.: interlúdio :. Stan Getz: Big Band Bossa Nova

.: interlúdio :. Stan Getz: Big Band Bossa Nova

Big Band Bossa Nova é um disco de jazz e bossa nova lançado em 1962 pelo saxofonista Stan Getz e a orquestra de Gary McFarland. É o segundo disco de bossa nova lançado pelo saxofonista para a Verve, sendo o primeiro Jazz Samba (1962), com o guitarrista Charlie Byrd.

É disco de gringo cintura dura. Totalmente desajeitado e sem graça pra nós, brasileiros. Mas eu ouvi a merda inteira e tudo o que eu ouço de cabo a rabo posto aqui. A música tem quatro temas de compositores brasileiros e composições originais de McFarland. Os temas de McFarland são tão parecidos com a Bossa Nova quanto a ponte do Guaíba é igual ao Canal do Panamá. A instrumentação escolhida por McFarland evita o tradicional formato de big band de oito metais e cinco saxofones para um conjunto menor, com quatro instrumentos de sopro e trompa, além de três trompetes e dois trombones. Mas ele reforçou o time de percussionistas, claro.

Stan Getz: Big Band Bossa Nova

1 Manha de Carnaval (Morning of the Carnival) (Luiz Bonfá) – 5:48
2 Balanço no Samba (Street Dance) (Gary McFarland) – 2:59
3 Melancólico (Melancholy) (Gary McFarland) – 4:42
4 Entre Amigos (Sympathy Between Friends) (Gary McFarland) – 2:58
5 Chega de Saudade (No More Blues) (Antônio Carlos Jobim, Vinícius de Moraes) – 4:10
6 Noite Triste (Night Sadness) (Gary McFarland) – 4:56
7 Samba de Uma Nota Só (One Note Samba) (Antônio Carlos Jobim, Newton Mendonça) – 3:25
8 Bim Bom (João Gilberto) – 4:31

Stan Getz – tenor saxophone
Doc Severinsen, Bernie Glow or Joe Ferrante and Clark Terry or Nick Travis – trumpet
Ray Alonge – French horn
Bob Brookmeyer or Willie Dennis – trombone
Tony Studd – bass trombone
Gerald Sanfino or Ray Beckenstein – flute
Ed Caine – alto flute
Ray Beckenstein and/or Babe Clark and/or Walt Levinsky – clarinet
Romeo Penque – bass clarinet
Jim Hall – unamplified guitar
Hank Jones – piano
Tommy Williams – bass
Johnny Rae – drums
José Paulo – tambourine
Carmen Costa – cabasa
Gary McFarland – arranger, conductor

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Stan Getz sonhando em acertar o ritmo

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Obras completas para Violoncelo e Piano

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Obras completas para Violoncelo e Piano

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Gostei demais destes dois belos CDs dedicados à obra de Beethoven para violoncelo e piano à cargo de Daniel Müller-Schott e Angela Hewitt. A dupla entendeu-se maravilhosamente tocando tanto as obras mais conhecidas do mestre para ambos os instrumentos, mas atacando também territórios bastante perigosos… Explico: as Sonatas são verdadeiras joias do repertório clássico, mas as obras de Variações que estão aí são de matar, mesmo que sejam sobre temas de Mozart, Haydn, etc. Bem, nada grave, pois as Sonatas são muito maiores e marcantes. O CD é da Hyperion, o que já diz muito de sua qualidade, a qual é superior ao registro de Yo Yo Ma + Emanuel Ax e deve empatar com o de Rostropovich + Richter, apesar do sotaque russo da dupla de carecas.

Beethoven: Works for Cello and Piano, vol. 1

Cello Sonata in F major Op 5 No 1
1) Adagio sostenuto [2:59]
2) Allegro [14:24]
3) Allegro vivace [6:58]

Cello Sonata in G minor Op 5 No 2
4) Adagio sostenuto ed espressivo [6:26]
5) Allegro molto più tosto presto [10:29]
6) Rondo: Alllegro [9:02]

Cello Sonata in A major Op 69
7) Allegro, ma non tanto [12:55]
8. Scherzo: Allegro molto [5:07]
9) Adagio cantabile [2:01]
10) Allegro vivace [6:55]

Beethoven: Works for Cello and Piano, vol. 2

1) Variations in G major on “See the conqu’ring hero comes” from Handel’s Judas Maccabaeus WoO45 [12:54]

Cello Sonata in G major Op 102 No 1
2) Andante [2:46]
3) Allegro vivace [5:14]
4) Adagio – Tempo d’andante [3:15]
5) Allegro vivace [4:30]

6) Variations in F major on “Ein Mädchen oder Weibchen” from Mozart’s Die Zauberflöte Op 66 [10:18]

7) Variations in E flat major on “Bei Männern, welche Liebe fühlen, from Mozart’s Die Zauberflöte WoO46 [10:00]

Cello Sonata in D major Op 102 No 2
8. Allegro con brio [6:53]
9) Adagio con molto sentimento d’affetto [10:48]
10) Allegro – Allegro fugato [4:21]

Daniel Müller-Schott, cello
Angela Hewitt, piano

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Beethoven e uma aluna (Roger Payne)

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Béla Bartók (1881-1945): Concerto para Orquestra (Dudamel, LA Phil)

Béla Bartók (1881-1945): Concerto para Orquestra (Dudamel, LA Phil)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

No início de 1943, enquanto estava ministrando uma série de palestras sobre música folclórica na Universidade de Harvard, Béla Bartók, já com a saúde frágil, piorou subitamente, necessitando de uma bateria de exames médicos urgentes. Quando estes se revelaram inconclusivos, “o pessoal de Harvard me convenceu a fazer novo exame, liderado por um médico muito apreciado por eles e à suas custas”. O exame revelou alguns problemas nos pulmões, que eles acreditavam ser tuberculose. A notícia foi recebida com grande alegria: “Finalmente temos a causa real!”. Quando o compositor retornou a sua casa em Nova York, a ASCAP (Sociedade Americana de Compositores, Autores e Editores), “de alguma forma se interessou no meu caso e decidiu curar-me às suas custas. Mandaram-me para os seus médicos, que mais uma vez me levou para um hospital. Os novos exames mostraram um grau menor de problemas pulmonares. Talvez não fosse tuberculose. E assim, voltei a não saber a causa de minha doença”.

Enquanto estava no hospital de Nova York, Bartók foi visitado por Serge Koussevitzky, maestro da Orquestra Sinfónica de Boston. Ele, por sugentão de dois outros exilados húngaros amigos de Bartók q que sabiam de suas dificuldades — o violinista Joseph Szigeti e regente Fritz Reiner — fez-lhe uma encomenda: um trabalho em memória de sua esposa, recentemente falecida, Natalie Koussevitzky. Bartók aceitou e produziu o Concerto para Orquestra, seu último trabalho completo.

Foi logo após a reunião com Koussevitzky que a fatal leucemia acabou diagnosticada. O compositor não foi comunicado, o que talvez tenha sido uma decisão correta, pois ele, durante o mês subseqüente, ele recuperou a força, a alegria e, obviamente, a criatividade. A partitura foi escrita em apenas dois meses no balneário de Saranac Lake em Nova York. A nota final foi escrita em 8 de outubro de 1943.

Enorme sucesso de público e os crítica, a estreia foi realizada em concerto da Boston Symphony Orchestra, sob a direção de Koussevitzky, em 1 de dezembro de 1944. O compositor assistiu à estreia com sua esposa, Ditta Pásztory. “Fomos lá para os ensaios e apresentações, meu médico deu a permissão a contragosto. Foi uma excelente estreia”. Koussevitzky disse que era “a melhor composição dos últimos, incluindo as obras de meu ídolo Shostakovich!”.

Bartók escreveu a seguinte nota breve para a ocasião:

O título deste trabalho explica-se pelo fato de os instrumentos de uma única orquestra serem tratados de forma solista ou concertante. O tratamento “virtuoso” aparece, por exemplo, nas seções fugato do desenvolvimento do primeiro movimento (instrumentos de sopro), ou no Perpetuum Mobile, como a passagem do tema principal no último movimento (cordas), e especialmente no segundo movimento, no qual pares de instrumentos consecutivamente aparecem com passagens brilhantes. O humor geral do trabalho representa, para além do jocoso segundo movimento, da transição gradual da dureza do primeiro movimento e da canção da morte do terceiro, uma afirmação da vida e do passado.

Uma tremenda gravação de Gustavo Dudamel com a Los Angeles Philharmonic Orchestra !!!. Olha, acho que foi retirada de um DVD… Ouçam como a orquestra ri no quarto movimento.

Béla Bartók (1881-1945): Concerto para Orquestra

1) Introduction: Allegro non troppo
2) Giuoco delle coppie: Allegretto scherzando
3) Elegia: Andante non troppo
4) Intermezzo interrotto: Allegretto
5) Finale: Presto

L.A. Philharmonic Orchestra
Gustavo Dudamel

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Heinrich Ignaz Franz Biber (1644-1704): Unam Ceylum (Sonatas para Violino)

Heinrich Ignaz Franz Biber (1644-1704): Unam Ceylum (Sonatas para Violino)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Mais um CD de Biber. Mais uma surpresa deste grande e quase desconhecido compositor. Biber era um virtuose do violino e Kapellmeister. Seu grupo de “Sonatas Bíblicas” já fazem parte do repertório dos violinistas barrocos e, aqui, John Holloway resgata mais sonatas de Biber da imerecida obscuridade. O disco inclui duas sonatas inéditas e quatro da coleção Biber de 1681, a qual consolidou sua posição entre os seus contemporâneos, mas ainda não entre nós. Todas as obras estão cheias de deslumbrantes efeitos técnicos e reviravoltas inesperadas. A Sonata em Fá Maior (Nº 3), por exemplo, equilibra belas melodias com um monte de surpresas, tanto musicais quanto técnicas, concluindo com uma grande chaconne. Holloway está à altura das demandas que Biber impõe. Ele está acompanhado de cravo e órgão. Dá para dizer tranquilamente que este disco é uma escandalosa incursão na extravagância barroca. Biber voltou para restabelecer seu nome entre os maiores barrocos. Uma descoberta. Mais grande música aqui.

Biber — Unam Ceylum (Sonatas para Violino)

1. Sonata III F major from Sonatae Violino solo 1681
2. Sonata IV D major from Sonatae Violino solo 1681
3. Sonata No. 81 A major – unpublished
4. Sonata VI C minor from Sonatae Violino solo 1681
5. Sonata VII G major from Sonatae Violino solo 1681
6. Sonata No. 84 E major: Adagio – unpublished

John Holloway: violin
Aloysia Assenbaum: organ
Lars Ulrik Mortensen: harpsichord

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Biber, BAITA compositor

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Giovanni Bottesini (1821-1889): Tre Grandi Duetti – 3 Grand Duets – for Double Basses

Giovanni Bottesini (1821-1889): Tre Grandi Duetti – 3 Grand Duets – for Double Basses

Eu já estava a fim de tirar um sarro da Renate, contrabaixista da OSPA, em função do péssimo repertório para contrabaixo, mas não deu. Sabem por quê? Ora, porque, ao final da audição, eu simplesmente gostei do CD do tal do Bottesini. Talvez nem sejam as obras, mas a sedução do poderoso som que fazia com que as vidraças aqui de casa reclamassem. Ouvi de novo e fiquei novamente satisfeito. Então vou deixar a gozação com o instrumento para o extraordinário monólogo de Patrick Süskind O Contrabaixo.

Giovanni Bottesini (1821-1889): Tre Grandi Duetti – 3 Grand Duets – for Double Basses

1. Grand Duetto No. 1, for 2 double basses: 1. Allegro
2. Grand Duetto No. 1, for 2 double basses: 2. Andante
3. Grand Duetto No. 1, for 2 double basses: 3. Polacca

4. Grand Duetto No. 2, for 2 double basses: 1. Allegretto
5. Grand Duetto No. 2, for 2 double basses: 2. Andante
6. Grand Duetto No. 2, for 2 double basses: 3. Rondo Allegretto

7. Grand Duetto No. 3, for 2 double basses: 1. Andantino
8. Grand Duetto No. 3, for 2 double basses: 2. Presto

Boguslaw Furtok, contrabaixo
Johannes Stahle, contrabaixo

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Bottesini com seu amigo.

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos, Op. 74 e 132 + Septeto e Sexteto

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Quartetos, Op. 74 e 132 + Septeto e Sexteto

Eu não consegui localizar a edição na Amazon, mas há anos foi lançada uma estranha integral dos Quartetos de Beethoven pelo Alban Berg String Quartet. Para mim, é a melhor gravação — outra muito boa é a do quarteto que gravou para a Naxos — , mas me roubaram e até hoje só consegui os CDs 7 e 8 dela. Bem, digo que era estranha porque havia os tradicionais 7 CDs e um último com o belo Septeto Op. 20 e o Sexteto sem graça Op. 81. É diversão de primeira para quem, como eu, ama o mestre de Bonn.

O selo da Amazon acima é o da integral do Berg, mas sem o oitavo CD.

CD7

01. Op.74 Es-dur – I: Poco adagio – Allegro [0:09:24.40]
02. Op.74 Es-dur – II: Adagio ma non troppo [0:09:29.62]
03. Op.74 Es-dur – III: Presto – IV: Allegretto con Variazioni [0:11:40.24]

04. Op.132 a-moll – I: Allegro sostenuto – Allegro [0:09:17.50]
05. Op.132 a-moll – II: Allegro ma non tanto [0:08:23.59]
06. Op.132 a-moll – III: Molto adagio [0:15:06.10]
07. Op.132 a-moll – IV: Alla marcia, assai vivace [0:02:03.15]
08. Op.132 a-moll – V: Allegro appassionato [0:06:22.61]

Alban Berg String Quartet

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CD8

01. Septet in E flat, Op. 20 – Adagio – Allegro con brio [0:09:49.00]
02. Adagio Cantabile [0:09:25.00]
03. Tempo di Menuetto [0:03:33.00]
04. Tema con variazioni (Andante) [0:07:39.00]
05. Schezo (Allegro molto e vivace) [0:03:17.00]
06. Andante con moto alla Marcia – Presto [0:07:41.00]

07. Sextet in E flat, Op 81b – Allegro con brio [0:07:34.00]
08. Adagio [0:04:02.00]
09. Rondo (Allegro) [0:05:06.00]

Alban Berg String Quartet e agregados

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A formação clássica do Alban Berg Quartett

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Watkins Ale — Música da Renascença Inglesa

Watkins Ale — Música da Renascença Inglesa

Esta encantadora coleção de canções renascentistas e músicas de dança seguiu os passos de uma coleção similar de música escocesa do mesmo período, On ​​the Banks of Helicon, e foi seguida alguns anos depois por The Mad Buckgoat, que focou na música antiga na Irlanda. Dos três álbuns, o escocês é o melhor, mas o Watkins Ale é o segundo. O programa baseia-se em material conhecido (“There Were Three Ravens”, “Green Sleeves”) e obscuro, misturando a melancólica música de John Dowland e Thomas Morley com danças e melodias obscenas. A atuação do Baltimore Consort é requintada, como sempre, com reconhecimento especial ao flautista Chris Norman e a gambista Mary Anne Ballard. Eles sabem tocar de forma gentil e elegante, também sabe se distanciar. Bom disco!

Watkins Ale — Music of the English Renaissance

1 The Buffens 1:35
2 Nuttmigs And Ginger 3:05
3 Green Garters 2:40
4 There Were Three Ravens 7:38
5 Howells Delight 1:12
6 Goe From My Window 3:55
7 Green Sleeves 5:04
8 La Sampogna 1:58
9 Unto The Prophet Jonas I Read 5:57
10 The Carmans Whistle 4:50
11 Galliard Can Shee Excuse 1:17
12 Lachrimae Pavin 4:48
13 The Quadro Pavin 2:18
14 Singers Jig 0:27
15 Grimstock 2:27
16 De La Tromba Pavin 3:20
17 Jewes Daunce 1:34
18 Pavane Quadro And Galliard 2:30
19 Joyne Hands 1:31
20 Watkins Ale 6:37

The Baltimore Consort:
Cittern, Bass Viol – Mark Cudek
Lute – Ronn McFarlane
Soprano Vocals – Custer LaRue
Tenor Viol, Bass Viol – Larry Lipkis
Treble Viol, Tenor Viol – Mary Anne Ballard
Wooden Flutes – Chris Norman

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Pieter Bruegel, o Velho (1525-1569): Festa de Casamento na Vila

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.: interlúdio :. Charlie Haden: The Montreal Tapes VI (com a Liberation Music Orchestra)

.: interlúdio :. Charlie Haden: The Montreal Tapes VI (com a Liberation Music Orchestra)

Aqui, toda a série e mais um baita CD de brinde.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Quase três décadas separam o disco de estreia da Liberation Music Orchestra, de Charlie Haden, e esse disco da banda é praticamente 100%  diferente. Explico: a superbanda formada por grandes estrelas pouco se reunia, nada ensaiava e mesmo assim Haden fez seu repertório evoluir. Este CD tem duas longas suítes, We Shall Overcome, do disco Dream Keeper, e um coeso La Pasionaria, de Ballad of the Fallen. Com o saxofonista Joe Lovano e os trompetistas Stanton Davis e Tom Harrell interpretando temas melódicos ou notáveis solos, a banda está afiadíssima. É uma festa no palco, com os membros da banda deleitando-se em melodias de raiz folclórica ou excursões cheias de citações à história do jazz. É um raro prazer ouvir essa orquestra e os solos de Haden estão no auge.

Uma maravilha absolutamente recomendada. Sabem que Haden e outros membros da banda certa vez acabaram presos por insistirem em tocar La Pasionaria, SandinoWe Shall Overcome? Onde? Quando? Ah, pesquisem aí no guguel.

Charlie Haden: The Montreal Tapes VI (com a Liberation Music Orchestra)

1 La Pasionara
2 Silence
3 Sandino
4 We Shall Overcome

Charlie Haden (double bass)
Liberation Music Orchestra: Tom Harrell (trumpet); Stanton Davis (trumpet); Ken McIntyre (alto sax); Ernie Watts (tenor sax); Joe Lovano (tenor sax); Ray Anderson (trombone); Sharon Freeman (French horn); Joe Daley (tuba); Mick Goodrick (guitar); Geri Allen (piano); Paul Motian (drums)

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A superbanda de Haden que fecha os Montreal Tapes

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J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 82, 102, 178

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 82, 102, 178

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Aqui, boa parte desta coleção.

Este é um belo disco de Cantatas de Bach. Só a presença da Cantata BWV 82, Ich habe genug, já garante a qualidade do repertório. Depois, é só dar uma olhada no nome do regente e executantes para saber que será um banquete.

A Cantata BWV 82 foi composta na cidade de Leipzig para a Festa da Purificação, em 2 de fevereiro de 1727. A Purificação celebra um incidente registrado por São Lucas, no qual Maria leva o menino Jesus ao Templo, em Jerusalém, para oferecer sacrifícios rituais quando encontra o ancião Simeão, em cuja cântico o libreto se baseia. A peça foi composta para oboé, cordas, baixo contínuo e um solista baixo. Existem outras versões para soprano (BWV 82a) transpostas de dó menor para mi menor, e com a parte de oboé substituída por flauta e levemente alterada. Também há versões para contralto.

O primeiro recitativo e a ária “Schlummert ein” (com acompanhamento de baixo) foram transcritos no Pequeno Livro de Anna Magdalena Bach para que pudessem ser cantados por um contralto, presumivelmente a própria Anna Magdalena Bach.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 82, 102, 178

Ich Habe Genug, BWV 82:
1 Aria: Ich Habe Genug 7:43
2 Recitative: Ich Habe Genug! Mein Trost Ist Nur Allein 1:15
3 Aria: Schlummert Ein, Ihr Matten Augen 9:30
4 Recitative: Mein Gott! Wenn Kommt Das Schone 0:48
5 Aria: Ich Freue Mich Auf Meinen Tod 3:47

Wo Gott Der Herr Nicht Bei Uns Halt, BWV 178:
6 Wo Gott Der Herr Nicht Bei Uns Halt (Chorus) 4:38
7 Recitative and Chorale: Was Menschenkraft Und -witz Anfaht (Alto) 2:24
8 Aria: Gleichwie Die Wilden Meereswellen (Bass) 3:50
9 Chorale: Sie Stellen Uns Wie Ketzern Nach (Tenor) 1:56
10 Wo Gott Der Herr Nicht Bei Uns Halt, BWV 178: Chorale and Recitative: Auf Sperren Sie Den Rachen Weit (Soprano, Alto, Tenor, Bass) 1:33
11 Aria: Schweig, Schweig Nur, Taumelnde Vernunft! (Tenor) 3:45
12 Chorale: Die Feind Sind All In Deiner Hand 2:00

Herr, Deine Augen Sehen Nach Dem Glauben, BWV 102:
13 Part I: Herr, Deine Augen Sehen Nach Dem Glauben (Chorus) 5:39
14 Part I: Recitative: Wo Ist Das Ebenbild, Das Gott Uns Eingepraget (Bass) 1:14
15 Part I: Aria: Weh Der Seele, Die Den Schaden Nicht Mehr Kennt (Alto) 5:25
16 Part I: Arioso: Verachtest Du Den Reichtum Seiner Gnade (Bass) 3:00
17 Part II: Aria: Erschrecke Doch, Du Allzu Sichre Seele (Tenor) 4:13
18 Part II: Recitative: Beim Warten Ist Gafahr (Alto) 1:31
19 Part II: Chorale: Heut Lebst Du, Heut Bekehre Dich (Chorus) 1:41

Jan Van der Crabben, Baritone
Christoph Genz, Tenor
Elisabeth Hermans, Soprano
Petra Noskaiova, Alto
La Petite Bande Ensemble
Sigiswald Kuijken

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Antonio Vivaldi (1678-1741): Farnace

Antonio Vivaldi (1678-1741): Farnace

Excelente CD triplo com interpretação luxuosa de Savall e turma. Um trabalho de alta categoria.

Farnace (RV 711) é uma ópera em três atos do compositor veneziano Antonio Vivaldi (1678-1741) com libreto de de Antonio Maria Lucchini (1690-1730). A obra teve sua estreia em 10 de fevereiro de 1727 no Teatro de Sant’Angelo, em Veneza. Uma nova versão foi apresentada no outono do mesmo ano, com modificações feitas pelo autor nos atos I e II. O manuscrito conservado na Biblioteca de Turim corresponde a essa segunda montagem.

Diversas outras óperas do século XVIII foram compostas com o mesmo nome a partir de libretos também diversos. A versão de Vivaldi para Farnace tem importância especial na carreira do compositor, pois marca seu retorno à cena operística de Veneza depois de um longo período de viagens. Durante sua ausência dos teatros venezianos, Vivaldi esteve em diversas cidades do Vêneto e nos Estados Papais acompanhando a performance de algumas de suas óperas como Ercule su’l Termodonte (1723) e Il Giustino (1724). A obra de Vivaldi obteve grande sucesso em seu tempo, inclusive em uma remontagem em Praga, em 1730. Nessa ocasião, a ópera foi reapresentada no teatro do conde Franz Anton von Sporck (1662-1738) incluindo cinco árias não compostas originalmente por Vivaldi. Outras reapresentações ocorreram em Pavia (maio de 1731), Mântua e Milão (1732), com arranjos feitos pelo próprio autor, Florença (1733), em versão original e Treviso (1737). Desde então, a Farnace de Vivaldi caiu no esquecimento até o final do século XX, período da redescoberta da produção lírica do autor, quando foi novamente encenada.

No outono do mesmo ano de 1727, estreou também outra ópera de Vivaldi, Orlando Furioso.

Sinopse

A ópera conta a história de Farnace (Pharnaces II, Rei do Ponto). Segundo era hábito na época, o enredo não se preocupa com a veracidade histórica dos fatos narrados. Assim, o destino de Farnace na ópera de Vivaldi é bastante diferente dos fatos reais narrados pelos historiadores. Os três personagens principais, Farnace, Berenice e Pompeu, são grandes antagonistas e confrontam suas ambições políticas e de conquista militar. Alguns críticos [5] consideram que a profundida da caracterização dos personagens nesta obra é um dos pontos altos da produção de Vivaldi.

Ato I
A ação se passa na cidade grega de Heracleia, durante a conquista romanda da Anatólia. Farnace, Rei do Ponto, é filho e sucessor de Mítridates. Ele foi derrotado em batalha pelos romanos e está sitiado em Heracleia, seu último reduto. Para evitar que caiam nas mãos dos inimigos, ordena a sua esposa, Tamiri, que mate o filho deles e cometa suicídio. A mãe de Tamiri, Berenice, rainha da Capadócia, odeia Farnace e mantém um conluio com o vencedor romano, Pompeu, para matá-lo. Os exércitos de Berenice e Pompeu atacam Heracleia, mas Farnace consegue escapar. Berenice impede que Tamiri mate seu filho e cometa suicídio, como havia ordenado Farnace. Mas a chegada das tropas de Pompeu agrava o clima de ódio. Selinda, irmã de Farnace, é mantida prisioneira pelo romando Aquilio que está apaixonado por ela, assim como Gilade, um dos capitães de Berenice. Selinda joga um contra o outro na tentativa de salvar seu irmão.

Ato II
A rivalidade entre Gilade e Aquilio se agrava, favorecendo os planos de Selinda que, na verdade, pretende rejeitar a ambos favorecendo o irmão Farnace. Berenice ordena a captura de Farnace. Este está prestes a cometer suicídio, acreditando que sua mulher e seu filho já estão mortos. Mas Tamiri aparece e o impede de se matar. Berenice aparece em seguida e ordena a destruição do local onde estava Farnace, mas ele consegue se esconder. Ela, então, encontra a filha, Tamiri, e o neto. Tamiri implora a misericórdia da mãe, mas Berenice repudia sua filha e leva consigo o menino. No palácio real, Selinda pede ajuda a Gilade e, depois de obter os favores dele, oferece essa ajuda a Farnace que havia entrado clandestinamente no local. Mas Farnace não aceita a oferta. Gilade e Aquilio insistem com Berenice, defendendo a sobrevivência de seu neto e herdeiro. Mas a guarda dele é deixada com Aquilio por ordem de Pompeu.

Ato III
Na planície de Heracleia, Berenice e Gilade reúnem-se a Pompeu e Aquilio que lideram as tropas romanas. Berenice exige de Pompeu a morte do filho de Farnace, oferecendo ao romano metade de seu reino. Tamiri faz a mesma oferta em troca da vida do filho. Selinda consegue de Gilade a promessa de matar Berenice ao mesmo tempo que obtém de Aquilio a promessa de matar Pompeu. Aqulio e Farnace, disfarçado de guerreiro, aparecem ao mesmo tempo junto a Pompeu com o objetivo de matá-lo. A ação falha e Pompeu interroga o guerreiro que apareceu junto dele sem suspeitar que se trata de Farnace. Berenice entra em cena e revela a identidade de Farnace que é preso e, depois, libertado por Gilade e Aquilio. Ambos tentam matar Berenice por considerar que ela é excessivamente cruel. Mas a rainha da Capadócia é salva pelo general romano, que se mostra clemente. A clemência de Pompeu convence Berenice a esquecer seu ódio por Farnace e a rainha, dizendo que sua raiva está aplacada, abraça Farnace como se fosse seu próprio filho. É o tradicional final feliz e todos são poupados.

Gravações
Em 2002, Jordi Savall gravou esta ópera pelo selo Alia Vox com o Le Concert des Nations durante uma série de apresentações ao vivo no Teatro de la Zarzuela de Madrid, combinando-a com algum material da ópera homônima de François Courselle (conhecido na Itália como Francesco Corselli). Entre os solistas dessa gravação, incluída na série Vivaldi Collection da Naïve, destacam-se Furio Zanasi, Fulvio Bettini e Sara Mingardo.

Antonio Vivaldi (1678-1741): Farnace

CD1
1. Corselli – Sinfonia: [Vivo]
2. Sinfonia: [Allegro e piano]
3. Sinfonia: [Spiritoso]
4. Marcia
5. Recitativo: Ma d’onde, o mia Regina (Gilade e Berenice)
6. Aria: Da quel ferro che ha svenato (Berenice)
7. Vivaldi – Atto I. Sinfonia: [Allegro]
8. Sinfonia: [Andante]
9. Recitativo: Benché vinto e sconfitto (Farnace e Tamiri)
10. Aria: Ricordati che sei (Farnace)
11. Recitativo: Ch’io me tolga col ferro (Tamiri)
12. Aria: Combattono quest’alma (Tamiri)
13. Coro: Dell’Eusino con aura seconda
14. Recitativo: Del nemico Farnace (Gilade e Berenice)
15. Recitativo: Amazzone real dell’Oriente (Pompeo, Berenice e Gilade)
16. Recitativo: Guerrieri eccovi a fronte (Pompeo)
17. Coro: Su campioni, su guerrieri
18. Recitativo: In si gran punto ancora (Farnace)
19. Recitativo: Signor, s’anche fra l’armi (Selinda, Aquilio, Berenice, Pompeo e Gilade)
20. Recitativo: A’nostri danni armata (Selinda, Gilade e Aquilio)
21. Aria: Nell’intimo del petto (Gilade)
22. Recitativo: A’sorprendermi il cor (Aquilio e Selinda)
23. Aria: Penso che que’ begl’occhi (Aquilio)
24. Recitativo: Qual sembianza improvvisa (Selinda)
25. Aria: Al vezzeggiar (Selinda)
26. Recitativo accompagnato: Figlio, non vi è più scampo (Tamiri col piccolo figlio)
27. Recitativo: Fermati, ingrata! (Berenice e Tamiri)
28. Recitativo: Signor, costei ch’audace empie (Berenice e Pompeo)
29. Aria: Da quel ferro che ha svenato (Berenice)
30. Recitativo: L’Asia non è ancor doma (Pompeo e Tamiri)
31. Aria: Leon feroce (Tamiri)
32. Recitativo: Come ben fa veder (Pompeo)
33. Aria: Sorge l’irato nembo (Pompeo)

CD2
1. Corselli – Aria: S’arma il cielo di tuoni e di lampi (Farnace)
2. Vivaldi – Atto II. Recitativo: Principessa gentil (Gilade, Aquilio e Selinda)
3. Aria: Lascia di sospirar (Selinda)
4. Recitativo: Di Farnace e del figlio (Berenice e Gilade)
5. Aria: Langue misero quel valore (Berenice)
6. Recitativo: Non cham’ar non e fallo (Gilade)
7. Aria: C’è un dolce furore (Gilade)
8. Recitativo: Non che ceder (Farnace)
9. Recitativo: Pupille o voi sognate (Tamiri e Farnace)
10. Aria: Gelido in ogni vena (Farnace)
11. Recitativo: Olà, queste superbe (Berenice e Tamiri)
12. Recitativo accompagnato: Quest’è la fe spergiura (Farnace e Tamiri)
13. Recitativo: Dite che v’ho fatt’io (Tamiri)
14. Aria: Arsa da rai concenti (Tamiri)
15. Recitativo: Ah, segli è ver che m’ami (Selinda e Gilade)
16. Aria: Quel tuo ciglio (Gilade)
17. Recitativo: Dove mai ti trasporta (Selinda e Farnace)
18. Aria: Spogli pur l’ingiusta Roma (Farnace)
19. Recitativo: Dell’iniquo Farnace (Berenice, Selinda, Aquilio e Pompeo)
20. Aria: Roma invitta una clement (Pompeo)
21. Recitativo: Fra le libiche serpi (Selinda, Aquilio e Berenice)
22. Aria: Lascerò d’esser spietata (Berenice)
23. Recitativo: Aquilio, eben pensasti? (Selinda e Aquilio)
24. Duetto: Io sento nel petto (Selinda e Aquilio)

CD3
1.Corselli – Marcia
2. Vivaldi – Atto III. Recitativo: Gilade, Gran Regina (Berenice, Selinda, Aquilio e Pompeo)
3. Aria: Quel candido fiore (Berenice)
4. Recitativo: Signor; se la clemenza (Tamiri, Pompeo e Farnace)
5. Aria: Forse o caro in questi accenti (Tamiri)
6. Recitativo: Si qualche nume (Farnace)
7. Aria: Quel torrente che s’innalza (Farnace)
8. Recitativo: Gilade, il tuo pensiero (Selinda e Gilade)
9. Aria: Scherza l’aura lusinghiera (Gilade)
10. Recitativo: Aquilio, il braccio forte (Selinda e Aquilio)
11. Aria: Ti vantasti mio guerriero (Selinda)
12. Recitativo: Oh, stelle quale impresa (Aquilio,Pompeo e Farnace)
13. Recitativo: Regina, in costui riconosci (Pompeo, Berenice e Farnace)
14. Recitativo: Oh, Dio fermati i colpi (Tamiri e Farnace)
15. Quartetto: Io crudel? (Berenice, Pompeo, Tamiri e Farnace)
16. Recitativo: Fornace i Numi alfine (Berenice)
17. Recitativo: Voglio che mora (Berenice)
18. Recitativo: Berenice morrà (Gilade, Pompeo, Selinda, Berenice, Farnace, Tamiri)
19. Coro Finale: Coronata di gigli e di rose

Farnace – Furio Zanasi
Tamiri – Sara Mingardo
Berenice – Adriana Fernández
Pompeo – Sonia Prina
Selinda – Gloria Banditelli
Gilade – Cinzia Forte
Aquilio – Fulvio Bettini
Coro del Teatro de la Zarzuela
Le Concert des Nations
Conductor – Jordi Savall

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Jordi Savall, nós é que te aplaudimos

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Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Piano Nº 17, 18 e 21

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas para Piano Nº 17, 18 e 21

Assim como eu roubaria e mataria por Juliette Binoche e Maurizio Pollini, há gente que faria o mesmo pelo pianista Artur Schnabel (1882-1951). Realmente, este austríaco foi espantoso, mas, sabem?, sou um pouco reticente com as gravações antigas de som ruim. Respeito também outro Arthur, com agá, Rubinstein, mas o ouço pouco. Não consigo enxergar muito mais do que valor histórico nas gravações. Acho que gente como Gould, Foldes, Anda, Gilels, etc, devem ser ouvidos por sua altíssima qualidade, mas também por terem sido melhor gravados. Ademais, nosso tempo segue produzindo pianistas espetaculares que nada devem ao passado. (Ou que só devem a ele em razão da influência).  O som histórico só me interessa se quem estiver tocando for autores como Bartók, Shosta, etc., suas concepções me interessam, claro.

Então, ouço meio sem emoção o belo trabalho de Schnabel, que infelizmente nasceu em outro tempo. Mas, repito, há gente que mataria e roubaria por ele e que talvez queira fazer o mesmo comigo agora.

Beethoven: Piano Sonatas Nos. 17, 18 and 21 (Gravações de 1932 e 1934)

Piano Sonata No. 17 in D minor, Op. 31, No. 2, “Tempest”
1. I. Largo – Allegro 00:08:55
2. II. Adagio 00:08:17
3. III. Allegretto 00:05:40

Piano Sonata No. 18 in E flat major, Op. 31, No. 3
4. I. Allegro 00:08:20
5. II. Scherzo: Allegro vivace 00:04:45
6. III. Menuetto: Moderato e grazioso 00:04:09
7. IV. Presto con fuoco 00:04:00

Piano Sonata No. 21 in C major, Op. 53, “Waldstein”
8. I. Allegro con brio 00:10:05
9. II. Introduzione: Adagio molto 00:05:10
10. III. Rondo: Allegretto moderato – Prestissimo 00:08:52

Artur Schnabel, piano

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Pollini e Schnabel, depois os outros?

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Bohuslav Martinů (1890-1959): Concertos para Piano Nº 3 e 5 / Concertino

Bohuslav Martinů (1890-1959): Concertos para Piano Nº 3 e 5 / Concertino

Martinů foi um grande compositor. Esses concertos são coloridos, interessantes, bonitos e cheios de vida. A maioria das fotos de Martinů mostram uma pessoa sorridente e sua música também nos sorri. Este tcheco era altamente prolífico. Compôs seis sinfonias, 15 óperas, 14 ballets e uma grande quantidade de obras orquestrais e camerísticas, concertos e peças para instrumentos solo e vocais. Martinů era violinista da Filarmônica Tcheca. Em 1923, deixou a Tchecoslováquia para residir em Paris e deliberadamente abandonou o estilo romântico no qual havia sido formado. Nos anos 1930, experimentou o expressionismo e o construtivismo, tornando-se um admirador dos desenvolvimentos técnicos europeus que aconteciam à época, o que pode ser observado em seus trabalhos orquestrais Half-time e La Bagarre. Também incorporou expressões jazzísticas, como ocorre em Kuchyňské revue (“Revista de cozinha”), por exemplo.

Bohuslav Martinů (1890-1959): Concertos para Piano Nº 3 e 5 / Concertino

Piano Concerto No. 3, H. 316 (30:37)
1 Allegro 9:13
2 Andante Poco Moderato 11:23
3 Moderato – Allegro 9:57

Piano Concerto No. 5 In B Flat Major (Fantasia Concertante), H. 366 (25:19)
4 Poco Allegro Risoluto 8:12
5 Poco Andante 9:59
6 Poco Allegro 7:04

Concertino For Piano And Orchestra, H. 269 (21:29)
7 Allegro Moderato (Comodo) 6:13
8 Lento 8:45
9 Allegro 6:26

Piano – Giorgio Koukl
Orchestra – Bohuslav Martinů Philharmonic Orchestra, Zlín*
Conductor – Arthur Fagen

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O feliz Martinů em 1943.

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Henry Purcell (1659-1695): The Food Of Love (canções)

Henry Purcell (1659-1695): The Food Of Love (canções)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Henry Purcell, nascido e morto em Londres (sepultado na Abadia de Westminster), foi compositor de vida breve e extensa obra. Até nossos dias, permanece como um dos mais importantes compositores ingleses. Sua facilidade em compor para todos os gêneros e públicos, sua popularidade na corte durante os reinados de três monarcas e sua vasta produção de canções seculares, odes cortesãs, música cênica, hinos sacros, sonatas, fantasias para viola, música de câmara e para órgão são provas claras de seu enorme talento. Compôs a sensacional ópera Dido and Aeneas e a semi-opera A tempestade.

Este disco é maravilhoso. Com instrumentação simples Paul Agnew acentua a grande qualidade melódica das canções, Os temas são o amor, a música, a poesia e a solidão. E eu amo Purcell desde a adolescência!

Henry Purcell (1659-1695): The Food Of Love (canções)

1 –Purcell* If Music Be The Food Of Love
2 –Purcell* Corinna Is Devinely Fair
3 –Purcell* Ah! How Sweet It Is To Love
4 –Purcell* What A Sad Fate Is Mine
5 –Purcell* I See She Flies Me Ev’rywhere
6 –Corbetta* Caprice De Chacone
7 –Purcell* O Sollitude, My Sweetest Choice
8 –Purcell* Music For A While
9 –Purcell* Ground In C For Harpsichord
10 –Purcell* O! Fair Cedaria
11 –Purcell* Man Is For The Woman Made
12 –Purcell* Not All My Torments Can Your Pity Move
13 –Purcell* On The Brow Of Richmond Hill
14 –Purcell* Pious Celinda Goes To Prayers
15 –Purcell* When First I Saw The Bright Aurelia’s Eyes
16 –Simpson* Prelude In D
17 –Purcell* The Cares Of Lovers
18 –Purcell* The Fatal Hour Comes On Apace
19 –Purcell* I Loved Fair Celia
20 –Purcell* When Her Languishing Eyes Said ‘Love!’
21 –Visée* Prelude In D Minor
22 –Purcell* A Morning Hymn
23 –Simpson* Prelude [in E]
24 –Purcell* The Earth Trembled
25 –Purcell* Now That The Sun Has Veil’s His Light
26 –Purcell* If Music Be The Food Of Love

Double Bass – Anne-Marie Lasla
Harpsichord, Organ – Blandine Rannou
Tenor Vocals – Paul Agnew
Theorbo, Guitar – Elizabeth Kenny

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Purcell, em declaração exclusiva para o PQP Bach

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Benjamin Britten (1913-1976): Variations & Fugue / Peter Grimes (excertos com a Passacaglia) / Suite on English Folk Themes

Benjamin Britten (1913-1976): Variations & Fugue / Peter Grimes (excertos com a Passacaglia) / Suite on English Folk Themes

IM-PER-DÍVEL !!!

Um belo CD de Bernstein com a Filarmônica de Nova Iorque. O maestro teve longa e prolífica relação com a orquestra. E Britten é um dos melhores compositores do século XX. Porém, curiosamente, Leonard Bernstein praticamente ignorou a obra de Benjamin Britten e vice-versa. Isto é muito ruim porque os fragmentos dos raros encontros entre eles são simplesmente brilhantes. O desempenho de Bernstein na Suíte é sensacional. O mesmo vale para os excertos de Peter Grimes e para as Variações. Mas uma das maiores obras do século XX, em minha opinião, é a Passacaglia, que mora no meu coração. Aqui, ela está LINDA. Um disco para se ouvir com muita atenção. 

Benjamin Britten (1913-1976): Variations & Fugue / Peter Grimes (excertos com a Passacaglia) / Suite on English Folk Themes

Variations And Fugue On A Theme Of Purcell, Op. 34 “The Young Person’s Guide To The Orchestra” (Without Spoken Text)
1 Theme. Allegro Maestoso E Largamente 3:00
2 Variations A. Presto / B. Lento / C. Moderato / D. Allegro Alla Marcia 3:12
3 Variations E. Brillante – Alla Polacca / F. Meno Mosso / G. (No Tempo Marking) / H. Cominciando Lento Ma Poco A Poco Accelerando 3:29
4 Variations I. Maestoso / J. L’Istesso Tempo / K. Vivace / L. Allegro Pomposo / M. Moderato 5:03
5 Fugue. Allegro Molto 2:39

Four Sea Interludes, Op. 33a from “Peter Grimes”
6 I. Dawn. Lento E Tranquillo 3:38
7 II. Sunday Morning. Allegro Spiritoso 3:45
8 III. Moonlight. Andante Comodo E Rubato 5:07
9 IV. Storm. Presto Con Fuoco – Molto Animato – Largamente – Tempo I 4:16

10 Passacaglia, Op. 33b from “Peter Grimes” – Andante Moderato 6:18

Suite On English Folk Tunes “A Time There Was…:, Op. 90
11 I. “Cakes And Ale”. Fast And Rough 2:24
12 II. “The Bitter Withy”. Allegretto 2:48
13 III. “Hankin Booby”. Heavily 2:19
14 IV. “Hunt The Squirrel”. Fast And Gay 1:20
15 V. “Lord Melbourne”. Slow And Languid

New York Philharmonic
Leonard Bernstein

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O curioso caso de Benjamin Britten

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.: interlúdio :. Charlie Haden: The Montreal Tapes V (com Paul Bley & Paul Motian)

.: interlúdio :. Charlie Haden: The Montreal Tapes V (com Paul Bley & Paul Motian)

Aqui, toda a série e mais um baita CD de brinde.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Neste quinto disco dos Montreal Tapes de Charlie Haden, ele vem com o pianista — intérprete de longa data de Ornette Coleman — Paul Bley e o baterista free Paul Motian para um set fortemente abastecido por músicas de Ornette. A primeira música, uma mistura de “Turnaround” e “When Will The Blues Leave?” é guiada por Bley — ex de Carla –, que dá o tom com as notas iniciais de “Turnaround”. A coisa se encerra com “Turnaround”, desta vez sob a direção de Charlie Haden, que lidera o trio em uma interpretação mais bluesier do clássico de Ornette Coleman. Cada membro contribui uma balada e eles também tocam “Ida Lupino”, de Carla Bley, música gravada por Paul Bley tantas vezes que sei lá. O Quinteto de Paul Bley gravou um disco ao vivo no Hillcrest Club em 1956 com Bley apoiado pelo quarteto clássico de Ornette Coleman (Ornette, Cherry, Haden, Higgins), tocando algumas músicas de Coleman. Quarenta anos depois, temos uma nova gravação desses “standards” executados para uma audiência muito conhecedora (e grande) de jazz. Excelentes performances, ótimo material.

Charlie Haden: The Montreal Tapes V (com Paul Bley & Paul Motian)

1 “Turnaround/When Will the Blues Leave?” (Ornette Coleman) – 13:17
2 “New Beginning” – 8:47
3 “Cross Road” (Coleman) – 6:40
4 “So Far, So Good” (Paul Bley) – 7:27
5 “Ida Lupino” (Carla Bley) – 11:19
6 “Latin Genetics” (Coleman) – 4:35
7 “Body Beautiful” (Paul Motian) – 8:03
8 “Turnaround” (Coleman) – 7:51

Charlie Haden – bass
Paul Bley – piano
Paul Motian – drums

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Bley, Haden e Motian sob a sombra de Ornette, o gigante

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Antonio Vivaldi (1678-1741): Concerti per Viola d’Amore

Antonio Vivaldi (1678-1741): Concerti per Viola d’Amore

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Belo disco. Uma boa coleção de concertos de Vivaldi com a linda sonoridade da viola d`amore, tocada pelo também regente Fabio Biondi.

Biondi tem uma carinha de querubim, mas não se enganem, por trás daquelas santas feições esconde-se um sátiro concupiscente, louco para perseguir as meninas do conservatório de Ospedale della Pietà, um dos quatro grandes orfanatos as meninas abandonadas de Veneza às quais era ensinada música. A abordagem da Europa Galante e de seu maestro à música de Vivaldi é, no mínimo, concu… agressiva e bela. Este CD é dedicado é um tipo raro de concertos do mestre: os para Viola d`Amore. Especialmente indicado para os amantes do barroco! Baita disco!

Antonio Vivaldi (1678-1741): Concerti per Viola d’Amore

1. Concerto in D minor, RV 394: I Allegro 4:05
2. Concerto in D minor, RV 394: II Largo 1:43
3. Concerto in D minor, RV 394: III Allegro 3:15

4. Concerto in A major, RV 396: I Allegro 3:07
5. Concerto in A major, RV 396: II Andante 2:57
6. Concerto in A major, RV 396: III Allegro 2:59

7. Concerto in D major, RV 392: I Allegro 4:13
8. Concerto in D major, RV 392: II Largo 2:52
9. Concerto in D major, RV 392: III Allegro 2:56

10. Concerto in D minor, RV 393: I Allegro 3:18
11. Concerto in D minor, RV 393: II Adagio 2:03
12. Concerto in D minor, RV 393: III Presto 3:07

13. Concerto in D minor, RV 395: I Allegro 4:04
14. Concerto in D minor, RV 395: II Largo 3:26
15. Concerto in D minor, RV 395: III Allegro 3:13

16. Concerto in A minor, RV 397: I Allegro 2:51
17. Concerto in A minor, RV 397: II Largo 2:07
18. Concerto in A minor, RV 397: III Allegro 2:53

19. Concerto in F major, RV 97: I Largo & II Allegro 4:31
20. Concerto in F major, RV 97: III Adagio 3:15
21. Concerto in F major, RV 97: IV Allegro 2:37

22. Concerto in D minor, RV 540: I Allegro 4:44
23. Concerto in D minor, RV 540: II Largo 3:44
24. Concerto in D minor, RV 540: III Allegro 3:00

Europa Galante
Fabio Biondi

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Biondi e sua viola… d`amore, o que evita que ele seja vítima de bullying como os demais violistas

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Luigi Boccherini (1743-1805): Concertos para Violoncelo – Sinfonias (Bylsma / Lamon)

Luigi Boccherini (1743-1805): Concertos para Violoncelo – Sinfonias (Bylsma / Lamon)

Um bom CD, sem chegar ao altíssimo nível do Pisendel que postei anteontem. É o tal negócio: há orquestras e solistas que nos deixam de tal modo mesmerizados que só ouvindo muitas vezes para saber se a música é boa mesmo ou se o solista, por suas artes diabólicas, convenceu-nos disso. Bylsma e a Tafelmusik estão maravilhosos neste CD da Harmonia Mundi alemã; assim sendo, reconheço minhas dificuldades para julgar as obras postadas de Boccherini, para mim um compositor menor, simpático, daqueles para os quais cabe nossa indulgência.

A Sinfonia La Casa del Diavolo possui um tema do Orfeu e Eurídice de Gluck, não? O daquela célebre Dança das Fúrias que há antes dos balés do segundo ato, estou certo?

Então, música agradável, muito bem interpretada.

Luigi Boccherini (1743-1805): Concertos para Violoncelo – Sinfonias (Bylsma / Lamon)

Concerto Pour Violoncelle En Sol Majeur G 480
01 – Allegro
02 – Adagio
03 – Allegro

Sinfonia En Si Majeur G 497
04 – Allegro Spiritoso
05 – Andantino Con Moto
06 – Allegro Vivace Assai

Concerto Pour Violoncelle En Re Majeur G 483
07 – Allegro Maestoso
08 – Andante Lentarello
09 – Allegro E Con Moto

Sinfonia la Casa Del Diavolo En Re Mineur G 506
10 – Andante Sostenuto
11 – Andantino Con Moto
12 – Andante Sonstenuto

Anner Bylsma
Tafelmusik Baroque Orchestra
Jean Lamon

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Anner Bylsma: mestre

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.: interlúdio :. Bela Fleck & The Marcus Roberts Trio – Across the Imaginary Divide (2012)

.: interlúdio :. Bela Fleck & The Marcus Roberts Trio – Across the Imaginary Divide (2012)

Segundo li, fazia algum tempo que Béla Fleck namorava os caras do Marcus Roberts Trio e vice-versa. Mas, sacumé, a agenda dos dois estava sempre lotada e só recentemente deu para compatibilizar. O resultado foi um excelente trabalho em comum. O estilo ficou mais MRT do que BF. É normal, ao tocar com vários músicos diferentes, Fleck parece mais costumado ao mimetismo, mas jamais pensem num disco pior que o habitual. O CD é absolutamente fantástico! Há ótimos temas, notável tratamento para eles e momentos onde que Béla Fleck parece ter nascido para o Marcus Roberts Trio! Vale a pena ouvir.

Bela Fleck & The Marcus Roberts Trio – Across the Imaginary Divide (2012)

01. Some Roads Lead Home [0:06:16.78]
02. I’m Gonna Tell You This Story One More Time [0:05:41.97]
03. Across the Imaginary Divide [0:04:42.78]
04. Let Me Show You What To Do [0:04:54.94]
05. Petunia [0:05:01.22]
06. Topaika [0:04:33.52]
07. One Blue Truth [0:04:26.72]
08. Let’s Go [0:05:57.98]
09. Kalimba [0:06:22.33]
10. The Sunshine and the Moonlight [0:05:36.96]
11. That Old Thing [0:05:07.81]
12. That Ragtime Feeling [0:04:08.42]

Béla Fleck, banjo

Marcus Roberts Trio:
Marcus Roberts, Piano
Jason Marsalis, Drums
Rodney Jordan, Bass

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Bela Fleck e o Marcus Roberts Trio

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Costanzo Festa (ca. 1485–1490 – 1545): La Spagna — 32 Contrapunti

Costanzo Festa (ca. 1485–1490 – 1545): La Spagna — 32 Contrapunti

Este é mais um arquivo que nos foi repassado pelo querido amigo pequepiano WMR.

Este disco tem sonoridade muito colorida, é agradabilíssimo e cada pequena peça tem caráter e formação orquestral próprias. Costanzo Festa foi um compositor italiano da Renascença. Ainda que mais conhecido por seus madrigais, também escreveu música sacra e instrumental. Foi o primeiro polifonista italiano de fama continental. O Huelgas Ensemble é um esplêndido grupo belga de música antiga criado por Paul Van Nevel em 1971. O desempenho do grupo e sua extensa discografia estão focados na polifonia do renascimento. O nome do conjunto refere-se a um manuscrito de música polifônica, o Codex Las Huelgas. Van Nevel é conhecido por seu estilo de realizar muitas peças vocais, com ele mesmo e seus cantores em um grande círculo, girando. Porém, aqui, a coisa é muito mais instrumental.

Costanzo Festa (ca. 1485–1490 – 1545): La Spagna — 32 Contrapunti

1 Contrapunto 46 à 4, Cantus Firmus Au Ténor
2 Contrapunto 41 à 4, Cantus Firmus à la Troisième Voix
3 Contrapunto 105 à 5, Cantus Firmus à la Quatrième Voix
4 Contrapunto 101 à 4, Cantus Firmus à la Troisième Voix
5 Contrapunto 88 à 4, Cantus Firmus à Troisième Voix
6 Contrapunto 76 à 4, Cantus Firmus à la Troisième Voix
7 Contrapunto 124 à 8, Cantus Firmus à la Sixième Voix
8 Contrapunto 81 à 4, Cantus Firmus à la Deuxième Voix
9 Contrapunto 60 à 4, Cantus Firmus à la Première Voix
10 Contrapunto 77 à 4, Cantus Firmus à la Troisième Voix
11 Contrapunto 122 à 7, Cantus Firmus à la Cinquième Voix
12 Contrapunto 25 à 4, Cantus Firmus à la Troisième Voix
13 Contrapunto 118 à 5, Cantus Firmus à la Quatrième Voix
14 Contrapunto 47 à 4, Cantus Firmus à la Troisième Voix
15 Contrapunto 35 à 4, Cantus Firmus à la Troisième Voix
16 Contrapunto 40 à 4, Cantus Firmus à la Quatrième Voix
17 Contrapunto 8 à 3, Cantus Firmus à la Quatrième Voix
18 Contrapunto 14 à 3, Cantus Firmus à la Troisième Voix
19 Contrapunto 108 à 5, Cantus Firmus à la Troisième Voix
20 Contrapunto 9 à 3, Cantus Firmus à la Troisième Voix
21 Contrapunto 85 à 4, Cantus Firmus à la Troisième Voix
22 Contrapunto 37 à 4, Cantus Firmus à la Troisième Voix
23 Contrapunto 70 à 4, Cantus Firmus à la Troisième Voix
24 Contrapunto 125 à 11, Cantus Firmus à la Neuvième Voix
25 Contrapunto 71 à 4, Cantus Firmus à la Troisième Voix
26 Contrapunto 117 à 5, Cantus Firmus à la Quatrième Voix
27 Contrapunto 28 à 4, Cantus Firmus à la Troisième Voix
28 Contrapunto 104 à 5, Cantus Firmus à la Quatrième Voix
29 Contrapunto 58 à 4, Cantus Firmus à la Première Voix
30 Contrapunto 121 à 6, Cantus Firmus à la Quatrième Voix
31 Contrapunto 123 à 8, Cantus Firmus à la Sixième Voix
32 Contrapunto 34 à 4, Cantus Firmus à la Troisième Voix

Huelgas-Ensemble
Paul Van Nevel

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Piemonte é uma festa

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J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 177, 93 e 135

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 177, 93 e 135

Aqui, boa parte desta coleção.

CD lindamente interpretado, mas de Cantatas menores do mestre. É claro que vale a pena ouvir. Afinal, quem cansa de Bach? E quem cansa de ouvir a competência e o conhecimento do barroco quem tem Sigiswald Kuijken? Eu fiquei bem feliz com o CD nos ouvidos. Os cantores são sempre sensacionais. Só que não há árias nem corais memoráveis aqui. Ao menos é minha opinião.

J. S. Bach (1685-1750): Cantatas BWV 177, 93 e 135

“Ich ruf zu dir, Herr Jesu Christ” – Cantata BWV 177 (22:03)
1 Chor: Ich ruf zu dir, Herr Jesu Christ 6:30
2 Aria: Ich bitt noch mehr, o Herre Gott 4:29
3 Aria: Verleih, dass ich aus Herzensgrund 5:05
4 Aria: Lass mich kein Lust noch Frucht von dir 4:40
5 Chorale: Ich lieg im Streit und widerstreb 1:19

“Wer nun den lieben Gott lässt walten” – Cantata BWV 93 (19:42)
6 Chor: Wer nur den lieben Gott lässt walten 6:00
7 Chorale: Was helfen uns die schweren Sorgen 1:57
8 Aria: Man halte nur ein wenig stille 3:01
9 Duett: Er kennt die rechten Freudenstunden 2:46
10 Chorale: Denk nicht in deiner Drangsalhitze 2:30
11 Aria: Ich will auf den Herren schaun 2:28
12 Chorale: Sing, bet und geh auf Gottes Wegen 1:00

“Ach Herr, mich armen Sünder” – Cantata BWV 135 (14:57)
13 Chor: Ach Herr, mich armen Sünder 5:24
14 Recitativo: Ach heile mich 1:10
15 Aria: Tröste mir, Jesu, mein Gemüte 3:17
16 Recitativo: Ich bin von Seufzen müde 1:07
17 Aria: Weicht, all ihr Übeltäter 2:53
18 Chorale: Ehr sei ins Himmels Throne 1:06

Alto Vocals – Petra Noskaiová
Baritone Vocals – Jan van der Crabben
Soprano Vocals – Siri Thornhill
Tenor Vocals – Christoph Genz
Orchestra – La Petite Bande
Conductor – Sigiswald Kuijken

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Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Piano Nº 1 e 2 / Scherzo Op. 4

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Piano Nº 1 e 2 / Scherzo Op. 4

Um bonito disco da Harmonia Mundi, com Melnikov tocando um piano da época de Brahms. São obras bem iniciais — de opus 1 a 4 — que demonstram que Brahms não nasceu pronto, mas quase. A Sonata Op. 1 me parece ser bem melhor do que a de Nº 2, meio histérica. Esta Sonata para Piano Nº 1 em Dó Maior, Op. 1, foi escrita em Hamburgo em 1853 e publicada mais tarde naquele ano. Ele tinha composto outras coisas antes, mas escolheu este trabalho para ser seu primeiro trabalho publicado porque sabia que era de boa qualidade. A peça foi enviada junto com sua segunda sonata — sim, a que eu acho histérica — para a Breitkopf & Härtel com uma carta de recomendação de Robert Schumann. Sua abertura assemelha-se ao início da Sonata “Hammerklavier” de Beethoven. O segundo movimento é um tema e variações inspiradas na canção Verstohlen geht der Mond auf. Brahms foi reescrevê-la para coro feminino em 1859 (WoO 33). O terceiro movimento é um scherzo e um trio. O quarto é um rondo cujo tema é claramente alterado a cada recorrência.

Johannes Brahms (1833-1897): Sonatas para Piano Nº 1 e 2 / Scherzo Op. 4

Piano Sonata In F-Sharp Minor, Op. 2
1 I. Allegro Non Troppo, Ma Energico 6:39
2 II. Andante Con Espressione 5:54
3 III. Scherzo. Allegro – Trio 4:01
4 IV. Finale. Introduzione – Allegro Non Troppo E Rubato 13:01

5 Scherzo In E Flat Minor, Op. 4 9:53

Piano Sonata In C Major, Op. 1
6 I. Allegro 11:58
7 II. Andante (nach Einem Altdeutschen Minnelied) 5:10
8 III. Scherzo. Allegro Molto E Con Fuoco 5:38
9 IV. Finale. Allegro Con Fuoco 7:05

Piano – Alexander Melnikov

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O pulmão de Melnikov parece estar bom.

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Béla Bartók (1881-1945): Concertos para Piano Nº 1, 2 e 3

Béla Bartók (1881-1945): Concertos para Piano Nº 1, 2 e 3

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O Concerto Nº 3 para Piano e Orquestra de Bartók é o maior desmentido de que a música moderna seja fria. Composto quando Bartók já estava condenado pela leucemia, a obra deveria servir de presente de aniversário, além de aumentar o repertório e os ganhos de sua mulher, a pianista Ditta Pásztory. Na época, em 1945, nos EUA, ambos eram pobres exilados. Mais simples que o Primeiro e Segundo Concertos, o Terceiro compensa pela altíssima temperatura emocional e por mostrar que o húngaro e socialista Bartók ainda carregava em si alguma alegria e esperança no mundo. Esta é uma das obras que mais amo e um dos motivos pelo qual sempre brinco que meus três compositores preferidos têm seus nomes começando pela letra “B”. São eles Bach, Beethoven, Brahms e Bartók. Mas os Concertos 1 e 2 também são indubitáveis obras primas! Um baita CD!

Béla Bartók (1881-1945): Concertos para Piano Nº 1, 2 e 3

Piano Concerto No. 1, Sz 83
1 Allegro Moderato – Allegro 9:25
2 Andante 7:12
3 Allegro – Allegro Molto 6:47

Piano Concerto No. 2, Sz 95
4 Allegro 9:45
5 Adagio – Presto – Adagio 12:37
6 Allegro Molto 6:05

Piano Concerto No. 3, Sz 119
7 Allegretto 7:44
8 Adagio Religioso 9:43
9 [Allegro Vivace] 6:42

András Schiff
Budapest Festival Orchestra
Iván Fischer

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Bartók brincando com o filho sob a temperatura ideal para seres humanos.

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Stravinsky (1882-1971): Petruschka / Prokofiev (1891-1953): Sonata Nº 7 / Webern (1883-1945): Variações / Boulez (1925-2016): Segunda Sonata

Stravinsky (1882-1971): Petruschka / Prokofiev (1891-1953): Sonata Nº 7 / Webern (1883-1945): Variações / Boulez (1925-2016): Segunda Sonata

O disco perfeito. Ou quase, não fora a presença de Webern… Mesmo assim, é um dos que levaria para a ilha deserta. Os três movimentos de Petruschka e a Sonata de Prokofiev foram gravados em 1971 e a notável Sonata de Boulez e as Variações de Webern são de 1976. Eram dois discos, viraram um CD. Um grande CD que é reeditado e reeditado pela DG, que o publicou nas Legendary Recordings da gravadora.

Meu Deus – e notem que sou ateu! – o que Pollini faz na Petruschka e nas Sonatas de Prokofiev e Boulez só pode ser explicado pelo diabo. Já na obrinha de Webern, o diabo tem mais é que explicar a existência destas variações… Porém, meu caro Pollini, eu te perdôo tudo neste mundo e tu podes até tocar toda a obrinha de menos de duas horas de Webern que eu não me importo.

Bom, vocês sabem que Pollini é meu pianista preferido. Não sou muito original nisto. Abaixo, duas notícias sobre ele.

Retirada daqui: Maurizio Pollini nasceu em 1942 em Milão e estudou piano com Carlo Lonati e Carlo Vidusso. Depois de vencer o Concurso Internacional Chopin de Varsóvia em 1960, percorreu uma destacada carreira internacional, apresentando-se nas mais importantes salas de concerto e festivais, colaborando com as mais prestigiadas orquestras e com maestros de renome, como Karl Böhm, Sergiu Celibidache, Herbert von Karajan, Claudio Abbado, Pierre Boulez, Riccardo Chailly, Zubin Mehta, Wolfgang Sawallisch, e Riccardo Muti, entre muitos outros.

Em 1987, após a interpretação dos concertos para piano de Beethoven, em Nova Iorque, Maurizio Pollini foi galardoado pela Orquestra Filarmónica de Viena com o prestigiado Ehrenring. Em 1996 recebeu o prémio Ernst-von-Siemens, em Munique, e em 1999 o prémio A Life for Music – Arthur Rubinstein, em Veneza. No ano 2000, foi distinguido com o prémio Arturo Benedetti Michelangeli, em Milão.

Em 1995, Maurizio Pollini abriu o festival que a cidade de Tóquio dedicou a Pierre Boulez. No mesmo ano e em 1999, organizou e interpretou os seus próprios ciclos de concertos e recitais no Festival de Salzburgo, seguindo-se o Carnegie Hall de Nova Iorque (em 1999-2000 e 2000-2001), a Cité de la Musique, em Paris, e Tóquio (ambos em 2002) e o Parco della Musica, em Roma (Março de 2003). Reflectindo o vasto leque das sua preferências musicais, a programação escolhida para estes eventos incluiu música orquestral e de câmara, abarcando compositores desde Gesualdo e Monteverdi até aos contemporâneos. No Verão de 2004, foi o «Artist Étoile» do Festival Internacional de Lucerna, dando um recital e concertos com orquestra sob a direcção de Claudio Abbado e Pierre Boulez.

O repertório de Maurizio Pollini estende-se de Johann Sebastian Bach até aos compositores contemporâneos (incluindo estreias de obras de Nono, Manzoni e Sciarrino) tendo, como componente central, o ciclo integral das sonatas de Beethoven, que o pianista apresentou em Berlim, Munique, Milão, Nova Iorque, Londres, Viena e Paris.

Maurizio Pollini gravou numerosos discos dedicados ao repertório clássico, romântico e contemporâneo. Neste último domínio, possui uma extensa discografia dedicada à obra pianística de Schönberg, Berg, Webern, Nono, Manzoni, Boulez e Stockhausen, que foi largamente aclamada pela crítica e que constitui um testemunho eloquente da grande paixão que o intérprete nutre pela música do século XX.

A recente gravação dos Nocturnos de Chopin foi também recebida com grande entusiasmo pelo público e pelos críticos: em 2007 ganhou um Grammy na categoria de «Melhor Interpretação solista». Em 2006 recebeu os prémios Echo (Alemanha), «Choc» da revista Le Monde de la Musique, e Diapason d’Or de l’Année (França).

Sua primeira gravação pela Deutsche Grammophon: “Três Movimentos de Petrushka” de Stravinsky e a Sonata nº 7 de Prokofiev, feita em 1971, é o início de uma notável discografia.

Pollini é artista de grande refinamento, de alto rigor técnico e extremamente intelectual. A música contemporânea tem sido parte do repertório de Pollini desde que este pianista começou a sua carreira de concertista internacional.

Arnold Schoenberg teve seu centenário de nascimento comemorado em 1974.No mesmo ano, em Londres, Pollini tocou a integral das obras para piano deste compositor. Berg, Webern, Pierre Boulez e até mesmo Stockhausen tem lugar no repertório deste pianista.

Em 1987, toca os cinco Concertos de Beethoven com a Orquestra Filarmônica de Viena, sob a regência de Claudio Abbado. Pollini apresenta o ciclo completo das 32 sonatas de Beethoven em 1993-94 em Berlim, Munique, Nova Iorque, Milão, Paris, Londres e Viena.

Em 2001, sua gravação das Variações Diabelli de Beethoven , ganha o prêmio ” Diapason d’or”.

Stravinsky (1882-1971): Petruschka / Prokofiev (1891-1953): Sonata Nº 7 / Webern (1883-1945): Variações / Boulez (1925-2016): Segunda Sonata

Igor Stravinsky (1882-1971) – Petruschka
1. Three movements ‘Petruschka’ – Danse russe. Allegro giusto 2:34
2. Three movements ‘Petruschka’ – Chez Pétrouchka 4:17
3. Three movements ‘Petruschka’ – La semaine grasse. Con Moto – Allegretto – Tempo giusto – Agitato 8:29

Sergei Prokofiev (1891-1953) – Sonata Nro. 7
4. Piano Sonata No.7 in B flat, Op.83 – 1. Allegro inquieto – Andantino – Allegro inquieto – Andantino – Allegro inquieto 7:37
5. Piano Sonata No.7 in B flat, Op.83 – 2. Andante caloroso – Poco più animato – Più largamente – un poco agitato – Tempo I 6:12
6. Piano Sonata No.7 in B flat, Op.83 – 3. Precipitato 3:17

Anton Webern (1883-1945) – Variações
7. Piano Variations, Op.27 – 1. Sehr mässig 1:59
8. Piano Variations, Op.27 – 2. Sehr schnell 0:40
9. Piano Variations, Op.27 – 3. Ruhig, fliessend 3:29

Pierre Boulez (1925) – Segunda Sonata
10. Piano Sonata No.2 – 1. Extrèmement rapide 6:09
11. Piano Sonata No.2 – 2. Lent 11:04
12. Piano Sonata No.2 – 3. Modéré, presque vif 2:14
13. Piano Sonata No.2 – 4. Vif 10:12

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Pollini: o maior pianista da época dos registros gravados

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J. S. Bach / B. Bartók / N. Paganini: Peças para Violino Solo

J. S. Bach / B. Bartók / N. Paganini: Peças para Violino Solo

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Um bom disco começa por um repertório de primeira linha, que combine e que seja bem interpretado. É o caso, à exceção de Paganini. Achei a performance da Partita de Bach bastante envolvente. Utilizando 100% dos recursos de seu excepcional violino, ela parece ter adotado de forma inteligente o que os violinistas historicamente informados vêm mostrando. Além disso, ela não tem nada da tendência moderna de uniformizar o som de um instrumento. Ela gosta do fato de que o violino tem quatro cordas, cada uma das quais soando diferente e essa percepção lhe dá vida e cor. O Bartók é muito impressionante também. Mullova mantém-se atenta ao metrônomo do compositor e, para nossa sorte, deixa tempo nenhum para a retórica. Bartók estimou a duração da Sonata a 23min. Mullova a toca em um minuto a menos, mas nunca parece apressada, há uma abundância de cantabile lindamente expressivos e o final é vividamente atlético. As variações vulgares de Paganini são um grande choque depois do Bartók. Ela toca com grande desenvoltura e afeição óbvia pela pequena canção Paisiello, que Paganini ocasionalmente permite emergir. Ali, há a sugestão de uma sobrancelha divertidamente erguida.

J. S. Bach / B. Bartók / N. Paganini: Peças para Violino Solo

Partita No. 1 In B Minor, BWV 1002
Composed By – Johann Sebastian Bach
1 Allemanda 5:48
2 Double 2:48
3 Corrente 3:16
4 Double (Presto) 3:35
5 Sarabande 3:25
6 Double 2:20
7 Tempo Di Borea 3:48
8 Double 3:42

Sonata For Solo Violin = Sonate Für Solovioline · Pour Violon Seul
Composed By – Béla Bartók
9 Tempo Di Ciaccona 8:57
10 Fuga 4:21
11 Melodia 5:53
12 Presto 5:27

Introduction And Variations · Introduktion Und Variationen On · Über · Sur «Nel Cor Più Non Mi Sento»
Composed By – Niccolò Paganini
13 Capriccio1:12
14 Tema (Andante) 1:33
15 Variation 1 (Brillante) 1:34
16 Variation 2 1:44
17 Variation 3 (Più Lento) 1:31
18 Variation 4 (Allegro) 0:58
19 Variation 5 0:59
20 Variation 6 (Appassionato) 1:26
21 Variation 7 (Vivace) 1:37

Viktoria Mullova, violino

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Mullova no sítio exclusivo do blog PQP Bach após conversa com ocupantes do MSM (Movimento dos Sem Música)

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.: interlúdio :. Charlie Haden: The Montreal Tapes IV (com Gonzalo Rubalcaba & Paul Motian)

.: interlúdio :. Charlie Haden: The Montreal Tapes IV (com Gonzalo Rubalcaba & Paul Motian)

Aqui, toda a série e mais um baita CD de brinde.

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Este álbum atinge o alto padrão alcançado até hoje somente por poucas de gravações dos trios de Bill Evans e Keith Jarrett. Motian e Haden são conhecidos, é claro. O surpreendente é o que Gonzalo acrescenta em beleza ao trio. Sei lá quantas vezes ouvi este CD. São três mestres tocando com paixão, comandando inteiramente seus instrumentos, criando uma mistura perfeita de sons. O cubano Gonzalo Rubalcaba parece tornar tudo eufônico e seus companheiros Haden e Motian só colaboram com sua perfeita noção de grupo. O que eles fazem em Bay City, La Pasionaria e Silence não tem explicação através da lógica.

Charlie Haden: The Montreal Tapes IV (com Gonzalo Rubalcaba & Paul Motian)

1 Vignette
2 Bay City
3 La Pasionara
4 Silence
5 The Blessing
6 Solar

Charlie Haden, baixo
Gonzalo Rubalcaba, piano
Paul Motian, bateria

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