Eleni Karaindrou (1939- ) – A Eternidade e um Dia

As definições e fronteiras estão cada vez mais bobas, não? Acho que esta trilha sonora não é música erudita, apesar de a grega Eleni Karaindrou ser considerada uma compositora deste gênero. É que hoje revi o belo filme de Theo Angelopoulos e me deu vontade de postar a trilha sonora aqui. Talvez devesse ser um “.:interlúdio:.”, sei lá. Trata-se quase só de variações sobre um certo tema chamado por Karaindrou -Angelopoulos de Eternidade. Talvez a postagem não faça sentido sem o filme, muito alegórico e no qual presente e passado misturam-se todo o tempo.

Tinha uma anotação sobre Eleni em meu micro, certamente copiada de algum brumoso site português: Eleni Karaindrou, compositora grega, com formação em etnomusicologia, para além de história e arqueologia, compõe principalmente para cinema e teatro. A sua música é simples, harmoniosa, romântica, serena, mas ao mesmo tempo trágica, nostálgica… Lembra-nos paisagens ensombradas de neblina, com uma réstia de sol ao fundo. Lembra cores sombrias que se transformam em arco-íris brilhantes. Todos os adjectivos que possa encontrar para descrever a sua música parecerão pobres depois de se ouvir. Gravações da excelente etiqueta ECM, os seus discos são imperdíveis.

Imperdíveis? Tenho lá minhas dúvidas…

Netci691

Eleni Karaindrou – Trilha Sonora de “A Eternidade e um Dia”

1. Hearing The Time
2. By The Sea
3. Eternity Theme
4. Parting
5. Depart And Eternity Theme
6. Borders
7. Wedding Dance
8. Parting B
9. To A Dead Friend
10. Eternity Theme
11. Depart And Eternity Theme
12. Bus
13. Depart And Eternity Theme
14. Bus
15. Trio And Eternity Theme
16. Poet
17. Depart And Eternity Theme
18. Depart

Músicos: Eleni Karaindrou, Isabelle Renauld, Fabrizio Bentivoglio, Achileas Skevis, Alexandra Ladikou, Despina Bebedelli, Helene Gerasimidou, Iris Chatziantoniou, Nikos Kouros, Alekos Oudinotis, Nikos Kolovos, Efthimis Pappas, Vassilis Seimenis, Pemi Zouni, Michael Yannatos, Leonidas Vardaros, Petros Fyssoun, Yannis Mohlas, Andreas Chekouras, Petros Markaris.

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Igor Stravinsky (1882-1971) – A Sagração da Primavera, Sinfonia em 3 movimentos

Pois então no acervo de FDP Bach não existem apenas românticos e barrocos. E confesso que tenho uma queda especial por Stravinsky, Bártok e Prokofiev. Mas não costumo me aventurar muito no século XX. Digamos que meu limite seja o próprio Stravinsky, que aprendi a admirar ouvindo Yes. Sim, para os fãs da banda inglesa de rock progressivo é uma constante ouvir a Introdução desta mesma Sagração da Primavera na abertura de seus shows.Mas antes de postar esta excelente versão da mesma, permitam-me contar um pouco a história de como este cd me chegou às mãos.

Estava eu certa vez passeando pelas ruas do centro do Recife (fui até lá resolver uma questão de “amor” mal resolvida, que na verdade, não se resolveu) . Rato de sebos e lojas de discos que sempre fui, resolvi entrar na na filial da antiga e falida Mesbla e, claro, me dirigi diretamente ao setor que me interessava, que com certeza não era o setor de moda masculina. Como em todas as lojas de departamento, a divisão básica separava os Cds e LPs (sim, ainda se comercializavam LPs nesta época) era de sempre: Mais vendidos, Pop, Rock, e num cantinho, o tradicional clássicos e jazz. Nada me chamou a atenção ali, mas vi num canto um balaio de ofertas. Num primeiro momento pensei em deixar de lado e ir afogar as mágoas da confusão em que minha vida se encontrava em um boteco à beira-mar. Já tinha chegado à conclusão de que minha viagem havia sido em vão, e que o tal do amor não resolvido não se resolveria. Mas fui fuçar o tal do balaio. E eis que no meio de um monte de porcarias, cujo nome nem perderei tempo em relacionar aqui, lá no meio, eis que encontro “A Sagração da Primavera”, em uma gravação da Sony, com o jovem Esa-Pekka Salonen à frente da Philarmonia Orchestra. A caixinha do cd estava quebrada, talvez por isso mesmo tenha ido parar no balaio. Aquilo me deixou animado. Ao confirmar o preço, fiquei mais animado ainda: nos valores de hoje, talvez nem 5 reais. Puxa, pensei, então minha vinda ao Recife não foi à toa, consegui uma pechincha. Continuei cavocando no balaio, mas não tinha mais nada que prestasse. Voltei então ao hotel em que estava hospedado para degustar a minha aquisição… como já sabia que a viagem não renderia mais nada, a dita cuja nem atendia mais os meus telefonemas, remarquei o retorno para São Paulo para aquela mesma noite. Não preciso dizer que durante a viagem inteira de volta não ouvi outra coisa no meu discman. Em outras palavras, a viagem não foi tão em vão assim.

Outros Stravinskys vieram, em situações não tão especiais, mas este continua no topo da lista dos preferidos. O jovem Salonen, pouco mais velho que eu à época da gravação, tem uma leitura muito interessante da obra, ou obras, já que também tem a Sinfonia em 3 movimentos, mas é na Sagração em que ele se destaca.

” An Amazing Documentation of a Conductor’s Progress “, “A fast, jagged Le Sacre–Slalonen takes a stand”, estes são alguns dos títulos dos comentários sobre esse cd no site da amazon. E não há como não concordar com eles. Um regente recém entrando nos 30, diante de uma obra tão complexa mostrou um excepcional trabalho. E suas gravações a partir de então tornaram-se sempre referência. Ao menos para mim.

Igor Stravinsky (1882-1971) – A Sagração da Primavera, Sinfonia em 3 movimentos

1. Le Sacre du printemps: Introduction
2. Le Sacre du printemps: The Augurs of Spring (Dances of the Young Girls)
3. Le Sacre du printemps: Ritual of Abduction
4. Le Sacre du printemps: Spring Khorovod (Round Dance)
5. Le Sacre du printemps: Ritual of the Rival Tribes
6. Le Sacre du printemps: Procession of the Sage
7. Le Sacre du printemps: Adoration of the Earth (The Sage)
8. Le Sacre du printemps: Dance of the Earth
9. Le Sacre du printemps: Introduction
10. Le Sacre du printemps: Mystic Circles of the Young Girls
11. Le Sacre du printemps: Glorification of the Chosen One
12. Le Sacre du printemps: Evocation of the Ancestors
13. Le Sacre du printemps: Ritual Action of the Ancestors
14. Le Sacre du printemps: Sacrificial Dance (The Chosen One)
15. Symphony in Three Movements: I – tempo equals 160, tempo equals 80
16. Symphony in Three Movements: II – Andante – tempo equals 76
17. Interlude – tempo equals 76
18. III – Con moto – tempo equals 108

Philarmonia Orchestra
Esa-Pekka Salonen

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Karajan 100 Anos – Gustav Mahler (1860-1911) – Symphony No.9 in D

Para comemorar o aniversário de 100 anos de Herbert von Karajan trago uma premiada gravação da Sinfonia nº 9 de Mahler, gravação realizada ao vivo em 1982, no Berliner Festwochen. Unanimidade entre os fãs de Mahler, esta gravação ganhou o cobiçado prêmio da revista Gramophone, considerado o Oscar das premiações de música erudita.

Com relação a esta gravação também é interessante a história que se conta sobre ela: um ano antes Karajan a havia gravado em estúdio, mas não gostara do resultado, como explica o editor da amazon.com :

“Herbert von Karajan made a studio recording of the Ninth with the Berlin Philharmonic that appeared in 1981, but he was apparently dissatisfied with it and pressed for this remake, recorded at a performance during the Berlin Festival Weeks of 1982. The result is one of the finest of all his achievements–a riveting account of this great work that blazes with a visionary intensity from first bar to last. There is grip and majesty here, sovereign control over the Mahler’s vast canvas, but also an extraordinary “of the moment” quality that is unusual in Karajan’s discography. The sound on this recent “Karajan Gold” remastering is excellent .”

Espero que apreciem.

Gustav Mahler (1860-1911) – Symphony No.9 in D

CD 1

1. Symphony No.9 in D / 1. Satz – Andante comodo
2. Symphony No.9 in D / 1. Satz – Etwas frischer
3. Symphony No.9 in D / 1. Satz – (Horns)
4. Symphony No.9 in D / 1. Satz – Mit Wut. Allegro risoluto
5. Symphony No.9 in D / 1. Satz – (Brass)
6. Symphony No.9 in D / 1. Satz – Bewegter
7. Symphony No.9 in D / 1. Satz – Wie von Anfang
8. Symphony No.9 in D / 1. Satz – Ploetzlich bedeutend langsamer (Lento) und leise
9. Symphony No.9 in D / 2. Satz – Im Tempo eines gemaechlichen Laendlers.Etwas taeppisch und sehr derb
10. Symphony No.9 in D / 2. Satz – Poco più mosso subito (Tempo II)
11. Symphony No.9 in D / 2. Satz – Tempo III
12. Symphony No.9 in D / 2. Satz – A tempo II
13. Symphony No.9 in D / 2. Satz – Tempo I
14. Symphony No.9 in D / 2. Satz – Tempo II
15. Symphony No.9 in D / 2. Satz – Tempo I. subito

CD 2

1. Symphony No.9 in D / 3. Satz – Rondo-Burleske. Allegro assai. Sehr trotzig
2. Symphony No.9 in D / 3. Satz – L’istesso tempo
3. Symphony No.9 in D / 3. Satz – Sempre l’istesso tempo
4. Symphony No.9 in D / 3. Satz – L’istesso tempo
5. Symphony No.9 in D / 3. Satz – (Clarinets)
6. Symphony No.9 in D / 3. Satz – Tempo I subito
7. Symphony No.9 in D / 3. Satz – Più stretto
8. Symphony No.9 in D / 4. Satz – Adagio. Sehr langsam und noch zurueckhalten
9. Symphony No.9 in D / 4. Satz – Ploetzlich wieder sehr langsam (wie zu Anfang) und etwas zoegernd
10. Symphony No.9 in D / 4. Satz – Molto adagio subito
11. Symphony No.9 in D / 4. Satz – a tempo (Molto adagio)
12. Symphony No.9 in D / 4. Satz – Stets sehr gehalten
13. Symphony No.9 in D / 4. Satz – Fliessender, doch durchaus nicht eilend
14. Symphony No.9 in D / 4. Satz – Tempo I. Molto adagio
15. Symphony No.9 in D / 4. Satz – Adagissimo

Berliner Philarmoniker

Herbert von Karajan

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O maestro está nu

O centenário de Herbert von Karajan chega junto com uma nova avaliação do seu passado e da ligação com o regime nazista.

Se acontece um tsunami na Indonésia, Herbert von Karajan é o culpado. Se há um ataque terrorista na África do Sul, Herbert von Karajan é o culpado. Um terremoto no Japão? Karajan é o culpado. Caem os índices das bolsas? Karajan. Uma estrela explode numa galáxia distante? Karajan! Interessante percurso, o da biografia de Herbert von Karajan, nome incontornável da música de concerto do século passado. Morto em 1989, desde então a sua fama só fez decrescer e suas culpas só souberam aumentar. Num artigo publicado em janeiro deste ano a respeito do centenário do nascimento de Karajan, que acontece hoje, o crítico inglês Norman Lebrecht fez um apelo melodramático:

– Não transformem um monstro num mito.

Mas Lebrecht, o Diogo Mainardi da música, se enganou: o mito é que tem sido transformado em monstro.

A metamorfose de Karajan nesses últimos 20 anos tem muito a ver com a sua morte no momento em que ele havia se transformado numa caricatura bizarra de líder de orquestra. Nos seus inúmeros vídeos, produzidos por ele mesmo, os ângulos da orquestra são irreais e existem somente para a glorificação da imagem, para a criação de um halo santificador que envolve o perfil de Karajan, sempre de olhos fechados como se internalizasse a música por sopro divino – ou como se ele mesmo fosse a própria divindade. A par disso, há a coleção de automóveis velozes e os aviões pilotados pelo maestro para levá-lo de um lado para outro da fama internacional.

Tudo isso se colocou em contradição à figura austera de Ludwig van Beethoven, o compositor por cujas interpretações Karajan se tornou célebre. O maestro desapareceu no auge dessas idiossincrasias.

Enquanto viveu e mesmo nessa fase da caricatura, Karajan pôde torcer a seu gosto uma pedra de sua biografia – a sua associação com o regime nazista dos anos 1930. Foi com a evidência de seu casamento em outubro de 1942 com Anita Gütermann, neta de judeus, que Karajan atestava o seu descompromisso com aquele regime e protestava perseguições daqueles a quem serviu sem titubear. Os comitês de desnazificação compraram a história e ela serviu para deter as investigações que surgiam de tempos em tempos para tentar desmentir o maestro. A partir da morte de Karajan a encenação foi caindo por terra e sua biografia começou a ser reescrita e o mito se reconstruiu em monstro.

Muitos historiadores têm se debruçado sobre a música do período nazista. O canadense Michael H. Kater, um desses mergulhadores, reconstituiu todo o percurso que levou Herbert von Karajan de obscuro maestro do interior da Alemanha, em 1929, ao posto de mais jovem diretor de teatro de ópera alemão em Aachen em 1935 e à caracterização como “o fabuloso Karajan” num artigo do crítico Edwin von der Nüll (e não de Joseph Goebbels, como se diz às vezes) numa edição do Berliner Zeitung em 1938.

O arrivismo e o oportunismo estavam na ordem do dia naqueles anos de expurgo de músicos judeus. Karajan filiou-se ao partido nazista na primeira hora, já em 1933. Não bastassem os fatos biográficos, há também música para atestar a natureza desse comprometimento político: existem os registros sonoros dos anos do nazismo, inclusive uma gravação do prelúdio de Os Mestres Cantores de Nürnberg, de Wagner, feito em fevereiro de 1939 na presença de Adolf Hitler.

As credenciais nazistas de Herbert von Karajan são impecáveis, inclusive na associação com a música de Carl Orff como prova de seu comprometimento com a música “moderna”. É surpreendente que Karajan tenha conseguido ocultá-las imediatamente, assumindo a regência da Filarmônica de Londres já em 1948, coordenando músicos que haviam lutado na guerra, mas evidentemente do lado oposto ao do maestro. Feito após feito, sucesso após sucesso, extravagância após extravagância, a carreira pós-guerra de Karajan se solidificou quase sem fissuras: maestro vitalício da Filarmônica de Berlim em 1955, regente da Filarmônica de Viena em turnês mundiais, fundador do Festival de Páscoa de Salzburg em 1967, doutor honoris causa da Universidade de Oxford em 1978, regente da Missa da Coroação de Mozart no Vaticano diante do Papa João Paulo II em 1985. Àquela altura, a canonização parecia iminente.

Logo após a morte de Karajan, o seu legado caiu num esquecimento veloz e profundo. A música tinha tomado outros rumos, distanciando-se dos maestros personalistas. Também as grandes orquestras se viram prisioneiras da arapuca das interpretações com instrumentos originais e pouco a pouco muito do seu repertório lhes foi retirado: Beethoven, Berlioz, os barrocos sem nenhuma exceção e Bach acima de todos, Mozart, Haydn. De uma hora para outra, Karajan transformou-se de divindade em mito fora de moda.

Foi assim que o centenário de nascimento veio encontrá-lo e mais uma vez vem o muxoxo azedo de Norman Lebrecht:

– Levantar um maestro dos mortos não tem nenhum valor criativo, pois desperta nada mais valioso do que a adoração a heróis.

Os desvãos da biografia de Karajan atraem como um pólo magnético e invadem aquela área na qual, afinal, se encontra a razão de toda a sua celebridade – a música. O oportunismo político de Karajan não impede que Michael H. Kater avalie ter sido ele “de 1939 a 1945, o mais interessante e atrativo de toda uma geração de jovens maestros do Reich”. Então: é possível descontaminar a música de Karajan das suas posições políticas e do seu carreirismo, para avaliá-la como objeto real, como música-em-si? Não, isso não é possível. Se assim fizéssemos, estaríamos incorrendo naquilo sobre o que o musicólogo americano Richard Taruszkin discorreu quando nos visitou anos atrás: a cegueira diante da presença de elementos desconfortáveis na música.

Na sua conferência Stravinsky e Nós, Taruszkin discutiu a cegueira diante do anti-semitismo de Stravinsky expresso num dos textos da sua Cantata de 1952. Disse Taruszkin: “todos nós operamos sob a pressão de colocarmos o que chamamos de considerações artísticas na frente e no centro de qualquer discussão sobre arte e de resistirmos – na realidade, a desdenharmos – considerações de qualquer outro tipo.” No caso da obra de Stravinsky, o foco da consciência musical havia se deslocado do “objeto em si parta o objeto como ele é feito. Isto se fez às custas da exclusão de idéias extra-musicais na consideração da música ela própria. E este tabu nos tem custado caro.”

O caso da música de Karajan, levando em conta a necessária diferença entre compositores de música e intérpretes de música, é semelhante ao de Stravinsky. Também aqui não há como ouvir Karajan pela música em si mesma. Se num momento ela aparece invadida pelo colaboracionismo político, em outro momento ela se deixa ocultar pelos gestos mais trovejantes do colecionador de carros, o piloto de aviões. Mesmo assim, não há de sobrar pouco de toda a música feita por Karajan. Afinal de contas, um terço de todos os lucros da gravadora Deutsche Grammophon veio durante décadas dos registros do maestro, em áudio e em vídeo.

Há dois extremos na avaliação crítica do legado de Karajan. Numa ponta, existem aqueles que o consideram a melhor personificação de maestro do século 20, sem comparação a nenhum outro, seja ele Arturo Toscanini, Wilhelm Furtwängler ou Leonard Bernstein. Para eles, os registros de Karajan são definitivos no repertório em que os outros também foram mestres, na música de Beethoven, Wagner e Brahms. Na outra ponta, há Lebrecht – sempre ele – a maldizer a tendência de Karajan de homogeneizar a música, fazendo com que “ouvir Karajan em excesso seja como como passar um mês em um McDonalds, uma experiência engordante e insensibilizadora.” Provavelmente, para além desses extremos, exista algum meio-de-campo razoável, no qual colocar a música de Karajan e apreciá-la sob anestesia, já que não será possível apreciá-la sem estar anestesiado às considerações que a cercam e perpassam.

O centenário de Herbert von Karajan é muito mais do que uma efeméride a ser assinalada com um par de livros e um saco de confetes. Todos os elementos que construíram o mito Karajan convergem para construir uma visão muito específica da arte do século passado e de suas turbulências ideológicas, suas adesões e recusas, as cores fortes de suas contradições chocantes. Por isso, talvez o que melhor represente todos os registros sonoros de Karajan seja mesmo o grito lancinante que encerra a sua gravação expressionista da Cavalleria Rusticana de Mascagni. No seu desespero, ele vale mais do que a beleza calculada de qualquer uma de suas múltiplas gravações da Marcha Fúnebre da Eroica de Beethoven.

CELSO LOUREIRO CHAVES | Músico | Publicado hoje no Caderno de Cultura de Zero Hora

Karajan faz 100 anos – Antonin Dvorak (1841-1904) – Symphonie nº 9 E moll, op. 95 “Aus der NeuenWelt”, Bedrich Smetana (1824-1884) – The Moldau (from Má Vlast)

Para desespero de meu irmão PQP Bach, que se arrepia só de ouvir falar no nome de Dvorak, trago aqui mais um grande trabalho de Herbert von Karajan, desta vez frente a Wiener Philarmoniker. A qualidade da gravação está excepcional, os engenheiros da DG fizeram um excelente trabalho.

Neste mesmo cd teremos outra obra de caráter nacionalista, “The Moldau”, de Smetana, belíssimo poema sinfônico, que faz parte de sua obra maior, “Ma Vlast”, “Minha Pátria”, em que o compositor procura transferir para a música seu sentimento com relação à beleza de seu país.

 Antonin Dvorak (1841-1904) – Symphonie nº 9 E moll, op. 95 “Aus der NeuenWelt”, Bedrich Smetana (1824-1884) – The Moldau (from Má Vlast) 

1. Symphony No.9 in E minor, Op.95 “From the New World” – 1. Adagio – Allegro molto
2. Symphony No.9 in E minor, Op.95 “From the New World” – 2. Largo
3. Symphony No.9 in E minor, Op.95 “From the New World” – 3. Molto vivace
4. Symphony No.9 in E minor, Op.95 “From the New World” – 4. Allegro con fuoco
5. The Moldau (from Má Vlast)
Herbert von Karajan
Wiener Philarmoniker

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Karajan 100 Anos – Anton Bruckner (1824-1896) – Symphonie nº 7 E Dur

Sim, eu sei que meu irmão PQP Bach publicou uma integral das sinfonias de Bruckner, mas não creio que ele vá reclamar desta gravação da Sinfonia nº 7. Além disso, creio que tudo o que se precisasse escrever sobre ela já foi devidamente dito na postagem anterior.

Estou postando esta gravação por vários motivos, mas o que mais se destaca é que esta foi a última gravação realizada por von Karajan, ou seja, como se fosse sua despedida dos estúdios, onde viveu grande parte de sua vida. Os comentários no site da amazon são quase unânimes em afirmar que é uma das melhores gravações já realizadas desta sinfonia, e sabemos que quando se trata de Bruckner e Mahler as coisas se complicam, por que existem os fãs ardorosos de tal e qual intérprete, sem se admitir outras opções. Não sou um profundo conhecedor de Bruckner, mas o que esta interpretação de Karajan me passa é uma sensação de dever cumprido, e, por este motivo, creio, ela me passa uma sensação de serenidade. Ah, ela faz parte daquela famigerada coleção da DG, a Karajan Gold, já devidamente defenestrada por alguns comentários, mas esta gravação com certeza é superior às outras da série.

Anton Bruckner (1824-1896) – Symphonie nº 7 E Dur

1. Symphony No.7 in E major – 1. Allegro moderato
2. Symphony No.7 in E major – 2. Adagio. Sehr feierlich und sehr langsam
3. Symphony No.7 in E major – 3. Scherzo. Sehr schnell – Trio. Etwas langsamer
4. Symphony No.7 in E major – 4. Finale. Bewegt, doch nicht schnell

Herbert von Karajan
Berliner Philarmoniker

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J. S. Bach (1685-1750) – As Seis Partitas para Cravo (The Sóstenes Files II)

Mas agora com piano! Andras Schiff ex-tra-or-di-nário!!! Os arquivos – partes 1 e 2 – são bem grandinhos, viram? Mais um presente do Sóstenes.

Partita I, B flat major BWV 825
1. 1. Praeludium
2. 2. Allemande
3. 3. Courante
4. 4. Sarabande
5. 5. Menuets 1 & 2
6. 6. Gigue

Partita II, C minor BWV 826
7. 1. Sinfonia (Grave/Adagio/Andante)
8. 2. Allemande
9. 3. Courante
10. 4. Sarabande
11. 5. Rondeau
12. 6. Capriccio

Partita III, A minor BWV 827
13. 1. Ouverture
14. 2. Allemande
15. 3. Courante
16. 4. Sarabande
17. 5. Aria
18. 6. Menuet
19. 7. Gigue

Partita IV, D major BWV 828
20. 1. Fantasia
21. 2. Allemande
22. 3. Courante
23. 4. Sarabande
24. 5. Burlesca
25. 6. Scherzo
26. 7. Gigue

Partita V, G major BWV 829
27. 1. Praeambulum
28. 2. Allemande
29. 3. Courante
30. 4. Sarabande
31. 5. Tempo Di Menuetto
32. 6. Passepied
33. 7. Gigue

Partita VI, E minor BWV 830
34. 1. Toccata
35. 2. Allemande
36. 3. Courante
37. 4. Sarabande
38. 5. Tempo Di Gavotta
39. 6. Gigue

Andras Schiff, piano

BAIXE AQUI (Parte 1) – DOWNLOAD HERE (Part 1)

BAIXE AQUI (Parte 2) – DOWNLOAD HERE (Part 2)

Restaurado – Karajan 100 Anos – Robert Schumann (1810-1856) – Symphony No. 1 In B Flat Major, Op. 38 ‘Spring’, Symphony No. 2 In C Major, Op. 61, Symphony No. 3 In E Flat Major, Op. 97 ‘Rhenish’, Symphony No. 4 in D Minor, Op. 120

Se ainda fosse vivo, Herbert von Karajan estaria completando 100 anos no próximo dia 5 de abril, sábado.Entre hoje e até a data, FDP Bach estará fazendo uma série de postagens em sua homenagem, modesta, mas sincera. Herr Karajan foi um dos mais importantes regentes do século XX, e não pode ser ignorado. A DG desde o ano passado está lançando uma série de CDs e DVDs com seus momentos mais marcantes.

Esta integral das sinfonias de Schumann já está engatilhada há bastante tempo, mas, devido à outras prioridades, resolvi postá-la de uma só vez. Realizada no início dos anos 70, vemos um Karajan absoluto em seu posto, no auge de sua performance frente à Filarmônica de Berlim.

Gravação 5 estrelas, sem dúvida alguma.

Robert Schumann (1810-1856) – Symphony No. 1 In B Flat Major, Op. 38 ‘Spring’, Symphony No. 2 In C Major, Op. 61, Symphony No. 3 In E Flat Major, Op. 97 ‘Rhenish’, Symphony No. 4 in D Minor, Op. 120

CD 1

1. Symphony No. 1 In B Flat Major, Op. 38 ‘Spring’: 1. Andante un poco maestoso – Allegro molto vivace
2. Symphony No. 1 In B Flat Major, Op. 38 ‘Spring’: 2. Larghetto – (attacca)
3. Symphony No. 1 In B Flat Major, Op. 38 ‘Spring’: 3. Scherzo, Molto vivace – Trio I-II
4. Symphony No. 1 In B Flat Major, Op. 38 ‘Spring’: 4. Allegro animato e grazioso
5. Symphony No. 2 In C Major, Op. 61: 1. Sostenuto assai – Allegro, ma non troppo
6. Symphony No. 2 In C Major, Op. 61: 2. Scherzo. Allegro vivace – Trio I-II
7. Symphony No. 2 In C Major, Op. 61: 3. Adagio espressivo
8. Symphony No. 2 In C Major, Op. 61: 4. Allegro molto vivace

CD 2

1. Symphony No. 3 In E Flat Major, Op. 97 ‘Rhenish’: 1. Lebhaft
2. Symphony No. 3 In E Flat Major, Op. 97 ‘Rhenish’: 2. Scherzo. Sehr massig
3. Symphony No. 3 In E Flat Major, Op. 97 ‘Rhenish’: 3. Nicht schnell
4. Symphony No. 3 In E Flat Major, Op. 97 ‘Rhenish’: 4. Feierlich
5. Symphony No. 3 In E Flat Major, Op. 97 ‘Rhenish’: 5. Lebhaft
6. Symphony No. 4 in D Minor, Op. 120: 1. Ziemlich langsam – Lebhaft – (attacca)
7. Symphony No. 4 in D Minor, Op. 120: 2. Romanze. Ziemlich langsam – (attacca)
8. Symphony No. 4 in D Minor, Op. 120: 3. Scherzo. Lebhaft – Trio – (attacca)
9. Symphony No. 4 in D Minor, Op. 120: 4. Langsam – Lebhaft

Herbert von Karajan
Berliner Philharmoniker

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[revalidado por Vassily em 26/5/2020]

[Restaurado] Schubert – Sonata para Arpeggione e Piano / Schumann – Fantasiestücke, 5 Stücke im Volkston

A gravação mais bela que ouvi da Sonata para Arpeggione foi a realizada em 1968 (?) por Rostropovich e Benjamim Britten. Era uma época estranha e o fato de que estes dois grandes músicos tenham gravado alguns discos juntos era motivo de pasmo. Houve gente “importante” que perguntava-se o que um homossexual estava fazendo com um comunista… Tenho em vinis muito bem guardados. São estupendos! Porém, em 1985, estávamos nos primeiros anos da colaboração entre o violoncelista Mischa Maisky e a pianista Martha Argerich. Como sabemos, Martita era um pouco maluquinha quando jovem e alternava concertos espetaculares e desinteressados. Para nossa sorte – e dela também -, gravava apenas a parte espetacular.

Aqui, não há nada dos dedos em fogo apontados por FDP e isto é um elogio à argentina: ela se adapta à música, não realiza o inverso, o que é às vezes inadequado, meu caro (e amado) Glenn Go… Deixa assim! A música da Arpeggione é linda, melodiosa e anunciadora do melhor romantismo. A sonata é acompanhada de algumas peças de Schumann que não prejudicam nem um pouco o CD, ao contrário.

Penso sinceramente que Clara Schumann não postou este disco por motivos de pudor. Afinal, trata-se de um disco em que estão juntos seu marido e seu maior amor musical!!! Só faltava uma obra de Brahms…

P.S.- Por que todos amam nossa Clara Schumann? (Me incluam nessa lista.)

Arpeggione 021siteP.P.S.- Arpeggione? Pois é. O “Arpeggione” é primo-irmão do violoncelo, porém com seis cordas como o violão. Foi inventado pelo luthier vienense Johann Georg Staufer em 1823. O instrumento caiu em desuso, ficando apenas seu nome. A “Sonata para Arpeggione” ou “Sonata Arpeggione” é habitualmente interpretada ao violoncelo e considerada uma das obras mais tecnicamente difíceis do repertório: fazer nas quatro cordas do violoncelo o que está escrito na partitura para as seis cordas do arpeggione implica verdadeiros malabarismo técnicos. Justificadamente, assim, ela é temida pelos violoncelistas. A primeira edição desta belíssima sonata foi publicada somente em 1871.

Franz Peter Schubert
1. Sonata for Arpeggione and Piano in A minor, D.821 – 1. Allegro moderato 11:57
2. Sonata for Arpeggione and Piano in A minor, D.821 – 2. Adagio 4:35
3. Sonata for Arpeggione and Piano in A minor, D.821 – 3. Allegretto 9:24

Arpeggione Smca Kat Nr B 12 27

Robert Schumann
4. Fantasiestücke, Op.73 – 1. Zart und mit Ausdruck 3:13
5. Fantasiestücke, Op.73 – 2. Lebhaft, leicht 3:15
6. Fantasiestücke, Op.73 – 3. Rasch und mit Feuer 3:44

7. 5 Stücke im Volkston, Op.102 – 1. Vanitas vanitatum (Mit Humor) 3:17
8. 5 Stücke im Volkston, Op.102 – 2. Langsam 3:51
9. 5 Stücke im Volkston, Op.102 – 3. Nicht schnell, mit viel Ton zu spielen 4:54
10. 5 Stücke im Volkston, Op.102 – 4. Nicht zu rasch 2:10
11. 5 Stücke im Volkston, Op.102 – 5. Stark und markiert

Mischa Maisky, cello
Martha Argerich, piano

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

[restaurado por Vassily em 5/6/2021, em homenagem aos oitenta anos da Rainha!]

Da Autobiografia de Charles Darwin

Em um aspecto minha mente mudou nos últimos vinte ou trinta anos. Antigamente, a pintura dava-me considerável prazer e a música, um prazer intenso. Mas agora perdi quase todo o gosto por música ou pintura. Minha mente parece ter se tornado uma espécie de máquina para extrair leis gerais de grandes coleções de fatos. A perda desses gostos, essa curiosa e lamentável perda pelos gostos estéticos superiores, é uma perda de felicidade, e pode talvez ser danosa ao intelecto, e mais provavelmente ao caráter moral, por enfraquecer a parte emocional de nossa natureza.

Grifos de PQP Bach.

Evaristo Felice Dall’Abaco (1675 – 1742) – Concerti

É um sujeito bem famoso em Verona, a cidade na qual sonho morar um dia. Dall`Abaco é veronês e dá nome ao conservatório musical da cidade. Está escrito lá: ISTITUZIONE DI ALTA CULTURA, Alta Formazione Artistica e Musicale. E é. Trata-se de uma região muito musical, a gente anda na rua e os cartazes colados nas paredes e bancas, em vez de anunciar a Ivete Sangalo ou o grupo de rock da cidade, anunciam trios de Shostakovich ou a próxima atração da Arena. É outro mundo. Quando conheci a Piazza Bra em 2006, pensei que ali poderia ser o meu lugar se fosse rico; até hoje dou freqüentemente uma olhada em como está a minha Piazza com uma webcam que transmite 24 horas sua situação. Estou de olho!

Mas Evaristo foi um grande compositor. Aluno de Torelli, recebeu enorme influência de Corelli e Vivaldi, porém tem voz própria e original. Este CD do Concerto Köln demonstra sua boa qualidade como compositor. Köln? Pois é, Dall`Abaco acabou como Kammermusicker de Maximiliano Emanuel I. Ficou pouco tempo na Bavária, teve que fugir junto com Mad Max para a Bélgica após uma derrota militar. Viveu anos em Bruxelas e compôs também para cortes francesas e holandesas. Eu querendo ir morar em Verona e o compositor de cidade só fugiu por toda sua vida…

Sobre o Concerto Köln: já conhecia estes concertos de Dall`Abaco e fiquei surpreso com a gana utilizada pelo conjunto de Colônia. São latinos? Ouçam o Presto assai – Adagio – Prestissimo – Adagio do Op. 5 Nro. 3. Perto da gravação que possuía e apesar do efetivo reduzido, o pessoal de Colônia arrasa a igreja de San Fermo. Será que Dall`Abaco gostaria ou preferiria a romantizante gravação que eu ouvia antes?

Concerti

1. Concerti a quattro da chiesa Op. 2, No. 1 In D Minor: Largo
2. Concerti a quattro da chiesa Op. 2, No. 1 In D Minor: Allegro
3. Concerti a quattro da chiesa Op. 2, No. 1 In D Minor: Andante
4. Concerti a quattro da chiesa Op. 2, No. 1 In D Minor: Allegro assai

5. Concerti a quattro da chiesa Op. 2, No. 4 In A Minor: Aria: Allegro
6. Concerti a quattro da chiesa Op. 2, No. 4 In A Minor: Largo
7. Concerti a quattro da chiesa Op. 2, No. 4 In A Minor: Presto

8. Concerti a quattro da chiesa Op. 2, No. 5 In G Minor: Largo
9. Concerti a quattro da chiesa Op. 2, No. 5 In G Minor: Allegro e spiritoso
10. Concerti a quattro da chiesa Op. 2, No. 5 In G Minor: Grave
11. Concerti a quattro da chiesa Op. 2, No. 5 In G Minor: Allegro

12. Concerti a quattro da chiesa Op. 2, No. 7 In C Major: Largo andante
13. Concerti a quattro da chiesa Op. 2, No. 7 In C Major: Allegro – Adagio
14. Concerti a quattro da chiesa Op. 2, No. 7 In C Major: Presto

15. Concerti a piu Istrumenti Op. 5, No. 3 In E Minor: Allegro
16. Concerti a piu Istrumenti Op. 5, No. 3 In E Minor: Adagio cantabile
17. Concerti a piu Istrumenti Op. 5, No. 3 In E Minor: Presto assai – Adagio – Prestissimo – Adagio
18. Concerti a piu Istrumenti Op. 5, No. 3 In E Minor: Largo
19. Concerti a piu Istrumenti Op. 5, No. 3 In E Minor: Primo Passepied – Secondo Passepied

20. Concerti a piu Istrumenti Op. 5, No. 5 In C Major: Allegro
21. Concerti a piu Istrumenti Op. 5, No. 5 In C Major: Grave
22. Concerti a piu Istrumenti Op. 5, No. 5 In C Major: Allegro assai
23. Concerti a piu Istrumenti Op. 5, No. 5 In C Major: Rondeau: Allegro

24. Concerti a piu Istrumenti Op. 5, No. 6 In D Major: Allegro
25. Concerti a piu Istrumenti Op. 5, No. 6 In D Major: Aria: Cantabile
26. Concerti a piu Istrumenti Op. 5, No. 6 In D Major: Ciaconna: Allegro e spiccato
27. Concerti a piu Istrumenti Op. 5, No. 6 In D Major: Rondeau: Allegro
28. Concerti a piu Istrumenti Op. 5, No. 6 In D Major: Allegro

29. Concerti a piu Istrumenti Op. 6, No. 5 In G Major: Allegro e vivace assai
30. Concerti a piu Istrumenti Op. 6, No. 5 In G Major: Aria: Adagio cantabile
31. Concerti a piu Istrumenti Op. 6, No. 5 In G Major: Allegro

32. Concerti a piu Istrumenti Op. 6, No. 11 In E Major: Allegro
33. Concerti a piu Istrumenti Op. 6, No. 11 In E Major: Aria: Cantabile
34. Concerti a piu Istrumenti Op. 6, No. 11 In E Major: Allegro e spiritoso

Concerto Köln

BAIXE AQUI (Parte 1) – DOWNLOAD HERE (Part 1)

BAIXE AQUI (Parte 2) – DOWNLOAD HERE (Part 2)

J. S. Bach (1685-1750) – As Seis Partitas para Cravo (The Sóstenes Files I)

Nosso leitor-ouvinte Sóstenes está nos encharcando de boas gravações. Muito obrigado, meu amigo. Aos poucos, à medida que as ouço vou publicando cada uma delas aqui. Esta é uma maravilhosa gravação das Partitas para Cravo. Particularmente, vejo-as como muito melhores que as Suítes Inglesas, às quais são normal e incompreensivelmente comparadas. As Partitas são muito superiores e Gustav Leonhardt fez um registro clássico delas.

Disc 1:

Partita I, B flat major BWV 825
1. 1. Praeludium
2. 2. Allemande
3. 3. Courante
4. 4. Sarabande
5. 5. Menuets 1 & 2
6. 6. Gigue

Partita II, C minor BWV 826
7. 1. Sinfonia (Grave/Adagio/Andante)
8. 2. Allemande
9. 3. Courante
10. 4. Sarabande
11. 5. Rondeau
12. 6. Capriccio

Partita IV, D major BWV 828
13. 1. Fantasia
14. 2. Allemande
15. 3. Courante
16. 4. Sarabande
17. 5. Burlesca
18. 6. Scherzo
19. 7. Gigue

BAIXE AQUI O CD 1 – DOWNLOAD HERE CD 1

Disc 2:

Partita III, A minor BWV 827
1. 1. Ouverture
2. 2. Allemande
3. 3. Courante
4. 4. Sarabande
5. 5. Aria
6. 6. Menuet
7. 7. Gigue

Partita V, G major BWV 829
8. 1. Praeambulum
9. 2. Allemande
10. 3. Courante
11. 4. Sarabande
12. 5. Tempo Di Menuetto
13. 6. Passepied
14. 7. Gigue

Partita VI, E minor BWV 830
15. 1. Toccata
16. 2. Allemande
17. 3. Courante
18. 4. Sarabande
19. 5. Air
20. 6. Tempo Di Gavotta
21. 7. Gigue

BAIXE AQUI O CD 2 – DOWNLOAD HERE CD 2

Gustav Leonhardt, cravo.

Machado de Assis, a Polca, o Jazz, Shostakovitch e o Pestana (e o Wisnik e o Idelber)

A partir do título, este é um post copiado do blog de Milton Ribeiro.

Pequena ilustração ao post de hoje do Idelber.

Em um famoso conto de Machado de Assis, Um Homem Célebre, havia um grande compositor de polcas, o Pestana, que queria fazer algo maior, grandioso, mas – que diabo! – só lhe saíam mais polcas. O que fazer? O personagem fazia o maior esforço, passava meses trancado em casa a fim de parir a grande obra, porém não produzia nada além de belas polcas, que logo se tornavam popularíssimas e eram assobiadas pelo povo nas ruas, para desespero do Pestana. Estas eram compostas copiosa e rapidamente. Acabou rico, infeliz e doente. Coitado.

Com Shostakovitch o caso é diferente. Compôs copiosamente obras-primas, tem obra profunda e numerosa, mas, um belo dia, resolveu escrever suítes para grupos de jazz. Vocês podem adivinhar o que aconteceu? Saíram apenas… polcas. Polcas e valsas. O timbre é o do jazz – não poderia ser diferente com aquela formação orquestral -, já a música são as polcas do personagem machadiano. Ah, vocês não acreditam? Então ouçam o CD (*) com estas obras. É um bom disco, há a espetacular Valsa 2 da Suíte Nro. 2, que foi utilizada por Stanley Kubrick na abertura de De Olhos bem Fechados, com um ritmo e um solo de sax que nos obriga a levantar e ensaiar uns passinhos pela sala, há várias polquinhas bem legais e há uma imitação marcial de Duke Ellington que dá para rolar de rir. É o “Grande Projeto Falhado” do imortal Shosta e, mesmo assim, é muito bom e divertido.

(*) Gentilmente, P.Q.P. Bach nos disponibliliza uma gravação das Jazz Suites de Shostakovich.

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P.Q.P. Bach retorna com a relação das faixas de:
Shostakovich Jazz Suites 1 & 2 / The Bolt / Tahiti Trot

1. The Bolt (Ballet Suite): Overture (Introduction) 5:05
2. The Bolt (Ballet Suite): The Bureaucrat (Polka) 2:42
3. The Bolt (Ballet Suite): The Drayman’s Dance (Variations) 1:54
4. The Bolt (Ballet Suite): Koelkov’s Dance with Friends (Tango) 5:21
5. The Bolt (Ballet Suite): Intermezzo 3:41
6. The Bolt (Ballet Suite): The Dance of the Colonial Slave-Girl 3:41
7. The Bolt (Ballet Suite): The Conciliator 3:10
8. The Bolt (Ballet Suite): General Dance of Enthusiasm and Apotheosis (Finale) 3:28
9. Jazz Suite No. 2 (Suite for Stage Variety Orchestra): March 3:07
10. Jazz Suite No. 2 (Suite for Stage Variety Orchestra): Lyric Waltz 2:08
11. Jazz Suite No. 2 (Suite for Stage Variety Orchestra): Dance 1 3:03
12. Jazz Suite No. 2 (Suite for Stage Variety Orchestra): Waltz 1 2:47
13. Jazz Suite No. 2 (Suite for Stage Variety Orchestra): Little Polka 1:51
14. Jazz Suite No. 2 (Suite for Stage Variety Orchestra): Waltz 2 3:13
15. Jazz Suite No. 2 (Suite for Stage Variety Orchestra): Dance 2 2:15
16. Jazz Suite No. 2 (Suite for Stage Variety Orchestra): Finale 1:58
17. Jazz Suite No. 1: Waltz 2:28
18. Jazz Suite No. 1: Polka 1:35
19. Jazz Suite No. 1: Foxtrot (Blues) 4:16
20. Tahiti Trot, Op. 16: Tahiti Trot (Tea for Two), Op. 16 4:09

Composed by Dmitry Shostakovich
Performed by Russian State Symphony Orchestra
Conducted by Dmitry Yablonsky

Mussorgsky / Ravel – Quadros de uma Exposição e Borodin – Sinfonia Nº 2 e Danças Polovetsianas

CD novíssimo. Foi gravado em 29 e 31 de dezembro de 2007 em Berlim e lançado em fevereiro na Europa. Mas P.Q.P. não pode esperar e fez sua compra na Amazon. Uma bela compra de um CD que nasceu clássico. Não vou ficar escrevendo sobre as qualidades – notáveis – que vejo em Rattle e nem que a Orquestra Filarmônica de Berlim permanece a mesma, vou falar de outra coisa: a EMI ficou repentinamente inteligente. Colocando o CD original no micro, podemos ver na Internet os ensaios da Filarmônica de Berlim antes do concerto (gravado ao vivo), depoimentos de Rattle, imagens e entrevistas com os músicos, etc. Isso é agregar inteligentemente valor a um produto qua circula anda por aí gratuitamente. E é um material bem produzido, esclarecedor e longo. Nada como pensar um pouquinho.

Mussorgsky: Pictures at an Exhibition
Borodin: Symphony No. 2,
Borodin: Polowetzer Dances

1. Mussorgsky: Pictures At An Exhibition – Promenade
2. Mussorgsky: Pictures At An Exhibition – Gnomus
3. Mussorgsky: Pictures At An Exhibition – Promenade
4. Mussorgsky: Pictures At An Exhibition – The Old Castle
5. Mussorgsky: Pictures At An Exhibition – Promenade
6. Mussorgsky: Pictures At An Exhibition – Tuileries
7. Mussorgsky: Pictures At An Exhibition – Bydlo
8. Mussorgsky: Pictures At An Exhibition – Promenade
9. Mussorgsky: Pictures At An Exhibition – Ballet of the Unhatched Chicks
10. Mussorgsky: Pictures At An Exhibition – Samuel Goldenberg & Schmuyle
11. Mussorgsky: Pictures At An Exhibition – The Market at Limoges
12. Mussorgsky: Pictures At An Exhibition – Catacombae
13. Mussorgsky: Pictures At An Exhibition – Cum mortuis in lingua mortua
14. Mussorgsky: Pictures At An Exhibition – The Hut on Fowl’s Legs
15. Mussorgsky: Pictures At An Exhibtion – The Great Gate of Kiev

16. Borodin: Symphony #2 in B minor – I. Allegro
17. Borodin: Symphony #2 in B minor – II. Scherzo: Prestissimo – Allegretto
18. Borodin: Symphony #2 in B minor – III. Andante
19. Borodin: Symphony #2 in B minor – IV. Finale: Allegro

20. Borodin: Polvetsian Dances (from ‘Prince Igor’)

Simon Rattle (Conductor),
Berliner Philharmoniker (Orchestra)

BAIXE AQUI (Parte 1) – DOWNLOAD HERE (Part 1)

BAIXE AQUI (Parte 2) – DOWNLOAD HERE (Part 2)

.: interlúdio :.

Referências.

1. “Hell, just listen to what he writes and how he plays. If you’re talking psychologically, the man is all screwed up inside.” – Miles Davis, 1959
2. The Grafton Alto and Tenor were first produced in the UK just after WW2, when brass was in short supply and very expensive. (…) The saxophone was made out of bakelite, an early easily mouldable, but brittle plastic. The keys, rods and springs were made out of metal. (…) The sound was quite good considering the technology of the period. It lacked something in resonance and had a very short vibration period, so sounds were more damped.

Agosto de 1959: Miles Davis lança a maior (ou ao menos a mais popular entre as maiores) obra-prima do jazz, Kind of Blue.
Alguns meses depois: a atenção de Kind of Blue é obnubilada por uma verdadeira revolução no jazz – um disco gravado por um quarteto sem piano, apresentando músicas de estrutura sem acordes, onde todos os artistas improvisavam ao mesmo tempo e o líder tocava em um saxofone de plástico! (Diga-se de passagem, Charlie Parker já havia tocado com um desses também.)

Miles, óbvio, ficou enciumado e possesso. Mas diante da criação do avant-garde jazz e do free jazz por um homem que não tinha dinheiro para um instrumento decente, teve de resignar-se. E roubar seus músicos nos anos seguintes. Esse homem era uma ameaça – Max Roach chegou a acertar-lhe um soco na boca, em um de seus shows no Five Spot, à época -, mas desbravou com obstinação o mundo (então e ainda) desconhecido da música livre.

Shapeofjazztocome

Ornette Coleman – The Shape of Jazz to Come (128)
Ornette Coleman: alto saxophone
Don Cherry: cornet
Charlie Haden: double bass
Billy Higgins: drums

Produzido por Nesuhi Ertegün para a Atlantic

download – 46MB
01 Lonely Woman 5’02
02 Eventually 4’22
03 Peace 9’04
04 Focus on Sanity 6’52
05 Congeniality 6’48
06 Chronology 6’03
[bonus tracks da edição japonesa de 2006]
07 Monk and the Nun 5’55
08 Just for You 3’50

Boa audição!

Béla Bartók (1881-1945) – O Castelo do Barba Azul

Hoje é o aniversário de Béla Bartók. Não poderia deixar passar em branco a data de nascimento de meu segundo compositor preferido. O Castelo do Barba Azul é única ópera de Bartók. É uma versão moderna da lenda européia sobre o cruel príncipe Barba Azul e suas esposas desaparecidas. Aqui, trata-se de uma metáfora para a impossibilidade de amor entre homens e mulheres. A crítica portuguesa Marta Neves publicou um esclarecedor artigo sobre uma apresentação da ópera ocorrida naquele país. Transcrevo-a aqui:

Ópera de Béla Bartók abre hoje o ciclo “Novas Músicas”

Sete portas escondem os mais recônditos e obscuros segredos do Duque Barba Azul. A sua quarta mulher, Judite, chega ao seu castelo e pretende desvendar esses mistérios. Para isso terá que abrir cada uma das portas, dando início a um drama psicológico fascinante, com encenação de João Henriques e cenografia de Pedro Cabrita Reis .

“O Castelo do Duque Barba Azul”, do húngaro Béla Bartók (ver texto ao lado) – considerada a mais impressionante ópera escrita no início do século XX -, dá hoje início, às 21 horas, ao ciclo “Novas Músicas”, na Casa da Música (CM), no Porto. O bilhete para a ópera em um acto – protagonizada pela meio-soprano Sally Burgess e pelo barítono Andrea Silvestrelli, acompanhados pela Orquestra Nacional do Porto -, e legendada em português, custa 15 euros.

João Henriques – que se sente perante “uma obra lírica sinfónica por excelência” – confessou que este trabalho foi um “grande desafio”. Sobretudo porque o jovem encenador teve de contar com “uma condicionante muito especial”, que foi a instalação de Pedro Cabrita Reis, colocada por cima do palco da Sala Suggia.

Nesta “versão semi-cénica”, João Henriques confessou que o seu “dispositivo foi muito inspirado no painel de Pedro Cabrita Reis”. E, por sua vez, o artista plástico foi encontrar estímulo à própria ópera de Béla Bartók.

O resultado “da viagem desta quarta mulher ao inconsciente do Barba Azul” é uma combinação perfeita de estímulo aos sentidos, onde toda a geometria cénica, criada a partir de sete portas que se vão abrindo, comunica com a policromia do painel.

O segredo das sete portas

Na narrativa, este encontro é notório quando Judite, acabada de chegar ao castelo de Barba Azul, fica intrigada com sete portas fechadas à chave. Dominada pela curiosidade sobre o segredo que esconde cada uma das áreas, exige que o marido lhe dê as chaves.

A partir do momento que Judite começa por abrir a primeira porta, onde encontra a câmara da tortura, o jogo de luzes vai projectando para o espaço aberto de cada porta as cores sequenciais do painel de Pedro Cabrita Reis. Por esta altura, o vermelho garrido vai desenhando na atmosfera “as paredes do castelo manchadas de sangue”.

Depois de descoberta a armadura do Duque, com “milhares de armas bárbaras e horripilantes”, Judite vê-se perante o brilho amarelo do tesouro do Duque, repleto de “moedas douradas, preciosos diamantes, esmeraldas, rubis e mantos de veludo”.

Balada sobre a vida interior

O suspense sobre o que está por detrás de cada porta sobrepõe-se à rotina da acção. No entanto, só depois da revelação de um jardim”, do reino que está por detrás da quinta porta, e de um lago feito de lágrimas, é que a narrativa intensa e profunda explode de forma angustiante.

Béla Balázs, autor do libreto que deu origem à ópera de Béla Bartók proferiu esta curiosa afirmação “A minha balada é sobre a vida interior. O castelo do Barba Azul não é um castelo de pedras. O castelo é a sua alma. É solitário, escuro e secreto: o castelo de portas fechadas”.

Ao interesse exclusivo de Balázs no drama psicológico, o encenador João Henriques acrescentou a sua visão pessoal à ópera. “Para mim, o Duque Barba Azul passou por todo o tipo de experiências nas suas múltiplas vivências”. E acrescentou “Por isso, é que as três mulheres (meras figurantes) são uma criança, uma mulher normal e um homem”.

Fechando o círculo que envolve o drama, a orquestração – sob direcção de Christoph König – confere a cada momento em que se desvenda cada mistério um significado específico com tratamento harmónico correspondente. A cada porta aberta, uma reacção ao que se vê reflectido por detrás dela.

Observação importante: nesta gravação da Naxos, os locais que o Barba Azul e Judith ocupam na imagem estereofônica do CD são correspondentes a seus movimentos entre as sete portas. Som nas caixas!

Béla Bartók – A Kekszakallu herceg vara (Bluebeard’s Castle), BB 62

1. Megerkeztunk (We have arrived) (Bluebeard, Judith) 00:03:59
2. Ez a Kekszekallu vara! (This is Bluebeard’s castle!) (Judith, Bluebeard) 00:05:25
3. Nagy csukott ajtokat latok (I see large closed doors) (Judith, Bluebeard) 00:05:23
4. Jaj! (1. Ajto) (Oh! (Door 1)) (Judith, Bluebeard) 00:04:13
5. Mit latsz? (2. Ajto) (What do you see? (Door 2)) (Bluebeard, Judith) 00:04:23
6. O be sok kincs! (3. Ajto) (Oh, how much treasure! (Door 3)) (Judith, Bluebeard) 00:02:23
7. Oh! Viragok! (4. Ajto) (Oh, flowers! (Door 4)) (Judith, Bluebeard) 00:04:39
8. Nezd, hogy derul mar a varam (5. Ajto) (See how my castle brightens (Door 5)) (Bluebeard, Judith) 00:06:14
9. Csendes feher tavat latok (6. Ajto) (I see a silent white lake (Door 6)) (Judith, Bluebeard) 00:04:42
10. Az utolsot nem nyitom ki (I won’t open the last one) (Bluebeard, Judith) 00:04:05
11. Tudom, tudom, Kekszakallu (I know, I know, Bluebeard) (Judith, Bluebeard) 00:03:32
12. Lasd a regi asszonyokat (7. Ajto) (Look at the women of the past (Door 7)) (Bluebeard, Judith) 00:08:46

Gustav Belacek, bass
Andrea Melath, mezzo-soprano
Bournemouth Symphony Orchestra
Marin Alsop, Conductor

Total Playing Time: 00:57:44

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Resultados dos Concursos

Ou deveria escrever resultado, assim no singular?

Bom, aconteceu algo que eu não tinha imaginado: tivemos 47 respostas ao Quiz; conferi tudo duas vezes; o vencedor foi o primeiro e-mail que chegou, à 1h21 do dia 21/03, com 17 acertos dentre as 21 questões. O segundo colocado fez 15. O nome do vencedor é RAFAEL ALENCAR, alguém que nunca vi mais gordo.

Então recebi este e-mail de F.D.P. Bach:

PQP,

Recebi seis capas. Sem dúvida, a vencedora é a que está em anexo. O vencedor se chama RAFAEL ALENCAR, e tem jeito pra coisa. Você já escreveu o post com os vencedores?

FDP.

Capa Bach 323

Entrei no MSN para falar com FDP, conferimos o e-mail e, sim, era a mesma pessoa.

Só nos resta parabenizar o único vencedor dos dois prêmios e aguardar que ele se manifeste nos comentários. Já sei que vão falar em marmelada, mas vejam o IP dele quando ele comentar! Só falta o cara ser de Porto Alegre…

Rafael, poderias me mandar um e-mail com teu endereço? Ah, e diga-nos quem você é. Deve ser um estudante de música, não esperava alguém com mais de 13, 14 acertos. Estava muito difícil. O incrível é que erraste uma das mais fáceis, aquela sobre a característica física marcante de Goldberg (O carisma, Rafael? Enlouqueceste?) Em compensação, acertaste as iniciais de minhas namoradas. Que chute, hein? No ângulo!

As respostas do Quiz:

Obs.: Houve questões que eram realmente controversas, nestes casos, considerei mais de uma resposta correta. Clara Schumann, se tivesse participado, venceria. Fiz-lhe algumas perguntas pelo MSN e ela matou a pau.

1. Qual é a atriz principal do filme em que Gerard Depardieu diz, repetidamemte, detestar o compositor preferido de Clara Schumann?

a. Anne Brochet
b. Catherine Deneuve
c. Britney Spears
d. Carole Bouquet
e. Fanny Ardant

2. Quais desses compositores chegaram à nona sinfonia e logo bateram as botas?

a. Schubert, Beethoven, Dvorak, Bruckner, Mahler
b. Monteverdi, Beethoven, Ginastera, Dvorak
c. Spohr, Beethoven, Bruckner, Dvorak, Schubert
d. Schubert, Mahler, Beethoven, Dvorak
e. Mozart, Haydn, Shostakovich, Beethoven

3. Quantas vezes Glenn Gould gravou as Variações Goldberg?

a. Uma
b. Duas
c. Três
d. Quatro
e. Ele nunca gravou as Goldberg

4. Quem dedicou uma obra a uma mulher com essas palavras: “Hoje escrevi uma peça na qual a terra começa a tremer. Aqui pude encontrar lugar para colocar as minhas mais belas melodias. Exprimirá o medo que sinto de você”.

a. Richard Strauss
b. Stravinski
c. Sibelius
d. Janácek
e. Debussy

5. “He had some good moments but some dreadful quarter-hours”. A respeito de quem Rossini disse a frase anterior?

a. Handel
b. Offenbach
c. Pixinguinha
d. Wagner
e. Beethoven

6. Quais são os instrumentos combinados na quinta vez em que o tema do Bolero de Ravel é introduzido?

a. Dois flautins, uma trompa e uma celesta
b. Dois cornes ingleses, uma flauta e tímpano
c. Um clarinete, um oboé e um vibrafone
d. Um piano, um violino e um sintetizador
e. Dois oboés, um trombone e uma harpa

7. Quantos anos tinha Johann Gottlieb Goldberg quando recebeu as Variações?

a. 15
b. 20
c. 25
d. 30
e. 35

8. Qual era a característica física de Johann Gottlieb Goldberg que impressionava aos que o conheciam?

a. O vitiligo
b. O carisma
c. A genitália avantajada
d. O tamanho de suas mãos
e. A bela voz

9. Quantos filhos de Bach morreram durante sua existência?

a. 9
b. 10
c. 11

d. 12
e. 13

10. Quem foi o autor do poema da Sinfonia Nº 13 de Shostakovich?

a. Boris Pasternak
b. Anna Akhmátova
c. Stalin
d. Ievguêni Ievtuschenko
e. Andrei Jdanov

11. No disco Fragile, do Yes,é interpretado um movimento de uma sinfonia de Brahms. Qual?

a. O quarto da quinta
b. O segundo da primeira
c. O terceiro da quarta
d. O terceiro da segunda
e. O quarto de Clara

12. Qual era o compositor preferido de Stendhal?

a. Rossini
b. Cimarosa
c. J.S. Bach
d. Berlioz
e. Chico Buarque

13. As pessoas mais chatas do mundo são também conhecidas como:

a. Gremistas
b. Direitistas
c. Wagnerianas
d. Evangélicas
e. Todas as opções acima

14. Qual é o Concerto de Brandenburgo que pode ser considerado um Concerto para Cravo?

a. O segundo
b. O quarto
c. O primeiro, claro
d. O quinto
e. O sexto

15. Qual foi o grande escritor contemporâneo que transformou Glenn Gould em personagem de romance?

a. Philip Roth
b. Thomas Bernhard
c. Thomas Mann
d. Saul Bellow
e. Paulo Coelho

16. Qual foi o extraordinário cravista que viveu Johann Sebastian Bach no cinema?

a. Karl Richter
b. Pierre Hantaï
c. Andreas Staier
d. Gustav Leonhardt
e. Liberace

17. PQP Bach namorou uma mulher nascida em 21 de março, mas cometeu o enorme erro de trocá-la por outra nascida dia 20 do mesmo mês. Respectivamente, quais são as iniciais das duas?

a. M e L
b. L e M
c. M e N
d. C e V
e. X e Y

18. Que instrumento toca o protagonista da segunda e última parte do romance “As Intermitências da Morte” de José Saramago?

a. Violino
b. Viola
c. Violoncelo
d. Contrabaixo
e. Piano

19. Nasceram no mesmo ano que meu pai:

a. Haydn e Domenico Scarlatti
b. Handel e Vivaldi
c. Dmítri Shostakovitch e Serguei Eisenstein
d. Handel e Alessandro Scarlatti
e. Domenico Scarlatti e Handel

20. Qual foi o ator que fez o papel de Richard Wagner em “Ludwig, a Paixão de um Rei”, de Luchino Visconti?

a. Woody Allen
b. Grande Otelo
c. Charlie Chan
d. Trevor Howard
e. Klaus Kinski

21. Respectivamente, de quem são essas citações cheias de indiscutível sabedoria e experiência?

– A música de Wagner parece melhor quando narrada do que quando ouvida.
– Ópera é quando alguém é esfaqueado em cena e, em vez de sangrar, canta.
– Parsifal é aquele tipo de ópera que começa às seis da tarde e, depois de passar três horas, a gente olha o relógio e são seis e vinte.

a. Mark Twain, Ed Gardner, David Randolph
b. Mark Twain, Eddy Murphy, Bernard Shaw
c. Mark Twain, Ed Gardner, Bernard Shaw
d. Peter Gammond, Mark Twain, PQP Bach
e. Bernard Shaw, Peter Gammond, PQP Bach

F.J. Haydn (1732- 1809) – Os 6 Concertos para Órgão

Obras difíceis de se ver por aí, não? Tentei unir nesta postagem o órgão de Bach e as sinfonias de Haydn postadas ontem, mas não deu muito certo. Haydn é grande, mas às vezes é apressado. Se estes concertos não são ruins também não chegam a seu nível habitual. É um álbum duplo da Philips que busquei na rede. Não encontrei a listagem dos movimentos faixa por faixa, porém vocês, meus caríssimos e informadíssimos leitores-ouvintes, sabem que absolutamente todos os concertos de Haydn obedecem à clássico modelo dos três movimentos rápido-lento-rápido. Vale a pena conhecer, mesmo não sendo o melhor Haydn. Vamos lá:

Upgrade das 10h15, com os movimentos dos concertos, by C.D.F. Bach (obrigado!):

The 6 Organ Concertos

CD1

Concerto em Dó maior, para órgão e orquestra, Hob.XVIII-1
1. Moderato
2. Andante
3. Allegro

Concerto em Dó maior, para órgão e orquestra, Hob.XVIII-10
4. (Moderato)
5. Adagio
6. Allegro

BAIXE AQUI (CD1) – DOWNLOAD HERE (CD1)

CD2

Concerto em Dó maior, para órgão e orquestra, Hob.XVIII-5
1. Allegro moderato
2. Andante
3. Allegro

Concerto em Dó maior, para órgão e orquestra, Hob.XVIII-8
4. Moderato
5. Adagio
6. Finale (Allegro)

Concerto em Fá maior, para órgão e orquestra, Hob.XVIII-7
7. Moderato
8. Adagio
9. Allegro

Concerto em Ré maior, para órgão e orquestra, Hob.XVIII-2
10. Allegro moderato
11. Adagio
12. Allegro

BAIXE AQUI (CD2) – DOWNLOAD HERE (CD2)

Ton Koopman, órgão e regência
Amsterdam Baroque Orchestra

F.J. Haydn (1732- 1809) – Sinfonias 6, 7, 8 (Le Matin, Le Midi, Le Soir)

(O CD ao lado tem as 20 primeiras sinfonias de Haydn, OK?) Chega um momento em que o homem deve confessar que andou sambando errado. Tenho que confessar a vocês que, antes desta madrugada, não tinha ainda ouvido essas três maravilhosas sinfonias de Haydn. Achava-as muito iniciais… Precoces, não podiam ser boas. Mas que erro, meus amigos, que erro! São obras lindíssimas e muito originais, pois a instrumentação é estranhamente “concertante”, com solos de diversos instrumentos. E é aquela luminosidade do menos neurótico e mais feliz dos autores. Estou absolutamente desarmado por Haydn. Um CD perfeito para sua manhã de domingo, enquanto eu estiver dormindo. Que seja bela! Ouça-o num volume bem alto, por favor. Só então você notará a qualidade e a inventividade do jovem Haydn. Desculpe, Franz Josef.

1. Symphony No.6 In D Major ‘Le Matin’: I. Adagio – Allegro
2. Symphony No.6 In D Major ‘Le Matin’: II. Adagio – Andante – Adagio
3. Symphony No.6 In D Major ‘Le Matin’: III. Menuet & Trio
4. Symphony No.6 In D Major ‘Le Matin’: IV. Finale: Allegro

5. Symphony No.7 In C Major ‘Le Midi’: I. Adagio – Allegro
6. Symphony No.7 In C Major ‘Le Midi’: II. Recitativo: Adagio – Adagio
7. Symphony No.7 In C Major ‘Le Midi’: III. Menuet & Trio
8. Symphony No.7 In C Major ‘Le Midi’: IV. Finale: Allegro

9. Symphony No.8 In G Major ‘Le Soir’: I. Allegro molto
10. Symphony No.8 In G Major ‘Le Soir’: II. Andante
11. Symphony No.8 In G Major ‘Le Soir’: III. Menuetto & Trio
12. Symphony No.8 In G Major ‘Le Soir’: IV. La Tempesta: Presto

Austro-Hungarian Haydn Orchestra
Conductor: Adam Fischer

BAIXE AQUI (Parte 1) – DOWNLOAD HERE (Part 1)

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J. S. Bach (1685-1750) – Obras Completas para Órgão (CD 11 de 12)

Neste CD estão os célebres 6 Prelúdios Corais
Schübler. Porém, também está aquela que é, na minha opinião, uma das maiores obras não só de Bach mas universais: a Coral Partita “Sei gegrüßet, Jesu gutig”, BWV 768. Por motivos que só minha psiquê poderia explicar, sinto enorme vontade de chorar quando a ouço. Não o faço, mas sei que poderia a qualquer momento. São vinte minutos de beleza indescritível. Para variar, trata-se de uma obra de variações.

Neste CD, inicia-se “A Arte da Fuga”, a qual será finalizada no 12º.

CD 11

1-4. Chorales (18) for Organ, BWV 655-668 “Leipzig”
Performer Helmut Walcha (Organ – Silbermann, Strasbourg – 1780)
Date Written 1708-1717
Recording Studio
Venue St. Pierre-le-Jeune’s Church, Strasbourg
Recording Date 05/1971

– Jesus Christus, unser Heiland (II), chorale prelude for organ (Achtzehn Choräle No. 14), BWV 665 (BC K88)
– Jesus Christus, unser Heiland (IV), chorale prelude for organ (Achtzehn Choräle No. 15), BWV 666 (BC K89)
– Komm, Gott Schöpfer, heiliger Geist (III), chorale prelude for organ (Achtzehn Choräle No. 17), BWV 667 (BC K90)
– Vor deinen Thron tret ich hiermit (I), chorale prelude for organ (Achtzehn Choräle No. 18), BWV 668 (BC K91)

5-10. Chorale Preludes (6) BWV 645-650 “Schubler” (17:51)
Performer Helmut Walcha (Organ – Silbermann, Strasbourg – 1780)
Date Written circa 1748-1749
Recording Studio
Venue St. Pierre-le-Jeune’s Church, Strasbourg
Recording Date 05/1971

– Wachet auf, ruft uns die Stimme, chorale prelude for organ (Schübler Chorale No. 1), BWV 645 (BC K22)
– Wo soll ich fliehen hin (I), chorale prelude for organ (Schübler Chorale No. 2), BWV 646 (BC K23)
– Wer nur den lieben Gott lässt walten (II), chorale prelude for organ (Schübler Chorale No. 3), BWV 647 (BC K24)
– Meine Seele erhebet den Herren, chorale prelude for organ (Schübler Chorale No. 4), BWV 648 (BC K25)
– Ach bleib’ bei uns, Herr Jesu Christ, chorale prelude for organ (“Schübler No. 5”), BWV 649 (BC K26)
– Kommst du nun, Jesu, vom Himmel herunter, chorale prelude for organ (Schübler Chorale No. 6), BWV 650 (BC K27)

11. Partite sopra “Sei gegrusset, Jesu gutig”, BWV 768 (20:41)
Performer Helmut Walcha (Organ – Silbermann, Strasbourg – 1780)
Date Written circa 1700
Recording Studio
Venue St. Pierre-le-Jeune’s Church, Strasbourg
Recording Date 09/1970

12-16. Art of the Fugue, BWV 1080 (86:44)
Contrapunctus 1-5
Performer Helmut Walcha (Organ – Frans Caspar Schnitger – 1723)
Date Written circa 1745-1750
Recording Studio
Venue St. Lauren’s Church, Alkmaar, Holland
Recording Date 09/1956

BAIXE AQUI (Parte 1) – DOWNLOAD HERE (Part 1)

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J. S. Bach (1685-1750) – Obras Completas para Órgão (CD 10 de 12)

Os 18 Corais para órgão fazem parte daquelas obras de minha preferência nesta coleção. Não chega a ser música apaixonada ou de grande imposição, são antes tranqüilas e melodiosas como costumava ser o Johann Sebastian jovem. Talvez sejam apenas muito religiosos. Têm uma indiscutível cara de coisa escrita entre seus 20 e 25 anos e custo a acreditar que estes Corais sejam pós-1710. No entanto, a Archiv nos informa que foram escritos entre 1708 e 1717. Para mim, é uma surpresa. Mas estou com sono e não consultar meus livros, OK? Boa audição.

CD 10

1-14. Chorales (18) for Organ, BWV 651-664 “Leipzig”
Performer Helmut Walcha (Organ – Silbermann, Strasbourg – 1780)
Date Written 1708-1717
Recording Studio
Venue St. Pierre-le-Jeune’s Church, Strasbourg
Recording Date 05/1971

– Fantasia super Komm, Heiliger Geist, chorale prelude for organ (Achtzehn Choräle No. “0”), BWV 651 (BC K74)
– Komm, heiliger Geist (I), chorale prelude for organ (Achtzehn Choräle No. 1), BWV 652 (BC K75)
– An Wasserflüssen Babylon (I), chorale prelude for organ, BWV 653a (BC K76)
– Schmücke dich, o liebe Seele (I), chorale prelude for organ (Achtzehn Choräle No. 4), BWV 654 (BC K77)
– Trio super Herr Jesu Christ, dich zu uns wend (I), chorale prelude for organ (Achtzehn Choräle No. 4), BWV 655 (BC K78)
– O Lamm Gottes unschuldig (II), chorale prelude for organ (Achtzehn Choräle No. 5), BWV 656 (BC K79)
– Nun danket alle Gott, chorale prelude for organ (Achtzehn Choräle No. 6), BWV 657 (BC K80)
– Von Gott will ich nicht lassen, chorale prelude for organ (Vehrzehn Choräle No. 7), BWV 658 (BC K81)
– Nun komm der Heiden Heiland (II), chorale prelude for organ (Achtzehn Choräle No. 8), BWV 659 (BC K82)
– Trio super Nun komm der Heiden Heiland (I), chorale prelude for organ (Achtzehn Choräle No. 9), BWV 660 (BC K83)
– Nun komm der Heiden Heiland (IV), chorale prelude for organ (Achtzehn Choräle No. 10), BWV 661 (BC K84)
– Allein Gott in der Höh sei Ehr (I), chorale prelude for organ (Achtzehn Choräle No. 11), BWV 662 (BC K85)
– Allein Gott in der Höh sei Ehr (III), chorale prelude for organ (Achtzehn Choräle No. 12), BWV 663 (BC K86)
– Trio super Allein Gott in der Höh sei Ehr, chorale prelude for organ, BWV 664 (BC K87)

BAIXE AQUI (Parte 1) – DOWNLOAD HERE (Parte 1)

BAIXE AQUI (Parte 2) – DOWNLOAD HERE (Parte 2)

W.A. Mozart (1756 – 1791) – Divertimentos 136-138 – Duas aberturas de Óperas, Leopold Mozart (1719-1787) – Sinfonia

O nome deste CD é Ci divertiamo…! (Nos divertimos…!) e está correto. É puro ludus e alegria o jovem Mozart empilhando Divertimenti sobre Divertimenti e escrevendo aberturas de óperas. Não entendi muito bem a presença de Leopold por aqui, mas tudo bem. É novamente extraordinária a atuação do Salzburg Chamber Soloists sob a direção do – não, não fiquei louco – portoalegrense Lavard Skou-Larsen. Se fôssemos um povo culto, deveríamos convidá-lo a toda hora para se apresentar aqui. A última vez que o vi no Teatro São Pedro, ele esteve interpretando o Quarteto para Piano Op. 25 de Brahms. Tirou-me lágrimas dos olhos, o desgraçado. Vocês não imaginam, foi lindo.

Também da orquestra de Skou-Larsen é aquele CD Eight Seasons com as Quatro Estações de Vivaldi mais as Quatro Porteñas de Piazzolla. O cara é bom mesmo. Também é deles o CD da morte: A Morte e a Donzela de Schubert e o oitavo quarto de Shosta transcrito para orquestra. Tudo já foi postado aqui. O homem, além de bom, escolhe bem seu repertório.

W. A. Mozart: Divertimento K. 136
1. Allegro
2. Andante
3. Presto

W. A. Mozart: Divertimento K. 137
4. Allegro
5. Andante
6. Presto

W. A. Mozart: Divertimento K. 138
7. Allegro
8. Andante
9. Presto

10. W. A. Mozart: Abertura de Cosi fan tutte

11. W. A. Mozart: Abertura de La Clemenza di Tito

Leopold Mozart: Sinfonia in B
12. Allegro
13. Andante
14. Presto

Salzburg Chamber Soloists
Lavard Skou-Larsen

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Papai faz 323 anos – Sensacional Quiz e Concurso de Capas!

VALENDO PARA O QUIZ E CAPAS: Enviar respostas e/ou “.jpg” impreterivelmente até às 12h do dia 24 de março, segunda-feira. O resultado será divulgado durante o dia 25, aniversário de Béla Bartók. Nada melhor do que unir dois gênios.

PARTE I – O Quiz, por P.Q.P. Bach

Regulamento: Quem acertar mais questões leva o prêmio; em caso de empate, ganha o e-mail que chegou primeiro. Para evitar protestos, preventivamente mando todos os concorrentes indistintamente tomarem em seus respectivos cus.

Prêmio: a obra Uma Noite no Palácio da Razão, de James R. Gaines, que narra a visita de J.S. Bach à corte do iluminista Frederico, o Grande, onde trabalhava nosso irnão C.P.E. Bach. Papai saiu de lá emputecido, mas escreveu e dedicou A Oferenda Musical ao rei, pela qual recebeu um bom punhado de ouro.

Hoje é 21 de março, são 21 questões. Boa sorte!

1. Qual é a atriz principal do filme em que Gerard Depardieu diz, repetidamemte, detestar o compositor preferido de Clara Schumann?

a. Anne Brochet
b. Catherine Deneuve
c. Britney Spears
d. Carole Bouquet
e. Fanny Ardant

2. Quais desses compositores chegaram à nona sinfonia e logo bateram as botas?

a. Schubert, Beethoven, Dvorak, Bruckner, Mahler
b. Monteverdi, Beethoven, Ginastera, Dvorak
c. Spohr, Beethoven, Bruckner, Dvorak, Schubert
d. Schubert, Mahler, Beethoven, Dvorak
e. Mozart, Haydn, Shostakovich, Beethoven

3. Quantas vezes Glenn Gould gravou as Variações Goldberg?

a. Uma
b. Duas
c. Três
d. Quatro
e. Ele nunca gravou as Goldberg

4. Quem dedicou uma obra a uma mulher com essas palavras: “Hoje escrevi uma peça na qual a terra começa a tremer. Aqui pude encontrar lugar para colocar as minhas mais belas melodias. Exprimirá o medo que sinto de você”.

a. Richard Strauss
b. Stravinski
c. Sibelius
d. Janácek
e. Debussy

5. “He had some good moments but some dreadful quarter-hours”. A respeito de quem Rossini disse a frase anterior?

a. Handel
b. Offenbach
c. Pixinguinha
d. Wagner
e. Beethoven

6. Quais são os instrumentos combinados na quinta vez em que o tema do Bolero de Ravel é introduzido?

a. Dois flautins, uma trompa e uma celesta
b. Dois cornes ingleses, uma flauta e tímpano
c. Um clarinete, um oboé e um vibrafone
d. Um piano, um violino e um sintetizador
e. Dois oboés, um trombone e uma harpa

7. Quantos anos tinha Johann Gottlieb Goldberg quando recebeu as Variações?

a. 15
b. 20
c. 25
d. 30
e. 35

8. Qual era a característica física de Johann Gottlieb Goldberg que impressionava aos que o conheciam?

a. O vitiligo
b. O carisma
c. A genitália avantajada
d. O tamanho de suas mãos
e. A bela voz

9. Quantos filhos de Bach morreram durante sua existência?

a. 9
b. 10
c. 11
d. 12
e. 13

10. Quem foi o autor do poema da Sinfonia Nº 13 de Shostakovich?

a. Boris Pasternak
b. Anna Akhmátova
c. Stalin
d. Ievguêni Ievtuschenko
e. Andrei Jdanov

11. No disco Fragile, do Yes,é interpretado um movimento de uma sinfonia de Brahms. Qual?

a. O quarto da quinta
b. O segundo da primeira
c. O terceiro da quarta
d. O terceiro da segunda
e. O quarto de Clara

12. Qual era o compositor preferido de Stendhal?

a. Rossini
b. Cimarosa
c. J.S. Bach
d. Berlioz
e. Chico Buarque

13. As pessoas mais chatas do mundo são também conhecidas como:

a. Gremistas
b. Direitistas
c. Wagnerianas
d. Evangélicas
e. Todas as opções acima

14. Qual é o Concerto de Brandenburgo que pode ser considerado um Concerto para Cravo?

a. O segundo
b. O quarto
c. O primeiro, claro
d. O quinto
e. O sexto

15. Qual foi o grande escritor contemporâneo que transformou Glenn Gould em personagem de romance?

a. Philip Roth
b. Thomas Bernhard
c. Thomas Mann
d. Saul Bellow
e. Paulo Coelho

16. Qual foi o extraordinário cravista que viveu Johann Sebastian Bach no cinema?

a. Karl Richter
b. Pierre Hantaï
c. Andreas Staier
d. Gustav Leonhardt
e. Liberace

17. PQP Bach namorou uma mulher nascida em 21 de março, mas cometeu o enorme erro de trocá-la por outra nascida dia 20 do mesmo mês. Respectivamente, quais são as iniciais das duas?

a. M e L
b. L e M
c. M e N
d. C e V
e. X e Y

18. Que instrumento toca o protagonista da segunda e última parte do romance “As Intermitências da Morte” de José Saramago?

a. Violino
b. Viola
c. Violoncelo
d. Contrabaixo
e. Piano

19. Nasceram no mesmo ano que meu pai:

a. Haydn e Domenico Scarlatti
b. Handel e Vivaldi
c. Dmítri Shostakovitch e Serguei Eisenstein
d. Handel e Alessandro Scarlatti
e. Domenico Scarlatti e Handel

20. Qual foi o ator que fez o papel de Richard Wagner em “Ludwig, a Paixão de um Rei”, de Luchino Visconti?

a. Woody Allen
b. Grande Otelo
c. Charlie Chan
d. Trevor Howard
e. Klaus Kinski

21. Respectivamente, de quem são essas citações cheias de indiscutível sabedoria e experiência?

– A música de Wagner parece melhor quando narrada do que quando ouvida.
– Ópera é quando alguém é esfaqueado em cena e, em vez de sangrar, canta.
– Parsifal é aquele tipo de ópera que começa às seis da tarde e, depois de passar três horas, a gente olha o relógio e são seis e vinte.

a. Mark Twain, Ed Gardner, David Randolph
b. Mark Twain, Eddy Murphy, Bernard Shaw
c. Mark Twain, Ed Gardner, Bernard Shaw
d. Peter Gammond, Mark Twain, PQP Bach
e. Bernard Shaw, Peter Gammond, PQP Bach

RESPOSTAS DO QUIZ: Enviar para [email protected].

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PARTE II – O Concurso de Capas de CDs, por F.D.P. Bach

Regulamento: De acordo com as obras e intérpretes escolhidos, ganha a melhor capa. F.D.P. Bach também utiliza a mesma profilaxia de P.Q.P. Não me obriguem a repetir aquele horrível palavrão, ainda mais no plural. Eu escolho o vencedor e ponto final.

Prêmio: a obra 48 Variações sobre Bach, de Franz Rueb. São 48 textos longos sobre 48 facetas da obra de meu pai. Muito bom este livro da Cia. das Letras.

A seguir, o CD para baixar, a relação de obras e intérpretes escolhidos:

Papai era foda. Além de ter uma obra gigantesca, ainda resolvia adaptar algumas obras para outros instrumentos diferentes daqueles em que eram originalmente pensados. Sem contar os casos em que usava as mesmas melodias de uma obra em outra. Assim, descaradamente, ele se autoplagiava. Esta postagem em homenagem a seus 323 anos de idade traz algumas destas curiosidades, tiradas da edição da “Edição Completa de Bach”, dirigida por Helmuth Rilling.

O texto abaixo, de Andreas Bomba, foi tirado de um dos booklet que acompanham essa série:

Con un organismo vital y un pronunciado carácter

Los conciertos rescatados de Bach para violín

Bach compuso siete conciertos para clave, cuerdas y bajo continuo entre 1735 y 1744. El octavo quedó trunco a los pocos compases. La partitura manuscrita (P 234) se conserva en la Biblioteca Estatal de Berlín.La concepción del manuscrito revela que Bach, desde un principio, no tuvo en mente composiciones sueltas, sino una colección completa de conciertos para clave, puesto que cuando le quedaba suficiente espacio sobrante en el papel, empezaba a anotar el siguiente concierto debajo del último pentagrama del anterior. Esta colección pone de manifiesto la necesidad que tenía Bach de este género de obras. De 1729 y 1737 y nuevamente de 1739 a la década de 1740, Bach dirigió el »Collegium Musicum« que fundara Johann Balthasar Schott en la Iglesia Nueva de Leipzig,una formación instrumental integrada por lo que hoy llamaríamos profesionales y aficionados, mayoritariamente miembros (estudiantes) de la Universidad de esa misma ciudad. Con esta orquesta solía ofrecer conciertos regulares: en invierno los viernes de 8 a 10 p.m. en el Café que regentaba Gottfried Zimmermann en la Catharinenstrasse; en verano, los miércoles de 4 y 6 p.m. en el Café al aire libre del mismo dueño»frente a la Puerta de Grimma«, es decir, en un local para excursionistas en los extramuros de dicha ciudad ferial.Esta actividad de Bach no estaba reñida de modo alguno con sus obligaciones de abastecer de música a las iglesias mayores del lugar. Tampoco tenía visos de ser una amable ocupación colateral o una música para amenizar comidas y banquetes, como se solía pensar hasta la publicación de la obra fundamental de Werner Neumann (Bach-Jahrbuch 1960, p. 5 ss.). Al contrario: se trataba de las primeros conciertos »serios« que marcaron el inicio de los conciertos organizados por y para la naciente burguesía en Leipzig, los cuales no tardaron en hallar feliz continuidad en el »Grand Concert«, precursor de los conciertos en la Sala Gewandhaus.

El Collegium musicum de Bach

Del estilo de las crónicas que la prensa de la época empezó a dedicar en 1733 a esos conciertos se deduce que el término »Collegium musicum« se aplicaba para designar tanto la actividad en sí como el conjunto instrumental. Picander, muy apreciado por Bach como libretista de la Pasión según San Mateo y otras muchas piezas musicales, se vale habilidosamente de esta ambigüedad para comparar el quehacer musical con el flirteo en unos versos nupciales que escribió en 1730:

»Quien busca mujer casadera
Que haga como nosotros
En el Collegium Musicum
Cuando al subir al proscenio
Vemos una partitura en al atril
Y afanosos la hojeamos
Para ver si es difícil de tocar;
Lo mismo hará el pretendiente
Mirando a la novia con suma atención
Hasta el fondo de su corazón.«

Aparte de los colllegiums »ordinarios« los había »extraordinarios«, en los que se dejaban oír generalmente los »Dramme per musica«, serenatas y otras músicas para la corte sajona. Bach se sentía de lo más contento de conciliar a través de ellas el interés político de los burgueses de Leipzig en ensalzar la Casa Real con el interés personal de prestigiarse aún más ante la corte de cuya orquesta aspiraba a ser director tras dedicarle su »Missa « en julio de 1733. Del programa de los conciertos semanales »ordinarios« no se tiene casi la menor idea.

Werner Neumann hace coonjeturas: »El Collegium bachiano, además de presentar obras orquestales contemporáneas cultivaba como es natural las composiciones de Bach. Sobre todo sus oberturas, sinfonías, grupos y conciertos para violín y clave solistas, incluidos sus arreglos de conciertos de terceros compositores, así como algunas sonatas para dúo o para trío….Los hijos de Bach, que seguían los pasos de supadre, debieron de tener allí un vasto campo de acción.

Estos conciertos semanales organizados que incluían no sólo la composición y la interpretación, sino también los ensayos parecen haber ocupado a Bach mucho más de lo que se suponía hasta la fecha« (Bach-Jahrbuch 1960, p. 25).

Transposición, arreglo, préstamo

Ello explica suficientemente la necesidad sentida por Bach de componer una serie de conciertos para clave. El propio Wilhelm Rust, editor de los conciertos de las ediciones completas anteriores (BG) se percató de que los »Siete conciertos para clave con acompañamiento de orquesta« eran a todas luces arreglos.
Se dio cuenta de que el Concierto para clave en Re mayor BWV 1054 estaba muy emparentado con el Concierto para violín en Mi mayor BWV 1042, lo mismo que el Concierto para clave en sol menor BWV 1058 con el Concierto para violín en la menor BWV 1041 así como el Concierto para clave en fa mayor BWV 1057 con el Concierto de Brandemburgo N° 4 BWV 1049. Para definir esas similitudes se valía de palabras como »transposición«, »arreglo«,»lecturas anteriores« y »préstamos«. Rust se imaginó a Bach en trance de componer y advirtió que éste sacaba primero de la partitura fuente la parte del instrumento solista, en este caso del clave, recogiendo las voces de contralto y de bajo y verificando a continuación la viabilidad de la voz solista concertante en el nuevo instrumento. Este estilo de trabajo está documentado por las numerosas correcciones que presenta la partitura manuscrita. Rust llegó incluso a examinar con ojo crítico la calidad de los arreglos que hizo de Bach con sus propias composiciones. »¡En efecto! Si contemplamos los siete conciertos desde ese punto de vista, resulta que solamente los escritos en Re mayor y Fa mayor alcanzaron la perfección necesaria para que el lenguaje del teclado no hiciera sentir demasiado la pérdida del lenguaje original.« (BG 17, p. XIV).

El hecho comprobado de que Bach hizo arreglos de sus propias composiciones para presentarlas de una forma diferente de la original debió de ser chocante para las audiencias del siglo XIX que creían en la originalidad,la singularidad y la autenticidad de la obra artístico-musical. Las obras sindicadas como música de segunda mano parecían víctimas de un anatema, entre ellas las »Misas Luteranas« BWV 233 – 236 (vol. 71/72). Con el descubrimiento paulatino de las cantatas religiosas de Bach, esas composiciones queson las piezas vocales más tempranas del compositor (¡surgidas mucho antes que la Misa en si menor o las Pasiones!) se revelaron todas como »parodias«, re-escrituras y arreglos, desapareciendo de la escena musical con consecuencias que se extienden hasta nuestros días. Audiencias y críticos, no obstante, se hacían la vista gorda ante la Misa en si menor y al Oratorio de Navidad que en gran parte carecen de música »original «, es decir, compuesta expresamente para ellas; en el caso de la segunda se solía mencionar que muchas de sus piezas componentes procedían de cantatas »profanas« a las que se les negaba cualquier probabilidad de supervivencia por ser »música utilitaria«.

Renacimiento o resurrección

Uno percibe hasta cierto punto el desconcierto de Wilhem Rust a la hora de explicar esta circunstancia a los usuarios de las Obras Completas de Bach con el ejemplo de los conciertos para clave sin perjudicar en términos artísticos los procedimientos usuales en la época del compositor y los resultados de allí derivados: »Si quisiéramos acercar al profano el arte excelso que Bach creó en el terreno de la música, ninguna de las demás artes o ciencias serviría para hacer comparaciones certeras en este caso. La obra original es algo muy diferente de un boceto, un borrador, un tema, un armazón, un modelo, una maqueta, un embrión o de demás los términos aplicables a tal efecto. Su primera versión se nos presenta como la expresión acabada de un Yo también acabado, con un organismo vital, con un carácter pronunciado. El todo permanece.

La metamorfosis, como ocurre en la teología, nos pone al descubierto el renacimiento o la resurrección de forma que el Yo irrepetible aparece incólume, pero llevado a la perfección transfigurada. Se le ha insuflado un nuevo espíritu, nuevo sentidos y nuevos órganos que modelan su presencia hasta la perfección más absoluta.« (BG 17, S. XV).

Uno de los suscriptores de la Edición Completa de Bach fue por cierto Johannes Brahms. ¡Qué interesante hubiera sido conocer su reacción ante la publicación del tomo 17 de dicha edición el año 1869 después de que este compositor había sacado a luz suprimer concierto para piano y orquesta cuyo proceso de composición atravesó por varias etapas, desde una sonata para dos pianos hasta al concierto definitivo, pasando por unos bocetos para orquestra! Pero volvamos a los conciertos de Bach. El »reciclaje« de su música para nuevos fines, que se puede probar en tres casos con partituras de su puño y letra, obliga a preguntarse a más tardar durante la preparación de la Nueva Edición Bach (NBA) si los demás conciertos no debieron también su origen a modelos similares. Una posición completamente sobria y acorde con la estética de la época es la que formula Ulrich Siegele en el prólogo de su obra fundamental »Estilo de composición y técnica de arreglos en la música instrumental de Johann Sebastian Bach«, Neuhausen 1975: »La elección de una obra propia o ajena, su arreglo con nuevas vestiduras musicales ocupa un gran espacio en la obra bachiana y en la de su tiempo, sin que ello tuviera nada que ver con el plagio o la falsificación de nada original. Es que una pieza musical jamás se percibe como lista y acabada, pues alberga la posibilidad permanente de perfilarse aún mejor, de asumir contornos más nítidos, de ser más perfecta que antes. Y siempre, o casi siempre, está vinculada a un motivo exterior determinado, a ciertas circunstancias externas, a una situación bien definida: si éstos cambian, la música de adapta a los cambios y permanece adscrita de tal manera a un contexto vital dado« (v.10).

Los límites del procedimiento

Todas estas reflexiones desembocaron en los denominados Conciertos »R« (»R« significaba »reconstrucción«), que salieron a luz bajo el título de »Reconstrucciones de conciertos perdidos para instrumentos solistas« como suplemento en la Serie VII, volumen 7 de las NBA de Wilfried Fischer. Se trata del Concierto BWV 1052 R para violín solista, BWV 1055 R para oboe d’amore, BWB 1056 para violín, BWV 1060 para oboe y violín, así como BWV 1064 para tres violines. Otros intentos de reconstrucción atañen a los conciertos BWV 1053 R, 1056 R y 1060 R para oboe u oboe d’amore que se han grabado en el marco de la Edición Bachakademie como vol. 131 bajo el respetuoso título de »Conciertos rescatados«. El procedimiento de transposición y de arreglo que practicaba el propio Bach se puede analizar en el ejemplo de los tres conciertos BWV 1054/1042, BWV 1058/1041 y BWV 1057/1049 ya mencionados. Queda pendiente de estudio el establecer si este procedimiento es extensible a los demás conciertos.En el informe crítico adjunto al citado volumen de la NBA, Wilfried Fischer define los límites de la reconstrucción: »Téngase en cuenta que ni siquiera una reconstrucciónsobre bases metodológicas serias es capaz de rescatar nota por nota las versiones originales.Las naturales limitaciones del procedimiento residen en la posibilidad latente de que Bach se haya apartado de forma espontánea del texto original durante el arreglo sin dejar el menor rastro de tal alteración« (p.34).

La puesta en práctica de la partitura rescatada plantea cuestiones adicionales. En la presente grabación, que se basa en la NBA, los intérpretes han hallado siempre soluciones individuales en términos de línea vocal, fraseo y articulación.

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Estes CDs não existem no mercado, ao menos na forma em que estão montados. Portanto, não há link da amazon. Fiz esta montagem a partir da integral de Hellmut Rilling:

CD 1

(01) Cembalokonzert d-Moll BWV 1052, 1._Allegro
(02) Cembalokonzert d-Moll BWV 1052, 2.Adagio
(03) Cembalokonzert d-Moll BWV 1052, 3.Allegro
(04) Concerto d-Moll BWV 1052R – 1.Allegro
(05) Concerto_d-Moll BWV 1052R – 2.Adagio
(06) Concerto d-Moll BWV 1052R – 3.Allegro
(07) Cembalokonzert f-Moll BWV 1056, 1.(ohne_Bezeichnung)
(08) Cembalokonzert f-Moll BWV 1056, 2. Largo
(09) Cembalokonzert f-Moll BWV 1056, 3. Presto
(10) Concerto g-Moll BWV 1056R – 1. (Allegro)
(11) Concerto g-Moll BWV 1056R – 2. Largo
(12) Concerto g-Moll BWV 1056R – 3. Presto

Robert Levin – Cembalo
Isabelle Faust – Violin
Bach-Collegium Stuttgart
Helmut Rilling – Direktor

CD 2

(01) Concerto für drei Cembali C-Dur BWV 1064, 1.(ohne_Bezeichnung)
(02) Concerto für drei Cembali C-Dur BWV 1064, 2.Adagio –
(03) Concerto für drei Cembali C-Dur BWV 1064, 3.Allegro
(04) Concerto D-Dur BWV 1064R – 1.(Allegro)
(05) Concerto D-Dur BWV 1064R – 2.Adagio –
(06) Concerto D-Dur BWV 1064R – 3. Allegro
(07) Cembalokonzert D-Dur BWV 1054, 1.(ohne_Bezeichnung)
(08) Cembalokonzert D-Dur BWV 1054, 2.Adagio e piano sempre
(09) Cembalokonzert D-Dur BWV 1054, 3.Allegro
(10) Violinkonzert E-Dur BWV 1042 – 1.Allegro
(11) Violinkonzert_E-Dur_BWV_1042 – 2._Adagio
(12) Violinkonzert E-Dur BWV 1042 – 3. Allegro assai

Robert Levin, Mario Videla, Boris Kleiner – Cembalos
Isabelle Faust, Muriel Cantoreggi & Christoph Poppen – Violin

Pois bem, aí está. FAÇAM A CAPA DO CD! APENAS A CAPA, NADA DE CONTRACAPAS.

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

CAPAS DO CD EM “.jpg”: Enviar para [email protected].

Interlúdio

Aproveitando a deixa de Blue Dog, que nos trouxe o clássico álbum “An evening with Herbie Hancock & Chick Corea”, resolvi trazer outro clássico dos anos 70. Trata-se do antológico “V.S.O.P.”,que reúne uma das maiores formações que já foram reunidas na história do Jazz. Não é a toa que recebeu 5 estrelas na amazon, na allmusic, entre outros sites especializados. Herbie Hancock, Freedie Hubbard, Wayne Shorter, Ron Carter e Tony Williams… é brincadeira… o que podemos falar deste quinteto, além do fato de todos terem tocado com Miles Davis, e todos serem considerados gênios em seus respectivos instrumentos? Reconheço que raríssimas vezes vi tanta energia desprendida em um disco, a cada minuto, a cada solo… é tudo perfeito demais, com o perdão da redundância. Não tenho faixa favorita, em minha opinião este cd é impecável do começo ao fim. Cito abaixo o comentário de Conrad Silvert, que consta no encarte do CD: “What the audience applauds on this album transcends mere form, technique and instrumentation. They were thrilled by the charisma generated by five masters who listened to another´s inner ears, spoke to each other at multiple levels, and, no matter how dense the musical content, conveyed their messages to the audience with amazing clarity.”

Sou suspeito para falar deste cd. Deixo a critério de vocês…

Enjoy it.

V.S.O.P. – The Quintet (1977)

1 – One of a Kind (Hubcap)
2 – Third Plane (R. Carter)
3 – Jessica (H. Hancock)
4 – Lawra (T. Williams)
5 – Introduction of Players/Darts
6 – Dolores (W. Shorter)
7 – Little Waltz (R. Carter)
8 – Byrdlike (Hubcap)

Herbie Hancock – Piano
Wayne Shorter – Saxophones
Freedie Hubbard – Trumpets & Flugelhorn
Ron Carter – bass
Tony Williams – Drums

PARTE 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

PARTE 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE