
Viena Boys Choir
Vienna Philharmonic Orchestra
Herbert Von Karajan – Conductor
Um belo CD para os fãs de Georges Bizet. A ópera “Carmen” é e favorita de muita gente, e estas suítes que Bizet compôs para apresentar estas obras com certeza estão entre as obras mais executadas pelas orquestras do mundo inteiro. De fácil assimilação, traz belas melodias que já fazem parte do inconsciente coletivo daqueles que ouvem música clássica.
A orquestra é a excelente Orchestre de Paris, dirigida por Semyon Bychkov. Excelente trilha sonora.
01. L’Arlésienne Suite No.1 Prélude
02. Minuetto
03. Adagietto
04. Carillon
05. L’Arlésienne Suite No.2 Pastorale
06. Intermezzo
07. Menuet
08. Farandole
09. Carmen Suite No.1 Prélude
10. Argonaise
11. Intermezzo
12. Les dragons d’ Alcala
13. Les toréadors
14. Carmen Suite No.2 Marce des contrebandiers
15. Habanera
16. Nocturne
17. La garde montane
18. Danse bohème
A Quarta Sinfonia de Mendelssohn, também conhecida como “Italiana”, é sem dúvida, a minha favorita entre as sinfonias deste compositor. Ela é alegre, festiva, ideal para se ouvir neste final de inverno, pois também a vejo prenunciando a Primavera, mais ainda que a Primeira Sinfonia, de Schumann, que foi intitulada “Primavera”. Mesmo seu segundo movimento, um “andante con molto” tem este mesmo ar primaveril, e por que não dizer bucólico também, lembrando aquelas longas e preguiçosas tardes de primavera de nossas infâncias. Em minha opinião, Claudio Abbado realizou a melhor gravação desta sinfonia, ainda nos anos 80, frente à perfeita Sinfônica de Londres. Sempre digo que sou suspeito para falar desta gravação, pois comprei este LP naquela época e o ouvia incansavelmente. Devo conhecer cada nuance, cada detalhe dela.
Em seguida temos a 5ª Sinfonia, também um primor nas mãos de Abbado. Nosso mentor, PQPBach, por diversas ocasiões, já declarou sua admiração e paixão por esta sinfonia. E não poderia se diferente.
Um belo CD, para ouvir sem se cansar, neste início de Primavera.
PS – Antes que reclamem, o CD que estou postando pertence à caixa que a DG lançou recentemente, com quarenta cds com gravações do Claudio Abbado, ou seja, não é o mesmo da capa que botei aí em cima, mas a gravação é a mesma.
1. Symphony No.4 In A, Op.90 – ”Italian” – 1. Allegro Vivace
2. Symphony No.4 In A, Op.90 – ”Italian” – 2. Andante Con Moto
3. Symphony No.4 In A, Op.90 – ”Italian” – 3. Con Moto Moderato
4. Symphony No.4 In A, Op.90 – ”Italian” – 4. Saltarello (Presto)
5. Symphony No.5 In D Minor, Op.107 – ”Reformation” – 1. Andante – Allegro Con Fuoco
6. Symphony No.5 In D Minor, Op.107 – ”Reformation” – 2. Allegro Vivace
7. Symphony No.5 In D Minor, Op.107 – ”Reformation” – 3. Andante
8. Symphony No.5 In D Minor, Op.107 – ”Reformation” – 4. Choral ”Ein’ Feste Burg Ist Unser Gott!” (Andante Con Moto – Allegro Vivace – Allegro Maestoso – Più Animato Poco A Poco)
9. Wind Instruments Ov_ Op 24_ Andante con moto_ Allegro vivace
London Symphony Orchestra
Claudio Abbado – Conductor
Este recente CD traz duas grandes obras para piano nas jovens mãos de Alice Sara Ott. Foi gravado ao vivo no famoso Teatro Mariinsky, em São Petersburgo, diferentemente do que disse na postagem anterior, quando comentei que tinha sido gravado em Moscou.
Ott não se intimidou com o repertório, ao contrário, podemos senti-la confiante, tentando não se assustar com o fato de que estava sendo gravada, tocando uma das principais peças do repertório pianístico russo em solo russo, em uma das principais salas de concerto russa, e claro, encarando uma platéia russa, e para completar, no principal festival de música clássica russo, as “Noites Brancas”.
Neste verdadeiro tour-de-force, Alice Sara Ott ainda encara a Sonata D. 850 de Schubert, outro peso pesado do repertório pianístico. Dificilmente podemos encontrar elementos em comum entre as duas peças, mas, como diz Alice em texto do booklet:
“The only thing the two works have in common is that both are very contemporary. They look toward the future, and are not just expressions of the rules of the time (…)
Enfim, outro belo cd desta jovem pianista, filha de uma japonesa e de um alemão, uma mistura de culturas pouco comum.
01 – Mussorgski – Pictures at an Exhibition – Promenade
02 – Mussorgski – Pictures at an Exhibition – Gnomus
03 – Mussorgski – Pictures at an Exhibition – [Promenade]
04 – Mussorgski – Pictures at an Exhibition – Il vecchio castello
05 – Mussorgski – Pictures at an Exhibition – [Promenade]
06 – Mussorgski – Pictures at an Exhibition – Tuileries (Dispute d’enfants apres j
07 – Mussorgski – Pictures at an Exhibition – Bydlo
08 – Mussorgski – Pictures at an Exhibition – [Promenade]
09 – Mussorgski – Pictures at an Exhibition – Ballet des poussins dans leurs coques
10 – Mussorgski – Pictures at an Exhibition – Samuel Goldenberg und Schmuyle
11 – Mussorgski – Pictures at an Exhibition – Promenade
12 – Mussorgski – Pictures at an Exhibition – Limoges. Le Marche (La Grande Nouvelle)
13 – Mussorgski – Pictures at an Exhibition – Catacombae (Sepulcrum romanum)
14 – Mussorgski – Pictures at an Exhibition – Cum mortuis in lingua mortua
15 – Mussorgski – Pictures at an Exhibition – La Cabane sur des pattes de poule (B
16 – Mussorgski – Pictures at an Exhibition – La Grande Porte (de l’ancienne capit
17 – Schubert – Piano Sonata in D major Op.53 D 850 – I. Allegro vivace
18 – Schubert – Piano Sonata in D major Op.53 D 850 – II. Con moto
19 – Schubert – Piano Sonata in D major Op.53 D 850 – III. Scherzo. Allegro vivace
20 – Schubert – Piano Sonata in D major Op.53 D 850 – IV. Rondo. Allegro moderato
Este foi o disco de estréia da gracinha Alice Sara Ott no selo Deutsche Grammophon. Para aqueles que gostam de Chopin e de suas valsas, esta gravação pode ser uma boa introdução para estas lindas peças.
Para os fãs de gigantes do teclado como Rubinstein, um dos maiores intérpretes de Chopin de todos os tempos, soa por vezes até ingênua a leitura de Alice. Mas levemos em consideração a idade e vamos ficar com a música em si. Alice tem um talento imenso, disso não há dúvidas, senão a DG não a teria contratado. Seu cds mais recentes, principalmente o último, em que encara Mussorgsky ao vivo, em Moscou, mostram que ela não tem medo de se arriscar. Para um disco de estréia, as três estrelas e meia da amazon estão muito bem vindas.
Não sei se os senhores gostam tanto destas valsas quanto eu, que cresci ouvindo o velho LP do Rubinstein. Portanto, sou suspeito para falar destas peças, que adoro. E gostei da juventude e impetuosidade de Alice encarando estas obras. Eis o relato dela a respeito desta gravação:
“I’ve always been fascinated by Chopin’s waltzes. He composed them all through his life, from early youth until shortly before his death. His whole life and his personality are reflected in the waltzes…They say that home isn’t a place but a feeling. I can identify with how torn Chopin felt, because I also grew up and live between two cultures. Neither in Germany nor in Japan do I have a proper homeland. In both countries I’m regarded as a foreigner. For me, too, music is the only place where I really feel at home.”–Alice Sara Ott
Bonito isso. Espero que apreciem.
01 Waltz No.1 in E flat, Op.18 – _Gr
02 Waltz No.2 in A flat, Op.34 No.1
03 Waltz No.3 in A minor, Op.34 No.2
04 Waltz No.4 in F, Op.34 No.3
05 Waltz No.5 in A flat, Op.42 – _Gr
06 Waltz No.6 in D flat, Op.64 No.1
07 Waltz No.7 In C Sharp Minor, Op.6
08 Waltz No.8 in A flat, Op.64 No.3
09 Waltz No.9 in A flat, Op.69 No.1
10 Waltz No.10 in B minor, Op.69 No.
11 Waltz No.11 in G flat, Op.70 No.1
12 Waltz No.12 in F minor_A flat, Op
13 Waltz No.13 in D flat, Op.70 No.3
14 Waltz In A Flat Opus Posth. Kk4A
15 Waltz In E Flat Opus Posth. Kk4b
16 Waltz In E Flat Opus Posth. Kk4A
17 Waltz In E Opus Posth. Kk4A No.12
18 Waltz In E Minor Opus Posth. Kk4A
19 Waltz In A Minor Opus Posth. Kk4B
As rapsódias húngaras de Liszt são talvez as peças mais populares do compositor húngaro. Deliciosas, divertidas, alegres, exigem de todos os músicos da orquestra um grande domínio de seus instrumentos, e consequentemente de seu regente um grande domínio da orquestra. É uma troca, eu diria. Vi certa vez um vídeo de Herbert von Karajan regendo a Segunda Rapsódia, creio que a mais conhecida. O velho Kaiser mal mexia os braços, apenas esboçava movimentos e trocava olhares com seus músicos. Era o suficiente para demonstrar o domínio que tinha da orquestra. Todos sabiam exatamente o que fazer e como.
Nunca iria colocar Iván Fischer no mesmo nível de Karajan, nem a excelente Budapest Festival Orchestra no mesmo nível da Filarmônica de Berlim, mas a cumplicidade entre regente e orquestra é a mesma. Lembrando que Fischer montou esta orquestra a seu gosto, portanto conhece todos os seus músicos muito bem. E estão em seu pleno elemento quando tocam Liszt, talvez por também serem húngaros e conhecerem bem os costumes, tradições e lendas de seu país. E claro, sua música.
Mas chega de falar e vamos ao que importa. Com os senhores, as Rapsódias Hungaras, nas mãos competentes de Iván Fischer regendo a Budapest Festival Orchestra.
1 Ungarische Rhapsodie I f-moll S.359-01
2 Ungarische Rhapsodie II d-moll S.359-02 (12)
3 Ungarische Rhapsodie III D-durl S.359-03 (06)
4 Ungarische Rhapsodie IV d-moll S.359-04 (02)
5 Ungarische Rhapsodie V e-moll S.359-05 (05)
6 Ungarische Rhapsodie VI D-dur S.359-06 (09)
Budapest Festival Orchestra
Iván Fischer – Conductor
É um grande orgulho para nós brasileiros que faça parte da Liszt Edition, da prestigiosa gravadora de música clássica Deutsche Grammophon, as gravações que o brasileiríssimo Roberto Szidon realizou das 19 Rapsódias Húngaras, em sua versão para piano. De cabeça, lembro apenas do violoncelista pernambucano Antonio Meneses gravando por esta gravadora, em sua gravação ao lado de Anne-Sophie Mutter e do próprio Karajan, do Concerto Duplo de Brahms.
Não houve unanimidade entre os clientes da amazon ao comentarem estas gravações de Szidon. Alguns a consideram robotizadas, outros virtuosísticas e elegantes… os senhores podem chegar às suas próprias conclusões após ouvirem este belíssimo CD duplo.
Mas não devemos tirar o mérito deste grande músico brasileiro, infelizmente já falecido. São obras de grande dificuldade e que exigem do pianista uma técnica apuradíssima e um elevado grau de virtuosismo, e isso Szidon esbanjava.
Então vamos ao que viemos. Espero que apreciem.
CD 1
1 Ungarische Rhapsodie Nr. 1 cis-moll
2 Ungarische Rhapsodie Nr. 2 in cis-moll
3 Ungarische Rhapsodie Nr. 3 B-Dur
4 Ungarische Rhapsodie Nr. 4 Es-Dur
5 Ungarische Rhapsodie Nr. 5 e-moll Hero.de-El¨¦giaque
6 Ungarische Rhapsodie Nr. 6 Des-Dur
7 Ungarische Rhapsodie Nr. 7 d-moll
8 Ungarische Rhapsodie Nr. 8 fis-moll
9 Ungarische Rhapsodie Nr. 9 Es-Dur ‘Pester Karneval’
10 Ungarische Rhapsodie Nr. 10 E-Dur ‘Preludio’
Os cds que estou postando de Liszt fazem parte da “Liszt Collection”, da gravadora Deutsche Grammophon. Ou seja, não são cds normais, como o que causou confusão a um leitor dia destes. A partir de agora, vou colocar apenas a capa da coleção, mas não confundi-los mais.
Existe uma bela coleção da DECCA com 4 cds, que traz todos os poemas sinfônicos de Liszt com a leitura de Bernard Haitink. Lembro aos senhores que o selo DECCA também pertence ao mesmo grupo da DG, por este motivo estes dois que estou postando hoje serão com esse regente. Ou seja, a qualidade das interpretações permanece a mesma. Ah, antes que perguntem, não tenho essa caixa da DECCA, mas se não estou enganado, o Carlinus a possui e acho que já a postou lá em seu blog, “O Ser da Música”.
CD 1
1 – Symphonic Poem No. 8 ‘Heroide funèbre’, S. 102
2 – Symphonic Poem No. 9 ‘Hungaria’, S. 103
3 – Symphonic Poem No. 10 ‘Hamlet’, S. 104
4 – Symphonic Poem No. 11 ‘Hunnenschlacht’, S. 105
Posso estar enganado, mas acho que faz tempo que estes dois concertos não aparecem por aqui, por isso resolvi trazê-los novamente, mas sem algum motivo especial, talvez apenas por gostar muito deles e também devido ao fato do intérprete ser alguém que estou ouvindo muito nos últimos tempos, Murray Perahia, aqui acompanhado pelo incansável e sempre competente Sir Colin Davis, que dirige a Orquestra da Rádio Bávara.
Lirismo, paixão, emoção elevadas à enésima potência, estes são alguns dos elementos presentes nestas duas obras primas do repertório pianístico romântico. E nas mãos de Murray Perahia, um especialista no repertório romântico, eu diria que o resultado é quase perfeito.
Eu diria que trata-se de um cd para se ouvir em um dia chuvoso e frio, sentado na frente de uma lareira, ao lado da pessoa amada, e apreciando um bom vinho, ou então lendo um bom livro.
P.S. – Novamente trocando de servidor, o rapidshare tem algumas frescuras que me irritam, além de ser o mais caro … o MEGA tem sido bem elogiado pelo pessoal. Rápido, funcional e sem muitas frescuras.
PS 2 – Coloquei uma segunda opção de servidor para download, o UPLOADED.
1 Schumann Piano Concerto in A minor_ I. Allegro affettuoso
2 Schumann Piano Concerto in A minor_ II. Intermezzo. Andantino grazioso
3 Schumann Piano Concerto in A minor_ III. Allegro vivace
4 Grieg Piano Concerto in A minor_ I. Allegro molto moderato
5 Grieg Piano Concerto in A minor_ II. Adagio
6 Grieg Piano Concerto in A minor_ III. Allegro moderato molto e marcato