Claudio Monteverdi (1567-1643): Balli & Balletti

Claudio Monteverdi (1567-1643): Balli & Balletti

É um disco médio, não cheguei a me apaixonar, não. O problema é que o repertório não toca o melhor Monteverdi. Aqui, o foco é a dança. Bem, Monteverdi é certamente o maior compositor italiano de sua geração, um dos grandes operistas de todos os tempos e uma das personalidades mais influentes de toda a história da música do ocidente. Não inventou nada novo, mas sua elevada estatura musical deriva de ter empregado recursos existentes com uma força e eficiência sem paralelos em sua geração. Ele integrou diferentes práticas e estilos em uma obra pessoal rica, variada e muito expressiva, que continua a ter um apelo direto para o mundo contemporâneo ainda que ele não seja exatamente um compositor popular nos dias de hoje.

Claudio Monteverdi (1567-1643): Balli & Balletti

1 Tirsi E Clori, Ballo (Settimo Libro De Madrigali, 1619) 13:53

L’Orfeo
2 Lasciate I Monti, Balleto (Atto I) 1:45
3 Vieni Imeneo, Ballo (Atto I: Coro Di Ninfe E Pastori) 1:03
4 Ecco Pur Ch’a Voi Ritorno, Ballo (Atto II) 5:31
5 Moresca (Atto V) 1:12

6 De La Bellezza, Balletto (Scherzi Musicali, 1607) 9:30
7 Il Ballo Delle Ingrate, Ballo (Madrigali Guerrieri E Amorosi, 1638, Libro VIII: Canti Amorosi) 3:33
8 Volgendo Il Ciel, Ballo (Madrigali Guerrieri E Amorosi, 1638, Libro VIII: Canti Guerrieri) 10:03

Monteverdi Choir
English Baroque Soloists
John Eliot Gardiner

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Claudio Monteverdi

PQP

George Gershwin (1898-1937): Rhapsody in Blue, Concerto in F, Catfish Row, Rialto Ripples

George Gershwin (1898-1937): Rhapsody in Blue, Concerto in F, Catfish Row, Rialto Ripples

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Em 2018, fui a um Concerto aqui em Porto Alegre que tinha o Concerto em Fá para Piano e Orquestra de Gershwin. O resultado é que fiquei irritado por 3 dias. Aquilo — principalmente a atuação da orquestra, anormalmente ruim — me deixou absolutamente puto. Não foi Gershwin, não foi nada. Ou foi um anti-Gershwin. Só hoje posso me considerar recuperado, após ouvir esta Rhapsody in Blue e este Concerto em Fá. Aqui, Riccardo Chailly combinou a elegância clássica com o estilo do jazz e blues de Stefano Bollani. Bollani é um jazzista crasso. Que bom. Neste CD, a Rhapsody é apropriadamente apresentada na versão de banda de jazz (orquestrada por Paul Whiteman), enquanto o Concerto está na orquestração sinfônica original de Gershwin.

Completando um álbum muito bem preenchido (mais de 73 minutos) estão a suíte sinfônica Catfish Row — derivada da ópera de Gershwin, Porgy and Bess — e o trabalho de juventude mais importante de Gershwin, Rialto Ripples, grande sucesso comercial de 1917.

Curiosidade: no começo de sua carreira, Gershwin produziu dúzias de rolos para pianolas e esta era sua principal fonte de renda. Enquanto sua carreira crescia, as gravações em rolos de piano foram gradualmente diminuindo. Entretanto, na década de 20, ele fez algumas gravações incluindo uma versão completa de Rhapsody in Blue. Em 1975, a Columbia Records lançou um álbum com os rolos de piano de Gershwin tocando Rhapsody in Blue, acompanhado pela Columbia Jazz Band tocando o acompanhamento original sob a regência de Tilson Thomas.

Mas não pensem que a dupla Bollani e Chailly ficaram abaixo, muito pelo contrário. Este é um disco sensacional!

Ah, e a gravação de Rialto Ripples, com as brincadeiras entre Bollani e Chailly, certamente advindas do fato de a peça ter sido bis nos concertos, é o máximo!

George Gershwin (1898-1937): Rhapsody in Blue, Concerto in F, Catfish Row, Rialto Ripples

1 Rhapsody In Blue 16:12

Catfish Row – Symphonic Suite
2 Catfish Row 6:18
3 Porgy Sings 4:37
4 Fugue 1:51
5 Hurricane 3:39
6 Good Mornin’ Sistuh! 7:18

Concerto in F for Piano and Orchestra
7 Allegro 12:16
8 Adagio – Andante con Moto 10:16
9 Allegro agitato 6:29

10 Rialto Ripples 4:35

Stefano Bollani, piano
Gewandhausorchester de Leipzig
Riccardo Chailly

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O piano jazz man Bollani explica umas coisinhas para o maestro Chailly.

PQP

J. S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga – BWV 1080 – New Century Saxophone Quartet

J. S. Bach (1685-1750): A Arte da Fuga – BWV 1080 – New Century Saxophone Quartet

Como A Arte da Fuga não tem instrumentação definida, não é pecado eu dizer que eu acho essa a melhor gravação de A Arte da Fuga. Ainda gosto muito da versão para dois Pianos… Não sei dizer, qual das duas eu gosto mais. Eu sei que esta gravação é do cacete. Os caras são muito bons. Não deixam margem de erro nenhuma. Executam tudo ao pé da letra. Como Bach escreveu. O que mais me impressionou foi que o grupo não tentou puxar para o Jazz. Fizeram tudo Classudo como deve ser.

Essa gravação me lembrou a época que eu estava começando a tocar clarineta, pois tinha um exercício muito parecido com o Contrapunctus 12. Ainda assim o som do Saxofone tocando Bach me cativa. Sinto-me outra pessoa ouvindo isso. É isso aí. Uma boa audição.

J. S. Bach – A Arte da Fuga – BWV 1080 – New Century Saxophone Quartet

1. Contrapunctus 1
2. Contrapunctus 2
3. Contrapunctus 3
4. Contrapunctus 4
5. Contrapunctus 5
6. Contrapunctus 13. Canon all Duodecima in Contrapunto alla Quinta
7. Contrapunctus 14. Canon all Decima. Contrapunto alla Terza
8. Contrapunctus 7
9. Contrapunctus 8
10. Contrapunctus 10
11. Contrapunctus 6
12. Contrapunctus 9
13. Contrapunctus 11
14. Contrapunctus 15. Canon per Augmentationem in Contrario Motu
15. Contrapunctus 12. Canon alla Ottava
16. Contrapunctus 16. Rectus
17. Contrapunctus 16. Inversus
18. Contrapunctus 19. Unfinished
19. Choral. Wenn wir in höchsten Nöthen sein

Performer: Michael Stephenson, soprano saxophone
Christopher Hemingway, alto saxophone
Stephen Pollock, tenor saxophone
Brad Hubbard, baritone saxophone

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LINK ALTERNATIVO

Saxy Bach: porque eu toco de tudo, sem preconceitos
Saxy Bach: porque ele não teria preconceitos. Esta gravação é sensacional.

Gabriel Clarinet (revalidado por PQP)

Claudio Merulo (1553-1604): Toccatas Completas para Órgão

Claudio Merulo (1553-1604): Toccatas Completas para Órgão

Este é mais um arquivo que nos foi repassado pelo querido amigo pequepiano WMR.

IM-PER-DÍ-VEL para quem gosta de música antiga e barroca.

Gostei muito deste disco onde fica clara a postura absolutamente experimental da obra de Merulo, um mestre indiscutível. Ouvi os três CDs com grande prazer. O caráter das peças é sempre diverso, não é mais do mesmo. É uma maluquice minha, mas gosto dos barulhos de carpintaria, isto é, dos mecanismos do órgão. Aqui se ouve tudo, a música e o arfar do instrumento.  É inacreditável pensar que tudo isto foi feito durante a Renascença.

Claudio Merulo (1553-1604): Toccatas Completas para Órgão

CD 1
Toccata D’Intavolatura D’organo – Book 1 (1598)
Toccata 1 [6.50]
Toccata 2 [10.14]
Toccata 3 [7.25]
Toccata 4 [6.16]
Toccata 5 [6.00]
Toccata 6 [7.33]
Toccata 7 [8.46]
Toccata 8 [9.11]
Toccata 9 [8.26]

CD 2
Toccata D’Intavolature D’Organo – Book 2 (1604)
Toccata 1 [7.59]
Toccata 2 [10.31]
Toccata 3 [7.44]
Toccata 4 [9.28]
Toccata 5 [8.52]
Toccata 6 [9.18]
Toccata 7 [10.29]
Toccata 8 [10.00]

CD 3
1. Toccata Nona [10.07]
2. Toccata Decima [11.34]

Toccatas from the Fondo Giordano MS Turin
3. Toccata Prima [8.46]
4. Toccata Seconda [7.21]
5. Toccata 3a [4.41]
6. Toccata Quarta [8.58]
7. Toccata Quinta [6.06]
8. Toccata Sesta [2.59]
9. Toccata Settima [8.09]

Francesco Tasini, órgão

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Tasini: organistas são pessoas complexas. Falo sério.

PQP

Mendelssohn (1809-1847) & Berlioz (1803-1869): O Último Concerto de Abbado na Filarmônica de Berlim

Mendelssohn (1809-1847) & Berlioz (1803-1869): O Último Concerto de Abbado na Filarmônica de Berlim

Berlioz é um compositor bem chatinho. Mesmo que aqui tenhamos sua maior obra, vou lhes contar… Há brevíssimos momentos interessantes no 2º, 4º e 5º movimentos. Brevíssimos. É como um afogado cuja cabeça por voltas sai para fora d`água sob seus manotaços, mas que vai irremediavelmente afogar-se na vulgaridade do compositor. Já os excertos de Sonhos de uma Noite de Verão, de Mendelssohn, são de outro departamento. Mas foi este o repertório capenga do último concerto de Abbado com a Filarmônica de Berlim. Importante: Abbado foi titular da orquestra e este não é seu concerto de despedida como titular (o repertório desta despedida era bem mais decente: Rei Lear, de Shostakovitch, Schicksalslied, de Brahms e os Rückert-Lieder, de Gustav Mahler). Esta gravação foi apenas a última vez que ele atuou como convidado à frente da orquestra. Um álbum duplo caça-níqueis. O CD é merecidamente mal avaliado nos sites especializados.

Disc 1
Felix Mendelssohn — Sonho de Uma Noite de Verão, Op. 61 (Excertos)

1 No. 1 Allegro di molto – Poco ritenuto 12:04
2 No. 1 Scherzo: Allegro vivace 4:47
3 No. 3 Song with Chorus: »You Spotted Snakes with Double Tongue« – Allegro ma non troppo (Solo Sopranos I and II, Female Choir) 4:14
4 No. 5 Intermezzo: Allegro appassionato – Allegro molto comodo 3:58
5 No. 7 Notturno: Andante tranquillo 5:45
6 No. 9 Wedding March: Allegro vivace 4:55
7 No. 13 Finale: »Through the House Give Glimmering Light« – Allegro di molto 4:27

Disc 2
Hector Berlioz — Sinfonia Fantástica, Op. 14

1 I. Rêveries – Passions: Largo – Allegro agitato e appassionato assai – Religiosamente 15:51
2 II. Un bal: Valse. Allegro non troppo 6:44
3 III. Scène aux champs: Adagio 16:06
4 IV. Marche au supplice: Allegretto non troppo 6:46
5 V. Songe d’une nuit du Sabbat – Dies Irae – Ronde du Sabbat – Dies Irae et Ronde du Sabbat ensemble: Larghetto – Allegro 10:18

Deborah York, soprano
Stella Doufexis, mezzo-soprano
Damen des Chores des Bayerischen Rundfunks
Berliner Philharmoniker
Claudio Abbado

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.: interlúdio :. Marianne Faithfull: Broken English

.: interlúdio :. Marianne Faithfull: Broken English

Este disco não é uma obra-prima como Strange Weather, mas é muito bom. Broken English é um disco competentíssimo de pop-rock, sendo o sétimo álbum de estúdio da cantora inglesa Marianne Faithfull. Foi lançado em 2 de novembro de 1979 pela Island Records. O LP marcou o grande retorno de Faithfull após anos de uso de drogas, como moradora de rua e anoréxica. Muitas vezes é considerado sua “obra-prima”. Explicando melhor, Broken English foi o primeiro grande lançamento de Faithfull desde seu álbum Love in a Mist (1967). Depois de terminar seu relacionamento com Mick Jagger em 1970 e perder a custódia do filho, a carreira de Faithfull entrou em parafuso. Ela era dependente de heroína e vivia nas ruas de Londres. Uma laringite severa, associada às drogas, alterou permanentemente a voz de Faithfull, deixando-a rachada e mais grave. Avisamos: é um bom álbum elétrico e datado, cheio de teclados e das manias que se tornariam lei logo depois nos anos 80. Curiosidade: depois de todo o álbum gravado, o produtor Mark Miller sugeriu que os arranjos deveriam ser “mais modernos e eletrônicos” e trouxe Steve Winwood nos teclados. Então, musicalmente, Broken English é um new wave de rock com elementos de punk, blues e reggae. Vale a pena ouvir.

Marianne Faithfull: Broken English

1. “Broken English” (Marianne Faithfull Barry Reynolds Joe Mavety Steve York Terry Stannard) 3:45
2. “Witches’ Song” (Faithfull Barry Reynolds Joe Mavety Steve York Terry Stannard) 4:43
3. “Brain Drain” (Ben Brierley) 4:13
4. “Guilt” (Barry Reynolds) 5:05
5. “The Ballad of Lucy Jordan” (Shel Silverstein) 4:09
6. “What’s the Hurry” (Joe Mavety) 3:05
7. “Working Class Hero” (John Lennon) 4:40
8. “Why’d Ya Do It” (Heathcote Williams Barry Reynolds Joe Mavety Steve York Terry Stannard Faithfull) 6:45

Total length: 36:25

Marianne Faithfull – vocals
Barry Reynolds – guitar
Joe Mavety – guitar
Steve York – bass
Terry Stannard – drums
Dyan Birch – background vocals
Frankie Collins – background vocals
Jim Cuomo – saxophone
Isabella Dulaney – background vocals
Guy Humphries – guitar
Morris Pert – percussion
Darryl Way – violin
Steve Winwood – keyboards

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Foto de Faithfull na contracapa da “Deluxe Edition” de Broken English.

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Johannes Brahms (1833-1897): Obras para Clarinete

Johannes Brahms (1833-1897): Obras para Clarinete

Para alguém da minha geração, é muito difícil afastar-se da lendária gravação de Karl Leister com o Quarteto Amadeus do Op. 115 de Brahms. Ainda mais que Erico Verissimo a ouvia quando teve seu primeiro enfarto. (Erico acabou escrevendo sua autobiografia em dois volumes; ela se chamava… Solo de Clarineta, em honra a Brahms). Mas o Amadeus acabou e Leister é um respeitável senhor de 81 anos. Porém, esta gravação vinda da Polônia demonstra que há vida pós-Leister + Amadeus. Assim como Leister era o primeiro clarinetista da Filarmônica de Berlim, Arkadiusz Adamski é seu análogo na Orquestra da Rádio da Polônia. OK, não é tão grande, mas é muito boa.

Mas o que importa é o alto nível da interpretação de Adamski e do Quarteto Apollon Musagete. O mesmo vale para o Trio para Clarinete, Piano e Violoncelo, Op. 114, obra de grande beleza, mas que não chega aos pés do Quinteto.

Essas obras – mais as duas Sonatas para Clarinete e Piano, também belíssimas — foram escritas para o clarinetista Richard Mühlfeld. Mühlfeld devia ser um monstro, porque arrancou do velho Brahms quatro obras-primas. A história conta que Brahms viu o clarinetista tocar um concerto de Weber e — achando-o genial — resolveu escrever música de verdade para ele. Os dois se tornaram grandes amigos, o que era anormal, pois Brahms era esquivo e mal-humorado.  Brahms gostava tanto de Mühlfeld que, incrivelmente, deu-lhe um conjunto de finas colheres de chá de prata com um monograma ao músico. Ora, vejam só.

Johannes Brahms (1833-1897): Obras para Clarinete

Trio para Clarinete, Piano e Violoncelo, Op. 114
1. I Allegro
2. II Adagio
3. III Andantino grazioso – Trio
4. IV Allegro

Quinteto para Clarinete e Quarteto de Cordas, Op. 115
5. I Allegro
6. II Adagio – Piu lento
7. III Andantino – Presto non assai ma con sentimento
8. IV Con moto

Arkadiusz Adamski, clarinete
Magdalena Wojciechowska, piano
Marcin Zdunik, violoncelo
Apollon Musagete Quartett

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Muito antes de aparecerem os olhos azuis de Sinatra, Brahms já fazia poses sexy com os mesmos olhos. Clara Schumann chamava-o de anjo loiro, se não me engano.

PQP

.: interlúdio :. Harold Lopez-Nussa: Un Día Cualquiera

.: interlúdio :. Harold Lopez-Nussa: Un Día Cualquiera

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Un Día Cualquiera não é um álbum comum. Até porque é jazz cubano e Cuba é o lugar para onde eu deveria já ter ido. Talvez para sempre. Harold Lopez-Nussa nasceu em Havana em 1983 e ainda mora lá. É um pianista poderoso e diz: “Toda vez que eu volto para Cuba, sinto algo especial — é não somente apenas uma conexão com minha família e amigos, mas com o lugar em si. É de onde vem minha música, sobre o que ela fala.” Para Un Día Cualquiera, Lopéz-Nussa manteve seu trio principal, com seu irmão mais novo, Ruy Adrián López-Nussa, na bateria e percussão, e o baixista Gaston Joya, um grupo que o pianista reuniu pela primeira vez há uma década em Cuba. A música de Harold López-Nussa reflete toda a gama e riqueza da música cubana, com sua combinação distinta de elementos clássicos, folclóricos, africanos e populares, bem como sua adoção da improvisação e interação do jazz. É coisa muito boa, gente! A ilha é muito musical. Vai pra Cuba, PQP!

Harold Lopez-Nussa: Un Día Cualquiera

1 Cimarrón 03:51
2 Danza de los Ñañigos 04:29
3 Una Tarde Cualquiera En Paris (to Bebo Valdes) 04:48
4 Preludio (to Jose Juan) 03:28
5 Elegua 05:06
6 Hialeah 03:32
7 Ma petite dans la Boulangerie 03:56
8 Y la Negra Bailaba 04:01
9 Conga Total/El Cumbanchero 03:39
10 Contigo en la Distancia 05:47
11 Mi Son Cerra’o 04:47

Bass – Gastón Joya
Drums, Percussion – Ruy Adrian Lopez-Nussa
Piano – Harold Lopez-Nussa

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Harold Lopez-Nussa dando um concerto na redação do PQP Bach

PQP

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Suite Les Paladins, comédie lyrique

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Suite Les Paladins, comédie lyrique

Apesar da presença de Gustav Leonhardt, este CD é inferior (pouca coisa) ao de Rousset, postado ontem. Na verdade, o problema não é Leonhardt nem a Orchestra Of The Age Of Enlightenment, é que o repertório escolhido por Rousset era muito matador. Este é mais um CD excelente, daqueles que o pessoal que ama os barrocos vai ter que ouvir. Rameau foi um monstro, Leonhardt idem.

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Suite Les Paladins, comédie lyrique

1 Ouverture très vite 3:42
2 Menuet lent 1:41
3 Air gay 1:55
4 Entrée des Pèlerins 4:02
5 Loure 3:10
6 Pantomime 2:28
7 Air de furie 2:08
8 Sarabande 3:12
9 Menuet en rondeau 1 & 2 5:40
10 Entrée très gaye des Troubadours 2:42
11 Air très gay 1:47
12 Gavotte 0:30
13 Menuet 0:56
14 Contredanse (en rondeau) 1:12
15 Entrée des Chinois 2:33
16 Loure 3:32
17 Gigue vive 3:23
18 Air vif 1:42
19 Premiere gavotte gaye – deuxieme gavotte 2:39
20 Air très gay 4:22
21 Entrée des Paladines et ensuite Paladins 3:12
22 Air pour les Pagodes 3:07
23 Gavotte 1 & 2 2:13
24 Contredanse en rondeau 1:58

Orchestra Of The Age Of Enlightenment
Gustav Leonhardt

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O genial Gustav Leonhardt poucos meses antes de falecer
O genial Gustav Leonhardt poucos meses antes de falecer

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Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Aberturas

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Aberturas

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Estupendo repertório do transbordante Rameau. Nestas Aberturas o francês mostra toda sua imensa criatividade, alegria, estranheza e melodismo. Nada é rotineiro na música do francês e o regente Rousset captou notavelmente o espírito do compositor, realizando uma gravação antológica. Eu passei três dias ouvindo sem parar e garanto: faz um bem danado! O luminoso Rameau foi um grande gênio.

Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Aberturas

1 Les Fêtes de Polymnie
2 Les Indes galantes
3 Zaïs
4 Castor et Pollux
5 Naïs
6 Platée
7 Les Talens lyriques (Les Fêtes d’Hébé)
8 Zoroastre
9 Dardanus
10 Les Paladins
11 Hippolyte et Aricie
12 Le Temple de la Gloire
13 Pigmalion
14 Les Surprises de L’Amour – Prologue (Le Retour d’Astrée)
15 Les Fêtes de l’Hymen de l’Amour, ou Les Dieux d’Égypte
16 Les Surprises de l’Amour – Acte I (L’Enlèvement d’Adonis)
17 Acante et Céphise, ou La Sympathie

Les Talen Lyriques
Christophe Rousset

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Rameau: bom pra caralho
Rameau: bom pra caralho

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Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonia Nº 1 e Abertura Trágica (LSO / Haitink)

Johannes Brahms (1833-1897): Sinfonia Nº 1 e Abertura Trágica (LSO / Haitink)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

De todas as sinfonias de todos os compositores, talvez seja esta a que eu mais goste. De todos os regentes vivos, certamente o que eu que mais gosto é Bernard Haitink.

Então, para mim, este álbum é matador em todos os sentidos. Eu simplesmente amo a Sinfonia Nº 1 de Brahms. Ele a estreou tarde, quando já tinha 43 anos. Brahms era uma pessoa dura e pouco sociável e era respeitado como o herdeiro de Beethoven. É muito provável que o receio de uma comparação direta tivesse determinado a demora na estreia de sua primeira sinfonia até porque ele já tinha publicado várias obras sinfônicas de peso, mas nada de uma 1ª.  Após a estreia, o maestro von Bülow a apelidou de “a 10ª”, recebendo uma merecida resposta de Brahms, que rebateu dizendo que apenas os estúpidos a chamariam assim. E tinha toda a razão: a 1ª é obra pessoalíssima e de completa unidade. Nada do que ali está poderia estar em outro lugar. Talvez o primeiro movimento ainda possa ser chamado de beethoveniano, mas o resto não, de modo nenhum. É tudo puro Brahms.

Symphony No. 1 In C Minor, Op. 68 (1876)
1 Un Poco Sostenuto – Allegro 12:38
2 Andante Sostenuto 8:35
3 Un Poco Allegretto E Grazioso 4:40
4 Adagio – Allegro Non Troppo Ma Con Brio 17:07

5 Tragic Overture In D Minor, Op. 81 (1881) 15:09

London Symphony Orchestra
Bernard Haitink

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Bernard Haitink, o maior regente vivo em âmbito interplanetário

PQP

Bellini / Caldara / Fauré / Frank / Giacomelli / Händel / Mozart / Persiani / Rossini / Vivaldi: Cecilia Bartoli – Sospiri

Bellini / Caldara / Fauré / Frank / Giacomelli / Händel / Mozart / Persiani / Rossini / Vivaldi: Cecilia Bartoli – Sospiri

Entre 2009 e 2010, Cecilia Bartoli foi do Sacrifizio ao Pasticcio, do Olimpo ao Mercado. Após o belíssimo álbum de 2009, Sacrificium, La Bartoli lança agora um CD para angariar mais admiradores e perder outros tantos. O disco é um rolo só. Uma mistura de gêneros, épocas e uma demonstração de um virtuosismo às vezes um tantinho vazio. Gente que conhece ópera ficou incomodada pelos abusos cometidos em Una voce poco fa. A tentativa de Bartoli de se tornar ainda mais popular — e precisa? — esbarrou nas limitações artísticas de um repertório pra lá de estranho e um tratamento pra lá de “modernoso”. A Diva escorregou. Aguardamos para breve sua saída do shopping. Mas as faixas de 5 a 7… Só ela para tanta maravilhosa perfeição.

Bellini / Caldara / Fauré / Frank / Giacomelli / Händel / Mozart / Persiani / Rossini / Vivaldi: Cecilia Bartoli – Sospiri

1. Handel – “Lascia la spina cogli la rosa” – Cecilia Bartoli, Les Musiciens du Louvre, Marc Minkowski
2. Vivaldi – Gelido in ogni vena – Cecilia Bartoli, Il Giardino Armonico, Giovanni Antonini
3. Giacomelli – Sposa, non mi conosci – Cecilia Bartoli, Il Giardino Armonico, Giovanni Antonini
4. Caldara – Quel buon pastor son io – Cecilia Bartoli, Il Giardino Armonico, Giovanni Antonini
5. Mozart – “Voi che sapete” – Cecilia Bartoli, Wiener Philharmoniker, Claudio Abbado
6. Mozart – “Là ci darem la mano” – Cecilia Bartoli, Bryn Terfel, Orchestra dell’accademia Nazionale di Santa Cecilia, Myung-whun Chung
7. Mozart – Laudate Dominum omnes gentes (Ps. 116/117) – Cecilia Bartoli, Orchestra dell’accademia Nazionale di Santa Cecilia, Myung-whun Chung, Coro dell’accademia Nazionale Di Santa Cecilia, Roberto Gabbiani
8. Bellini – Ah! non credea mirarti si presto estinto, o fiore – Cecilia Bartoli, Juan Diego Flórez, Orchestra La Scintilla, Alessandro de Marchi
9. Persiani – “Cari giorni” (Romanza der Ines) – Cecilia Bartoli, Orchestra La Scintilla, Adam Fischer
10. Rossini – Una voce poco fa – Cecilia Bartoli, International Chamber Soloists, Orchestra La Scintilla, Adam Fischer
11. Bellini – Casta Diva – Cecilia Bartoli, International Chamber Soloists, Orchestra La Scintilla, Adam Fischer
12. Franck – Panis Angelicus – Cecilia Bartoli, Cinzia Maurizio, Luigi Piovano, Daniele Rossi
13. Gabriel Fauré – Pie Jesu – Cecilia Bartoli, Orchestra dell’accademia Nazionale di Santa Cecilia, Myung-whun Chung, Coro dell’accademia Nazionale Di Santa Cecilia, Roberto Gabbiani, Daniele Rossi

Cecilia Bartoli, mezzo-soprano

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Ai, aqueles Mozart me fazem esquecer todo o resto, Cecilia.

PQP

Igor Stravinsky (1882-1971): Divertimento | Maurice Ravel (1875-1937): Sonata Nº 2 para Violino e Piano | Sergei Prokofiev (1891-1953): Sonata para Violino e Piano

Igor Stravinsky (1882-1971): Divertimento | Maurice Ravel (1875-1937): Sonata Nº 2 para Violino e Piano | Sergei Prokofiev (1891-1953): Sonata para Violino e Piano

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Se o Divertimento de Stravinsky não é lá essas coisas, as Sonatas de Ravel e Prokofiev são das melhores coisas escritas para violino e piano no século XX.

O baixinho Ravel escreveu sua Sonata Nº 2 para Violino e Piano entre 1923 a 1927. Ele foi inspirado pela música norte-americana — leia-se jazz e blues. Acontece que a clássica banda de blues de W.C. Handy exibiu o estilo do blues de St. Louis em Paris. Ravel ouviu e foi enfeitiçado. Meu deus, ouçam a maravilha que é o movimento Blues desta Sonata. Elementos de jazz também podem ser encontrados no Concerto para a Mão Esquerda e outros trabalhos.

A notável Sonata Nº 2 para Violino e Piano, Op. 94a, de Prokofiev, foi baseada em sua irmã gêmea para Flauta e Piano (1942) e arranjada para violino em 1943, quando Prokofiev vivia em Perm, nos Montes Urais, um abrigo remoto para artistas soviéticos durante a Segunda Guerra Mundial. Prokofiev transformou o trabalho em uma sonata de violino por sugestão de seu célebre amigo, o violinista David Oistrakh. Minha mulher, que é uma violinista russa, toca maravilhosamente bem esta obra-prima.

Igor Stravinsky (1882-1971): Divertimento | Maurice Ravel (1875-1937): Sonata Nº 2 para Violino e Piano | Sergei Prokofiev (1891-1953): Sonata para Violino e Piano

Stravinsky — Divertimento
1 Sinfonia 6:40
2 Danses Suisses 4:33
3 Scherzo 3:07
4 Pas De Deux: Adagio – Variation – Coda 6:14

Ravel — Sonata Nº 2 For Violin And Piano
5 Allegretto 8:24
6 Blues (Moderato) 5:11
7 Perpetuum mobile (Allegro) 3:48

Prokofiev — Sonata Nº 2, Op. 94a For Violin and Piano
8 Moderato 7:24
9 Scherzo (Presto) 4:41
10 Andante 3:19
11 Allegro Con Brio 7:13

Viktoria Mullova, violin
Bruno Canino, piano

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Conheço gente que roubaria e mataria por Mullova.

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Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 8

Dmitri Shostakovich (1906-1975): Sinfonia Nº 8

IM-PER-DÍ-VEL !!!

A 8ª de Shostakovich é de uma grandiosidade para ninguém botar defeito. Stálin curtiu tanto que pediu ao compositor uma super 9ª. Não levou, levou uma bem pequena e bem-humorada, mas esta é outra história. Gosto muito do longo movimento inicial da 8ª, sério e misterioso, da beleza austera do quarto movimento em 12 variações — uma passacaglia –, do divertido diálogo entre o piccolo, o clarinete e o fagote do scherzo. O terceiro movimento é mezzo heroico e gruda na cabeça como poucas coisas grudam. Nele, há um tema extremamente sarcástico introduzido pelo trompete. Pura gozação de Shosta. O finale é belíssimo com seus solos de clarone, que já vêm desde a passacaglia. Grande interpretação do pessoal da Rainha lá de Liverpool.

Symphony No. 8 In C Minor, Op. 65 (1943) (61:57)

1 I. Adagio – Allegro Non Troppo 25:14
2 II. Allegretto 6:03
3 III. Allegro Non Troppo 6:18
4 IV. Largo 9:34
5 V. Allegretto 14:48

Royal Liverpool Philharmonic Orchestra
Vasily Petrenko

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Vassily Petrenko: especialista em Shosta.

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.: interlúdio :. Charlie Haden: The Montreal Tapes III (com Don Cherry & Ed Blackwell)

.: interlúdio :. Charlie Haden: The Montreal Tapes III (com Don Cherry & Ed Blackwell)

Aqui, toda a série e mais um baita CD de brinde.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Na animada e feliz terceira noite, quando Charlie Haden diz para público do décimo festival de Montreal: “Estou no céu… Todas as noites …”, não podemos deixar de lembrar que o trio daquele dia era também um fragmento de um sonho. Estavam ali três quartos do Old And New Dreams, grupo de ex-Ornettists, sem o tenor de Dewey Redman. Melhor dizendo, estavam ali três quartos do quarteto original do saxofonista de Coleman. Não esqueçam que a revolução iniciada por Ornette Coleman lá em 1959 com  The Shape of Jazz to Come tinha Charlie Haden — um dos seus mais importantes colaboradores –, Don Cherry e Billy Higgins. E Blackwell juntou-se ao grupo em 1961 para gravar Beauty is a Rare Thing. Bem, o repertório deste concerto é uma indicação clara de que os três músicos buscavam o terreno comum das composições de seu antigo líder. Como se não bastasse ser grande música, está cheia da história do free jazz.

Charlie Haden: The Montreal Tapes III (com Don Cherry & Ed Blackwell)

1 The Sphinx 9:31
2 Art Deco 6:24
3 Happy House 8:24
4 Lonely Woman 11:41
5 Mopti 5:29
6 The Blessing 6:02
7 When Will The Blues Leave? 4:04
8 Law Years 6:46

Charlie Haden, baixo
Don Cherry, trompete
Ed Blackwell, bateria

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Cherry, Haden e Blackwell na noite de Montreal

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Igor Stravinsky (1882-1971): Oedipus Rex

Igor Stravinsky (1882-1971): Oedipus Rex

Oedipus Rex é uma “ópera-oratório segundo Sófocles”, de Igor Stravinsky, para orquestra, narrador, solistas e coro masculino. O libreto, baseado na tragédia de Sófocles, foi escrito por Jean Cocteau em francês e depois traduzido pelo abade Jean Daniélou para o latim. A narração, no entanto, é sempre no idioma da plateia. Oedipus Rex foi escrito no início do período neoclássico de Stravinsky e é considerado um dos melhores trabalhos desta fase da carreira do compositor. Ele havia considerado usar o grego antigo, mas acabou se decidindo pelo latim. A estreia aconteceu em Paris em 1927 no formato de concerto, mas pode ter o formato de ópera.

Igor Stravinsky (1882-1971): Oedipus Rex

1 Prologue: “Spectateurs! Vous Allez Entendre Une Version Latine D’ Oedipe-Roi” 0:49
2 Act I: “Caedit Nos Pestis” 3:24
3 Act I: Liberi Vos Liberabo 3:26
4 Act I: Respondit Deus 3:07
5 Act I: Non Reperias Vetus Scelus 3:28
6 Act I: Oedipe Interroge La Fontaine de Verite 2:21
7 Act I: Dicere Non Possum 2:25
8 Act I: Rex Peremptor Regis Est – Invidia Fortunam Odit 3:11
9 Act I: Gloria! 1:09
10 Act II: La Dispute Des Princes Attire Jocaste 0:54
11 Act II: Gloria! 1:10
12 Act II: Nonn’ Erubescite, Reges 4:20
13 Act II: Ne Probentur Oracula 2:20
14 Act II: Cave Oracula! – Trivium, Trivium 1:27
15 Act II: Oracula Mentiuntur 2:01
16 Act II: Le Témoin Du Meurtre Sort de L’ombre 0:30
17 Act II: Adest Omniscius Pastor 2:24
18 Act II: Oportebat Tacere 1:31
19 Act II: Nonne Monstrum Rescituri 1:21
20 Act II: In Monte Reppertus Est 1:00
21 Act II: Natus Sum Quo Nefastum Est 0:46
22 Act II: Et Maintenant, Vous Allez Entendre 1:18
23 Act II: Divum Iocastea Caput Mortuum! 3:04
24 Act II: Ekke! Regem Oedipoda 2:21

Baritone Vocals [Creon/messenger] – Simon Estes
Bass Vocals [Tiresias] – Hans Sotin
Choir – The Eric Ericson Chamber Choir*, Orphei Drängar, Swedish Radio Choir*
Narrator – Patrice Chéreau
Soprano Vocals [Jocasta] – Anne Sofie Von Otter
Tenor Vocals [Oedipus] – Vinson Cole
Tenor Vocals [shepherd] – Nicolai Gedda
Swedish Radio Symphony Orchestra*
Esa-Pekka Salonen

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Stravinsky regendo Oedipus Rex

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Ernst Pepping (1901–1981): Complete Symphonies 1-3; Piano Concerto

Ernst Pepping (1901–1981): Complete Symphonies 1-3; Piano Concerto

A música de Pepping tem muito em comum com a de Mahler, em alguns momentos com a de Nielsen. Mas é um talento menor, bem menor, e, pior, destituído de contemporaneidade. A Sinfonia Nº 3, Die Tageszeiten, com a sua metamorfose caleidoscopicamente romântica é obra de um Mahler bastante hábil, mas meio sem graça. Pepping, apesar de ter nascido em 1901, não parece ter chegado ao século XX.

As composições de Pepping são intimistas e datam, em estilo, do final do século XIX. Há bom humor nela, mas há algo que não funciona. A audição destes discos não me desagradou, porém não sei quando os ouvirei novamente…

Pepping: Complete Symphonies 1-3; Piano Concerto

Disc: 1
1. Symphony No. 1: Allegro
2. Symphony No. 1: Molto adagio
3. Symphony No. 1: Risoluto
4. Symphony No. 1: Finale

5. Symphony No. 2 in F minor: Molto sostenuto
6. Symphony No. 2 in F minor: Tranquillo
7. Symphony No. 2 in F minor: Allegro spirituoso
8. Symphony No. 2 in F minor: Maestoso

Disc: 2
1. Symphony No. 3 (‘Die Tageszeiten’): Allegro “Der Morgen”
2. Symphony No. 3 (‘Die Tageszeiten’): Maestoso “Der Tag”
3. Symphony No. 3 (‘Die Tageszeiten’): Adagio “Der Abend”
4. Symphony No. 3 (‘Die Tageszeiten’): Agitato “Die Nacht”

5. Piano Concerto: Etwas ruhig, tänzerisch / Lebhaft / Schneller
6. Piano Concerto: Langsam
7. Piano Concerto: Schnell / Sehr schnell

Volker Banfield, piano
Nordwestdeutsche Philharmonie
Werner Andreas Albert

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Quando soube que ia aparecer no PQP, Pepping passou a revisar suas partituras. Responsa.

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Paul Hindemith (1895-1963): Complete Viola Music III

Paul Hindemith (1895-1963): Complete Viola Music III

IM-PER-DÍ-VEL !!! Aqui, toda a série.

Vocês sabem qual é a semelhança entre um mergulhador equipado, mijando no fundo do mar, e um violista tocando? Muito calor e nada de som. Bem… Não resisti.

Uma baita gravação fecha este trio de CDs — de primeiríssima linha — com a música para viola de Hindemith. Só a Kammermusik Nº 5 já vale ter este CD na discoteca. Kammermusik é uma coleção de Hindemith de Concertos de Câmara para vários instrumentos, espécie de Concertos de Brandenburgo modernos. A coisa toda é muito boa. Só que são 7 ou 8 (não lembro bem) os Concertos de Hindemith. Vá entender como alguém assim — de uma arte tão profunda e alemã — foi declarado autor de uma “arte degenerada” pelos nazistas. Sua música foi impedida de ser transmitida em rádios ou apresentada em público. E ele foi lecionar em Yale, nos EUA, ué. Por que Hindemith é ainda tão desconhecido em nossos dias? Ora, você pode começar por aqui: Biografia faz jus à vida do músico Paul Hindemith.

Paul Hindemith (1895-1963): Complete Viola Music III

Volume 3 – Music for Viola & Orchestra (2011)

1-5 Konzertmusik Op 48 [19’51]
6-8 Der Schwanendreher Concerto after old Folksongs [26’29]
9 Trauermusik [7’46]
10-13 Kammermusik No 5 Op 36 No 4 [18’44]

Lawrence Power, viola
BBC Scottish Symphony Orchestra
David Atherton

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Gênio: Hindemith regendo no inicio dos anos 60.

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Claudio Merulo (1533-1604): Mottetti e Ricercari

Claudio Merulo (1533-1604): Mottetti e Ricercari

Este é mais um arquivo que nos foi repassado pelo pequepiano WMR.

Claudio Merulo foi um mestre. Este disco é realmente muito bom. As interpretações do Quoniam e do De Labyrintho são excelentes — trata-se de uma gravação convincente e eufônica –, demonstrando um autor inspirado e autenticamente erudito, se me entendem. Merulo foi famoso por suas habilidades como organista, mas aqui temos apenas composições para coral e orquestra (ou grupo instrumental). Jamais pense num disco chato de música religiosa renascentista, a coisa aqui é colorida, bonita e variada.

Claudio Merulo (1533-1604): Mottetti e Ricercari

1 Liber secundus sacrarum cantionum quinque vocum: Haec est Domus Dei 1:38
2 Liber secundus sacrarum cantionum quinque vocum: Tribulationem et dolorem 2:35
3 Liber secundus sacrarum cantionum quinque vocum: O Crux benedicta 2:08
4 Liber secundus sacrarum cantionum quinque vocum: Domine, si adhuc populo 1:45
5 Toccata del settimo tono ‘O admirabile commercium’ 2:34
6 Liber primus sacrarum cantionum: Hodie Spiritus Sanctus 1:55
7 Ricercari da cantare: Ricercare decimo a quattro 3:18
8 Liber primus sacrarum cantionum: Hodie Spiritus Sanctus 2:35
9 Liber secundus sacrarum cantionum quinque vocum: Tanquam aurum in fornace 1:39
10 Liber primus sacrarum cantionum: Maximum hoc omnium 2:22
11 Liber secundus sacrarum cantionum quinque vocum: Vos qui reliquistis omnia 2:05
12 Ricercari da cantare: Ricercare primo a quattro 3:17
13 Liber primus sacrarum cantionum: Ascendens Christus in altum (Instrumental Version) 1:40
14 Liber primus sacrarum cantionum: Ascendens Christus in altum 1:49
15 Liber primus sacrarum cantionum: Sancti et justi 1:41
16 Liber primus sacrarum cantionum: Ave Maria 2:45
17 Ricercari da cantare: Ricercare vigesimo a quattro 4:15
18 Liber secundus sacrarum cantionum quinque vocum: Pax vobis, ego sum 2:12
19 Liber secundus sacrarum cantionum quinque vocum: Haec est Virgo prudens 1:17
20 Liber secundus sacrarum cantionum quinque vocum: Gaude, felix parens Hispania 1:49

Quoniam Ensemble
De Labyrintho Ensemble
Paolo Tognon
Walter Testolin

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O cartão de visitas de Claudio Merulo

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Paul Hindemith (1895-1963): Complete Viola Music II

Paul Hindemith (1895-1963): Complete Viola Music II

IM-PER-DÍ-VEL !!! Aqui, toda a série.

As piadas de violistas são as melhores, mas não os massacremos desta vez. Afinal, este disco que é tão bom! Não há dúvida de que Hindemith FOI O COMPOSITOR PARA VIOLA, instrumento que ele próprio tocou de maneira suprema. Há gravações comprobatórias — ele gravou a Sonata Solo Op. 25 No. 1 e a Sonata para Viola e Piano, Op. 39. Todos os seus trabalhos para viola não requerem apenas uma habilidade demoníaca do violista — algo raríssimo –, mas revelam enorme criatividade de uma mente extraordinariamente fértil. Sim, são trabalhos de tirar o fôlego. Não é música fácil, o ouvinte é bastante exigido. E há um forte sentimento de que emana de uma época inquietante. Hindemith é altamente contrapontístico, parece um barroco perdido no meio do modernismo. Eu adoro!

Paul Hindemith (1895-1963): Complete Viola Music II

Volume 2 – Sonatas for Solo Viola (2010)

1-4 Sonata Op 11 No 5 (1919) [18’45]
5-9 Sonata Op 25 No 1 (1922) [15’18]
10-12 Sonata Op 31 No 4 (1923) [16’50]
13-15 Sonata (1937) [13’29]

Lawrence Power, viola

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Hindemith, foi grande violinista e, incrivelmente. um espetacular violista

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Paul Hindemith (1895-1963): Complete Viola Music I

Paul Hindemith (1895-1963): Complete Viola Music I

IM-PER-DÍ-VEL !!! Aqui, toda a série.

Sempre fui fascinado pela obra de Hindemith. Ele foi dos poucos compositores que levaram à sério a viola. Ele, que tocava mil instrumentos, dedicou boa parte de sua vida à pobre viola, eterna vítima de bullying. Logo, vão vir mais dois CDs desta série. Aproveitem porque é material raro.

E ouçam com atenção, pois apesar dos protestos do maestro Wilhelm Furtwängler, a sua música foi definida como “degenerada” pelos nazis e, em 1940, Paul Hindemith emigrou para os Estados Unidos da América, onde leccionou na Universidade de Yale. Adquiriu a cidadania norte-americana em 1946, mas regressou à Europa em 1953, vivendo em Zurique e lecionando na universidade local.

Paul Hindemith (1895-1963): Complete Viola Music I

Volume 1 – Sonatas for Viola & Piano (2009)

1-4 Sonata (1939) [22’52]
5-7 Sonata in F major Op 11 No 4 (1919) [16’28]
8-10 Sonata Op 25 No 4 (1922) [14’23]
11 Meditation from Nobilissima visione (1938) [4’06]

Lawrence Power, viola
Simon Crawford-Phillips, piano

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Paul Hindemith e Igor Stravinsky em Santa Fé, Novo México, em 1961

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.: interlúdio :. Charlie Haden: The Montreal Tapes II (com Geri Allen & Paul Motian)

.: interlúdio :. Charlie Haden: The Montreal Tapes II (com Geri Allen & Paul Motian)

Aqui, toda a série e mais um baita CD de brinde.

O segundo volume desta coleção traz Mr. Haden trabalhando em trio em parceria com Geri Allen — uma pianista conhecida por trabalhar no limite entre o mainstream e o avant garde — e Paul Motian — que trabalhou com grandes pianistas, incluindo Bill Evans. Bem, o currículo de Mr. Haden é conhecido. Aqui, esses grandes talentos formam um conjunto eclético, capaz de surpresas como Fiasco, um free jazz, ou canções como First Song. O trio demonstra enorme interação, jamais próximo de uma batalha de egos. Em suma, é o que esperamos de qualquer grupo do qual Mr. Haden faça parte. Altamente recomendado.

Charlie Haden: The Montreal Tapes II (com Geri Allen & Paul Motian)

1 Blues in Motian – 8:20
2 Fiasco (Paul Motian) – 11:58
3 First Song – 9:20
4 Dolphy’s Dance (Geri Allen) – 6:12
5 For John Malachi (Allen) – 6:34
6 In the Year of the Dragon (Motian) – 7:36

Charlie Haden – bass
Geri Allen – piano
Paul Motian – drums

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Paul Motian, Geri Allen e Charlie Haden rindo de nós.

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J. S. Bach (1685-1750): Suítes para Alaúde em transcrição para Violão

J. S. Bach (1685-1750): Suítes para Alaúde em transcrição para Violão

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este disco anula os terríveis sintomas da hipobachemia por um bom tempo. Que maravilha! A esplêndida e altamente lírica Sharon Isbin é um monstro em seu instrumento. Articula sempre com precisão e clareza, ornamenta onde é necessário e toca com a maior facilidade, sabendo exatamente como quer que a música soe. Todas as vozes são discerníveis, mas dentro da hierarquia apropriada às texturas muito complicadas propostas por Bach. Esta é certamente uma gravação que merece um lugar permanente na coleção de qualquer pessoa interessada no repertório de violão. E o repertório é SUBLIME.

J. S. Bach (1685-1750): Suítes para Alaúde em transcrição para Violão

1. Suite BWV 1006a in E major – 1 Prelude (4:23)
2. Suite BWV 1006a in E major – 2 Loure (2:44)
3. Suite BWV 1006a in E major – 3 Gavotte en rondeau (3:10)
4. Suite BWV 1006a in E major – 4 Menuet I & II (da capo Menuet I) (2:56)
5. Suite BWV 1006a in E major – 5 Bourree (1:55)
6. Suite BWV 1006a in E major – 6 Gigue (2:05)

7. Suite BWV 995 in G minor (performed in A minor) – 1 Prelude (6:45)
8. Suite BWV 995 in G minor (performed in A minor) – 2 Allemande (3:31)
9. Suite BWV 995 in G minor (performed in A minor) – 3 Courante (2:06)
10. Suite BWV 995 in G minor (performed in A minor) – 4 Sarabande (4:14)
11. Suite BWV 995 in G minor (performed in A minor) – 5 Gavotte I & II (en rondeau) (2:41)
12. Suite BWV 995 in G minor (performed in A minor) – 6 Gigue (2:22)

13. Suite BWV 996 in E minor – 1 Praeludio – Passaggio presto (2:58)
14. Suite BWV 996 in E minor – 2 Allemande (3:08)
15. Suite BWV 996 in E minor – 3 Courante (2:23)
16. Suite BWV 996 in E minor – 4 Sarabande (4:46)
17. Suite BWV 996 in E minor – 5 Bourree (1:20)
18. Suite BWV 996 in E minor – 6 Gigue (2:58)

19. Suite BWV 997 in C minor (performed in A minor) – 1 Prelude (3:09)
20. Suite BWV 997 in C minor (performed in A minor) – 2 Fugue (8:12)
21. Suite BWV 997 in C minor (performed in A minor) – 3 Sarabande (5:28)
22. Suite BWV 997 in C minor (performed in A minor) – 4 Gigue (2:42)
23. Suite BWV 997 in C minor (performed in A minor) – 5 Double (2:42)

Sharon Isbin, violão

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Sharon Isbin ao lado de Martin Luther King e Angela Davis

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Heinrich Ignaz Franz von Biber (1644-1704): Soldiers, Gypsies, Farmers and a Night Watchman: Instrumental Pieces by Biber

Heinrich Ignaz Franz von Biber (1644-1704): Soldiers, Gypsies, Farmers and a Night Watchman: Instrumental Pieces by Biber

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Soldados, Ciganos, Fazendeiros e um Vigia Noturno. Como não ouvir um disco de Biber com este título? Impossível. Merecidamente, a música do compositor barroco austríaco Biber — nascido na atual Tchecoslováquia — está explodindo em popularidade, ao menos nos países cultos. Algumas delas são impressionantes o suficiente para a gente se perguntar porque ele permaneceu desconhecido por tanto tempo. As obras de Soldiers, Gypsies, Farmers e Night Watchman são programáticas. A Battalia, por exemplo, segue em uma longa tradição de representações musicais de batalha, mas essa afirmação dificilmente lhe faz justiça, tem que ouvir. Usando apenas um pequeno conjunto de cordas, Biber faz seus soldados entrarem em campo, cantarem suas várias canções em uma confusão simultânea que soa como Charles Ives. Temos contrabaixos modificados com pedaços de papelão para produzir barulho de tambor, há choques com o inimigo e lamento pelos mortos. E a Sonata Jucunda? Como se explica aquilo? Mas tem muito e muito mais. Baita CD.

Heinrich Ignaz Franz von Biber (1644-1704): Soldiers, Gypsies, Farmers and a Night Watchman: Instrumental Pieces by Biber

1 Arien à 4, suite for violin, 2 violas & continuo in A major, C. 53 4:55
2 Sonata à 6 die pauern-Kirchfarth genandt, for 3 violins, 2 violas & continuo in B flat major, C. 110 5:16
3 Balletto “Die Werber,” suite for violin, 3 violas & continuo in B minor (attributed), C. 60 (B. XIV 250) 6:55
4 Serenada à 5, for 2 violins, 2 violas & continuo (with optional bass voice) in C major (“Nightwatchman’s Call”), C. 75 9:29
5 Pars III of “Mensa Sonora”, suite for violins, 2 violas & continuo in A minor, C. 71 6:27
6 Ballettae à 4, suite for violin, 2 violas & continuo in E minor, C. 54 8:50
7 Battalia, for 3 violins, 4 violas, 2 violini & keyboard in D major, C. 61 (B. XIV 122) 7:30
8 Sonata Jucunda, for 2 violins, 3 violas & continuo in D major (by either Biber or Schmelzer), C. App 121 (B. IV 100) 6:37

Combattimento Consort Amsterdam
Jan Willem de Vriend

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Biber, BAITA compositor

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Bohuslav Martinu (1890-1959) / Alfred Schnittke (1934-1998): Concertos para Dois Pianos e a Quatro Mãos + Hommage à Grieg e Polyphonischer Tango

Bohuslav Martinu (1890-1959) / Alfred Schnittke (1934-1998): Concertos para Dois Pianos e a Quatro Mãos + Hommage à Grieg e Polyphonischer Tango

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O concerto de Martinu é uma das várias obras dos anos de guerra passados nos EUA, quando surgiram nada menos do que cinco sinfonias. É uma música alegre e de alta qualidade. O colorido orquestral do primeiro movimento é belíssimo. O concerto de Schnittke é bem diferente. Parece explorar profundezas indesejáveis. Talvez não fosse exagerado dizer que revela horror à vida. Explora a raiva, há metamorfoses caleidoscópicas no movimento lento, mis violência e reinos fantasmais muito distantes da luz solar de Martinu. É grande música. Já Hommage à Grieg é apenas boa, mas o Polyphonischer Tango é uma obra-prima do melhor Schnittke, o bem-humorado.

Bohuslav Martinu (1890-1959) / Alfred Schnittke (1934-1998): Concertos para Dois Pianos e a Quatro Mãos

Bohuslav Martinu
Concerto for Two Pianos and Orchestra, H292
1 I. Allegro non troppo 6:09
2 II. Adagio 9:59
3 III. Allegro 7:29

Alfred Schnittke
4 Schnittke: Concerto for Piano four-hands & Chamber Orchestra (1988) 19:44
5 Hommage à Grieg 5:21
6 Polyphonischer Tango 5:06

Piano Duo Genova & Dimitrov
Kathrin Rabus (violin)
North German Radio Symphony, Hannover
Eiji Oue

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Bohuslav Martinu em 1948.

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