Maria Callas – Gravações em Estúdio Completas – CDs 65-70 de 70: Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), Carl Maria Von Weber (1786-1826), Gioachino Rossini (1792-1868), Gaetano Donizetti (1797-1848), Vincenzo Bellini (1801-1835), Giuseppe Verdi (1813-1901) e Giacomo Puccini (1858-1924) [link atualizado 2017]

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Não, não é uma postagem natalina, na acepção da palavra…

Bisnaga, num rompante de momento-ovelha-negra-da-família resolveu por bem que melhor seria acabar com a angústia de quem esperava completar a coleção EMI da Maria Callas do que colocar algo mais natalino: corais, crianças e tal…

E assim finalmente o ciclo se completa: esta é a última das sete terças-feiras que viraram dez por causa das restrições rapidsharianas. Vamos então logo com os últimos 6 CDs da esfuziante diva, Maria Callas. Acredito que este já seja, de minha parte, um bom presente de Natal a todos vocês, fãs da Divina.

Ah, e ela não poderia ir-se de nós sem interpretar a Tosca de Puccini! Que coisa!

Depois, mais um compêndio de árias do mestre Verdi e dois álbuns chamados “Raridades EMI”, com gravações muito pouco ou até então nunca difundidas, guardadas no estoque da gravadora como um bom vinho do Porto deixando para ser apurado com a passagem dos anos…

O 70º álbum é meio uma picaretagem pra dar um número redondo: trata-se de um volume sem música, com os dados e libretos das óperas interpretadas nessa série. Fiz ainda um arquivo pequeno com os encartes pra vocês.

E assim, melancolicamente e num dia de Natal, finda-se a epopeia de Maria Callas aqui no P.Q.P.Bach, que nos mostrou toda a versatilidade e dramaticidade dessa estupenda cantora.

Ouça! Se perdeu alguma postagem, veja lá embaixo que deixamos os links das anteriores! Está bom demais da conta! Deleite-se! Atinja o êxtase!

Palhinha: Maria Callas canta Vissi d’arte, de Tosca, de Puccini (faixa 09 do CD 66):
http://youtu.be/NLR3lSrqlww?t=2s

Maria Callas (1923-1977)
Complete Studio Recordings

CDs 65-66
Giacomo Puccini (1858-1924)
Tosca (2 CDs)

CD 65
01. Ah! Finalmente! (1º Ato)
02. Dammi I Colori…Recondita Armonia
03. Gente La Dentro!
04. Mario! Mario! Mario!
05. Ah, Quegli Occhi…Quale Occhio Al Mondo Puo Star Di Paro
06. E Buona La Mia Tosca
07. Un Tal Baccano In Chiesa!
08. Or Tutto e Chiaro…Tosca? Che Non Mi Veda…Mario! Mario!
09. Ed Io Venivo A Lui Tutta Dogliosa
10. Tre Sbirri, Una Carrozza

CD 66
01. Tosca e Un Buon Falco! (2º Ato)
02. Ha Più Forte
03. Meno Male!
04. Dov’e Dunque Angelotti?
05. Ed Ora Fra Noi Parliam Da Buoni Amici…Sciarrone, Che Dice Il Cavalier?
06. Orsú, Tosca, Parlate
07. Nel Pozzo…Nel Giardino
08. Se La Giurata Fede Debbo Tradir
09. Vissi d’Arte
10. Vedi, Le Man Giunte Io Stendo A Te!
11. E Qual Via Scegliete?
12. Io De’ Sospiri (3º Ato)
13. Mario Cavaradossi? A Voi
14. E Lucevan Le Stelle
15. Ah! Franchigia A Floria Tosca
16. O Dolci Mani Mansuete E Pure
17. E Non Giungono
18. Com’e Lunga L’Attesa!
19. Presto! Su, Mario! Mario! Su! Presto! Andiam!

Maria Callas, soprano
Carlo Bergonzi, tenor
Tito Gobbi, baixo
Orquestra do Conservatório de Paris e
Orquestra da Ópera de Paris
Georges Prêtre, regente
Paris, dezembro de 1964

CD 67
Árias de Verdi (vol. 3 de 3) (1 CD)
Giuseppe Verdi (1813-1901)

01. I Lombardi alla prima Crociata – O Madre, Dal Cielo Soccorri
02. Attila – Liberamente Or Piangi…Oh! Nel Fuggente Nuvolo
03. Il Corsaro – Egli Non Riede Ancor…Non So Le Tetre Immagini
04. Il Corsaro – Ne Sulla Terra…Vola Talor Dal Carcere…Verrò…Ah Conforto e Sol La Speme
05. Il Trovatore – Tacea La Notte Placida…Di Tale Amor
06. I Vespri siciliani – Arrigo! Ah, Parli A Un Core
07. Un Ballo in maschera – Ecco L’Orrido Campo…Ma Dell’ Arido Stelo Divulsa
08. Un Ballo in maschera – Morro, Ma Prima In Grazia
09. Ainda – Ritorna Vincitor!

Maria Callas, soprano
Orquestra do Conservatório de Paris e
Orquestra da Ópera de Paris
Nicola Rescigno, regente
Paris, gravado de 1964 a 1969

CDs 68-69
Raridades EMI (2 CDs)

CD 68
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)
01. Don Giovanni – Non Mi Dir
02. Don Giovanni – Non Mi Dir
Giuseppe Verdi (1813-1901)
03. Macbeth – Una Macchia e Qui Tuttora
Gioachino Rossini (1792-1868)
04. Semiramide – Bel Raggio Lusinghier
Giuseppe Verdi (1813-1901)
05. Ivespri siciliani – Arrigo! Ah Parli A Un Core
Gaetano Donizetti (1797-1848)
06. Lucrezia Borgia – Tranquillo Ei Posa…Com’e Bello
Gioachino Rossini (1792-1868)
07. Guglielmo Tell – S’Allontanano Alfine…Selva Opaca
08. Semiramide – Bel Raggio Lusinghier
Vincenzo Bellini (1801-1835)
09. Il Pirata – Sorgete…Lo Sognai Ferito, Esangue

CD 69
Giuseppe Verdi (1813-1901)
1. Don Carlo – O Don Fatale
Gioachino Rossini (1792-1868)
02. La Cenerentola – Nacqui All’ Affanno…Non Più Mesta4
Carl Maria Von Weber (1786-1826)
03. Oberon – Ocean! Thou Mighty Monster
Giuseppe Verdi (1813-1901)
04. Aida – Pur Ti Riveggo, Mia Dolce Aida
05. I lombardi alla prima crociata – Te, Vergin Santa
06. Il trovatore – Vanne…d’Amour Sull Ali Rosee
07. I Vespri Siciliani – Arrigo! Ah, Parli A Un Core
08. Attila – Liberamente Or Piangi!
09. I lombardi alla prima crociata – Te, Vergin Santa

Maria Callas, soprano
Várias Orquestras e regentes

CD 70
CD-ROM com Libretos e galeria de fotos de Maria Callas (=1 CD)

Só para os gulosos!
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE 449Mb

POR FAVOR… TEÇA ALGUM COMENTÁRIO. DEU UM TRABALHÃO DO CÃO…


Essas narigudas têm mesmo um charme especial, não?

Bisnaga

Aaron Copland (1900-1990) – Concerto For Clarinet, Leonard Bernstein (1918-1990) – Prelude, Fugue & Riffs, Morton Gould (1913-1996) – Derivations For Clarinet And Band, Artie Shaw (1910-2004) – Concerto For Clarinet, George Gershwin (1898-1937) – Summertime, They all Laughed, The Man I Love, I Got Rythm – Sharon Kam, LSO, Gregor Bühl

411Lrl-pL3LNeste quarto cd da coleção, Sharon Kam mostra seu talento e versatilidade em um repertório exclusivo de compositores norte-americanos do século XX. Uma belezura, nem precisaria dizer mais.
Começando com o belo Concerto for Clarinet & String Orchestra, de Aaron Copland e terminando com arranjos de canções de Gershwin para o clarinete, Kam nos deixa encantados com sua versatilidade, sensibilidade e delicadeza nas passagens mais delicadas, como o primeiro movimento da obra de Copland, e ainda nos brinda com toda a sua técnica e maestria em todo o cd. Uma musicista completa, sem dúvida alguma.

01 – Aaron Copland – Concerto For Clarinet and String Orchestra, with Harp and Piano
02 – Leonard Berstein – Prelude
03 – Leonard Berstein – Fugue
04 – Leonard Berstein – Riffs
05 – Morton Gould – Derivations For Clarinet And Band – Warm-Up
06 – Morton Gould – Derivations For Clarinet And Band – Contrapontual Blues
07 – Morton Gould – Derivations For Clarinet And Band – Rag
08 – Morton Gould – Derivations For Clarinet And Band – Ride-Out
09 – Artie Shaw – Concerto For Clarinet
10 – George Gershwin – Summertime (arr. Gregor Bühl)
11 – George Gershwin – They All Laughed (arr. John Cameron)
12 – George Gershwin – The Man I Love (arr. John Cameron)
13 – George Gershwin – I Got Rythm (arr. John Cameron)

Sharon Kam – Clarinet
London Symphony Orchestra
Gregor Bühl – Conductor

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Manuscritos de Ernesto Nazareth (1863-1934) são reconhecidos como Patrimônio da Humanidade pela Unesco

GÊNIO!

Vai com alguns dias de atraso, mas essa notícia não poderia deixar de ser estampada aqui no PQPBach!

Ernesto Nazareth foi, para além de exímio pianista, um compositor responsável por peças que desafiam os amantes do piano pelo mundo afora. Sua dificuldade não está na velocidade, nas mãos cruzadas, etc. Ela está nos ritmos todos quebrados, entrecortados, influência clara da música de raiz africana disseminada, sincretizada e amalgamada no modo musical brasileiro, que Nazareth lia como poucos. Não à toa, suas obras são objeto de estudo para pianistas do mundo todo. Agora seus manuscritos, estudados e preservados por Luiz Antonio de Almeida – e digitalizados todos pelo Instituto Moreira Sales, disponíveis para consulta e download (cujo link disponibilizamos aqui) – são reconhecidos como Patrimônio da Humanidade!
Dá-lhe Ernesto Nazareth!!
Os manuscritos de Ernesto Nazareth agora são patrimônio cultural da humanidade, integrando a categoria Memória do Mundo, da Unesco, à qual pertencem documentos raros e de grande importância, como a Bíblia de Gutenberg, a Nona Sinfonia de Beethoven, as partituras de Brahms e os textos filosóficos de Rousseau, além de outros manuscritos, negativos de filmes e registros discográficos históricos, totalizando 300 itens essenciais da produção cultural do mundo.

Os manuscritos já estão disponíveis em alta resolução no site da Biblioteca Nacional Digital. Além deles, o site Nazareth 150 anos, desenvolvido pelo Instituto Moreira Salles (IMS), traz a esperada pesquisa biográfica desenvolvida pelo especialista Luiz Antonio de Almeida, que passou 38 anos estudando a vida de Nazareth. Nos anos 1980, ele se aproximou de dois parentes do músico, tornando-se herdeiro do seu acervo, aos cuidados do IMS desde 2005.
O instituto promoveu uma ampla programação no ano passado para comemorar os 150 anos de nascimento de Ernesto Nazareth e realiza, na quinta-feira, no Rio, o evento Ernesto Nazareth 150+ 1, que inclui uma roda de choro nos jardins do IMS. O encontro musical faz uso de peças do repertório das 120 primeiras composições já catalogadas em seu site e disponíveis em dois volumes para download (o compositor deixou mais de 200 músicas).
Outra novidade disponível a partir de quinta, no site do IMS, é a hemeroteca com 100 recortes de textos jornalísticos publicados até 1943, que inclui material da coleção particular do compositor, mantida pelo instituto, e a hemeroteca digital da Biblioteca Nacional. Entre os textos raros está uma reportagem sobre sua passagem pelo Teatro Municipal de São Paulo, em 1926, apresentado pelo escritor e também músico Mario de Andrade, um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna. O site do IMs também publica agora o segundo volume das adaptações em formato de melodia e cifra de mais de 60 peças musicais de Nazareth.
Ernesto Nazareth foi um dos mais originais compositores brasileiros, nascido em 1863, no Rio. Filho de um despachante aduaneiro e de uma pianista amadora, começou a aprender música com a mãe, aos três anos. Após sua morte, o pai o proibiu de tocar, mas, escondido dele, continuou seus estudos e compôs sua primeira música aos 14 anos, a polca-lundu Você Bem Sabe. Foi em 1909 que Nazareth compôs seu maior sucesso, Odeon, cujo título faz referência ao cinema no qual Nazareth ganhava a vida acompanhando os filmes mudos lá exibidos. Ele morreu em 1934, afogado na represa próxima à Colônia Juliano Moreira, para tratamento de doentes mentais. (reportagem d’O Estado de São Paulo).

Ah, quer ver as partituras dele e de outros brasileiros? Clique aqui

Bisnaga

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Missa C-dur KV 317 ‘Kronungsmesse’, Vesperae solennes de confessore KV 339, Litaniae Laurentanae KV 109

Para uma quinta-feira, enquanto estou atualizando algumas informações e serenando da refrega da semana, decidi postar um CD de muita relevância espiritual. Traz três belas e enlevantes obras de Mozart, esse gênio construtor de catedrais sublimes. Temos aqui o KV 317, KV 339 e KV 109. Adoro estas obras. Acredito que elas façam parte desse momento de minha existência, que anda tão imerso em necessidades sacralizantes. Tudo isso faz um bem enorme para a nossa interioridade. Não uma espiritualidade dogmática, baseada em “chavões” gastos e bolorentos, mas algo belo, suave, crivado de uma tristeza solene e uma apoteose estética. Peças como estas de Mozart são importantes para nos humanizar. Não deixe de ouvir. Uma boa apreciação!

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – 

Missa C-dur KV 317 ‘Kronungsmesse’

01.  I. Kyrie
02. II. Gloria
03. III. Credo
04. IV. Sanctus
05. V. Benedictus
06. VI. Agnus Dei

Vesperae solennes de confessore KV 339
07. I. Dixit
08. II. Confitebor
09. III. Beatus vir
10. IV. Laudate pueri
11. V. Laudate Dominum
12. VI. Magnificat

Litaniae Laurentanae KV 109
13. Litaniae Laurentanae KV 109

Collegium Aureum
Tölzer Knabenchor, regente
Rolf Reinhardt, regente (KV 109)


BAIXAR AQUI

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Mozart. Gênio. Isso basta!

Carlinus

Carl Maria von Weber (1786-1826) – Clarinet Concerto, n°1, op. 73, Clarinet Concerto n°2, op. 74, Gran Duo Concertante in E Flat major, op. 48 – Sharom Kam, Gewandhausorchester, Masur, Golan

411Lrl-pL3LContinuo a trazer o talento e a beleza de Sharon Kam e seu clarinete. Neste terceiro cd temos obras de Carl Maria von Weber, importante compositor do período do clacissismo alemão, autor de obras muito interessantes e belas, como algumas óperas e estes seus concertos para clarinete.
Kam está muito bem acompanhada neste cd pela maravilhosa Gewandhausorchester Leipzig, uma das mais antigas e importantes orquestras européias, e o regente é o lendário Kurt Masur. Uma belezura de cd, em outras palavras. Espero que apreciem.

1 Klarinettenkonzert No.1 in f-moll op. 73 (J 114) – 1. Allegro
2 Klarinettenkonzert No.1 in f-moll op. 73 (J 114) – 2. Adagio ma non troppo
3 Klarinettenkonzert No.1 in f-moll op. 73 (J 114) – 3. Rondo_ Allegretto
4 Klarinettenkonzert No.2 in Es-Dur op. 74 (J 118) – 1. Allegro
5 Klarinettenkonzert No.2 in Es-Dur op. 74 (J 118) – 2. Romanza_ Andante
6 Klarinettenkonzert No.2 in Es-Dur op. 74 (J 118) – 3. Alla Polacca
7 Grand Duo concertant für Klavier und Klarinette op.48 (J 204) – 1. Allegro con fuoco
8 Grand Duo concertant für Klavier und Klarinette op.48 (J 204) – 2. Andante con moto
9 Grand Duo concertant für Klavier und Klarinette op.48 (J 204) – 3. Rondo: Allegro

Sharon Kam – Clarinet
Itamar Golan – Piano
Gewandhausorchester Leipzig
Kut Masur – Conductor

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Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Clarinet Concerto n°1, in A major, K. 622 – Franz Krommer – Clarinet Concerto, in F flat major, op. 36 – Sharom Kam, Württembergisches Kammerorchester Heillbronn – Jörg Faerber

411Lrl-pL3LEsse é o segundo cd da coleção da clarinetista Sharon Kam. Aqui temos a obra prima mozartiana, o Concerto para Clarinete K. 622, última obra composta pelo gênio de Salzsburg. A outra obra é de um contemporâneo de Mozart, Franz Krommer. Mas a jóia da coroa mesmo aqui é o concerto de Mozart.
Gosto do timbre do clarinete de Sharon Kam, ele é suave, não agride os ouvidos, e o considero o ideal para essa obra de Mozart. A suavidade e delicadeza da melodia encaixa perfeitamente, tudo é correto, nada falta ou sobra. Música ideal para relaxar num final de tarde, depois de um dia cansativo. Músicos do porte de Karl Leister, talvez o maior clarinetista do século XX, ou mais recentemente Sabine Meyer, também realizaram gravações fundamentais dessa obra, e não temo em colocar estas três gravações no mesmo nível.
Mesmo sendo até então desconhecida por mim, assim como seu regente, a Württembergisches Kammerorchester Heillbronn faz um acompanhamento um tanto quando discreto, mas isso não a descredencia, talvez seja uma questão de escolha do maestro e até mesmo da solista. Um bom exemplo disso é o magnífico adagio mozartiano,  tão suave e delicado que parece muitas vezes que flutuamos entre nuvens. Mas, enfim, encontrar o equilíbrio entre solista e orquestra é o grande segredo de todas as interpretações, e neste cd Kam encontra em Faerber um parceiro à altura de seu talento.

1 W.A. Mozart – Clarinet Concerto in A major K. 622 – 1. Allegro
2 Adagio
3 Rondo_ Allegro
F.V. Krommer – Clarinet Concerto in E flat major op. 36 – 1. Allegro
2 Adagio
3 Rondo – Allegro moderato

Sharom Kam – Clarinet
Württembergisches Kammerorchester Heillbronn
Jörg Faerber – Conductor

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FDPBach

Antonio Carlos Gomes (1836-1896): Seleção das óperas Fosca e Lo Schiavo [Acervo PQPBach] [link atualizado 2017]

AH, ÓPERA!

CD do acervo do musicólogo Prof. Dr. Paulo Castagna. É mais um daqueles que não tem preço!!!

Sempre que posto alguma coisa dele, que acabo revisando as postagens sobre ele, dá aquele apertinho no coração de ver como esse nosso compositor é, talvez, (como afirma nosso internauta Jam, da África do Sul), “o mais negligenciado compositor de óperas da história”. Suas composições eram, realmente, acima da média. O desabafo de Lauro Gomes, contido no encarte, não deixa de ser verdade:

Carlos Gomes é o maior compositor de óperas das Américas. Foi o único a fazer sucesso e a brilhar intensamente no maior centro operístico do mundo: Milão. Foi julgado pelos mais importantes críticos, compositores e músicos da sua época. Jamais foi considerado um “selvagem” no meio operístico e sim um inovador, cuja obra é impregnada de originalidade e, por mais estranho que possa parecer a alguns, cheia de brasilidade. Ele sempre buscou inspiração no nosso folclore. Foi o pioneiro em nosso país neste sentido ao usar em sua brasileiríssima obra pianística, repleta de modinhas, polcas, valsas e quadrilhas, a famosa congada “cayumba”. Na canção, suas modinhas são inesquecíveis. É claro que tudo isso se refletiria em sua obra no exterior. Os que tentam denegrir sua arte, infelizmente na sua grande maioria, brasileiros, o fazem por puro preconceito e inveja. Nunca se deram ao trabalho de analisar suas obras como fizeram seus colegas contemporâneos. Esquecem da admiração de músicos do porte de um Mascagni, de Gounod, Verdi, Ponchielli e Liszt, entre outros, pelas óperas do mestre brasileiro. Esquecem da força com que ele cantou “Eu fui no tororó beber água, não achei” num dos momentos culminantes de “O Guarani”, o célebre dueto “Sento una forza indomita”, que encerra o 1º ato da ópera e que também aparece com os dois temas entrelaçados quase ao final da esplêndida protofonia. Quando compunha “O Escravo”, Carlos Gomes passeava pelo centro do Rio de Janeiro, anotando os pregões dos vendedores ambulantes, e andava pelas alamedas arborizadas ouvindo o canto dos nossos pássaros, para usar em sua nova ópera. Um dia encontrei-me, nos corredores da nossa Rádio MEC, com Guerra Peixe e perguntei-lhe: “Mestre, qual é o maior compositor brasileiro?” E ele, sem pestanejar, respondeu: “Carlos Gomes”.

Nosso maior regente de óperas, Santiago Guerra, que conduziu mais de oitenta por cento das obras levadas à cena no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, no período áureo daquela casa de espetáculos, e que conhece praticamente todo o repertório operístico, me disse que Carlos Gomes tinha só um grande defeito: “ser brasileiro”. Se ele fosse norte-americano, a conversa seria outra e sua obra seria conhecida mundialmente.
(texto de Lauro Machado Gomes, extraído do encarte)

E temos aqui gravações antigas, remasterizadas e melhoradas, com nomes que são sumidades no canto lírico, como a divina Idda Micolis ou o poderoso Lourival Braga. Supimpa!

Ouça! Ouça! Deleite-se!

Antonio Carlos Gomes (1836-1896)
Seleção das óperas Fosca e Lo Schiavo

Fosca
01. D’Amore Le Ebbrezz
02. Cara Cittá Natia
03. Soli, Del Mondo Immemori
04. Quale Orribilie Peccato
05. A Qual Sorte Serbata Son Io
06. Orfana E Sola
07. Ah! Se Tu Sei Fra Gli Angeli
Lo Schiavo
08. El Partirá
09. T’Apressa Nula A Temer
10. Conservi Ognor Fedele
11. Quando Nasceti Tu
12. Sob O Céu Do Paraíba
13. Fragile Cor Di Donna
14. Come Serenamente

Paulo Fortes, barítono (faixa 01)
Leda Coelho de Freitas, soprano (faixas 02, 04 e 06)
Armando Assis Pacheco, tenor (faixas 02, 03 e 07)
Aracy Bellas-Campos, soprano (faixas 03, 05 e 06)
Idda Micolis, soprano (faixas 08, 10, 12 e 14)
Alfredo Colosimo, tenor (faixas 09, 10 e 11)
Lourival Braga, barítono (faixas 09 e 13)
Orquestra sinfônica da Rádio do MEC
Nino Stinco, regente
Rio de Janeiro, 1962

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

MP3 encartes em 5.0Mpixel (212Mb)
FLAC encartes em 5.0Mpixel (365Mb)

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…Mas comente… Não me deixe apenas com o silêncio…

Bisnaga

Altino Pimenta (1921-2003): Projeto Uirapuru [Acervo PQPBach] [link atualizado 2017]

MÚSICA DA AMAZÔNIA!

Fonogramas entusiasticamente cedidos por Raphael Soares. Não têm preço!

Altino Pimenta Nasceu em Belém do Pará a 3 de janeiro de 1921, realizando os estudos básicos de Piano e Música com Mário e Beatriz Neves em sua terra natal. Jovem, ainda, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde estudou Harmonia e Composição com Iberê Lemos e aperfeiçoou-se em piano com Magdalena Tagliaferro, Herminia Roubaud e Maria do Carmo Ney.
Posteriormente, em Belo Horizonte, desenvolveu estudos de Musicologia com Ernest Schurmann e George Kulmann. Em 1943, foi distinguido com uma bolsa de estudos em Londres, prejudicada pela 2ª Guerra Mundial. Convidado pelo Governo do Amapá, iniciou sua trajetória de educador musical, fundando o Conservatório Amapaense de Música. Em Minas Gerais, onde teve destacada atuação, empenhou-se, também, por vários anos, em atividades de educação musical, visando ao desenvolvimento cultural da região do Vale do Aço, incluindo Monlevade, Acesita e Usiminas.
Em 1973, a convite da Universidade Federal do Pará, assumiu a direção do Serviço de Atividades Musicais, hoje, Escola de Música, colocando em prática, por cerca de 10 anos, dinâmica administração, que resultou na reativação do meio musical, criação dos Encontros de Arte e na formação de uma nova geração de instrumentistas. Em 1989, recebeu título especial como Professor de Cursos de Graduação em Música, pela Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais, homologado pela UFPA.
Dedicando-se, ultimamente, à composição, suas obras têm sido apresentadas com marcantes êxitos em Minas, Rio de Janeiro e outros Estados, já tendo sido gravadas em disco na série “Os Originais” da UFPA. Em 1992, foi convidado pela Escola Superior de Música de Stuttgart para realizar palestras sobre música brasileira e concertos de suas obras, participando, também, a convite da Universidade de Ulm, do concerto comemorativo ao V Centenário da Descoberta da América, naquela cidade da Alemanha. Naquela ocasião, realizou, em Paris, palestras para professores e estudantes da École Normal de Musique, sobre o desenvolvimento da cultura musical brasileira. Em 1995, a convite do College of Music da Loyola University de New Orleans, apresentou suas obras em dois concertos naquela cidade americana. Repercutindo seu trabalho nos Estados Unidos, foi convidado pelo Consulado Geral do Brasil em New York e pelo The Brazilian Connection Club para realização, em setembro de 1996, de concerto e palestra sobre música brasileira na New York University, e em outubro de 1997 apresentou-se em Washington, no The Brazilian American Cultural Institute. Em 1998, realizou concertos na Universidade de Missouri, apresentando-se, também, na Webster University de Saint Louis, tendo como intérpretes a cantora norte americana JoElla Todd e o oboísta, professor Dan Willett. Na ocasião, Altino Pimenta foi convidado pela Universidade de Missouri a gravar, com os mesmos intérpretes, um CD, o que se concretizou no ano de 2000. O referido CD será divulgado entre as universidades americanas como exemplo de música brasileira. Sob os auspícios da Luzo Brazilian Students Association, um concerto de suas obras no Rogers Whitmore Recital Hall, com a participação de vários musicistas brasileiros, abriu as comemorações dos 500 anos da Descoberta do Brasil, ocasião em que o autor também proferiu um Master Class, no Fine Arts.
Este CD, lançado pela Secretaria de Cultura do Governo do Pará, tem a participação do próprio autor e de importantes intérpretes brasileiros, como a pianista Gabriella Affonso e o tenor Marcos Aguiar, com quem Altino Pimenta tem-se apresentado em New York e várias outras cidades dos Estados Unidos. Ao longo de sua carreira, Altino Pimenta tem recebido condecorações e honrarias, destacando-se a Palma Universitária da UFPA; os títulos de Honra ao Mérito da Câmara Municipal e da Assembléia Legislativa do Pará e as Medalhas “Francisco Caldeira Castelo Branco” e “Mérito Grão Pará”, as mais altas condecorações do Município de Belém e do Governo do Estado.
(texto extraído do encarte)

Ouça! Ouça! Deleite-se!

Altino Pimenta (1921-2003)
Projeto Uirapuru, o Canto da Amazônia

01. Romancello
02. Toada da canoa
03. A Bela e a Fera
04. Soneto à lua (poema: Bruno de Menezes)
05. A Uma gaivota (poema: João de Jesus Paes Loureiro)
06. Suíte amazônica nº2, I. Preludio e Toada
07. Suíte amazônica nº2, II. Acalanto para o Saci
08. Suíte amazônica nº2, III. Arrasta-pé
09. O uirapuru e o violão (vocalize)
10. Súplica (letra: Milton Camargo)
11. Canção do perdão (texto: Izadora Avertano Rocha)
12. Canto para Astor Piazzolla
13. Para Celson
14. Olympia
15. Noturno do igarapé n°3
16. Lundu marajoara
17. Estilhaços (texto: Acyr Castro)
18. Dúvida (texto: Acyr Castro)
19. Contigo (texto: Gustavo J. de Souza)
20. Panema (texto: José Wilson Malheiros)
21. Ecos selvagens (texto: Antônio Tavernard)
22. Estrela
23. Balada para o grande rio

Altino Pimenta, piano(faixas 01 a 05, 09 a 23)
Gabriella Affonso, piano (faixas 06 a 08)
Marcos Aguiar, tenor (faixas 01 a 05)
Carmen Monarcha, soprano (faixas 09 a 12)
Celson gomes, violino (faixas 13 a 15)
Dione Colares, soprano (faixas 16 a 22)
Belém, Pará, 2000

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

MP3  (168Mb)
FLAC  (308Mb)

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…Mas comente… Não me deixe apenas com o silêncio…

Bisnaga

Sergey Rachmaninov (1873-1943) – Piano Concertos, Rhapsody on a theme of Paganini, op. 43 – Valentina Lisitsa, LSO

front“Recording all of the Rachmaninov concerti and the Raphsody is arguibly the most ambitious piano-orchestra project a pianist can undertake in a lifetime”. “It´s a like a whole life-cycle in music. The sheer variety of emotions and styles touched upon is encyclopaedi.”

Essas palavras são de Valentina Lisitsa, a bela loura que aparece na foto abaixo. Linda e talentosa, tem uma equipe de assessoria de marketing que não dorme no ponto. A moça também mantém um canal exclusivo no youtube que tem milhares de seguidores. É considerada um fenômeno da internet. Já assisti vários destes vídeos, e realmente ela é muito talentosa. Claro que o tempo ainda vai moldar mais seu talento, a experiência de palco e de estúdio a ajudará. Lembro também que ela já é mais nenhuma mocinha, digamos assim, já ultrapassou a casa dos quarenta anos.
E por falar em técnica, isso a russa esbanja. Poderia ser mais expressiva e menos contida em alguns momentos, mas isso é uma opinião pessoal, talvez devido à minha influência de outros músicos, como Richter, Argerich, Ashkenazy ou Van Cliburn, minhas referências para estes concertos. Afinal de contas ela está tocando Rachmaninov, ora pois …
A atuação da Sinfônica de Londres com a direção de Michael Francis é discreta, irreconhecível por vezes, dando a impressão de que nem maestro nem orquestra pretendem botar obstáculos na frente de Lisitsa, deixando-a totalmente à vontade para encarar o desafio que deve ser gravar os quatro concertos além da Rapsódia sobre um tema de Paganini.
Enfim, se fosse para dar uma nota, eu daria 4 estrelas e meia, concordando com os clientes da amazon.

CD 1

01. Piano Concerto No.1 in F sharp minor, OP.1- I Vivace
02. Piano Concerto No.1 in F sharp minor, OP.1- II Andante
03. Piano Concerto No.1 in F sharp minor, OP.1- III Allegro vivace
04. Piano Concerto No.3 in D minor, OP.30 – I Allegro ma non tanto
05. Piano Concerto No.3 in D minor, OP.30 – II Intermezzo Adagio
06. Piano Concerto No.3 in D minor, OP.30 – III Finale (Alla breve)

CD 1 BAIXE AQUI – DONWLOAD HERE

CD 2

01. Piano Concerto n°2 in C Minor, op. 18 – I – Moderato
02. II – Adagio sostenuto
03. III – Allegro scherzando
04. Piano Concerto n°4 in G Minor, op. 40 – I – Allegro vivace (Alla breve)
05 – II – Largo
06 – III – Allegro vivace
07 – 31 – Rhapsody on a Theme of Paganini, op. 43

Valentina Lisitsa – Piano
London Symphony Orchestra
Michael Francis – Conductor

CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDPBach

Valentina-Lisitsa
Valentina Lisitsa – A bela que é uma fera do piano.

 

Franz Schubert (1797-1828) – Der Hirt auf dem Felsen, D.965 (op. posth. 129), Robert Schumann (1810-1856) – Phantasiestücke, op. 73, Romanzen, op. 94, Claude Debussy (1862-1918) – Prèmiere Rapsodie, Francis Poulenc (1899-1963) – Sonata for Clarinet and Piano, Jean Françaix (1912-1997) – Tema con variazoni – Sharon Kam, Itamar Golar,

411Lrl-pL3LEste cd que ora vos trago faz parte de uma coleção com cinco cds em que a personagem principal, a clarinetista israelense Sharon Kam desfila seu talento em um repertório bem eclético, que vai de Mozart a Penderecki. Neste primeiro cd temos um belíssimo lied de Schubert, no qual ela acompanha a soprano Barbara Booney. Depois temos um outro romântico, Schumann, para então passarmos a um repertório mais contemporâneo, com Debussy, Poulenc, e o até então totalmente desconhecido, ao menos para mim, Jean Françaix.
Espero que apreciem. O clarinete aqui é o principal personagem, e Sharom Kam consegue demonstrar toda a versatilidade e possibilidades do instrumento.

1 – Schubert – Der Hirt Auf Dem Felsen, D.965

Barbara Booney – Soprano
Geoffrey Parsons – Piano

2 – Schumann – Phantasiestücke Op. 73_ I Zart Und Mit Ausdruck
3 – Phantasiestücke Op. 73_ II Lebhaft, Leicht
4 – Phantasiestücke Op. 73_ III Rasch Und Mit Feuer
5 – Romanzen Op 94 – I Nicht Schnell
6 – Romanzen Op 94 – II Einfach, Innig
7 – Romanzen Op 94 – III Nicht Schnell
8 – Debussy – Premiére Rapsodie, Reveusement Lent
9 – Poulenc – Sonata For Clarinet And Piano_ I Allegro Tristamente
10 – Sonata For Clarinet And Piano_ II Romanza
11 – Sonata For Clarinet And Piano_ III Allegro Con Fuoco
12 – Françaix – Tema Con Variazioni_ II Variazioni 1_ Larghetto Misterioso
13 – Tema Con Variazioni_ III Variazione 2_ Presto
14 – Tema Con Variazioni_ V Variazione 4_ Adagio
15 – Tema Con Variazioni_ VI Tempo Die Valzer
16 – Tema Con Variazioni_ VII Cadenze
16 – Tema Con Variazioni_ VIII Prestissimo

Sharon Kam – Clarinet

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FDPBach

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Sharon Kam – Beleza e talento a serviço do Clarinete

 

.: interlúdio :. Pat Metheny Unit Group: Kin


Sem dúvida este é o melhor CD de Pat Metheny da última década. Essa nova banda é excepcional, e não consigo parar de ouvi-la. Incrível como esse cara é versátil, e mesmo depois de alguns CDs de menor qualidade lançados nos últimos anos, ele conseguiu produzir um material de grande qualidade. Coisa de gente grande mesmo.

Algumas características de seu estilo, que acompanham sua carreira desde os anos 70, estão presentes. Por exemplo, ele sempre tem um músico curinga, função que o grande multi-intrumentista camaronês Richard Bona cumpriu com louvor no excelente Speaking of Now, lançado no início dos anos 2000. Neste CD, a função cabe ao também multi-instrumentista Giulio Carmassi. Outra característica de Metheny são os solos de seus músicos, sempre extremamente bem elaborados, que não ficam delirando interminavelmente sobre os temas, mas criam ambientações bem típicas da sonoridade das bandas de Metheny. Capacidade de liderança e respeito de seus pares, eu diria. Alguns podem reclamar que Metheny já há alguns anos apenas faz variações sobre um mesmo tema. e concordo em parte, mas  a questão é que ele faz tão bem isso que não temos porque reclamar. Ele é antiquado, dando preferência à melodia em detrimento da técnica? Isso não seria uma falha, no meu ponto de vista, e sim uma virtude, e estariam loucos os que negam sua técnica: Metheny é um gênio da guitarra, e sempre está inovando e aperfeiçoando-se. Prestem atenção á qualidade do fraseado de sua guitarra, à riqueza harmônica de suas combinações melódicas, seja utilizando sua guitarra sintetizada, até que pouco utilizada neste CD, seja usando suas velhas e tradicionais Ibanez semi-acústicas.

E para concluir, e sujeito a levar pedradas, eu diria que só agora ele conseguiu provar para si mesmo, e por que não para nós, fãs, que é capaz de ser tão criativo e capaz sem o seu fiel parceiro e escudeiro por décadas, Lyle Mays.

Enfim, eu poderia me alongar interminavelmente nestes comentários, fã que sou de Metheny desde minha adolescência, quando ouvi pela primeira vez o já clássico American Garage. Mas deixo ao critério dos senhores a avaliação. Talvez devido à minha qualidade de fã não esteja tão isento assim para tecer comentários tão elogiosos. Ou não. Quem sabe, talvez essa minha não isenção me qualifique ainda mais.

Mas vamos ao que interessa. Um grande CD, em minha opinião, o melhor que Metheny lançou nos últimos anos.

01 – On Day One

02 – Rise Up

03 – Adagiav

04 – Sign of the Season

05 – Kin (_–_)

06 – Born

07 – Genealogy

08 – We Go On

09 – Kqu

Pat Metheny – Guitars
Chris Potter – Tenor sax, bass clarinet, soprano sax, clarinet, alto flute, bass flute
Antonio Sanchez – Drums and cajon
Ben Williams – Acoustic and electric basses
Giulio Carmassi – Piano, trumpet, trombone, french horn, cello, vibes, clarinet, flute, recorder, alto sax, wurlitzer, whistling and vocals

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FDPBach

Gustav Mahler (1860-1911) – Symphony No. 1 in D major – “Titan”

Ouvir Mahler é sempre uma experiência de muitas descobertas. Suas obras sugerem sempre. Cada nota, cada instrumento que toca, cada encontro da orquestra; cada diálogo realizado pelas cordas ou pelos metais, sempre sugerem algo. E nessa percepção ficamos pela duração inteira da peça. E o que dizer de sua Titã? Já ouvi várias vezes essa obra. Mas, todas as vezes que a visito, é como se eu a escutasse pela primeira vez. Sei em que rio imenso a obra vai desembocar, contudo, é como se eu estivesse fazendo um reconhecimento inédito; como se a peça fosse outra peça. Isso é Mahler! Sempre sugerindo; sempre questionando; sempre “filosofando”; sempre construindo reflexões profundas por intermédio da música. Gostei dessa interpretação do Jurowski. Uma boa apreciação!

Gustav Mahler (1860-1911) –

Symphony No. 1 in D major – “Titan”

01. I. Langsam. Schleppend – Immer sehr gemächlich
02. II. ‘Blumine’: Andante allegretto
03. III. Kräftig bewegt, doch nicht zu schell
04. IV. Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen
05. V. Stürmisch bewegt

London Philharmonic Orchestra

Vladimir Jurowski, regente

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Vladimir Jurowski e sua juba leonina!

Carlinus

Henryk Wieniawksi (1835-1880) – Violin Concertos 1 & 2 – Patyra, Sinfonia Varsovia, Sinfonia Iuventus

8919471Até ouvir este CD o nome Wieniawski havia aparecido poucas vezes na minha frente, mas nunca prestei maior atenção nele. Sabia que era polonês, e só. E que satisfação estou tendo por conhecê-lo, mesmo que tardiamente. Que lindos que são estes concertos para violino que ora vos trago, e que baita violinista que é Mariusz Patyra. E que baita cd … tenho certeza de que os senhores também irão se encantar. Wieniawski se utliza muito de temas folclóricos de seu país, e Patyra não se intimida diante das armadilhas e dificuldades que aparecem em toda a obra. Facilmente classificável como IM-PER-DÍ-VEL !! pela surpresa que nos proporcionou um CD que aparentemente iria ficar guardado no armário por um tempo se a curiosidade não falasse mais alto… é para ouvir diversas vezes, para melhor admirar a qualidade das obras, a riqueza expressiva de Wieniawski e a qualidade do solista.

01 – Violin Concerto No.1 in F sharp minor – I. Allegro moderato
02 – Violin Concerto No.1 in F sharp minor – II. Preghiera. Larghetto
03 – Violin Concerto No.1 in F sharp minor – III. Rondo. Allegro giocoso

Mariusz Patyra – Violino
Sinfonia Varsovia
Johannes Wildner – Conductor

04 – Violin Concerto No.2 in D minor – I. Allegro moderato
05 – Violin Concerto No.2 in D minor – II. Romance. Andante ma non troppo
06 – Violin Concerto No.2 in D minor – III. Finale. Allegro moderato (à la zingara)

Mariusz Patyra – Violino
Sinfonia Iuventus Gabriel Chmura – Conductor

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Mariusz+Patyra+patyra
Maryusz Patyra – Um excelente violinista mas que precisa urgente dar uma geral neste seu cabelo …

 

 

 

 

Carlos Guastavino (1912-2000): Indianas nº1 [link atualizado 2017]

MUITO BOM !

Como é que a gente ainda não tinha nada do Guastavino no PQPBach?…
Vamos tratar de corrigir isso e fazer-lhe a avant première aqui no blog, para que figure junto aos nossos já quase 1100 compositores contemplados.

Carlos Guastavino é considerado um dos grandes compositores argentinos do século XX.
Um dos alunos mais brilhantes de Manuel de Falla, Guastavino dedicou-se especialmente às canções e ao canto-coral. Não se alinhou com os movimentos mais vanguardistas de seu país, mas não pode-se afirmar que era um conservador. Guastavino utilizou-se largamente de elementos rítmicos e motivos folclóricos da Argentina para fazer suas músicas, o que levou a ser uma espécie de modelo para os compositores populares dos pampas.

Como eu não entendo patavina de música folclórica argentina, posso, de minha parte, destacar a sutileza, a delicadeza e a elegância da música de Carlitos (olha a intimidade…). Suas obras são carregadas de candura… Me parece muito mais um compositor popular com roupagem erudita. A peça de hoje, as Indianas nº1, não escapa à essa descrição, é um conjunto de canções corais de grande beleza.

Ótimo melodista, foi interpretado por grande nomes da música mundial, como  Teresa Berganza, Martha Argerich, Gidon Kremer, José Carreras e Kiri Te Kanawa. Ou seja: o cara é bom!

Então, ouça! Ouça! Deleite-se!

Carlos Guastavino (1912-2000)
Indianas nº1

1. Gala del día
2. Quien fuera como el jazmín
3. Chañarcito
4. Viento del norte
5. Al tribunal de tu pecho
6. Una de dos

Coral del Nuevo Mundo
Oscar Escalada, regente

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Bisnaga

Antonio Carlos Gomes (1836-1896): Hino Progresso (Hino de Campinas) [link atualizado 2017]

MUITO BOM !

Instituído pela Lei 7.945, de 27 de junho de 1.994, o Hino Oficial de Campinas é uma composição musical do maestro campineiro Antonio Carlos Gomes, com letra adaptada, provavelmente pelo próprio maestro, de um poema do jornalista Carlos Ferreira, retirado do livro Alcyones. A composição foi resultado de um convite feito pelo Comendador Tórlogo Dauntré, através de uma carta enviada em 14 de fevereiro de 1885, ao músico, que se encontrava em Lecco, na Itália, para compor um hino a ser executado na inauguração da 1ª Exposição Regional de Campinas. Com esta exposição, o município desejava exibir seus progressos no setor agrícola e industrial. Carlos Gomes, então, compôs uma peça para grande orquestra, coro, banda e fanfarra, concluída em 22 de março do mesmo ano.

A peça ficou conhecida como “Progresso”, primeira palavra entoada pelo coro, muito embora o próprio maestro a tenha intitulado como “Coro Triunfal ao Povo Campineiro”. O hino foi executado pela primeira vez em 25 de dezembro de 1885, no palacete onde foi instalada a exposição, no centro de Campinas, com o envolvimento de cerca de 150 músicos, amadores e profissionais, além da banda de música.

O poema do qual foi feita a adaptação também foi publicado em 25 de dezembro de 1885, na Gazeta de Campinas, jornal que era de propriedade de Carlos Ferreira. Como o poema era bastante extenso, o compositor, em sua adaptação, utilizou apenas partes, para que houvesse o perfeito encaixamento entre letra e música.

No encarte contido no CD da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, sob realização da Câmara Municipal de Campinas e da Prefeitura Municipal de Campinas, do qual extraímos as quatro versões do hino, a letra contém partes que, aparentemente, não são cantadas pelo coro, na primeira faixa. Contudo, há uma sobreposição de textos: enquanto os sopranos cantam a melodia com o texto “Honra ao povo que sabe (…)”, os tenores e baixos fazem um contraponto, cantando “Vamos todos com a fronte incendiada, Honra e fama conquistar”. Na 3ª faixa, onde só há voz e piano, não há a sobreposição de textos. A solista canta apenas a melodia, com seu respectivo texto, sendo o contraponto cantado pela parte masculina suprimido.

“Para alguns estudiosos, o fato de a composição musical de Carlos Gomes ser de alta complexidade, exigindo orquestra e coro de elevado preparo técnico, o que dificulta que ele seja memorizado e cantado pelo povo em geral; o fato de abordar um tema universal – O Progresso – que poderia ser executado em qualquer cidade do mundo, sem nenhuma alusão a feitos ou eventos históricos de peculiaridade local; a circunstância de ser destinada especificamente – 1ª Exposição Regional de Campinas” – somada ao fato de ser ela composta num exíguo espaço de tempo, já que naquela ocasião a carta fora conduzida por mar até a Itália em 14 de fevereiro e a carta-resposta fora datada de 25 de março, indicam que a música de Carlos Gomes não fora feita para ser o Hino de Campinas.

Entretanto, certo é que todas as tentativas empreendidas pela Câmara dos Vereadores no sentido de promover um concurso para a seleção de um novo hino para Campinas que viesse a substituir o “Progresso”, sofreram duras críticas por parte dos defensores do maestro conterrâneo e restaram infrutíferas.

Assim, permanece em plena vigência a Lei Municipal nº 7.945, de 27 de junho de 1.994 que instituiu a composição “Ao Povo Campineiro Progresso” como hino oficial de Campinas.

(Texto extraído do site da Câmara Municipal de Campinas)

Quem me dera que minha cidade tivesse um hino composto por Carlos Gomes!

Ah, ouça! Ouça! Deleite-se!

Antonio Carlos Gomes (1836-1896)
Hino Progresso: Coro Triunfal ao Povo de Campinas

01. Hino Progresso (versão orquestral)
02. Hino Progresso (orquestra e coro)
03. Hino Progresso (piano e soprano)
04. Hino Progresso (piano solo)

Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas

(regente, pianista e soprano não especificados)

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Bigodão e cabelo ao vento… Carlos Gomes lançou moda!
(nas fotos: Carlos Gomes, Grieg e Einstein)

Bisnaga

Giovanni Batista Pergolesi (1710-1736) – Septem verba a Christo in Cruce Moriente Prolata – Karthäuser, Dumaux, Behr, Wolff, Jacobs, Akademie für Alte Musik

IMG_0001“Now attributed to Pergolesi on the basis of the most recent research, the Seven Words of Christ has been regarded, ever since it was discovered by Hermann Scherchen, as ´one of the most heartfelt works of art, full of profound tenderness and all-conquering sense of beauty´. This major work of the Neapolitan Baroque (1736) was given in concert premiére at the Beaune Festival in July 2012, a few days before it was recorded.”

Assim nos é apresentado este cd recém lançado pelo selo Harmonia Mundi, que traz uma obra até então inédita de Pergolesi. A direção está nas mãos competentíssimas de René Jacobs, um gigante neste repertório. Outro detalhe curioso é que a estréia dessa obra se deu apenas alguns dias antes dos músicos se trancarem no estúdio para a sua gravação.
E segundo as mesmas pesquisas, foi composta no último de vida do genial Pergolesi, que viveu apenas 26 anos de idade, mas que produziu as mais belas obras do repertório barroco napolitano. Esse compositor aparece com frequência aqui no PQPBach, principalmente devido ao seu “Stabat Mater”, sua obra prima, sem dúvida uma das mais belas obras da música ocidental. Além disso, era um compositor muito querido pelo Claudio Abbado, que gravou alguns cds com suas obras nos últimos anos de sua vida.

Então, vamos ao que interessa. Pergolesi nas mãos de René Jacobs, nem preciso dizer que isso é absolutamente IM-PER-DÍ-VEL !!!

01 – Verbum I. Christus (bass) Recitativo – Huc, o dilecti filii
02 – Aria – En doceo diligere
03 – Anima(alto) Aria – Quod iubes, magne Domine
04 – Verbum II. Christus (tenor) Recitativo – Venite, currite
05 – Aria_ Latronem hunc aspicite
06 – Anima (soprano) Aria – Ah! peccatoris supplicis
07 – Verbum III. Christus (bass) Recitativo – Quo me, amor
08 – Aria – Dilecta Genitrix
09 – Anima (soprano) Recitativo – Servator optime
10 – Aria – Quod iubes, magne Domine
11 – Verbum IV. Christus (bass) Aria – Huc oculos
12 – Anima (alto) Aria – Afflicte, derelicte
13 – Verbum V. Christus (bass) Aria – O vos omnes, qui transitis
14 – Anima (tenor) Aria – Non nectar, non vinum, non undas
15 – Verbum VI. Christus (bass) Aria – Huc advolate mortales
16 – Anima (soprano) Aria – Sic consummasti omnia
17 – Verbum VII. Christus (bass) Recitativo – Quotquot coram cruce statis
18 – Aria – In tuum, Pater, gremium
19 – Anima (tenor) Aria – Quid ultra peto vivere

Sophie ¨Karthäuser – Soprano
Christophe Dumaux – Contratenor
Julien Behr – Tenor
Konstantin Wolff – Bass
Akademie für Alte Musik Berlin
René Jacobs – Conductor

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Primož Ramovš – Pieta

Depois de séculos sem postar, volto com alguma coisa da vanguarda eslovena. Tendo em conta meu conhecimento parco, tenho apenas dois nomes para apresentar neste e nos próximos posts: Primož Ramovš (1921-1999) e Lojze Lebič (1934-). Curiosamente, do primeiro, meio que o pai da vanguarda eslovena, o que mais conheço são peças neoclássicas, do início de carreira. Estava caçando música do compositor (não era, e talvez ainda não seja, fácil de achar), e um esloveno que conheci pela internet me fez o enorme favor de copiar dois cds da biblioteca. Os dois tristemente não indicavam um compositor assim, assim interessante, e acabei abandonando a busca. Muitos anos depois, achei por um preço fantástico dois cds de obras mais avançadas no site da rádio e tv eslovena. O comichão para conhecê-lo já tinha meio que passado, mas por preço de banana achei que compensava dar mais uma checada. E, sim, lá estava um músico bem mais impactante. Pelos idos da década de 50, Ramovš começa a desenvolver uma linguagem mais pessoal, tendo sido o Festival de Outono de Varsóvia, no qual esteve presente em 1960, catalisador de um novo estilo não apenas para ele, mas para boa parte da Europa Oriental.

Apesar de o encarte do cd falar sobre a experimentação limítrofe de sua música, não é essa a sensação que tenho ao ouvir suas peças (mas, claro, elas também estão longe de serem quadradas). Em todas me parece que há uma preocupação forte com uma plasticidade abstrata, como quem tenta decantar o som numa forma pura, que se encerra em si mesma. Embora seja uma música frequentemente bela (no sentido mais plástico do termo), sem arestas, como uma complexa forma geométrica polida e repolida, não me parece uma música que busca expressar coisa alguma, às vezes nem mesmo criar uma ambiência, mas apenas ser, exalando encanto de sua pureza intrínseca. A obra como um todo é muito coesa (descontado po período clássico) e guarda uma cara de Ramovš em tudo, ainda que, contraditoriamente, isso se dê através de muita dinâmica e contraste. Assim, toda a experimentação me parece rodar em torno de um mastro que limita muito seu escopo, mas que, de fato, não atrapalha em nada nossa fruição.

Músicas funebres (1955) apresenta ainda um compositor em transição, trafegando às vezes por uma sonoridade mais acadêmica, às vezes um som mais arrojado. O encarte diz ser uma das obras mais importantes de Ramovš, mas não é das que mais me apetecem. Ainda vejo um compositor um pouco preso, sem a maleabilidade de obras posteriores no tratamento do som.

A Sinfonia 68 foi inspirada pelos acontecimentos do ano-chave de 1968. Sua concepção, novamente, não busca qualquer descrição de época. De novo, Ramovš está em busca de uma música profundamente abstrata, mas que reflita a efervercência daqueles dias.

Finalmente, este álbum vale sobretudo pela sinfonia do fim da vida, Pieta, de 1995, que dá nome ao cd. Curiosamente, o texto do encarte fala sobre um engajamento de Ramovš com a soturno situação eslovena no mundo pós-comunista, buscando justificá-lo por questões sociológicas, filosóficas e históricas. Talvez o compositor tenha dado declarações que expliquem esses comentários, mas Pieta me soa um profundo epítome da beleza plástica, trazendo mais à mente o acabamento de Michelangelo que a dramática imagem da mãe que segura seu filho morto.

Bon appétit!

Musiques funèbres (1955), para orquestra
01 I. Adagio
02 II. Allegro risoluto
03 III. Largo
04 IV. Adagio
05 V. Moderato-Allegro-Moderato-Maestoso
06 VI. Adagio

07 Sinfonia no.6 “Pieta” (1995)

Sinfonia 68 (Sinfonia no.4) (1968)
08 I
09 II

Orquestra Sinfônica da Rádio e Televisão Eslovena
Marko Munih, regente

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itadakimasu
 

Johannes Brahms (1833-1897): Violin Concerto, Op. 77

Johannes Brahms (1833-1897): Violin Concerto, Op. 77

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O pessoal da Philips deve ter enlouquecido com esta performance ao vivo do Concerto para Violino de Brahms gravado em Tóquio, em 1992. Caso contrário, é difícil entender porque lançaram um CD de apenas 39 min. Não há nada além do concerto no CD, nadica de nada. Para mim, o que eles ouviram foi uma leitura incrível espontaneidade. Na verdade, o concerto de Brahms, parece ter importância fundamental nas vidas de Mullova e Abbado, e eles dão tudo.

Mullova vem romântica e quente, toda coleante em floreios expressivos. Nenhuma nota é menos do que bela. Normalmente, isso não é uma vantagem em Brahms, mas ela é uma baita cantora, se me entendem. Pura emoção.

Johannes Brahms (1833-1897): Violin Concerto, Op. 77

1. Allegro non troppo
2. Adagio
3. Allegro giocoso, ma non troppo vivace – Poco piu presto

Viktoria Mullova, violino
Berlin Philharmonic Orchestra
Claudio Abbado

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Este blog ama Mullova
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PQP

Wilson Fonseca (1912-2002), Altino Pimenta (1921-2003), Ernst Mahle (1929), Luiz Pardal (1960), Dimitri Cervo (1968), Marcos Cohen (1977): Música brasileira para clarineta, violino e piano [link atualizado 2017]

MUITO BOM !

Fonogramas entusiasticamente cedidos por Raphael Soares.

Ah, música brasileira, gerada, quase toda ela, em Belém do Pará, na metrópole em meio à selva!

Acredito que deva ainda hoje ser uma imagem recorrente aos habitantes de outros países, especialmente os mais distantes do Brasil: a visão de cidades pequenas, com ruas de terra, em meio à densa e pluviosa floresta tropical. Creio que não são poucos os que se espantam ainda nos dias de hoje com as metrópoles tupiniquins quando sobrevoam nossas imensas cidades.

Belém é uma dessas que assombrariam todos os clichês que se tem das urbes amazônicas: cidade grande, com mais de dois milhões de habitantes, viva, vibrante, cheia de gente, com um porto importante voltado para o Caribe… Ainda não a conheço pessoalmente, não percorri suas ruas, mas me parece encantadora. Está nos meus roteiros futuros.

Me parece que a intenção deste trio, do Arcotrio, é justamente mostrar a Belém moderna, ligada, como toda grande cidade dos dias atuais, aos movimentos mais recentes das artes. Eles resgatam peças de dois compositores da terra: Altino Pimenta e Wilson Fonseca, e interpretam outras mais de autores contemporâneos belenenses ou radicados na terra do Ver-o-Peso: Luiz Pardal e Marcos Cohen (que está na clarineta). E puxam outros dois de terras distantes: o gaúcho Dimitri Cervo e o alemão naturalizado brasileiro Ernst Mahle (que vive na folclórica Piracicaba). Fazem, com isso, um álbum rico, diverso e muito interessante.

Música moderna, inteligente, de vanguarda, da melhor qualidade, e brasileira!
Ouça! Ouça! Deleite-se!

Música Brasileira
para Clarineta, Violino e Piano

Luiz Pardal (Luiz Pereira de Moraes Filho – Belém, PA, 1960)
Suíte Arcortrio
01. I. Toccata para Ceison
02. II. Modinha para Cintia
03. II. Choro às pressas pro Cohen
Marcos Cohen (Belém, PA, 1977)
04. Lundu
Dimitri Cervo (Santa Maria, RS, 1968)
Abertura e Toccata
05. I. Abertura
06. II. Toccata
Altino Pimenta (Belém, PA, 1921-2003)
Suíte Funcional
07. I. Quase Sonatina
08. II. Toada
09. III. Swing Valsa
10. IV. Olympia
Ernst Mahle (Stuttgard, Alemanha, 1929)
Trio (1998)
11. I. Presto vivace
12. II. Andantino
13. III. Un poco vivace
Wilson Fonseca (Belém, PA, 1912-2002)
14. Lundu
Luiz Pardal (Luiz Pereira de Moraes Filho – Belém, PA, 1960)
Suíte Waldemar
15. I. Uirapuru
17. II. Valsa e Primavera
18. III. Rolinha

Marcos Cohen, clarineta
Celso Gomes, violino
Cíntia Vidigal, piano
Jarad Brown (Sons Eletrônicos)
Manaus, 2011

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Bisnaga

Carl Stamitz (1746-1801) – Konzert für Klarinette und Orchester n°3 B-dur, Konzert für Klarinette und Orchester, n°10, B-Dur, n°11 in E-flat major, Johann Stamitz (1717-1757) – Konzert für Klarinette und Orchester B Dur

frontUm cd delicioso, que traz uma excepcional solista, Sabine Meyer, com uma orquestra mais que consagrada, a Academy of Saint-Martin-in-The-Fields, que nosso caro colega PQPBach deve prestigiar ao vivo, dentro de alguns dias, diretamente em Londres. Coisa chique nosso mentor …
Mas Sabine Meyer neste Cd traz dois compositores nem tanto conhecidos, Johann e Carl Stamitz, pai e filho, respectivamente. São obras de transição do barroco para o classicismo, e que mostram a evolução do clarinete enquanto instrumento solista. Tirei este texto abaixo do booklet que acompanha o cd:

“The clarinet is still a relatively young member of the woodwind family. It was developed from the earlier chalumeau towards 1700 by the Nuremberg instrument makers Johann Christoph and Jakob Denner as a replacement for the natural trumpet, wich was difficult to play. The first clarinets thus had a trumpet-like sound, and it took another hundred years before continued improvements in the construction and performing technique finally led to the warm, sensuous, slightly nasal and ocasionally droning idiom wich we consider as typical of the clarinet today.(…)

Se as coisas seguirem como o planejado, pretendo trazer outras obras compostas para este instrumento tão singular e agradável. Lembrando que comecei com um CD da ORFEO em que o grande Dieter Klöcker, um dos grandes clarinetistas do século XX, interpretava música de câmera.

01 – Clarinet Concerto No. 3 in B flat major_ I. Allegro moderato
02 – Clarinet Concerto No. 3 in B flat major_ II. Romanze
03 – Clarinet Concerto No. 3 in B flat major_ III. Rondo
04 – Clarinet Concerto No. 11 in E flat major_ I. Allegro
05 – Clarinet Concerto No. 11 in E flat major_ II. Aria (Andante moderato)
06 – Clarinet Concerto No. 11 in E flat major_ III. Rondo alla Scherzo (Allegro moderato)
07 – Clarinet Concerto in B flat major_ I. Allegro moderato
08 – Clarinet Concerto in B flat major_ II. Adagio
09 – Clarinet Concerto in B flat major_ III. Poco presto
10 – Clarinet Concerto No. 10 in B flat major_ I. [Allegro]
11 – Clarinet Concerto No. 10 in B flat major_ II. [Andante sostenuto]
12 – Clarinet Concerto No. 10 in B flat major_ III. [Rondo (Poco allegro)]

Sabine Meyer – Clarinete
Academy of Saint-Martin in The Fields
Iona Brown – Conductor

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FDPBach

Sabine Meyer
Sabine Meyer – Uma grande artista

 

Anton Bruckner (1824-1896) – Sinfonia n º 3 em D menor e Richard Strauss (1864-1949) – Serenata para 13 instrumentos de sopro, op. 7


Quando pensamos em obras sinfônicas é impossível não lembrar os trabalhos de Anton Bruckner. O compositor austríaco foi um fenômeno nesse sentido, assim como o foi Gustav Mahler. Bruckner colocou em seus trabalhos a própria existência; a sua visão de mundo; suas disposições espirituais; suas crenças, desejos e esperanças. Sua Sinfonia número 3 não é um dos seus grandes trabalhos, mas mesmo não o sendo, impressiona pela linguagem caudalosa. O compositor a escreveu em homenagem a Richard Wagner, alguém a quem muito admirava. Penso que os trabalhos grandiosos de Bruckner se iniciam a partir da Quarta Sinfonia – um trabalho capaz de nos furtar o fôlego. Neste disco, temos além de Bruckner, o compositor – também – de tradição wagneriana, Richard Strauss. A regência fica a cargo do excelente Gennadi Rozhdestvensky. Uma boa apreciação!

Anton Bruckner (1824-1896) – 

Sinfonia n º 3 em D menor
01. I. mäßig bewegt
02. II. Adagio (etwas bewegt) quase andante – Andante
03. III. Scherzo. Ziemlich schnell
04. IV. Finale. Allegro

Richard Strauss (1864-1949) – 

Serenata para 13 instrumentos de sopro, op. 7
5. Serenata para 13 instrumentos de sopro, op. 7

Grand Symphony Orchestra of Radio and Television
Gennadi Rozhdestvensky, regente

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Carlinus

Ninguém merece mais

Ninguém merece mais

Steve Reich recebeu na Espanha o prêmio da Fundação BBVA Fronteiras do Conhecimento por seus esforços em construir pontes entre culturas e por “tratar de questões atuais, desde o conflito palestino-israelense e o 11 de setembro e até a relação entre religião, arte e ciência”.

O prêmio é de 40 mil euros e um bom jantar comemorativo. Na boa, ninguém merece mais do que ele.

É difícil encontrar uma foto de Reich sem boné.
É difícil encontrar uma foto de Reich sem boné.

PQP

Nielsen/Khachaturian: Flute Concertos – Rampal [link atualizado 2017]

khachaturian_Nielsen_fluteconcertosEste CD resume, de forma bastante contundente, a grandeza do talento de Jean-Pierre Rampal (1922-2000), um dos maiores mestres da milenar arte de tocar flauta.

As duas obras são raras de se ouvir, e de execução dificílima, mas o som de Rampal as faz parecer simples como atirei-o-pau-no-gato. O concerto de Nielsen tem uma conotação mais despojada e moderna. O dinamarquês, autor de 6 belíssimas sinfonias (que considero dentre as melhores escritas no século XX) tem algumas obras que definitivamente saem dos padrões convencionais. Este concerto é uma delas. Apenas 2 movimentos, mas muito densos, de clima frio e sóbrio. Um concerto quase experimental.

Mas em termos de virtuosismo, a vedete é o concerto de Khachaturian. Foi o próprio Rampal que sugeriu a Aram um concerto para flauta, mas ele, por algum motivo, fez uma contra-proposta: transcrever seu concerto para violino, dando autorização a Rampal para fazê-lo. O resultado é realmente impressionante. devo dizer que para quem não conhece o concerto para violino, esta transcrição para flauta cumpre todas as exigências.

A gravação da CBS é um pouco rara de se achar, e nem a amazon tinha uma imagem decente do CD. Por essas e outras é que é mais um item imperdível!

Nielsen / Khachaturian: Flute Concertos

Nielsen: Flute Concerto
I – Allegro Moderato
II – Allegretto
Jean Frandsen: Sjaellands Symphony Orchestra

Khachaturian: Flute Concerto
I – Allegro Con Fermezza
II – Andante Sostenuto
III – Allegro Vivace
Jean Martinon – Orchestre de O.R.T.F

Jean-Pierre Rampal, flute

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Chucruten
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Havergal Brian: Symphony no.1 “The Gothic” [link atualizado 2017]

Este post tem a intenção de ser mais sensacionalista que musical. A razão disso é o contexto curioso (para dizer o mínimo) em que se insere, tanto a obra como o autor. Havergal Brian é o “mais estranho fenômeno na música britânica do séc. XX”, segundo o encarte do próprio CD. Nascido em 1876, de uma família pobre de operários do interior da Inglaterra, trabalhou na juventude em minas de carvão, paralelamente a um estudo irregular, mas entusiasmado, de música, movido por um “irresistível desejo de compor”.

Afora algumas tentativas de lançar pequena obras (sempre ofuscadas pelos compositores britânicos mais festejados, como Elgar, Vaughan Williams e Holst), só pode se dedicar completamente à música quando já tinha 43 anos de idade, justamente quando começou a compor sua Primeira Sinfonia.

Talvez por conta de inúmeros aspectos, de técnicos a psicológicos (o desejo reprimido de tantos anos, a vontade de se projetar rapidamente no cenário musical, ou mesmo a inexperiência no campo da escrita de música), Brian começou a escrever uma obra que consta até hoje no Guiness Book of the Records: a mais longa sinfonia da história, e a que exige o maior número de pessoas para execução. São nada menos que quase 2 horas (1 hora e 55 minutos para ser mais exato), excedendo em muito a mais longa até então, a 3a. de Mahler, e com a seguinte instrumentação:
8 flautas (com piccolo), 6 oboés (incluindo o baixo e o d´amore), 2 cornes-ingleses, 11 clarinetes (incluindo os agudos, baixos e contra-baixos), 5 fagotes (com o 2 contras), 16 trompas (sendo 8 fora de cena), 2 cornetas e 13 trompetes (sendo 1 baixo e 8 fora de cena), 11 trombones tenos (8 fora de cena), 1 trombone baixo e 1 contra-baixo, mais 2 eufônios e 2 tubas. A percussão, além dos 6 sets de tímpanos (4 fora de cena), toda a que pudermos imaginar, inclusive máquina de trovão e 6 pares de pratos. Seção de cordas compatível com esse contingente. Fora isso, 4 solistas vocais (SATB), 4 coros mistos SATB, coro infantil, órgão, celesta, e 2 harpas (bastante economico neste item). Toda a excentricidade dos mestres pós-românticos no quesito orquestração ficam no chinelo. Nem Mahler, Strauss e Schoenberg chegaram num efetivo assim, exigindo bem mais que 1000 pessoas para uma performance completa.

A obra é dividida em duas partes, a primeira totalmente orquestral, inspirada no Fausto de Goethe (Mahler reigns) e a segunda de caráter sacro, mais bruckneriana, como uma grande missa gótica, inclui os solistas e os coros entoando o texto do Te Deum. são ao todo 6 movimentos, o mais longo com quase 40 minutos.

Brian escreveu ao todo 32 sinfonias, e, curiosamente, 14 delas quando já tinha mais de 80 anos, e 7 depois dos 90. Faleceu em 1972, aos 96 anos, reconhecido, gravado e cultuado, tendo sido formada até mesmo uma  The Havergal Brian Society na Inglaterra, que inclusive patrocinou muitas de suas gravações recentes.

Esta obra, pelas dimensões e pelo custo, foi gravada apenas 3 vezes, por Adrian Boult em 1966 (sua estréia oficial), Ondrej Lenárd em 1989 pela Naxos e Martyn Brabbins pela Hyperion em 2002. Esta gravação é a da Naxos, com Ondrej Lenard e um contingente bem grande de gente. O CD original divide um monte de faixas dentro dos movimentos, mas todas sem nome (nem indicam o tempo), e por isso compilei cada movimento em uma só faixa.

Devo ainda acrescentar que os exageros da obra se justificam mais na proposta que no material musical. É música desordenada, mas sincera, vulcânica, e merece ser conhecida. Boa audição!

HAVERGAL BRIAN: Symphony no.1 “The Gothic”

CD1:
Part 1 – I – Allegro Assai (range)
Part 1 – II – Lento Espressivo E Solenne (range)
Part 1 – III – Vivace (range)
Part 2 – IV – Te Deum Laudamus (range)
CD 2:
Part 2 – V – Judex Crederis Esse Venturus (range)
Part 2 – VI – Te Ergo Quaesumus (range)
Eva Jenisóva, sopran
Dagmar Pecková, Alto
Vladimir Dolezal, Tenor
Peter Mikulas, Bass
Slovak Opera Chorus, Slovak Folk Ensemble Chorus, Lucnica Chorus, Bratslava City Choir, Bratislava Children´s Choir, Youth Echo Choir, Slovak Radio Symphony Orchestra, Slovak Philharmonic and Choir
Ondrej Lenárd

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Heavy Metal no PQP: Brass Splendour – Philip Jones Brass Ensemble [link atualizado 2017]

Para quem gosta – como eu – de metal pesado, esse CD é um prato fino. Um excelente grupo inglês formado apenas por instrumentos de metal, criado em 1951 pelo trompetista Philip Jones, numa época em que não existia nada parecido no mundo, nem ao menos um repertório formado apenas para metais. Um conjunto pioneiro, formado por líderes de naipe de orquestras inglesas, neste CD apresenta um pot-pourri que vai do barroco profundo (Giovanni Gabrieli, Sonata Pian´e forte) ao moderno (Aaron Copland, Fanfarre to the commom man), passando por clássicos e românticos, tendo seus pontos altos na abertura da Royal Fireworks Music de Haendel (um excelente arranjo, às vezes prefiro ouvir este ao original de Trevor Pinnock), na valsa da Bela Adormecida de Tchaikovsky, num arranjo para 4 tubas (todas tocadas pelo mesmo músico) e no contagiante final, uma versão do Baba yaga e Great Gate of Kiev  do Mussorgsky (uma alternativa à de Ravel, que acho que são propostas diferentes e não devem ser comparadas).

Enfim, este CD é puro Heavy metal, aproveitem!

BRASS SPLENDOUR

Haendel: Overture to the Royal Fireworks Music
J.S.Bach: Christmas Oratorio – Nun seid Ihr wohl gerochen
J.S.Bach: Christmas Oratorio – Ach, mein herzliches Jesulein
Gabrielli: Sonata pian’e forte
Clarke: Trumpet Voluntary
Byrd: The Battell: The Marche to the Fighte; Retraite
Purcell: Trumpet Tune and Air
Scheidt: Galliard Battaglia
C.P.E.Bach: March
Richard Strauss – Fanfare from ‘Festmusik der Stadt Wien’
Dvorak: Humoresque, Op. 101, No. 7
Tchaikovsky: Waltz from “Sleeping Beauty”
Copland: Fanfare for the Common Man
Mussorgsky: Pictures at an Exhibition – Baba-Yaga & The Great Gate of Kiev

PHILIP JONES BRASS ENSEMBLE

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