Nicolo Paganini – Concerto No 4 in D minor, & Concerto No 5 in A minor

accardopaganini

REPOSTAGEM !!! NOVOS LINKS !!!

Chegamos ao final das postagens dos concertos para violino de Paganini. Aqui teremos os Concertos nº 4 e nº 5, sempre nas mãos hábilidosas de Salvatore Accardo, que faz juz à fama de virtuose, e dá à estas interpretações um grau de dificuldade técnica que beira o absurdo.

Concluo desta forma mais um ciclo de integrais, algo no qual acabei me “especializando”, sem querer ou planejar, mas sei que deixei muitos de nossos leitores felizes pela possibilidade de terem acesso a este material.

Enfim, vamos ao que interessa.

 

Nicolo Paganini – Concerto No 4 in D minor, & Concerto No 5 in A minor

01 – Concerto No 4 in D minor- 1. Allegro maestoso
02 – Concerto No 4 in D minor- 2. Adagio flebile con sentimento
03 – Concerto No 4 in D minor- 3. Rondo galante. Andantino gaio
04 – Concerto No 5 in A minor- 1. Allegro maestoso
05 – Concerto No 5 in A minor- 2. Andante, un poco sostenuto
06 – Concerto No 5 in A minor- 3. Finale – Rondo. Andantino quasi Allegretto

Salvatore Accardo – Violin
London Philarmonic Orchestra
Charles Dutoit

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Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 3 e os 8 Lieder aus Der Knaben Wunderhorn (CD 2 e 3 de 14)

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 3 e os 8 Lieder aus Der Knaben Wunderhorn (CD 2 e 3 de 14)


Fala a Sociedade dos Amantes de Mahler, patrocinadora desta série de posts:

Caríssimo,

aí vão dois textos sobre Mahler.
Um deles sobre a Terceira Sinfonia, outro sobre Das Knaben Wunderhorn.
A Sociedade dos Amantes de Mahler gosta de chamar a Terceira de a “Nietzscheana”, já que um texto de Zaratustra é transformado por Mahler em música sublime. Toda a sinfonia, enfim, parece consistir numa nietzscheana celebração da existência.

Abraços,
SAM.

Sobre a Terceira Sinfonia:

Um crítico vienense, após a estréia em Viena da Terceira Sinfonia em ré menor, escreveu que seu compositor merecia alguns anos de cadeia. Depois disso, tem sido descrita por penas menos hostis como um desastre formal. Discordo. Não só penso que revela um avanço em poder musical sobre a Segunda, mas que, além disso, possui um traçado artístico mais equilibrado, apesar de seus seis movimentos; e penso especialmente que as dificuldades do primeiro movimento foram muito exageradas (e sua duração também: “quase 45 minutos”, diz um escritor, que deve ter ouvido algumas interpretações deveras extravagantes. Trinta e cinco minutos bastam).

Mahler, como se afirmou antes, pensou em intitular a sinfonia Pã ou mesmo A gaia ciência, inspirado pelo livro de Nietzsche, Die fröhliche Wissenchaft. Planejou sete movimentos, sendo o último a musicalização de um poema Wunderhorn: Wir geniessen die himmlischen Freuden, que depois encontrou lugar apropriado como o finale da Quarta Sinfonia. Em sua versão final, a Terceira tem seis movimentos: 1. Chega o verão. 2. O que me dizem as flores do prado. 4. O que me diz a noite. 5. O que me dizem os sinos matinais. 6. O que me diz o amor. Esses títulos são meros indicadores e nada mais que isso: a sinfonia é uma exultante celebração da vida, física e espiritual, sensual e instintiva. Enquanto a estava terminando, descreveu-a para Ana von Mildenburg como sendo “de tal magnitude que espelha o mundo inteiro – o indivíduo é, por assim dizer, um instrumento tocado pelo universo. (…) Há passagens que parecem tão misteriosas, tão sobrenaturais, que dificilmente posso reconhecê-las como obra minha.” Schoenberg, como vimos, ouviu a sinfonia como uma batalha entre o bem e o mal.

O gigantesco primeiro movimento será melhor apreciado se o ouvinte evitar a análise e se concentrar na absorção de sua atmosfera, em sua espantosa criação de uma atmosfera de energias multiformes desencadeadas. O impressionante e portentoso tema inicial para oito trompas simboliza a força da natureza, mas dá lugar imediatamente a um longo e misterioso prelúdio, outro exemplo da poderosa encenação mahleriana, com fantasmagóricos glissandos dos metais, solos declamatórios de trompete, trombones exortativos – todas as impressões digitais que o cleptomaníaco Mahler deixa em sua partitura, forçando suas conotações emocionais a se colocarem a seu serviço e se tornarem mahlerianas. Por duas vezes, como alguns flashbacks auditivos para uma imagem vívida retida da infância ou juventude, ocorrem episódios extraordinários de vulgar música de charanga. Um grande regente dessa sinfonia como era Barbirolli, pôde transmitir a qualidade alucinatória dessas explorações e situa-las no contexto da música circundante, de modo que o movimento soa vasto mas também conciso, sua coda tempestuosa a conclusão inevitável de um imenso drama.

É um triunfo de Mahler nessa sinfonia que os sucessivos movimentos internos mais breves “ajustem-se” mais confortavelmente ao esquema do que na Ressurreição. O segundo movimento, mais um no molde Blumine, é uma vez mais altamente sofisticado, até mesmo embelezado, bem longe de ser elementar. Mas o efeito calidoscópico da orquestração é suficiente em si mesmo para a maioria dos ouvidos; dificilmente Mahler pode ser responsabilizado se seu fraseado veio a se converter em chavões para uma geração subsequente por causa dos usos que lhe foram dados pelos músicos emigrados que, conhecendo Mahler melhor que a maioria das pessoas na época, nele se apoiaram tão maciçamente para partituras de filmes de Holywood nas décadas de 30 e 40. O início rústico do terceiro movimento, embora derive da canção Ablösung im Sommer do Wunderhorn, tem uma inequívoca afinidade com a música de balé da Aída. O nível de inspiração declina, apesar de muita engenhosidade, até o trio, quando a magia do pintor de estados de espírito volta a predominar para um maravilhoso solo evocativo de trompa de postilhão, a lembrança de…de quê? Uma corneta na infância, uma trompa soando na Salzkammergut? A própria Trompa Mágica da Mocidade? Pouco importa. Sua qualidade espaçosa, distante, é tão obcecante quanto o solo de clarim numa similar passagem atávica da Sinfonia Pastoral de Vaughan Williams.

Embora uma e outra tumultuosa explosão popular ocorra na repetição do scherzo, é a trompa de postilhão que permanece na mente e nos prepara para a musicalização de Nietzsche no quarto movimento: “Oh Mensch! Gib acht” – “Ó homem! Presta atenção, o que disse a meia-noite?”, a mesma canção da meia-noite de Zaratustra que também inspirou a mais primorosa música de Delius em A Mass of Life. Mahler musicou-a para contralto como uma de suas mais profundas e “anelantes” melodias como contraponto. É um dos movimentos “perdidos para o mundo” de Mahler, as palavras “Gib acht” ajustadas a fá sustenido-mi descendente, que abre o primeiro tema do primeiro movimento da Nona Sinfonia, sendo ambas as passagens em ré maior e semelhantes à frase Ewig no Abschied de A canção da terra. Há um mundo de interesse musical e psicológico a derivar das remissões, intencionais ou subconscientes, entre obras de Mahler – um jogo que qualquer ouvinte pode fazer; nessa sinfonia existem muitas e importantes remissões entre movimentos, mormente o retorno do clímax da exposição do primeiro movimento como clímax do finale.

Da escuridão desse movimento sublime, Mahler atira-nos para a luz radiante de um outro círculo do paraíso Wunderhorn, onde o “coro de querubins de olhos inocentes” (ou, para ser musicalmente mais exato, do Otello ragazzi) é ouvido – “Bimm bamm” – e os sinos repicam para a alegria do meio-dia, não a melancolia da meia-noite. (Suspeito que Britten foi influenciado por esses sons quando escreveu Noye´s Fludde e partes de Um réquiem de guerra.) O coro feminino entoa “”Es sungen drei Engel” (Três anjos entoam uma doce canção, o som eleva-se ao céu). O contralto canta o refrão que retornará no finale da Quarta Sinfonia num outro contexto. Aqui é a melodia para São Pedro, “Eu violei Teus mandamentos”; ali, para os anjos que cozem o pão, mas, de modo mais significativo, para São Pedro no céu.

Na Segunda Sinfonia o grandioso desígnio de Mahler era trabalhar um clímax no finale. Ora, um finale dessa escala teria sido ridiculamente despropositado na Terceira, mas se fazia necessário um substancial movimento de fecho. Mahler nos oferece seu primeiro adágio sinfônico em grande escala, o mais perto que ele chegaria de uma plenitude bruckeriana de harmonia e calma espiritual (talvez tivesse sido escrito como tributo a seu velho amigo e incentivador, quem sabe?). Ele confidenciou a Anna von Mildenburg:

O tema desse movimento é “Pai, vê essas minhas feridas! Não permita que se perca uma só de tuas criaturas”. Eu quase poderia chamar o movimento de “O que Deus me diz”. E verdadeiramente, no sentido de que Deus só pode ser entendido como amor. E assim a minha obra (…) começa com a natureza inanimada e ascende para o amor a Deus.

Os adágios de Beethoven e de Elgar acodem ao espírito quando se escuta esse movimento, no qual as duas melodias em que ele se baseia estão submetidas, como infinito recurso, à doutrina de Mahler de contínuo desenvolvimento e variação – verdadeira “melodia perpétua”. Entretanto, há uma crise – Mahler não pode deixar o mundo para trás, por mais arduamente que o tente; a dissonância na seção central é um poderoso lembrete para os ouvintes de hoje de que Mahler estava distante um pouco mais de uma década da Nona e da Décima Sinfonias. Na coda, o ré maior é atingido numa apoteose que talvez seja retoricamente bombástica demais, extensa demais, para ser convincente. Entretanto, depois que isso ficou dito, a impressão esmagadora que subsiste é a de uma obra-prima – a qual parece ficar cada vez mais curta e mais simples quanto mais é ouvida. Apesar de todo seu tamanho e escala, é uma obra intimista.

(KENNEDY, Michael. Mahler. Tradução Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1988, p. 106-109).

Sobre os Lieder de Das Knaben Wunderhorn:

A Segunda, a Terceira e a Quarta Sinfonias são usualmente classificadas como as Sinfonias Wunderhorn por causa de seus vínculos com a musicalização por Mahler de poemas de Das Knaben Wunderhorn. Isso poderia aplicar-se igualmente à Primeira Sinfonia, porquanto as letras de Das klagende Lied e do ciclo Gesellen são pastichos de Mahler dos poemas Wunderhorn, provando como estavam profundamente incrustados em sua mente o estilo e o espírito da antologia.

As primeiras musicalizações de Mahler de poemas Wunderhorn foram para voz e piano, embora obviamente concebidas para acompanhamento orquestral, e foram escritas no final da década de 1880. Doze mais, originalmente intituladas Humoresken, datam de 1892 a 1901. Alternam entre uma encantadora delicadeza de conto de fadas e uma soturna ironia, realização e interpretação opressivas, como que de pesadelo, da atmosfera de estridência militar e de mistério noturnal. São notáveis pela sensibilidade fremente da resposta do compositor ao texto de cada poema e, uma vez mais, pela beleza e adequação do som com que essa resposta se conjuga. As pedras angulares do estilo de Mahler são a referência remissiva, variação e desenvolvimento, e até em obras de tão pequena escala quanto as canções, a constante mudança efetuada confere-lhes uma amplitude além da ordinária. Mesmo numa canção tão manifestamente simples e “inocente” (embora sedutora) quanto Rheinlegendchen, é notável a gama de tonalidade além do familiar tom nominal de lá menor. Em Das irdische Leben, o desenvolvimento por meio de contrastes maior-menor confere à canção sua profundidade psicológica. A exploração de contrastes por Mahler, seu gênio para as justaposições selvátivas podem ser ouvidos em seu mais alto grau em canções Wunderhorn no formato de dueto, como Der Schildwache Nachtlied.

As mais primorosas e significativas das canções são as que podem ser chamadas “noturnos militares”, em que toques de trompete, ritmos de marcha e tambores são transformados em microcosmos sinfônicos, canções como as obras-primas Nicht Widersehen, Revelge, Der Tamboursg´sell e, a maior de todas, Wo die schönen Trompeten blasen. Essas canções estão, quanto ao estado de espírito, no outro extremo da não menos magistral expressão de frescor pastoral em Ich ging mit Lust durch einen grünen Wald. (…) Diga-se de passagem que as canções Wunderhorn são mais efetivas quando se executa uma seleção de quatro ou cinco. Elas não foram compostas como uma entidade e executá-las todas juntas expõe com demasiada clareza a superioridade de três ou quatro delas em relação às demais.

Em cada uma das três sinfonias seguintes, Mahler usou uma canção Wunderhorn como clímax emocional. E em cada uma delas deu uma enorme passo à frente: cresceu como homem e como artista de sinfonia para sinfonia, quase canção para canção. Embora, em alguns aspectos, a Primeira Sinfonia seja uma obra mais bem organizada do que a Segunda, contendo mais música “avançada” no final, a pura audácia da escala da Segunda mostra como os poderes de Mahler estavam crescendo. As Sinfonias Wunderhorn constituem um tríptico religioso, representando a busca de Mahler de uma crença firme e de uma resposta às suas indagações sobre o mistério da existência.

(KENNEDY, Michael. Mahler. Tradução Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1988, p. 100-101).

Mahler: Sinfonia Nº 3 e os 8 Lieder aus Der Knaben Wunderhorn

CD2:
Symphony Nº 3 in D minor
1. Kräftig entschieden (Strong and decisive) [D minor to F major]
2. Tempo di Menuetto (In the tempo of a minuet) [A major]
3. Comodo (Scherzando) (Comfortably, like a scherzo) [C minor to C major]
4. Sehr langsam—Misterioso (Very slowly, mysteriously)
5. Lustig im Tempo und keck im Ausdruck (Cheerful in tempo and bold in expression) [F major]

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CD3
6. Langsam—Ruhevoll—Empfunden (Slowly, tranquil, deeply felt) [D major]

Birgit Remmert, contralto
Ladies of the City Of Birmingham Symphony Chorus
City Of Birmingham Youth Chorus
City Of Birmingham Symphony Orchestra
Simon Rattle

8 Lieder aus Der Knaben Wunderhorn
7. Der Schildwache Nachtlied (Canção noturna do sentinela);
8. Verlorne Müh’ (Esforço perdido);
9. Wer hat dies Liedlein erdacht? (Quem inventou esta cançãozinha?);
10. Wo die schönen Trompeten blasen (Lá onde soam os belos trompetes);
11. Revelge (Toque de levantar);
12. Der Tamboursg’sell (O jovem do tambor);
13. Des Antonius von Paduas Fischpredigt (O sermão de St. Antônio de Pádua aos peixes);
14. Ablösung im Sommer

Simon Keenlyside, barítono
City Of Birmingham Symphony Orchestra
Simon Rattle

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Simon Rattle em seu primeiro ensaio na LSO em 1977
Simon Rattle em seu primeiro ensaio na LSO em 1977

PQP

Giovanni Antonio Terzi (1580-1620): Liquide Perle

Giovanni Antonio Terzi (1580-1620): Liquide Perle

IM-PER-DÍVEL !!!

Este é um pequeno grande CD. Bastante raro, não se encontra na Amazon. É música da melhor qualidade. Há peças para alaúde solo, para dois alaúdes e algumas outras ainda são cantadas, muito bem cantadas. Uma verdadeira joia, ou pérola, como quiserem.

Uma cidade numa colina distante representava a liberdade para Renzo na novela italiana Os noivos. A cidade em questão era Bergamo, encravada no orgulhoso Veneto. Lá, Tramaglino desejaria colocar em perigo sua vida. O autor, Alessandro Manzoni, não sabia que Giovanni Antonio Terzi, o príncipe dos alaúdistas italiano, estava vivo e morando na cidade no período exato em que sua história ocorre. Poucas evidências restam hoje e pouca atenção tem sido dada à sua existência, mas Terzi foi sem dúvida um dos mais conhecidos e os maiores alaúdistas italianos do século XVI. A história e as referências deste excelente CD fala de um homem misterioso, que veio do nada e da mesma forma desapareceu, parecendo apenas ter contribuído para a beleza desta produção.

Liquide Perle – Compositions of Giovanni Antonio Terzi

01.Non mi toglia il ben mio
02.Canzone Seconda del Correggio
03.Vestiva i colli
04.Preludio dell’Autore
05.Petit Jaquet
06.Cosi le chiome
07.Toccata seconda
08.Canzone del Correggio
09.Balletto francese
10.Branle I – Branle II
11.Balletto alemanno
12.Canzon Allermifault
13.Fantasia seconda
14.Gagliarda quarta
15.Passemezzo per bequadro
16.Liquide perle

Soprano – Emanuela Galli
Lute – Gabriele Palomba
Lute – Franco Pavan

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Emanuela Galli: esmerilhando neste recital em Veneza e no Terzi que o PQP mostra hoje
Emanuela Galli: esmerilhando neste recital em Veneza e no Terzi que o PQP mostra hoje

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Violin Sonatas – CD 3 de 3 – Ibragimova, Cedric Tiberghien

51q2+WXnA4LVamos então concluir a série, com o terceiro CD desta bela coleção que conta com o talento, beleza e graça de Alina Ibragimova, uma das mais talentosas violinistas de sua geração.

Lembro que estas gravações foram realizadas ao vivo em Londres, em uma de suas mais tradicionais salas de concertos, a Wigmore Hall. O destaque fica por conta da ‘Sonata a Kreutzer’. Portanto relaxem, sentem em sua melhor poltrona, abram uma boa garrafa de vinho para melhor poderem degustar estas verdadeiras obras primas do repertório beethoveniano.

01. Violin Sonata No.6 in A major, Op.30 No.1 – I. Allegro
02. Violin Sonata No.6 in A major, Op.30 No.1 – II. Adagio molto espressivo
03. Violin Sonata No.6 in A major, Op.30 No.1 – III. Allegretto con variazioni
04. Violin Sonata No.3 in E flat major, Op.12 No.3 – I. Allegro con spirito
05. Violin Sonata No.3 in E flat major, Op.12 No.3 – II. Adagio con molta espressione
06. Violin Sonata No.3 in E flat major, Op.12 No.3 – III. Rondo. Allegro molto
07. Violin Sonata No.9 in A major, Op.47 ëKreutzerí – I. Adagio sostenuto ñ Presto
08. Violin Sonata No.9 in A major, Op.47 ëKreutzerí – II. Andante con variazioni
09. Violin Sonata No.9 in A major, Op.47 ëKreutzerí – III. Presto

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Gustav Mahler (1860-1911): Blumine e Sinfonia Nº 1 (CD 1 de 14)

Gustav Mahler (1860-1911): Blumine e Sinfonia Nº 1 (CD 1 de 14)


Ah, meu deus, PQP Bach inventou um quinto movimento para a Sinfonia Nº 1 de Mahler! Não, meus amigos, não inventei nada. Nas primeiras três apresentações da Titã, Blumine ficava entre o primeiro e segundo movimentos. Depois Mahler retirou o movimento, hoje esquecido. Estranhamente, Sir Simon Rattle inicia sua coleção justamente pelo movimento recusado pelo autor.

Sinceramente, não vou apresentar a Primeira Sinfonia de Mahler para vocês. Daria muito trabalho e tenho a mais absoluta certeza que a Sociedade dos Amantes de Mahler tem textos maravilhosos a respeito. Estou aguardando a manifestação da mesma. O espaço a seguir é dela. O mesmo ocorrerá em toda a série, OK? Ah, já informo que os CDs 2 e 3 são da Sinfonia Nº 3 + os 8 Lieder aus Der Knaben Wunderhorn. Se a Sociedade não colaborar, paro a série aqui (ho, ho, ho). Falo sério. O texto pode ser enviado para o e-mail [email protected] e depois será aqui publicado.

Cumpra-se !!!!

E a Sociedade dos Amantes de Mahler cumpriu, como podemos ler abaixo:

Caro PQP,
aqui vão três textos sobre Mahler.
Os dois primeiros são de Michael Kennedy, de uma biografia publicada pela Jorge Zahar.
O primeiro, uma espécie de “introdução” à música do mestre.
O segundo, um comentário sobre a primeira sinfonia.
O terceiro, um texto da coleção Publifolha sobre o último movimento da primeira sinfonia, que considero importante para que vai ouvi-la pela primeira vez. Confesso que apesar de amar Mahler, nunca consegui compreender direito esse último movimento, daí a razão do texto.

Um abraço,
SAM.

Talvez seja conhecida dos leitores a tendência do exame da música de Mahler a resvalar para os domínios da verbosidade filosófica e psicológica. Sua música presta-se facilmente à análise extramusical; na verdade, está entre a música mais autobiográfica até hoje escrita, e alegar que ela existe apenas em termos de procedimentos musicais é ignorar um elemento que Mahler recomendou explicitamente que fosse tomado em consideração. Cada uma de suas sinfonias é uma extensão de sua personalidade, uma exploração do seu próprio eu e, no seu caso, tal como nos de Elgar e Berlioz, não é possível – de fato, é errôneo – separar a música da vida do compositor, como se fosse uma atividade isolada. Ao mesmo tempo, deve-se evitar uma associação excessivamente literal de vida e música, e levar na devida conta a imaginação criativa.

Por causa do curso tragi-romântico da vida de Mahler, em especial a sombra que pairou sobre ela desde 1907 até o seu fim, tem-se atribuído excessiva ênfase à obsessão com a morte e à longa despedida. O retrato de Mahler como homem condenado pelo destino, neuroticamente introspectivo, temperamentalmente desequilibrado, embora não seja uma representação totalmente falsa, constitui uma distorção da realidade. É certo que sua música deriva sua grandeza dos conflitos e contradições da personalidade de Mahler: o homem de ação (que ele era) e o homem que precisava, como disse a Alma, estar “freqüente e intensamente sozinho”; o filósofo e quase cientista e, por outro lado, o filho da natureza de coração puro. A música não corrobora uma interpretação de Mahler como um taciturno negador da vida: ele era positivo, afirmativo. A maioria das sinfonias é alegre e generosa em sua vitalidade, quaisquer que sejam as lutas por elas registradas. Somente a Sexta termina no menor.

Também devemos estar prevenidos contra a moda de relacionar a música de Mahler a determinados conceitos muito vagos mas imponentes, como o de um “microcosmo da decadência da sociedade ocidental”. É tentador exibir uma sabedoria ex post facto e apontar indícios e presságios de dissolução e destruição nessa música, até mesmo uma aplicabilidade espúria a eventos de hoje. Mas não é Gustav Mahler quem está nessas sinfonias em microcosmo, não a sociedade ocidental e sua evolução e revolução política. As esquerdas estão naturalmente ansiosas por reivindicá-lo como um dos seus – um homem do povo, transportando a música do povo para a sua arte. É claro que ele fez isso, os grandes artistas criativos são humanitários. Em 1905, registra Alma, ele cruzou-se com um desfile de trabalhadores no primeiro de maio, no Ring de Viena, e passou a acompanhá-lo a certa distância. “Todos olharam-no de modo tão fraterno – eles eram seus irmãos – e eram o futuro!” Se alguns desses irmãos se apresentassem no dia seguinte no Coro da Ópera de Viena, não tardariam a descobrir até onde iam na prática os instintos fraternos de Mahler. Mas se pode afirmar, na verdade, que ele democratizou a sinfonia, ou melhor, que lhe devolveu sua democracia beethoveniana. ( Também é verdade que ele pertenceu a um grupo socialista-vegetariano em 1880).

O uso em suas sinfonias de valsas, Ländler, marchas e fragmentos de canções era o meio prático de realizar seu credo de que “a sinfonia é o mundo, deve englobar tudo”. Para um homem de sua inclinação filosófica, a sinfonia era o veículo óbvio. Limitado a alguns meses por ano para compor, Mahler não dispunha de tempo para concertos, sonatas ou outras formas; entretanto, mesmo que tivesse, duvido que teria feito outra opção. A sinfonia era o seu Wunderhorn de abundância, e o fertilizou com a grande tradição austro-alemã da canção. Era o seu meio escolhido de auto-expressão, como o drama musical era o de Wagner e a mazurca, o de Chopin.

(…)

Os admiradores da música de Mahler dão três razões principais para o seu entusiasmo: o talento melódico, o domínio da forma e a originalidade do som (em outras palavras, seu brilhantismo como orquestrador). A segunda razão apresentada, o domínio da forma, teve que ser defendida com veemência. As dimensões das sinfonias de Mahler fazem com que, para algumas pessoas, sejam sinônimos de prolixidade. Mas ele necessitava de uma vasta tela sobre a qual elaborar e desenvolver as intrincadas relações de seus temas, porquanto não se pode negar que suas sinfonias são complexas. Seu tamanho está em proporção com seu material. A alegação de que ele era um autor natural de canções que equivocadamente tentou escrever sinfonias mostra uma falta de compreensão comparável às restrições críticas de Bernard Shaw a Schubert por ausência de “trabalho mental”.

O inconfundível “som Mahler” deriva principalmente de seu soberbo domínio orquestral – digo principalmente porque existe um certo formato, um tom de voz, nos próprios contornos de uma melodia de Mahler que proclama sua constante origem no pianoforte. Também sob esse ângulo se descobre, quando se escuta Mahler atentamente, como é equivocada a antiga asserção de que sua música era um hiperbólico e decadente canto de cisne do romantismo wagneriano. As tessituras de Mahler são frequentemente simples e despojadas, apesar da enorme orquestra que usava. Em parte, sua necessidade de tão grandes forças era determinada pelos contrastes dinâmicos necessários nas dimensões gigantescas de seus movimentos sinfônicos. Também em parte, era ditada pela incessante busca de claridade, acima de qualquer outra coisa – o que era igualmente a principal característica de sua regência. A música de Mahler é a uma reação às tessituras plenas do som wagneriano. Suas partituras contêm relativamente poucos tutti – se bem que quando quer criar um fortíssimo pode criar um de tremendas proporções – e estão repletas de solos: para trompa, flauta, oboé, clarineta em mi bemol, trompete – todos os instrumentos com um som muito bem definido. Sua ampliação da seção de madeiras promoveu-a sinfonicamente ao status das cordas e dos metais. Sua escrita para cordas raramente possui a confortável e luxuriante riqueza de Wagner e Bruckner: uma vez mais, é a insistência na escrita exposta e clara das partes

(KENNEDY, , Michael. Mahler. Tradução Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1988, p. 83-86).

Só se pode entender por que a primeira sinfonia foi tão impopular durante a vida de Mahler quando se recorda até que ponto a orquestração deve ter soado insólita e bizarra. O público sentiu-se contrafeito com as pinceladas de grotesquerie no movimento lento e, sob outros aspectos, benignamente lírico, a marcha fúnebre à maneira de Callot do funeral do caçador, acompanhado à sua sepultura pelos animais da floresta que ele outrora perseguia, tudo isso para uma paródia da popular ronda Bruder Martin (ou Frère Jacques). Mas essa pinturesca obra romântica pertence ao mundo de Dvorák e Tchaikovsky. Sua bela abertura, descrevendo uma alvorada primaveril, com o chilrear de pássaros e o canto do cuco, é uma vívida e imaginativa peça de pintura da natureza; o Ländler-scherzo é uma versão mahleriana das formas de dança camponesa austríaca consagradas por Bruckner e Haydn – é o espírito do segundo que predomina. Talvez o clímax triunfante do finale (com a ordem dada aos trompistas para tocarem de pé) seja encenado de molde excessivamente espalhafatoso após a recapitulação da música da aurora do primeiro movimento. (…) Hoje, essa obra-prima revolucionária desfruta de popularidade; entretanto, sua estréia em Viena em 19 de novembro de 1900, terminou em pandemônio. O que mais magoou Mahler foi a Orquestra Filarmônica, “a qual está capacitada para compreender minha obra melhor do que ninguém, abandonar-me no final do concerto. Os músicos rejubilaram-se positivamente com o fiasco e desviaram os rostos para ocultar a malevolência que se espelhava em seus olhos. Assim, uma vez mais, Viena maltratou o gênio.

(KENNEDY, Michael. Mahler. Tradução Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1988, p. 97-99).

O último andamento estala como uma explosão quase infernal. Mas é verdade que o herói triunfou? Quando as exclamações, golpes dos tímpanos, do bombo e dos trompetes se calam, aparece uma “tema piano”, mais doloroso que melancólico, terrivelmente nostálgico, que vai ascendendo não só em volume como numa crescente inquietação, até chegar a um grau máximo de dramaticidade, que, diria eu, é o maior que aparece em toda a sinfonia. Voltam temas de andamentos anteriores, e com eles estala de novo a tempestade, dessa vez sem conseguir acalmar-se por muito que tente, com o surgimento de novos episódios torturantes: as melodias estendem-se, inacabáveis, sem encontrar forma de se resolver. É inútil que os metais repitam fanfarronices e marchas, no final votará sempre a calma que acompanha a verdadeira dor. Outro intervalo interrompe esse grito estridente para refletir temas de chamamentos doces, cantos de pássaros. É como se a natureza nos devolvesse a paz e a tranqüilidade. As cordas graves chama-nos, com um curto motivo, para avisar que nada acabou. Sobre elas levanta-se uma pequena marcha, que, à medida que chega ao final, traz novas tempestades. No final, depois desse estalo de vitória gloriosa, a única coisa que parece ficar é o ânimo – até que ponto indomável? – de não se deixar vencer.

(RINCÓN, Eduardo. Gustav Mahler. São Paulo: Publifolha, 2005).

Symphonie No. 1 – Titan
01 Blumine
02. 1º mvto – Langsam. Schleppend. Wie ein Naturlaut – Im Anfang sehr gemächlich
03. 2º mvto – Kräftig bewegt, doch nicht zu schnell – Trio. Recht gemächlich
04. 3º mvto – Feierlich und gemessen, ohne zu schleppen
05. 4º mvto – Stürmisch bewegt

City of Birmingham Symphony Orchestra
Simon Rattle

Simon Rattle tentando acordar o timpanista
Simon Rattle tentando acordar o timpanista

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PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Violin Sonatas – CD 2 de 3 – Ibragimova, Cedric Tiberghien

71IjD-qdM6L._SX522_Dando continuidade a essa belezura de gravação, com uma das melhores violinistas de sua geração, temos aqui então o segundo CD das nossas tão amadas sonatas para violino de Beethoven, já postadas aqui inúmeras vezes, com os mais diversos solistas. Mas como primamos pela qualidade e não pela quantidade, também temos por objetivo mostrar aos senhores as mais diversas possibilidades de interpretação, das mais diferentes épocas. No caso dessa versão da bela Alina Ibragimova, trata-se de versão recente, gravada em 2009.

01 Beethoven Violin Sonata in F major Op.24 Allegro
02 Beethoven Violin Sonata in F major Op.24 Adagio molto espressivo
03 Beethoven Violin Sonata in F major Op.24 Scherzo_ Allegro molto
04 Beethoven Violin Sonata in F major Op.24 Rondo_ Allegro ma non troppo
05 Beethoven_ Violin Sonata in A major, Op. 12, No.2-Allegro vivace
06 Beethoven Violin Sonata in A major Op.12 No.2 Andante
07 Beethoven_ Violin Sonata in A major, Op. 12, No.2-Allegro piacevole
08 Beethoven Violin Sonata in G major Op.96 Allegro moderato
09 Beethoven Violin Sonata in G major Op.96 Adagio espressivo
10 Beethoven Violin Sonata in G major Op.96 Scherzo_ Allegro
11 Beethoven Violin Sonata in G major Op.96 Poco allegretto – allegro

Alina Ibragimova – Violin
Cédric Tiberghein – Piano

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Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Violin Sonatas – CD 1 de 3 – Ibragimova, Cedric Tiberghien

71Dpw+XH93L._SX522_Esta postagem dedico ao meu amigo e mentor PQPBach, um apaixonado por estas sonatas, mas antes de tudo, um apaixonado por belas mulheres. E quando a bela mulher ainda é uma violinista brilhante, então o quadro se completa. Ah, e para o quadro ficar ainda mais completo, estas gravações foram realizadas na Wigmore Hall em Londres, sala que ele bem conhece.  Considere estas gravações como um presente de Natal atrasado, meu caro PQPBach.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Violin Sonatas – CD 1 de 3 – Ibragimova, Cedric Tiberghien

01 Violin Sonata in D major Op.12 No.1 – 1. Allegro con brio
02 Violin Sonata in D major Op.12 No.1 – 2. Them and variations_ Andante con moto
03 Violin Sonata in D major Op.12 No.1 – 3. Rondo_ Allegro
04 Violin Sonata in A major Op.23 – 1. Presto
05 Violin Sonata in A major Op.23 – 2. Andante scherzoso, pi_àöœÄ Allegretto
06 Violin Sonata in A major Op.23 – 3. Allegro molto
07 Violin Sonata in G major Op.30 No.3 – 1. Allegro assai
08 Violin Sonata in G major Op.30 No.3 – 2. Tempo di minutetto, ma molto moderato e grazioso
09 Violin Sonata in G major Op.30 No.3 – 3. Allegro vivace
10 Violin Sonata in C minor Op.30 No.2 – 1. Allegro con brio
11 Violin Sonata in C minor Op.30 No.2 – 2. Adagio cantabile
12 Violin Sonata in C minor Op.30 No.2 – 3. Scherzo_ Allegro
13 Violin Sonata in C minor Op.30 No.2 – 4. Finale_ Allegro – Presto

Alina Ibragimova – Violin
Cedric Tiberghien – Piano

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Alina Ibragimova – Beleza e talento a serviço da música

Gustav Mahler (1860-1911) – Sinfonia nº 9 (CDs 15 e 16 de 16) (Bernstein)

Gustav Mahler (1860-1911) – Sinfonia nº 9 (CDs 15 e 16 de 16) (Bernstein)

Atendendo aos desesperados apelos da Sociedade dos Amantes de Mahler e do fiel leitor-ouvinte Grande Sertão, faço finalmente a repostagem.

1907 foi um ano desastroso para Mahler. Em julho, seu filha “Putzi” morreu aos quatro anos. Em agosto, demitiu-se da direção da Ópera de Viena em conseqüência de longas e amargas conspirações contra ele, em grande parte de caráter anti-semita. Logo depois, sua mulher, Alma, sofreu um colapso nervoso e, num esforço para animá-la, Mahler resolveu que o casal seria examinado por médicos que descobriram uma doença cardíaca… em Mahler. Tal doença o mataria quatro anos depois.

Após um pausa de dois anos, Mahler começou a trabalhar em Das Lied von der Erde (A Canção da Terra) e a idéia de uma nona existia, mas parecia-lhe aterrorizante, pois Beethoven, Bruckner e Schubert morreram logo após suas nonas… E ela foi mesmo a última que conseguiu completar.

Na minha opinião, a nona está logo abaixo de A Canção da Terra e da Sinfonia Nº 3. É notavelmente moderna e ao final do primeiro movimento, há aquilo que Alban Berg chamou de “a morte em pessoa”. Entre as brumas e as preocupações com a morte, um Mahler constrói uma sinfonia em ruínas que parece cantar: “Era uma vez a tonalidade…”;

Gustav Mahler – Sinfonia nº 9

1 Symphony nº 9 in D – I. Andante Comodo
2 Symphony Nº 9,in D minor, II. In tempo eines gemächtlichen Ländlers. Etwas täppisch und sehr derb
3 Symphony No. 9, in D minor, III. Rondo-Burleske. Allegro assai. Sehr trotzig
4 Symphony No. 9, in D minor, IV. Adagio. Sehr langsam und noch zurückhaltend

Concertgebouw Orchestra Amsterdam
Leonard Bernstein

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Lenny08

PQP

Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Triple Concerto – Gabetta, Carmignola, Lazic, Kammerorchester Basel,, Antonini

81402TkO6ZL._SL1417_Problemas relacionados a questões técnicas estão me impedindo de postar com maior frequência, e infelizmente este problema surgiu exatamente no período de festas de final de ano, quando jamais conseguimos encontrar um técnico especializado qualquer. Enfim, escrevo este texto no primeiro dia do ano, mas sem ter a exata noção de quando vai ao ar.

Estou postando este CD mais como uma curiosidade, apesar de reconhecer suas qualidades.  A proposta é interessante: dois especialistas no repertório barroco, Antonini e Carmignola, juntam-se ao furacão argentino, a linda e talentosíssima Sol Gabetta e uma excelente orquestra de câmera suiça, para encararem o Concerto Triplo de Beethoven.

Gostei da proposta e do CD, e acho que os senhores também irão gostar. Beethoven nunca é demais, ainda mais nas mãos desses excepcionais músicos.

1. Die Geschöpfe des Prometheus, Op. 43: Overture
2. Violin, Cello, and Piano in C Major, Op. 56, “Triple Concerto”: I. Allegro
3. Concerto for Violin, Cello, and Piano in C Major, Op. 56, “Triple Concerto”: II. Largo
4. Concerto for Violin, Cello, and Piano in C Major, Op. 56, “Triple Concerto”: III. Rondo alla Polacca
5. Egmont, Op. 84: Overture
6. Coriolan Overture, Op. 62

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Gilberto Mendes (1922-2016): Alegres Trópicos

Gilberto Mendes (1922-2016): Alegres Trópicos

SeloDigital-GilbertoMendes-capa-2Gilberto Mendes se foi deste mundo para o reino de Hades no última dia primeiro. Apesar de com certeza ser uma grande perda, não devemos ficar lamentando sua morte, mas sim, dentro do possível, comemorar sua vida. A morte sempre vem, e quando vem, devemos aprender a aceitá-la, e mais que isso, honrá-la.

Quero honrar sua vida e obra discutindo um pouco de duas obras muito divertidas e interessantes de sua carreira: Beba Coca Cola e Santos Football Music.

A primeira foi baseada no pequeno texto do poeta Décio Pgnatari:

Beba Coca Cola (1957)
Beba Coca Cola (1957)

O texto por si só já é interessante. Simples, fazendo uma utilização das artes visuais, lembra até de outros artistas que também fazem uso das artes visuais com poemas como Arnaldo Antunes. Na música Gilberto Mendes continua a brincadeira do poema e coloca até um arroto na música:

 

Em Santos Futebol Music, entram vários elementos, desde os aspectos técnicos da música pura até aspectos outros como a aleatoriedade. Aqui, aleatoriedade não só da execução de um instrumento, mas também da interação com o próprio público que assiste.

Não tem como não rir vendo isso. Rir não de zombaria, mas de satisfação, de alegria, de diversão. Segundo Cacá Machado, Gilberto Mendes se via bastante em Villa-Lobos, não pelo aspecto nacionalista da música de Villa, mas sim pelo caráter inovador e único. Talvez o maior feito de Gilberto Mendes tenha sido criar um caráter único com sua música que acabou abarcando também aspectos da cultura brasileira, como o futebol. Caráter esse que, chamado de Música Teatro, conseguiu trazer um aspecto mais interativo da música com o público.

Estive ouvindo o álbum que a Fundação OSESP disponibilizou em comemoração dos 90 anos da vida do compositor para download gratuito, o link está na imagem do álbum acima. “Alegres Trópicos”, parece ser uma clara referência a “Tristes Trópicos” de Claude Lévi-Strauss, antropólogo francês que fez muitas pesquisas aqui no Brasil e ajudou a fundar a Universidade de São Paulo. Se ouvimos e vemos as obras de Gilberto Mendes, acabamos por concordar com o nome de sua obra, nossos trópicos são alegres, e cheios de esperança. E isso também graças aos artistas como ele.

Fico imaginado o tipo de brincalhão que deveria ser Gilberto Mendes, com certeza seria um enorme prazer tomar umas cervejas com ele num bar na praia de Santos ou então assistir um jogo de Futebol entre Corinthians e Santos. (Ou por que não as duas coisas juntas?)

Que seja bem recebido nos Campos Elísios.

gilbertomendes
Gilberto Mendes

Luke

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado (completo)

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado (completo)

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Alguém reclamou com razão. Fazia tempo que não postávamos um Cravo Bem Temperado tocado por um cravista. Então, trago este bom e consistente registro que Davitt Moroney gravou para a Harmonia Mundi lá em 1996. São dois downloads e quatro CDs para você se divertir no fim-de-semana. E… Bem, ouvi-lo é realmente mais embasbacante do que ouvir as gravações ao piano que grassam por aí. Não adianta, o instrumento original sempre traz suas vantagens.

J. S. Bach (1685-1750): O Cravo Bem Temperado (completo)

Livro 1

1. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 846 (1.1) Praeludium I (1.2) Fuga I – C Major
2. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 847 (2.1) Praeludium II (2.2) Fuga II – C Minor
3. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 848 (3.1) Praeludium III (3.2) Fuga III – C Sharp Major
4. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 849 (4.1) Praeludium IV (4.2) Fuga IV – C Sharp Minor
5. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 850 (5.1) Praeludium V (5.2) Fuga V – D Major
6. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 851 (6.1) Praeludium VI (6.2) Fuga VI – D Minor
7. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 852 (7.1) Praeludium VII (7.2) Fuga VII – E Flat Major
8. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 853 (8.1) Praeludium VIII (8.2) Fuga VIII – E Flat Minor
9. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 854 (9.1) Praeludium IX (9.2) Fuga IX – E Major
10. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 855 (10.1) Praeludium X (10.2) Fuga X – E Minor
11. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 856 (11.1) Praeludium XI (11.2) Fuga XI – F Major
12. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: BWV 857 (12.1) Praeludium XII (12.2) Fuga XII – F Minor

1. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XIII BWV 858 F Sharp Major
2. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XIV BWV 859 F Sharp Minor
3. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XV BWV 860 G Major
4. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XVI BWV 861 G Minor
5. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XVII BWV 862 A Flat Major
6. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XVIII BWV 863 G Sharp Minor
7. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XIX BWV 864 A Major
8. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XX BWV 865 A Minor
9. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XXI BWV 866 B Flat Major
10. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XXII BWV 867 B Flat Minor
11. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XXIII BWV 868 B Major
12. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XXIV BWV 869 B Minor

Livro 2

1. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – I BWV 870 C Major
2. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – II BWV 871 C Minor
3. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – III BWV 872 C Sharp Major
4. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – IV BWV 873 C Sharp Minor
5. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – V BWV 874 D Major
6. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – VI BWV 875 D Minor
7. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – VII BWV 876 E Flat Major
8. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – VIII BWV 877 D Sharp Minor
9. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – IX BWV 878 E Major
10. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – X BWV 879 E Minor
11. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – XI BWV 880 F Major
12. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: Davitt Moroney – XII BWV 881 F Minor

1. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XIII BWV 882 F Sharp Major
2. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XIV BWV 883 F Sharp Minor
3. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XV BWV 884 G Major
4. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XVI BWV 885 G Minor
5. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XVII BWV 886 A Flat Major
6. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XVIII BWV 887 G Sharp Minor
7. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XIX BWV 888 A Major
8. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XX BWV 889 A Minor
9. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XXI BWV 890 B Flat Major
10. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XXII BWV 891 B Flat Minor
11. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XXIII BWV 892 B Major
12. Das Wohltemperierte Clavier – BWV 846-893: XXIV BWV 893 B Minor

Davitt Moroney, cravo

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Muito bom este Moroney que toca cravo e rege
Muito bom este Moroney. Desconheço outras gravações do gajo.

PQP

Madrigal ARS VIVA (1971): 1ªs gravações de Gilberto Mendes (1922-2016) e Willy Corrêa de Oliveira (1936) + Idade Média e Renascença

Gilberto Mendes 13/10/1922 a 01/01/2016Publicado originalmente em 11.07.2010. Revalidado in memoriam Gilberto Mendes.

Santos se diferencia das outras cidades importantes do estado de São Paulo por ser mais antiga e durante uns três séculos mais importante que a capital. A distância entre as duas é de apenas 75 Km, mas talvez o desnível abrupto de 700 metros tenha ajudado a preservar na cidade-porto uma identidade cultural própria, até um sotaque e caráter de povo diferente. Em alguns momentos isso se refletiu não só no futebol mas também numa vida musical digna de nota –

capa-peq… sobretudo nas décadas de 1960 e 70, com os compositores Gilberto Mendes (Santos, 1922), Willy Corrêa de Oliveira (Recife, 1936), e em parte também Almeida Prado (Santos, 1943) fazendo da cidade uma referência mundial com os Festivais de Música Nova.

Esses festivais ainda acontecem, mas infelizmente, é preciso dizer, não com a mesma vitalidade e impacto de antes. Como outras cidades do mesmo porte, Santos parece ter a sina de ser berço de gente que vai brilhar em outros lugares. De todo aquele movimento, só Gilberto Mendes permanece lá [escrito em 2010], ao que parece ainda insuperado em irreverência e espírito jovem – aos 88 anos!

Outro dos protagonistas que deve ter feito muita falta ao movimento foi o regente Klaus-Dieter Wolff – este por sua morte prematura. Klaus nasceu em 1926 em Frankfurt mas viveu no Brasil desde os 10 anos. Em 1951 fundou o Conjunto Coral de Câmara de São Paulo; em 1961 o Madrigal Ars Viva de Santos. Em 1968 colaborou com Roberto Schnorrenberg – três anos mais jovem e que em 1964 fundara o Collegium Musicum de São Paulo – na primeira realização brasileira das Vésperas de Monteverdi. Em 1971 gravou este disco, pioneiro em muitos sentidos – mas já em 1974 veio a falecer, com meros 48 anos. (Clique AQUI para mais informações sobre a formação e atuação dos dois).

Tanto Klaus quanto Roberto trabalhavam com o ideal declarado de ampliar o repertório conhecido no Brasil, e ao que parece foi esse ideal que presidiu a escolha das peças deste disco, que contém alguns verdadeiros standards do repertório medieval (como Alle psallite cum luya) e renascentista (como Mille regretz de vous abandonner – “mil mágoas por vos deixar” -, canção que inspirou muitíssimos instrumentistas e outros compositores ao longo dos séculos seguintes), ou então exemplos de compositores de primeira grandeza desses 4 séculos (Machault, Josquin des Près, Lassus, Jannequin).

Nem sempre acho felizes as opções do regente Wolff: ainda é compreensível que Alle psallite apareça tão lenta, pois se trata de um canto de cortejo, de procissão, mas um Rodrigo Martínez assim tão duro e quadrado? (Em breve posto o de Roberto de Regina, e vocês terão oportunidade de ver quase que o exagero oposto).

Mas nas peças mais introvertidas Klaus me parece conseguir uma combinação belíssima de concentração, intensidade e delicadeza (Ave Maria, Todos duermen corazón, Pámpano verde, Mille regretz, etc). É pena que os meus meios técnicos atuais não dêem conta de eliminar 100% do ruído que aparece nas frases finais de Mille regretz, um dos momentos mais delicados do disco.

As três peças ‘de vanguarda’ são de 1962, 66 e 69, todas inspiradas em poemas concretos (de Décio Pignatari e de José Lino Grünewald). Beba Coca-Cola é hoje uma peça consagrada, com muitas gravações no Brasil e no exterior – mas esta foi a primeira.

Na contracapa e no encarte há ricos textos informativos de Gilberto Mendes, e também os textos de todas as peças (muitas vezes naquelas esdrúxulas misturas lingüísticas características do renascimento) – e então acho que já posso entregar a bola a vocês!

Madrigal Ars Viva (Santos, SP)
Regência: Klaus-Dieter Wolff
(1926-1974)
Gravação: 1971 (independente)

A01  Alle psalite cum luya – anônimo séc.13
A02 Nel mezzo a sei paone – madrigal de Johannes/Giovanni de Florentia, séc.14
A03 Lasse! Comment oublieray / Se j’aim mon loyal ami / Pour quoy me bat mes maris
– motete (3 textos simultâneos) de Guillaume de Machault, séc.14
A04  Alma Redemptoris Mater – Johannes Ockeghem, séc.15
A05  Ave Maria – ‘carol’ anônimo, séc.15
A06 Nowell sing we – ‘carol’ anônimo, séc.15
A07  Todos duermen, corazón – Baena, séc.15-16
A08 Rodrigo Martínez – anônimo, séc.15-16
A09 Pámpano verde – Francisco de Torre, séc.15-16
A10 Mille regretz de vous abandonner – Josquin des Prez/Près, séc.15

B01 Bonjour, mon coeur – Roland de Lassus (1532-1594)
B02 Les cris de Paris – Clement Jannequin, séc.16
B03 Um movimento vivo (1962) – Willy Corrêa de Oliveira (*1936)
B04 Beba Coca-Cola (1966) – Gilberto Mendes (*1922)
B05 Vai e Vem (1969) – Gilberto Mendes

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Ranulfus

Gustav Mahler (1860-1911): Adágios

Gustav Mahler (1860-1911): Adágios

Tal como os discos dos funerais (ou músicas que sugerimos pera seu velório) que postei na sexta-feira santa, esta é mais uma estranha coletânea. Eu odeio coletâneas desde a época dos LPs de gatinhos. Os tais greatest hits (argh!) costumam ser uma mistureca braba e o fato de serem feitos de “melhores lances” (?) impede a fruição de uma obra completa, normalmente contrastante, como o compositor criou e desejava que fosse ouvida. Falta respeito e espírito concertístico a quem cria esses monstros. Mas sei, claro, que servem de introdução para quem não conhece nada de determinado compositor ou gênero. Então, vá lá. E aqui termina a PARTE ELITISTA desta introdução.

O importante deste novo CD duplo é que a orquestra é basicamente a de Chicago e os regentes são Solti e Chailly. Não são second choices. Tudo de primeira linha, ou seja, quem ainda está tateando na música erudita já começa a aprender como soa uma boa orquestra. A música de Mahler é indizivelmente grandiosa, apesar de ser bem esquisito ouvir uma série de adágios uns atrás dos outros. É a negação do contraste, ainda mais num compositor tão dotado de repentinos ódios e momentos sublimes como Mahler.

Curioso.

Gustav Mahler (1860-1911): Adágios

1. Symphony No.5 In C Sharp Minor – 4. Adagietto (Sehr Langsam) 9:46
Chicago Symphony Orchestra · Sir Georg Solti

2. Symphony No.2 In C Minor – ”Resurrection” – 4. ”O Röschen Rot! Der Mensch Liegt In Grösster Not!” (Sehr Feierlich Aber Schlicht) Text From Des Knaben Wunderhorn: ”Urlicht” 4:58
Mira Zakai (contralto)
Chicago Symphony Orchestra · Sir Georg Solti

3. Symphony No.4 In G – 3. Ruhevoll (Poco Adagio) 20:13
Chicago Symphony Orchestra · Sir Georg Solti

4. Das Lied Von Der Erde – Der Abschied Yvonne Minton 31:52
Yvonne Minton (mezzo-soprano)
Chicago Symphony Orchestra · Sir Georg Solti

5. Rückert-Lieder – Ich Bin Der Welt Abhanden Gekommen 6:19
Brigitte Fassbaender (mezzo-soprano)
Deutsches Symphonie-Orchestre Berlin · Riccardo Chailly

6. Symphony No.6 In A Minor – 3. Andante Moderato 15:34
Chicago Symphony Orchestra · Sir Georg Solti

7. Symphony No.3 In D Minor/Part 2 – 6. Langsam. Ruhevoll. Empfunden 20:49
Chicago Symphony Orchestra · Sir Georg Solti

8. Symphony No.9 In D – 4. Adagio (Sehr Langsam) 24:51
Chicago Symphony Orchestra · Sir Georg Solti

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Solti está por todo lado nesta coletânea.
Solti está por todo lado nesta coletânea.

PQP

.: interlúdio :. Joe Henderson – Porgy & Bess

coverSeguinte, vou apenas passar a relação dos músicos que participam dessa gravação. Creio ser desnecessário fazer mais algum comentário:

Joe Henderson – Tenor Saxophone
Conrad Herwig – Trombone
John Scofield – Electric & Acoustic Guitars
Stefon Harris – Vibraphone
Tommy Flanagan – Piano
Dave Holland – Bass
Jack DeJohnette – Drums

Chaka Khan – Vocal on Track 2
Sting – Vocal on Track 7

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Respighi (1879-1936): Trittico Botticelliano (2 versões); Gli Ucelli; Antiche Danze ed Arie per Liuto suítes 1 e 3

Publicado originalmente em 21/05/2010

Ao pensar em uma postagem que ajudasse a in-augurar 2016 convenientemente, o Monge Ranulfus logo se decidiu pela revalidação desta aqui, pois a sente como luminosa, leve e equilibrada em alegria e poesia. Isso apesar de uma vez o Grão-Mestre PQP ter observado que acha Respighi chato – e eu não chego a discordar: também acho chato no que tange os poemas sinfônicos de intenção impressionista ‘Fontes de Roma’ e ‘Pinheiros de Roma’. Já tentei ouvir essas obras com boa-vontade, mas foi em vão.

E no entanto, acreditem: é de Respighi uma das peças que mais me fizeram gosto até hoje – seguramente uma das 10 que eu levaria para o exílio em outro planeta: o Trittico ou Tríptico Botticelliano (ou ainda ‘Três Quadros de Botticelli’, seguindo o costume inglês de referir-se à obra como ‘Three Pictures of Botticelli’ – o que teria a vantagem de fazê-la “conversar” com os ‘Três Afrescos de Piero della Francesca’, de Martinu – outra postagem à espera de revalidação!).

Respighi começou o estudo da música pelo violino e por sua irmã mais gorda, a viola, e aos 21 anos foi parar como primeiro violista de orquestra em São Petersburgo, numa temporada de ópera italiana. Já tinha estudado também um pouco de composição, e não perdeu a oportunidade de agarrar 5 meses de aula com Rimsky-Korsakoff, então com 56 anos – mesma idade com que ele, Respighi, morreria na década de 30.

De volta à Itália uma de suas principais frentes de atividade foi a de musicólogo: hoje parece banal conhecer a música da Renascença, mas no começo do século XX isso era atividade de garimpo, e nosso amigo foi um dos pioneiros. Editou e publicou diversas coleções de madrigais e também seu tanto de barroco – e aparentemente amou essa música com tanta intensidade que quis fazê-la sua: ao lado dos referidos poemas sinfônicos, suas obras mais famosas são as 3 suítes Antigas Danças e Árias para Alaúde, formadas por arranjos orquestrais de 4 peças renascentistas cada uma; e o curioso é que esses arranjos do alheio parecem soar mais autênticos, mais como uma voz própria, que aqueles poemas sinfônicos que são propriamente composições.

Já a suíte As Aves (Gli Ucelli) fica numa posição intermediária: aqui são um pouco mais que arranjos de peças barrocas para cravo; o artesanato de texturas, cores, ambiências, chega a momentos de expressividade intensa – ou de deliciosa comédia, como na recriação de ‘La Poule’, a famosa Galinha de Rameau.

E aí chegamos ao que é efetivamente uma composição – o Trittico Botticelliano -, mesmo se também com evidente uso de temas antigos – embora desses eu só identifique com certeza a melodia gregoriana Veni veni Emmanuel, que emerge aos 1:10 de ‘A adoração dos Magos’. Talvez também haja material original que apenas evoque danças e cantos antigos e/ou populares, não sei. Seja o que for, os temas são definitivamente desenvolvidos em um discurso próprio – muito mais do que, digamos, o bem mais famoso Carl Orff consegue desenvolver o que quer que seja.

A palavra ‘discurso’, aliás, é bastante apropriada, pois não temos aqui a menor pretensão de ‘pintar com sons’ como nas ‘Fontane’, ou no Debussy de ‘La Mer’. O que temos são, eu diria, relatos de encenações interiores dos episódios que os quadros evocam.

E, querem saber? Não me importa a mínima se isto não for uma obra-prima em técnica composicional: eu a vejo como absoluta obra-prima do afeto, da máxima amabilidade ou delicadeza (não ‘frescura’) que o ser humano consegue alcançar. E, com isso, inversão total do estereótipo do italiano como especialista do exagero, vulgaridade e barulheira – no que a comparo com outra obra-prima italiana, lamentavelmente inincontrável: o filme de Franco Brusati ‘Dimenticare Venezia’, de 1979, jamais lançado em vídeo ou DVD.

Quase da mesma época (1977) foi o vinil em que conheci essa obra, com uma realização magnífica da Orquestra de Câmara de Praga. Como prêmio de consolação por não poder postá-lo, nosso amigo José Eduardo me conseguiu duas versões – vejam abaixo de quem – que coloquei uma abrindo, outra fechando o programa.

Comparação com a obra análoga de Martinu? Não, gente, eu ainda a ouvi muito pouco para me atrever. Só digo que não me pareceu impressionista – como alguém já a caracterizou – e sim francamente neo-romântica. E que sua linguagem abertamente sinfônica torna ainda mais difícil a comparação com esta aqui, quase camerística. E agora é com vocês…

Ottorino Respighi (1879-1936), obras para pequena orquestra

Trittico Botticelliano (Three Botticelli Pictures) p. orquestra (1927)
01 La Primavera
La Primavera http://www.tropis.org/imagext/botticelli-primavera-peq.jpg
02 L’Adorazione dei Magi (a adoração dos magos)
L'adorazione dei Magi http://www.tropis.org/imagext/botticelli-magi-peq.jpg
03 La nascita di Venere (o nascimento de Vênus)
La nascita di Venere

Gli Uccelli (As Aves) p. pequena orquestra, sobre peças barrocas p. cravo (1927)
04 Preludio (Bernardo Pasquini)
05 La Colomba (a pomba) (Jacques de Gallot)
06 La Galina (a galinha) (J.P. Rameau)
07 L’Usignuolo (o rouxinol) (anônimo inglês)
08 Il Cuccù (o cuco) (Bernardo Pasquini)

Antiche Danze ed Arie (antigas danças e árias), suite 1, p. orquestra (1917)
sobre peças p. alaúde de S. Molinaro, Vicenzo Galilei (pai de Galileo!) e anônimas
09 Baletto detto ‘Il Conte Orlando’
10 Gagliarda
11 Villanella
12 Passo Mezzo e Mascherada

Antiche Danze ed Arie (antigas danças e canções), suite 3, p. cordas (1932)
sobre peças p. alaúde e violão de Besard, L.Roncalli, Santino Garsi da Parma e anônimo
13 Italiana
14 Aria di Corte
15 Siciliana
16 Passacaglia

Orpheus Chamber Orchestra (N.York) (DG 1993)

17 BÔNUS: Trittico Botticelliano I, II e III (1927)
Bournemouth Sinfonietta, reg. Tamás Vásáry (Chandos 1992)

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Ranulfus

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 4 (CD 5 de 16) (Bernstein)

Gustav Mahler (1860-1911): Sinfonia Nº 4 (CD 5 de 16)  (Bernstein)

A Sinfonia Nº 4 de Gustav Mahler é a INTRODUÇÃO IDEAL a quem queira penetrar neste mundo paradoxal de sofisticação e enormidades musicais, de ciclotimias e longos adágios, de bandinhas tradicionais e alta cultura. Sem as tolices musicais e políticas de alguns de seus ascendentes, Mahler segue a construção de sua obra virando o jogo na quarta sinfonia. É uma música transparente, doce e fluida, muitas vezes de instrumentação rarefeita, delicada. É a sinfonia mais simples e curta da série. Após dois movimentos de arrebatadora e mozartiana musicalidade, temos um arrepiante movimento lento (Ruhevoll) levado pelas cordas, típico do mais puro Mahler, que é finalizado por um movimento que o compositor chama com toda a razão de “muito agradável”, extraído do ciclo de canções Des Knaben Wunderhorn, minha próxima postagem.

Grande e belíssima música, é, repito, a introdução ideal às sinfonias de Mahler.

Sobre a Quarta Sinfonia, FDP Bach escreveu:

Mais uma sinfonia mahleriana, desta vez a de nº 4. Como as outras três já postadas aqui nesta integral, a 4ª também se inclui no chamado ciclo das “Wunderhorn” Symphonies, ou seja, estas sinfonias se baseavam em temas e letras de seu ciclo de canções composto na juventude, “Des Knaben Wunderhorn”. Maiores informações sobre a sinfonia vocês podem encontrar aqui.

Em minha opinião, Bernstein comete uma temeridade nesta interpretação. Ele coloca uma criança para interpretar a canção “Das himmlische Leben”. Mas, mesmo sendo uma temeridade, pelo porte da obra, achei que o jovem Helmut Wittek se saiu muito bem. E Bernstein consegue um balanço mais suave, para que a orquestra não engula o jovem cantor.

No link acima, se encontrará a letra da canção, e sua respectiva tradução para o inglês.

Mais uma magnífica sinfonia, deste grande mestre da orquestração.

CD5

Gustav Mahler – Symphony Nº 4

01. Bedächtig. Nicht eilen
02. In gemächlicher Bewegung. Ohne Hast
03. Ruhevoll
04. Sehr behaglich `Wir geniessen die himmlischen Freuden` (soprano solo)

Helmut Wittek : soprano
Jaap van Zweden : violin solo
Concertgebouw Orchestra
Leonard Bernstein

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Lenny07

PQP

Giuseppe Verdi – Rigoletto – Fischer-Dieskau, Scotto, Bergonzi, Kubelik

51sfaBIrUALÉ fato sabido que nosso SAC não é muito afeito a solicitações de postagens, mas como estamos em período natalino resolvi atender a uma solicitação de um leitor-ouvinte nosso, que pediu encarecidamente essa gravação histórica do Rigoletto de Verdi, com esse timaço, e que foi lançado lá pelos idos de 1962, se não estou enganado, alguns anos antes deste que vos escreve vir ao mundo.

Enfim, encontrei o dito cujo no meio de meu acervo que continua confuso, mas menos confuso do que estava quando comecei a hercúlea tarefa de tentar organizá-lo.

Um resumo da ópera pode ser encontrado na WIkipedia, com direito a link ao libreto. 

1 Act 1 – Preludio
2 Act 1 – Della mia bella incognita borghese (Duca, Borsa)
3 Act 1 – “Questa o quella” – “Partite? … Crudele” – “In testa che avete, Signor di Ceprano?” – “Gran nuova! Gran nuova!” – “Ah, più di Ceprano”
4 Act 1 – Ch’io gli parli (Monterone, Duca, Borsa, Rigoletto, Marullo, Ceprano, Coro)
5 Act 1 – Duetto. “Quel vecchio maledivami!” (Rigoletto, Sparafucile)
6 Act 1 – Recitativo e Duetto. “Pari siamo!… io la lingua”(Rigoletto)
7 Act 1 – “Figlia!” / “Mio padre!” (Rigoletto, Gilda)
8 Act 1 – “Già da tre lune son qui venuta” – “Olá?”/”Signor?” – Ah! veglia, o donna, questo fiore
9 Act 1 – Scena e Duetto. “Giovanna, ho dei rimorsi” (Gilda, Giovanna, Duca)
10 Act 1 – “E il sol dell’anima”
11 Act 1 – “Che m’ami, deh! ripetimi” – “Addio… speranza ed anima” (Duca, Gilda, Ceprano, Borsa, Giovanna)
12 Act 1 – “Gualtier Maldè…Caro nome che il mio cor” – “È là”/”Miratela”
13 Act 1 – Scena e Coro – Finale I. “Riedo!… perché?” / “Silencio…all’opra” (Rigoletto, Borsa, Ceprano, Marullo)
14 Act 1 – Zitti, zitti, muoviamo a vendetta (Borsa, Marullo, Ceprano, Gilda, Rigoletto, Coro)

Disc 2
1 Act 2 – Ella mi fu rapita! (Duca)
2 Act 2 – Parmi veder le lagrime (Duca)
3 Act 2 – Scena con coro: “Duca,duca!”/”Ebben?” (Tutti, Duca)
4 Act 2 – Possente amor mi chiama (Duca, Borsa, Marullo, Ceprano, Coro)
5 Act 2 – Scena ed Coro: “Povero Rigoletto!” (Marullo, Rigoletto, Borsa, Ceprano, Paggio, Coro)
6 Act 2 – Cortigiani, vil razza dannata (Rigoletto)
7 Act 2 – Scena e Duetto: “Mio padre!” / “Dio! Mia Gilda!” (Gilda, Rigoletto, Borsa, Marullo, Ceprano, Coro)
8 Act 2 – Tutte le feste al tempio (Gilda, Rigoletto)
9 Act 2 – “Ah! solo per me l’infamia” – “Ah! Piangi, fanciulla”/”Padre, in voi parla un angelo” – Schiudete …ire al carcere
10 Act 2 – “Poiché fosti invano da me maledetto” – “Sì, vendetta”/”O mio padre”
11 Act 3 – “E l’ami?” / “Sempre” (Rigoletto, Gilda, Duca, Sparafucile)
12 Act 3 – “La donna è mobile” – “E là il vostr’uomo” (Duca / Sparafucile, Rigoletto)
13 Act 3 – Quartetto. “Un dì, se ben rammentomi” (Duca, Gilda, Maddalena, Rigoletto)
14 Act 3 – Bella figlia dell’amore (Duca, Maddalena, Gilda, Rigoletto)
15 Act 3 – “M’odi, ritorna a casa” – “Venti scudi, hai tu detto?” (Rigoletto, Gilda / Rigoletto, Sparafucile)
16 Act 3 – “Maddalena?” / “Aspettate” (Duca, Maddalena, Sparafucile)
17 Act 3 – È amabile invero cotal giovinotto (Maddalena, Sparafucile, Gilda)
18 Act 3 – Della vendetta alfin giunge l’istante (Rigoletto, Sparafucile, Duca)
19 Act 3 – Chi è mai, chi è qui in sua vece? (Rigoletto, Gilda)
20 Act 3 – “V’ho ingannato”

Carlo Bergonzi
Dietrich Fischer-Dieskau
Renata Scotto

Coro e Orchestra del Teatro alla Scala
Rafael Kubelik

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Johannes Brahms (1833-1897) – Piano Concertos, Handel Variations, Waltzes – Fleischer, Szell, Cleveland Orchestra

51GBlA0YBfLEis a histórica gravação dos concertos para piano de Brahms com o pianista Leon Fleischer acompanhado pelo grande maestro húngaro George Szell nos tempos em que este dirigia a Orquestra de Cleveland. Trata-se daquelas gravações obrigatórias em qualquer CDteca, indispensáveis. São estas as gravações que servem de parâmetro para outras que vieram depois dela. E não foram poucas. Importante destacar que elas foram realizadas em 1956, ou seja, no início do Stereo, então apenas os concertos foram assim gravados, enquanto que as outras peças foram gravadas em Mono. Mas a qualidade da gravação é tão boa que não faz muita diferença. Nota dez para os engenheiros da CBS que realizaram essa gravação.

Dentre as que conheço esta seria a minha lista de gravações favoritas destes concertos:

– Kovacevich / Davis
– Gilels / Jochum
– Fleischer / Szell
– Pollini / Bohm (creio que ele gravou apenas o primeiro concerto com o Karl Böhm. O segundo foi gravado com o Abbado
– Freire / Chailly
– Brendel / Abbado

Sir Clifford Curzon também tem um registro magnífico com o mesmo George Szell para o Concerto de nº1.
Aceito sugestões, para quem sabe, mais a frente, fazer uma série de postagens apenas com essas gravações mencionadas, e algumas delas já apareceram por aqui.

CD 1

1. Piano Concerto No. 1 in D minor, Op. 15: I. Maestoso
2. Piano Concerto No. 1 in D minor, Op. 15: II. Adagio
3. Piano Concerto No. 1 in D minor, Op. 15: III. Rondo. Allegro non troppo
4. Variations (25) and Fugue on a Theme of Handel, for piano, in B flat major, Op. 24: Aria
5. Variations (25) and Fugue on a Theme of Handel, for piano, in B flat major, Op. 24: Variation I
6. Variations (25) and Fugue on a Theme of Handel, for piano, in B flat major, Op. 24: Variation II
7. Variations (25) and Fugue on a Theme of Handel, for piano, in B flat major, Op. 24: Variation III
8. Variations (25) and Fugue on a Theme of Handel, for piano, in B flat major, Op. 24: Variation IV: Risoluto
9. Variations (25) and Fugue on a Theme of Handel, for piano, in B flat major, Op. 24: Variation V: Espressivo
10. Variations (25) and Fugue on a Theme of Handel, for piano, in B flat major, Op. 24: Variation VI
11. Variations (25) and Fugue on a Theme of Handel, for piano, in B flat major, Op. 24: Variation VII: Con vivacità
12. Variations (25) and Fugue on a Theme of Handel, for piano, in B flat major, Op. 24: Variation VIII
13. Variations (25) and Fugue on a Theme of Handel, for piano, in B flat major, Op. 24: Variation IX: Poco sostenuto
14. Variations (25) and Fugue on a Theme of Handel, for piano, in B flat major, Op. 24: Variation X
15. Variations (25) and Fugue on a Theme of Handel, for piano, in B flat major, Op. 24: Variation XI
16. Variations (25) and Fugue on a Theme of Handel, for piano, in B flat major, Op. 24: Variation XII
17. Variations (25) and Fugue on a Theme of Handel, for piano, in B flat major, Op. 24: Variation XIII: Largamente, ma non più
18. Variations (25) and Fugue on a Theme of Handel, for piano, in B flat major, Op. 24: Variation XIV
19. Variations (25) and Fugue on a Theme of Handel, for piano, in B flat major, Op. 24: Variation XV
20. Variations (25) and Fugue on a Theme of Handel, for piano, in B flat major, Op. 24: Variation XVI
21. Variations (25) and Fugue on a Theme of Handel, for piano, in B flat major, Op. 24: Variation XVII: Più mosso
22. Variations (25) and Fugue on a Theme of Handel, for piano, in B flat major, Op. 24: Variation XVIII
23. Variations (25) and Fugue on a Theme of Handel, for piano, in B flat major, Op. 24: Variation XIX: Leggiero e vivace
24. Variations (25) and Fugue on a Theme of Handel, for piano, in B flat major, Op. 24: Variation XX
25. Variations (25) and Fugue on a Theme of Handel, for piano, in B flat major, Op. 24: Variation XXI
26. Variations (25) and Fugue on a Theme of Handel, for piano, in B flat major, Op. 24: Variation XXII
27. Variations (25) and Fugue on a Theme of Handel, for piano, in B flat major, Op. 24: Variation XXIII
28. Variations (25) and Fugue on a Theme of Handel, for piano, in B flat major, Op. 24: Variation XXIV
29. Variations (25) and Fugue on a Theme of Handel, for piano, in B flat major, Op. 24: Variation XXV
30. Variations (25) and Fugue on a Theme of Handel, for piano, in B flat major, Op. 24: Fuga

CD 2

1. Piano Concerto No. 2 in B flat major, Op. 83: I. Allegro non troppo
2. Piano Concerto No. 2 in B flat major, Op. 83: II. Allegro appassionato
3. Piano Concerto No. 2 in B flat major, Op. 83: III. Andante
4. Piano Concerto No. 2 in B flat major, Op. 83: IV. Allegretto grazioso
5. Waltzes (16) for piano, 4 hands (or piano), Op. 39: No. 1 in B Major, Tempo giusto
6. Waltzes (16) for piano, 4 hands (or piano), Op. 39: No. 2 in E Major
7. Waltzes (16) for piano, 4 hands (or piano), Op. 39: No. 3 in G-sharp Minor
8. Waltzes (16) for piano, 4 hands (or piano), Op. 39: No. 4 in E Minor. Poco sostenuto
9. Waltzes (16) for piano, 4 hands (or piano), Op. 39: No. 5 in E Major
10. Waltzes (16) for piano, 4 hands (or piano), Op. 39: No. 6 in C-sharp Major. Vivace
11. Waltzes (16) for piano, 4 hands (or piano), Op. 39: No. 7 in C-sharp Minor. Poco più
12. Waltzes (16) for piano, 4 hands (or piano), Op. 39: No. 8 in B-flat Major
13. Waltzes (16) for piano, 4 hands (or piano), Op. 39: No. 9 in D Minor
14. Waltzes (16) for piano, 4 hands (or piano), Op. 39: No. 10 in G Major
15. Waltzes (16) for piano, 4 hands (or piano), Op. 39: No. 11 in B Minor
16. Waltzes (16) for piano, 4 hands (or piano), Op. 39: No. 12 in E Major
17. Waltzes (16) for piano, 4 hands (or piano), Op. 39: No. 13 in C Major
18. Waltzes (16) for piano, 4 hands (or piano), Op. 39: No. 14 in A Minor
19. Waltzes (16) for piano, 4 hands (or piano), Op. 39: No. 15 in A Major
20. Waltzes (16) for piano, 4 hands (or piano), Op. 39: No. 16 in D Minor

Leon Fleischer – Piano
Cleveland Orchestra
George Szell – Conductor

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

24-25
Leon Fleischer & George Szell fazendo história

Einojuhani Rautavaara (1928): Integral dos concertos

Einojuhani Rautavaara (1928): Integral dos concertos

IM-PER-DÍ-VEL !!!

(Antes do texto do CVL, um recado de PQP: gostei muito dos concertos de Rautavaara, mas não dos para Piano. Então, em minha humilde opinião, temos três CDs muito bons e um apenas aceitável no arquivo… É gosto ou mania pessoal, mas tem gente que aprecia “minha curadoria”…).

Rautavaara é um dos meus compositores contemporâneos prediletos e o mais proeminante compositor vivo da Finlândia até a década passada, quando Kaija Saariaho começou a despontar e levou o Grawemayer em 2003 e o Léonie Sonning agora em 2010 (os dois maiores prêmios da música erudita mundial, nunca concedidos a Rautavaara).

O que aprecio bastante no finlandês é a capacidade de ele não escrever uma única nota que possa ser desperdiçada, além de competência para estruturar um movimento inteiro a partir de um pequeno motivo (o que vocês podem atestar logo no Concerto para violino, nos dois acordes da harpa). Este box que ora vos oferto traz a integral dos concertos e peças concertantes – de outra vez postarei a integral das sinfonias.

É complicado persuadi-los a ouvir música contemporânea. O que posso dizer a mais é que Rautavaara não tem nada de excêntrico ou agressivo; ele transita pelas linguagens orquestrais tradicionais (com alguma intervenção de música concreta, muito bem colocada conceitualmente, em Cantus Arcticus) para imprimir seu misticismo – a obra de Rautavaara é muito inspirada por lendas e visões de anjos – ou seu naturalismo.

***

Einojuhani Rautavaara: 12 Concertos

Disc 1
1. Violin Concerto: I. Tranquillo 1a
2. Violin Concerto: II. Energico 1a
3. Cello Concerto, Op. 41: I. Allegro ma non troppo 2b
4. Cello Concerto, Op. 41: II. Largo 2b
5. Cello Concerto, Op. 41: III. Vivace 2b
6. Angel of Dusk: I. His First Appearance 3c
7. Angel of Dusk: II. His Monologue 3c
8. Angel of Dusk: III. His Last Appearance 3c

Disc 2
1. Ballad Juha Kangas 4d
2. Harp Concerto: I. Pesante 1e
3. Harp Concerto: II. Adagietto 1e
4. Harp Concerto: III. Solenne 1e
5. Cantus arcticus, Op. 61, “Concerto for Birds and Orchestra”: I. The Bog 1
6. Cantus arcticus, Op. 61, “Concerto for Birds and Orchestra”: III. Swans Migrating 1
7. Cantus arcticus, Op. 61, “Concerto for Birds and Orchestra”: II. Melancholy 1

Disc 3
1. Flute Concerto, Op. 63, “Dances with the Winds”: I. Andantino1f
2. Flute Concerto, Op. 63, “Dances with the Winds”: II. Vivace 1f
3. Flute Concerto, Op. 63, “Dances with the Winds”: III. Andante moderato 1f
4. Flute Concerto, Op. 63, “Dances with the Winds”: IV. Allegro 1f
5. Clarinet Concerto: I. Drammatico ma flessibile 1g
6. Clarinet Concerto: II. Adagio assai 1g
7. Clarinet Concerto: III. Vivace 1g
8. Annunciations 1h

Disc 4
1. Piano Concerto No. 1, Op. 45: I. Con grandezza 1i
2. Piano Concerto No. 1, Op. 45: II. Andante 1i
3. Piano Concerto No. 1, Op. 45: III. Molto vivace 1i
4. Piano Concerto No. 2: I. In viaggio 6i
5. Piano Concerto No. 2: II. Sognando e libero 6i
6. Piano Concerto No. 2: III. Uccelli sulle passioni 6i
7. Piano Concerto No. 3, “Gift of Dreams”: I. Tranquillo 7j
8. Piano Concerto No. 3, “Gift of Dreams”: II. Adagio assai 7j
9. Piano Concerto No. 3, “Gift of Dreams”: III. Energico 7j

a Elmar Oliveira, violin
b Marko Ylönen, cello
c Esko Laine, double bass
d Reija Bister, harp
e Marielle Nordmann, harp
f Patrick Gallois, piccolo, alto & bass flute
g Richard Stoltzman, clarinet
h Kari Jussila, organ
i Ralf Gothóni, piano
j Vladimir Ashkenazy, piano
1 Helsinki Philharmonic Orchestra/Leif Segerstam
2 Helsinki Philharmonic Orchestra/Max Pommer
3 Tapiola Sinfonietta/Jean-Jacques Kantorow
4 Ostrobothnian Chamber Orchestra/Juha Kangas
5 Leipzig Radio Symphony Orchestra/Max Pommer
6 Bavarian Radio Symphony Orchestra/Jukka-Pekka Saraste
7 Helsinki Philharmonic Orchestra/Vladimir Ashkenazy

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Rautavaara envelheceu, mas não perdeu o topete.
Rautavaara envelheceu, mas não perdeu o topete.

CVL

Antonio Vivaldi – Choral Works – Kalmár, Liszt Ferenc Chamber Orchestra, Sándor

51NVx7e01kL._SS280Dia destes estávamos eu e Vassily Genrikhovich apreciando o final de tarde em um happy hour em determinada capital do litoral brasileiro quando começamos a conversar sobre a qualidade dos músicos húngaros, e claro que em um primeiro momento, nomes como Szell, Solti, entre tantos outros foram lembrados. E como não poderia deixar de ser, falamos sobre esse grande selo de música clássica chamado Hungaroton..
Resolvi fuçar meu acervo até encontrar essa caixa da Brilliant Discs dedicada a Vivaldi, que conta com quarenta cds, e a partir do CD de número 34 encontramos a obra vocal do padre ruivo interpretada por músicos húngaros, e gravadas pela Hungaroton. Resolvi então trazer para os senhores alguns destes cds, que primam pela qualidade, e como não poderia deixar de ser, pela beleza da música.
Neste primeiro CD, a soprano Magda Kalmár dá um show, acompanhada pela conhecida Liszt Ferenc Chamber Orchestra. Trata-se de música sublime, que eleva nosso espírito às alturas, por isso sugiro paz e tranquilidade quando forem degustar esse CD.

01 – Laudate pueri (Psalm 112), RV601, 1. Laudate Pueri
02 – Laudate pueri (Psalm 112), RV601, 2. Sit omen
03 – Laudate pueri (Psalm 112), RV601, 3. A solis ortu
04 – Laudate pueri (Psalm 112), RV601, 4. Excelsus
05 – Laudate pueri (Psalm 112), RV601, 5. Suscitans
06 – Laudate pueri (Psalm 112), RV601, 6. Ut collocet
07 – Laudate pueri (Psalm 112), RV601, 7. Gloria
08 – Laudate pueri (Psalm 112), RV601, 8. Sicut erat
09 – Laudate pueri (Psalm 112), RV601, 9. Amen
10 – In furore, Motet, RV626, 1. Aria – In furore iustissimae irae
11 – In furore, Motet, RV626, 2. Recitativo – Miserationum Pater piisime
12 – In furore, Motet, RV626, 3. Aria – Tunc meus fletus evadet laetus
13 – In furore, Motet, RV626, 4. Alleluja
14 – Nulla in mundo pax sincera, Motet, RV630, 1. Aria – Nulla in mundo pax sincera
15 – Nulla in mundo pax sincera, Motet, RV630, 2. Recitativo – Blando colore oculos
16 – Nulla in mundo pax sincera, Motet, RV630, 3. Aria – Spirat anguis
17 – Nulla in mundo pax sincera, Motet, RV630, 4. Alleluja

Magda Kalmár – Soprano
Liszt Ferenc Chamber Orchestra
Frygies Sándor

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Fiesta Criolla (Latin American Orchestral Works) [link atualizado 2017]

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Você deve estar achando que eu coloco o selo IM-PER-DÍ-VEL pra qualquer um, não é? Mas, caro usuário/ouvinte, você não faz ideia de como este álbum é uma completa delícia!

Ao olhar para a orquestra, a Württembergische Philharmonie Reutlingen, é de se pensar se a corporação teuta daria conta do molejo necessário para as peças que se propõe executar. Mas aí vemos o nome do regente, Gabriel Castagna, argentino, e tudo começa a fazer sentido, não só pelo bom movimento das obras mas também pela predominância de compositores de seu país natal.

Ele já começa impondo respeito, com o estrondoso Milongón Festivo, de Piazzolla. Estou falando disso aqui, ó:

Só essa já valeria o download, mas inicia-se a partir dela um verdadeiro desfile de sonoridades, cadências de várias partes da Argentina e também do Peru, do Brasil e da Colômbia, todas de compositores do século XX, com acordes difíceis e inteligentes, com pegada e discurso nacionalista, com fusões de ritmos populares. Obras densas, variadas que esboçam todo um mosaico cultural da América do Sul.

O CD ainda ganhou o Grammy de Melhor Álbum de Música Clássica de 2012. É bom mesmo!

Guarde uma horinha para ouvir isso… E pirar!
Ouça! Ouça muito! Deleite-se! Atinja o Nirvana!

Fiesta Criolla
Latin American Orchestral Works

Astor Piazzolla
01. Milongón Festivo (arr: Gabriel Castagna)
Manuel Gómez Carrillo
02 a 05. Fiesta Criolla, em 4 movimentos
Juan José Castro
06. Arrabal de la “Sinfonía Argentina”
Manuel Gómez Carrillo
07. Rapsodia Santiagueña
Theodoro Valcárcel Caballero
08 a 11. Concierto Indio para Violín y Orquesta
Francisco Mignone
12. Congada
Guillermo Uribe Holguín
13 a 15. Tres Danzas
Alberto Williams
16. Primera Obertura de Concierto Op. 15

Nora Chastain, violino (faixas 08 a 11)
Württembergische Philharmonie Reutlingen
Gabriel Castagna, regente

BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE (218Mb)

Partituras e outros que tais? Clique aqui

É… Quando eu disse Fiesta Criolla não era bem isso. Mas ilustra, vai…

Bisnaga

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Well Tempered Klavier Book II – Van Asperen

41oonnVyYRLEis o segundo livro da monumental obra de Johann Sebastian, o ‘Cravo Bem Temperado’, na excepcional leitura do excelente Bob van Asperen, cravista, organista e regente holandês, que tem uma longa história com esse repertório. Foi aluno de Gustav Leonhardt, além de também ter tocado no excelente conjunto de Sugiswald Kujiken, ‘La Petite Bande’.

Mas ainda estou em férias, e quero aproveitá-las, na certeza de que os senhores estarão em boas mãos.

01 – 24 – Well Tempered Klavier Book II

Bob van Asperen – Harpsichord

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Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Well Tempered Klavier Book I – Van Asperen

41oonnVyYRLPassada a primeira parte dos excessos de final de ano, continuo minha saga bachiana, trazendo agora o ‘Cravo Bem Temperado’, na interpretação sóbria do cravista holandês Bob van Asperen, nome conhecido nos circulos bachianos. Ah, esse gajo foi aluno de Gustav Leonhardt e tocou na ‘Petite Bande’, ou seja, tem um currículo respeitável.

Estive viajando nessa semana, voltei ontem, e tive pouco contato com o blog. Até levei o notebook, mas convenhamos, férias são férias, por isso, procurei me manter afastado do computador por esse período. Já trabalho na frente de um durante o ano inteiro, então, aproveitei para botar algumas leituras em dia, assim como ouvi alguns cds que aguardavam sua vez.

Espero que apreciem.

01 – 24 – Well Tempered Klavier Book I

Bob van Asperen – Harpsichord

 

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VAN ASPEREN
Van Asperen sentado ao lado de seu instrumento de trabalho. Toca muito o gajo, tá ligado?

Prokofiev / Crumb / Webern / Respighi: Recital 2000 com Mutter e Orkis

Prokofiev / Crumb / Webern / Respighi: Recital 2000 com Mutter e Orkis

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Excelente CD de obras para violino e piano do século XX. Tudo começa com a bela Sonata de Prokofiev em contraste direto com os Quatro Noturnos de Crumb, uma viagem sonora fragmentada, preenchida com harmonias sutis, o mesmo clima que se ouvirá nas quatro peças de Webern. A coisa cai um pouco no Respighi, como era de se esperar. Mutter e Orkis são a melhor dupla violino e piano em ação. Fazem o que querem. 

(Bem, eu costumo ouvir, em casa, minha mulher tocar esta Sonata de Prokofiev com um amigo pianista. Eles tocam mais lentamente… Então, acho que certa desaceleração faz um bem tremendo àquele sensacional Scherzo).

Prokofiev / Crumb / Webern / Respighi: Recital 2000 com Mutter e Orkis

1 Prokofiev: Sonata for Violin and Piano No.2 in D, Op.94a – 1. Moderato 7:35
2 Prokofiev: Sonata for Violin and Piano No.2 in D, Op.94a – 2. Scherzo (Presto) 4:47
3 Prokofiev: Sonata for Violin and Piano No.2 in D, Op.94a – 3. Andante 3:36
4 Prokofiev: Sonata for Violin and Piano No.2 in D, Op.94a – 4. Allegro con brio 6:56

5 Crumb: Four Nocturnes (Night Music II) – for violin and piano – Notturno I: serenamente 2:51
6 Crumb: Four Nocturnes (Night Music II) – for violin and piano – Notturno II: scorrevole, vivace possibile 1:28
7 Crumb: Four Nocturnes (Night Music II) – for violin and piano – Notturno III: contemplativo 2:11
8 Crumb: Four Nocturnes (Night Music II) – for violin and piano – Notturno IV: con un sentimento di nostalgia 2:38

9 Webern: Four Pieces, Op.7 – for violin and piano – 1. Sehr langsam 1:26
10 Webern: Four Pieces, Op.7 – for violin and piano – 2. Rasch 1:32
11 Webern: Four Pieces, Op.7 – for violin and piano – 3. Sehr langsam 1:31
12 Webern: Four Pieces, Op.7 – for violin and piano – 4. Bewegt 1:09

13 Respighi: Sonata for Violin and Piano in B minor – 1. Moderato 9:28
14 Respighi: Sonata for Violin and Piano in B minor – 2. Andante espressivo 8:04
15 Respighi: Sonata for Violin and Piano in B minor – 3. Passacaglia – Allegro moderato ma energico 7:45

Anne-Sophie Mutter, violino
Lambert Orkis, piano

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Eu hoje acordei assim
Eu hoje acordei assim

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Gustav Mahler (1860-1911) – Des Knaben Wunderhorn (CD 6 de 16) (Bernstein)

Gustav Mahler (1860-1911) – Des Knaben Wunderhorn (CD 6 de 16) (Bernstein)


Des Knaben Wunderhorn significa A trompa mágica do menino, e é uma coleção de textos de canções populares, publicada por Clemens Brentano e Achim von Arnim no começo do século XIX. A coleção contém basicamente canções da Idade Média. Algumas das canções foram musicadas por Gustav Mahler entre 1892 e 1901. Ela são apresentadas em qualquer seqüência, depende dos intérpretes. Há controvérsias sobre o número delas, alguns dizem que são 12; outros, que são 24. Bernstein nos mostra 13… No ciclo há canções extraordinárias, como Wer hat dies Liedlein erdacht (melhor na gravações de von Otter + Abbado), Des Antonius von Padua Fischpredigt, Wo die schönen Trompeten blasen, mas as outras não são piores, não. Questão de gosto.

CD6

Gustav Mahler – Leonard Bernstein – Des Knaben Wunderhorn

01. Der Schildwache Nachtlied
02. Wer hat dies Liedlein erdacht
03. Der Tamboursg’sell
04. Das irdische Leben
05. Verlorne Müh’
06. Des Antonius von Padua Fischpredigt
07. Revelge
08. Rheinlegendchen
09. Lob des hohen Verstandes
10. Wo die schönen Trompeten blasen
11. Lied des Verfolgten im Turm
12. Trost im Unglück
13. Urlicht

Lucia Popp : soprano
Andreas Schmit : baritone
Concertgebouw Orchestra
Leonard Bernstein

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Lenny06

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