Pérotin (c. 1160-c. 1236) com o Hilliard Ensemble

É impossível descrever a maravilhosa interpretação que o Hilliard Ensemble dá ao genial Pérotin neste CD da ECM. Que vozes! Pouco se sabe a respeito do compositor, mas… Bem, ouçam.

Perotin

1 Viderunt Omnes
2 Veni Creator Spiritus
3 Alleluia Posui Adiutorium
4 O Maria Virginei
5 Dum Sigillum
6 Isaias Cecinit
7 Alleluia Nativitas
8 Beata Viscera
9 Sederunt Principes

The Hilliard Ensemble:
David James (Countertenor)
John Potter (Tenor)
Rogers Covey-Crump (Tenor)
Mark Padmore (Tenor)
Charles Daniels (Tenor)
Gordon Jones (Baritone)
Paul Hillier (Baritone)

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PQP

Cecilia Bartoli – Arie Antiche – 18th-Century Italian Songs

Mais um esplêndido CD de Cecilia Bartoli. Aqui, ela canta sem orquestra, apenas acompanhada do piano de György Fischer. O que poderia ser um problema não é. O piano, discreto e perfeito, serve para dar ainda maior realce à perfeição das interpretações de nossa querida Bartoli. Trata-se de uma verdadeira aula sobre árias antigas italianas. Bartoli nos dá técnica e paixão em quantidades cavalares. Como seus CDs sempre fazem o maior sucesso por aqui, nem vou escrever “imperdível” em maiúsculas e negrito.

Cecilia Bartoli – Arie Antiche – 18th-Century Italian Songs

1 (L’) Honestà negli amore
(Pietro) Alessandro (Gaspare) Scarlatti (1660 – 1725)

2 (La) Donna ancora è fedele – Son tutto duolo
(Pietro) Alessandro (Gaspare) Scarlatti (1660 – 1725)

3 (La) Donna ancora è fedele – Se Florindo è fedele
(Pietro) Alessandro (Gaspare) Scarlatti (1660 – 1725)

3 Pompeo
(Pietro) Alessandro (Gaspare) Scarlatti (1660 – 1725)

4 Spesso vibra per suo gioco
(Pietro) Alessandro (Gaspare) Scarlatti (1660 – 1725)

5 Caro mio ben
Tommaso Giordani (c1733 – 1806)

6 Arminio
Antonio Lotti (c1667-1740)

7 (I) casti amori d’Orontea
Antonio Cesti (1623 – 1669)

8 (L’)Amor contrastato, ‘La Molinara’
Giovanni Paisiello (1740 – 1816)

9 Nina, o sia La pazza per amore
Giovanni Paisiello (1740 – 1816)

10 O leggiadri occhi belli
Anonymous

11 Qual fiamma che m’accende
Alessandro Marcello (1684 – 1750)

12 Selve amiche
Antonio Caldara (c1670 – 1736)

13 Sebben crudele me fai languir
Antonio Caldara (c1670 – 1736)

14 (Le) nuove musiche
Giulio Caccini (c1545 – 1618)

15 Nuove musiche e nuova maniera de scriverle
Giulio Caccini (c1545 – 1618)

16 Se tu m’ami
Alessandro Parisotti (1835 – 1913)

17 (Il) Zingari in fiera
Giovanni Paisiello (1740 – 1816)

18 Giasone
(Pietro) Francesco Cavalli (1602 – 1676)

19 Sposa son disprezzata
Antonio (Lucio) Vivaldi (1678 – 1741)

20 Vittoria, mio core!
Giacomo Carissimi (1605 – 1674)

Cecilia Bartoli (Mezzo soprano)
György Fischer (Piano)
Recording: Mozart Saal,Konzerthaus, Vienna

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PQP

Alberto Nepomuceno (1864-1920) – Sinfonia em Sol Menor [link atualizado 2017]

Talvez a melhor sinfonia composta no Brasil

As tonalidades menores de uma maneira geral, são tristes e melancólicas. Se prestarmos atenção em algumas obras em tonalidade menor, poderemos perceber que mesmo as partes mais vigorosas, não são alegres e sim, dramáticas e/ou trágicas. E ainda que possamos identificar passagens alegres, com certeza, serão encontradas em modulações para tonalidades maiores (alegres e jocosas), muito comuns em qualquer composição de maior fôlego.

A Sinfonia em Sol Menor é uma obra vigorosa, lírica e essencialmente dramática, bem típica dos compositores românticos nacionalistas.

A Sinfonia em Sol Menor é a principal obra sinfônica de Nepomunceno. Teve sua estreia em 1º de agosto de 1897, em um concerto que incluia a obra Batuque (obra que faz parte da Série Brasileira aqui já postada), causadora de enorme polêmica junto aos críticos e acadêmicos por utilizar o reco-reco dentro do corpo sinfônico.

***

Alberto Nepomuceno: Sinfonia em Sol Menor

01 Allegro (com entusiasmo) 7:46
02 Andante Quasi Adagio 9:24
03 Presto 5:59
04 Con Fuocco 5:43

Orquestra Sinfônica Brasileira
Regente: Edoardo de Guarnieri
Gravado ao vivo no Teatro Municipal de São Paulo

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Marcelo Stravinsky
Repostado por Avicenna
Trepostado por Bisnaga

Henri Dutilleux (1916- ) – Sur le même accord, nocturne for violin & orchestra. Bela Bartok (1881-1945)- Violin Concerto (No. 2) in B minor, Sz. 112, BB 117, Igor Stravinsky (1892-1971)- Violin Concerto in D major – Anne-Sophie Mutter

Excepcional cd de minha musa, a violinista alemã Anne-Sophie Mutter, que toca um repertório dedicado ao século XX. E que repertório. E que violinista… e que baita CD.

A primeira obra, de Henri Dutilleux, foi a ela dedicada pelo próprio compositor, e mostra a excepcional técnica da alemã, numa obra de difícil execução. Ela nesta obra é acompanhada pelo grande Kurt Masur frente à Orchestra Nationale de France.

A segunda obra é o conhecidíssimo Concerto nº2 para Violino e orquestra de  Béla Bartok, já postado aqui no blog com outros intérpretes, inclusive com a magnífica Viktoria Mullova. Novamente Mutter mostra a sua competência e técnica, e nos brinda com uma interpretação impecável.Atençao especial ao andante tranquilo, com as cordas da Sinfônica de Boston fazendo um belíssimo trabalho, claro que sempre com a regência de Seiji Ozawa.

A terceira obra é outra obra conhecida daqui do blog, o Concerto para Violino de Stravinsky, e também já postado aqui com a mesma Viktoria Mullova. Não vejo necessidade de fazer as devidas comparações, pois o que importa é que são leituras recentes de obras importantíssimas do repertório violinístico, e executadas por duas das principais violinistas do final do século XX e início deste século XXI. Nesta obra, Mutter é acompanhada pela London Philharmonia Orchestra, sob a regência de Paul Sacher.

Espero que apreciem. Os clientes da amazon foram unânimes em dar 5 estrelas para este cd.

Henri Dutilleux – Sur le même accord, nocturne for violin & orchestra
01. Henry Dutillieux – Sur le meme accord (Nocturne for Violin and Orchestra)

Anne-Sophie Mutter – VIolin
Orchestra Nationale de France
Kurt Masur – Conductor

Bela Bartok – Violin Concerto (No. 2) in B minor, Sz. 112, BB 117
02. Bela Bartok – Violin Concerto (No. 2) in B minor, Sz. 112, BB 117 I. Allegro non troppo
03. II. Andante tranquillo-Allegro scherzando-Tempo I
04. III. Allegro molto

Anne-Sophie Mutter – VIolin
Boston Symphony Orchestra
Seiji Ozawa – Conductor

Igor Stravinsky – Violin Concerto in D major
05. Igor Stravinsky – Violin Concerto in D major I. Toccata
06. II. Aria I
07. III. Aria II
08. IV. Capriccio

Anne-Sophie Mutter – Violin
London Philharmonia Orchestra
Paul Sacher – Conductor
Anne-Sophie Mutter – Violin

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FDP Bach

Feliz Aniversário Igor Stravinsky!!!!!!!!!

Stravinsky pintado por Jacques-Emil
Stravinsky pintado por Jacques-Emil

***

Conheci a música de Igor Stravinsky em meados de 1987, quando procurava desperadamente por discos de vinil de música clássica. Até então só tinha escutado música barroca, com Bach, Handel e Vivaldi e música clássica, com Mozart e Beethoven.
Certa vez cheguei em um daquelas pessoas lendárias que trabalhavam em suas residênciais com discos raros e deparei-me com um álbum com a obra Petruchka, com a Orquestra Sinfônica de Minessota e com Stanislaw Skrowaczewski na regência.
Esse disco fazia parte daquelas coleções de música erudita da Abril Cultural, Mestre da Música. Era uma espécie de álbum-livro, muito bonito por sinal, sinto saudades daqueles álbuns.
Depois de negociar muito, acabei conseguindo trocar 5 discos meus (nem lembro mais quais, mas com certeza não eram clássicos) por este álbum com Petruchka.
Estava louco para chegar em casa, “seco”, ansioso para ouvir a música daquele “novo” compositor. Quando cheguei no portão para entrar em minha casa que ajeitei o disco embaixo do braço para abrir o portão, o disco pulou fora da capa e estatelou-se no chão. Puxa, fui lá em cima e voltei. Apanhei o disco tão rapidamente que acho que acabei piorando a situação dele. Um dos lados tinha ficado muito arranhado. Depois de tentar limpar de todas as formas possíveis, acabei colocando o disco pra rolar e nos primeiros minutos, meus ouvidos acostumados com as músicas “certinhas” dos períodos, barroco e clássicos, estranharam aqueles sons. Fiquei perplexo, meus ouvidos ainda não estavam preparados pr’aquela música esquisita e dissonante e olha que nem era a Sagração da Primavera, mas escutei todo o lado intacto do disco e o que deu pra escutar do outro. A título de curiosidade, o lado intacto era o dos dois últimos quadros. Realmente eu não tinha gostado da música e corri desesperadamente na casa de uma prima que tinha uns 7 discos da coleção Mestre da Música pra ver se conseguia “empurrar” nela o malfadado disco. Pretendia trocar pelo disco que tinha as Quatro Estações de Vivaldi. Não deu pra “engabelar” a minha  esperta prima, pois logo ela percebeu que o disco pulava demais e a música também não tinha agrado muito a seus ouvidos também despreparados. Acabei me livrando do disco através de outra troca desleal com o mesmo malaca de quem eu tinha adquirido o álbum.
Alguns anos de passaram e eu continuava a ouvir música barroca, música clássica e no máximo, música romântica, mas aquelas melodias stravinskyanas que eu tinha ouvido no máximo duas vezes, insistiam em ecoar na mínha cabeça. Os trechos que mais me enlouqueciam o juízo eram o do início do balé, ou seja, a Feira de Carnaval e a Cena da Feira de Carnaval à Noite. Quando não aguentei mais os assédios da obra na minha cabeça, comecei a tentar, desesperadamente, recuperar essa obra. Visitei alguns desse caras que negociavam discos, procurei em lojas, encontrava muitas outras obras (e foi assim que tive contato com a Sagração da Primavera), mas não encontrava Petruchka. A procura pela obra de Stravinsky abriu-me as portas para muitos outros compositores, sobretudo Bartok, Ravel e até mesmo Villa-Lobos.

Até que em um belo visitando um amigo, vi a coleção de discos clássicos do pai dele e me deparei novamente com Petruchka, com a orquestra Sinfônica de Londres na regência de Charles Dutoit e Tamas Vasary no piano, não era a mesma coisa, mas fiquei muito feliz. Quando eu já tinha desistido de procurar aquele álbum da coleção Mestres da Música, já nem escutava mais os meus vinis, pois a nova tecnologia –  o cd, já dominava o mercado, entrei numa loja de discos e cds usados e encontrei não só o álbum Petruchka, mas também o da Sagração da Primavera, ambos da mesma coleção Mestres da Música e que ainda hoje guardo com muito carinho.

Stravinsky é sem dúvida, na minha opinião, o maior compositor de todos os tempos.

Feliz Aniversário Stravinsky, com certeza, a música nunca mais foi a mesma depois de você!!!!

Marcelo Stravinsky

Johann Jakob Walther (1650-1704): Hortulus Chelicus Mainz, 1688

A sucessão de grandes discos que postei esta semana — fiz todas as postagens no último domingo e programei para que os CDs entrassem a cada meio-dia (à exceção de sexta-feira, dia para o qual já havia um CD de CVL programado) –, é fechada com uma tremenda surpresa. Sim, claro, sei que todos vocês conhecem Walther, mas talvez não conheçam este trabalho de absurda beleza do Les Plaisirs du Parnasse sob a direção de David Plantier. A Passagagli, além da Serenata a un Coro di violini, Organo tremolante, Chitarrino, Piva, Due Trombe e Timpani, Lira todesca e Harpa smorzata per un violino Solo são obras que mereceriam estar no repertório de todos conjuntos que se dedicam ao barroco alemão. Confiram.

Há poucas informações sobre Johann Jacob Walther. Entre 1670 e 1674, ele foi violinista na capela dos Medici, em Florença. Em 1674, tornou-se mestre de concerto do Tribunal de Dresden (?). Em 1680, com a morte de seu benfeitor, ele foi secretário do tribunal eleitoral de Mainz (?) e sacerdote (?!). Walther tinha especial orgulho deste Hortulus chelicus 1688 que ora posto (segunda edição em 1694 com o título Wohlgepflanzter violino Lustgarten). Sem a menor modéstia, Walther, no prefácio da obra, menciona seu orgulho pelo excelente e diversificado trabalho que fizera. Tinha razão.

IMPERDÍVEL!!!!

Johann Jakob Walther: Hortulus Chelicus Mainz, 1688

1-5 – Suite No.9 in C minor

6-9 – Suite No.8 in E major

10 – Aria No.14 in G minor

11-16 – Suite No.6 in B minor

17-21 – Suite No.20 in E minor

22-28 – Serenata a un Coro di violini, Organo tremolante, Chitarrino, Piva, Due Trombe e Timpani, Lira todesca e Harpa smorzata per un violino Solo No.28 in D major

29 – Passagagli No.7 in D minor

Les Plaisirs du Parnasse
David Plantier, violon & direction

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PQP

.: interlúdio :. The Cracow Klezmer Band – De Profundis [2000]

Dizem que isso é música Radical da Cultura Judaica. Duvido muito. O radicalismo deles é muito bem comportado. A Cracow Klezmer Band é um quarteto de jovens poloneses de formação clássica que tocam música, digamos, étnica. Seus trabalhos são sobre a música judaica, mas também sobre a dos Bálcãs, a dos ciganos, a do Nuevo Tango, etc. Sim, são esquisitos pacas. Alguma energia — bem menos do que o esperado para quem conhece Bregovic e assemelhados –, longas melodias, ritmo e intrincadas linhas de instrumentos acústicos (2 acordeões, baixo, violino, clarinete e percussão) fazem a música do Klezmer. Vale a pena aventurar-se. Nem que seja para ouvir novos timbres…

:: auf, auf! link revalidado por Blue Dog em nov/2011. o disco é lindo! mais do que klezmer, é uma exploração (até bastante sombria) da música judaica, e cabe perfeitamente na série onde saiu, a Radical Jewish da Tzadik. apesar do que o nome indica, é música exploratória, ô PQP! : D

The Cracow Klezmer Band – De Profundis [2000]
Jaroslaw Tyrala – violin
Jaroslaw Bester – accordion
Oleg Dyyak – accordion, clarinet, percussion
Wojciech Front – double bass

1. Balkan Dance
2. Sher
3. De Profundis
4. Devil Circle
5. Awaiting
6. Aide Jano
7. Secrets of Life

download – 113MB /mediafire [320]

PQP

Resposta ao Luiz Alberto Amorim

Recebemos este comentário de um deficiente visual.

Cóé PQP!!! Tô com a CPSM q vc botou aí, e acabei de pegar as 4 suites aí… Pô: queria muito compor a comunidade aí, mas o código obrigatório me exclui… Meu leitor de telas não entende isso como um texto, sacó é? Assim q tiver um olho perto de mim faço isso, e boto umas paradas maneiras q tenho aí. Brigadão por sua moral pra nóis aí, PQP.

Ele lê o blog através de um leitor de telas, o qual deve reconhecer os caracteres, formar as palavras e ler para ele em voz alta. Quando aparece algum desenho, o Luiz Alberto fica sem entender nada. Mas ONDE ESTÁ AQUILO ATRAPALHA SUA LEITURA OU COMENTÁRIOS? Não sei. Alguém tem alguma ideia do que seja?

.: interlúdio :. Evan Parker & Transatlantic Art Ensemble – Boustrophedon (2008)

Na minha opinião, uma obra-prima do jazz contemporâneo. Jazz? Será mesmo? Não será erudito? Estranhamente, fiquei entusiasmadíssimo ouvindo este CD em iPod, na rua. Tal entusiasmo diminuiu um pouco quando o ouvi em casa. Quem sabe é algo para se ouvir com som muito alto? Pode ser. A faixa que mais me deixou feliz foi talvez a menos erudita, Furrow 6, de tema espetacularmente jazzistíco.

O primeiro comentarista que apareceu na Amazon escreveu imensos e merecidos elogios ao trabalho.

By greg taylor (Portland, Oregon United States)
(TOP 500 REVIEWER)
Some of us have been looking forward to this release for a year or two. This is a companion volume to ECM’s Roscoe Mitchell release “Improvisations Nos. 1,2&3”. Both that release and Boustrophedron were recorded in September, 2004 at concerts in Munich. They both feature the Transatlantic Art Ensemble which is made up of long-time associates of the two principles, Mitchell and Parker. The personel is as follows:

Evan Parker- soprano saxophone
Roscoe Mitchell- soprano and alto sax
Anders Svanoe- alto sax
John Rangecroft- clarinet
Neil Metcalfe- flute
Corey Wilkes- trumpet, fluegelhorn
Nils Bultmann- viola
Phillip Wachsmann- violin
Marcio Mattos- cello
Craig Taborn- piano
Jaribu Shahid, Barry Guy- double bass
Tani Tabbal, Paul Lytton- drums and percussion.

I want to offer some basic info about the structure of Parker’s piece and then a few comments on the music. My remarks on the structure of the piece are based on Steve Lake’s excellent liner notes.

Boutrophedon is from Greek and means “turning like an ox while ploughing”.

This sort of left to right then right to left movement seems to have suggested to Parker a grouping of musical analogies including that of the improvisor emerging from the written score and then returning to it.

Structurally, the music has eight parts. The very brief Overture is followed by six ‘Furrows’ each of which is structured around a pair of musicians, one from each side of the Transatlantic Art Ensemble. The Finale is then centered around a sequence of individual cadenzas.

The first Furrow features flute and piano, the second viola and violin, the third cello and the alto sax of Svanoe, the fourth clarinet and trumpet, the fifth Furrow is for both bassists and the sixth Furrow features first Parker on soprano and then Mitchell tearing it up on alto.

After that last furrow, the Finale’s cadenzas seem relatively calm until the final orchestral chords.
A couple of remarks. Apparently, Parker conducts throughout but Mitchell also conducts from the Furrow 4 on (if I understand the liner notes correctly). This was to add another level of unpredictability to the way the musicians contributed to the piece. I am not sure I can hear any difference but I would be interested to hear from others if they do.

Some of the musicians on this recording simply leave you no choice but to be awed. Taborn is outstanding both supporting soloists and as an individual voice. Wilkes on Furrow 4 is a delight. His feature is played largely muted (I think) and he is a master of the trumpeter’s craft of tone manipulation. I need to see if I can find some CDs where he is the leader. Furrow 6 featuring Parker and Mitchell is the most typically jazzy part of the recording. They are both fierce but the way Mitchell charges in about ten seconds after Parker fades to silence is a superb moment crafted by both men.

My fellow reviewer, R. Hutchinson, thought in his review of the Mitchell piece that it could have done with more rehersal time for everyone in the band to get to know each other. I know exactly what he means. I felt the same thing about the recording featuring the Italian Instabile Orchestra recording with Cecil Taylor. But I do believe that there are moments aplenty on all three CDs to delight the listener. Parker, Mitchell and Taylor are rare birds- musical creators that work in a million different directions. Each man has over fifty years of creative effort and learning behind everything they do. Give this recording a listen, see what you get out of Parker’s efforts. For myself, I have enjoyed it immensely.

Evan Parker – Boustrophedon

1. Overture (1:21)
2. Furrow 1 (8:09)
3. Furrow 2 (5:46)
4. Furrow 3 (11:07)
5. Furrow 4 (5:21)
6. Furrow 5 (8:20)
7. Furrow 6 (12:52)
8. Final (6:19)

Evan Parker: soprano sax
Roscoe Mitchell: alto sax, soprano sax
Anders Svanoe: alto sax
John Rangecroft: clarinet
Neil Metcalfe: flute
Corey Wilkes: trumpet, flugelhorn
Nils Bultmann: viola
Philipp Wachsmann: violin
Marcio Mattos: cello
Craig Taborn: piano
Jaribu Shahid: double-bass
Barry Guy: double-bass
Tani Tabbal: drums, percussion
Paul Lytton: drums, percussion

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PQP

Antonin Dvorák – The Symphonies – Sinfonia nº9 “Novo Mundo”

Completando mais um ciclo, eis a Sinfonia nº9, de Antonin Dvorák. Já foi postada aqui com herr Karajan, mas sempre é bom ouvirmos outras opções, ainda mais com um especialista no repertório, Istvan Kertész.

O problema de postar integrais é o tempo que demanda. Já reclamei muito por aqui das correrias e agruras da vida, mas é uma realidade. Comentei que estava pensando em postar os quartetos do mesmo Dvorák, mas eles ficarão mais para frente, na atual conjuntura está impossível encarar esta empreitada.

Esta é a sinfonia mais famosa de Dvorák, também chamada de “Novo Mundo”, devido aos elementos que constam na obra, que lembram spirituals americanos.

Symphony No.9 in E minor, op.95 ‘Z Noveho Sveta’

01-Symphony No.9 in E minor, op.95 ‘Z Noveho Sveta’ – I. Adagio – Allegro Molto

02-Symphony No.9 in E minor, op.95 ‘Z Noveho Sveta’ – II. Largo

03-Symphony No.9 in E minor, op.95 ‘Z Noveho Sveta’ – III. Molto Vivace

04-Symphony No.9 in E minor, op.95 ‘Z Noveho Sveta’ – IV. Allegro con Fuoco

London Symphony Orchestra

Istvan Kértesz – Conductor

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FDP Bach

Marin Marais (1656 – 1728): Viol Music for the Sun King

Nosso SAC é estranho, às vezes obedece à solicitações que não lhe são feitas. Houve um comentário em minha última postagem que me fez lembrar deste CD. Ele me foi enviado a Ciço Villa-Lobos que me repassou ainda em janeiro… Penso que ele não o ouviu, pois me fazia a pergunta: isso é bom? Em nenhuma manhã do mundo podemos afirmar que um disco Marin Marais seja bom só de ler a relação de músicas e deixei-o em minha enorme fila de “CDs a ouvir”. Quando chegou sua vez, tomei um susto — é um monumento à música barroca francesa. Causou-me o maior entusiasmo este que é mais uma das maravilhas da Naxos. Gostei a ponto de encomendá-lo na Amazon, apesar de, vejam como são as coisas, o CD não estar muito bem avaliado no site da mesma.

Enfim, ouçam vocês e depois me digam se é biscoito fino ou gororoba. Claro que é biscoito fino!

MARAIS: Viol Music for the Sun King

Sonate a la Maresienne
1. I. Un peu grave – legerement – un peu gai 00:04:24
2. II. Sarabande 00:02:16
3. III. Tres vivement – gravement 00:03:45
4. IV. Gigue 00:02:06

Pieces de Violes, 3me livre: Suite in D major
5. I. Prelude 00:01:39
6. II. Fantaisie 00:00:46
7. III. Allemande 00:02:29
8. IV. Rondeau 00:02:16
9. V. Plainte 00:04:48
10. VI. Charivary 00:02:31

Pieces de Violes, 2de livre: Les Voix humaines
11. Les Voix humaines 00:06:30

Pieces en Trio: Suite in C minor
12. I. Prelude 00:03:06
13. II. Caprice 00:02:24
14. III. Passacaille 00:03:50

Pieces de Violes 1re livre: Tombeau de M. Meliton
15. Tombeau de M. Meliton 00:09:30

Pieces de Violes 2de livre: Couplets de folies
16. Couplets de folies 00:16:34

Ensemble(s): Spectre de la Rose

Total Playing Time: 01:08:54

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PQP

Antonin Dvorák – The Symphonies – Symphonies nº 7 e nº 8

Mais duas belíssimas sinfonias de Dvorák, para desespero do mano PQP. Mas, mano, o seu tormento está quase acabando.

E porque hoje é sábado, estou me dando ao luxo de estar postando esse cd, o penúltimo da série que, se o tempo permitir, pretendo concluir ainda neste final de semana. Confesso que estou vendo dobrado na tela do computador, e que estou teclando mais por instinto do que necessariamente por inspiração, algo, aliás, que me abandonou já há algum tempo. Por isso estes texto curtos, quasedp telegráficos. Mas estou ouvindo a sinfonia nº7. e posso garantir-lhes de que é uma beleza, sem dúvida alguma.

Então divirtam-se.

01-Symphony No.7 in D minor, op.70 – I. Allegro Maestoso

02-Symphony No.7 in D minor, op.70 – II. Poco Adagio

03-Symphony No.7 in D minor, op.70 – III. Scherzo Vivace – Poco Meno Mosso

04-Symphony No.7 in D minor, op.70 – IV. Allegro

05-Symphony No.8 in G major, op.88 – I. Allegro con Brio

06-Symphony No.8 in G major, op.88 – II. Adagio

07-Symphony No.8 in G major, op.88 – III. Allegretto Grazioso

08-Symphony No.8 in G major, op.88 – IV. Allegro ma non Troppo

London Symphony Orchestra

Istvan Kortész – Conductor

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Versailles: L’Îlle Enchantée

Disco absolutamente genial, apesar de francês… Brincadeira!

Um CD agradabilíssimo. Músicas de diversos autores, boa variação instrumental, tudo combinando, um trabalho luxuoso da Alpha. Ideal para ficar feliz.

Versailles: L’Îlle Enchantée

1 J-B Lully: Psyché, tragédie-ballet, LWV 45 (Ouverture) (2’22)
2 J-H d’Anglebert: Prélude for keyboard in G minor (Pièces de Claveçin) (1’34)
3 M. Lambert: Vos mespris chaque jour, air (3’20)
4 J. Ch. de Chambonnières: Sarabande for harpsichord in G major (2’13)
5 J-B Lully: Le bourgeois gentilhomme, comédie-ballet, LWV 43 (Marche pour la cérémonie des Turcs) (1’18)
6 J-H d’Anglebert: Prélude for keyboard in G major (2’02)
7 M. Lambert: Ombre de Mon Amant (5’37)
8 J-H d’Anglebert: Passacaille from Lully’s Armide (3’54)
9 G. Le Roux: Gigue for 2 harpsichords in G major (1’00)
10 J-B Lully: Le bourgeois gentilhomme, comédie-ballet, LWV 43 (Marche pour la Cérémonie des Turcs (reprise)) (1’30)
11 A. Campra: L’Europe galante, opera-ballet (Act 3. No. 1. Sommeil) (5’40)
12 L. Couperin: Work(s) ([Unspecified] Prélude en ut for harpsichord) (2’59)
13 L. Couperin: Passacaille for harpsichord in C major (Pièces de clavecin, No. 27) (5’08)
14 J. Ch. de Chambonnières: Paschalia for 2 harpsichords (1:35)
15 A. Campra: L’Europe galante, opera-ballet (Act 5. No. 1. Mes Yeux) (4’17)
16 F. Couperin: Allemande à deux clavecins, for 2 harpsichords (Pièces de clavecin, II, 9e ordre) (4’31)
17 M. Marais: Les Voix Humaines, for viola da gamba & continuo in D major (Pièces de viole, Book II, No. 63) (4’08)
18 J-H d’Anglebert: Prelude in D minor (4’07)
19 M. Marais: Work(s) ([Unspecified] Sarabande en ré mineur for 2 viols & continuo) (3’21)
20 J-B Lully: Le bourgeois gentilhomme, comédie-ballet, LWV 43 (Quels spectacles charmants) (1’16)
21 J-B Lully: Amadis, opera, LWV 63 (Act 5. No. 5. Chaconne) (6’43)

Guillemette Laurens, mezzo-soprano
Capriccio Stravagante Orchestra
Conductor: Skip Sempé

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PQP

Antonin Dvorák (1841-1904) – The Symphonies – Sinfonias nº 5 e 6

Santa falta de tempo, Batman.. é brincadeira a correria em que anda a minha vida.. acho que antes, quando estava dando 40 horas/aula por semana numa escola a 40 quilômetros de minha casa, eu tinha mais tempo disponível que agora, trabalhando as mesmas 40 horas por semana, tudo bem, mas a menos de 6 quilômetros de casa. Não consigo entender.

Mas enfim, estou tazendo mais duas sinfonias de Dvorák, de nº 5 e de nº 6, apesar do baixo número de downloads. Para os senhores terem uma idéia, os cds da Viktoria Mullova que postei tocando Bach já passaram dos 300 downloads, enquanto que estas sinfonias de Dvorak nem chegaram a 100 downloads. É uma pena. MInha próxima empreitada seriam os quartetos de corda, mas vou dar um tempo com este compositor. A propósito, agradeço os comentários elogiando as postagens, e o incentivo para continuar o trabalho.

Symphony No. 5 in F major, op. 76

01-Symphony No. 5 in F major, op. 76 – I. Allegro ma non troppo

02-Symphony No. 5 in F major, op. 76 – II. Andante con moto

03-Symphony No. 5 in F major, op. 76 – III. Scherzo_ Allegro scherzando

04-Symphony No. 5 in F major, op. 76 – IV. Finale_ Allegro molto

Symphony No. 6 in D major, op. 60

01-Symphony No. 6 in D major, op. 60 – I. Allegro non tanto

02-Symphony No. 6 in D major, op. 60 – II. Adagio

03-Symphony No. 6 in D major, op. 60 – III. Scherzo (Furiant)_ Presto

04-Symphony No. 6 in D major, op. 60 – IV. Finale_ Allegro con spirito

London Symphony Orchestra

István Kertész – Conductor

SINFONIA Nº 5 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

SINFONIA Nº 6 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDP Bach

Telemann (1681-1767) e D`Anglebert (1635-1691) – Trauer-Kantate e Pièces de Clavecin – Harmonia Mundi – 50 years of music exploration – CD 15 de 29 – LINK REVALIDADO

CD excepcional da HM! A cantata de Telemann é obrigatória e a a estréia de D`Anglebert auspiciosa. É incompreensível que esta cantata de Telemann não seja mais divulgada, mesmo que sua obra vocal fique tão abaixo da produção de seus brothers Bach e Handel. Grande e rara música vem deste D`Anglebert que nunca vi mais gordo. A diversidade e confusão destes CDs da HM, apesar da suas qualidades, deixam o comentarista zonzo. Afinal, Telemann voltará no CD 17, acompanhado de uma obra que adoro: Barca di Venetia per Padova, de Bachieri. O que tem a ver Telemann com Bachieri ou com D`Anglebert? Nada! O único fato que os liga é o de terem recebido gravações antológicas da Harmonia Mundi. Enfim, sigamos.

CD 15

Trauer-Kantate “Du aber, Daniel, gehe hin” – Georg Philipp Telemann – 25’56
1. Sonata & Coro – Cantus Colln
2. Rezitativo & Aria – Cantus Colln
3. Rezitativo & Aria – Cantus Colln
4. Rezitativo – Cantus Colln
5. Adagio – Cantus Colln
Cantus Cölln
Konrad Junghänel

Pièces de clavecin (1689) – Jean-Henry D’Anglebert – 53’49
Suíte em ré menor
6. Prelude Non Mesure – Kenneth Gilbert
7. Allemande – Kenneth Gilbert
8. Courante – Kenneth Gilbert
9. Sarabande Grave – Kenneth Gilbert
10. Gigue – Kenneth Gilbert

Suíte em sol maior
11. Prelude Non Mesure – Kenneth Gilbert
12. Allemande – Kenneth Gilbert
13. Courante – Kenneth Gilbert
14. Sarabande – Kenneth Gilbert
15. Gigue – Kenneth Gilbert
16. Chaconne En Rondeau – Kenneth Gilbert

Suíte em sol menor
17. Prelude Non Mesure – Kenneth Gilbert
18. Allemande – Kenneth Gilbert
19. Courante – Kenneth Gilbert
20. Sarabande – Kenneth Gilbert
21. Gigue – Kenneth Gilbert

Suíte em ré maior
22. Tombeau De M. De Chambonnieres – Kenneth Gilbert
23. Chaconne En Rondeau – Kenneth Gilbert
Kenneth Gilbert

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PQP

Antonin Dvorák (1841-1904) – The Symphonies – Sinfonias 3 e 4

Mais duas sinfonias de Dvorák, na prestigiosa interpretação da Sinfônica de Londres sob a batuta de Istvan Kertész.

Estou achando muito baixo o número de downloads das duas primeiras sinfonias, elas não estão tendo a recepção que eu esperava. Lamentável. Por isso, estarei disponibilizando estas duas outras, de nº3 e a de nº4, e depois darei um tempo. Outra hora volto com a continuação.

Sinfonia nº 3
01 – Symphony No. 3 in E flat major, op. 10 – I. Allegro moderato
02 – Symphony No. 3 in E flat major, op. 10 – II. Adagio molto
03 – Symphony No. 3 in E flat major, op. 10 – III. Finale_ Allegro vivace

Sinfonia nº 4
01-Symphony No. 4 in D minor, op. 13 – I. Allegro
02-Symphony No. 4 in D minor, op. 13 – II. Andante sostenuto e molto cantabile
03-Symphony No. 4 in D minor, op. 13 – III. Allegro feroce
04-Symphony No. 4 in D minor, op. 13 – IV. Allegro con brio

London Symphony Orchestra
Istvan Kertész

SINFONIA Nº 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

SINFONIA Nº 4 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDP Bach

Muro das Lamentações Nº 1

Comente abaixo aquele link quebrado que tanta falta lhe faz. Já anotei dois:

– P.Q.P, estava procurando a obra completa dos concerto Grossi de Corelli, mas o link esta quebrado, vc poderia postar a obra novamente?

Por favor, seja legal e indique direitinho o endereço do post, OK? A gente gosta de tudo mastigadinho. Fazer o blog já dá um trabalhão. Sei que o segundo CD é meu. Vou procurar repostá-lo no fim-de-semana. O primeiro… Ai, que preguiça!… Qual é o link mesmo?

Não daremos prazo para o restabelecimento dos links, nem garantimos que isto ocorrerá. Não somos um repositório de música, estamos mais para supositório (desculpem o trocadilho de mau gosto, foi mais forte do que eu). Porém, para acelerar, aceitamos propina em espécie, bombons, carinho — prefiro mulheres –, quindins, HDs externos de 250 GB para cima e uploads de vocês.

Importante: o Muro das Lamentações funcionará apenas para links quebrados. Para pedidos procure nosso SAC: ele abre das 3h15 às 3h17 da madrugada e você terá que descobrir o telefone do atendente. Eu mesmo não o tenho. Boa sorte.

PQP

Antonin Dvorák (1841-1904) – The Symphonies – István Kertész – LSO

Estou iniciando outra integral e, para desespero do mano PQPBach, desta vez com as sinfonias de Dvorák, na elogiada versão de István Kertész frente a Sinfônica de Londres. Vou tentar postar duas de cada vez até a oitava, e a nona fica sozinha, certo? Mas por favor, não me apressem. Na atual conjuntura, estou impossibilitado de postar com muita frequência. É para serem degustadas aos pouquinhos.

Eis o comentário do editorialista da amazon a respeito desta coleção:

For decades, there were only three complete collections of Dvorák’s symphonies: this one; Rowicki’s with the same orchestra; and Kubelik’s with the Berlin Philharmonic. Kertész offers the most rustic, gutsy interpretations of all. Famous for his dislike of rehearsals, he allows the London Symphony to make a much rougher sound than his colleagues tolerate, and though not the last word in polish, the results have a spontaneous charm that’s pretty hard to resist. More to the point, Dvorák’s early symphonies (Nos. 1 to 5) remain sadly neglected, and each one of them is full of gorgeous tunes cloaked in mellifluous orchestration. At budget price, this set now costs less than it did on LP in the 1960s. How can you do better than that? –David Hurwitz

Desconheço as integrais acima citadas, possuo apenas uma oitava sinfonia com o Kubelik (ou seria Giulini?). Tentarei obtê-la, para as devidas comparações.

Antonin Dvorák – The Symphonies – Sinfonias nº 1 e nº2  – London Symphonic Orchestra – István Kertész

Sinfonia nº 1
 
01-Symphony No.1 in C minor_ I. Allegro
02-Symphony No.1 in C minor_ II. Adagio molto
03-Symphony No.1 in C minor_ III. Allegretto
04-Symphony No.1 in C minor_ IV. Finale_ Allegro animato

Sinfonia nº2

05-Symphony No.2 in B flat major_ I. Allegro molto
02-Symphony No. 2 in B flat major, op. 4 – II. Poco adagio
03-Symphony No. 2 in B flat major, op. 4 – III. Scherzo_ Allegro con brio
04-Symphony No. 2 in B flat major, op. 4 – IV. Finale_ Allegro con fuoco

London Symphony Orchestra
Istvan Kertész – Conductor

SINFONIA Nº 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
SINFONIA Nº 2 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

FDP Bach

Tchaikovski, Prokofiev, Shostakovich: Miniatures For Young Pianists

Duvido que algum de vocês encontre este belo CD na rede. E nem adianta revisar as faixas pela Amazon, pois estão incorretas. Trata-se de um álbum de miniaturas para jovens pianistas. Uma jóia delicada e simples, onde se vêm claramente a evolução da música russa do século XIX em direção ao XX. A intenção dos compositores não é apenas pedagógica — elas deveriam servir de entrenimento e de música para as crianças tocarem em festas e aniversários. A idéia de Tchaikovski foi inteiramente adotada por Prokofiev e Shostakovich e a coleção ficou como devia: bonitinha e agradável. A confessada inspiração de Tchai para criar tais peças foi Robert Schumann, o primeiro a compor peças simples dedicadas à infância e aos jovens pianistas.

É um CD bastante raro de se encontrar por aí. Desta forma, vocês devem ficar comportados durante o download; depois, peguem suas bonecas e divirtam-se. Ah, e não gritem enquanto papai posta.

Tchaikovski
Children’s Album: 24 Easy Pieces, for piano, Op. 39
1. Morning prayer
2. Winter Morning
3. Jouons à dada!
4. Mama
5. March of the Wooden Soldiers
6. The Sick Doll
7. The Doll’s Funeral
8. Waltz
9. The New Doll
10. Mazurka
11. Russian Song
12. The Accordion Player
13. Kamarinskaya
14. Polka
15. Italian Song
16. Old French Song
17. German Song
18. Neapolitan Song
19. Nanny’s Story
20. Baba-Yaga
21. Sweet Dreams
22. Lark Song
23. Chanson du joueur d`orgue de Barbarie
24. In Church

Prokofiev
Music for Children, easy pieces (12) for piano, Op. 65
25. No. 1, Morning
26. No. 2, Walk
27. No. 3, Fairy Tale
28. No. 4, Tarantella
29. No. 5, Repentence (Regrets)
30. No. 6, Waltz
31. No. 7, Grasshoppers’ Parade
32. No. 8, Rain and Rainbow
33. No. 9, Playing Tag
34. No. 10, March
35. No. 11, Evening
36. No. 12, The moon sails o’er the meadows

Shostakovich
37. Berceuse
38. Danse
39. Contredanse
40. Danse espagnole
41.Nocturne

A Child’s Exercise Book (Children’s Tetrad), for piano, Op. 69
42. No. 1, March
43. No. 2, Valse
44. No. 5, The Bear
45. No. 4, Merry Tale
46. No. 3, Sad Tale
47. No. 6, Clockwork Doll
48. No. 7, Birthday

Rimma Bobritskaia, piano

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PQP

Benjamin Britten (1913-1976): War Requiem

Uma obra-prima, sem sombra de dúvidas, o War Requiem, Op. 66, é uma peça não-litúrgica do réquiem composta por Benjamin Britten em 1962 para soprano, tenor e barítono solistas, coro, órgão, e duas orquestras (uma orquestra completa e uma orquestra de câmara) sobre poemas de Wilfred Owen. Britten, ao aceitar o convite para escrever um Réquiem decidiu unir ao tradicional texto latino da Missa de Mortos uma série de nove textos de Wilfred Owen, poeta que tinha morrido no decorrer da I Guerra. É uma obra de enorme poder poético, que emprega grandes efetivos, e na qual o compositor não foi imune ao que a história da música tinha realizado antes de si, neste âmbito. Foi o próprio Britten a reconhecer a influência que sobre ele exerceram obras como o Requiem de Verdi, por exemplo.

O War Requiem de Britten foi composto para a reinauguração da Catedral de Coventry após as obras de recuperação da mesma, a 30 de Maio de 1962. Esta catedral do século XIV tinha sido parcialmente destruída durante o bombardeamento alemão feito durante a II Grande Guerra Mundial, na noite de 14 de Novembro de 1940. A consagração da igreja reconstruída tornou-se um símbolo do pós-guerra e serviu de mote para um verdadeiro festival onde, para além do Réquiem, foi estreada a ópera de Michael Tippett, O Rei Príamo, precisamente na noite anterior à estreia do War Requiem.

Como pacifista que era, Britten sentiu-se bastante empolgado com a encomenda, encontrando na comissão organizadora uma enorme abertura para as suas ideias musicais. Britten partiu assim da tradicional missa de mortos latina e acrescentou-lhe nove poemas sobre. Estes poemas, cantados entre os vários números da missa, são da autoria do poeta inglês Wilfred Owen, ele próprio vitima de uma guerra – Wilfred Owen estava de serviço na França durante a Primeira Guerra Mundial quando foi morto durante uma batalha, apenas a uma semana do armistício. Sendo na altura relativamente pouco conhecido, Wilfred Owen foi conquistando um lugar de destaque na literatura inglesa de guerra.

Para a noite da estreia do Requiem da Guerra estavam previstas as interpretações da soprano russa Galina Vishnevsakya, do tenor inglês Peter Pears e do barítono alemão Dietrich Fischer-Dieskau, três cantores simbolizando três nacionalidades em tempos separadas pelas questões da guerra, mas que nesta obra se vêem unidas em oração pela paz e pelas vitimas de todos estes flagelos. Acontece que o governo russo de então proibiu Galina Vishnevsakya de se deslocar a Coventry e a soprano russa teve assim que ser substituída pela soprano inglesa Heather Harper que aprendeu todo o Requiem em apenas dez dias. Aos cantores juntaram-se ainda a City of Birmingham Orchestra e o Ensemble Melos de Londres, com Meredith Davies a dirigir a grande orquestra o coro e a soprano e Benjamin Britten a dirigir a orquestra de câmara o tenor e o barítono. Depois das últimas notas do Requiem houve um silêncio profundo, revelador da importância e do simbolismo da obra, que culminou com uma verdadeira apoteose por parte do público presente na Catedral de Coventry. O Requiem da Guerra foi das poucas obras estreadas na segunda metade do século XX a ter um tal impacto e a atingir tão rapidamente uma tal popularidade.

Quando escreveu à sua irmã a contar aquela noite de 30 de Maio de 1962, Britten disse da sua música: “Espero que faça as pessoas pensarem um pouco”.

A gravação que apresentamos tem o time de cantores da estreia e é seguida de diversos comentários aos músicos feitos pelo próprio Britten durante os ensaios.

3 VEZES IMPERDÍVEL!!! (E Comovente, e Emocionante, e Profundo)

(O texto acima tem partes minhas, partes copiadas e nem sei mais o que é meu e o que é de outros…)

Benjamin Britten: War Requiem

CD1
01. Requiem aeternam (chorus)
02. What passing-bells for these who die as cattle (tenor)
03. Dies irae (chorus)
04. Bugles sang (baritone)
05. Liber scriptus proferetur (soprano)
06. Out there (tenor and baritone)
07. Recordare Jesu pie (chorus)
08. Be slowly lifted up (baritone)
09. Dies irae (chorus)
10. Lacrimosa dies illa (soprano and chorus)
11. Move him into the sun (tenor)
12. Domine Jesu Christe (boys)
13. So Abram rose (tenor and baritone)
14. Sanctus, sanctus, sanctus (soprano and chorus)
15. After the blast of lightning (baritone)

BAIXE AQUI O CD 1 – DOWNLOAD CD1 HERE

CD2
01. One ever hangs (tenor and chorus)
02. Libera me, Domine (chorus)
03. It seemed that out of battle I escaped (tenor)
04. Let us sleep now … In paradisum (baritone, tenor, boys, soprano and chorus)
05. Requiem aeternam (Rehearsal)
06. Dies irae (Rehearsal of the opening section)
08. Dies irae (Rehearsal of end of movement)
09. Offertorium (Rehearsal)
10. Sanctus (Rehearsal)
11. Sanctus (Discussion in the control room between Britten and Galina Vishnevskaya)
12. Agnus Dei (Discussion in the control room between Britten, Peter Pears and John Culshaw)
13. Libera me (Discussion in the control room between Britten and John Culshaw)
14. Libera me (Rehearsal)
15. Libera me (Rehearsal of closing page)

BAIXE AQUI O CD 2 – DOWNLOAD CD2 HERE

Galina Vishnevskaya
Peter Pears
Dietrich Fischer-Dieskau

The Bach Choir

London Symphony Orchestra
Hisghgate School Choir
Simon Preston, organ
Benjamin Britten, regência

PQP

Sergei Prokofiev (1891-1953): Pedro y el lobo, Sinfonia Clássica, Marcha em si bemol maior e Abertura sobre temas hebreus

A versão original era em inglês, narrada por Sting, mas na versão en español deste CD multinacional, ganhamos José Carreras como narrador. Sem reclamações. Gosto muito desta música infantil de Prokofiev e ainda mais de sua Sinfonia Clássica, onde o grande ucraniano nos prova que, se tivesse nascido 150 anos antes, poderia ser Haydn. É curioso. CD ideal para pais que veem seus filhos serem apresentados à música através de indizíveis horrores e que gostariam de algo bem feito que lhes desse uma visão diferente do tum-tchi-tum-tchi de todas as festas e rádios. Como PQP Bach não quer ver os filhos de seus leitores-ouvintes tornarem-se bestas quadradas, ele vem prestar este serviço altamente social.

Sergei Prokofiev: Pedro y el lobo, Sinfonia Clássica, Marcha em si bemol maior e Abertura sobre temas hebreus

1. Marcha En Si Bemol Mayor, Op.99 – The Chm Orch Of Europe/Claudio Abbado

2. Pedro Y El Lobo, Op.67: (Presentacion De Los Personajes Del Cuento Y Sus Motivos Musicales) – Jose Carreras
3. Pedro Y El Lobo, Op.67: ‘Era Muy De Manana Cuando Pedro Salio De Su Casa…’: Andantino – Jose Carreras
4. Pedro Y El Lobo, Op.67: ‘En La Rama De Un Arbol Enorme Estaba Un Precioso Pajarito’: Allegro… – Jose Carreras
5. Pedro Y El Lobo, Op.67: ‘En Ese Preciso Instante Aparecio El Pato Paseando…’: L’istesso Tempo – Jose Carreras
6. Pedro Y El Lobo, Op.67: ‘En Aquel Instante Algo Atrajo La Atencion De Pedro…’: Moderato… – Jose Carreras
7. Pedro Y El Lobo, Op.67: ‘El Abuelo, Fumando Su Pipa, Salio De La Casa…’: Poco Piu Andante… – Jose Carreras
8. Pedro Y El Lobo, Op.67: ‘Tan Pronto Como Pedro Se Hubo Marchado…’: Andante Molto – Nervoso… – Jose Carreras
9. Pedro Y El Lobo, Op.67: ‘Pedro, Que Lo Habia Visto Todo, Pensaba…’: Andantino, Come Prina – Vivo.. – Jose Carreras
10. Pedro Y El Lobo, Op.67: ‘Mientras Tanto, Pedro Agarro La Cuerda Firmemente…’: Allegro – Poco… – Jose Carreras
11. Pedro Y El Lobo, Op.67: ‘Y En Aquel Momento, Los Cazadores Salieron Del Bosque…’: Allegro… – Jose Carreras

12. Obertura Sobre Temas Hebreos, Op.34b: Un Poco Allegro – Stefan Vladar

13. Sinf Clasica, Op.25: 1. Allegro – The Chm Orch Of Europe/Claudio Abbado
14. Sinf Clasica, Op.25: 2. Larghetto – The Chm Orch Of Europe/Claudio Abbado
15. Sinf Clasica, Op.25: 3. Gavotta. Non Troppo Allegro – The Chm Orch Of Europe/Claudio Abbado
16. Sinf Clasica, Op.25: 4. Finale. Molto Vivace – The Chm Orch Of Europe/Claudio Abbado

The Chamber Orchestra of Europe
Claudio Abbado

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PQP

.: interlúdio – Esbjörn Svensson Trio – Tuesday Wonderland :.

A verdade é que nada – ou quase – de jazz contemporâneo chega aos nossos ouvidos via grande mídia. Por aqui e ali, nos canais independentes, é possível conhecer algo novo; ainda assim, a impressão que se pode ter é que o jazz é um gênero moribundo, que só viverá em discos antigos quando todos os decanos músicos estiverem mortos.

Exceção: Esbjörn Svensson Trio, que conheci em uma resenha em já-não-lembro-qual jornal. A notícia chamava a atenção para o fato de que os suecos do e.s.t. – como é frequentemente abreviado – estavam sendo convidados para tocar em festivais de rock; com sua música, conseguiam aproximar-se de novos e diferentes públicos. De fato, a música do pianista Svensson é repleta de dinâmicas, ou talvez melhor dizendo, uma energia que soa “moderna”; mesmo em faixas mais cool, é possível imaginar os músicos suando bicas e dando sangue em cada apresentação. Não apenas isso, também na abordagem aos instrumentos e gravação – como pedal de distorção no baixo ou pedaços de papel nas cordas do piano. O ouvinte irá encontrar algumas doses de experimentalismo – doses essas muito bem utilizadas, a favor do jazz, ao contrário de enfraquecê-lo. Se não, ouçam a faixa “Brewery of Beggars” e me digam o contrário.

As últimas três perguntas desta entrevista para o All About Jazz mostram bem o que vocês tem diante de si.

AAJ: So I guess you have to balance that, the improvising aspect is strong but you have to have the good tunes.
ES: Yeah, I work very hard on composing music, and I know exactly what you’re saying. Not just music to improvise on, but music that is music in its own right. If it fits, great, you improvise over it. I mean, I don’t have a strategy or anything, I just compose from the heart. I’ve been inspired the last couple of years very much by classical music, and trying to learn as much as I can by the great composers, I mean, Bach, Beethoven, Chopin, Bartok. But then put that in a context for the trio so we can put our stamp on it, improvise a lot but in the general framework of the song itself.

AAJ: Well, it goes back to the division between genres. It used to be said that if it didn’t “swing” it wasn’t jazz. I think that’s not so strong now, because of different rhythms brought in through fusion and also free jazz, which doesn’t swing in an orthodox sense. Now, it seems that the yardstick is just improvisation. If you improvise, it’s jazz, but if not, then…
ES: Yes, but then that’s misguided too, and we can’t forget that lots of pop musicians, they are improvising a lot, and also classical! I mean, Johann Sebastian Bach was supposed to be a fantastic improviser, and much of that church music is based on these long improvisations before you get to the melody. And I mean, all those composers… composing is improvising and improvising is composing. But you’re right, the idea that if you’re improvising, you’re playing jazz… it’s just words.

AAJ: Well, there are Ellington pieces with no improvisation, and even avant garde music, some Anthony Braxton pieces are through-composed.
ES: Yes! We just have to live with these labels… I mean, what we’re doing, if you have to call it something… I guess it’s jazz, but it’s not what jazz was.

Esbjörn Svensson morreu em 2008, aos 44 anos, num acidente estúpido enquanto praticava mergulho.

Esbjörn Svensson Trio – Tuesday Wonderland (VBR)
Esbjörn Svensson: piano
Dan Berglund: bass
Magnus Ostrom: cymbals

download – 97MB
01 Fading Maid Preludium 4’10
02 Tuesday Wonderland 6’30
03 The Goldhearted Miner 4’51
04 Brewery of Beggars 8’22
05 Beggar’s Blanket 2’53
06 Dolores in a Shoestand 8’52
07 Where We Used to Live 4’25
08 Eighthundred Streets by Feet 6’47
09 Goldwrap 3’59
10 Sipping on the Solid Ground 4’32
11 Fading Maid Postludium 5’08

Boa audição!
Blue Dog

Franz Schubert (1797-1831) – Klaviersonaten – CD 7 – Wilhelm Kempff

De volta de uma viagem, e encerrando mais uma coleção, trago o sétimo e último CD das Sonatas para Piano de Schubert que Wilhelm Kempff gravou.

Franz Schubert – Sonata in A moll – D537, Sonata in C dur – D279 (Fragments) Sonata in E Dur – D. 157

01 – Sonata in A moll – D537 – Allegro ma non troppo
02 – Allegretto quasi un andantino
03 – Allegro vivace
04 – Sonata in C dur – D279 (Fragments) – Allegro moderato
05 – Andante
06 – Menueto. Allegro vivace
07 – Sonata in E Dur – D. 157 – Allegro ma non troppo
08 – Andante
09 – Menueto. Allegro vivace

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FDP Bach