Esta aqui é uma das maiores postagens que este blog já fez.
Antonio Vivaldi (1678-1741) – Concertos em transcrições para cravo solo
Seu sobrenome é Baiano, mas ele pode fazer as coisas velozmente… O cravista Enrico Baiano parece uma figura retirada das páginas de um livro de Pirandello. Bigodudo, óculos enormes e uma incrível cara de quem está maquinando alguma coisa contra alguém. Mas ele se acabou se ralando, pois sua gravadora (a obscura Symphonía Digital italiana) fechou e este CD tornou-se uma raridade a ponto da Amazon ostentar a palavrinha “discontinued” na apresentação que faz do disco. Com tanta porcaria por aí, é uma ocorrência imerecida para este bom Baiano de movimentos rápidos cercando os delicados os adágios, largos, andantes e que tais vivaldianos. Os concertos foram retirados do Estro Armonico e da Stravaganza o que é garantia de um pedigree veneziano autêntico. Abaixo, mostro a vocês a latinha de Enrico Baiano. Não, não o acho bonito, contudo confesso que ela (a cara dele) me faz como se visse um personagem muito esperto de uma comédia italiana do passado. A propósito, Baiano gravou elogiados CDs de Sonatas de Domenico Scarlatti. Basta ouvir este CD para concluir que ele nasceu para tocar Scarlatti, o homem que tinha um caso com a princesa portuguesa Maria Bárbara de Bragança, fato verídico que Clara Schumann, direto da cidade do Porto, insiste em negar.
Vivaldi – Concerti pour clavecin, du Manuscrit de Ann Dawson (Bibliothèque de Manchester)
Origem dos concertos: Op. IV:10, IV:6, IV:3, IV:4, IV:1 de La Stravaganza; Op. III:7, III:9, III:5, III:12 de L’Estro Armonico
01 Opus IV, 10-1-Spiritoso
02 Opus IV, 10-2-Adagio
03 Opus IV, 10-3-Allegro
04 Opus IV, 6-1-Allegro
05 Opus IV, 6-2-Largo
06 Opus IV, 6-3-Allegro
07 Opus IV, 3-1-Allegro
08 Opus IV, 3-2-Largo
09 Opus IV, 3-3-Allegro Assai
10 Opus III, 7-1-Andante
11 Opus III, 7-2-Adagio, Allegro
12 Opus III, 7-3-Adagio, Allegro
13 Opus VII, 4-1-Allegro
14 Opus VII, 4-2-Grave
15 Opus VII, 4-3-Allegro assai
16 Opus III, 9-1-Allegro
17 Opus III, 9-2-Andante
18 Opus III, 9-3-Allegro
19 Opus III, 5-1-Allegro
20 Opus III, 5-2-Adagio e cantabile
21 Opus III, 5-3-Allegro
22 Opus IV, 1-1-Allegro
23 Opus IV, 1-2-Largo e cantabile
24 Opus IV, 1-3-Allegro assai
25 Opus III, 12-1-Allegro
26 Opus III, 12-2-Largo
27 Opus III, 12-3-Allegro
Enrico Baiano, clavecin François-Etienne Blanchet de 1733, copie de Olivier Fadini
PQP
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Concertos nº6, K. 238 in B, nº 17, K. 453, in G – (CD 5-10)
Mais Mozart. E hoje estou decididamente mozartiano, não me perguntem o motivo. Talvez porque Mozart consiga acalmar nossos corações, sua música penetra nossa alma e nos faz sentir melhores, ou seja, nada melhor que o gênio de Salzburg para nos fazer ver que a vida, apesar dos pesares, continua. Falo isso pelo fato de estar em luto, juntamente com a família de minha esposa, devido ao falecimento de minha sogra.
Immerseel nos traz mais dois concertos aqui. Um menos famoso, o de nº6 e o de nº 17. Sobre este, já se escreveu muito, e muitos grandes intérpretes o gravaram, inclusive o próprio Pollini e Brendel, gravações já postadas aqui no blog.
Enfim, mais dois grande momentos mozartianos. Espero que o apreciem.
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Concertos nº6, K. 238 in B, nº 17, K. 453, in G
1 – Piano Concerto nº6, K. 238 – 1- Allegro aperto
2 – Piano Concerto nº6, K. 238 – 2 – Andante un poco adagio
3 – Piano Concerto nº6, K. 238 – 3 – Allegro Rondó
4 – Piano Concerto nº 17, K. 453 – 1 – Allegro
5 – Piano Concerto nº 17, K. 453 – 2 – Andante
6 – Piano Concerto nº 17, K. 453 – 3 – Allegretto
Jos van Immerseel – Pianoforte & Conductor
Orchestra Anima Eterna
FDP
J. S. Bach (1685-1750) – Sonatas para flauta e baixo contínuo
Esta é ou deve ser a terceira versão destas obras que postamos em PQP Bach. Sem problemas. O registro da flautista Philippa Davies é bom, porém é difícil sobreviver à comparação com o suíço Aurèle Nicolet, na minha opinião o campeão destas obras. Davies tenta algumas novidades e fraseados. Até funcionam, mas sendo bem sincero, a gravação de Nicolet grudou de tal forma em meu cérebro que qualquer desvio parece erro… Mas para quem não conhece essas sonatas, Philippa é um excelente começo.
J.S. Bach – Sonatas para flauta e baixo contínuo
1. Sonata in b minor, BWV 1030: Andante
2. Sonata in b minor: Largo e dolce
3. Sonata in b minor: Presto-Allegro
4. Sonata in E major, BWV 1035: Adagio ma non tanto
5. Sonata in E major: Allegro
6. Sonata in E major: Siciliano
7. Sonata in E major: Allegro assai
8. Sonata in A major, BWV 1032: Vivace
9. Sonata in A Major: Largo e dolce
10. Sonata in A Major: Allegro
11. Sonata in e minor, BWV 1034: Adagio ma non tanto
12. Sonata in e minor: Allegro
13. Sonata in e minor: Andante
14. Sonata in e minor: Allegro
15. Sonata in E flat major, BWV 1031: Allegro moderato
16. Sonata in E flat major: Siciliano
17. Sonata in E flat major: Allegro
Philippa Davies, flute
Maggie Cole, harpsichord
Alison McGillivary, cello
PQP
Gustav Holst (1874-1934) / György Ligeti (1923-2006) / Tom Zé (1936) e Rita Lee (1947) – Os Planetas / Lux Aeterna / 2001
Vamos a um papo sideral, mas não siderado, ainda: Holst, nascido em 12 de Setembro de 1874 de mãe inglesa e pai sueco, devia ser um desses chatos que adoram astrologia. Nada contra, o problema é que essas pessoas gostam de expressar sua admiração por esta ciência e fazem perguntas, perguntas, perguntas… A fama de Gustav Holst procede principalmente desta obra. Escreveu The Planets durante os finais de semana enquanto trabalhava como professor na St. Paul´s Girls´School de Hammersmith (Inglaterra). Doente de asma, Holst não pode chegar a ser o concertista de piano que ambicionava ser. Seu interesse pelo hinduísmo o levou a aprender o sâncristo… Era um bicho-grilo doente, algo assim. Fruto do seu apaixonado interesse pelo misticismo hindu escreveu ópera Sita (1899-1906) em três atos. Como todo bicho-grilo que se preze, era vegetariano. Já viram.
Composto entre 1913 e 1916, depois que Holst se interessara profundamente pela astrologia, Os Planetas descreve musicalmente as influências planetárias no horóscopo. De Marte expressava seu espírito independente e ambicioso; de Vênus, seu indiscutível afeto e capacidade emotiva; de Mercúrio sua adaptabilidade, rapidez e inteligência e de Júpiter sua capacidade de nos dar abundância e perseverança, algo de que nunca duvidei. Também foi influenciado pelas leituras do um astrólogo qualquer que demonstrava o autêntico papel dos planetas sobre os acontecimentos mundiais. Um super bicho-grilo!
Não obstante, é boa música.
Ligeti era mais razoável e foi levado ao estrelato por outro gênio, Stanley Kubrick, que utilizou justamente Lux Aeterna (1966) em 2001, Uma Odisséia no Espaço (para os brasileiros). Ao que me consta, era uma pessoa normal.
Lux Aeterna é espetacularmente caricaturizada na canção 2001 de Tom Zé e os Mutantes. O arranjador era um imenso talento: Rogério Duprat. Deixamos também esta obra-prima da música brasileira e da ironia universal para ser baixada no PQP Bach. Desta forma, somos obrigados a incluir Tom Zé e Rita Lee em nossa lista de autores. Já estou rindo das críticas daqueles que consideraram a inclusão do jazz um desvio da linha cultural do blog. Certamente terão de protestar novamente, mas desta vez já venho armado e aviso que não responderei aos comentários hostis. Afinal, preconceito é feio, burro e causa acne. Então, de forma profilática, mando-os de antemão tomarem no rabo. Bem, voltando a nosso assunto: exatamente aos 2 minutos da canção, entra Ligeti. Não vá se perder por aí.
Os Planetas
1. Marte, Deus da Guerra
2. Vênus, Deus da Paz
3. Mercúrio, Mensageiro Alado
4. Júpiter, Deus da Alegria
5. Saturno, Deus da Velhice
6. Urano, o Mago
7. Netuno, o Místico
Coro do Conservatório da Nova Inglaterra
Orquestra Sinfônica de Boston
William Steinberg
8. Lux Aeterna
Coro da Rádio do Norte da Alemanha
Helmut Franz
2001 (Tom Zé-Rita Lee) pelos Mutantes
Arranjo de Rogério Duprat
BAIXE AQUI A 2001 DOS MUTANTES- DOWNLOAD HERE 2001 BY MUTANTES
PQP
J. S. Bach (1685-1750) – A Paixão Segundo Mateus e A Oferenda Musical (Harmonia Mundi – 50 years of music exploration – CD 7, 8 e 9 de 29)
Eu fico com vontade de rir sozinho quando penso na noite em que estava em casa navegando pela Amazon e, de repente, vi esta caixa da HM por US$ 49.90. Tudo bem, sei que bobos costumam ficar por aí rindo sozinhos. Deve ser o caso. Anyway, aqui está um torpedo da coleção. Sim, uma Mateus conduzida pelo belga Herreweghe não é de se jogar fora, certo? Como sobremesa, você ainda ouve uma baita versão da Oferenda Musical no terceiro CD. Nada mal para uma tarde de quinta-feira depois de ver meu time perder para um Santos absolutamente ridículo. Bom, vocês não querem nenhuma informação sobre a Mateus nem sobre a Oferenda, né? É só pesquisar por aí. Tem por todo o lado. Ainda mais que deu o maior trabalho fazer upload de três CDs quando estou programado para apenas um. É que fiquei desanimado depois de falar no Inter. Ô time desgraçado!
E, a propósito, como será que vai a discussão pelo vice-campeonato dos pianistas (vide post abaixo)?
J.S. Bach – A Paixão Segundo Mateus, BWV 244
Disc: 7
1. 1. Chorus I & II
2. 2. Evangelista, Jesus
3. 3. Choral
4. 4a. Evangelista/4b. Chorus I & II/4c. Evangelista/4d. Chorus I/4e. Evangelista, Jesus
5. 5. Recitativo
6. 6. Aria
7. 7. Evangelista, Judas
8. 8. Aria
9. 9a. Evangelista/9b. Chorus I/9c.Evangelista, Jesus/9d. Evangelista/9e. Chorus I
10. 10. Choral
11. 11. Evangelista, Jesus, Judas
12. 12. Recitativo
13. 13. Aria
14. 14. Evangelista, Jesus
15. 15. Choral
16. 16. Evangelista, Petrus, Jesus
17. 17. Choral
18. 18. Evangelista, Jesus
19. 19. Recitativo A Doi Cori
20. 20. Aria A Doi Cori
21. 21. Evangelista, Jesus
22. 22. Recitativo
23. 23. Aria
24. 24. Evangelista, Jesus
25. 25. Choral
26. 26. Evangelista, Jesus, Judas
27. 27a. Aria A Doi Cori/27b. Chorus I & II
28. 28. Evangelista, Jesus
29. 29. Choral
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
Disc: 8
1. 30. Aria
2. 31. Evangelista
3. 32. Choral
4. 33. Evangelista, Testis I & II, Pontifex
5. 34. Recitativo
6. 35. Aria
7. 36a. Evangelista, Pontifex, Jesus/36b. Chorus I & II/36c. Evangelista/36d. Chorus I & II
8. 37. Choral
9. 38a. Evangelista, Ancilla I & II, Petrus/38b. Chorus II – Evangelista, Petrus
10. 39. Aria
11. 40. Choral
12. 41a. Evangelista, Judas/41b. Chorus I & II/41c. Evangelista, Pontifex I & II
13. 42. Aria
14. 43. Evangelista, Pilatus, Jesus
15. 44. Choral
16. 45a. Evangelista, Pilatus Uxor Pilatus, Chorus I & II/45b. Chorus I & II
17. 46. Choral
18. 47. Evangelista, Pilatus
19. 48. Recitativo
20. 49. Aria
21. 50a. Evangelista/50b. Chorus I & II/50c. Evangelista, Pilatus/50d. Chorus I & II/50e. Evangelista
22. 51. Recitativo
23. 52. Aria
24. 53a. Evangelista/53b. Chorus I & II/53c. Evangelista
25. 54. Choral
26. 55. Evangelista
27. 56. Recitativo
28. 57. Aria
29. 58a. Evangelista/58b. Chorus I & II/58c. Evangelista/58d. Chorus I & II/58e. Evangelista
30. 59. Recitativo
31. 60. Aria
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
Disc: 9
1. 61a. Evangelista, Jesus/61b. Chorus I/61c. Evangelista/61d. Chorus II/61e. Evangelista
2. 62. Choral
3. 63a. Evangelista/63b. Chorus I & II/63c. Evangelista
4. 64. Recitativo
5. 65. Aria
6. 66a. Evangelista/66b. Chorus I & II/66c. Evangelista, Pilatus
7. 67. Recitativo
8. 68. Chorus I & II
Howard Cook (t)
Ulrik Cold (b)
Barbara Schlick (s)
René Jacobs (c)
Hans-Peter Blochwitz (t)
Peter Kooy (b)
La Chapelle Royal
Collegium Vocale Gent
Philippe Herreweghe, conductor
A Oferenda Musical, BWV 1079
9. Ricercar A 3
10. Canon Perpetuus Super Thema Regium
11. Ricercar A 6
12. Canon: Quarendo Invenientis
13. Canon A 4
14. Largo
15. Allegro
16. Andante
17. Allegro
18. Canon Perpetuus
19. 1. [canon cancrizans]
20. 2. Violino In Unisono
21. 3. Per Motum Contrarium
22. 4. Per Augmentatinem, Contrario Motu ‘Notulis Crescentibus Crescat Fortuna Regis’
23. 5. ‘Ascendenteque Modulationis Ascendat Gloria Regis’
24. 6. Fuga Canonica In Epidiapente’
Davitt Moroney, clavecin
Janet See, transverse flute
John Holloway, violin
Jaap ter Linden, cello
Martha Cook, clavecin
PQP
Harmonia Mundi – 50 years of music exploration – CD 6 de 29
A série de motetos isorítmicos do grande Guillaume Dufay não forma um ciclo homogêneo. Cada um deles foi composto como “peça de circunstância”, às vezes com intervalos de muitos anos. Então, os treze motetos, que aqui são apresentados em ordem cronológica, servem para demonstrar a evolução de Dufay ao longo dos vinte anos que separam a composição do primeiro e do último. Se os primeiros são estritamente matemáticos e góticos; os últimos são muito mais majestosos e tranqüilos. Em 1440, Dufay concluiu que a isoritmia não tinha futuro num mundo onde a expressão individual ganhava mais e mais espaço e tratou de aproximar os textos da melodia, tornando sua música a mais humanística de sua época. Foi um grande gênio que preparou o caminho de saída das formas medievais para a polifonia dos anos seguintes. Esses motetos são o ápice de uma arte que depois foi desenvolvida por Machaut e Dunstable.
CD 6: Intégrale des Motets isorythmiques – Guillaume Dufay
1. Vasilissa Ergo Gaude, A Voix, 1420
2. O Sancte Sebastiane – O Martyr Sebastiane/O Quan Mira, A 4 Voix, C.1437
3. O Gemma, Lux Et Speculum – Sacer Pastor Barensium/A Voix, C.1434
4. Apostolo Glorioso/Cum Tua Doctrina Andreas, Christi Famulus, A 6 Voix, 1426
5. Rite Majorem Jacobus – Artibus Summis Miseri, A 5 Voix, 1426-27
6. Ecclesie Militantis – Sanctorium Arbitrio Bella Canunt Gentes, A 5 Voix 1431
7. Balsamus Et Munda Cera, A 4 Voix,1431
8. Supremum Est Mortalibus, a 4 Voix,1436
9. Nuper Rosarum Flores, a 4 Voix, 1436
10. Salve Flos Tusce Gentis – Vos Nunc, Etrusce Iubar, A 4 Voix,1435-36
11. Magnanime Gentes Laudes – Nexus Amicie Musa, A 3 Voix, 1446
12. Fulgens Tubar Ecclesiae Dei – Puerpera, Pura Parens, A 4 Voix, 1446
13. Moribus Et Genere – Virgo, Virga Virens, A 4 Voix, Annes, ? 1446
Huelgas-Ensemble
Paul Van Nevel, conductor
PQP
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – CD 4 de 10 – Piano Concertos nº 15, K. 450, e nº 16, K. 451.
Mozart / Immerseel, a saga continua. O volume 4 traz os concertos de nº 15 e o de nº 16, outras duas peças tradicionais do repertório pianístico.
Sempre se distinguindo pela leitura que faz destas peças, Immerseel nos traz mais momentos de puro deleite, tocando dum Mozart de altíssimo nível. Não há como não se emocionar com sua leitura. o Conjunto Anima Eterna também é de primeiríssima linha, e a parceria com seu diretor/solista também funciona direitinho.
E o que parecia impossível, aconteceu: A Channel Classics, gravadora desta integral, lançou a coleção com um novo layout, e por um preço tentador, 72 dólares. Mas existem ainda volumes, possivelmente ainda da edição anterior, a incríveis U$ 47,52. Muito barato, para um material de altíssima qualidade.
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Concertos nº 15, K. 450, e nº 16, K. 451.
1. Concerto for Piano no 15 in B flat major, K 450: 1st movement, Allegro
2. Concerto for Piano no 15 in B flat major, K 450: 2nd movement, Andante
3. Concerto for Piano no 15 in B flat major, K 450: 3rd movement, Allegro
4. Concerto for Piano no 16 in D major, K 451: 1st movement, Allegro assai
5. Concerto for Piano no 16 in D major, K 451: 2nd movement, Andante
6. Concerto for Piano no 16 in D major, K 451: 3rd movement, Rondo
Jos van Immerseel – Piano e Conductor
Anima Eterna
O seu, FDP Bach
J.S. Bach (1685-1750) – Obras para Órgão com Elisa Freixo
Muitas vezes a gente cruza com autênticos mensageiros de Bach. O caso da mineira Elisa Freixo é dos mais maravilhosos. Organista, cravista e professora de música, Elisa ministra cursos com os nomes muito agradáveis como “‘A Paixão segundo São Mateus’, audição e análise da obra”. Este curso — ocorreu no primeiro semestre — durou 3 meses, todas as segundas-feiras, das 19h45 às 21h30, em Belo Horizonte. (Suspiro… Por que não é gaúcha?) Ao ouvir Elisa, percebemos claramente que estamos não apenas diante de uma grande solista como de uma pessoa que ama o que faz. Não lembro quem me enviou este CD pelo Orkut na época em que publicávamos aqui a Obra Completa para Órgão com Helmut Walcha, também não sei onde se vende e não encontrei maiores referências, mas agradeço muitíssimo. Pesquisando sobre Elisa Freixo, encontrei sua casa em Ouro Preto e uma explicação de quem publicou a foto, um certo Públio Athayde:
Casa da Elisa Freixo. Nesta casa, de sua residência, a famosa organista e musicista recebe grupos para récitas de cravo e outros instrumentos de teclado antigos. A professora se apresenta em concertos semanais também na Sé de Mariana, cujo órgão histórico e raríssimo é a grande estrela. Além do mais, Elisa é autora de livros sobre Órgãos Históricos no Brasil, como este e este. Ou seja, mereceria ser santificada por seu trabalho, mas é quase anônima em nosso país. No CD que posto, Elisa nos dá belas interpretações da notável Trio-Sonata Nº 1, da lindíssima Pastorale e da esplêndida Partita Sei gegrüsset, Jesu gütig, minha obra preferida dentre tudo o que Bach escreveu para o órgão.
Ouçam o CD. É muito bom e raro.
Atualização de 29/07: nosso leitor Roberto Prym faz alguns adendos e correções em relação ao post acima:
O órgão de Ahrend é uma cópia do instrumento de Gottfried Silbermann da cidade de Glauchau (Alemanha), de 1728-30. Foi construído por Jürgen Ahrend em Leer (Alemanha). Esta é a primeira cópia de um órgão de G. Silbermann e foi inaugurada em 1985. A paulista Elisa Freixo, organista titular do histórico órgão Arp Schnitger, instalado na Sé de Mariana, Minas Gerais.
A capa do CD: http://www.paulus.com.br/img/img_musicas/7891210002471.jpg
J.S. Bach – Obras para Órgão
01 BWV0525_Trio-Sonata Nro 1
02 BWV0537_Prelúdio e Fuga em c
03 BWV0543_Prelúdio e Fuga em a
04 BWV0545_Prelúdio e Fuga em C
05 BWV0590_Pastoral em F
06 BWV0596_Concerto em d
07 BWV0768_Partita ‘Sei gegrüsset, Jesu gütig’
Elisa Freixo, Órgão Ahrend; Porrentruy ,Suiça
PQP
Harmonia Mundi – 50 years of music exploration – CD 5 de 29
Um CD estupendo, talvez o melhor que já postamos de música antiga. Começa com uma emocionante e devota melopéia dos bizantinos, seguindo com cantos da igreja de Roma que surpreendentemente não diferem muito dos anteriores. Nem em estilo, nem em qualidade. Saímos do sacro para entrar no mezzo-secular de La Comtessa de Dia (pois seu assunto são as Cruzadas), esplendidamente interpretada pelo Clemencic Consort. A luta do mezzo-Carnaval contra a Quaresma segue com a religiosa Laudes & Vêpres pour la fête de sainte Ursule. Absolutamente necessário para os admiradores da música antiga.
Harmonia Mundi – 50 years of music exploration – CD 5
Chant Bizantin – Anonymous
1. Priere De Marie-Madeleine
Sister Marie Keyrouz, soprano
Chants de l`église de Roma – Messe de saint Marcel – Anonymous
2. Introitus: Statuit Ei Dominus
3. Graduale: Inveni David Servum Meum – Verset: Nichil Proficiet
4. Alleluia – Versets: Disposui Testamentum. Inveni David
5. Offertorium : Veritas Mea – Versets: Posui Adiutorium – Misericordia Mea
6. Communio : Domine Quinque Talenta Tradidisti Michi
Ensemble Organum / Marcel Pérès, conductor
La musique des troubadours
La Contessa de Dia
7. Vida. Recitant
8. A Chantar. (Soprano, Viele, Tympanon, Rubebe, Tambour)
Clemencic Consort / René Clemencic, conductor
Hildegard von Bingen (1098-1179)
Laudes & Vêpres pour la fête de sainte Ursule
Laudes
9. Antienne: Stadium Divinitatis
10. Psaume 92: Dominus Regnavit/Studium Divinitatis
11. Benedicamus Domino
Vêpres
12. Chapitre: Domine Deus Meus
13. Chant Responsorial: Mirabilis Dues
14. Hynne: Cum Vox Sanguinis
15. Antienne: O Rubor Sanguinis
16. Cantique: Magnificat Anima Mea/O Rubor Sanguinis
17. Hymne: Te Lucis Ante Terminum
18. Benedicamus Domino
Anonymous 4
Silvestre Revueltas (1899 – 1940) – La noche de los mayas
O nacionalismo trouxe resultados interessantes para música. Poucas notas e já identificamos o país de origem da composição. No período romântico essa tarefa era bem mais difícil, pois todos os compositores de segundo e terceiro time escreviam como Schumann ou Brahms (no pós-modernismo vivemos a mesma coisa). Claro que a música folclórica sempre foi uma fonte constante e importante para os grandes compositores, e às vezes fica difícil lembrar um grande nome que não tivesse raiz profunda com o seu país. Alguns observadores mais radicais reforçam que o compositor que esquece as tradições populares e desconhece sua música folclórica não teria base para construir obra de valor. No entanto, quando observamos a carreira de um grande compositor, a música folclórica era apenas mais uma ferramenta, proposital ou acidental, para construção de uma obra mais complexa e estruturada, o objetivo era outro. Diferente dos nacionalistas que tinham como meta exaltar as riquezas melódicas e rítmicas de seu país. Exemplos foram muitos: Villa-lobos no Brasil, Copland no Estados Unidos, o jovem Stravinsky na Rússia, Manuel de Falla na Espanha. Mas acho que nenhum deles foi tão fervoroso nacionalista quanto o mexicano Silvestre Revueltas.
Silvestre Revueltas teve uma carreira curta. Era pobre e alcoólatra. Morreu com apenas 41 anos, e diz a lenda, com uma garrafa na mão. Foi um personagem difícil, passou um ano trabalhando na Espanha, durante a guerra civil. Prestou uma homenagem a Federico Garcia Lorca com uma obra de inusitado contraste (primeira faixa do disco). Sua música, como estrutura técnica, deve muito a Stravinsky; mas como inspiração, deve tudo ao coração do México. Quem nunca pisou no México, mas ouviu Sensemaya (1938) pode dizer que conhece, sim, um pouco deste país. A obra é exuberante e colorida, traz a natureza do povo mexicano, e de um México ainda povoado pelos Maias. A obra mais importante é La noche de los mayas (1939), conhecida como a Sagração da Primavera mexicana. Foi inicialmente pretendida como trilha de filme, mas ganhou vida própria logo cedo. A obra é extremamente empolgante, assim como todo o disco. Uma bela viagem na geografia e na história do México.
1. Homenaje a Federico Garcia Lorca
2. Sensemaya
Performed by New Philharmonia Orchestra
Conducted by Eduardo Mata
3. Ocho X Radio
4. Toccata
5. Alcancias: Allegro
6. Alcancias: Andantino
7. Alcancias: Allegro vivo
8. Planos
Performed by London Sinfonietta
Conducted by David Atherton
9. La Noche de los Mayas: I. La noche de los Mayas
10. La Noche de los Mayas: II. La noche de Jaranas
11. La Noche de los Mayas: III. La noche de Yucatan
12. La Noche de los Mayas: IV. La noche de encantamiento
Performed by Jalapa Symphony Orchestra
Conducted by Herrera de la Fuente
Johannes Brahms (1833-1897) – Os dois Sextetos de Cordas
Dia desses, um amigo que também ama Johannes Brahms me telefonou para fazer elogios AO Sexteto de Brahms. É claro que achei que os louvores eram para o Sexteto Nº 1, só que ele se referiu a um segundo movimento Scherzo… Bom, o motivo do telefonema era o Nº 2! Olha, não chego a estranhar. Quando alguém fala NO Quarteto para Piano é a mesma coisa: cada vivente parece ter o seu preferido. Uma vez, eu e FDP fizemos a mesma confusão. Ele falava de um pelo MSN e eu de outro.
É que Brahms erra muito pouco. Quase tudo é denso, quase tudo é de primeira linha. É um tremendo compositor. Hoje à tarde, peguei este CD da Naxos e pude comprovar que o Sexteto Nº 2 em nada fica a dever a MEU preferido, ou ex-preferido, sei lá. É incrível, Brahms não parece ter sido imaturo; sim, ele teve uma grande e lógica evolução, mas esta não parte da imaturidade. Vá ser bom assim em Hamburgo! Mostro a vocês este CD para vocês possam fazer sua escolha, ou não.
Todas as músicas aqui citadas e inclusive as postadas já estão em nosso blog. É que FDP, outro apaixonado por Brahms, já postou a integral da obra de câmara do queridinho de Clara Schumann (não a nossa, a outra) em extraordinários registros. Então, esta postagem é só para dizer que Brahms abriga-se no melhor lugar de meu coração de pedra (vide post anterior).
P.S.- É acachapante a superioridade da versão postada por FDP dos Sextetos em relação a esta que ora posto!
Brahms – Os dois Sextetos de Cordas
1. String Sextet No. 1, B flat major, Op. 18: Allegro ma non troppo 11:03
2. String Sextet No. 1, B flat major, Op. 18: Andante ma moderato 9:32
3. String Sextet No. 1, B flat major, Op. 18: Scherzo: Allegro molto 2:50
4. String Sextet No. 1, B flat major, Op. 18: Rondo: Poco allegretto e grazioso 9:35
5. String Sextet No. 2, G major, Op. 36: Allegro non troppo 10:13
6. String Sextet No. 2, G major, Op. 36: Scherzo: Allegro non troppo 6:54
7. String Sextet No. 2, G major, Op. 36: Poco adagio 10:06
8. String Sextet No. 2, G major, Op. 36: Poco allegro 6:20
Stuttgart String Sextet
Schubert (1797 – 1828) – Fantasia Wanderer e Schumann (1810 – 1856) – Fantasia Op. 17
A Fundação Maurizio Pollini volta a divulgar a grande obra fria e cerebral de nosso patrono. Nós, um pequeno PQP e uma grande Lais, ambos de coração irremediavelmente duro, poderíamos deixar nossos filhos morrerem no mar revolto, perguntando-nos apenas sobre quantos minutos eles permaneceram vivos, pois só temos preocupações com a técnica. Somos desumanos. Por isso, só aceitamos ouvir (apreciamos Pollini, pois não amamos nada nem ninguém) este pianista puramente cerebral enquanto comemos nossas vitelas swiftianas.
Hum… Chega de bobagens. A Wanderer é uma de minhas preferências absolutas desde que a ouvi com Alfred Brendel há muitos anos. Depois, comprei uma gravação emocionadíssima de Vladimir Feltsman e agora recebo da Lais este registro de nosso querido Maurizio Pollini. Há um comentário no site da Amazon que diz que o grande pianista Szebok definiu a inteligência como a parte do cérebro que vê e analisa as outras partes enquanto trabalham. Não há porque a técnica e a inteligência — pois Pollini é uma inteligência superior — anularem a emoção. Revolto-me contra esta dicotomia da qual alguns fazem repetidamente uso. Enquanto leva calor a cada detalhe da Wanderer, Pollini nunca perde de vista a estrutura geral. Este CD é uma das primeiras gravações em LP que Pollini fez para a DG e torna as outras gravações que conheço… simples, incompletas.
A fuga final da Wanderer é interpretada de forma admirável. Já o Schumann é muito inferior e nem me arrisco a comentar a inerpretação: sempre achei esta música inferior.
Schubert & Schumann (1810 – 1856) – Fantasia Wanderer e Fantasia Op. 17
1. Fantasy in C Major “Wanderer” – 1. Allegro con fuoco ma non troppo 6:28
2. Fantasy in C Major “Wanderer” – 2. Adagio 6:36
3. Fantasy in C Major “Wanderer” – 3. Presto 4:48
4. Fantasy in C Major “Wanderer” – 4. Allegro 3:42
5. Fantasie in C, Op.17 – 1. Durchaus fantastisch und leidenschaftlich vorzutragen – Im Legenden-Ton 12:16
6. Fantasie in C, Op.17 – 2. Mäßig. Durchaus energisch – Etwas langsamer – Vielbewegter 7:56
7. Fantasie in C, Op.17 – 3. Langsam getragen. Durchweg leise zu halten – Etwas bewegter
Maurizio Pollini, piano
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Concertos – CD 3 de 10 – Concertos nº 11, K. 413, nº 13, K. 415 e nº 14, K. 449 –
FDP Bach continua com sua saga mozartiana, trazendo mais um volume da coleção dos concertos para piano na interpretação ao pianoforte de de Jos von Immerseel.
Uma forte gripe, além de outro problema de saúde na família tem me mantido afastado do blog, tanto que tive de cancelar a viagem que faria. E na próxima semana, estas minhas pequenas férias se acabam, e tenho de voltar à rotina escolar. Fazer o quê, né, foi esta a vida que escolhi.
Eis os concertos nº 11, 13 e 14. Outras três obras tradicionais do repertório pianístico, e interpretados com muita competência por Immerseel e seu conjunto Anima Eterna. Gosto muito do concerto nº 14, um de meus favoritos.
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Concertos – CD 3 de 10 – Concertos nº 11, K. 413, nº 13, K. 415 e nº 14, K. 449
1. Clavier-Concert 11 KV 413 In F: Allegro
2. Clavier-Concert 11 KV 413 In F: Larghetto
3. Clavier-Concert 11 KV 413 In F: Tempo di Menuetto
4. Clavier-Concert 13 KV 415 In C: Allegro poco Maestoso
5. Clavier-Concert 13 KV 415 In C: Andante
6. Clavier-Concert 13 KV 415 In C: Allegro Scherzando
7. Clavier-Concert 14 KV 449 In Es: Allegro Vivace
8. Clavier-Concert 14 KV 449 In Es: Andantino
9. Clavier-Concert 14 KV 449 In Es: Allegro ma non troppo
Jos van Immerseel – Pianoforte e Conductos
Anima Eterna
Harmonia Mundi – 50 years of music exploration – CDs 3 e 4 de 29
Grande homenagem da HM a seus Deller Years. Maravilhosa gravação do Rei Artur de Purcell. Nesta obra tem uma ária que faz minha alegria há anos. Está na faixa 7 do primeiro CD e — além de ser uma seqüência de gênio — é a seqüência do gênio do frio. O Cold Genius interpreta a ária trêmulo de frio, desejando a morte. E canta:
Cold Genius
What power art thou, who from below
Hast made me rise unwillingly and slow
From beds of everlasting snow?
See’st thou not how stiff and wondrous old
Far unfit to bear the bitter cold,
I can scarcely move or draw my breath?
Let me, let me freeze again to death.
Uma obra-prima! Acompanhem todo o libreto da ópera aqui. Como sobremesa, temos canções inglesas, algumas bem conhecidas.
Harmonia Mundi – 50 years of music exploration – CDs 3/29 E 4/29
King Arthur 1h38
Semi-ópera com libreto de John Dryden (1691)
Henry Purcell
Disc: 3
1. Overture/Air/Overture
I Ato
2. Bass: Woden First To Thee/Chorus: Brave Souls/Counter-Tenor: I Call Ye All
3. Tenor And Chorus: Come If You Dare
II Ato
4. Philidel: Hither This Way Bend/Grimbald: Let Not a Moon-Born Elf/Philidel: Hither This Way/Philidel: Come Follow Me
5. 1 Shepherd: How Blest Are Shepherds/2 Shepherdesses: Shepherd, Leave Decoying/Hornpipe
III Ato
6. Prelude. Cupid: What Ho
7. Genius: What Power Art Thou/Cupid: Thou Dolting Fool Forbear/Prelude. Chorus: See, See
8. Cupid: Tis I, That Have Warm’d Ye/Cupid & Genius: Sound a Parley/Air
Disc: 4
IV Ato
1. 2 Syrens: Two Daugthers
2. Alto: How Happy the Lover/Fourth Act Tune
V Ato
3. Trumpet Time/Aeolus: Ye Blust’ring Brethren
4. Symphony/Song Tune. Nereid & Pan: Round Thy Coasts/Alto, Tenor & Bass: For Folded Flocks
5. Song Tune: Your Hay
6. Venus: Fairest Isle
7. Soprano: You Say/Bass: This Is Not My Passion/Bass: But One Soft Moment
8. Trumpet Tune/Honour: St. George
9. Chaconne
The Deller Consort & Choir
The King`s Musick
Alfred Deller
The Folksong Recital – Canções populares inglesas
10. The Three Ravens
11. Black Is the Colour Of My True Love’s Hair
12. Thomas Morley. Sweet Nymph, Come To Thy Lover
13. Thomas Morley. I Go Before My Darling
14. The Oak And the Ash
15. Barbara Allen
16. Lord Rendall
17. Water Is Wide
18. The Tailor And the Mouse
19. Down By the Sally Garden’s
20. I Will Give My Love An Apple
21. Thomas Morley. Miraculous Love’s Wounding
22. Robert Jones. Sweet Kate
23. Bushes And Briars
24. The Foggy, Foggy Dew
25. She Moved Through the Fair
26. Evening Prayer
Alfred Deller & Mark Deller, contra-tenores
Desmond Dupré, alaúde e guitarra
Festival de Bayreuth e Proms
Prezados, o incansável Velius, moderador da comunidade orkutiana Richard Wagner Brasil, lembra que nesta próxima sexta feira, dia 25 de julho, estará começando o maior festival de divulgação da música de Wagner, o Festival de Bayreuth, projeto idealizado e iniciado pelo próprio Wagner, e no qual são montadas suas óperas.
Quem tiver interesse em acompanhar o festival na íntegra, poderá fazê-lo através do link
http://www.rtve.es/ip2prtve/, da Radio e Television Española, que o transmitirá na íntegra, ao vivo. Maiores informações no link http://www.orkut.com.br/CommMsgs.aspx?cmm=135867&tid=5225598971452395893&start=1, onde também vocês também poderão acompanhar as discussões que vão decorrer durante e depois das transmissões.
Outra dica de rádio… está ocorrendo na Inglaterra o Proms, festival anual de música clássica. O site da BBC, http://www.bbc.co.uk/proms/2008/, também está transmitindo. ali vocês irão encontrar a programação do festival.
Harmonia Mundi – 50 years of music exploration – CD 2 de 29
É outra surpresa desta coleção. E é mais um francês, imaginem! O que posso dizer a não ser que é um belo disco deste sujeito que estudou com Lully e depois saiu correndo de seu país? Conhecia obras orquestrais de Muffat e surpreendi-me com a consistência destas composições nas quais André Pirro, em “L’Art des organistes”, reconheceu a proximidade aos italianos pela técnica do órgão: “é verdade que ele indica quando a pedaleira deve reforçar o teclado e quando deve tocar sozinho, mas ele também deve admitir, como Frescobaldi, que escreve sopra i pedali e senza; apesar de evitar usar teclados separados”.
Harmonia Mundi – 50 years of music exploration – CD 2/29
Apparatus Musico-Organisticus 76’08
Georg Muffat
1. Toccata No. 10 In D Major
2. Toccata No.2 In G Minor
3. Toccata No.9 In E Minor
4. Toccata No.7 In C Major
5. Toccata No.3 In A Minor
6. Toccata No.12 In B Flat Major
7. Toccata No.5 In C Major
8. Toccata No.1 In D Minor
9. Toccata No.8 In G Major
10. Toccata No.11 In C Minor
11. Toccata No.4 In E Minor
12. Toccata No.6 In F Major
Rene Saorgin, órgão
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Concertos – Cd 2-10 –
Senhores, estarei viajando nos próximos dias, por isso antecipo este segundo cd com os concertos para piano de Mozart, interpretados ao pianoforte pelo especialista na área, Jos van Immerseel, e que fazem parte de uma caixa com 10 cds que estarei postando aos poucos por aqui.
O destaque neste cd é a interpretação do concerto nº12, já postado aqui com Brendel e Pollini, portanto, para quem se interessa, podem se fazer as devidas comparações.
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) Clavier-Concert 8 KV 246 In C, Clavier-Concert 28 KV 382 In D, Clavier-Concert 12 KV 414 In A
1. Clavier-Concert 8 KV 246 In C: Allegro Aperto
2. Clavier-Concert 8 KV 246 In C: Andante
3. Clavier-Concert 8 KV 246 In C: Rondeau Tempo di Menuetto
4. Clavier-Concert 28 KV 382 In D – Rondo: Allegretto Grazioso Adagio – Allegro
5. Clavier-Concert 12 KV 414 In A: Allegro
6. Clavier-Concert 12 KV 414 In A: Andante
7. Clavier-Concert 12 KV 414 In A: Allegretto
Jos van Immerseel – Pianoforte & Conductor
Anima Eterna
Josef Myslivecek (1737 – 1781) – Sinfonias, 5 Aberturas
Vocês não fazem idéia da importância que Josef Myslivecek teve para a música checa. Nem eu. Sei que foi bom compositor e a prova está nestas agitadas sinfonias e aberturas que a CPO editou há poucos anos. Trata-se de um álbum duplo que tratamos de unificar para gáudio dos pequepenses. Como viveu muito mais tempo na Itália, fazendo óperas italianas, Myslivecek não tem claro “acento checo”, mas, repito, sua música é muito boa. Ele é também chamado de “o pai da ópera checa” e igualmente não temos a menor idéia do que tal galardão signifique. A Orfeo Baroque Orchestra é excepcional, o que garante bons momentos para o redivivo Myslivecek. Assim, PQP Bach cumpre, mais uma vez, a gloriosa função de imortalizar um compositor esquecido… Olha o Myslivecek chegando aí, geeeente!
Josef Myslivecek – Symphonies, 5 Overtures
CD1 -01 -Symphony III In F Major 1st Mov. Allegro.mp3
CD1 -02 -Symphony III In F Major 2nd Mov. Andante.mp3
CD1 -03 -Symphony III In F Major 3rd Mov. Presto.mp3
CD1 -04 -Symphony V In B-Flat Major 1st Mov. Allegro Con Spirito.mp3
CD1 -05 -Symphony V In B-Flat Major 2nd Mov. Andante.mp3
CD1 -06 -Symphony V In B-Flat Major 3rd Mov. Presto.mp3
CD1 -07 -Symphony VI In G Major 1st Mov. Allegro Con Brio.mp3
CD1 -08 -Symphony VI In G Major 2nd Mov. Andante.mp3
CD1 -09 -Symphony VI In G Major 3rd Mov. Presto Assai.mp3
CD1 -10 -Symphony IV In D Major 1st Mov. Allegro Assai.mp3
CD1 -11 -Symphony IV In D Major 2nd Mov. Andante.mp3
CD1 -12 -Symphony IV In D Major 3rd Mov. Prestissimo.mp3
CD1 -13 -Symphony II In A Major 1st Mov. Allegro Con Brio.mp3
CD1 -14 -Symphony II In A Major 2nd Mov. Andante.mp3
CD1 -15 -Symphony II In A Major 3rd Mov. Allegro.mp3
CD1 -16 -Symphony I In C Major 1st Mov. Allegro Con Spirito.mp3
CD1 -17 -Symphony I In C Major 2nd Mov. Andante.mp3
CD1 -18 -Symphony I In C Major 3rd Mov. Presto.mp3
CD2 -01 -Overture Il Demetrio – Allegro con spirito.mp3
CD2 -02 -Overture Il Demetrio – Andante.mp3
CD2 -03 -Overture Il Demetrio – Presto assai.mp3
CD2 -04 -Overture Romolo ed Ersilia – Allegro.mp3
CD2 -05 -Overture Romolo ed Ersilia – Andante affettuoso.mp3
CD2 -06 -Overture Romolo ed Ersilia – Presto.mp3
CD2 -07 -Overture L’Olimpiade – Allegro con spirito.mp3
CD2 -08 -Overture L’Olimpiade – Andantino con un poco di moto.mp3
CD2 -09 -Overture L’Olimpiade – Presto.mp3
CD2 -10 -Symphony op. 1 Nr. 5 in g-moll – Allegro assai.mp3
CD2 -11 -Symphony op. 1 Nr. 5 in g-moll – Andante.mp3
CD2 -12 -Symphony op. 1 Nr. 5 in g-moll – Presto.mp3
CD2 -13 -Overture Motezuma – Allegro con spirito.mp3
CD2 -14 -Overture Motezuma – Andante.mp3
CD2 -15 -Overture Motezuma – Presto.mp3
CD2 -16 -Overture Il Demofoonte – Allegro assai.mp3
CD2 -17 -Overture Il Demofoonte – Andante.mp3
CD2 -18 -Overture Il Demofoonte – Presto.mp3
Orfeo Baroque Orchestra
Michi Gaigg
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Concertos – CD 1 de 10 – Jos van Immerseel & Anima Eterna
Confesso que ainda não conhecia Jos van Immerseel até ter acesso a esta caixa. Cheguei a ver uma ou outra gravação dele, inclusive uma integral dos concertos de Beethoven, mas fiquei realmente encantado com esta integral mozartiana, que na verdade não é bem uma “integral”, já que ele não gravou os quatro primeiros concertos (na verdade, estes quatro primeiros “concertos” na verdade são arranjos feitos por Mozart para teclado e orquestra de obras de outros compositores). Na verdade, meu acesso a interpretações consideradas de “época” da obra de Mozart, e interpretadas no pianoforte tinha sido com o Malcolm Bilson, quando também gravou alguns concertos com Trevor Pinnock e seu “English Concert”. Não saberia dizer que ele gravou uma integral. Uma ou outra gravação de Andeas Staier também me deixaram sobremaneira satisfeito.
Esta caixa com 10 cds de Jos van Immerseel e o maravilhoso conjunto “Anima Eterna” que irei postar é o que chamam de “must have”. Obrigatório. Sugiro que façam o possível e o impossível para obtê-la. No site da amazon os cds são vendidos separadamente, e mesmo assim, convenhamos que 124 dólares não são nenhuma “fortuna”, para um pacote com 10 cds de finíssima qualidade.
Neste primeiro cd temos o Concerto nº 5, K. 175 e o conhecidíssimo nº 9, K. 271. Uma análise mais aprofundada dos concertos para piano de Mozart estão aqui. Immerseel, além de ser um excepcional instrumentista, também é um regente de mão cheia. O Conjunto Anima Eterna é dirigido por ele com competência.
Espero que apreciem estas excepcionais gravações.
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Piano Concerto nº 5, K. 175 e nº 9, K. 271
1. Clavier-Concert 5 KV 175 In D: Allegro
2. Clavier-Concert 5 KV 175 In D: Andante ma un poco Adagio
3. Clavier-Concert 5 KV 175 In D: Allegro
4. Clavier-Concert 9 KV 271 In Es: Allegro
5. Clavier-Concert 9 KV 271 In Es: Andantino
6. Clavier-Concert 9 KV 271 In Es: Rondeau Presto Menuetto – Tempo Primo
Anima Eterna
Jos van Immerseel – Pianoforte e Conductor
W. A. Mozart (1756-1791) – Obras para Piano (interpretadas ao Pianoforte)
Aqui, Gustav Leonhardt sai-se muito bem com outro instrumento. Este é um CD duplo da Sony em que ele interpreta algumas sonatas e obras esparsas de Mozart. Os pontos altos do trabalho são o originalíssimo Minueto K. 355 e a bela Sonata Nro. 10. Gustav Leonhardt parece à vontade neste CD de repertório clássico e que pode ser encontrado na Amazon alemã com o código B00003GPKP. Na americana, não o localizei. Muito estranho.
Conhecia o Gustav Leonhardt cravista, regente e organista, mas nunca tinha ouvido o pianista. Valeu a pena.
W.A.Mozart – Klaviersonaten
Sonata n° 13 K. 333
01.Sonata 13,allegro.mp3
02.Sonata 13,andante cantabile.mp3
03.Sonata 13,allegretto grazioso.mp3
Kleiner Trauermarsch K. 453a
04.Kleiner Trauermarsch.mp3
Sonata n° 4 K. 282
05.Sonata 4,adagio.mp3
06.Sonata 4,menuetto I & II.mp3
07.Sonata 4,allegro.mp3
Menuett K. 355
08.Menuett K. 355.mp3
Sonata n° 10 K. 330
09.Sonata 10,allegro moderato.mp3
10.Sonata 10,andante cantabile.mp3
11.Sonata 10,allegretto.mp3
Adagio K 540
12.Adagio K 540.mp3
Sonata n° 16 K. 570
13.Sonata 16,allegro.mp3
14.Sonata 16,adagio.mp3
15.Sonata 16,allegretto.mp3
Gustav Leonhardt, piano
Johann Sebastian Bach (1685 -1750): 3 Sonatas For Viola da gamba and Harpsichord, BWV 1027, 1028 e 1029
Para fazer companhia a esta magnífica versão dos Concertos de Brandemburgo que o mano pqp postou, coloco a disposição outra magnífica gravação de Leonhardt ( com o perdão da redundância, necessária, neste caso) de três sonatas para viola da gamba e cravo. A viola aqui está à cargo de Wieland Kujiken. O que me atrai nesta gravação é a fluência do teclado de Leonhardt, um de meus intérpretes favoritos da obra de papai. Já postamos outras obras aqui no blog interpretadas pelos três irmãos Kujiken, Wieland, Sigiswald e Barthold. Particularmente gosto muito das gravações das sinfonias de Haydn que Sigiswald gravou. Enfim, Wieland é um grande especialista em viola da gamba, tendo gravado com os principais intérpretes do repertório barroco. Maiores detalhes sobre o instrumento podem ser encontrados aqui.
Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Sonatas para cravo e viola da gamba, BWV 1027, 1028 e 1029
01 – Sonata BWV 1027 – Adagio
02 – Allegro ma non tanto
03 – Andante
04 – Allegro moderato
05 – Sonata BWV 1028 – Adagio
06 – Allegro
07 – Andante
08 – Allegro
09 – Sonata BWV 1029 – Vivace
10 – Adagio
11 – Allegro
Wieland Kuijken – Viola da gamba
Gustav Leonhardt – Cravo
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
J. S. Bach (1685-1750) – As Quatro Aberturas (Suítes) Orquestrais
É. Já que publiquei o primeiro disco de música erudita que comprei, aqui vai o segundo. Afinal, o consumo de Bach aqui no PQP beira o alarmante. Claro, logo após a exitosa compra do primeiro LP (álbum duplo), só poderia repetir a dose bem pertinho, adquirindo outro duplo de Bach mais Collegium Aureum. Agora, se enquanto estiverem ouvindo a Ária da Suíte Nro. 3 lhes ocorrer pensar que vou publicar o terceiro disco que comprei, estão redondamente enganados pela simples razão de que não tenho em CD o álbum duplo da DG em que Karl Richter (isso mesmo) interpreta as Goldberg.
Podem baixar tranqüilos. Este é mais um grande CD!
J. S. Bach – As Quatro Aberturas (Suítes) Orquestrais
Overture (Suite) No. 1 in C major, BWV 1066
I. Ouverture 05:51
II. Courante 02:33
III. Gavotte I and II 02:48
IV. Forlane 01:20
V. Menuet I and II 03:27
VI. Bourree I and II 02:11
VII. Passepied I and II 03:10
Overture (Suite) No. 2 in B minor, BWV 1067
I. Ouverture 06:23
II. Rondeau 01:41
III. Sarabande 02:52
IV. Bourree I and II 01:48
V. Polonaise, Double 02:57
VI. Menuet 01:20
VII. Badinerie 01:31
Overture (Suite) No. 3 in D major, BWV 1068
I. Ouverture 06:18
II. Air 04:57
III. Gavotte I and II 04:10
IV. Bourree 01:15
V. Gigue 02:57
Overture (Suite) No. 4 in D major, BWV 1069
I. Ouverture 07:22
II. Bourree I and II 02:45
III. Gavotte 02:03
IV. Menuet I and II 03:57
V. Rejouissance 02:36
Collegium Aureum
Franzjosef Maier (Violinista e Regente)
Hans-Martin Linde (Flauta)
Informação útil (ou inútil)
… depende de quem clicar para ouvir (ou não) esta curiosidade.
Jean-Philippe Rameau (1683 – 1764), Gaspard Le Roux (1660-1707), Joseph Nicolas Pancrace Royer (1705-1755), Jacques Duphly (1715 – 1789) – Música Francesa para Cravo
Mais um grande CD vindo dos dedos do holandês Gustav Leonhardt. O nome do trabalho é grandioso: Masterpieces of French Harpsichord Music. Tal título não é perturbado quando ouvimos o CD. Trata-se de composições raras e belas, dignas do cravista que encarnou Bach (sim, como ator!) num filme de 1968, Chronik der Anna Magdalena Bach. Leonhardt é hoje um velhinho de 80 anos e participará de várias gravações que apresentarei a seguir. É uma involuntária homenagem a seu recente aniversário, em 30 de maio. Mais Gustav Leonhardt, aqui, no desNorte.
Masterpieces of French Harpsichord Music – Gustav Leonhardt
Jean-Philippe Rameau (1683 – 1764)
01. Les tendres plaintes
02. La Folette
03. L’entretien des Muses
04. Les Tourbillons
05. Menuets
06. Sarabande
07. L’Enharmonique
Gaspard Le Roux (1660-1707)
08. Suite en fa majeur Prelude
09. Allemande
10. Courante
11. Menuet
12. Chaconne
Joseph Nicolas Pancrace Royer (1705-1755)
13. Les tendres sentiments
14. La Majestueuse
15. La Sensible
Jacques Duphly (1715 – 1789)
16. Courante do mineur (La Boucon)
17. Menuet Do mineur
18. La Du Buq
19. Les Colombes, Rondeau
20. La De Vaucanson
21. La Pothouin, Rondeau
Gustav Leonhardt, cravo