Cecilia Bartoli – Arie Antiche – 18th-Century Italian Songs

Mais um esplêndido CD de Cecilia Bartoli. Aqui, ela canta sem orquestra, apenas acompanhada do piano de György Fischer. O que poderia ser um problema não é. O piano, discreto e perfeito, serve para dar ainda maior realce à perfeição das interpretações de nossa querida Bartoli. Trata-se de uma verdadeira aula sobre árias antigas italianas. Bartoli nos dá técnica e paixão em quantidades cavalares. Como seus CDs sempre fazem o maior sucesso por aqui, nem vou escrever “imperdível” em maiúsculas e negrito.

Cecilia Bartoli – Arie Antiche – 18th-Century Italian Songs

1 (L’) Honestà negli amore
(Pietro) Alessandro (Gaspare) Scarlatti (1660 – 1725)

2 (La) Donna ancora è fedele – Son tutto duolo
(Pietro) Alessandro (Gaspare) Scarlatti (1660 – 1725)

3 (La) Donna ancora è fedele – Se Florindo è fedele
(Pietro) Alessandro (Gaspare) Scarlatti (1660 – 1725)

3 Pompeo
(Pietro) Alessandro (Gaspare) Scarlatti (1660 – 1725)

4 Spesso vibra per suo gioco
(Pietro) Alessandro (Gaspare) Scarlatti (1660 – 1725)

5 Caro mio ben
Tommaso Giordani (c1733 – 1806)

6 Arminio
Antonio Lotti (c1667-1740)

7 (I) casti amori d’Orontea
Antonio Cesti (1623 – 1669)

8 (L’)Amor contrastato, ‘La Molinara’
Giovanni Paisiello (1740 – 1816)

9 Nina, o sia La pazza per amore
Giovanni Paisiello (1740 – 1816)

10 O leggiadri occhi belli
Anonymous

11 Qual fiamma che m’accende
Alessandro Marcello (1684 – 1750)

12 Selve amiche
Antonio Caldara (c1670 – 1736)

13 Sebben crudele me fai languir
Antonio Caldara (c1670 – 1736)

14 (Le) nuove musiche
Giulio Caccini (c1545 – 1618)

15 Nuove musiche e nuova maniera de scriverle
Giulio Caccini (c1545 – 1618)

16 Se tu m’ami
Alessandro Parisotti (1835 – 1913)

17 (Il) Zingari in fiera
Giovanni Paisiello (1740 – 1816)

18 Giasone
(Pietro) Francesco Cavalli (1602 – 1676)

19 Sposa son disprezzata
Antonio (Lucio) Vivaldi (1678 – 1741)

20 Vittoria, mio core!
Giacomo Carissimi (1605 – 1674)

Cecilia Bartoli (Mezzo soprano)
György Fischer (Piano)
Recording: Mozart Saal,Konzerthaus, Vienna

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PQP

Johann Jakob Walther (1650-1704): Hortulus Chelicus Mainz, 1688

A sucessão de grandes discos que postei esta semana — fiz todas as postagens no último domingo e programei para que os CDs entrassem a cada meio-dia (à exceção de sexta-feira, dia para o qual já havia um CD de CVL programado) –, é fechada com uma tremenda surpresa. Sim, claro, sei que todos vocês conhecem Walther, mas talvez não conheçam este trabalho de absurda beleza do Les Plaisirs du Parnasse sob a direção de David Plantier. A Passagagli, além da Serenata a un Coro di violini, Organo tremolante, Chitarrino, Piva, Due Trombe e Timpani, Lira todesca e Harpa smorzata per un violino Solo são obras que mereceriam estar no repertório de todos conjuntos que se dedicam ao barroco alemão. Confiram.

Há poucas informações sobre Johann Jacob Walther. Entre 1670 e 1674, ele foi violinista na capela dos Medici, em Florença. Em 1674, tornou-se mestre de concerto do Tribunal de Dresden (?). Em 1680, com a morte de seu benfeitor, ele foi secretário do tribunal eleitoral de Mainz (?) e sacerdote (?!). Walther tinha especial orgulho deste Hortulus chelicus 1688 que ora posto (segunda edição em 1694 com o título Wohlgepflanzter violino Lustgarten). Sem a menor modéstia, Walther, no prefácio da obra, menciona seu orgulho pelo excelente e diversificado trabalho que fizera. Tinha razão.

IMPERDÍVEL!!!!

Johann Jakob Walther: Hortulus Chelicus Mainz, 1688

1-5 – Suite No.9 in C minor

6-9 – Suite No.8 in E major

10 – Aria No.14 in G minor

11-16 – Suite No.6 in B minor

17-21 – Suite No.20 in E minor

22-28 – Serenata a un Coro di violini, Organo tremolante, Chitarrino, Piva, Due Trombe e Timpani, Lira todesca e Harpa smorzata per un violino Solo No.28 in D major

29 – Passagagli No.7 in D minor

Les Plaisirs du Parnasse
David Plantier, violon & direction

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PQP

.: interlúdio :. The Cracow Klezmer Band – De Profundis [2000]

Dizem que isso é música Radical da Cultura Judaica. Duvido muito. O radicalismo deles é muito bem comportado. A Cracow Klezmer Band é um quarteto de jovens poloneses de formação clássica que tocam música, digamos, étnica. Seus trabalhos são sobre a música judaica, mas também sobre a dos Bálcãs, a dos ciganos, a do Nuevo Tango, etc. Sim, são esquisitos pacas. Alguma energia — bem menos do que o esperado para quem conhece Bregovic e assemelhados –, longas melodias, ritmo e intrincadas linhas de instrumentos acústicos (2 acordeões, baixo, violino, clarinete e percussão) fazem a música do Klezmer. Vale a pena aventurar-se. Nem que seja para ouvir novos timbres…

:: auf, auf! link revalidado por Blue Dog em nov/2011. o disco é lindo! mais do que klezmer, é uma exploração (até bastante sombria) da música judaica, e cabe perfeitamente na série onde saiu, a Radical Jewish da Tzadik. apesar do que o nome indica, é música exploratória, ô PQP! : D

The Cracow Klezmer Band – De Profundis [2000]
Jaroslaw Tyrala – violin
Jaroslaw Bester – accordion
Oleg Dyyak – accordion, clarinet, percussion
Wojciech Front – double bass

1. Balkan Dance
2. Sher
3. De Profundis
4. Devil Circle
5. Awaiting
6. Aide Jano
7. Secrets of Life

download – 113MB /mediafire [320]

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Resposta ao Luiz Alberto Amorim

Recebemos este comentário de um deficiente visual.

Cóé PQP!!! Tô com a CPSM q vc botou aí, e acabei de pegar as 4 suites aí… Pô: queria muito compor a comunidade aí, mas o código obrigatório me exclui… Meu leitor de telas não entende isso como um texto, sacó é? Assim q tiver um olho perto de mim faço isso, e boto umas paradas maneiras q tenho aí. Brigadão por sua moral pra nóis aí, PQP.

Ele lê o blog através de um leitor de telas, o qual deve reconhecer os caracteres, formar as palavras e ler para ele em voz alta. Quando aparece algum desenho, o Luiz Alberto fica sem entender nada. Mas ONDE ESTÁ AQUILO ATRAPALHA SUA LEITURA OU COMENTÁRIOS? Não sei. Alguém tem alguma ideia do que seja?

Marin Marais (1656 – 1728): Viol Music for the Sun King

Nosso SAC é estranho, às vezes obedece à solicitações que não lhe são feitas. Houve um comentário em minha última postagem que me fez lembrar deste CD. Ele me foi enviado a Ciço Villa-Lobos que me repassou ainda em janeiro… Penso que ele não o ouviu, pois me fazia a pergunta: isso é bom? Em nenhuma manhã do mundo podemos afirmar que um disco Marin Marais seja bom só de ler a relação de músicas e deixei-o em minha enorme fila de “CDs a ouvir”. Quando chegou sua vez, tomei um susto — é um monumento à música barroca francesa. Causou-me o maior entusiasmo este que é mais uma das maravilhas da Naxos. Gostei a ponto de encomendá-lo na Amazon, apesar de, vejam como são as coisas, o CD não estar muito bem avaliado no site da mesma.

Enfim, ouçam vocês e depois me digam se é biscoito fino ou gororoba. Claro que é biscoito fino!

MARAIS: Viol Music for the Sun King

Sonate a la Maresienne
1. I. Un peu grave – legerement – un peu gai 00:04:24
2. II. Sarabande 00:02:16
3. III. Tres vivement – gravement 00:03:45
4. IV. Gigue 00:02:06

Pieces de Violes, 3me livre: Suite in D major
5. I. Prelude 00:01:39
6. II. Fantaisie 00:00:46
7. III. Allemande 00:02:29
8. IV. Rondeau 00:02:16
9. V. Plainte 00:04:48
10. VI. Charivary 00:02:31

Pieces de Violes, 2de livre: Les Voix humaines
11. Les Voix humaines 00:06:30

Pieces en Trio: Suite in C minor
12. I. Prelude 00:03:06
13. II. Caprice 00:02:24
14. III. Passacaille 00:03:50

Pieces de Violes 1re livre: Tombeau de M. Meliton
15. Tombeau de M. Meliton 00:09:30

Pieces de Violes 2de livre: Couplets de folies
16. Couplets de folies 00:16:34

Ensemble(s): Spectre de la Rose

Total Playing Time: 01:08:54

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Versailles: L’Îlle Enchantée

Disco absolutamente genial, apesar de francês… Brincadeira!

Um CD agradabilíssimo. Músicas de diversos autores, boa variação instrumental, tudo combinando, um trabalho luxuoso da Alpha. Ideal para ficar feliz.

Versailles: L’Îlle Enchantée

1 J-B Lully: Psyché, tragédie-ballet, LWV 45 (Ouverture) (2’22)
2 J-H d’Anglebert: Prélude for keyboard in G minor (Pièces de Claveçin) (1’34)
3 M. Lambert: Vos mespris chaque jour, air (3’20)
4 J. Ch. de Chambonnières: Sarabande for harpsichord in G major (2’13)
5 J-B Lully: Le bourgeois gentilhomme, comédie-ballet, LWV 43 (Marche pour la cérémonie des Turcs) (1’18)
6 J-H d’Anglebert: Prélude for keyboard in G major (2’02)
7 M. Lambert: Ombre de Mon Amant (5’37)
8 J-H d’Anglebert: Passacaille from Lully’s Armide (3’54)
9 G. Le Roux: Gigue for 2 harpsichords in G major (1’00)
10 J-B Lully: Le bourgeois gentilhomme, comédie-ballet, LWV 43 (Marche pour la Cérémonie des Turcs (reprise)) (1’30)
11 A. Campra: L’Europe galante, opera-ballet (Act 3. No. 1. Sommeil) (5’40)
12 L. Couperin: Work(s) ([Unspecified] Prélude en ut for harpsichord) (2’59)
13 L. Couperin: Passacaille for harpsichord in C major (Pièces de clavecin, No. 27) (5’08)
14 J. Ch. de Chambonnières: Paschalia for 2 harpsichords (1:35)
15 A. Campra: L’Europe galante, opera-ballet (Act 5. No. 1. Mes Yeux) (4’17)
16 F. Couperin: Allemande à deux clavecins, for 2 harpsichords (Pièces de clavecin, II, 9e ordre) (4’31)
17 M. Marais: Les Voix Humaines, for viola da gamba & continuo in D major (Pièces de viole, Book II, No. 63) (4’08)
18 J-H d’Anglebert: Prelude in D minor (4’07)
19 M. Marais: Work(s) ([Unspecified] Sarabande en ré mineur for 2 viols & continuo) (3’21)
20 J-B Lully: Le bourgeois gentilhomme, comédie-ballet, LWV 43 (Quels spectacles charmants) (1’16)
21 J-B Lully: Amadis, opera, LWV 63 (Act 5. No. 5. Chaconne) (6’43)

Guillemette Laurens, mezzo-soprano
Capriccio Stravagante Orchestra
Conductor: Skip Sempé

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Telemann (1681-1767) e D`Anglebert (1635-1691) – Trauer-Kantate e Pièces de Clavecin – Harmonia Mundi – 50 years of music exploration – CD 15 de 29 – LINK REVALIDADO

CD excepcional da HM! A cantata de Telemann é obrigatória e a a estréia de D`Anglebert auspiciosa. É incompreensível que esta cantata de Telemann não seja mais divulgada, mesmo que sua obra vocal fique tão abaixo da produção de seus brothers Bach e Handel. Grande e rara música vem deste D`Anglebert que nunca vi mais gordo. A diversidade e confusão destes CDs da HM, apesar da suas qualidades, deixam o comentarista zonzo. Afinal, Telemann voltará no CD 17, acompanhado de uma obra que adoro: Barca di Venetia per Padova, de Bachieri. O que tem a ver Telemann com Bachieri ou com D`Anglebert? Nada! O único fato que os liga é o de terem recebido gravações antológicas da Harmonia Mundi. Enfim, sigamos.

CD 15

Trauer-Kantate “Du aber, Daniel, gehe hin” – Georg Philipp Telemann – 25’56
1. Sonata & Coro – Cantus Colln
2. Rezitativo & Aria – Cantus Colln
3. Rezitativo & Aria – Cantus Colln
4. Rezitativo – Cantus Colln
5. Adagio – Cantus Colln
Cantus Cölln
Konrad Junghänel

Pièces de clavecin (1689) – Jean-Henry D’Anglebert – 53’49
Suíte em ré menor
6. Prelude Non Mesure – Kenneth Gilbert
7. Allemande – Kenneth Gilbert
8. Courante – Kenneth Gilbert
9. Sarabande Grave – Kenneth Gilbert
10. Gigue – Kenneth Gilbert

Suíte em sol maior
11. Prelude Non Mesure – Kenneth Gilbert
12. Allemande – Kenneth Gilbert
13. Courante – Kenneth Gilbert
14. Sarabande – Kenneth Gilbert
15. Gigue – Kenneth Gilbert
16. Chaconne En Rondeau – Kenneth Gilbert

Suíte em sol menor
17. Prelude Non Mesure – Kenneth Gilbert
18. Allemande – Kenneth Gilbert
19. Courante – Kenneth Gilbert
20. Sarabande – Kenneth Gilbert
21. Gigue – Kenneth Gilbert

Suíte em ré maior
22. Tombeau De M. De Chambonnieres – Kenneth Gilbert
23. Chaconne En Rondeau – Kenneth Gilbert
Kenneth Gilbert

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Muro das Lamentações Nº 1

Comente abaixo aquele link quebrado que tanta falta lhe faz. Já anotei dois:

– P.Q.P, estava procurando a obra completa dos concerto Grossi de Corelli, mas o link esta quebrado, vc poderia postar a obra novamente?

Por favor, seja legal e indique direitinho o endereço do post, OK? A gente gosta de tudo mastigadinho. Fazer o blog já dá um trabalhão. Sei que o segundo CD é meu. Vou procurar repostá-lo no fim-de-semana. O primeiro… Ai, que preguiça!… Qual é o link mesmo?

Não daremos prazo para o restabelecimento dos links, nem garantimos que isto ocorrerá. Não somos um repositório de música, estamos mais para supositório (desculpem o trocadilho de mau gosto, foi mais forte do que eu). Porém, para acelerar, aceitamos propina em espécie, bombons, carinho — prefiro mulheres –, quindins, HDs externos de 250 GB para cima e uploads de vocês.

Importante: o Muro das Lamentações funcionará apenas para links quebrados. Para pedidos procure nosso SAC: ele abre das 3h15 às 3h17 da madrugada e você terá que descobrir o telefone do atendente. Eu mesmo não o tenho. Boa sorte.

PQP

Tchaikovski, Prokofiev, Shostakovich: Miniatures For Young Pianists

Duvido que algum de vocês encontre este belo CD na rede. E nem adianta revisar as faixas pela Amazon, pois estão incorretas. Trata-se de um álbum de miniaturas para jovens pianistas. Uma jóia delicada e simples, onde se vêm claramente a evolução da música russa do século XIX em direção ao XX. A intenção dos compositores não é apenas pedagógica — elas deveriam servir de entrenimento e de música para as crianças tocarem em festas e aniversários. A idéia de Tchaikovski foi inteiramente adotada por Prokofiev e Shostakovich e a coleção ficou como devia: bonitinha e agradável. A confessada inspiração de Tchai para criar tais peças foi Robert Schumann, o primeiro a compor peças simples dedicadas à infância e aos jovens pianistas.

É um CD bastante raro de se encontrar por aí. Desta forma, vocês devem ficar comportados durante o download; depois, peguem suas bonecas e divirtam-se. Ah, e não gritem enquanto papai posta.

Tchaikovski
Children’s Album: 24 Easy Pieces, for piano, Op. 39
1. Morning prayer
2. Winter Morning
3. Jouons à dada!
4. Mama
5. March of the Wooden Soldiers
6. The Sick Doll
7. The Doll’s Funeral
8. Waltz
9. The New Doll
10. Mazurka
11. Russian Song
12. The Accordion Player
13. Kamarinskaya
14. Polka
15. Italian Song
16. Old French Song
17. German Song
18. Neapolitan Song
19. Nanny’s Story
20. Baba-Yaga
21. Sweet Dreams
22. Lark Song
23. Chanson du joueur d`orgue de Barbarie
24. In Church

Prokofiev
Music for Children, easy pieces (12) for piano, Op. 65
25. No. 1, Morning
26. No. 2, Walk
27. No. 3, Fairy Tale
28. No. 4, Tarantella
29. No. 5, Repentence (Regrets)
30. No. 6, Waltz
31. No. 7, Grasshoppers’ Parade
32. No. 8, Rain and Rainbow
33. No. 9, Playing Tag
34. No. 10, March
35. No. 11, Evening
36. No. 12, The moon sails o’er the meadows

Shostakovich
37. Berceuse
38. Danse
39. Contredanse
40. Danse espagnole
41.Nocturne

A Child’s Exercise Book (Children’s Tetrad), for piano, Op. 69
42. No. 1, March
43. No. 2, Valse
44. No. 5, The Bear
45. No. 4, Merry Tale
46. No. 3, Sad Tale
47. No. 6, Clockwork Doll
48. No. 7, Birthday

Rimma Bobritskaia, piano

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PQP

Benjamin Britten (1913-1976): War Requiem

Uma obra-prima, sem sombra de dúvidas, o War Requiem, Op. 66, é uma peça não-litúrgica do réquiem composta por Benjamin Britten em 1962 para soprano, tenor e barítono solistas, coro, órgão, e duas orquestras (uma orquestra completa e uma orquestra de câmara) sobre poemas de Wilfred Owen. Britten, ao aceitar o convite para escrever um Réquiem decidiu unir ao tradicional texto latino da Missa de Mortos uma série de nove textos de Wilfred Owen, poeta que tinha morrido no decorrer da I Guerra. É uma obra de enorme poder poético, que emprega grandes efetivos, e na qual o compositor não foi imune ao que a história da música tinha realizado antes de si, neste âmbito. Foi o próprio Britten a reconhecer a influência que sobre ele exerceram obras como o Requiem de Verdi, por exemplo.

O War Requiem de Britten foi composto para a reinauguração da Catedral de Coventry após as obras de recuperação da mesma, a 30 de Maio de 1962. Esta catedral do século XIV tinha sido parcialmente destruída durante o bombardeamento alemão feito durante a II Grande Guerra Mundial, na noite de 14 de Novembro de 1940. A consagração da igreja reconstruída tornou-se um símbolo do pós-guerra e serviu de mote para um verdadeiro festival onde, para além do Réquiem, foi estreada a ópera de Michael Tippett, O Rei Príamo, precisamente na noite anterior à estreia do War Requiem.

Como pacifista que era, Britten sentiu-se bastante empolgado com a encomenda, encontrando na comissão organizadora uma enorme abertura para as suas ideias musicais. Britten partiu assim da tradicional missa de mortos latina e acrescentou-lhe nove poemas sobre. Estes poemas, cantados entre os vários números da missa, são da autoria do poeta inglês Wilfred Owen, ele próprio vitima de uma guerra – Wilfred Owen estava de serviço na França durante a Primeira Guerra Mundial quando foi morto durante uma batalha, apenas a uma semana do armistício. Sendo na altura relativamente pouco conhecido, Wilfred Owen foi conquistando um lugar de destaque na literatura inglesa de guerra.

Para a noite da estreia do Requiem da Guerra estavam previstas as interpretações da soprano russa Galina Vishnevsakya, do tenor inglês Peter Pears e do barítono alemão Dietrich Fischer-Dieskau, três cantores simbolizando três nacionalidades em tempos separadas pelas questões da guerra, mas que nesta obra se vêem unidas em oração pela paz e pelas vitimas de todos estes flagelos. Acontece que o governo russo de então proibiu Galina Vishnevsakya de se deslocar a Coventry e a soprano russa teve assim que ser substituída pela soprano inglesa Heather Harper que aprendeu todo o Requiem em apenas dez dias. Aos cantores juntaram-se ainda a City of Birmingham Orchestra e o Ensemble Melos de Londres, com Meredith Davies a dirigir a grande orquestra o coro e a soprano e Benjamin Britten a dirigir a orquestra de câmara o tenor e o barítono. Depois das últimas notas do Requiem houve um silêncio profundo, revelador da importância e do simbolismo da obra, que culminou com uma verdadeira apoteose por parte do público presente na Catedral de Coventry. O Requiem da Guerra foi das poucas obras estreadas na segunda metade do século XX a ter um tal impacto e a atingir tão rapidamente uma tal popularidade.

Quando escreveu à sua irmã a contar aquela noite de 30 de Maio de 1962, Britten disse da sua música: “Espero que faça as pessoas pensarem um pouco”.

A gravação que apresentamos tem o time de cantores da estreia e é seguida de diversos comentários aos músicos feitos pelo próprio Britten durante os ensaios.

3 VEZES IMPERDÍVEL!!! (E Comovente, e Emocionante, e Profundo)

(O texto acima tem partes minhas, partes copiadas e nem sei mais o que é meu e o que é de outros…)

Benjamin Britten: War Requiem

CD1
01. Requiem aeternam (chorus)
02. What passing-bells for these who die as cattle (tenor)
03. Dies irae (chorus)
04. Bugles sang (baritone)
05. Liber scriptus proferetur (soprano)
06. Out there (tenor and baritone)
07. Recordare Jesu pie (chorus)
08. Be slowly lifted up (baritone)
09. Dies irae (chorus)
10. Lacrimosa dies illa (soprano and chorus)
11. Move him into the sun (tenor)
12. Domine Jesu Christe (boys)
13. So Abram rose (tenor and baritone)
14. Sanctus, sanctus, sanctus (soprano and chorus)
15. After the blast of lightning (baritone)

BAIXE AQUI O CD 1 – DOWNLOAD CD1 HERE

CD2
01. One ever hangs (tenor and chorus)
02. Libera me, Domine (chorus)
03. It seemed that out of battle I escaped (tenor)
04. Let us sleep now … In paradisum (baritone, tenor, boys, soprano and chorus)
05. Requiem aeternam (Rehearsal)
06. Dies irae (Rehearsal of the opening section)
08. Dies irae (Rehearsal of end of movement)
09. Offertorium (Rehearsal)
10. Sanctus (Rehearsal)
11. Sanctus (Discussion in the control room between Britten and Galina Vishnevskaya)
12. Agnus Dei (Discussion in the control room between Britten, Peter Pears and John Culshaw)
13. Libera me (Discussion in the control room between Britten and John Culshaw)
14. Libera me (Rehearsal)
15. Libera me (Rehearsal of closing page)

BAIXE AQUI O CD 2 – DOWNLOAD CD2 HERE

Galina Vishnevskaya
Peter Pears
Dietrich Fischer-Dieskau

The Bach Choir

London Symphony Orchestra
Hisghgate School Choir
Simon Preston, organ
Benjamin Britten, regência

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Sergei Prokofiev (1891-1953): Pedro y el lobo, Sinfonia Clássica, Marcha em si bemol maior e Abertura sobre temas hebreus

A versão original era em inglês, narrada por Sting, mas na versão en español deste CD multinacional, ganhamos José Carreras como narrador. Sem reclamações. Gosto muito desta música infantil de Prokofiev e ainda mais de sua Sinfonia Clássica, onde o grande ucraniano nos prova que, se tivesse nascido 150 anos antes, poderia ser Haydn. É curioso. CD ideal para pais que veem seus filhos serem apresentados à música através de indizíveis horrores e que gostariam de algo bem feito que lhes desse uma visão diferente do tum-tchi-tum-tchi de todas as festas e rádios. Como PQP Bach não quer ver os filhos de seus leitores-ouvintes tornarem-se bestas quadradas, ele vem prestar este serviço altamente social.

Sergei Prokofiev: Pedro y el lobo, Sinfonia Clássica, Marcha em si bemol maior e Abertura sobre temas hebreus

1. Marcha En Si Bemol Mayor, Op.99 – The Chm Orch Of Europe/Claudio Abbado

2. Pedro Y El Lobo, Op.67: (Presentacion De Los Personajes Del Cuento Y Sus Motivos Musicales) – Jose Carreras
3. Pedro Y El Lobo, Op.67: ‘Era Muy De Manana Cuando Pedro Salio De Su Casa…’: Andantino – Jose Carreras
4. Pedro Y El Lobo, Op.67: ‘En La Rama De Un Arbol Enorme Estaba Un Precioso Pajarito’: Allegro… – Jose Carreras
5. Pedro Y El Lobo, Op.67: ‘En Ese Preciso Instante Aparecio El Pato Paseando…’: L’istesso Tempo – Jose Carreras
6. Pedro Y El Lobo, Op.67: ‘En Aquel Instante Algo Atrajo La Atencion De Pedro…’: Moderato… – Jose Carreras
7. Pedro Y El Lobo, Op.67: ‘El Abuelo, Fumando Su Pipa, Salio De La Casa…’: Poco Piu Andante… – Jose Carreras
8. Pedro Y El Lobo, Op.67: ‘Tan Pronto Como Pedro Se Hubo Marchado…’: Andante Molto – Nervoso… – Jose Carreras
9. Pedro Y El Lobo, Op.67: ‘Pedro, Que Lo Habia Visto Todo, Pensaba…’: Andantino, Come Prina – Vivo.. – Jose Carreras
10. Pedro Y El Lobo, Op.67: ‘Mientras Tanto, Pedro Agarro La Cuerda Firmemente…’: Allegro – Poco… – Jose Carreras
11. Pedro Y El Lobo, Op.67: ‘Y En Aquel Momento, Los Cazadores Salieron Del Bosque…’: Allegro… – Jose Carreras

12. Obertura Sobre Temas Hebreos, Op.34b: Un Poco Allegro – Stefan Vladar

13. Sinf Clasica, Op.25: 1. Allegro – The Chm Orch Of Europe/Claudio Abbado
14. Sinf Clasica, Op.25: 2. Larghetto – The Chm Orch Of Europe/Claudio Abbado
15. Sinf Clasica, Op.25: 3. Gavotta. Non Troppo Allegro – The Chm Orch Of Europe/Claudio Abbado
16. Sinf Clasica, Op.25: 4. Finale. Molto Vivace – The Chm Orch Of Europe/Claudio Abbado

The Chamber Orchestra of Europe
Claudio Abbado

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G. F. Handel (1685-1759): L’Allegro, il Penseroso ed il Moderato

Espécie de oratório profano sobre poema de John Milton, L’Allegro, il Penseroso ed il Moderato é uma obra que costuma incompreensivelmente permanecer fora do repertório habitual barroco. Se você gosta de Handel como eu, tem que conhecer esta música pastoral que já foi muito criticada por sua tranquilidade e alegria… Sim, sim, eu li coisas assim! O registro de Gardiner é o melhor que já escutei. Quando o jardineiro decide acertar, ele o faz com raro brilho. A gravação é de 1980, ano em que sua trupe andava impossível mesmo.

Handel: L’Allegro, il Penseroso ed il Moderato

1. Part I – L’Allegro: Hence Loathed Melancholy
2. Part I – Il Penseroso: Hence Vain Deluding Joys
3. Part I – L’Allegro: Come, Thou Goddess
4. Part I – Il Penseroso: Come, Rather, Goddess
5. Part I – L’Allegro: Haste Thee, Nymph
6. Part I – L’Allegro: Haste Thee, Nymph
7. Part I – L’Allegro: Come, And Trip It
8. Part I – Il Penseroso: Come, Pensive Nun
9. Part I – Il Penseroso: Come, But Keep Thy Wonted State
10. Part I – L’Allegro: Hence, Loathed Melancholy/L’Allegro: And If I Give The Honour Due
11. Part I – Il PenserosoL First, And Chief, On Golden Wing
12. Part I – L’Allegro: If I Give Thee Honour Due
13. Part I – Il Penseroso: Oft On A Plat Of Rising Ground
14. Part I – Il Penseroso: Far From All Resort Of Mirth
15. Part I – L’Allegro: If I Give Thee Honour Due
16. Part I – L’Allegro: Straight Mine Eye
17. Part I – L’Allegro: Or Let The Merry Bells/And Young And Old Come

1. Part II – Il Penseroso: Hence, Vain Deluding Joys
2. Part II – Il Penseroso: Ths Night Oft See Me
3. Part II – L’Allegro: Populous Cities
4. Part II – L’Allegro: There Let Hymen Oft Appear
5. Part II – Il Penseroso: Me, When The Sun Begins To Fling
6. Part II – L’Allegro: I’ll To The Well-Trod Stage Anon
7. Part II – L’Allegro: And Ever Against Eating Cares
8. Part II – L’Allegro: Orpheus Self May Heave His Head
9. Part II – L’Allegro: These Delights If Thou Canst Give/These Delights If Thou Canst Give
10. Part II – Il Penseroso: But Let My Due Feet Never Fail
11. Part II – Il Penseroso: There Let The Pealing Organ Blow/And Let Their Sweetness
12. Part II – Il Moderato: Hence, Boast Not/All This Company Serene
13. Part II – Il Moderato: Come, With Gentle Hand Restrain
14. Part II – Il Moderato: No Moe Short Life
15. Part II – Il Moderato: As Steals The Morn Upon The Night
16. Part II – Il Moderato: Thy Pleasures, Moderation, Give

Jennifer Smith (Soprano)
Maldwyn Davies (Tenor)
Marie McLaughlin (Soprano)
Martyn Hill (Tenor)
Michael Ginn (Treble/boy soprano)
Patrizia Kwella (Soprano)
Stephen Varcoe (Baritone)

Monteverdi Choir
English Baroque Soloists
dir. John Eliot Gardiner

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Alexander Glazunov (1865-1936): Quarteto e Quinteto

Talvez minha simpatia por Glazunov venha do fato de ele ter sido professor de Shostakovich. Glazunov foi o principal compositor russo da geração pós-Tchaikovsky. Seu reinado foi curto. Ele é uma espécie de Brahms ainda mais formal e com talento bastante inferior, mas soube suportar a rebeldia de seus alunos, o que é um grande mérito pessoal. O CD que posto hoje é bem típico: tranquilo, de grande elegância, porém sem aquela fagulha que só aparecem nos grandes mestres ou, talvez por sorte, eventuamente nos médios.

Quintet for Two Violins, Viola and Two Cellos in A Major, Opus 39
1- Allegro
2- Scherzo. Allegro moderato
3- Andante sostenuto
4- Finale. Allegro moderato

Quartet No. 7 for Two Violins, Viola and Cello in C Major, Opus 107
5- Adagio. Allegro giocosa (Remembrance of the Past)
6- Andante affetuoso (The Breath of Spring)
7- Allegro scherzando (In the Mysterious Forest)
8- Moderato (Russian Festivity)

The Shostakovich Quartet

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Revalidado – Niccolò Paganini (1782-1840): 24 Caprichos, Op. 1 – Ilya Kaler

Eu realmente não gosto de Paganini. Eu realmente adoro estes caprichos. Como explicar? Convivo há anos com este paradoxo. Detesto os concertos, detesto as outras obras, amo — mas amo mesmo! — seu Op. 1. A gravação que Ilya Kaler fez para a Naxos é uma obra de arte a altura da música deste para mim estranho compositor. O som do violino é belíssimo, os andamentos parecem ser sempre os mais corretos. Na minha opinião muito pouco reverente aos ícones, dá para jogar fora os lendários registros de Accardo e tantos outros. São história.

Por favor, não pensem que sou apenas mais um dos admiradores do 24º Capricho, o qual inspirou Brahms, Rachmaninov e Lutoslawski a escreverem variações sobre ele. Não, gosto e ouço regularmente todos, apesar de reconhecer a genialidade do 24º.

IMPERDÍVEL!!!

Paganini: 24 Caprices, Op. 1

1. No. 1 in E major 00:01:56
2. No. 2 in B minor 00:02:47
3. No. 3 in E minor 00:03:46
4. No. 4 in C minor 00:07:27
5. No. 5 in A minor 00:02:34
6. No. 6 in G minor 00:06:26
7. No. 7 in A minor 00:03:43
8. No. 8 in E flat major 00:02:36
9. No. 9 in E major 00:02:53
10. No. 10 in G minor 00:02:09
11. No. 11 in C major 00:04:17
12. No. 12 in A flat major 00:03:01
13. No. 13 in B flat major 00:02:24
14. No. 14 in E flat major 00:01:15
15. No. 15 in E minor 00:02:50
16. No. 16 in G minor 00:01:38
17. No. 17 in E flat major 00:03:41
18. No. 18 in C major 00:02:44
19. No. 19 in E flat major 00:03:02
20. No. 20 in D major 00:03:37
21. No. 21 in A major 00:03:22
22. No. 22 in F major 00:02:39
23. No. 23 in E flat major 00:03:39
24. No. 24 in A minor 00:04:53

Ilya Kaler, violino

Total Playing Time: 01:19:19

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[restaurado por Vassily em 6/6/2020]

Franz Josef Haydn (1732-1809): Quartetos de Cordas, Op. 64

A Naxos é surpreendente. Às vezes aparece com gravações verdadeiramente espetaculares. É o caso destes amigos de FDP Bach, o pessoal do Kodaly Quartet. Sou apaixonado pelo Op. 64 de Haydn, o homem que inventou o gênero e cuja obra, neste e em outros formatos, é um achado de variedade, beleza, alegria e inteligência musical. Não lembro bem, porém chutaria que são 67 os quartetos de Haydn. Sessenta e sete! E mais 104 Sinfonias! Tchê, não deixem de ouvir a interpretação do Kodaly para o Op. 64, Nº 5, “The Lark”. O famoso quarteto foi recriado com irresistível charme.

IMPERDÍVEL!!!!

String Quartet No. 48 in C major, Op. 64, No. 1, Hob.III:65
1. I. Allegro moderato 00:07:08
2. II. Menuetto: Allegretto ma non troppo 00:04:38
3. III. Allegretto scherzando 00:04:15
4. IV. Finale: Presto 00:03:41

String Quartet No. 49 in B minor, Op. 64, No. 2, Hob.III:68
5. I. Allegro spiritoso 00:05:04
6. II. Adagio ma non troppo 00:06:39
7. III. Menuetto: Allegretto 00:03:15
8. IV. Finale: Presto 00:04:12

String Quartet No. 50 in B flat major, Op. 64, No. 3, Hob.III:67
9. I. Vivace assai 00:05:54
10. II. Adagio 00:07:48
11. III. Menuetto: Allegretto 00:05:28
12. IV. Finale: Allegro con spirito 00:05:26

Total Playing Time: 01:03:28

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String Quartet No. 51 in G major, Op. 64, No. 4, Hob.III:66
1. I. Allegro con brio 00:04:53
2. II. Menuetto: Allegretto 00:03:39
3. III. Adagio – Cantabile e sostenuto 00:06:10
4. IV. Finale: Presto 00:04:36

String Quartet No. 53 in D major, Op. 64, No. 5, Hob.III:63, “The Lark”
5. I. Allegro moderato 00:06:34
6. II. Adagio – Cantabile 00:06:44
7. III. Menuetto: Allegretto 00:03:26
8. IV. Finale: Vivace 00:02:17

String Quartet No. 52 in E flat major, Op. 64, No. 6, Hob.III:64
9. I. Allegro 00:05:39
10. II. Andante 00:05:03
11. III. Menuetto: Allegretto 00:03:30
12. IV. Finale: Presto 00:03:17

Total Playing Time: 00:55:48

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Kodaly Quartet

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Samuel Barber (1910-1981): Adágio para Cordas & Aaron Copland (1900-1990): El Salón México, Quatro Episódios de Rodeo e Appalachian Spring

Não achei este CD na Amazon, mas ele existe sim, tanto que quiser comprovar sua existência poderá fazê-lo.

Trata-se de gravações bastante antigas e dignas de obras de Copland e Barber. O Adágio de Barber é aquela música utilizada em Platoon que já encheu o meu saco apesar de bonitinha, e as obras do Copland não lembram filmes de guerra, mas uma atmosfera de interior da California da primeira metade do século misturada à Emerson, Lake & Palmer. O CD não me fez ter orgasmos duplos e não suporto a longuíssima Appalachian, a qual me fez dormir mais uma vez.

Mas, se retirarmos a Appalachian, é boa música.

Importante: CVL já publicou todas ou quase todas estas obras em registros superiores em qualidade a estes que ora vos posto.

Samuel Barber
1. Adagio for Strings
Philadelphia Orchestra
Eugene Ormandy

Aaron Copland
2. El Salón México
3-6. Four Episodes from “Rodeo”
7. Appalachian Spring
Minnesota Orchestra
Neville Marriner

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.: interlúdio :. Carla Bley / Social Studies

Hoje apresentaremos o tango reacionário e a valsa sinistra. Formação em Sociologia orientada por Carla Bley através de um CD de belíssima capa.

O famoso Reactionary Tango que abre Social Studies é uma obra prima (atenção para o show de Steve Swallow). O restante do CD não fica muito atrás. A irreverência de Bley fica desta vez no nome das músicas, pois o disco é absolutamente sério. A única citação está no Tango e a única paródia é a Valsa. V. A. Bezerra escreveu neste site:

As características da música de Satie estão todas presentes na música de Carla Bley: os títulos irônicos, o gosto pelas sonoridades grotescas, as citações feitas com fins paródicos, a repetição ad nauseam de padrões rítmicos, e o uso abertamente kitsch de clichês da música mais comercial – às vezes claramente irônico, porém às vezes perpetrado com uma candura tal que nos deixa em dúvida se, desta vez, ela está mesmo falando aquilo a sério. Também assim como em Satie, tudo isso vem amarrado por um manejo perversamente competente da técnica composicional e orquestral, que aqui e ali nos lembra que, por baixo de toda aquela aparente anarquia e paródia, existe na realidade uma mente musical solidamente embasada a mexer as cordinhas. Não sendo uma virtuose de seu instrumento, Carla Bley desenvolveu um estilo instrumental bastante peculiar, reservando as passagens mais difíceis a solistas tecnicamente mais bem preparados.

Carla Bley – Social Studies

1 Reactionary Tango (12:52)
2 Copyright Royalties (6:41)
3 Utviklingssang (6:30)
4 Valse Sinistre (4:54)
6 Floater (5:55)
7 Walking Batteriewoman (4:24)

Bass – Steve Swallow
Drums – D. Sharpe
Engineer – Tom Mark
Euphonium – Joe Daley
Organ, Piano, Composed By – Carla Bley
Saxophone [Soprano, Alto] – Carlos Ward
Saxophone [Tenor], Clarinet – Tony Dagradi
Trombone – Gary Valente
Trumpet – Michael Mantler
Tuba – Earl McIntyre

Recorded September through December 1980.
Mixed January 1981 at Grog Kill Studios, Willow, New York.

Originally released 1981

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.: interlúdio :. Carla Bley / Tropic Appetites

Neste CD de 1973, a magrona Carla Bley demonstra algo do que seria seu estilo anos depois. Os arranjos já são esplêndidos, o espírito ainda não é o da finíssima ironia que iria permear seus trabalhos posteriores, mas aqui há humor. Muito humor. Em minha opinião, o problema do disco é ser “cantado demais”.

Conheci Carla como principal arranjadora da Liberation Music Orchestra, de Charlie Haden, e depois fui trilhando sua evolução musical dos dias atuais em direção ao passado. É uma grande compositora e arranjadora americana, nascida Carla Borg, em Oakland no ano de 1936. Chamar de estranha a música de Bley é o que todos fazem com carradas de razão. Neste Tropic Appetites, ela utiliza sonoridades grotescas (Enormous tots) seguidas de composições cheias de falsa meiguice (Caucasian Bird Riffles). Enfim, é muito feminina… Depois vai para canções quase convencionais, mas sempre com cantores que as interpretam como se fossem atores (Funnybird), às vezes chegando a conversar com o ouvinte. É claro que 1973 está presente na oriental Song Of The Jungle Stream, na qual ela por vezes parece reencarnar George Harrison.

Bley é uma pianista, compositora e arranjadora de enormes recursos e possui CDs de composições eruditas em seu currículo. Gosto muito.

Carla Bley – Tropic Appetites

01 – What Will Be Left Between Us And The Moon Tonight
02 – In India
03 – Enormous Tots
04 – Caucasian Bird Riffles
05 – Funnybird Song
06 – Indonesian Dock Sucking Supreme
07 – Song Of The Jungle Stream
08 – Nothing

Cello, Double Bass, Bass – Dave Holland
Drums, Percussion – Paul Motian
Saxophone [Tenor], Percussion – Gato Barbieri
Trumpet, Trombone [Valve] – Michael Mantler
Violin, Viola – Toni Marcus
Voice – Julie Tippetts
Voice, Clarinet, Clarinet [Bass], Saxophone [Soprano, Baritone, Bass], Tuba – Howard Johnson (3)
Voice, Recorder, Piano, Electric Piano, Clavinet, Organ, Marimba, Celesta, Percussion – Carla Bley

Notes: Recorded September 1973 through February 1974, Blue Rock Studio, New York.
Julie Tippetts recorded November 1973, Island Studios, London.
Mixed February and March 1974, Blue Rock Studios, New York.

Lyrics By – Paul Haines
Music By – Carla Bley

Originally released 1974

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Caiu na Rede é Peixe

Por que publico isso? Porque alguns de nossos links — poucos, ainda — estão sumindo e eu estou meio deprimido. É uma guerra que eles já perderam. Até os artistas aprovam a difusão de seus trabalhos. Eles querem ser ouvidos da mesma forma que um escritor quer ser lido. Sabem que ganham com a exposição. Um amigo meu, sabendo de meu desânimo, mandou-me este e-mail ontem:

O intrigante é que as gravadoras nunca se importaram tanto com a defesa dos direitos autorais quando a vantagem era pro lado delas. CDs de compilação, em que músicas de artistas eram vendidas e o próprio não via um centavo de royalties é prática comum até hoje.

… E tem coisa muito pior, como relançamentos dos quais o artista nunca é informado, artista sendo engabelado a vender direitos autorais de suas próprias canções, ou acordos por fora entre gravadoras e canais de distribuição, incluindo aí vendas mascaradas, em que a gravadora tira uma graninha que nem os músicos, nem o Ministério da Fazenda, chegam a ver…

Então, direitos dos artistas é o cacete. Aconteceu a mesma coisa quando o K7 foi lançado, ou quando as rádios começaram a executar música. O que as gravadoras querem é manter o arbítrio unilateral e total sobre o comércio de música… A diferença é que dessa vez eles não estão sabendo cooptar o inimigo, como foi feito com as rádios.

Não é contra a pirataria. É sobre pilhar sozinho nos mares.

Felipe de Amorim

Outro e-mail:

No que concerne à pirataria devemos pensar que ela deve operar, claro que por dinâmicas sociais, junto com outros modos de combate às privatizações da criatividade. No fim, e todos sabemos disso, não há nada mais delicioso do que ser privatizado, se tal processo significa segurança financeira e voz, donde surge uma intensa dor, a de estar à venda sem que ninguém queira comprar. Por isso, julgo que a pirataria deve fazer parte, pelo menos devemos pensar no que fazer, de toda uma rede de novos movimentos criativos. No caso da pirataria da música erudita, devemos produzir movimentos de habitação das salas de concerto e exigência de custos mais baixos, novas disponibilidades. No caso da música popular, penso que o ostracismo deve ser desmontado pela re-povoamento do espaço público pela arte. No caso dos livros, as pequenas editoras devem surgir com tiragens menores, mas fomentando leituras não evidentes. Parece que a internet, no fim das contas, serve para que sejamos capazes de encontrar e agremiar as pequenas coisas. Claro, com uma política atenta! Existem muitas capturas. A pirataria, como outras coisas boas ou ruins, funciona meio que como ácido. Devemos saber o que esperamos ver derretido.

Cesar Kiraly

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Por Alexandre Sanches – Publicado em CartaCapital

Na noite do domingo 15, a equipe coordenadora da comunidade Discografias, do site de relacionamentos Orkut, jogou a toalha, decretou o fechamento de suas portas virtuais e apagou por conta própria todo o conteúdo acumulado em quase quatro anos por 920 mil integrantes.

O conteúdo era música, toneladas virtuais de música compartilhadas pelos participantes de modo gratuito. Ou era pirataria, ilegalidade, crime, de acordo com o argumento usado por corporações musicais que pressionavam a população da Discografias a parar de infringir direitos autorais de compositores, músicos, produtores, editoras e gravadoras.

Um aviso ficou no lugar do maior fórum brasileiro de troca de música: “Informamos a todos os membros da comunidade Discografias e relacionadas que encerramos as atividades, devido às ameaças que estamos sofrendo da APCM e outros órgãos de defesa dos direitos autorais”. APCM é a sigla para Associação Antipirataria Cinema e Música, criada há um ano pelas indústrias fonográfica e cinematográfica, e dirigida por um ex-delegado.

Em comunicado oficial, a APCM confirmou que havia meses acompanhava e solicitava a retirada de links. “Já estava claro que a comunidade se dedicava a disponibilizar músicas de forma ilegal, ignorando todos os canais legais de divulgação e uma cadeia produtiva de compositores, autores, cantores, produtores fonográficos, etc.” E acrescentou considerar um “avanço positivo” a exclusão da Discografias.

O episódio é apenas a ponta visível de um fenômeno mundial de enormes proporções, que transformou a internet num admirável mundo novo para usuários, tanto quanto um inferno para os produtores da cultura antes vendida no formato de CDs e DVDs. Por baixo da pequena multidão reunida numa comunidade do Orkut, há proliferação vertiginosa de blogs e outros recursos de internet dedicados majoritariamente a ofertar download instantâneo e gratuito de discos, filmes e livros.

Tudo está disponível ali para ser compartilhado em qualquer lugar do planeta, do recente filme Gomorra a Louco por Você, um disco cuja reedição é vetada há 48 anos por Roberto Carlos. No campo editorial, o Portal Detonando desenvolve o chamado Projeto Democratização da Leitura – Biblioteca Virtual Gratuita, de downloads de livros. “Compartilhar, nesses casos, é o equivalente a disponibilizar, que por sua vez é uma forma de distribuição. Conteúdo protegido por direito autoral só pode ser disponibilizado por seus titulares”, reage o diretor-executivo da APCM, Antonio Borges Filho.

Mas, à diferença do que aconteceu na fase da pirataria física, hoje não é uma máfia ou o crime organizado que desrespeitam os cânones do direito autoral. Os blogueiros, a maioria deles anônima, são em geral colecionadores de discos, DVDs e livros que descobriram nos blogs a chave para participar do processo cultural, compartilhando seus acervos privados com o resto do mundo.

Em grande medida, são cidadãos comuns (médicos, fotógrafos, técnicos de informática, estudantes), desacostumados aos holofotes da mídia e distantes, inclusive geograficamente, dos bastidores do mercado cultural. De cinco blogueiros ouvidos por CartaCapital, todos garantiram não ganhar nenhum centavo (ao contrário, dizem investir dinheiro na atividade). Portanto, não aceitam o termo “pirata” nem se consideram como tal.

Cada blogueiro demonstra construir uma ética própria, e às vezes critica o que considera “errado” no comportamento do vizinho, mas não em seu próprio. “Acho estranho jogar na rede o trabalho de alguém que ficou dez anos sem gravar e agora fez um disco. É sacanagem”, afirma Mauro Caldas, de 44 anos, integrante de banda punk no Rio de Janeiro dos anos 80, que hoje trabalha em informática e é o único dos blogueiros entrevistados a abrir publicamente sua identidade.

Ele usa o codinome Zeca Louro no Loronix, um dos mais atuantes e abrangentes blogs musicais do Brasil. Escrito em inglês, recebe em média 3,2 mil visitas por dia e já foi acessado em 191 países, segundo Caldas. “Loronix só publica o que é antigo, sem nenhuma possibilidade comercial. Essa distinção a indústria sabe fazer muito bem”, diz, para justificar o fato de nunca ter sido incomodado ou ameaçado. Ao contrário: “Gente da indústria vem até mim, pergunta se tenho determinado disco, pede a capa se vai relançar. Eu colaboro”.

Outro blogueiro, autoapelidado Eterno Contestador e especializado em compartilhar CDs que ainda não chegaram às lojas, defende sua atitude. Diz que não distribui nada de maneira ilegal ou pirata, apenas copia links existentes na rede. E insinua que esses são vazados por integrantes da própria indústria, como jogada de marketing.

O produtor musical Pena Schmidt, ex-executivo de gravadoras e atual diretor do Auditório Ibirapuera, tem argumento semelhante: “A indústria sempre deitou e rolou com o vazamento do novo disco do Roberto Carlos ou do Michael Jackson, sempre deu para poder vender. Na época do piano de rolo, Chiquinha Gonzaga e Zequinha de Abreu eram demonstradores de lojas, tocavam para chamar a atenção das pessoas. Gravadora tocava música de graça no rádio por quê? Para vender música”. A diferença é que antes os vazamentos podiam ser controlados e se dirigiam a uns poucos “formadores de opinião”. Hoje, basta uma cópia cair na rede e pronto, a obra é de todo mundo e não é mais de ninguém.

O produtor Marco Mazzola, dono da gravadora MZA, defende a estratégia punitiva: “Medidas radicais devem ser tomadas, punindo, prendendo os que praticam. Você fica três meses dentro de um estúdio criando com o artista um CD, gasta em músicos, estúdios, capa, marketing, e antes de o produto estar no mercado já está na rede”. Schmidt discorda: “A lei não se encontra com a realidade digital. Por causa de 22 pessoas, 50 milhões se transformaram em criminosos? Não é mais fácil refazer a legislação?”

Se as gravadoras se desesperam com a perda de valor do material plástico que as sustentava, nebulosa é a posição dos artistas e criadores. “A indústria alega a defesa do direito dos autores, mas não é verdade, é só discurso. É a defesa de um modelo de negócio. Não sabem fazer de outra maneira e querem que o resto do mundo todo pare”, diz Schmidt. “Autor não fala sobre o assunto, a não ser que seja diretor de sociedade arrecadadora, como Fernando Brant, Ronaldo Bastos, Walter Franco.”

CartaCapital procurou ouvir os três citados, entre outros, mas não obteve respostas. Uma possível razão para o silêncio é dada indiretamente pelos blogueiros. Diz um deles, identificado como Fulano Sicrano: “Meu blog adquiriu notoriedade entre artistas e produtores e, atualmente, uma parte do que é publicado é fornecida por eles próprios, à busca de divulgação”. Fulano é mantenedor do Um Que Tenha, que põe na rede novidades musicais, e, segundo ele, recebe 14 mil visitas diárias. “Embora deseje que seu trabalho tenha o máximo de divulgação possível, o artista teme a indisposição com a gravadora, por isso o sigilo”, afirma.

O blogueiro diz receber também e-mails de gravadoras, produtores e artistas que solicitam a retirada de conteúdo. Afirma atendê-los prontamente. Seja repressor ou legitimador, o contato direto com músicos e outros fãs parece ser uma das recompensas pelas dez ou doze horas semanais dedicadas a blogar discos. “Pelo seu ângulo, pode até ser generosidade. Pelo meu, não. Eu me sinto tão bem publicando o UQT que isso passou a ser um ato de puro egoísmo.”

Zeca Louro também cita a notoriedade adquirida no meio musical: “O máximo que me aconteceu foi um ou dois casos de alguém comercialmente ligado a um artista dizer ‘poxa, seria legal você não ter mais o disco aí’. Imediatamente tirei, mas num dos casos o próprio artista reclamou, pediu para contornar. Tem artista que reclama de não ter nada no blog, pergunta se tenho alguma coisa contra ele. Muitos são avessos à tecnologia, eu ajudo”.

Nos bastidores, poucos admitem praticar pirataria virtual, mas há quem o propague aos quatro ventos, caso de Carlos Eduardo Miranda, produtor de grupos de rock e jurado dos programas de tevê Ídolos e Astros. “Sou fã dos blogs de música, muito mesmo. Sou usuário.” Em guerra retórica com a indústria, devolve aos acusadores as acusações de pirataria, roubo, crime: “Deveriam tomar vergonha na cara, porque estão vendendo a mesma música várias vezes, em vinil, depois em CD, depois em MP3. Já paguei, preciso pagar quantas vezes? Quando vão parar de me roubar? Se o artista se acha importante para a cultura, não pode fazer nada que impeça a circulação, senão ele é criminoso também”.

E desafia: “Compro 40 CDs por mês, poucos compram tanto como eu. Sou um criminoso? Os caras estão brigando com quem os sustentou a vida inteira. Deviam contratar os blogueiros para serem executivos deles”. Miranda antevê soluções futuras para o conflito: “Ninguém mais vai precisar guardar nada, e você vai ter acesso a todas as músicas do mundo. Vai ligar o botão como se fosse rádio e escolher. Que se pague uma mensalidade, como paga água e luz, e o problema vai acabar”.

A APCM confirma a pressão sobre os piratas, mas nega fazer “ameaças”. “Não estamos no campo da repressão, muito menos na área policial”, diz Borges Filho. “Fazemos a solicitação ao provedor, no caso o Google, para a retirada de conteúdo ou links.”

“Não aceitamos pressão da indústria fonográfica”, diz Felix Ximenes, diretor de comunicação local do Google, dono do Orkut e do gerador de blogs Blogger. “Nosso compromisso é com o usuário, com quem buscamos compartilhar responsabilidades.” O Google baseia-se na política de receber denúncias, verificar e tirar do ar se for o caso. “Antes, só tínhamos apagado links que levavam a produtos de copyright. O fechamento da Discografias foi um ato do próprio coordenador, que a desarticulou sob protesto, pelas ameaças da APCM. O Orkut é mais visível, eles preferem ir onde há volume.”

“Nunca recebi nenhum e-mail de censura, ameaças ou coisa parecida”, atesta Augusto TM, do Toque Musical, outro dos blogs recheados de raridades. “Isso se deve, acredito, à minha postura de não levar para o blog coisas que se encontram em catálogo nem fazer negócio, comércio ou propaganda.” No início do ano, o Toque Musical protagonizou comoção ao publicar a gravação caseira de uma sessão feita por João Gilberto em 1958, imediatamente antes da fama.

A fita fora vendida para japoneses e já não era propriedade brasileira, como acontece com todo o relicário musical pertencente às multinacionais do disco. Caiu na rede mundial, e o Toque Musical, com média diária de mil visitantes, foi fechado por algumas semanas. Mas isso ocorreu, segundo o blogueiro, devido a seu próprio temor de alguma reação negativa do cantor. Até hoje João Gilberto não reclamou.

J. S. Bach (1685-1750): Concerto Italiano, Abertura no Estilo Francês e Fantasia e Fuga Cromática

No aniversário de Bach, vamos a um bom CD de sua música para teclado. Três grandes obras muito bem interpretadas por Pieter-Jan Belder. O Concerto Italiano e a Abertura Francesa moram em meu coração desde a primeira vez que os ouvi. A sonhadora Fantasia Cromática não perde muito para as duas citadas.

IMPERDÍVEL!!!

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Italian Concerto – French Overture – Chromatic Fantasy & Fugue

ITALIAN CONCERTO in F major BWV 971
1. Allegro 4:08
2. Largo 4:49
3. Presto 4:02

OVERTURE IN THE FRENCH STYLE in B minor BWV 831
4. Ouvertüre 7:24
5. Courante 2:05
6. Gavotte I + II, da capo 3:37
7. Passepied I + II, da capo 2:57
8. Sarabande 3:47
9. Bourrée I + II, da capo 3:05
10. Gigue 2:32
11. Echo 3:02

CHROMATIC FANTASY & FUGUE, in D minor BWV 903
12. Fantasie 5:36
13. Fuge 5:12

Total: 52:22

Pieter-Jan Belder, Harpsichord

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