Ludwig van Beethoven (1770-1827) – 33 Variações para Piano, Op.120, sobre uma Valsa de Anton Diabelli

Preciso comentar? Não, né? Aqui, Pollini está no ápice de seus poderes e, na minha opinião, supera todos os registros que ouvi até hoje (desconheço o trabalho de Marco Alcântara em seu SACD). Mas que sorte póstuma teve este Diabelli! Goldberg também. São as duas maiores obras de variações jamais escritas e ambas homenageiam seres que, se não fossem elas, existiriam apenas em cartórios eclesiásticos sob a forma de papéis amarelados. É o mesmo destino que aguardaria por nós – eu, FDP e CDF Bach -, se não nos fosse dada esta Second Life. Aproveitem que estou bonzinho: não é sempre que posto discos realmente bons em seqüência…

Beethoven – Variações Diabelli

1. Tema (Vivace) 0:52
2. Variation I (Alla marcia maestoso) 1:40
3. Variation II (Poco allegro) 0:51
4. Variation III (L’istesso tempo) 1:12
5. Variation IV (Un poco più vivace) 0:58
6. Variation V (Allegro vivace) 0:50
7. Variation VI (Allegro ma non troppo e serioso) 1:32
8. Variation VII (Un poco più allegro) 1:15
9. Variation VIII (Poco Vivace) 1:23
10. Variation IX (Allegro pesante e risoluto) 1:58
11. Variation X (Presto) 0:37
12. Variation XI (Allegretto) 1:02
13. Variation XII (Un poco più moto) 0:50
14. Variation XIII (Vivace) 0:55
15. Variation XIV (Grave e maestoso) 3:26
16. Variation XV (Presto scherzando) 0:35
17. Variation XVI (Allegro) 0:56
18. Variation XVII 0:58
19. Variation XVIII (Poco Moderato) 1:23
20. Variation XIX (Presto) 0:49
21. Variation XX (Andante) 2:05
22. Variation XXI (Allegro con brio – Meno allegro – Tempo I) 1:09
23. Variation Xxii (Allegro Molto): Alla “Notte E Giorno Faticar” Di Mozart 0:50
24. Variation Xxiii (Allegro Assai) 0:53
25. Variation Xxiv: Fughetta (Andante) 2:49
26. Variation XXV (Allegro) 0:47
27. Variation Xxvi 0:57
28. Variation Xxvii (Vivace) 0:54
29. Variation Xxviii (Allegro) 0:59
30. Variation Xxix (Adagio Ma Non Troppo) 1:07
31. Variation XXX (Andante, sempre cantabile) 1:46
32. Variation Xxxi (Largo, Molto Espressivo) 4:48
33. Variation Xxxii: Fuga (Allegro – Poco Adagio) 2:54
34. Variation Xxxiii (Tempo Di Minuetto Moderato, Ma Non Tirarsi Dietro) 3:57

MAURIZIO POLLINI, piano.

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

17 comments / Add your comment below

  1. Bem a gravação paradigma do século XX é a de SCHNABEL, infelizmente em gravações de qualidade muito ruim, mesmo a da EMI, mas todos os pianistas deste planeta ouviram Schnabel antes de se aventurarem pelas Diabelli; já a gravação do século XXI foi feita em 2001 por um cidadão chamado Anderszwski , já postado por aqui recentemente , é baixar agora o cerebral e frio Pollini e compará-lo com o fantastico Andersz; Schnabel , mesmo em gravações de qualidade sonora ruim, é HOURS CONCOURS , meio assim como PELÉ no futebol !

  2. – Schnabel é um pioneiro mais do que superado. Foi um paradigma, sim… para os pianistas dos anos 50.
    – Anderszewski e Brendel são os únicos que rivalizam com Pollini neste repertório.
    – Arrau, maybe.
    – Anderszewski gravou as variações em 2000. Século XX, portanto.
    – Barenboim fez uma versão muito estranha, quiçá um fiasco.
    – Pollini cerebral e frio? Só porque é um virtuose? Piada? Boa essa! hehehehehehehe Acho que o comentarista acima nunca viu nem ouviu o milanês aluno de Benedetti Michelangeli (outro frio, sabe-se lá) hehehehehehe

    NPJ

  3. Tenho simplesmente quase tudo de Pollini em DVD e CD , excuse moi! Ah e tenho também o seu professor Michelangelli em DVD!
    Engraçado a minha gravação do CD do Andersz marca 2001 já a do DVD é mais recente….ah , esqueci , tenho o péssimo hábito de adquirir as obras as vezes mais de uma vez….paixão, coisa de tolos…ah e também tenho o péssimo hábito de só comentar aquilo que li ou ouvi, no caso um punhado de cds e dvds de Pollini, repetidos as vezes.
    And the last but not the least, a opinião sobre POLLINI, nas DIABELLI, não é só minha, estou muito mal acompanhado do Penguin Guide, aquele guia ”vagabundo” de música clássica.
    Saudações companheiro, Schnabel, até hoje, é paradigma em Beethoven.

  4. Acho Brendel um pianista superior a Pollini. Basta ouvir a sua gravação da integral das sonatas de Bethoven, de uma delicadeza e força sem iguais. Mas já deu prá perceber que nosso PQP tem uma leve idiossincrazia contra o Brendel interpretando Bethoven e um viés pró-Pollini. De qualquer maneira, o post não deixa de ser magnífico por causa desse detalhe.

  5. Mas qual é o problema em ser mais cerebral, frio e… capaz?

    :¬)))

    Sim, tenho uma acetuada e nada disfarçada preferência por Pollini, Schubertor .

  6. Tenho que mais uma vez fazer coro, e parabenizar o Blog nesta que é uma das maiores postagens do Blog!

    Principe, sabe o quanto eu o admiro, mas não consigo perceber essa frieza de Pollini nesta que é uma gravação extraordinaria.

    O N.P.J. disse coisas interessantes quanto às interpretações que eu tambem ja percebi. Barenboim, Sokolov, Richter, Brendel, todos esses são respeitáveis pianistas e deram sua valorosa contribuição nas Diabelli.

    Mas Pollini em minha forma de entender e de muitos fez o maior registro das Diabelli.

    Principe, sempre existirão opiniões contra! Consenso não existe em nenhum setor do pensamento humano, muito menos do musical.

    Ocorre que Pollini tem sido premiadissimo com essas Diabelli.

    Pollini não é apenas impressionante pela sua perfeição técnical, mas por tentar alcançar uma ideal “interpretação perfeita”, fruto de muita pesquisa, rigor intelectual, o minimo de concessões possiveis por parte do pianista, uma desenfreada obsessão de seguir fielmente aquilo que está na partitura e alcançar as intenções do compositor abrindo pouco espaço para “liberdades por parte do instrumentista”, sem deixar de dizer que tanto ele como seu amigo Claudio Abbado tem um acervo de musica da maioria dos intérpretes do passado.

    Eles estudam os instrumentistas do passado a fim de não cometer o mesmo erro.

    Pollini é extraordinario!

    Ja ouvi e ouvi Schannbel e concordo com Arthur Rubinstein: o adágio da sua hammerklavier, tanto quanto a fuga em 3 vozes do ultimo movimento não me convencem, e não alcançam a noção de tempo que Pollini alcançou.

    Schannbel é um extraordinario pianista do mesmo nivel de um Kempff por exemplo. Rigor técnico, precisão…

    Mas Pollini tem tudo isso e mais… como citei acima.

    PS: Principe, se você não quiser mais essas gravações em DVD e CDS de Pollini eu te dou o meu endereço e o correio resolve tudo! Posso pagar o deslocamento ! 🙂

  7. Tópico quente!

    Calma senhores, não como saber quem gravou melhor, pois todos aqui temos preferências e gostos diferentes. Logo, orientamos nosso comentário a favor de um e contra os outros.

    Deixando o lado “politicamente correto” da vida de lado…

    Pollini é superior! =D

    Inté
    R.

  8. Esta discussão está bastante doutoral. Que bom que assim seja. É raro encontrar algo deste tipo por aí. Dessa vez meus parabéns vão para o blog e também para os comentadores deste post. Altíssimo nível!
    Meu instrumento não é o piano e não conheço tanto assim para avaliar as gravações. Anotei tudo o que foi dito e vou procurar as devidas referências, como um bom aprendiz faria.
    Um abraço a todos.

    ps: as saudades da Clara Schumann são grandes!

  9. Sviat.Richter , lembrado pela Laís , é praticamente o oposto da frieza de Pollini, certamente toma partido em todas suas interpretações, e mais ainda naquelas ao vivo;outro monstro sagrado que não deve nada para Pollini.
    Quanto aos DVDs e cds , Laís,te mando cópias sem problemas….eheheh…tem uma coisa que o pessoal não está entendendo, eu gosto muiiiitíssimo de Pollini, mas em Beethoven, Richter,Brendel e Kovacevich[outro esquecido] são meus preferidos, além das fantásticas gravações de Barenboim ao vivo em DVD ; SCHNABEL e Kempff ,desculpem, são tão importantes que nem os discuto.
    Rubinstein é pianista para Chopin e congêneres, fala sério Laís, ele nunca enfrentou a integral do Beethoven , nem dá para saber….eheheh….

  10. “Sviat.Richter , lembrado pela Laís , é praticamente o oposto da frieza de Pollini, certamente toma partido em todas suas interpretações, e mais ainda naquelas ao vivo;outro monstro sagrado que não deve nada para Pollini.”

    E Richter também tem uma técnica incomparável

  11. Pois é Richter e Brendel dividiram a minha preferência durante muito tempo, em Beethoven.Como já disse, noves fora Schnabel e Kempff; em Schubert então, Kempff é simplesmente IMBATÍVEL, melhor mesmo que Brendel, e ainda temos a grata satisfação de dizer que a gravação está muito boa!

  12. Olá amigos.
    Sem suspeitar que estava me colocando no meio de opiniões tão divergentes, emiti uma opinião sobre a Sonata, tocada pelo Pollini, que a Lais ofereceu aos amigos postando-a para ser apreciada.
    Sem saber que havia este debate aqui, indaguei se a gravação oferecida havia sido feita pelo Pollini ainda jovem ou pelo atual, pois, eu prefiro o jovem Pollini por achá-lo mais espontaneamente expressivo.
    Quando baixei as Variações de Anderszewski, entrei, sem saber, nesta troca de opiniões.
    Então vou emitir a minha:
    Realmente, prefiro o Poliini bem mais jovem. Exatamente como foi dito acima, creio que pelo Principe, hoje ele é um Pianista cerebral em excesso.
    Quando ele estudou com o Michelangeli. ele deve ter ouvido muitos bons conselhos e os aplicou.
    Agora, ele esqueceu o Benedetto e é o Pollini, o que é muito bom que aconteça.
    Não cabe qualquer comparação com o Professor que teve.
    São pessoas e Artistas diferentes.
    Um Viva à diversidade!!!
    Para gostar-se mais do Pollini, ou de um outro qualquer, não é necessário nos “bitolarmos” a ponto de julgarmos ser ele o único digno de ser ouvido e apreciado. Não é nada bom, para a Música, jogar fora um Schnabel, magnífico intérprete de Beethoven que, evidentemente, viveu em outra época, mais calma, mais tranquila, menos “vamos ver quem é o melhor atleta” , “quem tem o corpo mais malhado”, ou, então, que passemos a dizer que a Venus, de Milo é uma gordota horrorosa e bonitas mesmo são as nossas Magricelas da Moda .
    Não se pode ridicularizar a Arte.
    Caros amigos: nós estamos falando de Arte e não de corrida de obstáculos.
    Schnabel é um artista que deixou marcas profundas na interpretação de Beethoven e na evolução da técnica pianística. Não percebe isto apenas quem não está com a atenção voltada para a Arte.
    Também, o fato de eu preferir Pollini mais moço, talvez seja porque ele ainda levasse as marcas de seu de seu grande mestre.
    Mas o fato de eu achar que o Pollini de hoje é efetivamente cerebral em excesso, não significa que ele não seja um dos grandes da música. Para que se conclua que ele “tornou-se” excessivamente cerebral, basta ouvirmos a belíssima Fantasia de Schumann que tornou-se tão pouco Schumanniana em sua concepção.
    Mas, ele não deixa de ser um excelente pianista por isto.
    Como Artista? O Schnabell deixa-o longe ao passo que como “Virtuosi” Pollini deixa o Schnabell la atrás.
    Pessoalmente, prefiro ouvir a música que eu possa contemplar e deixar meu espírito envolver-se por ela e não aquela em que eu possa me maravilhar com as “diabruras técnicas” e sair gritando bravo, como se estivesse vendo um grande bailarino a fazer coisas incríveis. São diversas as maneiras de ver e ouvir. Mas isto não significa que umas são boas e as outras vão para o lixo.
    Arte não é isto.
    Se assim fosse, não poderíamos, hoje, estarmos a ouvir o Beethoven que a Lais nos presenteou, porque Beethoven é um retrógrado, pois, não é um dodecafônico, um minimalista, ou um “buscador de inovações eletrônicas”. Sequer ousou quebrou a “tonalidade”, como o fez Wagner. Sua orquestrinha era ridícula, comparada às grande orquestras de hoje com todos os aperfeiçoamentos intrumentais que ocorreram. O piano em que tocava Liszt e que tanto sucesso fazia pode ser comparado aos pianos em que hoje toca o Pollini? Claro que, se ouvíssimos Liszt, naquele piano, e Pollini no que ele tem hoje, iríamos preferir Pollini. Mas… …e se pedíssimos ao Pollini qie tocasse nos pianos em que tocava Liszt? Será que seria melhor que Liszt? De qualquer forma isto não nos autoriza a dizer que Liszt era um boboca atrazado e que não sabia de nada, pois, se não tivesse havido um Liszt, hoje não haveria um Pollini, nem teria tido um Michelangeli, nem um Schnabel e nada disso sobre o que estamos falando.
    Sim! O passado é passado.
    Mas o passado é admirável!!!
    Devemos cultuá-lo e não ridicularizá-lo.
    O presente? É o presente e só vale a pena por sua diversidade.
    Vocês não acham?
    Então, que vivam os Pollini, os Schnabel, os Gulda, os Anderszewski, os Liszt e todos os que fazem com que a Arte valha a pena em sua diversidade.
    Um abração.
    Edson

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