Assista em casa aos concertos da Filarmônica de Berlim

Simon Rattle e a orquestra alemã inauguram no dia 6 de janeiro ao Digital Concert Hall, que retransmitirá pela internet os concertos da temporada

A Filarmônica de Berlim, considerada a orquestra de maior prestígio do mundo, dá um passo gigante na direção da modernidade e se coloca à frente da nova era.

A partir de 6 de janeiro inaugura o Digital Concert Hall. E o faz com uma experiência pioneira que permite, a 9,90 euros por concerto, contemplar ao vivo desde os nossos computadores os grandes concertos da temporada.

O primeiro deles sairá por um preço especial. Por cinco euros, no próximo dia 6, com o maestro Simon Rattle à frente, a orquestra interpretará a Sinfonia número 1 de Brahms e obras de Dvorák.

O Digital Concert Hall é um portal situado dentro da página web da Filarmônica.

Nele, a orquestra oferecerá seus concertos ao vivo, gravações de arquivo e as experiências educativas que leva a cabo em subúrbios e colégios da cidade.

Com um correio eletrônico, uma senha, alguns dados pessoais e um cartão de crédito, qualquer pessoa pode, de qualquer parte do mundo, assistir aos concertos da orquestra.

Um som de máxima qualidade e uma transmissão detalhada com cinco câmeras na sala de concerto assegurarão um espetáculo único.

Retirado do Blog do Noblat que achou a notícia aqui no El Pais.

PQP

G. F. Handel (1685-1759) – Judas Maccabaeus, oratório, HWV 63

Antes de responder o e-mail de mano FDP Bach, sigo arrasando durante os semiferiadões. Esta gravação de Nicholas McGegan, solistas, coro e orquestra é, efetivamente, DIGNA DOS MAIORES ELOGIOS. Copio deste endereço maiores detalhes a respeito deste grande oratório de Handel.

Por Miguel Farinha

Judas Maccabaeus HWV 63 – Georg Friedrich Handel

Handel (1685-1758) compôs o oratório Judas Maccabeus no Verão de 1746, após vários sucessos com Messiah, Samson, Belshazzar, e Israel in Egypt. Com libretto do Rev. Thomas Morell, Judas Maccabeus relata a história da revolta dos Macabeus contra a ocupação dos sírios e celebra a vitória do Duque de Cumberland sobre o Príncipe Carlos Eduardo da Escócia. O primeiro livro dos Macabeus relata a resistência do povo judeu à conquista da Judeia pelos sírios em 169 a.C. Händel, um leal partidário da sucessão de Hanover ao trono de Inglaterra, pretendia celebrar a vitória militar do Duque de Cumberland na batalha de Culloden, que teve lugar em Abril de 1746. A rebelião jacobita do Príncipe Carlos Eduardo, sucessor dos Stuart e pretendente ao trono de Inglaterra, terminou em Culloden. Em 1747, Händel escolheu o tema da vitória militar dos Macabeus para coroar a sua habitual série londrina de concertos de oratório.

Estreada em 1 de Abril de 1747 em Londres no Teatro de Covent Garden, o oratório Judas Maccabeus foi um sucesso na sua estreia e tornou-se um dos mais populares de Händel. Durante a vida do compositor, foi executado pelo menos 54 vezes, 33 das quais sob a sua direcção.

O tom desta obra e das duas que se lhe seguiram (Joshua e Alexander Balus) bem como a associação ao libretista Thomas Morell (1703-1784) marcam uma ruptura com os oratórios dramáticos precedentes: a intriga reduzida à sua mais simples expressão (proveniente do Livro dos Macabeus e das Antiguités de Flavius Josèphe) serve de pretexto à exaltação bélica e patriótica, da mesma forma que as personagens, pouco caracterizadas, nada mais são que simples porta-vozes. Händel não procura seguir a evolução psicológica de um herói, como em Samson, ou a sustentar a tensão dramática como em Belshazzar. Ele traça sentimentos colectivos simples e violentos (luto, ardor guerreiro, terror, piedade, exaltação da vitória) em vastos conjuntos, postos em cena por uma orquestração poderosa e eficaz.

O oratório inicia-se com uma abertura francesa em sol menor composta por dois andamentos – o primeiro lento e pontuado, o segundo rápido e fugado, interrompido por uma secção lenta antes de ser retomado.

O primeiro acto abre com um coro fúnebre dos israelitas que lamentam a morte do seu chefe Matatias, sobre um ritmo lento e regular de colcheias (Mourn ye afflicted children). Um dueto em sol menor (From this dread scene) expõe, sobre um acompanhamento pontuado sombrio e enérgico, um motivo impressionante, no espaço de 4 compassos. Um novo coro, acompanhado por notas sustentadas no fagote solo (For Sion lamentation make) desenvolve uma melodia ternária cortada por silêncios.

O filho do defunto, Simão, convida os seus a rezar ao Eterno. O coro responde-lhe (Oh father whose almighty power), animando-se com os judeus que pedem a Simão que lhes nomeie um novo chefe capaz de os libertar da opressão dos sírios. Simão recebe uma inspiração divina e designa Judas, seu irmão, num recitativo acompanhado (I feel the deity within). Apela aos homens para que combatam, numa ária acompanhada por fanfarras a cargo dos oboés (Arm, arm ye brave). Segue-se-lhe um coro guerreiro, muito rápido (We come, we come), que joga com alternância de incisos homorrítmicos e curtas secções imitativas. Judas prepara-se para a batalha numa heróica ária da capo (Call forth pow’rs), em que brilhantes vocalisos se articulam com os trechos descendentes e as notas repetidas nas cordas.

Os israelitas cantam a sua liberdade, pela qual vão combater. A liberdade é louvada num dueto (Come ever smilling liberty), onde os violinos respondem em eco à melodia vocal. O quadro é fechado por um coro rápido e homorrítmico em ré maior (Lead on! Lead on!).

Recordando a vontade de seu pai, Judas chama os judeus às armas num recitativo acompanhado. Um trio contrapontístico animado responde-lhe (Disdainful of danger) – as vozes desenvolvem motivos que sugerem o combate. Numa ária viva e brilhante (No unhallow’d desire), Judas assegura que a guerra tem por fim não a ambição mas a paz. O coro final do primeiro acto (Hear us oh Lord) começa por uma prece recolhida mas anima-se com a ideia da batalha.

Uma viva introdução instrumental, ao estilo italiano, depois as vozes graves em uníssono e finalmente todas as vozes dialogando entre si proclamam a derrota do inimigo num coro em ré menor com que inicia o segundo acto (Fall’n is the foe). Um israelita conta o combate num recitativo e depois numa ária da capo ilustra a rapidez de Judas (So rapid thy course is).

Uma israelita louva a valentia de Judas numa ária da capo em lá maior (From mighty kings) cujo ritmo ternário dá lugar na parte central a exultantes vocalisos em ritmo binário rápido. Um duo alegre em ré maior introduz as aclamações repetidas pelo coro (Hail, hail Judea, happy land).

O vencedor, num recitativo seguido de ária da capo (How vain is man who boasts in fight), afirma que não foi senão instrumento de Deus.

Um mensageiro vem interromper as alegrias: anuncia que Antíoco reuniu novas forças para derrubar Israel. As lamentações dos Judeus são traduzidas num tema em dó menor proposto pelo violoncelo, cantado por uma israelita e finalmente retomado pelo coro (Ah! Wretched Israel). Judas apela de novo às armas num recitativo e ária em ré maior sobre um motivo de fanfarra (Sound an alarm), em cuja parte final intervêm trompetes e timbales. O efeito é impressionante já que esta constitui a primeira intervenção destes instrumentos no oratório. Um coro poderoso (We hear the pleasing dreadfull call) responde sobre o mesmo acompanhamento.

Simão implora ao Céu numa ária (With pious hearts) onde a melodia poderosa se desenvolve sobre um acompanhamento contínuo dos violinos. A nova batalha que se prepara é uma guerra santa, em que os israelitas desprezam os deuses estrangeiros.

Um dueto em dó menor recusa os ídolos (Oh! Never, never bow we down) e introduz um coro homorrítmico, que dá lugar a uma secção coral e finalmente a um contraponto fugado para afirmar a fé em Deus.

O terceiro acto abre com o regresso da paz anunciada por uma israelita numa ária em si bemol maior (So shall the lute and harp), adornada com inspirados vocalisos.

Um mensageiro anuncia o regresso de Judas, depois da vitória decisiva de Cafarsalama. O herói é anunciado por um coro em sol maior (See the conqu’ring hero comes!), composto para Joshua e introduzido em Judas Maccabaeus em 1750. O coro de jovens rapazes é orquestrado com trompas, o dueto de jovens raparigas com flautas, o tutti coral junta os timbales às trompas. Uma marcha sobre um motivo de Muffat vem fechar o conjunto.

Um coro em ré maior, introduzido pelo contralto e depois pelo tenor (Sing unto God) desenvolve longos vocalisos sobre um acompanhamento de trompetes e timbales. Judas presta homenagem aos guerreiros mortos em combate numa ária heróica em estilo concertante (With honour let desert be crowned). Um recitativo do embaixador Eupólemo assegura a Israel a protecção de Roma. Os judeus dão graças a Deus num coro contrapontístico em sol menor (To our great God). Uma ária de Simão (Rejoice, oh Judah) introduz o triunfante coro final, acompanhado por trompetes e timbales.
Apresentando-se como uma vasta cantata de triunfo, Judas Maccabeus ocupa na obra de Händel uma posição intermédia entre o grande fresco bíblico que é Israel no Egipto e os oratórios dramáticos como Saul ou Samson.

G. F. Handel – Judas Maccabaeus, oratorio, HWV 63

1. Judas Maccabaeus: Overture 6:05
2. Judas Maccabaeus, Act 1. Chorus: Mourn, ye afflicted children 4:09
3. Judas Maccabaeus, Act 1. Recit: Well may your sorrows 1:06
4. Judas Maccabaeus, Act 1. Duet: From this dread scene 2:27
5. Judas Maccabaeus, Act 1. Chorus: For Sion lamentation make 2:24
6. Judas Maccabaeus, Act 1. Recit: Not vain is all this storm of grief 1:02
7. Judas Maccabaeus, Act 1. Aria: Pious orgies, pious airs 3:12
8. Judas Maccabaeus, Act 1. Chorus: O Father, whose almighty pow’r 2:15
9. Judas Maccabaeus, Act 1. Recit: I feel the deity within 0:58
10. Judas Maccabaeus, Act 1. Aria & Chorus: Arm, arm, ye brave! 3:55
11. Judas Maccabaeus, Act 1. Recit: ‘Tis well, my friends 0:39
12. Judas Maccabaeus, Act 1. Aria: Call forth thy pow’rs, my soul 1:38
13. Judas Maccabaeus, Act 1. Recit: To heav’n’s Almighty king 0:26
14. Judas Maccabaeus, Act 1. Aria: O liberty, thou choicest treasure 2:23
15. Judas Maccabaeus, Act 1. Aria: Come, ever-smiling liberty 2:45
16. Judas Maccabaeus, Act 1. Recit: O Judas, may these noble views 0:11
17. Judas Maccabaeus, Act 1. Aria: ‘Tis liberty, dear liberty alone 2:34
18. Judas Maccabaeus, Act 1. Duet: Come, ever-smiling liberty 1:02
19. Judas Maccabaeus, Act 1. Chorus: Lead on, lead on! 0:47
20. Judas Maccabaeus, Act 1. Recit: So will’d my father 1:08
21. Judas Maccabaeus, Act 1. Semi-chorus: Disdainful of danger 1:54
22. Judas Maccabaeus, Act 1. Recit: Ambition! 0:15
23. Judas Maccabaeus, Act 1. Aria: No, no unhallow’d desire 1:52
24. Judas Maccabaeus, Act 1. Chorus: Hear us, O Lord 3:19
25. Judas Maccabaeus, Act 2. Chorus: Fall’n is the foe 2:58
26. Judas Maccabaeus, Act 2. Recit: Victorious hero! 0:33
27. Judas Maccabaeus, Act 2. Aria: So rapid thy course is 3:54
28. Judas Maccabaeus, Act 2. Recit: Oh let eternal honours 0:31
29. Judas Maccabaeus, Act 2. Aria: From mighty kings 6:06
30. Judas Maccabaeus, Act 2. Duet & Chorus: Hail, hail, Judea 1:57
31. Judas Maccabaeus, Act 2. Recit: Thanks to my brethren 0:38
32. Judas Maccabaeus, Act 2. Aria: How vain is man 5:26
33. Judas Maccabaeus, Act 2. Recit: O Judas, O my brethren! 0:37
34. Judas Maccabaeus, Act 2. Aria & Chorus: Ah! wretched Israel! 6:26

1. Judas Maccabaeus, Act 2. Recit: Be comforted 0:44
2. Judas Maccabaeus, Act 2. Aria: The Lord worketh wonders 2:52
3. Judas Maccabaeus, Act 2. Recit: My arms! Against this Gorgias 0:20
4. Judas Maccabaeus, Act 2. Aria & Chorus: Sound an alarm! 3:45
5. Judas Maccabaeus, Act 2. Recit: Enough! To Heav’n we leave the rest 0:39
6. Judas Maccabaeus, Act 2. Aria: With pious hearts 3:10
7. Judas Maccabaeus, Act 2. Recit: Ye worshippers of God 1:00
8. Judas Maccabaeus, Act 2. Duet & Chorus: Oh! never, never bow we down 6:14
9. Judas Maccabaeus, Act 3. Aria: Father of Heav’n! 6:11
10. Judas Maccabaeus, Act 3. Recit: See, see yon flames 0:31
11. Judas Maccabaeus, Act 3. Recit: Oh grant it, Heav’n 0:25
12. Judas Maccabaeus, Act 3. Aria: So shall the lute and harp awake 4:07
13. Judas Maccabaeus, Act 3. Recit: From Capharsalama 1:06
14. Judas Maccabaeus, Act 3. Chorus of Youths, Duet, Chorus: See, the conqu’ring hero comes! 1:45
15. Judas Maccabaeus, Act 3. March 1:09
16. Judas Maccabaeus, Act 3. Duet & Chorus: Sing unto God 2:21
17. Judas Maccabaeus, Act 3. Recit: Sweet flow the strains 0:49
18. Judas Maccabaeus, Act 3. Aria: With honour let desert be crown’d 3:07
19. Judas Maccabaeus, Act 3. Recit: Peace to my countrymen 0:35
20. Judas Maccabaeus, Act 3. Chorus: To our great God be all the honour giv’n 2:03
21. Judas Maccabaeus, Act 3. Recit: Again to earth 0:46
22. Judas Maccabaeus, Act 3. Duet: O lovely peace 6:35
23. Judas Maccabaeus, Act 3. Aria & Chorus: Rejoice, O Judah!; Hallelujah! Amen 3:26
24. Judas Maccabaeus, Appendix. Recit: Well may we hope 0:12
25. Judas Maccabaeus, Appendix. Duet & Chorus: Sion now her head shall raise 5:24
26. Judas Maccabaeus, Appendix. Aria: Wise men, flatt’ring, may deceive us 5:10
27. Judas Maccabaeus, Appendix. Aria: Far brighter than the morning 6:40
28. Judas Maccabaeus, Appendix. Recit: Sweet are thy words 0:13
29. Judas Maccabaeus, Appendix. Aria: Great in wisdom, great in glory 3:33
30. Judas Maccabaeus, Appendix. Recit: Not vain is all this storm of grief 0:50
31. Judas Maccabaeus, Appendix. Aria: Pious orgies, pious airs 2:59

Judas Maccabaeus: Guy de Mey, tenor
Israelite Woman: Lisa Saffer, soprano
Israelite Man: Patricia Spence, mezzo-soprano
Simon: David Thomas, bass
Priest / Messenger: Brian Asawa, countertenor
Eupolemus / Messenger: Leroy Kromm, bass-baritone

U.C.Berkeley Chamber Chorus
dir. John Butt

Philharmonia Baroque Orchestra
dir. Nicholas McGegan

BAIXE AQUI (Parte 1) – DOWNLOAD HERE (Part 1)

BAIXE AQUI (Parte 2) – DOWNLOAD HERE (Part 2)

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.: interlúdio :. Pat Metheny – Trio 99->00

Vamos combinar que, nestes dias de semiferiados, vamos POSTAR APENAS OBRAS-PRIMAS para quem ficou trabalhando? Combinado! Então lá vai mais uma.

Depois de alguns trabalhos mais ou menos, Pat Metheny resolveu fechar o século XX com este extraordinário CD publicado no ano 2000, O MELHOR CD DE JAZZ DAQUELE ANO E TALVEZ DOS QUE VIERAM DEPOIS. Este disco faz com que eu não consiga reconhecer outro guitarrista deste nível no jazz de todos os tempos. Um disco cheio de sutilezas, de excelente repertório quase integralmente original e… por favor, que trio! Como disse um comentarista, trata-se de uma perfeita combinação de BOM GOSTO, TALENTO E DIVERSÃO. Metheny desfia uma SÉRIE ARREBATADORA DE GRANDES SOLOS e, se você é baterista, certamente se interessará pelo que Bill Stewart faz aqui.

Imperdível!

Pat Metheny – Trio 99->00

1. (Go) Get It 5:37
2. Giant Steps 7:54
3. Just Like The Day 4:43
4. Soul Cowboy 8:28
5. The Sun In Montreal 4:35
6. Capricorn 6:19
7. We Had A Sister 5:30
8. What Do You Want? 5:24
9. A Lot Of Livin’ To Do 5:29
10. Lone Jack 5:30
11. Travels 5:48

Pat Metheny, guitars
Larry Grenadier, bass
Bill Stewart, drums

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K. Penderecki (1933) – Symphony No. 7 ‘Seven Gates of Jerusalem’

Apesar de não amá-lo como Clara Schumann, costumo gostar das obras de Penderecki. Porém, ouvi este disco com frieza e desatenção. Explico: muitas vezes estou trabalhndo enquanto ouço música e, desta vez, Penderecki apenas logrou captar minha atenção quando de um discurso que há lá pelo final da Sinfonia. Não direi que é ruim, direi somente que não me chamou a atenção, mesmo que tenha ouvido a obra por duas vezes. Também estou meio cheio desses caras modernos que quase só fazem música religiosa. Haja Deus para agüentar as repetidas louvações de Pärt e Penderecki! Devem ser pagos para fazê-las, não? Acho que vou publicar a Missa de Bernstein; servirá como espanador para o ranço católico — argh! — que grassa nesta postagem. (Peço desculpas aos crentes por minha franqueza). Tenho aquela super gravação do Nagano para a Harmonia Mundi. Me aguardem.

Penderecki – Symphony No. 7 ‘Seven Gates of Jerusalem’

1. Sym No.7: Part I: Magnus Dominus Et Laudabilis Nimis
2. Sym No.7: Part II: Si Oblitus Fuero Tui, Lerusalem
3. Sym No.7: Part III: De Profundis
4. Sym No.7: Part IV: Si Oblitus Fuero Tui, Lerusalem
5. Sym No.7: Part V: Lauda, Lerusalem, Dominum
6. Sym No.7: Part VI: ‘Hajeta Alai Jad Adonai’
7. Sym No.7: Part VII: Haec Dicit Dominus: Ecce Ego Do Coram Vobis Viam Vitae Et Viam Mortis

Ewa Podles (Alto)
Izabella Klosinska (Soprano)
Gustaw Holoubek (Spoken Vocals)
Bozena Harasimowicz (Soprano)
Romuald Tesarowicz (Bass)
Wieslaw Ochman (Tenor)

Warsaw National Choir
Warsaw National Philharmonic Orchestra
Kazimierz Kord

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Gilberto Agostinho (1986) – Trio, Sonata para piano e outras peças

Hoje é um dia especialíssimo e escrevo esta introdução com a certeza de que o P.Q.P. Bach chegou a um ponto onde eu nunca imaginaria ser possível chegar. Hoje, temos a honra de divulgar em primeira mão a obra de um jovem compositor brasileiro. Vou dar a palavra para que ele se apresente e depois retorno.

Meu nome é Gilberto dos Santos Agostinho Filho, tenho vinte e dois anos e nasci em São Paulo. Quando pequeno estudei alguns anos de piano e flauta transversal, mas acabei abandonando meus estudos musicais quando tinha doze anos. Minha primeira composição data desta época, uma inocente e pequena peça para piano, mas minha professora de teoria deu pouca importância para ela. Acho que talvez tenha sido isso que atrasou em tantos anos a minha decisão de me tornar compositor. Desde pequeno fui muito sensível às críticas, apesar de estar conseguindo mudar isso radicalmente no momento. Aos dezessete anos fui aprovado no curso Engenharia Aeronáutica na Universidade de São Paulo, o qual freqüentei durante um ano pois, em seguida, percebi que a vida de engenheiro não me satisfazia. Procurei algo mais purista e fui parar na Física, a qual cursei por um pouco mais de um ano. Neste meio tempo retomei minhas aulas de música com uma professora alemã e viajei para Londres por três meses, dois acontecimentos que iriam mudar a minha vida. Em Londres percebi, depois de muitas crises, que eu queria mesmo era ser compositor. Nessa época eu já estava arriscando alguns rabiscos nas pautas, mas nada a ser levado a sério. Voltei a São Paulo e procurei um professor de composição. Topei com Mário Ficarelli, meu grande mestre e amigo, que durante um longo ano me guiou com a maior paciência do mundo. Também tive aulas de regência com Paulo Rydlevski, outra pessoa que me ajudou muito. Eu fui aprovado no curso de composição da ECA, que faz parte da Universidade de São Paulo, mas desde o princípio senti que aquilo também não era para mim. O curso era fraco e eu já tinha uma boa base musical, além de não ter recebido o apoio que procurava. Larguei o curso após apenas quatro ou cinco meses. Me apliquei como nunca após isso e fiquei praticamente um ano sem aulas de composição, vivendo como um monge: comendo, rezando e compondo. Rezando pela minha aprovação em alguma boa instituição européia, o que veio a se concretizar no meio deste ano. “Conservatório de Praga”, dizia a carta. Acho que ainda não acredito, mesmo estando aqui por mais de um mês. Atualmente estudo sob orientação do professor Otomar Kvech.

A respeito das composições aqui publicadas: a primeira é o meu “Trio para piano, flauta e violino”, minha mais recente composição. Acredito que seja uma das melhores peças que já escrevi. São cinco movimentos, nos quais os instrumentos tocam todos juntos apenas no primeiro e no último. Reservei os centrais para duos entre tais instrumentos. Em seguida vem a “Sonata para piano”, música mais pesada e intelectualizada. A sonata não agradou muita gente, mas eu ainda aposto minhas fichas nela. Acho que é uma boa composição. O trio surgiu justamente como uma contraposição a sonata pois queria ver se eu era capaz de compor algo diametralmente oposto. As outras peças, “Prelúdio para piano”, “Prelúdio para violão” e “Pequenas peças para flauta” são mais antigas, mas ainda guardo um grande carinho por elas.

Saibam todos que fiquei extremamente lisonjeado com o convite de postar minhas músicas no PQP. Sou um freqüentador assíduo deste blog, além de outros do OPS!. Espero que vocês gostem do que irão ouvir. Lamento muito o fato de as músicas não serem executadas por instrumentistas reais, e sim por um software, mas saibam que essa vida de compositor não é fácil e às vezes faltam tempo e paciência para procurar, convencer e ensaiar os músicos. Apesar disto, estou em busca de instrumentistas para gravar meu Trio, e se isso acontecer, terei imenso prazer em compartilhá-los com todos.

Quem se interessar em fazer algum comentário diretamente para mim, meu email é gsagostinho e estou no hotmail.com. Será um prazer para mim receber alguma mensagem.

Obrigado novamente, PQP, FDP, CDF, Clara, Blue Dog e CVL.

Eu conheci Gilberto através de e-mails e só depois ele mandou obras de sua autoria para que eu conhecesse. A primeira obra que ouvi é até hoje a minha preferida: a Sonata para Piano. Fiquei entusiasmadíssimo com seu primeiro e último movimentos (Allegro energetico e Fuga com variazione). Vocês sabem o quanto sou franco e penso que o Adagio meditativo seja bom, mas que fique abaixo da companhia. Os dois primeiros movimentos citados são realmente notáveis e, é claro, qualquer fuga logo recebe a simpatia deste filho de Bach, ainda mais esta.

O Trio é expansivo e feliz. O software que o executa deixa a desejar em sonoridade, mas dá para ouvir bem. O Trio também não é música fácil, é polifônico de cabo a rabo e penso que aqui não se repita o provável defeito da sonata. Inicia com um tremendo Allegro, segue um Adagio ainda melhor e nunca cai. Tudo é muito interessante e a ironia que se insinua no Scherzo comparece plenamente no Tempo di valse o qual é seguido por um Finale em que ouço citações de alguma música nordestina — algum baião — que não consigo identificar. É tudo bom humor e inventividade.

As Pequenas peças para flauta são ótimas, mas acho que uma delas – uma rápida – tem um parentesco irritante com o som do videogame de meu ex-vizinho. Pode ser efeito do software-executante. Não há nada a criticar no belo Prelúdio Nº 2 para piano. Gostei muito. O curto Prelúdio para violão é um triste noturno que me deixa com vontade de ouvir mais.

Há um fato importantíssimo que devo salientar: FALO DE UM JOVEM DE 22 ANOS e sou, digamos, um experiente ouvinte de muito boa música, interpretada por grandes artistas. Ou seja, sou um ouvinte exigente e tudo o que ouvi do Gilberto aponta para um baita compositor.

Fico muito feliz por ele ter concordado em expor-se (ou jogar-se) para o público (aos leões) do PQP.

Gilberto Agostinho – Trio, Sonata pata piano e outras peças

01 Agostinho – Trio – allegro.mp3
02 Agostinho – Trio – adagio.mp3
03 Agostinho – Trio – scherzo.mp3
04 Agostinho – Trio – tempo di valse.mp3
05 Agostinho – Trio – finale.mp3

06 Agostinho – Sonata – allegro energetico.mp3
07 Agostinho – Sonata – andante meditativo.mp3
08 Agostinho – Sonata – fuga con variazione.mp3

09 Agostinho – Pequenas peças para flauta.mp3

10 Agostinho – Prelúdio No2 para piano.mp3

11 Agostinho – Prelúdio para violão.mp3

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

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Sergei Rachmaninov (1873 – 1943): The Isle of the Dead, Op.29 / Symphonic Dances, Op.45

Eu não gosto de Rachmaninov. Sofri silenciosamente enquanto mano FDP publicava seus Concertos para Piano, Variações sobre Paganini (ESSES DOIS SE MERECEM), Sinfonias e outros horrores. Mas, sabe como é, eu respeito meu irmão. Rach é um romântico tardio, um chato, um mela-cueca, um discursivo, um pentelho. Só que nesta semana ele se de mim vingou com juros.

Um pouco surpreso com os elogios histéricos que este CD de Ashkenazy e do Concertgebouw recebia por todos os cantos, resolvi voltar a enfrentar o ogro pegajoso. Deu tudo errado. Eu simplesmente amei! Como o ouvi tarde da noite, fui dormir com a perturbadora sensação de ter recebido FDP em meu corpo — nada físico, bem entendido; tudo espiritual. Achei que uma noite de sono me curaria da tragédia de ter gostado de obras de Rach. No outro dia, de estômago cheio e em CNTP, ouvi novamente a coisa. Olha, não cheguei a desmilingüir (essa trema some na unificação ortográfica), mas… É muito bom. É tri bom. Bom demais. Que maravilha.

Se vocês quiserem ler elogios mais abalizados, cliquem sobre o selo da Amazon acima. Há nove caras babando ali.

Vá lá, é imperdível.

Rachmaninov: The Isle of the Dead, Op.29 / Symphonic Dances, Op.45

01 – Die Toteninsel
02 – Symphonische Taenze – Non Allegro
03 – Symphonische Taenze – Andante Con Moto [Tempo Di Valse]
04 – Symphonische Taenze – Lento Assai – Allegro Vivace

Vladimir Ashkenazy
Concertgebouw Orchestra Amsterdam

BAIXE AQUI -DOWNLOAD HERE

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J. S. Bach (1685-1750) / A. Vivaldi (1678-1741): recriação livre de Marco Antônio Guimarães

Vocês nunca irão ouvir nenhuma palavra de desabono de minha parte a qualquer trabalho deste gênio da música brasileira, Marco Antônio Guimarães. Marco Antônio Guimarães é, simplesmente, o diretor musical e principal compositor do grupo mineiro de música instrumental Uakti. Penso que disse tudo. Quase tudo. Ao menos aos iniciados.

Discípulo de Walter Smetak, Marco Antônio tocou violoncelo por mais de uma década em sinfônicas enquanto construía em sua casa novos instrumentos musicais com materiais não tradicionais. Um dia juntou-se a outros músicos de mente aberta como a dele — os percussionistas Paulo Sérgio Santos e Décio Ramos, o flautista Artur Andrés Ribeiro e o violoncelista Cláudio Luz do Val — e fez-se a luz, ou o Uakti.

Este é um trabalho solo de Marco Antônio. E, convenhamos, tinha tudo para dar errado. Apenas gostar e compreender Bach não é suficiente para sair por aí fazendo arranjos, mas a absurda sensibilidade de Marco Antônio torna este CD mais do que divertido, mais do que bom, muito, mas muito mais do que um mero abuso sobre a obra de meu pai. Ele aborda temas bastante conhecidos do mainstream do repertório bachiano de uma forma delicada e inteligente, respeitosa e criativa, é um trabalho de um compositor sobre a obra de outro.

Se não gostarem não me digam; mas, se disserem, eu prometo quebrar a cabeça do infiel com um tubo de PVC. Ou serei fino e inteligente como o Bluedog, que contrapôs a seguinte argumentação a certos detratores de vanguardistas:

Os comentários deste post são, em sua maioria, monstruosos.

Lamento pela ignorância, arrogância e esnobismo. Quem é intolerante com música não faz juz ao seu aparelho auditivo. E quem não tem capacidade de reflexão e descoberta não deveria usar a palavra “arte”.

Reflexão e descoberta, reflexão e descoberta, reflexão e descoberta: creio que isso define o criador do Uakti. Nunca, mas nunca serei intolerante para com o genial Marco Antônio Guimarães. Ao contrário. Mestre Marco Antônio, eu te saúdo!

Bach – Vivaldi: recriação livre de Marco Antônio Guimarães

01 – Jesus Alegria Dos Homens & Preludio Em Do [Bach]
02 – Prelúdio Em Re Menor [Bach]
03 – Fuga II [Cravo Bem Temperado] [Bach]
04 – Aria da Suite III Para Orquestra [Bach]
05 – Da Paixão Segundo Matheus [Bach]
06 – Suite para Cello Solo & Prelúdio V [Cravo Bem Temperado] [Bach]
07 – Prelúdio em Dó Menor & Minueto [Anna Magdalena] [Bach]
08 – Coral da Cantata 147 & Partida Para Flauta [Bach]
09 – Prelúdio I [Cravo Bem Temperado] [Bach]
10 – Prelúdio II [Cravo Bem Temperado] [Bach]
11 – Coral da Cantata 140 [Bach]
12 – Courante da Suíte III para Cello Solo [Bach]

13 – A Primavera Retorna [Vivaldi]
14 – O Pastor Repousa Em Campo Florido [Vivaldi]
15 – Dança Pastoral Das Ninfas [Vivaldi]
16 – O Cuco [Vivaldi]
17 – Vento Norte [Vivaldi]
18 – A Temerosa Ovelha Lamenta O Seu Destino [Vivaldi]
19 – A Mosca Azul
20 – Canto E Dança Dos Camponeses
21 – Embriagados Caem Em Sono Profundo [Vivaldi]
22 – O Clima E Ameno [Vivaldi]
23 – A Caça
24 – Ao Lado Do Fogo. L Fora O Frio Intenso [Vivaldi]
25 – Caminhando No Gelo [Vivaldi]
26 – O Morno Vento Sirocco Anuncia O Final Do Inverno [Vivaldi]

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PQP

W. A. Mozart (1756-1791): As Sonatas para Piano (Completas) – The Pianista Mozartiano`s Files

Nestes discos, podemos ouvir seu maravilhoso toque. Um toque perfeito, exato, delicado, aveludado, capaz de levantar e alongar Mozart em toda sua real amplitude. Hoje, neste domingo que deve trazer chuva argentina ao Rio Grande do Sul, livrando-nos do calor insuportável dos últimos dias, deixo a ala masculina do PQP Bach com uma boa e feia gueixa de dedos aveludados.

Posto de enfiada esses 5 CDs perfeitos que antes tinha apenas em vinis para que vocês os baixem e ouçam neste dia que será de derrota para tricolores cariocas, tricolores gaúchos, colorados, rubros-negros de Salvador e alvi-verdes goianos. O dia terminará com o Grêmio em 5º lugar no Brasileiro.

Obs.: se eu acertar esses resultados todos, cheios com zebras aqui e ali, acabo com a carreira da Mãe Diná.

CDs ABSOLUTAMENTE IMPERDÍVEIS!!! GRANDE REPERTÓRIO COM SUA MELHOR INTÉRPRETE!!!

Mozart: The Piano Sonatas

Disc 1:
Piano Sonata No. 1 in C major, K. 279 (K. 189d) 14:00
1. I. Allegro
2. II. Andante
3. III. Allegro

Piano Sonata No. 2 in F major, K. 280 (K. 189e) 14:10
4. I. Allegro assai
5. II. Adagio
6. III. Presto

Piano Sonata No. 3 in B flat major, K. 281 (K.189f) 13:57
7. I. Allegro
8. II. Andante amoroso
9. III. Rondeau (Allegro)

Piano Sonata No. 4 in E flat major, K. 282 (K. 189g) 12:09
10. I. Adagio
11. II. Menuetto I-II
12. III. Allegro

Piano Sonata No. 5 in G major, K. 283 (K. 189h) 13:54
13. I. Allegro
14. II. Andante
15. III. Presto

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Disc: 2
Piano Sonata No. 6 in D major, K. 284 (K. 205b) 24:03
1. I. Allegro
2. II. Rondeau en Polonaise (Andante)
3. III. Tema con variazioni

Piano Sonata No. 7 in C major, K. 309 (K. 284b) 16:25
4. I. Allegro con spirito
5. II. Andante un poco adagio
6. III. Rondeau (Allegretto grazioso)

Piano Sonata No. 8 in A minor, K. 310 (K. 300d) 21:38
7. I. Allegro maestoso
8. II. Andante cantabile con espressione
9. III. Presto

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Disc: 3
Piano Sonata No. 9 in D major, K. 311 (K. 284c) 15:09
1. I. Allegro con spirito
2. II. Andante con espressione
3. III. Rondeau (Allegro)

Piano Sonata No. 10 in C major, K. 330 (K. 300h) 18:06
4. I. Allegro moderato
5. II. Andante cantabile
6. III. Allegretto

Piano Sonata No. 11 in A major (“Alla Turca”) K. 331 (K. 300i) 23:59
7. I. Andante grazioso
8. II. Menuetto
9. III. Alla turca (Allegretto)

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Disc: 4
Piano Sonata No. 12 in F major, K. 332 (K. 300k) 18:41
1. I. Allegro
2. II. Adagio
3. III. Allegro assai

Piano Sonata No. 13 in B flat major, K. 333 (K. 315c) 20:37
4. I. Allegro
5. II. Andante cantabile
6. III. Allegretto grazioso

7 Fantasia for piano in C minor, K. 475 13:06

Piano Sonata No. 14 in C minor, K. 457 17:48
8. I. Molto allegro
9. II. Adagio
10. III. Allegro assai

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Disc: 5
Piano Sonata No. 15 in C major (“Sonata semplice”) K. 545 13:47
1. I. Allegro
2. II. Andante
3. III. Rondo (Allegro)

Piano Sonata No. 16 in B flat major, K. 570 18:27
4. I. Allegro
5. II. Adagio
6. III. Allegretto

Piano Sonata No. 17 in D major (“Trumpet”, “Hunt”), K. 576 14:47
7. I. Allegro
8. II. Adagio
9. III. Allegretto

Piano Sonata in F major, K. 533/494 23:13
10. I. Allegro [K. 533]
11. II. Andante [K. 533]
12. III. Rondo: Allegretto [K. 494]

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Mitsuko Uchida, piano

PQP

Dietrich Buxtehude (1637-1707): Cantatas Sacras (LeBlanc, Kirkby, Harvey, Purcell Quartet, Boothby, Woolley, Salaman)

Esta coletânea de Cantatas Sacras de Tio Bux é bastante boa, porém, apesar dos grandes intérpretes, algo não funcionou e o CD não me interessou muito. Deve ter sido desatenção de minha parte, pois as obras de Buxtehude normalmente me interessam demais. Bom sábado a todos!

Dietrich Buxtehude (1637-1707): Cantatas Sacras (LeBlanc, Kirkby, Harvey, Purcell Quartet, Boothby, Woolley, Salaman)

01 Sonata ;Ich habe Lust abzuacheiden
02 Ich habe Lust abzuacheiden ;Ich habe Lust abzuacheiden
03 Spann aus, spann aus, ach frommer Gott ;Ich habe Lust abzuacheiden
04 Dann was ist doch die schno¨de Welt ;Ich habe Lust abzuacheiden
05 Wie einer, welcher auf dem Meer ;Ich habe Lust abzuacheiden
06 So spann doch aus, ach frommer Gott ;Ich habe Lust abzuacheiden

07 Sonata ;Salve, Jesu, patris gnate unigenite
08 Salve, Jesu, patris gnate unigenite ;Salve, Jesu, patris gnate unigente
09 O vis amoris tui, Jesu, maxima! ;Salve, Jesu, patris gnate unigenite
10 Cur fasciis te involvis laceris, Jesule ;Salve, Jesu, patris gnate unigenite
11 Cur alges, qui fulmina fira vibras ;Salve, Jesu, patris gnate unigenite
12 O suavis, o grandis amor, o fortis amor ;Salve, Jesu, patris gnate unigenite
13 Jesu, opstupesco, in quem amorem tui colliquesco ;Salve, Jesu, patris gnate unigenite

14 Jesu dulcis memoria ;Jesu dulcis memoria
15 Nil canitur suavis ;Jesu dulcis memoria
16 Jesu, spes peonitnentibus ;Jesu dulcis memoria
17 Jesu, dulcedo cordium ;Jesu dulcis memoria
18 Ned lingua valet dicere ;Jesu dulcis memoria
19 Jesu, rex admirabilis ;Jesu dulcis memoria
20 Mane nobiscum, Domine ;Jesu dulcis memoria
21 Amor Jesu dulcissmus ;Jesu dulcis memoria
22 Jesu dulcis memoria ;Jesu dulcis memoria

23 Sonata ;Mein Herz ist bereit
24 Mein Herz ist bereit, Gott, daB ich singe und lobe ;Mein Herz ist bereit
25 Wache auf, meine ehre, wache auf, Psalter und Harfe ;Mein Herz ist bereit
26 Herr, ich will dir danken unter den Volkern ;Mein Herz ist bereit
27 denn deine Gute ist so weit de Himmel ist ;Mein Herz ist bereit
28 Erhebe dich, Gott, uber den Himmel ;Mein Herz ist bereit

29 Fuga

30 Cantate Domino canticum novum ;Cantate Domino
31 Cantate Domino, et benedicite nomini ejus ;Cantate Domino
32 In omnibus populis mirabilia ejus ;Cantate Domino
33 Quoniam magnus Dominus et laudabilis nimis ;Cantate Domino
34 Gloria Patri et Filio et Spiritui Sancto ;Cantate Domino

35 Sonata ;Ich halte es dafur
36 Ich halte es dafur ;Ich halte es dafur
37 Was qua¨let mein Herz ;Ich halte es dafur
38 Was a¨ngstet mein Herz ;Ich halte es dafur
39 Ach war ich bei dir ;Ich halte es dafur
40 Du gibest mir ruh ;Ich halte es dafur
41 Drum Laß ich der Welt ;Ich halte es dafur

43 Sonata ;Jesu, meine Freude
44 Jesu, meine Freude ;Jesu, meine Freude
45 Unter deinem Schirmen ;Jesu, meine Freude
46 Trotz dem alten Drachen ;Jesu, meine Freude
47 Weg mit allen Scha¨tzen ;Jesu, meine Freude
48 Gute Nacht, o Wesen ;Jesu, meine Freude
49 Weicht, ihr Trauergeister ;Jesu, meine Freude

Suzie LeBlanc
Emma Kirkby
Peter Harvey
Purcell Quartet
Richard Boothby
Robert Woolley, órgão
Clare Salaman, violino

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O muito unido Purcell Quartet preparando-se para uma noite de carteado.

PQP

J. P. Rameau (1682-1764): Nouvelles Suites

E então eu peguei mais um Rameau para ouvir. Este é um CD originalíssimo. Imaginem que o Calefax Reed Quintet, um quinteto de sopros de formação pouco usual — oboé, saxofone, clarinete, clarone e fagote –, escreveu arranjos de algumas suítes de Rameau para seus instrumentos. Claro que sei que nem o clarinete, nem o clarone e muito menos o sax existiam na época de Rameau. Eles também sabem, mas fizeram arranjos tão bons que o resultado é nada menos que entusiasmante. É um tremendo disco bastante recente — foi gravado em 2006. Vale a pena você ouvir este Rameau falsamente modernizado pelos grandes músicos do Calefax Quintet. Uma bela postagem para uma radiante manhã de um domingo que nos trará derrotas de Grêmio e Vasco. CUMPRA-SE!

CD IMPERDÍVEL PARA AMANTES DO BARROCO PORTADORES DE CÉREBROS AREJADOS.

J. P. Rameau – Nouvelles Suites

Suite “La Triomphante”
1. Prélude
2. Allemande
3. Courante
4. Sarabande
5. Les Trois Mains
6. Fanfarinette
7. La Triomphante
8. Gavotte et ses six doubles

Suite “Le Rappel des Oiseaux”
9. Allemande
10. Courante
11. Gigue en Rondeau 1 & 2
12. Le Rappel des Oiseaux
13. La Villageoise
14. Les Cyclopes
15. Rigaudon 1 & 2
16. Musette en Rondeau
17. Tambourin

18. La Poule

Suite “Les Boréades”
19. Prelude
20. Ritournelle
21. Gavotte pour les heures et les Zèphirs
22. Entrée de Polymnie
23. Contredanse en Rondeau

Calefax Reed Quintet:
Oliver Boekhoorn: oboe, oboe dÆamore, english horn
Raaf Hekkema: soprano and alto saxophone
Ivar Berix: clarinet
Jelte Althuis: basset horn and bass clarinet
Alban Wesly: bassoon

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PQP

J. P. Rameau (1682-1764): Suíte Les Indes Galantes

Mais um disco definitivo editado pela DG em sua espetacular coleção The Originals. E este efetivamente merece grande destaque. Eu tenho esta gravação em vinil e não sei como o disco não furou. Talvez seja a maior realização de Brüggen como regente. Parece que ele e Rameau entraram em acordo sobre a abordagem correta à Suíte Les Indes Galantes. Flautista e grande regente, o holandês de Amsterdam Frans Brüggen fundou em 1981 a Orchestra of the Eighteenth Century e você não deveria perder a oportunidade de ouvir quando um grande artista faz um trabalho tão extraordinário que acaba por revelar, com clareza nunca antes ouvida, o gênio que foi Rameau. Esta Suíte já tinha sido postada por Clara Schumann sob Herreweghe, mas aqui o também notável regente belga toma um chocolate.

IMPERDÍVEL!!!!

Rameau – Suíte Les Indes Galantes

1. Suite Les Indes Galantes / Prologue – 1. Ouverture 2:55
2. Suite Les Indes Galantes / Prologue – 2. Entrée des quatre nations 2:37
3. Suite Les Indes Galantes / Prologue – 3. Air pour les esclaves africains 1:32
4. Suite Les Indes Galantes / Prologue – 4. Air vif 2:01
5. Suite Les Indes Galantes / Prologue – 5. Musette en rondeau 1:20
6. Suite Les Indes Galantes / Prologue – 6. Air pour les amants et les amantes 1:08
7. Suite Les Indes Galantes / Prologue – 7. Air pour les deux Polonais 1:47
8. Suite Les Indes Galantes / Prologue – 8. Menuet I-II 2:35
9. Suite Les Indes Galantes / Prologue – 9. Contredanse 1:51
10. Suite Les Indes Galantes / Les Turcs – 10. Ritournelle pour “Le Turc généreux” 0:59
11. Suite Les Indes Galantes / Les Turcs – 11. Forlane des matelots 1:58
12. Suite Les Indes Galantes / Les Turcs – 12. Tambourin I-II 1:36
13. Suite Les Indes Galantes / Les Incas – 13. Ritournelle pour les Incas du Pérou 1:06
14. Suite Les Indes Galantes / Les Incas – 14. Air des Incas 2:13
15. Suite Les Indes Galantes / Les Incas – 15. Air pour l’adoration du soleil 2:23
16. Suite Les Indes Galantes / Les Incas – 16. Gavotte I-II 2:31
17. Suite Les Indes Galantes / Les Fleurs – 17. Ritournelle pour la fête persane 1:04
18. Suite Les Indes Galantes / Les Fleurs – 18. Marche 2:01
19. Suite Les Indes Galantes / Les Fleurs – 19. Air pour Zéphire 1:06
20. Suite Les Indes Galantes / Les Fleurs – 20. Air pour Borée et la rose 1:26
21. Suite Les Indes Galantes / Les Sauvages – 21. Air pour les sauvages 1:40
22. Suite Les Indes Galantes / Les Sauvages – 22. Chaconne 5:30

Orchestra of the Eighteenth Century
Frans Brüggen

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PQP

J. S. Bach (1685-1750) – A Paixão segundo São Lucas (apócrifa) – BWV 246 – Dos arquivos de Sóstenes

Apócrifo
[Do gr. apókryphos, pelo lat. tard. apocryphu.]
Adj.
1. Diz-se de obra ou fato sem autenticidade, ou cuja autenticidade não se provou.
2. Diz-se, entre os católicos, dos escritos de assunto sagrado não incluídos pela Igreja no Cânon das Escrituras autênticas e divinamente inspiradas.

Bem, se esta Paixão for de Bach, eu sou uma abelhinha de jardim. Tudo muito bonitinho, muito bem interpretado — sem dúvida, a melhor interpretação que já ouvi da obra –, só que não é Bach. Bach e um de seus filhos copiaram por algum motivo esta boa Paixão, o que enganou os caras que montaram o Bach Werke Verzeichnis (Edição das Obras de Bach ou, popularmente, BWV). Mas cá para nós, é aquela coisa plana, flat e com pouca imaginação e polifônia, além de trazer um verdadeiro exército de recitativos… Nã, nã, ni, na, não, dou o rabo na próxima esquina se for de Bach. E olha que estou inexpugnável há mais de 50 anos!

São dois CDs que coloquei num mesmo arquivo. Bom som, excelente gravação (192 kbps). No segundo CD, minha gravação possui quatro faixas a mais do que a relação abaixo. Coisas da Amazon.

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Atualização das 8h55 (correção ao blog feita em comentário):

Wolf
novembro 20th, 2008 às 7:30 edit

BWV = Bach-Werke-Verzeichnis (Catálogo das obras de Bach)
“Bach-Werke-Verlag” seria “editora das obras de Bach”.

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Obrigado, Wolf!

J. S. Bach ??? – A Paixão segundo São Lucas (apócrifa) – BWV 246

Disc: 1
1. “Furcht und Zittern, Scham und Schmerzen”, Chorus
2. “Es war aber nahe das Fest der süßen Brot'”, Recitative
3. “Verruchter Knecht, wo denkst du hin”, Chorale
4. “Und sie wurden froh”, Recitative
5. “Die Seel’ weiß hochzuschätzen”, Chorale
6. “Und er verspach es”, Recitative
7. “Stille, stille!” Chorale
8. “Es am nun der Tag der süßen Brot'”, Recitative
9. “Wo willt du, daß wir’s bereiten?”, Chorus
10. “Er sprach zu ihnen”, Recitative
11. “Weide mich und mach’ mich satt”, Chorale
12. “Und er wird euch einen großen”, Recitative
13. “Nichts ist lieblicher als du, liebste Liebe”, Chorale
14. “Denn ich sage euch, daß ich hinfort”, Recitative
15. “Dein Lieb, das Manna meiner Seele”, Aria for Soprano
16. “Desselbigen gleichen auch den Kelch”, Recitative
17. “Du gibst mir Blut, ich schenk’ dir Tränen”, Aria for Alto
18. “Doch siehe, die Hand meines Verräters”, Recitative
19. “Ich, ich und meine Sünden”, Chorale
20. “Es erhub sich auch ein Zank unter ihnen”, Recitative
21. “Ich werde dir zu Ehren alles wagen”, Chorale
22. “Und ich will euch das Reich bescheiden”, Recitative
23. “Der heiligen zwölf Boten Zahl”, Chorale
24. “Der Herr aber sprach”, Recitative
25. “Nie, keinen”, Chorus
26. “Da sprach er zu ihnen”, Recitative
27. “Herr, siehe Herr, hier sind zwei Schwert”, Chorus
28. “Er aber sprach zu ihnen”, Recitative
29. “Wir armen Sünder bitten”, Chorale
30. “Und er riß sich von ihnen”, Recitative
31. “Mein Vater, wie du willt”, Chorale
32. “Es erschien ihm ein aber ein Engel vom Himmel”, Recitative
33. “Durch deines Todes Kampf”, Chorale
34. “Und er stund auf von dem Gebet”, Recitative
35. “Laß mich Gnade für dir finden”, Chorale
36. “Da er aber noch redet'”, Recitative
37. “Von außen sich gut stellen”, Chorale
38. “Da aber sahen, die um ihn waren”, Recitative
39. “Herr, sollen wir mit dem Schwert drein schlagen?”, Chorus
40. “Und einer aus ihnen schlug”, Recitative
41. “Ich will daraus studieren”, Chorale
42. “Jesus aber sprach zu den Hohenpriestern”, Recitative
43. “Und führe uns nicht in Versuchung”, Chorale
44. “Da zündeten sie ein Feuer an”, Recitative
45. “Kein Hirt kann so fleißig gehen”, Chorale
46. “Und Petrus gedachte an des Herren Wort”, Recitative
47. “Den Fels hat Moses’ Stab geschlagen”, Aria for Tenor
48. “Aus der Tiefe rufe ich”, Chorale
49. “Aus der Tiefe rufe ich”, Chorale

Disc: 2
1. “Die Männer aber, die Jesum hielten”, Recitative
2. “Weissage, wer ist’s, der dich schug?”, Chorus
3. “Daß du nicht ewig Schande mögest tragen”, Chorale
4. “Und viel and’re Lästerungen sangten sie wider ihn”, Recitative
5. “Bist du Christus?”, Chorus
6. “Er aber sprach zu ihnen”, Recitative
7. “Bist du denn Gottes Sohn?”, Chorus

8. “Du Kön’g der Ehren”, Chorale
9. “Er sprach zu ihnen”, Recitative
10. “Und der ganze Haufe stund auf”, Recitative
11. “Diesen finden wir”, Chorus
12. “Pilatus aber fragte ihn”, Recitative
13. “Dein göttlich’ Macht und Herrlichkeit”, Chorale
14. “Pilatus sprach zu den Hohenpriestern”, Recitative
15. “Ich bin’s, ich sollte büßen”, Chorale
16. “Sie aber hielten an und sprachen”, Recitative
17. “Er hat das Volk erreget”, Chorus
18. “Do aber Pilatus ‘Galiläa hörte”, Recitative
19. “Die Hohenpriester aber”, Recitative
20. “Was kann die Unschuld besser kleiden”, Chorus
21. “Auf den Tag wurden Pilatus und Herodes Freunde”, Recitative
22. “Ei, was hat er denn getan”, Chorale
23. “Denn er mußte ihnen einen nach Gewohnheit”, Recitative
24. “Hinweg, hinweg mit diesem”, Chorus
25. “Welcher war um eines Aufruhrs”, Recitative
26. “Kreuzige ihn!”, Chorus
27. “Er aber sprach zum dritten Mal zu ihnen”, Recitative
28. “Und als sie Jesum hinführeten”, Recitative
29. “Weh und Schmerz”, Terzett
30. “Jesus aber wandte sich um zu ihnen”, Recitative
31. “Sein’ allereste Sorge war, zu schützen”, Chorale
32. “Und sie teileten seine Kleider”, Recitative
33. “Er hat andern geholfen”, Chorus
34. “Es verspotteten ihn auch die Kriegsknechte”, Recitative
35. “Bist du der Jüden König, so hilf dir selber!”, Chorus
36. “Ich bin krank, komm stärke mich”, Chorale
37. “Das Kreuz ist der Königsthron”, Chorale
38. “Aber der Übeltäter einer”, Recitative
39. “Tausend mal gedenk’ ich dein”, Chorale
40. “Und Jesus sprach zu ihm”, Recitative
41. “Freu’ dich sehr, o meine Seele”, Chorale
42. “Und es war um die sechste Stunde”, Chorale
43. “Selbst der Bau der Welt erschüttert” Aria for Tenor
44. “Und Jesus rief laut, und sprach”, Recitative
45. “Derselbe mein Herr”, Sinfonia/Chorale
46. “Da aber der Hauptmann sahe”, Recitative
47. “Straf’ mich nicht in deinem Zorn”, Chorale
48. “Es stunden aber alle Verwandten con ferne”, Recitative
49. “Laßt mich ihn nur noch einmal küssen” Aria for Tenor
50. “Und nahm in ab”, Recitative
51. “Nun ruh, Erlöser, in der Gruft”, Chorale

Marcus Sandmann
Stephan Schreckenberger
Mona Spagele
Harry van Berne
Rufus Muller

Bremen Baroque Orchestra
Wolfgang Helbich

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PQP

Também estamos no Clarín, de Buenos Aires – Sobre literatura, formatos, plágio, difusão, direitos, cópias…

De Marcos Mayer

Stevenson contaba la historia de un mendigo, de quien casi se había hecho amigo, que siempre le pedía libros de poesía y rechazaba sistemáticamente novelas y cuentos. Pese a la pasión del hombre, no podía evitar la sospecha de que en realidad no comprendía el verdadero sentido de las palabras que se leía en voz alta a sí mismo, sino que se dejaba llevar por los sonidos, las reiteraciones, las palabras difíciles. Y luego de contar este episodio, Stevenson concluía que el caso era más habitual de lo que podría suponerse. Hombre abierto como pocos a las experiencias ajenas, percibía que la lectura en silencio no es el único destino posible de la literatura, aunque probablemente sea el mejor camino para desentrañar sus sentidos. Lo que le quedaba claro era que había en ese transcurrir en voz alta un aspecto festivo del relato, del que ciertamente sacó buen provecho durante su estadía en Samoa, cuyos habitantes lo bautizaron como “Tusitala”, el contador de historias.

Es decir que hay un modo de vida de lo literario, que lleva ya casi dieciocho siglos, si se cree el testimonio de San Agustín de que fue San Ambrosio quien inauguró la costumbre de leer para uno mismo. Y otro, que es a la vez regreso de lo antiguo, de la reunión en que los relatos pueden decirse y circular de modo comunitario y que tiene que ver con las experiencias que anuncia el FILBA-Festival Internacional de Literatura- que además, desde su mismo título, promete ser un espacio vinculado al barullo y a la fiesta, a diferencia de los encuentros y congresos que postulan que de toda biblioteca –aquel lugar donde la norma es el silencio- sólo se sale provisoriamente.

La costumbre de los festivales se va difundiendo por el mundo –acaba de tener lugar en Alemania el Mord am Hellweg (algo así como Asesinato en el riel) una celebración multitudinaria del relato policial, que reúne en una serie de lecturas públicas ( a un costo de diez euros cada una) de varios días bastante más de tres mil personas, o sea el equivalente de una tirada optimista de un libro nacional, además del cervantino que se celebra en Guadalajara, o el que se reúne en la pequeña ciudad galesa de Hay, según la leyenda el lugar con más librerías del planeta por metro cuadrado.

Pero también los festivales tienen que ver con un estado de cosas actual en el que ya no parecería posible seguir pensando la circulación de la palabra escrita en un formato único. Y es por eso que en la programación del festival porteño, como una derivación lógica de las cosas, por un lado aparecen las reflexiones sobre lo literario, pero en paralelo y de manera asistemática –como debe ser- cuestiones centrales que tienen que ver con el cuerpo de autores y lectores –lo concreto, lo contundente- y lo virtual –el ciberespacio.

De allí que se hable mucho de viajes, de experiencias de autores y de blogs, todos temas que están lejos de estar zanjados.

Parecen haber pasado siglos desde que Michel Foucault festejara la “muerte al autor” y en las facultades se penara casi hasta la excomunión confundir narrador –una función dentro del texto- con autor-sujeto de existencia improbable, en verdad una construcción del texto. Hoy hay una demanda de que salga el autor y los festivales, que mucho tienen de teatral –en el buen y en el mal sentido-, saben que no hay escena sin un caballero o una dama que acepte el papel y lo encarne con la mayor enjundia. El autor ya no es sólo el guardián del sentido último de su libro, su mejor exegeta, sino alguien a quien se le pide que confiese sus debilidades personales, cuente los secretos de su oficio, y trace al mismo tiempo un mapa inteligible del mundo. El autor es garantía de que la literatura sigue perteneciendo al mundo de lo social. A él apuestan editores, agentes de prensa y, por supuesto, organizadores de festivales. No se trata, sin embargo, de un star system escritural, aunque muchas veces lo parezca y a pesar de que participe de los fatigosos rituales de la celebridad que asolan otros ámbitos. Sino que en un mundo donde la circulación de discursos es cada vez más alucinada e incontrolable, el autor, alguien con rostro, cuerpo, hábitos, una biografía, se hace una parada imprescindible. Con menos prensa, los lectores también son figuras necesarias, contraseñas de la pertenencia a lo humano y por lo tanto también se habla de ellos, no sólo como oficiantes del rito de acercarse a los textos sino también en sus otros anclajes con el mundo.

La red ha puesto sin dudas a la literatura en una zona de barullo. En dos cuestiones principales que aparecen como temáticas del FILBA: el plagio y los blogs. Internet ha amplificado las partes débiles de la idea de propiedad intelectual. Por una parte, ha puesto al alcance de manera gratuita, o casi, textos, músicas, cuadros, a los cuales antes sólo podía accederse mediante el dinero o con altos grados de dificultad. La red es una especie de reserva a la que se puede saquear en la mayoría de los casos impunemente. Por otro lado multiplica sin jerarquizar, todo se baraja de nuevo y cualquier cosa puede parecerse a cualquier otra. Lo que facilita la postulación de similitudes entre objetos, en los que el plagio es en ocasiones una constatación, entre otras una sospecha y en muchas una calumnia. Lo cierto es que como se decía antes que alguien pensaba con la ventana abierta, hoy puede decirse que muchos escriben sin desconectarse de la red. Hoy, el plagio oscila entre la epidemia, el pequeño delito, el avasallamiento (muchas veces inconsciente) de las propiedades intelectuales y la difamación.

Los ruidos que trae el blog son de otra índole. Es sin dudas, un nuevo medio de comunicación, lo cual hace un poco incomprensible su descalificación, como la emprendida por Horacio González y José Pablo Feinmann, salvo que se suponga que estos tiempos son incorregibles y que esa cualidad se contagia a todo lo que generan. Lo cierto que, pensado en términos literarios, los blogs abren una dimensión que tal vez no se encuentre en aquellos sitios que se proclaman como tales. Por cierto, hay muchos escritores que tienen su blog donde se puede acceder a sus works in progress. Otros, como ha sido el caso de Marcelo Figueras en El año que viví en peligro han ido posteando los textos que, se sabía de antemano, irían a desembocar en un libro. Uno diría que aquí se trata de casos de simple cambio de formato, como las novelas con e-mails que pretenden reemplazar a las epistolares.

Pero si, por ejemplo, hacemos una parada en el blog brasilero PQP Bach y cliqueamos sobre los datos del autor, encontraremos la siguiente reseña: “Como decía Tolstoi, las familias son infelices cada una a su manera. La de Johann Sebastian Bach fue feliz hasta el nacimiento del malhadado vigésimo primer hijo, Peter Qualvoll Publizieren Bach. Wilhelm Friedmann, Johann Christian y Carl Philipp Emanuel detestaban a su hermano, quien fue despreciado por el padre y al que no se le enseñó nada útil. Por lo tanto se dedicó a la actividad de desparramar belleza por la blogosfera.” El sitio es mantenido a medias por Clara Schumann, de la que se desconoce si es o no la verdadera. Otro tanto ocurre con el blog de Pituco quien cuenta anécdotas tan inverosímiles como maravillosas de su relación con músicos famosos, que van del Flaco Spinetta a Bob Dylan. La red da, para bien y para mal, una sensación de impunidad que permite experimentar por fuera de las reglas de juego y muy de tanto en tanto acertar con alguna invención.

Todos estos mundos posibles e imposibles rodean el ejercicio de la literatura y su circulación. Un festival suele ser eso, el sitio que reúne a los escritores, a los mendigos, y a los aprendices de inventores a que escuchen en voz alta los ruidos que acechan las mejores y peores páginas que podemos leer.

Leos Janáček, Cartas Íntimas / Béla Bartók, Contrastes / Arvo Pärt, Missa de Berlim – Harmonia Mundi – 50 years of music exploration – CD 29 de 29

Um CD absolutamente notável fecha a coleção comemorativa da Harmonia Mundi.

Janácek, escreveu aos 73 anos (!) seu segundo Quarteto de Cordas para uma mulher. A dedicatória é a seguinte:

– Aqui pude encontrar lugar para colocar minhas mais belas melodias. Exprimirão o medo que sinto de você.

Cartas Íntimas é efetivamente um obra prima e uma de minhas mais antigas preferências. Eu a ouvia na esplêndida Rádio da UFRGS nos anos 70. O Melos Quartett realiza belíssima interpretação.

Depois temos Contrastes, de Bartók, que consegue ser ainda melhor. Em 1938, Bartók recebeu, por intermédio do violinista húngaro József Szigeti, um pedido de Benny Goodman, conhecido clarinetista de jazz, para compor uma peça para clarinete, violino e piano. Assim surgiu Contrastes, partitura de uma complexidade extrema que atemorizou desde logo Goodman (“Vou precisar de três mãos para a tocar, senhor Bartók!”). Estreou-se em Janeiro de 1939, em Nova Iorque, com interpretação de József Szigeti, Benny Goodman e o pianista Endre Petri. (*) Goodman tirou de letra.

Não vejo (ou ouço) grande coisa na peça de Pärt, talvez seja problema meu. Sua música estática e extática me irrita um pouco.

Obrigatório pelas duas primeiras peças!

MAIS UMA SÉRIE TERMINADA!

CD 29

Quatuor à cordes n°2 “Lettres intimes” – Leos Janáček 25’44
1. Andante. Con Moto. Allegro
2. Adagio. Vivace
3. Moderato. Andante. Adagio
4. Allegro. Andante. Adagio
Melos Quartett

Contrastes pour violon, clarinette et piano – Béla Bartók 17’15
5. No.1 Verbunkos
6. No.2 Piheno
7. No.3 Sebes
Ensemble Walter Boeykens

Berliner Messe – Arvo Pärt 23’20
8. Kyrie
9. Gloria
10. First Alleluia Verse
11. Second Alleluia Verse
12. Veni Sancte Spiritus
13. Credo
14. Sanctus
15. Agnus Dei
Theatre of Voices
Christopher Bowers-Broadbent, organ
Paul Hillier

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PQP

(*) Detalhes retirados daqui.

Chausson (1855–1899), Quarteto para piano / Copland (1900-1990), Trio / Janácek (1854-1928), On an overgrown path – – Harmonia Mundi – 50 years of music exploration – CD 28 de 29

Mais um belíssimo CD da coleção da HM. Com três obras pouco divulgadas, dou destaque às peças de Copland e a um estranho e devaneador Janácek. Chausson é que aquele mela-cueca romântico que faz a alegria de alguns de nossos ouvintes-leitores.

Em minha opinião, a grande obra do disco é a de Copland, mas Janácek recupera-se no último CD da série ao contrapor suas Cartas Íntimas aos Contrastes de Bartók.

CD 28

Quatuor pour piano, violon, alto et violoncelle op.30 Ernest Chausson 37’30
1. 1st Movement
2. 2nd Movement ‘Tres Calme’
3. 3rd Movement ‘Simple Et Sans Hate’
4. 4th Movement ‘Anime’
Les Musiciens

Trio Vitebst Etude sur un thème juif Aaron Copland 13’16
5. Trio ‘Vitebsk
Trio Wanderer

On an overgrown path Leos Janácek 30’31
6. I. Nos Soirees
7. II. Une Feuille Emportee
8. III. Venez Avec Nous!
9. La Vierge De Frydek
10. V. Elles Havardaient En Hirondelles
11. VI. La Parole Manque!
12. VII. Bonne Nuit!
13. VIII. Anxiete Indicible
14. IX. En Pleurs
15. X. La Cheveche Ne S’Est Pas Envolee!
Alain Planès, piano

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PQP

Chopin, Ballades; Liszt, La Lugubre Gondole; Shostakovich, Quarteto Nº 8 – Harmonia Mundi – 50 years of music exploration – CD 27 de 29

Mais um CD que justifica-se plenamente pela qualidade de seus jovens intérpretes.
Cedric Tiberghien faz um Chopin que conseguiu interessar até a mim, um hostil ao romantismo líquido do pianismo do polonês. Musicalmente, a coisa melhora demais com La Lugubre Gondole, indiscutível obra-prima de um compositor mais afeito aos efeitos, mas que às vezes deixava escapar autêntica musicalidade e, principalmente, profundidade. A violoncelista Emmanuelle Bertrand dá conta do recado com sobras de talento, acompanhada por nosso já conhecido Pascal Amoyel, ao piano. Depois temos talvez a obra mais postada neste blog: o Quarteto Nº 8 de Shosta — seria esta a quinta ou sexta versão que apresentamos dele? Bom, não interessa. Este quarteto é tão bom que, se fizermos mais meia dúzia de postagens com ele está bem posto, ou postado. Posto isto, reitero que estou disposto a matar esta série da HM logo. Até porque já enchi o saco de ver esta caixinha ao lado meu micro. Ah, o Jerusalem Quartet é excelente.

Baita CD!

CD 27

Ballades n°1-4 Frederic Chopin 35’31
1. No.1, Op.23 In G Minor
2. No.2, Op.38 In F Major
3. No.3, Op.47 In A Flat Major
4. No.4, Op.52 In F Minor
Cedric Tiberghien, piano

La Lugubre Gondole Franz Liszt 9’34
5. La Lugubre Gondole
Emmanuelle Bertrand, cello
Pascal Amoyel, piano

Quatuor n°8 op.110 Dimitri Chostakovitch 22’04
6. I. Largo
7. II. Allegro
8. III. Allegretto
9. IV. Largo
10. V. Largo
Jerusalem Quartet

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PQP

Franz Schubert (1797 – 1828) – Fantasia para violino e piano / Sonata D. 960 – Harmonia Mundi – 50 years of music exploration – CD 26 de 29

Eu não disse para vocês que a partir do 26 só viriam discos impecáveis? Pois este é o primeiro. O libreto que acompanha a caixa da HM diz que este CD e o próximo são dedicados a uma nova geração de grandes instrumentistas. Isabelle Faust, Alexander Melnikov e Paul Lewis de modo algum nos decepcionam, muito pelo contrário, dão um show nestas peças fundamentais do imenso repertório do compositor predileto de nossa colega bissexta Clara Schumann. A Fantasia para violino e piano veio logo após outra, a Wanderer, com quem guarda estreito parentesco, principalmente no abandono de formalismos. Já a Sonata D. 960 é sua maior sonata, em proporções e qualidade, trazendo em si a alegria e inventividade dos lieder schubertianos, TÃO POUCO EXPLORADOS POR ESTE NOTÁVEL BLOG.

Imperdível.

CD 26

Fantaisie en Ut majeur op. posth.159, D.934 Franz Schubert 22’49
1. Andante Molto
2. Allegretto
3. Andantino
4. Allegro Vivace
Isabelle Faust, violin
Alexander Melnikov, piano

Sonate D.960 Franz Schubert 36’31
5. Molto Moderato
6. Andante Sostenuto
7. Scherzo. Allegro Vivace Con Delicatezza – Trio
8. Allegro, Ma Non Troppo
Paul Lewis, piano

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PQP

F.J. Haydn (1732-1809), M. Corrette (1707–1795), W.A. Mozart (1756-1792) – Concertos para Cravo

Este disco é uma conversão de vinil para mp3. Ela foi feita por um russo, sem maiores informações. Sei quem é a cravista e o registro é excelente, principalmente do DIVERTIDO CONCERTO DE HAYDN. Temos abaixo informações sobre intérpretes e obras. O disco vale pelo Haydn, ASSOMBROSAMENTE FELIZ. O qualidade de som é boa.

Elzbieta Stefanska-Lukowicz is a major Polish harpsichordist. She was born in Cracow to a family that can boast several generations of musicians. When 11 she already began appearing as a pianist with the orchestras in Warsaw, Cracow and Wroclaw. Her piano teacher was her father, Prof. Ludwik Stefanski at the Higher School of Music in Cracow, and she learned harpsichord playing with Prof. Hans Pischner in Berlin.

1964 was a lucky year for Elzbieta Stefariska-Lukowicz. At the Competition of Early Music in Lodz she won two first prizes: in the piano and harpsichord sections. She soon added another success to that achievement when, a year later, she won the special Henri Ghez prize “for the best harpsichordist” at the International Harpsichord Competition in Geneva.

It was the starting point of her brilliant international career, marked soon by her concerts in Berlin, Cologne, Weimar, Vienna, Prague, Budapest, Geneva and Paris. She appeared along with such celebrities as Ralph Kirpatrick, Gegore Malcolm and Isolda Ahlgrimm. In 1970 Elzbieta Stefanska-Lukowicz was also member of the jury at the International Harpsichord Composition in Munich. For many years she has been combining her activities of a concert harpsichordist with teaching at the state Higher School of Music in Cracow.

For this record of hers Elzbieta Stefanska-Lukowicz has chosen classical harpsichord concertos in whose interpretation she is partenered here by the Chamber Orchestra of the National Philharmonic, conducted by Karol Teutsch.

The already forgotten French composer and organist, Michel Corrette, was born in Paris (in the Saint-Germain area) in 1709 and died in 1795. He was an organist and initially played at the Sainte Marie Madeleine church in Paris then was cantor a Jesuite college, and towards the end of his life court musician to Prince d’Angouleme.

His music was popular and fashionable in the 18th century and it included instrumental concertos, divertimenti, symphonies, cantatas, motets, Masses and even a ballet. Of all these works only charming three-movement Harpsichord Concerto in D minor is still played and can be also heard on this record.

A Composition also a little forgotten is Mozart’s Harpsichord Concerto in D major KV’107 No. 1. This is not however an original piece but an arrangement of Johann Christian Bach’s Piano Sonata. In the summer or autumn of 1765, the ten-year-old Mozart, as Alfred Einstein is telling us, “was practicing the concerto form on the melodies of Johann Christian Bach”. Fascinated by his sonatas, he arranged three of them for his concerts. By distributing their original texture between the soloist and the accompanying orchestra he created here well-balanced and clearly written composition.

The harpsichord Concerto in D major by Joseph Haydn, written around 1782, is a work willingly played both by the harpsichordists and pianists. In spite of its simplicity, and even a certain economy of virtuoso devices, it is a piece of genuine beauty and also quite original. Its classical structure consists of three movements: the rhythmic Vivace, songful Adagio and the effective Rondo, described by the composer as being “in the Hungarian style”.

Haydn / Corrette / Mozart – Concertos para Cravo

1 J.Haydn. Concerto in D major. 1.Vivace.mp3
2 J.Haydn. Concerto in D major. 2.Un poco Adagio.mp3
3 J.Haydn. Concerto in D major. 3.Rondo all’Ungherese — Allegro assai.mp3
4 M.Corrette. Concerto in D minor. 1.Allegro.mp3
5 M.Corrette. Concerto in D minor. 2.Andante.mp3
6 M.Corrette. Concerto in D minor. 3.Presto.mp3
7 W.A.Mozart. Concerto in D-major KV 107 No.1. 1.Allegro.mp3
8 W.A.Mozart. Concerto in D-major KV 107 No.1. 2.Andante.mp3
9 W.A.Mozart. Concerto in D-major KV 107 No.1. 3.Tempo di Menuetto.mp3

Elzbieta Stefariska-Lukowicz, harpsichord
Chamber Orchestra of the National Philharmonic
Karol Teutsch

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Hector Berlioz (1803-1869): Nuits d’été / Manuel de Falla (1876-1946) – El Amor brujo / – Harmonia Mundi – 50 years of music exploration – CD 25 de 29

Hector Berlioz é um daqueles raros compositores que ignoro. Nunca ouvi nada que me chamasse a atenção. Ele fica no limbo, sem meu desprezo e sem nenhuma admiração. Ouvi friamente essas com Nuits d’été. Nada. O mesmo não pode ser dito de Manuel de Falla, admirável compositor nacionalista espanhol, inventor de esplêndidas melodias e cujas obras sempre me agradam. Além disso, ERA um ser humano: de Falla tentou em vão impedir o assassinato de seu amigo Frederico García Lorca em 1936. Após a vitória de Franco na Guerra Civil Espanhola, de Falla emigrou para Argentina, onde viria a morrer. Então, mais um CD bem maluco desta coleção. Porém, para nosso consolo os volumes de 26 a 29 serão indiscutíveis.

CD 25

Berlioz: Nuits d’été / Manuel de Falla: El Amor brujo

Nuits d’été, op.7 – Hector Berlioz 30’11
1. Villanelle – Brigitte Balleys
2. Le Spectre De La Rose – Brigitte Balleys
3. Sur Les Lagunes – Brigitte Balleys
4. Absence – Brigitte Balleys
5. Au Cimetiere – Brigitte Balleys
6. L’ile Inconnue – Brigitte Balleys

Brigitte Balleys, soprano;
Orchestre Des Champs-Elysees;
Philippe Herreweghe, conductor

El Amor brujo / L’Amour sorcier / Love the Magician – Manuel de Falla 37’07
7. Introduction Y Escena – Ginesa Ortega
8. Cancion Del Amor Dolido – Ginesa Ortega
9. Sortilegio – Ginesa Ortega
10. Danza Del Fin Del Dia – Ginesa Ortega
11. Escena – Ginesa Ortega
12. Romance Del Pescador – Ginesa Ortega
13. Intermezzo – Ginesa Ortega
14. Introduccion – Ginesa Ortega
15. Escena – Ginesa Ortega
16. Danza Del Fuego Fatuo – Ginesa Ortega
17. Interludio – Ginesa Ortega
18. Cancion Del Fuego Fatuo – Ginesa Ortega
19. Confuro Para Reconquistar El Amor Perdido – Ginesa Ortega
20. Escena – Ginesa Ortega
21. Danza Y Cancion De La Bruja Fingida – Ginesa Ortega
22. Final – Ginesa Ortega

Ginesa Ortega, “cantaora”;
Orchestra de Cambra Teatre Lliure;
Josep Pons, conductor

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Christoph Willibald Gluck (1714 – 1787) – Italian Arias com Cecilia Bartoli

Gosto muito de Cecilia Bartoli. Ela está alguns degraus acima da inteligência comum das divas e muitos degraus abaixo de considerar-se uma deusa intocável. É cheia de auto-ironia e revela incomum amor à música num âmbito onde os egos não dão espaço a outros amores que não a si mesmos. Com bom senso, sempre convida as melhores orquestras para acompanhá-la e, neste trabalho, aparece com a esplêndida Akademie für Alte Musik de Berlim. O resultado é indiscutivelmente notável. Outro fato que a distingue é que sempre costuma escolher árias desconhecidas de seus compositores prediletos. As críticas de seus discos costumam vir acompanhadas da expressão “unknown”. Aqui, por exemplo, ela se foca no “unknown ‘Italian’ Gluck”. Usando e abusando da coloratura, Bartoli cacareja como nunca. As árias escolhidas são belíssimas e vale a pena ouvir. Minhas preferidas são as faixas 2, 4, 6 e 8 — a metade par! –, mas as outras não estão muito atrás.

Imperdível.

Gluck – Árias Italianas com Cecilia Bartoli

1. La Clemenza di Tito – Tremo fra dubbi miei 7:34
2. Il Parnaso confuso – Di questa cetra in seno 5:21
3. Ezio – Misera, dove son…Ah! non son io 7:47
4. La Semiramide riconosciuta – Ciascun siegua il suo stile…Maggior follia non v’e 7:54
5. La Corona – Quel chiaro rio 10:18
6. La Clemenza di Tito – Ah! taci barbaro…Come potesti, oh Dio 7:26
7. La Clemenza di Tito – Se mai senti spirarti sul volto 11:27
8. Antigono – Performing Edition based on the manuscript by Claudio Osele – Berenice che fai

Cecilia Bartoli

Bernhard Forck
Akademie für Alte Musik Berlin

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PQP

G. F. Handel (1685-1759) – Riccardo Primo

Uma obra-prima. O pessoal estava pedindo óperas barrocas e aí está a segunda na mesma semana. Ainda virá mais uma, pois quero que as pessoas saibam que tenho um coração tão grande quando o de FDP Bach… Há um erro qualquer na lista das faixas abaixo que copiei da Amazon, pois o primeiro CD tem 16 faixas; o segundo, 30 e o terceiro, 27. Acho que no original há junções de recitativos com árias, só pode.

Porém o que interessa é a notável qualidade musical da ópera, formada toda de temas originais. Explico: é que Handel às vezes roubava coisas de outras obras suas, fazendo discretas colagens. Em Riccardo Primo ou Ricardo I ou Ricardo Coração de Leão não há nada disso.

Segundo a Wikipedia: Ricardo I (8 de Setembro, 1157 – 6 de Abril, 1199) foi Duque da Aquitânia (1168-1199), Conde de Anjou, Duque da Normandia e Rei de Inglaterra (1189-1199). Ricardo é também conhecido por vários cognomes, entre eles Coração de Leão (Coeur de Lion, Lionheart), Oc et No (sim e não em provençal) e Melek-Ric (Rei-Ric[ardo]) pelos muçulmanos do Oriente Médio, que usavam a sua figura para ameaçar as crianças que se portavam mal. Ricardo foi um dos líderes da Terceira Cruzada e foi na sua época considerado como um herói.

Imperdível.

Obs.: os três CDs estão postados juntos.

Handel (1685-1759) – Riccardo Primo

Disc: 1
1. Act 1. Ouverture
2. Act 1. Scene 1. Accompagnato. Lascia, Berardo, lasciami!
3. Act 1. Scene 1. Aria. Se perì, l’amato bene
4. Act 1. Scene 2. Recitativo. Se la vergin regale
5. Act 1. Scene 2. Aria. Vado per obbedirti
6. Act 1. Scene 2. Recitativo. Tarresta, Oronte, ascolta
7. Act 1. Scene 2. Aria. V’adoro, o luci belle
8. Act 1. Scene 3. Recitativo. Torni la gioia al nostro cor
9. Act 1. Scene 3. Aria. Cessata è la procella
10. Act 1. Scene 4. Recitativo. Cortese a noi si mostra
11. Act 1. Scene 4. Aria. Bella, teco non ho
12. Act 1. Scene 5. Recitativo. Oronte. … Sire
13. Act 1. Scene 6. Recitativo. Sire, a te britannico monarca
14. Act 1. Scene 6. Aria. Lascia la pace all’alma
15. Act 1. Scene 7. Recitativo. Isacio, il cui gran merto
16. Act 1. Scene 7. Aria. Agitato da fiere tempeste

Disc: 2
1. Act 2. Scene 1. Arioso. Se m’è contrario il Cielo
2. Act 2. Scene 1. Recitativo. Seco Isacio mi volle
3. Act 2. Scene 1. Aria. Dell’empia frode il velo
4. Act 2. Scene 2. Recitativo. Riccardo sospirato
5. Act 2. Scene 2. Aria. Di notte il pellegrino
6. Act 2. Scene 2. Recitativo. Quanto saresti insano
7. Act 2. Scene 3. Recitativo. All’affetto di padre
8. Act 2. Scene 3. Aria. Ti vedrò regnar sul trono
9. Act 2. Scene 3. Accompagnato. Ah, padre! ah, Cielo!
10. Act 2. Scene 3. Aria. Quel gelsomino
11. Act 2. Scene 4. Recitativo. Prencipe, ognor compagna
12. Act 2. Scene 4. Aria. Caro, vieni a me
13. Act 2. Scene 5. Arioso. Quanto tarda il caro bene
14. Act 2. Scene 5. Recitativo. Ma, vedo corteggiata
15. Act 2. Scene 5. Arioso. Si, già vedo il mio bel sole
16. Act 2. Scene 5. Recitativo. Vieni, bell’idolo mio…
17. Act 2. Scene 6. Recitativo. Al fin da cento spade
18. Act 2. Scene 6. Aria. Ai guardi tuoi
19. Act 2. Scene 6. Recitativo. Si sforzi alla ragion
20. Act 2. Scene 6. Aria. O vendicarmi
21. Act 2. Scene 6. Recitativo. Che mai pensa tentar
22. Act 2. Scene 6. Aria. Dell’onor di giuste imprese
23. Act 2. Scene 7. Recitativo. Ah! Scampò dagli aguati
24. Act 2. Scene 7. Recitativo. Mira, e da saggio
25. Act 2. Scene 8. Aria. Nube che il sole adombra
26. Act 2. Scene 9. Arioso. Si, m’è contrario il Cielo
27. Act 2. Scene 9. Recitativo. Mesta e pensosa
28. Act 2. Scene 9. Aria. L’aquila altera
29. Act 2. Scene 9. Recitativo. Tutt’i passati affanni
30. Act 2. Scene 9. Duetto. T’amo sì
31. Act 2. Scene 6. Recitativo. Al fin da cento spade
32. Act 2. Scene 6. Aria. Ai guardi tuoi
33. Act 2. Scene 6. Recitativo. Si sforzi alla ragion
34. Act 2. Scene 6. Aria. O vendicarmi
35. Act 2. Scene 6. Recitativo. Che mai pensa tentar
36. Act 2. Scene 6. Aria. Dell’onor di giuste imprese
37. Act 2. Scene 7. Recitativo. Mira, e da saggio
38. Act 2. Scene 8. Aria. Nube che il sole adombra
39. Act 2. Scene 9. Arioso. Si, m’è contrario il Cielo
40. Act 2. Scene 9. Recitativo. Mesta e pensosa
41. Act 2. Scene 9. Aria. L’aquila altera
42. Act 2. Scene 9. Recitativo. Tutt’i passati affanni
43. Act 2. Scene 9. Duetto. T’amo sì

Disc: 3
1. Act 3. Scene 1. Accompagnato. Perfido Isacio!
2. Act 3. Scene 1. Aria. Per mia vendetta ancor
3. Act 3. Scene 1. Accompagnato. O voi, che meco del Tamigi in riva
4. Act 3. Scene 1. Aria. All’oror delle procelle
5. Act 3. Scene 2. Aria. Morte, vieni
6. Act 3. Scene 2. Recitativo. A me nel mio rossore
7. Act 3. Scene 2. Aria. Quell’innocente afflito core
8. Act 3. Scene 2. Accompagnato. Alto immenso Poter
9. Act 3. Scene 3. Recitativo. Ingiustizia e furore
10. Act 3. Scene 4. Recitativo. Dall’alta rocca
11. Act 3. Scene 4. Aria. Nel mondo e nell’abisso
12. Act 3. Scene 4. Recitativo. Pulcheria vuol
13. Act 3. Scene 4. Aria. Bacia per me la mano
14. Act 3. Scene 5. Aria. Atterato il muro cada
15. Act 3. Scene 6. Recitativo. Arrestati, Riccardo
16. Act 3. Scene 7. Recitativo. Empio, perisci tu
17. Act 3. Scene 7. Coro e Sinfonia. Alla vittoria!
18. Act 3. Scene 8. Recitativo. Dal passato spavento
19. Act 3. Scene 8. Aria. Il volo così fido
20. Act 3. Scene 8. Recitativo. Pietoso Ciel
21. Act 3. Scene 9. Recitativo. Liete nuove, idol mio
22. Act 3. Scene 9. Aria. Tutta brillanti rai
23. Act 3. Scene 10. Marche
24. Act 3. Scene 10. Recitativo. Generosa Pulcheria
25. Act 3. Scene 10. Aria. Volgete ogni desir
26. Act 3. Scene 10. Recitativo. Spargansi pur d’oblio
27. Act 3. Scene 10. Coro. La memoria dei tormenti
28. Act 3. Scene 1. Aria. All’oror delle procelle
29. Act 3. Scene 2. Aria. Morte, vieni
30. Act 3. Scene 2. Recitativo. A me nel mio rossore
31. Act 3. Scene 2. Aria. Quell’innocente afflito core
32. Act 3. Scene 2. Accompagnato. Alto immenso Poter
33. Act 3. Scene 3. Recitativo. Ingiustizia e furore
34. Act 3. Scene 4. Recitativo. Dall’alta rocca
35. Act 3. Scene 4. Aria. Nel mondo e nell’abisso
36. Act 3. Scene 4. Recitativo. Pulcheria vuol
37. Act 3. Scene 5. Aria. Atterato il muro cada
38. Act 3. Scene 6. Recitativo. Arrestati, Riccardo
39. Act 3. Scene 7. Recitativo. Empio, perisci tu
40. Act 3. Scene 7. Coro e Sinfonia. Alla vittoria!
41. Act 3. Scene 8. Recitativo. Dal passato spavento
42. Act 3. Scene 8. Aria. Il volo così fido
43. Act 3. Scene 8. Recitativo. Pietoso Ciel
44. Act 3. Scene 9. Recitativo. Liete nuove, idol mio
45. Act 3. Scene 9. Aria. Tutta brillanti rai
46. Act 3. Scene 10. Recitativo. Generosa Pulcheria
47. Act 3. Scene 10. Aria. Volgete ogni desir
48. Act 3. Scene 10. Recitativo. Spargansi pur d’oblio
49. Act 3. Scene 10. Coro. La memoria dei tormenti

Timothy Mead (counter tenor),
Lawrence Zazzo (counter tenor),
Núria Rial (soprano),
Geraldine McGreevy (soprano),
David Wilson-Johnson (baritone),
Curtis Streetman (bass)

Kammerorchester Basel
Paul Goodwin (conductor)

BAIXE AQUI A PARTE 1 – DOWNLOAD PART 1 HERE

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Jean-Philippe Rameau (1683-1764) – Naïs (Opéra pour la Paix)

É raro a gente encontrar uma ópera completa de Rameau. O que se ouve normalmente são as aberturas e danças orquestrais de cada ópera, como no CD maravilhoso de Christophe Rousset que postei aqui há poucos dias. Pois o colorido e a imaginação destes “melhores lances” amplia-se nesta ópera Naïs, muito bem gravada por Nicholas McGegan e o English Bach Festival Baroque Orchestra, coro e solistas (primeira edição em vinil de 1982, tendo sido após relançada em CD duplo pela Erato). Rameau tem uma trajetória absurda. Grande músico e teórico, foi combatido por seu “italianismo” e depois por seu racionalismo e ainda depois pelos enciclopedistas, que preferiam os compositores italianos (?). Suas óperas são pouco montadas. Uma obra prima como “Les Boréades”, foi estreada, com estrondoso sucesso, somente em 1982… Claro que montar uma ópera é um empreendimento caro, claro que os temas de suas óperas são muito antiquados, mas creio que, pela qualidade da música de Rameau, vale a pena avançar além das aberturas. Velho, como na época em que escreveu Naïs (1749), Rameau escreveu:

Dia a dia adquiro mais bom gosto, mas não tenho mais gênio. A imaginação está gasta em minha velha cabeça e não se é sábio quando se quer trabalhar, nesta idade, nas artes que são inteiramente imaginação.

Era, fora de dúvida, exageradamente modesto.

Rameau – Naïs (Opéra pour la Paix)

101 – Ouverture.mp3
102 – Prologue – Scène 1 – Choeur ‘Attaquons les cieux’.mp3
103 – Prologue – Scène 2 – Pluton ‘Arrêtez, monstres, arrêtez’.mp3
104 – Prologue – Scène 3 – Jupiter ‘Au fond des gouffres éternels’.mp3
105 – Prologue – Scène 4 – Symphonie.mp3
106 – Prologue – Scène 5 – Sarabande – Flore ‘Ah ! Que la paix nous promet de douceurs’.mp3
107 – Prologue – Scène 5 – Ballet figuré – Gavotte vive – Flore ‘Brillez de mille traites nouveaux..
108 – Prologue – Scène 5 – Rigaudons I & II – Jupiter ‘Dans une heureuse intelligence’.mp3
109 – Acte I – Scène 1 – Neptune ‘Que ces paisibles bords’.mp3
110 – Acte I – Scène 2 – Neptune ‘Palémon, l’Amour est vengé’.mp3
111 – Acte I – Scène 3 – Naïs ‘Accourez à ma voix’.mp3
112 – Acte I – Scène 4 – Neptune ‘Peut-on l’entendre’.mp3
113 – Acte I – Scène 5 – Naïs ‘Tendres oiseaux, éveillez-vous’.mp3
114 – Acte I – Scène 6 – Télénus ‘Avant que le soleil sorte’.mp3
115 – Acte I – Scène 6 – Symphonie.mp3
116 – Acte I – Scène 7 – Astérion ‘Que ce jour consacré’.mp3
117 – Acte I – Scène 7 – Ballet figuré en Chaconne.mp3
118 – Acte I – Scène 8 – Ballet figuré – Choeur ‘Chantons Naïs’.mp3
119 – Acte I – Scène 8 – Menuets I & II.mp3
120 – Acte I – Scène 9 – Tambourin – Choeur ‘Règne, triomphe Dieu des mers’.mp3
201 – Acte II – Scène 1 – Naïs ‘Ah ! Ne me suivez point’.mp3
202 – Acte II – Scène 2 – Naïs ‘Dois-je le croire -‘.mp3
203 – Acte II – Scène 3 – Télénus ‘Ma jalouse tendresse’.mp3
204 – Acte II – Scène 4 – Télénus ‘Elle rit du trait’.mp3
205 – Acte II – Scène 5 – Astérion ‘les ennuis de l’incertitude’.mp3
206 – Acte II – Scène 6 – Tirésie ‘La voix des plaisirs m’appelle’.mp3
207 – Acte II – Scène 6 – Gavottes I & II.mp3
208 – Acte II – Scène 6 – Sarabande.mp3
209 – Acte II – Scène 6 – Ballet figuré – Musette tendre.mp3
210 – Acte II – Scène 6 – Ballet figuré – Gavottes I & II.mp3
211 – Acte II – Scène 7 – Choeur ‘Quel oracle’.mp3
212 – Acte II – Scène 8 – Astérion ‘De coupables concerts’.mp3
213 – Acte III – Scène 1 – Neptune ‘La jeune Nimphe que j’adore’.mp3
214 – Acte III – Scène 2 – Neptune ‘O Ciel’.mp3
215 – Acte III – Scène 3 – Télénus, Astérion, choeur ‘Allumez-vous rapides feux’.mp3
216 – Acte III – Scène 4 – Neptune ‘Les flots les ont punis’.mp3
217 – Acte III – Scène 5 – Choeur ‘Coulez ondes, mêlez votre plus doux murmure’.mp3
218 – Acte III – Scène 5 – Tambourins I & II.mp3
219 – Acte III – Scène 5 – Contredanse générale.mp3

Linda Russell
Ian Caley
Ian Caddy
John Tomlinson
Richard Jacksin
Brian Parsons
Antony Ransome
Ann Mackay
Jennifer Smith

English Bach Festival Chorus
English Bach Festival Baroque Orchestra
dir. Nicholas McGegan

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