George Frederic Handel (1685-1759) – Music for the Royal Fireworks, Concerto a due cori nº 2, Concerto a due cori nº 3 – Pinnock, The English Concert

61dmOQA7h8LVamos continuar com a obra de Handel, desta vez trazendo outra obra prima do genial compositor,  a ‘Música para os Reais Fogos de Artifício’.

A Wikipedia tem uma descrição hilariante, porém trágica, da primeira apresentação da obra:

‘ Durante as preparações, Handel e o Duque de Montagu, o Mestre Geral da Ordnance e o oficial responsável pelos Royal Fireworks, discutiram se sobre a adição de violinos. O duque deixou claro para Handel que o rei George preferia apenas instrumentos e tambores marciais e esperava que não houvesse “violões”. Handel omitiu os instrumentos de corda contra sua vontade. Também contra a vontade de Handel, houve um ensaio completo da música no Vauxhall Gardens e não no Green Park. Em 21 de abril de 1749, uma platéia afirmou ser mais de doze mil pessoas, cada uma pagando dois xelins e seis centavos (metade de uma coroa) correu para isso, causando um engarrafamento de três horas de carruagens na London Bridge, a única rota veicular para a área ao sul do rio.

Seis dias depois, em 27 de abril, os músicos presentes estavam em um prédio especialmente construído, desenhado por Servandoni, designer de teatro, que usava quatro italianos para ajudá-lo. Andrea Casali e Andrea Soldi desenharam as decorações. Os próprios fogos de artifício foram inventados e controlados por Gaetana Ruggieri e Giuseppe Sarti, ambos de Bolonha. Charles Frederick era o controlador, o capitão Thomas Desaguliers era o principal mestre do fogo. A exibição não foi tão bem sucedida quanto a música em si: o clima estava chuvoso causando muitas falhas e, no meio do show, o pavilhão direito pegou fogo. Além disso, as roupas de uma mulher foram colocadas em um foguete desviado e outros fogos de artifício queimaram dois soldados e cegaram um terceiro. Ainda outro soldado explodiu sua mão durante um ensaio anterior para os 101 canhões que foram usados durante o evento.’

01 Music for the Royal Fireworks – Ouverture
02 Music for the Royal Fireworks – Bourree
03 Music for the Royal Fireworks – La paix
04 Music for the Royal Fireworks – La rejouissance
05 Music for the Royal Fireworks – Menuet I
06 Music for the Royal Fireworks – Menuet II
07 Concerti a due cori n.2 – Pomposo
08 Concerti a due cori n.2 – Allegro
09 Concerti a due cori n.2 – A tempo giusto
10 Concerti a due cori n.2 – Largo
11 Concerti a due cori n.2 – Allegro ma non troppo
12 Concerti a due cori n.2 – A tempo ordinario
13 Concerti a due cori n.3 – Ouverture
14 Concerti a due cori n.3 – Allegro
15 Concerti a due cori n.3 – Allegro ma non troppo
16 Concerti a due cori n.3 – Adagio
17 Concerti a due cori n.3 – Andante larghetto
18 Concerti a due cori n.3 – Allegro

The English Concert
Trevor Pinnock – Conductor

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Ecos da fé na Alma Brasileira

k06gkjTaí, um CD de música sacra de todos os períodos da história da música brasileira cantada por um dos poucos corais femininos do país: o Collegium Cantorum, de Curitiba. Pena ele não oferecer uma interpretação fervorosa neste disco, mas trata-se de uma gravação de referência, pelo ineditismo de algumas peças e pela proposta. Abaixo, uma notícia sobre o lançamento do álbum.

Coro feminino resgata composições sacras
Collegium Cantorum apresenta concerto de lançamento do disco Ecos da Alma, hoje na Oficina de Música

O coro feminino Collegium Cantorum, de Curitiba, lança hoje, na 26ª edição da Oficina de Música, o CD Ecos da fé na Alma Brasileira, na Igreja Presbiteriana. O projeto é o resultado de sete anos de pesquisa no intuito de fazer o resgate e o registro de composições sacras brasileiras. São 25 faixas inéditas gravadas em latim e em português, um retrato do Brasil desde a chegada da família real, há 200 anos. O coro é formado por 25 mulheres, mas nem todas estarão participando. “Muita gente que estava comigo desde o início acabou saindo, mas ainda assim todas quiseram gravar o cd”, conta a maestrina Helma Heller, idealizadora do coro, explicando que, por ser um projeto voluntário, muitas foram atrás de algo que trouxesse retorno financeiro. “Esse repertório foi feito para vozes femininas. Existem poucos coros femininos no Brasil e enfrentar um repertório diferenciado não é fácil”.

Desde 2000 Helma Haller se dedica ao coro, que faz a interpretação, pesquisa e divulgação da música de concerto paranaense e brasileira. O CD promove também o resgate de músicas de compositores paranaenses, como Brasílio Itiberê.

A obra central deste trabalho é a “Missa de Neukomm”, que faz um retrato das expressões musicais e religiosas do início do século 19. O austríaco Sigismund Neukomm viveu no Brasil durante cinco anos, e incorporou às suas composições a sonoridade brasileira. Outra faixa que merece destaque, observa Helma, é o “Pai Nosso”, que vem apresentado em três versões musicadas por diferentes compositores. Com orientação teológica e estética diferenciada, outras obras mais contemporâneas convidam a uma reflexão sobre o sagrado e sua repercussão atemporal na vida humana.

Do site Bem Paraná

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Listagem de faixas disponibilizada pelo estimado Avicenna

Glauco Velásquez (1884-1914)
01. Padre Nosso
Helma Haller (1950- )
02. Pater Noster (1996)
Ernani Aguiar (1950- )
03. Três Motetinos 1. Pater Noster
04. Três Motetinos 2. Ego sum resurrectio et vita
05. Três Motetinos 3. Deo gratias

Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
06. Moteto para a Procissão da Ressurreição
Sigismund Ritter von Neukomm (1778-1858)
07. Messe a Duabis Vocibus 1. Kyrie
08. Messe a Duabis Vocibus 2. Gloria
09. Messe a Duabis Vocibus 3. Credo
10. Messe a Duabis Vocibus 4. Sanctus
11. Messe a Duabis Vocibus 5. Benedictus
12. Messe a Duabis Vocibus 6. Agnus Dei

Henrique de Curitiba (1934- )
13. Suíte Coral Pro Pace 1. Oração pela Paz (1953, 2ª versão, 2003)
14. Suíte Coral Pro Pace 2. Parce Domine (1952)
15. Suíte Coral Pro Pace 3. Agnus Dei (1952)
16. Suíte Coral Pro Pace 4. Aleluia – Amen (2002)
17. Suíte Coral Pro Pace 5. Kyrie (1954)
18. Suíte Coral Pro Pace 6. Domine, non sum dignus (1954)
19. Suíte Coral Pro Pace 7. Dá-nos a Paz, Senhor (2003)

Brazílio Itiberê II (1896-1967)
20. Oração da Noite
Marcílio de Oliveira Filho (1947-2005)
21. O Salmo do Messias 1. Oração e testemunho sobre o Messias (Salmo 72.1-3)
22. O Salmo do Messias 2. Domínio do Messias (Salmo 72.8-11)
23. O Salmo do Messias 3. Ministério do Messias (Salmo 72.12-17)
24. O Salmo do Messias 4. Louvor ao Messias (Salmo 72.18, Salmo de uma nota só, processual)
25. O Salmo do Messias 5. O Reino do Messias (Salmo 72.19)

Tudo sobre o CD e o Collegium Cantorum AQUI.

Já para baixar o álbum, CLIQUE AQUI

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CVL – repostado pelo Avicenna

Vivaldi – Double Concertos .:. The Academy of Ancient Music – Christopher Hogwood – 1978

30rkyol From the antiphonal glory of RV 537 to the touching eloquence of RV 531, the playing is a model of period style.

Com instrumentos de época. On period instruments.

The programme, sandwiching two string orchestral concertos between four varied concertos, is of the absorbing kind made possible only by Vivaldi’s fecundity. All the works are in alternative recordings, though not so coupled, but the Academy’s versions, making out the strongest possible case for using period instruments and practices, remain unequalled. The name of this recording’s game is variety, sonorities and bespoke writing for the solo instruments. From the antiphonal glory of RV537 (Venetian shades of Gabrieli) to the touching eloquence of the Largo of RV531 (which I have often used to illustrate Affekt and embellishment to students), the playing is a model of period style.

Though rather bass-heavy in RV151, the balance is excellent. Very strongly recommended.

— Gramophone [5/1986]

Palhinha: ouça Concerto in C major for 2 trumpets, RV537

Antonio Vivaldi (1678-1741)
01. Concerto in C major for 2 trumpets, RV537 – I. Allegro
02. Concerto in C major for 2 trumpets, RV537 – II. Largo
03. Concerto in C major for 2 trumpets, RV537 – III. Allegro
04. Concerto in D major ‘Madrigalesco’ RV129 – I. Adagio
05. Concerto in D major ‘Madrigalesco’ RV129 – II. Allegro
06. Concerto in D major ‘Madrigalesco’ RV129 – III. Adagio
07. Concerto in D major ‘Madrigalesco’ RV129 – IV. Adagio
08. Concerto in G minor for 2 cellos, RV531 – I. Allegro
09. Concerto in G minor for 2 cellos, RV531 – II Largo
10. Concerto in G minor for 2 cellos, RV531 – III Allegro
11. Concerto in C major for 2 flutes, RV533 – I. Allegro molto
12. Concerto in C major for 2 flutes, RV533 – II. Largo
13. Concerto in C major for 2 flutes, RV533 – III. Allegro
14. Concerto in G major ‘Alla Rustica’ RV151 – I. Presto
15. Concerto in G major ‘Alla Rustica’ RV151 – II. Adagio
16. Concerto in G major ‘Alla Rustica’ RV151 – III. Allegro
17. Concerto in D major for 2 violins and 2 cellos, RV564 – I. Allegro – II. Largo – III. Allegro

Vivaldi – Double Concertos – 1978
The Academy of Ancient Music
Maestro Christopher Hogwood
Label: The Happy Few

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Boa audição.

Avicenna

Chopin / Franck / Debussy: Sonatas para Violoncelo

Chopin / Franck / Debussy: Sonatas para Violoncelo

Fazer o quê? Durante uma época da minha vida, eu pensava que não gostava de Chopin. Na verdade, apenas não o entendo. Minha mulher acha o mesmo de Bartók, que eu adoro. Ela o acha sem lógica… Já eu penso isso de Chopin e Rachmaninov. Desta forma, melhor deixar para o FDP postá-lo. Também não amo a Sonata de Franck, aqui transcrita para o violoncelo. O conteúdo de Maisky é o romantismo. Ele toca para ser mais e mais romântico. Na minha opinião, é o romantismo pelo romantismo, sem conteúdo. Mas sei que a maioria gosta do romantismo, para mim descabelado, dos compositores e do violoncelista citado e não vou deixar de postar este CD. Mas sou fã da Sonata de Debussy. Os dois músicos com grande liberdade, apesar de Maisky tentar tornar Debby um romanticão. É uma Sonata que enfatiza a diversidade de timbres e efeitos. Este CD é a gravação de um concerto ao vivo feito pela dupla em Kyoto, no Japão, no ano 2000. Embriaguem-se! E só me chamem para o Debussy e olhe lá porque esse Mischa… Vá ser chato assim no inferno!

Chopin / Franck / Debussy: Sonatas para Violoncelo

1. Applause (0:21)

2. Chopin – Cello Sonata in g – 1 (15:03)
3. Chopin – Cello Sonata in g – 2 (5:03)
4. Chopin – Cello Sonata in g – 3 (3:55)
5. Chopin – Cello Sonata in g – 4 (6:07)

6. Franck – Violin (Cello) Sonata in A – 1 (6:27)
7. Franck – Violin (Cello) Sonata in A – 2 (8:12)
8. Franck – Violin (Cello) Sonata in A – 3 (7:21)
9. Franck – Violin (Cello) Sonata in A – 4 (6:02)

10. Debussy – Cello Sonata in d – 1 (4:54)
11. Debussy – Cello Sonata in d – 2 (3:38)
12. Debussy – Cello Sonata in d – 3 (3:45)

13. Chopin – Polonaise brillante Op.3 – 1 (3:02)
14. Chopin – Polonaise brillante Op.3 – 2 (5:55)

Mischa Maisky, violoncelo
Martha Argerich, piano

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Óinnnnnnn!
Óinnnnnnn!

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Beethoven Complete Masterpieces – CDs 10, 11, 12, 13 e 14 de 60

81qUOSQaXZL._SL1500_Então vamos aos concertos ‘oficiais’ de Beethoven. São cinco para piano, um para violino, dois romances para violino, um triplo, para cello, violino e piano. Mais uma vez, temos solistas de primeiro nível. David Zinman os escolheu muito bem. Yefim Bronfam e Christian Tetzlaff já são conhecidos daqui do blog. O mesmo vale para o excelente violoncelista Truls Mork, e para o violinista Gil Shaham, que também dispensam apresentações.
De bônus, no décimo quarto CD os senhores terão o privilégio de ouvir o pouco gravado septeto op. 20, com um timaço de músicos, também liderados pelo pianista Yefim Bronfman.

CD 10

01. Piano Concerto No.1 in C Major Op.15 – Allegro con brio
02. Piano Concerto No.1 in C Major Op.15 – Largo
03. Piano Concerto No.1 in C Major Op.15 – Rondo – Allegro scherzando
04. Piano Concerto No.2 in B-flat Major Op.19 – Allegro con brio
05. Piano Concerto No.2 in B-flat Major Op.19 – Adagio
06. Piano Concerto No.2 in B-flat Major Op.19 – Rondo – Molto allegro

Yefim Bronfman – Piano
Tonhalle Orchestra Zurich
David Zinman – Conductor

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cd 11

01. Piano Concerto No.3 in C minor Op.37 – Allegro con brio
02. Piano Concerto No.3 in C minor Op.37 – Largo
03. Piano Concerto No.3 in C minor Op.37 – Rondo. Allegro
04. Piano Concerto No.4 in G Major Op.58 – Allegro moderato
05. Piano Concerto No.4 in G Major Op.58 – Andante con moto
06. Piano Concerto No.4 in G Major Op.58 – Rondo. Vivace

Yefim Bronfman – Piano
Tonhalle Orchestra Zurich
David Zinman – Conductor

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CD 12

01. Piano Concerto No.5 in E-flat Major Op.73 – Allegro
02. Piano Concerto No.5 in E-flat Major Op.73 – Adagio un poco mosso
03. Piano Concerto No.5 in E-flat Major Op.73 – Rondo – Allegro
04. Choral Fantasy Op.80 in C minor
05. Meeresstille und gluckliche Fahrt Op.112 in D Major

Yefim Bronfman – Piano
Tonhalle Orchestra Zurich
David Zinman – Conductor

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CD 13

01. Concerto for Violin and Orchestra in D Major Op.61 – Allegro ma non troppo
02. Concerto for Violin and Orchestra in D Major Op.61 – Larghetto
03. Concerto for Violin and Orchestra in D Major Op.61 – Rondo
04. Romance for Violin and Orchestra in G Major Op.40 – Adagio – Allegro con brio
05. Romance for Violin and Orchestra in F Major Op.50 – Adagio cantabile

Yefim Bronfman – Piano
Tonhalle Orchestra Zurich
David Zinman – Conductor

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CD 14

01. Triple Concerto in C Major Op.56 – Allegro
02. Triple Concerto in C Major Op.56 – Largo – attacca
03. Triple Concerto in C Major Op.56 – Rondo. Alla polacca
04. Septet in E-flat Major Op.20 – Adagio – Allegro con brio
05. Septet in E-flat Major Op.20 – Adagio cantabile
06. Septet in E-flat Major Op.20 – Tempo di minuetto
07. Septet in E-flat Major Op.20 – Andante con variazioni
08. Septet in E-flat Major Op.20 – Scherzo – Allegro molto e vivace
09. Septet in E-flat Major Op.20 – Andante con moto alla marcia – Presto

Yefim Bronfman – Piano
Gil Shaham – Violin
Michel Roully – Viola
Truls Mork – Cello
Ronald Dangel – Double Bass
Michael Reid – Clarinet
Jakob Hefti – Horn
Florenz Jenny – Basson

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Collegium Musicum de Minas: Ninguém morra de ciúme – 1997 (Acervo PQPBach)

Captura de Tela 2018-01-14 às 01.57.27Perceber que as pessoas são capazes de superar o impacto proporcionado pelo uso de instrumentos e elementos de interpretação de época e estabelecer conosco uma identidade emocional estética, representa um poderoso estímulo para o aprofundamento e expansão dos conteúdos de nosso trabalho. Um rico mundo de vivências se descobre dentro de cada um de nós, se estende para além do indivíduo, unindo-se ao outro.

Desde 1993, o Collegium Musicum de Minas trabalha segundo os parâmetros da interpretação histórica, isto é, constrói sua linha de interpretação a partir da pesquisa de elementos musicais inerentes à temporabilidade das composições.

A universalização das emoções como elemento constituinte do universo de representação da música é para nós a percepção fundamental. Exercitamos conceitos que privilegiam o emocional, para além dos aspectos técnicos presentes em nossa abordagem.

Quando interpretamos a música colonial brasileira nosso trabalho é de reconstrução do passado, portanto, de construção da identidade que nele não se esgota.


Captura de Tela 2018-01-14 às 01.58.49Redescobrimos fragmentos de Minas, estilhaços de um Brasil Barroco, ecos de emoções exaltadas. Para nós, o passado está em aberto. Amor, ódio, fé, profanidade, dor e alegria, sentimentos conflitivos que ao serem revelados em experiência estética, funcionam como elos que universalizam contextos distintos. Entendemos no ciúme um sentimento comum, síntese emocional das relações sociais estabelecidas. Filho da convivência conflitiva entre branco e negro, do colonizado e do colonizador, relações que deram o tom ao barroco brasileiro, reveladas para nós em imagens microscósmicas, a Senhora que suplicava a negra que despertava desejos no Senhor.

Quando nos deparamos com a composição de Domingos Caldas Barbosa, percebemos que nela eram evidentes elementos de inquietação e originalidade estéticos, típicos da música colonial brasileira, que de outra maneira estavam colocados nas composições deste CD e nas palavras do próprio compositor. “Ninguém Morra de Ciúme”. (José Eduardo Costa Silva, 1997. Extraído do excelente encarte)

O Collegium Musicum de Minas foi um grupo de Belo Horizonte (Brasil) dedicado à pesquisa e à execução da música colonial brasileira. Criado em 1993, sob a coordenação musical e de pesquisa do musicólogo Domingos Sávio Lins Brandão, gravou três cds (“Ninguém morra de ciúme”, 1997; “Senhora del Mundo”, 1998 [postado aqui] ; “A origem”, 2000) . O Collegium Musicum encerrou suas atividades em 2003, deixando um legado de pessoas que se apaixonaram pela música histórica graças ao trabalho realizado pelo grupo. (ex-Facebook)

Palhinha: 01. Deus in Adjutorium


Ninguém morra de ciúme
Domenico Zipoli (Prato, Itália,1688 – Córdoba, Argentina 1726)
01. Deus in Adjutorium
Anônimo Jesuítico (Sec. XVIII)
02. Domine, quinque talenta
José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, hoje Serro, MG, 1746- Rio de Janeiro, 1805)
03. Processione cum ramis benedictus
Anônimo (Séc. XIX)
04. Cego de amor
Anônimo (Séc. XVIII)
05. Sonata “Sabará” adágio
Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
06. Solfejos
Anônimo (Séc. XVIII)
07. Marília tu não conheces
Anônimo (Séc. XIX)
08. Minha Lília
Thomaz Antonio Gonzaga (1744-1810) – atribuída
09. No ragaço da ventura
Anônimo (Séc. XIX)
10. Cego de Amor
11. Cachucha
Antônio José da Silva (Rio de Janeiro, 1705-Portugal, 1739)
12. De mim já não se lembra
Anônimo (Séc. XVII?)
13. Romance de Minervina
Domingos Caldas Barbosa (Rio de Janeiro, 1740 – Lisboa, 1800)
14. Ningúem morra de ciúme
Manoel Dias de Oliveira (São José del Rey [Tiradentes], 1735-1813)
15. Surrexit Dominus
Joze de Mesquita (Séc XVIII)
16. Já se quebrarão os laços

Ninguém morra de ciúme – 1997
Collegium Musicum de Minas

Áudios gentilmente cedidos pelo nosso amigo e ouvinte Maestro Rafael Arantes, do blog “Música Sacra e Profana Brasileira” , e o encarte, escaneado do arquivo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!

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Partituras e outros que tais? Clique aqui

 

Boa audição.

Captura de Tela 2018-01-14 às 02.00.19

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

Alma Latina: Del Cielo y de la Tierra – Música de la Fiesta de Nuestra Señora de la Candelaria c. 1605

2u9omm8 Del Cielo y de la Tierra
Fiesta de N. S. de la Candelaria
Santafé, Colombia, c. 1605

El presente trabajo es el resultado de la investigación de Egberto Bermúdez alrededor de la música de Gutierre Fernández Hidalgo, considerado por Robert Stevenson – decano de la musicología del período colonial latinoamericano – como el más grande compositor renacentista residente en América, la cual únicamente se ha conservado en el Archivo Musical de la Catedral de Bogotá.

El contacto del profesor Bermúdez con este repertorio se remonta a 1974, año en que realizó sus primeras transcripciones de él, a partir de fotografías publicadas por monseñor José Ignacio Perdomo Escobar en su obra acerca de la historia musical de nuestro país.

Sólo hasta 1987 tuvo ocasión de confrontar los manuscritos originales, a raíz de la publicación de su Antología de Música Religiosa SiglosXVI-XVIII, editada por la presidencia de la República. De entonces acá, la fuente utilizada es la copia de un microfilm de los libros, producido por el Archivo Nacional, dado que los documentos originales no están disponibles por encontrarse en proceso de reubicación.

Junto con nuestro propósito de publicar la obra completa del compositor, hemos querido producir una versión sonora que por primera vez incluya una porción significativa y coherente de este valioso repertorio y lo sitúe en el contexto de su utilización práctica dentro de la sociedad bogotana de finales del Siglo XVI.

El proyecto, financiado y ejecutado por la Fundación DE MVSICA, espera extenderse a la ejemplificación de repertorios más tardíos incluidos en el mismo archivo, en un intento de ampliar la comprensión de su papel en la formación de la identidad musical de nuestro país y nuestro continente.

Fundación de Mvsica, Colombia

Música de la Festa de Nuestra Señora de la Candelaria
Anónimo España
01: La Víspera: La De Las Damas (Gallarda) – Domine Ad ADJuvandum (invitatorio)
Gutierre Fernandez Hidalgo (Talavera de la Reina, c1547?, La Plata [hoy Sucre], Bolivia, 1623)
02: La Víspera: Dixit Dominus (Salmo 109)
Can[ónig]o Garzón, España, c. 1595
03: La Víspera: [Verso Para Ministriles] N° 2
Gutierre Fernandez Hidalgo
04: La Víspera: Laetatus Sum In His (Salmo 121)
Can[ónig]o Garzón, España, c. 1595
05: La Víspera: [Verso Para Ministriles] N° 3
Rodrigo de Ceballos (España, c.1525-c.1571)
06: La Víspera: Lumen Ad Revelationem (antífona)
Anónimo Bogotá (Alonso Garzón de Tahuste (Mali c1555 – Colombia c1644?)
07: La Víspera: Qui Habitat In ADJutorio (Salmo 90)
Anónimo España
08: La Víspera: La De Las Medias (Gallarda)
Tradicional Sefardí s. XVI
09: La Víspera: “Morena” Me Llaman
Diego Pisador (Salamanca c1509-c1557)
10: La Víspera: Romance De Abindarráez
Anónimo España
11: La Víspera: La Italiana / La Francesa (Gallardas)
12: La Fiesta: Fabordones Para Las Chirimías – I Tono
Gutierre Fernandez Hidalgo
13: La Fiesta: Laudate Pueri (Salmo 112)
Anónimo España
14: La Fiesta: Fabordones Para Las Chirimías – IV Tono
Gutierre Fernandez Hidalgo
15: La Fiesta: Lauda Jerusalem (Salmo 147)
Can[ónig]o Garzón, España, c. 1595
16: La Fiesta: [Verso Para Ministriles] N° 4
?
17: La Fiesta: Senex Puerum Portabat (antífona)
Gutierre Fernandez Hidalgo
18: La Fiesta: Magnificat Tertius Tonus
Francisco Guerrero (Sevilha, 1528-1599)
19: La Fiesta: Pastor, Quien Madre Virgen
Anónimo Bogotá (Alonso Garzón De Tahuste?)
20: La Fiesta: Te Lucis Ante Terminum (himno)
Philippe Rogier
21: La Fiesta: Salva Nos (antífona)
Rodrigo de Ceballos (España, c.1525-c.1571)
22: La Fiesta: Benedicamus Domino
23: La Fiesta: La Francesa (Gallarda)

Del Cielo y de la Tierra – Fiesta de N. S. de la Candelaria, Santafé c. 1605
Grupo Vocal Gregor, dir. Dante Andreo
Canto, dir. Egberto Bermudéz
1996

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Mais um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Obrigado !!!

Boa audição.

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Avicenna

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Sonates Corellisantes / Canonic Duos

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Sonates Corellisantes / Canonic Duos

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um disco de alta qualidade artística. Às excelentes composições de Telemann, temos uma bela resposta de Simon Standage e de seu Collegium Musicum 90. As Sonatas Corellisantes e os Duos Canônicos estão dentre as mais sublimes obras do compositor. É claro que Telemann conhecia Corelli e todo o panorama musical de sua época. E ele não brinca ao chamar suas Sonatas de corellisantes… Telemann foi o principal compositor da Alemanha em seu tempo — naquele tempo, Bach era mais respeitado pelos outros músicos. Telemann compôs em todas as formas existentes em sua época. Em qualquer estilo, sua música tem um caráter inconfundível, sendo sempre clara e fluída. Apesar de ser quatro anos mais velho do que seus contemporâneos Bach e Handel, utilizou formas musicais já quase fora do barroco, podendo ser considerado um precursor do clássico.

Georg Philipp Telemann (1681-1767): Sonates Corellisantes / Canonic Duos

Sonate Corellisante No. 1 In F Major (7:43)
1 I Largo 2:38
2 II Presto 1:17
3 III Dolce 1:55
4 IV Grave 0:39
5 V Allegro 1:10

Sonate Corellisante No. 2 In A Major (8:33)
6 I Largo 1:51
7 II Allemanda. Presto 2:17
8 III Sarabanda. Grave 2:11
9 IV Corrente. Vivace 2:12

Canonic Duo No. 1 In G Major (4:20)
10 I Vivace 1:31
11 II Adagio 1:25
12 III Allegro 1:24

Sonate Corellisante No. 3 In B Minor (8:26)
13 I Grave 1:53
14 II Vivace 1:26
15 III Adagio E Staccato 0:41
16 IV Allegro Assai 1:13
17 V Soave 1:30
18 VI Presto 1:40

Canonic Duo No. 2 In G Minor (3:33)
19 I Presto 1:16
20 II Largo 1:09
21 III Vivace 1:07

Sonate Corellisante No. 4 In E Major (9:07)
22 I Andante 1:44
23 II Allemanda. Allegro 3:06
24 III Largo 1:19
25 IV Giga. Allegro 2:56

Canonic Duo No. 3 In D Major (4:43)
26 I. Spirituoso 1:33
27 II Larghetto 1:26
28 III Allegro Assai 1:42

Sonate Corellisante No. 5 In G Minor (8:08)
29 I Grave 2:36
30 II Vivace 1:58
31 III Presto 1:25
32 IV Grave 0:34
33 V Vivace 1:31

Canonic Duo No. 4 In D Minor (5:04)
34 I Vivace Ma Moderato 1:46
35 II Piacevole, Non Largo 2:07
36 III Presto 1:08

Sonate Correlisante No. 6 In D Major (10:07)
37 I Pastorale. Moderato 2:34
38 II Corrente. Vivace 3:05
39 III Gavotta. Allegro 1:54
40 IV Grave 0:48
41 V Vivace 1:45

Cello – Jane Coe
Violin – Micaela Comberti
Harpsichord – Nicholas Parle
Directed By, Violin – Simon Standage
Orchestra – Collegium Musicum 90

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Simon Standage, um dos ídolos de PQP Bach
Simon Standage, um dos ídolos de PQP Bach

PQP

Johannes Brahms (1833-1897) – Symphony nº 1 – Wand, Chicago Symphony Orchestra

folderEsta com certeza é a minha sinfonia favorita, e já escrevi bastante sobre ela aqui no PQPBach. Aliás, também nosso mentor, o próprio PQPBach já escreveu bastante sobre ela. Claro que muito mais poderia ser dito, mas creio que seria puro desperdício de tempo dos senhores. Portanto, é melhor apreciarmos a obra em si.
O bom velhinho Günter Wand faz um ótimo trabalho aqui, nos entregando uma interpretação segura, sem vícios. Talvez devido ao fato de já termos ouvido dezenas, quiça centenas de vezes essa obra algumas escolhas podem soar um tanto quanto em desacordo com nossos ouvidos, mas diria que se trata apenas de vícios de nossa própria percepção. A Sinfônica de Chicago é um assombro, uma orquestra absolutamente perfeita, completa. E mais não é preciso ser dito.

01 – Symphony No.1, Op.68 in c, I. Un poco sostenuto; Allegro
02 – Symphony No.1, Op.68 in c, II. Andante sostenuto
03 – Symphony No.1, Op.68 in c, III. Un poco allegretto e grazioso
04 – Symphony No.1, Op.68 in c, IV. Adagio; Piu andante; Allegro non troppo ma con brio

Chicago Symphony Orchestra
Günter Wand – Conductor

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Ars subtilior: The Saracen and the Dove: Music from the Courts of Padua and Pavia (XV century) – Orlando Consort

sf8cwwMusic from the Courts of Padua and Pavia
XV century

Orlando Consort

Ars subtilior (more subtle art) is a musical style characterized by rhythmic and notational complexity, centered on Paris, Avignon in southern France, also in northern Spain at the end of the fourteenth century. The style also is found in the French Cypriot repertory. Often the term is used in contrast with ars nova, which applies to the musical style of the preceding period from about 1310 to about 1370; though some scholars prefer to consider the ars subtilior a subcategory of the earlier style. Primary sources for the ars subtilior are the Chantilly Codex, the Modena Codex (Mod A M 5.24), and the Turin Manuscript (Torino J.II.9).

Musically, the productions of the ars subtilior are highly refined, complex, difficult to sing, and probably were produced, sung and enjoyed by a small audience of specialists and connoisseurs. Hoppin suggests the superlative ars subtilissima, saying, “not until the twentieth century did music again reach the most subtle refinements and rhythmic complexities of the manneristic style.” They are almost exclusively secular songs, and have as their subject matter love, war, chivalry, and stories from classical antiquity. There are even some songs written in praise of public figures (for example Antipope Clement VII). Daniel Albright compares avant-garde and modernist music of the 20th century’s “emphasis on generating music through technical experiment” to the precedent set by the ars subtilior movement’s “autonomous delight in extending the kingdom of sound.” He cites Baude Cordier’s perpetual canon Tout par compas (All by compass am I composed), notated on a circular staff.

One of the centers of activity of the style was Avignon at the end of the Babylonian Captivity of the Papacy and during the Great Schism (1378–1417), the time during which the Western Church had a pope both in Rome and in Avignon. The town on the Rhône had developed into an active cultural center, and produced the most significant surviving body of secular song of the late fourteenth century.

The style spread into northern Spain and as far as Cyprus (which was a French cultural outpost at the time). French, Flemish, Spanish and Italian composers used the style.

Johannes Ciconia (c. 1370 – between 10 June and 13 July 1412) was a composer and music theorist of the late Middle Ages. He was born in Liège, but worked most of his adult life in Italy, particularly in the service of the papal chapel(s) and at Padua cathedral.

Bartolino da Padova (also “Magister Frater Bartolinus de Padua”) (fl. ca. 1365 – ca. 1405) was an Italian composer of the late 14th century. He is a representative of the stylistic period known as the Trecento, sometimes known as the “Italian ars nova”, the transitional period between medieval and Renaissance music in Italy.

Antonello da Caserta, also Anthonello, Antonellus Marot, was an Italian composer of the medieval era, active in the late 14th and early 15th centuries. Essentially nothing is known of Antonello’s life. Earlier in the 20th century, Nino Pirrotta thought Caserta was a Neapolitan composer, but because most of his surviving works are in northern Italian manuscripts, this is disputed. Allusions in his texts suggest that he worked for the Visconti family in Milan around the turn of the 15th century, and archival documents place him in Pavia in 1402. Antonello was a monk, though the order to which he belonged is not known.

Antonio “Zacara” da Teramo (in Latin Antonius Berardi Andree de Teramo, also Zacar, Zaccara, Zacharie, Zachara, and Çacharius; b. probably between 1350 and 1360 – d. between May 19, 1413 and mid-September 1416) was an Italian composer, singer, and papal secretary of the late Trecento and early 15th century. He was one of the most active Italian composers around 1400, and his style bridged the periods of the Trecento, ars subtilior, and beginnings of the musical Renaissance. (Textos da Wikipedia)

The Saracen and the Dove
Johannes Ciconia (Bélgica, 1370-Itália, 1412)
01. Doctorum Principem/Melodia Suavissiama/Vir Mitis, motet
02. Per Quella Strada Lactea for 2 voices
Bartolino da Padova (Itália, 1365-1405)
03. Imperial sedendo fra piú stelle, madrigal for 3 voices (Squarcialupi Codex fol.109v-110)
Johannes Ciconia (Bélgica, 1370-Itália, 1412)
04. O felix templum jublia, motet
Anonymous (Séc. XV)
05. O Maria, virgo davitica / O Maria, maris stella, motet
Johannes Ciconia (Bélgica, 1370-Itália, 1412)
06. O Padua, sidus preclarum, motet
Bartolino da Padova (Itália, 1365-1405)
07. La douce çere d’un fier animal, madrigal for 3 voices (Squarcialupi Codex fol.101v-102)
Johannes Ciconia (Bélgica, 1370-Itália, 1412)
08. Con lagreme bagnandome nel viso, for 2 voices
Johannes Ciconia (Bélgica, 1370-Itália, 1412)
09. Gloria “Spiritus et alme” for 4 voices
10. Una panthera in compagnia di marte, madrigal for 3 voices
Anthonello da Caserta (Itália, 1355-1402)
11. Del glorioso titolo d’esto duce, madrigal for 2 voices
Antonio Zachara da Teramo (Itália, 1355-1416)
12. Un fior gentil m’apparse, song for 3 voices
Johannes Ciconia (Bélgica, 1370-Itália, 1412)
13. Sus une fontayne, for 3 voices (Modena Codex fol.27v-28r)
14. Le ray au soley!, canon
Antonio Zachara da Teramo (Itália, 1355-1416)
15. Sumite, karissimi, capud de Remulo, patres, song for 3 voices (Modena Codex fol.12v-13)
16. Dime Fortuna poy che tu parlasti, ballata for 2 voices (attributed)
17. Gloria “Ad ogni vento”, mass movement for 4 voices

The Saracen and the Dove – 1999
Orlando Consort

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Na falta de um encarte, seguem algumas referências:
http://en.wikipedia.org/wiki/Ars_subtilior
http://www.medieval.org/music/ccc/aaaa981022.html
http://www.allmusic.com/album/the-saracen-and-the-dove-music-from-the-courts-of-padua-and-pavia-mw0001827491
http://www.amazon.com/The-Saracen-Dove-Courts-around/dp/B00000JLFO

Boa audição.

compre musica

 

 

 

 

 

Avicenna

Alma Latina: De Profundis Ensemble Vocal e Instrumental – Retrospectiva 1987 – 1995

1zee63sDe Profundis Ensemble Vocal e Instrumental
Retrospectiva 1987 – 1995
Música polifónica del período barroco-renacentista

Com instrumentos de época – on period instruments

El Ensemble Vocal e Instrumental De Profundis se formó el 17 de abril de 1987 a iniciativa de su Directora la Mtra. Cristina García Banegas. La música polifónica del período barroco-renacentista ha sido su repertorio más trabajado, incluyendo grandes obras de Bach, como la Misa en Si menor y la Pasión Según San Mateo. Asimismo interpreta obras de carácter sacro y profano de los siglos XV al XVII de origen europeo y de la América colonial.

Las ejecuciones respetan las versiones originales con el acompañamiento de instrumentos de época, siguiendo las más fieles y actuales concepciones de los investigadores y estudiosos de su repertorio.

La trascendente labor musical realizada desde entonces es un continuo aporte para la cultura de Uruguay y de América Latina.

Este disco es la primera recopilación de la historia fonográfica del Ensemble Vocal e Instrumental «De Profundis». Al editar en CD un material que, por razones estrictamente circunstanciales, fue siempre presentado al público en cassette, se pretende a su vez realzar el significado que cada uno de estos fonogramas tuvo en la historia artística del coro en un soporte más duradero y fiel.

La selección de obras que aqui se presenta ilustra la trayectoria del Ensemble casi desde sus comienzos cuando en 1989 – a tan solo dos años de su fundación y a un año de lo que sería su primera gira internacional – «De Profundis» concreta con IFU (Industrias Fonográficas del Uruguay) la primera grabación digital enteramente realizada en el Uruguay. Se trata de «Autores Españoles del Renacimiento» (junio, 1989), una colección de obras maestras de la polifonía española de Sebastián de Vivanco en primera grabación mundial.

Junto con «Autores Españoles…» en 1989 el Ensemble graba muchas de las obras que figuran en «Autores Latinoamericanos Coloniales» aunque estas tomas jamás fueron editadas. Es en 1991 que Cristina García Banegas siente que el grupo ha madurado interpretativamente estas obras y decide volver a grabarlas así como agregar material nuevo adquirido durante ese lapso. De este modo se conforma finalmente la edición de la colección de villancicos latinoamericanos de los siglos XVI al XVIII que tanto caracteriza al repertorio actual del grupo.

En el mismo período del año 1991 se graba «Homenaje a Juan Gutiérrez de Padilla», un volumen dedicado a la polifonía sacra en la Nueva España a través de este magnífico compositor que fuera Maestro de Capilla en la Catedral de Puebla, México entre 1622 y 1664.

El 26 de julio de 1991 «De Profundis» presenta un concierto en la Catedral Metropolitana dedicado a autores suizos con los auspicios de la Embajada de Suiza en el Uruguay. Adicionalmente, se lleva a cabo el registro del concierto en vivo que luego se editaría bajo el título «700 años de la Confederación Helvética» y que se transformaría a su vez en el testimonio de los actos conmemorativos en nuestro país del VII centenario de la Confederación.

Palhinha: ouça: 20. Magnificat

De Profundis: Retrospectiva 1987 – 1995
Juan de Anchieta (España, 1462-1523)
01. Salve Regina
Tomás Luis de Victoria (Spain, 1548-1611)
02. Duo Seraphim
Sebastián de Vivanco (España, ca.1550-1622)
03. Assumpta Est Maria
04. Canite Tuba In Sion
Tomás Pascual (Guatemala, s.XVII)
05. Oy Es Día De Placer
Hernando Franco (el indio) (México, ca.1599))
06. Sancta Mariae, In Ilhuicac Cihaupilli
Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha c.1590 – Puebla, México, 1664)
07. Las Estreyas Se Rien
Anónimo (Cuzco, s.XVII)
08. Canzona Para Dos Violas Y Continuo
Fr. Juan Pérez de Bocanegra (Cusco, ca. 1610)
09. Hanacpachap Cussicuinim
Roque Jacinto de Chavarría (Sucre, 1688-1719)
10. Fuera, Fuera, Haganles Lugar
Gaspar Fernandes (Portugal, 1566-México,1629)
11. Tañe Gil Tu Tamborino
12. En Un Portalejo Pobre
13. Dame Albricia Mano Anton
14. Xicochi, Xicochi Conetzintle
15. Tleycantimo Choquiliya
16. Eso Rigor E Repente
Juan Gutiérrez de Padilla (Málaga, Espanha c.1590 – Puebla, México, 1664)
17. Stabat Mater
18. Versa Est In Luctum
19. Deus In Auditorium Meum Intende
Bernard Reichel (Suiza, 1901-1993)
20. Magnificat
Frank Martin (Ginebra, 1890-1974)
21. Missa – Agnus Dei
Johann Sebastian Bach (Austria, 1685-1750)
22. Matthäus-Passion – BWV 244 – NR. 68 Chor

Retrospectiva 1987 – 1995
De Profundis Ensemble Vocal e Instrumental
Dir.: Mtra. Cristina Garcia Banegas – 1995

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Um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Beleza !!!

Boa audição.

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Avicenna

Henryk Wieniawski (1835-1880) / Pablo de Sarasate (1844-1908): Concertos Nº 1 e 2 / Zigeunerweisen, Op. 20

Henryk Wieniawski (1835-1880) / Pablo de Sarasate (1844-1908): Concertos Nº 1 e 2 / Zigeunerweisen, Op. 20

Wieniawski foi um tremendo violinista polonês. Podia tocar tudo com sua técnica diabólica. Foi famosíssimo, especialmente na Rússia. Excursionou a vida inteira, cruzou o mundo sempre encantando plateias. Foi quem tornou a Chaconne de Bach conhecida. Era um romântico, tanto que escreveu Legénde para conquistar sua amada junto à família da moça. Foi professor de violino em São Petersburgo. Foi um gordo cardíaco que sofria terrivelmente com as excursões para concertos e morreu aos 44 anos. Sua arte o matou. Foi um violinista-compositor de respeito. Gil Shaham dá uma boa visão da arte de Wieniawski para os pequepianos.

Henryk Wieniawski (1835-1880) / Pablo de Sarasate (1844-1908): Concertos Nº 1 e 2 / Zigeunerweisen, Op. 20

Konzert Für Violine Und Orchester No. 1 Fis-moll Op. 14
1 Allegro Moderato 15:13
2 Preghiera. Larghetto 4:58
3 Rondo. Allegro Giocoso 7:17

Konzert Für Violine Und Orchester No. 2 D-moll Op. 2
4 Allegro Moderato 12:13
5 Romance. Andante Non Troppo 5:05
6 Allegro Con Fuocco – Allegro Moderato (A La Zingara) 6:32

Legénde G-moll Op. 17
7 Andante – Allegro Moderato – Tempo I 7:34

Zigeunerweisen Op. 20
8 Moderato – Lento – Un Peu Plus Lent – Allegro Molto Vivace 8:59

Gil Shaham, violino
London Symphony Orchestra
Lawrence Foster

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Wieniawski: bom garfo
Wieniawski: bom garfo

PQP

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Inventions & Partita – Jansen, Rysanov, Theéden

CoverA violinista holandesa Janine Jansen dá um show de competência e virtuosismo neste CD incrível, que traz as famosas ‘Invenções’ bachianas transcritas para o violino. Ah, claro, não podemos esquecer a indefectível e amada Partita nº 2, com sua Chacona, obra favorita de nosso mentor PQPBach, que aliás, está de férias, escondido em alguma praia paradisíaca em algum recanto de nosso imenso litoral.
Mas ela não está sozinha, ao contrário, está muito bem acompanhada pelo violista Maxim Rysanov e pelo violoncelista Torleif Thedeen.
É para se ouvir de joelhos, agradecendo ao PQPBach a oportunidade de estar ouvindo tanto talento, genialidade e beleza juntos, ao mesmo tempo, agora.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

1 BWV 772/786 – No. 1 in C, BWV 772
2 BWV 772/786 – No. 2 in C Minor, BWV 773
3 BWV 772/786 – No. 3 in D, BWV 774
4 BWV 772/786 – No. 4 in D Minor, BWV 775
5 BWV 772/786 – No. 5 in E flat, BWV 776
6 BWV 772/786 – No. 6 in E, BWV 777
7 BWV 772/786 – No. 7 in E Minor, BWV 778
8 BWV 772/786 – No. 8 in F, BWV 779
9 BWV 772/786 – No. 9 in F minor, BWV 780
10 BWV 772/786 – No. 10 in G, BWV 781
11 BWV 772/786 – No. 11 in G Minor, BWV 782
12 BWV 772/786 – No. 12 in A, BWV 783
13 BWV 772/786 – No. 13 in A minor, BWV 784
14 BWV 772/786 – No. 14 in B flat, BWV 785
15 BWV 772/786 – No. 15 in B minor, BWV 786
16 Partita for Violin Solo No.2 in D minor, BWV 1004 – 1. Allemande
17 Partita for Violin Solo No.2 in D minor, BWV 1004 – 2. Corrente
18 Partita for Violin Solo No.2 in D minor, BWV 1004 – 3. Sarabande
19 Partita for Violin Solo No.2 in D minor, BWV 1004 – 4. Giga
20 Partita for Violin Solo No.2 in D minor, BWV 1004 – 5. Ciaccona
21 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.1 in C, BWV 787
22 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.2 in C minor, BWV 788
23 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.3 in D, BWV 789
24 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.4 in D minor, BWV 790
25 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.5 in E Flat Major, BWV 791
26 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.6 in E, BWV 792
27 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.7 in E minor, BWV 793
28 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.8 in F, BWV 794
29 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.9 in F minor, BWV 795
30 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.10 in G, BWV 796
31 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.11 in G minor, BWV 797
32 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.12 in A, BWV 798
33 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.13 in A minor, BWV 799
34 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.14 in B flat, BWV 800
35 Three-Part Inventions, BWV 787-801 – No.15 in B minor, BWV 801

Janine Jansen – Violin
Maxim Rysanov – Viola
Torleif Thedeen – Cello

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Janine Jansen em ação
Janine Jansen em ação

Voz Ativa Madrigal: Pro Nobis (Acervo PQPBach)

qovs4nProdução independente do Voz Ativa Madrigal, gravado no ano de 2000, este CD é composto por músicas sacras de diversos períodos da história da música, desde o Barroco até o Contemporâneo.

Um dos objetivos deste disco foi o registro de peças da música brasileira, incluindo composições do período colonial de André da Silva Gomes e Manoel Dias de Oliveira. Destaque especial para Heitor Villa-Lobos de quem o grupo foi o primeiro a receber autorização para registro de Ave Maria. Também inclui uma peça escrita especialmente para compor o repertório deste trabalho, de Robson Cavalcante.
Este é o primeiro registro do PROMUSA – Projeto de Música Sacra, concebido e levado a efeito pelo Voz Ativa Madrigal.
(http://www.vozativamadrigal.com.br/vam05/discos.htm#PRONOBIS)

Giuseppe Antonio Pitoni (1675-1743)
01. Christus factus est
Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)
02. Ave verum corpus
03. Laudate Dominum
André da Silva Gomes (Lisboa, 1752 – São Paulo, SP, 1844)
04. O vos omnes
Franz Schubert (1797-1828)
05. Chor der engel
Anton Bruckner (Austria, 1824-1896)
06. Ave Maria
07. Tota pulchra es Maria
Heitor Villa-Lobos (1887-1959)
08. Ave Maria
09. Ave verum
Gyorgy Deak-Bardos (1905-1991)
10. Eli! Eli!
Manoel Dias de Oliveira (São José del Rey [Tiradentes], 1735-1813)
11. Surrexit Dominus (Moteto para procissão de Domingo de Páscoa)
Robson Barata Cavalcante (1962 – )
12. Ave Maris Stella

Pro Nobis – 2000
Voz Ativa Madrigal
Maestro Ricardo Barbosa

Este CD pertence ao acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!
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.

 

Boa audição.

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Avicenna

Alma Latina: Le Chemins du Baroque: de Sarrebourg à Urubichá

24wrschDe Sarrebourg à Urubichá, Bolívia
Choeur et Ensemble Instrumental du Festival de Sarrebourg
Coro y Orquesta Juvenil de Urubichá

Esta gravação, realizada na Catedral de Sucre de 21 a 24 de abril e depois na igreja paroquial de Urubichá de 25 a 29 de abril de 1998, é a memória do encontro fraternal e musical da juventude musical de Sarrebourg, com os jovens músicos de Urubichá.

Foram apresentados inúmeros concertos em Sucre, Bolívia, como parte da cadeira de Sucre Playa Mayor de Cultura; depois em Urubichá, Ascensión de Guarayos, San Javier e, finalmente, em Santa Cruz de la Sierra.

Estes últimos concertos foram programados para o Festival Internacional de Música da Renascença e Barroca Americana “Missiones de Chiquitos“.

“Urubichá” significa en guarayo “laguna o extensión de mucha agua”.

Le Chemins du Baroque: de Sarrebourg à Urubichá
Chant guarayo
01. Yeyú (poissons)
Auteur anonyme
02. Regina Coeli laetare
Extr. Misa mo sabado
03. Et in terra pax
Chant guarayo
04. Canción puñete y patada
Attribué à Domenico Zipoli (Prato, Itália,1688 – Córdoba, Argentina 1726)
05. Ave Maris Stella
06. Iesu, Corona Virginum
Jan Josef Ignác Brentner (Czech, 1689-1742)
07. Cantemus, Domino
Auteur anonyme
08. Salve Regina
António Ripa y Blanque (España, 1720 – 1795)
09. Magnificat, et misericordia, Sicut locutus, Gloria Patri
Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
10. Immutemur habitu
11. Inter Vestibulum
José Francisco Velásquez, El Viejo (Venezuela, 1756-1805)
12. Niño mio
Fray Esteban Ponce de León (Perú, ca.1692-175¿?)
13. Cantata “Venid, venid deydades”: 01: “Venid, venid deydades”
14. Cantata “Venid, venid deydades”: 02. Yo, que Arequipa soy, madre primera
15. Cantata “Venid, venid deydades”: 03. Con tal derecho bien disputo
16. Cantata “Venid, venid deydades”: 04. Viva, viva mi Arequipa
17. Cantata “Venid, venid deydades”: 05. Yo, su madre segunda la ciudad del Cuzco soy
18. Cantata “Venid, venid deydades”: 06. Bien lo pregona la voz del clarín
19. Cantata “Venid, venid deydades”: 07. Luego a mi toca el blasón
20. Cantata “Venid, venid deydades”: 08. Viva, viva el prelado que el Cuzco cría
21. Cantata “Venid, venid deydades”: 09. No se apropie hoy el Cuzco
22. Cantata “Venid, venid deydades”: 10. Si en noble competencia
23. Cantata “Venid, venid deydades”: 11. Si en tan reñida cuestión
24. Cantata “Venid, venid deydades”: 12. De tanta victoria
25. Cantata “Venid, venid deydades”: 13. Viva, viva pues triunfante
26. Cantata “Venid, venid deydades”: 14. Y pues se celebra hoy esta memoria

Le Chemins du Baroque: de Sarrebourg à Urubicha – 1998
Choeur et Ensemble Instrumental du Festival de Sarrebourg
Coro y Orquesta Juvenil de Urubicha.
Direction Jean-Frank Anselme & Rubén Dario S. Arana

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Um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Maravilha !!!

Boa audição.

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Avicenna

Prokofiev: Sonata nº 8 / Scriabin: Sonatas nº 3 e 9 / Rachmaninoff: Prelúdio nº 4 (Sokolov, piano)

Após a obra para órgão de Messiaen, carregada de simbolismo, continuamos o momento místico com duas importantes sonatas de Scriabin. Assim como Rachmaninoff (seu colega no Conservatório de Moscou), Scriabin, também teve suas primeiras composições influenciadas por Chopin e pelo romantismo tardio mas, ao contrário de Rach, em sua fase mais madura ele produziu obras extremamente originais e atonais, influenciado por Nietzsche, pela Teosofia e pela sinestesia, condição em que os sentidos se embaralham levando, por exemplo à visualização de sons.

Dane Rudhyar escreveu que Scriabin foi “o grande pioneiro da nova música, o pai do futuro músico, e um antídoto a reacionários como Stravinsky e à música sujeita a regras do grupo de Schoenberg.”

Scriabin deu o nome “Estados de espírito” à sua 3ª sonata, com o seguinte programa.
Drammatico: “A alma livre e selvagem, jogada no turbilhão de sofrimento e luta.”
Allegretto: “Momento aparente e ilusório de repouso. Cansada de sofrer, a alma quer esquecer, cantar e florescer, apesar de tudo. Mas o ritmo leve, as harmonias perfumadas são apenas um véu através do qual aparece a alma inquieta”
Andante: “A alma vaga à deriva em um mar de sentimentos doces e melancólicos: amor, tristeza, desejos vagos, pensamentos indefiníveis, charmosos e oníricos.”
Presto con fuoco: “Das profundezas do ser se eleva a voz formidável do Homem-Deus cujo canto de vitória soa, triunfante. Mas frágil, incapaz de atingir o pico, ele cai no abismo do nada.”

A terceira sonata, de 1898, marca um período de transição em que Scriabin escapa da influência de Chopin. Doze anos depois ele ultrapassa os limites da tonalidade com Prometeu ou o Poema do Fogo, outra obra absolutamente mística. Uma amiga do compositor deu o apelido de “Missa Negra” à nona sonata,de 1912-13, e Scriabin não discordou. Breve, ela começa com um tema de notas repetidas (misteriosamente murmurado, está escrito na partitura) e avança em dissonâncias misteriosas, com a angústia crescendo sem parar até quase o final.

Scriabin, o maluco beleza de Moscou
Scriabin, o maluco beleza de Moscou

Também aparecem aqui o Prelúdio op. 23 número 4, característico do romantismo tardio de Rachmaninoff, e a oitava sonata de Prokofiev, de 1944, a últimas das ditas ‘sonatas de guerra’. O biógrafo Daniel Jaffé escreveu que quando Prokofiev voltou à URSS foi forçado a compor obras açucaradas como uma cantata em homenagem aos 60 anos de Stalin, mas nas três sonatas de guerra finalmente pôde se expressar livremente. Seja como for, essas sonatas de 1940, 42 e 44, assim como a de Dutilleux (1948) são pontos altos da forma sonata para piano, que andava meio caída desde a morte de Scriabin.

Grigory Sokolov é considerado um dos maiores pianistas vivos. Assim como Michelangeli e Celibidache, Sokolov não gosta de gravar em estúdio, mas suas gravações ao vivo e seus concertos e recitais têm arrancado elogios há décadas. O leitor/ouvinte Barão escreveu na nossa seção de comentários, em 2012:

Pela primeira vez vejo Grigory Sokolov aparecer aqui. Tive a felicidade de vê-lo em concerto há uns dez anos em Sevilla em La Maestranza (o teatro municipal, não a arena de touros… embora ele parece um touro, ou melhor um iaque). Não tinha ideia de quem era ele, fui comprar discos na saudosa lojinha que tinha ao lado e perguntei se valia apena o concerto da noite…

Lendo depois, descobri que foi um concerto usual para Sokolov: umas mil pessoas assistindo, silencio de ouvir mosquito, ovação frenética e meia hora de bises…
Depois comprei tudo que pude, e me impressionou cada vez mais o puro pianismo. Técnica, nem se fala, mas não se trata disto. Nem das excentricidades (maluquices?) como abrir/desmontar os pianos em que toca, ou o palco em penumbra.
Beethoven, Bach, Chopin, Brahms, para se ouvir muito.
Abraços, curto, desfruto e aprendo muito nesse belo blog!!

Barão falou tudo, faltou apenas ressaltar que Sokolov também seria um ótimo intérprete do Pinguim do Batman.

Alexander Scriabin (Moscou, 1871-1915)
1. Piano Sonata No. 3 in F sharp minor (‘Etats d’âme’), Op. 23: Dramatico
2. Piano Sonata No. 3 in F sharp minor (‘Etats d’âme’), Op. 23: Allegretto
3. Piano Sonata No. 3 in F sharp minor (‘Etats d’âme’), Op. 23: Andante
4. Piano Sonata No. 3 in F sharp minor (‘Etats d’âme’), Op. 23: Presto con fuoco
5. Piano Sonata No. 9 (‘Black Mass’), Op. 68
Sergei Prokofiev (Ucrânia, 1891 – Moscou, 1953)
6. Piano Sonata No. 8 in B flat major (‘War Sonata 3’), Op. 84: Andante dolce
7. Piano Sonata No. 8 in B flat major (‘War Sonata 3’), Op. 84: Andante sognando
8. Piano Sonata No. 8 in B flat major (‘War Sonata 3’), Op. 84: Vivace
Sergei Rachmaninoff (Novgorod, Rússia, 1873 – California, EUA, 1943)
9. Prelude for piano No.4 in D minor, Op. 23/3

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Sokolov, um dos maiores pianistas em atividade hoje
Sokolov, um dos maiores pianistas em atividade hoje

Pleyel

Johann Nepomuk Hummel (1778-1837): Concerto para Piano Nº 4, Op. 110 / Concerto Duplo para Violino e Piano, Op. 17

Johann Nepomuk Hummel (1778-1837): Concerto para Piano Nº 4, Op. 110 / Concerto Duplo para Violino e Piano, Op. 17

Neste outro belo CD de Howard Shelley interpretando os Concertos para Piano de Hummel temos o de Nº 4, e o Concerto para Violino e Piano Op. 17. É interessante para podermos identificar o desenvolvimento do autor enquanto compositor, principalmente naquele momento de transição do classicismo para o romantismo. Shelley explora muito bem essa transição, nos mostrando um compositor que conhece muito bem os recursos e possibilidades do instrumento.

O Concerto para Violino e Piano é no mínimo curioso e mostra a versatilidade de Hummel ao trabalhar com dois instrumentos solistas bem diferentes. Os diálogos pedem uma certa cumplicidade entre os músicos pois a interação é necessária para o desenvolvimento da obra. Só penso que para um compositor que viveu na mesma época em que os gigantes dominavam a Terra, como Mozart, Beethoven e Haydn, a orquestração é um tanto quanto ingênua. Talvez seja esse o principal problema. Hummel era um pianista-compositor, e não um compositor-pianista, se é que me faço entender. É o mesmo problema que se identifica em Paganini, por exemplo.

Mas enfim, trata-se de mais um CD de excelente qualidade de gravação e interpretação do selo Chandos, Mais uma vez tiro o chapéu para a iniciativa de Howard Shelley em nos mostrar que haviam sim ótimos compositores além dos citados acima entre o final do século XVIII e início do século XIX.

Johann Nepomuk Hummel (1778-1837): Concerto para Piano Nº 4, Op. 110 / Concerto Duplo para Violino e Piano, Op. 17

01 – Piano Concerto No. 4_ I. Allegro Pomposo E Spiritoso
02 – Piano Concerto No. 4_ II. Andante Con Moto
03 – Piano Concerto No. 4_ III. Rondo_ Allegro Moderato Ma Con Brio

04 – Concerto for Piano & Violin_ I. Allegro Con Brio
05 – Concerto for Piano & Violin_ II. Theme & Variations_ Andante Con Moto
06 – Concerto for Piano & Violin_ III. Rondo

Hagai Shaham – Violin
London Mozart Players
Howard Shelley – Piano & Conductor

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Hey, my name is Nepomuk, Johann Nepomuk Hummel
Hey, my name is Nepomuk, Johann Nepomuk Hummel

FDPBach

Franz Schubert (1797 – 1828) – Sinfonias 5, 6 & 9 – Abbado, Chamber Orchestra of Europe

001Por algum motivo inexplicável não conclui a postagem desta ‘integral’ das sinfonias de Schubert com o Claudio Abbado, Coloco entre aspas pois na integral das obras de Schubert que tenho simplesmente não tem a sétima sinfonia, portanto, não podemos considera-la uma integral.

Mas vamos ao que viemos.

01. Symphony No.5 In B Flat Major, D.485, 1. Allegro
02. Symphony No.5 In B Flat Major, D.485, 2. Andante con moto
03. Symphony No.5 In B Flat Major, D.485, 3. Menuetto (Allegro molto)
04. Symphony No.5 In B Flat Major, D.485, 4. Allegro vivace
05. Symphony No.6 in C Major, D.589 – ‘The Little’, 1. Adagio – Allegro
06. Symphony No.6 in C Major, D.589 – ‘The Little’, 2. Andante
07. Symphony No.6 in C Major, D.589 – ‘The Little’, 3. Scherzo (Presto)
08. Symphony No.6 in C Major, D.589 – ‘The Little’, 4. Allegro moderato

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01. Symphony No.9 in C major, D.944 ‘The Great’ I. Andante – Allegro ma non troppo
02. Symphony No.9 in C major, D.944 ‘The Great’ II. Andante con moto
03. Symphony No.9 in C major, D.944 ‘The Great’ III. Scherzo. Allegro vivace
04. Symphony No.9 in C major, D.944 ‘The Great’ IV. Allegro vivace – Trio

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Chamber Orchestra of Europe
Claudio Abbado – Conductor

Americantiga: Concerto de Natal no Mosteiro de São Bento (Acervo PQPBach)

v8jzvtEsta rara e magnífica audição do Americantiga Coro e Orquestra de Câmara, numa noite de Natal no Convento de São Bento, em São Paulo, não foi comercializada.
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Somente uns poucos privilegiados a tem, entre eles nós, ouvintes do PQPBach!
(A foto ao lado é uma parte da capa do convite.)


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Com instrumentos de época. On period instruments.

Concerto de Natal no Mosteiro de São Bento
Giovanni Pierluigi da Palestrina (c.1525-1594)
01. Sicut cervus a 4 vozes
Giovanni Battista Bassani (1657-1716)
02. Missa Encarnación – 1. Kyrie
03. Missa Encarnación – 2. Christe eleison
04. Missa Encarnación – 3. Kyrie: Christe eleison
05. Missa Encarnación – 4. Glória
06. Missa Encarnación – 5. Gloria: Qui tollis
07. Missa Encarnación – 6. Gloria: Qui sedes
Francesco Durante (Itália, 1684-1755)
08. Magnificat em sí bemol a 4 vozes e baixo contínuo – 1. Magnificat anima mea
09. Magnificat em sí bemol a 4 vozes e baixo contínuo – 2. Et misericordia eius
10. Magnificat em sí bemol a 4 vozes e baixo contínuo – 3. De possuit potentes
11. Magnificat em sí bemol a 4 vozes e baixo contínuo – 4. Suscepti Israel
12. Magnificat em sí bemol a 4 vozes e baixo contínuo – 5. Sicut locutus est
13. Magnificat em sí bemol a 4 vozes e baixo contínuo – 6. Gloria
14. Magnificat em sí bemol a 4 vozes e baixo contínuo – 7. Sicut erat in principio
Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
15. Te Deum laudamus (1801) a 4 vozes e órgão 1. Te Deum laudamus
16. Te Deum laudamus (1801) a 4 vozes e órgão 2. Te ergo quasumus
17. Te Deum laudamus (1801) a 4 vozes e órgão 3. Aeterna fac
José Totti (Itália, 1780 – Portugal, 1832)
18. Solitario bosco ombroso (duo de sopranos com teorba)
José Alves (Portugal, sec. XVIII)
19. Dixit Dominus a 8 vozes e baixo contínuo – 1. Dixit Dominus
20. Dixit Dominus a 8 vozes e baixo contínuo – 2. Donec ponam
21. Dixit Dominus a 8 vozes e baixo contínuo – 3. Juravit Dominus
22. Dixit Dominus a 8 vozes e baixo contínuo – 4. Tu es sacerdos
23. Dixit Dominus a 8 vozes e baixo contínuo – 5. Gloria Patri
24. Dixit Dominus a 8 vozes e baixo contínuo – 6. Sicut erat in principio I
25. Dixit Dominus a 8 vozes e baixo contínuo – 7. Sicut erat in principio II

Concerto de Natal no Mosteiro de São Bento – 2002
Americantiga Coro e Orquestra de Câmara
Regente Ricardo Bernardes

CD gentilmente cedido pelo musicólogo Prof. Paulo Castanha (http://paulocastagna.com) – não tem preço!!
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MP3 320 kbps – 106,7 MB – 44,3 min
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Partituras e outros que tais? Clique aqui

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A todos os amigos que nos acompanham nesta viagem, desejo um Feliz 2014 com muita Paz e Saúde.

Avicenna

Alma Latina: Ignacio de Jerusalem: Matins for the Virgin of Guadalupe, 1764

105uvlyJerusalem: Matins for the Virgin of Guadalupe
Chanticleer Sinfonia

Este responsorio es el más antiguo del conjunto, que data de las composiciones de Jerusalem para Maitines de Nuestra Señora de Guadalupe de 1756. Más tarde se reutiliza en los Maitines de la Concepción. Por una versión encontrada en la Catedral de Puebla demuestra que este responsorio se utilizó como responsorio para: los maitines de la Virgen de Guadalupe, los maitines de la Asunción de la Santísima Virgen, los maitines de la Octava de la Concepción de la Santísima Virgen, y hasta los Maitines de Santo Domingo (pero con un nuevo texto “Euge, serve bone”).

“Vidi speciosam” es un número enérgico e intenso para coro en sol menor, clave favorita de Jerusalén por representar los sentimientos emotivamente intensos y sinceros. Las progresiones de acordes marchan hacia adelante en la actividad inexorable, asemejándose al lenguaje armónico de Bach y la actividad irrefrenable del Barroco. Más tarde Jerusalén explora la gracia de un minuet aristocrática “Signum magnum apparuit en coelo” con su juego de ritmos que recuerdan más de Mozart y al Clásicismo que al Barroco de Bach.

Ignacio de Jerusalem y Stella (Ignazio Gerusalemme) (Lecce, Italia, circa 1707 – Ciudad de México, 1769), fue uno de los más importantes compositores de la Nueva España.

Inició su actividad musical en su natal Italia como violinista. Fue músico del Coliseo de Cádiz y en la Nueva España llegó a ser Maestro de capilla de la Catedral de México. Fue conocido entre sus contemporáneos como el “milagro musical” porque su talento y capacidades musicales igualaban al mismo maestro de capilla de Madrid.

En 1732 deja Italia y se instala en Cádiz para trabajar en el Coliseo (teatro) de aquella ciudad. En 1742 José Cárdenas, del Real Tribunal de Cuentas, lo contrata en España junto con otros músicos y cantantes destinados a cumplir sus servicios en México. Llega a la capital de la Nueva España en 1742 para desempeñarse como violinista y director musical del Coliseo de México. Comienza a componer obras para la Catedral de México desde 1746, y en 1749 lo contratan como maestro de capilla interino en la Catedral de México. Al año siguiente lo nombran maestro titular de la misma, cargo que ejerció hasta su muerte en el año 1769.

El investigador Annibale Enrico Cetrangolo afirma que en los archivos de la Curía Arcivescovile de Lecce se halla el acta de bautismo de Ignatius, Dominicus, Orontius, Joseph Pascali Jerusalem, fechada el 3 de junio de 1707. De acuerdo con ese documento sus padres fueron Matteo, hijo de Francesco Jerusalem, y Anna Curzio (o Stella), hija de Vincenzo. El padre de Ignazio, Matteo Gerusalemme, nació en Nápoles en 1667 y pasó a Lecce en 1689, al servicio de Don Gabriel Augustín Erriquez (o Enriquez), Príncipe de Squinzano, Campi Salentina y Salice, como “musico di scuola” en Campi y “maestro di Cappella” en la Iglesia de los Jesuitas de Lecce. Matteo, según las actas estudiadas, además de Ignazio, tuvo otros 11 hijos con Anna Curzio (o Stella) y uno más con Giustina Stefanelli (al parecer su primera esposa).

Los padrinos de los hijos de Matteo pertenecían a la aristocracia de Lecce y de Terra d’Otranto: los Lubelli, los Tafuro, los Belli, los Enriquez, los Greco, los Personè. Anna Curzio , la madre de Ignazio Jerusalem (o Gerusalemme), era hija del napolitano Vincenzo, quien fue maestro di cappella en Lecce. Es de notar la curiosa ambigüedad en los documentos de la designación del apellido de Vincenzo y de su hija Anna, quienes figuran a veces como Stella y otras como Curzio.

Como maestro de capilla, Ignacio de Jerusalem fue precedido por Domingo Dutra y Andrade (1741-1750) y sucedido por Mateo Tollis della Rocca (1769-1780). La mayor parte de la obra de Jerusalem se conserva en los archivos de música de las catedrales de México, Puebla y Oaxaca, y apenas ha sido estudiada, transcrita o ejecutada. Los registros existentes demuestran que muchas de sus obras se ejecutaban en los servicios religiosos de iglesias y catedrales a lo largo de todo el territorio de la Nueva España, desde la Alta California hasta la Ciudad de Guatemala. (Enrique Guerrero)

Palhinha: ouça: 04. Matins for the Virgin of Guadalupe : 4. Responsorio – Vidi speciosam sicut columbam

Matins for the Virgin of Guadalupe
Ignacio de Jerusalem y Stella (Itália, 1707 – Cidade do México, 1769)
01. Matins for the Virgin of Guadalupe : 1. Invitatorio y Salmo 94
02. Matins for the Virgin of Guadalupe : 2. Hymn – Quem terra pontus sidera
03. Matins for the Virgin of Guadalupe : 3. Bendición y Lección I
04. Matins for the Virgin of Guadalupe : 4. Responsorio – Vidi speciosam sicut columbam
05. Matins for the Virgin of Guadalupe : 5. Responsorio – Quae est ista, quae ascendit
06. Matins for the Virgin of Guadalupe : 6. Bendición y Lección II
07. Matins for the Virgin of Guadalupe : 7. Responsorio – Quae est ista, quae processit
Manuel de Sumaya (Manuel de Zumaya) (Mexico, c.1678-1755)
08. Matins for the Virgin of Guadalupe : Interludio – Albricias mortales
Ignacio de Jerusalem y Stella (Itália, 1707 – Cidade do México, 1769)
09. Matins for the Virgin of Guadalupe : 8. Antifona y Salmo 18
10. Matins for the Virgin of Guadalupe : 9. Responsorio – Signum magnum apparuit in caelo
11. Matins for the Virgin of Guadalupe : 10. Versículo, Padrenuestro y Absolución
Giacomo Rust (Italia, 1741-1786)
12. Matins for the Virgin of Guadalupe : Responsorio – Beatam me dicent omnes
Ignacio de Jerusalem y Stella (Itália, 1707 – Cidade do México, 1769)
13. Matins for the Virgin of Guadalupe : 11. Benedición y Lección III
14. Matins for the Virgin of Guadalupe : 12. Te Deum – I Te deum laudamus
15. Matins for the Virgin of Guadalupe : 13. Te Deum – II Te aeternum Patrem
16. Matins for the Virgin of Guadalupe : 14. Te Deum – III Tibi omnes Angeli
17. Matins for the Virgin of Guadalupe : 15. Te Deum – IV Tibi Cherubim et Seraphim
18. Matins for the Virgin of Guadalupe : 16. Te Deum – V Sanctus
19. Matins for the Virgin of Guadalupe : 17. Te Deum – VI Pleni sunt caeli
20. Matins for the Virgin of Guadalupe : 18. Te Deum – VII Te ergo quaesumus
21. Matins for the Virgin of Guadalupe : 19. Te Deum – VIII Aeterna fac cum sanctis tuis
22. Matins for the Virgin of Guadalupe : 20. Te Deum – IX In te, Domine, speravi
Manuel de Sumaya (Manuel de Zumaya) (Mexico, c.1678-1755)
23. Matins for the Virgin of Guadalupe : Recesional – Angélicas milicias

Jerusalem: Matins for the Virgin of Guadalupe, 1764
Chanticleer Sinfonia. Maestro Joseph Jennings
2007

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powered by iTunes 12.1.0 – 1 hr 08 min

Um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Valeu !!!

Boa audição.

2cfd3bn

 

 

 

 

 

 

 

 

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Avicenna

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Apollo e Dafne & Silete Venti

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Apollo e Dafne & Silete Venti

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um baita CD, maravilhosamente bem interpretado. Apollo e Dafne é uma cantata secular de Georg Friedrich Händel, composta entre 1709 e 1710. Händel iniciou sua composição em Veneza e a terminou em Hanover. É uma das mais ambiciosas cantatas do autor. Seu libreto narra a história mítica do amor entre Apolo e Dafne. Meu pai tinha esta obra em vinil, cantada por Fischer-Dieskau… Onde andará? Mas Silete Venti também é algo extraordinário. Então, ouça porque vale a pena.

Georg Friedrich Händel (1685-1759): Apollo e Dafne & Silete Venti

Silete Venti (Motet For Soprano & Orchestra, Hwv 242)
1 Symphonia: Silete venti 5:51
2 Aria: Dulcis Amor, Jesu Care 6:46
3 Accompagnato: O Fortunata Anima 0:37
4 Date Serta, Date Flores 9:13
5 Presto: Alleluia 3:05

Apollo e Dafne (Cantata For Soprano, Baritone, & Orchestra, Hwv 122)
6 Recitativo: La Terra E Liberata! 0:46
7 Aria: Pende Il Ben Dell’ Universo Da Quest’ Arco Salutar 3:48
8 Recitativo: Ch’ Il Superbetto Amore Delle Saette Mie Ceda A la Forza (Apollo) 0:32
9 Aria: Spezza L’arco E Getta L’armi (Apollo) 2:58
10 Aria: Felicissima Quest’alma, Ch’ama Sol la Liberta (Dafne) 6:31
11 Recitativo: Che Voce! Che Belta! (Apollo E Dafne) 1:00
12 Aria: Ardi, Adori, E Preghi In Vano (Dafne) 3:27
13 Recitativo: Che Crudel! (Apollo E Dafne) 0:14
14 Duetto: Una Guerra Ho Dentro Il Seno (Dafne Ed Apollo) 1:54
15 Recitativo: Placati Al Fin, O Cara (Apollo) 0:21
16 Aria: Come Rosa In Su la Spina (Apollo) 3:21
17 Recitativo: Ah! Ch’un Dio Non Dovrebbe (Dafne) 0:21
18 Aria: Come In Ciel Benigna Stella (Dafne) 3:46
19 Recitativo: Odi la Mia Ragion! (Apollo E Dafne) 0:24
20 Duetto: Deh! Lascia Addolcire (Apollo E Dafne) 2:36
21 Recitativo: Sempre T’adorero! (Apollo E Dafne) 0:22
22 Scena: Mie Piante Correte (Apollo) 3:16
23 Aria: Cara Pianta, Co’miei Pianti (Apollo) 6:49

Baritone Vocals – Russell Braun
Soprano Vocals – Karina Gauvin
Orchestra – Les Violons du Roy
Conductor – Bernard Labadie

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Apolo e Dafne: Escultura de Gian Lorenzo Bernini
Apolo e Dafne: Escultura de Gian Lorenzo Bernini

PQP

George Friedrich Handel (1685 – 1759) : Orchestral Works – CD 1 de 6 – Trevor Pinnock, The English Concert

61dmOQA7h8LO enorme, imenso e genial compositor George Friedrich Handel viveu em uma época em que tinha como contemporâneos nosso Johann Sebastian Bach e sua prole, Antonio Vivaldi, Teleman, entre outros mestres que revolucionaram a história da música e contribuiram significativamente para a evolução da mesma. E como o gênio que foi, também contribuiu e muito para esta mesma evolução.

Esta pequena coleção que ora vos trago mostra um pouco do talento deste gênio, que compôs óperas, oratórios, obras orquestrais, de câmara, para instrumentos solos, para teclado, sopros, enfim, produziu e muito.

O grande maestro inglês Trevor Pinnock e seu conjunto The English Concert realizaram uma interpretação absolutamente perfeita destas obras, não temo em colocar estas gravações com referência, talvez a melhor já realizada.

Começamos com a Watermusik, ou Música Aquática. Trata-se de uma suíte dividida em duas partes, com diversos movimentos, explorando todas as possibilidades de um grupo de câmara. E considero esta coleção tão importante e fundamental em qualquer cdteca e vou traze-la aos poucos, para ser melhor degustada.

Então, sentem-se em suas melhores poltronas, escolham um bom vinho e apreciem a música de Handel.

1 Handel: Water Music Suite No.1 In F, HWV 348 – 1. Ouverture (Grave – Allegro)
2 Handel: Water Music Suite No.1 In F, HWV 348 – 2. Adagio e staccato
3 Handel: Water Music Suite No.1 in F, HWV 348 – 3. Allegro – Andante – Allegro
4 Handel: Water Music Suite No.1 In F, HWV 348 – 4. (Menuet)
5 Handel: Water Music Suite No.1 In F, HWV 348 – 5. Air
6 Handel: Water Music Suite No.1 In F, HWV 348 – 6. Menuet
7 Handel: Water Music Suite No.1 in F, HWV 348 – 7. Bourrée
8 Handel: Water Music Suite No.1 In F, HWV 348 – 8. Hornpipe
9 Handel: Water Music Suite No.1 in F, HWV 348 – 9. (Andante)
10 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 in D/G, HWV 348 – 1. Allegro
11 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 in D/G, HWV 348 – 2. Alla Hornpipe
12 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 in D/G, HWV 348 – 3. (Menuet)
13 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 in D/G, HWV 348 – 4. Rigaudon
14 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 in D/G, HWV 348 – 5. Lentement
15 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 In D/G, HWV 348 – 6. Bourrée
16 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 in D/G, HWV 348 – 7. Menuet
17 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 in D/G, HWV 348 – 8. (Andante)
18 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 in D/G, HWV 348 – 9. (Country Dance I/II)
19 Handel: Water Music, Suites 2 & 3 in D/G, HWV 348 – 10. Menuet

The English Concert
Trevor Pinnock – Conductor

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trevor Pinnock, um gigante pela própria natureza
Trevor Pinnock – um gigante pela própria natureza

Alma Latina: New Britain – The Roots of American Folksong / Les Racines du Folksong Americain: The Boston Camerata

14v18pdAs Raízes da Música Americana
Les Racines du Folksong Americain
The Boston Camerata

As Raízes da Música Americana

A civilização americana veio em grande parte da velha Europa. Isso, todos nós sabemos – será que sabemos? Para o mito moderno, a América industrial que, completamente nova, impulsionada pela tecnologia, sem raízes, é forte na mente contemporânea.

A música americana, nós tendemos a pensar, é um produto dos tempos modernos e das grandes cidades. No entanto, aqueles que conhecem e amam as tradições da música popular americana estão cientes de que a “novidade” do novo mundo é algumas vezes mais aparente do que real.

Grande foi a alegria dos estudiosos da música popular americana quando, um par de gerações atrás, começaram a registrar versões esplêndidas de baladas elisabetanas das bocas de camponeses semi-alfabetizados nos Apalaches do sul.

E muitas das melodias locais coletadas em Quebec antes da primeira Guerra Mundial têm antecedentes nos cadernos de músicas francesas do início do Renascimento. Este registro não ortodoxo, um mix intencionalmente provocador de música antiga com a popular moderna, destina-se, antes de tudo para dar prazer – mas é também uma meditação sobre a história, em arquétipos, e sobre a transmissão da cultura humana.

Grande parte da cultura da Europa renascentista, tanto “clássica” como popular, sobreviveu no campo: no Velho Mundo, é claro, mas também no Novo. O que as elites das cidades e das cortes, impacientes em busca de novidade haviam rejeitado, manteve-se no gosto popular rural até mesmo em nosso próprio tempo.

Como vimos tantas vezes na América (e talvez em outros lugares, também) o gosto de pessoas comuns podem ser pelo menos tão bom – ou melhor – que os julgamentos de uma confraria oficial. Em nossas raízes reside a nossa força!

Joel Cohen

The Roots of American Music

American civilisation came in large part from old Europe. So we all know – but do we? For the myth of modern, industrial America, that brand-new, technology-driven, rootless place is strong in the contemporary mind.

American music, we tend to think, is a product of modern times and big cities. Yet those who know and love American folk traditions are aware that the “newness” of the new world is some-times more apparent than real.

Great was the joy of English folksong collectors when, a couple of generations back, they began notating splendid versions of Elizabethan ballads from the mouths of semi-literate peasants in the Southern Appalachians.

And many of the country melodies collected in Quebec before the first World War have antecedents in the French songbooks of the early Renaissance. This unorthodox recording, an intentionally provocative mix of early art song and modern folksong, is meant first of all to give pleasure – but it is also a meditation on history, on archetypes, and on the transmission of human culture.

Much of the culture of Renaissance Europe, both “high” and popular, survived in the countryside: in the Old World, of course, but also in the New. What the impatient, novelty-seeking elites of the cities and courts had rejected remained to delight rural folk even into our own time.

As we have seen so often in America (and perhaps elsewhere, too) the taste of ordinary people can be at least as good – or better than – the judgements of an official coterie. In our roots lies our strength!

Joel Cohen

New Britain – The Roots of American Folksong

I – PROLOGUE/OPENING MUSIC/PRELUDE
Anonymous, Southern Europe, 10 th c./ The Sacred Harp, Philadelphia, 1860
01. Opening music: 1. Judicci Signum / The Great Day
Provence, ca. 1200 / New Mexico, 1953
02. Opening music: 2. Calenda maia / Cuando por el oriente

II – VIEILLE FRANCE ET NOUVELLE FRANCE/OLD AND NEW FRANCE
Quebec, 1914 / Borlet, ca. 1400
03. Old & New France: 1. Rossignolet du bois joli / Rossignolet del bos jolin
Quebec, 1914 / Loyset Compère, ca. 1500
04. Old & New France: 2. Dans Paris y-a-t-un’barbière / Allons-nous faire la barbe
Quebec, 1914 / Anonymous, ca. 1500
05. Old & New France: 3. Mon père m’a mariée / Mon père m’a mariée
Canada, ca. 1900 / Jean Planson, 1587
06. Old & New France: 4. Gabriel Nazareth / Une nymphe jolie
Quebec, 1914 / Jacob Arcadelt, ca. 1568
07. Old & New France: 5. C’est en passant par Varennes / Margo labourés les vignes
Jean Baptiste Besard, 1603 / Québec, 1914
08. Old & New France: 6. Bransles de village / Il étrait une Cendrillon
Quebec, 1914 / Amsterdam, ca. 1620 / Belgium 20 th c.
09. Old & New France: 7. C’est dans la ville de Bytowm / C’est dans la ville de Bytowm

III – CHANSONS ET BALLADES ERRANTES/WANDERING SONGS AND BALLADS
France, ca. 1475 / Germany, 1619 / England, 1859 / Tennessee, 1937 / Georgia, 1855
10. Wandering songs & Ballads: 1. Il est venu le petit oysillon / An jenem Tag, nach Davids sag / Barbara Allen / Heavenly Dove
Virginia, 1931 / England, ca. 1550
11. Wandering songs & Ballads: 2. Chevy Chase / The Kings hunt is upp
Scotland, ca. 1650 / Nova Scotia, 1950
12. Wandering songs & Ballads: 3. My love gave me a cherry / I gave my love a cherry
Thomas Ravenscroft, 1611
13. Wandering songs & Ballads: 4. Hey, ho, nobody at home
Texas, 1950 / Thomas Ravenscoft, 1611
14. Wandering songs & Ballads: 5. There were three crows / There were three ravens
Scotland, ca. 1620 / Ohio, 1925
15. Wandering songs & Ballads: 6. Lady Cassilles lilt / Gipsy Davy
Scotland, 1790
16. Wandering songs & Ballads: 7. The Jolly Beggar
Thaunton, Massachussetts, 1934 / Northern England, ca. 1920
17. Wandering songs & Ballads: 8. Billy Boy / Billy Boy

IV – SINGING SCHOOL (THE SOCIAL HARP, GEORGIA, 1855)
……POLYPHONIE POPULAIRE AUX ETATS-UNIS/FOLK POLYPHONY IN THE US
Diego Ortiz, 1654 / North Carolina, 1916
18. Wandering songs & Ballads: 9. Ricercada premera / Betty Anne
The Social Harp, Georgia, 1855
19. Wandering songs & Ballads: 10. Singing School
Boston, 1794
20. Wandering songs & Ballads: 11. Thomas-Town
The Sacred Harp, Philadelphia, 1860
21. Wandering songs & Ballads: 12. New Britain (Amazing Grace)
The Social Harp
22. Wandering songs & Ballads: 13. Parting Friends
23. Wandering songs & Ballads: 14. Hallelujah

New Britain – The Roots of American Folksong
The Boston Camerata. Director: Joel Cohen
1990

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powered by iTunes 12.1.0 – 1 h 07 min

Um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Obrigado !!!

Boa audição.

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Avicenna

Alma Latina: Alabanzas, Misas y Villancicos de los Archivos de Bolivia a la Virgen

2cgy0snAlabanzas a la Virgen – siglo XVIII – XIX
Archivos de Bolivia:
• Missiones de Chiquitos
• Catedral de La Prata (Sucre)

Debido a su maravillosa composición y interpretación, siguen los comentarios en el folleto sobre la Misa Encarnación:

Misa Encarnación: Anónimo – Missiones de Chiquitos

La “Misa Encarnación” forma parte de una miscelánea de obras musicales encontradas en dos antiguas reducciones jesuíticas de la Chiquitania: San Rafael y Santa Ana de Chiquitos, Provincia Velasco (Bolivia).

Los manuscritos, preservados por los Cabildos Indigenales de dichos pueblos, y reunidos por el arquitecto Hans Rqth, actualmente se encuentran en el Archivo Episcopal de la Catedral de Concepción -Ñuflo de Chávez- a fin de conservarlos y evitar su progresivo deterioro. Constituyen el monumento más importante y amplio de todos los repositorios de música de las reducciones conocidos hasta ahora.

Esta colección ofrece una ayuda inapreciable para comprender y valorar lo que se había logrado musicalmente en las misiones jesuíticas. El autor de esta obra es desconocido. Sin embargo, el elaborado contrapunto de esta Misa, su magnitud, su organización formal y la casi perfecta concordancia entre el significado del texto y su musicalización, demuestran que se trata de una obra de compositor de oficio.

Ha sido compuesta (o copiada) posiblemente en momentos inmediatamente anteriores a la expulsión (1767), acontecimiento que impediría su conclusión, ya que la parte de Alto en el Credo llega sólo al compás 90. Sin embargo, la partitura dejó suficiente espacio libre para llenarlo con las notas necesarias, coincidiendo la coda del movimiento con las otras voces e instrumentos. Lo mismo ocurre con la parte de Soprano en el Sanctus, cuyas notas llegan sólo hasta el Benedictus. La transcripción ofrece una propuesta para la conclusión de ambos movimientos. Por otra parte, los facsímiles de Tenor contienen una disparidad entre sí: en algunos el fínale del Credo ofrece la terminación corta, mientras que en los restantes, termina con una coda elaborada.

La “Misa Encarnación” está sido compuesta para coro a cuatro voces y orquesta; sin embargo la lectura de esta misa parece sugerir que podría ser interpretada por uno o, posiblemente, dos coros y cuatro solistas. La organización formal de la obra, su instrumentación, movimiento de voces, progresiones armónicas, y -sobre todo- la relación con el significado del texto, han servido como base para la asignación de las partes a los grupos vocales. Todos los facsímiles corresponden a la colección de manuscritos provenientes de San Rafael, y entre éstos hay los que se originaron durante el período de las Reducciones, _mientras que otros han sido escritos en la época post-jesuítica.

Las copias musicales más antiguas generalmente demuestran menos problemas de notación musical, como también de ortografía del texto latino. La segunda copia del Bajo incluye la fecha de su terminación y las iniciales del nombre del copista. Dice textualmente: “Año de 1812, 16 de Marzo. Lo firmo para que conste Pblo Sbis”.

Se ha preservado sólo una copia de la parte de Violín, que estaba incluida en la colección de manuscritos de San Rafael. La parte está completa, pero -debido a su estado- resulta muy difícil de leer, con varios 6 fragmentos ilegibles o faltantes. El manuscrito no incluye indicaciones de arcos. No se ha encontrado el basso continuo. Esta parte, como también la elaboración de la mano derecha, han sido compuestas por el autor de esta transcripción, quien se sirvió de la parte vocal de Bajo -la única existente- como base para esta labor.

Alabanzas a la Virgen
Anónimo – Missiones de Chiquitos
01. Misa I mo Sábado: 1. Kyrie
02. Misa I mo Sábado: 2. Gloria
03. Misa I mo Sábado: 3. Credo
04. Misa I mo Sábado: 4. Sanctus – Benedictius
05. Misa I mo Sábado: 5. Agnus Dei
Anónimo – Catedral de La Plata (Sucre)
06. Tota pulchra
07. Stella caeli
Anónimo – Missiones de Chiquitos
08. Misa Encarnación: 1. Kyrie
09. Misa Encarnación: 2. Gloria
10. Misa Encarnación: 3. Credo
11. Misa Encarnación: 4. Sanctus – Benedictus
12. Misa Encarnación: 5. Agnus Dei
Anónimo – Catedral de La Plata (Sucre)
13. Quién llena de armonía las esferas
14. Parabienes, zagalejos
15. Hola!, hao!, ah! de las sombras

Alabanzas, Misas y Villancicos de los Archivos de Bolivia a la Virgen
Coral Nova & Orquesta de Camara de La Paz. Dirección: Ramiro Soriano Arce
1996

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powered by iTunes 12.2.1 – 50 min

Mais outro CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!

Boa audição.

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Avicenna

Camile Saint-Saëns (1835-1921) – Violin Concertos – Graffin, Brabbins, BBCSSO

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REPOSTAGEM !!! NOVO LINK !!

Já pensei em trazer este cd em outras ocasiões, mas acabava sempre o preterindo em lugar de outro. E que pena que não o trouxe antes. Estes concertos são muito bonitos, e merecem ser ouvidos em sequência, para melhor apreciarmos a evolução de Saint-Saëns enquanto compositor.
Dos três concertos o mais conhecido com certeza é o terceiro, peça obrigatório no repertório dos grandes intérpretes. Mas os dois primeiros também têm seus méritos. E que méritos. Saint-Saëns é um compositor agradável de se ouvir, nada de romantismo meloso, tem muita sensibilidade mas sabe dosá-la através de belas e criativas melodias. Exige do intéprete muita técnica, mas sem deixar de lado essa sensibilidade, tornando a audição de suas obras em momentos de deleite e prazer. Ouçam o segundo movimento do Segundo Concerto e vejam se não estou certo.
Este cd pertence à excelente coleção do selo inglês Hyperion, “The Romantic Violin Concertos”. Os solistas não são tão conhecidos, e com algumas exceções nem as orquestras e regentes são conhecidos, mas isso não desmerece a qualidade das gravações. Até então nunca tinha ouvido falar em Phillipe Graffin, mas esse violinista é muito bom. tenho certeza de que os senhores irão gostar.
Enfim, eis um cd agradabilíssimo de se ouvir. Derrete até mesmo os corações mais endurecidos.

01 – Violin Concerto No. 1 in A Major, Op. 20 – Allegro –
02 – Violin Concerto No. 1 in A Major, Op. 20 – Andante espressivo –
03 – Violin Concerto No. 1 in A Major, Op. 20 – (Reprise)
04 – Violin Concerto No. 2 in C Major, Op. 58 – I. Allegro moderato e maestoso
05 – Violin Concerto No. 2 in C Major, Op. 58 – II. Andante espressivo
06 – Violin Concerto No. 2 in C Major, Op. 58 – III. Allegro scherzando quasi allegretto
07 – Violin Concerto No. 3 in B Minor, Op. 61 – I. Allegro non troppo
08 – Violin Concerto No. 3 in B Minor, Op. 61 – II. Andantino quasi allegretto
09 – Violin Concerto No. 3 in B Minor, Op. 61 – III. Molto moderato e maestoso – Allegro non troppo

Phillipe Graffin – Violin
BBC Scottish Symphony Orchestra
Martyn Brabbins – Conductor

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