IM-PER-DÍ-VEL !!!
Clóvis Pereira, [hoje um respeitável e ilustre octogenário] iniciou seus estudos de música (teoria e solfejo) com seu pai, clarinetista da Banda Musical Nova Euterpe na sua cidade natal, Caruaru, PE. Em 1950 transferiu-se para o Recife onde estudou piano com o Prof. Manoel Augusto dos Santos no Conservatório Pernambucano de Música, ao mesmo tempo estudando harmonia, composição e orquestração com o maestro Guerra-Peixe. Com o Padre Jayme Diniz também realizou estudos de contraponto e harmonia pura, o que proporcionou a oportunidade de lecionar harmonia no III Curso Nacional de Música Sacra, promovido pela Universidade Federal de Pernambuco. Em 1967, a convite do Prof. Ariano Suassura, compôs sob encomenda as primeiras obras representativas do Movimento Armonial. O seu poema sinfônico “Lamento Brasileiro” tem lido executado por importantes orquestras sinfônicas do País, como Orquestra Sinfônica da Rádio MEC, Sinfônica de Porto Alegre e Orquestra Sinfônica do Recife.
Pesquisador de música brasileira popular e folclórica, por várias vezes citado em programas radiofônicos da Rádio MEC, sua pesquisa musical sobre a Banda de Pífanos foi publicada na Revista Brasileira de Folclore. Na música popular atuou como Diretor do Rádio e Televisão pernambucanos durante aproximadamente duas décadas. Suas obras da fase Armorial estão gravadas em discos comerciais e distribuídas em todo o País.
Clóvis Pereira é membro da Sociedade Brasileira de Música Contemporânea (SBMC) com sede no Distrito Federal, onde participou, do I Encontro Nacional de Compositores de Música Erudita, tendo ainda o seu nome registrado na oitava edição da Enciclopédia Britânica “Who’s who in Music”.
A OBRA
A composição de uma Missa Nordestina surgiu da necessidade de valorizar elementos próprios da nossa música regional. A pesquisa incessante, aliada a uma vivência real e objetiva com a cultura do Nordeste, permitiram que esta obra retratasse o mais fielmente possível aquelas “Constâncias Brasileiras” a que se referia o grande Mario de Andrade.
KYRIE
O Kyrie tem uma estrutura melódica baseada nas escalas nordestinas usadas pelos violeiros e sua rítmica apoiada na “Dança dos Caboclinhos”.
GLÓRIA
O Glória explora a influência musical da península ibérica, importada nos tempos coloniais e que ainda hoje permanece na zona da mata sem sofrer influências da música urbana litorânea. Aqui em certos trechos os violinos são tratados na orquestração a maneira de tocar dos nossos rabequeiros.
CREDO
O Credo, logo na sua exposição, retrata a ambientação própria de uma “Cantiga de Cego”. São explorações nesta parte da obra vários elementos musicais comuns ao “Baião de Viola” e às “Bandas de Pífanos”.
SANCTUS
O Sanctus toma emprestado ao Kyrie a sua essência melódica e a transfigura harmônica e ritmicamente para manter a ambientação própria do momento litúrgico.
AGNUS DEI
O aboio dos vaqueiros nordestinos serviu de motivação para estruturar o Agnus Dei, onde o compositor emprega uma harmonia típica do Nordeste, tentando afastar propositadamente os modelos harmônicos estranhos à nossa cultura.
Sob os enfoques especificados acima, podemos dizer que a Missa Nordestina, possuindo todos os seus temas originais, é uma afirmação dos nossos propósitos para encontrar os caminhos de uma verdadeira música brasileira.
(texto extraído do encarte)
Ouça, ouça! Deleite-se!
Clóvis Pereira (1932)
Grande Missa Nordestina
1. Kyrie
2. Gloria
3. Credo
4. Sanctus/Benedictus
5. Agnus Dei
Carmela Mattoso, soprano
Alírio Melo, tenor
Orquestra e Coro da Universidade Federal da Paraíba
Clóvis Pereira, regente
Recife, 1979

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Bisnaga









ES-TU-PEN-DO !!!
UM BAITA VIOLISTA !!!
Neste LP transformado em CD o violista mostra sua versatilidade em três peças dedicadas ao instrumento.


SEN-SA-CIO-NAIS!!!
Há uma outra versão, de sonoridade bastante distinta, da Missa Luba, regida pelo próprio padre Guido Haazen. Quando o missionário chegou ao Congo, formou, unindo 45 crianças de 9 a 14 anos e 15 professores da escola de Kamina, um coro que recebeu o nome de Les Troubadours du Roi Baudouin (Os Trovadores do Rei Baudouin). Esse grupo acabou por apresentar-se por seis meses na Europa, levando a música da África para terras distantes e não acostumadas àquela sonoridade. Nessa gravação, diferentemente do som encorpado e redondo que predomina nas técnicas tradicionais da música de concerto, aparecem as vozes rasgadas, típicas dos cantos africanos, distanciando a percepção da música do padrão erudito e acercando-a da forma tradicional dos povos negros. Há ainda, uma reunião de sete músicas cerimoniais congolesas, que mantém, após a audição da missa, a ligação com o divino.

ES-TU-PEN-DO !!!




Álbuns originalmente postados em 24 de dezembro de 2011


Boa audição.
Álbuns originalmente postados em 23 de dezembro de 2011



