Franz Xaver Scharwenka (1850-1925): Peças para piano Volume 3

Franz Xaver Scharwenka (1850-1925): Peças para piano Volume 3

Neste terceiro CD da série dedicada ao grande pianista, compositor e professor Xaver Scharwenka (1850-1924) a gravadora Hyperion selecionou mais nove peças sempre com a competente interpretação da pianista turca Seta Tanyel. As peças que abrem este CD são quatro Danças Polonesas, Op 58, foram compostas quando Scharwenka estava no auge de seu poder criativo. Em contraste com seus trabalhos anteriores neste gênero, essas peças fazem um maior uso de harmonias cromáticas e modulações avançadas, mostrando maior maturidade do compositor, não são apenas meras referências às mazurcas de Chopin. Embora Scharwenka não fosse o nacionalista ardente há talvez uma referência irônica ao hino polonês na última peça deste conjunto. Já o Scherzo em sol maior, Op 4 (1869) é uma peça cheia de exuberância juvenil e um bom exemplo da capacidade de Scharwenka de compor de forma eficaz para sua própria exibição como virtuoso sem sacrificar o verdadeiro conteúdo musical. O pianista não recebe trégua enquanto a peça se desenrola, terminando com uma onda espetacular de dificílimas oitavas quebradas. O século XIX foi a idade de ouro dos grandes pianistas virtuosos que eram obrigados pela tradição a compor música para tocar em seus próprios concertos. Durante a primeira metade do século, em particular, muita música foi escrita principalmente para simples exibição de virtuosismo do intérprete e continha todas as dificuldades técnicas imagináveis. Um grande número de fantasias, rondós e conjuntos de variações sobre as melodias populares apareceram, que foram alvo de críticas muito negativas de músicos e compositores sérios, representados em particular por Robert Schumann. Scharwenka não foi exceção, criou obras para não ficar de fora da dita moda dos pianistas “malabaristas”. A Barcarolle em Mi menor Op 14 é uma peça curta composta no início da década de 1870. Scharwenka usa seu conhecimento profundo do piano com um bom efeito, com uma rica linha melódica acima de um constante e ondulante acompanhamento, peça bem bonita. A obra Novelette und Melodie, Op 22, (1875), encontamos alguma evidência aqui da influência de Schumann, particularmente na Novelette mais enérgica, em contraste direto, a simplicidade do Melodie cria um ar de tranquilidade zen. Com exceção de suas Danças polonesas, Variations para Piano, Op 48, foi provavelmente o trabalho mais popular de Scharwenka durante sua vida. Ele certamente tocava em seus concertos e, em 1919, foi interpretado pelo jovem Claudio Arrau em Berlim, em um concerto para celebrar o quinquagésimo aniversário de Scharwenka como artista, as Variações são um excelente trabalho de grande criatividade. Divirtam-se !

Peças para piano Volume 3

01 Polish Dance op 58 n01
02 Polish Dance op 58 n02
03 Polish Dance op 58 n03
04 Polish Dance op 58 n04
05 Scherzo in G major op 4
06 Barcarolle in E minor op 14
07 Novelette und melodie op 22 – Novelette
08 Novelette und melodie op 22 – Melodie
09 Variations for piano op 48

Piano – Seta Tanyel

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Seta Tanyel e Xaver, El Bigodon.

Ammiratore

.:interludio :. Cannonball Adderley – Somethin Else (1958)

Provavelmente um dos melhores discos da história do Jazz, ‘Somethin´ Else’ é um primor, uma verdadeira obra prima, um daqueles momentos de inspiração únicos, apesar de que em se tratando desta turma aqui, estes momentos de inspiração eram bastante comuns.
Desde os primeiros momentos de ‘Autumm Leaves’ já entendemos que o vem pela frente é peso pesado, que ninguém aqui está brincando em serviço. Tenho certeza de que boa parte de nossos leitores conhecem esse CD, e quem não o conhece, por favor, não percam tempo baixem e ouçam e assim os senhores terão a confirmação do que estou dizendo.
Miles Davis aqui é um convidado, o dono da bola aqui é o saxofonista Cannonball Adderley, um monstro, um gigante, não tenho superlativos para aplicar a este músico. Não por coincidência, Miles traria o mesmo Cannonball para ajudar a gravar seu disco seminal, sua obra prima absoluta, aquele que para muitos é o melhor disco já gravado na história do jazz, o clássico “Kind of Blue”.

Cannonball Adderley – Somethin Else (1958)

01. Autumn Leaves
02. Love for Sale
03. Somethin Else
04. One for Daddy-O
05. Dancing in the Dark

Julian “Cannonball” Adderley – Alto Saxophone
Miles Davis – Trumpet
Hank Jones – Piano
Sam Jones – Bass
Art Blakey – Drums

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Claudio Monteverdi (Itália, 1567- 1643) – L’incoronazione di Poppea – The English Baroque Soloists, dir. John Eliot Gardiner

L’incoronazione di Poppea

Claudio Monteverdi (Itália, 1567- 1643)

 

The English Baroque Soloists
dir. John Eliot Gardiner

1996

Considerada uma das 10 melhores óperas barrocas com respectivas gravações, pela revista Gramophone em 2013. [5º lugar]

Estreia
Veneza 1643

Libreto
Giovanni Busenello

Antecedentes
Acredita-se que esta seja a primeira ópera baseada em fontes históricas e não mitológicas (o seu enredo e personagens são retirados das obras de Tácito e Suetónio), e a sua linha condutora é uma admirável mistura de disposições emocionais – cómica e trágica, romântica e cínica, idealista e pragmática. Da época de Monteverdi chegaram-nos duas versões da partitura e dez do libreto: as diferenças entre as várias versões chegaram mesmo a fomentar uma grande controvérsia académica e muitos ainda acreditam que a música de Otão e o dueto final entre Nero e Popeia não são da autoria de Monteverdi.

A Coroação de Popeia
Das dezoito óperas de Cláudio Monteverdi mencionadas pelas crónicas, apenas três chegaram completas aos nossos dias. Três verdadeiros exemplos do génio dramático e musical de Monteverdi e da sua seconda prattica. Estreada no ultimo ano da sua vida, em 1643, a Coroação de Popeia é já uma obra madura e de perfeita consolidação do novo estilo, nascido havia já 50 anos – um estilo que emancipava uma linha melódica principal, libertando-a da complexa malha de vozes da polifonia renascentista, crucial para o surgimento da ópera. Para além disso, A Coroação de Popeia é a primeira ópera baseada em fontes históricas e não mitológicas (o seu enredo e personagens são retirados das obras de Tácito e Suetónio). Com libreto de Busenello, o tom da peça é constituído por uma admirável mistura de disposições emocionais – cómica e trágica, romântica e cínica, idealista e pragmática. É igualmente notável que nesta ópera a situação trágica não se desenlace na consumação da moral convencional – Nero, tirano, irascível, mas apaixonado, faz o seu amor triunfar, sem que nenhuma entidade justiceira intervenha para restituir a felicidade às vitimas das suas acções. Um herói sem escrúpulos que não olha a meios para atingir os fins pretendidos.

Da época de Monteverdi, chegaram-nos duas versões da partitura e dez do libreto: as diferenças entre as várias versões fomentaram uma grande controvérsia académica, e muitos acreditam que a música de Otão e o dueto final de Nero e Popeia não são da autoria de Monteverdi.

A versão apresentada no Mezza-Voce é uma co-produção do Festival de Glyndebourne com os PROMS, apresentado em versão semi-cénica no Royal Albert Haall dia 31 de Julho de 2008 e como um elenco encabeçado por Danielle de Niese como Poppea, Alice Coote como Nero, Christophe Dumaux como Otão, Tamara Mumford como Octávia e Paolo Battaglia como Séneca, entre outros. O Coro do Festival de Glyndebourne e a Orquestra do Iluminismo são dirigidos por Emmanuelle Haïm.

Resumo

• Prólogo
No prólogo, as figuras da Fortuna, da Virtude e do Amor discutem entre si qual das três tem maior poder sobre a humanidade. O Amor reclama para si a vitória e para o justificar decide contar a seguinte história:

• 1.º Acto
Roma, por volta do ano de 55 d.C. Otão regressa da guerra para descobrir que a sua mulher, a bela mas ardilosa Popeia, o trocou pelo tirânico imperador Nero. Apesar dos sábios conselhos do filósofo Séneca, Nero resolveu livrar-se da sua mulher Octávia e fazer de Popeia a sua nova imperatriz. Octávia pede ajuda a Séneca, antigo professor de Nero. Octávia pede a Séneca que a ajude junto do Senado e ele acede. Depois de um discurso onde é exposta a decadência da nobreza, Séneca vai pedir explicações a Nero sobre a sua conduta indecorosa. Irascível, o Imperador corta relações com Séneca. Entretanto, Otão, movido pelos ciúmes, desabafa com Drusila, uma senhora da corte que está apaixonada por ele. Otão quer ver Popeia punida… Popeia deve morrer.

• 2.º Acto
No início do segundo acto Mercúrio anuncia a morte eminente de Séneca. O filósofo não aprova a conduta do seu antigo discípulo e por isso ao confrontar o Imperador passou a ser considerado incómodo. É abordado por um membro da guarda imperial que lhe leva uma ordem de Nero: Séneca deve suicidar-se. Os amigos do filósofo tentam convencê-lo a fugir, mas Séneca recusa e cumpre as ordens do imperador.

Entretanto, não sai da cabeça de Otão a ideia de se vingar de Popeia. Otão é abordado pela imperatriz Octávia que, obviamente o apoia fazendo despertar nele um desejo de vingança ainda maior. Popeia merece realmente a morte por tal ultraje. Otão pede ajuda a Drusila que lhe empresta roupas suas para ele se disfarçar.

Nos seus aposentos, Popeia já se sente imperatriz. Arnalta adverte-a para o afã desenfreado do poder e tenta adormece-la. É assim que Otão se vai introduzir no quarto da sua ex-mulher para levar a cabo o assassinato. Quando se prepara para matar Popeia, esta é acordada pela figura do Amor que assim evita o assassinato.

• 3.º Acto
O plano de Otão e Drusila foi frustrado. O terceiro acto começa com a prisão de Drusila. Diante os interrogadores, Drusila assume todo o plano por amor a Otão o que o leva a confessar a sua culpa e a declarar a reciprocidade de sentimentos por Drusila. Otão, Drusila e Octávia são condenados ao exílio pelo imperador.

Depois disto, Nero e Popeia têm finalmente caminho livre para se casarem. Octavia despede-se de Roma e Popeia é coroada imperatriz. (http://www.rtp.pt/antena2/argumentos-de-operas/letra-m/-claudio-monteverdi_1821_1822)

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As 41 faixas podem ser vistas aqui.

L’incoronazione di Poppea – 1996
The English Baroque Soloists
dir. John Eliot Gardiner

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XLD RIP | FLAC | 828 MB

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MP3 | 320 KBPS | 539 MB

powered by iTunes 12.8.0 |  3 h 11 min

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Boa audição!

Avicenna

PS – A seguir, o link da faixa 1, disco 1, com nome de faixa menor de 256 dígitos: https://1drv.ms/u/s!Aj7AlViriTxygaMPxvGebEGnkdbZog

 

Carolus Hacquart (1640-1701): Canções e Sonata

Carolus Hacquart (1640-1701): Canções e Sonata

Recebemos este CD do pequepiano WMR. Agradecemos.

O barroco é enorme, inacabável. Sempre tem mais um compositor, mais uma obra. Acho que nas bibliotecas da Europa há anões que invadem à noite os setores de manuscritos, escrevendo mais e novas composições barrocas geniais.

Carolus Hacquart foi um compositor e músico flamengo. Ele se tornou um dos mais importantes compositores do século XVII em seu país e possivelmente também trabalhou na Inglaterra. Como seus pintores, os flamengos da época foram mais seculares do que sacros, mas civis do que religiosos. Em outras palavras, foram mais felizes. Uma pena que a maior parte de sua obra foi perdida.

Carolus Hacquart (1640-1701): Canções e Sonata

1 Sonata quinta a tre (Harmonia parnassia)
2 Miser es (Cantonies sacrae, I)
3 Sonata Nona a quattro (Harmonia parnassia)
4 Sonata ottava a quattro (Harmonia parnassia)
5 Domine quae est fiducia tua (Cantonies sacrae, III)
6 Sonata prima a tre (Harmonia parnassia)
7 Nunc loquar, Domine (Cantonies sacrae, VII)
8 Sonata sesta a tre (Harmonia parnassia)

Stephan Van Dyck
Céline Scheen
Dirk Snellings
Ensemble Clematis

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Eu adoro Brueghel. Então, como o compositor também é flamengo…

PQP

Bohuslav Martinu (1890-1959) – Double Concertos for Violin & Piano, Rhapsody-Concerto for Viola & Orchestra

Cá estou eu, FDPBach, explorando mares desconhecidos, adentrando no século XX, com um pouco de resistência talvez, mas aberto à diferentes possibilidades e sonoridades, principalmente.
Primeiramente, permitam-me justificar minha ausência, ou presença pouco constante, desde as festividades de aniversário do PQPBach: problemas alheios à minha vontade, de ordem estritamente pessoal, tem me impedido de frequentar com mais frequência estas paragens, sobrecarregando assim meus queridos e estimados colegas, principalmente nosso mentor, PQPBach, e nosso Mestre Avicenna. Já expliquei a ambos os motivos e razões de minha ausência constante, e ambos, condescendentes e solidários, por que não assim o dizer, têm se esforçado a cobrir a parte que me cabe neste latifúndio. mas tenho ouvido muita música, podem ter certeza. Esta faz parte de minha vida, e assim o será, até o final de meus dias.
Mas comentei acima que com esta postagem estou adentrando em mares nunca dantes navegados. Creio que até ter acesso a este cd recém lançado do selo Pentatone, nunca antes havia ouvido alguma obra de Martinu. Mas os sobrenomes dos intérpretes me chamaram a atenção: tanto o das irmãs Kodama, Mari Kodama é uma grande intérprete de Beethoven, e as irmãs Nemtanu, conhecia apenas a Sarah.
A proposta do CD é interessante: obras compostas para dois instrumentos, a saber, Piano e Violino, e as solistas são irmãs. E ainda temos uma Rapsódia para Viola e Orquestra, para alegria de nosso colega Bisnaga, que confessou entre nós ser ser um violista amador. A modéstia o impede de nos dar uma palhinha, mostrar todo o seu talento. Sabemos também que sua rotina de trabalho é exaustiva: vida de professor não é fácil.
Mas chega de falar bobagem: apresento então para os senhores Boheslav Martinu, nice to meet you, too. O texto abaixo foi retirado do booklet do CD:

An Undogmatic Nomad
Thoughts on Concertante Works by Bohuslav Martinů
“A slice of heaven is revealed in each of his pieces.” This wonderful and eloquent sentence was once uttered by Bohuslav Martinů’s wife, Charlotte. It set the tone for music that had been exposed for decades to an abundance of extremely heterogeneous influences and role models, ranging from Honegger, Stravinsky and Neoclassicism, through jazz, to English madrigals. However, this is music that not only sought its own path, but definitely found it. Music that, thanks to its daring individuality and courage, has finally earned its place in the limelight. For Martinů is undoubtedly one of the most important composers of the 20th century; and his numerous and extremely diverse works are still capable of stirring us in the 21st century, as members of an insecure society that is continually questioning the key challenges facing humanity. And to which Martinů gave a foresighted answer back in 1956: “The artist is always searching for the meaning of life, both of his own and of that of the human race; searching for the truth. A system of insecurity has invaded our everyday lives. We must protest against the pressure to favour mechanization and uniformity to which our daily life is subjected; and the artist has only one means of expressing this – in his music.”

The eternal emigrant

Martinů led an adventurous life. Born on December 8, 1890 in Polička, Bohemia, he received a scholarship to enter the Prague Conservatoire at the age of 16, where he studied the violin. However, his years of study – which later included both organ and composition – did not
constitute a glorious chapter in his life; he was not content to keep to academic rules and regulations and was expelled from the conservatoire in 1910 for “incorrigible negligence.” Nevertheless, in 1912 he managed to graduate at his second attempt. During World War I, Martinů was exempted from military service, and returned to Polička to teach the violin. In 1920, he became a violinist in the most important Czech orchestra – the Czech Philharmonic.
His first compositions were a success, and in 1922 Martinů entered Josef Suk’s composition class. However, just one year later, he set off to Paris with a travel grant in his pocket in order to continue studying composition under Albert Roussel – and to seek new impulses. His stay there, which was originally planned for three months, finally turned into 17 years. Following initial difficulties, this was a highly successful period for Martinů: many of his works were also performed in international concert halls; he received a number of awards; and his artistic career was followed with interest by influential conductors, including Paul Sacher. He also found happiness in his private life after marrying a French woman, Charlotte Quennehen. Martinů had a good reputation in the world of music; but in June 1940, the happy days in Paris came to an abrupt end. When the German Wehrmacht invaded France and occupied Paris, Martinů was forced to flee across southern France, Spain and Portugal to the USA, where he and his wife finally ended up in March 1941. This proved to be a wise decision, as the Nazis issued a performance ban on his works shortly after invading Czechoslovakia. Martinů was able to take only four of his manuscripts with him, the rest he was forced to leave behind in Paris.

Thanks to his contact with Serge Koussevitzky, the composer quickly established himself in his new home. He settled down to write a total of six symphonies and, above all, numerous concertos, including the Concerto for Two Pianos and Orchestra H. 292, the Concerto for Two Violins and Orchestra H. 329 and the RhapsodyConcerto for Viola and Orchestra H. 337. Thus the recording at hand provides a concentrated overview of Martinů’s activities as a composer in the United States. Yet all these artistic achievements were able only to assuage his homesickness, not to resolve the problem. Plans for a return to the Czech Republic after the war ended were scrapped due to political reasons, and a serious accident at the Berkshire Music School left Martinů with serious consequences for the rest of his life – he was left deaf in one ear and suffering from balance issues. When he journeyed to Europe in 1948, he decided not to visit Czechoslovakia as the communists were now in power in his country. In the early 1950s, Martinů dedicated himself once again to composition; and in 1952, he became an American citizen. Nevertheless, the following year he finally turned his back on his adopted country to return to Europe. After first sojourning in France and Italy, he accepted an invitation from Paul Sacher to settle on his estate near Basel, where he finally died on August 28, 1959. A life-long emigrant on an artistic quest, he was never able to completely tear himself away from his homeland.

The quester

In his works, Martinů continued in the great Czech traditions as set out by Smetana, Dvořák, Fibich and Janáček – albeit under his own steam. He was a truly prolific composer, writing more than 400 compositions, including 31 concertos and concertante works; a prolific writer of high quality, who composed with great speed, absolute stylistic command, and above all with undogmatic creativity. The BärenreiterVerlag is in the process of publishing a historical-critical complete edition, which will finally comprise about 100 volumes. As the publishing situation is highly complex in Martinů’s case, this also marks a decisive milestone with regard to the world-wide diffusion of his œuvre, as “many works are available only in inadequate first editions of over 50 years old, many of which include unauthorized editing. Some works were never even properly typeset; instead, they were distributed by the publishers in transcriptions, or even in the form of reproductions of the composer’s rather illegible manuscripts” (Bärenreiter website).

Concerto for Two Pianos and Orchestra H. 292

The 20th century saw the emergence of a number of outstanding works for the unusual combination of two-piano concertos, created by great composers such as Francis Poulenc, Béla Bartók and Igor Stravinsky. Martinů composed his Concerto for Two Pianos and Orchestra in a very short period of time, from January 3 to February 23, 1943. As he stated: “I have used the pianos for the first time in the purely ‘solo’ sense, with the orchestra as accompaniment, the form is free; it leans rather toward the concerto grosso. It demands virtuosity, brilliant piano technique and the timbre of the same two instruments calls forth new colours and new sonorities.”
Mari Kodama agrees that the piano parts provided by Martinů are extremely difficult – and not only for Genia Nemenoff and Pierre Luboschutz, the pianists who commissioned the work and gave the world première in Philadelphia on November 5, 1943: “As a pianist, you really need to be highly concentrated in order to understand the complexity!”. Influenced by the Baroque concerto grosso (as in his Concerto for Two Violins and Orchestra H. 329), Martinů deploys the orchestra as a counterpart to the two pianos. The first movement is a rhythmic and pianistic tour de force, during which both pianos are almost permanently on the go: high-speed toccata fireworks. The slow middle movement is introduced by a cadenza that Mari and Momo Kodama acknowledge as possessing a well-nigh “cutting irony”. As it contains very few bar line indications, all solo instruments have a great amount of freedom. After this haven of tranquility, the brilliant Rondo finale once again sets lashings of local musical “dust” aswirl. Hartmut Becker even remarked on a “tendency to emphasize the Czech atmosphere”. To quote Martinů: “The work was written under terrible circumstances, but the emotions it voices are not those of despair, but rather of revolt, courage and unshakable faith in the future.”

Concerto for Two Violins and Orchestra H. 329

Martinů wrote the concerto between May and June 1950 following a commission from the twin prodigies, Gerald and Wilfred Beal, who were subsequently the soloists at the première in Dallas on January 14, 1951. Despite the large-scale orchestra required for this work, the concertogrosso style is ever-present. The three-movement concerto thrives on the extraordinary virtuosity of the solo instrument parts. In the first movement, dashing runs and highly complex double-stops, which increase even to quadruple-stops, raise the bar to extreme heights, expanding the sound space considerably. In the middle movement, the two soloists alternate the melodic leadership. The euphonious music of the final movement once again gives the solo violins the opportunity to fully display their virtuosity.

Rhapsody-Concerto for Viola and Orchestra, H. 337

In his viola concerto, Martinů distances himself from the echoes of the concerto grosso form. He wrote the composition, which was commissioned by the Ukrainian violist Jascha Veissi, between March 15 and April 18, 1952. This work again demonstrates how Martinů managed to cater to the individual wishes of his “clients”. The piece demands virtuoso playing, without making any sacrifices in substance.
As the composer himself later stated, he went through a development that led him away from “geometry” in the direction of “fantasy”. To quote the great Martinů-expert, Aleš Brezina, here “his ability to build up extensive lyrical passages ending in strong catharsis reaches its first peak.” The two-movement work is characterized by inner peace and modesty; harmonic oscillation and simple melodies go hand in hand. In the compelling conclusion of the concerto, Martinů returns with the listener to his own childhood, when he “used to march around the gallery of the church tower in Polička, drumming away on his small drum”. The artistic nomad is finally settling down. And a slice of heaven is revealed to the listener.

Martinů Double Concertos

01. Concerto No. 2 in D Major for 2 Violins, H. 329 I. Poco allegro
02. Concerto No. 2 in D Major for 2 Violins, H. 329 II. Moderato-III. Allegro con brio-Vivo

Sarah Nemtanu & Deborah Nemtanu – Violins
Orchestre Philharmonique de Marsaille
Lawrence Foster – Conductor

03. Rhapsody-Concerto, H. 337 I. Moderato
04. Rhapsody-Concerto, H. 337 II. Molto adagio-Allegro

Magali Demesse – Viola
Orchestre Philharmonique de Marsaille
Lawrence Foster – Conductor

05. Concerto for 2 Pianos, H. 292 I. Allegro non troppo
06. Concerto for 2 Pianos, H. 292 II. Adagio
07. Concerto for 2 Pianos, H. 292 III. Allegro

Mari Kodama & Momo Kodama – Pianos
Orchestre Philharmonique de Marsaille
Lawrence Foster – Conductor

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Bohuslav Martinu

 

Henry Purcell – The Fairy Queen – The Monteverdi Choir & The English Baroque Soloists. Dir. John Eliot Gardiner

The Fairy Queen

Henry Purcell (Inglaterra, 1659-1695)

The Monteverdi Choir
The English Baroque Soloists
.
Dir. John Eliot Gardiner

1982

Considerada uma das 10 melhores óperas barrocas com respectivas gravações, pela revista Gramophone em 2013. [6º lugar]

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Estreia
Teatro Real dos Jardins de Dorset, em 1692

Antecedentes

William Shakespear nem sempre foi a figura reverenciada que é hoje em dia, mesmo na Inglaterra. Em 1662, depois de uma das raras apresentações de Um Sonho de Uma Noite de Verão, Samuel Pepys, um dos acadêmicos mais influentes da Inglaterra do séc. XVII, declarou ter assistido à peça de teatro “mais insípida e ridícula” que ele alguma vez vira.

Cerca de 30 anos mais tarde, o sentimento em relação a esta peça parece ter mudado radicalmente. Um Sonho de Uma Noite de Verão, ressurgia como uma semi-ópera, de nome The Fairy Queen. De fato, Fairy Queen, de Henry Purcell, era precisamente o tipo de espectáculo que o público de Londres ansiava. No tempo de Purcell, eram os atores que resistiam à ideia de ópera tal como nós a conhecemos – não viam com bons olhos que os cantores desempenhassem os papeis principais e por isso criticavam a ousadia de Purcell. A verdade é que pouco resta da métrica shakespereana nesta adaptação que julga-se ter sido feita pelo ator e encenador Thomas Betterton.

Em Fairy Queen, tal como era tradição nos dramas restaurados, a música surge numa série de masques, ou divertimentos, cuja função é comentar e sublinhar o tema da peça – neste caso: o amor e o casamento. Com o desenrolar da música, podemos viajar até à produção original de Fairy Queen, no Teatro Real dos Jardins de Dorset, no ano de 1692 – uma produção tão cara, que segundo um cronista da época “terá agradado a todos os que a ela assistiram, excepto à própria companhia que terá ganho muito pouco com esta semi-ópera”.

Resumo
Lisandro e Demétrio estão apaixonados por Hérmia; Helena ama Lisandro, mas está prometida a Demétrio. Então, Lisandro e Hérmia fogem, envenenados pelos outros. Fogem, claro está, para o mundo encantado de Titania, a rainha das fadas – um mundo onde as poções são tão poderosas que até podem fazer com que uma rainha se apaixone por um burro. Oberon pede a Puck que venha até ao mundo das fadas para olhar por Titania. Esta, depois de alertada por uma das suas fadas, fica furiosa e enfrenta Puck.

No 3º ato, instala-se a confusão: Puck dá uma poção de amor a Lisandro, enquanto Oberon dá a mesma poção a Titania. Depois de acordar, Titania apaixona-se pela primeira criatura que lhe aparece à frente. A criatura é Botton – o da cabeça de burro! Apaixonada, Titania ordena que se inicie uma masque. As criaturas deste mundo encantado juntam-se todas numa grande dança. Titania está sob o feitiço da poção de Oberon e apaixonou-se por Botton. Também os mortais são afetados pelos feitiços: Hérmia e Lisandro; Helena e Demétrio.Entretanto Titania acorda e reconcilia-se com Oberon – o feitiço desfez-se. Para celebrar, entoam um hino de louvor ao sol nascente. Segue-se a masque para o aniversário de Oberon com canções de louvor à Primavera, ao Verão, ao Outono e ao Inverno. Puck verteu a poção mágica sobre os olhos de Lisandro para que ele se apaixonasse outra vez por Hérmia, e para que tudo voltasse a ser como era. E assim acabou o 4º ato desta semi-ópera de Henry Purcell, The Fairy Queen.

E assim, aproximamo-nos do grande final – onde fadas e mortais partilham as suas alegrias.

Estamos na corte de Theseus, prestes a assistir a dois casamentos: o de Hérmia com Lisandro; e o de Helena com Demétrio. Entretanto Oberon, para convencer Theseus de que possui poderes mágicos, convoca Juno que aparece numa carroça puxada por pavões. Segundo as indicações de cena originais, é suposto estarmos num jardim oriental onde tudo é exótico: a arquitetura, as árvores, os frutos, as plantas e os animais. Tudo tem que ter o aspecto de não pertencer a este mundo. Neste cenário, os pássaros voam e uma fonte tem que jorrar água que deve cair para uma enorme bacia.  Enquanto assistimos à dança de seis macacos, surge o deus Hymen, que quando se convence do amor daqueles dois casais faz com que as tochas se acendam e com que dos vasos de porcelana chinesa cresçam enormes laranjeiras carregadas de flores.

Perante a alegria geral, fica no ar a frase: “cada vez que o sol nascer que seja para vocês um novo dia de casamento, cada vez que o sol se ponha, uma nova noite de núpcias.” (http://www.rtp.pt/antena2/argumentos-de-operas/letra-p/henry-purcell-_1933_1918)

As 60 faixas podem ser vistas aqui.
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Henry Purcell – The Fairy Queen – 1982
The Monteverdi Choir
The English Baroque Soloists
Dir. John Eliot Gardiner

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XLD RIP | FLAC | 576 MB

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MP3 | 320 KBPS | 301 MB

powered by iTunes 12.8.0 |  2 h 18 min

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Boa audição!

Avicenna

John Adams (1947): City Noir

John Adams (1947): City Noir

IM-PER-DÍ-VEL !!!

City Noir foi uma encomenda conjunta da Los Angeles Philharmonic Association, da London Symphony Orchestra, da Cité de la Musique, mais The Zaterdag Matinee e Toronto Symphony Orchestra. Adams deve ter gostado, é claro. Segundo o compositor, a principal inspiração para a peça é o trabalho do historiador Kevin Starr sobre a Califórnia urbana no final dos anos 1940 e início dos anos 1950. Adams caracteriza o trabalho como “música sinfônica flexionada pelo jazz”, citando o francês Darius Milhaud como criador dessa tendência. A peça, em 3 movimentos, apresenta solos para saxofone alto, trompete, trombone, trompa, viola e contrabaixo. O resultado é muito bom, cheio de um charme indefinível que mistura coisas que poderiam estar em filmes dos anos 40 e 50 e outras bem mais modernas. O crítico Richard Morrison citou a grande energia e as referências a um gênero cinematográfico particular — o filme noir. “A inquietude, o prazer sarcástico da angústia urbana familiar às histórias de Hammett e Chandler escoam por City Noir como uma mancha escura”. A obra é inundada de saudades de um passado mais elegante em que o jazz estava na ordem do dia. A manipulação de Adams de suas memórias musicais é ao mesmo tempo afetuosa e deslumbrante. Ela pode parecer passadista, mas sabe exatamente para onde está indo.

John Adams (1947): City Noir

1 The City and its Double
2 The Song is for You
3 Boulevard Night

Los Angeles Philharmonic
Gustavo Dudamel

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Gustavo Dudamel e John Adams comemoram a classificação do Inter para a Libertadores 2019 em vaga direta.

PQP

Leonardo Vinci (Itália, 1690 – 1730): Artaserse – Concert Köhn, dir. Diego Fasolis – 2012

Artaserse
Leonardo Vinci (Itália, 1690 – 1730)

Concert Köhn, dir. Diego Fasolis
2012

Philippe Jaroussky
Max Emanuel Cenčić
Juan Sancho
Franco Fagioli
Valer Barna-Sabadus
Yuriy Mynenko

Considerada uma das 10 melhores óperas barrocas com respectivas gravações, pela revista Gramophone em 2013. [7º lugar]

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Artaserse é uma ópera (dramma per musica) em três atos compostos por Leonardo Vinci para um libreto italiano de Metastasio. Este foi o primeiro de muitos cenários musicais do mais popular libreto de Metastasio, e Vinci e Metastasio eram conhecidos por terem colaborado estreitamente para a estréia mundial da ópera em Roma. Esta foi a última ópera que Vinci compôs antes de sua morte, e também considerada sua obra-prima, e é conhecida entre os entusiastas da ópera barroca por suas linhas vocais floreadas e tessituras exigentes. Ele estreou durante a temporada de carnaval em 4 de fevereiro de 1730 no Teatro delle Dame, em Roma. Como as mulheres foram banidas do palco da ópera em Roma no século XVIII, todos os papéis femininos na produção original foram assumidos pelos castrati. No entanto, produções subseqüentes do século 18 fora de Roma incluíram mulheres no elenco.

Artaserse continuou a ser popular por um tempo após a morte de Vinci, mas desde então desapareceu na obscuridade. O primeiro revival moderno de Artaserse foi encenado no Opéra National de Lorraine em Nancy em 2 de novembro de 2012, com Philippe Jaroussky como Artaserse, Max Emanuel Cenčić como Mandane, Juan Sancho como Artabano, Franco Fagioli como Arbace, Valer Barna-Sabadus como Semira e Yuriy Mynenko como Megabise. Em homenagem ao elenco de sexo único na estréia original, o revival foi encenado com um elenco exclusivamente masculino, com contratenores em papéis de saia para interpretar as personagens femininas da ópera.

As óperas italianas do século XVIII em estilo sério são quase sempre ambientadas em um passado distante ou lendário e são construídas em torno de personagens históricos, pseudo-históricos ou mitológicos. O personagem principal do Artaserse de Metastasio é baseado na vida do rei Artaxerxes I da Pérsia, um governante do século V aC, filho de Xerxes I. Como as mulheres foram proibidas de cantar no palco em Roma (parte dos Estados Papais) naquele tempo, todos os papéis femininos foram desempenhados por castrati. Como era típico das óperas barrocas italianas do século XVIII, os papéis heróicos de Arbace e Artaserse eram interpretados pelos castrati. O tenor solitário interpreta o principal vilão Artabano, típico das óperas barrocas italianas, onde a voz masculina quebrada é geralmente atribuída a vilões e servos. (Wikipedia, internet)

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As 72 faixas podem ser vistas aqui.

Artaserse  – 2012
Revival em Nancy em 2 de novembro de 2012
Concert Köhn
dir.: Diego Fasolis

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Boa audição!

 

 

 

 

 

 

 

 

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.Avicenna

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Flauta e Cravo, Partita para Flauta, BWV 1013 (Marc e Pierre Hantaï)

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Flauta e Cravo, Partita para Flauta, BWV 1013 (Marc e Pierre Hantaï)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Perdoem minha ignorância. Eu não sabia que o grande cravista e regente Pierre Hantaï tinha um irmão e muito menos se ele se chamava Marc, Henri, Antoine ou Argemiro (ou Argemirrô). Mas o caso é que Pierre (1964) tem um irmão flautista que se chama Marc (1960) e ambos são virtuoses em seus instrumentos. E eles fazem misérias neste maravilhoso disquinho que cura temporariamente minha hipobachemia. Aqui, a Partita para flauta solo tem sentido em cada frase musical, além de ritmo preciso e articulação muito refinada. O mesmíssimo acontece nas Sonatas. Como seu irmão Pierre Hantaï — que gravou a MELHOR VERSÃO DAS GOLDBERG — Marc parece ter dado uma outra dimensão à música de Bach — talvez a dimensão real que meu pai tenha pensado. Tenho certeza de que este é o melhor álbum para este repertório. E isso inclui todas as versões de Barthold Kuijken, tá?

J. S. Bach (1685-1750): Sonatas para Flauta e Cravo, Partita para Flauta, BWV 1013

01. Flute Sonata in E Major, BWV 1035: I. Adagio
02. Flute Sonata in E Major, BWV 1035: II. Allegro
03. Flute Sonata in E Major, BWV 1035:III. Siciliana
04. Flute Sonata in E Major, BWV 1035: IV. Allegro assai

05. Flute Sonata in B Minor, BWV 1030: I. Andante
06. Flute Sonata in B Minor, BWV 1030: II. Largo e dolce
07. Flute Sonata in B Minor, BWV 1030: III. Presto

08. Flute Sonata in E Minor, BWV 1034: I. Adagio ma non tanto
09. Flute Sonata in E Minor, BWV 1034: II. Allegro
10. Flute Sonata in E Minor, BWV 1034: III. Andante
11. Flute Sonata in E Minor, BWV 1034: IV. Allegro assai

12. Partita in A Minor, BWV 1013: I. Allemande
13. Partita in A Minor, BWV 1013: II. Corrente
14. Partita in A Minor, BWV 1013: III. Sarabande
15. Partita in A Minor, BWV 1013: IV. Bourée anglaise

16. Flute Sonata in A Major, BWV 1032: I. Allegro
17. Flute Sonata in A Major, BWV 1032: II. Largo e dolce
18. Flute Sonata in A Major, BWV 1032: III. Vivace

Marc Hantaï, flauta
Pierre Hantaï, cravo

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Abraham Bloemaert (1564–1651): O Flautista

PQP

Debussy: Mélodies – Sandrine Piau (soprano) & Jos Van Immerseel (piano)

Mélodies

Sandrine Piau (soprano)
Jos Van Immerseel (piano)

Claude Debussy
França 1862 – 1918

 

A atmosfera excitante do renascimento barroco francês estimulou realmente o aparecimento de uma música muito boa. O estilo, com ênfase em pureza, clareza e brilhantismo técnico, produziu alguns intérpretes distintos. Quando eles trazem seus insights para a música moderna, sua abordagem paga dividendos. 

Houve também um renascimento nas canções de Debussy, então é bom ouvirmos o que uma cantora como Sandrine Piau faz com elas. Sua base na tradição barroca francesa faz com que uma voz treinada expresse nuances e texturas precisas. Em Debussy isso destaca o refinamento da escrita com grande efeito. (ex-internet)

Claude Debussy (França 1862 – 1918)
01. Mélodies De Jeunesse (Apparition)
02. Mélodies De Jeunesse (Romance)
03. Mélodies De Jeunesse (Les Papillons)
04. Mélodies De Jeunesse (Calmes Dans Le Demi-Jour)
05. Mélodies De Jeunesse (Regret)
06. Ariettes Oubliées (C’est l’extase)
07. Ariettes Oubliées (Il Pleure Dans Mon Coeur)
08. Ariettes Oubliées (L’Ombre Des Arbres)
09. Ariettes Oubliées (Paysages Belges:Chevaux de bois)
10. Ariettes Oubliées (Aquarelles: Green)
11. Ariettes Oubliées (Aquarelles: Spleen)
12. Prose Lyriques (De RÍve)
13. Prose Lyriques (De Grêve)
14. Prose Lyriques (De Fleurs)
15. Prose Lyriques (De Soir)
16. Trois Poêmes De Stéphane Mallarmé (Soupir)
17. Trois Poêmes De Stéphane Mallarmé (Placet Futile)
18. Trois Poêmes De Stéphane Mallarmé (…ventail)

Mélodies – 2003
Sandrine Piau (soprano)
Jos Van Immerseel (piano)

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Boa audição!

Sandrine Piau, 2003 – Oh mon Dieu! Où étais-tu tout ce temps?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

 

 

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Obras Completas para Violoncelo e Piano

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Obras Completas para Violoncelo e Piano

Uma boa versão das 5 Sonatas  e outras obras para Violoncelo e Piano de Beethoven. Não é coisa pra levantar poeira, mas pode entrar no barracão. De levantar poeira são as versões de Meneses e Pressler e a de Yo-Yo Ma e Emanuel Ax, na minha opinião, apesar da excelente interpretação dos Brendel pai e filho para a Sonata Nº 1 , por exemplo. Beethoven foi o primeiro grande compositor de Sonatas para Violoncelo, e permaneceu o único até que Brahms escreveu duas obras-primas. Depois Martinu, Grieg, Rachmaninov, Shostakovich, Kodály, Barber, Britten, etc. escreveram as suas. É um meio difícil, porque as notas baixas do violoncelo tendem a ficar encobertas pelo baixo do piano, e o equilíbrio entre os dois instrumentos é sempre complicado.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Obras Completas para Violoncelo e Piano

Sonata No.2 In G Minor, Op.5 No.2
1-1 Adagio Sostenuto Ed Espressivo 5:35
1-2 Allegro Molto, Piu Tosto Presto 10:18
1-3 Rondo: Allegro 9:01

Sonata No.4 In C Major, Op.102 No1
1-4 Andante – Allegro Vivace 8:31
1-5 Adagio – Tempo D’andante – Allegro Vivace 8:03

Sonate No.3 In A Major, Op.69
1-6 Allegro Ma Non Tanto 12:38
1-7 Scherzo: Allegro Molto 5:29
1-8 Adagio Cantabile – Allegro Vivace 8:39

12 Variations On “ein Mädchen Oder Weibchen” From Die Zauberflôte, Op.66
1-9 Theme: Allegretto 0:33
1-10 Variation I 0:35
1-11 Variation II 0:36
1-12 VariationIII 0:32
1-13 Variation IV 0:42
1-14 Variation V 0:34
1-15 Variation VI 0:31
1-16 Variation VII 0:44
1-17 Variation VIII 0:32
1-18 Variation IX 0:40
1-19 Variation X: Adagio 1:16
1-20 Variation XI: Poco Adagio, Quasi Andante 0:49
1-21 Variation XII: Allegro 2:07

12 Variations On “see The Conqu’ring Hero Comes” From Judas Maccabaeus, Woo 45
2-1 Theme: Allegretto 0:45
2-2 Variation I 0:37
2-3 Variation II 0:42
2-4 Variation III 0:45
2-5 Variation IV 0:47
2-6 Variation V 0:54
2-7 Variation VI 0:46
2-8 Variation VII 0:40
2-9 Variation VIII 0:46
2-10 Variation IX 0:54
2-11 Variation X: Allegro 0:41
2-12 Variation XI: Adagio 3:15
2-13 Variation XII: Allegro 1:02

Sonata No.5 In D Major, Op.102 No.2
2-14 Allegro Con Brio 6:42
2-15 Adagio Con Molto Sentimento D’affetto 9:15
2-16 Allegro Fugato 4:34

Sonate No.1 In F Major, Op.5 No.1
2:17 Adagio Sostenuto – Allegro 18:21
2-18 Rondo: Allegro Vivace 6:58

7 Variations On “bei Männern, Welche Liebe Fühlen” From Die Zauberflöte, Woo 46
2-19 Theme: Andante 0:48
2-20 Variation I 0:42
2-21 Variation II 0:46
2-22 Variation III 1:04
2-23 Variation IV 1:24
2-24 Variation V: Si Prenda Il Tempo Un Poco Piu Vivace 0:44
2-25 Variation VI: Adagio 2:27
2-26 Variation VII: Allegro, Ma Non Troppo 2:15

Cello – Adrian Brendel
Piano – Alfred Brendel

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PQP

Évocation – Sandrine Piau (soprano) & Susan Manoff (piano)

Évocation

Sandrine Piau (soprano)
Susan Manoff (piano)

Chausson
Strauss
Debussy
Zemlinsky
Koechlin
Schoenberg

Sandrine Piau é uma grande estrela da performance barroca “historicamente informada”, e eu sinceramente espero que ela continue a cantar Vivaldi, Boccherini, Scarlatti e outros mestres do século XVIII como seu repertório preferencial. No entanto, se você é tanto fã de sua arte vocal quanto eu, você pode estar interessado em ouvir este recital de lieder romântico e um pouco pós-romântico ou o lindo CD de canções de Claude Debussy.

Piau é uma das especialistas em Música Antiga altamente treinadas da atual geração que também pode, sem compromisso, cantar música mais moderna com plena garantia técnica – a voz maior do peito, o vibrato projetivo, etc. – mantendo algumas das visões estéticas que têm emergido de práticas historicamente informadas. Ela é uma prova eficaz de que o movimento da Música Antiga amadureceu e pode se adequar a qualquer padrão da sala de concertos do século XX.

A seleção de canções neste recital testaria a amplitude da técnica vocal e da sensibilidade expressiva de qualquer soprano: Strauss, Schoenberg, Debussy, Chausson. Francamente, eu prefiro apenas o recital esteticamente mais concentrado das músicas de Debussy, mas se esse repertório for sua “sacola”, você definitivamente vai querer ouvir esta conquista de Sandrine Piau. (ex-internet, Amazon, 2007).

Évocation – 2007
Sandrine Piau (soprano)
Susan Manoff (piano)

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Boa audição!

Trois, mon Dieu! J’ai trouvé le Paradis Perdu !!

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

 

 

.: interlúdio :. Marianne Faithfull: Strange Weather

.: interlúdio :. Marianne Faithfull: Strange Weather

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Marianne Faithfull (1946) foi uma das mulheres mais lindas, fotografadas e admiradas do Reino Unido durante os anos 60. Cantora e modelo, todos achavam-na uma gracinha ao lado do namorado Mick Jagger. Tolinhos, a doce moça das fotos era um furacão. Foi ela quem apresentou as drogas aos Rolling Stones todos, enquanto levava até sua cama metade dos músicos mais importantes da Inglaterra. Porém, como todo mundo, ela envelheceu e hoje é uma bela senhora inglesa que passou por diversas clínicas de reabilitação. Mas o que nos interessa aqui é que, desde aquela época, ela volta e meia lança um (grande) disco. Talvez nenhum tenha sido melhor do que este Strange Weather de 1987. É uma seleção de músicas inéditas e antigas de grandes autores, que vão desde Tom Waits, Bob Dylan e Jagger-Richards até compositores dos anos 40 como Jerome Kern — que obra-prima é Yesterdays! –, dos anos 30 como Kid Prince Moore e dos 20 como a dupla Dubin-Warren. Se fosse você, jamais deixaria de ouvir esta maravilhosa coleção de canções arranjadas por Bill Frisell e Michael Gibbs, interpretadas pela voz surrada de Faithfull.

Marianne Faithfull: Strange Weather

1 Stranger Intro
Written-By – Anonymous
0:30

2 Boulevard Of Broken Dreams
Violin – Michael Levine
Written-By – Al Dubin, Harry Warren (2)
3:04

3 I Ain’t Goin’ Down To The Well No More
Written-By – Alan Lomax, Huddie Ledbetter, John Lomax*
1:07

4 Yesterdays
Flute – Chris Hunter
Written-By – Jerome Kern, Otto Harbach
5:18

5 Sign Of Judgement
Written-By – Kid Prince Moore
2:53

6 Strange Weather
Accordion – Garth Hudson
Written-By – Kathleen Brennan, Tom Waits
4:13

7 Love Life And Money
Piano – Mac Rebennack
Written-By – Henry Glover, Julius Dixon
4:05

8 I’ll Keep It With Mine
Acoustic Guitar – Bill Frisell
Written-By – Bob Dylan
3:46

9 Hello Stranger
Arranged By [Horns] – Michael Gibbs
Electric Piano – Mac Rebennack
Guitar – Fernando Saunders
Saxophone [Alto] – Chris Hunter, Steve Slagle
Written-By – Doc Pomus, Mac Rebennack
2:30

10 Penthouse Serenade (When We’re Alone)
Written-By – Val Burton, Will Jason
2:34

11 As Tears Go By
Accordion – William Schimmel
Written-By – Andrew Oldham*, Keith Richards, Mick Jagger
3:42

12 A Stranger On Earth
Trumpet – Lew Soloff
Written-By – Rick Ward (2), Sid Feller
3:56

Arranged By – Bill Frisell
Arranged By [Strings & Horns] – Michael Gibbs
Arranged By [Strings] – Michael Gibbs
Bass – Fernando Saunders
Drums – J.T. Lewis
Guitar – Bill Frisell, Robert Quine
Piano – Sharon Freeman
Vocals – Marianne Faithfull

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Faithfull nos anos 60
E bem depois
Alain Delon, Marianne Faithfull e Mick Jagger em 1968: perdeu playboy.

PQP

Claudio Monteverdi (Itália, 1567 – 1643) – L’Orfeo SV 318 – Ensemble La Venexaina, dir. Claudio Cavina

Claudio Monteverdi (Itália, 1567 – 1643)

L’Orfeo (La favola d’Orfeo) – 1607 
Favola in musica em 5 atos

Ensemble La Venexaina
dir. Claudio Cavina

Considerada uma das 10 melhores óperas barrocas com respectivas gravações, pela revista Gramophone em 2013. [8º lugar]

Acompanha um livro de 92 páginas em PDF, editado em espanhol. Uma coleção de ensaios em torno de L’Orfeo de Monteverdi: suas raízes mitológicas, o contexto de sua composição e sua interpretação atual. Inclui o libreto de Alessandro Striggio.

.oOo.

L’Orfeo (SV 318), às vezes chamada La favola d’Orfeo, é uma favola in musica, ou ópera, do final da Renascença / início do barroco de Claudio Monteverdi, com um libreto de Alessandro Striggio. É baseada na lenda grega de Orfeu, e conta a história de sua descida à Hades e sua tentativa infrutífera de trazer sua noiva morta Eurydice de volta ao mundo dos vivos. Foi escrito em 1607 para uma performance no tribunal durante o Carnaval anual em Mântua. Enquanto Dafne de Jacopo Peri é geralmente reconhecido como o primeiro trabalho no gênero de ópera, e a mais antiga ópera sobrevivente, L’Orfeo é o mais antigo que ainda é regularmente realizado.

No início do século XVII, o tradicional intermédio – uma seqüência musical entre os atos de uma peça – estava evoluindo para a forma de um drama musical completo ou “ópera”. A L’Orfeo de Monteverdi transferiu esse processo de sua era experimental e forneceu o primeiro exemplo totalmente desenvolvido do novo gênero. Após a sua performance inicial, o trabalho foi encenado novamente em Mântua, e possivelmente em outros centros italianos nos próximos anos. Sua pontuação foi publicada por Monteverdi em 1609 e novamente em 1615.

Após a morte do compositor em 1643, a ópera ficou inoperante por muitos anos, e foi esquecida até que um revival de interesse no final do século 19 levou a uma série de edições e performances modernas. No início, essas performances tendiam a ser versões de concerto (não-encenadas) dentro de institutos e sociedades de música, mas após a primeira apresentação dramatizada moderna em Paris, em 1911, o trabalho começou a ser visto nos cinemas. Depois da Segunda Guerra Mundial, muitas gravações foram feitas, e a ópera foi encenada cada vez mais em casas de ópera, embora alguns dos principais locais resistissem a ela. Em 2007, o quarto centenário da estréia foi celebrado por performances em todo o mundo.

Em sua partitura publicada, Monteverdi lista cerca de 41 instrumentos a serem implantados, com grupos distintos de instrumentos usados ​​para representar cenas e personagens específicos. Assim, cordas, cravos e gravadores representam os campos pastorais da Trácia com suas ninfas e pastores, enquanto o latão pesado ilustra o submundo e seus habitantes. Composta no ponto de transição da era renascentista para o barroco, L’Orfeo emprega todos os recursos então conhecidos dentro da arte da música, com uso particularmente ousado de polifonia. O trabalho não é orquestrado como tal; na tradição renascentista, os instrumentalistas seguiram as instruções gerais do compositor, mas receberam considerável liberdade para improvisar.

As 42 faixas podem ser vistas aqui.

L’Orfeo SV 318 – 2007
Ensemble La Venexaina
dir. Claudio Cavina

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XLD RIP | FLAC | 603 MB

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MP3 | 320 KBPS | 275 MB

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Avicenna

 

Annibale Padovano (1527-1575): Missa para 24 Vozes

Annibale Padovano (1527-1575): Missa para 24 Vozes

Recebi este CD pelos Correios, presente do pequepiano WMR. Agradeço.

Um belo disco de música antiga. O que me fascina numa gravação de obras quase 500 anos? Bem, primeiramente a eufonia. O conjunto tem que criar sons bonitos e agradáveis, coisa que o Huelgas-Ensemble alcança tranquilamente, auxiliado pelos engenheiros de som da Harmonia Mundi. Depois — como dizia meu grande amigo Herbert Caro –, um grupo tem que ser “compreensivo”, dando lugar e acento às vozes que entram na teia contrapontística. A peça é muito boa e polifônica, parecida com a música de Gabrieli. A gravação  cristalina permite-nos ouvir tudo o que está acontecendo e eu ficaria surpreso se alguém ouvir isso pela primeira vez sem sorrir. Padovano não é um dos compositores mais conhecidos de sua época, portanto, este bem-vindo lançamento nos deixa conhecê-lo melhor. O belga Paul Van Nevel nos prestou um serviço resgatando as duas versões da Missa de Padovano para 24 vozes de sua obscuridade.

Annibale Padovano (1527-1575): Messe à 24 Voix

Messe À 24 Voix – Version I (Choir, 2 Cornets & Trombone)
1 Kyrie – Christe – Kyrie 3:58
2 Gloria 5:47
3 Credo 8:16
4 Sanctus – Benedictus 2:37
5 Agnus Dei – Dona Nobis Pacem 6:28

Messe À 24 Voix – Version II (3 Vocal Parts & 21 Instrumental Parts)
6 Kyrie – Christe – Kyrie 3:53
7 Gloria 5:32
8 Credo 7:54
9 Sanctus – Benedictus 2:51
10 Agnus Dei – Dona Nobis Pacem 6:20

Huelgas-Ensemble
Paul Van Nevel

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Hans Memling (ca. 1440-1494): Anjos Músicos

PQP

Antoni Vivaldi (1678 – 1741) – Orlando furioso (RV 728) – Jean-Christophe Spinosi, Ensemble Matheus

Antonio Lucio Vivaldi (Veneza, 1678-Viena, 1741)

Orlando furioso (RV 728) 

Drama musical em 3 atos

Jean-Christophe Spinosi, Ensemble Matheus

2004

Considerada uma das 10 melhores óperas barrocas com respectivas gravações, pela revista Gramophone em 2013. [9º lugar]  

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Os três actos de Orlando desenrolam-se na ilha encantada da feiticeira Alcina. Orlando (o Célebre sobrinho de Carlos Magno) ama Angélica, jovem e bela princesa pagã. Por sua vez Angélica, com a protecção de Alcina, enamorou-se do jovem Sarraceno Medoro, pobre e destemido. Ruggiero, o companheiro de Orlando, que viaja em cima de uma cavalo alado, não resiste aos encantamentos da feiticeira, isto para desespero da sua noiva Bradamante.

Sob o pérfido Concelho de Angélica, Orlando parte para matar um monstro que guarda uma pertença fonte da juventude na montanha enfeitiçada. Orlando cai assim numa armadilha: a montanha desaba e fá-lo prisioneiro. Contudo a sua força colossal permite-lhe quebrar a sua prisão de pedra. Ébrio de vingança, Orlando enlouquece e causa estragos. No seu delírio furioso Orlando destrói casualmente a estátua de Merlin, que ele toma por Alcina, e, com isso, põe fim ao encantamento e ao reinado da feiticeira. Após um sono reparador, Orlando recupera a razão e renuncia ao amor para seguir os seus companheiros paladinos.

A duração total de Orlando, tal como a maior parte das óperas de Vivaldi, é de cinco ou de seis horas, contudo hoje em dia as óperas são sempre apresentadas com inúmeros cortes. Não obstante do seu comprimento, muitas dessas óperas eram compostas muito depressa, baseando-se mais ou menos em obras anteriores. Vivaldi compôs 94 óperas (conhecemos aproximadamente cinquenta).

Contudo, Orlando é uma obra de uma notável originalidade e talvez o maior sucesso de Vivaldi no género. A sua génese remonta a um Orlando Finto Pazzo, a segunda ópera conhecida de Vivaldi, representada em 1714, em Veneza. Perante o insucesso desta ópera, o compositor tenta a adaptação de uma obra de Giovanni Alberto Ristori, sobre o tema de “Orlando o Furioso” que tinha conseguido o triunfo em 1713. Dez anos mais tarde, um outro “Orlando Furioso”, cujas árias eram de Vivaldi e os recitativos de António Bioni é representado em Praga. Por fim, o Orlando definitivo de 1727, para o qual Vivaldi adapta (ou faz adaptar) o antigo libreto de Braccioli de 1714, obtém um merecido sucesso. O tema é atraente, o libreto de boa qualidade dramática e a música de uma riqueza e de uma beleza dignas de uma das obras-primas do teatro musical. Particularmente os recitativos são esplêndidos – o que não é tão frequente antes de Mozart – a escrita instrumental e vocal é do melhor Vivaldi. A loucura de Orlando está entre as páginas mais fortes da ópera. O coro também é magnífico, especialmente o do II acto, com duas orquestras correspondendo-se, uma das quais em cena. (http://www.rtp.pt/antena2/argumentos-de-operas/letra-v/antonio-vivaldi-_2061_2026)

Artistas

Antonio Vivaldi Composer
Jean-Christophe Spinosi Conductor
(Les) Eléments
Ensemble Matheus
Marie-Nicole Lemieux (sop) Orlando
Jennifer Larmore (mez) Alcina
Veronica Cangemi (sop) Angelica
Ann Hallenberg (mez) Bradamante
Blandine Staskiewicz Medoro
Philippe Jaroussky (ctnr) Ruggiero
Lorenzo Regazzo (bass) Astolfo

Orlando furioso (RV 728)  – 2004
(Les) Eléments
Ensemble Matheus
.dir.: Jean-Christophe Spinosi

 

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Boa audição!

Cette fois, je ne suis pas dans le casting.

 

 

 

 

 

 

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Avicenna

 

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Violino e Piano, “Kreutzer” e “Primavera”

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Violino e Piano, “Kreutzer” e “Primavera”

Esta gravação dispensa apresentações, correto? É um super hiper ultra clássico da discografia mundial. Claro que a gravação envelheceu. Envelheceu muito. Nos anos 70, os violinistas serravam seus instrumentos logo que ouviam o nome Beethoven. Hoje, ninguém faria isso. Mas o repertório, o que dizer? Resolvi postar porque o Doni reclamou da ausência de Perlmans e eu estou passando por um estranho e inédito período de consideração e bondade… Agora, o motivo que levou a Tolstói dar o nome de Sonata à Kreutzer àquela terrível (e ótima) novela.. Ah, isso ninguém compreende.

Agora, vou dizer uma coisa procês. Respeito a Kreutzer, mas gosto mais da Primavera.

#prontofalei

L. van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Violino e Piano, “Kreutzer” e “Primavera”

1. Sonata for Violin and Piano No.9 in A, Op.47 – “Kreutzer” – 1. Adagio sostenuto – Presto 11:49
2. Sonata for Violin and Piano No.9 in A, Op.47 – “Kreutzer” – 2. Andante con variazioni 16:29
3. Sonata for Violin and Piano No.9 in A, Op.47 – “Kreutzer” – 3. Finale (Presto) 8:49

4. Sonata for Violin and Piano No.5 in F, Op.24 – “Spring” – 1. Allegro 9:51
5. Sonata for Violin and Piano No.5 in F, Op.24 – “Spring” – 2. Adagio molto espressivo 6:27
6. Sonata for Violin and Piano No.5 in F, Op.24 – “Spring” – 3. Scherzo (Allegro molto) 1:14
7. Sonata for Violin and Piano No.5 in F, Op.24 – “Spring” – 4. Rondo (Allegro ma non troppo) 6:48

Itzhak Perlman, violino
Vladimir Ashkenazy, piano

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Perlman e Ashkenazy combinando tomar um chope depois do trampo.

PQP

Antonio Vivaldi (1678 – 1741) – Vivaldi, il furioso !

Vivaldi, il furioso !

Este disco é uma amostra da série de CDs de Vivaldi lançado pela gravadora Naïve da França, e é altamente recomendado para os ouvintes que ainda não experimentaram essas gravações. O grupo de intérpretes é pan-europeu, com cantores franceses e instrumentistas italianos especial e fortemente representados, para que uma compilação como esta se saia bem na criação de uma visão artística unificada. 
O Vivaldi resultante tende realmente a ser “furioso”, como proclama o título; é também extravagante, enérgico, dinamicamente extremo e, de todas as maneiras, dedicado a tornar Vivaldi um rebelde em seu tempo. As sinfonias e outras passagens instrumentais se juntam logicamente às árias de ópera em uma direção; há também boas seleções de alguns concertos grandes, mas obscuros, como o concerto de violino “Grosso Mogul”. 
Trabalhos sagrados como os fabulosos e bem-sucedidos triunfos da oratória Juditha também estão representados. O elenco de cantores de todas as estrelas traz muitos histriônicos à música de Vivaldi, mas o que mais impressiona o ouvinte é como na maioria dos casos eles estão seguindo a direção dos instrumentistas e seus maestros, como Rinaldo Alessandrini e Ottavio Dantone. (ex-internet)

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Vivaldi, il furioso ! – 2006
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Por gentileza, quando tiver problemas para descompactar arquivos com mais de 256 caracteres, para Windows, tente o 7-ZIP, em https://sourceforge.net/projects/sevenzip/ e para Mac, tente o Keka, em http://www.kekaosx.com/pt/, para descompactar, ambos gratuitos...
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Je suis revenu !

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Boa audição!

Avicenna

 

Schubert / Brahms / Mendelssohn / Bach: The Wigmore Hall Recital – Meneses & Pires

Schubert / Brahms / Mendelssohn / Bach: The Wigmore Hall Recital – Meneses & Pires

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Fui umas dez vezes assistir a recitais no Wigmore Hall. É uma sala pequena, principalmente se  compararmos com a enorme fama que ostenta. Está sempre lotada, às vezes com mais de um recital por dia e os nomes que lá se apresentam sempre são de primeira linha. Sua fama é justa. A acústica é perfeita, miraculosa. Trata-se de um dos melhores lugares do universo. Quem lê os livros de Ian McEwan sabe o quanto ele ama a sala. Uma vez, ele ficou atrás de mim na fila de retirada de ingressos… Ou seja, o local tem grande mística e não é incomum os recitais que lá ocorrem transformarem-se em CDs. (PQP)

Um presentinho para os senhores, um CD absolutamente maravilhoso, para ser ouvido sem se cansar diversas vezes seguidas, principalmente pela “Arpeggione”, e claro, pela Sonata de Brahms, outra das mais belas páginas da história da música. Um brasileiro e uma portuguesa, grandes nomes em seus respectivos instrumentos, dão um verdadeiro show…

Lembro do Menezes novinho, junto com a Anne-Sophie Mutter, tocando o Concerto Duplo de Brahms, sob a supervisão de Herr Karajan, e ali já senti que a coisa era séria, que ele seria um músico completo, e não me enganei. Karajan não era bobo, e logo identificou o talento do nosso pernambucano. O tempo pode ter levado seus cabelos, mas criou um intérprete maduro, completo. (FDP)

Schubert / Brahms / Mendelssohn / Bach: The Wigmore Hall Recital – Meneses & Pires

01. Schubert – Arpeggione Sonata – I. Allegro moderato
02. Schubert – Arpeggione Sonata – II. Adagio – attacca
03. Schubert – Arpeggione Sonata – III. Allegretto

04. Brahms – 3 Intermezzi – No.1 Andante moderato
05. Brahms – 3 Intermezzi – No.2 Andante non troppo e con molto espressione
06. Brahms – 3 Intermezzi – No.3 Andante con moto

07. Mendelssohn – Song without Words, Op.109

08. Brahms – Cello Sonata No.1 – I. Allegro non troppo
09. Brahms – Cello Sonata No.1 – II. Allegretto quasi Menuetto – Trio
10. Brahms – Cello Sonata No.1 – III. Allegro – Piu Presto

11. Bach – Pastorale BWV 590 (arr. Roemaet-Rosanoff)

Antonio Menezes – Cello
Maria João Pires – Piano

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Pires y Meneses
Que dupla…. !!!

FDP / PQP

Igor Stravinsky (1882-1971): Petrouchka / Orpheus

Igor Stravinsky (1882-1971): Petrouchka / Orpheus

IM-PER-Dí-VEL !!!

O sensacional Petrouchka é um balé burlesco cuja música foi composta por Igor Stravinsky e coreografado por Michel Fokine. Foi escrito entre 1910 e 11 e revisado em 1947. Petrouchka foi montado pela primeira vez pela companhia russa de balé de Serguei Diaguilev em Paris, em 13 de junho de 1911. Vaslav Nijinski encarnou Petrouchka. A história é sobre um fantoche tradicional russo, feito da palha e com um saco de serragem como corpo que acaba por tomar vida e ter a capacidade amar, uma história que se assemelha um pouco a de Pinocchio. Petrouchka conta a história de amor de inveja de três bonecos. Os três ganham vida graças ao Charlatão. Petrouchka ama a Bailarina, mas ela o rejeita. A Bailarina prefere o Mouro. Petrouchka fica furioso e desafia o Mouro. No duelo, o Mouro acaba matando Petrouchka, cujo fantasma se levanta sobre o teatro de bonecos quando a noite cai. Ele desafia o Charlatão, que acaba o matando pela segunda vez. Stravinsky é tão genial que a coisa funciona fantasticamente mesmo sem o balé. Basta ouvir. É uma obra muito popular em zonas mais civilizadas do planeta.

Orpheus é de outra fase de Strava. Trata-se de um balé neoclássico escrito em colaboração com o coreógrafo George Balanchine em Hollywood em 1947. A música é chatinha, ainda mais depois de ouvir Petrouchka

Salonen e a Philharmonia são os campeões neste repertório.

Igor Stravinsky (1882-1971): Petrouchka / Orpheus

1. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – The Shrove-tide Fair
2. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Russian Dance
3. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Petrushka
4. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – The Blackamoor
5. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Waltz
6. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – The Shrove-tide Fair (towards evening)
7. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Wet-Nurses’ Dance
8. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Peasant with Bear
9. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Gypsies and a Rake Vendor
10. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Dance of the Coachmen
11. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Masqueraders
12. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – The Scuffle (Blackamoor and Petrushka)
13. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Death of Petrushka
14. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Police and the Juggler
15. Petrouchka – Burlesque in Four Scenes (1947 version) – Apparition of Petrushka’s Double

16. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Orpheus
17. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Air de danse
18. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Dance of the Angle of Death
19. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Interlude
20. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Dance of the Furies
21. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Air de danse
22. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Interlude
23. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Air de danse
24. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Pas d’action
25. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Pas de deux
26. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Interlude
27. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Pas d’action
28. Orpheus – Ballet in Three Scenes – Orpheus’ Apothesis

Philharmonia Orchestra
Esa-Pekka Salonen

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Stravinsky muito à vontade numa festa lá em casa. Eu estava buscando os copos.

PQP

Edward Elgar (1857-1934): The Dream of Gerontius, Op. 38

Edward Elgar (1857-1934): The Dream of Gerontius, Op. 38

Em 2010, CDF Bach escreveu:

Pois é, senhores, Elgar sim. Tenho raiva deste compositor por tratar sua genialidade com pouco rigor. Se ele tivesse enxugado um pouco mais suas obras, ele chegaria ao primeiro escalão. Mas os momentos geniais de “The Dream of Gerontius” valem o esforço de ouvir passagens pouco inspiradas.

Pois, indiscutivelmente, CDF tem razão. Dá vontade de retirar alguns trechos deste Gerontius a fim de melhorar o oratório. Por um Gerontius só de melhores lances!

O Sonho de Gerontius, Op. 38, é um trabalho para vozes e orquestra em duas partes composto por Edward Elgar em 1900, sobre poema de John Henry Newman. Ele narra a jornada da alma de um homem piedoso de seu leito de morte até seu julgamento diante de Deus, se estabelecendo no Purgatório. Elgar desaprovou o uso do termo “oratório”, mas a gente acha que é e pronto. O trabalho foi composto para o Birmingham Music Festival de 1900; a primeira apresentação ocorreu em 3 de outubro de 1900, na prefeitura de Birmingham. Foi detestado na estreia, mas hoje é muito executado na Inglaterra e na Alemanha. Na primeira década após sua estreia, o catolicismo de Newman impediu que Gerontius entrasse nas catedrais anglicanas, só que agora tudo bem.

The Dream of Gerontius, oratorio for soloists, chorus & orchestra, Op. 38

CD1
1 Part 1. Prelude 10:36
2 Part 1. Jesu, Maria – I am near to death 3:09
3 Part 1. Kyrie eleison… Holy Mary, pray for him 2:12
4 Part 1. Rouse thee, my fainting soul 4:14
5 Part 1. Sanctus fortis, Sanctus Deus 4:55
6 Part 1. I can no more 5:36
7 Part 1. Proficisere, anima Christiana 6:35

CD2
1 Part 2. Introduction 1:41
2 Part 2. I went to sleep 4:14
3 Part 2. My work is done 2:08
4 Part 2. It is a member of that family 5:55
5 Part 2. But hark!… Low-born clods of brute earth 1:39
6 Part 2. Dispossessed, aside thrust 4:18
7 Part 2. I see not those false spirits 1:44
8 Part 2. There was a mortal… Praise to the Holiest 5:15
9 Part 2. But hark! a grand mysterious harmony 1:20
10 Part 2. Praise to the Holiest 7:49
11 Part 2. Thy judgment now is near 2:05
12 Part 2. Jesu! by that shuddering dread 6:09
13 Part 2. Praise to His Name!… Take me away 5:47
14 Part 2. Softly and gently 6:50

Alice Coote, soprano
Paul Groves, tenor
Bryn Terfel, baritone
Hallé Choir
Hallé Young Choir
Hallé Orchestra
Mark Elder

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Elgar regendo: ao menos a batuta é avantajada.

CDF / PQP

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Symphonies – Abbado – Orchestra Mozart

4777598Postagem Original realizada em Julho de 2013, alguns meses antes da morte de Abbado. Links Atualizados !!!

Já deixei claro várias vezes aqui no PQPBach que admiro muito Claudio Abbado, tanto antes de assumir a Filarmônica de Berlim, quanto depois de deixá-la para encarar novos desafios e projetos. Um destes projetos, talvez o que mais tem se destacado, é esta Orchestra Mozart. Já postei, e outros colegas também, diversos cds deles, e uma gravação é melhor que outra.

4779792Nesta postagem tripla estou trazendo Sinfonias de Mozart nas mãos sempre competentes e hábeis de Abbado e sua Orchestra Mozart. Coisa finíssima, que só reforça aquilo que já sabemos há bastante tempo: Claudio Abbado é um dos maiores regentes de sua geração, que não tem medo de encarar novos desafios e projetos como se ainda fosse um garoto de vinte e poucos anos de idade e não um senhor de 80 anos recém completados no último dia 26 de junho.

Para se deliciar, sentado à frente de uma lareira, ainda mais neste frio desgraçado que está fazendo aqui no sul do Brasil, acompanhado de um bom vinho.

01 – Symphony No.35 – I. Allegro con spirito
02 – II. Andante
03 – III. Menuetto – Trio
04 – IV. Finale. Presto
05 – Symphony No.29 – I. Allegro moderato
06 – II. Andante
07 – III. Menuetto – Trio
08 – IV. Allegro con spirito
09 – Symphony No.33 – I. Allegro assai
10 – II. Andante moderato
11 – III. Menuetto – Trio
12 – IV. Allegro assai

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CD 2

01 – Symphony No.38 – I. Adagio – Allegro
02 – II. Andante
03 – III. Presto
04 – Symphony No.41 – I. Allegro vivace
05 – II. Andante cantabile
06 – III. Menuetto. Allegretto – Trio
07 – IV. Molto allegro

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CD 3

01 – Symphony No. 39 – I. Adagio – Allegro
02 – II. Andante con moto
03 – III. Menuetto. Allegretto – Trio
04 – IV. Finale. Allegro
05 – Symphony No. 40 – I. Molto allegro
06 – II. Andante
07 – III. Menuetto. Allegretto – Trio
08 – IV. Allegro assai

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Orchestra Mozart
Claudio Abbado – Conductor

FDPBach

Die himmel rühmen geistliche chormusik (Os céus entoam música coral sacra)

Die himmel rühmen geistliche chormusik

Os céus entoam música sacra coral

 

Uma coleção de 42 músicas, de inspirados e tradicionais compositores, reunidas em 3 CDs.

 

CD # 1
01. Messiah, HWV 56, Part II: Hallelujah! Georg Friedrich Händel (Germany,1685-England,1759), Marcus Creed, RIAS Chamber Chorus & Berlin RIAS Sinfonietta

02. Vesperae solennes de confessore, K. 339: Laudate Dominum, Wolfgang Amadeus Mozart (Austria, 1756-1791), Maria Zadori, Jeunesses Musicales Chorus, Ivan Fischer & Budapest Philharmonic Orchestra

03. Die Schopfung (The Creation), Hob.XXI:2, Part I: Die Himmel erzahlen die Ehre Gottes (The heavens are telling the glory of God), Haydn, Franz Joseph (Austria, 1732-1809), Vienna Boys Choir, Peter Marschik, Christian Bauer, Ernst Jankowitsch, Max Emanuel Cencic & Wiener Volksoper Orchestra

04. 6 Songs, Op. 48: No. 4. Die Ehre Gottes aus der Natur (arr. for male choir), Anonymous & Ludwig van Beethoven (Alemanha, 1770-Áustria, 1827), Carl Maria von Weber Men’s Choir, Berlin & Andreas Wiedermann

05. Christmas Oratorio, BWV 248: Ehre sei dir, Gott gesungen, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Concerto Koln, Frankfurt Vocal Ensemble & Ralf Otto

06. 3 Motets, Op. 39: No. 2. O praise the Lord (Laudate pueri), Anonymous & Mendelssohn, Felix (1809-1847), Martin Flämig & Dresdner Kreuzchor

07. Te Deum, WAB 45: Te Deum laudamus – Te ergo, Anonymous & Anton Bruckner (Austria, 1824-1896), Roland Bader, Elzbieta Towarnicka, Matgorzata Walewska, Jerzy Knetig, Andrzej Biegum, Krakòw Philharmonic Orchestra & Krakow Philharmonic Chorus

08. Deutsche Messe, D. 872: Zum Sanctus: Heilig, heilig ist der Herr, Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Marcus Creed, RIAS Chamber Chorus & Berlin RIAS Sinfonietta

09. Laudate Dominum, Anonymous & Christian Theodor •Weinlig (Germany, 178-1842), Martin Flämig & Dresdner Kreuzchor

10. Die Schopfung (The Creation), Hob.XXI:2, Part II: In holder Anmut stehn (Most beautiful appear), Haydn, Franz Joseph (Austria, 1732-1809), Vienna Boys Choir, Peter Marschik, Christian Bauer, Ernst Jankowitsch, Max Emanuel Cencic & Wiener Volksoper Orchestra

11. Jubilate-Amen, Op. 3, Max Bruch (Germany 1838-1920), Koln Radio Choir, Helmut Froschauer, Cologne West German Radio Chorus & Cologne West German Radio Orchestra

12. Gott in der Natur, D. 757, Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Berlin Radio Chorus, Dietrich Knothe & Bernd Casper

13. Pange lingua, WAB 33, Anton Bruckner (Austria, 1824-1896), Martin Flämig & Dresdner Kreuzchor

14. Mass No. 2 in G major, D. 167: Gloria in excelsis, Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Sofia Philharmonic Orchestra, Bulgarian National Svetoslav Obretenov Choir & Georgi Robev

15.  Die Schopfung (The Creation), Hob.XXI:2, Part III: Singt dem Herren alle Stimmen (Sing the Lord, ye voices all!), Haydn, Franz Joseph (Austria, 1732-1809), Vienna Boys Choir, Peter Marschik & Wiener Volksoper Orchestra

CD # 2
01. Ave verum corpus, K. 618, Wolfgang Amadeus Mozart (Austria, 1756-1791) & Anonymous,  Marcus Creed, Berlin Radio Symphony Orchestra & RIAS Chamber Chorus

02. Deutsche Messe, D. 872: Zum Eingang: Wohin soll ich mich wenden, Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Marcus Creed, Berlin Radio Symphony Orchestra & RIAS Chamber Chorus

03. So nimm denn meine Hande, Friedrich •Silcher (Germany,1789-1860), Leipzig Radio Chorus & Jorg-Peter Weigle

04. Tantum ergo, D. 962, Anonymous & Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Berlin Radio Chorus, Berlin Radio Symphony Orchestra & Dietrich Knothe

05. Elijah, Op. 70: Denn er hat seinen Engeln befohlen uber dir, Mendelssohn, Felix (Germany, 1809-1847), Martin Flämig & Dresdner Kreuzchor

06. Die Schopfung (The Creation), Hob.XXI:2, Part IV: Von deiner Gut’, o Herr und Gott (By thee with bliss, O bounteous Lord), Haydn, Franz Joseph (Austria, 1732-1809), Vienna Boys Choir, Peter Marschik, Ernst Jankowitsch, Gertraud Schmid & Wiener Volksoper Orchestra

07. Souvenir de Florence, Op. 70: Herr, hore mein Gebet, Op. 45, Anonymous & (Germany, 1808-1879), Leipzig Thomaner Choir & Hans-Joachim Rotzsch

08. Offertory: Intende voci, D. 963, Schubert, Franz (Austria, 1797-1828), Peter Schreier, Berlin Radio Chorus, Berlin Radio Symphony Orchestra & Dietrich Knothe

09. 3 Motets, Op. 39: No. 1. Hear my prayer, O Lord (Veni, Domine), Anonymous & Mendelssohn, Felix (1809-1847), Martin Flämig & Dresdner Kreuzchor

10. Ein deutsches Requiem (A German Requiem), Op. 45: III. Herr, lehre doch mich, Johannes Brahms (Germany, 1833-1897), Leipzig Radio Chorus, Leipzig Radio Symphony Orchestra, Herbert Kegel & Siegfried Lorenz

11. Komm, Jesu, komm, BWV 229: Komm, Jesu, komm, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Rostocker Motet Choir, Leipzig Capella Fidicinia & Hartwig Eschenburg

12. Souvenir de Florence, Op. 70 (arr. for string orchestra): Anbetung dem Erbarmer, Wq. 243, H. 807, Carl Philipp Emanuel Bach (Germany, 1714-1788), Rheinische Kantorei, Kleine Konzert, Das & Hermann Max

CD # 3
01. Bringet dem Herrn Ehre seines Namens, BWV 148: Bringet dem Herrn Ehre seines Namens, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Leipzig Thomaner Choir, New Bach Collegium Musicum Leipzig & Hans-Joachim Rotzsch

02. Jesu, meines Herzens Freud, BWV 361, Anonymous & Bach, Johann Sebastian (1685-1750), Rostocker Motet Choir, Leipzig Capella Fidicinia & Hartwig Eschenburg

03. Lobe den Herrn, meine Seele, BWV 143: Chorale: Du Friedefurst, Herr Jesu Christ ,Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Leipzig Thomaner Choir, New Bach Collegium Musicum Leipzig & Hans-Joachim Rotzsch

04. Mass in B minor, BWV 232: Gloria – Et in terra pax, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Rheinische Kantorei, Kleine Konzert, Das & Hermann Max

05. St. Matthew Passion, BWV 244, Part I: Ich will bei meinem Jesu wachen, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Wilfried Jochens, Rheinische Kantorei, Kleine Konzert, Das & Hermann Max

06. Jesu, du mein liebstes Leben, BWV 356, Anonymous & Bach, Johann Sebastian (1685-1750), Rostocker Motet Choir, Leipzig Capella Fidicinia & Hartwig Eschenburg

07. Christmas Oratorio, BWV 248: Herr, wenn die stolzen Feinde schnauben, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Concerto Koln, Frankfurt Vocal Ensemble & Ralf Otto

08. Ich Lasse Dich Nicht, Johann Hermann Schein (Germany, 1586-1630), Leipzig Thomaner Choir & Hans-Joachim Rotzsch

09. War Gott nicht mit uns diese Zeit, BWV 14: War Gott nicht mit uns diese Zeit, Anonymous & Bach, Johann Sebastian (1685-1750), Leipzig Thomaner Choir, New Bach Collegium Musicum Leipzig & Hans-Joachim Rotzsch

10. St. John Passion, BWV 245, Part II: Mein teurer Heiland – Jesu, der du warest tot, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Gotthold Schwarz, Rheinische Kantorei, Kleine Konzert, Das & Hermann Max

11. Jesu, meine Freude, BWV 227: Jesu, meine Freude, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Rostocker Motet Choir, Leipzig Capella Fidicinia & Hartwig Eschenburg

12. Preise, Jerusalem, den Herrn, BWV 119: Der Herr hat Guts an uns getan, Anonymous & Bach, Johann Sebastian (1685-1750), Max Pommer, New Bach Collegium Musicum Leipzig & Leipzig University Choir

13. Ich hatte viel Bekummernis, BWV 21: Sei nun wieder zufrieden, meine Seele, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Vienna Boys Choir, Peter Marschik & Stuttgart Philharmonic Orchestra

14. Wer weiss, wie nahe mir mein Ende!, BWV 27: Wer weiss, wie nahe mir mein Ende, Anonymous & Bach, Johann Sebastian (1685-1750), Rostocker Motet Choir, Leipzig Capella Fidicinia & Hartwig Eschenburg

15. St. Matthew Passion, BWV 244, Part III: Wir setzen uns mit Tranen nieder, Johann Sebastian Bach (Germany, 1685-1750), Rheinische Kantorei, Kleine Konzert, Das & Hermann Max

Die himmel rühmen geistliche chormusik
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Boa audição!

Avicenna

 

Gustav Mahler (1860-1911): A Canção da Terra (Rattle)

Gustav Mahler (1860-1911): A Canção da Terra (Rattle)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um registro espetacular de uma obra que não é para amadores, longe disso. O trabalho de Kožená, Skelton e Rattle são nada menos do que espantosos. Santa Magdalena Kožená faz picadinho de nosso coração na Despedida, último e esplêndido movimento da obra. Incrivelmente, trata-se de uma gravação feita ao vivo.

A Canção da Terra (Das Lied von der Erde) consiste num ciclo de seis canções baseadas em antigos poemas chineses, adaptados para o alemão por Hans Bethge. Mahler trabalhou nesta sua obra durante os últimos verões da sua vida. Conseguiu concluí-la em 1911, pouco antes de morrer. Porém, não chegou a ouvir a sua estreia, apesar de a ter interpretado inúmeras vezes ao piano, auxiliado pelo seu amigo e aluno Bruno Walter – que viria a estreá-la em Munique, em Novembro de 1912, um ano e meio após a morte do compositor.

Os poemas que integram o ciclo são toda uma filosofia da existência humana. O primeiro, Das Trinklied vom Jammer der Erde (“A Canção-brinde à Miséria da Terra”) é uma canção que confronta a eternidade da Terra e o caráter efêmero do homem no planeta. O segundo, Der Einsame im Herbst (“O Solitário no Outono”), descreve a Terra envolta numa névoa outonal, como alegoria de desencanto amoroso. O terceiro poema, Von der Jugend (“Da Juventude”), recria imagens da juventude: o ruído de “jovens lindamente vestidos” dentro de “um pavilhão de verde e branca porcelana”. O quarto, Von der Schönheit (“Da Beleza”), retrata uma paisagem campestre, onde a beleza, especialmente a humana, é ressaltada pela luz da natureza e, ao final, um par de jovens trocam calorosos olhares. O quinto, Der Trunkene im Frühling (“O Bêbado na Primavera”) relaciona a vida a um mero sonho e assim o personagem entrega-se ao simples prazer de beber. O sexto, Der Abschied (“A Despedida”), reúne um dos tons mais sombrios e melancólicos desta obra, combinando dois poemas que aludem à nostalgia da amizade e à decisão de partir, num estado de serenidade própria das filosofias budistas e zen.

Mais próximo de Beethoven do que Wagner, Das Lied von der Erde não foi catalogada como sinfonia devido a uma superstição que pesa sobre os compositores: todos têm medo de ultrapassar o número nove. Mas A Canção da Terra é nitidamente uma sinfonia vocal, que culmina a linha sinfônica mahleriana — melancólica e pessimista. E belíssima!

Gustav Mahler (1860-1911): A Canção da Terra

01. Das Lied von der Erde: I. Das Trinklied vom Jammer der Erde
02. Das Lied von der Erde: II. Der Einsame im Herbst
03. Das Lied von der Erde: III. Von der Jugend
04. Das Lied von der Erde: IV. Von der Schönheit
05. Das Lied von der Erde: V. Der Trunkene im Frühling
06. Das Lied von der Erde: VI. Der Abschied

Magdalena Kožená, mezzo-soprano
Stuart Skelton, tenor
Symphonieorchester des Bayerischen Rundfunks
Sir Simon Rattle

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Tem lá no Posto Ipiranga, seu Mahler!

PQP

.: interlúdio :. Vienna Art Orchestra (VAO): Art & Fun

.: interlúdio :. Vienna Art Orchestra (VAO): Art & Fun

IM-PER-DÍ-VEL E AGORA COMPLETO !!!

Agradecemos ao finíssimo pequepiano C. P., que nos mandou este álbum completo ao ver que tínhamos feito uma postagem parcial do mesmo há mais ou menos um mês.

Eu é que agradeço, PQP. O PQP Bach têm contribuído demais para que eu amplie o meu conhecimento musical e aproveite melhor as criações dos mestres. Sempre que puder, estou à disposição.

Vocês, pequepianos, são os melhores, sem dúvida!

Bem, o CD1 é sensacional . Já o segundo é mais elétrico e tenho um problema com eletricidade. As ideias são boas, há humor e criatividade como no CD1, mas sou um cara complicado.

A Vienna Art Orchestra (VAO) foi um grupo europeu de jazz sediado em Viena, na Áustria. Organizado em diferentes momentos, tanto como uma big band ou em combinações menores, foi considerado como um dos principais conjuntos de jazz europeus e embaixador cultural oficial da República da Áustria. Extinguiu-se em 2010. A VAO foi fundada em Viena em 1977 pelo pianista suíço Mathias Ruegg. Ele modificou o formação tradicional das bigs bands, com a adição de novos instrumentos. De resto, a VAO é composta quase só por austríacos. A orquestra deu concertos nos EUA, Europa e África. Participou de muitos festivais, com grande sucesso. Ela teve como convidados John Surman, George Lewis, Karin Krog, Art Farmer e toda a torcida do Flamengo.

Vienna Art Orchestra: Art and Fun

Live
1-1 Art & Fun 4:26
1-2 L’Art Du Son 7:20
1-3 Art Of Sin 5:59
1-4 Art Is Gone 4:49
1-5 Art Is Smart 5:40
1-6 Art With Heart 8:15
1-7 Art To Dance 3:26
1-8 Art In Trance 4:08
1-9 Art To Lunch 7:12
1-10 Art With Punch 6:47
1-11 Art Got Drunk 4:14
1-12 L’Art Goes Funk 4:35
1-13 Fun & Art 7:21

Remixed
2-1 Artful Noise 4:12
2-2 Son Of Sun 4:20
2-3 Time To Sin 5:07
2-4 Gone Movies 4:44
2-5 Smart Shades 1:57
2-6 Heartbeat 5:02
2-7 Trance Versus Dance 5:39
2-8 Out For Lunch? 5:11
2-9 Dark Water Punch 5:45
2-10 Drunk With Consuela 4:30
2-11 Funkloch 6:32
2-12 Funny Accent 4:17
2-13 Marquis De Satie 6:16

Vienna Art Orchestra

CD1
Recorded at Porgy and Bess, Vienna, August 2001
Mixed at Studio Powerplay, Zurich, January 2002
CD2
All remixes of CD1 at Sonic Spell Lounge/Berlin, November-December 2001

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A VAO em 1985. Art & Fun é de 2001.

PQP