Frédéric Chopin (1810-1849) – Nocturnes op. 55, Mazurkas, op. 56, Sonata op. 58 – Maurizio Pollini

O imenso pianista italiano Maurizio Pollini deixa sua marca registrada nestes CD dedicado a Chopin. E Pollini, como não poderia deixar de ser diferente, está impecável, temos aqui um artista no apogeu de sua arte, independente das faces enrugadas, da calvície pronunciada e da idade avançada. Pollini já transcendeu em sua arte, não precisa provar mais nada. Depois de cinquenta anos de carreira, tudo o que vier é lucro.
Neste CD, na verdade o segundo dedicado a Chopin, lançados em um período de dois anos, o grande mestre continua seu  projeto em que se dedica aos último opus de Chopin. Noturnos, Mazurkas, a magnífica Sonata nº 3, entre outras obras recebem um tratamento delicado e intimista.

“Há uma certeza e maestria consumada em seu desempenho que só pode vir de décadas interpretando e amando esse repertório … As páginas finais da sonata, com sua enxurrada de semicolcheias deslumbrantes, oferecem ampla prova, se fosse necessário provar, que a velha magia de Pollini ainda está muito presente e correta” James Longstaffe, Presto Classical.

01. Chopin – Nocturne in F Minor, Op. 55 No. 1
02. Chopin – Nocturne in E-Flat Major, Op. 55 No. 2
03. Chopin – Mazurka in B Major, Op. 56 No. 1
04. Chopin – Mazurka in C Major, Op. 56 No. 2
05. Chopin – Mazurka in C Minor, Op. 56 No. 3
06. Chopin – Berceuse in D-Flat Major, Op. 57
07. Chopin – Piano Sonata No. 3 in B Minor, Op. 58 – 1. Allegro maestoso
08. Chopin – Piano Sonata No. 3 in B Minor, Op. 58 – 2. Scherzo (Molto vivace)
09. Chopin – Piano Sonata No. 3 in B Minor, Op. 58 – 3. Largo
10. Chopin – Piano Sonata No. 3 in B Minor, Op. 58 – 4. Finale (Presto non tanto)

Maurizio Pollini – Piano

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Hector Berlioz – Symphonie Fantastique, Op. 14, Lélio, ou le retour à la vie, Op. 14bis – Jean Martinon,

Dando continuidade às comemorações aos 150 anos da morte de Hector Berlioz, o que trago hoje provavelmente é sua obra mais conhecida, amada por uns, odiada por outros, a ‘Sinfonia Fantástica’. Deixei nas mãos de Jean Martinon a responsabilidade de mostrar a obra a quem não conhece. mesmo sendo gravações realizadas lá na década de 1960 e que ainda nos atraem. Graças a tecnologia temos acesso a este fantástico material.

Épisodes de la vie d’un artiste I
Symphonie fantastique Op.14 H48 (1830)
1 I. Rêveries – Passions: Largo – Allegro agitato e appassionato assai – Religiosamente -15.13
2 II. Un Bal (Valse): Allegro non troppo*  – 6.44
3 III. Scène aux champs: Adagio† – 17.24
4 IV. Marche au supplice: Allegretto non troppo – 4.56
5 V. Songe d’une nuit de sabbat: Larghetto – Allegro – 9.59
*Jacques Lecointre cornet · †Paul Taillefer cor anglais & Jean Dupin oboe
Orchestre National de l’O.R.T.F. · Jean Martinon

Épisodes de la vie d’un artiste II
Lélio, ou le Retour à la vie Monodrame lyrique en six parties Op.14bis H55b (1831/1855) for narrator, soloists, chorus & orchestra
6 No. 1 Monologue: « Dieu ! Je vis encore » (Lélio) – 2.13
7 No. 2 Ballade de Goethe: « L’onde frémit » (Horatio) – 5.55
8 No. 3 Monologue: « Étrange persistance » (Lélio) – 2.30
9 No. 4 Chœur d’ombres: « Froid de la mort » (Chorus) – 6.22
10 No. 5 Monologue: « Ô Shakespeare ! » (Lélio) – 3.03
11 No. 6 Chanson de brigands: « J’aurais cent ans » (Le Capitaine, Chorus) – 4.20

Lélio: Jean Topart narrator · Horatio un pêcheur: Charles Burles tenor
Voix imaginaire de Lélio: Nicolai Gedda tenor · Le Capitaine: Jean van Gorp baritone
Marie-Claire Jamet harp · Michel Sendrez piano
Chœur & Orchestre National de l’O.R.T.F. · Jean Martinon

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Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia nº 13 (Babi Yar), Kirill Kondrashin

Prometi esta gravação para nosso mentor, PQPBach, já há algumas semanas, mas a falta de tempo me impediu de liberar antes. Hoje pretendo cumprir esta promessa.

Temos aqui Kiril Kondrashin, um dos maiores e mais influentes maestros do período soviético, regendo a monumental Sinfonia nº 13, de Shostakovich. Não se trata de obra fácil, de fácil ‘digestão’, não apenas por seu tamanho mas principalmente pela sua temática.

Esta gravação que ora vos trago é a ‘World Premiere”, ou seja, foi a primeira vez em que a obra foi apresentada ao público, lá no longínquo ano de 1962. Kiril Kondrashin encarou a empreitada, após Evgeny Mravinski desistir.

Em postagem de 2017, temos uma descrição completa da obra. Você encontra esta postagem aqui.

Dmitri Shostakovich – Sinfonia nº 13
1.1. Symphony No. 13 in B-Flat Minor, Op. 113 Babi yar I. Babi Yar Adagio
1.2. Symphony No. 13 in B-Flat Minor, Op. 113 Babi yar II. Yumor (Humour) Allegretto
1.3. Symphony No. 13 in B-Flat Minor, Op. 113 Babi yar III. V Magazine (In the Store) Adagio –
1.4. Symphony No. 13 in B-Flat Minor, Op. 113 Babi yar IV. Strachi (Fears) Largo –
1.5. Symphony No. 13 in B-Flat Minor, Op. 113 Babi yar V. Kariera (a Career) Allegretto

Vitaly Gromadsky, bass
Male Bass Choir of the A.Yurlov
Republican Russian Choir Capella
Moscow Philharmonic Orchestra
Kirill Kondrashin

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PQP

Hector Berlioz (1803-1869) – Aberturas – Diversas Orquestras e Maestros

No próximo dia 8 de março comemoram-se os 150 anos da morte de Hector Berlioz, compositor francês amado por uns, odiado por outros. Eu, FDPBach, provavelmente sou o único dentre meus colegas que admiram a obra desse compositor, e por isso, farei uma série de postagens em sua homenagem, claro se o tempo e a oportunidade assim o permitirem.

Duas das principais gravadoras já iniciaram as comemorações, cada uma de sua forma. A Sinfônica de Londres, por meio de seu selo, LSO Live, por exemplo, lançou a ‘Berlioz Odissey’, onde deixou a cargo  do grande Sir Colin Davis a responsabidade da homenagem. Claro que de forma apenas simbólica, já que o maestro inglês faleceu já há alguns anos. Mas Davis foi um dos grandes divulgadores da obra de Berlioz. gravou diversos discos com suas obras, até praticamente o final de sua vida.

Já a gravadora Warner, dona de um enorme acervo, nos brindou com uma magnífica caixa com 30 cds. e ali encontramos basicamente toda a obra de Berlioz, interpretada por grandes maestros do passado, como Sir Adrian Boult, Louis Frémaux,  Jean Martinon, Leonard Bernstein, entre outros. Pretendo mesclar as postagens, trazendo para os senhores cds das duas coleções citadas.

Vou começar, então, com um CD que traz Aberturas diversas, nas mãos de diversos maestros. Espero que apreciem. Estou particularmente ansioso com esse projeto.

CD 1

1 Les Francs-juges grande ouverture Op.3 H23d (1826) – 11.29
The London Classical Players ·
Sir Roger Norrington

2 Waverley grande ouverture Op.1 H26 (1826) – 10.14
3 Le Roi Lear grande ouverture Op.4 H53 (1831) -15.41
4 Rob-Roy intrata di Rob-Roy MacGregor overture H54 (1831) – 12.01
London Philharmonic Orchestra ·
Sir Adrian Boult

Le Carnaval romain ouverture caractéristique Op.9 H95 (1843-1844)
5 I. Allegro assai con fuoco – 0.23
6 II. Andante sostenuto – 3.23
7 III. Allegro vivace – 4.39
Royal Concertgebouw Orchestra ·
Mariss Jansons

8 Le Corsaire ouverture H101 (1844) – 8.37
London Symphony Orchestra ·
André Previn

9 Marche troyenne arrangement pour les concerts de musique des Troyens H133b (1864) – 5.26
City of Birmingham Symphony Orchestra ·
Louis Frémaux

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Felix Mendelssohn Bartholdy (1809-1847) – Complete Works for Piano & Orchestra – Jean Louis Steuerman, Moscow Chamber Orchestra, Constantine Orbelian

Apesar do nome ‘estrangeiro’ Jean Louis Steuerman é carioca da gema. O conheci há muito tempo atrás, por meio de um LP duplo onde tocava as Partitas bachianas. Na verdade, ainda tenho esse LP, pelo qual tenho muito carinho. O adquiri em determinado momento muito importante de minha vida, aqueles momentos de transição, de escolhas, enfim, e esse LP com estas obras imortais de Bach foram meio que a trilha sonora de minha vida naquele momento. Aliás, tive a oportunidade de assistir a uma apresentação sua, com esta mesma orquestra russa, em plena Avenida Paulista, lá pelo início da década de 90, tocando um dos Concertos para Piano de Bach, não me recordo qual deles. Foi uma apresentação ao ar livre, em um belo final de tarde e início de noite.
Mas o papo aqui é Mendelssohn. Steuerman encara as obras compostas para piano e orquestra do genial compositor, e o faz com muita eficiência e talento. Supera as inúmeras armadilhas e dificuldades que aquelas peças possuem e as apresenta com muita competência e virtuosismo.
Um baita CD, para ser apreciado sem moderação. É uma grande oportunidade para aqueles que não conhecem o talento deste grande músico brasileiro que continua na ativa, se apresentando nas principais casas de espetáculo no Brasil e pela Europa.

01. Nr. 1 g-Moll Op. 25 – I. Molto allegro con fuoco
02. Nr. 1 g-Moll Op. 25 – II. Andante
03. Nr. 1 g-Moll Op. 25 – III. Presto
04. Nr. 2 d-Moll Op. 40 – I. Allegro appassionato
05. Nr. 2 d-Moll Op. 40 – II. Adagio, molto sostenuto
06. Nr. 2 d-Moll Op. 40 – III. Finale Presto scherzando
07. Capriccio brillant h-Moll Op. 22
08. Serenade und Allegro giocoso h-Moll Op. 43
09. Rondo brillant Es-Dur Op. 29

Jean Louis Steuerman – Piano
Moscow Chamber Orchestra
Constantine Orbelian

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Johannes Brahms (1833-1897) – Serenade Nr.1 D-Dur Op.11, Serenade Nr.2 A-Dur Op.16 – Abbado, BPO

LINK ATUALIZADO !!

Obras da Juventude de Brahms, as Serenatas não costumam ser muito gravadas. É uma pena, pois elas tem momentos memoráveis, e mostram um compositor já seguro de seu futuro. Assim as descreve o biógrafo de Brahms, Malcolm McDonald:

‘A Primeira Serenata, em Ré Maior, é quase arrojadamente expansiva, em seis movimentos que duram perto de uma hora, e contrata a rústica simplicidade com a extensão praticamente sinfônica, em especial nos seus primeiros movimentos: na verdade, era habitualmente mencionada por Joseph Joachim como uma ‘serenata-sinfonia’. A Segunda Serenata (em lá maior, op. 16) é menor em dimensões, tem apenas cinco movimentos e é marcada por maior intimidade de expressão – em parte alcançada por um tanto de sua orquestração mais sutil e poética.”

A gravação que ora vos trago é com o grande e saudoso Claudio Abbado, e foram gravadas em diferentes momentos da carreira do maestro italiano: A primeira serenata (op. 11) foi gravada em 1983, e a segunda (op. 16) lá no longínquo ano de 1968, e sempre frente à Filarmônica de Berlim.

Espero que apreciem. É Brahms, ora pois.

1 – Serenade Nr.1 D-Dur Op.11 – I. Allegro Molto
2 – Serenade Nr.1 D-Dur Op.11 – II. Scherzo Allegro Non Troppo
3 – Serenade Nr.1 D-Dur Op.11 – III. Adagio Non Troppo
4 – Serenade Nr.1 D-Dur Op.11 – IV. Menuetto I – Menuetto II
5 – Serenade Nr.1 D-Dur Op.11 – V. Scherzo Allegro
6 – Serenade Nr.1 D-Dur Op.11 – VI. Rondo Allegro
7 – Serenade Nr.2 A-Dur Op.16 – I. Allegro Moderato
8 – Serenade Nr.2 A-Dur Op.16 – II. Scherzo Vivace
9 – Serenade Nr.2 A-Dur Op.16 – III. Adagio
10- Serenade Nr.2 A-Dur Op.16 – IV. Quasi Menuetto
11 – Brahms – Serenade Nr.2 A-Dur Op.16 – V. Rondo Allegro

Berliner Philharmoniker
Claudio Abbado – Conductor

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Felix Mendelssohn-Bartholdy: Symphonie No. 2 “Lobesang” – Chailly, LPO, Price, Jerusalem

Link atualizado !

Retirei o texto abaixo do site ‘Talk Classical’ e foi livremente traduzido e adaptado por por mim e pelo tradutor do Google. Peço desculpas pela pretensão, mas achei-o interessante e nos dá uma análise mais aprofundada da obra de Mendelssohn.

“A Sinfonia de nº2, intitulada ‘Lobgesang’, de Mendelssohn, se destaca como a realização sinfônica mais ambiciosa do compositor, que figurou durante sua vida como uma de suas composições mais populares. Mas, curiosamente, à medida que nos aproximamos do sesquicentenário de 1997 da morte de Mendelssohn, a Sinfonia continua sendo uma das menos conhecidas de suas obras orquestrais. Sua intrincada história de recepção, que reflete em grande parte a notável ascensão e queda das fortunas críticas de Mendelssohn nos séculos XIX e XX, convida a uma reavaliação da obra e um novo olhar sobre a complexa teia de questões musicais e históricas que Mendelssohn abordou. criando o que ele descreveu como uma “sinfonia cantata após as palavras da Bíblia Sagrada”.

O ímpeto para o trabalho foi uma comissão para um festival de Leipzig que celebrou em junho de 1840 o quadricentenário da invenção do tipo móvel (entre as outras apresentações estava a estréia da ópera cômica de Albert Lortzing, Hans Sachs). Um ou dois anos antes, Mendelssohn havia começado a trabalhar numa sinfonia puramente instrumental em Si bemol maior, e agora revisitava seus esboços sinfônicos, incorporando fragmentos de material anterior no que emergiria como uma sinfonia de três movimentos contínua unida a uma cantata. como uma série de nove movimentos vocais requerendo o uso de refrão e solistas. Os textos, escolhidos principalmente da Bíblia, dizem respeito ao louvor de Deus e ao progresso da humanidade das trevas para a iluminação (através da disseminação da palavra de Deus, sendo seu agente implícito a Bíblia de Gutenberg).

Introduzindo o elemento de texto no domínio da sinfonia, Mendelssohn respondeu, sem dúvida, à Nona Sinfonia de Beethoven, que, no final daquela obra, criara em 1824 um cenário imponente, com solistas e coros, da ode de Schiller. , “An die Freude.” O Lobgesang pode ser agrupado proveitosamente com outros experimentos sinfônicos do século XIX, como Harold en Italie (1834) de Berlioz e Romeu e Julieta (1839) e Faust Symphony (1857) de Liszt, geralmente vistos como tentativas para assimilar e reinterpretar o significado da obra-prima monumental de Beethoven.
(…)
A cantata composta (Nos. 2-10) apresenta um complexo altamente estruturado que acompanha a progressão textual da escuridão para a luz, à medida que a palavra de Deus é promulgada. Para marcar o ponto médio da cantata (nº 6), e seu desvio da ignorância para a iluminação, Mendelssohn escolheu uma veia especialmente dissonante. Em um recitativo dramático, a pergunta “Watchman, a noite passada?” É feita três vezes. A resposta, dada por um solo soprano, introduz o levantamento da escuridão no refrão radiante que se segue (“The night is past”). No número 8, como um emblema da Reforma alemã, Mendelssohn apresenta um cenário do coral familiar “Nun danket alle Gott”, primeiro com o refrão a cappella e depois com a adição da orquestra. Nos parágrafos 9 e 10, um dueto (para soprano e tenor) e um coro fugal culminante, retornam-nos à chave da abertura e à idéia essencial de louvor hímnico. Com a aparência final da figura do trombone, chegamos ao círculo completo do material do começo, à junção das celebrações instrumentais e vocais e das ricas tradições da sinfonia e da cantata alemãs.

Infelizmente, as semelhanças óbvias entre o Lobgesang e a Nona Sinfonia forneceram um pronto suprimento de munição para os detratores de Mendelssohn. Em 1849, Richard Wagner, para quem a Nona permanecia um monumento inimitável, comentou em uma alusão velada: “Mas por que esse ou aquele compositor não seria capaz de escrever uma sinfonia com refrão? Por que o “Senhor Deus” não deveria ser elogiado no final, no topo da voz de alguém, depois que Ele ajudou a trazer à vida da forma mais inteligente possível os três movimentos instrumentais anteriores? “(Artwork of the Future). E no século XX, o distinto musicólogo inglês Gerald Abraham descartou a sinfonia de Mendelssohn como a tentativa mais desanimadora de seguir o exemplo da Nona Sinfonia de Beethoven, concebida pela mediocridade humana ”(Cem Anos de Música).
Mas o Lobgesang de Mendelssohn, na verdade, oferece muito mais do que uma simples imitação da Nona Sinfonia. Ao celebrar a invenção de Gutenberg, também celebra a Reforma alemã, cujos objetivos foram consideravelmente avançados com o advento da impressão e a disseminação da alfabetização. Por extensão, também, celebra a música da igreja alemã, e especialmente a música sacra de J. S. Bach e os oratórios de Handel. Para Mendelssohn, Schumann e seus contemporâneos, Bach, em particular, representava os fons et origo de uma distinta tradição alemã (daí a ênfase de Mendelssohn na cantata e o uso proeminente dos corais e da escrita fugal, todos elementos essenciais da arte de Bach). E finalmente, no ‘Lobgesang’ Mendelssohn buscou quebrar as divisões entre a música para a sala de concertos e a igreja (apropriadamente, sua segunda sinfonia foi estreada na Thomaskirche de Leipzig, onde Bach servira como Kantor no século XVIII).”

A gravação que escolhi para apresentar esta obra para os senhores traz o então jovem Riccardo Chailly frente a Filarmônica de Londres, e com um time de primeira linha de solistas:

1. Sinfonia
2. Alles Was Odem Hat, Lobe Den Herrn!
3. Saget Es, Die Ihr Erlöset Seid-Er Zahlet Unsre Tranen
4. Saget Es, Die Ihr Erlöset Seid
5. Ich Harette Des Herrn
6. Stricke Des Todes Hatten Uns Umfangen
7. Die Nacht ist Vergangen
8. Nun Danket Alle Gott
9. Drum Sing Ich Mit Meinen Liede Ewig Dein Lob
10. Ihr Völker Bringet Her Dem Herrn

Margareth Price – Soprano
Sally Burguess – Soprano
Sigfried Jerusalem – Tenor
The London Philharmonic Choir
London Philharmonic Orchestra
Riccardo Chailly – Conductor

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Sir Edward Elgar (1857–1934) – Violin Concerto, Op. 61, Interlude from ‘The Crown of India’, Op.66, Polonia, Op.76 – Tasmin Little, RSNO, Davis

Vamos explicar uma coisa antes de tudo, Sir Edward Elgar definitivamente não faz parte da lista de meus compositores favoritos, tenho dito. Talvez a exceção seja seu Concerto para Violoncelo, e de preferência interpretado pela magnífica Jacqueline Du Pré.
Este Concerto para Violino que ora vos trago até tem bons momentos. Não são muitos, porém intensos, ainda mais nas mãos desta competentíssima violinista inglesa, Tasmin Little. Não faria parte dos cds que eu levaria para uma ilha deserta. O considero chato, longo, enfim, desculpem os fãs do inglês, mas juro que tentei gostar, e não é de agora. Já o ouvi com outros grandes solista, do nível de Nigel Kennedy, Hilary Hahn, Itzkah Perlman entre outros, mas nenhum deles me convenceu. Mas se não gosto, por que estou postando? ora, provavelmente temos fãs do compositor entre nossos leitores.
Ah, essa gravação tem uma faixa curiosa: trata-se da quarta faixa, que traz uma cadenza alternativa, composta pelo próprio Elgar, porém este registro tem mais de, pasmem, cem anos. Foi realizado em 1916. É mole, ou querem mais? Maiores detalhes os senhores encontram no booklet que segue em anexo ao arquivo compactado abaixo.
O calor intenso que tem feito no país nas últimas semanas tem me deixado sem pique nem vontade de sentar em frente ao computador para postar alguma coisa. Sei que estou em débito com os senhores, mas prometo que assim que possível, volto para a rotina normal. Deixemos essa onda de calor intenso ir embora (hoje a sensação térmica aqui em minha cidade chegou próximo aos 50 graus). Ninguém merece.

1 Violin Concerto in B minor, Op.61 – I. Allegro
2 Violin Concerto in B minor, Op.61 – II. Andante
3 Violin Concerto in B minor, Op.61 – III. Allegro molto
4 Alternative cadenza for the Violin Concerto
5 Interlude from ‘The Crown of India’, Op.66
6 Polonia, Op.76

Tasmin Little – Violin
Royal Scottish National Orchestra
Sir Andrew Davis – Conductor

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Gaetano Donizetti (1797-1848) – Messa da Requiem – Rahbari, Virtuosi di Praga, Praga Kammerchoir

Postar um Requiem sempre dá um pouco mais de trabalho. Na verdade, por algum motivo, tenho certa resistência a postagens em que um instrumento chamado voz humana é o solista principal. Por isso, não posto tanta ópera quanto gostaria.
E esse Requiem que ora vos trago é fruto da mente fértil de um dos maiores compositores de ópera que já viveram sobre a Terra, e não estou falando de Verdi, e sim de um conterrâneo seu, Gaetano Donizetti. O cara compôs setenta e duas óperas !!!, em uma média de três por ano em um período de vinte e oito anos.
Porém este Requiem nunca foi concluído. E só foi estreado vinte anos após a morte do compositor. Os senhores irão verificar que falta sessões, como o “Benedictus” e o “Agnus Dei”.
Donizetti faleceu em 1848, vítima de doença mental.
O booklet do CD está em anexo ao arquivo. Ali terão maiores explicações sobre esta obra.

01. Introduzione
02. Kirie
03. Requiem
04. In Memoria aetera
05. Dies Irae
06. Tuba Mirum
07. Judex Ergo
08. Rex tremendae majestatis
09. Ingemisco
10. Praeces Meae
11. Confutatis maledictis
12. Oro Supplex
13. Lacrymosa diees illa
14. Offertorio
15. Libera me, Domine

Tiziana K. Sojat – Soprano
Vittorio Giammarrusco – tenor
Marcel Rosca – bass
Jaroslava Horska-Maxova – Mezzo Soprano
Zdenek Hlavka – baritone
Virtuosi di Praga
Prague Chamber Choir
Alexander Rahbari – Conductor

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Maurice Ravel (1875-1937) – Complete Piano & Orchestral Works – Sansom François, Andre Cluytens, Orchestre de La Societé des Concerts du Conservatoire

Esta caixa foi uma de minhas principais aquisições no último ano. Traz dois excepcionais músicos franceses, Samson François e Andre Cluytens, um pianista e outro maestro, tocando exclusivamente Ravel.

O pianista francês Samson François foi um dos grandes nomes de seu instrumento na França. Suas gravações são altamente conceituadas e admiradas até hoje, mesmo passados quase cinquenta anos de sua morte, em 1970. Filho de diplomata francês , nasceu em Frankfurt e já desde os dois anos de idade já demostrava interesse pelo piano. Foi aluno de Alfred Cortot e Nadia Boulanger.

Nesta série de CDs que vou lhes trazer, o repertório é exclusivamente dedicado a Maurice Ravel. Na parte orquestral, ele está muito bem acompanhado por outro gigante francês dos palcos, Andre Cluytens. Falaremos mais sobre este maestro mais a frente.

Neste dois primeiros CDs temos a magnífica “Pavane pour une infante défunte”, talvez a mais bela obra composta por Ravel, de uma delicadeza e sensibilidade únicas as “Valses nobles et sentimentales”, “Gaspard de la nuit”. François era muito meticuloso e detalhista em suas interpretações, perfeccionista, eu diria, alguns podem achar que falta um pouco de coração e emoção em algumas obras exatamente devido a esta busca pela perfeição. Mas sabemos que nada é perfeito, por mais próximo que possa atingir deste nível.

CD 1
01. Ravel Pavane pour une infante défunte, M. 19
02. Ravel Jeux d’eau, M. 30
03. Ravel Menuet antique, M. 704.
04. Ravel Miroirs, M. 43 I. Noctuelles (Très léger)
05. Ravel Miroirs, M. 43 II. Oiseaux tristes (Très lent)
06. Ravel Miroirs, M. 43 III. Une barque sur l’océan (D’un rythme souple)
07. Ravel Miroirs, M. 43 IV. Alborada del gracioso (Assez vif)
08. Ravel Miroirs, M. 43 V. La Vallée des cloches (Très lent)
09. Ravel Sonatine, M. 40 I. Modéré
10. Ravel Sonatine, M. 40 II. Mouvement de menuet
11. Ravel Sonatine, M. 40 III. Animé
12. Ravel Ma Mère l’Oye, M. 60 I. Pavane de la Belle au bois dormant (For Piano 4-Hands)
13. Ravel Ma Mère l’Oye, M. 60 II. Petit Poucet (For Piano 4-Hands)
14. Ravel Ma Mère l’Oye, M. 60 III. Laideronnette, Impératrice des pagodes (For Piano 4-Hands)
15. Ravel Ma Mère l’Oye, M. 60 IV. Les Entretiens de la Belle et de la Bête (For Piano 4-Hands)
16. Ravel Ma Mère l’Oye, M. 60 V. Le Jardin féérique (For Piano 4-Hands)
17. Ravel Menuet sur le nom de Haydn, M. 58

CD 2

18. Ravel Gaspard de la nuit, M. 55 I. Ondine
19. Ravel Gaspard de la nuit, M. 55 II. Le gibet
20. Ravel Gaspard de la nuit, M. 55 III. Scarbo
21. Ravel Valses nobles et sentimentales, M. 61 I. Moderé et très franc
22. Ravel Valses nobles et sentimentales, M. 61 II. Assez lent et avec une expression intense
23. Ravel Valses nobles et sentimentales, M. 61 III. Moderé
24. Ravel Valses nobles et sentimentales, M. 61 IV. Assez animé
25. Ravel Valses nobles et sentimentales, M. 61 V. Presque lent, dans un sentiment intime
26. Ravel Valses nobles et sentimentales, M. 61 VI. Vif
27. Ravel Valses nobles et sentimentales, M. 61 VII. Moins vif
28. Ravel Valses nobles et sentimentales, M. 61 VIII. Épilogue (Lent)
29. Ravel Prélude, M. 65
30. Ravel À la manière de Chabrier, M. 632
31. Ravel À la manière de Borodine, M. 631
32. Ravel Le Tombeau de Couperin, M. 68 I. Prélude
33. Ravel Le Tombeau de Couperin, M. 68 II. Fugue
34. Ravel Le Tombeau de Couperin, M. 68 III. Forlane
35. Ravel Le Tombeau de Couperin, M. 68 IV. Rigaudon
36. Ravel Le Tombeau de Couperin, M. 68 V. Menuet
37. Ravel Le Tombeau de Couperin, M. 68 VI. Toccata

Sansom François – Piano

CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Os Concertos para Piano (Uchida/Rattle) #BTHVN250

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Os Concertos para Piano (Uchida/Rattle) #BTHVN250

Amo todos os Concertos para Piano de Beethoven. Nem imagino quantas versões tenho, ou quantas já ouvi. e a pergunta se torna inevitável: com tantas versões no mercado há espaço para mais uma? Li crítica semelhante quando Alfred Brendel lançou sua terceira integral destes concertos, com o mesmo Simon Rattle, mas frente à Filarmônica de Viena. E estávamos falando de Alfred Brendel, um dos grandes pianistas do século XX.

Claro que Mitsuko Ushida tem seu lugar no Hall da Fama dos grandes pianistas do final do século XX, e ela também já havia gravado outra integral destes mesmos concertos pelo antigo selo Philips, e na época foi acompanhada pelo lendário maestro Kurt Sanderling. Já postamos esta série aqui, mas não creio que os links estejam ativos. E já se passaram uns vinte e poucos anos desde a realização daquelas gravações.

Esta edição que ora vos trago foi lançada pelo selo da própria Filarmônica de Berlim e foi gravada em 2010. É a edição mais completa a que já tive acesso. O booklet tem páginas e páginas de análises e informações e está disponível para os senhores.

Sir Simon Rattle impôs sua marca na orquestra nos anos em que esteve à sua frente, e agora cabe ao seu sucessor Kiril Petrenko a tarefa de manter o mesmo nível de qualidade.

Espero que apreciem.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Concertos – Mitsuko Uchida, Berliner Philharmoniker, Sir Simon Rattle

01. Concerto for Piano and Orchestra No. 1 in C major, op. 15 – 1. Allegro con brio
02. Concerto for Piano and Orchestra No. 1 in C major, op. 15 – 2. Largo
03. Concerto for Piano and Orchestra No. 1 in C major, op. 15 – 3. Rondo. Allegro scherzando

04. Concerto for Piano and Orchestra No. 2 in B flat major, op. 19 – 1. Allegro con brio
05. Concerto for Piano and Orchestra No. 2 in B flat major, op. 19 – 2. Adagio
06. Concerto for Piano and Orchestra No. 2 in B flat major, op. 19 – 3. Rondo. Molto allegro

07. Concerto for Piano and Orchestra No. 3 in C minor, op. 37 – 1. Allegro con brio
08. Concerto for Piano and Orchestra No. 3 in C minor, op. 37 – 2. Largo
09. Concerto for Piano and Orchestra No. 3 in C minor, op. 37 – 3. Rondo. Allegro

10. Concerto for Piano and Orchestra No. 4 in G major, op. 58 – 1. Allegro moderato
11. Concerto for Piano and Orchestra No. 4 in G major, op. 58 – 2. Andante con moto
12. Concerto for Piano and Orchestra No. 4 in G major, op. 58 – 3. Rondo vivace

13. Concerto for Piano and Orchestra No. 5 in E flat major, op. 73 – 1. Allegro
14. Concerto for Piano and Orchestra No. 5 in E flat major, op. 73 – 2. Adagio un poco mosso
15. Concerto for Piano and Orchestra No. 5 in E flat major, op. 73 – 3. Allegro ma non troppo

Mitsuko Uchida – Piano
Berliner Philharmoniker
Sir Simon Rattle – Conductor

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FDP

Claudio Monteverdi (1567-1643) – The Sacred Music I – Robert King, King´s Consort

“Para muitos amantes da música, a música da igreja de Monteverdi começa e termina com as suntuosas configurações das Vésperas que ele publicou, juntamente com uma Missa, em 1610. No entanto, as Vésperas de 1610, apesar de serem surpreendentes, formam apenas parte da produção total de música sacra de Monteverdi. Pertencem, paradoxalmente, a um período em que temos pouca evidência de seu trabalho como músico de igreja. A carreira de Monteverdi como músico profissional divide-se em dois períodos de duração quase igual. De 1590 ou 1591 a 1612, ele foi empregado como músico doméstico na corte de Vincenzo Gonzaga, governante do norte da Itália, Ducado de Mantua, e subiu para se tornar o maestro de corte da corte em 1601. A extensão do envolvimento de Monteverdi na música da igreja em Mântua não é clara. Ele não estava envolvido regularmente com o estabelecimento musical de Santa Bárbara, a capela ducal, que foi dirigida por Giacomo Gastoldi de 1582 a 1609, e a maioria de suas publicações do período de Mantua são de madrigais e ópera. No entanto, é bem provável que ele tenha escrito música sacra para ser executada nas capelas menores dentro do palácio ducal ou como música de câmara espiritual. Foi sugerido, também, que tanto os músicos da corte quanto os da capela possam ter unido forças pelo menos uma vez por ano em Santa Bárbara para celebrar o dia festivo de seu padroeiro, e que pelo menos algumas das músicas que aparecem no volume de 1610 podem foram escritos para estas ocasiões.
Igualmente, porém, a música produzida em 1610, publicada por Monteverdi em um momento de crescente insatisfação com as condições em Mântua, pode ter sido destinada simplesmente a demonstrar que ele era empregável como músico de igreja. O volume contém configurações para os dois serviços para os quais a música elaborada foi mais usada no final do Renascimento. A missa, a reencenação ritual da Última Ceia, foi a celebração central do dia da igreja, e Monteverdi fez uma grande jogada, no volume de 1610, ao escrever um cenário que imitava o estilo conservador de Palestrina e seus contemporâneos. Suas configurações de cinco salmos, hino, Magnificat e motets para as Vésperas, o principal culto noturno da Igreja Católica, são bem diferentes e usam todos os recursos da nova música do final do século XVI e início do XVII – harmonias ricas, expressivo operismo. solos e música elaboradamente ornamentada para serem interpretados por virtuosos cantores e instrumentistas.”

Claudio Monteverdi The Sacred Music – 1

1 Dixit [Dominus] Primo à 8 voci concertato
2 Confitebor Primo à 3 voci con 5 altre voci ne ripieni
3 Beatus vir I à 6 voci concertato
4 Laudate pueri Primo à 5 concertato
5 Laudate Dominum omnes gentes à 5 concertato
6 Christe redemptor omnium Himnus unius Martyris
7 Magnificat Primo à 8 voci
Messa à 4 da Cappella
8 Kyrie
9 Gloria Credo
10 Sanctus
11 Benedictus
12 Agnus Dei

CAROLYN SAMPSON, REBECCA OUTRAM soprano
ROGERS COVEY-CRUMP, NICHOLAS MULROY, DANIEL AUCHINCLOSS high tenor
CHARLES DANIELS, JAMES GILCHRIST tenor
PETER HARVEY, ROBERT EVANS bass
CHOIR OF THE KING’S CONSORT
THE KING’S CONSORT
ROBERT KING conductor

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.: interlúdio .: Arthur Maia (1962-2018) – Planeta Música

No último dia 15 de dezembro o Brasil perdeu aquele que provavelmente foi o melhor contrabaixista que nasceu cá por terras brasileiras.
Conheci este excepcional músico em um show de seu lendário grupo, ‘Cama de Gato’, lá nos idos dos anos 80, quando tocaram em Florianópolis, tempos bons em que tínhamos excelentes grupos e músicos se apresentando na cidade, apoiados e patrocinados por um importante grupo de comunicação que atuava no sul do Brasil até há um tempo atrás.
Arthur Maia era muito requisitado nos estúdios, gravou com todo mundo. Seu estilo era um jazz funkeado, às vezes com influência do samba, da música latina, enfim, sua música não tinha fronteiras nem limites.
Este CD que ora vos trago foi lançado em 2002, e tem um timaço de músicos tocando, que demonstra o respeito que o músico tinha no circulo musical. Mike Stern e Dennis Chambers são alguns dos músicos presentes aqui.
Jamais poderia negar o quanto Arthur Maia me influenciou em se tratando de estilos musicais. Eu era um pouco resistente quando se tratava de música brasileira. Depois deste show do Cama de Gato mudei completamente minha percepção musical.
Este CD foi convertido em MP3 em meros 192 kbp/s. Infelizmente não tenho o CD original, apenas esta versão em mp3. Ele me foi repassado por um amigo, que me emprestou o CD e também realizou a conversão.
Quem morava em Floripa lá por 2002 eve lembrar que a faixa título desse CD, Planeta Música, tocava direto na Rádio Itapema. Música atemporal, que embalou muito final de tarde à beira mar.
Descanse em Paz, Arthur Maia.  Fico devendo a lista dos músicos convidados, se alguém tiver o CD poderia fazer a gentileza de passar esta relação?

01 DEOMBRO
02 MUCHACHA
03 GOGA
04 TRILOCK
05 PLANETA MUSICA CASCAVEL
06 DEPOIS DO AMOR
07 CANTAREIRA
08 A NOITE
09 CAMA DE GATO
10 MILES STRESS

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Serguei Rachmaninov (1873-1943) – Piano Concerto nº 1 in F-Sharp, op.1, Igor Stravinsky (1882-1971) – Capriccio for Piano & Orchestra, Rodion Shchedrin (1966) – Piano Concerto nº 2,

Completando a série das gravações dedicadas a Rachmaninov pela dupla Gergiev / Matsuev,  trago para os senhores o Primeiro Concerto, que segundo consta, o jovem Sergey compôs aos dezessete anos de idade, e mais tarde veio a revisá-lo.

Dos quatro concertos que Rach talvez este seja o mais “simples”,  se o compararmos com seus outros três companheiros. Mas mesmo assim já identificamos nele alguns elementos que já mostram a assinatura do compositor.

Para aqueles que querem ampliar os seus conhecimentos da lingua russa, o libreto em anexo lhes dará essa possibilidade, para os que não tem a mínima noção daquela língua, também tem texto em inglês.

01. Rachmaninov Piano Concerto No.1 – I. Vivace
02. Rachmaninov Piano Concerto No.1 – II. Andante
03. Rachmaninov Piano Concerto No.1 – III. Allegro vivace
04. Stravinsky Capriccio – I. Presto
05. Stravinsky Capriccio – II. Andante rapsodico
06. Stravinsky Capriccio – III. Allegro capriccioso ma tempo giusto
07. Shchedrin Piano Concerto No.2 – I. Dialogues Tempo rubato
08. Shchedrin Piano Concerto No.2 – II. Improvisations Allegro
09. Shchedrin Piano Concerto No.2 – III. Contrasts Andante – Allegro

Denis Matsuev – Piano
Mariinsky Orchestra
Valery Gergiev – Conductor

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Sergey Rachmaninov (1873-1943) – Piano Concerto No. 2 in C Minor, Op. 18, Sergey Prokofiev (1891-1953) Piano Concerto nº 2, in G Minor, op. 18 – Matsuev, Gergiev, Mariinsky Orchestra

Mais dois petardos, dois Concertos para Piano que não podem faltar em nenhuma CDteca, os segundos concertos para piano de Rach e de Prokofiev são muito diferentes entre si, porém igualmente complexos e de um nível de dificuldade único em suas características.
A nova geração de pianistas russos está muito bem representada aqui por Denis Matsuev, que já não é mais tão jovem assim, já que nasceu em 1975. E sua parceria com Valery Gergiev e a Orquestra do Teatro Mariinsky já nos trouxe diversas gravações de altíssimo nível de qualidade. Como diz nosso querido PQPBach quando músicos russos se reúnem para tocar compositores russos ninguém pode com eles.

01. Piano Concerto No. 2 in C Minor, Op. 18 I. Moderato
02. Piano Concerto No. 2 in C Minor, Op. 18 II. Adagio sostenuto
03. Piano Concerto No. 2 in C Minor, Op. 18 III. Allegro scherzando
04. Piano Concerto No. 2 in G Minor, Op. 16 I. Andantino
05. Piano Concerto No. 2 in G Minor, Op. 16 II. Scherzo. Vivace
06. Piano Concerto No. 2 in G Minor, Op. 16 III. Intermezzo. Allegro moderato
07. Piano Concerto No. 2 in G Minor, Op. 16 IV. Finale. Allegro tempestoso

Denis Matsuev – Piano
Mariinsky Orchestra
Valery Gergiev – Conductor

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Serguei Rachmaninov – Piano Concerto nº 3, Rhapsody on a Theme of Paganini – Matsuev, Gergiev, Mariinsky Orchestra

A dupla Gergiev / Matsuev gravou há alguns anos os três concertos para piano de Rachmaninov  e hoje trago estas gravações para os senhores .

Vou começar pelo final, pois adoro terceiro concerto. Para completar o CD temos outro peso pesado do repertório pianístico de Rachmaninov, a Rapsódia sobre um tema de Paganini.

Os outros dois CDs vai vir logo em seguida, quem viver verá.

01. Piano Concerto No. 3 op.30 – I. Allegro non tanto
02. II. Intermezzo – adagio
03. III. Finale – alla breve
04 – 28 Rhapsody on a Theme of Paganini in A minor op.43

Denis Matsuev -Piano
Mariinsky Orchestra
Valery Gergiev – Conductor

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Sonatas – Sviatoslav Richter

Gosto muito destes registros ao vivo das Sonatas de Beethoven que Sviatoslav Richter fez já em idade avançada. No primeiro CD, ele está tocando no Concertgebow de Amsterdam, na Holanda, no segundo, está na Alemanha, em Ludwigsburg, pequena cidade no sul da Alemanha.
No primeiro CD Richter nos traz as Sonatas op. 49 e a de op. 54, três pequenas jóias da produção de Beethoven, por algum motivo desconhecido, pouco gravadas.
Estas três primeiras sonatas servem de introdução para a de op. 57, também conhecida como ‘Appassionata’, um dos grandes monumentos da leitura pianística, uma obra de extrema complexidade, e que exige do intérprete muita concentração e virtuosismo. Lembremos que Richter já estava em seus últimos anos de vida, morreu em 1995, aos 80 anos de idade, ou seja, estas gravações foram realizadas entre seus 76 – 77 anos de idade. Incrível, não?
O segundo CD traz as três últimas sonatas de Beethoven, as de op. 109, 110 e 111, creio que nem preciso falar sobre elas, né?
Enfim, dois CDs imprescindíveis, fundamentais para se conhecer o imenso talento de Sviatoslav Richter, um dos maiores pianistas do século XX.
CD 1
01. Sonata No.19 in G minor, op. 49 No. 1 – Andante
02. Sonata No.19 in G minor, op. 49 No. 1 – Rondo. Allegro
03. Sonata No.20 in G, op. 49 No. 2 – Allegro ma non troppo
04. Sonata No.20 in G, op. 49 No. 2 – Tempo di Menuetto
05. Sonata No.22 in F, op. 54 – In tempo d’un menuetto
06. Sonata No.22 in F, op. 54 – Allegretto
07. Sonata No.23 in F minor, op. 57 ‘Appassionata’ – Allegro assai
08. Sonata No.23 in F minor, op. 57 ‘Appassionata’ – Andante con moto
09. Sonata No.23 in F minor, op. 57 ‘Appassionata’ – Allegro ma non troppo

CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 2

01. Sonata nr. 30 in E, op. 109, Vivace, Adagio espressivo, Tempo I
02. Sonata nr. 30 in E, op. 109, Prestissimo
03. Sonata nr. 30 in E, op. 109, Andante molto cantabile ed espressivo
04. Sonata nr. 31 in A flat, op. 110, Moderato cantabile molto espressivo
05. Sonata nr. 31 in A flat, op. 110, Allegro molto
06. Sonata nr. 31 in A flat, op. 110, Adagio ma non troppo
07. Sonata nr. 31 in A flat, op. 110, Fuga, Allegro ma non troppo
08. Sonata nr. 32 in C minor, op. 111, Maestoso
09. Sonata nr. 32 in C minor, op. 111, Allegro con brio ed appassionato
10. Sonata nr. 32 in C minor, op. 111, Arietta, Adagio molto semplice e cantabile

Sviatoslav Richter – – Piano

CD 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

.: interludio :. Nicola Conte – Other Directions

Conheço o trabalho do italiano Nicola Conte há pouco tempo, mas a cada novo CD seu a que tenho acesso, me surpreendo cada vez mais com alta qualidade de seu trabalho, de seu estilo sofisticado, muito elaborado e bem produzido, e ainda conta com excelentes músicos e cantores. Seu estilo é uma fusão entre Jazz, Música Latina, Bossa Nova, etc.
Ele compôe, faz os arranjos, produz, toca, enfim, trata-se de um músico completo. Espero que gostem, eu gostei bastante. Se for o caso, posso trazer outros trabalhos seus.
‘Other Directions’ foi lançado em 2004 e é considerado um de seus principais CDs.

1-01 Sea And Sand
1-02 Wanin Moon
1-03 Nefertiti
1-04 Impulso
1-05 A Time For Spring
1-06 Kind Of Sunshine
1-07 Aphrodite’s Dream
1-08 Several Shades Of Dawn
1-09 The Dharma Bums
1-10 All Gone
1-11 Other Directions
1-12 The In-Between
1-13 Le Départ

CD2 – Extra Tracks

2-01 Charade
2-02 Danubian
2-03 Bohemian’s Dilemma
2-04 Nefertiti (Alternative Version)
2-05 Waltz Of The Sirens
2-06 Teardrop Painted Blue
2-07 Quiet Stars
2-08 Kind Of Sunshine (Extended Version)
2-09 Wanin’ Moon (Alternative Take)

Alto Saxophone – Rosario Giuliani
Bongos, Vibraphone – Pierpaolo Bisogno
Double Bass – Pietro Ciancaglini
Drums – Lorenzo Tucci
Flugelhorn – Fabrizio Bosso
Flute – Nicola Stilo
Guitar, Producer – Nicola Conte
Piano – Pietro Lussu
Recorded By – Tommy Cavalieri
Tenor Saxophone – Daniele Scannapieco
Trombone – Gianluca Petrella
Trumpet – Fabrizio Bosso, Till Brönner
Vocals – Bembé Segué*, Cristina Zavalloni, Lisa Bassenge, Lucia Minetti, Till Brönner

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[Restaurado] Serguei Prokofiev – Sonate for Flute in D, op. 94, Cesar Franck – Sonata in A (transcribed for Flute) – Martha Argerich, James Galway

A maravilhosa Sonata para Flauta de Prokofiev (creio inclusive que seja a estreia desta obra aqui no PQPBach) abre este CD, que traz dois excepcionais músicos no apogeu de suas carreiras: o flautista James Galway e a pianista Martha Argerich. Eis um encontro que foi muito proveitoso, pena que, até onde sei, trata-se da única vez em que estes dois se reuniram em estúdio. E este CD é outro daqueles casos de esquecimento, eu tinha certeza de que já o haviam postado, porém nunca apareceu por aqui. Uma pena, os senhores nem imaginam o que estão perdendo.
James Galway foi um dos grandes nomes da Flauta no século XX, que, nem precisamos lembrar, foi recheado de gênios como Rampal e Nicolet. Ou seja, a concorrência era grande, apesar de Galway ser de uma outra geração, tendo inclusive sido aluno de Rampal. Mas aprendeu com os mestres. O que temos aqui é um músico completo, com pleno e total controle, sem medo de ousar. Lembrando que a peça de Prokofiev foi originalmente escrita para Flauta, enquanto que no caso da Sonata de Cesar Franck, o que ouvimos é a nossa velha conhecida daqui do PQPBach, a Sonata para Violino, que foi transcrita para Flauta.
Creio que nossa Martha Argerich dispensa apresentações. Ela já é da casa. Lembro de que esta gravação que ora vos trago foi realizada há mais de quarenta anos, 1975 para ser mais exato … e os dois músicos estão no apogeu de sua juventude, no calor da juventude, souberam aproveitar esta ‘chama’ para nos brindar com um disco que com certeza ganha o selo de qualidade ‘IM-PER-DÍ-VEL’ daqui do PQPBach.

1. Sonata for Flute and Piano in D Major, Op. 94 / I. Moderato – James Galway / Martha Argerich
2. Sonata for Flute and Piano in D Major, Op. 94 / II. Scherzo – James Galway / Martha Argerich
3. Sonata for Flute and Piano in D Major, Op. 94 / III. Andante – James Galway / Martha Argerich
4. Sonata for Flute and Piano in D Major, Op. 94 / IV. Allegro con brio – James Galway / Martha Argerich
5. Sonata for Violin and Piano in A Major, FWV 8 / I. Allegretto ben moderato – James Galway / Martha Argerich
6. Sonata for Violin and Piano in A Major, FWV 8 / II. Allegro – James Galway / Martha Argerich
7. Sonata for Violin and Piano in A Major, FWV 8 / III. Recitativo fantasia – James Galway / Martha Argerich
8. Sonata for Violin and Piano in A Major, FWV 8 / IV. Allegretto poco mosso – James Galway / Martha Argerich

James Galway – Flute
Martha Argerich – Piano

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[restaurado por Vassily em 5/6/2021, em homenagem aos oitenta anos da Rainha!]

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Piano Concertos nº24 & 25 – Moravec, Marriner, ASMF

Trago um novo link para este belo cd, que tem aquele que provavelmente é o mais belo dos concertos para Piano de Mozart, principalmente por sua introdução, o de nº 25. Uma singela homenagem a estes dois grandes músicos que aqui mostram todo o seu talento, o pianista Ivan Moravec e o maestro Neville Marriner. Duas lendas, que coincidentemente morreram com apenas um ano de diferença. Provavelmente onde quer que estejam continuam desfilando todo o seu talento. 

Um cd delicioso com dois concertos para piano de Mozart interpretados pelo pianista tcheco Ivan Moravec, que eu particularmente não conhecia até ter acesso a esse cd. O refinamento destes últimos concertos de Mozart exigem do pianista o mesmo tato em sua interpretação. Moravec já era um senhor de 66 anos de idade quando gravou com a nossa querida Academy of Saint-Martin on the Fields, dirigida pelo lendário maestro Sir Neville Marriner. E sua experiência pode ser sentida ao ouvirmos essas gravações. Marriner e sua orquestra são exímios intérpretes da obra de Mozart, e já gravaram estes mesmos concertos em outras ocasiões, sendo a mais festejada as versões com Alfred Brendel, talvez a melhor de todas as integrais já gravadas dos concertos de Mozart.

Mas Mozart é Mozart, e seus intérpretes sempre conseguem extrair aquele algo a mais de suas obras. Ainda mais com músicos do nível destes envolvidos nestas gravações que ora vos trago.

Eis um CD para ser apreciado sem moderação, para ser degustado em todos os seus detalhes. quantas vezes forem necessárias.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Piano Concertos nº24 & 25 – Moravec, Marriner, ASMF

01 – Piano Concerto No.24 KV 491 Allegro
02 – Piano Concerto No.24 KV 491 Larghetto
03 – Piano Concerto No.24 KV 491 Allegretto
04 – Piano Concerto No.25 KV 503 Allegro maestro
05 – Piano Concerto No.25 KV 503 Andante
06 – Piano Concerto No.25 KV 503 Allegretto

Ivan Moravec – Piano
Academy of Saint Martin in the Fields
Sir Neville Marriner – Conductor

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Dietrich Buxtehude (c. 1637–1707) – Membra Jesu nostri, BuxWV 75 – Purcell Quartet, Fretwork

“Nos tempos modernos, as cantatas coletivamente intituladas ‘Membra Jesu nostri’ tornaram-se entre as obras vocais mais frequentemente gravadas e executadas de Buxtehude, embora pouco se saiba ao certo sobre sua origem e propósito. A principal evidência é a partitura autografada de Buxtehude, escrita em tablatura de órgão alemã e preservada na coleção Düben na Biblioteca da Universidade de Uppsala, na Suécia. É datado de 1680 na página de título e é dedicado a Gustav Düben (c. 1629–1690), diretor de música na corte sueca e organista de St Gertrude em Estocolmo, a igreja alemã e a capela da corte na época. Buxtehude descreveu Düben como seu “amigo honrado” (“Amico honorando”), e o grande número de peças dele na coleção Düben sugere que os dois homens desfrutaram de um relacionamento pessoal próximo durante vários anos. Assim, é possível que Membra Jesu nostri tenha sido comissionado para apresentação na corte sueco; conjuntos de partes de cada uma das cantatas na mão de Düben certamente sugerem que Düben as apresentou em Estocolmo.
A partir de 1680 Dietrich Buxtehude foi organista da Marienkirche em Lübeck por doze anos. Ele nasceu em 1637, filho de um organista, talvez em Oldesloe in Holstein, então parte da Dinamarca. Posteriormente, a família mudou-se para Helsingborg e Helsingør, onde seu pai realizava consultas. Dietrich foi organista das igrejas de seu pai em ambas as cidades antes de se mudar para o porto báltico de Lübeck em 1668. Pouco depois de chegar lá, ele desenvolveu a série anual de concertos conhecida como Abendmusiken, dada na Marienkirche depois das Vésperas nos cinco domingos antes do Natal. Perto do fim de sua vida, os concertos incluíam obras de oratória ampliadas, bem como peças vocais e instrumentais originalmente escritas para serviços na Marienkirche, então é possível que Membra Jesu nostri tenha sido originalmente planejado para a performance nelas. O planejamento e a composição de obras de grande porte certamente teriam fornecido a Buxtehude a experiência necessária para compor um ciclo de cantata com um design literário e musical complexo e incomum que era independente e não derivava da liturgia.
O elemento comum em todas as cantatas é o uso de linhas do poema medieval Salve mundi salutare, ou Rhythmica oratio, tradicionalmente atribuída a Bernard de Clairvaux (1090-1153), mas agora pensado ser por Arnulf de Lovaina (c. 1200-1250 ). Ele toma a forma de uma seqüência de sete meditações no corpo crucificado de Jesus, começando com os pés (‘Ad pedes’), e continuando com os joelhos (‘Ad genua’), as mãos (Ad manus ‘), o lado («ad latus»), o peito («ad pectus»), o coração («ad cor») e o rosto («ad faciem»). Assim, a perspectiva do autor é a de um penitente ajoelhado ao pé da cruz e gradualmente estendendo o olhar para cima, meditando em cada parte do corpo por sua vez. O misticismo incorporado nos escritos de, ou atribuído a, Bernard foi incorporado ao Luteranismo pelo próprio Lutero e por escritores posteriores como Paul Gerhardt, que baseava seu hino O Haupt voll Blut und Wunden (O sagrado cabeça ferida) em ‘Salve, caput cruentatum ‘, um dos vários cantos adicionais associados à oratória rítmica. Em cada uma das sete cantatas as estrofes do poema são justapostas com passagens bíblicas apropriadas, tiradas respectivamente de Naum 1: 15, Isaías 66: 12, Zacarias 13: 6, o Cântico de Salomão 2: 13 e 14, 1 Pedro 2: 2 e 3, a canção de Salomão 4: 9, e Salmos 31: 16. Os textos foram provavelmente escolhidos e reunidos pelo próprio compositor.”

Esta magnífica gravação do Purcell Quartett com o Fretwork é IM-PER-DÍ-VEL !!! para os fãs e admiradores da música sacra barroca. Lembro que temos aqui Dame Emma Kirkby, uma das maiores sopranos do século XX.

I. Ad pedes
1 1 Sonata
2 2 Tutti. Ecce super montes
3 3 Aria. Salve mundi salutare
4 4 Tutti. Ecce super montes
5 5 Tutti. Salve mundi salutare 0:59

II. Ad genua
6 Sonata in tremulo
7 7 Tutti. Ad ubera portabimini
8 8 Aria. Salve Jesu, rex sanctorum
9 9 Tutti. Ad ubera portabimini

III. Ad manus
10 10 Sonata 0:56
11 11 Tutti. Quid sunt plagae istae 1:58
12 12 Aria. Salve Jesu, pastor bone
13 13 Tutti. Quid sunt plagae istae

IV. Ad latus
14 14 Sonata
15 15 Tutti. Surge, amica mea, speciosa mea
16 16 Aria. Salve latus salvatoris 4:40 17 17 Tutti. Surge, amica mea, speciosa mea

V. Ad pectus
18 18 Sonata
19 19 Voci. Sicut modo geniti infantes rationabiles
20 20 Aria. Salve, salus mea, Deus
21 21 Voci. Sicut modo geniti infantes rationabiles

VI. Ad cor
22 22 Sonata
23 23 Doi Soprani è Basso. Vulnerasti cor meum
24 24 Aria. Summi Regis cor, aveto
25 25 Doi Soprani è Basso. Vulnerasti cor meum 2:28

VII. Ad faciem
26 26 Sonata
27 27 Tutti. Illustra faciem tuam super servum tuum
28 28 Aria. Salve, caput cruentatum 3:51 29 29 Tutti. Amen

Emma Kirkby soprano
Elin Manahan Thomas soprano
Michael Chance counter-tenor
Charles Daniels tenor
Peter Harvey bass

The Purcell Quartet
Catherine Mackintosh violin
Catherine Weiss violin
Richard Boothby bass violin
Robert Woolley organ

with

Fretwork
Susanna Pell treble viol • bass viol
Richard Boothby tenor viol
William Hunt bass viol
Reiko Ichise bass viol
Asako Morikawa bass viol
Richard Campbell great bass viol

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Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas pour Alto BWV 35, 53 & 82 – Rene Jacobs, Chiara Banchini, Ensemble 415

Este é  mais  um daqueles casos de CDs que temos certeza de que já foram postados, de tão batidos e conhecidos que são, ao menos por mim, FDPBach e por PQPBach, mas as opções são tantas e tão boas que acabamos o deixando de lado.

E como não poderia deixar de ser, este aqui, gravado lá nos idos de 1987-88, também é espetacular. E tem uma curiosidade: traz o grande René Jacobs, o contra-tenor, e não o grande René Jacobs como um dos principais maestros da atualidade. Claro, 30 anos se passaram, e Jacobs provavelmente não consegue mais realizar os milagres que realizava com sua voz nos dias de hoje. Então, para a nossa sorte, foi dedicar-se também à regência. De qualquer maneira, temos mais um daqueles óbvios casos de CDs IM-PER-DÍ-VEIS !!! da Harmonia Mundi.

O espetacular site www.bach-cantatas.com traz todos os detalhes referentes a esta gravação, aliás, trata-se do site mais completo que existe sobre a obra de Bach, não apenas sobre as suas cantatas. Acessem lá e deliciem-se.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Cantatas pour Alto BWV 35, 53 & 82 – Rene Jacobs, Chiara Banchini, Ensemble 415

01. Cantata Bwv 35, ‘Geist Und Seele Wird Verwirret’ – 1. Concerto
02. Cantata Bwv 35, ‘Geist Und Seele Wird Verwirret’ – 2. Aria ‘Geist und Seele wird verwirret
03. Cantata Bwv 35, ‘Geist Und Seele Wird Verwirret’ – 3. Recitativo ‘Ich wundre mich’
04. Cantata Bwv 35, ‘Geist Und Seele Wird Verwirret’ – 4. Aria ‘Gott hat alles wohlgemacht’
05. Cantata Bwv 35, ‘Geist Und Seele Wird Verwirret’ – 5. Sinfonia
06. Cantata Bwv 35, ‘Geist Und Seele Wird Verwirret’ – 6. Recitativo ‘Ach, Starke
07. Cantata Bwv 35, ‘Geist Und Seele Wird Verwirret’ – 7. Aria ‘Ach, starker Gott, lass mich’
08. Cantata Bwv 82, ‘Ich Habe Genug’ – 1. Aria ‘Ich Habe Genug’
09. Cantata Bwv 82, ‘Ich Habe Genug’ – 2. Recitativo ‘Ich Habe Genug’
10. Cantata Bwv 82, ‘Ich Habe Genug’ – 3. Aria ‘Schlummert Ein, Ihr Matten Augen’
11. Cantata Bwv 82, ‘Ich Habe Genug’ – 4. Recitativo ‘Mein Gott!’
12. Cantata Bwv 82, ‘Ich Habe Genug’ – 5. Aria ‘Ich Freue Mich Auf Meinen Tod’
13. ‘Schlage Doch, Gewьnschte Stunde’ -Funeral Cantata For Voice, Bells, Strings

René Jacobs – Contra-Tenour
Ensemble 415
Chiara Banchini – Violin, Direction

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FDP

Robert Schumann – Piano Quintet in E-flat major, Op.44, Piano Quartet in E-flat major, Op.47 – Beaux Arts Trio

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O TEMPO PASSA, O TEMPO VOA, E ESSA GRAVAÇÃO CONTINUA IMBATÍVEL E IMPERDÍVEL !!! NOVOS LINKS !!!

Mais uma vez vos trago uma gravação histórica do Beaux Arts Trio. Começa com o magnífico Quinteto op. 44, que considero uma das mais belas obras escritas para esta formação, e logo em seguida encaram outra obra prima, o Quarteto op. 47. Em seguida, os três encaram os três trios que Schumann escreveu. Lhes garanto que vale cada minuto dedicado à audição destes CDs.
Já comentei anteriormente que provavelmente o Op. 44 foi a primeira obra de câmara que ouvi em minha vida, há pelo menos uns quarenta anos, em uma rádio que só tocava música clássica. Claro que não vou me lembrar de quem eram os intérpretes, mas a música ficou gravada em minha cabeça, principalmente a marcha do segundo movimento. Um primor de concisão e explosão emocional, em um dos momentos mais criativos da vida de Schumann. Podem-se ouvir ecos de Brahms se refletindo neste movimento, ou vice versa.

01. PIANO QUINTET in E-flat major, Op.44 I. Allegro brillante
02. II.  In modo d’una marcia. Un poco largamente
03. III. Scherzo. Molto vivace
04. IV. Allegro, ma non troppo
05. PIANO QUARTET in E-flat major, Op.47 I. Sostenuto assai–Allegro ma non troppo
06. II.  Scherzo. Molto vivace
07. III. Andante cantabile
08. IV.  Finale. Vivace
09. PIANO TRIO No.1 in D minor, Op.63 I. Mit Energie und Leidenschaft
10. II.  Lebhaft, doch nicht zu rasch

Beaux Arts Trio
Dolf Betelheim, Samuel Rhodes

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CD 2

01. (cont.) PIANO TRIO No.1 in D minor, Op.63 III. Langsam, mit inniger Empfindung
02. IV.  Mit Feuer
03. PIANO TRIO No.2 in F major, Op.80 I. Sehr lebhaft
04. II.  Mit innigem Ausdruck
05. III. In M..iger Bewegung
06. IV.  Nicht zu rasch
07. PIANO TRIO No.3 in G minor, Op.110 I. Bewegt, doch nicht zu rasch
08. II.  Ziemlich langsam
09. III. Rasch
10. IV.  Kr.ftig, mit Humor

Beaux Arts Trio

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Clara Schumann (1819-1896) – Piano Concerto A Moll, op. 7, Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Concerto nº 4, G Dur,, op. 58 – Ragna Schirmer, Staatskapelle Halle, Ariane Mattiakh

Não consigo me lembrar de onde foi que consegui este CD, mas trata-se de uma grata surpresa. Claro que estou falando do Concerto para Piano de Clara Schumann, a eterna sra Robert Schumann. Aqui, apesar do peso do nome de Beethoven no CD, é ela quem dita as regras.
No booklet em que apresenta o CD, a pianista Ragna Schirmer explica o por que de seu interesse e sua dedicação e esta pessoa tão impar e tão talentosa, mas que resolveu viver à sombra de seu eterno amor, o compositor Robert Schumann.
Ai fica a curiosidade: mas por que temos Beethoven Nesse CD? Em um primeiro momento, podemos pensar, ah, é para completar o CD, mas queridos, as cadenzas desta gravação foram escritas por Clara, simples assim.  Entenderam?
Eu particularmente conhecia Ragna Schirmer como excelente intérprete de Bach e Haendel, e fui surpreendido nesta sua incursão no romantismo.  Vale a pena ouvirmos este CD para podermos conhecer mais um pouco desta grande mulher, a grande Clara Schumann.

01. Piano Concerto in A Minor, Op. 7 I. Allegro Maestoso
02. Piano Concerto in A Minor, Op. 7 II. Romanze. Andante non troppo, con Grazia
03. Piano Concerto in A Minor, Op. 7 III. Finale. Allegro non troppo-Allegro Molto
04. Piano Concerto No.4 in G Major, Op. 58 I. Allegro Moderato
05. Piano Concerto No.4 in G Major, Op. 58 II. Andante con Moto
06. Piano Concerto No.4 in G Major, Op. 58 III. Rondo. Vivace

Ragna Schirmer – Piano
Sttatskapelle Halle
Ariane Matiakh – Conductor

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Sol Gabetta – Schumann

Eu aguardava ansioso o momento em que  a violoncelista argentina Sol Gabetta iria encarar o maravilhoso Concerto para Violoncelo de Schumann. Acompanho há algum tempo sua carreira, e sei que cada gravação sua é muito bem pensada, elabora, articulada, produzida e tremendamente bem interpretada, e em cada novo CD podemos acompanhar e identificar sua evolução e maturidade enquanto instrumentista.
Este CD foi recém lançado pelo selo Sony, e aqui ela vem muito bem acompanhada de dois velhos amigos e parceiros, o pianista Bertrand Chamayou e o maestro Giovanni Antonini, que aqui dirige a Orquestra de Câmara da Basiléia.

1 5 Stücke im Volkston, Op. 102: I. Mit Humor
2 5 Stücke im Volkston, Op. 102: II. Langsam
3 5 Stücke im Volkston, Op. 102: III. Nicht schnell, mit viel Ton zu spielen
4 5 Stücke im Volkston, Op. 102: IV. Nicht zu rasch
5 5 Stücke im Volkston, Op. 102: V. Stark und markiert
6 Adagio und Allegro, Op. 70: I. Adagio
7 Adagio und Allegro, Op. 70: II. Allegro
8 Fantasiestücke, Op. 73: I. Zart und mit Ausdruck
9 Fantasiestücke, Op. 73: II. Lebhaft leicht
10 Fantasiestücke, Op. 73: III. Rasch und mit Feuer
11 Cello Concerto in A Minor, Op. 129: I. Nicht zu schnell
12 Cello Concerto in A Minor, Op. 129: II. Langsam
13 Cello Concerto in A Minor, Op. 129: III. Sehr lebhaft

Sol Gabetta – Cello
Bertrand Chamayou – Piano
Kammerorchester Basel
Giovanni Antonini

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