Dou continuidade ao “Festival Haitink”, um desejo antigo, que agora, com a morte do grande maestro, resolvi trazer para os senhores. Algumas postagens serão novas, outras atualizações de links. Haitink gravou muito, principalmente com a sua amada “Orquestra do Concertgebow de Amsterdam”, além de outras prestigiosas orquestras européias e norte americanas. Claro que será um trabalho colaborativo, todos os colegas do blog irão participar.
Inicio aqui um ciclo das sinfonias de Bruckner sempre sob responsabilidade de Bernard Haitink, um dos maiores e mais importantes maestros da atualidade, uma verdadeira lenda nos tablados. Ele tem o toque de Midas, tudo o que grava é ouro, ainda mais quando está à frente da poderosíssima Orquestra do Concertgebouw, de Amsterdam.
Em outras palavras, Bruckner-Haitink-RCO é mais que sinônimo de qualidade, é sinônimo de excelência. E esta postagem está sendo uma singela e inocente homenagem aos seus 90 anos de idade, que completa hoje, dia 04 de março. A gravadora DECCA recém lançou duas caixas com gravações de Haitink, uma é esta que estou trazendo, dedicada a Bruckner, e outra dedicada a Mahler. Só pauleira, só material de primeira linha e qualidade.
“A pesquisa completa de Bernard Haitink sobre as sinfonias de Bruckner deve muito a um edifício, o Amsterdam Concertgebouw, um dos grandes templos culturais do século 19, e à sua orquestra residente. Também se fortaleceu com o espírito de recuperação pós-guerra e com o crescimento econômico renovado na Holanda, que impulsionou a gigante holandesa de eletrônicos Philips e sua gravadora homônima. Ao escrever a série Bruckner de Graminkhone de Haitink, o radialista e musicólogo Deryck Cooke captou a essência de um ciclo que continua a manter seu lugar entre os melhores do catálogo. “Não posso pagar a Haitink nenhum tributo maior do que dizer que, quaisquer que sejam as reservas que eu possa ter sobre o desempenho deste ou daquele movimento, o efeito geral de cada sinfonia é tal que não consigo pensar em nada melhor, e poucos como bons”.
Assim se inicia o texto de apresentação do booklet deste Ciclo poderosíssimo, que tenho o orgulho de possuir, assim como o de Mahler.
SYMPHONY N0.0 IN D MINOR ré mineur ·
Symphonie in d-Moll “Die Nullte”
1 I Allegro 14.29
2 II Andante 13.01
3 III Scherzo: Presto – Trio: Langsamer und ruhiger 6.34
4 IV Finale: Moderato – Andante – Allegro vivace 9.47
SYMPHONY NO.1 IN C MINOR (Linz version, 1866) ut mineur (Version de Linz) · c-Moll (Linzer Fassung)
5 I Allegro molto moderato 12.01
6 II Adagio 13.02
7 III Scherzo: Lebhaft
8 IV Finale: Bewegt, feurig 12.39
SYMPHONY NO.2 IN C MINOR ut mineur · c-Moll Robert Haas Edition, 1938
9 I Ziemlich schnell 17.40
10 II Adagio. Feierlich, etwas bewegt 15.10
11 III Scherzo: Schnell 8.11
12 IV Finale: Mehr schnell – Sehr schnell 17.20
SYMPHONY NO.3 IN D MINOR (Second version, 1877) ré mineur “Wagner-Symphonie” (Version de 1877) d-Moll (Fassung von 1877)
13 I Gemäßigt, mehr bewegt, misterioso 19.20
14 II Adagio. Bewegt, quasi andante 14.42
15 III Scherzo: Ziemlich schnell 6.58
16 IV Finale: Allegro
Com a lentidão habitual do nosso SAC, respondemos aqui à pergunta do René em comentário de 2019: Estas são as gravações que foram lançadas em LP no Brasil, nos anos setenta e oitenta? Com aquelas capas com pinturas de castelos e sempre emolduradas? Inclusive a Sinfonia No. 4, “Romântica”, foi lançada em uma coleção nas bancas, com excelentes gravações da Philips?
Sim, ao que tudo indica é uma reedição das mesmas gravações, feitas entre 1965 e 71. É o que diz o excelente site discogs.
Os críticos de jazz são tão obcecados com inovação, modernidade e pirotecnia que correm o risco de ignorar o maior ideal da música: a expressão pessoal. O saxofonista tenor italiano Marco Pignataro, que dirige o Global Jazz Institute no Berklee College of Music, não usa eletrônica, não faz cover do Radiohead e não impressiona com solos alucinantes. Em vez disso, ele cria melodias e as toca de forma linda e fluida que fazem você querer rir e chorar. Produzido pelo lendário baixista Eddie Gomez, Sofia’s Heart é, nas palavras de Pignataro, “um diário musical pessoal”. Cada uma das sete músicas — cinco originais — fala a uma pessoa, lugar ou época de sua vida . Apoiado por Gomez, o pianista Mark Kramer, o flautista Matt Marvuglio e o baterista Billy Drummond, Pignataro toca frases divagadoras, inserindo velocidade quando o espírito o move. Ele homenageia um local de férias favorito com a bonita Sleepless in Ocean Park, celebra um bom amigo com a alegre Grande Theodore e conta a história de sua filha na melodia final e mais comovente do álbum, Sofia’s Heart, uma balada tão bela que chega a doer.
Marco Pignataro: Sofia`s Heart
1. Sleepless in Ocean Park 7:21
2. Homesick 8:38
3. Interplay 6:56
4. Bologna d’Inverno 13:17
5. Grande Theodore 6:16
6. Estate 12:23
7. Sofia’s Heart 9:10
Marco Pignataro, sax
Eddie Gomez, baixo
Mark Kramer, piano
Matt Marvuglio, flauta
Billy Drummond, bateria
3 Rondos on Slovak folktunes é um belo início para este volume 23. É uma coleção de três pequenas peças para piano. Como já cansamos de escrever, Béla Bartók teve grande interesse artístico pela música folclórica, principalmente da Romênia e da Hungria dos dias modernos. Estes rondós foram compostos em 1916, junto com muitas outras composições baseadas em canções folclóricas húngaras e romenas. O primeiro é uma transcrição um tanto fiel de uma melodia infantil chamada Lánc, lánc, eszterlánc, com algumas ornamentações, que fez numa das suas viagens. Os outros dois rondós foram compostos em 1927 e seguem um estilo muito diferente do primeiro. Suas estruturas são muito mais complexas e os ritmos são mais enfatizados do que no primeiro rondó. Béla Bartók admitiu ter tentado incluir um terceiro tema para o segundo rondó, ao passo que os rondós geralmente têm apenas dois temas, mas acabou decidindo não fazê-lo.
A Petite Suite , Sz. 105, BB 113 é uma redução para piano de seis dos 44 Duos para Dois Violinos de Bartók, arranjados pelo compositor em 1936 e já postados por nós nesta coleção.
Teremos tempo de falar no Mikrokosmos mais adiante, pois ele tomará todo o volume 24 e boa parte do 25. Mas adiantamos que trata-se da obra didática mais importante de Béla Bartók, escrita entre 1926 e 1937 e publicada em 1940. Ao longo da coleção, Bartók introduz ao estudante distintos problemas rítmicos, melódicos, harmônicos e pianísticos. É claro que hoje o Mikrokosmos é também peça de concerto, tal sua qualidade.
O que dizer das interpretações? Olha, imbatíveis, sensacionais!
Béla Bartók (1881-1945): 3 Rondos on Slovak folktunes / Petite Suite for piano / Progressive pieces for piano “Mikrokosmos” (Gabos / Tusa / Szücs) #BRTK140 Vol. 23 de 29
1 Rondos on Slovak folktunes, for piano, Sz. 84, BB 92: No. 1. Andante
piano:
Gábor Gabos (pianist)
recording of:
3 Rondos on Slovak Folktunes, Sz. 84, BB 92, No. 1: Andante
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
3 Rondos on Slovak Folktunes, Sz. 84, BB 92
2:52
2 Rondos on Slovak folktunes, for piano, Sz. 84, BB 92: No. 2. Vivacissimo
piano:
Gábor Gabos (pianist)
recording of:
3 Rondos on Slovak Folktunes, Sz. 84, BB 92, No. 2: Vivacissimo
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
3 Rondos on Slovak Folktunes, Sz. 84, BB 92
2:24
3 Rondos on Slovak folktunes, for piano, Sz. 84, BB 92: No. 3. Allegro molto
piano:
Gábor Gabos (pianist)
recording of:
3 Rondos on Slovak Folktunes, Sz. 84, BB 92, No. 3: Allegro molto
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
3 Rondos on Slovak Folktunes, Sz. 84, BB 92
2:44
4 Petite Suite for piano arranged from fourty-four violin duos Nos. 28, 38, 43, 16, 36, & 32, Sz.105, BB 113: No. 1. Lassú
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Petite Suite, Sz. 105, BB 113: I. Slow Tune
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1931)
arranger:
Béla Bartók (composer) (in 1936)
version of:
44 Duos for Two Violins: No. 28, Bánkódáspart of:
Petite Suite, Sz. 105, BB 113
2:17
5 Petite Suite for piano arranged from fourty-four violin duos Nos. 28, 38, 43, 16, 36, & 32, Sz.105, BB 113: No. 2. Forgatós
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Petite Suite, Sz. 105, BB 113: II. Wallachian Dance
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1931)
arranger:
Béla Bartók (composer) (in 1936)
version of:
44 Duos for Two Violins: No. 32, Máramarosi táncpart of:
Petite Suite, Sz. 105, BB 113
0:48
6 Petite Suite for piano arranged from fourty-four violin duos Nos. 28, 38, 43, 16, 36, & 32, Sz.105, BB 113: No. 3. Pengetõs
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Petite Suite, Sz. 105, BB 113: III. Whirling Dance
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1931)
arranger:
Béla Bartók (composer) (in 1936)
version of:
44 Duos for Two Violins: No. 38, Forgatóspart of:
Petite Suite, Sz. 105, BB 113
1:22
7 Petite Suite for piano arranged from fourty-four violin duos Nos. 28, 38, 43, 16, 36, & 32, Sz.105, BB 113: No. 4. Oroszos
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Petite Suite, Sz. 105, BB 113: IV. Quasi pizzicato
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1931)
arranger:
Béla Bartók (composer) (in 1936)
version of:
44 Duos for Two Violins: No. 43, Pizziccatopart of:
Petite Suite, Sz. 105, BB 113
0:59
8 Petite Suite for piano arranged from fourty-four violin duos Nos. 28, 38, 43, 16, 36, & 32, Sz.105, BB 113: No. 5. Dudás
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Petite Suite, Sz. 105, BB 113: V. Ruthenian Dance
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1931)
arranger:
Béla Bartók (composer) (in 1936)
version of:
44 Duos for Two Violins: No. 16, Burleszkpart of:
Petite Suite, Sz. 105, BB 113
1:10
9 Progressive pieces for piano, Sz. 107/1, BB 105/1–36 “Mikrokosmos”: Volume 1: I – VI. Hat unisono dallam
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I, No. 1: Six Unison Melodies, No. 1
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I
2:55
10 Progressive pieces for piano, Sz. 107/1, BB 105/1–36 “Mikrokosmos”: Volume 1: VII. Kóta ponttal / VIII. Hangismétlés / IX. Szinkópák / X. Két kézzel felváltva
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I, No. 7: Dotted Notes
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I
2:44
11 Progressive pieces for piano, Sz. 107/1, BB 105/1–36 “Mikrokosmos”: Volume 1: XI. Párhuzamos mozgás / XII. Tükörkép / XIII. Fekvésváltozás / XIV. Kérdés és felelet / XV. Falusi dal / XVI. Párhuzamos mozgás helyzetváltozással / XVII. Ellenmozgás
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I, No. 11: Parallel Motion
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I
4:23
12 Progressive pieces for piano, Sz. 107/1, BB 105/1–36 “Mikrokosmos”: Volume 1: XVIII – XXI. Négy unisono dallam
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I, No. 18: Four Unison Melodies (1)
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I
2:01
13 Progressive pieces for piano, Sz. 107/1, BB 105/1–36 “Mikrokosmos”: Volume 1: XXII. Imitáció és ellenpont / XXIII. Imitáció és fordítása / XXIV. Pastorale / XXV. Imitáció és fordítása
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I, No. 22: Imitation and Counterpoint
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I
2:58
14 Progressive pieces for piano, Sz. 107/1, BB 105/1–36 “Mikrokosmos”: Volume 1: XXVI. Hangismétlés / XXVII. Szinkópák / XXVIII. Kánon oktávában / XXIX. Imitáció tükörképben / XXX. Kánon az alsó kvintben / XXXI. Tánc kánon-formában
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I, No. 26: Repetition (2)
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I
3:44
15 Progressive pieces for piano, Sz. 107/1, BB 105/1–36 “Mikrokosmos”: Volume 1: XXXII. Dór-hangsor / XXXIII. Lassú tánc / XXXIV. Fríg hangsor / XXXV. Korál / . Szabad kánon
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I, No. 32: In Dorian Mode
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume I
4:49
16 Progressive pieces for piano, Sz. 107/2, BB 105/37–66 “Mikrokosmos”: Volume 2: XXXVII. Líd hangsor / XXXVIII – XLIX. Staccato and legato / XL. Délszlávos / XVI. Dallam kísérettel
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume II, No. 37: In Lydian mode (Allegretto)
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume II
4:43
17 Progressive pieces for piano, Sz. 107/2, BB 105/37–66 “Mikrokosmos”: Volume 2: XLII. Kíséret tört hármasokkal / XLIII. Magyaros / XLIV. Ellenmozgás
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume II, No. 42: Accompaniment in Broken Triads
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume II
3:09
18 Progressive pieces for piano, Sz. 107/2, BB 105/37–66 “Mikrokosmos”: Volume 2: XLV. Meditation / XLVI. Növekedés-fogyás / XLVII. Nagyvásár / XLVIII. Mixolíd hangsor
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume II, No. 45: Meditation
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume II
2:53
19 Progressive pieces for piano, Sz. 107/2, BB 105/37–66 “Mikrokosmos”: Volume 2: XLIX. Crescendo – dimenuendo / L. Minuetto / LI. Ringás / LII. Kétszólamúság kézváltással / LIII. Erdélyies / LIV. Kromatika / LV. Triolák líd hangsorban / LVI. Tercelõ dallam
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume II, No. 49: Crescendo – Diminuendo
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume II
4:16
20 Progressive pieces for piano, Sz. 107/2, BB 105/37–66 “Mikrokosmos”: Volume 2: LVII. Hangsúlyos / LVIII. Napkeleten / LIX. Dúr és moll / LX. Kánon tartott hangokkal / LXI. Pentaton dallam / LXII. Párhuzamos mozgás kis hatodhangközökben
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume II, No. 57: Accents
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume II
4:14
21 Progressive pieces for piano, Sz. 107/2, BB 105/37–66 “Mikrokosmos”: Volume 2: LXIII. Zsongás / LXIV. Vonal és pont / LXV. Párbeszéd / LXVI. Dallam elosztva
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume II, No. 63: Buzzing
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume II
3:44
2
2 Progressive pieces for piano, Sz. 107/3, BB 105/67–96 “Mikrokosmos”: Volume 2: LXVII. Tercekhez egy harmadik szólam / LXVIII. Magyar tánc / LXIX. Akkordtanulmány / LXX. Dallamhoz kettõsfogások / LXXI. Tercek / LXXII. Sárkánytánc / LXXIII. Kettõs- és hármasfogások
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III, No. 67: Thirds Against a Single Voice
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III
6:31
23 Progressive pieces for piano, Sz. 107/3, BB 105/67–96 “Mikrokosmos”: Volume 3: LXXIV. Magyar párosító / LXXV. Triolák / LXXVI. Háromszólamúság / LXXVII. Gyakorlat / LXXVIII. Ötfokú hangsor
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III, No. 74: Hungarian Matchmaking Song
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III
3:14
24 Progressive pieces for piano, Sz. 107/3, BB 105/67–96 “Mikrokosmos”: Volume 3: LXXIX. Hommage à Johann Sebastian Bach / LXXX. Hommage à Robert Schumann
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III, No. 79: Hommage à Johann Sebastian Bach
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III
Então chegamos finalmente àquele que muitos consideram o mais belo e mais perfeito Concerto para Piano já composto. Sua composição data de 1809, e desde sua estréia já foi aclamado e ovacionado como a obra prima que é, a suprema realização de Beethoven em seu mais caro e querido instrumento, o piano. A grandiloquência da obra, com sua abertura estonteante, deu-lhe a alcunha de “Imperador”.
E como comentei na primeira postagem desta série, considero esta gravação da dupla Perahia / Haitink contando com a cumplicidade dessa magnífica orquestra holandesa, como uma das melhores já realizadas. Serve para mim como padrão de referência para esse concerto, quando ouço alguma outra versão. O velho LP, comprado há uns trinta anos atrás, está ali na prateleira. Ele já me acompanhou em diversas mudanças, e provavelmente me acompanhará até o final de meus dias. O valor sentimental dele é muito grande para ser vendido.
Mas chega de lero-leros e óbvios ululantes e vamos ao que viemos, dando por concluído a postagem dessa magnífica integral dos Concertos para Piano de Beethoven com esse timaço, que não canso de repetir, bate um bolão, tornando cada um destes discos facilmente classificáveis como “IM-PER-DÍ-VEIS” !!!!
P.S. Dedico essa série a nosso colega Vassilly, que confidenciou-nos certa vez que de vez em quando troca e-mails com Murray Perahia e Andre Watts. Pediria inclusive ao Vassily que assim que possível, transmitir os cumprimentos a Mr. Perahia por essa magnífica gravação, da parte de um grande admirador de seu talento.
Ludwig van Beethoven – Piano Concerto no.5 in E flat major, Op. 73, ‘Emperor’
01. Piano Concerto no.5 in E flat major, Op. 73, ‘Emperor’; I. Allegro
02. Piano Concerto no.5 in E flat major, Op. 73, ‘Emperor’; II. Adagio un poco moto
03. Piano Concerto no.5 in E flat major, Op. 73, ‘Emperor’; III. Rondo Allegro
Murray Perahia – Piano
Royal Concertgebow Orchestra
Bernard Haitink – Conductor
Dando continuidade a essa integral, trago hoje os Concertos de nº 3 e 4. O intérprete é Murray Perahia, acompanhado por Bernard Haitink e a maravilhosa Concertgebow Orchestra, de Amsterdam, a melhor orquestra da atualidade, na verdade, diria que já fazem algumas décadas que ela ostenta esse título.
Como não poderia deixar de ser, a qualidade do intérprete, da orquestra e do regente, amplificam a qualidade destas obras, com Perahia totalmente a vontade, e explorando a verve mais romântica delas, sabendo-se que principalmente o Concerto nº 3 pertence a uma fase de transição nas composições de Beethoven. Prestem atenção movimento Largo do Terceiro Concerto para entenderem o que estou dizendo. Lírico, e profundamente emotivo, diria que os mais emotivos até segurariam uma lágrima ao ouvirem a forma com que Perahia se entrega em sua interpretação.
Piano Concertos nº 3 e nº 4 – Perahia, Haitink, Royal Concertgebow Orchestra
01. Piano Concerto No 3 – Allegro con brio
02. Largo
03. Rondo Allegro
04. Piano Concerto No 4 – Allegro moderato
05. Andante con moto
06. Rondo vivace
Murray Perahia – Piano
Royal Concertgebow Orchestra, Amsterdam
Bernard Haitink – Conductor
ESTOU REVALIDANDO ESTES LINKS EM HOMENAGEM AO GRANDE BERNARD HAITINK, UM DOS MAIORES MAESTROS DO SÉCULO XX E XXI, E, COMO COMENTOU NOSSO VASSILY , ERA , “COM SOBRAS, O MAIOR REGENTE A RESPIRAR NESTA ATMOSFERA.” NOS PRÓXIMOS DIAS REVALIDAREMOS ANTIGAS POSTAGENS, E NOVIDADES QUE NUNCA APARECERAM POR AQUI. SUA DISCOGRAFIA ERA IMENSA, MAS TENTAREMOS, NA MEDIDA DO POSSÍVEL, TRAZER AO MENOS UMA AMOSTRA DO SEU TALENTO.
Esta foi a primeira integral dos Concertos para Piano de Beethoven que adquiri. Era muito popular e comum nas lojas de disco nos anos 80. OS velhos LPs já se foram, em uma crise financeira nos inícios dos anos 90 fui obrigado a vender muitos discos, o que lamento profundamente, nem gosto de lembrar daquela época de minha vida.
Mas foi através destas gravações de Beethoven que conheci Murray Perahia, e esta sua parceria com o imenso Bernard Haitink e a inigualável Royal Concertgebow Orchestra de Amsterdam marcou época. em minha vida. Seu Concerto Imperador é um primor de eficiência técnica e estilística, uma gravação que guardo com muito carinho e ao qual sempre recorro para fazer alguma comparação, ou até mesmo para satisfação pessoal.
Mas neste primeiro CD temos os dois primeiros concertos, e sempre que trago essas obras as defino como essencialmente mozartianas, mas já trazendo embutidos em sua alma o DNA beethovenniano. Ou ao contrário. Os senhores decidem.
P.S. Prestem atenção à cadenza do primeiro movimento, recentemente descoberta, e magistralmente interpretada por Perahia.
Nem preciso então dizer que trata-se de uma integral IM-PER-DÍ-VEL !!!.
01. Piano Concerto No 1 – I Allegro con brio
02. Cadenza
03. II – Largo
04. III – Rondo Allegro scherzando
05. Piano Concerto No 2 – I Allegro con brio
06. Cadenza
07. II – Adagio
08. III – Rondo Molto allegro
Murray Perahia – Piano
Royal Concertgebow Orchestra, Amsterdam
Bernard Haitink – Conductor
Um belo disco de música que pode não ser muito profunda, mas que é agradabilíssima, de alta qualidade. E o Amarillis é um excelente conjunto, digno da música que apresenta. O que sempre me deixa pasmo é a produção de Telemann. O Livro Guinness de Recordes lista Telemann como o compositor mais prolífico de todos os tempos, com mais de 800 trabalhos creditados. Porém, estudos mais recentes têm demonstrado que Telemann escreveu mais de 3000 composições, muitas das quais estão agora perdidas. Algumas das suas obras, que se imaginavam perdidas, foram recentemente descobertas pelo musicologista Jason Grant. Muitos dos manuscritos foram destruídos durante a Segunda Guerra Mundial. Mas aproveite esta pequena amostra do ultra prolífico GPT! Vale a pena!
G. P. Telemann (1681-1767): Voyageur virtuose ( Ensemble Amarillis)
1 Trio Sonata in D Minor, TWV 42:d10: I. Allegro 02:13
2 Trio Sonata in D Minor, TWV 42:d10: II. Adagio 02:09
3 Trio Sonata in D Minor, TWV 42:d10: III. Allegro 02:21
4 Trio Sonata in D Minor, TWV 42:d10: IV. Presto 01:48
5 Trio Sonata in G Minor, TWV 42:g5: I. Mesto 02:39
6 Trio Sonata in G Minor, TWV 42:g5: II. Allegro 03:14
7 Trio Sonata in G Minor, TWV 42:g5: III. Andante. Largo. Andante 03:33
8 Trio Sonata in G Minor, TWV 42:g5: IV. Vivace 01:51
9 Trio Sonata in B-Flat Major, TWV 42:B4: I. Dolce 02:07
10 Trio Sonata in B-Flat Major, TWV 42:B4: II. Vivace 01:40
11 Trio Sonata in B-Flat Major, TWV 42:B4: III. Siciliana 02:32
12 Trio Sonata in B-Flat Major, TWV 42:B4: IV. Vivace 01:47
13 Sonata in D Major, TWV 41:D6: I. Lento 01:55
14 Sonata in D Major, TWV 41:D6: II. Allegro 02:33
15 Sonata in D Major, TWV 41:D6: III. Largo 01:53
16 Sonata in D Major, TWV 41:D6: IV. Allegro 01:46
17 Trio Sonata in E-Flat Major, TWV 42:Es3: I. Largo 02:12
18 Trio Sonata in E-Flat Major, TWV 42:Es3: II. Vivace 02:39
19 Trio Sonata in E-Flat Major, TWV 42:Es3: III. Mesto 02:29
20 Trio Sonata in E-Flat Major, TWV 42:Es3: IV. Allegro 03:16
21 Trio Sonata in A Minor, TWV 42:a4: I. Largo 02:33
22 Trio Sonata in A Minor, TWV 42:a4: II. Vivace 02:24
23 Trio Sonata in A Minor, TWV 42:a4: III. Affettuoso 02:43
24 Trio Sonata in A Minor, TWV 42:a4: IV. Allegro 02:46
Bernard Haitink, o famoso maestro holandês, morreu em paz em casa com sua família, aos 92 anos.
Essa notícia discreta dada ontem por seu agente coroou uma vida discreta, sempre marcada por mais preocupação com a música do que com manchetes de jornal.
Como relata o obituário do New York Times, ele deixava a música falar por si própria. Em 1967, a revista Time destacou que “em uma profissão onde a extravagância e a arrogância são frequentemente as marcas do talento, o tímido Haitink é uma anomalia.” Um artigo do New York Times em 1976 trazia a manchete “Por que Bernard Haitink não age como um superstar?”
Ao contrário de maestros famosos por seus ataques de pelanca, Haitink dizia que sua função era dar confiança aos músicos, mesmo quando as coisas não estavam funcionando perfeitamente. Com essa atitude no-nonsense, ele ajudou a forjar entre 1961 e 88 o famoso som da Orquestra do Concertgebouw de Amsterdam. Depois, regeu muito em Londres, Munique, Dresden, Viena, etc. Não aderiu à corrente dos instrumentos antigos, mas parece ter aprendido muito – como Abbado – com os maestros historicamente informados.
Aqui no PQPBach, Haitink já foi muito homenageado em vida. Recentemente, tivemos sua integral de Beethoven (LSO, 2005-2006) e de Shostakovich (Concertgebouw, LPO, 1977-1983).
Também não dá pra não mencionar as suas gravações de Brahms, de Bruckner (aqui e aqui) e de Mahler (aqui e aqui no blog do amigo Carlinus). Provavelmente virão outras gravações desses últimos no PQPBach em breve. Fiquem de olho.
Este CD vem de longe e nem sei porque ele estava no meu HD, catalogado como jazz. O Xhol Caravan, de Wiesbaden, mais parece um The Doors alemão. A mesma sonoridade, o mesmo órgão enchendo o saco. Este é um show que ocorreu na pequena e bela cidade de Altena (Alemanha) em 1969. Xhol Caravan, que se autodenominava Soul Caravan, tocava uma mistura de rock psicodélico, rock progressivo, jazz fusion, blues e alguns elementos étnicos. O grupo esteve ativo entre 1967 e 1972 e dizia ser de Krautrock — também chamada de kosmische Musik, “música cósmica”, que é um amplo gênero de rock experimental que se desenvolveu na Alemanha Ocidental no final dos anos 1960 e início dos anos 1970 entre artistas que combinavam elementos de rock psicodélico, música eletrônica e composição de vanguarda.
Com 80 minutos completos, o CD chega ao limite. Os anúncios das canções, dados em suas formas e durações originais, transmitem de maneira brilhante a atmosfera do evento. Freedom Opera, com duração de quase uma hora, pode ser ouvida na íntegra.
Xhol Caravan – Altena 1969
01. Olé
02. So Damn, So Down And So Blue
03. Psychedelic Sally
04. Emptiness
05. Freedom Opera
Tim Belbe, saxophones
Gilbert “Skip” van Wych III, drums and percussion
Klaus Briest, bass guitar
Hansi Fischer, flutes and saxophones (1967–70)
Gerhardt Egmont “Öcki” Von Brevern, Hammond organ (1969–72)
James Rhodes, vocals (1967–69)
Ronnie Swinson, vocals (1967–68)
Werner Funk, electric guitar (1967–69)
Quando pensamos em música para banda, logo nos vêm à mente uma banda militar em marcha, acompanhada por bozolóides. Mas se algum bolsomínion ouvir este bom CD, seus dois neurônios se abraçarão chorando de medo e, à noite, o bolsoasno vai sonhar como se estivesse na ponta da praia como vítima. A música de Persichetti é boa, melodiosa, reflexiva e séria, retirando-nos totalmente do clichê. Persichetti escreveu sinfonias inventivas e poderosas que seguiram as tradições de Piston, Roy Harris e William Schumann. Mas foi também um compositor de peças particularmente interessantes para conjuntos de sopros. Vale a pena ouvir este CD. A execução dos Winds LSO sob David Amos é virtuosística e contagiante.
Este recentíssimo CD traz de volta a Akademie für Alte Musik Berlin (AKAMUS), desta vez em uma ópera de Haydn. Como eu ouço meus CDs caminhando na rua, sem libreto, a impressão que me ficou foi a de “muito recitativo para poucas árias”, mas deve ser uma limitação causada por minhas condições. Bem, a ópera L’isola disabitata, de Joseph Haydn, traz um excelente quarteto de cantores. Oficialmente chamada de azione teatrale, L’isola é uma ópera séria sobre amor, perda e mal-entendidos com um final feliz, ambientada em uma exótica ilha deserta. O especial nesta ópera é que Haydn escolheu escrever acompanhamentos orquestrais para toda a obra, com recitativos fartamente orquestrados. Na partitura impressa de Haydn, muitas das elaboradas seções instrumentais foram deliberadamente cortadas, porque ele temia que exigissem muito dos músicos e que algumas audiências não fossem cultas o suficiente para apreciá-las plenamente. A Akademie für Alte Musik Berlin, liderada por Bernhard Forck, tocam esplendidamente, enquanto Anett Fritsch (Costanza), Sunhae Im (Silvia), Krystian Adam (Gernando) e André Morsch (Enrico) oferecem uma bela e virtuosística entrega vocal. A Akademie für Alte Musik Berlin é um dos melhores conjuntos de instrumentos de época da atualidade, sem dúvida, e este CD é mais uma comprovação do fato.
F. J. Haydn (1732-1809): L’isola disabitata (Bernhard Forck, André Morsch, Anett Fritsch, Sunhae Im, Krystian Adam & Akademie für Alte Musik Berlin)
01. Overture
02. Recitative : Qual contrasto non vince
03. Recitative : Ah germana! Ah Costanza!
04. Aria : Se non piange un’infelice
05. Recitative : Che ostinato dolor!
06. Recitative : Ma sarà poi, Gernando
07. Aria : Chi nel cammin d’onoro
08. Recitative : Che fu mai quel ch’io vidi!
09. Aria : Fra un dolce deliro
10. Recitative : Ah presaga fu l’alma
11. Aria : Non turbar quand’io mi lagno
12. Recitative : Non s’irriti fra’ primi
13. Aria : Come il vapor s’ascende
14. Aria : Ah, che invan per me pietoso
15. Recitative : Giacché da me lontana
16. Arietta & Recitative : Giacché il pietoso amico
17. Recitative : Ignora il caro amico le sue felicità
18. Recitative : Costanza, Costanza?
19. Quartet : Sono contenta appieno
Bernhard Forck
André Morsch
Anett Fritsch
Krystian Adam
Sunhae Im
Akademie für Alte Musik Berlin
As Sonatas para Violino e Cravo formam um conjunto bem distinto entre as obras de câmara de Bach, ao apresentar o cravo como parceiro, dividindo igualmente o protagonismo da ação musical, ao lado do instrumento melódico. É lindo como o discurso musical é apresentado ora pelo violino, ora pelo teclado, um respondendo ao outro sobre o baixo que continua sustentando os dois protagonistas como, por exemplo, ocorre no início do segundo movimento da quinta sonata. Isso muito bem qualifica estas peças como verdadeiras sonatas em trio, Triosonaten. Uma explicação para toda essa novidade e inspiração de Bach pode ter sido, segundo o livreto que se encontra no arquivo, teria sido a chegada a Cöthen, em 1719, de um instrumento encomendado pelo Príncipe Leopoldo. O cravo era um instrumento tão maravilhoso que provocou uma extra centelha no gênio, resultando não só o conjunto de sonatas como também o primeiro dos concertos com instrumento de teclas solando, o Brandenburgo No. 5.
Eu sempre fui fascinado por estas obras e as gravações do conjunto completo que rondaram minhas primeiras audições foram as de Henryk Szeryng e Helmut Walcha no selo Philips-Living Baroque, mas sobretudo, de Arthur Grumiaux e Christiane Jaccottet.
As práticas autênticas com instrumentos de época mostraram suas armas com a gravação de Sigiswald Kuijken e Gustav Leonhardt e o mundo da música gravada nunca mais foi o mesmo. Para muitos esta gravação continua um marco intransponível. Na minha opinião, o balanço entre a presença do extrovertido e divertido Sigiswald e a sisudez de Herr Leonhardt acaba escorrendo mais para o lado do último…
Entre as pioneiras gravações HIP, a que me deixou um desejo enorme de ouvir foi a da dupla dos (então) jovens Monica Huggett e Ton Koopman. Vontade essa que só foi saciada dia destes. Não havia conseguido ouvi-la nos dias dos CDs e nestes tempos modernosos de arquivos digitais esse disco andou sumido, pelo menos nos meus terminais. Não mais, ainda bem…
Como gosto muito de Bach interpretado ao piano, sempre busquei gravações que usassem este instrumento, mas nem sempre com sucesso.
É conhecida a gravação feita por Jaime Laredo e Glenn Gould, que em geral aparece acompanhada da gravação feita por Leonard Rose e Glenn Gould, com violoncelo e piano, das sonatas para viola da gamba. Esta menção me faz lembrar da gravação destas obras com Maisky e Argerich, mas o parágrafo é muito pequeno para tantas personalidades e eu estou me afastando do assunto… O que dizer sobre estas gravações? Não fossem as cordas, eu talvez ainda as ouvisse.
Uma outra gravação desta época que eu ainda não consegui ouvir é a de Péter Csaba e Zoltán Kocsis, no selo Hungaroton. Kocsis que naquela época também gravou a Arte da Fuga, ao piano, que eu também não ouvi. De qualquer forma, devido a estatura dos artistas, achei que valia a pena mencionar e já me prometeram arranjar os arquivos…
Além disso, as gravações das quatro últimas sonatas com Renaud Capuçon e David Fray parcialmente me nutriram até agora e você poderá verificar se acessar esta postagem aqui.
Pois enfim chegamos ao disco da postagem, as seis sonatas interpretadas ao violino e piano – uma versão bastante contemporânea. A violinista Rahel Maria Rilling é filha do regente Helmuth Rilling, pré e pós HIP, especialista em música de Bach. Rahel Maria aprendeu tocar violinos desde a mais tenra idade e atua em orquestras como a NDR Elbphilharmonie de Hamburgo e frequentemente como convidada na Berliner Philharmoniker. Ela também tem carreira solo e como camerista.
O pianista Johannes Roloff atua como concertista internacional e também como solista de diversas orquestras, entre elas a Berliner Symphoniker e a RSO Berlin. Johannes também atua como compositor, arranjador musical de música para filmes, peças de teatro e operetas.
Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)
Sonatas para Violino e Cravo, BWV 1014 – 1019
Sonata para violino e cravo No. 1 em si menor, BWV1014
Adagio
Allegro
Andante
Allegro
Sonata para violino e cravo No. 2 em lá maior, BWV1015
Andante
Allegro assai
Andante un poco
Presto
Sonata para violino e cravo No. 3 em mi maior, BWV1016
Adagio
Allegro
Adagio ma non tanto
Allegro
Sonata para violino e cravo No. 4 em dó menor, BWV1017
Siciliano. Largo
Allegro
Adagio
Allegro
Sonata para violino e cravo No. 5 em fá menor, BWV1018
Largo
Allegro
Adagio
Vivace
Sonata para violino e cravo No. 6 em sol maior, BWV1019
Rahel, a bruta-fofa de olhos grandes (die Brut-Nette mit den großen Augen), deu sentido à palavra tocar violino, porque quando toca nas casas de show e nos clubes da capital, parece brincadeira de criança e uma ou outra ideia maluca está sempre no começo . Café também.
Rahel Rilling toca um violino feito por Tomaso Balestrieri, de Cremona, em 1767.
Além de seu treinamento de violino clássico, ela sempre se entusiasmou com outros repertórios, além do pop e do jazz. Aos 14 anos apareceu com o grupo pop “Bruder” na MTV e VIVA. Seguiram-se numerosas gravações de estúdio para bandas como Rosenstolz, Echt, Olli Dittrich, Mousse T., Mando Diao, Michael Bublé, Rod Stewart e Rufus Wainwright.
Aproveite!
René Denon
Para uma outra abordagem destas magníficas sonatas, talvez você queira visitar esta outra postagem aqui:
O mano CPE era o meu preferido. Esse era bróder mesmo. Talentoso, legal, feio pra caralho, quando a gente saía à noite sempre sobrava pra mim. Baita cara. Aqui neste CD, temos dois pilares da música historicamente informada — Anner Bylsma (1934-2019) e Gustav Leonhardt (1928-2012). E eles dão um show nestes lindos concertos já muito afastados do barroco de nosso pai. Os concertos são realmente de primeira linha, com amplos adágios e movimentos rápidos de motivos curtos e muito bonitos.
Descontando os bastardos como eu, CPE foi o quinto e segundo filho sobrevivente de Johann Sebastian Bach e Maria Barbara Bach. Seu segundo nome foi em homenagem a seu padrinho Georg Philipp Telemann, amigo de Johann Sebastian Bach. Ele foi um compositor influente que trabalhou numa época de transição entre o estilo barroco de seu pai e o estilo clássico que o seguiu. Sua abordagem pessoal, expressiva e frequentemente turbulenta, conhecida como empfindsamer Stil ou ‘estilo sensível’, aplicava os princípios da retórica e do drama às estruturas musicais. Seu dinamismo contrasta deliberadamente com o estilo galante mais educado, também em voga. Para distingui-lo de seu irmão Johann Christian, um talento menor, conhecido como o “Bach de Londres”, que nessa época foi o mestre da música da Rainha da Grã-Bretanha, CPE Bach era conhecido como o “Bach de Berlim” durante sua residência naquela cidade, e mais tarde, como o “Bach de Hamburgo”, quando sucedeu a Telemann como Kapellmeister na cidade. Para seus contemporâneos, ele era conhecido simplesmente como Emanuel. Eu o chamava de Mané. Pois Mané também foi um pedagogo influente, escreveu o famoso “Ensaio sobre a verdadeira arte (teu cu) de tocar instrumentos de teclado”, que seria estudado por Haydn , Mozart e Beethoven , entre outros.
C. P. E. Bach (1714-1788): Concertos para Violoncelo (Bylsma / Leonhardt)
Cello Concerto in A major Wq172 H439
[01] I. Allegro [6’31]
[02] II. Largo con sordini, mesto [7’42]
[03] III. Allegro assai [5’01]
Cello Concerto in A minor Wq170 H432
[04] I. Allegro assai [9’25]
[05] II. Andante [9’48]
[06] III. Allegro assai [6’31]
Cello Concerto in B flat major Wq171 H436
[07] I. Allegretto [8’12]
[08] II. Adagio [10’05]
[09] III. Allegro Assai [6’29]
Anner Bylsma (Cello)
The Orchestra of the Age of the Enlightenment
Gustav Leonhardt (Regência)
Um bom disco daquele Beethoven mainstream. A argentina Ingrid Fliter (1973) dá recitais de piano desde os 11 anos de idade, estreou no Colón aos 16 e estudou na Europa sob o patrocínio de Martha Argerich. É muito boa pianista e leva este repertório com classe. Eu amo especialmente a Patética.
Das três sonatas de Beethoven executadas neste CD, apenas uma recebeu um título da parte do compositor. Foi a Grand Sonate Pathétique, composta em 1798 em Viena e dedicada ao príncipe Karl Lichnowsky, um apoiador que apresentou Beethoven à aristocracia vienense. A Sonata foi composta em um momento em que Beethoven estava se tornando ciente de sua surdez.
Embora Beethoven não tenha nomeado a sonata Op. 31 No. 2 como Tempest, há relatos não confirmados de que ele pensou numa conexão com a peça homônima de Shakespeare. Ela veio à tona no ano do Testamento de Heiligenstadt (1802), uma carta endereçada a seus irmãos “para ser lida e executada após minha morte”. Nele, ela descreve seu desespero com o progresso da surdez, sua rejeição ao suicídio e sua decisão de “suportar esta existência miserável”.
Também o nome Appassionata não foi escolhido pelo compositor, mas é muito adequado porque a obra é apaixonante e dramática. O título foi escolhido pela editora em 1838, 11 anos após a morte do compositor. A Appassionata foi composta em 1804/1805. Custou a Beethoven boa quantidade de tempo e esforço no mesmo período em que ele estava compondo a Sinfonia Eroica e a Sonata Kreutzer.
E já que aqui a gente é maluco mesmo, aqui está a Hiromi no Adagio cantabile da Patética. É pura diversão:
Ludwig van Beethoven (1770-1827): Sonatas Pathétique, Tempest, Appassionata
Sonata No. 8 in C Minor, Op. 13 “Grande Sonate pathétique”
1) Grave – Allegro di molto e con brio
2) Adagio cantabile
3) Rondo: Allegro
Piano Sonata No. 17 in D Minor, Op. 31 No. 2 “Tempest”
4) I. Largo – Allegro
5) II. Adagio
6) III. Allegretto
Piano Sonata No. 23 in F Minor, Op. 57 “Appassionata”
7) Allegro assai
8) Andante con moto
9) Allegro ma non troppo
Ouvi muito este CD durante alguns anos de minha vida, dentro de um ônibus, indo de uma determinada cidade do interior para a capital do mesmo estado, e vice versa, e fiz essa viagem durante quase 10 anos. Costumava embarcar no final da tarde de domingo rumo a capital, e essa música embalava o entardecer. Esse CD me proporcionou momentos muito agradáveis, que ajudavam a quebrar a rotina das viagens.
Sou fã de John McLaughlin já há bastante tempo, desde minha adolescência, e sempre admirei o músico e a pessoa por trás daquela guitarra. E quando comprei esse CD, que homenageava um dos meus ídolos, John Coltrane, fiquei muito ansioso, principalmente pela participação mais do que especial do lendário baterista Elvin Jones, que tocara com o próprio Coltrane lá nos anos 60. O terceiro nome na época me era estranho, Joe DeFrancesco, e mais estranho o instrumento que ele tocava, um órgão Hammond. Que mistura exótica de sons poderia ouvir? Claro que a satisfação foi imensa ao constatar o talento do músico, e como aquele som se encaixava à perfeição. E um outro detalhe me chamou a atenção: onde estava o baixista? Mas logo entendi que não havia necessidade de um contrabaixo, fosse elétrico, fosse acústico. O Hammond podia cumprir perfeitamente essa ‘lacuna’.
Claro que em se tratando de músicos de tal quilate e tocando Coltrane, o que se destaca aqui é a improvisação. Cada faixa é uma aula de improvisação. E ouvindo novamente esse CD, vinte anos depois daquela cansativa rotina rodoviária, continuo encontrando nele a mesma sensação de frescor e liberdade de improvisação. Sente-se que os três músicos estão totalmente a vontade, tocando com prazer. O tempo passou, fiquei mais velho, me estabeleci finalmente no interior do estado, passei em um concurso público, e hoje posso ‘curtir’ essa estabilidade que a vida me proporciona, apesar de ainda levar uns tropeços de vez em quando.
01. Take The Coltrane
02. My Favourite Things
03. Sing Me Softly Of The Blues
04. Encuentros
05. Naima
06. Tones For Elvin Jones
07. Crescent
08. Afro Blue
09. After The Rain
John McLaughlin – Guitarra
Joe DeFrancesco – Teclado
Elvin Jones – Bateria
Dia destes nosso editor-chefe postou quatro concertos para piano de Mozart numa evidente relação de amor e ódio – sob a perspectiva da interpretação, é claro – com a solista Alicia de Larrocha e o regente, Georg Solti.
É impressionante como algumas gravações sofrem, com o passar do tempo, o efeito de carregarem os usos e modismos do momento em que foram feitas. Basta lembrar os LPs da Archiv Produktion com suas capas de fundo creme ornadas apenas pelo logotipo da AP, títulos e nomes dos compositores e músicos, com um ar que sugeria uma publicação científica, trazendo música antiga gravada pelos experts da época. Karl Richter um notório exemplo.
É fato que algumas gravações desafiam o tempo, enquanto outras rapidamente esmaecem e fenecem e passam a interessar a apenas uma magra fatia dos alucinados melômanos.
Estes não muito organizados pensamentos me ocorrem numa manhã linda de domingo enquanto me debato entre a necessidade de corrigir algumas avaliações, trocar de imóvel e escolher o almoço. Para afastar de vez todas estas maçantes atribuições, Mozart!
Este disco com dois espetaculares concertos para piano, interpretados pelo articuladíssimo pianista e cronista, Jeremy Denk, além de cair, na minha opinião, naquela categoria dos discos que desafiarão o tempo, vem bem a calhar.
A sua audição, acompanhada da leitura do artigo do Jeremy, que você pode encontrar aqui, muito contribuiu para minha boa disposição em chegar contente ao fim do domingo.
Ele menciona que o melhor de Mozart está nas suas óperas e concertos para piano. Eu não poderia concordar mais…
Um disco com dois concertos, primeiro o Concerto em dó maior, que se lança com ares marciais, lembrando a canção do Fígaro, e o outro, em ré menor, tão conhecido por seus tons mais trágicos. Os concertões são separados, ou melhor, unidos, pelo Rondo em lá menor, que devido ao seu caráter mais melancólico e tristonho funciona como um momento de reflexão para o ouvinte, gerando um intervalo entre eles.
Miles Kending, assessor especial para discos com concertos para piano de Mozart
Eis um disco que deve agradar a antigos ouvintes de Concertos para Piano de Mozart, assim como aqueles que os estão descobrindo agora. Certo, Miles?
Comparado com o cravo de Pierre Hantaï e com o de Masato Suzuki, o som do instrumento do italiano Francesco Cera parece mais cheio, mais encorpado, com harmônicos abundantes… Ele utiliza dois cravos de meados do século 18, maiores e mais barulhentos do que os de 100 anos antes.
A orquestra I Barocchisti tem 5 violinos em alguns concertos e 8 em outros. É um pouco mais do que o Bach Collegium Japan, que usa 3 violinos na gravação que vocês viram aqui.
Os concertos para cravo foram compostos em Leipzig, por volta da década de 1730 (portanto, uns 10 anos depois dos Concertos de Brandenburgo). No texto abaixo, encontrado neste site e que vocês vão me perdoar por não ter traduzido, há argumentos convincentes para a ideia de que Bach (ou o público de sua época) gostava desse tipo de música em cravos grandes e poderosos:
As Leipzig’s chief provider of both sacred and secular music Johann Sebastian Bach probably gave a huge sigh of relief on today’s date in 1733.
The death of the Imperial Elector Friedrich Augustus the First of Saxony earlier that year had resulted in a four-month period of official mourning, which meant NO elaborate sacred music at Bach’s Leipzig churches, and certainly no frivolous secular concerts with the Collegium Musicum, an orchestra of professionals and amateurs that Bach assembled periodically at Zimmermann’s coffee house in that city.
Finally, Frederich’s successor said, “Enough was enough,” and this notice appeared in a Leipzig paper:
“His Royal Highness and Electorial Grace, having given kind permission for the [resumption of] music, tomorrow, on June 17, a beginning will be made by Bach’s Collegium Musicum at Zimmermann’s Garden, at 4 o’clock in the afternoon, with a fine concert. The concerts will be weekly, with a new harpsichord, such as had not been heard there before, and lovers of music are expected to be present.” (Grifo meu)
J. S. Bach (1685-1750): Quatro Concertos para Cravo – (Francesco Cera, I Barocchisti)
Concerto para Cravo e orquestra BWV 1052 em Ré menor
1. I – Allegro 7:37
2. II – Adagio 6:07
3. III – Allegro 8:10
Concerto para Cravo e orquestra BWV 1053 em Mi maior
4. I – [Allegro] 8:22
5. II – Siciliano 4:55
6. III – Allegro 6:56
Concerto para Cravo e orquestra BWV 1056 em Fá menor
7. I – [Allegro] 3:30
8. II – Largo 2:35
9. III – Presto 3:38
Concerto para Cravo e orquestra BWV 1054 em Ré maior
10. I – [Allegro] 7:37
11. II – Adagio e Piano Sempre 5:41
12. III – Allegro 2:58
I Barocchisti – Diego Fasolis
Harpsichord – Francesco Cera
Na minha opinião, as principais peças deste 22º CD são as conhecidas Suíte de Danças (aqui em versão para piano), a Sonata e a Suíte para Piano, também conhecida como Out of Doors. As outras duas peças do disco — a primeira e a última — são pequenas joias sem grande lapidação. Mas com esses pianistas húngaros… Olha, eles fazem tudo valer a pena.
A Suíte de Danças, primeira obra de Bartók oficialmente encomendada, foi escrita em 1923 para o cinquentenário da união das cidades de Buda e Peste. Apesar do caráter patriótico da celebração, as cinco danças (interligadas por um refrão de caráter húngaro) apresentam também elementos árabes e romenos.
A Sonata para Piano , BB 88, Sz. 80, foi composta em junho de 1926. 1926 é conhecido pelos musicólogos como o “ano do piano” de Bartók. A obra é altamente dissonante. Usando o piano de forma percussiva, cada movimento tem uma estrutura clássica geral, de acordo com o uso frequente de Bartók de formas clássicas como veículos de um pensamento mais avançado. O musicólogo Halsey Stevens encontra no trabalho as primeiras formas de muitos traços estilísticos que se tornaram mais plenamente desenvolvidos na “era de ouro” de Bartók, 1934-1940.
A Suíte para Piano Out of Doors (húngaro: Szabadban , alemão: Im Freien , francês: En Plein Air) é um conjunto de cinco peças solo de piano, Sz. 81, BB 89, escrita por Béla Bartók em 1926. Ela está entre as poucas composições instrumentais de Bartók com títulos programáticos.
Béla Bartók (1881-1945): Improvisations on Hungarian peasant songs / Dance suite for orchestra (versão para piano) / Dance suite for orchestra (versão para piano) / Sonata para Piano / Suíte para piano “Out of Doors”/ Nine little piano pieces (Gabos / Tusa) #BRTK140 Vol. 22 de 29
1 Improvisations on Hungarian peasant songs for piano, Sz. 74, BB 83 (Op. 20): I. Molto moderato
piano:
Gábor Gabos (pianist)
recording of:
Improvisations on Hungarian Peasant Songs, op. 20, Sz. 74: I. Molto moderato
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1920)
part of:
Improvisations on Hungarian Peasant Songs, op. 20, Sz. 74
1:18
2 Improvisations on Hungarian peasant songs for piano, Sz. 74, BB 83 (Op. 20): II. Molto capriccioso
piano:
Gábor Gabos (pianist)
recording of:
Improvisations on Hungarian Peasant Songs, op. 20, Sz. 74: II. Molto capriccioso
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1920)
part of:
Improvisations on Hungarian Peasant Songs, op. 20, Sz. 74
1:08
3 Improvisations on Hungarian peasant songs for piano, Sz. 74, BB 83 (Op. 20): III. Lento, rubato
piano:
Gábor Gabos (pianist)
recording of:
Improvisations on Hungarian Peasant Songs, op. 20, Sz. 74: III. Lento, rubato
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1920)
part of:
Improvisations on Hungarian Peasant Songs, op. 20, Sz. 74
2:50
4 Improvisations on Hungarian peasant songs for piano, Sz. 74, BB 83 (Op. 20): IV. Allegretto scherzando
piano:
Gábor Gabos (pianist)
recording of:
Improvisations on Hungarian Peasant Songs, op. 20, Sz. 74: IV. Allegretto scherzando
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1920)
part of:
Improvisations on Hungarian Peasant Songs, op. 20, Sz. 74
0:40
5 Improvisations on Hungarian peasant songs for piano, Sz. 74, BB 83 (Op. 20): V. Allegro molto
piano:
Gábor Gabos (pianist)
recording of:
Improvisations on Hungarian Peasant Songs, op. 20, Sz. 74: V. Allegro molto
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1920)
part of:
Improvisations on Hungarian Peasant Songs, op. 20, Sz. 74
0:50
6 Improvisations on Hungarian peasant songs for piano, Sz. 74, BB 83 (Op. 20): VI. Allegro moderato, molto capriccioso
piano:
Gábor Gabos (pianist)
recording of:
Improvisations on Hungarian Peasant Songs, op. 20, Sz. 74: VI. Allegro moderato, molto capriccioso
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1920)
part of:
Improvisations on Hungarian Peasant Songs, op. 20, Sz. 74
1:40
7 Improvisations on Hungarian peasant songs for piano, Sz. 74, BB 83 (Op. 20): VII. Sostenuto rubato
piano:
Gábor Gabos (pianist)
recording of:
Improvisations on Hungarian Peasant Songs, op. 20, Sz. 74: VII. Sustenuto, rubato
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1920)
part of:
Improvisations on Hungarian Peasant Songs, op. 20, Sz. 74
2:31
8 Improvisations on Hungarian peasant songs for piano, Sz. 74, BB 83 (Op. 20): VIII. Allegro
piano:
Gábor Gabos (pianist)
recording of:
Improvisations on Hungarian Peasant Songs, op. 20, Sz. 74: VIII. Allegro
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1920)
part of:
Improvisations on Hungarian Peasant Songs, op. 20, Sz. 74
2:08
9 Dance suite for orchestra, Sz. 77, BB 86/a: I. Moderato
piano:
Gábor Gabos (pianist)
recording of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86b: I. Moderato (for piano)
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1923)
arranger:
Béla Bartók (composer) (in 1925)
version of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86a: I. Moderato (for orchestra)part of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86b (for piano)
3:38
10 Dance suite for orchestra, Sz. 77, BB 86/a: II. Allegro molto
piano:
Gábor Gabos (pianist)
recording of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86b: II. Allegro molto (for piano)
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1923)
arranger:
Béla Bartók (composer) (in 1925)
version of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86a: II. Allegro molto (for orchestra)part of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86b (for piano)
2:21
11 Dance suite for orchestra, Sz. 77, BB 86/a: III. Allegro vivace
piano:
Gábor Gabos (pianist)
recording of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86b: III. Allegro vivace (for piano)
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1923)
arranger:
Béla Bartók (composer) (in 1925)
version of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86a: III. Allegro vivace (for orchestra)part of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86b (for piano)
2:48
12 Dance suite for orchestra, Sz. 77, BB 86/a: IV. Molto tranquillo
piano:
Gábor Gabos (pianist)
recording of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86b: IV. Molto tranquillo (for piano)
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1923)
arranger:
Béla Bartók (composer) (in 1925)
version of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86a: IV. Molto tranquillo (for orchestra)part of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86b (for piano)
3:07
13 Dance suite for orchestra, Sz. 77, BB 86/a: V. Comodo
piano:
Gábor Gabos (pianist)
recording of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86b: V. Comodo (for piano)
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1923)
arranger:
Béla Bartók (composer) (in 1925)
version of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86a: V. Comodo (for orchestra)part of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86b (for piano)
1:00
14 Dance suite for orchestra, Sz. 77, BB 86/a: (VI). Finale. Allegro
piano:
Gábor Gabos (pianist)
recording of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86b: VI. Finale. Allegro (for piano)
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1923)
arranger:
Béla Bartók (composer) (in 1925)
version of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86a: VI. Finale. Allegro (for orchestra)part of:
Dance Suite, Sz. 77, BB 86b (for piano)
3:56
15 Sonata for piano, Sz. 80, BB 88: Allegro moderato
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Piano Sonata, Sz. 80: I. Allegro moderato
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1926-06)
part of:
Piano Sonata, Sz. 80
4:49
16 Sonata for piano, Sz. 80, BB 88: Sostenuto e pesante
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Piano Sonata, Sz. 80: II. Sostenuto e pesante
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1926-06)
part of:
Piano Sonata, Sz. 80
6:27
17 Sonata for piano, Sz. 80, BB 88: Allegro molto
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Piano Sonata, Sz. 80: III. Allegro molto
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1926-06)
part of:
Piano Sonata, Sz. 80
3:39
18 Suite for piano, Sz. 81, BB 89 “Out of Doors”: No. 1. Síppal, dobbal…
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Out of Doors, Sz. 81, BB 89, No. 1: With Drums and Pipes
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1926)
part of:
Out of Doors, Sz. 81, BB 89
1:47
19 Suite for piano, Sz. 81, BB 89 “Out of Doors”: No. 2. Andante . Barcarolla
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Out of Doors, Sz. 81, BB 89, No. 2: Barcarolla
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1926)
part of:
Out of Doors, Sz. 81, BB 89
3:11
20 Suite for piano, Sz. 81, BB 89 “Out of Doors”: No. 3. Moderato. Musettes
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Out of Doors, Sz. 81, BB 89, No. 3: Musettes
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1926)
part of:
Out of Doors, Sz. 81, BB 89
3:06
21 Suite for piano, Sz. 81, BB 89 “Out of Doors”: No. 4. Lento. Az éjszaka zenéje
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Out of Doors, Sz. 81, BB 89, No. 4: The Night’s Music
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1926)
part of:
Out of Doors, Sz. 81, BB 89
5:37
22 Suite for piano, Sz. 81, BB 89 “Out of Doors”: No. 5. Presto. Hajsza
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Out of Doors, Sz. 81, BB 89, No. 5: The Chase
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1926)
part of:
Out of Doors, Sz. 81, BB 89
2:38
23 Nine little piano pieces, Sz. 82, BB 90: Book I, No. 1. Moderato
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
9 Little Piano Pieces, Sz. 82: No. 1. Moderato
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
9 Little Piano Pieces, Sz. 82
1:21
24 Nine little piano pieces, Sz. 82, BB 90: Book I, No. 2. Andante
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
9 Little Piano Pieces, Sz. 82: No. 2. Andante
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
9 Little Piano Pieces, Sz. 82
1:16
25 Nine little piano pieces, Sz. 82, BB 90: Book I, No. 3. Lento
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
9 Little Piano Pieces, Sz. 82: No. 3. Lento
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
9 Little Piano Pieces, Sz. 82
1:48
26 Nine little piano pieces, Sz. 82, BB 90: Book I, No. 4. Allegro vivace
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
9 Little Piano Pieces, Sz. 82: No. 4. Allegro vovace
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
9 Little Piano Pieces, Sz. 82
1:08
27 Nine little piano pieces, Sz. 82, BB 90: Book II, No. 5. Menuetto
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
9 Little Piano Pieces, Sz. 82: No. 5. Menuetto. Moderato
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
9 Little Piano Pieces, Sz. 82
1:48
28 Nine little piano pieces, Sz. 82, BB 90: Book II, No. 6. Allegro. Dal
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
9 Little Piano Pieces, Sz. 82: No. 6, Air. Allegro – Meno mosso
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
9 Little Piano Pieces, Sz. 82
1:00
29 Nine little piano pieces, Sz. 82, BB 90: Book II, No. 7. Comodo. Marcia delle bestie
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
9 Little Piano Pieces, Sz. 82: No. 7. Marcia delle bestie. Comodo
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
9 Little Piano Pieces, Sz. 82
1:49
30 Nine little piano pieces, Sz. 82, BB 90: Book II, No. 8. Allegro molto. Csörgõ-tánc
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
9 Little Piano Pieces, Sz. 82: No. 8. Tambourine. Allegro molto
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
9 Little Piano Pieces, Sz. 82
1:09
31 Nine little piano pieces, Sz. 82, BB 90: Book III, No. 9. Preludio. Molto moderato – allegro non troppo, molto ritmico
piano:
Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
9 Little Piano Pieces, Sz. 82: No. 9. Preludio – All ungherese
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
9 Little Piano Pieces, Sz. 82
Cada vez mais eu gosto de ouvir free jazz, ainda mais um de seus pioneiros, o genial Ornette Coleman. E que músicos temos neste disco! Todo mundo é gênio e não exagero. This Is Our Music é o quinto álbum do saxofonista, lançado pela Atlantic Records em março de 1961. É o primeiro com o baterista Ed Blackwell substituindo seu predecessor, Billy Higgins, no Ornette Coleman Quartet. E, ao que eu saiba, é o único dos álbuns de Coleman a incluir um standard, neste caso uma versão de Embraceable You, de George e Ira Gershwin. Duas sessões de gravação do álbum ocorreram em julho e uma em agosto de 1960 no Atlantic Studios em Nova York. As sete faixas foram selecionadas a partir de 23 gravadas ao longo das três sessões. Coleman ficou muito satisfeito com as gravações, afirmando: “Em julho de 1960, fizemos trinta músicas em três semanas. Todas originais. Eu não tinha percebido todas as abordagens diferentes que estávamos desenvolvendo nos últimos meses. Acho que os novos álbuns darão ao público uma ideia mais precisa do que estamos tentando fazer.” Em suas notas de encarte, Coleman teve o cuidado de colocar sua música no contexto histórico, escrevendo:
o mais importante da nossa música é a improvisação, que é feita da forma mais espontânea possível, com cada homem contribuindo com sua expressão musical para criar a forma. Agora – vamos olhar para trás. A improvisação em grupo não é nova. No início do jazz, esse tipo de jogo em grupo era conhecido como Dixieland. Na era do swing, a ênfase mudou e a improvisação tomou a forma de solos baseados em riffs. No jazz moderno, a improvisação é melódica e harmonicamente progressiva. Agora estamos combinando os três para criar e dar mais liberdade ao músico e mais prazer ao ouvinte.
Ele também homenageou seus companheiros de banda, escrevendo: “A experiência de tocar com esses homens é inexplicável e só sei que o que eles fazem está muito além de uma explicação técnica.”
The Ornette Coleman Quartet – This Is Our Music
1 Blues Connotation 5:14
2 Beauty Is A Rare Thing 7:12
3 Kaleidoscope 6:33
4 Embraceable You 4:54
5 Poise 4:37
6 Humpty Dumpty 5:20
7 Folk Tale 4:46
Ornette Coleman – alto saxophone
Don Cherry – pocket trumpet
Charlie Haden – bass
Ed Blackwell – drums
Fãs de Amaral Vieira, este CD não é de obras de vosso dileto compositor, mas é tão digno quanto. Daniel Wolff é um neorromântico que me lembra muito Jaime Zenamon e Carlos Guastavino (se vocês não conhecem esses dois estão perdendo de ter contato com obras agradabilíssimas, mas caso não gostem de românticos tardios e ultratardios então é bom não escutá-los).
Wolff não lembra Amaral Vieira nem nos estilos emulados nem no porte das obras, mas no cabedal de que dispõe para compor, tal qual vocês poderão ouvir no concerto para clarineta (quem disser que é uma obra água com açúcar, tudo bem, mas é praticamente perfeita em harmonia, melodias e orquestração, ainda que não tenha tanta inspiração nos dois últimos movimentos).
Porém, melhor ainda é quando Wolff toca violão, instrumento no qual tornou-se o primeiro doutor no Brasil. Em sua interpretação do concerto de Radamés Gnatalli não encontro ressalvas – mas deixo para os violonistas fazerem comentários adicionais ou me desmentirem.
Este é um CD que estava na fila de espera há mais de um ano – na verdade, estava desde que me juntei à família Bach.
AS (Ante scriptum).: O Gaudêncio Thiago de Mello mencionado adiante, não é o poeta, é irmão dele (Amadeu Thiago de Mello).
***
Gaudêncio Thiago de Mello: Reflections e Amadeste / Ernesto Nazareth e Daniel Wolff: A terceira face de Ernesto / Daniel Wolff (1967): Concerto para clarineta / Radamés Gnatalli (1906-1983): Concerto à Brasileira n° 4
1. Reflections (A hug for Ayla), Gaudêncio Thiago de Mello
2. A terceira face de Ernesto, Ernesto Nazareth e Daniel Wolff
3. Amadeste, Gaudêncio Thiago de Mello
Concerto à brasileira nº 4, Radamés Gnattali
4. Allegro Moderato
5. Lento
6. Ritmado
Concerto para clarinete e orquestra de cordas, Daniel Wolff
7. Allegro moderato
8. Expressivo e cantabile
9. Allegro ritmado
Daniel Wolff, violão
Gary Dranch, clarineta
Orquestra de Câmara da ULBRA
Tiago Flores, regência
Duas sonatas para piano, do período em que Haydn estava a serviço da família Esterházy, e mais duas compostas na época em que ele estava às voltas com as viagens a Londres. Com esta fórmula Paul Lewis nos brindou com um disco maravilhoso, postado aqui.
Lewis gostou do passeio na sede de campo do PQP Bach Club de Pomerode
Pois ele repetiu a dose, com a mesma maestria – outro ótimo disco.
As sonatas para piano de Haydn levam uma numeração dada por H. C. Robbins Landon, musicólogo especializado na obra de Haydn, e uma outra mais antiga, proveniente do catálogo Hobken. Por exemplo, temos a Sonata No. 33 (Landon) em dó menor, Hob. XVI: 20 (Hobken), de 1771, e Sonata No. 53 em mi menor, Hob. XVI: 34, de 1778 ou 1783. As outras duas sonatas do disco são as No. 61 em ré maior, Hob. XVI: 51 e No. 62 em mi bemol maior, Hob. XVI: 52, ambas de 1794. Estas duas últimas, juntas com a No. 60 em dó maior, Hob. XVI: 50, gravada no outro disco de Lewis, foram as últimas sonatas compostas por Haydn, em 1794.
Todas estas sonatas são muito lindas e aparecem também no conjunto de sonatas gravadas por Alfred Brendel em vários discos reunidos em um só volume pela Philips, outra grande referência para quem gosta deste tipo de música.
As sonatas deste disco compostas na década de 1770 são próximas das composições de CPE Bach e as outras, da década de 1790, são típicas do estilo clássico vienense, como também são as primeiras sonatas para piano de Beethoven.
Não se iluda com o relativamente baixo número no catálogo da Sonata Hob, XVI: 20, em dó menor. Ela é favorita de pianistas como Alfred Brendel e András Schiff. A sonata começa moderadamente, com um arco inquisitório que vai se resolvendo com a enorme inventividade de Haydn. Não espere uma demonstração de virtuosismo, mas aprecie a elegância e graciosidade tão plenamente realizadas por Paul Lewis.
A Sonata em dó maior, Hob. XVI: 52 é uma das Top 10 da Gramaphone – uma das escolhidas para as melhores dez sonatas para piano, ever! (Pelo menos até que o editor não decida reescrever o artigo…)
O seu movimento final é ótimo exemplo do bom humor de Haydn.
O início da Sonata em mi menor, Hob. XVI: 34 é maravilhosamente borbulhante, cheia de perguntas seguidas de respostas afirmativas, deliciosa. O adagio é seguido de um brilhante finale, molto vivace, com a mesma verve do primeiro movimento, cheio do famoso bom humor haydniano.
Graciosidade também não falta na última sonata, em dois curtos movimentos, mas cheia de novas atitudes.
Franz Joseph Haydn (1732 – 1809)
Sonata para piano No. 33 em dó menor, Hob.XVI:20
Moderato
Andante con moto
Finale. Allegro
Sonata para piano No. 62 em i bemos maior, Hob.XVI:52
Esse foi olhar que Paul mandou quando perguntamos pelas gaivotas…
In 2018, Paul Lewis embarked on an exploration of one of the richest bodies of work of the Classical era: the keyboard sonatas of Haydn.
For his second volume, the British pianist tackles some of the most remarkable pieces in this vast oeuvre: the exceptionally concise Sonata in D major Hob. XVI:51, for example, which is surprisingly pre-Romantic (Schubert is not far off), or the celebrated Sonata in E flat major Hob. XVI:52, with which Haydn conferred well-nigh symphonic dimensions on the keyboard sonata for the very first time.
Piano do Joe Haydn
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Em minha modestíssima e insignificante opinião, a russa Yulianna Avdeeva é o grande nome feminino do piano da atualidade, e uma fortíssima candidata a ocupar o trono de Martha Argerich. Seu repertório vai de Bach a Prokofiev sem maiores problemas. Não teme se expor nas redes sociais, a acompanho no Facebook, onde de vez em quando faz postagens muito interessantes sobre as obras que está estudando. Quem tiver tempo livre, procurem no Youtube suas lives sobre o Cravo Bem Temperado. Como boa filha de seu tempo, Avdeeva sente-se perfeitamente a vontade na frente de uma câmera para analisar cada um dos prelúdios e fugas e expor suas dificuldades de interpretação.
Neste CD que ora vos trago, temos obras de três compositores bem diferentes. Começando com a maravilhosa ‘Fantasia in Fá Menor, op 49’, de Chopin, que já trouxe em outra ocasião com a mesma pianista, mas em outro contexto, gravado ao vivo. Aqui Yulianna está dentro de um estúdio, então temos uma abordagem diferente, mas igualmente de altíssima qualidade, afinal estamos falando de uma vencedora do dificílimo Concurso Chopin de Varsóvia. E isso é para poucos. Para mostrar ainda mais sua versatilidade e talento, ainda temos A Sonata nº6 de Mozart e duas obras de Liszt, incluíndo a dificílima ‘Après Une lecture Du Dante’, um tour de force para a nossa intérprete.
Chopin:
1 Fantasie In F Minor Op.49
Mozart:
Piano Sonata No.6 In D Major K.284
2 Allegro
3 Rondeau En Polonaise. Andante
4 Tema Con Variazione
Liszt:
5 Après Une Lecture Du Dante – Fantasia Quasi Sonata
6 Aida Di Giuseppe Verdi – Danza Sacra E Duetto Finale S.436
Eu costumo ser (muito) hostil a Liszt. Por isso, quando comecei a ouvir e a gostar (muito) deste disco, fiquei surpreso. Fui atrás deste CD por causa da Sonata, uma das poucas obras de Liszt que admiro, mas acabei feliz com tudo o que ele traz. Por falar na Sonata, esta de Hamelin é uma das melhores gravações dela que já ouvi. A complicada obra se desdobra com uma espontaneidade e aparente inevitabilidade que entusiasma. Isso logo após depois da Tarantella de Venezia e Napoli, tocada com uma velocidade e clareza que talvez leve alguns colegas do pianista ao desespero. Não é uma questão de virtuosismo por si só. A rapidez das notas repetidas de Hamelin na Tarantella é quase inacreditável, mas ele mantém a poesia e o refinamento. Mesmo assim, o lugar de honra vai para a Sonata. Bah, que Sonata linda, um Sonatão! Adoro!
Franz Liszt (1811-1886): Peças para Piano e Sonata S178
1)Fantasie und Fuge über das Thema B-A-C-H S529ii [12:36]
2)Bénédiction de Dieu dans la solitude (No 03 of Harmonies poétiques et religieuses, S173) [17:54]
Venezia e Napoli – Supplement aux Années de Pèlerinage seconde volume S162
3) No 1: Gondoliera [5:15]
4) No 2: Canzone [3:06]
5) No 3: Tarantella [9:22]
Sonate “Piano Sonata in B minor” S178
6) Movement 1: Lento assai [11:58]
7) Movement 2: Andante sostenuto [7:55]
8) Movement 3: Allegro energico [1:50]
9) Movement 4: Allegro energico – Più mosso [5:40]
10) Movement 5: Andante sostenuto [3:43]
No dicionário vemos a informação de que glosa significa ornamentação: glosa – anotação em texto para explicar o sentido de uma palavra ou esclarecer uma passagem (comentário). Se olharmos no dicionário com especificidade de música, veremos que glosa é um termo usado frequentemente pelos músicos espanhóis do século XVI indicando uma peça musical similar a um conjunto de variações. Pois a partir daí você começa a imaginar o que pode ser um Trattado de Glosas, que estamos para ouvir neste lindíssimo disco, mas que requer mais de seu tempo e de sua atenção para seu devido desfrute.
Diego Ortiz nasceu em Toledo e foi um compositor e mestre virtuose de viola e seu Trattado de Glosas de 1553 teve grande influência nas práticas musicais de sua época. O tratado foi publicado em Roma, mas apareceu também em Espanha. No entanto, nesta época, Diego estava em Nápoles, a serviço de Ferdinando Álvarez Toledo, Duque de Alba, vice-rei de Nápoles.
Neste disco temos as variações publicadas no tratado, as Recercadas, sobre os temas de La Spagna, O felici occhi miei, Doulce memoire, El passamezzo antiguo, La Romanesca e La folia. Estas variações são tocadas por um solista, papel intercalado por Bruno Cocset e Guido Balestracci, e são acompanhados por um conjunto de violas. As variações são, de quando em quando, intercalados por pequenos números musicais de compositores contemporâneos de Ortiz, acrescentando ainda mais beleza ao conjunto.
Um disco para amantes de viola e para aqueles que acreditam que é possível ser transportado no tempo, por um período curto que seja, e depois de volta…
Diego Ortiz (c. 1510 – 1570)
Recercadas del Trattado de Glosas (1533)
Recercada terçera para violone sola
Recercada primera sobre el canto Ilano La Spagna
Recercada segunda sobre el canto Ilano La Spagna
Recercada terçera sobre el canto Ilano La Spagna
Recercada quinta sobre el canto Ilano La Spagna
Recercada quarta sobre el canto Ilano La Spagna
Recercada sesta sobre el canto Ilano La Spagna
Luis Milán (1500 – 1561)
Fantasia XIII por el primer y segundo tono
Fantasia (vihuela)
Diego Ortiz
Recercadas del Trattado de Glosas
Recercada primera sobre el madrigal O felici occhi miei
Recercada terçera sobre el madrigal O felici occhi miei
Recercada segunda sobre el madrigal O felici occhi miei
Recercada quarta sobre el madrigal O felici occhi miei
Antonio de Cabezón (1510 – 1566)
Diferencias sobre la gallarda milanesa (órgão & cravo)
Diferencias
Tomás Luis de Victoria (1548 – 1611)
O magnum mysterium
Moteto
Diego Ortiz
Recercadas del Trattado de Glosas
Recercada quarta para violone sola
Recercada primera sobre la cancion Doulce memoire
Recercada segunda sobre la cancion Doulce memoire
Luis Milán
Fantasia I por el primer tono (vihuela)
Fantasia
Diego Ortiz
Recercadas del Trattado de Glosas
Recercada terçera sobre la cancion Doulce memoire
Recercada quarta sobre la cancion Doulce memoire
Recercada primera para violone sola
Recercada segunda para violone sola
Recercada primera sobre tenore El passamezzo antigua
Recercada segunda sobre tenore El passamezzo moderno
Recercada terçera sobre tenore El passamezzo antiguo
Recercada quarta sobre tenore La folia
Recercada quinta sobre tenore El passamezzo antiguo
Recercada sesta sobre tenore La Romanesca
Recercada settima sobre tenore La Romanesca
Recercada otava sobre tenore La folia
Antonio de Cabezón
Diferencias sobre El Cantodel Caballero (órgão)
Diferencias
Diego Ortiz
Recercada del Trattado de Glosas
Recercada sobre tenore Aria di Ruggiero Quinta pars
Bruno Cocset, solo
Guido Balestracci, solo
Les Basses Réunies
Maude Gratton, órgão
Bertrand Cuiller, cravo
Xavier Diaz-Latorre, viola e guitarra renascentista
Detalhes sobre a atuação dos músicos podem ser encontrados no livreto
Bruno esperando pacientemente que Guido termine o seu solo…
Bruno Cocset and Guido Balestracci take turns playing the solo bass (and sometimes treble) viol parts in these 27 ricercars, effectively elegant fantasies on mostly pre-existing pieces. They bring burnished flair to these varied gems, part of the Spanish master Diego Ortiz’s 1553 treatise on ornamentation. The Sunday Times
Guido, taking his time…
The result is simply flawless, in particular the two soloists Bruno Cocset and Guido Balestracci congenially transpose the elegant diminutions of this music. The exquisite timbres of their fellow campagners are more than just assistance. (…) The whole thing sounds like a discreet but varied and lasting introduction to the courtly sound universe in Southern Europe of that time. Concerto
Envernizar é fácil… o trabalho é tomar conta até secar!
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E, pelas mãos competentes de Robert King e sua turma, voltamos a este belo recanto da música barroca inglesa, que já tínhamos abordado aqui. As canções são muito bonitas, é claro que Blow, o professor de Purcell, era mais grosso que seu leve aluno, mas está muito longe de ser uma vergonha. Neste disco, as vozes estão lindamente combinadas e fazem belos duetos. Só que, há o link acima… Aquele do “aqui“. E ocorre que, há mais de 30 anos, Robert King gravou para a Hyperion um disco com quase o mesmo conteúdo cantado por uma geração anterior de contratenores, James Bowman e Michael Chance. Tudo na gravação mais antiga é mais brilhante, mais vivo, até mesmo as canções mais sóbrias têm expressão mais profunda do que os do novo CD. A propósito: Who did Purcell blow?
Henry Purcell (1659-1695) / John Blow (1649-1708): Elegy (Iestyn Davies / James Hall / The King´s Consort / Robert King)
1 Purcell Hark how the songsters 3’00
2 Purcell In vain the am’rous flute 6’20
3 Purcell O solitude, my sweetest choice 5’40
4 Purcell Chaconne from Dioclesian 2’44
5 Blow Ah heav’n, what is’t I hear? 3’31
6 Purcell Sound the trumpet 2’23
7 Purcell Since the toils and the hazards of war 4’09
8 Purcell Sing, sing, ye druids 2’36
9 Blow Paratum cor meum 2’22
10 Purcell The Queen’s Epicedium: Incassum Lesbia 7’37
11 Blow The Queen’s Epicedium: No, Lesbia, you ask in vain 7’07
12 Purcell O dive custos Auriciae domus 6’26
13 Blow Ode: Mark how the lark and linnet sing 3’52
14 Blow Ode: But in the close of night 4’57
15 Blow Ode: So ceas’d the rival crew when Purcell came 2’55
16 Blow Ode: We beg not hell, our Orpheus to restore 1’51
17 Blow Ode: The pow’r of harmony too well they knew 2’35
18 Blow Ode: The heav’nly quire, who heard his notes 4’28
19 Blow Ode: Ye brethren of the lyre 2’49
Iestyn Davies countertenor James Hall countertenor The King’s Consort Robert King