BTHVN250 – Ludwig van Beethoven (1770-1827): Concerto para Piano nº 5, “Imperador”

O Concerto nº 5 (de 1811) é apelidado Imperador justamente por ser uma das obras orquestrais mais grandiosas da fase heróica de Beethoven, junto com as Sinfonias nº 3 (1803), 5 e 6 (1808) e a ópera Fidelio com suas quatro Aberturas (1805 a 1814).

Karl Böhm (1894-1981) foi um maestro austríaco que conheceu, em Viena e Salzburgo, as gerações contemporâneas de Brahms e Bruckner, e carregou a tocha do romantismo germânico sem os exageros de Karajan. Realizou gravações famosas de Beethoven com a Filarmônica de Viena e a Staatskapelle Dresden. Sua Pastoral foi escolhida por meu colega Das Chucruten como a gravação romântica por excelência desta sinfonia.

Pollini não precisa de apresentações, os frequentadores do blog acompanharam suas gravações de Beethoven, de Chopin e muitos outros. Ele já foi incensado dezenas de vezes pelos elogios de PQP e FDP, como nesta postagem abaixo, de 2008.

Como colaboração à Fundação para a Divulgação e Inevitável Imortalização do Guia Genial dos Pianistas Maurizio Pollini trago para os nossos leitores / ouvintes um grande momento. Maurizio Pollini tocando o Concerto Imperador acompanhado pelo grande Karl Böhm.

Explico: há alguns meses, uma grande amiga do blog, Laís Vogel, me perguntou com aquele jeitinho que toda a baiana tem, se por acaso eu não teria esta gravação. Como grande admirador destes dois músicos, informei-lhe que obviamente possuía, e que se fosse de seu desejo, eu mandaria para ela. Claro que fã ardorosa de Pollini, e membra(?) fundadora da Fundação para a Divulgação e Inevitável Imortalização do Guia Genial dos Pianistas Maurizio Pollini ela pediu encarecidamente a gentileza. Bem, enviei este material para ela, e acabei esquecendo da tal da gravação, envolvido que estava com outras coisas.

Falar o que sobre o Concerto Imperador a não ser que o considero a maior obra já escrita para o repertório pianístico? Falar o que sobre Pollini que já não tenha sido falado aqui no blog, e  ardorosamente defendido pela Fundação para a Divulgação e Inevitável Imortalização do Guia Genial dos Pianistas Maurizio Pollini…? E Karl Böhm, um dos maiores regentes do século XX, imbatível no quesito Mozart?

Vamos deixar, portanto, que a música fale por si mesma.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Concerto No.5 in E flat major Op.73 -“Emperor”

1. Piano Concerto No.5 in E flat major Op.73 -“Emperor” – 1. Allegro
2. Piano Concerto No.5 in E flat major Op.73 -“Emperor” – 2. Adagio un poco mosso
3. Piano Concerto No.5 in E flat major Op.73 -“Emperor” – 3. Rondo (Allegro)

Maurizio Pollini – Piano
Karl Böhm – Condutor
Wiener Philharmoniker

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

#BTHVN250, por René Denon

FDP (2008), Pleyel (Repostagem, 2020)

17 comments / Add your comment below

  1. Karl Bohm regia dormindo…”zzz”…a melhor gravação do Pollini é realmente com Abbado. O maior concerto para piano já escrito é do filho de Beethoven, o Segundo Concerto para Piano, de Brahms…rsrs…

  2. Esqueceram da gravação de Karajan(BPO) e Weissenberg? e a do Mestre Arthur Schnabel e Malcolm Sargent com a LPO ? e a de Bernard Haitink e M.Perahia ; Bakala e Richter……Temos muito mais ,agora não me recordo.
    A gravação do Schnabel, como sempre, peca um pouco pela qualidade do áudio e do Karajan/Weissenberg é a melhor que já ouvi e Sv Richter é muito mais pianista em Beethoven e românticos do que o ”queridinho” do Pollini …Sv Richter é um ”cult”…

  3. Eu costumo concordar com o Cesário, mas desta vez não deu. E olha que vou ignorar a referência blasfema ao excelso Pollini…

    Böhm regia dormindo? Nunca! Böhm era genial.

    Volto a concordar com o Cesário quando ele diz que o Imperador não é o maior concerto para piano. Na minha humilhíssima opinião, o 2 de Brahms também está à frente do Imperador, mas todos sabemos que o maior foi escrito por Béla Bartók, É CLARO!

  4. Ahahah…pegue o DVD em que Bohm rege Pollini acho que no terceiro concerto….zzzz…sacanagem do …Lebrecht,de quem mais poderia ser? Está no Livro o Mito do Maestro. Eu adoro Karl tenho vários cds e dvds dele em Mozart,Wagner,Straus…mas que parece dormir…rsrs…

    Sviat. Richter era um mito, inclusive pelo caráter esdrúxulo.Vejam bem que disse ”inclusive”…

  5. Ola amigos!

    Eu estava sem computador esses dias. Que maravilha!!

    Realmente, essa gravação do bohm é extraordinaria! A de Abbado tambem é sensacional. Penso que a do Bohm leva uma pequena vantagem por causa do adágio. Pollini não conseguiu repetir com Abbado a mesma performance que conseguiu com Bohm no segundo movimento do Imperador!

    Mas isso é pessoal.

    PQP! Eu tambem adoro Cesário, mas tenho que discordar dele quando ele fala do Italiano. A noção de tempo, e o lirismo estão perfeitos no Imperador! Pollini consegue uma clareza cristalina nesse maravilhoso concerto que possui momentos dificílimos para piano!

  6. Oi, Cesario !

    Eu tenho somente o 1o. Concerto com o S.Richter, mas com a Sinf.Boston/ Munch. O Imperador acho que ele nunca gravou… Se der pra disponibilizar esse 3o., agradeceria muito !

    PS – embora seja fã de carteirnha do S.Richter, também sou do Pollini !!! E, nas Sonatas de Beethoven (exceto nas últimas, que acho Pollini imbatível), ainda fico com o Gilels

    Abraços, Eduardo

  7. Mais uma coisa: cheguei a ter em vinil uma versão do 3o. Concerto com S.Richter com o Riccardo Muti – muito bem tocado, como era de se esperar, mas meio sem graça, um pouco lento demais…

    Eduardo

  8. Pessoal, só pra continuar uma brincadeira que iniciou nas postagens anteriores: qual o “melhor” Concerto para piano já escrito?

    Não tem sentido escolher um único, então proponho uma lista de “legítimos sucessores” do “Imperador”:

    – Segundo de Brahms (interpretação referência: Nelson Freire)
    – Segundo de Liszt (interpretação referência: Richter)
    – Primeiro de Bartok (interpretação referência: Pollini)
    – Terceiro e Quinto de Prokofiev (interpretações de referência: Argerich e Richter)

    E vocês, que acham???

    Abraço, Eduardo

  9. Eduardo, colocaria como referência para o segundo de Brahms a versão do Rubinstein, recém postada, e a minha favorita, e que ainda tenho em LP, infelizmente sumida do mercado, com o Kovacevich. Magnífica também uma de minhas próximas postagens, este Segundo concerto com o Gilels e o Jochum, não por acaso, na lista da Grammophone como uma das maiores gravações de todos os tempos.

  10. Eu colocaria o 2º concerto de Bramhs com a dupla Pollini/Abbado,embora ambas as gravações citadas anteriormente sejam excepcionais.
    Para o 2º de liszt concordo com o Eduardo,Richter o faz muito bem.
    o 1º de Bartok eu gosto muito da versão de Pollini ,mas prefiro a versão de Anda/Fricsay.
    Nos concertos de Prokofiev ,Richter é excelente ,mas a Argerich não me convence muito e também confesso que conheço poucas gravações boas destes concertos de Prokofiev.Bem essas são as minhas opiniões sobre os concertos citados pelo Eduardo,mas também acrescento o concerto nº3 de Beethoven com a dupla Michelangeli/giulini.
    Abraço a todos
    Junior de Oliveira

  11. Olá moçada de bom ouvido! Estou curtindo o Concerto no.5 de Beethoven com o romeno Radu Lupu regido por Zubin Mehta. O que vocês acham dessa versão? Em nenhum momento senti angustia do mestre pela invasão de Viena por Napoleão (1811. Será que a surdez já graçava avançada?

Deixe uma resposta