ANIVERSÁRIO DO PQP BACH!!! — 15 ANOS DEPOIS, A REEDIÇÃO DA PRIMEIRA POSTAGEM DE FDPBACH — Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Sinfonias Nos. 5 e 7 – Carlos Kleiber, WPO

 

Essa postagem foi minha estréia no PQPBach. Incrível que já tenha se passado tanto tempo, como diz a famosa expressão, “o tempo passa, o tempo voa”. Podemos nos orgulhar de sermos um dos primeiros blogs de música clássica no Brasil, anteriormente conversávamos em grupos especializados no saudoso Orkut, e foi ali que conheci o próprio PQPBach. Trocamos alguns Cds, discordamos sobre algumas gravações e  imediatamente nos tornamos amigos. Eu recém tinha me formado, e também me mudara de cidade, e batia perna distribuindo currículos. No estresse do dia a dia, postar no PQPBach foi uma forma de relaxar, ouvir novamente meus discos favoritos, e conversar com pessoas que tinham o mesmo gosto que o meu. Até então, eu era apenas um melômano, colecionava discos, gastando praticamente boa parte de meu salário na sua aquisição.

Muitos blogs vieram e se foram, outros ficaram. As próprias gravadoras acabaram se adaptando a realidade, então surgiram alguns sites maiores, como o Avaxhome, ou o Israbox, se tornaram grandes fornecedores de conteúdo multimídia, fossem CDs, fossem livros digitais, ou até mesmo filmes. Os até então odiados MP3 se tornaram ainda mais frequentes, e as gravadoras tiveram de se adaptar. Era como se essas gravadoras e os próprios estúdios holywoodianos entendessem que seria bobagem lutar contra a maré da ‘revolução’ que se instalava por meio da Internet.  E os engenheiros de som criaram novos formatos, para compensar a tal da perda de qualidade que o processo de conversão do áudio original para MP3 causava, surgindo assim os arquivos .FLAC, com melhor qualidade (mais perceptível para quem possui equipamentos de som de Alta Fidelidade). O aumento da velocidade de transmissão de dados também contribuiu para essa evolução. De ridículos 1 mb/s proporcionados pelos antigos modem adsl de quando comecei a postar, tivemos um aumento exponencial, e graças a instalação de cabeamento de fibra ótica, hoje as operadoras nos oferecem planos com velocidade de até  1, 5 TB / s, impensável  até há alguns anos.

Mas o que importa é que o PQPBach conseguiu completar quinze anos. Alguns novos colegas chegaram, outros vieram e nos deixaram, um querido membro do grupo veio a falecer, o nosso saudoso Ammiratore, enfim, entre idas e vindas,  continuamos firmes em nossa proposta original, proporcionar música de qualidade para nossos leitores – ouvintes. Como o Vassily faz questão de realçar, não nos preocupamos com quantidade, e sim com a qualidade. Alguns amigos me perguntam até hoje o que eu ganho com tanto empenho e trabalho. Respondo sempre que minha recompensa é a satisfação dos nossos leitores / ouvintes.

E é aos senhores que agradeço nestas comemorações.

E esse CD com o qual iniciei minha contribuição é muito especial.

No mar de gravações disponíveis das sinfonias de Beethoven, quase todo mundo tem suas preferências. Por isto, é surpreendente que as gravações do berlinense Carlos Kleiber (1930-2004) tenham se tornado um consenso nos últimos anos. Excêntrico e considerado um gênio por outros regentes, Kleiber tinha um repertório menor do que o comum dos maestros, os quais costumam aceitar qualquer empreitada. Gravou poucas óperas e poucos autores sinfônicos, mas suas intervenções, principalmente em Beethoven e Brahms, mereceram sempre os elogios mais rasgados. A gravação da 5ª Sinfonia de Beethoven, vinda diretamente do acervo de F.D.P. Bach, recebeu considerações nestes termos: “É como se Homero tivesse retornado para nos recitar a Ilíada”.

E, bem, trata-se de um Homero de extraordinária energia e entusiasmo. Não poderíamos iniciar melhor a participação de Beethoven no P.Q.P. Bach.

1. Symphony No. 5 In C Minor, Op. 67: 1 – Allegro con brio
2. Symphony No. 5 In C Minor, Op. 67: 2 – Andante con moto
3. Symphony No. 5 In C Minor, Op. 67: 3 – Allegro
4. Symphony No. 5 In C Minor, Op. 67: 4 – Allegro

5. Symphony No. 7 In A Major, Op. 92: 1 – Poco sostenuto – vivace
6. Symphony No. 7 In A Major, Op. 92: 2 – Allegretto
7. Symphony No. 7 In A Major, Op. 92: 3 – Presto
8. Symphony No. 7 In A Major, Op. 92: 4 – Allegro con brio

Vienna Philharmonic Orchestra
Reg.: Carlos Kleiber

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Abraços, e uma boa semana.
Franz Dietrich Putz Bach.

ANIVERSÁRIO DO PQP BACH!!! — 15 ANOS DEPOIS, A REEDIÇÃO DA PRIMEIRA POSTAGEM DO BLOG — Anton Arensky (1861-1906): Trio Op. 32 / Nikolai Rimsky-Korsakov (1844-1908): Quinteto para Piano, Flauta, Clarinete, Trompa e Fagote (Nash)

ANIVERSÁRIO DO PQP BACH!!! — 15 ANOS DEPOIS, A REEDIÇÃO DA PRIMEIRA POSTAGEM DO BLOG — Anton Arensky (1861-1906): Trio Op. 32 / Nikolai Rimsky-Korsakov (1844-1908): Quinteto para Piano, Flauta, Clarinete, Trompa e Fagote (Nash)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Ainnn, o PQP Bach começou com Arensky e Rimsky-Korsakov? Quá, quá, quá.

Já li/ouvi várias pessoas nos ridicularizando por este fato. E que depois ficam caladas pela qualidade da música deste primeiro, basilar e primordial CD. Então, já sabem que nesta data — que secundariamente também é a da Proclamação da República — comemoramos os 15 anos da criação desta semente de beleza e acesso à música. E iniciamos a festa reeditando o primeiro CD.

O Quinteto de Rimsky-Korsakov é uma esplêndida peça de câmara e o digno romantismo de Arensky não lhe fica nada a dever. Depois de ter completado o Sexteto de Cordas, R-K escreveu um Quinteto para Piano e Sopros para a mesma competição — um concurso organizado pela Sociedade Musical Russa em 1876. O Quinteto tem três movimentos. O primeiro movimento, Allegro con brio, no estilo clássico de Beethoven. O segundo, um Andante, contém uma boa fuga para os instrumentos de sopro com um acompanhamento muito livre do piano. O finale, Allegretto vivace, é um rondó. No concurso, o Quinteto foi descartado sem comentários…

Arensky compôs seu Trio para Piano Nº 1, Op. 32, como um memorial para seu amigo (e de Tchaikovsky), o violoncelista Karl Davidoff, que havia sido diretor do Conservatório de São Petersburgo quando Arensky era estudante. Davidoff é considerado o fundador da escola russa de tocar violoncelo, o que explica o fato de o violoncelo desempenhar um papel proeminente no Trio. O Trio não tem momentos fracos, é uma obra-prima de cabo a rabo.

Em suas Memórias, Rimsky-Korsakov foi particularmente cruel com seu aluno Anton Arensky. Ele o acusou de ter sido alcoólatra e jogador, e que sua morte por tuberculose foi o resultado final e justo. “Ele logo será esquecido”, escreveu. Como professor, Rimsky-Korsakov não tinha nada além de elogios a Arensky, e ele até o contratou para trabalhar em vários projetos de orquestração de suas próprias obras. Então, o que realmente aconteceu para justificar essa reviravolta completa? Arensky foi jogado no caldeirão em razão do impasse entre expressão artística cosmopolita e nacionalista. Arensky se recusou a aderir explicitamente ao caminho fortemente nacionalista defendido por Rimsky-Korsakov…

Igor Stravinsky, que também foi aluno de Rimsky-Korsakov, considerou a crítica a Arensky “injustificadamente dura e cruel”. Ele escreve: “Rimsky-Korsakov criticou a música de Arensky de maneira totalmente violenta e desnecessária. O comentário de que ele seria logo seria esquecido foi muito grave e cruel… Eu acho que ele queria não apenas atingir Arensky como também Tchaikovsky”. Sem dúvida, o estreito vínculo entre Arensky e Tchaikovsky não agradava à turma de Rimsky-Korsakov — Mily Balakirev, Aleksandr Borodin, César Cui e Modest Mussorgsky.  Tchaikovsky foi, sem dúvida, a maior influência nas composições musicais de Arensky.

Anton Arensky (1861-1906): Trio Op. 32 / Nikolai Rimsky-Korsakov (1844-1908): Quinteto para Piano, Flauta, Clarinete, Trompa e Fagote (Nash)

Trio In D Minor, Op 32
Composed By – Anton Stepanovich Arensky
1 1st Movement – Allegro Moderato 12:16
2 2nd Movement – Scherzo – Allegro Molto – Meno Mosso 6:01
3 3rd Movement – Adagio 7:17
4 4th Movement – Allegro Non Troppo 5:57

Quintet For Flute, Clarinet, Horn, Bassoon & Pianoforte
Composed By – Nikolai Rimsky-Korsakov
5 1st Movement – Allegro Con Brio 10:40
6 2nd Movement – Andante – Fughetta 10:17
7 3rd Movement – Rondo – Allegretto 8:54

The Nash Ensemble of London

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O terrível Grupo dos Cinco…

PQP

.: interlúdio :. Tonight at Noon: To Mingus, With Love

.: interlúdio :. Tonight at Noon: To Mingus, With Love

IM-PER-DÍ-VEL !!!

O Tonight at Noon é um sensacional grupo de jazz finlandês. O nome do grupo leva o título de um dos principais discos e temas de Charlie Mingus. Então, não é surpresa este disco dedicado ao gênio de Nogales. O grupo, formado por jovens estrelas da cena do jazz finlandês, é conhecido por suas performances ao vivo explosivamente enérgicas e suingantes. Este álbum tributo, To Mingus, with Love, nasceu do óbvio amor compartilhado — inclusive por mim — por Charles Mingus (1922-1979). Quando se formou, o objetivo do Tonight at Noon era apresentar composições de hard bop influenciadas pelo gospel. Em To Mingus, With Love estes cinco jovens talentos pegam juntos oito composições de Mingus, dando profunda ênfase à melodia, mas mantendo uma boa parte da marca registrada especialmente “ruidosa” de Mingus. Se a recriação é uma forma sincera de lisonja, então Charles Mingus, nossa senhora… Tonight at Noon é uma peça tipicamente enigmática de free jazz escrita pelo lendário baixista e também tornou-se o título de um livro de memórias amoroso e extremamente bem elaborado de sua esposa, Sue. Agora, para confusão, é também o nome de duas bandas separadas de tributo a Mingus. (Há também a Mingus Dynasty, nome de um disco de Mingus e de uma banda que se formou após sua morte). Para terminar. vou lhes dizer uma coisa: este Tonight At Noon finlandês deve ser a melhor coisa que saiu da Finlândia desde o telefone celular Nokia.

Sumelius, Innanen, Kannaste and Various: Tonight at Noon: To Mingus, With Love

01 Jump Monk
02 Pithecantihropus Erectus
03 Ecclusiastics
04 Fables Of Faubus
05 Duke Ellington’s Sound Of Love
06 East Coasting
07 What Love
08 Jelly Roll

Tonight at Noon:
André Sumelius
Jukka Eskola
Jussi Kannaste
Mikko Helevä
Mikko Innanen

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O genial e sempre merecida e multi homenageado Charles Mingus em Paris no ano de 1964 | Foto: Guy Le Querrec

PQP

Béla Bartók (1881-1945): Progressive pieces for piano “Mikrokosmos” / Seven pieces from “Mikrokosmos” for 2 pianos / Suite for 2 pianos (Zempléni / Pásztory-Bartók / Tusa / Comensoli) #BRTK140 Vol. 25 de 29

Béla Bartók (1881-1945): Progressive pieces for piano “Mikrokosmos” / Seven pieces from “Mikrokosmos” for 2 pianos / Suite for 2 pianos (Zempléni / Pásztory-Bartók / Tusa / Comensoli) #BRTK140 Vol. 25 de 29

Aqui, toda a coleção.

Um lindo CD. Tudo começa pelo final… Tudo começa pelo final de Mikrokosmos, que está no início do CD. Aquilo ali pode ser, sim, tocado em recitais de pianistas, pois são peças ao mesmo tempo difíceis, estimulantes e belas. E a Suíte para 2 Pianos, originalmente escrita para orquestra, é uma das obras que inauguraram o estilo mais maduro de Bartók — ela ainda tem raízes no romantismo tardio, mas o uso de elementos da música folclórica já está presente de forma impressionante e funcionante. O desempenho dos pianistas é novamente espetacular, com destaque para a presença de Ditta Pásztory-Bartók — sim, a viúva do compositor — na Suíte. De modo geral, a interpretação é afiada, cortante, fresca e de grande propulsão rítmica. A qualidade do som é boa.

Béla Bartók (1881-1945): Progressive pieces for piano “Mikrokosmos” / Seven pieces from “Mikrokosmos” for 2 pianos / Suite for 2 pianos (Zempléni / Pásztory-Bartók / Tusa / Comensoli) #BRTK140 Vol. 25 de 29

1 Progressive pieces for piano, Sz. 107/6, BB 105/140–153 “Mikrokosmos”: Volume 6: CXL. Szabad változatok / CXLI. Tükrözõdés
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume VI, No. 140: Free Variations (Allegro molto)
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume VI
3:09

2 Progressive pieces for piano, Sz. 107/6, BB 105/140–153 “Mikrokosmos”: Volume 6: CXLII. Mese a kis légyrõl
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume VI, No. 142: From the Diary of a Fly
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume VI
1:35

3 Progressive pieces for piano, Sz. 107/6, BB 105/140–153 “Mikrokosmos”: Volume 6: CXLIII. Tört hangzatok váltakozva / CXLIV. Kis másod- és nagy hetedhangközök
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume VI, No. 143: Divided Arpeggios
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume VI
6:32

4 Progressive pieces for piano, Sz. 107/6, BB 105/140–153 “Mikrokosmos”: Volume 6: CXLV. Kromatikus invenció
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume VI, No. 145: Chromatic Invention
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume VI
2:27

5 Progressive pieces for piano, Sz. 107/6, BB 105/140–153 “Mikrokosmos”: Volume 6: CXLVI. Ostinato / CXLVII. Induló
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume VI, No. 146: Ostinato (Vivacissimo)
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume VI
4:14

6 Progressive pieces for piano, Sz. 107/6, BB 105/140–153 “Mikrokosmos”: Volume 6: CXLVIII. Hat tánc bolgár ritmusban I / XLIX. Hat tánc bolgár ritmusban II / L. Hat tánc bolgár ritmusban III / LI. Hat tánc bolgár ritmusban IV / LII. Hat tánc bolgár ritmusban V / LIII. Hat tánc bolgár ritmusban VI
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume VI, No. 148: Six Dances in Bulgarian Rhythm, No. 1
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume VI
9:18

7 Seven pieces from Mikrokosmos for 2 pianos, Sz. 108, BB 120: No. 69. Allegro molto. Bolgár ritmus
piano:
Ditta Pásztory-Bartók and Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Pieces from Mikrokosmos, Sz. 108, BB. 120: No. 1. Bulgarian Rhythm
composer and arranger:
Béla Bartók (composer)
version of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume IV, No. 113: Bulgarian Rhythm (Allegro molto)part of:
Pieces from Mikrokosmos, Sz. 108, BB. 120
1:11

8 Seven pieces from Mikrokosmos for 2 pianos, Sz. 108, BB 120: No. 113. Moderato. Akkordtanulmány
piano:
Ditta Pásztory-Bartók and Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Pieces from Mikrokosmos, Sz. 108, BB. 120: No. 2. Chord and Trill Study
composer and arranger:
Béla Bartók (composer)
version of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III, No. 69: Study in Chordspart of:
Pieces from Mikrokosmos, Sz. 108, BB. 120
1:07

9 Seven pieces from Mikrokosmos for 2 pianos, Sz. 108, BB 120: No. 123. Allegro molto. Perpetuum Mobile
piano:
Ditta Pásztory-Bartók and Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Pieces from Mikrokosmos, Sz. 108, BB. 120: No. 3. Perpetuum mobile
composer and arranger:
Béla Bartók (composer)
version of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume V, No. 135: Perpetuum mobile (Allegro molto)part of:
Pieces from Mikrokosmos, Sz. 108, BB. 120
0:47

10 Seven pieces from Mikrokosmos for 2 pianos, Sz. 108, BB 120: No. 127. Allegro. Kánon és megfordítása
piano:
Ditta Pásztory-Bartók and Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Pieces from Mikrokosmos, Sz. 108, BB. 120: No. 4. Short Canon and Its Inversion
composer and arranger:
Béla Bartók (composer)
version of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume V, No. 123: Staccato and Legatopart of:
Pieces from Mikrokosmos, Sz. 108, BB. 120
0:50

11 Seven pieces from Mikrokosmos for 2 pianos, Sz. 108, BB 120: No. 135. Ben ritmato. Új magyar népdal
piano:
Ditta Pásztory-Bartók and Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Pieces from Mikrokosmos, Sz. 108, BB. 120: No. 5. New Hungarian Folksong
composer and arranger:
Béla Bartók (composer)
version of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume V, No. 127: New Hungarian Folk Songpart of:
Pieces from Mikrokosmos, Sz. 108, BB. 120
1:00

12 Seven pieces from Mikrokosmos for 2 pianos, Sz. 108, BB 120: No. 145. Allegro. Kromatikus invenció
piano:
Ditta Pásztory-Bartók and Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Pieces from Mikrokosmos, Sz. 108, BB. 120: No. 6. Chromatic Invention
composer and arranger:
Béla Bartók (composer)
version of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume VI, No. 145: Chromatic Inventionpart of:
Pieces from Mikrokosmos, Sz. 108, BB. 120
1:14

13 Seven pieces from Mikrokosmos for 2 pianos, Sz. 108, BB 120: No. 146. Vivacissimo. Ostinato
piano:
Ditta Pásztory-Bartók and Erzsébet Tusa (pianist)
recording of:
Pieces from Mikrokosmos, Sz. 108, BB. 120: No. 7. Ostinato
composer and arranger:
Béla Bartók (composer)
version of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume VI, No. 146: Ostinato (Vivacissimo)part of:
Pieces from Mikrokosmos, Sz. 108, BB. 120
2:41

14 Suite for 2 pianos freely arranged after Suite No. 2 for orchestra, Sz. 115/a, BB 122 (Op. 4/a): I. Comodo. Serenata
piano:
Mária Comensoli and Ditta Pásztory-Bartók
phonographic copyright by:
Hungaroton (in 1988)
recording of:
Suite for Two Pianos, op. 4b, Sz. 115a, BB 122: I. Serenata
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1941)
part of:
Suite for Two Pianos, op. 4b, Sz. 115a, BB 122
6:31

15 Suite for 2 pianos freely arranged after Suite No. 2 for orchestra, Sz. 115/a, BB 122 (Op. 4/a): II. Allegro diabolico
piano:
Mária Comensoli and Ditta Pásztory-Bartók
phonographic copyright by:
Hungaroton (in 1988)
recording of:
Suite for Two Pianos, op. 4b, Sz. 115a, BB 122: II. Allegro diabolico
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1941)
part of:
Suite for Two Pianos, op. 4b, Sz. 115a, BB 122
9:02

16 Suite for 2 pianos freely arranged after Suite No. 2 for orchestra, Sz. 115/a, BB 122 (Op. 4/a): III. Andante. Scena della Puszta
piano:
Mária Comensoli and Ditta Pásztory-Bartók
phonographic copyright by:
Hungaroton (in 1988)
recording of:
Suite for Two Pianos, op. 4b, Sz. 115a, BB 122: III. Scena della Puszta
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1941)
part of:
Suite for Two Pianos, op. 4b, Sz. 115a, BB 122
7:29

17 Suite for 2 pianos freely arranged after Suite No. 2 for orchestra, Sz. 115/a, BB 122 (Op. 4/a): IV. Comodo. Per finire
piano:
Mária Comensoli and Ditta Pásztory-Bartók
phonographic copyright by:
Hungaroton (in 1988)
recording of:
Suite for Two Pianos, op. 4b, Sz. 115a, BB 122: IV. Per finire
composer:
Béla Bartók (composer) (in 1941)
part of:
Suite for Two Pianos, op. 4b, Sz. 115a, BB 122
6:31

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Teve um cara do PQP que me prometeu uma camiseta com a assinatura de Bartók. Ah, os Correios…

PQP

.: interlúdio :. Charles Mingus: Mingus Dynasty

.: interlúdio :. Charles Mingus: Mingus Dynasty

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Na minha opinião, Charles Mingus, Thelonious Monk e Duke Ellington são os maiores compositores do jazz. Destes, Mingus talvez seja o que mais tenha pontos de contato com o povo pequepiano, pois é praticamente um compositor erudito que gosta de jazz. Ouçam suas mudanças de ritmo e as dissonâncias matemáticas — nada chocantes, na verdade lindas — aqui presentes. Gravado em novembro de 1959, Mingus Dynasty é um dos principais CDs / LPs do genial Mingus. Foi lançado pela Columbia Records em maio de 1960 e é um álbum com o mesmo estilo de outra obra-prima, o Mingus Ah Um. Ambos foram introduzidos no Grammy Hall of Fame em 1999. O título alude à ancestralidade de Mingus, que era parcialmente chinesa. Se Mingus Ah Um catapultou Charles Mingus de uma figura semi-underground muito discutida para um líder aclamado e quase universalmente aceito no jazz moderno, seu “sucessor”, Mingus Dynasty é uma obra-prima, uma prova de quão alto Mingus estava trabalhando. Dynasty faz jus ao ano de 1959, um ano revolucionário do jazz, e a contribuição de Mingus para aqueles 365 notáveis dias foi enorme. Não há como não conhecer e não decorar disco. Mi-nu-ci-o-sa-men-te.

Charlie Mingus: Mingus Dynasty

01. Slop [04:43]
02. Diane [07:34]
03. Song With Orange [04:18]
04. Gunslinging Bird [04:01]
05. Things Ain’t What They Used To Be [04:28]
06. Far Wells, Mill Valley [06:17]
07. New Now, Know How [03:05]
08. Mood Indigo [08:19]
09. Put Me In That Dungeon [02:53]

John Handy – alto sax
Booker Ervin – tenor sax
Benny Golson – tenor sax (2, 3, 4, 6, 10)
Jerome Richardson – baritone sax (2, 3, 4, 6, 10), flute (2)
Richard Williams – trumpet (2, 3, 4, 6, 10)
Don Ellis – trumpet (1, 5, 8, 9)
Jimmy Knepper – trombone
Roland Hanna – piano (1, 2, 3, 4, 5, 6, 8, 9)
Nico Bunink – piano (7, 10)
Charles Mingus – bass
Dannie Richmond – drums
Teddy Charles – vibes (2, 3, 4, 6)
Maurice Brown – cello (2, 9)
Seymour Barab – cello (2, 9)
Honi Gordon – vocals (10)[9]

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Mingus em 1959 — mandando no jazz

PQP

Aleksandr Glazunov (1865-1936): Chant Du Ménestrel / Dmitri Shostakovich (1906-1975): Concerto para Violoncelo No. 2, Op. 126 – Mstislav Rostropovich – Boston Symphony Orchestra – Seiji Ozawa ֍

Aleksandr Glazunov (1865-1936): Chant Du Ménestrel / Dmitri Shostakovich (1906-1975): Concerto para Violoncelo No. 2, Op. 126 – Mstislav Rostropovich – Boston Symphony Orchestra – Seiji Ozawa ֍

Glazunov: Chant Du Ménestrel

Shostakovich

Concerto para Violoncelo No. 2

Mstislav Rostropovich

Boston Symphony Orchestra

Seiji Ozawa

Se você vivesse no Norte do Paraná, nos fins da década de 70, quero dizer 1970, teria que ser ágil para comprar qualquer LP de música clássica que surgisse, caso este fosse seu interesse. LPs eram escassos e caros. Devo acrescentar que informações culturais não eram abundantes. Assim, o gosto musical do interessado era um pouco moldado pelas oportunidades – mais tentativa e erro, o método de aprendizado. Mas era imensamente divertido.

Eu já aprendera que o selo amarelo trazia conteúdo mais palatável e visitas constantes aos escassos pontos de venda acabavam rendendo novidades. O tempo dos sebos ainda estava por vir.

Em minha coleção havia desde coisas como Gypsy!, do Werner Müller and his Orchestra, com o phase4stereo spectacular, até o outro lado do espectro, com concertos para piano de Mozart interpretados por Pollini e Gilels, acompanhados pela mais mozartiana orquestra que eu conhecia, a Wiener Philharmonic, regida por Herr Böhm.

Nesta época, pouco mais, talvez, este disco (o da postagem, é claro… hahãmm)  cruzou meu caminho e desde logo propunha algo novo. O violoncelista eu conhecia de outro disco, com o Concerto de  Dvořák, acompanhado pela Berliner Philharmoniker regida pelo Herr Karajan. Mas aqui a luz era outra. O solista ostentando uma camisa de cowboy e o jovem regente com uma espécie de camisa indiana branca, com ares de hippie, demandava mais ousadia do propenso comprador. E o compositor da peça mais longa? Um ilustre, modernoso e desconhecido compositor russo. Sim, os LPs tinham as contracapas que eram lidas e relidas antes de qualquer movimento mais forte em direção da carteira…

A compra foi uma das mais ousadas e rendeu boas semanas de muitas audições, mesmo que carregadas de incertezas e levantamentos de sobrancelhas. É claro que tudo começa em grande estilo, o Canto do Menestrel do Glazunov, muito acessível. E bonito mesmo, para quem aprecia as românticas almas russas…

Mas o concerto de Shostakovich é bem mais inquietante e foi minha primeira experiência com música que precisamos conquistar antes de gostar. Começamos com uma espécie de lamento, e depois todas aquelas sonoridades percussivas rondando o canto do violoncelo. Bem, é preciso ouvir para entender.

Aprendi depois que o concerto havia sido composto pouco mais do que uma década antes daqueles dias e que o solista da gravação era a pessoa a quem o concerto fora dedicado e que também o havia estreado.

Descobri que o Concerto havia sido composto na última fase do compositor, que o havia completado enquanto se encontrava em um hospital, pois que já lhe falhava o coração.

A música é mais reflexiva do que extrovertida, coisa que vai bem com o violoncelo, e a orquestra, apesar de imensa, é usada com maestria e cuidado pelo compositor, evitando que o solista seja tragado por ela e possa se apresentar realmente como o protagonista.

Os dois últimos movimentos são ambos nomeados Allegretto e estão unidos nos arquivos em uma única faixa, pois a passagem de um para o outro se dá continuamente – attacca!

Alexander Glazunov (1865 – 1936)

Chant Du Ménestrel, para violoncelo e orquestra

  1. Chant Du Menestrel

Dmitri Shostakovich (1906 – 1975)

Concerto para Violoncelo No. 2, Op. 126

  1. Largo
  2. Allegretto – attacca; III. Allegretto

Mstislav Rostropovich, violoncelo

Boston Symphony Orchestra

Seiji Ozawa

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FLAC | 414 MB

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MP3 | 320 KBPS | 87 MB

Espero que a audição deste notável disco faça com que você reflita sobre as belezas das músicas que precisamos conquistar e que ao final lhe seja tão compensador como tem sido para mim, todas as vezes que a ele retorno.

Aproveite!

René Denon

A alegria dos dois grandes músicos ao saberem que o disco seria postado aqui no PQP Bach…

Arcangelo Corelli (1653-1713): Trio Sonatas (Smithsonian)

Arcangelo Corelli (1653-1713): Trio Sonatas (Smithsonian)

Pouco se sabe sobre a vida de Corelli. Recebeu formação em Bolonha e Roma, e nesta cidade desenvolveu a maior parte de sua carreira, sendo patrocinado por grandes mecenas aristocratas e eclesiásticos. Embora sua produção integral resuma-se a somente seis coleções de obras publicadas (6 opus) — cinco delas de sonatas para trio ou solo e uma de concertos grossos, com doze peças em cada —, seu reduzido número e os poucos gêneros a que se dedicou estão em proporção radicalmente inversa à vasta fama que elas lhe trouxeram, cristalizando modelos de larga influência em toda a Europa. Das seis coleções, a sexta e última, a dos concertos grossos, é a que ganhou o mais duradouro favor da crítica, embora a quinta também seja altamente apreciada. Esta gravação é do Op. 3 e é realmente muito boa. Jaap Schroeder, Konrad Junghaenel e Kenneth Slowik são espetaculares. Mas o Op. 3 de Corelli não chega a ser tudo aquilo. Mas vale a audição, certamente.

Arcangelo Corelli (1653-1713): Trio Sonatas (Smithsonian)

01. Sonata in F, Op.3, No.1
02. Sonata in D, Op.3, No.2
03. Sonata in B flat, Op.3, No.3
04. Sonata in b, Op.3, No.4
05. Sonata in d, Op.3, No.5
06. Sonata in G, Op.3, No.6
07. Sonata in e, Op.3, No.7
08. Sonata in C, Op.3, No.8
09. Sonata in f, Op.3, No.9
10. Sonata in a, Op.3, No.10
11. Sonata in g, Op.3, No.11
12. Sonata in A, Op.3, No.12

Performers:
The Smithsonian Chamber Players:
Jaap Schröder, Marilzn McDonald, violins
Kenneth Slowik, cello
Konrad Junghänel, theorbo
James Weaver, organ

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Glória dos Anjos, em Santa Maria dei Miracoli , Saronno. Obra de Gaudenzio Ferrari (c. 1471 – 11 de janeiro de 1546)

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Integral dos Quartetos de Cordas (1, 2 e 3 de 9) (Guarneri)

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Integral dos Quartetos de Cordas (1, 2 e 3 de 9) (Guarneri)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Quer todos? Clica aqui, ó. Ah, não esqueçam disto aqui.

Iniciamos os Quartetos de Beethoven pelo extraordinário Op. 18. Como de costume, P.Q.P. Bach mostra uma integral a cargo de mais de um conjunto. (Tal coleção já está postada, gente, basta clicar no link acima para vê-la!) Em termos de Op. 18, em mais de cinco décadas nunca ouvimos nada comparável nada comparável à versão do Quarteto Guarneri.

É apenas uma opinião. Nada de nervos, por favor.

Um dos integrantes do Quarteto Guarneri gosta de dar uma cantadinha a la Gould enquanto toca. Até aí, tudo bem, a qualidade do conjunto compensa a cantoria. Só que ouçam a partir dos 5min36 do terceiro movimento do Quarteto Nº 5; o cara parece ter sentido uma indisposição qualquer. Confira. Na minha opinião e na de quase todo mundo, os quartetos 5 e 6 são as grandes estrelas do Op. 18. É necessário grande verve para interpretá-los e o Guarneri sai-se esplendidamente. Um sensacional álbum triplo!

Beethoven — Os Seis Quartetos de Cordas Op. 18

Quartet in F, Op. 18 No. 1
1 Allegro con brio
2 Adagio affettuoso ed appassionato
3 Scherzo: Allegro molto; Trio
4. Allegro

Quartet in G, Op. 18 No. 2
5 Allegro
6 Adagio cantabile; Allegro; Tempo I
7 Scherzo: Allegro; Trio
8 Allegro molto; quasi presto

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Quartet in D, Op. 18 No. 3
1 Allegro
2 Andante con moto
3 Allegro
4 Presto

Quartet in C Minor, Op 18 No. 4
5 Allegro ma non tanto
6 Scherzo: Andante scherzoso quasi allegretto
7 Menuetto: Allegretto; Trio
8 Allegro; Prestissimo

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Quartet in A, Op. 18, No. 5

1. Allegro
2. Menuetto; Trio
3. Andante cantabile; Variazioni 1-5; Poco adagio
4. Allegro

Quartet in B-Flat, Op. 18 No. 6
5. Allegro con brio
6. Adagio ma non troppo
7. Scherzo: Allegro; Trio
8. La Malinconia: Adagio; Allegretto quasi allegro; Prestissimo

BAIXE AQUI O CD3 — DOWNLOAD CD3 HERE

Guarneri Quartet

guarneri

P.Q.P. Bach

.: interlúdio :. Ben Allison: Action-Refraction

.: interlúdio :. Ben Allison: Action-Refraction

Bom, mas muito roqueiro pro meu gosto… Action-Refraction é um álbum do baixista, compositor e band leader  Ben Allison e a primeira coleção sua que inclui músicas de outros artistas. Desta vez, Ben voltou seus ouvidos para a música de alguns de seus artistas favoritos, com temas de PJ Harvey, Donny Hathaway, Thelonious Monk, Neil Young , Samuel Barber e Roger Nichols. A ideia surgiu quando Ben se perguntou como soaria “refratar algumas das minhas músicas favoritas através do prisma de uma orquestra eletroacústica com duas guitarras elétricas, clarinete baixo, saxofone, sintetizador analógico, piano, baixo acústico e bateria”, diz Ben. “O álbum está cheio de momentos não planejados de acidentes felizes que capturam uma conversa musical em fluxo”. Jackie-ing, de Monk recebe uma introdução orquestrada que lembra a música de suspense de ficção científica dos anos 1960. Fã de PJ Harvey de longa data, Missed é um de seus favoritos. Some Day We All Be Free é melódico, apresentando colagens de ruído feitas por uma fita analógica. Parece os Beatles de I want you. St. Ita s Vision, de Samuel Barber é uma homenagem a Sun Ra. Broken é o único original do disco e faz referências ao minimalismo. É um disco assim assim.

Ben Allison: Action-Refraction

01 Jackie-ing (Thelonious Monk)
02 Missed (PJ Harvey)
03 Some Day We’ll All Be Free (Donny Hathaway)
04 Philadelphia (Neil Young)
05 St Ita’s Vision (Samuel Barber)
06 We’ve Only Just Begun (Paul Williams, Roger Nichols)
07 Broken (Ben Allison)

Ben Allison, bass
Steve Cardenas, guitar
Rudy Royston, drums
Jason Lindner, keyboards
Michael Blake, bass clarinet, tenor sax
Brandon Seabook, guitar

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Ben Allison ao olhar a posição do Grêmio no Brasileiro

PQP

Nicola Matteis (c.1670-c.1714): “Ayres for the Violin”, Suites & Sonatas (Vols. 1 e 2) (McGegan)

Nicola Matteis (c.1670-c.1714): “Ayres for the Violin”, Suites & Sonatas (Vols. 1 e 2) (McGegan)

Aqui está uma grande dupla de CDs de Matteis, compositor que lhes apresentei na semana passada. O pessoal do barroco — como eu — vai gostar muito!

Nicola Matteis foi o primeiro violinista barroco italiano notável em Londres, a quem Roger North julgou “ter sido um segundo Corelli” e um compositor de popularidade significativa em seu tempo, embora tenha sido totalmente esquecido até o final do século XX. Matteis teve grande sucesso artístico e comercial com sua música publicada, notavelmente com os quatro livros de Ayres (1676, 1685), mas se casou com uma viúva rica em 1700 e se aposentou da cena musical de Londres, De acordo com North, ele terminou seus dias com problemas de saúde e em total pobreza. Sabendo que muitos de seus clientes eram amadores, Matteis dava instruções precisas nos prefácios da suas Ayres publicados, fornecendo notas detalhadas, explicações de ornamentos, tempos, etc. Essas notas provaram ser recursos valiosos para estudiosos que reconstroem as práticas de desempenho da época.

Nicola Matteis (c.1670-c.1714):
“Ayres for the Violin”, Suites & Sonatas (Vols. 1 e 2)

Vol. 1
Suite in A major (Book IV, Nos. 1-11)
Suite in d minor (Book IV, Nos. 33-36)
Suite in g (Book II, Nos. 10-18)
Suite in e minor (Book IV, from Nos. 21-29)
Sonata in c minor (Book I, 46-49)
Sonata in C (Book IV, from Nos. 12-20)

The Arcadian Academy
Nicholas McGegan

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Vol. 2
Sonata in F major (Book 3, no. 7-9)
Suite in a minor (Book 2, no. 25-29)
Suite in g minor (Book 3, no. 41-44)
Sonata in B-flat major (Book 2, no. 22-24)
Almand’s by Mr. Nicola Matteis
Suite in c minor (Book 3, no. 23-32)
Sonata in E major (Book 2, no. 30-32)
Suite in D major (Book 4; no. 43-46)
Suite in F major (Book 4, no. 30-32)

The Arcadian Academy
Nicholas McGegan

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Nicola Matteis (c.1640-1714)
Nicola Matteis (c.1640-1714)

PQP

Claude Debussy – Solo Piano Music; Fantasie, Maurice Ravel – Piano Concertos

Talvez por influência do colega René Denon tenho ouvido muita música francesa. Compositores que até então me eram desconhecidos, como Poulenc ou Chausson, me foram apresentados e imediatamente me senti atraído por sua obra. O “Poéme” de Ernst Chausson, é uma das mais belas obras compostas ali naquele conturbado início de século XX, com direito a guerra mundial, revolução e tudo o mais.
Esta série que ora vos trago foi gravada pelo então jovem pianista húngaro Zoltán Kocsis ainda lá nos anos 80. Trata-se de um registro altamente elogiado, que por algum motivo inexplicável, nunca tinha aparecido aqui por aqui. São quatro CDs ao todo, vou trazer dois de cada vez, para melhor ser apreciado.

Zoltán Kocsis morreu em 2016, com meros 64 anos. E não por acaso estou postando essa caixa neste dia, pois foi a exatos cinco anos que este grande músico faleceu, muito jovem. Foi um dos grandes intérpretes da obra de Bártok, de quem gravou praticamente tudo, e tornou-se também um excelente maestro, sendo diretor da Orquestra Filarmônica Nacional da Hungria até o final de sua vida. É presença constante por aqui.

Comecemos pelos ‘Préludes’ e pelas ‘Images’, obras fundamentais do repertório pianístico, e também uma prova de fogo para os pianistas. Os grandes nomes que deixaram suas marcas em registros históricos destas obras, como Michelangeli e Giesseking, devem ter ficado orgulhosos quando ouviram esses CDs.

CD 1

1.01. Préludes – Book 1 I. Danseuses de Delphes
1.02. Préludes – Book 1 II. Voiles
1.03. Préludes – Book 1 III. Le Vent Dans la Plaine
1.04. Préludes – Book 1 IV. Les Sons Et Les Parfums Tournent Dans L’air Du Soir
1.05. Préludes – Book 1 V. Les Collines D’Anacapri
1.06. Préludes – Book 1 VI. Des Pas Sur la Neige
1.07. Préludes – Book 1 VII. Ce Qu’a Vu Le Vent D’ouest
1.08. Préludes – Book 1 VIII. La Fille Aux Cheveux de Lin
1.09. Préludes – Book 1 IX. La Sérénade Interrompue
1.10. Préludes – Book 1 X. La Cathédrale Engloutie
1.11. Préludes – Book 1 XI. La Danse de Puck
1.12. Préludes – Book 1 XII. Minstrels
1.13. Préludes – Book 2 I. Brouillards
1.14. Préludes – Book 2 II. Feuilles Mortes
1.15. Préludes – Book 2 III. La Puerta del Vino
1.16. Préludes – Book 2 IV. Les Fées Sont D’exquises Danseuses
1.17. Préludes – Book 2 V. Bruyères
1.18. Préludes – Book 2 VI. General Lavine – Eccentric
1.19. Préludes – Book 2 VII. La Terrasse Des Audiences Du Clair de Lune
1.20. Préludes – Book 2 VIII. Ondine
1.21. Préludes – Book 2 IX. Hommage À S. Pickwick, Esq., P.P.M.P.C.
1.22. Préludes – Book 2 X. Canope
1.23. Préludes – Book 2 XI. Les Tierces Alternées
1.24. Préludes – Book 2 XII. Feux D’artifice

CD 2

2.01. Images – Book 1 I. Reflets Dans L’eau
2.02. Images – Book 1 II. Hommage À Rameau
2.03. Images – Book 1 III. Mouvement
2.04. Images – Book 2 I. Cloches À Travers Les Feuilles
2.05. Images – Book 2 II. Et la Lune Descend Sur Le Temple Qui Fût
2.06. Images – Book 2 III. Poissons D’or
2.07. Images oubliées Lent (mélancolique Et Doux)
2.08. Images oubliées Souvenir Du Louvre (Sarabande)
2.09. Images oubliées Quelques Aspects de Nous N’irons Plus Au Bois Parce Qu’il Fait un Temps Insupportable
2.10. Images oubliées D’un Cahier D’esquisses
2.11. Images oubliées L’Isle joyeuse
2.12. Deux arabesques No. 1 Andante Con Moto
2.13. Deux arabesques No. 2 Allegretto Scherzande
2.14. Hommage à Haydn
2.15. Rêverie
2.16. Page D’album (Pour L’oeuvre Du Vêtement Du Blessé)
2.17. Berceuse héroïque

Zoltán Kocsis – Piano

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Francesco Geminiani (1687-1762): La Folia, Trio e Concerti Grossi (Purcell)

Francesco Geminiani (1687-1762): La Folia, Trio e Concerti Grossi (Purcell)

Eu tenho uma cordial discordância com meu irmão FDP Bach. Julgo Albinoni um compositor de segunda ou terceira linha e estaria disposto a colocar Geminiani no lugar de destaque ocupado pelo Albinoni que desprezo… Não haverá mortes tampouco agressões em nossa discussão, ela será um dia finalizada numa Oktoberfest em Blumenau com os dois bêbados, rindo muito. Pois tais discussões servem apenas como pretexto para encontros. Detalhe: não conheço FDP Bach pessoalmente. (Post de 2012, hoje isto deixou de ser verdade).

Ah, são dois CDs. Ambos muito bons!

Geminiani: La Folia e Trios

Trio Sonata for violin, violone (or 2 violins) & continuo No. 9 (aka “No. 3”) in F major, Op. 1/9
1 Largo 3:16
2 Andante 2:12
3 Allegro 3:23
4 Concerto Grosso, for 2 violins, strings & continuo No.12 in D minor (“La Follia”; after Corelli Op. 5/12) 10:53

Trio Sonata for violin, violone (or 2 violins) & continuo No. 3 in Eminor, Op. 1/3
5 Adagio – Allegro – Adagio 1:36
6 Tempo giusto – Adagio 1:32
7 Allegro 2:44

Trio Sonata for violin, violone (or 2 violins) & continuo No. 11 (aka “No. 5”) in A minor, Op. 1/11
8 Spiritoso 1:40
9 Andante 2:05
10 Allegro 2:27

Trio Sonata for violin, violone (or 2 violins) & continuo No. 12 (aka “No. 6”) in D minor, Op. 1/12
11 Andante 2:02
12 Allegro 2:09
13 Allegro 2:05

Sonata for violin & continuo No. 12 in A major, Op. 4/12
14 Adagio – Presto 1:53
15 Presto 1:38
16 Presto 1:20

Concerto Grosso, for 2 flutes, bassoon, 2 violins, viola, cello, strings & continuo in D minor, Op. 7/2
17 Grave – Allegro 4:16
18 Andante 1:24
19 Allegro 3:03

The Purcell Quartet
The Purcell Band

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Francesco Geminiani (1687-1762) – Concerti Grosso, Op. 2, No.1-6, Op.3, Nos. 1-4

Concerto Grosso in C minor, Op. 2 No. 1
01. Andante
02. Allegro
03. Adagio
04. Allegro

Concerto Grosso in C minor, Op. 2 No. 2
05. Adagio
06. Allegro
07. Adagio
08. Allegro

Concerto Grosso in D minor, Op. 2 No. 3
09. Presto
10. Adagio
11. Allegro

Concerto Grosso in D major, Op. 2 No. 4
12. Andante
13. Allegro
14. Andante
15. Allegro

Concerto Grosso in D minor, Op. 2 No. 5
16. Adagio
17. Allegro
18. Andante
19. Allegro

Concerto Grosso in A major, Op. 2 No. 6
20. Andante
21. Allegro-Grave
22. Allegro

Concerto Grosso in D major, Op. 3 No. 1
23. Adagio
24. Allegro
25. Adagio
26. Allegro

Concerto Grosso in G minor, Op. 3 No. 2
27. Largo e staccato
28. Allegro
29. Adagio
30. Allegro

Concerto Grosso in E minor, Op. 3 No. 3
31. Adagio e staccato
32. Allegro
33. Adagio
34. Allegro

Concerto Grosso in D minor, Op. 3 No. 4
35. Largo e staccato
36. Allegro
37. Largo
38. Vivace

Capella Istropolitana
Jaroslav Krecek

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Gemini, gemini, geminiano / Este ano vai ser o seu ano / Ou se não, o destino não quis

PQP

C.P.E. Bach (1714-1788): Solo a Viola di gamba col Basso (Heumann)

C.P.E. Bach (1714-1788): Solo a Viola di gamba col Basso (Heumann)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Faça o seguinte, por favor. Ouça as faixas 2 e 3 deste disco. Depois, quero ver você deletar o arquivo. Meu irmão CPE Bach mostra — nova e novamente — porque é considerado o mais talentoso dos manos. A interpretação das obras segue o padrão habitual da Alpha, ou seja, é sublime.

CPE Bach: Solo a Viola di gamba col Basso

1. Sonata for viola da gamba & continuo in D major, H. 559, Wq. 137: Adagio, ma non tanto
2. Sonata for viola da gamba & continuo in D major, H. 559, Wq. 137: Allegro di molto
3. Sonata for viola da gamba & continuo in D major, H. 559, Wq. 137: Arioso

4. Sonata for viola da gamba & continuo in G minor, H. 510, Wq. 88: Allegro moderato
5. Sonata for viola da gamba & continuo in G minor, H. 510, Wq. 88: Larghetto
6. Sonata for viola da gamba & continuo in G minor, H. 510, Wq. 88: Allegro assai

7. Pieces (27) for viola da gamba (MS Drexel 5871), WKO 186-212: Adagio pour viole de gambe seule

8. Sonata for viola da gamba & continuo in C major, H. 558, Wq. 136: Andante
9. Sonata for viola da gamba & continuo in C major, H. 558, Wq. 136: Allegretto
10. Sonata for viola da gamba & continuo in C major, H. 558, Wq. 136: Arioso

11. Pieces (27) for viola da gamba (MS Drexel 5871), WKO 186-212: Postlude pour viole de gambe seule

Friederike Heumann
Gaetano Nasillo
Dirk Borner

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Friederike Heumann, excelente gambista (que rosto interessante, não?).
Friederike Heumann, excelente gambista (e que rosto interessante, não?).

PQP

Béla Bartók (1881-1945): Progressive pieces for piano “Mikrokosmos” (Szücs / Zempléni) #BRTK140 Vol. 24 de 29

Béla Bartók (1881-1945): Progressive pieces for piano “Mikrokosmos” (Szücs / Zempléni) #BRTK140 Vol. 24 de 29

Aqui, toda a coleção.

Mikrokosmos é a obra didática mais importante de compositor Béla Bartók, escrita entre 1926 e 1937 e publicada em 1940. A obra é uma coleção em seis volumes de 153 peças curtas e 33 exercícios para piano, piano e voz e dois pianos. Ao longo da coleção, Bartók introduz ao estudante distintas problemáticas rítmicas, melódicas, harmônicas e pianísticas. Apesar de terem sido criadas inicialmente com propósitos didáticos é comum o uso de peças do Mikrokosmos como peças de concerto, principalmente dos últimos volumes. Péter Bartók, filho de Béla, começou a estudar piano em 1936 com o pai e afirmou ter servido como uma espécie de “cobaia” para as peças, que o compositor escrevia mais rápido do que ele conseguia estudar. Bartók nunca havia ensinado piano a alunos iniciantes, e foi auxiliado pela professora de piano Margit Varró a organizar a obra de uma forma que fosse mais acessível a principiantes. O Mikrokosmos é particularmente notável como método de ensino de piano pelo abrangente uso de material musical não tradicional. Neste sentido contrasta com outros métodos e estudos de uso comum, como os de Czerny e Cramer. Desde as primeiras peças o estudante é introduzido tanto a escalas diatônicas tonais quanto modais, bem como a escalas pentatônicas, exóticas, politonalidade, formas canônicas e outros aspectos musicais típicos da música moderna. Por estas características a obra é especialmente útil como uma introdução à música da primeira metade do século XX.

Béla Bartók (1881-1945): Progressive pieces for piano “Mikrokosmos” (Szücs) #BRTK140 Vol. 24 de 29

1 Progressive pieces for piano, Sz. 107/3, BB 105/67–96 “Mikrokosmos”: Volume 3: LXXXI. Bolyongás / LXXXII. Scherzo / LXXXIII. Dallam meg-megszakítva / LXXXIV. Mulatság / LXXXV. Tört akkordok / LXXXVI. Két dúr pentachord
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III, No. 81: Wandering
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III
6:06

2 Progressive pieces for piano, Sz. 107/3, BB 105/67–96 “Mikrokosmos”: Volume 3: LXXXVII. Változatok / LXXXVIII. Sípszó / LXXXIX. Négyszólamúság / XC. Oroszos
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III, No. 87: Variations (Allegro moderato)
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III
4:09

3 Progressive pieces for piano, Sz. 107/3, BB 105/67–96 “Mikrokosmos”: Volume 3: XCI. Kromatikus invenció I / XCII. Kromatikus invenció II
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III, No. 91: Chromatic Invention (1)
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III
1:55

4 Progressive pieces for piano, Sz. 107/3, BB 105/67–96 “Mikrokosmos”: Volume 3: XCIII. Négyszólamúság / XCIV. Hol volt, hol nem volt… / XCVa. Rókadal / XCVI. Zökkenõk
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III, No. 93: In Four Parts (2)
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume III
3:15

5 Progressive pieces for piano, Sz. 107/4, BB 105/97–121 “Mikrokosmos”: Volume 4: XCVII. Notturno / XCVIII. Alávetés / XCIX. Kézkeresztezés / C. Népdalféle / CI. Szûkített ötödnyi távolság
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume IV, No. 97: Notturno
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume IV
5:32

6 Progressive pieces for piano, Sz. 107/4, BB 105/97–121 “Mikrokosmos”: Volume 4: CII. Felhangok / CIII. Moll és dúr / CIVa – CIVb. Vándorlás egyik hangnembõl a másikba / CV. Játék (ötfokú hangsorral) / CVI. Gyermekdal / CVII. Dallam ködgomolyban / CVIII. Birkózás
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume IV, No. 102: Harmonics
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume IV
8:24

7 Progressive pieces for piano, Sz. 107/4, BB 105/97–121 “Mikrokosmos”: Volume 4: CIX. Bali szigetén / CX. És összecsendülnek-pendülnek a hangok / CXI. Intermezzo / CXII. Változatok egy népdal fölött
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume IV, No. 109: From the Island of Bali
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume IV
6:15

8 Progressive pieces for piano, Sz. 107/4, BB 105/97–121 “Mikrokosmos”: Volume 4: CXIII. Bolgár ritmus I / CXIV. Téma és fordítása / CXV. Bolgár ritmus II / CXVI. Nóta / CXVII. Bourrée
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume IV, No. 113: Bulgarian Rhythm (Allegro molto)
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume IV
5:33

9 Progressive pieces for piano, Sz. 107/4, BB 105/97–121 “Mikrokosmos”: Volume 4: CXVIII. Triolák 9 / CXIX. 3/4-es tánc / CXX. Kvintakkordok / CXXI. Kétszólamú tanulmány
piano:
Loránt Szücs
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume IV, No. 118: Triplets in 9/8 Time
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume IV
4:22

10 Progressive pieces for piano, Sz. 107/5, BB 105/122–139 “Mikrokosmos”: Volume 5: CXXII. Akkordok egyszerre és egymás ellen / CXXIIIa – CXXIIIb. Staccato and legato / CXXIV. Staccato
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume V, No. 122: Chords Together and Opposed (Moltovivace)
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume V
3:08

11 Progressive pieces for piano, Sz. 107/5, BB 105/122–139 “Mikrokosmos”: Volume 5: CXXV. Csónakázás / CXXVI. Változó ütem / CXXVIII. Dobbantós tánc
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume V, No. 125: Boating
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume V
3:44

12 Progressive pieces for piano, Sz. 107/5, BB 105/122–139 “Mikrokosmos”: Volume 5: CXXIX. Váltakozó tercek / CXXX. Falusi tréfa / CXXXI. Kvartok
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume V, No. 129: Alternating Thirds (Allegro molto)
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume V
6:00

13 Progressive pieces for piano, Sz. 107/5, BB 105/122–139 “Mikrokosmos”: Volume 5: CXXXII. Nagy másodhangközök egyszerre és törve / CXXXIII. Szinkópák / CXXXIV. Gyakorlatok kettõsfogásban / CXXXV. Perpetuum mobile
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume V, No. 132: Major Seconds Broken and Together
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume V
2:12

14 Progressive pieces for piano, Sz. 107/5, BB 105/122–139 “Mikrokosmos”: Volume 5: CXXXVI. Hangsorok egészhangokból / CXXXVII. Unisono / CXXXVIII. Dudamuzsika / CXLIX. Paprikajancsi
piano:
Kornél Zempléni
recording of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume V, No. 136: Whole-Tone Scales
composer:
Béla Bartók (composer)
part of:
Mikrokosmos, Sz. 107, BB 105: Volume V

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Bartók fora do microcosmo

PQP

Prokofiev (1891-1953): Sonatas para Piano Nos. 6, 7 e 8, Opp. 82, 83 e 84 – Steven Osborne ֎

Prokofiev (1891-1953): Sonatas para Piano Nos. 6, 7 e 8, Opp. 82, 83 e 84 – Steven Osborne ֎

PRoKoFieV

Sonatas Nos. 6, 7 e 8

Steven Osborne, piano

 

Em outubro de 2019 fiz uma postagem com música de Prokofiev – Sonatas para Violino – e na propaganda da postagem que fiz no fb, eu dizia: Música que demanda um pouco de esforço, no princípio, mas uma vez conquistada, proporciona muito prazer!

Não poderia dizer nada diferente sobre a música desta postagem. Um disco espetacular, mas que demanda ser conquistado.

Steven Osborne

Não é por nada que o pianista é o mesmo da mencionada postagem, o selo do disco, a inglesa Hyperion, assim como o compositor – Prokofiev, o homem que não ganhou flores em seu funeral.

No disco, uma série de três sonatas para piano com uma sequência de numeração, 6, 7 e 8, assim como na publicação, Opp. 82, 83 e 84, evidência de como as três fazem parte de um grupo. Elas foram compostas durante a guerra, entre 1939 e 1944. Prokofiev trabalhou na composição das três simultaneamente, assim como em outras obras, como a ópera Guerra e Paz e o balé Romeu e Julieta. Em alguns momentos, especialmente nos movimentos lentos, nas sonatas, pode-se perceber ecos das danças usadas no balé. Ouça, por exemplo, o segundo movimento da Sexta Sonata.

Nas sonatas ouvimos as diferentes expressões da música para piano de Prokofiev. Dos ritmos percussivos aos momentos mais tranquilos. Um caminho recheado de armadilhas para os pianistas: martelar ou amarelar?

É por isso que a gravação é importante e a Hyperion mantem seus altíssimos padrões: produção primorosa, incluindo os detalhes. A capa do disco é um exemplo disso. A escolha da imagem nos coloca em imediata sintonia com a música – bela, moderna e ligeiramente alarmante. A arte de Marianne von Werefkin pode gerar uma certa inquietação, à la Edvard Munch, mas é também marcante, inesquecível.

Aqui está a proposta: ouça o disco uma duas, três vezes, e depois responda: valeu a pena?

Serge Prokofiev (1891 – 1953)

Sonata para Piano No. 6 em lá maior, Op. 82

  1. Allegro moderato – Poco più mosso – Allegro moderato, come I
  2. Allegretto
  3. Tempo di valzer lentissimo
  4. Vivace – Andante – Vivace

Sonata para Piano No. 7 em si bemol maior, Op. 83

  1. Allegro inquieto – Andantino – Allegro inquieto, come I
  2. Andante caloroso – Poco più animato – Tempo
  3. Precipitato

Sonata para Piano No. 8 em si bemol maior, Op. 84

  1. Andante dolce – Allegro moderato – Andante dolce, come I – Allegro
  2. Andante sognando
  3. Vivace – Allegro ben marcato – Andantino – Vivace, come I

Steven Osborne, piano

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MP3 | 320 KBPS | 182 MB

Steven e o piano da biblioteca do PQP Bach Cultural Center de Volta Redonda

Nas notas do disco, Steven agradece a ajuda de sua fisioterapeuta, Bronwen Ackermann, que o ajudou a realizar o disco: From first electrifying note-punch to last, with so much poetry and poignancy in between, this is a tour de force of pianism highlighting what seems more than ever like the great sonata sequence of the 20th century.

Hyperion’s sound never flinches from Osborne’s colossal bass in climaxes. Is it any wonder he dedicates the disc to ‘Bronwen Ackermann, physio extraordinaire’? Whatever the fallout, he must know that it was worth it: this is legendary stuff.  BBC Music Magazine

[…] Osborne is at his best in Sonata No 8 … no pianist in my experience has matched Osborne’s finale for acuity of touch, pinpoint transparency and airborne suppleness. The music dances off the page, tickles the ear, engages the mind and, for once, sounds far shorter than its nine-minute duration. […] Gramophone

 

 

 

 

 

Não deixe de visitar as postagens a seguir, caso tenha gostado desta…

Prokofiev (1891-1953): Sonatas para Piano Nos. 3, 7 & 8 – Andrei Gavrilov

Serge Prokofiev (1891-1953): Sonatas para Violino – Alina Ibragimova & Steven Osborne

S. Prokofiev (1891-1953): Romeu e Julieta – Sonata para Piano No. 2 – Elena Kuschnerova, piano

Homenagem a Nelson Freire (1944-2021)

O mineiro de Boa Esperança, que foi muito jovem estudar piano no Rio de Janeiro e depois em Viena, nos deixou hoje aos 77 anos. Uma grande perda para a música brasileira e mundial.

Hoje não teremos postagens de Nelson Freire. Já foram muitas as homenagens em vida. Apenas remetemos a três janelas para o vasto mundo online lá fora, janelas que têm em comum a figura de Villa-Lobos, de quem Nelson foi um dos maiores intérpretes. O primeiro vídeo, de 1965 e postado pelo incansável Instituto Piano Brasileiro, mostra Nelson muito jovem na Alemanha tocando várias miniaturas para piano de Debussy, Scriabin e outros, incluindo a Dança (Miudinho), 4º mov. das Bachianas brasileiras No.4.

Nelson aprendeu com grandes mestres como Novaes, Rubinstein e Horowitz a arte de montar recitais de piano com pequenas peças que vão se encaixando, arte na qual o bis é essencial. Aliás, o seu disco mais recente é todo dedicado aos bises (Encores, pela Decca em 2019).

Passando para os anos 1970, um blog europeu publicou recentemente o maravilhoso álbum que Nelson gravou, também na Alemanha, pela Telefunken/Teldec. O repertório é só Villa-Lobos:

https://susato.blogspot.com/2020/11/heitor-villa-lobos-klavierwerke-nelson.html

E o segundo vídeo mostra Nelson no auge da fama, tocando o Momoprecoce, composição carnavalesca de 1929 na qual Villa-Lobos utiliza percussões que nós brasileiros conhecemos bem: chocalhos, reco-reco, tamborim… Que essa homenagem seja uma celebração alegre, se é que é possível.

Como tocava…

Franz Schubert (1797–1828): Quinteto ‘A Truta’, Sonata para Arpeggione – Bylsma, Immerseel, L’Archibudelli

O vibrato (*) está para os instrumentos de cordas e cantores líricos um pouco como o sal e o açúcar estão para a culinária. Alguns dirão que não dá pra viver sem. Talvez não dê mesmo, mas com moderação. Pense em frutas de gosto forte e exótico: uma mousse de maracujá, um suco de limão galego, um pavê de graviola… se a gente coloca muito açúcar, fica tudo com o mesmo gosto.

É o que me vem à mente ouvindo o quinteto ‘A Truta’ com o violoncelo italiano tocado por Anner Bylsma, o violino Stradivarius tocado por Vera Beth, a viola inglesa tocada por Jürgen Kussmaul, o fortepiano de Leipzig tocado por Jos van Immerseel… Cada instrumento com sua sonoridade muito peculiar, que cabe aos músicos revelar, ao invés de jogar baldes de açúcar uniformizadores do som.

E como o som mais intimista desses instrumentos de época combina com o espírito romântico de Schubert… esse tipo de romantismo contido, sem os exageros dos russos e sem a loucura do último Schumann que, vocês sabem, ouvia vozes, às vezes as de anjos, às vezes as de demônios e uma vez, segundo ele, a do finado Schubert (**).

Na Sonata para Arpeggione, Anner Bylsma (1934-2019) utiliza um violloncelo piccolo de 1700 no lugar do arpeggione, espécie de instrumento-quimera, cruzamento entre violoncelo e violão, que durou pouco tempo e que estimulou algumas características dessa sonata como a alternância entre trechos com o arco e arpejos tocados com os dedos.

(*) A técnica denominada vibrato (expressão de origem italiana, literalmente traduzida como vibrado) consiste na oscilação de uma corda de um instrumento musical (ou do diafragma no caso do canto), produzindo assim uma variação periódica na altura de uma nota.

(**) “According to Becker, Schumann believed the spirit of Franz Schubert came to him one night and gave him a melody”

Franz Schubert (1797–1828):
Piano Quintet In A Major, D. 667 (Op. Post. 114) “The Trout”

1. I. Allegro Vivace
2. II. Andante
3. III. Scherzo. Presto
4. IV. Tema. Andantino – Variations I–V – Allegretto
5. V. Finale. Allegro Giusto

Sonata For Arpeggione and Piano, D. 821
6. I. Allegro Moderato
7. II. Adagio
8. III. Allegretto

9. Adagio for Piano Trio, D. 897 (Op. Post. 148) “Notturno”

Anner Bylsma – Violoncello (Pressenda, Torino, 1835) (1-5, 9); Violoncello piccolo (Anonymous, Tirol, ca. 1700) (6-8)
Jos van Immerseel – Fortepiano (Tröndlin, Leipzig, early 19th century)
Vera Beths – Violin (Stradivarius, Cremona, 1727) (1-5, 9)
Marji Danilow – Double Bass (1-5)
Jürgen Kussmaul – Viola (Forster, London, 1785) (1-5)

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Por um tempo eu também achei que Anner Bylsma era uma mulher

Alfred Cortot sobre Schubert:
A parte do sentimento é muito importante e o espírito romântico supera a forma, que permanece clássica.
(Curso de interpretação, Ed. Musimed, p.92)

Pleyel

Bach (1685-1750): Concertos para Violino – Elfa Rún Kristinsdóttir & Solistenensemble Kaleidoskop ֎

Bach (1685-1750): Concertos para Violino – Elfa Rún Kristinsdóttir & Solistenensemble Kaleidoskop ֎

Bach

Concertos para Violino(s)

Elfa Rún Kristinsdóttir

Solistenenesemble Kaleidoskop

 

Concertos para violino, de Bach? Concertos para cravo, de Bach? Sim, concertos para violino, de Johann Sebastian Bach.

O Concerto em ré menor BWV 1052 chegou até nós como um concerto para cravo e é um dos mais impressionantes da coleção de sete, mas é uma adaptação para cravo de um concerto originalmente escrito para violino, cuja partitura se perdeu.

Lisa

Johann Sebastian Bach estava encarregado do Collegium musicum de Leipzig, que se apresentava no Café Zimmermann e entre os músicos que tocavam havia excelentes cravistas, alguns com sobrenome Bach: o próprio Johann Sebastian e seus filhos, Wilhelm Friedemann e Carl Philipp Emanuel. Assim, entre 1735 e 1744, Bach adaptou para o cravo sete concertos assim como mais alguns para dois, três e até quatro cravos. Este último de um original de Vivaldi, para quatro violinos, mas esta é outra história, para alguma outra postagem.

Kaleidoskop

Nos disco desta postagem temos uma reconstrução do concerto para violino, que deu origem ao concerto de cravo em ré menor, BWV 1052, que soa muito bem na interpretação dos jovens músicos.

O segundo concerto do disco, em sol menor, BWV 1056, é uma reconstrução do Concerto em fá menor, para cravo. Este concerto tem de muito especial o movimento lento, que tem uma versão com solo de oboé no lugar do violino ou cravo, como queiram, e foi usado como a Sinfonia da Cantata BWV 156, ‘Ich steh mit einem Fuss im Grabe’ (Estou com um pé na cova, pasmem…).

Elfa

Para completar o programa, um dos concertos para violino(s) que sobreviveu, BWV 1043, em ré menor.

A solista do disco é a islandesa Elfa Rún Kristinsdóttir, que estudou em Freiburg e tem carreira como concertista, atuando com várias orquestras, como a Akademie für Alte Musik, Berlin. Ela também faz parte do Solistenensemble Kaleidoskop, grupo estabelecido em Berlim. Lisa Immer é a concertmaster do grupo e atua como segundo solista no último concerto.

Não se preocupem com o fato de todos os concertos serem em tons menores, há muita beleza assim como animação no disco todo…

 

Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Concerto para Violino em ré menor, BWV1052

  1. Allegro
  2. Adagio
  3. Allegro

Concerto para Violino em sol menor, BWV1056

  1. (Allegro)
  2. Largo
  3. Presto

Concerto para dois Violinos em ré menor, BWV1043

  1. Vivace
  2. Largo ma non tanto
  3. Allegro

Elfa Rún Kristinsdóttir, violino

Solistenensemble Kaleidoskop

Lisa Immer, violin (concertmaster e solista no Concerto BWV 1043)

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MP3 | 320 KBPS | 102 MB

Elfa testando a acústica da piscina de hidroginástica da sede do PQP Bach Private Club de Paraty…

“One would be hard-pressed to find a better debut recording than these interpretations of Bach . . . It is much too rare to hear Bach as fresh, lively and present-day as this.” Nordische Musik about Elfa’s Bach CD

“with the charming, wonderfully sensitive, but also thrillingly powerful music-making of the young Icelandic violinist Elfa Rún Kristinsdóttir . . . the brilliant and extremely versatile artist” Kultur Klassik

Aproveite!

René Denon

Um filmezinho do Kaleidoskop

 

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 7 (Haitink)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Bernard Haitink certamente era o maior regente vivo de nosso planeta até o dia 21 de outubro. Morto aos 92 anos, ele se aposentou aos 90, em 2019. Tive a sorte de vê-lo uma vez em ação no Concertgebouw em 2017. Sentei atrás da orquestra, de frente para o maestro. Nossa, a clareza de seus gestos era maravilhosa. Impossível não entrar na hora certa. Até eu tinha vontade de entrar… Assobiando! Quando ele pediu para a orquestra levantar a fim de receber os aplausos, minha esposa, que é violinista, quase ergueu-se junto. Haitink também era uma pessoa absolutamente modesta e tranquila, sem estrelismos. Este é seu último concerto em Amsterdam, a sua cidade natal. Ele escolheu a Bruckner #7. Foi uma bela escolha. Haitink dava-se muito com as enormidades musicais de Bruckner, Mahler e Shostakovich. Regia tudo esplendidamente, foi um enorme beethoveniano, mozartiano e schubertiano, mas parecia gostar ainda mais do citado trio. O nível desta gravação é absolutamente culminante, inalcançável. Aos 90 anos, Haitink aposentou-se no auge.

Anton Bruckner (1824-1896): Sinfonia Nº 7 (Haitink)

1. Symphony No. 7: I. Allegro moderato (Live) (21:37)
2. Symphony No. 7: II. Adagio. Sehr feierlich und sehr langsam (Live) (21:35)
3. Symphony No. 7: III. Scherzo. Sehr schnell (Live) (10:49)
4. Symphony No. 7: IV. Finale. Bewegt, doch nicht schnell (Live) (14:06)

Netherlands Radio Philharmonic Orchestra
Bernard Haitink

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Bernard Haitink (1929-2021)

PQP

Tchaikovsky, Mendelssohn: Concertos para Violino (Grumiaux / Haitink)

Dando continuidade às homenagens a Bernard Haitink, temos hoje três grandes concertos românticos para violino com Arthur Grumiaux (1921-1986). As gravações, dos primeiros anos da tecnologia stereo, já podem ser chamadas de jurássicas, mas há algumas coisas ali, um vibrato controlado, sem exageros, uma expressividade sem choradeira, que a tornam menos datada do que outras da mesma época. Posso estar enganado, aliás violino não é meu pão de cada dia e eu não conheço tão bem as gravações de Heifetz, Perlman, Ferras… Mas vejam o que disse a Gramophone ao incluir essa gravação entre as de referência para o Concerto de Mendelssohn:

  • Arthur Grumiaux, em sua gravação de 1960 com a Orquestra do Concertgebouw e Bernard Haitink, merece uma menção por ter uma das aberturas com o ritmo mais vivo
  • (As for Arthur Grumiaux, his 1960 recording with the Concertgebouw Orchestra and Bernard Haitink deserves a mention for having one of the most crisply rhythmic openings)

O Concerto de Tchaikovsky, para mim, é o que tem a mais bela orquestração entre esses três. Enquanto o pau quebra para o solista, as cordas e madeiras do Concertgebouw acompanham com aquele som brilhante e suave que também podemos ouvir nas gravações de Debussy que Haitink e sua orquestra fizeram nos anos 1970.

Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840–1893): Concerto para Violino em Ré maior, Op.35
01. I. Allegro moderato
02. II. Canzonetta: Andante
03. III. Finale: Allegro vivacissimo
Felix Mendelssohn (1809-1847): Concerto para Violino em Mi menor, Op.64
04. I. Allegro molto appassionato
05. II. Andante
06. III. Allegretto non troppo – Allegro molto vivace
Max Bruch (1838-1920): Concerto para Violino No.1 em Sol menor, Op.26
07. I. Vorspiel (Allegro moderato)
08. II. Adagio
09. III. Finale (Allegro energico)

Arthur Grumiaux – Violino
Concertgebouworkest, Amsterdam
Bernard Haitink

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Retrato do artista quando jovem, e o lado B do Concertgebouw de Amsterdam

Pleyel

Integral das Sinfonias de Dmitri Shostakovich (1906-1975) com B. Haitink (CDs 6-11 de 11)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Atendendo a pedidos, com a lentidão habitual de nosso SAC, estamos trazendo pela primeira vez a integral de Shostakovich por Bernard Haitink, completa, inteirinha. (Pleyel, 2020)

Hoje é o Saint Patrick´s Day, dia de beber cerveja, então vamos a mais um lote de Shostas. (Céus, totalmente sem sentido). Mas está aí: a heróica e não tão boa sétima; a interessantísima e contrastante oitava e a programática e espetacular décima-primeira. Acho que fico por aqui mesmo. Esta coleção não foi muito baixada e da 12ª até a 14ª eu não tenho em CD, só em haitinkvinil. Tenho a 15ª, mas só gosto de lacunas a preencher em mulheres. Oh, sei, sempre esse odioso machismo!

Ontem ouvi os últimos CDs do Radiohead e dos Strokes. Olha, duas grandes bostas. O que a nova geração ouve de bom? No Brasil e no mundo, a música popular me parece tão, mas tão sem graça… (PQP, 2011)

Sinfonias de Dmitri Shostakovich com Bernard Haitink (CDs 6 a 11, de 11)
CD 6
Symphony No.7 In C Major, Op.60 Leningrad
1 I Allegretto
2 II Moderato (Poco Allegretto)
3 III Adagio
4 IV Allegro Non Troppo

London Philharmonic Orchestra

CD 7
Symphony No.8 In C Minor, Op.65

1 I Adagio
2 II Allegretto
3 III Allegro Non Troppo
4 IV Largo
5 V Allegretto

Concertgebouw Orchestra

CD 8
Symphony No.11 In G Minor, Op.103 ‘The Year 1905’
1 I Adagio: The Palace Square
2 II Allegro: 9 January
3 III Adagio: In Memoriam
4 IV Allegro Non Troppo: Tocsin

Concertgebouw Orchestra

CD 9
Symphony No.13 In B Flat Minor, Op.113 ‘Babi Yar’
1 I Adagio: Babi Yar
2 II Allegretto: Humour
3 III Adagio: In The Store
4 IV Largo: Fears
5 V Allegretto: A Career

Bass – Marius Rintzler
Choir – Gentlemen From The Choir Of The Concertgebouw Orchestra
Concertgebouw Orchestra

CD 10
Symphony No.14, Op.135
1 I De Profundis
2 II Malagueña
3 III Loreley
4 IV Le Suicidé
5 V Les Attentives I
6 VI Les Attentives II
7 VII À La Santé
8 VIII Réponse Des Cosaques Zaparogues…
9 IX O Delvig, Delvig
10 X Der Tod Des Dichters
11 XI Schluß-Stück

Concertgebouw Orchestra
Baritone – Dietrich Fischer-Dieskau
Soprano – Julia Varady

6 Poems Of Marina Tsvetaeva, Op.143a
12 I My Poems
13 II Such Tenderness
14 III Hamlet’s Dialogue With His Conscience
15 IV The Poet And The Tsar
16 V No, The Drum Beat
17 VI To Anna Akhmatova

Contralto – Ortrun Wenkel
Concertgebouw Orchestra

CD 11
Symphony No.15 In A Major, Op.141
1 I Allegretto
2 II Adagio — Largo — Adagio — Largo
3 III Allegretto
4 IV Adagio —Allegretto — Adagio — Allegretto

London Philharmonic Orchestra

From Jewish Folk Poetry, Op.79
5 I Lament For A Dead Infant
6 II Fussy Mummy And Auntie
7 III Lullaby
8 IV Before A Long Separation
9 V A Warning
10 VI The Deserted Father
11 VII A Song Of Poverty
12 VIII Winter
13 IX The Good Life
14 X A Girl’s Song
15 XI Happiness

Contralto – Ortrun Wenkel
Soprano – Elisabeth Söderström
Tenor – Ryszard Karczykowski
Concertgebouw Orchestra

Recording: 1978-1983

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BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (CD9-11)

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Integral das Sinfonias de Dmitri Shostakovich (1906-1975) com B. Haitink (CDs 1-5 de 11)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Façam como P.Q.P. Bach: ouçam Shostakovich no Carnaval!

Meus amigos, a verdade que liberta e salva é a seguinte: eu sou um grande admirador de Bernard Haitink (1929). Em minha opinião, ele é um monstro da regência. Em suas gravações há assinaturas indeléveis: uma indiscutível musicalidade e um som especial. OK, você pensa que é o som do Concertgebouw, mas não é. Como é que ele o repete com a London Philharmonic? E quando ele se junta a compositores como Shostakovich, Mahler e Bruckner — que exigem som — , só para dar exemplos, o resultado é magnífico.

Então, passei a segunda e a terça de carnaval ouvindo suas gravações de Shostakovich. Aqui temos a juvenil e genial primeira sinfonia, escrita aos 20 anos de Shosta; a segunda e a terceira, corais e altamente experimentais, como tudo na época pré-stalinista; a monumental quarta, modelo para o que viria depois; a clássica quinta; a estranha sexta, que começa monumento e termina de forma sarcástica, mais parecendo um circo; a zombeteira e vingativa nona; a perfeita e assinada décima. Boa audição!

Sinfonias de Dmitri Shostakovich com Bernard Haitink (CDs 1 a 5, de 11)

CD 1
Symphony No.1 In F Minor, Op.10
1 I Allegretto – Allegro Non Troppo
2 II Allegro
3 III Lento
4 IV Allegro Molto – Lento – Allegro Molto

Symphony No.3 In E Flat Major, Op.20 ‘The First Of May’
5 I Allegretto – Allegro
6 II Andante
7 III Allegro – Largo
8 IV Moderato: ‘V Pervoye Pervoye Maya’

London Philharmonic Orchestra

CD 2
Symphony No.2 In B Major, Op.14 ‘To October – A Symphonic Dedication’
1 I Largo – Allegro Molto
2 II My Shli, My Prosili Raboty I Khleba

Symphony No.10 In E Minor, Op.93
3 I Moderato
4 II Allegro
5 III Allegretto
6 IV Andante – Allegro

London Philharmonic Orchestra
Choir – London Philharmonic Choir (Symphony No. 2)

CD 3
Symphony No.4 In C Minor, Op.43
1 I Allegretto Poco Moderato —
2 Presto
3 II Moderato Con Moto
4 III Largo —
5 Allegro

London Philharmonic Orchestra

CD 4
Symphony No.5 In D Minor, Op.47
1 I Moderato
2 II Allegretto
3 III Largo
4 IV Allegro Non Troppo

Symphony No.9 In E Flat Major, Op.70
5 I Allegro
6 II Moderato
7 III Presto
8 IV Largo
9 V Allegretto — Allegro

Concertgebouw Orchestra (Symphony No. 5)
London Philharmonic Orchestra (Symphony No. 9)

CD 5
Symphony No.6 In B Minor, Op.54
1 I Largo
2 II Allegro
3 III Presto

Symphony No.12 In D Minor, Op.112 ‘The Year 1917’
4 I Revolutionary Petrograd
5 II Razliv
6 III Aurora
7 IV The Dawn Of Humanity

Concertgebouw Orchestra

Recording: 1977-1983

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE – CDs 1-3

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Haitink em 1984

PQP

Anton Bruckner (1824-1896) – Sinfonias nº 7, 8 e 9 – Bernard Haitink, Royal Concertgebouw Orchestra

Vamos então concluir esta série Haitink / Bruckner em grande estilo: suas últimas três sinfonias. Estou disponibilizando também o décimo primeiro CD desta caixa, que traz o Te Deum, só para não deixar a coleção incompleta.

Espero que tenham gostado. Bernard Haitink foi um dos maiores regentes da atualidade, sem dúvida alguma. Por isso faço questão de apresentá-lo a quem não o conhece.

SYMPHONY NO.7 IN E MAJOR mi majeur · E-Dur 29
I Allegro moderato
II Adagio: Sehr feierlich und sehr langsam
III Scherzo: Sehr schnell – Trio: Etwas langsamer
IV Finale: Bewegt, doch nicht schnell

SYMPHONY NO.8 IN C MINOR ut mineur · c-Moll Robert Haas Edition, 1939
I Allegro moderato
II Scherzo: Allegro moderato – Trio: Langsam
III Adagio. Feierlich langsam, doch nicht schleppend
IV Finale: Feierlich, nicht schnell

SYMPHONY NO.9 IN D MINOR (Original version, 1894) ré mineur · d-Moll
I Feierlich, misterioso
II Scherzo: Bewegt, lebhaft – Trio: SchnellIII Adagio: Langsam, feierlich

TE DEUM WAB 45
I Te Deum laudamus soprano, contralto, tenor, chorus
II Te ergo soli III Aeterna fac chorus
IV Salvum fac soli, chorus
V In te, Domine, speravi soli, chorus

Elly Ameling soprano ·
Anna Reynolds contralto
Horst Hoffmann tenor ·
Guus Hoekman bass
Groot Omroepkoor (Netherlands Radio Choir)
Chorus master: Anton Krelage

Royal Concertgebouw Orchestra
Bernard Haitink

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FDPBACH

Anton Bruckner (1824-1896) – Sinfonias nº 4, 5 e 6, Bernard Haitink, Royal Concertgebouw Orchestra

Dando prosseguimento a esse ciclo Bruckner / Haitink / RCO, hoje teremos as sinfonias de nº 4, 5 e 6. A Quarta Sinfonia talvez seja a mais popular do compositor. Foi por meio dela que conheci este construtor de imensas catedrais sonoras, como li certa vez em algum lugar.

Para quem não sabe, não se tratam de registros recentes do maestro com sua querida orquestra. Ao contrário, são lá dos anos 60, quando Haitink encarou a difícil tarefa de assumir a direção desta orquestra. Nos próximos cinquenta anos suas identidades vieram a se fundir e se confundir. Foi ele quem a tornou a Orquestra do Concertgebouw de Amsterdam a melhor orquestra dos últimos cinquenta anos, desbancando as poderosas Filarmônicas de Viena e de Berlim.  E isso não sou eu apenas quem estou afirmando. A crítica especializada já há muitos anos confirma isso.

Mas vamos ao que viemos. Bruckner com seu principal regente do final do século XX, e deste início de século XX, Bernard Haitink.

SYMPHONY NO.4 IN E FLAT MAJOR “ROMANTIC”

I Bewegt, nicht zu schnell
II Andante, quasi allegretto
III Scherzo: Bewegt – Trio: Nicht zu schnell, keinesfalls schleppend
IV Finale: Bewegt, doch nicht zu schnell

SYMPHONY NO.5 IN B FLAT MAJOR
I Introduction: Adagio – Allegro (Mäßig)
II Adagio (Sehr langsam)
III Scherzo: Molto vivace (schnell) – Trio: Im gleichen Tempo
24 IV Finale: Adagio – Allegro moderato

SYMPHONY NO.6 IN A MAJOR
I Majestoso
II Adagio. Sehr feierlich
III Scherzo: Nicht schnell – Trio: Langsam
IV Finale: Bewegt, doch nicht zu schnell

Bernard Haitink – Conductor
Royal Concertgebouw Orchestra

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FDP