Morre a cantora argentina Mercedes Sosa, é uma das manchetes de hoje que estão estampadas no site GLOBO.COM.
…
Sosa foi uma das intérpretes mais conhecidas da música regional latino-americana, e uma das artistas mais famosas na Argentina depois de Carlos Gardel e Astor Piazzolla.
…
Será que eles nunca ouviram falar em Alberto Ginastera?!?!?
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Edino Krieger (1928) – Obras para cordas
Este CD é um registro feito em março de 2006 com as principais obras para cordas de Edino Krieger. As quatro primeiras são da década de 50 e ora revelam uma influência nacionalista moderada, ora noeclássica e didática. Já as Quatro imagens de Santa Catarina foram compostas em 2005, especialmente pra Camerata Florianópolis. O primeiro movimento, Brusque – O canto dos teares, o que tem de curto, tem de engenhoso: o compasso quebrado (cinco por oito) mas constante e acentuado pela percussão dá nitidamente a sensação das engenhocas funcionando num tear, com o canto dos trabalhadores e o entrelaçar de fios alternadamente sugerido pelos violinos.
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Camerata Florianópolis – Edino Krieger
1. Andante para cordas
2. Brasiliana, para viola e cordas – Solo: Emerson de Biaggi
3-6. Suíte para cordas
Abertura
Ronda breve
Homenagem a Bartók
Marcha Rancho
7-9. Divertimento para cordas
Allegretto
Seresta
Variações e Presto
10-13. Quatro imagens de Santa Catarina
Brusque – O canto dos teares
Blumenau – Oktoberfest
São Joaquim – Paisagem branca
Florianópolis – Sol e mar
Camerata Florianópolis, regida por Jeferson Della Rocca
CVL
Villa na última noite do BBC PROMS (Inglaterra)
Aqui estão os vídeos dessa memorável apresentação.
CDF
Choro n.10 – parte 1 (http://www.youtube.com/watch?v=DDc230BMy8Y)
Choro n.10 – parte 2 (http://www.youtube.com/watch?v=9GVWge4q8uc&feature=related)
Amaral Vieira (1952) – Vieira’s World
Nada a comentar, dado que esse CD não deixa cair o padrão das interpretações de Amaral Vieira. São peças orquestrais para os fãs do compositor paulistano, os quais – de tão educados e entusiasmados – me fazem me dobrar aos pedidos deles.
Transcrevo somente um trecho que achei na net, com os nomes dos intérpretes:
“As obras apresentadas neste cd representam possibilidades diversas da fusão da música com poesia e são fruto da associação do artista com o poeta Daisaku Ikeda, presidente da Soka Gakkai Internacional, uma entidade que vem trabalhando em prol da paz e do universalismo de todas as culturas. São cinco faixas com a participação da meio-soprano Setsuko Takemoto, o tenor Toshiro Gorobe, com o Fujiwara Opera Chorus Group, o coro infantil Little Singers of Tokyo e a Tokyo City Philarmonic Orchestra, sob a regência de Akihiro Shiota.”
***
Vieira’s World
1. Sounds Of Innovation / Sons Inovadores, Opus 266
2. The Dawn Of Hope For Humanistic Civilization /Alvorada da esperança da civilização universal
3. Dawn of the Century for Humanity /O Alvorecer do Século da Humanidade
4. Song Of Youth /Canção Da Juventude, Opus 274
5. Words Of Encouragement/Palavras De Encorajamento
CVL
Carl Orff (1895-1982) – Trionfi
Carmina Burana é não só a obra mais popular de Carl Orff, mas também uma das mais populares de todo o século XX e até hoje tem sido uma das mais interpretadas em todo o mundo. A sua estreia realizou-se em 1937 na cidade alemã de Frankfurt e para sua composição Orff baseou-se numa compilação de poemas dos séculos XII e XIII, encontrados no mosteiro de Benediktbeuren, na Alta Baviera, 1803. Carmina Burana divide-se em três temas principais, a Primavera e o Verão, a Taberna e o Amor, e inicia com o célebre hino à Fortuna, a deusa da sorte, que articula toda a estrutura da obra.
A simplicidade, o grande esplendor rítmico e a riqueza das melodias de Carmina Burana converteram Orff num dos compositores preferidos do III Reich, o que levou o compositor a reeditar este êxito. Deste modo, Carmina Burana foi a primeira de uma trilogia que se completa com os Catulli Carmina, de 1943, baseados em poemas do escritor latino Catulo, e o Trionfo di Afrodite, de 1953, cujos textos eram também, em parte, de Catulo. Essa trilogia pagã recebeu o nome de Trionfi.
Uma curiosidade muito interessante na história de Orff é que em 1936, desafiou corajosamente os nazistas ao zombar de Hitler, compondo a opereta ASTUTULI, que desafiava e criticava o regime autoritário do ditador. Mas para felicidade do mundo musical, a censura nazista não captou a mensagem.
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Orff: Trionfi
CD 1 BAIXE AQUI / DOWNLOAD HERE
Carmina Burana
1. Fortuna Imperatrix Mundi, No 1: O Fortuna
2. Fortuna Imperatrix Mundi, No 2: Fortune Plango Vulnera
3. Primo Vere, No 3: Veris Leta Facies
4. Primo Vere, No 4: Omnia Sol Temperat
5. Primo Vere, No 5: Ecce Gratum
6. Uf Dem Anger, No 6: Tanz
7. Uf Dem Anger, No 7: Floret/Silva
8. Uf Dem Anger, No 8: Chramer, Gip Die Varwe Mir
9. Uf Dem Anger, No 9: Reie/Swaz Hie Gat Umbe/Chume, Chum Geselle Min
10. Uf Dem Anger, No 10: Were Diu Werlt Alle Min
11. In Taberna, No 11: Estuans Interius
12. In Taberna, No 12: Olim Lacus Colueram
13. In Taberna, No 13: Ego Sum Abbas
14. In Taberna, No 14: In Taberna Quando Sumus
15. Cour D’Amours, No 15 : Amor Volat Undique
16. Cour D’Amours, No 16: Dies, Nox et Omnia
17. Cour D’Amours, No 17: Stetit Puella
18. Cour D’Amours, No 18: Circa Mea Pectora
19. Cour D’Amours, No 19: Si Puer cum Puellula
20. Cour D’Amours, No 20: Veni, Veni, Venias
21. Cour D’Amours, No 21: In Trutina
22. Cour D’Amours, No 22: Tempus est Iocundum
23. Cour D’Amours, No 23 Dulcissime
24. Blanziflor et Helena, No 24: Ave Formosissima
25. Fortuna Imperatrix Mundi, No 25: O Fortuna
Catulli Carmina
26. Praelusio: Eis aiona – In te habitant omnia gaudia – O res ridicula – Sublata lucerna
CD 2 BAIXE AQUI / DOWNLOAD HERE
Catulli Carmina
1. Act I: 1. Odi et amo – 2. Vivamus, mea Lesbia – 3. Ille mi par esse deo videtur – 4. Caeli! – 5. Nu
2. Act II: 6. Jucundum mea vita – 7. O mea Lesbia!
3. Act III: 8. Odi et amo – 9. Amabo, mea dulcis Ipsitilla – 10. Ameana puella defututa – 11. Ah! Mise
4. Exodium: Eis aiona tui sum!
Trionfo di Afrodite
5. Cano amebeo di vergini e giovani a Vespero in attesa della sposa e dell sposo
6. Corteo nuziale ed arrivo della sposa e dello sposo
7. Sposa e sposo
8. Invocazione dell’ Imeneo
9. Inno all’ Imeneo
10. Ludi e canti nuziali davanti al talamo:La sposa viene accolta
11. La sposa viene condotta alla camera nuziale
12. Epitalamo
13. Canto di novelli sposi dal talamo
14. Apparizione di Afrodite
Rundfunkchor Leipzig
Rundfunk-Sinfonie-Orchester Leipzig
Herbert Kegel
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Frederic Chopin (1810-1849): Greatest Hits [link atualizado 2017]
Nesses últimos meses, andei procurando filmes sobre a vida de alguns dos grandes compositores da música universal. Navegando por vários sites acabei me deparando com um filme norte-americano de 1945 (antiguinho, né?), A Song to Remember, cujo título em português é À Noite Sonhamos. O filme fala sobre a vida do compositor Frederic Chopin. Como não consegui encontrá-lo para baixar, fiz pesquisas em algumas locadoras, não foi fácil, mas acabei encontrando. Gostei bastante do filme e foi exatamente ele, que me inspirou a fazer essa postagem com obras de Chopin. Acabei descobrindo filmes sobre a vida de Schumann, Sinfonia da Primavera e sobre Liszt, Sonho de Amor, mas isso é assunto para uma outra postagem.
Este cd é da mesma coleção de um do Bach que postei nos mês passado, e traz arranjos orquestrais de algumas peças do compositor polaco-francês. Infelizmente o cd fica devendo algumas informações, pois não apresenta todos os autores dos arranjos, mas é muito provável que alguns desses arranjos sejam de Alexander Glazunov e Roy Douglas.
O álbum nos presenteia com alguns dos arranjos orquestrais das músicas de Chopin feitas para o bailado Les Sylphides, que também é chamado de Chopiniana. A únicas peças apresentadas, aqui, na sua forma original são a Valsa do Minuto, Fantasia Improviso e Polonaise Heróica. Um cd despretensioso, mas que vale a pena conferir.
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Chopin: Greatest Hits
01 Polonaise In A Major, Op. 40 Nº 1 “Military”
New York Philharmonic, Andre Kostelanetz
02 Waltz In D Flat Major, Op. 64 Nº 1″Minute”
Philippe Entremont, piano
03 Waltz In C Sharp Minor, Op. 64 Nº 2
The Philadelphia Orchestra, Eugene Ormandy
04 Mazurka In D Major, Op. 33 Nº 2
The Philadelphia Orchestra, Eugene Ormandy
05 Nocturne In E Flat Major, Op. 9 Nº 2
Arranjo: Arthur Harris
The Philadelphia Orchestra, Eugene Ormandy
06 Fantasie Impromptu In C Sharp Minor, Op. 66
Philippe Entremont, piano
07 Waltz In G Flat Major, Op. 70 Nº 1
The Philadelphia Orchestra, Eugene Ormandy
08 Prelude In A Major, Op. 28 Nº 7
The Philadelphia Orchestra, Eugene Ormandy
09 Polonaise In A Flat Major, Op. 53 Nº 6 “Heroic”
Philippe Entremont, piano
10 Etude In E Major, Op. 10 Nº 3 “Tristesse”
Arranjo: Arthur Harris
The Columbia Symphony Orchestra, Andre Kostelanetz
11 Waltz In E Flat Major, Op 18 Nº 1 “Grande Valse Brilliante”
The Philadelphia Orchestra, Eugene Ormandy
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Repostado por Bisnaga
Zoltán Kodály (1882-1967): Háry János – Dances of Galánta (DUPLO) [link atualizado 2017]
Venho aqui preencher uma lacuna no Blog. Este álbum duplo apresenta algumas das principais obras orquestrais do compositor, etnomusicólogo, educador, linguista e filósofo húngaro, Zoltán Kodály, com a Philharmonia Hungarica sob a batuta do sempre competente Antal Dorati.
Kodály foi um dos mais destacados músicos húngaros de todos os tempos. O seu estilo musical atravessou num estágio inicial uma fase pós-romântica vienense e evoluiu para um período de mistura de folclore e complexas harmonias, num estilo partilhado com Béla Bartók.
Desenvolveu o método Kodály que hoje constitui a base de todo ensino musical na Hungria e nas escolas de música de muitos países. Eu mesmo estudei música na Universidade Estadual do Ceará com o Método Kodály entre outros métodos.
Assim como Bartók, Villa-Lobos e outros compositores nacionalistas, percorreu seu país recolhendo canções folclóricas e aplicando em sua música.
Sua obra mais popular é a Ópera Folclórica Háry János, apresentada aqui como uma suíte instrumental contendo os melhores momentos da peça.
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Kodály: Háry János – Dances of Galánta
CD 1
01. Hary Janos Suite – Prelude; The Fairy Tale Begins
02. Hary Janos Suite – Viennese Musical Clock
03. Hary Janos Suite – Song
04. Hary Janos Suite – The Battle And Defeat Of Napoleon
05. Hary Janos Suite – Intermezzo
06. Hary Janos Suite – Entrance Of The Emperor And His Court
07. Dances Of Galanta – Lento – Maestoso
08. Dances Of Galanta – Allegretto Moderato
09. Dances Of Galanta – Allegro Con Moto, Grazioso
10. Dances Of Galanta – Allegro
11. Dances Of Galanta – Allegro Vivace
12. Variations on a Hungarian Folk Song The Peacock – Theme Moderato
13. Variations on a Hungarian Folk Song The Peacock – Var.1 Con brio, Var.2, Var.3 Piu mosso, Var.4 Poco calmoto, Var.5, Var.6 Poco calmoto
14. Variations on a Hungarian Folk Song The Peacock – Var.7 Vivo, Var.8 Piu vivo, Var.9, Var.10 Molto vivo
15. Variations on a Hungarian Folk Song The Peacock – Var.11 Andante espressivo, Var.12 Adagio
16. Variations on a Hungarian Folk Song The Peacock – Var.13 Funeral March, Var.14 Andante pocp rubato, Var.15 Allegro giocoso, Var.16 Maestoso
17. Variations on a Hungarian Folk Song The Peacock – Finale Vivace
18. Dances of Marosszék (Marosszéki táncok), for orchestra
CD 1 – BAIXE AQUI / DOWNLOAD HERE
CD 2
01. Theatre Overture
02. Concerto for orchestra
03. Summer Evening
04. Symphony in C – I. Allegro
05. Symphony in C – II. Andante moderato
06. Symphony in C – III. Vivo
Philharmonia Hungarica
Antal Dorati
CD 2 – BAIXE AQUI / DOWNLOAD HERE
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Repostado por Bisnaga
Manuel de Falla (1876 — 1946) – Obras Para Piano [link atualizado 2017]
Sabemos que Manuel de Falla foi um gênio da música erudita espanhola, mas o que muitos não sabem é que ele foi extremamente severo consigo mesmo, quer dizer, com sua obra. Falla se cansava com facilidade e seu perfeccionismo, além de fazê-lo perder muito tempo, causando-lhe desgaste de energia, foi motivo para a destruição de muitas de suas partituras, por estas não estarem dentro de seu padrão pessoal de estética.
O propósito desta postagem é compartilhar, principalmente o concerto, que na minha opinião, é um dos mais espetaculares já compostos, o Concerto para Cravo, Flauta, Oboé, Clarineta, Violino e Violoncelo. O cd traz também uma versão para piano do mesmo concerto.
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Manuel de Falla: Obras Para Piano
01 Nocturno (1896) 4:12
02 Vals-capricho (1900) 3:25
Piezas españolas 16:04
03 Aragonesa 3:09
04 Cubana 4:02
05 Montañesa (Paisaje) 4:55
06 Andaluza 3:58
07 Fantasía Bætica (1909) 13:04
09 Homenage (1920) 2:50
Pieza para guitarra escrita para “Le Tombeau de Debussy”, en arreglo para piano del autor
10 Pour Le Tombeau de Paul Dukas (1935) 3:45
Concerto Per Clavicembalo, Flauto, Oboe, Clarinetto, Violino e Violoncello (1926) 13:17
11 Allegro 3:09
12 Lento 5:59
13 Vivace 4:07
Concerto Per Piano, Flauto, Oboe, Clarinetto, Violino e Violoncello (1926) 14:39
14 Allegro 3:37
15 Lento 6:41
16 Vivace 4:20
Joaquín Achúcarro, piano y clave
Miembros de la Orquesta Sinfónica de Londres
Eduardo Mata, director
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Marcelo Stravinsky
Repostado por Bisnaga
J. S. Bach (1685-1750): Greatest Hits, Vol. I [link atualizado 2017]
Continuando com as transcrições e arranjos de obras de Bach, apresento-lhes este é cd, que aparentemente, não se dá muita coisa por ele, porém olhando-o com mais calma, podemos verificar que, apesar de um repertório óbvio, o álbum só traz duas obras tocadas da forma tradicional/original. As outras são arranjos/transcrições que ficaram muito interessantes, como as transcrições para orquestra, da Tocata e Fuga em Ré Menor feita por Eugene Ormandy e das mais populares peças do Pequeno Livro dedicado a Anna Magdalena, orquestradas por Thomas Frost. O cd traz ainda o inusitado Movimento Final do Concerto Brandenburguês, tocado em um Sintetizador Moog por Wendy Carlos.
Singelo, mas vale a pena baixar e deliciar-se com estas pequenas jóias! .oOo.
J. S. Bach: Greatest Hits, Vol. I
01 Preludium In E Major (3:35)
(Arr.: Fritz Kreisler – William Smith)
Philadelphia Orchestra – Eugene Ormandy
02 Air On The G String (4:51)
Marlboro Festival Orchestra – Pablo Casals
03 Sleepers Awake (3:58)
(Arr.: Eugene Ormandy)
Philadelphia Orchestra – Eugene Ormandy
04 Little Suite (from The Anna Magdalena Notebook) (7:27)
(Arr.: Thomas Frost)
Philadelphia Orchestra – Eugene Ormandy
05 Toccata And Fugue In D Minor (9:10)
(Transcribed by Eugene Ormandy)
Philadelphia Orchestra – Eugene Ormandy
06 Jesu, Joy of Man’s Desiring (3:10)
E. Power Biggs, Organ
Columbia Chamber Symphony – Zoltan Rozsnyai
07 A Mighty Fortress Is Our God (2:22)
(Arr.: Arthur Harris)
Philadelphia Orchestra – Eugene Ormandy
08 Final Movement from Brandenburg Concerto Nº 3 In G Major (5:05)
Realized and Performed by Wendy Carlos on the Moog Synthesizer, with the assistance of Benjamim Folkman
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Marcelo Stravinsky
Repostado por Bisnaga
French opera overtures
Não, isso não é um repeteco. Marcelo Stravinsky, que posta CDs “na doida” (ele é mais o imprevisível de nós todos, pois não é comprometido com um estilo, época ou lugar, feito os demais), me legitimou a aparecer do nada e compartilhar este outro CD bacana de aberturas de óperas/operetas francesas que possuo há uns 15 anos. Se não fosse por minha conexão ruim, atualmente, estaria postando outras coisas boas de surpresa, fora música clássica brasileira pós-colonial.
Espero o quanto antes postar Le bal masqué, de Poulenc, em retribuição ao mano CDF.
***
French opera overtures
1. Bizet – Abertura de Carmen – Sinfônica de Bratislava – Ondrej Lénard
2. Offenbach – Abertura de A vida parisiense – London Festival Orchestra – Alfred Scholz
3. Auber – Abertura de Fra diavolo – Sinfônica de Nuremberg – Hanspeter Gmür
4. Adam – Abertura de Se eu fosse rei – LFS – Scholz
5. Berlioz – Abertura de O carnaval romano – Filarmônica Eslovaca – Ludovit Rajter
6. Boieldieu – Abertura de A dama branca – Sinfônica de Bratislava – Lénard
7. Offenbach – Abertura de Orfeu nos infernos – LFS – Scholz
8. Auber – Abertura de O dominó negro – Philharmonia Slavonica – Scholz
9. Boieldieu – Abertura de O califa de Bagdá – Sinfônica de Bratislava – Lénard
CVL
J. S. Bach (1685-1750): Transcriptions [link atualizado 2017]
Quero, também, homenagear Johann Sebastian Bach. Trago-lhes Bach em algumas roupagens diferentes. Orquestrações e arranjos de obras do gênio alemão feitas por compositores consagrados e em várias épocas distintas. Tudo isso sob a batuta de Esa-Pekka Salonen frente a Los Angeles Philharmonic. O cd inclui o espetacular arranjo orquestral de Stokowski para a Tocata e Fuga em Ré Menor e os arranjos de Gustav Mahler para algumas partes das Suites Orquestrais 2 e 3.
Um cd IM-PER-DÍ-VEL®!
.oOo.
Bach: Transcriptions
01 Toccata and Fugue for Organ in D minor, BWV 565 (10:07)
Orchestrated: Leopold Stokowski
02 Fantasie and Fugue for Organ in C minor, BWV 537 (9:10)
Orchestrated: Edward Elgar
03 Musikalisches Opfer, BWV 1079: Ricercare (8:39)
Orchestrated: Anton Webern
04 Prelude and Fugue for Organ in E flat major, BWV 552 “St. Anne” (15:24)
Arranged: Arnold Schoenberg
05 Fugue in G minor, BWV 578 “Little G minor” (3:57)
Orchestrated: Leopold Stokowski
Suite For Organ, Harpsichord & Orchestra
(Selections from Orchestral Suites 2 & 3)
Arranged: Gustav Mahler
Orchestral Suite No.2 BWV 1067
06 Overture (7:47)
07 Rondeau and Badinerie (3:20)
Orchestral Suite No.3 BWV 1068
08 Air (5:31)
09 Gavotte I and Gavotte II (3:44)
Los Angeles Philharmonic
Esa-Pekka Salonen
Marcelo Stravinsky
Repostado por Bisnaga
Schnittke (1934 -1998): Symphony no.1
Depois de 1970, com as barreiras destruídas, o mundo da música clássica não experimentou algo que pudéssemos chamar de “nova escola”. Pelo menos não tão significativa como o classicismo, romantismo ou serialismo. Como não há escola, podemos dizer que a liberdade é máxima. Por outro lado, o compositor não tem uma estrutura onde se amparar. Diferente de um Beethoven ou Wagner que expandiram o classicismo e o romantismo até a última fronteira, o compositor contemporâneo não tem base onde se fundamentar e nem o que desenvolver, tudo é vácuo.
E porque fui escolher esse ano, 1970? Pois nesse período nascia uma obra que define bem esse período de desamparo e esgotamento que viviam os novos compositores – a Sinfonia n.1 de Alfred Schnittke. Essa obra também é conhecida com a “sinfonia esquizofrênica”. Ela tem a estrutura clássica de 4 movimentos e depois…loucura. Ela tem similaridades com a Sinfonia de Berio, nas inúmeras citações de obras clássicas, no fechamento de um ciclo e a procura de um outro; mas Schnittke também vai ao submundo, “suja” sua obra com temas vulgares, não faz vistas grossas ao mundo que o cercava. A obra é “feia” mesmo, mas não podemos escapar, é de fundamental importância.
A sinfonia n.1 é uma caricatura do mundo esquizofrênico de Schnittke…e do nosso.
CDF
Faixas:
1. I. Senza tempo – Moderato – Allegro – Andante
2. II. Allegretto
3. III. Lento
4. IV. Lento
5. V. Aplause
Performed by Royal Stockholm Philharmonic Orchestra
with Carl-Axel Dominique
Conducted by Leif Segerstam
Alberto Nepomuceno (1864-1920) – Sinfonia em Sol Menor [link atualizado 2017]
Talvez a melhor sinfonia composta no Brasil
As tonalidades menores de uma maneira geral, são tristes e melancólicas. Se prestarmos atenção em algumas obras em tonalidade menor, poderemos perceber que mesmo as partes mais vigorosas, não são alegres e sim, dramáticas e/ou trágicas. E ainda que possamos identificar passagens alegres, com certeza, serão encontradas em modulações para tonalidades maiores (alegres e jocosas), muito comuns em qualquer composição de maior fôlego.
A Sinfonia em Sol Menor é uma obra vigorosa, lírica e essencialmente dramática, bem típica dos compositores românticos nacionalistas.
A Sinfonia em Sol Menor é a principal obra sinfônica de Nepomunceno. Teve sua estreia em 1º de agosto de 1897, em um concerto que incluia a obra Batuque (obra que faz parte da Série Brasileira aqui já postada), causadora de enorme polêmica junto aos críticos e acadêmicos por utilizar o reco-reco dentro do corpo sinfônico.
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Alberto Nepomuceno: Sinfonia em Sol Menor
01 Allegro (com entusiasmo) 7:46
02 Andante Quasi Adagio 9:24
03 Presto 5:59
04 Con Fuocco 5:43
Orquestra Sinfônica Brasileira
Regente: Edoardo de Guarnieri
Gravado ao vivo no Teatro Municipal de São Paulo
BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (39,2 MB – 192 KBPS)
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Marcelo Stravinsky
Repostado por Avicenna
Trepostado por Bisnaga
Feliz Aniversário Igor Stravinsky!!!!!!!!!

***
Conheci a música de Igor Stravinsky em meados de 1987, quando procurava desperadamente por discos de vinil de música clássica. Até então só tinha escutado música barroca, com Bach, Handel e Vivaldi e música clássica, com Mozart e Beethoven.
Certa vez cheguei em um daquelas pessoas lendárias que trabalhavam em suas residênciais com discos raros e deparei-me com um álbum com a obra Petruchka, com a Orquestra Sinfônica de Minessota e com Stanislaw Skrowaczewski na regência.
Esse disco fazia parte daquelas coleções de música erudita da Abril Cultural, Mestre da Música. Era uma espécie de álbum-livro, muito bonito por sinal, sinto saudades daqueles álbuns.
Depois de negociar muito, acabei conseguindo trocar 5 discos meus (nem lembro mais quais, mas com certeza não eram clássicos) por este álbum com Petruchka.
Estava louco para chegar em casa, “seco”, ansioso para ouvir a música daquele “novo” compositor. Quando cheguei no portão para entrar em minha casa que ajeitei o disco embaixo do braço para abrir o portão, o disco pulou fora da capa e estatelou-se no chão. Puxa, fui lá em cima e voltei. Apanhei o disco tão rapidamente que acho que acabei piorando a situação dele. Um dos lados tinha ficado muito arranhado. Depois de tentar limpar de todas as formas possíveis, acabei colocando o disco pra rolar e nos primeiros minutos, meus ouvidos acostumados com as músicas “certinhas” dos períodos, barroco e clássicos, estranharam aqueles sons. Fiquei perplexo, meus ouvidos ainda não estavam preparados pr’aquela música esquisita e dissonante e olha que nem era a Sagração da Primavera, mas escutei todo o lado intacto do disco e o que deu pra escutar do outro. A título de curiosidade, o lado intacto era o dos dois últimos quadros. Realmente eu não tinha gostado da música e corri desesperadamente na casa de uma prima que tinha uns 7 discos da coleção Mestre da Música pra ver se conseguia “empurrar” nela o malfadado disco. Pretendia trocar pelo disco que tinha as Quatro Estações de Vivaldi. Não deu pra “engabelar” a minha esperta prima, pois logo ela percebeu que o disco pulava demais e a música também não tinha agrado muito a seus ouvidos também despreparados. Acabei me livrando do disco através de outra troca desleal com o mesmo malaca de quem eu tinha adquirido o álbum.
Alguns anos de passaram e eu continuava a ouvir música barroca, música clássica e no máximo, música romântica, mas aquelas melodias stravinskyanas que eu tinha ouvido no máximo duas vezes, insistiam em ecoar na mínha cabeça. Os trechos que mais me enlouqueciam o juízo eram o do início do balé, ou seja, a Feira de Carnaval e a Cena da Feira de Carnaval à Noite. Quando não aguentei mais os assédios da obra na minha cabeça, comecei a tentar, desesperadamente, recuperar essa obra. Visitei alguns desse caras que negociavam discos, procurei em lojas, encontrava muitas outras obras (e foi assim que tive contato com a Sagração da Primavera), mas não encontrava Petruchka. A procura pela obra de Stravinsky abriu-me as portas para muitos outros compositores, sobretudo Bartok, Ravel e até mesmo Villa-Lobos.
Até que em um belo visitando um amigo, vi a coleção de discos clássicos do pai dele e me deparei novamente com Petruchka, com a orquestra Sinfônica de Londres na regência de Charles Dutoit e Tamas Vasary no piano, não era a mesma coisa, mas fiquei muito feliz. Quando eu já tinha desistido de procurar aquele álbum da coleção Mestres da Música, já nem escutava mais os meus vinis, pois a nova tecnologia – o cd, já dominava o mercado, entrei numa loja de discos e cds usados e encontrei não só o álbum Petruchka, mas também o da Sagração da Primavera, ambos da mesma coleção Mestres da Música e que ainda hoje guardo com muito carinho.
Stravinsky é sem dúvida, na minha opinião, o maior compositor de todos os tempos.
Feliz Aniversário Stravinsky, com certeza, a música nunca mais foi a mesma depois de você!!!!
Marcelo Stravinsky
Villa na última noite do BBC PROMS (Inglaterra)
Já estive em algumas noites desse festival, é o maior (72 concertos) e mais importante do mundo. Mas a última noite é a mais celebrada, todo o país comemora. Pois bem nesta última noite vão apresentar a mais importante obra do Villa – Choro n.10 Rasga Coração. A programação está no site http://www.bbc.co.uk/proms/2009/
CDF
Ernesto Nazareth – Pianeiro do Brasil
Caríssimos manos e estimado público, apresento a vocês o primeiro dos três corajosos visitantes que se habilitaram a trazer uma preciosa contribuição a este blog nas próximas semanas, Marcelo Stravinsky, que ora se apresenta e fala de como chegou até este CD de Ernesto Nazareth.
CVL
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Com a morte de Igor Stravinsky uma leva de parentes distantes começou cercar a família no desejo de abocanhar um pouco da herença do falecido. De uma destas levas surgiu o primo em 9º grau (isso é o que o próprio alegava) Marcelo Stravinsky e que se não fosse pelo mesmo sobrenome poderíamos jurar que se trata de um estelionatário muito do safado.
Marcelo Stravinsky não conseguiu aproximar-se muito da família, mas com esse sobrenome e um pouco de lábia chegou até mesmo a envolver-se em alguns pequenos espetáculos de balé na Rússia e na França. Porém o famigerado primo ultradistante está abaixo da mediocridade e só consegue mesmo é cascaviar a internet a procura de obras interessantes para ouvir e divulgar.
***
Ernesto Nazareth é um dos maiores nomes da música brasileira. Pianista e compositor virtuoso, sua obra essencialmente instrumental consolidou o choro como ritmo musical urbano genuinamente brasileiro.
Este extraordinário cd só com obras de Ernesto Nazareth foi publicado como encarte do livro “Ernesto Nazareth – Pianeiro do Brasil”, de Haroldo Costa, que infelizmente não tive a oportunidade de ler, pois adquiri o cd diretamente com o pessoal do Quinteto Villa-Lobos. Trata-se de um álbum bastante ousado no qual o grupo utilizou-se de muita criatividade na criação de pequenas introduções para algumas das obras em arranjos espetaculares e de muito virtuosismo.
A notável obra de Ernesto Nazareth somada à competência, dedicação e ao profissionalismo do Quinteto Villa-Lobos, confere a este disco um raro grau de musicalidade e exuberância artística.
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Ernesto Nazareth – Pianeiro do Brasil
01 – Odeon 2´34
02 – Fon-fon 3´16
03 – Pássaros em festa 4´30
04 – Tenebroso 4´21
05 – Eponina 5´51
06 – Brejeiro 4´04
07 – Digo 6´41
08 – Beija-flor 3´00
09 – Perigoso 3´16
10 – Confidências 5´45
11 – Batuque 4´47
12 – Escorregando 3´30
13 – Rayon d´Or 3´43
14 – Apanhei-te, cavaquinho 3´43
PS. do Gerva: Para esse album temos: Toninho Carrasqueira (flauta, apito), Luis Carlos Justi (oboé), Paulo Sergio Santos (clarineta), Phillip Doyle (trompa), Aloysio Fagerlande (fagote). Participações especiais de Caio Márcio, violão (1, 2, 3, 6, 8, 9, 10, 14) e Oscar Bolão (percursão). Gravado em janeiro de 2005 e lançado em Maio de 2005. Os arranjos das faixas: (2, 6, 9, 10) ficou com Marcílio Lopes, (1, 4, 8, 13) com Josimar Gomes Carneiro, Caio Márcio , (5, 14) com Paulo Sérgio Santos e (3, 7, 11) Maurício Carrilho. Gravadora: ND Comunicação Ltda.
MS
Alberto Nepomuceno (1864-1920) – Obras para piano [link atualizado 2017]
Se teve alguém que primeiro rompeu a resistência conservadora que preconizava que a língua portuguesa não se prestava ao canto erudito e que os ritmos da música popular nacional não deveriam ser transpostos para a sala de concerto, esse alguém foi o cearense Alberto Nepomuceno, que começou a estudar música no Recife, passou pelo Rio de Janeiro e foi bater na Alemanha para aperfeiçoar seus estudos musicais.
Lá encontrou uma aluna de Edvard Grieg e embarcou com ela pra Noruega para se casar – acabou conhecendo o próprio Grieg e o casal passou uns tempos morando na casa do compositor em Bergen (só não sei se com ele dentro). Daí pra se deduzir quem instilou o pensamento nacionalista em Alberto (confiram o quão grieguiano , p. ex., é o Cakewalk, no CD 2 – também prova que de Alberto não tinha preconceito com a music hall).
O artigo da Wikipédia em português sobre Nepomuceno é confiável e resume toda a importância dele para a música clássica brasileira a partir de sua atuação ao voltar ao Brasil, principalmente pela criação do Instituto Nacional de Música e pelas audições de obras de compositores brasileiros contemporâneos (que hoje classficamos como românticos).
A primeira postagem que iria fazer de Alberto Nepomuceno seria a da Sinfonia em sol menor, mas o visitante do blog Willian Nepomuceno (será um descendente?) mandou ao mano PQP, que por sua vez me repassou, essas fantásticas peças para piano que não conhecia (e olhem que não sou entusiasta de obras pianísticas). Assim, entra mais um honroso nome para o hall de tags do menu à direita.
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Miguel Proença, piano
Alberto Nepomuceno – Obra integral para piano
CD 1
01-04. Líricas, Op. 13 – Anhelo, Valsa, Diálogo, Galhofeira,
05. Prece
06. Valse-Impromptu
07. Devaneio, op. 27
08. Improviso, op. 27 n° 2
09-12. Suíte Antiga – Prelude, Menuet, Air e Rigaudon
13. Noturno para a mão esquerda em dó maior
14. Thême et variations en la mineur, op. 28
15. Nocturne op. 33
16. Segunda Mazurka, op. 8
17. Ninna-nanna, op. 8
18. Batuque
CD 2
01-03. Folhas d’álbum – Con molto sentimento, Con moto, Andante mosso
04. Brasileira
05. Noturno para a mão esquerda em sol maior
06. Melodia em lá maior
07. Primeira Mazurka
08-10. Sonata em fá menor, op. 9 – Allegro con fuoco, Andante espressivo, Allegro con spirito
11-14. La Cicala – Valsa, Cakewalk, Valsa-Entreato, Marcha
15. Variações em fá sustenido maior, op. 29
16. Romance
17. Bônus – Coração Triste
18. Bônus – Valsa
Miguel Proença, piano
CVL
Espaço aberto a colaborações
Caros visitantes e fãs deste blog.
Com a redução de minhas postagens por aqui, consultei o mano PQP acerca de uma ideia e ele me deu aval para executá-la por um período, a título de experiência.
Como muitos de vocês já tiveram vontade de escrever neste blog um post de um bom CD que o resto do mundo ainda não conhece, darei-lhes essa oportunidade no âmbito de minhas postagens – compositores das três Américas e, em especial, do Brasil.
No entanto, há alguns procedimentos a serem seguidos:
1. Enviar as sugestões de obras para o e-mail [email protected].
2. Caso as sugestões me agradem, responderei pedindo que postem o CD no RapidShare para eu baixá-lo e escutá-lo.
3. Caso as gravações me agradem, darei o aval para redigirem o texto.
4. Ressalto que permaneceremos a postar aquilo que desejarmos e a sermos insensíveis a qualquer esquecimento alheio de que nós não temos SAC.
Esse período de experiência irá durar dois meses, o equivalente a oito posts, um por semana.
Cícero Villa-Lobos
Frank Zappa (1940-1993) – obras orquestrais
Esse CD duplo com a Sinfônica de Londres regida por Kent Nagano é a mais sensacional incursão de Frank Zappa na música erudita. As obras de Zappa em questão talvez apresentem a orquestração mais complexa e colorida desde Ravel – e são nitidamente experimentais (estrutura zero, ou perto disso, e brainstorm dez). Apesar de intrincadas, os músicos desdenharam delas durante as gravações, como se o roqueiro não soubesse o que estava escrevendo. Mesmo assim, você releva numa boa os eventuais erros de execução (eu mesmo não os encontro – procurá-los mataria o prazer que sinto com essas peças).
Costumo dizer que Zappa conseguiu concretizar uma classical-rock fusion, que compositores como Jon Lord (com aquele concerto para grupo de rock e orquestra), por exemplo, não lograram bem, mas Zappa também extrapolou o limite do pastiche e da obra séria – ouçam Strictly Genteel, que mais parece uma big band do especial de fim de ano de Roberto Carlos, porém de uma emoção ao mesmo tempo sincera e desatada.
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Disc: 1
1. Bob in Dacron, First Movement
2. Bob in Dacron, Second Movement
3. Sad Jane, First Movement
4. Sad Jane, Second Movement
5. Mo ‘n Herb’s Vacation, First Movement
6. Mo ‘n Herb’s Vacation, Second Movement
7. Mo ‘n Herb’s Vacation, Third Movement
Disc: 2
1. Envelopes
2. Pedro’s Dowry
3. Bogus Pomp
4. Strictly Genteel
Orquestra Sinfônica de Londres, regida por Kent Nagano
CVL
PS.: A partir da próxima semana não tem mais jeito: salvo alguma exceção, só vou poder aparecer às sextas.
Outra coisa sensacional
Acabei de saber agora há pouco, através de um dileto amigo, que em abril será lançado um DVD imperdível e inestimável com os três concertos [e o choro] para violino e orquestra de Camargo Guarnieri. Clique aqui e saiba mais.
CVL
Frank Zappa (1940-1993) – Boulez conducts Zappa
Quem caberia melhor no perfil do título deste álbum, The perfect stranger*? Pierre Boulez, por reger obras do talvez mais conceitual e experimental roqueiro que já existiu até o momento, ou Frank Zappa, por ser tão ousado em suas experiências musicais ao ponto de adentrar a música atonal e acusmática?
A verdade é que Zappa era tão antenado com a vanguarda de qualquer gênero musical – jazz, rock, fusion ou música erudita – que não poderia deixar, ao se aventurar na “música de concerto”, de despertar os olhares de um papa da música contemporânea. E Boulez recrutou sem pestanejar seu Ensemble Intercontemporain para executar as peças camerísticas do americano off style.
Gostaria de traduzir e postar aqui os breves comentários sobre cada obra, conforme escreveu Zappa, mas deixo para vocês lerem o encarte (em inglês).
Não é meu CD preferido do genial bigodudo. Prefiro as obras orquestrais com a Sinfônica de Londres regida por Kent Nagano – acho que não há nada mais mixórdico e audacioso dele utilizando uma orquestra (aguardem).
Como não poderia deixar de ser, o presente álbum foi gravado no Ircam.
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* Por que tanto disco de rock tem esse título?
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The perfect stranger – Boulez conducts Zappa
1. The Perfect Stranger
2. Naval Aviation in Art?
3. The Girl in the Magnesium Dress
4. Dupree’s Paradise
5. Love Story
6. Outside Now Again
7. Jonestown
CVL
Paul McCartney (1942) – Standing Stone
Não, este post não é um Interlúdio. Desde 1991 que o ex-baixista dos Beatles sente que tem algo a dizer nas salas de concertos e esta obra aqui é um de seus acertos (o outro é o oratório Ecce Cor Meum).
As opiniões dos ouvintes se dividem sobre a experiência erudita de McCartney: ou ele é um grande fazedor de obras clichês, que conta com a ajuda de uns amigos orquestradores (não sei se há um deles por trás de Standing Stone – nas outras peças eu sei quem são), ou é esforçado e competente e vai mais longe; ou ele está se metendo a fazer obras que não passarão de medianas e que serão ouvidas porque ele é um figurão, ou elas são melhores do que muita coisa por aí feitas por compositores com mais tempo de estrada.
Acompanho tudo o que Paul vem compondo e fico com as segundas opiniões acima. Não posso exigir que ele seja o que não é [nem poderá ser], mas parte do que ele faz para as salas de concerto tem seus bons méritos e calhou dessa parte conter as peças de maior porte.
Sobre a trajetória erudita de Paul até aqui:
O Oratório de Liverpool (1991) é uma ópera não declaradamente autobiográfica para sala de concerto orquestrada por [e com muitas intervenções de] Carl Davies – tem árias bonitas mas carece muito de coesão dramática. Tratando-se de “opus 1”, os solistas da primeira execução mundial ajudaram a atrair os holofotes: Kiri Te Kanawa, Sally Burgess, Jerry Hadley e Willard White (Paul é Paul e a EMI ajuda, não é?).
Standing Stone (1997) – algo como “a pedra que se encontra de pé”, um termo em inglês para menir (as pedras que Obelix fabrica) – é um poema sinfônico em quatro movimentos e 19 partes (!?), que duram 80 minutos. Na verdade, um longo poema [literário] de Paul baseado em temas celtas deu origem à obra sinfônica e ainda a duas telas a óleo, reproduzidos no encarte do álbum.
A garland for Linda (2000) não entra na contagem. É uma coletânea de peças corais dos amigos de Paul – a única que ele compôs para o álbum foi Nova.
Working classical (1999) se trata de uma compilação de obras não eruditas de Paul arranjadas para quarteto de cordas (pelos tais amigos orquestradores) ao lado de composições originais, como Junk, e ainda três peças sinfônicas. Não empolga.
Sobre Ecce cor meum (2005) falarei alguma coisa em breve. Quanto a Standing Stone, os títulos dos movimentos e das partes da obra, reproduzidos abaixo, dão ideia do argumento que a construiu.
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Standing Stone
Movement I – After heavy light years
1. “Fire/Rain” Allegro energico – 4:30
2. “Cell Growth” Semplice – 8:30
3. “‘Human’ Theme” Maestoso – 3:36
Movement II – He awoke startled
1. “Meditation” Contemplativo – 3:57
2. “Crystal Ship” Con moto scherzando – 2:02
3. “Sea Voyage” Pulsating, with cool jazz feel – 3:39
4. “Lost At Sea” Sognando – 4:37
5. “Release” Allegro con spirito – 1:54
Movement III – Subtle colours merged soft contours
1. “Safe Haven/Standing Stone” Pastorale con moto – 4:11
2. “Peaceful moment” Andante tranquillo – 2:09
3. “Messenger” Energico – 3:35
4. “Lament” Lamentoso – 2:26
5. “Trance” Misterioso – 5:32
6. “Eclipse” Eroico – 4:57
Movement IV – Strings pluck, horns blow, drums beat
1. “Glory Tales” Trionfale – 2:40
2. “Fugal Celebration” L’istesso tempo. Fresco – 4:25
3. “Rustic Dance” Rustico – 2:00
4. “Love Duet” Andante intimo – 3:43
5. “Celebration” Andante – 6:15
Sinfônica de Londres e coro, regidos por Lawrence Foster
CVL
Ferde Grofé (1892-1972) – Suíte Grand Canyon
Graças à predisposição do ambiente familiar, o novaiorquino descendente de huguenotes Ferde Grofé – filho de um barítono e de uma violoncelista – recebeu as primeiras lições de música em casa. Com o falecimento do pai em 1899, foi mandado pela mãe pra Leipzig para estudar composição e se aperfeiçoar em piano e viola (o primeiro passou a ser seu instrumento favorito e o segundo, o profissional). Sua fama, porém, deve-se ao sucesso dos arranjos para a banda de Paul Whitemann na década de 1920.
O mais famoso desses arranjos foi o de uma partitura de George Gershwin escrita para dois pianos (o solista e a redução): a Rapsódia em Blue. Na verdade, Grofé orquestrou três vezes a redução: em 1924 para jazz band, em 1926 para orquestra sinfônica e em 1942 (após a morte de Gershwin, portanto) para orquestra sinfônica ampliada, arranjo este o mais difundido.
(O famoso glissando inicial de clarineta da Rapsódia, no entanto, foi um achado do clarinetista Ross Gorman durante o primeiro ensaio da peça; ele decidiu “emendar” as 17 notas do floreio do primeiro compasso e Gershwin de batepronto pediu que Ross assim o fizesse doravante.)
Em 1916, Grofé e alguns amigos rumaram de carro para o Grand Canyon, contemplar a natureza. A lembrança do nascer do sol nessa ocasião foi tão marcante que ele escreveu Sunrise em 1929. No ano seguinte, teve a idéia da suíte completa e compôs os movimentos Sunset e Cloudburst (Pé d´água, aguaceiro). Em 1931 surgiram os outros dois movimentos, Painted desert e On the trail, e Grofé então orquestrou tudo, exceto Sunrise, já pronta.
De imediato, Toscanini se enamorou pela suíte e tratou de gravá-la. Tem uma cara de trilha sonora de filme da Sessão da Tarde, mas é muito sincera e bem escrita – um dos marcos do neoclassicismo norteamericano. Quem gosta de Barber e de Copland, merece conhecer Grofé.
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Suíte Grand Canyon
1. Sunrise
2. Painted Desert
3. On The Trail
4. Sunset
5. Cloudburst
Filarmônica de Nova Iorque, regida por Leonard Bernstein.
Atualização: Obrigado ao caro RN por apontar o álbum de onde saiu esta gravação.
CVL
Armorial & Piazzolla – Quinteto da Paraíba
Agora quero ver bombar os downloads. Este CD está entre os meus favoritos, porque estive no concerto de estréia dele – em 1994, em João Pessoa – e só pude comprá-lo em 2007 numa promoção de fim de estoque da Kuarup. Fico tão emocionado de ouvi-lo, como o estou fazendo neste momento, que fico sem ter nada a dizer… nem vou destacar nenhuma faixa em particular. Vale a pena escutá-lo de cabo a rabo, por baixo, três vezes.
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Armorial & Piazzolla – Quinteto da Paraíba
01. No Reino da Pedra Verde (Clovis Pereira)
02. Aboio (Clovis Pereira)
03. Galope (Clovis Pereira)
04. Toada e Desafio (Capiba)
05. Rasga (Antonio Nóbrega)
06. Toré (Antonio José Madureira)
07. Adios Nonino (Astor Piazzolla/ Eladia Blazquez)
08. Otoño Porteño (Astor Piazzolla)
09. Mort (Astor Piazzolla)
10. Fuga y Mistério (Astor Piazzolla)
11. Prelúdio Nº 9 (Astor Piazzolla)
12. Melancólico Buenos Aires (Astor Piazzolla)
Yerko Pinto, violino
Ronedilk Dantas, violino
Samuel Espinoza, viola
Nelson Campos, violoncelo
Xisto Medeiros, contrabaixo
PS.: Toada e desafio, de Capiba, vocês conhecem da trilha de Central do Brasil; Rasga e Toré são caras a quem possui o primeiro CD do antológico Quinteto Armorial; e as três primeiras faixas são na verdade os movimentos das Três peças nordestinas, de Clóvis Pereira, as quais já postei quando do CD duplo A música erudita de compositores populares pernambucanos.
CVL
Alberto Ginastera (1916-1983) – Concertos para piano
Eu disse que não iria aparecer no carnaval, mas depois vi que seria uma boa oportunidade dos melômanos avessos à folia recorrerem ao blog e de eu cumprir a autopromessa de postar algumas obras que estavam separadas há um bom tempo aqui no PC.
Embora eu tivesse essa interpretação dos concertos para piano de Ginastera com Dora de Marinis no HD, a gravação enviada por Ortlieb ao mano PQP estava em melhores condições e é ela que está sendo ora postada, com os devidos agradecimentos a ambos. O SAC funcionou porque também, nas próximas semanas, vou dar uma volta por outros países das Américas.
Depois do post de Quadros de uma exibição com Emerson, Lake and Palmer, foi lembrado num comentário de um visitante que o trio inglês homenageara Ginastera. Agora vocês poderão ouvir o quarto movimento do primeiro concerto, que é difícil de se arrombar para os intérpretes (o concerto como um todo e esse movimento em particular) e requer uma sincronia perfeita entre estes e a orquestra tão meticulosa quanto a do finale do Rach 2.
Interessante a história contada por Emerson na Wikipédia em inglês: ele e Ginastera se encontraram na Suíça (na casa do compositor argentino, que vivia com a última esposa, Natalia, violoncelista), durante as gravações de Brain Salad Surgery, em busca do aval do arranjo da “Toccata” para a banda. Ginastera, que mal falava inglês, respondeu que achou a versão “diabólica”, querendo dizer “sensacional”, mas o tecladista entendeu “terrível” – Natalia precisou explicar a Emerson o que o marido queria dizer, já que o inglês ficara aborrecido.
Ginastera later said, “You have captured the essence of my music, and no one’s ever done that before.”
O primeiro concerto é também o que João Carlos Martins, numa célebre matéria do Jornal Nacional pelos idos de 1995, executou com brilhantismo no Carnegie Hall quando de sua volta às salas de concertos, após alguns anos parado em virtude da interminável tentativa de reabilitação dos movimentos das suas mãos.
Bom proveito.
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Ginastera Piano Concertos
1. Piano Concerto No. 1, Op. 28: I. Cadenza e varianti
2. Piano Concerto No. 1, Op. 28: II. Scherzo allucinante
3. Piano Concerto No. 1, Op. 28: III. Adagissimo
4. Piano Concerto No. 1, Op. 28: IV. Toccata concertata
5. Piano Concerto No. 2, Op. 39: I. 32 variazioni sopra un accordo di Beethoven
6. Piano Concerto No. 2, Op. 39: II. Scherzo per la mano sinistra
7. Piano Concerto No. 2, Op. 39: III. Quasi una fantasia
8. Piano Concerto No. 2, Op. 39: IV. Cadenza
9. Piano Concerto No. 2, Op. 39: V. Finale prestissimo
Slovak Radio Symphony Orchestra Bratislava (Orchestra)
Dora De Marinis (Performer)
CVL
