.: interlúdio :. The New Tango – Astor Piazzolla & Gary Burton

.: interlúdio :. The New Tango – Astor Piazzolla & Gary Burton

Uma rosa numa mão e uma navalha na outra – esta impressão me veio quando de uma aula na qual fizemos a audição de diversos gêneros musicais e uma das faixas era Piazzolla. O que poderia escrever sobre sua música não cabe aqui, talvez nem em palavras. Posso dizer que é uma música que não costumo partilhar quando a ouço, porque há muito que compreendi o quanto a música pode incomodar os espíritos menos permeáveis, à beleza e a certas intensidades; talvez também pelo quanto a música pode dizer de nós mesmos; talvez porque certos whiskys só podem ser partilhados com muito poucos. Piazzolla, abrindo a cancela das impressões e da emoção, é abismo de maravilhas, é caminho sem fim e fim de caminho, também caminho perdido; é partida, volta e revolta. Tanguédia, tragédia, tragicomédia, melodinâmica – na impressão do amigo flautista Marco Moreno Pio (em memória); “pulsacion” e síncope, por vezes cardíaca. Densidade, intensidade e ansiedade. Lirismo e facada. A lona do ringue e o enfrentamento. A música de Piazzolla pode ser chamada de erudita, caindo no balaio das terminologias muitas vezes mal vindas ou falhas. É toda escrita com o rigor das peças chamadas eruditas, com espaços naturalmente para reinterpretações e improvisações – sempre muito benvindas. Astor, assim como outros tantos compositores do século passado, peregrinou ao templo da maga musical do século XX, Nadia Boulanger (1887-1997). E dela ouviu o mesmo que ouviu George Gershwin: “você já sabe escrever como Ravel, agora vá ser você mesmo”. Com este batismo de fogo na testa, Astor podia então dar curso à revolução do Tango; revolução essa que para muitos conservadores, até hoje, seria herética. Em uma viagem a Buenos Aires, perambulando por uma rua de antiquários no Bairro San Telmo, um respeitável senhor, me vendo passar com meu chapéu de aba larga, me indagou: “Buscas a Gardel?” Respondi: “Não, busco a Piazzolla!” Ele me olhou com estranheza e reprovação (risos). O pequeno Astor, que foi amigo e escudeiro de Gardel (que era de Toulouse – França, conforme revelado recentemente), que lhe comprava jornais e cigarros. Gardel, vendo-o tocar tão bem o Bandoneon, queria que o acompanhasse numa viagem – aquela que lhe seria derradeira e fatal. O pai de Astor não o permitiu, alegando que ele somente teria esta liberdade quando concluísse os estudos. Salvou assim o filho para si e para a nós salvou o gênio – Viva Dom Nonino!

Este estupendo registro musical, conheci em vinil há décadas e diria que poderíamos considerar uma das melhores sínteses da música do mestre de Mar del Plata – o que em absoluto vem a excluir tudo o mais, ao contrário. O honradíssimo convidado é o vibrafonista Gary Burton, jazzman, da tradição de Lionel Hampton e Milt Jackson, entre outros. Nascido em Indiana, Burton foi autodidata em vibrafone e marimba desde os seis anos de idade; mais tarde encontraria sua grande inspiração no pianista Bill Evans. A assimilação do estilo de Astor por Gary é perfeita. O digo porque para outros não foi fácil, a exemplo do Kronos Quartet. Este formidável grupo de cordas, apesar de exímio, não satisfez ao mestre, que em meio a uma madrugada telefonou para o seu compadre violinista Fernando Suarez Paz, rogando que fosse imediatamente para os Estados Unidos, pois o quarteto não conseguia assimilar o que a sua música exigia nem reproduzir os efeitos necessários. Só assim foi possível o disco ‘Five Tango Sensations’. Burton se destaca e o faz, para além de sua habilidade e feeling, também através dos excelentes arranjos: Piazzolla estende o tapete vermelho para o vibrafone e Burton o honra devidamente, brilhantemente. A única ressalva que faria ao disco, só pra ser chato, é que o bandoneon e violino ficam em segundo plano em volume na gravação. Houve um excesso de cuidados na captação do vibrafone.

i592c5A atuação do mestre dispensa qualquer comentário. Ao seu lado, o fidelíssimo escudeiro Fernando Suarez Paz, para mim um dos maiores violinistas de todos os tempos. Assim como Duke não seria Ellington sem a paleta de cores de sua orquestra, nas figuras de Johnny Hodges, Cootie Williams, Harry Carney, Barney Bigard… Assim como Sherlock seria menos Holmes sem Watson e Dom Quixote menos poético sem Sancho Pança, Astor seria menos Piazzolla sem o seu grande comparsa de belezas musicais indizíveis. Um daqueles encontros através dos quais a arte conspira para nos legar espetáculos; ainda como Billie Holiday e Lester Young, enfim… Também o magnífico pianista Pablo Ziegler, outro fidelíssimo companheiro de intensidades sonoras, mais Hector Console no baixo. Convido-os então para o abismo de beleza que é a música de Astor Piazzolla.

“Suite for Vibraphone and New Tango Quintet”

  • Milonga Is Coming
  • Vibraphonissimo
  • Little Italy 1930
  • Nuevo tango
  • Laura’s Dream
  • Operation Tango
  • La Muerte del Angel

Astor Piazzolla – Bandoneon
Gary Burton – Vibraphone
Fernando Suarez Paz – Violino
Pablo Ziegler – Piano
Horácio Malvicino – Guitar
Hector Console – Bass
Recorded in the Montreux Festival, 1986.

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Retrato do menino Astor Piazzolla aos 12 anos, por Diego Rivera. New York, 1933.
Retrato do menino Astor Piazzolla aos 12 anos, por Diego Rivera. New York, 1933.

Wellbach

 

.: interlúdio :. B. B. King – Deuces wild

Captura de Tela 2017-11-03 às 17.20.37
Em memória do imenso B. B. King
1925 – 2015
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Deuces wild – 1997
B. B. King & Friends

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01. If you love me (B.B. King & Van Morrison)
02. The Thrill Is Gone (B.B. King & Tracy Chapman)
03. Rock Me Baby (B.B. King & Eric Clapton)
04. Please send me someone to love (B.B. King & Mick Hucknall)
05. Baby I Love You (B.B. King & Bonnie Raitt)
06. Ain’t Nobody Home (B.B. King & D’Angelo)
07. Pauly’s Birthday Boogie (B.B. King & Jools Holland)
08. There Must Be a Better World Somewhere (B.B. King & Dr. John)
09. Confessin’ the Blues (B.B. King & Marty Stuart)
10. Hummingbird (B.B. King & Dionne Warwick)
11. Bring it home to me (B.B. King & Paul Carrack)
12. Paying the Cost to Be the Boss (B.B. King & Roling Stones)
13. Let the Good Times Roll (B.B. King & Zucchero)
14. Dangerous Mood (B.B. King & Joe Cocker)
15. Keep It Coming (B.B. King & Heavy D)
16. Crying Won’t Help You (B.B. King & David Gilmour & Paul Carrack)
17. Night life (B.B. King & Willie Nelson)

Palhinha: ouça 01. If you love me (B.B. King & Van Morrison)

B. B. King – Deuces wild – 1997

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MP3 320 kbps – 176,4 MB – 1,2 h
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Boa audição.

Captura de Tela 2017-11-03 às 17.25.06

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

.: interlúdio :. Lalo Schifrin (1932 – ) – A Tribute to the Memory of the Marquis de Sade

the-dissection-and-reconstruction-of-music-from-the-past-as-performed-by-the-inmates-of-lalo-schifrins-demented-ensemble-as-a-tribute-to-the-memory-of-the-marquis-de-sade
Lalo Schifrin
1966

 

O nome completo desde LP gravado em 1966 é: The Dissection and Reconstruction of Music from the Past as Performed by the Inmates of Lalo Schifrin’s Demented Ensemble as a Tribute to the Memory of the Marquis de Sade.

Lalo Schifrin nasceu na Argentina. Seu pai, Luis Schifrin, liderou a ala dos segundos violinos do Teatro Colón por três décadas. Aos seis anos de idade iniciou um curso de piano de seis anos com Enrique Barenboim, pai do pianista e maestro Daniel Barenboim. Aos dezesseis anos de idade, Schifrin começou a estudar piano com o russo expatriado Andreas Karalis, antigo responsável pelo Conservatório de Kiev, e harmonia com o compositor argentino Juan-Carlos Paz. Durante esse período, Schifrin também começou a se interessar pelo jazz.

Embora tenha estudado Sociologia e Direito na Universidade de Buenos Aires, foi a música que capturou a sua atenção. Aos 20 anos de idade, ganhou uma bolsa de estudo no Conservatório de Paris. Enquanto lá permaneceu, frequentou as aulas de Olivier Messiaen e formalmente estudou com Charles Koechlin, um discípulo de Maurice Ravel. Durante as noites, tocava jazz nos night-clubs de Paris. Em 1955 tocou piano com Astor Piazzolla e representou seu país no Festival Internacional de Jazz de Paris. Em 1960 tocou o piano no conjunto de Dizzy Gillespie.

Escreveu inúmeras trilhas sonoras para mais de 100 filmes e seriados para a televisão e marcou época com suas composições e suas interpretações de jazz com o seu conjunto. Possui 4 Grammy Awards (21 indicações), recebeu 6 indicações para o Oscar e tem a sua estrela no Hollywood Walk of Fame.

1. Old Laces
2. The Wig
3. The Blues for Johann Sebastian
4. Renaissance
5. Beneath A Weeping Willow Shade
6. Versailles Promenade
7. Troubadour
8. Marquis de Sade
9. Aria
10. Bossa Antique

The Dissection and Reconstruction of Music from the Past as Performed by the Inmates of Lalo Schifrin’s Demented Ensemble as a Tribute to the Memory of the Marquis de Sade – 1966
Lalo Schifrin Ensemble

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MP3 320 kbps – 76,9 MB – 32,8 min
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Boa audição!

para-surdos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

.: interlúdio :. Charlie Haden – Nocturne (2001)

.: interlúdio :. Charlie Haden – Nocturne (2001)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Merecidamente multipremiado, este extraordinário CD nasceu de uma necessidade íntima de Haden. Ele precisava demonstrar novamente sua inconformidade com o bloqueio à Cuba, mas desejava fazer algo realmente bom e consistente. E fez. E como fez! Trata-se de uma reafirmação, pois seu trabalho com a Liberation Music Orchestra, com a participação de Carla Bley e tantos outros, nunca ignorou a ilha. Nocturne amplia a afinidade e o relacionamento do baixista com o espetacular pianista cubano Gonzalo Rubalcaba, que introduziu Haden na tradição do bolero cubano. O resultado é uma mistura incomum de bolero com jazz que produz peças límpidas. São canções por vezes sombrias, mas preenchidas por um lirismo melancólico. Disco especialíssimo, totalmente fora da linha de montagem.

Charlie Haden – Nocturne (2001)

01. En La Orilla Del Mundo (At The Edge Of The World) 5:14
02. Noche De Ronda (Night Of Wandering) 5:45
03. Nocturnal 6:56
04. Moonlight (Claro De Luna) 5:38
05. Yo Sin Ti (Me Without You) 6:02
06. No Te Empenes Mas (Don’t Try Anymore) 5:31
07. Transparence 6:12
08. El Ciego (The Blind) 5:58
09. Nightfall 6:40
10. Tres Palabras (Three Words) 6:18
11. Contigo En La Distancia (With You In The Distance) 6:34

musicians
Charlie Haden – bass
Gonzalo Rubalcaba – piano
Ignacio Berroa – drums, percussion
Joe Lovano – tenor sax
David Sanchez – tenor sax
Pat Metheny – acoustic guitar
Federico Britos Ruiz – violin

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Charlie Haden, em pintura de Johanna Goodman
Charlie Haden, em pintura de Johanna Goodman

PQP

.: interlúdio :. Jam session: Ella Fitzgerald, Louis Armstrong, Oscar Peterson, Herb Ellis, Ray Brown, Buddy Rich

ella-louis
Local: Capitol Studios, Los Angeles, CA, USA
Data: August 16, 1956

Oscar Peterson ao piano, o Herb Ellis na guitarra, o Ray Brown no baixo e Buddy Rich na bateria.
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Ella Fitzgerald e Louis Armstrong estavam batendo um papo até que Oscar Peterson falou: Let’s move our tails!  One … two … three !!!
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Então começou uma das melhores e mais inesquecíveis jam sessions de todos os tempos !!! Oooh, yeah!!

1. Can’t We Be Friends
2. Isn’t It A Lovely Day
3. Moonlight In Vermont
4. They Can’t Take That Away From Me
5. Under A Blanket Of Blue
6. Tenderly
7. A Foggy Day
8. Stars Fell On Alabama
9. Cheek To Cheek
10. The Nearness of You
11. April In Paris

Ella & Louis – 1956
Louis Armstrong – Vocals, Trumpet
Ella Fitzgerald – Vocals
Ray Brown – bass
Herb Ellis – guitar
Oscar Peterson – piano
Buddy Rich – drums

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MP3 320 kbps – 123,7 MB – 53,7 min
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Oooh, yeah!!

espelho

 

 

 

 

 

 

Avicenna

.: interlúdio :. Béla Fleck & The Flecktones – Rocket Science (2011)

.: interlúdio :. Béla Fleck & The Flecktones – Rocket Science (2011)

Bela Fleck é o único músico a ser indicado para o Grammy em jazz, bluegrass, pop, country, spoken word, compositor e em várias categorias de world music. Ganhou 11 vezes, com 27 indicações no total. Grande merda, né? O instrumento de Fleck é o banjo e nele o cara faz misérias. Ele toca e grava em várias formações, além de ser o inovador líder do Béla Fleck & The Flecktones. Rocket Science marca a primeira gravação dos Fab Four Flecktones em quase duas décadas, com o pianista e gaitista Howard Levy, o baixista Victor Wooten e o percussionista e baterista Roy Futureman Wooten.

Um CD que é MUITO BOM, mas que é, essencialmente, MUITO DIVERTIDO.

Béla Fleck & The Flecktones – Rocket Science (2011)

1. Gravity Lane 5:58
2. Prickly Pear 3:49
3. Joyful Spring 2:40
4. Life In Eleven 5:25
5. Falling Forward 5:10
6. Storm Warning 7:58
7. Like Water 4:41
8. Earthling Parade 7:58
9. The Secret Drawer 2:12
10. Sweet Pomegranates 5:55
11. Falani 6:51
12. Bottle Rocket 5:52

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Bela Fleck, quem mais poderia ser?
Bela Fleck, quem mais poderia ser?

PQP

.: interlúdio :. Ray Conniff Singers – The Best of

capa Ray Conniff Singers

Seus grandes sucessos
Anos dourados

A Orquestra e Coro de Ray Conniff embalava as festinhas de fim de semana dos hoje ‘semi-novos’, como o nosso leitor Manuel e eu, nos anos 60.

Os rapazes de terno escuro e gravata fininha, e as moças com vestido abaixo do joelho e um colarzinho de pérolas. O som vinha da vitrola.

Spica_ST-600+caseBons tempos. Os novos radinhos que nos traziam as atualidades musicais já eram de pilha, normalmente um ‘tijolinho’ Spica, portáteis e transistorizados, pois não tinham válvulas! Bem … ouvíamos sómente uma faixa AM, pois não existia FM naquela época.

Nosso colega Wellington Mendes adiciona um interessante comentário: “Comenta-se a forma como Ray Conniff desenvolveu seu inimitável estilo e característica sonoridade. Na estrada com a orquestra, não havia muito tempo ou espaço para ensaios, então ele ensaiava no solfejo, on the road, com cada músico cantando sua parte. Ele então teve a ideia de incorporar um coral à orquestra, dobrando as vozes entre coro e naipes; daí a sua sonoridade cheia e marcante.”

A seguir, uma seleção das melhores gravações do Ray Conniff Singers, extraídas de diversos LPs da época.

Ray Conniff Singers
01. Harbour lights
02. These Foolish Things
03. Pearly Shells
04. You’ll Never Walk Alone
05. Spanish Eyes
06. The Impossible Dream
07. On The Street Where You Live
08. Far Away Places
09. Jamaica Farewell
10. Invisible Tears
11. Whatever Will Be, Will Be & True Love
12. I’ll Be Seeing You
13. I’m in the Mood for Love
14. If I Loved You
15. Young At Heart
16. I Only Have Eyes For You
17. Turn Around Look At Me
18. Are You Lonesome Tonight ?
19. I’ll See You In My Dreams
20. The Most Beautiful Girl

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MP3 +/- 216 kbps | 83,7 MB

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Boas emoções!


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Avicenna

.: interlúdio :. Mingus Big Band, Mingus Orchestra & Mingus Dynasty: I am three

.: interlúdio :. Mingus Big Band, Mingus Orchestra & Mingus Dynasty: I am three

Logo após a morte do grande Charlie Mingus, foi fundada a Mingus Dynasty com a finalidade de seguir tocando as obras-primas do compositor erudito que mais gostava de jazz… Depois veio a Mingus Big Band e mais recentemente a Orchestra Dynasty. O som dos caras — de todos eles — permanece exuberante e a obra do autor é tão vasta que, mesmo após de quase 20 CDs dos grupos, nem parece ter sido devidamente examinada. I am three refere-se ao primeiro parágrafo da autobiografia de Mingus Beneath the Underdog e também à junção de todo mundo. Desta vez, o grupo de 14 músicos da Mingus Big Band se junta a mais 10 da Mingus Orchestra e a todo o septeto da Mingus Dynasty. O resultado é ótimo. Destaque para Song with Orange.

Mingus Big Band –  I Am Three

01 Song with Orange
02 MDM
03 Chill of Death
04 Paris in Blue
05 Tensions
06 Orange Is the Color of Her Dress
07 Cell Block F ‘Tis Nazi USA
08 Todo Modo
09 Wednesday Night Prayer Meeting
10 Pedal Point Blues

Mingus Big Band
Mingus Orchestra
Mingus Dynasty

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Mingis Big Band

PQP

Les Swingle Singers – Jazz Sébastian Bach (vol 1)

jazz-sebastian-bach-vol-1
Jazz Sébastien Bach vol 1
Les Swingle Singers
LP de 1963

 

Se é para soltar a franga, Avicenna ataca de Swingle Singers, grupo francês que se notabilizou nos anos 60 quando lançou o seu primeiro LP: Jazz Sébastian Bach. Sucesso mundial!

Grupo vocal de jazz, interpretam Bach com humor, alegria, ternura e respeito, sem modificar nada do original: nem uma nota acrescentada ou omitida.

Interpretam no gogó, no blá-blá-blá, obras de Bach originalmente compostas para harpsicórdio ou órgão, acompanhados somente de um contra-baixo e uma bateria. Oooh, yeah!!

1. Fugue in D Minor from ‘The Art of the Fugue’, BWV 1080
2. Choral No.1- ‘Wake, Arise, The Voices Call Us’, BWV 645
3. Air for G String (Suite No.3 in D Major BWV 1068)
4. Prelude No.11 from The Well-Tempered Clavier, in F Major, Book 2, BWV 880
5. Boureè from English Suite No.2 in A Minor, BWV 807
6. Fugue No.2 in C Minor from The Well-Tempered Clavier, Book 2, BWV 871
7. Fugue No.5 in D Major from The Well-Tempered Clavier, Book 1, BWV 850
8. Prelude No.9 from The Well-Tempered Clavier, Book 2, BWV 878
9. Sinfonia from Partita No.2 in C Minor, BWV 826
10. Prelude No.1 from The Well-Tempered Clavier, in C Major, Book 2, BWV 870
11. Canon
12. Two-Part Invention No.1 in C Major- BWV 772
13. Fugue No.5 in D Major from The Well-Tempered Clavier, Book 2, BWV 874

Como bônus, uma obra-prima do jazz, Les Swingle Singers & The Modern Jazz Quartet, briga de cachorro grande, gravado em 1967:
14. Air for G String (Suite No.3 in D Major BWV 1068)

Jazz Sébastian Bach – 1963
Les Swingle Singers

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MP3 320kbps – 79,9 MB – 37,6 min
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Boa audição!

selfie Davi

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

Les Swingle Singers – Jazz Sébastian Bach – vol. 2

jazz-sebastian-bach-vol-2
Jazz Sébastien Bach vol 2
Les Swingle Singers
1968

 Avicenna ataca de novo de Swingle Singers, aquele grupo francês de jazz que interpreta Bach com humor, alegria, ternura e respeito, no go-gó, no blá-blá-blá, acompanhados somente de um contra-baixo e uma bateria.
Em 1968 gravaram o 2º volume do Jazz Sébastien Bach. Novo sucesso mundial!

Mais informações sobre Les Swingle Singers e as cantatas de Bach podem ser encontradas aquí em Bach-Cantatas

1. Vivace from Concerto for Two Violins in D Minor, BWV 1043
2. Prelude and Fugue No.10 in E Minor from The Well-Tempered Clavier, Book 1, BWV 855
3. Cantata, Choral ‘Jesus Shall Remain My Gladness’, BWV 147
4. Gavotte from Partita No.3 for Solo Violin in E Major, BWV 1006
5. Prelude and Fugue No.1 in C Major from The Well-Tempered Clavier, Book 1, BWV 846
6. Fugue in G Major from Prelude and Fugue, BWV 541
7. Adagio from Sonata No.3 for Violin and Harpsichord in E Major, BWV 1016
8. Prelude and Fugue No.3 in C-sharp Major from The Well-Tempered Clavier, Book 1, BWV 848
9. Choral ‘Now Come, The Gentile’s Savior’ from Leipzig Chorales, BWV 859
10. Fugue No.21 in B Flat Major from The Well-Tempered Clavier, Book 1, BWV 866

Jazz Sébastian Bach – vol. 2 – 1968
Le Swingle Singers

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MP3 320 kbps – 66,3 MB – 31 min
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Oooh, yeah!!

a-criação-da-internet

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

.: interlúdio :. Antiphone Blues

.: interlúdio :. Antiphone Blues

IM-PERDÍ-VEL !!!

Mais um disco de gatinhos, mas estes aqui vêm embalados em tanta elegância timbrística e com uma qualidade sonora tão estupefaciente que é bom respeitar. O saxofonista sueco Arne Domnérus (1924-2008) e o organista também sueco Gustaf Sjökvist (1943-2015) gravaram Antiphone Blues em 1974 na Spånga Church, de Estocolmo. A fórmula já era praticada desde o barroco — você deve ouvir o que os italianos escreveram para trompete e órgão, é do caraglio –, mas, é claro, o sax não existia durante o barroco, só as igrejas. Após Antiphone, John Surman levou seu sax para várias igrejas — ficou lindo — e The Carla Bley Big Band Goes to Church, só que acho que nada se compara à elegância cool de Domnérus e Sjökvist. Vale a pena deitar no chão e ouvir bem alto, sentindo vibração por vibração. É do caraglio.

Dentro da Spånga Church, Stockholm, Sweden.
Dentro da Spånga Church, Stockholm, Sweden.

Antiphone Blues

A1 Almighty God — Written-By – Duke Ellington 3:10
A2 Nobody Knows The Trouble I’ve Seen 3:05
A3 Sometimes I Feel Like A Motherless Child 2:20
A4 Antiphone Blues 3:15
A5 Jag Vet En Dejlig Rosa 2:40
A6 Träumerei – Arranged By – Bengt Hallberg — Written-By – Robert Schumann 4:30
B1 Come Sunday Arranged By – Bengt Hallberg — Written-By – Duke Ellington 4:35
B2 Heaven — Written-By – Duke Ellington 3:09
B3 Entonigt Klingar Den Lilla Klockan 3:35
B4 Den Signade Dag 3:45
B5 Largo Written-By – Antonio Vivaldi 3:05

Saxophone – Arne Domnérus
Organ – Gustaf Sjökvist

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Spånga Church, Stockholm, Sweden, agora por fora
Spånga Church, Stockholm, Sweden, agora por fora

PQP

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Händel Goes Wild

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Händel Goes Wild

A austríaca Christina Pluhar tem um longo histórico na música antiga. Toca alaúde e tiorba, ganhou prêmios por suas interpretações de música antiga, etc. Em 2000, fundou o grupo L’Arpeggiata e a liberdade que passou a sentir foi, literalmente, impressionante. Após o excelente CD que postamos ontem e que é de 2014, ela reaparece com uma bordagem respeitosa e originalíssima de Händel. Na companhia do soprano Nuria Rial, do contratenor Valer Sabadus e do saxofonista e clarinetista de jazz Gianluigi Trovesi, ela aborda Händel. Não curti tanto quando o Purcell de 2014, mas é um CD que não deve passar em branco. Tem de tudo nele, inclusive e principalmente bom gosto. O wild é só para causar.

Händel Goes Wild

1 Handel / Arr Pluhar: Alcina, HWV 34, Act 3: Sinfonia (Arr. Pluhar) – Christina Pluhar
2 Handel / Arr Pluhar: Rinaldo, HWV 7b, Act 1: “Venti, turbini” (Rinaldo) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
3 Handel / Arr Pluhar: Semele, HWV 58, Act 2: “O sleep, why dost thou leave me” (Semele) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
4 Vivaldi / Arr Pluhar: Improvisation on Concerto for Strings in G Minor, RV 157: I. Allegro (Arr. Pluhar) – Christina Pluhar
5 Handel: Rinaldo, HWV 7b, Act 1: “Cara sposa” (Rinaldo) – Christina Pluhar
6 Handel / Arr Pluhar: Semele, HWV 58, Act 2: “Where’er you walk” (Semele) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
7 Handel / Arr Pluhar: Solomon, HWV 67, Act 3: The Arrival of the Queen of Sheba (Arr. Pluhar) – Christina Pluhar
8 Handel / Arr Pluhar: Amadigi di Gaula, HWV 11, Act 2: “Pena tiranna” (Dardano) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
9 Handel / Arr Pluhar: Giulio Cesare in Egitto, HWV 17, Act 3: “Piangerò la sorte mia” (Cleopatra) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
10 Kapsberger: Canario (Arr. Pluhar) – Christina Pluhar
11 Handel / Arr Pluhar: Alcina, HWV 34, Act 2: “Verdi prati” (Ruggiero) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
12 Handel / Arr Pluhar: Il trionfo del Tempo e della Verità, HWV 46b, Part 2: “Tu del Ciel ministro eletto” (Belezza) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
13 Handel: Alcina, HWV 34, Act 2: “Mi lusinga il dolce affetto” (Ruggiero) [Arr. Pluhar] – Christina Pluhar
14 Handel: Rinaldo, HWV 7, Act 2: “Lascia ch’io pianga” (Improvisations by Josep Maria Martí Duran and Turrisi) – Christina Pluhar
15 Handel: Serse, HWV 40, Act 1: “Ombra mai fu” (Serse) – Christina Pluhar

L’Arpeggiata
Christina Pluhar

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Christina Pluhar, uma figura muito interessante
Christina Pluhar, uma figura muito interessante

PQP

Henry Purcell (1659-1695): Music for a While – Improvisations on Purcell

Henry Purcell (1659-1695): Music for a While – Improvisations on Purcell

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este é um disco inacreditável. Um grupo de música antiga reuniu-se a um grupo de jazz (piano, baixo e bateria) para tocar algumas obras do imenso compositor inglês Henry Purcell. Quando comecei a ouvir, detestei a primeira faixa, mas depois fui inteiramente tomado pelo bom gosto do grupo organizado por Christina Pluhar. Os arranjos para Music for a whileWhen I am laid in earth, Here the deities approve e O let me weep, por exemplo, são espetaculares. Os cantores são todos eruditos, mas tratam de amenizar a empostação. A partir da faixa dois, tudo funciona maravilhosamente neste disco, até a faixa bônus, com uma incompreensível canção de Leonard Cohen. Eu gosto de Cohen, mas por quê?

E, bem, Purcell é o cara, né?

Henry Purcell (1659-1695): Music for a While – Improvisations on Purcell (2014)

01. The Mock Marriage, Z. 605/2: “Twas within a furlong” 2:54
02. Oedipus, King of Thebes, Z. 583/2: “Music for a while” 5:54
03. Come, ye sons of art away (Birthday Ode for Queen Mary), Z. 323/5: “Strike the viol” 3:58
04. “Now that the sun hath veiled his light” (An Evening Hymn on a Ground), Z. 193 6:06
05. Hail! bright Cecilia (Ode for St. Cecilia’s Day), Z. 328/10: “In vain the am’rous flute” 4:34
06. Who can from joy refrain? (Birthday Ode for the Duke of Gloucester), Z. 342/3: “A prince of glorious race descended” 4:40
07. “O solitude, my sweetest choice”, Z. 406 5:24
08. Dido and Aeneas, Z. 626/38: “When I am laid in earth” 5:03
09. Hail! bright Cecilia (Ode for St Cecilia’s Day), Z. 328/8: “Wondrous machine” 3:42
10. Welcome to all the pleasures (Ode for St Cecilia’s Day), Z. 339/3: “Here the deities approve” 4:48
11. Dido and Aeneas, Z. 626/3: “Ah! Belinda” 4:10
12. Timon of Athens, Z. 632/2: “Hark! how the songsters of the grove” 2:49
13. Secresy’s Song, from The Fairy Queen, Z. 629/13: “One charming night” 4:40
14. The Mock Marriage, Z. 605/3: “Man is for the woman made” 1:18
15. The Fairy Queen, Z. 629/40: “O let me weep” (The Plaint) 7:19
16. Timon of Athens, Z. 632/13: “Curtain Tune on a Ground” 2:56
17. Leonard Cohen: Hallelujah 6:04

Philippe Jaroussky, countertenor
Dominique Visse, countertenor
Raquel Andueza, soprano
Vincenzo Capezzuto, alto

L’Arpeggiata
Christina Pluhar

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L`Arpeggiata em ação em Music for a While
L`Arpeggiata em ação em Music for a While

PQP

interlúdio – George Benson & Joe Farrell – Benson & Farrell

coverFaço esta postagem em homenagem a um querido amigo que faleceu neste domingo, e que era fã incondicional do Joe Farrell. Aliás, foi este mesmo amigo que me apresentou este excepcional saxofonista e flautista, que também morreu jovem, antes dos 40 anos, no apogeu de sua carreira.
Este disco é muito leve, suave, delicado. A guitarra de George Benson cria um clima único pra Farrell desfilar seu talento e incrível capacidade de improvisação. Talvez seja uma boa trilha sonora para acompanhar meu amigo em seu caminho rumo a não sei aonde.
Descanse em paz, Alírio.

P.S. Me perdoem, não tenho a relação dos músicos que tocam neste CD. Se alguma boa alma puder ajudar, agradeço.

01. Flute Song
02. Beyond The Ozone
03. Camel Hump
04. Rolling Home
05. Old Devil Moon

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.: interlúdio :. Tigran Hamasyan (1987): An Ancient Observer

.: interlúdio :. Tigran Hamasyan (1987): An Ancient Observer

Às vezes ele é um Egberto Gismonti soltando vocalizes de vogais puras ao piano, em outras parece um Jarrett (mas fazendo ritmos com a boca), depois um elegante Chick Corea ou quem sabe um Satie enlouquecido? Mas, bem, a música sempre tem certo sabor oriental. Com tantos cruzamentos, é melhor dizer que tudo isso é Tigran Hamasyan, um pianista armênio de jazz. Ele toca composições originais que são fortemente influenciadas pelo que adiantei e ainda pela tradição popular armênia. Suas improvisações contêm harmonias e ornamentações estranhas, certamente baseados em tradições do Oriente Médio e do sul da Ásia Ocidental. Vale a pena ouvir e acompanhar a carreira. Este An Ancient Observer é muito bom disco. Desde a primeira faixa, entramos num mundo em que a palavra “ancient” é responsável por séculos de história, e as melodias vão e vem como lembranças de um sonho. Os vocais não somente adicionam riqueza de timbres, mas também cerca o ouvinte com uma presença espiritual.

Tigran Hamasyan (1987): An Ancient Observer

1 Markos and Markos 5:38
2 The Cave of Rebirth 5:39
3 New Baroque 1 1:50
4 Nairian Odyssey 11:00
5 New Baroque 2 1:36
6 Etude No. 1 2:08
7 Egyptian Poet 2:20
8 Fides Tua 4:51
9 Leninagone 3:56
10 Ancient Observer 5:57

Tigran Hamasyan, piano

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Tigran Hamasyan, destruidor
Tigran Hamasyan, destruidor

PQP

.:interlúdio:. A primeira explosão jazzística de uma estudante de piano clássico: Nina Simone, Little Girl Blue (1958)

.:interlúdio:. A primeira explosão jazzística de uma estudante de piano clássico: Nina Simone, Little Girl Blue (1958)

[Postado originalmente em 18.10.2010]

Resolvi fazer minha primeira incursão no jazz neste blog. Como o colega PQP disse de si, não sou nenhum especialista nesse gênero: nem pensem em discutir comigo detalhes de estilos, gravações, nomes – mas, como em quase todos os campos, tenho minhas paixões também no jazz – e esta é provavelmente a maior. Não estranhem, portanto, que se trate de alguém que chegou a esse campo por uma porta lateral ou dos fundos, ou que fez qualquer caminho que não o mais usual em qualquer coisa: quase todas as minhas paixões são assim!

Miss Simone, ou melhor, Eunice Kathleen Waymon (com 36 anos na foto ao lado), começou com o piano aos 3 anos e fez um caminho de aprendizado clássico, como se nota das inflexões chopinianas da faixa 9 e sobretudo nas bachianas por toda parte, em especial na faixa 7.

Acontece que os recursos para bancar os estudos, pra variar um pouquinho, eram escassos, e Miss Waymon começou a levantar uns trocos tocando e cantando na noite – coisa que a senhora sua mãe pastora metodista fundamentalista não podia saber de jeito nenhum, pois apesar de não haver lido Drummond jamais consideraria isso uma solução, apenas uma quase-rima: com DEMON.

Foi assim que nasceu uma nova pessoa: Nina Simone – que levou uma vida tão cheia de aventuras e desventuras (pelo Caribe, África e França, inclusive impedida – acreditem – de voltar aos EUA por razões legais) que vocês deveriam procurar ler sobre ela em algum lugar.

Em 1958 sai então o primeiro disco dessa figura, então com 25 anos: Little Girl Blue. Estou dizendo porque todas as fontes dizem, mas não estranho se vocês duvidarem como eu duvidei: “isso não pode ser um disco de estreia!”

Não ouso dizer que seja um dos melhores discos da história do jazz porque, como já disse, não sou especialista e poderia ser apedrejado. Mas para mim, meu sentir pessoal, é um dos discos mais belos da história, ponto. Sim, yes, ja, oui: outros podem sentir diferente, mas eu sinto isso, digo há tempos e a impressão não parece querer mudar.

Mas como cada um é cada um, sugiro que vão sem nenhuma expectativa – como, aliás, acho que a gente devia ir sempre a qualquer coisa nova, não?

Nina Simone: Little Girl Blue (1958)
01 – Mood indigo [originalmente faixa 02]
02 – Don’t smoke in bed
03 – He needs ne
04 – Little girl blue
05 – Love me or leave me
06 – My baby just cares for me
07 – Good bait
08 – Plain gold ring
09 – You’ll never walk alone
10 – I loves you, Porgy [originalmente faixa 01]
11 – Central Park Blues
[Faixas-bônus – posteriores – incluídas na fonte utilizada]
12 – He’s got the whole world in His hands
13 – For all we know
14 – African mailman
15 – My baby just cares for me (extended version)

. . . . . BAIXE AQUI – download here (190 MB)

ou na plataforma TIDAL

Nina Simone
Nina Simone

Ranulfus

.: interlúdio :. ‘Round M: Monteverdi Meets Jazz

.: interlúdio :. ‘Round M: Monteverdi Meets Jazz

Excelente CD. A música de Monteverdi com episódios e elementos jazzísticos aqui e ali. Roberta Mameli é excelente cantora e não canta Monteverdi por acaso: é uma especialista no compositor. Na maioria das faixas, ela mantém a linha original da partitura acompanhada de instrumentos barrocos da maneira tradicional, enquanto os solistas de jazz — saxofone, trompete, bateria (escovas) ou violoncelo — pegam linhas melódicas, fornecem acompanhamento harmônico ou dão um fundo rítmico, transformando as peças antigas em uma mistura de barroco e jazz. Em algumas peças, até mesmo o cravo se aventura em harmonias jazzísticas. As faixas são bem executadas e gravadas. Pode-se demorar um pouco para se acostumar com essa mistura eclética de estilos musicais, mas eu já estava adaptado desde a primeira faixa. Grande Roberta Mameli, que aparece despida de preconceitos e disposta a explorações de um repertório que é tudo, menos morto.

‘Round M: Monteverdi Meets Jazz

1 Madrigals, Book 8 (Madrigali, libro ottavo), “Madrigali guerrieri, et amorosi”: Lamento della ninfa, SV 163 (arr. for jazz ensemble) 7:50
2 Ohime ch’io cado, ohime (arr. A. Lo Gatto) 5:17
3 Cantade: Usurpator tiranno (arr. for jazz ensemble) 9:03
4 Curtio precipitato et altri capricii, Book 2, Op. 13: Canzonetta, “Spirituale sopra la nanna” (arr. for jazz ensemble) 9:42
5 Bizzarrie poetiche poste in musica, Book 3, Op. 4: Pianto di Erinna (arr. for jazz ensemble) 8:08
6 Madrigals, Book 7 (Concerto: settimo libro de madrigali): Ohime, dov’e il mio ben, dov’e il mio core?, SV 140 (arr. for jazz ensemble) 5:54
7 Si dolce e’l tormento (arr. for jazz ensemble) 6:53
8 Trasfigurazione della ninfa 8:20

Roberta Mameli
La Venexiana
Claudio Cavina

BAIXE AQUI — DOWNLOAD HERE

Roberta Mameli atirando charme para os pequepianos
Roberta Mameli atirando charme para os pequepianos

PQP

.: Interlúdio :. Best Audiophile Voices

99ja79Best Audiophile Voices

Jazz

Desde a sua introdução em 2003, a coleção de 6 CDs “Best Audiophile Voices” tem consistentemente contado com algumas das mais elegantes gravações vocais femininas de jazz dos últimos anos. Produto mais vendido da Top2 Music, passou a ser sinônimo de melodias memoráveis, vocais de qualidade, arranjos suaves e gravações superiores.

Muitas intérpretes aqui listadas não são tão conhecidas do grande mundo fonográfico pois gostam mais de se apresentar em casas noturnas do restrito Circuito Elizabeth Arden.

Preparei as que mais gosto para esta postagem. Espero que também apreciem.

Palhinha: ouçam: 13 Both Sides Now (Jeanette Lindstrom & Steve Dobrogosz, autor, ao piano)

01  It Wouldn’t Have Made a Difference (Alison Krauss)
02  When I Dream (Carol Kidd)
03  What a Wonderful World (Eva Cassidy)
04  Over the Rainbow (Jane Monheit)
05  Perhaps Love (Jheena Lodwick)
06  Dave True Story (Kelly Flint)
07  Better be Home Soon (Andrea Zonn)
08  When I Fall in love (Claire Martin)
09  Fly Away (Corrinne May)
10  Desperado (Emi Fujita)
11  In a Sentimental Mood (Jacqui Dankworth)
12  I Left My Heart in San Francisco (Jean Frye Sidwell)
13  Both Sides Now (Jeanette Lindstrom & Steve Dobrogosz, autor, ao piano)
14  My Foolish Heart (Salena Jones)
15  Someone to Watch Over Me (Susannah McCorkle)
16  Cry Me a River (Tania Maria)
17  Fields of Gold (Emi Fujita)
18  Secret Love (Janet Seidel)
19  We’ve Only Just Begun (Salena Jones)
20  Vincent (Starry night) (Sara K)
21  For All We Know (Hayati Kafe)
22  Lady Jane (Jane Duboc)
23  If (Marianna Leporace)
24  You Don’t Bring Me Flowers (Salena Jones)
25  Get me through December (Alison Krauss & Natalie Mac Master)
26  Blame it on my youth (Emilie-Claire Barlow)
27  Bridge over troubled water (Eva Cassidy)
28  You belong to me (Janet Seidel)
29  500 miles (Noon)
30  Smoke gets in your eyes / All the things you are (Roberta Gambarini)
31  I don’t want to miss a thing (Salena Jones)
32  You’ve got a friend (Stacey Kent)

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
MP3 317,0 MB – 2 h 30 min
power by iTunes 12.1.0

Boa audição.

behind bars

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

.: interlúdio :. Gerald Clayton: Tributary Tales

.: interlúdio :. Gerald Clayton: Tributary Tales

“If you have to ask what jazz is you will never know”. São palavras brilhantes de Louis Armstrong, que contêm grande verdade, dada a capacidade do jazz de incorporar um enorme leque de influências, humores, cores, sons, o que torna sua definição decididamente inexata. E fascinante. Gerald Clayton é um pianista nascido na Holanda, mas que mora desde criança em Los Angeles. Seu Tributary Tales é um álbum que não perde tempo, com a excelente “Unforeseen” abrindo esplendidamente o disco. O que se destaca imediatamente é o trabalho de percussão — Cole, Lugo e Brown arrasam. Ao longo de uma boa parte do disco, Clayton parece se esquivar dos holofotes, tendo a seção de sopros o comando da melodia principal enquanto seu (excelente) piano tem um papel mais percussivo, em segundo plano. Curiosamente, nota-se algo de soul music aqui e ali. Um baita disco.

Gerald Clayton: Tributary Tales

1 Unforeseen 5:58
2 Patience Patients 6:13
3 Search For 1:08
4 A Light 4:19
5 Reach For 0:36
6 Envisionings 6:43
7 Reflect On 1:09
8 Lovers Reverie 3:11
9 Wakeful 5:54
10 Soul Stomp 7:47
11 Are We 7:00
12 Engage In 1:29
13 Squinted 7:11
14 Dimensions: Interwoven 5:50
15 Blues For Stephanie (Japan-only bonus track)

Gerald Clayton: piano; Logan Richardson: sax (alto); Ben Wendel: sax (tenor, baixo); Dayna Stephens: sax (barítono); Joe Sanders: baixo; Justin Brown: bateria; Aja Monet: voz; Carl Hancock Rux: voz; Sachal Vasandani: voz; Henry Cole: percussão; Gabriel Lugo: percussão.

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Gerald Clayton em 2017.
Gerald Clayton em 2017.

PQP

.: interlúdio :. François Couturier (1950): Nuit Blanche

.: interlúdio :. François Couturier (1950): Nuit Blanche

Ingmar Bergman disse uma vez que Andrei Tarkovsky filmava como se sonha. E o Quarteto Tarkovsky, que recebeu o nome do grande cineasta russo, desenvolveu uma linguagem de própria, muito próxima dos sonhos. Para o líder e pianista François Couturier, o silêncio e a lentidão de Tarkovsky estão intimamente relacionados com a estética desenvolvida no terceiro álbum do grupo, Nuit blanche, produzido por Manfred Eicher em Lugano em abril de 2016. Aqui temos peças diversas composta por François Couturier ou criadas no momento por Couturier, a violoncelista Anja Lecher, o saxofonista Jean-Marc Larché e o acordeonista Jean-Louis Matinier. Elas exploram a textura dos sonhos e da memória e continuam a fazer uma referência oblíqua a Tarkovsky. É improviso, composição moderna e música barroca,tudo ao mesmo tempo agora.

François Couturier (1950): Nuit Blanche

1 Rêve 2:54
2 Nuit blanche 5:38
3 Rêve II 1:22
4 Soleil sous la pluie 4:41
5 Dream III 2:05
6 Fantasia 4:26
7 Dream IV 2:29
8 Urga 11:19
9 Daydream 2:52
10 Cum Dederit Delectis Suis Somnum 5:46
11 Nightdream 2:23
12 Vertigo 0:57
13 Traum V 1:31
14 Traum VI 2:25
15 Dakus 4:34
16 Quant ien congneu a ma pensee 5:05
17 Rêve étrange… 1:20

François Couturier
Tarkovsky Quartet

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E aí está o Tarkovsky Quartet
E aí está o Tarkovsky Quartet

PQP

 

.: interlúdio :. The Necks: Chemist

.: interlúdio :. The Necks: Chemist

“This is apparently the thirteenth release by the Necks, and this reviewer is ashamed to admit that it’s the first one he’s heard, especially when the music is singular enough to satisfy the average iconoclast status to which this reviewer would make no claim, incidentally.”

Faço minha a confissão de Nic Jones, do All About Jazz — até me sinto melhor por ter chegado atrasado. Estou postando este disco de supetão: descobri-o hoje cedo e não pude parar de ouvi-lo desde então, e estou louco pra chegar em casa e escutá-lo com a devida atenção, nas minhas queridas e pesadas caixas de som, ao invés desses fones de ouvido vazando o entrecortado ambiente de trabalho.

O The Necks é um trio australiano cuja exploração se dá num espectro bastante específico, e pouco revisto, do jazz: o minimalismo. “Chemist” evoca os drone blues de La Monte Young, as texturas de Steve Reich e os espaços acústicos dos discos de Miles Davis entre 1969 e 1970; um jazz que evolui muito lentamente, hipnotizando. Não há canções, e os temas desenvolvem-se sem objetivo que não o de observar a própria trajetória — mas, ao contrário do que se poderia esperar, não é enfadonho, nem carece de um melhor arranjo. Inclusive recebe bem ouvintes de jazz de quaisquer vertentes — que não tenham transtorno de déficit de atenção, preferencialmente, para encarar as faixas de mais de 20 minutos — , pois é um disco límpido, suave e bem-articulado.

E já que eu afanei a introdução da resenha do Nic Jones, roubo o fecho também.

“Ultimately, the chasm between being genuinely creative and simply going over the same old ground is arguably as wide as it’s ever been, and this group comes down firmly on the side of the former.

Now, these ears have got some catching up to do.”

The Necks – Chemist /2006 [V0]
Chris Abrahams: piano, keyboards
Lloyd Swanton: bass
Tony Buck: drums, percussion, guitar

download – 98MB

01 Fatal
02 Buoyant
03 Abillera

The Necks
The Necks

Boa audição!
Blue Dog

.: interlúdio :. The Dave Brubeck Quartet – Time Out

time-outThe Dave Brubeck Quartet
Time Out
1959

Para solicitar a ativação de algum link, deixe sua mensagem clicando no quadradinho em branco no lado superior direito desta postagem.

No seu estilo pedante, a crítica de jazz cita 1959 como um annus mirabilis, um ano premiado. Nele foram gravados os álbuns Kind of Blue e Sketches of Spain, de Miles Davis; Mingus Ah Um, de Charles Mingus; e Time Out, de Dave Brubeck. Todos numa antiga igreja armênia da Rua 30, em Nova York, convertida em estúdio pela Columbia. Uma faixa do álbum de Brubeck, “Take Five”, logo fascinou a todos por sua ginga hipnótica e pelo uso arrojado do tempo 5/4. Lançada em single, se tornaria, em 1961, o primeiro disco de jazz a atingir a marca de um milhão de cópias vendidas. Embora Brubeck fosse o cérebro do quarteto e sua autêntica máquina-de-compor, o sucesso veio de onde menos se esperava: de Paul Desmond, o saxofonista improvisador, basicamente um intérprete de material alheio.

O álbum Time Out quase não foi lançado. Chegou às lojas contra a vontade de todos os executivos da Columbia, menos um: o manda-chuva Goddard Lieberson, presidente da companhia. Dave Brubeck relembra: “Quebrei três leis da Columbia. Todas as sete faixas eram composições originais, quando a gravadora gostava de entremear com standards. Queria também músicas que fizessem as pessoas dançar e eu lhes dei todos aqueles compassos esquisitos. Botaram um pintura na capa do LP, coisa que nunca se fazia com um disco de jazz. Obviamente, a companhia não queria lançar o álbum”. Surpreendentemente, os fãs estavam mais preparados para os compassos extravagantes de Brubeck do que os executivos da indústria fonográfica e não só compraram o álbum, como dançaram ao som dele. Como intérprete, Paul Desmond foi um saxofonista cool por excelência. Avesso aos ruídos fisiológicos subjacentes ao instrumento (arquejos, guinchos e sussurros de palhetas, percussão de teclas), sempre tocou longe do microfone, emitindo um som limpo e cristalino, direto da campanha do seu alto. Definia seu som inconfundível com um gracejo: “Eu sempre quis soar como um martini seco”.

“Take Five” foi tocada muitas vezes pelo quarteto e dezenas de artistas a gravaram, da cantora sueca Monica Zetterlund em 1962 à versão póstuma de King Tubby em 2002. Em 1961, Carmen McRae gravou uma versão com letra composta por Dave e sua mulher, Iola.

Desmond morreu aos 52 anos, em 1977, de câncer do pulmão, sem descendentes. Os royalties de suas composições e interpretações, foram destinados, segundo sua vontade, para a Cruz Vermelha norte-americana, que recebe cerca de cem mil dólares por ano. “Take Five” representa grande parte desta receita, e continua fazendo a rapaziada dançar ao compasso de 5/4. (parte do artigo de Roberto Muggiati, Gazeta do Povo, Curitiba, 16.08.09. O texto completo está em: http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&id=915077&tit=Paul-Desmond-e-o-jazz-milionario).

1. Blue Rondo A La Turk – Dave Brubeck (echoes Mozart’s “Rondo alla Turca” from his Piano Sonata No. 11)
2. Strange Meadow Lark – Dave Brubeck
3. Take Five – Paul Desmond
4. Three To Get Ready – Dave Brubeck
5. Kathy’s Waltz – Dave Brubeck
6. Everybody’s Jumpin’ – Dave Brubeck
7. Pick Up Sticks – Dave Brubeck

Time Out – 1959
The Dave Brubeck Quartet

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
MP3 320 kbps – 82,2 MB – 38,5 min
powered by iTunes 9.0

Oooh, yeah!!

beleza feminina

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Avicenna

.:interlúdio:. John Surman – Selected Recordings (1976-1999) – Rarum, Vol. 13

.:interlúdio:. John Surman – Selected Recordings (1976-1999) – Rarum, Vol. 13

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Coletâneas são desiguais, mas têm a vantagem de nos darem uma visão bastante clara das diversas vertentes de um artista, se ele as tiver, claro. Algumas das faixas abaixo já foram divulgadas no PQP, casos de Edges Of Illusion e Gone to the dogs, mas há outras extraordinárias, que me fazem desejar conhecer inteiramente os álbuns de onde saíram. Esta coletânea é uma espécie de isca. E eu a fisguei e estou bem feliz de ser puxado pelo anzol de Surman. A qualidade do som dos saxes e clarinetes do inglês é inacreditável.

John Surman – Selected Recordings (1976-1999)

1 Druid’s Circle
2 Number Six
3 Portrait of a Romantic
4 Ogeda
5 The Returning Exile
6 Edges Of Illusion
7 The Buccaneers
8 The Snooper
9 Mountainscape VIII
10 Figfoot
11 Piperspool
12 Gone To The Dogs
13 Stone Flower

John Surman – Soprano Saxophone, baritone saxophone, bass clarinet, recorder, synthesizer, keyboard
John Abercrombie – guitar
Paul Bley – piano
Gary Peacock – double-bass
Barre Phillips – double-bass
Chris Pyne – trombone
Terje Rypdal – guitar

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Vá ter som bom aqui no PQP!
Vá ter som bom aqui no PQP!

PQP

.: intermezzo :. Louis Sclavis, Dominique Pifarély, Vincent Courtois: Asian Fields Variations

.: intermezzo :. Louis Sclavis, Dominique Pifarély, Vincent Courtois: Asian Fields Variations

IM-PER-DÍ-VEL !!!

As tais Variações sobre Campos Asiáticos marca a primeira vez que o clarinetista Louis Sclavis, o violinista Dominique Pifarély eo violoncelista Vincent Courtois gravaram como um trio. Sclavis convocou o projeto, mas o grupo é democrático: “Eu propus que fizéssemos um coletivo real, e cada um de nós compôs para o programa.” O “novo grupo” tem bastante pré -história: Sclavis e Pifarély têm tocado juntos em diversos contextos há 35 anos, Sclavis e Courtois há 20 anos, mas eles efetivamente mantêm a capacidade de surpreender uns aos outros como improvisadores. “Estamos redesenhando nossa forma de interagir e estamos continuamente trazendo novas coisas para o projeto”. O álbum tem produção de Manfred Eicher.

Louis Sclavis, Dominique Pifarély, Vincent Courtois: Asian Fields Variations

1.MONT MYON (Louis Sclavis) 07:59
2.DONE AND DONE (Vincent Courtois) 02:01
3.PENSÉE FURTIVE (Louis Sclavis) 01:11
4.FIGURE ABSENTE (Dominique Pifarély) 02:57
5.ASIAN FIELDS (Louis Sclavis) 06:48
6.DIGRESSION (Louis Sclavis, Dominique Pifarély, Vincent Courtois) 01:25
7.FIFTEEN WEEKS (Vincent Courtois) 04:36
8.LES NUITS (Vincent Courtois) 02:47
9.CÈDRE (Louis Sclavis) 06:59
10.SOUS LE MASQUE (Dominique Pifarély) 03:30
11.LA CARRIÈRE (Louis Sclavis) 05:17

Louis Sclavis, clarinets
Dominique Pifarély, violin
Vincent Courtois, violoncello

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O trio: Louis Sclavis, Dominique Pifarély e Vincent Courtois
O trio: Louis Sclavis, Dominique Pifarély e Vincent Courtois

PQP

.: interlúdio :. Ella Fitzgerald & Louis Armstrong – The Complete Ella Fitzgerald & Louis Armstrong [3CD Set]

FOLDERSei que estou em débito com os senhores devido a minha baixa contribuição ao blog. Vamos tentar compensar um pouco com este CD triplo, que com certeza vai receber o selo de qualidade de IM-PER-DÍ-VEL !!!. E não creio que precise explicar as razões. Basta ouvir e se deliciar . São três cds, que prometem trazer todas as colaborações entre estes dois gigantes da música do século XX, Louis Armstrong e Ella Fitzgerald. Um show de competência, virtuosismo, sensibilidade, e sei lá mais o quê …
os dois primeiros cds trazem um timaço de músicos acompanhantes, que incluem:

Oscar Peterson – Piano
Herb Ellis – Guitar
Ray Brown – Bass
Buddy Rich – Drums

Do terceiro CD, tenho apenas a informação de se trata da Orquestra de Russel Garcia.

CD 1

01  Can’t We Be Friends
02  Isn’t This a Lovely Day
03  Moonlight in Vermont
04  They Can’t Take that Away from Me
05  Under a Blanket of Blue
06  Tenderly
07  A Foggy Day
08  Stars Fell on Alabama
09  Cheek to Cheek
10  The Nearness of You
11  April in Paris
12  Don’t Be that Way
13  Makin’ Whoopee
14  They All Laughed
15  Comes Love
16  Autumn in New York

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CD 2

01 Let’s Do It
02 Stompin’ at the Savoy
03 I Won’t Dance
04 Gee, Baby, Ain’t I Good to You
05 Let’s Call the Whole Thing Off
06 These Foolish Things
07 I’ve Got My Love to Keep Me Warm
08 Willow Weep for Me
09 I’m Puttin’ All My Eggs in One Basket
10 A Fine Romance
11 Ill Wind (You’re Blowin’ Me No Good)
12 Love Is Here to Stay
13 I Get a Kick Out of You
14 Learnin’ The Blues
15 You Won’t Be Satisfied (Until You Break My Heart)
16 Undecided

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CD 3

01 Overture
02 Summertime
03 I Wants to Stay Here
04 My Man’s Gone Now
05 I Got Plenty O’ Nuttin
06 The Buzzard Song
07 Bess, You Is My Woman Now
08 It Ain’t Necessarily So
09 What You Want Wid Bess
10 A Woman Is a Sometime Thing
11 Oh, Doctor Jesus
12 Medley – Here Come De Honey Man – Crab Man – Oh, Dey’s So Fresh and Fine
13 There’s a Boat Dat’s Leavin’ Soon for New York
14 Oh, Bess, Oh Where’s My Bess
15 Oh, Lawd, I’m on My Way

BAIXAR AQUI – DOWNLOAD HERE

ella louis
Ella Fitzgerald & Louis Armstrong – Dupla do Barulho