Eu amo a música moderna, principalmente aquela mais destrutiva. Varèse não é difícil se você já conhece e ama certo Messiaen. Em parte e em determinado período de suas vidas, ambos adotaram o vocabulário de Stravinsky de A Sagração da Primavera e o levaram para um território novo e altamente pessoal. Mas o número de ouvintes que querem pisar nesta selva é diminuto — as pessoas querem a beleza… Ora, vivemos num país horrível, com um governo que estimula a violência e a feiura. Gosto do belo, mas acho que o caos deve ter sua representação. Principalmente o caos erudito. Bem, Boulez entra no mundo sonoro de Varèse com o colorido de Strava em mente. Eu passei anos evitando Varèse, achando seus ataques massivos muito exaustivos. Mas o amor óbvio de Boulez por essa música e suas performances me convenceram. Varèse, eu agora concordo, é um original que precisa ser atendido em seus próprios termos, que incluem melodias e ritmos de dança — jamais ficamos totalmente inundados de ruído, apesar da notória sirene de incêndio em Amériques e Ionisation (na verdade, essa sirene é um instrumento musical eficaz, produzindo urgência, urgência!). Amériques é sensacional, mas as mais delicadas Déserts e Ionisation, talvez sejam pontos melhores para se entrar no mundo de Varèse. A gravação de DG é clara e tem muito impacto, mas fica aquém do espetacular retrato sonoro de Chailly para a Decca.
Arco Iris é o primeiro trabalho de Alaoui para a ECM. É focado no canto, mas apresenta belíssimo e inesquecível acompanhamento de cordas e percussão. O disco é muito lindo, sutil e poético. Dificilmente você poderá ouvi-lo apenas uma vez. Eu amei Fado Menor e várias das outras faixas. Foi gravado em abril de 2010 em Lugano e lançado em 2011. Trata-se de uma esplêndida fusão de diferentes tradições para formar uma Península Ibérica toda própria. Há referências às tradições musicais do fado português, do flamenco espanhol, da música clássica persa e árabe-andaluza.
Amina Alaoui é uma marroquina que canta em árabe, persa clássico , haketia , espanhol e português. Ela nasceu em 1964 em uma família aristocrática em Fez, Marrocos. Aos seis anos começou a aprender música clássica andaluza em ambiente familiar. Aprendeu a tocar piano e foi iniciada na música clássica europeia. Amina também estudou no conservatório de Rabat de 1979 a 1981 e estudou dança moderna e clássica. Também é formada em filologia (Lycée Descartes) e linguística espanhola e árabe na Universidade de Madrid e na Universidade de Granada.
Depois de se estabelecer em Viena, sem se importar com a terrível advertência de papai Leopold, Mozart aproveitou todas as oportunidades para impressioná-lo com a seriedade de seus propósitos. Em abril de 1782, ele informou a seu pai que ‘Todos os domingos, às 12 horas, vou à casa do Barão van Swieten, onde não se toca nada além de Bach e Handel. No momento, estou fazendo uma coleção de fugas de Bach…”. Para as matinês semanais barrocas do Barão, Mozart também transcreveu diversas fugas de Bach para cordas, seis para trio e cinco para quarteto. Seu entusiasmo por Bach pode ter sido estimulado ainda mais por sua noiva, Constanze, que se era uma espécie de fugólatra.
Para seus arranjos de quarteto, Mozart favoreceu as fugas de som mais arcaico. Quando foram publicadas, eram precedidas, de maneira um tanto incongruente, por novos prelúdios de autoria desconhecida — era um Bach filtrado por um prisma galante. A Akademie für Alte Musik complementa três das transcrições de Mozart com arranjos anônimos de quinteto de cordas, com novos prelúdios. Fica tudo muito estranho. Para compensar a severidade potencial em uma sucessão de fugas lentas, a Akademie varia as cores instrumentais: cordas solo, orquestra de cordas, oboés, trombones e fagote.
Um disco interessantíssimo!
W.A. Mozart sobre J.S. Bach: Adagios & Fugues (Akademie Für Alte Musik Berlin)
1 Prelude & Fugue In D Minor K405/4 6:03
2 Larghetto Cantabile In D Major & Fugue K405/5 4:45
3 Adagio & Fugue in A Minor 5:55
4 Allegro In C Minor K Anh 44 & Fuga A Due Cembali K426 4:33
5 Adagio Cantabile & Fugue In E Flat Major 3:55
6 Adagio & Fugue In C Minor K546 6:32
7 Adagio & Fugue in E Major K405/3 5:08
8 Adagio & Fugue in B Minor 6:08
9 Adagio & Fugue in D Minor 7:28
Maravilhoso disco! Aqui, mesmo as tais estranhezas do idioma de Bartók soam naturais. Também aquelas peças mais desconsideradas de seu repertório ganham brilho com os caras da Hungaroton no comando. Se você pensava que tinha todo o Bartók digno de se ter — os monumentais Quartetos de Cordas, a Música para Cordas, Percussão e Celesta, o Concerto para Orquestra, os três emocionantes concertos para piano — considere este conjunto de 29 discos. Nesta coleção todos os artistas são húngaros, mas esse não é o único aspecto importante. Ela é bastante democrática, dando espaço a vários artistas desconhecidos fora da Hungria. Por onde começar? Ora, por onde você quiser. Aproveite!
As Rapsódias são lindas e conhecidas, menos conhecida é a Sonata para Violino e Piano BB28 sem número.
Este é um trabalho do último ano dos estudos de Bartók no Conservatório de Budapeste. Mesmo que Bartók tenha atribuído a ela um número de opus, ele numerou sua próxima sonata para violino (a primeira das duas grandes que escreveu em 1921 e 1922) como a “No. 1”, garantindo assim o esquecimento desta. Embora seja boa música, ela carece da maioria das características do Bartók maduro. Seu estilo básico e ideias formais derivam diretamente de Brahms , embora a essa altura ele já tivesse se apaixonado pela abordagem de Richard Strauss. Embora Bartók já fosse um fervoroso nacionalista húngaro, ele desconhecia a existência de um corpo de genuína música folclórica húngara antiga. Seria necessário que sua parceria de coleta de canções folclóricas com Zoltán Kodály o colocasse em contato com essa grande tradição, e é a influência dessa música que criaria a verdadeira voz de Bartók. Em vez disso, Bartók recorreu à música de origem cigana de Liszt , então amplamente considerada a verdadeira música folclórica húngara, para parte de seu material musical, particularmente no movimento final. A obra está colocada firmemente no final da Era Romântica. Sua estreia veio em janeiro de 1904 com Bartók ao piano mais o violinista Jenš Hubay.
Béla Bartók (1881-1945): Rapsódias para Violino (Cello) e Piano, Canções Húngaras para Violino e Piano, Sonata para Violino e Piano BB 28 #BRTK140 Vol. 4 de 29
1 Rhapsody for violin & piano (with first ending) in A major, DD 70, BB 26b
recording of:
Andante in A major, BB 26b
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 26b)
3:49
2 Rhapsody for violin & piano No. 1. Sz. 86, BB 94/a: I. Moderato. Lassú
piano:
Isobel Moore
violin:
Zoltán Székely
recording of:
Rhapsody no. 1 for violin and piano, Sz. 86: I. Prima parte “lassú”. Moderato
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1928)
arrangements:
Rhapsody for cello and piano, Sz. 88, BB 94: I. Prima parte “lassú”. Moderato
later versions:
Rhapsody no. 1 for Violin and Orchestra, Sz. 87: I. Prima parte “lassú”. Moderato
part of:
Rhapsody no. 1 for violin and piano, Sz. 86
4:18
3 Rhapsody for violin & piano No. 1. Sz. 86, BB 94/a: II. Allegretto moderato. Friss
piano:
Isobel Moore
violin:
Zoltán Székely
recording of:
Rhapsody no. 1 for violin and piano, Sz. 86: II. Seconda parte “friss”. Allegretto moderato
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1928)
arrangements:
Rhapsody for cello and piano, Sz. 88, BB 94: II. Allegretto moderato. Friss
later versions:
Rhapsody no. 1 for Violin and Orchestra, Sz. 87: II. Seconda parte “friss”. Allegretto moderato
part of:
Rhapsody no. 1 for violin and piano, Sz. 86
5:49
4 Rhapsody for violin & piano No. 2. Sz. 89, BB 96/a: I. Moderato. Lassú
piano:
Isobel Moore
violin:
Zoltán Székely
recording of:
Rhapsody no. 2 for violin and piano, Sz. 89: I. Prima parte “lassú”. Moderato
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1928)
later versions:
Rhapsody no. 2 for Violin and Orchestra, Sz. 90: I. Prima parte “lassú”. Moderato
part of:
Rhapsody no. 2 for violin and piano, Sz. 89
4:34
5 Rhapsody for violin & piano No. 2. Sz. 89, BB 96/a: II. Allegretto moderato. Friss
piano:
Isobel Moore
violin:
Zoltán Székely
recording of:
Rhapsody no. 2 for violin and piano, Sz. 89: II. Seconda parte “friss”. Allegro moderato
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1928)
later versions:
Rhapsody no. 2 for Violin and Orchestra, Sz. 90: II. Seconda parte “friss”. Allegro moderato
part of:
Rhapsody no. 2 for violin and piano, Sz. 89
6:30
6 Rhapsody for cello & piano, Sz. 88, BB 94/c: I. Moderato. Lassú
cello:
Mező László
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Rhapsody for cello and piano, Sz. 88, BB 94: I. Prima parte “lassú”. Moderato
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1929)
arrangement of:
Rhapsody no. 1 for violin and piano, Sz. 86: I. Prima parte “lassú”. Moderato
part of:
Rhapsody for cello and piano, Sz. 88, BB 94
4:29
7 Rhapsody for cello & piano, Sz. 88, BB 94/c: II. Allegretto moderato. Friss
cello:
Mező László
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Rhapsody for cello and piano, Sz. 88, BB 94: II. Allegretto moderato. Friss
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1929)
arrangement of:
Rhapsody no. 1 for violin and piano, Sz. 86: II. Seconda parte “friss”. Allegretto moderato
part of:
Rhapsody for cello and piano, Sz. 88, BB 94
5:48
8 Hungarian folk tunes, for violin & piano, Sz. 42, BB 109: No. 1/34. Andante. Un poco più lento
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
violin:
Mihály Szűcs (Hungarian violinist)
recording of:
Hungarian Folksongs, BB 109: Book II no. 34. Andante
composer:
Béla Bartók (composer)
arranger:
Béla Bartók (composer) and Tivadar Országh
arrangement of:
For Children, Book 2: No. 34. Allegretto
part of:
Hungarian Folksongs, BB 109
1:33
9 Hungarian folk tunes, for violin & piano, Sz. 42, BB 109: No. 1/36. Allegretto
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
violin:
Mihály Szűcs (Hungarian violinist)
recording of:
Hungarian Folksongs, BB 109: Book II no. 36. Allegretto
composer:
Béla Bartók (composer)
arranger:
Béla Bartók (composer) and Tivadar Országh
arrangement of:
For Children, Book 2: No. 36. Drunkard’s Song. Vivace
part of:
Hungarian Folksongs, BB 109
0:35
10 Hungarian folk tunes, for violin & piano, Sz. 42, BB 109: No. 1/17. Lento, ma non troppo
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
violin:
Mihály Szűcs (Hungarian violinist)
recording of:
Hungarian Folksongs, BB 109: Book I no. 17. Lento, ma non troppo
composer:
Béla Bartók (composer)
arranger:
Béla Bartók (composer) and Tivadar Országh
arrangement of:
For Children, Book 1: No. 17. Round Dance. Lento
part of:
Hungarian Folksongs, BB 109
1:25
11 Hungarian folk tunes, for violin & piano, Sz. 42, BB 109: No. 1/31. Allegro
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
violin:
Mihály Szűcs (Hungarian violinist)
recording of:
Hungarian Folksongs, BB 109: Book II no. 31. Allegro
composer:
Béla Bartók (composer)
arranger:
Béla Bartók (composer) and Tivadar Országh
arrangement of:
For Children, Book 2: No. 31. Andante tranquillo
part of:
Hungarian Folksongs, BB 109
1:01
12 Hungarian folk tunes, for violin & piano, Sz. 42, BB 109: No. 2/16. Lento, poco rubato
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
violin:
Mihály Szűcs (Hungarian violinist)
recording of:
Hungarian Folksongs, BB 109: Book I no. 16. Lento, poco rubato
composer:
Béla Bartók (composer)
arranger:
Béla Bartók (composer) and Tivadar Országh
arrangement of:
For Children, Book 1: No. 16. Old Hungarian Tune. Andante rubato
part of:
Hungarian Folksongs, BB 109
1:53
13 Hungarian folk tunes, for violin & piano, Sz. 42, BB 109: No. 2/14. Allegretto
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
violin:
Mihály Szűcs (Hungarian violinist)
recording of:
Hungarian Folksongs, BB 109: Book I no. 14. Allegretto
composer:
Béla Bartók (composer)
arranger:
Béla Bartók (composer) and Tivadar Országh
arrangement of:
For Children, Book 1: No. 14. Allegretto
part of:
Hungarian Folksongs, BB 109
0:29
14 Hungarian folk tunes, for violin & piano, Sz. 42, BB 109: No. 2/19. Allegretto, scherzando
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
violin:
Mihály Szűcs (Hungarian violinist)
recording of:
Hungarian Folksongs, BB 109: Book I no. 19. Allegretto scherzando
composer:
Béla Bartók (composer)
arranger:
Béla Bartók (composer) and Tivadar Országh
arrangement of:
For Children, Book 1: No. 19. Allegretto
part of:
Hungarian Folksongs, BB 109
0:37
15 Hungarian folk tunes, for violin & piano, Sz. 42, BB 109: No. 2/8. Sostenuto – allegro – adagio
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
violin:
Mihály Szűcs (Hungarian violinist)
recording of:
Hungarian Folksongs, BB 109: Book I no. 8. Sostenuto
composer:
Béla Bartók (composer)
arranger:
Béla Bartók (composer) and Tivadar Országh
arrangement of:
For Children, Book 1: No. 8. Children’s Game. Allegretto
part of:
Hungarian Folksongs, BB 109
1:13
16 Hungarian folk tunes, for violin & piano, Sz. 42, BB 109: No. 2/21. Allegro robusto
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
violin:
Mihály Szűcs (Hungarian violinist)
recording of:
Hungarian Folksongs, BB 109: Book I no. 21. Allegro robusto
composer:
Béla Bartók (composer)
arranger:
Béla Bartók (composer) and Tivadar Országh
arrangement of:
For Children, Book 1: No. 21. Allegro robusto
part of:
Hungarian Folksongs, BB 109
1:06
17 Sonata for violin & piano in E minor, BB 28, DD 72: I. Allegro moderato (molto rubato)
engineer:
János Gyóri (in 1993)
producer:
László Beck (in 1993)
piano:
Márta Gulyás (in 1993)
violin:
Vilmos Szabadi (violin) (in 1993)
recording of:
Sonata for Violin and Piano in E minor, BB 28, DD 72: I. Allegro moderato (Molto rubato) (in 1993)
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1903-02 until 1903-05)
part of:
Sonata for Violin and Piano in E minor, BB 28, DD 72
9:17
18 Sonata for violin & piano in E minor, BB 28, DD 72: II. Andante
engineer:
János Gyóri (in 1993)
producer:
László Beck (in 1993)
piano:
Márta Gulyás (in 1993)
violin:
Vilmos Szabadi (violin) (in 1993)
recording of:
Sonata for Violin and Piano in E minor, BB 28, DD 72: II. Andante (in 1993)
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1903 until 1903-08)
part of:
Sonata for Violin and Piano in E minor, BB 28, DD 72
9:40
19 Sonata for violin & piano in E minor, BB 28, DD 72: III. Vivace
engineer:
János Gyóri (in 1993)
producer:
László Beck (in 1993)
piano:
Márta Gulyás (in 1993)
violin:
Vilmos Szabadi (violin) (in 1993)
recording of:
Sonata for Violin and Piano in E minor, BB 28, DD 72: III. Vivace (in 1993)
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1903-02 until 1903-05)
part of:
Sonata for Violin and Piano in E minor, BB 28, DD 72
9:39
Hoje é o Dia dos Namorados e não encontrei nada mais romântico e adequado à data do que o romantismo de O Mandarim Miraculoso.
O Mandarim Miraculoso é um balé pantomima de um ato composto por Béla Bartók entre 1918 e 1924, baseado numa história de Melchior Lengyel. Estreado em 1926 na Alemanha, causou grande escândalo e foi posteriormente banido por motivos morais. Após uma introdução orquestral retratando o caos da cidade grande, a ação começa em um apartamento onde moram três criminosos. Eles procuram em seus bolsos e gavetas por dinheiro, mas não encontram nenhum. Então forçam uma garota a ficar perto da janela e atrair os homens que passam. A garota começa uma dança bastante atrevida. Ela primeiro atrai um velho libertino, que faz gestos românticos cômicos. A menina pergunta: “Tem algum dinheiro?” Ele responde: “Quem precisa de dinheiro? Tudo o que importa é o amor.” Ele começa a perseguir a garota, ficando cada vez mais insistente até que os criminosos o agarram e o expulsam.
A garota volta para a janela e executa uma segunda dança. Desta vez, ela atrai um jovem tímido, que também não tem dinheiro. Ele começa a dançar com a garota. A dança fica mais apaixonada, mas o trio salta sobre ele e o expulsa também.
A garota começa a dançar novamente. Os mendigos e a garota veem uma figura bizarra na rua, que logo sobe as escadas. Os criminosos se escondem, e a figura, um mandarim (um chinês rico), fica imóvel na porta. Eles incitam a garota a atraí-lo. Ela começa outra dança picante. De repente, ele salta e abraça a garota. Eles lutam e ela escapa; ele começa a persegui-la. Os criminosos saltam sobre ele, despojam-no de seus objetos de valor e tentam sufocá-lo sob travesseiros e cobertores. No entanto, ele continua a olhar para a garota. Eles o esfaqueiam três vezes com uma espada enferrujada; ele quase cai, mas se joga novamente sobre a garota. O trio o agarra novamente e o pendura em um gancho de lâmpada. A lâmpada cai, mergulhando a sala na escuridão, e o corpo do mandarim começa a brilhar com uma luz verde-azulada assustadora. Os quatro ficam apavorados. De repente, a garota sabe o que devem fazer. Ela diz aos criminosos para soltarem o mandarim; eles obedecem. Ele pula de novo na garota, e dessa vez ela não resiste e eles se abraçam. Com o desejo do mandarim satisfeito, suas feridas começam a sangrar e ele morre.
O Príncipe de Madeira nunca alcançou a fama de O Mandarim Milagroso. A peça usa uma orquestra enorme (inclui até saxofones ). A música mostra a influência de Debussy e Richard Strauss, bem como de Wagner (a introdução ecoa o prelúdio de Das Rheingold). Um príncipe se apaixona por uma princesa, mas é impedido de alcançá-la por uma fada que faz uma floresta e um riacho anteporem-se contra ele. Para atrair a atenção da princesa, o príncipe pendura seu manto em um cajado. Coloca nele uma coroa e mechas de cabelo. A princesa avista este “príncipe de madeira” e vem dançar com ele. A fada traz o príncipe de madeira à vida e a princesa vai embora com ele, em vez do príncipe real, que se desespera. A fada fica com pena dele enquanto ele dorme, veste-o com roupas elegantes e reduz o príncipe de madeira a sem vida novamente. A princesa retorna e finalmente se une ao príncipe humano.
Feliz Dia dos Namorados!
Béla Bartók (1881-1945): O Príncipe de Madeira / O Mandarim Miraculoso (Kórodi / Sándor) #BRTK140 Vol. 3 de 29
1 The Wooden Prince, Sz. 60, BB 74 (Op. 13): Curtain
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
The Wooden Prince, Sz. 60: I. Prelude
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1914 until 1917)
part of:
The Wooden Prince, op. 13, Sz. 60
4:21
2 The Wooden Prince, Sz. 60, BB 74 (Op. 13): I. Dance. Dance of the princess in the forest
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
The Wooden Prince, Sz. 60: II. Dance 1: Dance of the Princess in the Forest
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1914 until 1917)
part of:
The Wooden Prince, op. 13, Sz. 60
2:21
3 The Wooden Prince, Sz. 60, BB 74 (Op. 13): The prince starts on his way
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
2:27
4 The Wooden Prince, Sz. 60, BB 74 (Op. 13): II. Dance. Dance of the trees (Struggle-dance)
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
The Wooden Prince, Sz. 60: III. Dance 2: Dance of the Trees
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1914 until 1917)
part of:
The Wooden Prince, op. 13, Sz. 60
4:12
5 The Wooden Prince, Sz. 60, BB 74 (Op. 13): Restored from his lassitude the prince walks / III. Dance. Dance of the waves – An idea enters his mind
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
The Wooden Prince, Sz. 60: IV. Dance 3: Dance of the Waves
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1914 until 1917)
part of:
The Wooden Prince, op. 13, Sz. 60
5:38
6 The Wooden Prince, Sz. 60, BB 74 (Op. 13): Anxious suspence
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
3:10
7 The Wooden Prince, Sz. 60, BB 74 (Op. 13): IV. Dance. Dance of the princess with the wooden puppet
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
The Wooden Prince, Sz. 60: V. Dance 4: Dance of the Princess With the Wooden Doll
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1914 until 1917)
part of:
The Wooden Prince, op. 13, Sz. 60
4:14
8 The Wooden Prince, Sz. 60, BB 74 (Op. 13): The prince behind in greatest despair / The fairy steps out of the forest
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
5:37
9 The Wooden Prince, Sz. 60, BB 74 (Op. 13): The fairy takes curly golden hair
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
2:53
10 The Wooden Prince, Sz. 60, BB 74 (Op. 13): V. Dance. The princess in her endeavour to make him dance
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
The Wooden Prince, Sz. 60: VI. Dance 5: The Princess Pulls and Pushes Him and Tries to Make Him Dance
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1914 until 1917)
part of:
The Wooden Prince, op. 13, Sz. 60
0:57
11 The Wooden Prince, Sz. 60, BB 74 (Op. 13): VI. Dance. The princess tries to persuade the prince to her side to dance with her
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
The Wooden Prince, Sz. 60: VII. Dance 6: She Tries to Attract Him With a Seductive Dance
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1914 until 1917)
part of:
The Wooden Prince, op. 13, Sz. 60
0:54
12 The Wooden Prince, Sz. 60, BB 74 (Op. 13): VII. Dance. Quite alarmed the princess hurries forward him
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
The Wooden Prince, Sz. 60: VIII. Dance 7: Alarmed, the Princess Rushes After Him, but the Forest Stops Her
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1914 until 1917)
part of:
The Wooden Prince, op. 13, Sz. 60
2:27
13 The Wooden Prince, Sz. 60, BB 74 (Op. 13): Yet the prince persists. / And finally embraces her. Long kiss
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
The Wooden Prince, Sz. 60: IX. Postlude
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1914 until 1917)
part of:
The Wooden Prince, op. 13, Sz. 60
2:41
14 The Miraculous Mandarin, Sz. 73, BB 82 (Op. 19): Allegro. Curtain rises. The first tramp goes through his pocket
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
partial recording of:
The Miraculous Mandarin, BB 82, Sz. 73, op. 19
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1918 until 1924)
premiered at:
[stage performance] (1926-11-27)
publisher:
Universal Edition (publisher; do NOT use as release label) (in 1927)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 73) and Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 82)
is the basis for:
The Miraculous Mandarin Suite, op. 19
3:21
15 The Miraculous Mandarin, Sz. 73, BB 82 (Op. 19): Moderato. First decoy game
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
partial recording of:
The Miraculous Mandarin, BB 82, Sz. 73, op. 19
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1918 until 1924)
premiered at:
[stage performance] (1926-11-27)
publisher:
Universal Edition (publisher; do NOT use as release label) (in 1927)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 73) and Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 82)
is the basis for:
The Miraculous Mandarin Suite, op. 19
3:47
16 The Miraculous Mandarin, Sz. 73, BB 82 (Op. 19): Lento. Second decoy game
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
partial recording of:
The Miraculous Mandarin, BB 82, Sz. 73, op. 19
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1918 until 1924)
premiered at:
[stage performance] (1926-11-27)
publisher:
Universal Edition (publisher; do NOT use as release label) (in 1927)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 73) and Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 82)
is the basis for:
The Miraculous Mandarin Suite, op. 19
3:20
17 The Miraculous Mandarin, Sz. 73, BB 82 (Op. 19): Sostenuto. Third decoy game
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
partial recording of:
The Miraculous Mandarin, BB 82, Sz. 73, op. 19
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1918 until 1924)
premiered at:
[stage performance] (1926-11-27)
publisher:
Universal Edition (publisher; do NOT use as release label) (in 1927)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 73) and Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 82)
is the basis for:
The Miraculous Mandarin Suite, op. 19
1:42
18 The Miraculous Mandarin, Sz. 73, BB 82 (Op. 19): Maestoso. The Mandarin enters
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
partial recording of:
The Miraculous Mandarin, BB 82, Sz. 73, op. 19
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1918 until 1924)
premiered at:
[stage performance] (1926-11-27)
publisher:
Universal Edition (publisher; do NOT use as release label) (in 1927)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 73) and Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 82)
is the basis for:
The Miraculous Mandarin Suite, op. 19
2:43
19 The Miraculous Mandarin, Sz. 73, BB 82 (Op. 19): Lento. Wild erotic dance
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
partial recording of:
The Miraculous Mandarin, BB 82, Sz. 73, op. 19
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1918 until 1924)
premiered at:
[stage performance] (1926-11-27)
publisher:
Universal Edition (publisher; do NOT use as release label) (in 1927)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 73) and Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 82)
is the basis for:
The Miraculous Mandarin Suite, op. 19
4:35
20 The Miraculous Mandarin, Sz. 73, BB 82 (Op. 19): Sempre vivace. She flees from him and he chases more and more wildly
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
partial recording of:
The Miraculous Mandarin, BB 82, Sz. 73, op. 19
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1918 until 1924)
premiered at:
[stage performance] (1926-11-27)
publisher:
Universal Edition (publisher; do NOT use as release label) (in 1927)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 73) and Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 82)
is the basis for:
The Miraculous Mandarin Suite, op. 19
1:59
21 The Miraculous Mandarin, Sz. 73, BB 82 (Op. 19): Sempre vivo. The tramps leap out
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
partial recording of:
The Miraculous Mandarin, BB 82, Sz. 73, op. 19
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1918 until 1924)
premiered at:
[stage performance] (1926-11-27)
publisher:
Universal Edition (publisher; do NOT use as release label) (in 1927)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 73) and Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 82)
is the basis for:
The Miraculous Mandarin Suite, op. 19
2:20
22 The Miraculous Mandarin, Sz. 73, BB 82 (Op. 19): Adagio. Suddenly the Mandarin’s head appears
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
partial recording of:
The Miraculous Mandarin, BB 82, Sz. 73, op. 19
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1918 until 1924)
premiered at:
[stage performance] (1926-11-27)
publisher:
Universal Edition (publisher; do NOT use as release label) (in 1927)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 73) and Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 82)
is the basis for:
The Miraculous Mandarin Suite, op. 19
1:05
23 The Miraculous Mandarin, Sz. 73, BB 82 (Op. 19): Allegro molto. At last the three tramps master their horror
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
partial recording of:
The Miraculous Mandarin, BB 82, Sz. 73, op. 19
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1918 until 1924)
premiered at:
[stage performance] (1926-11-27)
publisher:
Universal Edition (publisher; do NOT use as release label) (in 1927)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 73) and Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 82)
is the basis for:
The Miraculous Mandarin Suite, op. 19
2:01
24 The Miraculous Mandarin, Sz. 73, BB 82 (Op. 19): Agitato. The terrified tramps discuss
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
partial recording of:
The Miraculous Mandarin, BB 82, Sz. 73, op. 19
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1918 until 1924)
premiered at:
[stage performance] (1926-11-27)
publisher:
Universal Edition (publisher; do NOT use as release label) (in 1927)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 73) and Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 82)
is the basis for:
The Miraculous Mandarin Suite, op. 19
1:20
25 The Miraculous Mandarin, Sz. 73, BB 82 (Op. 19): Molto moderato. The body of the Mandarin begins to glow
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
partial recording of:
The Miraculous Mandarin, BB 82, Sz. 73, op. 19
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1918 until 1924)
premiered at:
[stage performance] (1926-11-27)
publisher:
Universal Edition (publisher; do NOT use as release label) (in 1927)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 73) and Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 82)
is the basis for:
The Miraculous Mandarin Suite, op. 19
1:58
26 The Miraculous Mandarin, Sz. 73, BB 82 (Op. 19): Più mosso. The kiss – The Mandarin falls on the floor
orchestra:
Budapest Philharmonic Orchestra
conductor:
János Sándor
partial recording of:
The Miraculous Mandarin, BB 82, Sz. 73, op. 19
composer:
Béla Bartók (composer) (from 1918 until 1924)
premiered at:
[stage performance] (1926-11-27)
publisher:
Universal Edition (publisher; do NOT use as release label) (in 1927)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 73) and Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 82)
is the basis for:
The Miraculous Mandarin Suite, op. 19
Budapest Philharmonic Orchestra
András Kórodi (Príncipe)
János Sándor (Mandarim)
O Castelo do Barba Azul, aqui cantada em húngaro, é única ópera de Bartók. Trata-se de uma versão moderna da lenda europeia sobre o cruel príncipe Barba Azul e suas esposas desaparecidas. É uma metáfora para a impossibilidade de amor entre homens e mulheres. Sete portas escondem os mais recônditos e obscuros segredos do Duque Barba Azul. Sua quarta mulher, Judite, chega ao seu castelo e pretende desvendar esses mistérios. Para isso terá que abrir cada uma das portas, dando início a um drama psicológico. A ópera tem apenas um ato e é protagonizada por apenas soprano e barítono.
Quando Judite chega ao castelo de Barba Azul, fica intrigada com as sete portas fechadas à chave. Dominada pela curiosidade sobre o segredo que esconde cada uma das áreas, exige que o marido lhe dê as chaves.
Logo na primeira porta encontra uma câmara da tortura…
O suspense sobre o que está por detrás de cada porta sobrepõe-se à ação. No entanto, só depois da revelação de um jardim que está por detrás da quinta porta, e de um lago feito de lágrimas, é que a narrativa explode de forma angustiante.
Béla Balázs, autor do libreto que deu origem à ópera de Béla Bartók proferiu esta curiosa afirmação “A minha balada é sobre a vida interior. O castelo do Barba Azul não é um castelo de pedras. O castelo é a sua alma. É solitário, escuro e secreto: o castelo de portas fechadas”.
Béla Bartók (1881-1945): O Castelo do Barba Azul (Melis / Kasza / Ferencsik) #BRTK140 Vol. 2 de 29
1 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “Here we are now. Now at last you see” 8:58
2 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “Ah, I see seven great shut door-ways” 4:20
3 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “Woe! What seest thou? (Door 1)” 3:44
4 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “What seest thou? Piles of cruel arms and armour (Door 2)” 3:47
5 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “Mountains of gold! (Door 3)” 2:01
6 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “Ah! Tender flowers! (Door 4)” 4:27
7 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “Look, my castle gleams and brightens (Door 5)” 4:58
8 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “Two more doors” 1:18
9 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “I can see a sheet of water (Door 6)” 5:38
10 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “Tell me, tell me, dearest Bluebeard” 2:46
11 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “Now I know it all, oh, Bluebeard” 3:43
12 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “Hearts that I have loved and cherished (Door 7)” 2:27
13 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “The first I found at daybreak” 4:16
14 Duke Bluebeard’s Castle, Sz. 48, BB 62 (Op. 11): “Henceforth all shall be darkness” 1:52
baritone vocals: György Melis (baritone)
soprano vocals: Katalin Kasza
orchestra: Budapest Philharmonic Orchestra
conductor: János Ferencsik (conductor)
librettist: Béla Balázs
Steven Isserlis talvez seja a melhor voz de Schumann no violoncelo. Ele apresenta as obras em um modo sensível e divertido. Pena que Schumann não gostasse tanto do violoncelo, apesar de tê-lo tocado em seus primeiros anos. Algumas peças para o instrumento foram destruídas por Clara após sua morte. Várias obras deste CD são transcrições. (1) As três Fantasiestucke foram originalmente escritas para clarinete, mas o próprio Schumann produziu uma edição para violoncelo e, ironicamente, esta é provavelmente a versão agora ouvida com mais frequência. (2) A Sonata para Violino Nº 3 é uma obra reconstruída e transcrita aqui para violoncelo pelo próprio Isserlis. (3) Abendlied é uma transcrição por Joachim a partir de uma versão para dueto de piano. (4) Drei Romanzen Op. 94 eram originalmente para oboé e piano. Aqui o violoncelo leva a linha do oboé para uma oitava abaixo. Todos estes trabalhos vão muito bem no violoncelo e você fica imaginando e lamentando o que Clara destruiu.
Robert Schumann (1810-1856): Música para Violoncelo e Piano
Soiréestücke (Fantasiestücke) Op 73 (11:28)
1 Zart Und Mit Ausdruck 4:09
2 Lebhaft, Leicht 3:09
3 Rasch Und Mit Feuer 4:06
Adagio And Allegro Op 70 (8:57)
4 Adagio 4:17
5 Allegro 4:36
Violin Sonata No 3 In A Minor – Arranged By – Steven Isserlis (20:06)
6 Ziemlich Langsam – (Lebhaft) – 7:05
7 Scherzo: Lebhaft 3:12
8 Intermezzo: Bewegt, Doch Nicht Zu Schnell 3:21
9 Finale: Markiertes, Ziemlich Lebhaftes Tempo 6:20
10 Abendlied Op 85 No 12
Arranged By – Joseph Joachim, Steven Isserlis
3:04
Drei Romanzen Op 94 – Arranged By – Steven Isserlis (11:07)
11 Nicht Schnell 3:10
12 Einfach, Innig – Etwas Lebhafter 3:50
13 Nicht Schnell 4:04
Fünf Stücke Im Volkston Op 102 (15:26)
14 Mit Humor 2:48
15 Langsam 3:37
16 Nicht Schnell, Mit Viel Ton Zu Spielen 4:08
17 Nicht Zu Rasch 1:47
18 Stark Und Markiert 3:03
Cello, Liner Notes – Steven Isserlis
Piano [Steinway] – Dénes Várjon
Um bom e elegante CD. Reed é excelente pianista e seu grupo é ótimo ao recriar temas do grande Thelonius Monk. Reed não chega a transcender, ele não “magica”, então o disco não é um perfeição, mas dá seu recado. Todo pianista de jazz está em algum lugar na sombra de Thelonious Monk (1917-1982) e Eric Reed abraça essa sombra em The Dancing Monk. Interpretar a música mítica do pianista / compositor — quanto mais fazer um álbum inteiro com suas músicas — representa um desafio e tanto para qualquer músico moderno, especialmente para um pianista. Primeiro, as composições de Monk são, de fato, desafiadoras por si mesmas. São cheias de compassos estranhos, sincopados e ele escreveu algumas das melodias mais anti-intuitivas conhecidas. Em segundo lugar, o trabalho de Monk no teclado era completamente único e entrelaçado com sua música. Seu jeito de tocar piano era parte integrante dessas canções e um dos principais componentes de sua grandeza. É difícil imaginar um sem o outro. É aí que reside o problema. Um pianista moderno que interpreta essa música se depara com a difícil tarefa de separar a música de Monk de sua maneira de tocar piano, mantendo as composições e, em seguida, trazendo algo novo para a festa. A alternativa é arriscar simplesmente fazer uma cópia de performances que agora têm entre quarenta e sessenta anos. É preciso muita sensibilidade para tocar essa música de uma forma que retenha o que há de bom nas composições, sem massacrar a performance com um pianismo incongruente. Claro, é provável que seja exatamente esse desafio que mantém os músicos regularmente tentando esse feito musical, com graus amplamente variados de sucesso. Reed sai-se bem, mas… Que saudades dos originais de Thelonius!
.: interlúdio :. Eric Reed: The Dancing Monk
1 Ask Me Now 4:00
2 Eronel 3:42
3 Reflections 5:47
4 Light Blue 4:43
5 Ruby, My Dear 5:58
6 Pannonica 4:52
7 Ugly Beauty 4:19
8 The Dancing Monk 3:47
9 ‘Round Midnight 6:54
10 Blue Monk 4:44
Bass – Ben Wolfe
Drums – McClenty Hunter
Piano– Eric Reed
Um disco maravilhoso. Belas canções anônimas interpretadas magnificamente pelo Huelgas-Ensemble. Ouvi, ouvi e ouvi e foi difícil de passar para o próximo CD.
O Huelgas é um grupo belga de música antiga formado pelo maestro flamengo Paul Van Nevel em 1971. A atuação do grupo e sua extensa discografia se concentram na polifonia renascentista . O nome do conjunto refere-se a um manuscrito de música polifônica, o Codex Las Huelgas. Van Nevel é conhecido por seu estilo de executar muitas peças com os cantores e ele mesmo em um grande círculo, girando, tanto em apresentações ao vivo ou em gravações ao redor do microfone pairando acima, no centro.
Ouçam, ouçam, ouçam!
O Cieco Mondo: The Italian Lauda, c.1400-1700 (Huelgas-Ensemble)
1 Volgi Gli Ochi, O Madre Pia 5:24
2 Ave Corpus Vere Natum 2:34
3 Dolor Pianto 5:05
4 Ave Maria Stella 2:51
5 Io Ti Lascio 5:43
6 Signor Pe La Tua Fe 4:01
7 Helas Me Celes 3:16
8 Chi C’Insegna Ov’e Gesu? Nell’ Arrivare Alla Chiesa 7:13
9 O Cieco Mondo 5:43
10 Chi Vol Seguir La Guerra 2:28
11 Che Bella Vit’ha’l Mond’Un Villanello 3:09
Eu amo as 6 Trio Sonatas de Bach e sempre ouço as que passam pela minha frente. Elas foram escritas para órgão solo, e aqui vocês têm uma boa versão original postada pelo Denon. Esta versão de três das Trio Sonatas é uma adaptação para cravo, marimba e cello que é difícil não gostar se você não for purista. O cravista Beausejour e dupla arco e flecha (Krystina Marcoux e Juan Sebastian Delgado) apresentam as obras em outra sonoridade, fato que não é tão anormal assim. Muitos pequenos grupos já tocaram estas obras em formações de camarísticas.
As Trio Sonatas, BWV 525–530, são uma coleção de seis sonatas em forma de trio . Cada uma das sonatas possui três movimentos, sendo que as três partes são os dois manuais e o pedal como obbligato . A coleção foi reunida em Leipzig no final da década de 1720 e continha retrabalhos de composições anteriores de Bach de cantatas anteriores, obras de órgão e música de câmara, bem como alguns movimentos recém-compostos. A sexta sonata, BWV 530, é a única para a qual os três movimentos foram especialmente compostos para a coleção. As Trio Sonatas foram escritas com propósitos parcialmente didáticos, tanto do ponto de vista da execução quanto da composição. Embora destinados inicialmente ao filho mais velho de Bach, Wilhelm Friedemann Bach , eles também se tornaram parte do repertório básico de seus alunos.
J. S. Bach (1685-1750): Trio Sonatas, BWV 525-527 para Cravo, Marimba & Violoncelo
01. Trio Sonata No. 3 in D Minor, BWV 527 (Arr. for Harpsichord, Marimba & Cello): I. Andante (04:43)
02. Trio Sonata No. 3 in D Minor, BWV 527 (Arr. for Harpsichord, Marimba & Cello): II. Adagio e dolce (05:35)
03. Trio Sonata No. 3 in D Minor, BWV 527 (Arr. for Harpsichord, Marimba & Cello): III. Vivace (03:40)
04. Sinfonia No. 4 in D Minor, BWV 790 (Arr. for Harpsichord, Marimba & Cello) (01:51)
05. Trio Sonata No. 2 in C Minor, BWV 526 (Arr. for Harpsichord, Marimba & Cello): I. Vivace (03:30)
06. Trio Sonata No. 2 in C Minor, BWV 526 (Arr. for Harpsichord, Marimba & Cello): II. Largo (03:19)
07. Trio Sonata No. 2 in C Minor, BWV 526 (Arr. for Harpsichord, Marimba & Cello): III. Allegro (03:38)
08. Sinfonia No. 9 in F Minor, BWV 795 (Arr. for Harpsichord, Marimba & Cello) (03:29)
09. Trio Sonata No. 1 in E-flat Major, BWV 525 (Arr. for Harpsichord, Marimba & Cello): I. Allegro (02:42)
10. Trio Sonata No. 1 in E-flat Major, BWV 525 (Arr. for Harpsichord, Marimba & Cello): II. Adagio (06:36)
11. Trio Sonata No. 1 in E-flat Major, BWV 525 (Arr. for Harpsichord, Marimba & Cello): III. Allegro (03:44)
Luc Beauséjour
Stick & Bow (Krystina Marcoux e Juan Sebastian Delgado)
Não consigo pensar em melhor introdução aos mestres da música sacra portuguesa do que esta gravação da Missa de Réquiem em oito partes de Lôbo, juntamente com a Missa dilectus meus em cinco partes de Magalhães. O Réquiem de Lôbo evoca toda a atmosfera das exéquias imponentes de algum grande nobre ou cardeal. O Introito é uma declaração tranquila de luto grave e digno; o canto é controlado e poderoso. Também há momentos de intenso drama, no Ofertório, por exemplo, com as palavras ”sed signifer Sanctus Michael” e também de magnificência no Sanctus e no Agnus Dei, com suas dissonâncias ocasionais e inesperadas. A Missa dilectus meus mostra as vozes agudas com perfeição: elas aparecem com uma pungência surpreendente no Crucifixo. O fraseado é flexível e sutil e o equilíbrio vocal bem ajustado. Uma joia notável é o Benedictus, uma peça gentil e meditativa para três vozes solo. O segundo Agnus Dei, para seis vozes, incorporando um cânone na oitava entre soprano e tenor, fornece um final rico e, ao mesmo tempo, austero. Dois suntuosos motetos funerários são anexados, um de cada compositor.
Duarte Lôbo (1565-1646) / Filipe de Magalhães (1571-1652): Obras-primas da Polifonia Portuguesa
Duarte Lôbo Missa Pro Defunctis, For Eight Voices
1 Introitus 6:15
2 Kyrie 2:16
3 Graduale 3:33
4 Offertorium 3:33
5 Sanctus 2:59
6 Agnus Dei 2:56
7 Communio 2:42
Duarte Lôbo Audivi Vocem De Caelo
8 Motet, For Six Voices 3:03
Filipe de Magalhães Missa Dilectus Meus, For Five Voices
9 Kyrie 4:43
10 Gloria 4:47
11 Credo 7:25
12 Santus 2:39
13 Benedictus 2:08
14 Agnus Dei 5:16
Filipe de Magalhães Commissa Mea Pavesco
15 Motet, For Six Voices 4:37
Choir – The William Byrd Choir
Conductor – Gavin Turner
A Cantata Profana é uma obra para coro duplo misto e orquestra. Concluído em 8 de setembro de 1930, estreou em Londres em 25 de maio de 1934, com a BBC Symphony Orchestra e Wireless Chorus regidos por Aylmer Buesst. Os textos que Bartók usou para criar o libreto foram dois colíndes romenos que ele coletou na Transilvânia em abril de 1914. Colíndes são baladas cantadas durante a época do Natal, embora muitos não tenham nenhuma conexão com a natividade de Jesus e se acredite que tenham sua origem nos tempos pré-cristãos. A história é de um pai que ensinou seus nove filhos apenas a caçar, então eles não sabem nada de trabalho e passam todo o tempo na floresta. Um dia, enquanto caçava um veado grande e bonito, eles cruzam uma ponte mal-assombrada e são transformados em veados. O aflito pai pega seu rifle e sai em busca dos filhos desaparecidos. Encontrando um grupo de belos veados reunidos em torno de uma fonte, ele se ajoelha e mira. O maior veado (o filho mais velho) implora ao pai para não atirar. O pai, reconhecendo seu filho favorito no cervo, implora a seus filhos que voltem para casa. O cervo então responde que eles não podem voltar para casa — seus chifres não podem passariam pelas portas e eles não poderiam mais beber em xícaras, apenas fontes frescas da montanha. Era um problema. O resto vocês descobrem. A história gerou uma grande discussão sobre as muitas camadas de interpretações possíveis no mito dos nove veados encantados.
As outras peças dão o que pensar. Eu as ouço e acho que Orff fez cópias pioradas delas. Bem pioradas de canções do interior da França e da Alemanha. É apenas uma impressão.
Béla Bartók (1881-1945): Cantata Profana / Village scenes / Seven choruses / Hungarian folksongs / Five songs (Ferencsik / Doráti / Kórodi / Kovács) #BRTK140 Vol. 1 de 29
1 Cantata profana for tenor, baritone, double chorus & orchestra (or piano), Sz. 94, BB 100 “The Enchanted Stags”: I. Molto moderato. Once there was an old man
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
János Ferencsik (conductor)
recording of:
Cantata profana for tenor, baritone, double chorus & orchestra (or piano), Sz. 94, BB 100 “The Enchanted Stags”: I. Molto moderato. Once there was an old man
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1930)
part of:
Cantata profana for tenor, baritone, double chorus & orchestra (or piano), Sz. 94, BB 100 “The Enchanted Stags”
8:18
2 Cantata profana for tenor, baritone, double chorus & orchestra (or piano), Sz. 94, BB 100 “The Enchanted Stags”: II. Andante. Through forest aroving, hey-yah!
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
János Ferencsik (conductor)
recording of:
Cantata profana for tenor, baritone, double chorus & orchestra (or piano), Sz. 94, BB 100 “The Enchanted Stags”: II. Andante. Through forest aroving, hey-yah!
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1930)
part of:
Cantata profana for tenor, baritone, double chorus & orchestra (or piano), Sz. 94, BB 100 “The Enchanted Stags”
8:03
3 Cantata profana for tenor, baritone, double chorus & orchestra (or piano), Sz. 94, BB 100 “The Enchanted Stags”: III. Moderato. Once there was an old man
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
János Ferencsik (conductor)
recording of:
Cantata profana for tenor, baritone, double chorus & orchestra (or piano), Sz. 94, BB 100 “The Enchanted Stags”: III. Moderato. Once there was an old man
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1930)
part of:
Cantata profana for tenor, baritone, double chorus & orchestra (or piano), Sz. 94, BB 100 “The Enchanted Stags”
3:24
4 Village scenes for female chorus & chamber orchestra, Sz. 79, BB 87/b: No. 1, “Lakodalom”
orchestra:
Budapesti Kamaraegyüttes
conductor:
Antal Doráti (conductor)
recording of:
Three Village Scenes, Sz. 79, BB 87b: No. 1. Lakodalom
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1926)
part of:
Three Village Scenes, Sz. 79, BB 87b
4:01
5 Village scenes for female chorus & chamber orchestra, Sz. 79, BB 87/b: No. 2, “Bolcsodal”
orchestra:
Budapesti Kamaraegyüttes
conductor:
Antal Doráti (conductor)
recording of:
Three Village Scenes, Sz. 79, BB 87b: No. 2. Bölcsődal
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1926)
part of:
Three Village Scenes, Sz. 79, BB 87b
4:52
6 Village scenes for female chorus & chamber orchestra, Sz. 79, BB 87/b: No. 3, “Legenytanc”
orchestra:
Budapesti Kamaraegyüttes
conductor:
Antal Doráti (conductor)
recording of:
Three Village Scenes, Sz. 79, BB 87b: No. 3. Legénytánc
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1926)
part of:
Three Village Scenes, Sz. 79, BB 87b
2:55
7 Seven choruses in two and three parts for children’s or female chorus & piano (or orchestra), Sz. 103, BB 111: Hussar
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
Antal Doráti (conductor)
recording of:
Twenty-seven choruses in 2 and 3 parts for children’s or female chorus & piano (or orchestra), Sz. 103, BB 111: Volume IV, No. 1. “Huszárnóta”
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
27 Two- and Three-Part Choruses, BB 111
1:40
8 Seven choruses in two and three parts for children’s or female chorus & piano (or orchestra), Sz. 103, BB 111: No. 8, Ne menj el, Sz.103/8
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
Antal Doráti (conductor)
recording of:
Twenty-seven choruses in 2 and 3 parts for children’s or female chorus & piano (or orchestra), Sz. 103, BB 111: Volume III, No. 1. “Ne menj el”
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
27 Two- and Three-Part Choruses, BB 111
1:59
9 Seven choruses in two and three parts for children’s or female chorus & piano (or orchestra), Sz. 103, BB 111: No. 13, Resteknek
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
Antal Doráti (conductor)
recording of:
Twenty-seven choruses in 2 and 3 parts for children’s or female chorus & piano (or orchestra), Sz. 103, BB 111: Volume IV, No. 2. “Resteknek nótája”
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
27 Two- and Three-Part Choruses, BB 111
0:44
10 Seven choruses in two and three parts for children’s or female chorus & piano (or orchestra), Sz. 103, BB 111: No. 14, Bolyongás
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
Antal Doráti (conductor)
recording of:
Twenty-seven choruses in 2 and 3 parts for children’s or female chorus & piano (or orchestra), Sz. 103, BB 111: Volume IV, No. 3. “Senkim a világon”
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
27 Two- and Three-Part Choruses, BB 111
2:35
11 Seven choruses in two and three parts for children’s or female chorus & piano (or orchestra), Sz. 103, BB 111: No. 11, Cipósütés
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
Antal Doráti (conductor)
recording of:
Twenty-seven choruses in 2 and 3 parts for children’s or female chorus & piano (or orchestra), Sz. 103, BB 111: Volume III, No. 4. “Cipósütés”
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
27 Two- and Three-Part Choruses, BB 111
2:19
12 Seven choruses in two and three parts for children’s or female chorus & piano (or orchestra), Sz. 103, BB 111: No. 2, Ne hagyj itt
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
Antal Doráti (conductor)
recording of:
Twenty-seven choruses in 2 and 3 parts for children’s or female chorus & piano (or orchestra), Sz. 103, BB 111: Volume I, No. 2. “Ne hagyj itt!”
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
27 Two- and Three-Part Choruses, BB 111
2:56
13 Seven choruses in two and three parts for children’s or female chorus & piano (or orchestra), Sz. 103, BB 111: No. 15, Boys’/Girls’ Teasing So
orchestra:
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
conductor:
Antal Doráti (conductor)
recording of:
Twenty-seven choruses in 2 and 3 parts for children’s or female chorus & piano (or orchestra), Sz. 103, BB 111: Volume IV, No. 4. “Leánycsúfoló”
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
27 Two- and Three-Part Choruses, BB 111
1:31
14 Hungarian folksongs for voice & orchestra, Sz. 101, BB 108: No. 1, “Tomlocben”
mezzo-soprano vocals:
Júlia Hamari (mezzo-soprano)
orchestra:
Hungarian State Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
Hungarian folksongs for voice & orchestra, Sz. 101, BB 108: No. 1, “Tomlocben”
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Hungarian folksongs for voice & orchestra, Sz. 101, BB 108
3:19
15 Hungarian folksongs for voice & orchestra, Sz. 101, BB 108: No. 2, “Regi kerseves”
mezzo-soprano vocals:
Júlia Hamari (mezzo-soprano)
orchestra:
Hungarian State Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
Hungarian folksongs for voice & orchestra, Sz. 101, BB 108: No. 2, “Regi kerseves”
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Hungarian folksongs for voice & orchestra, Sz. 101, BB 108
2:13
16 Hungarian folksongs for voice & orchestra, Sz. 101, BB 108: No. 3, “Parosito I”
mezzo-soprano vocals:
Júlia Hamari (mezzo-soprano)
orchestra:
Hungarian State Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
Hungarian folksongs for voice & orchestra, Sz. 101, BB 108: No. 3, “Parosito I”
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Hungarian folksongs for voice & orchestra, Sz. 101, BB 108
1:31
17 Hungarian folksongs for voice & orchestra, Sz. 101, BB 108: No. 4, “Panasz”
mezzo-soprano vocals:
Júlia Hamari (mezzo-soprano)
orchestra:
Hungarian State Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
Hungarian folksongs for voice & orchestra, Sz. 101, BB 108: No. 4, “Panasz”
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Hungarian folksongs for voice & orchestra, Sz. 101, BB 108
1:57
18 Hungarian folksongs for voice & orchestra, Sz. 101, BB 108: No. 5, “Parsoito II”
mezzo-soprano vocals:
Júlia Hamari (mezzo-soprano)
orchestra:
Hungarian State Orchestra
conductor:
András Kórodi (conductor)
recording of:
Hungarian folksongs for voice & orchestra, Sz. 101, BB 108: No. 5, “Parsoito II”
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Hungarian folksongs for voice & orchestra, Sz. 101, BB 108
1:23
19 Five songs for voice & orchestra, Sz. 61, BB 71 (Op.15): No. 1, “Tavasz: Az en szerelmem”
mezzo-soprano vocals:
Júlia Hamari (mezzo-soprano)
orchestra:
Hungarian State Orchestra
conductor:
János Kovács (conductor)
recording of:
Five songs for voice & orchestra, Sz. 61, BB 71 (Op.15): No. 1, “Tavasz: Az en szerelmem”
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Five songs for voice & orchestra, Sz. 61, BB 71, op. 15
2:06
20 Five songs for voice & orchestra, Sz. 61, BB 71 (Op.15): No. 2, “Nyar: Szomjasan vagyva”
mezzo-soprano vocals:
Júlia Hamari (mezzo-soprano)
orchestra:
Hungarian State Orchestra
conductor:
János Kovács (conductor)
recording of:
Five songs for voice & orchestra, Sz. 61, BB 71 (Op.15): No. 2, “Nyar: Szomjasan vagyva”
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Five songs for voice & orchestra, Sz. 61, BB 71, op. 15
2:47
21 Five songs for voice & orchestra, Sz. 61, BB 71 (Op.15): No. 3, “A vagyak ejjele”
mezzo-soprano vocals:
Júlia Hamari (mezzo-soprano)
orchestra:
Hungarian State Orchestra
conductor:
János Kovács (conductor)
recording of:
Five songs for voice & orchestra, Sz. 61, BB 71 (Op.15): No. 3, “A vagyak ejjele”
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Five songs for voice & orchestra, Sz. 61, BB 71, op. 15
4:26
22 Five songs for voice & orchestra, Sz. 61, BB 71 (Op.15): No. 4, “Tel: Szines almoban”
mezzo-soprano vocals:
Júlia Hamari (mezzo-soprano)
orchestra:
Hungarian State Orchestra
conductor:
János Kovács (conductor)
recording of:
Five songs for voice & orchestra, Sz. 61, BB 71 (Op.15): No. 4, “Tel: Szines almoban”
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Five songs for voice & orchestra, Sz. 61, BB 71, op. 15
3:40
23 Five songs for voice & orchestra, Sz. 61, BB 71 (Op.15): No. 5, “Osz: Itt lent a volgyben”
mezzo-soprano vocals:
Júlia Hamari (mezzo-soprano)
orchestra:
Hungarian State Orchestra
conductor:
János Kovács (conductor)
recording of:
Five songs for voice & orchestra, Sz. 61, BB 71 (Op.15): No. 5, “Osz: Itt lent a volgyben”
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Five songs for voice & orchestra, Sz. 61, BB 71, op. 15
Um maravilhoso álbum triplo cheio de música de câmara romântica de primeira linha. Mudando constantemente da exuberância mais impulsiva para a meditação mais contida, da paixão mais intensa para a ternura mais inocente, este programa forma um panorama representativo da música de câmara de Schumann. Indo além dos trios de piano, que já nos fornecem um relato completo de Schumann, o Trio Wanderer convidou alguns amigos para se juntarem a eles na interpretação de duas obras-primas supremas – o Quarteto para Piano e o Quinteto para Piano. Bem, todos aqui sabem que o segundo movimento — Modo d’una Marcia — do Quinteto foi utilizado por Ingmar Bergman como tema principal de Fanny & Alexander. E que há uma cena de indescritível beleza em A Patriota, de Alexander Kluge, que usa o terceiro movimento do Quarteto. O filme de Kluge não se compara às alturas de Bergman, mas esta cena é foda. Mas tudo é bom aqui, sem interessar o que foi ou não para o cinema. O Trio Nº 2, por exemplo, é de se ouvir de joelhos.
O Trio Wanderer parece ser mesmo o sucessor do Beux Arts Trio. Os caras tocam de forma sublime.
Robert Schumann (1810-1856): Complete Piano Trios, Quartet & Quintet
Disc 1 (53:51)
1. Trio Wanderer & Christophe Gaugué – Piano Quartet in E-Flat Major, Op. 47: I. Sostenuto assai – Allegro ma non troppo (08:35)
2. Trio Wanderer & Christophe Gaugué – Piano Quartet in E-Flat Major, Op. 47: II. Scherzo. Molto vivace (03:24)
3. Trio Wanderer & Christophe Gaugué – Piano Quartet in E-Flat Major, Op. 47: III. Andante cantabile (06:04)
4. Trio Wanderer & Christophe Gaugué – Piano Quartet in E-Flat Major, Op. 47: IV. Finale. Vivace (07:08)
5. Trio Wanderer, Christophe Gaugué & Catherine Montier – Piano Quintet in E-Flat Major, Op. 44: I. Allegro brillante (09:05)
6. Trio Wanderer, Christophe Gaugué & Catherine Montier – Piano Quintet in E-Flat Major, Op. 44: II. In Modo d’una Marcia. Un poco largamente (08:04)
7. Trio Wanderer, Christophe Gaugué & Catherine Montier – Piano Quintet in E-Flat Major, Op. 44: III. Scherzo. Molto vivace (04:32)
8. Trio Wanderer, Christophe Gaugué & Catherine Montier – Piano Quintet in E-Flat Major, Op. 44: IV. Allegro ma non troppo (06:59)
Disc 2 (54:23)
1. Trio Wanderer – Piano Trio No. 1 in D Minor, Op. 63: I. Mit Energie und Leidenschaft (11:28)
2. Trio Wanderer – Piano Trio No. 1 in D Minor, Op. 63: II. Lebhaft, doch nicht zu rasch (04:32)
3. Trio Wanderer – Piano Trio No. 1 in D Minor, Op. 63: III. Langsam, mit inniger Empfindung (05:23)
4. Trio Wanderer – Piano Trio No. 1 in D Minor, Op. 63: IV. Mit Feuer (07:30)
5. Trio Wanderer – Piano Trio No. 2 in F Major, Op. 80: I. Sehr lebhaft (07:28)
6. Trio Wanderer – Piano Trio No. 2 in F Major, Op. 80: II. Mit innigem Ausdruck – Lebhaft (07:21)
7. Trio Wanderer – Piano Trio No. 2 in F Major, Op. 80: III. In mässiger Bewegung (05:19)
8. Trio Wanderer – Piano Trio No. 2 in F Major, Op. 80: IV. Nicht zu rasch (05:22)
Disc 3 (51:49)
1. Trio Wanderer – Piano Trio No. 3 in G Minor, Op. 110: I. Bewegt, doch nicht zu rasch (09:31)
2. Trio Wanderer – Piano Trio No. 3 in G Minor, Op. 110: II. Ziemlich langsam (05:29)
3. Trio Wanderer – Piano Trio No. 3 in G Minor, Op. 110: III. Rasch – Etwas Zuruckhaltend bis zum langsameren Tempo (04:01)
4. Trio Wanderer – Piano Trio No. 3 in G Minor, Op. 110: IV. Kräftig, mit Humor (07:18)
5. Trio Wanderer – Phantasiestücke in A Minor, Op. 88: I. Romance. Nicht schnell, mit innigem Ausdruck (07:28)
6. Trio Wanderer – Phantasiestücke in A Minor, Op. 88: II. Humoreske. Lebhaft (07:21)
7. Trio Wanderer – Phantasiestücke in A Minor, Op. 88: III. Duett. Langsam und mit Ausdruck (03:19)
8. Trio Wanderer – Phantasiestücke in A Minor, Op. 88: IV. Finale. Im Marschtempo (05:37)
EXCLUSIVO! Uma conversa confidencial no Whatsapp entre dois elementos do PQP Bach:
[22:00, 28/04/2021] PQP: Eu não tenho disciplina para ouvir música e comecei a ouvir aqueles 29 CDs de Bartók. Bem, comecei pelo 12 ou 18 e passei ao 22 e depois para o 11. Estou evitando as obras famosas.
[22:00, 28/04/2021] Vassily: Ah, eu também ouvi a coleção aleatoriamente
[22:02, 28/04/2021] PQP: Porém, como estou maravilhado com o que ouço, estou avançando como um louco e programando as coisas fora de ordem, o que pode perturbar as pessoas mais normais.
[22:02, 28/04/2021] PQP: Sigo assim ou queres botar ordem na casa?
[22:02, 28/04/2021] Vassily: Ah, manda brasa
[22:02, 28/04/2021] Vassily: Já temos uma boa discografia bartokiana nas obras mais conhecidas
[22:03, 28/04/2021] Vassily: Acho que temos que nos deixar levar por esse espírito de descoberta
[22:03, 28/04/2021] PQP: Mais: reserve coisas para tu postares porque estou apaixonado pelos instrumentistas magiares.
[22:03, 28/04/2021] Vassily: Não fosse isso, não teria passado semanas ouvindo aquelas gravações de campo e postado sobre elas
[22:04, 28/04/2021] Vassily: Manda brasa. A Hungaroton lançou bastante Bartók fora daquela coleção
[22:04, 28/04/2021] PQP: Hoje ouvi o primeiro disco para piano e aquelas suítes orquestrais que não parecem ser BB, mas que são maravilhosas.
[22:07, 28/04/2021] Vassily: Ele ainda estava muito imbuído de Strauss na época.
[22:08, 28/04/2021] Vassily: Foi antes do terremoto que lhe causou a moça cantando “A maçã vermelha caiu na lama”
[22:13, 28/04/2021] PQP: Sensacional esta história.
[22:15, 28/04/2021] Vassily: Incrível como alguém tão individualista e introspectivo tenha mudado tanto seus rumos com um momento frugal assim
[22:21, 28/04/2021] PQP: É verdade. Talvez ele estivesse consciente de que estava imitando ou apenas dando continuidade à obra de outros.
[22:27, 28/04/2021] Vassily: Sim! Essa insatisfação é recorrente na correspondência dele. Aquelas suítes, maravilhosas que são, não o satisfizeram, apesar de serem suas obras mais tocadas na época
[22:29, 28/04/2021] Vassily: E o nacionalismo pós-romântico estava esgotado — Dvořák, Grieg… — ninguém que deixasse sucessores. E havia, na Hungria, a sombra de Liszt e as consequências de seu erro acerca da música dos ciganos húngaros
[22:31, 28/04/2021] Vassily: Seu ídolo, o cuzão Strauss, não lhe deu a menor bola. O músico mais importante a acolhê-lo e incentivá-lo foi Busoni, que considero um dos maiores livre-pensadores da Música
[22:32, 28/04/2021] PQP: Não sabia de Busoni
[22:34, 28/04/2021] Vassily: Eu também não. Outro sujeito extraordinário que não deixou sucessores como compositor. Bartók encontrou Busoni algumas vezes, uma delas um pouco antes de se encantar pela canção da maçã vermelha. Imagino que haja uma relação entre os eventos.
[22:35, 28/04/2021] Vassily: E também havia Kodály, que era mais jovem, mas um homem mais vivido, com estudos na França, paixão por Debussy e muito pé na lama dos vilarejos
[22:36, 28/04/2021] PQP: Sim, esse era o parceiro. Excelente compositor tb.
[22:36, 28/04/2021] Vassily: A relação com Kodály era muito especial. Tu percebes nas fotos. Nada daquele olhar fustigante habitual de Bartók. Ele está sempre a tocar o amigo ou a olhar para ele
[22:36, 28/04/2021] PQP: Amigos
[22:37, 28/04/2021] Vassily: Muito amigos. Inspiravam demais um ao outro
[22:37, 28/04/2021] PQP: Ah, como é bom e raro quando isso acontece.
[22:38, 28/04/2021] Vassily: Outra que descobri: sempre achei que Bartók fosse um gigante
[22:38, 28/04/2021] Vassily: Mas tinha pouco mais de 1,60 m
[22:40, 28/04/2021] Vassily: Claro que há sempre aquele olhar penetrante e meio intimidador que talvez desse impressão diferente
[22:41, 28/04/2021] Vassily: Mas depois reparei nas mãos dele. Eram imensas.
[22:43, 28/04/2021] Vassily: Sentado ao teclado, parecia, sei lá, um Rachmaninov ou um Prokofiev
[22:43, 28/04/2021] Vassily: Trago boas notícias pós-segunda dose da AstraZeneca:
[22:43, 28/04/2021] Vassily: O bode é muito menor que o da primeira dose
[22:45, 28/04/2021] PQP: Tomo a minha segunda dose em 5 de julho
[22:51, 28/04/2021] PQP: Eu sempre achei que Bartók tivesse a minha altura. 1,70m
[22:52, 28/04/2021] Vassily: Eu também. Acho que ele encarquilhou com a idade e a doença
[22:52, 28/04/2021] Vassily: Incrível o quanto os anos no exílio o devastaram
[22:53, 28/04/2021] Vassily: O atestado de óbito indica 1,63 m e 39 quilos
[22:53, 28/04/2021] PQP: A leucemia…
Béla Bartók (1881-1945): Suítes para Orquestra Nº 1 e 2 (Ferencsik / Erdélyi) #BRTK140 Vol. 11
1 Suite for orchestra No. 1, Sz. 31, BB 39 (Op. 3): I. Allegro vivace
2 Suite for orchestra No. 1, Sz. 31, BB 39 (Op. 3): II. Poco adagio
3 Suite for orchestra No. 1, Sz. 31, BB 39 (Op. 3): III. Presto
4 Suite for orchestra No. 1, Sz. 31, BB 39 (Op. 3): IV. Moderato
5 Suite for orchestra No. 1, Sz. 31, BB 39 (Op. 3): V. Molto vivace
Hungarian State Orchestra
János Ferencsik
6 Suite for orchestra No. 2, Sz. 34, BB 40 (Op. 4): I. Comodo
7 Suite for orchestra No. 2, Sz. 34, BB 40 (Op. 4): II. Allegro scherzando
8 Suite for orchestra No. 2, Sz. 34, BB 40 (Op. 4): III. Andante
9 Suite for orchestra No. 2, Sz. 34, BB 40 (Op. 4): IV. Comodo
Budapest Symphony Orchestra
Miklós Erdélyi
As 4 peças para piano e a principalmente a Rapsódia são os destaques deste CD de Bartók. Mas o que me impressionou mesmo foi a qualidade dos pianistas Gabos e Zempléni, que tocam o disco com suprema qualidade e compreensão. A Rapsódia , op . 1, Sz. 26, BB 36, foi concluída em 1904. Um ano depois, Bartók escreveu uma versão para piano e orquestra. As 3 canções folclóricas húngaras do distrito de Csík são o produto de sua colaboração inicial com Zoltán Kodály, coletando e transcrevendo canções folclóricas em toda a Europa Oriental. As 14 Bagatelles , Sz.38, BB 50, Op. 6 é um conjunto de peças para piano solo escritas na primavera de 1908 e interpretado pela primeira vez pelo compositor em 29 de junho de 1908, em Berlim. As 14 Bagatelles foram uma primeiro passo experimental e significou a retirada de Bartók do estilo composicional do século XIX. A obra beira a atonalidade, e Bartók adotou algumas técnicas de Debussy e Schoenberg.
Béla Bartók (1881-1945):Peças para Piano I (Gabos / Zemplénii) #BRTK140 Vol.18
1 Four pieces for piano, BB 27, DD 71: No. 1. Tanulmany balkezre (Study for the Left Hand)
piano:
Gábor Gabos (pianist)
recording of:
Four Piano Pieces, Sz. 22, BB 27, DD 71: No. 1. Study for the Left Hand (to Istvan Thoman)
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1903)
part of:
Four Piano Pieces, Sz. 22, BB 27, DD 71
9:10
2 Four pieces for piano, BB 27, DD 71: No. 2. I. Ábránd
piano:
Gábor Gabos (pianist)
recording of:
Four Piano Pieces, Sz. 22, BB 27, DD 71: No. 2: Fantasy 1 (to Emma Gruber)
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1903)
part of:
Four Piano Pieces, Sz. 22, BB 27, DD 71
5:06
3 Four pieces for piano, BB 27, DD 71: No. 3. II. Ábránd
piano:
Gábor Gabos (pianist)
recording of:
Four Piano Pieces, Sz. 22, BB 27, DD 71: No. 3: Fantasy 2 (to Emsy and Irmy Jurkovics)
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1903)
part of:
Four Piano Pieces, Sz. 22, BB 27, DD 71
4:22
4 Four pieces for piano, BB 27, DD 71: No. 4. Scherzo
piano:
Gábor Gabos (pianist)
recording of:
Four Piano Pieces, Sz. 22, BB 27, DD 71: No. 4: Scherzo (to Ern Dohnanyi)
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1903)
part of:
Four Piano Pieces, Sz. 22, BB 27, DD 71
8:26
5 Rhapsody for piano, Sz. 26, BB 36/a (Op. 1)
piano:
Gábor Gabos (pianist)
recording of:
Rhapsody for piano, Sz. 26, BB 36a, op. 1
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1904)
part of:
Bartók Béla válogatott zenei írásai (number: Sz. 26) and Béla Bartók’s Works (BB) (number: BB 36a)
later versions:
Rhapsody for piano, op. 1 (shortened version)
20:47
6 Hungarian folksongs from Csík for piano, Sz. 35a, BB 45/b: No. 1. Rubato
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
3 Hungarian Folksongs from Csík, Sz. 35a, BB 45b, No. 1: Rubato
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1907)
part of:
3 Hungarian Folksongs from Csík, Sz. 35a, BB 45b
1:22
7 Hungarian folksongs from Csík for piano, Sz. 35a, BB 45/b: No. 2. L’istesso tempo
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
3 Hungarian Folksongs from Csík, Sz. 35a, BB 45b, No. 2: L’istesso tempo
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1907)
part of:
3 Hungarian Folksongs from Csík, Sz. 35a, BB 45b
1:09
8 Hungarian folksongs from Csík for piano, Sz. 35a, BB 45/b: No. 3. Poco vivo
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
3 Hungarian Folksongs from Csík, Sz. 35a, BB 45b, No. 3: Poco vivo
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1907)
part of:
3 Hungarian Folksongs from Csík, Sz. 35a, BB 45b
0:49
9 Bagatelles for piano, Sz. 38, BB 50 (Op. 6): No. 1. Molto sostenuto
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
14 Bagatelles, op. 6: No. 1. Molto sostenuto
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
14 Bagatelles, Sz. 38, BB 50, op. 6
1:35
10 Bagatelles for piano, Sz. 38, BB 50 (Op. 6): No. 2. Allegro giocoso
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
14 Bagatelles, op. 6: No. 2. Allegro giocoso
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
14 Bagatelles, Sz. 38, BB 50, op. 6
0:49
11 Bagatelles for piano, Sz. 38, BB 50 (Op. 6): No. 3. Andante
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
14 Bagatelles, op. 6: No. 3. Andante
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
14 Bagatelles, Sz. 38, BB 50, op. 6
0:59
12 Bagatelles for piano, Sz. 38, BB 50 (Op. 6): No. 4. Grave. “Mikor gulyasbojtar voltam”
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
14 Bagatelles, op. 6: No. 4. Grave
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
14 Bagatelles, Sz. 38, BB 50, op. 6
1:18
13 Bagatelles for piano, Sz. 38, BB 50 (Op. 6): No. 5. Vivo. “Ej’ po pred nas, po pred nas”
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
14 Bagatelles, op. 6: No. 5. Vivo
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
14 Bagatelles, Sz. 38, BB 50, op. 6
1:09
14 Bagatelles for piano, Sz. 38, BB 50 (Op. 6): No. 6. Lento
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
14 Bagatelles, op. 6: No. 6. Lento
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
14 Bagatelles, Sz. 38, BB 50, op. 6
1:39
15 Bagatelles for piano, Sz. 38, BB 50 (Op. 6): No. 7. Allegretto molto capriccioso
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
14 Bagatelles, op. 6: No. 7. Allegretto molto capriccioso
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
14 Bagatelles, Sz. 38, BB 50, op. 6
2:04
16 Bagatelles for piano, Sz. 38, BB 50 (Op. 6): No. 8. Andante sostenuto
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
14 Bagatelles, op. 6: No. 8. Andante sostenuto
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
14 Bagatelles, Sz. 38, BB 50, op. 6
2:16
17 Bagatelles for piano, Sz. 38, BB 50 (Op. 6): No. 9. Allegretto grazioso
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
14 Bagatelles, op. 6: No. 9. Allegretto grazioso
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
14 Bagatelles, Sz. 38, BB 50, op. 6
2:51
18 Bagatelles for piano, Sz. 38, BB 50 (Op. 6): No. 10. Allegro
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
14 Bagatelles, Sz. 38, BB 50, op. 6: No. 10 Allegro
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1908)
part of:
14 Bagatelles, Sz. 38, BB 50, op. 6
2:26
19 Bagatelles for piano, Sz. 38, BB 50 (Op. 6): No. 11. Allegretto molto rubato
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
14 Bagatelles, op. 6: No. 11. Allegretto molto rubato
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
14 Bagatelles, Sz. 38, BB 50, op. 6
1:46
20 Bagatelles for piano, Sz. 38, BB 50 (Op. 6): No. 12. Rubato
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
14 Bagatelles, op. 6: No. 12. Rubato
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
14 Bagatelles, Sz. 38, BB 50, op. 6
3:20
21 Bagatelles for piano, Sz. 38, BB 50 (Op. 6): No. 13. Lento funebre. “Elle est morte…”
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
14 Bagatelles, op. 6: No. 13. (Elle est morte…) Lento funebre
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
14 Bagatelles, Sz. 38, BB 50, op. 6
2:31
22 Bagatelles for piano, Sz. 38, BB 50 (Op. 6): No. 14. Presto. Valse “M’amie qui danse…”
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
14 Bagatelles, op. 6: No. 14. Valse (Ma mie qui danse…). Presto
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
14 Bagatelles, Sz. 38, BB 50, op. 6
Um álbum que você precisa ouvir, mas um álbum triplo muito desigual. Cristina Ortiz e Paavo Berglund arrasam. Ivashkin e Poliansky idem. É claro que Oistrakh faz o mesmo com Rozhdestvensky, mas a qualidade do som não é boa, o que nos faz morrer de saudades da dupla que destronou Oistrakh nestes concertos que antes eram dele, a dupla Vengerov-Rostropovich. Curiosamente, Shosta escreveu 2 concertos para piano, 2 para violino e 2 para violoncelo. Os primeiros foram escritos para si mesmo e para seu filho. Os para violino foram dedicados a Oistrakh e os últimos a Rostropovich. Ah, se eu fosse um solista de nível e amigo de Shostakovich, também ia pedir um concerto. OS CONCERTOS SÃO ESPLÊNDIDOS, LINDOS, ESPETACULARES, TUDO !!!
Dmitri Shostakovich (1906-1975): Os Seis Concertos de Shostakovich
CD 1
Piano Concerto No. 1 Op. 35
01. I. Allegro moderato-allegro vivace-moderato
02. II. Lento
03. III. Moderato
04. IV. Allegro con brio
Piano Concerto No. 2 Op. 102
05. I. Allegro
06. II. Andante
07. III. Allegro
3 Fantasic Dances Op. 5
08. I. Allegretto
09. II. Andantino
10. III. Allegretto
Bournemouth Symphony Orchestra
Paavo Berglund, regente
Cristina Ortiz, piano
Um muito bonito disco de um compositor estreante no PQP Bach. Sim, temos mais de 2000 compositores em nosso blog, mas ainda ocorrem estreias. Estreias do século XVI, mas estreias. O incrível grupo vocal Cinquecento valoriza muito esta música. Jacob Regnart (francês: Jacques Regnart) foi um compositor do Renascimento flamengo. Ele passou a maior parte de sua carreira na Áustria e na Boêmia , onde escreveu música sacra e secular. Este disco foca o sacro. As obras de Regnart foram regularmente republicadas até o século 17, e sua música foi tida em alta conta por teóricos como Michael Praetorius e Jacob Burmeister. A primeira edição moderna de suas obras foi concluída por Richard Eitner em 1895; uma nova edição foi publicada pela Corpus Mensurabilis Musicae na década de 1970.
Jacob Regnart (1540-1599): Missa Super Oeniades Nymphae
1 Quod Mitis Sapiens Nulli Virtute Secundus 4:29
Missa Super Oeniades Nymphae (27:11)
2 Kyrie 5:02
3 Gloria 5:07
4 Credo 8:21
5 Sanctus And Benedictus 3:32
6 Agnus Dei 5:10
7 Exsultent Iusti 3:05
8 Quare Tristis Es, Anima Mea? 3:50
9 Stetit Jesus 5:58
10 Inviolata 4:18
11 Lamentabatur Jacob 5:02
12 Stella, Quam Viderant Magi 2:42
13 Ut Vigilum Densa Silvam Cingente Corona 3:43
Um dos maiores quartetos de jazz de todos os tempos: Coltrane (tenor e soprano), McCoy Tyner (piano), o tremendo Elvin Jones (bateria) e Steve Davis (baixo, embora a banda de Trane contasse com frequência com Jimmy Garrison e às vezes Reggie Workman), tocando um programa de originais inspirado no blues. Essa banda significa calor, economia e interação descontraída. Coltrane é claramente o centro do palco aqui. Seu tom distinto o tornaria em breve um dos caras mais influentes no jazz. Coltrane Plays the Blues não é tão ousado quanto outros discos de Coltrane, mas ainda assim é poderoso. Quanto à frase “toca o blues” no título, isso não é um indicador de que as músicas sejam blues convencionais. É mais indicativo de uma sensibilidade blues.
John Coltrane: Coltrane Plays the Blues
01. Blues to Elvin
02. Blues to Bechet
03. Blues to You
04. Mr. Day
05. Mr. Syms
06. Mr. Knight
07. Untitled Original (Exotica)
08. Blues to Elvin (Alternate Take 1)
09. Blues to Elvin (Alternate Take 3)
10. Blues to You (Alternate Take 1)
11. Blues to You (Alternate Take 2)
John Coltrane (soprano & tenor saxophones)
McCoy Tyner (piano)
Steve Davis (acoustic bass)
Elvin Jones (drums)
Esses húngaros… Comecei a ouvir a Obra Completa de Bartók da Hungaroton com método. Escolhi o Vol. 12, claro. E fiquei absolutamente encantado. Que disco! Ele tem apenas uma ou duas obras realmente daquelas conhecidas, mas tudo ganha sentido quando na mão dos donos do sotaque bartoquiano, na mão de húngaros. O Mandarim Miraculoso é um balé pantomima de um ato composto por Béla Bartók entre 1918 e 1924, baseado numa história de Melchior Lengyel. Estreado em 1926 na Alemanha, causou grande escândalo e foi posteriormente banido por motivos morais.
Após uma introdução orquestral retratando o caos da cidade grande, a ação começa em um apartamento onde moram três criminosos. Eles procuram em seus bolsos e gavetas por dinheiro, mas não encontram nenhum. Então forçam uma garota a ficar perto da janela e atrair os homens que passam. A garota começa uma dança bastante atrevida. Ela primeiro atrai um velho libertino, que faz gestos românticos cômicos. A menina pergunta: “Tem algum dinheiro?” Ele responde: “Quem precisa de dinheiro? Tudo o que importa é o amor.” Ele começa a perseguir a garota, ficando cada vez mais insistente até que os criminosos o agarram e o expulsam.
A garota volta para a janela e executa uma segunda dança. Desta vez, ela atrai um jovem tímido, que também não tem dinheiro. Ele começa a dançar com a garota. A dança fica mais apaixonada, mas o trio salta sobre ele e o expulsa também.
A garota começa a dançar novamente. Os mendigos e a garota veem uma figura bizarra na rua, que logo sobe as escadas. Os criminosos se escondem, e a figura, um mandarim (um chinês rico), fica imóvel na porta. Eles incitam a garota a atraí-lo. Ela começa outra dança picante. De repente, ele salta e abraça a garota. Eles lutam e ela escapa; ele começa a persegui-la. Os criminosos saltam sobre ele, despojam-no de seus objetos de valor e tentam sufocá-lo sob travesseiros e cobertores. No entanto, ele continua a olhar para a garota. Eles o esfaqueiam três vezes com uma espada enferrujada; ele quase cai, mas se joga novamente sobre a garota. O trio o agarra novamente e o pendura em um gancho de lâmpada. A lâmpada cai, mergulhando a sala na escuridão, e o corpo do mandarim começa a brilhar com uma luz verde-azulada assustadora. Os quatro ficam apavorados. De repente, a garota sabe o que devem fazer. Ela diz aos criminosos para soltarem o mandarim; eles obedecem. Ele pula de novo na garota, e dessa vez ela não resiste e eles se abraçam. Com o desejo do mandarim satisfeito, suas feridas começam a sangrar e ele morre.
Béla Bartók (1881-1945): O Mandarim Miraculoso / O Príncipe de Madeira / Danças Romenas e outras peças (Sándor / Kórodi / Erdélyi) — Vol. 12 das Obras Completas
01 – The Miraculous Mandarin Suite for Orchestra [BB 82]
Budapest Philharmonic Orchestra
János Sándor
02 – The Wooden Prince Suite for Orchestra [BB 74]
Budapest Philharmonic Orchestra
András Kórodi
03 – Romanian Dance Suite [BB 61]
Budapest Philharmonic Orchestra
András Kórodi
04 – Romanian Folkdances – for small Orchestra I. Jocul Cu Bƒta [BB 76]
05 – Romanian Folkdances – for small Orchestra II. Brƒul [BB 76]
06 – Romanian Folkdances – for small Orchestra III. Pe Loc [BB 76]
07 – Romanian Folkdances – for small Orchestra IV. Buciumeana [BB 76]
08 – Romanian Folkdances – for small Orchestra V. Poarga Romƒneasca [BB 76]
09 – Romanian Folkdances – for small Orchestra VI Maruntel [BB 76]
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
Miklós Erdélyi
10 – B]
11 – B]-1
12 – B]-1
13 – Hungarian Sketches I. Evening in Transylvania [BB 103]
14 – Hungarian Sketches II. Bear dance [BB 103]
15 – Hungarian Sketches III. Melody [BB 103]
16 – Hungarian Sketches IV. A Bit Drunk [BB 103]
17 – Hungarian Sketches V. Swineherd-dance [BB 103]
Budapest Symphony Orchestra (a.k.a. Budapest Symphony)
Miklós Erdélyi
18 – Hungarian Peasant Songs I. Ballad [BB 107]
19 – Hungarian Peasant Songs II. Allegro [BB 107]
20 – Hungarian Peasant Songs III. Allegretto [BB 107]
21 – Hungarian Peasant Songs IV. Allegro [BB 107]
22 – Hungarian Peasant Songs V. Largamente [BB 107]
23 – Hungarian Peasant Songs VI. Moderato [BB 107]
24 – Hungarian Peasant Songs VII. Allegro molto [BB 107]
25 – Hungarian Peasant Songs VIII. Allegro [BB 107]
Budapest Philharmonic Orchestra
János Sándor
Este CD vale pela incrível, belíssima Sonata de Grieg e pelos gatinhos — expressão para iniciados — do mesmo compositor.
Bem, a palavra italiana malinconia era muito usada no século XIX como título de peças melancólicas. No entanto, a ideia de malinconia cobria uma miríade de noções românticas, de modo que simplesmente traduzi-la como “melancolia” não lhe faz justiça. Inclui também muitos outros estados emocionais – todos os tipos de desânimo, tristeza, desespero, depressão e até mesmo frustração. Cada idioma desenvolveu seus próprios termos e as interpretações da própria palavra também diferem de região para região. A malinconia na ensolarada Itália ou na Espanha é bem diferente da melancolia na Noruega e na Finlândia, onde os invernos são rigorosos e longos. A variante nórdica é expressa aqui em vários exemplos musicais; palavras por si só são inadequadas.
O vencedor do concurso Tchaikovsky e aluno de Rostropovich, David Geringas, deixa uma impressão vigorosa e direta na Sonata de Grieg, próxima à franqueza de seu ex-professor em uma parceria ao vivo de 1964, em Aldeburgh, com Sviatoslav Richter ao piano e que está disponível apenas no YouTube. Tal abordagem recoloca o trabalho na tradição europeia dominante (ou seja, alemã), mas dá menos atenção às cores suaves e ao humor que certamente são aqui a base da paleta de Grieg, mesmo em momentos mais angustiados. O resultado é tornar o trabalho menos forte e individual, enfatizando a forma em detrimento do conteúdo. Mas nada destrói esta música de Grieg.
Geringas está mais perto do idioma “correto” nas duas peças de Sibelius. Ele se deleita com suas dificuldades mais do que seu pianista. Nos Griegs mais curtos, os dois apresentam imagens mais completas da música do que na Sonata. A transcrição de Allegretto da Sonata para violino Op 45 vai especialmente bem e Geringas aponta a tristeza em sua própria transcrição da ‘Canção de Solveig’.
Sibelius (1865-1957) & Grieg (1843-1907): Malinconia – Peças para Violoncelo e Piano
Jean Sibelius (1865-1957)
01. Malinconia, Op.20 (10:53)
Edvard Grieg (1843-1907)
02. Letzter Frühling, Op.34 No.2 (4:25)
03. Violin Sonata No.3 in C minor, Op.45 – II. Allegretto (7:03)
Cello Sonata in A minor, Op.36
04. I. Allegro agitato (9:10)
05. II. Andante molto tranquillo (6:03)
06. III. Allegro (11:37)
Para muitos, Dave Brubeck foi a porta de entrada para o jazz. Depois, passa-se um ou dois anos e já é difícil de ouvir seus solos convencionais e sem muito tempero. Dele e de Paul Desmond. Ouvimos e gostamos mais por nostalgia. Mas os caras criaram temas que ficarão para sempre. Neste disco, Brubeck apresenta basicamente temas de outros compositores, além de mostrar um lado que sempre foi indiscutível para os amantes de jazz: ele sente-se muito bem nas jazzy songs, talvez até mais do que no jazz puro. Mas o que interessa é que Brubeck é um portal campeão de vendas e quem não conhece seus LPs Time Out e Time Further Out tem algum problema de formação musical. Por falar em formação musical, Brubeck não era muito interessado em aprender por métodos, simplesmente queria compor suas próprias melodias e por isso nunca aprendeu a ler partituras. Ele evitava aprender a ler durante as aulas de piano de sua mãe, alegando dificuldade de visão. Na faculdade, Brubeck quase foi expulso do curso, quando um de seus professores descobriu que ele não sabia ler partituras. Muitos outros professores o defenderam apontando seu talento em contraponto e harmonia, mas a escola continuou com medo de que isso pudesse causar um escândalo, e só concordou em lhe dar o diploma se ele concordasse em nunca dar aulas de piano…
Dave Brubeck: Collections
1 Take Five
2 In Your Own Sweet Way
3 Weep No More
4 That Old Black Magic
5 Take The ‘A’ Train
6 Maria
7 Summer Song
8 Autumn In Washington Square
9 Three To Get Ready
10 There’ll Be Some Changes Made
Um belo disco. A Mensa Sonora (6 suítes para violino, duas violas, e contínuo, de 1680) é um conjunto de peças instrumentais para serem tocadas à mesa. Embora a música não seja tão desafiadora quanto algumas das outras suítes instrumentais de Biber, a Mensa dá um bom caldo. Os movimentos de dança muito curtos e pode ser considerada a menos substancial das coleções instrumentais de Biber. Mas o nível consistentemente alto de imaginação transforma o que poderia ter sido música puramente funcional. Ficamos continuamente encantados com a destreza contrapontística de Biber, com as belas sonoridades e com a maneira como ele introduz um nível mais profundo de expressão nos movimentos mais longos. Também há momentos de surpreendente originalidade. O Quarteto Purcell traz essas e muitas outras facetas da música de uma forma sempre viva e doce. As muitas decisões sobre andamento e caráter são bem tomadas e soam totalmente convincentes no contexto.
Heinrich Biber (1644-1704): Mensa Sonora, seu Musica instrumentalis
Sonata No. 1 in D Major
1 I. Sonata. Grave – Allegro 1:25
2 II. Allemanda 1:42
3 III. Courante 0:58
4 IV. Sarabanda 1:09
5 V. Gavotte 1:03
6 VI. Gigue 1:56
7 VII. Sonatina. Allegro 0:41
Sonata No. 2 in F Major
8 I. Intrada 0:30
9 II. Balletto 1:21
10 III. Sarabanda 1:16
11 IV. Balletto 0:50
12 V. Sarabanda 1:03
13 VI. Balletto 0:54
Partita No. 3 in A Minor
14 I. Gagliarda. Allegro 1:10
15 II. Sarabanda 0:54
16 III. Aria 1:04
17 IV. Ciacona 3:09
18 V. Sonatina 1:50
Violin Sonata in A Major, Chafe 147 (Catherine Mackintosh; Richard Boothby; Robert Woolley)
19 Sonata. Adagio – Presto – Adagio – Presto – Grave 5:01
20 Aria – 11 Variations – Aria 6:52
Sonata No. 4 in B Flat Major
21 I. Sonata 1:23
22 II. Allemanda 1:46
23 III. Courante 1:03
24 IV. Balletto 0:38
25 V. Sarabanda 1:13
26 VI. Gigue. Presto 1:18
27 VII. Sonatina. Adagio 2:37
Sonata No. 5 in E Major
28 I. Intrada. Allegro 0:58
29 II. Balletto 0:32
30 III. Trezza 0:28
31 IV. Gigue 1:06
32 V. Gavotte. Alla breve 0:50
33 VI. Gigue 1:00
34 VII. Retirada 0:55
Sonata No. 6 in G Minor
35 I. Sonata 0:50
36 II. Aria 1:17
37 III. Canario. Presto 0:33
38 IV. Amener 1:26
39 V. Trezza 0:28
40 VI. Ciacona 3:06
41 VII. Sonatina. Adagio – Presto 0:40
Faz quase 40 anos que persigo uma gravação destas obras que se compare ao meu velho vinil de André Gertler e Edith Farnadi. Comprei várias versões, mas nada de chegar nem perto dos húngaros Gertler-Farnadi. Pois esta outra dupla húngara, a de Kelemen-Kocsis chega lá. Não adianta, para a música russa, russos, para a música húngara, húngaros. Os caras têm o sotaque perfeito, não pretendem adaptar a selvageria ou domesticar a face cigana de Bartók. Essas Sonatas, de 1921 e 1922, são esplêndidas, Bartók estava feliz e nada parecia capaz de acabar com sua felicidade. Só que… A Sonata para Violino Solo é de 1943 e foi encomendada por Yehudi Menuhin. Na época, Bartók estava doente e pobre, vivendo em Nova York, fugido da Segunda Guerra Mundial. É, simplesmente, be-lís-si-ma!
Abaixo, uma obra de Bartók que não está no CD, mas que demonstra quem são Kelemen e Kocsis.
Bela Bartók (1881-1945): Sonatas para Violino 1 & 2, Sonata para Violino Solo
4. Violin Sonata No. 2, BB 85: I. Molto moderato 7:31
5. Violin Sonata No. 2, BB 85: II. Allegretto 11:06
6. Violin Sonata, BB 124: I. Tempo di ciaccona 9:01
7. Violin Sonata, BB 124: II. Fuga: Risoluto, non troppo vivo 4:14
8. Violin Sonata, BB 124: III. Melodia: Adagio 7:01
9. Violin Sonata, BB 124: IV. Presto 4:29
Quem acompanha o blog sabe: meus 3 compositores prediletos são Bach, Beethoven, Brahms e Bartók. Vamos ao último da lista.
Um CD extraordinário! O Concerto para Orquestra de Béla Bartók por Sergiu Celibidache e ainda com trechos de ensaios ao final. Os ensaios são muito interessantes.
Abaixo, coloco a primeira parte de uma notícia biográfica do compositor. Copiada daqui.
Nascido em 25 de março de 1881, na pequena cidade de Nagyszentnmiklós, na Transilvânia, então território húngaro, o compositor afirmava que o momento mais extraordinário de sua vida ocorreu em 1904. Ele se encontrava na hospedaria de Gerlice Puszta, quando ao cair da noite escutou a jovem Lidi Dósa entoar uma canção de ninar para seu filho. A melodia surpreendeu Bartók pelo seu som primitivo, cromatismo e ritmo singular. Ao perguntar para a moça onde ela havia aprendido a melodia, ela respondeu que fora com sua avó. A canção se chamava Piros Alma (maçã vermelha) e foi a responsável pela fascinação de Bartók, para com a música folclórica.
A partir daquele momento, o músico percebeu que os habitantes das zonas rurais da Hungria e regiões adjacentes eram o repositório de um legado de música folclórica riquíssima. Bartók desprezava o estilo das melodias Ciganas e Húngaras de Liszt e Brahms, considerando-as uma corruptela do verdadeiro folclore magyar.
Béla Bartók tornou-se um compositor nacionalista, assim como o foram Bedrich Smetana e Antonin Dvořák na Boêmia, Modest Mussorgski na Rússia e Sibelius na Finlândia. Órfão de pai aos sete anos e com a saúde debilitada por bronquite crônica e frequentes ataques de pneumonia, Bartók buscou refúgio nas aulas de piano ministradas por sua mãe. A partir de 1899, passou a estudar na Real Academia de Música de Budapeste, onde se graduou em composição.
Sua primeira grande influência foi a música de Richard Strauss, com destaque para Also Spracht Zarathustra (Assim falou Zarathustra). Utilizando o estilo do compositor alemão, Bartók escreveu o poema sinfônico Kossuth, uma homenagem à revolução de Lajos Kossuth contra os austríacos, em 1848. Esta foi a primeira contribuição do compositor ao movimento nacionalista de seu país, em constante batalha contra o domínio do Império Austro-Húngaro. A obra foi bem recebida pelas plateias de Budapest, quando de sua estreia, em 1903. O músico fez questão de receber os aplausos do público, vestindo os trajes tradicionais dos camponeses húngaros.
Após a experiência na hospedaria de Gerlice, Béla Bartók e seu amigo Zoltán Kodály passaram alguns anos no interior do país, coletando junto aos camponeses, as principais canções magiares. As pesquisas os levaram a estudar o folclore musical da România, Transilvânia, Sérvia, Croácia, Bulgária e Turquia. Portando primitivos equipamentos de gravação, eles registraram músicas centenárias que jamais haviam sido transpostas para o papel. Esse maior trabalho jamais executado na história da etnomusicologia ocupa doze volumes de livros, com milhares de canções coletadas entre as diversas etnias da Europa central, do norte da África e da Ásia menor.
Béla Bartók (1881-1945): Concerto para Orquestra (Celibidache)
1. Aplausos
2. Concerto for Orchestra, Sz.116/Introduzione: Andante non troppo; Allegro vivace
3. Concerto for Orchestra, Sz.116/Giuoco delle coppie: Allegretto scherzando
4. Concerto for Orchestra, Sz.116/Elegia: Andante non troppo
5. Concerto for Orchestra, Sz.116/Intermezzo interroto: Allegretto
6. Concerto for Orchestra, Sz.116/Finale: Pesante; Presto
7. Aplausos
8. Trecho de ensaio: 1º movimento
9. Trecho de ensaio: 1º movimento
10. Trecho de ensaio: 3º movimento
11. Trecho de ensaio: 3º movimento
12. Trecho de ensaio: 3º movimento
13. Trecho de ensaio: 4º movimento
Andava eu meio borocoxô, quando esse CD duplo cruzou na minha frente justo hoje. Olha, é um magnífico trabalho, uma joia. Desde a qualidade de som até a interpretação, desde a inspiração folclórica até as composições, desde a origem até nossos ouvidos, o que incluiu pesadas doses de etnomusicologia bartokiana e do indiscutível talento de Berio, que não é só uma Sinfonia. Na boa, fiquei encantado e entusiasmado com este grande CD. Eu tinha essas músicas em vinil, mas os intérpretes não chegavam aos pés desses Crow & Berick aê.
Béla Bartók não pretendia que esta obra fosse apresentada em concertos, era uma obra para jovens estudantes. Os duos foram encomendados por Erich Doflein, violinista e professor alemão, que perguntou a Bartók se ele arranjaria algumas das peças da série Para Crianças. Ele compôs outras obras pedagógicas neste período, como Mikrokosmos. Bartók era professor. Todas as canções e danças incluídas nesta série são baseadas na música folclórica de muitos países da Europa Oriental, mas a liberdade harmônica e rítmica é evidente em toda a peça. Em 1936, Bartók arranjou 6 dessas duos para piano, sob o título Petite Suite.
Os 34 Duetti per due Violini de Luciano Berio foram escritos entre os anos de 1979-83. São resultado de uma conversa que o compositor teve com o violinista e professor Leonardo Pinzauti, em que este lamentou que “além dos 44 duetos de Bartók, não há outras peças modernas para treinamento”. Berio começou a escrever seus 34 duetos nos quatro anos seguintes, e embora estes tenham sido escritos claramente no próprio estilo e idioma de Berio, devem muito ao conjunto de 44 do húngaro.
Béla Bartók (1881-1945) / Luciano Berio (1925-2003):
44 duos para dois Violinos / 34 Duetos para dois Violinos
Disc: 1
1. teasing song1. andante
2. maypole dance. andante
3. menuetto. moderato
4. midsummer night song. risoluto
5. slovakian song 1. molto moderato
6. hungarian song 1. moderatamente mosso
7. walachian song 1. allegro moderato
8. slovakian song 2. andante
9. play song. allegro non troppo
10. ruthenian song. andante
11. cradle song. lento
12. haymaking song. lento religioso
13. wedding song. adagio
14. pillow dance. allegretto
15. soldier’s song. maestoso
16. burlesque. allegretto – un poco piu tranquillo – tempo 1
17. hungarian march 1. tempo di marcia, allegramente – piu mosso
18. hungarian march 2. tempo di marcia
19. a fairy tale. molto tranquillo
20. a rhythm song. allegretto – meno mosso
21. new year’s song 1. adagio – molto tranquillo
22. mosquito dance. allegro molto
23. bride’s farewell. lento rubato
24. comic song. allegro scherzando – meno mosso
25. hungarian song 2. allegretto, leggiero – meno mosso
26. teasing song 2. scherzando
27. limping dance. allegro non troppo – piu mosso
28. sorrow. lento, poco rubato
29. new year’s song 2. tempo giusto
30. new year’s song 3. allegro -meno mosso – tempo 1
31. new year’s song 4. allegro non troppo
32. dancing song from maramaros. allegro giocoso
33. harvest song. lento – piu mosso, parlando – tempo 1 – tempo 2
34. counting song. allegramente
35. ruthenian kolomejka. allegro – meno mosso – tempo 1
36. 1. the bagpipe . allegro molto 2. variation of no. 36.allegro molto
37. prelude and canon. lento – un poco piu lento – molto tranquillo – risoluto, non troppo vivace – allegro molto
38. rumanian whirling dance. allegro
39. serbian dance. allegro molto
40. walachian dance. comodo – piu lento – tempo 1 – piu mosso
41. scherzo. vivace
42. arabian song. allegro
43. pizzicato. allegretto
44. transylvanian dance (ardeliana). allegro moderato – piu moderato
Disc: 2
1. béla (bartok)
2. shlomit (almog)
3. yossi (pecker)
4. rodion (schedrin)
5. maja (pliseckaja)
6. bruno (maderna)
7. camilla (adami)
8. peppomp (di giugno)
9. marcello (panni)
10. giorgio federico (ghedini)
11. valerio (adami)
12. daniela (rabinovitch)
13. jeanne (panni)
14. pierre (boulez)
15. tatjana (globokar)
16. rivi (pecker)
17. leonardo (pinzauti)
18. piero (farulli)
19. annie ( neuberger)
20. fiamma (nicolodi)
21. vinko (globokar)
22. franco (gulli)
23. aldo ( bennici)
24. carlo (chiarappa)
25. henri (pousseur)
26. alfredo (fiorenzani)
27. igor (stravinsky)
28. alfred (schlee)
29. massimo (mila)
30. mauricio (kagel)
31. maurice (fleuret)
32. lorin (maazel)
33. lele (d’amico)
34. edoardo (sanguineti)