Stravinsky: Suite italienne, Duo concertant & Divertimento / Bartók: Rhapsodies Nos. 1 & 2 (Ambartsumian, Sheludyakov)

Stravinsky: Suite italienne, Duo concertant & Divertimento / Bartók: Rhapsodies Nos. 1 & 2 (Ambartsumian, Sheludyakov)

Um excelente CD realizado por especialistas no gênero. O violinista Levon Ambartsumian e o pianista Anatoly Sheludyakov se unem aqui para apresentar obras de dois dos maiores compositores da Europa oriental. A fase neoclássica de Igor Stravinsky, que se estendeu aproximadamente de 1920 a 1954, é marcada por um retorno deliberado às formas e estilos da música clássica e barroca, embora reinterpretados sob uma perspectiva modernista. Durante esse período, Stravinsky buscou inspiração em compositores como Bach, Mozart e Haydn, com uma abordagem que combinava estruturas tradicionais com sua linguagem harmônica e rítmica. Tanto a Suite italienne quanto o Divertimento são arranjos de partituras de balé, cada obra por sua vez uma transformação alquímica dos estilos barroco e romântico dentro do idioma distinto de Stravinsky. O enigmático, mas expressivo Duo Concertant foi a única obra original de Stravinsky nessa forma. A Rapsódia Nº 1, é a primeira de duas obras virtuosas para violino e piano, escritas por Béla Bartók em 1928 e posteriormente arranjadas em 1929 para violino e orquestra, bem como para violoncelo e piano. É dedicada ao violinista virtuoso húngaro Joseph Szigeti. A mesmíssima história ocorreu com a Rapsódia Nº 2, que é dedicada ao violinista Zoltán Székely.

Stravinsky: Suite italienne, Duo concertant, & Divertimento / Bartók: Rhapsodies Nos. 1 & 2 (Ambartsumian, Sheludyakov)

Stravinsky: Suite italienne
I. Introduzione. Allegro moderato 2:21
II. Serenata. Larghetto 2:57
III. Tarantella. Vivace 2:12
IV. Gavotte con 2 variazioni 4:10
V. Minuetto 1:39
VI. Finale 2:11

Stravinsky: Duo concertant
I. Cantilene 4:00
II. Eglogue I 2:18
III. Eglogue II 3:29
IV. Gigue 3:53
V. Dithyrambe 2:56

Stravinsky: Divertimento
I. Ouverture 6:12
II. Danses suisses. Tempo giusto 4:12
III. Scherzo 2:52
IV. Pas de deux 6:37

Bartók: Rhapsody for Violin & Piano No. 1, BB 94a, Sz. 86
I. Lassú. Moderato 4:37
II. Friss. Allegretto moderato 5:32

Bartók: Rhapsody for Violin & Orchestra No. 2, BB 96b, Sz. 90
I. Lassú. Moderato 4:20
II. Friss. Allegro moderato 6:55

Levon Ambartsumian (violin)
Anatoly Sheludyakov (piano)

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Levon Ambartsumian tem jeito de ser boa praça. Tomaria uma cerveja com ele.

PQP

Alban Berg (1885-1935): Concerto para violino “À Memória de um Anjo”, Concerto de câmara e Três peças orquestrais (Boulez)

Alban Berg (1885-1935): Concerto para violino “À Memória de um Anjo”, Concerto de câmara e Três peças orquestrais (Boulez)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Esse CD, fora de série, tava há mais de um ano pedindo pra ser postado, mas não eu queria sair do repertório nacional e das Américas. Chegou a um ponto que não aguentei mais ficar com ele guardado comigo. Aproveitem porque são interpretações de alto nível de “ambas as três” peças.

***

Alban Berg (1885-1935): Concerto para violino “À Memória de um Anjo”, Concerto de câmara e Três peças orquestrais (Boulez)

1. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/I. Thema scherzoso con Variazioni – Motto
2. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/Thema scherzoso
listen
3. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/Variation I
4. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/Variation II (langsames Walzertempo)
5. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/Variation III (kräftig bewegt)
6. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/Variation IV (sehr rasch)
7. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/Variation V (Tempo primo)
8. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/II. Adagio (Instrumental)
9. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/III. Rondo ritmico con Introduzione (Cadenza) – Introduzione
10. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/Rondo ritmico
11. Chamber Concerto for Violin, Piano & 13 Wind Instruments/Coda

12. Three Pieces for Orchestra, Op. 6/I. Präludium
13. Three Pieces for Orchestra, Op. 6/II. Reigen
14. Three Pieces for Orchestra, Op. 6/III. Marsch

15. Concerto for Violin and Orchestra (To the Memory of an Angel)/I. Andante, Allegretto
16. Concerto for Violin and Orchestra (To the Memory of an Angel)/II. Allegro, Adagio

Chamber Concerto, for piano, violin, and 13 wind instruments
with Saschko Gawriloff, Daniel Barenboim

Violin Concerto
with Pinchas Zukerman

All pieces
Performed by London Symphony Orchestra
Conducted by Pierre Boulez

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Eu sou humilde, mas faço música tão bem ou melhor que o Schoenberg...
Eu sou humilde, mas faço música tão bem ou melhor que o Schoenberg, viu?

CVL

Alban Berg (1885-1935): Concerto Para Violino – À Memória de um Anjo / Wolfgang Rihm (1952-): Time Chant (Mutter / Levine)

Alban Berg (1885-1935): Concerto Para Violino – À Memória de um Anjo / Wolfgang Rihm (1952-): Time Chant (Mutter / Levine)
Version 1.0.0

A violinista Anne-Sophie Mutter faz parte da nata do mainstream, mas às vezes ataca de moderna. Que bom! Poderia ficar só naqueles Concertos para Violino de sempre e seria admirada como a gênia que efetivamente é, mas o entusiasmo de Mutter para com aquilo que não é tão óbvio demonstra seu tamanho como artista. Sua interpretação de Berg é esplêndida. Alban Berg é o membro que fazia música na Segunda Escola de Viena — os outros faziam algo entre a música e a teoria, mas acho melhor parar antes que CDF delete este post. O Concerto de Berg foi escrito como homenagem à memória de Manon Gropius, filha de Alma Mahler, morta aos 18 anos com poliomielite. Muito apegado à jovem, Berg decidiu que o concerto para violino seria o seu réquiem, sem imaginar que também escrevia o próprio. Denso, difícil e cheio de tristeza, é música de primeiríssima linha. Ecos da música tonal pairam como fantasmas, sobretudo no movimento final, onde Berg cita uma melodia coral de Bach. Rihm, por outro lado, dispensa inteiramente as melodias tradicionais e os modelos musicais do passado. Sua linguagem, a um tempo lírica e fragmentária é notavelmente interpretada por Mutter, sempre de alma, mente e ombros abertos.

Alban Berg (1885 – 1935)
Violin Concerto “To the Memory of an Angel”

1) 1. Andante – Allegro [11:31]
2) 2. Allegro – Adagio [16:12]

Wolfgang Rihm (1952 – )
“Gesungene Zeit” 1991/92 – Music for violin and orchestra

3) 1. Beginning: quasi senza [14:27]
4) 2. Takt 179: meno mosso [9:56]

Anne-Sophie Mutter
Chicago Symphony Orchestra
James Levine

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A violinista perfeita.

PQP

Obras sinfônicas mexicanas (Sinfónica de Minería): Concierto Conmemorativo SMMS (2007)

Obras sinfônicas mexicanas (Sinfónica de Minería): Concierto Conmemorativo SMMS (2007)

Pronto. Pra encerrar meu giro pelo México e pelos Estados Unidos, hoje vai um CD de obras sinfônicas chicanas e, amanhã, outro de Frank Zappa.

O presente álbum, também baixado do blog Música Mexicana de Concerto, foi gravado ao vivo no concerto de centenário da excelente Sinfônica de Minería e não possuo mais dados sobre ele. Sei que é sensacional e muito representativo: tem até marcha à la Strauss, valsa e uma chacona de Buxtehude (orquestrada por Chávez), fora os já postados Huapango, de Moncayo (a Sinfonietta dele, que abre este CD, vale ser ouvida), e Danzón n° 2 de Márquez.

***

Obras sinfônicas mexicanas (Sinfónica de Minería): Concierto Conmemorativo SMMS (2007)

01 Sinfonietta – J.P. Moncayo
02 Chacona en mi menor – D. Buxtehude arr. Carlos Chávez
03 Danzón No. 2 – A. Márquez
04 A la orilla de un palmar – M. M. Ponce
05 Vals sobre las olas – J. Rosas
06 Marcha Zacatecas – G. Codina
07 Huapango – J.P. Moncayo
08 Dios nunca muere – M. Alcalá
09 Sones de Mariachi – B. Galindo
10 Las mañanitas – D.P.

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México em festa!

CVL

.:interlúdio:. Pat Metheny Group: Travels

.:interlúdio:. Pat Metheny Group: Travels

O que torna um artista um artista diferenciado e único? Além de sua técnica, claro, creio que seja sua capacidade de se reinventar, não ter medo de mudar, característica típica dos grandes mestres, e poucos ousaram e se reinventaram como Pat Metheny, que com certeza está inserido no rol dos grandes guitarristas dos século XX e XXI. Produziu muito e não teve medo de se arriscar. Em determinado momento fomos surpreendidos pela ausência nos discos de seus velhos amigos Lyle Mays e Steve Rodby.  Mergulhou então de cabeça em novos projetos, com registros ao vivo com outros músicos espetaculares, ou discos solo acompanhado apenas por um violão.

Já há muito tempo pretendia postar essa obra prima do seu grupo, o Pat Metheny Group, “Travels”,  gravado ao vivo ali nos inícios dos anos 80, e que mostra a força e qualidade deste músico excepcional. Sua técnica é impressionante, independente se usa a clássica Guitarra Ibanez semiacústica ou a Casio sintetizada, dois instrumentos aos quais ele sempre se manteve fiel.

Não temo em dizer que Pat Metheny criou um novo gênero do jazz, sempre apoiado pela gravadora ECM, que desde o início o ajudou a moldar uma personalidade musical própria,  Suas composições sempre nos dão uma sensação de imensidão, de longas estradas, longos espaços. Seus solos sempre mostram um virtuosismo contido, mas presente. As notas não são aleatórias, estão sempre onde deveriam estar. Para resumir, é um músico completo.

Dentre seus parceiros neste disco maravilhoso estão o pianista e tecladista Lyle Mays, o baixista Steve Rodby, dois músicos com os quais gravou vários discos clássicos, que culminaram em uma obra prima intitulada “The Road to You”, que é, em minha modesta e inútil opinião, um dos melhores discos ao vivo já gravados. Além dessa dupla, temos o baterista Dan Gotlieb e o nosso imenso Naná Vasconcelos.

Espero que apreciem.

Pat Metheny Group – Travels

1 Are You Going With Me?
2 The Fields, The Sky
3 Goodbye
4 Phase Dance
5 Straight On Red
6 Farmer’s Trust
7 Extradition
8 Goin’ Ahead / As Falls Wichita, So Falls Wichita Falls
9 Travels
10 Song For Bilbao
11 San Lorenzo

Pat Metheny – Guitar, Guitar Synths
Lyle Mays – Piano, Keyboards
Steve Rodby – Bass
Dan Gotlieb – Drums
Nana Vasconcelos – Percussion, Voice

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FDP

Arrigo Barnabé (1951): Missa in memoriam Itamar Assumpção

Arrigo Barnabé (1951): Missa in memoriam Itamar Assumpção
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Os pidões. Ah, os pidões. Pedem para que mudemos os serviços de hospedagem; pedem para postarmos obras das quais não gostamos, que não estamos ouvindo, cujas gravações não possuímos ou cujos discos originais estão longe de nossas mãos; pedem para contribuir com nosso blog como integrantes da equipe (aguardem o próximo edital público, após 2020); pedem que só postemos Bach, Mozart e Beethoven; pedem a morte de Yngwie Malmsteen; pedem que só a porra…

Enfim, mas quando a gente – num arroubo de cortesia – pede, por favor, que escrevam o nome das faixas ou postem o arquivo e nos mandem o link ou disponibilizem uma foto da irmã de biquíni, a maioria (há exceções, claro, às quais somos gratos) desconversa e corre.

Esse falso réquiem (falso porque o réquiem propriamente dito não tem Gloria nem Credo: Barnabé realmente quis compor uma missa ordinária, não sei por qual motivo) aqui é um exemplo. Fiquei esperando um tempão a promessa de algum corno manso, até que ontem encontrei o CD numa livraria e o comprei só pra postar aqui.

Em contrapartida, não vou comentar sobre a obra: vou jogar dominó, tomar cerveja e, quando chegar em casa, ver as novas fotos das irmãs de alguns visitantes do blog (não daqueles meus diletos, claro).

Arrigo Barnabé (1951): Missa in memoriam Itamar Assumpção

1. Kyrie
2. Gloria
3. Credo
4. Sanctus
5. Agnus Dei

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Itamar Assumpção

CVL

Gilberto Mendes (1922-2016): Santos Football Music, Beba Coca Cola e outras obras

Gilberto Mendes (1922-2016): Santos Football Music, Beba Coca Cola e outras obras

Já que o papo deste blog está desviando pro futebol, bora reservar esse cantinho aqui pro assunto e aproveitar pra dar espaço para a mais comentada obra de vanguarda do séc. XX no Brasil: a SFC.

CVL

***

Se Cage ainda dá o que falar com 4’33”, então pingo fogo com a pedra angular da música de vanguarda brasileira: a Santos Football Music, de Gilberto Mendes. Sempre que apresento essa obra a alguns conhecidos, eles riem, torcem o nariz, ficam contrariados, acham uma besteira e por aí vai.

No entanto, não se trata de um compositor sem cabedal, já que suas obras para coral e para piano são muito bem escritas. Não vou comentar muito porque estou guardando anotações para um futuro artigo sobre a obra de Mendes. Estejam à vontade aqui nos comentários.

Consegui o presente CD há muito tempo com um dos caras do blog Música Brasileira de Concerto (a quem devo os créditos pelas obras de Edino Krieger postadas meses atrás e pelos Estudos de Guarnieri, que irão ao ar em breve), que inclui a também “inusitada” Beba Coca Cola, mas quem quiser baixar só a SFM ela vai em outra versão, à parte.

***

Surf, Bola na rede, Um pente de Istambul e a música de Gilberto Mendes (1992)

01 – Motet em ré menor (Beba coca-cola) – 1966
Karmmerchor der Humbolt-Universität zu Berlin
Johannes Garbe, regente

02 – O pente de Istanbul – 1990
Duo Diálogos:
Carlos Tarcha, marimba
Joaquim Abreu, vibrafone

03 – Episódio, sobre poema de Carlos Drummond de Andrade – 1949
Nancy Bello, soprano
Rubens Ricciardi, piano

04 – Lamento, sobre texto do chinês Tchu Iuan – 1956
Nancy Bello, soprano
Rubens Ricciardi, piano

05 – Lagoa, sobre poema de Carlos Drummond de Andrade – 1957
Nancy Bello, soprano
Rubens Ricciardi, piano

06 – Dizei, senhora, sobre poema de Cid Marcus Braga Vasques- 1966
Nancy Bello, soprano
Rubens Ricciardi, piano

07 – A mulher e o dragão, sobre texto de São João (fragmento do Apocalipse) – 1967
Nancy Bello, soprano
Rubens Ricciardi, piano

08 – O meu amigo Koellreutter – 1984
Nancy Bello, soprano
Rubens Ricciardi, piano
Carlos Tarcha, marimba

09 – Ulysses em Copacabana surfando com James Joyce e Dorothy Lamour – 1988
Renato Alves Corrêa, flauta
Otinilo Pacheco, clarinete
Sérgio Cascapera, trompete
Eduardo Pecci, saxofone alto
Maria Vischnia, violino
Cláudio Cruz, violino
Marcelo Jaffé, viola
Ruy Deutsch, contra-baixo
Edelton Gloeden, violão
José Eduardo Martins, piano
Aylton Escobar, regente

10 – Il neige… de nouveau! – 1985
José Eduardo Martins, piano

11 – Viva Villa – 1987
José Eduardo Martins, piano

12 – Um estudo: Eisler e Webern caminham nos mares do sul – 1989
José Eduardo Martins, piano

13 – Santos Football Music – 1969
Orquestra Sinfônica de Westdeutscher Rundfunk Köln
Piero Bastianelli, regente
Geraldo José de Almeida, narração esportiva

14 – Santos Football Music
Festival Música Nova, 39a. edição.
Orquestra Sinfônica de Santos, regida por Luís Gustavo Petri

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CVL

Hinos Brasileiros (Osesp)

Hinos Brasileiros (Osesp)

Hino da Independência

O Hino da Independência é um dos símbolos oficiais da República Federativa do Brasil. Sua letra foi composta por Evaristo da Veiga e a música é de Dom Pedro I.

Segundo diz a tradição, a música foi composta pelo Imperador às quatro horas da tarde do mesmo dia do Grito do Ipiranga, 7 de setembro de 1822, quando já estava de volta a São Paulo vindo de Santos. Este hino de início foi adotado como Hino Nacional, mas quando D. Pedro começou a perder popularidade, processo que culminou em sua abdicação, o hino, fortemente associado à sua figura, igualmente passou a ser também desprestigiado, sendo substituído pela melodia do atual Hino Nacional, que já existia desde o mesmo ano de 1822.

Fonte: Wikipédia

Hino Nacional

Na aguda tonalidade de si bemol maior, a versão original celebra o Sete de Abril de 1831, quando D. Pedro I abdicou em favor de seu filho, D. Pedro II, monarca nascido no Brasil. Muito embora a música para o poema de Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva, intitulado Os Bronzes da Tirania, tenha sido reconhecida como Hino Nacional, não houve lei no Império que a oficializasse. Com a República, em 1890, ela foi formalmente adotada. Em 1922, quase um século após sua composição, com novos versos escritos por Joaquim Osório Duque Estrada e o acréscimo do refrão “Ó Pátria amada, idolatrada, salve! salve!”, o Ouviram do Ipiranga passou a ser o poema oficial do Hino Nacional. Somente em 1942, estabeleceu-se a orquestração de Antônio de Assis Republicano, na propícia tonalidade de fá maior (tanto sob o ponto de vista vocal como sinfônico). A partitura utilizada aqui é da Criadores do Brasil, a editora da Osesp, sob minha revisão musicológica.

Rubens Ricciardi, compositor e professor titular da USP.

A Osesp e a revista Nova Escola disponibilizam os hinos brasileiros gravados pela Osesp sob regência do maestro John Neschling. O download é gratuito e também é possível baixar o encarte para montar o CD.

.oOo.

Osesp: Hinos Brasileiros

01. Hino Nacional Brasileiro – versão instrumental
Música: Francisco Manuel da Silva

02. Hino Nacional Brasileiro – versão com coro
Música: Francisco Manuel da Silva
Letra: Joaquim Osório Duque Estrada

03. Hino da Independência
Música: D. Pedro I
Letra: Evaristo da Veiga

04. Hino da Bandeira Nacional
Música: Francisco Braga
Letra: Olavo Bilac

05. Hino da Proclamação da República
Música: Leopoldo Miguez
Letra: Medeiros de Albuquerque

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo
Coro da Osesp
John Neschling

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Strava

.:interlúdio:. Pat Metheny Group: The Road to You

.:interlúdio:. Pat Metheny Group: The Road to You

Durante aproximadamente 10 anos fiz uma ponte rodoviária entre Florianópolis, onde estudava e morava com meus pais e irmãos, e a cidade onde vivia minha futura esposa, companheira, namorada. Eu estudava e trabalhava em Floripa e ela trabalhava na cidade cujo nome não vem ao caso, então eu embarcava ou na sexta feira de noite ou no sábado de manhã e voltava para a capital catarinense no domingo de noite. São estas situações que  fortalecem um relacionamento, e mostram o quão importante é a confiança entre o casal:  estamos juntos há trinta e um anos. Enfim, para matar o tédio da viagem, que durava em média entre duas horas e duas horas e meia, eu ouvia música. Comprei um cd player portátil da Sony, que me acompanhou até há poucos anos atrás, e ia ouvindo meus cds.

O disco que provavelmente eu mais ouvi nestas viagens foi essa pintura, essa obra prima do Pat Metheny Group, “The Road to You” que, conforme comentei em postagem anterior, considero um dos melhores discos ao vivo já gravados. E um dos mais bonitos. Impossível não se render à beleza das harmonias, à incrível complexidade dos solos de Metheny e de seus músicos, e à voz maravilhosa de Pedro Aznar, com vocalizações incríveis, que me arrepiam até hoje quando às ouço. E hoje, pensando neste título tão singular, vejo que inconscientemente eu absorvia aquele disco como a trilha sonora daquela viagem semanal, o objetivo de todo aquele ‘sofrimento’ de ida e volta era o reencontro com a mulher amada, a certeza de que ela estava me esperando. Como comentei essa rotina durou dez anos, até eu me mudar em definitivo para a cidade dela, onde vivo até hoje, e onde pretendo terminar meus dias, sempre ao seu lado.

Passados quase vinte anos daquela rotina, e às vésperas de completar 60 anos, ouvindo novamente esse álbum duplo depois de alguns anos, ainda encontro nele as mesmas sensações e as mesmas emoções. E continuo com a mesma opinião: com certeza é um dos melhores e mais belos discos ao vivo já lançados. Cada faixa é uma explosão de sentimentos, cada solo é uma busca da nota perfeita, nada sobra ou falta. Poucos são os músicos que atingem este nível de qualidade e talento.

Ao ouvi-lo hoje, talvez a única diferença seja o fato de que não preciso chegar ao final da viagem e daquela maratona sonora para encontrar a mulher amada: ela está a apenas uma parede de distância, se me virar a vejo. E sorrio.

Pat Metheny Group: The Road to You

01 – Have You Heard
02 – First Circle
03 – The Road To You
04 – Half Life Of Absolution
05 – Last Train Home
06 – Better Days Ahead
07 – Naked Moon
08 – Beat 70
09 – Letter From Home
10 – Third Wind
11 – Solo From More Travels

Pat Metheny – Guitars
Lyle Mays – Piano & Keyboards
Steve Rodby – Bass
Paul Wertico – Drums
Armando Marçal – Percussion
Pedro Aznar – Percussin, Acoustic Guitar, Percussion, Sax, Voice

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FDP

 

J.S. Bach (1685 – 1750): Suítes Inglesa No. 3, Suíte Francesa No. 5, Capriccio BWV 992 & Toccata e Fuga BWV 912 – Wilhelm Kempff (piano) ֎

J.S. Bach (1685 – 1750): Suítes Inglesa No. 3, Suíte Francesa No. 5, Capriccio BWV 992 & Toccata e Fuga BWV 912 – Wilhelm Kempff (piano) ֎

‘Somente os extremamente sábios e os extremamente estúpidos é que não mudam’.

Confúcio

Nas mudanças é impossível não viver alguns momentos de nostalgia, de lembranças, mesmo algumas não muito boas. Fotos empalidecidas, cartas (houve um tempo em que escrevíamos cartas), chaves não sei mais de onde… Eu mudei muitas vezes (de residência, só para deixar claro…)  e estou me preparando para mais uma mudança e espero que esta seja a penúltima.

Entre as muitas coisas que estou desentocando, para embalar ou passar adiante, algumas ainda estavam em caixas desde a mudança anterior, há muitos  discos, alguns de música de Bach para teclado, interpretada ao piano.

Foi assim que cheguei a este da postagem, uma verdadeira maravilha. Ouvi-lo novamente, depois de tanto tempo, é muito bom. Duas suítes, uma inglesa e uma francesa (a quinta, ótima), uma toccata  e o capricho do fratello diletíssimo, com a trompa da posta e tudo. Estas últimas peças da juventude do João Sebastião Ribeiro.

O sorriso de WK sempre foi bem cativante…

Wilhelm Kempff era o pianista ‘oficial’ da DG e suas gravações de Beethoven, Schubert e Schumann valem a pena serem investigadas. Mozart também estava no repertório, mas assim como no caso de Bach, nada de obras completas, apenas algumas peças escolhidas. Mas essas que ele gravou vão lhe dar muito prazer…

Impossível ouvir apenas uma vez, aquele disco que deixa um gostinho de quero mais, viciante!

Johann Sebastian Bach (1685–1750)

Englische Suite No.3 g-moll BWV808
  1. Prelude
  2. Allemande
  3. Courante
  4. Sarabande
  5. Les agrements de la meme Sarabanda
  6. Gavotte I
  7. Gavotte II
  8. Gavotte I (da capo)
  9. Gigue
Capriccio >>Sopra la lontananza del suo fratello dilettissimo<< B-dur BWV992
  1. Adagio
  2. Andante
  3. Adagissimo
  4. Andante con moto
  5. Aria – Aria di postiglione
  6. Fuga – Fuga all’imitazione della cornetta di postiglione
Toccata und Fuge D-dur BWV912
  1. Toccata
  2. Fuga
Französische Suite No.5 G-dur BWV816
  1. Allemande
  2. Courante
  3. Sarabande
  4. Gavotte
  5. Bourree
  6. Loure
  7. Gigue

Wilhelm Kempff, piano

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MP3 | 320 KBPS | 138 MB

Wilhelm tomando um solzinho no bosque da Sede Campestre do PQP Bach, nas imediações de Potsdam

De uma crítica fácil de localizar pela net: There is also the not inconsiderable addition of the two suites, the English Suite No 3 and the French Suite No 5. Here Kempff shows crisp articulation, not over bright, never metronomic, and always gently expressive. In the Courante of the English Suite he is precise, athletic and quietly determined. In the second Sarabande he is moving without artifice and maintains proper depth of tone and clarity between hands. Listen also to the perfectly graded little stabbing left hand in the succeeding first Gavotte – unforced wit.

Aproveite!

René Denon

Postagem com Selo Iso-Jurássico

Debussy (1862 – 1918): Prélude à l’après-midi d’un faune – Sonatas para diversos instrumentos – Quarteto de Cordas – The Nash Ensemble ֎

Debussy (1862 – 1918): Prélude à l’après-midi d’un faune – Sonatas para diversos instrumentos – Quarteto de Cordas – The Nash Ensemble ֎

‘A música moderna foi despertada pelo L’après-midi d’um faune.’

P. Boulez

Este disco foi oficialmente lançado ontem (do dia no qual vos escrevo) e é o que podemos chamar ‘uma novidade’! Eu sempre adorei ir às lojas em busca de novidades, mas agora a ‘caça’ se dá de maneira virtual. Apesar de alguns afirmarem, como na canção de B.B. King, ‘the thrill is gone!’, eu não concordo…

Assim que vi esse lançamento da ótima Hyperion coloquei a música para tocar e muito prazer tenho tido com ela. Sendo assim, decidi apontá-lo para os leitores do blog. O disco é sensacional pois os músicos são ótimos e a produção, a cargo do genial Andrew Keene, é primorosa. Para coroar tudo o repertório com obras para grupos de câmara de Claude Achille Debussy. Duas peças do disco, o prelúdio e o quarteto, são do início da carreira do compositor, mas são verdadeiros marcos na história da música, especialmente o prelúdio, cuja composição original foi para orquestra.

As sonatas foram compostas nos últimos dias do compositor e são as que ele pode realizar de um plano que previa ainda outras composições.

Claude Debussy (1862 – 1918)

Prélude à l’après-midi d’un faune L87 (Arr. David Walter (b1958))
  1. Prélude
Violin Sonata in G minor L148
  1. Allegro vivo
  2. Intermède: Fantasque et léger
  3. Finale: Très animé
Sonata for flute, viola and harp L145
  1. Pastorale: Lento, dolce rubato
  2. Interlude: Tempo di minuetto
  3. Finale: Allegro moderato ma risoluto
Cello Sonata in D minor L144
  1. Prologue: Lent, sostenuto e molto risoluto
  2. Sérénade: Modérément animé
  3. Finale: Animé, léger et nerveux
String Quartet in G minor L91
  1. Animé et très décidé
  2. Assez vif et bien rythmé
  3. Andantino, doucement expressif
  4. Très modéré

The Nash Ensemble

Artistic Director: Amelia Freedman MBE

Prélude: Philippa Davies (flute), Gareth Hulse (oboe), Richard Hosford (clarinet), John McDougall (bassoon), Richard Watkins (horn), Benjamin Nabarro (violin), Jonathan Stone (violin), Lawrence Power (viola), Adrian Brendel (cello), Graham Mitchell (double bass), Lucy Wakeford (harp), Richard Benjafield (percussion)

Violin Sonata: Stephanie Gonley (violin), Alasdair Beatson (piano)

Sonata: Philippa Davies (flute), Lawrence Power (viola), Lucy Wakeford (harp)

Cello Sonata: Adrian Brendel (cello), Simon Crawford-Phillips (piano)

Quartet: Benjamin Nabarro (violin), Jonathan Stone (violin), Lars Anders Tomter (viola), Adrian Brendel (cello)

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MP3 | 320 KBPS | 182 MB

From two players to twelve: few ensembles could respond with equal authority to the very varied demands made by this wonderful collection of Debussy’s chamber music. But then, few ensembles can stand comparison with the Nash, whose members continue to set the standards across a dauntingly wide repertoire. A realization of the Prélude à l’après-midi … for chamber ensemble adds to this album’s more familiar attractions of the string quartet and three sonatas.

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Este não é o primeiro disco com esse tipo de repertório gravado pelo The Nash Ensemble. Em 1989 foi gravado um disco (lançado em 1991), pela então independente e atuante gravadora Virgin Classics, que tinha em comum com o disco lançado agora o mesmo produtor, Andrew Keene. O núcleo comum no repertório dos dos dois discos é formado pelas três sonatas. O que as acompanhava no disco antigo é uma peça para flauta solo, Syrinx, de apenas alguns minutos, e Les Chansons de Bilitis, que são poemas recitados com acompanhamento de um conjunto de câmara. Como eu gosto muito do disco antigo, especialmente das sonatas, decidi incluí-lo aqui para a sua própria apreciação.

Claude Debussy (1862 – 1918)

Sonata For Violin And Piano
  1. I Allegro Vivo
  2. II Intermède. Fantastique Et Léger
  3. III Finale. Trés Animé
Sonata For Flute, Viola And Harp
  1. I Pastorale. Lento, Dolce Rubato
  2. II Interlude. Tempo Di Minuetto
  3. III Finale. Allegro Moderato Ma Risoluto
Syrinx For Solo Flute
  1. Syrinx
Sonata For Cello And Piano
  1. I Prologue. Lent
  2. II Sérénade. Moderato Animé
  3. III Finale. Animé (Léger Et Nerveux)
Les Chansons De Bilitis
  1. I Chant Pastoral
  2. II Les Comparaisons
  3. III Les Contes
  4. IV Chanson
  5. V La Partie D’Osselets
  6. VI Bilitis
  7. VII Le Tombeau Sans Nom
  8. VIII Les Courtisanes Égyptiennes
  9. IX L’Eau Pure Du Bassin
  10. X La Danseuse Aux Crotales
  11. XI Le Souvenir De Mnasidika
  12. XII La Pluie Au Matin

Ensemble – The Nash Ensemble

Directed By [Artistic Director] – Amelia Freedman

Flute – Lenore Smith (tracks: 11 to 22), Philippa Davies (tracks: 4 to 7, 11 to 22)

Harp – Bryn Lewis (tracks: 11 to 22), Marisa Robles (tracks: 4 to 6, 11 to 22)

Lyrics By – Pierre Louÿs (tracks: 11 to 22)

Narrator – Delphine Seyrig (tracks: 11 to 22)

Piano – Ian Brown (4) (tracks: 1 to 3, 8 to 10)

Viola – Roger Chase (tracks: 4 to 6)

Violin – Marcia Crayford (tracks: 1 to 4)

Cello – Christopher Van Kampen (tracks: 8 to 10)

Celesta – Ian Brown (4) (tracks: 11 to 22)

Conductor – Lionel Friend (tracks: 11 to 22)

Recording: St Martin’s Church, East Woodhay, Berkshire, June 1989

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MP3 | 320 KBPS | 155 MB

Veja nos detalhes a diferença na formação do conjunto nos diferentes discos.

Foto do Nash Ensemble (do X da turna…)

Crítica de um cliente da Amazon sobre o disco da Virgin: Moltíssima cuidada interpretació, ensemble i individual.
Refinament exquisit en cada frase instrumental, i conjuntats la veu recitativa, sugeridora, misteriosa, sensual, màgica i convidadora de Delphine Seyrig, en perfecta harmonia en sentit conceptual-instrumental. Exquisita sensibilitat implicació de Marisa Robles amb el arp (harpa). […]
Tota una delícia, per partes i en conjunt.
Obres musicals imperecederas i plenes de encantament, embruixament, bellesa superlativa i exquisita intel-ligencia i sensibilitat, artística i personal.
Molt agraïda i agraït.
  Mònica Irene i Lluís Ferran. [Presumo que eles gostaram do disco]

A propósito do nome do conjunto, Nash refere-se a um bairro em Londres com uma arquitetura bem especial criada pelo arquiteto John Nash (1752 – 1835).

Aproveite!

René Denon

OS: Não deixe de visitar as seguintes postagens, caso tenha gostado dessa aqui…

https://pqpbach.ars.blog.br/2024/08/31/faure-ravel-debussy-poulenc-honegger-vuillermoz-fete-galante-k-gauvin-soprano-m-a-hamelin-piano/

https://pqpbach.ars.blog.br/2019/11/02/debussy-ravel-prokofiev-pecas-para-flauta-e-piano-emmanuel-pahud-stephen-kovacevich/

https://pqpbach.ars.blog.br/2021/08/29/faure-debussy-poulenc-nuit-detoiles-melodies-francaises-gens/

Mozart / Beethoven / Schumann: Piano Quartet KV 478 / Piano Quartet Op. 16 / Piano Trio Op. 80 (Bamberg)

Mozart / Beethoven / Schumann: Piano Quartet KV 478 / Piano Quartet Op. 16 / Piano Trio Op. 80 (Bamberg)

Este é um daqueles discos da MoviePlay que são bastante bons. Ele não chega a ser um monumento, mas grudei nele. O repertório é excelente. Os quartetos são lindos, assim como o trio de Schumann. Em 1785, Mozart recebeu uma encomenda para três quartetos do editor Franz Anton Hoffmeister. Hoff achou que este quarteto, o K. 478, era muito difícil e que o público não o compraria, então ele liberou Mozart da obrigação de completar o conjunto. Nove meses depois, Mozart compôs um segundo quarteto para piano, o K. 493. O medo de Hoffmeister de que a obra fosse muito difícil para amadores foi confirmado por um artigo no Journal des Luxus und der Moden publicado em Weimar em junho de 1788. O artigo elogiou muito Mozart e sua obra, mas expressou consternação com as tentativas de amadores de executá-la. O Op. 16 de Beethoven parece ser um Quinteto. Então talvez a MoviePlay esteja louca, pra variar. Os dois primeiros trios para piano de Schumann foram escritos em sucessão próxima, apesar do grande intervalo entre os números de opus de suas obras. O segundo trio para piano, Op. 80, é mais efervescente e alegre do que o primeiro trio – o próprio compositor disse que ele causa uma “impressão mais amigável e imediata” do que seu antecessor. Excelente CD.

Mozart / Beethoven / Schumann: Piano Quartet KV 478 / Piano Quartet Op. 16 / Piano Trio Op. 80 (Bamberg)

Piano Quartet In G-Minor KV 478 – Wolfgang Amadeus Mozart
1 Allegro 10:31
2 Andante 7:10
3 Rondo: Allegro 7:08

Piano Quartet In E Flat Major Op. 16 – Ludwig van Beethoven
4 Grave: Allegro ma non troppo 9:50
5 Andante cantabile 5:58
6 Rondo: Allegro ma non troppo 5:37

Piano Trio In F Major Op. 80 – Robert Schumann
7 Sehr lebhaft 8:26
8 Mit innigem Andanten 8:31
9 In mässiger Bewegung 4:37
10 Nicht zu rasch 5:36

Bamberger Klavierquartett & Trio
Bamberg Piano Quartet & Trio

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Bob Schu em momento de mau humor.

PQP

Saint-Saëns (1835-1921): Concerto para Violoncelo e Orq. & Suíte para Violoncelo e Orq. / Offenbach (1819-1880): Barcarolle & Introdução, Oração e Bolero Para Violoncelo e Orq. (Camille Thomas, Orchestre National de Lille, Alexandre Bloch)

Saint-Saëns (1835-1921): Concerto para Violoncelo e Orq. & Suíte para Violoncelo e Orq. / Offenbach (1819-1880): Barcarolle & Introdução, Oração e Bolero Para Violoncelo e Orq. (Camille Thomas, Orchestre National de Lille, Alexandre Bloch)

Existe na música de Camille Saint-Saëns alguma coisa que me cativa, que me encanta. Sejam nos seus concertos para Piano, para Violino ou para Violoncelo, ou até mesmo no ‘Carnaval dos Animais’, existe um elemento que pode passar desapercebido em um primeiro momento, mas no decorrer das audições ele vem se destacando. Eu poderia classificá-lo como etéreo, inalcançável, não é palpável, ele está presente e nos causa esta sensação de paz e de bem estar. Não sei se estou me fazendo entender, ou é apenas um pequeno voo de minha imaginação. Encontro este mesmo elemento em outros compositores franceses, como Fauré, Poulenc, ou Debussy.

Mesmo sendo considerado um compositor do romantismo francês Saint-Saëns meio que fugiu das amarras destas classificações. Abriu caminho para os mestres citados acima. Deu uma assinatura, ou melhor, uma personalidade para a música francesa. Ou pelo menos é assim que o sinto. Reconheço que venho fazendo uma imersão em sua obra, ouvindo novamente seus concertos, e sua Sinfonia nº3.

Dado este aviso, os senhores então não irão estranhar que minhas próximas postagens serão dedicadas a este compositor tão singular.

A segunda parte deste belíssimo CD da jovem violoncelista francesa Camille Thomas é dedicado a Jacques Offenbach, um compositor que pouco apareceu por aqui, nestes dezoito anos de blog. E a obra que abre esta segunda parte é uma versão muito delicada e sensível da “Barcarolle”, da ópera “Les Contes d’Hoffmann”, onde Thomas é acompanhada pelos músicos do “Essemble Double Sens”. ” Introduction, Prière et Bolero for Cello And Orchestra, op, 22, nos mostra o lado solista de Offenbach, que foi um grande violoncelista.

O livreto do CD traz um belo texto de Camille Thomas, sugiro sua leitura. Explica ali os motivos da escolha deste repertório para sua estréia no selo Deutsche Grammophon.

Espero que apreciem esse belo CD. É de uma grande beleza, ideal para se ouvir em momentos de calma e tranquilidade.

CAMILLE SAINT-SAËNS 1835–1921
CONCERTO FOR CELLO AND ORCHESTRA NO. 1 IN A MINOR OP. 33

A Allegro non troppo – Allegro molto – Tempo I –
B Allegretto con moto – Tempo I – Un peu moins vite – Più allegro (Tempo I) –
C Molto allegro
D “MON CŒUR S’OUVRE À TA VOIX” 5:51 from Samson et Dalila
Transcription for Cello and Orchestra Cantabile

SUITE FOR CELLO AND ORCHESTRA OP. 16B
E 1. Prélude. Moderato assai
F 2. Sérénade. Andantino
G 3. Gavotte. Allegro non troppo
H 4. Romance. Molto adagio
I 5. Tarantelle. Presto non troppo

JACQUES OFFENBACH 1819–1880
J BARCAROLLE from Les Contes d’Hoffmann (Act III)
Arrangement for Violin, Cello, Piano and String Ensemble: Aleksandar Sedlar

INTRODUCTION, PRIÈRE ET BOLÉRO FOR CELLO AND ORCHESTRA OP. 22
Revision: Jean-Christophe Keck

K Introduction. Andante maestoso – Prière
L Boléro. Allegro vivo
M LES LARMES DE JACQUELINE OP. 76/2 from Harmonies des bois

BONUS “JE SUIS BRÉSILIEN” from La Vie parisienne (Act I)
Arrangement for Tenor, Cello and Orchestra: Alessandro Bares

CAMILLE THOMAS cello
NEMANJA RADULOVIĆ violin [10]
ROLANDO VILLAZÓN tenor [Bonus Track]
ORCHESTRE NATIONAL DE LILLE Région Hauts-de-France
ALEXANDRE BLOCH conductor [1‑9, 11‑13, Bonus Track]
ENSEMBLE DOUBLE SENS [10]

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FDPBach

J. S. Bach (1685-1750) / W.F. Bach (1710-1784) / C.P.E. Bach (1714–1788): Música de Câmara para Oboé e Cravo (Piguet, Tilney)

J. S. Bach (1685-1750) / W.F. Bach (1710-1784) / C.P.E. Bach (1714–1788): Música de Câmara para Oboé e Cravo (Piguet, Tilney)

Sim, nova manifestação da HIPOBACHEMIA! Fazer o quê? Meu pai e alguns de meus irmãos “oficiais” estão neste disco. WF era o filho preferido, CPE era o mais talentoso. WF herdou as Cantatas. Conseguiu perder 100 delas. Grandessísimo filha-da-puta. Filha da puta metafórico, pois eu sou o filha da puta não metafórico. Além disso, dizem que tinha sérios problemas com a bebida. Como viveu então 74 anos? Dia desses, levei uma mijada de um violista por ter dito que havia pouco repertório para seu instrumento. Ele me descreveu parte da vasta obra escrita para o instrumento, donde concluí que o repertório é ainda menor do que eu imaginava. Bem, e o que dizer do oboé? Heinz Holliger ficava transcrevendo concertos para poder tocar alguma coisinha mais interessante e agora Piguet faz o mesmo com sonatas para flauta de meu pai y otras cositas más. O CD é bem bom, viram? E as as obras já apareceram neste blog nas versões originais, mas vocês sabem: são músicas nascidas no seio de minha família e tal fato sempre me corta o coração.

J.S. Bach (1685-1750) / W.F. Bach (1710-1784) / C.P.E. Bach (1714–1788): Música de Câmara para Oboé e Cravo (Piguet, Tilney)

Johann Sebastian Bach
Sonate for Oboe and Harpsichord in G minor, BWV 1030b
1. Andante
2. Siciliano
3. Presto

4. Fugue for Harpsichord in B minor, BWV 951
(on a Theme by Albinoni)

Sonate for Oboe and Harpsichord in G minor, BWV 1020
5. Allegro
6. Adagio
7. Allegro

Wilhelm Friedemann Bach
8. Polonaise for Harpsichord in E flat major, Falck 12/5

Carl Philipp Emanuel Bach
Sonate for Oboe and Continuo in G minor, Wq.135
9. Adagio
10. Allegro
11. Vivace

Michel Piguet, oboe
Colin Tilney, harpsichord

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PQP

C. P. E. Bach (1714-1788): Hamburger Sinfonien WQ 182, 3 & 4 & 5 / Concerti WQ 165 & 43,4 (Freiburger Barockorchester, Staier, Westermann, Hengelbrock)

C. P. E. Bach (1714-1788): Hamburger Sinfonien WQ 182, 3 & 4 & 5 / Concerti WQ 165 & 43,4 (Freiburger Barockorchester, Staier, Westermann, Hengelbrock)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um maravilhoso CD com a superorquestra barroca de Freiburg e excelentes solistas. Talvez este seja o melhor CD de CPE que postamos até hoje. Há controvérsias, mas defendo que, apesar de WF, CPE foi o mais talentoso filho de Bach. E o menos talentoso foi PQP, obviamente. Para se divertir ouvindo música leve e animada, este disco é um bom exemplo de um programa de concertos muito bom. São três sinfonias muito “sturm un drang” que demonstram o virtuosismo da orquestra, um concerto para cravo em quatro movimentos com Andreas Staier arrasando e um belíssimo e surpreendente concerto para oboé que na minha opinião é a obra mais original do disco. Carl Philipp Emanuel é o segundo mais velho dos filhos de Bach e esta CD fornece uma fascinante visão geral de sua obra instrumental. A Obra de CPE é enorme, viram? A Freiburger Barockorchester foi fundada em 1987 na cidade alemã conhecida como a “Capital da Floresta Negra” por um grupo de estudantes que compartilhavam o interesse em tocar música barroca em instrumentos autênticos. A orquestra se apresentou sem maestro durante os três primeiros anos de sua existência, preferindo selecionar um músico de dentro de suas fileiras para liderar a orquestra caso a caso. No entanto, em 1990, Thomas Hengelbrock foi nomeado diretor musical conjunto junto com Gottfried von der Goltz, uma situação que durou até 1997, quando Hengelbrock deixou o cargo. Seu lugar foi ocupado por Petra Müllejans, que liderou a Freiburger Barockorchester em conjunto com von der Goltz. Müllejans foi sucedido por Kristian Bezuidenhout em 2017. O conjunto se apresenta regularmente com maestros convidados e também frequentemente sem maestro.

C. P. E. Bach (1714-1788): Hamburger Sinfonien WQ 182, 3 & 4 & 5 / Concerti WQ 165 & 43,4 (Freiburger Barockorchester, Staier, Westermann, Hengelbrock)

Sinfonie C-dur; Wq 182,3 (H 659)
1 Allegro Assai 2:46
2 Adagio 3:26
3 Allegretto 5:32

Concerto C-moll Für Cembalo Und Orchester; Wq 43,4 (H 474)
Harpsichord – Andreas Staier
4 Allegro Assai 3:17
5 Poco Adagio 1:55
6 Tempo Di Minuetto 2:16
7 Allegro Assai 4:26

Sinfonie A-dur; Wq 182,4 (H 660)
8 Allegro Ma Non Troppo 4:31
9 Largo Et Innocentemente 3:49
10 Allegro Assai 4:19

Concerto Es-Dur Für Oboe, Streicher Und Bc; Wq 165 (H 468)
Oboe – Hans-Peter Westermann
11 Allegro 6:30
12 Adagio Ma Non Troppo 9:13
13 Allegro Ma Non Troppo 7:13

Sinfonie H-moll; Wq 182,5 (H 661)
14 Allegretto 3:58
15 Larghetto 3:14
16 Presto 3:44

Bassoon – Donna Agrell
Cello – Guido Larisch, Ute Petersilge
Composed By – C. P. E. Bach*
Concert Flute [Traversflöte] – Karl Kaiser, Susanne Kaiser
Double Bass – Richard Myron
Harpsichord – Torsten Johann
Horn – Pavel Bakovsky, Thomas Müller (4)
Orchestra – Freiburger Barockorchester
Viola – Christian Goosses, Ulrike Kaufmann
Violin – Katharina Schreiber*, Brigitte Täubl, Christa Kittel, Gottfried Von Der Goltz, Petra Müllejans, Sabine Lier, Wolfgang Greser
Violin, Concertmaster, Liner Notes, Conductor – Thomas Hengelbrock

Total Time: 70:34

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Registro da orquestra de Freiburg quando foi despejada por não pagar o aluguel da sala de concertos.

PQP

Tomaso Albinoni (1671-1751): Oboe Concerti Op. 9, Nos. 2, 3, 5, 8, 9 & 11 (Camden, The London Virtuosi, Georgiadis)

Tomaso Albinoni (1671-1751): Oboe Concerti Op. 9, Nos. 2, 3, 5, 8, 9 & 11 (Camden, The London Virtuosi, Georgiadis)

Considerando-se que é um disco com obras de Albinoni, este CD é louco de bom. O disco é extremamente bem executado, é animado e bonitinho. Albinoni foi um compositor bem limitado que ficou famoso por causa de um italiano esperto, Remo Giazotto. Talvez você conheça um certo Adágio de Albinoni. Ele é amplamente conhecido por seu uso frequente em trilhas sonoras de filmes. Frequentemente aparece em gatinhos de clássicos barrocos curtos, porém… Na verdade, esta famosa obra não é de Albinoni. É uma criação de meados do século XX do musicólogo italiano Remo Giazotto, que alegou ter encontrado um fragmento de uma composição de Albinoni nos arquivos de uma biblioteca alemã bombardeada, a Staatsbibliothek (Biblioteca Estadual) em Dresden. Essa biblioteca continha um tesouro de composições de Albinoni que foram destruídas quando a cidade foi bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial, então a alegação de Giazotto era até plausível. De acordo com Giazotto, o fragmento continha apenas o baixo contínuo e algumas frases da própria melodia, num total de apenas seis compassos. A partir desse material escasso, Giazotto desenvolveu uma composição completa, criando algo mais ou menos no estilo de uma chacona, mas com toda a cara do romantismo. Se aquela mistureca faz parte do barroco, eu sou o George Clooney. O novo Adágio era, na verdade, quase inteiramente — e talvez até mesmo inteiramente — uma composição de Giazotto, escrita em 1949. Ele foi publicado pela editora italiana Ricordi em 1958, quase trezentos anos após o nascimento de Albinoni, e com os direitos sendo de (adivinhe?) de Giazotto. Este Adágio é provavelmente uma ficção, já que ninguém além de Giazotto viu esse suposto fragmento de Albinoni. Giazotto morreu em 1998, levando seu segredo para o túmulo, e a história do Adagio em Sol Menor provavelmente permanecerá um mistério. No final das contas, é difícil desembaraçar a história sem acesso ao manuscrito original, que nunca foi tornado público (possivelmente porque ele não existia). Hoje em dia, a maioria dos estudiosos considera a obra como de Giazotto, embora o debate ainda continue. Para o público em geral, no entanto, a obra ainda é conhecida como apenas uma coisa — é o Adágio de Albinoni e fim.

Tomaso Albinoni (1671-1751): Oboe Concerti Op. 9, Nos. 2, 3, 5, 8, 9 & 11 (Anthony Camden, The London Virtuosi, John Georgiadis)

Oboe Concerto in C major, Op. 9, No. 5
I. Allegro 3:29
II. Adagio (non troppo) 1:59
III. Allegro 3:19

Oboe Concerto in F major, Op. 9, No. 3
I. Allegro 4:45
II. Adagio (non troppo) 2:12
III. Allegro 3:45

Oboe Concerto in D minor, Op. 9, No. 2
I. Allegro e non presto 04:33
II. Adagio 5:23
III. Allegro 3:07

Oboe Concerto in B flat major, Op. 9, No. 11
I. Allegro 4:13
II. Adagio 3:26
III. Allegro 3:13

Oboe Concerto in G minor, Op. 9, No. 8
I. Allegro 3:57
II. Adagio 2:15
III. Allegro 4:04

Oboe Concerto in C major, Op. 9, No. 9
I. Allegro 4:00
II. Adagio (non troppo)
3:02 III. Allegro 3:24

Total Playing Time: 01:04:06

Anthony Camden, oboe
Performed by:London Virtuosi
Conducted by:John Georgiadis

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Albinoni e Giazotto

PQP

W. A. Mozart (1756-1791): Sinfonias Nº 21, 33 e 38 “Prague” (Lizzio*, Mozart Festival Orchestra)

W. A. Mozart (1756-1791): Sinfonias Nº 21, 33 e 38 “Prague” (Lizzio*, Mozart Festival Orchestra)

Novamente: * Alberto Lizzio é um pseudônimo inventado pelo produtor musical e maestro Alfred Scholz e associado a gravações antigas, de antes da época dos CDs, muitas vezes dirigidas por Milan Horvat, Carl Melles ou pelo próprio Scholz. Essas gravações foram compradas por ele e usadas para lançar gravações clássicas baratas para o mercado de massa sob outros nomes, como se fossem novidades. Scholz escreveu uma biografia fictícia de Lizzio, alegando que ele nasceu em Merano, Tirol do Sul, em 30 de maio de 1926, estudou violino, composição e regência em Milão e que sua segunda esposa, com quem teve um filho, morreu em 1980 em um acidente de carro em que Lizzio ficou gravemente ferido. A biografia fictícia termina com a sua morte em 22 de outubro de 1999, em Dresden.

Outro bom disco como o do post anterior. Boa interpretação, bem gravado. E a Praga é muito, sei lá, estimulante. Ela liga neurônios.

W. A. Mozart (1756-1791): Sinfonias Nº 21, 33 e 38 “Prague” (Lizzio*, Mozart Festival Orchestra)

Symphonie Nr. 21 A-dur KV 134
1 Allegro 5:17
2 Andante 4:25
3 Menuetto 3:25
4 Allegro 5:12

Symphonie Nr. 33 B-dur KV 319
5 Allegro Assai 6:58
6 Andante Moderato 5:10
7 Menuetto 2:43
8 Finale: Allegro Assai 9:05

Symphonie Nr. 38 D-dur KV 504
9 Adagio – Allegro 13:44
10 Andante 11:58
11 Finale: Presto 5:38

Composed By – Wolfgang Amadeus Mozart
Conductor – Alberto Lizzio
Orchestra – Mozart Festival Orchestra

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Alberti Lizzio em ação

PQP

W. A. Mozart (1756-1791): Sinfonias Nº 29, 30 e 35 “Haffner” (Lizzio*, Mozart Festival Orchestra)

W. A. Mozart (1756-1791): Sinfonias Nº 29, 30 e 35 “Haffner” (Lizzio*, Mozart Festival Orchestra)

* Alberto Lizzio é um pseudônimo inventado pelo produtor musical e maestro Alfred Scholz e associado a gravações antigas, de antes da época dos CDs, muitas vezes dirigidas por Milan Horvat, Carl Melles ou pelo próprio Scholz. Essas gravações foram compradas por ele e usadas para lançar gravações clássicas baratas para o mercado de massa sob outros nomes, como se fossem novidades. Scholz escreveu uma biografia fictícia de Lizzio, alegando que ele nasceu em Merano, Tirol do Sul, em 30 de maio de 1926, estudou violino, composição e regência em Milão e que sua segunda esposa, com quem teve um filho, morreu em 1980 em um acidente de carro em que Lizzio ficou gravemente ferido. A biografia fictícia termina com a sua morte em 22 de outubro de 1999, em Dresden.

Mas o que fazer, além de postar, se esta é uma boa gravação de Sinfonias de Mozart? A 29 está sensacional! A Haffner também! O som não é tudo aquilo, mas vale a pena ouvir este CD de um regente e orquestra anônimos.

W. A. Mozart (1756-1791): Sinfonias Nº 29, 30 e 35 “Haffner” (Lizzio*, Mozart Festival Orchestra)

Symphonie Nr. 29 A-Dur KV 201 = Symphony No. 29 In A Major KV 201
1 Allegro Moderato 10:15
2 Andante 10:06
3 Menuetto 3:37
4 Allegro Con Spirito 5:54

Symphonie Nr. 30 KV 202 = Symphony No. 30 KV 202
5 Molto Allegro 5:41
6 Andantino Con Moto 4:32
7 Menuetto 3:54
8 Presto 4:53

Symphonie Nr. 35 D-Dur KV 385 (Haffner Symphonie) = Symphony No. 35 In D Major KV 385 (Haffner Symphony)
9 Allegro Con Spirito 5:49
10 Andante 8:43
11 Menuetto 3:05
12 Finale: Presto 4:00

Conductor – Alberto Lizzio
Orchestra – Mozart Festival Orchestra

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Alberto Lizzio regendo

PQP

Michael Tippett (1905 – 1998): Concerto para Piano & Segunda Sinfonia – Steven Osborne (piano) – London Philharmonic Orchestra & Edward Gardner (regente) ֎

Michael Tippett (1905 – 1998): Concerto para Piano & Segunda Sinfonia – Steven Osborne (piano) – London Philharmonic Orchestra & Edward Gardner (regente) ֎

Music is a performance and needs the audience. [MT]

Há já alguns anos me encantei com o Concerto para Piano de Sir Michael Tippett e sempre que aparece uma oportunidade de ouvir uma nova gravação, não perco tempo. Este foi o caso que me levou a este disco gravado ao vivo e lançado pelo selo da própria orquestra – London Philharmonic. O pianista, Steven Osborne, já deixou um registro de estúdio desta obra no selo Hyperion. Ele aparece aqui devido à cortesia da Hyperion, sua gravadora.

Steven Osborne no portão de entrada do PQP Bach Solar em Chelsea…

Eu certamente espero que você goste desta gravação do Concerto, mas a peça que completa o disco, a Segunda Sinfonia de Tippett, também me cativou bastante.

Enquanto a motivação para a gênese do Concerto para Piano fora um ensaio do Concerto No. 4 de Beethoven pelo legendário pianista Walter Gieseking, a fagulha para a Segunda Sinfonia foi acesa por Vivaldi, como nos conta o próprio Michael Tippett.

Eu estava em um pequeno estúdio da Rádio Lugano, assistindo o pôr do sol sobre o lago, ouvindo umas gravações de Vivaldi (em 1955, pré-HIP). De repente me bateram uma sequência de notas graves vindo dos violoncelos que me jogaram do mundo de Vivaldi para o meu mundo pessoal e marcaram o momento exato da concepção da Segunda Sinfonia. Os fortes dós de Vivaldi assumiram uma espécie de qualidade arquetípica, como se me dissessem: aqui é onde devemos começar. Eu sabia que era o início de uma nova obra orquestral. Não me lembro mais dos arpejos de Vivaldi, mas quatro dós graves e fortes são de fato as notas que iniciam a Sinfonia e eles retornam no final da obra. Sua função não é tanto estabelecer o tom, mas atuar como uma espécie de ponto de partida e de retorno’.

As palavras associadas aos quatro movimentos da Sinfonia são, respectivamente, joy, tenderness, gaiety e fantasy.

MICHAEL TIPPETT (1905–98)

Piano Concerto
  1. Allegro non troppo
  2. Molto lento e tranquillo
  3. Vivace
Symphony No. 2
  1. Allegro vigoroso
  2. Adagio molto e tranquillo
  3. Presto veloce
  4. Allegro moderato

STEVEN OSBORNE, piano

EDWARD GARDNER, conductor

LONDON PHILHARMONIC ORCHESTRA

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MP3 | 320 KBPS | 160 MB

Edward Gardner

Listening to these luminous and often electrifying performances, it’s hard to believe that this was music which accrued a reputation for ‘difficulty’: the technical challenges are worn ever so lightly, and Gardner has a wonderful way of spotlighting inner details as well as tapping into the infectious energy which thrums through both works.   Katherine Cooper [Presto Music Classical]

Parte da resenha que pode ser lida integralmente aqui: Osborne já gravou este concerto antes, com Martyn Brabbins e a Royal National Scottish Orchestra (Hyperion), em um conjunto completo de obras de Tippett para piano. Essa versão é excelente; a diferença aqui é Gardner, que sempre obtém uma execução firme e rápida de seus músicos. Isso é mais notável no final do Rondo, que chacoalha até sua alegre conclusão.

A Segunda Sinfonia foi considerada por muito tempo como intocável (uma crítica comum à música de Tippett durante sua vida), por causa de um incidente em sua estreia. Ela começa com repetidos dós graves nas cordas (uma influência de Vivaldi), sobre os quais uma série de frases rítmicas irregulares e sincopadas são ouvidas nos violinos. Na estreia, os violinos bagunçaram sua linha. O maestro Adrian Boult teve que parar e começar a apresentação novamente, pelo que ele graciosamente assumiu total responsabilidade.

Os músicos da LPO brilham quando têm a oportunidade: ouça o solo de trompete lindamente equilibrado no início do movimento lento. Esta música pode ser um pouco sombria se for tocada com muita força, mas Gardner sabe como dar vida a ela de forma vibrante. É uma performance fantástica: o som é de primeira qualidade com um equilíbrio que favorece levemente os instrumentos de sopro, e os violinos também acertam na abertura.

Aproveite!

René Denon

Sir Michael and one of the critics…

PS: Caso tenha gostado desta postagem, talvez queira visitar essa aqui:

Michael Tippett (1905-1998): Concerto para Piano – Prelúdio – Fantasias – Howard Shelley – Bournemouth SO & Richard Hickox ֎

.: interlúdio :. Edu Lobo: Corrupião

.: interlúdio :. Edu Lobo: Corrupião

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Uma obra-prima absoluta da música popular brasileira. Disco há muito tempo fora de catálogo que traz um Edu Lobo (1943) no auge de sua parceria com Chico Buarque. Músicas de Edu, letras de Chico — uma fórmula que gerou muitas belíssimas canções, hoje meio esquecidas pela estupidez da música atual. É complicado saber qual é a melhor faixa deste CD, mas eu me inclino para Valsa Brasileira, Nego Maluco, Choro Bandido, Falando de Amor, Ave Rara e Corrupião, ou seja, citei 7 das 10 músicas… E o time que o acompanha é formado só de craques, é extremamente sofisticado, tocando arranjos maravilhosos. Um disco perfeito! Edu Lobo é um dos patrimônios vivos da música popular brasileira.

Edu Lobo: Corrupião

1 Corrupião
Written-By – Edu Lobo
3:26

2 Frevo Diabo
Written-By – Chico Buarque, Edu Lobo
3:41

3 Valsa Brasileira
Written-By – Chico Buarque, Edu Lobo
3:37

4 Dos Navegantes
Written-By – Edu Lobo, Paulo César Pinheiro
4:36

5 Falando De Amor / Prelúdio N°3
Written-by [Falando De Amor] – Tom Jobim*
Written-by [Prelúdio N°3] – Villa-Lobos*
4:13

6 A Mulher De Cada Porto
Written-By – Chico Buarque, Edu Lobo
3:19

7 Nego Maluco
Written-By – Chico Buarque, Edu Lobo
4:21

8 Sem Pecado
Written-By – Aldir Blanc, Edu Lobo
3:55

9 Choro Bandido
Written-By – Chico Buarque, Edu Lobo
4:03

10 Ave Rara
Written-By – Aldir Blanc, Edu Lobo
5:19

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Edu, o gênio discreto

PQP

J.S. Bach (1685-1750): A Paixão segundo João, BWV 245, “A Grande Paixão Doente” (Parrott)

J.S. Bach (1685-1750): A Paixão segundo João, BWV 245, “A Grande Paixão Doente” (Parrott)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Truffaut criou a categoria dos Grandes Filmes Doentes. A definição desta categoria está no parágrafo a seguir. Na minha opinião, ela serve à Paixão Segundo São João, nitidamente inferior à São Mateus, mas preferida por mim e outros. Na explicação de Truffaut, troquei as palavras relativas ao cinema por outras relativas à música. Por exemplo, troquei filme por obra ou música, diretor por compositor, cinefilia por melofilia, etc. Com a palavra criminosamente alterada, deixo-vos com François Truffaut:

“Abro um parêntese para definir rapidamente o que chamo de uma “grande obra doente”. Não é senão um obra-prima abortada, um empreendimento ambicioso que sofreu erros de percurso. Esta noção só pode aplicar-se, evidentemente, a compositores muito bons, àqueles que, em outras circunstâncias, demonstraram que podem atingir a perfeição. Um certo grau de melofilia encoraja, por vezes, a preferir, na obra de um compositor, sua grande música doente à sua obra-prima incontestada. Se se aceita a ideia de que a perfeição chega, na maior parte das vezes, a dissimular as intenções, admitir-se-á que as grandes músicas doentes deixam transparecer mais cruamente sua razão de ser. Diria, enfim, que a “grande música doente” sofre geralmente de um extravasamento de sinceridade, o que paradoxalmente a torna mais clara para os aficionados e mais obscura para o público, levado a engolir misturas cuja dosagem privilegia o ardil de preferência à confissão direta.”

Esta é uma belíssima versão de minha Paixão preferida. Um timaço!

J.S. Bach (1685-1750): A Paixão segundo João, BWV 245, “A Grande Paixão Doente” (Parrott)

1-1 Part 1. No. 1. Herr, unser Herrscher 8:53
1-2 Part 1. No. 2a. Jesus ging mit seinen Jüngern / 2b. Jesum von Nazareth / 2c. Jesus spricht zu ihnen 2:18
1-3 Part 1. No. 3. O Große Lieb 0:44
1-4 Part 1. No. 4. Auf daß das Wort erfüllet würde 1:04
1-5 Part 1. No. 5. Dein Will gescheh, Herr Gott, zugleich 0:50
1-6 Part 1. No. 6. Die Schar aber und der Oberhauptmann 0:43
1-7 Part 1. No. 7. Aria. Von den Stricken meiner Sünden 4:49
1-8 Part 1. No. 8. Simon Petrus aber folgete Jesum nach 0:15
1-9 Part 1. No. 9. Aria. Ich folge dir gleichfalls 3:39
1-10 Part 1. No. 10. Derselbige Jünger war dem Hohenpriester bekannt 2:47
1-11 Part 1. No. 11. Wer hat dich so geschlagen 1:38
1-12 Part 1. No. 12a. Und Hannas sandte ihn gebunden / 12b. Bist du nicht seiner Jünger einer? / 12c. Er 2:04
1-13 Part 1. No. 13. Aria. Ach. mein Sinn 2:46
1-14 Part 1. No. 14. Petrus, der nicht denkt zurück 1:21
2-1 Part 2. No. 15. Christus, der uns selig macht 1:14
2-2 Part 2. No. 16a. Da führeten sie Jesum / 16b. Wäre dieser nicht ein Übeltäter / 16c. Da sprach PIla 4:10
2-3 Part 2. No. 17. Ach, großer König 1:30
2-4 Part 2. No. 18a. Da sprach Pilatus zu ihm / 18b. Nicht diesen, sondern Barrabam! / 18c. Barrabas ab 1:56
2-5 Part 2. No. 19. Betrachte, meine Seel 2:12
2-6 Part 2. No. 20.Mein Jesu, ach! 7:17
2-7 Part 2. No. 21a. Und die Kriegsknechte flochten eine Krone / 21b. Sei gegrüßet, lieber Jüdenkönig! 5:38
2-8 Part 2. No. 22. Durch dein Gefängnis, Gottes Sohn 0:54
2-9 Part 2. No. 23a. Die Jüden aber schrieen und sprachen / 23b. Lässet du diesen los / 23c. Da Pilatus 4:12
2-10 Part 2. No. 24. Eilt,ihr angefochtnen Seelen 3:35
2-11 Part 2. No. 25a. Allda kreuzigten sie ihn / 25b. Schreibe nicht: der Jüden König / 25c. Pilatus ant 2:02
2-12 Part 2. No. 26. In meines Herzens Grunde 0:59
2-13 Part 2. No. 27a. Die Kriegsknechte aber / 27b. Lasset uns den nicht zerteilen / 27c. Auf daß erfül 3:45
2-14 Part 2. No. 28. Er nahm alles wohl in acht 1:08
2-15 Part 2. No. 29. Und von Stund an nahm sie 1:27
2-16 Part 2. No. 30. Es ist vollbracht! 5:06
2-17 Part 2. No. 31. Und neiget das Haupt und verschied 0:19
2-18 Part 2. No. 32. Mein teurer Heiland, laß dich fragen 4:44
2-19 Part 2. No. 33. Und siehe da, der Vorhang im Tempel zerriß 0:29
2-20 Part 2. No. 34. Mein Herz, in dem die ganze Welt 0:39
2-21 Part 2. No. 35. Zerfließe, mein Herze 6:31
2-22 Part 2. No. 36. Die Jüden aber, dieweil es der Rüsttag war 2:13
2-23 Part 2. No. 37. O hilf, Christe, Gottes Sohn 1:06
2-24 Part 2. No. 38. Darnach bat Pilatum Joseph von Arimathia 2:05
2-25 Part 2. No. 39. Ruht wohl, ihr heiligen Gebeine 8:02
2-26 Part 2. No. 40. Ach Herr, laß dein lieb Engelein 2:04

Performers: Kirkby, Emma (Soprano), van Evera, Emily (Soprano), Iconomou, Panito (Alto), Covey-Crump, Rogers (Tenor), Thomas, David (Bass), Bonner, Tessa (Soprano), Fliegner, Christian (Boy Soprano), Gunther, Christian (Boy Soprano), Trevor, Caroline (Alto), Roberts, Nicholas (Tenor), Tusa, Andrew (Tenor), Charlesworth, Stephen (Bass), Grant, Simon (Bass), Daniels, Charles [Classical] (Tenor), Kooy, Peter (Bass), Tubb, Evelyn (Soprano), Cable, Margaret (Alto), Jochens, Wilfried (Tenor)

Orchestras/Ensembles: Taverner Consort, Taverner Players, Tolz Boys Choir Members

Regência: Andrew Parrott

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O papagaio após soprar um beijo para você

PQP

Antonio Vivaldi (1678-1741): Tito Manlio (Modo Antiquo, Federico Maria Sardelli)

Antonio Vivaldi (1678-1741): Tito Manlio (Modo Antiquo, Federico Maria Sardelli)

Tá bom, Vivaldi afirmou que compôs sua ópera Tito Manlio em apenas cinco dias (a ópera tem 194 min, nesta gravação) para que estivesse pronta para celebrar o casamento do governador de Mântua, o príncipe Philipp de Hessen-Darmstadt, com a princesa Eleanora de Guastalla (a quem a ópera é dedicada). O enredo de desentendimento familiar e raiva sádica parece inadequado para uma celebração de um casamento, e talvez fosse apropriado que a princesa cancelasse a cerimônia antes mesmo de atravessar os muros da cidade. No entanto, o show deve continuar. O Tito de Vivaldi é um cônsul vilão que ameaça arrastar sua filha Vitélia nua pelas ruas de Roma porque ela se recusa a fazer um voto de ódio contra seus inimigos clamando por uma representação justa no Senado. O enredo se passa na antiga República Romana e se desenvolve em torno de conflitos entre sentimento e dever cívico. A fonte é o Livro VIII da História de Roma, de Tito Lívio. Mas a trama foi bastante alterada pelo libretista Matteo Noris. Tito Mânlio está envolvido na guerra contra as cidades latinas que se rebelaram contra Roma. Por isso faz um juramento solene de ódio aos inimigos e exige que seus filhos, Mânlio e Vitélia, além de seus seguidores, façam o mesmo. Vitélia está secretamente apaixonada por um líder latino, Gemínio e, por isso, se recusa a fazer o juramento. Tito a expulsa de Roma e dá ordens severas a seu filho, Mânlio, para que faça uma missão de reconhecimento junto aos latinos, mas não os ataque. Desobedecendo as ordens do pai, Mânlio mata o líder latino Gemínio, apesar ele, Mânlio, de estar apaixonado por sua irmã, Servília. Pela desobediência, Tito condena o próprio filho à morte. Lúcio, um latino aliado de Tito e dos romanos, tentar ajudar Mânlio a escapar da prisão, mas este se recusa a fugir. Antes de ser executado, Mânlio consegue o perdão do pai pela desobediência graças à intervenção de Décio, líder dos centuriões. Também é perdoado por sua amada Servília pela morte de seu irmão. Esse final feliz modifica a história real , descrita por Tito Lívio, segundo a qual Mânlio é, de fato, executado. Sem dúvida, Tito Manlio é uma das melhores obras de palco do Padre Rosso. Federico Maria Sardelli conduz esta gravação de 2005 que seria a da estreia mundial. (Não creio que seja, tenho uma versão dela em vinil sob a regência de Vittorio Negri). Sardelli comanda grandes quantidades de recitativos com sentido e clareza, embora o melhor aspecto de sua performance sejam as caracterizações ousadamente acentuadas do Modo Antiquo, trazidas à vida com muitas cores. A acústica é muito estrondosa, mas mesmo assim funciona. Sardelli captura todos os efeitos orquestrais da partitura de Vivaldi. ‘Se non v’aprite al di’ e ‘Combatta un gentil cor’ estão sensacionais. Solos de violoncelo, acompanhamentos de continuo inventivos, uma marcha fúnebre surpreendente e um solo de viola d’amore de tirar o fôlego (em ‘Tu dormi in tante pene’) contribuem muito. Duas outras árias de Manlio são particularmente notáveis: ‘Sonno, se pur sei sonno’ é uma abertura maravilhosamente sombria para o Ato 3, com acordes de cordas pulsantes e assustadores. ‘Ti lascerei gl’affetti miei’ é um momento sublime de melancolia em tom menor que começa com apenas um par de oboés e fagote antes de evoluir para um lamento profundamente comovente de beleza e sonoridade consideráveis ​​que é eloquentemente moldado por Sardelli. Infelizmente, a performance de Sardelli é prejudicada por cantores que se inclinam para a competência em vez da expressão.

Antonio Vivaldi (1678-1741): Tito Manlio (Modo Antiquo, Federico Maria Sardelli)

Tito Manlio (I), Opera In 3 Acts, RV 738
1.1 Sinfonia: Allegro –
1.2 Andante –
1.3 Presto

1º Akt
1.4 Popoli, Chi È Romano, E Chi Di Roma (1. Akt)
1.5 Quando Tito Ora Giurò
1.6 Di Flegetonte Al Nume
1.7 Per Le Romane Vergini Tu Ancora
1.8 Manlio
1.9 Se Il Cor Guerriero
1.10 Ah Manlio
1.11 Perché T’Amo
1.12 O Dio! Sento Nel Petto
1.13 Liquore Ingrato
1.14 Sì Per Vitellia Io Lascio
1.15 Alla Caccia D’Un Bell’adorato
1.16 Vanne, Amante Felice
1.17 E’ Pur Dolce Ad Un’ Anima Amante
1.18 E Ch’a Geminio
1.19 O Silentio Del Mio Labbro
1.20 Parla, Tenta, E Minaccia
1.21 Orribile Lo Scempio
1.22 E Catene Di Ferro Lo Darò Al Piede
1.23 Parla A Me Speranza Amica
1.24 Volerò A Tito Il Padre
1.25 Di Verde Ulivo
1.26 Bramo Stragi
1.27 Nemico Allor All’Or
1.28 Signor
1.29 L’intendo E Non L’intendo
1.30 Qual Di Pocchi Romani
1.31 Fermatevi
1.32 Parto, Ma Lascio L’Alma
1.33 Che Feci Mai!
1.34 Sia Con Pace, O Roma Augusta

2º Akt
2.1 Dunque L’Occulta, E Grave
2.2 Non Ti Lusinghi La Crudeltade
2.3 Padre: A Te Solo Io Palesar Intendo
2.4 D’improvvisoriede Il Riso
2.5 Manlio, Di Tio Il Filio
2.6 E Questa, Manlio, È Questa
2.7 Dovea, Dunque, Dovea
2.8 Se Non V’Aprite Al Dì
2.9 No: Fermati Signora
2.10 Grida Quel Sangue Vendetta
2.11 Vitellia: Dove?
2.12 Rabbia Che Accendasi
2.13 Mia Servilia
2.14 Manlio: Tito Al Tuo Piede
2.15 Dar la Morte A Te Mia Vita
2.16 Alto Campione
2.17 Vedrà Roma, E Vedrà Il Campidoglio
2.18 Ingrata Roma
2.19 Combatta Un Gentil Cor
2.20 Già Da Forte Catena
2.21 Decio Che Porti?
2.22 Nò, Che Non Morirà
2.23 Amor, Su Queste Labbra
2.24 Andrò Fida E Sconsolata
2.25 Forte Cor: Non Ti Scuota O Prego
2.26 Legga, E Vegga
2.27 Addio
2.28 Povero Amante Cor
2.29 Vanne Perfida, Và
2.30 Frà Le Procelle

3º Ato
3.1 Sonno, Se Pur Sei Sonno (3. Akt)
3.2 Deposta Amor la Benda
3.3 Tu Dormi In Tante Pene
3.4 O Crudo, Indegno Laccio
3.5 Parto Contenta
3.6 Toglie, S’Ella Più Resta
3.7 Chi Seguir Vuol La Costanza
3.8 Servilia: Tu Qui Resti
3.9 Non Mi Vuoi Con Te
3.10 Signora: D’Ogni Intorno
3.11 Brutta Cosa È Far La Spia
3.12 Bella Vitellia
3.13 A Te Sarò Fedele
3.14 No Che Non Vedrà Roma
3.15 Padre, Tito, Signor, A Queste Labbra
3.16 Ingrato Manlio, Ascolta
3.17 Ti Lascierei Gl’Affetti Miei
3.18 O Tu, Che Per Alcide
3.19 Sempre Copra Notte Oscura
3.20 Servilia Viene
3.21 Sinfonia Funebre
3.22 E Qui Servilia?
3.23 Viva Il Martre Del Tebro
3.24 Doppo Sì Rei Disastri
3.25 Non Morì Manlio
3.26 Sparì Già Dal Petto
3.27 Tu Dormi In Tante Pene

Rosa Dominguez (Mezzo-Soprano)
Sergio Foresti (Baritone)
Thierry Grégoire (Counter-Tenor)
Nicky Kennedy (Soprano)
Elisabeth Scholl (Soprano)
Lucia Sciannimanico (Mezzo-Soprano)
Bruno Taddia (Baritone)
Modo Antiquo (Early Music Ensemble)
Federico Maria Sardelli (Conductor)
Davide Livermore (Director)

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Tito Mânlio Torquato condena seu próprio filho à morte.

PQP

Gustav Mahler (1860-1911): Des Knaben Wunderhorn (Otter, Quasthoff, Abbado, BP)

Gustav Mahler (1860-1911): Des Knaben Wunderhorn (Otter, Quasthoff, Abbado, BP)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Des Knaben Wunderhorn (“A Trompa Mágica do Menino”) é uma antologia de antigos poemas alemães e canções folclóricas publicada no início do século XIX, resultado do anseio romântico pelos dias simples do passado. Na época em que Mahler musicou vários deles (entre 1892 e 1901), o Zeitgeist havia mudado, e sua abordagem é quase antirromântica em sentimento. Ele usou oito deles em suas sinfonias e escolheu 13 (frequentemente mudando o texto para seus próprios propósitos) para esta coleção. Essas canções orquestradas falam de amor, vida militar, episódios cômicos, misticismo e, às vezes, de várias temas ao mesmo tempo. A gravação de Dietrich Fischer-Dieskau e Elisabeth Schwarzkopf estabeleceu o padrão por muitos anos — sem esquecer de Tennstedt, Popp e Bernd Weikl –, mas esta nova versão é quase tão boa. Ambos os cantores têm belas vozes, inteligência e compreensão. Expressam as mudanças de humor das canções de forma muito eficaz. Thomas Quasthoff não tem a segurança e a precisão de Fischer-Dieskau, mas chega perto, e Anne Sophie von Otter canta com uma sutileza que rivaliza com Schwarzkopf e com menos humor que Popp. O acompanhamento de Claudio Abbado e da Filarmônica de Berlim é esplêndido, como sempre.

Lieder Nach Gedichten Aus “Des Knaben Wunderhorn”

1 Revelge 7:13
2 Rheinlegendchen 3:21
3 Trost Im Unglück 2:22
4 Verlorne Müh’ 2:42
5 Der Schildwache Nachtlied 6:10
6 Das Irdische Leben 2:52
7 Lied Des Verfolgten Im Turm 3:56
8 Wer Hat Dies Liedlein Erdacht? 2:05
9 Des Antonio Von Padua Fischpredigt 4:03
10 Lob Des Hohen Verstandes 2:32
11 Wo Die Schönen Trompeten Blasen 7:11
12 Der Tambourg’sell 6:53
13 Urlicht 5:44

Baritone Vocals – Thomas Quasthoff (tracks: 1, 3, 5, 7, 9, 10, 12)
Conductor – Claudio Abbado
Mezzo-soprano Vocals – Anne Sofie von Otter (tracks: 2, 4, 6, 8, 11, 13)
Orchestra – Berliner Philharmoniker

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Quasthoff, uma lenda

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Mendelssohn (1809 – 1847): Trios com Piano – Joshua Bell (violino) – Steven Isserlis (violoncelo) – Jeremy Denk (piano) ֎

Mendelssohn (1809 – 1847): Trios com Piano – Joshua Bell (violino) – Steven Isserlis (violoncelo) – Jeremy Denk (piano) ֎

Uma ‘felix’ reunião de grandes músicos…

Os dois trios com piano de Mendelssohn foram compostos no início do romantismo, mas ainda têm raízes no período clássico. Mais ainda o primeiro, em ré menor, composto em 1839, do que o segundo, em dó menor, composto seis anos depois. O segundo tem cores mais sóbrias, parece mais ‘serioso’ do que o primeiro.

Nesta gravação, que reúne três expoentes de cada um de seus instrumentos, temos como bônus uma versão alternativa, original, do andante do primeiro trio.

A propósito de termos um conjunto de solistas atuando numa formação de câmara, é preciso ter um certo cuidado, uma vez que as individualidades podem causar danos ao conjunto. Mas não se preocupe, pois isso não é o caso aqui. Esses três excelentes músicos têm atuado como camaristas em muitas ocasiões e assim temos aqui o melhor dos dois lados. Grandes músicos atuando como um excelente conjunto.

Confabulationes

Sobre a faixa adicional, veja um resumo da explicação que os músicos deram em uma ótima entrevista que você poderá ver na íntegra aqui:

A nova gravação acrescenta mais insights ao processo composicional de Mendelssohn com a adição de uma versão inicial do segundo movimento do Trio em Ré menor, Andante con moto tranquilo. É como ouvir um rascunho da obra finalizada — fascinante, mas faltando algo.

Isserlis persuadiu seus colegas do valor de incluir o movimento no disco. Bell poderou que “isso poderia dar a impressão de que achamos que a versão original é de alguma forma melhor, quando na verdade ele realmente a melhorou. A versão original é historicamente muito interessante.

“Estou feliz que fizemos isso. É fascinante ver como ele começou e então se torna menos convencional conforme ele revisa”, acrescenta Bell.

Felix Mendelssohn (1809 – 1847)

Piano Trio No. 1 in D minor, Op. 49
  1. Molto allegro e agitato
  2. Andante con moto tranquillo
  3. Scherzo: Leggiero e vivace
  4. Finale: Allegro assai appassionato
Piano Trio No. 2 in C minor, Op. 66
  1. Allegro energico e con fuoco
  2. Andante espressivo
  3. Scherzo. Molto allegro quasi presto
  4. Finale: Allegro appassionato
Piano Trio No. 1 in D Minor, Op. 49
  1. Andante con moto tranquillo

Joshua Bell, violin

Steven Isserlis, cello

Jeremy Denk, piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

MP3 | 320 KBPS | 145 MB

They’re in excellent sympathy, yet each has individual qualities to bring to the musical table. Denk is supremely fiery at the piano. Bell offsets him with wonderfully consistent, bright and focused sound, while Isserlis’s duskier tone is full of character, able to growl, glide and take risks at the high jump. [BBC Music Magazine]

Most strikingly, these performances are marked by an impressive spirit of exchange. The three players have different temperaments – and it’s clear, as you listen, that they’ve not erased their personalities. [Gramophone]

What is clear throughout these performances is that this is real chamber music; there’s never any sense of one player trying to dominate his colleagues or to hog the limelight. [The Guardian]

Aproveite!

René Denon

O trio dando uma palhinha para o pessoal do PQP Bach no dia da entrevista…

Schubert (1797-1828): Die schöne Müllerin D. 795 – Julian Prégardien (tenor) – Kristian Bezuidenhout (fortepiano) ֎

Schubert (1797-1828): Die schöne Müllerin D. 795 – Julian Prégardien (tenor) – Kristian Bezuidenhout (fortepiano) ֎

Der Apfel fällt nicht weit vom Apfelstamm

Quando ouvi este disco lembrei-me do ditado ‘The apple does not fall far from the apple tree’. Uma versão mais tropicalista seria: ‘A banana não cai longe da bananeira’. Mas, não ficou como eu queria, bananas dão em cachos e não caem tão facilmente das bananeiras. Além disso, o adágio me ocorreu devido a um caso de pai e filho. Assim, escolho definitivo: ‘O mamão não cai longe do mamoeiro’!

JP

O cantor Julian Prégardien é filho de Christoph Prégardien, um tenor que se destacou nas gravações de música barroca com grupos de instrumentos e práticas de época. Foi evangelista para metade das gravações das Paixões no auge de sua carreira. Metade talvez seja exagero, mas quem é do ramo entende o que estou falando. Numa outra frente de atuação, se destacou como cantor de Lieder – suas gravações dos ciclos de Schubert, por exemplo, são reconhecidas como basilares.

A Bela Moleira…

O ciclo da Bela (e ingrata) Moleira ele gravou duas vezes, acompanhado ao piano moderno e também acompanhado ao pianoforte, com o famoso Andreas Staier. Mas, como queremos novidades e um disco de Lieder por vez é suficiente, vamos de Julian, que faz uma interpretação ousada, que achei bonita e instigante. A voz é bela, ele canta como se tudo fosse fácil e o acompanhamento, aos cuidados de Kristian Bezuidenhout, é espetacular. O instrumento é ‘de época’, uma cópia de um pianoforte Graf, de 1825 e que soa maravilhosamente. Além disso, ao ouvir o disco do pai, com o acompanhamento de Staier, gravado em 1991, nos damos conta de como as técnicas de gravação evoluíram.

Resumindo, se você já conhece o ciclo da Bela (e malvada) Moleira, vai gostar de ouvir uma nova interpretação. Se você ainda não conhece e pretende ganhar mais familiaridade com este gênero musical, esse disco é uma excelente porta de entrada.


FRANZ SCHUBERT (1797-1828)

Die schöne Müllerin D. 795

A Bela Moleira

1 | Das Wandern 2’23
2 | Wohin? 2’19
3 | Halt! 1’26
4 | Danksagung an den Bach 2’26
5 | Am Feierabend 2’42
6 | Der Neugierige 3’58
7 | Ungeduld 2’42
8 | Morgengruß 4’55
9 | Des Müllers Blumen 3’50
10 | Tränenregen 4’18
11 | Mein! 2’16
12 | Pause 5’13
13 | Mit dem grünen Lautenbande 2’00
14 | Der Jäger 1’05
15 | Eifersucht und Stolz 1’27
16 | Die liebe Farbe 4’04
17 | Die böse Farbe 2’01
18 | Trockne Blumen 4’10
19 | Der Müller und der Bach 4’33
20 | Des Baches Wiegenlied 7’43

Julian Prégardien, tenor

Kristian Bezuidenhout, fortepiano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

MP3 | 320 KBPS | 151 MB

À data da sua morte prematura aos 31 anos, em 1828, Franz Schubert havia já produzido um legado de cerca de 600 Lieder – genero do romantismo alemão que une, intrinsecamente, poesia e música. A Bela Moleira, o primeiro grande ciclo do compositor austríaco, reúne poesia de Wilhelm Müller (poeta, filologista e historiador) e proporciona uma viagem bucólica que oscila entre um otimismo naïve e a angústia e o desespero perante um amor não correspondido.

Trechos de uma resenha que pode ser lida na íntegra aqui: Perhaps what really stands out in this performance for me is the deep range of emotions that are brought about between songs; Prégardien’s voice can get soft and demure then can rise beyond the expectations for dynamics and several times almost switches to speaking the text. His range of vocal style I think is so well done to convey the emotional material in the songs. That combined with slowing things down before rallying the tempo up again are such welcome surprises. […] Among my favorite songs are Mein! and Der Jäger. Both do not disappoint under Prégardien and Bezuidenhout. It’s still hard for be to believe Schubert’s ability as a composer of these songs at the young age of twenty-six. […]
For me, this new recording forced me to hear these songs as if they were new. […] The quiet intensity in Die Liebe Farbe is hauntingly well done. And yes—I think Julian has outdone his own father, the lyric tenor Christoph Prégardien (who partnered with Andreas Staier) in this new recording.

Aproveite!

René Denon

Uma palhinha, mas o acompanhamento é outro…

O pessoal do Departamento de Artes do PQP Bach Coorp, prestativo como sempre, encontrou essa ilustração da Bela Moleira…