Arnold Schoenberg (1874 – 1951): Pierrot Lunaire, Bach BWV 552

A minha procura pela gravação de Pierrot Lunarie feita pela cantora Maria Bergmann, conduzida por Hans Rosbaud (selo WERGO), tem sido incessante. Pois guardo na memória o impacto que esta obra me causou e que, desde então, não venho sentindo com outras gravações. Um amigo sumiu com o disco e nunca mais o vi. Mas fiquei satisfeito com o disco Schäfer-Boulez, já postado aqui, que tem muitos detalhes revelados, mas pouco do lado obscuro (uma pena). Mas tenho uma bela compensação ou um complemento do disco Schäfer-Boulez que coloco aqui, até aguardar o disco da Wergo (será que alguém o encontra neste universo virtual? É uma raridade e está fora de catálogo fazem muitos anos). Jane Manning está muito convincente e Simon Rattle, ainda novinho (gravação de 1978), segura a peteca com perfeição. Aproveitem.

Outra surpresa que vos trago é a BWV 552 de Bach numa transcrição nada literal para orquestra feita por Schoenberg. Essa transcrição teve sua estréia em 1929 sob a regência de Furtwangler com a Filarmônica de Berlim. A obra recebeu grandes elogios, principalmente de Webern (que tem uma transcrição famosa de um movimento da Oferenda Musical de Bach). Não tenho informações sobre a gravação.

Um presente para curtir e se emocionar neste fim de semana (já ouvi umas 200 vezes essa transcrição).

CDF

Pierrot Lunaire
Performed by Nash Ensemble
with Jane Manning
Conducted by Simon Rattle

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Bach-Schoenberg (BWV 552):

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

14 comments / Add your comment below

  1. PQP, será q teria a possibilidade de ser postada no blog toda a “obra apócrifa” de Bach??? Ou pelo menos as mais significativas, como a Paixão Segundo Lucas (já postada) e Marcos. Além da Cantata BWV 53 (que descobriu-se ser de Telemann) e de uma maravilhosa Sonata BWV 1020 (que descobriu-se ser do filho C.P.E. Bach).
    Amo este blog.
    um abraço.

  2. PQP, essa obra prelúdio de Bach transcrito para orquestra por Schoenberg é uma das obras sinfonicas mais marcantes da minha vida: a gravei em fita K7 de um programa da Deustche Welle, e a ouvi durante vários anos, sempre com muita emoção, até que a fita k7 foi ficando com o som opaco e ruim, até não dar mais para ouvir.
    Essa transmite uma forte emoção espiritual, ela é incrivelmente original e grandiosa – estou esperando ansiosamente que termine de baixar aqui no meu computador para ouvi-la e escrever sobre ela.

  3. Olá caro amigo.
    Grande presente você nos deu hoje.
    Ainda no ouvi o Bach-Schönberg mas acabei de ouvir o Lunaire.
    Porque você diz que é um complementação ao de Schäfer-Boulez?
    Não acho que o seja.
    Estamos diante de uma nova concepção, uma nova iterpretação, um nova percepção e uma nova realização do Pierrot que nada fica a dever a de Schäfer.
    A versatilidade vocal e expressiva de Jane Manning, juntamente com a segurança com a qual Simon Rattle domina o conjunto, nos coloca diante de uma raridade a ser aplaudida sempre, mesmo que Maria Bergmann e Hans Rosbaud não lhe deixem esquecer o impacto que esta obra lhe causou.
    Se a concepção de Bergmann-Rosbaud é realmente superior a esta, será um presente ainda maior que este você acaba de nos postar.
    Então, precisamos encontrá-la e você no-la brindará como um presente ainda mais raro.
    Parabéns e obrigado.
    Espero juntando nossas forças (a de todos os freqüentadores deste blog) consigamos encontrar a Bergmann-Rosbaud.
    Um grade abraço.
    Parabéns, de novo!
    Agora vou ouvir o Bach-Schönberg.
    Edson
    Edson
    Agora vou ouvir

    1. O PQP: O original de Bach é o de um Prelúdio e Fuga para Órgão, não é?
      Bem… …é apenas para reavivar a memória.

      A tradução, para Orquestra, desse Prelúdio e Fuga coloca dois dos maiores compositores de todos os Séculos com um material idêntico nas mãos e nas mentes.
      Disto resultaram explorações totalmente originais do referido material.
      Nem mesmo sei se é possível dar “um pontinho a mais” a J. S. Bach, Pai de nós todos, por haver dado nascimento ao discurso original.
      De fato, a obra de Schönberg é “igualmente original” no sentido de o serem o tratamento que ele confere ao material musical coletado, à forma que para isto utiliza e ao complexo material instrumental usado.
      É claro que a presença de Bach não pode ser apagada desta obra de Schönberg.
      Penso, no entanto, que Schönberg não desejou que o fosse. Penso, mesmo, que Schönberg desejou ligar, indelevelmente, seu nome ao de Bach.
      Isto parece evidente, pois, o que Schönberg faz com esta “presença constante” aponta, fortemente, para o fato de que um outro Gênio se aliou ao Primeiro para produzir uma “Outra Genial Obra” para o “Instrumento Orquestra”.
      É forçoso reconhecer que, para produzir uma “Outra Genial Obra Para o Instrumento Orquestra”, Schönberg não necessitava do material preliminarmente criado por J.S.Bach. Ele poderia fazê-lo, com sempre o fez, com material gerado por ele próprio.
      É…
      Pode ser apenas uma visão (ou melhor dizendo: uma audição) pessoal minha.
      Se o for, desculpem por havê-la exposto assim meio sem nexo.
      Um grande abraço e parabéns por mais esta postagem.
      Edson

  4. Descobri a versão dessa trascrição: É de um CD gravado pela Filarmônica de Los Angeles, tendo como regente Esa-Pekka Salonen. O disco tem exclusivamente trascrições de obras de Bach, por Mahler, Elgar, Webern, Stokowski, e claro Schönberg.

  5. Olá amigos.
    Sei que os comentários estão mais voltados para o Schönberg-Bach.
    No entanto acho que os interessados em Pierrot Lunaire e outras obras que envolvem o “SprechGesangs Time” acessem o Site:
    http://www.societymusictheory.org/mto/issues/mto.06.12.1/mto.06.12.1.byron_frames.html
    O Site é em inglês.

    Ali, existem estudos bem conduzidos sobre as discordâncias e mudanças de ponto de vista do próprio Schönberg sobre como devem ser interpretadas as “falas-cantadas” ou “cantos da fala” (tradução livre, baseada nas divergências do próprio Schönberg com ele próprio e com os outros músicos e intérpretes).
    Inclusive, as análise são detalhadas por exemplos gravados e por comentários de Schönberg e de outros estudiosos sobre a atuação das atoras-declamadoras-cantoras e sobre suas próprias indecisões e diversificações.
    Vale a pena.
    Mas mantenho os meu pontos de vista sobre s Shäffer.
    Um grande abraço.
    Edson
    PS- Oh PQP, você tem certeza absoluta de que na gravação da Maria Bergmann-Hans Rosbaud a Maria Bergmann não seja a pianista?
    Tenho encontrado várias referências a essa dupla no Pierrot Lunaire mas a Bergamnn aparece, sempre, como pianista.
    Pode ocorrer, evidentimentemente, a mudança da Bergamnn de pianista para declamadora na gravação da WERGO. Contudo, não pode haver, igualmente, algum equívoco em suas anotações?
    De uma olhadinha legal e me diga alguma cois sobre isto, certo?
    Um grande braço a todos.
    Edson

  6. Olá amigos.
    Sei que os comentários estão mais voltados para o Schönberg-Bach.
    No entanto acho que os interessados em Pierrot Lunaire e outras obras que envolvem o “SprechGesangs Time” acessem o Site:
    http://www.societymusictheory.org/mto/issues/mto.06.12.1/mto.06.12.1.byron_frames.html
    O Site é em inglês.

    Ali, existem estudos bem conduzidos sobre as discordâncias e mudanças de ponto de vista do próprio Schönberg sobre como devem ser interpretadas as “falas-cantadas” ou “cantos da fala” (tradução livre, baseada nas divergências do próprio Schönberg com ele próprio e com os outros músicos e intérpretes).
    Inclusive, as análise são detalhadas por exemplos gravados e por comentários de Schönberg e de outros estudiosos sobre a atuação das atoras-declamadoras-cantoras e sobre suas próprias indecisões e diversificações.
    Vale a pena.
    Mas mantenho os meu pontos de vista sobre s Shäffer.
    Um grande abraço.
    Edson
    PS- Oh PQP, você tem certeza absoluta de que na gravação da Maria Bergmann-Hans Rosbaud a Maria Bergmann não seja a pianista?
    Tenho encontrado várias referências a essa dupla no Pierrot Lunaire mas a Bergamnn aparece, sempre, como pianista.
    Pode ocorrer, evidentemente, a mudança da Bergamnn de pianista para declamadora na gravação da WERGO. Contudo, não pode haver, igualmente, algum equívoco em suas anotações?
    De uma olhadinha legal e me diga alguma cois sobre isto, certo?
    Um grande braço a todos.
    Edson

  7. Caro Edson,

    Obrigado por seus comentários. Você está certo. Encontrei o encarte do cd na amazom inglesa, quem narra-canta é Jeanne Héricard. Maria Bergmann é a pianista da gravação. Infelizmente, a Amazon não tem o cd em estoque.

  8. Olá, CDF! No Rapidshare consta que este arquivo foi deletado devido a nossas regras de inatividade. Seria possível postar de novo? E também, se alguém tiver, a Op 46 “Um Sobrevivente de Varsóvia”? Não acredito muito que alguém vai dar bola para o pedido mas mesmo assim…

Deixe uma resposta