Karajan Conducts Tchaikovsky – CD 8 de 8 – Concerto for Piano & Orch. Nr.1 in B flat minor, Op.23, 04 – Tchaikovsky_ Concerto for Violon & Orch. in D major, Op.35 – Karajan, Richter, Ferras, BPO

Esta excelente caixa da DG acaba em grande estilo, trazendo os dois concertos mais famosos de Tchaikovsky com dois instrumentistas peso-pesados que dispensam comentários.
O Concerto para piano com certeza é o mais famoso dos concertos já compostos para este instrumento. Sviatoslav Richter e Karajan dão um banho nessa gravação. Richter foi um gigante dos teclados, e sua interpretação é tão coesa, não dando margens à especulações e dúvidas, que até hoje, quase cinquenta anos depois de realizada (é de 1963) ainda é considerada um dos grandes momentos da indústria fonográfica.
E para completar a caixa, outro peso pesado, o violinista Christian Ferras, interpreta o Concerto para violino. Emocionante, vibrante, atordoante, são adjetivos que cabem facilmente para este concerto e para a interpretação de Christian Ferras. Para fechar a caixa com chave de ouro.

Karajan Conducts Tchaikovsky – CD 8 de 8 – Concerto for Piano & Orch. Nr.1 in B flat minor, Op.23, – Concerto for Violon & Orch. in D major, Op.35 – Karajan, Richter, Ferras, BPO

01 – Concerto for Piano & Orch. Nr.1 in B flat minor, Op.23_ 1. Allegro non troppo e molto maestoso – Allegro com spirito

02 – Concerto for Piano & Orch. Nr.1 in B flat minor, Op.23_ 2. Andantino semplice – Prestíssimo – Tempo I

03 – Concerto for Piano & Orch. Nr.1 in B flat minor, Op.23_ 2. Allegro con fuoco

04 – Concerto for Violon & Orch. in D major, Op.35_ 1. Allegro moderato

05 – Concerto for Violon & Orch. in D major, Op.35_ 2. Canzonetta. Andante – attaca

06 – Concerto for Violon & Orch. in D major, Op.35_ 3. Finale. allegro vivacíssimo

Sviatoslav Richter – Piano

Christian Ferras – Violin

Berliner Philharmoniker

Herbert von Karajan – Conductor

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FDPBach

Karajan Conducts Tchaikovsky – CD 7 de 8 – Sleeping Beauty, Op. 66 – Tchaikovsky_ Swan Lake Suite, Op. 20A – Tchaikovsky_ The Nutcracker Suite, Op. 71A – Karajan, BPO

A Bela Adormecida, O Lago dos Cisnes, O Quebra – Nozes. Fala sério… um cd destes não pode dar errado. É música para começar bem a primavera, para alegrar espíritos mais tristonhos, enfim, música para nos deixar felizes. Até imagino Karajan rindo à toa enquanto comanda os seus músicos. Com músicas como essas até a tradicional rabujice e sisudez do velho Kaiser desaparece.
Como falei em postagem anterior, ando preguiçoso e sem vontade de escrever. Por isso fico por aqui. Divirtam-se.

Karajan Conducts Tchaikovsky – CD 7 de 8 – Sleeping Beauty, Op. 66 – Tchaikovsky_ Swan Lake Suite, Op. 20A – Tchaikovsky_ The Nutcracker Suite, Op. 71

01 – Tchaikovsky_ Sleeping Beauty, Op. 66 – Introduction_ La Fée Des Lilas. Allegro vivo – andantino – Andante sostenuto
02 – Tchaikovsky_ Sleeping Beauty, Op. 66 – Adagio_ Pas D’Action. Andante – Adagio maestoso – Tempo I – Molto sostenuto, quasi piú andante – Tempo I
03 – Tchaikovsky_ Sleeping Beauty, Op. 66 – Pas De Caractère – Le Chat Botte Et La Chatte blanche. Allegro moderato.
04 – Tchaikovsky_ Sleeping Beauty, Op. 66 – Panorama. Andantino
05 – Tchaikovsky_ Sleeping Beauty, Op. 66 – Valse. Allegro. (Tempo di valse)
06 – Tchaikovsky_ Swan Lake Suite, Op. 20A – Scéne – Moderato
07 – Tchaikovsky_ Swan Lake Suite, Op. 20A – Valse_ Tempo Di Valse
08 – Tchaikovsky_ Swan Lake Suite, Op. 20A – Danse Des Cygnes_ Allegro Moderato
09 – Tchaikovsky_ Swan Lake Suite, Op. 20A – Scéne – Andante, Andante Non Troppo, Tempo I
10 – Tchaikovsky_ Swan Lake Suite, Op. 20A – Danse Hongroise (Czardas). Moderato assai. Allegro moderato. Vivace.
11 – Tchaikovsky_ Swan Lake Suite, Op. 20A – Scéne Finale – Allegro Agitato – Alla breve. Moderato e maestoso
12 – Tchaikovsky_ The Nutcracker Suite, Op. 71A – Ouverture Miniature. Allegro giusto.
13 – Tchaikovsky_ The Nutcracker Suite, Op. 71A – Danses Caracteristiques_ Marche. tempo di marcia viva.
14 – Tchaikovsky_ The Nutcracker Suite, Op. 71A – Danses Caracteristiques_ Danse De La Fée Dragée. Andante non troppo.
15 – Tchaikovsky_ The Nutcracker Suite, Op. 71A – Danses Caracteristiques_ Danse Russe. Trépak. Tempo di Trépak, molto vivace.
16 – Tchaikovsky_ The Nutcracker Suite, Op. 71A – Danses Caracteristiques_ Danse Arabe
17 – Tchaikovsky_ The Nutcracker Suite, Op. 71A – Danses Caracteristiques_ Danse Chinoise
18 – Tchaikovsky_ The Nutcracker Suite, Op. 71A – Danses Caracteristiques_ Danse Des mirlitons.
19 – Tchaikovsky_ The Nutcracker Suite, Op. 71A – Valse Des Fleurs.

Berliner Philharmoniker
Herbert von Karajan

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FDPBach.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Sonatas Op. 27, no.2, 53, 81a & 110

Para interpretar as sonatas de Beethoven é necessário ter mais que técnica. É fundamental, acima de tudo, que o intérprete seja cheio de virtuosismo e sensibilidade. E isso o nosso Nelson Freire esbanja com desassombro; tem de sobra. Esse é um CD especial. Revela a profusão de sentimentos e dores beethoveanas de forma doce, densamente suaves. Não há fúria. Apenas um convite a bons momentos de alegria e encanto. Agradáveis momentos de melancolia e solidão. Apenas o silêncio. Um grito aqui, outro lá. Apenas um contraponto: talvez tenha faltado ousadia ao Freire, mas a gravação é boa. Sentado, enquanto corrijo provas, ouço a delicadeza e isso me enche de presságios ininteligíveis. Estou vazio de vontades. Parafraseando Machado de Assis: “todo eu estou budista, caro leitor!” Um bom deleite!

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Piano Sonatas Op. 27, no.2, 53, 81a & 110

Piano Sonata No. 21 In C Major, Op. 53 _Waldstein
01. I. Allegro con brio
02. II. Introduzione. Adagio molto – attacca
03. III. Rondo. Allegretto moderato

Piano Sonata No.26 op.81a _Das Lebewohl
04. I. Adagio-Allegro
05. II. Abwesenheit-Andante espressivo
06. III. Das Wiedersehen-Vivacissimamente

Piano Sonata in A flat, No.31 Op.110
07. I. Moderato cantabile molto espressivo
08. II. Allegro molto
09. III. Adagio ma non troppo-Arioso dolente
10. IV. Fuga-allegro ma non troppo-L’istesso tempo di Arioso

Piano Sonata No.14 in C sharp minor Op. 27 No. 2 _Moonlight
11. I. Adagio sostenuto
12. II. Allegretto
13. III. Presto agitato

Nelson Freire, piano

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Carlinus

Karajan Conducts Tchaikovsky – CD 6 de 8 – Symphony nº 6 in B Minor, op. 74, "Pathetique", Romeo and Juliet, Fantasy after Shakespeare – Karajan, BPO

Neste sexto cd da coleção “Karajan conducts Tchaikovsky” temos outro peso pesado da discografia de Herbert von Karajan: esta sua gravação da Sinfonia nº6, também conhecida como “Patética” gravada em 1964, sempre com a Filarmônica de Berlim. Um primor.
E fico por aqui. Ando meio preguiçoso para escrever. Nas Wikipedias da vida os senhores irão encontrar dezenas de análises desta obra.  Mas acho mais interessante que ouçam essa gravação, assim tiram suas próprias conclusões. Passem bem.

Karajan Conducts Tchaikovsky – CD 6 de 8 – Symphony nº 6 in B Minor, op. 74, “Pathetique”, Romeo and Juliet, Fantasy after Shakespeare – Karajan, BPO

01 – Tschaikowsky – Symphony no. 6 in B minor, op. 74 ‘Pathétique’ – Adagio – Allegro non troppo, Andante – Moderato mosso – Andante – Moderato assai – Allegro vivo – Andante come prima – Andante mosso.
02 – Tschaikowsky – Symphony no. 6 in B minor, op. 74 ‘Pathétique’ – Allegro con grazia
03 – Tschaikowsky – Symphony no. 6 in B minor, op. 74 ‘Pathétique’ – Allegro molto vivace
04 – Tschaikowsky – Symphony no. 6 in B minor, op. 74 ‘Pathétique’ – Finale. Adagio lamentoso. Andante.
05 – Tschaikowsky – Romeo and Juliet Fantasy Overture after Shakespeare – Andante non tanto quasi Moderato – Allegro – Molto meno mosso – Allegro giusto – Moderato assai.

Berliner Philharmoniker
Herbert von Karajan

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FDPBach

J. S. Bach (1685-1750) – Os Concertos de Brandenburgo, Suites nos. 1-4 e Triple Concerto

PQP hoje cedo desferiu um golpe pesado. Sacou o Cravo Bem Temperado do seu pai. O argumento indireto do filho “destemperado” é que hoje não haveria concorrência contra esse patrimônio bachiano. Mas eu que não tenho nada a ver com isso, para provocar, lançarei os Concertos de Brandenburgo com Karl Richter, uma das gravações mais repultadas do século passado para estas obras de Bach. Como estou de saída e queria fazer uma grande postagem, apenas enxertarei o texto auxiliador da wikipédia: “Os Concertos de Brandeburgo ou Concertos de Brandenburgo (mais raramente Brandemburgo) (BWV 1046-1051, título original: Six Concerts avec plusieurs instruments, em alemão: Brandenburgische Konzerte) são uma coleção de seis peças musicais composta por Johann Sebastian Bach entre 1718 – 1721, dedicados e apresentados ao margrave de Brandenburg-Schwedt, Christian Ludwig em 1721. São amplamente considerados como expoentes do barroco na música, além de estar entre os clássicos mais populares. Estes trabalhos foram esquecidos na biblioteca do margrave até sua morte em 1734 quando foram vendidos por poucos centavos. Os concertos foram descobertos em arquivos de Brandemburgo no século XIX sendo publicados em 1850”. Esta interpretação dos Concertos de Brandenburgo com Karl Richter são uma das mais famosas e respeitadas que já foram feitas para esses concertos. Uma boa apreciação!

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Os Concertos de Brandenburgo, Suites nos. 1-4 e Triple Concerto

DISCO 01

01. Brandenburg Concerto No.1 in F, BWV 1046: 1. (Allegro)
02. Brandenburg Concerto No.1 in F, BWV 1046: 2. Adagio
03. Brandenburg Concerto No.1 in F, BWV 1046: 3. Allegro
04. Brandenburg Concerto No.1 in F, BWV 1046: 4. Menuet – Trio – Polonaise
05. Brandenburg Concerto No.2 in F, BWV 1047: 1. (Allegro)
06. Brandenburg Concerto No.2 in F, BWV 1047: 2. Andante
07. Brandenburg Concerto No.2 in F, BWV 1047: 3. Allegro assai
08. Brandenburg Concerto No.3 in G, BWV 1048: 1. (Allegro)
09. Brandenburg Concerto No.3 in G, BWV 1048: 2. Adagio (BWV 1019a)
10. Brandenburg Concerto No.3 in G, BWV 1048: 3. Allegro
11. Brandenburg Concerto No.4 in G, BWV 1049: 1. Allegro
12. Brandenburg Concerto No.4 in G, BWV 1049: 2. Andante
13. Brandenburg Concerto No.4 in G, BWV 1049: 3. Presto
14. Brandenburg Concerto No.5 in D, BWV 1050: 1. Allegro
15. Brandenburg Concerto No.5 in D, BWV 1050: 2. Affetuoso
16. Brandenburg Concerto No.5 in D, BWV 1050: 3. Allegro

DISCO 02

01. Brandenburg Concerto No.6 in B flat, BWV 1051: 1. Allegro moderato
02. Brandenburg Concerto No.6 in B flat, BWV 1051: 2. Adagio ma non tanto
03. Brandenburg Concerto No.6 in B flat, BWV 1051: 3. Allegro
04. Suite No.1 in C, BWV 1066: 1. Ouverture
05. Suite No.1 in C, BWV 1066: 2. Courante
06. Suite No.1 in C, BWV 1066: 3. Gavotte I-II
07. Suite No.1 in C, BWV 1066: 4. Forlane
08. Suite No.1 in C, BWV 1066: 5. Menuet I-II
09. Suite No.1 in C, BWV 1066: 6. Bourree I-II
10. Suite No.1 in C, BWV 1066: 7. Passepied I-II
11. Suite No.2 in B minor, BWV 1067: 1. Ouverture
12. Suite No.2 in B minor, BWV 1067: 2. Rondeau
13. Suite No.2 in B minor, BWV 1067: 3. Sarabande
14. Suite No.2 in B minor, BWV 1067: 4. Bourree I-II
15. Suite No.2 in B minor, BWV 1067: 5. Polonaise
16. Suite No.2 in B minor, BWV 1067: 6. Menuet
17. Suite No.2 in B minor, BWV 1067: 7. Badinerie

DISCO 03

01. Suite No.3 in D, BWV 1068: 1. Ouverture
02. Suite No.3 in D, BWV 1068: 2. Air
03. Suite No.3 in D, BWV 1068: 3. Gavotte I-II
04. Suite No.3 in D, BWV 1068: 4. Bourree
05. Suite No.3 in D, BWV 1068: 5. Gigue
06. Suite No.4 in D, BWV 1069: 1. Ouverture
07. Suite No.4 in D, BWV 1069: 2. Bourree I-II
08. Suite No.4 in D, BWV 1069: 3. Gavotte
09. Suite No.4 in D, BWV 1069: 4. Menuet I-II
10. Suite No.4 in D, BWV 1069: 5. Rejouissance
11. Triple Concerto BWV 1044: 1. Allegro
12. Triple Concerto BWV 1044: 2 Adagio ma non tanto e dolce
13. Triple Concerto BWV 1044: 3. Tempo di Allabreve

Münchener Bach-Orchester
Karl Richter, regente, cembalo
Aurèle Nicolet, flauta
Gerhart Hetzel, violino

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BAIXAR AQUI CD03

Scans

Carlinus

Coleção Grandes Compositores 17/33: Richard Wagner (1813-1883)

Como vocês devem imaginar, é um pouquinho complicado apresentar uma coletânea das grandiosas obras do gênio alemão, em apenas um álbum duplo, mas ainda assim, vale a pena conferir a seleção incluída nesse volume, desta que, conhecidamente, é uma coleção que sempre conta com grandes intérpretes da música universal.

***
Richard Wagner é uma das figuras mais célebres da história da música e também uma das mais polêmicas. Tanto do ponto de vista pessoal como do ponto de vista da música ou da política, suscitou mais discussões, estudos e interpretações do seu pensamento musical do que qualquer outro compositor. Pode-se dizer que, a partir do momento em que se começou a conhecer sua música, houve polêmicas acesas contra e a favor de sua obra. Depois de anos de sua morte, seus escritos voltaram a provocar opiniões diametralmente opostas. A razão disso foi sempre seu ideário, que tentava unir um pensamento, tipicamente libertário e anarquista a um elitismo tipicamente burguês, para não dizer – já que não o era – aristocrático. Se a estas posições se acrescentar seu rancor aos judeus, teremos um caráter de difícil classificação, que, devido essencialmente a essa postura racista, fez com que ele se convertesse – depois de sua morte – em uma espécie de bandeira estética do nazismo.

Wagner ainda hoje provoca fortes discussões, sem que seus partidários ou difamadores, ambos igualmente fanáticos sejam capazes de revelar qual era sua verdadeira personalidade intelectual, ainda que haja acordo quanto aos seus principais traços de caráter: o egoísmo – e portanto uma grande vaidade – , a soberba – normal, tendo em vista o sucesso e a veneração que despertava em seu público – , a paixão desenfreada – tanto na devoção à música e à literatura quanto na dedicação ao amor – , o amor filial e o respeito à amizade – quando não iam contra seus interesses, sobretudo artísticos. Em suma, era um ser tão complicado que não se pode perdoar-lhe muitos dos seus pecados, por mais que se admire sua genialidade.

No entanto, é tal a magnitude da sua obra que a maioria está disposta a perdoar-lhe muitos dos seus defeitos, induzindo-nos a acreditar que sem muitos desses defeitos, por mais indesejáveis que nos pareçam, talvez Wagner não tivesse alcançado o auge artístico a que chegou e não nos tivesse deixado o tesouro que significa a sua obra. Temos de levar em conta que certos tipos de loucura tornam possíveis composições geniais.

Texto: Eduardo Rincón

Uma ótima audição!

.oOo.

Coleção Grandes Compositores Vol. 17: Richard Wagner

DISCO A

The Flying Dutchman
01 Overture (11:36)

Lohengrin
02 Prelude to Act I (9:47)

Die Meistersinger von Nürnberg
03 Prelude to Act I (10:00)

Parsifal
04 Prelude to Act I (11:53)

Tristan und Isolde
05 Prelude to Act I (11:49)
06 Isolde’s Liebestod (8:15)

Vienna Philharmonic Orchestra, Karl Böhm

DISCO B

Der Ring des Nibelungen (Orchestral excerpts)
01 The Ride of the  Valkyries “Die Walküre” (3:03)
02 Entry of the Gods  into Valhalla “Das Rheinglod” (5:18)
03 Wotan’s Farewell and Magic Fire Music “Die Walküre” (15:03)
04 Forest Murmurs “Siegfried” (8:57)
05 Siegfried’s Funeral March “Götterdämmerung” (8:31)
06 Immolation of the Gods  “Götterdämmerung” (4:32)

Siegfried Idyll
07 (18:25)

Vienna Philharmonic Orchestra, Sir Georg Solti

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Marcelo Stravinsky

Karajan Conducts Tchaikovsky – CD 5 de 8 – Symphony no. 5 in E minor, op. 64, Serenade for String Orchestra in C major, op. 48, Karajan, BPO

Minha relação com esta quinta sinfonia de Tchai, mais especificamente com essa gravação do Karajan, vem de longa data, uns 25 anos, mais ou menos. Ouvi muito o velho LP. Viciei nessa gravação, para ser sincero, e em determinada época de minha vida, era o único disco que tocava no velho 3×1 . Só virava o lado.
O tempo passa, o tempo voa. O velho LP já se perdeu nas areias do tempo, assim como o velho 3×1. Mas a marcação, o ritmo, o tempo que o velho Kaiser adotou ainda é o que mais me atrai. Alguns podem acusá-la de ser um pouco mais rápida que o necessário, mas ela se encalacrou na minha cabeça que custou tirá-la. Há uns anos atrás postei a impecável versão do Mravinsky, para muitos a versão definitiva. Pode até ser, e realmente ela é maravilhosa, mas em minha modesta opinião, Karajan ganha por um corpo de diferença. Ainda me arrepio quando ouço a introdução da trompa do segundo movimento. E fala sério: o que é esse andante cantabile??? Vá estar inspirado assim lá em Moscou no século XIX… ou em São Petersburgo. Definitivamente, é uma das mais belas páginas da história da música.
Depois dessa overdose de romantismo explícito, nada como acabar o CD com a belíssima Serenata para cordas. Um primor.
Novamente os corações apaixonados irão suspirar… eu mesmo, depois de ouvir essa gravação pela enésima vez, ainda fico arrepiado. COISA DE LOUCO!!
Definitivamente, essa gravação leva o selo de IM-PER-DÍ-VEL!!!

Karajan Conducts Tchaikovsky – CD 5 de 8 – Symphony no. 5 in E minor, op. 64, Serenade for String Orchestra in C major, op. 48
01 – Symphony no. 5 in E minor, op. 64 – Andante – Allegro con anima
02 – Andante cantabile, con alcuna licenza – Moderato con anima – Andante mosso – Allegro non troppo – Tempo I
03 – Valse. Allegro moderato
04 – Finale. Andante maestoso – Allegro vivace – Molto vivace – Moderato assai e molto maestoso – Presto.
05 – Serenade for String Orchestra in C major, op. 48 – Pezzo in forma di Sonatina
06 – Valse. Moderato. Tempo di Valse
07 – Elegia Larghetto elegiaco
08 – Finale. Tema russo. Andante – Allegro con spirito

Berliner Philharmoniker
Herbert von Karajan

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FDPBach

Handel, Schütz, J.S. Bach, Purcell, Vivaldi: The Art of Countertenor, com Michael Chance

Mais uma leva de discos imperdíveis… Esqueça Deller e outras velharias, fique com Scholl, Jacobs e com este maravilhoso contratenor Michael Chance. Este é um baita disco duplo da Archiv com alguns dos melhores trabalhos de Chance no selo. O primeiro CD é formado por árias esparsas do barroco alemão. Tudo ali já perfeito, mas a verdadeira festa está no segundo: ali encontram-se algumas peças de Purcell e três obras completas de Vivaldi: “Nisi Dominus”, “Stabat Mater” e “Salve Regina”. Olha, ouça e depois me diga se Chance não é um menino batuta.

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Handel, Schütz, J.S. Bach, Purcell, Vivaldi:
The Art of Countertenor, com Michael Chance

1. Handel – Semele – Aria- -Hymen, Haste, They Torch Prepare-
2. Handel – Semele – Aria- -Your Tuneful Voice My Tale Would Tell-
3. Handel – Semele – Aria- -Despair No More Shall Wound Me-
4. Handel – Messiah – Aria- -But Who May Abide The Day Of His Coming-
5. Handel – Messiah – Aria- -Thou Art Gone Up On High-

6. Schütz – -Auf Dem Gebirge Hat Man Ein Geschrei GehÖRet-

7. Bach, J.S. – Mass In B-Minor- 10. Aria -Qui Sedes Ad Dexteram Patris-
8. Bach, J.S. – Mass In B-Minor- 26. Aria -Agnus Dei-
9. Bach, J.S. – St. Matthew Passion- 39. Aria -Erbarme Dic, Mein Gott-
10. Bach, J.S. – St. Matthew Passion- 60. Aria -Sehet, Jesus Hat Die Hand-, Chorus- -Wohin–
11. Bach, J.S. – St. John Passion- 7. Aria -Von Den Stricken Meiner SÜNden-
12. Bach, J.S. – St. John Passion- 30. Aria -Es Ist Vollbracht-
13. Bach, J.S. – Herz Und Mund Und Tat Und Leben- 3. Aria -SchÄMe Dich, O Seele, Nicht-
14. Bach, J.S. – Lass Fürstin, Lass Noch Einen Strahl- 5. Aria -Wie Sarb Die Heldin So VergnÜGt-
15. Bach, J.S. – Actus Tragicus- 3a. Arioso -In Deine HÄNde Befehl Ich Meinen Geist-

16. Henry Purcell – Sound The Trumpet, Beat The Drum (Welcome Ode For James II), For 2 Altos, Tenors, Basses, Chorus, Strings & Continuo, Z. 335
17. Purcell – Of Old When Heroes Thought It Base (Yorkshire Feast Song), Ode For Soloists, Chorus & Instruments, Z. 333
18. Purcell – Of Old . . . – -Sound, Trumpets, Sound

Antonio Vivaldi – Nisi Dominus (Psalm 126), For Voice, Viola D’amore, Strings & Continuo In G Minor, RV 608
19. Vivaldi – Nisi Dominus- Nisi Dominus (Allegro)
20. Vanum Est Vobis (Largo)
21. Surgite (Presto-Adagio)
22. Cum Dederit (Largo-Andante)
23. Sicut Sagittae ({Resto-Allegro)
24. Beatus Vir (Andante)
25. Gloria Patri (Larghetto)
26. Sicut Erat In Principio
27. Amen (Allegro)

Antonio Vivaldi – Stabat Mater, Hymn For Voice, Strings & Continuo In F Minor, RV 621
28. Vivaldi – Stabat Mater-Stabat Mater (Largo)
29. Suius Animam (Adagissimo)
30. O Quam Tristis (Andante)
31. Quis Est Homo (Largo)
32. Quis Non Posset (Adagissimo)
33. Pro Peccatis (Andante)
34. Eja Mater (Largo)
35. Fac T Ardeat (Lento)
36. Amen (Allegro)

Antonio Vivaldi – Salve Regina, Antiphon For Voice, Double Chorus, 2 Recorders, Flute, Double Strings & Continuo In C Minor, RV 616
37. Salve Regina- Salve Regina (Andante)
38. Ad Te Clamamus (Allegro)
39. Ad Te Suspiramus (Larghetto)
40. Eja Ergo (Allegro)
41. Et Jesum (Andante Molto)
42. O Clemens (Andante)

Michael Chance, contratenor
English Chamber Orchestra, John Nelson
The English Concert, Trevor Pinnock
His Majesties Sagbutts and Cornetts, English Baroque Soloists, Monteverdi Choir, John Eliot Gardiner
+ Timothy Wilson + Ashley Stafford

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PQP

German Baroque Cantatas Vols 1, 2 e 3

Bem, este aqui é um trio de CDs da gravadora Ricercar. O grupo que interpreta as obras é o Ricercar Consort. Deve ser a gravadora do grupo, não? Pois os CDs, lançados em 1992, sumiram. Talvez tenham sido relançados por outra gravadora; afinal, o Ricercar ainda anda por aí fazendo música, mas, enfim, tenho pouca informação a respeito da coleção original. Algum de vocês sabe, claro, e vai colocar tudo faixa por faixa nos comentários, não?

Mas ouvi atentamente à música. É muito boa. Trata-se de cantatas compostas na fase pré-Bach naquilo que hoje entendemos por Alemanha. Não são obras pra cima, são sacras sacras. Muitíssimo bem interpretadas, são para os efetivamente tarados pelo barroco, não para os outros.

German Baroque Cantatas Vols 1, 2 e 3

101 Franz Tunder_ Salve mi Jesu.mp3
102 Dietrich Buxtehude_ Wenn ich, Herr Jesu, habe dich.mp3
103 Dietrich Buxtehude_ Jesu, meine Freud und Lust.mp3
104 Heinrich Schutz_ Erbarm dich mein, o Herre Gott.mp3
105 Christoph Bernard_ Was betr?bst du dich, meine Seele.mp3
106 Johann Philipp Krieger_ O Jesu, du mein Leben.mp3
107 Johann Philipp Ahle_ Jesu dulcis memoria.mp3
108 Johann Philipp Ahle_ Gehe aus auf die Landstrassen.mp3
109 Leopoldus I_ Regina Coeli.mp3
201 Herr ich lasse dich nicth.mp3
202 Dialogus inter Christum et fidelem animan.mp3
203 Nichts soll uns scheiden von der Liebe Gotter.mp3
204 Ich halte es dafür.mp3
205 Ich suchte des Nachts.mp3
206 Das neugeborne Kindelein.mp3
301 Johann-Hermann Schein_ Christ, unser Herr, zum Jordan kam (Opella Nova, 1618).mp3
302 Johann-Hermann Schein_ O Jesu Christe, Gottes Sohn (Opella Nova, 1618).mp3
303 Franz Tunder_ An Wasserfl?ssen Babylon.mp3
304 Franz Tunder_ Ach Herr, lass deine lieben Engelein.mp3
305 Frans Tunder_ Wachet auf! ruft uns die Stimme.mp3
306 Anonyme_ Es ist g’nug.mp3
307 Dietrich Buxtehude_ Laudate pueri, Dominium.mp3
308 Dietrich Buxtehude_ Klag-Lied.mp3
309 Dietrich Buxtehude_ Gen Himmel zu dem Vater mein.mp3
310 Dietrich Buxtehude_ Singet dem Herrn.mp3

Ricercar Consort
Henri Ledroit

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Richard Wagner (1813-1883) – Tannhäuser e o torneio de trovadores de Wartburg (Tannhäuser und der Sängerkrieg aus Wartburg)

Tannhäuser und der Sängerkrieg aus Wartburg (Tannhäuser e o torneio de trovadores de Wartburg, em alemão) é uma ópera em três atos com a música de Richard Wagner, e com o libreto do próprio compositor. Estreou no ano de 1845 na cidade Dresden, na Alemanha. Baseada numa lenda medieval, conta a história de Tannhäuser, um menestrel que se deixa seduzir por uma mulher mundana, de nome Vênus, contrariando assim a defesa do torneio dos trovadores a que ele pertence de que o amor deve ser sublime e elevado. Quando Tannhäuser defende deliberadamente o amor carnal de Vênus, é reprimido pelos trovadores e consolado apenas por Isabel, uma virgem que o ama muito. É-lhe dito que sua única chance de perdão é dirigir-se ao Vaticano e rogar o perdão do Papa.Tannhäuser segue, então, com o torneio até Roma, mas de maneira auto-punitiva: dormindo sobre a neve, enquanto os demais estão no alojamento; caminhando descalço sobre o chão quente, passando fome, e ainda com os olhos vendados, para não ver as belas paisagens da Itália. Ao chegar diante do papa, em vez de obter o perdão, ouve o papa dizer que é mais fácil o cajado que ele segura florescer do que ele obter o perdão dos pecados, tanto no céu quanto na terra. Odiando a igreja, Tannhäuser volta à Alemanha e Isabel sobe aos céus, rogando a Deus que interceda por ele. Os trovadores voltam com a notícia de que o cajado do papa floresceu, simbolizando que um pecador obteve no céu o perdão que não obteve na terra.

DAQUI

Richard Wagner (1813-1883) – Tannhäuser e o torneio de trovadores de Wartburg (Tannhäuser und der Sängerkrieg aus Wartburg)

DISCO 01

01. Overture

Act 1

02. “Naht euch dem Strande” (Venusberg Music)
03. “Geliebter, sag, wo weilt dein Sinn?”
04. “Dir töne Lob! Die Wunder sei’n gepriesen”
05. “Geliebter, komm! Sieh dort die Grotte!”
06. “Stets soll nur dir mein Lied ertönen!”
07. “Zieh hin, Wahnsinniger, zieh hin!”
08. “Frau Holda kam aus dem Berg hervor”
09. “Zu dir wall ich, mein Jesus Christ”
10. “Wer ist der dort in brünstigem Gebete?”
11. “Als du in kühnem Sange uns bestrittest”

DISCO 02

Act 2

01. “Dich, teure Halle, grüß ich wieder”
02. “Dort ist sie; nahe dich ihr ungestört!” – “Der Sänger klugen Weisen lauscht’ ich sonst”
03. “Den Gott der Liebe sollst du preisen”
04. “Dich treff ich hier, in dieser Halle”
05. “Freudig begrüßen wir die edle Halle”
06. “Gar viel und schön”
07. “Blick ich umher in diesem edlen Kreise”
08. “Auch ich darf mich so glücklich nennen” – “Den Bronnen, den uns Wolfram nannte”
09. “O Walther, der du also sangest” – “Heraus zum Kampfe mit uns allen!” – “O Himmel, laß dich jetzt erflehen”
10. “Dir, Göttin der Liebe, soll mein Lied ertönen!”
11. “Was hör ich?”
12. “Der Unglücksel’ge, den gefangen”
13. “Weh! Weh, mir Unglücksel’gem!”
14. “Ein furchtbares Verbrechen ward begangen”
15. “Versammelt sind aus meinen Landen”

DISCO 03

Act 3

01. Introduction
02. “Wohl wußt’ ich hier sie im Gebet zu finden”
03. “Beglückt darf nun dich, o Heimat, ich schauen” – “Dies ist ihr Sang”
04. “Allmächt’ge Jungfrau, hör mein Flehen!”
05. “Wie Todesahnung Dämmrung deckt die Lande”
06. “O du, mein holder Abendstern”
07. “Ich hörte Harfenschlag”
08. “Inbrunst im Herzen”
09. “Nach Rom gelangt’ ich so”
10. “Da sank ich in Vernichtung dumpf darnieder” – “Halt ein! Unsel’ger”
11. “Willkommen, ungetreuer Mann” – “Der Seele Heil, die nun entflohn”
12. “Heil ! Heil! Der Gnade Wunder Heil!”

Orchester der Deutschen Oper Berlin
Chor der Deutschen Oper Berlin
Otto Gerdes, regente
Birgit Nilsson
Horst Laubenthal
Friedrich Lenz
Dietrich Fischer-Dieskau
Klaus Hirte
Hans Sotin
Theo Adam
Walter Hagen-Groll

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Carlinus

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Symphonies Nos. 4 – 9 ("The War Symphonies") — 5 CDs

Já postamos tantas e tantas versões das sinfonias de Shosta que nem vale a pena escrever novamente a respeito. Esta coleção de Gergiev é realmente muito boa. Trata-se da nova estrela da regência russa. O homem é um monstro e merece a audição.

Sim, vai receber o selo de qualidade:

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Symphonies Nos. 4 – 9 (“The War Symphonies”) — 5 CDs

CD 1:
1. Symphony No.4 in C minor, Op.43 – 1. Allegro poco moderato 16:06
2. Symphony No.4 in C minor, Op.43 – 2. Presto 12:54
3. Symphony No.4 in C minor, Op.43 – 3. Moderato con moto 8:02
4. Symphony No.4 in C minor, Op.43 – 4a. Largo – 6:23
5. Symphony No.4 in C minor, Op.43 – 4b. Allegro 13:24
6. Symphony No.4 in C minor, Op.43 – 4c. Allegro 7:26

CD 2:
1. Symphony No.5 in D, Op.47 – 1. Moderato 16:26
2. Symphony No.5 in D, Op.47 – 2. Allegretto 5:13
3. Symphony No.5 in D, Op.47 – 3. Largo 14:45
4. Symphony No.5 in D, Op.47 – 4. Allegro non troppo 11:37

CD 3:
1. Symphony No.6 in B minor, Op.54 – 1. Largo 18:53
2. Symphony No.6 in B minor, Op.54 – 2. Allegro 6:47
3. Symphony No.6 in B minor, Op.54 – 3. Presto 6:40
4. Symphony No.9 in E flat, Op.70 – 1. Allegro 5:54
5. Symphony No.9 in E flat, Op.70 – 2. Moderato 6:48
6. Symphony No.9 in E flat, Op.70 – 3. Presto – 4:15
7. Symphony No.9 in E flat, Op.70 – 4. Largo – 2:16
8. Symphony No.9 in E flat, Op.70 – 5. Allegretto 6:31

CD 4:
1. Symphony No.7, Op.60 – “Leningrad” – 1. Allegretto 27:35
2. Symphony No.7, Op.60 – “Leningrad” – 2. Moderato (poco allegretto) 13:12
3. Symphony No.7, Op.60 – “Leningrad” – 3. Adagio 18:02
4. Symphony No.7, Op.60 – “Leningrad” – 4. Allegro non troppo 20:05

CD 5:
1. Symphony No.8 in C minor, Op.65 – 1. Adagio 25:37
2. Symphony No.8 in C minor, Op.65 – 2. Allegretto 5:58
3. Symphony No.8 in C minor, Op.65 – 3. Allegro non troppo 6:13
4. Symphony No.8 in C minor, Op.65 – 4. Largo 10:49
5. Symphony No.8 in C minor, Op.65 – 5. Allegretto 14:41

Mariinsky (Kirov) Theater Orchestra
Rotterdam Philharmonic Orchestra
Valery Gergiev

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.: interlúdio :. Pan-African Orchestra — Opus 1

A esmagadora maioria de vocês nunca ouviu algo parecido com isso. Quem me trouxe o CD e me obrigou a ouvir foi meu filho — e estou agradecido a ele. A Pan-African Orchestra combina música tradicional africana com música moderna. Trata-se de um projeto incomum, ambicioso e altamente profano, como tudo o que é realmente bom e saudável. A ausência de deus é Maravilhosa. O objetivo é o de fazer a integração musical de várias tradições musicais africanas em uma (tentativa de) síntese, ou seja, de criar um sistema verdadeiramente africano de música sinfônica. Reunido em Danso Abiam (Gana), o grupo foi altamente combatido no continente, porque não apenas agrupa sonoridades que tradicionalmente não se misturam na música africana (como combinações entre flautas e xilofones, por exemplo), mas também por utilizar instrumentos usados ​​apenas para fins ritualísticos. Não obstante toda a controvérsia e discussão gerada pelo grupo, Opus I é um disco espetacular que capta o parte do espírito musical e humano do continente Africano. Vale a pena. É uma música nova. Embriague-se.

IM-PER-DÍ-VEL PARA QUEM GOSTA DE SABORES FORTES.

Pan-African Orchestra — Opus 1

1 Wia Concerto No.1 (First Movement – in Four Parts)
2 Yaa Yaa Kol
3 Mmenson
4 Explorations – Hi-Life Structures
5 Akan Drumming
6 Sisala Sebrew
7 Explorations – Ewe 6,8 Rhythms
8 Box Dream
9 Adawura Kasa

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Coleção Grandes Compositores 16/33: Joseph Haydn (1732-1809)

Franz Joseph Haydn nasceu em Rohrau, Baixa Áustria, a 31 de março de 1732 e morreu a 31 de maio de 1809. Haydn é o iniciador de uma nova fase na história da música. Não foi homem de grande cultura, mas de rara inteligência musical. Sua experiência em conjuntos ambulantes, nas ruas, onde era impossível o acompanhamento de baixo contínuo, levou‐o a compreender a auto‐suficiência do conjunto instrumental de cordas. Com a sua obra se desenvolve uma nova polifonia instrumental, sem o apoio harmônico do baixo contínuo.

Haydn é o primeiro nome da tríade “clássica”, seguido por Mozart e Beethoven. Mas não deve ser tomado por um iniciador primitivo de um estilo depois aperfeiçoado. Sua obra, ou pelo menos a parte válida de sua obra imensa, já é perfeita dentro de suas proposições. E o que se propôs foi justamente o aperfeiçoamento de uma nova linguagem musical. Sua origem musical foi o folclore musical da Baixa Áustria, e nesse sentido sua música é inconfundivelmente austríaca, mas seu ponto de chegada, o enriquecimento da música instrumental, foi um idioma universal falado por todos os músicos modernos, e não só pelos clássicos vienenses.

As seções mais importantes da música instrumental de Haydn são as sinfonias e quartetos. As primeiras sinfonias, que não sobreviveram no repertório, datam da década de 1760. Utiliza‐se nelas de elementos da música barroca, conjugando, em pequenas orquestras, instrumentos de sopro e cordas. Quanto à estrutura, Haydn não tardou em adotar a divisão em quatro movimentos: allegro, andante, minueto e segundo allegro.

Fonte: Enciclopédia Mirador Internacional

Uma ótima audição!

.oOo.

Coleção Grandes Compositores Vol. 16: Joseph Haydn

DISCO A

String Quartet in G, Op. 76, Nº 1
01 Allegro con spirito (5:38)
02 Adagio sostenuto (8:00)
03 Menuetto: Presto  (2:47)
04 Allegro ma non troppo (5:57)

String Quartet in D Minor, Op. 76, Nº 2 “Fifths”
05 Allegro (6:35)
06 Andante o più tosto allegretto (5:41)
07 Menuetto: Allegro ma non troppo (3:29)
08  Vivace assai (3:55)

String Quartet in C, Op. 76, Nº 3 “Emperor”
09 Allegro (9:27)
10 Poco adagio, cantabile (7:42)
11 Menuetto: Allegro (4:39)
12 Finale: Presto (5:22)

Takács String Quartet

DISCO B

Symphony Nº 104 in D “London”
01 Adagio – Allegro (8:06)
02 Andante (7:50)
03 Menuet and Trio: Allegro (4:36)
04 Finale: Spirituoso (6:21)

Symphony Nº 100 in G “Military”
05 Adagio – Allegro (7:31)
06 Allegretto (5:45)
07 Menuet and Trio: Moderato (5:42)
08 Finale: Presto (5:03)

Academy of Ancient Music, Christopher Hoogwood (fortepiano and director)

BAIXE AQUI – DOIS DISCOS / DOWNLOAD HERE – TWO DISCS

Marcelo Stravinsky

.: interlúdio :. Thelonious Monk – San Francisco Holiday (1958-61)

San Francisco Holiday é uma seleção de quatro apresentações ao vivo entre 1958 e 1961, período em que Monk estava at his absolute best. São 69 minutos da mais plena satisfação jazzística.

Antes disponíveis apenas em caixas de integrais, as faixas deste disco foram resgatadas de quatro diferentes concertos: de um show de 1959 no New York City’s Town Hall, com performances de três peças bastante conhecidas: “Em Walked Bud”, “Blue Monk” e “Rhythm-a Ning” (com um tremendo solo de Charlie Rouse). Art Blakey se junta ao grupo em “Bye-Ya/Epistrophy” em gravação de 1958 no NY’s Five Spot. De 1960, num concerto em São Francisco e já com Harold Land no sax e Joe Gordon no trompete, temos “San Francisco Holiday” e “Four In One”. E de Paris, em registro de 1961, temos “Jackie-ing” e a versão full-length de “Epistrophy”.

É Monk, né? O pianista de “poucos dedos” dá um banho nestes registros como deve ser: ao vivo.

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Bom fim de semana a todos!

Thelonious Monk – San Francisco Holiday (1958-61)

01. In Walked Bud
02. Blue Monk
03. Rhythm-a-ning
04. Medley: Bye-Ya / Epistrophy
05. San Francisco Holiday (Worry Later) [Take 2]
06. Four In One (Take 1)
07. Epistrophy
08. Jackie-ing
09. April In Paris
10. Epistrophy

Thelonious Monk (piano)
Charlie Rouse, Johnny Griffin, Harold Land (tenor saxophones)
Joe Gordon (trumpet)
Sam Jones, Ahmed Abdul-malik, John Ore (bass)
Art Blakey, Frankie Dunlop, Billy Higgins, Art Taylor (drums)

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Carl Nielsen (1865-1931): Symphony Nº 5, Concertos, Wind Quintet

A Sinfonia Nº 5 de Nielsen é absurdamente bela. O Quinteto de Sopros é algo que me deixa feliz e os 3 Concertos de Nielsen — são só três — são também esplêndidos, com ligeira preferência minha pelo para violino. A regência da Sinfonia e do Concerto para Violino é de Kubelik… Então dizer o quê? Que desejo um bom sábado para vocês? Sim, também. Uma vez disse que os escandinavos, muito organizados, parecem ter acertado que cada país teria seu compositor importante na música erudita. A Noruega ficou com Grieg, a Suécia com Berwald, a Finlândia com Sibelius e a Dinamarca com Nielsen. E, putz, Nielsen é desprezadíssimo. Que injustiça.

A 5ª Sinfonia pertence a outro mundo. Escrita entre 1921 e 1922 mostra o mundo e a linguagem musical desintegrando-se. Homem de seu tempo, Nielsen provocou irritação, principalmente pelo trecho onde indica que a percussão deve fazer barulho sem especificar de que tipo… Ou melhor, Nielsen simplesmente instrui a percussão a tentar parar a progressão da música a qualquer custo, sem explicar o que deviam fazer para isso… Na gravação de Kubelik, a coisa até que vai calma, mas tenho outra em CD de uns bagunceiros escoceses acostumados à brigas de rua e aos quebra-quebra habituais dos bêbados, onde esforços maiores são feitos (Royal Scottish National Orchestra / Bryden Thomson, aqui, aqui e aqui). O originalíssimo primeiro movimento divide-se em 2 partes e 3 planos tonais; o ritmo é monótono, depois torna-se militaresco e até aterrorizante, ainda mais quando os percussionistas decidem acabar com a música. Vale a pena conhecer por inteiro esta obra curiosíssima e ultraclara em sua determinação de mostrar o ambiente político que se criava.

IM-PER-DÍ-VEL !!!!

Carl Nielsen (1865-1931): Symphony Nº 5, Concertos, Wind Quintet

CD1
1. Symphony No.5, Op.50 – I. Tempo Giusto 11:41
2. Symphony No.5, Op.50 – Adagio Non Troppo 9:46
3. Symphony No.5, Op.50 – II. Allegro 6:21
4. Symphony No.5, Op.50 – Presto 3:14
5. Symphony No.5, Op.50 – Andante Poco Tranquillo 4:21
6. Symphony No.5, Op.50 – Allegro 3:21

Danish Radio Symphony Orchestra
Rafael Kubelik

7. Violin Concerto, Op. 33 – I. Praeludium – Largo 6:33
8. Violin Concerto, Op. 33 – II. Allegro Cavalleresco 12:49
9. Violin Concerto, Op. 33 – III. Poco Adagio 6:53
10. Violin Concerto, Op. 33 – IV. Rondo_ Allegretto Scherzando 11:05

Arve Tellefsen, violin
Danish Radio Symphony Orchestra
Herbert Blomstedt

CD 2
1. Flute Concerto – I – Allegro moderato 11:28
2. Flute Concerto – II – Allegretto 7:44

Frantz Lemmser, flute
Danish Radio Symphony Orchestra
Herbert Blomstedt

3. Clarinet Concerto, Op 57: Allegretto un poco – Poco adagio – Allegro non troppo – Adagio – Allegro vivace 25:46

Kjell-Inge Stevensson, clarinet
Danish Radio Symphony Orchestra
Herbert Blomstedt

4. Wind Quintet in A major, Op.43: I Allegro ben moderato 8:20
5. Wind Quintet in A major, Op.43: II Menuet 4:37
6. Wind Quintet in A major, Op.43: III Praeludium (Adagio) – Tema con variazioni (Un poco andantino) 10:59

Melos Ensemble

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Karajan Conducts Tchaikovsky – CD 4 de 8 – Synphony no. 4 in F minor, op. 36, Variations on a Rococo Theme for Cello and Orchestra op. 33 – Karajan, BPO, Rostropovich

Eu diria que esta coleção começa a engrenar aqui, com este CD de número 4. Aqui o bicho pega.
A Sinfonia de nº 4 é de uma força tremenda, já no seu início, com os sopros mostrando a que vieram, e logo depois, as cordas, ah, as cordas da Filarmônica de Berlim… que unidade, que coerência, que precisão… em minha opinião, é a partir desta obra que Tchaikovsky começa a ser conhecido como grande sinfonista, apesar das críticas negativas na época de sua estréia com o tempo ela se impôs, e é uma das obras mais executadas e gravadas do compositor russo até os dias de hoje.
A alma russa está sempre presente na obra de Tchaikovsky, mas aquele romantismo tão característico se impõe em sua obra. Ela intercala momentos de explosão e de tranquilidade, nos levando à extremos. Gostei deste comentário do resenhista da Wikipedia:

The Fourth Symphony is where Tchaikovsky’s struggles with Western sonata form came to a head. In some ways he was not alone. The Romantics in general were never natural symphonists because music was to them primarily evocative and biographical. Western musical form, as developed primarily by Germanic composers, was analytical and architectural; it simply was not designed to handle the personal emotions the Romantics wished to express.The difference with Tchaikovsky was that while the other Romantics remained generally autobiographical in what they wanted to express, he became more specific and, consequently, more intense.
In his first three symphonies he had striven to stay within strict Western form. The turbulent changes in his personal life, including his marital crisis, now led him to write music so strongly personal and expressive that structural matters could not stay as they had been. Beginning with the Fourth Symphony, the symphony served as a human document—dramatic, autobiographical, concerned not with everyday things but with things psychological. This was because Tchaikovsky’s creative impulses had become unprecedentedly personal, urgent, capable of enormous expressive forcefulness, even violence.

A outra obra do CD é a famosa gravação das “Variações sobre um Tema Rococo” com o grande, quiçá o maior violoncelista do século XX, Mstislav Rostropovich. É considerada a gravação definitiva dessa obra.

Enfim, para quem curte fortes emoções, eu diria que este CD é altamente recomendável. Claro que leva o selo de IM-PER-DÍ-VEL!!!

01 – Symphony no. 4 in F minor, op. 36 – 1. Andante sostenuto – Moderato con anima
02 – Symphony no. 4 in F minor, op. 36 – 2. Andantino in modo di canzone
03 – Symphony no. 4 in F minor, op. 36 – 3. Scherzo. Pizzicato ostinato – Allegro
04 – Symphony no. 4 in F minor, op. 36 – 4. Finale. Allegro con fuoco
05 – Variations on a Rococo Theme for Cello and Orchestra op. 33 – Moderato quasi Andante
06 – Variations on a Rococo Theme for Cello and Orchestra op. 33 – Tema. Moderato
07 – Variations on a Rococo Theme for Cello and Orchestra op. 33 – Variazone I. Tempo del tema
08 – Variations on a Rococo Theme for Cello and Orchestra op. 33 – Variazone II. Tempo del Tema
09 – Variations on a Rococo Theme for Cello and Orchestra op. 33 – Variazone III – Andante sostenuto
10 – Variations on a Rococo Theme for Cello and Orchestra op. 33 – Variazone IV. Andante grazioso
11 – Variations on a Rococo Theme for Cello and Orchestra op. 33 – Variazone V. Alegro moderato
12 – Variations on a Rococo Theme for Cello and Orchestra op. 33 – Variazone VI. Andante
13 – Variations on a Rococo Theme for Cello and Orchestra op. 33 – Variazone VII – Alegro vivo

Mstislav Rostropovich – Cello
Berliner Philharmoniker
Herbert von Karajan

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FDPBach

Antonio Vivaldi (1678-1741): Complete Cello Sonatas

Talvez o Raphael Cello fosse postar isso aqui, mas como sou sacana mesmo, posto antes. E pela segunda vez. O filminho promocional abaixo não faz justiça ao excelente CD duplo de Ophélie Gaillard e do Pulcinella que coloco em um só arquivo. Vivaldi costuma surpreender, principalmente fora do âmbito dos concertos. O padreco escrevia música com extrema facilidade, porém muitas vezes só ligava o piloto automático sem maior atenção. Porém, quando o desligava e punha todo seu talento a trabalhar, melhor sair da frente. Chegaram a nós apenas nove sonatas para violoncelo de Vivaldi. Os musicólogos dizem que havia outras tantas. Há também dúvidas quanto à autenticidade da sexta. Olha, eu gostei muito deste CD. Tem um espírito italiano, é consistente e é muito bem gravado.

Vocês sabem que a sonata indica uma composição para ser tocada. Seria uma oposição àquilo que seria para cantar (a cantata). Então, um dos méritos adicionais do grande Padre Vermelho e Tarado é esta perfeita adaptação tanto à música vocal — foi um operista de mão cheia — quanto à instrumental.

Antonio Vivaldi – Complete Cello Sonatas

1. Sonate n°3 en La mineur – Largo 4:21
2. Sonate n°3 en La mineur – Allegro 3:09
3. Sonate n°3 en La mineur – Largo 4:13
4. Sonate n°3 en La mineur – Allegro 3:03

5. Sonate n°5 en Mi mineur – Largo 3:11
6. Sonate n°5 en Mi mineur – Allegro 2:46
7. Sonate n°5 en Mi mineur – Largo 3:38
8. Sonate n°5 en Mi mineur – Allegro 2:06

9. Sonate n°9 en Sol mineur – Preludio largo 4:30
10. Sonate n°9 en Sol mineur – Allemanda andante 3:43
11. Sonate n°9 en Sol mineur – Sarabanda largo 4:55
12. Sonate n°9 en Sol mineur – Gigue allegro 2:14

13. Sonate n°2 en Fa majeur – Largo 3:03
14. Sonate n°2 en Fa majeur – Allegro 2:23
15. Sonate n°2 en Fa majeur – Largo 3:34
16. Sonate n°2 en Fa majeur – Allegro 2:33

17. Sonate n°7 en La mineur – Largo 2:14
18. Sonate n°7 en La mineur – Allegro poco 2:25
19. Sonate n°7 en La mineur – Largo 3:30
20. Sonate n°7 en La mineur – Allegro 2:27

Disc 2:

1. Sonate n°6 en Si bémol majeur – Preludio largo 2:24
2. Sonate n°6 en Si bémol majeur – Allemanda allegro 2:27
3. Sonate n°6 en Si bémol majeur – Largo 2:48
4. Sonate n°6 en Si bémol majeur – Allegro corrente 2:36

5. Sonate n°4 en Si bémol majeur – Largo 4:05
6. Sonate n°4 en Si bémol majeur – Allegro 2:33
7. Sonate n°4 en Si bémol majeur – Largo 4:49
8. Sonate n°4 en Si bémol majeur – Allegro 3:10

9. Sonate n°1 en Si bémol majeur – Largo 3:32
10. Sonate n°1 en Si bémol majeur – Allegro 3:08
11. Sonate n°1 en Si bémol majeur – Largo 3:21
12. Sonate n°1 en Si bémol majeur – Allegro 2:08

13. Sonate n°8 en Mi bémol majeur – Larguetto 4:05
14. Sonate n°8 en Mi bémol majeur – Allegro 2:44
15. Sonate n°8 en Mi bémol majeur – Andante 2:39
16. Sonate n°8 en Mi bémol majeur – Allegro 2:52

Ophélie Gaillard
Ensemble Pulcinella

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Richard Wagner (1813-1883) – Os Mestres Cantores de Nuremberg (Die Meistersinger von Nürnberg)

Continuemos em nossa empreitada das óperas wagnerianas. A seguir, informações históricas sobre Os Mestres cantores de Nuremberg, extraídas DAQUI: “A ópera Die Meistersinger, de Wagner está baseada em fatos históricos. A figura dos Mestres cantores remonta seu patrimônio estilístico ao Minnesinger alemão. Equivalente ao trovador ou menestrel, os Minnesinger percorriam a Alemanha dos séculos XII, XIII e XIV, compondo canções e poemas em louvor ao amor galante. A partir dessas criações foram estabelecidos conjuntos de regras que deveriam ser rigorosamente obedecidos na composição musical. Aqueles que estabeleceram esse estilo de composição musical eram chamados Meistersinger e estiveram em voga do século XIV até o século XVI. Em geral, os Meintersinger eram artesões de classe media que se organizavam e sociedades ou Singschulen (“escolas de canto”) para poetas e músicos. Dentro das sociedades eram observados diferentes níveis hierárquicos: os que se encontravam no primeiro nível eram os Schüler e os Schulfreunde (aprendizes), seguidos pelos Sänger (cantores), Dichter (“poetas”) e no topo, o cobiçado título de Meister (aqueles dotados de talento para produzir novas melodias). As sociedades de Meistersinger freqüentemente promoviam concursos com regras estritas, semelhante ao apresentado na ópera de Wagner. As regras ou Tablatur, determinavam a melodia, o metro, o esquema de rimas e até o tema. Uma vez que essas competições eram realizadas nas igrejas, somente assuntos religiosos eram permitidos (no mínimo até o século XV), após a Reforma os temas eram originados quase que exclusivamente da Bíblia de Lutero. O apego a linguagem utilizada por Lutero é também um exemplo de como os Meistersinger estavam comprometidos com o emprego de uma linguagem pura. Para suas canções eles preferiam o padrão do hochdeutsch (alemão superior) utilizado nas classes sociais mais altas, no governo e na Bíblia de Lutero. Um dialeto regional poderia ser usado mas moderadamente, palavras coloquiais não poderiam ser empregadas para rimar com palavras do alemão superior. Outras regras estabeleciam que o significado da poesia deveria ser claro e que a claridade e a gramática não poderiam comprometer a rima ou o número de sílabas. As Singschulen (escolas de canto) se encontravam em todas as cidades ao sul da Alemanha mas foi Nüremberg que se destacou como centro principal. Nüremberg foi a cidade natal de Hans Sachs, também ficou conhecida pelos esforços de um Hans Folz, que tentou persuadir sua sociedade a atenuar as restrições musicais. Apesar dos esforços inovadores de Hans Folz e de outros, as várias Singschulen foram paulatinamente eliminadas pela rigidez e complexidade de seus Tablatur (conjuntos de regras). Gradualmente as sociedades se dissolveram e apenas um grupo sobreviveu até 1875 em Memmingen“.

Mais informações AQUI

Richard Wagner (1813-1883) – Os Mestres Cantores de Nuremberg (Die Meistersinger von Nürnberg)

DISCO 01

01. Prelude
02. Act-1 Scene 1 – Da zu dir der Heiland kam, willig seine Taufe nahm
03. Act-1 Scene 1 – Verweilt! – Ein Wort! Ein einzig Wort!
04. Act-1 Scene 1 – Da bin ich; wer ruft_
05. Act-1 Scene 2 – David, was stehst_
06. Act-1 Scene 2 – Mein Herr, der Singer Meisterschlag gewinnt sich nicht an einem Tag
07. Act-1 Scene 2 – Das sind nur die Namen; nun lernt sie singen
08. Act-1 Scene 2 – Habt ihr zum ‘Singer’ euch aufgeschwungen und der Meister T_ne richtig gesungen
09. Act-1 Scene 3 – Seid meiner Treue wohl versehen, was ich bestimmt, ist euch zu Nutz_
10. Act-1 Scene 3 – Zu einer Freiung und Zunftberatung ging an die Meister ein’ Einladung_
11. Act-1 Scene 3 – Das schone Fest, Johannistag, ihr wisst, begeh’n wir morgen;
12. Act-1 Scene 3 – Das heisst ein Wort, ein Wort ein Mann!
13. Act-1 Scene 3 – Verzeiht! Vielleicht schon ginget ihr zu weit
14. Act-1 Scene 3 – Mir gen¨¹gt der Jungfer Ausschlagstimm’
15. Act-1 Scene 3 – Dacht’ ich mir’s doch! Geht’s da hinaus, Veit_
16. Act-1 Scene 3 – Am stillen Herd in Winterszeit, wann Burg und Hof mir eingeschneit
17. Act-1 Scene 3 – Nun, Meister, wenn’s gefallt, werd’ das Gemerk bestellt
18. Act-1 Scene 3 – Was euch zum Liede Richt’ und Schnur, vernehmt nun aus der Tabulatur!

DISCO 02

01. Act-1 Scene 3 – ‘Fanget an!’ – So rief der Lenz in den Wald
02. Act-1 Scene 3 – Seid ihr nun fertig_
03. Act-1 Scene 3 – Halt, Meister! Nicht so geeilt!
04. Act-1 Scene 3 – Aus finst’rer Dornenhecken die Eule rauscht hervor
05. Act-2 Scene 1 – Johannistag! Johannistag!
06. Act-2 Scene 2 – Lass sehn, ob Nachbar Sachs zu Haus_
07. Act-2 Scene 3 – Zeig her! – ‘s ist gut. Dort an der Tur’
08. Act-2 Scene 3 – Wie duftet doch der Flieder so mild, so stark und voll!
09. Act-2 Scene 4 – Gut’n Abend, Meister! Noch so fleissig_
10. Act-2 Scene 4 – Hilf Gott! Wo bliebst du nur so spat_ – Scene 5 – Da ist er!
11. Act-2 Scene 5 – Ja, ihr seid es! nein, du bist es!
12. Act-2 Scene 5 – Uble Dinge, die ich da merk’_ – Scene 6 – Wie_ Sachs_ Auch er_
13. Act-2 Scene 6 – Jerum! Jerum! Hallo allohe!
14. Act-2 Scene 6 – Mich schmerzt das Lied, ich weiss nicht wie!
15. Act-2 Scene 6 – War das eu’r Lied_
16. Act-2 Scene 6 – Den Tag seh’ ich erscheinen, der m¨ªr wohl gefall’n tut_
17. Act-2 Scene 6 – Seid ihr nun fertig_
18. Act-2 Scene 7 – Ach, Himmel! David! Gott, welche Not!

DISCO 03

01. Act-3 – Prelude
02. Act-3 Scene 1 – Gleich, Meister! Hier!
03. Act-3 Scene 1 – Blumen und Bander seh’ ich dort_ schaut hold und jugendlich aus
04. Act-3 Scene 1 – ‘Am Jordan Sankt Johannes stand’
05. Act-3 Scene 1 – Wahn! Wahn! ¨¹berall Wahn!
06. Act-3 Scene 2 – Gruss’ Gott, mein Junker! Ruhtet ihr noch_
07. Act-3 Scene 2 – Mein Freund, in holder Jugendzeit
08. Act-3 Scene 2 – Morgenlich leuchtend in rosigem Schein
09. Act-3 Scene 2 – Abendlich gluhend in himmlischer Pracht verschied der Tag
10. Act-3 Scene 3 – Ein Werbelied! Von Sachs! Ist’s wahr_
11. Act-3 Scene 3 – Oh Schuster, voll von Ranken
12. Act-3 Scene 3 – Mag sein; doch hab’ ich noch nie entwandt
13. Act-3 Scene 4 – Gruss Gott, mein Evchen!
14. Act-3 Scene 4 – Weilten die Sterne im lieblichen Tanz_
15. Act-3 Scene 4 – O Sachs, mein Freund! Du teurer Mann!

DISCO 03

01. Act-3 Scene 4 – Ein Kind ward hier geboren_
02. Act-3 Scene 4 – Selig, wie die Sonne meines Gluckes lacht
03. Act-3 Scene 4 – Nun, Junker, kommt! Habt frohen Mut!
04. Act-3 Scene 5 – Sankt Krispin, lobet ihn!
05. Act-3 Scene 5 – Ihr tanzt_ Was werden die Meister sagen_
06. Act-3 Scene 5 – Wacht auf, es nahet gen den Tag;
07. Act-3 Scene 5 – Euch macht ihr’s leicht, mir macht ihr’s schwer
08. Act-3 Scene 5 – O Sachs, mein Freund! Wie dankenswert!
09. Act-3 Scene 5 – Morgen ich leuchte in rosigem Schein
10. Act-3 Scene 5 – Das Lied, furwahr, ist nicht von mir
11. Act-3 Scene 5 – Morgenlich leuchtend im rosigen Schein, von Blut’ und Duft geschwellt die Luft
12. Act-3 Scene 5 – Verachtet mir die Meister nicht, und ehrt mir ihre Kunst!
13. Freischutz – Nein, langer trag’ich nicht die Qualen
14. Freischutz – Durch die Walder durch die Auen
15. Freischutz – Wolfsschlucht

Saxon State Orchestra
Rudolf Kempe, regente
Ferdinand Frantz, Hans Sachs
Tiana Leimnitz, Eva
Gerhard Unger, David
Kurt Bohme, Veit Pogner

Dresden, 1951

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Carlinus

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Symphonies Nos. 1 & 15 (com Gergiev)

A Sinfonia Nº 1 de Shosta foi escrita como um trabalho de aula para o Conservatório. Até hoje ouvimos este tremendo tema para casa. Mas vou contar uma coisa para vocês: olhando e revendo a totalidade delas, revirando e ouvindo tudo de novo, a Sinfonia Nº 15 — a última — é para mim a melhor de todas. É uma síntese. Não é tão profunda quando a 10ª ou a 6ª, não é tão clara em suas intenções quanto a 11ª, nem é tão literária e humana quanto a 13ª. Tem bom humor, sarcasmo, tristeza, desespero. Tem Rossini e Wagner. É uma sinfonia, mas sua estrutura tem tantos solos que talvez merecesse o apelido de Sinfonia Concertante. E não tem nenhum momento onde a qualidade ou o estilo faça meu interesse diminuir. Fico todo o tempo tenso, atento, meio que torcendo pela orquestra fazer tudo direitinho. E é uma espécie de despedida feita ao som de uma jocosa percussão. E olhem que não havia antidepressivos para o torturado Shostakovich, havia apenas um enorme artista fazendo renascer seu sarcasmo da juventude. Adoro!

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Symphonies Nos. 1 & 15

1. Symphony No. 1: I. Allegretto 8:52
2. Symphony No. 1: II. Allegro 4:40
3. Symphony No. 1: III. Lento – Largo 8:45
4. Symphony No. 1: IV. Allegro molto – Lento – Adagio – Presto 9:35

5. Symphony No. 15: I. Allegretto 8:18
6. Symphony No. 15: II. Adagio 14:59
7. Symphony No. 15: III. Allegretto 4:04
8. Symphony No. 15: IV. Adagio – Allegretto 16:36

Mariinsky Orchestra
Valery Gergiev

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PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Orchestral Suites BWV 1066-1069 – Gardiner, English Baroque Soloists

Não sei se é por causa da chuva e do frio que predominam aqui no sul do Brasil, só sei que o meu computador anda muito temperamental, desligando sozinho de vez em quando, outras vezes nem quer ligar… enfim, temperamental. Ou pedindo aposentadoria. Mas esta última opção não será possível de realizar tão cedo. Andei trocando de carro há alguns meses atrás, portanto estou economizando tudo o que pode ser economizado. Esse computador vai ter me aguentar por mais uns dois anos, pelo menos.

Durante muitos anos estive atrás desta gravação das Suítes Orquestrais com o Gardiner.Nem acreditei quando a encontrei, estava até acreditando que ele nem as havia gravado.  Desde então, não canso de ouvi-las. Estão no meu mp3 player e no cartão de memória do celular, para poder ouvi-las sempre que possível.

Postei os Brandenburgo Concertos com o Gardiner há alguns meses atrás. Curiosamente ele nunca havia gravado aquelas obras, só agora, no final da primeira década do novo século ele as enfrentou, e já consolidado como o grande regente que é, e além disso, já ostentando o título de Cavaleiro da Rainha na frente do nome. Agora temos de chamá-lo de Sir John Eliot Gardiner. E aquela postagem foi um sucesso. Estas Suítes Orquestrais, ao contrário, já foram gravadas há 25 anos atrás, ou mais, se não me engano, ainda nos anos 80, e por algum motivo, saiu de catálogo, e ficou muito difícil de conseguir.

Infelizmente não tive acesso às informações sobre os solistas. Agradeceria a boa alma caridosa que me passasse estas informações.

Gardiner sempre se sente à vontade quando toca Bach. Definitivamente, é um grande especialista neste repertório. Tenho certeza de que os senhores irão gostar.

P.S. – Este CD encontra-se fora de catálogo. Não o encontrei nem na amazon nem no site da própria ERATO.

P.S; 2 – Um atento ouvinte me alertou que estava faltando uma das faixas doo BWV1067. Para não ter de reupar todo o arquivo, estou disponibilizando apenas a faixa. Trata-se das belíssimas Bourees I & II .

CD 1

1 – Suite No.1 BWV 1066 – Overture
2 – Courante
3 – Gavottes 1 & 2
4 – Forlane
5 – Menuets 1 & 2
6 – Passepides 1 & 2
7 – Choral BWV 299 (Monteverdi Choir)
8 – Suite No.2 BWV 1067 – Overture
9 – Rondeau
10 – Sarabande
11- Bourr es 1 & 2
12 – Polonaise Double
13 – Menuet
14 – Badinerie

CD 2

1 – Suite No. 3 BWV 1068 – Ouverture
2 – Air
3 – Bourree
4 – Gavottes 1 & 2
5 – Gigue
6 – Suite No. 4 BWV 1069 – Ouverture
7 – Bourrees 1 & 2
8 – Gavotte
9 – Menuets 1 & 2
10 – Rejouissance

English Baroque Soloists
John Eliot Gardiner – Conductor

BAIXE AQUI -DOWNLOAD HERE

FAIXA 12 – SUÍTE Nº2, BWV 1067 – Bourees I & II
FDPBach

[Restaurado] Chopin: Cello Sonata; Polonaise Op.3; Schumann: Adagio & Allegro – Rostropovich – Argerich

Esta época de estudos e exames tem me deixado sem a concentração necessária para fazer os textos das postagens… se bem que essa nem precisa ter texto!

Basta ler o nome Rostropovich ou Argerich que você já sabe que DEVE fazer o download. Ainda mais se os dois estiverem juntos. QUE DUPLA!!!!!

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Frederic Chopin (1810-1849)
Sonata for Piano and Violoncello in G minor, op. 65
1 1. Allegro moderato
2 2. Scherzo. Allegro con brio
3 3. Largo
4 4. Finale. Allegro

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Polonaise brillante for Piano and Violoncello C-dur op. 3
5 lntroduction. Lento
Alla Polacca. Allegro

Robert Schumann (1810-1856)
6. Adagio and Allegro for Violoncello and Piano in A major, op. 70 (Arr.: Friedrich Grutzmacher)

Chopin: Cello Sonata; Polonaise Op.3 & Schumann: Adagio & Allegro – 1989
Mstislav Rostropovich, cello
Martha Argerich, piano

 

Boa audição,

BAIXE AQUI/ DOWNLOAD HERE

Raphael Cello

[restaurado por Vassily em 5/6/2021, em homenagem aos oitenta anos da Rainha!]

Anton Bruckner (1824-1896) – Sinfonia No. 3 in D minor e Symphony No. 8 in C minor

Ouvi este baita CD há pouco e percebi que era fundamental compartilhá-lo. Percebo dois momentos da vida de Bruckner aqui escancarados: (1) A Sinfonia no. 3 é um trabalho repleto de “idealismos”. Foi dedicada a Richard Wagner. Possui bons momentos; passagens daquilo que seria trabalhada a partir da Quarta Sinfonia – momento em que os grandes trabalhos se sucederiam numa progressão assustadora. (2) A poderosa Oitava Sinfonia, um dos trabalhos mais atordoadores de toda a história das composições sinfônicas, é uma marca do gênio de Bruckner. As sinfonias números 7, 8 e 9 de Bruckner são portais que nos levam ao paraíso. Acredito (sem exagero) que essas sinfonias serão tocadas na “Nova Jerusalém” – nomenclatura utilizada pelo livro de Apocalipese para descrever o “Novo Céu”. Ultimamente tenho ouvido muita coisa com George Szell e me impressiona a qualidade desse regente. Boa apreciação!

Anton Bruckner (1824-1896) – Sinfonia No. 3 in D minor e Symphony No. 8 in C minor

DISCO 01

01. Mehr bewegt, misterioso
02. Andante. Bewegt, feierlich, quasi Adagio
03. Scherzo. Ziemlich schnell
04. Finale. Allegro

Symphony No. 8 in C minor, WAB 108

01. I. Allegro moderato

DISCO 02

01. II. Scherzo. Allegro moderato
02. III. Adagio. Feierlich langsam_ doch nicht schleppend
03. IV. Finale. Feierlich, nicht schnell

Cleveland Orchestra
George Szell, regente

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Carlinus

I Bienal Música Hoje – Seminário de Inverno de Música Contemporânea em Curitiba

I Bienal Música Hoje

Seminário de Inverno de Música Contemporânea em Curitiba

Nos últimos quinze anos, Curitiba tem visto – pela primeira vez em sua história – uma importante movimentação de música nova. A cidade conta hoje com um grande número de estudantes de composição musical e diversos compositores em atividade. Composição contemporânea é uma das linhas de pesquisa do mestrado em música da Universidade Federal do Paraná e um dos cursos de bacharelado da Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Muitos dos que se formaram em composição aqui encontram-se hoje em atividade na Europa e na América do Norte. Não havia entretanto uma ação institucional na área, o que de certa forma, excluia Curitiba dos circuitos internacionais de música contemporânea.

Ao mesmo tempo, a Universidade Federal do Paraná vive um momento histórico de construção do Corredor Cultural, de preparações para as comemorações do centenário de nossa Universidade – propício para promover um festival de música de arte em Curitiba e fomentar o processo de internacionalização da UFPR no campo das artes.

Dado este quadro, realizamos a I Bienal Música Hoje, com apresentações de grupos nacionais e convidados internacionais da cena de música contemporânea, e do Seminário de Inverno de Música Contemporânea em Curitiba, com professores participantes dos grupos e alunos de composição vindos de todo Brasil e das Universidades do Grupo de Montevidéu.

Vincula-se assim a valorização e difusão da diversidade cultural e artística brasileira ao panorama internacional de música contemporânea.

29.8. – 20h – Concerto de Abertura | Platypus Ensemble | Viena – Áustria
Capela Santa Maria – Espaço Cultural | Rua Conselheiro Laurindo, 273 | Curitiba

Programa:

Tania Lanfer – I Have Come on Foot (2011)
Márcio Steuernagel – Namarië (2008)
Joanna Wozny – Kahles Astwerk (2007)
Vinicius Giusti – Estudo Aberto (2011)
Mirela Ivicevic – Dominosa ADHD: Haute couture (2011)
Hannes Dufek – Unstern (2011)
Fernando Riederer – Alento II (2011)

Platypus – Ensemble für neue Musik
Kaoko Amano, Soprano
Sieglinde Größinger, Flautas
Theresia Schmidinger, Clarinetes
Marianna Oczkowska, Violino
Tomasz Skweres, Violoncelo
Jaime Wolfson, Piano e Direção

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30.8. – 18h30 – Duo Fla-∏ | Curitiba – Brasil
Paço da Liberdade | Praça Generoso Marques | Centro, Curitiba

Programa: (em breve)

Duo Fla-∏
Valentina Daldegan, Flauta
Beatriz Furlanetto, Piano

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30.8. – 20h – Ensemble Cross.Art | Stuttgart – Alemanha
Capela Santa Maria – Espaço Cultural | Rua Conselheiro Laurindo, 273 | Curitiba

Programa: (em breve)

Ensemble Cross.Art
Céline Papion, Violoncelo
Junko Yamamoto, Piano

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31.8. – 18h30 – Concerto Eletroacústico | Curadoria de Vinícius Giusti, Bremen – Alemanha
Paço da Liberdade | Praça Generoso Marques | Centro, Curitiba

Programa: (em Breve)

Vinícius Giusti, Difusão Electroacústica

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31.8. – 20h – Duo Fernando Rocha e Ana Cláudia Assis| Belo Horizonte, Brasil
Sesc da Esquina | Rua Visconde do Rio Branco, 969, Curitiba

Programa: (em Breve)

Fernando Rocha, Percussão
Ana Cláudia Assis, Piano

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1.9. – 20h 2dB Duo | Rio de Janeiro, Brasil
Paço da Liberdade | Praça Generoso Marques | Centro, Curitiba

Programa Latino-Americano:

Daniel Quaranta – Sobre um Conto de Borges (2002)
Rodrigo Sigal –  Friction of Things in Other Places (2002)
Jocy de Oliveira – Morte de Desdêmona (1997)
Bryan Holmes – Desembocaduras (2008)
Paulo Guicheney – Anjos são Mulheres que Escolheram a Noite (2006)
Carlos Suárez – Metáforas do Tempo (2008)
Neder Nassaro – Concerto Armado (2001)

2dB Duo
Doriana Mendes, Soprano
Bryan Holmes, Difusão Electroacústica

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2.9. – 20h – final do I Concurso de Composição CCTG/OSP/UFPR
Orquestra Sinfônica do Paraná | Curitiba, Brasil
Teatro Guaíra | Auditório Bento Munhoz da Rocha Netto – Guairão
Rua Conselheiro Laurindo, s/nº, Curitiba

Programa:

I Concurso Nacional de Composição
Centro Cultural Teatro Guaíra
Orquestra Sinfônica do Paraná
Universidade Federal do Paraná

Orquestra Sinfônica do Paraná
Márcio Steuernagel, Direção

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3.9. – 20h – Sextante do Mato Grosso, Cuiabá – Brasil
Paço da Liberdade | Praça Generoso Marques | Centro, Curitiba

Programa: (em Breve)

Sextante do Mato Grosso
Rose Vic, Soprano
Teresinha Prada & Roberto Victório, Violão/Viola Caipira

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4.9. – 20h – Concerto de Encerramento | Obras para Ensemble e Orquestra
Platypus Ensemble | Orquestra Filarmônica da UFPR | Ensemble EntreCompositores
Teatro da Reitoria da UFPR | Rua XV de Novembro, 1299 – Centro, Curitiba

Programa:

Tomasz Skweres – Concerto para Violoncelo e  Orquestra (2011)
Simon Vosecek – Migraine (2011)
Vinicius Giusti – N.N. (2011)
Márcio Steuernagel/Orlando Scarpa Neto – Alle Sterne’ (2011)
Lucas Fruhauf – O tempo, o frio e os rumores (2011)
Alexandre Torres Porres – (i)Re(f||v)erência (2011)
Fernando Riederer – Alento III (2006-2011)

Platypus – Ensemble für neue Musik
Orquestra Filarmônica da UFPR
Ensemble EntreCompositores
Jaime Wolfson – Lucas Ferreira Fruhauf – Marcell Silva Steuernagel, Direção

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Avicenna

Richard Wagner (1813-1883) – Rienzi , o último dos tribunos, WWV 49 (ópera em 5 atos)

Rienzi, der letzte der Tribunen (em port.: Rienzi, o último dos tribunos) é a terceira ópera, de cinco actos, composta em 1840, por Richard Wagner. O seu libreto foi escrito pelo próprio compositor, embora baseado no romance do novelista inglês Edward George Earl Bulwer-Lytton intitulado Rienzi, o último Tribuno Romano, e também numa peça de teatro da novelista e dramaturga também inglesa Mary Russell Mitford. Em Junho de 1837, Wagner foi contratado como diretor musical em Riga. Enquanto esperava pela tomada de posse desse cargo, leu com muito interesse, em Blasewitz, perto de Dresden, a supracitada novela de Bulwer-Lytton. Imediatamente se sentiu atraído pela idéia de criar algo grande e fantástico a fim de se alhear da infortunada realidade da sua vida. O pensamento de fazer uma “grande ópera heróica 1836, juntamente com o seu amigo Theodor Apel. Em 1840, a ópera estava terminada. Wagner tinha então 27 anos. Já tinha composto a sua primeira ópera, As Fadas, em 1833, aos 23 anos, e a sua segunda ópera, O Amor Proibido, em 1834 aos 24 anos. A estréia de Rienzi, dirigida pelo maestro Karl Gottlieb Reißiger, ocorreu no Teatro da Corte de Dresden, no dia 20 de Outubro de 1842. Apesar da ópera ter durado cerca de seis longas horas (contando com os intervalos), o sucesso foi retumbante e marcou, para sempre, a vida de Wagner. O manuscrito original perdeu-se e foi encontrado, anos mais tarde, na biblioteca particular de Adolf Hitler. Isso não seria de se estranhar, pois Hitler, assíduo frequentador das óperas wagnerianas, apreciava esta ópera acima de todas as outras. De acordo com o documentário Mulheres de Hitler, Hitler chegou a assistir Rienzi mais de quarenta vezes. A razão é porque o enredo anda todo à volta da vida de Cola di Rienzi, uma personagem popular da Itália medieval que tenta derrotar os nobres, incutir a revolta no povo, conduzindo-o a um futuro melhor. Os estandartes do Partido Nazi foram concebidos pelo Führer com base nos modelos desta ópera.

DAQUI

P.S. Quem quiser saber mais da relação de Hitler com a ópera Rienzi de Wagner, assista ao documentário A Arquitetura da Destruição, do sueco Peter Cohen.

Richard Wagner (1813-1883) – Rienzi , o último dos tribunos, WWV 49 (ópera)

DISCO 01

01 – Ouvertüre
02 – Hier ist’s, hier ist’s! Frisch auf
03 – Dies ist eu’r handwerk, daran erkenn’ ich euch!
04 – O Schwester, sprich, was dir geschah
05 – Die Stunde naht, mich ruft mein hohes Amt
06 – Er geht und lässt dich meinem Schutz
07 – Gegrüßt, gegrüßt sei, hoher tag
08 – Rienzi! Ha Rienzi hoch! – Erstehe, hohe Roma, neu!
09 – Jauchzet, ihr Täler!

DISCO 02

01 – Rienzi, nimm des Friedens Gruß!
02 – Colonna, hörtest du das freche Wort _
03 – Erschallet Feierklänge!
04 – Ihr Römer, es beginnt das Fest
05 – Pantomime
06 – Rienzi! Auf! Schützt den Tribun!
07 – Mein armer Bruder, nicht durch mich

DISCO 03

01 – Euch Edlen dieses Volk verzeiht, seid frei
02 – Vernahmt ihr all’ die Kunde schon_
03 – Gerechter Gott! So ist’s entschieden schon!
04 – Wo war ich_ Ha, wo bin ich jetzt_
05 – Marsch
06 – Der Tag ist da, die Stunde naht
07 – Nun denn, nimm, Schicksal, deinen Lauf!
08 – Heil, Roma, dir!

DISCO 04

01 – Wer war’s, der euch hieher beschied_
02 – Ihr nicht beim Feste_
03 – Vae, vae tibi maledicto!
04 – Allmächt’ger Vater, blick herab!
05 – Verlässt die Kirche mich
06 – Ich liebte glühend meine hohe Braut
07 – Rienzi, o mein großer Bruder
08 – Du hier, Irene_
09 – Herbei! Herbei! Auf, eilt uns zu!

*BBC North, June 27, 1976

BBC Northem Symphony Orchestra
Edward Downes, regente

*Informações sobre os intérpretes encontram-se nos scans que seguem no quarto disco

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Carlinus

.: interlúdio – The Skipper and The Reverend :.

Sei quase nada sobre Henry Franklin. Que fez seu caminho no jazz em Los Angeles, que aprendeu muito com Freddie Hubbard e Archie Sheep, que possui extensa discografia — tanto como líder quanto integrante — e que ainda hoje, aos 71 anos, grava e se apresenta regularmente, na Califórnia. E está bem assim; se o “Skipper” manteve consigo certa aura underground, porque não manter a proposta? Principalmente porque meu primeiro contato com o disco que trouxe hoje, The Skipper, se deu por impulso, num sebo. Já compraram disco pela capa? Pois foi o caso. Um tanto de esoterismo, a mancha toda quase em negativo, indicando: jazz tarja preta. O selinho da Black Jazz chancelava. Pensei em perguntar se era um álbum de fusion (o disco é de 1972), mas não quis chamar a atenção, já que o preço era ridículo e o vendedor podia se dar conta. Cheguei em casa pra descobrir uma obra — não de fusion, que eu queria evitar (fusion é um assunto muito delicado), mas de hard bop. E primeira linha. Mas PÕE primeira linha nisso.

Franklin, baixista, faz um caminho mais Paul Chambers, menos Mingus. É mais contido, mas não menos audível nas gravações; fácil de perceber um compasso certeiro com Henderson, no piano elétrico. (Já falei o quanto eu gosto da sonoridade do piano elétrico? Os timbres trazem uma claridade que lembra o exato ponto entre o piano e um vibrafone, e as notas ressaltam em meio dos temas de uma forma inconfundível, que pra mim se traduzem como um instrumento que toca nos sonhos. Sempre me encanto.) Baixo e piano complementam-se e conduzem perfeitamente os temas, deixando à bateria e aos sopros uma liberdade que toma um ar meio europeu, lembrando Evan Parker. O disco alterna temas longos, mais velozes e experimentais, à momentos de maior swing; uma pitada, não mais que isso, de soul aqui e ali, e até um blues. O repertório é interessante e variado, porém os temas mais brilhantes são os mais violentos, mesmo — em especial o de abertura. (“Beauty And The Electric Tub” poderia ser out-take de Bitches Brew, até.)

E já que estamos tratando de pérolas escondidas cujas quais o autor do post sabe pouco (além do que ouve), cabe como uma luva trazer também Uhuru na Umoja, swahili para “liberdade e fraternidade”, magnum opus do saxofonista Frank Wright. Aos ouvidos, logo diz: “lembra o Coltrane free jazz, mas antes de ficar completamente fora do controle (hm, Ascension)”. Na resenha, também lembra Coltrane: as liner notes do álbum trazem a inscrição “Fui colocado neste planeta pelo Criador, para proclamar a mensagem do Espírito Universal, levá-la ao povo”. Não à toa, Wright é chamado de “Reverendo”, e sola como se estivesse fazendo um sermão no delta do Mississipi — que foi onde nasceu, inclusive. Gravado em Paris (Frank deixou os EUA em 1969 e viveu o resto da vida na Europa) e lançado pela Verve em 1970, Uhuru na Umoja não quer ser solene como os discos de Coltrane; no entanto, consegue trazer boa dose de misticismo no jogo de sopros que Wright faz com Noah Howard, outro devoto do avant-garde jazz (e que assina todas as composições bases do disco). Soma-se a isso o fato de que — paradoxalmente ao primeiro disco deste post — o quarteto não tem baixo. E por “não ter baixo” eu também quero dizer que nem piano, nem bateria vão tentar emular essa função; a cozinha está mais improvisada que os saxofones, e são eles que, curiosamente, vão dar a progressão na maior parte do tempo. (“Grooving”, apesar de arrebatadora, não tem groove absolutamente nenhum (o que deixa tudo muito divertido). Junto com “Being”, bastante percussiva, são os pontos altos da bolacha.) Encorpado, é free jazz não recomendado para iniciantes (ou seja, daqueles que PQP adora — e inclusive adora usar pra provocar os incautos). Mas quem tem um pé no estilo vai se esbaldar. Aliás, prestem atenção, se puderem em meio à mixagem pré-setentista (e à fumaceira que os sopros estão fazendo), na elegância que Art Taylor mantém na bateria. Sem perder-se do intuito free jazz, não sai da linha em nenhuma baquetada.


Henry Franklin – The Skipper /1972 [V2]
download – 65MB /mediafire
Henry Franklin (Fender and upright bass), William Henderson (electric piano), Mike Carvin (drums), Oscar Brashear (trumpet, flugelhorn), Charles Owens (tenor sax, alto sax), Kenny Climax (guitar, electric tub), Fred Lido, Tip Jones (percussion)
01 Outbreak (Franklin) 10’08
02 Plastic Creek Stomp (Franklin) 3’27
03 Theme for Jojo (Hall) 7’46
04 Beauty and the Electric Tub (Franklin) 12’40
05 Little Miss Laurie (Franklin) 7’42
06 The Skipper (Henderson) 5’21


Frank Wright Quartet – Uhuru na Umoja /1970 [192]
Frank Wright (tenor sax), Noah Howard (alto sax), Bobby Few (piano), Art Taylor (drums)
download – 47MB /mediafire
01 Oriental Mood 8’53
02 Aurora Borealis 7’41
03 Grooving 6’50
04 Being 6’26
05 Pluto 3’51

Boa audição!
Blue Dog