.: interlúdio :. Johnny Mathis – Open Fire, Two Guitars – 1959

Open_Fire,_Two_Guitars_(Johnny_Mathis_album_-_cover_art)Johnny Mathis
Al Caiola
Tony Mottola
1959

Johnny Mathis canta com o apoio de duas guitarras interpretadas pelos excelentes Al Caiola e Tony Mottola, mais um contra-baixo (Frank Carroll em nove das faixas, Milt Hinton as outras) para suporte rítmico.

O resultado é que a pureza, a sensibilidade e a beleza da voz de Johnny Mathis brilham surpreendentemente. O álbum é uma prova da estatura de Johnny Mathis em 1959, de tal maneira que Columbia Records registrou este álbum fora da fórmula comprovada de seus álbuns anteriores, bem como a coragem do artista em permitir que seu instrumento vocal fosse tão completamente exposto, sem a segurança de uma orquestra completa.

Uma façanha para um cantor de 23 anos de idade, com apenas dois anos de experiência de gravação atrás dele.

O resultado é um triunfo artístico para Mathis e o álbum continua a ser um dos seus mais valiosos entre sua legião de fãs. O álbum foi o 4º mais vendido e tocado nos USA em 1959, segundo a revista Billboard.

A dificílima My Funny Valentine é uma demonstração da qualidade artística de Johnny Mathis.

Open Fire, Two Guitars
01. Open Fire
02. Bye Bye Blackbird
03. In The Still Of The Night
04. Embraceable You
05. I’ll Be Seeing You
06. Tenderly
07. When I Fall In Love
08. I Concentrate On You
09. Please Be Kind
10. You’ll Never Know
11. I’m Just A Boy In Love
12. My Funny Valentine

Open Fire, Two Guitars – 1959
Johnny Mathis – vocal
Al Caiola & Tony Mottola – guitars
Frank Carroll & Milt Hinton – upright bass

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MP3 320 kbps | 95,7 MB

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Dedicado ao Luke D. Chevalier, pois foi quem me deu a inspiração para esta postagem!!

agradecendo_o_papai_noelWEB

 

 

 

 

 

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Avicenna

Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736): o Stabat Mater e os Salve Regina

Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736): o Stabat Mater e os Salve Regina

O mundo está lotado de gravações do belo Stabat Mater de Pergolesi e há também grande abundância de versões dos dois Salve Regina. Pergô, que morreu aos 26 anos, tinha um talento especial para o teatro e seu Stabat Mater foi muitas vezes acusado de ser muito operístico. Fabio Biondi apresenta todas essas obras sem muito sentimentalismo (aleluia!) e usando uma orquestra bastante reduzida — apenas três violinos, viola, violoncelo, contrabaixo, tiorba e órgão. Apesar da óbvia religiosidade, essas peças tendem, curiosamente, à sensualidade. A voz quente do soprano Dorothea Röschmann e o impecável contratenor David Daniel dão o clima hipnotizante e dúbio. Biondi escolhe tempi bastante rápidos. Os dois “Salve Regina” são marcados por uma voz cada um dos solistas. Vale a pena ouvir.

Pergolesi foi chamado de “Mozart italiano”, exagero que já não prevalece nos dias de hoje. Em vida, o compositor alcançou raros sucessos e nunca foi reconhecido como grande mestre. Após sua morte, contudo, cresceu uma lenda romântica em torno dele, com várias fantasias hoje desmentidas. Isso se deve ao fato de ter morrido muito jovem. Também se mistificou muito sobre sua obra, criando-se dois partidos: o de um entusiasmo extravagante que levou àquela comparação com Mozart, e o de uma depreciação injusta, que considerou sua obra uma confusão absurda de vários estilos. No século XX Pergolesi foi julgado com mais exatidão, ocupando o seu lugar de precursor do Classicismo vienense. A música de Pergolesi recebeu uma curiosa homenagem no século XX através de paródias de sua obra no balé Pulcinella, de Stravinsky.

Giovanni Battista Draghi, de alcunha Pergolesi (1710-1736):
Stabat Mater e Salve Regina

1 Stabat Mater: I: Stabat Mater dolorosa environ 3:56
2 Stabat Mater: II: Cujus animam gementem 2:02
3 Stabat Mater: III: O quam tristis et afflicta 1:53
4 Stabat Mater: IV: Quae moerabat et dolebat 1:56
5 Stabat Mater: V: Quis est homo, qui non fleret 2:19
6 Stabat Mater: VI: Vidit suum dulcem Natum 3:20
7 Stabat Mater: VII: Eja Mater, fons amoris 2:02
8 Stabat Mater: VIII: Fac Et Ardeat Cor Meum 1:55
9 Stabat Mater: IX: Sancta Mater istud agas 4:23
10 Stabat Mater: X: Fac ut portem Christi mortem 3:28
11 Stabat Mater: XI: Inflammatus et accensus 1:44
12 Stabat Mater: XII: Quando corpus morietur 4:18

13 Salve Regina in F minor: I. Salve Regina 3:35
14 Salve Regina in F minor: II. Ad te clamamus 4:03
15 Salve Regina in F minor: III. Eia ergo, advocata nostra 1:17
16 Salve Regina in F minor: IV. Et Jesum 1:57
17 Salve Regina in F minor: V. O clemens 2:11

18 Salve Regina in A minor: I. Salve Regina 3:22
19 Salve Regina in A minor: II. Ad te clamamus 2:03
20 Salve Regina in A minor: III. Eia ergo, advocata nostra 2:00
21 Salve Regina in A minor: IV. O clemens 2:57

Dorothea Röschmann
David Daniels
Europa Galante
Fabio Biondi

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Fabio Biondi: sensualizando em tempos rápidos
Fabio Biondi: sensualizando em tempos rápidos

PQP

Concerto Barroco – Collegium Musicum da Rádio MEC – LP de 1961 (Acervo PQPBach)

Captura de Tela 2017-10-01 às 15.41.26Recitativo e Ária: Herói, Egrégio, Douto, Peregrino (Cantata Acadêmica), de 1759

Documento revelado em 1923 por Alberto Lamego, no seu livro “A Academia Brasílica dos Renascidos”, sua fundação e trabalhos inéditos, Paris, Bruxelas, e reproduzido por Joaquim Ribeiro em “Capítulos inéditos da História do Brasil“, em 1954. Com a descoberta dos originais completos, por Régis Duprat, musicólogo de S. Paulo, foi esta obra apresentada em primeira audição em concerto público por Olga Maria Schroeter, no Teatro Municipal de São Paulo, no dia 6 de dezembro de 1960, com a Orquestra de Câmara de São Paulo, sob a regência de Olivier Toni.

Desde as pesquisas do Professor Curt Lange, as obras mais remotas da produção musical brasileira remontavam à segunda metade do século XVIII. Os conhecedores olvidavam, injustamente, uma publicação de Alberto Lamego, onde fora publicada a parte de canto da peça que ora se apresenta em gravação inédita. A raridade das pesquisas históricas, no setor musical, nos privava do conhecimento integral da mesma. O Recitativo e Ária pertence a Salvador, capital da colônia (1759) e sua importância não se explica por si só apenas, mas por uma tendência estilística própria e pela promessa de outras produções, que poderão vir à luz através de pesquisas organizadas. Isso porque, sua apresentação, sua feitura e as condições de sua realização como composição musical, sugerem que vislumbraremos, naquela Bahia esplendorosa, a música vinculada familiarmente a todas as atividades sociais da época, que implicassem em sua integração embelezadora.

“Recitativo e Ária”, de autor anônimo do século XVIII, integra, com seus originais a coleção Lamego doada por este à Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da U.S.P, num códice juntamente com outras produções literárias e históricas da Academia Brasileira dos Renascidos. O professor Alberto Lamego, ao publicar seu livro sôbre aquela Academia, naturalmente interessado apenas no aspecto literário e histórico da mesma, limitou-se a inserir na obra a parte do canto do Recitativo e ária, que traz o texto literário. Uma circunstância fortuita, numa pesquisa organizada na coleção referida, fez deparar com os originais completos, revivendo então a obra quase integralmente, considerando que os citados originais constam de: uma parte de 1º violino, uma parte de 2º violino, uma parte de baixo e uma parte de Canto.

O Diretor do Collegium Musicum da Rádio MEC convidou o conhecido Maestro Roberto Schnorrenberg (S. Paulo), que teve por seu encargo a reconstituição do baixo contínuo e a necessária correção cuidadosa dessa obra prima.

Joseph Mascarenhas Pacheco Pereira Coelho de Melo, a quem é dedicada a obra anônima, chegou à Bahia em agosto de 1785, com importantes encargos administrativos, ou seja, a criação dos Tribunais do Conselho de Estado e Guerra, e o da Mesa de Consciência, bem como com instruções secretas para agir contra os Jesuítas: esta últimas, não cumpridas, lhe valeram, meses após, prisão de vinte anos. Seu nome está intimamente ligado à Academia Brasileira dos Renascidos (que revive aquela dos Esquecidos, cuja última sessão fora a 4.7.1725), de vida efêmera mas intensa, da qual foi membro correspondente Cláudio Manuel da Costa. Fundada sob os auspícios de Mascarenhas, a 6.6.1759, reunem-se quarenta acadêmicos em magnífico salão do Convento dos Carmelitas Descalços, luxuosamente ornamentado, ficando “o coro da música defronte a uma porta da entrada principal”. Alberto Lamego, que fez uso de documentos de arquivos portugueses, nos dá, na obra citada, detalhada descrição daquela festa. Conta-nos o autor que logo após a primeira Assembléia, Mascarenhas caiu gravemente enfermo, tendo sido realizadas missas em ação de graças pelo seu restabelecimento, e a Academia “ofereceu-lhe uma festa íntima aos 2 de julho e dedicou-lhe um Recitativo executado por boa orquestra”. É este Recitativo e Ária, que o “Collegium Musicum” da Rádio MEC oferece ao público discófilo, em gravação inédita.

memoria

 

Concerto Barroco – 1961
Anônimo, Bahia, 1759
Recitativo e Ária: Herói, Egrégio, Douto, Peregrino (Cantata Acadêmica)

Collegium Musicum da Rádio MEC
Maestro George Kiszely
Soprano Olga Maria Schroeter

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LP de 1961, do acervo do Prof. Paulo Castagna (não tem preço!) e digitalizado por Avicenna

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MP3 320 kbps – 37,2 MB – 17,5 min
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Boa audição.

 

enceradeira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

Alma Latina: Les Chemins du Baroque – Messe de l’Assomption de la Vierge Mexico

Capa-Solo-WEBMesse de l’Assomption de la Vierge
Mexico

(Não confundir com a postagem anterior de nome parecido)

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Da série ‘Les Chemins du Baroque’, K617, gravada em 1992 na igreja de Gorze, Moselle, França.

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Les Chemins du Baroque – Messe de l’Assomption de la Vierge Mexico
Francisco Guerrero (Sevilha, 1528-1599)
01. O Celestia Medicina – 1589
Gaspar Fernández (Portugal, 1570?- Puebla, Mexico, 1629)
02. Elegit Eum Dominus
03. Introitus – Gaudeamus Omnes In Domino
Juan de Lienas, Mexico, ca. 1617 – 1654) – Códice del Carmen
04. Kyrie
05. Gloria
Francisco Guerrero (Sevilha, 1528-1599)
06. Trahe Me Post Te
07. Graduale Et Alleluia – Assumpta Est Maria
Juan de Lienas, Mexico, ca. 1617 – 1654)
08. Credo
Sebastian Aguillera de Heredia (España, 1561 – 1627)
09. Sebastien Aguilera De Heradia: Salve De 1er Tono Por De La Sol Re
10. Offertorium: Assumpta Est Maria
Juan de Lienas, Mexico, ca. 1617 – 1654)
11. Sanctus
12. Agnus Dei
Francisco Guerrero (Sevilha, 1528-1599)
13. Pan Divino, Gracioso
14. Communio – Optimam Partem Elegit
Tomás Luis de Victoria (Spain, 1548-1611)
15. Victoria: Ave Maria À Double Chœur – 1600

Les Chemins du Baroque – K617
Messe de l’Assomption de la Vierge Mexico – 1992
La Fenice
La Compañia Musical de las Americas
Maestro Josep Cabré

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Um CD do acervo do Prof. Paulo Castagna. Valeu, Seu Paulo!

Boa audição,

Caravela-clara

Avicenna

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Paixão Segundo João – Gardiner, EBS, Monteverdi Choir

Box FrontConheci a Paixão Segundo João em uma antiga propaganda de chocolate. Creio que era exatamente o Coro inicial. Um vizinho contou mais tarde que ligou para a fábrica e perguntou qual era a música de sua propaganda. Na época comprávamos nas bancas uma coleção de cds de música sacra, e por coincidência logo em seguida à campanha publicitária foram lançados os cds desta Paixão Segundo João. Não lembro quem eram os intérpretes.
Mas aqui sabemos muito bem quem são os intérpretes: John Eliot Gardiner e sua trupe. Esta paixão não tem as mesmas proporções se comparada com a de Matheus e tem “apenas” três solistas, e o magnífico Monteverdi Choir. Mas mesmo assim, é papa finíssima.

CD 1
01. Betrayal and Arrest – Herr, unser Herrscher
02. Jesus ging mit seinen Jüngern
03. O große Lieb, o Lieb ohn’ alle Maße
04. Auf daß das Wort erfüllet würde
05. Dein Will gescheh, Herr Gott, zugleich
06. Die Schar aber und der Oberhauptmann
07. Von den Stricken meiner Sünden
08. Denial – Simon Petrus aber folgete Jesu nach
09. Ich folge dir gleichfalls mit freudigen
10. Derselbige Jünger war dem Hohenpriester
11. Wer hat dich so geschlagen
12. Und Hannas sandte ihn gebunden zu dem Ho
13. Ach, mein Sinn, wo willt du endlich hin
14. Petrus, der nicht denkt zurück
15. Interrogation and Scourging – Christus, der uns selig macht
16. Da führeten sie Jesum von Kaiphas
17. Ach großer König, groß zu allen Zeiten
18. Dar sprach Pilatus zu ihm
19. Betrachte, mein Seel
20. Erwäge, wie sein blutgefåarbter Rücken

CD 2

01. Condemnation and Crucifixion – Und die Kriegsknechte flochten eine Kron
02. Durch dein Gefängnis, Gottes Sohn
03. Die Jüden aber schrieen und sprachen – L
04. Eilt ihr angefochtnen Seelen – Wohin
05. Allda kreuzigten sie ihn – Schreibe nich
06. In meines Herzens Grunde
07. The Death of Jesus – Die Kriegsknechte aber – Lasset uns den
08. Er nahm alles wohl in acht
09. Und von Stund an nahm sie der Jünger zu
10. Es ist vollbracht!
11. Und neiget das Haupt und verschied
12. Mein teurer Heiland, laß dich fragen – J
13. Burial – Und siehe da, der Vorhang im Tempel zerr
14. Mein Herz, indem die ganze Welt
15. Zerfließe, mein Herze
16. Die Jüden aber, dieweil es der Rüsttag w
17. O hilf, Christe, Gottes Sohn
18. Darnach bat Pilatum Joseph von Arimathia
19. Ruht wohl, ihr heiligen Gebeine
20. Ach Herr, laß dein lieb Engelein

Anthony Rolfe Johnson – Tenor
Stephen Varcoe – Bass
Cornelius Hauptmann – Bass

CD 1 BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
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gardiner

Buxtehude (1637-1707): Toccata BuxWV 155, Prelúdios Corais BuxWV 177, BuxWV 181 e BuxWV 196, Fantasia Coral BuxWV 210; Improvisos

Grandes órgãos holandeses – parte 2 de 4
Sietze de Vries e o órgão Schnitger de Uithuizen
Buxtehude-Vries

A maioria dos grandes compositores foi também mestre na arte do improviso: Beethoven quando jovem ganhou parte de sua reputação improvisando ao piano em salões aristocráticos, Mozart improvisava as cadências de seus concertos e por aí vai. Mais recentemente a arte do improviso se associou ao jazz (e, no Brasil, ao choro) e se perdeu completamente na música clássica ocidental. Completamente? Não, os organistas, sabe-se lá por quê, continuaram improvisando, provavelmente por sua função litúrgica, em que muitas vezes era necessário repetir as melodias cantadas nas igrejas, sem tempo para tocar uma obra inteira.
Messiaen, por exemplo, improvisava a cada domingo e há uma anedota curiosa: a compositora e professora Nadia Boulanger fazia rezar uma missa anual em memória de sua irmã Lili. Em 1934 Messiaen, o organista da igreja, iniciou a cerimônia com um coral de Bach e em seguida improvisou até o final da missa. Nadia não apreciou o estilo dos improvisos, ficou furiosa e Messiaen precisou escrever uma carta se desculpando: “Sinto muitíssimo que as coisas não tenham se passado como Mademoiselle queria. Além do coral de Bach, nenhuma outra instrução me foi dada (…) Pensei que o melhor seria improvisar, e não tenho culpa!”

O improviso também se aprende, existem tradições de improviso típicas de cada país. Na Holanda, os improvisos frequentemente são sobre salmos que fazem parte da liturgia protestante. Nunca ouvi falar em concursos de improviso para violino ou flauta, mas para o órgão existe um concurso internacional de improviso em Haarlem (sempre a Holanda…) que reúne organistas do mundo todo desde 1951. Aliás, Sietze de Vries, que ouvimos neste CD de hoje, foi o vencedor em 2002.

A primeira metade do disco é de obras de Buxtehude. Em 1705, J.S. Bach viajou a pé até a cidade de Lübeck para ouvir a música de Buxtehude, organista na Marienkirche. Bach acabou ficando alguns meses por lá e, ao voltar para seu emprego em Arnstadt, foi criticado por sua longa ausência e também pela música, na época um pouco vanguardista, que incomodou o pessoal da igreja: “ele tem feito variações estranhas sobre os hinos, misturando vários tons diferentes e confundindo a congregação.” Suspeita-se que essas variações e improvisos estranhos deviam muito à influência de Buxtehude.

A organista Kimberly Marshall escreveu: As toccatas em ré menor de Buxtehude (BuxWV 155) e de Bach (BWV 565) têm muito em comum. Ambas refletem o ‘stylus phantasticus’, um estilo de composição dramático com contrastes violentos e floreios improvisatórios. Ambas começam com motivos curtos e memoráveis com longas pausas. A estrutura de ambas consiste na mudança dessa virtuosidade espontânea para o pulso estrito do contraponto, embora a fuga de Bach seja mais longa do que as seções fugato de Buxtehude. É inevitável pensar na influência entre as duas obras, que estão entre as mais famosas dos dois compositores.

Dietrich Buxtehude:
01 Toccata in d minor, BuxWV 155
02 Ach Gott und Herr, BuxWV 177 – Versus I
03 Ach Gott und Herr, BuxWV 177 – Versus II
04 Danket dem Herrn, denn er ist sehr freundlich, BuxWV 181 – Versus I
05 Danket dem Herrn, denn er ist sehr freundlich, BuxWV 181 – Versus II
06 Danket dem Herrn, denn er ist sehr freundlich, BuxWV 181 – Versus III
07 Ich ruf zu dir, Herr Jesu Christ, BuxWV 196
08 Choralfantasie Nun freut euch, lieben Christen g’mein, BuxWV 210

Improvisos de Sietze de Vries:
09 Improvisatie Psalm 24, versus I
10 Improvisatie Psalm 24, versus II
11 Improvisatie Psalm 24, versus III
12 Improvisatie Psalm 24, versus IV
13 Improvisatie Psalm 24, versus V
14 Improvisatie Psalm 24, versus VI
15 Improvisatie Concerto di segnor Vriescobaldi  – I. Allegro
16 Improvisatie Concerto di segnor Vriescobaldi  – II. Adagio
17 Improvisatie Concerto di segnor Vriescobaldi  – III. Allegro
18 Improvisatie Psalm 81, versus I
19 Improvisatie Psalm 81, versus II
20 Improvisatie Psalm 81, versus III
21 Improvisatie Psalm 81, versus IV
22 Improvisatie Psalm 81, versus V
23 Improvisatie Psalm 81, versus VI

Sietze de Vries – organista
Arp Schnitger organ, 1700, Hervormde Kerk, Uithuizen, Netherlands

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os registros, os dois manuais e a pedaleira
os registros, os dois manuais e a pedaleira

Pleyel

Luis Álvares Pinto (Recife, 1719-1789): Te Deum & Händel (1685-1759): Laudate Pueri Dominum – Camerata Antiqua de Curitiba (Acervo PQPBach)

Camerata Antiqua de CuritibaCamerata Antiqua de Curitiba

Luis Álvares Pinto
Te Deum

Georg Friedrich Händel
Laudate Pueri Dominum (Salmo 112)

Há dois dias o Avicenna e eu postamos a primeira gravação da mais antiga obra brasileira preservada: o Recitativo e Ária de 1759 que vem sendo atribuído ao Padre Caetano de Melo Jesus, de Salvador – e hoje queríamos postar a primeira gravação da que é provavelmente a segunda mais antiga: o Te Deum do recifense Luís Álvares Pinto, talvez composto no ano seguinte (1760).

Acontece que ainda não conseguimos a primeira gravação, que é a da reestréia moderna da obra em 1968, regida pelo também pernambucano Padre Jaime Cavalcanti Diniz (biografia aqui), que a havia encontrado e restaurado pouco antes, à frente do Coro Polifônico do IV Curso Internacional de Música de Curitiba com acompanhamento de uma organista estadunidense chamada (juro!) Marilyn Mason.

Por que queremos a 1.ª gravação? Entre outras coisas, porque este blog já tem uma de 1994 realizada na Suíça (Ensemble Turicum) e outra de 2000 na França (Jean-Christophe Frisch). Ou seja: mais uma obra brasileira que goza de reconhecimento e admiração no exterior antes que a maior parte dos brasileiros sequer saibam que ela existe… e isso apesar de serem brasileiras as 4 outras gravações que conheço.

Uma é parte do notável panorama da nossa produção mais antiga gravado pelo ‘Armonico Tributo’ de Campinas dirigido pelo baiano Edmundo Hora, no CD duplo ‘América Portuguesa’, disponível em alguns outros blogs – o qual contém também uma nova realização do Recitativo e Ária de 1759 (inseri retroativamente umas palavras sobre ela no post de 24/05).

Quanto às outras três, parece que Curitiba quis retribuir a honra de ter sido palco da reestréia desse Te Deum: são todas da Camerata Antiqua, com regência do carioca Roberto de Regina, em diferentes momentos: 1981, 1995, 2000. A terceira ainda não ouvi. Gosto bastante da segunda, com a parte orquestral reconstruída pelo nosso amigo Harry Crowl, a mais encorpada e clássica das 5 que ouvi, e com a Camerata num nível de precisão técnica ainda nem sonhado em 1981. Apesar disso, eu e o Avicenna encontramos um encanto especial justamente na singeleza da primeira, de sonoridade excepcionalmente transparente e ‘tridimensional’, e foi essa que resolvemos postar.

E a música em si? Quem leu a postagem de 24/05 deve lembrar que as sugestões de observação da transição barroco-clássico terminavam falando de Gluck e de Carl Philipp Emmanuel Bach, nascidos os dois em 1714. Pois bem: o mulato pernambucano era 5 anos mais novo, de 1719. Gluck morreu em 87. CPE em 88. Álvares Pinto em 89.

Disse ainda que C.P.E. ‘barroqueava’ em alguns momentos, em outros ‘classicava’ (ou ‘mozarteava’). Esse é precisamente o caso também de Álvares Pinto. E aí vocês dirão “Mas com certo atraso em relação à Europa, como de costume, não?” – Pois desta vez absolutamente não! Há diferenças de escola composicional, não do estágio de transformação estilística (para não usar o discutível ‘evolução’). Ouçam mais uma vez a ‘Ressurreição e Ascenção’ de CPE, e ouçam este Te Deum – mas sem esquecer que aquela é 14 anos posterior à data estimada deste: 1760, só 10 anos após a morte de Bach Pai e um após a de Händel.

Acontece que, se foi em 1760, Álvares Pinto compôs o Te Deum em Lisboa, onde ficou muito tempo como aluno do organista da Catedral, Henrique da Silva Negrão, e foi violoncelista da Capela Real, e isso em plena época do Marquês de Pombal, quando Lisboa havia voltado a ser uma metrópole de importância. Luís teria aí 41 anos.

Abandonou sua gente? Não é bem assim. Um ano depois Luís estava de volta ao Recife, onde passou o resto vida se desdobrando como capitão, mestre de capela, poeta (diz-se que em várias línguas), comediógrafo, autor de obras didáticas e, ao que parece, até precursor de Paulo Freire: alfabetizador! Cadê a estátua desse homem?!

Tentando finalizar, vejo que restam 3 pensamentos na mesa: um, o da antigüidade e perenidade da importância do Nordeste, e de Pernambuco em particular, como um dos principais pólos de produção e inovação em todas as áreas da cultura deste país.

Outro: e o salmo de Händel do outro lado do disco? Ah, sim: muito bonito; e a realização também mostra em muitos pontos que poderia ser arrebatadora, não fosse o mesmo problema da postagem de 23/05 (o LP de 1965 da Orquestra de Câmara de São Paulo): solista vocal não suficientemente madura para a obra na época da gravação.

Finalmente, este post marca também a estréia no blog de um dos mais importantes – e insuficientemente reconhecidos – músicos brasileiros dos últimos 50 anos: o hoje octogenário Roberto de Regina. Não considero a regência do barroco e pós-barroco o seu melhor, e mesmo assim seu trabalho nessa área é indispensável. Foi ‘nosso Wanda Landowska’, o reintrodutor do cravo no Brasil, como virtuose e como construtor. Mas coloco acima de tudo seus 3 discos dos anos 60, ‘Cantos e Danças da Renascença’, pioneiros no mundo na abordagem viva a esse repertório, e ainda hoje poucas vezes igualados.

Isso tudo enquanto ainda se sustentava como médico anestesista! – o que costumava tratar com humor: “tenho só dois medos: o paciente acordar na operação, e o público dormir no concerto”. Quero apostar que não será o caso desta e de nenhuma postagem de suas gravações!

Luis Álvares Pinto (Recife, 1719 – 1789)
01. Te Deum – 1. Te Dominum
02. Te Deum – 2. Tibi Angeli
03. Te Deum – 3. Sanctus
04. Te Deum – 4. Te Gloriosus
05. Te Deum – 5. Te martyrum
06. Te Deum – 6. Patrem imensae majestatis
07. Te Deum – 7. Sanctum Quoque
08. Te Deum – 8. Tu Patris Sempiternus
09. Te Deum – 9. Tu Devicto
10. Te Deum – 10. Judex crederis
11. Te Deum – 11. Salvum fac
12. Te Deum – 12. Per singulos dies
13. Te Deum – 13. Dignare Domine
14. Te Deum – 14. Fiat, Fiat
15. Te Deum – 15. In te Domine Speravi

Georg Friedrich Händel (1685 – 1759)
16. Laudate Pueri Dominum (Salmo 112) 01. Laudate Pueri
17. Laudate Pueri Dominum (Salmo 112) 02. Licut nomem Domini
18. Laudate Pueri Dominum (Salmo 112) 03. A solis ortu
19. Laudate Pueri Dominum (Salmo 112) 04. Excelsus super omnes
20. Laudate Pueri Dominum (Salmo 112) 05. Quis sicut Dominus
21. Laudate Pueri Dominum (Salmo 112) 06. Suscitans a terra
22. Laudate Pueri Dominum (Salmo 112) 07. Qui habitare facit
23. Laudate Pueri Dominum (Salmo 112) 08. Gloria Patri

Camerata Antiqua de Curitiba
Fátima Alegria, soprano – Roberto de Regina, maestro
Gravado na Igreja da Ordem Terceira de S.Francisco das Chagas, Curitiba, 1981
Capa do gravurista curitibano Poty Lazzarotto
2jcbrls

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Boa audição.

macaco pensante

 

 

 

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Avicenna, com texto do Ranulfus

Alma Latina: Les Chemins du Baroque – Vêpres de l’Assomption de la Vierge Mexico-Versailles – II

 Capa-Solo-WEBVêpres de l’Assomption de la Vierge
Mexico-Versailles

 

Mais uma apresentação da série ‘Les Chemins du Baroque’, K617, gravada em 1992 na igreja dos Carmos em Tavira, Portugal.
Músicas compostas no México e em Versailles, em uma mesma época, caracterizam esta gravação.

Les Chemins du Baroque – Vêpres de l’Assomption de la Vierge Mexico-Versailles
Anonymous (Bogota 1701)
01. Deus in Adjutorium
Juan de Araujo (Villafranca, España, 1646 – Chuquisaca, Bolívia 1712)
02. Dixit Dominus (Ps 109)
Marc-Antoine Charpentier (France, 1643-1704)
03. 1e Kyrie, Laudate Pueri (Ps 112), 3e Kyrie
Manuel de Sumaya (Manuel de Zumaya) (México, c.1678-1755)
04. Lætatus sum / 5e Kyrie
Marc-Antoine Charpentier (France, 1643-1704)
05. Nisi Dominus (Ps 126)
Manuel de Sumaya (Manuel de Zumaya) (México, c.1678-1755)
06. Laudate Jerusalem (Ps 147)
Marc-Antoine Charpentier (France, 1643-1704)
07. Kyrie / Ave Maris stella / Offerte à deux chœurs
08. Magnificat

Les Chemins du Baroque – K617
Vêpres de l’Assomption de la Vierge Mexico-Versailles – 1992
La Grande Ecurie et la Chambre du Roy
La Maîtrise Nationale de Versailles
La Compañia Musical de las Americas
Maestro Jean-Claude Malgoire

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Mais um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Valeu, Seu Paulo!

Boa audição,

Caravela-texto

 

 

 

 

 

 

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Avicenna

Luciano Berio (1925-2003) / Alban Berg (1885-1935) / George Gershwin (1898-1937): Crazy Girl Crazy

Luciano Berio (1925-2003) / Alban Berg (1885-1935) / George Gershwin (1898-1937): Crazy Girl Crazy

IM-PER-DÍ-VEL !!!

Barbara Hannigan (1971) é uma soprano e maestrina canadense, talvez a maior artista viva da ópera contemporânea. Tem tudo: linda voz, técnica arrebatadora, distintas inteligência e cultura musicais e é bonita pra caralho. Há alguns anos, tornou-se também regente, e das boas. Claro que, cantando Ligeti e Berio, trata-se de uma pessoa franca e de extremo bom humor e graça. Acharia bagaceiro chamá-la de diva, até porque ela não tem nada de divindade, é bem concreta, digamos… Musa lhe caberia melhor, até porque as musas inspiram a criação artística e muitas peças foram escritas especialmente para a voz de Barbara. Bem, este CD é uma joia produzida por ela. Aqui, ela canta e rege a extraordinária Ludwig Orchestra em obras de Berio — Sequenza III para soprano solo –, Berg — a Suíte Lulu, onde Hannigan mais rege do que canta — e Gershwin — onde demonstra enorme senso de estilo. Imaginam como canta um coral regido por Hannigan? Pois isso há no Gershwin. Para mim, a melhor peça do disco é a de Berg, mas isso é quase inevitável. O cara era mesmo o maior talento musical da Segunda Escola de Viena. Mas as outras não ficam muito abaixo não. Vamos sair um pouco de nosso museu musical?

Luciano Berio (1925-2003) / Alban Berg (1885-1935) / George Gershwin (1898-1937): Crazy Girl Crazy

1 Sequenza III 9:00

2 Lulu Suite: I. Rondo 14:24
3 Lulu Suite: II. Ostinato 3:53
4 Lulu Suite: III. Lied der Lulu 2:45
5 Lulu Suite: IV. Variationen 3:45
6 Lulu Suite: V. Adagio 10:25

7 Girl Crazy Suite (After G. Gershwin) 13:10

Barbara Hannigan
Ludwig Orchestra

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Barbara Hannigan e Simon Rattle
Barbara Hannigan e Simon Rattle

PQP

Coral Artis Canticum & Os Cameristas: Lobo de Mesquita & Padre José Maurício (Acervo PQPBach)

Artis Canticum“Esta produção foi realizada com a colaboração do Sindicato dos Músicos Profissionais do Rio de Janeiro e integra a Plano de Ação Cultural da Associação dos Produtores de Discos”

José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita
Tercio

Repostagem para apresentar novos links com melhores digitalizações, incluindo-se um link para arquivo flac.

Inexistem, na formação histórica brasileira, períodos sem música da vida coletiva. As investigações do nosso passado, no tempo e no espaço, estabelecem, via de regra, não só a presença, mas ainda a intensidade das manifestações musicais do nosso povo. O que cumpre admitir-se, tomando-se por base o material englobado desde os primeiros cronistas até os modernos historiadores e sociólogos, é que recolhemos antes fortes indícios da riqueza da prática da música no Brasil do que a configuração do quadro exato.

Torna-se lícito admitir a grandeza do quadro, mas suas proporções são ainda maiores do que supomos, ao nos louvarmos na documentação já recolhida. A música, certamente, escapa aos propósitos da grande maioria dos historiadores. E a despeito da vasta e preciosa documentação que tende a desaparecer na voragem do tempo, cada sondagem a que se proceda no passado musical do Brasil trará o testemunho da palpitante e generosa prática da arte, cujos primeiros expoentes surgiram no período colonial.

O Tercio (e não Tercis como anteriormente publicado), que inicia esta valiosa gravação, data de 1783. Esta gravação torna a mostrar-nos – na partitura elaborada, bem assim como o respectivo contínuo, pelo Maestro Toni – que a denominação de música barroca dada à criação dos compositores que floresceram àquela época, nas zonas de mineração aurífera de Minas, é imprópria, porque se trata de música que recebe a influência direta do classicismo europeu. Com quinteto de cordas, o Andante Lento, para soprano, contralto e baixo, impressiona pela extrema, ideal pureza, da inspiração, em um contraponto sempre límpido, de comovente inocência. O Padre Nosso, para coro – que o admirável Coral Artis Canticum, regido pelo Maestro Nelson de Macêdo, explode logo no primeiro compasso – é uma página de alta eloquência mística. A Ave-Maria, tem um largo dueto de soprano e contralto, de delicadeza extrema, que vai até a metade da oração. O Glória é majestoso, com seu dueto, que tem uma célula rítmica incisiva, de soprano e contralto.

Estas composições, bem como as demais que constam desta gravação, são pela primeira vez apresentadas em disco. O fenômeno da criação da grande música, em um meio sem nenhum contato direto com os centros da cultura universal, é provavelmente único no mundo. Há muito de mistério e de milagre na arte musical que floresceu em Minas e se equiparam, por sua força, à arte escultórica – esta sim, barroca – do Aleijadinho.

Padre José Maurício Nunes Garcia: Alleluia Emitte Spiritum Tuum

Grande figura de músico do Brasil-Colônia, o Padre José Maurício nasceu no Rio de Janeiro em 1767, na antiga Rua da Vala, que é hoje a Uruguaiana. Se a dispersão da sua obra, em parte perdida, o tornou semilendário, ele aguarda ainda uma revalidação, que o projete para o círculo dos especialistas, junto ao grande público. Para esse fim contribui o trabalho de musicologia e pesquisa empreendido pela Maestrina Cleofe Person de Matos.

Nunca transpôs o padre os limites desta cidade, onde foi mestre de capela da Catedral e Sé do Rio de Janeiro e, mais tarde, da Real Capela, que depois se chamou Capela Imperial. De origem humílima, mestiço, hauriu os rendimentos da arte musical com Salvador José – e progrediu sozinho, até as culminâncias dos monumentos de música religiosa que nos legou. Ordenado em 1792, já então havia composto as primeiras obras, que se sucederam, ininterruptas, em número de quatrocentos, segundo estimativas de Taunay. Morreu em 1830.

Alleluia Emitte Spiritum Tuus é uma breve página que se notabiliza pela mestria do contraponto real a quatro partes. Mostra-se, por isso, diversa em estilo das página anteriores, do mestre mineiro Lobo de Mesquita, onde o espírito harmônico preside à gênese polifônica. A execução do Coral Artis Canticum, sob a regência do Maestro Nelson de Macêdo, é igualmente de primeira ordem.

(Eurico Nogueira França, 1977, extraído da contra-capa)

Palhinha: ouça 01. Tercio – 1. Difusa est Gratia – Andante Lento

José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (Vila do Príncipe, 1746- Rio de Janeiro, 1805)
Coral Artis Canticum & Os Cameristas
01. Tercio – 1. Difusa est Gratia – Andante Lento
02. Tercio – 2. Padre Nosso
03. Tercio – 3. Ave Maria
04. Tercio – 4. Gloria
Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
Coral Artis Canticum
05. Alleluia emitte spiritum Tuum

Artis Canticum – 1977
Coral Artis Canticum & Os Cameristas
Maestro Nelson de Macêdo

Para esta postagem foi utilizado um LP de 1977, do acervo do nosso ilustre ouvinte das Gerais, Dr. Alisson Roberto Ferreira de Freitas (não tem preço!) e digitalizado por Avicenna.

2jcbrls

 

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Boa audição.

 

evolucao

 

 

 

 

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Avicenna

Alma Latina: Domenico Zipoli (1688 – 1726): Missa Santo Inácio & Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830): Salmos 115, 119 e 139 (Acervo PQPBach)

Captura de Tela 2017-09-29 às 16.04.33O que podem ter em comum esses dois mestres da música sacra do continente latino-americano, José Maurício Nunes Garcia e Domenico Zipoli, além de terem vivido no cone sul do continente e defenderem o canto litúrgico?

Ambos provinham de famílias pobres e tiveram que custear os estudos musicais com o seu trabalho, dado aula e sendo organista de capelas e catedrais. Ambos demonstraram, desde cedo, a vocação musical e os dotes necessários para a carreira. Tanto Zipoli quanto José Maurício foram precoces em suas composições (o primeiro, com 20 anos, ombreava com compositores renomados, fazendo parte de uma obra coletiva, o segundo, aos 16 anos compunha a sua primeira obra. Os dois, quando decidiram pela vida religiosa e pelo sacerdócio, já possuíam um nome e um respeito no mundo musical. Zipoli era um homem do mundo. Antes de vir para o continente latino-americano, para as missões jesuítas, circulou por grandes centros musicais da Itália e da Espanha. O Pe. José Maurício jamais saiu do Rio de Janeiro. Entretanto, possuía conhecimento invulgar sobre toda a tendência musical na época. Zipoli conseguiu estudar com os melhores mestres da Itália. O Pe. José Maurício teve seus mestres no Rio de Janeiro. Entretanto, a sua capacidade e talento invulgares permitem-nos imaginar que, com os mestres de Zipoli, quão maior teria sido o Pe. José Maurício. Quanto à filiação musical, Zipoli era barroco, ao passo que o Pe. José Maurício era clássico.

Por último, ambos tiveram uma produção musical extensa e variada. Durante muito tempo, a quase totalidade dessa obra esteve perdida. Pelo trabalho incessante de pesquisadores, grande parte da produção artística desses dois compositores foi recuperada.
(extraído do encarte)

Domenico Zipoli (1688 – 1726)
01. Missa Santo Inácio – 1. Kyrie – Kyrie eleison
02. Missa Santo Inácio – 2. Kyrie – Christie eleison
03. Missa Santo Inácio – 3. Kyrie – Kyrie eleison
04. Missa Santo Inácio – 4. Gloria – Gloria in excelsis Deo
05. Missa Santo Inácio – 5 .Gloria – Et in terra pax hominibus
06. Missa Santo Inácio – 6. Gloria – Gratias agimus tibi
07. Missa Santo Inácio – 7. Gloria – Domine Deus, Rex celestis
08. Missa Santo Inácio – 8. Gloria – Domine Fili unigenite, Jesu Christe
09. Missa Santo Inácio – 9. Gloria – Domine Deus, Agnus Dei
10. Missa Santo Inácio – 10. Gloria – Qui tollis peccata mundi, miserere nobis
11. Missa Santo Inácio – 11. Gloria – Qui tollis peccata mundi
12. Missa Santo Inácio – 12. Gloria – Suscipe, deprecationem nostram
13. Missa Santo Inácio – 13. Gloria – Qui sedes ad dexteram Patris
14. Missa Santo Inácio – 14. Gloria – Quoniam Tu solus Sanctus, Tu solus Dominus
15. Missa Santo Inácio – 15. Gloria – Quoniam Tu solus Sanctus, Tu solus Altissimus
16. Missa Santo Inácio – 16. Gloria – Cum Sancto Spiritu
17. Missa Santo Inácio – 17. Credo – Patrem omnipotentem
18. Missa Santo Inácio – 18. Credo – Et incarnatus est de Spiritu Sancto
19. Missa Santo Inácio – 19. Credo – Crucifixus etiam pro nobis
20. Missa Santo Inácio – 20. Credo – Et resurrexit tertia die
21. Missa Santo Inácio – 21. Credo – Et vitam venturi saeculi
22. Missa Santo Inácio – 22. Sanctus – Sanctus, Sanctus, Sanctus

Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767-1830, Rio de Janeiro, RJ)
23. Salmo 115 – 01. Credidi, propter quod locutus sum
24. Salmo 115 – 02. Gloria Patri
25. Salmo 115 – 03. Sicut erat in principio
26. Salmo 119 – 01. Ad dominum cum tribularer clamavi
27. Salmo 119 – 02. Gloria Patri
28. Salmo 119 – 03. Sicut erat in principio
29. Salmo 139 – 01. Eripe me, Domine, ab homine malo
30. Salmo 139 – 02. Gloria Patri
31. Salmo 139 – 03. Sicut erat in principio

Missa Santo Inácio & Salmos I, II e III – 2004
Orquestra e Madrigal Unisinos
Roberto Duarte, regente
Flávia Fernandes, soprano
Angela Diel, mezzo-soprano
Marcos Liesenberg, tenor
Daniel Germano, baixo-barítono
Gravado na Igreja de Nossa Senhora das Dores, em Porto Alegre, RS, nos dias 11, 12 e 13 de junho de 2004.
Trilhas sonoras e encarte gentilmente cedidos pelo nosso ouvinte Fernando Santos. Não tem preço!!

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Boa audição.

 

caravela

 

 

 

 

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Avicenna

Serguei Prokofiev (1891-1953): Piano Concertos Nos. 1, 3 & 4

Serguei Prokofiev (1891-1953): Piano Concertos Nos. 1, 3 & 4

Os Concertos Nº 3 e Nº 1 de Prokofiev parecem ser de propriedade de Martha Argerich — que os elevou ao mais alto nível artístico –, mas outros tentam. Ambos são mesmo sensacionais e aqui recebem muito bom tratamento dos Srs. Mustonen e Lintu, além, é claro, da Orquestra Sinfônica da Rádio da Finlândia. Mas a gente está acostumado a ficar nervoso com toda a tensão que Argerich coloca neles e a dupla ao lado parece mais desmobilizada em relação às gravações que se tornaram referência mundial para este repertório. Não pensem que o disco é ruim, é que há comparações inevitáveis com verdadeiro(a)s deuse(a)se e aqui eles perdem.

Serguei Prokofiev (1891-1953): Piano Concertos Nos. 1, 3 & 4

Piano Concerto No. 3 in C Major, Op. 26
1 I. Andante – Allegro 9:50
2 II. Theme and Variations. Andantino 8:59
3 III. Allegro, ma non troppo 10:05

Piano Concerto No. 1 in D-Flat Major, Op. 10
4 I. Allegro brioso 7:39
5 II. Andante assai 4:13
6 III. Allegro scherzando 4:40

Piano Concerto No. 4 in B-Flat Major, Op. 53
7 I. Vivace 4:55
8 II. Andante 8:53
9 III. Moderato 8:10
10 IV. Vivace 1:47

Olli Mustonen, piano
Orquestra Sinfônica da Rádio da Finlândia
Hannu Lintu, regente

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ProkovievsSviatoslav1924Blog

PQP

Alma Latina: El Gran Barroco de Bolivia – Coro de Cámara Exaudi de La Habana

aaaaaaaaaO Coro Exaudi realiza todo um bordado artesanal com esta obra, carregada de um fortíssimo componente artístico e de um cuidado extremo pelo detalhe.

O timbre agudo dos indígenas consegue um contraponto nada habitual com os instrumentos barrocos, que produzem um resultado preciosista. Roque Ceruti, o autor mais interpretado nesta apresentação, nasceu em Milão, e trouxe consigo a grande influência de Monteverdi.
(traduzido e adaptado da internet)

Roque Ceruti (Milan, ca. 1685 – Lima, 1760)
01. Laudate pueri Dominum – Salmo 112 a seis con dos violines y bajo
Anónimo (Chuquisaca y Cusco, con bajones hacia 1650)
02. Dixit Dominus – Salmo 109 para el Oficio de Vísperas, a dos coros con bajones
Roque Ceruti (Milan, ca. 1685 – Lima, 1760)
03. Hoy la tierra produce una rosa – Vilancico a quatro a la Natividad de Na. Señora
Anónimo (Chuquisaca y Cusco hacia 1670)
04. Cierto es – Dúo para Nuestra Reina y Señora
Anónimo (1º mitad del siglo XVII)
05. Desde un laurel frondoso – Cantada a dúo con violines
Anónimo (1º mitad del siglo XVII)
06. Miserere mei, Deus – Salmo 50 para el Oficio de Laudes del Jueves Santo
Anónimo (principios del s. XVIII)
07. ¿A quién no mueve a dolor? – Solo para desagravios. Tonada sacra
Roque Ceruti (Milan, ca. 1685 – Lima, 1760)
08. ¿A dónde, remontada mariposa? – Vilancico a dúo, con violines y bajo
Roque Ceruti (Milan, ca. 1685 – Lima, 1760)
09. ¿Quien será?  ¿Quien será? – Vilancico a tres, al Santíssimo
Anónimo (Chuquisaca, año de 1722)
10. A este festejo y concurso – Juguete de Navidad. Dúo del 5º Tono

El Gran Barroco de Bolivia – 2006
Coro de Cámara Exaudi de La Habana & Capilla Virreinal de Lima & Solistas Instrumentales de La Habana
Regência: Maria Felícia Pérez

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Companhia+Telephonica+Brasileira+1956

 

 

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Boa audição!

Avicenna

Alma Latina: Domenico Zipoli (1688 – 1726): Bolivian Baroque: Music from the Missions of the Chiquitos and Moxos Indians

Screen Shot 2016-05-10 at 10.39.07 AMOs missionários jesuítas, vindos da Espanha e da Itália, estabeleceram suas primeiras missões na Bolívia em Chiquitos (entre 1691 e 1767) e em Moxos (entre 1681 e 1767).

Em 1991 a UNESCO declarou seis dessas missões como Patrimônio Cultural da Humanidade. Durante a restauração dos templos de várias dessas cidades, nos anos 70, aproximadamente 10.000 folhas de música barroca dos séculos XVII e XVIII foram descobertas dentro dos templos. E a humanidade então descobriu o gênio Domenico Zipoli, considerado um dos maiores compositores de música sacra da América Latina dos séculos XVII e XVIII.

Em Santa Cruz de la Sierra foi também fundada a APAC (Asociación Pro Arte y Cultura) para promover a cultura e a tradição dessa região. Nos anos pares a APAC organiza  o Festival Internacional de Música Renacentista y Barroca Americana, nas missões de Chiquitos.  Veja mais em: http://www.festivalesapac.com, e conheça mais sobre as missões na Bolívia em http://www.boliviabella.com/baroque-music-festival.html.

Esta gravação é um dos mais ambiciosos projetos do Florilegium Ensemble: gravar a música barroca boliviana na Catedral de Concepción, no meio da floresta boliviana, com 4 solistas locais, selecionados e treinados pelo maestro Ashley Solomon. A maioria das peças abaixo foi recentemente descoberta em uma cripta da Catedral de Concepción, e datam de 1707.

Domenico Zipoli (1688 – 1726) – Os jesuítas da época usavam o Beatus Vir para ensinar e treinar os nativos a cantar.
1. Beatus Vir 1. Beatus Vir
2. Beatus Vir 2. Exortum Est
3. Beatus Vir 3. Incundus Homo
4. Beatus Vir 4. Pecator Videbit
5. Beatus Vir 5. Gloria Patri
6. Beatus Vir 6. Sicut Erat

Anonymous (Séc. XVIII)
7. Sonata Chiquitana XVIII 1. Allegro
8. Sonata Chiquitana XVIII 2. Andante
9. Sonata Chiquitana XVIII 3. Presto
10. Aqui Ta Naqui Iyai
11. Chapie, Iyai Jesu Christo

Domenico Zipoli (1688 – 1726)
12. In Hoc Mundo 1. Sonata
13. In Hoc Mundo 2. Recitative
14. In Hoc Mundo 3. In Te Spero
15. In Hoc Mundo 4. Recitative: Eia Iohannes
16. In Hoc Mundo 5. Tune Iectus Organis

Anonymous (Séc. XVIII)
17. La Folia 1. Allegro
18. La Folia 2. Largo
19. La Folia 3. Alegro
20. In Hoc Mensa Novi Regis – Aria
21. Motet Caima: Iyai Jesus 1. Sonata
22. Motet Caima: Iyai Jesus 2. Recitative Caima
23. Motet Caima: Iyai Jesus 3. Acuacirica Inema
24. Pastoreta Ychepe Flauta 1. Untitled
25. Pastoreta Ychepe Flauta 2. Allegro
26. Pastoreta Ychepe Flauta 3. Adagio
27. Pastoreta Ychepe Flauta 4. Alegro
28. Ascendit Deus In Jubilatione – Aria
29. Exaltate Regem Regum

Henry Villca Suntura (Séc. XX)
30. Improvisation

Bolivian Baroque: Music from the Missions of the Chiquitos and Moxos Indians – 2005
Florilegium Ensemble & Bolivian Soloists – Regente: Ashley Solomon

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MP3 320 kbps – 172,2 MB – 1,2 horas
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balão

 

 

 

 

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Boa audição!

Avicenna

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – A Paixão Segundo São Mateus – Gardiner 1

Box FrontUm monumento da música universal, a Paixão Segundo Mateus para muitos, inclusive para este que vos escreve, é considerada a maior de todas as obras musicais já compostas, ao lado de obras primas da cultura ocidental, como as obras de Shakespeare, Dante, Michalengelo, Goethe, Dostoievski… Gardiner recém regravou esta obra, mas infelizmente ainda não tive acesso a ela. Comentaristas da amazon disseram que trata-se de uma leitura mais intimista, por este motivo estou muito curioso em conhecê-la. O timaço de solistas continua a dar um show de competência técnica e virtuosismo.

CD 1

01. PART I Chorus – Kommt, Ihr Töchter, Helft Mir Klagen
02. Anointing in Bethany – Da Jesus Diese Rede Vollendet Hatte
03 Herzliebster Jesu, Was Hast Du Verbro
04. Da Versammleten Sich Die Hohenprieste
05. Du Lieber Heiland
06. Buss Und Reu
07. Judas’s Betrayal – Da Ging Hin Der Zwölfen Einer
08. Blute Nur, Du Liebes Herz
09. The Last Supper – Aber Am Ersten Tag Der Süssen Brot
10. Ich Bin’s, Ich Sollte Büssen
11. Er Antwortete Und Sprach
12. Wiewohl Mein Herz In Tränen Schwimmt
13. Ich Will Dir Mein Herze Schenken
14. Jesus’ Despair on the Mount of Olives – Und Da Sie Den Lobgesang Gesprochen H
15. Erkenne Mich, Mein Hüter
16. Petrus Aber Antwortete Und Sprach Zu
17. Ich Will Hier Bei Dir Stehen
18. Da Kam Jesus Mit Ihnen Zu Einem Hofe
19. O Schmerz! Hier Zittert Das Gequälte
20. Ich Will Hier Bei Meinem Jesu Wachen
21. Prayer on the Mount of Olives – Und Ging Hin Ein Wenig
22. Der Heiland Fällt Vor Seinem Vater Ni
23. Gerne Will Ich Mich Bequemen
24. Und Er Kam Zu Seinen Jüngern
25. Was Mein Gott Will, Das G’scheh’ Allz
26. Und Er Kam Und Fand Sie Aber Schlafen
27. Arrest of Jesus – So Ist Mein Jesus Nun Gefangen
28. Und Siehe, Einer Aus Denen
29. O Mensch, Bewein’ Dein Sünde Gross

CD 2

01. Aria – Ach! Nun Ist Mein Jesus Hin
02. Jesus’s Interrogation – Die Aber Jesum Gegriffen Hatten
03. Mir Hat Die Welt Trüglich Gericht’
04. Und Wiewohl Viel Falsche Zeugen Herzutraten
05. Mein Jesus Schweigt Zu Falschen Lügen Stille
06. Geduld! Wenn Mich Falsche Zungen Stechen!
07. Peter’s Denial – Und Der Hohepriester Antwortete
08. Wer Hat Dich So Geschlagen
09. Petrus Aber Sass Draussen Im Palast
10. Erbarme Dich, Mein Gott
11. Bin Ich Gleich Von Dir Gewichen
12. Judas in the Temple – Des Morgens Aber Hielten Alle Hohepriester
13. Gebt Mir Meinen Jesum Wieder
14. Jesus before Pilate – Sie Hielten Aber Einen Rat
15. Befiehl Du Deine Wege
16. Auf Das Fest Aber Hatte Der Landpfleger Gewohn
17. Wie Wunderbarlich Ist Doch Diese Strafe!
18. Der Landpfleger Sagte
19. Er Hat Uns Allen Wohlgetan
20. Aus Liebe Will Mein Heiland Sterben
21. Sie Schrieen Aber Noch Mehr
22. Scourging of Jesus – Erbarm Es Gott!23. Können Tränen Meiner Wangen

CD 3

01. Scourging of Jesus – Da nahmen die Kriegsknechte
02. O Haupt voll Blut und Wunden
03. Simon of Cyrene – Und da sie ihn verspottet hatten
04. Ja freilich will in uns das Fleisch und Blut
05. Komm, süsses Kreuz, so will ich sagen
06. Crucifixion – Und da sie an die Stätte kamen
07. Ach Golgatha
08. Sehet, Jesus hat die Hand
09. Und von der sechsten Stunde an
10. Wenn ich einmal soll scheiden
11. Und siehe da, der Vorhang im Tempel zerriss
12. Descent from the Cross – Am Abend, da es kühle war
13. Mache dich, mein Herze, rein
14. Burial – Und Joseph nahm den Leib
15. Nun is der Herr zur Ruh gebracht
16. Wir setzen uns mit Tränen nieder

Anthony Rolfe Johnson – Andreas Schmidt – Barbara Booney – Ann Monoyos – Anne Sophie von Otter – Michael Chance – Howard Crook – Olaf Bär – Cornelius Hauptman
Monteverdi Choir
English Baroque Soloists
John Eliot Gardiner

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CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 3 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

'Erbame Dich, mein Gott' é uma das mais belas árias já compostas.
‘Erbame Dich, mein Gott’ é uma das mais belas árias já compostas.

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Bach Trios, com Yo-Yo Ma, Chris Thile e Edgar Meyer

Johann Sebastian Bach (1685-1750): Bach Trios, com Yo-Yo Ma, Chris Thile e Edgar Meyer

Um disco de gatinhos, mas de alto nível. O álbum tem transcrições de Bach para um trio formado por Yo-Yo Ma, Chris Thile e Edgar Meyer — violoncelo, bandolim e baixo. As obras originais foram escritas por Bach para órgão, cravo, além de uma Sonata para Viola da Gamba. Tudo é muito bem tocado, o trio soa maravilhosamente, mas o sopão de movimentos avulsos não me chegaram a me agradar. As únicas obras tocadas por completo são as que abrem a fecham o CD, além de um Preludio e Fuga do Cravo Bem Temperado. Digo pra vocês que a alternância de obras nada a ver umas com as outras me deixaram meio irritado. Mas gente muito boa gosta!

Bach Trios, com Yo-Yo Ma, Chris Thile e Edgar Meyer

1 Trio Sonata No. 6 in G Major, BWV 530: I. Vivace 3:12
2 Trio Sonata No. 6 in G Major, BWV 530: II. Lento 6:08
3 Trio Sonata No. 6 in G Major, BWV 530: III. Allegro 2:58

4 The Well-Tempered Clavier, Book I: Prelude No. 19 in A Major, BWV 864 1:36

5 Wachet auf, ruft uns die Stimme, BWV 645 4:42

6 The Well-Tempered Clavier, Book II: Fugue No. 20 in A Minor, BWV 889 1:33

7 Ich ruf zu dir, Herr Jesu Christ, BWV 639 2:28

8 Prelude No. 18 in E Minor, BWV 548 5:41
9 Fugue No. 18 in E Minor, BWV 548 6:11

10 Keyboard Partita No. 5 in G Major, BWV 829: VI. Passepied 2:04

11 Kommst du nun, Jesu, vom Himmel herunter, BWV 650 2:54

12 Art Of The Fugue, Bwv 1080: Contrapunctus XIII A 3, “Rectus” 2:19

13 Art Of The Fugue, Bwv 1080: Contrapunctus XIII A 3, “Inversus” 2:21

14 Erbarm dich mein, O Herre Gott, BWV 721 4:10

15 Sonata for Viola da Gamba No. 3 in G Minor, BWV 1029: I. Vivace 4:54
16 Sonata for Viola da Gamba No. 3 in G Minor, BWV 1029: II. Adagio 4:18
17 Sonata for Viola da Gamba No. 3 in G Minor, BWV 1029: III. Allegro 3:15

Yo-Yo Ma, violoncelo
Chris Thile, bandolim
Edgar Meyer, baixo

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Bach

PQP

Brasil 500 Anos – Quadro Cervantes

Captura de Tela 2017-09-27 às 15.11.22Considerado pela crítica especializada como um dos melhores conjuntos brasileiros de música antiga, o Quadro Cervantes apresenta um CD em homenagem aos 500 anos do descobrimento do Brasil. Escolhido cuidadosamente, o repertório do disco reflete quatro momentos estilísticos da história musical luso-brasileira.

Com instrumentos de época. On period instruments.

O Quadro Cervantes utiliza urna série de instrumentos que são cópias fieis (o máximo possível) de exemplares da época. Em alguns casos, porém, a fidelidade absoluta é impossível, por não existir mais exemplares da época. Um exemplo é a vielle empunhada por Mário Orlando – este tipo de instrumento é reproduzido por fabricantes modernos a partir da iconografia. Também, apesar de seguir, quando possível, as práticas instrumentais dos diversos períodos estilísticos da música antiga, em alguns momentos o conjunto se dá o direito de inovar, uma vez que não existe a possibilidade de autenticidade total.

Captura de Tela 2017-09-27 às 15.12.43Atualmente integram o conjunto: Clarice Szajnbrum (soprano), Helder Parente (flautas, baixo e percussão) – Professor de Percepção Musical e Prosódia da UNI-Rio, Mário Orlando (vielle, viola da gamba, flautas, contratenor e percussão) – Diretor Musical do Conjunto de Música Antiga da UFF, e Nícolas de Souza Barros (alaúdes, guitarras renascentista e barroca, violão, coro e percussão) – Professor de Violão Erudito e Música de Câmara da UNI-Rio.

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SÉCULO XIII – Portugal – Cancioneiro Martin Códax
01. Mandad’ei comigo
02. Ondas do mar de Vigo
03. Mia irmana fremosa

SÉCULO XVI – Portugal e Espanha
Luís Milan (Espanha, c.1500-c.1561)
04. Falai miña amor
05. Fantasia 22
Cancioneiro de Hortência, Portugal, séc. XVI
06. Que é q’ vejo
07. Sempre fiz vossa vontade
Diego Ortiz (Espanha, c.1510–c.1570)
08. Recercada Quarta
Cancioneiro de Hortência, Portugal, séc. XVI
09. Ia dei fim
Cancioneiro da Biblioteca Nacional de Lisboa
10. Não tragais borszeguis pretos
Luís Milan (Espanha, c.1500-c.1561)
11. Perdido teñyo mi color
Diego Ortiz (Espanha, c.1510–c.1570)
12. Quinta pars
Cancioneiro da Biblioteca Nacional de Lisboa
13. Na fomte está Lianor
Cancioneiro de Hortência, Portugal, séc. XVI
14. Señora bem poderey

SÉCULOS XVII e XVIII – Portugal e Brasil
Manuel Rodrigues Coelho (Portugal, 1582-1647)
15. Segundo verso do primeiro tom
Luis Álvares Pinto (Recife, 1719 – 1789)
16. Beata Virgo

SÉCULO XIX – Modinhas e Lundus Brasileiros
Antonio da Silva Leite (Portugal, 1759-1833)
17. Amor concedeu-me um prêmio
Anônimo (modinha imperial coligida por José Maria Neves)
18. Estas lágrimas
Xisto Bahia (1841 – 1894)
19. Iaiá, você quer morrer?
Anônimo (modinha imperial coligida por José Maria Neves)
20. Sinto-me aflita
Danças populares brasileiras recolhidas por Spix & Martius, 1819
21. Lundu
Anônimo (modinha imperial coligida por José Maria Neves)
22. Ausente, saudoso e triste
Anônimo (modinha imperial coligida por Mário de Andrade)
23. Hei de amar-te até morrer
F. M Fidalgo, 1900
24. La no Largo da Sé

Brasil 500 Anos – 2000
Quadro Cervantes
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MP3 320 kbps – 137,5 + 22,1 MB – 53 min
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Um CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!

Boa audição.

motorola

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

Alma Latina: Domenico Zipoli (1688-1726) – Les Vêpres solennelles de Saint-Ignace – Ensemble Elyma

Domenico ZipoliCaptura de Tela 2017-09-27 às 15.29.15
Vépres de San Ignacio

Ensemble Elyma
Coro de Niños Cantores de Cordoba

Domenico Zipoli (Prato, Itália, 1688 – Córdoba, Argentina, 1726) foi um padre jesuíta, compositor, cravista e organista da Itália. Foi aluno de Alessandro Scarlatti e Bernardo Pasquini e trabalhou na Igreja de Jesus em Roma. Como jesuíta ele se voluntariou para trabalhar nas Reduções do Paraguai onde sua experiência musical muito ajudou a desenvolver os talentos musicais naturais dos Guaranís. Ele é lembrado como o mais completo músico dentre os missionários Jesuítas. Sua reputação na Europa é baseada na sua música para cravo e órgão e deixou uma importante contribuição para a música sacra da América do Sul.

Gabriel Garrido é um regente argentino especializado em recuperar a herança musical barroca da América Latina. A partir de 1977 tornou-se professor no Conservatoire de Musique de Genève onde, em 1981, fundou o Ensemble Elyma. Em 1992 começou a gravar as primeiras gravações fundamentais das séries Les Chemins du Baroque para o selo francês K617.

Palhinha: ouça: 06. Serve Bone

Domenico Zipoli (1688 – 1726)
Les Vêpres solennelles de Saint-Ignace
01. Deus In Adjutorium – Domine Ad Adjuvandum
02. Domine Quinque / Dixit Dominus
03. Euge Serve / Confitebor Tibi Domine
04. Fidelis Servus / Beatus Vir
05. Beatus Ille Servus / Laudate Pueri Dominum
06. Serve Bone / Laudate Dominum
07. Iste Confessor
08. Hic Vir / Magnificat
09. Ichepe Flauta
10. Te Deum Laudamus

Vêpres de Saint-Ignace – 1992
Ensemble Elyma & Coro de Niños Cantores de Cordoba
Gabriel Garrido, regente
Série Les Chemis du Baroque * Réductions Jésuites de Chiquitos

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MP3 320 kbps -162.0 MB – 55,4 min
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Boa audição.

Captura de Tela 2017-09-27 às 15.30.42

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna

Grieg / Amper / Larsen: In folk Style

Grieg / Amper / Larsen: In folk Style

Excelente CD. A Suíte Holberg é belíssima música de concerto, elegante, melodiosa, romântica, erudita, nacionalista, com profundas raízes escandinavas. O pessoal da TrondheimSolistene junta esta composição de Grieg com peças atuais populares norueguesas e o resultado é ótimo. As fontes folclóricas norueguesas sempre foram parte essencial da obra de Grieg. Ele lutava contra o predomínio da música alemã, cujos principais representantes de sua época e na Noruega eram Robert Schumann e Félix Mendelssohn. Desta forma, neste disco, Grieg — pelo que sei ele é um dos tios de pianista canadense Glenn Gould — segue promovendo a música de seu país.

Grieg / Amper / Larsen: In folk Style

01. Edvard Grieg (1843-1907) – Suite “From Holberg’s Time”, op. 40: I. Plelude 02:39
02. Edvard Grieg (1843-1907) – Suite “From Holberg’s Time”, op. 40: II. Sarabante 03:38
03. Edvard Grieg (1843-1907) – Suite “From Holberg’s Time”, op. 40: III. Gavotte 03:17
04. Edvard Grieg (1843-1907) – Suite “From Holberg’s Time”, op. 40: IV. Air 05:48
05. Edvard Grieg (1843-1907) – Suite “From Holberg’s Time”, op. 40: V. Rigaudon 03:54

06. Edvard Grieg (1843-1907) – Two Nordic Melodies, op. 63: I. I folketonestil (In Folk Style) 06:57
07. Edvard Grieg (1843-1907) – Two Nordic Melodies, op. 63: II. Kulokk and Stabbelaten (Cow Call and Peasant Dance) 04:13

08. Emilia Amper (1981-) – ABREGE – folk suite for nyckelharpa and string orchestra: I. Kapten Kapsyl (Mikael Marin) 02:40
09. Emilia Amper (1981-) – ABREGE – folk suite for nyckelharpa and string orchestra: II: Arepolska (trad/Per Danielsson) 02:20
10. Emilia Amper (1981-) – ABREGE – folk suite for nyckelharpa and string orchestra: III. Balkanpolskan (Ola Baeckstroem) 02:12
11. Emilia Amper (1981-) – ABREGE – folk suite for nyckelharpa and string orchestra: IV. Till Farmor (Roger Tallroth) 02:35
12. Emilia Amper (1981-) – ABREGE – folk suite for nyckelharpa and string orchestra: V. Bambodansarna (Olov Johansson) 03:05

13. Gjermund Larsen (1981-) – DIPLOM – folk suite for fiddle and string orchestra: I. Trad 03:05
14. Gjermund Larsen (1981-) – DIPLOM – folk suite for fiddle and string orchestra: II. Abelvaer 06:55
15. Gjermund Larsen (1981-) – DIPLOM – folk suite for fiddle and string orchestra: III. Krambupolka 04:05

TrondheimSolistene
Emilia Amper, nyckelharpa
Gjermund Larsen, fiddle
Øyvind Gimse, artistic director
Geir Inge Lotsberg, leader

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O Bigodón de Grieg.
O Bigodón de Grieg.

PQP

Georg Friedrich Händel (1685-1759): 8 Suites para Cravo (Scott Ross)

Georg Friedrich Händel (1685-1759): 8 Suites para Cravo (Scott Ross)

(Links novos, tudo completinho. Obrigado, leitores!).

PQP acha Scott Ross (1951–1989) um mão pesada. Suas interpretações têm poucas nuances e expressão. PQP pensa que estas Suítes ainda aguardam por mais carinho. Algumas são muito belas.

Porém, vejam só o que escreveu em 2010 o postador original, Gabriel Clarinet: compostas por Handel por volta de 1720, essas Suites para Cravo são interessantes e ao mesmo tempo intrigantes. Dentro delas você pode encontrar desde fugas até 3 ou 4 variações dentro de uma mesma suite. É claro que esse é o estilo da época. Mas para mim, tão acostumado com Allegri, Scherzi, Presti, de repente dar de cara com uma construção dessas é meio difícil de aceitar. Todo esse dilema acaba quando você começa a ouvir. Daí tudo se torna céu. O interessante é que Handel explora ao máximo toda a sonoridade e combinações de sons do cravo, principalmente nas fugas. É claro que não se compara as fugas de Bach, mas ainda assim é muito bom.

Georg Friedrich Händel (1685-1759): 8 Suites para Cravo

Disco 1
01 – Série de 1720. Suíte I em lá maior – I. Prélude
02 – Série de 1720. Suíte I em lá maior – II. Allemande
03 – Série de 1720. Suíte I em lá maior – III. Courante
04 – Série de 1720. Suíte I em lá maior – IV. Gigue
05 – Série de 1720. Suíte II em fá maior – I. Adagio
06 – Série de 1720. Suíte II em fá maior – II. Allegro
07 – Série de 1720. Suíte II em fá maior – III. Adagio
08 – Série de 1720. Suíte II em fá maior – IV. Fugue
09 – Série de 1720. Suíte III em ré menor – I. Prélude
10 – Série de 1720. Suíte III em ré menor – II. Fugue
11 – Série de 1720. Suíte III em ré menor – III. Allemande
12 – Série de 1720. Suíte III em ré menor – IV. Courante
13 – Série de 1720. Suíte III em ré menor – V. Air
14 – Série de 1720. Suíte III em ré menor – VI. Variation 1
15 – Série de 1720. Suíte III em ré menor – VII. Variation 2
16 – Série de 1720. Suíte III em ré menor – VIII. Variation 3
17 – Série de 1720. Suíte III em ré menor – IX. Variation 4
18 – Série de 1720. Suíte III em ré menor – X. Variation 5
19 – Série de 1720. Suíte III em ré menor – XI. Presto
20 – Série de 1720. Suíte IV em mi menor – I. Fugue
21 – Série de 1720. Suíte IV em mi menor – II. Allemande
22 – Série de 1720. Suíte IV em mi menor – III. Courante
23 – Série de 1720. Suíte IV em mi menor – IV. Sarabande
24 – Série de 1720. Suíte IV em mi menor – V. Gigue

Disco 2
01 – Série de 1720. Suíte V em mi maior – I. Prélude
02 – Série de 1720. Suíte V em mi maior – II. Allemande
03 – Série de 1720. Suíte V em mi maior – III. Courante
04 – Série de 1720. Suíte V em mi maior – IV. Air con variazioni
05 – Série de 1720. Suíte V em mi maior – V. Variation 1
06 – Série de 1720. Suíte V em mi maior – VI. Variation 2
07 – Série de 1720. Suíte V em mi maior – VII. Variation 3
08 – Série de 1720. Suíte V em mi maior – VIII. Variation 4
09 – Série de 1720. Suíte V em mi maior – IX. Variation 5
10 – Série de 1720. Suíte VI em fá sustenido maior – I. Prélude
11 – Série de 1720. Suíte VI em fá sustenido maior – II. Lárgo – Fugue
12 – Série de 1720. Suíte VI em fá sustenido maior – III. Gigue
13 – Série de 1720. Suíte VII em sol menor – I. Ouverture
14 – Série de 1720. Suíte VII em sol menor – II. Andante
15 – Série de 1720. Suíte VII em sol menor – III. Allegro
16 – Série de 1720. Suíte VII em sol menor – IV. Sarabande
17 – Série de 1720. Suíte VII em sol menor – V. Gigue
18 – Série de 1720. Suíte VII em sol menor – VI. Passacaglia
19 – Série de 1720. Suíte VIII em fá menor – I. Prélude
20 – Série de 1720. Suíte VIII em fá menor – II. Fuga
21 – Série de 1720. Suíte VIII em fá menor – III. Allemande
22 – Série de 1720. Suíte VIII em fá menor – IV. Courante
23 – Série de 1720. Suíte VIII em fá menor – V. Gigue

Scott Ross, cravo

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Scott Ross, morto em 89 aos 36 anos, foi uma das muitas vítimas da AIDS.
Scott Ross, morto em 89 aos 36 anos, foi uma das muitas vítimas da AIDS.

Gabriel Clarinet

Cantata BWV 4 & Cantata BWV 80 – J. S. Bach – Gesualdo Consort

Cantata BWV 4 para o 1º dia da Festa de Páscoa
Cantata BWV 80 para a festa da Reforma (31 de outubro)
Johann Sebastian Bach (1685-1750)

Captura de Tela 2017-09-26 às 18.10.04Dia desses eu, monge Ranulfus, quis mostrar a um amigo um “aleluia” que considero muito mais exuberante que o famosíssimo do “Messias” de Handel: o do final da 1ª estrofe da Cantata 4 de Bach. Saí a procurar no YouTube uma versão com algum coral volumoso, pois me parecia mais apropriado, quando topei com esta onde o quarteto de solistas faz ele mesmo as partes corais. Resolvi dar uma espiada bastante desconfiada e aí… pimba: fui fisgado!

Isso mesmo, senhores: viciei desavergonhadamente. Passei a OUVER várias vezes por dia; parar no meio do serviço para uma dose; faz quase uma semana, acordo no meio da noite com os clamores do tenor ou do baixo que proclamam a derrota vergonhosa da morte… e o surto não cede. Ainda bem que o amigo Avicenna, apesar ser um cientista muçulmano, como todos sabem, veio em socorro do monge, tomando providências no sentido de espalhar o surto numa população maior, para ver se arrefece um pouco nesta pobre e deliciada vítima. Funcionará? Ou terminará todo mundo igualmente doido?

Enfim: temos aqui dois fantásticos exemplos das chamadas “Choralkantaten” do pai do PQP – com o que não se quer dizer que sejam cantadas por um coral no sentido de conjunto de vozes, e sim que sejam inteiramente baseadas em um coral no sentido de hino luterano – e aqui em sentido duplamente literal: tanto a letra quanto a melodia dos hinos-base das duas cantatas estão entre as dezenas de autoria do próprio Lutero, sendo sem dúvida o mais conhecido o da Cantata 80, “Ein feste Burg ist unser Gott” (usualmente traduzido em português como “Castelo forte é nosso Deus”), que no século 19 o poeta Heinrich Heine chamou de “A Marselhesa da Reforma”. Reforma que, a propósito, completou seus 496 anos neste 31 de outubro (ontem), o que seria um bom pretexto para esta postagem – caso ela precisasse de algum!

Não bastasse, são exemplos de dois tipos diferentes de Choralkantaten: a de nº 80 traz material temático complementar, inventado pelo próprio Bach – e por belíssima que seja (gosto especialmente do solo de soprano, 4º movimento), não a comentarei mais. Quem quiser o texto original e uma boa tradução ao inglês acha aqui.

Confesso que a Cantata 4 me fascina mais: não existe nela uma única frase melódica que não seja derivada da melodia do hino, o que resulta numa combinação da textura contrapontística bachiana com uma atmosfera muito mais antiga – talvez possamos dizer “gótica”, com todas as ressonâncias que essa palavra ganhou desde a época do Romantismo – para o que colabora decisivamente o tema: a Morte, representada mais ou menos como um tirano, e sua derrota por uma espécie de herói de cavalaria chamado Cristo. Cada uma das 7 estrofes repete um trajeto da escuridão e opressão para a luz e a vitória, culminando em seu próprio “aleluia”. (Texto e versão inglesa aqui).

E aqui sugiro que vocês não deixem de apreciar o vídeo desta realização do Gesualdo Consort de Amsterdã. Uma, pela própria beleza dos instrumentos, como o “violone” que nós chamaríamos de contrabaixo, e os 3 trombones e o corneto que reforçam as vozes nas partes corais – este último um fantástico instrumento de madeira preta, com buracos como a flauta doce, tubo cônico como um sax soprano, bocal como um trompete, e o som mais doce que já conheci na Terra – de uma doçura dourada como mel.

Mas, além disso, pelo reforço que a imagem da atuação física dos cantores traz aos sons, que por sua vez são como gestos muitas vezes dramáticos no mundo do Imaginário – como nos versos 4-7 do solo do tenor, que dizem que Cristo “tomou da morte sua jurisdição e prepotência, não deixou NADA (NICHTS – pausa dramática) senão uma aparência de morte: seu ferrão, ela o perdeu”. Ou no verso 7 do solo do baixo: “der Wüüüüür…ger [o carrasco] pode nos não!… não!… não!… não mais fazer mal”. Sem falar do tocante dueto logo após o coro inicial – onde a barba do contralto-contratenor traz um contraponto hoje em dia inusitado às alturas por onde passeia sua voz.

Apesar de concebida para a Páscoa, a Cantata 4 me parece extraordinariamente adequada para amanhã, Dia de Finados – e assim esta nossa postagem conjunta se equilibra aqui, entre Finados e Reforma… junto com Todos os Santos.

Palhinha: veja a integral, com 6 minutos de preleção em holandês e uma peça em órgão de 4 minutos (Koraalbewerking ‘Ein Feste Burg ist Under Gott’ BWV 720 (orgel solo), não presentes nos links abaixo para download.

(1 a 8) Cantata BWV 4 para o 1º dia da Festa de Páscoa:
I. Sinfonia
II. Chor Versus I – Christ lag in Todesbanden
III. Duett (Sopran, Contralt) Versus II – Den Tod niemand zwingen kunnt
IV. Arie (Tenor) Versus III – Jesus Christus, Gottes Sohn
V. Chor Versus IV – Es war ein wunderlicher Krieg
VI. Arie (Bass) Versus V – Hier ist das rechte Osterlamm
VII. Duett (Sopran, Tenor) Versus VI – So feiern wir das hohe Fest
VIII. Choral Versus VII – Wir essen und leben wohl

(9 a 16) Cantata BWV 80 para a festa da Reforma (31 de outubro):
I. Chor – Ein feste Burg ist unser Gott
II. Duett (Sopran, Bass)
III. Rezitativ (Bass) – Erwäge doch, Kind Gottes, die so grosse Liebe
IV. Arie (Sopran) – Komm in mein Herzenshaus
V. Choral – Und wenn die Welt voll Teufel wär
VI. Rezitativ (Tenor) – So stehe
VII. Duett (Contralt Tenor) – Wie selig
VIII. Choral – Das Wort, sie sollen lassen stahn

Gesualdo Consort – 2012

Dorothee Mields, soprano
Terry Wey, alto (contratenor)
Charles Daniels, tenor
Harry van der Kamp, baixo
Pieter-Jan Belder, direção geral e cravo
Leo van Doeselaar, órgão
Gesualdo Consort Amsterdam o.l.v. Harry van der Kamp
Musica Amphion o.l.v. Pieter-Jan Belder e Rémy Baudet

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MP3 320 Kbps – 101,6 MB

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FLAC – 201,6 MB-44,0 min
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Boa audição.

Captura de Tela 2017-09-26 às 18.11.00

 

 

 

 

 

 

 

Texto – Monge Ranulfus
Lay-out & Mouse Conductor – Avicenna

Livro “Uma grande glória brasileira: José Maurício Nunes Garcia”, de Alfredo Taunay (Visconde de Taunay)

rhtwrhtrJOSÉ MAURÍCIO POR ALFREDO TAUNAY

Alfredo Maria Adriano d’Escragnolle Taunay (Rio de Janeiro, 22/02/1843 – 25/01/1899), mais conhecido como Visconde de Taunay, foi o escritor responsável pelo primeiro livro dedicado a um dos mais significativos compositores brasileiros: o Padre José Maurício Nunes Garcia (Rio de Janeiro, 22/09/1767 – 18/04/1830). Mas foi uma longa história até esse livro chegar às lojas e até nós.

Alfredo Taunay não conheceu Nunes Garcia, pois nasceu 13 anos após o falecimento desse compositor sacro, mas vivenciou um período no qual sua música ainda era bastante executada nas cerimônias religiosas nas igrejas do Rio de Janeiro. Encantado com as composições do padre mestre, Taunay empreendeu várias iniciativas para tentar salvá-la do esquecimento, entre elas uma campanha para tentar imprimi-las, na década de 1890, mas que resultaram apenas na impressão de seu Requiem de 1816, pela Casa Bevilacqua, em 1897.

Mas essa campanha teve alguns outros resultados: outra das importantes ações de Alfredo Taunay foi a realização de intensas pesquisas biográficas sobre José Maurício Nunes Garcia, que resultaram em vários artigos publicados no Rio de Janeiro, especialmente na Revista Brasileira, entre 1895-1896, e no Jornal do Comércio, entre 1896-1898.

Três décadas após o falecimento do Visconde de Taunay, seu filho, o historiador catarinense Afonso d’Escragnolle Taunay, resolveu organizar os inúmeros artigos do pai sobre José Maurício Nunes Garcia, para publicá-los em um único volume, por ocasião do centenário do falecimento do compositor carioca, em 1830. O enorme trabalho de Afonso Taunay, que requereu ainda a consulta de outros textos sobre o assunto, para completar lacunas e corrigir imprecisões, resultou no livro Uma grande glória brasileira: José Maurício Nunes Garcia (São Paulo: Melhoramentos, 1930).

No mesmo ano, Afonso Taunay e o editor Walther Weiszflog também uniram a esse livro os textos que Alfredo Taunay havia escrito sobre o compositor de óperas Antônio Carlos Gomes (Campinas, 11/07/1836 – Belém, 16/09/1896), para lançar, no mesmo ano, o livro Dois artistas máximos: José Maurício e Carlos Gomes (São Paulo: Melhoramentos, 1930). Esses dois livros ajudaram a reacender o interesse sobre Nunes Garcia e Carlos Gomes, demonstrando que somente as ações apaixonadas de homens como os que trabalharam nessas edições são capazes de preservar a memória musical brasileira do esquecimento, pois quase nenhum setor nos nossos sistemas de governo são conscientes da importância dessa preservação.

Uma grande raridade, o livro Uma grande glória brasileira: José Maurício Nunes Garcia, de Alfredo Taunay (Visconde de Taunay), organizado por seu filho Afonso Taunay em 1930, foi digitalizado pela primeira vez pelo Avicenna do PQP Bach, a partir do seu exemplar pessoal, e agora disponibilizado online, em um mais um gesto característico do seu altruísmo e interesse na difusão do patrimônio histórico-musical brasileiro. Com isso podemos usufruir um raro texto escrito no final do século XIX sobre o compositor brasileiro José Maurício Nunes Garcia, que requereu muitas mãos e muita dedicação para chegar até nossa casa como um presente.

Valeu, Seu Alfredo, Seu Afonso e Seu Avicenna, os três grandes ‘A’s que nos ajudaram a manter vivo no Brasil o interesse pela música de José Maurício Nunes Garcia, um dos maiores compositores brasileiros e latino-americanos de nossa história, e um dos mais importantes autores de música sacra em todo o mundo!

Prof. Paulo Castagna
[email protected]

_----------hklhjkhLivro “Uma grande glória brasileira: José Maurício Nunes Garcia”

Autor: Alfredo Maria Adriano d’Escragnolle Taunay (Rio de Janeiro,1843-1899), mais conhecido como Visconde de Taunay.

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PDF | 194,7 MB

 

 

 

Saiba muito mais sobre a vida e obra de José Mauricio no site www.josemauricio.com.br/

Avicenna

PS: –  Personagem importante desta história é o nosso amigo e colega Bisnaga. Ele comprou este livro num sebo online e deu como endereço o da minha casa !  Valeu, Seu Bisnaga!!!

Johann Sebastian Bach (1685-1750) – Weinachtsoratorium, BWV 248 – Gardiner, Rolfe Johnson, Holton, Pringle, Bär, Argenta, von Otter, Blochwitz, Monteverdi Choir, Englisch Baroque Soloists,

Box FrontEntão vamos continuar trazendo belissimos cds para os senhores. Na verdade, podemos dizer que é o que tem de melhor em se tratando de Bach.
John Elliot Gardiner antes de ser cavalheiro da rainha Elizabeth já era o melhor intérprete de Bach, isso lá pelos anos 80.
Vou trazer para senhores uma coleção com 9 cds, que traz três oratórios e uma Missa, mas não é qualquer missa, e sim a imortal Missa em Si Menor.
Mas vamos começar com o Oratório de Natal. Gardiner se juntou a um grupo de solistas absolutamente fantáticos, sem contar sua English Baroque Soloits, e o primeiro e único Monteverdi Choir, o melhor conjunto coral que já ouvi. Von Otter, Anthony Rolfe Johnson, Nanci Argenta estáo no apogeu de suas carreiras.

Provavelmente estas gravações já apareceram por aqui, mas isoladamente. Agora vai estar tudo junto.

CD 1
01. Part One – Jauchzet, frohlocket, auf, preiset die Tage (Chorus)
02. Part One – Es begab sich aber zu der Zeit (Recitative)
03. Part One – Nun wird mein liebster Bräutigam (Recitative)
04. Part One – Bereite dich, Zion, mit zärtlichen Trieben (Aria)
05. Part One – Wie soll ich dich empfangen (Chorale)
06. Part One – Und sie gebar ihren ersten Sohn (Recitative)
07. Part One – Er is auf Erden kommen arm (Chorale); Wer will die Liebe recht erh
08. Part One – Großer Herr und starker König (Aria)
09. Part One – Ach mein herzliebes Jesulein (Chorale)
10. Part Two – Sinfonia
11. Part Two – Und es waren Hirten in derselben Gegend (Recitative)
12. Part Two – Brich an, o schönes Morgenlicht (Chorale)
13. Part Two – Und der Engel sprach zu ihnen Angel – Fürchtet euch nicht (Recitat
14. Part Two – Was Gott dem Abraham verheißen (Recitative)
15. Part Two – Frohe Hirten, eilt, ach eilet (Aria)
16. Part Two – Und das habt zum Zeichen (Recitative)
18. Part Two – So geht denn hin (Receitative)
19. Part Two – Schlafe, mein Liebster, genieße der Ruh (Aria)
20. Part Two – Und alsobald war da bei dem Engel (Recitative)
21. Part Two – Ehre sei Gott in der Höhe (Chorus)
22. Part Two – So recht, ihr Engel, jauchzt und singet (Recitative)
23. Part Two – Wir singen dir in deinem Heer (Chorale)
24. Part Three – Herrscher des Himmels, erhöre das Lallen (Chorus)
25. Part Three – Und da die Engel von ihnen gen Himmel fuhren (Recitative)
26. Part Three – Lasset uns nun gehen gen Bethlehem (Chorus)
27. Part Three – Er hat sein Volk getröst’ (Recitative)
28. Part Three – Dies hat er alles uns getan (Chorale)
29. Part Three – Herr, dein Mitleid, dein Erbarmen (Duet)
30. Part Three – Und sie kamen eilend (Recitative)
31. Part Three – Schließe, mein Herze, dies selige Wunder (Aria)
32. Part Three – Ja, ja, mein Herz soll es bewahren (Recitative)
33. Part Three – Ich will dich mit Fleiß bewahren (Chorale)
34. Part Three – Und die Hirten kehrten wieder um (Recitative)
35. Part Three – Seid froh dieweil (Chorale)
36. Part Three – Herrscher des Himmels, erhöre das Lallen (Chorus da capo)

CD 2

01. Part IV. For the Feast of the Circumcision ‘Fallt mit Danken, fallt mit Loben’
02. ‘Und da acht Tage um waren’
03. ‘Immanuel, o süßes Wort’ – ‘Jesu, du mein liebstes Leben’
04. ‘Flößt, mein Heiland, flößt dein Namen’
05. ‘Wohlan, dein Name soll allein’ – ‘Jesu, meine Freud und Wonne’
06. ‘Ich will nur dir zu Ehren leben’
07. ‘Jesus richte mein Beginnen
08. Part V. For the First Sunday in the New Year ‘Ehre sei dir, Gott, gesungen’
09. ‘Da Jesu geboren war zu Bethlehem’
10. ‘Wo ist der neugeborene König der Jüden’ – ‘Sucht ihn in meiner Brust’
11. ‘Dein Glanz all Finsternis verzehrt’
12. ‘Erleucht auch meine finstre Sinnen’
13. ‘Da das der König Herodes hörte’
14. ‘Warum wollt ihr erschrecken’
15. ‘Und liess versammlen alle Hohepriester’
16. ‘Ach, wenn wird die Zeit ercheinen’
17. ‘Mein Liebster herrschet schon’
18. ‘Zwar ist solche Herzensstube’
19. Part VI. For the Feast of Epiphany ‘Herr, wenn die stolzen Feinde schnauben’
20. ‘Da berief Herodes die Weisen heimlich’ – ‘Ziehet hin und forschet fleißig’
21. ‘Du Falscher, suche nur den Herrn zu fällen’
22. ‘Nur ein Wink von seinen Handen’
23. ‘Als sie nun den König gehöret hatten’
24. ‘Ich steh’ an deiner krippen hier’
25. ‘Und Gott befahl ihnen im Traum’
26. ‘So geht! Genug, mein Schatz geht nicht von hier’
27. ‘Nun mögt ihr stolzen Feinde schrecken’
28. ‘Was will der Höllen Schrecken nun’
29. ‘Nun seid ihr wohl gerochen’

Anthony Rolfe Johnson – Nancy Argenta – Anne Sofie von Otter – Hans Peter Blochwitz – Olaf Bär
The Monteverdi Choir
The English Baroque Soloists
Sir John Eliot Gardiner

CD 1 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE
CD 2 – BAIXE AQUI – DOWNLOAD HERE

Il diario di Chiara – Music from La Pietà in Venice in the 18th Century

Il diario di Chiara – Music from La Pietà in Venice in the 18th Century

Este é um disco de música barroca italiana que se baseia em três concertos escritos para Chiara, mas também para outras destacadas violinistas do Ospedale della Pieta, com os quais Vivaldi esteve especialmente associado. Há dois concertos de Vivaldi aqui, mas também de vários outros compositores. Chiara coletou essas peças em seu diário – daí o título do disco. O que torna este CD especial é a Europa Galante e Fabio Biondi. Eles são sensacionais. Brilham nos movimentos mais vivos, mas também trazem beleza e emoção nos movimentos mais lentos. A interpretação é vigorosa, apaixonado e reflexiva, conforme o apropriado em cada momento.

Mas quem eram estas meninas do Ospedale? O Ospedale della Pietà é uma casa fundada em 1346 pelo governo de Veneza a fim de receber meninas órfãs ou abandonadas, que muitas vezes lá permaneciam por toda a vida, caso não fossem adotadas. Meninos eram aceitos apenas temporariamente, devendo partir aos 16 anos após aprenderem ofícios simples como carpintaria.

A Roda dos Expostos

A Roda dos Expostos

O Ospedale tinha a chamada Roda dos Expostos ou Roda dos Enjeitados. Tais mecanismos ficavam nas fachadas de instituições religiosas, embutidas na parede, dando para a rua. Consistiam em mecanismos utilizados para abandonar os recém-nascidos indesejados, que assim ficavam ao cuidado da instituição. O mecanismo era uma caixa cilíndrica que girava sobre um eixo vertical com uma portinhola ou apenas uma abertura. Quem desejava abandonar um recém-nascido, colocava ali seu filho e girava o cilindro, dando meia volta. Desta forma, quem abandonava a criança não era visto por quem a recebia. As rodas também serviam para que pessoas piedosas oferecessem anonimamente alimentos e medicamentos a tais casas. As crianças eram normalmente filhas de pessoas pobres, para quem seria um peso receber mais uma boca para alimentar, ou filhas de mães solteiras, nobres ou burguesas, que não desejavam ver descoberta sua gravidez.

A imagem clássica de Vivaldi

A imagem clássica de Vivaldi

Muitas mães que entregavam seus filhos a tais instituições ofereciam-se depois como amas-de-leite e talvez amamentassem a própria filha ou filho.

As meninas eram abandonadas em maior número do que os meninos. A causa é bastante óbvia. Os meninos representariam uma força futura de trabalho produtivo e possibilidade de lucro, enquanto a ideia do sexo feminino como investimento ou lucro não existia. Tais instituições eram planejadas como moradias temporárias, mas frequentemente tornavam-se lugar definitivo. No orfanato, havia a garantia de alimentação, educação e cama.

Como o Ospedale della Pietà era um convento, orfanato e escola musical para mulheres, lá havia uma orquestra. A fama da orquestra de meninas era imensa e os concorridos concertos eram assistidos pela aristocracia veneziana e estrangeira. Havia todo um mistério, pois os concertos eram realizados atrás de um biombo que impedia que a plateia visse as intérpretes. Jean-Jacques Rousseau, de passagem por Veneza, assim descreveu sua impressão dos concertos e das intérpretes. Peço-vos que perdoem a falta de correção política do parágrafo de Rousseau.

Concerto no Ospedale

Concerto no Ospedale

“Não posso conceber nada mais voluptuoso, nada mais emocionante do que esta música. Desejava ver quem eram estas meninas exiladas, de quem apenas sua música atravessava as grades, as quais certamente ocultavam anjos adoráveis. Um dia comentei o fato na casa de um rico senhor veneziano. ‘Se estais tão curioso para ver estas mocinhas, posso facilmente satisfazer-vos a vontade. Sou um dos administradores da casa, e vos convido a lanchar com elas’, disse-me. Quando me dirigia com ele à sala que abrigava as desejadas beldades, senti tamanha agitação de amor como jamais experimentara. Meu guia apresentou-me uma após outra àquelas afamadas cantoras e instrumentistas, cujas vozes, sons e nomes já me eram todos conhecidos. ‘Vem, Sofia’… Ela era horrenda. ‘Vem, Cattina’…. Ela era cega de um olho. ‘Vem, Bettina’… A varíola a havia desfigurado. Mal haveria uma ou outra sem qualquer defeito considerável. Duas ou três eram apresentáveis. Fiquei desolado. Durante o encontro, elas se alegraram. Encontrei charme em algumas delas. Finalmente minha maneira de as considerar mudou tanto que quase me enamorei daquelas meninas disformes.”

Sim, é claro que as famílias também colocavam na Roda dos Expostos alguns de seus filhos que tivessem nascido com alguma deformidade física, mas o mais importante é acentuar o fato de que Vivaldi, projetava e providenciava instrumentos especiais para que estas meninas pudessem tocar.

Il diario di Chiara – Music from La Pieta in Venice in the 18th Century

Giovanni Porta
Sinfonia in D Major (rev. F. Biondi)
1 I. Allegro 1:38
2 II. Largo 1:49
3 III. Allegro 1:24

Antonio Vivaldi
Sinfonia for Strings in G Major, RV 149
4 I. Allegro molto 1:54
5 II. Andante 1:35
6 III. Allegro 3:01

Nicola Porpora
Sinfonia da camera in G Major, Op. 2, No. 1
7 I. Adagio 1:49
8 II. Allegro 4:17

Antonio Vivaldi
Oboe Concerto in F Major, RV 457 (arr. for violin and orchestra)
9 I. Allegro 4:42
10 II. Andante 3:45
11 III. Allegro 3:55

Antonio Martinelli
Concerto for Viola d’amore and Strings in D Major, “Per la S.ra Chiaretta”
12 I. Allegro assai 4:14
13 II. Adagio 3:06
14 III. Allegro 3:58

Antonio Martinelli
Violin Concerto in E Major, “Dedicato all S.ra Chiara” (rev. F. Biondi)
15 I. Maestoso 6:30
16 II. Grave 3:06
17 III. Allegro spiritoso 4:40

Gaetano Latilla
Sinfonia in G Major (rev. F. Biondi)
18 I. Allegro 2:11
19 II. Mezza voce andantino 3:06
20 III. Presto 4:40

Fulgenso Perotti
Grave for Violin and Organ in G Minor (from “Il Diario di Chiara”)
21 I. Adagio 2:56

Andrea Bernasconi
Sinfonia in D Major (rev. F. Biondi)
22 I. Allegro 2:09
23 II. Andantino 2:59
24 III. Presto assai 1:43

Europa Galante
Fabio Biondi

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PQP

Alma Latina: Roque Ceruti (c.1685-1760) – Vêpres Solennelles de Saint-Jean Baptiste – La Plata

Captura de Tela 2017-09-25 às 14.15.40Roque Ceruti (c.1685-1760)
Vêpres Solennelles de Saint-Jean Baptiste
La Plata

Los salmos de vísperas

Este programa es mucho más que las “vísperas de Ceruti”, pero las obras de este compositor forman la columna dorsal del proyecto. Ceruti viajó a Lima como parte del séquito del virrey marqués de Castelldosrius en 1707. Llegó para quedarse. Fue maestro de capilla en Trujillo, al norte del Perú, de donde fue llamado para suceder a Tomás de Torrejón y Velazco en el magisterio de capilla de Lima (1728). Permaneció al frente de la capilla de la catedral hasta su muerte en 1760.

Su música influenció decisivamente la de Lima y los otros centros coloniales: el maestro italiano la distribuyó por correo, enviándola a los principales centros virreinales, a cambio de otras piezas o para obtener un dinero extra de la venta. A partir de Ceruti, el estilo italiano del Barroco Tardío fue paulatinamente aceptado, y terminó por convertirse en el principal y más prestigioso referente musical durante la segunda mitad del siglo XVIII.

Los salmos y Magnificat de estas vísperas son un buen ejemplo del arte del italiano: música efectiva, brillante y adecuada a la liturgia que sigue las convenciones italianas de c. 1710. Tipico del compositor – que era violonista- es un empleo más interesante de los violines que de las voces. De vez en cuando, su inspiración está a la altura de su técnica, y resultan movimientos excepcionalmente atractivos: así ocurre, por ejemplo, con el verso Judica bit in nationibus, del Dixit Dominus.

Ceruti, dijimos, no es la única personalidad relacionada con las vísperas. Los manuscritos revelan el modus operandi habitual del maestro de capilla local de la época, Eustaquio Franco Revollo. Franco era mejor cantante que compositor: prefirió adquirir piezas ajenas y arreglar repertorio más antiguo que componer obras nuevas. Las vísperas caen dentro de la segunda categoría. Por lo menos el Magnificat de este juego ya pertenecía al repertorio de la catedral, por cuanto dos de sus movimientos fueron utilizados por Blas Tardío (m. 1762) para compilar un villancico a la Virgen (Naced antorcha brillante); es posible que los tres salmos también hubieran sido incorporados al repertorio antes de que Franco asumiera el cargo.

Captura de Tela 2017-09-25 às 14.16.37El juego parece, en realidad, fruto de reunir obras originalmente separadas. Uno de los salmos, el Beatur vir, aparece también en el Archivo del Seminario de San Antonio Abad de Cusco, mismo archivo de Sucre, en una copia anterior a la de las vísperas. El juego mismo fue copiado en dos etapas distintas (el Dixit Dominus antes, el resto de los número después): así lo prueban, sin lugar a dudas, los detalles de caligrafía y papel de las particelas del único juego que tenemos. La copia fue concluida en julio de 1775, cuando la catedral pagó nueve pesos por resma y media de papel y 25 pesos al copista Matías de Baquero y Aguilar por su trabajo en “los Salmos y tonos”.

Pero Franco no se limitó a copiar juntas obras que pueden haber estado separadas, sino que las amplificó. Los originales pueden haber sido a dos y tres coros. La versión a cuatro coros parece fruto de una delicada operación quirúrgica, por la cual se le añadieron voces a obras ya completas para agrandar su sonoridad hasta extremos nunca escuchados en la catedral. El cuarto coro presenta disonancias y errores en la conducción de las voces en cantidad tal, que delata la intervención de una mano distinta a la del compositor. Que se trate de errores de copia queda descartado por la seguridad que en general exhiben los copistas en el resto de las obras. Ahora bien, el mismo tipo de problemas aparece en la música conocida de Franco, lo cual lo señala como autor del arreglo.

La ambición sonora de Franco probó ser demasiada para las posibilidades del medio local. A poco tiempo de realizadas las copias, hubo otra revisión de los manuscritos, esta vez por medio de parches de papel y agregados en los espacios en blanco, con versiones alternativas. Se trata de modificaciones en las partes de violines, por las cuales se agregó música para que tocaran en lugar del coro 4. La caligrafía delata al autor de este segundo arreglo: Manuel Mesa y Carrizo, el más importante de los compositores locales del momento.

Copias de fines de siglo XVIII, del Beatus vir y del Laudate Dominum, cada uno por separado, revelan que el reemplazo del cuarto coro por los violines fue definitiva, y que por lo menos estos salmos eran utilizados fuera del juego compilado por Franco. Todavía a principios del siglo XIX, el maestro de capilla Matías de Baquero y Aguilar -quien treinta años antes había actuado como copista del juego- continuaba utilizando el juego completo: de su puño y letra se conserva una indicación en la portada con una lista de seises o niños de coro que corresponde a 1804, el año en que ganó el cargo.

(extraido do encarte)

Palhina: ouça 04. Ex utero senectutis / Beatus vir

Roque Ceruti – Vepres Solennelles de Saint-Jean Baptiste
Anónimo – Missions jésuites de Juli (Pérou)
01. Deus in adjutorium
Cathédrale de Sucre / Roque Ceruti (Milan, ca. 1685 – Lima, 1760) & Eustaquio Franco Rebollo (Revollo) (?-1786)
02. Ipse praebit ante illum / Dixit Dominus
Antonio Martín y Coll (Espagne, died c. 1734)
03. Joannes est nomen eius / Confiteor tibi Domine
Roque Ceruti (Milan, ca. 1685 – Lima, 1760) & Eustaquio Franco Rebollo (Revollo) (?-1786)
04. Ex utero senectutis / Beatus vir
Jose Elias (Madrid, ?)
05. Iste puer magnus / Laudate Pueri Dominum
Roque Ceruti (Milan, ca. 1685 – Lima, 1760) & Eustaquio Franco Rebollo (Revollo) (?-1786)
06. Nazareus vocabitur / Laudate Dominum
Juan de Araujo (Villafranca, Spain 1646 – Chuquisaca, Bolívia 1712)
07. Ut queant laxis
Roque Ceruti (Milan, ca. 1685 – Lima, 1760) & Eustaquio Franco Rebollo (Revollo) (?-1786)
08. Ingresso Zacharia / Magnificat
Roque Jacinto de Chavarría (1688-1719) & Blas Tardío de Guzmán (Bolívia, c.1750)
09. Afuera densas sombras
10. Benedicamus Domino Deo Gratias
Anónimo – Cathédrale de Sucre
11. Salve Regina

Roque Ceruti – Vepres Solennelles de Saint-Jean Baptiste – 1998
Coro de Niños Cantores de Córdoba
Ensamble Louis Berge
Ensemble Elyma
Maestro Gabriel Garrido

Festival Internacional de Música Renacentista y Barroca Americana
Misiones de Chiquitos

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XLD RIP | FLAC 376,7 MB | HQ Scans 11,6 MB |

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MP3 320 kbps 189.5 MB | HQ Scans 11,6 MB | 1,3 h |
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Outro CD do acervo do musicólogo Prof. Paulo Castagna. Não tem preço !!!

Boa audição.

Catedral da Sé, São Paulo, SP, Brasil
Catedral da Sé, São Paulo, SP, Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Avicenna